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1.

Introdução

O trabalho a ser abordado terá como tema principal, os pronomes clíticos. As línguas possuem
diferentes formas de pronúncia, de escrita, de adaptação, enfim, existe uma grande divergência
nas maneiras de como usamos a linguagem; mesmo que sendo fluente na língua existe e sempre
existirá alguma coisa que faça com ocorra essa divergência.

Algumas são, o uso da forma gramatical, que na maior parte das vezes é usada em convívios
formais, se assim podemos dizer. A esta questão, poderemos acrescentar uso do clítico,
pronunciado como um afixo, contudo desempenha um papel sintáctico no nível de sintagma. Em
outras palavras, clíticos possuem a forma de afixos, mas a distribuição de elementos funcionais.

Nesse trabalho teremos como objectivo, fazer compreender à qualquer um que ler este trabalho,
assim como, a nós mesmos, pois pela complexidade do tema, demonstra que deve se ter interesse
pelo mesmo para se poder perceber algumas palavras, e de como elas são formadas.
2. Conceito: Clítico

Um clítico é um morfema em morfologia e sintaxe que possui características sintácticas de


palavra, mas depende fonologicamente de outra palavra ou sintagma. Neste sentido, é
sintacticamente independente, porém fonologicamente dependente e sempre ligado a um
hospedeiro. O clítico é pronunciado como um afixo, contudo desempenha um papel sintáctico no
nível de sintagma. Em outras palavras, clíticos possuem a forma de afixos, mas a distribuição de
elementos funcionais. Por exemplo, os pronomes oblíquos átonos do português são clíticos, ele
deu-me o presente ou ele me deu o presente.

2.1.Pronomes

Bechara (2009) Pronome refere-se a classe de palavras gramaticais que reúne


unidades em número limitado e que se refere a um significado léxico pela
situação ou por outras palavras do contexto. De um modo geral, esta referência é
feita a um objecto substantivo considerando-o apenas como pessoa localizada do
discurso. (p.137)

2.2.Pronomes Clíticos

Segundo a Gramática da Língua Portuguesa (Editorial Caminho), de M.ª Helena Mira Mateus et
al., os pronomes clíticos são pronomes pessoais que também podem ser designados pronomes
átonos ou clíticos especiais.

Os pronomes pessoais denotam a pessoa gramatical das entidades participativas no acto


comunicativo. Os pronomes clíticos, por sua vez, correspondem às formas átonas do pronome
pessoal que ocorrem associadas à posição dos complementos dos verbos. O quadro a seguir,
mostra a distribuição dos clíticos não-reflexos e reflexos, consoante a pessoa gramatical e a
forma causal a que correspondem:
Distribuição dos pronomes clítico

Formas átonas do pronome pessoal

Clíticos não reflexos Reflexos

Pessoas gramaticais Acusativo Dativo Acusativo/Dativo

1ª singular me me me

2 ª singular te te te

3 ª singular o/a lhe se

1 ª plural nos nos nos

2 ª plural Vos vos vos

3 ª plural os/as Lhes se

Os pronomes clíticos não se limitam a denotar a pessoa gramatical, podendo exibir uma função
predicativa, ou revestir-se de propriedades morfo-sintácticas características de alguns sufixos
derivacionais.

1. Exemplos:
a) Ele viu-me ontem na praia.
b) Eu ofereci-lhes um gelado (a cada um).
2. Exemplos:
a) As crianças lavaram-se rapidamente antes de ir para a escola.
b) Eles cumprimentaram-se um ao outro cerimoniosamente.
3. Simpáticos para nós, eles sempre assim o foram.
4. Os cafés entornaram-se devido ao desequilíbrio do empregado.

No exemplo (3) o clítico denota um predicado e não uma entidade. Em suma, podemos definir os
pronomes clíticos como palavras pelas quais se identifica uma entidade gramatical, e que podem
substituir o sentido de uma frase, como por exemplo, transformar-se num predicativo.
Os clíticos também servem de vocábulos tónicos e átonos, pois nesses grupos de força certos
vocábulos perdem seu acento próprio para unir-se ao outro que os segue ou que os precede.
Clíticos (que se inclinam) ou átonos (porque se acham destituídos de seu acento vocabular).

