Você está na página 1de 501

Bruno Chieregatti e Joao de Sá Brasil.

Zenaide Auxiliadora Pachegas Branco e Silvana Guimarães

Escola de Sargentos das Armas

ESA
Curso de Formação de Sargento do Exército (CFS)

A apostila preparatória é elaborada antes da publicação do Edital Oficial com base no edital anterior,
para que o aluno antecipe seus estudos.

JN056-19
Todos os direitos autorais desta obra são protegidos pela Lei nº 9.610, de 19/12/1998.
Proibida a reprodução, total ou parcialmente, sem autorização prévia expressa por escrito da editora e do autor. Se
você conhece algum caso de “pirataria” de nossos materiais, denuncie pelo sac@novaconcursos.com.br.

OBRA

Escola de Sargentos das Armas ESA

Curso de Formação de Sargento do Exército (CFS)

AUTORES

Matemática - Prof° Bruno Chieregatti e Prof° Joao de Sá Brasil


Português - Profª Zenaide Auxiliadora Pachegas Branco
História do Brasil - Profª Silvana Guimarães
Geografia do Brasil - Profª Silvana Guimarães
Inglês - Profª Katiuska W. Burgos General

PRODUÇÃO EDITORIAL/REVISÃO
Elaine Cristina
Leandro Filho
Erica Duarte

DIAGRAMAÇÃO
Elaine Cristina
Thais Regis
Danna Silva

CAPA
Joel Ferreira dos Santos

Publicado em 01/2019

www.novaconcursos.com.br

sac@novaconcursos.com.br
SUMÁRIO

MATEMÁTICA

Teoria dos conjuntos e conjuntos numéricos a) Representação de conjuntos e subconjuntos: união, interseção e diferença de
conjuntos. b) Razões e proporções: razão de duas grandezas, proporção e suas propriedades, escala, divisão em partes direta
e inversamente proporcionais, regra de três simples e composta, porcentagem, juros simples e juros compostos. c) Números
Naturais e Inteiros: divisibilidade, mínimo múltiplo comum, máximo divisor comum, decomposição em fatores primos,
operações e propriedades. d) Números Racionais e Reais: operações e propriedades, representação decimal, desigualdades,
intervalos reais..........................................................................................................................................................................................................................01
Funções a) Domínio, contradomínio e imagem. b) Raiz de uma função. c) Funções injetoras, sobrejetoras e bijetoras. d) Funções
crescentes, decrescentes e constantes. e) Funções compostas e inversas.......................................................................................................50
Função afim e função quadrática... a) Gráfico, domínio, imagem e características. b) Variações de sinal. c) Máximos e mínimos.
d) Resolução de equações e inequações. e) Inequação produto e inequação quociente..........................................................................50
Função exponencial a) Gráfico, domínio, imagem e características. b) Equações e inequações exponenciais..................................60
Função logarítmica a) Definição de logaritmo, propriedades operatórias e mudança de base. b) Gráfico, domínio, imagem e
características da função logarítmica. c) Equações e inequações logarítmicas.............................................................................................62
Trigonometria a) Trigonometria no triângulo retângulo. b) Trigonometria num triângulo qualquer. c) Unidades de medidas
de arcos e ângulos: graus e radianos. d) Círculo trigonométrico, razões trigonométricas, redução ao 1º quadrante. e) Funções
trigonométricas: seno, cosseno e tangente; relações e identidades. f) Fórmulas de adição de arcos e arcos duplos....................63
Análise combinatória a) Fatorial: definição e operações. b) Princípio Fundamental da Contagem. c) Arranjos, permutações e
combinações.............................................................................................................................................................................................................................69
Probabilidade a) Experimento aleatório, espaço amostral, evento.b) Probabilidade em espaços amostrais equiprováveis. c)
Probabilidade da união e interseção de eventos. d) Probabilidade condicional. e) Eventos independentes.....................................75
Noções de estatística a) População e amostra. b) Frequência absoluta e frequência relativa. c) Medidas de tendência central:
média aritmética, média aritmética ponderada, mediana e moda......................................................................................................................76
Sequências numéricas a) Lei de formação de uma sequência. b) Progressões aritméticas e geométricas: termo geral, soma dos
termos e propriedades..........................................................................................................................................................................................................94
Matrizes, determinantes e sistemas lineares a) Matrizes: conceito, tipos especiais, operações e matriz inversa. b) Determinantes:
conceito, resolução e propriedades. c) Sistemas lineares: resolução, classificação e discussão..............................................................95
Geometria plana a) Congruência de figuras planas. b) Semelhança de triângulos. c) Relações métricas nos triângulos,
polígonos regulares e círculos. d) Inscrição e circunscrição de polígonos regulares. e) Áreas de polígonos, círculo, coroa e
setor circular................................................................................................................................................................................................................. 105
Geometria espacial a) Retas e planos no espaço: paralelismo e perpendicularismo. b) Prismas, pirâmides, cilindros e cones:
conceito, elementos, classificação, áreas, volumes e troncos. c) Esfera: elementos, seção da esfera, área e volume.................. 125
Geometria analítica a) Ponto: o plano cartesiano, distância entre dois pontos, ponto médio de um segmento, condição de
alinhamento de três pontos. b) Estudo da reta: equação geral e reduzida; interseção, paralelismo e perpendicularismo entre
retas; distância de um ponto a uma reta; área de um triângulo. c) Estudo da circunferência: equação geral e reduzida; posições
relativas entre ponto e circunferência, reta e circunferência e duas circunferências; tangência........................................................... 130
Números complexos a) O número “i”. b) Conjugado e módulo de um número complexo. c) Representação algébrica e
trigonométrica de um número complexo. d) Operações nas formas algébrica e trigonométrica....................................................... 138
Polinômios a) Função polinomial; polinômio identicamente nulo; grau de um polinômio; identidade de um polinômio, raiz de
um polinômio; operações com polinômios; valor numérico de um polinômio. b) Divisão de polinômios, Teorema do Resto,
Teorema de D’Alembert, dispositivo de Briot-Ruffini............................................................................................................................................. 140
Equações polinomiais a) Definição, raízes e multiplicidade. b) Teorema Fundamental da Álgebra. c) Relações entre coeficientes
e raízes. d) Raízes reais e complexas............................................................................................................................................................................. 140
SUMÁRIO

PORTUGUÊS

Leitura, interpretação e análise de textos: Leitura, interpretação e análise dos significados presentes em um texto e o
respectivo relacionamento com o universo em que o texto foi produzido........................................................................................ 01
Fonética, ortografia e pontuação: Correta escrita das palavras da língua portuguesa, acentuação gráfica, partição silábica
e pontuação................................................................................................................................................................................................................. 09
Morfologia: Estrutura e formação das palavras e classes de palavras.................................................................................................. 23
Morfossintaxe: Frase, oração e período, termos da oração, orações do período (desenvolvidas e reduzidas), funções
sintáticas do pronome relativo, sintaxe de regência (verbal e nominal), sintaxe de concordância (verbal e nominal) e
sintaxe de colocação................................................................................................................................................................................................. 64
Noções de versificação: Estrutura do verso, tipos de verso, rima, estrofação e poemas de forma fixa.................................. 91
Teoria da linguagem e semântica: História da Língua Portuguesa; linguagem, língua, discurso e estilo; níveis de linguagem,
funções da linguagem; figuras de linguagem; e significado das palavras.......................................................................................... 97
Introdução à literatura: A arte literária, os gêneros literários e a evolução da arte literária, em Portugal e no Brasil.....106
Literatura brasileira: Contexto histórico, características, principais autores e obras do Quinhentismo, Barroco, Arcadismo,
Romantismo, Realismo, Naturalismo, Impressionismo, Parnasianismo, Simbolismo, Pré-Modernismo e Modernismo..108
Redação: Gênero textual; textualidade e estilo (funções da linguagem; coesão e coerência textual; tipos de discurso;
intertextualidade; denotação e conotação; figuras de linguagem; mecanismos de coesão; a ambiguidade; a não-
contradição; paralelismos sintáticos e semânticos; continuidade e progressão textual); texto e contexto; o texto narrativo:
o enredo, o tempo e o espaço; a técnica da descrição; o narrador; o texto argumentativo; o tema; a impessoalidade;
a carta argumentativa; a crônica argumentativa; a argumentação e a persuasão; o texto dissertativo-argumentativo;
a consistência dos argumentos; a contra-argumentação; o parágrafo; a informatividade e o senso comum; formas de
desenvolvimento do texto dissertativo-argumentativo; a introdução; e a conclusão..................................................................118
Alterações introduzidas na ortografia da língua portuguesa pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado
em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau,
Moçambique e, posteriormente, por Timor Leste, aprovado no Brasil pelo Decreto nº 6.583, de 29 de setembro de 2008
e alterado pelo Decreto nº 7.875, de 27 de dezembro de 2012...........................................................................................................130

HISTÓRIA DO BRASIL

1) História do Brasil.................................................................................................................................................................................................................01
a) A expansão Ultramarina Européia dos séculos XV e XVI....................................................................................................................................01
b) O Sistema Colonial Português na América: Estrutura político-administrativa, estrutura socioeconômica, invasões estrangeiras,
expansão territorial, interiorização e formação das fronteiras, as reformas pombalinas, rebeliões coloniais; e movimentos e
tentativas emancipacionistas..............................................................................................................................................................................................01
c) O Período Joanino e a Independência........................................................................................................................................................................01
(1) A presença britânica no Brasil, a transferência da Corte, os tratados, as principais medidas de D. João VI no Brasil, a política
joanina, os partidos políticos, as revoltas, conspirações e revoluções e a emancipação e os conflitos sociais.................................01
(2) O processo de independência do Brasil...................................................................................................................................................................01
d) Brasil Imperial: Primeiro Reinado e Período Regencial: aspectos administrativos, militares, culturais, econômicos, sociais e
territoriais; Segundo Reinado: aspectos administrativos, militares, econômicos, sociais e territoriais; e Crise da Monarquia e
Proclamação da República...................................................................................................................................................................................................01
e) Brasil República: Aspectos administrativos, culturais, econômicos, sociais e territoriais, revoltas, crises e conflitos e a
participação brasileira na II Guerra Mundial.................................................................................................................................................................01
SUMÁRIO

GEOGRAFIA DO BRASIL
2) Geografia do Brasil.............................................................................................................................................................................................................01
a) O território nacional: a construção do Estado e da Nação, a obra de fronteiras, fusoshorários e a federação brasileira........01
b) O espaço brasileiro: relevo, climas, vegetação, hidrografia e solos................................................................................................................01
c) Políticas territoriais: meio ambiente............................................................................................................................................................................01
d) Modelo econômico brasileiro: o processo de industrialização, o espaço industrial, a energia e o meio ambiente, os complexos
agroindustriais e os eixos de circulação e os custos de deslocamento.............................................................................................................01
e) A população brasileira: a sociedade nacional, a nova dinâmica demográfica, os trabalhadores e o mercado de trabalho, a
questão agrária, pobreza e exclusão social e o espaço das cidades...................................................................................................................01
f) Políticas territoriais e regionais: a Amazônia, o Nordeste, o Mercosul e a América do Sul...................................................................01

INGLÊS
Competências e Habilidades: Compreender a utilização de mecanismos de coesão e coerência na produção escrita; Compreender
de que forma determinada expressão pode ser interpretada em razão de aspectos sociais e/ou culturais; Analisar os recursos
expressivos da linguagem verbal, relacionando textos e contextos mediante a natureza, função, organização, estrutura, de
acordo com as condições de produção..........................................................................................................................................................................01
Conteúdos linguístico-textuais: Denotação e Conotação; Sinonímia e Antonímia; Correlação morfológica, sintática e/ou
semântica; Pronomes e suas referências; Artigos (definidos e indefinidos); Singular e Plural; Verbos no Presente, para expressar
hábitos e rotinas, em suas formas afirmativa, interrogativa ou negativa; Verbos no Presente Contínuo, para expressar atividades
momentâneas e futuro, em suas formas afirmativa, interrogativa ou negativa; Comparativo e Superlativo; Adjetivos e Advérbios
e suas posições nas frases; Quantificadores (many, much, few, little, a lot of)...............................................................................................05
ÍNDICE

MATEMÁTICA

Teoria dos conjuntos e conjuntos numéricos a) Representação de conjuntos e subconjuntos: união, interseção e diferença de
conjuntos. b) Razões e proporções: razão de duas grandezas, proporção e suas propriedades, escala, divisão em partes direta
e inversamente proporcionais, regra de três simples e composta, porcentagem, juros simples e juros compostos. c) Números
Naturais e Inteiros: divisibilidade, mínimo múltiplo comum, máximo divisor comum, decomposição em fatores primos,
operações e propriedades. d) Números Racionais e Reais: operações e propriedades, representação decimal, desigualdades,
intervalos reais..........................................................................................................................................................................................................................01
Funções a) Domínio, contradomínio e imagem. b) Raiz de uma função. c) Funções injetoras, sobrejetoras e bijetoras. d) Funções
crescentes, decrescentes e constantes. e) Funções compostas e inversas.......................................................................................................50
Função afim e função quadrática.. a) Gráfico, domínio, imagem e características. b) Variações de sinal. c) Máximos e mínimos.
d) Resolução de equações e inequações. e) Inequação produto e inequação quociente..........................................................................50
Função exponencial a) Gráfico, domínio, imagem e características. b) Equações e inequações exponenciais..................................60
Função logarítmica a) Definição de logaritmo, propriedades operatórias e mudança de base. b) Gráfico, domínio, imagem e
características da função logarítmica. c) Equações e inequações logarítmicas.............................................................................................62
Trigonometria a) Trigonometria no triângulo retângulo. b) Trigonometria num triângulo qualquer. c) Unidades de medidas
de arcos e ângulos: graus e radianos. d) Círculo trigonométrico, razões trigonométricas, redução ao 1º quadrante. e) Funções
trigonométricas: seno, cosseno e tangente; relações e identidades. f) Fórmulas de adição de arcos e arcos duplos....................63
Análise combinatória a) Fatorial: definição e operações. b) Princípio Fundamental da Contagem. c) Arranjos, permutações e
combinações.............................................................................................................................................................................................................................69
Probabilidade a) Experimento aleatório, espaço amostral, evento.b) Probabilidade em espaços amostrais equiprováveis. c)
Probabilidade da união e interseção de eventos. d) Probabilidade condicional. e) Eventos independentes.....................................75
Noções de estatística a) População e amostra. b) Frequência absoluta e frequência relativa. c) Medidas de tendência central:
média aritmética, média aritmética ponderada, mediana e moda......................................................................................................................76
Sequências numéricas a) Lei de formação de uma sequência. b) Progressões aritméticas e geométricas: termo geral, soma dos
termos e propriedades..........................................................................................................................................................................................................94
Matrizes, determinantes e sistemas lineares a) Matrizes: conceito, tipos especiais, operações e matriz inversa. b) Determinantes:
conceito, resolução e propriedades. c) Sistemas lineares: resolução, classificação e discussão..............................................................95
Geometria plana a) Congruência de figuras planas. b) Semelhança de triângulos. c) Relações métricas nos triângulos,
polígonos regulares e círculos. d) Inscrição e circunscrição de polígonos regulares. e) Áreas de polígonos, círculo, coroa e
setor circular................................................................................................................................................................................................................. 105
Geometria espacial a) Retas e planos no espaço: paralelismo e perpendicularismo. b) Prismas, pirâmides, cilindros e cones:
conceito, elementos, classificação, áreas, volumes e troncos. c) Esfera: elementos, seção da esfera, área e volume.................. 125
Geometria analítica a) Ponto: o plano cartesiano, distância entre dois pontos, ponto médio de um segmento, condição de
alinhamento de três pontos. b) Estudo da reta: equação geral e reduzida; interseção, paralelismo e perpendicularismo entre
retas; distância de um ponto a uma reta; área de um triângulo. c) Estudo da circunferência: equação geral e reduzida; posições
relativas entre ponto e circunferência, reta e circunferência e duas circunferências; tangência.......................................................... 130
Números complexos a) O número “i”. b) Conjugado e módulo de um número complexo. c) Representação algébrica e
trigonométrica de um número complexo. d) Operações nas formas algébrica e trigonométrica....................................................... 138
Polinômios a) Função polinomial; polinômio identicamente nulo; grau de um polinômio; identidade de um polinômio, raiz de
um polinômio; operações com polinômios; valor numérico de um polinômio. b) Divisão de polinômios, Teorema do Resto,
Teorema de D’Alembert, dispositivo de Briot-Ruffini............................................................................................................................................. 140
Equações polinomiais a) Definição, raízes e multiplicidade. b) Teorema Fundamental da Álgebra. c) Relações entre coeficientes
e raízes. d) Raízes reais e complexas............................................................................................................................................................................. 140
ÍNDICE

MATEMÁTICA
TEORIA DOS CONJUNTOS E CONJUNTOS NUMÉRICOS; A) REPRESENTAÇÃO DE CONJUNTOS E
SUBCONJUNTOS: UNIÃO, INTERSEÇÃO E DIFERENÇA DE CONJUNTOS.; B) RAZÕES E PROPORÇÕES:
RAZÃO DE DUAS GRANDEZAS, PROPORÇÃO E SUAS PROPRIEDADES, ESCALA, DIVISÃO EM
PARTES DIRETA E INVERSAMENTE PROPORCIONAIS, REGRA DE TRÊS SIMPLES E COMPOSTA,
PORCENTAGEM, JUROS SIMPLES E JUROS COMPOSTOS.; C) NÚMEROS NATURAIS E INTEIROS:
DIVISIBILIDADE, MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM, MÁXIMO DIVISOR COMUM, DECOMPOSIÇÃO EM
FATORES PRIMOS, OPERAÇÕES E PROPRIEDADES.; D) NÚMEROS RACIONAIS E REAIS: OPERAÇÕES
E PROPRIEDADES, REPRESENTAÇÃO DECIMAL, DESIGUALDADES, INTERVALOS REAIS.

TEORIA DOS CONJUNTOS

1. Representação

- Enumerando todos os elementos do conjunto: S={1, 2, 3, 4, 5}


- Simbolicamente: B={x∈ N|2<x<8}, enumerando esses elementos temos:
B={3,4,5,6,7}
- por meio de diagrama:

Quando um conjunto não possuir elementos chamares de conjunto vazio: S=∅ ou S={ }.

2. Igualdade

Dois conjuntos são iguais se, e somente se, possuem exatamente os mesmos elementos. Em símbolo:

Para saber se dois conjuntos A e B são iguais, precisamos saber apenas quais são os elementos.
Não importa ordem:
A={1,2,3} e B={2,1,3}
Não importa se há repetição:
A={1,2,2,3} e B={1,2,3}

3. Relação de Pertinência

Relacionam um elemento com conjunto. E a indicação que o elemento pertence (∈) ou não pertence (∉)
MATEM[ÁTICA

Exemplo: Dado o conjunto A={-3, 0, 1, 5}


0∈A
2∉A

1
4. Relações de Inclusão Exemplo:
A={a,b,c,d,e} e B={d,e,f,g}
Relacionam um conjunto com outro conjunto. A∩B={d,e}
Simbologia: ⊂(está contido), ⊄(não está contido),
⊃(contém), (não contém) 6.2. Diferença

A Relação de inclusão possui 3 propriedades: Uma outra operação entre conjuntos é a diferença, que
a cada par A, B de conjuntos faz corresponder o conjunto
Exemplo: definido por:
{1, 3,5}⊂{0, 1, 2, 3, 4, 5} A – B ou A\B que se diz a diferença entre A e B ou o
{0, 1, 2, 3, 4, 5}⊃{1, 3,5} complementar de B em relação a A.
Aqui vale a famosa regrinha que o professor ensina, A este conjunto pertencem os elementos de A que não
boca aberta para o maior conjunto. pertencem a B.

5. Subconjunto

O conjunto A é subconjunto de B se todo elemento de


A é também elemento de B.
Exemplo: {2,4} é subconjunto de {x∈N|x é par}

6. Operações

6.1. União A\B = {x : x∈A e x∉B}.


B-A = {x : x∈B e x∉A}.
Dados dois conjuntos A e B, existe sempre um terceiro
formado pelos elementos que pertencem pelo menos
um dos conjuntos a que chamamos conjunto união e
representamos por: A∪B.
Formalmente temos: A∪B={x|x∈A ou x B}

Exemplo:
A={1,2,3,4} e B={5,6}
A∪B={1,2,3,4,5,6}

Exemplo:
A = {0, 1, 2, 3, 4, 5} e B = {5, 6, 7}
Então os elementos de A – B serão os elementos do
conjunto A menos os elementos que pertencerem ao
conjunto B.
Portanto A – B = {0, 1, 2, 3, 4}.

Interseção
A interseção dos conjuntos A e B é o conjunto formado
pelos elementos que são ao mesmo tempo de A e de B, e é
representada por: A∩B.
Simbolicamente: A∩B={x|x∈A e xB}

6.3. Complementar
MATEM[ÁTICA

O complementar do conjunto A( ) é o conjunto formado


pelos elementos do conjunto universo que não pertencem a A.

2
Fórmulas da união

n(A∪B)=n(A)+n(B)-n(A∩B)
n(A∪ B∪ C)=n(A)+n(B)+n(C)+n(A∩B∩C)-n(A∩B)-
n(A∩C)-n(B C)

Essas fórmulas muitas vezes nos ajudam, pois ao invés


de fazer todo o digrama, se colocarmos nessa fórmula,
o resultado é mais rápido, o que na prova de concurso é
interessante devido ao tempo.
Mas, faremos exercícios dos dois modos para você
entender melhor e perceber que, dependendo do exercício
é melhor fazer de uma forma ou outra.

EXERCÍCIOS COMENTADOS

1. (MANAUSPREV – ANALISTA PREVIDENCIÁRIO –


FCC – 2015) Em um grupo de 32 homens, 18 são altos,
22 são barbados e 16 são carecas. Homens altos e barba- Se todo homem careca é barbado, não teremos apenas
dos que não são carecas são seis. Todos homens altos que homens carecas e altos.
são carecas, são também barbados. Sabe-se que existem Homens altos e barbados são 6
5 homens que são altos e não são barbados nem carecas.
Sabe-se que existem 5 homens que são barbados e não
são altos nem carecas. Sabe-se que existem 5 homens que
são carecas e não são altos e nem barbados. Dentre todos
esses homens, o número de barbados que não são altos,
mas são carecas é igual a

a) 4.
b) 7.
c) 13.
d) 5.
e) 8.

Resposta: Letra A.

Sabe-se que existem 5 homens que são barbados e não


são altos nem carecas. Sabe-se que existem 5 homens
que são carecas e não são altos e nem barbados
Sabemos que 18 são altos
MATEM[ÁTICA

Primeiro, quando temos 3 diagramas, sempre começa-


mos pela interseção dos 3, depois interseção a cada 2 e
por fim, cada um

3
Cada uma das 400 pessoas do grupo A é ou diabética ou
fumante ou ambos (diabética e fumante).
A população do grupo B é constituída por três conjuntos
de indivíduos: fumantes, ex-fumantes e pessoas que nunca
fumaram (não fumantes).
Com base nessas informações, julgue o item subsecutivo.
Se, das pessoas do grupo A, 280 são fumantes e 195 são
diabéticas, então 120 pessoas desse grupo são diabéticas
e não são fumantes.

Resposta: Certo

Quando somarmos 5+x+6=18


X=18-11=7
Carecas são 16

280-x+x+195-x=400
x=75
Diabéticos: 195-75=120

Referências
YOUSSEF, Antonio Nicolau (et al.). Matemática: ensino
médio, volume único. – São Paulo: Scipione, 2005.
CARVALHO, S. Raciocínio Lógico Simplificado, volume
1, 2010.

7+y+5=16
Y=16-12
Y=4
Então o número de barbados que não são altos, mas são
carecas são 4.

2. (INSS – ANALISTA DO SEGURO SOCIAL – CESPE –


2016) Uma população de 1.000 pessoas acima de 60 anos
de idade foi dividida nos seguintes dois grupos:
A: aqueles que já sofreram infarto (totalizando 400 pesso-
as); e
MATEM[ÁTICA

B: aqueles que nunca sofreram infarto (totalizando 600


pessoas).

4
Números Naturais e suas operações fundamentais Ex: O antecessor de 2 é 1.
Ex: O antecessor de 56 é 55.
1. Definição de Números Naturais Ex: O antecessor de 10 é 9.

Os números naturais como o próprio nome diz, são os


FIQUE ATENTO!
números que naturalmente aprendemos, quando estamos
iniciando nossa alfabetização. Nesta fase da vida, não O único número natural que não possui
estamos preocupados com o sinal de um número, mas sim antecessor é o 0 (zero) !
em encontrar um sistema de contagem para quantificarmos
as coisas. Assim, os números naturais são sempre positivos
e começando por zero e acrescentando sempre uma 1.1. Operações com Números Naturais
unidade, obtemos os seguintes elementos:
Agora que conhecemos os números naturais e temos
ℕ = 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, … . um sistema numérico, vamos iniciar o aprendizado das
operações matemáticas que podemos fazer com eles.
Sabendo como se constrói os números naturais, Muito provavelmente, vocês devem ter ouvido falar das
podemos agora definir algumas relações importantes entre quatro operações fundamentais da matemática: Adição,
eles: Subtração, Multiplicação e Divisão. Vamos iniciar nossos
estudos com elas:
a) Todo número natural dado tem um sucessor (número
que está imediatamente à frente do número dado Adição: A primeira operação fundamental da Aritmética
na seqüência numérica). Seja m um número natural tem por finalidade reunir em um só número, todas as
qualquer, temos que seu sucessor será sempre de- unidades de dois ou mais números. Antes de surgir os
finido como m+1. Para ficar claro, seguem alguns algarismos indo-arábicos, as adições podiam ser realizadas
exemplos: por meio de tábuas de calcular, com o auxílio de pedras ou
por meio de ábacos. Esse método é o mais simples para se
Ex: O sucessor de 0 é 1. aprender o conceito de adição, veja a figura a seguir:
Ex: O sucessor de 1 é 2.
Ex: O sucessor de 19 é 20.

b) Se um número natural é sucessor de outro, então os


dois números que estão imediatamente ao lado do
outro são considerados como consecutivos. Vejam
os exemplos:

Ex: 1 e 2 são números consecutivos.


Ex: 5 e 6 são números consecutivos.
Ex: 50 e 51 são números consecutivos. Observando a historinha, veja que as unidades (pedras)
foram reunidas após o passeio no quintal. Essa reunião das
c) Vários números formam uma coleção de números pedras é definida como adição. Simbolicamente, a adição é
naturais consecutivos se o segundo for sucessor do representada pelo símbolo “+” e assim a historinha fica da
primeiro, o terceiro for sucessor do segundo, o quar- seguinte forma:
to for sucessor do terceiro e assim sucessivamente.
Observe os exemplos a seguir: 3 2 5
+ =
𝑇𝑖𝑛ℎ𝑎 𝑒𝑚 𝑐𝑎𝑠𝑎 𝑃𝑒𝑔𝑢𝑒𝑖 𝑛𝑜 𝑞𝑢𝑖𝑛𝑡𝑎𝑙 𝑅𝑒𝑠𝑢𝑙𝑡𝑎𝑑𝑜
Ex: 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 são consecutivos.
Ex: 5, 6 e 7 são consecutivos.
Ex: 50, 51, 52 e 53 são consecutivos. Como toda operação matemática, a adição possui
d) Analogamente a definição de sucessor, podemos algumas propriedades, que serão apresentadas a seguir:
definir o número que vem imediatamente antes ao
número analisado. Este número será definido como a) Fechamento: A adição no conjunto dos números na-
antecessor. Seja m um número natural qualquer, te- turais é fechada, pois a soma de dois números natu-
mos que seu antecessor será sempre definido como rais será sempre um número natural.
m-1. Para ficar claro, seguem alguns exemplos:
MATEM[ÁTICA

5
b) Associativa: A adição no conjunto dos números naturais é associativa, pois na adição de três ou mais parcelas de
números naturais quaisquer é possível associar as parcelas de quaisquer modos, ou seja, com três números naturais,
somando o primeiro com o segundo e ao resultado obtido somarmos um terceiro, obteremos um resultado que é
igual à soma do primeiro com a soma do segundo e o terceiro. Apresentando isso sob a forma de números, sejam
A,B e C, três números naturais, temos que:
𝐴 + 𝐵 + 𝐶 = 𝐴 + (𝐵 + 𝐶)

c) Elemento neutro: Esta propriedade caracteriza-se pela existência de número que ao participar da operação de adi-
ção, não altera o resultado final. Este número será o 0 (zero). Seja A, um número natural qualquer, temos que:

𝐴+0 = 𝐴

d) Comutativa: No conjunto dos números naturais, a adição é comutativa, pois a ordem das parcelas não altera a soma,
ou seja, somando a primeira parcela com a segunda parcela, teremos o mesmo resultado que se somando a segunda
parcela com a primeira parcela. Sejam dois números naturais A e B, temos que:

𝐴+𝐵 =𝐵 +𝐴
Subtração: É a operação contrária da adição. Ao invés de reunirmos as unidades de dois números naturais, vamos retirar
uma quantidade de um número. Voltando novamente ao exemplo das pedras:

Observando a historinha, veja que as unidades (pedras) que eu tinha foram separadas. Essa separação das pedras é definida
como subtração. Simbolicamente, a subtração é representada pelo símbolo “-” e assim a historinha fica da seguinte forma:
5 3 2
− =
𝑇𝑖𝑛ℎ𝑎 𝑒𝑚 𝑐𝑎𝑠𝑎 𝑃𝑟𝑒𝑠𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑜 𝑎𝑚𝑖𝑔𝑜 𝑅𝑒𝑠𝑢𝑙𝑡𝑎𝑑𝑜
A subtração de números naturais também possui suas propriedades, definidas a seguir:

a) Não fechada: A subtração de números naturais não é fechada, pois há um caso onde a subtração de dois números
naturais não resulta em um número natural. Sejam dois números naturais A,B onde A < B, temos que:
A−B< 0
Como os números naturais são positivos, A-B não é um número natural, portanto a subtração não é fechada.

b) Não Associativa: A subtração de números naturais também não é associativa, uma vez que a ordem de resolução é im-
portante, devemos sempre subtrair o maior do menor. Quando isto não ocorrer, o resultado não será um número natural.
c) Elemento neutro: No caso do elemento neutro, a propriedade irá funcionar se o zero for o termo a ser subtraído do
número. Se a operação for inversa, o elemento neutro não vale para os números naturais:
d) Não comutativa: Vale a mesma explicação para a subtração de números naturais não ser associativa. Como a ordem
de resolução importa, não podemos trocar os números de posição

Multiplicação: É a operação que tem por finalidade adicionar o primeiro número denominado multiplicando ou parcela,
tantas vezes quantas são as unidades do segundo número denominadas multiplicador. Veja o exemplo:
MATEM[ÁTICA

Ex: Se eu economizar toda semana R$ 6,00, ao final de 5 semanas, quanto eu terei guardado?

Pensando primeiramente em soma, basta eu somar todas as economias semanais:

6
6 + 6 + 6 + 6 + 6 = 30

Quando um mesmo número é somado por ele mesmo repetidas vezes, definimos essa operação como multiplicação. O
símbolo que indica a multiplicação é o “x” e assim a operação fica da seguinte forma:
6+6+6+6+6 6𝑥5
= = 30
𝑆𝑜𝑚𝑎𝑠 𝑟𝑒𝑝𝑒𝑡𝑖𝑑𝑎𝑠 𝑁ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑚𝑢𝑙𝑡𝑖𝑝𝑙𝑖𝑐𝑎𝑑𝑜 𝑝𝑒𝑙𝑎𝑠 𝑟𝑒𝑝𝑒𝑡𝑖çõ𝑒𝑠

A multiplicação também possui propriedades, que são apresentadas a seguir:

a) Fechamento: A multiplicação é fechada no conjunto dos números naturais, pois realizando o produto de dois ou
mais números naturais, o resultado será um número natural.

b) Associativa: Na multiplicação, podemos associar três ou mais fatores de modos diferentes, pois se multiplicarmos o
primeiro fator com o segundo e depois multiplicarmos por um terceiro número natural, teremos o mesmo resultado
que multiplicar o terceiro pelo produto do primeiro pelo segundo. Sejam os números naturais m,n e p, temos que:
𝑚 𝑥 𝑛 𝑥 𝑝 = 𝑚 𝑥 (𝑛 𝑥 𝑝)

c) Elemento Neutro: No conjunto dos números naturais também existe um elemento neutro para a multiplicação mas
ele não será o zero, pois se não repetirmos a multiplicação nenhuma vez, o resultado será 0. Assim, o elemento neutro
da multiplicação será o número 1. Qualquer que seja o número natural n, tem-se que:
𝑛𝑥1=𝑛

d) Comutativa: Quando multiplicamos dois números naturais quaisquer, a ordem dos fatores não altera o produto, ou
seja, multiplicando o primeiro elemento pelo segundo elemento teremos o mesmo resultado que multiplicando o
segundo elemento pelo primeiro elemento. Sejam os números naturais m e n, temos que:
𝑚𝑥𝑛 = 𝑛𝑥𝑚

e) Prioridade sobre a adição e subtração: Quando se depararem com expressões onde temos diferentes operações
matemática, temos que observar a ordem de resolução das mesmas. Observe o exemplo a seguir:

Ex: 2 + 4 𝑥 3

Se resolvermos a soma primeiro e depois a multiplicação, chegamos em 18.


Se resolvermos a multiplicação primeiro e depois a soma, chegamos em 14. Qual a resposta certa?

A multiplicação tem prioridade sobre a adição, portanto deve ser resolvida primeiro e assim a resposta correta é 14.

FIQUE ATENTO!
Caso haja parênteses na soma, ela tem prioridade sobre a multiplicação. Utilizando o exemplo, temos que: .
(2 + 4)𝐱3 = 6 𝐱 3 = 18 Nesse caso, realiza-se a soma primeiro, pois ela está dentro dos parênteses

f) Propriedade Distributiva: Uma outra forma de resolver o exemplo anterior quando se a soma está entre parênteses
é com a propriedade distributiva. Multiplicando um número natural pela soma de dois números naturais, é o mesmo
que multiplicar o fator, por cada uma das parcelas e a seguir adicionar os resultados obtidos. Veja o exemplo:
2 + 4 x 3 = 2x3 + 4x3 = 6 + 12 = 18
MATEM[ÁTICA

Veja que a multiplicação foi distribuída para os dois números do parênteses e o resultado foi o mesmo que do item
anterior.

7
Divisão: Dados dois números naturais, às vezes
necessitamos saber quantas vezes o segundo está contido
no primeiro. O primeiro número é denominado dividendo EXERCÍCIO COMENTADO
e o outro número é o divisor. O resultado da divisão é
chamado de quociente. Nem sempre teremos a quantidade
exata de vezes que o divisor caberá no dividendo, podendo 1. (Pref. De Bom Retiro – SC) A Loja Berlanda está com
sobrar algum valor. A esse valor, iremos dar o nome de promoção de televisores. Então resolvi comprar um televi-
resto. Vamos novamente ao exemplo das pedras: sor por R$ 1.700,00. Dei R$ 500,00 de entrada e o restante
vou pagar em 12 prestações de:

a) R$ 170,00
b) R$ 1.200,00
c) R$ 200,00
d) R$ 100,00

Resposta: Letra D: Dado o preço inicial de R$ 1700,00,


basta subtrair a entrada de R$ 500,00, assim: R$ 1700,00-
500,00 = R$ 1200,00. Dividindo esse resultado em 12
No caso em particular, conseguimos dividir as 8 pedras prestações, chega-se a R$ 1200,00 : 12 = R$ 100,00
para 4 amigos, ficando cada um deles como 2 unidades e
não restando pedras. Quando a divisão não possui resto,
ela é definida como divisão exata. Caso contrário, se Números Inteiros e suas operações fundamentais
ocorrer resto na divisão, como por exemplo, se ao invés de
4 fossem 3 amigos: 1.1 Definição de Números Inteiros

Definimos o conjunto dos números inteiros como a


união do conjunto dos números naturais (N = {0, 1, 2, 3, 4,...,
n,...}, com o conjunto dos opostos dos números naturais,
que são definidos como números negativos. Este conjunto
é denotado pela letra Z e é escrito da seguinte forma:
ℤ = {… , −4, −3, −2, −1, 0, 1, 2, 3, 4, … }
Sabendo da definição dos números inteiros, agora é
possível indiciar alguns subconjuntos notáveis:
Nessa divisão, cada amigo seguiu com suas duas pedras,
porém restaram duas que não puderam ser distribuídas, a) O conjunto dos números inteiros não nulos: São to-
pois teríamos amigos com quantidades diferentes de dos os números inteiros, exceto o zero:
pedras. Nesse caso, tivermos a divisão de 8 pedras por
ℤ∗ = {… , −4, −3, −2, −1, 1, 2, 3, 4, … }
3 amigos, resultando em um quociente de 2 e um resto
também 2. Assim, definimos que essa divisão não é exata.
Devido a esse fato, a divisão de números naturais não b) O conjunto dos números inteiros não negativos: São
é fechada, uma vez que nem todas as divisões são exatas. todos os inteiros que não são negativos, ou seja, os
Também não será associativa e nem comutativa, já que números naturais:
a ordem de resolução importa. As únicas propriedades ℤ+ = 0, 1, 2, 3, 4, … = ℕ
válidas na divisão são o elemento neutro (que segue sendo
1, desde que ele seja o divisor) e a propriedade distributiva. c) O conjunto dos números inteiros positivos: São to-
dos os inteiros não negativos, e neste caso, o zero
não pertence ao subconjunto:
FIQUE ATENTO! ℤ∗+ = 1, 2, 3, 4, …
A divisão tem a mesma ordem de prioridade d) O conjunto dos números inteiros não positivos: São
de resolução que a multiplicação, assim ambas todos os inteiros não positivos:
podem ser resolvidas na ordem que aparecem. ℤ_ = {… , −4, −3, −2, −1, 0, }
MATEM[ÁTICA

e) O conjunto dos números inteiros negativos: São to-


dos os inteiros não positivos, e neste caso, o zero não
pertence ao subconjunto:
ℤ∗ _ = {… , −4, −3, −2, −1}

8
1.2 Definições Importantes dos Números inteiros Ex: (+8) + (−5) = ?

Módulo: chama-se módulo de um número inteiro a Neste caso, temos um ganho de 8 e uma perda de 5, que
distância ou afastamento desse número até o zero, na reta naturalmente sabemos que resultará em um ganho de 3:
numérica inteira. Representa-se o módulo pelo símbolo | |.
Vejam os exemplos: +8 = Ganhar 8
-5 = Perder 5
Ex: O módulo de 0 é 0 e indica-se |0| = 0
Ex: O módulo de +7 é 7 e indica-se |+7| = 7 Logo: (Ganhar 8) + (Perder 5) = (Ganhar 3)
Ex: O módulo de –9 é 9 e indica-se |–9| = 9
Se observarem essa operação, vocês irão perceber que
a) O módulo de qualquer número inteiro, diferente de ela tem o mesmo resultado que 8 − 5 = 3. Basicamente
zero, é sempre positivo. ambas são as mesmas operações, sem a presença dos
parênteses e a explicação de como se chegar a essa
Números Opostos: Voltando a definição do inicio do simplificação será apresentado nos itens seguintes deste
capítulo, dois números inteiros são ditos opostos um do capítulo.
outro quando apresentam soma zero; assim, os pontos que Agora, e se a perda for maior que o ganho? Veja o
os representam distam igualmente da origem. Vejam os exemplo:
exemplos:
Ex: O oposto do número 2 é -2, e o oposto de -2 é 2, Ex: −8 + +5 = ?
pois 2 + (-2) = (-2) + 2 = 0
Ex: No geral, dizemos que o oposto, ou simétrico, de a Usando a regra, temos que:
é – a, e vice-versa.
Ex: O oposto de zero é o próprio zero. -8 = Perder 8
+5 = Ganhar 5
1.3 Operações com Números Inteiros
Logo: (Perder 8) + (Ganhar 5) = (Perder 3)
Adição: Diferentemente da adição de números naturais,
a adição de números inteiros pode gerar um pouco Após a definição de adição de números inteiros, vamos
de confusão ao leito. Para melhor entendimento desta apresentar algumas de suas propriedades:
operação, associaremos aos números inteiros positivos o
conceito de “ganhar” e aos números inteiros negativos o a) Fechamento: O conjunto Z é fechado para a adição, isto
conceito de “perder”. Vejam os exemplos: é, a soma de dois números inteiros ainda é um número inteiro.

Ex: (+3) + (+5) = ? b) Associativa: Para todos 𝑎, 𝑏, 𝑐 ∈ ℤ :

Obviamente, quem conhece a adição convencional, 𝑎 + (𝑏 + 𝑐) = (𝑎 + 𝑏) + 𝑐


sabe que este resultado será 8. Vamos ver agora pelo
conceito de “ganhar” e “perder”: Ex: 2 + (3 + 7) = (2 + 3) + 7

+3 = Ganhar 3 Comutativa: Para todos a,b em Z:


+5 = Ganhar 5 a+b=b+a
3+7=7+3
Logo: (Ganhar 3) + (Ganhar 5) = (Ganhar 8)
Elemento Neutro: Existe 0 em Z, que adicionado a cada
Ex: (−3) + (−5) = ? z em Z, proporciona o próprio z, isto é:
z+0=z
Agora é o caso em que temos dois números negativos, 7+0=7
usando o conceito de “ganhar” ou “perder”:
Elemento Oposto: Para todo z em Z, existe (-z) em Z,
-3 = Perder 3 tal que
-5 = Perder 5 z + (–z) = 0
9 + (–9) = 0
Logo: (Perder 3) + (Perder 5) = (Perder 8)
Subtração de Números Inteiros
MATEM[ÁTICA

Neste caso, estamos somando duas perdas ou dois


prejuízos, assim o resultado deverá ser uma perda maior. A subtração é empregada quando:
- Precisamos tirar uma quantidade de outra quantidade;
E se tivermos um número positivo e um negativo? - Temos duas quantidades e queremos saber quanto
Vamos ver os exemplos: uma delas tem a mais que a outra;

9
- Temos duas quantidades e queremos saber quanto 1.4. Multiplicação de Números Inteiros
falta a uma delas para atingir a outra.
A multiplicação funciona como uma forma simplificada
A subtração é a operação inversa da adição. de uma adição quando os números são repetidos.
Poderíamos analisar tal situação como o fato de estarmos
Observe que: 9 – 5 = 4 4+5=9 ganhando repetidamente alguma quantidade, como por
exemplo, ganhar 1 objeto por 30 vezes consecutivas,
diferença significa ganhar 30 objetos e esta repetição pode ser
subtraendo indicada por um x, isto é: 1 + 1 + 1 ... + 1 + 1 = 30 x 1 = 30
Se trocarmos o número 1 pelo número 2, obteremos: 2
minuendo + 2 + 2 + ... + 2 + 2 = 30 x 2 = 60
Se trocarmos o número 2 pelo número -2, obteremos:
Considere as seguintes situações: (–2) + (–2) + ... + (–2) = 30 x (-2) = –60
Observamos que a multiplicação é um caso particular
1- Na segunda-feira, a temperatura de Monte Sião da adição onde os valores são repetidos.
passou de +3 graus para +6 graus. Qual foi a variação da Na multiplicação o produto dos números a e b, pode
temperatura? ser indicado por a x b, a . b ou ainda ab sem nenhum sinal
Esse fato pode ser representado pela subtração: (+6) – entre as letras.
(+3) = +3 Para realizar a multiplicação de números inteiros,
devemos obedecer à seguinte regra de sinais:
2- Na terça-feira, a temperatura de Monte Sião, durante (+1) x (+1) = (+1)
o dia, era de +6 graus. À Noite, a temperatura baixou de (+1) x (-1) = (-1)
3 graus. Qual a temperatura registrada na noite de terça- (-1) x (+1) = (-1)
feira? (-1) x (-1) = (+1)
Esse fato pode ser representado pela adição: (+6) + (–3)
= +3 Com o uso das regras acima, podemos concluir que:

Se compararmos as duas igualdades, verificamos que Sinais dos números Resultado do produto
(+6) – (+3) é o mesmo que (+5) + (–3).
Iguais Positivo
Temos: Diferentes Negativo
(+6) – (+3) = (+6) + (–3) = +3
(+3) – (+6) = (+3) + (–6) = –3 Propriedades da multiplicação de números inteiros:
(–6) – (–3) = (–6) + (+3) = –3 O conjunto Z é fechado para a multiplicação, isto é, a
multiplicação de dois números inteiros ainda é um número
Daí podemos afirmar: Subtrair dois números inteiros é o inteiro.
mesmo que adicionar o primeiro com o oposto do segundo.
Associativa: Para todos a,b,c em Z:
a x (b x c) = (a x b) x c
2 x (3 x 7) = (2 x 3) x 7
EXERCÍCIOS COMENTADOS
Comutativa: Para todos a,b em Z:
1. Calcule: axb=bxa
3x7=7x3
a) (+12) + (–40) ;
b) (+12) – (–40) Elemento neutro: Existe 1 em Z, que multiplicado por
c) (+5) + (–16) – (+9) – (–20) todo z em Z, proporciona o próprio z, isto é:
d) (–3) – (–6) – (+4) + (–2) + (–15) zx1=z
7x1=7
Resposta: Aplicando as regras de soma e subtração de
inteiros, tem-se que: Elemento inverso: Para todo inteiro z diferente de zero,
a) (+12) + (–40) = 12 – 40 = -28 existe um inverso z–1=1/z em Z, tal que
b) (+12) – (–40) = 12 + 40 = 52 z x z–1 = z x (1/z) = 1
c) (+5) + (–16) – (+9) – (–20) = +5 -16 – 9 + 20 = 25 – 25 = 0 9 x 9–1 = 9 x (1/9) = 1
MATEM[ÁTICA

d) (–3) – (–6) – (+4) + (–2) + (–15) = -3 + 6 – 4 – 2 – 15


= 6 – 24 = -18 Distributiva: Para todos a,b,c em Z:
a x (b + c) = (a x b) + (a x c)
3 x (4+5) = (3 x 4) + (3 x 5)

10
1.5. Divisão de Números Inteiros - Toda potência de base positiva é um número inteiro
positivo.
Exemplo: (+3)2 = (+3) . (+3) = +9

- Toda potência de base negativa e expoente par é


um número inteiro positivo.
Exemplo: (– 8)2 = (–8) . (–8) = +64

Sabemos que na divisão exata dos números naturais: - Toda potência de base negativa e expoente ímpar
é um número inteiro negativo.
40 : 5 = 8, pois 5 . 8 = 40 Exemplo: (–5)3 = (–5) . (–5) . (–5) = –125
36 : 9 = 4, pois 9 . 4 = 36

Vamos aplicar esses conhecimentos para estudar a Propriedades da Potenciação:


divisão exata de números inteiros. Veja o cálculo:
Produtos de Potências com bases iguais: Conserva-se
(–20) : (+5) = q  (+5) . q = (–20)  q = (–4) a base e somam-se os expoentes. (–7)3 . (–7)6 = (–7)3+6 = (–7)9
Logo: (–20) : (+5) = +4
Quocientes de Potências com bases iguais: Conserva-
Considerando os exemplos dados, concluímos que, se a base e subtraem-se os expoentes. (+13)8 : (+13)6 =
para efetuar a divisão exata de um número inteiro por outro (+13)8 – 6 = (+13)2
número inteiro, diferente de zero, dividimos o módulo do
dividendo pelo módulo do divisor. Daí: Potência de Potência: Conserva-se a base e
multiplicam-se os expoentes. [(+4)5]2 = (+4)5 . 2 = (+4)10
- Quando o dividendo e o divisor têm o mesmo sinal,
Potência de expoente 1: É sempre igual à base. (+9)1 = +9
o quociente é um número inteiro positivo.
(–13)1 = –13
- Quando o dividendo e o divisor têm sinais diferentes,
o quociente é um número inteiro negativo.
Potência de expoente zero e base diferente de zero:
- A divisão nem sempre pode ser realizada no con-
É igual a 1. Exemplo: (+14)0 = 1 (–35)0 = 1
junto Z. Por exemplo, (+7) : (–2) ou (–19) : (–5) são
divisões que não podem ser realizadas em Z, pois o
Radiciação de Números Inteiros
resultado não é um número inteiro.
- No conjunto Z, a divisão não é comutativa, não é as- A raiz n-ésima (de ordem n) de um número inteiro a
sociativa e não tem a propriedade da existência do é a operação que resulta em outro número inteiro não
elemento neutro. negativo b que elevado à potência n fornece o número a. O
número n é o índice da raiz enquanto que o número a é o
1- Não existe divisão por zero. radicando (que fica sob o sinal do radical).
Exemplo: (–15) : 0 não tem significado, pois não A raiz quadrada (de ordem 2) de um número inteiro
existe um número inteiro cujo produto por zero seja a é a operação que resulta em outro número inteiro não
igual a –15. negativo que elevado ao quadrado coincide com o número
2- Zero dividido por qualquer número inteiro, diferente a.
de zero, é zero, pois o produto de qualquer número
inteiro por zero é igual a zero. Observação: Não existe a raiz quadrada de um número
Exemplos: a) 0 : (–10) = 0 /b) 0 : (+6) = 0 /c) 0 : (–1) = 0 inteiro negativo no conjunto dos números inteiros.

1.6. Potenciação de Números Inteiros Erro comum: Frequentemente lemos em materiais


didáticos e até mesmo ocorre em algumas aulas
A potência an do número inteiro a, é definida como um aparecimento de:
produto de n fatores iguais. O número a é denominado a
base e o número n é o expoente. 9 = ±3
an = a x a x a x a x ... x a
a é multiplicado por a n vezes mas isto está errado. O certo é:

Exemplos: 9 = +3
MATEM[ÁTICA

33 = (3) x (3) x (3) = 27


(-5)5 = (-5) x (-5) x (-5) x (-5) x (-5) = -3125 Observamos que não existe um número inteiro não
(-7)² = (-7) x (-7) = 49 negativo que multiplicado por ele mesmo resulte em um
(+9)² = (+9) x (+9) = 81 número negativo.

11
A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro a é a 7x0=0
operação que resulta em outro número inteiro que elevado 7x1=7
ao cubo seja igual ao número a. Aqui não restringimos os 7 x 2 = 14
nossos cálculos somente aos números não negativos. 7 x 3 = 21
7 x 4 = 28
Exemplos 7 x 5 = 35
O conjunto formado pelos resultados encontrados forma
(a)
3
8 = 2, pois 2³ = 8. o conjunto dos múltiplos de 7: M(7) = {0, 7, 14, 21, 28,...}.

(b)
3
−8 = –2, pois (–2)³ = -8. Observações:

(c)
3
27 = 3, pois 3³ = 27. - Todo número natural é múltiplo de si mesmo.
- Todo número natural é múltiplo de 1.
(d)
3
− 27 = –3, pois (–3)³ = -27. - Todo número natural, diferente de zero, tem infinitos
múltiplos.
Observação: Ao obedecer à regra dos sinais para o - O zero é múltiplo de qualquer número natural.
produto de números inteiros, concluímos que: - Os múltiplos do número 2 são chamados de números
(a) Se o índice da raiz for par, não existe raiz de número pares, e a fórmula geral desses números é . Os
inteiro negativo. demais são chamados de números ímpares, e a fórmula
geral desses números é .
(b) Se o índice da raiz for ímpar, é possível extrair a raiz
de qualquer número inteiro.
1.1. Critérios de divisibilidade:

Multiplicidade e Divisibilidade São regras práticas que nos possibilitam dizer se um


número é ou não divisível por outro, sem efetuarmos a
Um múltiplo de um número é o produto desse número divisão.
por um número natural qualquer. Já um divisor de um
número é um número cujo resto da divisão do número pelo Divisibilidade por 2: Um número é divisível por 2
divisor é zero. quando ele é par, ou seja, quando ele termina em 0, 2, 4,
6 ou 8.
Ex: Sabe-se que 30 ∶ 6 = 5, porque 5× 6 = 30.
Exs:
Pode-se dizer então que: a) 9656 é divisível por 2, pois termina em 6.
b) 4321 não é divisível por 2, pois termina em 1.
“30 é divisível por 6 porque existe um numero natural
(5) que multiplicado por 6 dá como resultado 30.” Divisibilidade por 3: Um número é divisível por 3
quando a soma dos valores absolutos de seus algarismos
Um numero natural a é divisível por um numero natural é divisível por 3.
b, não-nulo, se existir um número natural c, tal que c . b = a .
Exs:
Voltando ao exemplo 30 ∶ 6 = 5 , conclui-se que: 30 é a) 65385 é divisível por 3, pois 6 + 5 + 3 + 8 + 5 = 27, e
múltiplo de 6, e 6 é divisor de 30. 27 é divisível por 3.
Analisando outros exemplos: b) 15443 não é divisível por 3, pois 1+ 5 + 4 + 4 + 3 =
17, e 17 não é divisível por 3.
a) 20 : 5 = 4 → 20 é múltiplo de 5 (4×5=20), e 5 é divisor
de 20 Divisibilidade por 4: Um número é divisível por 4
quando termina em 00 ou quando o número formado
b) 12 : 2 = 6 → 12 é múltiplo de 2 (6×2=12), e 2 é divisor
pelos dois últimos algarismos for divisível por 4.
de 12

1. Conjunto dos múltiplos de um número natural: Exs:


a) 536400 é divisível por 4, pois termina em 00.
É obtido multiplicando-se o número natural em questão b) 653524 é divisível por 4, pois termina em 24, e 24 é
pela sucessão dos números naturais: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6,... divisível por 4.
MATEM[ÁTICA

c) 76315 não é divisível por 4, pois termina em 15, e 15


Ex: Conjunto dos múltiplos de 7. Para encontrar esse não é divisível por 4.
conjunto basta multiplicar por 7 cada um dos números da
sucessão dos naturais:

12
Divisibilidade por 5: Um número é divisível por 5 Portanto, conclui-se que 168 é múltiplo de 7. Se 168 é
quando termina em 0 ou 5. múltiplo de 7, então 1764 é divisível por 7.
Exs:
a) 35040 é divisível por 5, pois termina em 0. Divisibilidade por 8: Um número é divisível por 8
b) 7235 é divisível por 5, pois termina em 5. quando termina em 000 ou quando o número formado
c) 6324 não é divisível por 5, pois termina em 4. pelos três últimos algarismos for divisível por 8.
Exs:
a) 57000 é divisível por 8, pois termina em 000.
b) 67024 é divisível por 8, pois seus três últimos algaris-
EXERCÍCIO COMENTADO mos formam o número 24, que é divisível por 8.
c) 34125 não é divisível por 8, pois seus três últimos al-
1. Escreva os elementos dos conjuntos dos múltiplos de garismos formam o número 125, que não é divisível
5 positivos menores que 30. por 8.

Resposta: Seguindo a tabuada do 5, temos que:


{5,10,15,20,25}. EXERCÍCIO COMENTADO
Divisibilidade por 6: Um número é divisível por 6
quando é divisível por 2 e por 3. 2. Escreva os elementos dos conjuntos dos múltiplos de
8 compreendidos entre 30 e 50.
Exs:
a) 430254 é divisível por 6, pois é divisível por 2 (termina Resposta: Seguindo a tabuada do 8, a partir do 30:
em 4) e por 3 (4 + 3 + 0 + 2 + 5 + 4 = 18). {32,40,48}.
b) 80530 não é divisível por 6, pois não é divisível por 3
(8 + 0 + 5 + 3 + 0 = 16).
c) 531561 não é divisível por 6, pois não é divisível por Divisibilidade por 9: Um número é divisível por 9
2 (termina em 1). quando a soma dos valores absolutos de seus algarismos
formam um número divisível por 9.
Divisibilidade por 7: Para verificar a divisibilidade por
7, deve-se fazer o seguinte procedimento. Exs:
a) 6253461 é divisível por 9, pois 6 + 2 + 5 + 3 + 4 + 6
+ 1 = 27 é divisível por 9.
- Multiplicar o último algarismo por 2
b) 325103 não é divisível por 9, pois 3 + 2 + 5 + 1 + 0 +
- Subtrair o resultado do número inicial sem o último
3 = 14 não é divisível por
algarismo
- Se o resultado for um múltiplo de 7, então o número
Divisibilidade por 10: Um número é divisível por 10
inicial é divisível por 7.
quando termina em zero.
É importante ressaltar que, em caso de números com
Exs:
vários algarismos, será necessário fazer o procedimento a) 563040 é divisível por 10, pois termina em zero.
mais de uma vez. b) 246321 não é divisível por 10, pois não termina em
zero.
Ex:
Analisando o número 1764 Divisibilidade por 11: Um número é divisível por 11
Procedimento: quando a diferença entre a soma dos algarismos de posição
ímpar e a soma dos algarismos de posição par resulta em
- Último algarismo: 4. Multiplica-se por 2: 4×2=8 um número divisível por 11.
- Subtrai-se o resultado do número inicial sem o últi-
mo algarismo: 176-8=168 Exs:
- O resultado é múltiplo de 7? Para isso precisa verifi- a) 43813 é divisível por 11. Vejamos o porquê
car se 168 é divisível por 7.
Os algarismos de posição ímpar são os algarismos nas
Aplica-se o procedimento novamente, agora para o nú- posições 1, 3 e 5. Ou seja, 4,8 e 3. A soma desses algarismos
mero 168. é 4 + 8 + 3 = 15
MATEM[ÁTICA

- Último algarismo: 8. Multiplica-se por 2: 8×2=16 Os algarismos de posição par são os algarismos nas
- Subtrai-se o resultado do número inicial sem o últi- posições 2 e 4. Ou seja, 3 e 1. A soma desses algarismos
mo algarismo: 16-16=0 é 3+1 = 4
- O resultado é múltiplo de 7? Sim, pois zero (0) é múl-
tiplo de qualquer número natural.

13
15 – 4 = 11→ A diferença divisível por 11. Logo 43813 é 1. Propriedades da Potenciação
divisível por 11.
Propriedade 1: potenciação com base 1
b) 83415721 não é divisível por 11. Vejamos o porquê Uma potência cuja base é igual a 1 e o expoente natural
é n, denotada por 1n, será sempre igual a 1. Em resumo,
Os algarismos de posição ímpar são os algarismos nas 1n=1
posições 1, 3, 5 e 7. Ou seja, 8, 4, 5 e 2. A soma desses
algarismos é Exemplos:
Os algarismos de posição ímpar são os algarismos nas a) 13 = 1×1×1 = 1
posições 1, 3, 5 e 7. Ou seja, 8, 4, 5 e 2. A soma desses b) 17 = 1×1×1×1×1×1×1 = 1
algarismos é 8+4+5+2 = 19
Propriedade 2: potenciação com expoente nulo
Os algarismos de posição par são os algarismos nas Se n é um número natural não nulo, então temos que nº=1.
posições 2, 4 e 6. Ou seja, 3, 1 e 7. A soma desses algarismos
é 3+1+7 = 11 Exemplos:
a) 5º = 1
19 – 11 = 8→ A diferença não é divisível por 11. Logo b) 9º = 1
83415721 não é divisível por 11.
Propriedade 3: potenciação com expoente 1
Divisibilidade por 12: Um número é divisível por 12 Qualquer que seja a potência em que a base é o número
quando é divisível por 3 e por 4. natural n e o expoente é igual a 1, denotada por n1 , é igual
ao próprio n. Em resumo, n1=n
Exs:
a) 78324 é divisível por 12, pois é divisível por 3 ( 7 + 8 Exemplos:
+ 3 + 2 + 4 = 24) e por 4 (termina em 24). a) 5¹ = 5
b) 64¹ = 64
b) 652011 não é divisível por 12, pois não é divisível por
4 (termina em 11). Propriedade 4: potenciação de base 10
Toda potência 10n é o número formado pelo algarismo
c) 863104 não é divisível por 12, pois não é divisível por 1 seguido de n zeros.
3 (8 + 6 + 3 +1 + 0 + 4 = 22).
Exemplos:
Divisibilidade por 15: Um número é divisível por 15 a) 103 = 1000
quando é divisível por 3 e por 5. b) 108 = 100.000.000
c) 104 = 1000
Exs:
a) 650430 é divisível por 15, pois é divisível por 3 (6 + 5 Propriedade 5: multiplicação de potências de mesma
+ 0 + 4 + 3 + 0 =18) e por 5 (termina em 0). base
Em uma multiplicação de duas potências de mesma
b) 723042 não é divisível por 15, pois não é divisível por base, o resultado é obtido conservando-se a base e
5 (termina em 2). somando-se os expoentes.

c) 673225 não é divisível por 15, pois não é divisível por Em resumo: xa × xb = x a+b
Exemplos:
3 (6 + 7 + 3 + 2 + 2 + 5 = 25).
a) 23×24 = 23+4 = 27
b) 34×36 = 34+6=310
c) 152×154 = 152+4=156
POTENCIAÇÃO
Propriedade 6: divisão de potências de mesma base
Define-se potenciação como o resultado da
Em uma divisão de duas potências de mesma base, o
multiplicação de fatores iguais, denominada base, sendo resultado é obtido conservando-se a base e subtraindo-se
o número de fatores igual a outro número, denominado os expoentes.
expoente. Diz-se “b elevado a c”, cuja notação é: Em resumo: xa : xb = xa-b
𝑏𝑐 = 𝑏 × 𝑏 × ⋯ × 𝑏
𝑐 𝑣𝑒𝑧𝑒𝑠 Exemplos:
a) 25 : 23 = 25-3=22
MATEM[ÁTICA

Por exemplo: 43=4×4×4=64, sendo a base igual a 4 e o b) 39 : 36 = 39-6=33


expoente igual a 3. c) 1512 : 154 = 1512-4 = 158
Esta operação não passa de uma multiplicação com
fatores iguais, como por exemplo: 23 = 2 × 2 × 2 = 8 → 53
= 5 × 5 × 5 = 125

14
FIQUE ATENTO! 440 22 40 280
= = = 280−1 = 279
Dada uma potência xa , onde o número real a 2 2 2 .
é negativo, o resultado dessa potência é igual
ao inverso de x elevado a a, isto é, 𝑥 𝑎 = 𝑎
1 Note que para resolver esse exercício utilizamos as pro-
𝑥 priedades 6 e 7.
se a<0.
1 1
Por exemplo, 2−3 = , 5−1 = 1 .
23 5
Números Primos, MDC e MMC

Propriedade 7: potência de potência O máximo divisor comum e o mínimo múltiplo comum


Quando uma potência está elevado a outro expoente, o são ferramentas extremamente importantes na matemática.
expoente resultante é obtido multiplicando-se os expoentes Através deles, podemos resolver alguns problemas simples,
Em resumo: (xa )b=xa×b além de utilizar seus conceitos em outros temas, como
frações, simplicação de fatoriais, etc.
Exemplos: Porém, antes de iniciarmos a apresentar esta teoria, é
a) (25 )3 = 25×3=215 importante conhecermos primeiramente uma classe de
b) (39 )2 = 39×2=318 números muito importante: Os números primos.
c) (612 )4= 612×4=648
1. Números primos
Propriedade 8: potência de produto
Quando um produto está elevado a uma potência, o Um número natural é definido como primo se ele tem
resultado é um produto com cada um dos fatores elevado exatamente dois divisores: o número um e ele mesmo.
ao expoente Já nos inteiros, p ∈ ℤ é um primo se ele tem exatamente
Em resumo: (x×y)a=xa×ya quatro divisores: ±1 e ±𝑝 .

Exemplos: FIQUE ATENTO!


a) (2×3)3 = 23×33
Por definição, 0, 1 e − 1 não são números pri-
b) (3×4)2 = 32×42
mos.
c) (6×5)4= 64×54

Existem infinitos números primos,


#FicaDica como  demonstrado  por  Euclides  por volta de  300 a.C.. A
Em alguns casos podemos ter uma propriedade de ser um primo é chamada “primalidade”, e
multiplicação ou divisão potência que não está a palavra “primo” também são utilizadas como substantivo
na mesma base (como nas propriedades 5 e 6), ou adjetivo. Como “dois” é o único número primo par, o
mas pode ser simplificada. Por exemplo, 43×25 termo “primo ímpar” refere-se a todo primo maior do que
=(22 )3×25= 26×25= 26+5=211 e 33:9 = 33 : 32 = 31. dois.
O conceito de número primo é muito importante
na  teoria dos números. Um dos resultados da teoria dos
números é o  Teorema Fundamental da Aritmética, que
afirma que qualquer número natural diferente de 1 pode
EXERCÍCIOS COMENTADOS ser escrito de forma única (desconsiderando a ordem) como
um produto de números primos (chamados fatores primos):
1. (MPE-RS – 2017) A metade de 440 é igual a: este processo se chama decomposição em fatores primos
(fatoração). É exatamente este conceito que utilizaremos
a) 220 no MDC e MMC. Para caráter de memorização, seguem os
b) 239 100 primeiros números primos positivos. Recomenda-se
c) 240 que memorizem ao menos os 10 primeiros para MDC e
d) 279 MMC:
e) 280
2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 29, 31, 37, 41, 43, 47, 53, 59
Resposta: Letra D. , 61, 67, 71, 73, 79, 83, 89, 97, 101, 103, 107, 109, 113, 127, 
Para encontrar a metade de 440, basta dividirmos esse 131, 137, 139, 149, 151, 157, 163, 167, 173, 179, 181, 191,
MATEM[ÁTICA

40 193, 197, 199, 211, 223, 227, 229, 233, 239, 241, 251, 257,
número por 2, isto é, 4 . Uma forma fácil de resolver
2 263, 269, 271, 277, 281, 283, 293, 307, 311, 313, 317, 331,
essa fração é escrever o numerador e denominador des- 337, 347, 349, 353, 359, 367, 373, 379, 383, 389, 397, 401,
sa fração na mesma base como mostrado a seguir: 409, 419, 421, 431, 433, 439, 443, 449, 457, 461, 463, 467,
479, 487, 491, 499, 503, 509, 521, 523, 541

15
2. Múltiplos e Divisores Pode-se escrever, agora, os divisores comuns a 18 e 24:
D(18)∩ D (24) = {1,2,3,6}.
Diz-se que um número natural a é múltiplo de outro
natural b, se existe um número natural k tal que: Observando os divisores comuns, podemos identificar
o maior divisor comum dos números 18 e 24, ou seja: MDC
𝑎 = 𝑘. 𝑏 (18,24) = 6.

