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2.

CARACTERIZAÇÃO TÉCNICA

2.1. FASES DO EMPREENDIMENTO elétrico, aquisição dos aerogeradores, instalação e


montagem dos aerogeradores; operação do
O projeto do PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V se empreendimento, que é o funcionamento
efetivará em quatro fases, sendo: estudos e propriamente dito dos aerogeradores para geração
projetos, incluindo o planejamento do de eletricidade, e a fase de desativação (Quadro
empreendimento; implantação, com a construção 2.1).
das vias de acesso, fundações, cabeamento

Quadro 2.1 – Fluxograma das Fases do Empreendimento


PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN

Fases e Componentes do Projeto


- ESTUDOS E PROJETOS
à ESTUDOS BÁSICOS
. Estudo de Viabilidade Econômica
. Levantamento Topográfico
. Caracterização Eólica da Região
à PROJETO BÁSICO DO COMPLEXO EÓLICO
. Dados Técnicos do Projeto
. Projeto Civil
. Projeto das Vias de Acesso e das Plataformas dos Aerogeradores
. Projeto das Fundações
. Projeto das Instalações e Conexão Elétrica
à ESTUDO AMBIENTAL
- IMPLANTAÇÃO
à CONTRATAÇÃO DOS EMPREITEIROS / MÃO-DE-OBRA
à INSTALAÇÃO DO CANTEIRO DE OBRAS
à MOBILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS E MATERIAIS
à LIMPEZA DA ÁREA / SUPRESSÃO VEGETAL
à CONSTRUÇÃO DAS VIAS DE ACESSO
à CONSTRUÇÃO DAS EDIFICAÇÕES
à CONSTRUÇÕES DAS FUNDAÇÕES
à MONTAGEM DOS AEROGERADORES
à CABEAMENTO ELÉTRICO
à INTERLIGAÇÃO ELÉTRICA
à TESTES PRÉ-OPERACIONAIS E COMISSIONAMENTO
à DESMOBILIZAÇÃO E LIMPEZA GERAL DA OBRA
- OPERAÇÃO
à PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA
à MANUTENÇÃO DOS EQUIPAMENTOS

PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN


RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA) – VOL II - 2.1
Continuação do Quadro 2.1
Fases e Componentes do Projeto

- DESATIVAÇÃO
à DESLIGAMENTO DOS PARQUES EÓLICOS
à DESMONTAGEM DOS AEROGERADORES E DEMAIS EQUIPAMENTOS

2.1.1. Fase de Estudos e Projetos 2.1.1.3. Estudo de Sondagem


O projeto do Parque Eólico teve como base os Nas sondagens realizadas na área de implantação
estudos de: viabilidade econômica; levantamento do parque e no seu entorno próximo constatou-se
topográfico; estudo de vento; zoneamento que a camada superior é representada por um solo
geoambiental. Na etapa seguinte ao projeto de argilo-arenoso decorrente da alteração da rocha
dimensionamento, seguiu-se o estudo ambiental, calcária, de consistência média a rija e que se
através da realização do Relatório Ambiental apresenta impenetrável entre 2,0 e 5,0 m. O
Simplificado para o licenciamento ambiental calcário se mostra com variação de coloração de
prévio, e nesta fase, para a obtenção da Licença bege a cinza, medianamente fraturado.
de Instalação, o Estudo de Impacto Ambiental - As Figuras 2.1, 2.2 e 2.3 apresentam os
EIA, o qual fica consubstanciado no presente testemunhos das sondagens realizadas na área do
documento. PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V.
As fichas dos perfis de sondagem mista são
2.1.1.1. Estudo de Viabilidade Econômica apresentadas nos anexos, Volume III – Anexos.
O Estudo de Viabilidade Econômica envolveu uma
avaliação de custo/benefícios do projeto por parte Figura 2.1 – Testemunho da Sondagem SM 01
do empreendedor. PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN
Serviram como premissas para a viabilidade do
empreendimento, os seguintes dados: tempo
mínimo de operação do projeto; produção média
anual do Parque Eólico; índice médio de
disponibilidade anual; e custo de operação e
manutenção do empreendimento.

Com base nestes itens, o projeto mostrou plena


viabilidade econômica.

2.1.1.2. Levantamento Topográfico


O terreno é essencialmente plano, com caimento
do sul para o norte. Os cursos d’água que
recortam a área têm pouca capacidade de incisão
e seus canais são rasos e pouco estreitos, em Fonte: Projeto Básico Parque Eólico Renascença V.

forma de “U”.

