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FAB

Força Aérea Brasileira

Curso de Formação de Sargentos da Aeronáutica

Portaria DIRENS nº 268-T/DPL, de 13 de Julho de 2018

JL080-2018
DADOS DA OBRA

Título da obra: Força Aérea Brasileira - FAB

Cargo: Curso de Formação de Sargento da Aeronáutica

(Baseado no Portaria DIRENS nº 268-T/DPL, de 13 de Julho de 2018)

• Língua Portuguesa
• Língua Inglesa
• Matemática
• Física

Gestão de Conteúdos
Emanuela Amaral de Souza

Diagramação/ Editoração Eletrônica


Elaine Cristina
Igor de Oliveira
Thais Regis
Ana Luiza Cesário

Produção Editoral
Suelen Domenica Pereira
Julia Antoneli
Leandro Filho

Capa
Joel Ferreira dos Santos
APRESENTAÇÃO

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SUMÁRIO

Língua Portuguesa

1.1 TEXTO: Interpretação de textos literários ou não-literários.............................................................................................................. 01


1.2 GRAMÁTICA: Fonética: Sílaba: separação silábica e acentuação gráfica..................................................................................... 07
Ortografia.................................................................................................................................................................................................................... 16
Morfologia: Processos de formação de palavras; Classes de palavras: substantivo (classificação e flexão); adjetivo (clas-
sificação, flexão e locução adjetiva); advérbio (classificação, colocação e locução adverbial); conjunções (coordenativas
e subordinativas); verbo: flexão verbal (número, pessoa, modo, tempo, voz), classificação (regulares, irregulares, defec-
tivos, abundantes, auxiliares e principais) e conjugação dos tempos simples; pronome (classificação e emprego)....... 20
Pontuação.................................................................................................................................................................................................................... 58
Sintaxe: Períodos Simples (termos essenciais, integrantes e acessórios da oração) e Períodos Compostos (coordenação
e subordinação);........................................................................................................................................................................................................ 62
Concordâncias verbal e nominal;....................................................................................................................................................................... 74
Regências verbal e nominal;................................................................................................................................................................................. 79
Crase.............................................................................................................................................................................................................................. 85
Tipos de discurso...................................................................................................................................................................................................... 89
Estilística: Figuras de linguagem (metáfora, metonímia, hipérbole, prosopopeia, eufemismo e antítese)........................... 92

Língua Inglesa

(Somente Para Os Candidatos Que Optarem Pela Especialidade Controle De Tráfego Aéreo – Bct)

2.1 GRAMÁTICA: Artigos: definido e indefinido....................................................................................................................................................01


Substantivos: gênero, singular e plural, composto, contável e incontável e forma possessiva........................................................02
Adjetivos: posição, formação pelo gerúndio e pelo particípio e grau de comparação.......................................................................04
Pronomes: pessoal do caso reto e do oblíquo, indefinidos (pronomes substantivos e adjetivos), relativos, demonstrativos
(pronomes substantivos e adjetivos), possessivos (pronomes substantivos e adjetivos), reflexivos e relativos.......................08
Pronomes e advérbios interrogativos........................................................................................................................................................................12
Determinantes (Determiners: all, most, no, none, either, neither, both, etc.)...........................................................................................01
Quantificadores (Quantifiers: a lot, a few, a little, etc.)........................................................................................................................................14
Advérbios: formação, tipos e uso.................................................................................................................................................................................17
Numerais.................................................................................................................................................................................................................................18
Preposições............................................................................................................................................................................................................................19
Conjunções............................................................................................................................................................................................................................20
Verbos: regulares, irregulares e auxiliares................................................................................................................................................................21
Tempos verbais: Simple present, Present progressive, Simple past, Past progressive, Future e Perfect tenses........................26
Modal verbs...........................................................................................................................................................................................................................32
Infinitivo e gerúndio...........................................................................................................................................................................................................33
Modos imperativo e subjuntivo....................................................................................................................................................................................34
Vozes do verbo: ativa, passiva e reflexiva.................................................................................................................................................................34
Phrasal verbs.........................................................................................................................................................................................................................35
Forma verbal enfática........................................................................................................................................................................................................35
Question tags e tag answers..........................................................................................................................................................................................36
Discurso direto e indireto................................................................................................................................................................................................36
Estrutura da oração: período composto (condicionais, relativas, apositivas, etc.)..................................................................................38
Prefixos e sufixos; e Marcadores do discurso (By the way, on the other hand, in addition, in my opinion, etc.).....................42
2.2 COMPREENSÃO DE TEXTOS: Textos de assuntos técnicos e gerais......................................................................................................45
SUMÁRIO

(Somente Para Os Candidatos Que Optarem Pelos Grupos De Especialidades Correspondentes Às DemaisOpções –
Exceto Bct)

3.1 GRAMÁTICA: Artigos: definido e indefinido................................................................................................................................................01


Substantivos: gênero, singular e plural, composto, contável e incontável e forma possessiva....................................................02
Adjetivos: posição, formação pelo gerúndio e pelo particípio e grau de comparação....................................................................04
Pronomes: pessoal do caso reto e do oblíquo, indefinidos (pronomes substantivos e adjetivos), relativos, demonstrativos
(pronomes substantivos e adjetivos), possessivos (pronomes substantivos e adjetivos), reflexivos e relativos....................08
Pronomes e advérbios interrogativos...................................................................................................................................................................12
Advérbios: formação, tipos e uso............................................................................................................................................................................17
Numerais: cardinal e ordinal.....................................................................................................................................................................................18
Preposições......................................................................................................................................................................................................................19
Conjunções.......................................................................................................................................................................................................................20
Verbos: regulares, irregulares e auxiliares............................................................................................................................................................21
Tempos verbais: Simple present, Present progressive, Simple past, Past progressive, Future e Present perfect tenses....26
Modal verbs......................................................................................................................................................................................................................32
Infinitivo e gerúndio.....................................................................................................................................................................................................33
Modos imperativo e subjuntivo...............................................................................................................................................................................34
Vozes do verbo: ativa, passiva e reflexiva; ..........................................................................................................................................................34
Phrasal verbs; ..................................................................................................................................................................................................................35
Forma verbal enfática; ................................................................................................................................................................................................35
Question tags e tag answers; ...................................................................................................................................................................................36
Discurso direto e indireto; .........................................................................................................................................................................................36
Estrutura da oração: período composto (condicionais, relativas, apositivas, etc.); ...........................................................................38
Prefixos e sufixos; e Marcadores do discurso (By the way, on the other hand, in addition, in my opinion, etc.)..................42
2.2 COMPREENSÃO DE TEXTOS: Textos de assuntos técnicos e gerais..................................................................................................45

Matemática

4.1 ÁLGEBRA I: Funções: definição de função; funções definidas por fórmulas; domínio, imagem e contradomínio; grá-
ficos; funções injetora, sobrejetora e bijetora; funções crescente e decrescente; função inversa; funções polinomial do
1.º grau, quadrática, modular, exponencial e logarítmica; resolução de equações, inequações e sistemas. Sequências:
progressões aritmética e geométrica...........................................................................................................................................................01
4.2 GEOMETRIA PLANA: Ângulos. Quadriláteros notáveis: definições; propriedades dos trapézios, dos paralelogramos,
do retângulo, do losango e do quadrado; base média do trapézio; perímetros; áreas. Polígonos: nomenclatura; dia-
gonais; ângulos externos e internos; polígonos regulares inscritos e circunscritos; perímetros e áreas. Circunferência:
definições; elementos; posições relativas de reta e circunferência; segmentos tangentes; potência de ponto; ângulos
na circunferência; comprimento da circunferência. Círculo e suas partes: conceitos; áreas. Triângulos: elementos; clas-
sificação; pontos notáveis; soma dos ângulos internos; ângulo externo; semelhança; relações métricas em triângulos
quaisquer e no triângulo retângulo; perímetros e áreas.......................................................................................................................17
4.3 TRIGONOMETRIA: Razões trigonométricas no triângulo retângulo; arcos e ângulos em graus e radianos; relações
de conversão; funções trigonométricas; identidades trigonométricas fundamentais; fórmulas de adição, subtração,
duplicação e bissecção de arcos; equações e inequações trigonométricas; leis dos senos e dos cossenos.....................30
4.4 ÁLGEBRA II: Matrizes: conceitos e operações; determinantes; sistemas lineares;.................................................................36
Análise combinatória: princípio fundamental da contagem; arranjos, combinações e permutações simples; probabili-
dades........................................................................................................................................................................................................................43
4.5 ESTATÍSTICA: Conceito; População; Amostra; Variável; Tabelas; Gráficos; Distribuição de Frequência sem classes;
Distribuição de Frequência com classes; Tipos de Frequência; Histograma; Polígono de Frequência; Medidas de Ten-
dência Central: Moda, Média e Mediana.....................................................................................................................................................47
4.6 GEOMETRIA ESPACIAL: Poliedros Regulares; Prismas, Pirâmides, Cilindro, Cone e Esfera (conceitos, cálculos de
diagonais, áreas e volumes).............................................................................................................................................................................54
4.7 GEOMETRIA ANALÍTICA: Estudo Analítico: do Ponto (ponto médio, cálculo do baricentro, distância entre dois pon-
SUMÁRIO

tos, área do triângulo, condição de alinhamento de três pontos); da reta (equação geral, equação reduzida, equação
segmentária, posição entre duas retas, paralelismo e perpendicularismo de retas, ângulo entre duas retas, distância de
um ponto a uma reta); e da Circunferência (equação da circunferência, posições relativas entre ponto e circunferência,
entre reta e circunferência, e entre duas circunferências)........................................................................................................................ 61
4.8 ÁLGEBRA III: Números Complexos: conceitos; conjugado, igualdade; operações; potências de i; plano de Argand-
-Gauss; módulo; argumento; forma trigonométrica; operações na forma trigonométrica. Polinômios: conceito; grau;
valor numérico; polinômio nulo; identidade; operações. Equações Polinomiais: conceitos; teorema fundamental da Ál-
gebra; teorema da decomposição; multiplicidade de uma raiz; raízes complexas; relações de Girard................................. 70

Física

5.1 ESTÁTICA: Noções de cálculo vetorial – conceito e operações com vetores; composição e decomposição de vetores;
conceito de força e suas unidades, sistemas de unidades; sistemas de forças; momento de uma força em relação a um
ponto; equilíbrio de ponto material e de corpo extenso; centro de gravidade e centro de massa; plano inclinado, e for-
mas de equilíbrio.......................................................................................................................................................................................................01
5.2 CINEMÁTICA: Conceitos básicos de repouso e movimento de ponto material e corpo extenso - referencial, trajetória,
deslocamento, velocidade e aceleração; Movimento Retilíneo Uniforme (M.R.U.) - conceito, equação horária e gráfi-
cos; Movimento Retilíneo Uniformemente Variado (M.R.U.V.) - conceito, equações horárias e de Torricelli e gráficos;
aceleração da gravidade, queda livre e lançamento de projéteis; e Movimento Circular Uniforme (M.C.U.) - conceito e
aplicações.....................................................................................................................................................................................................................12
5.3 DINÂMICA: Leis de Newton - aplicações; massa e peso dos corpos; Lei de Hooke; atrito e aplicações; trabalho me-
cânico, trabalho de forças dissipativas; potência mecânica e rendimento; energias cinética, potencial gravitacional e po-
tencial elástica; energia mecânica e princípio da conservação da energia; impulso e quantidade de movimento, colisões,
conservação da quantidade de movimento, e gravitação, leis de Kepler, lei da gravitação universal.................................... 22
5.4 HIDROSTÁTICA: Pressão e densidade; pressão atmosférica - experiência de Torricelli; princípio de Stevin - vasos co-
municantes; princípio de Pascal - aplicações; e princípio de Arquimedes - Empuxo..................................................................... 46
5.5 ONDAS/ACÚSTICA: Conceito, natureza e tipos; ondas periódicas, princípio da superposição, princípio de Huygens,
reflexão e refração; ondas sonoras, propagação e qualidades do som; propriedades das ondas sonoras - reflexão, refra-
ção, difração e interferência. Tubos sonoros..................................................................................................................................................49
5.6 CALOR: Calor e temperatura: conceitos, fontes e processos de propagação de calor. Efeitos do calor: mudanças de
estado físico. Dilatação térmica de sólidos e líquidos. Termometria. Escalas termométricas e calorimetria. Estudo geral
dos gases ideais: equação de Clapeyron, leis da termodinâmica.........................................................................................................64
5.7 ÓPTICA: Luz - fenômenos luminosos, tipos de fontes e meios de propagação. Princípios da óptica geométrica.
Sombra e penumbra. Reflexão - conceito, leis e espelhos planos e esféricos. Refração: conceito, leis, lâminas, prismas e
lentes. Olho humano - principais defeitos da visão. Instrumentos ópticos.......................................................................................73
5.8 ELETRICIDADE: Conceito e processos de eletrização e princípios da eletrostática. Força elétrica. Campo, trabalho e
potencial elétricos. Lei de Coulomb. Capacidade elétrica. Capacitores e associações. Campo elétrico. Linhas de força. Lei
de Gauss. Potencial elétrico. Diferença de potencial e trabalho num campo elétrico. Corrente elétrica - conceito, efeitos
e tipos, condutores e isolantes. Leis de Ohm, resistores e associações e Ponte de Wheatstone. Circuitos elétricos. Gera-
dores e receptores. Instrumentos de medição elétrica..............................................................................................................................77
5.9 ELETROMAGNETISMO: Ímãs. Fenômenos magnéticos fundamentais. Força magnética e bússola. Classificação das
substâncias magnéticas. Campo magnético - conceito e aplicações. Campo magnético de uma corrente elétrica em
condutores retilíneos e espiras. Lei de Biot-Savart. Lei de Ampère. Eletroímã. Força magnética sobre cargas elétricas e
condutores percorridos por corrente elétrica. Indução eletromagnética. Lei de Faraday. Lei de Lenz................................... 91
LÍNGUA PORTUGUESA

1.1 TEXTO: Interpretação de textos literários ou não-literários........................................................................................................ 01


1.2 GRAMÁTICA: Fonética: Sílaba: separação silábica e acentuação gráfica................................................................................ 07
Ortografia............................................................................................................................................................................................................... 16
Morfologia: Processos de formação de palavras; Classes de palavras: substantivo (classificação e flexão); adjetivo
(classificação, flexão e locução adjetiva); advérbio (classificação, colocação e locução adverbial); conjunções (coor-
denativas e subordinativas); verbo: flexão verbal (número, pessoa, modo, tempo, voz), classificação (regulares, irre-
gulares, defectivos, abundantes, auxiliares e principais) e conjugação dos tempos simples; pronome (classificação e
emprego)................................................................................................................................................................................................................ 20
Pontuação.............................................................................................................................................................................................................. 58
Sintaxe: Períodos Simples (termos essenciais, integrantes e acessórios da oração) e Períodos Compostos (coordena-
ção e subordinação);.......................................................................................................................................................................................... 62
Concordâncias verbal e nominal;.................................................................................................................................................................. 74
Regências verbal e nominal;........................................................................................................................................................................... 79
Crase......................................................................................................................................................................................................................... 85
Tipos de discurso................................................................................................................................................................................................ 89
Estilística: Figuras de linguagem (metáfora, metonímia, hipérbole, prosopopeia, eufemismo e antítese)..................... 92
LÍNGUA PORTUGUESA

Condições básicas para interpretar


1.1- TEXTO: INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS Fazem-se necessários:
LITERÁRIOS E NÃO-LITERÁRIOS. a) Conhecimento histórico–literário (escolas e gêneros
literários, estrutura do texto), leitura e prática;
b) Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do
texto) e semântico;
É muito comum, entre os candidatos a um cargo pú- Observação – na semântica (significado das palavras)
blico, a preocupação com a interpretação de textos. Isso incluem-se: homônimos e parônimos, denotação e cono-
acontece porque lhes faltam informações específicas a tação, sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de lingua-
respeito desta tarefa constante em provas relacionadas a gem, entre outros.
concursos públicos. c) Capacidade de observação e de síntese e
Por isso, vão aqui alguns detalhes que poderão aju- d) Capacidade de raciocínio.
dar no momento de responder às questões relacionadas
a textos. Interpretar X compreender

Texto – é um conjunto de ideias organizadas e relacio- Interpretar significa


nadas entre si, formando um todo significativo capaz de - explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir.
produzir interação comunicativa (capacidade de codificar - Através do texto, infere-se que...
e decodificar ). - É possível deduzir que...
- O autor permite concluir que...
Contexto – um texto é constituído por diversas frases. - Qual é a intenção do autor ao afirmar que...
Em cada uma delas, há uma certa informação que a faz
ligar-se com a anterior e/ou com a posterior, criando con- Compreender significa
dições para a estruturação do conteúdo a ser transmitido. - intelecção, entendimento, atenção ao que realmente
A essa interligação dá-se o nome de contexto. Nota-se que está escrito.
o relacionamento entre as frases é tão grande que, se uma
- o texto diz que...
frase for retirada de seu contexto original e analisada se-
- é sugerido pelo autor que...
paradamente, poderá ter um significado diferente daquele
- de acordo com o texto, é correta ou errada a afirma-
inicial.
ção...
- o narrador afirma...
Intertexto - comumente, os textos apresentam refe-
rências diretas ou indiretas a outros autores através de ci-
Erros de interpretação
tações. Esse tipo de recurso denomina-se intertexto.

Interpretação de texto - o primeiro objetivo de uma É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência
interpretação de um texto é a identificação de sua ideia de erros de interpretação. Os mais frequentes são:
principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias,
ou fundamentações, as argumentações, ou explicações, a) Extrapolação (viagem)
que levem ao esclarecimento das questões apresentadas Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias
na prova. que não estão no texto, quer por conhecimento prévio do
tema quer pela imaginação.
Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a:
b) Redução
1. Identificar – é reconhecer os elementos fundamen- É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a
tais de uma argumentação, de um processo, de uma época um aspecto, esquecendo que um texto é um conjunto de
(neste caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais ideias, o que pode ser insuficiente para o total do entendi-
definem o tempo). mento do tema desenvolvido.
2. Comparar – é descobrir as relações de semelhança
ou de diferenças entre as situações do texto. c) Contradição
3. Comentar - é relacionar o conteúdo apresentado Não raro, o texto apresenta ideias contrárias às do can-
com uma realidade, opinando a respeito. didato, fazendo-o tirar conclusões equivocadas e, conse-
4. Resumir – é concentrar as ideias centrais e/ou secun- quentemente, errando a questão.
dárias em um só parágrafo.
5. Parafrasear – é reescrever o texto com outras pala- Observação - Muitos pensam que há a ótica do escritor
vras. e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova
de concurso, o que deve ser levado em consideração é o
que o autor diz e nada mais.

1
LÍNGUA PORTUGUESA

Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que - Subentendidos – de responsabilidade do ouvinte.


relacionam palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre - Falante não pode negar que tenha querido transmitir
si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de a informação expressa pelo pressuposto, mas pode negar
um pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um pro- que tenha desejado transmitir a informação expressa pelo
nome oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se subentendido.
vai dizer e o que já foi dito. - Negação da informação não nega o pressuposto.
OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia- - Pressuposto não verdadeiro – informação explícita
-a-dia e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e absurda.
do pronome oblíquo átono. Este depende da regência do - Principais marcadores de pressupostos: a) adjetivos;
verbo; aquele do seu antecedente. Não se pode esquecer b) verbos; c) advérbios; d) orações adjetivas; e) conjunções.
também de que os pronomes relativos têm, cada um, valor
semântico, por isso a necessidade de adequação ao ante- QUESTÕES
cedente.
Os pronomes relativos são muito importantes na in- (Agente Estadual de Trânsito – DETRAN - SP – Vu-
terpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de nesp/2013)
coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que
existe um pronome relativo adequado a cada circunstância, O uso da bicicleta no Brasil
a saber:
que (neutro) - relaciona-se com qualquer antecedente, A utilização da bicicleta como meio de locomoção no
mas depende das condições da frase. Brasil ainda conta com poucos adeptos, em comparação
qual (neutro) idem ao anterior. com países como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos
quem (pessoa) quais a bicicleta é um dos principais veículos nas ruas. Ape-
cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois sar disso, cada vez mais pessoas começam a acreditar que
o objeto possuído. a bicicleta é, numa comparação entre todos os meios de
como (modo) transporte, um dos que oferecem mais vantagens.
onde (lugar) A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicle-
quando (tempo) tas e a outros veículos que, por lei, devem andar na via e
quanto (montante) jamais na calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são
todos considerados veículos, com direito de circulação pe-
exemplo: las ruas e prioridade sobre os automotores.
Falou tudo QUANTO queria (correto) Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria bicicleta no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade,
aparecer o demonstrativo O ). pois as bikes não emitem gases nocivos ao ambiente, não
consomem petróleo e produzem muito menos sucata de
Dicas para melhorar a interpretação de textos metais, plásticos e borracha; a diminuição dos congestio-
namentos por excesso de veículos motorizados, que atin-
- Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do gem principalmente as grandes cidades; o favorecimento
assunto; da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito bom; e
- Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a economia no combustível, na manutenção, no seguro e,
a leitura; claro, nos impostos.
- Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto No Brasil, está sendo implantado o sistema de com-
pelo menos duas vezes; partilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por exemplo,
- Inferir; o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da Prefeitu-
- Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar; ra, em parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA, com
- Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do quase um ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São
autor; Paulo, Santos, Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo
- Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor país aderirem a esse sistema, mais duas capitais já estão
compreensão; com o projeto pronto em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do
- Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de compartilhamento é semelhante em todas as cidades. Em
cada questão; Porto Alegre, os usuários devem fazer um cadastro pelo
- O autor defende ideias e você deve percebê-las; site. O valor do passe mensal é R$10 e o do passe diário,
R$5, podendo-se utilizar o sistema durante todo o dia, das
Segundo Fiorin: 6h às 22h, nas duas modalidades. Em todas as cidades que
-Pressupostos – informações implícitas decorrentes já aderiram ao projeto, as bicicletas estão espalhadas em
necessariamente de palavras ou expressões contidas na pontos estratégicos.
frase. A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção
- Subentendidos – insinuações não marcadas clara- não está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda
mente na linguagem. não sabem que a bicicleta já é considerada um meio de
- Pressupostos – verdadeiros ou admitidos como tal. transporte, ou desconhecem as leis que abrangem a bike.

2
LÍNGUA PORTUGUESA

Na confusão de um trânsito caótico numa cidade grande, Essa é a evolução de pensamento que alguém poderá
carros, motocicletas, ônibus e, agora, bicicletas, misturam- ter antes de passar para a ira de trânsito de fato, levando
se, causando, muitas vezes, discussões e acidentes que po- um motorista a tomar decisões irracionais.
deriam ser evitados. Dirigir pode ser uma experiência arriscada e emocio-
Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. nante. Para muitos de nós, os carros são a extensão de
A verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles nossa personalidade e podem ser o bem mais valioso que
estão totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. possuímos. Dirigir pode ser a expressão de liberdade para
Por isso é tão importante usar capacete e outros itens de alguns, mas também é uma atividade que tende a aumen-
segurança. A maior parte dos motoristas de carros, ônibus, tar os níveis de estresse, mesmo que não tenhamos cons-
motocicletas e caminhões desconhece as leis que abran- ciência disso no momento.
gem os direitos dos ciclistas. Mas muitos ciclistas também
Dirigir é também uma atividade comunitária. Uma vez
ignoram seus direitos e deveres. Alguém que resolve in-
que entra no trânsito, você se junta a uma comunidade
tegrar a bike ao seu estilo de vida e usá-la como meio de
locomoção precisa compreender que deverá gastar com de outros motoristas, todos com seus objetivos, medos e
alguns apetrechos necessários para poder trafegar. De habilidades ao volante. Os psicólogos Leon James e Diane
acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, as bicicletas Nahl dizem que um dos fatores da ira de trânsito é a ten-
devem, obrigatoriamente, ser equipadas com campainha, dência de nos concentrarmos em nós mesmos, descartan-
sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, do o aspecto comunitário do ato de dirigir.
além de espelho retrovisor do lado esquerdo. Como perito do Congresso em Psicologia do Trânsito,
(Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. o Dr. James acredita que a causa principal da ira de trânsi-
Adaptado) to não são os congestionamentos ou mais motoristas nas
ruas, e sim como nossa cultura visualiza a direção agressi-
01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como va. As crianças aprendem que as regras normais em relação
meio de locomoção nas metrópoles brasileiras ao comportamento e à civilidade não se aplicam quando
(A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra dirigimos um carro. Elas podem ver seus pais envolvidos
devido à falta de regulamentação.
em comportamentos de disputa ao volante, mudando de
(B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido
incentivado em várias cidades. faixa continuamente ou dirigindo em alta velocidade, sem-
(C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela pre com pressa para chegar ao destino.
maioria dos moradores. Para complicar as coisas, por vários anos psicólogos
(D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com sugeriam que o melhor meio para aliviar a raiva era des-
os demais meios de transporte. carregar a frustração. Estudos mostram, no entanto, que a
(E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade descarga de frustrações não ajuda a aliviar a raiva. Em uma
arriscada e pouco salutar. situação de ira de trânsito, a descarga de frustrações pode
02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos transformar um incidente em uma violenta briga.
objetivos centrais do texto é Com isso em mente, não é surpresa que brigas vio-
(A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do lentas aconteçam algumas vezes. A maioria das pessoas
ciclista. está predisposta a apresentar um comportamento irracio-
(B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta nal quando dirige. Dr. James vai ainda além e afirma que a
é mais seguro do que dirigir um carro.
maior parte das pessoas fica emocionalmente incapacitada
(C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bi-
cicleta no Brasil. quando dirige. O que deve ser feito, dizem os psicólogos,
(D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como é estar ciente de seu estado emocional e fazer as escolhas
meio de locomoção se consolidou no Brasil. corretas, mesmo quando estiver tentado a agir só com a
(E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista emoção.
deve dar prioridade ao pedestre. (Jonathan Strickland. Disponível em: http://carros.hsw.
uol.com.br/furia-no-transito1 .htm. Acesso em: 01.08.2013.
(Oficial Estadual de Trânsito - DETRAN-SP - Vunesp Adaptado)
2013) Leia o texto para responder às questões de 3 a 5
3-) Tomando por base as informações contidas no tex-
Propensão à ira de trânsito to, é correto afirmar que
(A) os comportamentos de disputa ao volante aconte-
Dirigir um carro é estressante, além de inerentemente cem à medida que os motoristas se envolvem em decisões
perigoso. Mesmo que o indivíduo seja o motorista mais se-
conscientes.
guro do mundo, existem muitas variáveis de risco no trân-
(B) segundo psicólogos, as brigas no trânsito são cau-
sito, como clima, acidentes de trânsito e obras nas ruas. E
com relação a todas as outras pessoas nas ruas? Algumas sadas pela constante preocupação dos motoristas com o
não são apenas maus motoristas, sem condições de dirigir, aspecto comunitário do ato de dirigir.
mas também se engajam num comportamento de risco – (C) para Dr. James, o grande número de carros nas ruas
algumas até agem especificamente para irritar o outro mo- é o principal motivo que provoca, nos motoristas, uma di-
torista ou impedir que este chegue onde precisa. reção agressiva.

3
LÍNGUA PORTUGUESA

(D) o ato de dirigir um carro envolve uma série de ex- II. Parte do poder de convencimento da ficção cientí-
periências e atividades não só individuais como também fica deriva do fato de serem apresentados ao espectador
sociais. objetos imaginários que, embora não existam na vida real,
(E) dirigir mal pode estar associado à falta de controle estão, de algum modo, conectados à realidade.
das emoções positivas por parte dos motoristas. III. A ficção científica extrapola os limites da realidade,
mas baseia-se naquilo que, pelo menos em teoria, acredi-
4. A ira de trânsito ta-se que seja possível.
A) aprimora uma atitude de reconhecimento de regras. Está correto o que se afirma APENAS em
(B) implica tomada de decisões sem racionalidade. (A) III.
(C) conduz a um comportamento coerente. (B) I e II.
(D) resulta do comportamento essencialmente comu- (C) I e III.
nitário dos motoristas. (D) II e III.
(E) decorre de imperícia na condução de um veículo. (E) II.
5. De acordo com o perito Dr. James,
7-) Sem prejuízo para o sentido original e a correção
(A) os congestionamentos representam o principal fa-
gramatical, o termo sonhar, em ... a sociedade se permite
tor para a ira no trânsito.
sonhar seus piores problemas... (2o parágrafo), pode ser
(B) a cultura dos motoristas é fator determinante para
o aumento de suas frustrações. substituído por:
(C) o motorista, ao dirigir, deve ser individualista em (A) descansar.
suas ações, a fim de expressar sua liberdade e garantir que (B) desprezar.
outros motoristas não o irritem. (C) esquecer.
(D) a principal causa da direção agressiva é o desco- (D) fugir.
nhecimento das regras de trânsito. (E) imaginar.
(E) o comportamento dos pais ao dirigirem com ira
contradiz o aprendizado das crianças em relação às regras (TRF 3ª região/2014) Atenção: Para responder às ques-
de civilidade. tões de números 8 a 10 considere o texto abaixo.
Texto I
(TRF 3ª região/2014) Para responder às questões de O canto das sereias é uma imagem que remonta às
números 6 e 7 considere o texto abaixo. mais luminosas fontes da mitologia e da literatura gregas.
Toda ficção científica, de Metrópolis ao Senhor dos As versões da fábula variam, mas o sentido geral da trama
anéis, baseia-se, essencialmente, no que está acontecen- é comum.
do no mundo no momento em que o filme foi feito. Não As sereias eram criaturas sobre-humanas. Ninfas de
no futuro ou numa galáxia distante, muitos e muitos anos extraordinária beleza, viviam sozinhas numa ilha do Medi-
atrás, mas agora mesmo, no presente, simbolizado em pro- terrâneo, mas tinham o dom de chamar a si os navegantes,
jeções que nos confortam e tranquilizam ao nos oferecer graças ao irresistível poder de sedução do seu canto. Atraí-
uma adequada distância de tempo e espaço. dos por aquela melodia divina, os navios batiam nos recifes
Na ficção científica, a sociedade se permite sonhar seus submersos da beira-mar e naufragavam. As sereias então
piores problemas: desumanização, superpopulação, totali- devoravam impiedosamente os tripulantes.
tarismo, loucura, fome, epidemias. Não se imita a realida- Doce o caminho, amargo o fim. Como escapar com
de, mas imagina-se, sonha-se, cria-se outra realidade onde vida do canto das sereias? A literatura grega registra duas
possamos colocar e resolver no plano da imaginação tudo soluções vitoriosas. Uma delas foi a saída encontrada por
o que nos incomoda no cotidiano. O elemento essencial
Orfeu, o incomparável gênio da música e da poesia.
para guiar a lógica interna do gênero, cuja quebra implica
Quando a embarcação na qual ele navegava entrou
o fim da magia, é a ciência. Por isso, tecnologia é essen-
cial ao gênero. Parte do poder desse tipo de magia cine- inadvertidamente no raio de ação das sereias, ele conse-
matográfica está em concretizar, diante dos nossos olhos, guiu impedir a tripulação de perder a cabeça tocando uma
objetos possíveis, mas inexistentes: carros voadores, robôs música ainda mais sublime do que aquela que vinha da
inteligentes. Como parte dessas coisas imaginadas acaba ilha. O navio atravessou incólume a zona de perigo.
se tornando realidade, o gênero reforça a sensação de que A outra solução foi a de Ulisses. Sua principal arma
estamos vendo na tela projeções das nossas possibilidades para vencer as sereias foi o reconhecimento franco e cora-
coletivas futuras. joso da sua fraqueza e da sua falibilidade − a aceitação dos
(Adaptado de: BAHIANA, Ana Maria. Como ver um fil- seus inescapáveis limites humanos.
me. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012. formato ebook.) Ulisses sabia que ele e seus homens não teriam firmeza
para resistir ao apelo das sereias. Por isso, no momento
6-) Considere: em que a embarcação se aproximou da ilha, mandou que
I. Segundo o texto, na ficção científica abordam-se, todos os tripulantes tapassem os ouvidos com cera e orde-
com distanciamento de tempo e espaço, questões con- nou que o amarrassem ao mastro central do navio. O sur-
troversas e moralmente incômodas da sociedade atual, de preendente é que Ulisses não tapou com cera os próprios
modo que a solução oferecida pela fantasia possa ser apli- ouvidos − ele quis ouvir. Quando chegou a hora, Ulisses
cada para resolver os problemas da realidade. foi seduzido pelas sereias e fez de tudo para convencer os

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LÍNGUA PORTUGUESA

tripulantes a deixarem-no livre para ir juntar-se a elas. Seus Outra diferença importante é com relação ao trata-
subordinados, contudo, cumpriram fielmente a ordem de mento do conteúdo: ao passo que, nos textos não literários
não soltá-lo até que estivessem longe da zona de perigo. (jornalísticos, científicos, históricos, etc.) as palavras servem
Orfeu escapou das sereias como divindade; Ulisses, para veicular uma série de informações, o texto literário
como mortal. Ao se aproximar das sereias, a escolha diante funciona de maneira a chamar a atenção para a própria
do herói era clara: a falsa promessa de gratificação ime- língua (FARACO & MOURA, 1999) no sentido de explorar
diata, de um lado, e o bem permanente do seu projeto de vários aspectos como a sonoridade, a estrutura sintática e
vida − prosseguir viagem, retornar a Ítaca, reconquistar o sentido das palavras.
Penélope −, do outro. A verdadeira vitória de Ulisses foi Veja abaixo alguns exemplos de expressões na lingua-
contra ele mesmo. Foi contra a fraqueza, o oportunismo gem não literária ou “corriqueira” e um exemplo de uso da
suicida e a surdez delirante que ele soube reconhecer em mesma expressão, porém, de acordo com alguns escrito-
sua própria alma. res, na linguagem literária:
(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Auto-engano. São
Paulo, Cia. das Letras, 1997. Formato eBOOK) Linguagem não literária:
1- Anoitece.
8-) Há no texto
2- Teus cabelos loiros brilham.
(A) comparação entre os meios que Orfeu e Ulisses
3- Uma nuvem cobriu parte do céu. ...
usam para enfrentar o desafio que se apresenta a eles.
(B) rivalidade entre o mortal Ulisses e o divino Orfeu,
cujo talento musical causava inveja ao primeiro. Linguagem literária:
(C) juízo de valor a respeito das atitudes das sereias em 1- A mão da noite embrulha os horizontes. (Alvarenga
relação aos navegantes e elogio à astúcia de Orfeu. Peixoto)
(D) crítica à forma pouco original com que Orfeu deci- 2- Os clarins de ouro dos teus cabelos cantam na luz!
de enganar as sereias e elogio à astúcia de Ulisses. (Mário Quintana)
(E) censura à atitude arriscada de Ulisses, cuja ousadia 3- um sujo de nuvem emporcalhou o luar em sua nas-
quase lhe custou seu projeto de vida. cença. (José Cândido de Carvalho)

9-) Depreende-se do texto que as sereias atingiam Como distinguir, na prática, a linguagem literária da
seus objetivos por meio de não literária?
(A) intolerância. - A linguagem literária é conotativa, utiliza figuras (pa-
(B) dissimulação. lavras de sentido figurado), em que as palavras adquirem
(C) lisura. sentidos mais amplos do que geralmente possuem.
(D) observação. - Na linguagem literária há uma preocupação com a
(E) condescendência. escolha e a disposição das palavras, que acabam dando
vida e beleza a um texto.
10-) O navio atravessou incólume a zona de perigo. (4o - Na linguagem literária é muito importante a maneira
parágrafo). Mantém-se o sentido original do texto substi- original de apresentar o tema escolhido.
tuindo-se o elemento grifado por - A linguagem não literária é objetiva, denotativa,
(A) insolente. preocupa-se em transmitir o conteúdo, utiliza a palavra em
(B) inatingível. seu sentido próprio, utilitário, sem preocupação artística.
(C) intacto. Geralmente, recorre à ordem direta (sujeito, verbo, com-
(D) inativo. plementos).
(E) impalpável. Leia com atenção os textos a seguir e compare as lin-
guagens utilizadas neles.
GABARITO
Texto A
1- B 2-A 3-D 4-B 5-E
6- D 7-E 8-A 9-B 10-C Amor (ô). [Do lat. amore.] S. m. 1. Sentimento que pre-
Sabemos que a “matéria-prima” da literatura são as pa- dispõe alguém a desejar o bem de outrem, ou de alguma
lavras. No entanto, é necessário fazer uma distinção entre a coisa: amor ao próximo; amor ao patrimônio artístico de
linguagem literária e a linguagem não literária, isto é, aque- sua terra. 2. Sentimento de dedicação absoluta de um ser
la que não caracteriza a literatura. a outro ser ou a uma coisa; devoção, culto; adoração: amor
Embora um médico faça suas prescrições em determi- à Pátria; amor a uma causa. 3. Inclinação ditada por laços
nado idioma, as palavras utilizadas por ele não podem ser de família: amor filial; amor conjugal. 4. Inclinação forte por
consideradas literárias porque se tratam de um vocabulá- pessoa de outro sexo, geralmente de caráter sexual, mas
rio especializado e de um contexto de uso específico. Ago- que apresenta grande variedade e comportamentos e rea-
ra, quando analisamos a literatura, vemos que o escritor ções.
dispensa um cuidado diferente com a linguagem escrita, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Novo Dicionário
e que os leitores dispensam uma atenção diferenciada ao da Língua Portuguesa, Nova Fronteira.
que foi produzido.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Texto B não foi feito por mim.


Amor é fogo que arde sem se ver; Este açúcar veio
É ferida que dói e não se sente; da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira,
É um contentamento descontente; dono da mercearia.
é dor que desatina sem doer. Este açúcar veio
Luís de Camões. Lírica, Cultrix. de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
Você deve ter notado que os textos tratam do mesmo e tampouco o fez o dono da usina.
assunto, porém os autores utilizam linguagens diferentes. Este açúcar era cana
No texto A, o autor preocupou-se em definir “amor”, e veio dos canaviais extensos
usando uma linguagem objetiva, científica, sem preocupa- que não nascem por acaso
ção artística. no regaço do vale.
No texto B, o autor trata do mesmo assunto, mas com Em lugares distantes, onde não há hospital
preocupação literária, artística. De fato, o poeta entra no nem escola,
campo subjetivo, com sua maneira própria de se expres- homens que não sabem ler e morrem de fome
sar, utiliza comparações (compara amor com fogo, ferida, aos 27 anos
contentamento e dor) e serve-se ainda de contrastes que plantaram e colheram a cana
acabam dando graça e força expressiva ao poema (con- que viraria açúcar.
tentamento descontente, dor sem doer, ferida que não se Em usinas escuras,
sente, fogo que não se vê). homens de vida amarga
e dura
Questões produziram este açúcar
branco e puro
1-) Leia o trecho do poema abaixo. com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.
O Poeta da Roça fonte: “O açúcar” (Ferreira Gullar. Toda poesia. Rio de
Sou fio das mata, cantô da mão grosa Janeiro, Civilização Brasileira, 1980, pp.227-228)
Trabaio na roça, de inverno e de estio
A minha chupana é tapada de barro
TEXTO II
Só fumo cigarro de paia de mio.
A cana-de-açúcar
Patativa do Assaré
Originária da Ásia, a cana-de-açúcar foi introduzida no
A respeito dele, é possível afirmar que
Brasil pelos colonizadores portugueses no século XVI. A re-
gião que durante séculos foi a grande produtora de cana-
(A) não pode ser considerado literário, visto que a lin-
de-açúcar no Brasil é a Zona da Mata nordestina, onde os
guagem aí utilizada não está adequada à norma culta for-
mal. férteis solos de massapé, além da menor distância em re-
(B) não pode ser considerado literário, pois nele não lação ao mercado europeu, propiciaram condições favorá-
se percebe a preservação do patrimônio cultural brasileiro. veis a esse cultivo. Atualmente, o maior produtor nacional
(C) não é um texto consagrado pela crítica literária. de cana-de-açúcar é São Paulo, seguido de Pernambuco,
(D) trata-se de um texto literário, porque, no processo Alagoas, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Além de produzir
criativo da Literatura, o trabalho com a linguagem pode o açúcar, que em parte é exportado e em parte abastece o
aparecer de várias formas: cômica, lúdica, erótica, popular mercado interno, a cana serve também para a produção de
etc álcool, importante nos dias atuais como fonte de energia
(E) a pobreza vocabular – palavras erradas – não permi- e de bebidas. A imensa expansão dos canaviais no Brasil,
te que o consideremos um texto literário. especialmente em São Paulo, está ligada ao uso do álcool
Leia os fragmentos abaixo para responder às questões como combustível.
que seguem: 2-) Para que um texto seja literário:
a) basta somente a correção gramatical; isto é, a ex-
TEXTO I pressão verbal segundo as leis lógicas ou naturais.
O açúcar b) deve prescindir daquilo que não tenha correspon-
O branco açúcar que adoçará meu café dência na realidade palpável e externa.
nesta manhã de Ipanema c) deve fugir do inexato, daquilo que confunda a capa-
não foi produzido por mim cidade de compreensão do leitor.
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre. d) deve assemelhar-se a uma ação de desnudamento.
Vejo-o puro O escritor revela, ao escrever, o mundo, e, em especial, re-
e afável ao paladar vela o Homem aos outros homens.
como beijo de moça, água e) deve revelar diretamente as coisas do mundo: senti-
na pele, flor mentos, ideias, ações.
que se dissolve na boca. Mas este açúcar

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LÍNGUA PORTUGUESA

3-) Ainda com relação ao textos I e II, assinale a opção incorreta


a) No texto I, em lugar de apenas informar sobre o real, ou de produzi-lo, a expressão literária é utilizada principalmente
como um meio de refletir e recriar a realidade.
b) No texto II, de expressão não literária, o autor informa o leitor sobre a origem da cana-de-açúcar, os lugares onde é
produzida, como teve início seu cultivo no Brasil, etc.
c) O texto I parte de uma palavra do domínio comum – açúcar – e vai ampliando seu potencial significativo, explorando
recursos formais para estabelecer um paralelo entre o açúcar – branco, doce, puro – e a vida do trabalhador que o produz
– dura, amarga, triste.
d) No texto I, a expressão literária desconstrói hábitos de linguagem, baseando sua recriação no aproveitamento de
novas formas de dizer.
e) O texto II não é literário porque, diferentemente do literário, parte de um aspecto da realidade, e não da imaginação.

Gabarito
1-) D

2-) D – Esta alternativa está correta, pois ela remete ao caráter reflexivo do autor de um texto literário, ao passo em que
ele revela às pessoas o “seu mundo” de maneira peculiar.

3-) E – o texto I também fala da realidade, mas com um cunho diferente do texto II. No primeiro há uma colocação
diferenciada por parte do autor em que o objetivo não é unicamente passar informação, existem outros “motivadores” por
trás desta escrita.

1.2 - GRAMÁTICA: FONÉTICA: ENCONTROS


VOCÁLICOS; SÍLABA: TONICIDADE E
ACENTUAÇÃO GRÁFICA

A palavra fonologia é formada pelos elementos gregos fono (“som, voz”) e log, logia (“estudo”, “conhecimento”). Signi-
fica literalmente “estudo dos sons” ou “estudo dos sons da voz”. O homem, ao falar, emite sons. Cada indivíduo tem uma
maneira própria de realizar esses sons no ato da fala. Essas particularidades na pronúncia de cada falante são estudadas
pela Fonética.
Dá-se o nome de fonema ao menor elemento sonoro capaz de estabelecer uma distinção de significado entre as pala-
vras. Observe, nos exemplos a seguir, os fonemas que marcam a distinção entre os pares de palavras:
amor - ator
morro - corro
vento - cento

Cada segmento sonoro refere-se a um dado da língua portuguesa que está em sua memória: a imagem acústica que
você, como falante de português, guarda de cada um deles. É essa imagem acústica, esse referencial de padrão sonoro, que
constitui o fonema. Os fonemas formam os significantes dos signos linguísticos. Geralmente, aparecem representados entre
barras. Assim: /m/, /b/, /a/, /v/, etc.

Fonema e Letra
1) O fonema não deve ser confundido com a letra. Na língua escrita, representamos os fonemas por meio de sinais
chamados letras. Portanto, letra é a representação gráfica do fonema. Na palavra sapo, por exemplo, a letra “s” representa
o fonema /s/ (lê--se sê); já na palavra brasa, a letra “s” representa o fonema /z/ (lê-se zê).

2) Às vezes, o mesmo fonema pode ser representado por mais de uma letra do alfabeto. É o caso do fonema /z/, que
pode ser representado pelas letras z, s, x:
zebra
casamento
exílio

3) Em alguns casos, a mesma letra pode representar mais de um fonema. A letra “x”, por exemplo, pode representar:
- o fonema /sê/: texto
- o fonema /zé/: exibir
- o fonema /che/: enxame
- o grupo de sons /ks/: táxi

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LÍNGUA PORTUGUESA

4) O número de letras nem sempre coincide com o número de fonemas.


tóxico fonemas: /t/ó/k/s/i/c/o/ letras: t ó x i c o
1 2 3 4 5 6 7 123456
galho fonemas: /g/a/lh/o/ letras: g a l h o
1 2 3 4 12345

5) As letras “m” e “n”, em determinadas palavras, não representam fonemas. Observe os exemplos: Compra, conta.
Nessas palavras, “m” e “n” indicam a nasalização das vogais que as antecedem: /õ/. Veja ainda:
nave: o /n/ é um fonema;
dança: o “n” não é um fonema; o fonema é /ã/, representado na escrita pelas letras “a” e “n”.

6) A letra h, ao iniciar uma palavra, não representa fonema.


hoje fonemas: ho / j / e / letras: hoje
1 2 3 1234

Classificação dos Fonemas

Os fonemas da língua portuguesa são classificados em:

1) Vogais
As vogais são os fonemas sonoros produzidos por uma corrente de ar que passa livremente pela boca. Em nossa língua,
desempenham o papel de núcleo das sílabas. Assim, isso significa que em toda sílaba há necessariamente uma única vogal.
Na produção de vogais, a boca fica aberta ou entreaberta. As vogais podem ser:
a) Orais: quando o ar sai apenas pela boca.
/a/, /e/, /i/, /o/, /u/.
b) Nasais: quando o ar sai pela boca e pelas fossas nasais.
/ã/: fã, canto, tampa
/ ẽ /: dente, tempero
/ ĩ/: lindo, mim
/õ/ bonde, tombo
/ ũ / nunca, algum
c) Átonas: pronunciadas com menor intensidade.
até, bola
d)Tônicas: pronunciadas com maior intensidade.
até, bola
Quanto ao timbre, as vogais podem ser:
Abertas: pé, lata, pó
Fechadas: mês, luta, amor
Reduzidas - Aparecem quase sempre no final das palavras: dedo, ave, gente
Quanto à zona de articulação:
Anteriores ou Palatais - A língua eleva-se em direção ao palato duro (céu da boca): é, ê, i
Posteriores ou Velares - A língua eleva-se em direção ao palato mole (véu palatino): ó, ô, u
Médias - A língua fica baixa, quase em repouso: a

2) Semivogais
Os fonemas /i/ e /u/, algumas vezes, não são vogais. Aparecem apoiados em uma vogal, formando com ela uma só
emissão de voz (uma sílaba). Nesse caso, esses fonemas são chamados de semivogais. A diferença fundamental entre vo-
gais e semivogais está no fato de que estas últimas não desempenham o papel de núcleo silábico.
Observe a palavra papai. Ela é formada de duas sílabas: pa-pai. Na última sílaba, o fonema vocálico que se destaca é o
“a”. Ele é a vogal. O outro fonema vocálico “i” não é tão forte quanto ele. É a semivogal. Outros exemplos: saudade, história,
série.
Obs.: os fonemas /i/ e /u/ podem aparecer representados na escrita por “e”, “o” ou “m”. Veja:
pães /pãis/ mão /mãu/ cem /c i/

3) Consoantes
Para a produção das consoantes, a corrente de ar expirada pelos pulmões encontra obstáculos ao passar pela cavidade
bucal. Isso faz com que as consoantes sejam verdadeiros “ruídos”, incapazes de atuar como núcleos silábicos. Seu nome
provém justamente desse fato, pois, em português, sempre consoam (“soam com”) as vogais. Exemplos: /b/, /t/, /d/, /v/,
/l/, /m/, etc.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Encontros Vocálicos
Os encontros vocálicos são agrupamentos de vogais e semivogais, sem consoantes intermediárias. É importante re-
conhecê-los para dividir corretamente os vocábulos em sílabas. Existem três tipos de encontros: o ditongo, o tritongo e o
hiato.

1) Ditongo
É o encontro de uma vogal e uma semivogal (ou vice-versa) numa mesma sílaba. Pode ser:
a) Crescente: quando a semivogal vem antes da vogal.
sé-rie (i = semivogal, e = vogal)
b) Decrescente: quando a vogal vem antes da semivogal.
pai (a = vogal, i = semivogal)
c) Oral: quando o ar sai apenas pela boca.
pai, série
d) Nasal: quando o ar sai pela boca e pelas fossas nasais.
mãe

2) Tritongo
É a sequência formada por uma semivogal, uma vogal e uma semivogal, sempre nessa ordem, numa só sílaba. Pode
ser oral ou nasal.
Paraguai - Tritongo oral
quão - Tritongo nasal

3) Hiato
É a sequência de duas vogais numa mesma palavra que pertencem a sílabas diferentes, uma vez que nunca há mais de
uma vogal numa sílaba.
saída (sa-í-da)
poesia (po-e-si-a)

Encontros Consonantais
O agrupamento de duas ou mais consoantes, sem vogal intermediária, recebe o nome de encontro consonantal. Exis-
tem basicamente dois tipos:
1-) os que resultam do contato consoante + “l” ou “r” e ocorrem numa mesma sílaba, como em: pe-dra, pla-no, a-tle-
ta, cri-se...
2-) os que resultam do contato de duas consoantes pertencentes a sílabas diferentes: por-ta, rit-mo, lis-ta...
Há ainda grupos consonantais que surgem no início dos vocábulos; são, por isso, inseparáveis: pneu, gno-mo, psi-có-
-lo-go...

Dígrafos
De maneira geral, cada fonema é representado, na escrita, por apenas uma letra.
lixo - Possui quatro fonemas e quatro letras.

Há, no entanto, fonemas que são representados, na escrita, por duas letras.
bicho - Possui quatro fonemas e cinco letras.
Na palavra acima, para representar o fonema /xe/ foram utilizadas duas letras: o “c” e o “h”.
Assim, o dígrafo ocorre quando duas letras são usadas para representar um único fonema (di = dois + grafo = letra).
Em nossa língua, há um número razoável de dígrafos que convém conhecer. Podemos agrupá-los em dois tipos:
consonantais e vocálicos.
Dígrafos Consonantais

Letras Fonemas Exemplos


Lh /lhe/ telhado
nh /nhe/ marinheiro
ch /xe/ chave
rr /re/ (no interior da palavra) carro
ss /se/ (no interior da palavra) passo
qu /k/ (qu seguido de e e i) queijo, quiabo
gu /g/ ( gu seguido de e e i) guerra, guia
sc /se/ crescer
sç /se/ desço
xc /se/ exceção

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LÍNGUA PORTUGUESA

Dígrafos Vocálicos: registram-se na representação das 05. Indique a palavra que tem 5 fonemas:
vogais nasais. A) ficha. B) molhado. C) guerra. D) fixo. E) hulha.
Fonemas Letras Exemplos
/ã/ am tampa 06. Dadas as palavras: tung-stê-nio / bis-a-vô / du-e-
an canto -lo, constatamos que a separação silábica está correta:
/ ẽ / em templo a) apenas nº 1 b) apenas nº 2
en lenda c) apenas nº 3 d) em todas as palavras
/ ĩ/ im limpo e) n. d. a.
in lindo
/õ/ om tombo 07. Há relação INCORRETA de letras e fonemas em:
on tonto A) Pássaro (7 Letras / 6 Fonemas);
/ ũ / um chumbo B) Comovente (9 Letras / 8 Fonemas);
un corcunda C) Molhada (7 Letras / 6 Fonemas);
D) Plástica (8 Letras / 8 Fonemas);
Observação: “gu” e “qu” são dígrafos somente quando E) Aquilo (6 Letras / 6 Fonemas).
seguidos de “e” ou “i”, representam os fonemas /g/ e /k/:
guitarra, aquilo. Nesses casos, a letra “u” não corresponde 08. Assinale a alternativa em que a letra “x” da palavra
a nenhum fonema. Em algumas palavras, no entanto, o “u” não possui a pronúncia de /ks/:
representa um fonema - semivogal ou vogal - (aguentar, A) tóxico B) léxico C) máximo D) prolixo
linguiça, aquífero...). Nesse caso, “gu” e”qu” não são dígra-
fos. Também não há dígrafos quando são seguidos de “a” 09. A palavra vassoura tem:
ou “o” (quase, averiguo). A) 8 letras e 8 fonemas; B) 8 letras e 7 fonemas;
- Repare que, quando você “ouve” o som do “u” em C) 7 letras e 8 fonemas; D) 7 letras e 7 fonemas;
“gu” ou “qu”, não temos dígrafos. Exemplo: Água = /agua/ E) 8 letras e 6 fonemas.
nós pronunciamos a letra “u”, senão ficaria /aga/. Temos
aqui 4 letras e 4 fonemas. Já em guitarra = /gitara/ não 10. A palavra “charuto” apresenta:
pronunciamos o “u”, então temos dígrafo (aliás, dois dígra- A) um dígrafo e seis fonemas. B) um dígrafo e sete
fos: “rr”). Portanto: 8 letras e 6 fonemas. fonemas.
C) sete letras e sete fonemas. D) sete letras e dois
Questões sobre Letra e Fonema dígrafos.
E) sete letras e cinco fonemas.
01. Assinale a alternativa errada a respeito da palavra GABARITO
“churrasqueira”. 01. E 02. E 03. C 04. A 05. D
A) apresenta 13 letras e 10 fonemas 06. C 07. E 08. C 09. B 10. A
B) apresenta 3 dígrafos: ch, rr, qu
C) divisão silábica: chur-ras-quei-ra COMENTÁRIOS
D) é paroxítona e polissílaba
E) apresenta o tritongo: uei 1-) apresenta o tritongo: uei
Não ouço o som do “u”. Há um dígrafo (qu = duas le-
02. A alternativa que apresenta uma incorreção é: tras e um fonema). O ‘qu” tem o som de /k/.
A) o fonema está diretamente ligado ao som da fala.
B) as letras são representações gráficas dos fonemas. 2-) a letra “h” sempre representa um fonema. = não
C) a palavra “tosse” possui quatro fonemas. representa fonema quando inicia uma palavra como, por
D) uma única letra pode representar fonemas diferen- exemplo, hoje.
tes.
E) a letra “h” sempre representa um fonema. 3-) C) adstringente. = há encontro consonantal (tr),
mas não há vocálico.
03. Todas as palavras abaixo possuem um encontro vo- 4-) A) assinar / bocadinho / arredores.
cálico e um encontro consonantal, exceto: B) residência / pingue-pongue / dicionário.
A) destruir. B) magnésio. C) adstringente. C) digno / decifrar / dissesse.
D) pneu. E) autóctone. D) dizer / holandês / groenlandeses.
E) futebolísticos / diligentes / comparecimento.
04. A série em que todas as palavras apresentam dí-
grafo é. 5-)A) ficha = 4 B) molhado = 6
A) assinar / bocadinho / arredores. C) guerra = 4 D) fixo = 5 /f i k s o/
B) residência / pingue-pongue / dicionário. E) hulha = 3
C) digno / decifrar / dissesse.
D) dizer / holandês / groenlandeses. 6-) tungs – tê - nio / bi – sa - vô / du- e –lo
E) futebolísticos / diligentes / comparecimento.

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LÍNGUA PORTUGUESA

7-) Aquilo (6 Letras / 5 Fonemas = /akilo/ ) Obs.: a presença da sílaba de maior intensidade nas
palavras, em meio a sílabas de menor intensidade, é um
8-) máximo = /s/ dos elementos que dão melodia à frase.

9-) 8 letras e 7 fonemas = v a s s o u r a (8 letras); / Classificação da Sílaba quanto à Intensidade


vasoura/ - 7 fonemas Tônica: é a sílaba pronunciada com maior intensidade.
Átona: é a sílaba pronunciada com menor intensidade.
10-) charuto = /xaruto/ 7 letras e 6 fonemas; 1 dígrafo Subtônica: é a sílaba de intensidade intermediária.
A - MOR Ocorre, principalmente, nas palavras derivadas, correspon-
dendo à tônica da palavra primitiva. Veja o exemplo abaixo:
A palavra amor está dividida em grupos de fonemas
pronunciados separadamente: a - mor. A cada um desses Palavra primitiva: be - bê
grupos pronunciados numa só emissão de voz dá-se o nome átona tônica
de sílaba. Em nossa língua, o núcleo da sílaba é sempre
uma vogal: não existe sílaba sem vogal e nunca há mais do Palavra derivada: be - be - zi - nho
que uma vogal em cada sílaba. Dessa forma, para sabermos átona subtônica tônica átona
o número de sílabas de uma palavra, devemos perceber
quantas vogais tem essa palavra. Atenção: as letras “i” e “u” Classificação das Palavras quanto à Posição da Sí-
(mais raramente com as letras “e” e “o”) podem representar laba Tônica
semivogais. De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábu-
los da língua portuguesa que contêm duas ou mais sílabas
Classificação das Palavras quanto ao Número de Sí- são classificados em:
labas Oxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a última.
avó, urubu, parabéns
1) Monossílabas: possuem apenas uma sílaba.
mãe, flor, lá, meu Paroxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a penúl-
2) Dissílabas: possuem duas sílabas. tima.
ca-fé, i-ra, a-í, trans-por dócil, suavemente, banana
3) Trissílabas: possuem três sílabas.
ci-ne-ma, pró-xi-mo, pers-pi-caz, O-da-ir
Proparoxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a an-
4) Polissílabas: possuem quatro ou mais sílabas.
tepenúltima.
a-ve-ni-da, li-te-ra-tu-ra, a-mi-ga-vel-men-te, o-tor-ri-
máximo, parábola, íntimo
no-la-rin-go-lo-gis-ta
Saiba que:
Divisão Silábica
São palavras oxítonas, entre outras: cateter, mister,
Na divisão silábica das palavras, cumpre observar as Nobel, novel, ruim, sutil, transistor, ureter.
seguintes normas: São palavras paroxítonas, entre outras: avaro, aziago,
a) Não se separam os ditongos e tritongos. boêmia, caracteres, cartomancia, celtibero, circuito, decano,
foi-ce, a-ve-ri-guou filantropo, fluido, fortuito, gratuito, Hungria, ibero, impu-
b) Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, gu, qu. dico, inaudito, intuito, maquinaria, meteorito, misantropo,
cha-ve, ba-ra-lho, ba-nha, fre-guês, quei-xa necropsia (alguns dicionários admitem também necropsia),
c) Não se separam os encontros consonantais que ini- Normandia, pegada, policromo, pudico, quiromancia, ru-
ciam sílaba. brica, subido(a).
psi-có-lo-go, re-fres-co São palavras proparoxítonas, entre outras: aerólito, bá-
d) Separam-se as vogais dos hiatos. varo, bímano, crisântemo, ímprobo, ínterim, lêvedo, ôme-
ca-a-tin-ga, fi-el, sa-ú-de ga, pântano, trânsfuga.
e) Separam-se as letras dos dígrafos rr, ss, sc, sç xc. As seguintes palavras, entre outras, admitem dupla
car-ro, pas-sa-re-la, des-cer, nas-ço, ex-ce-len-te tonicidade: acróbata/acrobata, hieróglifo/hieroglifo, Oceâ-
f) Separam-se os encontros consonantais das sílabas nia/Oceania, ortoépia/ortoepia, projétil/projetil, réptil/rep-
internas, excetuando-se aqueles em que a segunda con- til, zângão/zangão.
soante é “l” ou “r”. Monossílabos
ap-to, bis-ne-to, con-vic-ção, a-brir, a-pli-car O sol já se pôs.

Acento Tônico Essa frase é formada apenas por monossílabos. É pos-


sível verificar que os monossílabos sol, já e pôs são pronun-
Na emissão de uma palavra de duas ou mais sílabas, ciados com maior intensidade que os outros. São tônicos.
percebe-se que há uma sílaba de maior intensidade sonora Possuem acento próprio e, por isso, não precisam apoiar-
do que as demais. se nas palavras que os antecedem ou que os seguem. Já os
calor - a sílaba lor é a de maior intensidade. monossílabos “o” e “se” são átonos, pois são pronunciados
faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade. fracamente. Por não terem acento próprio, apoiam-se nas
sólido - a sílaba só é a de maior intensidade. palavras que os antecedem ou que os seguem.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Critérios de Distinção 03. As palavras abaixo são, respectivamente:


Principal - poderosa - álcool
Muitas vezes, fazer a distinção entre um monossílabo A) Oxítona, paroxítona e proparoxítona.
átono e um tônico pode ser complicado. Por isso, observe B) Oxítona, paroxítona e paroxítona.
os critérios a seguir. C) Proparoxítona, proparoxítona e proparoxítona.
1- Modificação da pronúncia da vogal final. D) Paroxítona, oxítona e paroxítona.
Nos monossílabos átonos a vogal final modifica-se ou
pode se modificar na pronúncia. Com os tônicos, não ocor- 04. Qual o único par de palavras que deve ser acen-
re tal possibilidade. tuado?
Vou de carro para o meu trabalho. (de = monossílabo A) palacio e egoista. B) quente e esquilo.
átono - é possível a pronúncia di ônibus.) C) funcionario e caqui. D) formosura e raposa.
Dê um auxílio às pessoas que necessitam. (dê = mo- E) refens e cascavel.
nossílabo tônico - é impossível a pronúncia di um auxílio.) 05. Assinale a alternativa em que as palavras estão se-
2- Significado isolado do monossílabo paradas corretamente:
O monossílabo átono não tem sentido quando isolado
A) Dis-tra-í-do, ru-im, le-gais
na frase. Veja:
B) Pri-me-iro, graú-do, paí-ses
Meus amigos já compraram os convites, mas eu não.
C) Juí-zes, faí-sca, ter-ra
O monossílabo tônico, mesmo isolado, possui signifi-
cado. Observe: D) Raí-nha, sai-da, ca-sa
Existem pessoas muito más.
Nessa frase, o monossílabo possui sentido: más = ruins. 06. Palavras proparoxítonas são classificadas quando
São monossílabos átonos: a sílaba tônica é a antepenúltima. Das palavras descritas
artigos: o, a, os, as, um, uns abaixo qual podemos classificar utilizando esta regra?
pronomes pessoais oblíquos: me, te, se, o, a, os, as, lhe, A) Café. B) Máquinas. C) Revólver. D) Espon-
nos, vos tâneo.
preposições: a, com, de, em, por, sem, sob
pronome relativo: que 07. Aponte a separação silábica correta:
conjunções: e, ou, que, se A) Ca-m-po. B) Guer-ra. C) Ami-go. D) Fo-lh-a.