Ex. 15 é múltiplo de 5, pois 15=3 x 5 Outra técnica para o cálculo do MDC:

Quando a=k.b, segue que a é múltiplo de b, mas Decomposição em fatores primos: Para obter o MDC
também, a é múltiplo de k, como é o caso do número 35 de dois ou mais números por esse processo, procede-se da
que é múltiplo de 5 e de 7, pois: 35 = 7 x 5. seguinte maneira:
Quando a = k.b, então a é múltiplo de b e se conhecemos
b e queremos obter todos os seus múltiplos, basta fazer k Decompõe-se cada número dado em fatores primos.
assumir todos os números naturais possíveis. O MDC é o produto dos fatores comuns obtidos, cada
um deles elevado ao seu menor expoente.
Ex. Para obter os múltiplos de dois, isto é, os números
da forma a = k x 2, k seria substituído por todos os números Exemplo: Achar o MDC entre 300 e 504.
naturais possíveis.
Fatorando os dois números:
FIQUE ATENTO!
Um número b é sempre múltiplo dele mesmo.
a = 1 x b ↔ a = b.

A definição de divisor está relacionada com a de


múltiplo.

Um número natural b é divisor do número natural a, se


a é múltiplo de b.
Temos que:
Ex. 3 é divisor de 15, pois , logo 15 é múltiplo de 3 e
também é múltiplo de 5. 300 = 22.3 .52
504 = 23.32 .7

#FicaDica O MDC será os fatores comuns com seus menores


expoentes:
Um número natural tem uma quantidade finita
de divisores. Por exemplo, o número 6 poderá mdc (300,504)= 22.3 = 4 .3=12
ter no máximo 6 divisores, pois trabalhando no
conjunto dos números naturais não podemos MMC
dividir 6 por um número maior do que ele. Os
divisores naturais de 6 são os números 1, 2, 3, 6, O mínimo múltiplo comum de dois ou mais números é
o que significa que o número 6 tem 4 divisores. o menor número positivo que é múltiplo comum de todos
os números dados. Consideremos:

MDC Ex. Encontrar o MMC entre 8 e 6

Agora que sabemos o que são números primos, Múltiplos positivos de 6: M(6) =
múltiplos e divisores, vamos ao MDC. O máximo divisor {6,12,18,24,30,36,42,48,54,...}
comum de dois ou mais números é o maior número que é
divisor comum de todos os números dados. Múltiplos positivos de 8: M(8) = {8,16,24,32,40,48,56,64,...}

Ex. Encontrar o MDC entre 18 e 24. Podem-se escrever, agora, os múltiplos positivos
comuns: M(6)∩M(8) = {24,48,72,...}
MATEM[ÁTICA

Divisores naturais de 18: D(18) = {1,2,3,6,9,18}.


Observando os múltiplos comuns, pode-se identificar o
Divisores naturais de 24: D(24) = {1,2,3,4,6,8,12,24}. mínimo múltiplo comum dos números 6 e 8, ou seja:

16
Outra técnica para o cálculo do MMC: Números Racionais: Frações, Números Decimais e
suas Operações
Decomposição isolada em fatores primos: Para
obter o MMC de dois ou mais números por esse processo, 1. Números Racionais
procedemos da seguinte maneira:
m
Um número racional é o que pode ser escrito na forma
- Decompomos cada número dado em fatores primos.
n , onde m e n são números inteiros, sendo que n deve
- O MMC é o produto dos fatores comuns e não-co-
muns, cada um deles elevado ao seu maior expoente. ser diferente de zero. Frequentemente usamos m para
significar a divisão de m por n . n

Ex. Achar o MMC entre 18 e 120. Como podemos observar, números racionais podem ser
obtidos através da razão entre dois números inteiros, razão pela
Fatorando os números: qual, o conjunto de todos os números racionais é denotado por
Q. Assim, é comum encontrarmos na literatura a notação:

Q= { m
n
: m e n em Z,n diferente de zero }
No conjunto Q destacamos os seguintes subconjuntos:

• 𝑄 = conjunto dos racionais não nulos;
• 𝑄+ = conjunto dos racionais não negativos;
• 𝑄+∗
= conjunto dos racionais positivos;
• − = conjunto dos racionais não positivos;
𝑄
18 = 2 .32 • 𝑄−∗ = conjunto dos racionais negativos.

120 = 23.3 .5 Módulo ou valor absoluto: É a distância do ponto que


representa esse número ao ponto de abscissa zero.
3 3 3 3
mmc (18, 120) = 23 � 32 � 5 = 8 � 9 � 5 = 360 Exemplo: Módulo de - 2 é 2 . Indica-se − =
2 2
Módulo de+ 3 é 3 . Indica-se 3 = 3
2 2 2 2
EXERCÍCIOS COMENTADOS 3 3
Números Opostos: Dizemos que− 2 e 2 são números
1. (FEPESE-2016) João trabalha 5 dias e folga 1, enquanto racionais opostos ou simétricos e cada um deles é o oposto
Maria trabalha 3 dias e folga 1. Se João e Maria folgam no do outro. As distâncias dos pontos− 3 e 3 ao ponto zero da
mesmo dia, então quantos dias, no mínimo, passarão para reta são iguais.
2 2
que eles folguem no mesmo dia novamente?
1.1. Soma (Adição) de Números Racionais
a) 8 Como todo número racional é uma fração ou pode ser
b) 10
c) 12 escrito na forma de uma fração, definimos a adição entre os
a c
d) 15 números racionais e , , da mesma forma que a soma de
e) 24 b d
frações, através de:
Resposta: Letra c.
COMENTÁRIO: O período em que João trabalha e folga a c a�d+b�c
+ =
corresponde a 6 dias enquanto o mesmo período, para b d b�d
Maria, corresponde a 4 dias. Assim, o problema consiste
em encontrar o mmc entre 6 e 4. Logo, eles folgarão no 1.1.1. Propriedades da Adição de Números Racionais
mesmo dia novamente após 12 dias pois mmc(6,4)=12.
O conjunto é fechado para a operação de adição, isto
é, a soma de dois números racionais resulta em um número
racional.
- Associativa: Para todos em : a + ( b + c ) = ( a + b ) + c
MATEM[ÁTICA

- Comutativa: Para todos em : a + b = b + a


- Elemento neutro: Existe em , que adicionado a todo
em , proporciona o próprio , isto é: q + 0 = q
- Elemento oposto: Para todo q em Q, existe -q em Q,
tal que q + (–q) = 0

17
1.2. Subtração de Números Racionais 1.5. Potenciação de Números Racionais
A subtração de dois números racionais e é a própria
𝐧
operação de adição do número com o oposto de q, isto é: A potência q do número racional é um produto de
p – q = p + (–q) fatores iguais. O número é denominado a base e o número
é o expoente.
1.3. Multiplicação (Produto) de Números Racionais n

Como todo número racional é uma fração ou pode q = q � q � q � q � . . .� q, (q aparece n vezes)


ser escrito na forma de uma fração, definimos o produto
de dois números racionais b e d , da mesma forma que o
a c
Exs:
produto de frações, através de:
.  2  .  2  =
3
a)  2  =  2 
8
a c a�c 125
� = 5 5 5 5
b d b� d
b)  − 1  =  − 1  .  − 1  .  − 1  = 1
3

O produto dos números racionais a e b também pode   −


 2  2  2  2 8
ser indicado por a × b, a.b ou ainda ab sem nenhum sinal
entre as letras. c) (– 5)² = (– 5) � ( – 5) = 25
Para realizar a multiplicação de números racionais,
devemos obedecer à mesma regra de sinais que vale em d) (+5)² = (+5) � (+5) = 25
toda a Matemática:
(+1)�(+1) = (+1) – Positivo Positivo = Positivo
(+1)�(-1) = (-1) - Positivo Negativo = Negativo 1.5.1. Propriedades da Potenciação aplicadas a
(-1)�(+1) = (-1) - Negativo Positivo = Negativo números racionais
(-1)� (-1) = (+1) – Negativo Negativo = Positivo
Toda potência com expoente 0 é igual a 1.
#FicaDica 0
 2
O produto de dois números com o mesmo sinal +  = 1
é positivo, mas o produto de dois números  5
com sinais diferentes é negativo.
- Toda potência com expoente 1 é igual à própria base.

1.3.1. Propriedades da Multiplicação de Números 1


Racionais  9 9
−  =−
O conjunto Q é fechado para a multiplicação, isto é, o  4 4
produto de dois números racionais resultaem um número
racional. - Toda potência com expoente negativo de um número
- Associativa: Para todos a,b,c em Q: a ∙ ( b ∙ c ) = ( a ∙ b ) ∙ c racional diferente de zero é igual a outra potência que tem
- Comutativa: Para todos a,b em Q: a ∙ b = b ∙ a a base igual ao inverso da base anterior e o expoente igual
- Elemento neutro: Existe 1 em Q, que multiplicado por ao oposto do expoente anterior.
todo q em Q, proporciona o próprio q, isto é: q ∙ 1 = q
−2
25 2
b
 3  5
a
- Elemento inverso: Para todo q = b em Q, diferente
q−1 =
−  = −  =
a

de zero, existe em Q: q � q−1 = 1, ou seja,


a
×
b
=1  5  3 9
b a
- Distributiva: Para todos a,b,c em Q: a ∙ ( b + c ) = ( a ∙ - Toda potência com expoente ímpar tem o mesmo
b ) + ( a∙ c ) sinal da base.

1.4. Divisão de Números Racionais


3
2 2 2 2 8
A divisão de dois números racionais p e q é a própria   =   .  .   =
operação de multiplicação do número p pelo inverso de q,  3   3   3   3  27
isto é: p ÷ q = p × q-1
De maneira prática costuma-se dizer que em uma - Toda potência com expoente par é um número
divisão de duas frações, conserva-se a primeira fração e positivo.
multiplica-se pelo inverso da segunda:
MATEM[ÁTICA

2
Observação: É possível encontrar divisão de frações da  1  1  1 1
a −  = −  .−  =
 5   5   5  25
c.
seguinte forma: b . O procedimento de cálculo é o mesmo.
d

18
- Produto de potências de mesma base. Para reduzir um produto de potências de mesma base a uma só potência,
conservamos a base e somamos os expoentes.
2 3 2+3 5
 2  2  2 2 2 2 2  2 2
  .   =  . . . .  =   = 
 5  5 5 55 5 5 5 5
- Quociente de potências de mesma base. Para reduzir um quociente de potências de mesma base a uma só potência,
conservamos a base e subtraímos os expoentes.

3 3 3 3 3
5 2 . . . . 5− 2 3
3
   3 2 2 2 2 2 3 3
:
    = =   =  
2 2 3 3 2 2
.
2 2
- Potência de Potência. Para reduzir uma potência de potência a uma potência de um só expoente, conservamos a base
e multiplicamos os expoentes.

3
 1  2  2
1 1 1
2 2
1
2+ 2+ 2
1
3+ 2
1
6

    =   .  .  =   =   =  
 2   2 2 2 2 2 2

1.6. Radiciação de Números Racionais

Se um número representa um produto de dois ou mais fatores iguais, então cada fator é chamado raiz do número.
Vejamos alguns exemplos:

Ex:
4 Representa o produto 2. 2 ou 22. Logo, 2 é a raiz quadrada de 4. Indica-se 4 = 2.
Ex:
2
1 1 1 1 1 1 1 1
Representa o produto . ou   .Logo, é a raiz quadrada de .Indica-se =
9 3 3 3 3 9 9 3
Ex:
0,216 Representa o produto 0,6 � 0,6 � 0,6 ou (0,6)3 . Logo, 0,6 é a raiz cúbica de 0,216. Indica-se 0,216 = 0,6 .
3

Assim, podemos construir o diagrama:

MATEM[ÁTICA

FIQUE ATENTO!
Um número racional, quando elevado ao quadrado, dá o número zero ou um número racional positivo. Logo,
os números racionais negativos não têm raiz quadrada em Q.

19
100
O número − não tem raiz quadrada em Q, pois tanto − 10 como + 10 , quando elevados ao quadrado, dão 100 .
9 3 3 9
Um número racional positivo só tem raiz quadrada no conjunto dos números racionais se ele for um quadrado perfeito.
O número 2 não tem raiz quadrada em Q, pois não existe número racional que elevado ao quadrado dê 2 .
3 3

Frações
x
Frações são representações de partes iguais de um todo. São expressas como um quociente de dois números , sendo
x o numerador e y o denominador da fração, com y ≠ 0 . y

1. Frações Equivalentes

São frações que, embora diferentes, representam a mesma parte do mesmo todo. Uma fração é equivalente a outra
quando pode ser obtida multiplicando o numerador e o denominador da primeira fração pelo mesmo número.

Ex: 3 e 6 .
5 10
A segunda fração pode ser obtida multiplicando o numerador e denominador de 3 por 2:
5
3�2 6
=
5 � 2 10

6
Assim, diz-se que é uma fração equivalente a 3
10 5

2. Operações com Frações

2.1. Adição e Subtração

2.1.1. Frações com denominadores iguais:

Ex:
Jorge comeu 3 de um tablete de chocolate e Miguel 5
desse mesmo tablete. Qual a fração do tablete de chocolate
8 8
que Jorge e Miguel comeram juntos?

A figura abaixo representa o tablete de chocolate. Nela também estão representadas as frações do tablete que Jorge e
Miguel comeram:

3 2 5
Observe que = =
8 8 8

Portanto, Jorge e Miguel comeram juntos 5


do tablete de chocolate.
8

Na adição e subtração de duas ou mais frações que têm denominadores iguais, conservamos o denominador comum e
somamos ou subtraímos os numeradores.

Outro Exemplo:
MATEM[ÁTICA

3 5 7 3+5−7 1
+ − = =
2 2 2 2 2

20
2.1.2. Frações com denominadores diferentes: Representa 2/3 de 4/5 do conteúdo da caixa.
3 5 Repare que o problema proposto consiste em calcular
Calcular o valor de + Inicialmente, devemos 2
8 6 o valor de de 4 que, de acordo com a figura, equivale a
reduzir as frações ao mesmo denominador comum. Para 3 5
8
do total de frutas. De acordo com a tabela acima, 2 de
isso, encontramos o mínimo múltiplo comum (MMC) 15 3
4 equivale a 2 4 . Assim sendo:
entre os dois (ou mais, se houver) denominadores e, em �
3 5
seguida, encontramos as frações equivalentes com o novo 5
2 4 8
denominador: � =
3 5 15
Ou seja:
3 5 9 20 2 de 4 2 4 2�4 8
mmc (8,6) = 24 = = = = � = 3�5 = 15
8 6 24 24 3 5 3 5

O produto de duas ou mais frações é uma fração


24 ∶ 8 � 3 = 9 cujo numerador é o produto dos numeradores e cujo
denominador é o produto dos denominadores das frações
24 ∶ 6 � 5 = 20 dadas.
2 4 7 2�4�7 56
Devemos proceder, agora, como no primeiro caso, Outro exemplo: � � = =
3 5 9 3 � 5 � 9 135
simplificando o resultado, quando possível:

9 20 29
+ = #FicaDica
24 24 24
Sempre que possível, antes de efetuar a
multiplicação, podemos simplificar as frações
3 5 9 20 29 entre si, dividindo os numeradores e os
Portanto: + = + =
8 6 24 24 24 denominadores por um fator comum. Esse
processo de simplificação recebe o nome de
cancelamento.
#FicaDica
Na adição e subtração de duas ou mais
frações que têm os denominadores diferentes,
reduzimos inicialmente as frações ao menor
denominador comum, após o que procedemos 2.3. Divisão
como no primeiro caso.
Duas frações são inversas ou recíprocas quando o
numerador de uma é o denominador da outra e vice-versa.
2.2. Multiplicação
Exemplo
Ex:
2 é a fração inversa de 3
De uma caixa de frutas, 4 são bananas. Do total de
5 3 2
2
bananas, estão estragadas. Qual é a fração de frutas da
3 5 ou 5 é a fração inversa de 1

caixa que estão estragadas? 1 5

Considere a seguinte situação:

Lúcia recebeu de seu pai os 4 dos chocolates contidos


5
em uma caixa. Do total de chocolates recebidos, Lúcia
Representa 4/5 do conteúdo da caixa deu a terça parte para o seu namorado. Que fração dos
chocolates contidos na caixa recebeu o namorado de Lúcia?
MATEM[ÁTICA

A solução do problema consiste em dividir o total de


chocolates que Lúcia recebeu de seu pai por 3, ou seja,
4
:3
5

21
Por outro lado, dividir algo por 3 significa calcular 1 desse algo.
3
Portanto: : 3 = de 4
4 1
5 3 5
1 4 1 4 4 1 4 4 3 4 1
Como de 5= 3 � 5 = 5 � 3 , resulta que : 3 = : = �
3 5 5 1 5 3

3 1
Observando que as frações e são frações inversas, podemos afirmar que:
1 3
Para dividir uma fração por outra, multiplicamos a primeira pelo inverso da segunda.
4 4 3 4 1 4
Portanto 5 : 3 = 5 ∶ 1 = 5 � 3 = 15

Ou seja, o namorado de Lúcia recebeu 4


do total de chocolates contidos na caixa.
15
1
4 8 4 5 5
Outro exemplo: : = . =
3 5 3 82 6

Observação:

Note a expressão: . Ela é equivalente à expressão 3 1


:
2 5

Portanto

Números Decimais

De maneira direta, números decimais são números que possuem vírgula. Alguns exemplos: 1,47; 2,1; 4,9587; 0,004; etc.

1. Operações com Números Decimais

1.1. Adição e Subtração

Vamos calcular o valor da seguinte soma:


5,32 + 12,5 + 0, 034

Transformaremos, inicialmente, os números decimais em frações decimais:

352 125 34 5320 12500 34 17854


5,32 + 12,5 + 0,034 = + + = + + = = 17,854
100 10 1000 1000 1000 1000 1000

Portanto: 5,32 + 12,5 + 0, 034 = 17, 854

Na prática, a adição e a subtração de números decimais são obtidas de acordo com a seguinte regra:

- Igualamos o número de casas decimais, acrescentando zeros.


- Colocamos os números um abaixo do outro, deixando vírgula embaixo de vírgula.
- Somamos ou subtraímos os números decimais como se eles fossem números naturais.
- Na resposta colocamos a vírgula alinhada com a vírgula dos números dados.
MATEM[ÁTICA

22
Exemplo

2,35 + 14,3 + 0, 0075 + 5

Disposição prática:

2,3500
14,3000
+ 0,0075
5,0000
21,6575

1.2. Multiplicação

Vamos calcular o valor do seguinte produto: 2,58 � 3,4 .


Transformaremos, inicialmente, os números decimais em frações decimais:

258 34 8772
2,58 � 3,4 = � = = 8,772
100 100 1000

Portanto 2,58 � 3,4 = 8,772

#FicaDica
Na prática, a multiplicação de números decimais é obtida de acordo com as seguintes regras:
- Multiplicamos os números decimais como se eles fossem números naturais.
- No resultado, colocamos tantas casas decimais quantas forem as do primeiro fator somadas às do segundo
fator.

Exemplo:
Disposição prática:
652,2  1 casa decimal

X 2,03  2 casas decimais


19 566

1 304 4

1 323,966  1 + 2 = 3 casas decimais

1.3. Divisão
MATEM[ÁTICA

23
Vamos, por exemplo, efetuar a seguinte divisão:
24 ∶ 0,5
Inicialmente, multiplicaremos o dividendo e o divisor da
divisão dada por 10.

24 ∶ 0,5 = (24 � 10) ∶ (0,5 � 10) = 240 ∶ 5


Ex: 0,14 ∶ 28
A vantagem de tal procedimento foi a de transformarmos
em número natural o número decimal que aparecia na
divisão. Com isso, a divisão entre números decimais se
transforma numa equivalente com números naturais.

Portanto: 24 ∶ 0,5 = 240 ∶ 5 = 48 Ex: 2 ∶ 16

#FicaDica
Na prática, a divisão entre números decimais é
obtida de acordo com as seguintes regras:
- Igualamos o número de casas decimais do
dividendo e do divisor.
2. Representação Decimal das Frações
- Cortamos as vírgulas e efetuamos a divisão
como se os números fossem naturais. p
Tomemos um número racional q tal que não seja
múltiplo de . Para escrevê-lo na forma decimal, basta
Ex: 24 ∶ 0,5 = 240 ∶ 5 = 48 efetuar a divisão do numerador pelo denominador.
Nessa divisão podem ocorrer dois casos:
Disposição prática:
1º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, um
número finito de algarismos. Decimais Exatos:

2
= 0,4
5
Nesse caso, o resto da divisão é igual à zero. Assim 1
= 0,25
sendo, a divisão é chamada de divisão exata e o quociente 4
é exato. 35
= 8,75
4
Ex: 9,775 ∶ 4,25 153
= 3,06
50
Disposição prática:
2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula,
infinitos algarismos (nem todos nulos), repetindo-se
periodicamente. Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas:
1
Nesse caso, o resto da divisão é diferente de zero. Assim 3
= 0,333 …
sendo, a divisão é chamada de divisão aproximada e o
quociente é aproximado.
1
= 0,04545 …
Se quisermos continuar uma divisão aproximada, 22
devemos acrescentar zeros aos restos e prosseguir
dividindo cada número obtido pelo divisor. Ao mesmo
MATEM[ÁTICA

167
tempo em que colocamos o primeiro zero no primeiro 66
= 2,53030 …
resto, colocamos uma vírgula no quociente.

24
FIQUE ATENTO!
Se após as vírgulas os algarismos não são periódicos, então esse número decimal não está contido no
conjunto dos números racionais.

3.Representação Fracionária dos Números Decimais

Trata-se do problema inverso: estando o número racional escrito na forma decimal, procuremos escrevê-lo na forma de
fração. Temos dois casos:

1º) Transformamos o número em uma fração cujo numerador é o número decimal sem a vírgula e o denominador é
composto pelo numeral 1, seguido de tantos zeros quantas forem as casas decimais do número decimal dado:

9
0,9 =
10

57
5,7 =
10

76
0,76 =
100

348
3,48 =
100

5 1
0,005 = =
1000 200

2º) Devemos achar a fração geratriz da dízima dada; para tanto, vamos apresentar o procedimento através de alguns
exemplos:

Ex:
Seja a dízima 0,333...

Façamos e multipliquemos ambos os membros por 10:


10x = 0,333

Subtraindo, membro a membro, a primeira igualdade da segunda:


3
10x – x = 3,333 … – 0,333. . . 9x = 3 x =
9
3
Assim, a geratriz de 0,333... é a fração .
9
Ex:
MATEM[ÁTICA

Seja a dízima 5,1717...

Façamos x = 5,1717. . . e 100x = 517,1717. . .


Subtraindo membro a membro, temos:

25
99x = 512 x = 512⁄99
512
Assim, a geratriz de 5,1717... é a fração .
99
Ex:

Seja a dízima 1,23434...

Façamos x = 1,23434 … ;10x = 12,3434 …; 1000x = 1234,34 …

Subtraindo membro a membro, temos:


1222
990x = 1234,34. . . – 12,34 … 990x = 1222 x =
990
611
Simplificando, obtemos x = , a fração geratriz da dízima 1,23434...
495

Analisando todos os exemplos, nota-se que a idéia consiste em deixar após a vírgula somente a parte periódica (que se
repete) de cada igualdade para, após a subtração membro a membro, ambas se cancelarem.

EXERCÍCIO COMENTADO
1. (EBSERH – Médico – IBFC/2016) Mara leu 1/5 das páginas de um livro numa semana. Na segunda semana, leu mais 2/3
de páginas. Se ainda faltam ler 60 (sessenta) páginas do livro, então o total de páginas do livro é de:

a) 300
b) 360
c) 400
d) 450
e) 480

Resposta: Letra D.
13 15−13 2
Mara leu 1 2 3+10 13 do livro. Logo, ainda falta 1 − 15 = = 15 para ser lido. Essa fração que falta
5
+ 3
= 15
= 15 15
ser lida equivale a 60 páginas
2 1
Assim:  60 páginas. Portanto,  30 páginas.
15 15

Logo o livro todo (15/15) possui: 15∙30=450 páginas

RAZÕES E PROPORÇÕES

1. Razão

Quando se utiliza a matemática na resolução de problemas, os números precisam ser relacionados para se obter uma
resposta. Uma das maneiras de se relacionar os números é através da razão. Sejam dois números reais a e b, com b ≠
𝑎
0,define-se razão entre a e b (nessa ordem) o quociente a ÷ b, ou .
𝑏
MATEM[ÁTICA

A razão basicamente é uma fração, e como sabem, frações são números racionais. Entretanto, a leitura deste número é
diferente, justamente para diferenciarmos quando estamos falando de fração ou de razão.

26
3 Veja que agora estamos tentando relacionar metros
a) Quando temos o número 5 e estamos tratando de com quilômetros. Para isso, deve-se converter uma das
fração, lê-se: “três quintos”. unidades, vamos utilizar “km”:
3
b) Quando temos o número 5
e estamos tratando de 36000 m=36 km
razão, lê-se: “3 para 5”.
Como é pedida a razão entre o que falta em relação ao
Além disso, a nomenclatura dos termos também é total, temos que:
diferente:
42 𝑘𝑚 − 36 𝑘𝑚 6 𝑘𝑚 1
𝑟= = =
42 𝑘𝑚 42 𝑘𝑚 7
O número 3 é numerador
Ex. Uma sala tem 8 m de comprimento. Esse
3 comprimento é representado num desenho por 20 cm.
a) Na fração 5 Qual é a razão entre o comprimento representado no
desenho e o comprimento real?
Convertendo o comprimento real para cm, temos que:
O número 5 é denominador
O número 3 é antecedente 20 𝑐𝑚 1
𝑒= =
800 𝑐𝑚 40

b) Na razão
3
5
#FicaDica
O número 5 é consequente A razão entre um comprimento no desenho e
o correspondente comprimento real, chama-se
Ex. A razão entre 20 e 50 é = já a razão entre 50 e 20
20 2 escala
50 5 50 5
é = . Ou seja, deve-se sempre indicar o antecedente e
20 2
o consequente para sabermos qual a ordem de montarmos Razão entre grandezas de espécies diferentes: É
a razão. possível também relacionar espécies diferentes e isto está
normalmente relacionado a unidades utilizadas na física:
Ex.Numa classe de 36 alunos há 15 rapazes e 21 moças.
A razão entre o número de rapazes e o número de moças5 Ex. Considere um carro que às 9 horas passa pelo
é 15 , se simplificarmos, temos que a fração equivalente 7 quilômetro 30 de uma estrada e, às 11 horas, pelo
21 quilômetro 170. Qual a razão entre a distância percorrida e
, o que significa que para “cada 5 rapazes há 7 moças”. Por
o tempo gasto no translado?
outro lado, a razão entre o número de rapazes e o total de
Para montarmos a razão, precisamos obter as
alunos é dada por 15 = 5 , o que equivale a dizer que “de
36 12 informações:
cada 12 alunos na classe, 5 são rapazes”.
Distância percorrida: 170 km – 30 km = 140 km
Razão entre grandezas de mesma espécie: A razão Tempo gasto: 11h – 9h = 2h
entre duas grandezas de mesma espécie é o quociente
dos números que expressam as medidas dessas grandezas Calculamos a razão entre a distância percorrida e o
numa mesma unidade. tempo gasto para isso:
Ex. Um automóvel necessita percorrer uma estrada de
360 km. Se ele já percorreu 240 km, qual a razão entre a 140 𝑘𝑚 70
𝑣= = = 70 𝑘 𝑚 ⁄ℎ
distância percorrida em relação ao total? 2ℎ 1
Como os dois números são da mesma espécie (distância)
e estão na mesma unidade (km), basta fazer a razão: Como são duas espécies diferentes, a razão entre elas
240 𝑘𝑚 2 será uma espécie totalmente diferente das outras duas.
𝑟= =
360 𝑘𝑚 3

No caso de mesma espécie, porém em unidades #FicaDica


diferentes, deve-se escolher uma das unidades e converter
a outra. A razão entre uma distância e uma medida de
MATEM[ÁTICA

tempo é chamada de velocidade.


Ex. Uma maratona possui aproximadamente 42 km
de extensão. Um corredor percorreu 36000 metros. Qual
a razão entre o que falta para percorrer em relação à
extensão da prova?

27
Ex. A Região Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Ex. Na bula de um remédio pediátrico recomenda-se
Rio de Janeiro e São Paulo) tem uma área aproximada de a seguinte dosagem: 7 gotas para cada 3 kg do “peso” da
927 286 km2 e uma população de 66 288 000 habitantes, criança. Se uma criança tem 15 kg, qual será a dosagem
aproximadamente, segundo estimativas projetadas pelo correta?
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o Como temos que seguir a receita, temos que atender a
ano de 1995. Qual a razão entre o número de habitantes e proporção, assim, chamaremos de x a quantidade de gotas
a área total? a serem ministradas:
Dividindo-se o número de habitantes pela área,
obteremos o número de habitantes por km2 (hab./km2): 7 𝑔𝑜𝑡𝑎𝑠 𝑥 𝑔𝑜𝑡𝑎𝑠
=
3 𝑘𝑔 15 𝑘𝑔
66288000 ℎ𝑎𝑏 ℎ𝑎𝑏
𝑑= = 71,5 Logo, para atendermos a proporção, precisaremos
927286 𝑘𝑚² 𝑘𝑚2 encontrar qual o número que atenderá a proporção.
Multiplicando em cruz, temos que:

#FicaDica 3x=105
A razão entre o número de habitantes e a área 105
deste local é denominada densidade demográ- 𝑥= 3
fica.
x=35 gotas

Ex. Um carro percorreu, na cidade, 83,76 km com 8 L de Ou seja, para uma criança de 30 kg, deve-se ministrar 35
gasolina. Dividindo-se o número de quilômetros percorridos gotas do remédio, atendendo a proporção.
pelo número de litros de combustível consumidos, teremos
o número de quilômetros que esse carro percorre com um Outro jeito de ver a proporção: Já vimos que uma
litro de gasolina: proporção é verdadeira quando realizamos a multiplicação
83,76 𝑘𝑚 𝑘𝑚 em cruz e encontramos o mesmo valor nos dois produtos.
𝑐= = 10,47 Outra maneira de verificar a proporção é verificar se a duas
8𝑙 𝑙 razões que estão sendo igualadas são frações equivalentes.
Lembra deste conceito?

#FicaDica
FIQUE ATENTO!
A razão entre a distância percorrida em relação
Uma fração é equivalente a outra quando po-
a uma quantidade de combustível é definida
demos multiplicar (ou dividir) o numerador e o
como “consumo médio”
denominador da fração por um mesmo núme-
ro, chegando ao numerador e denominador
2. Proporção da outra fração.

A definição de proporção é muito simples, pois se trata


4 12
apenas da igualdade de razões. Ex. e são frações equivalentes, pois:
3 9
3 6
Na proporção = (lê-se: “3 está para 5 assim como 4x=12 →x=3
6 está para 10”). 5 10 3x=9 →x=3
Observemos que o produto 3 x 10=30 é igual ao produto 4
5 x 6=30, o que caracteriza a propriedade fundamental das Ou seja, o numerador e o denominador de quando
3
proporções multiplicados pelo mesmo número (3), chega ao numerador
e denominador da outra fração, logo, elas são equivalentes
e consequentemente, proporcionais.
#FicaDica Agora vamos apresentar algumas propriedades da
proporção:
Se multiplicarmos em cruz (ou em x), teremos
a) Soma dos termos: Quando duas razões são
que os produtos entre o numeradores e os de-
proporcionais, podemos criar outra proporção somando
nominadores da outra razão serão iguais.
os numeradores com os denominadores e dividindo pelos
MATEM[ÁTICA

2 6 numeradores (ou denominadores) das razões originais:


Ex. Na igualdade = , temos 2 x 9=3 x 6=18, logo,
3 9 5 10 5 + 2 10 + 4 7 14
temos uma proporção. = → = → =
2 4 5 10 5 10

28
ou
2. Se a área de um retângulo (A1 ) mede 300 cm² e a área
5 10 5 + 2 10 + 4 7 14 de um outro retângulo (A2 ) mede 100 cm², qual é o valor
= → = → =
2 4 2 4 2 4 da razão entre as áreas (A1 ) e (A2 ) ?

b) Diferença dos termos: Analogamente a soma, te- Resposta :


mos também que se realizarmos a diferença entre os ter- Ao fazermos a razão das áreas, temos:
mos, também chegaremos em outras proporções: A1 300
= =3
4 8 4−3 8−6 1 2 A2 100
= → = → =
3 6 4 8 4 8
ou Então, isso significa que a área do retângulo 1 é 3 vezes
maior que a área do retângulo 2.
4 8 4−3 8−6 1 2
= → = → =
3 6 3 6 3 6 3.(CELESC – Assistente Administrativo – FEPESE/2016)
Dois amigos decidem fazer um investimento conjunto por
c) Soma dos antecedentes e consequentes: A soma um prazo determinado. Um investe R$  9.000 e o outro
dos antecedentes está para a soma dos consequentes as- R$ 16.000. Ao final do prazo estipulado obtêm um lucro de
sim como cada antecedente está para o seu consequente: R$ 2.222 e decidem dividir o lucro de maneira proporcional
ao investimento inicial de cada um. Portanto o amigo que
12 3 12 + 3 15 12 3 investiu a menor quantia obtém com o investimento um
= → = = =
8 2 8+2 10 8 2 lucro:

d) Diferença dos antecedentes e consequentes: A a) Maior que R$ 810,00


soma dos antecedentes está para a soma dos consequen- b) Maior que R$ 805,00 e menor que R$ 810,00
tes assim como cada antecedente está para o seu conse- c) Maior que R$ 800,00 e menor que R$ 805,00
quente: d) Maior que R$ 795,00 e menor que R$ 800,00
e) Menor que R$ 795,00
12 3 12 − 3 9 12 3
= → = = =
8 2 8−2 6 8 2 Resposta : Letra D.
Ambos aplicaram R$ 9000,00+R$ 16000,00=R$ 25000,00
e o lucro de R$ 2222,00 foi sobre este valor. Assim, cons-
FIQUE ATENTO! trói-se uma proporção entre o valor aplicado (neste
Usamos razão para fazer comparação entre caso, R$ 9000,00 , pois o exercício quer o lucro de quem
duas grandezas. Assim, quando dividimos uma aplicou menos) e seu respectivo lucro:
grandeza pela outra estamos comparando a
primeira com a segunda. Enquanto proporção
é a igualdade entre duas razões. 9000 25000
= → 25x = 19998 → x = R$ 799,92
x 2222

Divisão proporcional
EXERCÍCIOS COMENTADOS
Para decompor um número M em duas partes A e B
1. O estado de Tocantins ocupa uma área aproximada de diretamente proporcionais a p e q, montamos um siste-
278.500 km². De acordo com o Censo/2000 o Tocantins ma com duas equações e duas incógnitas, de modo que a
tinha uma população de aproximadamente 1.156.000 ha- soma das partes seja A+B=M, mas:
bitantes. Qual é a densidade demográfica do estado de A B
=
Tocantins? p q

Resposta :
A densidade demográfica é definida como a razão entre A solução segue das propriedades das proporções:
o número de habitantes e a área ocupada:
A B A+B M
1 156 000 hab. = = = =K
MATEM[ÁTICA

p q p+q p+q
d= = 4,15 ha b⁄k m²
278 500 km²

29
#FicaDica A B C
= = =
2A + 3B − 4C
=
120
= −15
2 4 6 2�2+3�4−4�6 −8
O valor de K é que proporciona a solução, pois:
𝐀 = 𝐊 �𝐩 e 𝐁 = 𝐊 �𝐪 Logo A = −30 , B = −60 e C = −90.
Exemplo: Para decompor o número 100 em
duas partes A e B diretamente proporcionais 1.1. Divisão em duas partes inversamente propor-
a 2 e 3, montaremos o sistema de modo que cionais
A+B=100, cuja solução segue de:
Para decompor um número M em duas partes A e B in-
A B A + B 100 versamente proporcionais a p e q, deve-se decompor este
= = = = 20 número M em duas partes A e B diretamente proporcionais
2 3 5 5 a e , que são, respectivamente, os inversos de p e q.
Assim basta montar o sistema com duas equações e
duas incógnitas tal que A + B = M . Desse modo:
Segue que A = 40 e B = 60
Ex. Determinar números A e B diretamente proporcionais A
=
B
=
A+B
=
M
=
M�p�q
=K
a 8 e 3, sabendo-se que a diferença entre eles é 60. Para re- 1⁄p 1⁄q 1⁄p + 1⁄q 1⁄p + 1⁄q p+q
solver este problema basta tomar A-B=60 e escrever:
A B A − B 60
= = = = 12 O valor de K proporciona a solução, pois,
8 3 5 5
A = K/p e B = K/q.
Segue que A = 96 e B = 36
1. Divisão em várias partes diretamente proporcio- Exemplo: Para decompor o número 120 em duas partes
nais A e B inversamente proporcionais a 2 e 3, deve-se montar
o sistema tal que , de modo que:
Para decompor um número M em partes
diretamente proporcionais a , deve-se
X1 , X 2 , . . . , X 𝐧
A B A+B 120 120 � 2 � 3
montar um sistema com n equações e n incógnitas, sendo = = = = = 144
as somas 1 2 1 3 1 2 + 1 3 5⁄6
⁄ ⁄ ⁄ ⁄ 5

X1 + X 2+. . . +X 𝐧 = M Assim A = 72 e B = 48 ,
e
Exemplo: Determinar números A e B inversamente pro-
p1 + p2 +. . . +p𝐧 = P porcionais a 6 e 8, sabendo-se que a diferença entre eles é
10. Para resolver este problema, tomamos . Assim:
x1 x2 xn
= =⋯= A B A−B 10
p1 p2 pn = = = = 240
1/6 1/8 1/6 − 1/8 1/24
A solução segue das propriedades das proporções:
Assim A = 40 e B = 30
x1 x2 xn x1 + x2 + ⋯ + xn M
= =⋯= = = =K
p1 p2 pn p1 + p2 + ⋯ pn P
1.2. Divisão em várias partes inversamente propor-
cionais
Ex. Para decompor o número 120 em três partes A, B e
C diretamente proporcionais a 2, 4 e 6, deve-se montar um Para decompor um número M em n partes X1, X 𝟐 , . . . , X 𝐧
sistema com 3 equações e 3 incógnitas tal que A+B+C= inversamente proporcionais a p1 , p2, . . . , p𝐧 , , basta de-
120 E 2+4+6=P . Assim: compor este número M em n partes X1, X , . . . , X direta-
mente proporcionais a 1/p1 , 1/p , . . . , 1/p .
MATEM[ÁTICA

𝟐 𝐧

Logo: A = 20, B = 40 e C = 60 𝟐 𝐧

A montagem do sistema com n equações e n incógni-


Ex. Determinar números A, B e C diretamente propor- tas, assume que X1+X2+...+ Xn=M e, além disso:
cionais a 2, 4 e 6, de modo que 2A+3B-4C=120.
A solução segue das propriedades das proporções:

30
A B A+B 58
x1 x2 xn = = = = 70
= =⋯= 2/5 3/7 2/5 + 3/7 29/35
1⁄p1 1⁄p2 1⁄pn

Assim A = (2/5) � 70 = 28 e B = (3/7) � 70 = 30


Cuja solução segue das propriedades das proporções:
Exemplo: Para obter números A e B diretamente pro-
x1 x2 xn x1 + x2 + ⋯ + xn M porcionais a 4 e 3 e inversamente proporcionais a 6 e 8,
=
1⁄p1 1⁄p2
=⋯= = =
1⁄pn 1⁄p1 + 1⁄p2 + ⋯ 1⁄pn 1⁄p1 + 1⁄p2 + ⋯ + 1⁄pn sabendo-se que a diferença entre eles é 21. Para resolver
este problema basta escrever que A-B=21 resolver as pro-
porções:
Ex. Para decompor o número 220 em três partes A, B e
A B A−B 21
C inversamente proporcionais a 2, 4 e 6, deve-se montar = = = = 72
um sistema com 3 equações e 3 incógnitas, de modo que 4 6 3 8 4 6 − 3 8 7⁄24
⁄ ⁄ ⁄ ⁄
A+B+C=220. Desse modo:
Assim A = (4/6) � 72 = 48 e B = (3/8) � 72 = 27

A B C A+B+C 220
= = = = = 240
1 2 1 4 1 6 1 2 + 1 4 + 1 6 11⁄12
⁄ ⁄ ⁄ ⁄ ⁄ ⁄ 1.4. Divisão em n partes direta e inversamente pro-
porcionais

A solução é A = 120 , B = 60 e C = 40 . Para decompor um número M em n partes X1, X 𝟐 , . . . , X 𝐧


diretamente proporcionais a p1 , p2, . . . , p𝐧 , e inversamen-
Ex. Para obter números A, B e C inversamente proporcionais te proporcionais a q 𝟏 , q 𝟐 , . . . , q 𝐧, , basta decompor este
a 2, 4 e 6, de modo que , devemos montar as proporções: número M em n partes diretamente proporcionais a
p𝟏 /q 𝟏 , p𝟐 /q 𝟐 , . . . , p𝐧 /q 𝐧. .
A B C 2A + 3B − 4C 10 120
= = = = =
1⁄2 1⁄4 1⁄6 2⁄2 + 3⁄4 − 4⁄6 13⁄12 13 A montagem do sistema com n equações e n incógnitas
exige que X1 + X 2+. . . +X 𝐧 = M e além disso:
Logo , A = 60 ⁄13 , B = 30 ⁄13 e C = 20 ⁄13 . x1 x2 xn
= =⋯=
p1 ⁄q1 p2⁄q 2 pn⁄q n
FIQUE ATENTO!
Pode haver coeficientes A,B e C como números A solução segue das propriedades das proporções:
fracionários e/ou negativos.
x1 x2 xn xn + x2 + ⋯ + xn
= =⋯= =
p1 ⁄q1 p2⁄q 2 pn⁄q n p1 ⁄q1 + p2⁄q 2 + ⋯ + pn⁄q n
1.3. Divisão em duas partes direta e inversamente
proporcionais Ex. Para decompor o número 115 em três partes A, B
e C diretamente proporcionais a 1, 2 e 3 e inversamente
Para decompor um número M em duas partes A e B proporcionais a 4, 5 e 6, deve-se montar um sistema com
diretamente proporcionais a c e d e inversamente propor- 3 equações e 3 incógnitas de forma de A+B+C=115 e tal
cionais a p e q, deve-se decompor este número M em duas que:
partes A e B diretamente proporcionais a a c/q e d/q ,
basta montar um sistema com duas equações e duas in- A B C A+B+C 115
cógnitas de forma que A+B=M e, além disso: = = = =
1 4 2 5 3 6 1 4 + 2 5 + 3 6 23⁄20
⁄ ⁄ ⁄ ⁄ ⁄ ⁄
= 100

A B A+B M M� p�q
= = = =
c⁄p d⁄q c⁄p + d⁄q c⁄p + d⁄q c � q + p � d
=K Logo
A = (1/4)100 = 25, B = (2/5)100 = 40 e C = (3/6)100 = 50.
O valor de K proporciona a solução, pois:
MATEM[ÁTICA

A = Kc/p e B = Kd/q. Ex. Determinar números A, B e C diretamente propor-


cionais a 1, 10 e 2 e inversamente proporcionais a 2, 4 e 5,
de modo que 2A+3B-4C=10.
Exemplo: Para decompor o número 58 em duas partes A montagem do problema fica na forma:
A e B diretamente proporcionais a 2 e 3, e, inversamente
proporcionais a 5 e 7, deve-se montar as proporções:

31
Distância (km) Litros de álcool
A B C 2A + 3B − 4C 10 100
= = = = = 180 15
1⁄2 10⁄4 2⁄5 2⁄2 + 30⁄4 − 8⁄5 69⁄10 69 210 x

A solução é , A = 50/69, B = 250/69 e C = 40/69. Na coluna em que aparece a variável x (“litros de ál-
cool”), vamos colocar uma flecha:

EXERCÍCIO COMENTADO

1. Os três jogadores mais disciplinados de um campeonato


de futebol amador irão receber o prêmio de R$: 3.340,00 Observe que, se duplicarmos a distância, o consumo
rateados em partes inversamente proporcionais ao número de álcool também duplica. Então, as grandezas distância
de faltas cometidas em todo campeonato. Os Jogadores e litros de álcool são diretamente proporcionais. No es-
cometeram 5, 7 e 11 faltas. Qual a premiação a cada um quema que estamos montando, indicamos esse fato colo-
deles respectivamente? cando uma flecha na coluna “distância” no mesmo sentido
da flecha da coluna “litros de álcool”:
Resposta:
p1 = K . 1/5
p2 = K . 1/7
p3 = K . 1/11
p1 + p2 + p3 = 3340
Para encontrarmos o valor da constante K devemos substi-
tuir o valor de p1, p2 e p3 na última expressão:

Portanto:
p1 = 7700 . 1/5 = 1540 Armando a proporção pela orientação das flechas, temos:
p2 = 7700 . 1/7 = 1100
p3 = 7700 . 1/11 = 700
A premiação será respectivamente R$ 1.540,00, R$ 1.100,00
e R$ 700,00.

Regra de Três Simples

Os problemas que envolvem duas grandezas direta- Resposta: O carro gastaria 17,5 L de álcool.
mente ou inversamente proporcionais podem ser resol-
vidos através de um processo prático, chamado regra de
três simples. #FicaDica
Procure manter essa linha de raciocínio nos
Ex: Um carro faz 180 km com 15L de álcool. Quantos diversos problemas que envolvem regra de
litros de álcool esse carro gastaria para percorrer 210 km? três simples ! Identifique as variáveis, verifique
qual é a relação de proporcionalidade e siga
Solução: este exemplo !
O problema envolve duas grandezas: distância e litros
de álcool.
Indiquemos por x o número de litros de álcool a ser Ex: Viajando de automóvel, à velocidade de 60 km/h, eu
consumido. gastaria 4 h para fazer certo percurso. Aumentando a velo-
Coloquemos as grandezas de mesma espécie em uma cidade para 80 km/h, em quanto tempo farei esse percurso?
mesma coluna e as grandezas de espécies diferentes que Solução: Indicando por x o número de horas e colocan-
se correspondem em uma mesma linha: do as grandezas de mesma espécie em uma mesma coluna
e as grandezas de espécies diferentes que se correspon-
MATEM[ÁTICA

dem em uma mesma linha, temos:

Velocidade (km/h) Tempo (h)


60 4
80 x

32
Na coluna em que aparece a variável x (“tempo”), vamos Note que foi necessário passar 2 cm para metros, para
colocar uma flecha: que as unidades de comprimento fiquei iguais. Assim,
cada 2 cm custaram R$ 0,24 para o vendedor. Como ele
Velocidade (km/h) Tempo (h) vendeu 4 m de tecido, esses 2 cm não foram considera-
60 4 dos quatro vezes. Assim, ele deixou de ganhar
80 x
2. Para se construir um muro de 17m² são necessários 3
Observe que, se duplicarmos a velocidade, o tempo fica trabalhadores. Quantos trabalhadores serão necessários
reduzido à metade. Isso significa que as grandezas veloci- para construir um muro de 51m²?
dade e tempo são inversamente proporcionais. No nos-
so esquema, esse fato é indicado colocando-se na coluna Resposta: 9 trabalhadores.
“velocidade” uma flecha em sentido contrário ao da flecha
da coluna “tempo”: As grandezas (área e trabalhadores) são diretamente
proporcionais. Assim, a regra de três é direta:

Área N Trabalhadores
17 3
51 x

Na montagem da proporção devemos seguir o sentido 17 � x = 51 � 3 → x = 9 trabalhadores


das flechas. Assim, temos:

Regra de Três Composta

O processo usado para resolver problemas que envol-


vem mais de duas grandezas, diretamente ou inversamente
proporcionais, é chamado regra de três composta.

Ex: Em 4 dias 8 máquinas produziram 160 peças. Em


quanto tempo 6 máquinas iguais às primeiras produziriam
Resposta: Farei esse percurso em 3 h. 300 dessas peças?
Solução: Indiquemos o número de dias por x. Coloque-
mos as grandezas de mesma espécie em uma só coluna e
EXERCÍCIOS COMENTADOS as grandezas de espécies diferentes que se correspondem
em uma mesma linha. Na coluna em que aparece a variável
1. (CBTU – ASSISTENTE OPERACIONAL – FU- x (“dias”), coloquemos uma flecha:
MARC/2016) Dona Geralda comprou 4 m de tecido im-
portado a R$ 12,00 o metro linear. No entanto, o metro
linear do lojista media 2 cm a mais. A quantia que o lojista
deixou de ganhar com a venda do tecido foi:

a) R$ 0,69 Comparemos cada grandeza com aquela em que está o x.


b) R$ 0,96
c) R$ 1,08 As grandezas peças e dias são diretamente proporcio-
d) R$ 1,20 nais. No nosso esquema isso será indicado colocando-se
na coluna “peças” uma flecha no mesmo sentido da flecha
Resposta: Letra B. da coluna “dias”:
As grandezas (comprimento e preço) são diretamente
proporcionais. Assim, a regra de três é direta:

Metros Preço
MATEM[ÁTICA

1 12
0,02 x

1 � x = 0,02 � 12 → x = R$ 0,24

33
As grandezas máquinas e dias são inversamente pro- Resposta: Letra B.
porcionais (duplicando o número de máquinas, o número A tabela com os dados do enunciado fica:
de dias fica reduzido à metade). No nosso esquema isso
será indicado colocando-se na coluna (máquinas) uma fle- Digitadores Formulários Linhas Horas
cha no sentido contrário ao da flecha da coluna “dias”:
40 2400 12 2,5
x 5616 18 3

Comparando-se as grandezas duas a duas, nota-se que:


• Digitadores e formulários são diretamente propor-
cionais, pois se o número de digitadores aumenta,
a quantidade de formulários que pode ser digitada
também aumenta.
Agora vamos montar a proporção, igualando a razão • Digitadores e linhas são diretamente proporcionais,
que contém o x, que é 4 , com o produto das outras razões, pois se a quantidade de digitadores aumenta, o nú-
x
obtidas segundo a orientação das flechas 6 160
� : mero de linhas que pode ser digitado também au-
8 300 menta.
• Digitadores e horas são inversamente proporcionais,
pois se o número de horas trabalhadas aumenta, en-
tão são necessários menos digitadores para o serviço
e, portanto, a quantidade de digitadores diminui.

A regra de três fica:

40 2400 12 3
= � �
x 5616 18 2,5
Resposta: Em 10 dias. 40 86400
→ =
x 252720
FIQUE ATENTO! → 86500x = 10108800
Repare que a regra de três composta, embora → x = 117 digitadores
tenha formulação próxima à regra de três
simples, é conceitualmente distinta devido
à presença de mais de duas grandezas 2. Em uma fábrica de brinquedos, 8 homens montam 20
proporcionais. carrinhos em 5 dias. Quantos carrinhos serão montados
por 4 homens em 16 dias?

Resposta:

EXERCÍCIOS COMENTADOS Homens Carrinhos Dias

1. (SEDUC-SP - ANALISTA DE TECNOLOGIA DA IN- 8 20 5


FORMAÇÃO – VUNESP/2014) Quarenta digitadores pre- 4 x 16
enchem 2 400 formulários de 12 linhas, em 2,5 horas. Para
preencher 5 616 formulários de 18 linhas, em 3 horas, e Observe que, aumentando o número de homens, a pro-
admitindo-se que o ritmo de trabalho dos digitadores seja dução de carrinhos aumenta. Portanto a relação é dire-
o mesmo, o número de digitadores necessários será tamente proporcional (não precisamos inverter a razão).
Aumentando o número de dias, a produção de carri-
a) 105 nhos  aumenta. Portanto a relação também é  direta-
b) 117 mente proporcional  (não precisamos inverter a razão).
c) 123 Devemos igualar a razão que contém o termo x com o
d) 131 produto das outras razões.
e) 149 Montando a proporção e resolvendo a equação, temos:
MATEM[ÁTICA

20 8 5
= �
π 4 16
Logo, serão montados 32 carrinhos.

34
PORCENTAGEM Resp: O time venceu 62,5% de seus jogos.

Definição Ex. Em uma prova de concurso, o candidato acertou 48


de 80 questões. Se para ser aprovado é necessário acertar
A definição de porcentagem passa pelo seu próprio 55% das questões, o candidato foi ou não foi aprovado?
nome, pois é uma fração de denominador centesimal, ou Para sabermos se o candidato passou, é necessário
seja, é uma fração de denominador 100. Representamos calcular sua porcentagem de acertos:
porcentagem pelo% e lê-se: “por cento”.
𝐴 48
50 𝑝= . 100 = . 100 = 60% > 55%
Deste modo, a fração 100 ou qualquer uma equivalente a 𝑉 80
Logo, o candidato foi aprovado.
ela é uma porcentagem que podemos representar por 50%.
Calculo do todo (conheço p e A e quero achar V):
A porcentagem nada mais é do que uma razão, que No terceiro caso, temos interesse em achar o total (Nosso
representa uma “parte” e um “todo” a qual referimos como 100%) e para isso basta rearranjar a equação novamente:
100%. Assim, de uma maneira geral, temos que:
𝑝 𝐴 𝐴
𝑝 𝐴= . 𝑉 → 𝑝 = . 100 → 𝑉 = . 100
𝐴= .𝑉 100 𝑉 𝑝
100
Onde A, é a parte, p é o valor da porcentagem e V é o Ex. Um atirador tem taxa de acerto de 75% de seus
todo (100%). Assim, os problemas básicos de porcentagem tiros ao alvo. Se em um treinamento ele acertou 15 tiros,
se resumem a três tipos: quantos tiros ele deu no total?
Neste caso, o problema gostaria de saber quanto vale
Cálculo da parte (Conheço p e V e quero achar A): o “todo”, assim:
Para calcularmos uma porcentagem de um valor V,𝑝 basta
𝐴 15
multiplicarmos a fração correspondente, ou seja, 100 por 𝑉= . 100 = . 100 = 0,2.100 = 20 𝑡𝑖𝑟𝑜𝑠
V. Assim: 𝑝 𝑝 75
P% de V =A= 100 .V
Forma Decimal: Outra forma de representação de
Ex. 23% de 240 = 23 .240 = 55,2 porcentagens é através de números decimais, pois todos eles
100
pertencem à mesma classe de números, que são os números
Ex. Em uma pesquisa de mercado, constatou-se que racionais. Assim, para cada porcentagem, há um numero
67% de uma amostra assistem a certo programa de TV. decimal equivalente. Por exemplo, 35% na forma decimal seriam
Se a população é de 56.000 habitantes, quantas pessoas representados por 0,35. A conversão é muito simples: basta fazer
assistem ao tal programa? a divisão por 100 que está representada na forma de fração:
Aqui, queremos saber a “parte” da população que
assiste ao programa de TV, como temos a porcentagem e o 75
75% = = 0,75
total, basta realizarmos a multiplicação: 100

67 Aumento e desconto percentual


67% de 56000=A= 56000=37520
100
Outra classe de problemas bem comuns sobre
Resp. 37 520 pessoas. porcentagem está relacionada ao aumento e a redução
percentual de um determinado valor. Usaremos as
Cálculo da porcentagem (conheço A e V e quero definições apresentadas anteriormente para mostrar a
achar p): Utilizaremos a mesma relação para achar o valor teoria envolvida
de p e apenas precisamos rearranjar a mesma:
𝑝 𝐴 Aumento Percentual: Consideremos um valor inicial V
𝐴= . 𝑉 → 𝑝 = . 100 que deve sofrer um aumento de de seu valor. Chamemos
100 𝑉
de VA o valor após o aumento. Assim:
Ex. Um time de basquete venceu 10 de seus 16 jogos.
Qual foi sua porcentagem de vitórias? p
VA = V + .V
Neste caso, o exercício quer saber qual a porcentagem 100
de vitórias que esse time obteve, assim: Fatorando:
p
MATEM[ÁTICA

𝐴 10 VA = ( 1 + ) .V
𝑝= . 100 = . 100 = 62,5% p 100
𝑉 16 Em que (1 + ) será definido como fator de aumento,
100
que pode estar representado tanto na forma de fração ou
decimal.

35
Desconto Percentual: Consideremos um valor inicial
V que deve sofrer um desconto de p% de seu valor. FIQUE ATENTO!
Chamemos de VD o valor após o desconto. Em alguns problemas de porcentagem são
necessários cálculos sucessivos de aumentos
p
VD = V – .V ou descontos percentuais. Nesses casos é ne-
100 cessário ter atenção ao problema, pois erros
Fatorando: costumeiros ocorrem quando se calcula a por-
centagens do valor inicial para obter todos os
p
VD = (1 – ) .V valores finais com descontos ou aumentos. Na
100 verdade, esse cálculo só pode ser feito quando
p
Em que (1 – ) será definido como fator de desconto, o problema diz que TODOS os descontos ou
100 aumentos são dados a uma porcentagem do
que pode estar representado tanto na forma de fração ou
decimal. valor inicial. Mas em geral, os cálculos são fei-
tos como mostrado no texto a seguir.
Ex. Uma empresa admite um funcionário no mês de
janeiro sabendo que, já em março, ele terá 40% de aumento.
Se a empresa deseja que o salário desse funcionário, a partir Aumentos e Descontos Sucessivos: Consideremos um
de março, seja R$ 3 500,00, com que salário deve admiti-lo? valor inicial V, e vamos considerar que ele irá sofrer dois
Neste caso, o problema deu o valor de e gostaria de aumentos sucessivos de p1% e p2%. Sendo V1 o valor após
saber o valor de V, assim: o primeiro aumento, temos:
p 𝑝1
VA = ( 1 + 100 ).V V1 = V .(1 + )
100
3500 = ( 1 +
40
).V Sendo V2 o valor após o segundo aumento, ou seja,
100 após já ter aumentado uma vez, temos que:
3500 =(1+0,4).V 𝑝2
V2 = V1 .(1 + )
3500 =1,4.V
100

V=
3500
=2500 Como temos também uma expressão para V1, basta
1,4 substituir:
Resp. R$ 2 500,00 𝑝1 𝑝2
V2 = V .(1 + ) .(1 + )
100 100
Ex. Uma loja entra em liquidação e pretende abaixar em
20% o valor de seus produtos. Se o preço de um deles é de
R$ 250,00, qual será seu preço na liquidação? Assim, para cada aumento, temos um fator
Aqui, basta calcular o valor de VD : correspondente e basta ir multiplicando os fatores para
chegar ao resultado final.
p
VD = (1 – ) .V
100 No caso de desconto, temos o mesmo caso, sendo V
VD = (1 –
20
) .250,00 um valor inicial, vamos considerar que ele irá sofrer dois
100 descontos sucessivos de p1% e p2%.
VD = (1 –0,2) .250,00
Sendo V1 o valor após o primeiro desconto, temos:
VD = (0,8) .250,00 𝑝1
V1 = V.(1 – )
100
VD = 200,00
Resp. R$ 200,00
Sendo V2 o valor após o segundo desconto, ou seja,
após já ter descontado uma vez, temos que:
𝑝2
V2 = V1 .(1 – )
100
MATEM[ÁTICA

Como temos também uma expressão para , basta


substituir:
𝑝1 𝑝2
V2 = V .(1 – ) .(1 – )
100 100

36
Além disso, essa formulação também funciona para Resposta: Denotamos o número de eleitores do sexo fe-
aumentos e descontos em sequência, bastando apenas mininos de F e de votantes masculinos de M. Pelo enun-
a identificação dos seus fatores multiplicativos. Sendo V ciado do exercícios, F+M = 18500. Além disso, o índice
um valor inicial, vamos considerar que ele irá sofrer um de abstenções entre os homens foi de 6% e de 9%
aumento de p1% e, sucessivamente, um desconto de p2%. entre as mulheres, ou seja, 94% dos homens e 91%
Sendo V1 o valor após o aumento, temos: das mulheres compareceram a votação, onde 94%M =
𝑝1 91%F ou 0,94M = 0,91F. Assim, para determinar o nú-
V1 = V .(1+ ) mero de eleitores de cada sexo temos os seguinte siste-
100 ma para resolver:
F + M = 18500
Sendo V2 o valor após o desconto, temos que: �
0,94M = 0,91F
𝑝2
V2 = V1 .(1 – )
100 0,91
Da segunda equação, temos que M = 0,94 F . Agora,
Como temos uma expressão para , basta substituir: substituindo M na primeira equação do sistema encon-
𝑝1 𝑝2 tra-se F =  9400 e por fim determina-se M = 9100.
V2 = V .(1+ ) .(1 – )
100 100 JUROS SIMPLES

Ex. Um produto sofreu um aumento de 20% e depois Toda vez que falamos em juros estamos nos referindo
sofreu uma redução de 20%. Isso significa que ele voltará a uma quantia em dinheiro que deve ser paga por um
ao seu valor original. devedor, pela utilização de dinheiro de um credor (aquele
( ) CERTO ( ) ERRADO que empresta).

Este problema clássico tem como finalidade conceituar 1. Nomenclatura


esta parte de aumento e redução percentual e evitar o erro
do leitor ao achar que aumentando p% e diminuindo p%, a) Os juros são representados pela letra J.
volta-se ao valor original. Se usarmos o que aprendemos, b) O dinheiro que se deposita ou se empresta chama-
temos que: mos de capital e é representado pela letra C.
𝑝1 𝑝2 c) O tempo de depósito ou de empréstimo é represen-
V2 = V . 1+ . 1– tado pela letra t.
100 100
𝐴𝑢𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑟𝑒𝑑𝑢çã𝑜 d) A taxa de juros é a razão centesimal que incide sobre
um capital durante certo tempo. É representado pela
20 20 letra i e utilizada para calcular juros.
V2 = V .(1+ ) .(1 – )
100 100
Chamamos de simples os juros que são somados ao
capital inicial no final da aplicação.
V2 = V .(1+0,2) .(1 – 0,2 )

V2 = V .(1,2) .(0,8) FIQUE ATENTO!


96 Devemos sempre relacionar taxa e tempo
V2 = 0,96.V= V=96% de V
100 numa mesma unidade:
Taxa anual --------------------- tempo em anos
Ou seja, o valor final corresponde a 96% de V e não
Taxa mensal-------------------- tempo em meses
100%, assim, eles não são iguais, portanto deve-se assinalar
Taxa diária---------------------- tempo em dias
a opção ERRADO

Exemplo: Uma pessoa empresta a outra, a juros simples,


a quantia de R$ 3000,00, pelo prazo de 4 meses, à taxa de
EXERCÍCIO COMENTADO 2% ao mês. Quanto deverá ser pago de juros?

1. (UNESP) Suponhamos que, para uma dada eleição, uma Resolução:


cidade tivesse 18.500 eleitores inscritos. Suponhamos ain-
da que, para essa eleição, no caso de se verificar um índice - Capital aplicado (C): R$ 3.000,00
MATEM[ÁTICA

de abstenções de 6% entre os homens e de 9% entre as - Tempo de aplicação (t): 4 meses


mulheres, o número de votantes do sexo masculino será - Taxa (i): 2% ou 0,02 a.m. (= ao mês)
exatamente igual ao número de votantes do sexo feminino.
Determine o número de eleitores de cada sexo.

37
Fazendo o cálculo, mês a mês:

No final do 1º período (1 mês), os juros serão: 0,02 R$ 3.000,00 = R$ 60,00


No final do 2º período (2 meses), os juros serão: R$ 60,00 + R$ 60,00 = R$ 120,00
No final do 3º período (3 meses), os juros serão: R$ 120,00 + R$ 60,00 = R$ 180,00
No final do 4º período (4 meses), os juros serão: R$ 180,00 + R$ 60,00 = R$ 240,00

#FicaDica
Para evitar essa sequência de cálculos toda vez que vamos calcular os juros simples, existe uma fórmula que
quantifica o total de juros simples do período, e ela está apresentada abaixo:

J=C ∙ i ∙ t

Além disso, quando quisermos saber o total que será pago de um empréstimo, ou o quanto se resgatará do
investimento, o qual definimos como Montante (M), basta somar o capital com os juros, usando o conceito
fundamental da matemática financeira:

M=C+J
Ou
M=C(1+i . t)

EXERCÍCIO COMENTADO

1. Um investidor possui R$ 80.000,00. Ele aplica 30% desse dinheiro em um investimento que rende juros simples a uma
taxa de 3% a.m., durante 2 meses, e aplica o restante em investimento que rende 2% a.m., durante 2 meses também. Ao fim
desse período, esse investidor possui:

a) R$ 83.680,00
b) R$ 84.000,00
c) R$ 84.320,00
d) R$ 84.400,00
e) R$ 88.000,00

Resposta: Letra A. Temos neste problema um capital sendo investido em duas etapas. Vamos realizar os cálculos sepa-
radamente:

1º investimento
30% de R$ 80.000,00 = R$ 24.000,00 valor a ser investido a uma taxa i = 3% a.m., durante um período t = 2 meses. Lem-
brando que i = 3% = 0,03.
Cálculo dos juros J, onde : J=C ∙ i ∙ t:
J = 24000 ∙ (0,03) ∙ 2 = 1440.
Juros do 1º investimento = R$ 1440,00.

