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TECIDOS EPITELIAIS

Cristiane B. B. Torres
Principais Características dos Tecidos Básicos
Tecido Células Matriz Funções
Extracelular Principais
Nervoso Longos Nenhuma Transmissão de
prolongamentos impulsos nervosos

Epitelial Células Pequena Revestimentos de


poliédricas quantidade superfícies e
justapostas cavidades;
secreção

Muscular Células alongadas Moderada Movimento


contráteis quantidade

Conjuntivo Vários tipos de Abundante Preenchimento,


células fixas e apoio, nutrição e
migratórias proteção
Tipos de Tecidos Epiteliais

Tecido Epitelial de Revestimento

Tecido Epitelial Glandular

Tecido Epitelial Atípico


Welsch (2008)
Funções dos tecidos epiteliais

1-Proteção dos tecidos subjacentes

2-Transporte e absorção de moléculas

3-Secreção de produtos celulares

4-Detecção de sensações - neuroepitélios


Características gerais dos tecidos epiteliais de
revestimento

1- Células poliédricas, justapostas, coesas, formando


camadas contínuas;

Gartner, Hiatt (2007)


2- Forma celular variável, desde achatada até
cilíndrica alta, passando por todas as formas
intermediárias.

3- A forma do núcleo acompanha a forma da célula;


a forma do núcleo dá indiretamente uma idéia da
forma da célula.
Classificação dos Tecidos Epiteliais

Critério 1: quanto ao número de camadas de células

• Simples
• Pseudoestratificado
• Estratificado

Critério 2: quanto à forma da célula

• Pavimentoso, escamoso
• Cúbico
• Cilíndrico, colunar, prismático
• Transição
Junqueira, Carneiro (2017)
Epitélio Pavimentoso Simples

mesotélio

endotélio

Junqueira, Carneiro (2017)


Epitélio Cúbico Simples
(túbulos renais)

Abrahamsohn (2016)
Epitélio Cilíndrico Simples
(intestino delgado)

Ross (2016)
Junqueira, Carneiro (2017)
Epitélio Estratificado Colunar
(ducto excretor de glândula salivar)

Abrahamsohn (2016)
Epitélio Estratificado Pavimentoso

Sem queratina (áreas da boca) Com queratina (epiderme)

Abrahamsohn (2016)
Epitélio de Transição
(Bexiga, Ureter)

Abrahamsohn (2016)
Epitélio Pseudoestratificado

Ciliado e com células caliciformes Estereociliado


(epitélio respiratório) (epidídimo)

Abrahamsohn (2016)
Célula
Caliciforme

• Tem forma de cálice;


• Secreta glicoproteínas;
• É uma célula polarizada.

Junqueira (2017)
Especializações da Membrana das Células
Epiteliais

• Microvilos
Aumentam a área de absorção
• Estereocílios

• Cílios
Realizam movimentação
• Flagelo
Microvilos
(intestino)

Junqueira, Carneiro (2017)


Estereocílios
(epidídimo)

Junqueira, Carneiro (2017)


Cílios
(tuba, útero, traqueia)

blog.terapiametabolica.com
Ross (2016)
Flagelo
(espermatozoide)

Bainha fibrosa

Fibras densas

Axonema

Bainha
mitocondrial

Junqueira, Carneiro (2017)


Glicocálice
Revestimento externo de glicoproteínas. Funções: proteção
contra lesões mecânicas e químicas, manutenção à distância de
moléculas estranhas, pinocitose e adesão.

Desenho esquemático do glicocálice Glicocálice sobre microvilos de células


intestinais

Alberts et al. (2010); Junqueira, Carneiro (2017)


Junções Celulares
• Bloqueadoras
- zônulas de oclusão
•Ancoradouras
- zônulas de adesão

- desmossomos
- hemidesmossomos
- contatos focais

• Comunicantes
- tipo fenda (ou gap)
Alberts et al. (2010)
Zônulas de Oclusão

1-Vedam o espaço entre as


células mas funcionam
também como barreira
seletiva, separando fluidos
com composição química
diversa;

2-Impedem a movimentação
das proteínas da membrana;
Alberts et al (2010)
Zônulas de Oclusão
1 - proteínas principais: claudinas, ocludinas, JAM (junction adhesion
molecules);
2 - proteínas intermediárias: ZO (zonula occludens);
3 - filamentos do citoesqueleto: actina.

openi.nlm.nih.gov
Zônulas de Adesão

1- Formam cintos de adesão contínua ao redor da célula, logo


abaixo da junção bloqueadora.

