Você está na página 1de 6

A Comissão Trilateral

ES CR I TO PO R ED I TORI A MS M | 29 AG OS TO 20 06
AR QU IV O

por Carlos I. S. Azambuja

Enquanto se fortalece o inimigo, assusta-se a população dizendo-lhe que a cooperação é necessária


porque sem acordos bilaterais "o inimigo" atacará.

O Clube Bilderberg e o CFR (Conselho de Relações Internacionais) são, sem dúvida, as instituições na
sombra do Poder mais importantes que existem, mas também a Comissão Trilateral, uma entidade pouco
conhecida, desempenha um papel fundamental no esquema de implantação da Nova Ordem Mundial e
em sua vontade de conquista global.

A Comissão Trilateral foi criada em 1973 e seu fundador e principal incentivador foi David Rockefeller, por
muito tempo presidente do Chase Manhattan Bank, instituição controlada pela família Rockefeller. O
primeiro encontro da Comissão Trilateral ocorreu em Tóquio nos dias 21 a 23 de outubro de 1973.
Sessenta e cinco pessoas pertenciam ao grupo Americano, das quais 35 tinham relações estreitas com o
CFR.

Durante o primeiro ano e meio de existência, a Comissão produziu seis relatórios, denominados
"Informativos do Triângulo". Esses relatórios converteram-se no selo característico da Comissão e têm
servido como diretrizes do desenvolvimento de seus planos e como antena para avaliar a opinião do
público: dois deles no Encontro de Tóquio de outubro de 1973, três no Encontro de Bruxelas em junho de
1974 e um no Encontro de Washington de dezembro de 1974.

Gary Allen, no The Rockefeller File, publicado em 1975, escreveu o seguinte: "Se os documentos do
Triângulo são indicativos de algo, podemos dizer que existem quatro eixos principais no controle da
economia mundial: o primeiro na direção de criar um sistema monetário mundial renovado", algo já
realizado; "o segundo, na direção da pilhagem dos nossos recursos para uma ulterior radicalização das
nações espoliadas", também já conseguido, considerando que Rockefeller e companhia enviaram bilhões
de dólares em tecnologia americana à URSS e à China como requisito do futuro Governo Mundial Único e
seu monopólio; "o terceiro, na direção de explorar a crise energética para exercer um maior controle
internacional", também já conseguido, com o temor de escassez energética, os movimentos de defesa do
meio ambiente e a guerra do Iraque. O congressista Larry McDonald, em seu prólogo ao livro de Gary
Allen escreveu: "Esta é uma exposição concisa, e que provoca calafrios, do que certamente foi a história
mais importante do nosso tempo: a idéia dos Rockefeller e seus aliados de criar um Governo Mundial
Único que combine o supercapitalismo e o comunismo sob um mesmo teto, tudo sob o controle deles (...)
os Rockefeller e seus aliados passaram pelo menos 50 anos seguindo um cuidadoso plano para controlar
os EUA e o resto do mundo aumentando o seu poder político através do seu poder econômico".

A Comissão Trilateral - exclusivamente dedicada a tornar realidade a visão de ordem mundial de David
Rockefeller, de conseguir a uniformidade ideológica do mundo - está composta pelas três regiões-chave
em nível comercial e estratégico do planeta: América do Norte, Japão e Europa Ocidental. Holly Sklar
afirma em The Trilateral Commissione Elite Planning for World Management, 1980, que "seu propósito é
dirigir a interdependência global entre essas três grandes regiões, de maneira a que os ricos defendam
os interesses do capitalismo ocidental num mundo explosivo, provavelmente desanimando o
protecionismo, o nacionalismo e qualquer outra resposta que possa colocar a elite contra a elite". Por sua
vez, Paul Volker, membro da Trilateral e ex-presidente do Federal Reserve, declarou-o mais
claramente: "O nível de vida do americano médio deve diminuir".

