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3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Anais actus
Resumos Expandidos
2ª edição

Organizadores
Jorge Roberto Malinovski
Rafael Alexandre Malinovski
Ricardo Anselmo Malinovski
Giovana Carmine Massetto

19 e 20 de maio de 2013
Campinas – SP – Brasil

Malinovski
Curitiba
2014
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

3º Encontro Brasileiro de Silvicultura


Resumos expandidos
2ª edição
Editoração: Artes & Textos
Impressão: Comunicare

Encontro Brasileiro de Silvicultura (3 ; 2014 : Campinas, SO)


Anais do 3º Encontro Brasileiro de Silvicultura / Org. Jorge Roberto Malinovski, Rafael
Alexandre Malinovski, Ricardo Anselmo Malinovski, Giovana Carmine Massetto. Curitiba :
EMBRAPA , 2014. 2ª ed.
404 p. : il.

ISBN 978.85.89777-07-0
Bibliografia

1. Silvicultura - Congressos I. Malinovski J. L. ed. II. Malinovski R. A. ed.


III. Malinovski R. A. ed. IV. Massetto G. C. V. Título
CDD - 634-9

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3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

3º Encontro Brasileiro de Silvicultura


19 e 20 de maio de 2014
Campinas – São Paulo – Brasil

Anais actus

Organização
Malinovski Florestal

Coordenação Técnica
Embrapa Florestas

Apoio Institucional
ABAF - Associação de Produtores de Florestas Plantadas da Bahia
ABRH - Associação Brasileira de Recursos Humanos
ABRH-PR - Associação Brasileira de Recursos Humanos / Integrante
do Sistema Nacional ABRH
ACEF - Associação Catarinense de Engenheiros Florestais
ACR - Associação Catarinense de Empresas Florestais
Agência da Madeira
AMS - Associação Mineira de Silvicultura
APF - Aglomerado Productivo Forestal Missiones y Corrientes
APRE - Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal
Arefloresta - Associação de Reflorestadores de Mato Grosso
ASBR – Associação Sul Brasileira de Empresas Florestais
Embrapa Florestas
PUCPR CAEF - Pontifícia Universidade Católica do Paraná - Centro
Acadêmico de Engenharia Florestal
FUPEF - Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná
IPEF - Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais
IUFRO - International Union of Forest Research Organizations
Sistema FIEP/ SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial - Paraná
SFB - Serviço Florestal Brasileiro
UNICENTRO - Universidade Estadual do Centro Oeste
– Campus Irati

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3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Comissão organizadora
Jorge Roberto Malinovski - Malinovski Florestal - Coordenador Geral
Edilson Batista de Oliveira - Embrapa Florestas - Coordenador Técnico
Ricardo Anselmo Malinovski - UFPR - Coordenador Técnico
Alessandro Angelo - UFPR
Amaury Paulo de Souza - UFV
Bruno S. Dupczak - IFSC
Carlos José Mendes - APRE
Cleverson de Mello Sant’Anna - UFMS
Dionísio João Parise - SENAI-PR
Eduardo da Silva Lopes - UNICENTRO
Fabio Minoru Yamaji - UFSCAR
Guilherme de Castro Andrade - Embrapa Florestas
Luciane I. Malinovski - UFSC
Luciano José Minette - UFV
Nilton Cesar Fiedler - UFES
Nilton Souza - UFPR
Osvaldo Fernandes - Ibaiti Soluções Florestais
Patricia Povoa de Mattos - Embrapa Florestas
Patricio MacDonagh - Universidade de Misiones
Paulo Torres Fenner - UNESP
Rafael Alexandre Malinovski - Malinovski Florestal
Renato Robert - UFPR
Ricardo Marques Barreirus - UNESP - Itapeva
Susete do Rocio Chiarello - Embrapa Florestas
Vanderley Porfírio-da-Silva - Embrapa Florestas
Vitor Afonso Hoeflich - UFPR

Nota da comissão organizadora


Os artigos apresentados nestes Anais são de inteira responsabilidade
dos respectivos autores. As afirmações e opiniões, bem como a menção
de qualquer máquina, equipamento, produto ou técnica não implicam
em sua recomendação por parte da Comissão Organizadora ou pelas
instituições envolvidas com a realização do Seminário. Os organizadores
não se responsabilizam pela revisão ortográfica e gramatical, teor e forma
de redação dos artigos ou por eventual ausência de resumo, traduções e
referências.

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3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Patrocinadores
Arborgen
Atta Mex-S
Bayer
Banco do Brasil
Bio Soja
Brotale Florestal
Compo
Denis Cimaf
Dinagro
Evonik
Fertiberia
FMC
F2M
Haifa
Mirex-S
Multifloresta
Multifós
Roster
Syngenta

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3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Apresentação

O Encontro Brasileiro de Silvicultura é o momento onde centenas


de profissionais interagem e têm acesso a informações atualizadas,
que buscam atender às demandas tecnológicas do setor brasileiro de
base florestal associado às florestas plantadas. Além de importantes
apresentações feitas por palestrantes de altíssimo nível e a apresentação
de trabalhos científicos por parte dos participantes, o Encontro promove
a integração entre profissionais de diferentes empresas e instituições,
possibilitando o estabelecimento de parcerias e a troca de experiências
sobre tecnologias e estratégias aplicáveis às florestas plantadas.
As florestas plantadas apresentam importância crescente na
economia nacional. Segundo o Anuário Estatístico da ABRAF-2013,
o valor bruto da produção (VBP) obtido pelo segmento de florestas
plantadas no Brasil, no ano base 2012, totalizou R$ 56,3 bilhões. Os
tributos arrecadados corresponderam a R$ 7,6 bilhões. Os postos de
trabalho ocupados foram 4,73 milhões sendo 621 mil diretos, 1,31
milhão indiretos e 2,42 milhões resultantes do efeito renda. E a área com
florestas plantadas atingiu 7,2 milhões de hectares.
A magnitude deste segmento exige proporcionalidade nos
avanços em ciência e tecnologia. A pesquisa científica viabiliza soluções,
com sustentabilidade, para o aumento da produtividade florestal e para a
melhoria da qualidade dos produtos e processos. Ela permitiu que, nos
últimos 30 anos, o Brasil se tornasse o país que mais ganhou produtividade
com florestas plantadas e conseguisse progressos de elevada significância
em diversos componentes da cadeia produtiva. Foram e continuam sendo
gerados vários bilhões de dólares ao País, mas os desafios são muitos. É
com a incorporação continua de novas tecnologias e processos que o
setor poderá aumentar sua eficiência e competitividade.
A Embrapa Florestas, coordenadora técnica do 3º Encontro
Brasileiro de Silvicultura, juntamente com a Malinovski Florestal,
organizadora da III Semana Florestal Brasileira (XVII Seminários de
Atualização Sistemas de Colheita de Madeira e Transporte Florestal,

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3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

3º Encontro Brasileiro de Silvicultura e Expoforest – Feira Florestal


Brasileira), manifestam seus agradecimentos ao apoio de empresas,
mídia, associações e instituições que representam o setor produtivo, às
organizações, fundações e institutos de pesquisa públicos ou privados,
às universidades e faculdades, às empresas florestais, mas acima de tudo,
à dedicação dos palestrantes, que trazem temas relevantes de cunho
técnico-prático-científico, e dos autores dos trabalhos voluntários,
desde renomados profissionais até estudantes em início de promissoras
carreiras nas ciências florestais.

Edson Tadeu Iede


Chefe Geral da Embrapa Florestas

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3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Sumário

Resumos expandidos
Adubação fosfatada na implantação de Corymbia citriodora
(Hook.)K. D. Hill & l. A. S. Johnson.............................................26
Gabriel Biagiotti; Sérgio Valiengo Valeri; Mara Cristina Pessôa da Cruz;
José Carlos Barbosa; Bruna Aparecida Pereira

Adubo de liberação lenta em floresta clonal de Eucalyptus


em sspodossolo no sul da Bahia....................................................28
Ricardo Previdente Martins; Marcos Antônio Marinho Santana;
Atus Ventura Lemos; José Luiz Gava

Agrichem technology for silviculture: Eucalyptus initial


development through high solubility fertilizer..............................31
Ernesto Norio Takahashi; Fabiano Meyer; Enilton Fialho dos Reis

Ajuste de modelos volumétricos para clones de Eucalyptus


em diferentes espaçamentos.........................................................34
Yasser Alabi Oiole; Lorena Stolle; Ana Paula Leite de Lima;
Sebastião Ferreira de Lima; Alexandre Beutling

Análise da eficiência dos modelos logístico, Schumacher e


Clutter na modelagem de crescimento e
produção de Eucalipto...................................................................38
tLeandro de Almeida Salles; Glória da Silva Almeida;
João Felipe Nunes de Miranda; Lorena Vaz da Silva;
Renato Vinícius Oliveira Casto

Análise da viabilidade técnica e econômica da desbrota


precoce e seus reflexos no desenvolvimento do povoamento.......41
Rafael Rodrigues Junior; Emerson Eduardo de Carvalho;
Gustavo José Ferreira de Almeida; Carmeni João Giunti Neto;
Jose Marcio Cossi Bizon

Análise de crescimento inicial de Eucalyptus benthamii

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3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Maiden & Cambage sob diferentes regimes de fertilização.........45


Jéssica da Silva Ribas; Indiara Zeferino; Karen Koch Fernandes de Sousa;
Alessandro Camargo Angelo, Vitor Ascenço Lopes

Análise de incremento volumétrico para um híbrido de Eucalipto


plantado em diferentes espaçamentos no Sudoeste goiano........48
Eduardo Morais Vieira; Alexandre Burgo Castilho;
Robson Schaff Corrêa; Thelma Shirlen Soares; Allyne Ferreira Santos

Análise e condução de espécies nativas para a recuperação


de mata ciliar em Santa Maria – RS..............................................51
Douglas Vollmer; Catize Brandelero; Carisiane Jaroczewski;
Jaciane Xavier Bressiani, Pablo Fernandes

Análise e estimativa de mortalidade em plantios de candeia


por meio de análise de regressão linear generalizada...................54
Gabriel Marcos Vieira Oliveira; José Márcio de Mello;
Kalill José Viana da Páscoa; Thiza Falqueto Altoé

Avaliação da morfologia interna de sementes


de Platypodium elegans Vog. pelo teste de raios x.......................58
Kever Bruno Paradelo Gomes; Rosana de Carvalho Cristo Martins;
Francisco Guilhien Gomes Júnior

Avaliação das propriedades da madeira de Teca (Tectona grandis)


no estado de Goiás, Brasil.............................................................61
Maria Emília Silva; José Luis Lousada; Bruna Scarparo;
Carlos Roberto Sette Jr

Avaliação de banco de conservação de Corymbia maculata


para uso em melhoramento genético............................................65
Cristiane A. F. Reis, Paulo E. T. dos Santos,
Estefano Paludzyszyn Filho, Alisson M. Santos

Avaliação de crescimento de Morototó (Didymopanax


morototonii Aubl, Decne & Planch) em diferentes
espaçamentos no Oeste do estado do Pará...................................70
RayssaYuki Murakami Lima; Arllen Elida Aguiar Paumgartten;
Alberto Bentes; Brasil Neto; Jorge Alberto Gazel Yared; Silvio Brienza Júnior

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3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Avaliação de crescimento inicial de Eucalyptus benthamii


Maiden & Cambage (clone e semente) sob adubação
de liberação lenta...........................................................................74
Indiara Zeferino; Karen Koch Fernandes de Souza;
Alessandro Camargo Angelo, Rozimeiry Gomes Bezerra Gaspar

Avaliação de danos causados por formigas-cortadeiras


do gênero Acromyrmex (Hymenoptera) em plantios de
Pinus taeda no Oeste catarinense..................................................77
Leonardo Jonathan Guisolphi Gomes de Oliveira; Hyhago Stuelp Rohr

Avaliação de progênies de Eucalyptus crebra no Norte do


estado de Goiás..............................................................................81
Cristiane A. F. Reis, Paulo E. T. dos Santos, Estefano
Paludzyszyn Filho, Alisson Moura Santos e Bruno Silva Reis

Avaliação de teste clonal de Eucalyptus no Norte de


Minas Gerais..................................................................................85
Amanda Rafaela Silva Morais; Leticia Renata Carvalho; Anny Francielly
Ataide Gonçalves; Nathalia Braga de Pinho; Christian Dias Cabacinha

Avaliação de uma nova metodologia para a determinação


do volume por cubagem rigorosa..................................................87
Milton Serpa de Meira Júnior; Renato Vinicius Casto de Oliveira;
Mauro Eloi Nappo; José Marcelo Imaña Encinas

Avaliação do comprimento ótimo da seção da cubagem


em um plantio de Eucalipto..........................................................90
Mirella Basileu de Oliveira Lima; Milton Serpa de Meira Júnior;
Mauro Eloi Nappo; Renato Vinicius Casto de Oliveira

Avaliação do crescimento inicial de Araucaria angustifolia


(Bertol.) Kuntze sob diferentes tipos de adubação.......................94
Márcio Luiz Villela; Rozimeiry Gomes Bezerra Gaspar;
Karen K. F. de Souza; Alessandro Camargo Angelo, Teça Horokoski

Avaliação do crescimento inicial de clones de Eucalyptus saligna


no primeiro Planalto paranaense...................................................97
Camila I. Santos; Alessandro C. Angelo; Karen K. F. de Souza;
Rozimeiry G. B. Gaspar; Lizy T. S. Barros

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3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Avaliação do preparo de solo realizado pelo coveador mecânico


“Rotree” e seu impacto na produtividade e uniformidade do
povoamento.................................................................................100
Eduardo Moré de Mattos; Carmeni João Giunti Neto;
José Márcio Cossi Bizon; José Leonardo de Moraes Gonçalves

Avaliação e comparação dos sistemas mecanizado e manual


de adubação de base em plantios de Eucalyptus.............................104
Ivan Fillietaz Balcão; Rodrigo Eiji Hakamada; Guilherme
Zaghi Borges Batistuzzo; Leonardo Gueli Miranda; Erico Picinatto Junior

Avaliação econômica de dois projetos de reflorestamento de


Eucalipto para quatro alternativas de venda da madeira............108
Luiz Gustavo Catizani Carvalho; Harrison Belico Coelho;
Luiz Carlos Araújo; José Jhones Matuda; Ângelo Márcio Pinto Leite.

Balanço energético na implantação de Eucalipto.......................112


Ezer Dias de Oliveira Júnior, Lúcio B. Kroll

Biomassa de Eucalipto em diferentes espaçamentos


de plantio no Sudoeste Goiano.....................................................115
Robson Schaff Corrêa; Eduardo Morais Vieira; Alexandre Burgo
Castilho; Nikerson Guimarães de Lima; Allyne Ferreira Santos

Brotação e enraizamento de clones de Eucalyptus spp.


à coletas sucessivas de miniestacas em minijardim clonal.........119
Anderson Marcos de Souza; Lucas Henrique Morais Ferreira

Caracterização morfológica de uma anomalia


em mudas de Eucalyptus grandis................................................122
Paola Mazza Revolti; Celso Luis Marino; Shinitiro Oda ;
Tatiane Maria Rodrigues; Kleber Alexandre Campos

Classes de dominância de povoamentos de


Tectona grandis l.f. na idade pré-desbaste..................................126
Viviann Maciel da Silva Alves; Sidney Fernando Caldeira;
Diego Tyszka Martinez; Bruna Cristina Almeida; Joamir Barbosa Filho.

Cokrigagem usada na estimação do volume de Eucalyptus sp


em plantio na região do Araripe – PE.........................................129

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3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Wellington Jorge Cavalcanti Lundgren; José Aleixo da Silva;


Rinaldo Luiz Caraciolo Ferreira; Luzia Ferreira da Silva

Comparação de crescimento de Pinus Taeda l. em Pinhais-PR


originários dos Estados Unidos da América (Carolina do Norte)
e África do Sul..............................................................................133
Lia Toiosima Yoshizumi; Alessandro Camargo Angelo; Karen Koch
Fernandes de Souza; Mariana Berlesi Klein;
Rozimeiry Gomes Bezerra Gaspar

Comparativo entre a aplicação de adubo convencional versus


tecnologia de precisão com a vazão controlada por sensores
e GPS em plantio clonal de Eucalyptus.......................................135
Rodrigo Dzedzej Leal; Edimar Domingos Filho; José Márcio Cossi
Bizon; Adriano de Paula Marques; Deyvid Tonioes do Prado

Comprimento das seções na cubagem rigorosa de árvores de


Eucalyptus para ajuste de modelos de Taper....................................138
Renato Vinícius Oliveira Castro; Pedro Faria Lopes; Milton Serpa
de Meira Júnior; Mauro Eloi Nappo; Ana Beatriz Serrão Liaffa

Concentrações dos pigmentos fotossintéticos em plantas


de curauá sombreado em consórcio com paricá (Shizolobiu
mamazonicum Huber ex Ducke) e a pleno sol no município de
Aurora do Pará.............................................................................142
Ellen Gleyce da Silva Lima; Lais Vieira Carvalho;
Raimundo Amaro; Ribeiro Conde; Benedito Gomes dos Santos Filho;
Cândido Ferreira de Oliveira Neto

Crescimento de Ceiba speciosa (A. St.- Hil.) Ravenna (Paineira)


em resposta a adubação mineral e o uso de biossólido..............146
Pedro Lima Filho; Aline Cássia da Fonseca;
Paulo S. dos S. Leles; Alan Henrique Marques de Abreu

Crescimento de Erythrina verna vell em


diferentes recipientes...................................................................148
Tamyris Mello; Elzimar de Oliveira Gonçalves; Jéssica Martins dos Reis;
Marcos Vinicius Winckler Caldeira; Bianca Fernandes Darissi.

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3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Crescimento de espécies nativas com potencial madeireiro


na região Sudoeste do Paraná......................................................152
Oiliam Carlos Stolarski; Anderson Wiliam Klein; Fernando Campanhã
Bechara; Mauricio Romero Gorenstein; Murilo Lacerda Barddal

Crescimento de Eucalipto submetido à aplicação de


lama de cal e cinza de madeira....................................................156
Shizuo Maeda; Itamar Antonio Bognola

Crescimento de Guanandi em solo adubado com


silicato de cálcio e magnésio........................................................160
Ariane Miranda de Oliveira; Luiz Arnaldo Fernandes; Leandro Roberto
da Cruz; Rodrigo Eduardo Barros; Rodrigo Magalhães Faria

Crescimento de mudas de Aroeira Vermelha


(Schinus terebinthifolius) em diferentes substratos.....................162
Renan Fossatti; Valmir Milani; Marcio Carlos Navroski;
Mariane de Oliveira Pereira

Crescimento de quatro clones de cacau cultivados no


Norte de Minas............................................................................166
Lorena Oliveira Barbosa; Karoline Paulino Costa;
Rizia Rodrigues Santos; Márcia Silva de Jesus; Ernane Ronie Martins

Crescimento inicial de Eucalyptus dunnii Maiden


sob diferentes regimes de adubação............................................169
Marieli Sabrina Ruza; Alessandro Camargo Angelo; Karen Koch Fernandes
de Souza; Rozimeiry Gomes Bezerra Gaspar; Vinicius Henrique Mayer

Crescimento inicial de Eucalyptus urograndis sob diferentes


doses de fósforo e gesso agrícola no município de
Jaguariaíva–PR............................................................................172
Anderson Walczak; Marcos Vinícius Martins Bassaco; Felipe Mazurki Perucio

Crescimento inicial de mudas de Ceiba pentandra l. Gaertn


(Malvaceae) com composto de lixo orgânico..............................176
Rozimar de Campos Pereira; José Antônio Linhares Júnior;
Adla Mércia Carobense da Palma; Wendell Queiroz; Silvanne Silva Santos

Crescimento inicial de mudas de Lafoensia pacari a. st. - hil.


(Lythraceae) oriundas de duas procedências do estado do

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3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Paraná...........................................................................................179
Mariane de Oliveira Pereira; Jeniffer Grabias; Pablo Melo Hoffmann;
Marcio Carlos Navroski; Christopher Thomas Blum

Crescimento inicial de Pinus taeda l. sob diferentes regimes


de adubação no primeiro Planalto paranaense............................183
Lia Toiosima Yoshizumi; Alessandro Camargo Angelo; Karen Koch
Fernandes de Souza; Mariana Berlesi Klein; Rozimeiry Gomes Bezerra Gaspar

Curvas de índice de sítio para plantios florestais comerciais de


Pinus taeda l. localizados na região Oeste catarinense.............187
Letícia Hreçay; Veridiana Padoin Weber; Lorenzo Teixeira de Melo da Silva;
João Paulo Czarnecki de Liz; Paula Búrigo Vandresen

Decomposição dos resíduos da colheita em uma plantação de


Eucalyptus grandis em função do manejo e fertilização.............190
Eduardo Resende Girardi Marques; José Henrique Tertulino Rocha;
José Leonardo de Moraes Gonçalves

Desafios e perspectivas da silvicultura de precisão.....................194


Pablo Fernandes; Douglas Vollme; Catize Brandelero; Thaís Mentges

Desempenho de clones de Eucalyptus no Oeste do estado do


Paraná...........................................................................................198
Guilherme de Castro Andrade, Edilson Batista de Oliveira,
Antonio Francisco Jurado Bellote, Alcemir Chiodelli, Nilton Beck

Desempenho silvicultural de cinco variedades clonais


em três regiões do estado do Mato Grosso.................................202
Ariel Souza Rossi; Ronaldo Drescher; Sidney Fernando Caldeira;
Anne Francis Agostini Santos; Fernando Henrique Gava

Desempenho silvicultural de 21 clones do gênero Eucalyptus


no Sul do estado de Mato Grosso................................................205
Anne Francis Agostini Santos; Diego Tyszka Martinez;
Sidney Fernando Caldeira; Ariel Souza Rossi; Joamir Barbosa Filho

Desenvolvimento de Amburana acreana (Ducke) A. C. Smith


em plantio artificial......................................................................208

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3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Karen Janones da Rocha, Maisa Caroline Baretta, Sidney Fernando Caldeira

Desenvolvimento de mudas de nim indiano em diferentes


substratos no município de Vitória da Conquista, BA................211
Denys Matheus Santana Costa Souza; Adalberto Brito de Novaes;
Liliane Roque Pinto

Desenvolvimento inicial de mudas de Handronathus heptaphyllus


em diferentes recipientes e substratos.........................................215
Bruna Cristina Almeida; Henrique Guimarães de Favare;
Alexssandra Jéssica Rondon de Figueiredo;
Joamir Barbosa Filho; 3Ândrea Carla Dalmolin

Efeito da adubação e ácido indolbutírico no enraizamento de


alporques de Khaya anthotheca............................................................219
Joamir Barbosa Filho, Bruna Cristina Almeida; Gilvano Ebling
Brondani; Rômulo Môra; Viviann Maciel da Silva Alves

Efeito da adubação nas características ecofisiológicas


de mudas de Eucalyptus globulus.........................................................223
Márcia Silva de Jesus; Lorena Oliveira Barbosa;
Daniel Souza Dias; Ernane Ronie Martins; Luiz Arnaldo Fernandes

Efeito da aplicação de Trichoderma sp. e Paecilomyces sp. na


supressão de doenças e desenvolvimento em mudas de
Pinus taeda....................................................................................226
Paula Burigo Vandresen, Arthur Bratti Schmidt,
João Cláudio Trosdorf, Lorenzo Teixeira de Melo da Silva

Efeito da fertilização de liberação lenta na altura da parte aérea e


diâmetro de colo em mudas de Schizolobium parahyba
var. amazonicum..........................................................................230
Überson Boaretto Rossa; Alessandro Camargo Angelo;
Danielle Janaina Westphalen; Lucas Kania Neto;
Lizy Tank Sampaio Barros

Efeito da fertilização de liberação lenta na produção de biomassa


em mudas de Schizolobium parahyba var. amazonicum............232
Überson Boaretto Rossa; Alessandro Camargo Angelo;
Danielle Janaina Westphalen; Fernando Prates Bisso;
João Célio de Araujo

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3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Efeito de doses de fertilizante de liberação lenta na altura da


parte aérea e diâmetro de colo em mudas de
Eucalyptus grandis Hill ex Maiden..............................................234
Überson Boaretto Rossa; Alessandro Camargo Angelo;
Danielle Janaina Westphalen; Frederico Fon,eca da Silva

Efeito de doses de fertilizante de liberação lenta na produção


de biomassa em mudas de Eucalyptus grandis
Hill ex Maiden.............................................................................237
Überson Boaretto Rossa; Alessandro Camargo Angelo;
Danielle Janaina Westphalen

Efeito de rocha moída em características químicas do solo


e no desenvolvimento de Eucalipto.............................................241
Shizuo Maeda; Helton Damin da Silva; Itamar Antonio Bognola

Efeito do ambiente na forma de fuste de clone


de Eucalyptus camaldulensis........................................................245
Anne Francis Agostini Santos; Diego Tyszka Martinez;
Sidney Fernando Caldeira; Pedro Hurtado de Mendoza Borges;
Fernando Henrique Gava

Efeito do espaçamento de plantio e de clones de eucalipto sobre


a densidade da madeira em Chapadão do Sul, MS.....................248
Elaine Cristina Teixeira; Ana Paula Leite de Lima;
Sebastião Ferreira de Lima; Wesley Gomes da Silva; Filipi Mattos Duran

Efeitos do hidrogel na sobrevivência e desempenho de mudas de


I144 (Eucalyptus urophylla) na região do
Planalto de Conquista..................................................................251
Denys Matheus Santana Costa Souza;
Adalberto Brito de Novaes; Liliane Roque Pinto

Eficácia do programa de incentivo ao plantio de Eucalyptus sp


para os produtores de aves no município de
Dois Vizinhos – PR.....................................................................254
Elvio Mauricio Avila Nunes; Anathan Bichel;
Eleando José Brun; Roque Canzi Bolzan

Equações para determinação do volume individual de Pinus

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3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

patula Schltdl. & Cham. no planalto Serrano de


Santa Catarina..............................................................................258
Nilton Sergio Novack Junior; Marcos Felipe Nicoletti;
Raul Silvestre; Maíra Rodrigues; Ezequiel Silva

Estabelecimento in vitro de cedro australiano (Toona ciliata)..262


Brener de Almeida Oliveira; Ricardo Gallo; Luciana Coelho de Moura;
Aloisio Xavier; Wagner Campos Otoni

Estimação do volume de Eucalyptus sp em plantio no


Semiárido Pernambucano com uso da krigagem.......................265
Wellington Jorge Cavalcanti Lundgren; José Aleixo da Silva;
Rinaldo Luiz Caraciolo Ferreira; Luzia Ferreira da Silva

Estimativa dos parâmetros genéticos e avaliação de teste de


progênies híbridas de Eucalyptus na região Norte do estado do
Tocantins.....................................................................................268
Gabriela Brigatti Chaves; Carla da Costa Garcia;
Adriano Emanuel Amaral de Almeida; Antonio Natal Gonçalves;
Marcos Deon Vilela de Resende

Estudo da distribuição diamétrica de um fragmento restaurado


no centro do estado de Santa Catarina........................................271
Bibiana Argenta Vidrano; Luete Amaral Guedes; Elio José Santini;
Clovis Roberto Haselein; Jaciane Xavier Bressiani

Estudo da variação longitudinal da densidade básica da


madeira de cinco espécies de Pinus............................................275
Luiz Marcio Machado Suardi Junior
Cláudio Angeli Sansígolo; Ricardo Marques Barreiros

Fator de forma artificial para Cordia goeldiana Huber


em plantio homogêneo no município de Vilhena – RO.............279
Fernando Henrique Gava; José Luiz Alves de Melo;
Ronaldo Drescher; Ariel Souza Rossi; Anne Francis Agostini Santos

Fireglobulus: desenvolvimento de ferramentas de apoio à decisão


no uso de fogo controlado em plantações de Eucalipto.............282
Carlos Loureiro; Anita Pinto, Paulo M. Fernandes

Fotossíntese e concentração interna de CO2 em clones de

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3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Eucalyptus submetidos a déficit hídrico.....................................286


Inaê Mariê de Araújo Silva; Camila da Cruz Pimentel Moreira
Santos; Ana Flávia Guimarães Paolinelli; Janaína Fernandes
Gonçalves; Marcelo Luiz de Laia

Geoestatística aplicada a estimativa do volume total por área


em Eucalyptus sp. utilizando dados de cubagem.......................290
Gabriel Marcos Vieira Oliveira; José Márcio de Mello;
Matheus Andrade Ferreira; Lucas Rezende Gomide

Implementação do controle de qualidade das operações


silviculturais................................................................................294
Luiz Felipe de Castro Galizia; Cirineu José de Carvalho Rosa;
Glodoaldo Arantes Ramiro; José Marcio Cossi Bizon

Incremento de diâmetro em função da adubação


de plantio em Tectona grandis l.f. ..............................................296
Lilian Guimarães de Favare; Henrique Guimarães de Favare;
Bruna Cristina Almeida; Julio Cesar Ferreira Elias;
Iraê Amaral Guerrini.

Índice de área foliar ao primeiro ano de Eucalipto plantado


m diferentes espaçamentos no Sudoeste goiano.........................300
Eduardo Morais Vieira; Alexandre Burgo Castilho; Robson Schaff Corrêa;
Nikerson Guimarães de Lima; César Augusto Pereira Bonifácio

Influência da fertilização na forma o tronco de Eucalyptus


grandis ........................................................................................303
Amanda Fernandes Franci; José Henrique Tertulino Rocha; Maurício
Reynaldo Prieto; Alexandre de Vicente Ferraz; José Leonardo Moraes Gonçalves

Influência das características físicas e químicas do fertilizante


na uniformidade da adubação de base em
plantios de Eucalipto...................................................................307
Maurício Reynaldo Prieto; José Henrique Bazani; Guilherme Batistuzzo;
José Henrique Tertulino Rocha; José Leonardo M. Gonçalves

Influência de regimes de espaçamento e desbaste na produção


em volume de Pinus taeda l. ao final da rotação no Nordeste do
Paraná..........................................................................................311
Denise Jeton Cardoso; André Eduardo Biscaia de Lacerda;

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3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Maria Augusta Doetzer Rosot; Marilice Cordeiro Garrastazu;


Renato Teixeira Lima

Influência do espaçamento no crescimento de Cordia goeldiana


Huber (freijó) em reflorestamento..............................................315
Arllen Elida Aguiar Paumgartten; Rayssa Yuki Murakami Lima;
Alberto Neves Junior; Jorge Alberto Gazel Yared;
Silvio Brienza Júnior

Influência do recipiente na produção de mudas


de Piptadenia gonoacantha.........................................................319
Jéssica Martins dos Reis; Elzimar de Oliveira Gonçalves;
Bianca Fernandes Darissi; Kelly Nery Bighi; Lomanto Zogaib Neves.

Influência do regime hídrico sobre o crescimento


de mudas de Eucalyptus globulus................................................323
Túlio Barroso Queiroz; Júlio Cesar Rodrigues Lopes Silva; Nayara
Natacha Pereira de Jesus; Sofia Maria Gonçalves Rocha;
Ernane Ronie Martins

Influência do regime hídrico sobre trocas gasosas e


clorofila em mudas de Eucalyptus globulus................................326
Túlio Barroso Queiroz; Débora Soares Brandão;
Júlio Cesar Lopes Rodrigues Silva; Amanda Maia e Silva;
Ernane Ronie Martins

Influência do teor de umidade da madeira de bracatinga (Mimosa


scabrella) no uso energético........................................................329
Gustavo Friederichs; Martha Andreia Brand ; Tássio Dresch Rech;
Adriel Furtado de Carvalho; Larissa Cardoso Küster

Influência dos diferentes níveis de controle de plantas daninhas


na produtividade e índice de área foliar de Eucalyptus urophylla
ao final da rotação........................................................................333
Gabriela Pires, Rodrigo Hakamada, Cristiane Lemos,
Gabriela Moreira, Jose Teixeira

Influências da temperatura e umidade relativa do ar em casa de


vegetação no enraizamento de miniestacas de três clones de
Eucalyptus spp para o Sul do Brasil.............................................337
Sandra Regina Cabel; Alessandro Camargo Ângelo;

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3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Celso Garcia Auer; Karen Koch Fernandes de Souza

Intensidade de roçada na condução de regeneração de Pinus


elliottii no litoral Norte do Rio Grande do Sul: efeito sobre as
variáveis dendrométricas e a produção de resina........................340
Giovane Pretto Azambuja; Lucas Scheidt da Rosa

Interação genótipo x solo em progênies de Eucalyptus grandis


em três locais no Brasil................................................................344
Laís Akimi Ito Haneda; Paulo Henrique Muller da Silva,
Mario Luís Teixeira de Moraes, Aline Cristina Miranda

Interferência da rebrota do capim-braquiária, em diferentes


densidades e distâncias, no desenvolvimento
inicial do Eucalipto......................................................................346
Allan Lopes Bacha; Fernanda Campos Mastrotti Pereira;
Mariluce Pascoina Nepomuceno; Pedro Luís da Costa Aguiar Alves

Mapeamento das áreas reflorestadas com Eucalyptus sp. no


estado do Pará no período de 1996 a 2012...................................350
Adriana da Silva Neves, Kênia Samara Mourão Santos, Dayse Natasha
Barbosa Pastana, Rodrigo Silva do Vale, Eduardo Saraiva da Rocha

Mapeamento de reflorestamentos comerciais de Paricá


(Schizolobium amazonicum Huber ex Ducke) no estado do Pará
no período de 1996 a 2012............................................................354
Kênia Samara Mourão Santos; Adriana da Silva Neves; Dayse Natasha
Barbosa Pastana; Rodrigo Silva do Vale; Eduardo Saraiva da Rocha

Metabolismo do nitrogenio em plantas de curauá sombreado em


consórcio com paricá (Shizolobium amazonicum Huber ex
Ducke) a pleno sol no município de Aurora do Pará..................358
Ellen Gleyce da Silva Lima; Kênia Samara Mourão Santos; Raimundo
Amaro Ribeiro Conde; Benedito Gomes dos Santos Filho; Cândido
Ferreira de Oliveira Neto

Modelos para estimativa de porcentagem de casca para Pinus


patula Schiede ex Schltdl. & Cham. em
Ponte Alta do Norte – SC............................................................362
Ezequiel Silva; Maíra Rodrigues; Marcos Felipe Nicoletti;
Marcio Carlos Navroski; Nilton Sérgio Novack Junior

20
Resumos Expandidos

Modelos para estimativas de área foliar de indivíduos de


Aroeira Vermelha Schinus terebinthifolia Raddi sob diferentes
substratos em Lages - SC............................................................365
Ezequiel Silva; Maíra Rodrigues; Marcos Felipe Nicoletti;
Marcio Carlos Navroski; Nilton Sérgio Novack Junior

Mudas clonais de Eucalyptus urograndis crescidas em diferentes


densidades na bandeja................................................................323
Adriano Adauto Ferreira; Márcia Aparecida Novaes Gomes

Omissão de nutrientes em Tectona grandis no município


de Anhembi (SP).........................................................................368
Felipe Bianchi Saldanha; Ana Clara Teixeira, João Carlos Teixeira Mendes;
José Leonardo Moraes Gonçalves, José Luiz Stape

Padrão de solubilização do fertilizante cloreto de potássio


encapsulado em gel celulósico e polímero biodegradável pela
Embrapa......................................................................................371
Itamar Antonio Bognola; José Luiz Stape;
Washington Luiz Esteves Magalhães

Parâmetros genéticos de Eucalyptus camaldulensis Dehnh


em teste de progênie....................................................................379
Thaianny Rodrigues de Souza; Bruna Cristina Almeida; Jeane Cabral da Silva;
Diego Tyszka Martinez; Reginaldo Brito da Costa

Produção de mudas de mogno (Swietenia macrophylla King)


(Meliaceae) com a adubação química e foliar.............................382
Rozimar de Campos Pereira; Wendell Queiroz;
José Antônio Linhares Júnior; Adla Mércia Carobense da Palma

Produtividade de plantações de eucalipto intercaladas com


espécies nativas em áreas de pastagens degradadas
no Noroeste do estado do Paraná................................................385
Edilson Batista de Oliveira, Luiz M. Feitosa Santos, David Gobor,
Alberto Moris, Vinicius Tina
Propagação de Chamaecyparis pisifera (Tuia Azul) através
da Miniestaquia............................................................................390
Patrícia de Barros Nunes Chrischner;
Márcia Aparecida Novaes Gomes

21
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Recuperação de áreas de preservação permantes


através do plantio de mudas por nucleação................................393
Bibiana Argenta Vidrano; Luete Amaral Guedes;
Elio José Santini; Clovis Roberto Haselein; Talita Baldin

Resíduos alternativos na composição de substratos para o


crescimento inicial de mudas de Ceiba boliviana
Britton & Baker F........................................................................397
Maiara Rodrigues Miranda; Elzimar de Oliveira Gonçalves; Ariany das Graças
Teixeira; Kelly Nery Bighi; Lomanto Zogaib Neves

Resposta de mudas clonais e seminais de Eucalyptus benthamii


Maiden & Cambage no Primeiro Planalto paranaense
– adubação convencional............................................................401
Jéssica da Silva Ribas; Indiara Zeferino; Karen K. F. de Souza;
Alessandro Camargo Angelo, Rozimeiry Gomes Bezerra Gaspar

Respostas à fertilização nitrogenada em plantio clonal do híbrido


E. urophylla x E. globulus em Luis Antônio, SP..........................404
Andréa Virginia Athayde Wenzel; Ana Rosária Sclifó Zucon;
Eduardo Aparecido Sereguin Cabral de Melo;
José Leonardo de Moraes Gonçalves; Rodrigo Eiji Hakamada

Resultados de diferentes métodos de restauração florestal em


Ribeirão Grande-SP......................................................................408
Jéssica dos Santos Franciscatte; Joyce Ferreira Marques;
Thiago Lino Silveira; Claudia Moster Barros; Winter Érik de Oliveira

Seleção de equações de volume para a produção de biomassa


com espécies de Eucalyptus...................................................................410
Andrés Hirigoyen; Resquin Fernando; Rachid Cecilia

Seleção entre e dentro no melhoramento genético de Eucalyptus


Camaldulensis dehnh em Mato Grosso.......................................413
Thaianny Rodrigues de Souza; Jeane Cabral da Silva; Bruna Cristina Almeida;
Diego Tyszka Martinez; Reginaldo Brito da Costa
Serapilheira em sistema de integração Lavoura-Pecuária-Floresta
(ILPF) comparado a uma mata nativa de cerrado......................416
Luanna Elis Guimarães; Francine Neves Calil; Evaldo de Melo Ferreira;

22
Lucas Morais Lobo; José Mauro Lemes Júnior.

Sobrevivência de estacas de Ocotea puberula submetidas


ao enraizamento...........................................................................420
Gustavo Friederichs; Márcio Carlos Navroski; Caroline França;
Valmir Milani; Josué Afonso Spitzner

Softwares “SIS” para manejo e análise econômica


de florestas plantadas...................................................................424
Edilson Batista de Oliveira

Stand Quality Assessment...........................................................428


Olman Murillo; Yorleny Badilla

Superação da dormência de sementes de Cassia leptophylla....431


José Francisco Souza; Gisele Ortega Ronconi;
Cleia Salmeirão S. R. Ferreira; Maria Renata Rocha Pereira

Tamanho de parcelas experimentais para análise de biomassa em


plantios de Eremanthus erythropappus.......................................435
Gabriel Marcos Vieira Oliveira; José Márcio de Mello; Thiza Falqueto Altoé

Tamanho de parcelas experimentais para análise de peso


de óleo essencial em plantios de Eremanthus erythropappus.....439
Gabriel Marcos Vieira Oliveira, José Márcio de Mello;
Thiza Falqueto Altoé

Tecnologia Syngenta para silvicultura: Thiametoxam (Actara)


para o controle preventivo de cupim e desenvolvimento
do Eucalyptus sp..........................................................................443
Ernesto Norio Takahashi; André de Souza e Silva;
Tulio Teodoro; João Paulo Gatti

Teor de clorofila de clones de Eucalyptus spp. sob


déficit hídrico...............................................................................445
Inaê Mariê de Araújo Silva; Camila da Cruz Pimentel Moreira Santos;
Michael Willian Rocha de Souza; Janaína Fernandes Gonçalves;
Marcelo Luiz de Laia

Teor de enxofre no solo adubado com diferentes tipos de lodo


3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

de esgoto, seis anos após sua aplicação em plantios de


Eucalipto......................................................................................44
9Alexandre de Vicente Ferraz; Amanda Fernandes Franci;
José Henrique Tertulino Rocha; Fábio Poggiani

Tratamentos para superação da dormência em sementes de


Tipuana tipu (Benth.) O. Kuntze................................................451
Erasmo Luis Tonett; Marcio Carlos Navroski; Nilton Sérgio Novack Júnior

Uso de bioestimulante vegetal na emergência e no crescimento


inicial de mudas de Paricá (Schizolobium parahyba var.
Amazonicum)..............................................................................454
Lazara Daniela Dias da Silva; Ana Paula Leite de Lima; Sebastião
Ferreira de Lima; Geislaine Ferreira Paniago; Elaine Cristina Teixeira

Uso de modelos matemáticos para estimar comprimento


de raiz de indivíduos jovens de Aroeira Vermelha
(Schinus terebinthifolia) Raddi....................................................457
Maíra Rodrigues ; Ezequiel Silva ; Marcos Felipe Nicoletti ; Marcio Carlos
Navroski ; Nilton Sérgio Novack Junior

Volume de eucalipto em diferentes espaçamentos de plantio


no Sudoeste goiano.....................................................................460
Robson Schaff Corrêa; Eduardo Morais Vieira; Alexandre Burgo Castilho;
Nikerson Guimarães de Lima; César Augusto Pereira Bonifácio

24
3º Encontro
Brasileiro de Silvicultura

Resumos Expandidos
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Adubação fosfatada na implantação de


Corymbia citriodora (Hook.) K. D. Hill
& l. A. S. Johnson
Gabriel Biagiotti 1; Sérgio Valiengo Valeri 2; Mara Cristina Pessôa da Cruz 3; José
Carlos Barbosa 4; Bruna Aparecida Pereira 5

1
Doutorando em Agronomia FCAV/Unesp, Bolsista do CNPq (gbiagiotti@yahoo.com.br); 2 Prof.
Titular Departamento de produção Vegetal FCAV/Unesp, Bolsista do CNPq (valeri@fcav.unesp.
br) 3 Prof.ª Drª Departamento de Solos e Adubos FCAV/Unesp (mcpcruz@fcav.unesp.br); 4 Prof.
Titular Departamento de C. Exatas FCAV/Unesp, Bolsista do CNPq (jcbarbosa@fcav.unesp.br) 5
Mestranda em Agronomia FCAV/Unesp (bruna_bio07@yahoo.com.br)

Introdução e Objetivo Material e métodos


Dada a baixa mobilidade do fósforo Mudas de Corymbia citriodora foram
no solo, as mudas recém plantadas de plantadas nas coordenadas 21º17´16´´S
eucalipto exigem altas concentrações 48º28´33´´W, município de Monte Alto
de fósforo no solo e a medi – SP, em Argissolo Vermelho Amarelo
da que as raízes se desenvolvem essa distrófico, textura média, com 2 mg dm-3
exigência diminui com a idade [1]. de P, no espaçamento de 3 x 2 m. O
Encontrar uma adequada adubação delineamento experimental foi o de blocos
fosfatada no plantio garante a casualizados, constituídos de seis doses de
sobrevivência, o desenvolvimento fósforo, na forma de superfosfato triplo (0,
e produtividade das árvores. A 10, 20, 30, 40, 50 kg ha-1 de P2O5) e quatro
necessidade da quantidade de repetições. Cada parcela foi constituída de
nutriente depende do tipo de solo e 36 plantas e a área útil foi composta pelas
da exigência nutricional da espécie [2]. 16 centrais. Foi feita calagem para elevar
Vários estudos de adubação foram a saturações por bases a 50%, e todos os
realizados para espécies e híbridos de tratamentos receberam uma adubação
eucalipto , mas ainda há a necessidade básica de 40 kg ha-1 de nitrogênio e 30
de estudos mais específicos para a kg ha-1 de potássio. Foi feita avaliação de
cultura do Corymbia citriodora que crescimento em diâmetro e altura das
visa à produção de madeira de maior plantas aos seis meses após o plantio. O
densidade. O objetivo desse trabalho efeito das doses de fósforo foi estudado
foi avaliar os efeitos da adubação pela análise de regressão polinomial e o
fosfatada na implantação de Corymbia modelo mais significativo e de maior grau
citriodora (Hook.) K.D. Hill & L.A.S. foi escolhido.
Johnson em Argissolo.

26
Resumos Expandidos

Resultados e discussão Conclusões


A aplicação de doses de superfosfato Nas condições de Argissolo Vermelho
triplo causou efeito linear no crescimento Amarelo distrófico e com base no
em diâmetro do caule e efeito quadrático crescimento em altura das plantas de
no crescimento em altura das plantas de Corymbia citriodora aos seis meses de idade,
Corymbia citriodora (Figura 1). Com relação recomenda-se a aplicação de 40 a 45 kg
ao efeito doses de fósforo no crescimento ha-1 de P2O5 no plantio.
em altura, estimou-se pela equação de
segundo grau obtida na Figura 1 uma Referências
altura máxima das plantas aos seis meses [1] NOVAIS, R. F. et al. Níveis críticos de
de idade de 2,74 m com a dose de 44,20 fósforo no solo para o eucalipto. Revista
kg ha-1 de P2O5. Considerando que a Árvore, Viçosa, n. 6, p. 29-37, 1982.
recomendação de adubação deva ser de
90% da máxima eficiência técnica, nas [2]STAPE, J. L. et al. The Brazil Eucalyptus
condições do experimento e com base nos potential productivity project: influence
resultados de altura das plantas obtidos of water, nutrients and stand uniformity
nessa idade, a recomendação de aplicação on wood production. Forest Ecology and
de fósforo no plantio está entre 40 e 45 kg Management, v. 259, p. 1684–1694, 2010.
ha-1 de P2O5.

Figura 1. Efeitos das doses de fósforo no


diâmetro e altura das plantas de C. citriodora
aos seis meses após o plantio em Monte
Alto-SP, 2012.