Junqueira, Carneiro (2017)


Zônulas de Adesão

1 – Proteínas principais: E-caderinas;


2 – Proteínas intermediárias: cateninas;
3 – Filamentos do citoesqueleto: actina e miosina.

pixgood.com846
Desmossomos

en.wikipedia.org814
Desmossomos
1- Proteínas principais: E-caderinas;
2- Proteínas intermediárias: desmoplaquina, desmogleína etc;
3- Filamentos do citoesqueleto: intermediários (ex: queratina)

en.wikipedia.org
Desmossomos

3- Doença auto-imune (pênfigo vulgar ou foliáceo): produção de


anticorpos contra a proteína desmogleína 1 dos desmossomos
da pele, rompendo os desmossomos e causando inchações
severas e vazamento de fluidos para espaços entre as células
epiteliais descoladas.

Alberts et al (2010)
Hemidesmossomos
1-São semelhantes aos desmossomos, porém situam-se na
base das células;
2-Ancoram as células epiteliais na lâmina basal;
3- As proteínas transmembrana são as integrinas.

www.lookfordiagnosis.com663
Contatos Focais
1 – proteínas principais: integrinas;
2 – proteínas intermediárias: paxilina, vinculina etc;
3 – filamentos de actina.

www.reading.ac.uk500
Junções Comunicantes: junções tipo fenda ou gap
1- Permite a troca de pequenas moléculas entre os citoplasmas
das células através de canais constituídos das proteínas
conexinas;

www.scilogs.com452
Lâmina Basal
1- As células epiteliais, assim como outros tipos celulares, estão
ancorados ao tecido conjuntivo pela lâmina basal, constituída
de colágeno IV, proteoglicanas e glicoproteínas.

Alberts et al (2010) Gartner, Hiatt (2007)


Lâmina Basal

2- Funções:

• apoio para células migrantes embrionárias e adultas;


• adesão entre epitélio e conjuntivo;
• influência na diferenciação e proliferação celular;
• permeabilidade seletiva.
Lâmina Basal
Em epitélios sujeitos a atrito forte, como a pele, a lâmina basal funde-se ao tecido
conjuntivo por meio de fibrilas de colágeno VII (ancoragem).

Welsch (2008)
Doença autoimune: produção de anticorpos contra antígenos
penfigoides bolhosos (componentes dos hemidesmossomas:
BP180 e BP230) leva à separação entre epitélio e conjuntivo da
pele ao nível da lâmina lúcida.
Formação das Glândulas

Junqueira, Carneiro (2017)


Classificação das Glândulas

– Qto ao local de eliminação da secreção


• Exócrina: secreção em superfície ou cavidade
• Endócrina: secreção em vasos sanguíneos
• Mista: secreção em ambos os locais

– Qto ao modo de eliminação da secreção


• Merócrina: elimina só a secreção
• Apócrina: elimina a secreção e parte do citoplasma
• Holócrina: elimina a célula inteira com a secreção
Classificação das Glândulas Exócrinas

– Qto à ramificação da porção secretora


• Simples
• Ramificada

– Qto à ramificação do ducto


• Simples
• Composta
Classificação das Glândulas

Junqueira, Carneiro (2017)


Ácino/Túbulo Mucoso

• Células piramidais;

• Produção de muco;

• Núcleos achatados;

• Coloração pálida em
HE;

• Glândula sublingual.
Junqueira, Carneiro (2017)
Ácino Seroso

• Células piramidais;

• Secreção fluida;

• Núcleos arredondados;

• Coloração intensa em
HE;

• Pâncreas e parótida.
Junqueira, Carneiro (2017)
Ácino Misto

• Células piramidais;

• Secreção fluida;

• Núcleos arredondados;

• Coloração em HE depende
do tipo de célula;

• Glândula Submandibular.
Microanatomy.net
Glândulas Tubulares Simples
(intestino grosso)

Junqueira, Carneiro (2017)


Glândulas Sebáceas e Sudoríparas

Glândula sebácea: Glândula


alveolar, de ducto sudorípara: tubular
simples e holócrina simples enovelada,
Junqueira, Carneiro (2017) merócrina
Glândulas Mamárias: tubuloalveolares
compostas apócrinas

Junqueira, Carneiro (2017)


Tireoide: glândula endócrina folicular ou vesicular

Junqueira, Carneiro (2017)


Pâncreas: glândula mista
Ilhotas pancreáticas (gl. endócrina cordonal)

(insulina, glucagon etc)

(amilase, lipase, tripsinogênio etc)

Junqueira, Carneiro (2017)


Adeno-hipófise: gl. endócrina cordonal

vivo.colostate.edu
Paratireoide: gl. endócrina cordonal