Rockefeller introduziu pela primeira vez a idéia da Comissão Trilateral num Encontro do Clube Bilderberg
em Knokke, Bélgica, na primavera de 1972, depois de haver lido o livro Between Two Ages, escrito pelo
professor Zbigniew Brzezinski, da Universidade Columbia. O livro coincidia com a visão de Rockefeller de
que "as pessoas, os governos e as economias de todas as nações devem servir às necessidades dos
bancos e das empresas multinacionais".

Dois meses mais tarde, em julho de 1972, David Rockefeller, membro do Clube Bilderberg e presidente
do CFR, cedeu sua residência de Pocantico Hills, nos arredores de Nova York, para servir como quartel-
general dos primeiros encontros organizativos da Comissão Trilateral. Propósito aparente da Trilateral foi
"criar e manter a associação entre as classes dirigentes da América do Norte, da Europa Ocidental e do
Japão" porque, segundo os dirigentes da Trilateral, "o público e os líderes da maior parte dos países
continuam vivendo num universo mental que já não existe, um mundo de nações separadas, e tem (...)
dificuldades para pensar em (...) perspectivas globais".

A Comissão Trilateral é composta por presidentes, embaixadores, secretários de Estado, investidores de


Wall Street, banqueiros internacionais, executivos de fundações, advogados de lobbies, líderes militares
da OTAN e do Pentágono, ricos industriais, dirigentes de sindicatos, magnatas dos meios de
comunicação, reitores e importantes professores de universidades, senadores e congressistas, assim
como empreendedores endinheirados, alguns em atividades, outros aposentados. Holly Sklar acrescenta
que "a participação de representantes de trabalhadores ajuda a controlar o isolamento popular e a reduzir
a distância que separa os membros da Trilateral das massas de gente comum".

A diferença entre o Clube Bilderberg e a Comissão Trilateral é que o Clube, muito mais antigo, limita-se
aos membros da OTAN, ou seja, EUA, Europa Ocidental e Canadá. Atualmente, com a ampliação da
União Européia e da OTAN, os ex-presidentes dos países do Pacto de Varsóvia estão sendo admitidos no
Clube.

O senador Barry Goldwater em seu livro With no Apologies, qualificou a Comissão Trilateral de "a última
conspiração internacional de David Rockefeller", e acrescentou: "Seu objetivo é consolidar, na esfera
multinacional, os interesses comerciais e financeiros das grandes empresas através do controle da
política do governo dos EUA (...) David Rockefeller e Zibigniew Brzezinski encontraram em Jimmy Carter
seu candidato ideal. Eles o apoiaram em sua designação e em sua presidência". Efetivamente, a
candidatura Carter tinha só 4% de apoio do Partido Democrata e, da noite para o dia, ele, o homem da
Geórgia, converteu-se no candidato à presidência. "Para conseguir isso, mobilizaram o dinheiro
necessário batendo à porta dos banqueiros de Wall Street, obtiveram a influência intelectual da
comunidade acadêmica - sempre dependente do dinheiro das grandes fundações isentas de impostos - e
deram ordens aos meios de comunicação membros do CFR e da Trilateral". Deve ser assinalado que
Jimmy Carter havia sido um dos fundadores da Comissão Trilateral.

A figura de Jimmy Carter foi construída da mesma forma que fizeram com Ford, Mitterrand, Felipe
Gonzalez, Clinton, Karzai, etc. Tanto John Kerry como George W. Bush pertencem à mesma combinação
de associações: o CFR e o Clube Bilderberg e, portanto, não importa quem ganhe, pois o verdadeiro
poder continua sempre nas mãos dos adeptos da globalização, que são guiados por uma única missão
chamada Governo Mundial Único.

