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VIAS DE

ADMINISTRAÇÃO
DE FÁRMACOS
Válter Luiz da Costa Junior
Farmacêutico
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
Local (estrutura orgânica) com o qual o fármaco entra em contato para
iniciar uma série de processos que propiciam seu efeito farmacológico
Escolha depende de fatores como:

‣ Se busca efeitos locais ou sistêmicos ?


‣ Qual a velocidade de absorção e por quanto tempo se deseja os
efeitos ?

- administração sublingual, intravenosa apresentam início de ação


extremamente rápida

- Administração via oral e pela via transdérmica tem início de ação


mais lenta porém a duração dos efeitos é maior

- Efeitos locais são obtidos pela aplicação direta no local da ação


- Efeitos sistêmicos são dependentes do processo de absorção
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO E
PROGRESSÃO TEMPORAL DO FÁRMACO
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
VIA LOCAL
ENTERAIS
Oral Boca
Sublingual Mucosa Bucal
Retal Reto
PARENTERAIS
Intravascular Artérias e Veias
Intramuscular Músculos
Intradérmica Pele
Hipodérmica (subcutânea) Abaixo da Pele
Intracardíaca Coração
TÓPICAS
Dérmica Pele
Conjuntival Conjuntiva

OUTRAS
Dose do
Fármaco
ABSORÇÃO

[ ] do Fármaco DISTRIBUIÇÃO Fármaco


no sangue nos tecidos
FARMACOCINÉTICA
ELIMINAÇÃO

[ ] do Fármaco Fármaco
no local de ação biotransformado
e excretado

Efeito farmacológico

Resposta clínica FARMACODINÂMICA

Toxicidade Eficácia
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
✴ Via Oral
- Via mais utilizada
- econômica, segura e confortável

- absorção: mucosa oral ou


gastrintestinal (↓ permeável formas
iônicas)

- absorção entre 1 e 3h

- absorção é reduzida se o esvaziamento


g á s t r i c o é re t a rd a d o ( a f e t a a
solubilidade)

- a b s o r ç ã o p o d e s e r re t a rd a d a o u
diminuída se a substância ingerida é
instável no líquido gastrintestinal ou se
ela se torna ligada a alimentos

- Metabolismo de primeira passagem !


VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
✴ VIA SUBLINGUAL
- Ricamente vascularizada e com epitélio pouco espesso

- Uso em emergências

- Absorção rápida (efeitos em cerca de 2 min)

- Absorção de moléculas lipossolúveis através da mucosa


bucal

- Passagem do fármaco para a circulação sistêmica

- veias linguais ⇒ jugular interna ⇒ maxilar interna ⇒


jugular externa ⇒ circulação sistêmica

- Fármaco não fica exposto ao efeito de primeira passagem

- Fármaco não fica sujeito a inativação pelo pH estomacal


VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
✴ VIA RETAL
- Uso em pacientes que incapazes de utilizar a medicação pela
via oral (coma, vômitos, crianças, idosos, etc)

- absorção é irregular e incompleta / irritação da mucosa retal

✴ VIA VAGINAL
- utilização para ação local

- tratamento de infecções ou como espermicida

- pode ocorrer absorção através da mucosa vaginal


VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
✴ VIA CONJUNTIVAL
- utilização para ação local

- tratamento de infecções locais ou anestesia local

- ação midriática ou miótica após penetrar a córnea

- pode ocorrer absorção através da mucosa conjuntival

✴ VIA NASAL
- utilização para ação local ou sistêmica

- tratamento de congestão

- pode ocorrer absorção através da mucosa nasal


✴ VIA PULMONAR
- utilizada para:

- anestésicos voláteis e gasosos,;

- broncodilatadores e corticosteróides na forma


farmacêutica de aerossóis

- grande área de superfície absorvente e grande fluxo


sangüíneo

- Perdas por:
90% é deglutido

- acumulo na boca e na faringe (deglutidas)


TGI
- eliminação na expiração.

- macrófagos pulmonares
10% depositado
nos pulmões
- Quando empregada para absorção sistêmica obtém-
se ajustes rápidos na concentração plasmática
Primeira passagem

- revestimento tecidual fino;


Fígado
- número limitado de enzimas proteolíticas;
Reações Adversas Sistêmicas
- ideal para a entrada de proteínas e peptídios na
corrente sangüínea
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
✴ VIA TRANSDÉRMICA
- estrato córneo (lipídios e ceratinócitos), é a principal barreira
ao transporte transdérmico;

- Fármacos pequenos e lipofílicos são absorvidos por meio de


difusão passiva através da pele com baixas velocidades de fluxo;

- evita-se o metabolismo de primeira passagem;


‣ Exemplos: adesivos transdérmicos passivos para reposição
hormonal e tratamento farmacológico da cinetose, angina,
abstinência de nicotina, hipertensão, dor e outros distúrbios.

- proporcionam maior biodisponibilidade e não serem invasivos


- menos efeitos adversos do que as formas convencionais de
administração oral.
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
✴ VIAS PARENTERAIS

‣ Subcutânea, Intramuscular, Endovenosa


- utilizadas para fármacos que sofrem pequena absorção via
membranas

- utilizada em emergências (Intramuscular/Endovenosa)

- para se evitar degradação no TGI ou pela circulação porta

- pacientes que apresentam vômitos

➡ Desvantagens:

- custo elevado e comparação com preparações orais

- desconfortável para os pacientes

- via invasiva (risco de infecções e reações alérgicas)


VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
✴ VIAS PARENTERAIS
‣ Via Subcutânea
- o fármaco é administrado na intimidade dos tecidos

- região da pele apresenta vasta inervação sensorial = DOR

- aplicação nas regiões superiores externas dos braços,


abdómen, região anterior das coxas

- Importante alternar os locais de injeção

- Exemplo: Aplicação de Insulina


VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
✴ VIAS PARENTERAIS
‣ Via ENDOVENOSA (INTRAVENOSA)
- administração de fármacos em solução aquosa, estéreis e com pH entre 6,0 a 7,5

➡ Vantagens:

- efeitos imediatos

- Possibilidade de administração de soluções irritantes e hipertônicas

- Infusão contínua mantém níveis estáveis constantes

- Possibilidade de administração de grandes volumes

➡ Desvantagens:

- maior probabilidade de reações desfavoráveis

- impossibilidade de retirar o medicamento

- não é apropriada para medicamentos oleosos e de depósito


VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
✴ VIAS PARENTERAIS

‣ VIA INTRAMUSCULAR
- músculos deltóide, glúteo máximo, médio e mínimo, vasto lateral

- músculo estriado = elevada vascularização poucas fibras sensitivas

- volume de administração não deve ultrapassar 10mL

‣ Pode-se administrar:

- Soluções aquosas - tonicidade semelhante ao plasma, pH entre 4,5 e 8,5.

- Soluções oleosas - soluções muito viscosas retardam a velocidade de absorção

- Suspensões - A absorção do fármaco processa-se lentamente, conseguindo-se sob esta forma,


injetáveis de ação prolongada.

‣ Exemplos:

- Penicilina procaínica – solubilidade 800 U/ml de água

- Penicilina benzatína - solubilidade 200 U/ml de água

- Aplicando-se ambos em suspensão IM aquosa:

- Penicilina procaínica = mensurável no sangue até cerca de 24 h após administração;

- Penicilina Benzatína = mensurável no sangue até 10 a 15 dias após a administração.


BONS ESTUDOS!!!