2º investimento
R$ 80.000,00 – R$ 24.000,00 = R$ 56.000,00 valor a ser investido a uma taxa i = 2% a.m., durante um período t = 2
meses.
J = 56000 ∙ (0,02) ∙ 2 = 2240.
Juros do 2º investimento = R$ 2.240,00.
Portanto, o montante final será de
MATEM[ÁTICA

R$ 80.00,00 + R$ 1.440,00 + R$ 2.240,00 = R$ 83.680,00.

38
2. Calcule o montante resultante da aplicação de R$70.000,00 à taxa de 10,5% a.a. durante 145 dias.

Resposta:
M = P ∙ ( 1 + (i∙t) )
M = 70000 [1 + (10,5/100)∙(145/360)] = R$72.960,42

Observe que expressamos a taxa i e o período t na mesma unidade de tempo, ou seja, anos. Daí ter dividido 145 dias por
360, para obter o valor equivalente em anos, já que um ano comercial possui 360 dias.

JUROS COMPOSTOS

O capital inicial (principal) pode crescer como já sabemos, devido aos juros. Basicamente, há duas modalidades de como
se calcular os juros:

Juros simples - ao longo do tempo, somente o principal rende juros.


Juros compostos - após cada período, os juros são incorporados ao principal e passam, por sua vez, a render juros.
Também conhecido como “juros sobre juros”.

Vamos ilustrar a diferença entre os crescimentos de um capital através juros simples e juros compostos, com um exemplo:
Suponha que $100,00 são empregados a uma taxa de 10% a.a. (ao ano) Teremos:

Capital = 100 Juros Simples Juros Compostos


N° de Anos Montante Simples Montante Composto
1 100 + 0,1 ∙ 100 = 110 100,00 + 0,1 ∙ (100,00) = 110,00
2 110 + 0,1 ∙ 100 = 120 110,00 + 0,1 ∙ (110,00) = 121,00
3 120 + 0,1 ∙ 100 = 130 121,00 + 0,1 ∙ (121,00) = 133,10
4 130 + 0,1 ∙ 100 = 140 133,10 + 0,1 ∙ (133,10) = 146,41
5 140 + 0,1 ∙ 100 = 150 146,41 + 0,1 ∙ (146,41) = 161,05

Observe que o crescimento do principal segundo juros simples é LINEAR enquanto que o crescimento segundo juros
compostos é EXPONENCIAL, e, portanto tem um crescimento muito mais “rápido”. Isto poderia ser ilustrado graficamente
da seguinte forma:

MATEM[ÁTICA

Na prática, as empresas, órgãos governamentais e investidores particulares costumam reinvestir as quantias geradas
pelas aplicações financeiras, o que justifica o emprego mais comum de juros compostos na Economia. Na verdade, o uso
de juros simples não se justifica em estudos econômicos.

39
Fórmula para o cálculo de Juros compostos Exemplo: Em quanto tempo devo deixar R$ 3000,00 em
uma aplicação para que renda um montante de R$ 3376,53
Considere o capital inicial (principal P) $1000,00 aplicado a uma taxa de 3% ao mês.
a uma taxa mensal de juros compostos (i) de 10% (i = 10%
a.m.). Vamos calcular os montantes (capital + juros), mês a Resolução: Neste caso, precisamos saber n, vamos isolá-
mês: lo na fórmula do montante:
Após o 1º mês, teremos: M1 = 1000 ∙ 1,1 = 1100 = M M
1000(1 + 0,1) M=C 1+i n → = 1+i n → log = log 1 + i n
Após o 2º mês, teremos: M2 = 1100 ∙1,1 = 1210 = C C
1000(1 + 0,1)2 M
Após o 3º mês, teremos: M3 = 1210 ∙ 1,1 = 1331 = log = n � log 1 + i →
1000(1 + 0,1)3 C
.....................................................................................................
Após o nº (enésimo) mês, sendo S o montante, teremos
evidentemente: M = 1000(1 + 0,1)n

De uma forma genérica, teremos para um capital A fórmula envolve logaritmos e você tem dois caminhos:
C, aplicado a uma taxa de juros compostos i durante o Memorize ou sempre lembre da dedução a partir da
período n : fórmula do montante. Substituindo os valores:
M = C(1 + i)n

Onde M = montante, C = Capital, i = taxa de juros e n =


número de períodos que o principal C foi aplicado.

#Fica a dica: Na fórmula acima, as unidades de tempo


referentes à taxa de juros (i) e do período (n), tem de ser
necessariamente iguais. Este é um detalhe importantíssimo, EXERCÍCIO COMENTADO
que não pode ser esquecido! Assim, por exemplo, se a taxa
for 2% ao mês e o período 3 anos, deveremos considerar 1. Calcule o montante de um empréstimo a juros compos-
2% ao mês durante 3 ∙ 12=36 meses. tos de R$ 3000,00 a uma taxa de 1% a.m durante 3 meses.
Exemplo: Calcule o montante de uma aplicação Dado: 1,01³ = 1,0303
financeira de R$ 2000,00 aplicada a juros compostos de 2%
ao mês durante 2 meses: a) R$ 3060,30
b) R$ 3090,90
Resolução: c) R$ 3121,81
d) R$ 3250,30
M = C∙(1 + i)n→M = 2000∙(1 +0,02)2→M = 2000∙(1,02)2=R$ 2080,80 e) R$ 3450,40

Com aplicação da fórmula, obtém-se o montante. Resposta: Letra B.


Agora, se quisermos os juros? Como se calcula os juros M = C(1 + i)n→M = 3000∙(1 +0,01)3→M = 3000∙(1,01)3=R$ 3090,90
desta aplicação sendo que agora não temos uma fórmula
para J como nos juros simples? Para resolver isso, basta 2. Calcule o montante de um empréstimo a juros compos-
relembrar o conceito fundamental: tos de R$ 10000,00 a uma taxa de 0,5% a.m durante 6 me-
ses. Dado: 1,0056 = 1,0304
M=C+J→J=M-C
a) R$ 10303,77
Como calculamos o montante e temos o capital: b) R$ 10090,90
c) R$ 13030,77
J=M-C→2080,80-2000,00=R$ 80,80 d) R$ 13250,80
e) NDA
Esse exemplo é a aplicação básica de juros compostos.
Resposta: Letra a.
M = C(1 + i)n→M = 10000∙(1 +0,005)6→M = 10000∙(1,005)6=
FIQUE ATENTO! =R$ 10303,77
MATEM[ÁTICA

Alguns concursos podem complicar um pouco


as questões, deixando como incógnita o perí-
odo da operação “n”.

40
TAXAS DE JUROS a) Taxa proporcional mensal (divide-se a taxa anual por
12): 12%/12 = 1% a.m.
Podemos definir a taxa nominal como aquela em que b) Taxa equivalente mensal (é aquela que aplicado aos
a unidade de referência do seu tempo não coincide com a R$ 1.000,00, rende os mesmos juros que a taxa anual
unidade de tempo dos períodos de capitalização. É usada aplicada nesse mesmo capital).
no mercado financeiro, mas para cálculo deve-se encontrar  
a taxa efetiva. Por exemplo, a taxa nominal de 12% ao ano, Cálculo da taxa equivalente mensal:
capitalizada mensalmente, resultará em uma taxa mensal
de 1% ao mês. Entretanto, quando esta taxa é capitalizada
pelo regime de juros compostos, teremos uma taxa efetiva  
de 12,68% ao ano.
onde:
1. Taxa Nominal iq : taxa equivalente para o prazo que eu quero
it : taxa para o prazo que eu tenho
A taxa nominal de juros relativa a uma operação finan- q : prazo que eu quero
ceira pode ser calculada pela expressão: t : prazo que eu tenho
Taxa nominal = Juros pagos / Valor nominal do emprés-
timo

Assim, por exemplo, se um empréstimo de $100.000,00,  


deve ser quitado ao final de um ano, pelo valor monetário iq = 0,009489 a.m  ou  iq = 0,949 % a.m.
de $150.000,00, a taxa de juros nominal será dada por:
3) Cálculo do montante pedido, utilizando a taxa efetiva
Juros pagos = Jp = $150.000 – $100.000 = $50.000,00 mensal
Taxa nominal = in = $50.000 / $100.000 = 0,50 = 50%
a) pela convenção da taxa proporcional:
Sem dúvida, se tem um assunto que gera muita con- M = c (1 + i)n
fusão na Matemática Financeira são os conceitos de taxa M = 1000 (1 + 0,01) 18 = 1.000 x  1,196147
nominal, taxa efetiva e taxa equivalente. Até na esfera judi- M = 1.196,15
cial esses assuntos geram muitas dúvidas nos cálculos de  
empréstimos, financiamentos, consórcios  e etc. b) pela convenção da taxa equivalente:
Vamos tentar esclarecer esses conceitos, que na maioria M = c (1 + i)n
das vezes nos livros e apostilas disponíveis no mercado, M = 1000 (1 + 0,009489) 18 = 1.000 x  1,185296
não são apresentados de uma maneira clara. M = 1.185,29
 
Temos a chamada taxa de juros nominal, quando esta NOTA: Para comprovar que a taxa de 0,948% a.m é
não é realmente a taxa utilizada para o cálculo dos juros equivalente a taxa de 12% a.a, basta calcular o montante
(é uma taxa “sem efeito”). A capitalização (o prazo de for- utilizando a taxa anual, neste caso  teremos que transfor-
mação e incorporação de juros ao capital inicial) será dada mar 18 (dezoito) meses em anos para fazer o cálculo, ou
através de outra  taxa,  numa unidade de tempo diferente, seja : 18: 12 = 1,5 ano. Assim:
taxa efetiva. M = c (1 + i)n
Como calcular a taxa que realmente vai ser utilizada; M = 1000 (1 + 0,12) 1,5 = 1.000 x  1,185297
isto é, a taxa efetiva? M = 1.185,29
Vamos acompanhar através do exemplo  
3. Conclusões
1.1. Taxa Efetiva
- A taxa nominal é 12% a.a, pois não foi aplicada no
Calcular o montante de um capital de R$ 1.000,00 (mil cálculo do montante. Normalmente a taxa nominal vem
reais), aplicados durante 18 (dezoito) meses, capitalizados sempre ao ano!
mensalmente, a uma taxa de 12% a.a. Explicando o que é - A taxa efetiva mensal, como o próprio nome diz, é
taxa Nominal, efetiva mensal e equivalente mensal: aquela que foi utilizado para cálculo do montante. Pode
ser uma taxa proporcional mensal (1 % a.m.) ou uma taxa
2. Respostas e soluções equivalente mensal (0,949 % a.m.).
- Qual a taxa efetiva mensal que devemos utilizar? Em
MATEM[ÁTICA

1) A taxa Nominal é 12% a.a; pois o capital não vai ser se tratando de concursos públicos, a grande maioria das
capitalizado com a taxa anual. bancas examinadoras utilizam a convenção da taxa propor-
2) A taxa efetiva mensal a ser utilizada depende de duas cional. Em se tratando do mercado financeiro, utiliza-se a
convenções: taxa proporcional mensal ou taxa equi- convenção de taxa equivalente.
valente mensal.

41
4. Taxa Equivalente Substituindo S1 e S2 , vem:
P(1 + in) = (1+r). P (1 + j)
Taxas Equivalentes são taxas que quando aplicadas ao
mesmo capital, num mesmo intervalo de tempo, produzem Daí então, vem que:
montantes iguais. Essas taxas devem ser observadas com (1 + in) = (1+r). (1 + j), onde:
muita atenção, em alguns financiamentos de longo prazo, in = taxa de juros nominal
somos apenas informados da taxa mensal de juros e não j = taxa de inflação no período
tomamos conhecimento da taxa anual ou dentro do pe- r = taxa real de juros
ríodo estabelecido, trimestre, semestre entre outros. Uma Observe que se a taxa de inflação for nula no período,
expressão matemática básica e de fácil manuseio que nos isto é, j = 0, teremos que as taxas nominal e real são coin-
fornece a equivalência de duas taxas é:  cidentes.

1 + ia = (1 + ip)n, onde:  Exemplo


ia = taxa anual  Numa operação financeira com taxas pré-fixadas, um
ip = taxa período banco empresta $120.000,00 para ser pago em um ano
n: número de períodos  com $150.000,00. Sendo a inflação durante o período do
empréstimo igual a 10%, pede-se calcular as taxas nominal
Observe alguns cálculos:  e real deste empréstimo.
Teremos que a taxa nominal será igual a:
Exemplo 1 in = (150.000 – 120.000)/120.000 = 30.000/120.000 =
Qual a taxa anual de juros equivalente a 2% ao mês? 0,25 = 25%
Temos que: 2% = 2/100 = 0,02  Portanto in = 25%
1 + ia = (1 + 0,02)12  Como a taxa de inflação no período é igual a j = 10% =
1 + ia = 1,0212 0,10, substituindo na fórmula anterior, vem:
1 + ia = 1,2682  (1 + in) = (1+r). (1 + j)
ia = 1,2682 – 1  (1 + 0,25) = (1 + r).(1 + 0,10)
ia = 0,2682  1,25 = (1 + r).1,10
ia = 26,82%  1 + r = 1,25/1,10 = 1,1364
A taxa anual de juros equivalente a 2% ao mês é de Portanto, r = 1,1364 – 1 = 0,1364 = 13,64%
26,82%. 
Se a taxa de inflação no período fosse igual a 30%, te-
As pessoas desatentas poderiam pensar que a taxa ríamos para a taxa real de juros:
anual nesse caso seria calculada da seguinte forma: 2% x (1 + 0,25) = (1 + r).(1 + 0,30)
12 = 24% ao ano. Como vimos, esse tipo de cálculo não 1,25 = (1 + r).1,30
procede, pois a taxa anual foi calculada de forma correta e 1 + r = 1,25/1,30 = 0,9615
corresponde a 26,82% ao ano, essa variação ocorre porque Portanto, r = 0,9615 – 1 = -,0385 = -3,85% e, portanto
temos que levar em conta o andamento dos juros compos- teríamos uma taxa real de juros negativa.
tos (juros sobre juros). 
Exemplo
5. Taxa Real $100.000,00 foi emprestado para ser quitado por
$150.000,00 ao final de um ano. Se a inflação no período
A taxa real expurga o efeito da inflação. Um aspecto foi de 20%, qual a taxa real do empréstimo?
interessante sobre as taxas reais de juros, é que elas podem Resposta: 25%
ser inclusive, negativas.
Vamos encontrar uma relação entre as taxas de juros 6. Taxas Proporcionais
nominal e real. Para isto, vamos supor que um determinado
capital P é aplicado por um período de tempo unitário, a Para se compreender mais claramente o significado
certa taxa nominal in destas taxas deve-se reconhecer que toda operação envol-
O montante S1 ao final do período será dado por S1 = ve dois prazos:
P(1 + in). - o prazo a que se refere à taxa de juros; e
- o prazo de capitalização (ocorrência) dos juros. (ASSAF
Consideremos agora que durante o mesmo período, a NETO, 2001).
taxa de inflação (desvalorização da moeda) foi igual a j. O
capital corrigido por esta taxa acarretaria um montante S2 Taxas Proporcionais: duas (ou mais) taxas de juro sim-
MATEM[ÁTICA

= P (1 + j). ples são ditas proporcionais quando seus valores e seus


respectivos períodos de tempo, reduzidos a uma mesma
A taxa real de juros, indicada por r, será aquela aplicada unidade, forem uma proporção. (PARENTE, 1996). Exemplos
ao montante S2, produzirá o montante S1. Poderemos en-
tão escrever: S1 = S2 (1 + r)

42
Prestação = amortização + juros
Há diferentes formas de amortização, conforme descritas a seguir.
Para os exemplos numéricos descritos nas tabelas, em todas as diferentes formas de amortização, utilizaremos o mesmo
exercício: uma dívida de valor inicial de R$ 100 mil, prazo de três meses e juros de 3% ao mês.

Pagamento único
É a quitação de toda a dívida (amortização + juros) em um único pagamento, ao final do período. Utilizamos a mesma
fórmula do montante:

Nos juros simples:


M = C (1 + i×n)
M = montante
C = capital inicial
i = taxa de juros
n = período

Nos juros compostos:


M = C (1+i)n
M = montante
C = capital inicial
i = taxa de juros
n = período

Nos juros simples:

n Juros Amortização Prestação Saldo devedor


0 - - - 100.000,00

1 - - 103.000,00
3.000,00

2 - - 106.000,00
3.000,00

3 100.000,00 -
3.000,00 109.000,00

Nos juros compostos:

n Juros Amortização Prestação Saldo devedor


0 - - - 100.000,00

1 - - 103.000,00
3.000,00

2 - - 106.090,00
3.090,00

3 100.000,00 -
3.182,70 109.272,70

7. Sistema Price (Sistema Francês)

Foi elaborado para apresentar pagamentos iguais ao longo do período do desembolso das prestações. A fórmula para
encontrarmos a prestação é dada a seguir:
MATEM[ÁTICA

PMT = VP . _i.(1+i)n_
(1+i)n -1

43
PMT = valor da prestação
VP = valor inicial do empréstimo
i = taxa de juros
n = período

A fórmula foi desenvolvida, considerando-se apenas a capitalização por juros compostos. O resultado é listado a seguir:

n Juros Amortização Prestação Saldo devedor


0 - - - 100.000,00

1 32.353,04 67.646,96
3.000,00 35.353,04

2 33.323,63 34.323,33
2.029,41 35.353,04

3 34.323,33 -
1.029,71 35.353,04

8. Sistema de Amortização Misto (SAM)

É a média aritmética das prestações calculadas nas duas formas anteriores (SAC e Price). É encontrado pela fórmula:

PMTSAM = (PTMSAC + PMTPRICE) / 2

n Juros Amortização Prestação Saldo devedor


0 - - - 100.000,00

1 32.843,19 67.156,81
3.000,00 35.843,19

2 33.328,49 33.828,32
2.014,70 35.343,19

3 33.828,32 -
1.014,87 34.843,19

9. Sistema de Amortização Crescente (SACRE)

Este sistema, criado pela Caixa Econômica Federal (CEF), é uma das formas utilizadas para o cálculo das prestações dos
financiamentos imobiliários. Usa-se, para o cálculo do valor das prestações, a metodologia do sistema de amortização
constante (SAC) anual, desconsiderando-se o valor da Taxa Referencial de Juros (TR). Esta é incluída posteriormente, resul-
tando em uma amortização variável. Chamar de “amortização crescente” parece-nos inadequado, pois pode resultar em
amortizações decrescentes, dependendo da ocorrência de TR com valor muito baixo.

10. Sistema Alemão

Neste caso, a dívida é liquidada também em prestações iguais, exceto a primeira, onde no ato do empréstimo (momento
“zero”) já é feita uma cobrança dos juros da operação. As prestações, a primeira amortização e as seguintes são definidas
pelas três seguintes fórmulas:

PMT = _ Vp.i _
1- (1+i)n

[PMT = valor da prestação


VP = valor inicial do empréstimo
MATEM[ÁTICA

i = taxa de juros
n = período

44
A1 = PMT . (1- i)n-1
A1 = primeira amortização
PMT = valor da prestação
i = taxa de juros
n = período
An = An-1 _
(1- i)
An = amortizações posteriores (2º, 3º, 4º, ...)
An-1 = amortização anterior
i = taxa de juros
n = período

n Juros Amortização Prestação Saldo devedor


0 - 3.000,00 100.000,00
3.000,00
1 32.323,34 34.353,64 67.676,66
2.030,30
2 33.323,03 34.353,64 34.353,63
1.030,61
3 - 34.353,64 34.353,64 (0,01)

OBS: os resíduos em centavos, como saldo devedor final na tabela anterior, são resultados de arredondamento do cál-
culo e serão desconsiderados.

11. Sistema de Amortização Constante – SAC

Consiste em um sistema de amortização de uma dívida em prestações periódicas, sucessivas e decrescentes em pro-
gressão aritmética, em que o valor da prestação é composto por uma parcela de juros uniformemente decrescente e outra
de amortização que permanece constante.
Sistema de Amortização Constante (SAC) é uma forma de amortização de um empréstimo por prestações que incluem
os juros, amortizando assim partes iguais do valor total do empréstimo.
Neste sistema o saldo devedor é reembolsado em valores de amortização iguais. Desta forma, no sistema SAC o valor
das prestações é decrescente, já que os juros diminuem a cada prestação. O valor da amortização é calculado dividindo-se
o valor do principal pelo número de períodos de pagamento, ou seja, de parcelas.
O SAC é um dos tipos de sistema de amortização utilizados em financiamentos imobiliários. A principal característica
do SAC é que ele amortiza um percentual fixo do saldo devedor desde o início do financiamento. Esse percentual de amor-
tização é sempre o mesmo, o que faz com que a parcela de amortização da dívida seja maior no início do financiamento,
fazendo com que o saldo devedor caia mais rapidamente do que em outros mecanismos de amortização.

Exemplo:
Um empréstimo de R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais) a ser pago em 12 meses, a uma taxa de juros de 1% ao mês
(em juros simples). Aplicando a fórmula para obtenção do valor da amortização, iremos obter um valor igual a R$ 10.000,00
(dez mil reais). Essa fórmula é o valor do empréstimo solicitado divido pelo período, sendo nesse caso: R$ 120.000,00 / 12
meses = R$ 10.000,00. Logo, a tabela SAC fica:

Nº Prestação Prestação Juros Amortização Saldo Devedor


0 120000
1 11200 1200 10000 110000
2 11100 1100 10000 100000
3 11000 1000 10000 90000
MATEM[ÁTICA

4 10900 900 10000 80000


5 10800 800 10000 70000
6 10700 700 10000 60000

45
7 10600 600 10000 50000
8 10500 500 10000 40000
9 10400 400 10000 30000
10 10300 300 10000 20000
11 10200 200 10000 10000
12 10100 100 10000 0

Note que o juro é sempre 10% do saldo devedor do mês anterior, já a prestação é a soma da amortização e o juro.
Sendo assim, o juro é decrescente e diminui sempre na mesma quantidade, R$ 100,00. O mesmo comportamento tem as
prestações. A soma das prestações é de R$ 127.800,00, gerando juros de R$ 7.800,00.
Outra coisa a se observar é que as parcelas e juros diminuem em progressão aritmética (PA) de r=100.

12. Sistema Americano

O tomador do empréstimo paga os juros mensalmente e o principal, em um único pagamento final.

Considera-se apenas o regime de juros compostos:

n Juros Amortização Prestação Saldo devedor


0 - - - 100.000,00
1 3.000,00 - 3.000,00 100.000,00
2 3.000,00 - 3.000,00 100.000,00
3 3.000,00 100.000,00 103.000,00 -

13. Sistema de Amortização Constante (SAC) ou Sistema Hamburguês

O tomador do empréstimo amortiza o saldo devedor em valores iguais e constantes ao longo do período.

Considera-se apenas o regime de juros compostos:

n Juros Amortização Prestação Saldo devedor


0 - - - 100.000,00
1 3.000,00 33.333,33 36.333,33 66.666,67
2 2.000,00 33.333,33 35.333,33 33.333,34
3 1.000,00 33.333,34 34.333,34 -

Qual a melhor forma de amortização?


A tabela abaixo lista o fluxo de caixa nos diversos sistemas de amortização discutidos nos itens anteriores.

N Pgto único (jrs comp.) Sistema Americano SAC PRICE SAM Alemão
0 100.000,00 100.000,00 100.000,00 100.000,00 100.000,00 97.000,00
1 - (3.000,00) (36.333,33) (35.353,04) (35.843,19) (34.353,64)
2 - (3.000,00) (35.333,33) (35.353,04) (35.343,19) (34.353,64)
3 (109.272,70) (103.000,00) (34.333,34) (35.353,04) (34.843,19) (34.353,64)
MATEM[ÁTICA

As várias formas de amortização utilizadas pelo mercado brasileiro, em sua maioria, consideram o regime de capitali-
zação por juros compostos. A comparação entre estas, por meio do VPL (vide item 6.2), demonstra que o custo entre elas
se equivale. Vejam: no nosso exemplo, todos, exceto no sistema alemão, os juros efetivos cobrados foram de 3% ao mês
(regime de juros compostos) ou 9,27% no acumulado dos três meses.

46
n Pgto único (jrs comp.) Sistema Americano SAC PRICE SAM Alemão

0 100.000,00 100.000,00 100.000,00 100.000,00 97.000,00


100.000,00

1 - (2.912,62) (34.323,34) (34.799,21) (33.353,04)


(35.275,08)

2 - (2.827,79) (33.323,63) (33.314,35) (32.381,60)


(33.305,05)

3 (100.000,00) (94.259,59) (32.353,04) (31.886,45) (31.438,44)


(31.419,87)
VPL - - - - - (173,09)

OBS: tabela com as prestações dos sistemas anteriores, descontada da taxa (juros compostos) de 3% ao mês.
Considerando o custo de oportunidade de 2% ao mês, isto é, abaixo do valor do empréstimo, teríamos a tabela abaixo.
Isso seria uma situação mais comum: juros do empréstimo mais caro que uma aplicação no mercado. Neste caso, quanto
menor (em módulo) o VPL, melhor para o tomador do empréstimo, ou seja, o sistema SAC seria o melhor sob o ponto de
vista financeiro.

n Pgto único (jrs comp.) Sistema Americano SAC PRICE SAM Alemão
0 100.000,00 100.000,00 100.000,00 100.000,00 100.000,00 97.000,00
1 - (2.941,18) (35.620,91) (34.659,84) (35.140,38) (33.680,04)
2 - (2.883,51) (33.961,29) (33.980,24) (33.970,77) (33.019,64)
3 (102.970,11) (97.059,20) (32.353,07) (33.313,96) (32.833,52) (32.372,20)
VPL (2.970,11) (2.883,88) (1.935,28) (1.954,04) (1.944,67) (2.071,88)

OBS: tabela com as prestações dos sistemas anteriores, descontada da taxa (juros compostos) de 2% ao mês.
Outra situação seria considerarmos um empréstimo com taxa de juros abaixo do mercado. Neste exemplo a seguir,
teremos como custo de oportunidade a taxa de 4% ao mês. Isso, na vida real, não será comum: juros do empréstimo mais
barato do que uma aplicação no mercado. Assim, como no exemplo anterior, quanto maior o VPL, melhor para o tomador
do empréstimo, ou seja, o sistema de pagamento único, sob o ponto de vista financeiro, é o melhor, como no caso abaixo.

n Pgto único (jrs comp.) Sistema Americano SAC PRICE SAM Alemão
0 100.000,00 100.000,00 100.000,00 100.000,00 100.000,00 97.000,00
1 - (2.884,62) (34.935,89) (33.993,31) (34.464,61) (33.032,34)
2 - (2.773,67) (32.667,65) (32.685,87) (32.676,77) (31.761,87)
3 (97.143,03) (91.566,62) (30.522,21) (31.428,72) (30.975,47) (30.540,26)
VPL 2.856,97 2.775,09 1.874,24 1.892,10 1.883,16 1.665,53

OBS: tabela com as prestações dos sistemas anteriores, descontada da taxa (juros compostos) de 4% ao mês.

Referências
Passei Direto. Disponível em: https://www.passeidireto.com/arquivo/1599335/exercicios_matematica_finaceiraexercicios_
matematica_finaceiraNos juros compostos:

M = C (1+i)n
M = montante
C = capital inicial
MATEM[ÁTICA

i = taxa de juros
n = período

47
Resposta: Letra B.
EXERCÍCIOS COMENTADOS

1. (TRE/PR – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2017) Para


comprar um automóvel, Pedro realizou uma pesquisa em 3 3. (POLICIA CIENTIFICA/PR – PERITO CRIMINAL –
concessionárias e obteve as seguintes propostas de finan- IBFC/2017) Assinale a alternativa correta. Uma pessoa
ciamento: comprou um vídeo game de última geração em uma loja,
parcelando em 12 prestações mensais de 140,00 cada uma,
Concessionária 1: Entrada de R$ 12.000,00 + 1 prestação de sem entrada. Sabendo-se que a taxa de juros compostos
R$ 29.120,00 para 30 dias após a entrada. cobrada pela loja foi de 3% ao mês, sendo que os valores
Concessionária 2: Entrada de R$ 13.000,00 + 1 prestação de estão arredondados e que: (1,03)12 = 1,4258
R$ 29.120,00 para 60 dias após a entrada.
Concessionária 3: Entrada de R$ 13.000,00 + 2 prestações (1,03)12 x 0,03 = 0,0428
R$ 14.560,00 para 30 e 60 dias após a entrada, respectiva- 0,4258/0,0428 = 9,95
mente.
O valor do vídeo game era de:
Sabendo que a taxa de juros compostos era 4% ao mês,
para a aquisição do automóvel a) R$ 1.393
b) R$ 1.820
a) a melhor proposta é a 1, apenas. c) R$ 1.680
b) a melhor proposta é a 2, apenas. d) R$ 1.178
c) a melhor proposta é a 3, apenas. e) R$ 1.423
d) as melhores propostas são 2 e 3, por serem equivalentes.
e) as melhores propostas são 1 e 2, por serem equivalentes. Resposta: Letra A.
Sendo PMT o valor da parcela e PV o valor presente, usa-
Resposta: Letra B.. remos o sistema de amortização PRICE, por ser parcelas
fixas:
Concessionária 1

Concessionária 2

Concessionária 3
4. (TST – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2017) Um in-
vestidor aplicou R$ 10.000,00 em títulos que remuneram à
taxa de juros compostos de 10% ao ano e o prazo para res-
gate da aplicação foi de 2 anos. Sabendo-se que a inflação
2. (TST – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2017) Um em- no prazo total da aplicação foi 15%, a taxa real de remune-
préstimo foi obtido para ser liquidado em 10 parcelas men- ração obtida pelo investidor no prazo total da aplicação foi
sais de R$ 2.000,00, vencendo-se a primeira parcela um
mês após a data da obtenção. A taxa de juros negociada a) 5,00%.
com a instituição financeira foi 2% ao mês no regime de b) 6,00%.
capitalização composta. Se, após o pagamento da oitava c) 5,22%.
parcela, o devedor decidir liquidar o saldo devedor do em- d) 5,00% (negativo).
préstimo nesta mesma data, o valor que deverá ser pago, e) 4,55%.
desprezando-se os centavos, é, em reais,
Resposta: Letra C.
a) 3.846,00. Sendo i a taxa de juros nominal
MATEM[ÁTICA

b) 3.883,00. R a taxa de juros real


c) 3.840,00. J a taxa de juros de inflação
d) 3.880,00. 1+i=(1+r)(1+j)
e) 3.845,00. (1+0,1)²=(1+r)⋅(1+0,15)

48
1,1²=(1+r) ⋅1,15 7. (FUNAPE – ANALISTA EM GESTÃO PREVIDENCIÁ-
1,21=1,15+1,15r RIA – FCC/2017) Um empréstimo foi contratado com uma
0,06=1,15r taxa nominal de juros de 6% ao trimestre e com capitaliza-
R=0,05217≅0,0522=5,22% ção mensal. A taxa efetiva desse empréstimo é igual a

5. (TST - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC/2017) Uma em- (A) 6,2302%.


presa obteve um empréstimo no valor de R$ 100.000,00 (B) 6,3014%.
para ser liquidado em uma única parcela no final do prazo (C) 6,1385%.
de 2 meses. A taxa de juros compostos negociada foi 3% (D) 6,2463%.
ao mês e a empresa deve pagar, adicionalmente, na data da (E) 6,1208%.
obtenção do empréstimo, uma taxa de cadastro no valor
de R$ 1.000,00. Na data do vencimento do empréstimo a Resposta: Letra E.
empresa deve pagar, junto com o valor que pagará à insti- Temos que transformar os 6% ao trimestre em capitali-
tuição financeira, um imposto no valor de R$ 530,00. O cus- zação mensal
to efetivo total para a empresa no prazo do empréstimo, foi 6/3=2%a.m
1,02³=1,061208=6,1208%
a) 7,70%.
b) 6,09%. 8. (TRE/BA – TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE/2017) Um
d) 7,62%. banco emprestou a uma empresa R$ 100.000, entregues no
d) 6,00%. ato, sem prazo de carência, para serem pagos em quatro
e) 7,16%. prestações anuais consecutivas pelo sistema de amortiza-
ção constante (SAC). A taxa de juros compostos contratada
Resposta: Letra A. para o empréstimo foi de 10% ao ano, e a primeira presta-
M=C(1+i)t ção será paga um ano após a tomada do empréstimo.
M=100000(1+0,03)²=106090 Nessa situação, o valor da segunda prestação a ser paga
pela empresa será
Como teve uma taxa de 1000, a empresa recebeu então
99000
a) superior a R$ 33.000.
A empresa teve eu pagar 106090+530=106620
b) inferior a R$ 30.000.
106620=99000(1+i)
c) superior a R$ 30.000 e inferior a R$ 31.000.
106620=99000+99000i
d) superior a R$ 31.000 e inferior a R$ 32.000.
7620=99000i
e) superior a R$ 32.000 e inferior a R$ 33.000.
I=0,0769=7,69%
Resposta: Letra E.
6. (TRE/PR - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC/2017) A SD=100000
Cia. Ted está avaliando a alternativa de compra de um novo A=100000/4=25000
equipamento por R$ 480.000,00 à vista. Estima-se que a vida J=(100000-25000)⋅0,1
útil do equipamento seja de 3 anos, que o valor residual de J=7500
revenda no final do terceiro ano seja R$ 70.000,00 e que os P=A+J
fluxos líquidos de caixa gerados por este equipamento ao P=25000+7500=32500
final de cada ano sejam R$ 120.000,00, R$180.000,00 e R$
200.000,00, respectivamente. Sabendo que a taxa mínima 9. (EMBASA – CONTADOR – IBFC/2017) Um cliente fez
de atratividade é de 10% a.a., a alternativa um empréstimo no valor de R$ 2.000,00 no Banco ABC em
31/12/2013 para reaplicar em um investimento em sua em-
a) apresenta valor presente líquido positivo. presa. A taxa de juros cobrada pelo Banco era de 10% ao ano.
b) apresenta valor presente líquido negativo. Após um ano, em 31/12/2014, o fluxo de caixa da empresa
c) apresenta taxa interna de retorno maior que 10% a.a. foi de R$ 1.100,00. Após dois anos, em 31/12/2015, o fluxo de
d) é economicamente viável à taxa mínima de atratividade caixa da empresa foi de R$ 1.210,00 e em 31/12/2016, após
de 10% a.a.. três anos, o fluxo de caixa da empresa foi de R$ 1.331,00.
e) é economicamente viável à taxa mínima de atratividade O valor presente líquido dos valores do fluxo de caixa, trazi-
de 12% a.a.. dos a valor presente em 31/12/2013, era de:

a) R$ 1.100,00
Resposta: Letra B. b) R$ 1.000,00
VPL = valor presente das entradas – valor presente das c) R$ 2.210,00
MATEM[ÁTICA

saídas d) R$ 2.331,00

Resposta: Letra B.

49
10.(DPE/PR – CONTADOR – INAZ DO PARÁ/2017) Um comerciante recebeu, no meio do mês, uma excelente oferta de
compra de material para sua empresa no valor de R$8.000,00. No entanto, por estar desprovido de recursos, precisou tomar
um empréstimo junto ao seu banco, em parcelas de 15 vezes a uma taxa de juros 2,5% a.m. Determine o valor da última
prestação do empréstimo, lembrando que o Sistema de financiamento usado é o SAC.

a) R$ 533,33
b) R$ 733,33
c) R$ 653,33
d) R$ 560,00
e) R$ 546,67

Resposta: Letra E.
8000/15 = 533,33
Portanto, a última parcela será de 533,33⋅1,025=546,66

FUNÇÕES: A) DOMÍNIO, CONTRADOMÍNIO E IMAGEM.; B) RAIZ DE UMA FUNÇÃO.;C) FUNÇÕES


INJETORAS, SOBREJETORAS E BIJETORAS.;D) FUNÇÕES CRESCENTES, DECRESCENTES E
CONSTANTES.;E) FUNÇÕES COMPOSTAS E INVERSAS.; FUNÇÃO AFIM E FUNÇÃO QUADRÁTICA:
A) GRÁFICO, DOMÍNIO, IMAGEM E CARACTERÍSTICAS.; B) VARIAÇÕES DE SINAL.; C) MÁXIMOS E
MÍNIMOS. D) RESOLUÇÃO DE EQUAÇÕES E INEQUAÇÕES. E) INEQUAÇÃO PRODUTO E INEQUAÇÃO
QUOCIENTE.

Função do 1˚ Grau

1. Conceitos Fundamentais sobre Funções

Uma função é uma relação entre dois conjuntos A e B de modo que cada elemento do conjunto A está associado a um
único elemento de B. Sua representação matemática é bem simples:

y=f(x):A→B

Onde y são os elementos do conjunto B e x são os elementos do conjunto A. f(x) é a chamada “função de x”, que basi-
camente é uma expressão matemática que quantifica o valor de y, dado um valor de x. Outra maneira de representarmos
uma função é através de um modelo esquemático:

Neste modelo esquemático, temos o conjunto A sendo representado a esquerda e o conjunto B sendo representado a
direita, mostrando a relação de função entre eles. A partir destas definições, podemos definir 3 conceitos fundamentais das
funções: Domínio, Contradomínio e Imagem.
MATEM[ÁTICA

50
1.1 Domínio Função decrescente: Função f(x), num determinado in-
tervalo, é decrescente se, para quaisquer x1 e x2 pertencen-
O domínio da função, ou domínio de f(x), é o conjunto te a este intervalo, com x1<x2, tivermos f(x1 )>f(x2 ).
de todos os valores que podem ser atribuídos a x, ou seja,
todos os elementos do conjunto A.

1.2. Contradomínio

O contradomínio da função, ou contradomínio de f(x),


são todos os valores possíveis que podem ser atribuídos a
y, ou seja, trata-se do conjunto B,

1.3. Imagem

A imagem de uma função, ou imagem de f(x), é um sub-


conjunto do contradomínio que contém apenas os valores
de y que tiveram algum elemento de x associado. Função constante: A função f(x), num determinado in-
tervalo, é constante se, para quaisquer x1<x2 , tivermos f(x1)
Usando o diagrama esquemático representado ante- = f(x2).
riormente, podemos descrever as 3 definições nele:
Domínio: Todos os valores de A: f(x):Dom={2,4,7,10}
Contradomínio: Todos os valores de B: f(x):ContraDom=
{0,4,8,10,12,16}
Imagem: Todos os valores de B que tiveram associação
com A: f(x):Imagem={0,4,10,16}

Observe que o elemento “8” do conjunto B não per-


tence a imagem, pois não há nenhum valor do conjunto A
associado a ele.

FIQUE ATENTO!
Nem sempre a imagem e o contradomínio te-
rão o mesmo tamanho! 1.4. Representação Gráfica

A função f(x) pode ser representada no plano cartesia-


Função crescente: A função f(x), num determinado in- no, através de um par ordenado (x,y). O lugar geométrico
tervalo, é crescente se, para quaisquer x1 e x2 pertencentes a dos pares ordenados para os quais x∈Dom e y∈Imagem
este intervalo, com com x1<x2, tivermos f(x1 )<f(x2 ). formam, no plano cartesiano, o gráfico da função. Um
exemplo de plano cartesiano é apresentado abaixo:

MATEM[ÁTICA

51
#FicaDica
A apresentação de uma função por meio de
seu gráfico é muito importante, não só na
Matemática como nos diversos ramos dos
estudos científicos.

2. Função do 1º Grau

As funções de 1° grau, conhecidas também como fun-


ções lineares, são expressões matemáticas onde a variável
independente x possui grau igual a 1 e não está no deno-
minador, em outras palavras, a forma geral de uma função
de primeiro grau é a seguinte:

f(x)=ax+b a≠0

Onde “a” e “b” são números reais e são denominados


respectivamente de coeficientes angular e linear. Nas fun-
ções de primeiro grau, tanto o domínio, contradomínio e
imagem são todos os números reais, uma vez que não há
nenhum tipo de restrição de valor nas mesmas. b) Decrescente:
A representação gráfica dos três posicionamentos desta
2.1. Zeros da Função do 1º grau: reta, em função do valor de b, está abaixo:

Chama-se zero ou raiz da função do 1º grau y = ax + b


o valor de x que anula a função, isto é, o valor de x para que
y seja igual à zero.
Assim, para achar o zero da função y = ax + b, basta
resolver a equação ax + b = 0

Ex:
Determinar o zero da função: y = 2x – 4.

O zero da função y = 2x – 4 é 2.

2.2. Gráfico da Função do 1º Grau

A forma desta função, como o próprio nome diz, será


linear ou uma reta, e terá três tipos:

a) Crescente: a> 0
Quando o coeficiente angular da função for positivo, os
valores de y aumentarão quando o valor de x também au-
mentar. A representação gráfica dos três posicionamentos
desta reta, em função do valor de b, está abaixo:
MATEM[ÁTICA

52
c) Constante: b) Quais valores de x tornam positiva a função?
Algumas referências não tratam a função constante
como uma função linear e na teoria, realmente ela não é.
Entretanto, como sua forma também é uma reta e trata-se
de um caso específico do valor de a, colocamos nesta se-
ção para ficar de maneira mais didática ao leitor. A repre-
sentação gráfica dos três posicionamentos desta reta, em
função do valor de b, está abaixo:

A função é positiva para todo x real maior que 2.

c) Quais valores de x tornam negativa a função?

A função é negativa para todo x real menor que 2.

Podemos também estudar o sinal da função por meio


de seu gráfico:

2.3. Estudo do sinal da função do 1º grau

Estudar o sinal da função do 1º grau é


determinar os valores reais de x para que:
- A função se anule (y = 0);
- A função seja positiva (y > 0);
- A função seja negativa (y < 0).

Ex:
Estudar o sinal da função .

a) Qual o valor de x que anula a função?

- Para x = 2 temos y = 0;
- Para x > 2 temos y > 0;
- Para x < 2 temos y < 0.
A função se anula para .
MATEM[ÁTICA

53
1.1. Concavidade da Parábola
EXERCÍCIO COMENTADO No caso das funções do 2º grau, a parábola pode ter
sua concavidade voltada para cima (a > 0) ou voltada para
1. Determine o domínio das funções reais apresentadas baixo (a < 0).
abaixo.

a)

b)

c)

Resposta:

a) Domínio =

b) Domínio = a> 0 a<0

c) Domínio = 1.2. Coordenadas do vértice da parábola

Função do 2˚ Grau A parábola que representa graficamente a função do 2º


grau apresenta como eixo de simetria uma reta vertical que
Chama-se função do 2º grau ou função quadrática toda intercepta o gráfico num ponto chamado de vértice.
função de em definida por um polinômio do 2º As coordenadas do vértice são:
grau da forma com a , b e c reais
e . O gráfico de uma função do 2º grau é uma pa-
rábola. e

Exs:

1. Zeros da Função do 2º grau

As raízes ou zeros da função quadrática


são os valores de x reais tais que
e, portanto, as soluções da equação do 2º grau.

Vértice (V)
A resolução de uma equação do 2º grau é feita utilizan-
do a fórmula de Bháskara como já visto.

FIQUE ATENTO!
As raízes (quando são reais), o vértice e a in-
tersecção com o eixo y são fundamentais para
traçarmos um esboço do gráfico de uma fun-
ção do 2º grau.
MATEM[ÁTICA

54
O Conjunto Imagem de uma função do 2º grau está associado ao seu ponto extremo, ou seja, à ordenada do vértice

( ).

Ex:
Vamos determinar as coordenadas do vértice da parábola da seguinte função quadrática: .

Cálculo da abscissa do vértice:

Cálculo da ordenada do vértice:


Substituindo x por 4 na função dada:

Logo, o ponto V, vértice dessa parábola, é dado por V .

#FicaDica
Como observado, a ordenada do vértice (
) pode ser calculada de duas formas distintas:
substituindo o valor de na função ou usando a
fórmula dada anteriormente . Cos-
tuma-se utilizar a primeira forma (apresentada
no exemplo) por exigir menos cálculos e com
isso ganha-se tempo na prova. Mas fica a cargo
do aluno qual forma utilizar. Para fins ilustrati-
vos, vamos encontrar o utilizando a fórmula:

que é idêntico
(como não poderia deixar de ser) ao valor en-
contrado anteriormente.
MATEM[ÁTICA

1.3. Domínio e Imagem da função do 2º grau

O domínio de uma função do 2º grau é o conjunto dos números reais, ou seja Dom=
Como visto acima, a imagem de uma função do 2º grau está diretamente relacionada à ordenada do vértice ( ).

55
Para a > 0 → Im = y ∈ ℝ y ≥ yV}
Para a < 0 → Im = y ∈ ℝ y ≤ yV }

1.4. Representação gráfica – diferentes casos

Para sabermos a posição e orientação desta parábola,


precisaremos além de analisar o sinal do discriminante, te-
remos que analisar também o sinal do coeficiente “a”. Ve-
jam os casos:

a) a > 0 e Δ > 0 : Neste caso, teremos a “boca” da


parábola apontada para cima, e como temos duas raízes
distintas, a mesma cruza duas vezes no eixo x. Além disso,
o vértice da parábola caracteriza-se pelo ponto de mínimo
da mesma. Seguem as representações para duas raízes po-
sitivas, uma positiva e outra negativa, e as duas negativas,
respectivamente:

c) a > 0 e Δ = 0 : Neste caso, a “boca” da parábo-


la segue apontada para cima, mas a mesma toca o eixo x
apenas uma vez, já que a raízes são idênticas. Além disso, o
vértice desta parábola é exatamente o ponto de tangência,
a figura a seguir apresenta os casos para a raiz positiva e
negativa respectivamente:

b) a < 0 e Δ > 0 : Neste caso, temos a “boca” da parábo-


la apontada para baixo, e como temos duas raízes distintas,
a mesma cruza duas vezes no eixo x. Além disso, o vértice
da parábola caracteriza o ponto de máximo da mesma. Se-
guem as representações para as duas raízes positivas, uma
positiva e outra negativa, e as duas negativas, respectiva-
mente:
MATEM[ÁTICA

d) a < 0 e Δ = 0 : Neste caso, a “boca” da parábola


segue apontada para baixo, mas a mesma toca o eixo x
apenas uma vez, já que a raízes são idênticas. Além disso, o

56
vértice desta parábola é exatamente o ponto de tangência, f) a < 0 e Δ = 0 : Neste caso, não há raízes (a pará-
a figura a seguir apresenta os casos para a raiz positiva e bola não toca e nem cruza o eixo x). A “boca” da parábola
negativa respectivamente: segue para baixo e as figuras a seguir apresentam os grá-
ficos para vértices com coordenada x positiva e negativa
respectivamente:

1.5. Valor máximo e valor mínimo da função do 2º


grau
e) a > 0 e Δ = 0 : Neste caso, não há raízes (a pará-
bola não toca e nem cruza o eixo x). A “boca” da parábola - Se a > 0, o vértice é o ponto da parábola que tem or-
segue para cima e as figuras a seguir apresentam os grá- denada mínima. Nesse caso, o vértice é chamado ponto de
ficos para vértices com coordenada x positiva e negativa mínimo e a ordenada do vértice é chamada valor mínimo
respectivamente: da função;
- Se a < 0, o vértice é o ponto da parábola que tem
ordenada máxima. Nesse caso, o vértice é ponto de má-
ximo e a ordenada do vértice é chamada valor máximo da
função.

EXERCÍCIOS COMENTADOS

1. Dada a função parabólica a < 0 e Δ = 0 , determine as


coordenadas do vértice, V.

Resposta: As coordenadas do seu vértice podem ser en-


contradas através de:
xv = – b
          2a
yv = – Δ
        4a
Logo,
MATEM[ÁTICA

−1 1
xv = − =
2�1 2
−1 2 − 4 � 1 � 0 1
yv = − =−
4�1 4

57
Portanto: FUNÇÃO MODULAR
1 1
V= ,− . 1. Módulo
2 4
As funções modulares são desenvolvidas através de um
2. (UFSCAR–SP)  Uma bola, ao ser chutada num tiro de operador matemático chamado de “Módulo”. Sua definição
meta por um goleiro, numa partida de futebol, teve sua está apresentada abaixo:
trajetória descrita pela equação  h(t) = – 2t² + 8t (t  ≥0)  ,
onde t é o tempo medido em segundo e h(t) é a altura em 𝑥, 𝑠𝑒 𝑥 ≥ 0
metros da bola no instante t. Determine, apos o chute: x = �
−𝑥, 𝑠𝑒 𝑥 ≤ 0
a) o instante em que a bola retornará ao solo.
b) a altura atingida pela bola.
Sua representação é através de duas barras verticais e
Resposta: lê-se “Módulo de x”.
a) Houve dois momentos em que a bola tocou o chão:
o primeiro foi antes de ela ser chutada e o segundo foi #FicaDica
quando ela terminou sua trajetória e retornou para o
chão. Em ambos os momentos a altura h(t) era igual a Módulo também conhecido como valor
zero, sendo assim: absoluto pode ser entendido como uma
distância e por isso |x|<0 não existe para todo
h(t) = – 2t² + 8t x.
0 = – 2t² + 8t Ex: |3| = 3 e |-3| = 3.
2t² – 8t = 0
2t.(t – 4) = 0
t’ = 0 1.1. Função Modular
t’’ – 4 = 0
t’’ = 4 A função modular, segue a mesma representação, tro-
cando apenas x por f(x):
Portanto, o segundo momento em que a bola tocou no
chão foi no instante de quatro segundos. 𝑓 x , 𝑠𝑒 𝑓 x ≥ 0
f(x) = �
−𝑓 x , 𝑠𝑒 𝑓 x ≤ 0
b) A altura máxima atingida pela bola é dada pelo vér-
tice da parábola. As coordenadas do seu vértice podem
ser encontradas através de: FIQUE ATENTO!
A representação gráfica será feita através de
xv = – b duas retas, dependendo de como é a forma de
          2a f (x).
yv = – Δ
        4a
Abaixo segue alguns exemplos:
No caso apresentado, é interessante encontrar ape-
nas yv: Ex:
Desenhar o gráfico de f x = |x|
yv = – Δ Resolução: O gráfico de f x = |x| forma uma ponta
        4a na origem e segue uma reta espelhada tanto para o sentido
yv = – (b² – 4ac) positivo quanto para o negativo:
       4a
yv = – (8² – 4 (–2)0)
          4 (– 2)
yv = – (64 – 0)
          – 8
yv = 8

Portanto, a altura máxima atingida pela bola foi de  8


MATEM[ÁTICA

metros.

58
Ex:
Desenhar o gráfico de f x = |x − a
Resolução: Quando há um termo subtraindo o valor de x dentro do módulo, o gráfico original acima se desloca, com a
“ponta” se movendo para a coordenada “a”. Seguem os dois casos, para a > 0 e a < 0 respectivamente:

1.2. Equações modulares

As equações modulares são funções modulares igualadas a algum número ou expressão. Ela será resolvida decompon-
do a mesma em dois casos, com domínios pré-determinados. Este tipo de solução é apresentada no Exercício Comentado
1, a seguir:

EXERCÍCIO COMENTADO

1. Resolva x − 3 = 7

Resolução: Conforme foi mencionado, vamos resolver dois casos, usando a definição de módulo:
x − 3 = 7 , para x − 3 ≥ 0
− x − 3 = 7 , para x − 3 ≤ 0
Resolvendo:
x = 7 + 3 = 10, para x ≥ 3
– x + 3 = 7 ⇔ x = −4, para x ≤ 3
Observe que as duas soluções estão dentro dos domínios pré-estabelecidos, assim: S={-4,10}

2. (PREF. OSASCO-SP – ATENDENTE – FGV/2014) Assinale a única função, dentre as opções seguintes, que pode estar
representada no gráfico a seguir: 

MATEM[ÁTICA

a) y = 1 – |x – 1|;
b) y = 1 – |x + 1|;
c) y = 1 + |x – 1|;
d) y = 1 + |x + 1|;
e) y = |x – 1| + |x + 1|.

59
Resposta: Letra A.
Pelo gráfico se x = 0 implica em y = 0, se x = 2 implica em y = 0 e se x = 1 implica em y=1. Analisando o itens acima,
verifica-se que essas condições são satisfeitas se y = 1 – |x – 1|. Logo, a resposta correto é a letra a.

FUNÇÃO EXPONENCIAL A) GRÁFICO, DOMÍNIO, IMAGEM E CARACTERÍSTICAS. B) EQUAÇÕES E


INEQUAÇÕES EXPONENCIAIS.

FUNÇÃO EXPONENCIAL

A função exponencial, como o nome mostra, é uma função onde a variável independente é um expoente:

Com “a” sendo um número real. Possui dois tipos básicos, quando a > 1 (crescente) e 0 < a < 1 (decrescente).
As figuras a seguir apresentam seus respectivos gráficos:

#FicaDica
É importante ressaltar que o gráfico da função exponencial (na forma que foi apresentado) não toca o eixo ,
pois a função com é sempre positiva.

1. Equações exponenciais

As equações exponenciais são funções exponenciais relacionadas a números ou expressões. O princípio fundamental
para a resolução das mesmas é lembrar que dois expoentes serão iguais se as respectivas bases também forem iguais,
sigam os exemplos abaixo:
Ex:
Resolva 3x = 27
Resolução: Seguindo o princípio que bases iguais terão expoentes iguais, temos que lembrar que 27 = 33 , assim:

3x = 33
x=3
S = {3}
MATEM[ÁTICA

60
EXERCÍCIOS COMENTADOS

1. Resolva 22x = 1024

Resposta:
Utilizando as propriedades de potenciação, tem-se:
𝟐𝟐𝐱 = 𝟐𝟏𝟎
𝟐𝐱 = 𝟏𝟎
Portanto, a solução da equação exponencial é x=5.

2.(CONED-2016) Qual a soma das raízes ou zeros da função exponencial abaixo:


22x−3 − 3 � 2x−1 + 4 = 0
a) 5
b) 4
c) 6
d) 8
e) -6

Resposta: Letra A.

22x−3 − 3 � 2x−1 + 4 = 0
22x 3 � 2x
− +4 = 0
23 2
2 x 2 3�2 x
− +4 = 0
23 2
Faz-se a substituição 2x = y pra obter uma equação de segundo grau
y 2 3y
− +4=0
8 2
Multiplicando a equação por 8
y 2 − 12y + 32 = 0
Resolvendo a equação do segundo grau:
Δ = −12 2 − 4 � 1 � 32 = 144 − 128 = 16

2x = 4 → 2x = 22 → x = 2
Assim, � x 1
2 = 8 → 2x = 23 → x2 = 3
Portanto, a soma das raízes é igual a 2+3=5.
MATEM[ÁTICA

61
FUNÇÃO LOGARÍTMICA A) DEFINIÇÃO DE LOGARITMO, PROPRIEDADES OPERATÓRIAS E
MUDANÇA DE BASE. B) GRÁFICO, DOMÍNIO, IMAGEM E CARACTERÍSTICAS DA FUNÇÃO
LOGARÍTMICA. C) EQUAÇÕES E INEQUAÇÕES LOGARÍTMICAS.

FUNÇÃO LOGARÍTMICA

As funções logarítmicas tem como base o operador matemático log:

f x = log a x , com a > 0, a ≠ 1 e x > 0

FIQUE ATENTO!
Observe que há restrições importantes para os valores de (logaritmando) e (base) e será essas restrições que
poderá determinar o conjunto solução das equações logarítmicas.

O gráfico da função logarítmica terá dois formatos, baseado nos possíveis valores de a. Será crescente quando e de-
crescente quando :

1. Equações Logarítmicas

As equações logarítmicas adotarão um princípio semelhante as equações exponenciais. Para se achar o mesmo logarit-
mando, dois logaritmos deverão ter a mesma base ou vice-versa. Ressalta-se apenas que as condições de existência de um
logaritmo devem ser respeitadas. Veja o exemplo:
Ex:
Resolva log2 x − 2 = 4
Primeiramente, será importante transformar o número 4 em um log. Como a base do log que contém x é dois, vamos
transformar 4 em um log na base 2 da seguinte forma:
log 2 16 = 4
Igualando isso a equação:
log 2 x − 2 = log 2 16

#FicaDica
Bases iguais, logaritmandos iguais:
MATEM[ÁTICA

4x + 2 = 3x + 3
→ 4x − 3x = 3 − 2
→x=1

62
EXERCÍCIO COMENTADO

1. (FUNDEP-2014) O conjunto solução da equação log 4x + 2 = log 3x + 3 é:


a) S={1}
b) S= {2}
c) S= {3}
d) S= {4}
e) S= {5}

Resposta: Letra A.
Como as bases são iguais, os logaritmandos devem ser iguais. Portanto, pode-se escrever:

4x + 2 = 3x + 3
→ 4x − 3x = 3 − 2
→x=1

TRIGONOMETRIA A) TRIGONOMETRIA NO TRIÂNGULO RETÂNGULO. B) TRIGONOMETRIA


NUM TRIÂNGULO QUALQUER.
C) UNIDADES DE MEDIDAS DE ARCOS E ÂNGULOS: GRAUS E RADIANOS.
D) CÍRCULO TRIGONOMÉTRICO, RAZÕES TRIGONOMÉTRICAS, REDUÇÃO AO 1º QUADRANTE.
E) FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS: SENO, COSSENO E TANGENTE; RELAÇÕES E IDENTIDADES.
F) FÓRMULAS DE ADIÇÃO DE ARCOS E ARCOS DUPLOS.

TRIGONOMETRIA NO TRIÂNGULO RETÂNGULO

1. Razões Trigonométricas no Triângulo Retângulo

Definiremos algumas relações e números obtidos a partir dos lados de triângulos retângulos. Antes, porém, precisamos
revisar seus conceitos básicos. A figura abaixo apresenta um triângulo onde um de seus ângulos internos é reto (de medida
π
90º ou rad), o que nos permite classificá-lo como um triângulo retângulo.
2


Lembremo-nos de que, qualquer que seja o triângulo, a soma dos seus três ângulos internos vale 180º. Logo, a respeito
do triângulo ABC apresentado, dizemos que:

α + β + 90° = 180° → α + β = 90°

Com isso, podemos concluir:


MATEM[ÁTICA

a) Que os ângulos α e β são complementares, isto é, são ângulos cujas medidas somam 90º;
b) Uma vez que são complementares ambos terão sempre medida inferior a 90º, ou seja, serão ângulos agudos.

63
A partir dessas definições, podemos calcular o seno, co-
FIQUE ATENTO! -seno e tangente do ângulo α, do triângulo da figura:
Dizemos que todo triângulo retângulo tem
um ângulo interno reto e dois agudos, cateto oposto a α
complementares entre si. sen α =
hipotenusa

#FicaDica cateto adjacente a α


Vale lembrar que a hipotenusa será sempre cos α =
hipotenusa
o lado oposto ao ângulo reto e, ainda, o
lado maior do triângulo. Podemos relacioná-
los através do Teorema de Pitágoras, o qual cateto oposto a α
enuncia que o quadrado sobre a hipotenusa tg α =
de um triângulo retângulo é igual à soma dos cateto adjacente a α
quadrados sobre os catetos.
No caso de , o cateto oposto a ele será aquele que não
2. Seno, Co-seno e Tangente de um Ângulo Agudo forma o ângulo, ou seja, o segmento AC. Já o cateto adja-
cente será o cateto que junto com a hipotenusa, forma o
A figura abaixo ilustra um triângulo retângulo com suas ângulo, assim, ele será AB. Substituindo os valores:
medidas de lados:
cateto oposto a α 3
sen α = = = 0,6
hipotenusa 5

cateto adjacente a α 4
cos α = = = 0,8
hipotenusa 5

cateto oposto a α 3
De fato, as medidas de seus lados (3, 4 e 5 unidades de tg α = = = 0,75
cateto adjacente a α 4
comprimento) satisfazem a sentença do teorema de Pitá-
goras: 52 = 32 + 42.
2.1. Seno, Co-seno e Tangente dos Ângulos Notáveis
Agora, definiremos três importantes relações entre os
lados do triângulo, aos quais chamaremos de seno, co-se- Uma vez definidos os conceitos de seno, co-seno e tan-
no e tangente. Essas propriedades serão sempre relativas gente de ângulos agudos internos a um triângulo retân-
a um determinado ângulo, assim, precisaremos especificar gulo, passaremos a determinar seus valores para ângulos
de qual ângulo estamos falando. A expressão geral é apre- de grande utilização em diversas atividades profissionais e
sentada abaixo, com as abreviações as propriedades: encontrados facilmente em situações cotidianas.
Observemos, nas figuras abaixo, que a diagonal de um
quadrado divide ângulos internos opostos, que são retos,
cateto oposto ao ângulo em duas partes de 45 + o+, e que o segmento que define a
sen Ângulo =
hipotenusa bissetriz (e altura) de um ângulo interno do triângulo equi-
látero permite-nos reconhecer, em qualquer das metades
em que este é dividido, ângulos de medidas 30o e 60o.
cateto adjacente ao ângulo
cos Ângulo =
hipotenusa

cateto oposto ao ângulo


MATEM[ÁTICA

tg Ângulo =
cateto adjacente ao ângulo

64
Primeiramente, vamos calcular os comprimentos da 2.3. Seno, Co-seno e Tangente de 45°
diagonal do quadrado e a altura h, do triângulo equilátero.
Como já vimos as fórmulas na seção anterior de triângulos, A partir do quadrado representado na figura acima, de
vamos apenas indicar os valores: lado a e diagonal 𝐚 2 , podemos calcular:

d=a 2
l 3
h=
2

Sabemos, agora, que o triângulo hachurado no interior


do quadrado tem catetos de medida 𝐚 e2hipotenusa 𝐚 2
. Para o outro triângulo sombreado, teremos catetos e me-
didas 1 e l 3 , enquanto sua hipotenusa tem comprimento
1. 2 2 cateto oposto a 45° a
tg 45° = = =1
cateto adjacente a 45° a
Passemos, agora, ao cálculo de seno, co-seno e tangen-
te dos ângulos de 30o, 45o e 60o.
Note que o ângulo de 45° tem valores iguais de seno
2.2. Seno, Co-seno e Tangente de 30° e 60°. e cosseno, o que implica em uma tangente igual a 1. Isso
se deve pois o complementar deste ângulo é ele mesmo.
Tomando por base o triângulo equilátero da figura aci-
ma, e conhecendo as medidas de seus lados, temos: Os resultados que obtivemos nos permitem definir, a
seguir, uma tabela de valores de seno, co-seno e tangente
dos ângulos notáveis, que nos será extremamente útil.
cateto oposto a 30° l/2 1
sen 30° = = =
hipotenusa l 2
l 3
30o 45o 60o
cateto adjacente a 30° 3 sen
cos 30° = = 2
= 1 2 3
hipotenusa l 2
2 2 2
cateto oposto a 30° l/2 3
tg 30° = =l 3 =
cateto adjacente a 30° 3 cos 3
2 2 1
2 2 2
E
tg
3 1 3
3 2

3. O círculo trigonométrico
l
cos 60° =
cateto adjacente a 60°
= 2
=2
1 Definidas principais propriedades e o ângulos notáveis,
hipotenusa l podemos expandir essa análise para todos os ângulos de
l 3
um círculo, indo de 0 a 360° ou de 0 a 2π rad. Para isso,
cateto oposto a 60° usamos o circulo trigonométrico apresentado a seguir:
tg 60° = = 2
l = 3
cateto adjacente a 60°
2

Observação Importante: Observe que os ângulos de 30°


e 60° são complementares, e isso provoca a troca dos va-
lores de seno e cosseno. Já a tangente, temos exatamente
MATEM[ÁTICA

o valor inverso.