No Volume III – Tomo B é apresentado o Projeto 2.1.1.4. Caracterização Eólica da Região


Básico no qual consta a Planta do Arranjo Geral da
Para detalhar com precisão o recurso eólico, o
Central Eólica, apresentando o levantamento
empreendedor mantém até o momento 12 torres
topográfico regional com foco na área do projeto. em operação nas imediações da área do parque,
sendo que 3 delas já completaram 1 ano de
medições e já possuem a certificação (Volume III
– Tomo A).
PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN
RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA) – VOL II - 2.2
Figura 2.2 – Testemunho da Sondagem SM 02 Figura 2.3 – Testemunho da Sondagem SM 03
PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN

Fonte: Projeto Básico Parque Eólico Renascença V. Fonte: Projeto Básico Parque Eólico Renascença V

As velocidades médias nos pontos de medição Segundo o Memorial Técnico Descritivo,


variaram de 7.60 m/s a 8.62 m/s. Os ventos mais analisando-se a base de dados de re-análise
fortes foram registrados na torre de medição NCAR/NCEP Global Reanalysis Project (NOAA-USA)
VA8402, sendo superiores a 10,0 m/s nos meses para o período de 01/jun/89 a 31/mai/09, o
de julho a outubro. O Quadro 2.2 apresenta os potencial eólico da região é ainda mais promissor
resultados das medições nas torres certificadas. do que o indicado pelo primeiro ano de medição.

Quadro 2.2 – Resultados das Medições de Vento nas Torres Anemométricas


PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN

2008 2009
Jun. Jul. Ago. Set. Out. Nov. Dez. Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Média/Ano
VA8401 – Luís Pereira
Vel. (m/s) 8,32 8,90 8,81 9,02 9,23 8,49 7,90 7,29 6,79 6,19 4,54 5,99 7,60
Média anual de longo prazo – 7,91 m/s a 80 m.
VA8402 – Reginaldo
Vel. (m/s) 9,73 10,21 10,18 10,22 10,45 9,40 8,73 8,07 7,72 7,01 5,30 6,36 8,62
Média anual de longo prazo – 8,97 m/s a 80 m.
VA8403 – Osvaldo Lins
8,76 9,23 9,38 9,37 9,71 8,88 8,13 7,46 7,04 6,39 4,85 5,80 7,92
Média anual de longo prazo – 7,91 m/s a 80 m.
Fonte: baseado em Memorial Técnico Descritivo.

2.1.1.5. Estudo de Análise de Risco Este estudo está foi elaborado pela empresa

O Estudo de Análise de Risco – EAR tem por GEOCONSULT Consultoria, Geologia & Meio

finalidade identificar, analisar e avaliar os Ambiente Ltda., tendo como Responsável Técnico

eventuais riscos impostos a objetos vulneráveis o Engenheiro Mecânico Francisco Olímpio Moura

(meio ambiente, comunidades circunvizinhas e Carneiro, CREA-CE N°. 45.593-D e tão logo

instalações) advindas das Usinas Eólio-elétricas. estejam concluídos, eles serão apresentados ao
IDEMA.

PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN


RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA) – VOL II - 2.3
O Estudo de Análise de Risco – EAR é ZONA 04: Região na qual existe a probabilidade
acompanhado do Plano de Gerenciamento de Risco mesmo remota de arremesso de fragmentos com
– PGR e do Procedimento de Resposta à alta energia cinética, baseado no pior acidente já
Emergência – PRE. Estes estudos são ocorrido na história. RAIO DA ZONA 04 = 1300m.
apresentados em Anexo ao EIA/RIMA. Foram identificados 55 cenários acidentais sendo
Aerogeradores são máquinas de grande porte 15 riscos moderados, 34 riscos baixos e 6 riscos
exportas ao ambiente em tempo integral, ou seja, desprezíveis.
estão a mercê das intempéries do ambiente a qual Considerando os riscos identificados, foram
foram instaladas ao longo de todo sua vida útil. É elaborados Planos de Gerenciamento de Riscos
obvio que não é possível ser diferente uma vez (PGR) e Planos de Resposta de Emergência (PRE),
que seu objetivo é extrair energia do fluxo natural além de medidas mitigadoras sugeridas no próprio
do vento. No entanto como todo equipamento esta EAR.
sujeito a fadiga, falhas e limites operacionais. Este
último é relacionado as velocidades do vento. 2.1.1.6. Projeto Básico do Parque Eólico
Foram configuradas três zonas de vulnerabilidade O projeto básico do PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V
ao redor do aerogerador, como mostrado na tem como responsável técnico o Engenheiro
Figura 2.4. Henrique Soffa Theodorovicz, CREA-PR N°.
108597. No Volume III – Tomo B é apresentado o
Figura 2.4 – Ilustração das Zonas Vulneráveis ao referido documento.
Redor de Aerogerador O parque eólico será formado por três
PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN alinhamentos de aerogeradores que se estendem
de norte para sul, estando dois a leste da rodovia
estadual RN-120 e o terceiro a oeste.
O funcionamento do parque e de cada aerogerador
é controlado e supervisionado mediante um
sistema de informática localizado no centro de
controle, a partir do qual se comandam também
as estações meteorológicas e a subestação de
transformação elétrica.

O PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V está projetado


com a seguinte estrutura básica:
• Com 15 turbinas, potência de 30 MW,
distribuídas conforme visto na Figura 2.5.
• As torres tubular em aço, com 95,0 metros
de altura.
Fonte: EAR.
• Estrada de acesso aos aerogeradores.
• Cabeamento elétrico.
ZONA 01: Fragmentos de qualquer natureza que
posso cair da nacele. RAIO DA ZONA 01 = 10m. • Subestação elevadora de tensão de acordo
com especificações da CHESF.
ZONA 02: Considerando a situação extrema de
toda a pá se desprender do cubo. RAIO DA ZONA • Cabeamento de controle.

02 = 50m. • Casa de controle.

ZONA 03: Considerando a situação extrema do • Subestação elétrica de saída.


tombamento de todo o conjunto (nacele, torre e
pá) considerando a altura máxima. RAIO DA ZONA
03 = 145m.

PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN


RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA) – VOL II - 2.4
Figura 2.5 – Arranjo Geral do Parque Eólico
PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN

PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN


RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA) – VOL II - 2.5
O aerogerador também possui sistema de pára- A Figura 2.7 exemplifica o equipamento dos
raios nas pás, sensores de proteção, aerogeradores Vestas V100-2.0MW em atividade
equipamentos de medição do vento, das no Parque Eólico Alegria, em Guamaré-RN.
estruturas, dos parâmetros elétricos, da
temperatura, entre outros. O Quadro 2.3 Figura 2.7 – Aerogeradores Vestas 100 no Parque
apresenta as principais características da máquina Eólico Alegria, em Guamaré - RN
V100. A Figura 2.6 esquematiza a nacele da PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO/ RN
turbina Vestas V100-2.0MW.

Quadro 2.3 - Dados Técnicos do Aerogerador


Vestas V100
PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN

Modelo Vestas V100-2MW


Potência Unitária 2.000 kW
Rotor 3 pás, diâmetro 100 m
Altura do cubo 95 m
Classe IEC IIA
Velocidade de partida 3,0 m/s
Velocidade de parada 20,0 m/s Fonte: http://www.parqueeolicoalegria.com.br
Por pressão e banho de graxa
lubrificação
com refrigerador de óleo
O modelo de aerogerador a ser empregado é
Acionamento do sistema
de passos
hidraúlico projetado para emitir baixos índices de ruído, o

Acumuladores no cubo
que só reforça, em termos de emissão de ruídos e
Anti-falhas
independentes das pás vibrações, uma significativa tendência à não
geração desses, estando estas dentro dos limites
toleráveis e dos padrões normais de emissões.

Com base em levantamentos realizados pela


Figura 2.6 – Desenho Esquemático da Nacele da
Danish Wind Industry Association, e analisando
Turbina projetos similares já em operação nos Estados do
Vestas V100-2.0MW Rio Grande do Norte e do Ceará, a projeção dos
PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN níveis de ruídos emitidos pelo aerogerador pode
ser assim esperado:

• a 10,0 m da fonte: o nível de ruído é de


cerca de 104 dB(A);

• a 43,0 m de distância: o nível de ruído é de


cerca de 55 a 60 dB(A), o que corresponde
ao ruído emitido por uma secadora de
roupas;
• a 172,0 m da fonte: o nível de ruído é de
cerca de 44 dB(A), o que corresponde ao
ruído emitido em uma sala de estar de uma
residência;

Fonte: http://www.vestas.com/en/wind-power- • a partir de 260,0 m de distância: o nível de


plants/procurement/turbine-overview/v100-2.0-mw- ruído é de aproximadamente 40 dB(A), o
gridstreamer%E2%84%A2-(iec-iia).aspx#/vestas-univers que é mascarado pelo ruído que produz o
(acessado em 17.06.2011)
vento nas folhas das árvores ou dos
arbustos e os pássaros.

PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN


RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA) – VOL II - 2.6
• a partir de 500,0 m: o nível sonoro torna-se é apresentado o Projeto Básico no qual consta o
inferior a 35 dB(A) e o ruído da turbina detalhamento do projeto do canteiro de obras.
passa a ser imperceptível sobre o ruído do • Vias de Acesso e Internas
ambiente.
O acesso externo ao parque eólico será feito
Projeto Civil através da RN-120, devendo ser feitas melhorias
As obras e instalações civis estão relacionadas aos para tráfego pesado de carretas para transporte
acessos aos parques, à fundação do aerogerador, dos equipamentos principais.
ao pátio de manobras, instalações das redes Serão implantados cerca de 9,0 km de vias de
coletoras e subestações de saída das estruturas de acesso interno. As vias internas terão uma largura
apoio, como guaritas de segurança, sala de de 26,0 m (largura da pista de rolamento) tendo a
controle e depósito ou almoxarifado. faixa de domínio 40,0 m para abrigar as bases da
• Canteiro de Obras referida pista, acostamento, canaletas de

Será instalado um canteiro de obras para o parque drenagem, alargamentos que venham a ser

eólico. O canteiro contará com salas de reuniões, necessários e taludes.

alojamentos, refeitórios, ambulatório, oficinas, A Figura 2.8 mostra como será o esquema das
almoxarifado e demais dependências para o vias de acesso interno.
gerenciamento das obras. No Volume III – Anexos

Figura 2.8 – Seção Tipo dos Acessos Internos (sem escala)


PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN

Fonte; Renascença V Energias Renováveis S.A. (2011).