Desde a sua fundação, essa tríade globalizadora chamada Comissão Trilateral trabalha para ver o fim da
soberania dos EUA. Vejamos algumas citações extraídas do livro Between Two Ages, de Brzezinski: na
página 72, ele escreveuque "O marxismo é simultaneamente uma vitória do homem ativo sobre o homem
passivo, da razão sobre a crença". Na página 83 afirma: "O marxismo, disseminado popularmente em
forma de comunismo, representa o maior avanço na habilidade do homem para conceituar sua relação
com o mundo". E na página 123 encontramos: "O marxismo proporciona a melhor compreensão da
realidade contemporânea".

Na primeira parte de seu livro The Insiders: 1979 -The Carter's Years, John McManus, da The John Birch
Society (uma organização dedicada a restaurar e preservar a liberdade que defende a Constituição dos
EUA) escreve: "Em nenhum lugar diz o senhor Brzezinski a seus leitores que o marxismo 'na forma de
comunismo', que ele elogia, foi responsável pelo assassinato de aproximadamente 100 milhões de seres
humanos durante o Século XX, pela escravidão de outro bilhão e pela necessidade, privação e desespero
de todos os seus cidadãos, à exceção de uns poucos criminosos que dirigiram as nações comunistas".

Finalmente, Brzezinski, na antepenúltima página de seu livro, nos conta o significado de tudo isso. O
objetivo da Comissão Trilateral é "conseguir o Governo Mundial".

Enquanto muitos biógrafos, através de meias verdades e mentiras completas, têm falado da fabulosa
riqueza da família Rockefeller e de seu praticamente ilimitado poder econômico e político que, segundo a
propaganda oficial, se ocupa em alimentar os famintos dos países do Terceiro Mundo, em educar os
pobres através de uma miríade de benevolentes fundações e sociedades, e na construção da infra-
estrutura das nações subdesenvolvidas e devastadas pelas guerras, muito poucos autores apresentaram
um aspecto importante da família Rockefeller: o fomento do monopólio, com o estabelecimento de
fundações para ganhar poder sobre os cidadãos americanos e, finalmente, subjugar a todos pelo poder
da ditadura mundial, unindo o mundo sob o estandarte de um Governo Mundial.

Também há muito os paralelismos entre os Rockefeller e os russos tenham sido suprimidos, o maior
segredo de todos, o de que o financiamento da revolução bolchevique foi proporcionado pelos
supercapitalistas americanos, continua enterrado porque a família Rockefeller, através de suas
organizações - o CFR, o Clube Bilderberg e a Comissão Trilateral, etc. - possui os principais meios de
comunicação e as empresas editoriais dos EUA. Anthony Sutton, em Wall Street and the Bolchevik
Revolution (Arlington House, 1974), explica: "Nada praticamente foi escrito sobre a estreita relação que
tiveram, no passado, os Rockefller com seus supostos arqui-inimigos, os comunistas. Existiu uma aliança
contínua, embora escondida, entre os capitalistas e os revolucionários socialistas em benefício mútuo".
Sutton documentou a insidiosa traição da elite americana dos arqui-milionários, entre os quais
encontravam-se John D. Rockefeller e os banqueiros de Wall Street, ao financiar a revolução e o governo
mais brutal de todos os tempos. Gary Allen, no Rockefeller File, 1976, faz eco às descobertas de Sutton,
quando afirma: "E o mais surpreendente é a quantidade de provas públicas que existem a respeito".

Gary Allen, no citado livro, pergunta: por que multimilionários como os Rockefeller financiam e colaboram
com alguns comunistas e marxistas que juraram publicamente acabar com eles? As vantagens dos
comunistas são óbvias, porém quais benefícios obteria o Ocidente com tudo isso? A palavra mágica é
"monopólio", "um monopólio que abarca tudo, não apenas o controle do governo, o sistema monetário e
todas as propriedades, mas também o monopólio que, com as empresas com que emula, se
autoperpetua e é eterno".

