Você está na página 1de 48

CAPÍTULO I

Não sei quando nem como a família Claro de Lima da Fazenda


Babaçu, no município de Serranópolis GO, teve os primeiros contatos
com o Espiritismo. A mamãe contava que no resguardo de Homero
(seu 6º filho) começou a perder a visão. Uma de suas vistas se perdeu
por completo e a outra já estava sendo atingida. Ela, então, fez uma
promessa de ler todos os dias um texto ou uma obra Espírita se não
perdesse a visão totalmente. E assim ela fez.
Portanto, nessa época, mais ou menos 1927, a mamãe já tinha
lido várias obras Espíritas. Só na velhice, quando perdeu por completo
a visão, não pode mais ler os livros que ela tanto gostava.
A escolaridade da mamãe era mínima, mas ela sabia contar tim-
tim por tim-tim tudo o que aprendia nos livros Espíritas. Tinha uma
memória fantástica! Antes mesmo de eu ler as obras de Emmanuel e
André Luiz, já conhecia todas as histórias de tanto ouvir a mamãe
narrá-las. Os livros da mamãe tinham, quase todos, as páginas
queimadas pela luz da lamparina. Ela lia à noite, pois não tinha tempo
durante o dia.
Antigamente, o trabalho das mulheres era muito pesado. Mamãe
foi uma batalhadora, venceu muitos desafios. Quando terminava as
tarefas do dia a dia, que não eram poucas, era a hora de começar a
tecer. E para ganhar tempo, enquanto ela tecia, colocava ao seu lado eu
e o meu irmão Aélcio para sermos alfabetizados.
Mamãe era tecedeira, colhia o algodão e transformava-o em
tecidos para uso doméstico (como: lençóis, cobertas e colchões). Era
uma atividade cansativa e demorada. Participei de algumas delas,
como descaroçar o algodão, que era feito no descaroçador, um banco
com moendas fixas no centro e uma munheca de cada lado.
Essa atividade era realizada geralmente por duas crianças, uma
colocava o algodão de um lado e a outra ia retirando a pasta de algodão
já sem as sementes. O som das munhecas, quando eram acionadas,
produzia um ruído, nhec, nhec... nhec, nhec, e esse ruído nos causava
uma leve sonolência...
Depois esse algodão era cardado e fiado, formando os novelos de
linha. Primeiro a linha era enrolada na mão e depois desenrolada na
urdideira. Auxiliava a mamãe também na urdição. Eu girava a
urdideira enquanto ela ia ajeitando as linhas para formar as meadas.
Depois de tingidas, as meadas de linha eram colocadas nos pentes do
tear. Quando terminávamos todo esse trabalho, havia bagem de
amendoim para as crianças. Era uma festa! A nossa maior recompensa
era comer aquele amendoim delicioso.
Apesar do trabalho árduo e as dificuldades enfrentadas, mamãe
teve 14 filhos. Um dos seus filhos, Adair, morreu com poucos dias de
vida, mais ou menos por volta de 1932. Nossa mãe viveu até 1998,
faltando 3 meses para completar 95 anos de idade (5/3/1904 à
12/12/1998).