Os clíticos também podem ser chamados por proclíticos se precederem o vocábulo tónico a que
se incorporam para constituir o grupo de força: o rei; ele disse; bom livro; deve estar.

Dizem enclíticos se vêm depois do vocábulo tónico: disse-me; ei-lo; falar-lhe. São enclíticos as
formas pronominais me, te, se, nos, o, a, os, as, lhe, lhes, quando propostas ao vocábulo tónico.

3. Emprego do pronome tónico pelo átono

Os pronomes tónicos preposicionados a ele, a ela, a mim, a ti, a nós, a vós podem aparecer, na
língua exemplar, nos seguintes casos, em vez das formas átonas (lhe, me, te, nos, vos);

a) Quando anteposto ao verbo


A ele cumpria encher as guias.
b) Quando composto
Remeti livros a ele e ao tio.
c) Quando reforçado
O dinheiro foi entregue a ele mesmo.
Darei as jóias só a ela.
d) Quando pleonástico
Devolvi-lhe a ele as máquinas.
e) Quando complemento relativo
Atirou-se a ele. Gosto dela.
f) Quando o objecto directo preposicionado
Nem ele entende a nós nem nós a ele.

Devemos saber que o pronome o (os) em referencia a nomes de géneros diferentes, por
neutralização:

“A generosidade, o esforço e o amor, ensinaste-os tu em toda a sua sublimidade.”


Ele como objecto directo
O pronome ele, no português moderno, só aparece como objecto directo quando precedido de
todo ou só (adjectivo) ou se dotado de acentuação enfática, em prosa ou verso:

“No latim eram quatro os pronomes demonstrativos. Todos eles conserva o português”[PL apud
Bechara]

“Olha ele!”

4. O pronome se na construção reflexa

A reflexividade consiste, na essência, na “inversão (ou negação) da transitividade da acção


verbal”. Bechara(2009). Em outras palavras, significa que a acção denotada pelo verbo não passa
a outra pessoa, mas reverte-se à pessoa do próprio sujeito (ele é, ao mesmo tempo, agente e
paciente):

a) João se banha.

A nossa experiencia do mundo admite a hipótese de João banhar a si mesmo ou banhar uma
outra pessoa: João banha o filho pela manhã.

Só que, na reflexividade “própria”, ocorre a primeira hipótese.

Já na seguinte oração:

b) João e Maria se amam.

O significado do verbo amar e a nossa experiencia do mundo que, em geral, tratando de duas
pessoas, supõem o amor de alguém A dirigido a outro alguém B, permite-nos dar outra acepção,
contextual, ao originário significado unitário de “reflexividade”; isso nos quer dizer que “João
ama Maria” e que “Maria ama João”. Então, não mais se trata de “reflexividade pura”, mas de
“reflexividade recíproca”.

É de salientar que a interpretação de reflexivo recíproco não mudará se se tratar de verbo


transitivo que se constrói com objecto indirecto ou complemento relativo:

João e Maria se escrevem. (um escreve ao outro)


João e Maria se gostam. (um gosta do outro)

Logo, é possível que a interpretação mais natural seria a de um reflexivo recíproco; mas se
acrescentarmos João e Maria se miram no espelho, mais natural nos parecerá a interpretação de
reflexivo “próprio”. Portanto, são interpretações contextuais, e não valores de língua.

5. Pronome pessoal átono e adjunto adverbial

Segundo Bechara (2009) pode ocorrer a possibilidade de substituírem os pronomes pessoais


átonos, na forma de objecto indirecto, me, te, se, nos, vos, lhe, lhes, termos que na oração
funcionam como adjuntos adverbiais.

Pôs-se diante de _ Pôs-se-lhe diante

Ficava detrás dele _ Ficava-lhe detrás

Deu um abraço no pai _ Deu-lhe um abraço

Bateu nele _ Bateu-lhe

Fugir _ Fugiu-me

Exemplo: “Ela tinha, porém, no semblante um ar de majestosa bondade que dificilmente


esqueceria quem alguma vez se lhe houvesse aproximado.”

6. Propriedades dos clíticos

Alguns clíticos põem ser entendidos como elementos passando por um processo histórico de
gramaticalização.