E prossegue Gary Allen: "Enquanto o objetivo de J. P, Morgan era o monopólio e o controle da indústria,
no final do Século XIX, J. D. Rockefeller, a alma mater de Wall Street, entendeu que a melhor maneira de
conseguir um monopólio não removível era por via geopolítica, fazendo com que a sociedade trabalhasse
em favor dos monopolistas com a desculpa do interesse público".

Frederick C. Howe explica em Confessions of a Monopolist (1906) como funciona a estratégia na


prática: "Estas são as regras dos grandes negócios: consiga um monopólio e faça com que a sociedade
trabalhe para você. Enquanto acredi tamos que os revolucionários e os capitalistas internacionais estão
às turras, deixamos de ver um ponto crucial (...) a associação entre o capitalismo monopolista
internacional e o socialismo revolucionário para um benefício mútuo".
Um diabólico plano dos banqueiros para controlar pelos bastidores o socialismo internacional,
desenvolvido no início do Século XX, foi financiado por Andrew Carnegie, da Fundação Carnegie, hoje
sob o controle do Clube Bilderberg. Esses financistas internacionais, apolíticos e amorais, conforme
explica Anthony Sutton em Wall Street and the Bolshevik Revolution, capítulo XI, "buscavam mercados
que pudessem explorar monopolisticamente sem medo de competição". Sutton não deixa pedra sobre
pedra quando afirma que em 1917 os banqueiros colocaram seu olhar sobre a Rússia, seu "escolhido
mercado cativo".

O objetivo do plano, escreve Jennings C. Wise em Woodrow Wilson: Disciple of Revolution, Nova York,
Paisley Press, 1938, página 45, era unificar os "financistas e os socialistas internacionais num movimento
que desse lugar à formação de uma liga (a Liga das Nações, precursora da ONU) para reforçar a paz (...)
e controlar as organizações governamentais e assim encontrar um remédio para todas as enfermidades
políticas da humanidade". Quantos milhões morreram nesse processo? A palavra-chave é: monopólio.
Pensem simplesmente na antiga União Soviética, onde o Estado controlava e supervisionava tudo.

Não faz falta dizer que para "garantir a paz" é necessário o pré-requisito da guerra, o que tornava
necessária a Revolução Bolchevique. O gigantesco mercado russo deveria converter-se em um mercado
cativo e numa colônia a ser explorada por alguns poucos financistas americanos e suas empresas. O que
não podiam conseguir a Comissão Interestadual de Comércio e a Comissão Federal de Comércio nos
EUA, podia ser obtido por um governo socialista no estrangeiro, com o apoio e os incentivos de Wall
Street e Washington D. C.

Segundo uma testemunha do Congresso dos EUA (U.S. Senate, Congressional Record, outubro de 1919)
o apoio financeiro de John D. Rockefeller a Lênin e Trotski provocou a fracassada Revolução Comunista
de 1905. Essa afirmação foi feita em público pelo banqueiro investidor da família Rockefeller e presidente
da empresa de investimentos de Nova York, Kuhn, Loeb & CO., o jesuíta Jacob Schiff, também fundador
do Federal Reserve, sem cuja influência a Revolução Bolchevique nunca teria tido êxito. Na primavera de
1917, Jacob Schiff começou a financiar Trotski com o propósito de que a Revolução Socialista na Rússia
prosperasse. O surpreendente é que esses documentos foram encontrados em mais de um expediente
do Departamento de Estado dos EUA (861.00/5339). O documento mais importante data de 13 de
novembro de 1918. Um outro documento demonstra que esse mesmo Jacob Schiff, da Kuhn, Loeb & CO.
também havia financiado secretamente os japoneses em sua guerra contra a Rússia.

Um outro fato inusitado é que o emissário pessoal de John D. Rockefeller, George Kennan,
evidentemente financiado por ele, passou vinte anos promovendo a atividade revolucionária contra o Czar
da Rússia, de acordo com o livroRape of the Constituition: Death of Freedom, de Gyeorgos C.
Hatonn.Tehachapi, Califórnia, América West Publishers, 1990.

