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ATABAQUES

ATABAQUES

Atabaques Bantu

..... as casas de Tradição Bantu chamam seus tambores de Jingomas (plural de Ngoma),
os de afinação grave são chamados “Roncador” (embora essa definição provavelmente
venha do Iorubá/gege: “Ilu Rum”, que significa “Tambor que ronca”), os de afinação
média, “Socador” e os de afinação aguda “crivador”.

O hábito de se usar os tambores Jingoma em trio é proveniente, prinicipalmente, do


povo Tchokwe e dos Lunda Kioko (que deu origem, no Brasil, ao culto Omolokô). Outros
povos da cultura Bantu como Nkongo, Ngola, Shona, Moçambique (Yangana), Zulu,
Bemba (Zâmbia), Ajaua (Zimbábue), Lingala (Zaire) e outros faziam uso de quatro ou
cinco Jingomas..

Na antiguidade africana e brasileira encontramos as seguintes denominações para o trio


de tambores:

Ngoma Tixina = Grave


Ngoma Mukundu = Médio
Ngoma Kasumbi = Agudo

ou

Ngómba = Grave
Ngónje = Médio
Gongê = Agudo

Na África Bantu, esses tambores possuem o nome genérico de Ngoma, mas há


tambores com funções e nomes particulares:

Ngoma Chikulu (Grave), Ngoma Nchinga (Médio) e Ngoma Shingomane (Agudo) –


Tambores usados pelos Shangana e pelos Chope em Moçambique;

Há também os tambores Bikula, instrumentos de 80 centímetros a um metro, tocados no


alto, de pé, e que só existiam nas casas dos grandes chefes.
Os Zimpungi, chamados de “pontas de elefante”, que também são três (Nuni, Nkazi e
Muana - marido, mulher e filho).

Há ainda em algumas regiões de Angola, o grande tambor Ngundu-lilu, de três ou quatro


metros de altura e os tambores comuns chamados Zindundungu, tambores menores.

No Brasil encontramos ainda as seguintes denominações (que variam de terreiro a


terreiro): Candongueiro, Tantã, Macumba, Caxambu, Tambor-de-crioulo, Carimbó,
Tambu, Encomba, Incomba, Ingono, Pai João, Mãe Joana, Sangaviva, Gambá, Zampé,
Guzuunga, Chama, Chamador, Cadete, Pai Tôco e Agida. Na América Central são
encontrados como Encomo, Makuta, Bencomo, Cosilleremá, Tahona, Tumbadeira,
Bongô (tambor de origem egípcia) Quinto, Tumbadora, Tumba e Conga.

Esses últimos termos foram usados comercialmente para definir, genericamente, no


Brasil, os tambores de origem Bantu e gradativamente estão substituindo os atabaques
nos terreiros Angola/Congo e nas Umbandas, principalmente.

Os Yorubá chamavam seus tambores, genéricamente de Ilus, embora esta denominação


seja mais comum nas tradições de origem Nagô/Ijexá, com seus tambores cilíndricos:
Yan (tambor grave), Melé (tambor médio), Oncó (tambor agudo). As nações Yorubás na
África, possuíam um tambor especial dedicado a cada divindade, ou seja, cada orixá
possuía seu tambor. Seri muito extenso colcarmos aqui todos os nomes dos tambores
por lá utilizados, já que entre os Yorubás existem cerca de 600 divindades. Lembramos
apenas que alguns nomes de ritmos ritualísticos que existem no Brasil, na África são
nomes de tambores, tais como o Igbim e o gigantesco tambor Sató.

Os nomes Rum (tambor grave)/Pi (tambor médio)/Lé (tambor agudo) provém,


originalmente, dos Fon/Gêge e foram apropriados pela cultura Yorubá e Bantu no Brasil.
Os atabaques brasileiros são conhecidos com estes nomes.