65
Nele, podemos ver a divisão do círculo em quadrantes e em cada quadrante, podemos ver as posições do seno e cos-
seno dos ângulos. É importante memorizar os sinais dos senos e cossenos, pois eles se alteram conforme mudamos de
quadrante.
Também é importante notar os limites de valores para o seno e cosseno. Para qualquer ângulo x, os valores de seno e
π 3π
cosseno estarão sempre entre -1 e 1 e isto está representado nos valores para os ângulos de 0, , π, e 2π
2 2
4. Outras Razões Trigonométricas – Co-tangente, Secante e Co-secante

Além das razões com que trabalhamos até aqui, são definidas a co-tangente, secante e co-secante de um ângulo agudo
de triângulo retângulo através de relações entre seus lados, como definimos a seguir, com suas respectivas abreviações
cateto adjacente ao ângulo
cotg Ângulo =
cateto oposto ao ângulo
hipotenusa
sec Ângulo = cateto adjacente ao ângulo
hipotenusa
cossec Ângulo = cateto oposto ao ângulo

Por exemplo, para um triângulo retângulo de lados 3, 4 e 5 unidades de comprimento que apresentamos anteriormente,
temos para o ângulo α:

cateto adjacente a α 4
cotg α = =
cateto oposto a α 3
hipotenusa 5
MATEM[ÁTICA

sec α = =
cateto adjacente a α 4
hipotenusa 5
cossec α = cateto oposto a α = 3

66
5. Identidades Trigonométricas sen α b⁄a b
= = = tg α
É comum a necessidade de obtermos uma razão cos α c⁄a c
trigonométrica, para um ângulo, a partir de outra razão
cujo valor seja conhecido, ou mesmo simplificar expressões
De forma análoga, o leitor obterá o mesmo resultado se
extensas envolvendo várias relações trigonométricas para
tomar o ângulo β. Dizemos, portanto, que, para um ângulo
um mesmo ângulo. Nesses casos, as identidades trigono-
x, cujo cosseno não será nulo:
métricas que iremos deduzir neste tópico são ferramentas
de grande aplicabilidade. sen x
Identidade em uma ou mais variáveis é toda igualdade tg x =
verdadeira para quaisquer valores a elas atribuídos, desde cos x
que verifiquem as condições de existência de expressão.
Vamos iniciar então, mostrando um triângulo retângulo Podemos observar, também, que a razão b , que re-
qualquer: c
presenta tg α , se invertida (passando a c ), vem a consti-
b
tuir cotg α . Em virtude disso, e aproveitando a identidade
enunciada anteriormente, podemos dizer que, para todo
ângulo x de seno não-nulo:
1 cos x
cotg x = =
tg x sen x

Tais inversões ocorrem também e se tratando das re-


Aplicando as medidas de seus lados no teorema de Pi- lações seno, co-seno, secante e co-secante. Vejamos que:
tágoras, obtemos a seguinte igualdade:

b2 + c 2 = a2

Dividindo os seus membros por , não alteraremos a


igualdade. Assim, teremos:

2
b2 c 2 a2 b c 2 e
2
+ 2= 2→ + =1
a a a a a

Se utilizarmos as relações trigonométricas que defi-


nimos (seno, cosseno e tangente), podemos simplificar a
expressão de duas maneiras possíveis, em função de ou :

2 2 Teríamos encontrado inversões análogas se utilizás-


sen α + cos α = 1 semos o ângulo β. Assim, essas relações também valerão
ou para qualquer ângulo x, desde que seja respeitada a condi-
2 2 ção de os denominadores dos segundos membros dessas
cos β + sen β = 1 identidades não serem nulos.

Logo, como sempre teremos a soma dos quadrados de Aplicando essas relações no teorema de Pitágoras, chega-
seno e co-seno de um ângulo. Essa identidade valerá para mos as outras duas importantes identidades trigonométricas:
qualquer ângulo x: 2
tg x + 1 = sec 2 x
2
cotg x + 1 = cosec2 x
sen2x + cos 2 x = 1

Essa relação, é conhecida como relação fundamental da 6. Adição e Subtração de Arcos


MATEM[ÁTICA

trigonometria.
Outras identidades trigonométricas estão relacionadas
Façamos agora outro desenvolvimento. Tomemos um a operações com ângulos. As fórmulas a seguir foram de-
dos ângulos agudos do triângulo ABC, da figura. Por exem- duzidas para facilitar algumas operações matemáticas. Se-
plo, α. Dividindo-se sen α por cos α, obtemos: jam e ângulos quaisquer. Temos que:

67
Seno da Soma: sen α + β = sen α � cos β + sen β � cos α

Seno da Diferença: sen α − β = sen α � cos β − sen β � cos α


Cosseno da Soma: cos α + β = cos α � cos β − sen α � sen β

Cosseno da Diferença: cos α − β = cos α � cos β + sen α � sen β

tg α+tg β
Tangente da Soma: tg α + β =
1−tgα � tgβ

tg α−tg β
Tangente da Diferença: tg α − β =
1+tgα.tg β

Dessas fórmulas, podemos deduzir uma variação importante, que são as fórmulas dos arcos duplos:

sen 2θ = 2 � sen θ � cos θ


cos 2θ = cos2 θ − sen ²θ

EXERCÍCIO COMENTADO

1. Dado o triângulo a seguir, obtenha os valores dos catetos. Utilize 3 = 1,7

a) 10 e 7,5
b) 5 e 8,5
c) 5 e 5
d) 8,5 e 7,5
e) 7,5 e 7,5

Resposta: Letra B. Basta calcular o seno e o cosseno de 30° e igualar aos valores de ½ e 3⁄2 . Nem sempre os exercícios
passarão os valores dos ângulos notáveis, é importante memorizar.
MATEM[ÁTICA

68
2. Dado o triângulo a seguir, obtenha o valor da hipotenusa. Utilize 2 = 1,4

a) 4,8
b) 5,0
c) 5,5
d) 5,7
e) 6,0

Resposta: Letra D. Usando o cosseno de 45°, chega-se na resposta.

3. Assinale a alternativa que representa os valores de sen (75°) e cos (75°)

6− 2 6+ 2
a) e
2 2
6− 2 6+ 2
b) 4
e 4
6+ 2 6− 2
c) e
4 4
6− 2 6+ 2
d) 4
e 4

Resposta: Letra C. Usando a fórmula de soma de arcos para seno e cosseno e considerando que 75° = 30° + 45°:

ANÁLISE COMBINATÓRIA A) FATORIAL: DEFINIÇÃO E OPERAÇÕES. B) PRINCÍPIO


FUNDAMENTAL DA CONTAGEM. C) ARRANJOS, PERMUTAÇÕES E COMBINAÇÕES.

CONTAGEM E ANÁLISE COMBINATÓRIA

1. Princípio fundamental da Contagem

O princípio fundamental da contagem permite quantificar situações ou casos de uma determinada situação ou evento.
MATEM[ÁTICA

Em outras palavras, é uma maneira sistemática de “contar” a quantidade de “coisas”.


A base deste princípio se dá pela separação de casos e quantificação dos mesmos. Após isso, uma multiplicação de
todos estes números é feita para achar a quantidade total de possibilidades. O exemplo a seguir irá ilustrar isso.

69
Exemplo: João foi almoçar em um restaurante no centro Já estamos na casa dos milhões! Para não trabalharmos
da cidade, ao chegar no local, percebeu que oferecem 3 com valores tão altos, as operações com fatoriais são
tipos de saladas, 2 tipos de carne, 6 bebidas diferentes e normalmente feitas por último, procurando fazer o maior
5 sobremesas diferentes. De quantas maneiras distintas número de simplificações possíveis. Observe este exemplo:
ele pode fazer um pedido, pegando apenas 1 tipo de cada
alimento? Calcule
10!
Resolução: O princípio da contagem depende 7!
fortemente de uma organização do problema. A sugestão Resolução: Ao invés de calcular os valores de 7! e 10!
é sempre organizar cada caso em traços e preenchendo separadamente e depois fazer a divisão, o que levaria
a quantidade de possibilidades. Como temos 4 casos muito tempo, nós simplificamos os fatoriais primeiro. Pela
distintos (salada, carne, bebida e sobremesa), iremos fazer definição de fatorial, temos o seguinte:
4 traços:
10! 10 ∙ 9 ∙ 8 ∙ 7 ∙ 6 ∙ 5 ∙ 4 ∙ 3 ∙ 2 ∙ 1
=
7! 7 ∙6 ∙ 5 ∙ 4 ∙ 3 ∙ 2 ∙ 1

Observe que o denominador pode ser inteiramente


Agora, preencheremos a quantidade de possibilidades
cancelado, pois 10! Possui todos os termos de 7!. Essa é
de cada caso:
uma particularidade interessante e facilitará demais a
simplificação. Se cancelarmos, restará apenas um produto
de 3 termos:

10! 10 ∙ 9 ∙ 8 ∙ 7 ∙ 6 ∙ 5 ∙ 4 ∙ 3 ∙ 2 ∙ 1
= = 10 ∙ 9 ∙ 8 = 720
Finalmente, multiplicamos os números: 7! 7 ∙6 ∙ 5 ∙ 4 ∙ 3 ∙ 2 ∙ 1

Essa operação é muito mais fácil que calcular os fatoriais


desde o começo!
Agora que sabemos o que é fatorial e como simplificá-
lo, podemos passar para os casos particulares de contagem:
Assim, João tem 180 possibilidades diferentes de se Permutações, Combinações e Arranjos.
montar um prato.
3. Permutações
2.Fatorial
As permutações são definidas como situações onde o
Antes de definirmos casos particulares de contagem, número de elementos é igual ao número de posições que
iremos definir uma operação matemática que será utilizada podemos colocá-los. Considere o exemplo onde temos 5
nas próximas seções, o fatorial. Define-se o sinal de fatorial pessoas e 5 cadeiras alinhadas. Queremos saber de quantas
pelo ponto de exclamação, ou seja “ ! “. Assim, quando maneiras diferentes podemos posicionar essas pessoas.
encontrarmos 2! Significa que estaremos calculando o Esquematizando o problema, chamando de P as pessoas e C
“fatorial de 2” ou “2 fatorial”. A definição de fatorial está as cadeiras:
apresentada a seguir:

n! = n ∙ n − 1 ∙ n − 2 ∙ n − 3 … 3 ∙ 2 ∙ 1

Ou seja, o fatorial de um número é caracterizado pelo


produto deste número e seus antecessores, até se chegar
no número 1. Vejam os exemplos abaixo:
3! = 3 ∙ 2 ∙ 1 = 6 Em problemas onde o número de elementos é igual ao
número de posições, teremos uma permutação. A fórmula
5! = 5 ∙ 4 ∙ 3 ∙ 2 ∙ 1 = 120 da permutação, considerando que não há repetição de
elementos é a seguinte:
Assim, basta ir multiplicando os números até se chegar
Pn = n!
ao número 1. Observe que os fatoriais aumentam muito
rápido, veja quanto é 10!:
MATEM[ÁTICA

Ou seja, para permutar 5 elementos em 5 posições,


10! = 10 ∙ 9 ∙ 8 ∙ 7 ∙ 6 ∙ 5 ∙ 4 ∙ 3 ∙ 2 ∙ 1 = 3628800 basta eu calcular o fatorial de 5:
P5 = 5! = 120

70
Logo, eu posso posicionar as pessoas de 120 maneiras Ou seja, calcula-se a permutação de “n” elementos com
diferentes na fileira de cadeiras. “a” repetições. Considerando que MARIANA tem 7 letras
Observe que a fórmula da permutação é utilizada como (n=7) e a letra “A” se repete 3 vezes, temos que:
não há repetição de elementos, mas e quando ocorre
repetição? Neste caso, a fórmula da permutação terá uma 7! 7 ∙6 ∙ 5 ∙ 4 ∙ 3 ∙ 2 ∙ 1
P73 = = = 7 ∙ 6 ∙ 5 ∙ 4 = 840
complementação, para desconsiderar casos repetidos que 3! 3∙2∙1
serão contados 2 ou mais vezes se utilizarmos a fórmula
diretamente.
O exemplo mais comum destes casos é o que Assim, a palavra MARIANA tem 840 anagramas possíveis.
chamamos de Anagrama. Os anagramas são permutações Outro exemplo para deixar este conceito bem claro, é
das letras de uma palavra, formando novas palavras, quando temos dois elementos se repetindo. Por exemplo,
sem a necessidade de terem sentido ou não. Usando calcule os anagramas da palavra TALITA:
primeiramente um exemplo sem repetição, conte quantos
anagramas podemos formar com o nome BRUNO.

Montando a esquematização:

Observe que a letra “T” repete 2 vezes e a letra “A”


também repete duas vezes. Na fórmula da permutação
com repetição, faremos duas divisões:
n!
Pna,b =
Ou seja, temos que posicionar as letras nas 5 casas a! b!
correspondentes e neste caso, é um problema de
permutação sem repetição: Ou seja, se houver 2 ou mais elementos se repetindo,
a correção é feita, dividindo pelas repetições de cada um.
P5 = 5! = 120 Como ambos repetem duas vezes:

Logo, podemos formar 120 anagramas com a palavra 6! 6 ∙ 5 ∙ 4 ∙ 3 ∙ 2 ∙ 1 6 ∙ 5 ∙ 4 ∙ 3 360


P62,2 = = = = = 180
BRUNO. Agora, vamos olhar a palavra MARIANA. Ela possui 2! 2! 2∙1 ∙ 2∙1 2∙1 2
7 letras, logo teremos 7 posições:
Assim, a palavra TALITA tem 180 anagramas.

4. Combinações

As combinações e os arranjos, que serão apresentados


a seguir, possuem uma característica diferente da
permutação. A diferença está no fato do número de
posições ser MENOR que o número de elementos, ou seja,
Entretanto, temos a repetição da letra A. Veja o que quando os elementos forem agrupados, sobrarão alguns.
acontece quando montarmos um anagrama qualquer da Veja este exemplo: De quantas maneiras podemos formar
palavra: uma comissão de 3 membros, dentro os 7 funcionários de
uma empresa?

Resolução: Este exemplo mostrará também como


diferenciar combinação de arranjo. Logo de início, podemos
ver que não se trata de um problema de permutação,
Não conseguimos saber qual letra “A” foi utilizada pois temos 3 posições para 7 elementos. Para diferenciar
nas posições C1,C3 e C5. Se trocarmos as mesmas de combinação e arranjo, temos que verificar se a ordem
posição entre si, ficaremos com os mesmos anagramas, de escolha dos elementos importa ou não. Neste caso, a
caracterizando uma repetição. Assim, para saber a ordem não importa, pois estamos escolhendo 3 pessoas e
quantidade de anagramas com repetição, corrigiremos a não importa a ordem que escolhemos elas pois a comissão
MATEM[ÁTICA

fórmula da permutação da seguinte forma: será a mesma. Observe a esquematização:


n!
Pna =
a!

71
As pessoas foram chamadas pelas letras de A até G. Vamos supor que escolheremos as pessoas A,D e G mas em ordens
diferentes:

É importante notar que as comissões ADG e GAD não possuem diferenças, já que as casas C1,C2 e C3 não possuem
nenhuma particularidade descrita no enunciado. Assim, trata-se de um problema de combinação. A fórmula da combinação
depende do número de elementos “n” e o número de posições “p”:

n!
Cn,p =
p! (n − p)!

No exemplo, temos 7 elementos e 3 posições, assim:

n! 7! 7! 7∙6∙5∙4∙3∙2∙1 7∙6∙5
Cn,p = = = = = = 7 ∙ 5 = 35
p! (n − p)! 4! 7 − 4 ! 4! .3! 4 ∙ 3 ∙ 2 ∙ 1 ∙ 4 ∙ 3 ∙ 2 ∙ 1 3 ∙ 2 ∙ 1

Ou seja, podemos formar 35 comissões distintas.

5. Arranjos

Os arranjos seguem a mesma linha da combinação, onde o número de elementos deve ser maior que o número de
posições possíveis, mas com a diferença que a ordem de escolha dos elementos deve ser considerada. Vamos utilizar o
mesmo exemplo descrito na combinação, mas com algumas diferenças:
De quantas maneiras podemos formar uma comissão de 3 membros, composta por um presidente, um vice-presidente
e um secretário, dentro os 7 funcionários de uma empresa?

Observe que agora o enunciado classifica explicitamente as posições, e podemos montar o esquema da seguinte forma:
MATEM[ÁTICA

72
As posições agora foram classificadas de acordo com 2. Quantas senhas com 4 algarismos diferentes podemos
a posição que foi pedida no enunciado. Vamos observar escrever com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8,e 9?
agora o que acontece quando selecionando novamente as
pessoas A,D e G: Resposta: Esse exercício pode ser feito tanto com a fórmu-
la, quanto usando a princípio fundamental da contagem.
1ª maneira: usando o princípio fundamental da contagem.
Como o exercício indica que não ocorrerá repetição nos
algarismos que irão compor a senha, então teremos a
seguinte situação:
• 9 opções para o algarismo das unidades;
• 8 opções para o algarismo das dezenas, visto que já
utilizamos 1 algarismo na unidade e não pode repetir;
• 7 opções para o algarismo das centenas, pois já utiliza-
mos 1 algarismo na unidade e outro na dezena;
• 6 opções para o algarismo do milhar, pois temos que
tirar os que já usamos anteriormente.
Assim, o número de senhas será dado por:
9 ∙ 8 ∙ 7 ∙ 6 = 3 024 senhas
Neste caso, as duas comissões são diferentes, pois
em uma a pessoa A é presidente e na outra ela é vice- 2ª maneira: usando a fórmula
presidente. Como a ordem importa, temos um problema Para identificar qual fórmula usar, devemos perceber
de arranjo. A fórmula de arranjo é mais simples que a que a ordem dos algarismos é importante. Por exemplo
fórmula de combinação: 1234 é diferente de 4321, assim iremos usar a fórmula
de arranjo.
n! Então, temos 9 elementos para serem agrupados de 4 a
An,p =
(n − p)! 4. Desta maneira, o cálculo será:
9! 9! 9 ∙ 8 ∙ 7 ∙ 6 ∙ 5!
Tomando n=7 e p = 3 novamente: A9,4 = = = = 3024 senhas
9 − 4 ! 5! 5!
n! 7! 7! 7 ∙ 6 ∙ 5 ∙ 4 ∙ 3 ∙ 2 ∙ 1
An,p = = = = = 7 ∙ 6 ∙ 5 = 210
(n − p)! 7 − 3 ! 4! 4∙3∙2∙1

BINÔMIO DE NEWTON
Ou seja, é possível formar 210 comissões neste caso.
Veja que o número é maior que o número da combinação. 1.Definição
A razão é que comissões que antes eram repetidas na
combinação, deixaram de ser no arranjo. Denomina-se Binômio de Newton, a todo binômio da
forma , sendo n um número natural.

Ex: 3x − 2y , onde a = 3x, b = −2y e n = 4


4
EXERCÍCIOS COMENTADOS
Primeiramente, vamos desenvolver alguns binômios,
1. (IF-BA – Professor – AOCP/2016) Na sequência cres-
variando o seu grau (exponente):
cente de todos os números obtidos, permutando-se os al-
garismos 1, 2, 3, 7, 8, a posição do número 78.312 é a : 0
a + b 1
= 1
a + b = a+b
a) 94ª 2 2 2

b) 95ª a + b = a + 2ab2 + b 2 3
a4 + 3a3 b + 3a2b 2 + b 3
3
3
c) 96ª a + b = 4
a + 4a4 b + 6a b3 2+ 4ab + b
4
d) 97ª a + b =
e) 98ª a + 5a b + 10a b + 10a b + 5ab + b
5 5 2 3 4 5
a + b =

Resposta: Letra B.Deve-se contar todos os números an- Observe que, conforme o grau do binômio é aumen-
teriores a ele. Iniciando com 1_ _ _ _, temos 4! = 24 nú- tado, a quantidade de termos aumenta, mas que certo
meros; iniciando com 2 _ _ _ _ temos outros 24 núme- padrão é seguido. Observando os coeficientes dos termos
ros, assim como iniciando com 3_ _ _ _. Depois temos desenvolvidos, temos o seguinte padrão:
os números iniciados com “71_ _ _” que são 6 (3!), assim
MATEM[ÁTICA

como os iniciados em “72_ _ _” e “73_ _ _”. Depois apa-


1
rece o iniciado com “781_ _” que são 2 números, assim
0
a + b
como o “782 _ _”. O próximo já será o 78312. Somando: 1
1 1
24+24+24+6+6+6+2+2=94. Logo, ele será o 95ª número. a + b

73
a + b
2
1 2 1

a + b
3
1 3 3 1

a + b
4
1 4 6 4 1

a + b
5
1 5 10 10 5 1

Esse padrão é conhecido como Triângulo de Pascal e


pode ser expandido da seguinte forma: Os termos das pon-
tas (primeiro e último) serão sempre iguais a 1 e os termos
interiores serão sempre a soma dos dois termos correspon-
Obviamente, se tivermos um expoente alto, gastaría-
dentes da linha anterior. Vamos desenvolver os coeficientes
mos muito tempo para montar todo o triângulo. Para resol-
dos termos para , lembrando que ele terá 1 termo a mais:
ver este problema, os conceitos de fatorial são bem úteis.
Relembrando a fórmula da combinação:
a + b
5
1 5 10 10 5 1
n n!
Cn,p = p =
a + b
6
1 1 p! n − p !

Com o primeiro e último termos iguais a 1, vamos agora Temos que o triângulo de Pascal pode ser reescrito da
efetuar as somas para encontrar os termos seguintes: seguinte forma:

a + b
5
1 5 10 10 5 1

a + b
6
1 1+5=6 1

Analogamente:
Terceiro termo:
a + b
5
1 5 10 10 5 1

a + b
6
1 6 5+10=15 1

Quarto termo:
a + b
5
1 5 10 10 5 1

a + b
6
1 6 15 5+10=15 1

Ou seja, dado o expoente, você tem o valor de “n”. O valor de


Quinto termo: “p” será em função de qual termo você deseja obter o coeficiente.
a + b
5
1 5 10 10 5 1
Observe que se desejar o 5° termo de um binômio desen-
a + b
6
1 6 15 20 5+10=15 1 volvido, você terá p = 4, ou seja, não possui a mesma corres-
pondência direta que temos em cada linha com o valor de n.
Sexto termo:
2.Fórmula do termo geral de um Binômio de Newton
a + b
5
1 5 10 10 5 1
Agora que sabemos como obter cada coeficiente, falta
1 6 15 20 15 5+1=6 1
responder se há algum padrão para os expoentes de “a” e
6
a + b
“b” quando o binômio é desenvolvido.
Assim, seguindo o padrão de soma, consegue-se cons-
truir qualquer linha do triângulo. Expandindo até o expoen- Um termo genérico Tp 1 do desenvolvimento de
MATEM[ÁTICA

te 10, temos que: a + b , sendo um número natural, é dado por:


n +

74
n –
n p p PROBABILIDADE A) EXPERIMENTO
Tp = ∙ a ∙ b ALEATÓRIO, ESPAÇO AMOSTRAL, EVENTO.
+1 p
B) PROBABILIDADE EM ESPAÇOS
AMOSTRAIS EQUIPROVÁVEIS.
Essa expressão pode obter qualquer termo de qualquer C) PROBABILIDADE DA UNIÃO E
expoente de um determinado binômio. Basta aplicarmos INTERSEÇÃO DE EVENTOS.
adequadamente a fórmula, usando os valores de “n” e “p”, D) PROBABILIDADE CONDICIONAL.
além de identificarmos quem são os termos “a” e “b”. E) EVENTOS INDEPENDENTES.
Ex: 4° termo de a + b
5

Aplicando a fórmula, temos então que p + 1 = 4 → p = 3


e n=5:
PROBABILIDADE

5 −
5 3 3 5! 1. Ponto Amostral, Espaço Amostral e Evento
T4 = ∙ a ∙ b = a2 b3 = 10a2 b3
3 3! 5 − 3 !
Em uma tentativa com um número limitado de
resultados, todos com chances iguais, devemos considerar
Se você observar os exemplos anteriores, verá que este três definições fundamentais:
é exatamente o valor do termo do desenvolvimento. Ponto Amostral: Corresponde a qualquer um dos
resultados possíveis.
Espaço Amostral: Corresponde ao conjunto dos
EXERCÍCIOS COMENTADOS resultados possíveis; será representado por S e o número
9 de elementos do espaço amostra por n(S).
1. Determine o 7º termo do binômio 2x + 1 . Evento: Corresponde a qualquer subconjunto do
espaço amostral; será representado por A e o número de
Resposta: 672x . Desenvolvendo o termo geral para
3
elementos do evento por n(A).
a = 2x, b = 1, n = 9 e p + 1 = 7 → p = 6 , chega-se ao
resultado. Os conjuntos S e Ø também são subconjuntos de S,
portanto são eventos.
Ø = evento impossível.
2.Qual o termo médio do desenvolvimento de 2x + 3y ? S = evento certo.
8

2. Conceito de Probabilidade
4 4
Resposta: 90720x y . Desenvolve-se o termo geral
para a = 2x, b = 3y, n = 8 . Além disso, para n=8, o bi-
nômio desenvolvido terá 9 termos, portanto o termo do As probabilidades têm a função de mostrar a chance
meio será o quinto termo, logo e p + 1 = 5 → p = 4 . de ocorrência de um evento. A probabilidade de ocorrer
um determinado evento A, que é simbolizada por P(A), de
um espaço amostral S≠ Ø , é dada pelo quociente entre
o número de elementos A e o número de elemento S.
3. Desenvolvendo o binômio 2x − 3y , obtemos um po-
3n

Representando:
linômio de 16 termos. Qual o valor de n?
n(A)
P A =
Resposta: 5 Se o binômio desenvolvido possui 16 ter- N(S)
mos, seu grau será um dígito anterior a esse número, ou
seja 15. Assim, 3n=15. Ex: Ao lançar um dado de seis lados, numerados de 1 a
6, e observar o lado virado para cima, temos:
4. Determine o termo independente de x no desenvolvi-
6 a) um espaço amostral, que seria o conjunto S
1
mento de x + x .. {1,2,3,4,5,6}..
b) um evento número par, que seria o conjunto A1 =
Resposta: 20. Problema clássico de binômio de Newton, {2,4,6} C S.
o termo independente será aquele onde os expoentes c) o número de elementos do evento número par é
de e são iguais, pois neste caso o x se cancela, restando n(A1) = 3.
apenas números. d) a probabilidade do evento número par é 1/2, pois
MATEM[ÁTICA

Para resolver, basta igualar os expoentes de “a” e “b” do


1 n(A1 ) 3 1
termo geral: n-p=p→n=2p. . Resolvendo para a=x, b = x P A = = =
e n=6, temos p=3→p+1=4, ou seja, o termo indepen- N(S) 6 2
dente é o quarto termo do desenvolvimento.

75
3.Propriedades de um Espaço Amostral Finito e Não Considerando que A ∩ B, nesse caso A e B serão
Vazio denominados mutuamente exclusivos. Observe que A ∩ B
= 0, portanto: P(A ∪ B) = P(A) + P(B). Quando os eventos
a) Em um evento impossível a probabilidade é igual a A1 , A2 , A3 , … , An de S forem, de dois em dois, sempre
zero. Em um evento certo S a probabilidade é igual a mutuamente exclusivos, nesse caso temos, analogicamente:
1. Simbolicamente: P( Ø ) = 0 e P(S)= 1
b) Se A for um evento qualquer de S, neste caso: 0 ≤
P(A1 ∪ A2 ∪ A3 ∪ … ∪ An ) = P(A1 ) + P(A2 ) + P(A3 ) + . . . + P(An )
P(A) ≤ 1.
c) Se A for o complemento de A em S, neste caso P(A)
= 1 - P(A) 7. Eventos Exaustivos

4. Demonstração das Propriedades Quando os eventos A , A , A , … , A de S forem,


de dois em dois, mutuamente exclusivos, estes serão
1 2 3 n

Considerando S como um espaço finito e não vazio, temos: denominados exaustivos se:
A1 ∪ A2 ∪ A3 ∪ … ∪ An = S

NOÇÕES DE ESTATÍSTICA
A) POPULAÇÃO E AMOSTRA.
B) FREQUÊNCIA ABSOLUTA E FREQUÊNCIA
RELATIVA.
� C) MEDIDAS DE TENDÊNCIA CENTRAL:
� A ∪ �A = S MÉDIA ARITMÉTICA, MÉDIA ARITMÉTICA
A∩A =∅
PONDERADA, MEDIANA
E MODA.

ESTATÍSTICA

5.União de Eventos 1.Definições Básicas

Considere A e B como dois eventos de um espaço Estatística: ciência que tem como objetivo auxiliar
amostral S, finito e não vazio, temos: na tomada de decisões por meio da obtenção, análise,
organização e interpretação de dados.
População: conjunto de entidades (pessoas, objetos,
cidades, países, classes de trabalhadores, etc.) que
apresentem no mínimo uma característica em comum.
Exemplos: pessoas de uma determinada cidade, preços
de um produto, médicos de um hospital, estudantes que
prestam determinado concurso, etc.
Amostra: É uma parte da população que será objeto
n(A∪B)=n(A)+n(B)-n(A∩B)↔ do estudo. Como em muitos casos não é possível estudar
a população inteira, estuda-se uma amostra de tamanho
n(A ∪ B) n(A) n(B) n(A ∩ B) significativo (há métodos para determinar isso) que retrate o
↔ = + − comportamento da população. Exemplo: pesquisa de intenção
n(S) n(S) n(S) n(S)
de votos de uma eleição. Algumas pessoas são entrevistadas
e a pesquisa retrata a intenção de votos da população.
Logo: P(A ∪ B) = P(A) + P(B) - P(A ∩ B) Variável: é o dado a ser analisado. Aqui, será chamado
de e cada valor desse dado será chamado de . Essa variável
6. Eventos Mutuamente Exclusivos pode ser quantitativa (assume valores) ou qualitativa
(assume características ou propriedades).

2. Medidas de tendência central


MATEM[ÁTICA

São medidas que auxiliam na análise e interpretação


de dados para a tomada de decisões. As três medidas de
tendência central são:

76
Média aritmética simples: razão entre a soma de todos os valores de uma mostra e o número de elementos da amostra.
Expressa por . Calculada por:
∑xi
x� =
n
Média aritmética ponderada: muito parecida com média aritmética simples, porém aqui cada variável tem um peso
diferente que é levado em conta no cálculo da média.
∑xi pi
x� =
∑pi

Mediana: valor que divide a amostra na metade. Em caso de número para de elementos, a mediana é a média entre os
elementos intermediários

Moda: valor que aparece mais vezes dentro de uma amostra.

Ex: Dada a amostra {1,3,1,2,5,7,8,7,6,5,4,1,3,2} calcule a média, a mediana e a moda.

Solução
Média:

1 + 3 + 1 + 2 + 5 + 7 + 8 + 7 + 6 + 5 + 4 + 1 + 3 + 2 55
x� = = = 3,92
14 14

Mediana:
Inicialmente coloca-se os valores em ordem crescente:
{1,1,1,2,2,3,3,4,5,5,6,7,7,8}

Como a amostra tem 14 valores (número par), os elementos intermediários são os 7º e 8º elementos. Nesse exemplo,
3+4 7
são os números 3 e 4. Portanto, a mediana é a média entre eles: = 2 = 3,5
2
Moda:
O número que aparece mais vezes é o número 1 e, portanto, é a moda da amostra nesse exemplo.

Ex: Dada a amostra {2,4,8,10,15,6,9,11,7,4,15,15,11,6,10} calcule a média, a mediana e a moda.


Solução:

Média:
2 + 4 + 8 + 10 + 15 + 6 + 9 + 11 + 7 + 4 + 15 + 15 + 11 + 6 + 10 133
x� = = = 8,867
15 14

Mediana:
Inicialmente coloca-se os valores em ordem crescente
{2,4,4,6,6,7,8,9,10,10,11,11,15,15,15}
Como a amostra tem 15 valores (número par), o elemento intermediário é o 8º elemento. Logo, a mediana é igual a 9.

Moda:
O número que aparece mais vezes é o número 15 e, portanto, é a moda da amostra nesse exemplo.

Ex: A média de uma disciplina é calculada por meio da média ponderada de três provas. A primeira tem peso 3, a
MATEM[ÁTICA

segunda tem peso 4 e a terceira tem peso 5. Calcule a média de um aluno que obteve nota 8 na primeira prova, 5 na
segunda e 6 na terceira.

77
Solução:
Trata-se de um caso de média aritmética ponderada.
∑xi pi 3 ∙ 8 + 4 ∙ 5 + 5 ∙ 6 74
x� = = = = 6,167
∑pi 3+4+5 12

3. Tabelas e Gráficos

3.1.Tabelas

Tabelas podem ser utilizadas para expressar os mais diversos tipos de dados. O mais importante é saber interpretá-las e
para isso é conveniente saber como uma tabela é estruturada. Toda tabela possui um título que indica sobre o que se trata
a tabela. Toda tabela é dividida em linhas e colunas onde, no começo de uma linha ou de uma coluna, está indicado qual o
tipo de dado que aquela linha/coluna exibe.

Ex:
Tabela 1 - Número de estudantes da Universidade ALFA divididos por curso

Curso Número de Estudantes


Administração 2000
Arquitetura 1450
Direito 2500
Economia 1800
Enfermagem 800
Engenharia 3500
Letras 750
Medicina 1500
Psicologia 1000
TOTAL 15300

Nesse caso, as colunas são: curso e número de estudantes e cada linha corresponde a um dos cursos da Universidade
com o respectivo número de alunos de cada curso.

Tabela 2 - Número de estudantes da Universidade ALFA divididos por curso e gênero

Curso Gênero Número de Estudantes


Homem 1200
Administração
Mulher 800
Homem 850
Arquitetura
Mulher 600
Homem 1600
Direito
Mulher 900
Homem 800
Economia
Mulher 1000
Homem 350
Enfermagem
Mulher 450
Homem 2500
MATEM[ÁTICA

Engenharia
Mulher 1000
Homem 200
Letras
Mulher 550

78
Homem 700
Medicina
Mulher 800
Homem 400
Psicologia
Mulher 600
TOTAL 15300

Nesse caso, as colunas são: curso, gênero e número de estudantes e cada linha corresponde a um dos cursos da
Universidade com o respectivo número de alunos de cada curso separados por gênero.

#FicaDica
Acima foram exibidas duas tabelas como exemplos. Há uma infinidade de tabelas cada uma com sua particula-
ridade o que torna impossível exibir todos os tipos de tabelas aqui. Porém em todas será necessário identificar
linhas, colunas e o que cada valor exibido representa.

3.2. Gráficos

Para falar de gráficos em estatística é importante apresentar o conceito de frequência.

Frequência: Quantifica a repetição de valores de uma variável estatística.

Tipos de frequência
Absoluta: mede a quantidade de repetições.
Ex. Dos 30 alunos, seis tiraram nota 6,0. Essa nota possui freqüência absoluta:
fi = 4

Relativa: Relaciona a quantidade de repetições com o total (expresso em porcentagem)


Ex. Dos 30 alunos, seis tiraram nota 6,0. Essa nota possui freqüência relativa:
6
fr = ∙ 100 = 20%
30
4. Tipos de Gráficos

Gráficos de coluna: gráficos que têm como objetivo atribuir quantidades a certos tipos de grupos. Na horizontal são
apresentados os grupos (dados qualitativos) dos quais deseja-se apresentar dados enquanto na vertical são apresentados
os valores referentes a cada grupo (dados quantitativos ou frequências absolutas)

Ex: A Universidade ALFA recebe estudantes do mundo todo. A seguir há um gráfico que mostra a quantidade de
estudantes separados pelos seus continentes de origem:

Estudantes da Universidade ALFA


700

600

500

400

300

200
MATEM[ÁTICA

100

0
América do América do América Europa Ásia África Oceania
Norte Sul Central

79
Gráficos de barras: gráficos bastante similares aos de
colunas, porém, nesse tipo de gráfico, na horizontal são Estudantes da Universidade ALFA
apresentados os valores referentes a cada grupo (dados 30
quantitativos) enquanto na vertical são apresentados os
grupos (dados qualitativos)
150

260 630

Ex: A Universidade ALFA recebe estudantes do mundo


todo. A seguir há um gráfico que mostra a quantidade de
estudantes separados pelos seus continentes de origem: 440

Estudantes da Universidade ALFA 150


520

Oceania
América do Norte América do Sul América Central Europa Ásia África Oceania
África

Ásia Ex: Foi feito um levantamento do idioma falado pelos


alunos de um curso da Universidade ALFA.
Europa

América Central Frequências absolutas:


América do Sul

América do Norte

0 100 200 300 400 500 600 700

Gráficos de linhas: gráficos nos quais são exibidas séries


históricas de dados e mostram a evolução dessas séries ao
longo do tempo.

Ex: A Universidade ALFA tem 10 anos de existências e


seu reitor apresentou um gráfico mostrando o número de
alunos da Universidade ao longo desses 10 anos.

Estudantes da Universidade ALFA ao longo de 10 anos

2500
Frequências relativas:
2000

1500

1000

500

0
2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Gráficos em pizzas: gráficos nos quais são expressas


relações entre grandezas em relação a um todo. Nesse
gráfico é possível visualizar a relação de proporcionalidade
entre as grandezas. Recebe esse nome pois lembram uma
pizza pelo formato redondo com seus pedaços (frequências
relativas).
MATEM[ÁTICA

Ex: A Universidade ALFA recebe estudantes do mundo


todo. A seguir há um gráfico que mostra a distribuição de
estudantes de acordo com seus continentes de origem

80
x
= 6
5
EXERCÍCIO COMENTADO x = 6 ∙ 5
x = 30
1. (SEGEP-MA - Técnico da Receita Estadual – FCC/2016)
Três funcionários do Serviço de Atendimento ao Cliente de Do mesmo modo, se a turma tem 25 meninas
uma loja foram avaliados pelos clientes que atribuíram uma (Me  é  a  média aritmética de suas notas), o quociente
nota (1; 2; 3; 4; 5) para o atendimento recebido. A tabela da soma das notas das meninas (y) e a quantidade de
mostra as notas recebidas por esses funcionários em um meninas (25) deve ser igual a Me, isto é:
determinado dia. (x + y)/(25+5) = 7
y = 25∙Me
Para calcular a média da turma, devemos somar as notas
dos meninos (30) às notas das meninas (y) e dividir pela
quantidade de alunos (25 + 5 = 30). O resultado deverá
ser 7. Sendo assim, temos:
x + y
= 7
Considerando a totalidade das 95 avaliações desse dia, é 25 + 5
correto afirmar que a média das notas dista da moda des- 30 + 25 ∙ Me
sas mesmas notas um valor absoluto, aproximadamente, 30
= 7
igual a:
30 + 25 ∙ Me = 7 • 30
a) 0,33
b) 0,83 30 + 25 ∙ Me = 210
c) 0,65
d) 0,16 25 ∙ Me = 210 – 30
e) 0,21 25 ∙ Me = 180
Resposta: Letra c.Trata-se de um caso de média aritmé- Me = 7,2
tica ponderada. Considerando as 95 avaliações, o peso
de cada uma das notas é igual ao total de pessoas que
Portanto, a média aritmética das notas das meninas
atribuiu a nota. Analisando a tabela
é 7,2. A alternativa correta é a letra b.
8 pessoas atribuíram nota 1
18 pessoas atribuíram nota 2
21 pessoas atribuíram nota 3
29 pessoas atribuíram nota 4
19 pessoas atribuíram nota 5
Assim, a média das 95 avaliações é calculada por:
8 ∙ 1 + 18 ∙ 2 + 21 ∙ 3 + 29 ∙ 4 + 19 ∙ 5 318
x� = = = 3,34
8 + 18 + 21 + 29 + 19 95
Então, logo:
2. (UFC - 2016) A média aritmética das notas dos alunos P A1 ∪ A2 ∪ ⋯ ∪ An = P A1 + P A2 + ⋯ + P(An )

de uma turma formada por 25 meninas e 5 meninos é igual P A1 ∪ A2 ∪ ⋯ An = P S = 1
a 7. Se a média aritmética das notas dos meninos é igual a
6, a média aritmética das notas das meninas é igual a:
Portanto:
a) 6,5 P(A1 ) + P(A2 ) + P(A3 ) + . . . + P(An ) = 1
b) 7,2
c) 7,4
d) 7,8
e) 8,0
8. Probabilidade Condicionada
Resposta: Letra B. Primeiramente, será identificada
MATEM[ÁTICA

Considere dois eventos A e B de um espaço amostral S,


a soma das notas dos meninos por x e a da nota das
finito e não vazio. A probabilidade de B condicionada a A é
meninas por  y. Se a turma tem 5 meninos e a média
dada pela probabilidade de ocorrência de B sabendo que
aritmética de suas notas é igual a 6, então a soma das
já ocorreu A. É representada por P(B/A).
notas dos meninos (x) dividida pela quantidade de me-
ninos (5) deve ser igual a 6, isto é:

81
n(A ∩ B)
Veja: P(B/A) =
n(A) EXERCÍCIOS COMENTADOS

1.Uma bola será retirada de uma sacola contendo 5 bolas


verdes e 7 bolas amarelas. Qual a probabilidade desta bola
ser verde?

Resposta: 5/12. Neste exercício o espaço amostral pos-


sui 12 elementos, que é o número total de bolas, portan-
to a probabilidade de ser retirada uma bola verde está
na razão de 5 para 12.
Sendo S o espaço amostral e E o evento da retirada de
uma bola verde, matematicamente podemos represen-
tar a resolução assim:

9. Eventos Independentes n E
P E =
n S
Considere dois eventos A e B de um espaço amostral
S, finito e não vazio. Estes serão independentes somente 5
P E =
quando: 12
P(A/B) = P(A) Logo, a probabilidade desta bola ser verde é 5/12.
P(B/A) = P(B)
2. (IBGE – Analista Censitário – FGV/2017) Entre os cinco
10. Intersecção de Eventos números 2, 3, 4, 5 e 6, dois deles são escolhidos ao acaso
e o produto deles dois é calculado. A probabilidade desse
Considerando A e B como dois eventos de um espaço produto ser um número par é:
amostral S, finito e não vazio, logo:
a) 60%
P(B/A) =
n(A ∩ B) n A ∩ B + n(S) P(A ∩ B)
= = b) 75%
n(A) n A + n(S) P(A) c) 80%
d) 85%
n(A ∩ B) n A ∩ B + n(S) P(A ∩ B) e) 90%
P(A/B) = = =
n(B) n B + n(S) P(B)
Resposta: Letra E. Para sabermos o tamanho do es-
paço amostral, basta calcularmos a combinação dos
Assim sendo: 5 elementos tomados 2 a 2 (a ordem não impor-
ta, pois a ordem dos fatores não altera o produto):
P(A ∩ B) = P(A) ∙ P(B/A) .
P A ∩ B = P B ∙ P(A/B) 5! 5 ∙ 4
C5,2 = = = 10
2! 3! 2

Considerando A e B como eventos independentes, logo Para o produto ser par, os dois números escolhidos de-
P(B/A) = P(B), P(A/B) = P(A), sendo assim: P(A ∩ B) = P(A)∙ verão ser par ou um deles é par. O único caso onde o
P(B). Para saber se os eventos A e B são independentes, produto não dá par é quando os dois números são ím-
podemos utilizar a definição ou calcular a probabilidade de pares. Assim, apenas o produto 3 5 não pode ser es-
A ∩ B. Veja a representação: colhido. Logo, se 1/10 = 10% não terá produto par, os
outros 90% terão.
A e B independentes ↔ P(A/B) = P(A) ou
A e B independentes ↔ P(A ∩ B) = P(A) ∙ P(B)
GRÁFICOS E TABELAS
FIQUE ATENTO! Os gráficos e tabelas apresentam o cruzamento entre
Um exercício de probabilidade pode envolver dois dados relacionados entre si.
MATEM[ÁTICA

aspectos relativos à análise combinatória. É A escolha do tipo e a forma de apresentação sempre


importante ter em mente a diferença concei- vão depender do contexto, mas de uma maneira geral um
tual que existe entre ambos. bom gráfico deve:
-Mostrar a informação de modo tão acurado quanto
possível.

82
-Utilizar títulos, rótulos, legendas, etc. para tornar claro
o contexto, o conteúdo e a mensagem.
-Complementar ou melhorar a visualização sobre as-
pectos descritos ou mostrados numericamente atra-
vés de tabelas.
-Utilizar escalas adequadas.
-Mostrar claramente as tendências existentes nos da-
dos.

1. Tipos de gráficos

Barras- utilizam retângulos para mostrar a quantidade.

Barra vertical Setor ou pizza- Muito útil quando temos um total e


queremos demonstrar cada parte, separando cada pedaço
como numa pizza.
Fonte: tecnologia.umcomo.com.br

Barra horizontal

Fonte: educador.brasilescola.uol.com.br

Linhas- É um gráfico de grande utilidade e muito co-


mum na representação de tendências e relacionamentos
de variáveis

Fonte: mundoeducacao.bol.uol.com.br

Histogramas

São gráfico de barra que mostram a frequência de uma


MATEM[ÁTICA

variável específica e um detalhe importante que são faixas


de valores em x.

83
Pictogramas – são imagens ilustrativas para tornar mais a) 15%.
fácil a compreensão de todos sobre um tema. b) 25%.
c) 50%.
d) 75%.
e) 90%.

Resposta: Letra E.
13,7/7,2=1,90
Houve um aumento de 90%.

2. (CÂMARA DE SUMARÉ – ESCRITURÁRIO - VU-


NESP/2017) A tabela seguinte, incompleta, mostra a dis-
tribuição, percentual e quantitativa, da frota de uma em-
presa de ônibus urbanos, de acordo com o tempo de uso
Da mesma forma, as tabelas ajudam na melhor visuali- destes.
zação de dados e muitas vezes é através dela que vamos
fazer os tipos de gráficos vistos anteriormente.

Podem ser tabelas simples:

Quantos aparelhos tecnológicos você tem na sua casa?

aparelho quantidade
televisão 3 O número total de ônibus dessa empresa é
celular 4
a) 270.
Geladeira 1 b) 250.
c) 220
Até as tabelas que vimos nos exercícios de raciocínio d) 180.
lógico e) 120.

Resposta: Letra D
EXERCÍCIOS COMENTADOS 81+27=108
108 ônibus somam 60%(100-35-5)
108-----60
1. (TJ/RS - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FAURGS/2017) Na x--------100
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, re- x=10800/60=180
alizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), foram obtidos os dados da taxa de desocupação da
população em idade para trabalhar. Esses dados, em por- 3. (CÂMARA DE SUMARÉ – ESCRITURÁRIO - VU-
centagem, encontram-se indicados na apresentação gráfi- NESP/2017) O gráfico mostra o número de carros vendi-
ca abaixo, ao longo de trimestres de 2014 a 2017. dos por uma concessionária nos cinco dias subsequentes à
veiculação de um anúncio promocional.
MATEM[ÁTICA

Dentre as alternativas abaixo, assinale a que apresenta a


melhor aproximação para o aumento percentual da taxa de
desocupação do primeiro trimestre de 2017 em relação à
taxa de desocupação do primeiro trimestre de 2014.

84
O número médio de carros vendidos por dia nesse período 5. (TCE/PR – CONHECIMENTOS BÁSICOS – CES-
foi igual a PE/2016)

a) 10.
b) 9.
c) 8.
d) 7.
e) 6.

Resposta: Letra C.

4. (CRBIO – Auxiliar Administrativo – VUNESP/2017)


Uma professora elaborou um gráfico de setores para repre-
sentar a distribuição, em porcentagem, dos cinco conceitos
nos quais foram agrupadas as notas obtidas pelos alunos
de uma determinada classe em uma prova de matemática.
Observe que, nesse gráfico, as porcentagens referentes a
cada conceito foram substituídas por x ou por múltiplos e Tendo como referência o gráfico precedente, que mostra
submúltiplos de x. os valores, em bilhões de reais, relativos à arrecadação de
receitas e aos gastos com despesas do estado do Paraná
nos doze meses do ano de 2015, assinale a opção correta.

a) No ano considerado, o segundo trimestre caracterizou-


-se por uma queda contínua na arrecadação de receitas,
situação que se repetiu no trimestre seguinte.
b) No primeiro quadrimestre de 2015, houve um período
de queda simultânea dos gastos com despesas e da ar-
recadação de receitas e dois períodos de aumento si-
multâneo de gastos e de arrecadação.
c) No último bimestre do ano de 2015, foram registrados
tanto o maior gasto com despesas quanto a maior arre-
cadação de receitas.
d) No ano em questão, janeiro e dezembro foram os únicos
Analisando o gráfico, é correto afirmar que a medida do meses em que a arrecadação de receitas foi ultrapassada
ângulo interno correspondente ao setor circular que repre- por gastos com despesas.
senta o conceito BOM é igual a e) A menor arrecadação mensal de receitas e o menor gasto
mensal com despesas foram verificados, respectivamente,
a) 144º. no primeiro e no segundo semestre do ano de 2015.
b) 135º.
c) 126º Resposta: Letra B.
d) 117º Analisando o primeiro quadrimestre, observamos que os
e) 108º. dois primeiros meses de receita diminuem e os dois meses
seguintes aumentam, o mesmo acontece com a despesa.
Resposta: Letra A.

X+0,5x+4x+3x+1,5x=360
10x=360
X=36
Como o conceito bom corresponde a 4x: 4x36=144°
MATEM[ÁTICA

85
6. (BRDE – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO – FUNDA- 7. (TJ/SP – ESTATÍSTICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2015)
TEC/2015) Assinale a alternativa que representa a nomen- A distribuição de salários de uma empresa com 30 funcio-
clatura dos três gráficos abaixo, respectivamente. nários é dada na tabela seguinte. 

Salário (em salários mínimos) Funcionários


1,8 10
2,5 8
3,0 5
5,0 4
8,0 2
15,0 1

Pode-se concluir que

a) o total da folha de pagamentos é de 35,3 salários.


b) 60% dos trabalhadores ganham mais ou igual a 3 salá-
rios.
c) 10% dos trabalhadores ganham mais de 10 salários.
d) 20% dos trabalhadores detêm mais de 40% da renda
total.
e) 60% dos trabalhadores detêm menos de 30% da renda
total.

Resposta: Letra D.
a) 1,8x10+2,5x8+3,0x5+5,0x4+8,0x2+15,0x1=104 salá-
rios
b) 60% de 30=18 funcionários e se juntarmos quem ga-
nha mais de 3 salários (5+4+2+1=12)
c)10% de 30=0,1x30=3 funcionários
E apenas 1 pessoa ganha
d) 40% de 104=0,4x104= 41,6
20% de 30=0,2x30=6
5x3+8x2+15x1=46, que já é maior.
e) 60% de 30=0,6x30=18
30% de 104=0,3x104=31,20da renda: 31,20

8. (TJ/SP – ESTATÍSTICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2015)


Considere a tabela de distribuição de frequência seguinte,
em que xi é a variável estudada e fi é a frequência absoluta
a) Gráfico de Setores – Gráfico de Barras – Gráfico de Linha. dos dados.
c) Gráfico de Pareto – Gráfico de Pizza – Gráfico de Ten-
dência. xi fi
c) Gráfico de Barras – Gráfico de Setores – Gráfico de Linha.
d) Gráfico de Linhas – Gráfico de Pizza – Gráfico de Barras. 30-35 4
e) Gráfico de Tendência – Gráfico de Setores – Gráfico de 35-40 12
Linha. 40-45 10
45-50 8
Resposta: Letra C. 50-55 6
Como foi visto na teoria, gráfico de barras, de setores ou
TOTAL 40
pizza e de linha
MATEM[ÁTICA

Assinale a alternativa em que o histograma é o que melhor


representa a distribuição de frequência da tabela.

86
A tabela mostrada apresenta a quantidade de detentos no sistema
penitenciário brasileiro por região em 2013. Nesse ano, o déficit re-
lativo de vagas — que se define pela razão entre o déficit de vagas
no sistema penitenciário e a quantidade de detentos no sistema pe-
nitenciário — registrado em todo o Brasil foi superior a 38,7%, e, na
a) média nacional, havia 277,5 detentos por 100 mil habitantes.
Com base nessas informações e na tabela apresentada, jul-
gue o item a seguir.
Em 2013, mais de 55% da população carcerária no Brasil se
encontrava na região Sudeste.
b)
( ) CERTO ( ) ERRADO

Resposta: CERTA.
555----100%
x----55%
x=305,25
c) Está correta, pois a região sudeste tem 306 pessoas.

10. (DEPEN – AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL –


CESPE/2015)

d)

e)

Resposta: Letra A.
Colocando em ordem crescente: 30-35, 50-55, 45-50,
40-45, 35-40,
A partir das informações e do gráfico apresentados, julgue
9. (DEPEN – AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL – o item que se segue.
CESPE/2015) Se os percentuais forem representados por barras verticais,
conforme o gráfico a seguir, então o resultado será deno-
minado histograma.

MATEM[ÁTICA

Ministério da Justiça — Departamento Penitenciário Nacional


— Sistema Integrado de Informações Penitenciárias – InfoPen,
Relatório Estatístico Sintético do Sistema Prisional Brasileiro,
dez./2013 Internet:<www.justica.gov.br> (com adaptações) ( ) CERTO ( ) ERRADO

87
Referências Exemplo: Um fabricante de torneiras anuncia que o
http://www.galileu.esalq.usp.br índice médio de fluxo de água de certo tipo de torneira é
menor que 2,5 galões por minuto.

ESTATÍSTICA DESCRITIVA

1. Teste de Hipóteses
Referências
Definição: Processo que usa estatísticas amostrais para Larson, Ron. Estatística Aplicada. 4ed – São Paulo: Pear-
testar a afirmação sobre o valor de um parâmetro popula- son Prentice Hall, 2010.
cional.

Para testar um parâmetro populacional, você deve afir- FREQUÊNCIAS


mar cuidadosamente um par de hipóteses – uma que re-
presente a afirmação e outra, seu complemento. Quando A primeira fase de um estudo estatístico consiste em
uma é falsa, a outra é verdadeira. recolher, contar e classificar os dados pesquisados sobre
Uma hipótese nula H0 é uma hipótese estatística que uma população estatística ou sobre uma amostra dessa
contém uma afirmação de igualdade, tal como ≤, =, ≥ população.
A hipótese alternativa Ha é o complemento da hipótese
nula. Se H0 for falsa, Ha deve ser verdadeira, e contém afir- 1. Frequência Absoluta
mação de desigualdade, como <, ≠, >.
É o número de vezes que a variável estatística assume
Vamos ver como montar essas hipóteses um valor.
Um caso bem simples.
1.1. Frequência Relativa

É o quociente entre a frequência absoluta e o número


de elementos da amostra.
Assim, fica fácil, se H0 for falsa, Ha é verdadeira Na tabela a seguir, temos exemplo dos dois tipos:
Há uma regrinha para formular essas hipóteses

Formulação verbal Formulação Formulação


H0 Matemática verbal Ha

A média é A média é
...maior ou igual ...menor que k
a k.
... abaixo de k
....pelo menos k.
...menos que k. 1.2. Distribuição de frequência sem intervalos de
...não menos que classe:
k.
É a simples condensação dos dados conforme as repe-
...menor ou igual ..maior que k
tições de seu valores. Para um ROL de tamanho razoável
a k.
esta distribuição de frequência é inconveniente, já que exi-
... acima de k ge muito espaço. Veja exemplo abaixo:
....no máximo k.
...mais do que
...não mais que k. k. Dados Frequência
... igual a k. ... não igual 41 3
a k. 42 2
.... k.
43 1
.... diferente
MATEM[ÁTICA

...exatamente k. de k. 44 1
45 1
...não k.
46 2

88
50 2 2.1. Média Ponderada

51 1 A média dos elementos do conjunto numérico A relati-


52 1 va à adição e na qual cada elemento tem um “determinado
peso” é chamada média aritmética ponderada.
54 1
57 1
58 2
60 2 2.2. Mediana (Md)
Total 20
Sejam os valores escritos em rol:
1.3. Distribuição de frequência com intervalos de
classe:

Quando o tamanho da amostra é elevado é mais racio- Sendo n ímpar, chama-se mediana o termo tal que o
nal efetuar o agrupamento dos valores em vários intervalos número de termos da sequência que precedem é igual
de classe. ao número de termos que o sucedem, isto é, é termo
médio da sequência ( ) em rol.
Sendo n par, chama-se mediana o valor obtido pela
Classes Frequências média aritmética entre os termos e , tais que o nú-
41 |------- 45 7 mero de termos que precedem é igual ao número de
termos que sucedem , isto é, a mediana é a média arit-
45 |------- 49 3
mética entre os termos centrais da sequência ( ) em rol.
49 |------- 53 4
53 |------- 57 1 Exemplo 1:
Determinar a mediana do conjunto de dados:
57 |------- 61 5 {12, 3, 7, 10, 21, 18, 23}
Total 20
Solução:
2. Média aritmética Escrevendo os elementos do conjunto em rol, tem-se:
(3, 7, 10, 12, 18, 21, 23). A mediana é o termo médio desse
Média aritmética de um conjunto de números é o valor rol. Logo: Md=12
que se obtém dividindo a soma dos elementos pelo núme-
ro de elementos do conjunto. Resposta: Md=12.
Representemos a média aritmética por .
A média pode ser calculada apenas se a variável envol- Exemplo 2:
vida na pesquisa for quantitativa. Não faz sentido calcular a Determinar a mediana do conjunto de dados:
média aritmética para variáveis quantitativas. {10, 12, 3, 7, 18, 23, 21, 25}.
Na realização de uma mesma pesquisa estatística entre
diferentes grupos, se for possível calcular a média, ficará Solução:
mais fácil estabelecer uma comparação entre esses grupos Escrevendo-se os elementos do conjunto em rol, tem-
e perceber tendências. -se:
Considerando uma equipe de basquete, a soma das al- (3, 7, 10, 12, 18, 21, 23, 25). A mediana é a média aritmé-
turas dos jogadores é: tica entre os dois termos centrais do rol.

Logo:

Se dividirmos esse valor pelo número total de jogado- Resposta: Md=15


res, obteremos a média aritmética das alturas:
3. Moda (Mo)

Num conjunto de números: , chama-se


moda aquele valor que ocorre com maior frequência.
MATEM[ÁTICA

A média aritmética das alturas dos jogadores é 2,02m.


Observação:
A moda pode não existir e, se existir, pode não ser única.

89
Exemplo 1: Solução:
O conjunto de dados 3, 3, 8, 8, 8, 6, 9, 31 tem moda igual a) A média de pontos por jogo é:
a 8, isto é, Mo=8.

Exemplo 2:
O conjunto de dados 1, 2, 9, 6, 3, 5 não tem moda.

4. Medidas de dispersão
b) A variância é:
Duas distribuições de frequência com medidas de ten-
dência central semelhantes podem apresentar característi-
cas diversas. Necessita-se de outros índices numéricas que
informem sobre o grau de dispersão ou variação dos dados
em torno da média ou de qualquer outro valor de concen-
tração. Esses índices são chamados medidas de dispersão.
Desvio médio
5. Variância
1. Definição
Há um índice que mede a “dispersão” dos elementos de
um conjunto de números em relação à sua média aritmética, Medida da dispersão dos dados em relação à média de
e que é chamado de variância. Esse índice é assim definido: uma sequência. Esta medida representa a média das dis-
Seja o conjunto de números , tal que é tâncias entre cada elemento da amostra e seu valor médio.
sua média aritmética. Chama-se variância desse conjunto,
e indica-se por , o número:

2. Desvio padrão
Isto é:
2.1. Definição

Seja o conjunto de números , tal que é


E para amostra sua média aritmética. Chama-se desvio padrão desse con-
junto, e indica-se por , o número:

Exemplo 1:
Em oito jogos, o jogador A, de bola ao cesto, apresen-
tou o seguinte desempenho, descrito na tabela abaixo: Isto é:

Jogo Número de pontos


1 22
2 18
Exemplo:
3 13 As estaturas dos jogadores de uma equipe de basque-
4 24 tebol são: 2,00 m; 1,95 m; 2,10 m; 1,90 m e 2,05 m. Calcular:
a) A estatura média desses jogadores.
5 26
b) O desvio padrão desse conjunto de estaturas.
6 20
7 19 Solução:
8 18 Sendo a estatura média, temos:
MATEM[ÁTICA

a) Qual a média de pontos por jogo?


b) Qual a variância do conjunto de pontos?
Sendo o desvio padrão, tem-se:

90
A média de acertos por prova foi de

a) 3,57.
b) 3,43
c) 3,32.
d) 3,25.
e) 3,19.
EXERCÍCIOS COMENTADOS
Resposta: Letra B.
1. (CRBIO – AUXILIAR ADMINISTRATIVO – VU-
NESP/2017) Uma empresa tem 120 funcionários no total:
70 possuem curso superior e 50 não possuem curso supe-
3. (PREF. GUARULHOS/SP – ASSISTENTE DE GESTÃO
rior. Sabe-se que a média salarial de toda a empresa é de
ESCOLAR – VUNESP/2016) Certa escola tem 15 classes
R$ 5.000,00, e que a média salarial somente dos funcioná-
no período matutino e 10 classes no período vespertino. O
rios que possuem curso superior é de R$ 6.000,00. Desse
número médio de alunos por classe no período matutino
modo, é correto afirmar que a média salarial dos funcioná-
é 20, e, no período vespertino, é 25. Considerando os dois
rios dessa empresa que não possuem curso superior é de
períodos citados, a média aritmética do número de alunos
por classe é
a) R$ 4.000,00.
b) R$ 3.900,00.
a) 24,5.
c) R$ 3.800,00.
b) 23.
d) R$ 3.700,00.
c) 22,5.
e) R$ 3.600,00.
d) 22.
e) 21.
Resposta: Letra E.
S=cursam superior
Resposta: Letra D.
M=não tem curso superior

M=300
S+M=600000

V=250
S=420000
M=600000-420000=180000

4. (SEGEP/MA – TÉCNICO DA RECEITA ESTADUAL –


FCC/2016) Para responder à questão, considere as infor-
mações abaixo.
2. (TJM/SP – ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU-
Três funcionários do Serviço de Atendimento ao Cliente de
NESP/2017) Leia o enunciado a seguir para responder a questão.
uma loja foram avaliados pelos clientes que atribuíram uma
A tabela apresenta o número de acertos dos 600 candida-
nota (1; 2; 3; 4; 5) para o atendimento recebido. A tabela
tos que realizaram a prova da segunda fase de um concur-
mostra as notas recebidas por esses funcionários em um
so, que continha 5 questões de múltipla escolha
determinado dia.

Número de Número de candidatos


acertos
5 204
4 132
3 96
MATEM[ÁTICA

Considerando a avaliação média individual de cada funcio-


2 78
nário nesse dia, a diferença entre as médias mais próximas
1 66 é igual a
0 24

91
a) 0,32. 6. (UFAL – AUXILIAR DE BIBLIOTECA – COPEVE/2016)
b) 0,21. A tabela apresenta o número de empréstimos de livros de
c) 0,35. uma biblioteca setorial de um Instituto Federal, no primeiro
d) 0,18. semestre de 2016.
e) 0,24.
Mës Empréstimos
Resposta: Letra B.
Janeiro 15
Fevereiro 25
Março 22
Abril 30
Maio 28
Junho 15

Dadas as afirmativas,
3,36-3,15=0,21 I. A biblioteca emprestou, em média, 22,5 livros por mês.
II. A mediana da série de valores é igual a 26.
5. (UFES – ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO – III. A moda da série de valores é igual a 15.
UFES/2017) Considere n números x1, x2, … , xn, em que
x1 ≤ x2 ≤ ⋯ ≤ xn . A mediana desses números é igual a x(n Verifica-se que está(ão) correta(s)
+ 1)/2, se n for ímpar, e é igual à média aritmética de xn
⁄ 2 e x(n + 2)/2, se n for par. Uma prova composta por 5 a) II, apenas.
questões foi aplicada a uma turma de 24 alunos. A tabela b) III, apenas.
seguinte relaciona o número de acertos obtidos na prova c) I e II, apenas.
com o número de alunos que obtiveram esse número de d) I e III, apenas.
acertos. e) I, II e III.

Número de acertos Número de alunos


Resposta: Letra D.
0 4
1 5
2 4
3 3 Mediana
Vamos colocar os números em ordem crescente
4 5
5 3 15,15,22,25,28,30

A penúltima linha da tabela acima, por exemplo, indica que


5 alunos tiveram, cada um, um total de 4 acertos na prova.
A mediana dos números de acertos é igual a Moda é o número que mais aparece, no caso o 15.

a) 1,5 7. (COSANPA - QUÍMICO – FADESP/2017) Algumas De-


b) 2 terminações do teor de sódio em água (em mg L-1) foram
c) 2,5 executadas (em triplicata) paralelamente por quatro labo-
d) 3 ratórios e os resultados são mostrados na tabela abaixo.
e) 3,5
Replicatas Laboratório
Resposta: Letra B.
Como 24 é um número par, devemos fazer a segunda 1 2 3 4
regra: 1 30,3 30,9 30,3 30,5
MATEM[ÁTICA

2 30,4 30,8 30,7 30,4


3 30,0 30,6 30,4 30,7
Média 30,20 30,77 30,47 30,53

92
Desvio 0,20 0,15 0,21 0,15 x/13=1998
Padrão X=13.1998
X=25974
Vamos chamar de y o funcionário contratado com me-
Utilize essa tabela para responder à questão.
nor valor e, portanto, 1,1y o com 10% de salário maior,
O laboratório que apresenta o maior erro padrão é o
pois ele ganha y+10% de y
de número
Y+0,1y=1,1y
(x+y+1,1y)/15=2013
a) 1.
25974+2,1y=15∙2013
b) 2.
2,1y=30195-25974
c) 3.
2,1y=4221
d) 4.
Y=2010
Resposta: Letra C.
10. (PREF. DE NITERÓI – AGENTE FAZENDÁRIO –
Como o desvio padrão é maior no 3, o erro padrão é
FGV/2015) Os 12 funcionários de uma repartição da pre-
proporcional, portanto também é maior em 3.
feitura foram submetidos a um teste de avaliação de co-
nhecimentos de computação e a pontuação deles, em uma
8. (ANAC – ANALISTA ADMINISTRATIVO- ESAF/2016)
escala de 0 a 100, está no quadro abaixo.
Os valores a seguir representam uma amostra
50 55 55 55 55 60
331546248
62 63 65 90 90 100
Então, a variância dessa amostra é igual a
O número de funcionários com pontuação acima da média
é:
a) 4,0
b) 2,5.
a) 3;
c) 4,5.
b) 4;
d) 5,5
c) 5;
e) 3,0
d) 6;
e) 7.
Resposta: Letra C.
Resposta: Letra A.