Eu e meus irmãos
CAPÍTULO II

Lembro-me da mamãe e minhas irmãs dizerem que a


mediunidade na família foi surgindo muito cedo. Elas contavam que a
Alcinda (Fiinha) desde pequena manifestou algum tipo de
mediunidade. A Fiinha era nossa irmã mais velha e a mais miudinha
das irmãs, porém a mais ágil no trabalho.
Em 1925, quando o Zico (5º filho) ainda era bebê, a Fiinha, que
nessa época tinha mais ou menos 7 anos de idade, foi intuída por uma
força superior e salvou o irmãozinho. Era uma manhã de inverno, a
nossa mãe estava lavando as vasilhas do café no rego d'água, que por
sinal era longe da casa. Enquanto isso, a Fiinha estava moendo o café
para ser coado mais tarde. Foi quando minha irmã sentiu uma forte
vontade de ir ver o bebê e aquilo começou a incomodá-la. Mesmo
assim, pensou que era bobagem e continuou moendo o café.
O impacto da vontade só crescia e um impulso inexplicável
começou a dominá-la. Foi irresistível... Ela saiu correndo até o quarto e
encontrou a criança completamente roxa, com a cabeça presa entre o
catre (cama) e a parede do quarto. Ao ver esta cena começou a gritar
desesperada pela mamãe e o papai que correram e retiraram o Zico da
cama. A mamãe chorava acreditando que a criança estava morta... O
papai, assustadíssimo, pedia calma... Foi um corre, corre, esquentando
pano no fogão a lenha e enrolando na criança, que aos poucos foi
voltando a respirar para a alegria da família.
Mais tarde, entre os anos de 1937 à 1938, a mamãe estava
grávida e fez uma viagem a cavalo à cidade de Rio Verde, na casa de
sua cunhada Garricha, esposa do irmão Justino. As precárias
condições da viagem acabaram por provocar uma forte hemorragia
que posteriormente levaram mamãe a perder o bebê. A hemorragia
provocada pelo aborto era continua. Naquele tempo ninguém falava
em médico, a medicina usada nas fazendas era a do livro Guia Prático
de Saúde. Não havia condução além do cavalo ou do carro de boi. Este
último era formado por um carro puxado por duas fileiras enormes de
bois que eram amansados para depois receberem as cangas.
Naquele momento mamãe pressentiu que ia desencarnar, a
fraqueza tomava conta de seu corpo. Então chamou a Fiinha e lhe
pediu que tomasse conta dos nove irmãos menores, caso ela viesse a
falecer. Fiinha ficou triste e preocupada “O que seria deles com a falta
da Mamãe?” – pensou. De repente ela avistou na sua frente uma mão
que supôs ser do nosso avô paterno João Joaquim, já desencarnado.
Nesta mão haviam 3 gotas de uma substância incolor e uma voz lhe
disse “Esse é o remédio que vai curar sua mãe”.
Deste dia em diante, o papai, religiosamente, preparava uma
limonada e colocava na soleira da janela para receber o sereno da noite.
Depois dava para a mamãe tomar. Ele acreditava que o remédio do
mundo espiritual, que a Fiinha dizia ter visto, era colocado na
limonada que a mamãe tomava e com isso ela foi melhorando,
melhorando, até que ficou completamente curada. Depois deste
episódio, houve um intervalo de 7 anos para a mamãe gerar outro filho.
Diziam também que, num dia chuvoso, estava a família reunida
na cozinha da casa velha, quando um raio caiu próximo da casa,
acompanhado por um forte trovão que causou um grande susto em
todos. Inesperadamente, a Fiinha foi “tomada por um espírito”. A
mamãe apuradíssima e sem saber o que fazer pegou o Evangelho
Segundo o Espiritismo e colocou-o aberto sobre a cabeça da filha. Não
sei se por isso ou se por outro motivo, mas a entidade retirou-se. E
assim a mediunidade da nossa irmã foi aflorando cada vez mais.
CAPÍTULO III

Se numa família sempre existe um membro que dá sustentação


aos demais, esse alguém em nossa casa foi, sem sombra de dúvida, a
Fiinha e o seu esposo Rosalino (Rosa). Eu, principalmente, considero-
os como meus segundos pais. Era ainda muito nova quando os dois se
mudaram para a cidade de Jataí com as filhas Eunice e Ismália para que
elas pudessem estudar. Tão logo isso aconteceu, a mamãe mandou que
eu fosse morar com eles. Tive deles, não só o apoio para estudar, mas
também a estabilidade para crescer como ser humano.
Quando completei 12 anos de idade e precisava arranjar um
emprego, o Rosa foi comigo, de porta em porta, apresentando-me aos
donos das casas de comércio da cidade. Lembro-me bem que o
primeiro estabelecimento comercial que entramos foi uma farmácia. O
proprietário da farmácia, muito educadamente, nos conduziu até o
interior da residência, e me apresentou a sua esposa:
_Esta será a nova babá da nossa filhinha.
Sem pestanejar, o Rosa interveio:
_ Não! Ela não vai ser babá. Ela quer um trabalho como
balconista.
Saímos dali desapontados, mas o meu cunhado não desistiu.
Naquele mesmo dia, conseguimos o emprego de balconista que eu
tanto queria nas Casas Jerusalém, na Avenida Goiás, de propriedade do
senhor Rassa, um turco bastante conhecido em Jataí. A partir daí fui me
libertando um pouco da extrema timidez e fui conquistando outros
trabalhos.
Anos depois, em 1966, quando terminei o magistério, fui
convidada pelo prefeito de Serranópolis, Sr. Pedro Alves, para dar
aulas de Matemática no Colégio Dom Abel, recém-inaugurado no final
daquele ano.
De início não aceitei o pedido. Em resposta disse-lhe que não me
mudaria para outra cidade sem a minha família. Nessa época a Eunice
já estava casada, a Ismália estava com 15 anos e a Lis por volta de 4 à 5
anos.
Pois então a Fiinha e o Rosa decidiram deixar a sua estabilidade
em Jataí e foram morar de aluguel na cidade vizinha para que eu não
perdesse aquela oportunidade de trabalho. Parecia que o meu destino e
o deles estavam interligados.
Minha Formatura E foi assim que me mudei para Serranópolis, minha cidade natal,
e pude cumprir talvez a parte mais importante da minha agenda
espiritual – a constituição de uma família e a missão de ser professora.
Portanto, serei eternamente grata à Fiinha e ao Rosa por tudo que eles
fizeram por mim.
CAPÍTULO IV