27
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Adubo de liberação lenta em floresta


clonal de eucalyptus em espodossolo no
sul da Bahia
Ricardo Previdente Martins1; Marcos Antônio
Marinho Santana2; Atus Ventura Lemos3; José Luiz Gava4

1
Pesquisador Florestal (rpmartins@suzano.com.br);2 Técnico Pesquisa Florestal;
3
Gerente Tecnologia Floresta; 4 Consultor Tecnologia Florestal

Introdução e objetivo 3x3 sob Espodossolo. Em função na


No ambiente de produção florestal, similaridade do talhão os três tratamentos
vislumbra-se que a tecnologia embutida foram dispostos em esquema de parcelas
nos adubos de liberação lenta possibilite: gêmeas ocupando uma área total superior
a) otimizar as operações de adubação; a 30ha. Foi utilizada três repetições, a
b) diminuir o número de entradas na parcela útil foi composta por 36 plantas
(4linhas e 9 plantas). Os tratamentos foram
floresta para aplicação de fertilizantes; c)
constituídos de adubação convencional e
manter ou reduzir os custos operacionais
duas doses de adubo de liberação lenta.
decorrente do processo de adubação; d)
No tratamento 1, empregou-se adubos
obter maior eficiência na utilização dos
minerais solúveis convencionais, aportando
nutrientes pelas plantas; e) reduzir a dose
63, 81 e 63 kg ha-1 de N, P2O5 e K2O,
aplicada de nutrientes; f) minimizar a
respectivamente. A aplicação ocorreu na
possibilidade de perda de N por lixiviação
ocasião do plantio, bem como em duas
ou volatilização. Caso a viabilidade técnica coberturas utilizando N e K2O, aos 6
seja comprovada, estudos econômicos e 9 meses. Nos demais tratamentos foi
devem ser desenvolvidos para justificar utilizado adubo de liberação lenta (ALL),
tais investimentos no manejo das floretas. onde todos os nutrientes encontram -se
O estudo teve por objetivo avaliar a no mesmo granulo, de forma solúvel e
viabilidade técnica de um adubo de revestido por polímero, que constitui uma
liberação lenta até os 12 meses de idade. barreira física a liberação dos nutrientes. O
tratamento 2 adicionou 48 kg ha- 1 de N,
Material e métodos P2O5 e K2O, enquanto o tratamento 3, 80
O experimento foi instalado no município kg ha-1 de N, P2O5 e K2 O. A aplicação
de Caravelas/BA (17º 39’S, 39º 21’W) dos adubos foi realizada toda no sulco de
em junho de 2012 utilizando clones de plantio em filete contínuo.
Eucalyptus plantados no espaçamento Aos 12 meses foram medidos DAP
(diâmetro da altura do peito), altura e índice

28
Resumos Expandidos

de crescimento da copa (ICC) e índice de adubação convencional. Porém chama


clorofila. O ICC foi determinado através a atenção que a dose de P2O5 foi 41%
da amostragem de 3 árvores médias por inferior ao programa convencional e
parcela, visando a avaliação da área foliar não foi identificada nenhuma deficiência
dos clones. A equação do ICC é assim nutricional nos experimentos. Os
definida: resultados obtidos sugerem que houve boa
ICC = (h x N x nr x nf x lf x cf )/ 40 disponibilidade de fósforo, pelo menos
m². Onde: h = altura de copa; N = nº de até os 12 meses idade. Mediante a adoção
galhos em 1 m de tronco; nr = nº de ramos ALL deve-se rever a dinâmica, épocas
no galho médio; nf = nº folhas no ramo de aplicação e as doses dos fertilizantes
médio; lf = largura da folha média; cf = fosfatados.
comprimento da folha média. O índice Visualmente, os tratamentos que levaram
de clorofila foi obtido com o auxílio do doses de ALL estavam muito semelhantes,
Clorofilog 1030, da fabricante Falker, corroborando com os resultados obtidos
mesurando 10 plantas de cada bloco e pela determinação do índice de crescimento
utilizando as folhas maduras. da copa (ICC). Os tratamentos que
A análise de variância foi realizada receberam adubação ALL apresentaram
considerando como fonte de variação os ICC igual a 8,7 e 10,4, respectivamente para
tratamentos, complementado pelo teste a menor e maior dose, sendo considerados
de médias Tukey a 5% com auxílio do iguais estatisticamente (Figura 3). Embora
software STATISTICA 10.0 [1]. o ICC obtido no tratamento convencional
(4,3) seja a metade do tratamento adubado
Resultado e discussão com a menor dose de ALL, estes foram
Nota-se tendência de crescimento em considerados iguais estatisticamente.
DAP e altura e diferença estatisticamente A maior formação de copa pode ser
entre os tratamentos (Figura 1 e 2). O justificada pela gradual disponibilização
tratamento 3 foi superior aos demais, do fertilizante, o que permitiu às árvores
seguido pelo tratamento 2, que também utilizar os nutrientes com maior eficiência,
superou o tratamento comercial (1). Em com destaque especial para o N. Embora
relação ao tratamento convencional, a o aporte de N nas florestas tenha sido
utilização do ALL aumentou o DAP semelhante entre tratamento1 e 3, este
entre 6 a 13%, e para altura de 9 a 17%, ultimo apresentou índice de clorofila igual
na presença da menor e maior dose a 58,5, enquanto o tratamento comercial
respectivamente. 51,8 (Figura 5).
Até os 12 meses, o programa com a Considerando os resultados obtidos para
menor dose de ALL adicionou 24% DAP, altura, ICC e teor de clorofila, é
a menos de N e K2O, em relação à possível inferir que o pacote de adubação

29
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

convencional possa ser igualado ou


mesmo superado com a utilização de ALL.
A menor dose de ALL pode ser praticada
para se obter desempenho semelhante ou
superior ao tratamento comercial até os 12
meses.

Conclusões
O uso de ALL permitiu obter desempenho
superior ou semelhante ao tratamento
Figura 3. Índice de crescimento da copa.
convencional. O emprego de ALL
possibilita maior formação de copa e
proporciona maiores teores de clorofila nas
folhas. A dinâmica de nutrição fosfatada
deve ser mais bem estudada, bem como
os retornos econômicos da adoção desta
tecnologia.

Figura 4. Índice de clorofila total.

Referência
[1]STATSOFT INC. 2012. Statistica data
analysis software system, version 9.1.
Tulsa. Satatisoft Inc.

Figura 1. Diâmetro altura do peito (DAP)


em cm.

Figura 2. Altura em m.

30
Resumos Expandidos

Agrichem technology for silviculture:


eucalyptus initial development through
high solubility fertilizer
Ernesto Norio Takahashi1; Fabiano Meyer2; Enilton Fialho dos Reis3

Consultor Florestal da TCF-Takahashi Consultoria Florestal (norio@


1

takahashiconsultoria.com.br); 2Pesquisador Contratado da Agrichem (fabianomeyer@


yahoo.com.br); 3 Pesquisador da Lacan (enilton.reis@grupolacan.com.br).

Introduction and objectives Diameter, stem length were collected; tree


Eucalyptus sp initial growth through were separated to leaves, branches and
fertilizer applied by immersion before stem, and each part of them were taken
planting is an important strategy to to moisture determination (dried at 65oC)
silviculture. That action stimulates roots to calculate total dry mass. Additionally
development leading to photosynthesis accumulated biomass by compartment was
improvement, increase survival index calculated.
and then become plants more resistant The results of growth parameters were
to water deficit, pests, diseases and weed explored by analyses of variance and
competition. Tukey’s multiple range test.
Currently, most of Silviculture Companies
Treatments Fertilizer
use MAP to stimulate initial Eucalyptus sp
1,5% Freefós; 2,0% Cal Super;
growth. Agrichem produces high solubility 1
0,2% Booster Mo
fertilizer which could be more effective to
2 1,5% Freefós; 2,0% Cal Super
that objective.
Hence, the present study was conducted to 3 1,5% Freefós; 0,2% Booster Mo

determine the influence of different types 4 1,5% MAP; 0,2% Booster Mo


of fertilizer applied by immersion on root 5 1,5% MAP
system before planting. 6 0,2% Booster Mo
7 1,5% Freefós
Material e methods
8 Check plot
The treatments were laid out as totally
randomized pots with 11 treatments (Table 9 1 L/ha Supa Sílica

1) and four repetitions. The fertilizers were 0,2% Booster Mo;


10
diluted on water, Eucalyptus sp cuttings 1 L/ha Supa Sílica

immersed on those solutions and then 11 1,5% Nitamin


planted at field. Table 1. Treatments applied to Eucalyptus
At three months old post planting all cuttings. Freefós (15,8%N + 53,2% P2O5
plants were measured and harvested. p/v); Cal Super (43,5% Ca p/v); Booster

31
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Mo (2,3% Mo p/v); MAP (11%N + 52% Sílica, Booster Mo + Supa Sílica (23%),
P2O5); Supa Sílica (23,7% K2O + 10% Si and the worst treatments Check Plot and
p/v); Nitamin (33% N p/v). Nitamin. These results corroborates to
literature, which increasing soil P increase
Results and discussion root production and root efficiency rate
Fertilization did not affect diameter, stem (2) and Ca deficiency results in injury to
length and root development of Eucalyptus meristematic regions, specially root tips
sp at three months old post planting. (1). Additionally, results suggest Si effect
However treatments affected significantly under root production. However, special
branches, leaves, total biomass production attention to Booster Mo is needed since
and roots biomass accumulation.
most of treatments using this product
MAP showed excellent result to branch
stimulated root biomass accumulation.
biomass production with 39 g plant-1,
Booster Mo contains in its formula 2,3%
followed by Nitamin (37 g plant-1) and
then Booster Mo (34 g plant-1). For Mo + 3,5% Zn, which could be the reason
leaves, Nitamin promoted the best result, to that fact.
resulting 52 g plant-1 for it, followed by
Leaves v Total
MAP (51 g plant-1) and then Freefós (47 g Treatments Branches
(g plant-1) Biomass
plant-1), Table 2. On similar results, MAP
1 29,95 AB 42,38 AB 92,80 AB
showed the best growth to total biomass
(112 g plant-1), followed by Nitamin (111 g 2 30,48 AB 43,63 AB 97,78 AB

plant-1) and then Booster Mo (99 g plant-1). 3 26,50 B 37,63 AB 82,78 B


These results suggest that N and P are 4 26,85 B 36,68 B 79,90 B
effective nutrients to shoot production 5 39,28 A 51,48 AB 112,20 A
once Nitamin and MAP contain significant 6 33,88 AB 42,68 AB 98,68 AB
N quantities in their formulation. This fact 7 33,05 AB 47,90 AB 102,65 AB
collaborates to photosynthesis promotion 8 32,83 AB 44,13 AB 95,05 AB
(1). Additionally, indicates that using MAP 9 31,15 AB 40,83 AB 93,63 AB
to promote Eucalyptus sp initial growth is a 10 29,35 AB 40,50 AB 90,80 AB
recommended practice. 11 37,95 AB 52,45 A 111,58 A
The main result of this trial is the F 2,84** 2,75** 2,92**
biomass accumulation, which means how CV (%) 18 17 16
plants determine to accumulate their
biomass compartment through different Table 2. Growth of Eucalyptus conducted
under different fertilization at 3 months
treatments.
old. Different letters within a column
In present trial the best treatment was represent a significant difference among
Freefós + Cal Super, accumulating 24% of treatments at P<0,05; ** highly significant
biomass on root compartment, followed by differences (P<0,01).
Freefós + Booster Mo, Booster Mo, Supa

32
Resumos Expandidos

Roots [2] SILVA, S. R. Crescimento de eucalipto


Treatments influenciado pela compactação de solo
(%)
1 0,22 AB
e doses de fósforo e potássio. 2000. 110
f. Tese (Mestrado) - Universidade Federal
2 0,24 A
de Viçosa, Viçosa, MG.
3 0,23 AB
4 0,21 AB
5 0,19 B
6 0,23 AB
7 0,21 AB
8 0,19 B
9 0,23 AB
10 0,23 AB
11 0,19 B
F 3,94**
CV (%) 11

Conclusion
Fertilization by immersion did not
stimulate growth to diameter, stem length
and root. Fertilization by immersion
stimulates growth to branch, leaves
and total biomass production and root
accumulation. Freefós + Cal Super, Supa
Sílica, Supa Sílica + Booster Mo, Freefós
+ Booster Mo, Booster Mo were the best
treatments to root accumulation. Booster
Mo could be a important product to
stimulate root initial growth of Eucalytpus
sp. Booster Mo should be tested more
effectively to understand its effect in
plants.

References
[1]KOZLOWSKI, T.; PALLARDY, S. G.
Physiology of woody plants. 2nd ed.
San Diego: Academic Press, 1997. 20 p.

33
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Ajuste de modelos volumétricos para


clones de Eucalyptus em diferentes
espaçamentos
Yasser Alabi Oiole¹; Lorena Stolle2; Ana Paula Leite de Lima2;
Sebastião Ferreira de Lima2; Alexandre Beutling2

¹Graduando em Eng. Florestal UFMS/CPCS (yasseroiole_eng.florestal@hotmail.com);


2
Docente do curso de Engenharia Florestal UFMS/CPCS (lorena.stolle@ufms.br );
(paula.leite@ufms.br);(sebastiao.lima@ufms.br);(a.beutling@ufms.br)

Introdução e objetivos (DPF = 5 cm), para três clones de eucalipto


Em trabalhos de inventários florestais, em diferentes espaçamentos de plantio.
um dos principais objetivos é a obtenção
do volume do povoamento. Um dos Material e métodos
métodos para se encontrar o volume O experimento foi implantado em abril de
é através da cubagem, onde algumas 2011, em área da Fazenda Campo Bom,
árvores são derrubadas e medidas. A no município de Chapadão do Sul, MS
partir desses volumes conhecidos pode-se (18° 46′ 44″ S, 52° 36′ 59″W), utilizando o
ajustar modelos matemáticos, geralmente
delineamento em blocos casualizados em
em função do diâmetro e da altura, que
esquema fatorial, com uma combinação de
servirão para estimar o volume do restante
seis espaçamentos (2,5 x 0,5 m; 2,5 x 1,0 m;
das árvores, sem que se faça necessário
derrubá-las. A análise de equações de 2,5 x 2,0 m; 3,0 x 0,5 m; 3,0 x 1,0 m e 3,0 x
volume é uma das primeiras tarefas do 2,0 m) e três clones de eucalipto (GG157,
pesquisador florestal, seja para trabalhos GG680 e GG100), com três repetições.
de inventário ou de mensuração florestal, Cada parcela experimental foi constituída
no que se refere à seleção de equações por 4 linhas com 12 plantas cada. A área
que forneçam estimativas precisas e sem útil se constituiu de 10 plantas de cada uma
tendência [1]. A importância da seleção das das duas linhas centrais.
equações é ressaltada, principalmente pela Aos 28 meses de idade foi feita a cubagem
observação de qualquer erro de tendência, rigorosa da árvore média de cada parcela,
na estimativa do volume por árvore, que
totalizando 54 árvores abatidas para
irá refletir na estimativa da população,
cubagem.
causando uma sub ou super avaliação da
O volume de cada árvore foi determinado
produção.
O objetivo deste trabalho consistiu em pelo método de Smalian, onde foram
ajustar modelos matemáticos para a tomados dados de altura total, altura
estimativa de volume total e comercial comercial e diâmetros com casca nas

34
Resumos Expandidos

seguintes alturas: toco (0,10m), 0,70m, Para os modelos logarítmicos foi necessário
1,30m e depois de 1,5m a 1,5m até atingir recalcular as estimativas das variáveis
5 cm de DPF (diâmetro na ponta fina). de interesse, pois os modelos ajustados
Para que se pudesse estimar o volume apresentam-se nas formas aritméticas e
das árvores não cubadas do experimento, logarítmicas e estas não são comparáveis
foram ajustados e testados os seguintes entre si diretamente. Antes do recálculo do
modelos matemáticos: erro padrão da estimativa, deve-se corrigir
esta discrepância logarítmica multiplicando
v = b0 db1 o valor estimado de cada árvore por um
Husch (1)
fator de correção (Fator de correção de
v = b0 + b1 d2 h Spür (2)
Meyer) e só então fazer o cálculo para
v = b0 db1 hb2 Schumacher-Hall (3)
obtenção do Syx recalculado. Foi calculado
também o índice de ajuste de Schlaegel,
Onde:
uma estatística comparável ao R2 utilizado
v= volume total ou comercial com casca
para comparação de equações de diferentes
(m3); d= diâmetro a 1,30m, com casca
naturezas, como neste caso. Portanto, nas
(cm);
equações logarítmicas o índice de ajuste
h= altura total ou comercial (m);
de Schlaegel (I.A.) foi tratado como R2.
b0, b1 e b2= coeficientes dos modelos. De acordo com [3], para a seleção de uma
equação, deve-se levar em conta, o maior
Os modelos de Husch e de Schumacher- coeficiente de determinação múltipla
Hall que não são lineares foram (R2 ajust.), ou maior índice de Schlaegel
logaritimizados, assumindo a seguinte (I.A.) para as logarítimicas, e menor erro
forma linear: padrão da estimativa (Syx%), maior valor
da estatística F, e análise gráfica dos
lnv=lnb0 ln d Husch (4) resíduos, que nos dá uma visão ampla das
lnv=lnb0+b1 lnd+b2lnh SChumacher-Hall (5) tendenciosidades dos valores estimados.

Foram analisados: o coeficiente de Resultados e discussão


determinação (R2) e o coeficiente de A análise de variância mostrou que todos
determinação ajustado (R2 ajust.); o erro os modelos testados a apresentaram valores
padrão da estimativa (Syx) e (Syx%) de F altamente significativos ao nível de
e a análise gráfica dos resíduos para a 5% de probabilidade (Tabela 1), indicando
escolha do melhor modelo. Considerou- que os modelos ajustados representam a
se também o teste “F” para verificar se relação entre as variáveis: volume total ou
o modelo ajustado representa a relação comercial, DAP e altura total.
entre os volumes estimados e as variáveis O modelo de Husch teve o pior
independentes. desempenho (Tabela 1), o que pode ser

35
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

justificado por ser um modelo que se pois não apresentou tendenciosidade para
baseia apenas no DAP para estimativa do a estimativa do volume total (Figura 1),
volume (modelo de simples entrada). O mas apresentou uma leve tendenciosidade
modelo de Schumacher-Hall apresentou- em subestimar o volume das árvores com
se superior em relação aos demais modelos menores DAP (Figura 2). No entanto,
(maior R2 ajust.) e menor erro padrão da esta tendência foi mais suave no modelo
estimativa (Tabela 1). de Schumacher-Hall do que nos outros
modelos.
Volume Total Real (m3)
Volume Modelo F R2 aj. Syx%
Spurr 881,6 0,94 9,1
Schumacher-
Total 751,2 0,96 7,7
Hall
Husch 729,6 0,92 10,97
Spurr 2607,2 0,980 5,96
Schumacher-
Com. 2106,9 0,982 5,63
Hall
Husch 861,4 0,922 11,6
Figura 1. Distribuição de resíduos para a
Tabela 1. Estatísticas de ajuste dos modelos
estimativa do volume total com casca.
de volume total e comercial com casca.

De acordo com [1] o melhor modelo para


a estimativa de volume para Eucalyptus
grandis foi o de Schumacher–Hall, que
forneceu as estimativas mais exatas tanto
para as árvores de maior diâmetro, como
as de menor.
Em inventários florestais, os modelos
que têm sido utilizados para estimar os
volumes e os pesos dos componentes
das árvores das árvores para diferentes Figura 2. Distribuição de resíduos para a
espécies florestais são o logarítimico estimativa do volume comercial com casca.
de Schumacher-Hall, e o da variável
combinada de Spurr [2];[4]. Deste modo, as equações com melhor
A análise gráfica dos resíduos mostrou que desempenho escolhidas para estimativa
o modelo de Schumacher-Hall foi superior, do volume total e comercial com casca

36
Resumos Expandidos

das árvores não cubadas do experimento Benth.) em diferentes idades. 1989.


foram os modelos ajustados de Schmacher- 103 f. Dissertação (Mestrado em Ciências
Hall, sendo respectivamente: Florestais) - Universidade Federal do
Paraná, Curitiba.
ln v= ln-9,193679+ 2,08228 ln d
+ 0,54452 ln h (6) [4]SILVA, J. A. A.; MACHADO, S. A.;
BORDERS, B. E. Aumento da precisão
ln v= ln-8,437004+ 1,42658 ln d de modelos volumétricos através do uso
+ 0,95404 ln h (7) e transformação de BOX e COX. Revista
Cerne, Lavras, v. 1, n. 1, p. 13-16, 1994.
Conclusões
O modelo de melhor ajuste foi o de
Schumacher-Hall para a estimativa do
volume total e comercial com casca, e o
modelo de pior desempenho foi o de
Husch.

Referências
[1]CAMPOS, J. C. C.; TREVIZOL
JUNIOR, T. L.; PAULA NETO, F. Ainda,
sobre a seleção de equações de volume.
Revista Árvore, Viçosa, MG, v. 9, n. 2. p.
115-126, 1985.

[2]FERREIRA, C. A.; MELLO, H.;


KAJIYA, S. Estimativa do volume
de madeira aproveitável para celulose
em povoamentos de Eucalyptus spp.:
determinação de equações para o cálculo
de volume de povoamentos de Eucalyptus
spp. IPEF, Piracicaba, n. 14, p. 29-50,
1977.

[3]MAZAROTTO, E. B. Modelos
matemáticos para estimar o volume
em metros cúbicos com casca de
Bracatinga (Mimosa scabrella,

37
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Análise da eficiência dos modelos


logístico, Schumacher e clutter na
modelagem de crescimento e
produção de eucalipto
Leandro de Almeida Salles1; Glória da Silva Almeida1;
João Felipe Nunes de Miranda2; Lorena Vaz da Silva 2;
Renato Vinícius Oliveira Casto3

¹ Mestre em Ciência Florestal na UnB (leandro.ibram@gmail.com; gloriaalmeidaflorestal@


hotmail.com); ² Mestrando em Ciência Florestal na UnB (joaofelipenm@gmail.com;
lorenavaz.unb@gmail.com); ³Professor de Eng. Florestal na UnB (castrorvo@ymail.com)

Introdução e objetivos Material e métodos


Uma maneira de expressar o crescimento Os dados utilizados neste estudo foram
e a produção florestal é mediante modelos, obtidos de um inventário florestal contínuo
no qual a predição é possível [1]. de clones do híbrido de Eucalyptus urophylla
As três principais categorias de modelos x Eucalyptus grandis, realizado entre os anos
na área florestal são os em nível de de 2001 e 2006. O povoamento possuía
povoamento, de distribuição diamétrica e 4.162 ha e estava inserido na região
de árvores individuais [2]. Embora estes de Santa Bárbara, no estado de Minas
modelos possuam diferentes estruturas, Gerais. O espaçamento do povoamento
níveis de abordagem e complexidade, não era regular, sendo que a média foi
variáveis dos povoamentos como idade, de 3,0 x 2,0m. A produtividade média do
índice de local, área basal por hectare, povoamento estava entre 26 e 44 m³.ha-1.
diâmetro quadrático, número de árvores ano-1.
por hectare são utilizadas como preditoras Os dados provenientes do monitoramento
da produção ou crescimento. de 791 parcelas permanentes foram
Considerando o exposto, o presente utilizados, sendo que aproximadamente
trabalho tem por objetivo avaliar a 70% deles para o ajuste dos modelos (553
eficiência estatística e a aplicabilidade de parcelas) e os outros 30%, ou seja, 238
três modelos (Logístico, Schumacher e parcelas foram utilizadas para validação
Clutter) na modelagem do crescimento e dos dois modelos com melhor ajuste.
da produção em nível de povoamento para O método utilizado para a determinação
plantios comerciais de eucalipto. das curvas de capacidade produtiva foi o
curva guia, que permitiu a classificação

38
Resumos Expandidos

das parcelas em três categorias: baixa Nos modelos estratificados pela classe
capacidade produtiva – III (Hd ≤ 23,5); de produtividade, observou-se que
média capacidade produtiva – II (23,5 < tanto para o modelo Logístico, quanto
Hd < 32,5); e alta capacidade produtiva - I para o modelo de Schumacher, houve a
(Hd ≥ 32,5), sendo a idade índice igual a tendência de superestimar as menores
67,6 meses. magnitudes da variável Yobs e subestimar
Após a classificação das unidades amostrais as maiores magnitudes. Em relação ao
em três faixas de capacidade produtiva foi modelo de Clutter não houve tendência
feito então o ajuste dos modelos Logístico, heterocedástica na simulação do volume
Schumacher e Clutter, para todo o conjunto para as classes de produtividade I e II.
de dados de ajuste e para as três classes de Na Classe III, todos os três modelos
capacidade produtiva. A qualidade dos simularam de forma satisfatória o
ajustes e da validação foi avaliada com volume. A análise dos resíduos para os
base em três parâmetros: o coeficiente três modelos apresentou comportamento
de correlação, o Erro padrão e a análise homocedástico na Classe III de
gráfica dos resíduos em porcentagem. produtividade.
Como apresentado acima, os modelos de
Resultados e discussão Schumacher e de Clutter apresentaram
Em todas simulações, a correlação entre as melhores resultados nas medidas de
variáveis volume observado e estimada foi precisão, no ajuste para esta população,
alta, variando entre 0,73 e 0,97. Em relação sendo assim estes modelos foram
ao Erro Padrão, os resultados ficaram escolhidos para serem validados.
entre 24,7 e 70,0 m³/ha. O resultado do O modelo de Clutter na validação
Coeficiente de Variação, ficaram entre 9,2 continuou apresentando resultados mais
e 31,0%. satisfatórios em relação ao modelo de
Os resíduos obtidos nas estimativas Schumacher, analisando o conjunto dessas
do modelo Logístico para estimação medidas de precisão, este primeiro possui
do volume sem estratificação pela um coeficiente de correlação alto, variando
classe de produtividade apresentaram entre 0,86 e 0,98, um menor Erro padrão.
comportamento heterocedástico, com Na análise dos resíduos da validação do
tendência a superestimar as menores
modelo de Schumacher e do modelo de
magnitudes da variável Yobs e subestimar
Clutter, Figuras 1 e 2, respectivamente,
as maiores magnitudes. A análise dos
também pode ser observado esse resultado
resíduos das estimativas do modelo de
mais satisfatório do modelo de Clutter.
Clutter na simulação do volume com toda
Em todos os estratos ele apresentou maior
base de dados apresentou comportamento
homocedasticidade, apesar de apresentar
homocedástico, tendo os resíduos bem
alguns outliers subestimados. Já o
distribuídos.

39
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

modelo de Schumacher se apresenta mais Conclusão


heterocedástico, tendendo claramente Ambos os ajustes dos modelos
a subestimar as menores magnitudes e apresentaram resultados satisfatórios.
superestimar as maiores. Porém o modelo de Clutter se sobressaiu
em diversos aspectos, apresentando
melhores resultados. Para a técnica de
predição o modelo de Schumacher
apresentou melhores resultados do que
o modelo Logístico, porém quando
comparado aos resultados com a técnica
de projeção, observa-se o modelo de
Clutter obteve resultados próximos ao
modelo de Schumacher, porém superiores.

Figura 1. Distribuição dos resíduos percentuais


Referências
dos volumes estimados pelo modelo de
[1]SCOLFORO, J. R. S. Biometria
Schumacher para os dados de validação: (a)
florestal: modelos de crescimento e
todos os dados, (b) classe I (c) classe II e (d)
produção florestal. Lavras: FAEPE –
classe III.
UFLA, 2006.

[2]DAVIS, L.S.; JONHSON, K.N.;


BETTINGER, P.; HOWARD, T.E.
Forest Management: to sustain ecological,
economic, and social values. 4. ed., Illinois:
Waveland Press, 2005. 804 p.

Figura 2. Distribuição dos resíduos percentuais


dos volumes estimados pelo modelo de Clutter
para os dados de validação: (a) todos os dados,
(b) classe I (c) classe II e (d) classe III.

40
Resumos Expandidos

Análise da viabilidade técnica e


econômica da desbrota precoce e
seus reflexos no desenvolvimento do
povoamento
Rafael Rodrigues Junior1; Emerson Eduardo de Carvalho2; Gustavo José Ferreira
de Almeida3; Carmeni João Giunti Neto4; Jose Marcio Cossi Bizon5

Estagiário em Silvicultura Fibria S.A. (rafael.rodrigues@fibria.com.br)


1

2
Supervisor de Silvicultura Fibria S.A. (emerson.carvalho@fibria.com.br)
3
Especialista em Desenvolvimento Operacional Fibria S.A. (carmeni.neto@fibria.com.br)
4
Analista de Inventário Florestal Fibria S.A. (gustavo.almeida@fibria.com.br)
5
Gerente de Silvicultura Fibria S.A. (jose.bizon@fibria.com.br)

Introdução e objetivos instaladas duas áreas de observação e um


O manejo florestal de talhadia, atrelado ao experimento nas áreas da unidade Jacareí
suprimento de longo prazo de madeira, [2]. Na unidade Fibria Três Lagoas – MS,
tem sido utilizado em grande escala por as primeiras áreas conduzidas por desbrota
propocionar menores custo de produção, precoce foram iniciadas em agosto de
menor complexidade de planejamento 2012.
operacional e menor impacto ambiental [1]. O objetivo do presente trabalho foi
No início de 2008, na unidade Fibria Jacareí comparar o desenvolvimento florestal
– SP, juntamente com a área operacional, no manejo de talhadia em função de
alguns pesquisadores observaram a duas diferentes épocas de desbrota:
possibilidade de realizar precocemente a desbrota convencional e desbrota precoce,
atividade de desbrota a partir do 3º mês respectivamente.
após a emissão dos brotos. A intenção de
uma seleção precoce do broto dominante Material e métodos
seria o favorecimento das produtividades As áres de observação foram conduzidas
operacionais, em função da menor em 2013 em um Latossolo Vermelho
dimensão e espessura dos brotos e o Distrófico na fazenda Duas Marias ,
aumento da produtividade final da floresta, localizada no município de Brasilândia/
uma vez que o broto selecionado esta livre MS. Os talhões avaliados foram manejados
de competição intraespecífica por recursos com o mesmo material genético e seguiram
como água,luz e nutrientes a partir do 3º as mesmas atividades silviculturais de
mês de emissão. Ainda em 2008 foram acordo com os padrões operacionais da

41
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

empresa, com exceção da atividade de


desbrota (Tabela 01).

Área
Talhão Desbrota CTO Oper.
(ha)
12 Prec. 21/01/2013 13/05/2013 60,49
13 Conv. 27/01/2013 10/09/2013 81,38

Tabela 1. Talhões analisados Figura 1. Lado esquerdo, ferramenta


especializada (cavadeira de uma folha)
Desbrota precoce para realização da desbrota precoce e do
A desbrota precoce consiste no lado direito, motorroçadeira de corrente
deslocamento dos brotos e gemas utilizada na desbrota convencional.
indesejáveis da cepa, utilizando ferramenta
especializada (cavadeira de uma folha). Coleta e Análise dos dados
Deve ser efetuada entre 3 e 4 meses após Para as análises qualitativas foi utilizado o
o controle de término de operações da inventário qualitativo florestal (IFQ) de um
colheita e com altura mínima de 1,0 metro. ano. As parcelas do IFQ possuem 400 m2
O procedimento objetiva manter 1 broto e são alocadas aleatoriamente nos talhões
dominante por cepa. Caso existam falhas onde são mensurados os diâmetros a altura
nas plantas vizinhas, 2 brotos por cepa do peito (DAP) e alturas.
deverão ser mantidos. Para a análise de variância foi utilizado
o teste de Tukey para a comparação de
Desbrota convencional média, no caso de diferença significativa (α
A desbrota convencional consiste no corte = 0,05).
dos brotos indesejáveis da cepa, utilizando
motorroçadeira. Deve ser realizado Resultados e Discussão
entre 6 a 12 meses após a colheita. O A partir da análise do Bloxplot Figura 02,
procedimento objetiva manter 1 broto observamos médias superiores de DAP
dominante por cepa e 2 brotos por cepa (cm) e altura (m) para as áreas desbrotadas
uando houver falha na planta vizinha. precocemente. Porém estas mesmas
variáveis não apresentam diferença
estatística comparada aos resultados das
áreas manejadas de forma convencional.

42
Resumos Expandidos

Análise de Bloxplot operacional da atividade de desbrota, foi


' gerada uma redução do custo da atividade
por hectare. Foram também comprovados
8,0
ganhos econômicos na redução de capinas
químicas em função do rápido fechamento
7,5 de copas e, por consequência, redução
7,4
da incidência de brotos-ladrão e menor
7,0 matocompetição.

7,0
Conclusões
6,5 Apesar do manejo de desbrota precoce
6,3
não apresentar diferença estatísta das
6,0
variáveis dendométricas estudadas
6,0 quando comparadas ao manejo
convencional aos 12 meses de idade, o
procedimento se mostra promissor uma
Convencional Convencional vez que a homogeneidade da floresta,
Desbrota Precoce DAP (cm) Precoce ALTURA (m)
que é comprovadamente determinante
Figura 2. Análise de Bloxplot do DAP para uma maior produtividade final,
médio e altura média dos diferentes tipos se apresenta claramente maior quando
de desbrota comparada ao resultado da floresta
manejada convencionalmente. Como o
A partir dos coeficientes de variação procedimento é relativamente novo, se faz
(CV%) do DAP médio e altura média necessária a continuidade das avaliações
também foi possível identificar uma menor para a comprovação dos benefícios do
variação destes resultados dendrométricos manejo.
no talhão desbrotado precocemente, Outros ganhos já estão sendo absorvidos,
demonstrando uma maior homogeneidade como a redução de custo da atividade de
em relação ao manejo convencional desbrota, a redução da necessidade de
(Tabela 02). capinas químicas e uma menor intensidade
de combate ao broto-ladrão.
Desbrota DAP_med CV (%) Alt_medCV (%)
Prec. 6,3 6,1% 7,4 6,4%
Conv. 6,0 14,7% 6,9 12,1%
Referências
[1]FONSECA, S. Manejo de rebrota
Tabela 2. DAP médio e altura média e CV (%)
na Fibria. Apresentado na Reunião do
programa temático de silvicultura e manejo
Com relação aos ganhos econômicos, (PTSM), 48., 2013, Alagoinhas.
em função da maior produtividade

43
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

[2]SILVA, C. R. Avaliação de diferentes


épocas de desbrota na Fibria [
mensagem pessoal]. Mensagem recebida
por rafael.rodrigues@fibria.com.br em 06
mar. 2014.

44
Resumos Expandidos

Análise de crescimento inicial de


eucalyptus benthamii Maiden &
Cambage sob diferentes regimes de
fertilização
Jéssica da Silva Ribas ; Indiara Zeferino; Karen Koch Fernandes de Sousa;
Alessandro Camargo Angelo, Vitor Ascenço Lopes

1
Graduanda Eng. Florestal PUC/PR (jessica.Tecpr@gmail.Com);
2
Graduanda Eng. Florestal PUC/PR (indiarazeferino@gmail.com); 3 Professora – Curso
de Engenharia Florestal PUC/PR (karen.souza@pucpr.br); 4 Professor, Departamento de
Ciências Florestais – UFPR (alessandrocangelo@gmail.com); 5 Graduando Eng. Florestal
UFPR (vitor.a.lopes92@gmail.com

Introdução e objetivos convencional libera os nutrientes através


A adubação é uma prática intensamente da solubilização pela água da chuva. Já
utilizada na atividade florestal, a adubação de liberação lentasegundo
principalmente nos plantios de eucalipto [4], uma vez aplicada, a solução do
(Bellote; Ferreira, 1993). substratoatravessa a camada de resina e
O Eucalyptus benthamii foi classificado por dissolve osnutrientes no interior da cápsula
Pryor e Johnson (1971). A espécie ocorre do adubo, os quais vão sendoliberados
em Sydney nas planícies ao longo do rio osmoticamente para as mudas, de
Nepean. Na sua área de ocorrência natural, formagradual.
prefere solos férteis, altitudes inferiores a O objetivo deste trabalho é avaliar a
100 m onde a temperatura média máxima resposta de E. benthamii a três tratamentos
é 26°C e atemperatura média mínima é distintos envolvendo a adubação.
4°C com ocorrência de geadas leves. A
precipitação anual é de 1100 mm com Material e métodos
picos moderados no verão e outono [2]. O experimento está instalado na Fazenda
Segundo [3] a prática da adubação, além Experimental Canguiri da Universidade
de seconstituir num fator indispensável Federal do Paraná, situado no município de
para odesenvolvimento das plantas, Pinhais-PR, região metropolitana de Curitiba-
aceleraconsideravelmente o crescimento PR, (25°23’20”S, 49°07’28”W, altitude média:
das mesmas,reduzindo os custos de 893m), com solo do tipo Cambissoloháplico.
produção. Esta região caracteriza-se pelo clima
Existem variadas formas de adubação, mesotérmico úmido a subúmido, sendo
podendo-se citar a adubação convencional classificada como clima “Cfb” segundo a
e a de liberação lenta. A adubação
classificação climática de Köppen.

45
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

O preparo do solo foi realizado através de T0 T1 T2


subsolagem (40cm), seguido de gradagem Diâmetro 12.00 b 44,06 a 34,93 a
e, por ultimo, aplicação de calagem e Altura 103,07 b 286,38 a 227,13 a
fosfatagem.
O plantio foi semimecanizado, Tabela 1. Dados das analises com as
(motocoveadeira), e a disposição das diferentes variáveis. T0: Testemunha; T1:
Adubação Convencional; T2: Adubo de
plantas foram em parcelas de 10 por 8, com
Liberação Lenta
espaçamento de 3x2 m, contendo bordadura.
Na adubação foi utilizado adubo de liberação
lenta (T2) 240g por cova. Já para adubação Conclusões
convencional (T1) foi utilizado na adubação Ficou evidenciada a validade da aplicação
de base a formulação 6 -30-6 (200 gramas por da fertilização sobre E. benthamii. Não
cova), e a formulação 15-5-30 para adubação foi verificada distinção entre a adubação
de cobertura. Para as analises estatísticas foi convencional e a de liberação lenta.
utilizado o programa ASSISTAT®.
Referências
[1]FERREIRA, C. A.; SILVA, H. D.
Resultados e discussão Formação de povoamentos florestais.
As analises indicaram que as medias dos Colombo: Embrapa Florestas, 2008. 109 p.
tratamentos com adubação convencional,
foram iguais ás medias de adubação [2]PRYOR, L. D. Aspectos da cultura do
de liberação lenta, tanto para a variável eucalipto no Brasil. IPEF, Piracicaba, n.
altura como para o diâmetro. As plantas 2/3, p. 53-59, 1971.
“testemunha” apresentaram valores
inferiores, estatisticamente significativos. [3]SGARBI, F.; SILVEIRA, R. L. V. A.;
Pezzutti et. al. (1999) encontraram HIGASHI, E. N.; ANDRADE e PAULA,
respostas positivas ao efeito de fertilização T.; MOREIRA, A.; RIBEIRO, F. A.
Influência daaplicação de fertilizante de
sobre Eucalyptus. MORAES NETO et al.
liberação controlada na produção de mudas
(2003), testandodiversas doses e fontes de
de um clone de Eucalyptus urophylla. In:
adubo em mudas decinco espécies arbóreas,
SIMPÓSIO SOBRE FERTILIZAÇÃO
observaram que ostratamentos que E NUTRIÇÃO FLORESTAL, 2., 1999,
utilizaram adubo de liberaçãocontrolada, Piracicaba. Anais. Piracicaba: IPEF,
resultaram em mudas de boa qualidade. Da ESALQ, 1999. p. 120-125.
mesma maneira, Rossa et. al. (2011 e 2013)
demonstraram a efetividade do uso de [4]BENNETT, E. Slow-release fertilizers.
fertilizantes de liberação lenta com outras Virginia Gardener Newsletter, v. 11, n.
espécies arbóreas. 4, 1996.

46
Resumos Expandidos

[6] MORAES NETO, S. P.; GONÇALVES,


J. L. M.; ARTHUR JUNIOR, J. C.;
DUCATTI, F.; AGUIRRE JUNIOR, J. H.
Fertilização de mudas de espécies arbóreas
nativas e exóticas. Revista Árvore, Viçosa,
MG, v. 27, n. 2, p. 129-137, 2003.

ROSSA, U. B.; ANGELO, A. C.;


NOGUEIRA, A. C.; REISSMANN,
C. B.; GROSSI, F.; RAMOS, M. R.
2011. Fertilizante de liberação lenta no
crescimento de mudas de Araucaria
angustifólia e Ocotea odorifera. Floresta,
Curitiba, v. 41, n. 3, p. 491-500, jul./set.
2011.

ROSSA, U. B.; ANGELO, A. C.;


NOGUERIA, A. C.; BOGNOLA,
I. A.; WESTPHALEN, D. J. W.;
POMIANOSKI, P. R. C.; SOARES, P.
R. C.; BARROS, L. T. S. Fertilização de
liberação lenta no crescimento de mudas
de paricá em viveiro. Pesquisa Florestal
Brasileira, Colombo, v. 33, n. 75, 2013.
DOI: 10.4336/2013.pfb.33.75.429

PEZZUTTI, R. V.; SCHUMACHER, M.


V.; HOPPE, J. M. Crescimento de mudas
de Eucalyptus globulus em resposta à
fertilização NPK. Ciência Florestal,
Santa Maria, RS, v. 9, n. 2, p. 117-125, 1999.

47
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Análise de incremento volumétrico para


um híbrido de eucalipto plantado em
diferentes espaçamentos no Sudoeste Goiano
Eduardo Morais Vieira¹; Alexandre Burgo Castilho¹; Robson Schaff Corrêa²;
Thelma Shirlen Soares²; Allyne Ferreira Santos¹.

¹Graduando(a), Curso de Engenharia Florestal, Universidade Federal de Goiás – Câmpus Jataí.


(eduardomoraisvieira@hotmail.com) (alexandreburgo.castilho@gmail.com) (nikersonlima@hotmail.
com) (allynefsantos@hotmail.com); ²Engenheiro(a) Florestal, Prof.(ª) Dr.(ª) do Curso de Engenharia
Florestal, UFG – CAJ (schaffcorrea@ufg.br) (thelmasoares@terra.com.br).

Introdução e objetivos no município de Jataí-GO, situada à latitude


O crescimento é um processo de 17° 56’ S, longitude de 51° 43’ O, a
caracterizado por mudanças na forma e no 621 m de altitude, em um Plintossolo. A
tamanho do tronco, com adição contínua espécie utilizada para estudo foi o híbrido
de novas camadas de lenho ao longo E. camaldulensis x E. grandis.
de todo o material lenhoso existente. A Conforme a classificação climática de
produção expressa a quantidade total de Köppen, o clima da região é classificado
volume, ou outra variável, acumulada num como Awa, tropical de savana,
determinado período de tempo [1]. mesotérmico, com chuva no verão e seca
Assim, este trabalho objetivou analisar no inverno. A precipitação média anual é
as curvas do incremento corrente de 1645 mm e temperatura média anual de
quadrimestral (ICQ) e incremento médio 23,7 °C [2].
quadrimestral (IMQ) para a variável Foram aplicados cinco tratamentos e três
volume, até os dois anos de idade, de um repetições que seguiram o delineamento
híbrido de Eucalyptus camaldulensis Dehnh. inteiramente casualizado, obtendo o
x Eucalyptus grandis W. Hill submetido a numero total de 15 parcelas. Os tratamentos
diferentes espaçamentos de plantio, no aplicados foram os espaçamentos de 3 m x
sudoeste do estado de Goiás. 1 m, 3 m x 2 m, 3 m x 3 m, 4 m x 3 m e 4 m
x 4 m, respectivamente para os tratamentos
Material e métodos de 1 a 5.
O estudo foi realizado na área experimental Durante cada quadrimestre, entre o terceiro
do curso de Engenharia Florestal da e o sexto, cada parcela teve as plantas
Universidade Federal de Goiás, localizado internas, excluindo-se uma linha externa

48
Resumos Expandidos

utilizada como bordadura, mensuradas Resultados e discussão


para verificação do diâmetro à altura de 1,3 O ICQV atingiu valor de máximo para os
m da superfície do solo (DAP) e da altura tratamentos 1, 2 e 3 e apresentou tendência
total. A mensuração foi feita com suta para de crescimento para os tratamentos 4 e 5.
o DAP e com hipsômetro Blume Leiss Já o IMQV ainda não apresentou valor
para altura total. de máximo para os tratamentos testados
Depois de feita a mensuração das árvores, (Figura 1).
os dados obtidos foram utilizados para A idade em que se verifica a interseção
cálculo do volume cilíndrico de cada entre as duas curvas de incremento é
árvore, utilizado para se determinar o definida como a ideal para o corte raso
volume cilíndrico por hectare (m³ ha-1). [1]. Considerando que ainda não ocorreu
Com os dados de volume proveniente das a interseção entre as curvas de ICQV
mensurações, realizadas aproximadamente e IMQV, nos tratamentos avaliados, o
de quatro a quatro meses, foram obtidos o povoamento encontra-se em plena fase
ICQV e o IMQV, onde os mesmos foram de desenvolvimento não apresentando
plotados em gráficos, buscando verificar o indícios do momento ideal para o corte
comportamento do crescimento durante o (Figura 1).
período avaliado.
O ICQV e IMQV foram calculados pelas
Conclusões
expressões (1) e (2), abaixo.
Os tratamentos com menor espaçamento
de plantio apresentaram indícios de que
ICQ=
v Vn − Vn −1 proporcionarão menor idade de corte
raso em relação aos tratamentos com
ICQV = incremento corrente maior espaçamento. Faz-se necessária a
quadrimestral em volume; continuidade do estudo para que se possa
Vn= volume no quadrimestre “n”: fornecer a idade ideal de corte raso para
cada tratamento para o híbrido em estudo,
Vn-1= volume no quadrimestre “n-1”
visto que a recomendação da época ideal
de corte ainda não pode ser feita.
V
IMQv =
t
Em que:
IMQV = incremento médio quadrimestral
em volume;
V = volume produzido no quadrimestre; t
= quadrimestre.

49
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Referências
z [1]CAMPOS, J. C. C.; LEITE, H. G.
Mensuração florestal: perguntas e
respostas. 3 ed. Viçosa, MG: UFV, 2009.
548 p.

[2]INSTITUTO NACIONAL DE
METEOROLOGIA. BDMEP: Banco
de Dados Meteorológicos para Ensino
e Pesquisa: dados diários de 01/01/1982
a 31/12/2012 Estação: 83464 - Jataí –
GO. (Série histórica). Disponível em:
<http://www.inmet.gov.br/portal/index.
php?r=bdm ep/bdmep>. Acesso em: 11
dez. 2013.

