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INDÚSTRIAS ROMI

2T17 Resultados

Depois de tempestade, a bonança! Indústria


Ticker: ROMI3

Apresentamos a análise de ROMI3 pós-divulgação de resultados do 2T17, com Recomendação: Compra


recomendação de compra e preço-alvo de R$ 8,00. Preço Alvo: R$ 8,00
Preço (26/07): R$ 4,17

Em fevereiro de 2016, publicamos a análise chamada: Indústrias Romi – Pequeno firme Valor Mercado (R$ MM): 262.113
no vendaval. Dela, destacamos aqui dois pontos.

o A queda na atividade industrial brasileira e redução da utilização da Álvaro Frasson


Analista, CNPI
capacidade instalada (UCI) das industrias, resultou na desaceleração nos
+55 11 4302-3340
investimentos. Por consequência, houve queda significativa na demanda de
bens de capital. Em termos de receita, a entrada de pedidos por Máquinas- Adeodato Netto
ferramenta variou -47,2% (2015/2014), por Máquinas para Processamento de Estrategista Chefe
Plásticos variou -39,8%% (2015/2014) e o único crescimento foi na unidade de +55 11 4302-3340
Fundidos e Usinados que variou positivamente 27,5% no mesmo período,
graças ao segmento de energia eólica.

o O conjunto destas ações aponta para uma companhia preparada, em termos


de estrutura, para enfrentar 2016 - que promete ser tão desafiador quanto
2015 - com queda na demanda doméstica e desaceleração da China (já em
2015 perdeu 2 p.p. de receita de vendas na Ásia). Os efeitos devem ser mais
claros no médio e longo prazo.

Os destaques da tese atualizada são:

o Retomada da atividade econômica

o Projeção de relação Real x Dólar na casa dos R$ 3,30 ao final de 2017, se


confirmada, mitiga o risco de concorrência predatória internacional

o Margem Ebitda trimestral acima de 12%

o Baixa alavancagem. Relação dívida líquida / Ebitda em 0,81x* (sobre indicador


projetado pela nossa equipe para 2017)

Quase 18 meses depois, todo o trabalho que destacamos naquela análise começa a
surtir efeitos, ajudado pelo início da retomada da atividade econômica nacional. Parte
da performance que nosso time de macro projeta para o PIB nacional em 2017, alta de
1,5%, está refletida no indicador de formação bruta de capital fixo crescente, o que
significa a retomada dos investimentos em bens de capital.

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Passando pela tempestade

Mesmo antes da reversão efetiva dos investimentos industriais, as Indústrias Romi apresentaram excelentes
resultados trimestrais, principalmente em relação às suas margens brutas e operacionais, evidenciando o trabalho
interno que a companhia fez para enfrentar a crise no setor industrial brasileiro no último biênio 2015-16.

Com uma melhora na taxa de utilização na capacidade instalada das empresas nacionais e uma boa demanda externa,
a empresa mostrou uma Receita Líquida de R$ 163,8 milhões neste 2T17, com crescimento de +9,1% em relação ao
2T16, puxado basicamente pelos setores agrícolas e automotivos comerciais que demandaram tanto em máquinas
quanto em fundição leve. No consolidado, o EBITDA atingiu R$ 19,8 milhões, 251% maior que o 2T16, com margem
de 12,1% e acréscimo de + 8,2 p.p.

Profunda conhecedora do setor, a companhia focou nos diferenciais que poderiam oferecer proteção de mercado e
em algum nível, tentar criar “barreiras de entrada”. Um dos aspectos que mais nos agrada é a rede de assistência
técnica nacional. Cada vez mais, as decisões de investimento em bens de capital tornam-se complexas e
profundamente avaliadas por cada empresa. Reconhecida pela tecnologia de ponta, a capacidade de garantir aos
clientes o atendimento e o suporte, em um momento no qual os mais diversos setores da indústria precisam focar em
eficiência produtiva é um dos valores que reconhecemos como mais relevantes.

A distribuição dos níveis de pedidos entre as divisões, Máquinas Romi, Máquinas B&W e Fundidos/Usinados, com 28%,
49% e 23%, respectivamente dá uma boa perspectiva para o segundo semestre, que consolida nossas projeções para
o ano. A queda no volume de pedidos na base comparável com o 2T16 deve-se a uma característica pontual daquele
período, no qual dois pedidos internacionais muito grandes distorceram a análise.

A divisão de fundidos e usinados ainda pode surpreender positivamente em 2017, caso os investimentos nos principais
setores atendidos pela companhia acelerem o ciclo de recuperação, principalmente agrícola e automotivo.

Figura 1 - Resultados Financeiros (R$ MM)


2T17R 2T17E % R/E 2017E 2018E
Receita Líquida 163,7 161,8 1,2% 647,0 790,0
Lucro Bruto 47,4 33,8 40,1% 135,2 174,6
Margem Bruta 28,9% 20,9% 8,0 p.p. 20,9% 22,1%
EBITDA 19,9 14,2 39,8% 56,8 68,3
Margem EBITDA 12,1% 8,8% 3,3 p.p. 8,8% 8,7%
Lucro Líquido 11,9 4,8 150,5% 19,0 28,0
Margem Líquida 7,3% 2,9% 4,3 p.p. 2,9% 3,5%
Fonte: Indútrias Romi e Eleven Financial Research.

Figura 2 - Múltiplos e Valuation


2016R 2017E 2018E
Lucro Por Ação (LPA) -0,63 0,30 0,45
ROE (%) -6,2% 3,0% 3,4%
P/L -6,6 13,8 9,4
P/VPA 0,4 0,4 0,3
EV/EBITDA -26,1 4,6 3,8
Fonte: Indútrias Romi e Eleven Financial Research.

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