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Prevenção

A prevenção se aplica sobretudo a doenças genéticas e infecciosas e às lesões


provocadas por acidentes.

A síndrome de álcool fetal é uma causa da deficiência intelectual altamente comum e


completamente passível de prevenção. Deve-se alertar as mulheres sobre os efeitos
extremamente prejudiciais do álcool durante a gravidez.

Os médicos podem recomendar a realização de exames genéticos às pessoas com


familiares ou outros filhos com doenças hereditárias conhecidas, especialmente doenças
relacionadas a DI, como fenilcetonúria ou síndrome do X frágil.

A identificação de um gene associado a um distúrbio hereditário permite que o


aconselhamento genético ajude os pais a perceberem o risco de terem um filho afectado.
As mulheres que planejam uma gravidez devem receber as vacinas necessárias,
principalmente contra a rubéola. As mulheres com risco de distúrbios infecciosos que
possam ser prejudiciais ao feto, como rubéola e o vírus da imunodeficiência humana
(HIV) devem ser testadas antes de engravidar. A realização de cuidados pré-natais
adequados reduz o risco de se ter um filho com DI.

Os avanços nas práticas de trabalho de parto e no tratamento de bebés prematuros


ajudaram a reduzir a taxa da DI relacionada à prematuridade. Alguns exames, como a
ultra-sonografia, a amniocentese e vários exames de sangue podem ser realizados
durante a gravidez para identificar doenças que conduzem frequentemente à DI, e são
com frequência usadas em mulheres com alto risco de ter bebés com síndrome de
Down, especialmente naquelas com 35 anos de idade ou mais, e nas mulheres com
histórico familiar de distúrbios metabólicos.

Algumas doenças, como hidrocéfalo e incompatibilidade de Rh grave podem ser


tratadas durante a gravidez. A maioria das doenças, contudo, não pode ser tratada e o
reconhecimento precoce pode servir somente para preparar os pais e permitir que eles
considerem a opção do aborto.

Tratamento

O melhor tipo de cuidado prestado a uma criança com DI é por meio de uma equipe
multidisciplinar que inclui: Clínico geral, Assistentes sociais, Terapeutas da fala
Terapeutas ocupacionais, Fisioterapeutas, Neurologistas ou pediatras especializados em
desenvolvimento, Psicólogos, Nutricionistas e Educadores.

Outros profissionais também podem fazer parte da equipe se necessário. Junto com a
família, essas pessoas desenvolvem um programa abrangente e individualizado para a
criança que é iniciado assim que se suspeitar do diagnóstico de DI. Os pais e irmãos da
criança também precisam de apoio emocional e às vezes aconselhamento. A família
inteira deve ser uma parte integral do programa. A gama completa de pontos fortes e
fraquezas da pessoa deve ser levada em consideração ao se determinar que tipo de apoio
é necessário. Factores tais como deficiências físicas, problemas de personalidade,
doença mental e habilidades interpessoais são levados em consideração. As pessoas
afectadas com deficiência intelectual e distúrbios da saúde mental coexistentes como
depressão podem receber medicamentos apropriados em dosagens similares àquelas
dadas às pessoas sem DI. Contudo, dar medicamentos a uma criança sem também
oferecer terapia comportamental e alterações ambientais, em geral, não é útil. Todas as
crianças com DI se beneficiam de educação especial. A lei federal dos EUA sobre
educação para indivíduos com deficiências (Individuals with Disabilities Education Act,
IDEA) exige que as escolas públicas ofereçam educação gratuita e apropriada para
crianças e adolescentes com DI ou outros distúrbios do desenvolvimento. A educação
deve ser fornecida no ambiente menos restritivo e mais inclusivo possível, no qual a
criança tenha todas as oportunidades para interagir com outras crianças não afectadas e
tenha igual acesso aos recursos da comunidade.