Quando a revolução de 1905 fracassou, os banqueiros reagiram. No livro acima citado, Gyeorgios C.
Hatonn explica como Lênin "foi mantido" na Suíça até 1907, fora de perigo, e Trotski "foi levado para os
EUA, onde viveu, sem pagar aluguel, em uma propriedade da Standard Oil, em Bayonne, Nova Jersey".
"Em 1917, ao ser expulso da Espanha, novamente Trotski e toda a sua família cruzaram o Atlântico e
desembarcaram em Nova York em 13 de janeiro de 1917".

Em 1916, quando o Czar abdicou, Trotski, com 10 mil dólares recebidos de Rockefeller, deixou Nova York
em 16 de março de 1917 junto com 300 revolucionários comunistas de Nova York, viajou para a Rússia.
Rockefeller teve o cuidado de mandar um comunista norte-americano - Lincoln Steffens - junto com
Trotski, para assegurar-se de que voltaria são e salvo à Rússia.

Por que o implacável John D. Rockefeller apoiou Trotski? Porque Trotski, o revolucionário bolchevista,
advogava "a revolução e a ditadura mundial, sua uniformidade ideológica e seu compromisso com o
internacionalismo liberal. Os bolchevistas e os banqueiros tinham, então, algo em comum: o
internacionalismo", uma vez que as finanças internacionais têm, também, os mesmos objetivos comuns: a
erradicação dos poderes descentralizados, muito mais difíceis de controlar e o estabelecimento de um
Governo Mundial, um monopólio de Poder que se perpetue no tempo

Graças a outras obras impressionantes de Anthony Sutton, as provas da implicação dos Rockefeller
na "organização, patrocínio e apoio à Revolução Bolchevique são tão numerosas e avassaladoras que
simplesmente não admitem discussão" (Gary Allen, The Rockefeller File, capítulo 9: Building the Big Red
Machine). "Para os Rockefeller, o socialismo não é um sistema para redistribuir a riqueza (e muito menos
para redistribuir sua própria riqueza), mas sim um sistema para controlar as pessoas e a competição. O
socialismo coloca todo o Poder nas mãos do governo. Como os Rockefeller controlam os governos, isso
significa que eles têm o controle. O fato de você não saber não significa que eles não saibam!" (Idem).

Como curiosidade: Trotski se casaria depois com a filha de um dos banqueiros mais ricos, Jivotovski, que
também respaldou a Revolução Bolchevique.

Em 1926, após os bolcheviques terem tomado o Poder na Rússia, a Standard Oil de Nova York, de
Rockefeller, e sua subsidiária, a Vacuum Oil Company, através do Chase National Bank (esse banco, de
Rockefeller, desempenhou um papel fundamental na fundação da Câmara de Comércio Russo-Americana
em 1922, sob a direção de Reeve Schley, vice-presidente do Chase National Bank) fechou um acordo
para vender petróleo soviético nos países europeus. Como parte do preço do acordo, John D. Rockefeller
havia feito um empréstimo de 75 milhões de dólares aos bolch eviques. Como resultado desse pacto, "em
1927, o sócio secreto da União Soviética, a Standard Oil de Nova York, construiu uma refinaria de
petróleo na União soviética”. “Portanto, John D. Rockefeller", conclui Gary Allen em seu livro acima
mencionado, "o caudilho do capitalismo, ajudou na recuperação da economia bolchevique", embora o
governo dos EUA só tenha reconhecido oficialmente o Estado soviético em 1933. Ou seja, os Rockefeller,
ricos e influentes, colaboraram com o regime soviético assassino explicitamente contra a Lei de seu país.