Item lexical → clítico → afixo

O que quer dizer, um item lexical autónomo pode, no contexto particular, perder as propriedades
de uma palavra totalmente independente com o tempo e adquire as propriedades de u afixo
morfológico (prefixo, sufixo, etc.).
6.1.Quando vários clíticos co-ocorrem, a ordem por que surgem é igualmente distinta da
canónica, aparecendo primeiro o clítico impessoal (sujeito), depois o clítico dativo e por
fim o acusativo, como por exemplo:

a) Não se lhes comprou, porque não estavam em promoção.


b) Compra-se-lhos logo que seja possível.

6.2.Uma segunda propriedade distingue estes dois tipos de clíticos no português actual: os
clíticos especiais cliticizam numa classe de palavras específica, o verbo; em que do ponto
de vista semântico, o clítico está associado ao núcleo nominal do objecto directo e ao
predicativo do sujeito adjectival. Como ilustra os exemplos a seguir:
a) Ela conhece-lhos todos os gostos.
b) Nós estamos-lhe muito gratos.
c) Ela conhece todos os gostos deles vs. Ela conhece todos os lhes gostos.
d) Nós estamos muito gratos a ele vs. Nós estamos muito gratos-lhes.

7. Classificação dos pronomes clíticos

De acordo com Helena Mira Mateus et al. (2003) os pronomes clíticos diferem dos artigos e das
preposições, pois não possuem uma posição fixa relactivamente ao hospedeiro, podem precedê-
lo (próclise), segui-lo (ênclise) ou ocorrer no interior (mesóclise). Os artigos e preposições, pelo
contrário, estão sempre antes da palavra primitiva.

Exemplos:

a) Esses livros só se vendem em grandes livrarias.


b) Esses livros vendem-se só nas grandes livrarias.
c) Esses livros vender-se-iam também na livraria da Faculdade.

Dependendo da posição que ocupam em relação à palavra à qual estão conectados, diz-se que os
clíticos são:

7.1. Proclítico
O proclítico é aquele que aparece antes do seu hospedeiro. É muito comum nas línguas
românicas. Em português, por exemplo, “eu te amo”, em espanhol, “tú me gustas” (“eu gosto de
você”), em francês, “je t'aime” (“eu te amo”).

Exemplo: Esses livros só se vendem nas grandes livrarias.

Duarte & Matos (1995) up Mapasse (2005) considera que a posicao proclitica so pode ocorrer
quando o padrao enclítico for proibido por condicoes gerais tais como depois de advérbios e de
frases introduzidas por alguns pronomes.

a) Acho que [ao João, a Maria ofereceu-lhe um livro.


b) Acho [ que ao João, a Maria lhe ofereceu um livro

7.2.Enclítico

O enclítico é aquele que aparece depois do seu hospedeiro. A ênclise ocorre quando uma palavra
depende do acento tónico da palavra anterior, com a qual forma, assim, uma unidade fonética.

Pronomes clíticos em ênclise, distinguem-se dos artigos definidos que são homónimos pelo
facto de eles e as formas verbais em que cliticizam apresentarem propriedades fonológicas
idiossincráticas (natureza), originarias da língua padrão.

Exemplos:

a) Tu comes; eu como-o, tu come-lo, podes comê-lo; eles comem-no.


b) Damos, damo-nos.

O pronome clítico o(s)/a(s) assume a forma lo(s)/la(s) quando a forma verbal termina em /s/ ou
/r/, dando-se, simultaneamente o desaparecimento destes elementos. O clítico apresenta-se como
no (s) /na (s) quando a forma verbal termina em nasal.

De acordo com o Minimanual Compacto de Gramática de Maria Cecília et al. A


ênclise e sobretudo a próclise são responsáveis por frequentes alterações
vocabulares, já que, perdendo o seu acento tónico, um vocábulo perde seu centro
de resistência e fica sujeito a grandes reduções. Em geral, são proclítico o artigo,
as preposições e as conjugações monossilábicas, e enclíticos os pronomes
pessoais átonos.(p.29)

7.3.Mesoclítico

O mesoclítico é aquele que aparece entre o tronco do hospedeiro e outros afixos. Como por
exemplo, em português formal, conquistar-se-á, dá-lo-ei, matá-la-ia. Estes exemplos, geralmente
são encontrados na escrita em relação a fala. Inclusive é possível o uso de dois pronomes dentro
do verbo como em dar-no-lo-á.