M=66,67
Apenas 3 funcionários estão acima da média.

9. (MPE/SP – OFICIAL DE PROMOTORIA I – VU-


NESP/2016) A média de salários dos 13 funcionários de
uma empresa é de R$ 1.998,00. Dois novos funcionários
foram contratados, um com o salário 10% maior que o do
outro, e a média salarial dos 15 funcionários passou a ser
R$ 2.013,00. O menor salário, dentre esses dois novos fun-
cionários, é igual a

a) R$ 2.002,00.
b) R$ 2.006,00.
c) R$ 2.010,00.
d) R$ 2.004,00.
MATEM[ÁTICA

e) R$ 2.008,00.

Resposta: Letra C.
Vamos chamar de x a soma dos salários dos 13 funcio-
nários

93
SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS #FicaDica
A) LEI DE FORMAÇÃO DE UMA SEQUÊNCIA.
Na matemática, achar uma expressão que
B) PROGRESSÕES ARITMÉTICAS E
possa descrever a sequência numérica em
GEOMÉTRICAS: TERMO GERAL, SOMA DOS
função da posição do termo na mesma torna-
TERMOS E PROPRIEDADES. se conveniente e necessário para se usar essa
teoria. Os exemplos a seguir exemplificam esse
conceito.
SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS

1. Definição
Ex: (1,2,3,4,…)→ Essa sequência pode ser descrita como
O diário do professor é composto pelos nomes de seus sendo: an = n . Ou seja, qualquer termo da sequência é
alunos e esses nomes obedecem a uma ordem (são es- exatamente o valor de sua posição.
critos em ordem alfabética). Essa lista de nomes (diário)
pode ser considerada uma sequência. Os dias do mês são Ex: (5,8,11,14,…)→ Essa sequência pode ser descrita
dispostos no calendário obedecendo a certa ordem que como sendo: an = 3n + 2 . Ou seja, qualquer termo da se-
também é um tipo de sequência. Assim, sequências estão quência é o triplo da sua posição somado 2.
presentes no nosso dia a dia com mais frequência que você
pode imaginar. Ex: (0,3,8,15,…)→ Essa sequência pode ser descrita como
A definição formal de sequência é todo conjunto ou sendo: an = n2 − 1 . Ou seja, qualquer termo da sequência
grupo no qual os seus elementos estão escritos em uma é o quadrado da sua posição subtraído 1.
determinada ordem ou padrão. No estudo da matemáti-
ca estudamos obviamente, as sequências numéricas. Essa expressão de an é definida como expressão do
Ao representarmos uma sequência numérica, deve- termo geral da sequência.
mos colocar seus elementos entre parênteses. Veja alguns
exemplos de sequências numéricas:
EXERCÍCIO COMENTADO
Ex: (2,4,6,8,10,12,…)→ números pares positivos.
Ex: (1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11...)→ números naturais.
Ex: (10,20,30,40,50...)→ números múltiplos de 10. 1. (FCC-2016 – Modificado) Determine o termo geral da
Ex: (10,15,20,30)→ múltiplos de 5, maiores que 5 e me- sequência numérica:
nores que 35.
1 3 5 7
Pelos exemplos, observou-se dois tipos básicos de se- , , , , … , an
2 4 6 8
quências:

Sequência finita: Sequência numérica onde a quanti- Resposta: Mediante análise dos termos da sequência,
dade dos elementos é finita. nota-se que termo geral é
Sequência infinita: Sequência que seus elementos se- 2n − 1
guem ao infinito. an =
2n
2. Representação
2. (FCC-2016) A sequência numérica 1/2, 3/4, 5/6, 7/8;...é
Em uma sequencia numérica qualquer, o primeiro ter- ilimitada e criada seguindo o mesmo padrão lógico. A diferença
mo será representado por uma letra minúscula seguido entre o 500º e o 50º termos dessa sequência é igual a:
de sua posição na sequência. Assim, o primeiro termo é
representado por , o segundo termo é , o terceiro e assim a) 0,9
por diante. b) 9
c) 0,009
d) 0,09
FIQUE ATENTO! e) 0,0009
Em uma sequência numérica finita desconhe-
cida, o último elemento (chamado por exem- Resposta: Letra C. Utilizando o termo geral dessa se-
MATEM[ÁTICA

plo de n-ésimo termo) é representado por an . 2n − 1


quência an = , facilmente a500 e a50 são iden-
2n
tificados.
Substituindo para n=500 e n=50 , chega-se ao resultado.

94
1. Definições
MATRIZES, DETERMINANTES E SISTEMAS
LINEARES Chamamos de matriz m x n (m Є N e n Є N ) qualquer
∗ ∗

A) MATRIZES: CONCEITO, TIPOS ESPECIAIS, tabela formada por m x n (m elementos


Є N e n Є(informações) dis-
∗ N∗ )
OPERAÇÕES E MATRIZ INVERSA. postos em m linhas e n colunas.
B) DETERMINANTES: CONCEITO,
RESOLUÇÃO E PROPRIEDADES. Exemplos:
C) SISTEMAS LINEARES: RESOLUÇÃO, 1 0 −2 3 é uma matriz 2 x 4 (duas linhas e
a)
CLASSIFICAÇÃO E DISCUSSÃO. 1 1 3 2
por quatro colunas)
MATRIZ
1 0 1
Exemplo prático b) 2 3 3 é uma matriz 3x3 (três linhas por três
1 4 2
A tabela seguinte mostra a situação das equipes no
Campeonato Paulista de Basquete masculino. colunas)

c) 1 0 3 é uma matriz 1x3 (uma linha e três co-


Campeonato Paulista – Classificação lunas)
Time Pontos
d) 2 é uma matriz 2x1 (duas linhas e uma coluna)
1º Tilibra/Copimax/Bauru 20 0

2º COC/Ribeirão Preto 20
3º Unimed/Franca 19 O nome de uma matriz é dado utilizando letras maiús-
culas do alfabeto latino, (A,B,C,D... por exemplo), enquanto
4º Hebraica/Blue Life 17 os elementos da matriz são indicados por letras latinas mi-
5º Uniara/Fundesport 16 núsculas (a,b,c,d...), a mesma do nome de matriz, com dois
índices, que indicam a linha e a coluna que o elemento
6º Pinheiros 16
ocupa na matriz.
7º São Caetano 16 Assim, um elemento genérico da matriz é representado
8º Rio Pardo/Sadia 15 por aij .
O primeiro índice, i, indica a linha que esse elemento
9º Valtra/UBC 14 ocupa na matriz, e o segundo índice, j, a coluna desse co-
10º Unisanta 14 mando.
11º Leitor/Casa Branca 14 Exemplo:
12º Palmeiras 13
13º Santo André 13 Na matriz B de ordem 2x3 temos:

14º Corinthians 12 B=
1 0 3
2 −1 4
15º São José 12

Fonte: FPB (Federação Paulista de Basquete) b11 = 1; b12 = 0; b13 = 3;


Folha de S. Paulo – 23/10/01 b21 = 2; b22 = −1; b23 = 4.

Observando a tabela, podemos tirar conclusões por


meio de comparações das informações apresentadas, por Observação: O elemento b23, por exemplo, possui a se-
exemplo: guinte leitura: “b dois três”.

 COC/Ribeirão lidera a classificação com 20 pontos De uma forma geral, a matriz A, de ordem m x n, é re-
juntamente com Tilibra/Bauru presentada por:
 Essa informação encontra-se na 2ª linha e 3ª coluna. a11 ⋯ a1n
A= ⋮ ⋱ ⋮
MATEM[ÁTICA

Ou seja, esta tabela nos oferece valores numéricos nos am1 ⋯ amn
quais podemos tirar determinadas conclusões.

Ou com a notação abreviada: A = aij


mxn

95
2. Matrizes Especiais Exemplo:

Apresentamos aqui a nomenclatura de algumas matri- 2 0 0


zes especiais: A= 0 1 0
0 0 3
a) Matriz Linha: É a matriz que possui uma única linha.
Exemplos:
f) Matriz Identidade: É a matriz diagonal que apresenta
A = −1 0 todos os elementos da diagonal principal iguais a 1 e
B= 1 0 0 2 os outros iguais a 0. Representamos a matriz identi-
dade de ordem n por In.
Exemplo:
b) Matriz Coluna: É a matriz que possui uma única
coluna. 1 0
I2 =
Exemplos: 0 1
2 1 0 0
A=
1 I3 = 0 1 0
0 0 0 1
B = −1
3 Observação: Para uma matriz identidade In = (aij)n x n

c) Matriz Nula: É a matriz que possui todos os g) Matriz Transposta: Dada uma matriz A, chamamos
elementos iguais a zero. de matriz transposta de A à matriz obtida de A trocando-
Exemplos: -se “ordenadamente”, suas linhas por colunas. Indicamos a
matriz transposta de A por At.
0 0 Exemplo:
A=
0 0 1 2
1 0 3
0 0 0 Se, A = , então: At = 0 1
B= 2 1 4
0 0 0 3 4

d) Matriz Quadrada: É a matriz que possui o número Observação importante: Se uma matriz A é de ordem m
de linhas igual ao número de linhas igual ao número x n, a matriz At, transposta de A, é de ordem n x m.
de colunas.
Exemplo: 3. Igualdade de Matrizes

1 0 Sendo A e B duas matriz de mesma ordem, dizemos


A= que um elemento de matriz A é correspondente a um ele-
3 −2
mento de B quando eles ocupam a mesma posição nas res-
pectivas matrizes.
Vale destacar que quando uma matriz não é quadrada, Exemplo:
ela é chamada de matriz retangular.
Sendo A e B duas matrizes de ordem 2 x 2,
e) Matriz Diagonal: Dada uma matriz quadrada de or- a11 a12 b11 b12
dem n, chamamos de diagonal principal da matriz ao A= a a22 e B = b21
conjunto dos elementos que possuem índices iguais. 21 b22
Exemplo:
{a11 , a22 , a33 , a44 } São elementos correspondentes de A e B, os pares: a11 e
é a diagonal principal da matriz A b11; a12 e b12; a21 e b21; a22 e b22.
(4x4).
Assim, duas matrizes A e B são iguais se, e somente se,
Além disso, a matriz quadrada que apresenta todos os têm a mesma ordem e os elementos correspondentes são
MATEM[ÁTICA

elementos, não pertencentes à diagonal principal, iguais a iguais.


zero, é definida como matriz diagonal.
Indica-se, portanto: A = B ou A = (aij)n x n e B = (bij)p x q

96
5. Multiplicação de Matrizes por um Número Real
IMPORTANTE: Dada uma matriz A = aij ,
mxn
dizemos que uma matriz B = bij é oposta de A Consideremos uma matriz A, de ordem m x n, e um nú-
mxn mero real c . O produto de por A é uma matriz B, de ordem m
quando bij = −aij para todo i, 1 ≤ i ≤ m, e todo j, 1 x n, obtida quando multiplicamos cada elemento de A por c .
≤ j ≤ n. Indicamos:
Exemplo: B = c � A
3 −1 −3 1
A= , temos que: B = −A = Exemplo:
2 4 −2 −4
1 3
A= e c = 2, temos que:
4. Adição e Subtração de Matrizes 2 5
2�1 2�3 2 6
Dadas duas matrizes A e B, de mesma ordem m x n, c�A= 2�A = =
denominamos soma da matriz A com a matriz B à matriz
2�2 2�5 4 10
C, de ordem m x n, cujos elementos são obtidos quando
somamos os elementos correspondentes das matrizes A e 6. Produto entre matrizes
B. Indicamos:
O produto (linha por coluna) de uma matriz A = aij
m xp
C = A + B por uma matriz B = bij pxn
é uma matriz , de modo que
Assim: cada elemento cij é obtido multiplicando-se ordenada-
1 3 4 2 1 1 3 4 5 mente os elementos da linha i de A pelos elementos da
+ = coluna j de B, e somando-se os produtos assim obtidos.
2 1 −2 3 2 3 5 3 1

Propriedades da Adição: Sendo A, B e C matrizes m x n FIQUE ATENTO!


e O a matriz nula m x n , valem as seguintes propriedades. Só existe o produto de uma matriz A por uma
matriz B se o número de colunas de A é igual
a) A + B = B + A (Comutativa) ao número de linhas de B.
b) A + B + C = A + (B + C) (Associativa)
c) A + O = O + A = A (Elemento Neutro) Propriedades: Sendo A uma matriz de ordem m x n,
B e C matrizes convenientes (ou seja, o produto entre
d) A + −A = O (Elemento Oposto)
elas é possível), são válidas as seguintes propriedades.
e) A + B t = At + B t
a) A � B � C = A � (B � C) – Associativa
b) C � A + B = C � A + C � B – Distributiva pela esquerda
Metodologia: Consideremos duas matrizes A e B, am- c) A + B � C = A � C + B � C – Distributiva pela direita
bas de mesma ordem . Chamamos de diferença entre A e B
d) A � In = Im � A = A – Elemento neutro
(indicamos com ) a soma de A com a oposta de B.
e) A � B t = B t � At
A – B = A + (−B)

Exemplo:
#FicaDica
3 2 4 5
A= eB= Para a multiplicação de matrizes não vale
1 −2 −2 1 a propriedade comutativa (A B ≠ B A). Esta
propriedade só é verdadeira em situações
3 2 −4 −5 especiais, quando dizemos que as matrizes são
A − B = A + −B = + comutáveis.
1 −2 2 −1
3−4 2−5 −1 −3
= =
1 + 2 −2 − 1 3 −3 7. Matriz Inversa
MATEM[ÁTICA

Na prática, para obtermos a subtração de matrizes de No conjunto dos números reais, para todo a ≠ 0, exis-
mesma ordem, basta subtrairmos os elementos correspon- te um número b, denominado inverso de a, satisfazendo a
dentes. condição:
a � b = b � a = 1

97
1 −
1 Portanto, a matriz A é inversível e sua inversa é única,
Normalmente indicamos o inverso de a por ou a cuja matriz é:
a
Analogamente para as matrizes temos que uma matriz 1 −1
B = A−1 =
A, quadrada de ordem n, é dita inversível se, e somente se, −2 3
existir uma matriz B, quadrada de ordem n, tal que:
Propriedades: Sendo A e B matrizes quadradas de or-
A � B = B � A = In dem n e inversíveis, temos as seguintes propriedades:

a) A−1 −1 = A
A matriz B é denominada inversa de A e indicada por b) A−1 t = At −1
A−1 .
c) A � B −1 = B −1 � A−1
Exemplo:
4 −3
Verifique que a matriz B = é a inversa da
−1 1
matriz A =
1 3
. Para isso, basta realizar o produto en- DETERMINANTES
1 4
tre elas e verificar se o resultado será a matriz identidade: Chamamos de determinante a teoria desenvolvida por
matemáticos dos séculos XVII e XVIII, como Leibniz e Seki
1 3 4 −3 1 0 Shinsuke Kowa, que procuravam uma fórmula para deter-
A�B= � = minar as soluções de Sistemas Lineares.
1 4 −1 1 0 1
Ou Esta teoria consiste em associar a cada matriz quadrada
A, um único número real que denominamos determinante
4 −3 1 3 1 0 de A e que indicamos por “det A” ou colocamos os ele-
B�A = � =
−1 1 1 4 0 1 mentos da matriz A entre duas barras verticais, como no
exemplo abaixo:

Como A � B = B � A = I2 , a matriz B é a inversa


1 2 1 2
de A, isto é, B = A−1 . A= → det A =
4 5 4 5
IMPORTANTE: É bom observarmos que, de acordo com
No estudo de determinantes, vamos analisar diversos
a definição, a matriz A também − é a inversa de B, isto é,

tamanhos de matrizes, iniciando, pelo menor, ou seja, uma
A = B −1 , ou seja, A = A .
1 1

matriz de ordem 1 passando pela ordem 2 e ordem 3. De-


terminantes maiores são muito raros de serem cobrados
Exemplo:
3 1 em concursos públicos.
Encontre a matriz inversa da matriz A = 2 1 , se existir.
Neste caso, teremos que encontrar individualmente os ter-
1. Determinante de uma Matriz de Ordem 1
mos da matriz inversa, que chamaremos de B.
Seja a matriz quadrada de ordem 1: A = [a11 ] , o deter-
Supondo que B = a b é a matriz inversa de A, temos:
c d minante dessa matriz é o próprio número dentro da matriz:
3 1 a b 1 0
A�B= . =
2 1 c d 0 1 det A = a11 = a11

Fazendo a multiplicação, encontraremos o seguinte re- Exemplos:


sultado:
3a + c 3b + d
=
1 0 A = −2 → det A = −2
2a + c 2b + d 0 1
B = 5 → det B = 5
C = [0] → det C = 0
Logo, teremos dois sistemas lineares, 2x2:


3a + c = 1
e�
3b + d = 0 2. Determinante de uma Matriz de ordem 2
2a + c = 0 2b + d = 1
a11 a12
MATEM[ÁTICA

Seja a matriz quadrada de ordem 2: A = a a22


Resolvendo os sistemas, encontramos: . O determinante dessa matriz será o número: 21
a = 1, b = −1, c = 2 e d = 3
a11 a12
Assim, B =
1 −1 det A = a a22 = a11 � a22 − a21 � a12
−2 3 21

98
#FicaDica det A = a11 � a22 � a33 + a12 �
Para facilitar a memorização desse número,
a23 � a31 + a21 � a32 � a13 −
podemos dizer que o determinante é a a31 � a22 � a13 − a21 � a12 �
diferença entre o produto dos elementos da a33 − a11 � a32 � a23
diagonal principal e o produto dos elementos
da diagonal secundária.

Exemplos:

1 2
A=
5 3
det A = 1 � 3 − 5 � 2 = 3 − 10 = −7
4. Propriedades dos determinantes

2 −1 Apresentamos, a seguir, algumas propriedades que vi-


B= sam a simplificar o cálculo dos determinantes:
2 3
det B = 2 � 3 − 2 � −1 = 6 + 2 = 8
a) O determinante de uma matriz A é igual ao de sua
transposta At.
3. Determinante de uma Matriz de Ordem 3
Exemplo:
Seja a matriz quadrada de ordem 3: Demonstração no determinante 2x2:
a b a c
a11 a12 a13 A= e At =
c d b d
A = a21 a22 a23
a31 a32 a33
det A = a � d − b � c
O determinante desta matriz será uma soma de produ- det At = a � d − b � c = det A
tos intercalados de três em três números, ou seja:
b) Se B é a matriz que se obtém de uma matriz quadra-
det A da A, quando trocamos entre si a posição de duas
= a11 � a22 � a33 + a12 � a23 filas (linhas ou colunas) paralelas, então:

� a31 + a21 � a32 � a13 − a31 detB = −detA


� a22 � a13 − a21 � a12 � a33
− a11 � a32 � a23 Exemplo.

Demonstração no determinante 2x2:


Para memorizarmos a definição de determinante de or-
a b c a
dem 3, usamos a regra prática denominada Regra de Sar- A= eB=
rus: c d d b

1) Repetimos a 1º e a 2º colunas às direita da matriz. B foi obtida trocando de posição a primeira e segunda
coluna de A. Assim:
a11 a12 a13 a11 a13
det A = a21 a22 a23 a21 a23 det A = a � d − b � c
a31 a32 a33 a31 a31 det B = c � b − a � d = − det A

2) Multiplicando os termos entre si, seguindo os traços Um ponto importante é se por exemplo, montarmos
MATEM[ÁTICA

em diagonal e associando o sinal indicado dos pro- uma matriz C trocando de posição agora a primeira e se-
dutos, temos: gunda linha de B:
d b
C=
c a

99
Calculando o determinante: 1 2 4 3 8 5
Exemplo: A = ,B= , logo: A � B =
detC = a � d − b � c = −detB = det A 0 3 2 1 6 3

Assim, cada troca de linha ou coluna irá acarretar uma 1 2


det A = =3
troca de sinal do determinante. Logo, se fizemos uma 0 3
quantidade par de trocas (2,4,6,...) o determinante perma-
nece com o mesmo sinal. Já se fizermos uma quantidade 4 3
de trocas ímpar (1,3,5...) o determinante inverte de sinal.
det B = = 4 − 6 = −2
2 1

c) Seguindo a propriedade 2, se uma matriz possuir


8 5
duas linhas ou colunas idênticas, o seu determinan- det AB = = 24 − 30 = −6 = 3 � (−2)
te será 0. Justificativa: A matriz que obtemos de A, 6 3
quando trocamos entre si as duas filas (linha ou co-
luna “iguais”, é igual a A. Assim, de acordo com a Consequências: Sendo A uma matriz quadrada e
propriedade 2, escrevemos que detA = −detA , temos:
. O único resultado possível para isso é detA = 0.−detA n n
det(A ) = detA
d) Sendo A uma matriz quadrada de ordem n, e uma
matriz k.A é obtida multiplicando todos os elemen- E no caso da matriz inversa:
tos de A por k, então: 1
detA−1 =
det(k � A) = kn � detA det A

a b c ka kb kc
Exemplo: A = d e f → k � A = kd ke kf
g h i kg kh ki EXERCÍCIO COMENTADO

Se você calcular o determinante, encontrará k 3 � det A 1. (BRDE – Analista de Sistema – FUNDATEC/2015)


2 3
2 3
Considere as seguintes matrizes: A = 4 6 , B = 4 5 e
e) Teorema de Jacobi: O determinante não se altera, 2 1 0 , a solução de é: 6 6
quando adicionamos uma fila qualquer com outra C=
4 6 7
fila paralela multiplicada por um número.
a) Não tem solução, pois as matrizes são de ordem diferentes.
Exemplo:
Considere o determinante 10 14
b)
78 90
a b c 2 3
c)
det A = d e f 4 5
g h i 6 6
d)
20 36
Somando a 3ª coluna com a 1ª multiplicada por m, teremos: 8 11
e)
74 84

Resposta: Letra B.
2 3
2 1 0 2 3 8 11 2 3 10 14
4 5 + = + =
Calculando o determinante, você verá que det B = det A 4 6 7 4 6 74 84 4 6 78 90
6 6

f) Uma consequência do teorema de Jacobi é que se


uma fila de uma matriz é a soma de múltiplos de 2. (Pref. Agudo-SP – Auxiliar Administrativo - OBJE-
filas paralelas (combinação linear de filas paralelas), TIVA/2015) Dadas as matrizes A = 7 8 e B = x 2 e ,
3 x 3 9
o determinante é igual a zero. qual deverá ser o valor de x para que se tenha det A = det B .

g) Teorema de Binet: Sendo A e B matrizes quadradas a) -14


MATEM[ÁTICA

de mesma ordem, então: b) 3


det(A � B) = detA � detB c) -9
d) 5

100
Resposta: Letra C.
A � X = B ⇒ A−1 � A � X = A−1 � B
7 8
=
x 2
→ 7x − 24 = 9x − 6 → 2x = −18 → x = −9 ⇒ I � X = A−1 � B
3 x 3 9
⇒ X = A−1 � B

SISTEMAS LINEARES 2.Sistemas Lineares 2x2

1. Definição Um exemplo de sistema 2 x 2, possui duas equações e


duas incógnitas (x e y) é:
Sistemas lineares são conjuntos de 2 ou mais equações
lineares, onde procura-se valores das incógnitas, chamadas
de X = x1 , x2, x3 … e xn que atendam simultaneamen- 3𝑥 − 𝑦 = 6
te todas as equações lineares: �
2𝑥 + 2𝑦 = 20

Há diversos métodos utilizados para resolver um siste-


ma linear 2 x 2. Aqui, destacam-se dois deles: método da
adição e método da substituição.

2.1. Método da Adição

Onde O método da adição consiste em multiplicar uma (ou


a11 , a12 , … , ann e b1, b2 , … , bn ambas) das equações por um valor de modo que, ao so-
são números reais. mar-se as duas equações, uma das incógnitas seja elimi-
nada. Para isso, a incógnita a ser eliminada deve possuir o
1.1. Classificação de Sistemas Lineares mesmo número multiplicando-a em ambas as equações,
porém com sinais opostos. Utilizando o exemplo:
Considerando um sistema de n equações lineares, po-
demos classificá-lo de 3 formas possíveis: 3𝑥 − 𝑦 = 6

2𝑥 + 2𝑦 = 20
Impossível: Quando não existem valores de
X = (x1 , x2, x3 … e xn) que satisfaçam todas as n
equações lineares. Uma maneira de resolver o sistema pelo método da adi-
ção consiste em eliminar a variável “y”. Na primeira equa-
Possível e Indeterminado: Quando existem infinitas ção a variável “y” está multiplicada por -1, enquanto que
possibilidades para X = (x1 , x2, x3 … e xn ) que aten- na segunda equação, está multiplicada por 2. Se a primei-
dem todas as equações; ra equação for multiplicada por , em ambas as equações
a variável “y” estará multiplicada por 2 porém com sinais
Possível e determinado: Quando apenas um único opostos.
conjunto de X = (x1 , x2, x3 … e xn ) satisfaz as equa-
ções lineares.

1.2. Associação de Sistemas Lineares com Matrizes

Podemos escrever qualquer sistema linear da seguinte


forma, separando as constantes das incógnitas: Somando-se ambas as equações após multiplicar a pri-
meira equação por 2, tem-se:

6x − 2y + 2x + 2y = 12 + 20
→ 8x = 32
→x=4
MATEM[ÁTICA

Após encontrar o valor de uma das variáveis, basta


substituir esse valor em qualquer uma das equações e en-
Se det A ≠ 0 , a matriz possui inversa e assim pode- contrar o valor da outra variável. Substituindo na primeira
mos isolar X da seguinte maneira: equação:

101
3x − y = 6
→ 3×4−y =6
→ 12 − y = 6
→y=6
Assim, S = 4,6

2.2. Método da Substituição

Este método consiste em isolar uma das incógnitas em uma das equações e substituir na outra equação. Retomando o
mesmo exemplo:

3𝑥 − 𝑦 = 6

2𝑥 + 2𝑦 = 20

É possível isolar qualquer uma das variáveis em qualquer uma das equações. Isolando a variável “y” na primeira
equação:
y = 3x − 6

Substitui-se essa expressão para “y” na segunda equação:


2x + 2 3x − 6 = 20

Agora, resolve-se essa equação do primeiro grau:

2x + 6x − 12 = 20
2x + 6x = 20 + 12
8x = 32
32
x= =4
8

Utiliza-se a expressão encontrada anteriormente para “y” para encontrar o valor dessa incógnita:
y = 3x − 6
→ y = 3 × 4 − 6 = 12 − 6
→y=6
Assim: S = 4,6

3. Sistemas Lineares 3x3 ou maiores.

Todos os sistemas lineares podem ser resolvidos pelo método da substituição apresentado acima. Porém, com mais
equações, ele vai se tornando bem trabalhoso. Desta forma, um método mais rápido é sugerido, chamado de método de
Cramer. Utiliza-se a notação matricial e o conceito de determinantes para resolver:

Ex:
MATEM[ÁTICA

Primeiro, calcula-se DA = det A . Também serão calculados determinantes auxiliares, substituindo uma coluna corres-
pondente da matriz A, pela matriz B:

102
, e

Os valores das incógnitas são calculados da seguinte maneira:

Dx1 Dx2 Dx3


x1 = , x2 = , x3 =
DA DA DA

Exemplo: Resolva pelo método de Cramer o seguinte Sistema Linear:

Transformando em forma matricial:

1 2 −1 x 2
2 −1 1 y = 3
1 1 1 z 6

Calculando os determinantes:

1 2 −1
DA = 2 −1 1 = −7
1 1 1

2 2 −1
Dx = 3 −1 1 = −7
6 1 1

1 2 −1
Dy = 2 3 1 = −14
1 6 1

1 2 2
Dz = 2 −1 3 = −21
1 1 6
Logo:
Dx −7
x= = =1
DA −7

Dy −14
y= = =2
DA −7

D −21
z = Dz = =3
MATEM[ÁTICA

A −7

103
Obs: Aqui usamos o método da soma, mas como ex-
#FicaDica posto no texto, podemos usar o método de Cramer.

Sistemas lineares de ordem 3x3 ou maiores 2. (PM SP 2014 – VUNESP).  Em um lote de xícaras de
não precisam ser necessariamente resolvidos porcelana, a razão entre o número de xícaras com defeitos
usando o método de Cramer. Fica a cargo do e o número de xícaras perfeitas, nesta ordem, é 2/3. Se o
estudante escolher um forma que pareça ser número total de xícaras do lote é 320, então, a diferença
mais fácil. entre o número de xícaras perfeitas e o número de xícaras
com defeitos, nesta ordem, é:

a) 56.
b) 78.
EXERCÍCIOS COMENTADOS c) 93.
d) 85.
e) 64.
1. (VUNESP/2010) Considere o seguinte sistema linear:
Resposta: Letra E
Vamos denominar:
x = número de xícaras com defeitos
y = número de xícaras perfeitas

Sabendo disto, temos as seguintes equações:


Pode-se afirmar que o valor de z é x 2
= ,
y 3
a) –2.
ou seja,
b) –1.
c) 0. 2y
x =
d) 1. 3
x + y = 320
e) 2.
Temos um sistema de equações de primeiro grau. Subs-
Resposta: Letra E. tituindo a primeira na segunda equação:
Para esse caso o método da soma é utilizado: 2y
+ y = 320
3
(multiplicando ambos os lados por 3)
2y + 3y = 320 � 3
5y = 960
y = 960/5 = 192
Calculando x:
x = 2 y⁄3 = 2 � 192⁄3 = 128
Daí,
y – x = 192 – 128 = 64
MATEM[ÁTICA

4y + 2z = 4
−4y − 4z = −8
− 2z = − 4
z = 2

104
- Pontos colineares pertencem à mesma reta.
GEOMETRIA PLANA
A) CONGRUÊNCIA DE FIGURAS PLANAS.
B) SEMELHANÇA DE TRIÂNGULOS.
C) RELAÇÕES MÉTRICAS NOS TRIÂNGULOS,
POLÍGONOS REGULARES E CÍRCULOS.
D) INSCRIÇÃO E CIRCUNSCRIÇÃO DE
POLÍGONOS REGULARES.
E) ÁREAS DE POLÍGONOS, CÍRCULO, COROA
E SETOR CIRCULAR.
- Três pontos determinam um único plano.

INTRODUÇÃO A GEOMETRIA PLANA

1. Ponto, Reta e Plano


A definição dos entes primitivos ponto, reta e plano é
quase impossível, o que se sabe muito bem e aqui será o
mais importante é sua representação geométrica e espa-
cial.

1.1. Representação, (notação)


- Se uma reta contém dois pontos de um plano, esta
reta está contida neste plano.
→ Pontos serão representados por letras latinas maiús-
culas; ex: A, B, C,…
→ Retas serão representados por letras latinas minús-
culas; ex: a, b, c,…
→ Planos serão representados por letras gregas minús-
culas; ex: β,∞,α,...

1.2. Representação gráfica

- Duas retas são concorrentes se tiverem apenas um


ponto em comum.

Postulados primitivos da geometria, qualquer postula-


do ou axioma é aceito sem que seja necessária a prova,
contanto que não exista a contraprova. Observe que . Sendo que H está contido na reta r e na
- Numa reta bem como fora dela há infinitos pontos reta s.
distintos.
- Dois pontos determinam uma única reta (uma e so- Um plano é um subconjunto do espaço de tal modo
mente uma reta). que quaisquer dois pontos desse conjunto podem ser li-
gados por um segmento de reta inteiramente contida no
conjunto.
Um plano no espaço pode ser determinado por qual-
quer uma das situações:

- Três pontos não colineares (não pertencentes à mes-


ma reta);
MATEM[ÁTICA

- Um ponto e uma reta que não contem o ponto;


- Um ponto e um segmento de reta que não contem o
ponto;
- Duas retas paralelas que não se sobrepõe;

105
- Dois segmentos de reta paralelos que não se sobrepõe; Planos normais são aqueles cujo ângulo diedral é um
- Duas retas concorrentes; ângulo reto (90°).
- Dois segmentos de reta concorrentes.
Duas retas (segmentos de reta) no espaço podem ser:
paralelas, concorrentes ou reversas. Razão entre Segmentos de Reta
Duas retas são ditas reversas quando uma não tem
interseção com a outra e elas não são paralelas. Pode-se Segmento de reta é o conjunto de todos os pontos de
pensar de uma reta r desenhada no chão de uma casa e uma reta que estão limitados por dois pontos que são as
uma reta s desenhada no teto dessa mesma casa. extremidades do segmento, sendo um deles o ponto inicial
e o outro o ponto final. Denotamos um segmento por duas
letras como, por exemplo, AB, sendo A o início e B o final
do segmento.
Ex: AB é um segmento de reta que denotamos por AB.

Uma reta é perpendicular a um plano no espaço , se ela


intersecta o plano em um ponto P e todo segmento de reta Segmentos Proporcionais
contido no plano que tem P como uma de suas extremida-
des é perpendicular à reta. Proporção é a igualdade entre duas razões equivalentes.
De forma semelhante aos que já estudamos com números
racionais, é possível estabelecer a proporcionalidade entre
segmentos de reta, através das medidas desse segmentos.
Vamos considerar primeiramente um caso particular
com quatro segmentos de reta com suas medidas apresen-
tadas na tabela a seguir:

Uma reta r é paralela a um plano no espaço , se existe uma m(AB) = 2cm m(PQ) =4 cm
reta s inteiramente contida no plano que é paralela à reta dada. m(CD) = 3cm m(RS) = 6cm
Seja P um ponto localizado fora de um plano. A dis-
tância do ponto ao plano é a medida do segmento de reta A razão entre os segmentos e e a razão entre os seg-
perpendicular ao plano em que uma extremidade é o pon- mentos e , são dadas por frações equivalentes, isto é: ; PQ/
to P e a outra extremidade é o ponto que é a interseção RS = 4/6 e como , segue a existência de uma proporção
entre o plano e o segmento. entre esses quatro segmentos de reta. Isto nos conduz à
Se o ponto P estiver no plano, a distância é nula. definição de segmentos proporcionais.
Diremos que quatro segmentos de reta, , , e , nesta
ordem, são proporcionais se: .
Os segmentos e são os segmentos extremos e os seg-
mentos e são os segmentos meios.
A proporcionalidade acima é garantida pelo fato que
existe uma proporção entre os números reais que repre-
sentam as medidas dos segmentos:
Planos concorrentes no espaço são planos cuja interse-
ção é uma reta. Feixe de Retas Paralelas
Planos paralelos no espaço são planos que não tem
interseção. Um conjunto de três ou mais retas paralelas num plano
Quando dois planos são concorrentes, dizemos que tais é chamado feixe de retas paralelas. A reta que intercepta
planos formam um diedro e o ângulo formado entre estes as retas do feixe é chamada de reta transversal. As retas a,
dois planos é denominado ângulo diedral. Para obter este b, c e d que aparecem no desenho anexado, formam um
ângulo diedral, basta tomar o ângulo formado por quais- feixe de retas paralelas enquanto que as retas s e t são retas
quer duas retas perpendiculares aos planos concorrentes. transversais.
MATEM[ÁTICA

106
#FicaDica
Uma proporção entre segmentos pode
ser formulada de várias maneiras. Se
um dos segmentos do feixe de paralelas
for desconhecido, a sua dimensão pode
ser determinada com o uso de razões
proporcionais.

Ângulos

Ângulo: Do latim - angulu (canto, esquina), do grego -


gonas; reunião de duas semi-retas de mesma origem não
colineares.
Teorema de Tales: Um feixe de retas paralelas deter-
mina sobre duas transversais quaisquer, segmentos pro-
porcionais. A figura abaixo representa uma situação onde
aparece um feixe de três retas paralelas cortadas por duas
retas transversais.

Ângulo Agudo: É o ângulo, cuja medida é menor do


que 90º.

Identificamos na sequência algumas proporções:

Ex: Consideremos a figura ao lado com um feixe de re-


tas paralelas, sendo as medidas dos segmentos indicadas
em centímetros.
Ângulo Central

a) Da circunferência: é o ângulo cujo vértice é o centro


da circunferência;
b) Do polígono: é o ângulo, cujo vértice é o centro do
polígono regular e cujos lados passam por vértices
consecutivos do polígono.

Assim:
MATEM[ÁTICA

B C⁄A B = E F⁄D E
A B⁄D E = B C⁄E F
D E⁄A B = E F⁄B C Ângulo Circunscrito: É o ângulo, cujo vértice não per-
tence à circunferência e os lados são tangentes à ela.

107
Ângulos Complementares: Dois ângulos são comple-
mentares se a soma das suas medidas é 900.

Ângulo Inscrito: É o ângulo cujo vértice pertence a


uma circunferência e seus lados são secantes a ela.

Ângulos Congruentes: São ângulos que possuem a


mesma medida.

Ângulo Obtuso: É o ângulo cuja medida é maior do


que 90º.
Ângulos Opostos pelo Vértice: Dois ângulos são
opostos pelo vértice se os lados de um são as respectivas
semi-retas opostas aos lados do outro.

Ângulo Raso:

- É o ângulo cuja medida é 180º;

Ângulos Suplementares: Dois ângulos são ditos suple-


mentares se a soma das suas medidas de dois ângulos é
- É aquele, cujos lados são semi-retas opostas. 180º.

Ângulo Reto:

- É o ângulo cuja medida é 90º;


- É aquele cujos lados se apóiam em retas perpendicu-
lares.

Grau: (º): Do latim - gradu; dividindo a circunferência


MATEM[ÁTICA

em 360 partes iguais, cada arco unitário que corresponde a


1/360 da circunferência denominamos de grau.

108
Ângulos formados por duas retas paralelas com uma
transversal

Lembre-se: Retas paralelas são retas que estão no mes-


mo plano e não possuem ponto em comum.

Vamos observar a figura abaixo:

Todos esses ângulos possuem relações entre si, e elas


estão descritas a seguir:
Assim a soma dos ângulos 2 e 7 é 180° e a soma dos
Ângulos colaterais internos: O termo colateral signi- ângulos 1 e 8 também será 180°
fica “mesmo lado” e sua propriedade é que a soma destes
ângulos será sempre 180°
Ângulos alternos internos: O termo alterno significa la-
dos diferentes e sua propriedade é que eles sempre serão
congruentes

Assim a soma dos ângulos 4 e 5 é 180° e a soma dos


ângulos 3 e 6 também será 180°

Ângulos colaterais externos: O termo colateral signi- Assim, o ângulo 4 é igual ao ângulo 6 e o ângulo 3 é
fica “mesmo lado” e sua propriedade é que a soma destes igual ao ângulo 5
ângulos será sempre 180°
Ângulos alternos externos: O termo alterno significa
lados diferentes e sua propriedade é que eles sempre serão
congruentes
MATEM[ÁTICA

109
EXERCÍCIOS COMENTADOS

1. (CS-UFG-2016) Considere que a figura abaixo represen-


ta um relógio analógico cujos ponteiros das horas (menor)
e dos minutos (maior) indicam 3 h e 40 min. Nestas condi-
ções, a medida do menor ângulo, em graus, formado pelos
ponteiros deste relógio, é:

a) 120°
b) 126°
c) 135°
d) 150°
Assim, o ângulo 1 é igual ao ângulo 7 e o ângulo 2 é
igual ao ângulo 8 Resposta: Letra B.
Considerando que cada hora equivale a um ângulo de
Ângulos correspondentes: São ângulos que ocupam 30° (360/12 = 30) e que a cada 15 min o ponteiro da
uma mesma posição na reta transversal, um na região in- hora percorre 7,5°. Assim, as 3h e 40 min indica um ân-
terna e o outro na região externa. gulo de aproximadamente 126°.

2. Na imagem a seguir, as retas u, r e s são paralelas e cor-


tadas por uma reta transversal. Determine o valor dos ân-
gulos x e y.

Resposta: x = 50° e y = 130°


Assim, o ângulo 1 é igual ao ângulo 5, o ângulo 2 é igual Facilmente observamos que os ângulos x e 50° são opos-
ao ângulo 6, o ângulo 3 é igual ao ângulo 7 e o ângulo 4 é tos pelo vértice, logo, x = 50°. Podemos constatar tam-
igual ao ângulo 8. bém que y e 50° são suplementares, ou seja:

FIQUE ATENTO! 50° + y = 180°


MATEM[ÁTICA

Há cinco classificações distintas para os ân- y = 180° – 50°


gulos formados por duas retas paralelas que y = 130°
intersectam uma transversal. Então, procure Portanto,os ângulos procurados são y = 130° e x = 50°.
visualizar bem as imagens para associá-las a
cada classificação existente.

110
POLÍGONOS

Um polígono é uma figura geométrica plana limitada por uma linha poligonal fechada. A palavra “polígono” advém do
grego e quer dizer muitos (poly) e ângulos (gon).

Linhas poligonais e polígonos

Linha poligonal é uma sucessão de segmentos consecutivos e não-colineares, dois a dois. Classificam-se em:

Linha poligonal fechada simples:

Linha poligonal fechada não-simples:

Linha poligonal aberta simples:

Linha poligonal aberta não-simples:

FIQUE ATENTO!
Polígono é uma linha fechada simples. Um polígono divide o plano em que se encontra em duas regiões (a
interior e a exterior), sem pontos comuns.

Elementos de um polígono
MATEM[ÁTICA

111
Um polígono possui os seguintes elementos:

Lados: Cada um dos segmentos de reta que une vértices consecutivos: AB, BC, CD, DE, EA.

Vértices: Ponto de encontro de dois lados consecutivos: A, B, C, D, E


Diagonais: Segmentos que unem dois vértices não consecutivos: AC, AD, BD, BE, CE
Ângulos internos: Ângulos formados por dois lados consecutivos: a� , b� , c� , d
� , e� .

Ângulos externos: Ângulos formados por um lado e pelo prolongamento do lado a ele consecutivo: a�1 , b1 , c1, d1 , e1

Classificação dos polígonos quanto ao número de lados

Nome Número de lados Nome Número de lados


triângulo 3 quadrilátero 4
pentágono 5 hexágono 6
heptágono 7 octógono 8
eneágono 9 decágono 10
hendecágono 11 dodecágono 12
tridecágono 13 tetradecágono 14
pentadecágono 15 hexadecágono 16
heptadecágono 17 octodecágono 18
eneadecágono 19 icoságono 20

A classificação dos polígonos pode ser ilustrada pela seguinte árvore:

Um polígono é denominado simples se ele for descrito por uma fronteira simples e que não se cruza (daí divide o plano
em uma região interna e externa), caso o contrário é denominado complexo.
Um polígono simples é denominado convexo se não tiver nenhum ângulo interno cuja medida é maior que 180°, caso
o contrário é denominado côncavo.
Um polígono convexo é denominado circunscrito a uma circunferência ou polígono circunscrito se todos os vértices
pertencerem a uma mesma circunferência.
Um polígono inscritível é denominado regular se todos os seus lados e todos os seus ângulos forem congruentes.

Alguns polígonos regulares:

a) triângulo equilátero
b) quadrado
c) pentágono regular
MATEM[ÁTICA

d) hexágono regular

Propriedades dos polígonos

De cada vértice de um polígono de n lados, saem dv = n – 3

112
O número de diagonais de um polígono é dado por:
n n−3
d=
EXERCÍCIOS COMENTADOS
2
Onde n é o número de lados do polígono. 1. (PREF. DE POÁ-SP – ENGENHEIRO DE SEGURANÇA
DE TRABALHO – VUNESP/2015) A figura ilustra um oc-
A soma das medidas dos ângulos internos de um polí- tógono regular de lado cm.
gono de n lados (Si) é dada por:
Si = n − 2 � 180°

A soma das medidas dos ângulos externos de um polí-


gono de n lados (Se) é igual a:

360°
Se =
n

Em um polígono convexo de n lados, o número de


triângulos formados por diagonais que saem de cada vér-
tice é dado por n - 2. Sendo a altura do trapézio ABCD igual a 1 cm, a área do
triângulo retângulo ADE vale, em cm²
A medida do ângulo interno de um polígono regular de
n lados (ai ) é dada por: a) 5
b) 4
n − 2 � 180° c) 5
ai =
n d) 2 + 1
e) 2
A medida do ângulo externo de um polígono regular de
n lados (ae ) é dada por:
Resposta: Letra D.
360°
ae =
n

A soma das medidas dos ângulos centrais de um polí-


gono regular de n lados (Sc ) é igual a 360º.

A medida do ângulo central de um polígono regular de


n lados () é dada por:
COMENTÁRIO:
360°
ac =
n Como a altura do trapézio mede 1 cm, temos um trian-
gulo isósceles de hipotenusa AB, assim, o segmento
Polígonos regulares AD = 2 + 2 . Assim, a área de ADE é:
2+2 2 2 2 2
Os polígonos regulares são aqueles que possuem to- A= = + =1+ 2
dos os lados congruentes e todos os ângulos congruentes. 2 2 2
Todas as propriedades anteriores são válidas para os polí-
gonos regulares, a diferença é que todos os valores são dis-
tribuídos uniformemente, ou seja, todos os ângulos terão
o mesmo valor e todas as medidas terão o mesmo valor.

#FicaDica
MATEM[ÁTICA

Polígonos regulares são formas de polígonos


mais estudadas e cobradas em questões de
concursos.

113
2. (UNIFESP - 2003) Pentágonos regulares congruentes Dividindo a soma dos ângulos internos por 5, pois um
podem ser conectados lado a lado, formando uma estrela pentágono possui cinco ângulos internos, encontrare-
de cinco pontas, conforme destacado na figura a seguir mos 108° como medida de cada ângulo interno.
Observe na imagem anterior que a soma de três ângu-
los internos do pentágono com o ângulo θ tem como
resultado 360°.

108 + 108 + 108 + θ = 360


324 + θ = 360
θ = 360 – 324
θ = 36°

Quadriláteros, Circunferência e Círculo

Quadriláteros

Nessas condições, o ângulo θ mede: São figuras que possuem quatro lados dentre os quais
temos os seguintes subgrupos:
a) 108°.
b) 72°. Paralelogramo
c) 54°.
d) 36°.
e) 18°.

Resposta: Letra D.
Na ponta da estrela onde está destacado o ângulo θ, temos
o encontro de três ângulos internos de pentágonos regu-
lares. Para descobrir a medida de cada um desses ângulos,
basta calcular a soma dos ângulos internos do pentágono e
dividir por 5.

Características:
Possuem lados paralelos, dois a dois, ou seja:
AB // DC e AD // BC .
Além de paralelos, os lados paralelos possuem a mesma
medida, ou seja: AB = DC e AD = BC
A altura é medida em relação a distância entre os seg-
mentos paralelos, ou seja: BG: altura = h
A base é justamente a medida dos lados que se mediu
a altura: AD: base = b
A área é calculada como o produto da base pela altura:
Área= b∙h
O perímetro é calculado como a soma das medidas de
todos os quatro lados: AB + BC + CD + DA

A fórmula para calcular a soma dos ângulos internos de


um polígono é: S = (n – 2) · 180

*n é o número de lados do polígono. No caso desse


exercício:
MATEM[ÁTICA

S = (5 – 2) · 180
S = 3 · 180
S = 540

114
Retângulo Quadrado

Características:

Possuem lados paralelos, dois a dois, ou seja: Características:


AB // DC e AD // BC Possuem lados paralelos, dois a dois, ou seja:
Além de paralelos, os lados paralelos possuem a mesma AB // DC e AD // BC
medida, ou seja: AB = DC e AD = BC Possuem os quatro lados com medidas iguais:
Diferentemente do paralelogramo, todos os ângulos do AB = DC = AD = BC
retângulo medem 90°: A �=B � = C� = D
� = 90° Diferentemente do losango, todos os ângulos do qua-
No retângulo, um par de lados paralelos drado medem 90°: A �=B � = C� = D
� = 90°
será a base e o outro será a altura, no desenho: Seguindo a lógica do retângulo, temos o valor da base e
AB: altura = h e AD: base = b da altura iguais neste caso: BC: lado = L e AB: lado =
A área é calculada como o produto da base pela altura: A área é calculada de maneira simples: Área = L2
Área= b∙h O perímetro é calculado como a soma das medidas de todos
os quatro lados: Perímetro = AB + BC + CD + DA = 4L
O perímetro é calculado como a soma das medidas de
todos os quatro lados: Trapézio
Perímetro = AB + BC + CD + DA = 2b + 2h

Losango

Características:
Possuirá apenas um par de lados paralelos que serão
chamados de bases maior e menor:
AD// BC, AB: base maior = B e CD: base menor = b
A altura será definida como a distância entre as bases:
Características: BG: altura = h
Possuem lados paralelos, dois a dois, ou seja: A área é calculada em função das bases e da altura:
AB // DC e AD // BC B+b
Área = �h
Possuem os quatro lados com medidas iguais: 2
AB = DC = AD = BC O perímetro é calculado como a soma das medidas de
No losango, definem-se diagonais como a distância en- todos os quatro lados: AB + BC + CD + DA
tre vértices opostos, assim:
MATEM[ÁTICA

BD: diagonal maior = D e AC: diagonal menor = d Circunferência e Círculo


A área éD calculada
�d
a partir das diagonais e não dos la-
dos: Área = 2 Uma circunferência é definida como o conjunto de pon-
O perímetro é calculado como a soma das medidas de tos cuja distância de um ponto, denominado de centro, O é
todos os quatro lados: AB + BC + CD + DA igual a R, definido como raio.

115
Características:
Já um círculo é definido como um conjunto de pontos O ângulo α é definido como ângulo central απR2
cuja distância de O é menor ou igual a R. Área do Setor Circular (para α em graus): A =
360
αR2
Área do Setor Circular (para α em radianos): A =
2

Segmento Circular

Um Segmento Circular é uma região de um círculo


compreendida entre um segmento que liga os pontos de
cruzamento dos segmentos de reta com a circunferência,
ao qual definimos como corda AB e a circunferência.

Características:
A medida relevante da circunferência é o raio (R) que é
a distância de qualquer ponto da circunferência em relação
ao centro C.
A área é calculada em função do raio: Área = πR2
O perímetro, também chamado de comprimento da
circunferência, é calculado em função do raio também:
Perímetro = 2πR Características:
A Área do Setor Circular (para α em radianos):
Setor Circular R2
A= α − sen α
2
Um Setor Circular é uma região de um círculo com-
preendida entre dois segmentos de reta que se iniciam no 3. Posições Relativas entre Retas e Circunferências
centro e vão até a circunferência.
Dado uma circunferência de raio R e uma reta ‘r’ cuja
distância ao centro da circunferência é ‘d’, temos as seguin-
#FicaDica tes posições relativas:
Em termos práticos, um setor circular é um “pe-
Reta Tangente: Reta e circunferência possuem apenas
daço” de um círculo.
um ponto em comum (dOP = R)
MATEM[ÁTICA

116
EXERCÍCIOS COMENTADOS

1.(SEEDUC-RJ – Professor – CEPERJ/2015) O quadrado


MNPQ abaixo tem lado igual a 12cm. Considere que as cur-
vas MQ e QP representem semicircunferências de diâme-
tros respectivamente iguais aos segmentos MQ e QP.

Reta Exterior: Reta e circunferência não possuem pon-


tos em comum (dOP > R)

A área sombreada, em cm2, corresponde a:

a) 30
b) 36
c) 3 46π − 2
d) 6(36π − 1)
e) 2(6π − 1)

Resposta: Letra B.
Aplicando a fórmula do segmento circular, encontra-se
a área de intersecção dos dois círculos. Subtraindo esse
valor da área do semicírculo, chega-se ao resultado.

2. A figura abaixo é um losango. Determine o valor de x e y,


Reta Secante: Reta e circunferência possuem dois pon- a medida da diagonal   AC , da diagonal   BD e o períme-
tos em comum (dOP < R) tro do triângulo BMC.

Resposta:
Aplicando as relações geométricas referentes ao losan-
go, tem-se:

x = 15
y = 20
AC = 20 + 20 = 40
MATEM[ÁTICA

BD = 15 + 15 = 30
BMC = 15 + 20 + 25 = 60

117
TRIÂNGULOS E TEOREMA DE PITÁGORAS Ângulo Externo: É formado por um dos lados do triân-
gulo e pelo prolongamento do lado adjacente (ao lado).
Definição

Triângulo é um polígono de três lados. É o polígono que


possui o menor número de lados. Talvez seja o polígono
mais importante que existe. Todo triângulo possui alguns
elementos e os principais são: vértices, lados, ângulos, altu-
ras, medianas e bissetrizes.
Apresentaremos agora alguns objetos com detalhes so-
bre os mesmos.

Classificação dos triângulos quanto ao número de


lados

Triângulo Equilátero: Os três lados têm medidas iguais. .


m(AB) = m(BC) = m(CA)

a) Vértices: A,B,C.
b) Lados: AB,BC e AC.
c) Ângulos internos: a, b e c.

Altura: É um segmento de reta traçada a partir de um


vértice de forma a encontrar o lado oposto ao vértice for-
mando um ângulo reto. BH é uma altura do triângulo. Triângulo Isósceles: Dois lados têm medidas iguais.
m(AB) = m(AC).

Mediana: É o segmento que une um vértice ao ponto Triângulo Escaleno: Todos os três lados têm medidas
médio do lado oposto. BM é uma mediana. diferentes.

2.1. Classificação dos triângulos quanto às medidas


Bissetriz: É a semi-reta que divide um ângulo em duas dos ângulos
partes iguais. O ângulo B está dividido ao meio e neste
caso Ê = Ô. Triângulo Acutângulo: Todos os ângulos internos são
agudos, isto é, as medidas dos ângulos são menores do
que 90º.
MATEM[ÁTICA

Ângulo Interno: É formado por dois lados do triângulo. Triângulo Obtusângulo: Um ângulo interno é obtuso,
Todo triângulo possui três ângulos internos. isto é, possui um ângulo com medida maior do que 90º.

118
Todo ângulo externo de um triângulo é igual à soma
dos dois ângulos internos não adjacentes a esse ângulo
Triângulo Retângulo: Possui um ângulo interno reto externo. Assim: A = b + c, B = a + c, C = a + b
(90 graus). Atenção a esse tipo de triângulo pois ele é mui-
to cobrado! Ex: No triângulo desenhado, podemos achar a medida
do ângulo externo x, escrevendo: x = 50º + 80º = 130°.

Medidas dos Ângulos de um Triângulo

Ângulos Internos: Consideremos o triângulo ABC. Po- Congruência de Triângulos


deremos identificar com as letras a, b e c as medidas dos
ângulos internos desse triângulo. Duas figuras planas são congruentes quando têm a
mesma forma e as mesmas dimensões, isto é, o mesmo
tamanho. Para escrever que dois triângulos ABC e DEF são
#FicaDica congruentes, usaremos a notação: ABC ~ DEF
Em alguns locais escrevemos as letras Para os triângulos das figuras abaixo, existe a congruên-
maiúsculas, acompanhadas de acento () para cia entre os lados, tal que: AB ~ RS, BC ~ ST, CA ~ T e
representar os ângulos. entre os ângulos:

Seguindo a regra dos polígonos, a soma dos ângulos


Se o triângulo ABC é congruente ao triângulo RST, es-
internos de qualquer triângulo é sempre igual a 180 graus, �~R � , B� ~ S� , C� ~ �T
crevemos: A
isto é: a + b + c = 180°

Ex: Considerando o triângulo abaixo, podemos achar o FIQUE ATENTO!


valor de x, escrevendo: 70º + 60º + x = 180º e des- Dois triângulos são congruentes, se os seus
sa forma, obtemos x = 180º − 70º − 60º = 50º elementos correspondentes são ordenada-
mente congruentes, isto é, os três lados e os
três ângulos de cada triângulo têm respecti-
vamente as mesmas medidas. Deste modo,
para verificar se um triângulo é congruente a
outro, não é necessário saber a medida de to-
dos os seis elementos, basta conhecerem três
elementos, entre os quais esteja presente pelo
Ângulos Externos: Consideremos o triângulo ABC. menos um lado. Para facilitar o estudo, indica-
Como observamos no desenho, as letras minúsculas repre- remos os lados correspondentes congruentes
MATEM[ÁTICA

sentam os ângulos internos e as respectivas letras maiúscu- marcados com símbolos gráficos iguais.
las os ângulos externos.

119
Casos de Congruência de Triângulos

LLL (Lado, Lado, Lado): Os três lados são conhecidos.


Dois triângulos são congruentes quando têm, respectiva-
mente, os três lados congruentes. Observe que os elemen-
tos congruentes têm a mesma marca.

Os três ângulos são respectivamente congruentes, isto


é: A~R, B~S, C~T

Casos de Semelhança de Triângulos

LAL (Lado, Ângulo, Lado): Dados dois lados e um ân- Dois ângulos congruentes: Se dois triângulos tem dois
gulo. Dois triângulos são congruentes quando têm dois la- ângulos correspondentes congruentes, então os triângulos
dos congruentes e os ângulos formados por eles também são semelhantes.
são congruentes.

ALA (Ângulo, Lado, Ângulo): Dados dois ângulos e


um lado. Dois triângulos são congruentes quando têm um
lado e dois ângulos adjacentes a esse lado, respectivamen- Se A~D e C~F então: ABC =
� DEF
te, congruentes.
Dois lados proporcionais: Se dois triângulos tem dois
lados correspondentes proporcionais e os ângulos forma-
dos por esses lados também são congruentes, então os
triângulos são semelhantes.

LAAo (Lado, Ângulo, Ângulo oposto): Conhecido um


lado, um ângulo e um ângulo oposto ao lado. Dois triângu-
los são congruentes quando têm um lado, um ângulo, um
ângulo adjacente e um ângulo oposto a esse lado respec-
tivamente congruente.
Como m(AB) ⁄ m(EF) = m(BC) ⁄ m(FG) = 2 ,

então ABC =
� EFG
Ex: Na figura abaixo, observamos que um triângulo
pode ser “rodado” sobre o outro para gerar dois triângulos
semelhantes e o valor de x será igual a 8.

Semelhança de Triângulos

Duas figuras são semelhantes quando têm a mesma


forma, mas não necessariamente o mesmo tamanho. Se
MATEM[ÁTICA

duas figuras R e S são semelhantes, denotamos: .

Ex: As ampliações e as reduções fotográficas são figuras


semelhantes. Para os triângulos: Três lados proporcionais: Se dois triângulos têm os
três lados correspondentes proporcionais, então os triân-
gulos são semelhantes.

120
Teorema de Pitágoras

Dizem que Pitágoras, filósofo e matemático grego que viveu na cidade de Samos no século VI a. C., teve a intuição do
seu famoso teorema observando um mosaico como o da ilustração a seguir.

Observando o quadro, podemos estabelecer a seguinte tabela:

Triângulo Triângulo Triângulo


ABC A`B`C` A``B``C``
Área do quadrado construído 4 8 16
sobre a hipotenusa
Área do quadrado construído 2 4 8
sobre um cateto
Área do quadrado construído 2 4 9
sobre o outro cateto

Como 4 = 2 + 2 � 8 = 4 + 4 � 16 = 8 + 8 , Pitágoras observou que a área do quadrado construído sobre a


hipotenusa é igual à soma das áreas dos quadrados construídos sobre os catetos.

A descoberta feita por Pitágoras estava restrita a um triângulo particular: o triângulo retângulo isósceles. Estudos reali-
zados posteriormente permitiram provar que a relação métrica descoberta por Pitágoras era válida para todos os triângulos
retângulos. Os lados do triângulo retângulo são identificados a partir a figura a seguir:
MATEM[ÁTICA

Onde os catetos são os segmentos que formam o ângulo de 90° e a hipotenusa é o lado oposto a esse ângulo. Cha-
mando de “a” e “b” as medidas dos catetos e “c” a medida da hipotenusa, define-se um dos teoremas mais conhecidos da
matemática, o Teorema de Pitágoras:

121
c 2 = a2 + b2

Onde a soma das medidas dos quadrados dos catetos é


igual ao quadrado da hipotenusa.

Teorema de Pitágoras no quadrado

Aplicando o teorema de Pitágoras, podemos estabele-


cer uma relação importante entre a medida d da diagonal
e a medida l do lado de um quadrado.
3l2
h² =
4

l 3
h=
2

EXERCÍCIOS COMENTADOS

d= medida da diagonal
1.(TJ-SP – ESCREVENTE JUDICIÁRIO – VUNESP/2017)
l= medida do lado
A figura seguinte, cujas dimensões estão indicadas em me-
Aplicando o teorema de Pitágoras no triângulo retân- tros, mostra as regiões   R e R , e , ambas com formato de
gulo ABC, temos:
1 2
triângulos retângulos, situadas em uma praça e destinadas a
atividades de recreação infantil para faixas etárias distintas.
d² = l² + l²
d = √2l²
d=l 2

Teorema de Pitágoras no triângulo equilátero

Aplicando o teorema de Pitágoras, podemos estabele-


cer uma relação importante entre a medida h da altura e a
medida l do lado de um triângulo equilátero.

Se a área de R eé R54, m², então o perímetroR1de


e R 2 , é, em
metros, igual a:
1 2

a) 54
b) 48
c) 36
d) 40
e) 42

Resposta: Letra B.
Esse problema se resolve tanto por semelhança de triân-
l= medida do lado gulos, quanto pela área de . Em ambos os casos, encon-
h= medida da altura traremos x = 12 m. Após isso, pelo teorema de Pitágoras,
MATEM[ÁTICA

achamos a hipotenusa do triângulo


R1 e R 2 , , que será 20 m.
No triângulo equilátero, a altura e a mediana coincidem.
Logo, é ponto médio do lado BC. No triângulo retângulo Assim, o perímetro será 12+16+20 = 48 m.
AHC, é ângulo reto. De acordo com o teorema de Pitágo-
ras, podemos escrever:

122
2. (PM SP 2014 – VUNESP).  Duas estacas de madeira,
perpendiculares ao solo e de alturas diferentes, estão dis-
tantes uma da outra, 1,5 m. Será colocada entre elas uma
outra estaca de 1,7 m de comprimento, que ficará apoiada
nos pontos A e B, conforme mostra a figura.

a b c
= = = 2R
� sen B
sen A � sen C�

.Lei dos Cossenos

A diferença entre a altura da maior estaca e a altura da A lei dos cossenos é considerada uma generalização
menor estaca, nessa ordem, em cm, é: do teorema de Pitágoras, onde para qualquer triângulo,
conseguimos relacionar seus lados com a subtração de um
a) 95. termo que possui o ângulo oposto do lado de referência.
b) 75.
c) 85.
d) 80.
e) 90.

Resposta: Letra D.
Note que x é exatamente a diferença que queremos, e
podemos calculá-lo através do Teorema de Pitágoras:

1,72 = 1,52 + x 2
2,89 = 2,25 + x 2
x 2 = 2,89 – 2,25
x² = 0,64x = 0,8 m ou 80 cm

a2 = b2 + c 2 − 2 � b � c � cos A
2 2 2
b = a + c − 2 � a � c � cos B �
LEI DOS SENOS E LEI DOS COSSENOS c = a + b − 2 � a � b � cos C�
2 2 2

Lei dos Senos

A Lei dos senos relaciona os senos dos ângulos de um FIQUE ATENTO!


triângulo qualquer (não precisa necessariamente ser retân- Há três formas distintas de utilizar a Lei
gulo) com os seus respectivos lados opostos. Além disso, dos Cossenos. Quando for utilizá-la, tenha
há uma relação direta com o raio da circunferência circuns- cuidado ao expressar os termos conhecidos
crita neste triângulo: e a incógnita em uma das três equações
propostas. Note que o termo à esquerda do
sinal de igual é o lado oposto ao ângulo que
deve aparecer na equação.
MATEM[ÁTICA

123
EXERCÍCIOS COMENTADOS

1. Calcule a medida de x:

Resposta: Aplicando a lei dos senos, lembrando que temos que aplicar ao ângulo oposto ao lado que iremos usar. As-
sim, o lado de medida 100 possui o ângulo A
� como oposto, e ele mede 30°, dado as medidas dos outros ângulos, assim:
x 100
=
sen 45° sen 30°

x 100
=
2/2 1/2

x = 100 2

2.Calcule a medida de x:

Resposta: Aplicando a lei dos senos, lembrando que ela se relaciona com a circunferência circunscrita ao triângulo:
x
= 2R
sen 60°

x
=2 3
3/2

x=3
MATEM[ÁTICA

124
GEOMETRIA ESPACIAL
A) RETAS E PLANOS NO ESPAÇO: PARALELISMO E PERPENDICULARISMO.
B) PRISMAS, PIRÂMIDES, CILINDROS E CONES: CONCEITO, ELEMENTOS, CLASSIFICAÇÃO,
ÁREAS, VOLUMES E TRONCOS.
C) ESFERA: ELEMENTOS, SEÇÃO DA ESFERA, ÁREA E VOLUME.