Outra que também era médium psicofônica foi a nossa irmã


Almerinda ou Nenen (apelido carinhoso que recebeu da família). Sua
mediunidade surgiu durante a adolescência e se manifestava
repentinamente, em momentos inesperados. A Nenen era humilde e
bondosa com todos, não maltratava ninguém e tinha um carinho
especial pelos animais. Ela foi a quarta filha da mamãe e, quando
criança, passou um grande susto em todo mundo. Com três anos de
idade, ela era uma criança normal, corria e gostava de conversar.
Curiosa como toda criança, um dia, brincando no quintal, foi até o
monjolo para ver o pau do pilão que socava o arroz.
Ao olhar dentro do pilão, ficou com a cabecinha sob a mira da
mão pesada do monjolo que bateu com toda a força contra a sua
cabeça. Ninguém sabe ao certo como foi que a mamãe percebeu o que
tinha acontecido, talvez pela diferença na pancada do monjolo. O que
eu sei é que, tão logo ela compreendeu isso, correu desesperada até sua
filha, que estava desacordada, e pegou-a a nos braços. Por mais ou
menos sete dias, Nenen ficou inconsciente, praticamente em coma.
Quando voltou a si, não falava. Aos poucos foi aprendendo novamente
a falar, a ler e escrever, com dificuldade.
Com o passar dos anos, mesmo contra a vontade do papai,
resolveu se casar com João Nunes. Acho que eu tinha uns cinco anos de
idade nesta época, por isso me lembro muito superficialmente do que
aconteceu.
No início do casamento, foram morar numa casinha ao lado da
casa do papai. Ali tiveram dois filhos, Osler e Osmar. Depois disso
fizeram uma casinha de pau-a-pique na beira do córrego. Quando
minha irmã se mudou para esta casa, estava nos dias de dar a luz a sua
terceira filha. Então ela deixou o Osmar, que estava com um aninho de
idade, com a mamãe e foi embora. Mais tarde o Rosa (esposo da
Fiinha) fez outra casa para João Nunes, do outro lado do córrego, onde
hoje é a residência do Osler.
Com mais ou menos dez anos de idade o Osler foi para a
companhia dos tios Zico e Galdina com quem viveu até se casar. A
Helena Maria, terceira e última filha, ficou na companhia dos pais até a
idade de estudar. Como não havia escola na fazenda, mamãe teve que
insistir com a Nenen e com João Nunes para que eles deixassem a
menina ir morar com alguns parentes em Jataí para frequentar a escola.
Teve um pouco de resistência dos dois, que eram muito apegados à
filha caçula.
Depois de muita insistência, a Helena foi morar com a tia
paterna, Vitalina, em Jataí. Com a morte da tia, ela ficou com a prima
Zelinda, com quem está até hoje. Portanto, a minha irmã teve que
renunciar o amor pelos filhos, para vê-los melhor conduzidos.
No final da sua existência sofreu um AVC. Sua filha, Helena
Maria, pediu licença do serviço para cuidar integralmente da mãe.
Foram seis meses de dedicação total, retribuindo todo o carinho que
havia recebido dela quando criança. Segundo relatos da médium
Marlene, hoje a Nenen é um espírito evoluído que adquiriu, pelas suas
obras, destaque no plano espiritual.
CAPÍTULO V