Figura 1. Curvas de incremento médio


volumétrico (IM) e incremento corrente
volumétrico (IC) para Eucalyptus camaldulensis
x Eucalyptus grandis em Jataí-GO.

Em que: Tratamento 1 = 3 m x 1 m,
Tratamento 2 = 3 m x 2 m, Tratamento 3
= 3 m x 3 m, Tratamento 4 = 4 m x 3 m e
Tratamento 5 = 4 m x 4 m.

50
Resumos Expandidos

Análise e condução de espécies nativas


para a recuperação de mata ciliar em
Santa Maria – RS
Douglas Vollmer1; Catize Brandelero2; Carisiane Jaroczewski3;
Jaciane Xavier Bressiani4, Pablo Fernandes5

1
Eng. Florestal, mestrando PPGAP UFSM (douglasvollmer_@hotmail.com); 2 Prof. Dr.
Departamento de Engenharia Rural UFSM (catizebrandelero@gmail.com) 3Graduanda
Eng. Florestal UFSM (carisirs@gmail.com)4Eng. Florestal, mestranda PPGEC UFU
(jacianebressiani@florestal.eng.br)5 Eng. Florestal, PPGAP UFSM
(pablofernandes30@yahoo.com.br)

Introdução e objetivos experimental no ano de 2009,sendo


Recuperar uma área ciliar degradada requer estas, plantadas em espaçamento de
intervenções antrópicas no sentido de 1,5m x 1,5m,comcinco repetições
reduzir ou amenizar os aspectos limitantes cada, distribuídas de forma sistemática,
para uma efetiva recuperação, ou seja, totalizando 40 plantas na parcela. Para
ações no sentido de permitir a sucessão a implantação, foram efetuadas análise
ecológica das espécies. Estas ações e correção do solo com aplicação de
baseiam-se principalmente na introdução calcário dolomítico 70% e adubação NPK
de espécies de ocorrência natural que fórmula 2-14-24, e ainda posteriores
possibilitem, com o tempo, que o roçadas periódicas para eliminar a mato-
ecossistema ciliar retome suas funções[2]. competição.
Com este intuito, o objetivo deste trabalho
foi verificar o desenvolvimento de oito Na Tabela 1 estão listadas as espécies
espécies nativas, de diferentes estágios utilizadas, com suas respectivas famílias e
sucessionais, mediante técnicas de manejo classificação sucessional, onde: pioneira
silviculturais. (PI), secundária inicial (SI), secundária
tardia (ST) e clímax (C).

Material e métodos Classificação


Nome científico Família
O experimento foi conduzido em uma suces-sional
área de mata ciliar degradada pertencente Ateleia glazioviana Fabaceae PI
aUniversidade Federal de Santa Maria Casearia sylvestris Malvaceae PI, SI, ST
- UFSM (29°43’S, 53°43’W). As mudas Apuleia leiocarpa Fabaceae ST, C

foram adquiridas no viveiro florestal Eugenia uniflora Myrtaceae PI, SI

da UFSM e transplantadas para a área

51
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Pelthophorum menos desenvolvido e raízes finas em


Fabaceae PI,SI
dubium menor densidade, além de apresentarem
Citharexylum menores taxas de crescimento e absorção
Verbenaceae ST
myrianthum de nutrientes que as espécies pioneiras
Trichilia catigua Meliaceae ST, C [4],essa característica está relacionada com
Allophylus edulis Sapindaceae PI,SI o potencial de crescimento ou taxa de
síntese debiomassa das plantas [3].
Tabela 1. Espécies avaliadas e respectiva
classificação sucessional.
Na Tabela 2 é possível observar que a
análise de médias apontou que apenas
Foram realizadas 7 avaliações das variáveis
a espécie Ateleia glazioviana diferiu
diâmetro do colo e altura, compreendendo
estatisticamente das demais, tanto em
o período de 2009 a 2013. Para a análise
diâmetro do colo como em altura.
estatística utilizou-se o software Assistat7.7
beta[1], onde foi realizado a análise da Médias de tratamento
variância e teste de médias (Tukey). Diâmetro do colo
Espécies Altura (cm)
(cm)

Resultados e discussão A. glazioviana 4,54763 a 242,8000 a

No período avaliado a espécie Ateleia C. sylvestris 1,22109 b 35,6000 b

glazioviana apresentou maior crescimento A. leiocarpa 0,26994 b 15,0000 b

em altura e diâmetro do colo em relação às E. uniflora 0,79357 b 44,6000 b


P. dubium 1,26423 b 37,2000 b
demais espécies(Figura 1).
C.
1,07603 b 62,8000 b
myrianthum
T. catiguaá 0,29820 b 15,8000 b
A. edulis 0,35334 b 19,8000 b

Tabela 2. Resultado do teste de médias


tukey do diâmetro do colo e altura das
espécies avaliadas.
Figura 1. Médias do diâmetro do colo
(cm) e altura (m) das espécies avaliadas no
experimento. As espécies Casearia sylvestris, Eugenia
uniflora, Pelthophorum dubium e
As espécies Apuleia leiocarpa e Allophylus edulis classificadas também
Trichilia catigua apresentaram o menor como pioneiras não apresentaram
crescimento, isto se deve ao fato destas diferença significativa perante as demais
serem classificadas como espécies classificações dos estágios sucessionais.
clímax, que possuem sistema radicular

52
Resumos Expandidos

Conclusão tropicais. Revista do Instituto Florestal,


São Paulo, v. 4, p. 463-468, 1992. Anais
A espécie Ateleia glazioviana apresentou
do Congresso Nacional sobre Essências
alto potencial de desenvolvimento e
Florestais Nativas, 2., 1992, São Paulo.
adaptação a área experimental.
UniversidadeFederal de Santa Maria,Santa
As respostas de desenvolvimento das
Maria, 2010.
plantas às intervenções realizadas podem
ser divergentes, mesmo pertencendo ao
[3]FURTINI NETO, A.E. et al.
mesmo estágio sucessional.
Fertilização em reflorestamentos com
espécies nativas.In: GONÇALVES, J.L de
Referências M. E BENEDETTI, V. (Edit). Nutrição
[1]ASSISTAT. Assistência estatística por e fertilizaçãoflorestal. Piracicaba : IPEF,
Prof.Dr.Francisco de Assis Santos e Silva 2000. p.351-383.
da Universidade Federal de Campina
Grande Campus de Campina Grande-PB. [4]GONÇALVES, J. L de M.;
KAGEYAMA, P. Y.; FREIXÊDAS, V.
[2]CECONI, D. E. Diagnóstico e M.; GONÇALVES, J. C.; GERES, W. L.
recuperação da mata ciliar da sanga de A. Capacidade de absorção e eficiência
lagoão do ouro na microbacia nutricional de algumas espécies arbóreas
hidrográfica do vacacaí - mirim, Santa tropicais. Revista do Instituto Florestal,
Maria - RS. 2010. 132 f. Tese (Doutorado São Paulo, v. 4, p. 463-468, 1992. Anais
em Ciência do Solo) – Universidade do Congresso Nacional sobre Essências
Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS. Florestais Nativas, 2., 1992, São Paulo.

[3] FURTINI NETO, A. E.; SIQUEIRA,


J. O.; CURI, N.; MOREIRA, F. M. S.
Fertilização em reflorestamentos com
espécies nativas. In: GONÇALVES, J.L de
M. E BENEDETTI, V. (Ed.). Nutrição
e fertilização florestal. Piracicaba: IPEF,
2000. p. 351-383.

[4]GONÇALVES, J. L de M.;
KAGEYAMA, P. Y.; FREIXÊDAS, V.
M.; GONÇALVES, J. C.; GERES, W. L.
de A. Capacidade de absorção e eficiência
nutricional de algumas espécies arbóreas

53
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Análise e estimativa de mortalidade em


plantios de candeia por meio de análise
de regressão linear generalizada
Gabriel Marcos Vieira Oliveira1; José Márcio de Mello2;
Kalill José Viana da Páscoa3; Thiza Falqueto Altoé4

1
Eng. Florestal, Doutorando em Engenharia Florestal, UFLA (gabrielmvo@gmail.com); 2Eng.
Florestal, Prof. Dr. do Depart. de Ciências Florestais, UFLA (josemarcio@dcf.ufla.br); 3Eng.
Florestal, Doutorando em Engenharia Florestal, UFLA (k alillpascoa@gmail.com); 4Eng. Florestal,
Doutoranda em Engenharia Florestal, UFLA (thiza.altoe@dcf.ufla.br).

Introdução e objetivo desenvolvimento de um povoamento.


A candeia é uma espécie nativa de alto Portanto, o objetivo deste estudo foi
interesse econômico em função da analisar e estimar a mortalidade em
qualidade de sua madeira para moirões plantios comerciais de candeia (Eremanthus
e para extração de seu óleo, cujo erythropappus) submetidos a diferentes
principio ativo é o alfa-bisabolol, o qual espaçamentos e a desrama ao longo dos
é amplamente utilizado nas indústrias de anos, por meio de análise de regressão
cosméticos e medicamentos . Seu uso linear generalizada.
sempre esteve ligado à exploração de
candeais nativos , contudo, vários estudos Material e métodos
vêm sendo conduzidos com o objetivo Os dados utilizados são oriundos de
de se desenvolver a silvicultura da espécie um experimento de candeia (Eremanthus
como forma de reduzir as pressões sobre erythropappus) localizado no município de
os mesmos [1]. Nesse âmbito, obter Carrancas -MG. O experimento constitui
informações sobre a melhor época de um delineamento em blocos casualizados,
plantio, espaçamento, adubação e práticas em Split plot, com área de 2,87 ha, dividido
de manejo a serem adotadas como, por em quatro blocos, compostos por quatro
exemplo, a desrama e o desbaste, são tratamentos referentes aos espaçamentos
essenciais. (área útil): 1,5 x 1,5m (2.25m2); 1,5 x
Uma das respostas à falta ou excesso de 2,0m (3,0 m2); 1,5 x 2,5m (3,75 m2) e 1,5
algum trato ou manejo que facilmente x 3,0m (4,5 m2) e dois sub-tratamentos
pode ser notada em um povoamento, referentes aos regimes: “sem desrama” e
é a mortalidade. Dessa maneira a “com desrama”. Cada bloco, tratamento
mortalidade é um excelente indicativo do e sub-tratamento são compostos por 896,

54
Resumos Expandidos

224 e 112 plantas úteis , respectivamente. assumindo “0” para “Sem Desrama” e “1”
As mudas foram plantadas em março de para o regime “Com Desrama”.
2003, as três operações de desrama foram Foi adotado o nível de 0,05 de significância
realizadas aos 0,67; 2,67 e 6,58 anos e a em todos os testes de hipótese. Todas as
mortalidade foi contabilizada de forma análises foram realizadas por meio do
acumulativa ao longo das 15 medições do software R [4].
experimento nas idades : 0,67; 1,08; 1,58;
2,00; 2,67; 3,17; 3,75; 4,17; 4,67; 5,17; 6,58; Resultados e discussão
7,08; 7,58; 8,08; e 8,91 anos. A análise de variância (Tabela 1) mostra
Para análise de regressão foi adotado o que todos os fatores de variação (variáveis)
modelo linear generalizado com resposta são altamente significativos (P < 0,0001) e,
binomial negativa, com função de ligação portanto, afetam a mortalidade de alguma
logarítmica, com as estimativas de máxima maneira e assim devem compor o modelo
verossimilhança para os parâmetros de regressão.
obtidos através do algoritmo de mínimos
quadrados reponderados, aplicando o GL do Desvio do
FV GL Desvio P(χ²)
método escore de Fisher, e o método de Desvio resíduo
Newton-Raphson [2] [3]. A definição geral Nulo - - 479 683,55 -
do modelo é: Rg 1 16 478 667,69 0,000

( )
Yi ~ Bn µi , α , tal que, Au 1 17 477 650,39 0,000

E ( yi ) = µi e
Id 1 149 476 501,20 0,000

Tabela 1. Análise de variância da regressão.


V ( yi )= µ + µ 2 / α
g ( µi ) = ηi Na análise de desvios (Tabela 2), o Desvio
ηi = b i X i do Modelo foi altamente significativo (P <
0,0001), indicando que o modelo de regressão
Sendo: yi os valores da variável foi adequado e superior ao Modelo Nulo. Já o
dependente; µi a média estimada da Resíduo do Desvio foi não significativo (P>
variável; α o parâmetro de dispersão; 0,05) indicando que o modelo é estatisticamente
g (.) a função de ligação canônica, no idêntico a um modelo teórico saturado (com
caso logarítimica (g( µi )=log µi ); b i desvio zero e com um número de parâmetros
o vetor de parâmetros conhecidos; X i igual ao número de observações), ou seja,
valores das variáveis explicativas. Desse não há possibilidade de formular um modelo
modo yi assume a variável discreta significativamente melhor com as variáveis
disponíveis na base de dados.
“Mortalidade”(M) e X i assume as
O que se busca na prática são exatamente
variáveis contínuas “Área Útil”(Au), Idade
modelos mais simples com um menor
(Id) e a variável binomial “Regime” (Rg),

55
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

número de parâmetros e explicativos , que desvio, um padrão praticamente aleatório,


permitam a interpretação das tendências sem tendência pronunciada e com poucas
dos dados e não que simplesmente observações além dos limites de ± 2 desvios
os repitam [3]. Portanto, o modelo . Quanto à normalidade dos resíduos
apresentado seria o mais indicado para componentes, a grande concentração de
fazer as estimativas de mortalidade. pontos encontra-se coincidente ou muito
próxima da distribuição teórica, o que
Desvio Valor P(χ²) atesta a adequabilidade do modelo.
Nulo 683,55 -
Resíduo 501,20 0,205
Modelo 182,35 0,000
Modelo 182,35 0,000

Tabela 2. Análise dos desvios

Em relação às estimativas e estatísticas


dos parâmetros (βn) do modelo (Tabela
3), nota-se que todos eles foram altamente
significativos (P ≤ 0,001). Dessa forma, o
intercepto (β0) indica que há mortalidade
mesmo quando não se executa a desrama.
No caso dos demais parâmetros, indicam
que a execução da desrama, a alteração da
área útil e o aumento da idade interferem
significativamente na mortalidade, em
Figura 1. Gráficos de diagnóstico de
comparação ao regime sem desrama. ajuste.
Par Efeito Valor EP z- valor P(z)
β0 S. Desr. 2,3370 0,124 18,86 0,000 Uma vantagem dos modelos de regressão
β1 C. Desr. 0,1812 0,054 3,37 0,001 para variáveis discretas é a interpretação
β2 Área Útil -0,1193 0,032 -3,72 0,000 dos parâmetros dada pelo exponencial
β3 Idade 0,1295 0,010 12,47 0,000 do mesmo, o qual representa a taxa de
Tabela 3. Estimativa dos parâmetros do aumento ou redução da variável [5], no
modelo. caso, a mortalidade. Assim, a prática
da desrama acarreta um aumento na
mortalidade média em torno de 1,2 vezes
O diagnóstico gráfico da regressão pode
(e0,1812), caso o plantio não fosse desramado.
ser visto na Figura 1. Observa-se no
Da mesma maneira que o aumento da
gráfico de resíduos componentes do

56
Resumos Expandidos

idade implicaria em um aumento médio Referencias


da mortalidade em 1,13 vezes/ano (e0,1295). [1]SCOLFORO, J. R. S.; OLIVEIRA,
Entretanto, observa-se que a área útil A. D. De; DAVIDE, A. C. O manejo
tem efeito negativo sobre a mortalidade, sustentável da candeia. Lavras: Ed
sendo que para cada 1 m²/planta de área UFLA, 2011. 329 p.
útil a mortalidade reduz em 0,89 vezes
(e-0,1193). Tendências essas coerentes, uma [2]RAMALHO, J. J. dos S. Modelos de
vez que, a desrama reduz a área foliar, regressão para dados de contagem.
pode reduzir capacidade fotossintética 1996. 111 f. Dissertação (Mestrado em
e em consequência, comprometer a Matemática Aplicada à Economia e à
sobrevivência da planta. Já o aumento Gestão) - Universidade Técnica de Lisboa,
da área útil (espaçamento) garante maior Lisboa.
disponibilidade de recursos e menor
competição, consequentemente, menor a [3]CORDEIRO, G. M.; DEMÉTRIO, C.
probabilidade de morte da planta [1]. G. B. Modelos lineares generalizados e
Portanto, a equação para estimativa do extensões. Piracicaba: USP, 2010. 255 p.
número de plantas mortas (M) para
[4]R DEVELOPMENT CORE TEAM.
candeia é dada por:
R: a language and environment for
M = e 2,3370+ 0,1812. Rg −0,1193. Au + 0,1295. Id statistical computing. Vienna: R
sendo, Rg o regime de desrama que assume
Foundation for Statistical Computing,
“0” para “sem desrama” e “1” para “com
2012. Disponível em: <http://www.R-
desrama”, Au a área útil por planta (m²)
project.org/>.
e Id a idade (anos). Como exemplo de
aplicação para estimar a mortalidade, pode-
[5]PAULA, G. A. Modelos de regressão
se supor um plantio de candeia com cinco
com apoio computacional. Piracicaba:
anos de idade, submetido a desrama e com
USP, 2010. 335 p.
espaçamento de 2 x 2 m (4 m²), assim,
M = e 2,3370+ 0,1812 x1−0,1193 x 4+ 0,1295 x 5
logo se espera que o plantio tenha em
média 14,7 plantas mortas, ou 13,1%
(14,7/112 100), nessas condições .

Conclusão
A mortalidade em plantios de candeia
aumenta com a idade e se pronuncia com a
prática de desrama, entretanto, o aumento do
espaçamento de plantio reduz esse efeito.

57
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Avaliação da morfologia interna de


sementes de Platypodium elegans vog.
pelo teste de raios x
Kever Bruno Paradelo Gomes¹; Rosana de Carvalho Cristo Martins²;
Francisco Guilhien Gomes Júnior³

¹ Professor do Instituto Federal de Brasília, Mestre em Ciências Florestais (keverbruno@hotmail.


com); ² Prof. Dr. Departamento de Engenharia Florestal FT/UnB (roccristo@gmail.com); ³ Dr.
ESALQ/USP (francisco1@usp.br).

Introdução e Objetivos Material e Métodos


Platypodium elegans Vog. Conhecida O teste de raios X foi realizado no
popularmente como jacarandá-branco, Laboratório de Análise de Imagens do
amendoim do cerrado, amendoim bravo, é Departamento de Produção Vegetal da
uma espécie arbórea nativa, pertencente à Escola Superior de Agricultura “Luiz de
família da Fabaceae [1]. Espécie pioneira Queiroz”, Universidade de São Paulo, na
de ocorrência natural no cerrado e em cidade de Piracicaba, SP. Para obtenção
zonas de transição, encontrada em terrenos das imagens radiográficas das sementes
bem drenados. É extremamente utilizada foi utilizado o equipamento digital
para fins comerciais e ornamentais, Faxitron X-ray, modelo MX-20 DC-
sendo recomendado o plantio em sistema 12. Foram radiografadas 200 sementes
agroflorestal para recomposição de áreas e as radiografias foram obtidas com as
degradadas [2]. sementes posicionadas a 28,0 cm da fonte
Considerando os interesses econômicos e de emissão de raios X. A intensidade de
de conservação das espécies arbóreas do radiação e o tempo de exposição das
Cerrado, torna-se necessário intensificar sementes aos raios X foram determinados
as pesquisas referentes à avaliação da automaticamente pelo aparelho de raios
morfologia interna das sementes para X. Para o posicionamento adequado das
auxiliar na identificação de sementes com sementes durante a exposição aos raios X
potencial para germinação. foi utilizada fita dupla face transparente
O objetivo do presente trabalho foi aderida sobre uma transparência de retro
avaliar a morfologia interna de sementes projeção. As sementes foram classificadas
de Platypodium elegans Vog. Pelo teste de de acordo com a morfologia interna
raios X e verificar a sua relação com a visualizada nas imagens radiográficas.
germinação. Foram consideradas três categorias de
sementes: cheias, vazias e mal formadas.

58
Resumos Expandidos

A interpretação dos resultados de raios Categoria Sementes %


X foi realizada por meio do confronto Raios X Frequência Germinação
da imagem radiográfica com a respectiva Cheia 65 52
imagem da plântula normal, anormal ou Vazia 20 0
semente morta e/ou dormente após o teste Mal formada 15 0
de germinação realizado no Laboratório
Tabela 1. Porcentagem de sementes de
de Sementes e Viveiros Florestais do Platypodium elegans Vog. encontradas para as
Departamento de Engenharia Florestal da categorias cheias, vazias e mal formadas e
Universidade de Brasília, Brasília - DF. sua germinação.

Resultados e Discussão De acordo com os resultados obtidos


O exame das imagens das sementes de no teste de germinação, as sementes
Platypodium elegans Vog. obtidos pelo teste morfologicamente perfeitas (cheias)
de raios X em intensidade de radiação de originaram plântulas normais e sementes
26 kV por 1,2 segundos, permitiu avaliar a não germinadas. Esse tipo de resultados é
condição interna das sementes (Figura 1) esperado, pois, na radiografia, as imagens
indicam se há ou não tecidos formados;
porém, não estabelecem, necessariamente,
relação direta com os processos fisiológicos
da semente [3].

. Conclusão
O teste de raios X em intensidade de
Figura 1. Sementes de Platypodium elegans radiação de 26 kV por 1,2 segundos, foi
Vog. classificadas como Mal formadas (1),
eficiente na avaliação da morfologia interna
Cheias (2) e Vazias (3) através da análise
de sementes de PLatypodium elegans Vog.
das imagens radiografadas.
As análises das imagens das sementes
radiografadas permitiram detectar as
A categoria Cheia foi a que apresentou anormalidades embrionárias, inviáveis
uma maior frequência de sementes de para a sua utilização em processos de
Platypodium elegans Vog., bem como uma semeadura.
melhor associação com os resultados do
teste de germinação conforme pode ser Referências
visualizada na Tabela 1 a seguir. [1]BARROSO, G. M. et al. Frutos
e sementes: Morfologia aplicada à
sistemática de dicotiledôneas. Viçosa:
UFV, 1999.

59
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

[2]LORENZI, H. Árvores brasileiras:


manual de identificação e cultivo de
plantas arbóreas do Brasil. Vol. 1 / 5° ed.
Nova Odessa, SP. Instituto Plantarum,
2008. 352 p.

[3]PUPIM, T. L. et al. Adequação do teste


de raios x para avaliação da qualidade
de sementes de embaúba (Cecropia
pachystachya Trec.). Revista Brasileira de
Sementes, vol. 30, n. 2, p. 28-32, 2008.

60
Resumos Expandidos

Avaliação das propriedades da madeira


de Teca (Tectona grandis) no estado de
Goiás, Brasil
Maria Emília Silva 1,2; José Luis Lousada 1,2;
Bruna Scarparo 1; Carlos Roberto Sette Jr3

1
Universidade de Trás-os- Montes e Alto Douro, UTAD, Quinta de Prados,
5000-801, Vila Real, Portugal, www.utad.pt (emil_ms@utad.pt; jlousada@utad.pt;
bbscarparo@bol.com.br); 2 Centre for the research and techology of Agro-Evironmental
and Biological Sciences, CITAB, citab@utad.pt; 3 Departamento de Engenharia
Florestal; UFG/Brasil (crsettejr@hotmail.com)

Introdução e objetivos Com este trabalho pretende-se caracterizar


Não sendo uma espécie nativa do Brasil a madeira de Tectona grandis aos 12 anos de
a teca foi aí introduzida no final dos anos idade provenientes da região sul do estado
60 através de um programa de incentivos de Goiás. Nesta fase serão unicamente
fiscais concebidos pelo governo, com o apresentados os resultados relativos à
intuito de promover a plantação de áreas caracterização mecânica e densidade
com espécies de crescimento rápido. básica.
Apesar de no seu habitat natural (sudoeste
asiático) esta espécie ser explorada em Material e métodos
idades entre os 60 a 80 anos, as favoráveis O material que serviu de base a este estudo
condições de crescimento que encontrou foi colhido num povoamento na região
no Brasil permitem que se atinjam as sul do Estado de Goiás, localizado em
mesmas dimensões mais cedo, permitindo Cachoeira Dourada′′′31S,′ ′′29(18°49°W,
cortes aos 25 anos. Este facto proporciona 28com29 altitude de 459 metros).
uma ótima opção de investimento seguro, Foram amostradas 5 árvores com 12 anos
rentável e de grande valorização comercial de idade, De cada árvore foram retiradas
devida às características da sua madeira. rodelas em 6 posições ao longo do tronco,
São muitos os trabalhos existentes sobre as nomeadamente ao nível da base, 25%, 50%
características e propriedades tecnológicas 75% e 100% da altura comercial de cada
da madeira de teca a crescer na sua região árvore para determinação da densidade
de origem e de idades avançadas, mas básica. Para a caracterização mecânica da
ainda é escasso o conhecimento sobre madeira foi retirado, da parte mais inferior
os efeitos do rápido crescimento e de do tronco de cada árvore, um toro de 1m
idades mais jovens nessas características, de comprimento de onde foram feitos 4
particularmente no Brasil. provetes, dois junto à medula e dois mais

61
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

exteriores (Figura 1). Em cada um destes Estes valores são inferiores aos referidos
provetes foram retiradas as amostras para na bibliografia. De facto, num trabalho
os testes de compressão paralela à fibra e com 9 árvores de 13 anos localizadas no
flexão de acordo com a NBR- 7190/1997 noroeste do estado de Minas Gerais refere
uma densidade básica média de 0,538 g/
cm3 (1). Idênticos valores (0,55 g/cm3)
são apresentados por para árvores de teca
de 31 anos na região de “Pederneiras”,
São Paulo (2). Já num trabalho realizado
na Costa Rica com árvores de 13 anos
encontraram valores médios de densidade
de 0,71g/cm3 (3).
A nível da variação axial da densidade
verifica-se que ela decresce à medida que
se sobe na árvore (Figura 2). O mesmo
padrão de variação foi encontrado noutros
trabalhos para árvores com idêntica idade
(2).

Figura 1. Esquema de amostragem dos


provetes utilizados nos ensaios mecânicos.

Resultados e discussão
No Tabela 1 são apresentados os valores
da densidade básica observados nas
árvores de 12 anos. Em média as árvores
apresentaram uma densidade de 0,466 g/
cm3 com uma variação muito pequena Figura 2. Variação da densidade básica
entre elas (desvio padrão de 0,023). média ao longo do tronco da árvore.

5 Árvores
Os resultados dos ensaios mecânicos são
Db Média 0,466
apresentados no Tabela 2
Desvio padrão 0,023
Db Max 0,486 Flexão Compressão

Db min 0,426 MOR MOE MCS MOE


(Mpa) (Mpa) (Mpa) (Mpa)
Tabela 1. Média da densidade básica (Db Média 81,51 7832,54 30,14 8102,60
g/cm3) aos 12 anos de idade
Desvio
10,61 1147,68 1,95 836,22
padrão

62
Resumos Expandidos

Máximo 97,31 9455,10 32,71 8982,18 (6). Apenas um trabalho consultado refere
mínimo 68,04 6265,75 27,35 7129,56 um valor idêntico 33,9 Mpa (4).
Por sua vez os ensaios de MOE revelaram
Tabela 2. Resultados dos ensaios de
compressão paralela à fibra e flexão. MOR um valor de 8102,60 Mpa, muito superior
- Módulo de ruptura ; MOE - módulo de ao encontrados na bibliografia (2).
elasticidade em flexão e compressão; MCS -
resistência máxima na compressão
Conclusões
Em média as árvores apresentaram uma
Ensaios de flexão densidade de 0,466 g/cm3, valor inferior
O valor médio encontrado para o MOE da à maioria dos outros trabalhos para esta
madeira de teca foi de 7832,54 Mpa. Este espécie.
valor é inferior ao encontrado em vários O padrão de variação axial da densidade
trabalhos, por exemplo em árvores de 17 foi um decréscimo da base para o topo.
anos na Costa Rica é referido um valor de De um modo geral os ensaios mecânicos
9767,5 Mpa (4), 13046,8 Mpa para árvores apresentaram valores inferiores aos
de 13 anos no Brasil (2). referidos na bibliografia com excepção dos
Para árvores mais velhas com idades MOE em compressão.
de 21 e 65 anos há referências a valores
desde 8435,8 Mpa a 13642,8 Mpa Referências
respectivamente (5), assim como para [1]FLÓREZ, J. B. Caracterização
madeira de 50 a 70 anos de idade em tecnológica da madeira jovem de
Timor Leste (10683,8 Mpa) (6). teca (Tectona grandis L.f.). 85 f. 2012.
Relativamente ao MOR o valor de 81,51 Dissertação (Mestrado em Ciência e
Mpa foi novamente inferior aos referidos Tecnologia da Madeira) – Universidade
na bibliografia para esta madeira. Assim, Federal de Lavras, Lavras.
(2) obteve um valor de 91,9 Mpa, (5)
valores entre 91,8 Mpa e 133,2Mpa e (6) [2]LIMA, I. L.; PIMENTEL, M. M.;
de 140,9 Mpa. No entanto também há GARCIA, J. N. Propriedades mecânicas e
referência a um valor ligeiramente inferior densidade aparente da madeira de Tectona
de 75,2 Mpa (4). grandis Linn. F. (Teca) em função do
espaçamento e da posição radial na Tora.
Ensaios de compressão Silva Lusitana, v. 19, n. 2, p. 221-232,
O valor médio encontrado para a 2011.
resistência máxima na compressão (MCS)
foi de 30,14 Mpa. Mais uma vez este valor [3]MOY A, R.; BERROCAL, A.;
é inferior aos referidos por outros autores SERRANO, J. R.; TOMAZELLO FILHO,
como por exemplo 46,6Mpa (2), 49,9Mpa M. Radial variation of anatomical features,

63
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

wood density and decay resistance in teak


(Tectona grandis) from two qualities of
growing sites and two climatic regions of
Costa Rica. Forest System, v. 18, n. 2, p.
119-131, 2009.

[4] CASTRO, F. Crecimiento y propiedades


físico mecánicas de la madera de teca
tectona grandis de 17 años de edad en
san Joaquín de Abangares Costa Rica.
Agronomia Costarricense, San José, v.
24, n. 2, p. 7-23, 2000.

[5]BHAT, K. M.; PRIYA, P. B. Influence of


provenance variation on wood properties
of teak from the western ghat region in
india. IAWA Journal, Utrecht, v. 25, n. 3,
p. 273-282, Sept. 2004.

[6] MIRANDA, I.; SOUZA, V.; PEREIRA,


H. Wood properties of teak (Tectona
grandis) from a mature unmanaged stand
in East Timor. Journal of Wood Science,
Tokyo, v. 57, n. 1, p. 171-178, Jan. 2011.

64
Resumos Expandidos

Avaliação de banco de conservação


de Corymbia maculata para uso em
melhoramento genético
Cristiane A. F. Reis1, Paulo E. T. dos Santos1,
Estefano Paludzyszyn Filho1, Alisson M. Santos1

1
Pesquisadores em Melhoramento Genético de Espécies Florestais da Embrapa Florestas (cristiane.
reis@embrapa.br; paulo.telles@embrapa.br; estefano.filho@embrapa.br; alisson.santos@embrapa.br)

Introdução e objetivos Pode ocorrer em vários tipos de solos.


A área de ocorrência natural da espécie Porém, cresce preferencialmente em
Corymbia maculata abrange a Austrália, encostas de vales e em cumes onde os
desde áreas costeiras no vale do Rio solos não são muito secos. Apresenta
Manning, em New South Wales, até Bega, baixa tolerância a solos mal drenados e
entre as latitudes de 25 a 37º S. Em faixas desenvolvimento diferenciado em solos
isoladas pode ser encontrada também em bem drenados e de textura moderadamente
Motte Range, próximo a Orbost ao Leste de pesada, em razão da presença de xisto [2;3].
Victoria [1]. No geral, possui fuste de aspecto
As altitudes variam desde o nível do mar manchado em virtude da casca apresentar
até 650 metros. Entretanto, seu cultivo tem tons que vão do creme-esverdeado à
sido recomendado para altitudes inferiores mistura de amarelo, marrom e cinza.
a 1.600 metros. As temperaturas médias Apresenta fuste retilíneo [3] com boa
podem variar entre 4º C e 6º C, nos meses forma, mesmo quando cultivada em solos
mais frios e 22º C e 35º C, nos meses mais pobres [1].
quentes. A precipitação média anual situa- Sua madeira caracteriza-se por ter
se entre 680 e 1.700mm. A distribuição das resistência mecânica, que varia de durável
chuvas pode ser uniforme durante o ano ou a moderadamente durável, com densidade
concentrada no verão. Nas regiões onde as básica entre 0,745 e 1,080g/cm3 e boa
chuvas concentram-se no verão, o período estabilidade dimensional [1]. Entretanto, o
de seca varia no sentido sul para o norte, alburno é bastante suscetível ao ataque da
em intervalo de três a seis meses. Em toda broca [1]. O cerne apresenta coloração que
a área de ocorrência, as geadas são pouco varia de castanho-claro a castanho escuro,
frequentes [1;2]. Assim, há relatos de que muitas vezes com sensação gordurosa
a espécie seja moderadamente suscetível à devido a presença de veias de resina
geadas e também à secas pronunciadas e denominada “quina” [1]. A madeira tem
fogo [2]. sido utilizada em cabos de ferramentas de

65
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

alto impacto, carvão vegetal, engenharia maculata, procedência australiana 14.434 –


pesada, estacas, esquadrias, lenha, móveis, Wondai SF, introduzidas pela Embrapa. O
mourões, painéis de compensados, pisos e experimento foi instalado em delineamento
postes [1; 2]. de blocos completos casualizados, com
Na Austrália, enquanto espécie pura, parcelas de uma planta, 100 repetições e
C. maculata tem poucas chances de espaçamento de 4x4m, totalizando uma
ser amplamente cultivada devido alta área de quatro hectares.
suscetibilidade ao fungo Quambalaria No ano de 2002, ou seja, aos 16 anos de
pitereka, baixa taxa de floração e dificuldade idade, foram coletados dados de diâmetro
de propagação vegetativa. Entretanto, à altura do peito (DAP), em centímetros,
alguns híbridos interespecíficos de C.
em nível de indivíduos por meio de fita
maculata com outras espécies do gênero
métrica. A análise estatística foi feita por
Corymbia, como C. torelliana têm apresentado
meio do programa computacional Selegen,
elevada heterose para crescimento, além de
utilizando o procedimento da máxima
tolerância a estresses hídricos e térmicos.
verossimilhança residual/melhor predição
Em face da importância da espécie, a
linear não viciada (REML/BLUP).
Embrapa Florestas mantém em parceria
com o Instituto Florestal de São Paulo, um
banco de conservação genética em Piraju, Resultados e discussão
além de condução de populações base no A estimativa da sobrevivência das árvores
Centro-Oeste brasileiro. O objetivo deste foi elevada (89,60%), aos 16 anos de
trabalho, é avaliar o desempenho do banco idade. Esse valor retrata a boa adaptação
de conservação genética de C. maculata de do material às condições ambientais de
Piraju/SP e descrever desdobramentos da Piraju/SP. Em avaliação de populações de
colheita de sementes deste material. E. grandis, E. saligna, E. urophylla e
E. propinqua, a sobrevivência variou de 80
Material e métodos a 85%, em Itupeva/SP, aos 11 anos de
Um teste de progênies de polinização idade [4]. Em populações de E. pellita, em
aberta de C. maculata foi instalado na diferentes idades (9 e 23 anos) e submetidas
Estação Experimental do Instituto a diferentes manejos silviculturais, foram
Florestal de São Paulo, em Piraju/SP, em obtidas sobrevivências entre 69% e 78%
dezembro de 1984. A área experimental [5; 6].
está localizada em latitude de 23°06’46’’ S A estimativa média de DAP foi igual a
e longitude de 49°23’08” O, com altitude 29,15cm, aos 16 anos. Em avaliação de E.
de 575m e em solo do tipo Latossolo grandis em
vermelho distrófico. Agudos/SP, foi encontrado DAP médio
As mudas utilizadas foram obtidas a de 20,58cm também aos 16 anos, plantado
partir de sementes de 25 matrizes de C. em espaçamento de 3x2m [4]. Até as

66
Resumos Expandidos

referidas idades, não foram conduzidos de gomose excessiva no fuste. Ao total,


desbastes, os quais podem ter prejudicado foram selecionadas 459 matrizes elites que
o crescimento das árvores em razão da deram origem a um pomar de sementes
competição por água, luz e nutrientes, por mudas (PSM). A estimativa do ganho
tanto na população de Agudos quanto de genético com a seleção foi de 7,43% para
Piraju. DAP. Como houve seleção em ambos os
Uma característica marcante da população sexos, são observados ganhos expressivos
de C. maculata avaliada é que, nos primeiros em termos de produção de sementes
anos de estabelecimento em campo, o melhoradas.
crescimento radicular é privilegiado, em Em janeiro de 2008, a referida APS
detrimento do crescimento vegetativo da foi registrada como cultivar BRS
parte aérea. Com o decorrer dos anos, o 287 junto ao Registro Nacional de
crescimento em volume de madeira passa Cultivares do Ministério da Agricultura,
a ser privilegiado. Além disso, apresenta Pecuária e Abastecimento. Ressalta-
tamanho reduzido de copa, retidão do se que características morfológicas e/
tronco e ausência de bifurcações, mesmo ou os descritores usuais utilizados para
em baixa densidade populacional. O descrever/identificar as espécies de
tamanho reduzido de copa é interessante eucalipto, não se adequam à cultivar. Isso
em sistemas de integração lavoura, pecuária devido ao reduzido grau de melhoramento
e floresta por permitir a integração com genético da população, polinização natural
culturas anuais e/ou forrageiras com e elevado número de genitores envolvidos
menor sombreamento. na sua constituição, os quais contribuem
A estimativa da acurácia seletiva é igual para a presença de expressiva variabilidade
92%, sendo considerada de elevada genética.
magnitude e adequada a experimentos de Deve-se ressaltar que a cultivar se
melhoramento genético [7]. encontra isolada de outros cultivos do
Pelo teste da razão da verossimilhança gênero Corymbia, ou seja, está isenta
(LRT), houve efeitos significativos de de contaminações. Assim, sementes
progênies para a característica DAP, a 5% colhidas dessa cultivar foram utilizadas
de probabilidade. Desta forma, pode-se na implantação de cinco populações
inferir que existem diferenças entre os base no Centro-Oeste brasileiro, sendo
comportamentos das progênies avaliadas. uma implantada na Embrapa Produtos e
Com base nos valores genéticos aditivos, Mercado, em Goiânia/GO, em 2004 (1,4
foram selecionados os melhores indivíduos ha); duas na Empresa Anglo American
e realizado, em 2004, o desbaste dos Níquel Brasil, unidade Codemin, em
indivíduos com baixo desempenho para Niquelândia/GO, em 2009 (1 ha), uma
crescimento, forma de fuste e presença na Cooperativa Agroindustrial dos

67
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Produtores Rurais do Sudoeste Goiano Conclusões


(Comigo), em Rio Verde/GO, em 2009 A espécie C. maculata se encontra em
(1 ha) e uma na Fazenda Experimental estágio inicial de melhoramento genético
da Embrapa Agropecuária Oeste, em no Brasil e, com isso, ganhos expressivos
Ponta Porã/MS, em 2010 (1,5 ha). Essas em produtividade são obtidos com o
populações, a partir de seleção massal em avanço de gerações.
manejos futuros, constituirão também As populações base, instaladas a partir
áreas de produção de sementes de raças de sementes da cultivar BRS 287, têm
locais e fonte de propágulos vegetativos apresentado boa adaptação e desempenho
para clonagem de árvores superiores. nos ambientes de cultivo do Centro-
Na população de Goiânia já foram Oeste brasileiro. Os melhores indivíduos
conduzidas seleções fenotípicas de selecionados serão clonados, testados
melhores árvores, com desbastes em ambientes contrastantes e também
sucessivos das piores. Foram também usados em cruzamentos controlados com
conduzidos anelamentos como tentativa de C. torelliana. As principais vantagens de
obter clones dos indivíduos selecionados. alguns desses híbridos interespecíficos são
Todavia, não se obteve sucesso em razão heterose para caracteres de crescimento,
da forte exsudação de gomose e rápida qualidade da madeira, maior facilidade de
cicatrização do anelamento. Assim, ao enraizamento e tolerância à pragas, frio e
final de 2014, as melhores árvores serão seca.
abatidas como nova tentativa de resgate
de rebrotes e clonagem de indivíduos Referências
superiores.
[1]BOLAND, D.J.; et al. Forest trees of
Sementes dessa cultivar foram também
Australia. Canberra: CSIRO Publishing,
utilizadas na instalação de sistemas ILPF
2006. 768p.
em Santo Inácio/PR (2009), Cachoeira
Dourada/GO (2010) e Bela Vista de
[2]FERREIRA, M. Escolha de espécies
Goiás/GO (2013). A escolha de C. maculate
de eucalipto. Piracicaba: IPEF. 1979. 20 p.
ocorreu em virtude da presença de copa
(Circular Técnica 39)
pequena, a qual facilita a interceptação de
luz solar no ILPF e madeira adequada a
[3]LORENZI, H. et al. Árvores exóticas
usos múltiplos na propriedade rural. Até
no Brasil: madeireiras, ornamentais
o momento, a cultivar, culturas anuais
e aromáticas. Nova Odessa: Instituto
e forrageiras integradas tem obtido
Plantarum, 2003. 352 p.
desempenho satisfatório.
[4]Ferreira, M. Variação da densidade
básica da madeira de povoamentos

68
Resumos Expandidos

comerciais de Eucalyptus grandis Hill


ex Maiden nas idades de 11, 12, 13, 14 e
14 anos. IPEF n.4, p.65-89, 1972

[5]ZANATA, M. et al. Parâmetros


genéticos e ganhos na seleção em teste
de progênies de polinização aberta de
Eucalyptus pellita, Batatais–SP. Revista
do Instituto Florestal, v. 22, 2010.

[6]MAGALHÃES, W.M. et al.


Desempenho silvicultural de espécies
de Eucalyptus spp. em quatro
espaçamentos de plantio na região
noroeste de Minas Gerais. Floresta e
Ambiente, v. 12, n. 2, p. 1-07, 2006.

[7]RESENDE, M.D.V. de. Matemática e


estatística na análise de experimentos
e no melhoramento genético. Colombo:
Embrapa Florestas, 2007b. 561p.

69
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Avaliação de crescimento de Morototó


(Didymopanax morototonii Aubl.
Decne & Planch) em diferentes
espaçamentos no Oeste do
estado do Pará
RayssaYuki Murakami Lima1; Arllen Elida Aguiar Paumgartten2; Alberto
Bentes; Brasil Neto3; Jorge Alberto Gazel Yared4; Silvio Brienza Júnior 5;

1
Estudante de Eng. Florestal UFRA; 2 Estudante de Eng. Florestal UFRA, Bolsista PET
Florestal; 3 Estudante de Eng. Florestal UFRA, Bolsista PIBIC; 4 Dr. em Ciências Florestais,
Embrapa Amapá; 5 Dr. Em Agricultura Tropical, Embrapa Amazônia Oriental.