São monossílabos tônicos: todos aqueles que possuem 08. As palavras das alternativas a seguir estão com sua
autonomia na frase. sílaba tônica sublinhada. Uma delas, porém, está sublinha-
mim, há, seu, lar, etc. da incorretamente. Aponte-a:
Obs.: pode ocorrer que, de acordo com a autonomia A) rubrica B) interim
fonética, um mesmo monossílabo seja átono numa frase, C) gratuito D) pudico
porém tônico em outra.
Que foi? (átono) 09. Há uma palavra dissílaba em:
Você fez isso por quê? (tônico) A) Carro. B) Pé. C) Automóvel. D) Canela.
Questões sobre Sílaba 10. Aponte a alternativa em que todas as separações
silábicas estão corretas:
01. Classifique as palavras quanto à localização do A) Psi-có-lo-go / ad-mi-rar / zoo-ló-gi-co.
acento tônico, relacionando a primeira coluna com a se- B) A-mi-úde / ex-cur-são / a-na-to-mi-a.
gunda:
C) Bí-ceps / te-so-u-ro / trans-fu-são.
(1) Oxítona
D) E-clip-se / in-fec-ci-o-so / pers-pi-caz.
(2) Paroxítona
(3) Proparoxítona
( ) Pegadas GABARITO
( ) Protótipo
( ) Gratuito 01. A 02. C 03. A 04. A 05. A
( ) Ruim 06. B 07. B 08. B 09. A 10. D
( ) Sutil
COMENTÁRIOS
Após relacionar as colunas, a ordem na numeração, de
cima para baixo, é: 1-) (1) Oxítona (2) Paroxítona (3) Proparo-
A) 2, 3, 2, 1, 1. B) 3, 3, 2, 2, 1. xítona
C) 1, 2, 3, 1, 2. D) 1, 3, 3, 2, 2. pe ga das = penúltima sílaba tônica = paroxítona 2
pro tó ti po= antepenúltima sílaba é a tônica = pro-
02. Assinale o vocábulo abaixo cuja tonicidade recai na par. 3
última sílaba. gra tui to = penúltima sílaba tônica = paroxítona 2
A) caracteres. B) austero. C) ureter. Ru im = última sílaba tônica = oxítona 1
D) rubrica. E) tambores. su til = última sílaba tônica = oxítona 1

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LÍNGUA PORTUGUESA

2-) A) caracteres = Ca rac te res Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre
B) austero = aus te ro a última sílaba.
C) ureter = u re ter Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel
D) rubrica = Ru bri Ca
E) tambores = tam bo res Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica recai
na penúltima sílaba.
3-) Principal - poderosa - álcool Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível
Prin ci pal = oxítona
Po de ro sa = paroxítona Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica
Ál co ol = proparoxítona está na antepenúltima sílaba.
Ex.: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus
4-) Pares que DEVEM
A) palacio e egoista. Palácio - egoísta Como podemos observar, os vocábulos possuem mais
B) quente e esquilo. Ésquilo - foi um dramaturgo da de uma sílaba, mas em nossa língua existem aqueles com
Grécia Antiga. (= pode ser acentuada) uma sílaba somente: são os chamados monossílabos, que,
C) funcionario e caqui. Funcionário - cáqui(cor) e ca- quando pronunciados, apresentam certa diferenciação
qui(fruta) = podem ser acentuadas quanto à intensidade.
D) formosura e raposa. = nenhuma Tal diferenciação só é percebida quando os pronun-
E) refens e cascavel. Reféns / cascavel ou cascável ciamos em uma dada sequência de palavras. Assim como
podemos observar no exemplo a seguir:
5-) Pri mei ro gra ú do pa í ses “Sei que não vai dar em nada,
Ju í zes fa ís ca ter-ra Seus segredos sei de cor”.
Ra i nha sa í da Ca sa
Os monossílabos classificam-se como tônicos; os de-
6-) Café Ca fé = oxítona (última sílaba) mais, como átonos (que, em, de).
Máquinas má qui nas = antepenúltima (pro-
paroxítona)
Os acentos
Revólver re vól ver = penúltima (paroxítona)
Espontâneo es pon tâ neo = penúltima (paroxítona)
acento agudo (´) – Colocado sobre as letras «a», «i»,
«u» e sobre o «e» do grupo “em” - indica que estas letras
7-) Cam po Guer ra A mi go Fo lha
representam as vogais tônicas de palavras como Amapá,
8-) ín te rim = proparoxítona caí, público, parabéns. Sobre as letras “e” e “o” indica, além
9-) B) Pé = monossílaba da tonicidade, timbre aberto.
C) Automóvel = polissílaba Ex.: herói – médico – céu (ditongos abertos)
D) Canela = trissílaba acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”,
“e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre fechado:
10-) A) Psi có lo go / ad mi rar / zo o ló gi co. Ex.: tâmara – Atlântico – pêssego – supôs
B) A mi ú de / ex cur são / a na to mi a. acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com
C) Bí ceps / te sou ro / trans fu são. artigos e pronomes.
Ex.: à – às – àquelas – àqueles
A acentuação é um dos requisitos que perfazem as re-
gras estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta se com- trema ( ¨ ) – De acordo com a nova regra, foi totalmen-
põe de algumas particularidades, às quais devemos estar te abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em
atentos, procurando estabelecer uma relação de familia- palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros.
ridade e, consequentemente, colocando-as em prática na Ex.: mülleriano (de Müller)
linguagem escrita.
À medida que desenvolvemos o hábito da leitura e a til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vo-
prática de redigir, automaticamente aprimoramos essas gais nasais.
competências, e logo nos adequamos à forma padrão. Ex.: coração – melão – órgão – ímã
Regras fundamentais:
Regras básicas – Acentuação tônica
Palavras oxítonas:
A acentuação tônica implica na intensidade com que
são pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: “a”, “e”,
de forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. “o”, “em”, seguidas ou não do plural(s):
As demais, como são pronunciadas com menos intensida- Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s)
de, são denominadas de átonas. Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:
De acordo com a tonicidade, as palavras são classifi- Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, se-
cadas como: guidos ou não de “s”.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Ex.: pá – pé – dó – há - Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos


Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, se- que, no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais
guidas de lo, la, los, las. acento como antes: CRER, DAR, LER e VER.
respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo
Repare:
Paroxítonas: 1-) O menino crê em você
Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em: Os meninos creem em você.
- i, is 2-) Elza lê bem!
táxi – lápis – júri Todas leem bem!
- us, um, uns 3-) Espero que ele dê o recado à sala.
vírus – álbuns – fórum Esperamos que os garotos deem o recado!
- l, n, r, x, ps 4-) Rubens vê tudo!
automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps Eles veem tudo!
- ã, ãs, ão, ãos
ímã – ímãs – órfão – órgãos * Cuidado! Há o verbo vir:
Ele vem à tarde!
-- Dica: Memorize a palavra LINURXÃO. Para quê? Re- Eles vêm à tarde!
pare que essa palavra apresenta as terminações das pa-
roxítonas que são acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM = Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quan-
fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim ficará mais fácil a memorização! do seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z:
-ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou Ra-ul, ru-im, con-tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz
não de “s”. Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estive-
água – pônei – mágoa – jóquei rem seguidas do dígrafo nh:
ra-i-nha, ven-to-i-nha.
Regras especiais:
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” (ditongos Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem
abertos), que antes eram acentuados, perderam o acento precedidas de vogal idêntica:
de acordo com a nova regra, mas desde que estejam em xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
palavras paroxítonas.
* Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma As formas verbais que possuíam o acento tônico na
palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são raiz, com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de
acentuados. Ex.: “e” ou “i” não serão mais acentuadas. Ex.:
Antes Agora Antes Depois
assembléia assembleia apazigúe (apaziguar) apazigue
idéia ideia averigúe (averiguar) averigue
geléia geleia argúi (arguir) argui
jibóia jiboia
apóia (verbo apoiar) apoia Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa
paranóico paranoico do plural de:
ele tem – eles têm
Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acom- ele vem – eles vêm (verbo vir)
panhados ou não de “s”, haverá acento:
Ex.: saída – faísca – baú – país – Luís A regra prevalece também para os verbos conter, ob-
ter, reter, deter, abster.
Observação importante: ele contém – eles contêm
Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando ele obtém – eles obtêm
hiato quando vierem depois de ditongo: Ex.: ele retém – eles retêm
Antes Agora ele convém – eles convêm
bocaiúva bocaiuva Não se acentuam mais as palavras homógrafas que
feiúra feiura antes eram acentuadas para diferenciá-las de outras seme-
Sauípe Sauipe lhantes (regra do acento diferencial). Apenas em algumas
exceções, como:
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do
abolido. Ex.: pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua sen-
Antes Agora do acentuada para diferenciar-se de pode (terceira pessoa
crêem creem do singular do presente do indicativo). Ex:
lêem leem Ela pode fazer isso agora.
vôo voo Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou...
enjôo enjoo

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LÍNGUA PORTUGUESA

O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da 07. Assinale a opção CORRETA em que todas as pala-
preposição por. vras estão acentuadas na mesma posição silábica.
- Quando, na frase, der para substituir o “por” por “co- A) Nazaré - além - até - está - também.
locar”, então estaremos trabalhando com um verbo, por- B) Água - início - além - oásis - religião.
tanto: “pôr”; nos outros casos, “por” preposição. Ex: C) Município - início - água - século - oásis
Faço isso por você. D) Século - símbolo - água - histórias - missionário
Posso pôr (colocar) meus livros aqui? E) Missionário - símbolo - histórias - século – município

Questões sobre Acentuação Gráfica 08. Considerando as palavras: também / revólver / lâm-
pada / lápis. Assinale a única alternativa cuja justificativa de
01. “Cadáver” é paroxítona, pois: acentuação gráfica não se refere a uma delas:
A) Tem a última sílaba como tônica. A) palavra paroxítona terminada em - is
B) Tem a penúltima sílaba como tônica. B) palavra proparoxítona terminada em - em
C) Tem a antepenúltima sílaba como tônica. C) palavra paroxítona terminada em - r
D) Não tem sílaba tônica. D) palavra proparoxítona - todas devem ser acentua-
das
02. Assinale a alternativa correta.
A palavra faliu contém um: 09. Assinale a alternativa incorreta:
A) hiato B) dígrafo A) Os vocábulos sábio, régua e decência são paroxíto-
C) ditongo decrescente D) ditongo crescente nos terminadas em ditongos crescentes.
B) O vocábulo armazém é acentuado por ser um oxíto-
03. Em “O resultado da experiência foi, literalmente, no terminado em em.
aterrador.” a palavra destacada encontra-se acentuada C) Os vocábulos baú e cafeína são hiatos.
pelo mesmo motivo que: D) O vocábulo véu é acentuado por ser um oxítono
A) túnel B) voluntário terminado em u.
C) até D) insólito GABARITO
E) rótulos
01. B 02. C 03. B 04. A 05. E
04. Assinale a alternativa correta. 06. A 07. A 08. B 09. D
A) “Contrário” e “prévias” são acentuadas por serem
paroxítonas terminadas em ditongo. COMENTÁRIOS
B) Em “interruptor” e “testaria” temos, respectivamen-
te, encontro consonantal e hiato. 1-) Separando as sílabas: Ca – dá – ver: a penúltima
C) Em “erros derivam do mesmo recurso mental” as sílaba é a tônica (mais forte; nesse caso, acentuada). Penúl-
palavras grifadas são paroxítonas. tima sílaba tônica = paroxítona
D) Nas palavras “seguida”, “aquele” e “quando” as par-
tes destacadas são dígrafos. 2-) fa - liu - temos aqui duas vogais na mesma sí-
E) A divisão silábica está correta em “co-gni-ti-va”, “p- laba, portanto: ditongo. É decrescente porque apresenta
si-có-lo-ga” e “a-ci-o-na”. uma vogal e uma semivogal. Na classificação, ambas são
semivogais, mas quando juntas, a que “aparecer” mais na
05. Todas as palavras abaixo são hiatos, EXCETO: pronúncia será considerada “vogal”.
A) saúde B) cooperar
C) ruim D) creem 3-) ex – pe - ri – ên - cia : paroxítona terminada em
E) pouco ditongo crescente (semivogal + vogal)
a-) Tú –nel: paroxítona terminada em L
06. “O episódio aconteceu em plena via pública de b-) vo – lun - tá – rio : paroxítona terminada em diton-
Assis. Dez mulheres começaram a cantar músicas pela paz go
mundial. A partir daquele momento outras pessoas que c-) A - té – oxítona
passavam por ali decidiram integrar ao grupo. Rapidamen- d-) in – só – li – to : proparoxítona
te, uma multidão aderiu à ideia. Assim começou a forma- e-) ró – tu los – proparoxítona
ção do maior coral popular de Assis”. O vocábulo subli-
nhado tem sua acentuação gráfica justificada pelo mesmo 4-) a-) correta
motivo das palavras: b-) inteRRuptor: não é encontro consonantal, mas sim
A) eminência, ímpio, vácuo, espécie, sério DÍGRAFO
B) aluá, cárie, pátio, aéreo, ínvio c-) todas são, exceto MENTAL, que é oxítona
C) chinês, varíola, rubéola, período, prêmio d-) são dígrafos, exceto QUANDO, que “ouço” o som
D) sábio, sábia, sabiá, curió, sério do U, portanto não é caso de dígrafo
e-) cog – ni - ti – va / psi – có- lo- ga

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LÍNGUA PORTUGUESA

5-) sa - ú - de / co - o - pe – rar / ru – im / Escreve-se com SS e não com C e Ç os nomes derivados


cre - em / pou - co (ditongo) dos verbos cujos radicais terminem em gred, ced, prim ou
com verbos terminados por tir ou meter
6-) e - pi - só - dio - paroxítona terminada em di- agredir - agressivo / imprimir - impressão / admitir -
tongo admissão / ceder - cessão / exceder - excesso / percutir
a-) ok - percussão / regredir - regressão / oprimir - opressão /
b-) a – lu –á :oxítona, então descarte esse item comprometer - compromisso / submeter - submissão
c-) chi – nês : oxítona, idem *quando o prefixo termina com vogal que se junta com
d-) sa – bi – á : idem a palavra iniciada por “s”
Exemplos: a + simétrico - assimétrico / re + surgir -
7-) a-) oxítona – TODAS ressurgir
b-) paroxítona – paroxítona – oxítona – paroxítona – *no pretérito imperfeito simples do subjuntivo
não acentuada Exemplos: ficasse, falasse
c-) paroxítona – idem – idem – proparoxítona – paro-
xítona Escreve-se com C ou Ç e não com S e SS os vocábulos
d-) proparoxítona – idem – paroxítona – idem – idem de origem árabe:
e-) paroxítona – proparoxítona – paroxítona – proparo- cetim, açucena, açúcar
xítona – paroxítona *os vocábulos de origem tupi, africana ou exótica
cipó, Juçara, caçula, cachaça, cacique
8-) tam – bém: oxítona / re – vól – ver: paroxítona / lâm *os sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça, uçu,
– pa – da: proparoxítona / lá – pis :paroxítona uço.
a-) é a regra do LÁPIS barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, carniça, caniço,
b-) todas as proparoxítonas são acentuadas, indepen- esperança, carapuça, dentuço
dente de sua terminação
*nomes derivados do verbo ter.
c-) regra para REVÓLVER
abster - abstenção / deter - detenção / ater - atenção
d-) relativa à palavra lâmpada
/ reter - retenção
*após ditongos
9-) As alternativas A, B e C contêm afirmativas corretas.
foice, coice, traição
Na D, há erro, pois véu é monossílabo acentuado por ter-
*palavras derivadas de outras terminadas em te, to(r)
minar em ditongo aberto.
marte - marciano / infrator - infração / absorto - ab-
sorção
O fonema z:
ORTOGRAFIA
Escreve-se com S e não com Z:
*os sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é subs-
tantivo, ou em gentílicos e títulos nobiliárquicos.
A ortografia é a parte da língua responsável pela grafia cor- freguês, freguesa, freguesia, poetisa, baronesa, prince-
reta das palavras. Essa grafia baseia-se no padrão culto da língua. sa, etc.
As palavras podem apresentar igualdade total ou par- *os sufixos gregos: ase, ese, ise e ose.
cial no que se refere a sua grafia e pronúncia, mesmo ten- catequese, metamorfose.
do significados diferentes. Essas palavras são chamadas *as formas verbais pôr e querer.
de homônimas (canto, do grego, significa ângulo / canto, pôs, pus, quisera, quis, quiseste.
do latim, significa música vocal). As palavras homônimas *nomes derivados de verbos com radicais terminados
dividem-se em homógrafas, quando têm a mesma grafia em “d”.
(gosto, substantivo e gosto, 1ª pessoa do singular do verbo aludir - alusão / decidir - decisão / empreender - em-
gostar) e homófonas, quando têm o mesmo som (paço, presa / difundir - difusão
palácio ou passo, movimento durante o andar). *os diminutivos cujos radicais terminam com “s”
Quanto à grafia correta em língua portuguesa, devem- Luís - Luisinho / Rosa - Rosinha / lápis - lapisinho
se observar as seguintes regras: *após ditongos
coisa, pausa, pouso
O fonema s: *em verbos derivados de nomes cujo radical termina
Escreve-se com S e não com C/Ç as palavras substanti- com “s”.
vadas derivadas de verbos com radicais em nd, rg, rt, pel, anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar - pesquisar
corr e sent.
pretender - pretensão / expandir - expansão / ascender Escreve-se com Z e não com S:
- ascensão / inverter - inversão / aspergir aspersão / sub- *os sufixos “ez” e “eza” das palavras derivadas de ad-
mergir - submersão / divertir - diversão / impelir - impul- jetivo
sivo / compelir - compulsório / repelir - repulsa / recorrer macio - maciez / rico - riqueza
- recurso / discorrer - discurso / sentir - sensível / consentir *os sufixos “izar” (desde que o radical da palavra de
- consensual origem não termine com s)

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LÍNGUA PORTUGUESA

final - finalizar / concreto - concretizar - atenção para as palavras que mudam de sentido
*como consoante de ligação se o radical não terminar quando substituímos a grafia “e” pela grafia “i”: área (su-
com s. perfície), ária (melodia) / delatar (denunciar), dilatar (ex-
pé + inho - pezinho / café + al - cafezal ≠ lápis + inho pandir) / emergir (vir à tona), imergir (mergulhar) / peão
- lapisinho (de estância, que anda a pé), pião (brinquedo).

O fonema j: Questões sobre Ortografia

Escreve-se com G e não com J: 01. (Escrevente TJ SP – Vunesp/2013) Assinale a alter-


*as palavras de origem grega ou árabe nativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas
tigela, girafa, gesso. do trecho a seguir, de acordo com a norma-padrão.
*estrangeirismo, cuja letra G é originária. Além disso, ___certamente ____entre nós ____do fenô-
sargento, gim. meno da corrupção e das fraudes.
*as terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com (A) a … concenso … acerca
poucas exceções) (B) há … consenso … acerca
imagem, vertigem, penugem, bege, foge. (C) a … concenso … a cerca
Observação: Exceção: pajem (D) a … consenso … há cerca
*as terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio. (E) há … consenço … a cerca
sortilégio, litígio, relógio, refúgio.
*os verbos terminados em ger e gir. 02. (Escrevente TJ SP – Vunesp/2013). Assinale a alter-
eleger, mugir. nativa cujas palavras se apresentam flexionadas de acordo
*depois da letra “r” com poucas exceções. com a norma- -padrão.
emergir, surgir. (A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
*depois da letra “a”, desde que não seja radical termi- (B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
nado com j. (C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório lo-
ágil, agente. cal.
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
Escreve-se com J e não com G: (E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
*as palavras de origem latinas
jeito, majestade, hoje. 03. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP –
*as palavras de origem árabe, africana ou exótica. 2013). Suponha-se que o cartaz a seguir seja utilizado para
alforje, jiboia, manjerona. informar os usuários sobre o festival Sounderground.
*as palavras terminada com aje. Prezado Usuário
aje, ultraje ________ de oferecer lazer e cultura aos passageiros do
O fonema ch: metrô, ________ desta segunda-feira (25/02), ________ 17h30,
começa o Sounderground, festival internacional que presti-
Escreve-se com X e não com CH: gia os músicos que tocam em estações do metrô.
*as palavras de origem tupi, africana ou exótica. Confira o dia e a estação em que os artistas se apresen-
abacaxi, muxoxo, xucro. tarão e divirta-se!
*as palavras de origem inglesa (sh) e espanhola (J). Para que o texto atenda à norma-padrão, devem-se
xampu, lagartixa. preencher as lacunas, correta e respectivamente, com as
*depois de ditongo. expressões
frouxo, feixe. A) A fim ...a partir ... as B) A fim ...à partir ... às
*depois de “en”. C) A fim ...a partir ... às D) Afim ...a partir ... às
enxurrada, enxoval E) Afim ...à partir ... as
Observação: Exceção: quando a palavra de origem não
derive de outra iniciada com ch - Cheio - (enchente) 04. Assinale a alternativa que não apresenta erro de
ortografia:
Escreve-se com CH e não com X: A) Ela interrompeu a reunião derrepente.
*as palavras de origem estrangeira B) O governador poderá ter seu mandato caçado.
chave, chumbo, chassi, mochila, espadachim, chope, C) Os espectadores aplaudiram o ministro.
sanduíche, salsicha. D) Saiu com descrição da sala.

As letras e e i: 05.Em qual das alternativas a frase está corretamente


*os ditongos nasais são escritos com “e”: mãe, põem. escrita?
Com “i”, só o ditongo interno cãibra. A) O mindingo não depositou na cardeneta de pou-
*os verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar são pansa.
escritos com “e”: caçoe, tumultue. Escrevemos com “i”, os B) O mendigo não depositou na caderneta de poupan-
verbos com infinitivo em -air, -oer e -uir: trai, dói, possui. ça.

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LÍNGUA PORTUGUESA

C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupans- 4-) A) Ela interrompeu a reunião derrepente. =de re-
sa. pente
D) O mendingo não depozitou na carderneta de pou- B) O governador poderá ter seu mandato caçado. =
pansa. cassado
D) Saiu com descrição da sala. = discrição
06. Qual das alternativas abaixo apresenta palavras
que deveriam ser grafadas com S no lugar do X? 5-) A) O mindingo não depositou na cardeneta de
A) Exumar – Exultar. B) Exteriorizar – Êxtase. poupansa. = mendigo/caderneta/poupança
C) Expectador – Excursão. D) Expontâneo – Extre- C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupans-
pitar. sa. = mendigo/caderneta/poupança
D) O mendingo não depozitou na carderneta de pou-
07. Está separada corretamente: pansa. =mendigo/depositou/caderneta/poupança
A) Sus-sur-rar. B) Ra-dio-gra-far.
C) Tin-ho-rão. D) So-bre-ssa-len-te. 6-) Espontâneo – Estrepitar
E) Li-gni-ta.
7-) B) Ra-dio-gra-far = Ra - di - o - gra - far
08. Assinale a alternativa incorreta quanto ao uso de C) Tin-ho-rão. = ti - nho - rão
“a” e “há”: D) So-bre-ssa-len-te. = so - bres - sa - len - te
A) Daqui a dois meses iremos à Europa. E) Li-gni-ta. = lig - ni - ta
B) Isto foi há muito tempo.
C) Há meses que não a vejo. 8-) Há dois meses fomos na casa de sua mãe. (= há no
D) A dois meses fomos na casa de sua mãe. sentido de tempo passado)
E) Há tempos atrás éramos muito felizes.
9-) Por que essa cara? = é uma pergunta e o pronome
09.Assinale a alternativa cuja frase esteja incorreta: está longe do ponto de interrogação.
A) Porque essa cara? B) Não vou porque
não quero.
O hífen é um sinal diacrítico (que distingue) usado para
C) Mas por quê? D) Você saiu por quê?
ligar os elementos de palavras compostas (couve-flor, ex-
-presidente) e para unir pronomes átonos a verbos (ofere-
GABARITO
ceram-me; vê-lo-ei).
01. B 02. D 03. C 04. C 05. B
Serve igualmente para fazer a translineação de pala-
06. D 07. A 08. D 09. A
vras, isto é, no fim de uma linha, separar uma palavra em
COMENTÁRIOS duas partes (ca-/sa; compa-/nheiro).

1-) O exercício quer a alternativa que apresenta cor- Uso do hífen que continua depois da Reforma Ortográ-
reção ortográfica. Na primeira lacuna utilizaremos “há”, já fica:
que está empregado no sentido de “existir”; na segunda, 1. Em palavras compostas por justaposição que for-
“consenso” com “s”; na terceira, “acerca” significa “a res- mam uma unidade semântica, ou seja, nos termos que se
peito de”, o que se encaixa perfeitamente no contexto. “Há unem para formam um novo significado: tio-avô, porto-
cerca” = tem cerca (de arame, cerca viva, enfim...); “a cerca” -alegrense, luso-brasileiro, tenente-coronel, segunda-feira,
= a cerca está destruída (arame, madeira...) conta-gotas, guarda-chuva, arco- -íris, primeiro-minis-
2-) (A) Os tabeliãos devem preparar o documento. = tro, azul-escuro.
tabeliães
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis. 2. Em palavras compostas por espécies botânicas e
= cidadãos zoológicas: couve-flor, bem-te-vi, bem-me-quer, abóbora-
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório lo- menina, erva-doce, feijão-verde.
cal. = certidões 3. Nos compostos com elementos além, aquém, recém
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos = de- e sem: além-mar, recém-nascido, sem-número, recém-ca-
graus sado, aquém- -fiar, etc.

3-) Prezado Usuário 4. No geral, as locuções não possuem hífen, mas algu-
A fim de oferecer lazer e cultura aos passageiros do mas exceções continuam por já estarem consagradas pelo
metrô, a partir desta segunda-feira (25/02), às 17h30, co- uso: cor- -de-rosa, arco-da-velha, mais-que-perfeito, pé-
meça o Sounderground, festival internacional que prestigia de-meia, água-de- -colônia, queima-roupa, deus-dará.
os músicos que tocam em estações do metrô.
Confira o dia e a estação em que os artistas se apresen- 5. Nos encadeamentos de vocábulos, como: ponte Rio-
tarão e divirta-se! Niterói, percurso Lisboa-Coimbra-Porto e nas combinações
A fim = indica finalidade; a partir: sempre separado; históricas ou ocasionais: Áustria-Hungria, Angola-Brasil, Al-
antes de horas: há crase sácia-Lorena, etc.

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LÍNGUA PORTUGUESA

6. Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e su- Questões sobre Hífen
per- quando associados com outro termo que é iniciado
por r: hiper-resistente, inter-racial, super-racional, etc. 01.Assinale a alternativa em que o hífen, conforme o
novo Acordo, está sendo usado corretamente:
7. Nas formações com os prefixos ex-, vice-: ex-diretor, A) Ele fez sua auto-crítica ontem.
ex- -presidente, vice-governador, vice-prefeito. B) Ela é muito mal-educada.
C) Ele tomou um belo ponta-pé.
8. Nas formações com os prefixos pós-, pré- e pró-: D) Fui ao super-mercado, mas não entrei.
pré-natal, pré-escolar, pró-europeu, pós-graduação, etc. E) Os raios infra-vermelhos ajudam em lesões.

9. Na ênclise e mesóclise: amá-lo, deixá-lo, dá-se, abra- 02.Assinale a alternativa errada quanto ao emprego do
ça-o, lança-o e amá-lo-ei, falar-lhe-ei, etc. hífen:
A) Pelo interfone ele comunicou bem-humorado que
10. Nas formações em que o prefixo tem como segun- faria uma superalimentação.
do termo uma palavra iniciada por “h”: sub-hepático, ele- B) Nas circunvizinhanças há uma casa malassombrada.
C) Depois de comer a sobrecoxa, tomou um antiácido.
tro-higrómetro, geo-história, neo-helênico, extra-humano,
D) Nossos antepassados realizaram vários anteprojetos.
semi-hospitalar, super- -homem.
E) O autodidata fez uma autoanálise.
11. Nas formações em que o prefixo ou pseudo prefixo 03.Assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego
termina na mesma vogal do segundo elemento: micro-on- do hífen, respeitando-se o novo Acordo.
das, eletro-ótica, semi-interno, auto-observação, etc. A) O semi-analfabeto desenhou um semicírculo.
Obs: O hífen é suprimido quando para formar outros B) O meia-direita fez um gol de sem-pulo na semifinal
termos: reaver, inábil, desumano, lobisomem, reabilitar. do campeonato.
C) Era um sem-vergonha, pois andava seminu.
- Lembre-se: ao separar palavras na translineação (mu- D) O recém-chegado veio de além-mar.
dança de linha), caso a última palavra a ser escrita seja for- E) O vice-reitor está em estado pós-operatório.
mada por hífen, repita-o na próxima linha. Exemplo: escre-
verei anti-inflamatório e, ao final, coube apenas “anti-”. Na 04.Segundo o novo Acordo, entre as palavras pão duro
linha debaixo escreverei: “-inflamatório” (hífen em ambas (avarento), copo de leite (planta) e pé de moleque (doce) o
as linhas). hífen é obrigatório:
A) em nenhuma delas.
Não se emprega o hífen: B) na segunda palavra.
1. Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo ter- C) na terceira palavra.
mina em vogal e o segundo termo inicia-se em “r” ou “s”. D) em todas as palavras.
Nesse caso, passa-se a duplicar estas consoantes: antirre- E) na primeira e na segunda palavra.
ligioso, contrarregra, infrassom, microssistema, minissaia,
microrradiografia, etc. 05.Fez um esforço __ para vencer o campeonato __.
Qual alternativa completa corretamente as lacunas?
2. Nas constituições em que o prefixo ou pseudopre- A) sobreumano/interregional
fixo termina em vogal e o segundo termo inicia-se com B) sobrehumano-interregional
vogal diferente: antiaéreo, extraescolar, coeducação, au- C) sobre-humano / inter-regional
D) sobrehumano/ inter-regional
toestrada, autoaprendizagem, hidroelétrico, plurianual, au-
E) sobre-humano /interegional
toescola, infraestrutura, etc.
06. Suponha que você tenha que agregar o prefixo sub-
3. Nas formações, em geral, que contêm os prefixos às palavras que aparecem nas alternativas a seguir. Assinale
“dês” e “in” e o segundo elemento perdeu o h inicial: desu- aquela que tem de ser escrita com hífen:
mano, inábil, desabilitar, etc. A) (sub) chefe
B) (sub) entender
4. Nas formações com o prefixo “co”, mesmo quando o C) (sub) solo
segundo elemento começar com “o”: cooperação, coobri- D) (sub) reptício
gação, coordenar, coocupante, coautor, coedição, coexistir, E) (sub) liminar
etc.
5. Em certas palavras que, com o uso, adquiriram no- 07.Assinale a alternativa em que todas as palavras estão
ção de composição: pontapé, girassol, paraquedas, para- grafadas corretamente:
quedista, etc. A) autocrítica, contramestre, extra-oficial
B) infra-assinado, infra-vermelho, infra-som
6. Em alguns compostos com o advérbio “bem”: ben- C) semi-círculo, semi-humano, semi-internato
feito, benquerer, benquerido, etc. D) supervida, superelegante, supermoda
E) sobre-saia, mini-saia, superssaia

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LÍNGUA PORTUGUESA

08.Assinale o item em que o uso do hífen está incor- 6-) Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen também
reto. diante de palavra iniciada por r. : subchefe, subentender,
A) infraestrutura / super-homem / autoeducação subsolo, sub- -reptício (sem o hífen até a leitura da pala-
B) bem-vindo / antessala /contra-regra vra será alterada; /subre/, ao invés de /sub re/), subliminar
C) contramestre / infravermelho / autoescola
D) neoescolástico / ultrassom / pseudo-herói 7-) A) autocrítica, contramestre, extraoficial
E) extraoficial / infra-hepático /semirreta B) infra-assinado, infra-vermelho, infrassom
C) semicírculo, semi-humano, semi-internato
09.Uma das alternativas abaixo apresenta incorreção D) supervida, superelegante, supermoda = corretas
quanto ao emprego do hífen. E) sobressaia, minissaia, supersaia
A) O pseudo-hermafrodita não tinha infraestrutura 8-) B) bem-vindo / antessala / contrarregra
para relacionamento extraconjugal.
B) Era extraoficial a notícia da vinda de um extraterre- 9-) D) O antissemita tomou um antibiótico e vacina an-
no. tirrábica.
C) Ele estudou línguas neolatinas nas colônias ultrama-
rinas. 10-) C) O contrarregra comeu um contrafilé.
D) O anti-semita tomou um anti-biótico e vacina an-
tirrábica.
E) Era um suboficial de uma superpotência.
MORFOLOGIA: PROCESSOS DE FORMAÇÃO
10.Assinale a alternativa em que ocorre erro quanto ao DE PALAVRAS;
emprego do hífen. CLASSES DE PALAVRAS: SUBSTANTIVO
A) Foi iniciada a campanha pró-leite. (CLASSIFICAÇÃO E FLEXÃO); ADJETIVO
B) O ex-aluno fez a sua autodefesa. (CLASSIFICAÇÃO, FLEXÃO E LOCUÇÃO
C) O contrarregra comeu um contra-filé. ADJETIVA); ADVÉRBIO (CLASSIFICAÇÃO,
D) Sua vida é um verdadeiro contrassenso. COLOCAÇÃO E LOCUÇÃO ADVERBIAL);
E) O meia-direita deu início ao contra-ataque.
CONJUNÇÕES (COORDENATIVAS E
GABARITO SUBORDINATIVAS); VERBO: FLEXÃO VERBAL
01. B 02. B 03. A 04. E 05. C (NÚMEROS, PESSOAS, MODOS, TEMPOS,
VOZES), CLASSIFICAÇÃO (REGULARES,
06. D 07. D 08. B 09. D 10. C IRREGULARES, DEFECTIVOS, ABUNDANTES,
AUXILIARES E PRINCIPAIS) E CONJUGAÇÃO
COMENTÁRIOS DOS TEMPOS SIMPLES; PRONOME
(CLASSIFICAÇÃO E EMPREGO)
1-) A) autocrítica
C) pontapé
D) supermercado
E) infravermelhos Observe as seguintes palavras:
escol-a
2-)B) Nas circunvizinhanças há uma casa mal-assom- escol-ar
brada. escol-arização
escol-arizar
3-) A) O semianalfabeto desenhou um semicírculo. sub-escol-arização

4-) a) pão-duro / b) copo-de-leite (planta) / c) pé de Percebemos que há um elemento comum a todas elas:
moleque (doce) a forma escol-. Além disso, em todas há elementos des-
a) Usa-se o hífen nas palavras compostas que não tacáveis, responsáveis por algum detalhe de significação.
apresentam elementos de ligação. Compare, por exemplo, escola e escolar: partindo de es-
b) Usa-se o hífen nos compostos que designam espé- cola, formou-se escolar pelo acréscimo do elemento des-
cies animais e botânicas (nomes de plantas, flores, frutos, tacável: ar.
raízes, sementes), tenham ou não elementos de ligação. Por meio desse trabalho de comparação entre as di-
c) Não se usa o hífen em compostos que apresentam versas palavras que selecionamos, podemos depreender a
elementos de ligação. existência de diferentes elementos formadores. Cada um
desses elementos formadores é uma unidade mínima de
5-) Fez um esforço sobre-humano para vencer o cam- significação, um elemento significativo indecomponível, a
peonato inter-regional. que damos o nome de morfema.
- Usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h.
- Usa-se o hífen se o prefixo terminar com a mesma
letra com que se inicia a outra palavra

20
LÍNGUA PORTUGUESA

Classificação dos morfemas: -mos:desinência número-pessoal


cant-á-sse-is
Radical cant: radical
Há um morfema comum a todas as palavras que es- -á-: vogal temática
tamos analisando: escol-. É esse morfema comum – o ra- -sse-:desinência modo-temporal (caracteriza o pretéri-
dical – que faz com que as consideremos palavras de uma to imperfeito do subjuntivo)
mesma família de significação – os cognatos. O radical é a -is: desinência número-pessoal (caracteriza a segunda
parte da palavra responsável por sua significação principal. pessoa do plural)

Afixos Vogal temática


Como vimos, o acréscimo do morfema – ar - cria uma Observe que, entre o radical cant- e as desinências ver-
nova palavra a partir de escola. De maneira semelhante, bais, surge sempre o morfema –a.
o acréscimo dos morfemas sub e arização à forma escol- Esse morfema, que liga o radical às desinências, é cha-
criou subescolarização. Esses morfemas recebem o nome mado de vogal temática. Sua função é ligar-se ao radical,
de afixos. constituindo o chamado tema. É ao tema (radical + vogal
Quando são colocados antes do radical, como aconte- temática) que se acrescentam as desinências. Tanto os ver-
ce com sub, os afixos recebem o nome de prefixos. Quan- bos como os nomes apresentam vogais temáticas.
do, como arização, surgem depois do radical os afixos são
chamados de sufixos. Prefixos e sufixos, além de operar Vogais temáticas nominais: São -a, -e, e -o, quando
mudança de classe gramatical, são capazes de introduzir átonas finais, como em mesa, artista, busca, perda, escola,
modificações de significado no radical a que são acrescen- triste, base, combate. Nesses casos, não poderíamos pen-
tados. sar que essas terminações são desinências indicadoras de
gênero, pois a mesa, escola, por exemplo, não sofrem esse
Desinências tipo de flexão. É a essas vogais temáticas que se liga a de-
Quando se conjuga o verbo amar, obtêm-se formas sinência indicadora de plural:
como amava, amavas, amava, amávamos, amáveis, ama- mesa-s, escola-s, perda-s. Os nomes terminados em
vam. Essas modificações ocorrem à medida que o verbo vogais tônicas (sofá, café, cipó, caqui, por exemplo) não
vai sendo flexionado em número (singular e plural) e pes- apresentam vogal temática.
soa (primeira, segunda ou terceira). Também ocorrem se
modificarmos o tempo e o modo do verbo (amava, amara, Vogais temáticas verbais: São -a, -e e -i, que caracteri-
amasse, por exemplo). zam três grupos de verbos a que se dá o nome de conju-
Podemos concluir, assim, que existem morfemas que gações. Assim, os verbos cuja vogal temática é -a perten-
indicam as flexões das palavras. Esses morfemas sempre cem à primeira conjugação; aqueles cuja vogal temática é
surgem no fim das palavras variáveis e recebem o nome de -e pertencem à segunda conjugação e os que têm vogal
desinências. Há desinências nominais e desinências verbais. temática -i pertencem à terceira conjugação.

Desinências nominais: indicam o gênero e o número Vogal ou consoante de ligação


dos nomes. Para a indicação de gênero, o português cos-
tuma opor as desinências -o/-a: garoto/garota; menino/ As vogais ou consoantes de ligação são morfemas que
menina. surgem por motivos eufônicos, ou seja, para facilitar ou
Para a indicação de número, costuma-se utilizar o mor- mesmo possibilitar a leitura de uma determinada palavra.
fema –s, que indica o plural em oposição à ausência de Temos um exemplo de vogal de ligação na palavra escola-
morfema, que indica o singular: garoto/garotos; garota/ ridade: o - i - entre os sufixos -ar- e -dade facilita a emissão
garotas; menino/meninos; menina/meninas. vocal da palavra. Outros exemplos: gasômetro, alvinegro,
No caso dos nomes terminados em –r e –z, a desinên- tecnocracia, paulada, cafeteira, chaleira, tricota.
cia de plural assume a forma -es:
mar/mares; Processos de formação de palavras:
revólver/revólveres;
cruz/cruzes. 1-) Composição
Haverá composição quando se juntarem dois ou mais
Desinências verbais: em nossa língua, as desinências radicais para formar nova palavra. Há dois tipos de compo-
verbais pertencem a dois tipos distintos. Há aqueles que sição; justaposição e aglutinação.
indicam o modo e o tempo (desinências modo-temporais) 1.1-) Justaposição: ocorre quando os elementos que
e aquelas que indicam o número e a pessoa dos verbos formam o composto são postos lado a lado, ou seja, justa-
(desinência número-pessoais): postos: Corre-corre, guarda-roupa, segunda-feira, girassol.
cant-á-va-mos 1.2-) Aglutinação: ocorre quando os elementos que
cant: radical - formam o composto se aglutinam e pelo menos um deles
á-: vogal temática perde sua integridade sonora: Aguardente (água + arden-
-va-:desinência modo-temporal (caracteriza o pretérito te), planalto (plano + alto), pernalta (perna + alta), vinagre
imperfeito do indicativo) (vinho + acre)

21
LÍNGUA PORTUGUESA

Derivação por acréscimo de afixos - Siglas: As siglas são formadas pela combinação das
letras iniciais de uma sequência de palavras que constitui
É o processo pelo qual se obtêm palavras novas (deri- um nome. Por exemplo:IBGE (Instituto Brasileiro de Geo-
vadas) pela anexação de afixos à palavra primitiva. A deri- grafia e Estatística); IPTU (Imposto Predial, Territorial e Ur-
vação pode ser: prefixal, sufixal e parassintética. bano).
1-) Prefixal (ou prefixação): a palavra nova é obtida por As siglas escrevem-se com todas as letras maiúsculas, a
acréscimo de prefixo. não ser que haja mais de três letras e a sigla seja pronun-
In------ --feliz des----------leal ciável sílaba por sílaba. Por exemplo: Unicamp, Petrobras.
Prefixo radical prefixo radical
Questões sobre Estrutura das Palavras
2-) Sufixal (ou sufixação): a palavra nova é obtida por
acréscimo de sufixo. 01. Assinale a opção em que todas as palavras se for-
Feliz---- mente leal------dade mam pelo mesmo processo:
Radical sufixo radical sufixo A) ajoelhar / antebraço / assinatura
B) atraso / embarque / pesca
3-) Parassintética: a palavra nova é obtida pelo acrés-
C) o jota / o sim / o tropeço
cimo simultâneo de prefixo e sufixo (não posso retirar o
D) entrega / estupidez / sobreviver
prefixo nem o sufixo que estão ligados ao radical, pois a
E) antepor / exportação / sanguessuga
palavra não “existiria”). Por parassíntese formam-se princi-
palmente verbos.
En-- -----trist- ----ecer 02. A palavra “aguardente” formou-se por:
Prefixo radical sufixo A) hibridismo B) aglutinação
C) justaposição D) parassíntese
en----- ---tard--- --ecer E) derivação regressiva
prefixo radical sufixo
03. Que item contém somente palavras formadas por
Outros tipos de derivação justaposição?
Há dois casos em que a palavra derivada é formada A) desagradável - complemente
sem que haja a presença de afixos. São eles: a derivação B) vaga-lume - pé-de-cabra
regressiva e a derivação imprópria. C) encruzilhada - estremeceu
1-) Derivação regressiva: a palavra nova é obtida por D) supersticiosa - valiosas
redução da palavra primitiva. Ocorre, sobretudo, na forma- E) desatarraxou - estremeceu
ção de substantivos derivados de verbos. Exemplo: A pesca
está proibida. (pescar). Proibida a caça. (caçar) 04. “Sarampo” é:
2-) Derivação imprópria: a palavra nova (derivada) é A) forma primitiva
obtida pela mudança de categoria gramatical da palavra B) formado por derivação parassintética
primitiva. Não ocorre, pois, alteração na forma, mas tão so- C) formado por derivação regressiva
mente na classe gramatical. D) formado por derivação imprópria
Não entendi o porquê da briga. (o substantivo porquê E) formado por onomatopeia
deriva da conjunção porque)
Seu olhar me fascina! (o verbo olhar tornou-se, aqui, 05.As palavras são formadas através de derivação pa-
substantivo) rassintética em
A)infelizmente, desleal, boteco, barraco.
Outros processos de formação de palavras:
B)ajoelhar, anoitecer, entristecer, entardecer.
C)caça, pesca, choro, combate.
- Hibridismo: é a palavra formada com elementos
D)ajoelhar, pesca, choro, entristecer.
oriundos de línguas diferentes.
automóvel (auto: grego; móvel: latim)
sociologia (socio: latim; logia: grego) 06.(Escrevente TJ SP –Vunesp/2011) Leia o trecho.
sambódromo (samba: dialeto africano; dromo: grego) Estudo da ONG Instituto Pólis mostra que, infelizmen-
te, sem o tratamento e a destinação corretos,…
- Abreviação vocabular, cujo traço peculiar manifesta- Assinale a alternativa que contém uma palavra forma-
se por meio da eliminação de um segmento de uma pala- da pelo mesmo processo do termo destacado.
vra no intuito de se obter uma forma mais reduzida, ge- (A) infiel. (B) democracia.
ralmente aquelas mais longas. Vejamos alguns exemplos: (C) lobisomem. (D) ilegalidade.
metropolitano/metrô, extraordinário/extra, otorrinolarin- (E) cidadania.
gologista /otorrino, telefone/fone, pneumático/pneu
- Onomatopeia: Consiste em criar palavras, tentando 07. Assinale a letra em que as palavras são formadas
imitar sons da natureza ou sons repetidos. Por exemplo: por derivação regressiva, derivação parassintética e com-
zum-zum, cri-cri, tique-taque, pingue-pongue, blá-blá-blá. posição por aglutinação, respectivamente.

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LÍNGUA PORTUGUESA

a) neurose, infelizmente, pseudônimo; 7-) corte, emudecer, outrora


b) ajuste, aguardente, arco-íris; Cortar / emudecer (não posso retirar nem o prefixo
c) amostra, alinhar, girassol; nem o sufixo) / outra hora.
d) corte, emudecer, outrora;
e) pesca, deslealdade, vinagre. 8-) Ele tem um quê especial como gestor.
Dentre suas várias classificações (pronome, conjunção),
08. Na frase “Ele tem um quê especial como gestor”, nessa frase o “que” pertence à classe do substantivo, pois
o processo de formação da palavra destacada chama-se: vem precedido de um artigo. Quando alteramos a classe gra-
A)composição B)justaposição matical de uma palavra sem realizar nenhuma mudança na
C)aglutinação D)derivação imprópria palavra, dá-se o nome de derivação imprópria (não é a classe
gramatical “própria” dela. Outro exemplo: olhar é verbo, mas
09. Brasília comemorou seu aniversário com uma super- em “Seu olhar mexe comigo”, temos um substantivo).
festa. A cinquentona planejada por Lúcio Costa é hoje uma
metrópole que oferece alta qualidade de vida. 9-) superfesta” e “cinquentona
(Fonte: O Globo, 21/04/2010, com adaptações) = super + festa (prefixação) / cinquenta + ona (sufi-
xação)
Na notícia do jornal, as palavras “superfesta” e “cin-
quentona” exemplificam, respectivamente, casos de forma- 10-) A)limpeza...
ção de palavras por B)baronesa...
A)hibridismo e neologismo. C)despesa...
B)justaposição e aglutinação.
C)composição e derivação. Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Subs-
D)prefixação e sufixação. tantivo é a classe gramatical de palavras variáveis, as quais
E)conversão e regressão. denominam os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos,
os substantivos também nomeiam:
-lugares: Alemanha, Porto Alegre...
10.Quero acordar sem tristeza.
-sentimentos: raiva, amor...
O sufixo eza, usado na palavra em destaque na oração
-estados: alegria, tristeza...
acima completará corretamente a grafia de:
-qualidades: honestidade, sinceridade...
A)limp... B)baron... C)desp...
-ações: corrida, pescaria...
D)nenhuma das alternativas anteriores
Morfossintaxe do substantivo
GABARITO
01. B 02. B 03. B 04. C 05. B Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em
06. D 07. D 08. D 09. D 10. A geral exerce funções diretamente relacionadas com o ver-
bo: atua como núcleo do sujeito, dos complementos verbais
COMENTÁRIOS (objeto direto ou indireto) e do agente da passiva. Pode ain-
da funcionar como núcleo do complemento nominal ou do
1-) atraso / embarque / pesca = formadas pelo proces- aposto, como núcleo do predicativo do sujeito ou do objeto
so de derivação regressiva ou como núcleo do vocativo. Também encontramos substan-
tivos como núcleos de adjuntos adnominais e de adjuntos
2-) água + ardente = aguardente ( aglutinação) adverbiais - quando essas funções são desempenhadas por
grupos de palavras.
3-) vaga-lume - pé-de-cabra = não houve alteração em
nenhuma delas (nem acréscimo, nem redução, estão ape- Classificação dos Substantivos
nas “postas” uma ao lado da outra, justaposição).
1- Substantivos Comuns e Próprios
4-) formado por derivação regressiva = a palavra pri- Observe a definição:
mitiva é sarampão! s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e edifí-
cios, dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda a sede de
5-) ajoelhar, anoitecer, entristecer, entardecer = ne- município é cidade). 2. O centro de uma cidade (em oposição
nhuma delas pode ter o prefixo ou o sufixo retirados, pois aos bairros).
elas só têm significado com ambos, juntos, ligados a elas.
(Tardecer? Noitecer? Tristecer? Entarde?) Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e
edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada cidade.
6-) infelizmente = derivação prefixal e sufixal – existe Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum.
infeliz e felizmente, portanto não é caso de derivação pa- Substantivo Comum é aquele que designa os seres de
rassintética. O outro vocábulo que também apresenta tal uma mesma espécie de forma genérica: cidade, menino,
formação é ilegalidade (ilegal e legalidade). homem, mulher, país, cachorro.
Estamos voando para Barcelona.

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LÍNGUA PORTUGUESA

O substantivo Barcelona designa apenas um ser da es- Substantivo coletivo Conjunto de:
pécie cidade. Esse substantivo é próprio. Substantivo Pró- assembleia pessoas reunidas
prio: é aquele que designa os seres de uma mesma espécie alcateia lobos
de forma particular. acervo livros
Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil. antologia trechos literários selecionados
arquipélago ilhas
2 - Substantivos Concretos e Abstratos banda músicos
LÂMPADA MALA bando desordeiros ou malfeitores
banca examinadores
Os substantivos lâmpada e mala designam seres com batalhão soldados
existência própria, que são independentes de outros seres. cardume peixes
São assim, substantivos concretos. caravana viajantes peregrinos
Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que cacho frutas
existe, independentemente de outros seres. cáfila camelos
Obs.: os substantivos concretos designam seres do cancioneiro canções, poesias líricas
mundo real e do mundo imaginário. colmeia abelhas
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, chusma gente, pessoas
Brasília, etc. concílio bispos
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantas- congresso parlamentares, cientistas.
ma, etc. elenco atores de uma peça ou filme
esquadra navios de guerra
Observe agora: enxoval roupas
Beleza exposta falange soldados, anjos
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual. fauna animais de uma região
O substantivo beleza designa uma qualidade. feixe lenha, capim
Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres que flora vegetais de uma região
dependem de outros para se manifestar ou existir. frota navios mercantes, ônibus
Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser girândola fogos de artifício
observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa horda bandidos, invasores
ou coisa que seja bela. A beleza depende de outro ser para junta médicos, bois, credores, examinadores
se manifestar. Portanto, a palavra beleza é um substantivo júri jurados
abstrato. legião soldados, anjos, demônios
Os substantivos abstratos designam estados, qualida- leva presos, recrutas
des, ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser malta malfeitores ou desordeiros
abstraídos, e sem os quais não podem existir. manada búfalos, bois, elefantes,
vida (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), sau- matilha cães de raça
dade (sentimento). molho chaves, verduras
multidão pessoas em geral
3 - Substantivos Coletivos ninhada pintos
nuvem insetos (gafanhotos, mosquitos, etc.)
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, ou- penca bananas, chaves
tra abelha, mais outra abelha. pinacoteca pinturas, quadros
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas. quadrilha ladrões, bandidos
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame. ramalhete flores
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi ne- rebanho ovelhas
cessário repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, récua bestas de carga, cavalgadura
mais outra abelha... repertório peças teatrais, obras musicais
No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plu- réstia alhos ou cebolas
ral. romanceiro poesias narrativas
No terceiro caso, empregou-se um substantivo no revoada pássaros
singular (enxame) para designar um conjunto de seres da sínodo párocos
mesma espécie (abelhas). talha lenha
O substantivo enxame é um substantivo coletivo. tropa muares, soldados
Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que, turma estudantes, trabalhadores
mesmo estando no singular, designa um conjunto de seres vara porcos
da mesma espécie.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Formação dos Substantivos Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam


uma única forma, que serve tanto para o masculino quanto
Substantivos Simples e Compostos para o feminino. Classificam-se em:
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a - Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos.
terra. a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o
O substantivo chuva é formado por um único elemento jacaré fêmea.
ou radical. É um substantivo simples. - Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas.
Substantivo Simples: é aquele formado por um único a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o
elemento. ídolo, o indivíduo.
Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja - Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas
agora: O substantivo guarda-chuva é formado por dois ele- por meio do artigo.
mentos (guarda + chuva). Esse substantivo é composto. o colega e a colega, o doente e a doente, o artista e a
Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou artista.
mais elementos. Saiba que: Substantivos de origem grega terminados
Outros exemplos: beija-flor, passatempo. em ema ou oma, são masculinos: o axioma, o fonema, o
Substantivos Primitivos e Derivados poema, o sistema, o sintoma, o teorema.
Meu limão meu limoeiro, - Existem certos substantivos que, variando de gênero,
meu pé de jacarandá... variam em seu significado: o rádio (aparelho receptor) e
a rádio (estação emissora) o capital (dinheiro) e a capital
O substantivo limão é primitivo, pois não se originou (cidade)
de nenhum outro dentro de língua portuguesa.
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de ne- Formação do Feminino dos Substantivos Biformes
nhuma outra palavra da própria língua portuguesa.
O substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a a) Regra geral: troca-se a terminação -o por –a: aluno
partir da palavra limão. - aluna
Substantivo Derivado: é aquele que se origina de outra
palavra. b) Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao
masculino: freguês - freguesa
Flexão dos substantivos
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variá- c) Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino
vel quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por de três formas:
exemplo, pode sofrer variações para indicar: - troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa
Plural: meninos Feminino: menina - troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã
Aumentativo: meninão Diminutivo: menininho -troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona
Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão
Flexão de Gênero - sultana
Gênero é a propriedade que as palavras têm de indicar d) Substantivos terminados em -or:
sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa, há - acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora
dois gêneros: masculino e feminino. Pertencem ao gênero - troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz
masculino os substantivos que podem vir precedidos dos
artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes: e) Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa:
O velho e o mar cônsul - consulesa abade - abadessa poeta
Um Natal inesquecível - poetisa
Os reis da praia duque - duquesa conde - condessa profe-
ta - profetisa
Pertencem ao gênero feminino os substantivos que
podem vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas: f) Substantivos que formam o feminino trocando o -e
A história sem fim final por -a: elefante - elefanta
Uma cidade sem passado
As tartarugas ninjas g) Substantivos que têm radicais diferentes no masculi-
no e no feminino: bode – cabra boi - vaca
Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes
h) Substantivos que formam o feminino de maneira es-
Substantivos Biformes (= duas formas): ao indicar no- pecial, isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:
mes de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está czar – czarina réu - ré
relacionado ao sexo do ser, havendo, portanto, duas for-
mas, uma para o masculino e outra para o feminino. Obser-
ve: gato – gata, homem – mulher, poeta – poetisa, prefeito
- prefeita

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LÍNGUA PORTUGUESA

Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes Masculinos


o tapa, o eclipse, o lança-perfume, o dó (pena), o san-
- Epicenos: duíche, o clarinete, o champanha, o sósia, o maracajá, o
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros. clã, o hosana, o herpes, o pijama, o suéter, o soprano, o
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso proclama, o pernoite, o púbis,
ocorre porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma
para indicar o masculino e o feminino. Femininos
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma a dinamite, a derme, a hélice, a omoplata, a cataplas-
para designar os dois sexos. Esses substantivos são cha- ma, a pane, a mascote, a gênese, a entorse, a libido, a cal, a
mados de epicenos. No caso dos epicenos, quando houver faringe, a cólera (doença), a ubá (canoa).
a necessidade de especificar o sexo, utilizam-se palavras
macho e fêmea. - São geralmente masculinos os substantivos de ori-
A cobra macho picou o marinheiro. gem grega terminados em -ma: o grama (peso), o quilo-
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira. grama, o plasma, o apostema, o diagrama, o epigrama, o
telefonema, o estratagema, o dilema, o teorema, o trema,
Sobrecomuns: o eczema, o edema, o magma, o estigma, o axioma, o tra-
coma, o hematoma.
Entregue as crianças à natureza.
A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo mas- Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
culino, quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem
o artigo nem um possível adjetivo permitem identificar o Gênero dos Nomes de Cidades:
sexo dos seres a que se refere a palavra. Veja: Com raras exceções, nomes de cidades são femininos.
A criança chorona chamava-se João. A histórica Ouro Preto.
A criança chorona chamava-se Maria. A dinâmica São Paulo.
Outros substantivos sobrecomuns: A acolhedora Porto Alegre.
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa
Uma Londres imensa e triste.
criatura.
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre.
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O cônjuge de
Marcela faleceu
Gênero e Significação:
Comuns de Dois Gêneros:
Muitos substantivos têm uma significação no mascu-
lino e outra no feminino. Observe: o baliza (soldado que,
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.
que à frente da tropa, indica os movimentos que se deve
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher?
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma realizar em conjunto; o que vai à frente de um bloco car-
vez que a palavra motorista é um substantivo uniforme. O navalesco, manejando um bastão), a baliza (marco, estaca;
restante da notícia informa-nos de que se trata de um ho- sinal que marca um limite ou proibição de trânsito), o ca-
mem. beça (chefe), a cabeça (parte do corpo), o cisma (separação
A distinção de gênero pode ser feita através da análise religiosa, dissidência), a cisma (ato de cismar, desconfian-
do artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substan- ça), o cinza (a cor cinzenta), a cinza (resíduos de combus-
tivo: o colega - a colega; o imigrante - a imigrante; um jo- tão), o capital (dinheiro), a capital (cidade), o coma (perda
vem - uma jovem; artista famoso - artista famosa; repórter dos sentidos), a coma (cabeleira), o coral (pólipo, a cor ver-
francês - repórter francesa melha, canto em coro), a coral (cobra venenosa), o crisma
- A palavra personagem é usada indistintamente nos (óleo sagrado, usado na administração da crisma e de ou-
dois gêneros. tros sacramentos), a crisma (sacramento da confirmação),
a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada o cura (pároco), a cura (ato de curar), o estepe (pneu so-
preferência pelo masculino: bressalente), a estepe (vasta planície de vegetação), o guia
O menino descobriu nas nuvens os personagens dos (pessoa que guia outras), a guia (documento, pena grande
contos de carochinha. das asas das aves), o grama (unidade de peso), a grama
b) Com referência a mulher, deve-se preferir o femi- (relva), o caixa (funcionário da caixa), a caixa (recipiente,
nino: setor de pagamentos), o lente (professor), a lente (vidro
O problema está nas mulheres de mais idade, que não de aumento), o moral (ânimo), a moral (honestidade, bons
aceitam a personagem. costumes, ética), o nascente (lado onde nasce o Sol), a nas-
Não cheguei assim, nem era minha intenção, a criar cente (a fonte), o maria-fumaça (trem como locomotiva a
uma personagem. vapor), maria-fumaça (locomotiva movida a vapor), o pala
- Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo (poncho), a pala (parte anterior do boné ou quepe, antepa-
fotográfico Ana Belmonte. ro), o rádio (aparelho receptor), a rádio (estação emissora),
Observe o gênero dos substantivos seguintes: o voga (remador), a voga (moda, popularidade).

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LÍNGUA PORTUGUESA

Flexão de Número do Substantivo a) Flexionam-se os dois elementos, quando formados


Em português, há dois números gramaticais: o singular, de:
que indica um ser ou um grupo de seres, e o plural, que substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores
indica mais de um ser ou grupo de seres. A característica substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-per-
do plural é o “s” final. feitos
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-ho-
Plural dos Substantivos Simples mens
a) Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras
e “n” fazem o plural pelo acréscimo de “s”: pai – pais; ímã –
ímãs; hífen - hifens (sem acento, no plural). b) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando
Exceção: cânon - cânones. formados de:
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas
b) Os substantivos terminados em “m” fazem o plural palavra invariável + palavra variável = alto-falante e
em “ns”: homem - homens. alto- -falantes
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-re-
c) Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plu- cos
ral pelo acréscimo de “es”: revólver – revólveres; raiz - raízes
Atenção: O plural de caráter é caracteres. c) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando
formados de:
d) Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexio- substantivo + preposição clara + substantivo = água-
nam-se no plural, trocando o “l” por “is”: quintal - quintais; de-colônia e águas-de-colônia
caracol – caracóis; hotel - hotéis substantivo + preposição oculta + substantivo = cava-
Exceções: mal e males, cônsul e cônsules. lo-vapor e cavalos-vapor
substantivo + substantivo que funciona como determi-
e) Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de nante do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do
duas maneiras: termo anterior.
- Quando oxítonos, em “is”: canil - canis palavra-chave - palavras-chave
- Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis. bomba-relógio - bombas-relógio
Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas notícia-bomba - notícias-bomba
maneiras: répteis ou reptis (pouco usada). homem-rã - homens-rã
peixe-espada - peixes-espada
f) Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de
duas maneiras: d) Permanecem invariáveis, quando formados de:
- Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
acréscimo de “es”: ás – ases / retrós - retroses verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os sa-
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam inva- ca-rolhas
riáveis: o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus.
e) Casos Especiais
g) Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural o louva-a-deus e os louva-a-deus
de três maneiras. o bem-te-vi e os bem-te-vis
- substituindo o -ão por -ões: ação - ações o bem-me-quer e os bem-me-queres
- substituindo o -ão por -ães: cão - cães o joão-ninguém e os joões-ninguém.
- substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos Plural das Palavras Substantivadas
h) Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis:
o látex - os látex. As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras
classes gramaticais usadas como substantivo, apresentam,
Plural dos Substantivos Compostos no plural, as flexões próprias dos substantivos.
Pese bem os prós e os contras.
-A formação do plural dos substantivos compostos de- O aluno errou na prova dos noves.
pende da forma como são grafados, do tipo de palavras Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
que formam o composto e da relação que estabelecem en- Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou
tre si. Aqueles que são grafados sem hífen comportam-se “z” não variam no plural.
como os substantivos simples: Nas provas mensais consegui muitos seis e alguns dez.
aguardente e aguardentes girassol e girassóis
pontapé e pontapés malmequer e malme- Plural dos Diminutivos
queres Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final
O plural dos substantivos compostos cujos elementos e acrescenta-se o sufixo diminutivo.
são ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e pãe(s) + zinhos = pãezinhos
discussões. Algumas orientações são dadas a seguir: animai(s) + zinhos = animaizinhos

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LÍNGUA PORTUGUESA

botõe(s) + zinhos = botõezinhos Particularidades sobre o Número dos Substantivos


chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos a) Há substantivos que só se usam no singular:
farói(s) + zinhos = faroizinhos o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
tren(s) + zinhos = trenzinhos b) Outros só no plural:
colhere(s) + zinhas = colherezinhas as núpcias, os víveres, os pêsames, as espadas/os paus
flore(s) + zinhas = florezinhas (naipes de baralho), as fezes.
mão(s) + zinhas = mãozinhas c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do
papéi(s) + zinhos = papeizinhos singular:
nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
bem (virtude) e bens (riquezas)
funi(s) + zinhos = funizinhos
túnei(s) + zinhos = tuneizinhos honra (probidade, bom nome) e honras (homenagem,
pai(s) + zinhos = paizinhos títulos)
pé(s) + zinhos = pezinhos d) Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas
pé(s) + zitos = pezitos com sentido de plural:
Aqui morreu muito negro.
Plural dos Nomes Próprios Personativos Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas improvisadas.
sempre que a terminação preste-se à flexão.
Os Napoleões também são derrotados. Flexão de Grau do Substantivo
As Raquéis e Esteres. Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir
as variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
Plural dos Substantivos Estrangeiros - Grau Normal - Indica um ser de tamanho considerado
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser es-
normal. Por exemplo: casa
critos como na língua original, acrescentando-se “s” (exce-
to quando terminam em “s” ou “z”). - Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho do
os shows os shorts os jazz ser. Classifica-se em:
Analítico = o substantivo é acompanhado de um adje-
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acor- tivo que indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
do com as regras de nossa língua: Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indi-
os clubes os chopes cador de aumento. Por exemplo: casarão.
os jipes os esportes - Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho
as toaletes os bibelôs do ser. Pode ser:
os garçons os réquiens Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo
Observe o exemplo: que indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
Este jogador faz gols toda vez que joga. Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indi-
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa. cador de diminuição. Por exemplo: casinha.
Plural com Mudança de Timbre
Questões sobre Substantivo
Certos substantivos formam o plural com mudança de
timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato
fonético chamado metafonia (plural metafônico). 01. (Escrevente TJ SP Vunesp/2012) A flexão de número
Singular Plural do termo “preços-sombra” também ocorre com o plural de
corpo (ô) corpos (ó) (A) reco-reco.
esforço esforços (B) guarda-costa.
fogo fogos (C) guarda-noturno.
forno fornos (D) célula-tronco.
fosso fossos (E) sem-vergonha.
imposto impostos
olho olhos 02. (Escrevente TJ SP Vunesp/2013) Assinale a alternati-
osso (ô) ossos (ó) va cujas palavras se apresentam flexionadas de acordo com
ovo ovos a norma- -padrão.
poço poços
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
porto portos
posto postos (B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
tijolo tijolos (C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório lo-
cal.
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bol- (D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
sos, esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, (E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
etc.
Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), 03. Indique a alternativa em que a flexão do substanti-
de molho (ó) = feixe (molho de lenha). vo está errada:

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LÍNGUA PORTUGUESA

A) Catalães. 09. Entre os substantivos selecionados nas alternativas


B) Cidadãos. a seguir, há apenas um que pertence ao gênero masculino.
C) Vulcães. Indique-o:
D) Corrimões. A) alface
B) omoplata
04. Assinale o par de vocábulos que fazem o plural da C) comichão
mesma forma que “balão” e “caneta-tinteiro”: D) lança-perfume
a) vulcão, abaixo-assinado;
b) irmão, salário-família; 10. Assinale a frase correta quanto ao emprego do gê-
c) questão, manga-rosa; nero dos substantivos.
d) bênção, papel-moeda; A) A perda das esperanças provocou uma profunda dó
e) razão, guarda-chuva. na personagem.
B) O advogado não deu o ênfase necessário às milha-
05. Sabendo-se que há substantivos que no masculi- res de solicitações.
no têm um significado e no feminino têm outro, diferente, C) Ele vestiu o pijama e sentou-se para beber uma
marque a alternativa em que há um substantivo que não champanha gelada.
corresponde ao seu significado: D) O omelete e o couve foram acompanhados por do-
a) O capital = dinheiro; ses do melhor aguardente.
A capital = cidade principal; E) O beliche não coube na quitinete recém-comprada
b) O grama = unidade de medida; pelos estudantes.
A grama = vegetação rasteira;
c) O rádio = aparelho transmissor; GABARITO
A rádio = estação geradora; 01. D 02. D 03. C 04. C 05. E
d) O cabeça = o chefe; 06. A 07. D 08. A 09. D 10. E
A cabeça = parte do corpo;
e) A cura = o médico. COMENTÁRIOS
O cura = ato de curar.
1-) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando
06. Correlacione os substantivos com os respectivos formado de substantivo + substantivo que funciona como
coletivos, e indique a alternativa correta: determinante do primeiro, ou seja, especifica a função ou o
I - Bispos. tipo do termo anterior. = células-tronco
II - Cães de caça.
III -Vadios. 2-) A) Os tabeliãos devem preparar o documento. =
IV -Papéis. tabeliães
( ) Resma. B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
( ) Concílio. = cidadãos
( ) Corja. C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local.
( ) Matilha. = certidões
E) Cuidado com os degrais, que são perigosos! = de-
A) IV, I, III, II. graus
B) III, I, II, IV.
C) I, III, II, IV. 3-) Vulcões
D) III, I, IV, II.
4-) Assinale o par de vocábulos que fazem o plural da
07. Indique a alternativa que apresenta erro na forma- mesma forma que “balão” e “caneta-tinteiro”:
ção do plural: Balões / canetas-tinteiro
A) Os boias-frias participaram da manifestação na es- a) vulcões, abaixo-assinados;
trada. b) irmãos, salários-família;
B) Colocaram tanto alpiste, que o quintal ficou cheio d) bênçãos, papéis-moeda;
de beija-flores. e) razões, guarda-chuvas.
C) Aqueles pães de ló estavam deliciosos.
D) Os abaixos-assinados foram entregues ao diretor. 5-) o cura: sacerdote / a cura: ato ou efeito de curar

08. Das palavras abaixo, faz plural como “assombrações” 6-) I - Bispos. II - Cães de caça.
a) perdão. III -Vadios. IV -Papéis.
b) bênção. ( ) Resma = papéis IV
c) alemão. ( ) Concílio. = bispos I
d) cristão. ( ) Corja. = vadios III
e) capitão. ( ) Matilha. = cães de caça II

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LÍNGUA PORTUGUESA

7-) Os abaixo-assinados foram entregues ao diretor. África afro- / Cultura afro-americana


Alemanha germano- ou teuto-/Competições teuto-inglesas
8-) b) bênçãos. América américo- / Companhia américo-africana
c) alemães. Bélgica belgo- / Acampamentos belgo-franceses
d) cristãos. China sino- / Acordos sino-japoneses
e) capitães. Espanha hispano- / Mercado hispano-português
Europa euro- / Negociações euro-americanas
9-) A) a alface França franco- ou galo- / Reuniões franco-italianas
B) a omoplata Grécia greco- / Filmes greco-romanos
C) a comichão Inglaterra anglo- / Letras anglo-portuguesas
D) o lança-perfume Itália ítalo- / Sociedade ítalo-portuguesa
Japão nipo- / Associações nipo-brasileiras
10-) A) A perda das esperanças provocou um profundo
Portugal luso- / Acordos luso-brasileiros
dó na personagem.
Flexão dos adjetivos
B) O advogado não deu a ênfase necessária às milhares
de solicitações.
O adjetivo varia em gênero, número e grau.
C) Ele vestiu o pijama e sentou-se para beber um
champanha gelado.
D) A omelete e a couve foram acompanhadas por do- Gênero dos Adjetivos
ses da melhor aguardente.
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se
Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou referem (masculino e feminino). De forma semelhante aos
característica do ser e se relaciona com o substantivo. substantivos, classificam-se em:
Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, per- Biformes - têm duas formas, sendo uma para o mas-
cebemos que, além de expressar uma qualidade, ela pode culino e outra para o feminino. Por exemplo: ativo e ativa,
ser colocada ao lado de um substantivo: homem bondoso, mau e má, judeu e judia. Se o adjetivo é composto e bifor-
moça bondosa, pessoa bondosa. me, ele flexiona no feminino somente o último elemento.
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qua- Por exemplo: o moço norte-americano, a moça norte-ame-
lidade, não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: ho- ricana.
mem bondade, moça bondade, pessoa bondade. Bondade, Exceção: surdo-mudo e surda-muda.
portanto, não é adjetivo, mas substantivo. Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino
como para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher
Morfossintaxe do Adjetivo: feliz.
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença
dentro de uma oração) relativas aos substantivos, atuando político-social.
como adjunto adnominal ou como predicativo (do sujeito Número dos Adjetivos
ou do objeto).
Plural dos adjetivos simples
Adjetivo Pátrio (ou gentílico) Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acor-
do com as regras estabelecidas para a flexão numérica dos
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser.
substantivos simples. Por exemplo:
Observe alguns deles:
mau e maus feliz e felizes ruim e ruins boa
e boas
Estados e cidades brasileiros:
Alagoas alagoano
Amapá amapaense Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça
Aracaju aracajuano ou aracajuense função de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra
Amazonas amazonense ou baré que estiver qualificando um elemento for, originalmente,
Belo Horizonte belo-horizontino um substantivo, ela manterá sua forma primitiva. Exemplo:
Brasília brasiliense a palavra cinza é originalmente um substantivo; porém, se
Cabo Frio cabo-friense estiver qualificando um elemento, funcionará como adje-
Campinas campineiro ou campinense tivo. Ficará, então, invariável. Logo: camisas cinza, ternos
cinza.
Adjetivo Pátrio Composto Veja outros exemplos:
Motos vinho (mas: motos verdes)
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro Paredes musgo (mas: paredes brancas).
elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, eru- Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
dita. Observe alguns exemplos:

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LÍNGUA PORTUGUESA

Adjetivo Composto Observe que:


a) As formas menor e pior são comparativos de supe-
É aquele formado por dois ou mais elementos. Nor- rioridade, pois equivalem a mais pequeno e mais mau, res-
malmente, esses elementos são ligados por hífen. Apenas pectivamente.
o último elemento concorda com o substantivo a que se b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéti-
refere; os demais ficam na forma masculina, singular. Caso cas (melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações
um dos elementos que formam o adjetivo composto seja feitas entre duas qualidades de um mesmo elemento, de-
um substantivo adjetivado, todo o adjetivo composto fica- ve-se usar as formas analíticas mais bom, mais mau,mais
rá invariável. Por exemplo: a palavra rosa é originalmente grande e mais pequeno. Por exemplo:
um substantivo, porém, se estiver qualificando um elemen- Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois
to, funcionará como adjetivo. Caso se ligue a outra pala- elementos.
vra por hífen, formará um adjetivo composto; como é um Pedro é mais grande que pequeno - comparação de
substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro ficará duas qualidades de um mesmo elemento.
invariável. Por exemplo:
Camisas rosa-claro. 4) Sou menos alto (do) que você. = Comparativo de
Ternos rosa-claro. Inferioridade
Olhos verde-claros. Sou menos passivo (do) que tolerante.
Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
Telhados marrom-café e paredes verde-claras. Superlativo
Obs.: - Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qual- O superlativo expressa qualidades num grau muito
quer adjetivo composto iniciado por cor-de-... são sempre elevado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser
invariáveis. absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades:
- Os adjetivos compostos surdo-mudo e pele-verme-
Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade de
lha têm os dois elementos flexionados.
um ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apre-
senta-se nas formas:
Grau do Adjetivo
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de pala-
vras que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo:
Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a inten-
O secretário é muito inteligente.
sidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo:
Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo
o comparativo e o superlativo.
de sufixos. Por exemplo: O secretário é inteligentíssimo.
Comparativo
Observe alguns superlativos sintéticos:
benéfico beneficentíssimo
Nesse grau, comparam-se a mesma característica atri- bom boníssimo ou ótimo
buída a dois ou mais seres ou duas ou mais característi- comum comuníssimo
cas atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de cruel crudelíssimo
igualdade, de superioridade ou de inferioridade. Observe difícil dificílimo
os exemplos abaixo: doce dulcíssimo
1) Sou tão alto como você. = Comparativo de Igual- fácil facílimo
dade fiel fidelíssimo
No comparativo de igualdade, o segundo termo da
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um
quão. ser é intensificada em relação a um conjunto de seres. Essa
2) Sou mais alto (do) que você. = Comparativo de Su- relação pode ser:
perioridade Analítico De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.
No comparativo de superioridade analítico, entre os De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.
dois substantivos comparados, um tem qualidade supe- Note bem:
rior. A forma é analítica porque pedimos auxílio a “mais... 1) O superlativo absoluto analítico é expresso por meio
do que” ou “mais...que”. dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente,
etc., antepostos ao adjetivo.
3) O Sol é maior (do) que a Terra. = Comparativo de 2) O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob
Superioridade Sintético duas formas : uma erudita, de origem latina, outra popular,
de origem vernácula. A forma erudita é constituída pelo
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de su- radical do adjetivo latino + um dos sufixos -íssimo, -imo
perioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. São eles: ou érrimo. Por exemplo: fidelíssimo, facílimo, paupérrimo.
bom /melhor, pequeno/menor, mau/pior, alto/superior, A forma popular é constituída do radical do adjetivo
grande/maior, baixo/inferior. português + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, preca- 08. Quantos adjetivos existem na frase “Essa lanchone-
riíssimo, necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual, te é famosa na cidade?”
as formas seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o A)1. B)2. C)3. D)4. E)5.
desagradável hiato i-í.
Questões sobre Adjetivo 09. Indique a alternativa incorreta quanto à correspon-
dência entre a locução adjetiva e o adjetivo equivalente:
01. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU- A)de pele = cutâneo B)de professor =
NESP – 2013-adap.) Em – características epidêmicas –, o docente
adjetivo epidêmicas corresponde a – características de epi-
C)de face = facial D)de lua = lunático
demias.
Assinale a alternativa em que, da mesma forma, o adje-
tivo em destaque corresponde, corretamente, à expressão 10. O plural correto da expressão: “alemão capaz” é:
indicada. A)alemãos capazes
A) água fluvial – água da chuva. B)alemões capazes
B) produção aurífera – produção de ouro. C)alemães capazes
C) vida rupestre – vida do campo. D)os alemão capaz
D) notícias brasileiras – notícias de Brasília.
E) costela bovina – costela de porco. GABARITO

02.Não se pluraliza os adjetivos compostos abaixo, ex- 01. B 02. C 03. D 04. B 05. C
ceto: 06. D 07. A 08. A 09. D 10. C
A)azul-celeste B)azul-pavão
C)surda-muda D)branco-gelo COMENTÁRIOS
03.Assinale a única alternativa em que os adjetivos não
estão no grau superlativo absoluto sintético: 1-) a-) fluvial – do rio b-) correta
A)Arquimilionário/ ultraconservador; c-) brasileiras – do Brasil d-) vida campestre
B)Supremo/ ínfimo; e-) suína
C)Superamigo/ paupérrimo;
D)Muito amigo/ Bastante pobre 2-) Surdas-mudas

04.Na frase: “Trata-se de um artista originalíssimo”, o 3-) d-) estão no superlativo absoluto analítico
adjetivo grifado encontra-se no grau: 4-) originalíssimo – grau superlativo absoluto sintético
A)comparativo de superioridade.
B)superlativo absoluto sintético. 5-) C) Esta panela está cheissíssima de água.
C)superlativo relativo de superioridade. O correto é cheíssima.
D)comparativo de igualdade. 6-) D)atitude muito benéfica = beneficientíssima
E)superlativo absoluto analítico.
O correto é beneficentíssima ( sem o “i” em cien)
05.Aponte a alternativa em que o superlativo do adje-
tivo está incorreto: 7-) minutíssimo é a forma correta.
A)Meu tio está elegantíssimo.
B)Joana, ela é minha amicíssima. 8-) “Essa lanchonete é famosa na cidade?”
C)Esta panela está cheissíssima de água. Essa – pronome
D)A prova foi facílima. Lanchonete – substantivo
É – verbo
06. Indique nas alternativas a seguir o adjetivo incorre- Famosa – adjetivo
to da locução adjetiva em negrito: na – preposição
A)mulher muito magra = macérrima cidade – substantivo
B)pessoa muito amiga = amicíssima
C)pessoa muito inimiga = inimicíssimo 9-) De lua – lunar
D)atitude muito benéfica = beneficientíssima
10-) Alemães capazes
07. “Ele era tão pequeno que recebeu o apelido de
miúdo”. A palavra miúdo possui, no grau superlativo abso- O advérbio, assim como muitas outras palavras exis-
luto sintético, duas formas. Uma delas é miudíssimo (regu- tentes na Língua Portuguesa, advém de outras línguas.
lar) e a outra, irregular, é: Assim sendo, tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a
A)minutíssimo ideia de proximidade, contiguidade. Essa proximidade faz
B)miudinitíssimo referência ao processo verbal, no sentido de caracterizá-lo,
C)midunitíssimo ou seja, indicando as circunstâncias em que esse processo
D)miduníssimo se desenvolve.