A mediunidade foi surgindo dentro da nossa família de várias


maneiras. A mamãe contava que, quando o tio Otiles ficou viúvo, foi
com os filhos morar em nossa casa. Durante este tempo papai
alimentou um ciúme doentio e sem motivo da mamãe com o cunhado,
seu irmão. Mais ou menos neste tempo, papai foi vítima de uma
pertubação muito grave, talvez motivado pelo ciúme. Cismou que o
coração estava falhando e que estava doente. Mas a verdade é que
papai estava com uma doença fantasma ou psicossomática e com isso
foi ficando cada vez mais depressivo.
Resolveram fazer um tratamento espiritual no Centro Espírita do
Sr. Vicente (próximo a residência da nossa irmã Alídia). O Alcides
(Fiico) foi acompanhando o papai e a mamãe enquanto a tia Dorotéia,
irmã da mamãe, ficou tomando conta das crianças. A Aceli conta que à
tarde, na ausência dos pais, ela e Almery gostavam de cantar
debruçadas na janela da sala. A tia Téia, que era muito conservadora,
proibia as duas de cantarem porque o pai estava doente. Com o
tratamento espiritual, papai conseguiu se equilibrar e retornou ao lar,
com novas esperanças.
Papai era calmo, paciente e firme em suas decisões. Só um dos
filhos, o Zico, fazia o papai mudar de opinião, e mesmo assim, com
muita conversa e adulação. Excelente pai, cumpria honestamente com
seus deveres de cidadão. Papai era espírita, mas não lia nada sobre a
Espiritismo. Tinha interesse muito grande pela história do País e sobre
as civilizações antigas. Gostava de compor poesia. Transcrevo a seguir
um dos poemas do papai:
4 de agosto de 1977 Toda moça me queria
Daí veio a velhice
4 de agosto de 1977 Com uma grande diferença
Dia do meu aniversário Veio da noite para o dia
Com 86 anos
Aqui vou explicando Meus colegas já se foram
Papai e Mamãe Sobre a mocidade e a velhice Estou ficando quase sozinho
O que eu já passei A velhice a gente não percebe
E ainda continuo passando Vem chegando devagarzinho
Sei que um dia ei de morrer
Vivendo sempre no engano Ache bom ou ache ruim
Vou falar dos velhos um pouco Toda vida é mesmo assim
Mas não me difamo Ou mais cedo ou mais tarde
Este é o nosso caminho
No tempo da mocidade Todo povo se acaba
pelo trabalho eu era louco Só o mundo não tem fim
Tinha os braços fortes
Resistentes como coco Mas a criança que estuda
As moças daqueles tempos E fica um moço bem educado
Só me chamavam de broto Tira diploma de doutor
Depois veio a velhice Pra medicina ou deputado
Veio de pouco a pouco E trabalha pelo bem comum
E fiquei como nota falsa Mas desinteressado
Que já está chamando o troco É conhecido como um bom
homem
No tempo da mocidade Pelo povo é estimado
Eu tinha toda regalia Na velhice quando faltar
Enfrentava qualquer trabalho Na história ficará gravado.
E tinha garantia
Era um moço bonito
A distração predileta do papai era a caça e a pesca. Dizem que ele
passava dias nessas atividades às margens do Rio Verde. Dessa forma
nosso pai ia levando sua vida com tranquilidade e humildade. Não era
muito afeito ao serviço duro na roça, o Alcides (2º filho) era quem
gerenciava os trabalhos da agricultura para o sustento da família.
No final de sua existência, papai quebrou a perna. Ele mesmo
dizia que isto era consequência das pernas dos animais, que muitas
vezes eram quebradas nas caçadas e desapareciam nas águas dos rios.
Advertência que a mamãe sempre lhe fazia.
Papai desencarnou com 94 anos de idade. Logo após seu
desencarne, uma médium de Serranópolis (dona Nenen), começou
insistentemente a procurar a mamãe, pois dizia que desejava dar
notícias do papai. Nesta época eu já morava em Serranópolis e a Dona
Nenen foi pedir a minha opinião. Como a mamãe não comentava
assuntos mais íntimos com os filhos, eu não sabía, até então, do que se
tratava. Viemos até a fazenda com alguns médiuns e foi realizada a
reunião com a presença da mamãe e de alguns filhos. O espírito de
papai, com profundo arrependimento e vergonha, usando o aparelho
mediúnico da Dona Dércia, pediu perdão à esposa pela acusação
injusta contra sua fidelidade. Agora percebia o grande equívoco que
havia cometido.
Ficamos sabendo mais tarde que a mamãe dizia com veemência
ao papai, ainda em vida, que um dia ele haveria de lhe pedir perdão.
Com certeza aquele encontro foi muito importante para que o papai
conseguisse se libertar, em grande parte, do ciúme que ele carregou por
diversos anos. As marcas das consequências do falso julgamento só
Deus saberá eliminar...
A Mamãe transferiu aquele pedido a Jesus para que Ele o
perdoasse. E todos, agradecidos, deram por encerrada a reunião.
CAPÍTULO VI

Motivado pelas evidentes manifestações mediúnicas da família,


Alcides decidiu fundar na década de 40 a primeira corrente espírita na
Fazenda Babaçu. Alcides ou Fiico era um dos nossos irmãos mais
inteligentes, gostava de inventar e criar coisas diferentes e difíceis. A
mamãe contava que, desde pequeno, ele ficava horas entretido
escrevendo no chão de terra ou fazendo contas. Quando papai
contratava um professor para nos dar aulas em casa, em pouco tempo,
Alcides superava os conhecimentos do professor, que logo, logo
abandonava as aulas.
A inteligência adquirida através dos livros lhe deu um profundo
entendimento das obras de Allan Kardec e de Roustaing. Em especial,
era apaixonado por este último e esta paixão por vezes beirava o
fanatismo. Não aceitava nenhuma opinião que fosse contrária ao
pensamento de Roustaing e dizia ser este uma verdade inquestionável.
Como lia muito, era ele que dirigia com eficiência a corrente
magnética nas reuniões mediúnicas da Fazenda. As reuniões eram
feitas à noite, na casinha da escola. Participavam das reuniões dirigidas
pelo Alcides todos os vizinhos. O papai e as crianças geralmente não
participavam. As médiuns de incorporação eram a Fiinha e a Maria do
Beijo. Beijo era irmão do nosso cunhado Rosa, filhos do Sr, João da
Elisa, parentes nosso e da Dona Alexandra. Moravam na casa que foi
do vovô João Joaquim, onde hoje é a fazenda da Dirce (filha do Sr.
Ademar).
Dizem que a Maria era médium de incorporação inconsciente,
quando a entidade incorporava em seu aparelho era um “Deus nos
acuda.” A Aceli conta que, certa vez, a Maria do Beijo fora catar
gabiroba no cerrado acompanhada de algumas mulheres. De repente a
Maria começou a pigarrear com muita força, até que uma entidade
incorporou em seu aparelho. Foi um susto enorme pra todos. O que
fazer? A Fiinha, inspirada, começou a doutrinar a entidade, que logo se
retirou, e ao final disse com firmeza:
_Pronto, podemos ir embora.
CAPÍTULO VII