Para a captação das águas realizar-se-ão obras de de drenagem citados. No Volume III – Tomo B é
drenagem, consistentes em tubos de concreto de apresentado o Projeto Básico no qual consta o
600 mm de diâmetro envelopados com concreto- detalhamento dos projetos das estradas de serviço
massa, além das canaletas que ficarão na margem e drenagem.
dos acostamentos. A Figura 2.9 ilustra os sistemas

PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN


RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA) – VOL II - 2.7
Figura 2.9 – Sistemas de Drenagem - Valetas de Derivação e Bueiros Simples de Manilha (sem escala)
PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN

Bueiro Tubular Simples

Valeta de Derivação

Fonte; Renascença V Energias Renováveis S.A. (2011).

• Plataformas de Montagem ou Áreas de No Volume III – Anexos é apresentado o Projeto


Manobras Básico no qual consta o detalhamento do projeto
das fundações.
Durante a montagem dos aerogeradores serão
reservadas áreas específicas para o melhoramento • Canalizações/Cabeamento
da eficiência da operação: área de manobra de Os cabos de sinalização e os de baixa tensão a
montagem (25m x 25m); áreas de estocagem e 690 V (entre cada aerogerador e o centro de
montagem das torres (15m x 50m); áreas de transformação correspondente) serão instalados
estocagem e montagem dos aerogeradores (10m x diretamente aterrados em vala.
85m); e plataforma horizontal estabilidade dos Nas valas, com largura variável (de 0,6 a 1,2
guindastes (25m x 45m) metros. A Figura 2.10 metros) e profundidade fixa de 1,0 m, a exceção
ilustra o dimensionamento e a disposição das dos cruzamentos de vias onde a profundidade será
plataformas de montagem dos aerogeradores. No de 1,2m, irão aterrados o fio terra, os cabos de
Volume III – Anexos é apresentado o Projeto potência e o cabo de telecomando, fibra óptica.
Básico da Plataforma. • Água e Esgoto
• Fundações A principal demanda de água durante a construção
A fundação proposta é do tipo fundação direta, do parque eólico será para o concreto utilizado nas
com as seguintes dimensões: fundações das turbinas eólicas e para molhar as

- Diâmetro da base: 18,50m vias internas na redução de poeira. Seja qual for a

- Canto da sapata: 1,0m alternativa empregada para a captação de água

- Diâmetro pedestal: 4,20m para a fase de implantação do empreendimento,

- Altura pedestal: 0,25m será solicitada a devida outorga ao Instituto de


Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do
Norte – IGARN.

PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN


RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA) – VOL II - 2.8
Figura 2.10 – Plataformas e Áreas de Manobra, Estocagem e
Montagem dos Aerogeradores (sem escala)
PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN

Fonte; Renascença V Energias Renováveis S.A. (2011).

Banheiros sanitários portáteis (químicos) um sistema de informática centralizado no centro


devidamente autorizados pelo órgão competente de controle, a partir do qual se controlam também
serão utilizados no local durante o período de as estações meteorológicas e a subestação de
construção. Os dejetos e o efluente líquido desses transformação elétrica.
banheiros portáteis serão transportados para fora Para a transmissão de dados entre os
dos limites do empreendimento, a fim de aerogeradores e o centro de controle do parque
receberem o tratamento adequado em local eólico, assim como para a comunicação das
específico. estações meteorológicas com este mesmo centro
Durante a operação e manutenção dos parques de controle, conta-se com uma rede de
eólicos o consumo de água será bastante pequeno, comunicações e transmissão de dados através de
uma vez que não há necessidade de fornecimento fibra óptica, o que garante a qualidade dos sinais,
para a geração de energia, apenas para os ao mesmo tempo que minimiza o risco de
banheiros situados na sala de controle e na perturbações de origem eletromagnética.
guarita. Como o consumo de água nestes casos é As plantas detalhamento das obras civis e elétricas
muito baixo, o esgoto será destinado à fossa do PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V são apresentadas
séptica. no Projeto Básico, no Volume III – Anexos.
• Instalações Elétricas
2.1.1.7. Estudo Arqueológico
As principais instalações elétricas são:
Para o diagnóstico relacionado ao Patrimônio
¾ Condutores
Arqueológico e Histórico, está sendo realizado um
¾ Centro de Transformação amplo estudo coordenado pela arqueóloga
¾ Instlação Elétrica de Baixa Tensão Marcélia Marques do Nascimento da Universidade