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LÍNGUA PORTUGUESA

O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sen- de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto, efe-
tido de caracterizar os processos expressos por ele. Contu- tivamente, certo, decididamente, realmente, deveras, indubi-
do, ele não é modificador exclusivo desta classe (verbos), tavelmente (=sem dúvida).
pois também modifica o adjetivo e até outro advérbio. Se-
guem alguns exemplos: de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, so-
Para quem se diz distantemente alheio a esse assunto, mente, simplesmente, só, unicamente
você está até bem informado.
de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, tam-
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o ad- bém
jetivo alheio, representando uma qualidade, característica.
de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente
O artista canta muito mal.
de designação: Eis
Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifi-
ca outro advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos de interrogação: onde? (lugar), como? (modo), quan-
pudemos verificar que se tratava de somente uma palavra do? (tempo), por quê? (causa), quanto? (preço e intensidade),
funcionando como advérbio. No entanto, ele pode estar para quê? (finalidade)
demarcado por mais de uma palavra, que mesmo assim
não deixará de ocupar tal função. Temos aí o que chama- Locução adverbial
mos de locução adverbial, representada por algumas ex-
pressões, tais como: às vezes, sem dúvida, frente a frente, de É reunião de duas ou mais palavras com valor de ad-
modo algum, entre outras. vérbio. Exemplo:
Mediante tais postulados, afirma-se que, dependendo Carlos saiu às pressas. (indicando modo)
das circunstâncias expressas pelos advérbios, eles se classi- Maria saiu à tarde. (indicando tempo)
ficam em distintas categorias, uma vez expressas por:
de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pres- Há locuções adverbiais que possuem advérbios corres-
sas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos pondentes. Exemplo:
poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu apressadamente.
frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior
parte dos que terminam em -”mente”: calmamente, triste-
Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de
mente, propositadamente, pacientemente, amorosamente,
modo são flexionados, sendo que os demais são todos in-
docemente, escandalosamente, bondosamente, generosa-
variáveis. A única flexão propriamente dita que existe na
mente
categoria dos advérbios é a de grau:
de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em
Superlativo: aumenta a intensidade. Exemplos: longe
excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto,
- longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente -
quão, tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase,
inconstitucionalissimamente, etc.;
de todo, de muito, por completo.
Diminutivo: diminui a intensidade.
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora, Exemplos: perto - pertinho, pouco - pouquinho, devagar
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes, - devagarinho,
doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, en-
fim, afinal, breve, constantemente, entrementes, imediata- Questões sobre Advérbio
mente, primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às
vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em 01. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013-
quando, de quando em quando, a qualquer momento, de adap.) Assinale a alternativa cuja expressão em destaque
tempos em tempos, em breve, hoje em dia apresenta circunstância adverbial de modo.
A) Repetidos episódios de violência (...) estão gerando
de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, ainda uma série de repercussões.
atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, B) ...quebrou o braço da estudante de direito R. D., 19,
abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, em plena balada…
adentro, afora, alhures, nenhures, aquém, embaixo, exter- C) Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem
namente, a distância, à distancia de, de longe, de perto, em sucesso, de duas amigas…
cima, à direita, à esquerda, ao lado, em volta D) Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não
passou de um engano...
de negação : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, E) O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande
de forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum se quebrando por aí…
de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente, provavel-
mente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe 02. (Agente Educacional – VUNESP – 2013-adap.) Re-
leia os trechos apresentados a seguir.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Aqueles que não simpatizavam muito com Pitágoras 08. Em todas as alternativas há dois advérbios, exceto em:
podiam simplesmente escolher carreiras nas quais os nú- A) Ele permaneceu muito calado.
meros não encontravam muito espaço... B) Amanhã, não iremos ao cinema.
- Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com C) O menino, ontem, cantou desafinadamente.
uma ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamen- D) Tranquilamente, realizou-se, hoje, o jogo.
tal... E) Ela falou calma e sabiamente.
Os advérbios em destaque nos trechos expressam, cor-
reta e respectivamente, circunstâncias de 09. Assinale a frase em que “meio” funciona como ad-
A) afirmação e de intensidade. B) modo e de vérbio:
tempo. A) Só quero meio quilo.
C) modo e de lugar. D) lugar e de tempo. B) Achei-o meio triste.
E) intensidade e de negação. C) Descobri o meio de acertar.
D) Parou no meio da rua.
03. (Analista Administrativo – VUNESP – 2013-adap.) E) Comprou um metro e meio de tecido.
Em – … mas é importante também considerar e estudar
GABARITO
em profundidade o planejamento urbano. –, a expressão
01. C 02. B 03. D 04. C
em destaque é empregada na oração para indicar circuns-
05. C 06. C 07. D 08. A 09. B
tância de
A) lugar. COMENTÁRIOS
B) causa.
C) origem. 1-) a-) ainda = tempo
D) modo. B) em plena balada = lugar
E) finalidade. C) sem sucesso = modo
D) não = negação .
04. (UFC) A opção em que há um advérbio exprimindo E) por aí = lugar
circunstância de tempo é:
A) Possivelmente viajarei para São Paulo. 2-) Simplesmente = modo / ainda = tempo
B) Maria tinha aproximadamente 15 anos.
C) As tarefas foram executadas concomitantemente. 3-) em profundidade = profundamente = advérbio de
D) Os resultados chegaram demasiadamente atrasa- modo
dos.
4-) concomitantemente = Diz-se do que acontece, de-
05. Indique a alternativa que completa a frase a seguir, senvolve--se ou é expresso ao mesmo tempo com outra(s)
respectivamente, com as circunstâncias de intensidade e coisa(s); simultâneo.
de modo. Após o telefonema, o motorista partiu...
A)às 18 h com o veículo. 5-) A alternativa deve começar com advérbio que ex-
B)rapidamente ao meio-dia. presse INTENSIDADE. Vá por eliminação:
C)bastante alerta. a-) às 18h = tempo
D)apressadamente com o caminhão. b-) rapidamente = modo
E)agora calmamente. c-) bastante= intensidade
d-) apressadamente = modo
e-) agora = tempo
06. Em qual das alternativas abaixo o adjunto adverbial
expressa o sentido de instrumento?
6-) A-) Viajou de trem. = meio
A)Viajou de trem.
B)Tânia foi almoçar com seus primos. = companhia
B)Tânia foi almoçar com seus primos. C)Cortou-se com o alicate. = instrumento
C)Cortou-se com o alicate. D)Chorou de dor. = causa
D)Chorou de dor. 7-) “A concessão de refúgio político ao italiano Cesare
07. Assinale a alternativa em que o elemento destaca- Battisti, decidida...”. = complemento nominal
do NÃO é um adjunto adverbial.
A)“...ameaçou até se acorrentar à porta da embaixada 8-)A) Ele permaneceu muito calado.
brasileira em Roma.” B) Amanhã, não iremos ao cinema.
B)“...decidida na semana passada por Tarso Genro...”. C) O menino, ontem, cantou desafinadamente.
C)“Hoje Mutti vive com identidade trocada e em lugar D) Tranquilamente, realizou-se, hoje, o jogo.
não sabido.” E) Ela falou calma e sabiamente. ( Nesse caso, suben-
D)“A concessão de refúgio político ao italiano Cesare tende--se calmamente. É a maneira correta de se escrever
Battisti, decidida...”. quando utilizarmos dois advérbios de modo: o primeiro
E)“...decida se é o caso de reabrir o processo e julgá-lo é escrito sem o sufixo “mente”, deixando este apenas no
novamente?” segundo elemento. Por exemplo: “Apresentou-se breve e
pausadamente.”)

34
LÍNGUA PORTUGUESA

09-) a) Só quero meio quilo. = numeral - EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex.
b) Achei-o meio triste. = um pouco (advérbio) É melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio
c) Descobri o meio de acertar. = substantivo lá fora.
d) Parou no meio da rua. = numeral Principais conjunções explicativas: que, porque, pois
e) Comprou um metro e meio de tecido. = numeral (antes do verbo), porquanto.
Conjunções subordinativas
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações
ou dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por - CAUSAIS
exemplo: Principais conjunções causais: porque, visto que, já
A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as que, uma vez que, como (= porque).
amiguinhas. Ele não fez o trabalho porque não tem livro.

Deste exemplo podem ser retiradas três informações: - COMPARATIVAS


1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...
as amiguinhas como, mais...do que, menos...do que.
Cada informação está estruturada em torno de um ver- Ela fala mais que um papagaio.
bo: segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três ora-
ções: - CONCESSIVAS
1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e Principais conjunções concessivas: embora, ainda que,
mostrou 3ª oração: quando viu as amiguinhas. mesmo que, apesar de, se bem que.
A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e Indicam uma concessão, admitem uma contradição,
a terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”. um fato inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”.
As palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações. Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar
Observe: Gosto de natação e de futebol. de estar cansada)
Nessa frase as expressões de natação, de futebol são Apesar de ter chovido fui ao cinema.
partes ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra
- CONFORMATIVAS
“e” está ligando termos de uma mesma oração.
Principais conjunções conformativas: como, segundo,
conforme, consoante
Morfossintaxe da Conjunção
Cada um colhe conforme semeia.
Expressam uma ideia de acordo, concordância, confor-
As conjunções, a exemplo das preposições, não exer-
midade.
cem propriamente uma função sintática: são conectivos.
Classificação
- CONSECUTIVAS
- Conjunções Coordenativas
Expressam uma ideia de consequência.
- Conjunções Subordinativas Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”,
“tanto”, “tão”, “tamanho”).
Conjunções coordenativas Falou tanto que ficou rouco.
Dividem-se em: - FINAIS
- ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma. Ex. Expressam ideia de finalidade, objetivo.
Gosto de cantar e de dançar. Todos trabalham para que possam sobreviver.
Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas Principais conjunções finais: para que, a fim de que,
também, não só...como também. porque (=para que),
- ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de opo-
sição, de compensação. Ex. Estudei, mas não entendi nada. - PROPORCIONAIS
Principais conjunções adversativas: mas, porém, contu- Principais conjunções proporcionais: à medida que,
do, todavia, no entanto, entretanto. quanto mais, ao passo que, à proporção que.
À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha.
- ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância.
Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho. - TEMPORAIS
Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, Principais conjunções temporais: quando, enquanto,
quer...quer, já...já. logo que.
Quando eu sair, vou passar na locadora.
- CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às ora-
ções. Ex. Estudei muito, por isso mereço passar.
Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois
(depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.

35
LÍNGUA PORTUGUESA

Diferença entre orações causais e explicativas selecionadas. Agora, as gravações levam a mensagem de
Beethoven aos confins do planeta, convocando a multidão
Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais saudada na “Ode à alegria”: “Abracem-se, milhões!”. Glenn
(OSA) e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos de- Gould, depois de afastar-se das apresentações ao vivo em
paramos com a dúvida de como distinguir uma oração 1964, previu que dentro de um século o concerto público
causal de uma explicativa. Veja os exemplos: desapareceria no éter eletrônico, com grande efeito bené-
1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode fico sobre a cultura musical.
ser atropelado”: (Adaptado de Alex Ross. Escuta só. Tradução Pedro
a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificati- Maia Soares. São Paulo, Cia. das Letras, 2010, p. 76-77)
va ou uma explicação do fato expresso na oração anterior.
b) As orações são coordenadas e, por isso, indepen- No entanto, a música não é mais algo que fazemos nós
dentes uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as mesmos, ou até que observamos outras pessoas fazerem
orações que vêm marcadas por vírgula. diante de nós.
Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado. Considerando-se o contexto, é INCORRETO afirmar
Outra dica é, quando a oração que antecede a OC que o elemento grifado pode ser substituído por:
(Oração Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, A) Porém. B) Contudo. C) Todavia.
ela será explicativa. D) Entretanto. E) Conquanto.
Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo im-
perativo) 02.(Escrevente TJ SP – Vunesp/2012) Observando as
ocorrências da palavra “como” em – Como fomos progra-
2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra mados para ver o mundo como um lugar ameaçador… – é
cidade porque não havia cemitério no local.” correto afirmar que se trata de conjunção
a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada (A) comparativa nas duas ocorrências.
(parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo (B) conformativa nas duas ocorrências.
verbo da oração principal. Outra forma de reconhecê-la é (C) comparativa na primeira ocorrência.
colocá-la no início do período, introduzida pela conjunção (D) causal na segunda ocorrência.
como - o que não ocorre com a CS Explicativa. (E) causal na primeira ocorrência.
Como não havia cemitério no local, precisavam enter-
rar os mortos em outra cidade. 03.(TRF 3º região/2014-adap.) Seus subordinados, con-
b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente tudo, cumpriram fielmente a ordem de não soltá-lo até que
dependentes uma da outra. estivessem longe da zona de perigo. Sem prejuízo para o
sentido original e a correção gramatical, o elemento grifa-
Questões sobre Conjunção do acima pode ser substituído por
(A) por isso.
01.(Administrador – FCC – 2013) Leia o texto a seguir. (B) embora.
A música alcançou uma onipresença avassaladora em (C) entretanto.
nosso mundo: milhões de horas de sua história estão dis- (D) portanto.
poníveis em disco; rios de melodia digital correm na in- (E) onde.
ternet; aparelhos de mp3 com 40 mil canções podem ser
colocados no bolso. No entanto, a música não é mais algo 04. (Agente de Apoio Operacional – VUNESP – 2013-
que fazemos nós mesmos, ou até que observamos outras adap.) No trecho – Temos de refletir sobre isso para mudar
pessoas fazerem diante de nós. Ela se tornou um meio ra- nossas atitudes. –, a palavra destacada apresenta sentido
dicalmente virtual, uma arte sem rosto. Quando caminha- de
mos pela cidade num dia comum, nossos ouvidos regis- A) tempo.
tram música em quase todos os momentos − pedaços de B) modo.
hip hop vazando dos fones de ouvido de adolescentes no C) origem.
metrô, o sinal do celular de um advogado tocando a “Ode D) assunto.
à alegria”, de Beethoven −, mas quase nada disso será re- E) finalidade.
sultado imediato de um trabalho físico de mãos ou vozes
humanas, como se dava no passado. 05. (Escrevente TJ SP –Vunesp/2012) No período – A
Desde que Edison inventou o cilindro fonográfico, pesquisa do Dieese é um medidor importante, pois sua
em1877, existe gente que avalia o que a gravação fez em metodologia leva em conta não só o desemprego aberto
favor e desfavor da arte da música. Inevitavelmente, a con- (quem está procurando trabalho), como também o oculto
versa descambou para os extremos retóricos. No campo (pessoas que desistiram de procurar ou estão em postos
oposto ao dos que diziam que a tecnologia acabaria com a precários). –, os termos em destaque estabelecem entre as
música estão os utópicos, que alegam que a tecnologia não orações relação de
aprisionou a música, mas libertou-a, levando a arte da elite (A) alternância. (B) oposição. (C) causa.
às massas. Antes de Edison, diziam os utópicos, as sinfonias (D) adição. (E) explicação.
de Beethoven só podiam ser ouvidas em salas de concerto

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LÍNGUA PORTUGUESA

06. (Agente Policial – Vunesp/2013) Considerando que Experiências internacionais, porém, mostram que não
o termo em destaque em – Segundo especialistas, recusar é tão fácil assim. Na Alemanha, mesmo com a exigência
o bafômetro não vai mais impedir o processo criminal... – da proficiência na língua, um estudo constatou atraso de
introduz ideia de conformidade, assinale a alternativa que diagnósticos pelo fato de o médico estrangeiro não conse-
apresenta a frase corretamente reescrita, e com seu sentido guir entender direito os sintomas de pacientes.
inalterado. Além disso, há queixa dos profissionais alemães, que
(A) A fim de que para especialistas, recusar o bafôme- se sentem sobrecarregados por terem de atuar como intér-
tro não vai mais impedir o processo criminal... pretes dos colegas de fora.
(B) A menos que para especialistas, recusar o bafôme- Nada contra a vinda dos estrangeiros, desde que este-
tro não vai mais impedir o processo criminal... jam aptos para o trabalho. Tenho dúvidas, porém, se três
(C) De acordo com especialistas, recusar o bafômetro semanas de treinamento, como aventou o ministro, é tem-
não vai mais impedir o processo criminal... po suficiente para isso.
(D) Apesar de que para especialistas, recusar o bafô- (Cláudia Collucci, Barreira da língua. Folha de S.Paulo,
metro não vai mais impedir o processo criminal... 03.07.2013. Adaptado)
(E) Desde que para especialistas, recusar o bafômetro
não vai mais impedir o processo criminal... Considere o parágrafo final do texto:
Nada contra a vinda dos estrangeiros, desde que este-
07. (Agente Policial – Vunesp/2013) Considerando que jam aptos para o trabalho. Tenho dúvidas, porém, se três
o termo em destaque em – Esse valor é dobrado caso o semanas de treinamento, como aventou o ministro, é tempo
motorista seja reincidente em um ano. – estabelece rela- suficiente para isso.
ção de condição entre as orações, assinale a alternativa que Mantendo-se os sentidos originais, ele está correta-
apresenta o trecho corretamente reescrito, e com seu sen- mente reescrito de acordo com a norma-padrão em:
tido inalterado. A) Nada contra a vinda dos estrangeiros, se estiverem
(A) Porque o motorista é reincidente em um ano, esse aptos para o trabalho. Tenho dúvidas, no entanto: três se-
valor é dobrado. manas de treinamento, como aventou o ministro, é sufi-
(B) Como o motorista é reincidente em um ano, esse ciente para isso?
valor é dobrado.
B) Nada contra a vinda dos estrangeiros, caso estão ap-
(C) Conforme o motorista for reincidente em um ano,
tos para o trabalho. Tenho dúvidas, todavia: três semanas
esse valor é dobrado.
de treinamento, como aventou o ministro, são suficiente
(D) Se o motorista for reincidente em um ano, esse va-
para isso?
lor é dobrado.
C) Nada contra a vinda dos estrangeiros, quando es-
(E) À medida que o motorista é reincidente em um ano,
tarão aptos para o trabalho. Tenho dúvidas, portanto: três
esse valor é dobrado.
semanas de treinamento, como aventou o ministro, são su-
08. Em – O projeto “Começar de Novo” busca sensibi- ficientes para isso?
lizar entidades públicas e privadas para promover a resso- D) Nada contra a vinda dos estrangeiros, mas estariam
cialização dos presos... – o termo em destaque estabelece aptos para o trabalho. Tenho dúvidas, apesar disso: três se-
uma relação de manas de treinamento, como aventou o ministro, é sufi-
A) causa. B) tempo. C) lugar. D) finalidade. E) ciente para isso.
modo. E) Nada contra a vinda dos estrangeiros, pois estarão
aptos para o trabalho. Tenho dúvidas, por conseguinte: três
09. (Agente de Promotoria – Assessoria – VUNESP – semanas de treinamento, como aventou o ministro, são su-
2013). Leia o texto a seguir. ficiente para isso.

Barreira da língua 10. (Agente Policial - Vunesp/2013) Considere o tre-


cho: – Leve para casa – ponderou meu conselheiro, como
A barreira da língua e dos regionalismos parece um quem diz: – É sua. Mas acrescentou: – procure direito e o
mero detalhe em meio a tantas outras questões mais sérias endereço aparece.
já levantadas, como a falta de remédios, de equipes e de Sem que seja alterado o sentido do texto e de acordo
infraestrutura, mas não é. com a norma-padrão da língua portuguesa, o termo em
Como é possível estabelecer uma relação médico- destaque pode ser corretamente substituído por:
paciente, um diagnóstico correto, se o médico não com- (A) Por isso. (B) Portanto. (C) Pois.
preende o paciente e vice-versa? (D) Porquanto. (E) Porém.
Sim, essa dificuldade já existe no Brasil mesmo com
médicos e pacientes falando português, mas ela só tende
a piorar com o “portunhol” que se vislumbra pela frente. GABARITO
O ministro da Saúde já disse que isso não será pro-
blema, que é mais fácil treinar um médico em português 01. E 02. E 03. C 04. E 05. D
do que ficar esperando sete ou oito anos até um médico 06. C 07. D 08. D 09. A 10. E
brasileiro ser formado.

37
LÍNGUA PORTUGUESA

COMENTÁRIOS Estrutura das Formas Verbais


Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode
1-) Conquanto é uma conjunção concessiva – abre uma apresentar os seguintes elementos:
exceção à regra. Portanto, a troca correta é por uma outra a) Radical: é a parte invariável, que expressa o significa-
conjunção adversativa. do essencial do verbo. Por exemplo:
fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-)
2-) Como fomos programados para ver o mundo como
um lugar ameaçador… b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que in-
Causal na primeira ocorrência e comparativa na segun- dica a conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo:
da. fala-r
São três as conjugações:
3-) contudo = conjunção adversativa 1ª - Vogal Temática - A - (falar)
(A) por isso.- conjunção explicativa 2ª - Vogal Temática - E - (vender)
(B) embora.- conjunção concessiva 3ª - Vogal Temática - I - (partir)
(C) entretanto. Conjunção adversativa (pode ser con-
cessiva também, mas neste caso ela inicia uma oração c) Desinência modo-temporal: é o elemento que desig-
subordinada em que se admite um fato contrário à ação na o tempo e o modo do verbo. Por exemplo:
proposta pela oração principal, mas incapaz de impedi-la) falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.)
(D) portanto.- conjunção conclusiva falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.)
(E) onde.- pronome relativo/interrogativo d) Desinência número-pessoal: é o elemento que de-
signa a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (sin-
4-) Temos de refletir sobre isso para mudar nossas ati- gular ou plural).
tudes. falamos (indica a 1ª pessoa do plural.)
Apresenta a finalidade da reflexão. Devemos refletir falavam (indica a 3ª pessoa do plural.)
para quê?
Observação: o verbo pôr, assim como seus derivados
5-) Uma junção, soma de ideias. Há a presença de con- (compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação,
junções aditivas. pois a forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”,
apesar de haver desaparecido do infinitivo, revela-se em
6-) De acordo com especialistas, recusar o bafômetro algumas formas do verbo: põe, pões, põem, etc.
não vai mais impedir o processo criminal...
Apresenta a mesma ideia que a do enunciado – além Formas Rizotônicas e Arrizotônicas
de ser a mais coerente.
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura
7-) Esse valor é dobrado caso o motorista seja reinci- dos verbos com o conceito de acentuação tônica, percebe-
dente em um ano. – estabelece relação de condição, por- mos com facilidade que nas formas rizotônicas, o acento
tanto devemos utilizar uma conjunção condicional: SE. tônico cai no radical do verbo: opino, aprendam, nutro, por
Se o motorista for reincidente em um ano, esse valor exemplo. Nas formas arrizotônicas, o acento tônico não cai
será dobrado. no radical, mas sim na terminação verbal: opinei, aprende-
8-) A finalidade da sensibilização. rão, nutriríamos.

9-) A) Nada contra a vinda dos estrangeiros, se esti- Classificação dos Verbos
verem aptos para o trabalho. Tenho dúvidas, no entanto:
três semanas de treinamento, como aventou o ministro, é Classificam-se em:
suficiente para isso? = correta a) Regulares: são aqueles que possuem as desinências
normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alte-
10-) Porém = conjunção adversativa. rações no radical. Por exemplo: canto cantei cantarei
cantava cantasse
Verbo é a classe de palavras que se flexiona em pessoa, b) Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca altera-
número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros ções no radical ou nas desinências. Por exemplo: faço fiz
processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover); farei fizesse
ocorrência (nascer); c) Defectivos: são aqueles que não apresentam conju-
desejo (querer). gação completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais
O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não e pessoais.
os seus possíveis significados. Observe que palavras como - Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. Nor-
corrida, chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo malmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os
ao de alguns verbos mencionados acima; não apresentam, principais verbos impessoais são:
porém, todas as possibilidades de flexão que esses verbos a) haver, quando sinônimo de existir, acontecer, reali-
possuem. zar-se ou fazer (em orações temporais).

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LÍNGUA PORTUGUESA

Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam)


Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão)
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz)

b) fazer, ser e estar (quando indicam tempo)


Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.
Era primavera quando a conheci.
Estava frio naquele dia.

c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, amanhe-
cer, escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, “Amanheci mal- -humorado”, usa-se o verbo “amanhecer” em sentido
figurado. Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado, deixa de ser impessoal para ser pessoal.
Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)

d) São impessoais, ainda:


1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo. Ex.: Já passa das seis.
2. os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição de, indicando suficiência. Ex.:
Basta de tolices. Chega de blasfêmias.
3. os verbos estar e ficar em orações tais como Está bem, Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal, sem referência a
sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso, classificar o sujeito como hipotético, tornando-se, tais verbos,
então, pessoais.
4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de “ser possível”. Por exemplo:
Não deu para chegar mais cedo.
Dá para me arrumar uns trocados?

- Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural.
A fruta amadureceu.
As frutas amadureceram.

Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como verbos pessoais na linguagem figurada:
Teu irmão amadureceu bastante.
Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de animais; eis alguns:
bramar: tigre
bramir: crocodilo
cacarejar: galinha
coaxar: sapo
cricrilar: grilo

Os principais verbos unipessoais são:


1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, ser (preciso, necessário, etc.).
Cumpre trabalharmos bastante. (Sujeito: trabalharmos bastante.)
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)

2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da conjunção que.
Faz dez anos que deixei de fumar. (Sujeito: que deixei de fumar.)
Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo Cláudia. (Sujeito: que não vejo Cláudia)
Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.

- Pessoais: não apresentam algumas flexões por motivos morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
verbo falir. Este verbo teria como formas do presente do indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o que
provavelmente causaria problemas de interpretação em certos contextos.
verbo computar. Este verbo teria como formas do presente do indicativo computo, computas, computa - formas de
sonoridade considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas razões muitas vezes não impedem o uso efetivo de
formas verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é o próprio verbo computar, que, com o desenvolvimento
e a popularização da informática, tem sido conjugado em todos os tempos, modos e pessoas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

d) Abundantes: são aqueles que possuem mais de uma forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno cos-
tuma ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas
curtas (particípio irregular). Observe:

INFINITIVO PARTICÍPIO REGULAR PARTICÍPIO IRREGULAR


Anexar Anexado Anexo
Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito
Envolver Envolvido Envolto
Imprimir Imprimido Impresso
Matar Matado Morto
Morrer Morrido Morto
Pegar Pegado Pego
Soltar Soltado Solto

e) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical em sua conjugação.


Por exemplo: Ir Pôr Ser Saber (vou, vais, ides, fui, foste, pus, pôs, punha, sou, és, fui, foste, seja).

f) Auxiliares
São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo principal, quando acom-
panhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.

Vou espantar as moscas.


(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)

Está chegando a hora do debate.


(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio)

Os noivos foram cumprimentados por todos os presentes.


(verbo auxiliar) (verbo principal no particípio)

Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e haver.
Conjugação dos Verbos Auxiliares
SER - Modo Indicativo

Presente Pret.Perfeito Pretérito Imp. Pret.Mais-Que-Perf. Fut.do Pres. Fut. Do Pretérito


sou fui era fora serei seria
és foste eras foras serás serias
é foi era fora será seria
somos fomos éramos fôramos seremos seríamos
sois fostes éreis fôreis sereis seríeis
são foram eram foram serão seriam

SER - Modo Subjuntivo


Presente Pretérito Imperfeito Futuro
que eu seja se eu fosse quando eu for
que tu sejas se tu fosses quando tu fores
que ele seja se ele fosse quando ele for
que nós sejamos se nós fôssemos quando nós formos
que vós sejais se vós fôsseis quando vós fordes
que eles sejam se eles fossem quando eles forem

SER - Modo Imperativo


Afirmativo Negativo
sê tu não sejas tu
seja você não seja você
sejamos nós não sejamos nós
sede vós não sejais vós
sejam vocês não sejam vocês

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LÍNGUA PORTUGUESA

SER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


ser ser eu sendo sido
seres tu
ser ele
sermos nós
serdes vós
serem eles

ESTAR - Modo Indicativo



Presente Pret. perf. Pret. Imperf. Pret.Mais-Que-Perf. Fut.doPres. Fut.do Preté.
estou estive estava estivera estarei estaria
estás estiveste estavas estiveras estarás estarias
está esteve estava estivera estará estaria
estamos estivemos estávamos estivéramos estaremos estaríamos
estais estivestes estáveis estivéreis estareis estaríeis
estão estiveram estavam estiveram estarão estariam

ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


esteja estivesse estiver
estejas estivesses estiveres está estejas
esteja estivesse estiver esteja esteja
estejamos estivéssemos estivermos estejamos estejamos
estejais estivésseis estiverdes estai estejais
estejam estivessem estiverem estejam estejam

ESTAR - Formas Nominais


Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio
estar estar estando estado
estares
estar
estarmos
estardes
estarem

HAVER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imper. Pret.Mais-Que-Perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
hei houve havia houvera haverei haveria
hás houveste havias houveras haverás haverias
há houve havia houvera haverá haveria
havemos houvemos havíamos houvéramos haveremos haveríamos
haveis houvestes havíeis houvéreis havereis haveríeis
hão houveram haviam houveram haverão haveriam

HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


haja houvesse houver
hajas houvesses houveres há hajas
haja houvesse houver haja haja
hajamos houvéssemos houvermos hajamos hajamos
hajais houvésseis houverdes havei hajais
hajam houvessem houverem hajam hajam

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LÍNGUA PORTUGUESA

HAVER - Formas Nominais


Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio
haver haver havendo havido
haveres
haver
havermos
haverdes
haverem

TER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imper. Preté.Mais-Que-Perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
Tenho tive tinha tivera terei teria
tens tiveste tinhas tiveras terás terias
tem teve tinha tivera terá teria
temos tivemos tínhamos tivéramos teremos teríamos
tendes tivestes tínheis tivéreis tereis teríeis
têm tiveram tinham tiveram terão teriam

TER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


Tenha tivesse tiver
tenhas tivesses tiveres tem tenhas
tenha tivesse tiver tenha tenha
tenhamos tivéssemos tivermos tenhamos tenhamos
tenhais tivésseis tiverdes tende tenhais
tenham tivessem tiverem tenham tenham

g) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na
mesma pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no
próprio sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja:
- 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos:
abster-se, ater- -se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos verbos pronominais essenciais a reflexibili-
dade já está implícita no radical do verbo. Por exemplo:
Arrependi-me de ter estado lá.
A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela
mesma, pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o pronome oblíquo átono é apenas uma partícula inte-
grante do verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-se que o pronome apenas serve de reforço da ideia
reflexiva expressa pelo radical do próprio verbo.
Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e respectivos pronomes):

Eu me arrependo
Tu te arrependes
Ele se arrepende
Nós nos arrependemos
Vós vos arrependeis
Eles se arrependem

- 2. Acidentais: são aqueles verbos transitivos diretos em que a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto repre-
sentado por pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em
geral, os verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser conjugados com os pronomes mencionados,
formando o que se chama voz reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava.
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo: Maria
penteou--me.

Observações:
1- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função
sintática.

42
LÍNGUA PORTUGUESA

2- Há verbos que também são acompanhados de pro- - d) Particípio: quando não é empregado na formação
nomes oblíquos átonos, mas que não são essencialmente dos tempos compostos, o particípio indica geralmente o
pronominais, são os verbos reflexivos. Nos verbos refle- resultado de uma ação terminada, flexionando-se em gê-
xivos, os pronomes, apesar de se encontrarem na pessoa nero, número e grau. Por exemplo:
idêntica à do sujeito, exercem funções sintáticas. Terminados os exames, os candidatos saíram.
Por exemplo:
Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me Quando o particípio exprime somente estado, sem ne-
(objeto direto) - 1ª pessoa do singular nhuma relação temporal, assume verdadeiramente a fun-
ção de adjetivo (adjetivo verbal). Por exemplo:
Modos Verbais Ela foi a aluna escolhida para representar a escola.
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas
pelo verbo na expressão de um fato. Em Português, exis- Tempos Verbais
tem três modos:
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade. Por Tomando-se como referência o momento em que se
exemplo: Eu sempre estudo. fala, a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos
Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade. Por tempos. Veja:
exemplo: Talvez eu estude amanhã.
Imperativo - indica uma ordem, um pedido. Por exem- 1. Tempos do Indicativo
plo: Estuda agora, menino. - Presente - Expressa um fato atual. Por exemplo: Eu
estudo neste colégio.
Formas Nominais - Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda for- momento anterior ao atual, mas que não foi completamen-
mas que podem exercer funções de nomes (substantivo, te terminado. Por exemplo: Ele estudava as lições quando
adjetivo, advérbio), sendo por isso denominadas formas foi interrompido.
nominais. Observe: - Pretérito Perfeito (simples) - Expressa um fato ocor-
- a) Infinitivo Impessoal: exprime a significação do ver- rido num momento anterior ao atual e que foi totalmen-
bo de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função te terminado. Por exemplo: Ele estudou as lições ontem à
de substantivo. Por exemplo: Viver é lutar. (= vida é luta) noite.
É indispensável combater a corrupção. (= combate à) - Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato que
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presen- teve início no passado e que pode se prolongar até o mo-
te (forma simples) ou no passado (forma composta). Por mento atual. Por exemplo: Tenho estudado muito para os
exemplo: exames.
É preciso ler este livro. - Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato ocor-
Era preciso ter lido este livro. rido antes de outro fato já terminado. Por exemplo: Ele já
tinha estudado as lições quando os amigos chegaram. (for-
- b) Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três ma composta) Ele já estudara as lições quando os amigos
pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não chegaram. (forma simples)
apresenta desinências, assumindo a mesma forma do im- - Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que
pessoal; nas demais, flexiona- -se da seguinte ma- deve ocorrer num tempo vindouro com relação ao mo-
neira: mento atual. Por exemplo: Ele estudará as lições amanhã.
2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu) - Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato que
1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.: termos (nós) deve ocorrer posteriormente a um momento atual, mas já
2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.: terdes (vós) terminado antes de outro fato futuro. Por exemplo: Antes
3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.: terem (eles) de bater o sinal, os alunos já terão terminado o teste.
Por exemplo: - Futuro do Pretérito (simples) - Enuncia um fato que
Foste elogiado por teres alcançado uma boa coloca- pode ocorrer posteriormente a um determinado fato pas-
ção. sado. Por exemplo: Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias.
- Futuro do Pretérito (composto) - Enuncia um fato
- c) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjeti- que poderia ter ocorrido posteriormente a um determina-
vo ou advérbio. Por exemplo: do fato passado. Por exemplo: Se eu tivesse ganho esse
Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de dinheiro, teria viajado nas férias.
advérbio)
Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função ad- 2. Tempos do Subjuntivo
jetivo) - Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no mo-
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em mento atual. Por exemplo: É conveniente que estudes para
curso; na forma composta, uma ação concluída. Por exem- o exame.
plo: - Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado, mas
Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro. posterior a outro já ocorrido. Por exemplo: Eu esperava que
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro. ele vencesse o jogo.

43
LÍNGUA PORTUGUESA

Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por
exemplo: Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.
Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato totalmente terminado num momento passado. Por exemplo: Embora
tenha estudado bastante, não passou no teste.
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que pode ocorrer num momento futuro em relação ao atual. Por
exemplo: Quando ele vier à loja, levará as encomendas.
obs.: o futuro do presente é também usado em frases que indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à
loja, levará as encomendas.
- Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato posterior ao momento atual mas já terminado antes de outro fato
futuro. Por exemplo: Quando ele tiver saído do hospital, nós o visitaremos.

Presente do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
cantO vendO partO O
cantaS vendeS parteS S
canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M

Pretérito Perfeito do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência pessoal

CANTAR VENDER PARTIR


canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE
cantoU vendeU partiU U
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaSTES vendeSTES partISTES STES
cantaRAM vendeRAM partiRAM RAM

Pretérito mais-que-perfeito

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal


1ª/2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M
Pretérito Imperfeito do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantAVA vendIA partIA
cantAVAS vendIAS partAS
CantAVA vendIA partIA
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
cantAVAM vendIAM partIAM

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LÍNGUA PORTUGUESA

Futuro do Presente do Indicativo


1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
cantar ás vender ás partir ás
cantar á vender á partir á
cantar emos vender emos partir emos
cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão

Futuro do Pretérito do Indicativo


1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantarIA venderIA partirIA
cantarIAS venderIAS partirIAS
cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
cantarIAM venderIAM partirIAM

Presente do Subjuntivo
Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação).

1ª conjug. 2ª conjug. 3ª conju. Des. temporal Des.temporal Desinên. pessoal


1ª conj. 2ª/3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantE vendA partA E A Ø
cantES vendAS partAS E A S
cantE vendA partA E A Ø
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantEM vendAM partAM E A M

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo


Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, ob-
tendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número
e pessoa correspondente.
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal
1ª /2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíSSEMOS SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSEM vendeSSEM partiSSEM SSE M

Futuro do Subjuntivo
Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, ob-
tendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -R mais a desinência de número e
pessoa correspondente.
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal
1ª /2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRES vendeRES partiRES R ES
cantaR vendeR partiR R Ø
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
cantaREM vendeREM PartiREM R EM

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LÍNGUA PORTUGUESA

Imperativo

Imperativo Afirmativo

Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda
pessoa do plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja:
Presente do Indicativo Imperativo Afirmativo Presente do Subjuntivo
Eu canto --- Que eu cante
Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem

Imperativo Negativo

Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a negação às formas do presente do subjuntivo.

Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo


Que eu cante ---
Que tu cantes Não cantes tu
Que ele cante Não cante você
Que nós cantemos Não cantemos nós
Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles

Observações:

- No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido
ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
- O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu), sede (vós).

Infinitivo Pessoal
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantar vender partir
cantarES venderES partirES
cantar vender partir
cantarMOS venderMOS partirMOS
cantarDES venderDES partirDES
cantarEM venderEM partirEM

Questões sobre Verbo

01. (Agente Policia Vunesp 2013) Considere o trecho a seguir.

É comum que objetos ___________ esquecidos em locais públicos. Mas muitos transtornos poderiam ser evitados se as
pessoas _____________ a atenção voltada para seus pertences, conservando-os junto ao corpo.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto.
(A) sejam … mantesse (B) sejam … mantivessem (C) sejam … mantém (D) seja … mantivessem (E) seja
… mantêm

02. (Escrevente TJ SP Vunesp 2012-adap.) Na frase –… os níveis de pessoas sem emprego estão apresentando quedas
sucessivas de 2005 para cá. –, a locução verbal em destaque expressa ação
(A) concluída. (B) atemporal. (C) contínua. (D) hipotética. (E) futura.

03. (Escrevente TJ SP Vunesp 2013-adap.) Sem querer estereotipar, mas já estereotipando: trata-se de um ser cujas
interações sociais terminam, 99% das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”.
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de

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LÍNGUA PORTUGUESA

(A) considerar ao acaso, sem premeditação. 07. (Papiloscopista Policial Vunesp 2013-adap.) Assina-
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido le a alternativa que substitui, corretamente e sem alterar o
dela. sentido da frase, a expressão destacada em – Se a criança se
(C) adotar como referência de qualidade. perder, quem encontrá-la verá na pulseira instruções para
(D) julgar de acordo com normas legais. que envie uma mensagem eletrônica ao grupo ou acione o
(E) classificar segundo ideias preconcebidas. código na internet.
(A) Caso a criança se havia perdido…
04. (Escrevente TJ SP Vunesp 2013) Assinale a alterna- (B) Caso a criança perdeu…
tiva contendo a frase do texto na qual a expressão verbal (C) Caso a criança se perca…
destacada exprime possibilidade. (D) Caso a criança estivera perdida…
(A) ... o cientista Theodor Nelson sonhava com um sis- (E) Caso a criança se perda…
tema capaz de disponibilizar um grande número de obras
08. (Agente de Apoio Operacional – VUNESP – 2013-
literárias...
adap.). Assinale a alternativa em que o verbo destacado
(B) Funcionando como um imenso sistema de informa-
está no tempo futuro.
ção e arquivamento, o hipertexto deveria ser um enorme
A) Os consumidores são assediados pelo marketing …
arquivo virtual.
B) … somente eles podem decidir se irão ou não com-
(C) Isso acarreta uma textualidade que funciona por prar.
associação, e não mais por sequências fixas previamente C) É como se abrissem em nós uma “caixa de necessi-
estabelecidas. dades”…
(D) Desde o surgimento da ideia de hipertexto, esse D) … de onde vem o produto…?
conceito está ligado a uma nova concepção de textualida- E) Uma pesquisa mostrou que 55,4% das pessoas…
de...
(E) Criou, então, o “Xanadu”, um projeto para disponi- 09. (Papiloscopista Policial – VUNESP – 2013). Assina-
bilizar toda a literatura do mundo... le a alternativa em que a concordância das formas verbais
destacadas se dá em conformidade com a norma-padrão
05.(Analista – Arquitetura – FCC – 2013-adap.). Está da língua.
adequada a correlação entre tempos e modos verbais na (A) Chegou, para ajudar a família, vários amigos e vi-
frase: zinhos.
A) Os que levariam a vida pensando apenas nos valores (B) Haviam várias hipóteses acerca do que poderia ter
absolutos talvez façam melhor se pensassem no encanto acontecido com a criança.
dos pequenos bons momentos. (C) Fazia horas que a criança tinha saído e os pais já
B) Há até quem queira saber quem fosse o maior ban- estavam preocupados.
dido entre os que recebessem destaque nos popularescos (D) Era duas horas da tarde, quando a criança foi en-
programas da TV. contrada.
C) Não admira que os leitores de Manuel Bandeira gos- (E) Existia várias maneiras de voltar para casa, mas a
tam tanto de sua poesia, sobretudo porque ela não tenha criança se perdeu mesmo assim.
aspirações a ser metafísica.
D) Se os adeptos da fama a qualquer custo levarem em 10. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU-
conta nossa condição de mortais, não precisariam preocu- NESP – 2013-adap.).
par-se com os degraus da notoriedade. Leia as frases a seguir.
I. Havia onze pessoas jogando pedras e pedaços de
E) Quanto mais aproveitássemos o que houvesse de
madeira no animal.
grande nos momentos felizes, menos precisaríamos nos
II. Existiam muitos ferimentos no boi.
preocupar com conquistas superlativas.
III. Havia muita gente assustando o boi numa avenida
movimentada.
06. (Escrevente TJ SP Vunesp 2013) Assinale a alterna- Substituindo-se o verbo Haver pelo verbo Existir e este
tiva em que todos os verbos estão empregados de acordo pelo verbo Haver, nas frases, têm-se, respectivamente:
com a norma- -padrão. A) Existia – Haviam – Existiam
(A) Enviaram o texto, para que o revíssemos antes da B) Existiam – Havia – Existiam
impressão definitiva. C) Existiam – Haviam – Existiam
(B) Não haverá prova do crime se o réu se manter em D) Existiam – Havia – Existia
silêncio. E) Existia – Havia – Existia
(C) Vão pagar horas-extras aos que se disporem a tra-
balhar no feriado. GABARITO
(D) Ficarão surpresos quando o verem com a toga...
(E) Se você quer a promoção, é necessário que a reque- 01. B 02. C 03. E 04. B 05. E
ra a seu superior. 06. A 07. C 08. B 09. C 10. D

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LÍNGUA PORTUGUESA

COMENTÁRIOS 10-) I. Havia onze pessoas jogando pedras e pedaços


de madeira no animal.
1-) É comum que objetos sejam esquecidos em II. Existiam muitos ferimentos no boi.
locais públicos. Mas muitos transtornos poderiam ser evi- III. Havia muita gente assustando o boi numa avenida
tados se as pessoas mantivessem a atenção voltada para movimentada.
seus pertences, conservando-os junto ao corpo. Haver – sentido de existir= invariável, impessoal;
existir = variável. Portanto, temos:
2-) os níveis de pessoas sem emprego estão apresen- I – Existiam onze pessoas...
tando quedas sucessivas de 2005 para cá. –, a locução ver- II – Havia muitos ferimentos...
bal em destaque expressa ação contínua (= não concluída) III – Existia muita gente...

3-) Sem querer estereotipar, mas já estereotipando: Verbos irregulares são verbos que sofrem alterações
trata-se de um ser cujas interações sociais terminam, 99% em seu radical ou em suas desinências, afastando-se do
das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”. modelo a que pertencem.
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de 1) No português, para verificar se um verbo sofre alte-
classificar segundo ideias preconcebidas. rações, basta conjugá-lo no presente e no pretérito perfei-
to do indicativo. Ex: faço – fiz trago – trouxe posso - pude
4-) (B) Funcionando como um imenso sistema de infor-
mação e arquivamento, o hipertexto deveria ser um enor- 2) Não é considerada irregularidade a alteração gráfica
me arquivo virtual. = verbo no futuro do pretérito do radical de certos verbos para conservação da regulari-
5-) A) Os que levam a vida pensando apenas nos valo- dade fônica. Ex: embarcar – embarco fingir – finjo
res absolutos talvez fariam melhor se pensassem no encan- Exemplo de conjugação do verbo “dar” no presente do
to dos pequenos bons momentos. indicativo:
B) Há até quem queira saber quem é o maior bandido
entre os que recebem destaque nos popularescos progra- Eu dou
mas da TV. Tu dás
C) Não admira que os leitores de Manuel Bandeira gos- Ele dá
tem tanto de sua poesia, sobretudo porque ela não tem
Nós damos
aspirações a ser metafísica.
Vós dais
D) Se os adeptos da fama a qualquer custo levassem
Eles dão
em conta nossa condição de mortais, não precisariam
preocupar-se com os degraus da notoriedade.
Percebe-se que há alteração do radical, afastando-se
do original “dar” durante a conjugação, sendo considerado
6-) (B) Não haverá prova do crime se o réu se mantiver
verbo irregular.
em silêncio.
(C) Vão pagar horas-extras aos que se dispuserem a Exemplo: Conjugação do verbo valer:
trabalhar no feriado.
(D) Ficarão surpresos quando o virem com a toga... Modo Indicativo
(E) Se você quiser a promoção, é necessário que a re- Presente
queira a seu superior. eu valho
tu vales
7-) Caso a criança se perca…(perda = substantivo: ele vale
Houve uma grande perda salarial...) nós valemos
vós valeis
8-) A) Os consumidores são assediados pelo marketing eles valem
= presente
C) É como se abrissem em nós uma “caixa de necessi- Pretérito Perfeito do Indicativo
dades”… = pretérito do Subjuntivo eu vali
D) … de onde vem o produto…? = presente tu valeste
E) Uma pesquisa mostrou que 55,4% das pessoas… = ele valeu
pretérito perfeito nós valemos
vós valestes
9-) (A) Chegaram, para ajudar a família, vários amigos eles valeram
e vizinhos. Pretérito Imperfeito do Indicativo
(B) Havia várias hipóteses acerca do que poderia ter eu valia
acontecido com a criança. tu valias
(D) Eram duas horas da tarde, quando a criança foi en- ele valia
contrada. nós valíamos
(E) Existiam várias maneiras de voltar para casa, mas a vós valíeis
criança se perdeu mesmo assim. eles valiam

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LÍNGUA PORTUGUESA

Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo vale tu


eu valera valha ele
tu valeras valhamos nós
ele valera valei vós
nós valêramos valham eles
vós valêreis
eles valeram Imperativo Negativo
--
Futuro do Presente do Indicativo não valhas tu
eu valerei não valha ele
tu valerás não valhamos nós
ele valerá não valhais vós
nós valeremos não valham eles
vós valereis
eles valerão Infinitivo
Infinitivo Pessoal
Futuro do Pretérito do Indicativo
eu valeria por valer eu
tu valerias por valeres tu
ele valeria por valer ele
nós valeríamos por valermos nós
vós valeríeis por valerdes vós
eles valeriam por valerem eles
Mais-que-perfeito Composto do Indicativo Infinitivo Impessoal = valer
eu tinha valido
tu tinhas valido Particípio = Valido
ele tinha valido
Acompanhe abaixo uma lista com os principais verbos
nós tínhamos valido
irregulares:
vós tínheis valido
Dizer
eles tinham valido
Presente do indicativo
Gerúndio do verbo valer = valendo
Digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem
Subjuntivo Pretérito perfeito do indicativo
Presente Disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram..
que eu valha
que tu valhas Futuro do presente do indicativo
que ele valha Direi, dirás, dirá, diremos, direis, dirão.
que nós valhamos
que vós valhais Fazer
que eles valham Presente do indicativo
Faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo
se eu valesse Pretérito perfeito do indicativo
se tu valesses Fiz, fizeste, fez, fizemos, fizestes, fizeram
se ele valesse
se nós valêssemos Futuro do presente do indicativo
se vós valêsseis Farei, farás, fará, faremos, fareis, farão.
se eles valessem Ir
Futuro do Subjuntivo Presente do indicativo
quando eu valer Vou, vais, vai, vamos, ides, vão
quando tu valeres
quando ele valer Pretérito perfeito do indicativo
quando nós valermos Fui, foste, foi, fomos, fostes, foram
quando vós valerdes
quando eles valerem Futuro do presente do indicativo
Irei, irás, irá, iremos, ireis, irão
Imperativo
Imperativo Afirmativo Futuro do subjuntivo
-- For, fores, for, formos, fordes, forem

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LÍNGUA PORTUGUESA

Querer 1- Voz Passiva Analítica


Presente do indicativo Constrói-se da seguinte maneira: Verbo SER + particí-
Quero, queres, quer, queremos, quereis, querem pio do verbo principal. Por exemplo:
A escola será pintada.
Pretérito perfeito do indicativo O trabalho é feito por ele.
Quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram. Obs.: o agente da passiva geralmente é acompanhado
da preposição por, mas pode ocorrer a construção com a
Presente do subjuntivo preposição de. Por exemplo:
Queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram A casa ficou cercada de soldados.
- Pode acontecer ainda que o agente da passiva não
Ver esteja explícito na frase. Por exemplo:
Presente do indicativo A exposição será aberta amanhã.
Vejo, vês, vê, vemos, vedes, veem - A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar
(SER), pois o particípio é invariável. Observe a transforma-
Pretérito perfeito do indicativo ção das frases seguintes:
Vi, viste, viu, vimos, vistes, viram a) Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do indicativo)
O trabalho foi feito por ele. (pretérito perfeito do in-
Futuro do presente do indicativo dicativo)
Verei, verás, verá, veremos, vereis, verão. b) Ele faz o trabalho. (presente do indicativo)
O trabalho é feito por ele. (presente do indicativo)
Futuro do subjuntivo c) Ele fará o trabalho. (futuro do presente)
Vir, vires, vir, virmos, virdes, virem O trabalho será feito por ele. (futuro do presente)
Vir - Nas frases com locuções verbais, o verbo SER assume
Presente do indicativo o mesmo tempo e modo do verbo principal da voz ativa.
Venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm Observe a transformação da frase seguinte:
Pretérito perfeito do indicativo O vento ia levando as folhas. (gerúndio)
Vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio)
Futuro do presente do indicativo
Obs.: é menos frequente a construção da voz passi-
Virei, virás, virá, viremos, vireis, virão.
va analítica com outros verbos que podem eventualmente
funcionar como auxiliares. Por exemplo:
Futuro do subjuntivo
A moça ficou marcada pela doença.
Vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem.
2- Voz Passiva Sintética
Vozes do Verbo
A voz passiva sintética ou pronominal constrói-se com
o verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome apassivador SE.
Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo verbo
para indicar se o sujeito gramatical é agente ou paciente Por exemplo:
da ação. São três as vozes verbais: Abriram-se as inscrições para o concurso.
- a) Ativa: quando o sujeito é agente, isto é, pratica a Destruiu-se o velho prédio da escola.
ação expressa pelo verbo. Por exemplo: Obs.: o agente não costuma vir expresso na voz passiva
Ele fez o trabalho. sintética.
sujeito agente ação objeto (paciente) Curiosidade: A palavra passivo possui a mesma raiz la-
- b) Passiva: quando o sujeito é paciente, recebendo a tina de paixão (latim passio, passionis) e ambas se relacio-
ação expressa pelo verbo. Por exemplo: nam com o significado sofrimento, padecimento. Daí vem
O trabalho foi feito por ele. o significado de voz passiva como sendo a voz que expres-
sujeito paciente ação agente da passiva sa a ação sofrida pelo sujeito. Na voz passiva temos dois
elementos que nem sempre aparecem: SUJEITO PACIENTE
- c) Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo e AGENTE DA PASSIVA.
agente e paciente, isto é, pratica e recebe a ação. Por exem-
plo: Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva
O menino feriu-se. Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar subs-
Obs.: não confundir o emprego reflexivo do verbo com tancialmente o sentido da frase.
a noção de reciprocidade. Por exemplo: Gutenberg inventou a imprensa (Voz Ativa)
Os lutadores feriram-se. (um ao outro) Sujeito da Ativa objeto Direto

Formação da Voz Passiva A imprensa foi inventada por Gutenberg (Voz


A voz passiva pode ser formada por dois processos: Passiva)
analítico e sintético. Sujeito da Passiva Agente da Passiva

50
LÍNGUA PORTUGUESA

Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva, o (A) são enfrentados. (B) tem enfrentado.
sujeito da ativa passará a agente da passiva e o verbo ativo (C) tem sido enfrentada. (D) têm sido enfrenta-
assumirá a forma passiva, conservando o mesmo tempo. dos.
Observe mais exemplos: (E) é enfrentada.
- Os mestres têm constantemente aconselhado os alu-
nos. 04. (Fundação Carlos Chagas) Transpondo para a voz
Os alunos têm sido constantemente aconselhados pe- passiva a oração “O faro dos cães guiava os caçadores”,
los mestres. obtém-se a forma verbal:
- Eu o acompanharei. A) guiava-se B) ia guiando
Ele será acompanhado por mim. C) guiavam D) eram guiados
Obs.: quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, E) foram guiados
não haverá complemento agente na passiva. Por exemplo:
Prejudicaram-me. 05. (Analista de Procuradoria – FCC – 2013-adap)
Fui prejudicado. Transpondo- -se para a voz passiva a frase O poeta
teria aberto um diálogo entre as duas partes, a forma verbal
Saiba que: resultante será:
1) Aos verbos que não são ativos nem passivos ou re- A) fora aberto. B) abriria.
flexivos, são chamados neutros. C) teria sido aberto. D) teriam sido abertas.
O vinho é bom. E) foi aberto.
Aqui chove muito.
06. A frase que não está na voz passiva é:
2) Há formas passivas com sentido ativo: A) O filme foi estrondosamente aclamado pelo público.
É chegada a hora. (= Chegou a hora.) B) Fizeram-se apenas os consertos mais urgentes nas
Eu ainda não era nascido. (= Eu ainda não tinha nas- ruas.
cido.) C) Cruzaram-se rapidamente na rua as duas rivais.
És um homem lido e viajado. (= que leu e viajou) D) Escolheu-se a pessoa errada para o cargo.
3) Inversamente, usamos formas ativas com sentido
07. Assinale a alternativa que apresenta a frase na voz
passivo:
passiva:
Há coisas difíceis de entender. (= serem entendidas)
A) Os turcos vendem maçã.
Mandou-o lançar na prisão. (= ser lançado)
B) As pessoas refugiam-se no vão da porta.
C) Os cães arranhavam o portão.
4) Os verbos chamar-se, batizar-se, operar-se (no sen-
D) O sorvete é feito pelo sorveteiro.
tido cirúrgico) e vacinar-se são considerados passivos, logo
o sujeito é paciente.
Chamo-me Luís. 08. Indique a única alternativa em que a oração não
Batizei-me na Igreja do Carmo. está na voz passiva:
Operou-se de hérnia. A) Entreolharam-se apaixonadamente os dois pombi-
Vacinaram-se contra a gripe. nhos.
B) O cantor romântico foi demoradamente aplaudido.
Questões sobre Vozes dos Verbos C) Elegeu-se, infelizmente, o deputado errado.
D) Fizeram-se apenas os exercícios mais fáceis.
01. Transitando para a voz passiva a oração “O tropel
dos cavalos avisava os cangaceiros.”, a forma verbal será: 09. Em “O presidente americano Barack Obama cance-
A) ia avisando B) avisavam lou programa”, a forma verbal “cancelou” está na voz ativa.
C) avisava-se D) foram avisados A forma correspondente, na voz passiva analítica, é
E) eram avisados A) era cancelado. B) foi cancelado.
C) tinha sido cancelado. D) cancelava-se
02. (FCC-COPERGÁS – Auxiliar Técnico Administrativo - E) estava sendo cancelado.
2011) Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz. Trans-
pondo- -se a frase acima para a voz passiva, a forma 10. A oração “o engenheiro podia controlar todos os
verbal resultante será: empregados da estação ferroviária” está na voz ativa. Assi-
(A) era abatido. (B) fora abatido. nale a forma verbal passiva correspondente.
(C) abatera-se. (D) foi abatido. A) podiam ser controlados B) seriam controlados
(E) tinha abatido C) podia ser controlado D) controlavam-se

03. (FCC-TRE-Analista Judiciário – 2011) Transpondo-se GABARITO


para a voz passiva a frase Hoje a autoria institucional en-
frenta séria concorrência dos autores anônimos, obter-se-á 01. E 02. D 03. E 04. D 05. C
a seguinte forma verbal: 06. C 07. D 08. A 09. B 10. A

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LÍNGUA PORTUGUESA

COMENTÁRIOS Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada.


[minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala]
1-) Transitando para a voz passiva a oração “O tropel Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada?
dos cavalos avisava os cangaceiros.”, a forma verbal será: [tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se
Os cangaceiros eram avisados... fala]
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
2-) Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz. = [dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem
Ele foi abatido... se fala]

3-) Hoje a autoria institucional enfrenta séria concor- Em termos morfológicos, os pronomes são palavras
rência dos autores anônimos = Séria concorrência é en- variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em núme-
frentada pela autoria... ro (singular ou plural). Assim, espera-se que a referência
através do pronome seja coerente em termos de gênero
4-) O faro dos cães guiava os caçadores = Os caçado- e número (fenômeno da concordância) com o seu objeto,
res eram guiados... mesmo quando este se apresenta ausente no enunciado.

