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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ

CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E LETRAS


CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM LETRAS - PORTUGUÊS
DISCIPLINA: PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR - PPI
PROFª DRª ASSUNÇÃO DE MARIA SOUSA E SILVA
FRANCIVAN RODRIGUES DOS SANTOS

ATIVIDADE DE SONDAGEM DE LEITURA EXTRA CLASSE

TERESINA, PI
2019.2
Nome: Jardel Oliveira de Almeida
Idade: 31 anos
Profissão: Técnico em agroindústria

1 - Como iniciou o gosto pela leitura?


Sempre gostei de livros e leitura. Minha mãe conta histórias de eu criança passando horas
folheando livros e revistas. Mas devido o sistema. Só tive realmente acesso a livro no ano de 2003,
através do projeto do governo federal, literatura na minha casa.
2 – Quantos livros ler por ano?
12 livros em média.
Que tipos de leitura você costuma fazer?
Literária (X) Não Literária ( )
4 – Costuma ler:
Livro impresso ( X ) E-book ( ) Digital ( )
5 – Algum tipo de assinatura:
Livros (x) revistas () jornais ()
6 – Ao ler costuma falar sobre o que leu para alguém? Como é o retorno da conversa?
Eu tento, mas normalmente não encontro com quem conversar sobre os livros. Para suprir essa
necessidade de externar minas emoções e impressões sobre os livros, escrevo resenhas, posto nas
redes sociais, e faço fichamento. O retorno é sempre de interesse na leitura, interessante que
muitos me pedem os livros e como lugar de livro é com gente (levo essa máxima comigo), faço as
doações.
7 – Qual a contribuição da leitura para sua vida?
A leitura é um esteio muito forte e importante na minha vida. Me ajudou a superar muitos
problemas, como dicção, timidez, dislexia. Além de mudar minha concepção de mundo, pessoa e
sociedade.
8 – Você relaciona o que está lendo com a realidade que o (a) cerca?
Sempre (X ) Nunca ( ) Às vezes ( )
9 – Você costuma incluir nas conversas com amigos e familiares os conhecimentos que adquire
através da leitura?
Sempre ( X ) Nunca ( ) Às vezes ( )
10 – Tem formação superior? Sua passagem pela universidade te tornou um leitor mais crítico?
Sim. Totalmente, abriu minha cabeça foi o tempo em que mais amadureci como leitor. Fui instigado
a ler mais pensar mais, na universidade os textos trabalhados são mais profundos, e essas leituras
servem até hoje pra respaldar meus pensamentos intelectualmente. Foi importante pra que eu
saísse da minha zona de conforto e começasse a ler um leque de novos autores, mais acadêmicos.

O leitor está em constante processo de formação, tudo começa pela curiosidade inerente às
crianças, a maioria é apresentada aos livros bem cedo na fase escolar, mas anteriormente a essa
fase muitas já tiveram a experiência de folhear as páginas dos livros que encontram espalhados
pela casa, no entanto o acesso aos livros é um ponto discutível para as distintas classes sociais, as
menos privilegiadas representadas por famílias com pouca ou nenhuma escolarização os
pais/responsáveis não são leitores, já enquanto as privilegiadas usufruem dos bens de cultura com
uma facilidade maior. O entrevistado diz que quando criança folheava livros e revistas velhas que
havia em casa, mas que só veio a ter acesso aos livros de fato por meio de um projeto de leitura
que o incentivou tanto a ler como também lhe permitiu pela primeira vez ter livros que gostasse de
ler. Aqui cabe o discurso da democratização da leitura, pois é fundamental que facilitem o acesso e
a aquisição de livros, por meio de mais fomento em politicas públicas preocupadas em incentivar a
leitura e que contribuam com a formação de leitores.
Percebe-se que o leitor entrevistado possui o hábito da leitura literária, doze livros ao ano (a
média de leitura do brasileiro é de cinco livros por ano). Costuma ler impresso e possui uma
assinatura com um clube de livros, TAG - experiências literárias, clube de assinaturas de livros que
envia, todos os meses, um kit com um livro surpresa para seus associados, porém essa nova
modalidade em ascensão de se adquirir livros roube um pouco do leitor essa liberdade, a
autonomia na escolha do que ler, questionável, visto que cada indivíduo possui um perfil particular.
A preferência pelo livro físico em relação ao livro digital por parte do leitor em questão demonstra
a evidente resistência que ainda existe a modernização na forma de se ler, pois apesar dos livros
digitais facilitarem a vida do leitor - preço menor, economia de espaço, maior facilidade de acesso
aos títulos devido à democratização da internet, ferramentas de apoio - ainda cabe uma maior
difusão e consequente aceitação por parte dos leitores.

Compartilhar a leitura com um maior número de pessoas com o advento das redes sociais
tornou-se mais fácil, o leitor entrevistado faz o uso delas pra resenhar e compartilhar com os
demais usuários suas experiências literárias, espalhando a sementinha do amor pelos livros. Já
contamos inclusive com uma plataforma virtual exclusiva para os bibliomaníacos, para acompanhar
suas leituras e a dos amigos. Ele confirma que existe sim uma dificuldade de falar com alguém
pessoalmente sobre suas leituras, mas que a rede social o permite fazer isso hoje, trocar
impressões indicar livros etc. Muitos consideram a leitura algo desinteressante, desta maneira a
divulgação do livro por meio desses “posts” faz com que muitos se interessem pelo livro divulgado
e o peçam emprestado.
A importância da leitura na vida das pessoas é inegável, sua contribuição para a formação de
sujeitos de direito, com consciência política e social, agentes de mudança que contribuem
positivamente com a sociedade da qual fazem parte, a busca pelo conhecimento transforma
pessoas, uma citação bem conhecida de Albert Einstein traz esse conceito de que “A mente que se
abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original”. O leitor na sua fala demonstra a
importância que ela teve na superação dos seus problemas de dicção e dislexia e timidez. O leitor
crítico é aquele que ler e compreende e relaciona com a realidade que o rodeia, nosso leitor
considera-se pertencente a esse grupo, pois a leitura estimula o pensamento, expande a
capacidade de análise crítica e coloca o leitor em condições de tomar decisões apoiadas na boa
informação.
É de se convir que Incluir nas conversas com amigos e familiares os conhecimentos que se
adquire através da leitura não é das tarefas mais fáceis, isso dependendo do contexto familiar do
qual você faz parte, quando seu núcleo familiar possui uma escolaridade parecida com a sua,
frequenta os mesmos ambientes que você considerados culturais, e dispõe de um repertório
diversificado fica mais fácil inclui-los nessa conversa, porém essa não é a realidade da maioria das
famílias brasileiras que não cabem nesse arranjo, pouco escolarizada, mas é obrigação daquele que
ler e tem acesso ao conhecimento compartilha-lo com os demais do seu núcleo familiar, amigos
com a comunidade em geral. A formação superior mostrou-se um diferencial para ele como leitor,
o impacto da realidade da academia que incentiva o aprofundamento intelectual da pessoa, o
amadurecimento que nasce a partir do contato com a comunidade universitária com pensadores,
ideias, novas formas de conceber a sociedade e o mundo, a aplicação prática do conhecimento.