GEOMETRIA ESPACIAL

1. Poliedros

Poliedros são sólidos compostos por faces, arestas e vértices. As faces de um poliedro são polígonos. Quando as faces
do poliedro são polígonos regulares e todas as faces possuem o mesmo número de arestas, temos um poliedro regular.
Há 5 tipos de poliedros regulares, a saber:

Tetraedro: poliedro de quatro faces


Hexaedro: poliedro de seis faces (cubo)
Octaedro: poliedro de oito faces
Dodecaedro: poliedro de doze faces
Icosaedro: poliedro de vinte faces

Já poliedros não regulares são sólidos cujas faces ou são polígonos não regulares ou não possuem o mesmo número de
arestas. Os exemplos mais usuais são pirâmides (com exceção do tetraedro) e prismas (com exceção do cubo).
Relação de Euler: relação entre o número de arestas (A), faces (F) e vértices (V) de um poliedro convexo. É dada por:

V− A+F = 2

2. Prismas

Prisma é um sólido geométrico delimitado por faces planas, no qual as bases se situam em planos paralelos. Quanto à
inclinação das arestas laterais, os prismas podem ser retos ou oblíquos.

2.1. Prisma reto

As arestas laterais têm o mesmo comprimento.


As arestas laterais são perpendiculares ao plano da base.
As faces laterais são retangulares.

2.2. Prisma oblíquo

As arestas laterais têm o mesmo comprimento.


As arestas laterais são oblíquas (formam um ângulo diferente de um ângulo reto) ao plano da base.
As faces laterais não são retangulares.
MATEM[ÁTICA

125
Bases: regiões poligonais congruentes

Altura: distância entre as bases

Arestas laterais paralelas: mesmas


medidas

Faces laterais: paralelogramos

Prisma reto Aspectos comuns Prisma oblíquo

Prismas regulares: prismas que possuem como base, polígonos regulares (todos os lados iguais).

Sendo AB , a área da base, ou seja, a área do polígono correspondente e AL , a área lateral, caracterizada pela soma
das áreas dos retângulos formados entre as duas bases, temos que:

Área total: AT = AL + 2 � AB

Volume: V = AB . h , onde h é a altura, caracterizada pela distância entre as duas bases

3. Cilindros

São sólidos parecidos com prismas, que apresentam bases circulares e também podem ser retos ou oblíquos.

Sendo R o raio da base, a altura do cilindro, temos que:


Área da base: AB = πR2
Área lateral: AL = 2πRh
Área total: AT = AL + 2AB
Volume: V = AB � h
MATEM[ÁTICA

4. Pirâmides

As pirâmides possuem somente uma base e as faces laterais são triângulos. A distância do vértice de encontro dos
triângulos com a base é o que determina a altura da pirâmide (h).

126
2
Área da Superfície Esférica: A = 4πR
4πR3
Volume: V =
3

Sendo a área da base, determinada pelo polígono que #FicaDica


forma a base, a área lateral, determinada pela soma das
áreas dos triângulos laterais, temos que: Na área total dos prismas e cilindros, multipli-
Área total: AT = AL + AB camos a área da base por 2 pois temos duas
bases formando o sólido. Já no caso das pirâ-
mides e dos cones isto não ocorre, pois há ape-
AB � h nas uma base em ambos.
Volume: V =
3

5. Cones
Os cones são sólidos possuem uma única base (círculo).
A distância do vértice à circunferência (contorno da base) EXERCÍCIO COMENTADO
é chamada de geratriz (g) e a distância entre o vértice e o
centro do círculo é a altura do cone (h). 1. (TJ-SP – ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU-
NESP/2017) As figuras seguintes mostram os blocos de
madeira A, B e C, sendo A e B de formato cúbico e C com
formato de paralelepípedo reto retângulo, cujos respecti-
vos volumes, em cm³, são representados por VA, VB e VC.

Geratriz: g 2 = R2 + h2
Área da Base: AB = πR2
Área Lateral: AL = πgR
Se VA + VB = 1/2 VC , então a medida da altura do bloco C,
Área Total: AT = AL + AB indicada por h na figura, é, em centímetros, igual a:

AB � h a) 15,5
Volume: V =
3 b) 11
c) 12,5
6. Esfera d) 14
e) 16
MATEM[ÁTICA

A esfera é o conjunto de pontos nos quais a distância


em relação a um centro é menor ou igual ao raio da esfera
R. A esfera é popularmente conhecida como “bola” pois seu
formato é o mesmo de uma bola de futebol, por exemplo.

127
Resposta : Letra C. Resposta: Letra D.
VA = 53
= 125 cm³ Sendo a P.A. (V1 , V2 , V3, V4 , V5), (, o enunciado fornece:
Do termo geral da P.A., sabe-se que
VB = 103 = 1000 cm³
V V5 = V1 + 5 − 1 � r = V1 + 4r
Logo: C = VA + VB = 125 + 1000
2 onde r é a razão da P.A.
VC
→ = 1125 → VC = 2250 cm³
2 Assim, V1 + 4r − V1 = 32 → 4r = 32 → r = 8
Portanto, VC = 18 � 10 � h = 2250 → h =
2250
= 12,5 cm Como
180
V4 = V1 + 3r
2. (PEDAGOGO – IF/2016) Uma lata de óleo de soja de 1 → V1 + 3 � 8 = 86,5
litro, com formato cilíndrico, possui 8 cm de diâmetro inter- → V1 + 24 = 86,5
no. Assim, a sua altura é de aproximadamente: (Considere → V1 = 62,5 cm
π = 3,14 ) Como

a) 20 cm 4 3
b) 25 cm V= πR
c) 201 cm 3
4
d) 200 cm → � 3 � R3 = 62,5
e) 24 cm 3
62,5
→ R3 =
Resposta: Letra A. 4
1L = 1dm3 = 1000 cm³ → R3 = 15,625
Volume da lata(cilindro): → R = 2,5 cm
VC = πR2h → 3,14 � 42 � h = 1000 → h ≅ 20 cm
Obs: Como o diâmetro é igual a 8cm o raio é igual a Como o exercício pediu o diâmetro, D = 2.2,5 = 5 cm
4cm.

3. (PREF. ITAPEMA-SC – TÉCNICO CONTÁBIL – MS ESCALAS


CONCURSOS/2016) O volume de um cone circular reto,
cuja altura é 39 cm, é 30% maior do que o volume de um Em linhas gerais, escala é a relação matemática entre a
cilindro circular reto. Sabendo que o raio da base do cone distância medida em um mapa (ou desenho, planta, etc.)
é o triplo do raio da base do cilindro, a altura do cilindro é: e a dimensão real do objeto (local) representado por esse
mapa (ou desenho, planta, etc.). Quando se observa um
a) 9 cm mapa e lê-se que ele foi feito em escala 1:500 cm, significa
b) 30 cm que 1 cm medido no mapa equivale a 500 cm na realidade.
c) 60 cm
d) 90 cm Tipos de Escala
Considerando a forma de apresentação, há dois tipos
Resposta: Letra D. de escala, a saber:
Volume do cone: VC
Volume do cilindro: Vcil Gráfica: a escala gráfica é aquela na qual a distância a
Do enunciado: VC = 1,3. Vcil (30% maior). ser medida no mapa e sua equivalência são apresentadas
por unidade. Geralmente estão na parte inferior do mapa,
4. (CÂMARA DE ARACRUZ-ES – AGENTE ADMINIS- como no exemplo abaixo:
TRATIVO E LEGISLATIVO – IDECAN/2016) João possui
cinco esferas as quais, quando colocadas em certa ordem,
seus volumes formam uma progressão aritmética. Sabendo
que a diferença do volume da maior esfera para a menor é
32 cm³ e que o volume da segunda maior esfera é 86,5 cm³,
então o diâmetro da menor esfera é: (Considere: π = 3)

a) 2 cm
MATEM[ÁTICA

b) 2,5 cm Fonte: brasilescola.uol.com.br/geografia/escalas.htm


c) 4,25 cm
d) 5 cm Medindo com uma régua a distância entre 0 e 50 me-
tros, por exemplo, significa que a medida dessa distância
no mapa equivale a 50 metros na realidade.

128
Numérica: a escala numérica é apresentada como uma
relação e estabelece diretamente qual é a relação entre dis-
tâncias no mapa e real, sem a necessidade de medições EXERCÍCIOS COMENTADOS
com régua como na escala gráfica. Um exemplo de escala
numérica: 1. (NOVA CONCURSOS - 2018) Considere o mapa a seguir:

1:50.000

Isso significa que 1 cm no mapa equivale a 50.000 cm


na realidade.
Considerando o tamanho da representação de determi-
nado mapa ou desenho, a escala pode ser classificada de
três formas:

Natural: a escala natural é aquela na qual o tamanho


do desenho coincide com o tamanho do objeto real.
Reduzida: a escala reduzida é aquela na qual o dese-
nho é menor do que a realidade. É a escala na qual a maio-
ria dos mapas é feita.
Ampliada: a escala ampliada é aquela na qual o dese-
nho é maior do que a realidade. Figuras obtidas com auxílio
de microscópios, por exemplo, estão em escala ampliada.

Cálculo de Escala

A escala (E) pode ser expressa como:

𝐸=
𝑑 Fonte: GIRARDI, G. ROSA, J.V. 1998 (Adaptação)
𝐷
Determine, em quilômetros, a distância entre as cidades do
onde d é a distância medida no desenho (mapa) e D é Rio de Janeiro e Vitória, e de Belo Horizonte a Vitória.
a distância real do objeto (local que o mapa representa).
Assim é possível calcular quaisquer distâncias medidas no Resposta: 385 km e 346,5 km. Começando pela distân-
desenho. cia entre Rio de Janeiro e Vitória.
Pela definição de escala:
𝑑 1 5
FIQUE ATENTO! 𝐸= → = → 𝐷 = 5 ∙ 7.700.000 = 38.500.00 𝑐𝑚
𝐷 7.700.000 𝐷
Não se esqueça de trabalhar sempre com as
Logo, a distância em quilômetros é igual a: 385 km
mesmas unidades de medida!
Entre Belo Horizonte e Vitória.
Pela definição de escala:
𝑑 1 4
𝐸= → = → 𝐷 = 4,5 ∙ 7.700.000 = 34.650.00 𝑐𝑚
𝐷 7.700.000 𝐷

Logo, a distância em quilômetros é igual a: 346,5 km

2. (NOVA CONCURSOS - 2018) Em uma cidade duas atra-


ções turísticas distam 4 km. Sabe-se que no mapa dessa
cidade, esses pontos estão distantes 20 cm um do outro.
Qual é a escala do mapa?

Resposta: 1:20000 Antes de utilizar a definição de es-


cala é importante que ambas as distâncias estejam na
mesma medida. Assim, é necessário passar 4 km para
cm: 4 km=400000 cm.
MATEM[ÁTICA

Pela definição de escala:


𝑑 20 1
𝐸= →𝐸= = → 𝐸 = 1: 20000
𝐷 400000 20000

129
3. (NOVA CONCURSOS - 2018) Qual será a distância entre dois pontos em um mapa sabendo que a escala do mapa é de
1:200 000 e a distância real entre eles é de 8 km?

Resposta: 4 cm. Antes de utilizar a definição de escala é importante que ambas as distâncias estejam na mesma medida.
Assim, é necessário passar 8 km para cm: 8 km=800000 cm.
Pela definição de escala:
𝑑 1 𝑑 1 𝑑
𝐸= → = → = → 𝑑 = 4𝑐𝑚
𝐷 200000 800000 2 8

GEOMETRIA ANALÍTICA
A) PONTO: O PLANO CARTESIANO, DISTÂNCIA ENTRE DOIS PONTOS, PONTO MÉDIO DE UM
SEGMENTO, CONDIÇÃO DE ALINHAMENTO DE TRÊS PONTOS.
B) ESTUDO DA RETA: EQUAÇÃO GERAL E REDUZIDA; INTERSEÇÃO, PARALELISMO E
PERPENDICULARISMO ENTRE RETAS; DISTÂNCIA DE UM PONTO A UMA RETA; ÁREA DE UM
TRIÂNGULO.
C) ESTUDO DA CIRCUNFERÊNCIA: EQUAÇÃO GERAL E REDUZIDA; POSIÇÕES RELATIVAS
ENTRE PONTO E CIRCUNFERÊNCIA, RETA E CIRCUNFERÊNCIA E DUAS CIRCUNFERÊNCIAS;
TANGÊNCIA.

A Geometria Analítica é a parte da Matemática que trata de resolver problemas cujo enunciado é geométrico, empre-
gando processos algébricos.
Criada por René Descartes (1596-1650), a Geometria Analítica contribui para a visão moderna da Matemática como um
todo, substituindo assim a visão parcelada das chamadas “matemáticas”, que colocava em compartilhamentos separados
Geometria, Álgebra e Trigonometria.
Essa integração da Geometria com Álgebra é muito rica em seus resultados, propriedades e interpretações. São inúme-
ras as aplicações da Geometria Analítica nas Ciências e na Técnica.

Abscissa de um ponto

Considere-se uma reta r. Sobre ela, marque-se um ponto O arbitrário, que chamaremos de origem, e seja adotada uma
unidade (u) de comprimento com a qual serão medidos os segmentos contidos na reta r.
O r
u

Tome-se na reta r os pontos P à direita de O e P’ à esquerda de O, tais que, relativamente a (u), os segmentos e tenham
a mesma medida m.

P’ O P r
m m

O sentido de O para P será considerado positivo e indicado por uma ponta de seta. Assim associa-se ao ponto P o nú-
mero real positivo m e ao ponto P’, o número –m.

P’(-m) O P(m) r
MATEM[ÁTICA

Dessa forma, associa-se a cada ponto da reta r um único número real, que será denominado abscissa (ou coordenada)
do ponto; a abscissa é positiva se, a partir da origem, o ponto for marcado no sentido positivo, e é negativa em caso con-
trário.

130
Observações
B O A r 1) Quando o sentido de é o mesmo do eixo, a me-
-2 3 dida algébrica é positiva; em caso contrário, é negativa.
Nessas condições, se tem medida algébrica positiva,
então tem medida algébrica negativa.
A(3): ponto A de abscissa 3
B (-2): ponto B de abscissa -2 2) O comprimento d de um segmento orientado ,é
O conjunto {reta, origem, unidade, sentido} será cha- o módulo (valor absoluto) da medida algébrica de , ou
mado eixo. seja, .
Em símbolos:
Notas d= = |XB - XA|
1) A abscissa da origem é o número real 0 (zero).
2) Cada ponto de um eixo possui uma única abscissa, e Exemplo 3
reciprocamente para cada abscissa existe um único a) O comprimento do segmento orientado , dados
ponto do eixo. A(2) e B(11) é
3) Costuma-se indicar pela letra x a abscissa de um ponto.
= |XB - XA| = |11 – 2| = |9| = 9
Exemplo 1
Marcar sobre o eixo x, representado abaixo, os pontos b) O comprimento do segmento orientado , dados
A(2), B(-3) e C . A(
3) e B(8) é
= |XB - XA| = |3 - 8| = |-5| = 5
0 1 x
Exemplo 4
Na figura abaixo, os pontos A, B e C estão sobre o eixo
Resolução x de origem O.
-3 0 ½ 1 2 x
A O C B
C A x
B
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4

Segmento Orientado Calcular:


Dado um segmento de reta AB, é possível associar a ele a)
o sentido de A para B ou o sentido de B para A. adotando-
-se, por exemplo, o sentido de A para B, tem-se o segmen- b)
to orientado de origem A e extremidade B.
c)
A B Resolução
Da figura, tem-se XA = -3, XB = 4 e XC = 2.
Medida Algébrica Assim,
Considere-se sobre um eixo r um segmento orientado . a) = XC – XA = 2 – (-3) = 5
r
A B b) = XO – XB = 0 – 4 = -4

c)
A medida algébrica de , que será indicada por ,é
definida pelo número XB – XA, onde XB e XA são respectiva- Exemplo 5
Dados os pontos A(1) e B(9), determinar o ponto C tal
mente as abscissas de B e de A.
Assim: que .
= XB – XA Resolução
Exemplo 2 Seja XC a abscisssa do ponto C:
a) A(3)
MATEM[ÁTICA

= XB – XA = 10 – 3 = 7
B(10)
b) A(1)
= XB – XA = 1 – 8 = 7 Substituindo-se as coordenadas dos pontos:
B(8) XC – 1 = 3(9 - XC) → XC = 7
Resposta: C(7).

131
Exemplo 6 Resolução
Dado o ponto A(3), determinar um ponto B que diste 5
unidades do ponto A.

Resolução Resposta: M(6).


Seja XB a abscissa de B. Tem-se: = 5, ou seja, |XB -
XA| = 5 c) A(-1) e B(-12)

XB – 3 = 5 → XB = 8 Resolução
Então |XB – 3| = 5 ou
XB – 3 = -5 → XB = -2
De fato, existem dois pontos B que distam 5 unidades
de A: Resposta: M .
-2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8
Exemplo 8
B A B Dados os pontos A(1) e B(16), obter os pontos que divi-
dem o segmento em três partes congruentes.
5 5
Resposta: B(8) ou B(-2). Resolução
Considere-se a figura abaixo, onde R e S são os pontos
Ponto Médio pedidos.
Considerem-se os pontos A(XA) e B(XB). Sendo M(XM) o
ponto médio de (ou de ), tem-se: 1 16
A R S B

Como são iguais, pode-se escrever


, ou seja,
XS – XA = 2(XB – XS)
XS – 1 = 2(16 – XS) ∴ XS = 11
De fato,
XA XB Sendo R o ponto médio de , vem:

A B B

Resposta: R(6) e S(11).

SISTEMA CARTESIANO

Coordenadas de um ponto
Sejam x e y dois eixos perpendiculares entre si e com
origem O comum, conforme a figura abaixo. Nessas condi-
ções, diz-se que x e y formam um sistema cartesiano re-
Portanto, a abscissa do ponto médio M do segmento tangular (ou ortogonal), e o plano por eles determinado é
(ou de ) é a média aritmética das abscissas de A e de B. chamado plano cartesiano.
Eixo x (ou Ox): eixo das abscissas
Exemplo 7 Eixo y (ou Ou): eixo das ordenadas
Determinar o ponto médio M do segmento , nos se- O: origem do sistema
guintes casos:
a) A(1) e B(7) y

Resolução

1 x
MATEM[ÁTICA

Resposta: M(4). 0 1
b) A(-3) e B(15)

132
A cada ponto P do plano corresponderão dois núme- y
ros: a (abscissa) e b (ordenada), associados às projeções
ortogonais de P sobre o eixo x e sobre o eixo y, respecti- 2º Q 1º Q
vamente.
Assim, o ponto P tem coordenadas a e b e será indicado x
analiticamente pelo par ordenado (a, b).
0
y
3º Q 4º Q
b • P
2) Neste curso, a reta suporte das bissetrizes do 1º e
3º quadrantes será chamada bissetriz dos quandrantes
x ímapares e indica-se por bi.a do 2º e 4º quadrantes será
• • chamado bissetriz dos quadrantes pares e indica-se por bp.
0 a
y
bp
bi

x
Exemplo 1
Os pontos, no sistema cartesiano abaixo, têm suas 0
coordenadas escritas ao lado da figura.
A (3, 2)
B (0, 2)
C (-3, 2)
D (-3, 0)
E (-3, -2) Propriedades
F (0, -2) y 1) Todo ponto P(a, b) do 1º quadrante tem abscissa po-
G (3, -2) sitiva (a > 0) e ordenada positiva (b > 0) e recipro-
H (3, 0) camente.
C B A
O (0, 0) 2 P(a, b) 1º Q a>0eb>0
1 x
-3 -2 -1

1 2 3
Assim P(3, 2) 1º Q
D -1
0 H
y
-2
E F G
2 P
x
Nota 0 3

Neste estudo, será utilizado somente o sistema carte- 2) Todo ponto P(a, b) do 2º quadrante tem abscissa ne-
siano retangular, que se chamará simplesmente sistema
gativa (a < 0) e ordenada positiva (B > 0) e recipro-
cartesiano.
camente.
P(a, b) 2º Q a<0eb>0
Observações
1) Os eixos x e y dividem o plano cartesiano em quatro
regiões ou quadrantes (Q), que são numeradas, como na Assim P(-3, 2) 2º quadrante
figura abaixo.
y

P 2
MATEM[ÁTICA

x
-3 0

133
3) Todo ponto P(a, b) do 3º quadrante tem abscissa ne-
gativa (a < 0) e ordenada negativa (b < 0) e recipro- y
camente.
P(a, b) 3º Q a<0eb<0
3 P

Assim P(-3, -2) 3º Q

y
x
0

x 7) Todo ponto P(a, b) da bissetriz dos quadrantes ím-


pares tem abscissa e ordenada iguais (a = b) e reci-
-3
0
P
procamente.
P(a, b) bi a=b
-2

4) Todo ponto P(a, b) do 4º quadrante tem abscissa po- Assim P(-2, -2) bi
sitiva (a > 0) e ordenada negativa (B < 0) e recipro-
camente.
P(a, b) 4º Q a>0eb<0 y
Assim P(3, -2) 4º Q

-2 0 x

3 x
0
P -2
-2
P

5) Todo eixo das abscissas tem ordenada nula e reci-


procamente. 8) Todo ponto P(a, b) da bissetriz dos quadrantes pares
tem abscissa e ordenada opostas (a = -b) e recipro-
P(a, b) Ox b=0 camente.
P(a, b) bp a = -b
Assim P(3, 0) Ox
Assim P(-2, 2) bp
y

y
P x
0 P
3 2

x
6) Todo ponto do eixo das ordenadas tem abscissa nula -2 0
e reciprocamente.
P(a, b) Oy a=0

Assim P(0, 3) Oy
MATEM[ÁTICA

Exemplo 2
Obter a, sabendo-se que o ponto A(4, 3ª -6) está no
eixo das abscissas.

134
Resolução Exemplo 4
A Ox 3a – 6 = 0 ∴ a = 2 Obter o ponto médio M do segmento , sendo dados:
A(-1, 3) e B(0, 1).
Resposta: 2.
Resolução
Exemplo 3
Obter m, sabendo-se que o ponto M(2m – 1, m + 3)
está na bissetriz dos quadrantes ímpares.

Resolução

M bi 2m – 1 = m + 3 ∴ m = 4

Resposta: 4. Resposta: .
Ponto Médio
Considerem-se os pontoa A(xA, yA) e B(xB, yB). Sendo
Baricentro
M(xM, yM) o ponto médio de (ou ), tem-se: Seja o triângulo ABC de vértices A(xA, yA), B(xB, yB) e C(xC,
yC). sendo G(xG, yG) o baricentro (ponto de encontro das
medianas) do triângulo ABC, tem-se:
e , ou seja,

o ponto médio é dado por:


ou seja, o ponto G é dado por
y

B’’ (yB)

M’’ (yM)
y

A’’ (yA) C

x
0 M
A’ (yA) M’ (yM) B’ (yB)
G

De fato:
Se M é o ponto médio de (ou ), pelo teorema de A

Tales, para o eixo x pode-se escrever: B x

0 A’(xA) G’(xG) M’(xM)

De fato, considerando a mediana AM, o baricentro G é


tal que

Pelo Teorema de Tales, para o eixo x podemos escrever


Analogicamente, para o eixo y, tem-se
MATEM[ÁTICA

Portanto, as coordenadas do ponto médio M do seg-


e, como , vem
mento (ou ) são respectivamente as médias das abs-
cissas de A e B e das ordenadas de A e B.

135
2) A fórmula para o cálculo da distância continua válida
ou seja, se o segmento é paralelo a um dos eixos, ou ainda se
Analogamente, para o eixo y, tem-se os pontos A e B coincidem, caso em que d = 0.

Exemplo 6
Portanto, as coordenadas do baricentro de um triân- Calcular a distância entre os pontos A e B, nos seguintes
gulo ABC são, respectivamente, as médias aritméticas das casos:
abscissas de A, B e C e das ordenadas A, B e C. a) A(1, 8) e B(4, 12)

Exemplo 5 Resolução
Sendo A(1, -1), B(0, 2) e C(11, 5) os vértices de um triân-
gulo, obter o baricentro G desse triângulo.
b) A(0, 2) e B(-1, -1)
Resolução
Resolução

Logo, G(4, 2).


Exemplo 7
Distância Entre Dois Pontos Qual é o ponto da bissetriz dos quadrantes pares cuja
distância ao ponto A(2, 2) é 4?
Considerem-se dois pontos distintos A(xA, yA) e B(xB, yB),
tais que o segmento não seja paralelo a algum dos ei- Resolução
xos coordenados. Seja P o ponto procurado.
Traçando-se por A e B as retas paralelas aos eixos coor- Como P pertence à bissetriz dos quadrantes pares (bp),
denados que se interceptam em C, tem-se o triângulo ACB, pode-se representá-lo por P(a, -a).
retângulo em C. Sendo 4 a distância entre A e P, tem-se

y
Quadrando
(2 – a)2 + (2 + a )2 = 16
B

a=2
4 – 4a + a2 + 4 + 4a + a2 = 16 ∴ a2 = 4 ou
d
a = -2
Assim se a = 2, tem-se o ponto (2, -2)
A se a = -2, tem-se o ponto (-2, 2)

C

x De fato, existem dois pontos P da bissetriz dos qua-


0
drantes pares (bp) cuja distância ao ponto A(2, 2) é 4. Ob-
serve-se a figura:

A distância entre os pontos A e B qie se indica por d é y


tal que
bp
P 2 A

0 x
-2 2
Portanto:

P
MATEM[ÁTICA

-2

Observações
1) Como (xB - xA)2 = (xA - xB)2, a ordem escolhida para a
diferença das abscissas não altera o cálculo de d. O mesmo
ocorre com a diferença das ordenadas.

136
x
EXERCÍCIO COMENTADO A (0, 0)

B (6, 0) y

1- Dar as coordenadas dos pontos A, B, C, D, E, F e G da


figura abaixo:

C (3, )

B
C
A
1
D x

5- A distância entre dois pontos (2, -1) e (-1, 3) é igual a:


F
a) zero
G
E b)

c)
Resposta: A(5, 1); B(0, 3); C(-3, 2); D(-2, 0); E(-1, -4); F(0, d) 5
-2); G(4, -3). e) n.d.a.

2- Seja o ponto A(3p – 1, p – 3) um ponto pertencente Resposta: Letra D


à bissetriz dos quadrantes ímpares, então a ordenada do
ponto A é: Resolução
Δx = 2 – (–1) = 3 e Δy = –1 –3 = –4
a) 0
b) –1
c) –2
d=5
d)
6- Sendo A(3,1), B(4, -4) e C(-2, 2) os vértices de um triân-
e) –4 gulo, então esse triângulo é:

Resposta: Letra E. a) retângulo e não isósceles.


Como A pertence à bissetriz dos quadrantes ímapres xA b) retângulo e isósceles.
c) equilátero.
= yA ⇒ 3p – 1 = p – 3 ⇒ p = 1.
d) isósceles e não retângulo.
Logo, o ponto A(-4, -4) tem ordenada igual a -4.
e) escaleno.
3- O ponto A(p – 2, 2p – 3) pertence ao eixo das ordenadas. Resposta: Letra D
Obter o ponto B’ simétrico de B(3p – 1, p – 5) em relação ao
eixo das abscissas.

Resposta: B’(5, 3).Se A pertence ao eixo das ordenadas,


temos que p – 2 = 0 ⇒ p = 2, logo, B(5, –3).
Como B’ é o simétrico de B em relação ao eixo das abs-
cissas, temos a mesma abscissa e a ordenada oposta,
logo, B’(5, 3) é o ponto procurado.
ee
4- Um triângulo equilátero de lado 6 tem um vértice no
eixo das abscissas. Determine as coordenadas do 3º vérti-
MATEM[ÁTICA

ce, sabendo que ele está no 4º quadrante (faça a figura).


Portanto, o Δ ABC é isósceles e não retângulo.
Resposta: C(3, ).Lembrando que a altura do triân-

gulo equilátero mede , temos: .

137
7- Achar o ponto T da bissetriz dos quadrantes ímpares
que enxerga o segmento de extremindades A(2, 1) e B(5, NÚMEROS COMPLEXOS
2) sob ângulo reto. A) O NÚMERO “I”.
B) CONJUGADO E MÓDULO DE UM
Resposta; T1(2, 2) e T2(3, 3). NÚMERO COMPLEXO.
C) REPRESENTAÇÃO ALGÉBRICA E
Resolução TRIGONOMÉTRICA DE UM NÚMERO
T∈ bissetriz dos quadrantes ímpares ⇒ T(x, x). COMPLEXO.
Se T enxerga sob ângulo reto, então o triângulo ATB
D) OPERAÇÕES NAS FORMAS ALGÉBRICA E
é retângulo em T.
TRIGONOMÉTRICA.
T
Quantas vezes, ao calcularmos o valor de Delta (b2- 4ac)
na resolução da equação do 2º grau, nos deparamos com
B um valor negativo (Delta < 0). Nesse caso, sempre dizemos
ser impossível a raiz no universo considerado (normalmente
no conjunto dos reais- R). A partir daí, vários matemáticos
estudaram este problema, sendo Gauss e Argand os
A
que realmente conseguiram expor uma interpretação
geométrica num outro conjunto de números, chamado de
números complexos, que representamos por C.

Números Complexos
⇒ Chama-se conjunto dos números complexos, e
Assim: representa-se por C, o conjunto de pares ordenados, ou
[(x - 2)2 + (x - 1)2] + [(x – 5)2 (x – 2)2] = [(2 – 5)2 + (1 – 2)2] seja:
X2 – 4x + 4 + x2 – 2x + 1 + x2 – 10x + 25 + x2 – 4x + 4 = z = (x,y)
9+1 onde x pertence a R e y pertence a R.
4x2 – 20x + 24 = 0 Então, por definição, se z = (x,y) = (x,0) + (y,0)(0,1) onde
X2 – 5x + 6 = 0 ⇒ x = 2 ou x = 3. i=(0,1), podemos escrever que:
z=(x,y)=x+yi
8- O paralelogramo ABCD tem lados , , e . Sen-
Exemplos:
do A(0, 0), B(4, 2) e D(8, 0), determine as coordenadas do
(5,3)=5+3i
ponto C.
(2,1)=2+i
(-1,3)=-1+3i
Resposta: C(12, 2).
Dessa forma, todo o números complexo z=(x,y) pode
Resolução ser escrito na forma z=x+yi, conhecido como forma
algébrica, onde temos:
B (4,2) C(a, b)
x=Re(z, parte real de z
y=Im(z), parte imaginária de z
M
Igualdade entre números complexos: Dois números
complexos são iguais se, e somente se, apresentam
simultaneamente iguais a parte real e a parte imaginária.
Assim, se z1=a+bi e z2=c+di, temos que:
A (0,0) D (8,0) z1=z2<==> a=c e b=d

Adição de números complexos: Para somarmos dois


M é o ponto de encontro das diagonais, portanto ponto números complexos basta somarmos, separadamente,
médio dos segmentos e . Dados B e D, temos M(6, as partes reais e imaginárias desses números. Assim, se
1) e agora temos A e M, logo: z=a+bi e z2=c+di, temos que:
z1+z2=(a+c) + (b+d)
MATEM[ÁTICA

Subtração de números complexos: Para subtrairmos


⇒ dois números complexos basta subtrairmos, separadamente,
as partes reais e imaginárias desses números. Assim, se
z=a+bi e z2=c+di, temos que:
z1-z2=(a-c) + (b-d)

138
Potências de i Forma polar dos números complexos: Da
Se, por definição, temos que i = - (-1)1/2, então: interpretação geométrica, temos que:
i0 = 1
i1 = i
i2 = -1
i3 = i2.i = -1.i = -i
i4 = i2.i2=-1.-1=1
i5 = i4. 1=1.i= i
i6 = i5. i =i.i=i2=-1 que é conhecida como forma polar ou trigonométrica
i7 = i6. i =(-1).i=-i ...... de um número complexo.

Observamos que no desenvolvimento de in (n Operações na forma polar: Sejam z1=ro1(cos t11) e


pertencente a N, com n variando, os valores repetem-se z2=ro1(cos t1+i sent1). Então, temos que:
de 4 em 4 unidades. Desta forma, para calcularmos in basta
calcularmos ir onde r é o resto da divisão de n por 4. a)Multiplicação
Exemplo: i63 => 63 / 4 dá resto 3, logo i63=i3=-i

Multiplicação de números complexos: Para


multiplicarmos dois números complexos basta efetuarmos Divisão
a multiplicação de dois binômios, observando os valores
das potência de i. Assim, se z1=a+bi e z2=c+di, temos que:
z1.z2 = a.c + adi + bci + bdi2
z1.z2= a.c + bdi2 = adi + bci
z1.z2= (ac - bd) + (ad + bc)i
Observar que : i2= -1 Potenciação

Conjugado de um número complexo: Dado z=a+bi,


define-se como conjugado de z (representa-se por z-) ==>
z-= a-bi Radiciação
Exemplo:
z=3 - 5i ==> z- = 3 + 5i
z = 7i ==> z- = - 7i
z = 3 ==> z- = 3
para n = 0, 1, 2, 3, ..., n-1
Divisão de números complexos: Para dividirmos dois
números complexos basta multiplicarmos o numerador e o Exercícios
denominador pelo conjugado do denominador. Assim, se
z1= a + bi e z2= c + di, temos que: 1 - Sejam os complexos z1=(2x+1) + yi e z2=-y + 2i.
z1 / z2 = [z1.z2-] / [z2z2-] = [ (a+bi)(c-di) ] / [ (c+di)(c-di) ] Determine x e y de modo que z1 + z2 = 0

Módulo de um número complexo: Dado z = a+bi, 2 - Determine x, de modo que z = (x+2i)(1+i) seja
chama-se módulo de z ==> | z | = (a2+b2)1/2, conhecido imaginário puro.
como ro
3 - Qual é o conjugado de z = (2+i) / (7-3i)?
Interpretação geométrica: Como dissemos, no início,
a interpretação geométrica dos números complexos é que 4 - Os módulos de z1 = x + 201/2i e z2= (x-2) + 6i são
deu o impulso para o seu estudo. Assim, representamos o iguais, qual o valor de x?
complexo z = a+bi da seguinte maneira
5 - Escreva na forma trigonométrica o complexo z =
(1+i) / i

Respostas

Resolução 01.
MATEM[ÁTICA

Temos que:
z1 + z2 = (2x + 1 -y) + (y +2) = 0
logo, é preciso que:
2x+1 - y =0 e y+2 = 0
Resolvendo, temos que y = -2 e x = -3/2

139
Resolução 02.
Efetuando a multiplicação, temos que:
z = x + (x+2)i + 2i2
z= (x-2) + (x+2)i
Para z ser imaginário puro é necessário que (x-2)=0, logo x=2

Resolução 03.
Efetuando a divisão, temos que:
z = (2+i) / (7-3i) . (7+3i) / (7+3i) = (11 + 3i) / 58
O conjugado de Z seria, então z- = 11/58 - 13i/58

Resolução 04.
Então, |z1= (x2 + 20)1/2 = |z2 = [(x-2)2 + 36}1/2
Em decorrência,
x2 + 20 = x2 - 4x + 4 + 36
20 = -4x + 40
4x = 20, logo x=5

Resolução 05.
Efetuando-se a divisão, temos:
z = [(1+i). -i] / -i2 = (-i -i2) = 1 – i
Para a forma trigonométrica, temos que:
r = (1 + 1)1/2 = 21/2
sen t = -1/21/2 = - 21/2 / 2
cos t = 1 / 21/2 = 21/2 / 2
Pelos valores do seno e cosseno, verificamos que t = 315º
Lembrando que a forma trigonométrica é dada por:
z = r(cos t + i sen t), temos que:
z = 21/2 (cos 315º + i sen 315º)

POLINÔMIOS A) FUNÇÃO POLINOMIAL; POLINÔMIO IDENTICAMENTE NULO; GRAU DE UM


POLINÔMIO; IDENTIDADE DE UM POLINÔMIO, RAIZ DE UM POLINÔMIO; OPERAÇÕES COM
POLINÔMIOS; VALOR NUMÉRICO DE UM POLINÔMIO.
B) DIVISÃO DE POLINÔMIOS, TEOREMA DO RESTO, TEOREMA DE D’ALEMBERT, DISPOSITIVO
DE BRIOT-RUFFINI.
EQUAÇÕES POLINOMIAIS A) DEFINIÇÃO, RAÍZES E MULTIPLICIDADE.
B) TEOREMA FUNDAMENTAL DA ÁLGEBRA.
C) RELAÇÕES ENTRE COEFICIENTES E RAÍZES.
D) RAÍZES REAIS E COMPLEXAS.

POLINÔMIOS

1. Definição e valor numérico

Um polinômio (função polinomial) com coeficientes reais na variável x é uma função matemática defi-
nida por: p(x) = aO + a1 x + a2x² + a3 x³ +. . . + an x n , onde a0, a1 , a2, . . . , an são números reais, denominados
coeficientes do polinômio. O coeficiente a0 é o termo constante.
Se os coeficientes são números inteiros, o polinômio é denominado polinômio inteiro em x. O valor numérico de um
polinômio p = p(x) em x = a é obtido pela substituição de x pelo número a, para obter p(a).
MATEM[ÁTICA

Ex: O valor numérico de


de p(x) = 2x² + 7x − 12 para x = 3 éé dado por:
p(3) = 2 � (3)² + 7 � 3 − 12 = 2 � 9 + 21 − 12 = 18 + 9 = 27

140
2. Grau de um polinômio

Em um polinômio, o termo de mais alto grau que possui um coeficiente não nulo é chamado termo dominante e o
coeficiente deste termo é o coeficiente do termo dominante. O grau de um polinômio p = p (x) não nulo, é o expoente
de seu termo dominante, que aqui será denotado por gr (p) . Acerca do grau de um polinômio, existem várias observações
importantes:
a) Um polinômio nulo não tem grau uma vez que não possui termo dominante. Em estudos mais avançados de mate-
mática, até define-se o grau de um polinômio nulo, mas não é o escopo desta apostila;
b) Se o coeficiente do termo dominante de um polinômio for igual a 1, o polinômio será chamado Mônico.
c) Um polinômio pode ser ordenado segundo as suas potências em ordem crescente ou decrescente.
d) Quando existir um ou mais coeficientes nulos, o polinômio será dito incompleto. Se o grau de um polinômio incom-
pleto for n, o número de termos deste polinômio será menor do que n + 1.
f) Um polinômio será completo quando possuir todas as potências consecutivas desde o grau mais alto até o termo
constante. Se o grau de um polinômio completo for n, o número de termos deste polinômio será exatamente n + 1.
h) É comum usar apenas uma letra p para representar a função polinomial p= p (x) e P [x] o conjunto de todos os poli-
nômios reais em x.

3. Igualdade de polinômios

Os polinômios p e q em P[x], definidos por:


n
p(x) = a0 + a1 x + a2 x² + a3 x³ +. . . + an x
n
q(x) = b0 + b1 x + b2 x² + b3 x³ +. . . + bn x

São iguais se, e somente se, para todo k = 0,1,2,3,...,n:

FIQUE ATENTO!
Uma condição necessária e suficiente para que um polinômio inteiro seja identicamente nulo é que todos os
seus coeficientes sejam nulos.
Assim, um polinômio:
p(x) = a0 + a1 x + a2x² + a3x³ +. . . + anx n será nulo se, e somente se, para todo k = 0,1,2,3, . . . ,n: a = 0
k

4. Soma de polinômio

Consideremos novamente, p e q polinômios em P[x], definidos por:


n
p(x) = a0 + a1 x + a2 x² + a3 x³ +. . . + an x
n
q(x) = b0 + b1 x + b2 x² + b3 x³ +. . . + bn x

Definimos a soma de p e q, por:

�p + q)(x) = (ao + bo ) + (a1 + b1 )x + (a2 + b2)x² +. . . + an + bn x n

A estrutura matemática formada pelo conjunto de todos os polinômios com a soma definida acima, possui algumas
propriedades:
MATEM[ÁTICA

a) Associativa: Quaisquer que sejam p, q, r em P[x], tem-se que:

p + q) + r = p + (q + r

141
b) Comutativa: Quaisquer que sejam p, q em P[x], tem-se que:
p + q = q + p

c) Elemento neutro: Existe um polinômio tal que:

po + p = p qualquer que seja p em P[x].

d) Elemento oposto: Para cada p em P[x], existe outro polinômio q = −p em P[x] tal que: p + q = 0.

Com estas propriedades, a estrutura (P[x],+) é denominada um grupo comutativo.

5. Produto de polinômios

Sejam p, q em P[x], dados por:


n
p(x) = ao + a1 x + a2 x² + a3 x³ +. . . + an x

n
q(x) = bo + b1 x + b2 x² + b3 x³ +. . . + bn x

Definimos o produto de p e q, como outro polinômio r em P[x]:

r x = p x · q x = co + c1x + c2x² + c3x³ +. . . + cnx n

Tal que:
ck = ao bk + a1bk−1 + a2bk−2 + a3bk−3 +. . . + ak−1b1 + ak bo

Para cada ck (k = 1, 2, 3, . . . , m + n) . Observamos que para cada termo da soma que gera ck (k
, a=
soma
1, 2, do
3, . .índice de a com
. , m + n)
o índice de b sempre fornece o mesmo resultado k.
A estrutura matemática (P[x],·) formada pelo conjunto de todos os polinômios com o produto definido acima, possui
várias propriedades:

a) Associativa: Quaisquer que sejam p, q, r em P[x], tem-se que:


p · q) · r = p � (q · r

b) Comutativa: Quaisquer que sejam p, q em P[x], tem-se que:


p · q = q · p

c) Elemento nulo: Existe um polinômio tal que:

po · p = po qualquer que seja p em P[x].

d) Elemento Identidade: Existe um polinômio tal que:


p1 · p = p qualquer que seja p em P[x].
e) Distributiva: Quaisquer que sejam p, q, r em P[x], tem-se que:
MATEM[ÁTICA

p · (q + r) = p · q + p · r

142
6. Divisão de Polinômios

Sendo um polinômio e um polinômio não nulo , existe um par de polinômios e que satisfazem as seguintes relações:

A x = Q x � B x + R(x)
R x ≠ 0 ⇒ ∂R x < ∂B(x)

Onde: : A x : Dividendo, B x : Divisor, Q x : Quociente, R x : Resto

7. Teorema do Resto

Esse teorema propõe algumas relações interessantes em relação ao resto da divisão de um polinômio P (x) por alguns
tipos específicos de polinômios:
a) O resto da divisão de um polinômio P(x) por (x − a) é P(a).

b) Se dividirmos P (x) por x+a, o resto será P (-a).

c) No caso da divisão de P (x) por um polinômio linear na forma B(x) = ax − b , o resto será P (b/a) .

#FicaDica
Existe um teorema, proposto por D´Lambert que confirma o conceito de raiz de função polinomial que
sempre foi utilizado. A condição necessária e suficiente para que o Polinômio P (x) seja divisível por (x-a) é
que a seja raiz de P (x) , ou seja P (a)=0.

8. Método Euclidiano de divisão de polinômios

Método clássico que realiza a divisão por chaves de um polinômio de grau maior por um de grau menor. Aqui é impor-
tante a organização e multiplicação de todos os termos do polinômio para os devidos cancelamentos.
Ex: Vamos dividir x 4 − x 3 + 2x − 1 por x 2 + x + 1

Primeiramente vamos montar a divisão e colocar o coeficiente “0” nos termos incompletos do polinômio. No caso do
primeiro polinômio, não temos o termo que multiplica x2. Assim, completamos com 0:

Agora, iniciamos a divisão propriamente dita. Devemos ir cancelando os maiores graus do polinômio dividendo, usando
o polinômio divisor. Logo, x4 do dividendo dividido por x2 do divisor, dá exatamente x2, assim:

Temos que realizar a subtração para eliminar o primeiro termo do divisor. Assim, devemos multiplicar o quociente pelo
divisor e inserir abaixo do dividendo, com o sinal invertido , pois estamos fazendo uma subtração:
MATEM[ÁTICA

143
Analogamente, temos que fazer a mesma coisa para Vamos montar um diagrama conforme visto na figura
os outros dois termos do divisor, +x e +1. Observe que abaixo e primeiramente vamos escrever os coeficientes do
colocamos os resultados dos produtos com sinal inverti- polinômio na sua parte superior, preenchendo também
do e exatamente abaixo do grau correspondente de cada com “0” os termos que o polinômio não tem, nesse caso, o
resultado. Por isso, a importância de preencher com 0 os divisor não possui o termo :
coeficientes faltantes de um polinômio incompleto.

E Como estamos dividindo por (x-2), sabemos que 2 é


raiz do divisor. Assim, vamos colocar este número no lado
esquerdo do diagrama:

Agora é só realizar a operação, que irá gerar um polinô-


mio divisor de grau menor que o anterior:

Agora vamos iniciar o método copiando o primeiro


coeficiente do dividendo na parte de baixo. Depois, multi-
plicaremos o termo pelo número da esquerda (nesse caso,
2) e somando com o posterior na parte de cima, dessa for-
ma (3∙2 + (-7) = -1):

Repetindo o procedimento para o polinômio que foi


formado, ficamos com o seguinte resultado:

Repete-se o processo até chegarmos ao último termo


que será o resto da divisão.

Observe que a divisão finaliza quando o grau do resto é


menor que o grau do divisor.

9. Método de Divisão de Briot-Ruffini

Método desenvolvido unicamente para realizar divisões


de polinômios por(x-a) .
MATEM[ÁTICA

Ex. Divisão de 3x 5 − 7x 4 + 3x² − 5x + 17 por (x − 2)

144
Logo, o resultado da divisão será o polinômio formado pelos coeficientes da linha inferior, 1 grau abaixo do dividendo:
Q x = 3x 4 − x³ − 2x² − x − 7 . O resto será sempre o número indicado no lado direito: R (x) = 3.

10. Equações Algébricas

As equações algébricas estudam os polinômios de acordo com suas raízes. Sabendo deste objetivo, podemos relembrar
um conceito interessante que é a fatoração de polinômios, utilizando suas raízes, que também é chamado de Teorema de
Decomposição.
0 1 2 n
Sendo P x = a0 x + a1 x + a2x + ⋯ + an x , ele pode ser escrito da seguinte forma:

P x = an � x − γ1 � x − γ2 � ⋯ � x − γn

Assim, toda Equação Polinomial P (x) = 0 de grau n ≥ 1 , tem exatamente n raizes reais ou complexas.
Outro conceito importante em relação as raízes é o que chamamos de multiplicidade. As raízes de P (x) não são
necessariamente distintas, logo, supondo que γ1 repete r vezes e γ2 repete s vezes, a decomposição fica:

r s
P x = an � x − γ1 � x − γ2 � ⋯ � x − γn

Haverá um expoente determinando quantas repetições a raiz terá dentro do polinômio.

11. Relações de Girard

As relações de Girard foram encontradas para relacionar as raízes dos polinômios com os coeficientes dos mesmos.
Quem relembrar da equação de segundo grau na forma , vai ter estudado essas relações quando formularam as fórmulas
de soma e produto das raízes, onde tínhamos como resultado − b e c respectivamente.
a a
Essas relações são de Girard e agora iremos expandir para os demais graus de polinômios:

Sendo P x = a0 x 0 + a1 x 1 + a2x 2 + ⋯ + an x n , podem-se relacionar as raízes do mesmo (γ1 , γ2, … γn ) da seguinte


forma:
an−1
a) Soma das raízes: γ1 + γ2 + ⋯ + γn = − a
n
b) Soma dos produtos das raízes tomadas 2 a 2:
MATEM[ÁTICA

an−2
γ1 � γ2 + γ1 � γ3 + ⋯ + γ1 � γn + γ2 � γ3 + ⋯ + γn−1 � γn = −
an

145
c) Soma dos produtos das raízes tomadas p a p (p<n):
an−p
γ1 � γ2 … γp + ⋯ + γn−p … γn−1 � γn = −
an

d) Produto das raízes:


−1 na0
γ1 � γ2 � ⋯ � γn=
an

12. Raízes Complexas

Quando um número complexo na forma z = a + b∙i com e a, b ∈ ℝ e b ≠ 0 é raiz da equação algébrica P(x) = 0, de
coeficientes reais, então o seu conjugado é também raiz da mesma equação. Isso implica em duas consequências importantes:
a) Se o número complexo z possuir multiplicidade k, então seu conjugado também terá multiplicidade k;
b) Como as raízes complexas estão em pares, então pode-se afirmar que um polinômio de grau ímpar tem ao menos
1 raiz real.

EXERCÍCIO COMENTADO

1. (IF-BA – Professor – AOCP/2016) A equação x 3 − 147x + 686 = 0 tem por raízes os números m e n,
sendo m raiz dupla e . Nessas condições, o valor de (m + n) é:

a) 7
b) -7
c) -7 ou 7
c) 7-i
d) -7+i

Resposta: Letra B. Efetuando a multiplicação da forma fatorada e igualando ao polinômio original, temos que:
2
x−m � x − n = x 3 − 147x + 686

x 2 − 2xm + m2 � x + 2m = x 3 − 147x + 686

x 3 + 2mx 2 − 2mx 2 − 4m2x + m2x + 2m3 = x 3 − 147x + 686

Igualando os coeficientes semelhantes, temos que:


2
�−3m3 = −147
2m = 686
Logo: m = 7 e n = −1

2. (MACK-SP) Determine m Є R para que o polinômio p(x) = (m − 4)x³ + (m² – 16)x² + (m + 4)x + 4
seja de grau 2.

Resposta: Não existe m, tal que o grau de P(x) seja igual 2.


Para que P(x) tenha grau 2, devemos respeitar as seguintes condições:
m– 4 = 0
MATEM[ÁTICA

m = 4
m2– 16 ≠ 0
m2 ≠ 16
m ≠ +4e– 4

146
Para m = 4, temos:

p x = 4 – 4 x 3 + 42– 16 x 2 + 4 + 4 x + 4
p x = 0x 3 + 0x 2 + 8x + 4
p x = 8x + 4
Para m = – 4, temos

p x = – 4 – 4 x 3 + – 4 2 – 16 x 2 + – 4 + 4 x + 4
p x =– 8x 3 + 0x 2 + 0x + 4
p x = – 8x³ + 4
Portanto, Não existe valor para m de modo que o polinômio p(x) seja de grau 2

EXPRESSÕES ALGÉBRICAS

1. Definições

Expressões Algébricas: São aquelas que contêm números e letras.


Ex: 2ax² + bx

Variáveis: São as letras das expressões algébricas que representam um número real e que de princípio não possuem
um valor definido.

Valor numérico: É o número que obtemos substituindo as variáveis por números e efetuamos suas operações.
Ex: Sendo x=1 e y=2, calcule o valor numérico (VN) da expressão:
Substituindo os valores: x² + y → 1² + 2 = 3 . Portanto o valor numérico da expressão é 3.

Monômio: Os números e letras estão ligados apenas por produtos.


Ex: 4x

Polinômio: É a soma ou subtração de dois ou mais monômios.  


Ex: 4x+2y

Termos semelhantes: São aqueles que possuem partes literais iguais (variáveis)
Ex: 2x³y²z e 3x³y²z são termos semelhantes pois possuem a mesma parte literal (x3y2z).

2. Adição e subtração de monômios

FIQUE ATENTO!
Só podemos efetuar a adição e subtração de monômios entre termos semelhantes. E quando os termos
envolvidos na operação de adição ou subtração não forem semelhantes, deixamos apenas a operação indicada.

Ex: Dado os termos 5xy², 20xy², como os dois termos são semelhantes, é possível efetuar a adição e a subtração deles:
5xy² + 20xy² = 25xy 2

Ex: Já para 5xy² − 20xy 2 =


devemos
−15xysubtrair
2
apenas os coeficientes e conservar a parte literal.
5xy² − 20xy 2 = −15xy 2
MATEM[ÁTICA

3. Multiplicação de monômios

Para multiplicarmos monômios não é necessário que eles sejam semelhantes, basta multiplicarmos coeficiente com
coeficiente e parte literal com parte literal. Sendo que quando multiplicamos as partes literais devemos usar a propriedade
m n m+n
da potência que diz: a � a = a (bases iguais na multiplicação, repetimos a base e somamos os expoentes).

147
Ex: (3a²b) � (− 5ab³) 6. Adição e Subtração de expressões algébricas

Na multiplicação dos dois monômios, devemos multi- Para determinarmos a soma ou subtração de expres-
plicar os coeficientes 3 e -5 e na parte literal multiplicamos sões algébricas, basta somar ou subtrair os termos seme-
os termos que contém a mesma base para que possamos lhantes.
usar a propriedade de soma dos expoentes:
Ex: 2x³y²z + 3x³y²z = 5x³y²z
2 3 Ex: 2a²b − 3a²b = −a²b
3a b �2 − 5ab =3 3 � −5 � a2 � a � (b � b3)
3a b � 2− 5ab = −15 � a2+1 � (b1+3)
3
7. Multiplicação e Divisão de expressões algébricas
3a b � − 5ab = −15 a3b4
Na multiplicação e divisão de expressões algébricas,
4. Divisão de monômios devemos usar a propriedade distributiva.

Para dividirmos os monômios não é necessário que eles


Ex: a (x + y) = ax + ay
sejam semelhantes, basta dividirmos coeficiente com coe-
ficiente e parte literal com parte literal. Sendo que quando
Ex: (a + b) � (x + y) = ax + ay + bx + by
dividirmos as partes literais devemos −usar a propriedade Ex: x(x² + y) = x³ + xy
da potência que diz: a (bases iguais na
m n m n
∶a = a
divisão repetimos a base e diminuímos os expoentes), sen-
do que . #FicaDica
Ex: −20x²y³) ∶ (− 4xy³
Para multiplicarmos potências de mesma base,
Na divisão dos dois monômios, devemos dividir os coe- conservamos a base e somamos os expoentes.
ficientes -20 e -4 e na parte literal dividirmos os termos Na divisão de potências devemos conservar a
que contém a mesma base para que possamos usar a pro- base e subtrair os expoentes
priedade
2 3 3
−20x y : −2 4x y = −20 : −4 � x 2: x � (y 3 : y 3) 4x2
3 3
Ex: = 2x
−20x y 2 :3 − 4xy 3= +5 x 2−1 � (y 3−3) 2x
−20x y :2 − 3
4xy = 3+5 x 1 � (y 0 ) 6x3 − 8x
Ex: 2x = 3x² − 4
−20x y : − 4xy = +5x
x4 −5x3 +9x2 −7x+2
Ex:
x2 −2x+1
5. Potenciação de monômios

Na potenciação de monômios devemos novamente uti- Neste exemplo mais sofisticado, devemos usar a divisão
lizar uma propriedade da potenciação: por chaves:
m
I - ab = a b
m m

n m n
II - am = a �
2
Ex: −5x b
6 2

Aplicando as propriedades:

2
2
x 2 ( 6
−5x b =
6 2 2
2
2
−5) � � b
−5x b = +25x 4b12
6 2
MATEM[ÁTICA

148
EXERCÍCIOS COMENTADOS HORA DE PRATICAR!

1. Calcule: 3x² + 2x − 1) + (−2x² + 4x + 2


1.(SAAE de Aimorés – MG) Em uma festa de aniversário,
Resposta: cada pessoa ingere em média 5 copos de 250 ml de refri-
gerante. Suponha que em uma determinada festa, havia
3x 2 + 2x − 1 + −2x 2 + 4x + 2 20 pessoas presentes. Quantos refrigerantes de 2 litros o
= 3x 2 − 2x 2 + 2x + 4x − 1 + 2 = x 2 + 6x + 1 organizador da festa deveria comprar para alimentar as 20
pessoas? 
2. Calcule: 4 10x 3 + 5x 2 + 2x − 2x + 10 a) 12
b) 13
Resposta: c) 15
4 10x 3 + 5x 2 + 2x − 2x + 10 = 40x 3 + 20x 2 + 6x − 10 d) 25
= 2(20x 3 + 10x 2 + 3x − 5)
2. Analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa
CORRETA:
I) 3 𝑥 4 ∶ 2 = 6
II) 3 + 4 𝑥 2 = 14
III) O resto da divisão de 18 por 5 é 3

a) I somente
b) I e II somente
c) I e III somente
d) I, II e III

3. (Pref. de Timon – MA) O problema de divisão 648 : 2 é


equivalente à:

a) 600: 2 𝑥 40: 2 𝑥 8: 2
b) 6: 2 + 4: 2 + 8: 2
c) 600: 2 − 40: 2 − 8: 2
d) 600: 2 + 40: 2 + 8: 2
e) 6: 2𝑥4: 2𝑥8: 2

4. (Pref. de São José do Cerrito – SC) Qual o valor da ex-


pressão: 34 + 14.4⁄2 − 4 ?

a) 58
b) -31
c) 92
d) -96

5. (IF-ES) Um caminhão tem uma capacidade máxima de


700 kg de carga. Saulo precisa transportar 35 sacos de ci-
mento de 50 kg cada um. Utilizando-se desse caminhão,
o número mínimo de viagens que serão necessárias para
realizar o transporte de toda a carga é de:

a) 4
b) 5
c) 2
MATEM[ÁTICA

d) 6
e) 3

149
6. (Pref. Teresina – PI) Roberto trabalha 6 horas por dia de 11. Adicionando –846 a um número inteiro e multiplicando
expediente em um escritório. Para conseguir um dia extra a soma por –3, obtém-se +324. Que número é esse?
de folga, ele fez um acordo com seu chefe de que trabalha-
ria 20 minutos a mais por dia de expediente pelo número a) 726
de dias necessários para compensar as horas de um dia do b) 738
seu trabalho. O número de dias de expediente que Roberto c) 744
teve que trabalhar a mais para conseguir seu dia de folga d) 752
foi igual a Parte superior do formulário e) 770

a) 16 12. Numa adição com duas parcelas, se somarmos 8 à pri-


b) 15 meira parcela, e subtrairmos 5 da segunda parcela, o que
c) 18 ocorrerá com o total?
d) 13
e) 12 a) -2
b) -1
7.(ITAIPU BINACIONAL) O valor da expressão: c) +1
1 + 1 + 1 + 1𝑥7 + 1 + 1𝑥0 + 1 − 1 é d) +2
e) +3
a) 0
b) 11 13. (Prefeitura de Chapecó – Engenheiro de Trânsi-
c) 12 to – IOBV/2016) A alternativa cujo valor não é divisor de
d) 29 18.414 é:
e) 32
a) 27
8. Qual a diferença prevista entre as temperaturas no Piauí b) 31
e no Rio Grande do Sul, num determinado dia, segundo as c) 37
informações? Tempo no Brasil: Instável a ensolarado no Sul. d) 22
Mínima prevista -3º no Rio Grande do Sul. Máxima prevista
37° no Piauí. 14. Verifique se os números abaixo são divisíveis por 4.

a) 34 a) 23418
b) 36 b) 65000
c) 38 c) 38036
d) 40 d) 24004
e) 42 e) 58617

9. Qual é o produto de três números inteiros consecutivos 15. (ALGÁS – ASSISTENTE DE PROCESSOS ORGANI-
em que o maior deles é –10? ZACIONAIS – COPEVE/2014)

a) -1320 Critério de divisibilidade por 11


b) -1440
c) +1320 Esse critério é semelhante ao critério de divisibilidade por
d) +1440 9. Um número é divisível por 11 quando a soma alternada
e) nda dos seus algarismos é divisível por 11. Por soma alternada
queremos dizer que somamos e subtraímos algarismos al-
10. Três números inteiros são consecutivos e o menor deles ternadamente (539  5 - 3 + 9 = 11).
é +99. Determine o produto desses três números. Disponível em:<http://educacao.globo.com> . Acesso em:
07 maio 2014.  
a) 999.000
b) 999.111 Se A e B são algarismos do sistema decimal de numeração
c) 999.900 e o número 109AB é múltiplo de 11, então
d) 999.999
e) 1.000.000 a) B = A
b) A+B=1
MATEM[ÁTICA

c) B-A=1
d) A-B=10
e) A+B=-10

150
16. (IF-SE – TÉCNICO DE TECNOLOGIA DA INFOR- 21. (PREF. ITATINGA-PE – ASSISTENTE ADMINISTRA-
MAÇÃO - FDC-2014) João, nascido entre 1980 e 1994, TIVO – IDHTEC/2016) Um ciclista consegue fazer um per-
irá completar, em 2014, x anos de vida. Sabe-se que x é curso em 12 min, enquanto outro faz o mesmo percurso
divisível pelo produto dos seus algarismos. Em 2020, João 15 min. Considerando que o percurso é circular e que os
completará a seguinte idade: ciclistas partem ao mesmo tempo do mesmo local, após
quanto tempo eles se encontrarão?
a) 32
b) 30 a) 15 min
c) 28 b) 30 min
d) 26 c) 1 hora
d) 1,5 horas
17. (PREF. ITATINGA-PE – ASSISTENTE ADMINISTRA- e) 2 horas
TIVO – IDHTEC/2016) O número 102 + 101 + 100 é a repre-
sentação de que número? 22. (PREF. SANTA TERIZINHA DO PROGRESSO-SC –
PROFESSOR DE MATEMÁTICA – CURSIVA/2018) Acer-
a) 100 ca dos números primos, analise.
b) 101 I- O número 11 é um número primo;
c) 010 II- O número 71 não é um número primo;
d) 111 III- Os números 20 e 21 são primos entre si.
e) 110
Dos itens acima:
18. (TRF-SP – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2014) O re-
sultado da expressão numérica 53 : 51 × 54 : 5 × 55 : 5 : 56 - 5 a) Apenas o item I está correto.
é igual a : b) Apenas os itens I e II estão corretos.
c) Apenas os itens I e III estão corretos.
a) 120. d) Todos os itens estão corretos.

b)
1 23. (SAMAE DE CAXIAS DO SUL –RS – OPERADOR DE
5 ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA E ESGOTO –
c) 55. OBJETIVA/2017) Marcar C para as afirmativas Certas, E
d) 25. para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresen-
e) 620. ta a sequência CORRETA:
(---) Pertencem ao conjunto dos números naturais ímpares
19. (FEI-SP) O valor da expressão B = 5 . 108 . 4 . 10-3 é: os números ímpares negativos e os positivos.
(---) O número 72 é divisível por 2, 3, 4, 6, 8 e 9
a) 206 (---) A decomposição do número 256 em fatores primos é 27
b) 2 . 106 (---) Considerando-se os números 84 e 96, é correto afir-
c) 2 . 109 mar que o máximo divisor comum é igual a 12.
d) 20 . 10-4
a) E - E - C - C.
b) E - C - C - E.
20. (PREF. GUARULHOS-SP –ASSISTENTE DE GESTÃO c) C - E - E - E.
ESCOLAR – VUNESP/2016) Para iniciar uma visita moni- d) E - C - E - C.
torada a um museu, 96 alunos do 8º ano e 84 alunos do 9º e) C - E - C - C.
ano de certa escola foram divididos em grupos, todos com
o mesmo número de alunos, sendo esse número o maior
possível, de modo que cada grupo tivesse somente alunos 24. (PREF. GUARULHOS-SP – AGENTE ESCOLAR – VU-
de um único ano e que não restasse nenhum aluno fora NESP/2016) No ano de 2014, três em cada cinco estudan-
de um grupo. Nessas condições, é correto afirmar que o tes, na faixa etária dos 18 aos 24 anos, estavam cursando o
número total de grupos formados foi ensino superior, segundo dados do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística. Supondo-se que naquele ano 2,4
a) 8 milhões de estudantes, naquela faixa etária, não estivesse
b) 12 cursando aquele nível de ensino, o número dos que cursa-
c) 13 riam o ensino superior, em milhões, seria:
MATEM[ÁTICA

d) 15
e) 18 a) 3,0
b) 3,2
c) 3,4
d) 3,6

151
e) 4,0 Leia o texto, para responder a Questão a seguir:
2.5 (PREF. TERRA DE AREIA-RS – AGENTE ADMINIS-
TRATIVO – OBJETIVA/2016) Três funcionários (Fernando, Uma loja vende peças de MDF (mistura de fibras de
Gabriel e Henrique) de determinada empresa deverão di- madeira prensada) retangulares para artesãos. A unidade
vidir o valor de R$ 950,00 entre eles, de forma diretamente padrão mede 22 cm de comprimento por 15 cm de largura
proporcional aos dias trabalhos em certo mês. Sabendo-se e custa R$ 24,00.
que Fernando trabalhou 10 dias, Gabriel, 12, e Henrique,
16, analisar os itens abaixo: 
I - Fernando deverá receber R$ 260,00.
II - Gabriel deverá receber R$ 300,00.
III - Henrique deverá receber R$ 410,00.
Está(ão) CORRETO(S):

a) II Fonte: http://voltarelliprudente.com.br/ o-que-e-mdf-cru/


b) I e II O catálogo desta loja disponibiliza peças com outras
c) I e III medidas cortadas a partir da unidade padrão. Observe
d) II e III que ele está com informações incompletas em relação a
e) Todos os itens área e preço das peças.