5-) O poeta teria aberto um diálogo entre as duas par- Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile da
tes = Um diálogo teria sido aberto... nossa escola neste ano.
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância
6-) Cruzaram-se rapidamente na rua as duas rivais. = adequada]
voz reflexiva (recíproca) [neste: pronome que determina “ano” = concordância
adequada]
7-) A) Os turcos vendem maçã. = ativa [ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concor-
B) As pessoas refugiam-se no vão da porta. = refle- dância inadequada]
xiva Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos,
C) Os cães arranhavam o portão. = ativa demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos.

8-) Entreolharam-se apaixonadamente os dois pombi- Pronomes Pessoais


nhos. = reflexiva São aqueles que substituem os substantivos, indicando
diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve
9-) O presidente americano Barack Obama cancelou assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”,
programa = Programa foi cancelado pelo presidente... “vós”, “você” ou “vocês” para designar a quem se dirige e
“ele”, “ela”, “eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa ou
10-) o engenheiro podia controlar todos os emprega- às pessoas de quem fala.
dos da estação = Todos os empregados da estação po- Os pronomes pessoais variam de acordo com as fun-
diam ser controlados... ções que exercem nas orações, podendo ser do caso reto
ou do caso oblíquo.
Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou
a ele se refere, ou ainda, que acompanha o nome qualifi- Pronome Reto
cando-o de alguma forma. Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sen-
tença, exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito.
A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus so- Nós lhe ofertamos flores.
nhos! Os pronomes retos apresentam flexão de número, gê-
[substituição do nome] nero (apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a
A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bo- principal flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso.
nita! Dessa forma, o quadro dos pronomes retos é assim confi-
[referência ao nome] gurado:
Essa moça morava nos meus sonhos! - 1ª pessoa do singular: eu
[qualificação do nome] - 2ª pessoa do singular: tu
- 3ª pessoa do singular: ele, ela
Grande parte dos pronomes não possuem significados - 1ª pessoa do plural: nós
fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro - 2ª pessoa do plural: vós
de um contexto, o qual nos permite recuperar a referên- - 3ª pessoa do plural: eles, elas
cia exata daquilo que está sendo colocado por meio dos
pronomes no ato da comunicação. Com exceção dos pro- Atenção: esses pronomes não costumam ser usados
nomes interrogativos e indefinidos, os demais pronomes como complementos verbais na língua-padrão. Frases como
têm por função principal apontar para as pessoas do dis- “Vi ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu até
curso ou a elas se relacionar, indicando-lhes sua situação aqui”, comuns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas
no tempo ou no espaço. Em virtude dessa característica, na língua formal escrita ou falada. Na língua formal, devem
os pronomes apresentam uma forma específica para cada ser usados os pronomes oblíquos correspondentes: “Vi-o
pessoa do discurso. na rua”, “Encontrei-a na praça”, “Trouxeram-me até aqui”.

52
LÍNGUA PORTUGUESA

Obs.: frequentemente observamos a omissão do pro- Atenção: Os pronomes o, os, a, as assumem formas
nome reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as especiais depois de certas terminações verbais. Quando o
próprias formas verbais marcam, através de suas desinên- verbo termina em -z, -s ou -r, o pronome assume a forma
cias, as pessoas do verbo indicadas pelo pronome reto. lo, los, la ou las, ao mesmo tempo que a terminação verbal
Fizemos boa viagem. (Nós) é suprimida.
Por exemplo:
Pronome Oblíquo fiz + o = fi-lo
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na fazeis + o = fazei-lo
sentença, exerce a função de complemento verbal (objeto dizer + a = dizê-la
direto ou indireto) ou complemento nominal. Quando o verbo termina em som nasal, o pronome as-
Ofertaram-nos flores. (objeto indireto) sume as formas no, nos, na, nas.
Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma Por exemplo:
variante do pronome pessoal do caso reto. Essa variação viram + o: viram-no
indica a função diversa que eles desempenham na oração: repõe + os = repõe-nos
pronome reto marca o sujeito da oração; pronome oblíquo retém + a: retém-na
marca o complemento da oração. tem + as = tem-nas
Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com
a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou Pronome Oblíquo Tônico
tônicos. Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedidos
por preposições, em geral as preposições a, para, de e com.
Pronome Oblíquo Átono Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função
São chamados átonos os pronomes oblíquos que não de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica
são precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica forte.
fraca.
Ele me deu um presente. O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim con-
O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim con- figurado:
figurado: - 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo
- 1ª pessoa do singular (eu): me - 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela
- 2ª pessoa do singular (tu): te
- 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
- 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco
- 1ª pessoa do plural (nós): nos
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas
- 2ª pessoa do plural (vós): vos
Observe que as únicas formas próprias do pronome tô-
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes
nico são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As
demais repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.
Observações:
- As preposições essenciais introduzem sempre prono-
O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se
mes pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso
apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união en- reto. Nos contextos interlocutivos que exigem o uso da
tre o pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por língua formal, os pronomes costumam ser usados desta
acompanhar diretamente uma preposição, o pronome forma:
“lhe” exerce sempre a função de objeto indireto na oração. Não há mais nada entre mim e ti.
Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser obje- Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
tos diretos como objetos indiretos. Não há nenhuma acusação contra mim.
Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como Não vá sem mim.
objetos diretos.
Saiba que: Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes Atenção: Há construções em que a preposição, apesar
podem combinar-se com os pronomes o, os, a, as, dando de surgir anteposta a um pronome, serve para introduzir
origem a formas como mo, mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; uma oração cujo verbo está no infinitivo. Nesses casos, o
lho, lhos, lha, lhas; no-lo, no-los, no-la, no-las, vo-lo, vo-los, verbo pode ter sujeito expresso; se esse sujeito for um pro-
vo-la, vo-las. Observe o uso dessas formas nos exemplos nome, deverá ser do caso reto.
que seguem: Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
- Trouxeste o pacote? Não vá sem eu mandar.
- Sim, entreguei-to ainda há pouco. - A combinação da preposição “com” e alguns prono-
- Não contaram a novidade a vocês? mes originou as formas especiais comigo, contigo, consi-
- Não, no-la contaram. go, conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos
frequentemente exercem a função de adjunto adverbial de
No português do Brasil, essas combinações não são companhia.
usadas; até mesmo na língua literária atual, seu emprego Ele carregava o documento consigo.
é muito raro.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por “com nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são
reforçados por palavras como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou algum numeral.
Você terá de viajar com nós todos.
Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias.
Ele disse que iria com nós três.

Pronome Reflexivo
São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito da
oração. Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo verbo.
O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular (eu): me, mim.
Eu não me vanglorio disso.
Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.
- 2ª pessoa do singular (tu): te, ti.
Assim tu te prejudicas.
Conhece a ti mesmo.

- 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo.


Guilherme já se preparou.
Ela deu a si um presente.
Antônio conversou consigo mesmo.

- 1ª pessoa do plural (nós): nos.


Lavamo-nos no rio.

- 2ª pessoa do plural (vós): vos.


Vós vos beneficiastes com a esta conquista.

- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo.


Eles se conheceram.
Elas deram a si um dia de folga.

A Segunda Pessoa Indireta

A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso inter-
locutor (portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de tratamento,
que podem ser observados no quadro seguinte:

Pronomes de Tratamento

Vossa Alteza V. A. príncipes, duques


Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e
oficiais-generais
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores
de universidades
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento
cerimonioso
Vossa Onipotência V. O. Deus

Também são pronomes de tratamento o senhor, a senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados no
tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tratamento familiar. Você e vocês são largamente empregados no português
do Brasil; em algumas regiões, a forma tu é de uso frequente; em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito
à linguagem litúrgica, ultraformal ou literária.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Observações: Observações:
a) Vossa Excelência X Sua Excelência : os pronomes de 1 - A forma “seu” não é um possessivo quando resultar
tratamento que possuem “Vossa (s)” são empregados em da alteração fonética da palavra senhor.
relação à pessoa com quem falamos. - Muito obrigado, seu José.
Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este 2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam
encontro. posse. Podem ter outros empregos, como:
*Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da a) indicar afetividade.
pessoa. - Não faça isso, minha filha.
b) indicar cálculo aproximado.
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Exce- Ele já deve ter seus 40 anos.
lência, o Senhor Presidente da República, agiu com pro- c) atribuir valor indefinido ao substantivo.
priedade. Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o
- Os pronomes de tratamento representam uma for- pronome possessivo fica na 3ª pessoa.
ma indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao Vossa Excelência trouxe sua mensagem?
tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo,
estamos nos endereçando à excelência que esse deputado 4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo
supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa. concorda com o mais próximo.
b) 3ª pessoa: embora os pronomes de tratamento diri- Trouxe-me seus livros e anotações.
jam-se à 2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com
a 3ª pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e 5- Em algumas construções, os pronomes pessoais
os pronomes oblíquos empregados em relação a eles de- oblíquos átonos assumem valor de possessivo.
vem ficar na 3ª pessoa. Vou seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.)
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas pro-
messas, para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos. Pronomes Demonstrativos
c) Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos Os pronomes demonstrativos são utilizados para ex-
ou nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao lon- plicitar a posição de uma certa palavra em relação a outras
go do texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmen- ou ao contexto. Essa relação pode ocorrer em termos de
espaço, no tempo ou discurso.
te. Assim, por exemplo, se começamos a chamar alguém
No espaço:
de “você”, não poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o
exigirá, ainda, verbo na terceira pessoa.
carro está perto da pessoa que fala.
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos
Compro esse carro (aí). O pronome esse indica que o
teus cabelos. (errado)
carro está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos
pessoa que fala.
seus cabelos. (correto)
Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos
o carro está afastado da pessoa que fala e daquela com
teus cabelos. (correto) quem falo.
Pronomes Possessivos Atenção: em situações de fala direta (tanto ao vivo
São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical quanto por meio de correspondência, que é uma moda-
(possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo lidade escrita de fala), são particularmente importantes o
(coisa possuída). este e o esse - o primeiro localiza os seres em relação ao
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do emissor; o segundo, em relação ao destinatário. Trocá-los
singular) pode causar ambiguidade.
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de soli-
NÚMERO PESSOA PRONOME citar informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da
singular primeira meu(s), minha(s) universidade destinatária).
singular segunda teu(s), tua(s) Reafirmamos a disposição desta universidade em par-
singular terceira seu(s), sua(s) ticipar no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da univer-
plural primeira nosso(s), nossa(s) sidade que envia a mensagem).
plural segunda vosso(s), vossa(s)
plural terceira seu(s), sua(s) No tempo:
Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se
Note que: A forma do possessivo depende da pessoa refere ao ano presente.
gramatical a que se refere; o gênero e o número concor- Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se
dam com o objeto possuído. refere a um passado próximo.
Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele mo- Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele
mento difícil. está se referindo a um passado distante.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-
invariáveis, observe: -plantadas.
Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pessoa
aquela(s). de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma
Invariáveis: isto, isso, aquilo. imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser hu-
- Também aparecem como pronomes demonstrativos: mano que seguramente existe, mas cuja identidade é des-
- o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e conhecida ou não se quer revelar.
puderem ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo.
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disses- Classificam-se em:
te.) - Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o lu-
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela gar do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase.
que te indiquei.) São eles: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, nin-
- mesmo(s), mesma(s): guém, outrem, quem, tudo.
Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem. Algo o incomoda?
- próprio(s), própria(s): Quem avisa amigo é.
Os próprios alunos resolveram o problema. - Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um ser
- semelhante(s): expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade
Não compre semelhante livro. aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s).
- tal, tais: Cada povo tem seus costumes.
Tal era a solução para o problema. Certas pessoas exercem várias profissões.
Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos,
Note que: ora pronomes indefinidos adjetivos:
a) Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, mui-
construções redundantes, com finalidade expressiva, para tos), demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, ne-
salientar algum termo anterior. Por exemplo: nhuns, nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s),
Manuela, essa é que dera em cheio casando com o José qualquer, quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal,
Afonso. Desfrutar das belezas brasileiras, isso é que é sorte! tais, tanto(s), tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vá-
rios, várias.
b) O pronome demonstrativo neutro ou pode repre- Menos palavras e mais ações.
sentar um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, Alguns se contentam pouco.
caso em que aparece, geralmente, como objeto direto, Os pronomes indefinidos podem ser divididos em va-
predicativo ou aposto. riáveis e invariáveis. Observe:
O casamento seria um desastre. Todos o pressentiam.
c) Para evitar a repetição de um verbo anteriormente Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário,
expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo tanto, outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pou-
fazer, chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que ca, vária, tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns,
faz as vezes de). nenhuns, todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros,
Ninguém teve coragem de falar antes que ela o fizesse. quantos, algumas, nenhumas, todas, muitas, poucas, várias,
tantas, outras, quantas.
d) Em frases como a seguinte, este se refere à pessoa Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada,
mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em algo, cada.
primeiro lugar.
O referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos ínti- São locuções pronominais indefinidas:
mos; aquele casado, solteiro este. [ou então: este solteiro, cada qual, cada um, qualquer um, quantos quer (que),
aquele casado] quem quer (que), seja quem for, seja qual for, todo aquele
(que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou qual, um ou outro,
e) O pronome demonstrativo tal pode ter conotação uma ou outra, etc.
irônica. Cada um escolheu o vinho desejado.
A menina foi a tal que ameaçou o professor?
Indefinidos Sistemáticos
f) Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em Ao observar atentamente os pronomes indefinidos,
com pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste, desta, percebemos que existem alguns grupos que criam oposi-
disso, nisso, no, etc. ção de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm
Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo) sentido afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm
sentido negativo; todo/tudo, que indicam uma totalidade
Pronomes Indefinidos afirmativa, e nenhum/nada, que indicam uma totalidade
São palavras que se referem à terceira pessoa do dis- negativa; alguém/ninguém, que se referem à pessoa, e
curso, dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando algo/nada, que se referem à coisa; certo, que particulariza,
quantidade indeterminada. e qualquer, que generaliza.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Essas oposições de sentido são muito importantes na construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas vezes
dependem a solidez e a consistência dos argumentos expostos. Observe nas frases seguintes a força que os pronomes
indefinidos destacados imprimem às afirmações de que fazem parte:
Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado prático.
Certas pessoas conseguem perceber sutilezas: não são pessoas quaisquer.

Pronomes Relativos
São aqueles que representam nomes já mencionados anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as
orações subordinadas adjetivas.
O racismo é um sistema que afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros.
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = oração subordinada adjetiva).
O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema” e introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra “sis-
tema” é antecedente do pronome relativo que.
O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome demonstrativo o, a, os, as.
Não sei o que você está querendo dizer.
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem expresso.
Quem casa, quer casa.
Observe:
Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os quais, cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas, quan-
tas.
Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.

Note que:
a) O pronome “que” é o relativo de mais largo emprego, sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser substituí-
do por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for um substantivo.
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual)
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais)
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais)

b) O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente para
verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que podem ter várias classificações) são pronomes relativos. Todos eles
são usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza ou depois de determinadas preposições:
Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o qual me deixou encantado. (O uso de “que”, neste caso, geraria
ambiguidade.)
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas dúvidas? (Não se poderia usar “que” depois de sobre.)

c) O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se refere a uma oração.
Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a sua vocação natural.

d) O pronome “cujo” não concorda com o seu antecedente, mas com o consequente. Equivale a do qual, da qual, dos
quais, das quais.

Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas.


(antecedente) (consequente)

e) “Quanto” é pronome relativo quando tem por antecedente um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo:
Emprestei tantos quantos foram necessários.
(antecedente)
Ele fez tudo quanto havia falado.
(antecedente)

f) O pronome “quem” se refere a pessoas e vem sempre precedido de preposição.


É um professor a quem muito devemos.
(preposição)

g) “Onde”, como pronome relativo, sempre possui antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar.
A casa onde morava foi assaltada.

57
LÍNGUA PORTUGUESA

h) Na indicação de tempo, deve-se empregar quando Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou
ou em que. tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição,
Sinto saudades da época em que (quando) morávamos diferentemente dos segundos que são sempre precedidos
no exterior. de preposição.
- Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que
i) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras: eu estava fazendo.
- como (= pelo qual) - Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim
Não me parece correto o modo como você agiu sema- o que eu estava fazendo.
na passada. Vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem
- quando (= em que)
Bons eram os tempos quando podíamos jogar video-
game. PONTUAÇÃO

j) Os pronomes relativos permitem reunir duas orações


numa só frase.
O futebol é um esporte. Os sinais de pontuação são marcações gráficas que ser-
O povo gosta muito deste esporte. vem para compor a coesão e a coerência textual além de
O futebol é um esporte de que o povo gosta muito. ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas. Veja-
mos as principais funções dos sinais de pontuação conhe-
k) Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode cidos pelo uso da língua portuguesa.
ocorrer a elipse do relativo “que”.
A sala estava cheia de gente que conversava, (que) ria,
Ponto
(que) fumava.
1- Indica o término do discurso ou de parte dele.
Pronomes Interrogativos
- Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em
São usados na formulação de perguntas, sejam elas di-
que se encontra.
retas ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos,
- Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite.
referem- se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso.
São pronomes interrogativos: que, quem, qual (e varia- - Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava.
ções), quanto (e variações).
Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço. 2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr.
Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas
preferes. Ponto e Vírgula ( ; )
Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte 1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma
quantos passageiros desembarcaram. importância.
- “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo
Sobre os pronomes: pão a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a
O pronome pessoal é do caso reto quando tem função vida; os de nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA)
de sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo
quando desempenha função de complemento. Vamos en- 2- Separa partes de frases que já estão separadas por
tender, primeiramente, como o pronome pessoal surge na vírgulas.
frase e que função exerce. Observe as orações: - Alguns quiseram verão, praia e calor; outros, monta-
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar. nhas, frio e cobertor.
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia 3- Separa itens de uma enumeração, exposição de mo-
lhe ajudar. tivos, decreto de lei, etc.
- Ir ao supermercado;
Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” exer- - Pegar as crianças na escola;
cem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso reto. Já na - Caminhada na praia;
segunda oração, observamos o pronome “lhe” exercendo fun- - Reunião com amigos.
ção de complemento, e, consequentemente, é do caso oblíquo.
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso, Dois pontos
o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para 1- Antes de uma citação
a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se - Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:
devia ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe).
Importante: Em observação à segunda oração, o em- 2- Antes de um aposto
prego do pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do ver- - Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio
bo intransitivo “ajudar” porque o pronome oblíquo pode à tarde e calor à noite.
estar antes, depois ou entre locução verbal, caso o verbo
principal (no caso “ajudar”) esteja no infinitivo ou gerúndio. 3- Antes de uma explicação ou esclarecimento
Eu desejo lhe perguntar algo. - Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vi-
Eu estou perguntando-lhe algo. vendo a rotina de sempre.

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LÍNGUA PORTUGUESA

4- Em frases de estilo direto - Para separar entre si elementos coordenados (dispos-


Maria perguntou: tos em enumeração):
- Por que você não toma uma decisão? Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e ani-
Ponto de Exclamação mais.
1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, - Para marcar elipse (omissão) do verbo:
susto, súplica, etc. Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.
- Sim! Claro que eu quero me casar com você! - Para isolar:
2- Depois de interjeições ou vocativos - o aposto:
- Ai! Que susto! São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui
- João! Há quanto tempo!
um trânsito caótico.
Ponto de Interrogação
Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. - o vocativo:
“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Aze- Ora, Thiago, não diga bobagem.
vedo)
Questões sobre Pontuação
Reticências
1- Indica que palavras foram suprimidas. 01. (Agente Policial – Vunesp – 2013). Assinale a alter-
- Comprei lápis, canetas, cadernos... nativa em que a pontuação está corretamente empregada,
de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
2- Indica interrupção violenta da frase. (A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
“- Não... quero dizer... é verdad... Ah!” embora, experimentasse, a sensação de violar uma intimi-
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando en-
3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua
- Este mal... pega doutor? dona.
(B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e,
4- Indica que o sentido vai além do que foi dito embora experimentasse a sensação, de violar uma intimi-
- Deixa, depois, o coração falar... dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando en-
contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua
Vírgula dona.
Não se usa vírgula (C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
*separando termos que, do ponto de vista sintático, li- embora experimentasse a sensação de violar uma intimida-
gam-se diretamente entre si: de, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar
a) entre sujeito e predicado. algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.
Todos os alunos da sala foram advertidos. (D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e,
Sujeito predicado embora experimentasse a sensação de violar uma intimi-
b) entre o verbo e seus objetos.
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, en-
O trabalho custou sacrifício aos realiza-
contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua
dores.
dona.
V.T.D.I. O.D. O.I.
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
Usa-se a vírgula: embora, experimentasse a sensação de violar uma intimi-
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, en-
- Para marcar intercalação: contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua
a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abun- dona.
dância, vem caindo de preço.
b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão 02. Assinale a opção em que está corretamente indica-
produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos. da a ordem dos sinais de pontuação que devem preencher
c) das expressões explicativas ou corretivas: As indús- as lacunas da frase abaixo:
trias não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não “Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas
querem abrir mão dos lucros altos. devem ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica
que o trabalho oferece ___ a outra é o valor prático que
- Para marcar inversão: possa ter.
a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração): A) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fe- B) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula;
chadas. C) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos D) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma. E) ponto e vírgula, vírgula, vírgula.
c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de
maio de 1982.

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LÍNGUA PORTUGUESA

03. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013). Os (D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha, chega
sinais de pontuação estão empregados corretamente em: primeiro às, areias do Guarujá.
A) Duas explicações, do treinamento para consultores (E) O sistema permite, ainda, cadastrar o nome e o te-
iniciantes receberam destaque, o conceito de PPD e a cons- lefone de quem a encontrou e informar um ponto de re-
trução de tabelas Price; mas por outro lado, faltou falar das ferência
metas de vendas associadas aos dois temas.
B) Duas explicações do treinamento para consultores 06. Assinale a série de sinais cujo emprego correspon-
iniciantes receberam destaque: o conceito de PPD e a cons- de, na mesma ordem, aos parênteses indicados no texto:
trução de tabelas Price; mas, por outro lado, faltou falar das “Pergunta-se ( ) qual é a ideia principal desse pará-
metas de vendas associadas aos dois temas. grafo ( ) A chegada de reforços ( ) a condecoração ( ) o
C) Duas explicações do treinamento para consultores escândalo da opinião pública ou a renúncia do presidente (
iniciantes receberam destaque; o conceito de PPD e a cons- ) Se é a chegada de reforços ( ) que relação há ( ) ou mos-
trução de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das trou seu autor haver ( ) entre esse fato e os restantes ( )”.
metas de vendas associadas aos dois temas. A) vírgula, vírgula, interrogação, interrogação, interro-
D) Duas explicações do treinamento para consulto- gação, vírgula, vírgula, vírgula, ponto final
res iniciantes, receberam destaque: o conceito de PPD e B) dois pontos, interrogação, vírgula, vírgula, interroga-
a construção de tabelas Price, mas, por outro lado, faltou ção, vírgula, travessão, travessão, interrogação
falar das metas de vendas associadas aos dois temas. C) travessão, interrogação, vírgula, vírgula, ponto final,
E) Duas explicações, do treinamento para consulto- travessão, travessão, ponto final, ponto final
res iniciantes, receberam destaque; o conceito de PPD e a D) dois pontos, interrogação, vírgula, ponto final, tra-
construção de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar vessão, vírgula, vírgula, vírgula, interrogação
das metas, de vendas associadas aos dois temas. E) dois pontos, ponto final, vírgula, vírgula, interroga-
ção, vírgula, vírgula, travessão, interrogação
04.(Escrevente TJ SP – Vunesp 2012). Assinale a alter-
nativa em que o período, adaptado da revista Pesquisa 07. (SRF) Das redações abaixo, assinale a que não está
Fapesp de junho de 2012, está correto quanto à regência pontuada corretamente:
nominal e à pontuação. A) Os candidatos, em fila, aguardavam ansiosos o re-
(A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapida- sultado do concurso.
mente, seu espaço na carreira científica ainda que o avanço B) Em fila, os candidatos, aguardavam, ansiosos, o re-
seja mais notável em alguns países, o Brasil é um exemplo, sultado do concurso.
do que em outros. C) Ansiosos, os candidatos aguardavam, em fila, o re-
(B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam ra- sultado do concurso.
pidamente seu espaço na carreira científica; ainda que o D) Os candidatos ansiosos aguardavam o resultado do
avanço seja mais notável, em alguns países, o Brasil é um concurso, em fila.
exemplo!, do que em outros. E) Os candidatos aguardavam ansiosos, em fila, o resul-
(C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam ra- tado do concurso.
pidamente seu espaço, na carreira científica, ainda que o
avanço seja mais notável, em alguns países: o Brasil é um 08. A frase em que deveria haver uma vírgula é:
exemplo, do que em outros. A) Comi uma fruta pela manhã e outra à tarde.
(D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapida- B) Eu usei um vestido vermelho na festa e minha irmã
mente seu espaço na carreira científica, ainda que o avanço usou um vestido azul.
seja mais notável em alguns países – o Brasil é um exemplo C) Ela tem lábios e nariz vermelhos.
– do que em outros. D) Não limparam a sala nem a cozinha.
(E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapida-
mente, seu espaço na carreira científica, ainda que, o avan- 09. (Cefet-PR) Assinale o item em que o texto está cor-
ço seja mais notável em alguns países (o Brasil é um exem- retamente pontuado:
plo) do que em outros. A) Não nego, que ao avistar a cidade natal tive uma
sensação nova.
05. (Papiloscopista Policial – Vunesp – 2013 – adap.). B) Não nego que ao avistar, a cidade natal, tive uma
Assinale a alternativa em que a frase mantém-se correta sensação nova.
após o acréscimo das vírgulas. C) Não nego que, ao avistar, a cidade natal, tive uma
(A) Se a criança se perder, quem encontrá-la, verá na sensação nova.
pulseira instruções para que envie, uma mensagem eletrô- D) Não nego que ao avistar a cidade natal tive uma
nica ao grupo ou acione o código na internet. sensação nova.
(B) Um geolocalizador também, avisará, os pais de E) Não nego que, ao avistar a cidade natal, tive uma
onde o código foi acionado. sensação nova.
(C) Assim que o código é digitado, familiares cadastra-
dos, recebem automaticamente, uma mensagem dizendo
que a criança foi encontrada.

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LÍNGUA PORTUGUESA

GABARITO (B) Não há dúvida de que , (X) as mulheres , (X) am-


01. C 02. C 03. B 04. D 05. E pliam rapidamente seu espaço na carreira científica ; (X)
06. B 07. B 08. B 09. E ainda que o avanço seja mais notável , (X) em alguns paí-
ses, o Brasil é um exemplo ! (X) , do que em outros.
COMENTÁRIOS (C) Não há dúvida de que as mulheres , (X) ampliam
rapidamente seu espaço , (X) na carreira científica , (X) ain-
1- Assinalei com um (X) as pontuações inadequadas da que o avanço seja mais notável, em alguns países : (X) o
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, Brasil é um exemplo, do que em outros.
embora, (X) experimentasse , (X) a sensação de violar uma (E) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapida-
intimidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando mente , (X) seu espaço na carreira científica, ainda que , (X)
encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a o avanço seja mais notável em alguns países (o Brasil é um
sua dona. exemplo) do que em outros.
(B) Diante , (X) da testemunha o homem abriu a bolsa
e, embora experimentasse a sensação , (X) de violar uma 5-) Assinalei com (X) onde estão as pontuações inade-
intimidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando quadas
encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a (A) Se a criança se perder, quem encontrá-la , (X) verá
sua dona. na pulseira instruções para que envie , (X) uma mensagem
(D) Diante da testemunha, o homem , (X) abriu a bolsa eletrônica ao grupo ou acione o código na internet.
e, embora experimentasse a sensação de violar uma inti- (B) Um geolocalizador também , (X) avisará , (X) os
midade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando , (X) pais de onde o código foi acionado.
encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a (C) Assim que o código é digitado, familiares cadastra-
sua dona. dos , (X) recebem ( , ) automaticamente, uma mensagem
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, dizendo que a criança foi encontrada.
embora , (X) experimentasse a sensação de violar uma in- (D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha , (X) che-
timidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando , ga primeiro às , (X) areias do Guarujá.
(X) encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era
a sua dona. 6-) Pergunta-se ( : ) qual é a ideia principal desse pa-
rágrafo
2-) Quando se trata de trabalho científico , duas coisas ( ? ) A chegada de reforços ( , ) a condecoração ( , ) o
devem ser consideradas : uma é a contribuição teórica escândalo da opinião pública ou a renúncia do presidente
que o trabalho oferece ; a outra é o valor prático que pos- (? ) Se é a chegada de reforços ( , ) que relação há ( - )
sa ter. vírgula, dois pontos, ponto e vírgula ou mostrou seu autor haver ( - ) entre esse fato e os res-
tantes ( ? )
3-) Assinalei com (X) onde estão as pontuações inade-
quadas 7-) Em fila, os candidatos , (X) aguardavam, ansiosos, o
A) Duas explicações , (X) do treinamento para consul- resultado do concurso.
tores iniciantes receberam destaque , (X) o conceito de
PPD e a construção de tabelas Price; mas por outro lado, 8-) Eu usei um vestido vermelho na festa , e minha
faltou falar das metas de vendas associadas aos dois temas. irmã usou um vestido azul.
C) Duas explicações do treinamento para consultores Há situações em que é possível usar a vírgula antes do
iniciantes receberam destaque ; (X) o conceito de PPD e a “e”. Isso ocorre quando a conjunção aditiva coordena ora-
construção de tabelas Price , (X) mas por outro lado, faltou ções de sujeitos diferentes nas quais a leitura fluente pode
falar das metas de vendas associadas aos dois temas. ser prejudicada pela ausência da pontuação.
D) Duas explicações do treinamento para consultores
iniciantes , (X) receberam destaque: o conceito de PPD e a 9-) Assinalei com (X) onde estão as pontuações inade-
construção de tabelas Price , (X) mas, por outro lado, faltou quadas
falar das metas de vendas associadas aos dois temas. A) Não nego , (X) que ao avistar a cidade natal tive
E) Duas explicações , (X) do treinamento para consul- uma sensação nova.
tores iniciantes , (X) receberam destaque ; (X) o conceito B) Não nego que ao avistar , (X) a cidade natal, tive
de PPD e a construção de tabelas Price , (X) mas por outro uma sensação nova.
lado, faltou falar das metas , (X) de vendas associadas aos C) Não nego que, ao avistar , (X) a cidade natal, tive
dois temas. uma sensação nova.
D) Não nego que ( , ) ao avistar a cidade natal ( , ) tive
4-) Assinalei com (X) onde estão as pontuações inade- uma sensação nova.
quadas
(A) Não há dúvida de que as mulheres ampliam , (X) Recomendo a visualização do link abaixo para entender,
rapidamente , (X) seu espaço na carreira científica (, ) ainda de uma maneira criativa, a importância da pontuação!
que o avanço seja mais notável em alguns países, o Brasil é
um exemplo, do que em outros. http://www.youtube.com/watch?v=JxJrS6augu0

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LÍNGUA PORTUGUESA

Acima temos três orações correspondentes a três pe-


SINTAXE: PERÍODOS SIMPLES ríodos simples ou a três frases. Mas, nem sempre oração
(TERMOS ESSENCIAIS, INTEGRANTES é frase: “convém que te apresses” apresenta duas orações,
mas uma só frase, pois somente o conjunto das duas é que
E ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO) E PERÍODOS
traduz um pensamento completo.
COMPOSTOS (COORDENAÇÃO Outra definição para oração é a frase ou membro de
E SUBORDINAÇÃO) frase que se organiza ao redor de um verbo. A oração pos-
sui sempre um verbo (ou locução verbal), que implica na
existência de um predicado, ao qual pode ou não estar li-
gado um sujeito.
Frase, período e oração: Assim, a oração é caracterizada pela presença de um
Frase é todo enunciado suficiente por si mesmo para verbo. Dessa forma:
estabelecer comunicação. Expressa juízo, indica ação, esta- Rua! = é uma frase, não é uma oração.
do ou fenômeno, transmite um apelo, ordem ou exterioriza Já em: “Quero a rosa mais linda que houver, para enfei-
emoções. tar a noite do meu bem.” Temos uma frase e três orações:
Normalmente a frase é composta por dois termos – o As duas últimas orações não são frases, pois em si mesmas
sujeito e o predicado – mas não obrigatoriamente, pois em não satisfazem um propósito comunicativo; são, portanto,
Português há orações ou frases sem sujeito: membros de frase.
Há muito tempo que não chove.
Quanto ao período, ele denomina a frase constituí-
Enquanto na língua falada a frase é caracterizada pela da por uma ou mais orações, formando um todo, com
entoação, na língua escrita, a entoação é reduzida a sinais sentido completo. O período pode ser simples ou com-
posto.
de pontuação.
Quanto aos tipos de frases, além da classificação em
Período simples é aquele constituído por apenas uma
verbais e nominais, feita a partir de seus elementos consti-
oração, que recebe o nome de oração absoluta.
tuintes, elas podem ser classificadas a partir de seu sentido Chove.
global: A existência é frágil.
- frases interrogativas: o emissor da mensagem formu- Os homens sensíveis pedem amor sincero às mulheres
la uma pergunta. / Que queres fazer? de opinião.
- frases imperativas: o emissor da mensagem dá uma
ordem ou faz um pedido. / Dê-me uma mãozinha! – Faça-o Período composto é aquele constituído por duas ou
sair! mais orações:
- frases exclamativas: o emissor exterioriza um estado “Quando você foi embora, fez-se noite em meu viver.”
afetivo. / Que dia difícil! Cantei, dancei e depois dormi.
- frases declarativas: o emissor constata um fato. / Ele
já chegou. Termos essenciais da oração:

Quanto à estrutura da frase, as frases que possuem O sujeito e o predicado são considerados termos es-
verbo (oração) são estruturadas por dois elementos essen- senciais da oração, ou seja, sujeito e predicado são termos
ciais: sujeito e predicado. O sujeito é o termo da frase que indispensáveis para a formação das orações. No entanto,
concorda com o verbo em número e pessoa. É o “ser de existem orações formadas exclusivamente pelo predicado.
quem se declara algo”, “o tema do que se vai comunicar”. O que define, pois, a oração, é a presença do verbo.
O predicado é a parte da frase que contém “a informação O sujeito é o termo que estabelece concordância com
nova para o ouvinte”. Ele se refere ao tema, constituindo a o verbo.
declaração do que se atribui ao sujeito. a) “Minha primeira lágrima caiu dentro dos teus olhos.”;
Quando o núcleo da declaração está no verbo, temos b) “Minhas primeiras lágrimas caíram dentro dos teus
o predicado verbal. Mas, se o núcleo estiver num nome, olhos”.
teremos um predicado nominal.
Os homens sensíveis pedem amor sincero às mulheres Na primeira frase, o sujeito é minha primeira lágrima.
Minha e primeira referem-se ao conceito básico expresso
de opinião.
em lágrima. Lágrima é, pois, a principal palavra do sujeito,
A existência é frágil.
sendo, por isso, denominada núcleo do sujeito. O núcleo
do sujeito relaciona-se com o verbo, estabelecendo a con-
A oração, às vezes, é sinônimo de frase ou período cordância.
(simples) quando encerra um pensamento completo e vem A função do sujeito é basicamente desempenhada por
limitada por ponto-final, ponto de interrogação, ponto de substantivos, o que a torna uma função substantiva da ora-
exclamação e por reticências. ção. Pronomes, substantivos, numerais e quaisquer outras
Um vulto cresce na escuridão. Clarissa encolhe-se. É palavras substantivadas (derivação imprópria) também po-
Vasco. dem exercer a função de sujeito.

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LÍNGUA PORTUGUESA

a) Ele já partiu; O pronome se funciona como índice de indetermina-


b) Os dois sumiram; ção do sujeito.
c) Um sim é suave e sugestivo.
As orações sem sujeito, formadas apenas pelo predica-
Os sujeitos são classificados a partir de dois elementos: do, articulam-se a partir de um verbo impessoal. A mensa-
o de determinação ou indeterminação e o de núcleo do gem está centrada no processo verbal. Os principais casos
sujeito. de orações sem sujeito com:
a) os verbos que indicam fenômenos da natureza:
Um sujeito é determinado quando é facilmente iden- 1) Amanheceu repentinamente;
tificável pela concordância verbal. O sujeito determinado 2) Está chuviscando.
pode ser simples ou composto. b) os verbos estar, fazer, haver e ser, quando indicam
A indeterminação do sujeito ocorre quando não é pos- fenômenos meteorológicos ou se relacionam ao tempo em
sível identificar claramente a que se refere a concordância geral:
verbal. Isso ocorre quando não se pode ou não interessa 1) Está tarde.
indicar precisamente o sujeito de uma oração. 2) Ainda é cedo.
a) Estão gritando seu nome lá fora; 3) Já são três horas, preciso ir;
b) Trabalha-se demais neste lugar. 4) Faz frio nesta época do ano;
O sujeito simples é o sujeito determinado que possui 5) Há muitos anos aguardamos mudanças significati-
um único núcleo. Esse vocábulo pode estar no singular ou vas;
no plural; pode também ser um pronome indefinido. 6) Faz anos que esperamos melhores condições de
a) Nós nos respeitamos mutuamente; vida;
b) A existência é frágil; O predicado é o conjunto de enunciados que numa
c) Ninguém se move; dada oração contém a informação nova para o ouvinte.
d) O amar faz bem. Nas orações sem sujeito, o predicado simplesmente enun-
cia um fato qualquer:
O sujeito composto é o sujeito determinado que possui a) Chove muito nesta época do ano;
mais de um núcleo. b) Houve problemas na reunião.
a) Alimentos e roupas andam caríssimos; Nas orações que surge o sujeito, o predicado é aquilo
que se declara a respeito desse sujeito.
b) Ela e eu nos respeitamos mutuamente;
c) O amar e o odiar são tidos como duas faces da mes-
Com exceção do vocativo, que é um termo à parte,
ma moeda.
tudo o que difere do sujeito numa oração é o seu predi-
cado.
Além desses dois sujeitos determinados, é comum a
a) Os homens (sujeito) pedem amor às mulheres (pre-
referência ao sujeito oculto ( ou elíptico), isto é, ao núcleo
dicado);
do sujeito que está implícito e que pode ser reconhecido
b) Passou-me (predicado) uma ideia estranha (sujeito)
pela desinência verbal ou pelo contexto.
pelo pensamento (predicado).
Abolimos todas as regras. = (nós)
Para o estudo do predicado, é necessário verificar se
O sujeito indeterminado surge quando não se quer ou seu núcleo está num nome ou num verbo. Deve-se consi-
não se pode identificar claramente a que o predicado da derar também se as palavras que formam o predicado re-
oração refere--se. Existe uma referência imprecisa ao sujei- ferem-se apenas ao verbo ou também ao sujeito da oração.
to, caso contrário, teríamos uma oração sem sujeito. Os homens sensíveis (sujeito) pedem amor sincero às
Na língua portuguesa o sujeito pode ser indetermina- mulheres de opinião.
do de duas maneiras:
a) com verbo na terceira pessoa do plural, desde que o O predicado acima apresenta apenas uma palavra que
sujeito não tenha sido identificado anteriormente: se refere ao sujeito: pedem. As demais palavras ligam-se
1) Bateram à porta; direta ou indiretamente ao verbo.
2) Andam espalhando boatos a respeito da queda do A existência (sujeito) é frágil (predicado).
ministro.
O nome frágil, por intermédio do verbo, refere-se ao
b) com o verbo na terceira pessoa do singular, acresci- sujeito da oração. O verbo atua como elemento de ligação
do do pronome se. Esta é uma construção típica dos verbos entre o sujeito e a palavra a ele relacionada.
que não apresentam complemento direto:
1) Precisa-se de mentes criativas; O predicado verbal é aquele que tem como núcleo sig-
2) Vivia-se bem naqueles tempos; nificativo um verbo:
3) Trata-se de casos delicados; a) Chove muito nesta época do ano;
4) Sempre se está sujeito a erros. b) Senti seu toque suave;
c) O velho prédio foi demolido.

63
LÍNGUA PORTUGUESA

Os verbos acima são significativos, isto é, não servem O objeto direto preposicionado ocorre principalmente:
apenas para indicar o estado do sujeito, mas indicam pro- a) com nomes próprios de pessoas ou nomes comuns
cessos. referentes a pessoas:
1) Amar a Deus;
O predicado nominal é aquele que tem como núcleo 2) Adorar a Xangô;
significativo um nome; esse nome atribui uma qualidade 3) Estimar aos pais.
ou estado ao sujeito, por isso é chamado de predicativo do
sujeito. O predicativo é um nome que se liga a outro nome b) com pronomes indefinidos de pessoa e pronomes
da oração por meio de um verbo. de tratamento:
Nos predicados nominais, o verbo não é significativo, 1) Não excluo a ninguém;
isto é, não indica um processo. O verbo une o sujeito ao 2) Não quero cansar a Vossa Senhoria.
predicativo, indicando circunstâncias referentes ao estado
do sujeito: c) para evitar ambiguidade:
“Ele é senhor das suas mãos e das ferramentas.” Ao povo prejudica a crise. (sem preposição, a situação
Na frase acima o verbo ser poderia ser substituído seria outra)
por estar, andar, ficar, parecer, permanecer ou continuar, O objeto indireto é o complemento que se liga indire-
atuando como elemento de ligação entre o sujeito e as pa- tamente ao verbo, ou seja, através de uma preposição.
lavras a ele relacionadas. a) Os homens sensíveis pedem amor sincero às mu-
A função de predicativo é exercida normalmente por lheres;
um adjetivo ou substantivo. b) Os homens pedem-lhes amor sincero;
c) Gosto de música popular brasileira.
O predicado verbo-nominal é aquele que apresenta O termo que integra o sentido de um nome chama-se
dois núcleos significativos: um verbo e um nome. No pre- complemento nominal. O complemento nominal liga-se ao
dicado verbo-nominal, o predicativo pode referir-se ao su- nome que completa por intermédio de preposição:
jeito ou ao complemento verbal. a) Desenvolvemos profundo respeito à arte;
O verbo do predicado verbo-nominal é sempre sig- b) A arte é necessária à vida;
nificativo, indicando processos. É também sempre por in-
c) Tenho-lhe profundo respeito.
termédio do verbo que o predicativo se relaciona com o
termo a que se refere.
Termos acessórios da oração e vocativo:
a) O dia amanheceu ensolarado;
b) As mulheres julgam os homens inconstantes
Os termos acessórios recebem esse nome por serem
acidentais, explicativos, circunstanciais.
No primeiro exemplo, o verbo amanheceu apresenta
São termos acessórios o adjunto adverbial, adjunto ad-
duas funções: a de verbo significativo e a de verbo de liga-
ção. Esse predicado poderia ser desdobrado em dois, um nominal, o aposto e o vocativo.
verbal e outro nominal: O adjunto adverbial é o termo da oração que indica
a) O dia amanheceu; uma circunstância do processo verbal, ou intensifica o
b) O dia estava ensolarado. sentido de um adjetivo, verbo ou advérbio. É uma função
adverbial, pois cabe ao advérbio e às locuções adverbiais
No segundo exemplo, é o verbo julgar que relaciona exercerem o papel de adjunto adverbial.
o complemento homens como o predicativo inconstantes. Amanhã voltarei de bicicleta àquela velha praça.

Termos integrantes da oração: As circunstâncias comumente expressas pelo adjunto


adverbial são:
Os complementos verbais (objeto direto e indireto) e o - acréscimo: Além de tristeza, sentia profundo cansaço.
complemento nominal são chamados termos integrantes - afirmação: Sim, realmente irei partir.
da oração. - assunto: Falavam sobre futebol.
Os complementos verbais integram o sentido dos ver- - causa: Morrer ou matar de fome, de raiva e de sede…
bos transitivos, com eles formando unidades significativas. - companhia: Sempre contigo bailando sob as estrelas.
Esses verbos podem se relacionar com seus complementos - concessão: Apesar de você, amanhã há de ser outro
diretamente, sem a presença de preposição ou indireta- dia.
mente, por intermédio de preposição. - conformidade: Fez tudo conforme o combinado.
O objeto direto é o complemento que se liga direta- - dúvida: Talvez nos deixem entrar.
mente ao verbo. - fim: Estudou para o exame.
a) Os homens sensíveis pedem amor às mulheres de - frequência: Sempre aparecia por lá.
opinião; - instrumento: Fez o corte com a faca.
b) Os homens sinceros pedem-no às mulheres de opi- - intensidade: Corria bastante.
nião; - limite: Andava atabalhoado do quarto à sala.
c) Dou-lhes três. - lugar: Vou à cidade.
d) Houve muita confusão na partida final. - matéria: Compunha-se de substâncias estranhas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- meio: Viajarei de trem. PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO


- modo: Foram recrutados a dedo.
- negação: Não há ninguém que mereça. O período composto caracteriza-se por possuir mais
- preço: As casas estão sendo vendidas a preços exor- de uma oração em sua composição. Sendo Assim:
bitantes. - Eu irei à praia. (Período Simples = um verbo, uma
- substituição ou troca: Abandonou suas convicções oração)
por privilégios econômicos. - Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia.
- tempo: Ontem à tarde encontrou o velho amigo. (Período Composto =locução verbal, verbo, duas orações)
- Já me decidi: só irei à praia, se antes eu comprar um
O adjunto adnominal é o termo acessório que deter- protetor solar. (Período Composto = três verbos, três ora-
mina, especifica ou explica um substantivo. É uma função ções).
adjetiva, pois são os adjetivos e as locuções adjetivas que
exercem o papel de adjunto adnominal na oração. Também Cada verbo ou locução verbal corresponde a uma
atuam como adjuntos adnominais os artigos, os numerais e oração. Isso implica que o primeiro exemplo é um perío-
os pronomes adjetivos. do simples, pois tem apenas uma oração, os dois outros
O poeta inovador enviou dois longos trabalhos ao seu exemplos são períodos compostos, pois têm mais de uma
amigo de infância. oração.
O adjunto adnominal liga-se diretamente ao substan- Há dois tipos de relações que podem se estabelecer
tivo a que se refere, sem participação do verbo. Já o predi- entre as orações de um período composto: uma relação de
cativo do objeto liga-se ao objeto por meio de um verbo. coordenação ou uma relação de subordinação.
O poeta português deixou uma obra originalíssima. Duas orações são coordenadas quando estão juntas
O poeta deixou-a. em um mesmo período, (ou seja, em um mesmo bloco de
(originalíssima não precisou ser repetida, portanto: ad- informações, marcado pela pontuação final), mas têm, am-
junto adnominal) bas, estruturas individuais, como é o exemplo de:
O poeta português deixou uma obra inacabada. - Estou comprando um protetor solar, depois irei à
O poeta deixou-a inacabada.
praia. (Período Composto)
(inacabada precisou ser repetida, então: predicativo do
Podemos dizer:
objeto)
1. Estou comprando um protetor solar.
Enquanto o complemento nominal relaciona-se a um
2. Irei à praia.
substantivo, adjetivo ou advérbio; o adjunto nominal rela-
Separando as duas, vemos que elas são independentes.
ciona-se apenas ao substantivo.
É desse tipo de período que iremos falar agora: o Pe-
ríodo Composto por Coordenação.
O aposto é um termo acessório que permite ampliar,
explicar, desenvolver ou resumir a ideia contida num termo Quanto à classificação das orações coordenadas, te-
que exerça qualquer função sintática. mos dois tipos: Coordenadas Assindéticas e Coordenadas
Ontem, segunda-feira, passei o dia mal-humorado. Sindéticas.

Segunda-feira é aposto do adjunto adverbial de tempo Coordenadas Assindéticas


ontem. Dizemos que o aposto é sintaticamente equivalente São orações coordenadas entre si e que não são liga-
ao termo que se relaciona porque poderia substituí-lo: das através de nenhum conectivo. Estão apenas justapos-
Segunda-feira passei o dia mal-humorado. tas.
O aposto pode ser classificado, de acordo com seu va-
lor na oração, em: Coordenadas Sindéticas
a) explicativo: A linguística, ciência das línguas huma- Ao contrário da anterior, são orações coordenadas en-
nas, permite-nos interpretar melhor nossa relação com o tre si, mas que são ligadas através de uma conjunção coor-
mundo. denativa. Esse caráter vai trazer para esse tipo de oração
b) enumerativo: A vida humana compõe-se de muitas uma classificação. As orações coordenadas sindéticas são
coisas: amor, arte, ação. classificadas em cinco tipos: aditivas, adversativas, alterna-
c) resumidor ou recapitulativo: Fantasias, suor e sonho, tivas, conclusivas e explicativas.
tudo isso forma o carnaval.
d) comparativo: Seus olhos, indagadores holofotes, fi- Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas: suas prin-
xaram-se por muito tempo na baía anoitecida. cipais conjunções são: e, nem, não só... mas também, não
só... como, assim... como.
O vocativo é um termo que serve para chamar, invocar - Não só cantei como também dancei.
ou interpelar um ouvinte real ou hipotético. - Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia.
A função de vocativo é substantiva, cabendo a subs- - Comprei o protetor solar e fui à praia.
tantivos, pronomes substantivos, numerais e palavras subs-
tantivadas esse papel na linguagem. Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas: suas
João, venha comigo! principais conjunções são: mas, contudo, todavia, entretan-
Traga-me doces, minha menina! to, porém, no entanto, ainda, assim, senão.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante. Obs.: as orações reduzidas não são introduzidas por
- Ainda que a noite acabasse, nós continuaríamos dan- conjunções nem pronomes relativos. Podem ser, eventual-
çando. mente, introduzidas por preposição.
- Não comprei o protetor solar, mas mesmo assim fui
à praia. 1) ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
A oração subordinada substantiva tem valor de subs-
Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas: suas tantivo e vem introduzida, geralmente, por conjunção inte-
principais conjunções são: ou... ou; ora...ora; quer...quer; grante (que, se).
seja...seja.
- Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador. Suponho que você foi à biblioteca hoje.
- Ora sei que carreira seguir, ora penso em várias car- Oração Subordinada Substantiva
reiras diferentes.
- Quer eu durma quer eu fique acordado, ficarei no Você sabe se o presidente já chegou?
quarto. Oração Subordinada Substantiva

Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas: suas Os pronomes interrogativos (que, quem, qual) também
principais conjunções são: logo, portanto, por fim, por con- introduzem as orações subordinadas substantivas, bem
seguinte, consequentemente, pois (posposto ao verbo) como os advérbios interrogativos (por que, quando, onde,
- Passei no vestibular, portanto irei comemorar. como). Veja os exemplos:
- Conclui o meu projeto, logo posso descansar.
- Tomou muito sol, consequentemente ficou adoenta- O garoto perguntou qual seu nome.
da. Oração Subordinada Subs-
- A situação é delicada; devemos, pois, agir tantiva

Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas: suas Não sabemos por que a vizinha se
principais conjunções são: isto é, ou seja, a saber, na verda- mudou.
de, pois (anteposto ao verbo). Oração Subordinada Substan-
tiva
- Só passei na prova porque me esforcei por muito
tempo.
Classificação das Orações Subordinadas Substanti-
- Só fiquei triste por você não ter viajado comigo.
vas
- Não fui à praia, pois queria descansar durante o Do-
mingo.
De acordo com a função que exerce no período, a ora-
ção subordinada substantiva pode ser:
Período composto por subordinação a) Subjetiva
É subjetiva quando exerce a função sintática de sujeito
Observe o exemplo abaixo de Vinícius de Moraes: do verbo da oração principal. Observe:
“Eu sinto que em meu gesto existe É fundamental o seu comparecimento à reu-
o teu gesto.” nião.
Oração Principal Oração Subordinada Sujeito
Observe que na oração subordinada temos o verbo É fundamental que você compareça à reu-
“existe”, que está conjugado na terceira pessoa do singular nião.
do presente do indicativo. As orações subordinadas que Oração Principal Oração Subordinada Substantiva
apresentam verbo em qualquer dos tempos finitos (tem- Subjetiva
pos do modo do indicativo, subjuntivo e imperativo), são
chamadas de orações desenvolvidas ou explícitas. Atenção:
Podemos modificar o período acima. Veja: Observe que a oração subordinada substantiva pode
Eu sinto existir em meu gesto o teu ser substituída pelo pronome “ isso”. Assim, temos um pe-
gesto. ríodo simples:
Oração Principal Oração Subordinada É fundamental isso. ou Isso é fundamental.

A análise das orações continua sendo a mesma: “Eu Dessa forma, a oração correspondente a “isso” exerce-
sinto” é a oração principal, cujo objeto direto é a oração rá a função de sujeito
subordinada “existir em meu gesto o teu gesto”. Note que Veja algumas estruturas típicas que ocorrem na oração
a oração subordinada apresenta agora verbo no infinitivo. principal:
Além disso, a conjunção “que”, conectivo que unia as duas 1- Verbos de ligação + predicativo, em construções do
orações, desapareceu. As orações subordinadas cujo verbo tipo:
surge numa das formas nominais (infinitivo - flexionado ou É bom - É útil - É conveniente - É certo - Parece certo
não -, gerúndio ou particípio) chamamos orações reduzi- - É claro - Está evidente - Está comprovado
das ou implícitas. É bom que você compareça à minha festa.

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LÍNGUA PORTUGUESA

2- Expressões na voz passiva, como: d) Completiva Nominal


Sabe-se - Soube-se - Conta-se - Diz-se - Comenta-se - A oração subordinada substantiva completiva nominal
É sabido - Foi anunciado - Ficou provado completa um nome que pertence à oração principal e tam-
Sabe-se que Aline não gosta de Pedro. bém vem marcada por preposição.
Sentimos orgulho de seu comportamento.
3- Verbos como: Complemento Nominal
convir - cumprir - constar - admirar - importar - ocorrer
- acontecer Sentimos orgulho de que você se comportou. (Sen-
Convém que não se atrase na entrevista. timos orgulho disso.)
Oração Subordinada Substantiva Completiva
Obs.: quando a oração subordinada substantiva é sub- Nominal
jetiva, o verbo da oração principal está sempre na 3ª. pes-
soa do singular. Lembre-se:
Observe que as orações subordinadas substantivas ob-
b) Objetiva Direta jetivas indiretas integram o sentido de um verbo, enquanto
A oração subordinada substantiva objetiva direta exer- que orações subordinadas substantivas completivas nomi-
ce função de objeto direto do verbo da oração principal. nais integram o sentido de um nome. Para distinguir uma
Todos querem sua aprovação no vestibular. da outra, é necessário levar em conta o termo complemen-
Objeto Direto tado. Essa é, aliás, a diferença entre o objeto indireto e o
complemento nominal: o primeiro complementa um verbo,
Todos querem que você seja aprovado. (Todos o segundo, um nome.
querem isso)
Oração Principal oração Subordinada Substantiva e) Predicativa
Objetiva Direta A oração subordinada substantiva predicativa exerce
papel de predicativo do sujeito do verbo da oração princi-
As orações subordinadas substantivas objetivas diretas pal e vem sempre depois do verbo ser.
desenvolvidas são iniciadas por: Nosso desejo era sua desistência.
1- Conjunções integrantes “que” (às vezes elíptica) e Predicativo do Sujeito
“se”:
Nosso desejo era que ele desistisse. (Nosso desejo
A professora verificou se todos alunos estavam presen-
era isso)
tes.
Oração Subordinada Substantiva
Predicativa
2- Pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto (às
vezes regidos de preposição), nas interrogações indiretas:
Obs.: em certos casos, usa-se a preposição expletiva
O pessoal queria saber quem era o dono do carro im-
“de” para realce. Veja o exemplo:
portado.
A impressão é de que não fui bem na prova.
3- Advérbios como, quando, onde, por que, quão (às f) Apositiva
vezes regidos de preposição), nas interrogações indiretas: A oração subordinada substantiva apositiva exerce
Eu não sei por que ela fez isso. função de aposto de algum termo da oração principal.
c) Objetiva Indireta Fernanda tinha um grande sonho: a felicidade!
A oração subordinada substantiva objetiva indireta Aposto
atua como objeto indireto do verbo da oração principal. (Fernanda tinha um grande sonho: isso.)
Vem precedida de preposição.
Meu pai insiste em meu estudo. Fernanda tinha um grande sonho: ser feliz!
Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva
Apositiva
Meu pai insiste em que eu estude. (Meu pai insiste reduzida de infinitivo
nisso)
Oração Subordinada Substantiva Objetiva * Dica: geralmente há a presença dos dois pontos!
Indireta (:)
2) ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS
Obs.: em alguns casos, a preposição pode estar elíptica Uma oração subordinada adjetiva é aquela que possui
na oração. valor e função de adjetivo, ou seja, que a ele equivale. As
Marta não gosta (de) que a chamem de senhora. orações vêm introduzidas por pronome relativo e exercem
Oração Subordinada Substantiva Objetiva a função de adjunto adnominal do antecedente. Observe
Indireta o exemplo:

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LÍNGUA PORTUGUESA

Esta foi uma redação bem-sucedida. Exemplo 1:


Substantivo Adjetivo (Adjunto Adnominal) Jamais teria chegado aqui, não fosse a gentileza de um
homem que passava naquele momento.
Note que o substantivo redação foi caracterizado pelo Oração Subordinada Adjetiva Restritiva
adjetivo bem-sucedida. Nesse caso, é possível formarmos
outra construção, a qual exerce exatamente o mesmo pa- Nesse período, observe que a oração em destaque res-
pel. Veja: tringe e particulariza o sentido da palavra “homem”: trata-
Esta foi uma redação que fez sucesso. se de um homem específico, único. A oração limita o uni-
Oração Principal Oração Subordinada Ad- verso de homens, isto é, não se refere a todos os homens,
jetiva mas sim àquele que estava passando naquele momento.

Perceba que a conexão entre a oração subordinada ad- Exemplo 2:


jetiva e o termo da oração principal que ela modifica é feita O homem, que se considera racional, muitas vezes age
pelo pronome relativo “que”. Além de conectar (ou relacio- animalescamente.
nar) duas orações, o pronome relativo desempenha uma Oração Subordinada Adjetiva Explicativa
função sintática na oração subordinada: ocupa o papel que Nesse período, a oração em destaque não tem sentido
seria exercido pelo termo que o antecede. restritivo em relação à palavra “homem”; na verdade, essa
Obs.: para que dois períodos se unam num período oração apenas explicita uma ideia que já sabemos estar
composto, altera-se o modo verbal da segunda oração. contida no conceito de “homem”.

Atenção: Saiba que: A oração subordinada adjetiva explicativa é


Vale lembrar um recurso didático para reconhecer o separada da oração principal por uma pausa, que, na es-
pronome relativo que: ele sempre pode ser substituído por: crita, é representada pela vírgula. É comum, por isso, que
o qual - a qual - os quais - as quais a pontuação seja indicada como forma de diferenciar as
Refiro-me ao aluno que é estudioso. orações explicativas das restritivas; de fato, as explicativas
vêm sempre isoladas por vírgulas; as restritivas, não.
Essa oração é equivalente a:
Refiro-me ao aluno o qual estuda. 3) ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS

Forma das Orações Subordinadas Adjetivas Uma oração subordinada adverbial é aquela que exer-
ce a função de adjunto adverbial do verbo da oração prin-
Quando são introduzidas por um pronome relativo e cipal. Dessa forma, pode exprimir circunstância de tempo,
apresentam verbo no modo indicativo ou subjuntivo, as modo, fim, causa, condição, hipótese, etc. Quando desen-
orações subordinadas adjetivas são chamadas desenvolvi- volvida, vem introduzida por uma das conjunções subor-
das. Além delas, existem as orações subordinadas adjetivas dinativas (com exclusão das integrantes). Classifica-se de
reduzidas, que não são introduzidas por pronome relativo acordo com a conjunção ou locução conjuntiva que a in-
(podem ser introduzidas por preposição) e apresentam o troduz.
verbo numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou Durante a madrugada, eu olhei você dormindo.
particípio). Oração Subordinada Adverbial
Ele foi o primeiro aluno que se apresentou.
Ele foi o primeiro aluno a se apresentar. Observe que a oração em destaque agrega uma cir-
cunstância de tempo. É, portanto, chamada de oração su-
No primeiro período, há uma oração subordinada ad- bordinada adverbial temporal. Os adjuntos adverbiais são
jetiva desenvolvida, já que é introduzida pelo pronome termos acessórios que indicam uma circunstância refe-
relativo “que” e apresenta verbo conjugado no pretérito rente, via de regra, a um verbo. A classificação do adjunto
perfeito do indicativo. No segundo, há uma oração subor- adverbial depende da exata compreensão da circunstância
dinada adjetiva reduzida de infinitivo: não há pronome re- que exprime. Observe os exemplos abaixo:
lativo e seu verbo está no infinitivo. Naquele momento, senti uma das maiores emoções de
minha vida.
Classificação das Orações Subordinadas Adjetivas Quando vi a estátua, senti uma das maiores emoções
de minha vida.
Na relação que estabelecem com o termo que caracte-
rizam, as orações subordinadas adjetivas podem atuar de No primeiro período, “naquele momento” é um ad-
duas maneiras diferentes. Há aquelas que restringem ou junto adverbial de tempo, que modifica a forma verbal
especificam o sentido do termo a que se referem, indivi- “senti”. No segundo período, esse papel é exercido pela
dualizando-o. Nessas orações não há marcação de pausa, oração “Quando vi a estátua”, que é, portanto, uma oração
sendo chamadas subordinadas adjetivas restritivas. Existem subordinada adverbial temporal. Essa oração é desenvol-
também orações que realçam um detalhe ou amplificam vida, pois é introduzida por uma conjunção subordinativa
dados sobre o antecedente, que já se encontra suficien- (quando) e apresenta uma forma verbal do modo indicati-
temente definido, as quais denominam-se subordinadas vo (“vi”, do pretérito perfeito do indicativo). Seria possível
adjetivas explicativas. reduzi-la, obtendo-se:

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LÍNGUA PORTUGUESA

Ao ver a estátua, senti uma das maiores emoções de d) Concessão


minha vida. As orações subordinadas adverbiais concessivas in-
A oração em destaque é reduzida, pois apresenta uma dicam concessão às ações do verbo da oração principal,
das formas nominais do verbo (“ver” no infinitivo) e não é isto é, admitem uma contradição ou um fato inesperado. A
introduzida por conjunção subordinativa, mas sim por uma ideia de concessão está diretamente ligada ao contraste, à
preposição (“a”, combinada com o artigo “o”). quebra de expectativa.
Obs.: a classificação das orações subordinadas adver- Principal conjunção subordinativa concessiva: EMBORA
biais é feita do mesmo modo que a classificação dos ad- Utiliza-se também a conjunção: conquanto e as locu-
juntos adverbiais. Baseia-se na circunstância expressa pela ções ainda que, ainda quando, mesmo que, se bem que,
oração. posto que, apesar de que.
Só irei se ele for.
Circunstâncias Expressas pelas Orações Subordina- A oração acima expressa uma condição: o fato de “eu”
das Adverbiais ir só se realizará caso essa condição seja satisfeita.
Compare agora com:
a) Causa Irei mesmo que ele não vá.
A ideia de causa está diretamente ligada àquilo que
provoca um determinado fato, ao motivo do que se declara A distinção fica nítida; temos agora uma concessão:
na oração principal. “É aquilo ou aquele que determina um irei de qualquer maneira, independentemente de sua ida. A
acontecimento”. oração destacada é, portanto, subordinada adverbial con-
Principal conjunção subordinativa causal: PORQUE cessiva.
Outras conjunções e locuções causais: como (sempre
introduzido na oração anteposta à oração principal), pois, Observe outros exemplos:
pois que, já que, uma vez que, visto que. Embora fizesse calor, levei agasalho.
As ruas ficaram alagadas porque a chuva foi muito for- Conquanto a economia tenha crescido, pelo menos
te. metade da população continua à margem do mercado de
Como ninguém se interessou pelo projeto, não houve consumo.
alternativa a não ser cancelá-lo. Foi aprovado sem estudar (= sem que estudasse / em-
Já que você não vai, eu também não vou.
bora não estudasse). (reduzida de infinitivo)
b) Consequência
e) Comparação
As orações subordinadas adverbiais consecutivas ex-
As orações subordinadas adverbiais comparativas es-
primem um fato que é consequência, que é efeito do que
tabelecem uma comparação com a ação indicada pelo ver-
se declara na oração principal. São introduzidas pelas con-
bo da oração principal.
junções e locuções: que, de forma que, de sorte que, tanto
que, etc., e pelas estruturas tão...que, tanto...que, tama- Principal conjunção subordinativa comparativa: COMO
nho...que. Ele dorme como um urso.
Principal conjunção subordinativa consecutiva: QUE Saiba que: É comum a omissão do verbo nas orações
(precedido de tal, tanto, tão, tamanho) subordinadas adverbiais comparativas. Por exemplo:
É feio que dói. (É tão feio que, em consequência, causa Agem como crianças. (agem)
dor.) Oração Subordinada Adverbial Comparativa
Nunca abandonou seus ideais, de sorte que acabou
concretizando-os. No entanto, quando se comparam ações diferentes,
Não consigo ver televisão sem bocejar. (Oração Redu- isso não ocorre.
zida de Infinitivo) Por exemplo: Ela fala mais do que faz. (comparação do
verbo falar e do verbo fazer).
c) Condição
Condição é aquilo que se impõe como necessário para f) Conformidade
a realização ou não de um fato. As orações subordinadas As orações subordinadas adverbiais conformativas in-
adverbiais condicionais exprimem o que deve ou não ocor- dicam ideia de conformidade, ou seja, exprimem uma re-
rer para que se realize ou deixe de se realizar o fato expres- gra, um modelo adotado para a execução do que se decla-
so na oração principal. ra na oração principal.
Principal conjunção subordinativa condicional: SE Principal conjunção subordinativa conformativa: CON-
Outras conjunções condicionais: caso, contanto que, FORME
desde que, salvo se, exceto se, a não ser que, a menos que, Outras conjunções conformativas: como, consoante e
sem que, uma vez que (seguida de verbo no subjuntivo). segundo (todas com o mesmo valor de conforme).
Se o regulamento do campeonato for bem elaborado, Fiz o bolo conforme ensina a receita.
certamente o melhor time será campeão. Consoante reza a Constituição, todos os cidadãos têm
Uma vez que todos aceitem a proposta, assinaremos direitos iguais.
o contrato.
Caso você se case, convide-me para a festa.