Introdução e Objetivos Material e Métodos


O Morototó (Didymopanax morototonii O experimento foi conduzido no campo
Aubl. Decne & Planch) é uma espécie de experimental da Empresa Brasileira de
grande porte nativa da América do Sul e é Pesquisa Agropecuária localizado no
adaptada a diversas tipologias florestais. A município de Belterra, oeste do estado
sua madeira é utilizada na carpintaria em do Pará (02º 38’ 11” S, 54º 56’ 14” W). O
geral, construções, instrumentos musicais, clima da região é do tipo Ami segundo a
compensados, celulose e papel, sendo classificação de koppen.
assim de grande interesse econômico [1]. A área experimental é composta de 4,32
A Didymopanax morototonii é recomendada hectares e apresenta solo classificado como
para programas de reflorestamento devido
Latossolo Amarelo Distrófico, com textura
ao seu rápido desenvolvimento mesmo
muito argilosa (76, 21,3 e 2,7 % de argila,
em plantios mais velhos [2]. No entanto,
silte e areia, respectivamente).
estudos do comportamento dessa espécie
As características químicas na profundidade
em plantios homogêneos são de grande
de 0 a 20 cm do solo: pH 5,5, matéria
relevância para o sucesso dos mesmos.
orgânica 21,6 g/kg, fósforo 15 mg/dm3,
Como o espaçamento adotado em um
teores de potássio, cálcio, magnésio e
plantio florestal tem grande influência
no número de tratos culturais, na taxa de alumínio de 0,16, 3,4, 1,2 e 0,2 cmolc/dm3,
crescimento, índice de mortalidade e custos respectivamente, sendo a acidez potencial
de produção, neste trabalho objetivou-se (H+Al) de 4,95 cmolc/dm3 [3].
avaliar a influência do espaçamento no O preparo da área se deu com a passagem
crescimento de Morototó (Didymopanax de rolo-faca na vegetação, queima,
morototonii Aubl. Decne & Planch). piqueteamento, coveamento e plantio de

70
Resumos Expandidos

mudas proveniente de sementes de diversas Altura (m)*


matrizes de capoeiras do município de 1 0,47 A 0,47 A 0,50 A 0,48 A
Belterra. 2 2,56 A 2,89 A 2,48 A 2,41 A
O delineamento experimental utilizado 3 4,68 A 4,40 A 4,59 A 4,46 A
foi o de blocos ao acaso com quatro 4 6,70 A 6,37 A 6,36 A 6,36 A
tratamentos (espaçamento 3x2; 3x3; 3x4 5 9,13 A 8,78 A 8,56 A 8,63 A
e 4x4 m) e quatro repetições (A, B, C e 6 11,06 A 10,79 10,42 A 10,49
D). As características avaliadas foram: 7 12,12 A 11,75 A 11,44 A 11,51
a sobrevivência (%S) e as variáveis 8 13,52 A 12,99 A 12,87 A 13,23
dendrométricas altura (m) e DAP (cm). 9 14,37 A 13,97 A 13,94 A 14,03
A análise estatística dos dados constou 10 15,11 A 14,86 A 14,09 A 14,84
da análise de variância com a aplicação DAP (cm)*
do teste de Tukey ao nível de 5% de 1 - - - -
probabilidade para a comparação entre 2 5,30 A 5,34 A 5,68 A 5,84 A
as médias obtidas. O procedimento foi 3 8,11 B 8,50 AB 9,36 A 9,27 AB
realizadopor meio do programa estatístico 4 10,28 B 10,90 AB 11,67 A 11,69 A
Assistat 7.7 [4]. 5 11,70 C 12,65 BC 13,47 AB 13,78 A
6 13,32 B 14,06 B 15,38 A 15,98 A
Resultados e discussão 7 13,38 C 14,76 BC 15,98 AB 17,14 A

A Tabela 1 apresenta os valores referentes 8 13,97 B 15,18 B 16,65 A 17,63 A

à média de sobrevivência, altura e 9 14,48 B 15,62 B 17,02 A 17,42 A

DAP de Didymopanax morototonii 10 15,21 C 16,10 BC 17,25 AB 18,33 A

em diferentes espaçamentos. A taxa de Tabela 1. Médias de sobrevivência, altura e


sobrevivência foi de 85,6; 79,11; 67,35 DAP em diferentes idades e espaçamentos.
e 72,8% para os espaçamentos 3x2, 3x3, *Médias seguidas de mesma letra nas linhas
3x4 e 4x4, respectivamente. A maior não diferem estatisticamente.
perda de indivíduos foi de 32,8 % no
espaçamento 3x4 e a menor perda foi As taxas de sobrevivência dos indivíduos
de 14,4 % no espaçamento 3x2. Os são consideradas aceitáveis e estão
resultados mostraram a não ocorrência de relacionadas com a capacidade de
diferenças significativas entre os diferentes adaptação e desenvolvimento às condições
espaçamentos para a taxa de sobrevivência. edafoclimáticas as quais foram submetidos
os indivíduos [5].
Espaçamento (m) Não houve diferença estatística para a
3x2 3x3 3x4 4x4 altura das árvores entre os diferentes
Id (anos) Média de sobrevivência (%) espaçamentos durante os dez anos de
10 85,6 A 63,5 A 60,6 A 72,8 A medições. Na literatura, diversos trabalhos

71
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

com diversas espécies demonstram que %. O espaçamento teve pouca influência


o espaçamento não interferiu na altura no crescimento em altura das árvores
das árvores [6] [7][8][9]. Sendo o melhor avaliadas. Contudo, o DAP desde o terceiro
espaçamento aquele que proporcionará ano se mostrou sensível à diferença de
maior qualidade e quantidade de densidade do povoamento e detectou-se
madeira, não necessariamente afetando o uma tendência no crescimento diametral
crescimento em altura das árvores [10]. à medida que diminuía a densidade de
Para o diâmetro das árvores foi constatado plantas.
alterações significativas a partir do terceiro
ano de medições. Os menores valores de Referências
DAP foram observados principalmente [1]OHASHI, S. T.; LEÃO, N. V. M.
nos espaçamentos 3x2 e 3x3. Informativo técnico Rede de Sementes
No décimo ano o DAP foi de 15,21 de Amazônia, n. 12, 2005.
cm para o espaçamento 3x2 e de 18,33
cm para o espaçamento 4x4. À medida [2]YARED, J. A. G.; CARAPANEZZI, A.
que o espaçamento entre as árvores era A.; FILHO, A. P. C. Ensaio de espécies
ampliado, houve uma grande tendência florestais no planalto do Tapajós. Belém:
para o aumento do DAP. EMBRAPA-CPATU, 1980. (EMBRAPA-
Outros estudos com indivíduos do gênero CPATU. Boletim de pesquisa, 11).
Eucalyptus e Tectona grandis também
constataram que os maiores espaçamentos [3]BORGES, M. S.; EL-HUSNY, J. C.;
tiveram ação positiva sobre o crescimento CARVALHO, E. A. Comportamento de
em diâmetro das árvores [6][9]. cultivares e linhagens de soja transgênica
Em casos de plantios com alta densidade em Belterra Pará. In: SEMINÁRIO
de plantas no povoamento, os indivíduos DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA
tendem a competir entre si por recursos EMBRAPA, 16., 2012, Belém, PA. Anais...
que limitam o seu crescimento [11], Belém, PA: Embrapa Amazônia Oriental,
o que explica os menores valores de 2012.
DAP encontrados nos tratamentos mais
adensados. [4]SILVA, F. A. S. E.; AZEVEDO, C. A.
V. de. Principal components analysis
Conclusões in the software assistat-statistical
Aos dez anos de idade os diferentes attendance. In: WORLD CONGRESS
arranjos espaciais não influenciaram ON COMPUTERS IN AGRICULTURE,
a sobrevivência dos indivíduos de 7., Reno, NV: American Society of
Didymopanax morototonii. As taxas de Agricultural and Biological Engineers,
sobrevivência variaram de 85,6 % a 60,6 2009.

72
Resumos Expandidos

[5]MACEDO, R. L. G.; VENTURIN, nas características de crescimento e


N.; TSUKAMOTO FILHO, A. A. forma de freijó (Cordia goeldiana)
Princípios de agrossilvicultura como e morototó (Didymopanax
subsídio ao manejo sustentável. Informe morototoni). Belém, PA: EMBRAPA-
Agropecuário, Belo Horizonte, v. 1, n. CPATU, 1983. 2 p. (EMBRAPA-
202, p. 99-109, 2000. CPATU. Pesquisa em andamento, 116).

[6]FISHWICK, R. W. Behaviourof
Eucalyptus species/provenances
in Southern Brazilduringthe 1975
frost; Indications for Research in
Development. Brasília, DF: Instituto
Brasileiro de Desenvolvimento Florestal,
1976. 21 p.

[8]LELES, P. S. S. Crescimento alocação


de biomassa e distribuição de nutrientes
e uso de água em E. camaldulensis e
E.pellita sob diferentes espaçamentos.
1995. 133 f. Dissertação (Mestrado em
Solo e Nutrição de Plantas) - Universidade
Federal de Viçosa, Viçosa, MG.

[9]RONDON, E. V. Estudo de biomassa


de Tectona grandis L.f. sob diferentes
espaçamentos no estado de Mato Grosso.
Revista Árvore, Viçosa, MG, v. 30, n. 3, p.
337-341, 2006.

[10]PAIVA, H. N.; JACOVINE, L. G.;


RIBEIRO, G. T.; TRINDADE, C. Cultivo
de eucalipto em propriedades rurais.
Viçosa, MG: Aprenda Fácil. 2001. 138 p.

[11]YARED, J. A. G.; MARQUES, L.


C. T.; KANASHIRO, M.; BRIENZA
JUNIOR, S. Influência do espaçamento

73
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Avaliação de crescimento inicial


de Eucalyptus benthamii Maiden
& Cambage (clone e semente) sob
adubação de liberação lenta
Indiara Zeferino¹ ; Karen Koch Fernandes de Souza²;
Alessandro Camargo Angelo³, Rozimeiry Gomes Bezerra Gaspar4,

¹Graduanda Eng. Florestal PUCPR (indizeferino@gmail.com); ²Profª. Msc. Escola


de Ciências Agrárias PUCPR (karen.souza@pucpr.br);3Profº. Dr. Departamento de
Ciências Florestais UFPR (alessandrocangelo.gmail.com);4Profª Msc.Departamento de
Ciências Florestais UFPR (gaspar@ufpr.br)

Introdução e objetivos boa forma de fuste e alta homogeneidade


As plantações de Eucalyptus no Brasil são do talhão [3]. As espécies de Eucalyptus na
muito produtivas, e a necessidade por maioria das situações apresentam ganhos
produtos madeireiros tem aumentado substanciais de produtividade em resposta
ano a ano, principalmente pela crescente à adubação, estes ganhos dependem da
escassez de madeira de espécies arbóreas qualidade do sitio, do material genético
nativas. O Eucalyptus é uma das espécies utilizado, da exigência nutricional e da
florestais que tem flexibilidade de usos, adubação recomendada [4]. E. benthamii
principalmente por sua grande diversidade tem mostrado alta resistência à geada,
de espécies [1]. Eucalyptus benthamii Maiden rápido crescimento, boa forma de fuste e
& Cambage é encontrado em áreas ao alta homogeneidade do talhão. Isto o torna
oeste da cidade de Sydney, Austrália [2]. uma boa opção para reflorestamentos em
Ocorre nos solos férteis das partes planas regiões onde ocorrem geadas freqüentes
de deposição de rios, e altitudes inferiores e severas, como no sul do Brasil. Este
a 100 m onde a temperatura média máxima trabalho tem por objetivo avaliar o
é 26°C e a temperatura média mínima é crescimento inicial de E. benthamii com
4°C com ocorrência de geadas leves. A diferentes materiais genéticos de plantas
precipitação anual é de 1100 mm com clonais e seminais, sob adubação de
picos moderados no verão e outono. O liberação lenta.
E. benthamii foi introduzido com sucesso
no Brasil em regiões de clima e solos Material e métodos
similares a região de origem. Em plantios O presente estudo foi conduzido na
experimentais tem mostrado elevada Estação Experimental da Universidade
resistência à geadas, rápido crescimento, Federal do Paraná - Fazenda Canguiri

74
Resumos Expandidos

(25°23’20”S, 49°07’28”W), que se localiza Variáveis


no município de Pinhais, PR. A área de Média
Altura (cm) Diâmetro (mm)
plantio possui relevo suave ondulado,
Clone 227,12 a 33,68 a
sendo o tipo de solo Cambissoloháplico Tb
Semente 240,93 a 44,18 a
Distrófico Típico (CXbd) [5]. O preparo
do solo se deu com grade, aplicação de Tabela 1. Resultado altura e diâmetro
calcário (2 ton/ha) e fosfato (200 kg/ * As médias seguidas pela mesma letra
ha). Os tratos culturais compreenderam não apresentam diferença estatística.
controle mecânico de plantas infestantes
com coroamento e roçada manual e
Para avaliação do crescimento inicial dos
semimecanizada.
indivíduos, aos 12 meses de idade, não
O plantio foi realizado manualmente em
dezembro de 2012, com espaçamento consta diferença nas variáveis altura e
de 3x2 metros. Foram avaliados dois diâmetro dos indivíduos clonais e seminais,
tratamentos: T1 - mudas de origem com adubação de liberação lenta. Apesar de
clonal, e T2 - mudas de origem seminal, não terem apresentado diferença estatística,
procedentes da CMPC – Celulose o tratamento T2 - mudas de origem
Riograndense, com 4 blocos com 4 seminais apresentou média um pouco
repetições. A fertilização foi aplicada em superior para as duas variáveis. Aos 12
covetas próximas a base da planta aos meses o investimento em mudas clonadas
45 dias após o plantio. A formulação não exerceu influência no crescimento.
utilizada foi 248 g de NPK 11-21-19
(adubo de liberação lenta enriquecido com
micronutrientes). As variáveis analisadas Conclusão
foram altura total (h) e diâmetro do colo Os dois materiais genéticos avaliados de
(DC), com auxílio de trena e paquímetro E. benthamii aos 12 meses idade tiveram
mecânico, respectivamente. A coleta dos crescimentos semelhantes.
dados para análise se deu aos 12 meses
após o plantio. Os dados foram analisados
com o teste “t”, usando o programa Referências
Assistat 7.7 beta [6]. [1]FAO. Eucalypts for planting. Rome,
1981. (FAO Forestry Series, 11).

Resultados e discussão [2]PRYOR, L. D. Aspectos da cultura do


Foi aplicado o Teste “t” ao nível de 5% de eucalipto no Brasil. IPEF, Piracicaba, n.
probabilidade. Para as variáveis analisadas 2/3, p. 53-59, 1971.
(altura e diâmetro do colo) os tratamentos
não apresentaram diferença estatística [3]GRAÇA, M. E. C.; SHIMIZU, J. Y.;
entre si (Tabela 1). TAVARES, F. R. Capacidade de rebrota e
de enraizamento de Eucalyptusbenthamii.

75
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Boletim de Pesquisa Florestal,


Colombo, n. 39, p. 135-138, jul./dez. 1999.

[4]SHARMA, J. Development of
biotechnological tools for the genetic
improvement of selected elite clones
of Eucalyptus tereticornis Sm. 2006.
Dissertatinon - Thapar Institute of
Engineering and Technology.

[5]SANTOS, H. G. dos; JACOMINE, P.


K. T.; ANJOS, L. H. C. dos; OLIVEIRA,
V. A. de; OLIVEIRA, J. B. de; COELHO,
M. R.; LUMBRERAS, J. F.; CUNHA,
T. J. F. (Ed.). Sistema brasileiro de
classificação de solos. 2. ed. Rio de
Janeiro: Embrapa Solos, 2006. 306 p.

[6]SILVA, F. de A. S. e.; AZEVEDO,


C. A. V. de. Principal components
analysis in the software assistat-statistical
attendance. In: WORLD CONGRESS
ON COMPUTERS IN AGRICULTURE
AND NATURAL RESOURCES,
7., Reno. Proceedings… St. Joseph:
American Society of Agricultural and
Biological Engineers, 2009.

76
Resumos Expandidos

Avaliação de danos causados por


formigas-cortadeiras do gênero
Acromyrmex (Hymenoptera) em plantios
de Pinus taeda no Oeste Catarinense
leonardo Jonathan Guisolphi Gomes de Oliveira1; Hyhago Stuelp Rohr2

1 Graduando Eng. Florestal UFSC- Curitibanos (florestalgomes@gmail.com)


2 Graduando Eng. Florestal UFSC- Curitibanos (hyhago.stuelp@gmail.com)

Introdução e Objetivos Poucos estudos buscam determinar


No Brasil que possui uma das maiores ocorrência e danos causados por essas
áreas de florestas plantadas do mundo, os formigas em áreas de plantio de Pinus
cultivos florestais se destacam por oferecer na região Sul do Brasil. Isso indica que
importantes contribuições nos aspectos os controles realizados nessa região são
econômicos, sociais e ambientais, uma baseados em conhecimento sobre a ação
vez que servem como fontes de matérias- de espécies de formigas-cortadeiras de
primas [1]. outras partes do Brasil, fato que muitas
Os estados da região Sul são os grandes vezes leva a excessos nas doses de isca.
produtores nacionais de matérias-primas Os principais objetivos desta pesquisa
provenientes dessas árvores e se destacam foram a determinação da densidade
por apresentarem condições propícias para de ninhos em áreas de plantio de Pinus
o desenvolvimento e a alta produtividade taeda L. com e sem controle químico e
das espécies de Pinus [3]. a quantificação de plantas atacadas o
Dentre as diversas espécies de pínus controle químico baseado no emprego de
adaptadas à região Sul, destaca-se o Pinus iscas granuladas e utilização de inseticida
taeda L., que representa aproximadamente na formulação pó seco são os únicos
80% das florestas plantadas, principalmente possíveis de serem usados em grande
nos estados de Santa Catarina e Paraná [7]. escala [7].
Formigas pertencentes ao gênero
Acromyrmex (Hymenoptera: Formicidae), Material e métodos
representam um dos principais problemas A condução do estudo se deu na
dos plantios florestais. Os danos causados propriedade conhecida como Fazenda
pelas formigas-cortadeiras provêm do Pedro Ramos, em um plantio recente de
corte de partes vegetativas para a utilização P. taeda L. em uma região antes ocupada
como substrato no cultivo do fungo usado por pastagem localizada no município de
na sua alimentação [2]; [6]. Irani (SC).

77
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Foram instaladas em janeiro de 2013 Coletaram-se 10 indivíduos de cada


duas parcelas para o Tratamento 1 (com formigueiro para a identificação da espécie,
controle de formiga) de 5.000 m², com acondicionando as formigas em frascos
dimensões de 100 por 50 m entre linhas contendo álcool 70% e posteriormente
de plantio, e duas parcelas com as mesmas foram montadas e identificadas.
dimensões para o Tratamento 2, sem Os danos causados às mudas foram
controle de formigas. Foram feitas bordas classificados usando-se a metodologia
de aproximadamente 10 metros entre descrita por [6], baseada em quatro níveis
parcelas e de 500 metros entre tratamentos. de desfolha provocados pelas formigas-
Tratamento 1: F = Fazenda; PR = Pedro cortadeiras em P. taeda recém-plantado,
Ramos; P = Parcela; 9, 10, 11 e 12 = sendo: nível 1 = 50% de desfolha; nível
números das parcelas; C ou S = com ou 2 = 75% de desfolha; nível 3 = 100%
sem controle; corresponde às parcelas de desfolha; nível 4 = 100% de desfolha
FPRP9C e FPRP10C. Tratamento 2: sem incluindo o corte do meristema apical.
controle, representado pelas parcelas
FPRP11S e FPRP12S. Resultados e discussão
As avaliações na área experimental foram Constatou-se na área de estudo a
realizadas em forma de censos quinzenais ocorrência de formigas-cortadeiras do
com início em abril e término em maio gênero Acromyrmex (quenquém), tendo
de 2013, totalizando seis avaliações. a predominância da espécie Acromyrmex
Realizaram-se censos quinzenais dentro crassispinus Forel 1909 e Acromyrmex heyeri
de cada parcela, a fim de quantificar a Forel 1899.
densidade dos ninhos em cada uma delas, Averiguou-se um número total de 28
registrando-se o surgimento e permanência formigueiros em todas as parcelas, no
de cada formigueiro. entanto apenas os formigueiros das
Os formigueiros encontrados foram parcelas sem controle de formigas
demarcados com o auxílio de piquetes de mantiveram-se ativos durantes todos
madeira, sendo que cada um recebeu um os meses de pesquisa, evidenciando a
número sequencial, com a finalidade de eficiência do controle (Tabela 1).
facilitar o trabalho subsequente dos [6].
Os dados coletados foram analisados e
interpretados numericamente. Aplicou-se
teste de Tukey nos valores médios obtidos
com intervalo de confiança (p <0,05), Tabela 1. Número e média por hectare de
utilizando-se o aplicativo Assistat versão formigueiros encontrados em cada parcela
7.6 Beta. na Fazenda Pedro Ramos, Irani, SC.

78
Resumos Expandidos

Foi constatado que o ataque ocorreu plantas danificadas de 5,38% por hectare
somente nas parcelas sem controle de (Tabela 2).
formigas-cortadeiras, observando-se que A dosagem de formicida utilizado
o ataque mais intenso foi 35 dias após o pelas empresas da região pode não ser
plantio (Tabela 2), somando 22 plantas justificável. Comumente, 30 dias após o
atacadas durante a quinta avaliação. plantio as empresas da região realizam
Percebeu-se que a maior incidência de o replante das mudas quando as áreas
ataque das formigas foi no nível 3, ficando plantadas alcançam uma porcentagem
somente o meristema apical. [5] citam que mínima de 5% de perda. Sendo assim,
as formigas-cortadeiras têm preferências observou-se no presente estudo que 35
significativas por folhas mais novas, o dias após o plantio a porcentagem média
que foi confirmado por [6], que verificou de danos por hectare foi de 3%, condições
que a espécie A. crassispinus apresentou sob as quais o controle de formigas-
preferências pelas acículas mais jovens de cortadeiras pode ser reduzido ou até
plantas de pínus. mesmo eliminado.
A quantidade de mudas de P. taeda
danificadas está presente na tabela 2, onde
se tem a porcentagem média de plantas
atacadas por hectare em cada um dos
diferentes níveis de desfolha, a média de
danos 35 dias após o plantio e ao final de Figura 1. Soma dos danos causados às
todas as avaliações. mudas de P. taeda por formigas-cortadeiras
durante o período de 63 dias de avaliação.
Eixo x: dias; eixo y: número de plantas
danificadas.

[4] verificaram que as formigas-cortadeiras,


normalmente, são muito ativas durante
Tabela 2. Soma das mudas de P. taeda a noite, mas, em locais sombreados e
danificadas por formigas cortadeiras na durante períodos frios, a atividade de corte
fazenda Pedro Ramos, Irani, SC. ocorre durante o dia.
As iscas formicidas podem ainda se
O valor médio total de plantas atacadas por deteriorar com maior facilidade em virtude
formigas em todos os níveis de desfolha das intempéries climáticas a que ficam
submetidas em campo em cada época do
durante todo o período de avaliação (63 dias)
ano (por exemplo: umidade, insolação,
foi de 86 mudas por hectare (Figura 1). Esse
ressecamento etc.).
valor corresponde a porcentagem média de

79
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

O sucesso do controle formicida não está brasileira. Revista da Madeira, São Paulo,
relacionado necessariamente à quantidade v. 14, n. 83, p. 14 - 20, 2004.
de isca aplicada nas áreas, podendo essa
ser aperfeiçoada, devido à baixa densidade [4]LIMA, C. A.; DELLA LUCIA, T. M.
de formigueiros presentes, dos danos C.; SILVA, N. A. Formigas-cortadeiras:
causados e das espécies de formigas
biologia e controle. Viçosa, MG: UFV,
predominantes na local.
2001. (UFV. Boletim de Extensão, 44).

Conclusões [5]LITTLEDYKE, M.; CHERRETT, J.


As espécies de formigas predominantes M. Defence mechanisms in young and old
nas áreas experimentais foram Acromyrmex leaves against cutting by the leaf-cutting
crassispinus e Acromyrmex heyeri. ants, Atta cephalotes (L.) and Acromyrmex
O controle das formigas-cortadeiras octospinosus (Reich) (Hymenoptera:
e a quantidade de isca utilizada em Formicidae). Bulletin of Entomological
determinadas regiões podem ser Research, v. 68, n. 2, p. 263 - 271, 1978.
diminuídos se forem levados em
consideração os períodos do ano e a [6]NICKELE, M. A. Distribuição
região em que vai ser efetuado o plantio, espacial, danos e planos de amostragem
a densidade dos formigueiros e a deAcromyrmex crassispinus (Forel,
porcentagem de danos causados às mudas. 1909) (Hymenoptera: Formicidae:
Uma reavaliação do uso de iscas formicidas Myrmicinae) em plantios de Pinus
pelas empresas pode diminuir os impactos taeda L. (Pinaceae). 2008. 125 f.
ambientais e elevar os ganhos econômicos. Dissertação (Mestrado em Ciências
Biológicas) – Universidade Federal do
Referências Paraná, Curitiba.
[1]ANUÁRIO Estatístico da ABRAF:
ano base 2009. Brasília, DF: 2010. 140 p.; [7]SOCIEDADE BRASILEIRA DE
ANUÁRIO Estatístico da ABRAF: ano SILVICULTURA. Fatos e números do
base 2010. Brasília, DF: 2011. 130 p. Brasil Florestal. São Paulo, 2006. p. 109.

[2]BOARETTO, M. A. C.; FORTI, L.


C. Perspectivas no controle de formigas-
cortadeiras. Série Técnica IPEF,
Piracicaba, v. 11, n. 30, p. 31-46, 1997.

[3]HOEFLICH, V. F. O papel das florestas


para o desenvolvimento da sociedade

80
Resumos Expandidos

Avaliação de progênies de Eucalyptus


crebra no Norte do estado de Goiás
Cristiane A. F. Reis1, Paulo E. T. dos Santos1, EstefanoPaludzyszyn Filho1,
Alisson Moura Santos1 e Bruno Silva Reis2

1
Pesquisadores em Melhoramento Genético da Embrapa Florestas (cristiane.reis@embrapa.br;
paulo.telles@embrapa.br; estefano.filho@embrapa.br;alisson.santos@embrapa.br);
2
Eng. Florestal da Anglo American, Unidade Codemin (bruno.reis@angloamerican.com)

Introdução e objetivos baixo desempenho em volume de madeira


A espécie Eucalyptus crebra possui boa desestimulou seu uso em várias regiões
adaptação a ambientes sujeitos a altas brasileiras. Apesar disso, alguns esforços de
temperaturas e déficit hídrico acentuado, pesquisa têm sido realizados no decorrer
vegetando bem numa ampla variedade de do tempo, pela Embrapa, para uso dessa
solos. Sua ocorrência natural na Austrália espécie em monocultivos e em sistemas
abrange toda a costa leste, estendendo agroflorestais devido a suas potencialidades
desde o norte de Queensland até o sul de em clima tropical semiárido [5; 6]. Este é
New South Wales [1]. marcado por temperaturas muito elevadas,
A madeira caracteriza-se pela presença além de chuvas escassas e mal distribuídas
de alburno amarelado ou branco rosado, no decorrer do ano.
resistente ao ataque de brocas do gênero Neste contexto, foi instalado um teste de
Lyctus. O cerne possui coloração progênies de E. crebra em Niquelândia-
que oscila de marrom-avermelhada GO no ano de 2013. Este tem como
ao vermelho-escuro. É duro, forte, objetivo a formação de uma população
extremamente durável e resistente à base de melhoramento tolerante ao
decomposição, quando em contato com estresse hídrico, situação bastante comum
o solo e também ao ataque de cupins. A na região de Niquelândia, seleção de
densidade da madeira pode atingir 890 a indivíduos para clonagem e formação de
1.200kg/m3. Face a isso, tem sido utilizada híbridos interespecíficos com clones-elite
na construção civil pesada, na produção e testes de comprovação de superioridade
de cruzetas, dormentes, postes, pisos e em ambientes contrastantes. A prospecção
apontada como opção atrativa para uso de genes para tolerância a seca é outra
energético [2]. possibilidade a ser explorada em ações
Por estas razões, há registros de futuras.
introduções de procedências e de plantios
experimentais da espécie em regiões de
déficit hídrico no Brasil [3;4]. Entretanto, o

81
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Material e métodos BLUP), no programa computacional


O teste com 31 progênies de polinização Seleção Genética Computadorizada –
aberta de E. crebra foi instalado na Selegen [7].
Empresa Anglo American Níquel Brasil,
Unidade Codemin, em Niquelândia, no Resultados e discussão
norte de Goiás, em fevereiro de 2013. A taxa de sobrevivência das plantas de E.
As sementes dessas progênies foram crebra foi elevada (99,7%) aos nove meses
importadas pela Embrapa. de idade de plantio. A priori, os resultados
O experimento foi implantado no Horto indicam uma boa adaptação do material ao
Aranha, cujas coordenadas geográficas são ambiente de experimentação. Entretanto,
14°20’14”S e 48°44’24”O. A classificação como a idade de avaliação ainda é bastante
climática da região é Aw, ou seja, clima precoce, a redução na sobrevivência de
tropical, com estação seca de maio a plantas ao longo das idades é esperada em
outubro segundo classificação de Köppen. razão de estresses bióticos e/ou abióticos.
A estimativa da precipitação pluviométrica A estimativa da acurácia seletiva foi de
média anual é de 1.484mm. As estimativas elevada magnitude (99,6%) e pertinente
das temperaturas máxima, média e mínima ao preconizado em experimentos de
anual são de 30,5 ºC, 25,3 ºC e 20,2 ºC, melhoramento genético [8].
respectivamente. Apresenta altitude de Houve efeitos significativos de progênies
540m e solo tipo Latossolo Vermelho para altura, a 5% de probabilidade,
Amarelo. de acordo com teste da razão da
O delineamento experimental utilizado verossimilhança (LRT). Desta forma,
consiste em blocos completos casualizados, pode-se inferir que existem diferenças entre
com uma planta por parcela, 36 repetições os crescimentos em altura das progênies
e espaçamento de 3x2m. Utilizou-se cinco avaliadas, demonstrando a presença de
clones comerciais da Codemin como variabilidade no teste.
testemunhas (AAC 30, AAC 33, AAC 86, A altura média das plantas do experimento
AAC 117 e AAC 645). foi igual a 2,20m, sendo a altura média
Aos nove meses de idade, a altura total das progênies de E. crebra igual a 1,82m
de todos os indivíduos, em metros, e das testemunhas igual a 4,55m. Essa
foi mensurada por meio de vara discrepância já era esperada, pois as
dendrométrica. progênies de E. crebra consistem em
As análises genético-estatísticas foram material introduzido da Austrália e não
efetuadas por meio do procedimento melhorado. No entanto, observou-se
de modelos mistos de Máxima indivíduos com desempenho em altura
Verossimilhança Restrita e Melhor semelhante aos clones. As testemunhas
Predição Linear não Viesada (REML/ são clones comerciais elites de alto

82
Resumos Expandidos

desempenho selecionados na região de h2mp 0,797


Niquelândia, em que pelo menos um dos
CVgi% 18,15
genitores pertence à espécie E. urophylla.
CVgp% 9,07
No ranqueamento dos valores genotípicos
dos tratamentos, constatou-se que as cinco CVe% 27,46
melhores progênies, em ordem decrescente CVr 0,33
de desempenho, foram as identificadas Tabela 1. Estimativas dos componentes
pelas numerações 30, 21, 16, 22 e 29.. de variância para a característica altura
Quanto às estimativas dos componentes total em Eucalyptus crebra aos nove meses
de variância (Tabela 1), nota-se de idade(1). (1)Va: variância genética aditiva;
Ve: Variância ambiental, Vf: variância fenotípica
valores promissores para variabilidade
individual; h2a: herdabilidade individual no
(especialmente em nível individual sentido restrito, h2mp: herdabilidade da média
– CVgi%) e para aumento da altura de progênie, Cvgi%: Coeficiente de variação
mediante seleção genética com base genética individual, CVgp%: Coeficiente de
na herdabilidade individual no sentido variação genética entre progênies, CVe%:
coeficiente de variação residual, CVr: coeficiente
restrito (h2a) e, principalmente, de médias
de variação relativa.
de progênies (h2mp), por esta apresentar
maior magnitude e indicar maior chance
de selecionar progênies genotipicamente Conclusões
superiores para o caráter avaliado. O A capacidade de tolerar altas temperaturas
coeficiente de variação relativa (CVr) e estresses hídricos faz da espécie uma
apresentou baixo valor, indicando situação candidata potencial na ocupação de áreas
pouco favorável para a seleção. Isso, sujeitas a tais condições, comuns no
possivelmente decorrente da avaliação em Semiárido e em certas regiões do Cerrado.
idade precoce. Entretanto, para se conseguir níveis
Ressalta-se que o coeficiente de variação adequados de produtividade, a seleção
residual pode ser considerado moderado, de plantas reveste-se de fundamental
diminuindo portanto, a exatidão das importância e, nesse sentido, verifica-se
estimativas obtidas a essa idade decorrente que o germoplasma em avaliação apresenta
de efeitos ambientais. potencial adequado para se conduzir um
programa de melhoramento genético para
Parâmetro Valor a futura obtenção de genótipos de alta
Va 0,109 taxa de crescimento, além de possibilitar
Ve 0,169
a realização de estudos prospectivos para
o isolamento de genes que conferem
Vf 0,279
tolerância à seca.
h2a 0,394

83
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Referências [6]OLIVEIRA, V. R. de; LIMA, P. C. F.


[1]BOLAND, D. J.; BROOKER, M. I. Ensaio de procedências de Eucalyptus
H.; CHIPPENDALE, G. M.; HALL, N.; crebra F Muell em Petrolina, PE.
HYLAND, B. P. M.; JOHNSTON, R. D.; Petrolina: EMBRAPA-CPATSA, 1990.
KLEINIG, D. A.; TURNER, J. D. Forest 2 p. (EMBRAPA-CPATSA. Pesquisa em
trees of Australia. Canberra: CSIRO Andamento, 61).
Publishing, 2006. 768 p.
[7]RESENDE, M. D. V. de. SELEGEN-
[2] OLIVEIRA, V. R. de; NASCIMENTO, REML/BLUP: sistema estatístico e
C. E. de S.; DRUMOND, M. A.; RIBASKI, seleção genética computadorizada via
J.; SANTOS, P. E. T. dos. Eucalyptus modelos lineares mistos. Colombo:
crebra: espécie com potencial energético Embrapa Florestas, 2007. 359 p.
para a região semiárida brasileira. Petrolina:
Embrapa Semiárido, 2010. (Embrapa [8]RESENDE, M. D. V. de. Matemática e
Semiárido. Instruções Técnicas, 94). estatística na análise de experimentos
e no melhoramento genético. Colombo:
[3]GOLFARI, L.; CASER, R. L.; MOURA, Embrapa Florestas, 2007. 561 p.
V. P. G. Zoneamento ecológico
esquemático para reflorestamento no
Brasil (2ª aproximação). Belo Horizonte:
PRODEPEF, 1978. 66 p. (PRODEPEF.
Série Técnica, 11).

[4]EMBRAPA. Pesquisas florestais


em andamento no Brasil: terceiro
levantamento. Curitiba, 1987. 567 p.

[5]LIMA, P. C. F. Sistemas
agrossilviculturais desenvolvidos no
semiárido brasileiro. In: TALLER
SOBRE DISENOESTADISTICO Y
EVALUACION ECONIMICA DE
SISTEMS AGROFORESTALES, 1986,
Curitiba. Apuntes... Curitiba: Oficina
Regional de la FAO para America Latina
y el Caribe/EMBRAPA-CNPF, 1986. p.
27-43.

84
Resumos Expandidos

Avaliação de teste clonal de Eucalyptus


no Norte de Minas Gerais
Amanda Rafaela Silva Morais1; Leticia Renata Carvalho2 ; Anny Francielly Ataide
Gonçalves3; Nathalia Braga de Pinho4; Christian Dias Cabacinha 5

Graduanda de Eng. Florestal UFMG (amandinhaita.2@hotmail.com);(2) Professora de Eng.


(1)

Florestal UFMG (leticiarenatacarvalho@yahoo.com.br);(3) Graduanda de Eng. Florestal UFMG


(annyrancielly@gmail.com);(4)Graduanda de Eng. Florestal UFMG (nat.2@hotmail.com);(5)
Professor de Eng. Florestal UFMG (christian.cabacinha@gmail.com)

Introdução e objetivos de 1,14 hectares, em Montes Claros/MG


O grande interesse pela utilização de clones (16º40’21.95”S, 43º50’28.20” O). Para a
de Eucalyptus em todo o Brasil refere- implantação foi adotado pacote tecnológico
se principalmente a uniformização dos do Grupo Plantar. Aos doze meses foi
plantios, maior produtividade, adaptação realizada a avaliação do diâmetro a altura
a áreas especificas e qualidade da madeira do peito (DAP) e da altura dos indivíduos.
[1]. Minas Gerais detém 28% da área Para a obtenção do DAP, utilizou-se a
total plantada com eucalipto no Brasil suta a um metro e meio do solo; e para a
[2], sendo que a região norte do Estado avaliação da altura utilizou-se a prancheta
destaca-se pelos plantios destinados dendrométrica a seis metros de cada
à produção de carvão vegetal. Testes individuo. O delineamento experimental
clonais são realizados para a seleção de foi em blocos casualizados com 3 blocos
clones altamente produtivos e adaptados e 4 tratamentos (3 clones provenientes de
às diferentes condições edafoclimáticas híbridos naturais de Eucalyptus urophylla; e
encontradas no território brasileiro. um clone proveniente de hibrido natural
Portanto, o objetivo do trabalho foi avaliar de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis).
o teste clonal de eucalipto na região norte Cada bloco foi composto por 68 indivíduos
de Minas Gerais. de cada clone. Os dados foram submetidos
à análise de variância (P<0,05) por meio do
programa estatístico SAEG.
Materiais e métodos
O estudo foi conduzido no Instituto
de Ciências Agrárias da Universidade Resultado e discussão
Federal de Minas Gerais, implantado em Não foi observada diferença estatística
novembro de 2012, com espaçamento de entre as variáveis diâmetro e altura dos
3 x 4 metros compreendendo uma área clones estudados. Os indivíduos do

85
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

teste clonal apresentaram DAP médio do Alferes. Monografia de curso de


de 3,39 cm e altura média de 2,72 m. graduação em Engenharia Florestal.
Resultados semelhantes para a altura aos 2007. 21 f. Monografia (Bacharel em
12 meses foram observados para clone Engenharia Florestal) – Universidade
de Eucalyptus urophylla (2,8m) e para o Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica.
clone do híbrido Eucalyptus urophylla x
Eucalyptus grandis (3,1m) (Queiroz,2007)[3]. [4]HIGA, A. R.; HIGA, R. C. V. Indicação
O desenvolvimento semelhante observado de espécies para reflorestamento. In:
para os clones do presente trabalho GALVÃO, A. P. M. Reflorestamento
está relacionado aos materiais genéticos de propriedades rurais para fins
oriundos de hibrido de Eucalyptus urophylla produtivos e ambientais: um guia para
e híbrido de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus ações municipais e regionais. Colombo:
grandis. Eucalyptus urophylla é caracterizado Embrapa Florestas, 2000. p. 101-124.
por resistir a solos pobres e sujeitos a
déficit hídrico [4]. Alem da adaptação
do material genético, ressalta-se o pacote
tecnológico de implantação adotado.

Conclusões
Aos 12 meses não foi observada diferença
do diâmetro e da altura para os clones
testados.

Referencias
[1]XAVIER, A.; WENDLING, I.; SILVA,
R. L. F. Florestas clonais. In: ______.
Silvicultura clonal: princípio e técnicas.
Viçosa, MG: Ed. UVF, 2009. p. 253-270.

[2]ANUÁRIO Estatístico da ABRAF


2013: ano base 2012. Brasília, DF, 2012.
Disponível em: <http://www.abraflor.org.
br/estatisticas/ABRAF13/ ABRAF13_
BR.pdf>. Acesso em: 10 dez. 2013.

[3]QUEIROZ, M. M. Comportamento
de espécies de Eucalyptus em Paty

86
Resumos Expandidos

Avalição de uma nova metodologia para


a determinação do volume por cubagem
rigorosa
milton Serpa de Meira Júnior¹; Renato Vinicius Casto de Oliveira²;
Mauro Eloi Nappo³; José Marcelo Imaña Encinas4

¹Mestrando em Ciência Florestal na UnB (milton.serpa@gmail.com); ²Professor de


Eng. Florestal na UnB (castrorvo@ymail.com); ³Professor de Eng. Florestal na UnB
(mauronappo@yahoo.com.br); 4Professor de Eng. Florestal na UnB (imana@unb.br)

Introdução temperatura e precipitação média anual,


O uso de equações volumétricas é uma das respectivamente, 22,1ºC e 1.500 mm [2].
principais ferramentas para quantificação Os indivíduos foram distribuídos em cinco
da produção de povoamentos florestais, classes diamétricas: 8-10, 10-12, 12-14, 16-
sendo base para o manejo sustentável 18 e 18-20 cm. Foram então sorteados 61
de plantações florestais [1]. O volume indivíduos nestas classes.
considerado real é obtido pelo método Para a cubagem dos indivíduos foi
do xilômetro, porém demanda maiores utilizando o método de Smalian [3].
custos com logística e com tempo de Foram utilizados diferentes comprimentos
medições fazendo com que seja utilizado de seção: a 0,25m; 0,5m; 1m; 2m; pelo
principalmente em métodos de pesquisa. metodologia proposta por Campos e
A cubagem rigorosa por sua vez visa Leite [4]; e a metodologia proposta neste
minimizar custos e manter a precisão da trabalho com diâmetro mínimo de 4 cm.
avaliação. Sendo assim, o objetivo desse Na metodologia proposta a seção será
trabalho foi testar uma metodologia de definida a partir da variação de 1 cm entre
cubagem rigorosa. o diâmetro inicial e final de cada seção.
Assim a diferença entre o diâmetro inicial e
final é sempre constante e o comprimento
Material e métodos
é variável. Esse novo método apresenta
A área de estudo está localizada na
seções de comprimentos menores na base
Fazenda Água Limpa pertencente a
da árvore e maiores no topo.
Universidade de Brasília, com centroide de
O ajuste das equações de volume,
15°56’ S e 47°46’ W. O solo predominante
utilizando o modelo de Schumacher-Hall
na área de estudo é o Latossolo Vermelho-
[5], foi realizado em 40 árvores sorteadas
Amarelo, com altitude média de 1.100
proporcionalmente em cada classe
m, e clima, segundo Koppen, AW;

87
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

diamétrica. Posteriormente as equações


foram validadas utilizando as outras 21
árvores, utilizando os resíduos percentuais.
%R=(Yobs-Yest)*100/Yobs.
Foram comparados, com teste t pareado,
os volumes estimados dos indivíduos da
validação com o volume da cubagem com Figura 1. Variação do volume pela
seção de 0,25m, sendo esta a testemunha, porcentagem dos resíduos obtidos pela
análise a 0,25m da sessão.
ou seja, considerado o melhor volume.

Resultados e discussão
O resultado do ajuste para cada
comprimento da seção está apresentado
da Tabela 1. Os valores de R² e R²ajustado
e erro padrão não apresentaram
grande diferença entre os diferentes Figura 2. Variação do volume pela
comprimentos de seção. porcentagem dos resíduos obtidos pela
análise a 0,5m da sessão.
Regressão Comprimento da seção
0,25 0,5 Campos e Leite
R² 0.979 0,979 0,976
R²ajustado 0.979 0,978 0,975
Erro padrão 0,094 0,096 0,092
1 2 Este trabalho.
R² 0,977 0,965 0,979
R²ajustado 0,976 0,963 0,977
Figura 3. Variação do volume pela
Erro padrão 0,099 0,120 0,095
porcentagem dos resíduos obtidos pela
Tabela 1. Estatísticas do ajuste dos análise a 1m da sessão.
volumes com diferentes comprimentos de
seção.

A validação mostra através dos gráficos de


resíduos percentuais que há homogeneização
dos resíduos. Apesar disso, os maiores
comprimentos de seção apresentam
superestimação nas árvores de menor
Figura 4. Variação do volume pela
volume. A inconsistência do método de
porcentagem dos resíduos obtidos pela
Smalian com seções maiores já foi destacada análise a 2m da sessão.
em outros trabalhos [5].

88
Resumos Expandidos

de volume semelhantes à testemunha.


Porém, essa nova metodologia utiliza
poucas medições, reduzindo os custo da
cubagem.

Conclusões
A nova metodologia de cubagem proposta
Figura 5. Variação do volume pela apresentou estimativas satisfatórias,
porcentagem dos resíduos obtidos pela
análise a 1m da sessão. podendo ser uma alternativa para a
cubagem.

Referências
[1]LEITE, H. G.; ANDRADE, V. C. L.
Importância das variáveis altura dominante
e altura total em equações hipsométricas
e volumétricas. Revista Árvore, Viçosa,
Figura 6. Variação do DAP pela porcentagem MG, v. 27, n. 3, p. 301-310, 2003.
dos resíduos obtidos pela análise a 0,25m da [2]MUNHOZ, C. B. R.; FELFILI, J. M.
sessão. Fitossociologia do estrato herbaceo-
Os volumes estimados utilizando os subarbustivo em campo limpo úmido no
métodos com comprimento de seção Brasil Central. Acta Botanica Brasilica,
0,25m; 0,5m; 1m e o método proposto Porto Alegre, v. 22, p. 905-913, 2008.
neste trabalho não foram estatisticamente [3]HUSCH, B.; BEERS, T. W.; KERSHAW,
diferentes da testemunha (Tabela 2). J. A. JUNIOR. Forest Mensuration. 4th
0,25m 0,5m Este trabalho
ed. New York: Wiley, 2003.456 p.
Teste t -1,51ns -1,30ns 1,26ns
[4]CAMPOS, J. C. C.; LEITE, H. G.
N 72 36 12
Mensuração florestal: perguntas e
1m 2m Campos e Leite
respostas. 4. ed. Viçosa, MG: Ed da UFV,
Teste t 0,53ns 3,65* -7,70*
N 18 9 13
2013. v. 1. 605 p .

Tabela 2. Teste t pareado comparando [5]SCHUMACHER, F. X.; HALL, F.S.


os diferentes comprimentos de seção e o Logarithmic expression of timber-
número médio de seções (N). tree volume. Journal of Agricultural
Research, v. 47, n. 9, p. 719-734, 1933.
Estes resultados indicam que o novo
método proposto apresentou estimativas

89
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Avaliação do comprimento ótimo da


seção da cubagem em um plantio de
Eucalipto
mirella Basileu de Oliveira Lima¹; Milton Serpa de Meira Júnior²;
Mauro Eloi Nappo³; Renato Vinicius Casto de Oliveira4

¹Graduanda em Eng. Florestal na UnB (mi_basileu@hotmail.com);


² Mestrando em Ciência Florestal na UnB (milton.serpa@gmail.com);
³Professor de Eng. Florestal na UnB (mauronappo@yahoo.com.br);
4
Professor de Eng. Florestal na UnB (castrorvo@ymail.com)

Introdução Para a cubagem dos indivíduos foi


A estimativa do volume de madeira em utilizando o método de Smalian [2]. O
um plantio florestal é obtida por equações. comprimento da seção foi mensurado
Para o ajuste destas equações é necessário à 0,25m; 0,5m; 1m; 1,5; 2m e pelo
a obtenção do volume individual de comprimento proposto por Campos e
algumas árvores pré-selecionadas. O Leite [3]
volume é obtido através da cubagem O ajuste das equações de volume,
rigorosa de algumas árvores, porém, este utilizando o modelo de Schumacher-
procedimento muitas vezes pode ser Hall [4], foi realizado em 40 árvores
custoso[1]. sorteadas proporcionalmente em cada
Por estas razões o objetivo desse trabalho classe diamétrica. Posteriormente as
foi avaliar o comprimento ótimo da seção equações foram validadas utilizando às
da cubagem em uma área de plantio de outras 21 árvores. Foi utilizado um DIC
eucalipto. para verificar se há diferença entre erros
percentuais para os diferentes métodos.
Material e métodos
A área de estudo contempla 2 ha de Resultados e discussão
eucaliptos com 5 anos, localizada na O resultado ajuste de acordo para cada
Fazenda Água Limpa-FAL/UnB, em comprimento da seção está da Tabela 1. Os
Brasília, Distrito Federal, com coordenadas valores de R² e R² ajustado e erro padrão
geográficas de 15°56’ S e 47°46’ W. não apresentaram grande diferença entre os
Foram selecionadas 61 indivíduos diferentes comprimentos de seção.
distribuídos homogeneamente em 6 classes:
8-10, 10-12, 12-14, 16-18 e 18-20 cm.

90
Resumos Expandidos

Comprimento da seção
Regressão
0,25 0,5 1
R² 0,979 0,979 0,977
R²ajustado 0,978 0,978 0,976
Erro padrão 0,094 0,096 0,099
1,5 2 Campos e Leite
R² 0,971 0,965 0,976
Figura 3. Variação do volume pela porcentagem
R²ajustado 0,969 0,963 0,975 dos resíduos obtidos pela análise a 1m da sessão.
Erro padrão 0,113 0,120 0,092

Tabela 1. Estatísticas do ajuste dos volumes


com diferentes comprimentos de seção.