¾ Subestação Estadual do Ceará - UECE, de modo a atender o


que preconiza o Art 1º da Portaria IPHAN Nº 230,
¾ Telecomando
de 17 de dezembro de 2002, publicada no D.O.U.
• Infraestrutura de Controle de 18/12/02, e o mesmo será anexado a tempo ao
O funcionamento de todos e cada um dos processo de licenciamento junto ao IDEMA.
aerogeradores, e do parque eólico no seu
conjunto, é controlado e supervisionado mediante

PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN


RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA) – VOL II - 2.9
2.1.1.8. Estudo Ambiental limpeza da área/desmatamento, terraplenagem,
Os estudos ambientais relativos ao drenagem, pavimentação dos acessos, edificações

empreendimento referem-se a dois momentos: (fundações, montagem das torres, instalação e


montagem dos aerogeradores, montagem da rede
1) aos estudos de zoneamento ambiental com
de distribuição, conexão elétrica, etc.) e
vistas a estabelecerem-se as formas de uso e
subestação.
ocupação do terreno. Desse estudo resultaram os
Mapas de Zoneamento Geoambiental; e,
2.1.2.1. Contratação dos Empreiteiros / Mão-
2) ao Estudo de Impacto Ambiental - EIA e de-obra
Relatório de Impacto Ambiental - RIMA, os quais
A seleção de pessoal para a obra priorizará a mão-
foram elaborados nos termos da legislação
de-obra voltada ao setor de construção civil na
ambiental vigente, bem como atendendo as
área de influência funcional do empreendimento,
diretrizes do IDEMA.
sempre que esta atender a demanda da obra. Esta
Os estudos ambientais têm como finalidade ação será realizada pela construtora contratada,
assegurar que impactos ambientais significativos entretanto, o empreendedor obrigará às empresas
sejam avaliados e levados em consideração no contratadas a obedecer toda a legislação
planejamento de uma ação ou empreendimento. trabalhista garantindo aos trabalhadores todos os
Permitem, portanto, a adequação das ações às benefícios e direitos previstos em lei.
características do meio, evitando ou reduzindo os
A mão-de-obra a ser utilizada para implantação do
efeitos negativos e ao mesmo tempo, ampliando
empreendimento, compreenderá os seguintes
os resultados positivos.
grupos de trabalhadores: trabalhadores da
construção civil, trabalhadores do setor
2.1.2. Fase de Implantação
eletromecânico e técnicos especializados.
Nesta fase, o projeto materializa-se através das
O contingente de engenheiros, técnicos e
diversas atividades que devem ser realizadas.
operários que atuarão durante a construção do
Dentre elas: aquisição dos equipamentos,
parque eólico chegará ao ápice de 246 operários,
contratação dos fornecedores de serviços de
conforme mostra o Histograma de Mão-de-obra
engenharia, instalação do canteiro de obras,
(Figura 2.11).

Figura 2.11 – Histograma de Mão-de-obra


PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN

Obs.; A cronologia vista na base da imagem deve ser considerada na sequência cronológica. Onde lê-se
jun-11 entende-se como Mês 01, jul-11 = Mês 02, e assim sucessivamente.

PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN


RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA) – VOL II - 2.10
2.1.2.2. Instalação do Canteiro de Obras para posterior reuso não potável, tais como
irrigação, lavagem, limpeza e descarga sanitária.
Para atendimento à logística das obras do projeto
O sistema de tratamento foi dimensionado para
do PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V será instalado um
atender uma população de até 40 pessoas. A fossa
canteiro, conforme desenhos apresentados no
terá uma capacidade de 3.640 L, suficiente para
Projeto Básico, Volume III – Tomo B.
atender a demanda desta população.
O canteiro de obras ocupará uma área de 50.000
m2 dos quais 3.312 m2 compreende a portaria, 2.1.2.3. Mobilização dos Equipamentos
recepção, as instalações administrativas,
A mobilização consiste na colocação, montagem e
refeitórios; vestiários/sanitários; quartos;
instalação no local da obra de todos os
almoxarifado; ambulatório; área para
equipamentos, materiais e produtos necessários à
subcontratados; estacionamento; e laboratório.
execução dos serviços, de acordo com o
O canteiro de obras contará com alojamentos, cronograma pré-estabelecido.
sendo que parte do pessoal poderá ficar também
Serão construídas instalações temporárias, como
nas cidades de João Câmara, Jandaíra, Parazinho,
galpões, escritórios, banheiros, etc., bem como
Bento Fernandes e Jardim de Angicos, devido à
estacionamento de maquinário pesado como
proximidade dos centros urbanos.
escavadeiras e guindastes.
As Figuras 2.12 e 2.13 ilustram os layouts das
Todos os equipamentos a serem mobilizados
instalações administrativas e das temporárias.
ficarão estacionados dentro da área do
Para garantir a segurança e controlar o acesso de empreendimento, de forma a evitar transtornos
veículos e pessoas e a entrada e saída de nas áreas de entorno do canteiro de obras.
funcionários e equipamentos, será construída uma
portaria coberta, com banheiro. 2.1.2.4. Aquisição de Materiais
O ambulatório será destinado para cuidar dos Estão incluídos aqui, tanto os materiais da
trabalhadores de todos os níveis, chefiado por uma construção civil, bem como todos os outros
equipe Médica e de Enfermagem com uma equipamentos necessários ao pleno funcionamento
ambulância permanentemente disponível. do empreendimento. É evidente que a implantação
Para os locais de armazenamento dos materiais destes diversos equipamentos ocorrerá ao longo
utilizados na confecção do concreto (cimento, de todo o processo de construção, havendo,
aditivos, agregados e areia) serão previstos portanto, várias remessas durante o período de
cuidados de forma a minimizar impactos instalação dos diversos equipamentos que
ambientais. constituem o empreendimento.