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LÍNGUA PORTUGUESA

g) Finalidade 03. (Agente Educacional – VUNESP – 2013-adap.) Re-


As orações subordinadas adverbiais finais indicam a leia o seguinte trecho:
intenção, a finalidade daquilo que se declara na oração Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a
principal. cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida
Principal conjunção subordinativa final: A FIM DE QUE prática.
Outras conjunções finais: que, porque (= para que) e a Sem que haja alteração de sentido, e de acordo com a
locução conjuntiva para que. norma- -padrão da língua portuguesa, ao se substituir o
Aproximei-me dela a fim de que ficássemos amigos. termo em destaque, o trecho estará corretamente reescrito
Felipe abriu a porta do carro para que sua namorada em:
entrasse. A) Joyce e Mozart são ótimos, portanto eles, como
quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância
h) Proporção para nossa vida prática.
As orações subordinadas adverbiais proporcionais ex- B) Joyce e Mozart são ótimos, conforme eles, como
primem ideia de proporção, ou seja, um fato simultâneo ao quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância
expresso na oração principal. para nossa vida prática.
Principal locução conjuntiva subordinativa proporcio- C) Joyce e Mozart são ótimos, assim eles, como quase
nal: À PROPORÇÃO QUE toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos-
Outras locuções conjuntivas proporcionais: à medida sa vida prática.
que, ao passo que. Há ainda as estruturas: quanto maior... D) Joyce e Mozart são ótimos, todavia eles, como qua-
(maior), quanto maior...(menor), quanto menor...(maior), se toda a cultura humanística, têm pouca relevância para
quanto menor...(menor), quanto mais...(mais), quanto nossa vida prática.
mais...(menos), quanto menos...(mais), quanto menos... E) Joyce e Mozart são ótimos, pois eles, como quase
(menos). toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos-
À proporção que estudávamos, acertávamos mais sa vida prática.
questões.
Visito meus amigos à medida que eles me convidam. 04. (Analista Administrativo – VUNESP – 2013-adap.)
Quanto maior for a altura, maior será o tombo. Em – ...fruto não só do novo acesso da população ao auto-
móvel mas também da necessidade de maior número de
viagens... –, os termos em destaque estabelecem relação de
i) Tempo
A) explicação. B) oposição. C) alternância.
As orações subordinadas adverbiais temporais acres-
D) conclusão. E) adição.
centam uma ideia de tempo ao fato expresso na oração
principal, podendo exprimir noções de simultaneidade, an-
05. Analise a oração destacada: Não se desespere, que
terioridade ou posterioridade.
estaremos a seu lado sempre.
Principal conjunção subordinativa temporal: QUANDO
Marque a opção correta quanto à sua classificação:
Outras conjunções subordinativas temporais: enquan- A) Coordenada sindética aditiva.
to, mal e locuções conjuntivas: assim que, logo que, todas B) Coordenada sindética alternativa.
as vezes que, antes que, depois que, sempre que, desde C) Coordenada sindética conclusiva.
que, etc. D) Coordenada sindética explicativa.
Quando você foi embora, chegaram outros convida- 06. A frase abaixo em que o conectivo E tem valor ad-
dos. versativo é:
Sempre que ele vem, ocorrem problemas. A) “O gesto é fácil E não ajuda em nada”.
Mal você saiu, ela chegou. B )“O que vemos na esquina E nos sinais de trânsito...”.
Terminada a festa, todos se retiraram. (= Quando ter- C) “..adultos submetem crianças E adolescentes à tarefa
minou a festa) (Oração Reduzida de Particípio) de pedir esmola”.
D) “Quem dá esmola nas ruas contribui para a manu-
Questões sobre Orações Coordenadas tenção da miséria E prejudica o desenvolvimento da socie-
dade”.
01. A oração “Não se verificou, todavia, uma transplan- E) “A vida dessas pessoas é marcada pela falta de di-
tação integral de gosto e de estilo” tem valor: nheiro, de moradia digna, emprego, segurança, lazer, cul-
A) conclusivo B) adversativo C) concessivo tura, acesso à saúde E à educação”.
D) explicativo E) alternativo
07. Assinale a alternativa em que o sentido da conjun-
02. “Estudamos, logo deveremos passar nos exames”. ção sublinhada está corretamente indicado entre parênte-
A oração em destaque é: ses.
a) coordenada explicativa b) coordenada adver- A) Meu primo formou-se em Direito, porém não pre-
sativa tende trabalhar como advogado. (explicação)
c) coordenada aditiva d) coordenada con- B) Não fui ao cinema nem assisti ao jogo. (adição)
clusiva C) Você está preparado para a prova; por isso, não se
e) coordenada assindética preocupe. (oposição)

70
LÍNGUA PORTUGUESA

D) Vá dormir mais cedo, pois o vestibular será amanhã. 5-) Não se desespere, que estaremos a seu lado sem-
(alternância) pre.
E) Os meninos deviam correr para casa ou apanhariam = conjunção explicativa (= porque) - coordenada sin-
toda a chuva. (conclusão) dética explicativa

08. Analise sintaticamente as duas orações destacadas 6-) A) “O gesto é fácil E não ajuda em nada”. = mas não
no texto “O assaltante pulou o muro, mas não penetrou na ajuda (ideia contrária)
casa, nem assustou seus habitantes.” A seguir, classifique- B )“O que vemos na esquina E nos sinais de trânsito...”.
-as, respectivamente, como coordenadas: = adição
A) adversativa e aditiva. B) explicativa e aditiva. C) “..adultos submetem crianças E adolescentes à tarefa
C) adversativa e alternativa. D) aditiva e alternativa. de pedir esmola”. = adição
D) “Quem dá esmola nas ruas contribui para a manu-
09. Um livro de receita é um bom presente porque ajuda tenção da miséria E prejudica o desenvolvimento da socie-
as pessoas que não sabem cozinhar. A palavra porque pode dade”. = adição
ser substituída, sem alteração de sentido, por E) “A vida dessas pessoas é marcada pela falta de di-
A) entretanto. B) então. C) assim. D) pois. E) po-
nheiro, de moradia digna, emprego, segurança, lazer, cul-
rém.
tura, acesso à saúde E à educação”. = adição
10- Na oração “PEDRO NÃO JOGA E NEM ASSISTE”,
temos a presença de uma oração coordenada que pode ser 7-)A) Meu primo formou-se em Direito, porém não
classificada em: pretende trabalhar como advogado. = adversativa
A) Coordenada assindética; C) Você está preparado para a prova; por isso, não se
B) Coordenada assindética aditiva; preocupe. = conclusão
C) Coordenada sindética alternativa; D) Vá dormir mais cedo, pois o vestibular será amanhã.
D) Coordenada sindética aditiva. = explicativa
E) Os meninos deviam correr para casa ou apanhariam
GABARITO toda a chuva. = alternativa

01. B 02. E 03. D 04. E 05. D 8-) - mas não penetrou na casa = conjunção adversa-
06. A 07. B 08. A 09. D 10. D tiva
- nem assustou seus habitantes = conjunção aditiva
COMENTÁRIOS
9-) Um livro de receita é um bom presente porque aju-
1-) “Não se verificou, todavia, uma transplantação inte- da as pessoas que não sabem cozinhar.
gral de gosto e de estilo” = conjunção adversativa, portan- = conjunção explicativa: pois
to: oração coordenada sindética adversativa
10-) E NEM ASSISTE= conjunção aditiva (ideia de adi-
2-) Estudamos, logo deveremos passar nos exames = ção, soma de fatos) = Coordenada sindética aditiva.
a oração em destaque não é introduzida por conjunção,
então: coordenada assindética
3-) Joyce e Mozart são ótimos, mas eles... = conjunção Questões sobre Orações Subordinadas
(e ideia) adversativa
A) Joyce e Mozart são ótimos, portanto eles, como 01. (Papiloscopista Policial – Vunesp/2013).
quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância
para nossa vida prática. = conclusiva
Mais denso, menos trânsito
B) Joyce e Mozart são ótimos, conforme eles, como
quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância
para nossa vida prática. = conformativa As grandes cidades brasileiras estão congestionadas e
C) Joyce e Mozart são ótimos, assim eles, como quase em processo de deterioração agudizado pelo crescimento
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos- econômico da última década. Existem deficiências eviden-
sa vida prática. = conclusiva tes em infraestrutura, mas é importante também conside-
E) Joyce e Mozart são ótimos, pois eles, como quase rar o planejamento urbano.
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos- Muitas grandes cidades adotaram uma abordagem de
sa vida prática. = explicativa desconcentração, incentivando a criação de diversos cen-
Dica: conjunção pois como explicativa = dá para eu tros urbanos, na visão de que isso levaria a uma maior faci-
substituir por porque; como conclusiva: substituo por por- lidade de deslocamento.
tanto. Mas o efeito tem sido o inverso. A criação de diversos
centros e o aumento das distâncias multiplicam o núme-
4-) fruto não só do novo acesso da população ao au- ro de viagens, dificultando o investimento em transporte
tomóvel mas também da necessidade de maior número de coletivo e aumentando a necessidade do transporte indi-
viagens... estabelecem relação de adição de ideias, de fatos vidual.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Se olharmos Los Angeles como a região que levou a


desconcentração ao extremo, ficam claras as consequên-
cias. Numa região rica como a Califórnia, com enorme in-
vestimento viário, temos engarrafamentos gigantescos que
viraram característica da cidade.
Os modelos urbanos bem-sucedidos são aqueles com
elevado adensamento e predominância do transporte co-
letivo, como mostram Manhattan e Tóquio. O centro histó-
rico de São Paulo é a região da cidade mais bem servida de
transporte coletivo, com infraestrutura de telecomunica-
ção, água, eletricidade etc. Como em outras grandes cida-
des, essa deveria ser a região mais adensada da metrópole.
Mas não é o caso. Temos, hoje, um esvaziamento gradual
do centro, com deslocamento das atividades para diversas
regiões da cidade. A visão de adensamento com uso abun-
dante de transporte coletivo precisa ser recuperada. Des-
se modo, será possível reverter esse processo de uso cada
vez mais intenso do transporte individual, fruto não só do
novo acesso da população ao automóvel, mas também da
necessidade de maior número de viagens em função da
distância cada vez maior entre os destinos da população. (Dik Browne, Folha de S. Paulo, 26.01.2013)
(Henrique Meirelles, Folha de S.Paulo, 13.01.2013.
Adaptado) É correto afirmar que a expressão contanto que esta-
belece entre as orações relação de
As expressões mais denso e menos trânsito, no título, A) causa, pois Honi quer ter filhos e não deseja traba-
estabelecem entre si uma relação de lhar depois de casada.
B) comparação, pois o namorado espera ter sucesso
(A) comparação e adição. (B) causa e conse-
como cantor romântico.
quência.
C) tempo, pois ambos ainda são adolescentes, mas já
(C) conformidade e negação. (D) hipótese e con-
pensam em casamento.
cessão.
D) condição, pois Lute sabe que exercendo a profissão
(E) alternância e explicação
de músico provavelmente ganhará pouco.
E) finalidade, pois Honi espera que seu futuro marido
torne-se um artista famoso.
02. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU-
NESP – 2013). No trecho – Tem surtido um efeito positi- 05. (Analista Administrativo – VUNESP – 2013). Em –
vo por eles se tornarem uma referência positiva dentro da Apesar da desconcentração e do aumento da extensão
unidade, já que cumprem melhor as regras, respeitam o urbana verificados no Brasil, é importante desenvolver
próximo e pensam melhor nas suas ações, refletem antes e adensar ainda mais os diversos centros já existentes... –,
de tomar uma atitude. – o termo em destaque estabelece sem que tenha seu sentido alterado, o trecho em destaque
entre as orações uma relação de está corretamente reescrito em:
A) condição. B) causa. C) comparação. D) tempo. A) Mesmo com a desconcentração e o aumento da Ex-
E) concessão. tensão urbana verificados no Brasil, é importante desenvol-
ver e adensar ainda mais os diversos centros já existentes...
B) Uma vez que se verifica a desconcentração e o au-
03. (UFV-MG) As orações subordinadas substantivas mento da extensão urbana no Brasil, é importante desen-
que aparecem nos períodos abaixo são todas subjetivas, volver e adensar ainda mais os diversos centros já existen-
exceto: tes...
A) Decidiu-se que o petróleo subiria de preço. C) Assim como são verificados a desconcentração e o
B) É muito bom que o homem, vez por outra, reflita aumento da extensão urbana no Brasil, é importante de-
sobre sua vida. senvolver e adensar ainda mais os diversos centros já exis-
C) Ignoras quanto custou meu relógio? tentes...
D) Perguntou-se ao diretor quando seríamos recebi- D) Visto que com a desconcentração e o aumento da
dos. extensão urbana verificados no Brasil, é importante desen-
E) Convinha-nos que você estivesse presente à reunião volver e adensar ainda mais os diversos centros já existen-
tes...
E) De maneira que, com a desconcentração e o aumen-
04. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – to da extensão urbana verificados no Brasil, é importante
2013). Considere a tirinha em que se vê Honi conversando desenvolver e adensar ainda mais os diversos centros já
com seu Namorado Lute. existentes...

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LÍNGUA PORTUGUESA

06. (Analista Administrativo – VUNESP – 2013). Em – COMENTÁRIOS


É fundamental que essa visão de adensamento com uso
abundante de transporte coletivo seja recuperada para 1-) mais denso e menos trânsito = mais denso, conse-
que possamos reverter esse processo de uso… –, a expres- quentemente, menos trânsito, então: causa e consequência
são em destaque estabelece entre as orações relação de
A) consequência. B) condição. C) fina- 2-) já que cumprem melhor as regras = estabelece en-
lidade. tre as orações uma relação de causa com a consequência
D) causa. E) concessão. de “tem um efeito positivo”.
3-) Ignoras quanto custou meu relógio? = oração
07. (Analista de Sistemas – VUNESP – 2013 – adap.). subordinada substantiva objetiva direta
Considere o trecho: “Como as músicas eram de protesto, A oração não atende aos requisitos de tais orações, ou
naquele mesmo ano foi enquadrado na lei de segurança na- seja, não se inicia com verbo de ligação, tampouco pelos
cional pela ditadura militar e exilado.” O termo Como, em verbos “convir”, “parecer”, “importar”, “constar” etc., e tam-
destaque na primeira parte do enunciado, expressa ideia bém não inicia com as conjunções integrantes “que” e “se”.
de
A) contraste e tem sentido equivalente a porém. 4-) a expressão contanto que estabelece uma relação
de condição (condicional)
B) concessão e tem sentido equivalente a mesmo que.
C) conformidade e tem sentido equivalente a confor-
5-) Apesar da desconcentração e do aumento da ex-
me.
tensão urbana verificados no Brasil = conjunção concessiva
D) causa e tem sentido equivalente a visto que.
B) Uma vez que se verifica a desconcentração e o au-
E) finalidade e tem sentido equivalente a para que. mento da extensão urbana no Brasil, = causal
C) Assim como são verificados a desconcentração e o
08. (Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças aumento da extensão urbana no Brasil = comparativa
Públicas – VUNESP – 2013-adap.) No trecho – “Fio, disjun- D) Visto que com a desconcentração e o aumento da
tor, tomada, tudo!”, insiste o motorista, com tanto orgulho extensão urbana verificados no Brasil = causal
que chega a contaminar-me. –, a construção tanto ... que E) De maneira que, com a desconcentração e o aumen-
estabelece entre as construções [com tanto orgulho] e [que to da extensão urbana verificados no Brasil = consecutivas
chega a contaminar-me] uma relação de
A) condição e finalidade. B) conformidade e pro- 6-) para que possamos = conjunção final (finalidade)
porção.
C) finalidade e concessão. D) proporção e compa- 7-) “Como as músicas eram de protesto = expressa
ração. ideia de causa da consequência “foi enquadrado” = causa
E) causa e consequência. e tem sentido equivalente a visto que.

09. “Os Estados Unidos são considerados hoje um país 8-) com tanto orgulho que chega a contaminar-me. – a
bem mais fechado – embora em doze dias recebam o mes- construção estabelece uma relação de causa e consequên-
mo número de imigrantes que o Brasil em um ano.” A alter- cia. (a causa da “contaminação” – consequência)
nativa que substitui a expressão em negrito, sem prejuízo
ao conteúdo, é: 9-) Os Estados Unidos são considerados hoje um país
A) já que. B) todavia. C) ainda que. bem mais fechado – embora em doze dias recebam o mes-
D) entretanto. E) talvez. mo número de imigrantes que o Brasil em um ano.” =
conjunção concessiva: ainda que
10. (Escrevente TJ SP – Vunesp – 2013) Assinale a alter-
nativa que substitui o trecho em destaque na frase – Assi- 10-) contanto que garantam sua autenticidade. = con-
junção condicional = desde que
narei o documento, contanto que garantam sua autenti-
cidade. – sem que haja prejuízo de sentido.
(A) desde que garantam sua autenticidade.
(B) no entanto garantam sua autenticidade.
(C) embora garantam sua autenticidade.
(D) portanto garantam sua autenticidade.
(E) a menos que garantam sua autenticidade.

GABARITO

01. B 02. B 03. C 04. D 05. A


06. C 07. D 08. E 09. C 10. A

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LÍNGUA PORTUGUESA

Observação:
- No caso da referida expressão aparecer repetida ou
CONCORDÂNCIAS VERBAL E NOMINAL associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo,
necessariamente, deverá permanecer no plural: Mais de um
aluno, mais de um professor contribuíram na campanha de
doação de alimentos.
Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos nos Mais de um formando se abraçaram durante as soleni-
referindo à relação de dependência estabelecida entre um dades de formatura.
termo e outro mediante um contexto oracional. Desta fei-
ta, os agentes principais desse processo são representados 6) Quando o sujeito for composto da expressão “um
pelo sujeito, que no caso funciona como subordinante; e o dos que”, o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi
verbo, o qual desempenha a função de subordinado. um dos que atuaram na Copa América.
Dessa forma, temos que a concordância verbal caracte-
riza-se pela adaptação do verbo, tendo em vista os quesi- 7) Em casos relativos à concordância com locuções
tos “número e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplifican- pronominais, representadas por “algum de nós, qual de
do, temos: O aluno chegou atrasado. vós, quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se ne-
Temos que o verbo apresenta-se na terceira pessoa do cessário nos atermos a duas questões básicas:
singular, pois faz referência a um sujeito, assim também - No caso de o primeiro pronome estar expresso no
expresso (ele). Como poderíamos também dizer: os alunos plural, o verbo poderá com ele concordar, como poderá
chegaram atrasados. também concordar com o pronome pessoal: Alguns de nós
Temos aí o que podemos chamar de princípio básico. o receberemos. / Alguns de nós o receberão.
Contudo, a intenção a que se presta o artigo em evidência - Quando o primeiro pronome da locução estiver ex-
é eleger as principais ocorrências voltadas para os casos presso no singular, o verbo permanecerá, também, no sin-
de sujeito simples e para os de sujeito composto. Dessa gular: Algum de nós o receberá.
forma, vejamos:
8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo
pronome “quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa
Casos referentes a sujeito simples
do singular ou poderá concordar com o antecedente desse
pronome: Fomos nós quem contou toda a verdade para
1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com
ela. / Fomos nós quem contamos toda a verdade para ela.
o núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado.
9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela
2) Nos casos referentes a sujeito representado por
palavra “que”, o verbo deverá concordar com o termo que
substantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pes-
antecede essa palavra: Nesta empresa somos nós que to-
soa do singular: A multidão, apavorada, saiu aos gritos.
mamos as decisões. / Em casa sou eu que decido tudo.
Observação:
- No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto 10) No caso de o sujeito aparecer representado por ex-
adnominal no plural, o verbo permanecerá no singular ou pressões que indicam porcentagens, o verbo concordará
poderá ir para o plural: Uma multidão de pessoas saiu aos com o numeral ou com o substantivo a que se refere essa
gritos. porcentagem: 50% dos funcionários aprovaram a decisão
Uma multidão de pessoas saíram aos gritos. da diretoria. / 50% do eleitorado apoiou a decisão.
Observações:
3) Quando o sujeito é representado por expressões - Caso o verbo aparecer anteposto à expressão de por-
partitivas, representadas por “a maioria de, a maior parte centagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprova-
de, a metade de, uma porção de, entre outras”, o verbo ram a decisão da diretoria 50% dos funcionários.
tanto pode concordar com o núcleo dessas expressões - Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no
quanto com o substantivo que a segue: A maioria dos alu- singular: 1% dos funcionários não aprovou a decisão da
nos resolveu ficar. A maioria dos alunos resolveram ficar. diretoria.
- Em casos em que o numeral estiver acompanhado de
4) No caso de o sujeito ser representado por expres- determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural:
sões aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, Os 50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria.
o verbo concorda com o substantivo determinado por elas:
Cerca de vinte candidatos se inscreveram no concurso de 11) Nos casos em que o sujeito estiver representado
piadas. por pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empre-
gado na terceira pessoa do singular ou do plural: Vossas
5) Em casos em que o sujeito é representado pela Majestades gostaram das homenagens. Vossa Majestade
expressão “mais de um”, o verbo permanece no singular: agradeceu o convite.
Mais de um candidato se inscreveu no concurso de piadas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

12) Casos relativos a sujeito representado por substan- Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à
tivo próprio no plural se encontram relacionados a alguns regra geral mostrada acima.
aspectos que os determinam: a) Um adjetivo após vários substantivos
- Diante de nomes de obras no plural, seguidos do ver- 1 - Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o
bo ser, este permanece no singular, contanto que o predi- plural ou concorda com o substantivo mais próximo.
cativo também esteja no singular: Memórias póstumas de - Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
Brás Cubas é uma criação de Machado de Assis. - Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.
- Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo tam-
bém permanece no plural: Os Estados Unidos são uma po- 2 - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o plural
tência mundial. masculino ou concorda com o substantivo mais próximo.
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que - Ela tem pai e mãe louros.
ele nem aparece, o verbo permanece no singular: Estados - Ela tem pai e mãe loura.
Unidos é uma potência mundial.
3 - Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigato-
riamente para o plural.
Casos referentes a sujeito composto - O homem e o menino estavam perdidos.
- O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.
1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas
gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, es- b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos
tando relacionado a dois pressupostos básicos: 1 - Adjetivo anteposto normalmente concorda com o
- Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as mais próximo.
demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio. Comi delicioso almoço e sobremesa.
- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá flexionar Provei deliciosa fruta e suco.
na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos.
Tu e ele são primos. 2 - Adjetivo anteposto funcionando como predicativo:
2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer an- concorda com o mais próximo ou vai para o plural.
teposto ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus Estavam feridos o pai e os filhos.
dois filhos compareceram ao evento. Estava ferido o pai e os filhos.
c) Um substantivo e mais de um adjetivo
3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao ver- 1- antecede todos os adjetivos com um artigo.
bo, este poderá concordar com o núcleo mais próximo ou Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.
permanecer no plural: Compareceram ao evento o pai e
2- coloca o substantivo no plural.
seus dois filhos. Compareceu ao evento o pai e seus dois
Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.
filhos.
d) Pronomes de tratamento
4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém - sempre concordam com a 3ª pessoa.
com mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no Vossa Santidade esteve no Brasil.
singular: Meu esposo e grande companheiro merece toda
a felicidade do mundo. e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
- Concordam com o substantivo a que se referem.
5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinô- As cartas estão anexas.
nimas ou ordenado por elementos em gradação, o verbo A bebida está inclusa.
poderá permanecer no singular ou ir para o plural: Minha Precisamos de nomes próprios.
vitória, minha conquista, minha premiação são frutos de Obrigado, disse o rapaz.
meu esforço. / Minha vitória, minha conquista, minha pre-
miação é fruto de meu esforço. f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
- Após essas expressões o substantivo fica sempre no
Concordância nominal é que o ajuste que fazemos singular e o adjetivo no plural.
aos demais termos da oração para que concordem em Renato advogou um e outro caso fáceis.
Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
gênero e número com o substantivo. Teremos que alte-
rar, portanto, o artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome.
g) É bom, é necessário, é proibido
Além disso, temos também o verbo, que se flexionará à sua - Essas expressões não variam se o sujeito não vier pre-
maneira. cedido de artigo ou outro determinante.
Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o prono- Canja é bom. / A canja é boa.
me concordam em gênero e número com o substantivo. É necessário sua presença. / É necessária a sua presen-
- A pequena criança é uma gracinha. ça.
- O garoto que encontrei era muito gentil e simpático. É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A en-
trada é proibida.

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LÍNGUA PORTUGUESA

h) Muito, pouco, caro A) Os governos e os parlamentos devem achar que...


1- Como adjetivos: seguem a regra geral. (deve)
Comi muitas frutas durante a viagem. B) ...porque essa consciência nos torna mais fortes.
Pouco arroz é suficiente para mim. (tornam)
Os sapatos estavam caros. C) ...a astronomia é uma das ciências que custam mais
caro ... (custa)
2- Como advérbios: são invariáveis. D) E tudo isso para astros que [...] jamais desempenha-
Comi muito durante a viagem. rão qualquer papel nelas. (desempenhará)
Pouco lutei, por isso perdi a batalha. E) ...é isso que se precisa dizer. (precisam)
Comprei caro os sapatos.
02. (Agente Técnico – FCC – 2013). As normas de con-
i) Mesmo, bastante cordância verbal e nominal estão inteiramente respeitadas
1- Como advérbios: invariáveis em:
Preciso mesmo da sua ajuda. A) Alguns dos aspectos mais desejáveis de uma boa
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego. leitura, que satisfaça aos leitores e seja veículo de aprimo-
ramento intelectual, estão na capacidade de criação do au-
2- Como pronomes: seguem a regra geral. tor, mediante palavras, sua matéria-prima.
Seus argumentos foram bastantes para me convencer. B) Obras que se considera clássicas na literatura sem-
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou. pre delineia novos caminhos, pois é capaz de encantar o
leitor ao ultrapassar os limites da época em que vivem seus
j) Menos, alerta autores, gênios no domínio das palavras, sua matéria-pri-
- Em todas as ocasiões são invariáveis. ma.
Preciso de menos comida para perder peso. C) A palavra, matéria-prima de poetas e romancistas,
Estamos alerta para com suas chamadas. lhe permitem criar todo um mundo de ficção, em que per-
k) Tal Qual sonagens se transformam em seres vivos a acompanhar os
- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda leitores, numa verdadeira interação com a realidade.
com o consequente. D) As possibilidades de comunicação entre autor e lei-
As garotas são vaidosas tais qual a tia.
tor somente se realiza plenamente caso haja afinidade de
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.
ideias entre ambos, o que permite, ao mesmo tempo, o
crescimento intelectual deste último e o prazer da leitura.
l) Possível
E) Consta, na literatura mundial, obras-primas que
1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”,
constitui leitura obrigatória e se tornam referências por seu
“melhor” ou “pior”, acompanha o artigo que precede as
conteúdo que ultrapassa os limites de tempo e de época.
expressões.
A mais possível das alternativas é a que você expôs.
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da em- 03. (Escrevente Tj SP – Vunesp/2012) Leia o texto para
presa. responder à questão.
As piores situações possíveis são encontradas nas fa- _________dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro,
velas da cidade. não está claro até onde pode realmente chegar uma po-
lítica baseada em melhorar a eficiência sem preços ade-
m) Meio quados para o carbono, a água e (na maioria dos países
1- Como advérbio: invariável. pobres) a terra. É verdade que mesmo que a ameaça dos
Estou meio (um pouco) insegura. preços do carbono e da água em si ___________diferença, as
companhias não podem suportar ter de pagar, de repente,
2- Como numeral: segue a regra geral. digamos, 40 dólares por tonelada de carbono, sem qual-
Comi meia (metade) laranja pela manhã. quer preparação. Portanto, elas começam a usar preços-
-sombra. Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma
n) Só maneira de quantificar adequadamente os insumos bási-
1- apenas, somente (advérbio): invariável. cos. E sem eles a maioria das políticas de crescimento verde
Só consegui comprar uma passagem. sempre ___________ a segunda opção.
(Carta Capital, 27.06.2012. Adaptado)
2- sozinho (adjetivo): variável.
Estiveram sós durante horas. De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa,
as lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e res-
Questões sobre Concordância Nominal e Verbal pectivamente, com:
(A) Restam… faça… será (B) Resta… faz… será
01. (Administrador – FCC – 2013-adap.) Mantém-se o (C) Restam… faz... serão (D) Restam… façam…
respeito às normas de concordância verbal caso a forma do serão
verbo grifado seja substituída pela que está entre parênte- (E) Resta… fazem… será
ses ao final da frase:

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LÍNGUA PORTUGUESA

04 (Escrevente TJ SP – Vunesp/2012) Assinale a alterna- 08. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP –


tiva em que o trecho 2013). Assinale a frase correta quanto à concordância ver-
– Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma ma- bal e nominal.
neira de quantificar adequadamente os insumos básicos.– A) Com os shows da banda, os músicos propõem um
está corretamente reescrito, de acordo com a norma-pa- momento de descontração para os passageiros.
drão da língua portuguesa. B) Por causa da paralisação, as férias dos alunos termi-
(A) Ainda assim, temos certeza que ninguém encon- nou mais cedo.
trou até agora uma maneira adequada de se quantificar os C) Na cidade, já se esgotou as vagas nos hotéis para o
insumos básicos. período de Carnaval.
(B) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- D) Ela próprio passou o uniforme de trabalho.
trou até agora uma maneira adequada de os insumos bási- E) Seguem anexadas ao e-mail o cronograma do curso
cos ser quantificados. e o currículo dos inscritos.
(C) Ainda assim, temos certeza que ninguém encontrou
até agora uma maneira adequada para que os insumos bá- 09. (Agente Educacional – VUNESP – 2013). Assinale a
sicos sejam quantificado. alternativa correta quanto à concordância, de acordo com
(D) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- a norma--padrão da língua portuguesa.
trou até agora uma maneira adequada para que os insu- A) Estudos recente demonstram a necessidade de se
mos básicos seja quantificado. investir no ensino de matemática nos níveis fundamentais
(E) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- de aprendizagem.
trou até agora uma maneira adequada de se quantificarem B) Muito concorrida, carreiras como as de advogado
os insumos básicos. e de jornalista também requerem conhecimento matemá-
tico.
05. (Agente de Apoio Operacional – VUNESP – 2013). C) A cultura científica, apesar de fundamental para
Assinale a alternativa em que a concordância da palavra muitas carreiras, ainda é visto com certo desprezo entre
destacada está de acordo com a norma culta da língua. alguns estudantes.
A) Ela mesmo reclamou com o gerente do mercado. D) Conhecimentos básicos de estatística é de funda-
B) A vendedora ficou meia atrapalhada com o excesso
mental importância para a compreensão de algumas infor-
de clientes na loja.
mações do nosso cotidiano.
C) É proibido a entrada de animais no estabelecimen-
E) A matemática pode ser considerada a base para
to.
algumas das mais intrigantes especulações científicas da
D) Ela voltou para dizer obrigada ao vendedor.
atualidade.
E) Anexo aos comprovantes de pagamento, vão duas
amostras grátis.
10. (Agente de Apoio – Microinformática – VUNESP –
06. (Agente de Apoio Socioeducativo – VUNESP – 2013-adap.) Considere as frases:
2013). Assinale a alternativa que completa, correta e res- - Kass foi o chato escolhido para alertá-lo sobre even-
pectivamente, de acordo com a norma-padrão da língua, tuais erros que ninguém havia enxergado.
as lacunas das frases, quanto à concordância verbal e à co- - Por isso, só existem chatos em lugares onde há algu-
locação pronominal. ma perspectiva de futuro.
______muitos lares destroçados, mas______ pessoas As expressões destacadas podem ser substituídas, cor-
boas prontas para ajudar. reta e respectivamente, seguindo as regras de concordân-
Inteligente e informativa a reportagem que_____________ cia da norma- -padrão da língua portuguesa, por:
a transformar aborrecimentos em aprendizagem. A) não havia sido enxergado ...pode haver
A) Havia ...existiam ... nos ensina B) não havia sido enxergados ...podem haver
B) Haviam ... existia ... ensina-nos C) não haviam sido enxergado ...pode haver
C) Havia ...existia ... nos ensina D) não havia sido enxergado ...podem haver
D) Haviam ... existiam ... ensina-nos E) não haviam sido enxergados ...pode haver
E) Havia ...existiam ... ensina-nos
GABARITO
07. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013). 01. C 02. A 03. A 04. E 05. D
Assinale a alternativa em que o verbo foi empregado 06. A 07. C 08. A 09. E 10. E
corretamente.
A) Se a proprietária manter o valor do aluguel, podere- COMENTÁRIOS
mos permanecer no apartamento.
B) Se os operários fazerem o acordo, a greve terminará. 1-) a astronomia é uma das ciências que custam mais
C) Se a empresa propuser um estágio no exterior, ele caro.
não recusará. Nas gramáticas aborda-se sempre a expressão UM
D) Se estas caixas caberem no armário, a sala ficará or- DOS QUE como determinante de duas concordâncias. O
ganizada. verbo fica no singular só nas poucas vezes em que a ação
E) Se o microempresário querer, poderá fazer futuros se refere a um só agente:
investimentos. O Sol é um dos astros que dá luz e calor à Terra.

77
LÍNGUA PORTUGUESA

2-) A) Alguns dos aspectos mais desejáveis de uma boa Verbo haver usado no sentido de existir = impessoal,
leitura, que satisfaça aos leitores e seja veículo de aprimo- invariável (não sofre flexão); já o verbo existir concorda
ramento intelectual, estão na capacidade de criação do au- com o sujeito.
tor, mediante palavras, sua matéria-prima. = correta Quanto à colocação pronominal: a presença do pro-
B) Obras que se consideram clássicas na literatura sem- nome relativo (que) “atrai” o pronome oblíquo, ocorrendo,
pre delineiam novos caminhos, pois são capazes de encan- então, próclise (pronome antes do verbo).
tar o leitor ao ultrapassarem os limites da época em que
vivem seus autores, gênios no domínio das palavras, sua 7-) A) Se a proprietária mantiver o valor do aluguel,
matéria-prima. poderemos permanecer no apartamento.
C) A palavra, matéria-prima de poetas e romancistas, B) Se os operários fizerem o acordo, a greve terminará.
lhes permite criar todo um mundo de ficção, em que per- C) Se a empresa propuser um estágio no exterior, ele
sonagens se transformam em seres vivos a acompanhar os não recusará. =correta
leitores, numa verdadeira interação com a realidade. D) Se estas caixas couberem no armário, a sala ficará
D) As possibilidades de comunicação entre autor e lei- organizada.
tor somente se realizam plenamente caso haja afinidade E) Se o microempresário quiser, poderá fazer futuros
de ideias entre ambos, o que permite, ao mesmo tempo, o investimentos.
crescimento intelectual deste último e o prazer da leitura.
E) Constam, na literatura mundial, obras-primas que 8-) A) Com os shows da banda, os músicos propõem
constituem leitura obrigatória e se tornam referências por um momento de descontração para os passageiros. =
seu conteúdo que ultrapassa os limites de tempo e de épo- correta
ca. B) Por causa da paralisação, as férias dos alunos termi-
naram mais cedo.
3-) _Restam___dúvidas C) Na cidade, já se esgotaram as vagas nos hotéis para
mesmo que a ameaça dos preços do carbono e da o período de Carnaval.
água em si __faça __diferença D) Ela própria passou o uniforme de trabalho.
a maioria das políticas de crescimento verde sempre E) Seguem anexados ao e-mail o cronograma do curso
____será_____ a segunda opção. e o currículo dos inscritos.
Em “a maioria de”, a concordância pode ser dupla: tan-
to no plural quanto no singular. Nas alternativas não há
9-) A) Estudos recentes demonstram a necessidade de
“restam/faça/serão”, portanto a A é que apresenta as op-
se investir no ensino de matemática nos níveis fundamen-
ções adequadas.
tais de aprendizagem.
B) Muito concorridas, carreiras como as de advogado
4-) (A) Ainda assim, temos certeza de que ninguém en-
e de jornalista também requerem conhecimento matemá-
controu até agora uma maneira adequada de se quantificar
tico.
os insumos básicos.
(B) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- C) A cultura científica, apesar de fundamental para
trou até agora uma maneira adequada de os insumos bási- muitas carreiras, ainda é vista com certo desprezo entre al-
cos serem quantificados. guns estudantes.
(C) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- D) Conhecimentos básicos de estatística são de funda-
trou até agora uma maneira adequada para que os insu- mental importância para a compreensão de algumas infor-
mos básicos sejam quantificados. mações do nosso cotidiano.
(D) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- E) A matemática pode ser considerada a base para
trou até agora uma maneira adequada para que os insu- algumas das mais intrigantes especulações científicas da
mos básicos sejam quantificados. atualidade. = correta
(E) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
trou até agora uma maneira adequada de se quantificarem 10-) - Kass foi o chato escolhido para alertá-lo sobre
os insumos básicos. = correta eventuais erros que não haviam sido enxergados.
5-) A) Ela mesma reclamou com o gerente do mercado. - Por isso, só pode haver chatos em lugares onde há
B) A vendedora ficou meio atrapalhada com o excesso alguma perspectiva de futuro.
de clientes na loja. No primeiro caso, havia empregado com sentido de
C) É proibida a entrada de animais no estabelecimento. ter: sofre flexão (vai para o plural concordando com o ter-
D) Ela voltou para dizer obrigada ao vendedor. = mo que o antecede (erros); já no caso do haver com senti-
correta do de existir: invariável - ele e seu auxiliar (poder).
E) Anexas aos comprovantes de pagamento, vão duas
amostras grátis.

6-) __Havia _muitos lares destroçados, mas__existiam__


pessoas boas prontas para ajudar.
Inteligente e informativa a reportagem que _nos ensi-
na_ a transformar aborrecimentos em aprendizagem.

78
LÍNGUA PORTUGUESA

Fui ao teatro.
Adjunto Adverbial de Lugar
REGÊNCIAS VERBAL E NOMINAL Ricardo foi para a Espanha.
Adjunto Adverbial de Lugar

b) Comparecer
Dá-se o nome de regência à relação de subordinação O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido por
que ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus comple- em ou a.
mentos. Ocupa-se em estabelecer relações entre as pala- Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o
vras, criando frases não ambíguas, que expressem efetiva- último jogo.
mente o sentido desejado, que sejam corretas e claras. Verbos Transitivos Diretos

Regência Verbal Os verbos transitivos diretos são complementados por


Termo Regente: VERBO objetos diretos. Isso significa que não exigem preposição
A regência verbal estuda a relação que se estabelece para o estabelecimento da relação de regência. Ao empre-
entre os verbos e os termos que os complementam (obje- gar esses verbos, devemos lembrar que os pronomes oblí-
tos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos quos o, a, os, as atuam como objetos diretos. Esses prono-
adverbiais). mes podem assumir as formas lo, los, la, las (após formas
O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nos- verbais terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos, nas (após
sa capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de formas verbais terminadas em sons nasais), enquanto lhe e
conhecermos as diversas significações que um verbo pode lhes são, quando complementos verbais, objetos indiretos.
assumir com a simples mudança ou retirada de uma pre- São verbos transitivos diretos, dentre outros: abando-
posição. Observe: nar, abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, ad-
A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, mirar, adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar,
contentar. castigar, condenar, conhecer, conservar,convidar, defender,
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “causar eleger, estimar, humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, pre-
agrado ou prazer”, satisfazer. zar, proteger, respeitar, socorrer, suportar, ver, visitar.
Logo, conclui-se que “agradar alguém” é diferente de Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente
como o verbo amar:
“agradar a alguém”.
Amo aquele rapaz. / Amo-o.
Saiba que:
Amo aquela moça. / Amo-a.
O conhecimento do uso adequado das preposições é
Amam aquele rapaz. / Amam-no.
um dos aspectos fundamentais do estudo da regência ver-
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.
bal (e também nominal). As preposições são capazes de
Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses ver-
modificar completamente o sentido do que se está sendo
bos para indicar posse (caso em que atuam como adjuntos
dito. Veja os exemplos: adnominais).
Cheguei ao metrô. Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
Cheguei no metrô. Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua car-
reira)
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no se- Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau hu-
gundo caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A mor)
oração “Cheguei no metrô”, popularmente usada a fim de
indicar o lugar a que se vai, possui, no padrão culto da lín- Verbos Transitivos Indiretos
gua, sentido diferente. Aliás, é muito comum existirem di-
vergências entre a regência coloquial, cotidiana de alguns Os verbos transitivos indiretos são complementados
verbos, e a regência culta. por objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exi-
Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos gem uma preposição para o estabelecimento da relação de
de acordo com sua transitividade. A transitividade, porém, regência. Os pronomes pessoais do caso oblíquo de ter-
não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de ceira pessoa que podem atuar como objetos indiretos são
diferentes formas em frases distintas. o “lhe”, o “lhes”, para substituir pessoas. Não se utilizam
os pronomes o, os, a, as como complementos de verbos
Verbos Intransitivos transitivos indiretos. Com os objetos indiretos que não re-
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É presentam pessoas, usam-se pronomes oblíquos tônicos
importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos pronomes átonos
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los. lhe, lhes.
Os verbos transitivos indiretos são os seguintes:
a) Chegar, Ir a) Consistir - Tem complemento introduzido pela pre-
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adver- posição “em”.
biais de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais
indicar destino ou direção são: a, para. para todos.

79
LÍNGUA PORTUGUESA

b) Obedecer e Desobedecer - Possuem seus comple- Obs.: a mesma regência do verbo informar é usada
mentos introduzidos pela preposição “a”. para os seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar,
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais. prevenir.
Eles desobedeceram às leis do trânsito.
c) Responder - Tem complemento introduzido pela Comparar
preposição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indi- Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as
car “a quem” ou “ao que” se responde. preposições “a” ou “com” para introduzir o complemento
Respondi ao meu patrão. indireto.
Respondemos às perguntas. Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma
Respondeu-lhe à altura. criança.
Obs.: o verbo responder, apesar de transitivo indireto
quando exprime aquilo a que se responde, admite voz pas- Pedir
siva analítica. Veja: Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na
O questionário foi respondido corretamente. forma de oração subordinada substantiva) e indireto de
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoria- pessoa.
mente. Pedi-lhe favores.
d) Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus comple- Objeto Indireto Objeto Direto
mentos introduzidos pela preposição “com”. Pedi-lhe que mantivesse em silêncio.
Antipatizo com aquela apresentadora. Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva
Simpatizo com os que condenam os políticos que go- Objetiva Direta
vernam para uma minoria privilegiada.
Saiba que:
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos 1) A construção “pedir para”, muito comum na lingua-
gem cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua
Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompa- culta. No entanto, é considerada correta quando a palavra
nhados de um objeto direto e um indireto. Merecem des-
licença estiver subentendida.
taque, nesse grupo:
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em
Agradecer, Perdoar e Pagar
casa.
São verbos que apresentam objeto direto relacionado
Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz
a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas. Veja os
uma oração subordinada adverbial final reduzida de infini-
exemplos:
tivo (para ir entregar-lhe os catálogos em casa).
Agradeço aos ouvintes a audiência.
Objeto Indireto Objeto Direto 2) A construção “dizer para”, também muito usada po-
pularmente, é igualmente considerada incorreta.
Paguei o débito ao cobrador.
Objeto Direto Objeto Indireto Preferir
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto in-
- O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito direto introduzido pela preposição “a”. Por Exemplo:
com particular cuidado. Observe: Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais.
Agradeci o presente. / Agradeci-o. Prefiro trem a ônibus.
Agradeço a você. / Agradeço-lhe. Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado
Perdoei a ofensa. / Perdoei-a. sem termos intensificadores, tais como: muito, antes, mil
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe. vezes, um milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo
Paguei minhas contas. / Paguei-as. prefixo existente no próprio verbo (pre).
Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
Mudança de Transitividade versus Mudança de Sig-
Informar nificado
- Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto
indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa. Há verbos que, de acordo com a mudança de transitivi-
Informe os novos preços aos clientes. dade, apresentam mudança de significado. O conhecimen-
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os no- to das diferentes regências desses verbos é um recurso lin-
vos preços) guístico muito importante, pois além de permitir a correta
interpretação de passagens escritas, oferece possibilidades
- Na utilização de pronomes como complementos, veja expressivas a quem fala ou escreve. Dentre os principais,
as construções: estão:
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos pre-
ços. AGRADAR
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou 1) Agradar é transitivo direto no sentido de fazer cari-
sobre eles) nhos, acariciar.

80
LÍNGUA PORTUGUESA

Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agra- 2) No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransiti-
da quando o revê. vo ou transitivo indireto.
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / Muito custa viver tão longe da família.
Cláudia não perde oportunidade de agradá-lo. Verbo Oração Subordinada Substantiva
2) Agradar é transitivo indireto no sentido de causar Subjetiva
agrado a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento Intransitivo Reduzida de Infinitivo
introduzido pela preposição “a”.
O cantor não agradou aos presentes. Custa-me (a mim) crer que tomou realmente aque-
O cantor não lhes agradou. la atitude.
Objeto Oração Subordinada Substantiva
ASPIRAR Subjetiva
1) Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, ins- Indireto Reduzida de Infinitivo
pirar (o ar), inalar.
Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o) Obs.: a Gramática Normativa condena as construções
2) Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, que atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado
ter como ambição. por pessoa. Observe o exemplo abaixo:
Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspiráva- Custei para entender o problema.
mos a elas) Forma correta: Custou-me entender o problema.
Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar” não é
pessoa, mas coisa, não se usam as formas pronominais áto- IMPLICAR
nas “lhe” e “lhes” e sim as formas tônicas “a ele (s)”, “ a ela 1) Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
(s)”. Veja o exemplo: a) dar a entender, fazer supor, pressupor
Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a Suas atitudes implicavam um firme propósito.
ela) b) Ter como consequência, trazer como consequência,
acarretar, provocar
ASSISTIR Liberdade de escolha implica amadurecimento político
1) Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, de um povo.
prestar assistência a, auxiliar. Por Exemplo: 2) Como transitivo direto e indireto, significa compro-
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos. meter, envolver
Implicaram aquele jornalista em questões econômicas.
As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é tran-
2) Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, pre-
sitivo indireto e rege com preposição “com”.
senciar, estar presente, caber, pertencer. Exemplos:
Implicava com quem não trabalhasse arduamente.
Assistimos ao documentário.
Não assisti às últimas sessões.
PROCEDER
Essa lei assiste ao inquilino.
1) Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo,
Obs.: no sentido de morar, residir, o verbo “assistir” é
ter cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se,
intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de
agir. Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado
lugar introduzido pela preposição “em”. de adjunto adverbial de modo.
Assistimos numa conturbada cidade. As afirmações da testemunha procediam, não havia
como refutá-las.
CHAMAR Você procede muito mal.
1) Chamar é transitivo direto no sentido de convocar, 2) Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a pre-
solicitar a atenção ou a presença de. posição” de”) e fazer, executar (rege complemento introdu-
Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá cha- zido pela preposição “a”) é transitivo indireto.
má-la. O avião procede de Maceió.
Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes. Procedeu-se aos exames.
2) Chamar no sentido de denominar, apelidar pode O delegado procederá ao inquérito.
apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predi-
cativo preposicionado ou não. QUERER
A torcida chamou o jogador mercenário. 1) Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter
A torcida chamou ao jogador mercenário. vontade de, cobiçar.
A torcida chamou o jogador de mercenário. Querem melhor atendimento.
A torcida chamou ao jogador de mercenário. Queremos um país melhor.
2) Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição,
CUSTAR estimar, amar.
1) Custar é intransitivo no sentido de ter determinado Quero muito aos meus amigos.
valor ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial. Ele quer bem à linda menina.
Frutas e verduras não deveriam custar muito. Despede-se o filho que muito lhe quer.

81
LÍNGUA PORTUGUESA

VISAR
1) Como transitivo direto, apresenta os sentidos de mirar, fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
O homem visou o alvo.
O gerente não quis visar o cheque.
2) No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”.
O ensino deve sempre visar ao progresso social.
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar público.

ESQUECER – LEMBRAR
- Lembrar algo – esquecer algo
- Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo (pronominal)

No 1º caso, os verbos são transitivos diretos, ou seja, exigem complemento sem preposição.
- Ele esqueceu o livro.

No 2º caso, os verbos são pronominais (-se, -me, etc) e exigem complemento com a preposição “de”. São, portanto,
transitivos indiretos.
- Ele se esqueceu do caderno.
- Eu me esqueci da chave.
- Eles se esqueceram da prova.
- Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu.

Há uma construção em que a coisa esquecida ou lembrada passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre leve altera-
ção de sentido. É uma construção muito rara na língua contemporânea, porém, é fácil encontrá-la em textos clássicos tanto
brasileiros como portugueses. Machado de Assis, por exemplo, fez uso dessa construção várias vezes.
- Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento)
- Lembrou-me a festa. (vir à lembrança)

O verbo lembrar também pode ser transitivo direto e indireto (lembrar alguma coisa a alguém ou alguém de alguma
coisa).

SIMPATIZAR
Ambos são transitivos indiretos e exigem a preposição “com”.
- Não simpatizei com os jurados.
NAMORAR
É transitivo direto, ou seja, não admite preposição.
- Maria namora João.
Obs: Não é correto dizer: “Maria namora com João”.

OBEDECER
É transitivo indireto, ou seja, exige complemento com a preposição “a” (obedecer a).
- Devemos obedecer aos pais.
Obs: embora seja transitivo indireto, esse verbo pode ser usado na voz passiva.
- A fila não foi obedecida.

VER
É transitivo direto, ou seja, não exige preposição.
- Ele viu o filme.

Regência Nominal
É o nome da relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome.
Essa relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo da regência nominal, é preciso levar em conta que vá-
rios nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Conhecer o regime de um verbo significa,
nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo: Verbo obedecer e os nomes correspondentes:
todos regem complementos introduzidos pela preposição «a”.Veja:
Obedecer a algo/ a alguém.
Obediente a algo/ a alguém.

82
LÍNGUA PORTUGUESA

Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados da preposição ou preposições que os regem. Observe-os atenta-
mente e procure, sempre que possível, associar esses nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece.

Substantivos
Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo a, de
Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por

Adjetivos
Acessível a Diferente de Necessário a
Acostumado a, com Entendido em Nocivo a
Afável com, para com Equivalente a Paralelo a
Agradável a Escasso de Parco em, de
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Curioso de, por Insensível a Sito em
Descontente com Liberal com Suspeito de
Desejoso de Natural de Vazio de

Advérbios
Longe de Perto de
Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a;
paralelamente a; relativa a; relativamente a.

Questões sobre Regência Nominal e Verbal

01. (Administrador – FCC – 2013-adap.).


... a que ponto a astronomia facilitou a obra das outras ciências ...
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está empregado em:
A) ...astros que ficam tão distantes ...
B) ...que a astronomia é uma das ciências ...
C) ...que nos proporcionou um espírito ...
D) ...cuja importância ninguém ignora ...
E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro ...

02.(Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013-adap.).


... pediu ao delegado do bairro que desse um jeito nos filhos do sueco.
O verbo que exige, no contexto, o mesmo tipo de complementos que o grifado acima está empregado em:
A) ...que existe uma coisa chamada exército...
B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra?
C) ...compareceu em companhia da mulher à delegacia...
D) Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro...
E) O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.

03.(Agente de Defensoria Pública – FCC – 2013-adap.).


... constava simplesmente de uma vareta quebrada em partes desiguais...
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está empregado em:

83
LÍNGUA PORTUGUESA

A) Em campos extensos, chegavam em alguns casos a (D) A menina não tinha orgulho sob o fato de ter se
extremos de sutileza. perdido de sua família.
B) ...eram comumente assinalados a golpes de macha- (E) A família toda se organizou para realizar a procura
do nos troncos mais robustos. à garotinha.
C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados deso-
rientam, não raro, quem... 07. (Analista de Sistemas – VUNESP – 2013). Assinale
D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho a alternativa que completa, correta e respectivamente, as
na serra de Tunuí... lacunas do texto, de acordo com as regras de regência.
E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com o Os estudos _______ quais a pesquisadora se reportou
gentio, mestre e colaborador... já assinalavam uma relação entre os distúrbios da imagem
corporal e a exposição a imagens idealizadas pela mídia.
04. (Agente Técnico – FCC – 2013-adap.). A pesquisa faz um alerta ______ influência negativa que
... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça... a mídia pode exercer sobre os jovens.
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que A) dos … na
o da frase acima se encontra em: B) nos … entre a
A) A palavra direito, em português, vem de directum, C) aos … para a
do verbo latino dirigere... D) sobre os … pela
B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão das E) pelos … sob a
sociedades...
C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regulado 08. (Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças
pela justiça. Públicas – VUNESP – 2013). Considerando a norma-padrão
D) Essa problematicidade não afasta a força das aspi- da língua, assinale a alternativa em que os trechos desta-
rações da justiça... cados estão corretos quanto à regência, verbal ou nominal.
E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o A) O prédio que o taxista mostrou dispunha de mais
sentimento de justiça. de dez mil tomadas.
B) O autor fez conjecturas sob a possibilidade de haver
05. (Escrevente TJ SP – Vunesp 2012) Assinale a alter- um homem que estaria ouvindo as notas de um oboé.
nativa em que o período, adaptado da revista Pesquisa C) Centenas de trabalhadores estão empenhados de
Fapesp de junho de 2012, está correto quanto à regência criar logotipos e negociar.
nominal e à pontuação. D) O taxista levou o autor a indagar no número de
(A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapida- tomadas do edifício.
mente, seu espaço na carreira científica ainda que o avanço
E) A corrida com o taxista possibilitou que o autor re-
seja mais notável em alguns países, o Brasil é um exemplo,
parasse a um prédio na marginal.
do que em outros.
09. (Assistente de Informática II – VUNESP – 2013). As-
(B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam ra-
sinale a alternativa que substitui a expressão destacada na
pidamente seu espaço na carreira científica; ainda que o
frase, conforme as regras de regência da norma-padrão da
avanço seja mais notável, em alguns países, o Brasil é um
língua e sem alteração de sentido.
exemplo!, do que em outros.
Muitas organizações lutaram a favor da igualdade de
(C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam ra-
pidamente seu espaço, na carreira científica, ainda que o direitos dos trabalhadores domésticos.
avanço seja mais notável, em alguns países: o Brasil é um A) da
exemplo, do que em outros. B) na
(D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapida- C) pela
mente seu espaço na carreira científica, ainda que o avanço D) sob a
seja mais notável em alguns países – o Brasil é um exemplo E) sobre a
– do que em outros.
(E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapida- GABARITO
mente, seu espaço na carreira científica, ainda que, o avan-
ço seja mais notável em alguns países (o Brasil é um exem- 01. D 02. D 03. A 04. A 05. D
plo) do que em outros. 06. A 07. C 08. A 09. C

06. (Papiloscopista Policial – VUNESP – 2013). Assina- COMENTÁRIOS


le a alternativa correta quanto à regência dos termos em
destaque. 1-) ... a que ponto a astronomia facilitou a obra das
(A) Ele tentava convencer duas senhoras a assumir a outras ciências ...
responsabilidade pelo problema. Facilitar – verbo transitivo direto
(B) A menina tinha o receio a levar uma bronca por ter A) ...astros que ficam tão distantes ... = verbo de li-
se perdido. gação
(C) A garota tinha apenas a lembrança pelo desenho B) ...que a astronomia é uma das ciências ... = verbo
de um índio na porta do prédio. de ligação

84
LÍNGUA PORTUGUESA

C) ...que nos proporcionou um espírito ... = verbo tran- 7-) Os estudos aos quais a pesquisadora se re-
sitivo direto e indireto portou já assinalavam uma relação entre os distúrbios da
E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro = imagem corporal e a exposição a imagens idealizadas pela
verbo transitivo indireto mídia.
A pesquisa faz um alerta para a influência negativa
2-) ... pediu ao delegado do bairro que desse um jeito que a mídia pode exercer sobre os jovens.
nos filhos do sueco.
Pedir = verbo transitivo direto e indireto 8-) B) O autor fez conjecturas sobre a possibilidade
A) ...que existe uma coisa chamada EXÉRCITO... = tran- de haver um homem que estaria ouvindo as notas de um
sitivo direto oboé.
B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra? =verbo de C) Centenas de trabalhadores estão empenhados em
ligação criar logotipos e negociar.
C) ...compareceu em companhia da mulher à delega- D) O taxista levou o autor a indagar sobre o número de
cia... =verbo intransitivo tomadas do edifício.
E) O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevi-
E) A corrida com o taxista possibilitou que o autor re-
mento. =transitivo direto
parasse em um prédio na marginal.
3-) ... constava simplesmente de uma vareta quebrada
em partes desiguais... 9-) Muitas organizações lutaram pela igualdade de
Constar = verbo intransitivo direitos dos trabalhadores domésticos.
B) ...eram comumente assinalados a golpes de macha-
do nos troncos mais robustos. =ligação
C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados deso-
rientam, não raro, quem... =transitivo direto
CRASE
D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho
na serra de Tunuí... = transitivo direto
E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com o
gentio, mestre e colaborador...=transitivo direto A palavra crase é de origem grega e significa “fusão”,
“mistura”. Na língua portuguesa, é o nome que se dá à
4-) ... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça... “junção” de duas vogais idênticas. É de grande importân-
Lidar = transitivo indireto cia a crase da preposição “a” com o artigo feminino “a”
B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão das (s), com o “a” inicial dos pronomes aquele(s), aquela (s),
sociedades... =transitivo direto aquilo e com o “a” do relativo a qual (as quais). Na escri-
C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regulado ta, utilizamos o acento grave ( ` ) para indicar a crase. O
pela justiça. =ligação uso apropriado do acento grave depende da compreensão
D) Essa problematicidade não afasta a força das aspira- da fusão das duas vogais. É fundamental também, para o
ções da justiça... =transitivo direto e indireto entendimento da crase, dominar a regência dos verbos e
E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o nomes que exigem a preposição “a”. Aprender a usar a cra-
sentimento de justiça. =transitivo direto se, portanto, consiste em aprender a verificar a ocorrência
simultânea de uma preposição e um artigo ou pronome.
5-) A correção do item deve respeitar as regras de pon- Observe:
tuação também. Assinalei apenas os desvios quanto à re- Vou a + a igreja.
gência (pontuação encontra-se em tópico específico)
Vou à igreja.
(A) Não há dúvida de que as mulheres ampliam,
(B) Não há dúvida de que (erros quanto à pon-
No exemplo acima, temos a ocorrência da preposição
tuação)
(C) Não há dúvida de que as mulheres, (erros quanto “a”, exigida pelo verbo ir (ir a algum lugar) e a ocorrência
à pontuação) do artigo “a” que está determinando o substantivo femini-
(E) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapi- no igreja. Quando ocorre esse encontro das duas vogais e
damente, seu espaço na carreira científica, ainda que, o elas se unem, a união delas é indicada pelo acento grave.
avanço seja mais notável em alguns países (o Brasil é um Observe os outros exemplos:
exemplo) do que em outros. Conheço a aluna.
Refiro-me à aluna.
6-) (B) A menina tinha o receio de levar uma bronca por No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (co-
ter se perdido. nhecer algo ou alguém), logo não exige preposição e a
(C) A garota tinha apenas a lembrança do desenho de crase não pode ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é
um índio na porta do prédio. transitivo indireto (referir--se a algo ou a alguém) e exige
(D) A menina não tinha orgulho do fato de ter se per- a preposição “a”. Portanto, a crase é possível, desde que o
dido de sua família. termo seguinte seja feminino e admita o artigo feminino
(E) A família toda se organizou para realizar a procura “a” ou um dos pronomes já especificados.
pela garotinha.

85
LÍNGUA PORTUGUESA

Casos em que a crase NÃO ocorre: 4-) em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas
1-) diante de substantivos masculinos: de que participam palavras femininas. Por exemplo:
Andamos a cavalo. à tarde màs ocultas às pressas à medida que
Fomos a pé. à noite às claras às escondidas à força
Passou a camisa a ferro. à vontade à beça à larga à escuta
Fazer o exercício a lápis. às avessas à revelia à exceção de à imitação de
Compramos os móveis a prazo. à esquerda às turras às vezes à chave
à direita à procura à deriva à toa
2-) diante de verbos no infinitivo: à luz à sombra de à frente de à proporção que
A criança começou a falar. à semelhança de às ordens à beira de
Ela não tem nada a dizer.
Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos Crase diante de Nomes de Lugar
exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá
crase. Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do
artigo “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo
3-) diante da maioria dos pronomes e das expressões que diante deles haverá crase, desde que o termo regente
de tratamento, com exceção das formas senhora, senhorita exija a preposição “a”. Para saber se um nome de lugar ad-
e dona: mite ou não a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se
Diga a ela que não estarei em casa amanhã. substituir o termo regente por um verbo que peça a prepo-
Entreguei a todos os documentos necessários. sição “de” ou “em”. A ocorrência da contração “da” ou “na”
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de on- prova que esse nome de lugar aceita o artigo e, por isso,
tem. haverá crase. Por exemplo:
Peço a Vossa Senhoria que aguarde alguns minutos. Vou à França. (Vim da [de+a] França. Estou na [em+a]
França.)
Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pro- Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
nomes podem ser identificados pelo método: troque a pa-
Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália)
lavra feminina por uma masculina, caso na nova construção
Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em Por-
surgir a forma ao, ocorrerá crase. Por exemplo:
to Alegre.)
Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo in-
divíduo.)
*- Minha dica: use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ;
Informei o ocorrido à senhora. (Informei o ocorrido ao
vou A volto DE, crase PRA QUÊ?”
senhor.)
Ex: Vou a Campinas. = Volto de Campinas.
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça ao
próprio Cláudio para sair mais cedo.) Vou à praia. = Volto da praia.

4-) diante de numerais cardinais: - ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especifi-
Chegou a duzentos o número de feridos. cado, ocorrerá crase. Veja:
Daqui a uma semana começa o campeonato. Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = mesmo
que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”
Casos em que a crase SEMPRE ocorre: Irei à Salvador de Jorge Amado.
1-) diante de palavras femininas:
Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega. Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele
Sempre vamos à praia no verão. (s), Aquela (s), Aquilo
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores. Haverá crase diante desses pronomes sempre que o
Sou grata à população. termo regente exigir a preposição “a”. Por exemplo:
Fumar é prejudicial à saúde. Refiro-me a + aquele atentado.
Este aparelho é posterior à invenção do telefone. Preposição Pronome
2-) diante da palavra “moda”, com o sentido de “à
moda de” (mesmo que a expressão moda de fique suben- Refiro-me àquele atentado.
tendida):
O jogador fez um gol à (moda de) Pelé. O termo regente do exemplo acima é o verbo transi-
Usava sapatos à (moda de) Luís XV. tivo indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige
Estava com vontade de comer frango à (moda de) pas- preposição, portanto, ocorre a crase. Observe este outro
sarinho. exemplo:
O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro. Aluguei aquela casa.
O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não
3-) na indicação de horas: exige preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso. Veja
Acordei às sete horas da manhã. outros exemplos:
Elas chegaram às dez horas. Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho.
Foram dormir à meia-noite. Quero agradecer àqueles que me socorreram.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai. Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA
Não obedecerei àquele sujeito.
Assisti àquele filme três vezes. 1-) diante de nomes próprios femininos:
Espero aquele rapaz. Observação: é facultativo o uso da crase diante de no-
Fiz aquilo que você disse. mes próprios femininos porque é facultativo o uso do ar-
Comprei aquela caneta. tigo. Observe:
Paula é muito bonita. Laura é minha amiga.
Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga.
A ocorrência da crase com os pronomes relativos a
qual e as quais depende do verbo. Se o verbo que rege es- Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo
ses pronomes exigir a preposição “a”, haverá crase. É pos- feminino diante de nomes próprios femininos, então pode-
sível detectar a ocorrência da crase nesses casos utilizando mos escrever as frases abaixo das seguintes formas:
a substituição do termo regido feminino por um termo re- Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a Ro-
gido masculino. Por exemplo: berto.
A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade. Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao Ro-
O monumento ao qual me refiro fica no centro da ci- berto.
dade.
2-) diante de pronome possessivo feminino:
Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a Observação: é facultativo o uso da crase diante de pro-
crase. Veja outros exemplos: nomes possessivos femininos porque é facultativo o uso do
São normas às quais todos os alunos devem obedecer. artigo. Observe:
Esta foi a conclusão à qual ele chegou. Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está espe-
Várias alunas às quais ele fez perguntas não souberam rando por você.
responder nenhuma das questões. A minha avó tem setenta anos. A minha irmã está es-
A sessão à qual assisti estava vazia. perando por você.
Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de
Crase com o Pronome Demonstrativo “a” pronomes possessivos femininos, então podemos escrever
A ocorrência da crase com o pronome demonstrativo as frases abaixo das seguintes formas:
“a” também pode ser detectada através da substituição do Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô.
termo regente feminino por um termo regido masculino. Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô.
Veja:
Minha revolta é ligada à do meu país. 3-) depois da preposição até:
Meu luto é ligado ao do meu país. Fui até a praia. ou Fui até à praia.
As orações são semelhantes às de antes. Acompanhe-o até a porta. ou Acompanhe-o
Os exemplos são semelhantes aos de antes. até à porta.
Suas perguntas são superiores às dele. A palestra vai até as cinco horas da tarde. ou A
Seus argumentos são superiores aos dele. palestra vai até às cinco horas da tarde.
Sua blusa é idêntica à de minha colega.
Seu casaco é idêntico ao de minha colega. Questões sobre Crase

A Palavra Distância 01.( Escrevente TJ SP – Vunesp/2012) No Brasil, as dis-


Se a palavra distância estiver especificada, determina- cussões sobre drogas parecem limitar-se ______aspectos
da, a crase deve ocorrer. Por exemplo: Sua casa fica à dis- jurídicos ou policiais. É como se suas únicas consequên-
tância de 100km daqui. (A palavra está determinada) cias estivessem em legalismos, tecnicalidades e estatísticas
Todos devem ficar à distância de 50 metros do palco. (A criminais. Raro ler ____respeito envolvendo questões de
palavra está especificada.) saúde pública como programas de esclarecimento e pre-
venção, de tratamento para dependentes e de reintegração
Se a palavra distância não estiver especificada, a crase desses____ vida. Quantos de nós sabemos o nome de um
não pode ocorrer. Por exemplo: médico ou clínica ____quem tentar encaminhar um droga-
Os militares ficaram a distância. do da nossa própria família?
Gostava de fotografar a distância. (Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Pau-
Ensinou a distância. lo, 17.09.2012. Adaptado)
Dizem que aquele médico cura a distância. As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e
Reconheci o menino a distância. respectivamente, com:
Observação: por motivo de clareza, para evitar ambi- (A) aos … à … a … a
guidade, pode-se usar a crase. Veja: (B) aos … a … à … a
Gostava de fotografar à distância. (C) a … a … à … à
Ensinou à distância. (D) à … à … à … à
Dizem que aquele médico cura à distância. (E) a … a … a … a

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LÍNGUA PORTUGUESA

02. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013).Leia 06. O Ministro informou que iria resistir _____ pressões
o texto a seguir. contrárias _____ modificações relativas _____ aquisição da
Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, casa própria.
correu ______ cartomante para consultá-la sobre a verda- a) às - àquelas _ à
deira causa do procedimento de Camilo. Vimos que ______ b) as - aquelas - a
cartomante restituiu--lhe ______ confiança, e que o rapaz c) às àquelas - a
repreendeu-a por ter feito o que fez. d) às - aquelas - à
(Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias. e) as - àquelas - à
Rio de Janeiro: Globo, 1997, p. 6)

Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na 07. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU-
ordem dada: NESP – 2013-adap) O acento indicativo de crase está cor-
A) à – a – a retamente empregado em:
B) a – a – à A) Tendências agressivas começam à ser relacionadas
C) à – a – à com as dificuldades para lidar com as frustrações de seus
D) à – à – a desejos.
E) a – à – à B) A agressividade impulsiva deve-se à perturbações
nos mecanismos biológicos de controle emocional.
C) A violência urbana é comparada à uma enfermidade.
03 “Nesta oportunidade, volto ___ referir-me ___ pro-
D) Condições de risco aliadas à exemplo de impunida-
blemas já expostos ___ V. Sª ___ alguns dias”.
de alimentam a violência crescente nas cidades.
a) à - àqueles - a - há
E) Um ambiente desfavorável à formação da personali-
b) a - àqueles - a - há dade atinge os mais vulneráveis.
c) a - aqueles - à - a
d) à - àqueles - a - a
e) a - aqueles - à - há 08. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013).
O sinal indicativo de crase está correto em:
04.(Agente Técnico – FCC – 2013-adap.) Claro que não A) Este cientista tem se dedicado à uma pesquisa na
me estou referindo a essa vulgar comunicação festiva e área de biotecnologia.
efervescente. B) Os pais não podem ser omissos e devem se dedicar
O vocábulo a deverá receber o sinal indicativo de crase à educação dos filhos.
se o segmento grifado for substituído por: C) Nossa síndica dedica-se integralmente à conservar
A) leitura apressada e sem profundidade. as instalações do prédio.
B) cada um de nós neste formigueiro. D) O bombeiro deve dedicar sua atenção à qualquer
C) exemplo de obras publicadas recentemente. detalhe que envolva a segurança das pessoas.
D) uma comunicação festiva e virtual. E) É função da política é dedicar-se à todo problema
E) respeito de autores reconhecidos pelo público. que comprometa o bem-estar do cidadão.

05. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU- GABARITO


NESP – 2013).
O Instituto Nacional de Administração Prisional (INAP) 01. B 02. A 03. B 04. A 05. D
também desenvolve atividades lúdicas de apoio______ res- 06. A 07. E 08. B
socialização do indivíduo preso, com o objetivo de prepa-
rá--lo para o retorno______ sociedade. Dessa forma, quando COMENTÁRIOS
em liberdade, ele estará capacitado______ ter uma profissão
e uma vida digna. 1-) limitar-se _aos _aspectos jurídicos ou policiais.
Raro ler __a__respeito (antes de palavra masculina
(Disponível em: www.metropolitana.com.br/blog/
não há crase)
qual_e_a_importancia_da_ressocializacao_de_presos. Aces-
de reintegração desses_à_ vida. (reintegrar a + a
so em: 18.08.2012. Adaptado)
vida = à)
o nome de um médico ou clínica __a_quem tentar en-
Assinale a alternativa que preenche, correta e respecti- caminhar um drogado da nossa própria família? (antes de
vamente, as lacunas do texto, de acordo com a norma-pa- pronome indefinido/relativo)
drão da língua portuguesa.
A) à … à … à 2-) correu _à (= para a ) cartomante para consultá-la
B) a … a … à sobre a verdadeira causa do procedimento de Camilo. Vi-
C) a … à … à mos que _a__cartomante (objeto direto)restituiu-lhe ___a___
D) à … à ... a confiança (objeto direto), e que o rapaz repreendeu-a por
E) a … à … a ter feito o que fez.

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LÍNGUA PORTUGUESA

3-) “Nesta oportunidade, volto _a_ referir-me àqueles__ C) Nossa síndica dedica-se integralmente à conservar
problemas já expostos a _ V. Sª _há_ alguns dias”. as instalações do prédio. (verbo no infinitivo)
- a referir = antes de verbo no infinito não há crase; D) O bombeiro deve dedicar sua atenção à qualquer de-
- quem faz referência, faz referência A algo ou A al- talhe que envolva a segurança das pessoas. (pronome inde-
guém ( a regência do verbo pede preposição) finido)
- antes de pronome de tratamento não há crase (exce- E) É função da política é dedicar-se à todo problema que
ção à senhora, que admite artigo); comprometa o bem-estar do cidadão. (pronome indefinido)
- há no sentido de tempo passado.

4-) Claro que não me estou referindo à leitura apressa- TIPOS DE DISCURSO.
da e sem profundidade.
a cada um de nós neste formigueiro. (antes de prono-
me indefinido)
a exemplo de obras publicadas recentemente. (palavra Num texto, as personagens falam, conversam entre si, ex-
masculina) põem ideias. Quando o narrador conta o que elas disseram,
a uma comunicação festiva e virtual. (artigo indefini- insere na narrativa uma fala que não é de sua autoria, cita o
do) discurso alheio. Há três maneiras principais de reproduzir a
a respeito de autores reconhecidos pelo público. (pa- fala das personagens: o discurso direto, o discurso indireto e
lavra masculina) o discurso indireto livre.

Discurso Direto
5-) O Instituto Nacional de Administração Prisio-
nal (INAP) também desenvolve atividades lúdicas de
“Longe do olhos...”
apoio___à__ ressocialização do indivíduo preso, com o ob-
- Meu pai! Disse João Aguiar com um tom de ressentimen-
jetivo de prepará--lo para o retorno___à__ sociedade. Dessa
to que fez pasmar o comendador.
forma, quando em liberdade, ele estará capacitado__a___
- Que é? Perguntou este.
ter uma profissão e uma vida digna. João Aguiar não respondeu. O comendador arrugou a tes-
- Apoio a ? Regência nominal pede preposição; ta e interrogou o roto mudo do filho. Não leu, mais adivinhou
- retorno a? regência nominal pede preposição; alguma coisa desastrosa; desastrosa, entenda-se, para os cál-
- antes de verbo no infinitivo não há crase. culos conjunto-políticos ou políticos-conjugais, como melhor
nome haja.
6-) O Ministro informou que iria resistir _às__ pressões - Dar-se-á caso que... começou a dizer comendador.
contrárias àquelas_ modificações relativas __à_ aquisição - Que eu namore? Interrompeu galhofeiramente o filho.
da casa própria. Machado de Assis. Contos. 26ª Ed. São Paulo, Ática,
- resistir a? regência verbal pede preposição; 2002, p. 43.
- contrária a? regência nominal pede preposição; O narrador introduz a fala das personagens, um pai e um
- relativas a? regência nominal pede preposição. filho, e, em seguida, como quem passa a palavra a elas e as
deixa falar. Vemos que as partes introdutórias pertencem ao
7-) A) Tendências agressivas começam à ser relaciona- narrador (por exemplo, disse João Aguiar com um tom de
das com as dificuldades para lidar com as frustrações de ressentimento que faz pasmar o comendador) e as falas, às
seus desejos. (antes de verbo no infinitivo não há crase) personagens, (por exemplo, Meu pai!).
B) A agressividade impulsiva deve-se à perturbações O discurso direto é o expediente de citação do discurso
nos mecanismos biológicos de controle emocional. (se alheio pela qual o narrador introduz o discurso do outro e,
o “a” está no singular e antecede palavra no plural, não há depois, reproduz literalmente a fala dele.
crase) As marcas do discurso são:
C) A violência urbana é comparada à uma enfermidade. - A fala das personagens é, de princípio, anunciada por
(artigo indefinido) um verbo (disse e interrompeu no caso do filho e perguntou e
D) Condições de risco aliadas à exemplo de impunida- começou a dizer no caso do pai) denominado “verbo de dizer”
de alimentam a violência crescente nas cidades. (palavra (como recrutar, retorquir, afirmar, obtem-perar declarar e ou-
masculina) tros do mesmo tipo), que pode vir antes, no meio ou depois
E) Um ambiente desfavorável à formação da personali- da fala das personagens (no nosso caso, veio depois);
dade atinge os mais vulneráveis. = correta (regência nomi- - A fala das personagens aparece nitidamente separada
nal: desfavorável a?) da fala do narrador, por aspas, dois pontos, travessão ou vír-
gula;
8-) A) Este cientista tem se dedicado à uma pesquisa na - Os pronomes pessoais, os tempos verbais e as palavras
área de biotecnologia. (artigo indefinido) que indicam espaço e tempo (por exemplo, pronomes de-
B) Os pais não podem ser omissos e devem se dedicar monstrativos e advérbios de lugar e de tempo) são usados
à educação dos filhos. = correta (regência verbal: dedicar em relação à pessoa da personagem, ao momento em que
a) ela fala diz “eu”, o espaço em que ela se encontra é o aqui
e o tempo em que fala é o agora.

89
LÍNGUA PORTUGUESA

Discurso Indireto Se o discurso citado (fala da personagem) comporta


Observemos um fragmento do mesmo conto de Ma- um “eu” ou um “tu” que não se encontram entre as pessoas
chado de Assis: do discurso citante (fala do narrador), eles são convertidos
“Um dia, Serafina recebeu uma carta de Tavares dizen- num “ele”, se o discurso citado contém um “aqui” não cor-
do-lhe que não voltaria mais à casa de seu pai, por este lhe responde ao lugar em que foi proferido o discurso citante,
haver mostrado má cara nas últimas vezes que ele lá esti- ele é convertido num “lá”.
vera.”
Idem. Ibidem, p. 48. Pedro disse lá em Paris: - Aqui eu me sinto bem.
Eu (pessoa do discurso citado que não se encontra no
Nesse caso o narrador para citar que Tavares disse a discurso citante) converte-se em ele; aqui (espaço do dis-
Serafina, usa o outro procedimento: não reproduz literal- curso citado que é diferente do lugar em que foi proferido
mente as palavras de Tavares, mas comunica, com suas pa- o discurso citante) transforma-se em lá:
lavras, o que a personagem diz. A fala de Tavares não chega
ao leitor diretamente, mas por via indireta, isto é, por meio - Pedro disse que lá ele se sentia bem.
das palavras do narrador. Por essa razão, esse expediente é Se a pessoa do discurso citado, isto é, da fala da per-
chamado discurso indireto. sonagem (eu, tu, ele) tem um correspondente no discurso
citante, ela ocupa o estatuto que tem nesse último.
As principais marcas do discurso indireto são: Maria declarou-me: - Eu te amo.
- As falas das personagens também vem introduzidas O “te” do discurso citado corresponde ao “me” do ci-
por um verbo de dizer; tante. Por isso, “te” passa a “me”:
- As falas das personagens constituem oração subordi-
nada substantiva objetiva direta do verbo de dizer e, por- - Maria declarou-me que me amava.
tanto, são separadas da fala do narrador por uma partícula No que se refere aos tempos, o mais comum é o que o
introdutória normalmente “que” ou “se”; verbo de dizer esteja no presente ou no pretérito perfeito.
- Os pronomes pessoais, os tempos verbais e as pa-
Quando o verbo de dizer estiver no presente e o da fala
lavras que indicam espaço e tempo (como pronomes de-
da personagem estiver no presente, pretérito ou futuro do
monstrativos e advérbios de lugar e de tempo) são usados
presente, os tempos mantêm-se na passagem do discur-
e relação a narrador, ao momento em que ele fala e ao
so direto para o indireto. Se o verbo de dizer estiver no
espaço em que está.
pretérito perfeito, as alterações que ocorrerão na fala da
Passagem do Discurso Direto para o Discurso Indi-
reto personagem são as seguintes:
Pedro disse:
- Eu estarei aqui amanhã. Discurso Direto – Discurso Indireto
Presente – Pretérito Imperfeito
No discurso direto, o personagem Pedro diz “eu”; o Pretérito Perfeito – Pretérito mais-que-perfeito
“aqui” é o lugar em que a personagem está; “amanhã” é o Futuro do Presente – Futuro do Pretérito
dia seguinte ao que ele fala. Se passarmos essa frase para o
discurso indireto ficará assim: Joaquim disse: - Compro tudo isso.
Pedro disse que estaria lá no dia seguinte. - Joaquim disse que comprava tudo isso.
Joaquim disse: - Comprei tudo isso.
No discurso indireto, o “eu” passa a ele porque á al- - Joaquim disse que comprara tudo isso.
guém de quem o narrador fala; estaria é futuro do pretérito: Joaquim disse: - Comprarei tudo isso.
é um tempo relacionado ao pretérito da fala do narrador - Joaquim disse que compraria tudo isso.
(disse), e não ao presente da fala do personagem, como
estarei; lá é o espaço em que a personagem (e não o narra- Discurso Indireto Livre
dor) havia de estar; no dia seguinte é o dia que vem após o “(...) No dia seguinte Fabiano voltou à cidade, mas ao
momento da fala da personagem designada por ele. fechar o negócio notou que as operações de Sinhá Vitória,
Na passagem do discurso direto para o indireto, deve- como de costume, diferiam das do patrão. Reclamou e ob-
se observar as frases que no discurso direto tem as formas teve a explicação habitual: a diferença era proveniente de
interrogativas, exclamativa ou imperativa convertem-se, no juros.
discurso indireto, em orações declarativas. Não se conformou: devia haver engano. Ele era bruto,
Ela me perguntou: quem está ai? sim senhor, via-se perfeitamente que era bruto, mas a mu-
Ela me perguntou quem estava lá. lher tinha miolo. Com certeza havia um erro no papel do
branco. Não se descobriu o erro, e Fabiano perdeu os estri-
As interjeições e os vocativos do discurso direto desapa- bos. Passar a vida inteira assim no toco, entregando o que
recem no discurso indireto ou tem seu valor semântico ex- era dele de mão beijada! Estava direito aquilo? Trabalhar
plicitado, isto é, traduz-se o significado que elas expressam. como negro e nunca arranjar carta de alforria!
Graciliano Ramos. Vidas secas.
O papagaio disse: Oh! Lá vem a raposa. 28ª Ed. São Paulo, Martins, 1971, p. 136.
O papagaio disse admirado (explicitação do valor se-
mântico da interjeição oh!) que ao longe vinha a raposa.

90
LÍNGUA PORTUGUESA

Nesse texto, duas vozes estão misturadas: a do narrador Essa modalidade de citação permite, por exemplo, que se
e a de Fabiano. Não há indicadores que delimitem muito bem use variante linguística da personagem como forma de forne-
onde começa a fala do narrador e onde se inicia a da persona- cer pistas para caracterizá-la. Sirva de exemplo o trecho que
gem. Não se tem dúvida de que o período inicial está traduzido a segue, um diálogo entre personagens do meio rural, um far-
fala do narrador. A bem verdade, até não se conformou (início do macêutico e um agricultor, cuja fala é transcrita em discurso
segundo parágrafo), é a voz do narrador que está comandando direto pelo narrador:
a narrativa. Na oração devia haver engano, já começa haver uma
mistura de vozes: sob o ponto de vista das marcas gramaticais, Um velho brônzeo apontou, em farrapos, à janela aberta
não há nenhuma pista para se concluir, que a voz de Fabiano o azul.
é que esteja sendo citada; sob o ponto de vista do significado, - Como vai, Elesbão?
porém, pode-se pensar numa reclamação atribuída a ele. - Sua bênção...
Tomemos agora esse trecho: “Ele era bruto, sim senhor, - Cheio de doenças?
via-se perfeitamente que era bruto, mas a mulher tinha miolo. - Sim sinhô.
Com certeza havia um erro no papel do branco.” Pelo conteúdo - De dores, de dificuldades?
de verdade é pelo modo de dizer, tudo nos induz a vislumbrar - Sim sinhô.
aí a voz de Fabiano ecoando por meio do discurso do narra- - De desgraças...
dor. É como se o narrador, sem abandonar as marcas linguís- O farmacêutico riu com um tímpano desmesurado. Você
ticas próprias de sua fala, estivesse incorporando as reclama- é o Brasil. Depois Indagou:
ções e suspeitas da personagem, a cuja linguagem pertencem - O que você eu Elesbão?
expressões do tipo bruto, sim senhor e a mulher tinha miolo. - To precisando de uns dinheirinho e duns gênor. Meu
Até a repetição de palavras e uma certa entonação presumi- arroizinho tá bão, tá encanando bem. Preciso de uns manti-
velmente exclamativa confirmam essa inferência. mento pra coiêta. O sinhô pode me arranjá com Nhô Salim.
Para perceber melhor o que é o discurso indireto livre, Depois eu vendo o arroiz pra ele mermo.
confrontemos uma frase do texto com a correspondente em - Você é sério, Elesbão?
discurso direito e indireto: - Sô sim sinhô!
- Quanto é que você deve pro Nhô Salim?
- Discurso Indireto Livre - Um tiquinho.
Estava direito aquilo? Oswaldo de Andrade. Marco Zero.
2ª Ed. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1974, p.
- Discurso Direto 7-8.
Fabiano perguntou: - Esta direito isto?
Quanto ao discurso indireto, pode ser de dois tipos, e
- Discurso Indireto cada um deles cria um efeito de sentido diverso.
Fabiano perguntou se aquilo estava direito - Discurso Indireto que analisa o conteúdo: elimina os
Essa forma de citação do discurso alheio tem característi- elementos emocionais ou afetivos presentes no discurso direto,
cas próprias que são tanto do discurso direto quanto do indi- assim como as interrogações, exclamações ou formas imperati-
reto. As características do discurso indireto livre são: vas, por isso produz um efeito de sentido de objetividade analí-
tica. Com efeito, nele o narrador revela somente o conteúdo do
- Não há verbos de dizer anunciando as falas das perso- discurso da personagem, e não o modo como ela diz. Com isso
nagens; estabelece uma distância entre sua posição e a da personagem,
- Estas não são introduzidas por partículas como “que” e abrindo caminho para a réplica e o comentário. Esse tipo de dis-
“se” nem separadas por sinais de pontuação; curso indireto despersonaliza discurso citado em nome de uma
- O discurso indireto livre contém, como o discurso di- objetividade analítica. Cria, assim, a impressão de que o narra-
reto, orações interrogativas, imperativas e exclamativas, bem dor analisa o discurso citado de maneira racional e isenta de
como interjeições e outros elementos expressivos; envolvimento emocional. O discurso indireto, nesse caso, não
se interessa pela individualidade do falante no modo como ele
- Os pronomes pessoais e demonstrativos, as palavras in- diz as coisas. Por isso é a forma preferida nos textos de natureza
dicadoras de espaço e de tempo são usados da mesma forma filosófica, científica, política, etc., quando se expõe as opiniões
que no discurso indireto. Por isso, o verbo estar, do exemplo dos outros com finalidade de criticá-las, rejeitá-las ou acolhê-las.
acima, ocorre no pretérito imperfeito, e não no presente (está), - Discurso Indireto que analisa a expressão: serve para
como no discurso direto. Da mesma forma o pronome de- destacar mais o modo de dizer do que o que se diz; por exem-
monstrativo ocorre na forma aquilo, como no discurso indireto. plo, as palavras típicas do vocabulário da personagem citada,
a sua maneira de pronunciá-las, etc. Nesse caso, as palavras
Funções dos diferentes modos de citar o discurso do ou expressões ressaltadas aparecem entre aspas. Veja-se este
outro exemplo. De Eça de Queirós:
O discurso direto cria um efeito de sentido de verdade.
Isso porque o leito ou ouvinte tem a impressão de que ...descobrira de repente, uma manhã, eu não devia trair
quem cita preservou a integridade do discurso citado, ou Amaro, “porque era papá do seu Carlinhos”. E disse-o ao abade;
seja, o que ele reproduziu é autêntico. É como se ouvisse a fez corar os sessenta e quatro anos do bom velho (...).
pessoa citada com suas próprias palavras e, portanto, com O crime do Padre Amaro.
a mesma carga de subjetividade. Porto, Lello e Irmão, s.d., vol. I, p. 314.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Imagine-se ainda que uma pessoa, querendo denunciar a Comparação


forma deselegante com que fora atendida por um represen- Consiste em atribuir características de um ser a outro, em
tante de uma empresa, tenha dito o seguinte: virtude de uma determinada semelhança.
A certa altura, ele me respondeu que, se eu não estivesse O meu coração está igual a um céu cinzento.
satisfeito, que fosse reclamar “para o bispo” e que ele já não O carro dele é rápido como um avião.
estava “nem aí” com “tipinhos” como eu.
Em ambos os casos, as aspas são utilizadas para dar desta- Prosopopeia
que a certas formas de dizer típicas das personagens citadas e É uma figura de linguagem que atribui características hu-
para mostrar o modo como o narrador as interpreta. No exem- manas a seres inanimados. Também podemos chamá-la de
plo de Eça de Queirós, “porque era o papá de seu Carlinhos” PERSONIFICAÇÃO.
contem uma expressão da personagem Amélia e mostra certa O céu está mostrando sua face mais bela.
dose de ironia e malícia do narrador. No segundo exemplo, as O cão mostrou grande sisudez.
aspas destacam a insatisfação do narrador com a deselegância
e o desprezo do funcionário para com os clientes. Sinestesia
O discurso indireto livre fica a meio caminho da subjetivi- Consiste na fusão de impressões sensoriais diferentes
dade e da objetividade. Tem muitas funções. Por exemplo, dá (mistura dos cinco sentidos).
verossimilhança a um texto que pretende manifestar pensa- Raquel tem um olhar frio, desesperador.
mentos, desejos, enfim, a vida interior de uma personagem. Aquela criança tem um olhar tão doce.
Em síntese, demonstra um envolvimento tal do narrador
com a personagem, que as vozes de ambos se misturam como Catacrese
se eles fossem um só ou, falando de outro modo, como se o nar- É o emprego de uma palavra no sentido figurado por fal-
rador tivesse vestido completamente a máscara da personagem, ta de um termo próprio.
aproximando-a do leitor sem a marca da sua intermediação. O menino quebrou o braço da cadeira.
Veja-se como, neste trecho: “O tímido José”, de Antônio A manga da camisa rasgou.
de Alcântara Machado, o narrador, valendo-se do discurso
indireto livre, leva o leitor a partilhar do constrangimento da Metonímia
personagem, simulando estar contaminado por ele: É a substituição de uma palavra por outra, quando existe
uma relação lógica, uma proximidade de sentidos que permi-
(...) Mais depressa não podia andar. Garoar, garoava sem- te essa troca. Ocorre metonímia quando empregamos:
pre. Mas ali o nevoeiro já não era tanto felizmente. Decidiu. Iria - O autor pela obra.
indo no caminho da Lapa. Se encontrasse a mulher bem. Se não Li Jô Soares dezenas de vezes. (a obra de Jô Soares)
encontrasse paciência. Não iria procurar. Iria é para casa. Afinal - o continente pelo conteúdo.
de contas era mesmo um trouxa. Quando podia não quis. Ago- O ginásio aplaudiu a seleção. (ginásio está substituindo
ra que era difícil queria. os torcedores)
Laranja-da-china. In: Novelas Paulistanas. - a parte pelo todo.
1ª Ed. Belo Horizonte, Itatiaia/ São Paulo, Edusp, Vários brasileiros vivem sem teto, ao relento. (teto subs-
1998, p. 184 titui casa)
- o efeito pela causa.
ESTILÍSTICA: FIGURAS DE Suou muito para conseguir a casa própria. (suor substitui
o trabalho)
LINGUAGEM (METÁFORA, METONÍMIA,
HIPÉRBOLE, EUFEMISMO, Perífrase
PROSOPOPEIA E ANTÍTESE). É a designação de um ser através de alguma de suas ca-
racterísticas ou atributos, ou de um fato que o celebrizou.
A Veneza Brasileira também é palco de grandes espetá-
culos. (Veneza Brasileira = Recife)
Segundo Mauro Ferreira, a importância em reconhecer A Cidade Maravilhosa está tomada pela violência. (Cidade
figuras de linguagem está no fato de que tal conhecimento, Maravilhosa = Rio de Janeiro)
além de auxiliar a compreender melhor os textos literários,
deixa-nos mais sensíveis à beleza da linguagem e ao signifi- Antítese
cado simbólico das palavras e dos textos. Consiste no uso de palavras de sentidos opostos.
Definição: Figuras de linguagem são certos recursos não- Nada com Deus é tudo.
-convencionais que o falante ou escritor cria para dar maior Tudo sem Deus é nada.
expressividade à sua mensagem.
Eufemismo
Metáfora Consiste em suavizar palavras ou expressões que são de-
É o emprego de uma palavra com o significado de ou- sagradáveis.
tra em vista de uma relação de semelhanças entre ambas. É Ele foi repousar no céu, junto ao Pai. (repousar no céu
uma comparação subentendida. = morrer)
Minha boca é um túmulo. Os homens públicos envergonham o povo. (homens
Essa rua é um verdadeiro deserto. públicos = políticos)

92
LÍNGUA PORTUGUESA

Hipérbole Cada alma é uma escada para Deus,


É um exagero intencional com a finalidade de tornar mais Cada alma é um corredor-Universo para Deus,
expressiva a ideia. Cada alma é um rio correndo por margens de Externo
Ela chorou rios de lágrimas. Para Deus e em Deus com um sussurro noturno. (Fernan-
Muitas pessoas morriam de medo da perna cabeluda. do Pessoa)

Ironia Silepse
Consiste na inversão dos sentidos, ou seja, afirmamos o Ocorre quando a concordância é realizada com a ideia
contrário do que pensamos. e não sua forma gramatical. Existem três tipos de silepse:
Que alunos inteligentes, não sabem nem somar. gênero, número e pessoa.
Se você gritar mais alto, eu agradeço. De gênero: Vossa excelência está preocupado com as no-
tícias. (a palavra vossa excelência é feminina quanto à forma,
Onomatopeia mas nesse exemplo a concordância se deu com a pessoa a
Consiste na reprodução ou imitação do som ou voz na- que se refere o pronome de tratamento e não com o sujeito).
tural dos seres. De número: A boiada ficou furiosa com o peão e derruba-
Com o au-au dos cachorros, os gatos desapareceram. ram a cerca. (nesse caso a concordância se deu com a ideia de
Miau-miau. – Eram os gatos miando no telhado a noite toda. plural da palavra boiada).
De pessoa: As mulheres decidimos não votar em deter-
Aliteração minado partido até prestarem conta ao povo. (nesse tipo de
Consiste na repetição de um determinado som conso- silepse, o falante se inclui mentalmente entre os participantes
nantal no início ou interior das palavras. de um sujeito em 3ª pessoa).
O rato roeu a roupa do rei de Roma.
Questões sobre Figuras de Linguagem
Elipse
Consiste na omissão de um termo que fica subentendido 01. Analista de informática II – VUNESP – 2013 Ciência e liberdades
no contexto, identificado facilmente. Aparentemente, o título deste artigo não faria nenhum
Após a queda, nenhuma fratura. sentido, considerando a época em que vivemos, na qual a
pesquisa científica goza de uma ampla liberdade, garantida
por universidades e institutos de pesquisa. Vai longe o tempo
Zeugma em que Giordano Bruno e Galileu foram condenados à morte.
Consiste na omissão de um termo já empregado ante- No entanto, a liberdade de que goza a pesquisa científica vem
riormente. tendo um contraponto na utilização pelo Estado dos produtos des-
Ele come carne, eu verduras. sa mesma pesquisa. Isso é especialmente visível no uso da ciência
Pleonasmo por políticas públicas de saúde. Resultados de pesquisas, ou mes-
Consiste na intensificação de um termo através da sua mo hipóteses não verificadas, são utilizados como instrumentos de
repetição, reforçando seu significado. ações governamentais, como se assim estivessem justificados.
Nós cantamos um canto glorioso. Tais ações públicas estão particularmente presentes nas
políticas conduzidas contra alimentos gordurosos e bebidas
Polissíndeto açucaradas. Governos arrogam-se direitos de intervenção na
É a repetição da conjunção entre as orações de um perío- vida dos cidadãos, supostamente amparados no conheci-
do ou entre os termos da oração. mento científico. É próprio do progresso científico que seus
Chegamos de viagem e tomamos banho e saímos para dançar. resultados sejam tornados públicos, vindo a balizar a vida das
pessoas se elas optarem por seguir esse conhecimento adqui-
Assíndeto rido. Mas uma coisa é as pessoas, de posse de certos conheci-
Ocorre quando há a ausência da conjunção entre duas mentos, optarem por não consumir determinado produto por
orações. considerá-lo prejudicial à sua saúde. Nesse sentido, seria fun-
Chegamos de viagem, tomamos banho, depois saímos ção do Estado informar os cidadãos sobre os malefícios reais
para dançar. ou prováveis do consumo de tais produtos. Outra, muito dife-
rente, é o Estado impor determinadas condutas restritivas da
Anacoluto liberdade de escolha, em nome de um conhecimento científi-
Consiste numa mudança repentina da construção sintá- co apropriado pelo governo com vista a seus fins específicos.
tica da frase. Consequentemente estaríamos diante de algo extrema-
Ele, nada podia assustá-lo. mente perigoso, a saber, a administração “científica” da vida.
Nota: o anacoluto ocorre com frequência na linguagem Cidadãos administrados são cidadãos tutelados, incapazes de
falada, quando o falante interrompe a frase, abandonando o discernir por si mesmos o que é “bom” para eles.
que havia dito para reconstruí-la novamente. A pior administração é a que se diz “verdadeira”, “cien-
tífica”, como se coubesse ao Estado optar no lugar dos ci-
Anáfora dadãos. Cidadãos administrados cientificamente tendem a
Consiste na repetição de uma palavra ou expressão se tornar servos do Estado. A eles é reservado um lugar espe-
para reforçar o sentido, contribuindo para uma maior ex- cífico, o de serem destituídos do conhecimento “verdadeiro”,
pressividade. esse que lhes é imposto à sua revelia.

93
LÍNGUA PORTUGUESA

A comunidade científica, à medida que avança no ter- 05. Na metáfora, a palavra adquire um sentido diferen-
reno do político, começa a abandonar o seu terreno pró- te do comum. Assim, metaforicamente, uma pessoa pode
prio, vindo a se tornar uma parte do problema, em vez de ser chamada de “flor”, ou um obstáculo ser chamado de “pe-
poder ser um elemento de sua solução. Melhor fariam os dra”. Assinale qual das frases abaixo apresenta uma metáfora:
cientistas em avançar em suas pesquisas, mostrando, por A) O céu hoje está estrelado, sem nuvens.
exemplo, os elementos e produtos eventualmente prejudi- B) Essa joia é cara, pois é toda de ouro.
ciais à saúde dos indivíduos. Não lhes compete uma con- C) Aquele trabalho foi fatigante, exigiu muito esforço.
duta de “cruzados” pelo controle “científico” dos cidadãos. D) A rainha desfilou com sua coroa de brilhantes.
Cidadãos devem ser informados, não tutelados. A sua E) João disse que a bela Maria é a estrela de sua vida.
liberdade de escolha deve ser, antes de tudo, preservada,
tratando-se de um direito fundamental do ser humano. 06. Assinale a alternativa correta de acordo com a in-
(Denis Lerrer Rosenfield, www.estadao.com.br, dicação entre parênteses, referentes às figuras de lingua-
25.03.2013. Adaptado) gem.
A) Ódio e amor são sentimentos que se manifestam no
Assinale a alternativa em que o termo em negrito é homem. (comparação)
empregado, no texto, com sentido metafórico. B) Seu olhar é uma chuva de estrelas. (metáfora)
A)... considerando a época em que vivemos, na qual a C) A noite é escura como ébano. (prosopopeia)
pesquisa científica goza de uma ampla liberdade, garanti- D) Esqueci-me de trazer Paulo Coelho para você. (an-
da por universidades e institutos de pesquisa. (primeiro títese)
parágrafo) E) Você está faltando com a verdade. (pleonasmo)
B) Resultados de pesquisas, ou mesmo hipóteses não
verificadas, são utilizados como instrumentos de ações go- 07. A figura encontrada na frase “Paula para aqui, Paula
vernamentais... (segundo parágrafo) para ali” é:
C) Tais ações públicas estão particularmente presentes A) elipse B) anacoluto C) pleonasmo D) anáfora
nas políticas conduzidas contra alimentos gordurosos e
bebidas açucaradas. (terceiro parágrafo) GABARITO
D) Nesse sentido, seria função do Estado informar os 01. E 02. B 03. C 04. A 05. E
cidadãos sobre os malefícios reais ou prováveis do consu- 06. B 07. D
mo de tais produtos. (quarto parágrafo)
E) Não lhes compete uma conduta de “cruzados” pelo COMENTÁRIOS
controle “científico” dos cidadãos. (penúltimo parágrafo)
1-) cruzados – empregado no sentido de “lutadores”,
02. “Ele fez anotações na folha do livro”. A expressão defensores”
sublinhada lembra uma figura:
A) metáfora B) catacrese C) anacoluto D) meto- 2-) folha do livro – A catacrese costuma ocorrer quan-
nímia do, por falta de um termo específico para designar um con-
ceito, toma-se outro “emprestado”. Passa-se a empregar
03. Assinale a expressão inconveniente por repetir in- algumas palavras fora de seu sentido original.
formações:
A) É preciso encarar os problemas com coragem; 3-) habitat natural – segundo a maioria dos gramáticos,
B) Ela é o elo entre mim e você; todo habitat é natural.
C) É preciso deixar o animal em seu habitat natural;
D) Iniciei os trabalhos há dois meses; 4-) Para que serve um advogado honesto quando o
E) Já não há motivo para reclamação. que você precisa é de um advogado desonesto? – uso de
palavras antônimas no mesmo contexto.
04. Antítese é uma figura de linguagem caracterizada
pela presença de vocábulos de significação oposta. A frase 5-) João disse que a bela Maria é a estrela de sua vida.
abaixo em que ocorre uma antítese é:
A) “Para que serve um advogado honesto quando o 6-) Ódio e amor são sentimentos que se manifestam
que você precisa é de um advogado desonesto?” (Eric Am- no homem. (antítese)
bler) A noite é escura como ébano. (comparação)
B) “Nunca minta para o seu médico, para o seu confes- Esqueci-me de trazer Paulo Coelho para você. (meto-
sor ou para o seu advogado”. (George Herbert) nímia)
C) “A ambição universal dos homens é viver colhendo Você está faltando com a verdade. (eufemismo)
o que nunca plantaram”. (Adam Smith)
D) “O brasileiro é um povo com os pés no chão. E as 7-) Paula para aqui, Paula para ali
mãos também”. (Ivan Lessa) – anáfora= Repetição da mesma palavra ou grupo de
E) “Mais vale um pássaro na mão, que dois voando”. palavras
(ditado popular)

94
LÍNGUA INGLESA

(Somente Para Os Candidatos Que Optarem Pela Especialidade Controle De Tráfego Aéreo – Bct)

2.1 GRAMÁTICA: Artigos: definido e indefinido....................................................................................................................................................01


Substantivos: gênero, singular e plural, composto, contável e incontável e forma possessiva........................................................02
Adjetivos: posição, formação pelo gerúndio e pelo particípio e grau de comparação.......................................................................04
Pronomes: pessoal do caso reto e do oblíquo, indefinidos (pronomes substantivos e adjetivos), relativos, demonstrativos
(pronomes substantivos e adjetivos), possessivos (pronomes substantivos e adjetivos), reflexivos e relativos.......................08
Pronomes e advérbios interrogativos........................................................................................................................................................................12
Determinantes (Determiners: all, most, no, none, either, neither, both, etc.)...........................................................................................01
Quantificadores (Quantifiers: a lot, a few, a little, etc.)........................................................................................................................................14
Advérbios: formação, tipos e uso.................................................................................................................................................................................17
Numerais.................................................................................................................................................................................................................................18
Preposições............................................................................................................................................................................................................................19
Conjunções............................................................................................................................................................................................................................20
Verbos: regulares, irregulares e auxiliares................................................................................................................................................................21
Tempos verbais: Simple present, Present progressive, Simple past, Past progressive, Future e Perfect tenses........................26
Modal verbs...........................................................................................................................................................................................................................32
Infinitivo e gerúndio...........................................................................................................................................................................................................33
Modos imperativo e subjuntivo....................................................................................................................................................................................34
Vozes do verbo: ativa, passiva e reflexiva.................................................................................................................................................................34
Phrasal verbs.........................................................................................................................................................................................................................35
Forma verbal enfática........................................................................................................................................................................................................35
Question tags e tag answers..........................................................................................................................................................................................36
Discurso direto e indireto................................................................................................................................................................................................36
Estrutura da oração: período composto (condicionais, relativas, apositivas, etc.)..................................................................................38
Prefixos e sufixos; e Marcadores do discurso (By the way, on the other hand, in addition, in my opinion, etc.).....................42
2.2 COMPREENSÃO DE TEXTOS: Textos de assuntos técnicos e gerais......................................................................................................45

(Somente Para Os Candidatos Que Optarem Pelos Grupos De Especialidades Correspondentes Às DemaisOpções –
Exceto Bct)

3.1 GRAMÁTICA: Artigos: definido e indefinido....................................................................................................................................................01


Substantivos: gênero, singular e plural, composto, contável e incontável e forma possessiva........................................................02
Adjetivos: posição, formação pelo gerúndio e pelo particípio e grau de comparação.......................................................................04
Pronomes: pessoal do caso reto e do oblíquo, indefinidos (pronomes substantivos e adjetivos), relativos, demonstrativos
(pronomes substantivos e adjetivos), possessivos (pronomes substantivos e adjetivos), reflexivos e relativos.......................08
Pronomes e advérbios interrogativos........................................................................................................................................................................12
Advérbios: formação, tipos e uso.................................................................................................................................................................................17
Numerais: cardinal e ordinal...........................................................................................................................................................................................18
Preposições............................................................................................................................................................................................................................19
Conjunções............................................................................................................................................................................................................................20
Verbos: regulares, irregulares e auxiliares................................................................................................................................................................21
Tempos verbais: Simple present, Present progressive, Simple past, Past progressive, Future e Present perfect tenses.......26
Modal verbs...........................................................................................................................................................................................................................32
Infinitivo e gerúndio...........................................................................................................................................................................................................33
Modos imperativo e subjuntivo....................................................................................................................................................................................34
Vozes do verbo: ativa, passiva e reflexiva; ...............................................................................................................................................................34
Phrasal verbs; .......................................................................................................................................................................................................................35
Forma verbal enfática; ......................................................................................................................................................................................................35
Question tags e tag answers; ........................................................................................................................................................................................36
Discurso direto e indireto; ..............................................................................................................................................................................................36
Estrutura da oração: período composto (condicionais, relativas, apositivas, etc.); ...............................................................................38
Prefixos e sufixos; e Marcadores do discurso (By the way, on the other hand, in addition, in my opinion, etc.).....................42
2.2 COMPREENSÃO DE TEXTOS: Textos de assuntos técnicos e gerais......................................................................................................45
LÍNGUA INGLESA

Exemplos:
GRAMÁTICA: ARTIGOS: DEFINIDO E
INDEFINIDO. DETERMINANTES A cow.
(DETERMINERS: ALL, MOST, NO, NONE, Uma vaca.
EITHER, NEITHER, BOTH, ETC.).
A desk.
Uma carteira.

Artigos An elephant.
Um elefante.
E geral, emprega-se o artigo definido the antes de
substantivos com a finalidade de especificá-los. An envelope.
Um envelope.
Exemplo:
I have an english dictionary.
The boy is late. Eu tenho um dicionário de Inglês.
O menino está atrasado.
A função do an é acelerar a pronuncia uma vez que o
Às vezes, pode ocorrer a presença de um ou mais adje- an já se junta na pronuncia da próxima palavra.
tivos entre o artigo the e o substantivo.
Exemplo:
Exemplos:
This is an American car.
The little boy is late. Este é um carro americano.
O pequeno menino está atrasado.
A pronuncia da frase acima não é:
The little good boy is late. This is an (pausa) American car.
O pequeno bom menino está atrasado.
A pronúncia correta é:
Na língua inglesa, os artigos indefinidos são: a e an. This is anAmerican car.
Ambos são traduzidos como: um ou uma. O artigo indefi-
nido no inglês não tem plural. Só podemos usar a/an antes Determinantes, também conhecidos como quantifi-
de substantivos que estejam no singular. cadores, são usados antes de substantivos para fazer re-
ferência a algo específico ou a um grupo em geral. São
Exemplos: palavras ou expressões usadas para indicar e fornecer in-
formações a respeito da quantidade de algo.
A car.
Um carro. Os determinantes específicos são:

A house. O artigo definido: the


Uma casa. Os pronomes demonstrativos: this, that, these, those
Os pronomes adjetivos possessivos: my, your, his, her,
Assim como no artigo definido the pode existir its, our, their
um ou mais adjetivos entre o artigo e o substantivo, o mes-
mo pode acontecer com os artigos indefinidos a/an. Exemplos:

Exemplos: The dog barked at the boy.


O cachorro latiu para o garoto
A beautiful day.
Um lindo dia. These apples are not good to eat.
Estas maçãs não estão boas para comer.
A hot summer.
Um verão quente.
Their train was early.
A diferença entre o artigo a para o artigo an é a pala- O trem deles estava adiantado.
vra que vem após estes. Se a próxima palavra (substantivo Você usa quantificadores mais gerais para falar sobre
ou adjetivo) tiver o som de consoante em sua pronuncia, pessoas ou coisas sem dizer exatamente quem ou o quê
utilizamos a. Se o som for de vogal em sua pronuncia, uti- eles são.
lizamos an, Os determinantes/quantificadores gerais são:

1
LÍNGUA INGLESA

a, an, a few, little, all, another, any, both, each, ei- Resumindo:
ther, enough, every, few, fewer, less, little, many, more,
most, much, neither, no, other, several, some.  This (singular, perto) - Este, esta, isto.
That (singular, longe) - Aquele, aquela, aquilo.
Exemplos:
These (plural, perto) - Estes, estas.
A woman sat under an umbrella. Those (plural, longe) - Aqueles, aquelas.
Uma mulher sentou-se embaixo de um guarda-chuva.

Have you got any literature books?


Você tem algum livro de literatura? SUBSTANTIVOS: GÊNERO,
PLURAL, CONTÁVEIS E
There is not enough food for everyone. INCONTÁVEIS E FORMA POSSESSIVA
Não há comida suficiente para todos.

I have no idea to give.


Substantivos
Eu não tenho nenhuma ideia para dar.
Substantivos, que no inglês são conhecidos como nou-
She has little money in her purse. ns, são palavras que dão nome a pessoas, lugares, coisas,
Ela tem pouco dinheiro em sua bolsa. conceitos, ações, sentimentos, etc. Também chamados de
nomes, eles funcionam de muitas maneiras nas sentenças.
There are fewer students in class today. Na maioria das vezes, posicionam-se como o sujeito de um
Há menos alunos na classe hoje. verbo, funcionando como o ator ou agente dele. Os no-
mes também podem receber uma ação quando funcionam
Os pronomes demonstrativos servem para apontar, como objeto do verbo. Quando atuam como sujeitos ou
demonstrar, indicar algum animal, objeto ou pessoa. São objetos, os substantivos podem ser apenas uma palavra,
quatro: this, these, that e those. No inglês não existem frases, ou cláusulas.
pronomes demonstrativos masculinos ou femininos como
temos no Português. Exemplos:

Singular Plural The plane crashed. (substantivo como sujeito da frase)


He kicked the dog. (substantivo como objeto direto do
Perto This That verbo)
Longe These Those
A maioria dos substantivos forma o plural com o acrés-
Usa-se this para referir-se a algo no singular e que está cimo de -s. Por exemplo:
perto de quem fala.
Usa-se that para referir-se a algo no singular e que Singular Plural 
está longe de quem fala. car cars 
cap caps 
Usa-se these para referir-se a algo no plural e que está
perto de quem fala. Quando o nome termina em -y e é precedido por con-
soante, faz-se o plural com -ies
Usa-se those para referir-se a algo no plural e que está
longe de quem fala.
a city cities 
a party parties
Exemplos:
a lady ladies 
a baby babies
This car is modern.
Este carro é moderno. Se o substantivo termina em -s, -ss, -z, -sh, -ch, -x (ex-
ceção: ox => oxen), acrescentamos -es para formar o plural:
These clothes are very cheap.
Estas roupas estão muito baratas. A bus two buses
A fox two foxes
That is my best friend. A watch two watches
Aquele é meu melhor amigo. A class two classes
Those are the new doctors. A whiz two whizzes (dobra a última consoante)
Aqueles são os novos médicos. A flash two flashes

2
LÍNGUA INGLESA

Acrescenta-se -es somente em alguns substantivos ter- Outros nomes têm forma plural e usam verbo no plural
minados em -o. Outros ganham apenas -s: também:
Potato potatoes
Tomato tomatoes Exemplos:
Hero heroes
Photo photos These pants are too big for me.
Radio radios Estas calças são muito grandes para mim.
Video videos
Shampoo shampoos His jeans are dark brown.
Zoo zoos Os jeans dele são marrom escuro.
Kangaroo kangaroos

Existem algumas formas irregulares de plural. Alguns My glasses are old.


exemplos comuns são: Meus óculos são velhos.
woman women 
man men  Her pajamas have holes.
child children  Os pijamas dela tem buracos.
tooth teeth 
foot f eet Há vários substantivos que são somente usados no sin-
goose geese gular. Eles concordam com verbo e pronomes no singular,
mouse mice mesmo se transmitirem ideia de plural. Estes não podem
louse lice ser precedidos pelos artigos indefinidos a/an, por isso,
person people muitas vezes, utilizamos alguma expressão quantificadora
antes deles.
Para alguns terminados em -f ou -fe, trocamos estas
letras por -ves. Para outros, apenas usamos -s: Exemplos:
Leaf leaves I have a piece of information for you.
Knife knives
Eu tenho uma informação para você.
Wife wives
Life lives
Roof roofs Can you give a word of advice?
Belief beliefs Você pode me dar algum conselho?
Safe safes
Chief chiefs He bought beautiful pieces of furniture for the be-
droom.
Outros terminados em -f admitem plural de duas maneiras: Ele comprou lindos móveis para o quarto.

Dwarf dwarfs/dwarves I bring some news for your day.


Scarf scarfs/scarves Eu trago algumas notícias para o seu dia.
Hoof hoofs/hooves
Generos dos substantivos
Alguns nomes têm a mesma forma tanto no singular
quanto no plural: Em inglês, existem três tipos de gêneros para os subs-
tantivos: feminino, masculino e neutro. Os substantivos
A species two species femininos, quando estiverem no singular, podem ser tro-
A sheep two sheep cados pelo pronome “she”. Os substantivos masculinos,
A fish two fish
quando no singular, podem ser trocados por “he”. Os subs-
A deer two deer
tantivos neutros são usados para fazer referência a coisas
A means two means
A series two series ou animais, ou, ainda, para expressar uma ideia que sirva
para ambos os sexos. Nesse último caso, podemos trocar o
Alguns nomes têm plural, mas usam verbo no singular: substantivo no singular pelo pronome pessoal “it”. No caso
do plural, para todos os substantivos utilizamos o pronome
Exemplos: pessoal “they”.

The news is positive for the country. Exemplos:


A notícia é positiva para o país.
My mother sent me a kiss. / She sent me a kiss.
Linguistics is the study of language. Minha mãe mandou-me um beijo / Ela mandou-me um
Linguística é o estudo da língua. beijo.

3
LÍNGUA INGLESA

My brother loves soccer. / He loves soccer. Anna is intelligent. Jack is intelligent.


Meu irmão ama futebol. / Ele ama futebol. Anna é inteligente. Jack é inteligente.
Is it a boy or a girl?
É menino ou menina? Quando o(s) adjetivo(s) aparece(m) junto a um subs-
tantivo, tal abjetivo(s) deve(m) vir antes do substantivo:
O gênero pode ser reconhecido em palavras de duas
formas distintas: Exemplos:
1- Por anteposição ou posposição de palavras ou
This is a big city.
afixos: vários substantivos femininos são terminados pelo
Esta é uma grande cidade.
sufixo -ess, por exemplo.

Exemplos: They live in a huge white house.


Eles moram em uma enorme casa branca.
Actor (ator) – Actress (atriz)
Prince (príncipe) – Princess (princesa) Marcos is a soccer player.
Waiter (garçom) – Waitress (garçonete) Marcos é um jogador de futebol.

2- Por palavras diferentes: o masculino é determina- Os adjetivos em inglês também possuem graus diver-
do por uma palavra e o feminino, por outra: sos, assim como ocorre em português.

Exemplos: Não existe uma regra para determinar-nos quando um


adjetivo é curto ou longo, por exemplo se baseando no
Husband (marido) – wife (esposa) número de letras ou algo do tipo. O estudante deve se fa-
Brother (irmão) – sister (irmã) miliarizar com os adjetivos já os classificando entre longos
Boy (garoto) – girl (garota) e curtos.
Nephew (sobrinho) – niece (sobrinha)
Father (pai) – mother (mãe) Grau Comparativo de Igualdade (as + adjetivo +
as) = (tão/tanto... quanto)

Exemplos:
ADJETIVOS: POSIÇÃO,
FORMAÇÃO PELO GERÚNDIO E PELO Dereck is as short as Fred.
PARTICÍPIO E GRAU DE COMPARAÇÃO. Dereck é tão baixo quanto Fred.

That motorcycle is as fast as this one.


Adjetivos e comparativos Aquela moto é tão rápida quanto esta.

Adjetivos são palavras ou grupo de palavras que indi- Julie is as beautiful as Sharon.
cam características dos substantivos, definindo-os, delimi- Julie é tão bela quanto Sharon.
tando-os ou modificando-os.
Grau Comparativo de Superioridade (adjetivo curto
Ao contrário do que ocorre na língua portuguesa, os + er + than) = (mais... do que..)
adjetivos em inglês não possuem forma singular, plural,
masculina nem feminina. Existe apenas a forma singular Exemplos:
para ambos os sexos.
Adjetivo: Strong (forte)
She is beautiful.
Tim is stronger than Peter.
Ela é linda.
Tim é mais forte do que Peter.
They are beautiful.
Elas (ou eles) são lindos. Adjetivo: Tall (alto)
An elephant is taller than a lion.
His car is red Um elefante é mais alto que um leão.
O carro dele é vermelho.
Adjetivo: Thin (magro)
Their cars are red. Nancy is thinner than Sue.
O carro deles é vermelho. Nancy é mais magra do que Sue.

4
LÍNGUA INGLESA

Grau Comparativo de Superioridade (more + adjeti- Grau Superlativo de Superioridade (the most + adje-
vo longo + than) = (mais... do que..) tivo longo) = (o mais...)

Exemplos: Exemplos:

Adjetivo: Intelligent (Inteligente) Adjetivo: Modern (moderno)


Dave is more intelligent than his brother. This is the most modern TV set nowadays.
Dave é mais inteligente que seu irmão. Este é o aparelho de TV mais moderno do momento.
Adjetivo: Handsome (bonito)
Adjetivo: Careful (cuidadoso) He is the most handsome actor in the movies.
He is more careful than his father when driving. Ele é o ator mais bonito do cinema.
Ele é mais cuidadoso que seu pai quando está dirigin-
do. Adjetivo: Famous (famoso)
Messy is the most famous soccer player now.
Adjetivo: Comfortable (confortável) Messy é o jogador de futebol mais famoso agora.
This house is more comfortable than the other.
Esta casa é mais confortável que a outra. Grau Superlativo de Inferioridade (the least + adje-
tivo) = (o menos...)
Grau Comparativo de Inferioridade (less + adjetivo +
than) = (menos... do que...) Adjetivo: Important (importante)
This is the least important detail.
Exemplos: Este é o detalhe menos importante.
Adjetivo: Famous (famoso) Adjetivo: Nervous (nervoso)
Christopher is less famous than Brad. I’m always the least nervous during the tests.
Christopher é menos famoso do que Brad. Sempre sou o menos nervoso durante as provas.
Adjetivo: Hot (quente)
Adjetivo: Safe (seguro)
Your city is less hot than mine.
That region is the least safe of the city.
Sua cidade é menos quente do que a minha.
Aquela região é a menos segura da cidade.
Adjetivo: Difficult (difícil)
Existem algumas variações quando acrescentamos er
This language is less difficult than the others.
e –est na formação dos comparativos e superlativos.
Esta língua é menos difícil do que as outras.

Os graus de comparativo devem ser utilizados apenas Adjetivos que terminam em –e, acrescentamos ape-
quando estamos comparando duas pessoas ou duas coi- nas -r (no comparativo) ou -st (no superlativo):
sas. Por outro lado os graus de superlativo (como veremos
abaixo) são utilizados quando estamos comparando três Exemplos:
ou mais pessoas ou coisas. Geralmente as frases se refe-
rem a uma totalidade (da classe, da cidade, etc.). Adjetivo Comparativo Superlativo
wide (largo) wider the widest
Passemos então a estudar, agora, o grau superlativo: late (tarde) later the latest

Grau Superlativo de Superioridade (the + adjetivo Adjetivos curtos que terminam em –y, substituímos
curto + est) = (o mais...) o -y por -i e depois colocamos -er ou -est:

Exemplos: Exemplos:
Adjetivo Comparativo Superlativo
Adjetivo: Cheap (barato) pretty (bonita) prettier the prettiest
This is the cheapest restaurant in town. dirty (sujo) .....dirtier the dirtiest
Este é o restaurante mais barato da cidade.
Adjetivos curtos que terminam em CVC
Adjetivo: Tall (alto) (consoante+vogal+consoante), dobra-se a última con-
Jennifer is the tallest girl in the group. soante antes de acrescentar -er ou -est:
Jennifer é a garota mais alta do grupo.
Exemplos:
Adjetivo: Dry (seco) Adjetivo Comparativo Superlativo
This is the driest region of the state. thin (magro/fino) thinner the thinnest
Esta é a região mais seca do estado. fat (gordo) fatter the fattest

5
LÍNGUA INGLESA

Adjetivos irregulares. Aqueles que sua forma no comparativo e superlativo mudam totalmente sem seguir qualquer
regra pré-definida.
Exemplos:

Adjetivo Comparativo Superlativo

Bad (mau) worse the worst


Good (bom) better the best
Far (longe) f arther the farthest
Far (mais/complementar) further the furthest
Little (pouco) less the least
Many (muitos/as) more the most
Much (muito/a) more the most

Adjetivos indefinidos

Os indefinite adjectives são: some, any e no. Dependendo da frase, eles podem ser traduzidos como algum(a), ne-
nhum(a). Pelo fato de serem adjetivos, perceba que sempre devem preceder um substantivo, qualificando-os.

Exemplos:

Afirmativa:
I have some money.
Eu tenho algum dinheiro.

Negativa:
I don’t need any help.
Eu não preciso de qualquer ajuda.

Negativa:
Do you need any money?
Você precisa de algum dinheiro?

Em casos mais específicos, podemos usar some também em perguntas quando se deseja se oferece algo de forma bem
educada. Esta é a forma mais utilizada por exemplo pelos garçons de restaurante e outros serviços.

Exemplo:

Would you like some coffee?


Você gostaria de um pouco de café?

O artigo indefinido no pode ser utilizado quando o verbo estiver na forma afirmativa para passar o sentido de nenhum
ou nenhuma. Outra forma seria fazer a negação da frase através de seu auxiliar e ai usando o artigo indefinido any. Porém
o candidato não pode confundir e usar os dois na mesma frase pois assim a frase fica incorreta.

Exemplos:

I have no idea to give you.


Eu tenho ideia nenhuma para dar para você.

Ou

I don’t have any idea to give you.


Eu não tenho qualquer ideia para dar para você.

I have no tasks to do today.


Eu tenho nenhum tarefas para fazer hoje.

Ou

6
LÍNGUA INGLESA

I don’t have any tasks to do today.


Eu não tenho qualquer tarefas para fazer hoje.

I have no places to go on my vacation.


Eu tenho nenhum lugares para ir durante as minhas férias.

Ou

I don’t have any places to go on my vacation.


Eu não tenho qualquer lugar par air durante as minhas férias.

Adjetivos terminados em –ed e –ing

Muitos adjetivos na língua inglesa possuem terminação –ed ou –ing.

Adjetivos com terminação –ing se referem a uma característica de uma coisa ou de uma pessoa.

Adjetivos com terminação –ed se referem ao que a pessoa está sentindo.

Exemplos:

My friend is bored.
Meu amigo está entediado.

My friend is boring.
Meu amigo é entediante.

Basketball is an addicting sport.


Basketball é um esporte viciante.

I’m addicted in basketball.


Eu sou viciado em basketball.

De forma geral dizemos que algo ou alguém é “-ing” e isso nos faz sentir “-ed”

Exemplos:

Michael Jordan is an interesting player.


Michael Jordan é um jogador interessante.

I’m interested in basketball.


Eu estou interessado em basketball.

Aqui temos uma lista dos adjetivos mais comuns, em sua forma –ed e –ing.

Adjetivo -ed Tradução Adjetivo -ing Tradução


Alarmed Alarmado Alarming Alarmante
Aggravated Agravado Aggravating Agravante
Annoyed Irritado Annoying Irritante
Bored Entediado Boring Entediante
Challenged Desafiado Challenging Desafiante
Charmed Encantado Charming Encantador
Comforted Conformado Conforting Confortante
Confused Confuso Confusing Confuso

7
LÍNGUA INGLESA

Convinced Convencido Convincing Convincente


Depressed Depressivo Depressing Depressante
Disappointed Decepcionado Disappointing Decepcionante
Disturbed Perturbado Disturbing Perturbante
Encouraged Encorajado Encouraging Encorajante
Fascinated Fascinado Fascinating Fascinante
Frightened Assustado Frightening Assustador
Frustrated Frustrado Frustrating Frustante
Inspired Inspirado Inspiring Inspirador
Interested Interessado Interesting Interessante
Relaxed Relaxado Relaxing Relaxante
Relieved Aliviado Relieving Aliviante
Shocked Chocado Shocking Chocante
Surprised Surpreso Surprising Surpriendente
Tired Cansado Tiring Cansativo
Worried Preocupado Worrying Preocupante

PRONOMES: PESSOAL DO CASO RETO E DO OBLÍQUO, INDEFINIDOS


(PRONOMES SUBSTANTIVOS E ADJETIVOS), RELATIVOS, DEMONSTRATIVOS
(PRONOMES SUBSTANTIVOS E ADJETIVOS), POSSESSIVOS (PRONOMES
SUBSTANTIVOS E ADJETIVOS), REFLEXIVOS E RELATIVOS.

Pronomes pessoais
Há dois tipos de pronomes pessoais: sujeitos e objetos.

Pronome Pessoal Sujeito Tradução Pronome Pessoal Objeto


I eu Me
You você You
He ele Him
She ela Her
It ele/ela (para coisas ou animais) It
We nós Us
You vocês You
They eles/elas Them

Os pronomes pessoais sujeitos vêm antes do verbo, como sujeito da frase.


Os pronomes pessoais objetos vêm depois de verbo ou de preposição. Além de virem depois, o verbo principal da
frase está fazendo uma ação relacionada ao pronome pessoal objeto em questão.
A tabela criada acima já trás os sujeitos do lado esquerdo e os objetos do lado direto justamente para fazer a
representação descrita acima, facilitando assim o entendimento por parte do candidato.

Exemplos:

She loves him a lot.


Ela ama ele muito.

I saw her at the party yesterday.


Eu vi ela na festa ontem.

We are going to meet them in front of the stadium.


Nós vamos encontrar eles na frente do estádio.

8
LÍNGUA INGLESA

They waited for us for two hours.


Eles esperaram por nós por duas horas.

Can you send this e-mail for me, please?


Você pode enviar este e-mail para mim, por favor?
Pronomes possessivos

Na tirinha:

Ok, Ok I’ll put mine down if you put yours down first.
Ok, Ok, eu irei abaixar o meu se você abaixar o seu primeiro.

Há dois tipos de pronomes possessivos: adjetivos e substantivos.

Pron. Possessivo Adjetivo Tradução Pron. Possessivo Substantivo


My meu(s)/minha(s) Mine
Your seu/sua Yours
His dele His
Her dela Hers
Its dele/dela (coisas ou animais) Its
Our nosso(s)/ nossa(s) Our
Your seus/suas Yours
Their deles/delas Theirs

Os pronomes possessivos adjetivos vem antes do substantivo.

Os pronomes possessivos substantivos podem vir após o substantivo ou podem substituir o substantivo a qual se re-
ferem assim reduzindo a frase.

Para facilitar o entendimento do candidato, nos exemplos abaixo os substantivos ficarão sublinhados.

Exemplos:

His kid is playing with hers.


O filho dele está brincando com o dela.

9
LÍNGUA INGLESA

No exemplo acima: Marilyn herself wrote that message.


His – pronome possessivo adjetivo, antes do substan- A própria Marilyn escreveu aquela mensagem.
tivo “kid”.
Hers – pronome possessivo substantivo, substituindo Os Pronomes reflexivos podem ser precedidos pela
o substantivo “kid”, para evitar a repetição da mesma pala- preposição by. Nesse caso, dão o sentido de que alguém
vra várias vezes na mesma frase. fez algo sozinho, sem ajuda ou companhia de ninguém.

Exemplos: Exemplos:

My friends went to the club with yours. Did you go to the party by yourself?
Meus amigos foram ao clube com os seus. Você foi à festa sozinho?

Our mother likes pizza. That old man wants to live by himself.
Nossa mãe gosta de pizza. Aquele senhor quer viver sozinho.

Did you prefer his presentation or hers? Pronomes indefinidos


Você preferiu a apresentação dele ou a dela?
Os pronomes indefinidos, também conhecidos como
Pronome reflexivo Indefinite Pronouns são utilizados para falar de lugares,
coisas e pessoas indefinidas, de modo vago ou impreciso.
Os Pronomes reflexivos são usados quando a ação do
verbo recai sobre o próprio sujeito. O pronome reflexivo SOME
vem logo após o verbo e concorda com o sujeito. Eles se Algum, alguma, alguns, algumas
caracterizam pelas terminações -self (nas pessoas do sin- É utilizado nas frases afirmativas e antes do substan-
gular) e -selves (nas pessoas do plural). tivo.

Exemplos:
Pronome Reflexivo Tradução
There are some trees in the park.
Tem algumas árvores no parquet.
Myself A mim mesmo
Yourself A ti, a você mesmo(a) Paul and Linda have some money.
Himself A si, a ele mesmo Paul e Linda tem algum dinheiro.
Herself A si, a ela mesma
SOME – Formas compostas
Itself A si mesmo(a)
Ourselves A nós mesmos Exemplos:
Yourselves A vós, a vocês mesmos Somebody / someone - alguém.
Themselves A si, a eles mesmos Somewhere - algum lugar.
Something - alguma coisa.
Exemplos: Sometime - alguma vez / alguma hora.

She is looking at herself in the mirror. Exemplos:


Ela está olhando para si mesma no espelho. There is somebody at the door.
He hurt himself with a knife. Tem alguém na porta.
Ele machucou a si mesmo com a faca. Liz lives somewhere in Atlanta.
Liz vive em algum lugar em Atlanta.
O Pronome reflexivo também é empregado certas
vezes para dar ênfase à pessoa que pratica a ação dizen- I need something from the drugstore.
do que ele mesmo por si só praticou tal ação. Para tanto, Eu preciso de alguma coisa da farmácia.
podemos posicioná-lo logo após o sujeito ou no fim da
frase. Este tipo de estrutura também é conhecida como Let’s have dinner together sometime tonight.
Emphatic pronouns. Vamos jantar juntos alguma hora hoje a noite.

Exemplos: ANY
Algum, nenhum, qualquer.
Carlos himself did the homework. Utilizamos any nas perguntas e respostas negati-
O próprio Carlos fez a tarefa. vas, antes do substantivo.

10
LÍNGUA INGLESA

Nas perguntas any se refere a qualquer quantida- Exemplos:


de, por exemplo quando perguntamos se você tem alguma
quantidade de dinheiro. Everybody at the party is happy.
Todo mundo na festa está feliz
Exemplo:
OBS: Apesar do pronome everybody e everyone pas-
Do you have any money? sar a idéia de coletividade, de pluracidade, na verdade eles
Você tem qualquer (quantidade de) dinheiro? são concordados com o verbo no singular, neste exemplo is.

Nas negativas, any tem a função de nada, zero, vazio, Nowadays violence is everywhere.
etc. Porém não podemos fazer negativas em Inglês negan- Hoje em dia a violencia está em todos os lugares.
do no auxiliar e em seguida com no quando queremos em-
pregar esta função: In this store everything is very expensive.
Nesta loja tudo é muito caro.
Exemplos:
NO – Formas compostas
There aren’t no fruits in the kitchen.
Não tem nenhuma fruta na cozinha.
Exemplos:
There aren’t any fruits in the kitchen.
Não tem qualquer fruta na cozinha. Nobody / no one - ninguém.
No way - de modo algum.
There are no fruits in the kitchen. Nowhere - em lugar algum.
Tem nenhuma fruta na cozinha. Nothing - nada.
Auxiliar na afirmativa seguido de no também está cor-
reto. Exemplos:

Lembre-se que não existe o que chamamos de dupla Nobody helped me.
negativa. Ou se nega no auxiliar ou se nega no pronome Ninguém me ajudou.
indefinido, não em ambos ao mesmo tempo.
No way you are going to that party.
I have no wine Correto De modo algum você irá para aquela festa.

I don’t have any wine Correto It is raining nowhere.


I don’t have no wine Errado Está chovendo em lugar algum.

ANY – Formas compostas Nothing makes him happy.


Nada o faz feliz.
Exemplos:
NONE
Anybody / anyone - Alguém, ninguém, qualquer um.
Anywhere - Algum lugar, nenhum lugar, qualquer lugar. nenhum, nenhuma, ninguém ou nada
Anything - Alguma coisa, nenhuma coisa, qualquer coi-
sa. Utilizado no começo ou no fim da frase quando o ver-
bo está na forma afirmativa, mas a ideia é negativa. None é
Exemplos: usado no lugar de um pronome ou substantivo.
Exemplos:
Is anybody out there?
Tem alguém aí? - Do you have any money?
You can buy bread anywhere. - None.
Você consegue comprar pão em qualquer lugar.
- Você tem algum dinheiro?
Do you have anything interesting? - Nada.
Você tem alguma coisa interessante?
None of them is my brother.
EVERY – Formas compostas Nenhum deles é meu irmão.

Exemplos: Pronomes relativos

Everybody / everyone - todos, todas, todo mundo. Os Relative Pronouns são usados quando queremos
Everywhere - todos os lugares. identificar ou adicionar alguém ou alguma coisa em uma
Everything - tudo. oração ou quando queremos informações que comple-

11
LÍNGUA INGLESA

mentem a oração anterior. Podemos também dizer que Exemplo:


os pronomes relativos unem duas orações, estabelecendo
uma “relação” entre elas. Por isso, são chamados “relati- This is the boy. The boy’s father is my boss.
vos”. Este é o menino. O pai do menino é meu chefe.