26. (TRT- 15ª REGIÃO SP– ANALISTA JUDICIÁRIO –


FCC/2018) André, Bruno, Carla e Daniela eram sócios em
um negócio, sendo a participação de cada um, respecti-
vamente, 10%, 20%, 20% e 50%. Bruno faleceu e, por não
ter herdeiros naturais, estipulara, em testamento, que sua
parte no negócio deveria ser distribuída entre seus sócios,
de modo que as razões entre as participações dos três
permanecessem inalteradas. Assim, após a partilha, a nova
participação de André no negócio deve ser igual a:

a) 20%.
b) 8%
c) 12,5%
d) 15%
e) 10,5%

27. (PREF. GUARULHOS-SP – AUXILIAR ADMINIS-


TRATIVO – VUNESP/2018) Um terreno retangular tem
35 m de largura e 1750 m2 de área. A razão entre a largura
e o comprimento desse terreno é 

a) 0,8.
b) 0,7.
c) 0,6.
d) 0,5.
e) 0,4.
MATEM[ÁTICA

152
28. (UTPR 2018) O preço de cada peça é definido pro- 33. (PREF. PIRAÚBA-MG – OFICIAL DE SERVIÇO PÚ-
porcionalmente à área de cada uma em relação à unidade BLICO – MS CONCURSOS/2017) Certo estabelecimento
padrão. Por exemplo, a área da peça B é metade da área da de ensino possui em seu quadro de estudantes alunos de
unidade padrão, desse modo o preço da peça B é metade várias idades. A quantidade de alunos matriculados nes-
do preço da unidade padrão, ou seja, R$ 12,00. Assim, as te estabelecimento é de 1300. Sabendo que deste total
peças A, C e D custam respectivamente:  20% são alunos maiores de idade, podemos concluir que
a quantidade de alunos menores de idade que estão ma-
a) R$ 12,00; R$ 12,00; R$ 4,00 triculados é:
b) R$ 12,00; R$ 6,00; R$ 6,00
c) R$ 6,00; R$ 4,00; R$ 4,00 a) 160
d) R$ 12,00; R$ 4,00; R$ 6,00 b) 1040
e) R$ 12,00; R$ 6,00; R$ 4,00 c) 1100
d) 1300

29. Dividindo-se 660 em partes inversamente proporcio- 34. (PREF. JACUNDÁ-PA – AUXILIAR ADMINISTRATIVO
nais aos números 1/2, 1/3 e 1/6 obtém-se que números? – INAZ/2016) Das 300 dúzias de bananas que seu José foi
vender na feira, no 1° dia, ele vendeu 50% ao preço de R$ 3,00
a) 30, 10, 5. cada dúzia; no 2° dia ele vendeu 30% da quantidade que so-
b) 30, 20, 10. brou ao preço de R$ 2,00; e no 3° dia ele vendeu 20% do que
c) 40, 30, 20. restou da venda dos dias anteriores ao preço de R$ 1,00. Quan-
d) 20, 10, 5 to seu José apurou com as vendas das bananas nos três dias?

30. Certo concreto é obtido misturando-se uma parte de a) R$ 700,00


cimento, dois de areis e quatro de pedra. Qual será (em m³) b) R$ 540,00
a quantidade de areia a ser empregada, se o volume a ser c) R$ 111,00
concretado é 378 m³? d) R$ 450,00
e) R$ 561,00
a) 108m3
b) 100m3 35. (COLÉGIO PEDRO II – PROFESSOR – 2016) Com a cria-
c) 80m3 ção de leis trabalhistas, houve muitos avanços em relação aos
e) 60m3 direitos dos trabalhadores. Entretanto, ainda há muitas barrei-
ras. Atualmente, a renda das mulheres corresponde, aproxima-
31. A herança de R$ 30.000,00 deve ser repartida entre damente, a três quartos da renda dos homens. Considerando
Antonio, Bento e Carlos. Cada um deve receber em partes os dados apresentados, qual a diferença aproximada, em ter-
diretamente proporcionais a 3, 5 e 6, respectivamente, e in- mos percentuais, entre a renda do homem e a da mulher?
versamente proporcionais às idades de cada um. Sabendo-
-se que Antonio tem 12 anos, Bento tem 15 anos e Carlos a) 75%
24 anos, qual será a parte recebida por Bento? b) 60%
c) 34%
a) R$ 12.000,00. d) 25%
b) R$ 14.000,00.
b) R$ 8.000,00.
c) R$ 24.000,00.

32. (SAAE Aimorés- MG – Ajudante – MÁXIMA/2016)


Misturam-se 30 litros de álcool com 20 litros de gasolina. A
porcentagem de gasolina na mistura é igual a: 

a) 40%
b) 20%
c) 30%
d) 10%
MATEM[ÁTICA

153
36. (EBSERH – TÉCNICO EM ENFERMAGEM – IBFC/2017) Paulo gastou 40% de 3/5 de seu salário e ainda lhe restou R$
570,00. Nessas condições o salário de Paulo é igual a:

a) R$ 2375,00
b) R$ 750,00
c) R$ 1240,00
d) R$ 1050,00
e) R$ 875,00

37. (PREF. TANGUÁ-RJ – TÉCNICO E ENFERMAGEM – MS CONCURSOS/2017) Raoni comprou um fogão com 25%
de desconto, pagando por ele R$ 330,00. Qual era o preço do fogão sem o desconto?

a) R$ 355,00
b) R$ 412,50
c) R$ 440,00
d) R$ 460,00

38. (EBSERH – ADVOGADO – IBFC/2016) Ao comprar um produto, José obteve um desconto de 12% (doze por cento)
por ter pagado à vista e pagou o valor de R$ 105,60 (cento e cinco reais e sessenta centavos). Nessas condições, o valor
do produto, sem desconto, é igual a:

a) R$ 118,27
b) R$ 125,00
c) R$ 120,00
d) R$ 130,00
e) R$ 115,00

39. (PREF. ITAPEMA-SC – AGENTE MUNICIPAL DE TRÂNSITO – MS CONCURSOS/2016) Segundo dados do IBGE,
a população de Itapema (SC) em 2010 era de, aproximadamente, 45.800 habitantes. Já atualmente, essa população é de,
aproximadamente, 59.000 habitantes. O aumento percentual dessa população no período de 2010 a 2016 foi de:

a) 22,4%
b) 28,8%
c) 71,2%
d) 77,6%

40. (EBSERH – ADVOGADO – IBFC/2016) Joana gastou 60% de 50% de 80% do valor que possuía. Portanto, a porcen-
tagem que representa o que restou para Joana do valor que possuía é:

a) 76%
b) 24%
c) 32%
d) 68%
e) 82%

41. (TRT 11ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2015) Em 2015 as vendas de uma empresa foram 60% superiores
as de 2014. Em 2016 as vendas foram 40% inferiores as de 2015. A expectativa para 2017 é de que as vendas sejam 10%
inferiores as de 2014. Se for confirmada essa expectativa, de 2016 para 2017 as vendas da empresa vão.

a) diminuir em 6,25%
b) aumentar em 4%
c) diminuir em 4%
d) diminuir em 4,75%
e) diminuir em 5,5%
MATEM[ÁTICA

154
42. (SAMAE CAXIAS DO SUL –RS –AJUSTADOR DE HIDRÔMETROS – OBJETIVA/2017) Em certa turma de matemá-
tica do Ensino Fundamental, o professor dividiu igualmente os 34 alunos em dois grupos (A e B) para que participassem de
certa competição de matemática envolvendo frações. Para cada resposta correta dada pelo grupo, este ganhava 10 pontos
e, para cada resposta incorreta, o grupo transferia 5 dos seus pontos para a equipe adversária. Considerando-se que os gru-
pos A e B iniciaram a competição com 20 pontos cada, e as questões foram as seguintes, assinalar a alternativa CORRETA:

a)  grupo B ficou com 25 pontos a mais do que o grupo A.


b) grupo A ficou com 10 pontos a mais do que o grupo B.
c) grupo B ganhou ao todo 30 pontos e perdeu 5.
d) grupo A ganhou ao todo 20 pontos e perdeu 10.
e) Os dois grupos terminaram a competição com a mesma pontuação, 30 pontos cada.

43. (UFGO) Uma fração equivalente a 3/4 cujo denominador é um múltiplo dos números 3 e 4 é:

a) 6/8
b) 9/12
c) 15/24
d) 12/16

44. (COLÉGIO PEDRO II – PROFESSOR – 2018) O número decimal que representa a quantidade de crianças e jovens
envolvidos em atividades não agrícolas no Brasil, segundo o PNAD 2015, é: 

a) 68/10
b) 0,68
c) 6,8
d) 68/100

45. Em seu testamento, uma mulher decide dividir seu patrimônio entre seus quatro filhos. Tal divisão foi feita da seguinte
forma:
MATEM[ÁTICA

• João receberá 1/5;


• Camila receberá 15%;
• Ana receberá R$ 16.000,00;
• Carlos receberá 25%.

155
A fração que representa a parte do patrimônio recebida 50. (VUNESP – CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS –
por Ana é: RECEPCIONISTA – 2013) Num posto de gasolina, foi pedido
ao frentista que enchesse o tanque de combustível. Foram colo-
a) 2/4. cados 20,6 litros de gasolina, pelos quais custou R$ 44,29. Se fos-
b) 3/5. sem colocados 38 litros de gasolina, o valor a ser pago seria de
c) 2/5.
d) 1/4. a) R$ 37,41.
e) 3/4. b) R$ 79,80.
c) R$ 81,70.
46. Bela é uma leitora voraz. Ela comprou uma cópia do best d) R$ 85,30.
seller «A Beleza da Matemática». No primeiro dia, Bela leu e) R$ 88,50.
1/5 das páginas mais 12 páginas, e no segundo dia, ela leu
1/4 das páginas restantes mais 15 páginas. No terceiro dia, 51. (VUNESP - CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS
ela leu 1/3 das páginas restantes mais 18 páginas. Então, – RECEPCIONISTA – 2013) Lendo 30 páginas por dia de
Bela percebeu que restavam apenas 62 páginas para ler, um livro, gastarei 6 dias para ler esse livro. Se eu ler 20 pá-
o que ela fez no dia seguinte. Então, o livro lido por Bela ginas por dia desse mesmo livro, gastarei
possuía o seguinte número de páginas:
a) 9 dias.
a) 120. b) 8 dias.
b) 180. c) 6 dias.
c) 240. d) 5 dias.
d) 300. e) 4 dias.

52. (VUNESP – PROCON – AUXILIAR DE MANUTEN-


47. (EMAP – CARGOS DE NÍVEL MËDIO – CESPE/2018) ÇÃO – 2013) Um supermercado fez a seguinte oferta “3/4
Os operadores dos guindastes do Porto de Itaqui são todos de quilograma de carne moída por apenas R$ 4,50 ‘’. Uma
igualmente eficientes. Em um único dia, seis desses opera- pessoa aproveitou a oferta e comprou 3 quilogramas de car-
dores, cada um deles trabalhando durante 8 horas, carre- ne moída. Essa pessoa pagou pelos 3 quilogramas de carne
gam 12 navios.
Com referência a esses operadores, julgue o item seguinte. R$ 18,00.
R$ 18,50.
Para carregar 18 navios em um único dia, seis desses ope- R$ 19,00.
radores deverão trabalhar durante mais de 13 horas. R$ 19,50.
R$ 20,00.
( ) CERTO ( ) ERRADO
53. (VUNESP – TJM – SP – AGENTE DE SEGURANÇA JU-
48. (PREF. SUZANO-SP – GUARDA CIVIL MUNICIPAL – DICIÁRIA – 2013) Se certa máquina trabalhar seis horas por
VUNESP/2018) Para imprimir um lote de panfletos, uma grá- dia, de forma constante e sem parar, ela produzira n peças em
fica utiliza apenas uma máquina, trabalhando 5 horas por dia seis dias. Para produzir quantidade igual das mesmas peças
durante 3 dias. O número de horas diárias que essa máquina te- em quatro dias, essa máquina deverá trabalhar diariamente,
ria que trabalhar para imprimir esse mesmo lote em 2 dias seria  nas mesmas condições, um número de horas igual a

a) 8,0. a) 12.
b) 7,5. b) 10.
c) 7,0. c) 9.
d) 6,5. d) 8.
e) 6,0.
54. (VUNESP – AUXILIAR AGROPECUÁRIO – 2014) O
49. (VUNESP – CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS refeitório de uma fábrica prepara suco para servir no almo-
– AGENTE DE COPA – 2013) Com uma lata de leite con- ço. Com 5 litros de suco é possível encher completamente
densado, é possível se fazer 30 brigadeiros. Sabendo que o 20 copos de 250 ml. Em um certo dia, foram servidas 90 re-
preço de cada lata é de 4 reais, e para uma comemoração feições e acompanhando cada uma delas, 1 copo com 250
serão necessários 450 brigadeiros, o total gasto, em reais, ml de suco. O número, mínimo, de litros de suco necessário
para fazer esses brigadeiros, será de para o almoço, desse dia, foi
MATEM[ÁTICA

a) 45 a) 21,5.
b) 53 b) 22.
c) 60 c) 22,5.
d) 70. d) 23.
e) 23,5.

156
55. (PREF. TERESINA-PI – PROFESSOR – NUCE- 59. (PREF. PORTO ALEGRE-RS – FMP CONCUR-
PE/2016) Sabendo que o comprimento do muro Parque SOS/2012) A construção de uma casa é realizada em 10
Zoobotânico é de aproximadamente 1,7 km e sua altura é dias por 30 operários trabalhando 8 horas por dia. O nú-
de 1,7 m, um artista plástico pintou uma área correspon- mero de operários necessários para construir uma casa em
dente a 34 m² do muro em 8 horas trabalhadas em um úni- 8 dias trabalhando 6 horas por dia é
co dia. Trabalhando no mesmo ritmo e nas mesmas condi-
ções, para pintar este muro, o pintor levará a) 18.
b) 24.
a) 83 dias. c) 32.
b) 84 dias. d) 38.
c) 85 dias. e) 50.
d) 86 dias.
e) 87 dias. 60.(VUNESP – PMESP – CURSO DE FORMAÇÃO DE
OFICIAIS – 2014) A tabela, com dados relativos à cidade
56. (SES-PR – TÉCNICO DE ENFERMAGEM – de São Paulo, compara o número de veículos de frota, o
UFPR/2009) Uma indústria metalúrgica consegue produ- número de radares e o valor total, em reais, arrecadado
zir 24.000 peças de determinado tipo em 4 dias, trabalhan- com multas de trânsito, relativos aos anos de 2004 e 2013:
do com seis  máquinas idênticas, que funcionam 8 horas
por dia em ritmo idêntico de produção. Quantos dias se- Ano Frota Radares Arrecadação
rão necessários  para que essa indústria consiga produzir
18.000 peças, trabalhando apenas com 4 dessas máquinas, 2004 5,8 milhões 260 328 milhões
no mesmo ritmo de produção, todas elas funcionando 12 2013 7,5 milhões 601 850 milhões
horas por dia?
Se o número de radares e o valor da arrecadação tivessem
a) 3. crescido de forma diretamente proporcional ao crescimen-
b) 4. to da frota de veículos no período considerado, então em
c) 5. 2013 a quantidade de radares e o valor aproximado da ar-
d) 6. recadação, em milhões de reais (desconsiderando-se cor-
e) 8. reções monetárias), seriam, respectivamente,
57. (CISMARPA – AUXILIAR ADMINISTRATIVO – IPE- a) 336 e 424.
FAE/2015)  Em um restaurante, 4 cozinheiros fazem 120 b) 336 e 426.
pratos em 5 dias. Para atender uma demanda maior de c) 334 e 428.
pessoas, o gerente desse estabelecimento contratou mais d) 334 e 430.
2 cozinheiros. Quantos pratos serão feitos em 8 dias de e) 330 e 432.
funcionamento do restaurante? 

a) 288
b) 294
c) 296
d) 302

58. (CRO-SP – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO – VU-


NESP/2015) Cinco máquinas, todas de igual eficiência,
funcionando 8 horas por dia, produzem 600 peças por dia.
O número de peças que serão produzidas por 12 dessas
máquinas, funcionando 10 horas por dia, durante 5 dias,
será igual a

a) 1800.
b) 3600.
c) 5400.
d) 7200.
e) 9000.
MATEM[ÁTICA

157
41 A
GABARITO 42 C
43 B
1 B 44 C
2 C 45 B
3 D 46 C
4 A 47 ERRADO
5 E 48 B
6 C 49 C
7 B 50 C
8 D 51 A
9 A 52 A
10 C 53 C
11 B 54 C
12 E 55 C
13 C 56 A
14 B 57 A
15 C 58 E
16 B 59 E
17 D 60 A
18 A
19 B
20 D
21 C
22 C
23 D
24 D
25 A
26 C
27 B
28 E
29 A
30 B
31 A
32 A
33 B
34 E
35 D
36 B
37 C
MATEM[ÁTICA

38 C
39 B
40 A

158
ÍNDICE

PORTUGUÊS

Leitura, interpretação e análise de textos: Leitura, interpretação e análise dos significados presentes em um texto e o
respectivo relacionamento com o universo em que o texto foi produzido....................................................................................... 01
Fonética, ortografia e pontuação: Correta escrita das palavras da língua portuguesa, acentuação gráfica, partição silábica
e pontuação................................................................................................................................................................................................................. 09
Morfologia: Estrutura e formação das palavras e classes de palavras.................................................................................................. 23
Morfossintaxe: Frase, oração e período, termos da oração, orações do período (desenvolvidas e reduzidas), funções
sintáticas do pronome relativo, sintaxe de regência (verbal e nominal), sintaxe de concordância (verbal e nominal) e
sintaxe de colocação................................................................................................................................................................................................. 64
Noções de versificação: Estrutura do verso, tipos de verso, rima, estrofação e poemas de forma fixa.................................. 91
Teoria da linguagem e semântica: História da Língua Portuguesa; linguagem, língua, discurso e estilo; níveis de linguagem,
funções da linguagem; figuras de linguagem; e significado das palavras.......................................................................................... 97
Introdução à literatura: A arte literária, os gêneros literários e a evolução da arte literária, em Portugal e no Brasil.....106
Literatura brasileira: Contexto histórico, características, principais autores e obras do Quinhentismo, Barroco, Arcadismo,
Romantismo, Realismo, Naturalismo, Impressionismo, Parnasianismo, Simbolismo, Pré-Modernismo e Modernismo..108
Redação: Gênero textual; textualidade e estilo (funções da linguagem; coesão e coerência textual; tipos de discurso;
intertextualidade; denotação e conotação; figuras de linguagem; mecanismos de coesão; a ambiguidade; a não-
contradição; paralelismos sintáticos e semânticos; continuidade e progressão textual); texto e contexto; o texto narrativo:
o enredo, o tempo e o espaço; a técnica da descrição; o narrador; o texto argumentativo; o tema; a impessoalidade;
a carta argumentativa; a crônica argumentativa; a argumentação e a persuasão; o texto dissertativo-argumentativo;
a consistência dos argumentos; a contra-argumentação; o parágrafo; a informatividade e o senso comum; formas de
desenvolvimento do texto dissertativo-argumentativo; a introdução; e a conclusão..................................................................118
Alterações introduzidas na ortografia da língua portuguesa pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado
em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau,
Moçambique e, posteriormente, por Timor Leste, aprovado no Brasil pelo Decreto nº 6.583, de 29 de setembro de 2008
e alterado pelo Decreto nº 7.875, de 27 de dezembro de 2012...........................................................................................................130
Compreender significa
LEITURA, INTERPRETAÇÃO E ANÁLISE DE Entendimento, atenção ao que realmente está escrito.
TEXTOS: LEITURA, INTERPRETAÇÃO E ANÁLISE O texto diz que...
DOS SIGNIFICADOS PRESENTES EM UM TEXTO É sugerido pelo autor que...
E O RESPECTIVO RELACIONAMENTO COM O De acordo com o texto, é correta ou errada a afirmação...
UNIVERSO EM QUE O TEXTO FOI PRODUZIDO. O narrador afirma...

Erros de interpretação

INTERPRETAÇÃO TEXTUAL • Extrapolação (“viagem”) = ocorre quando se sai do


contexto, acrescentando ideias que não estão no tex-
Texto – é um conjunto de ideias organizadas e to, quer por conhecimento prévio do tema quer pela
relacionadas entre si, formando um todo significativo imaginação.
capaz de produzir interação comunicativa (capacidade de • Redução = é o oposto da extrapolação. Dá-se aten-
codificar e decodificar). ção apenas a um aspecto (esquecendo que um texto
Contexto – um texto é constituído por diversas frases. é um conjunto de ideias), o que pode ser insuficiente
Em cada uma delas, há uma informação que se liga com para o entendimento do tema desenvolvido.
a anterior e/ou com a posterior, criando condições para • Contradição = às vezes o texto apresenta ideias con-
a estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa trárias às do candidato, fazendo-o tirar conclusões
interligação dá-se o nome de contexto. O relacionamento equivocadas e, consequentemente, errar a questão.
entre as frases é tão grande que, se uma frase for retirada
de seu contexto original e analisada separadamente, Observação:
poderá ter um significado diferente daquele inicial. Muitos pensam que existem a ótica do escritor e a ótica
Intertexto - comumente, os textos apresentam do leitor. Pode ser que existam, mas em uma prova de
referências diretas ou indiretas a outros autores através de concurso, o que deve ser levado em consideração é o que
citações. Esse tipo de recurso denomina-se intertexto. o autor diz e nada mais.
Interpretação de texto - o objetivo da interpretação de
um texto é a identificação de sua ideia principal. A partir daí, Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que
localizam-se as ideias secundárias (ou fundamentações),
relaciona palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre
as argumentações (ou explicações), que levam ao
si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através
esclarecimento das questões apresentadas na prova.
de um pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um
Normalmente, em uma prova, o candidato deve: pronome oblíquo átono, há uma relação correta entre o
• Identificar os elementos fundamentais de uma ar- que se vai dizer e o que já foi dito.
gumentação, de um processo, de uma época (neste
caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais São muitos os erros de coesão no dia a dia e, entre eles,
definem o tempo). está o mau uso do pronome relativo e do pronome oblíquo
• Comparar as relações de semelhança ou de diferen- átono. Este depende da regência do verbo; aquele, do seu
ças entre as situações do texto. antecedente. Não se pode esquecer também de que os
• Comentar/relacionar o conteúdo apresentado com pronomes relativos têm, cada um, valor semântico, por isso
uma realidade. a necessidade de adequação ao antecedente.
• Resumir as ideias centrais e/ou secundárias. Os pronomes relativos são muito importantes na
• Parafrasear = reescrever o texto com outras palavras. interpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de
coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que
Condições básicas para interpretar existe um pronome relativo adequado a cada circunstância,
a saber:
Fazem-se necessários: conhecimento histórico-literário que (neutro) - relaciona-se com qualquer antecedente,
(escolas e gêneros literários, estrutura do texto), leitura e mas depende das condições da frase.
prática; conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do qual (neutro) idem ao anterior.
texto) e semântico; capacidade de observação e de síntese; quem (pessoa)
capacidade de raciocínio. cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois
o objeto possuído.
Interpretar/Compreender como (modo)
onde (lugar)
Interpretar significa: quando (tempo)
Explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir.
PORTUGUÊS

quanto (montante)
Através do texto, infere-se que...
Exemplo:
É possível deduzir que...
Falou tudo QUANTO queria (correto)
O autor permite concluir que...
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria
Qual é a intenção do autor ao afirmar que...
aparecer o demonstrativo O).

1
Dicas para melhorar a interpretação de textos a) Apenas as crianças com até cinco anos de idade e os
adultos com 65 anos em diante têm acesso livre ao Me-
• Leia todo o texto, procurando ter uma visão geral do trô-DF.
assunto. Se ele for longo, não desista! Há muitos can- b) Apenas as crianças de cinco anos de idade e os adultos
didatos na disputa, portanto, quanto mais informação com mais de 65 anos têm acesso livre ao Metrô-DF.
você absorver com a leitura, mais chances terá de re- c) Somente crianças com, no máximo, cinco anos de idade
solver as questões. e adultos com, no mínimo, 66 anos têm acesso livre ao
• Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa Metrô-DF.
a leitura. d) Somente crianças e adultos, respectivamente, com cinco
• Leia o texto, pelo menos, duas vezes – ou quantas fo- anos de idade e com 66 anos em diante, têm acesso livre
rem necessárias. ao Metrô-DF.
• Procure fazer inferências, deduções (chegar a uma con- e) Apenas crianças e adultos, respectivamente, com até cin-
clusão). co anos de idade e com 65 anos em diante, têm acesso
• Volte ao texto quantas vezes precisar. livre ao Metrô-DF.
• Não permita que prevaleçam suas ideias sobre as
do autor.
Resposta: Letra C.
• Fragmente o texto (parágrafos, partes) para melhor
Dentre as alternativas apresentadas, a única que con-
compreensão.
• Verifique, com atenção e cuidado, o enunciado de diz com as informações expostas no texto é “Somente
cada questão. crianças com, no máximo, cinco anos de idade e adultos
• O autor defende ideias e você deve percebê-las. com, no mínimo, 66 anos têm acesso livre ao Metrô-DF”.
• Observe as relações interparágrafos. Um parágrafo
geralmente mantém com outro uma relação de con- 2. (SUSAM/AM – TÉCNICO (DIREITO) – SUPERIOR -
tinuação, conclusão ou falsa oposição. Identifique FGV/2014 - adaptada) “Se alguém que é gay procura
muito bem essas relações. Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá‐lo?” a
• Sublinhe, em cada parágrafo, o tópico frasal, ou seja, a declaração do Papa Francisco, pronunciada durante uma
ideia mais importante. entrevista à imprensa no final de sua visita ao Brasil, ecoou
• Nos enunciados, grife palavras como “correto” ou como um trovão mundo afora. Nela existe mais forma que
“incorreto”, evitando, assim, uma confusão na substância – mas a forma conta”. (...)
hora da resposta – o que vale não somente para In- (Axé Silva, O Mundo, setembro 2013)
terpretação de Texto, mas para todas as demais ques-
tões! O texto nos diz que a declaração do Papa ecoou como um
• Se o foco do enunciado for o tema ou a ideia principal, trovão mundo afora. Essa comparação traz em si mesma
leia com atenção a introdução e/ou a conclusão. dois sentidos, que são
• Olhe com especial atenção os pronomes relativos,
pronomes pessoais, pronomes demonstrativos, etc., a) o barulho e a propagação.
chamados vocábulos relatores, porque remetem a b) a propagação e o perigo.
outros vocábulos do texto. c) o perigo e o poder.
d) o poder e a energia. 
e)  a energia e o barulho.  
EXERCÍCIOS COMENTADOS
Resposta: Letra A.
Ao comparar a declaração do Papa Francisco a um tro-
1. (SECRETARIA DE ESTADO DA ADMINISTRAÇÃO PÚ-
vão, provavelmente a intenção do autor foi a de mostrar
BLICA DO DISTRITO FEDERAL/DF – TÉCNICO EM ELE-
o “barulho” que ela causou e sua propagação mundo
TRÔNICA – MÉDIO - IADES/2014)
afora. Você pode responder à questão por eliminação: a
Gratuidades segunda opção das alternativas relaciona-se a “mundo
afora”, ou seja, que se propaga, espalha. Assim, sobraria
Crianças com até cinco anos de idade e adultos com mais apenas a alternativa a!
de 65 anos de idade têm acesso livre ao Metrô-DF. Para
os menores, é exigida a certidão de nascimento e, para os 3. (SECRETARIA DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO PÚ-
idosos, a carteira de identidade. Basta apresentar um do- BLICA DO DISTRITO FEDERAL/DF – TÉCNICO EM CON-
cumento de identificação aos funcionários posicionados no TABILIDADE – MÉDIO - IADES/2014 - adaptada)
bloqueio de acesso.
Disponível em: <http://www.metro.df.gov.br/estacoes/ Concha Acústica
PORTUGUÊS

gratuidades.html> Acesso em: 3/3/2014, com adaptações.


Localizada às margens do Lago Paranoá, no Setor de Clu-
Conforme a mensagem do primeiro período do texto, assi- bes Esportivos Norte (ao lado do Museu de Arte de Brasília
nale a alternativa correta. – MAB), está a Concha Acústica do DF. Projetada por Oscar
Niemeyer, foi inaugurada oficialmente em 1969 e doada

2
pela Terracap à Fundação Cultural de Brasília (hoje Secre- A) Textos narrativos – constituem-se de verbos de ação
taria de Cultura), destinada a espetáculos ao ar livre. Foi o demarcados no tempo do universo narrado, como também
primeiro grande palco da cidade. de advérbios, como é o caso de antes, agora, depois, entre
Disponível em: <http://www.cultura.df.gov.br/nossa-cul- outros: Ela entrava em seu carro quando ele apareceu.
tura/concha- acustica.html>. Acesso em: 21/3/2014, com Depois de muita conversa, resolveram...
B) Textos descritivos – como o próprio nome indica,
adaptações.
descrevem características tanto físicas quanto psicológicas
acerca de um determinado indivíduo ou objeto. Os tempos
Assinale a alternativa que apresenta uma mensagem com- verbais aparecem demarcados no presente ou no pretérito
patível com o texto. imperfeito: “Tinha os cabelos mais negros como a asa da
graúna...”
a) A Concha Acústica do DF, que foi projetada por Oscar C) Textos expositivos – Têm por finalidade explicar
Niemeyer, está localizada às margens do Lago Paranoá, um assunto ou uma determinada situação que se almeje
no Setor de Clubes Esportivos Norte. desenvolvê-la, enfatizando acerca das razões de ela
b) Oscar Niemeyer projetou a Concha Acústica do DF em acontecer, como em: O cadastramento irá se prorrogar até
1969. o dia 02 de dezembro, portanto, não se esqueça de fazê-lo,
sob pena de perder o benefício.
c) Oscar Niemeyer doou a Concha Acústica ao que hoje é a
D) Textos injuntivos (instrucional) – Trata-se de
Secretaria de Cultura do DF. uma modalidade na qual as ações são prescritas de
d) A Terracap transformou-se na Secretaria de Cultura do forma sequencial, utilizando-se de verbos expressos no
DF. imperativo, infinitivo ou futuro do presente: Misture todos
e) A Concha Acústica foi o primeiro palco de Brasília. os ingrediente e bata no liquidificador até criar uma massa
homogênea.
Resposta: Letra A. E) Textos argumentativos (dissertativo) – Demarcam-se
Recorramos ao texto: “Localizada às margens do Lago pelo predomínio de operadores argumentativos, revelados
Paranoá, no Setor de Clubes Esportivos Norte (ao lado por uma carga ideológica constituída de argumentos e
do Museu de Arte de Brasília – MAB), está a Concha contra-argumentos que justificam a posição assumida
acerca de um determinado assunto: A mulher do mundo
Acústica do DF. Projetada por Oscar Niemeyer”. As in-
contemporâneo luta cada vez mais para conquistar seu
formações contidas nas demais alternativas são incoe- espaço no mercado de trabalho, o que significa que os
rentes com o texto. gêneros estão em complementação, não em disputa.

Gêneros Textuais
TIPOLOGIA E GÊNERO TEXTUAL
São os textos materializados que encontramos em
A todo o momento nos deparamos com vários textos, nosso cotidiano; tais textos apresentam características
sejam eles verbais ou não verbais. Em todos há a presença sócio-comunicativas definidas por seu estilo, função,
do discurso, isto é, a ideia intrínseca, a essência daquilo composição, conteúdo e canal. Como exemplos, temos:
receita culinária, e-mail, reportagem, monografia, poema,
que está sendo transmitido entre os interlocutores. Estes
editorial, piada, debate, agenda, inquérito policial, fórum,
interlocutores são as peças principais em um diálogo ou blog, etc.
em um texto escrito. A escolha de um determinado gênero discursivo
É de fundamental importância sabermos classificar os depende, em grande parte, da situação de produção,
textos com os quais travamos convivência no nosso dia a ou seja, a finalidade do texto a ser produzido, quem são
dia. Para isso, precisamos saber que existem tipos textuais os locutores e os interlocutores, o meio disponível para
e gêneros textuais. veicular o texto, etc.
Comumente relatamos sobre um acontecimento, um Os gêneros discursivos geralmente estão ligados a
fato presenciado ou ocorrido conosco, expomos nossa esferas de circulação. Assim, na esfera jornalística, por
opinião sobre determinado assunto, descrevemos algum exemplo, são comuns gêneros como notícias, reportagens,
editoriais, entrevistas e outros; na esfera de divulgação
lugar que visitamos, fazemos um retrato verbal sobre
científica são comuns gêneros como verbete de dicionário
alguém que acabamos de conhecer ou ver. É exatamente ou de enciclopédia, artigo ou ensaio científico, seminário,
nessas situações corriqueiras que classificamos os nossos conferência.
textos naquela tradicional tipologia: Narração, Descrição e
Dissertação. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Cochar.
As tipologias textuais se caracterizam pelos aspectos de Português linguagens: volume 1 – 7.ª ed. Reform. – São
ordem linguística Paulo: Saraiva, 2010.
CAMPEDELLI, Samira Yousseff, SOUZA, Jésus Barbosa.
Português – Literatura, Produção de Textos & Gramática –
PORTUGUÊS

Os tipos textuais designam uma sequência definida pela


natureza linguística de sua composição. São observados volume único – 3.ª ed. – São Paulo: Saraiva, 2002.
aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações SITE
logicas. Os tipos textuais são o narrativo, descritivo, Disponível em: <http://www.brasilescola.com/redacao/
argumentativo/dissertativo, injuntivo e expositivo. tipologia-textual.htm>

3
1. COESÃO E COERÊNCIA  Uso de hipônimos – relação que se estabelece
com base na maior especificidade do significado de um
Na construção de um texto, assim como na fala, usamos deles. Por exemplo, mesa (mais específico) e móvel (mais
mecanismos para garantir ao interlocutor a compreensão genérico).
do que é dito, ou lido. Estes mecanismos linguísticos que  Emprego de hiperônimos - relações de um termo
estabelecem a coesão e retomada do que foi escrito - ou de sentido mais amplo com outros de sentido mais especí-
fico. Por exemplo, felino está numa relação de hiperonímia
falado - são os referentes textuais, que buscam garantir a
com gato.
coesão textual para que haja coerência, não só entre os  Substitutos universais, como os verbos vicários.
elementos que compõem a oração, como também entre a
sequência de orações dentro do texto. Essa coesão também Verbo vicário é aquele que substitui outro já utilizado
pode muitas vezes se dar de modo implícito, baseado em no período, evitando repetições. Geralmente é o verbo
conhecimentos anteriores que os participantes do processo fazer e ser. Exemplo: Não gosto de estudar. Faço porque
têm com o tema. preciso. O “faço” foi empregado no lugar de “estudo”,
Numa linguagem figurada, a coesão é uma linha evitando repetição desnecessária.
imaginária - composta de termos e expressões - que une os
diversos elementos do texto e busca estabelecer relações A coesão apoiada na gramática se dá no uso de
de sentido entre eles. Dessa forma, com o emprego conectivos, como pronomes, advérbios e expressões
de diferentes procedimentos, sejam lexicais (repetição, adverbiais, conjunções, elipses, entre outros. A elipse
substituição, associação), sejam gramaticais (emprego de justifica-se quando, ao remeter a um enunciado anterior,
a palavra elidida é facilmente identificável (Exemplo.: O
pronomes, conjunções, numerais, elipses), constroem-se
jovem recolheu-se cedo. Sabia que ia necessitar de todas
frases, orações, períodos, que irão apresentar o contexto – as suas forças. O termo o jovem deixa de ser repetido e,
decorre daí a coerência textual. assim, estabelece a relação entre as duas orações).
Um texto incoerente é o que carece de sentido ou
o apresenta de forma contraditória. Muitas vezes essa Dêiticos são elementos linguísticos que têm a
incoerência é resultado do mau uso dos elementos de propriedade de fazer referência ao contexto situacional
coesão textual. Na organização de períodos e de parágrafos, ou ao próprio discurso. Exercem, por excelência, essa
um erro no emprego dos mecanismos gramaticais e lexicais função de progressão textual, dada sua característica: são
prejudica o entendimento do texto. Construído com os elementos que não significam, apenas indicam, remetem
elementos corretos, confere-se a ele uma unidade formal. aos componentes da situação comunicativa.
Nas palavras do mestre Evanildo Bechara, “o enunciado Já os componentes concentram em si a significação.
não se constrói com um amontoado de palavras e orações. Elisa Guimarães ensina-nos a esse respeito:
Elas se organizam segundo princípios gerais de dependência “Os pronomes pessoais e as desinências verbais
indicam os participantes do ato do discurso. Os pronomes
e independência sintática e semântica, recobertos por
demonstrativos, certas locuções prepositivas e adverbiais,
unidades melódicas e rítmicas que sedimentam estes bem como os advérbios de tempo, referenciam o
princípios”. momento da enunciação, podendo indicar simultaneidade,
Não se deve escrever frases ou textos desconexos – é anterioridade ou posterioridade. Assim: este, agora, hoje,
imprescindível que haja uma unidade, ou seja, que as frases neste momento (presente); ultimamente, recentemente,
estejam coesas e coerentes formando o texto. Relembre-se ontem, há alguns dias, antes de (pretérito); de agora em
de que, por coesão, entende-se ligação, relação, nexo entre diante, no próximo ano, depois de (futuro).”
os elementos que compõem a estrutura textual.
A coerência de um texto está ligada:
Formas de se garantir a coesão entre os elementos de 1. à sua organização como um todo, em que devem
uma frase ou de um texto: estar assegurados o início, o meio e o fim;
2. à adequação da linguagem ao tipo de texto. Um texto
 Substituição de palavras com o emprego de técnico, por exemplo, tem a sua coerência fundamentada
em comprovações, apresentação de estatísticas, relato de
sinônimos - palavras ou expressões do mesmo campo
experiências; um texto informativo apresenta coerência
associativo. se trabalhar com linguagem objetiva, denotativa; textos
 Nominalização – emprego alternativo entre poéticos, por outro lado, trabalham com a linguagem
um verbo, o substantivo ou o adjetivo correspondente figurada, livre associação de ideias, palavras conotativas.
(desgastar / desgaste / desgastante).
 Emprego adequado de tempos e modos verbais: REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
Embora não gostassem de estudar, participaram da aula. CAMPEDELLI, Samira Yousseff, SOUZA, Jésus Barbosa.
 Emprego adequado de pronomes, conjunções, Português – Literatura, Produção de Textos & Gramática –
preposições, artigos: volume único – 3.ª ed. – São Paulo: Saraiva, 2002.
PORTUGUÊS

O papa Francisco visitou o Brasil. Na capital brasileira,


Sua Santidade participou de uma reunião com a Presidente SITE
Dilma. Ao passar pelas ruas, o papa cumprimentava as Disponível em: <http://www.mundovestibular.com.
pessoas. Estas tiveram a certeza de que ele guarda respeito br/articles/2586/1/COESAO-E-COERENCIA-TEXTUAL/
por elas. Paacutegina1.html>

4
Em “a”: “Ela é produzida de forma descentralizada por
milhares de computadores, mantidos por pessoas que
EXERCÍCIO COMENTADO (= as quais – retoma o termo “pessoas”)
Em “b”: “No processo de nascimento de uma bitcoin,
1. (BANESTES – ANALISTA ECONÔMICO FINANCEIRO que é chamado de ‘mineração’ (= o qual - retoma o ter-
GESTÃO CONTÁBIL – FGV-2018) mo “processo de nascimento”)
Em “c”: “O nível de dificuldade dos desafios é ajustado
Texto 2 pela rede, para que a moeda cresça dentro de uma faixa
limitada, que é de até 21 milhões de unidades” = retoma
“A prefeitura da capital italiana anunciou que vai banir a o termo “faixa limitada”
circulação de carros a diesel no centro a partir de 2024. O Em “d”: “Elas são guardadas em uma espécie de carteira,
objetivo é reduzir a poluição, que contribui para a erosão que é criada (= a qual – retoma “carteira”)
dos monumentos”. (Veja, 7/3/2018) Em “e”: “Críticos afirmam que a moeda vive uma bolha
que (= a qual) em algum momento deve estourar.” [bo-
A ordem cronológica dos fatos citados no texto 2 é: lha] = correta

a) redução da poluição / banimento da circulação de carros 3. (PETROBRAS – ADMINISTRADOR JÚNIOR – CES-


/ erosão dos monumentos; GRANRIO-2018-ADAPTADA)
b) banimento da circulação de carros / erosão dos monu-
mentos / redução da poluição; O vício da tecnologia
c) erosão dos monumentos / redução da poluição / bani-
mento da circulação de carros; Entusiastas de tecnologia passaram a semana com os olhos
d) redução da poluição / erosão dos monumentos / bani- voltados para uma exposição de novidades eletrônicas re-
mento da circulação de carros; alizada recentemente nos Estados Unidos. Entre as inova-
e) erosão dos monumentos / banimento da circulação de ções, estavam produtos relacionados a experiências de re-
carros / redução da poluição. alidade virtual e à utilização de inteligência artificial — que
hoje é um dos temas que mais desperta interesse em pro-
Resposta: Letra E fissionais da área, tendo em vista a ampliação do uso desse
“A prefeitura da capital italiana anunciou que vai banir a tipo de tecnologia nos mais diversos segmentos.
circulação de carros a diesel no centro a partir de 2024. Mais do que prestar atenção às novidades lançadas no
O objetivo é reduzir a poluição, que contribui para a ero- evento, vale refletir sobre o motivo que nos leva a uma
são dos monumentos”. ansiedade tão grande para consumir produtos que prome-
Primeiro ocorreu a erosão dos monumentos (=1) devido tem inovação tecnológica. Por que tanta gente se dispõe a
à poluição; optou-se pelo banimento da circulação dos dormir em filas gigantescas só para ser um dos primeiros
carros (=2) para que a poluição diminua (=3), o que pre- a comprar um novo modelo de smartphone? Por que nos
servará os monumentos. dispomos a pagar cifras astronômicas para comprar apare-
lhos que não temos sequer certeza de que serão realmente
2. (BANCO DA AMAZÔNIA – TÉCNICO BANCÁRIO – úteis em nossas rotinas?
CESGRANRIO-2018) A ideia a que o pronome destacado A teoria de um neurocientista da Universidade de Oxford
se refere está adequadamente explicitada entre colchetes (Inglaterra) ajuda a explicar essa “corrida desenfreada” por
em: novos gadgets. De modo geral, em nosso processo evolu-
tivo como seres humanos, nosso cérebro aprendeu a suprir
a) “Ela é produzida de forma descentralizada por milhares necessidades básicas para a sobrevivência e a perpetuação
de computadores, mantidos por pessoas que ‘empres- da espécie, tais como sexo, segurança e status social.
tam’ a capacidade de suas máquinas para criar bitcoins” Nesse sentido, a compra de uma novidade tecnológica
[computadores] atende a essa última necessidade citada: nós nos senti-
b) “No processo de nascimento de uma bitcoin, que é cha- mos melhores e superiores, ainda que momentaneamente,
mado de ´mineração´, os computadores conectados à quando surgimos em nossos círculos sociais com um pro-
rede competem entre si” [bitcoin] duto que quase ninguém ainda possui.
c) “O nível de dificuldade dos desafios é ajustado pela rede, Foi realizado um estudo de mapeamento cerebral que
para que a moeda cresça dentro de uma faixa limitada, mostrou que imagens de produtos tecnológicos ativa-
que é de até 21 milhões de unidades” [rede] vam partes do nosso cérebro idênticas às que são ativadas
d) “Elas são guardadas em uma espécie de carteira, que é quando uma pessoa muito religiosa se depara com um ob-
criada quando o usuário se cadastra no software.” [es- jeto sagrado. Ou seja, não seria exagero dizer que o vício
PORTUGUÊS

pécie ] em novidades tecnológicas é quase uma religião para os


e) “Críticos afirmam que a moeda vive uma bolha que em mais entusiastas.
algum momento deve estourar.” [bolha] O ato de seguir esse impulso cerebral e comprar o mais
novo lançamento tecnológico dispara em nosso cérebro
Resposta: Letra E a liberação de um hormônio chamado dopamina, respon-

5
sável por nos causar sensações de prazer. Ele é liberado inteligência artificial — que hoje é um dos temas que
quando nosso cérebro identifica algo que represente uma mais desperta interesse em profissionais da área, tendo
recompensa. em vista a ampliação do uso desse tipo de tecnologia
O grande problema é que a busca excessiva por recom- nos mais diversos segmentos.= correta
pensas pode resultar em comportamentos impulsivos, que
incluem vícios em jogos, apego excessivo a redes sociais e Em “c”: “a compra de uma novidade tecnológica atende
até mesmo alcoolismo. No caso do consumo, podemos ob- a essa última necessidade citada” [segurança]
servar a situação problematizada aqui: gasto excessivo de Texto: (...) suprir necessidades básicas para a sobrevivên-
dinheiro em aparelhos eletrônicos que nem sempre trazem cia e a perpetuação da espécie, tais como sexo, segu-
novidade –– as atualizações de modelos de smartphones, rança e status social. / Nesse sentido, a compra de uma
por exemplo, na maior parte das vezes apresentam poucas novidade tecnológica atende a essa última necessidade
mudanças em relação ao modelo anterior, considerando-se citada... = status social
seu preço elevado. Em outros casos, gasta-se uma quantia
absurda em algum aparelho novo que não se sabe se terá Em “d”: “O ato de seguir esse impulso cerebral e com-
tanta utilidade prática ou inovadora no cotidiano. prar o mais novo lançamento tecnológico dispara em
No fim das contas, vale um lembrete que pode ajudar a nosso cérebro a liberação de um hormônio chamado
conter os impulsos na hora de comprar um novo smar- dopamina” [mapeamento cerebral]
tphone ou alguma novidade de mercado: compare o efei- (...) vício em novidades tecnológicas é quase uma reli-
to momentâneo da dopamina com o impacto de imaginar gião para os mais entusiastas. / O ato de seguir esse
como ficarão as faturas do seu cartão de crédito com a impulso cerebral e comprar
nova compra.
O choque ao constatar o rombo em seu orçamento pode Em “e”: “Ele é liberado quando nosso cérebro identifica
ser suficiente para que você decida pensar duas vezes a algo que represente uma recompensa.” [impulso cere-
respeito da aquisição. bral]
(...) a liberação de um hormônio chamado dopamina,
DANA, S. O Globo. Economia. Rio de Janeiro, 16 jan. 2018. responsável por nos causar sensações de prazer. Ele é
Adaptado. liberado = dopamina
A ideia a que a expressão destacada se refere está explici-
tada adequadamente entre colchetes em: 4. (PETROBRAS – ENGENHEIRO(A) DE MEIO AMBIENTE
JÚNIOR – CESGRANRIO-2018)
a) “relacionados a experiências de realidade virtual e à uti-
lização de inteligência artificial — que hoje é um dos Texto I
temas que mais desperta interesse em profissionais da
área” [experiências de realidade virtual] Portugueses no Rio de Janeiro
b) “tendo em vista a ampliação do uso desse tipo de tec-
nologia nos mais diversos segmentos” [inteligência ar- O Rio de Janeiro é o grande centro da imigração portu-
tificial] guesa até meados dos anos cinquenta do século passa-
c) “a compra de uma novidade tecnológica atende a essa do, quando chega a ser a “terceira cidade portuguesa do
última necessidade citada” [segurança] mundo”, possuindo 196 mil portugueses — um décimo de
d) “O ato de seguir esse impulso cerebral e comprar o mais sua população urbana. Ali, os portugueses dedicam-se ao
novo lançamento tecnológico dispara em nosso cérebro comércio, sobretudo na área dos comestíveis, como os ca-
a liberação de um hormônio chamado dopamina” [ma- fés, as panificações, as leitarias, os talhos, além de outros
peamento cerebral] ramos, como os das papelarias e lojas de vestuários. Fora
e) “Ele é liberado quando nosso cérebro identifica algo que do comércio, podem exercer as mais variadas profissões,
represente uma recompensa.” [impulso cerebral] como atividades domésticas ou as de barbeiros e alfaiates.
Há, de igual forma, entre os mais afortunados, aqueles liga-
Resposta: Letra B dos à indústria, voltados para construção civil, o mobiliário,
Em “a”: “relacionados a experiências de realidade virtual a ourivesaria e o fabrico de bebidas.
e à utilização de inteligência artificial — que hoje é um A sua distribuição pela cidade, apesar da não formação de
dos temas que mais desperta interesse em profissionais guetos, denota uma tendência para a sua concentração em
da área” [experiências de realidade virtual] determinados bairros, escolhidos, muitas das vezes, pela
Nesse caso, a resposta se encontra na alternativa: inteli- proximidade da zona de trabalho. No Centro da cidade,
gência artificial próximo ao grande comércio, temos um grupo significativo
de patrícios e algumas associações de porte, como o Real
Em “b”: “tendo em vista a ampliação do uso desse tipo Gabinete Português de Leitura e o Liceu Literário Portu-
guês. Nos bairros da Cidade Nova, Estácio de Sá, Catumbi
PORTUGUÊS

de tecnologia nos mais diversos segmentos” [inteligên-


cia artificial] e Tijuca, outro ponto de concentração da colônia, se locali-
zam outras associações portuguesas, como a Casa de Por-
Texto: Entre as inovações, estavam produtos relaciona-
tugal e um grande número de casas regionais. Há, ainda,
dos a experiências de realidade virtual e à utilização de
pequenas concentrações nos bairros periféricos da cidade,

6
como Jacarepaguá, originalmente formado por quintas de 6. (MPE-AL - TÉCNICO DO MINISTÉRIO PÚBLICO – FGV-
pequenos lavradores; nos subúrbios, como Méier e Enge- 2018)
nho Novo; e nas zonas mais privilegiadas, como Botafogo
e restante da zona sul carioca, área nobre da cidade a partir NÃO FALTOU SÓ ESPINAFRE
da década de cinquenta, preferida pelos mais abastados.
A crise não trouxe apenas danos sociais e econômicos.
PAULO, Heloísa. Portugueses no Rio de Janeiro: salazaristas
Mostrou também danos morais.
e opositores em manifestação na cidade. In: ALVES, Ida et
Aconteceu num mercadinho de bairro em São Paulo. A
alii. 450 Anos de Portugueses no Rio de Janeiro. Rio de Ja-
dona, diligente, havia conseguido algumas verduras e avi-
neiro: Ofi cina Raquel, 2017, pp. 260-1. Adaptado.
“No Centro da cidade, próximo ao grande comércio, temos sou à clientela. Formaram-se uma pequena fila e uma gran-
um grupo significativo de patrícios e algumas associações de discussão. Uma senhora havia arrematado todos os dez
de porte”. No trecho acima, a autora usou em itálico a pa- maços de espinafre. No caixa, outras freguesas pergunta-
lavra destacada para fazer referência aos: ram se ela tinha restaurante. Não tinha. Observaram que
a verdura acabaria estragada. Ela explicou que ia cozinhar
a) luso-brasileiros e congelar. Então, foram ao ponto: caramba, havia outras
b) patriotas da cidade pessoas na fila, ela não poderia levar só o que consumiria
c) habitantes da cidade de imediato?
d) imigrantes portugueses “Não, estou pagando e cheguei primeiro”, foi a resposta.
e) compatriotas brasileiros Compras exageradas nos supermercados, estoques do-
mésticos, filas nervosas nos postos de combustível – teve
muito comportamento na base de cada um por si.
Resposta: Letra D Cabem nessa categoria as greves e manifestações oportu-
Ainda hoje é o utilizado o termo “patrício” para se referir nistas. Governo, cedendo, também vou buscar o meu – tal
aos portugueses. “Patrício” significa “da mesma pátria”. foi o comportamento de muita gente.
Carlos A. Sardenberg, in O Globo, 31/05/2018.
5. (BANESTES – TÉCNICO BANCÁRIO – FGV-2018) Todas
as frases abaixo apresentam elementos sublinhados que “A crise não trouxe apenas danos sociais e econômicos.
estabelecem coesão com elementos anteriores (anáfora); Mostrou também danos morais”. A palavra ou expressão
a frase em que o elemento sublinhado se refere a um ele- do primeiro período que leva à produção do segundo pe-
mento futuro do texto (catáfora) é: ríodo é:
a) “A civilização converteu a solidão num dos bens mais a) a crise.
preciosos que a alma humana pode desejar”; b) não trouxe.
b) “Todo o problema da vida é este: como romper a própria
c) apenas.
solidão”;
d) danos sociais.
c) “É sobretudo na solidão que se sente a vantagem de
e) (danos) econômicos.
viver com alguém que saiba pensar”;
d) “O homem ama a companhia, mesmo que seja apenas a
de uma vela que queima”; Resposta: Letra C
e) “As pessoas que nunca têm tempo são aquelas que pro- 1.º período: A crise não trouxe apenas danos sociais e
duzem menos”. econômicos.
2.º período: Mostrou também danos morais.
Resposta: Letra B A expressão que nos dá a ideia de que haverá mais in-
Em “a”: “A civilização converteu a solidão num dos bens formações que complementarão a primeira “tese” apre-
mais preciosos que a alma humana pode desejar” = re- sentada é “apenas”.
toma “bens preciosos”
Em “b”: “Todo o problema da vida é este: como romper a 7. (IBGE – RECENSEADOR – FGV-2017)
própria solidão” = o pronome se refere ao período que
virá (= catáfora) Texto 3 – “Silva, Oliveira, Faria, Ferreira... Todo mundo tem
Em “c”: “É sobretudo na solidão que se sente a vanta- um sobrenome e temos de agradecer aos romanos por
gem de viver com alguém que saiba pensar” = retoma isso. Foi esse povo, que há mais de dois mil anos ergueu
“solidão” um império com a conquista de boa parte das terras ba-
Em “d”: “O homem ama a companhia, mesmo que seja nhadas pelo Mediterrâneo, o inventor da moda. Eles tive-
apenas a de uma vela que queima” = retoma “compa- ram a ideia de juntar ao nome comum, ou prenome, um
PORTUGUÊS

nhia” nome.
Em “e”: “As pessoas que nunca têm tempo são aquelas Por quê? Porque o império romano crescia e eles precisa-
que produzem menos” = retoma “pessoas” vam indicar o clã a que a pessoa pertencia ou o lugar onde
tinha nascido”. (Ciência Hoje, março de 2014)

7
“Todo mundo tem um sobrenome e temos de agradecer 9. (MPU – ANALISTA DO MPU – CESPE-2015)
aos romanos por isso”. (texto 3) O pronome “isso”, nesse
segmento do texto, se refere a(à): Texto I

a) todo mundo ter um sobrenome; Na organização do poder político no Estado moderno, à


b) sobrenomes citados no início do texto; luz da tradição iluminista, o direito tem por função a pre-
c) todos os sobrenomes hoje conhecidos; servação da liberdade humana, de maneira a coibir a de-
d) forma latina dos sobrenomes atuais; sordem do estado de natureza, que, em virtude do risco
e) existência de sobrenomes nos documentos. da dominação dos mais fracos pelos mais fortes, exige a
existência de um poder institucional. Mas a conquista da
liberdade humana também reclama a distribuição do po-
Resposta: Letra A der em ramos diversos, com a disposição de meios que
assegurem o controle recíproco entre eles para o advento
Todo mundo tem um sobrenome e temos de agradecer
de um cenário de equilíbrio e harmonia nas sociedades es-
aos romanos por isso = ter um sobrenome.
tatais. A concentração do poder em um só órgão ou pessoa
viria sempre em detrimento do exercício da liberdade. É
8. (MPU – ANALISTA – ANTROPOLOGIA – CESPE-2010) que, como observou Montesquieu, “todo homem que tem
Inovar é recriar de modo a agregar valor e incrementar a poder tende a abusar dele; ele vai até onde encontra limi-
eficiência, a produtividade e a competitividade nos proces- tes. Para que não se possa abusar do poder, é preciso que,
sos gerenciais e nos produtos e serviços das organizações. pela disposição das coisas, o poder limite o poder”.
Ou seja, é o fermento do crescimento econômico e social Até Montesquieu, não eram identificadas com clareza as
de um país. Para isso, é preciso criatividade, capacidade de esferas de abrangência dos poderes políticos: “só se conce-
inventar e coragem para sair dos esquemas tradicionais. bia sua união nas mãos de um só ou, então, sua separação;
Inovador é o indivíduo que procura respostas originais e ninguém se arriscava a apresentar, sob a forma de sistema
pertinentes em situações com as quais ele se defronta. É coerente, as consequências de conceitos diversos”. Pensa-
preciso uma atitude de abertura para as coisas novas, pois dor francês do século XVIII, Montesquieu situa-se entre o
a novidade é catastrófica para os mais céticos. Pode-se di- racionalismo cartesiano e o empirismo de origem baconia-
zer que o caminho da inovação é um percurso de difícil na, não abandonando o rigor das certezas matemáticas em
travessia para a maioria das instituições. Inovar significa suas certezas morais. Porém, refugindo às especulações
transformar os pontos frágeis de um empreendimento em metafísicas que, no plano da idealidade, serviram aos filó-
uma realidade duradoura e lucrativa. A inovação estimula sofos do pacto social para a explicação dos fundamentos
a comercialização de produtos ou serviços e também per- do Estado ou da sociedade civil, ele procurou ingressar no
mite avanços importantes para toda a sociedade. Porém, a terreno dos fatos.
inovação é verdadeira somente quando está fundamenta- Fernanda Leão de Almeida. A garantia institucional do Mi-
da no conhecimento. A capacidade de inovação depende nistério Público em função da proteção dos direitos hu-
da pesquisa, da geração de conhecimento. É necessário manos. Tese de doutorado. São Paulo: USP, 2010, p. 18-9.
investir em pesquisa para devolver resultados satisfatórios Internet: <www.teses.usp.br> (com adaptações).
à sociedade. No entanto, os resultados desse tipo de in-
vestimento não são necessariamente recursos financeiros No trecho “controle recíproco entre”, o pronome “eles” faz
ou valores econômicos, podem ser também a qualidade de referência a “ramos diversos”.
vida com justiça social.
Luís Afonso Bermúdez. O fermento tecnológico. In: Darcy. ( ) CERTO ( ) ERRADO
Revista de jornalismo científico e cultural da Universida-
de de Brasília, novembro e dezembro de 2009, p. 37 (com Resposta: CERTO
adaptações). Ao período: (...) reclama a distribuição do poder em ra-
mos diversos, com a disposição de meios que assegu-
Subentende-se da argumentação do texto que o prono- rem o controle recíproco entre eles para o advento de
me demonstrativo, no trecho “desse tipo de investimento”, um cenário de equilíbrio e harmonia.
refere-se à ideia de “fermento do crescimento econômico
e social de um país”. 10. (PC-PI – AGENTE DE POLÍCIA CIVIL – 3.ª CLASSE –
NUCEPE-2018 - ADAPTADA) Alguém apaixonado sempre
( ) CERTO ( ) ERRADO atrai novas oportunidades, se destaca do grupo, é promo-
vido primeiro, é celebrado quando volta de férias, é convi-
dado para ser padrinho ou madrinha e para ser companhia
Resposta: ERRADO
em momentos prazerosos. Quanto melhor vivemos, mais
Ao trecho: (...) É necessário investir em pesquisa para de-
PORTUGUÊS

motivos surgem para vivermos bem. A prosperidade é um


volver resultados satisfatórios à sociedade. No entanto, ciclo que se retroalimenta. O importante é decidir fazer
os resultados desse tipo de investimento = investir em parte dele.
pesquisa / desse tipo de investimento. Em: O importante é decidir fazer parte dele, a palavra Dele
retoma, textualmente,

8
a) ciclo. Em alguns casos, a mesma letra pode representar mais
b) Alguém. de um fonema. A letra “x”, por exemplo, pode representar:
c) padrinho. A) o fonema /sê/: texto
d) grupo. B) o fonema /zê/: exibir
e) apaixonado. C) o fonema /che/: enxame
D) o grupo de sons /ks/: táxi
Resposta: Letra A
Voltemos ao período: O número de letras nem sempre coincide com o número
A prosperidade é um ciclo que se retroalimenta. O im- de fonemas.
portante é decidir fazer parte dele. Tóxico = fonemas: /t/ó/k/s/i/c/o/ letras:
t ó x i c o
1 2 3 4 5 6 7 1
2 3 45 6
FONÉTICA, ORTOGRAFIA E PONTUAÇÃO:
CORRETA ESCRITA DAS PALAVRAS DA LÍNGUA Galho = fonemas: /g/a/lh/o/ letras: ga lh
PORTUGUESA, ACENTUAÇÃO GRÁFICA, o
PARTIÇÃO SILÁBICA E PONTUAÇÃO. 1 2 3 4 1234
5

LETRA E FONEMA As letras “m” e “n”, em determinadas palavras, não


representam fonemas. Observe os exemplos: compra,
A palavra fonologia é formada pelos elementos gregos conta. Nestas palavras, “m” e “n” indicam a nasalização das
fono (“som, voz”) e log, logia (“estudo”, “conhecimento”). vogais que as antecedem: /õ/. Veja ainda: nave: o /n/ é um
Significa literalmente “estudo dos sons” ou “estudo dos fonema; dança: o “n” não é um fonema; o fonema é /ã/,
sons da voz”. Fonologia é a parte da gramática que representado na escrita pelas letras “a” e “n”.
estuda os sons da língua quanto à sua função no sistema
de comunicação linguística, quanto à sua organização e A letra h, ao iniciar uma palavra, não representa fonema.
classificação. Cuida, também, de aspectos relacionados à Hoje = fonemas: ho / j / e / letras: h o j e
divisão silábica, à ortografia, à acentuação, bem como da 1 2 3 1234
forma correta de pronunciar certas palavras. Lembrando
que, cada indivíduo tem uma maneira própria de realizar Classificação dos Fonemas
estes sons no ato da fala. Particularidades na pronúncia de
cada falante são estudadas pela Fonética. Os fonemas da língua portuguesa são classificados em:
Na língua falada, as palavras se constituem de fonemas;
na língua escrita, as palavras são reproduzidas por meio de Vogais
símbolos gráficos, chamados de letras ou grafemas. Dá-se
o nome de fonema ao menor elemento sonoro capaz de As vogais são os fonemas sonoros produzidos por uma
estabelecer uma distinção de significado entre as palavras. corrente de ar que passa livremente pela boca. Em nossa
Observe, nos exemplos a seguir, os fonemas que marcam a língua, desempenham o papel de núcleo das sílabas. Isso
distinção entre os pares de palavras: significa que em toda sílaba há, necessariamente, uma
única vogal.
amor – ator / morro – corro / vento - cento Na produção de vogais, a boca fica aberta ou
entreaberta. As vogais podem ser:
Cada segmento sonoro se refere a um dado da língua Orais: quando o ar sai apenas pela boca: /a/, /e/, /i/,
portuguesa que está em sua memória: a imagem acústica /o/, /u/.
que você - como falante de português - guarda de cada um Nasais: quando o ar sai pela boca e pelas fossas nasais.
deles. É essa imagem acústica que constitui o fonema. Este /ã/: fã, canto, tampa
forma os significantes dos signos linguísticos. Geralmente, / ẽ /: dente, tempero
aparece representado entre barras: /m/, /b/, /a/, /v/, etc. / ĩ/: lindo, mim
/õ/: bonde, tombo
O fonema não deve ser confundido com a letra. Esta é / ũ /: nunca, algum
a representação gráfica do fonema. Na palavra sapo, por Átonas: pronunciadas com menor intensidade: até, bola.
exemplo, a letra “s” representa o fonema /s/ (lê-se sê); já na Tônicas: pronunciadas com maior intensidade: até, bola.
palavra brasa, a letra “s” representa o fonema /z/ (lê-se zê).
PORTUGUÊS

Quanto ao timbre, as vogais podem ser:


Às vezes, o mesmo fonema pode ser representado por Abertas: pé, lata, pó
mais de uma letra do alfabeto. É o caso do fonema /z/, que Fechadas: mês, luta, amor
pode ser representado pelas letras z, s, x: zebra, casamento, Reduzidas - Aparecem quase sempre no final das
exílio. palavras: dedo (“dedu”), ave (“avi”), gente (“genti”).

9
Semivogais

Os fonemas /i/ e /u/, algumas vezes, não são vogais. Aparecem apoiados em uma vogal, formando com ela uma só
emissão de voz (uma sílaba). Neste caso, estes fonemas são chamados de semivogais. A diferença fundamental entre vogais
e semivogais está no fato de que estas não desempenham o papel de núcleo silábico.
Observe a palavra papai. Ela é formada de duas sílabas: pa - pai. Na última sílaba, o fonema vocálico que se destaca
é o “a”. Ele é a vogal. O outro fonema vocálico “i” não é tão forte quanto ele. É a semivogal. Outros exemplos: saudade,
história, série.

Consoantes

Para a produção das consoantes, a corrente de ar expirada pelos pulmões encontra obstáculos ao passar pela cavidade
bucal, fazendo com que as consoantes sejam verdadeiros “ruídos”, incapazes de atuar como núcleos silábicos. Seu nome
provém justamente desse fato, pois, em português, sempre consoam (“soam com”) as vogais. Exemplos: /b/, /t/, /d/, /v/,
/l/, /m/, etc.

Encontros Vocálicos

Os encontros vocálicos são agrupamentos de vogais e semivogais, sem consoantes intermediárias. É importante
reconhecê-los para dividir corretamente os vocábulos em sílabas. Existem três tipos de encontros: o ditongo, o tritongo e
o hiato.

A) Ditongo

É o encontro de uma vogal e uma semivogal (ou vice-versa) numa mesma sílaba. Pode ser:
Crescente: quando a semivogal vem antes da vogal: sé-rie (i = semivogal, e = vogal)
Decrescente: quando a vogal vem antes da semivogal: pai (a = vogal, i = semivogal)
Oral: quando o ar sai apenas pela boca: pai
Nasal: quando o ar sai pela boca e pelas fossas nasais: mãe

B) Tritongo

É a sequência formada por uma semivogal, uma vogal e uma semivogal, sempre nesta ordem, numa só sílaba. Pode ser
oral ou nasal: Paraguai - Tritongo oral, quão - Tritongo nasal.