Duarte (2003) cit Mapasse (2005) define a mesóclise como um dos traços de sobrevivência de
uma gramática antiga, que consiste na colocação alternativa à ênclise nas formas de futuro
condicional exigida no português padrão.

a) Ele dir-lhe-á se tenho ou não razão.


b) O Simão dir-lhes-ia, se quisesse.

8. Tipos e distinção de pronomes clíticos

Uma distinção importante divide o amplo termo “clítico” em duas categorias, clíticos simples e
clíticos especiais.

8.1.Clíticos simples

Os clíticos simples são morfemas livres, o que significa que eles podem estar sozinhos em um
sintagma. Eles não são acentuados e, portanto, são fonologicamente dependentes de uma palavra
próxima. Eles só recebem significado desse “hospedeiro”.

8.2.Clíticos especiais

Clíticos especiais são morfemas que são ligados a palavra que eles são dependentes, o que
significa que eles existem como parte do seu hospedeiro. Esta forma, que não é acentuada,
representa uma variante de uma forma livre que carrega acento. Embora as duas variantes
tenham significado composição fonológica semelhantes, o clítico especial é ligado a uma palavra
hospedeira e não acentuada.

Os clíticos no português, como em diferentes línguas, é possível distinguir


diferentes tipos de clíticos, tendo por critérios (i) o seu potencial referencial ou
predicativo; (ii) a possibilidade de receberem um papel temático; (iii) a sua
referência específica ou arbitrária; (iv) a capacidade de ocorrerem em construções
de redobro de clítico e de extracção simultânea de clítico; (v) e a faculdade de
funcionarem como um afixo capaz de alterar a estrutura argumental de um
predicado. Gramática da Língua Portuguesa (Editorial Caminho), de M.ª Helena
Mira Mateus et al (2003)

8.2.1. Clíticos com conteúdo argumental

Os clíticos argumentais repartem-se por vários subtipos, tendo em vista o seu comportamento
face às propriedades acima enunciadas.

(i) Clíticos argumentais de referencia: pronominais e anáforas

Os clíticos pronominais (não-reflexos) e os anafóricos e recíprocos podem ser caracterizacao


como argumentais, pois ocorrem associados às posições de objecto directo ou indirecto dos
verbos transitivos ou ditransitivos, bem como a argumentos de verbo subordinado de construções
de Marcação de Caso Excepcional ou de Restauração/União de Orações.

a) Convidavam-na constantemente para cantar em conhecidas bandas de jazz.


b) As pessoas perguntavam-lhe quando faria filmes mais profundos.
c) Encontraram-se na Faculdade ao fim da manhã.

De acordo com Helena et al. (2003) Estes clíticos admitem construções de redobro em que o
constituinte redobrado assinala a posição argumental a que o clítico está associado.

a) Só a convidavam a ela para cantar


b) As pessoas perguntavam-lhe a ele quando faria filmes mais profundos.
c) Encontraram-se um com o outro na rua quando se dirigiram para casa.
d) Eu te amo você.
(ii) Clítico argumental de referência arbitrária

Para alguns temáticos, o sujeito frásico que denota uma entidade arbitrária, é assinalado pelo
clítico se. Designaram por clítico sujeito impessoal ou indeterminado e outros se-normativo.

a) Aluga-se casas.
b) Trabalha-se demais.

Se-normativo é obrigatoriamente referencial, não podendo pois ocorrer associado a uma posição
de pronome expletivo.

a) Há-se muitos livros nesta biblioteca.


b) Parece-se a toda a gente que os professores compram livros em excesso.

O seu carácter referencial torna possível o aparecimento deste clítico em contextos de extracção
simultânea de clítico.

a) Informa-se que se aluga apartamentos e vende moradias.