Finalmente, 200 membros da Comissão Trilateral estiveram reunidos durante vários dias no final de
março de 1993 em Washington. Nesse Encontro discutiram e concordaram com a criação de um Novo
Exército Mundial e com a soberania das Nações Unidas nas decisões políticas de imigração dos Estados
individuais. Durante a noite de 28 de março, seus representantes jantaram com funcionários-chave do
governo americano e apresentaram suas "recomendações". No dia seguinte, fizeram o mesmo durante o
café da manhã com Bill Clinton, segundo uma informação publicada, em junho de 1993, pelo site do New
World Order Intelligence Update, de Toronto. Esse encontro-chave aplainou o caminho para a
Conferência do Milênio das Nações Unidas, que ocorreu em setembro de 2000 e, surpreendentemente,
recebeu pouca atenção dos meios de comunicação.

Uma das propostas mais sinistras, que nunca havia sido feita, foi a de estabelecer um exército
permanente da ONU, instalações para suas tropas e a criação de uma unidade de Inteligência
operacional. Apesar dos meios de comunicação de massa não terem dado importância a isso, segundo o
artigo "Who Really Runs the World", de Richard Greaves, a proposta era de uma capacidade militar
suficiente "para derrubar qualquer governo nacional que não tratasse seu povo em conformidade com os
critérios da ONU sobre Direitos Humanos e Justiça Social", palavras-chave que os adeptos da
globalização usam para referir-se à diminuição de liberdades individuais e ao maior controle que deveriam
exercer as Nações Unidas. Nenhuma Nação será capaz de trabalhar por conta própria nem ser
independente, porque a independência será vendida às massas como a incapacidade de um governo
para tratar seu povo de acordo com os critérios da ONU.

Os membros do Clube Bilderberg, por sua vez, planejam usar como passo intermediário a ONU, como
Polícia Global com o propósito de corroer ainda mais a independência e a soberania nacionais na Europa.
No site da Internet, as linhas gerais do projeto são explicadas. Essa propaganda promocional diz que é de
fundamental importância para os que querem a globalização que a Áustria, Suíça, Finlândia e Irlanda
concordem em participar da força da União Européia, pois isso lhes permitiria adquirir uma condição
melhor que a de observadores da UE ou membros da Sociedade para a Paz da OTAN, sem
comprometer-se completamente com a defesa coletiva e pôr em perigo o seu status de neutralidade.

Trata-se, uma vez mais de outro passo em direção ao Governo Mundial Único. A Áustria destinou cerca
de 2 mil soldados para "Missões de Paz" da ONU; a Finlândia, 2 mil; a Suécia 1500; e a Irlanda, mil.

Concluindo, uma citação do clérigo do Século XIX, Edwin H. Chapin: "Aqui e ali, no transcurso do tempo,
sempre existiu um indivíduo que se levanta e projeta sua sombra sobre o mundo".

Finalmente, como vocês, cidadãos comuns não-comunistas, banqueiros, executivos e industriais se


sentem ao saber que os EUA financiaram e ajudaram a construir o imponente Poder dos soviéticos, o
Estado comunista que assassinou cerca de 100 milhões de seus cidadãos? E que o poder oculto
responsável por isso era a família número um de banqueiros dos EUA que representa os ideais da
sociedade capitalista? Que os EUA transferiram para a União Soviética, secretamente, a tecnologia mais
sofisticada e cara do momento para com isso criar um inimigo visível que justificasse os novos métodos
de coerção e terror e agora fazem o mesmo com a China, às expensas de seus próprios compatriotas? E
enquanto se fortalece o inimigo, assusta-se a população dizendo-lhe que a cooperação é necessária
porque sem acordos bilaterais "o inimigo" nos atacará!

Notas:

Fonte: - A Verdadeira História do Clube Bilderberg, Daniel Estulin, editora Planeta, 2005

Disponível em: http://www.midiasemmascara.org/arquivos/5471-a-comissao-


trilateral.html. Acessado em: 28, outubro de 2014, às 16 e 03 minutos.

Você também pode gostar