A validação mostra através dos


gráficos de resíduos percentuais que há
homogeneização dos resíduos. Apesar
disso, os maiores comprimentos de seção Figura 4. Variação do volume pela porcentagem
apresentam superestimação nas árvores dos resíduos obtidos pela análise a 1,5m da
de menor volume. A inconsistência do sessão.
método de Smalian com seções maiores já
foi destacada em outros trabalhos [5].

Figura 5. Variação do volume pela porcentagem


dos resíduos obtidos pela análise a 2m da sessão.
Figura 1. Variação do DAP pela porcentagem
dos resíduos obtidos pela análise a 0,25m da
sessão.

Figura 6. Variação do volume pela porcentagem


dos resíduos obtidos pela análise a 1m da sessão.
Figura 2:. Variação do volume pela porcentagem
dos resíduos obtidos pela análise a 0,5m da sessão.

91
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

A Tabela 2 mostra que no geral houve pequena nos resíduos eleva muito o custo
uma subestimação do volume das árvores da cubagem.
na validação. E também, mostra que
quanto maior o comprimento da seção
maior o resíduo médio.

Compr. R%
R% Sd Sd
seção absolutos
0,25 m -2,66 8,0 7,01 4,4
0,5 m -2,53 8,6 7,42 4,8
1m -2,67 10,6 9,02 5,9 Gráfico 7. Relação entre o número de
seções e o comprimento da seção.
1,5 m -2,28 11,6 9,32 7,0
2m -1,91 12,9 10,04 8,1
Campos e Conclusões
-1,92 11,2 8,55 7,2
Leite Sugere-se utilizar o comprimento de 2
P-valor 0,99 0,67 metros quando o objetivo for apenas
quantificar o volume total ou comercial.
Tabela 2. Valores médios dos resíduos percentuais
(R%) e resíduos percentuais absolutos (R%
absolutos). Referências
[1]CABACINHA, C. D. Um método
Mesmo visualmente tenha uma maior para a realização do inventário florestal
superestimação nas seções com
suprimindo a cubagem rigorosa.
menores volumes, estatisticamente não
2003. 116 f. Dissertação (Mestrado em
houve diferença significativa entre os
Engenharia Florestal) - Universidade
resíduos percentuais, entre os diferentes
Federal de Lavras, Lavras.
comprimentos de seção (Tabela 2).
Os altos valores do desvio padrão mostram
que além de apresentar maior resíduo [2] HUSCH, B.; BEERS, T. W.; KERSHAW,
estes também estão mais dispersos da J. A. JUNIOR. Forest Mensuration. 4th
média, sendo por isso que a ANOVA não ed. New York: Wiley, 2003.456 p.
apresentou diferença dos resíduos para os
diferentes comprimentos de seção. [3]CAMPOS, J. C. C.; LEITE, H. G.
O Gráfico abaixo mostra que o número Mensuração florestal: perguntas e
de seções diminui muito com o aumento respostas. 4. ed. Viçosa, MG: Ed da UFV,
do comprimento da seção e o resíduo 2013. v. 1. 605 p.
percentual absoluto não cresce na mesma
[4]SCHUMACHER, F. X.; HALL, F.
proporção. Demonstrando que a redução
S. Logarithmic expression of timber-

92
Resumos Expandidos

tree volume. Journal of Agricultural


Research, v. 47, n. 9, p. 719-734, 1933.

[5]MACHADO, S. A.; TEO, S. J.;


URBANO, E.; FIGURA, M. A.; SILVA,
L. C. R. da. Comparação de métodos de
cubagem absolutos com o volume obtido
pelo xilômetro para Bracatinga (Mimosa
scabrella Bentham). Revista Cerne,
Lavras, v. 12, n. 3, p. 239-253, 2006.

93
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Avaliação do crescimento inicial de


Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze
sob diferentes tipos de adubação
Márcio Luiz Villela¹; Rozimeiry Gomes Bezerra Gaspar²;
Karen K. F. de Souza³; Alessandro Camargo Angelo4, Teça Horokoski5

¹Graduando Eng. Florestal UFPR (marciovilela@ufpr.br);²Profª Msc.Departamento de Ciências


Florestais UFPR (gaspar@ufpr.br); ³Profª. Msc. Engenharia Florestal PUCPR (karen.souza@
pucpr.br);4Profº. Dr. Departamento de Ciências Florestais UFPR (alessandrocangelo@gmail.com);
5
Engenheiro Florestal (horokoski@gmail.com)

Introdução e objetivos taxas anuais de incrementos em altura


Apesar da excelente qualidade da madeira entre 1 e 1,5 m e, a partir do sétimo ano,
para diversos usos, sua importância incrementos em diâmetro de 2 a 3 cm.
socioeconômica e ecológica, e a grande Dentro de um mesmo sítio, podem existir
potencialidade para a implantação de bons plantios em solos de mata, com
maciços florestais, a Araucaria angustifolia incremento médio anual da ordem de 26
tem sido relegada a segundo plano m3 ha-1 ano-1, e plantios ruins, em solos
nos projetos de reflorestamento. A de campo, com 3 m3 ha-1 ano-1. Em solos
baixa taxa de plantio é creditada a de campo, o crescimento lento pode ser
diferentes fatores. Dentre estes, podem atribuído à deficiência de nutrientes e à
ser citados: exigência de sítios de boa pequena profundidade efetiva do solo [2].
qualidade; falta de conhecimento A necessidade de adubação decorre do
sobre procedências adequadas a fato de que nem sempre o solo é capaz de
diferentes condições Edafoclimáticas e fornecer todos os nutrientes que as plantas
a dificuldade de obtenção de sementes necessitam para um adequado crescimento.
melhoradas geneticamente [1]. Além As características e quantidades de adubo
desses aspectos, podem ser relacionados a aplicar dependerão das necessidades
como desafios a falta de conhecimentos nutricionais das espécies florestais, da
de técnicas silviculturais e nutricionais, fertilidade do solo, da forma de reação
que proporcionem melhor relação dos adubos com o solo, da eficiência dos
produtividade/custo de produção [1]. adubos e de fatores de ordem econômica.
O crescimento inicial da araucária é lento, As recomendações de adubação devem ser
porém, a partir do terceiro ano, quando definidas a nível regional para as espécies
plantado em sítios adequados, apresenta e tipos de solo mais representativos,
envolvendo experimentação de campo,

94
Resumos Expandidos

que devem ter por objetivo estabelecer mecânico de plantas infestantes com
classes de fertilidade de solo e de resposta coroamento e roçada semimecanizada
às adubações [3]. nas linhas e mecanizada nas entrelinhas.
O presente trabalho teve por objetivo As variáveis analisadas foram altura
avaliar o crescimento inicial, aos 12 total (h) e diâmetro do colo (DC), com
meses de idade, de mudas seminais de auxílio de trena e paquímetro mecânico,
Araucaria angustifolia sob diferentes tipos de respectivamente. A coleta dos dados
adubação. para análise se deu aos 12 meses após o
plantio. Os dados foram analisados através
Material e métodos de análise de variância e teste de médias
O presente estudo foi conduzido na (Tukey), usando o programa Assistat 7.7
Estação Experimental da Universidade beta.
Federal do Paraná - Fazenda Canguiri
(25°23’20”S, 49°07’28”W), que se localiza Resultados e discussão
no município de Pinhais, PR. A área de A avaliação dos dados constatou diferença
plantio possui relevo suave ondulado, estatística para as variáveis analisadas. Para
sendo o tipo de solo Cambissolo háplico esta fase inicial de crescimento, a adubação
Tb Distrófico Típico (CXbd).O preparo convencional e a de liberação lenta
do solo se deu com subsolagem (sulco de mostraram-se superiores para a variável
40 cm), em seguida foi realizado gradagem altura. Em relação ao parâmetro “diâmetro
com posterior aplicação de calcário (2 de colo”, a adubação convencional
ton/ha) e fósforo (200 kg/ha). O plantio mostrou-se superior ao tratamento
foi realizado em dezembro de 2012, sob “testemunha”. No momento da avaliação
espaçamento de 3x2m, as covas foram não havia sido constatada diferença
feitas com auxilio de um motocoveador. estatisticamente significativa entre o
Foram avaliados três tratamentos: T1 – tratamento “adubação convencional” e o
Adubação convencional; T2 – Adubação tratamento “liberação lenta”, da mesma
de liberação lenta e T3 – Testemunha forma ocorrendo entre “liberação lenta” e
– sem adubação, com 16 repetições por “testemunha” (Tabela1).
tratamento. A fertilização foi aplicada
em covetas próximas a base da planta Diâmetro
Tratamento Altura (cm)
aos 45 dias após o plantio. A formulação (mm)
utilizada foi:165 g de NPK 11-21-19 de T1 10.75000 a 50.87500 a
adubo de liberação lenta enriquecido com T2 9.56250 ab 49.18750 a
micronutrientes e 110 g de NPK5-30-10. T3 8.43750 b 37.25000 b
Após 30 dias foram adicionadas 150 g
de formulação 15-5-30 por indivíduo. Os Tabela 1. Média de altura total e diâmetro do
colo para plantas de Araucaria angustifólia
tratos culturais compreenderam controle
aos 12 meses de idade no Primeiro

95
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Planalto Paranaense. Médias seguidas de


pelo menos uma letra igual, na coluna, não
diferem significativamente (P95%>0,05).
T1 – adubação convencional, T2 adubação
de liberação lenta, T3 testemunha.

Conclusões
Aos 12 meses de idade, Araucaria angustiolia
demonstrou para a variável “altura”
resposta á prática de adubação, tanto
“convencional” como “liberação lenta”.
Quando consideramos a variável diâmetro,
foi constatado efeito significativo apenas
através do emprego de “adubação
convencional”.

Referências
[1]HOPPE, J. M.; CALDEIRA, M. V. W.
Micronutrientes na copa e suas correlações
com O crescimento da Araucaria
angustifolia (Bertol.) O. Ktze plantada em
Passo Fundo, RS. Revista Acadêmica:
Ciências Agrárias e Ambientais, Curitiba,
v. 1, n. 2, p. 21-32, abr./jun. 2003.

[2]CARPANEZZI, A. A. (Coord.).
Zoneamento ecológico para plantios
florestais no Estado do Paraná.
Brasília, DF: EMBRAPA-DDT;
Curitiba: EMBRAPA-CNPF, 1986. 89 p.
(EMBRAPA-CNPF. Documentos, 17).

[3]GONÇALVES, J. L. M. Recomendações
de adubação para Eucalyptus, Pinus
e espécies típicas da Mata Atlântica.
Documentos Florestais, Piracicaba, v.
15, p. 1–23, 1995.

96
Resumos Expandidos

Avaliação do crescimento inicial


de clones de Eucalyptus saligna no
primeiro Planalto Paranaense
Camila I. Santos1; Alessandro C. Angelo2; Karen K. F. de Souza3;
Rozimeiry G. B. Gaspar 4; Lizy T. S. Barros5; UFPR1,2,4,5; PUC-PR3

(camila.smania@gmail.com; alessandrocangelo@gmail.com; karenkfs@yahoo.com.br)

Introdução Material e métodos


O crescimento da base florestal plantada O estudo foi conduzido na área
visando a oferta de bens e serviços, o experimental Fazenda Canguiri,
sistema agroflorestal (SAF) e a política de pertencente a Universidade Federal do
fomento para produtores rurais, no que Paraná (UFPR), localizada no Município
se refere ao plantio de árvores em suas de Pinhais.
propriedades, estão fortemente conectadas Pela classificação de Köppen, o clima da
por um interesse comum: o componente região é definido como subtropical úmido
arbóreo como base do processo produtivo mesotérmico-Cfb, a temperatura média
o
(SANTOS, 2011). anual é de aproximadamente 16,5 C, com
Neste contexto, um dos gêneros precipitação média anual situada entre 1450
altamente qualificados para se enquadrar e 1500 mm regularmente distribuídos, com
ao componente arbóreo do SAFs é o altitude média de 900 m. (GALVÃO, 1984)
Eucalyptus spp, considerado com um A umidade relativa média é de 91% e o tipo
grande potencial produtivo para florestas de solo é Cambissolo háplico tb Distrófico
plantadas, o Eucalyptus spp apresenta Típico (CXbd) (EMBRAPA, 2006).
atributos como: rápido crescimento, Foram conduzidos dois experimentos com
alta produtividade, grande diversidade os materiais genéticos conhecidos como
de espécies e facilidade de se adaptar ao “32864 e 34039”, provenientes do Rio
ambiente. Grande do Sul.
Para que a espécie atenda às necessidades O tratamento de ambos experimentos foi
adaptativas de clima e solo, entre outras a base de fertilizante de liberação lenta, na
adversidades, vem crescendo a utilização formulação 9-23-9 além de (cálcio, enxofre
de clones para plantios de eucalipto e micronutrientes), foram aplicados 248g
(ABRAF, 2008). em apenas uma aplicação.
Assim, o objetivo deste trabalho foi Estas mudas foram deixadas no viveiro da
analisar o crescimento inicial entre clones UFPR – Campus Jardim Botânico, para
de Eucalyptus saligna na região do primeiro rustificação, durante 16 dias, até serem
planalto paranaense. levadas ao plantio.

97
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

O preparo de solo foi realizado em área médias estatisticamente diferentes, pelo


total, utilizando-se subsolador (40 cm), teste “t”, (p<0,05) para altura e diâmetro
grade pesada, seguido de aplicação de de colo, como mostra a (Tabela 1).
calagem (2 toneladas por ha) e fosfatagem
Diâmetro
(200 kg por ha). Espécie Altura (cm)
de colo (mm)
O coveamento foi realizado com auxilio
Clone 32864 134,8 a 22,73 a
de motocoveadores com broca de 150 Clone 34039 104,8 b 15,27 b
mm, estabelecendo-se covas com 30 cm
Tabela 1. Valores médios de altura e diâmetro
de diâmetro.
de colo, sob diferentes tratamentos de
O plantio foi realizado manualmente, em adubação de plantio, no Município de Pinhais,
dezembro de 2012. PR. Na mesma coluna, médias seguidas
O espaçamento empregado foi o de 3 x 2 m. da mesma letra, não diferem entre si, pelo
Em relação a manutenção de plantas teste “t” (P< 0,05).O clone 32864 mostrou
crescimento em h e DC significativamente
competidoras, foram feitos três
superior ao clone 34039.
coroamentos (a cada 30 dias), duas roçadas
mecanizadas nas entrelinhas (aos 45 e aos
Contudo, ambos os clones apresentam boa
90 dias) e uma roçada semimecanizada na
adaptação ao clima temperado do Paraná.
linha, aos 45 dias.
Segundo a (EMBRAPA, 2006), E. saligna
Foram realizados replantios 30 dias após
é indicado para locais com até oito geadas
o plantio. As mudas utilizadas para o
anuais, sendo este parâmetro estendido
replantio não foram computadas para as
até 50 geadas quando se utilizam fontes
atuais medições.
de sementes de procedências da região
As mensurações foram realizadas aos 90
meridional de ocorrência na Austrália,
dias após o plantio, em março de 2013.
como Yarboro State Forest, NSW.
A altura (h) foi medida com fita métrica a
partir da base da planta até a gema apical
e o diâmetro de colo (DC) a 5 cm do solo Conclusões
com paquímetro digital com precisão de Tanto para h quanto DC o clone 32864
-4 mostrou-se adaptar melhor no campo.
10 .
Os dados das variáveis avaliadas foram Com a sequencia de estudos na referida
submetidos ao Teste “t” a 5% de área de testes, poderão assim, serem dadas
probabilidade de erro, com o auxílio do indicações mais conclusivas a respeito do
software Statigraphic®. crescimento e adaptação dos materiais.

Resultados e discussão Referências


Os resultados deste estudo mostraram que Anuário Estatístico da ABRAF: ano base
os clones 32864 e 34039 apresentaram 2008. - Brasília, 2009. 120 p.

98
Resumos Expandidos

SANTOS, H. G. dos; JACOMINE, P. K.


T.; ANJOS, L. H. C. dos; OLIVEIRA, V.
A. de; OLIVEIRA, J. B. de; COELHO,
M. R.; LUMBRERAS, J. F.; CUNHA,
T. J. F. (Ed.). Sistema brasileiro de
classificação de solos. 2. ed. Rio de
Janeiro: Embrapa Solos, 2006. 306 p.

PALUDZYSZYN FILHO, E.; SANTOS,


P. E. T. dos; FERREIRA, C. A.
Eucaliptos indicados para plantio no
Estado do Paraná. Colombo: Embrapa
Florestas, 2006. 45 p. (Embrapa Florestas.
Documentos, 129).

GALVÃO, F. Planejamento silvicultural


para à estação experimental do
canguiri do setor de ciências agrárias
da UFPR. Curitiba: UFPR, 1984.

SANTOS, I. C. Agrossilvicultura como


oportunidade para o fomento florestal no
Brasil. In: ENCONTRO BRASILEIRO
DE SILVICULTURA, 2., 2011.,
Campinas. Anais... Piracicaba: ESALQ,
2011. 44 p.

99
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Avaliação do preparo de solo realizado


pelo coveador mecânico “Rotree”
e seu impacto na produtividade e
uniformidade do povoamento
Eduardo Moré de Mattos1; Carmeni João Giunti Neto2;
José Márcio Cossi Bizon3; José Leonardo de Moraes Gonçalves4

1
Mestrando em Recursos Florestais ESALQ/USP(more.mattos@yahoo.com.br);
2
Especialista em Desenvolvimento Operacional Fibria SA(carmeni.neto@fibria.com.br);
3
Gerente de Silvicultura Fibria SA(jose.bizon@fibria.com.br);
4
Prof. Dr. Departamento de Ciências Florestais ESALQ/USP(jlmgonca@usp.br)

Introdução e objetivos às diferenças entre o preparo mecanizado


A constante pressão por alternativas que realizado pelo coveador mecânico rotree e
substituam as operações manuais, devido o método convencional de preparo de solo
ao elevado custo e risco de acidentes, tem (motocoveador) em relação ao arranque
levado as empresas florestais a buscarem inicial, produtividade e uniformidade do
na mecanização opções que atendam povoamento.
os requisitos de qualidade, segurança e
ergonomia das operações florestais. Material e métodos
Dentre as atividades silviculturais, a O experimento foi instalado no dia 3 de
operação de preparo de solo é uma das que outubro de 2008 em um Cambissolo
apresenta maior grau de dependência da latossólico no município de Santa Branca
disponibilidade de mão-de-obra no cenário - SP, com espaçamento 3m X 2m, sendo
atual da região do Vale do Paraíba, sendo utilizado o delineamento tipo blocos
que apenas 15% das áreas disponíveis são ao acaso com quatro tratamentos e três
designadas ao preparo mecanizado do repetições. Exceto pelas especificações
solo (coveador de pneu). No restante das descritas na Tabela 1, todos os tratamentos
áreas o preparo é semi-mecanizado (77%, receberam a aplicação de 1,4 t ha-1 de
motocoveador) ou manual (8%, enxadão). calcário dolomítico, 200 kg ha-1 de NPK
Desta maneira, o objetivo deste trabalho 19:00:19 4% S + 0,3% B na primeira
foi avaliar o desenvolvimento de um adubação de cobertura e 350 kg ha- 1 de
plantio clonal de Eucalyptus sob diferentes NPK 08:00:36 4% S + 1% B na segunda.
métodos de preparo de solo e fertilização
de base em áreas acidentadas, com enfoque

100
Resumos Expandidos

Preparo Coleta e Análise dos dados


Cód Trat Adubação de base
de solo As parcelas experimentais constituíam-se
RS 1 Rotree Sem adubação de 100 plantas (5 linhas X 20 plantas), com
110g/planta em
RC 2 Rotree bordadura dupla, sendo considerada como
covetas laterais
parcela útil portanto, as 16 plantas centrais
85g/planta incorporados
RI 3 Rotree da parcela (96m2).
pleo equipamento*
Moto 110g/planta em
Foram realizadas quatro avaliações ao
MC 4 longo de quatro anos após a instalação
coveador covetas laterais
do ensaio (30/10/2009, 26/10/2010,
Tabela 1. Descrição dos tratamentos. * Dosagem 05/12/2011 e 18/10/2012), nas quais
mais próxima à recomendação de 110g/planta de foram mensurados o diâmetro a altura do
NPK 04:28:06 0,3% Cu e 0,7% Zn ajustada na peito (DAP) e altura total
calibração do implemento. (H) de todas as árvores dentro das parcelas
úteis do ensaio. O volume individual (V) foi
O material genético utilizado foi um calculado através de equações calibradas
clone comercial híbrido de E. grandis x para cada idade obedecendo ao modelo:
E. urophylla e todas as outras atividades V=EXP(ß0+ß1*ln(DAP)+ß2*(H)) (1)
silviculturais obedeceram os padrões Além das variáveis dendrométricas,
operacionais da empresa. calculou-se o índice de uniformidade
No cabeçote rotree (Figura 1), o preparo PV50 [2], que consiste na porcentagem do
de solo em si é realizado por duas hastes volume total acumulado nas 50% menores
que penetram e desestruturam o solo em árvores da parcela, este índice reflete o
um movimento circular acionado por um grau de competição e dominância entre as
motor hidráulico, mobilizando um volume árvores.
médio de 0,17 m3 solo cova-1 [1]. Há ainda A análise da variância foi utilizada para
a possibilidade de se conjugar as operações testar os efeitos de tratamento, sendo
de fertilização e aplicação de pré-emergente. realizado o teste de médias de Duncan no
caso de diferença significativa (α = 0,05).

Resultados e discussão
Os tratamentos RI e RC foram
estatisticamente superiores aos tratamentos
RS e MC para todas as variáveis avaliadas
(DAP, altura total, estoque de madeira,
incremento médio anual, volume
Figura 1. Máquina base (Komatsu PC160)
e cabeçote rotree realizando o preparo individual e PV50), não havendo diferenças
da cova de plantio (esquerda), detalhe do significativas entre estes tratamentos (RC e
cabeçote (direita). RI) em nenhuma das avaliações (Figura 2)

101
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Figura 3. Evolução do PV50 nos diferentes


tratamentos ao longo dos anos de avaliação.
Os asteriscos acima do gráfico indicam o
grau de significância da análise de variância.
As barras verticais representam o erro
padrão da média.

Figura 2. Volume estocado e incremento Observa-se que no segundo ano os


médio anual (IMA) dos tratamentos aplicados valores de uniformidade atingem seu
ao longo das avaliações. Os asteriscos acima
máximo, tendendo a decair em idades mais
do gráfico indicam o grau de significância
da análise de variância. As barras verticais avançadas do povoamento, Isto parece
representam o erro padrão da média. estar relacionado ao fechamento de copas e
intensificação da competição entre árvores.
No início houve efeito significativo entre No entanto, as taxas de declínio após o
os tratamentos RS e MC, sendo que o pico de uniformidade não foram diferentes
déficit de adubação de base causou uma entre os tratamentos.
redução de 62% no primeiro ano (RC x
RS), já o déficit de preparo de solo casou Conclusões
uma redução de 41% (RC x MC) no O ensaio revelou um acréscimo potencial
mesmo período, no entanto este efeito se de cerca de 30% em produtividade no
dilui, não sendo observado efeito entre os quarto ano em comparação ao sistema
tratamentos RS e MC após o terceiro ano. convencional.
Os valores de uniformidade obedeceram Este novo sistema de preparo de solo
ao mesmo comportamento da em áreas acidentadas (rotree) apresenta
produtividade (altas correlações entre vantagens técnicas, operacionais e
PV50 e IMA, r > 0,99 em todas as idades), ergonômicas em relação ao método
com os tratamentos RC e RI apresentando convencional de preparo de solo
os maiores valores (Figura 3). (motocoveador).
Com a omissão da adubação de base
observaram-se efeitos negativos mais
pronunciados que a restrição de volume

102
Resumos Expandidos

de solo mobilizado no arranque inicial


da floresta, porém sem diferenças
significativas entre os tratamentos RS e
MC na ultima avaliação.
A diferença de estoque entre os tratamentos
foi atribuída principalmente pelas maiores
taxas de crescimento observadas nos
primeiros anos pós-plantio e pela maior
uniformidade de tamanho entre as árvores
nos tratamentos mais produtivos.

Referências
[1]SIDOROWSKI, F. A. Avaliação
do controle de ervas daninhas na
produtividade de clones de rápido
crescimento em diferentes idades na
Aracruz Celulose. 2008. 127 f. Trabalho
acadêmico (Estágio profissionalizante em
Engenharia Florestal) - Escola Superior
de Agricultura “Luiz de Queiroz”,
Universidade de São Paulo, Piracicaba.

[2]HAKAMADA, R. E. Uso do
inventário florestal como ferramenta
de monitoramento da qualidade
silvicultural em povoamentos clonais
de Eucalyptus. 2012. 115 f. Dissertação
(Mestrado em Recursos Florestais) –
Escola Superior de Agricultura “Luiz de
Queiroz”, Universidade de São Paulo,
Piracicaba.

103
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Avaliação e comparação dos sistemas


mecanizado e manual de adubação de
base em plantios de Eucalyptus
ivan Fillietaz Balcão1; Rodrigo Eiji Hakamada2; Guilherme Zaghi Borges
Batistuzzo2; Leonardo Gueli Miranda3; Erico Picinatto Junior4

1
Graduando Eng. Florestal ESALQ/USP (ivanbalcao@hotmail.com); 2 Pesquisa &
Desenvolvimento International Paper do Brasil (rodrigo.hakamada@ipaper.com); 2Pesquisa &
Desenvolvimento International Paper do Brasil (guilherme.batistuzzo@ipaper.com); 3Eng. Florestal;
4
Coordenador de Silvicultura International Paper do Brasil (erico.picinatto@ipaper.com)

Introdução e objetivos mais no Brasil a dificuldade de encontrar


A qualidade da execução das operações mão-de-obra e os custos que essa envolve,
silviculturais é de fundamental importância propiciam o desenvolvimento de sistemas
para uma boa produtividade florestal, pois mecanizados.
assim obtém-se maior homogeneidade na O objetivo desse estudo foi comparar o
disponibilização dos recursos necessários sistema manual com o sistema mecanizado
para o crescimento. [1] de adubação de base quanto à qualidade e
A fertilização desempenha papel o desempenho operacional.
importante no desenvolvimento inicial
e crescimento ao longo do ciclo da Material e métodos
floresta por criar condições favoráveis Os estudos foram desenvolvidos nas áreas
nos atributos químicos do solo para o da International Paper, no município de
desenvolvimento radicular e crescimento Luiz Antônio. Os dois sistemas foram
das mudas. [2] O fósforo, por exemplo, avaliados em áreas de solo arenoso.
que é importante para o arranque inicial A distância ideal do adubo foi estabelecida
das plantas, apresenta baixa mobilidade pela distância mínima que o adubo deve
e alta fixação. Logo, aplicá-lo de forma ficar da muda para que não haja queima das
uniforme e homogênea é necessário, pois raízes e a uma distância onde o adubo fique
essa aplicação afetara o plantio até o final disponível para a planta. Na adubação
do ciclo da floresta. [3] manual, que é realizada em covetas laterais,
A adubação de base é uma operação a distância é de 30 a 35 cm da muda a uma
de baixa CcO (capacidade de campo profundidade de 15 cm (Figura1A). Para
operacional), exigindo assim uma grande a adubação mecanizada, que é realizada
quantidade de mão-de-obra. Cada vez em sulco contínuo por um implemento

104
Resumos Expandidos

específico para adubação de base com Resultados e discussão


controlador eletro-hidráulico (Figura1B), a A avaliação da profundidade recomendada
profundidade ficou estabelecida em 33 cm. de aplicação de adubo mostrou que ambos
os sistemas têm uma boa qualidade, porém
o sistema mecanizado supera o sistema
manual por sua maior uniformidade de
aplicação. Essa atividade tem uma variação
limite de até 10% para mais ou para menos
na profundidade. Na observação dessa
Figura 1. A) Adubação de base manual margem de aceitação é que notamos que
com matraca; B) Implemento específico
o sistema mecanizado tem um desvio
de adubação de base.
padrão da média significativamente menor
do que o desvio padrão do sistema manual,
Para tal avaliação foram realizadas mostrando que o sistema manual acarreta
aberturas no sulco de preparo de solo, em uma menor uniformidade da operação.
onde foi avaliada a qualidade da adubação. (Figura 3 e 4)
A avaliação foi feita em pontos que distam
entre si 50 metros, sendo realizados três
pontos em cada sulco, realizados um
sulco sim e outro não, a cada três sulcos
amostrados inverte-se o sentido da
amostragem (Figura2).
Para a avaliação de desempenho
operacional, foi realizado o estudo de
tempo e movimento tanto para o sistema
mecanizado, quanto para o manual. A fim Figura 3. Profundidade recomendada e
limites de variação na adubação manual.
de utilizar a CcO como dado comparativo.

Figura 2. Caminhamento da amostragem. Figura 4. Profundidade recomendada e


limites de variação na adubação mecanizada.

105
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

A qualidade da adubação de base foi


melhor no sistema mecanizado por
apresentar uma aplicação de adubo mais
uniforme e com menor número de pontos
fora do limite aceitável.
Pelos estudos de tempos e movimentos foi
possível observar que a CcO dos sistemas
não diferem estatisticamente. Esse fato se
deve ao elevado desvio padrão apresentado Figura 5. Capacidade de campo operacional
pelo sistema mecanizado, que apresentou (CcO) dos dois sistemas, manual e mecanizado.
uma média de 0,66 ha.h-1, contra 0,32 ha.h-
1
do sistema manual, mas mesmo assim É necessário ainda realizar a análise
não provou ter uma CcO mais elevada. financeira do sistema mecanizado, para
(Figura 5) justificar a implantação do mesmo na
A CcO dos dois sistemas não apresentou operação.
diferença estatística, porém o sistema
mecanizado apresenta um potencial em Conclusões
aumentar essa CcO, em contra ponto O sistema mecanizado apresentou uma
o sistema manual não apresenta esse uniformidade maior em sua qualidade de
mesmo potencial. É preciso identificar preparo.
os problemas que causam essa grande Mesmo sem diferença estatística na CcO
variação no desempenho para que o dos dois sistemas, o mecanizado mostra,
sistema mecanizado supere o manual em que pode ter a CcO maior se tiver menor
CcO. variação.
Além da qualidade e da CcO, nos dias É necessário reduzir a variação da CcO do
sistema mecanizado.
de hoje, a dificuldade de se obter mão-
de-obra e a ergonomia no trabalho são
questões em pauta. Vale ressaltar que Referências
com a mecanização da operação elevamos [1]TRINDADE, C.; REZENDE, J. L. P.;
nosso colaborador de posto e melhoramos JACOVINE, L. A. G; SARTORIO, M. L.
as condições de trabalho. Ferramentas da qualidade: aplicação na
atividade florestal. Viçosa, MG: Universidade
Federal de Viçosa, 2000. 124 p.

[2]HAKAMADA, R. E.; STAPE,


J. L. Logística das atividades de
silvicultura de precisão na Aracruz

106
Resumos Expandidos

Celulose (Regional de São Mateus-


ES). 2005. Trabalho acadêmico (Estágio
Profissionalizante em Engenharia
Florestal) - Escola Superior de Agricultura
Luis de Queiroz, Universidade de São
Paulo, Piracicaba.

[3]BARROS, N. F.; NOVAIS, R. F.;


NEVES, J. C. L. Fertilização e correção
do solo para o plantio de eucalipto. In:
BARROS, N. F.; NOVAIS R. F. (Ed.).
Relação solo-eucalipto. Viçosa, MG: Ed
da UFV, 1990. p 127–186.

107
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Avaliação econômica de dois projetos


de reflorestamento de Eucalipto para
quatro alternativas de venda da madeira
Luiz Gustavo Catizani Carvalho¹; Harrison Belico Coelho²;
Luiz Carlos Araújo³; José Jhones Matuda4; Ângelo Márcio Pinto Leite5.

¹ Graduando em Engenharia Florestal UFVJM (lgcatizani@florestal.eng.br); ² Graduando em


Engenharia Florestal UFVJM (harrison_belico@hotmail.com); ³ Mestrando em Ciência Florestal
UFVJM (luizzaraujo@hotmail.com); 4 Mestrando em Ciência Florestal UFVJM (jjmatuda@
yahoo.com.br); 5 Prof. Dr. Departamento de Engenharia Florestal UFVJM (ampleite@ig.com.br)

Introdução e objetivos projetos florestais sejam realizados com


Os projetos de análise econômica de base em uma análise econômica que
reflorestamento no Brasil tiveram início explore a variação do capital no tempo.
com a introdução do eucalipto em 1904 [1]. Os agentes econômicos precisam decidir
Conhecer a estrutura de custos, preços, quanto produzir (área), como produzir
taxas de juros, produção presente e futura (manejo) e para qual segmento produzir
(que cada sítio e espécies podem propiciar (energia, celulose, serrados, etc).
ao longo do tempo) é importante para Objetivou-se com esta pesquisa avaliar
que as decisões gerenciais possam ser os custos de produção e a rentabilidade
tomadas de maneira mais eficiente. econômica por meio dos indicadores
Integrando-se as informações sobre as econômicos: Valor Presente Líquido
prognoses de produção de madeira e (VPL), Taxa Interna de Retorno (TIR),
os critérios de análise de investimentos, Valor Anual Equivalente (VAE) e
várias decisões podem ser tomadas, tais Razão Benefício Custo (R/C), de dois
como: o momento de efetuar desbastes, povoamentos de Eucalipto, sendo um
a definição da rotação econômica ótima de alta tecnologia e produção e outro de
por sítio, a detecção de excedente ou baixa, a serem implantados no município
escassez do produto considerado, o estudo de Curvelo, MG.
de casos sobre aquisição ou não de terras
em função da distância de transporte do Material e métodos
produto considerado e inferências sobre A área de plantio definida foi de 250
a utilização dos múltiplos produtos da hectares (ha), com uma densidade
madeira, dentre outras [2].
populacional inicial de 1.666 árvores no
Levando em consideração essas variáveis,
espaçamento 3 x 2 m, para todos os usos
é de fundamental importância que os
da madeira.

108
Resumos Expandidos

O horizonte de planejamento para os para siderurgia, e; venda da madeira para


projetos de produção de carvão vegetal, serraria.
madeira cortada e empilhada e madeira Os valores de venda dos produtos são
em pé foi de 7 anos, efetuando corte apresentados na Tabela 2, assim com
raso da floresta ao sétimo ano. Para os custos por hectare das atividade de
madeira destinada a serraria adotou-se um colheita, transporte e carbonização
horizonte de planejamento de 14 anos, (Tabela 3).
com prescrição de desbaste aos 7 anos na
proporção de 35%, resultando em uma Item Unidade R$/Un.
densidade populacional final de 1080 Madeira em pé m³ 51,47
árvores por hectare. Madeira cortada
m³ 73,53
A Tabela 1 apresenta os dados referentes e empilhada
aos custos de implantação, manutenção, Madeira para serraria m³ 220,59

colheita e transporte, obtidos a partir de Carvão vegetal mdc 103,00

planilhas disponíveis na “home Page” Tabela 2. Valores de venda dos produtos


da CEDAGRO. Dois projetos distintos
foram eleitos para realização das análises
Atividades Proj. P C¹ C²
econômicas, o projeto A, considerado de
Colheita semi A 245,0 6,5 1582,7
alta tecnologia e produtividade esperada
mecanizada B 180,0 6,5 1162,8
de 245 m³/ha, e o B de baixa tecnologia,
A 245,0 15,3 3750,0
produtividade 180 m³/ha. Carbonização
B 180,0 15,3 2754,0
Custo em R$/ha Transporte A 245,0 10,0 2450,0
Ano de
Atividade Projeto Projeto (100 km) B 180,0 10,0 1800,0
ocorrência
A B
Tabela 3. Valores de custos (C¹ - R$/m³; C² -
Implantação 0 3255,33 2463,49
R$/ha) das atividades de colheita, transporte
Manutenção 1 175,25 420,25 e carbonização da madeira dos projetos A e
Manutenção 2 168,5 168,5 B referentes a suas respectivas produtividades
Manutenção 3 161,75 161,75 (P– m³/ha).
Manutenção 4 ao 7 – 14* 159,5 161,75

Tabela 1. Valores de custos dos projetos A e O valor médio da terra na região é de R$


B. * Referente ao horizonte de planejamento 3.000,00/ha, sendo este valor multiplicado
de 14 anos por três taxas de desconto (6% a.a. 9%
a.a. e 12% a.a.) com intuito de obter o
Foram consideradas quatro possibilidades custo anual da terra, cujos valores são
de venda da produção florestal, a saber: apresentados na Tabela 4.
venda da madeira em pé; venda da madeira
cortada; produção e venda de carvão

109
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Taxas de Custo Anual da Terra Alternativa de 6% a.a.


desconto (R$/ha) venda da P
VPL VAE R/ C
6% a.a 180 madeira
9% a.a 270 Cortada e A 1291,9 53,6 1,2

12% a.a 360 empilhada B 159,9 5,8 1,0


A 2358,9 98,8 1,2
Tabela 4. Custo anual da terra de acordo com Carvão
B 932,1 38,4 1,1
cada taxa de juros
A 2382,7 99,8 1,5
Em pé
B 993,1 41,0 1,2
Resultados e discussão A 16232,9 455,6 2,9
Os custos totais nos projetos A e B foram Serraria
calculados para implantação e manutenção B 10784,4 302,4 2,5
do povoamento, sendo estes, em alguns casos Tabela 5. Valores de VPL, VAE e R/C
somados aos custos de colheita, carbonização referentes às alternativas de venda da madeira
e transporte da madeira (Tabela 3) de acordo para os projetos A e B. P = projeto
com o produto final obtido. Desta forma,
os custos de implantação e manutenção,
excluindo o custo anual da terra, totalizaram Com base na TIR (Tabela 6) verificou-se
R$ 4.239,33 e R$ 3.699,24 por hectare viabilidade dos projetos A e B para a taxa
para horizonte de planejamento de 7 anos de desconto de 6% a.a. considerando a
nos projetos A e B, respectivamente. Já, alternativa de venda da madeira cortada e
considerando o horizonte de 14 anos, estes empilhada. Para esta mesma alternativa de
passaram para R$ 5.355,83 no projeto A e R$ uso da madeira nas demais taxas, os projetos
4.831,49 no projeto B. não foram viáveis economicamente.
A diferença de custos entre ambos se deve TIR
Alternativa de
principalmente a menor quantidade de venda da P 6% 9% 12%
fertilizante e calcário aplicados ao projeto B madeira a.a. a.a. a.a.
na fase de implantação (ano 0); e aplicação Cortada e A 0,1022 0,0856 0,0692
de herbicida e fosfato natural apenas no empilhada B 0,0667 0,0458 0,0255
projeto A, nesta mesma fase. Outra diferença A 0,1314 0,1157 0,1002
Carvão
marcante é o fato de que, por apresentar B 0,0962 0,0765 0,0572
uma expectativa de produtividade menor, os A 0,1320 0,1178 0,1040
custos com transporte e colheita da madeira, Em pé
B 0,0984 0,0809 0,0640
no projeto B são menores. A 0,1814 0,1729 0,1648
Os valores de VPL, VAE e R/C atualizados Serraria
B 0,1634 0,1531 0,1434
pelas taxas de desconto de 6, 9 e 12% a.a.
referentes às alternativas de venda da madeira Tabela 6. Valores de TIR referentes às
nos dois projetos avaliados são apresentados alternativas de venda da madeira para os
dois projetos (P) avaliados
no Tabela 5.

110
Resumos Expandidos

Conclusões
Dos dois projetos avaliados, o A foi o que
apresentou melhor resultado em todas
as situações. Quanto ao destino final do
povoamento, a madeira para serraria foi
à opção que apresentou maior viabilidade
econômica em todas as situações
estudadas, proporcionando um maior lucro
para o produtor. Considerando apenas
o horizonte de planejamento de 7 anos a
melhor alternativa foi a opção de venda da
madeira em pé, seguido de carvão vegetal e
madeira cortada e empilhada. O alto valor
de compra da terra na região de estudo,
afetou significativamente a lucratividade
dos projetos, devendo este ser um fator
preponderante na análise financeira de
investimentos florestais.

Referências
[1]FLORESTA BRASIL. As florestas
brasileiras. Disponível em: <http://www.
florestabrasil.com.br/florplant.htm>.
Acesso em: 25 jul. 2001.

[2]SCOLFORO, J. R. S. O sistema
PISAPRO. Lavras: FAEPE/UFLA, 1997.
99 p.

111
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Balanço energético na implantação de


Eucalipto
Ezer Dias de Oliveira Júnior1 Lucio B. Kroll²

¹ Docente Fatec-CB (ezer.junior@fatec.sp.gov.br)


² Docente aposentado Unesp Botucatu (lbkroll@hotmail.com)

Introdução e objetivos pode ser otimizado se considerada a


O total de energia necessária para produtividade energética do povoamento
realização da implantação será florestal em função do espaçamento e da
diretamente proporcional ao número de espécie cultivada. Segundo Brito (1983), o
operações envolvidas, considerando-se o maior potencial de produção energética foi
desempenho e capacidade das máquinas do Eucalyptus urophylla no arranjo de 1,5 x
nas diversas operações. 2,0m com cerca de 322GJ.ha-1.ano-1.
Suiter Filho et al. (1982) computaram Börjesson (1996) estimou o consumo
os dados de consumo de energia na médio dos combustíveis fósseis de acordo
implantação de floresta de eucalipto para com a demanda tecnológica e o custo
produção de carvão vegetal e concluíram energético da produção de biomassa para
que o balanço de energia era positivo, as os anos de 1996 e 2015. O resultado da
operações de transplante de mudas e a produtividade energética líquida em 1996
condução do povoamento tiveram um para a floresta de Salix foi de 172 GJ.ha-1.
consumo médio de 4.138 MJ.ha-1, cerca de ano-1, cerca de 21 vezes a energia investida.
8% do total da atividade. Na estimativa para o ano de 2015 essa
Segundo Helsel (1993), os agroquímicos produtividade seria 322 GJ.ha-1.ano-1,
representam um grande dispêndio cerca de 36 mais que o investido na fase
energético na fase de condução de silvicultural. Pela análise de sensibilidade,
uma cultura, pois mesmo aplicados em o autor concluiu que a produtividade
pequena quantidade em termos absolutos, energética líquida é diretamente
relativamente há mais energia agregada por proporcional aos ganhos de produtividade
esse insumo do que em qualquer outro. Em da floresta e indiferente ao investimento
média os agroquímicos requerem de 4 a 5 energético nos insumos. Nesses últimos,
vezes mais energia por unidade de massa a alteração em 50% da entrada de energia
para serem produzidos, se comparado aos alterou apenas de 3 a 4% da produtividade
fertilizantes nitrogenados. energética líquida da cultura.
De acordo com Brito et al. (1979), o O objetivo principal deste trabalho foi
balanço de energia na fase silvicultura analisar o consumo de energia investida

112
Resumos Expandidos

na atividade de implantação e também atividades de implantação e condução


identificar os fatores de maior influência foram consideradas além de operações
em cada operação em relação às demais mecanizadas, também algumas manuais,
atividades silviculturais comparado ao sendo os dados expressos em unidades
potencial energético existente na madeira de energia por hectare. As conversões
produzida no final da rotação. energéticas foram feitas pelo método
matemático de equações conforme a
Material e métodos metodologia utilizada por Sartori & Basta
Tratores e máquinas foram considerados (1999). Buscou-se com isso validar para o
como produtos manufaturados, que setor florestal, a eficácia da metodologia
tiveram um consumo de energia para recomendada pelos autores.
serem construídos, e ao contabilizá-los
foram considerados as horas gastas e a Resultados e discussão
massa do trator utilizado na operação. As Os dados utilizados para os cálculos
atividades silviculturais foram agrupadas de dispêndio energético das operações
em três etapas, sendo: em cada atividade são apresentados na
a) Preparo do solo: A operação realizada Tabela 1, conforme a característica de
com trator de pneus (TP) no preparo cada operação, desempenho e consumo de
e correção do solo, compreendendo insumos.
também as operações manuais de controle
Emo Ema Ecomb TOTAL
de pragas com utilização de dosador e Atividades (MJ. (MJ. (MJ. Einsumo (MJ. (%)
(MJ.ha )
-1

auxílio de trator com carreta, utilizada para ha ) ha ) ha )


-1 -1 -1
ha )
-1

reabastecimento de corretivos. Preparo


solo
do
21,3 20,9 791,0 5180,9 6014,1 33,4

b) Transplante: considerou-se a operação Transplante 56,5 118,8 4154,4 2321,7 6651,4 37,0
de transplante das mudas com utilização Condução/
24,0 35,6 1361,4 3909,2 5330,2 29,6
do implemento transplantador de linha cultivo
Total 101,9 175,3 6306,8 11411,7 17995,6 100
simples acoplado ao trator de pneus,
auxiliado por conjunto trator mais carreta, Tabela 1. Descrição, consumo e desempenho
no reabastecimento das mudas. das operações na atividade silvicultural. Emo =
entradas de energia pela mão de obra Ema =
c) Condução: foram consideradas as
entradas de energia pelas máquinas Ecomb =
operações na manutenção de aceiros, entradas de energia pelo uso de diesel Einsumo =
na capina química, nas adubações de entradas de energia pelo uso de insumos
cobertura e capinas ao longo dos anos até
o corte.
O resultado final de 18 GJ.ha-¹ representou
Os cálculos de conversão foram feitos
um investimento médio de 2570,8MJ.
classificando-se o fluxo das entradas de
ha-1.ano-1 na fase silvicultural. O maior
energia direta e energia indireta. Para as
investimento energético foi na atividade

113
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

de transplante, dado pela produtividade Referências


do conjunto trator – implemento e a de BBORJESSON, P. Energy analysis of
menor investimento foi a atividade de biomass produtcion and transpotation.
condução. Biomas and Bioenergy, v. 11, n. 4, p.
Se consideradas as formas de energia 305–318, 1996.
média investida nas atividades de
silvicultura, verificou-se que a mão de BRITO, J. O.; BARRICHELO, L. E.
obra representou a menor participação G.; COUTO, H. T. Z.; FAZZIO, E. C.
no dispêndio de energia, 0,6% do total, a M.; CORRADINI, L.; CARRARA, M.
depreciação energética das máquinas 1,0%, A.; MIGLIORINI, A. J. Avaliação das
o combustível cerca de 35,0% e os insumos características dos resíduos de exploração
(fertilizantes, herbicidas e formicidas), a florestal do eucalipto. IPEF, Piracicaba, n.
grande parte, com 63,4%. Considerando- 62, p. 1-8, ago. 1979.
se a energia agregada pelas mudas como
item insumo, estas representaram 60,6% BRITO, J. O. Produtividade energética das
do consumo energético na sua etapa. populações de Eucalyptus aos 2,5 anos
O potencial energético dessa floresta, ou de idade implantadas em Jupiá / MS. In:
seja, a energia contida na biomassa é cerca SIMPÓSIO ENERGIA DA BIOMASSA
de 996GJ (Brito, 1983), assim tem-se um FLORESTAL, São Paulo, 1983. Anais...
balanço positivo 55 vezes maior entre a São Paulo: CESP, 1983. p. 94–100.
energia investida na fase silvicultural se Relatório Final.
comparada à produzida ao final.
A maior demanda de energia se dá pelos HELSEL, Z. R. Energy and alternatives
insumos provenientes da matriz fóssil, for fertilizer and pesticide use. 1993.
tais como fertilizantes e agroquímicos. Disponível em: <http://www.sarep.
A produtividade das máquinas também ucdavis.edu/NEWSLTR/v5n5/sa-12.
é importante na redução da intensidade htm>. Acesso em: 21 out. 2003.
energética na atividade, associada ao
consumo de diesel.