C) Hiato

É a sequência de duas vogais numa mesma palavra que pertencem a sílabas diferentes, uma vez que nunca há mais de
uma vogal numa mesma sílaba: saída (sa-í-da), poesia (po-e-si-a).

Encontros Consonantais

O agrupamento de duas ou mais consoantes, sem vogal intermediária, recebe o nome de encontro consonantal. Existem
basicamente dois tipos:
A) os que resultam do contato consoante + “l” ou “r” e ocorrem numa mesma sílaba, como em: pe-dra, pla-no, a-tle-ta,
cri-se.
B) os que resultam do contato de duas consoantes pertencentes a sílabas diferentes: por-ta, rit-mo, lis-ta.
Há ainda grupos consonantais que surgem no início dos vocábulos; são, por isso, inseparáveis: pneu, gno-mo, psi-có-
lo-go.

Dígrafos

De maneira geral, cada fonema é representado, na escrita, por apenas uma letra: lixo - Possui quatro fonemas e quatro
letras.
PORTUGUÊS

Há, no entanto, fonemas que são representados, na escrita, por duas letras: bicho - Possui quatro fonemas e cinco letras.
Na palavra acima, para representar o fonema /xe/ foram utilizadas duas letras: o “c” e o “h”.
Assim, o dígrafo ocorre quando duas letras são usadas para representar um único fonema (di = dois + grafo = letra). Em
nossa língua, há um número razoável de dígrafos que convém conhecer. Podemos agrupá-los em dois tipos: consonantais
e vocálicos.

10
A) Dígrafos Consonantais
Letras Fonemas Exemplos
lh /lhe/ telhado
nh /nhe/ marinheiro
ch /xe/ chave
rr /re/ (no interior da palavra) carro
ss /se/ (no interior da palavra) passo
qu /k/ (qu seguido de e e i) queijo,
quiabo
gu /g/ ( gu seguido de e e i) guerra, guia
sc /se/ crescer
sç /se/ desço
xc /se/ exceção
B) Dígrafos Vocálicos

Registram-se na representação das vogais nasais:

Fonemas Letras
Exemplos
/ã/ am tampa
an canto
/ẽ/ em templo
en lenda
/ĩ/ im limpo
in lindo
õ/ om tombo
on tonto
/ũ/ um chumbo
un corcunda
Observação:

“gu” e “qu” são dígrafos somente quando seguidos de “e” ou “i”, representam os fonemas /g/ e /k/: guitarra, aquilo.
Nestes casos, a letra “u” não corresponde a nenhum fonema. Em algumas palavras, no entanto, o “u” representa um fonema
- semivogal ou vogal - (aguentar, linguiça, aquífero...). Aqui, “gu” e “qu” não são dígrafos. Também não há dígrafos quando
são seguidos de “a” ou “o” (quase, averiguo).

#FicaDica
Conseguimos ouvir o som da letra “u” também, por isso não há dígrafo! Veja outros exemplos: Água =
/agua/ pronunciamos a letra “u”, ou então teríamos /aga/. Temos, em “água”, 4 letras e 4 fonemas. Já
PORTUGUÊS

em guitarra = /gitara/ - não pronunciamos o “u”, então temos dígrafo (aliás, dois dígrafos: “gu” e “rr”).
Portanto: 8 letras e 6 fonemas.

11
Dífonos São escritos com C ou Ç e não S e SS
• Vocábulos de origem árabe: cetim, açucena, açúcar.
Assim como existem duas letras que representam um • Vocábulos de origem tupi, africana ou exótica: cipó,
só fonema (os dígrafos!), exite letra que representa dois Juçara, caçula, cachaça, cacique.
fonemas. Sim! É o caso de “fixo”, por exemplo, em que o • Sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça, uçu,
“x” representa o fonema /ks/; táxi e crucifixo também são uço: barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, carniça, ca-
exemplos de dífonos. Quando uma letra representa dois niço, esperança, carapuça, dentuço.
fonemas temos um caso de dífono. • Nomes derivados do verbo ter: abster - abstenção /
deter - detenção / ater - atenção / reter – retenção.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • Após ditongos: foice, coice, traição.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa • Palavras derivadas de outras terminadas em -te, to(r):
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
marte - marciano / infrator - infração / absorto – ab-
AMARAL, Emília... [et al.] Português: novas palavras:
sorção.
literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000.
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Cochar B) O fonema z
- Português linguagens: volume 1. – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010. São escritos com S e não Z
• Sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é subs-
SITE tantivo, ou em gentílicos e títulos nobiliárquicos: fre-
Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/ guês, freguesa, freguesia, poetisa, baronesa, princesa.
secoes/fono/fono1.php> • Sufixos gregos: ase, ese, ise e ose: catequese, meta-
morfose.
ORTOGRAFIA • Formas verbais pôr e querer: pôs, pus, quisera, quis,
quiseste.
A ortografia é a parte da Fonologia que trata da correta • Nomes derivados de verbos com radicais terminados
grafia das palavras. É ela quem ordena qual som devem em “d”: aludir - alusão / decidir - decisão / empreen-
ter as letras do alfabeto. Os vocábulos de uma língua são der - empresa / difundir – difusão.
grafados segundo acordos ortográficos. • Diminutivos cujos radicais terminam com “s”: Luís -
A maneira mais simples, prática e objetiva de aprender Luisinho / Rosa - Rosinha / lápis – lapisinho.
ortografia é realizar muitos exercícios, ver as palavras, • Após ditongos: coisa, pausa, pouso, causa.
familiarizando-se com elas. O conhecimento das regras • Verbos derivados de nomes cujo radical termina com
é necessário, mas não basta, pois há inúmeras exceções “s”: anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar – pes-
e, em alguns casos, há necessidade de conhecimento de quisar.
etimologia (origem da palavra).
São escritos com Z e não S
Regras ortográficas • Sufixos “ez” e “eza” das palavras derivadas de adje-
tivo: macio - maciez / rico – riqueza / belo – beleza.
A) O fonema S • Sufixos “izar” (desde que o radical da palavra de ori-
gem não termine com s): final - finalizar / concreto
São escritas com S e não C/Ç
– concretizar.
• Palavras substantivadas derivadas de verbos com ra-
dicais em nd, rg, rt, pel, corr e sent: pretender - pre- • Consoante de ligação se o radical não terminar com
tensão / expandir - expansão / ascender - ascensão / “s”: pé + inho - pezinho / café + al - cafezal
inverter - inversão / aspergir - aspersão / submergir Exceção: lápis + inho – lapisinho.
- submersão / divertir - diversão / impelir - impulsivo
/ compelir - compulsório / repelir - repulsa / recorrer C) O fonema j
- recurso / discorrer - discurso / sentir - sensível / con-
sentir – consensual. São escritas com G e não J
• Palavras de origem grega ou árabe: tigela, girafa,
São escritos com SS e não C e Ç gesso.
• Nomes derivados dos verbos cujos radicais terminem • Estrangeirismo, cuja letra G é originária: sargento, gim.
em gred, ced, prim ou com verbos terminados por • Terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com
tir ou -meter: agredir - agressivo / imprimir - impres- poucas exceções): imagem, vertigem, penugem, bege,
são / admitir - admissão / ceder - cessão / exceder foge.
- excesso / percutir - percussão / regredir - regressão Exceção: pajem.
/ oprimir - opressão / comprometer - compromisso /
submeter – submissão. • Terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio: sortilégio, lití-
• Quando o prefixo termina com vogal que se junta com
PORTUGUÊS

gio, relógio, refúgio.


a palavra iniciada por “s”. Exemplos: a + simétrico - • Verbos terminados em ger/gir: emergir, eleger, fugir,
assimétrico / re + surgir – ressurgir. mugir.
• No pretérito imperfeito simples do subjuntivo. Exem- • Depois da letra “r” com poucas exceções: emergir, sur-
plos: ficasse, falasse. gir.

12
• Depois da letra “a”, desde que não seja radical termi- Na indicação de horas, minutos e segundos, não deve
nado com j: ágil, agente. haver espaço entre o algarismo e o símbolo: 14h, 22h30min,
14h23’34’’(= quatorze horas, vinte e três minutos e trinta e
São escritas com J e não G quatro segundos).
• Palavras de origem latinas: jeito, majestade, hoje. O símbolo do real antecede o número sem espaço:
• Palavras de origem árabe, africana ou exótica: jiboia, R$1.000,00. No cifrão deve ser utilizada apenas uma barra
manjerona. vertical ($).
• Palavras terminadas com aje: ultraje.
Alguns Usos Ortográficos Especiais
D) O fonema ch
POR QUE / POR QUÊ / PORQUÊ / PORQUE
São escritas com X e não CH
• Palavras de origem tupi, africana ou exótica: abacaxi,
POR QUE (separado e sem acento)
xucro.
• Palavras de origem inglesa e espanhola: xampu, la-
É usado em:
gartixa.
• Depois de ditongo: frouxo, feixe. 1. interrogações diretas (longe do ponto de interroga-
 • Depois de “en”: enxurrada, enxada, enxoval. ção) = Por que você não veio ontem?
Exceção: quando a palavra de origem não derive de 2. interrogações indiretas, nas quais o “que” equivale
outra iniciada com ch - Cheio - (enchente) a “qual razão” ou “qual motivo” = Perguntei-lhe por
que faltara à aula ontem.
São escritas com CH e não X 3. equivalências a “pelo(a) qual” / “pelos(as) quais” = Ig-
noro o motivo por que ele se demitiu.
• Palavras de origem estrangeira: chave, chumbo, chassi,
mochila, espadachim, chope, sanduíche, salsicha. POR QUÊ (separado e com acento)

E) As letras “e” e “i” Usos:


1. como pronome interrogativo, quando colocado no
• Ditongos nasais são escritos com “e”: mãe, põem. Com fim da frase (perto do ponto de interrogação) = Você
“i”, só o ditongo interno cãibra. faltou. Por quê?
• Verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar são 2. quando isolado, em uma frase interrogativa = Por
escritos com “e”: caçoe, perdoe, tumultue. Escreve- quê?
mos com “i”, os verbos com infinitivo em -air, -oer e
-uir: trai, dói, possui, contribui. PORQUE (uma só palavra, sem acento gráfico)

Há palavras que mudam de sentido quando substituímos Usos:


a grafia “e” pela grafia “i”: área (superfície), ária (melodia) / 1. como conjunção coordenativa explicativa (equivale
delatar (denunciar), dilatar (expandir) / emergir (vir à tona), a “pois”, “porquanto”), precedida de pausa na escrita
imergir (mergulhar) / peão (de estância, que anda a pé), (pode ser vírgula, ponto-e-vírgula e até ponto final)
pião (brinquedo). = Compre agora, porque há poucas peças.
Se o dicionário ainda deixar dúvida quanto à ortografia
2. como conjunção subordinativa causal, substituível
de uma palavra, há a possibilidade de consultar o
por “pela causa”, “razão de que” = Você perdeu por-
Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP),
que se antecipou.
elaborado pela Academia Brasileira de Letras. É uma obra
de referência até mesmo para a criação de dicionários, pois
traz a grafia atualizada das palavras (sem o significado). Na PORQUÊ (uma só palavra, com acento gráfico)
Internet, o endereço é www.academia.org.br.
Usos:
Informações importantes 1. como substantivo, com o sentido de “causa”, “razão”
ou “motivo”, admitindo pluralização (porquês). Geral-
Formas variantes são as que admitem grafias ou mente é precedido por artigo = Não sei o porquê da
pronúncias diferentes para palavras com a mesma discussão. É uma pessoa cheia de porquês.
significação: aluguel/aluguer, assobiar/assoviar, catorze/
quatorze, dependurar/pendurar, flecha/frecha, germe/ ONDE / AONDE
gérmen, infarto/enfarte, louro/loiro, percentagem/
porcentagem, relampejar/relampear/relampar/relampadar. Onde = empregado com verbos que não expressam a
PORTUGUÊS

Os símbolos das unidades de medida são escritos sem ideia de movimento = Onde você está?
ponto, com letra minúscula e sem “s” para indicar plural,
sem espaço entre o algarismo e o símbolo: 2kg, 20km, Aonde = equivale a “para onde”. É usado com verbos
120km/h. que expressam movimento = Aonde você vai?
Exceção para litro (L): 2 L, 150 L.

13
MAU / MAL 5. Nos encadeamentos de vocábulos, como: ponte Rio-
-Niterói, percurso Lisboa-Coimbra-Porto e nas com-
Mau = é um adjetivo, antônimo de “bom”. Usa-se binações históricas ou ocasionais: Áustria-Hungria,
como qualificação = O mau tempo passou. / Ele é um mau Angola-Brasil, etc.
elemento. 6. Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e su-
per- quando associados com outro termo que é ini-
Mal = pode ser usado como ciado por “r”: hiper-resistente, inter-racial, super-ra-
1. conjunção temporal, equivalente a “assim que”, “logo cional, etc.
que”, “quando” = Mal se levantou, já saiu. 7. Nas formações com os prefixos ex-, vice-: ex-diretor,
2. advérbio de modo (antônimo de “bem”) = Você foi ex-presidente, vice-governador, vice-prefeito.
mal na prova? 8. Nas formações com os prefixos pós-, pré- e pró-:
3. substantivo, podendo estar precedido de artigo ou pré-natal, pré-escolar, pró-europeu, pós-graduação,
pronome = Há males que vêm pra bem! / O mal não etc.
compensa. 9. Na ênclise e mesóclise: amá-lo, deixá-lo, dá-se, abra-
ça-o, lança-o e amá-lo-ei, falar-lhe-ei, etc.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 10. Nas formações em que o prefixo tem como segun-
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
do termo uma palavra iniciada por “h”: sub-hepático,
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
geo-história, neo-helênico, extra-humano, semi-hos-
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Cochar
pitalar, super-homem.
- Português linguagens: volume 1. – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010. 11. Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo
AMARAL, Emília... [et al.] Português: novas palavras: termina com a mesma vogal do segundo elemento:
literatura, gramática, redação. – São Paulo: FTD, 2000. micro-ondas, eletro-ótica, semi-interno, auto-obser-
CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura, vação, etc.
Produção de Textos & Gramática. Volume único / Samira
Yousseff, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição – São Paulo: O hífen é suprimido quando para formar outros termos:
Saraiva, 2002. reaver, inábil, desumano, lobisomem, reabilitar.

SITE
Disponível em: <http://www.pciconcursos.com.br/ #FicaDica
aulas/portugues/ortografia>
Ao separar palavras na translineação (mudança
HÍFEN de linha), caso a última palavra a ser escrita seja
formada por hífen, repita-o na próxima linha.
O hífen é um sinal diacrítico (que distingue) usado Exemplo: escreverei anti-inflamatório e, ao final,
para ligar os elementos de palavras compostas (como ex- coube apenas “anti-”. Na próxima linha escreve-
presidente, por exemplo) e para unir pronomes átonos a rei: “-inflamatório” (hífen em ambas as linhas).
verbos (ofereceram-me; vê-lo-ei). Serve igualmente para Devido à diagramação, pode ser que a repeti-
fazer a translineação de palavras, isto é, no fim de uma ção do hífen na translineação não ocorra em
linha, separar uma palavra em duas partes (ca-/sa; compa-/ meus conteúdos, mas saiba que a regra é esta!
nheiro).

A) Uso do hífen que continua depois da Reforma Orto- B) Não se emprega o hífen:
gráfica: 1. Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo ter-
1. Em palavras compostas por justaposição que formam
mina em vogal e o segundo termo inicia-se em “r” ou
uma unidade semântica, ou seja, nos termos que se
“s”. Nesse caso, passa-se a duplicar estas consoantes:
unem para formam um novo significado: tio-avô,
antirreligioso, contrarregra, infrassom, microssistema,
porto-alegrense, luso-brasileiro, tenente-coronel, se-
gunda-feira, conta-gotas, guarda-chuva, arco-íris, pri- minissaia, microrradiografia, etc.
meiro-ministro, azul-escuro. 2. Nas constituições em que o prefixo ou pseudoprefixo
2. Em palavras compostas por espécies botânicas e zoo- termina em vogal e o segundo termo inicia-se com
lógicas: couve-flor, bem-te-vi, bem-me-quer, abóbo- vogal diferente: antiaéreo, extraescolar, coeducação,
ra-menina, erva-doce, feijão-verde. autoestrada, autoaprendizagem, hidroelétrico, pluria-
3. Nos compostos com elementos além, aquém, re- nual, autoescola, infraestrutura, etc.
cém e sem: além-mar, recém-nascido, sem-número, 3. Nas formações, em geral, que contêm os prefixos
recém-casado. “dês” e “in” e o segundo elemento perdeu o “h” ini-
PORTUGUÊS

4. No geral, as locuções não possuem hífen, mas algu- cial: desumano, inábil, desabilitar, etc.
mas exceções continuam por já estarem consagradas 4. Nas formações com o prefixo “co”, mesmo quando
pelo uso: cor-de-rosa, arco-da-velha, mais-que-per- o segundo elemento começar com “o”: cooperação,
feito, pé-de-meia, água-de-colônia, queima-roupa, coobrigação, coordenar, coocupante, coautor, coedi-
deus-dará. ção, coexistir, etc.

14
5. Em certas palavras que, com o uso, adquiriram noção d) Os funcionários perceberam que o chefe estava de mal
de composição: pontapé, girassol, paraquedas, para- humor porque tinha sofrido um acidente de carro na
quedista, etc. véspera.
6. Em alguns compostos com o advérbio “bem”: benfei- e) Os participantes compreendiam mau o que estava sendo
to, benquerer, benquerido, etc. discutido, por isso não conseguiam formular perguntas.
Os prefixos pós, pré e pró, em suas formas
correspondentes átonas, aglutinam-se com o elemento Resposta: Letra A.
seguinte, não havendo hífen: pospor, predeterminar, Mal = advérbio (antônimo de “bem”) / mau = adjetivo
predeterminado, pressuposto, propor. (antônimo de “bom”). Para saber quando utilizar um
Escreveremos com hífen: anti-horário, anti-infeccioso, ou outro, a dica é substituir por seu antônimo. Se a
auto-observação, contra-ataque, semi-interno, sobre- frase ficar coerente, saberemos qual dos dois deve ser
humano, super-realista, alto-mar. utilizado. Por exemplo: Cigarro faz mal/mau à saúde =
Escreveremos sem hífen: pôr do sol, antirreforma,
Cigarro faz bem à saúde. A frase ficou coerente – embora
antisséptico, antissocial, contrarreforma, minirrestaurante,
errada em termos de saúde! Então, a maneira correta é
ultrassom, antiaderente, anteprojeto, anticaspa, antivírus,
“Cigarro faz mal à saúde”.
autoajuda, autoelogio, autoestima, radiotáxi.
Vamos aos itens:
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA Em “a”: O estagiário foi mal (bem) treinado = correta
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Em “b”: O time não jogou mau (bem)no último
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. campeonato = mal
Em “c”: O menino não era mal (bom) aluno = mau
SITE Em “d”: Os funcionários perceberam que o chefe estava
Disponível em: <http://www.pciconcursos.com.br/ de mal (bom) humor = mau
aulas/portugues/ortografia> Em “e”: Os participantes compreendiam mau (bem) o
que estava sendo discutido = mal

EXERCÍCIOS COMENTADOS 3. (TRANSPETRO – TÉCNICO AMBIENTAL JÚNIOR –


CESGRANRIO-2018) Obedecem às regras ortográficas da
1. (EBSERH – TÉCNICO EM FARMÁCIA- AOCP-2015) língua portuguesa as palavras
Assinale a alternativa em que as palavras estão grafadas
corretamente. a) admissão, paralisação, impasse
b) bambusal, autorização, inspiração
a) Extrovertido – extroverção. c) consessão, extresse, enxaqueca
b) Disponível – disponibilisar. d) banalisação, reexame, desenlace
c) Determinado – determinassão. e) desorganisação, abstração, cassação
d) Existir – existência.
e) Característica – caracterizasão. Resposta: Letra A.
Em “a”: admissão / paralisação / impasse = corretas
Resposta: Letra D. Em “b”: bambusal = bambuzal / autorização / inspiração
Em “a”: Extrovertido / extroverção = extroversão
Em “c”: consessão = concessão / extresse = estresse /
Em “b”: Disponível / disponibilisar = disponibilizar
enxaqueca
Em “c”: Determinado / determinassão = determinação
Em “d”: banalisação = banalização / reexame / desenlace
Em “d”: Existir / existência = corretas
Em “e”: desorganisação = desorganização / abstração /
Em “e”: Característica / caracterizasão = caracterização
cassação
2. (LIQUIGÁS – MOTORISTA DE CAMINHÃO GRANEL
I – CESGRANRIO-2018) O termo destacado está grafado 4. (MPU – ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – ESA-
de acordo com as exigências da norma-padrão da língua F-2004-ADAPTADA) Na questão abaixo, baseada em Ma-
portuguesa em: nuel Bandeira, escolha o segmento do texto que não está
isento de erros gramaticais e de ortografia, considerando-
a) O estagiário foi mal treinado, por isso não desempe- -se a ortodoxia gramatical.
nhava satisfatoriamente as tarefas solicitadas pelos seus
superiores. a) Descoberta a conspiração, enquanto os outros não pro-
b) O time não jogou mau no último campeonato, apesar curavam outra coisa se não salvar-se, ele revelou a mais
PORTUGUÊS

de enfrentar alguns problemas com jogadores descon- heróica força de ânimo, chamando a si toda a culpa.
trolados. b) Antes de alistar-se na tropa paga, vivera da profissão
c) O menino não era mal aluno, somente tinha dificuldade que lhe valera o apelido.
em assimilar conceitos mais complexos sobre os temas c) Não obstante, foi ele talvez o único a demonstrar fé, en-
expostos. tusiasmo e coragem na aventura de 89.

15
d) A verdade é que Gonzaga, Cláudio Manuel da Costa, Al- a) empregar-se “o cercaram” em lugar de “lhe cercaram”;
varenga eram homens requintados, letrados, a quem a b) haver vírgula após a expressão “Um dia”;
vida corria fácil, ao passo que o alferes sempre lutara c) usar-se “lhe perguntaram” em lugar de “o perguntaram”;
pela subsistência. d) grafar-se “porque” em vez de “por que”;
e) Com coragem, serenidade e lucidez, até o fim, enfrentou e) escrever-se “só usava” em lugar de “usava só”.
a pena última.

Resposta: Letra A. Resposta: Letra D.


Em “a”: Descoberta a conspiração, enquanto os outros “Um dia, o cercaram e lhe perguntaram porque ele só
não procuravam outra coisa se não salvar-se (senão se usava meias vermelhas”
salvar) , ele revelou a mais heróica (heroica) força de Em “a”: empregar-se “o cercaram” em lugar de “lhe
ânimo, chamando a si toda a culpa. cercaram”; = está correto, pois o “o” funciona como
Em “b”: Antes de alistar-se na tropa paga, vivera da objeto direto (sem preposição)
Em “b”: haver vírgula após a expressão “Um dia”; = está
profissão que lhe valera o apelido = correta
correto, pois separa o advérbio no início do período
Em “c”: Não obstante, foi ele talvez o único a demonstrar
Em “c”: usar-se “lhe perguntaram” em lugar de “o
fé, entusiasmo e coragem na aventura de 89 = correta
perguntaram”; = está correto (o “lhe” é objeto indireto –
Em “d”: A verdade é que Gonzaga, Cláudio Manuel da perguntaram o que a quem)
Costa, Alvarenga eram homens requintados, letrados, a Em “d”: grafar-se “porque” em vez de “por que”;
quem a vida corria fácil, ao passo que o alferes sempre Em “e”: escrever-se “só usava” em lugar de “usava só”. =
lutara pela subsistência = correta correto, pois se invertermos haverá mudança de sentido
Em “e”: Com coragem, serenidade e lucidez, até o fim, (ele usava só meias, nenhuma outra peça de roupa).
enfrentou a pena última = correta A incorreção está no uso de “porque” no lugar de “por
que”, já que se trata de uma pergunta indireta.
5. (TJ-MG – OFICIAL JUDICIÁRIO – COMISSÁRIO DA IN-
FÂNCIA E DA JUVENTUDE – CONSULPLAN-2017) Esta-
beleça a associação correta entre a 1.ª coluna e a 2.ª consi- ACENTUAÇÃO
derando o emprego do por que / porque.
(1) “Muitas pessoas se perguntam por que há tão poucas Quanto à acentuação, observamos que algumas
mulheres [...].” palavras têm acento gráfico e outras não; na pronúncia, ora
(2) “Misoginia é o ódio contra as mulheres apenas porque se dá maior intensidade sonora a uma sílaba, ora a outra.
são mulheres.” Por isso, vamos às regras!
( ) Faltei _____________ você estava doente.
( ) Todos sabem _____________ não poderei estar presente. Regras básicas
( ) Não se sabe ____________realizou tal procedimento.
( ) Este ponto de vista é _________não há manifestação de A acentuação tônica está relacionada à intensidade com
outro pensamento. que são pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que
se dá de forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba
A sequência está correta em: tônica. As demais, como são pronunciadas com menos
intensidade, são denominadas de átonas.
a) 1, 1, 1, 2 De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas
como:
b) 1, 2, 1, 2
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a
c) 2, 1, 1, 2
última sílaba: café – coração – Belém – atum – caju – papel
d) 2, 2, 2, 1
Paroxítonas – a sílaba tônica recai na penúltima sílaba:
útil – tórax – táxi – leque – sapato – passível
Resposta: Letra C. Proparoxítonas - a sílaba tônica está na antepenúltima
Faltei porque você estava doente. = conjunção causal sílaba: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus
Todos sabem por que não poderei estar presente. = dá
para substituir por “a causa pela qual” Há vocábulos que possuem uma sílaba somente: são
Não se sabe por que realizou tal procedimento. = os chamados monossílabos. Estes são acentuados quando
substituir por “a causa” tônicos e terminados em “a”, “e” ou “o”: vá – fé – pó - ré.
Este ponto de vista é porque não há manifestação de
outro pensamento. = conjunção causal Os acentos
Teremos: 2, 1, 1, 2
A) acento agudo (´) – Colocado sobre as letras “a” e
PORTUGUÊS

6. (TJ-SC – TÉCNICO JUDICIÁRIO AUXILIAR – FGV-2018) “i”, “u” e “e” do grupo “em” - indica que estas le-
“Um dia, o cercaram e lhe perguntaram porque ele só usava tras representam as vogais tônicas de palavras como
meias vermelhas”. Nesse segmento do texto 1 há um erro pá, caí, público. Sobre as letras “e” e “o” indica, além
gramatical, que é: da tonicidade, timbre aberto: herói – céu (ditongos
abertos).

16
B) acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras
“a”, “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre fe- FIQUE ATENTO!
chado: tâmara – Atlântico – pêsames – supôs . Se os ditongos abertos estiverem em uma pa-
C) acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” lavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ain-
com artigos e pronomes: à – às – àquelas – àqueles da são acentuados: dói, escarcéu.
D) trema ( ¨ ) – De acordo com a nova regra, foi to-
talmente abolido das palavras. Há uma exceção: é
utilizado em palavras derivadas de nomes próprios Antes Agora
estrangeiros: mülleriano (de Müller)
E) til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam assembléia assembleia
vogais nasais: oração – melão – órgão – ímã idéia ideia

Regras fundamentais geléia geleia


jibóia jiboia
A) Palavras oxítonas:acentuam-se todas as oxítonas apóia (verbo apoiar) apoia
terminadas em: “a”, “e”, “o”, “em”, seguidas ou não do
plural(s): Pará – café(s) – cipó(s) – Belém. paranóico paranoico
Esta regra também é aplicada aos seguintes casos:
Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, Acento Diferencial
seguidos ou não de “s”: pá – pé – dó – há
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, Representam os acentos gráficos que, pelas regras
seguidas de lo, la, los, las: respeitá-lo, recebê-lo, compô-lo de acentuação, não se justificariam, mas são utilizados
para diferenciar classes gramaticais entre determinadas
B) Paroxítonas: acentuam-se as palavras paroxítonas palavras e/ou tempos verbais. Por exemplo: Pôr (verbo) X
terminadas em: por (preposição) / pôde (pretérito perfeito do Indicativo do
i, is: táxi – lápis – júri verbo “poder”) X pode (presente do Indicativo do mesmo
us, um, uns: vírus – álbuns – fórum verbo).
l, n, r, x, ps: automóvel – elétron - cadáver – tórax – fór- Se analisarmos o “pôr” - pela regra das monossílabas:
ceps terminada em “o” seguida de “r” não deve ser acentuada,
ã, ãs, ão, ãos: ímã – ímãs – órfão – órgãos mas nesse caso, devido ao acento diferencial, acentua-se,
ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não para que saibamos se se trata de um verbo ou preposição.
de “s”: água – pônei – mágoa – memória Os demais casos de acento diferencial não são mais
utilizados: para (verbo), para (preposição), pelo (substantivo),
pelo (preposição). Seus significados e classes gramaticais
#FicaDica são definidos pelo contexto.
Polícia para o trânsito para que se realize a operação
Memorize a palavra LINURXÃO. Repare que planejada. = o primeiro “para” é verbo; o segundo,
esta palavra apresenta as terminações das pa- conjunção (com relação de finalidade).
roxítonas que são acentuadas: L, I N, U (aqui
inclua UM = fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim ficará
mais fácil a memorização! #FicaDica
Quando, na frase, der para substituir o “por”
por “colocar”, estaremos trabalhando com um
C) Proparoxítona: a palavra é proparoxítona quando a
verbo, portanto: “pôr”; nos demais casos, “por”
sua antepenúltima sílaba é tônica (mais forte). Quan-
é preposição: Faço isso por você. / Posso pôr
to à regra de acentuação: todas as proparoxítonas
(colocar) meus livros aqui?
são acentuadas, independentemente de sua termi-
nação: árvore, paralelepípedo, cárcere.

Regras especiais Regra do Hiato

Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” (ditongos Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, segunda
abertos), que antes eram acentuados, perderam o acento vogal do hiato, acompanhado ou não de “s”, haverá acento:
de acordo com a nova regra, mas desde que estejam em saída – faísca – baú – país – Luís
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quando
PORTUGUÊS

palavras paroxítonas.
seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z:
Ra-ul, Lu-iz, sa-ir, ju-iz
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se
estiverem seguidas do dígrafo nh: ra-i-nha, ven-to-i-nha.

17
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
hiato quando vierem depois de ditongo (nas paroxítonas): CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Cochar
- Português linguagens: volume 1 – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010.
Antes Agora
bocaiúva bocaiuva SITE
feiúra feiura Disponível em: <http://www.brasilescola.com/
gramatica/acentuacao.htm>
Sauípe Sauipe

O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi


abolido: EXERCÍCIOS COMENTADOS

Antes Agora 1. (BANPARÁ – TÉCNICO BANCÁRIO – EXATUS-2015)


Assinale a alternativa em que a palavra é acentuada pela
crêem creem
mesma razão que “Bíblia”:
lêem leem
vôo voo a) íris.
b) estórias.
enjôo enjoo c) queríamos.
d) aí.
e) páginas.
#FicaDica
Resposta: Letra B.
Memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos “Bíblia” = esta é acentuada por ser uma paroxítona ter-
que, no plural, dobram o “e”, mas que não rece- minada em ditongo.
bem mais acento como antes: CRER, DAR, LER Em “a”, íris = paroxítona terminada em i(s)
e VER. Em “b”, estórias = paroxítona terminada em ditongo
Repare: Em “c”, queríamos = proparoxítona
O menino crê em você. / Os meninos creem Em “d”, aí = regra do hiato
em você. Em “e”, páginas = proparoxítona
Elza lê bem! / Todas leem bem!
Espero que ele dê o recado à sala. / Esperamos 2. (BANPARÁ – TÉCNICO BANCÁRIO – FADESP-2018) A
que os garotos deem o recado! sequência de palavras cujos acentos são empregados pelo
Rubens vê tudo! / Eles veem tudo! mesmo motivo é
Cuidado! Há o verbo vir: Ele vem à tarde! / Eles
vêm à tarde! a) público, função, dói.
b) burocráticos, próximo, século.
c) será, aí, é, está.
As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz, d) glória, exercício, publicação.
com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou e) hábito, bancário, poética.
“i” não serão mais acentuadas:
Resposta: Letra B.
Em “a”, público = proparoxítona / função = o til tem fun-
Antes Depois ção de nasalizar (indicar som fechado) / dói = monossí-
apazigúe (apaziguar) apazigue labo formado por ditongo aberto
Em “b”, burocráticos = proparoxítona / próximo = propa-
averigúe (averiguar) averigue roxítona / século = proparoxítona
argúi (arguir) argui Em “c”, será = oxítona terminada em ‘a” / aí = regra do
hiato / é = (verbo) monossílabo tônico terminado em “e”
Acentuam-se os verbos pertencentes a terceira pessoa / está = (verbo) oxítona terminada em “a”
do plural de: ele tem – eles têm / ele vem – eles vêm (verbo Em “d”, glória = paroxítona terminada em ditongo /
PORTUGUÊS

vir). A regra prevalece também para os verbos conter, obter, exercício = paroxítona terminada em ditongo / publica-
reter, deter, abster: ele contém – eles contêm, ele obtém – eles ção = o til indica nasalização (som fechado)
obtêm, ele retém – eles retêm, ele convém – eles convêm. Em “e”, hábito = (substantivo) proparoxítona / bancário
= paroxítona terminada em ditongo / poética = propa-
roxítona

18
3. (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – NÍVEL SUPERIOR – Em “c”: Denúncia = paroxítona terminada em ditongo /
CONHECIMENTOS BÁSICOS – CESPE-2014) O emprego funcionário = paroxítona terminada em ditongo / impro-
do acento gráfico nas palavras “metálica”, “acúmulo” e cedência = paroxítona terminada em ditongo
“imóveis” justifica-se com base na mesma regra de acen- Em “d”: máquina = proparoxítona / improcedência = pa-
tuação. roxítona terminada em ditongo / probatório = paroxíto-
na terminada em ditongo
( ) Certo ( ) Errado Em “e”: condenatório = paroxítona terminada em diton-
go / funcionário = = paroxítona terminada em ditongo /
Resposta: Errado.
Frágil = paroxítona terminada em “l”
O emprego do acento gráfico nas palavras “metálica”,
“acúmulo” e “imóveis” justifica-se com base na mesma
6. (TJ-AC – TÉCNICO EM MICROINFORMÁTICA - CES-
regra de acentuação.
metálica = proparoxítona / acúmulo = proparoxítona / PE/2012) As palavras “conteúdo”, “calúnia” e “injúria” são
imóveis = paroxítona terminada em ditongo acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação
gráfica.
4. (LIQUIGÁS – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO – CES-
GRANRIO-2018) A palavra que precisa ser acentuada gra- ( ) Certo ( ) Errado
ficamente para estar correta quanto às normas em vigor
está destacada na seguinte frase: Resposta: Errado.
“Conteúdo” = regra do hiato / calúnia = paroxítona ter-
a) Todo escritor de novela tem o desejo de criar um perso- minada em ditongo / injúria = paroxítona terminada em
nagem inesquecível. ditongo.
b) Os telespectadores veem as novelas como um espelho
da realidade. 7. (TRE-AP - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2011) Entre as
c) Alguns novelistas gostam de superpor temas sociais frases que seguem, a única correta é:
com temas políticos.
d) Para decorar o texto antes de gravar, cada ator rele sua a) Ele se esqueceu de que?
fala várias vezes. b) Era tão ruím aquele texto, que não deu para distribui-lo
e) Alguns atores de novela constroem seus personagens
entre os presentes.
fazendo pesquisa.
c) Embora devessemos, não fomos excessivos nas críticas.
Resposta: Letra D. d) O juíz nunca negou-se a atender às reivindicações dos
Em “a”: Todo escritor de novela tem = singular (não funcionários.
acentuado) e) Não sei por que ele mereceria minha consideração.
Em “b”: Os telespectadores veem = correta - plural do-
bra o “e” (perdeu o acento com o Acordo) Resposta: Letra E.
Em “c”: Alguns novelistas gostam de superpor = correta Em “a”: Ele se esqueceu de que? = quê?
Em “d”: Para decorar o texto antes de gravar, cada ator Em “b”: Era tão ruím (ruim) aquele texto, que não deu
rele = relê (oxítona) para distribui-lo (distribuí-lo) entre os presentes.
Em “e”: Alguns atores de novela constroem = correta Em “c”: Embora devêssemos (devêssemos), não fomos
excessivos nas críticas.
5. (TJ-SP - ANALISTA EM COMUNICAÇÃO E PROCES- Em “d”: O juíz (juiz) nunca (se) negou a atender às reivin-
SAMENTO DE DADOS JUDICIÁRIO – VUNESP/2012) dicações dos funcionários.
Seguem a mesma regra de acentuação gráfica relativa às Em “e”: Não sei por que ele mereceria minha conside-
palavras paroxítonas: ração.
a) probatório; condenatório; crédito.
b) máquina; denúncia; ilícita.
PONTUAÇÃO
c) denúncia; funcionário; improcedência.
d) máquina; improcedência; probatório.
Os sinais de pontuação são marcações gráficas que
e) condenatório; funcionário; frágil.
servem para compor a coesão e a coerência textual, além
Resposta: Letra C. de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas.
Vamos a elas: Um texto escrito adquire diferentes significados quando
pontuado de formas diversificadas. O uso da pontuação
PORTUGUÊS

Em “a”: probatório = paroxítona terminada em ditongo /


condenatório = paroxítona terminada em ditongo / cré- depende, em certos momentos, da intenção do autor do
dito = proparoxítona. discurso. Assim, os sinais de pontuação estão diretamente
Em “b”: máquina = proparoxítona / denúncia = paroxíto- relacionados ao contexto e ao interlocutor.
na terminada em ditongo / ilícita = proparoxítona.

19
Principais funções dos sinais de pontuação F) Reticências (...)
• Indica que palavras foram suprimidas: Comprei lápis,
A) Ponto (.) canetas, cadernos...
• Indica o término do discurso ou de parte dele, encer- • Indica interrupção violenta da frase: “- Não... quero di-
rando o período. zer... é verdad... Ah!”
• Usa-se nas abreviaturas: pág. (página), Cia. (Compa- • Indica interrupções de hesitação ou dúvida: Este mal...
nhia). Se a palavra abreviada aparecer em final de pega doutor?
período, este não receberá outro ponto; neste caso, • Indica que o sentido vai além do que foi dito: Deixa,
o ponto de abreviatura marca, também, o fim de pe- depois, o coração falar...
ríodo. Exemplo: Estudei português, matemárica, cons-
titucional, etc. (e não “etc..”) G) Vírgula (,)
• Nos títulos e cabeçalhos é opcional o emprego do
ponto, assim como após o nome do autor de uma Não se usa vírgula
citação: Separando termos que, do ponto de vista sintático,
Haverá eleições em outubro ligam-se diretamente entre si:
O culto do vernáculo faz parte do brio cívico. (Napoleão
Mendes de Almeida) (ou: Almeida.)
1. Entre sujeito e predicado:
• Os números que identificam o ano não utilizam ponto
Todos os alunos da sala foram advertidos.
nem devem ter espaço a separá-los, bem como os
números de CEP: 1975, 2014, 2006, 17600-250. Sujeito predicado

B) Ponto e Vírgula (;) 2. Entre o verbo e seus objetos:


• Separa várias partes do discurso, que têm a mesma O trabalho custou sacrifício aos
importância: “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os realizadores.
ricos dão pelo pão a fazenda; os de espíritos generosos V.T.D.I. O.D. O.I.
dão pelo pão a vida; os de nenhum espírito dão pelo
pão a alma...” (VIEIRA) Usa-se a vírgula:
• Separa partes de frases que já estão separadas por
vírgulas: Alguns quiseram verão, praia e calor; outros, 1. Para marcar intercalação:
montanhas, frio e cobertor. A) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abun-
• Separa itens de uma enumeração, exposição de moti- dância, vem caindo de preço.
vos, decreto de lei, etc. B) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão
Ir ao supermercado; produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
Pegar as crianças na escola; C) das expressões explicativas ou corretivas: As indús-
Caminhada na praia; trias não querem abrir mão de suas vantagens, isto é,
Reunião com amigos. não querem abrir mão dos lucros altos.

C) Dois pontos (:) 2. Para marcar inversão:


• Antes de uma citação = Vejamos como Afrânio Couti- A) do adjunto adverbial (colocado no início da oração):
nho trata este assunto: Depois das sete horas, todo o comércio está de portas
• Antes de um aposto = Três coisas não me agradam: fechadas.
chuva pela manhã, frio à tarde e calor à noite. B) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos
• Antes de uma explicação ou esclarecimento: Lá estava pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo a roti-
C) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de
na de sempre.
maio de 1982.
• Em frases de estilo direto
Maria perguntou:
- Por que você não toma uma decisão? 3. Para separar entre si elementos coordenados
(dispostos em enumeração):
D) Ponto de Exclamação (!) Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
• Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
susto, súplica, etc.: Sim! Claro que eu quero me casar
com você! 4. Para marcar elipse (omissão) do verbo: Nós
• Depois de interjeições ou vocativos queremos comer pizza; e vocês, churrasco.
Ai! Que susto!
João! Há quanto tempo! 5. Para isolar:
PORTUGUÊS

A) o aposto: São Paulo, considerada a metrópole brasi-


E) Ponto de Interrogação (?) leira, possui um trânsito caótico.
Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. B) o vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem.
“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur
Azevedo) Observações:

20
Considerando-se que “etc.” é abreviatura da expressão 2. (BANESTES – ANALISTA ECONÔMICO FINANCEIRO
latina et coetera, que significa “e outras coisas”, seria GESTÃO CONTÁBIL – FGV-2018)
dispensável o emprego da vírgula antes dele. Porém,
o acordo ortográfico em vigor no Brasil exige que Texto 1
empreguemos etc. predecido de vírgula: Falamos de
Em artigo publicado no jornal carioca O Globo, 19/3/2018,
política, futebol, lazer, etc.
com o nome Erros do passado, o articulista Paulo Guedes
escreve o seguinte: “Os regimes trabalhista e previdenciá-
As perguntas que denotam surpresa podem ter rio brasileiros são politicamente anacrônicos, economica-
combinados o ponto de interrogação e o de exclamação: mente desastrosos e socialmente perversos. Arquitetados
Você falou isso para ela?! de início em sistemas políticos fechados (na Alemanha im-
perial de Bismarck e na Itália fascista de Mussolini), e desde
Temos, ainda, sinais distintivos: então cultivados por obsoletos programas socialdemocra-
• a barra ( / ) = usada em datas (25/12/2014), separa- tas, são hoje armas de destruição em massa de empregos
ção de siglas (IOF/UPC); locais em meio à competição global. Reduzem a competi-
• os colchetes ([ ]) = usados em transcrições feitas pelo tividade das empresas, fabricam desigualdades sociais, dis-
sipam em consumo corrente a poupança compulsória dos
narrador ([vide pág. 5]), usado como primeira opção
encargos recolhidos, derrubam o crescimento da economia
aos parênteses, principalmente na matemática; e solapam o valor futuro das aposentadorias”. (adaptado)
• o asterisco (*) = usado para remeter o leitor a uma
nota de rodapé ou no fim do livro, para substituir um No texto 1, os termos inseridos nos parênteses – na Ale-
nome que não se quer mencionar. manha imperial de Bismarck e na Itália fascista de Mussolini
– têm a finalidade textual de:

a) enumerar os sistemas políticos fechados do passado;


EXERCÍCIOS COMENTADOS b) destacar os sistemas onde se originaram os regimes tra-
balhista e previdenciário;
c) criticar o atraso político de alguns sistemas da História;
1. (BANPARÁ – ASSISTENTE SOCIAL – FADESP-2018) O
d) condenar nossos regimes trabalhista e previdenciário
enunciado em que a vírgula foi empregada em desacordo por serem muito antigos;
com as regras de pontuação é e) exemplificar alguns dos nossos erros do passado.

a) Como esse metal é limitado, isso garantia que a produ- Resposta: Letra B.
ção de dinheiro fosse também limitada. Arquitetados de início em sistemas políticos fechados
b) Em 1971, o presidente dos EUA acabou com o padrão- (na Alemanha imperial de Bismarck e na Itália fascista
-ouro. de Mussolini) = os termos entre parênteses servem para
c) Praticamente todo o dinheiro que existe no mundo é se referir aos sistemas políticos fechados, exemplifican-
criado assim, inventado em canetaços a partir da con- do-os.
Em “a”, enumerar os sistemas políticos fechados do pas-
cessão de empréstimos.
sado = incorreta
d) Assim, o sistema monetário atual funciona com uma Em “b”, destacar os sistemas onde se originaram os re-
moeda que é ao mesmo tempo escassa e abundante. gimes trabalhista e previdenciário = correta
e) Escassa porque só banqueiros podem criá-la, e abun- Em “c”, criticar o atraso político de alguns sistemas da
dante porque é gerada pela simples manipulação de História = incorreta
bancos de dados. Em “d”, condenar nossos regimes trabalhista e previden-
ciário por serem muito antigos = incorreta
Resposta: Letra E. Em “e”, exemplificar alguns dos nossos erros do passado
O enunciado pede a alternativa em desacordo: = incorreta
Em “a”, Como esse metal é limitado, isso garantia que a
produção de dinheiro fosse também limitada = correta
3. (BADESC – ANALISTA DE SISTEMA – BANCO DE DA-
Em “b”, Em 1971, o presidente dos EUA acabou com o DOS – FGV-2010) Assinale a alternativa em que a vírgula
padrão-ouro = correta está corretamente empregada.
Em “c”, Praticamente todo o dinheiro que existe no mun-
do é criado assim, inventado em canetaços a partir da a) O jeitinho, essa instituição tipicamente brasileira pode
concessão de empréstimos = correta ser considerado, sem dúvida, um desvio de caráter.
Em “d”, Assim, o sistema monetário atual funciona com b) Apareciam novos problemas, e o funcionário embora
uma moeda que é ao mesmo tempo escassa e abundan- competente, nem sempre conseguia resolvê-los.
te = correta c) Ainda que os níveis de educação estivessem avançando,
o sentimento geral, às vezes, era de frustração.
PORTUGUÊS

Em “e”, Escassa porque só banqueiros podem criá-la, (X)


e abundante porque é gerada pela simples manipulação d) É claro, que se fôssemos levar a lei ao pé da letra, muitos
de bancos de dados = incorreta - a vírgula pode ser uti- sofreriam sanções diariamente.
lizada antes da conjunção “e”, desde que haja mudança e) O tempo não para as transformações sociais são urgen-
de sujeito, por exemplo (o que não acontece na questão) tes mas há quem não perceba esse fato, que é evidente.

21
Resposta: Letra C.
Indiquei com (X) os lugares inadequados e acrescentei a pontuação que faltou:
Em “a”, O jeitinho, essa instituição tipicamente brasileira , pode ser considerado, sem dúvida, um desvio de caráter.
Em “b”, Apareciam novos problemas , (X) e o funcionário , embora competente, nem sempre conseguia resolvê-los.
Em “c”, Ainda que os níveis de educação estivessem avançando, o sentimento geral, às vezes, era de frustração.= correta
Em “d”, É claro , (X) que se fôssemos levar a lei ao pé da letra, muitos sofreriam sanções diariamente.
Em “e”, O tempo não para , as transformações sociais são urgentes , mas há quem não perceba esse fato, que é evidente.

4. (BANCO DO BRASIL – ESCRITURÁRIO – CESGRANRIO-2018) De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa,


a pontuação está corretamente empregada em:

a) O conjunto de preocupações e ações efetivas, quando atendem, de forma voluntária, aos funcionários e à comunidade
em geral, pode ser definido como responsabilidade social.
b) As empresas que optam por encampar a prática da responsabilidade social, beneficiam-se de conseguir uma melhor
imagem no mercado.
c) A noção de responsabilidade social foi muito utilizada em campanhas publicitárias: por isso, as empresas precisam rela-
cionar-se melhor, com a sociedade.
d) A responsabilidade social explora um leque abrangente de beneficiários, envolvendo assim: a qualidade de vida o bem-
-estar dos trabalhadores, a redução de impactos negativos, no meio ambiente.
e) Alguns críticos da responsabilidade social defendem a ideia de que: o objetivo das empresas é o lucro e a geração de
empregos não a preocupação com a sociedade como um todo.

Resposta: Letra A.
Assinalei com (X) as inadequações e destaquei as inclusões:
Em “a”: O conjunto de preocupações e ações efetivas, quando atendem, de forma voluntária, aos funcionários e à comu-
nidade em geral, pode ser definido como responsabilidade social = correta
Em “b”: As empresas que optam por encampar a prática da responsabilidade social, (X) beneficiam-se de conseguir uma
melhor imagem no mercado.
Em “c”: A noção de responsabilidade social foi muito utilizada em campanhas publicitárias: (X) ; por isso, as empresas
precisam relacionar-se melhor, (X) com a sociedade.
Em “d”: A responsabilidade social explora um leque abrangente de beneficiários, envolvendo , assim: (X) , a qualidade de
vida , o bem-estar dos trabalhadores, (X) e a redução de impactos negativos, (X) no meio ambiente.
Em “e”: Alguns críticos da responsabilidade social defendem a ideia de que: (X) o objetivo das empresas é o lucro e a
geração de empregos , não a preocupação com a sociedade como um todo.

5. (PC-SP - Investigador de Polícia – Vunesp-2014)

(Folha de S.Paulo, 03.01.2014. Adaptado)

De acordo com a norma-padrão, no primeiro quadrinho, na fala de Hagar, deve ser utilizada uma vírgula, obrigatoriamente,

a) antes da palavra “olho”.


PORTUGUÊS

b) antes da palavra “e”.


c) depois da palavra “evitar”.
d) antes da palavra “evitar”.
e) depois da palavra “e”.

22
Resposta: Letra C. A) Radical, lexema ou semantema – é o elemento
“Não posso evitar doutor” = no diálogo, Hagar fala com portador de significado. É através do radical que po-
o doutor (vocativo); portanto, presença obrigatória de demos formar outras palavras comuns a um grupo
vírgula após o verbo “evitar”. de palavras da mesma família. Exemplo: pequeno, pe-
quenininho, pequenez. O conjunto de palavras que se
6. (TJ-RS – JUIZ DE DIREITO – SUBSTITUTO – VU- agrupam em torno de um mesmo radical denomina-
NESP-2018) No trecho do primeiro parágrafo do texto -se família de palavras.
– Nas escolas da Catalunha, a separação da Espanha tem B) Afixos – elementos que se juntam ao radical antes
apoio maciço. É uma situação que contrasta com outros lu- (os prefixos) ou depois (sufixos) dele. Exemplo: be-
gares de Barcelona, uma cidade que vive hoje em duas leza (sufixo), prever (prefixo), infiel (prefixo).
dimensões. De um lado, há a Barcelona dos turistas, que se
cotovelam nos pontos turísticos da cidade, … –, empre- C) Desinências - Quando se conjuga o verbo amar, ob-
gam-se as vírgulas para separar as expressões destacadas
têm-se formas como amava, amavas, amava, amá-
porque elas
vamos, amáveis, amavam. Estas modificações ocor-
rem à medida que o verbo vai sendo flexionado em
a) acrescem às informações precedentes comentários que
lhes ampliam o sentido. número (singular e plural) e pessoa (primeira, segun-
b) sintetizam as ideias centrais das informações preceden- da ou terceira). Também ocorrem se modificarmos o
tes. tempo e o modo do verbo (amava, amara, amasse,
c) apresentam informações que se opõem às informações por exemplo). Assim, podemos concluir que existem
precedentes. morfemas que indicam as flexões das palavras. Estes
d) retificam as informações precedentes, dando-lhes o cor- morfemas sempre surgem no fim das palavras variá-
reto matiz semântico. veis e recebem o nome de desinências. Há desinên-
e) estabelecem certas restrições de sentido às informações cias nominais e desinências verbais.
precedentes.
C.1 Desinências nominais: indicam o gênero e o nú-
Resposta: Letra A. mero dos nomes. Para a indicação de gênero, o por-
É uma situação que contrasta com outros lugares de tuguês costuma opor as desinências -o/-a: garoto/
Barcelona, uma cidade que vive hoje em duas dimen- garota; menino/menina. Para a indicação de número,
sões. De um lado, há a Barcelona dos turistas, que se costuma-se utilizar o morfema –s, que indica o plu-
cotovelam nos pontos turísticos da cidade ral em oposição à ausência de morfema, que indica
o singular: garoto/garotos; garota/garotas; menino/
Os períodos destacados acrescentam informações aos meninos; menina/meninas. No caso dos nomes ter-
termos citados anteriormente. minados em –r e –z, a desinência de plural assume a
forma -es: mar/mares; revólver/revólveres; cruz/cru-
zes.
MORFOLOGIA: ESTRUTURA E FORMAÇÃO
DAS PALAVRAS E CLASSES DE PALAVRAS. C.2 Desinências verbais: em nossa língua, as desinên-
cias verbais pertencem a dois tipos distintos. Há desi-
nências que indicam o modo e o tempo (desinências
ESTRUTURA DAS PALAVRAS modo-temporais) e outras que indicam o número e
a pessoa dos verbos (desinência número-pessoais):
As palavras podem ser analisadas sob o ponto de vista
de sua estrutura significativa. Para isso, nós as dividimos em
seus menores elementos (partes) possuidores de sentido. cant-á-va-mos:
A palavra inexplicável, por exemplo, é constituída por três cant: radical / -á-: vogal temática / -va-: desinência
elementos significativos: modo-temporal (caracteriza o pretérito imperfeito do
In = elemento indicador de negação indicativo) / -mos: desinência número-pessoal (caracteriza a
Explic – elemento que contém o significado básico da primeira pessoa do plural)
palavra
Ável = elemento indicador de possibilidade cant-á-sse-is:
cant: radical / -á-: vogal temática / -sse-:desinência
Estes elementos formadores da palavra recebem o modo-temporal (caracteriza o pretérito imperfeito do
nome de morfemas. Através da união das informações subjuntivo) / -is: desinência número-pessoal (caracteriza a
contidas nos três morfemas de inexplicável, pode-se segunda pessoa do plural)
entender o significado pleno dessa palavra: “aquilo que
PORTUGUÊS

não tem possibilidade de ser explicado, que não é possível D) Vogal temática
tornar claro”. Entre o radical cant- e as desinências verbais, surge
Morfemas = são as menores unidades significativas sempre o morfema –a. Este morfema, que liga o radical
que, reunidas, formam as palavras, dando-lhes sentido. às desinências, é chamado de vogal temática. Sua função
Classificação dos morfemas é ligar-se ao radical, constituindo o chamado tema. É ao

23
tema (radical + vogal temática) que se acrescentam as A) Prefixal (ou prefixação): a palavra nova é obtida
desinências. Tanto os verbos como os nomes apresentam por acréscimo de prefixo.
vogais temáticas. No caso dos verbos, a vogal temática In feliz / des leal
indica as conjugações: -a (da 1.ª conjugação = cantar), -e Prefixo radical prefixo radical
(da 2.ª conjugação = escrever) e –i (3.ª conjugação = partir).
B) Sufixal (ou sufixação): a palavra nova é obtida por
D.1 Vogais temáticas nominais: São -a, -e, e -o, quan- acréscimo de sufixo.
do átonas finais, como em mesa, artista, perda, es- Feliz mente / leal dade
cola, base, combate. Nestes casos, não poderíamos Radical sufixo radical sufixo
pensar que essas terminações são desinências indi-
cadoras de gênero, pois mesa e escola, por exemplo, C) Parassintética: a palavra nova é obtida pelo acrésci-
não sofrem esse tipo de flexão. É a estas vogais te- mo simultâneo de prefixo e sufixo. Por parassíntese
máticas que se liga a desinência indicadora de plural: formam-se principalmente verbos.
mesa-s, escola-s, perda-s. Os nomes terminados em En trist ecer
vogais tônicas (sofá, café, cipó, caqui, por exemplo) Prefixo radical sufixo
não apresentam vogal temática.
En tard ecer
D.2 Vogais temáticas verbais: São -a, -e e -i, que ca- prefixo radical sufixo
racterizam três grupos de verbos a que se dá o nome
de conjugações. Assim, os verbos cuja vogal temática Há dois casos em que a palavra derivada é formada
é -a pertencem à primeira conjugação; aqueles cuja sem que haja a presença de afixos. São eles: a derivação
vogal temática é -e pertencem à segunda conjuga- regressiva e a derivação imprópria.
ção e os que têm vogal temática -i pertencem à ter-
ceira conjugação. Derivação
E) Interfixos
• Derivação regressiva: a palavra nova é obtida por
São os elementos (vogais ou consoantes) que se
redução da palavra primitiva. Ocorre, sobretudo, na
intercalam entre o radical e o sufixo, para facilitar ou
formação de substantivos derivados de verbos.
mesmo possibilitar a leitura de uma determinada palavra.
janta (substantivo) - deriva de jantar (verbo) / pesca
Por exemplo:
(substantivo) – deriva de pescar (verbo)
Vogais: frutífero, gasômetro, carnívoro.
Consoantes: cafezal, sonolento, friorento.
• Derivação imprópria: a palavra nova (derivada) é ob-
Formação das Palavras tida pela mudança de categoria gramatical da pala-
vra primitiva. Não ocorre, pois, alteração na forma,
Há em Português palavras primitivas, palavras derivadas, mas somente na classe gramatical.
palavras simples, palavras compostas. Não entendi o porquê da briga. (o substantivo “porquê”
A) Palavras primitivas: aquelas que, na língua portu- deriva da conjunção porque)
guesa, não provêm de outra palavra: pedra, flor. Seu olhar me fascina! (olhar aqui é substantivo, deriva
B) Palavras derivadas: aquelas que, na língua portu- do verbo olhar).
guesa, provêm de outra palavra: pedreiro, floricultura.
C) Palavras simples: aquelas que possuem um só radi- #FicaDica
cal: azeite, cavalo.
D) Palavras compostas: aquelas que possuem mais de A derivação regressiva “mexe” na estrutura
um radical: couve-flor, planalto. da palavra, geralmente transforma verbos em
substantivos: caça = deriva de caçar, saque =
As palavras compostas podem ou não ter seus deriva de sacar
elementos ligados por hífen. A derivação imprópria não “mexe” com a pa-
lavra, apenas faz com que ela pertença a uma
Processos de Formação de Palavras classe gramatical “imprópria” da qual ela real-
mente, ou melhor, costumeiramente faz parte.
Na Língua Portuguesa há muitos processos de formação A alteração acontece devido à presença de ou-
de palavras. Entre eles, os mais comuns são a derivação, a tros termos, como artigos, por exemplo:
composição, a onomatopeia, a abreviação e o hibridismo. O verde das matas! (o adjetivo “verde” passou a
funcionar como substantivo devido à presença
PORTUGUÊS

Derivação por Acréscimo de Afixos do artigo “o”)

É o processo pelo qual se obtêm palavras novas


(derivadas) pela anexação de afixos à palavra primitiva. A
derivação pode ser: prefixal, sufixal e parassintética.

24
Composição 2. (SECRETARIA DE ESTADO DE DEFESA SOCIAL/MG –
AGENTE DE SEGURANÇA SOCIOEDUCATIVO – MÉDIO
Haverá composição quando se juntarem dois ou mais - IBFC/2014) O vocábulo “entristecido” é um exemplo de:
radicais para formar uma nova palavra. Há dois tipos de a) palavra composta
composição: justaposição e aglutinação. b) palavra primitiva
A) Justaposição: ocorre quando os elementos que for- c) palavra derivada
mam o composto são postos lado a lado, ou seja, d) neologismo
justapostos: para-raios, corre-corre, guarda-roupa,
segunda-feira, girassol. Resposta: Letra C.
B) Composição por aglutinação: ocorre quando os en + triste + ido (com consoante de ligação “c”) = ao
elementos que formam o composto aglutinam-se e radical “triste” foram acrescidos o prefixo “en” e o sufixo
pelo menos um deles perde sua integridade sonora: “ido”, ou seja, “entristecido” é palavra derivada do pro-
aguardente (água + ardente), planalto (plano + alto), cesso de formação de palavras chamado de: prefixação
pernalta (perna + alta), vinagre (vinho + acre). e sufixação. Para o exercício, basta “derivada”!

Onomatopeia – é a palavra que procura reproduzir REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


certos sons ou ruídos: reco-reco, tique-taque, fom-fom. SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Abreviação – é a redução de palavras até o limite CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Cochar.
permitido pela compreensão: moto (motocicleta), pneu Português linguagens: volume 1 – 7.ª ed. Reform. – São
(pneumático), metrô (metropolitano), foto (fotografia). Paulo: Saraiva, 2010.
AMARAL, Emília... [et al.] Português: novas palavras:
Abreviatura: é a redução na grafia de certas palavras, literatura, gramática, redação. – São Paulo: FTD, 2000.
limitando-as quase sempre à letra inicial ou às letras iniciais:
p. ou pág. (para página), Sr. (para senhor). SITE
Disponível em: http://www.brasilescola.com/gramatica/
Sigla: é um caso especial de abreviatura, na qual se estrutura-e-formacao-de-palavras-i.htm
reduzem locuções substantivas próprias às suas letras
iniciais (são as siglas puras) ou sílabas iniciais (siglas
impuras), que se grafam de duas formas: IBGE, MEC (siglas CLASSES DE PALAVRAS E SUAS FLEXÕES
puras); DETRAN ou Detran, PETROBRAS ou Petrobras (siglas
impuras). 1. ADJETIVO

Hibridismo: é a palavra formada com elementos É a palavra que expressa uma qualidade ou característica
oriundos de línguas diferentes: automóvel (auto: grego; do ser e se relaciona com o substantivo, concordando com
móvel: latim); sociologia (socio: latim; logia: grego); este em gênero e número.
sambódromo (samba: dialeto africano; dromo: grego). As praias brasileiras estão poluídas.
Praias = substantivo; brasileiras/poluídas = adjetivos
(plural e feminino, pois concordam com “praias”).
EXERCÍCIOS COMENTADOS Locução adjetiva

1. (RIOPREVIDÊNCIA – ESPECIALISTA EM PREVIDÊNCIA Locução = reunião de palavras. Sempre que são


SOCIAL – SUPERIOR - CEPERJ/2014) A palavra “infraes- necessárias duas ou mais palavras para falar sobre a
trutura” é formada pelo seguinte processo: mesma coisa, tem-se locução. Às vezes, uma preposição
+ substantivo tem o mesmo valor de um adjetivo: é a
a) sufixação Locução Adjetiva (expressão que equivale a um adjetivo).
b) prefixação Por exemplo: aves da noite (aves noturnas), paixão sem
c) parassíntese freio (paixão desenfreada).
d) justaposição Observe outros exemplos:
e) aglutinação
de águia aquilino
Resposta: Letra B.
Infra = prefixo + estrutura – temos a junção de um prefi- de aluno discente
PORTUGUÊS

xo com um radical, portanto: derivação prefixal (ou pre- de anjo angelical


fixação).
de ano anual
de aranha aracnídeo

25
de boi bovino
de cabelo capilar
de cabra caprino
de campo campestre ou rural
de chuva pluvial
de criança pueril
de dedo digital
de estômago estomacal ou gástrico
de falcão falconídeo
de farinha farináceo
de fera ferino
de ferro férreo
de fogo ígneo
de garganta gutural
de gelo glacial
de guerra bélico
de homem viril ou humano
de ilha insular
de inverno hibernal ou invernal
de lago lacustre
de leão leonino
de lebre leporino
de lua lunar ou selênico
de madeira lígneo
de mestre magistral
de ouro áureo
de paixão passional
de pâncreas pancreático
de porco suíno ou porcino
dos quadris ciático
de rio fluvial
de sonho onírico
de velho senil
de vento eólico
de vidro vítreo ou hialino
de virilha inguinal
de visão óptico ou ótico

Observação:
Nem toda locução adjetiva possui um adjetivo correspondente, com o mesmo significado: Vi as alunas da 5ª série. / O
muro de tijolos caiu.
PORTUGUÊS

26
Morfossintaxe do Adjetivo (Função Sintática):
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função dentro de uma oração) relativas aos substantivos, atuando como
adjunto adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto).

Adjetivo Pátrio (ou gentílico)

Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe alguns deles:

Estados e cidades brasileiras:

Alagoas alagoano
Amapá amapaense
Aracaju aracajuano ou aracajuense
Amazonas amazonense ou baré
Belo Horizonte belo-horizontino
Brasília brasiliense
Cabo Frio cabo-friense
Campinas campineiro ou campinense

Adjetivo Pátrio Composto

Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita.
Observe alguns exemplos:

África afro- / Cultura afro-americana


Alemanha germano- ou teuto-/Competições teuto-inglesas
América américo- / Companhia américo-africana
Bélgica belgo- / Acampamentos belgo-franceses
China sino- / Acordos sino-japoneses
Espanha hispano- / Mercado hispano-português
Europa euro- / Negociações euro-americanas
França franco- ou galo- / Reuniões franco-italianas
Grécia greco- / Filmes greco-romanos
Inglaterra anglo- / Letras anglo-portuguesas