Haverá energia elétrica instalada com capacidade Todos os materiais a serem utilizados na obra
para atender toda a demanda necessária para a serão estocados dentro da área do
execução das obras. empreendimento, ressaltando-se que não serão
depositados, sequer temporariamente, materiais
As instalações hidráulicas serão aparentes,
de construção civil nas vias de acesso, ou nas
devendo o projeto prever a organização visual das
áreas livres no entorno do empreendimento.
mesmas.

A água potável para o suprimento das diversas


2.1.2.5. Limpeza da Área / Supressão
operações do aterro e unidades de apoio será
Vegetal
obtida de poços. Deverá ser solicitada a Outorga
A limpeza da área será executada tão somente nas
de Uso de Água.
áreas destinadas para a implantação do canteiro
As águas derivadas dos chuveiros, lavatórios de
de obras, subestação, plataformas de manobra,
banheiro, banheiras, tanques, máquinas de lavar
estocagem e ao longo das vias de acesso. As vias
roupas e lavagem de autos, serão tratadas através
terão 26,0 m de largura, a largura da faixa de
de um Reator Anaeróbico Compartimentado (RAC)
intervenção de 40,0 m.

PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN


RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA) – VOL II - 2.11
Figura 2.12 – Layout da Instalação Administrativa do Canteiro de Obras (fora de escala)
PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN

Fonte; RENASCENÇA V ENERGIAS RENOVÁVEIS S.A. (2011).

PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN


RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA) – VOL II - 2.12
Figura 2.13 – Layout das Instalações Temporárias (fora de escala)
PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN

Fonte; RENASCENÇA V ENERGIAS RENOVÁVEIS S.A. (2011).

PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN


RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA) – VOL II - 2.13
2.1.2.6. Construção das Vias de Acesso e 2.1.2.7. Construção das Valas e
Plataforma Canalizações
A obra consistirá na escavação até a profundidade
2.1.2.6.1. Terraplenagem indicada e com largura anteriormente
Será executado todo o movimento de terras para estabelecida, com o posterior enchimento.
regularização do terreno cumprindo as cotas do No fundo da vala espalha-se uma camada de areia
projeto, devendo as superfícies regularizadas estar fina, sobre ela, dispõe-se os cabos de ligação para
compactadas, uniformes, sem fendas ou terra e, depois de espalhar outra camada,
ondulações. esticam-se os feixes de média tensão. O
A execução dos serviços atenderá as normas do enchimento com areia realiza-se por camadas, a
DNER (Departamento Nacional de Estrada de areia com uma granulometria de 0-4 mm será a
Rodagem), hoje Departamento Nacional de utilizada para constituir o leito e a camada de
Infraestrutura de Transportes (DNIT), e do DER – proteção dos cabos.
Departamento de Estrada de Rodagem do Rio A Figura 2.14 ilustra a concepção de uma vala com
Grande do Norte. até 5 linhas.