Conclusões
Pode-se supor que o investimento
tecnológico em máquinas e insumos será
a forma mais racional de se atingir as boas
práticas de investimento energético nos
reflorestamentos para o abastecimento da
madeira com fins industriais.

114
Resumos Expandidos

Biomassa de Eucalipto em diferentes


espaçamentos de plantio no Sudoeste
Goiano
Robson Schaff Corrêa¹; Eduardo Morais Vieira²; Alexandre Burgo Castilho²;
Nikerson Guimarães de Lima²; Allyne Ferreira Santos²

¹ Engenheiro Florestal, Prof. Dr. do Curso de Engenharia Florestal,


Universidade Federal de Goiás – Câmpus Jataí (schaffcorrea@ufg.br);
² Graduando, Curso de Engenharia Florestal, UFG – CAJ (eduardomoraisvieira@hotmail.com)
(alexandreburgo.castilho@gmail.com) (nikersonlima@hotmail.com)
(ferreirasantos.ninacdf.allyne@gmail.com)

Introdução e objetivos Material e métodos


O eucalipto produz grande quantidade de O experimento foi conduzido em uma
biomassa, devido à sua elevada adaptação área Experimental do curso de Engenharia
ao clima e às condições encontradas no Florestal da Universidade Federal de
Brasil, de maneira geral. Contudo, as Goiás, localizado no município de Jataí,
plantas apresentam características quanto inserido na região sudoeste do Estado de
à sua adaptação aos distintos ambientes, Goiás, com altitude de 621 metros, em um
sob a influência de diversos fatores na Plintossolo. A espécie utilizada para estudo
produtividade, tais como pluviosidade, foi o híbrido E. camaldulensis x E. grandis.
temperatura, umidade, classes de solo, Conforme a classificação climática de
tecnologia do produtor, espécie e, Köppen, o clima da região é classificado
recentemente, em plantios clonais, o como Awa, tropical de savana,
genótipo também tem influenciado a mesotérmico, com chuva no verão e seca
produtividade florestal [1], além dos no inverno. A precipitação média anual é
tratamentos silviculturais adotados para de 1645 mm e a temperatura média anual
espécie, como a adubação, espaçamento, de 23,7 ºC.
poda, desbaste, entre outros. Os cinco tratamentos aplicados seguiram
O objetivo do presente estudo foi verificar o delineamento inteiramente casualizado,
a influência do espaçamento de plantio na com três repetições, obtendo-se um
produção de biomassa do tronco (madeira número total de 15 parcelas. Os tratamentos
+ casca) por área e para árvores individuais aplicados foram os espaçamentos de 3 m x
para um híbrido de Eucalyptus grandis x 1 m, 3 m x 2 m, 3 m x 3 m, 4 m x 3 m e 4
Eucalyptus camaldulensis aos 12 meses de m x 4 m.
idade, em Jataí-GO. Aos doze meses de idade, excluindo-se uma
linha externa utilizada como bordadura,

115
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

cada parcela teve as plantas internas do compartimento de cada árvore pelo


mensuradas para verificação do diâmetro número de árvores em um hectare, que
à 1,3 metros da superfície (DAP) e da variou de acordo com o espaçamento
altura total (HT). Nessa mesma idade adotado e a mortalidade ocorrida em cada
foi avaliada a produção de biomassa do parcela.
compartimento tronco em cada parcela, Foi realizado o teste de análise de variância
utilizando-se uma árvore pertencente à (ANOVA) ao nível de 5% de significância
mesma classe diamétrica da árvore de para verificar a existência de diferença entre
diâmetromédio de cada parcela, conforme os tratamentos avaliados. Na comprovação
o método de Sturges [2]. da diferença foram realizados ajustes de
O método de determinação de biomassa
equações lineares de primeiro grau, em
do tronco foi o direto ou destrutivo, no
que a densidade de plantio de cada parcela
qual as árvores foram abatidas ao nível do
foi considerada variável independente
solo. Quantificou-se a massa fresca total
e a produção de biomassa a variável
em balança de carga, com capacidade de
dependente. Nos modelos foi verificado
até 15 kg, com posterior amostragem do
o coeficiente de determinação (R²) e a
mesmo.
análise da significância dos coeficientes
A amostragem consistiu em um disco de
cerca de 10 cm de comprimento retirado dos termos das regressões.
na metade da altura total das árvores. As análises estatísticas foram realizadas
Posteriormente, a massa fresca das com o auxílio do programa estatístico
amostras foi aferida, com auxílio de uma SAS, com verificação da normalidade da
balança de precisão de 0,01 g, e em seguida distribuição dos resíduos pelo teste de
foram submetidas à secagem em estufa Shapiro-Wilk, homogeneidade da variância
com renovação e circulação forçada de ar pelo teste de White e independência dos
a 65 ºC, até obtenção de massa constante. resíduos pela estatística de Durbin-Watson
A massa seca total do compartimento [3]. No caso de não atendimento dos
tronco (madeira + casca) de cada árvore, pressupostos do modelo, foi realizada
ou seja, a biomassa individual de tronco de transformação logarítmica da variável
cada árvore, foi estimada pela relação: dependente para ajuste dos dados.
MST = (MFT x MSA) / MFA Os coeficientes gerados na regressão, assim
Em que: MST=massa seca total (kg); como o teste de Shapiro-Wilk e White,
MFT=massa fresca total (kg); MFA=massa foram analisados ao nível de significância
fresca da amostra (g); MSA=massa seca da de 5%. Enquanto que o teste de Durbin-
amostra (g). Watson foi analisado conforme [3].
A biomassa do compartimento tronco
das árvores, por unidade de área, foi
determinada multiplicando a biomassa

116
Resumos Expandidos

Resultados e discussão densidade de plantio na produção de


A distribuição da biomassa do tronco, plantações florestais. Dentre esses
por hectare, variou com o espaçamento, trabalhos vale ressaltar os desenvolvidos
ou seja, com a densidade de plantas por por [4], trabalhando com E. camaldulensis
hectare (Figura 1). aos 52 meses, [5], trabalhando com E.
camaldulensis com 20 meses de idade, e [6],
avaliando o mesmo híbrido deste trabalho,
E. grandis x E. camaldulensis, com 24 meses
de idade.
Os valores da produção de biomassa
do tronco, por árvore individual, não
apresentaram diferença estatística
significativa entre os tratamentos avaliados
(p > 0,05), indicando que os espaçamentos
de plantio não influenciaram a produção
de biomassa das plantas individualmente.
Obteve-se uma produção média de
Figura 1. Equação ajustada para estimar
a biomassa do tronco (madeira + casca) biomassa do tronco correspondente a 4,19
em plantio de E. grandis x E. camaldulensis kg árvore-1.
aos 12 meses de idade e sob diferentes Contudo, esses resultados não possibilitam
espaçamentos de plantio, no município de indicar o espaçamento de maior produção
Jataí-GO.
de biomassa do tronco das árvores, em
razão da avaliação ter sido realizada na fase
A produção de biomassa do tronco das inicial de desenvolvimento das árvores,
árvores, por unidade de área, variou de as quais possivelmente apresentaram-se
2,80 Mg ha-1 à 15,53 Mg ha-1, aumentando em baixa competição nos espaçamentos
de acordo com a redução do espaçamento mais adensados e ainda não ocuparam
entre as plantas. A maior produção de a área disponível para crescimento nos
biomassa do tronco, por unidade de área, espaçamentos mais amplos.
foi obtida nos menores espaçamentos,
sendo que o espaçamento 3 m x 1 m Conclusões
obteve maiores resultados, principalmente O espaçamento de plantio influencia a
em virtude da maior quantidade de árvores produção de biomassa do tronco, por
nesse tratamento em relação aos demais. unidade de área, de
Esses resultados são corroborados por E. grandis x E. camaldulensis, aos 12 meses
uma série de autores que têm desenvolvido de idade. O espaçamento 3 m x 1 m é o
trabalhos a respeito da influência da mais indicado para o estabelecimento dessa

117
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

espécie na região de estudo, em função da adubação e ao espaçamento. Revista


obtenção de maiores produtividades de Árvore, Viçosa, MG, v. 27, n. 1, p. 15-23,
biomassa do tronco, por unidade de área, 2003.
aos 12 meses de idade.
Recomenda-se a continuidade do estudo [6]MÜLLER, M. D.; COUTO, L.; LEITE,
para obtenção de resultados e conclusões H. G.; BRITO, J, O. Avaliação de um clone
em idades mais avançadas. de eucalipto estabelecido em diferentes
densidades de plantio para produção de
Referências biomassa e energia. Biomassa & Energia,
[1]BENATTI, B. P. Compartimentalização Viçosa, MG, v. 2, n. 3, p. 177-186, 2005.
de biomassa e de nutrientes em
estruturas de plantas de eucalipto
cultivadas em solos distintos. 2010. 114
f. Dissertação (Mestrado em Ciência do
Solo) – Universidade Federal de Lavras,
Lavras.

[2]FINGER, C. A. G. Fundamentos de
biometria florestal. Santa Maria, RS:
UFSM/CEPEF/FATEC, 1992. 269 p.

[3]SCHNEIDER, P. R.; SCHNEIDER,


P. S. P.; SOUZA, C. A. M. Análise de
regressão aplicada à engenharia
florestal. Santa Maria, RS: FACOS, 2009.
294 p.

[4]LELES, P. S. S.; REIS, G. G.; REIS, M. G.


F.; MORAIS, E. J. Crescimento, produção
e alocação de matéria seca de Eucalyptus
camaldulensis e E. pellita sob diferentes
espaçamentos na região do cerrado, MG.
Scientia Florestalis, Piracicaba, n. 59, p.
77-87, 2001.
[5]OLIVEIRA NETO, S. N.; REIS, G. G.;
REIS, M. G. F.; NEVES, J. C. L. Produção
e distribuição de biomassa em Eucalyptus
camaldulensis Dehn. em resposta à

118
Resumos Expandidos

Brotação e enraizamento de clones de


Eucalyptus spp. à coletas sucessivas de
miniestacas em minijardim clonal
Anderson Marcos de Souza1; Lucas Henrique Morais Ferreira2

1
Prof. Dr. Departamento de Engenharia Florestal UnB/FT (andersonmarcos@unb.br);
2
Graduando Engenharia Florestal UnB/FT (lucashenriquemf@gmail.com)

Introdução e objetivos grandis), GG100 (Eucalyptus urophylla),


O minijardim clonal pode ser manejado isto por serem considerados os melhores
e mantido sob diferentes condições, clones do viveiro.
independentemente de como manejado, O experimento foi implantado no
as minicepas são submetidas a sucessivas delineamento inteiramente casualizado
coletas de brotações e isto por sua vez (DIC), em esquema fatorial (4 x 2), com
quatro dias de coleta das miniestacas na
pode afetar diretamente o enraizamento.
semana (2ª, 3ª, 4ª e 5ª feira) e em duas
A qualidade final das mudas clonais de
condições as minicepas (sol e sombra), em
eucalipto está diretamente relacionada
sete repetições com dez plantas cada. As
com o manejo do minijardim clonal
avaliações foram realizadas aos 45 dias de
(sombreamento, irrigações deficitárias
sombreamento, sendo número de brotos/
ou em excesso, nutrição inadequada e minicepa, comprimento radicular, número
competição com ervas daninhas) e de raízes e peso seco das raízes.
padrão de brotos produzidos (MÔNICO,
2012; LOPES, 2008). Neste sentido, o Resultados e discussão
objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito Na interação entre os dois fatores para o clone
das coletas sucessivas de brotações em I144 foi observada diferença significativa
minicepas sobre a produção de miniestacas apenas na variável comprimento radicular
em condição de sol e sombra, bem como (Figura 1).
na resposta ao enraizamento.

Material e métodos
O estudo foi realizado no viveiro
florestal da empresa Viaverde Florestal no
município de Abadiânia – GO (16º12’31”S
48º44’26”W). Para a condução do estudo
foram selecionados dois clones I144
(híbridos de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus Figura 1. Valores médios do comprimento do
radicular para o clone I44.

119
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Tanto na condição de sol quanto de


sombra, a média da variável comprimento
de raiz do primeiro dia de coleta foi
significativamente maior em relação
aos demais dias. Comparando as duas
condições, a condição de pleno sol foi
significativamente mais favorável ao
comprimento radicular das miniestacas
proveniente do quarto dia de coleta,
Figura 2. Valores médios do comprimento
e numericamente maior no segundo e
radicular, número de raízes e peso seco para o
terceiro dia. A condição de sombra foi clone GG100.
significativamente mais favorável para as
miniestacas provenientes do primeiro dia
Para variável comprimento radicular, em
de coleta.
condição de pleno sol, a média do quarto
Para o clone GG100 diferença significativa
dia foi significativamente maior que as
foi encontrada na interação dos dois
demais. Analisando-se a condição sombra,
fatores em três variáveis (Figura 2).
a média de comprimento radicular de
brotos provenientes do primeiro dia de
coleta foi significativamente superior à do
segundo dia de coleta, que, por sua vez,
foi superior ao do terceiro e do quarto dia.
Ainda em relação à variável comprimento
radicular, comparando-se as duas
condições (pleno sol e sombra), verifica-
se que a condição de sombra apresentou,
numericamente, maiores médias em três
dos quatro dias de coleta, sendo esta
diferença significativa nos dois primeiros
dias de coleta. No quarto dia, a diferença
foi significativamente maior na condição
de pleno sol. Já na variável número de
raízes, a interação entre os fatores mostra
que, na condição de pleno sol, não houve
diferença significativa das médias de
raízes provenientes de miniestacas da
primeira e segunda coleta. Estas médias
foram superiores à média do terceiro

120
Resumos Expandidos

dia, sendo estas superiores às do quarto intervalo entre os dias de coleta de


dia. Analisando-se a condição de pleno minicepas no minijardim clonal, o que
sombreamento, observa-se que a média do permitirá manter uma maior produção de
primeiro dia foi significativamente superior miniestacas por minicepas e um melhor
às demais. As médias do segundo e quarto enraizamento das mesmas.
dias não apresentaram diferença estatística
entre si, mas foram significativamente Referências
maiores que as do terceiro dia.
LOPES, J. L. W. Qualidade de mudas
Fazendo-se a comparação entre as médias
clonais do híbrido de Eucalyptus
nas duas condições, verifica-se que o
grandis vs. Eucalyptus urophylla,
número médio de raízes de miniestacas
submetidas a diferentes regimes
advindas da primeira coleta não apresentou
hídricos. 2008. Tese (Doutorado em
diferença significativa entre a condição
Agronomia) - Universidade do Estado de
de pleno sol e de sombreamento. Já as
São Paulo, Botucatu, SP.
médias da segunda e terceira coletas são
significativamente maiores na condição
de sombra, enquanto que as miniestacas MÔNICO, A. C.; Silva, C. R. R. Minijardim
oriundas da coleta do quarto dia clonal: o princípio da cadeia produtiva da
apresentaram, em média, maior número de madeira. Revista da Madeira, São Paulo,
raízes na condição de pleno sol. n. 133, dez. 2012.
O comportamento da variável peso seco
é semelhante ao das duas outras variáveis
analisadas.

Conclusões
A coleta de miniestacas nas minicepas
deve ser realizada respeitando um
intervalo de dias de uma coleta para outra,
evitando-se a coleta em dias consecutivos,
independente das minicepas estarem sobre
sombreamento ou não;
Tanto a produção de brotos e/ou
minicepas, quanto o enraizamento foram
influenciados e apresentaram perdas em
decorrência da coleta miniestacas em dias
consecutivos;
Recomenda-se para o período chuvoso
ao invés do sombreamento, um maior

121
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Caracterização morfológica de uma


anomalia em mudas de
Eucalyptus grandis
Paola Mazza Revolti1; Celso Luis Marino2; Shinitiro Oda3;
Tatiane Maria Rodrigues4; Kleber Alexandre Campos5

Pós-Graduanda Gen . Vegetal IBB/UNESP (paolamrevolti@yahoo.com.br); 2Prof.


1

Dr. Departamento de Genética IBB/UNESP ; 3Cia. Suzano Papel e Celulose; 4Prof.


Dr. Departamento de Botânica IBB/UNESP; 5Assistente de Suporte Acadêmico II,
Departamento de Botânica IBB/UNESP

Introdução e objetivos segregação mendeliana 3:1 na progênie


De ocorrência natural na Austrália, o [6]. As plântulas anômalas, que morriam
gênero Eucalyptus possui uma ampla em poucos meses, são caracterizadas por
diversidade de espécies, variedades e superbrotamento caulinar, redução de
híbridos (mais de 900) [1, 2, 3]. Por altura, redução drástica da área foliar e
apresentar determinadas características alteração na forma do limbo da folha.
vantajosas para sua introdução e Desde então o CAGEM (Centro de Análises
manutenção, como crescimento rápido, Genéticas e Moleculares) vem estudando
alta produtividade, ampla diversidade as causas genéticas de tal anomalia. Por
de espécies, grande capacidade de estas razões o objetivo desse trabalho foi
adaptação, Eucalyptus tornou-se o gênero a caracterização morfoanatômica de dois
mais amplamente utilizado em plantios materiais (normal e anômalo), procurando
florestais no Brasil e no mundo [3, 4]. por padrões diferenciados nos mutantes.
Técnicas de melhoramento genético
florestal têm sido usadas com o intuito Material e métodos
de aumentar a produtividade, introduzir Foram utilizadas 40 plântulas (20 normais
características desejáveis para o mercado e 20 anômalas) obtidas por cruzamento
e reduzir impactos ambientais [5]. controlado de Eucalyptus grandis (indivíduos
São evidentes as perdas na produção G07 e G26), cedidas pelo programa de
de mudas e atrasos em programas de melhoramento florestal da empresa Suzano
melhoramento causados pelos efeitos Papel e Celulose. Para a análise morfológica
negativos de alelos recessivos deletérios. cinco parâmetros foram avaliados: altura
Ao realizar um cruzamento controlado de das plântulas, diâmetro da base do caule,
Eucalyptus grandis, a empresa Suzano Papel área foliar, formato da folha e número de
e Celulose detectou uma anomalia com ramificações laterais caulinares.

122
Resumos Expandidos

Para os estudos anatômicos, o material foi controlada por um gene recessivo de


fixado em FAA 50 (formaldeído, ácido efeito principal, ocorrendo uma interação
acético e álcool etílico) por 24 horas, sendo tipo pleiotropia. Podemos identificar
transferido para álcool 70% [7] onde as seguintes características: redução do
permaneceu estocado até o processamento. volume da raiz (Figura 1 A), presença de
Este material foi desidratado em série ramificações laterais caulinares e redução
etílica [8], e emblocado em resina sintética na altura da planta (Figura 1 B), redução
glicol metacrilato, segundo métodos da área foliar e alterações no formato do
usuais. Os blocos foram seccionados em limbo foliar (Figura 1 C).
micrótomo rotativo semi-automático e os
cortes (5µm) foram corados com azul de
toluidina 0,05% em tampão acetato, ph
4,3 [9]. As lâminas foram montadas com
Entelan e analisadas ao microscópio de luz
Leica DMLS, com câmera acoplada.
Microscopia eletrônica de varredura
(MEV) foi realizada no Centro de
Microscopia Eletrônica (CME), localizado Figura 1. (A) Raiz de planta normal (abaixo)
no IBB/UNESP. O material foi fixado e anômala (acima) e seu corte transversal;
(B) Parte aérea de planta normal (esquerda)
em glutaraldeido 2,5% em tampão fosfato e anômala (direita) e corte transversal; (C)
0,1M, ph 7,3 [10]. Após 24 horas os Folha normal (esquerda) e anômala (direita)
fragmentos foram lavados em tampão e corte transversal.
fosfato 0,1M, e pós-fixados em tetróxido
de ósmio a 1% em tampão fosfato, por Na análise anatômica torna-se evidente
um período de 2 horas [10]. A seguir, o a diferença da área total entre todos os
material foi submetido à desidratação materiais. Nos cortes transversais da raiz
em série etílica crescente e à secagem em observamos uma área de 16568655,09µm²
ponto crítico. Após metalização com ouro na planta normal e 316705,55µm² na
[10], as amostras foram observadas em planta anômala. Outra característica que
microscópio eletrônico de varredura FEi chama a atenção é a largura dos elementos
Quanta. de vasos, sendo a média de 24µm na planta
normal e 32,5µm na anômala. Nos cortes
Resultados e discussão transversais do caule a área observada foi
As plantas anômalas apareceram na de 7965648,63µm² na planta normal e de
progênie em uma proporção mendeliana 203740,5µm² na anômala, no entanto as
de 3:1 (8360 normais : 2880 anômalas), médias da largura dos elementos de vasos
sugerindo que essa característica seja se invertem, sendo de 17µm na planta

123
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

normal e de 5,5µm na anômala. Nos cortes Referências


transversais da folha, o comprimento do [1]BOLAND, D. J.; BROOKER, M. I.
limbo foliar da nervura principal até o H.; CHIPPENDALE, G. M.; HALL, N.;
bordo do limbo da planta normal foi de HYLAND, B. P. M.; JOHNSTON, R. D.;
6817,57µm, e na anômala de 3253,72µm; as KLEINIG, D. A.; McDONALD, M. W.;
médias da largura dos elementos de vasos TURNER, J. D. Forest trees of Australia.
também foram maior na planta normal, Melbourne: CSIRO, 2006. 736 p.
19µm, do que na anômala, 7,20µm.
[2]BROOKER, M. I. H.; KLEINIG, D.
A. Field guide to Eucalyptus. 2nd ed.
Conclusões Melbourne, Australia: Bloomings Books,
Morfologicamente, além da área foliar
2004. v. 3.
reduzida, as plantas anormais apresentaram
folhas lanceoladas e borda ondulada. Nas
[3]GRATTAPAGLIA, D.; KIRST, M.
plantas normais, são ovaladas e de borda
Eucalyptus applied genomics: from
lisa.
gene sequences to breeding tools. New
Em geral, mudas em viveiro de
Phytologist, v. 179, p. 911-929, 2008.
eucalipto possuem um único caule após
a germinação, assim como as plantas
[4]MORA, A. L.; GARCIA, C. H. A
normais apresentaram, no entanto as
cultura do eucalipto no Brasil. São
anômalas possuíam ramificações laterais,
Paulo: Sociedade Brasileira de Silvicultura,
em um número variável de 2 a 13.
2000. p. 112.
Parece que o sistema condutor se
desenvolve menos na parte aérea
[5]GOLLE, D. P.; REINIGER, L. R.
(caule e folhas) de plantas anômalas
S.; CURTI, A. R.; BEVILACQUA, C.
em comparação com as normais. Na
B. Forestry improvement: emphasis on
raiz, ocorre o inverso. A identificação
biotechnology application. Ciência Rural,
dos alelos recessivos deletérios e,
Santa Maria, RS, v. 39, n. 5, p. 1606-1613,
consequentemente, a eliminação de
2009.
genótipos com alelos desfavoráveis nos
programas de melhoramento evita danos
[6]TAMBARUSSI, E. V. Associação de
na produção, por isso trabalhos com
marcador RAPD e desenvolvimento
mudas ainda em viveiro envolvendo tanto
de marcador SCAR para um tipo de
a genética como a morfologia e anatomia,
anomalia de viveiro em Eucalyptus
são de fundamental importância para
grandis. 2006. 31 f. Monografia
aumento de produtividade, introdução de
(Bacharelado em Engenharia Florestal) –
características desejáveis para o mercado e
Universidade Estadual Paulista “Júlio de
redução de impactos ambientais.
Mesquita Filho”, Botucatu.

124
Resumos Expandidos

[7]JENSEN, W. A. Botanical
histochemistry: principles and pratice.
San Francisco: W. H. Freeman, 1962.

[8]JOHANSEN, D. A. Plant
microtechnique. New York: Mc Graw-
Hill, 1940.

[9]O’BRIEN, T. P.; FEDER. M.;


McCULLY, M. E. Polychromatic staining
of plant cell walls by toluidine blue O.
Protoplasma, v. 59, n. 2, p. 368-373, 1964.

[10]ROBARBS, A.W. An introduction


to techniques for scanning electron
microscopy of plant cells. In: HALL,
J. L. (Ed.). Electron microscopy and
cytochemistry of plant cells. New York:
Elsevier, 1978.
t

125
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Classes de dominância de povoamentos


de Tectona grandis l.f. na idade
pré-desbaste
Viviann Maciel da Silva Alves1; Sidney Fernando Caldeira2; Diego Tyszka
Martinez2; Bruna Cristina Almeida1; Joamir Barbosa Filho1.

¹ Mestranda (o), Programa de Pós Graduação em Ciências Florestais e Ambientais (UFMT/


FENF) (viviann.maciel@gmail.com; brunacrisal@gmail.com; joamirbf@hotmail.com);
²Professor Doutor da Faculdade de Engenharia Florestal (UFMT/FENF)
(sidcal@gmail.com; diegotyszka@hotmail.com).

Introdução e objetivos objetivo do presente trabalho foi comparar


Em uma floresta, a estrutura trata da a distribuição dos indivíduos em classes
distribuição das árvores no espaço de dominância em dois povoamentos
e nas diferentes classes de tamanho de Tectona grandis L.f. (teca) na idade pré-
[1]. A estrutura varia de acordo com desbaste.
desenvolvimento da floresta, e a
competição entre as árvores por espaço, Material e métodos
ar, luz, umidade e nutrientes resulta Aos cinco anos de idade, foram
em diferenças de crescimento entre os medidos o DAP das árvores de parcelas
indivíduos. permanentes (PP) de 900 m² (15 m x
A estrutura da floresta se divide em vertical 60 m) em dois povoamentos de teca,
e horizontal. A estrutura vertical é a
plantados no espaçamento 3,0 m x 3,0
distribuição do número de indivíduos nos
m,. O povoamento 1 está localizado em
diferentes estratos [2,3,4] e a horizontal é
Nossa Senhora do Livramento com 23
importante para compreensão do estádio
PP, enquanto o povoamento 2 com 22
de desenvolvimento da floresta e é obtida
PP localiza-se em São José dos Quatro
pela densidade, frequência, dominância,
Marcos, no Estado de Mato Grosso.
valores de cobertura, importância e
Inicialmente, os valores médios de DAP e
distribuição diamétrica [5].
Para a estrutura vertical de uma floresta densidade das parcelas foram submetidos
plantada homogênea e equiânea, os ao teste T, 5% de significância, para
indivíduos podem ser agrupados em verificar se havia diferença entre os
classes de dominância e existem critérios povoamentos.
para essa classificação, como o de Foi calculada a média do DAP (DĀP)
Hosokawa e Souza (1987) [6]. e o respectivo desvio padrão (Sn -1) de
Como a classe de dominância é um critério cada parcela e, a partir daí, pela soma ou
para selecionar indivíduos ao desbaste, o subtração de um ou dois valores do desvio

126
Resumos Expandidos

padrão, foram estabelecidos os limites dos CD 16,3 150 16,8 104


intervalos para as classes de dominância
D 18,4 9 17,4 10
(Tabela 1), segundo os critérios de
MÉDIA 13,93 1058 14,01 992
Hosokawa e Souza (1987). A seguir cada
árvore foi classificada quanto à dominância Tabela 2. Diâmetro médio (DĀP, em cm)
e densidade (N, em árvores.ha-1) das classes
comparando o valor do seu DAP (DAPi)
de dominância dos povoamentos de Tectona
com os intervalos (Tabela 1). As árvores grandis.
de cada classe foram agrupadas e calculadas
as médias de DAP e a densidade. Ainda foi
A distribuição dos indivíduos nas classes
calculada a distribuição média por classe
de dominância nos dois povoamentos
de dominância de cada povoamento.
apresentou distribuição normal (Figura 1),
Classe (código) Critério semelhante ao registrado por Nogueira et
Dominante (D) DAPi ≥ DĀP+ 2(Sn-1) al. (2006) estudando distribuição diamétrica
DĀP + (Sn-1) ≤ DAPi de um povoamento de teca em idade pré-
Co-dominante (CD)
< DĀP + 2(Sn-1) desbaste, com amplitude de classe de
DĀP – (Sn-1)< DAPi 5 cm, e observaram que os indivíduos
Intermediária (I)
< DĀP + (Sn-1) encontravam-se distribuídos nas classes,
DĀP - 2(Sn-1) < DAPi de forma que a curva apresentou um
Suprimida (S)
≤ DĀP - (Sn-1) achatamento no centro[6].
Morta ou em vias de
DAPi ≤ DĀP - 2(Sn-1)
extinção (ME)

Tabela 1. Critério de classe de dominância


de acordo com Hosokawa e Souza (1987).

Resultados e Discussões
Não houve diferença entre o DĀP
e a densidade média das parcelas e
também desses valores para as classes de
dominância dos povoamentos (Tabela 2).
Povoamento 1 Povoamento 2 Figura 1. Distribuição dos indivíduos em
Classes
DĀP N DĀP N
Classes de dominância (ME- Mortas ou em vias
de extinção; S- Suprimidas; I-Intermediárias;
CD-Co-Dominante; D-Dominante) de
ME 8,3 37 8,0 41 povoa-mentos de Teca em Nossa Senhora do
S 11,2 112 11,5 84 Livramento (Povoamento 1), e em São José
I 14,1 751 14,2 752 dos Quatro Marcos, MT (Povoamento 2).

127
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Conclusão arbórea sob um povoamento com


Os povoamentos são semelhantes quanto Araucaria angustifolia e uma Floresta
ao DAP e a densidade e não apresentaram Ombrófila Mista. Pesquisa Florestal
diferenças na distribuição em classes de Brasileira, Colombo, v. 30, n. 64, p.347-
dominância na idade pré-desbaste. 361, 2010. DOI: 4336/2010.pfb.30.64.347

Referências [6]NOGUEIRA, G. S. Avaliação de um


[1]TÉO, S. J.; BIANCHI, J. C.; PELOSO, modelo de distribuição diamétrica ajustado
A.; NAVA, P. R.; MARCON, A.; EHLERS, para povoamentos de tectona grandis
T.; COSTA, R. H. da. Desempenho de submetidos a desbaste. Revista Árvore,
funções de densidade probabilísticas Viçosa, MG, v. 30, p. 377-387, 2006.
para descrever a distribuição diamétrica
de Pinus taeda, na região de caçador, SC.
Floresta, Curitiba, v. 42, p. 741-754, 2012.

[2]CARVALHO, J. O. P. Dinâmica de
florestas naturais e sua implicação para o
manejo florestal. In: CURSO DE MANEJO
FLORESTAL SUSTENTÁVEL, 1., 1997,
Curitiba. Tópicos em manejo florestal
sustentável. Colombo: EMBRAPA-CNPF,
1997. p. 43-58.

[3]SANQUETTA, C. R. Análise da
estrutura vertical de florestas através do
diagrama h-M. R. Ciência Florestal,
Santa Maria, RS, v. 5, p. 55-68, 1995.

[4]HOSOKAWA, R. T.; SOUZA, A. L.


Manejo de produção florestal para fins
específicos. Curitiba: UFPR-UFV, 1987.
23 p. (ABEAS. Curso de Manejo Florestal,
Módulo 9).

[5]RODE, R.; FIGUEIREDO FILHO,


A.; GALVÃO, F.; MACHADO, S. do
A. Estrutura horizontal da comunidade

128
Resumos Expandidos

Cokrigagem usada na estimação do


volume de Eucalyptus sp em plantio na
região do Araripe – PE.
Wellington Jorge Cavalcanti Lundgren1; José Aleixo da Silva2;
Rinaldo Luiz Caraciolo Ferreira3; Luzia Ferreira da Silva4

Dr. em Ciências Florestais UFRPE/UAST (wellingtonlundgren@yahoo.com.br);


1.

PhD em Biometria e Manejo Floretal UFRPE (jaaleixo@uol.com.br)l 3 ; Dr. em


2.

Ciências Florestais UFRPE.(rinaldo@dcfl.urfpe.br) 4 ;Dra.em Fitotecnia UFRPE/UAST


(luzia.ferreira68@hotmail.com)

Introdução e objetivos coordenadas geográficas de 07°27’37’’ S e


A estimação do volume de madeira é de 40°24’36’’ W e altitude de 831 metros. Um
importância incontestável no manejo florestal. plantio de Eucalyptus com 1875 árvores,
O uso da geoestatística na estimação de com espaçamento 2x2 m, teve a população
variáveis dendrométricas é uma realidade já de volume cubada, rigorosamente, pelo
comprovada, [2]. A estimação do volume de método de Smalian. Foram retiradas 200
madeira em pé não é tarefa banal, muitas vezes amostras, aleatoriamente, com seus volumes
requer a informação de outras variáveis (DAP utilizados para variável de interesse. Cada
= diâmetro a altura do peito, altura da árvore, árvore foi localizada no plano (X,Y), os
idade, sitio etc). Quanto maior a amostra DAPs de todas as árvores foram utilizados
melhor será a estimativa, porém existem como variável secundária. A correlação entre
variáveis que são de fácil medição como por a variável de interesse (volume) e a variável
exemplo o DAP e outras de difícil medição secundária foi calculada. Foram construídos
como a altura da árvore. A cokrigagem três semivariogramas, sendo dois simples
estima uma variável de interesse com o uso (variáveis de interesse e variável secundária) e
dos valores da própria variável e a distância o terceiro foi o cruzado amostral (1,2).
entre as medições, que agrega outra variável (1)
secundária, fortemente correlacionada com
∑ [ Z (xi ) − Z ( xi + h )] 2
N (h)
Y * ( h) = 1
aquela de interesse e, ainda, a distância entre as 2. N ( h ) i =1

medições. O objetivo da pesquisa é verificar o


(2)
erro cometido pela cokrigagem na estimação
do volume de madeira de um plantio de Y12 * (h ) = ∑ [Z (x ) − Z (x + h )]
1 N (h)
2. N ( h ) j =1 1 i 1 1
Eucalyptus sp.
.[Z 2 ( x1 + h )]

Material e métodos Em que: Y12*= semivariância cruzada


A pesquisa foi realizada em 2009 na amostral; h = distância entre os pontos;
Chapada do Araripe em Pernambuco, com N(h) = número de pontos existentes

129
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

dentro da distância h; xi = ponto (X,Y); Resultados e discussão


(xi + h) = ponto com distancia h; Z1 = As 200 amostras cobriram a área do plantio
variável de interesse medida. Z2 = variável de forma satisfatória (Figura 1).
secundária medida.
Após a construção dos semivariogramas
amostrais foi necessário escolher um
modelo teórico de semivariograma que
melhor se ajuste aos valores para cada um
dos três semivariogramas amostrais. Os
Figura 1. Medições dos DAPs (A) e locais das
parâmetros que compõem os modelos amostras em que foram medidos os volumes (B).
teóricos são três[2]:
Efeito pepita, que fornece os valores dos A correlação entre o volume e o DAP foi
erros cometidos devido à micro variações satisfatória com R2 = 0,85.
nas medições. Com os 200 volumes da amostra medidos
Patamar, que fornece a semivariância foi construído o semivariograma amostral
quando ela deixa de aumentar e se para os volumes que apresentaram
estabilizar em torno de um determinado dependências espaciais (Figura 2).
valor.
Alcance, que fornece a distância máxima
em que é encontrada a influência da
dependência espacial.
A cokrigagem foi utilizada para construção
de mapa de volume (3)
Figura 2. Semivariograma amostral para o
Z 1* ( x0 ) = ∑ j =1 λ1 Z 1 (x1 j ) + ∑ J =1 λ 2 j Z 2 (x 2 j )
N N
volume.
Em que: Z*1 = valor do atributo de interesse
O semivariograma para o DAP também
no local x0 , λi = peso da interpolação da
apresentou dependência espacial (Figura 3).
variável de interesse Z1; λ2 = peso da
interpolação da variável secundária Z2; x0
= local em que o atributo Z será estimado;
x1j e x2j = locais das medições da variável
de interesse e secundária, respectivamente.
Para verificar o erro cometido foi elaborado Figura 3. Semivariograma simples para o DAP
o gráfico observados X estimado e o R2,
além do erro médio. O semivariograma cruzado também foi
construído e apresentou dependência
espacial (Figura 4).

130
Resumos Expandidos

O gráfico dos valores Observados X


Estimados (Figura 6) apresentou o R2
baixo (0,33), porém nota-se que a grande
maioria dos valores está dispersa em
relação a linha de inclinação 1 (um). O
Figura 4. Semivariograma cruzado entre o
erro médio não foi pequeno (0,02323 m3)
Volume x DAP.
em relação aos volumes observados e é
considerado um erro alto, em torno de
Os semivariogramas teóricos têm os 21%, para o volume médio de cada árvore.
seguintes parâmetros (Tabela1):

Parâmetros Variáveis
Volume DAP Vol x DAP
Modelo Esf. Esf. Exp.
Ef. pepita 1129x106 3,00 66400
Patamar 2567x106 7,50 201000
Alcance 44,10 33,00 11,80

Tabela 1. Valores dos parâmetros dos


Figura 6. Gráfico dos volumes de madeira
semivariogramas teórico. Vol = volume, Ef.
observados e estimados
Pepita = Efeito pepita, Esf. = Esférico, Exp
= Exponencial.
Conclusão
O mapa do volume (Figura 5), foi A cokrigagem não mostrou ser uma técnica
construído com a cokrigagem que promissora na estimação do volume de
apresentou valores muito homogêneos para madeira em pé.
as estimativas, como se a área de plantio
apresentasse pouca diversidade de volumes.
Referencias
[1]MATHERON, D. F. Traité de
Geostatistique Appliquée. [Paris]: Centre
Geoestatistique, 1962. 2. v.; MATHERON,
G. The theory of regionalized variables
and its applications. Paris: Centre
Geoestatistique, 1971.
Figura 5. Mapa do volume de madeira
construído por cokrigagem. [2]MELLO, J. M.; DINIZ, F. S.;
OLIVEIRA, A. D. De; SCOLFORO, J. R.
S.; ACERBI JUNIOR, F. W.; THIERSCH,

131
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

C. R. Métodos de amostragem e
geoestatística para estimativa do número
de fustes e volume em plantios de
Eucalyptus grandis. Floresta, Curitiba, v.
39, n. 1, p. 157-166, jan./mar. 2009.

132
Resumos Expandidos

Comparação de crescimento de Pinus


taeda l. em Pinhais-PR originários dos
Estados Unidos da América (Carolina
do Norte) e África do Sul
Lia Toiosima Yoshizumi1; Alessandro Camargo Angelo2;
Karen Koch Fernandes de Souza³; Mariana Berlesi Klein4;
Rozimeiry Gomes Bezerra Gaspar5

Graduanda Eng. Florestal UFPR (lia.toiosima@gmail.com);2Professor Dr. Departamento de


1

Ciências Florestais UFPR (alessandrocangelo@gmail.com); ³Professora Msc. Ciências Florestais


PUCPR (karen.souza@pucpr.br); 4 Graduanda Eng. Florestal UFPR (marianabklein@gmail.
com); 5Professora Msc. Ciências Florestais UFPR

Introdução e objetivos Material e métodos


De acordo com a Associação Brasileira de O experimento foi realizado na “Fazenda
Produtores de Florestas Plantadas (2013), Canguiri”, estação experimental da
a área ocupada por plantios florestais no Universidade Federal do Paraná - UFPR
Brasil é de 6.664.812 ha, sendo 23,4% (Figura 1), situada no município de
correspondente aos plantios com gênero Pinhais-PR, região metropolitana de
Pinus. Dentre os estados brasileiros, o Curitiba, 25°23’20”S 49°07’28”W altitude
Paraná é o que mais cultiva este gênero média (m) 893, solo Cambissolo háplico.
(619.731 ha)[1]. Tal localidade é classificada segundo
Köppen como tendo clima Cfb (clima
Introduzido no Brasil, o Pinus taeda
mesotérmico úmido a subúmido).
Linnaeus obteve grande adaptação na
região sul, com ênfase nos estados do
Paraná e Santa Catarina, entretanto,
verifica-se que há uma diferenciação
da produtividade de acordo com a
procedência das sementes[2].
O presente trabalho possui como objetivo
realizar a comparação de produtividade de
P. taeda com 1 ano de idade originários da
Carolina do Norte e África do Sul, através
das variáveis altura total (h) e diâmetro de
Figura 1. Fazenda Experimental Canguiri da
colo (DC). UFPR, local de instalação do experimento.
Fonte: Angelo, A.C. (2013)

133
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Em função da compactação do solo, o foram representados pelos números: 29,94 e


preparo da área se deu através de roçada, 23,75, para procedência da Carolina do Norte
seguida de operações de subsolagem (40cm (EUA) e África do Sul respectivamente.
de profundidade), gradagem, aplicação de Através da realização do teste t de student a um
calcário (2 toneladas/ha) e fosfato (200 kg/ nível de 95% de probabilidade, constatou-
ha). O espaçamento utilizado foi de 3x2 se que as médias dos tratamentos são
m, configurando parcelas de 8x10 plantas, estatisticamente diferentes, tanto para altura
incluindo a bordadura. O delineamento total como diâmetro de base (Tabela 1).
experimental utilizado foi o de blocos ao acaso,
Procedência
com quatro repetições de quatro plantas. Procedência
As covas para implantação das mudas em Parâmetro Carolina do
África do Sul
campo foram feitas em profundidade de 30cm Norte
com o auxílio de um motocoveador, a aplicação Altura total 155,62 a 98,25 b
de adubo foi feita em duas covetas laterais Diâmetro da base 29,94 a 23,75 b
com 10cm de profundidade a uma distância
Tabela 1. Média de Altura total (cm) e
de 15cm da base do vegetal. O controle da diâmetro da base (mm) com 1 ano de
matocompetição foi realizado de forma idade. Médias seguidas de pelo menos
mecânica, em função de restrições da legislação. uma letra igual, na linha, não diferem
Cabe ressaltar que para efeito de comparação significativamente (P95%>0,05).
não foram consideradas as mudas de replantio.
As parcelas analisadas receberam a adubação
de formulação convencional, constituída de
Conclusões
Dentro do espaço temporal analisado (1
110 g de NPK 05-30-10 mais micronutrientes,
ano) os indivíduos com procedência da
30 dias após o plantio e 150 g de NPK 15-05-
Carolina do Norte tiveram um crescimento
30 para adubação de cobertura por indivíduo,
maior nas variáveis analisadas com o
60 dias após o plantio.
regime de adubação aplicado.
Para avaliação do experimento foram
consideradas as variáveis altura total
(h) e diâmetro de colo (DC), coletadas Referências
respectivamente com uso de trena (medindo-se [1] ANUÁRIO Estatístico da ABRAF
da base até a gema apical) e paquímetro (5 cm 2013: ano base 2012. Brasília, DF, 2013.
do solo).
O processamento dos dados foi realizado [2]BARRICHELO, L. E. G.;
através do uso do software Assistat® versão 7.7 KAGEYAMA, P.Y.; SPELTZ, R.M.;
beta. BONISH, H.J.; BRITO, J.O.; FERREIRA,
M. Estudos de procedências de pinus taeda
Resultados e discussão visando seu aproveitamento industrial.
As médias dos resultados para altura total IPEF, Piracicaba, n. 15, p. 1-14, 1977.
(cm) foram: 155,62 e 98,25. Em se tratando
de diâmetro de colo (mm), os resultados

134
Resumos Expandidos

Comparativo entre a aplicação de


adubo convencional versus tecnologia
de precisão com a vazão controlada por
sensores e GPS em plantio clonal de
Eucalyptus
Rodrigo Dzedzej Leal¹; Edimar Domingos Filho2; José Márcio Cossi Bizon3;
Adriano de Paula Marques4; Deyvid Tonioes do Prado5

1
Eng. Florestal ESALQ/USP (rodrigo.leal@fibria.com.br); 2 Eng. Florestal ESALQ/USP
(edimar.domingos@fibria.com.br); 3 Msc. ESALQ/USP (jose.bizon@fibria.com.br); 4 Eng.
Florestal Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (adriano.marques@fibria.com.br); 5 Eng.
Florestal UNESP/Botucatu (deyvid.prado@fibria.com.br)

Introdução e objetivos ocorre quando o operador transita acima


A aplicação de adubo mecanizada com da velocidade calibrada.
implementos de arraste tracionada por O foco do presente trabalho é comparar
tratores agrícolas após ser calibrada, terá as duas situações: o sistema convencional
uma vazão constante de deposição do e vazão do adubo regulada por GPS. A
insumo. Denomina-se aqui esse sistema comparação foi feita entre dois anos; o ano
como sistema convencional. Assim, de 2009, realizado de janeiro a dezembro
qualquer variação da velocidade durante com sistema convencional, e o ano de
a operação causará erro na dosagem 2012, realizado de janeiro a dezembro com
recomendada. Existem fatores inerentes o sistema regulado por GPS.
ao processo; tal como dificuldade
do operador do trator em manter Material e método
velocidade constante, gerando ora sub, Em março de 2011 foi implantado na
ora superdosagens. Esses fatores fazem Unidade da Fibria em Três Lagoas, Mato
com que após o implemento ser calibrado Grosso do Sul, um sistema de silvicultura
conforme metodologia de aferição em 50 de precisão. Esse sistema regula a vazão
metros (m), haja divergência da dosagem de aplicação conforme a variação da
aplicada real comparada com a prescrita e velocidade do trator durante a operação.
calibrada. Assim, a superdosagem ocorre Durante o ano de 2009 a adubação de base
em situações onde a operação exige que foi realizada pelo conjunto trator agrícola
a velocidade seja abaixo da velocidade de modelo de 180 cavalos (cv) e implemento
calibração, e o contrário (subdosagem) de subsolagem composto por: disco de

135
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

corte, haste subsoladora, conjunto com 4 controla o sistema regula a velocidade do


discos de grade destorroadora e tanque de motor hidráulico conforme a velocidade
adubação com capacidade para 1 tonelada de operação do trator.
(T). A dosagem de adubo recomendada foi Calibração do sistema de precisão: nesse
de 180 quilogramas por hectare (kg/ha) da caso é feita coletando o quanto cai de adubo
formulação NPK 06.30.06. com o trator parado por 30 segundos,
Calibração do sistema convencional: para pesando-se e inserindo essa informação no
atingir essa dosagem o operador marca computador de bordo. Esse procedimento
um trecho reto de 50 m de comprimento é necessário ser feito duas vezes ao dia.
com duas estacas de madeira. Por meio de Uma no início da jornada de trabalho pela
uma relação matemática simples, calcula a manhã, e outra após o almoço. Isso é feito
amostra de calibração de adubo no trecho devido à higroscopicidade do adubo e sua
de 50 m (50 m x espaçamento de plantio), variação de granulometria.
pela dosagem (kg/ha). Cronometra o Considera-se pelo setor de Controle de
tempo em segundos para percorrer os 50 Qualidade da Fibria um limite de ±10%
m, repetindo por 5 vezes. Calcula a média sobre a recomendação de dosagem de
do tempo. Cronometra em seguida nesse adubação como aceitável.
mesmo tempo, uma coleta de adubo no A análise desse trabalho prezou por tabular
duto do tanque do implemento, e pesa essa todo o adubo consumido por talhão
amostra. A amostra de calibração coletada do estoque comprado pela empresa e a
deve ter exatamente o peso calculado. dosagem recomendada.
Caso haja divergência, o operador regula O software utilizado foi o Minitab ®
a velocidade (limitada pela condição da 16.01.0. Os dados foram processados com
área de operação), ou regula a abertura do a ferramenta estatística de controle de
duto do tanque para coletar a amostra de qualidade, análise de capabilidade normal.
calibração exata.
No ano de 2012, a adubação foi feita pelo
Resultados e Discussão
mesmo conjunto subsolador de 2009 e
A qualidade da aplicação de adubo está
trator de mesmo modelo e fabricante. A
diretamente relacionada com o mínimo de
dosagem recomendada foi de 360 kg/ha e
variação em relação à dosagem calibrada
mesma formulação NPK 06.30.06. Nesse
(recomendação). Assim, a análise de
implemento foi instalado um sistema
capabilidade permite a comparação dos
de precisão composto por GPS e motor
dois processos e avaliar em qual deles
hidráulico acionando uma rosca sem fim
houve a menor variação.
na saída do duto do tanque de adubo.
Durante o ano de 2009 (sistema
Conforme a velocidade de operação seja
convencional) o índice de capabilidade
alterada o computador de bordo que
(Cp) observado foi 0,26, e o Índice de

136
Resumos Expandidos

capabilidade potencial (Cpk) foi 0,07. Essa Conclusões


distância de valores indica um processo Existem dois ganhos na utilização do
menos estável indicando uma porcentagem sistema de precisão. São eles: melhor
(25,62%) da adubação realizada acima da estabilidade do processo e menor número
tolerância estabelecida acima do limite de amostras fora da recomendação. Isso
superior estabelecido de 10% (192 kg/ha). se traduz em menor consumo de adubo e
ganhos em produtividade da floresta.