Por volta dos anos 1952 à 1953, a Aceli descobriu por acaso o
programa “A hora da Boa Vontade” do Alziro Zarur no único rádio da
região, que ficava na casa do Homero ao lado da nossa casa. Conta a
minha irmã que, ocasionalmente, ao meio dia, sintonizou o rádio no
programa e ficou extasiada com o que ouviu. A voz de Zarur era
vibrante e transmitia serenidade e paz, alcançando o íntimo de sua
alma. Voltando para casa aquele dia, contou a novidade para mamãe.
No dia seguinte, a mamãe foi ouvir também o comentado
programa. Gostou tanto que em pouco tempo comprou o rádio do
Homero. Eu e meus irmãos não entendíamos nada de religiosidade
naquele tempo, mas as palavras de Zarur contagiavam a todos nós.
Diariamente ouvíamos Zarur entoar, ao som da melodiosa canção
“Noite Feliz”, os seguintes versículos: “Glória a Deus nas alturas, paz
na Terra aos homens de Boa Vontade” (Lc 2:14).
Para mim, ao que tudo indica, Zarur é a reencarnação de Allan
Kardec conforme está anunciado em Obras Póstumas: “...será
necessário que retornes, reencarnado num outro corpo, para completar
o que tiveres começado...” (protetor Z). Ainda hoje, quando ouço as
gravações dos programas da LBV, na voz de Alziro Zarur, sinto imensa
saudade da família reunida em torno do rádio no salão de nossa antiga
casa.
Com o tempo, o programa passou a ser transmitido à noite, das
20:00 às 22:00 horas. No início, o Alcides ouvia e até aprovava os
ensinamentos do Zarur, mas depois começou a criar uma certa
antipatia por ele. Tudo começou quando a Federação Espírita não
autorizou a publicação dos livros ditados pelo espírito Ramatis. O
então autor destes livros, Ercílio Maes, recorreu ao Zarur que lhe deu
total apoio para a expansão deles. Mas meu irmão não concordou com
esta decisão e a partir daí começou a se opor a LBV. Deste momento em
diante tornou-se um ferrenho crítico do programa.
Às vezes o Alcides estendia o horário da corrente espírita para
depois das 20:00 e a mamãe reclamava, lamentando perder o início do
programa do Zarur. Ele, supondo que a mamãe estava dando mais
valor a LBV do que ao Espiritismo, foi aos pucos dispersando as
reuniões mediúnicas na fazenda, talvez influenciado pelos espíritos
menos esclarecidos.
Para atestar o que suponho ter acontecido, houve recentemente
uma comunicação em nossa reunião de uma entidade raivosa que
falava, entre outras coisas, sobre o fim da corrente espírita anos atrás
aqui na fazenda, mas que, segundo a entidade, ficou um tal de Zarur...
Por fim, o Alcides acabou se mudando para uma fazenda que ele
comprou no município de Jataí. Contudo somos gratos ao nosso
saudoso irmão por ter dado os primeiros passos na formação uma
equipe de estudos Espíritas nesta região com o objetivo de
compreender a importância do Espiritismo em nossa vida.
No entanto a mamãe não deixou que a chama se apagasse
totalmente. Conservou o Culto Cristão do Lar três vezes por semana,
em cuja ocasião reunia a família. Entretanto, nestas reuniões, ainda
não havia nenhuma comunicação dos espíritos.
A insistência e a persistência da mamãe no caminho do
Cristianismo são a maior riqueza que ela deixou para a família.
A vida é um difícil aprendizado permeado de erros e acertos,
nem sempre nossas escolhas são feitas segundo os preceitos
superiores. É preciso muitas vezes que nos desviemos do caminho para
alcançarmos a nossa evolução espiritual. Num trecho de uma
mensagem recebida através da psicografia da Adailma do dia
03/05/2009 encontramos a seguinte reflexão:
“Não é tão fácil discernirmos com presteza em todos os
momentos e acertarmos sempre. É preciso o hábito de reflexão em
torno da vida, das questões evangélicas, o altruísmo de sentimentos e
uma preparação contínua para um equilíbrio maior.”
CAPÍTULO VIII

Alguns anos depois, em 1997, a Ormelinda (irmã da Branca)


