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09/10/2017

Forças Especiais
Força Centrípeta
Força Elástica e
Força de Arrasto

Força Elástica

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09/10/2017

Força Elástica
Você teria coragem de saltar de bungee-jump?

Imagem : Che010 / GNU Free Documentation License

Força Elástica
Os promotores de bungee-jump garantem que o esporte é seguro e explicam por
quê:
▪ o corpo é preso por cintos, presilhas e engates utilizados em alpinismo;
▪ o elástico é super-resistente; suporta até 4 t de massa;
▪ há uma fita entrelaçada nos elásticos, que suporta 2,3 t de massa, para que o elástico não
estique demais;
▪ o elástico permite que o corpo volte no mesmo sentido em que caiu, eliminando riscos ao
organismo.
No entanto, os próprios instrutores advertem que o esporte não é recomendado
a pessoas que tenham hipertensão, problemas de coração ou de coluna. Depois da
queda, sob o efeito da aceleração da gravidade (9,8 m/s²), o elástico estica, imprimindo
no corpo uma aceleração contrária à da gravidade. Ao atingir o limite de estiramento,
acontece uma desaceleração brusca.

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Força Elástica
É nesse momento que o
organismo pode correr risco. O elástico
está firme, o chão está bem longe, mas
o choque da parada brusca faz que o
sangue flua rapidamente para a cabeça
- não se esqueça de que a pessoa está
de cabeça para baixo - podendo
provocar hemorragias nos olhos ou
deslocamento da retina. O “frio na
barriga” resulta da ausência de peso
durante a queda.
Nesse esporte conta-se
essencialmente com a propriedade
elástica da tira amarrada nos pés dos
saltadores. O fato de o elástico esticar
até um certo limite e se restaurar é Imagem : Ellywa / GNU Free
Documentation License.
vital para garantir a emoção e a
segurança.

Força Elástica
• Os objetos em geral, ao sofrerem ação de uma força externa, tendem a passar por
deformações. Alguns materiais possuem a propriedade de recuperar sua forma
original quando cessa a força aplicada a eles, a qual recebe o nome de elasticidade.
Os materiais que não recuperam sua forma original são chamados inelásticos. Essa
propriedade se deve aos arranjos moleculares e ao tipo de ligação existente entre os
átomos em cada material.

Durante o choque da bola contra a cabeça


do atleta, a bola sofre deformações; porém,
na medida em que a bola se afasta dele,
forças internas restauram a forma original
da bola.

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Força Elástica
• Quando puxamos uma mola ou um elástico, imediatamente aparecem forças de
restauração, ou seja, forças que se opõem às forças que deformaram a mola ou o elástico.
Segundo estudos de Hooke, ao aplicar forças em molas existe um intervalo de intensidade
para o qual as molas, ao serem soltas (ficarem livres das forças), retornam ao seu tamanho e
forma originais. Hooke definiu esse intervalo como regime elástico.

Imagem : Roger McLassus / GNU


Imagem :Jean-Jacques MILAN /

Free Documentation License


Public Domain

Uma consequência do regime elástico é o fato de que a força aplicada à mola provoca uma
distensão. No regime elástico a
razão força /deformação é constante para toda força.

Força Elástica
Força elástica (Fel): aparece
quando comprimimos ou
distendemos uma mola.
O módulo da força elástica (Fel)
é diretamente proporcional à
deformação nela provocada.

Constante de proporcionalidade k (constante elástica da mola):


representa uma característica da mola, medida em N/m.

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Força Elástica
Hooke, ao estudar as deformações elásticas, verificou
que, duplicando o valor da força aplicada, a deformação
duplica, triplicando o valor da força, a deformação triplica, e
assim por diante.

lo

x
Fel 2x

F 2Fel

2F

Isso é válido para quando a mola é distendida ou comprimida.

Força Elástica
x
x Fel

Fel

Assim, Hooke estabeleceu a seguinte lei:


Em regime de deformação elástica, a intensidade da força é
proporcional à deformação.

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FÍSICA, 1° Ano do Ensino Médio


Força Elástica
Força Elástica

Em que:
• F: intensidade da força aplicada.
• k: constante elástica da mola.
• x: deformação (alongamento ou encurtamento)
sofrido pela mola.
A constante elástica k é uma característica da mola
considerada e dependente do material de que é feita, das
dimensões, entre outros. Sua unidade no SI é o N/m.