Referência
FORTES, V. Slides de aula da disciplina
intitulada Controle Estatístico da
Qualidade. Universidade Estadual do Rio
de Janeiro. Disponível em: <http://www.
fat.uerj.br/intranet/disciplinas/Contro
le%20de%20Qualidade/Aula10%20-%20
Figura 1. capabilidade do processo utilizando An%E1lise%20de%20Capabilidade.ppt>.
o sistema convencional. Acesso em 08 fev. 2014.

Já em 2012 (sistema de precisão) o índice


de capabilidade (Cp) observado foi maior
(0,46) e o Índice de capabilidade potencial
(Cpk), 0,43, indicando uma melhor
estabilidade do processo. A porcentagem
acima ou abaixo da recomendação foi
menor (12,5%) em relação ao observado
em 2009 (26,86).

Figura 2. capabilidade do processo utilizando


o sistema de precisão.

137
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Comprimento das seções na cubagem


rigorosa de árvores de Eucalyptus para
ajuste de modelos de taper
Renato Vinícius Oliveira Castro1; Pedro Faria Lopes2; Milton Serpa de Meira
Júnior3; Mauro Eloi Nappo1; Ana Beatriz Serrão Liaffa2

¹Professor Dr. do Departamento de Eng. Florestal na UnB (castrorvo@ymail.com, mauronappo@


yahoo.com.br); Graduandos em Eng. Florestal na UnB (pf.floresta@hotmail.com, ana.liaffa.ecoflor@
gmail.com); 3Mestrando em Ciência Florestal na UnB (milton.serpa@gmail.com)

Introdução e objetivos Para a cubagem dos indivíduos foi utilizado


O termo taper é utilizado para expressar a o método de Smalian [3]. Os diâmetros com
taxa de decréscimo do diâmetro ao longo casca foram medidos com suta a cada 0,25
do fuste [1]. Dessa forma, os estudos m, até a altura comercial (diâmetro igual a
envolvendo o afilamento da árvore 4 cm), além do DAP (à 1,3 m de altura).
baseiam-se na estimativa do diâmetro (d) Para verificar o efeito do comprimento das
em qualquer altura, bem como da altura (h) seções durante a cubagem, na qualidade
a qualquer diâmetro, propiciando estimar
dos modelos de taper, foram avaliados três
o volume de qualquer seção do fuste, ou
métodos, nos quais utilizaram as medições
seja, elas quantificam os multiprodutos da
tomadas nas seguintes alturas - M1: 0
madeira.
O objetivo desse trabalho foi avaliar o (base), 0,25 m; 0,50 m; 1,00 m; 1,30 m;
comprimento da seção da cubagem de 2,00 m, e a partir dessa altura, a cada 2,00
árvores visando a melhoria da qualidade metros até a altura comercial; M2: a cada
dos modelos de taper para a estimação do 0,25 m, a partir da base (0 m) até a altura
volume total e comercial de árvores de de 2,00 m, e a partir dessa altura, cada 2 m
Eucalyptus. até a altura comercial, além do DAP; M3:
a cada 0,25 m, a partir da base (0 m) até a
Material e métodos altura comercial, além do DAP.
A área de estudo contempla 2 hectares Após a cubagem foram selecionadas
de povoamentos de Eucalyptus urophylla aleatoriamente 42 árvores de forma
x Eucalyptus grandis com 5 anos de idade, proporcional em cada classe diamétrica e
localizada na Fazenda Água Limpa - FAL/ ajustados o modelo de taper Demaerschalk [2]:
UnB, em Brasília, Distrito Federal. em que d é diâmetro (cm) em qualquer
Foram selecionados 60 indivíduos altura (h, em m); DAP é o diâmetro á
distribuídos homogeneamente em 6 1,3 m (cm); Ht é a altura total (m) e βi
classes de diâmetro: 8˧10, 10˧12, 12˧14, = parâmetros a serem estimados para os
16˧18 e 18˧20 cm. três métodos propostos. Esse modelo

138
Resumos Expandidos

apresenta a vantagem de reordenação para Parâmetros r r


Método
cálculo de diâmetros comerciais. β0 β1 β2 β3 ajuste validação
A avaliação das equações procedeu-se com M1 0,2007 0,8900 0,8062 -0,8351 0,9856 0,9883

2 M2 0,1923 0,8959 0,7990 -0,8295 0,9840 0,9876


 d  2 b0
=
  10 .DAP
2 b1 − 2
.( Ht − h) 2 b2 .Ht 2 b3 .ε M3 0,1164 0,8758 0,7312 -0,6932 0,9899 0,9874
 DAP 
Tabela 1. Parâmetros das equações de taper
a análise da distribuição gráfica de resíduos referente ao modelo de Demaerschalk e
e correlação (r) entre os diâmetros (d) coeficientes de correlação entre valores
observados e estimados. observados e estimados pelas equações
aos dados de ajuste e validação.
A validação procedeu-se aplicando as
equações ajustadas à base de dados com 18
árvores que não fizeram parte dos dados de Em geral, todas as equações foram
ajuste da equação (dados independentes). eficientes para a estimativa do diâmetro
Foram estimados os diâmetros (d) a (d). Os gráficos relacionando os valores de
cada metro de comprimento das árvores d observados e estimados pelos modelos
e então estimados os volumes de cada de taper são apresentados na Figura 1.
seção aplicando o método de Smalian, e o O cenário foi o semelhante quando as
volume total foi obtido somando o volume equações foram submetidas à validação,
das seções mais o volume da ponta, esse aplicadas à dados independentes do ajuste.
último calculado pela fórmula do cone. Os Todos os modelos foram bem semelhantes
volumes totais e de cada seção de um metro nas estimativas de d, diferindo, apenas na
estimados pelas três equações (referente quantidade de amostras (número de seções
aos três métodos) foram comparados aos medidas), que no método 1 foi uma média
valores observados. de 13 seções, no método 2, 18 seções e no
método 3, 74 seções.
Resultados e discussão Quando a validação envolveu o volume
Todas as equações tiveram seus total com casca das árvores, os três
coeficientes significativos (p<0,05). Os métodos apresentaram excelentes
valores dos coeficientes ajustados, bem estimativas (Figura 2). Porém, quando
como os coeficientes de correlação entre avaliou-se o volume por seção de um
d observado e estimado, para os dados metro de comprimento, o método 3,
de ajuste e de validação são apresentados querefere-se à medição dos diâmetros na
na Tabela 1. Os diâmetros (d) foram cubagem rigorosa a cada 0,25 m foi o que
estimados com a aplicação das equações apresentou menores desvios (Figura 3).
taper reordenadas.

139
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

porções inferiores das árvores (base da


árvore), onde o diâmetro é maior e onde
ocorrem as maiores deformações no
fuste, bem como nas partes superiores
(ponteira), onde o volume é muito
pequeno. Entretanto, com uma maior
amostragem de seções das árvores, nota-
se que o comportamento residual para
a estimativa dos volumes comerciais foi
mais homogêneo e o método 3 se destacou
como mais estável, ou seja, apresentando
melhores estimativas nos volumes das
seções (Figura 3).

Figura 1. Diâmetros (d) observados versus


estimados para os três métodos de comprimento
de seções (M1 a M3) para os dados de ajuste (A)
e dados de validação (B).

Figura 3. Erros percentuais na estimativa de


volumes comerciais para toras de um metro de
comprimento.

Conclusões
Figura 2. Volumes totais com casca Para estimativa do volume total com casca
(m³) observados e estimados a partir dos das árvores, um menor esforço amostral
modelos de taper pelos três métodos de
(comprimentos maiores entre seções
comprimento de seções (M1 a M3) para as
árvores de validação. mensuradas) deve ser realizado, pois não
influenciam na precisão das estimativas.
Para estimativa do volume por seção
Os modelos de taper normalmente
(quando se aplica a equação para
apresentam maiores desvios para as

140
Resumos Expandidos

multiprodutos da madeira), um maior


esforço amostral (comprimentos menores
entre seções mensuradas) deve ser
realizado, pois influenciam na precisão das
estimativas.
Outros comprimentos de seções devem
ser avaliados, juntamente com uma análise
de custo-benefício em relação ao aumento
da precisão versus custos de coleta de dados.

Referências
CAMPOS, J. C. C.; LEITE, H. G.
Mensuração florestal: perguntas e
respostas. 4. ed. Viçosa, MG: Ed da UFV,
2013. 605 p.

DEMAERSCHALK, J. P. Converting
volume equations to compatible taper
equations. Forest Science, v. 18, n. 3, p.
241-245, 1972.

[3] SOARES, C. P. B.; NETO, F. P.;


SOUZA, A. L. Dendrometria e
inventário florestal. 2 ed. Viçosa, MG:
Ed da UFV, 2011. 272 p.

141
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Concentrações dos pigmentos


fotossintéticos em plantas de Curauá
sombreado em consórcio com Paricá
(Shizolobiu mamazonicum Huber ex
Ducke) e a pleno sol no município de
Aurora do Pará.
Ellen Gleyce da Silva Lima¹; Lais Vieira Carvalho²; Raimundo Amaro Ribeiro
Conde³; Benedito Gomes dos Santos Filho4; Cândido Ferreira de Oliveira Neto4

¹Mestranda em Ciências Florestais UFRA/Belém (ellenllima@yahoo.Com.Br);


²Graduanda Eng. Florestal UFRA/Belém (laisvcarvalho@hotmail.com); ³Dr. Ciências Agrárias
UFRA/Belém; 4 Prof. Dr. Do Instituto de Ciências Agrárias UFRA/Belém-PA.

Introdução e Objetivos interesse econômico, especialmente para a


Os Sistemas Agroflorestais (SAF’s) indústria automobilística, pois produz uma
podem ser definidos como técnicas fibra resistente, utilizada na fabricação
alternativas de uso da terra, que implicam de peças internas de veículos [3]. Devido
na combinação de espécies florestais com seu importante valor econômico, diversas
culturas agrícolas, atividades pecuárias sistemas têm sido testadas, porém são
ou ambas [1]. A espécie florestal nativa, poucas as informações a respeito à
paricá (Shizolobiu mamazonicum Huber ex viabilidade econômica dos sistemas de
Ducke) vem sendo plantada no território cultivo com a espécie paricá e curauá [4].
paraense em grande escala, principalmente Com base no contexto,esta pesquisa
nas mesorregiões sudeste e nordeste do teve como objetivo o estudo do
estado. Sua madeira é muito utilizada na comportamento do Curauá em plantio
fabricação de compensado e MDF [2]. (convencional) a pleno sol e sombreado
Ademais, o Paricá apresenta inúmeras em sistema agroflorestal por Paricá,
vantagens para consórcios de culturas, tais analisando as alterações bioquímicas sob
como a densidade e a arquitetura da copa as duas condições.
que determinam a fração de energia solar
que pode ser capturada pelas plantas dos Materiais e Métodos
estratos inferiores. O experimento foi realizado na Fazenda
A espécie Ananas comosus var. erectifolius (L. B. da Empresa do Grupo Tramontina, no
Sm), Coppens& Leal, tembém conhecida município de Aurora do Pará.
como Curauá é uma Bromeliaceae de alto

142
Resumos Expandidos

O plantio Curauá a pleno sol e sistema Resultados e discussão


agroflorestal foram implantados em Janeiro Os resultados encontrados nos dois níveis
de 2009 em uma área de1.984,5m².Foram de luminosidades foram: clorofila a 0,158
coletadas 15 amostras de folhas de curauá a e 0,80; clorofila b 0,226 e 196; clorofila
pleno sol e 15 amostras de folhas sombreadas
totais 0,355 e 257 em sol e sombra,
em sistemas agroflorestais, sendo escolhida a
respectivamente e carotenóides 31,68 (sol)
quinta folha, de cima para baixo . Em seguida,
e 11,35 (sombra) conforme mostrado na
foram pesadas para a determinação da massa
fresca. As amostras foram reservadas para a figura 1. Tais resultados nos mostram que
determinação da porcentagem de umidade houve um aumento significativo nos teores
através da determinação da matéria seca em de pigmentos de clorofila a e clorofila a/b em
estufa de circulação forçada de ar a70 ºC (+/ - plantas de curauá sombreadas com paricá.
5 ºC). O material seco foi moído, e submetido Plantas sob sombreamento possuem
a análises bioquímicas com as quais foram mais clorofilas por centro reação, a razão
determinadas as concentrações de clorofila clorofilas a/b são mais finas do que as folhas
e caratenóides, no laboratório de Fisiologia a pleno sol [5]. [6] encontro maiores teores
Vegetal-Campus de Capitão Poço/UFRA de clorofilas a e b em níveis elevados de
(Universidade Federal Rural da amazônia).
sombreamento. Enquanto que é possível
A determinação dos teores de clorofica a,
que os baixos teores desses pigmentos a
b, total (a+b) e carotenóides foi segundo o
pleno sol estejam relacionados a processos
método de Lichthenthaler (1987). Foram
coletados 100 mg de tecido foliar e a amostra de degradação como a foto oxidação.
foi homogeneizada com 0,1g de CaCO3, uma Os maiores teores encontrados de
pitada de areia a 5 mL de acetona 80% em carotenóides em plantas de curauá Ananas
abrigo de luz. O extrato foi despejadono tubo comosus var. erectifolius (L. B. Sm), a pleno
de centrifugação de mesa e levado o almofariz sol, estavam desempenhando o seu papel
por duas vezes. O tubo foi envolvido com essencial de fotoproteção [5]. Segundo o
papel de alumínio e centrifugado por 10 min, mesmo autor, as membranas relacionadas
a 10°C, a 6.000 rpm. O sobrenadante foi com as atividades fotossinteticas podem
armazenado em balão volumétrico de 25ml ser facilmente danificadas por grandes
encapado com papel alumínio, e completando
quantidades absorvidas de energia pelos
o volume com acetona a 80%. A absorvância
pigmentos. Resultados semelhantes foram
foi mantida entre 0,2 e 0,8.
observados por Oliveira (2009) [7] que
Clorofila α = Ca =12,25 A663,2 – 2,79 A646,8
encontrou maiores teores de carotenóides
Clorofila b = Cb = 21,50 A646,8 – 5,10 A663,2 em plantas a pleno sol em vez das
Clorofilas totais = C(a+b) = 7,15 A663,2 + sombreadas a 50% de tela azul e 50%
18,71 A646,8 vermelhas.
Carotenóides (xantofila + carotenos)=
(1000 A470 – 1,82 Ca – 85,02 Cb)/198.

143
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Referências
[1] SANTOS, M. J. C.; RODRIGUES, L. C.
E.; WANDELLI, E. V. Avaliação econômica
de quatro modelos agroflorestais em áreas
degradadas por pastagens na Amazônia
Ocidental. Scientia Forestalis. n. 62, p.
48- 61, dez. 2002.

[2]PEREIRA, D.; SANTOS, D.;


Figura 1. Teores de clorofilas a, b, e clorofilas VEDOVETO, M.; GUIMARÃES, J.;
totais e carotenóides em folhas de curauá
VERÍSSIMO, A. Fatos florestais da
Ananas comosus var. erectifolius (L. B. Sm),
Coppens& Leal sombreados e a pleno sol na Amazônia. Belém: IMAZON, 2010.
Fazenda Tramontina, no município de Aurora
do Pará, 2012 cultivado a pleno sol e sob [3]ROSA, C. C. da; MOREIRA, D.
sombreamento, na Fazenda Tramontina, no D. C.; BILCATI, G. K. Estudo das
município de Aurora do Pará, 2013. Sendo as
propriedades físicas da fibra de Curauá.
médias comparadas pelo teste de tukey ao nível
de 5% de probabilidade. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
EDUCAÇÃO EM ENGENHARIA, 40.,
2012, Belém. Anais... Belém: Associação
Conclusões Brasileira de Educação de Engenharia,
Houve um aumento significativo nos
2012.
teores encontrados de pigmentos clorofila
a e a/b foram maiores em plantas sob a
[4]CORDEIRO, I. M. C. C.; LAMEIRA,
sombra, no entanto nos teores de clorofila
O. A.; OHASHI, S. T. Avaliação do
b e carotenóides foram maiores em plantas
crescimento do Paricá Schizolobium
sob o sol.
parahyba var. Amzonicum Huber ex
O estudo mostra que Curauá pode ser
Ducke (Barneby) consorciado com
cultivado em ambientes sob incidência
Curauá (Ananas erectifolius L. B.Smith)
luminosa reduzida, em consórcio com
em diferentes idades de plantio. In:
o paricá, promovendo o sombreamento
CONGRESSOBRASILEIRO DE
e melhor atividade bioquímica, e
SISTEMAS AGROFLORESTAIS, 6.,
consequentemente maior produtividade
2006. Campos de Goytacazes. Anais... Rio
de folhas. Além de oferecer maior retorno
de Janeiro: UENFSBSAF, 2006.
lucrativo ao produtor, uma vez que poderá
fazer uso da venda da madeira do paricá.
[5]TAIZ, L.; ZEIGER, E. Plant
Physiology. 5th ed. Massachusetts:
Sinauer Associates, 2010. 782 p.

144
Resumos Expandidos

[6]REGO, G. M.; POSSAMAI, E. Efeito


do sombreamento sobre o teor de
clorofila e crescimento inicial do Jequitibá-
rosa. Boletim de Pesquisa Florestal,
Colombo, n. 53, p. 179-194, jul./dez. 2006.

[7]OLIVEIRA, M. I.; CASTRO, E.


M.; COSTA, L. C. B.; OLIVEIRA, C.
Características biométricas, anatômicas
e fisiológicas de Artemisia vulgaris L.
cultivada sob telas coloridas. Revista
Brasileira de Plantas Medicinais,
Botucatu, v. 11, p. 56-62, 2009

145
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Crescimento de Ceiba speciosa


(a. St.- Hil.) Ravenna (paineira) em
resposta a adubação mineral e o uso de
biossólido
Pedro Lima Filho¹; Aline Cássia da Fonseca2;
Paulo S. dos S. Leles3; Alan Henrique Marques de Abreu1

1
Eng. Florestal, Mestrando PPGCAF da UFRuralRJ,
²Discente do curso de Engenharia Florestal da UFRuralRJ,
3
Prof. Instituto de Florestas da UFRuralRJ

Introdução e objetivos de 210 gramas de superfosfato simples (SS)


O lodo de esgoto ou biossólido, que é por berço de plantio, além da testemunha
um subproduto oriundo de Estações de absoluta, totalizando três tratamentos.
Tratamento de As dosagens, tanto do biossólido como
Esgotos (ETE’s), cuja disponibilização do adubo químico, foram estipuladas
exige alto investimento, destaca-se por seguindo as recomendações para fósforo
ter composição variável, rico em matéria na adubação para a restauração florestal de
orgânica e nutrientes, se tornando um Gonçalves (1995) [1].
produto com as características desejáveis Para a avaliação da resposta das plantas
para a utilização como fonte de nutrientes à fertilização inicial, aos 12 meses após
na adubação de plantio para a restauração o plantio, as variáveis altura, diâmetro ao
florestal. O objetivo deste trabalho foi nível do solo (DNS), e comprimento e
avaliar o crescimento de Ceiba speciosa área de copa foram mensuradas. Os dados
aos 12 meses de idade, sob o efeito da coletados foram submetidos a análise de
adubação de plantio com biossólido e variância e teste de Tukey (P < 0,05) para a
adubo mineral. determinação do melhor tratamento.

Material e métodos Resultados e discussão


O estudo foi desenvolvido no Município Na Tabela 1 encontram-se os resultados
de Bom Jardim – RJ. O experimento foi de crescimento das plantas aos 12 meses
implantado em delineamento inteiramente após o plantio. Observa-se na Tabela 1
casualisado, composto por 12 repetições que, indiferente da variável mensurada,
de 1 planta. Os tratamentos consistiram no as plantas que receberam o tratamento da
uso de 2 litros de biossólido e a aplicação adubação com biossólido apresentaram

146
Resumos Expandidos

crescimento significativamente superior melhor absorção de nutrientes pelas plantas,


àqueles tratamentos cujas plantas não assim favorecendo o crescimento [2].
receberam esse tipo de fertilização. A
aplicação de biossólido, produto com Conclusões
grande quantidade de matéria orgânica, O biossólido favoreceu o crescimento de
proporciona melhoria na fertilidade Ceiba speciosa quando comparado ao das
e características físicas do solo, o que plantas que receberam a adubação mineral
favorece o crescimento das plantas [3]. ou não foram adubadas.

Copa
Alt. DNS Referências
Tratamento Alt. Área
(m) (cm) [1]GONÇALVES, J. L. M. Recomendações
(m) (m2)
Biossólido (2 L) 2,1 a 7,0 a 1,0 a 2,0 a de adubação para Eucalyptus, Pinus
210 g SS* 1,8 b 6,0 b 0,6 b 0,9 b e espécies típicas da Mata Atlântica.
Testemunha 1,8 b 6,0 b 0,7 b 1,0 b Piracicaba: ESALQ, 1995. p. 1-23. (Série
Documentos Florestais, 15).
Tabela 1. Valores médios de altura (Alt.),
diâmetro ao nível do solo (DNS) e comprimento [2] GUEDES, M. C.; ANDRADE, C. A.
e área de copa, sob fertilização de plantio com De; POGGIANI, F.; MATTIAZZO, M. E.
biossólido e adubo químico, no Município de
Propriedades químicas do solo e nutrição
Bom Jardim, MG. Médias seguidas da mesma
letra, não diferem entre si, pelo teste de Tukey (P de eucalipto em função da aplicação de
< 0,05). *Super fosfato simples. lodo de esgoto. Revista Brasileira de
Ciência do Solo, Viçosa, MG, v. 30, p.
267-280, 2006. DOI: 10.1590/S0100-
Na comparação do biossólido com o SS,
06832006000200008
é possível observar que esse proporciona
maior crescimento para as plantas que a [3] NOBREGA, R. S. A.; VILAS BOAS,
adubação química. Apesar da recomendação R. C.; NÓBREGA, J. C. A.; PAULA, A.
tenha sido realizada com base nas exigências M. de; MOREIRA, F. M. de S. Utilização
por fósforo, o biossólido possui outros de biossólido no crescimento inicial de
nutrientes, o que pode ter favorecido este mudas de aroeira (Schinus terebynthifolius
crescimento mais acentuado. Enquanto o SS Raddi). Revista Árvore, Viçosa, MG, v. 31,
fornecerá apenas fósforo, cálcio e magnésio, p. 239-246, 2007. DOI: 10.1590/S0100-
o biossólido fornecerá mais nutriente (N, P, 67622007000200006
K, Ca e Mg), acentuando o crescimento da
espécie em questão. A fertilização orgânica
também funciona como condicionador de
solo, o que possibilita a disponibilização e

147
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Crescimento de Erythrina verna vell


em diferentes recipientes
Tamyris Mello1; Elzimar de Oliveira Gonçalves2; Jéssica Martins dos Reis3;
Marcos Vinicius Winckler Caldeira4; Bianca Fernandes Darissi5.

1
Graduanda em Engenharia Florestal, UFES (tamysmell@hotmail.com); 2Prof. Dra.
Departamento de Ciências Florestais e da Madeira, UFES (elzimarog@yahoo.com.br);
3
Graduanda em Engenharia Florestal UFES (jessicamartins.ef@gmail.com); 4Prof. Dr.
Departamento de Ciências Florestais e da Madeira, UFES (mvwcaldeira@gmail.com);
5
Graduanda em Engenharia Florestal, UFES (biancadarissi@hotmail.com).

Introdução distribuição geográfica, desde o Sul da


A Erythrina verna Vell, também conhecida Bahia, Espírito Santo, Zona da Mata de
por mulungu ou suinã, espécie de Minas Gerais, Rio de Janeiro até a floresta
ocorrência na Floresta Ombrofila Densa, é pluvial no Vale do Paraíba no estado de
muito empregada em paisagismo devido às São Paulo. É encontrada principalmente
suas inflorescências numerosas, em cacho, em formações secundárias e matas abertas,
muito atraentes, com flores alaranjadas apresenta crescimento rápido e facilidade
até avermelhadas, abundantes. Todas de multiplicação, não podendo faltar nos
as espécies deste gênero, Erythrina, têm reflorestamentos mistos destinados à
capacidade de nodular e fixar nitrogênio restauração de áreas degradadas (Lorenzi,
em simbiose com bactérias diazotróficas. 2002), além de apresentar características
Pertencente a família das Papilionoideae, desejáveis na produção de chapas de
é representada por árvores que alcançam Madeira “Oriented Strand Board” (OSB)
10 a 20 metros de altura, com ampla (Vidaurre et al., 2004).

Diâmetro Diâmetro Altura


Tratamento Modelo
Volume (cm³) Superior (mm) Inferior (mm) (mm)

T1 Tubete cônico 53 28 12 125

T2 Tubete cônico 115 38 15 145

T3 Tubete cônico 180 52 9 131

T4 Tubete cônico 280 52 13 190

T5 Sacola Plástica 854 80 80 170

Tabela 1. Descrição detalhada dos tratamentos para a definição do recipiente ideal para a produção
de mudas de Erythrina verna Vell.

148
Resumos Expandidos

O presente trabalho tem como objetivo feitas medições de altura e diâmetro do


avaliar a produção de mudas de Erythrina coleto das mudas, utilizando-se de régua
verna em diferentes tipos e tamanhos de graduada em centímetros para a altura e
recipientes visando definir qual o mais um paquímetro com precisão de 1 mm
indicado para sua produção. para o diâmetro do coleto.
As plantas colhidas foram subdivididas
Metodologia em raízes, caule e folhas, lavadas em água
O experimento foi conduzido inicialmente e postas a secar em estufa a 60 °C com
em casa de sombra e posteriormente circulação forçada de ar até peso constante,
a sol pleno na área experimental do pesada, em balança analítica com precisão
Departamento de Engenharia Florestal de 0,01 g para determinação da massa seca
em Jerônimo Monteiro (ES). Para sua e suas relações.
implantação foram utilizados como As características morfológicas avaliadas
recipientes tubetes cônicos de seção foram: valores médios de altura (H) cm,
circular de 50 cm3, 115 cm³, 180 cm³ e diâmetro do coleto (DC) mm, massa seca
280 cm³ e sacolas plásticas de 8 (diâmetro) da raiz (MSR) em gramas, massa seca da
x 17 (Altura) cm aproximadamente, parte aérea (MSPA) em gramas, massa
tratamentos: T1, T2, T3, T4 e T5, seca total (MST) em gramas, relação
respectivamente. entre o peso seco da raiz e peso seco da
Os recipientes foram preenchidos com parte aérea (RRPA), relação entre a altura
substrato comercial a base de fibra de e diâmetro do coleto (ALT/DIAM), e
coco e casca de pinus decomposta, já Índice de Qualidade de Dickson (IQD).
com fertilização adequada, e colocadas Os dados foram compilados em planilha
em bancadas suspensas dentro da casa do Excel e analisados estatisticamente
de sombra, onde foram semeadas três por meio de análises de variância e t,
sementes por recipiente. Aos 30 dias após utilizando-se o programa SISVAR.
a semeadura o desbaste foi procedido,
mantendo-se a plântula maior e mais Resultados e discussão
central de cada tubete. Cerca de 30 dias A análise da variância foi significativa
após a germinação das sementes, as mudas apenas para as variáveis: relação entre a
foram transferidas para canteiros a pleno massa seca da raiz e a massa seca da parte
sol, até o final do ciclo de produção. aérea e a relação entre a altura e diâmetro
O delineamento utilizado foi o DIC com do coleto. Os valores médios de altura,
cinco tratamentos e quatro repetições. diâmetro do coleto, massa seca da raiz,
A unidade experimental foi constituída massa seca da parte aérea, massa seca
por seis plantas. Após o período de total e o Índice de Qualidade de Dickson
120 dias depois da semeadura foram para todos os tratamentos não mostrou

149
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

H DC MSR MSPA MST


Tratamento RRPA IQD ALT/DIAM
cm mm g muda -1
g muda -1
g muda-1

T1 (50 cm³) 6,96 4,33 2,16 1,69 3,85 0,81 b* 1,33 1,4120 a

T2 (115 cm³) 6,38 4,89 1,64 1,67 3,31 1,01 b 1,43 1,0690 b

T3 (180 cm³) 6,60 4,55 0,99 1,41 2,40 1,49 a 1,13 1,3086 a

T4 (280 cm³) 7,60 4,96 3,38 2,37 5,75 0,78 b 1,96 1,3337 a

T5 (854 cm³) 7,33 4,81 1,30 1,14 2,44 0,83 b 0,92 1,4086 a

P 0,0017 0,0089

CV (%) 20,74 9,08

Tabela 2. Valores médios da relação entre o peso seco da raiz e peso seco da parte aérea
(RRPA) e a relação entre a altura e diâmetro do coleto (ALT/DIAM) de mudas de Erythrina
verna em diferentes tamanhos de recipientes, aos 120 dias de idade. *Médias seguidas da mesma
letra não diferem estatisticamente entre si, a 5% de probabilidade, pelo teste de Scott – Knott.
diferenças estatísticas significativas. As mudas cultivadas no recipiente de
As médias dos tratamentos analisadas 180 cm³, a despeito de maior volume em
estatisticamente, e comparadas pelo relação a alguns tratamentos, a altura desse
teste de t à 5%, com os resultados são recipiente é menor, a exceção do recipiente
apresentados na Tabela 2. do T1, e isso pode ter contribuído para
À relação massa seca da raiz e massa seca esse desbalanço entre o crescimento da
da parte aérea, o recipiente com 180cm3 parte aérea em relação à raiz.
(T3) apresentou a maior desproporção Em relação às médias observadas para
entre os parâmetros avaliados, resultado a característica altura, observa-se que as
que se distinguiu dos demais, no entanto mudas não atingiram tamanho mínimo
sua diferenciação não se manteve. Da recomendável para ir para campo, fazendo-
mesma forma, o recipiente com 115cm3 se necessário a permanecia das mudas por
apresentou a menor média para a relação mais tempo até que atinjam um tamanho
altura e diâmetro, apresentando assim uma satisfatório. Considerando que segundo
menor média de crescimento em altura, Gonçalves et al. (2000), para se obter
originando mudas de menor porte. mudas de espécies florestais nativas de boa
De acordo com Barbosa et al. (1997), qualidade, é recomendado limites de altura
valores relativamente baixos para RRPA entre 20 e 35 cm.
indicam uma adequada proporção entre o
desenvolvimento da raiz e o da parte aérea Conclusões
das mudas, sendo esta uma característica Com base nos resultados obtidos até os 120
para a escolha de mudas de boa qualidade. dias pós semeadura, e tomando como base a

150
Resumos Expandidos

altura, pode-se perceber que o crescimento O trabalho presente está vinculado ao


da espécie estudada não foi alterado pelo projeto: DIVERSIDADE BIOLÓGICA
tamanho do recipiente, evidenciando a E FUNCIONAL DA FLORESTA
necessidade da permanência da mudas OMBRÓFILA DENSA DO PARQUE
no viveiro até que atinjam altura de NACIONAL DO CAPARAÓ,
comercialização, quando então poderá ser ESPÍRITO SANTO do Edital/Chamada
verificado qual o recipiente mais adequado Universal 14/2011 e Número do processo
para seu crescimento. 475471/2011-3.

Referências
BARBOSA, Z.; CARVALHO. J. G.;
MORAIS A. R. Fósforo e zinco na
nutrição e crescimento da aroeira-do-
sertão (Myracrodruon urundeuva Fr.
All.) I. Características de crescimento
das plantas. Ciência e Agrotecnologia,
Lavras, v. 21, n. 2, p. 196-204,1997.

GONÇALVES, J. L. M.; SANTERELLI,


E. G.; NETO, S. P. M.; MANARA, M. P.
Produção de mudas de espécies nativas:
substrato, nutrição, sombreamento e
27 fertilização. In: GONÇALVES, J. L.
M.; BENEDETTI, V. (Ed.). Nutrição
e fertilização florestal. Piracicaba:
ESALQ/USP, 2000. p. 309-350.

LORENZI, H. Árvores brasileiras:


manual de identificação e cultivo de
plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova
Odessa: Plantarum, 2002. 308 p.

VIDAURRE, G. D.; SILVA, A. N. Da;


ROCHA, J. D. De; BRITO, E. O. Produção
de chapas de partículas de madeira de duas
espécies nativas da mata atlântica e suas
combinações. Ciência Florestal, Santa
Maria, RS, v. 14, n. 1, p. 235-242, 2004.

151
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Crescimento de espécies nativas com


potencial madeireiro na região
Sudoeste do Paraná
Oiliam Carlos Stolarski1; Anderson Wiliam Klein1; Fernando Campanhã
Bechara2;; Mauricio Romero Gorenstein2; Murilo Lacerda Barddal3

Graduando de Eng. Florestal UTFPR , Campus Dois Vizinhos (oiliam_stolarski@hotmail.com);


1

2
Prof. Dr. do curso de Eng. Florestal UTFPR, Campus Dois Vizinhos (bechara@utfpr.edu.br)
3 Dr., Diretor de Meio Ambiente e Cidadania Empresarial da COPEL-GET

Introdução e objetivo por objetivo analisar o incremento de


A Mata Atlântica, juntamente com os seus quatro espécies nativas da Região Sudoeste
ecossistemas, recobre uma área de 1,1 do Paraná, passíveis de utilização pela
milhão de km², o que representa 11% do indústria florestal.
território nacional. Atualmente, devido às
atividades antrópicas, esta área conta com Materiais e métodos
apenas 300 mil km², a qual se encontra O estudo foi conduzido em um povoamento
altamente fragmentada, sendo considerada contendo Araucaria angustifolia (Bertol.)
um hotspot [1]. O bioma Mata Atlântica Kuntze, Cedrella fissilis Vell., Cordia trichotoma
é composto por diversas fisionomias Vell. e Ocotea porosa Nees & Mart., instalado
vegetacionais, dentre elas a Floresta em outubro de 2010, em espaçamento 3x2
Ombrófila Mista (FOM), que representa m, no município de Dois Vizinhos/PR
11% da vegetação original no estado do 53°06’07).O delineamento experimental
Paraná [2] com uma flora arbórea superior foi inteiramente ao acaso, sendo cada
a 200 espécies, e endemismo próximo a espécie considerada um tratamento, com 4
40% [3]. repetições de 3 indivíduos, totalizando 12
Algumas espécies arbóreas foram indivíduos por tratamento. Trinta meses
de extrema importância para o após o plantio, realizaram-se as primeiras
desenvolvimento econômico na Região avaliações, considerando os parâmetros:
Sul do país, devido ao alto valor de sua sobrevivência, altura total (ht), diâmetro
madeira e dos produtos gerados [4]. A do colo ao nível do solo (das), área de
FOM por sua vez, conta com um elevado copa e volume de copa (estimado como
número de espécies nativas de interesse um cilindro elíptico; e multiplicando-se
comercial, contudo, são poucos os estudos a área da copa pelo comprimento). Este
que enfatizam o seu desenvolvimento, método é um potencial informativo da
consequente de seu lento crescimento estimativa da quantidade de vegetação
natural. Dessa forma, este trabalho teve existente no dossel [5]. Os dados foram

152
Resumos Expandidos

tabelados utilizando o programa Microsoft de copa, depreende-se uma espécie com


Excel 2010® e analisados estatisticamente um bom potencial de desenvolvimento
utilizando o programa estatístico na região (25°41’37”Sudoestedo ParanáS,.
ASSISTAT® versão 7.7 beta [6]. Entretanto, nota-se que ocoeficiente
Realizou-se a ANOVA para todas as de variação para ambas as variáveis
características avaliadas e o teste de Tukey foi elevado, isso pode ser explicado
ao nível de 5% de probabilidade. devido à heterogeneidade na forma e
no comprimento da copa das espécies
Resultados e discussão avaliadas.
No período avaliado, percebe-se que A espécie C. trichotoma possui um rápido
A. angustifolia foi a única espécie que crescimento e uma madeira de excelente
apresentou mortalidade (8%). A morte qualidade, resultante de um tronco reto
da planta pode ocorrer por diversos e cilíndrico, além de um longo fuste,
fatores intrínsecos ao indivíduo ou então, sendo muito apreciada pelo mercado
decorrentes de fenômenos genéticos interno, externo [8] e também local.
ou ambientais, associando as condições Observa-se com isso que esta espécie
edafoclimáticas da região [7]. possui características (tabela 1) que
O crescimento em altura foi maior justificam a sua aceitação e que podem ser
para a C. trichotoma, chegando a 2,73 evidenciadas por meio de novos trabalhos
m aos 30 meses de idade. Já as outras que incentivem a sua utilização.
espécies apresentaram crescimentos que
não diferiram estatisticamente entre si.
Percebe-se que o coeficiente de variação
foi maior para C. fissilis, decorrente das
geadas precoces ocorridas nos meses de
maio a junho de 2012, que resultaram na
paralização do crescimento vegetativo,
dificultando assim o crescimento de alguns
indivíduos da espécie.
O diâmetro do colo ao nível do solo
foi maior para C. fissilis (71,18 mm)
seguido pela C tricotoma com 55,14 mm.
As outras espécies estatisticamente não
se diferenciaram, e apresentaram um
desenvolvimento em diâmetro bem
inferior (Tabela 1).
C. trichotoma destacou-se novamente em
relação à área de copa, bem como no volume

153
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

CV das CV CV vcopa Sob


Tratamentos ht (m) acopa (m²) CV(%)
(%) (mm) (%) (%) (m³) (%)
Cordia trichotoma 2,73 a 27,18 55,14 b 35,08 3,07 a 49,48 3,83 a 80,59 100
Cedrela fissilis 1,86 b 50,83 71,18 a 21,23 1,67 b 71,49 1,02 b 100,75 100
Araucaria
1,47 b 45,02 27,45 c 42,11 0,90 bc 52,53 0,68 b 68,21 91,66
angustifolia
Ocotea porosa 1,15 b 29,61 14,07 c 54,27 0,26 c 116,68 0,13 b 165,96 100
Média 1,80 38,16 41,96 38,18 1,48 72,54 1,41 103,88 97,92

CV (%) 38,03 30,31 61,79 36,15 82,08 42,72 116,85 41,88 4,26

Tabela 1: Análise quantitativa de quatro espécies com potencial madeireiro quanto ao seu
desenvolvimento no município de Dois Vizinhos, Paraná, 2014. Onde: sob = sobrevivência; ht =
altura total; CV = coeficiente de variação; das = diâmetro do colo ao nível do solo; acopa = área
de copa; vcopa = volume de copa. *Teste significativo ao nível de 5% de probabilidade (p < .05).
As médias seguidas pela mesma letra, dentro de cada variável, não diferem estatisticamente entre si.
Conclusão cobertura vegetal nativa do bioma
Para o período de 30 meses pós-plantio, a Mata Atlântica. Rio de Janeiro: Instituto
espécie que apresentou os melhores índices de de Estudos Socioambientais do Sul da
Bahia (IESB), 2007. 84 p.
desenvolvimento dentre as variáveis analisadas,
foi C. trichotoma. Entretanto, C. fissilis destacou-
[3]REIS, A. A vegetação original
se das demais em relação ao diâmetro do
do Estado de Santa Catarina. In:
colo. Dessa forma, pode-se concluir que no CARACTERIZAÇÃO de estádios
estado do Paraná, com formação de Floresta sucessionais na vegetação catarinense.
Ombrófila Mista, as espécies C. trichotoma Florianópolis: UFSC, 1995. p. 3-22.
e C. fissilis apresentam respectivamente um
bom desenvolvimento em altura e diâmetro, [4]LORENZI, H. Árvores brasileiras:
contudo, necessita-se de mais estudos manual de identificação e cultivo de plantas
decorrente de um monitoramento contínuo arbóreas nativas do Brasil. 5. ed. Nova
que expresse o incremento destas espécies ao Odessa: Intituto Plantarum, 2008. 384 p.
longo do tempo.
[5] MONTGOMERY, R. A.; CHAZDON,
R. L. Forest structure, canopy architecture,
Referências and light transmittance in Tropical Wet
[[1]BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Forests. Ecology, v. 82, n. 10, p. 2707–
Serviço Florestal Brasileiro. Florestas do 2718, 2001.
Brasil em resumo: 2010: dados de 2005- [6]SILVA, F. de A. S. e.; AZEVEDO, C.
2010. Brasília, DF, 2010. 152 p. A. V. de. Principal components analysis in
[2]ARAÚJO, M. H. S.; CRUZ, C. B. the software assistat-statistical attendance.
M.; VICENS, R. S. Levantamento da
In: WORLD CONGRESS ON

154
Resumos Expandidos

COMPUTERS IN AGRICULTURE, 7,
Reno. [Proceedings...]. Reno: American
Society of Agricultural and Biological
Engineers, 2009.

[7] ENCINAS, J. I.; SILVA, G. F.; PINTO,


J. R. R. Idade e crescimento das árvores.
Brasília, DF: Departamento de Engenharia
Florestal da UnB, 2005. 40 p.

[8] CARVALHO, P. E. R. Louro-pardo.


Boletim de Pesquisa Florestal,
Colombo, n. 17, p. 63-66, dez. 1988.

155
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Crescimento de Eucalipto submetido


à aplicação de lama de cal e cinza de
madeira
Shizuo Maeda(1); Itamar Antonio Bognola(2)

(1)
Pesquisador da Embrapa Florestas; Colombo, PR; shizuo.maeda@embrapa.br;
(2)
Pesquisador da Embrapa Florestas; Colombo, PR.

Introdução e objetivos percentuais, respectivamente: 0:0; 100:0;


A aplicação de resíduos gerados na 75:25; 50:50; 25:75: 0:100. Foi inserido
indústria de celu lose e papel como um tratamento constituído apenas de
insumo em plantios florestais é uma forma calcário dolomítico para refe rência. As
de destinação dos mesmos que resolve quantidades de materiais correspondentes
o problema de disposição. Dentre os a cada tratamento foram aplicadas
resíduos, a cinza de madeira e a lama de uniformemente sobre a superfície de cada
cal apresentam características químicas parcela sendo, em seguida, realizada a
que os potencializam como corretivos da incorporação numa faixa aproximada de
acidez do solo e fonte de nutrientes para 1,0 m de largura e 0,20 m de profundidade
as plantas. pela passagem do “riper”. Estas atividades
O objetivo desse trabalho foi avaliar o foram realizadas 30 dias antes do plantio
efeito da cinza de madeira e de lama de cal das mudas clonadas de Eucalyptus dunnii.
no desenvolvimento inicial de eucalipto e Aos seis meses após o plantio das mudas,
em atributos químicos do solo. foi realizada uma avaliação biométrica que
constou da medição da altura e diâmetro a
altura do peito das árvores. Foram coletadas
Material e métodos
amostras de solo das camadas 0 a 10; 10 a
O ensaio foi instalado num Nitossolo
20 e 20 a 40 cm para determinações do pH
Háplico distro férrico, típico, A moderado,
em CaCl 2, os teores de Ca, Mg, K, Al e P
textura argilosa, em Vargem Bonita, SC,
(Silva, 1999), e calculada a relação Ca/Mg.
em delineamento em blocos ao acaso
e quatro repetições. Os tratamentos
foram constituídos de doses de lama de
Resultados e discussão
A aplicação de cinza de forma isolada –
cal combinados com doses de cinza de
tratamento 6 e combinada com lama de
madeira gerada em caldeira estimados
cal – tratamentos 3, 4 e 5 proporcionaram
para elevação do pH em água a 5,5 com
os maiores valores de altura e diâme tro a
base no pH SMP, nas seguintes relações
altura do peito (Tabela 1).