veio passear na fazenda e plantou uma ideia que só mais tarde se
consolidaria, deixando frutos de grande importância para esta região.
Minha irmã Aceli, durante anos, foi professora estadual de uma
escola da zona rural, situada nas proximidades da fazenda. Porém,
como havia se aposentado, teve que interromper as atividades da
escola, ficando o antigo prédio abandonado. A Ormelinda, na ocasião
de sua visita, instigou a Aceli a continuar com as aulas, não aulas
didáticas, mas aulas doutrinárias do Espiritismo, com o objetivo de
iluminar tanto os irmãos encarnados como também os desencarnados
ansiosos pela libertação..
Coincidentemente, na mesma época, a nossa sobrinha Adailma
chegou um dia aqui acompanhada da Marlene, que é médium no centro
espírita Allan Kardec, em Jataí. De repente esta se deparou com o lugar
dos seus repetidos sonhos. Daí a pouco começava a relatar o que estava
a sentir, ou melhor, a ver. Ia descrevendo as casas antigas dessa região
com uma precisão admirável. Ela conseguia falar da antiga casa do
vovô João Joaquim com os mínimos detalhes, desde o pátio, o lado de
fora da casa, as árvores frutíferas, o rego d'água, etc. Detalhes que nem
eu, que conheci o casarão, consigo relembrar com tamanha precisão.
A Marlene distingue esse lugar através dos sonhos? Ou vidas
passadas? Enfim, o fato é que teve a mesma instituição da Ormelinda.
Aqui precisava de um trabalho espiritual urgentemente, a fim de
esclarecer às multidões de espíritos que vagavam por essa região.
Sendo assim, em outubro do mesmo ano, reiniciou-se
oficialmente às atividades mediúnicas aqui na fazenda Babaçu,
interrompida anos atrás.
O primeiro trabalho mediúnico foi na residência da Branca, onde
hoje é casa da Maria Euzébia, dirigida pela Ormelinda. As demais
reuniões mensais, até nos dias de hoje, são realizadas na casinha da
antiga escola, na residência da Aceli sob a direção do nosso sobrinho
Ilton.
Em todos estes anos de reunião, incontáveis espíritos sofredores
foram beneficiados em nossos cultos mensais! Foi possível
testemunharmos muitas entidades que viviam presas, algemadas em
situações inferiores, com a mente encarcerada em acontecimentos
tenebrosos do passado, e que tiveram a oportunidade de desligar-se das
visões inquietantes, perturbadoras e aceitarem o socorro espiritual pela
palavra edificante.
Mas não só os irmãos sem o veículo denso foram beneficiados
nesse grupo de oração, nós também, os encarnados, quando aceitamos
as orientações e esclarecimentos das mensagens recebidas e domamos
os nossos instintos primitivos, damos origem a reforma interior em
benefício de nós mesmos...
Disse o Cristo: “Tudo que ligarmos na Terra, será ligado no Céu
e tudo que desligarmos na Terra será desligado no Céu.”
CAPÍTULO IX

Dentre os inúmeros depoimentos dos espíritos socorridos


durante todos estes anos em nossas reuniões mediúnicas, destaco um
em especial: o da mamãe. A primeira comunicação dela se deu no dia
08 de junho de 2008, quase 10 anos depois de seu desencarne.
Infelizmente não posso relatar com precisão todos os detalhes deste
dia, mas vou tentar transcrever aqui o que pude registrar em minha
memória:
Logo após a Lenir, minha nora, encerrar a música que estava
cantando, mamãe se manifestou pelo aparelho mediúnico da Marlene.
Iniciou dizendo que aquela música a fazia lembrar dos hinos que ela
gostava de cantar quando encarnada. Lembro-me das várias vezes que
mamãe fiando, tecendo ou quando mais idosa, sentada à frente da porta
da sala, cantava os belos hinos que aprendera em criança com seu pai.
Em seguida, continuou falando da importância daquelas
reuniões mensais que o grupo realizava. Disse que, anos atrás, por
obrigação ou necessidade, ela começou a reunir a família. Primeiro em
torno do rádio, com o programa A Hora da Boa Vontade de Alziro
Zarur, que ensinava a fraternidade. Depois em volta de uma mesa
simples com uma vela acesa (lamparina de querosene), onde se
reuniam para estudar as obras de Allan Kardec. Ações estas que ela
nunca imaginou fossem tão importantes, pela simplicidade como tudo
aconteceu.
Depois disso, agradeceu por ver que a pequena semente não foi
lançada em vão, que hoje aquela equipe ali reunida – filhos, netos,
noras e outros considerados da família – estavam prosseguindo com o
trabalho iniciado por aquela fraca luzinha que um dia foi acesa naquele
lugar. Lembrou também que graças a continuidade deste trabalho,
hoje, no plano espiritual, há um grande posto de socorro implantado na
fazenda, para onde são levadas e socorridas várias entidades enfermas
ou mesmo entes queridos que desencarnaram.
Ao final fez um alerta a todos, para que as crianças que estão
reencarnando sejam educadas e encaminhadas pelos pais ou
responsáveis da melhor maneira possível, a fim de cumprirem o
compromisso assumido por elas antes de nascer. Disse que uma destas
crianças está sendo criada pelos avós e a outra que está vindo também
tem uma missão importante a cumprir. Reconheceu o cuidado que
recebeu das filhas no fim de sua existência e agradeceu pelo carinho de
todos.
Três anos depois (03/07/2011) tivemos a segunda comunicação
Eu, minha mãe e meu filho da mamãe pelo mesmo intercâmbio. Ela novamente agradeceu ao
grupo por auxiliar a todos os que buscam esta casa de oração. Trouxe-
nos notícias dos entes queridos do plano espiritual e referiu-se ao início
das reuniões com os programas de Zarur.