Who – quem / que - usado para pessoas. This is the boy whose father is my boss.
Este é o garoto cujo pai é meu patrão.
Exemplo:
That – que - Refere-se a coisas e pessoas. Ou seja, tem a
That is the girl. She gave me a kiss. mesma função que who e which.
Aquela é a garota. Ela me deu um beijo.
Exemplo:
That is the girl who gave me a kiss.
Aquela é a garota que me deu um beijo. My city has a nice club. This club is promoting a big
party.
Whom – que / quem / o qual / a qual - usado para pes- Minha cidade tem um belo clube. Este clube está promo-
soas, normalmente após preposição. É utilizado em frases vendo uma grande festa.
mais formais.
My city has a nice club that is promoting a big party.
Exemplo: Minha cidade tem um belo clube que está promovendo
uma grande festa.
We need to listen to my brother. My brother has a lot
of experience with this.
PRONOMES E ADVÉRBIOS
Nós precisamos escutar o meu irmão. Meu irmão tem INTERROGATIVOS.
muita experiencia com isto.

My brother is the one to whom we need to listen to


because he has a lot of experience with this. Pronomes interrogativos

Meu irmão é quem devemos ouvir porque ele tem muita Os  Pronomes Interrogativos também chamados de
experiência com isto. Question Words,  são utilizados para obtermos informa-
ções mais específicas a respeito de algo ou alguém. As per-
Which – que - usado para coisas e animais. guntas formuladas com eles são conhecidas também como
wh-questions porque todos estes pronomes interrogati-
Exemplo: vos possuem as letras wh. Na grande maioria das vezes, os
pronomes interrogativos são posicionados antes de verbos
I watched a movie. The movie was fantastic. auxiliares ou modais, no início de frases.
Eu assisti um filme. O filme foi fantástico.
What – O que, que, qual - usado para questões com
I watched a movie which was fantastic. opções mais amplas de resposta.
Eu assisti um filme que foi fantástico.
Exemplos:
Where – onde / em que / no qual / na qual - refere-se
a lugares. What time is it now?
Exemplo: Que horas são agora?
What are you doing here?
I stayed in a hotel last night. In the hotel I saw Michael O que você está fazendo aqui?
Jordan. Where – Onde
Eu fiquei em um hotel ontem a noite. No hotel eu vi
Michael Jordan. Exemplos:

I stayed in a hotel last night where I saw Michael Jor- Where do you work?
dan. Onde você trabalha?
Eu fiquei em um hotel ontem a noite onde eu vi Michael
Jordan. Where do your kids study?
Onde seus filhos estudam?
Whose – cujo / cuja / de quem - usado para indicar
posse. When – Quando

12
LÍNGUA INGLESA

Exemplos: Existem diversas formas compostas dos pronomes in-


terrogativos. Podemos juntar outras palavras a estes antes
When did they move? dos verbos auxiliares, para especificar alguma informação.
Quando eles se mudaram?
Exemplos:
When did you travel to Europe?
Quando você viajou para a Europa? What kind of movies do you like?
Que tipo de filmes você gosta?
Who – Quem
What sports do you practice?
Exemplos: Que esportes você pratica?

Who is that girl? What soccer team are you a fan of?
Quem é aquela garota? Para que time de futebol você torce?

Who arrived first in the race? How often do you go to the gym?
Quem chegou primeiro na corrida? Com que frequência você vai à academia?
Why – Por que How long is the Amazon river?
Qual o comprimento do rio Amazonas?
Exemplos:
How much does this newspaper cost?
Why did you cry? Quanto custa este jornal?
Por que você chorou?
How many brothers do you have?
Why are you late for class?
Quantos irmãos você tem?
Por que você está atrasado para a aula?
How good are you at tennis?
Whom – Quem – mais formal que who e geralmente
O quanto você é bom em tênis?
vem após uma preposição.
How old are you?
Exemplos:
Quantos anos você tem?
With whom did you go to the park?
Com quem você foi ao parque? How far is São Paulo from Rio?
Qual a distância entre São Paulo e Rio?
To whom were you speaking last night?
Com quem você estava falando ontem à noite? How deep is this river?
Quão profundo é este rio?
Whose – De quem
Quando uma pergunta questiona sobre o sujeito da
Exemplos: oração, não se usa verbo auxiliar. Assim, o pronome inter-
rogativo
Whose pen is this?
De quem é esta caneta? inicia a pergunta seguido das outras palavras na ordem
afirmativa. Observe:
Whose mansion is that?
De quem é aquela mansão? Exemplos:
Who likes to eat vegetables?
Which – Qual, quais - usado para questões com op- Quem gosta de comer vegetais?
ções limitadas de resposta.
What broke the window?
Exemplos: O que quebrou a janela?

Which of those girls is your sister? Who speaks English in this room?
Qual daquelas meninas é a sua irmã? Quem fala inglês nesta sala?

Which color do you prefer: yellow or blue? How many people survived the accident?
Qual cor você prefere: amarelo ou azul? Quantas pessoas sobreviveram ao acidente?

13
LÍNGUA INGLESA

Em muitos casos, as perguntas são finalizadas por preposições que complementam seu sentido:

Exemplos:
Where are you from?
De onde você é?
What is your city like?
Como é a sua cidade?
Who did you play against?
Contra quem você jogou?
Where did you send the letter to?
Para onde você enviou a carta?
What is this for?
Para que é isto?

QUANTIFICADORES (QUANTIFIERS:
A LOT, A FEW, A LITTLE, ETC.).

Substantivos contáveis e não contáveis

Fonte: http://goo.gl/oiXKLN

Na tabela acima nós temos os exemplos de alguns alimentos divididos nas duas categorias que iremos explicar
abaixo, contáveis e incontáveis. Aqui iremos também traduzir todos os alimentos da lista, assim o estudante não
precisa ficar procurando em um dicionário um por um.

14
LÍNGUA INGLESA

Countables – Contáveis Uncountables – Incontáveis Em geral, estudantes de língua inglesa têm dificuldade
de saber quando um substantivo é contável e quando é
Bun – Bolinho Bread – Pão não-contável. As dicas são sempre conferir a informação
Sandwich – Sanduiche Fruit – Fruta num bom dicionário e também tentar memorizar alguns
Apple – Maça Juice – Suco dos mais comuns para agilizar o seu estudo. Nos dicioná-
rios, normalmente você encontra o símbolo [U] para iden-
Orange – Laranja Meat – Carne tificar os uncountable nouns e [C] para os countable nouns.
Burguer – Hamburguer Rice – Arroz
Em várias situações necessitamos de fazer o uso de
Fries – Batata frita Cereal – Cereal
determinantes/quantificadores em conjunto com substan-
Eggs – Ovos Jam – Geléia tivos contáveis e incontáveis.
Salad – Salada Milk – Leite
Há determinantes específicos para os incontáveis: a
Vegetables – Vegetais Coffee – Café little, little, less, much.
Cookies – Biscoitos Sugar – Açucar
Potatoes – Batatas Flour – Farinha Exemplos:
Tomato – Tomates Oil – Óleo I have little time to exercise today.
Carrot – Cenoura Salt – Sal Eu tenho pouco tempo para me exercitar hoje.
Hot Dog – Cachorro quente Soup – Sopa She has little patience with her students.
Candies – Doces Tea – Chá Ela tem pouca paciência com seus alunos.
Olives – Azeitonas Cottage Cheese – Coalhada
He demonstrates less aptitude.
Peanuts – Amedoins Pasta – Massa Ele demonstra menos aptidão.
Pancakes – Panquecas Honey – Mel
Judy and her husband have much money.
Onion – Cebola Water – Água Judy e seu marido têm bastante dinheiro.
Watermelon – Melancia Cheese – Quejo
Pea – Ervilha Butter – Queijo E há alguns específicos para uso com substantivos con-
táveis: a few, few, fewer, many. 
Grapes – Uvas Seafood – Frutos do mar
Cherries – Cerejas Mustard – Mostarda Exemplos:

There are a few coins in my wallet.


Contáveis  são aqueles substantivos que podemos Há algumas moedas na minha carteira.
enumerar e contar, ou seja, que podem possuir tanto for-
ma singular quanto plural. Eles são chamados de countable Few people went to the show.
nouns ou de count nouns, em inglês. Poucas pessoas foram ao show.

Por exemplo, podemos contar pencil. Podemos dizer We can see fewer cars on the streets today.
one pencil, two pencils, three pencils, etc. Nós podemos ver menos carros nas ruas hoje.

He has many friends.


Incontáveis são os substantivos que não possuem forma
Ele tem muitos amigos.
no plural. Eles são chamados de
Existe ainda o determinante a lot of que pode ser uti-
uncountable nouns, de non-countable nouns, ou até lizado tanto para substantivos contáveis como incontáveis.
de non-count nouns, em inglês. Podem ser precedidos por Ele é apelidade de “coringa” porque serve para ambas as
alguma unidade de medida ou quantificador. Em geral, eles categorias. Mas lembre-se de focar os estudos nos demais
indicam substâncias, líquidos, pós, conceitos, etc., que não principalmente no much e many. Os concursos sempre
podemos dividir em elementos separados. Por exemplo, focam mais no much e many na tentativa de confundir o
não podemos contar “water” em por exemplo one water candidato.
ou two waters. Podemos, sim, contar “bottles of water” ou
“liters of water”, mas não podemos contar “water” em sua Exemplo:
forma líquida.
I have a lot of money.
Outros exemplos de substantivos incontáveis são: mu- Eu tenho um monte de dinheiro.
sic, art, love, happiness, advice, information, news, furnitu-
re, luggage, rice, sugar, butter, water, milk, coffee, electri- I have much money.
city, gas, power, money, etc. Eu tenho muito dinheiro.

15
LÍNGUA INGLESA

There are a lot of cars in the street tonight. Exemplos:


Tem um monte de carros na rua esta noite.
The car of Maria.
There are many cars in the street tonight. O carro de Maria.
Tem muitos carros na rua esta noite.
The pen of João.
Modificadores de substantivos A caneta de João.

Modifiers são palavras, locuções, frases, ou cláusulas Em Inglês, existe um “atalho” para este tipo de situação
que qualificam o significado de outras palavras. O termo é usando o ‘s.
bem genérico: qualquer parte da fala que funciona como
um adjetivo ou advérbio é um modificador. Exemplos:

Nos exemplos abaixo, o  modifier está em negrito e Maria’s car.


a palavra que ele modifica está sublinhada; a função do João’s pen.
modificador está descrita abaixo.
ATENÇÃO: Não podemos confundir este ‹s possessivo
Adjetivos — descrevem ou modificam nomes. Uma com o ‹s (abreviação to verbo TO BE “is”).
locução adjetiva ou cláusula adjetiva funciona da mesma
maneira que uma simples palavra funcionaria. Exemplos:

Exemplos: João’s a doctor.


João é um médico.
The yellow balloon flew away over the crying child.
O balão amarelo voou sobre a criança chorona. João’s doctor.
O adjetivo yellow  modifica o substantivo bal- O médico de João.
loon; crying modifica child.
Para evitar esse tipo de confusão quando formos
Artigos — são palavras que acompanham os substan- utilizar o to be diretamente com um nome nós não abre-
tivos e tem função de classifica-los. viamos este to be “is” com ‘s. Deixamos o ‘s com nomes
sempre para os possessivos.
Exemplos:
Exemplos:
The killer selected a knife from an antique collection.
O assassino escolheu uma faca de uma antiga coleção. He’s a good friend.
Ele é um bom amigo.
The, a, e an são artigos que especificam ou delimitam
seus respectivos substantivos. Jack is a good friend.
Jack é um bom amigo.
Advérbios — descrevem verbos, adjetivos, ou outros
advérbios, completando a ideia de como, quanto ou quan- Tom is Jack’s good friend.
do. Uma locução adverbial ou cláusula adverbial funciona Tom é um bom amigo de Jack.
da mesma forma que um único advérbio funcionaria.
Outros detalhes quanto ao ‘s.
Exemplos: Caso existam múltiplos “donos” o ‘s vai apenas no úl-
timo.
The woman  carefully  selected her best dress for the
party. Exemplo:
A mulher cuidadosamente escolheu seu melhor vestido
para a festa. Kate and Cindy’s parents.
Os pais de Kate e Cindy.
Carefully é um advérbio que modifica o verbo selec-
ted.
Casos possessivos com ‘s Caso o “dono” seja terminado em S por conta de sua
pluralidade, fazemos apenas o acréscimo do ‘ já no S exis-
Quando falamos de posse, geralmente em inglês se usa tente ficando s’.
os pronomes adjetivos ou possessivos. Porém em algumas
situações nós queremos relacionar o objeto em questão Exemplos:
diretamente ao nome de seu proprietário. My brother’s house.

16
LÍNGUA INGLESA

A casa do meu irmão. Advérbios de Intensidade: completely, completamente;


(Apenas um irmão) enough, suficientemente, bastante; entirely, inteiramente;
much, muito; nearly, quase, aproximadamente; pretty, bas-
My brothers’ house. tante; quite, completamente; slightly, ligeiramente; equally,
A casa dos meus irmãos. igualmente; exactly, exatamente; greatly, grandemente;
(Mais de um irmão – plural) very, muito; sufficiently, suficientemente; too, muito, de-
masiadamente; largely, grandemente; little, pouco; merely,
O ‘s é muito usado para informação de grau de paren- meramente; etc.
tesco o que pode confundir um pouco o estudante, por-
tanto faça a leitura com calma deste tipo de estrutura. Advérbios de Lugar: anywhere, em qualquer lugar;
around, ao redor; below, abaixo; everywhere, em todo
Exemplos: lugar; far, longe; here, aqui; near, perto; nowhere, em ne-
Jack is my father’s brother. nhum lugar; there, lá; where, onde; etc.
Jack é o irmão de meu pai.
Advérbios de Modo: actively, ativamente; wrongly, er-
Peter is her brother’s best friend. roneamente; badly, mal; faithfully, fielmente; fast, rapida-
Peter é o melhor amigo do irmão dela. mente; gladly, alegremente; quickly, rapidamente; simply,
simplesmente; steadily, firmemente; truly, verdadeiramen-
William is David’s last name. te; well, bem; etc.
William é o sobre nome do David.
Advérbios de Negação: no, not, não.

Advérbios de Ordem: firstly, primeiramente; secondly,


em segundo lugar; thirdly, em terceiro lugar; etc.
ADVÉRBIOS: FORMAÇÃO
TIPOS E USO. Advérbios de Tempo: already, já; always, sempre; early,
cedo; immediately, imediatamente; late, tarde; lately, ulti-
mamente; never, nunca; now, agora; soon, em breve, bre-
vemente; still, ainda; then, então; today, hoje; tomorrow,
amanhã; when, quando; yesterday, ontem; etc.
ADVÉRBIOS
Advérbios Interrogativos: how, como; when, quando;
Advérbios são palavras que modificam:
where, onde; why, por que; etc.
- Um verbo (He ate slowly. = Ele comeu lentamente) -
Alguns exemplos:
Como ele comeu?
- Um adjetivo (He drove a very slow car. = Ele pilotou She moved slowly and spoke quietly. (Ela se moveu
um carro muito lento) - Como era a rapidez do carro? lentamente e falou sussurrando)
- Outro advérbio (She walked quite slowly down the She still lives there now. (Ela ainda mora lá agora)
aisle. = Ela andou bem lentamente pelo corredor) - Com It’s starting to get dark now. (Está começando a ficar
que lentidão ela andou? escuro agora)
She finished her tea first. (Primeiramente ela terminou
Advérbios frequentemente nos dizem quando, onde, seu chá)
por que, ou em quais condições alguma coisa acontece ou She left early. (Ela saiu cedo)
aconteceu. Os advérbios são geralmente classificados em: Oscar is a very bright man. (Oscar é um homem muito
brilhante)
Advérbios de Afirmação: certainly, certamente; indeed, The children behaved very badly. (As crianças se com-
sem dúvida; obviously, obviamente; yes, sim; surely, certa- portaram muito mal)
mente; etc. This apartment is too small for us. (Esse apartamento é
pequeno demais para nós)
Advérbios de Dúvida: maybe, possivelmente; perhaps, The coffee is too sweet. (O café está doce demais)
talvez; possibly, possivelmente; etc. Jack is much taller than Peter. (Jack é muito mais alto
do que Peter)
Advérbios de Frequência: daily, diariamente; mon- São Paulo is far bigger than Recife. (São Paulo é muito
thly, mensalmente; occasionally, ocasionalmente; often/ maior que Recife)
frequently, frequentemente; yearly, anualmente; seldom/ The test was pretty easy. (A prova estava um tanto fácil)
rarely, raramente; weekly, semanalmente; always, sempre;
never, nunca; sometimes, às vezes; hardly ever, quase nun- Duas ou mais palavras podem ser usadas em conjunto,
ca, raramente; usually/generally, geralmente; etc. formando, assim, as Locuções Adverbiais, como:

17
LÍNGUA INGLESA

Locução Adverbial de Afirmação: by all means, certa-


mente; in fact, de fato, na verdade; no doubt, sem dúvida; NUMERAIS. CARDINAL E ORDINAL
of course, com certeza, certamente, naturalmente; etc.

Locução Adverbial de Dúvida: very likely, provavelmen- Numera


te.
CARDINAL 
Locução Adverbial de Frequência: again and again, re- ORDINAL
1   one
petidamente; day by day, dia a dia; every other day, dia sim, 1st   first
2   two
dia não; hardly ever, raramente; every now and then, once 2nd   second
3   three
in a while, de quando em quando; etc. 3rd   third
4   four
4th   fourh
5   five
Locução Adverbial de Intensidade: at most, no máximo; 5th   fifth
6   six
little by little, pouco a pouco; more or less, mais ou menos; 6th   sixth
7   seven
next to nothing, quase nada; on the whole, ao todo; to a 7th   seventh
8   eight
certain extent, até certo ponto; to a great extent, em gran- 8th   eighth
9   nine
de parte; etc. 9th   ninth
10   ten
10th   tenth
11   eleven
Locução Adverbial de Lugar: at home, em casa; at the 11th   eleventh
12   twelve
seaside, à beira-mar; far and near, por toda parte; on board, 12th   twelfth
13   thirteen
a bordo; on shore, em terra firme; to and from, para lá e 13th   thirteenth
14   fourteen
para cá; etc. 14th   fourteenth
15   fifteen
15th   fifteenth
16   sixteen
Locução Adverbial de Modo: arm in arm, de braços da- 16th   sixteenth
17   seventeen
dos; at random, ao acaso; fairly well, razoavelmente; hand 17th   seventeenth
18   eighteen
in hand, de mãos dadas; head over heels, de cabeça para 18th   eighteenth
19   nineteen
baixo; just so, assim mesmo; neck and neck, emparelhados; 19th   nineteenth
20   twenty
on credit, a crédito. 20th   twentieth
21   twenty-one
21st   twenty-first
22   twenty-two
Locução Adverbial de Negação: by no means, de ma- 22nd   twenty-second
23   twenty-three
neira alguma; in no case, em hipótese alguma; none of that, 23rd   twenty-third
30   thirty
nada disso; not at all, absolutamente; etc. 30th   thirtieth
40   forty
40th   fortieth
50   fifty
Locução Adverbial de Tempo: all of a sudden, subita- 50th   fiftieth
60   sixty
mente; at first, a princípio; at present, atualmente; at once, 60th   sixtieth
70   seventy
imediatamente; from now on, doravante, daqui em diante; 70th   seventieth
80   eighty
in after years, em anos vindouros; sooner or late, mais cedo 80th   eightieth
90   ninety
ou mais tarde; up to now, até agora; in a jiffy, in a trice, in 90th   ninetieth
100   one hundred
a twinkling of an eye, in two shakes of a dog’s tail, in two 100th   one hundredth
200   two hundred
ticks, em um momento, num abrir e fechar de olhos; etc. 200th   two hundredth
1 000   one thousand
1 000th   one thousandth
10 000   ten thousand
Mais exemplos: 10 000th   ten thousandth
100 000   one hundred
100 000th   one hundred
thousand
She has lived on the island all her life. (Ela viveu na ilha thousandth
1 000 000   one million
a vida toda) 1 000 000th   one millionth

She takes the boat every day. (Ela pega o barco todos Exemplos:
os dias) January is the first month of the year.
Janeiro é o primeiro mês do ano.
He ate too much and felt sick. (Ele comeu em excesso Michael is the third winner.
e ficou enjoado) Michael é o terceiro ganhador.
John is the ninth student in the line.
John é o nono aluno na fila.
I like studying English very much. (Gosto muito de es-
tudar Inglês) Os números ordinais também são usados em inglês
para datas.

Repare que a forma “contraída” no número ordinal tem


sempre duas letras no final que representam as duas letras
do final do número quando escrito por extenso.

18
LÍNGUA INGLESA

Exemplos: I got up at 7:00.


The store is at 456 Lincoln street.
January, twenty-eighth He arrived late at night.
January, 28th My father is at the airport now.
Vigésimo oitavo dia do mês de janeiro.
Na dúvida, algumas das seguintes sugestões podem
March, first. ajudar, mas lembre-se: o uso das preposições nem sempre
March, 1st segue a regra geral. Confira sempre num dicionário as pos-
Primeiro dia de Março. sibilidades de uso.

Os números ordinais, como seu próprio nome indica, Use in para indicar “dentro de alguma coisa”:
são utilizados também para colocar ordem nas coisas, as-
sim como para determinar os andares de um prédio. In the box
In the refrigerator
Exemplos: In a shop
In a garden
Mike lives on the third floor. In France
Mike mora no terceiro andar.
Use on para indicar contato:
The company is hosting a party on the 11th floor.
A companhia está dando uma festa no décimo primei- On a bookshelf
ro andar. On a plate
On the grass

Use at para indicar um lugar definido. Nesse caso, seu


PREPOSIÇÕES. sentido é o de “junto a”, “na”:

At the bus stop


At the top
PREPOSIÇÕES At the bottom

Preposições são palavras que usamos junto aos nomes Outras preposições, seus significados e exemplos com
e pronomes para mostrar sua relação com outros elemen- frases:
tos da frase. Apresentamos as principais preposições e seu
uso: About: sobre, a respeito de: Tell me about your expe-
riences.
In: usamos com nomes de meses, anos, estações, par- Above: acima de: John’s apartment is above mine.
tes do dia, cidades, estados, países, continentes. Across: através de, do outro lado: The dog ran across
the forest.
I was Born in January. After: depois de: She always wakes up after 9:00.
He lived here in 2012. Against: contra: The car crashed against the wall.
The classes start in the summer. Among: entre (vários ítens): The little boy was among
He works in the morning/in the afternoon, in the eve- many criminals.
ning. Around: em volta de: They traveled all around the cou-
I have a house in Belo Horizonte. ntry.
She lives in Paraná but works in Argentina. Before: antes de: She always arrives before 7 o’clock.
Steven has worked in Europe since 2011. Behind: atrás de: Tim sits behind Peter.
Below: abaixo de: Answer the questions below.
On: usado para dias da semana, datas (mês+dia), datas Beside/Next to: ao lado de: The microphone is beside/
comemorativas, ruas, praças e avenidas. next to the monitor.
Besides: além de: Besides English, she can also speak
I go to the church on Saturdays and on Sundays. Spanish.
Their baby was born on April 10TH. Between: entre (dois ítens): He was sitting between two
I always have fun on New Year’s Day. beatuful girls.
The supermarket is on Brazil street. Beyond: além de, após, atrás de: The lake is beyond the
The shopping mall is on Portugal square. mountains.
But: exceto: Everybody went to the party, but Chris.
At: usado com horas, com palavra night, com endere- By: por, junto, ao lado de: Let’s sleep by the fireplace.
ços (rua+número), lugares numa cidade. Down: abaixo, para baixo: Their house is down the hill.

19
LÍNGUA INGLESA

Up: acima, para cima: Their house is halfway up the hill. -Conjunções podem ser correlativas, cercando um ad-
During: durante: He was in the army during the war. vérbio ou adjetivo:
For: a favor de: Who’s not for us is against us. So... that, neither… nor.
For: por, para, há (tempo): Do it for me! Fish is good for
health. They’ve lived here for many years. Além disso, as conjunções podem expressar diversos
From: de (origem): Where is he from? tipos de ideias:
In front of: na frente de: Peter sits in front of the teacher
in the classroom. -Tempo: after, as, while, when, before, until, till, next,
Inside/outside: dentro de/fora de: Let the dog sleep in- meanwhile, finally.
side/outside the house. -Acréscimo de ideias: and, also, furthermore, as well as,
Instead of: em vez de: You should study more instead in other words, in addition to, besides, moreover, both...
of playing video-games. and, not only... but also.
Into: para dentro, em: The plane disappeared into the
cloud. -Alternativa: or, either... or.
Near: perto de: The post office is near here.
Off: para fora (de uma superfície): Mark fell off his mo- -Negação: neither... nor.
torcycle.
Out of: para fora de: Put these books out of the box. -Condição: if, as long as, provided that, unless, whether.
Over: sobre, acima de, por cima de, mais que: There
were over 1.000 people in the show. -Causa ou razão: as, because, since, for.
Through: através de: The guys walked through the fo-
rest. -Consequência ou resultado: so, therefore, then, accor-
Till/until: até (tempo): The message will arrive until to- dingly, thus, for this reason, as a result of, consequently,
morrow. hence.
To: para: Teresa will go to Italy next week.
Towards: para, em direção a: The boy threw the rock -Finalidade ou propósito: so that, so.
towards the window.
Under: em baixo de: The cat sleeps under the bed. -Modo: as, as if, as though.
With/without: com/sem: Come with me. I can’t live wi-
thout you. -Contraste: although, instead of, rather than, though,
Within: dentro de: I will go there within a week. but, yet, even though, however, in spite of that, neverthe-
less, whereas, while, on the other hand.

-Comparação: like, alike, likewise, correspondingly, si-


CONJUNÇÕES. milarly, in the same way, in this manner.

Exemplos:

CONJUNÇÕES Jack and Jill went to the mountains.The water was


warm, but I didn’t enter.
Uma conjunção é uma palavra ou grupo de palavras I went swimming although it was cold.
(locuções conjuntivas ou locuções adverbiais) que juntam Russia is a beautiful country. It’s very cold, though.
duas partes de uma sentença ou que unem uma cláusula I don’t care what you did as long as you love me.
dependente subordinada a uma cláusula principal. As con- He is so strong that broke the brick with his fist.
junções auxiliam na coesão textual, garantindo a interliga-
ção de ideias.

Inicialmente, podemos considerar as conjunções sob


três aspectos básicos:

-Conjunções podem ser apenas uma palavra:

And, but, because, although, or, nor, for, yet, so, since,
unless, however, though.

-Conjunções podem ser compostas de mais de uma


palavra:

Provided that, as long as, in order to, in spite of.

20
LÍNGUA INGLESA

VERBOS: REGULARES,
IRREGULARES E AUXILIARES.

VERBOS

Quanto à forma, podemos classificar os verbos ingleses em Regulares, Irregulares e Modais.

São chamados de regulares os verbos que geralmente seguem a mesma regra.

No caso do presente, verbos regulares são aqueles que recebem -s:

Exemplo:

Play – plays, sing – sings

No caso do passado, verbos regulares são aqueles que recebem -ed:

Exemplo:

Play – played, cook – cooked

Verbos irregulares são aqueles que não seguem uma mesma regra.
Tanto no caso do presente ou do passado, os verbos sofrem modificações individuais.

Exemplos:

Presente:
have – has, do – does

Passado:
Sing – sang, eat – ate

Os verbos irregulares não têm uniformidade quanto à escrita do passado simples e do particípio. Confira os três últimos
exemplos na tabela abaixo.

21
LÍNGUA INGLESA

Infinitivo Simple Past tense Past Participle Tradução

to accept accepted accepted aceitar


to add added added adicionar, somar
to arrive arrived arrived chegar
to be was, were been ser, estar
to begin began begun começar, iniciar
to buy bought bought comprar

Abaixo segue uma tabela dos verbos mais utilizados na língua inglesa. Assim como as palavras mais comuns (aquela
lista não possui verbos) os verbos também são parte fundamental das frases. Quanto mais verbos o estudante souber –
mais facilmente ele entenderá todas as frases de um texto.

# Infinitive Simple Past Tradução


1 accept Accepted aceitar
2 agree Agreed concordar
3 answer Answered responder
4 appear Appeared aparecer
5 arrive Arrived chegar
6 ask Asked perguntar
7 attack Attacked atacar
8 bake Baked assar
9 be was, were ser, estar
10 become Became tornar-se
11 begin Began começar
12 believe Believed acreditar, crer
13 bet Bet apostar
14 bite Bit morder, picar
15 bleed Bled sangrar
16 borrow Borrowed pedir emprestado
17 break Broke quebrar, interromper
18 bring Brought trazer
19 build Built construir
20 burn burned, burnt queimar
21 buy Bought comprar
22 call Called ligar, chamar
23 cancel Canceled cancelar
24 carry Carried carregar
25 celebrate Celebrated celebrar, comemorar
26 change Changed trocar, mudar
27 chat Chatted bater papo
28 clap clapped, clapt bater palma
29 clean Cleaned limpar
30 climb Climbed subir, escalar
31 close Closed fechar

22
LÍNGUA INGLESA

32 come Came vir, chegar


33 cook Cooked cozinhar
34 cost Cost custar
35 broadcast Broadcast transmitir
36 create Created criar
37 cry Cried chorar
38 cut Cut cortar
39 damage Damaged danificar, estragar
40 dance Danced dançar
41 date Dated sair para um encontro, namorar
42 decide Decided decidir
43 deliver Delivered entregar
44 depend Depended depender
45 dive dived, dove mergulhar
46 do Did fazer, executar
47 draw Drew desenhar
48 dream dreamt, dreamed sonhar
49 drink Drank beber
50 drive Drove dririgir (4 rodas)
51 eat Ate comer
52 end Ended terminar
53 enjoy Enjoyed apreciar, desfrutar, gostar
54 exercise Exercised exercitar-se, fazer exercícios
55 fall Fell cair
56 feed Fed alimentar(se), alguém
57 fight Fought lutar
58 find Found encontrar
59 finish Finished terminar
60 fish Fished pescar
61 fix Fixed consertar, arrumar
62 fly Flew voar
63 follow Followed seguir
64 forget Forgot esquecer(se)
65 fry Fried fritar
66 get Got conseguir, ganhar
67 get up got up levantar-se
68 give Gave dar, conceder
69 go Went ir
70 grow Grew crescer, cultivar
71 guess Guessed adivinhar, supor
72 happen Happened acontecer
73 hate Hated odiar
74 have Had ter, possuir

23
LÍNGUA INGLESA

75 hear Heard ouvir


76 help Helped ajudar
77 hide Hid esconder, ocultar(se)
78 hit Hit bater
79 hunt Hunted caçar
80 hurt Hurt machucar
81 improve Improved melhorar, aperfeiçoar
82 interview Interviewed entrevistar
83 jog Jog caminhar (exercício físico)
84 jump Jumped pular, saltar
85 keep Kept guardar, manter, permanecer
86 kiss Kissed beijar
87 know Knew saber, conhecer
88 listen Listened escutar
89 live Lived viver, ao vivo
90 look Looked olhar, parecer
91 lose Lost perder
92 love Loved amar
93 make Made fazer, produzir, fabricar
94 marry Married casar
95 meet Met encontrar-se com
96 miss Missed sentir saudades, perder a hora
97 move Moved mexer, mudar-se
98 need Needed precisar, necessitar
99 offer Offered oferecer
100 open Opened abrir
101 paint Painted pintar
102 park Parked estacionar
103 pay Paid pagar
104 plant Planted plantar
105 play Played tocar instrumento, brincar
106 practice Practiced praticar, treinar
107 prefer Prefered preferir
108 pull Pulled puxar
109 push Pushed empurrar
110 quit Quit desistir, sair, abandonar
111 rain Rained chover
112 read Read ler
113 relax Relaxed relaxar, descansar
114 remember Remembered lembrar, recordar
115 repair Repaired reparar, consertar
116 repeat Repeated repetir
117 rescue Rescued resgatar, socorrer

24
LÍNGUA INGLESA

118 respond Responded responder


119 rest Rested relaxar, descansar
120 review Reviewd revisar
121 ride Rode cavalgar (2 rodas)
122 run Run correr, administrar
123 save Saved salvar, economizar (dinheiro)
124 say Said dizer
125 see Saw ver
126 sell Sold vender
127 send Sent enviar
128 sing Sang cantar
129 sink Sank afundar, naufragar
130 sit Sat sentar
131 skate Skated patinar, andar de skate
132 ski Skied esquiar
133 sleep Slept dormir
134 smell Smelt cheirar
135 snow Snowed nevar
136 speak Spoke falar
137 spell Spelled soletrar
138 spend Spent gastar tempo ou dinheiro
139 spill spilled, spilt derramar liquido
140 start Started iniciar, começar
141 steal Stole roubar
142 stop Stopped parar, deter
143 study Studied estudar
144 suggest Suggested sugerir
145 swear Swore jurar, falar palavrão
146 sweat sweat, sweated suar
147 sweep Swept varrer
148 swim Swam nadar
149 take Took tomar, pegar
150 talk Talked falar
151 teach Taught ensinar
152 tell Told contar, dizer
153 thank Thanked agradecer
154 think Thought pensar, achar (opnião)
155 touch Touched tocar
156 travel Traveled viajar
157 try Tried tentar
158 turn Turn girar, rodar, virar
159 understand Understood entender, compreender
160 upset Upset ficar nervoso, com raiva

25
LÍNGUA INGLESA

161 use Used usar


162 visit Visited visitar
163 wait Waited esperar
164 wake up waked up, woke up acordar
165 walk Walked caminhar, andar
166 want Wanted querer
167 wash Washed lavar
168 watch Watched assistir, vigiar
169 water Watered regar
170 wear Wore vestir
171 welcome Welcomed dar boas vindas
172 win Won ganhar, vencer
173 wish Wished desejar
174 work Worked trabalhar, funcionar
175 worry Worried preocupar-se
176 write Wrote escrever

TEMPOS VERBAIS: SIMPLE PRESENT,


PRESENT PROGRESSIVE, SIMPLE PAST, PAST
PROGRESSIVE, FUTURE E PERFECT TENSES,
PRESENT PERFECT

TEMPOS VERBAIS

26
LÍNGUA INGLESA

PRESENTE CONTÍNUO: indica algo que acontece no You aren’t studying English.
exato momento da fala. As frases neste tempo verbal mos- Vocês não estão estudando Inglês.
tram o que alguém está fazendo (gerúndio). Necessita do
verbo to be (am, is, are) e mais algum outro verbo com They aren’t traveling.
terminação -ing (-ando, endo, -indo, -ondo): Eles não estão viajando.

Exemplos: Agora, para transformarmos as frases em interro-


gações, devemos mudar a posição do to be. Precisamos
I am writing a book. posicioná-lo (am, is, are) antes dos sujeitos das frases. As
Eu estou escrevendo um livro. outras palavras permanecem em suas posições originais.
Claro que não podemos esquecer do ponto de interroga-
You are reading. ção. Veja:
Você está lendo.
Exemplos:
He is listening to music.
Ele está escutando música. Am I writing a book?
Eu estou escrevendo um livro?
She is making lunch.
Ela está fazendo o almoço. Are you reading?
It is playing with a ball. Você está lendo?
Ele/Ela está brincando com uma bola.
Is he listening to music?
We are learning together. Ele está ouvindo música?
Nós estamos aprendendo juntos.
Is she making lunch?
You are studying English. Ela está fazendo o almoço?
Vocês estão estudando Inglês.
Is It playing with a ball?
They are traveling. Ele/ela (animal) está brincando com a bola?
Eles estão viajando.
Are we learning together?
*O pronome it é usado para coisas e animais. Pode re- Nós estamos aprendendo juntos?
ferir-se a pessoas quando não se sabe o sexo.
Are you studying English?
Tudo o que foi descrito nestas frases está acontecendo Você está estudando Inglês?
agora, neste exato momento. Por isso usamos o presente
contínuo. Para tornar todas estas frases negativas, basta Are they traveling?
posicionar a palavra not após o to be, ou fazer uma contra- Eles estão viajando?
ção ente eles (am not, isn’t, aren’t).
PASSADO CONTÍNUO: se você quiser colocar todas as
Exemplos: frases que acabamos de estudar no passado, para relatar o
que alguém estava fazendo, é muito simples. Basta trocar
I am not writing a book. (O to be am negativo não verbo to be que estava no presente pelo to be no passado
possui forma contraida) (was, were). Apenas tenha atenção na hora de saber qual
pessoa usará was e qual usará were. Exemplos:
You aren’t reading.
Você não está lendo. Exemplos:

He isn’t listening to music. I was writing a book.


Ele não está escutando música. Eu estava escrevendo um livro.

She isn’t making lunch. You were reading.


Ela não está fazendo o almoço. Você estava lendo.

It isn’t playing with a ball. He was listening to music.


Ele/Ela não está brincando com uma bola. Ele estava ouvindo musica.

We aren’t learning together. She was making lunch.


Nós não estamos aprendendo juntos. Ela estava fazendo o almoço.

27
LÍNGUA INGLESA

It was playing with a ball. PRESENTE SIMPLES: este tempo verbal nos fala de
Ele/ela (animal) estava brincando com a bola. situações que acontecem rotineiramente. Estas situações
não acontecem no exato momento da fala, mas usualmen-
We were learning together. te durante o dia a dia. Por exemplo, você pode dizer em
Nós estamos aprendendo juntos. português “eu trabalho”. Essas suas palavras indicam algo
rotineiro para você, não querem dizer que você esteja tra-
You were studying English. balhando agora, neste exato momento. É essa noção de
Você estava estudando Inglês. que algo acontece no presente mas como uma rotina é o
que o presente simples indica. Vamos ver a conjugação de
They were traveling. alguns verbos no presente simples com frases afirmativas
Eles estavam viajando. primeiro:

I work in the evening.


Perceba que usamos was com I/He/She/It, e que usa-
Eu trabalho a noite (no período da noite).
mos were com You/We/They. Agora, para formar a negativa
(wasn’t, weren’t) e a interrogativa (Was I...?, Were you...?),
You like to dance.
basta proceder da mesma forma que vimos no caso do
Você gosta de dançar.
Presente Contínuo.
He sleeps a lot.
FUTURO CONTÍNUO: para relatar aquilo que alguém Ele dorme muito.
estará fazendo em um determinado momento no futuro,
é só utilizar will be e mais qualquer outro verbo terminado She cooks well.
em -ing. Ela cozinha bem.

I will be writing a book tomorrow night. It barks too much.


Eu estarei escrevendo um livro amanhã a noite. Ele/ela* late muito. (Lembrando que o pronome it é
utilizado como ele/ela quando se refere a animais ou obje-
You will be reading when she arrives. tos, neste caso um cachorro ou cadela).
Você estará lendo quando ela chegar.
We speak English fluently.
He will be listening to music this Saturday. Nós falamos Inglês fluentemente.
Ele estará ouvindo música este sábado.
You drive fast.
She will be making lunch tomorrow at noon. Você dirige rapidamente.
Ela estará fazendo o almoço.
They drink beer.
It will be playing with a ball Monday. Eles bebem cerveja.
Ele/ela (animal) estará brincando com a bola segunda-
feira. Perceba que basta seguir a ordem “sujeito + verbo no
infinitivo sem to (+complemento)” para formar algumas
We will be learning together during the trip to Spain. sentenças. É a ordem natural das palavras em Português
também. Assim, se você souber uma boa gama de verbos,
Nós estaremos aprendendo juntos durante a viagem
poderá montar muitas frases para praticar.
para a Espanha.
Neste caso de sentenças afirmativas somente neces-
You will be studying English next semester.
sitamos tomar cuidado com os detalhes em negrito e em
Você estará estudando Inglês durante o próximo se- sublinhado. Todas as vezes em que o sujeito da frase for
mestre. a terceira pessoa do singular (he/she/it), devemos acres-
centar um -s no final do verbo. Em algumas situações será
They will be traveling to Germany next summer. um -es, e no caso do verbo ter (to have) a forma será has.
Eles estarão viajando para a Alemanha no próximo ve- Repito: só nas afirmativas com 3ª pessoa singular.
rão (férias).
As negativas precisam fazer o uso dos verbos auxiliares
Nas negativas, simplesmente posicionamos not logo do e does, acrescidos de not (do+not=don’t / does+not=-
após o auxiliar will, ou fazemos uma contração com eles doesn’t). Doesn’t será usado somente com 3ª pessoa sin-
(will+not= won’t). gular. Exemplos:

Para interrogar, faz-se a colocação do auxiliar will antes I don’t work in the evening.
do sujeito das frases (Will I...?, Will you...?). Eu não trabalho a noite (no período da noite).

28
LÍNGUA INGLESA

You don’t like to dance. I am a teacher.


Você não gosta de dançar. Eu sou um(a) professor(a).

He doesn’t sleep a lot. You are a student.


Ele não dorme muito. Você é um(a) aluno(a).

She doesn’t cook well. He is late.


Ela não cozinha bem. Ele está atrasado.

It doesn’t bark too much. She is early.


Ele/ela* não late muito. (Lembrando que o pronome Ela está adiantada.
it é utilizado como ele/ela quando se refere a animais ou
objetos, neste caso um cachorro ou cadela). It is tall.
Ele/Ela é alto(a).
We don’t speak English fluently.
Nós não falamos Inglês fluentemente. We are Brazilians.
Nós somos brasileiros.
You don’t drive fast.
Você não dirige rapidamente. You are busy.
Você(s) está(ão) ocupado(s).
They don’t drink beer.
Eles não bebem cerveja. They are happy.
Eles/Elas estão/são felizes.
Para fazermos perguntas, posicionaremos do e does
antes do sujeito da frase e acrescentaremos o ponto de Note que am é usado na primeira pessoa do singular,
interrogação. is na terceira do singular e are nas outras.
Do I work in the evening? Para negarmos, usamos not logo após o to be ou faze-
Você trabalha a noite (no período da noite)? mos contração entre eles.

Do you like to dance? I am not a teacher.


Você gosta de dançar? Eu não sou um(a) professor(a).
You aren’t a student.
Does he sleep a lot? Você não é um(a) aluno(a).
Ele dorme muito?
He isn’t late.
Does she cook well? Ele não está atrasado.
Ela cozinha bem?
She isn’t early.
Does it bark too much? Ela não está adiantada.
Ele/ela* late muito? (Lembrando que o pronome it é
utilizado como ele/ela quando se refere a animais ou obje- It isn’t tall.
tos, neste caso um cachorro ou cadela). Ele/ela não é alto(a).

Do we speak English fluently? We aren’t Brazilians.


Nós falamos Inglês fluentemente? Nós não somos Brasileiros(as)

Do you drive fast? You aren’t busy.


Você dirige rapidamente? Você não é(são)/não está(estão) ocupado(a)(s).

Do they drink beer? They aren’t happy.


Eles bebem cerveja? Eles não estão/são feliz(es).

Ótimo. Agora, para finalizarmos o presente simples, Finalizando, para transformarmos estas frases em in-
passemos ao principal verbo inglês: o to be. A conjugação terrogações, temos que por o to be antes dos sujeitos.
do presente do to be possui três formas: am, is e are. Este Lembrete: ponto de interrogação! Assim:
verbo significa duas coisas ao mesmo tempo: ser e estar.
Mas como identificar se numa frase ele quer se referir ao Am I a teacher?
verbo ser ou se ao verbo estar? Resposta: depende da fra- Are you a student?
se, depende do contexto. Veja: Is he late?

29
LÍNGUA INGLESA

Is she early? Faz-se necessário, também revisar o passado do verbo


Is it tall? to be. Ele será da seguinte forma:
Are we Brazilians?
Are you busy? I was tired.
Are they happy? You were sad.
He was late.
PASSADO SIMPLES: indica alguma ação completa no She was early.
passado, ou seja, algo já finalizado. O passado simples ca- It was beautiful.
racteriza-se pela adição da terminação -ed ao verbos RE- We were in São Paulo.
You were elegant.
GULARES nas afirmativas. Nas interrogativas, usamos Did
They were at the bank.
antes dos sujeitos das frases e, nas negativas, did not ou
didn’t. Vejamos: Nas negativas: wasn’t e weren’t. E nas interrogativas:
Was I...?, Were you...?, Was he…?, etc.
I worked yesterday. (Eu trabalhei ontem)
You answered my e-mail. (Você respondeu ao meu FUTURO SIMPLES: Usamos o futuro simples para dizer
e-mail) que algo vai acontecer ou deverá acontecer, para expres-
He traveled a lot. (Ele viajou muito) sar ações que iremos fazer mas que não tínhamos planeja-
She watched the movie. (Ela assistiu o filme) do anteriormente, para fazer previsões sobre o futuro, uma
It barked all night. (Ele/Ela latiu a noite toda) vez que não temos certeza se essa previsão irá mesmo se
We stayed here. (Nós ficamos aqui) concretizar ou não. Usamos também o futuro simples para
You played very well. (Vocês jogaram muito bem) promessas, ofertas e propostas. A estrutura é formado pela
They parked far. (Eles estacionaram longe) utilização do auxiliar will após o sujeito seguido de algum
verbo. A negativa é obtida com will not ou com a contração
I didn’t work yesterday. (Eu não trabalhei ontem) won’t. Para perguntar no futuro simples, é só colocar will
You didn’t answer my e-mail. (Você não respondeu ao antes do sujeito. Exemplos:
meu e-mail)
He didn’t travel a lot. (Ele não viajou muito) I will buy a car. (Eu vou comprar um carro.)
You will have a baby. (Você vai ter um bebê.)
She didn’t watch the movie. (Ela não assistiu o filme)
He will study abroad. (Ele irá estudar no exterior.)
It didn’t bark all night. (Ele/Ela não latiu a noite toda)
She will go to the park. (Ela irá para o parque.)
We didn’t stay here. (Nós não ficamos aqui)
You didn’t play very well. (Vocês não jogaram muito It will stay at the veterinarian. (Ele/ela* irá permanecer
bem) no veterinário.)
They didn’t park far. (Eles não estacionaram longe) We will make a barbecue. (Nós iremos fazer um chur-
rasco.)
Did I work yesterday? (Eu trabalhei ontem?) You will help me later. (Você irá me ajudar depois.)
Did you answer my e-mail? (Você respondeu ao meu They will be partners. (Eles serão parceiros.)
e-mail?)
Did he travel a lot? (Ele viajou muito?) FUTURO IMEDIATO: Utilizamos o futuro imediato
Did she watch the movie? (Ela assistiu o filme?) para expressar algo que já foi planejado e por isso existe a
Did it bark all night? (Ele/Ela latiu a noite toda?) certeza de que irá acontecer. Por ser algo que temos cer-
Did we stay here? (Nós ficamos aqui?) teza que iremos fazer o futuro imediato acaba sendo usa-
Did you play very well? (Vocês jogaram muito bem?) do frequentemente para expressar ações que acontecerão
Did they park far? (Eles estacionaram longe?) num futuro bem próximo, por isso chamado de imediato.
A estrutura do futuro imediato é o sujeito + o verbo to be
Quanto aos verbos irregulares, procederemos da mes- no presente (am, is, are) + going to + verbo principal +
complemento.
ma forma. A única diferença é nas afirmações, pois eles não
recebem terminação -ed. É essencial memorizar as formas
I’m going to visit my mother tonight (Eu irei visitar mi-
irregulares. Vejamos: nha mãe hoje a noite.)
Jack is going to swim tomorrow. (Jack irá nadar ama-
I went to the beach. (to go: ir) nhã.)
You left early. (to leave: sair, deixar) It is going to rain in a few minutes. (Irá chover em al-
He drank too much. (to drink: beber) guns minutos.)
She had a sister. (to have: ter)
It slept under the bed. (to sleep: dormir) Como o futuro imediato é composto do to be, para fa-
We stood in line. (to stand: ficar de pé) zermos frases interrogativas e negativas, basta utilizar as
You won together. (to win: vencer, ganhar) mesmas regras acrescentando not após o to be, ou colo-
They cut the meat. (to cut: cortar) cando o mesmo antes do sujeito para a interrogativa.

30
LÍNGUA INGLESA

Steve is not going to dance samba. (Steve não irá dan- Para fazermos perguntas no present perfect, basta co-
çar samba.) locar have ou has antes do sujeito da frase. Às vezes, fa-
They aren’t going to play soccer. (Eles não irão jogar zemos uso da palavra ever, que significa “alguma vez”, em
futebol.) perguntas:
(o uso da palavra ever é opcional)
Is he going to buy a new car? (Ele vai comprar um carro
novo?) Have you bought Milk for the baby? (Você comprou
Are you going to call Ann? (Você irá ligar pra Ann?) leite para o bebê?)
Has he talked to the police officer? (Ele falou com o
Apenas em conversas e diálogos informais o going to policial?)
pode ser substituído pela expressão/abreviação gonna: Has Tina ever traveled to Salvador? (A Tina viajou a Sal-
vador alguma vez?)
I’m gonna study tonight. (Eu irei estudar hoje a noite.) Have you ever seen a famous person? (Você alguma
Are you gonna help me? (Você irá me ajudar?) vez viu uma pessoa famosa?)

PRESENTE PERFEITO: formado pela utilização do auxi- PRESENTE PERFEITO CONTÍNUO: formado pela uti-
liar have ou has (has para he, she, it) mais a forma do parti- lização do auxiliar have ou has (has para he, she, it) mais o
cípio de outro verbo (conhecida como “a terceira forma do presente perfeito do verbo be e o gerúndio do verbo prin-
verbo”). Indica dois tipos de situações. cipal. Esta forma verbal enfatiza uma ação que começou no
passado e que contina se repetindo até hoje.
Quando a ação é contínua, que têm acontecido por um
certo período e que ainda não acabaram, que continuam I have been playing tennis for one hour. (Eu estou
acontecendo. jogando tennis há uma hora)
Daniel has been waiting for two hours. (Daniel está
I have worked here for five years. (Tenho trabalhado esperando a duas horas)
aqui há cinco anos)
Anna has been teaching in the university since April.
She has gone to the club a lot lately. (Ela tem ido muito
(Anna tem lecionado na universidade desde Abril.)
ao clube ultimamente)
Dave and Mike have studied together since 2010.
As formas negativas serão:
(Dave e Mike têm estudado juntos desde 2010)
She has not been working at that company for three
Quando descrevemos situações que já ocorreram, mas
que não sabemos quando. O tempo é indefinido, não inte- years (Ela não trabalha naquela companhia a três anos).
ressa, ou simplesmente não importa, pois o que importa é I haven’t been watching much television lately. (Eu
o fato acontecido. não tenho assistido muita televisão ultimamente).
Mike has seen the ocean for the first time. (Mike viu o Roberto hasn’t been feeling well in the past few days.
oceano pela primeira vez) (Roberto não tem se sentido bem nos últimos dias).
Sheila and Susan have already been to New York. Para fazermos perguntas no present perfect continuos,
(Sheila e Susan já estiveram em Nova Iorque) basta colocar have ou has antes do sujeito da frase.
I have already made my bed. (Eu já arrumei minha
cama) Has David been doing his homework everyday? (David
está fazendo sua tarefa todos os dias?).
As formas negativas podem serão: Have Donald and Mike been training for the race?
(Donald e Mike estão treinando para aquela corrida?).
I haven’t made my bed. (Eu não arrumei minha cama) Have you been playing video games all day? (Você
Mike hasn’t seen the ocean. (Mike não viu o oceano) está jogando video games o dia inteiro?)
Sheila and Susan haven’t been to New York. (Sheila e
Susan não foram a Nova Iorque) PASSADO PERFEITO: usado para dizer que alguma
coisa ocorreu antes de outra no passado. Formado por had
Se quisermos, podemos acrescentar no final da frase a mais o particípio de algum verbo. Veja no próximo exem-
palavra yet, que significa “ainda”, para modificar um pouco plo que há duas situações acontecendo, mas, aquela que
o sentido da conversa: aconteceu primeiro está usando o past perfect. E aquela
(apenas nas negativas) que aconteceu em seguida está no passado simples. Am-
bas as orações estão unidas por when.
I haven’t made my bed yet. (Eu ainda não arrumei mi-
nha cama) I had already left when my father called home. (Eu já
Mike hasn’t seen the ocean yet. (Mike ainda não viu o tinha saído quando meu pai ligou para casa)
oceano)
Sheila and Susan haven’t been to New York yet. (Sheila Não é extremamente necessário que haja duas ora-
e Susan ainda não foram a Nova Iorque) ções. Pode have apenas uma. Veja;

31
LÍNGUA INGLESA

David had bought meat for the barbecue this mor- I don’t eat pizza. (Eu não como pizza)
ning. (David tinha comprado carne para o churrasco hoje You don’t eat pizza. (Você não come pizza)
de manhã) She doesn’t eat pizza. (Ela não come pizza)
He doesn’t eat pizza. (Ele não come pizza)
A negativa é formada com had not ou hadn’t. Para per- It doesn’t eat pizza. (Ela/Ele não come pizza)
guntar, devemos posicionar o had antes do sujeito. We don’t eat pizza. (Nós não comemos pizza)
You don’t eat pizza. (Vocês não comem pizza)
He hadn’t gone to the bar. (Ele não tinha ido ao bar) They don’t eat pizza. (Eles não comem pizza)
Had you brought me those documents? (Você tinha me Do I eat pizza? (Eu como pizza?)
trazido aqueles documentos?) Do you eat pizza? (Você come pizza?)
Does she eat pizza? (Ela come pizza?)
VERBOS AUXILIARES Does he eat pizza? (Ele come pizza?)
Em perguntas você pode mudar o tempo verbal de Does it eat pizza? (Ela/Ele come pizza?)
uma frase simplesmente alterando o verbo auxiliar. Por Do we eat pizza? (Nós comemos pizza?)
exemplo:
Do you eat pizza? (Vocês comem pizza?)
Do you work? = Você trabalha?
Do they eat pizza? (Eles comem pizza?)
Does He work? = Ele trabalha?
Did you work? = Você trabalhou?
Will you work? = Você vai trabalhar?

Os verbos auxiliares não possuem tradução nas frases: MODAL VERBS


Do you play volleyball? = Você joga vôlei?
A presença de um verbo auxiliar numa frase nos indica
em que tempo verbal ela está (no presente, no passado
ou no futuro), dependendo do auxiliar que foi usado. Do e VERBOS MODAIS
does indicam tempo presente, did indica tempo passado, e
will indica tempo futuro. Os verbos modais são distintos dos regulares e irregu-
lares pois possuem características próprias:
Suas formas negativas são don’t (do not), didn’t (did
not) e won’t (will not). 1. Não precisam de auxiliares na formação de nega-
tivas e interrogativas;
Para montarmos interrogações, basta posicionar o au- 2. Sempre após os modais, usamos um verbo regular
xiliary desejado antes do sujeito da frase. ou irregular no infinitivo, mas sem o “to”;
3. Não sofrem alteração na terceira pessoa do sin-
O auxiliar também pode facilitar as coisas nas respostas. Ele gular do presente. Logo, nunca recebem “s”, “es” ou “ies”
pode substituir o verbo e todos para he/she/it.
os seus complementos. Assim, se alguém faz um per-
gunta muito longa, você pode responder rapidamente: São verbos modais: can, could, may, might, should,
must, ought to.
Do you always go to work by car on weekdays? (Você
sempre vai para o trabalho de carro nos dias da semana?). May, Might (poder):
-May pode ser usado para pedir permissão:
Sua resposta pode ser, simplesmente, “Yes, I do”.
May I open the window? (Posso abrir a janela?)
Estas respostas curtas são conhecidas como short ans-
May I use your bathroom? (Posso usar seu banheiro?)
wers.
-May e Might podem indicar possibilidade mais certa
Os verbos auxiliares seguidos de um verbo principal ou probabilidade mais remota:
são usados praticamente só em perguntas ou frases ne- It may rain. (Pode chover) => may indica algo com
gativas: mais certeza do que might.
It might rain. (Pode chover) => a probabilidade de cho-
Do you like pizza? (Você gosta de pizza?) ver é pequena.
I don’t like pizza (Eu não gosto de pizza) He might come to the party, but I don’t think he will.
(Ele pode vir à festa, mas não creio que virá)
Numa frase afirmativa diríamos: -May e might podem ser usados para exprimir um pro-
pósito, uma aspiração ou uma esperança:
I like pizza. (Eu gosto de pizza) May he rest in peace. (Que ele repouse em paz)
I hope that he might like this cake. (Espero que ele pos-
As formas does e doesn’t são usadas quando o sujeito sa gostar deste bolo)
da frase no presente for terceira pessoa do singular (he, May all your dreams come true. (Que todos os seus
she, it). sonhos se realizem)

32
LÍNGUA INGLESA

-Para dizermos algo no passado e no futuro, ao invés Could (conseguia, podia, poderia):
de may e might, normalmente usamos os verbos “to be
allowed to” ou “to be permitted to”, que significam “ser -Usamos could para expressar ideias como sendo o
permitido”: passado de Can:
He will be allowed to leave prison. (Ser-lhe-á permitido When I was a teenager I could swim better. (Quando eu
sair da prisão) era adolescente eu podia nadar melhor)
I wasn’t allowed to enter without a uniform. (Não me I could run, now I can’t anymore. (Eu podia correr, mas
deixaram entrar sem um uniforme) agora não consigo mais)
-May e might não são usados na interrogativa expri-
mindo probabilidade ou possibilidade. Usamos to think, to -Para pedir permissão, could é mais educado e formal
be likely e can: que Can:
Do you think he is listening for us? (Você acha que ele Could you help me? (Você poderia me ajudar?)
está nos ouvindo?) Could I borrow your cell phone? (Eu poderia pegar em-
Is it likely to happen? (É possível/provável que isso prestado seu celular?)
aconteça?)
Can this plan come true? (Poderá este plano se tornar Should e Ought to (deveria):
realidade?)
-May e Might podem ser empregados na negativa, -Usamos para expressar nossa opinião, para dar suges-
mas sem contração: tão ou conselho:
He may or may not agree with you. (Ele pode concordar He should travel more. (Ele deveria viajar mais)
ou não com você) I ought to go right now. (Eu deveria ir imediatamente)

Must (precisar, dever, ter que): -As formas negativas são Shouldn’t e Ought not to.
You shouldn’t talk like that. (Você não deveria falar da-
-Must é usado no presente e no futuro. Must pode ex- quele jeito)
I ought not to see her. (Eu não deveria vê-la)
primir ordem, necessidade, obrigação, dever. É equivalente
a have to (ter que):
I must go now. (Preciso ir agora)
You must obey your parents. (Você deve obedecer a
seus pais)
INFINITIVO E GERÚNDIO.
You must follow your doctor’s advice. (Você tem que
seguir os conselhos do seu médico)
He has worked a lot; he must be tired. (Ele trabalhou
O USO DO GERUNDIO
muito; deve estar cansado)
O gerúndio no inglês é usado em algumas situações
especiais. Abaixo nós iremos listar as mais comuns.
-A forma negativa mustn’t (must not) exprime uma
proibição ou faz uma advertência: Após Preposições:
Visitors must not feed the animals. (Visitantes estão Exemplos:
proibidos de alimentar os animais) She is not interested  in  living with us. - Ela não está
You mustn’t miss the 9:00 train. (Você não pode perder interessada em morar conosco.
o trem das 9:00)
Read more about this by clicking here. - Leia mais so-
Can (poder): bre isto clicando aqui.
-Pode ser usado para expressar talentos e habilidades Após alguns verbos “especiais” (existem mais verbos,
no presente: estes são os mais comuns): admit, avoid, consider, con-
They can sing really well. (Eles podem cantar realmente tinue, deny, dislike, enjoy, escape, finish, forgive, imagine,
muito bem) include, keep, mention, miss, practice, reccommend, resist,
I can speak English. (Eu sei falar Inglês) risk, suggest, try, understand, quit.
Exemplos:
-Pode ser usado para pedir permissão: I enjoy studying English.
Can I drink water, teacher? (Posso ir beber água, pro- (Eu aprecio estudar Inglês.)
fessor?) I don’t mind helping her.
Can I see your homework? (Posso ver sua tarefa?) (Eu não me importo de ajudar ela.)

-Há duas formas negativas, can’t e cannot: Após algumas expressões (novamente estas são
He can’t dance at all. (Ele não sabe dançar nada) apenas as mais comuns): can’t stand,  it’s worth,  be used
Tim cannot control his feelings. (Tim não consegue to, can’t help, feel like, it’s no good, look forward to, what
controlar seus sentimentos) about, how about, it’s no use, in spite of.

33
LÍNGUA INGLESA

Exemplos: perativo só que de uma forma mais sugestionada e leve,


I can’t stand watching this game. passando a impressão de incluir na sugestão quem está
(Eu não suporto assistir este jogo.) falando. Podemos usar let’s junto a um verbo no infinitivo,
mas sem o to.
I’m looking forward to meeting your parents.
(Eu estou ansioso para conhecer os seus pais.) Let’s correct our exercises. (Vamos corrigir nossos exer-
cícios)
Para transformar um verbo em substantivo: Let’s study more. (Vamos estudar mais)
Exemplos:
Dancing is his favorite activity.
(Dançar é sua atividade favorita.)
VOZES DO VERBO: ATIVA,
Swimming is good for you. PASSIVA E REFLEXIVA
(Nadar faz bem pra você.) .

Atividades seguidas do verbo go:


Exemplos: VOZ ATIVA E PASSIVA
Let’s go bowling this weekend.
(Vamos jogar boliche este fim de semana.) Há duas vozes verbais: ativa e passiva

They went jogging yesterday morning. A voz ativa é a voz “normal” do verbo, pois é com ela
(Eles foram caminhar ontem de manhã.) que normalmente nos comunicamos. Nela o foco é o sujei-
to fazendo uma ação sobre o objeto. Observe os exemplos
sob a ótica da ordem normal das palavras numa frase (Su-
jeito+verbo+objeto):
MODOS IMPERATIVO
Cats eat fish. (Gatos comem peixes)
E SUBJUNTIVO.
A voz passiva é menos comum de ser usada. Ela é mais
formal. Nela o foco é sobre o objeto que está recebendo a
ação. Neste caso o sujeito recebe muita pouca atenção ou
Modo Imperativo
as vezes nem aparece na frase. Se compararmos com a voz
ativa, veremos uma inversão no posicionamento do sujeito
O modo imperativo afirmativo aproveita a forma dos e do objeto.
verbos no infinitivo, mas sem o to. É usado para dar co-
mandos, ordens, conselhos, instruções, sugestões e fazer Fish are eaten by cats. (Peixes são comidos por gatos)
pedidos. Por exemplo, o infinitivo do verbo “fechar” é to
close. Se um professor precisa que um dos alunos feche a A voz passiva é comumente utilizada pelos meio de co-
porta da sala de aula, ele dirá assim: municação para a divulgação de crimes, uma vez que não
se sabe a quantidade ou o sexo dos bandidos.
Close the door.
Close the door, please. The bank was robbed last night (O banco foi roubado
noite passada.)
A frase imperativa afirmativa geralmente inicia-se com
o verbo, mas não necessariamente. Podemos antepor algo: É incorreto dizer “alguém” roubou o banco. Alguém?
Apenas uma pessoa?
Please close the door.
Diego, please, close the door. A estrutura da voz passiva é bem simples: sujeito + be
For heaven’s sake, close the door. (Pelo amor de Deus, + verbo principal no particípio.
feche a porta) O be deve ser conjugado conforme o tempo verbal da
If you can, close the door. (Se você puder, feche a por- frase. Exemplo: am, is, are para o presente. Was, were para
ta) o passado, will be para o futuro, etc. Assim como o verbo
principal também deve sofrer as modificações necessárias.
Já o modo imperativo negativo utiliza do not (mais for- Por fim, a voz passiva existe em todos os tempos verbais.
mal) ou don’t (mais informal) antes do verbo no infinitivo.
Veja: Exemplos:
Don’t close the door.
Don’t close the door, please. Simple present: It is made in Brazil. (É feito no Brasil)
Please don’t close the door. Present continuous: It  is being  made in Brazil. (Está
Além destas, há uma outra maneira de exercer o im- sendo feito no Brasil)

34
LÍNGUA INGLESA

Present perfect: It has been made in Brazil. (Tem sido • Fred put the light in the «on» position. (Fred pôs a
feito no Brasil) luz na posição “ligada”)
Simple past: Parks are destroyed by our bad habits. • Mary lowered the gas. (Mary reduziu o gás)
(Parques são destruídos por nossos maus hábitos) • Ralph raised the volume on the stereo. (Ralph au-
Simple past: Many people were called by this company. mentou o volume do som)
(Muitas pessoas foram chamadas por esta empresa) • Susan flipped the pancake. (Susan girou a panque-
ca)
A voz passiva também é utilizada para dar foto ao ob- • The committee refused the request. (O comitê re-
jeto mas por fim informando quem foi o autor da obra ou cusou o pedido)
do acontecimento. Para isso nós utilizamos a preposição
by. Muitos phrasal verbs não têm objeto:
Kennedy was killed by Lee Harvey Oswald. (Kennedy foi • After their fight, Susan and Paul made up. (Após a
morto por Lee Harvey Oswald)
briga, Susan e Paul fizeram as pazes)
• During the wedding, the groom  passed out. (Du-
rante o casamento, o noivo passou mal)
PHRASAL VERBS.
Contudo, outros phrasal verbs pedem objeto:

• They put up with the inconvenience. (Eles tolera-


PHRASAL VERBS (VERBOS DE DUAS PALAVRAS) ram a inconveniência)
• We decided on the rose wallpaper. (Nós seleciona-
O Inglês tem uma grande variedade de two-word verbs mos o papel de parede rosa)
(verbos de duas palavras). Talvez o • The scientists wrote up their research. (Os cientis-
melhor termo para identificá-los seja  phrasal verbs tas escreveram algo sobre sua pesquisa)
(verbos frasais), assim chamados pelo fato de serem com- • The traffic cop wrote up the offender. (O guarda
postos, possuindo mais de uma palavra, parecendo-se com de trânsito deu uma multa ao infrator)
um tipo de frase. Um phrasal verb é composto por um ver- • Fred flipped off the policeman. (Fred fez um gesto
bo regular ou irregular junto com alguma partícula, que ofensivo para o policial)
pode ser uma preposição ou um advérbio, ou ambos. Os
phrasal verbs têm significados novos, diferentes das pala- Quanto a posição do phrasal verb.
vras que os compõem lidas separadamente. Eles precisam Quando falamos de substantivos a grande maioria dos
ser entendidos como um grupo e não com suas palavras phrasal verbs aceitam ser colocados de duas maneiras:
de forma isolada.
I’ll hang up my coat. / I’ll hang my coat up. (Eu vou
Para ver a diferença, considere o significado do verbo pendurar o meu casaco)
to turn segundo o Dicionário Cambridge e, em seguida, as
sentenças com phrasal verbs derivados do mesmo verbo: O substantivo pode vir após o phrasal verb ou no meio
dele.
“TURN verb [I/T] (GO AROUND) to move or cause so- Entretanto, quando falamos de pronomes, eles obriga-
mething to move in a circle around a central point or line.” = toriamente devem vir no meio do phrasal verb:
Mover ou fazer com que algo se movimente em círculos ao
redor de um ponto ou de uma linha central.
I’ll hang it up (Eu vou pendurar [o meu casaco.])
Let’s help him out. (Vamos ajudar ele.)
• Fred turned on the light. (Fred acendeu a luz)
• Mary turned down the gas. (Mary diminuiu o gas)
• Ralph turned up the stereo. (Ralph aumentou o vo-
lume do aparelho de som)
• Susan turned over the pancake. (Susan virou a pan- FORMA VERBAL ENFÁTICA.
queca)
• The committee turned down the request. (O comi-
tê recusou o pedido)
Forma Verbal Enfática
Para entender como um two-word verb funciona, você
tem que refletir sobre o significado básico de “turned”. Ge- A forma verbal enfática nada mais é que dar mais ênfa-
ralmente, se for possível substituir o verbo e sua preposição se, intonação, destaque a frase. Uma técnica muito comum
por outra palavra, uma palavra que signifique exatamente para se atingir este efeito é o uso de inversion (inversão em
a mesma coisa, então, o verbo é realmente um two-word inglês). O use da forma enfática deixa a frase mais formal,
verb. Poderíamos reescrever as frases da seguinte maneira: com um recurso estilístico mais refinado.