8.2.2. Clítico argumental proposicional ou predicativo: clítico demonstrativo

Entre os clíticos argumentais pronominais inclui-se o pronome invariável o, correlato do


demonstrativo isso, que denota situações e estado de coisas. Este clítico ocorre com verbos que
seleccionam frases por objecto directo.

a) Que era culpado, ele não o abertamente.


b) Não haviam provas concludentes para incriminar os arguidos e a juíza sabia-o
perfeitamente,

O seu valor demonstrativo impede este clítico de ocorrer em construções de redobro clítico.
Porém o facto de possuir um substantivo (argumental ou predicativo) permite-lhe legitimar
extracção simultânea de clítico.

a) Ele não o declarou a isso abertamente


b) Orgulhosos, estes homens, sempre o foram a isso.
8.2.3. Clítico quase-argumentais
(i) Clitico com estatuto argumental e funcional: se-passivo

Se-passivo tem por referente uma entidade arbitraria identificada com o chamado “agente da
passiva”. Partilha, pois, com se-nominativo a impossibilidade de redobro de clítico.

a) Venderam-se hoje muitos livros na feira do livro. (Venderam-se hoje muitos livros por
alguém na feira do livro).

Dado o seu valor argumental, se-passivo admite, no entanto, interpretações de extracção


simultânea de clítico.

a) Já hoje se venderam e compraram muitos livros na feira do livro.

(ii) Clíticos referenciais não associados à grelha argumental do verbo: dativos ético e de
posse

O dativo ético designa tipicamente o locutor, manifestando o seu interesse na realização da


situação expressa pela frase. Envolve o clítico na 1ª pessoa do singular e, marginalmente na 1ª
pessoa do plural.

a) Acaba-me depressa os trabalhos de casa!


b) Cala-nos essa boca, pois já estamos fartos de ouvir você chorar!
9. Conclusão

No findar deste tópico, entendemos que os pronomes referem-se a classe de palavras


gramaticais que reúnem unidades em número limitado e que se refere a um significado
léxico; no que diz respeito ao conceito de clítico como um morfema em morfologia e sintaxe
que possui características sintácticas de palavra, mas depende fonologicamente de outra
palavra ou sintagma.

Daí, fazendo surgir o tema de pronomes clíticos correspondem às formas átonas do pronome
pessoal que ocorrem associadas à posição dos complementos dos verbos, ou seja são palavras
pelas quais se denotam a pessoa gramatical das entidades participativas no acto
comunicativo. Os clíticos também servem de vocábulos tónicos e átonos, pois nesses grupos
de força certos vocábulos perdem seu acento próprio para unir-se ao outro que os segue ou
que os precede

Os pronomes clíticos estão classificados por três tipos, dependendo da posição em que os
mesmos estão localizados nas palavras a que estão conectados. Constituem as seguintes
classificações: em primeiro, as proclíticas - clíticos que precedem as palavras primitivas ou
seja, a hospedeira, a qual é muito comum nas línguas românicas; e em segundo encontra as
enclíticas, que sofrem um processo de posição, a ênclise sendo aquela que aparece depois do
seu hospedeiro, e que na maior parte, as hospedeiras (palavras primitivas) possuem acento
tónico.

Em terceiro, e último, encontramos a mesoclítica referindo-se ao clítico que aparece entre o


tronco do hospedeiro e outros afixos.

Pela complexidade dos clititicos, existe uma divisão de clíticos simples, correspondentes aos
morfemas livres, o que significa que eles podem estar sozinhos em um sintagma, sem a
presença de acento tónico. Os clíticos especiais correspondem aos morfemas que são ligados
a palavra que eles são dependentes, o que significa que eles existem como parte do seu
hospedeiro.
10. Referências bibliográficas

BECHARA, Evanildo. Moderna Gramatica Portuguesa, 37ª ed. Editora Nova Fronteira e
Editora Lucerna. Rio de Janeiro-2009

HELENA, Maria Mira Mateus et al. Gramática da Lingua Portuguesa. 7ª ed. Editora Caminho
SA –Lisboa.2003

MAPASSE, Ermelinda L. Atanásio. Clíticos Pronominais em Português de Moçambique.


Dissertação de Mestrado em Linguística -Universidade de Lisboa.2005

GARCIA, Maria Cecilia, Costa dos Reis et al.Minimanual Compacto Gramática Língua
Portuguesa -Teoria e Pratica. 2ª ed. Editora Rideel, Santa Terezinha