-------

Assim como temos os Espíritos de Luz que estão sempre de


mãos estendidas para nos auxiliar, temos também a equipe dos irmãos
encarnados que contribuem para a realização deste trabalho
mediúnico, aliás, sem os quais não seria possível a concretização desta
atividade. Para a formação dessa equipe, contamos com os seguintes
membros:
Aceli Seu lar foi nosso aconchego durante todos
estes anos, um ambiente acolhedor. Sua
humildade e paciência irradia serenidade a
todos que a cercam. Você é uma das mais
notáveis doadoras de energias curadoras para os
irmãos enfermos. Sempre vamos lembrar com
água na boca dos saborosos biscoitos assados
em fogão a lenha e a delícia do bolo de
mandioca que só você sabe fazer e que se
tornara uma tradição nas nossas reuniões
mensais.
“Jesus é o grande amigo que não abandona
amigo no meio do caminho” (Paiva Neto). E
você é uma grande amiga de Jesus, portanto Ele
estará sempre ao seu lado.
Ilt Você foi nosso devotado dirigente nestes
19 anos de reuniões espíritas aqui na fazenda.
Apreendemos muito com sua maneira
equilibrada de conduzir as reuniões, o diálogo
sereno e firme que mantém com as entidades,
mostrando-lhes o roteiro do bem, consolando as
almas aflitas. Se é dando que recebemos, você
receberá de Deus em dobro, como recompensa
pelo seu trabalho em benefício do próximo. Que
seu caminho seja sempre iluminado para
continuar inspirando a obra do Cristo aqui na
Terra.
Marlene
Aquela que semeia amor, e essa semente se
transforma em bençãos de luz, cooperando com
o Cristo na construção de um Mundo Novo.
Marlene, você foi o instrumento
fundamental para a realização das reuniões
mediúnicas aqui na fazenda Babaçu e, com elas,
vieram incontáveis benefícios. Você nos
contagia com sua simpatia exuberante, com seu
sorriso alegre e espontâneo. Os espíritos
encontram em você a mediunidade de
psicofonia apreciável. Por tudo isto, estará
eternamente em nossos corações!
Adailma
O seu gesto de humildade, dedicação,
equilíbrio é um grande exemplo para todos nós.
Daí a espiritualidade usá-la como um ótimo
instrumento para psicografar tantas mensagens
instrutivas. Você também foi essencial para o
bom desempenho dos trabalhos espirituais
dessa equipe, evangelizando os irmãos menos
esclarecidos com docilidade. Seu exemplo vai
permanecer sempre conosco. “Quanto mais
perto de Jesus, mais longe dos problemas.”
(Paiva Neto)
Lucíola
Que bom, Lucíola! Você perseverou os 19
anos nos trabalhos mediúnicos. Muitos desafios
você superou para cumprir sua decisão de
mensalmente fazer parte dessa equipe e
contribuir com sua mediunidade promissora,
amenizando o sofrimento de muitos irmãos em
desequilíbrio. Você pode até ser, fisicamente, de
pequena estatura, mas a sua essência é de uma
grande alma. Que Jesus lhe proteja hoje,
amanhã e eternamente.
Almery
Você é vitoriosa! Muitos desafios surgiram
na sua caminhada e você corajosamente
superou um a um, sem lamentações. Dizem que
o mundo está dividido entre os que apenas se
queixam e os que realmente procuram fazer
alguma coisa. Você está ao lado dos que não
desistem de apreender e realizar sempre mais.
Apesar das dificuldades, você não joga a toalha,
permanece firme nas reuniões espíritas aqui na
fazenda, colaborando intensamente com sua
vibração. Temos muito a aprender pelo seu belo
exemplo! Que tenha boa saúde e continue
distribuindo serenidade e fé.
Lis Com muita razão disse um dia o nosso mentor
espiritual que você é o apoio da família. Apesar
de não concordar com certas coisas que
algumas delas fazem, não desiste de ajudá-las
no que precisam, inclusive proporcionando-
lhes o trabalho honesto. É o que Jesus espera de
nós: “Fazer aos outros o que gostaríamos que
nos fizessem.”
De uma maneira ou de outra, todos da
família somos beneficiados pela sua disposição
e boa vontade. Para alguns, você deu os
primeiros passos para a conquista do trabalho;
outros a oportunidade para continuar o estudo,
etc. O brilho de suas obras ilumina os irmãos
necessitados e resplandece o seu caminho. São
valiosas as fortes vibrações que de você
irradiam. Canalize as em benefício do próximo
e consequentemente receberá o retorno.
Ornelinda
Você tem uma função preponderante neste
grupo de oração. De você flui energias
poderosas! Suas orações são bálsamos que
amenizam sofredores e aflitos.
Prazeirosamente, você acolhe em seu lar, todo
mês, nossos companheiros de reunião que
queiram saborear o delicioso franguinho caipira
antes de retornar aos seus lares. Parabéns,
minha querida! Seu ânimo nos contagia.
Bia Você foi agraciada com o dom de
administrar. É dinâmica, corajosa, defende com
garra seus ideais. Sendo assim, pode ser alvo de
irmãos (encarnados e desencarnados) que
queiram lhe desviar do seu caminho. Portanto
aja com prudência! Canalize sua energia em
benefício do próximo. São valiosas as fortes
vibrações que de você irradiam. Gosto muito de
uma frase do irmão Flexa Dourada (espírito)
que diz: “Os problemas estão na Terra, mas as
soluções no céu.” Outra advertência importante
que Paulo (apóstolo) faz: “Revesti-vos de toda a
armadura de Deus para que possais estar firmes
contra as astutas ciladas do mal.” Que Jesus nos
inspire no caminho certo.
Jussara
Já te disse que você é uma sustentadora fiel das
reuniões mediúnicas. Por ser corajosa, não
entrega ao desânimo. É uma vencedora! No dia
certo, você sempre está aqui na fazenda
contribuindo com o equilíbrio dos trabalhos.
Quando um grupo mediúnico trabalha com
dedicação e harmonia é uma luz que ascende
aos irmãos que sofrem, iluminando também o
nosso caminho. Que nosso Pai Celestial lhe
devolva em dobro o que doa em benefício do
próximo.
Família Weila
Genésio, Weila e filhos,
Conviver com vocês é apreender a
simplicidade, a delicadeza e a ternura... Vocês
dão a sustentabilidade às reuniões espirituais.
Vossos corações estão sempre abertos para
receberem os ensinamentos do nosso Mestre
Jesus, como nessa advertência: “Eis que estou a
porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e
abri-la para mim, entrarei em sua casa e cearei
com ele e ele comigo.” (Apoc. 3:20). Que o
amor que aflora no interior de cada um de vocês
multiplique sempre mais. Vocês estão em
nossos corações eternamente.
Lenir Você é talentosa! Já conquistou grandes
virtudes, dentre estas, sua linda voz. Quando
você solta sua voz, emite o som dos canarinhos
e nos comove transmitindo vibrações de paz e
serenidade, contagiando não só os irmãos
encarnados, mas também os desencarnados
pela pureza dos sentimentos que exala de seu
coração fraterno e caridoso. Esta semente que
você distribui frutificará em muitos corações
famintos de amor. Que o Sol Jesus continue
brilhando em seu caminho. Com ele
venceremos sempre.
Andreane Você foi, por alguns anos, um dos meus
companheiros nas reuniões espíritas aqui na
fazenda. Filho, você tem muito para doar, por
ser calmo, paciente e tolerante. Escolheu muito
bem a profissão de educador. Tem grandes
oportunidades, não só de instruir, mas
sobretudo educar os nossos pequeninos para
uma vida digna de justiça, honestidade, respeito
ao próximo, ou seja, formar cidadãos para um
futuro melhor. Portanto esta é oportunidade que
Deus te dá de colocar em prática todo seu
potencial mediúnico. Que seu caminho seja de
sucesso!
Vera e Aline
Nossas companheiras nas atividades
espirituais, apesar de estarem hoje morando em
Brasília, não deixaram totalmente de colaborar
com as reuniões espíritas, quando vem nos
visitar aqui na fazenda, através das valiosas
mediunidades de psicofonia. A lealdade e a fé
são suas poderosas alavancas para reerguerem
os irmãos que precisam de auxílio, como o
trabalho que vocês realizam em Brasília de
amparo as crianças de rua, preservando-as
contra a criminalidade e os vícios. Que suas
belas ações cresçam e deem muitos frutos.
Parabéns queridas!
Emanuel e Célia
Durante muitos anos vocês fizeram parte
do grupo espírita aqui na fazenda, contribuindo
com o conhecimento já adquirido e
fortalecendo as reuniões. Rogamos ao Mestre
Jesus que abençoe vocês e família.
‘‘