FÍSICA, 1° Ano do Ensino Médio


Força Elástica
Força Elástica
A lei de Hooke é utilizada na medida de
F2
forças por meio de um aparelho – o
dinamômetro – que consiste numa mola
elástica associada a um ponteiro que mede,
em uma escala graduada em newtons, a
intensidade da força deformadora.
O dinamômetro efetua a medida da
força F em situação estática e, portanto, a
força resultante sobre ele é nula. Assim, nas
duas extremidades, temos forças opostas (não F1
considera o peso do dinamômetro).
F

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FÍSICA, 1° Ano do Ensino Médio


Força Elástica
Força Elástica
Aplicações

1) O gráfico representa a intensidade da força F que age


sobre uma mola, em função da deformação x.

F(N)

60

0 5 x(cm)

a) Determine a constante elástica da mola.


b) Calcule a deformação quando F = 90 N.

FÍSICA, 1° Ano do Ensino Médio


Força Elástica
Força Elástica
2) Durante os exercícios de força realizados por um corredor, é usada uma tira de
borracha presa ao seu abdome. Nos arranques, o atleta obtém os seguintes resultados:

Semana 1 2 3 4 5

Δx (cm) 20 24 26 27 28

onde Δx é a elongação da tira.


O máximo de força atingido pelo atleta, sabendo-se que a constante elástica da tira é de
300 N/m e que obedece à lei de Hooke, é, em N:
a) 23 520 b) 17 600 c) 1 760 d) 840 e) 84

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FÍSICA, 1° Ano do Ensino Médio


Força Elástica
Força Elástica
3) Num teste para a prática de bungee jumping a equipe soltou uma carga de
80 kg, de cima de um viaduto de 38 m de altura, amarrada a um elástico de 16
m de comprimento e constante elástica k. A altura mínima, em relação ao solo,
que a carga atingiu, foi de 6 m. Calcule o valor de k.

4) (UFJF-MG) Um cofre de três toneladas está colocado no segundo andar de


uma casa velha, apoiado em um piso horizontal de madeira. Para evitar que o
cofre fure o piso caindo no andar de baixo, liga-se na sua parte superior uma
mola de constante elástica k = 400 N/cm, presa ao teto. Nessa situação, se o
comprimento da mola é esticada de 50 cm em relação ao seu comprimento
natural, qual a intensidade da força que o cofre faz no piso de madeira?

FÍSICA, 1° Ano do Ensino Médio


Força Elástica
Força Elástica
5) Na figura, os fios e as polias são ideais e não existe atrito. A mola de massa
desprezível, sofre uma distensão de 5 cm. Qual a constante elástica dessa mola?

15kg

B 10Kg

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Força de Arrasto

Força de Arrasto e Velocidade Terminal


Por definição, um fluido é uma substância capaz de escoar.

Quando existe uma velocidade relativa entre um fluido e um corpo


sólido, o corpo experimenta uma força de arrasto 𝑅 que se opõe
ao movimento relativo e é paralela à direção do movimento
relativo do fluido.

Vamos estudar apenas os casos em que:


• o fluido é o ar,
• o corpo não é aerodinâmico (fino e pontiagudo como um dardo) e
• o movimento relativo entre o fluido e o corpo é suficientemente
rápido para produzir uma turbulência no ar (formação de
redemoinhos) atrás do corpo.

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Força de Arrasto e Velocidade Terminal


O módulo da força resistiva é função da velocidade do corpo,
porém essa dependência é bastante complexa e vamos
considerar apenas dois modelos simplificados no nosso estudo .

No primeiro modelo, vamos assumir objetos de pequenas


dimensões que se deslocam à baixas velocidades no fluido, tais
como partículas de poeira no ar.
Nesse caso, a força resistiva 𝑅 é proporcional à velocidade com a
qual o objeto se desloca,

onde b é uma constante cujo valor depende das propriedades do 𝑃


meio, da forma e dimensão do objeto e 𝑣Ԧ é a velocidade do
objeto relativamente ao meio.

O sinal negativo indica que o sentido da força resistiva 𝑅 é


oposto ao da velocidade 𝑣Ԧ

Força de Arrasto e Velocidade Terminal


Considere uma pequena esfera de massa m que cai a
partir do repouso, em um recipiente com um líquido
conforme a figura ao lado.
A força de arrasto 𝑅 produzida pelo atrito do corpo com
o fluido (líquido) é dirigida para cima e seu módulo
cresce gradualmente, a partir de zero, com o aumento da
velocidade (aceleração) do corpo.
A força de arrasto se opõe à força gravitacional, dirigida 𝒂
para baixo e portanto, podemos escrever a segunda lei
de Newton para um eixo vertical y, com a aceleração
orientada verticalmente para baixo.
𝒗

Conforme nosso raciocínio sugere, se o corpo cai por um


tempo suficiente, 𝑅 acaba se tornando igual a 𝑃 .