Figura 2.14 – Ilustração do Tipo das Valas


PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN

apresenta os níveis de ruídos emitidos por alguns


2.1.2.8. Construção das Edificações equipamentos utilizados na construção civil.
A construção de edificações nas áreas dos parques
eólicos restringe-se a central de controle, guarita e 2.1.2.9. Construção das Fundações
subestação. Portanto, são obras de pequeno porte As escavações necessárias para execução das
nas quais serão utilizados métodos construtivos fundações previstas nos projetos serão executadas
simples e usuais. manualmente ou mecanicamente, de acordo com
A poluição sonora gerada durante a construção a necessidade da obra e/ou solicitação da
está sujeita à resolução CONAMA N°. 001/90 fiscalização da obra.
(Critérios de padrões de emissões de Ruído) e aos Em toda a área da cava prevista no projeto,
padrões estabelecidos pela Associação Brasileira deverá ser executada uma camada de
de Normas Técnicas – ABNT, pela norma NBR regularização com concreto conforme previsto no
10.152 (Avaliação de Ruído em Áreas habitadas projeto, com espessura mínima de 10 cm.
visando o conforto da comunidade). A Figura 2.15

PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN


RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA) – VOL II - 2.14
Figura 2.15 – Níveis de Ruídos Emitidos pelos As peças são montadas através do uso de um
Equipamentos guindaste com capacidade de até 100 toneladas,
como mostrado na Figura 2.23.
PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN
Equipamentos de Proteção Individual – EPI`s
serão disponibilizados para trabalhadores da
construção e para as equipes de manutenção, bem
como material necessário à prestação de
primeiros-socorros para vários tipos de acidente.
O acesso ao interior das turbinas eólicas é
altamente restrito ao pessoal especializado. Todo o
pessoal envolvido na instalação e manutenção de
componentes receberá treinamentos de segurança
no trabalho.

Figura 2.16 – Exemplo de Escavação para


Instalação de Aerogerador
PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN

As armaduras deverão ser montadas no canteiro e


posicionadas na estaca logo após a concretagem.

As formas serão executadas de acordo com as


dimensões indicadas no projeto, com material de
boa qualidade.

O controle da qualidade dos concretos,


argamassas e caldas de cimento deverá ser feito Foto: Geoconsult, 2010.
em números conforme prescrito pela NBR 6118
(Projeto de Estruturas de Concreto –
Procedimento) da ABNT. As Figuras 2.16 a 2.22 Figura 2.17 – Perfuração das Estacas com Sonda
ilustram a sequência da execução das fundações. PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN

2.1.2.10. Montagem dos Aerogeradores

2.1.2.10.1. Montagem dos Aerogeradores


Os aerogeradores podem ser divididos em 3
partes: (a) segmentos que formam a torre
(atualmente entre 80 e 120 metros de altura); (b)
a nacele; (c) o rotor, composto por 3 pás.

Estas peças vêm desmontadas de fábrica e são


transportadas em caminhões até o local do parque
eólico.
Foto: Geoconsult, 2010.

PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN


RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA) – VOL II - 2.15
Figura 2.18 – Exemplo de Fixação das Estacas. (a) armadura; (b) preenchimento com concreto
PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN

a) b)
Foto: Geoconsult, 2010.

Figura 2.19 –Armaduras de Engates da Sapata Figura 2.21 – Exemplo da Armadura do Bloco de
PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN Coroamento já com Coroa de Ancoragem
(em destaque)
PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN

Foto: Geoconsult, 2010.

Foto: Geoconsult, 2010.


Figura 2.20 – Cimentação da Base com
Armaduras de Engaste
PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN Figura 2.22 –Coroa de Ancoragem
PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN

Foto: Geoconsult, 2010.

PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN


RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA) – VOL II - 2.16
Figura 2.23 – Ilustração da Etapa de Montagem elétrica e o sistema de monitoramento que
Mecânica de um Aerogerador garantirá uma operação segura e confiável será
PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN testada nesta fase. Somente depois de todos os
ajustes para produção segura da energia elétrica é
que o sistema será considerado apto para
operação.

2.1.2.13. Desmobilização e Limpeza Geral da


Obra
A limpeza geral ou desmobilização da obra
compreende a retirada das máquinas,
e desmontagem do canteiro de obras, bem como,
retirada dos rejeitos produzidos que ainda
restarem.

Foto: Geoconsult, 2009. Durante as obras será feito um monitoramento


das condições sanitárias e ambientais do
empreendimento, sendo realizadas limpezas
2.1.2.10.2. Montagem Elétrica periódicas das obras, com o objetivo de minimizar
Após os trabalhos da montagem mecânica segue- as degradações ambientais. Serão instalados nos
se com os trabalhos no que se refere à montagem locais em obra, depósitos para recolhimento de
elétrica. restos de materiais de construção civil e para
deposição de lixo doméstico (gerado nos canteiros
Todo aerogerador deverá possuir uma subestação
de obras).
unitária a qual servirá para transformar a energia
nos parâmetros exigidos pela concessionária, A limpeza geral da obra, englobando a área do
podendo desta forma realizar a ligação na rede equipamento instalado e seu entorno mais
elétrica. próximo deverá ser completamente concluída
antes da passagem à próxima fase de implantação
Após a instalação da subestação unitária, deve-se
do empreendimento.
realizar a conexão a rede, fato que materializa a
transmissão da energia gerada pela turbina eólica
para a concessionária.
2.1.3. Fase de Operação