‘‘
‘‘

‘‘
‘‘ ‘‘
‘‘
‘‘
‘‘ ‘‘
‘‘

‘‘
‘‘
‘‘
‘‘

‘‘
‘‘
‘‘
No final de nossas atividades espirituais, deixamos aqui, em singelas palavras, o nosso
profundo agradecimento ao nosso Senhor Jesus Cristo pela proteção e por tanto amor que nos
proporciona. Agradecemos os amigos espirituais, anjos guardiães, que sempre nos assistem.
Gratos ao apoio dos saudosos familiares que nos prestigiaram durantes todos estes anos com sua
presença.
A cada companheiro de tarefa, o nosso sincero sentimento de gratidão pela dedicação,
perseverança e boa vontade que, durante 19 anos, ou seja, 228 meses, dispensaram para conosco,
percorrendo longas distâncias, enfrentando chuva, lama, frio. E sempre no 1º domingo de cada
mês, aqui estavam presentes para as atividades mediúnicas do Grupo Espírita na Fazenda Babaçu.
Rogamos a Deus nos ampare e nos fortaleça em nossos compromisso de continuarmos este
trabalho na construção de um mundo melhor.
“Seguros estamos na Divina Segurança das Seguras Mãos de Jesus” (Paiva Neto)
Viva Jesus!

------