35
LÍNGUA INGLESA

Exemplo: You should study more, shouldn’t you? (Você deveria


estudar mais, não deveria?)
Jack didn’t know how much money was left. (Jack Peter and Sue didn’t buy a new house, did they? (Peter
não sabia quanto dinheiro restava). e Sue não compraram uma casa nova, compraram?)
Esta é a forma normal/comum de se comunicar uma Roberto speaks Chinese, doesn’t he? (Roberto fala Chi-
ideia. Ela utiliza a forma padrão de sujeito + verbo + objeto. nês, não fala?)

Little did Jack know how much money was left. (Mal
sabia ele quanto dinheiro restava).
O primeiro detalhe vai para o acréscimo da palavra litt- DISCURSO DIRETO E INDIRETO.
le no início da sentença e a adição também do auxiliar did
que reforça o tempo verbal que a frase se encontra. Neste
segundo exemplo estamos comunicando a ideia de uma
forma mais forte. DISCURSO DIRETO E INDIRETO
Outra técnica para a enfática é a colocação do auxiliar
do tempo verbal na afirmativa da frase junto com o verbo.

Exemplo 2:
I go to church everyday. (Eu vou para a igreja todos
os dias)
Novamente a forma mais comum de se comunicar uma
frase. Estrutura básica de sujeito + verbo + objeto.
I do go to church everyday. (Eu realmente vou a igreja
todos os dias).
A adição do auxiliar do que representa o tempo verbal
o qual a frase se encontra torna a frase mais forte, onde o
sujeito diz que realmente ele vai a igreja todos os dias, para
que nenhuma dúvida permaneça.

QUESTION TAGS E TAG ANSWERS.

Podemos relatar o que alguém disse de duas maneiras:


Question Tags e Tag Answers
a) Pelo discurso direto (direct speech): quando repeti-
Question tags são perguntas curtas que aparecem no mos o que foi dito por alguém usando as mesmas palavras
final das frases com o intuito de questionar ou confirmar a desta pessoa. Exemplo:
informação dita previamente. -He said: “I feel well”.
-Ele disse: “Eu me sinto bem”.
b) Pelo discurso indireto (indirect speech): quando con-
Exemplo:
tamos usando nossas próprias palavras o que foi dito por
Mike is your father, isn’t he? (Mike é seu pai, não é?) alguém.
Exemplo:
Regras para question tags: -He said that he felt well.
- A question tag sempre vem na forma oposta a frase. -Ele disse que se sentia bem.
(Frase afirmativa, question tag na negativa. Frase na nega-
tiva, question tag na afirmativa); Ao reproduzir o que alguém disse de forma indireta
- A question tag sempre vem após virgula; precisamos efetuar algumas modificações na estrutura da
- A question tag sempre vem no mesmo verbal que a frase. Veja algumas das mudanças mais frequentes:
frase principal (e é importante que o leitor saiba qual tem-
po verbal a frase se encontra e qual o seu respectivo verbo Direct Speech:
auxiliar mesmo quando este não está evidente); Indirect Speech:(Simple Present) He said: She wor-
ks with me. (Simple Past) He said (that) she worked
Exemplos: with him.
The company opened yesterday, didn’t it? (A empresa (Present Continuous) She is working with me.
abriu onde, não abriu?) (Past Continuous) She was working with him.(Past Con-
Marcus will travel to Spain, won’t he? (Marcus irá viajar tinuous) She was working with me. (Past Perfect
para Espanha, não irá?) Continuous) She had been working with him.

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LÍNGUA INGLESA

(Simple Future) She will work with me. (Simple Conditional) She would work with him.
Outras trocas de palavras e expressões que devem ser feitas do discurso direto para o indireto são as seguintes:
Direct Speech: Indirect Speech:
Today That day
Yesterday The day before
Last night The night before
Now Then
Here There
Tomorrow The next day
This That
These Those

-Quando se relata uma ordem ou comando de alguém, usa-se o infinitivo no discurso indireto.

He said: “Close the door”. (Ele me disse: “Feche a porta”)


He told me to close the door. (Ele me disse para fechar a porta) He said: “Don’t close the door”. (Ele me disse: “Não
feche a porta”)
He told me not to close the door. (Ele me disse para não fechar a porta)

-Quando se relata uma pergunta, coloca-se a frase na forma afirmativa fazendo as devidas transformações: She said:
Where is Bill?

She asked where Bill was. (Ela perguntou onde Bill estava)
He said: “Is Mary here?”

He asked if Mary was there. (Ele perguntou se Mary estava lá)


-Should, Could, Must, Might e Would não alteram sua forma:

She said: “I could go”.


She said that she could go. (Ela disse que ela poderia ir)
-Say é usado com ou sem objeto indireto precedido de to. No discurso indireto, tell é usado com objeto indireto pre-
cedido de to.

Bill said: “I love Ann”. (Bill disse: “Eu amo Ana”)


Bill said that he loved Ann. (Bill disse que amava Ana)
Bill said to Ann: “I love you”. (Bill disse para Ana: “Eu te amo”)
Bill told Ann that he loved her. (Bill disse para Ana que a amava)

-Em frases que apresentam sugestões o verbo introdutório do discurso indireto é to suggest. E a forma let’s é alterada
para we should.

He said: “Let’s take a taxi”.


He suggested (that) we should take a taxi.

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LÍNGUA INGLESA

Na tirinha:
Hey, how much does it cost to have a cool website?
Ei, quanto custa para ter um site legal?
Well, I’ll need more info about your idea, which kind of features do you have in mind...?
Bem, eu irei precisar de mais informações sobre a sua idéia, que tipo de recursos você tem em mente?
Sorry, I’ll only send you more info once we have agreed a fair price!
Me desculpe, eu irei enviar mais informações assim que nós combinarmos um preço justo!
O candidato ao fazer a interpretação da tirinha, consegue classificar a sentimento do programador que não fala
nada no último quadrinho, apenas demonstra a sua frustração facialmente.

MODO CONDICIONAL

Passemos a falar, então, de sentenças Condicionais com a palavra if (tradução: se). Eles são normalmente usados para
falar sobre possíveis eventos e seus efeitos. Existem quatro tipos principais:

-Zero Conditional: não é um condicional verdadeiro, pois ambos os eventos descritos vêm a ocorrer (If/When+present
tense; present tense). Exemplos:

If I stay up late, I feel awful the next day. (Se eu fico acordado até tarde, sinto-me mau no outro dia)

When the moon passes between the earth and the sun, there is an eclipse. (Quando a lua passa entre a terra e o sol,
há um eclipse)

-First Conditional: usado para falar sobre prováveis eventos no futuro se alguma coisa vier a acontecer (If+present
tense; future tense will). Exemplos:

If I pass the exam, I will have a big party! (Se eu passar no exame, eu farei uma grande festa!)
If you don’t stop talking, I will send you to the principal. (Se você não parar de falar, eu vou te enviar ao diretor)

-Second Conditional: usado para falar sobre situações improváveis ou impossíveis (If+past tense; would, could, might).
Exemplos:’’

If I won the lottery, I would give all the money to an orphanage. (Se eu ganhasse na loteria, eu daria todo dinheiro a
um orfanato)
People might behave differently if they had the chance to repeat their lives. (As pessoas poderiam se comportar dife-
rentemente se elas tivessem a chance de repetir suas vidas)

-Third Conditional: usado para especular sobre o passado (If+past perfect; would have, could have, might have+past
participle). Exemplos:

If we had saved more money, we would have gone to Canada last year. (Se nós tivéssemos economizado mais dinheiro,
nós teríamos ido ao Canadá ano passado)
If you had told me the truth, I wouldn’t have asked the teacher. (Se você tivesse me dito a verdade, eu não teria per-
guntado ao professor)

ESTRUTURA DA ORAÇÃO: PERÍODO COMPOSTO


(CONDICIONAIS, RELATIVAS, APOSITIVAS, ETC.).

Ordem Das Palavras Na Oração

Para começar, vejamos a ordem das palavras em sentenças afirmativas:

sujeito verbo objeto


I study English.
I play tennis.

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LÍNGUA INGLESA

Se você já é um estudante um pouco mais avançado, lembre-se da seguinte regra:

Sujeito verbo objeto indireto objeto direto

lugar tempo

I will tell you

the story at school tomorrow.

A ordem das palavras em sentenças negativas é a mesma que nas afirmativas. Note, entretanto, que nas negativas nós
normalmente precisamos de um verbo auxiliar:

Sujeito verbo objeto indireto


objeto direto lugar tempo

I will not tell you the story at school tomorrow.

Em cláusulas subordinadas, a ordem das palavras é a mesma que nas sentenças afirmativas. Conjunções são frequen-
temente usadas entre duas cláusulas:

Conjunção sujeito verbo objeto

indireto objeto direto lugar tempo

I will tell you the story at school tomorrow

because I don’t have time now.

-Posição de Expressões de Tempo (recently, now, then, yesterday, etc.)

Advérbios de tempo são normalmente postos no final da sentença.

Sujeito verbo objeto indireto objeto direto tempo

I will tell you the story tomorrow.

Se você não quiser dar ênfase ao tempo, você pode também posicionar o advérbio de tempo no início da sentença.

Tempo sujeito verbo objeto indireto objeto direto

Tomorrow I will tell you the story

Note que algumas expressões de tempo são advérbios de frequência (always, never, usually, seldom, sometimes, etc.).
Estas são normalmente postas antes do verbo principal da frase, exceto quando o “to be” é o verbo principal.

Sujeito auxiliar/to be advérbio verbo principal objeto, lugar ou tempo

I often go swimming in the evenings.


He doesn’t always play tennis.
We are usually here in the summer.
I have never been abroad.

-Posição de Advérbio de modo (slowly, carefully, awfully, etc.)

Estes são postos atrás do objeto direto, ou atrás do verbo se não houver objeto direto.

Sujeito verbo objeto direto advérbio

He drove the car carefully.

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LÍNGUA INGLESA

He drove carefully.
- Advérbios de lugar (here, there, behind, above, etc.)

Assim como os advérbios de modo, estes são colocados atrás do objeto direto ou do verbo.

Sujeito verbo objeto direto advérbio

I didn’t see him there.


He stayed behind.

- Advérbios de tempo (recently, now, then, yesterday, etc.)

Advérbios de tempo são normalmente colocados no final da sentença.

Sujeito verbo objeto indireto objeto direto tempo

I will tell you the story tomorrow.

Se você não quiser impor ênfase no tempo da ação, você pode por o advérbio de tempo no início da sentença.

Tempo sujeito verbo objeto indireto objeto direto

Tomorrow I will tell you the story.

-Advérbios de Frequência (always, never, seldom, usually, etc.)

São posicionados diretamente antes do verbo principal. Se o “to be” for o verbo principal e não houver nenhum verbo
auxiliar, os advérbios de frequência devem ser postos atrás do “to be”. Se houver um verbo auxiliar, entretanto, advérbios
de frequência são posicionados antes do “to be”.

Sujeito auxiliar/to be advérbio verbo principal objeto, lugar ou tempo

I often go swimming in the evenings.


He doesn’t always play tennis.
We are usually here in the summer.
I have never been abroad.

-Ordem de palavras em sentenças interrogativas:

Em perguntas, a ordem sujeito-verbo-objeto é a mesma que nas sentenças afirmativas. A única coisa que pode se al-
terar é que você normalmente tem que interpor o verbo auxiliar antes do sujeito. Pronomes Interrogativos são colocados
no início das sentenças:

Interrog. verbo aux. Suj. outro verbo obj. indireto obj. direto lugar tempo
What would you like to tell me?
Did you have a party at home yesterday?
When were you there?

Não podemos usar um verbo auxiliar quando procuramos ou perguntamos pelo sujeito da oração. Neste caso, o pro-
nome interrogativo simplesmente toma o lugar do sujeito.

Interrogativo verbo(s) objeto

Who invited you?

The Infinitive And The “-Ing” Form.

FORMA INFINITIVA – Conhecida como a forma “padrão” ou “normal” dos verbos.

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LÍNGUA INGLESA

Usamos o verbo na forma infinitiva com a maioria dos Alguns verbos: begin, continue, hate, intend, like, love,
verbos, por exemplo: prefer, propose, start.

Forget, help, learn, teach, train, choose, expect, hope, Exemplos:


need, offer, want, would like, agree, encourage, pretend, It started to rain. It started raining. (Começou a chover).
promise, allow, decide, etc... I like to play tennis. I like playing tennis. (Eu gosto de
jogar tennis).
Exemplos:
I go to the gym everyday. (Eu vou pra a academia todos
os dias). ORAÇÕES CONDICIONAIS
You work for the goverment. (Você trabalha para o go-
verno).
I eat luch in my house with my family. (Eu como o al-
moço na minha casa com minha família). Modo Condicional

Também usamos o infinitivo sempre após os adjetivos. Passemos a falar, então, de sentenças Condicionais
Exemplos: com a palavra if (tradução: se). Eles são normalmente usa-
dos para falar sobre possíveis eventos e seus efeitos. Exis-
I was happy to help you. (Eu fiquei feliz em lhe ajudar). tem quatro tipos principais:
She will be delighted to see you. (Ela ficará muito feliz
em lhe ver). -Zero Conditional: não é um condicional verdadei-
The water was  too cold  to swim. (A água está muito ro, pois ambos os eventos descritos vêm a ocorrer (If/
fria para nadar). When+present tense; present tense). Exemplos:

FORMA COM -ING – A forma –ing é usada quando a If I stay up late, I feel awful the next day. (Se eu fico
acordado até tarde, sinto-me mau no outro dia)
palavra em questão é o sujeito da frase.
When the moon passes between the earth and the sun,
there is an eclipse. (Quando a lua passa entre a terra e o sol,
Exemplos:
há um eclipse)
Swimming is good exercise. (Nadar é um bom exercí-
cio).
-First Conditional: usado para falar sobre prováveis
Doctors say that smoking is bad for you. (Os medicos
eventos no futuro se alguma coisa vier a acontecer (If+pre-
dizem que fumar faz mal para você).
sent tense; future tense will). Exemplos:
A forma –ing também é usada após preposições. If I pass the exam, I will have a big party! (Se eu passar
no exame, eu farei uma grande festa!)
Exemplos: If you don’t stop talking, I will send you to the principal.
I look forward to meeting you. (Eu estou ancioso para (Se você não parar de falar, eu vou te enviar ao diretor)
te conhecer).
-Second Conditional: usado para falar sobre situações
They left  without  saying  «Goodbye.» (Eeles se foram improváveis ou impossíveis (If+past tense; would, could,
sem dizer “tchau”). might). Exemplos:’’
If I won the lottery, I would give all the money to an or-
A forma –ing também é usada após certos verbos es- phanage. (Se eu ganhasse na loteria, eu daria todo dinheiro
peciais. (ao invés de se colocar to entre os verbos). a um orfanato)
People might behave differently if they had the chance
Alguns verbos: to repeat their lives. (As pessoas poderiam se comportar
Avoid, dislike, enjoy, finish, give up, mind/not mind, diferentemente se elas tivessem a chance de repetir suas
practise. vidas)

Exemplos: -Third Conditional: usado para especular sobre o pas-


sado (If+past perfect; would have, could have, might ha-
Would you  mind  opening  the window? (Você se im- ve+past participle). Exemplos:
porta em abrir a janela?).
If we had saved more money, we would have gone to
I avoid talking about my uncle. (Eu evito falar sobre o Canada last year. (Se nós tivéssemos economizado mais di-
meu tio). nheiro, nós teríamos ido ao Canadá ano passado)
If you had told me the truth, I wouldn’t have asked the
Alguns verbos aceitam ambas as formas infinitivas ou teacher. (Se você tivesse me dito a verdade, eu não teria
–ing. perguntado ao professor)

41
LÍNGUA INGLESA

O prefixo anti dá ideia de oposição “against” e pode


PREFIXOS E SUFIXOS; E ser aplicado para verbos e substantivos.
MARCADORES DO DISCURSO Ex.: anti-war; antisocial; antibiotic; antibody.
(BY THE WAY, ON THE OTHER HAND,
IN ADDITION, IN MY OPINION, ETC.). O prefixo auto é reflexivo e dá ideia de autossuficiente.
Ex.: autograph, auto-pilot, automobile.

O prefixo bi dá ideia de duplicação (dois ‘twice’).


Prefixos e sufixos Ex.: bycicle, bilateral, bilingual.
Através do estudo da morfologia de uma língua, pode-
O prefixo ex é igual a ‘antigo’, ‘anterior’, ‘passado’.
se perceber a flexibilidade da mesma. Através dos afixos,
Ex.: ex-wife, ex-smoker, ex-boss.
podemos criar novas palavras e mudar o sentido destas. A
vantagem de se estudar a morfologia, é que mesmo sem
Ex também pode ser usado como ‘retirado de’.
saber o significado da palavra, pode-se identificar a classe
Ex.: extract.
gramatical da mesma, o que facilita bastante a compreen-
são textual.
Micro é igual a ‘pequeno’, ‘mínimo’, ‘minúsculo’.
 
Ex.: microwave, microbiotic, microchip.
AFFIXATION: É a adição de prefixos e sufixos.
Ex: pleasure - unpleasure, war – anti-war
Mis dá ideia de ‘erroneamente’.  Observe os exemplos
Os Sufixos têm a função de modificar a categoria gra- abaixo:
matical das palavras a que se aplicam. Isto é, um deter- Ex.: misunderstand, mistranslate, mislead.
minado sufixo será sempre aplicado a uma determinada
categoria de palavra e resultará sempre numa outra deter- O prefixo mono dá ideia de único (single).
minada categoria. Prefixos, por sua vez, normalmente não Ex.: monolingual, monologue, monosyllabic.
alteram a categoria gramatical da palavra base a que se
aplicam. Os prefixos dão aos adjetos e verbos ideias ne- Multi dá ideia de múltiplos (many).
gativas ou opostas. Sua função é predominantemente se- Ex.: multinational, multimídia.
mântico, isto é, eles alteram o significado da base.
  Over dá ideia de excesso (a lot).
PREFIXOS Ex.: overwork, overtired, oversleep.

In transforma-se em im antes de palavras que come- Post dá ideia de postergação.


çam com ‘m’ ou ‘p’. Ex.: postgraduate, post-war, postpone.
Ex: immature, impatient, impossible, impolite.
O prefixo pre é o mesmo que ‘antes’.
Desta mesma forma  in  transforma-se em  ir  antes de Ex.: pre-war, pre-judge, pre-school.
palavras que começam com ‘r’.
Ex.: irregular; irresponsible. Pro é o mesmo que ‘em favor de’.
Ex.: pro-government, pro-student, pro-revolutionary.
Seguindo ainda a mesma ideia,  in  será transformado
em il com palavras que começam com ‘l’. Pseudo, como no português é o mesmo que ‘falso’.
Ex.: Illegal, illiterate, illegible. Ex.: peseudo-scientific, pseudo-intellectual.

OBS- O prefixo  in  e suas variações, nem sempre dão O prefixo re dá ideia de ‘novamente (again)’.
um sentido negativo às palavras. Geralmente dão ideia de Ex: rewrite, replay, restart, renew.
“interno”, “dentro”.
Ex.: internal, import, insert. Semi é o mesmo que metade (half), ‘não por comple-
to.’
Os prefixos un e dis também dão ideia de oposição aos Ex.: semi circular, semi final, semi finalista.
verbos. Estes prefixos são geralmente usados para reverter
a ação dos verbos. Sub, assim como no português dá ideia de ‘embaixo’.
Ex.: conver/uncover, lock/unlock, agree/disagree, like/ Ex.: subway, submarine, subdivide.
dislike.
O prefixo under dá ideia de ‘não suficiente’.
O prefixo non também dá ideia de negação. Ex.: Underestimate, undercooked.
Ex.: non-smoker, non-conformist.

42
LÍNGUA INGLESA

SUFIXOS O sufixo ous é acrescentado a substantivos abstratos


para formar adjetivos.
Er e Or são usados para a pessoa que pratica uma ação Ex. delicious, outrageous, dangerous, ambitious.
(agente da ação”. O sufixo ful forma substantivos com o significado de “a
Ex.: writer, driver, singer, worker, actor, donor. quantidade contida em”.
Ex.: hopeful, useful, forgetful.
Er e ee  podem contrastar com outros significados.
Por exemplo, er é usado para a pessoa que pratica a ação
(quem faz), enquanto que ee é a pessoa quem recebe ou O sufixo less é frequentemente usado com o sentido
vivencia tal ação. de “falta de”, “ausência de”, e pode vir ligado a substantivos
Ex.: employer/ employee, sender/addressee/payee. para formar adjetivos.
Ex.: useless, harmless.
Tion, sion, ion são usados para formar substantivos a
partir de verbos. Ify, que se acrescenta a substantivos e adjetivos para
Ex.: compete/competition, promote/promotion, act/ac- formar verbos.
tion. Ex.: beautify, purify, terrify.
Ist (pessoa) e ism (uma atividade ou ideologia).
Fonte: http://www.centraldoingles.com/canais/grama-
Ex.: typist, terrorista, jornalismo, physicist.
tica/prefixos-e-sufixos.aspx
Able/ible é o mesmo que o sufixo …ável ou …ível do
português. Sua origem é o sufixo _abilis do latim, que sig- Marcadores de discurso
nifica ‘capaz de’, ‘merecedor de’. Transforma verbos em
adjetivos. O que são marcadores de discurso?
Ex.: drinable, washable, arorable, available, flexible. - São todas as palavras, locuções ou expressões, espe-
cialmente conjunções, advérbios e preposições, que im-
Ise/ize  (mais comuns no inglês americano) formam primem uma marca significativa no texto, direcionando o
verbos a partir de adjetivos. rumo do período ou do próprio texto.
Ex.: modernise, commercialise, industrialize, computeri-
- Elas abrigam noções diversas, interligando ideias e
se.
estabelecendo coesão entre elas.
As terminações  ment,  ance  e  ence  também são
acrescentadas a verbos para formar substantivos que As mais incidentes nos vestibulares têm sido as que
significam “a ação de” ou o “resultado da ação de”. exprimem:
Ex.: Excitement, enjoyment, replacement. a) addition (adição)
  Ex. and, as well as, besides, both... and., futhermore, in
Ity significa o estado, a qualidade de; equivalente ao sufixo addition, moreover, not only... But also
...idade do português.   b) alternation, alternative (alternância, alternativa)
Ex.: producitivity, sacarcity, possibility. Ex. either ...or, neither ...nor, or, wether ...or
Hood  significa o estado de ser. Há cerca de mil anos
atrás, no período conhecido como Old English, hood era c) cause, reason (causa, razão)
uma palavra independente, com um significado amplo, re- Ex. as, because, due to, for, in case, since
lacionado à pessoa, sua personalidade, sexo, nível social,
condição. A palavra ocorria em conjunto com outros subs- d) comparison (comparação)
tantivos para posteriormente, com o passar dos séculos, se Ex. as, as if, likewise, like than
transformar num sufixo.
Ex.: childhood, motherhood, neighborhood. e) condition (condição)
Ex. if, on he condition (that), provided that, supposing,
Ship significa o estado de ser.  Refere-se especialmen- unless, wether
te a status. f) conclusion, consequence, result (consequência, re-
Ex.: friendship, partnership, membership.
sultado, conclusão)
Ive (…ative) o mesmo que o su- Ex. hence, so thereby, therefore, thus
fixo …tivo ou …ível do português.
Ex.: active, affirmative attractive. g) contrast (contraste)
Ex. albeit, althought (though), but, despite, even, even
Os sufixos al e age são igualmente usados para formar if, even though, however, in spite of, instead of, neverthe-
substantivos derivados de verbos com o significado de “o less, or else, otherwise, rather than, still, whereas, while, yet
ato de” ou “o resultado do ato de”. Forma-se adjetivos com
estes. h) emphasis (ênfase)
Ex.: brutal, legal, drainage, approval, removal. Ex. actually, do (does did), indeed, in fact, really

43
LÍNGUA INGLESA

i) enumeration (enumeração) He is doing a good work on the company. (Ele está


Ex. finally, first, next, then fazendo um bom trabalho na empresa).

j) exception (exceção) Apesar de existirem essas regrinhas citadas acima, há


Ex. but, except (for), save algumas expressões com os verbos “to make” e “to do”,
que possuem características próprias. São elas:
l) exemplification ( exemplificação)
Ex. e.g., for example, for instance, i.e., such as, that is Ex.:

m) manner (modo) make a promise (to) - fazer uma promessa, prometer


Ex. as, as if, as though, how, like Paul made a promise to Susan to never stop loving
her. (Paul fez uma promessa para Susan de nunca deixar
n) negative (negação) de amá-la).
Ex. neither, nor
make someone nervous - deixar alguém nervoso
o) purpose (propósito, finalidade) My brother makes me nervous all the times that he en-
Ex. for, in case, in order to, lest, so (that), that, to ters in my room without knocking on the door. (Meu irmão
me deixa nervosa toda vez que entra no meu quarto sem
p) time (tempo) bater na porta).
Ex. after, as, as soon as, before, no sooner than, once,
still, till, until, when, whenever, while make a face (at) - fazer careta
The kids always make faces at their parents. (As crian-
Fonte: http://pt.slideshare.net/elaineelaine54772/mar- ças sempre fazem caretas para seus pais).
cadores-de-discurso-i-ingls
make a phone call (to) - telefonar, dar um telefonema,
fazer uma ligação.
I need to make a phone call. Could you lend me your
MAKE AND DO cell phone? (Eu preciso fazer uma ligação. Você poderia me
emprestar seu celular?).

do the laundry - lavar a roupa


Apesar de os verbos make e do possuírem o mesmo I always do the laundry on Sundays. (Eu sempre lavo
significado, fazer, existem alguns critérios para diferenciar roupa aos domingos).
seus usos:
do the dishes - lavar a louça
1- to make: usa-se esse verbo toda vez que se preten- John and Bob usually do the dishes at their home. (John
de dizer que alguém construiu, criou ou preparou alguma e Bob geralmente lavam a louça na casa deles).
coisa.
do someone a favor (for) - fazer um favor para al-
Ex.: guém
Could you do me a favor? Take theses folders to Mr.
She is making a cake. (Ela está fazendo (preparando) Willians, please. (Você poderia me fazer um favor? Leve es-
um bolo). sas pastas para o Sr. Willians, por favor).
He is making a bench. (Ele está fazendo (construindo)
um banco). do an experiment - fazer uma experiência
Mary is making a new dish at the restaurant. She is an At the science class today, the teacher asked us to do
excellent cook. (Mary está fazendo (criando) um novo prato an experiment. (Na aula de ciências hoje, a professora nos
no restaurante. Ela é uma excelente cozinheira). pediu para fazer uma experiência).

2- to do: usa-se esse verbo toda vez que se pretende Fonte: http://brasilescola.uol.com.br/ingles/make-ou-
dizer que alguém está envolvido em alguma atividade, ou do.htm
ainda quando essa pessoa está executando tal atividade.

Ex.:

They are doing the homework. (Eles estão fazendo o


dever de casa).
We are doing some exercises. (Nós estamos fazendo
alguns exercícios).

44
LÍNGUA INGLESA

de um texto técnico em língua inglesa não tiver conheci-


COMPREENSÃO DE TEXTOS: TEXTOS mento de mundo, vivência, experiências variadas de vida,
DE ASSUNTOS TÉCNICOS E GERAIS conhecimento prévio sobre o assunto, seu nível de com-
preensão será mais superficial. Por isso, o ponto de partida
para uma leitura eficiente está sempre em você. Mas tam-
bém não adianta buscar apenas informação de coisas que
TÉCNICA DE LEITURA DE TEXTO DE LÍNGUA INGLE- te atraem, coisas que você gosta de saber. É preciso am-
SA pliar sua visão de mundo. Se você for mulher, busque saber
algo sobre futebol também, sobre carros, sobre coisas do
No Brasil, de um modo geral, o inglês instrumental é mundo masculino. Se você for homem, busque também
uma das abordagens do ensino do Inglês que centraliza a conhecer assuntos do mundo feminino como cosméticos
língua técnica e científica focalizando o emprego de estra- e vestuário. Busquem ambos interessar-se por assuntos
tégias específicas, em geral, voltadas à leitura. Seu foco é relacionados a crianças, idosos, povos diferentes do seu,
desenvolver a capacidade de compreensão de textos de di- países variados, regiões do mundo sobre as quais que você
versas áreas do conhecimento. O estudo da gramática res- normalmente não sabe nada. Leia jornais, revistas, sites da
tringe-se a um mínimo necessário normalmente associado internet, pesquise coisas curiosas, assista a programas de
a um texto atual ou similar que foi veiculado em periódicos. TV jornalísticos, de variedades, de humor, de esportes, de
O conhecimento de uma boa quantidade de palavras tam- ciência, de religião, de saúde, de entretenimento, converse
bém faz parte das técnicas que serão relacionadas abaixo. com pessoas de opiniões, idades e classes sociais diferen-
tes da sua, dê valor a todos os assuntos porque você nunca
Dependendo do objetivo de sua leitura, você terá que sabe qual tema será abordado num texto de uma prova.
saber utilizar algum dos três níveis diferentes de com- Esteja preparado para todos eles. Desta forma podemos
preensão: agilizar sua compreensão acerca de um texto. Desta forma
você terá mais prazer ao ler, pois compreenderá os mais
Compreensão Geral: obtida através de uma leitura variados textos. Desta forma você verá que é capaz de ad-
rápida, “uma passada de olho rápida no texto”, para cap- quirir conhecimento em uma língua estrangeira. Desta for-
tarmos as informações gerais acerca dele, ou seja, aquilo ma poderemos minimizar seus problemas e aumentar suas
que é de maior importância, seu tema geral, seu assunto chances de obter o sucesso.
principal.
Skimming (ler ou examinar superficialmente; desnatar;
Compreensão de Pontos Principais: exige que tenha- retirar aquilo de maior peso ou importância): é uma téc-
mos maior atenção na busca das informações principais nica que permite rapidez e eficiência na busca de algum
espalhadas pelo texto, observando cada parágrafo distin- direcionamento inicial acerca do texto. Realizar o skimming
tamente para identificar dados específicos que o autor quis significa ler rapidamente o texto para saber o assunto prin-
destacar. cipal trabalhado pelo autor. Esta atividade de leitura nos
proporciona um nível de compreensão geral, visando nos
Compreensão Detalhada: requer um nível de leitura dar uma visão global, aberta e ampla do texto. Ao reali-
mais aprofundado que nos níveis anteriores. Exige a com- zarmos o skimming, não podemos nos deter em detalhes
preensão de detalhes do texto, minúcias, palavra por pa- como palavras novas nem palavras das quais nos esquece-
lavra, e demanda, assim, mais tempo e atenção do leitor. mos. Estamos em busca do assunto principal e do sentido
Para tanto, em alguns casos, será preciso reler várias vezes geral do texto.
o texto.
Prediction: Com esta estratégia o leitor lança mão
Para obter um bom nível de acerto durante os níveis de do seu próprio conhecimento, através das experiências de
compreensão, temos que por em prática algumas técnicas vida que possui, e da informação linguística e contextual.
de auxílio à leitura que passaremos a ver agora. Após realizar o skimming, o leitor precisa concentrar-se
para tentar ativar as informações que já possui sobre o
Background knowledge (conhecimento prévio): para tema e prever que tipos de palavras, frases ou argumentos
que um leitor consiga identificar e entender certas infor- podem estar presentes naquele texto. É um momento de
mações em qualquer tipo de texto, torna-se extremamen- reflexão. É a hora de buscar na memória tudo o que foi lido,
te importante que ele possua algum conhecimento prévio estudado, discutido, e visto na mídia a respeito daquele
sobre seu assunto. Podemos comparar esta situação com a tema. Além do mais, esta é uma estratégia de leitura que
de um estudante tentando fazer uma prova de redação. Se também permite ao leitor prever o que vem a seguir em
ele nunca tiver lido, discutido, estudado ou ouvido falar do um texto. Trata-se do desenvolvimento sequenciado do
tema daquela redação, como poderá dissertar? Suas ideias pensamento. Isso só é possível porque quem escreve, o
podem até ir para o papel, mas correrá um grande risco de faz de maneira organizada, porque as pessoas pensam
não ter o vocabulário necessário, consistência, profundida- de maneira semelhante e porque alguns tipos de textos
de, argumentos, conhecimento de causa, exemplos a citar, possuem estruturas previsíveis levando nós leitores a
etc. sua redação será pobre. Da mesma maneira, se o leitor atingir certas formas de compreensão. Quanto mais ex-

45
LÍNGUA INGLESA

periente for o leitor, maior será sua capacidade de pre- e plural, conhecimento sobre a estrutura de textos, etc.
ver. Nesta etapa, passamos a associar o assunto do texto Tudo isso em conjunto pode ajudar numa aproximação do
com as dicas tipográficas usadas pelo autor para transmitir sentido real daquele termo que não sabemos.
significados. É preciso lembrar que estas estratégias serão mais ou
menos eficazes dependendo do tamanho do vocabulário
Grifo de palavras cognatas, das palavras já conhe- que você possui e também do seu nível de conhecimento
cidas pelo leitor e das repetidas: Muito comuns entre as gramatical.
línguas inglesa e portuguesa, os cognatos são termos bas- Há estudos que relacionaram as palavras que mais apa-
tante parecidos tanto na escrita como no significado em recem em textos e livros técnicos em língua inglesa. Desses
ambas as línguas. Grifar todas estas palavras em um texto estudos foram feitas diferentes listas com as 500 palavras
é um recurso psicológico e técnico que visa mostrar e pro- mais comuns, ou as 700 palavras mais comuns. Para faci-
var visualmente para o leitor que ele tem conhecimento de litar seu estudo, incluímos aqui as 318 mais comuns para
muitas das palavras daquele texto e de que, assim, ele é serem estudadas. Ao memorizar estas palavras você ob-
capaz de fazer uso dessas informações para responder às terá um magnífico subsídio preparando-se para enfrentar
questões propostas. Trata-se de um recurso que usamos qualquer texto. Você verá que várias destas palavras já são
para dar mais relevância e importância às palavras que já conhecidas por você, assim, na verdade, terá que memori-
sabemos em um texto, pois é nelas que nos apoiaremos zar bem menos destas. Um número bem significativo de-
para resolver exercícios e para entender os textos. É muito las está presente em qualquer tipo de texto. Quanto mais
mais inteligente voltar nosso foco para as palavras que têm palavras você souber, mais poderá grifar! Apoie-se nelas e
algum significado para nós do que destacar aquelas que bom estudo!
não conhecemos. Além disso, ao grifar, você acaba relen-
do as informações de uma maneira mais lenta, o que faz 001 although embora
com que perceba certos detalhes que não havia percebido 002 able capaz
antes. É uma forma de quantificar em porcentagem apro- 003 about sobre, aproximadamente
ximada o quanto se sabe daquele texto. É preciso lembrar 004 above acima
005 according to de acordo com
que há um número muito grande de palavras repetidas nos
006 after depois, após
textos e isso facilita para o estudante, pois ele poderá grifar
007 again novamente, de novo
mais de uma vez a mesma palavra.
008 against contra
009 age idade
Scanning: esta técnica de leitura visa dar agilidade na
010 air ar
busca por informações específicas. Muitas vezes, após ler
011 all tudo
um texto, nós queremos reencontrar alguma frase ou al-
012 almost quase
guma palavra já lida anteriormente. Para efetuar esta busca
013 alone só, sozinho
não precisamos ler o texto inteiro de novo, podemos sim- 014 along ao longo de
plesmente ir direto ao ponto aonde podemos encontrar tal 015 already já
informação. Isso é o scanning, significa encontrar respostas 016 also também
de uma forma rápida e direta sem perder tempo relendo 017 always sempre
o texto todo. Esta técnica em geral deve ser aplicada após 018 among entre (3 ou mais coisas)
uma ou mais leituras completas do texto em questão. As- 019 an um, uma
sim o leitor diminuirá o risco de confundir informações, 020 ancient antigo
perder tempo ou de dar respostas erradas. Se desejar, o es- 021 and e
tudante pode ler o que os exercícios pedirão antes de fazer 022 another um outro
o scanning, pois assim ele irá selecionar mais facilmente o 023 any algum(a), qualquer
que for mais importante para responder àquelas questões 024 anything qualquer coisa
direcionando-se melhor. 025 arm braço
026 army exército
Lexical Inference (inferência lexical): Inferir significa 027 around em torno de, perto de
deduzir. Às vezes será preciso deduzir o sentido de um ter- 028 art arte
mo, decifrando o que ele quer dizer. Mas isso não pode ser 029 as como, assim como
feito de qualquer maneira. Para inferirmos bem, é necessá- 030 at em, às
rio entender o significado daquela palavra desconhecida 031 authority autoridade
através do contexto no qual ela está inserida, observando 032 away distante, longe
as palavras vizinhas, as frases anteriores e posteriores, o 033 back de volta, atrás
parágrafo onde ela está, as noções gerais que temos do 034 because porque
texto, etc. Precisamos observar o meio no qual a palavra 035 before antes
está posta. Neste caso teremos de nos fazer valer de nos- 036 behind atrás
sos conhecimentos de classes gramaticais (substantivos, 037 best melhor (superlativo)
adjetivos, preposições, verbo, etc.), de afixos, de singular 038 better melhor (comparativo)

46
LÍNGUA INGLESA

039 between entre (2 coisas) 098 free livre, grátis


040 beyond além 099 French francês
041 big grande 100 friend amigo(a)
042 black preto(a) 101 from de (origem)
043 blood sangue 102 full completo, cheio
044 body corpo 103 general geral
045 both ambos(as) 104 girl menina, garota
046 boy menino, garoto 105 God Deus
047 brother irmão 106 gold ouro
048 but mas, porém, exceto 107 good bom(ns), boa(s)
049 by próximo a, perto de, por 108 government governo
050 captain capitão 109 great grande, maravilhoso
051 care cuidado 110 ground chão
052 case caso 111 half metade
053 certain certo 112 hand mão/entregar
054 chapter capítulo 113 he ele (pessoa)
055 character caráter, personalidade 114 head cabeça, líder
056 child criança 115 heart coração
057 children crianças 116 her dela (pessoa)
058 church igreja 117 here aqui
059 city cidade 118 high alto
060 common comum 119 him ele, o (pessoa)
061 country país, zona rural 120 himself ele mesmo (pessoa)
062 course curso 121 his dele (pessoa)
063 day dia 122 history história
064 dead morto 123 home casa, lar
065 death morte 124 horse cavalo
066 different diferente 125 hour hora
067 door porta 126 house casa
068 down para baixo 127 how como
069 during durante 128 however entretanto
070 each cada 129 human humano
071 earth terra (planeta) 130 hundred cem, centena
072 either... or ou... ou 131 idea idéia
073 emperor imperador 132 if se
074 empire império 133 ill doente
075 end fim 134 in em, dentro (de)
076 enemy inimigo 135 indeed de fato, realmente
077 England Inglaterra 136 into para dentro de
078 enough suficiente 137 it ele(a) (coisa, animal)
079 even mesmo 138 its seu, sua, (coisa, animal)
080 ever em qualquer momento, já 139 itself a si mesmo (coisa, animal)
081 every cada, todo 140 just apenas, justo
082 eye olho 141 kind tipo, gentil
083 fact fato 142 king rei
084 family família 143 knowledge conhecimento
085 far distante, longe 144 land terra
086 father pai 145 large largo, amplo, grande
087 fear medo 146 law lei
088 few poucos(as) 147 (at) least (pelo) menos
089 fire fogo 148 left esquerdo(a)
090 first primeiro 149 less menos
091 five cinco 150 life vida
092 foot/feet pé/pés 151 light luz, leve
093 footnote notas de rodapé 152 little pouco(a)
094 for para, por 153 long longo
095 force força, forçar 154 longer mais longo
096 four quatro 155 love amor
097 France França 156 man/men homem/homens

47
LÍNGUA INGLESA

157 manner maneira 216 prince príncipe


158 many muitos (as) 217 public público
159 master mestre 218 quite completamente, muito
160 matter matéria 219 rather preferencialmente
161 me me, mim 220 reason razão
162 miles milhas 221 reign reino
163 mind mente 222 religion religião
164 mine meu(s), minha(s) 223 room cômodo, quarto
165 moment momento 224 round redondo
166 money dinheiro 225 same mesmo(a)
167 more mais 226 sea mar
168 morning manhã 227 second segundo
169 most mais 228 set conjunto
170 mother mãe 229 seven sete
171 Mr. senhor 230 several vários(as)
172 Mrs. senhora 231 she ela (pessoa)
173 much muito(a) 232 short pequeno(a), curto(a)(s)
174 my meu(s), minha(s) 233 side lado
175 myself eu mesmo 234 sight vista, visão
176 name nome 235 since desde
177 nation nação 236 sir senhor
178 natural natural 237 six seis
179 nature natureza 238 small pequeno(s), pequena(s)
180 near próximo, perto 239 so então
181 neither...nor nem...nem 240 some algum(a), alguns(mas)
182 never nunca 241 something algo, alguma coisa
183 new novo(a)(s) 242 sometimes algumas vezes
184 next próximo, a seguir 243 son filho
185 night noite 244 soon logo, em breve
186 no não 245 spirit espírito
187 non não 246 state estado, situação
188 not não 247 still ainda
189 nothing nada 248 street rua
190 now agora 249 strength força
191 number número 250 strong forte
192 of de 251 subject assunto, sujeito
193 off afastado, desligado 252 such tão
194 often frequentemente 253 sure certo (certeza)
195 old velho(s), velha(s) 254 ten dez
196 on sobre, em cima 255 than do que
197 once uma vez 256 that aquele(a), esse(a)
198 one um, uma 257 the o, a, os, as
199 only apenas, único, somente 258 their deles, delas
200 or ou 259 them eles, os
201 other outro(a) 260 themselves eles mesmos
202 our nosso(a), nossos(as) 261 then então, em seguida
203 out fora 262 there lá
204 over acima, encerrado 263 therefore por esta razão
205 part parte 264 these estes(as)
206 peace paz 265 they eles, elas
207 people pessoas 266 thing coisa
208 perhaps talvez 267 thirty trinta
209 period período 268 this este(a), isto
210 person pessoa 269 those aquele(as), esses(as)
211 place lugar 270 thousand mil, milhar
212 point ponto 271 three três
213 poor pobre 272 through através
214 power poder, força 273 time tempo, momento, vez
215 present presente 274 to para, em direção a

48
LÍNGUA INGLESA

275 together junto(a)(s) Observe o exemplo abaixo.


276 too também
277 towards na direção de
278 town cidade
279 true verdade
280 truth verdade
281 twenty vinte
282 two dois
283 under sob
284 until/till até (que)
285 up para cima
286 upon sobre
287 us nos, a nós
288 very muito
289 voice voz
290 war guerra
291 water água
292 way caminho, maneira, jeito
293 we nós
294 well bem
295 what o que, qual, quais
296 when quando
297 where onde
298 whether se
299 which (o,a) qual, (os, as) quais
300 while enquanto
301 white branco
302 who/whom quem, a quem
303 whole complete, inteiro
304 whose de quem, cujo(a)(s)
305 why por que?
fonte: http://goo.gl/SKB5Zq
306 wife esposa
307 with com
Além das técnicas mencionadas anteriormente, o leitor
308 within dentro de deve sempre se apoiar em informações universais como
309 without sem imagens, números e símbolos. Neste exemplo a imagem
310 woman/women mulher/mulheres podemos identificar que se trata de uma propaganda de
311 word palavra fraldas. O estudante consegue identificar o preço de trinta
312 world mundo e três centavos nos outros supermercados. O desconto de
313 year ano 45% oferecido fazendo com que o preço fique em dezoito
314 yes sim centavos no local da promoção “ALDI”.
315 yet ainda, já
316 you você(s) ? ! , ; 4 / A a % = @ + “. Símbolos, cores, formatos, fo-
317 young jovem tos, desenhos, tamanhos de letras utilizados, estilos de le-
318 yours seu(s), sua(s) tras escolhidos, elementos de pontuação, algarismos, etc.,
ajudam-nos a desvendar muitas minúcias do conteúdo de
Dicas tipográficas um texto.

Qualquer porção de linguagem, seja ela falada, escri- Esses elementos são conhecidos como marcas, evi-
ta, gesticulada, desenhada etc., pode ser considerada tex- dências ou dicas tipográficas que os mais variados textos
to. Assim, um texto pode constituir-se de uma frase, uma utilizam para comunicar. São elementos que transmitem
palavra, um sinal, uma imagem, ou alguma porção maior informações além das palavras, complementando-as. Sa-
e mais longa como um romance ou uma novela. Por isso, ber reconhecê-las e também extrair delas algum sentido
a comunicação não envolve somente a linguagem verbal, complementar para o texto fornece um grande auxílio à
como na escrita e na fala, mas também envolve a lingua- leitura e à interpretação das ideias transmitidas.
gem não-verbal. Este tipo de linguagem se desenvolve de
maneira complexa na sociedade contemporânea e relacio-
na-se com outras linguagens como a moda, os gestos, a
arte, os sinais, etc.

49
LÍNGUA INGLESA

QUESTÕES hope to change that. As they describe in Biomedical Optics


Express, Dr. Leitbeg and his colleagues are exploring a te-
1. (ANAC – ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO DE chnique called optical coherence tomography (OCT), which
AVIAÇÃO CIVIL – CESPE/2012)   they think will allow skin cancer to be diagnosed in situ.

Skin deep OCT works by sending infra-red light into tissues and
analyzing what bounces back. The behavior of the reflec-
Dermatologists are good at spotting unusual bits of ted rays provides information on the structures that they
skin that might or might not be cancers. Testing whether collided with. That Dr. Leitgeb hoped, could be used to ge-
they actually are, though, is quite literally a blood pain. For nerate a map of features just beneath the surface of the
a piece of skin to be identified as malignant or benign, it skin. Dr. Leitgeb and his colleagues set up an experiment
must be cut out and sent to a laboratory for examination that let them test the system on a range of skin conditions,
under a microscope. But a team of researchers led by Rai- including a healthy human palm, allergy-induced eczema
ner Leitgeb, a physicist at the Medical University of Vienna, on the forearm, inflammation of the forehead, and two
hope to change that. As they describe in Biomedical Optics previously diagnosed cases of basal-cell carcinoma. They
Express, Dr. Leitbeg and his colleagues are exploring a te- expected to see normal blood vessels in the healthy palm,
chnique called optical coherence tomography (OCT), which increased perfusion caused by dilated and altered vessels
they think will allow skin cancer to be diagnosed in situ. in the eczema and the inflammation, and a chaotic jumble
of vessels feeding the cancers.
OCT works by sending infra-red light into tissues and And that is exactly what they saw. Moreover, the ima-
analyzing what bounces back. The behavior of the reflec- ges of the vessels supplying blood to the tumors were
ted rays provides information on the structures that they good enough to allow them to calculate blood-flow rates.
collided with. That Dr. Leitgeb hoped, could be used to ge- That could also help treatment by allowing doctors to iden-
nerate a map of features just beneath the surface of the tify the times during their development when tumors are
skin. Dr. Leitgeb and his colleagues set up an experiment most vulnerable to starvation by having their blood supply
that let them test the system on a range of skin conditions, cut off.
including a healthy human palm, allergy-induced eczema
on the forearm, inflammation of the forehead, and two The experiment with samples of different skin condi-
previously diagnosed cases of basal-cell carcinoma. They tions turned out to be unsuccessful.
expected to see normal blood vessels in the healthy palm, A) Certo.
increased perfusion caused by dilated and altered vessels B) Errado.
in the eczema and the inflammation, and a chaotic jumble
of vessels feeding the cancers. 3. (ANAC – ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO DE
AVIAÇÃO CIVIL – CESPE/2012)  
And that is exactly what they saw. Moreover, the ima-
ges of the vessels supplying blood to the tumors were Skin deep
good enough to allow them to calculate blood-flow rates.
That could also help treatment by allowing doctors to iden- Dermatologists are good at spotting unusual bits of
tify the times during their development when tumors are skin that might or might not be cancers. Testing whether
most vulnerable to starvation by having their blood supply they actually are, though, is quite literally a blood pain. For
cut off. a piece of skin to be identified as malignant or benign, it
must be cut out and sent to a laboratory for examination
The word “literally” is used in line three because the under a microscope. But a team of researchers led by Rai-
process of cutting out a piece of skin is painful and bloody. ner Leitgeb, a physicist at the Medical University of Vienna,
A) Certo. hope to change that. As they describe in Biomedical Optics
B) Errado. Express, Dr. Leitbeg and his colleagues are exploring a te-
chnique called optical coherence tomography (OCT), which
2. (ANAC – ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO DE they think will allow skin cancer to be diagnosed in situ.
AVIAÇÃO CIVIL – CESPE/2012)  
OCT works by sending infra-red light into tissues and
Skin deep analyzing what bounces back. The behavior of the reflec-
ted rays provides information on the structures that they
Dermatologists are good at spotting unusual bits of collided with. That Dr. Leitgeb hoped, could be used to ge-
skin that might or might not be cancers. Testing whether nerate a map of features just beneath the surface of the
they actually are, though, is quite literally a blood pain. For skin. Dr. Leitgeb and his colleagues set up an experiment
a piece of skin to be identified as malignant or benign, it that let them test the system on a range of skin conditions,
must be cut out and sent to a laboratory for examination including a healthy human palm, allergy-induced eczema
under a microscope. But a team of researchers led by Rai- on the forearm, inflammation of the forehead, and two
ner Leitgeb, a physicist at the Medical University of Vienna, previously diagnosed cases of basal-cell carcinoma. They

50
LÍNGUA INGLESA

expected to see normal blood vessels in the healthy palm, 5. (ANAC – TÉCNICO EM REGULAÇÃO DE AVIA-
increased perfusion caused by dilated and altered vessels ÇÃO CIVIL – CESPE/2012)  
in the eczema and the inflammation, and a chaotic jumble
of vessels feeding the cancers. Injury and Insult

And that is exactly what they saw. Moreover, the ima- Is it possible for cancer to develop as a result of an
ges of the vessels supplying blood to the tumors were injury?
good enough to allow them to calculate blood-flow rates. “It’s common myth that injuries can cause cancer,” the
That could also help treatment by allowing doctors to iden- American Cancer Society informed on its Website. Until the
tify the times during their development when tumors are 1920s, some doctors believed trauma did cause cancer,
most vulnerable to starvation by having their blood supply “despite the failure of injury to cause cancer in experimen-
cut off. tal animals.”
There is an indication that the procedure may do more But most medical authorities, including the Cancer So-
than simply identifying skin cancer.
ciety and the National Cancer Institute, see no suck link.
A) Certo.
The more likely explanation, the society suggests, is
B) Errado.
that a visit to the doctor for an injury could lead to finding
an existing cancer.
4. (ANAC – ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO DE
AVIAÇÃO CIVIL – CESPE/2012)   Other possibilities are that scar tissue from an old trau-
ma could look like a cancerous lesion and that an injured
Skin deep breast or limb would be more closely watched for cancer
to develop.
Dermatologists are good at spotting unusual bits of A single interview-based study of breast cancer in En-
skin that might or might not be cancers. Testing whether gland found that 67 women with breast carcinoma were
they actually are, though, is quite literally a blood pain. For more likely to report physical trauma to the breast in the
a piece of skin to be identified as malignant or benign, it preceding five years than 134 women in a matched control
must be cut out and sent to a laboratory for examination group without cancer. The study was criticized because of
under a microscope. But a team of researchers led by Rai- its size and methodology.
ner Leitgeb, a physicist at the Medical University of Vienna, Published in 2002 in The European Journal of Cancer
hope to change that. As they describe in Biomedical Optics Prevention, the study has not been duplicated. Its authors
Express, Dr. Leitbeg and his colleagues are exploring a te- suggested that it was plausible that models of epithelial
chnique called optical coherence tomography (OCT), which cell generation could be a mechanism. But the case is far
they think will allow skin cancer to be diagnosed in situ. from proved, even for a single type of cancer.
OCT works by sending infra-red light into tissues and
analyzing what bounces back. The behavior of the reflec- Internet. www.nytimes.com (adapted)
ted rays provides information on the structures that they
collided with. That Dr. Leitgeb hoped, could be used to ge- The study which was subject to criticism has not been
nerate a map of features just beneath the surface of the replicated.
skin. Dr. Leitgeb and his colleagues set up an experiment A) Certo.
that let them test the system on a range of skin conditions, B) Errado.
including a healthy human palm, allergy-induced eczema
on the forearm, inflammation of the forehead, and two 6. (ANAC – TÉCNICO EM REGULAÇÃO DE AVIA-
previously diagnosed cases of basal-cell carcinoma. They
ÇÃO CIVIL – CESPE/2012)  
expected to see normal blood vessels in the healthy palm,
increased perfusion caused by dilated and altered vessels
Injury and Insult
in the eczema and the inflammation, and a chaotic jumble
of vessels feeding the cancers.
And that is exactly what they saw. Moreover, the ima- Is it possible for cancer to develop as a result of an
ges of the vessels supplying blood to the tumors were injury?
good enough to allow them to calculate blood-flow rates. “It’s common myth that injuries can cause cancer,” the
That could also help treatment by allowing doctors to iden- American Cancer Society informed on its Website. Until the
tify the times during their development when tumors are 1920s, some doctors believed trauma did cause cancer,
most vulnerable to starvation by having their blood supply “despite the failure of injury to cause cancer in experimen-
cut off. tal animals.”
But most medical authorities, including the Cancer So-
The team of researchers first tested the new procedure ciety and the National Cancer Institute, see no suck link.
on lab animals. The more likely explanation, the society suggests, is
A) Certo. that a visit to the doctor for an injury could lead to finding
B) Errado. an existing cancer.

51
LÍNGUA INGLESA

Other possibilities are that scar tissue from an old trau- 8. (ANAC – TÉCNICO EM REGULAÇÃO DE AVIA-
ma could look like a cancerous lesion and that an injured ÇÃO CIVIL – CESPE/2012)  
breast or limb would be more closely watched for cancer
to develop. Injury and Insult
A single interview-based study of breast cancer in En-
gland found that 67 women with breast carcinoma were Is it possible for cancer to develop as a result of an
more likely to report physical trauma to the breast in the injury?
preceding five years than 134 women in a matched control “It’s common myth that injuries can cause cancer,” the
group without cancer. The study was criticized because of American Cancer Society informed on its Website. Until the
its size and methodology. 1920s, some doctors believed trauma did cause cancer,
Published in 2002 in The European Journal of Cancer “despite the failure of injury to cause cancer in experimen-
Prevention, the study has not been duplicated. Its authors tal animals.”
suggested that it was plausible that models of epithelial But most medical authorities, including the Cancer So-
cell generation could be a mechanism. But the case is far
ciety and the National Cancer Institute, see no suck link.
from proved, even for a single type of cancer.
The more likely explanation, the society suggests, is
that a visit to the doctor for an injury could lead to finding
Internet. www.nytimes.com (adapted)
an existing cancer.
In the past some doctors believed that injuries caused Other possibilities are that scar tissue from an old trau-
cancer because this is what animal experiments indicated. ma could look like a cancerous lesion and that an injured
A) Certo. breast or limb would be more closely watched for cancer
B) Errado. to develop.
A single interview-based study of breast cancer in En-
7. (ANAC – TÉCNICO EM REGULAÇÃO DE AVIA- gland found that 67 women with breast carcinoma were
ÇÃO CIVIL – CESPE/2012)   more likely to report physical trauma to the breast in the
Injury and Insult preceding five years than 134 women in a matched control
Is it possible for cancer to develop as a result of an group without cancer. The study was criticized because of
injury? its size and methodology.
“It’s common myth that injuries can cause cancer,” the Published in 2002 in The European Journal of Cancer
American Cancer Society informed on its Website. Until the Prevention, the study has not been duplicated. Its authors
1920s, some doctors believed trauma did cause cancer, suggested that it was plausible that models of epithelial
“despite the failure of injury to cause cancer in experimen- cell generation could be a mechanism. But the case is far
tal animals.” from proved, even for a single type of cancer.
But most medical authorities, including the Cancer So- Internet. www.nytimes.com (adapted)
ciety and the National Cancer Institute, see no suck link.
The more likely explanation, the society suggests, is According to the text, it has been proved that medical
that a visit to the doctor for an injury could lead to finding investigation may find cancer even if the patient has no
an existing cancer. symptoms of the disease.
Other possibilities are that scar tissue from an old trau- A) Certo.
ma could look like a cancerous lesion and that an injured B) Errado.
breast or limb would be more closely watched for cancer
to develop.
9. (ANAC – TÉCNICO EM REGULAÇÃO DE AVIA-
A single interview-based study of breast cancer in En-
ÇÃO CIVIL – CESPE/2012)  
gland found that 67 women with breast carcinoma were
more likely to report physical trauma to the breast in the
Smartphone app inquiry launched in Australia
preceding five years than 134 women in a matched control
group without cancer. The study was criticized because of
its size and methodology. Australia’s Assistant Treasurer David Bradbury said he
Published in 2002 in The European Journal of Cancer would be inviting smart phone owners to “name and sha-
Prevention, the study has not been duplicated. Its authors me” apps they were unhappy with.
suggested that it was plausible that models of epithelial The inquiry will ask whether users are given enough
cell generation could be a mechanism. But the case is far information about the costs associated with apps before
from proved, even for a single type of cancer. and after they are downloaded.
“In a very short period of time, new mobile devices like
Internet. www.nytimes.com (adapted) smart phones and tablets have changed the way consumers
engage in commerce,” said Mr. Bradbury in a statement.
Not all doctors believe there is no link between trauma “At the same time though, some consumers have raised
and cancer. concerns about aspects of mobile commerce, particularly
A) Certo. when purchases can be made without much difficulty using
B) Errado. stored credit card data.”

52
LÍNGUA INGLESA

Mr. Bradbury said he was particularly concerned about RESPOSTAS COMENTADAS


apps aimed at children, and that encourage the purchase of
virtual goods and subscriptions. 1- A questão pede que o candidato determine – a
“We have strong consumer laws in Australia that pro- palavra “literally” é usada na linha três porque o processo
de cortar um pedaço da pele é doloroso e sangrento. A pa-
tect the rights of consumers and place clear obligations on lavra “literally” quer dizer literalmente, ou seja o processo
businesses,” he said. “This inquiry is an opportunity to look realmente é doloroso e sangrento.
at the adequacy of existing measures to address any con-
sumer concern.” RESPOSTA: “A”
The inquiry, which will start soon, will be carried out by
the government’s Consumer Affairs Advisory Council. 2- A questão pede que o candidato determine – o
experimento com as amostras de diferentes condições de
peles acabou sendo mal sucedida. Pelo contrário. O grande
Internet. www.bbc.com (adapted) foco do texto é que o experimento deu certo como expres-
so no final do penúltimo parágrafo onde o texto afirma o
The inquiry was motivated by the sudden change in the que os cientistas esperavam ver com o experimento e no
way shoppers shop. começo do último parágrafo onde os cientistas afirmam ter
A) Certo. visto exatamente o que esperavam.
B) Errado.
RESPOSTA: “A”.
10. (ANAC – TÉCNICO EM REGULAÇÃO DE AVIA-
3- A questão pede que o candidato determine – exis-
ÇÃO CIVIL – CESPE/2012)   te uma indicação que o procedimento irá fazer mais do
que apenas mostrar tecido com câncer. O texto afirma isto
Smartphone app inquiry launched in Australia no último parágrafo. Após os cientistas confirmarem as
imagens eles completam que as mesmas foram tão boas
Australia’s Assistant Treasurer David Bradbury said he que eles conseguiram calcular a frequência da passagem
would be inviting smartphone owners to “name and sha- do sangue e que isso pode também ajudar no tratamento
fazendo com que os médicos consigam identificar o tempo
me” apps they were unhappy with.
de desenvolvimento dos tumores.
The inquiry will ask whether users are given enough RESPOSTA: “A”.
information about the costs associated with apps before
and after they are downloaded. 4- A questão pede que o candidato determine – o
time de pesquisadores primeiro testou o novo procedi-
“In a very short period of time, new mobile devices like mento em animais de laboratório. O texto não menciona
smartphones and tablets have changed the way consumers animais de laboratório.
engage in commerce,” said Mr. Bradbury in a statement. RESPOSTA: “B”.
“At the same time though, some consumers have raised
concerns about aspects of mobile commerce, particularly 5- A questão pede que o candidato determine. O es-
when purchases can be made without much difficulty using tudo, o qual foi sujeito a críticas, não foi reproduzido. Esta
stored credit card data.” é a afirmação feita no último parágrafo. Publicado em 2002
no jornal europeu de prevenção ao câncer, não foi dupli-
Mr. Bradbury said he was particularly concerned about cado.
apps aimed at children, and that encourage the purchase of RESPOSTA: “A”.
virtual goods and subscriptions. 6- A questão pede que o candidato determine. No
passado alguns médicos acreditavam que machucados
“We have strong consumer laws in Australia that pro- causavam câncer porque os experimentos em animais in-
tect the rights of consumers and place clear obligations on dicavam isso. O texto afirma no primeiro parágrafo que os
businesses,” he said. “This inquiry is an opportunity to look médicos realmente acreditavam que machucados mesmo
at the adequacy of existing measures to address any con- quando o experimentos com animais provavam o contrá-
rio.
sumer concern.”
RESPOSTA: “B”.
The inquiry, which will start soon, will be carried out by
the government’s Consumer Affairs Advisory Council. 7- A questão pede que o candidato determine. Não
Internet. www.bbc.com (adapted) são todos os médicos que acreditam que não existe ligação
entre machucados e câncer. No primeiro parágrafo o texto
The ease with which purchases can be made on mobile afirma que alguns médicos acreditavam que machucados
devices is mentioned as a specific concern. causavam câncer.
A) Certo.
B) Errado. RESPOSTA: “A”.

53
LÍNGUA INGLESA

8- A questão pede que o candidato determine. De comfortable at home and paying nothing?” Or, “Isn’t the
acordo com o texto, foi provado que a investigação médica whole point of telecommuting or starting my own business
pode encontrar câncer mesmo que o paciente não apre- a chance to avoid ‘going to the office’?”
sente sintomas da doença. O texto não faz nenhuma afir- Coworking may sound like an unnecessary expense,
mação nesse sentido. A única pesquisa que o texto men- but let’s consider what you get from being a part of the
ciona fala sobre as mulheres relatando dores físicas antes space.
do câncer aparecer em comparação com mulheres que At its most basic level, coworking is the phenomenon of
posteriormente não desenvolveram câncer. workers coming together in a shared or collaborative works-
pace or one or more of these reasons: to reduce costs by ha-
RESPOSTA: “B”. ving shared facilities and equipment, to access a community of
fellow entrepreneurs, and to seek out collaboration within and
9- A questão pede que o candidato determine. O in- across fields. Coworking spaces offer an exciting alternative for
quérito foi motivado por uma súbita mudança no modo people longing to escape the confines of their cubicle walls,
como os consumidores compram. No terceiro parágrafo o the isolation of working solo at home, or the inconveniences of
texto afirma que em um curto espaço de tempo os tele- public venues.
fones e tablets mudaram o modo como os consumidores The benefits and cost-savings in productivity and ove-
fazem seus negócios. rall happiness and well-being reaped from coworking are
also potentially huge. Enthusiasm and creativity become
RESPOSTA: “B”. contagious and multiply when you diversity your work en-
vironment with people from different fields or backgrou-
10- A questão pede que o candidato determine. A fa- nds. At coworking spaces, members pass each other during
cilidade com a qual compras podem ser feitas nos apare- the day, conversations get going, and miraculously idea-
lhos móveis é mencionada como uma preocupação espe- fusion happens with everyone benefitting from the shared
cífica. No terceiro parágrafo esta é a afirmação que o texto thinking and brainstorming.
Differences matter. Coworking hinges on the belief
faz. Ao mesmo tempo, alguns consumidores mostraram
that innovation and inspiration come from the cross-pol-
suas preocupações sobre os aspectos do comércio móvel,
lination of different people in different fields or speciali-
particularmente onde compras podem ser feitas sem gran-
zations. Random opportunities and discoveries that arise
des dificuldades quando as informações do cartão de cré-
from interactions with others play a large role In coworking.
dito já estão armazenadas.
To see this in action on a large scale, think about Goo-
gle. Google made the culture of sharing and collaboration
RESPOSTA: “A”
in the workplace legend. It deployed “grouplets” for initia-
tives that cover broader changes through the organization.
EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES One remarkable story of a successful Google grouplet
involved getting engineers to write their own testing code
01. (BNDES – NÍVEL SUPERIOR – CESGRANRIO/2013)   to reduce the incidence of bugs in software code. Thinking
creatively, the grouplet came up with a campaign based
Coworking: Sharing How We Work on posting episodes discussing new and interesting testing
In the past, when trying to find places to work, inde- techniques on the bathroom stalls. “Testing on the Toilet”
pendent workers, small businesses, and organizations of- spread fast and garnered both rants and raves. Soon, peo-
ten had to choose between several scenarios, all with their ple were hungry for more, and the campaign ultimately de-
attendant advantages and disadvantages: working from veloped enough inertia to become a de facto part of the
home; working from a coffee shop, library, or other public coding culture. They moved out of the restrooms and into
venue; or leasing an executive suite or other commercial the mainstream.
space. Keith Sawyer, a professor of psychology and education
Is there a better way to work? Yes. Enter coworking. at Washington University in St. Louis, MO, has written wi-
Coworking takes freelancers, indie workers, and entre- dely on collaboration and innovation. In his study of jazz
preneurs who feel that they have been dormant or isolated performances, Keith Sawyer made this observation, “The
working alone at home or who have been migrating from a group has the ideas, not the individual musicians.” Som