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Força de Arrasto e Velocidade Terminal


Conforme t aumenta, o valor da força resistiva aumenta e a
aceleração diminui.

A aceleração tende à zero quando a força resistiva se


aproxima do valor do peso da esfera, de forma que a força
resultante se anula.
Assim,

Observando que 𝑎 = 𝑑𝑣 Τ𝑑𝑡, obtemos a equação

Cuja solução é dada por:

Força de Arrasto e Velocidade Terminal


Exercício:
1) Uma pequena esfera de massa 2,00 g é deixada cair a partir do repouso, em um recipiente cheio
de óleo, onde experimenta uma força resistiva proporcional à sua velocidade.
A esfera alcança uma velocidade terminal de 5,00 cm/s. Determine a constante de tempo e o tempo
necessário para que a esfera alcance 90% de sua velocidade terminal.

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Força de Arrasto e Velocidade Terminal


Para objetos se movendo à altas velocidades através do ar, tais
como aviões, skydivers, carros e bolas de baseball, a força
resistiva é razoavelmente bem modelada como sendo
proporcional ao quadrado da velocidade.
Nestas situações, o valor da força resistive pode ser descrito como

Onde:
D é um parâmetro determinado experimentalmente
conhecido como coeficiente de arrasto,
ρ é a massa específica do fluido (massa por unidade de
volume) e
A é a área da seção reta efetiva do corpo (a área de uma seção
reta perpendicular à velocidade).

Força de Arrasto e Velocidade Terminal


O coeficiente de arrasto 𝑫 (cujos valores típicos variam de 0,5
para objetos esféricos até 2,0 para objetos altamente irregulares)
não é constante para um mesmo corpo, já que depende da
velocidade.
Os esquiadores sabem muito bem que a força de arrasto depende
de A e de 𝒗𝟐 . Assim, para alcançar altas velocidades um esquiador
procura reduzir o valor de 𝑅 , adotando, a chamada “posição de
ovo” para minimizar a área da seção reta.

Fazendo a mesma análise a fim de calcularmos a velocidade limite


neste caso, temos

que nos leva à expressão

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Força de Arrasto e Velocidade Terminal


O coeficiente de arrasto 𝑫 (cujos valores típicos variam de 0,5
para objetos esféricos até 2,0 para objetos altamente irregulares)
não é constante para um mesmo corpo, já que depende da
velocidade.
Os esquiadores sabem muito bem que a força de arrasto depende
de A e de 𝒗𝟐 . Assim, para alcançar altas velocidades um esquiador
procura reduzir o valor de 𝑅 , adotando, a chamada “posição de
ovo” para minimizar a área da seção reta.

Fazendo a mesma análise a fim de calcularmos a velocidade limite


neste caso, temos

que nos leva à expressão

Força de Arrasto e Velocidade Terminal


Quando a força resistiva é contrabalançada pelo peso,

e assim, temos

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Força de Arrasto e Velocidade Terminal


Exercício:
2) A velocidade terminal de uma bola de baseball é de 43 m/s.
Suponha que uma bola de massa igual à 145 g é rebatida à uma
velocidade de 40,2 m/s. Encontre a força resistiva que atua na
bola a esta velocidade.

Força de Arrasto e Velocidade Terminal


Exemplo:
A velocidade terminal de uma bola de baseball é de 43 m/s.
Suponha que uma bola de massa igual à 145 g é rebatida à uma
velocidade de 40,2 m/s. Encontre a força resistiva que atua na
bola a esta velocidade.

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Força de Arrasto e Velocidade Terminal


3) Uma gota de chuva de raio R = 1,5 mm cai de uma nuvem que
está a uma altura h = 1200 m acima do solo. O coeficiente de
arrasto da gota vale 0,60. Suponha que a gota permanece esférica
durante toda a queda. A massa específica da água, ρa, é 103 kg/m3,
e a massa específica do ar, ρar, é 1,2 kg/m3.
a) Qual é a velocidade terminal da gota?
b) Qual seria a velocidade da gota imediatamente antes do
impacto com o chão se não existisse a força de arrasto?

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