2.1.2.11. Interligação Elétrica


Esta ação compreende montagem eletromecânica, 2.1.3.1. Produção de Energia Elétrica
instalação dos cabos elétricos e lógicos, e
O PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V está projetado
instalação dos postos de transformação e do posto
para uma capacidade instalada total de 30 MW,
de medição e proteção, através dos quais os
através da operação de 15 turbinas eólicas.
parques eólicos se interligarão a rede da CHESF.
A energia elétrica produzida será escoada através
Este serviço deverá ser feito por empresa
de uma linha de transmissão para a subestação
especializada.
João Câmara.
A rede de instalação dos diferentes condutores são
Durante a fase de operação, o controle do parque
efetuadas em vala, conforme descrito
será automatizado, de modo que o numero de
anteriormente.
funcionários nas dependências do PARQUE EÓLICO
RENASCENÇA V será bastante reduzido, em torno de
2.1.2.12. Testes Pré-operacionais e
5 funcionários.
Comissionamento
As funções da turbina eólica são controladas por
A regulagem dos sensores que irão manter a
um sistema baseado num microprocessador em
constância da voltagem na geração de energia

PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V – PARAZINHO / RN


RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA) – VOL II - 2.17
tempo real. O sistema de controle é formado por Relativamente ao nível de ruídos, ou a qualidade
algoritmos de regulação e de supervisão. da sonoridade local, dada à disposição atual do

O sistema de regulação é responsável pela seleção terreno, os sons ambientes são aqueles vinculados

dos valores adequados da velocidade de rotação principalmente aos animais silvestres,

da turbina eólica, do ângulo de passo das pás e principalmente pássaros, e de criação, que

das referências de potência. Estas estão em circulam ou habitam nas áreas de entorno e ao

mudança constante, dependendo da velocidade de movimento da vegetação decorrente da ação dos

vento que chega à máquina, garantindo um ventos. Mesmo nos locais mais próximos à rodovia

funcionamento seguro e fiável em qualquer de acesso, a alteração no nível sonoro local em

condição de vento existente. decorrência do tráfego de veículos na estrada de


acesso é irrelevante. O vento contribui de maneira
O sistema de supervisão verifica continuamente o
marcante para a dissipação dos ruídos.
estado dos diferentes sensores, assim como o dos
parâmetros internos. O Parque Eólico adotará a rotina de
inspeção/manutenção da Vestas wind Systems A/S
que prevê inspeções para as máquinas V-100 após
2.1.3.2. Manutenção dos Equipamentos
os primeiros três meses, semestral e anualmente.
Durante a operação dos parques eólicos não A RENASCENÇA V ENERGIAS RENOVÁVEIS S.A. dispõe
haverá a necessidade de manter uma grande de um Plano de Contingência para o parque eólico,
quantidade de pessoal para a sua manutenção e com a definição das ações a serem desenvolvidas
operação. em caso de acidentes como contaminação dos
De maneira geral, com relação ao monitoramento, cursos d’água, contaminação do solo, alteração da
todo o controle operacional da máquina, dos qualidade do ar, incêndio na vegetação e danos ao
parâmetros elétricos de energia produzida e patrimônio.
procedimentos de proteção são feitos
automaticamente a partir de um sistema de
2.1.4. Fase de Desativação
controle computadorizado, que inclui os sistemas
de supervisão, proteção e controle, abrigado na
O PARQUE EÓLICO RENASCENÇA V terá uma vida útil
parte inferior e interna da torre metálica. Para
de 20 (vinte) anos, prorrogáveis por igual período.
tanto, o sistema de controle utiliza informações
dos diferentes sensores. Caso a desativação do parque eólico venha
acontecer, esta se dará nos moldes da fase de
Para garantir uma operação segura e eficiente do
implantação, seguindo-se todas as normas
sistema, as seguintes componentes auxiliares
relativas a desmontagem dos equipamentos.
complementam o conjunto:

I. Sistema de frenagem, que controla a rotação


do rotor para evitar velocidades acima do 2.2. CUSTOS DO EMPREENDIMENTO
permitido e assegurar a integridade
Os custos globais estimados para construção do
estrutural do sistema;
empreendimento somam aproximadamente R$
II. Sistema de controle e orientação, que
120 milhões de reais.
orienta o rotor na direção predominante do
vento para garantir a operação eficiente do
aerogerador, além de permitir o controle da 2.3. CRONOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO
velocidade do rotor quando o vento atinge
valores acima do permitido para a O prazo total previsto para implantação do PARQUE
segurança do sistema. EÓLICO RENASCENÇA V é de aproximadamente 21
(vinte um) meses, aproximadamente 2 anos,
III. Sistema hidráulico, que aciona os sistemas
conforme cronograma apresentado no Projeto
de controle de passo, orientação e
Básico apresentado no Volume III – Tomo B.
frenagem do rotor.

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RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA) – VOL II - 2.18