156
Resumos Expandidos

Os resíduos e o calcário proporcionaram 4 50 50 0 3,17 a 2,15 a


melhorias n a fertilidade do solo. A redução 5 25 75 0 3,14 a 2,20 a
observada na acidez e no teor de Al+3 (Fig 6 0 100 0 3,12 a 2,26 a
1), deve-se ao poder neutralizante da lama 7 0 0 100 2,80 b 1,70 b
de cal, da cinza e do calcário (Demeyer et CV
- - - 6,56 9,62
al. , 2001; Lourenço, 1997). (%)
Além da redução da acidez e do teor de
Tabela 1. Altura e diâmetro a altura do peito
Al+3, foram observados aumentos nos (dap) de árvores de Eucalyptus dunnii submetidas a
teores de Ca+2, Mg+2 e K+ (Figura 2). aplicação de lama de cal – lc, cinza – ci e calcário –
No caso do Ca+2, em função do maior calc, ava liadas seis meses após o plantio. *Médias
solubilidade e do maior teor presente em seguidas por letras iguais nas colunas não dieferem
significativamente pelo teste Scott-Knott a 5%
sua composição, a aplicação de 100% de
lama de cal resultou em maiores teores,
os quais foram reduzindo à medida que Observaram-se ainda aumentos no teor de
diminuiu a participação desse resíduo na P (Figura 1) nos tratamentos com presença
composição do tratamento. No caso do de cinza, sendo os efeitos tanto mais
Mg+2, os maiores teores foram observados intenso quanto maior a presença de cinza
com a aplicação do calcário dolomítico, na composição do tratamento, o que se
seguidos pelo tratamentos com maiores deve à presença de P na composição desse
presença de cinza, o que se justifica resíduo, sendo esse resultado consistente
pela presençade Mg em maior teor na com o obtido por Saarsalmi et al. (2006).
composição do produto. Quanto à razão Essas explicações também são válidas para
da relação Ca/Mg, o calcário dolomítico e os aumento s observados nos teores de K+.
os tratamentos com maior percentual de Como resultado da mobilização do solo
cinza (tratamentos 5 – 25% de lama de cal realizada com o uso do “riper” associado
e 75% de cinza e 6 – 100% de cinza) foram com a lixiviação de elemen tos solúveis,
os que apresentaram as razões da relação conforme também observado por Ludwig
mais próxima da considerada adequada et al., (2002), os efeitos dos tratamentos
(Figura 2), devendo-se esse resultado à nas características químicas avaliadas
presença de Mg na composição desses foram observados nas camadas 0 a 10, 10 a
materiais. 20 e em alguns casos até a camada 20 a 40
cm (Figuras 1 e 2).
Tratam. Composição - % Variáveis medidas*
lc ci calc alt - m dap - cm
1 0 0 0 2,79 b 1,68 b
2 100 0 0 2,85 b 1,68 b
3 75 25 0 3,15 a 1,73 a

157
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

de madeira nas seguintes relações percentuais,


respectivamente: 1 – 0:0; t2 – 100:0; t3 – 75:0;
t4 – 50:50; t5 – 25:75; t 6 - 0:100. O t7 refere-se
à aplicação de calcário dolomítico.

Conclusões
A aplicação de cinza de biomassa florestal
de forma isolada e combinada com
lama de cal nas proporções avaliadas,
respectivamente de 25%+75%; 50%+50%
e 75%+25%, resultaram em melhor
crescimento inicial das mudas de Eucaliptus
dunnii.

Figura 1. pH CaCl2 e teores de Al+3 e de P em Referências


camadas de solo submetidas à aplicação de lama
DEMEYER, A.; VOUNDI NKANA, J. C.;
de cal e cinza de madeira nas seguintes relações
percentuais, respectivamente: 1 – 0:0; t2 – 100:0; VERLOO, M. G. Characteristics of wood
t3 – 75:0; t4 – 50:50; t5 – 25:75; t 6 - 0:100. O t7 ash and influence on soil properties and
refere-se à aplicação de calcário dolomítico. nutrient uptake: an overview. Bioresource
Technology, v. 77, p. 287-295, 2001.

LUDWIG, B.; RUMPF, S.; MINRUP, M.;


MEIWES, K-J.; KHANNA, P. K. Effects
of lime and wood ash on soil-solution
chemistry, soil chemistry and nutritional
status of a pine stand in Northern
Germany. Scandinavian Journal of
Forest Research, v. 17, p. 225-237, 2002.

SAARSALMI, A.; KUKKOLA, M.;


MOILANEN, M.; AROLA, M. Long-
term effects of ash and N fertilization on
stand growth, tree nutrient status and soil
chemistry in a scots pine stand. Forest
Figura 2. Teores trocáveis de K +, Ca+2 e Ecology and Management, v. 235, p.
Mg+2 e relação Ca/Mg em camadas de solo 116-128, 2006.
submetidas à aplicação de lama de cal e cinza

158
Resumos Expandidos

SILVA, F. C. da (Ed.). Manual de


análises químicas de solos, plantas e
fertilizantes. 2. ed. rev. ampl. Brasília, DF:
Embrapa Informação Tecnológica; Rio de
Janeiro: Embrapa Solos, 1999. 627 p.

LOURENÇO, R. S. Curvas de
neutralização de solo com lama de cal,
comparada com CaCO3 p.a. e calcário.
Boletim de Pesquisa Florestal,
Colombo, n. 35, p. 49-57, jul./dez. 1997.

159
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Crescimento de guanandi em solo


adubado com silicato de cálcio e
magnésio
Ariane Miranda de Oliveira1; Luiz Arnaldo Fernandes2; Leandro Roberto da
Cruz3; Rodrigo Eduardo Barros4; Rodrigo Magalhães Faria5

1
Graduanda Eng. Florestal ICA/UFMG (arianem.oliver@yahoo.com.br);2Prof. Dr. Instituto de
Ciências Agrárias UFMG (larnaldo@ica.ufmg.br); 3Doutorando Prod. Vegetal ICA/UFMG
(leandrocruz2001@yahoo.com.br); 4Graduando Agronomia ICA/UFMG (rodrigoeduardobarros@
hotmail.com); 5Graduando Agronomia ICA/UFMG (rodrigo_faria179@hotmail.com)

Introdução e objetivos totalizando 20 parcelas. Os dados foram


Cresce a cada ano a necessidade de submetidos à análise de variância, ao teste
produtos madeireiros e não madeireiros Tukey a 5 % de probabilidade e à análise de
no Brasil [1]. O guanandi (Calophyllum regressão polinomial.
brasiliense Camb.) é uma espécie arbórea
com potencial de exploração das folhas
Resultados e discussão
O silicato de cálcio e magnésio
[2] e da madeira, seu produto principal. Os
disponibilizou ao solo potássio, cálcio e
solos agricultáveis do país, contudo, são na
magnésio (Tabela 1), aumentou seu pH, a
maioria ácidos e necessitam de correção
saturação por base, soma de bases e acidez
[3], sendo o silicato de cálcio e magnésio
potencial (Tabela 2).
uma alternativa de corretivo para torna-los
cultiváveis. Assim, objetivou-se com este Dose Variável
trabalho estudar o crescimento de plantas (Mg ha-1) K Ca Mg
jovens de guanandi em solo corrigido com 2,0 Cal. 1,10 ABC 0,69 D 0,21 C
silicato de cálcio e magnésio. 0 0,11 ABC 0,75 D 0,13 C
0,5 1,11 ABC 0,80 ABC 0,14 C
Material e métodos 1,0 0,13 AB 0,92 AB 0,25 BC
O experimento foi conduzido no Instituto
2,0 0,16 A 0,86 ABC 0,38 AB
de Ciências Agrárias da Universidade
CV 28,85 6,06 22,27
Federal de Minas Gerais localizado a 43º 53’
W e 16º 43’ S. Utilizou-se o delineamento Tabela 1. Médias dos teores no solo de K, Ca e
de blocos casualizados com 5 tratamentos Mg em mmolc dm-3, após a coleta das plantas
de guanandi. Médias seguidas de letra semelhante
compostos pelas doses 2,0 Mg ha-2 de na mesma coluna não diferenciam entre si pelo
calcário, 0,0; 0,5; 1,0 e 2,0 Mg ha-2 de teste de Tukey a 5 % de probabilidade.
silicato de cálcio e magnésio e 4 repetições,

160
Resumos Expandidos

Dose Variável
(Mg pH SB H + Al V
ha )
-1

2,0 7,50 1,01 D 0,93 91,67


Cal. ABC BCD B
0 7,13 C 0,99 D 0,92 93,00
BCD B Figura 1. Altura das plantas de guanandi em
0,5 7,37 1,05 0,75 D 94,00 função das doses de silicato.
BC CD AB
1,0 7,43 1,30 0,85 92,33 Conclusão
ABC ABC CD A O silicato de cálcio e magnésio melhorou
2,0 7,70 1,40 A 1,15 91,67 os atributos do solo mas não auxiliou no
AB AB AB crescimento em altura do guanandi.
C.V. % 1,86 8,14 10,64 0,78
Referências
Tabela 2. Média da soma de bases (SB), [[1]ANUÁRIO Estatístico da ABRAF
acidez potencial (H + Al) em mmolc dm-3,
2013: ano base 2012. Brasília, DF: ABRAF,
saturação por base (V) em % e pH após coleta
2013. 142 p.
das plantas de guanandi. Médias seguidas
de letra semelhante na mesma coluna não [2]FERREIRA, R. C. S.; RIFFEL, A.;
diferenciam entre si pelo teste de Tukey a 5 % SANT’ ANA, A. E. G. HIV: Mecanismo
de probabilidade.
de replicação, alvos farmacológicos e
inibição por produtos derivados de plantas.
As maiores doses de corretivos elevaram Química Nova, v. 33, n. 8, p. 1743-1755,
os teores de Ca, Mg e K. Isso pode ser 2010.
justificado pelo fato desses produtos [3]SOUSA, D. M.; LOBATO, E. Cerrado:
serem fonte de nutrientes. Resultados correção do solo e adubação. 2. ed. Brasília,
semelhantes sobre Ca e V em solo adubado DF: Embrapa Informação Tecnológica,
com silicato foram encontrados por [4]. 2004.
A altura do guanandi decresceu com o
[4]CALDEIRA JÚNIOR, C. F.; SOUZA,
aumento das doses de silicato, sugerindo
R. A. DE; SANTOS, M. A.; SAMPAIO,
que esse corretivo não auxilia nesse tipo de R. A.; MARTINS, E. R. Características
crescimento da planta (Figura 1). químicas do solo e crescimento de
Astronium fraxinifilium Schott em área
degradada adubada com lodo de esgoto e
silicato de cálcio. Revista Ceres, Lavras, v.
56, n. 2, p. 213-218, 2009.

161
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Crescimento de mudas de Aroeira


Vermelha (Schinus terebinthifolius)
em diferentes substratos
Renan Fossatti1; Valmir Milani1; Marcio Carlos Navroski2;
Mariane de Oliveira Pereira3

1 Graduando Eng. Florestal UDESC / CAV (renan_fossatti@hotmail.com); 1 Graduando Eng.


Florestal UDESC / CAV (milani_valmir@hotmail.com) 2 Prof. Dep. de Engenharia Florestal
UDESC/CAV (navroski@cav.udesc.br); 3 Mestre, Doutoranda em Engenharia Florestal UFPR
(maripereira.florestal@gmail.com)

Introdução e objetivos Materiais e métodos


A aroeira vermelha (Schinus terebinthifolius O ensaio foi realizado durante o período
Rdd) é uma espécie nativa da América de março a dezembro de 2013 no viveiro
tropical, é dióica e pertencente à família da UDESC – CAV em Lages/SC. Situado
Anacardiaceae. Possui importância nas coordenas geográficas a latitude de
comercial devido às propriedades 27º19’0’’ S e longitude de 50º19’35’’ W e
medicinais fotoquímicas e alimentícia [1]. É altitude de 900 m.
bastante utilizada na recuperação de áreas De acordo com a classificação de Koeppen
degradadas, pois possui caráter pioneiro e o clima do município de Lages/SC é
agressividade competitiva [2]. mesotérmico úmido com verão ameno
A necessidade de produção de grande (Cfb – temperado). A temperatura média
quantidade de mudas em um curto espaço anual é 15ºC e a precipitação média anual
de tempo, para atender aos plantios vai de 1300mm a 1500mm.
comerciais e áreas de recuperação tem Os tratamentos foram constituídos por
favorecido a evolução rápida de diferentes diferentes materiais, sendo compostos por:
técnicas de preparo. O substrato usado 1) comercial; 2) comercial (1/2) + solo da
para produção de mudas tem por finalidade região (1/2); 3) comercial (1/2) + casca de
garantir o desenvolvimento da planta com pinus (1/2); 4) solo da região (1/2) + casca
boa qualidade, em curto período de tempo de pinus (1/2) e 5) comercial (1/3) + solo
e baixo custo [3]. da região (1/3) + casca de pinus (1/3).
Por fim este trabalho tem como objetivo O experimento foi realizado em
avaliar diferentes formulações para o delineamento inteiramente casualizado
desenvolvimento de substratos adequados com 5 repetições de 5 plantas planta
na germinação e no crescimento de mudas por repetição. Em todos os substratos
de aroeira vermelha (Schinus terebinthifolius foram aplicados 6 g L-1 de NPK (5-20-10).
Radd). As sementes coletadas na região foram

162
Resumos Expandidos

semeadas diretamente em sacos plásticos entre 32,0 a 44,25%. Numericamente,


de 500 cm³, com medidas de 8 x 15 cm, o tratamento T3 (comercial + casca de
com 0,07 mm de espessura, e irrigados pinus) apresentou a maior altura da mudas
periodicamente. de aroeira-vermelha.
Cerca de 70 dias após a semeadura foi Comportamento similar à germinação
verificada a percentagem de germinação e a altura foi obtido para o diâmetro do
de cada tratamento, e após 270 dias a colo. O tratamento T2 apresentou a menor
semeadura foi realizada a medição de média (2,57 mm) não diferenciando do
altura (cm) e diâmetro do colo (mm). T4 (solo da região + casca de pinus) que
As variâncias dos tratamentos foram obteve média de 4,08 mm e T1 (comercial)
testadas quanto à homogeneidade com média de 3,82.
pelo teste de Bartlett. Quando houve
Germinação Altura DC
homogeneidade das variâncias os dados Tratamento
(%) (cm) (cm)
foram submetidos à análise de variância
T1 75,0 a* 32,0 a 3,82 b
e quando houve diferença significativa
T2 35,0 b 17,2 b 2,57 b
pelo teste de F, houve aplicação de teste
T3 90,0 a 44,2 a 5,63 a
de média por Scott-Knott ao nível de 5%
T4 65,0 a 33,8 a 4,08 b
de probabilidade. A análise dos dados foi T5 95,0 a 42,2 a 5,60 a
realizada no pacote estatístico SISVAR [4].
Tabela 1. Médias de germinação (%), altura
(cm) e diâmetro do colo – DC (mm) de mudas
Resultados e discussões de Schinus terebinthifolius em função dos diferentes
Conforme a análise de variância houve tratamentos utilizados. *Médias seguidas pela
mesma letra na coluna, não diferem entre si
diferença significativa entre os diferentes
pelo teste de Scott-Knott ao nível de 5% de
substratos para as três variáveis analisadas. probabilidade de erro.
Em relação à germinação, o tratamento
composto pelo substrato comercial + solo
da região (T2) apresentou a menor média Em geral os substratos que utilizaram
(35%) diferindo dos demais tratamentos. o solo da região na composição (T2 e
A média de germinação para os demais T4) apresentaram as melhores respostas
tratamentos ficou entre 65,0 até 95,0% de no crescimento das mudas de aroeira
germinação. vermelha. Possivelmente este resultado
Quanto ao crescimento da mudas seja em função das características físicas
em altura, o tratamento T2 também do substrato composto pelo solo. O solo
apresentou a menor média (17,25) apresenta menor porosidade, aeração e
diferenciando dos demais. Para os demais drenagem em relação a outros compostos
tratamentos não houve diferença entre utilizados, o que pode prejudicar o
eles, sendo que as médias se situaram crescimento das mudas.

163
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Segundo Hartmann e Kester [5] a Os demais tratamentos apresentaram


superioridade das plantas conduzidas comportamento semelhante, destacando-
em diferentes substratos depende se o tratamento composto pelo substrato
das propriedades do substrato, como comercial + casca de pinus (T3) e pelo
por exemplo, sanidade, volume tratamento composto pelo substrato
relativamente constante quando seco e comercial + solo da região + casca de
úmido, capacidade de retenção de água, pinus (T5) os quais apresentaram alta
densidade, porosidade, drenagem, aeração germinação e bom desenvolvimento em
e salinidade baixa. altura e diâmetro do colo.
A mistura dos três componentes utilizados
promoveu a maior germinação e o Referências
melhor crescimento da mudas de aroeira- [1]LENZI, M.; ORTH, A. I. Caracterização
vermelha. De modo geral, pode-se dizer funcional do sistema reprodutivo da aroeira
que é preferível a mistura de dois ou mais vermelha (Schinus terebenthifoliuns Radd),
materiais para a obtenção de um substrato em Florianópolis, SC, Brasil. Revista
adequado e de boa qualidade [6]. Segundo Brasileira de Fruticultura, v. 26 n. 2, p.
o mesmo autor, a escolha dos materiais 198–201, 2005.
utilizados deve considerar a espécie a
ser cultivada, as condições de produção [2]LENZI, M.; ORTH, A. I. Fenologia
(sistema de irrigação, fertilização, tamanho reprodutiva, morfologia e biologia floral
de recipiente, etc.), a disponibilidade de Schinus terebenthifoliuns Radd
e preço do material, além de aspectos (Anacardiaceae), em restinga da Ilha de
técnicos relacionados ao seu uso. Santa Catarina, Brasil. Biotemas, v. 17, n.
O tipo de material e a proporção de cada 2, p. 67–89, 2004.
um na composição do substrato variam de
acordo com a disponibilidade local, custo [3]CUNHA, A. de M.; CUNHA, G. de M.;
e tipo de muda a ser produzida [7]. E ainda SARMENTO, R. de A.; CUNHA, G. de M.;
deve-se lembrar que a formulação deverá AMARAL, J. F. T. do. Efeito de diferentes
ser testada nas condições de cada local de substratos sobre o desenvolvimento de
produção e devidamente ajustada, caso mudas de Acacia sp. Revista Árvore,
haja necessidade [8]. Viçosa, MG, v. 30, n. 2, p. 207-214, 2006.

Conclusão
[4]FERREIRA, D. F. Sisvar: a computer
O tratamento composto pelo substrato
statistical analysis system. Ciência e
comercial + solo da região (T4) apresentou
Agrotecnologia, Lavras, v. 35, n. 6, p.
em geral a menor germinação e também o
1039-1042, 2011.
menor desenvolvimento das plantas.

164
Resumos Expandidos

[5]HARTMANN, H. T.; KESTER, D.


E. Plant propagation: principles and
practices. 3. ed. New Jersey: Prentice-Hall,
1975. 661 p.

[6]BACKES, M. A.; KÄMPF, A. N.


Substrato a base de composto de lixo
urbano para a produção de plantas
ornamentais. Pesquisa Agropecuária
Brasileira, Brasília, DF, v. 26, n. 5, p. 753-
758, 1991.

[7]GONÇALVES, J. L. de M.;
POGGIANI, F. Substrato para produção
de mudas. In: CONGRESSO LATINO
AMERICANO DE CIÊNCIA DO
SOLO, 13. Águas de Lindóia, 1996.
Anais... Águas de Lidóia: SLCS; SBCS;
ESALQ/USP, CEA; SBM, 1996.

[8]WENDLING, I.; DUTRA, L. F.;


GROSSI, F. Produção de mudas de
espécies lenhosas. Colombo: Embrapa
Florestas, 2006. (Embrapa Florestas.
Documentos 130).

165
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Crescimento de quatro clones de cacau


cultivados no Norte de Minas
Lorena Oliveira Barbosa¹; Karoline Paulino Costa²;
Rizia Rodrigues Santos³; Márcia Silva de Jesus4; Ernane Ronie Martins5.

Graduanda do curso Engenharia Florestal – ICA/UFMG (lorena.obarbosa@gmail.com);


1

2
Graduanda do curso de Agronomia – ICA/UFMG (karoline_paulino21@hotmail.com); 3
Mestranda em Produção Vegetal – ICA/UFMG (riziarodrigues91@yahoo.com.br); 4 Graduanda
do curso Engenharia Florestal – ICA/UFMG (eng-marcia@hotmail.com); 5 Prof. Dr. Produção
Vegetal ICA/UFMG (ernane.ufmg@gmail.com).

Introdução 28 parcelas. Os tratamentos foram


O cacaueiro (Theobroma cacao L.) é uma compostos de quatro clones: CCN10,
espécie nativa do Brasil, encontrada na CCN51, CEPEC2002 e PH16 plantados
floresta Amazônica [1]. É uma planta muito nas entrelinhas do bananal do ICA/
utilizada pelos povos tradicionais para UFMG, no mês de julho de 2010. O
alimentação, que para sua produção exige plantio do cacau realizou-se em covas de
uma alta umidade e sombreamento [2]. 40 x 40 x 40 cm, adubadas com 300 g de
No Norte de Minas Gerais, existem amplas superfosfato simples e 10 litros de esterco
áreas de produção de bananeiras irrigadas, bovino curtido, no espaçamento 3 x 3 m.
que poderiam ser utilizadas no cultivo A irrigação foi realizada por meio
de cacau propiciando sombreamento, e da microaspersão. O experimento
também o aproveitamento da fertilização permaneceu na área até o mês de abril de
e da irrigação. Assim, objetivou-se avaliar o 2013.
crescimento de quatro clones de cacau sob O crescimento das plantas foi avaliado
sombreamento de bananeiras. por meio de dimensões lineares altura,
diâmetro, número de folhas, número de
plantas floridas e início da frutificação,
Material e métodos
entre 120 e 1020 dias após o plantio
A pesquisa foi realizada no Instituto de
(DAP).Os resultados foram submetidos à
Ciências Agrárias, da Universidade Federal
análise de variância e de regressão.
de Minas Gerais, Campus Regional de
Montes Claros.
O delineamento experimental empregado Resultados e discussão
foi em blocos casualizados, com quatro Para as variáveis altura e diâmetro, pode-se
tratamentos, sete repetições, totalizando constatar que houve diferença significativa
entre os resultados (Figuras 1 e 2).

166
Resumos Expandidos

Na altura, os clones CCN10 e PH16, Os quatros clones possuíram


apresentaram taxa de crescimento contínua comportamento semelhante no número
ao longo das avaliações. Os clones médio de folhas ao longo do tempo,
CEPEC2002 e CCN51, apresentaram apresentando resposta quadrática. A
valores máximos de altura e após esse ponto variação do número de folhas foi pequena
nas avaliações iniciais, a partir dos 240
ocorreu uma estabilização, coincidindo
DAP, observou-se um aumento constante
com as épocas de florescimento intenso
da quantidade de folhas (Figura 3).
dessas plantas.
A floração iniciou-se aos 120 dias após o
Nas avaliações de diâmetro todos os clones plantio, nos clones PH16, CEPEC2002 e
apresentaram tendência linear (Figura 2). CCN51, sendo que os três apresentaram
14,29% de plantas floridas. Aos 810
DAP, época correspondente a estação
do inverno em 2012, 100% dos clones
CEPEC2002 estavam floridos, sendo
essa a maior taxa de floração em nível de
clone observada ao longo das avaliações.
Também nessa época, observou uma taxa
de floração de 64,29% do total de plantas
do experimento, sendo esse o maior valor
encontrado ao longo do experimento. A
Figura 1. Variação da altura média (cm) de floração dos clones CCN10 iniciou-se aos
quatro clones de Theobroma cacao em função do 780 DAP, sendo também nessa avaliação
DAP. ** - Significativo a 1% de probabilidade o seu auge de florescimento, com taxa
no teste de t. de floração de 57,14% do total de clones
CCN10 (Figura 4).

Figura 2. Variação do diâmetro (mm) do caule Figura 3. Variação do número de folhas de quatro
de quatro clones de Theobroma cacao em função do clones de Theobroma cacao em função do DAP.
DAP. ** - Significativo a 1% de probabilidade pelo **-Significativo a 1% de probabilidade pelo t.
teste de t.

167
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Referências
[1]GRAMACHO, I. C. P.; MAGNO, A. E.
de S.; MANDARINO, E. P.; MATOS, A.
Cultivo e beneficiamento do cacau na
Bahia. Ilhéus: CEPLAC, 1992. 124 p.

[2]MONTEIRO, W. R.; MARQUES,


J. R. B. Consorciação: a saída para a
modernização de sistema agrícola da
região cacaueira. Disponível em: <http://
Figura 4. Percentual de plantas floridas em função www.ceplac.gov.br/radar/consorciacao.
do DAP em quatro clones de Theobroma cacao.
htm>. 2002. Acesso em: 11 set. 2013.

O clone CEPEC2002 apresentou os


maiores valores em relação aos demais
clones.
A frutificação se iniciou a partir dos 780
DAP para os clones CCN10, CCN51
e PH16. Já para o clone CEPEC2002
foi registrado início de frutificação aos
330 DAP, com um total de dois frutos,
característica essa de precocidade que é
favorável agronomicamente.

Conclusão
O clone CEPEC2002 destaca-se dos
demais clones, apresentando maior
crescimento nas condições da região Norte
de Minas Gerais.

Apoio
UFMG, CNPq, FAPEMIG, CAPES,
PET-AGRONOMIA.

168
Resumos Expandidos

Crescimento inicial de Eucalyptus


dunnii Maiden. Sob diferentes
regimes de adubação
marieli Sabrina Ruza1; Alessandro Camargo Angelo2; Karen Koch Fernandes de
Souza³; Rozimeiry Gomes Bezerra Gaspar4; Vinicius Henrique Mayer5

1
Graduanda Eng. Florestal UFPR (marielisabrina93@gmail.com); 2Professor Dr. Departamento
de Ciências Florestais UFPR (alessandrocangelo@gmail.com); ³Professora Msc.Engenharia Florestal
PUCPR (karen.souza@pucpr.br); 4Profª Msc.Departamento de Ciências Florestais UFPR
(gaspar@ufpr.br); 5Graduando Eng. Florestal UFPR (viniciushm13@gmail.com)

Introdução e objetivos manter a planta nutrida continuamente


A expansão agrícola na década de 70 e e regularmente durante o crescimento e
80 suprimiu grandes áreas de florestas quando aplicada é dispensada a adubação
naturais. Com o crescimento populacional, de cobertura [3; 4].
a demanda por madeira e seus derivados, O objetivo do presente estudo foi avaliar
incentivou o cultivo de reflorestamentos, o desenvolvimento de Eucalyptus dunnii,
com espécies de rápido crescimento, aos12 meses de idade e de procedência
dentre elas, encontra-se o eucalipto como seminal, quando submetido a adubação
principal gênero implantado. convencional, adubação com liberação
O Eucalyptus dunnii Maiden se destaca lenta e sem adubação (testemunha).
na região sul do Brasil, pois além da
alta produtividade possui adaptação a Material e métodos
condições adversas como resistência às O experimento foi implantado na Estação
injúrias causadas pelas geadas [1]. Experimental da Universidade Federal do
As técnicas silviculturais são amplamente Paraná, Fazenda Canguiri, localizada no
utilizadas para a obtenção de um maior município de Pinhais, região metropolitana
crescimento e desenvolvimento da espécie de Curitiba-PR. De acordo com a
em menor tempo [2]. A adubação é uma classificação climática de Köppen, a região
das técnicas primordiais para alcançar tais apresenta clima do tipo Cfb, caracterizado
resultados. por ser mesotérmico úmido e de verões
A adubação de liberação lenta vem brandos. A área em estudo está sob as
ganhando espaço entre as técnicas coordenadas 25°23’20”S49°07’28”W,
silviculturais, esta reduz as perdas altitude média de 893m e solo do tipo
por lixiviação e volatilização, além de Cambissolo háplico. Para o preparo do

169
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

solofoi realizado uma roçada e uma fertilizante. Para avaliação do experimento


subsolagem à 40 cm de profundidade, foram consideradas as medições oriundas
além da gradagem seguida da aplicação das variáveis: altura total e diâmetro de
de2 toneladas/ha de calcário e 200 kg/ha colo. A altura total foi mensurada com
de fosfato. O delineamento experimental o uso da trena medindo-se a base da
implantado foide blocos ao acaso, com planta até a gema apical e o diâmetro de
dezesseis repetições. Para tanto,foram colo foi mensurado com o auxilio de um
instaladas parcelas com espaçamento de paquímetro à 10 cm do solo.
3x2m incluindo a bordadura equivalendo Os dados foram processados pelo software
a 8 linhas de plantio, com 10 plantas em ASSISTAT versão 7.7 beta, fornecendo
cada linha. As mudas utilizadas para o a analise de variância (ANOVA) e
experimento foram cedidas pela CMPC/ posteriormente submetidos ao teste de
RS. Tukey ao nível de 5% de probabilidade.
As covas para o plantio foram feitas com
um motocoveador em profundidade de 30 Resultados e discussão
cm, a aplicação de adubo foi realizada em A análise dos dados demonstrou para as
duas covetas laterais a uma distância de variáveis diâmetro de colo e altura total
15 cm da base da planta e profundidade não haver diferença estatisticamente
de 10 cm. As plantas competidoras foram significativa entre a adubação convencional
controladas mecanicamente (coroamento e a adubação de liberação lenta, porém
e roçada mecanizada e semimecanizada). essas diferem da testemunha que não
Cabe ressaltar que, para efeito de recebeu adubação (Tabela 1).
comparação, não foram consideradas
as mudas de replantio. O experimento Médias dos tratamentos (cm)
Altura Diâmetro
foi constituído por 3 tratamentos: (T1)
Adubação
adubação convencional 200 g de NPK 247,81a 48,06a
convencional
na formulação 06-30-06 para adubação
Adubação de
de baseaplicada 30 dias após o plantio e 202,18a 39,25a
liberação lenta
200 g de NPK 15-05-30 para adubação
Testemunha
de cobertura (30 dias após adubação de 100,00b 17,80b
(sem adubação)
base) por indivíduo; (T2) adubação com
aplicação do fertilizante de liberação Tabela 1. Média das variáveis a altura e
lenta em doses de 248 g por planta, diâmetro de Eucalyptus dunnii em função
de adubação convencional, adubação de
constituídas pela formulação NPK 11-
liberação lenta e sem adubação (testemunha),
21-19 mais micronutrientes, realizada 30 para 12 meses de idade. *Médias seguidas
dias após o plantio; e (T3) tratamento de pelo menos uma letra igual, nalinha, não
testemunha; ou seja, sem aplicação de diferem significativamente.

170
Resumos Expandidos

O incremento em diâmetro, assim Referências


como o crescimento em altura foram [1]LEITE, N. B.; FERREIRA, M.; RAMOS,
superiores quando submetidos aos efeitos P. G. D. Efeito de geadas sobre diversas
de adubação. Cabe ressaltar que, para o espécies e procedências de Eucalyptus
presente estudo, a adubação convencional spp. introduzidas na região de Lages,
envolveu duas aplicações, enquanto que Santa Catarina. Piracicaba: IPEF, 1973. p.
a adubação de liberação lenta consistiu 123. (IPEF. Circular técnica, 7).
em uma aplicação única. Isto apresenta
[2]BINKOWSKI, P. Conflitos ambientais e
implicações em relação ao custo significados sociais em torno da expansão
operacional. Por outro lado, o custo por da silvicultura de eucalipto na” metade
quilograma de adubação lenta é superior sul” do Rio Grande do Sul. 2009. 212 f.
ao de adubação convencional. Em função Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento
disso, deverão ser realizadas análises Rural) – Universidade Federal do Rio Grande
futuras focadas nesta análise econômica. do Sul, Porto Alegre.
[5] Analisando mudas de três espécies de
[3]GIRARDI, E. U.; MOURÃO FILHO, F.
eucalipto observou um maior crescimento
A. A. Emprego de fertilizantes de liberação
para altura e diâmetro quando utilizado
lenta na formação de pomares de citros.
adubação com liberação lenta. O
Revista Laranja, Cordeirópolis, v. 24, n. 2, p.
mesmo resultado foi encontrado por 507-518, 2003.
[6], pesquisando mudas de Eucalyptus
camaldulensis Dehnh. Este autor também [4]SHAVIV, A. Advances in controlled-
verificou que não houve diferença release fertilizers. Advances in Agronomy, v.
estatisticamente significativa entre 71, p. 1-49, 2001.
mudas sem adubação e mudas adubadas
[5]MENEGASSI, A. D.; SILVEIRA,
tradicionalmente.
E. R.; FERRONATO, M. L.; REINER,
D. A. Produção de mudas de Eucalipto
Conclusões sob diferentes fonts de adubação.
O uso de adubação convencional In: CONGRESSO FLORESTAL
e adubação de liberação lenta não PARANAENSE, 4., 2012, Curitiba. Anais.
demonstraram diferenças entre si para [Curitiba]: Malinovski Florestal, 2012. CD-
o crescimento em altura total e diâmetro ROM.
de colo de Eucalyptus dunnii, porém ambos
[6]MUNIZ, C. L.; LÔBO, L. M.;
demonstram superioridade quando
FERNANDES, F. P. R.; FERREIRA, E. M.;
comparados a plantas sem adubação.
BRASIL, E. P. F. Efeito de diferentes adubos
Esses resultados são para analises de NPK no processo de produção de mudas de
plantas com um ano de idade, porém o Eucalipto. Enciclopédia Biosfera, Goiânia,
estudo terá continuidade. v. 9, n. 17, p. 1163, 2013.

171
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Crescimento inicial de eucalyptus


urograndis sob diferentes doses de
fósforo e gesso agrícola no município
de Jaguariaíva – PR
Anderson Walczak¹;
Marcos Vinícius Martins Bassaco²; Felipe Mazurki Perucio³

1
Graduando Eng. Florestal ULT (awalczak@valedocorisco.com.br);
2
Eng. Florestal, Mestre em Ciências Florestais (marcos.bassaco@gmail.com;
3
Eng. Florestal, Florestal Vale do Corisco (fperucio@valedocorisco.com.br)

Introdução e objetivos crescimento de Eucalyptus urograndis na


A correta nutrição de mudas de eucalipto região Centro-oriental paranaense.
na fase de implantação se torna essencial
para o estabelecimento de florestas de alta Material e métodos
produtividade. Nas condições brasileiras, o O experimento foi conduzido em um
fósforo (P) é um dos nutrientes que mais povoamento de clone de Eucalyptus
limita a produção de madeira, em razão de urograndis no município de Jaguariaíva
seus teores naturalmente baixos na maioria no estado do Paraná, localizado na
dos solos cultivados com eucalipto no região Centro-oriental paranaense, nas
Brasil [2]. coordenadas 24º 15’ 12” S e 49º 40’
Mesmo o eucalipto sendo considerado 40” O e altitude de 926 m. O local é
uma espécie eficiente quanto ao uso dos caracterizado segundo Köppen pelo clima
nutrientes, em solos de baixa fertilidade, Cfb que corresponde ao clima temperado
elevados ganhos vem sendo obtidos pela com temperatura média no mês mais
aplicação de fertilizantes [2;1]. frio abaixo de 18ºC (mesotérmico), com
Aliado a isso, a literatura tem demonstrado verões frescos, temperatura média no mês
que a aplicação de gesso promove a mais quente abaixo de 22ºC e sem estação
movimentação do cálcio, magnésio e seca definida [4;5]. Foram instalados
enxofre no perfil do solo e, portanto, dois experimentos aplicando diferentes
propicia um ambiente químico favorável doses de fósforo e gesso agrícola. No
para o desenvolvimento do sistema experimento em que foi avaliado o fósforo
radicular [3]. foram testadas as seguintes doses, 0; 30;
O presente estudo teve como objetivo 60; 120 e 240 kg há-1), enquanto que para
avaliar o efeito da aplicação de doses o gesso foram testadas as seguintes doses:
variadas de fósforo e gesso agrícola no 0; 300; 600; 1.200; 2.400; 4.800; 9.600 kg ha-1.

172
Resumos Expandidos

As doses de fósforo foram aplicadas 15 1 0,3858


dias após o plantio em coveta lateral (± Blocos 3 2,0739 1,5817 ns
15 cm da muda). O gesso agrícola foi ns
aplicado a lanço em área total logo após o 6
Tratamentos 15817 ns
plantio das mudas. Em cada experimento ns
foi aplicado os nutrientes faltantes nas Resíduo 18 325,710 7.767,302
seguintes quantidades: N - 8,5 kg ha-1; P
- 51 kg ha-1; K - 17 kg ha-1 na adubação Tabela 1. Análise de variância para o
diâmetro do colo (DC) e altura (H) das
de base. mudas de Eucalyptus Urograndis. nsnão
Para avaliar o experimento foram coletados significativo.
os parâmetros dendrométricos, altura total
(H) e diâmetro do colo (DC). De acordo com a (Tabela 2) os resultados
O delineamento estatístico foi em blocos obtidos apresentam crescimento
ao acaso, consistindo em quatro blocos homogêneo entre os tratamentos, não
por experimento (fósforo e gesso), com demostrando diferença expressiva no
cinco tratamentos nos testes de fósforo crescimento em diâmetro do colo (DC)
e sete tratamentos no teste do gesso, e altura (H) aos três meses de idade. De
conforme descrito acima. As parcelas acordo com [8] a adição de P e de K ao
terão 64 plantas (8 x 8 plantas) em um solo por ocasião da implantação aumentou
espaçamento de 3 x 3 metros. o diâmetro do colo, a altura, o diâmetro
da copa e o volume cilíndrico das árvores,
Resultados e discussão com efeitos significativos (P<0,01) e
As variáveis de diâmetro do colo (DC) e reflexos positivos no crescimento inicial
altura (H) não apresentaram diferença do E. dunnii, avaliado aos seis meses de
estatisticamente significativatanto nos idade.
tratamentos como nos blocos como pode O gesso demonstrou crescimento
ser observado na (Tabela 1). homogêneo frente às diferentes doses
aplicadas, não obtendo ganho significativo
Fonte de QM em diâmetro do colo (DC) e altura (H)
variação G.L DC H relativos aos três meses de idade. [7]
Fósforo
avaliou a aplicação de calcário+gesso, nas
3 1,1735 0,9306
Blocos doses de 2,4 + 1,0 t/ha, respectivamente,
ns ns
produziu 24% a mais do que a aplicação
4 0,4731 0,1887
Tratamentos isolada de 3,0 t/ha de calcário, destacando-
ns ns
se o efeito do gesso no suprimento de Ca
Resíduo 12 609.950 18.223,52 5
e também de S.
Gesso

173
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

DOSE Conclusões
Trat. H DC
(kg/ha) O Eucalyptus urograndis não promoveu
Fósforo ganhos significativos de crescimento aos
0 1 61 12,2 três meses de idade, mesmo em doses
30 2 64 12,4 crescentes de fósforo e gesso agrícola.
60 3 68 13,4
120 4 66,3 13 Referências
240 5 68,3 11,9 [1]BARROS, N. F.; NEVES, J. C. L.;
Gesso NOVAIS, R. F. Fertilidade de solos,
0 1 77,1 13,4 nutrientes e produção florestal. Revista
300 2 80,8 14,5 Visão Agrícola, v. 4, p. 76-79, 2005.
600 3 76,5 13,27
[2]BARROS, N. F.; NOVAIS, R. F.
1200 4 83,2 14,3
Eucalypt nutrition and fertilizer regimes
2400 5 84,5 15,3 in Brazil. In: ATTIWILL, P. M.; ADAMS,
4800 6 89,1 16,2 M. A. (Ed.). Nutrition of Eucalyptus.
9600 7 74,7 12,4 Collingwood: CSIRO, 1996. p. 335-356.
Tabela 2. Médias dos diâmetros do colo
(mm) e altura (H) das mudas de Eucalyptus [3]CAMILO, N. F. P. Produtividade do
urograndis aos 90 dias. cafeeiro em resposta ao manejo da
calagem e gessagem em Latossolos
de Cerrado. 2007. 83 f. Dissertação
Aos três meses de idade as respostas
(Mestrado em Solos e Nutrição de Plantas)
obtidas para diâmetro do colo (DC) e altura
- Universidade Federal de Viçosa, Viçosa,
(H) foram estatisticamente semelhantes,
MG.
porém observa-se um pequeno aumento
das variáveis quando se aplica as doses
crescentes de fósforo. O mesmo [4]IAPAR. Cartas climáticas do Paraná.
comportamento é observado quando se Londrina, 2000.
utiliza o gesso no solo, aumentando o
diâmetro do colo e a altura até 4800 kg de [5]MAACK, R. Geografia física do
gesso por hectare, a partir dessa dosagem estado do Paraná. 2. ed. Rio de Janeiro:
houve um decréscimo das variáveis. Mas José Olympio, 1981. 442 p.
pode-se considerar que estatisticamente
estas diferenças não foram significativas à
[6]NAVA, G.; ERNANI, P. R.; SÁ, A. A.;
adição desses insumos.
PEREIRA, A. J. Soil composition and
nutritional status of apple as affected by

174
Resumos Expandidos

long-term application of gypsum. Revista


Brasileira de Ciência do Solo, v. 36, p.
215-222, 2012.

[7]RODRIGUES, F. A. V. Crescimento
de eucalipto em idade jovem e
movimentação de cálcio e magnésio
no solo em resposta à aplicação de
calcário e gesso agrícola. 2013. 72 f.
Tese (Doutorado em Solos e Nutrição de
Plantas) - Universidade Federal de Viçosa,
Viçosa, MG.

[8]STAHL, J. Resposta inicial de


Eucalyptus spp. à adubação fosfatada e
potássica no Planalto Sul Catarinense.
2009. 69 f. Dissertação (Mestrado em
Produção Vegetal) - Universidade do
Estado de Santa Catarina, Lages.

175
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Crescimento inicial de mudas de Ceiba


pentandra l. Gaertn (Malvaceae) com
composto de lixo orgânico
Rozimar de Campos Pereira1; José Antônio Linhares Júnior 2;
Adla Mércia Carobense da Palma2; Wendell Queiroz 2 ; Silvanne Silva Santos3

Profa. Dra. do Centro de Ciências Agrárias, Biológicas e Ambientais - Universidade Federal do


1

Recôncavo da Bahia - Rua Rui Barbosa, 710, Cruz das Almas – BA. (rozimar@ufrb.edu.br) ;
2
Graduandos em Engenharia Florestal - Centro de Ciências Agrárias, Biológicas e Ambientais -
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (linhares.jr@hotmail.com; adla_palma@hotmail.com;
wendel_q@hotmail.com).; 3Técnica de Laboratório do Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e
Biológicas, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (analise.silvane@yahoo.com.br).

Introdução e objetivos se fazer recomendações de fertilização


Ao iniciar estudos para o estabelecimento específicas para cada espécie [1]. Tendo em
de povoamentos florestais com vista o pouco conhecimento acumulado na
espécies nativas brasileiras, verifica-se literatura sobre as condições básicas para a
a quase inexistência de informações produção de mudas da maioria das espécies
a respeito da nutrição mineral dessas florestais, os estudos, que forneçam subsídios
espécies. No entanto, para o sucesso do para tal, assumem valiosa importância.
empreendimento florestal é importante, Assim, esse trabalho teve por objetivo avaliar
entre outros aspectos, o conhecimento os efeitos de doses crescentes de composto
das quantidades exigidas de cada elemento de lixo orgânico como fonte nutricional para
pela espécie [2]. o crescimento de mudas de sumaúma (Ceiba
A sumaúma é uma espécie que ocorre pentandra L. Gaertn).
desde o México até o norte da América
do Sul, principalmente nas matas de Material e métodos
várzea e de terra firme com solo argiloso Utilizou-se o delineamento inteiramente
[3]. Possui madeira com alto valor casualizado com cinco tratamentos
econômico, sendo utilizada para diversos (porcentagem de composto de lixo
fins. Pouco se sabe sobre a exigência orgânico) com 4 repetições com
nutricional e crescimento de sumaúma consistindo de 30 mudas. Os tratamentos
em plantios, sejam eles homogêneos ou corresponderam a cinco porcentagens 0;
mistos. O mesmo acontece na fase de 10; 20; 40 e 50% v/v. Utilizou-se como
muda, pois existe grande dificuldade de substrato latossolo amarelo coeso coletado

176
Resumos Expandidos

na camada de 20-40cm de profundidade.


Aos 93 dias após o plantio, determinaram-
se as variáveis altura, área foliar, número
de folhas e massa seca da parte aérea e
das raízes. A área foliar foi estimada pela
equação Área = L1,87, sendo L a largura
da folha [5]. Os dados coletados foram
submetidos à análise de variância (teste
F) e de regressão polinomial segundo
recomendações de [4].

Resultado e discussão
Analisando as doses utilizadas do composto,
estas promoveram maior crescimento das
plantas em altura até a dose estimada de 28 e
30% respectivamente (variando na faixa de
23 a 34% entre as medidas de crescimento
avaliadas) (Figura 1). Comparando-se o
substrato sem adição de composto, com
a dose estimada em que se observou o
crescimento máximo, houve aumento de
Figura 1. Altura das plantas (A), número de
47% na altura, 66% no número de folhas, folha (B), área foliar (C) e massa seca da parte
86% na área foliar, 77% na massa seca da aérea e raízes (D) de mudas de Ceiba pentamera
parte aérea e 99% na massa seca de raízes. produzidas em sacos plásticos em função
Observou-se que a maior porcentagem de doses de composto de lixo orgânico na
composição do substrato.
de composto na formação do substrato
produziu muda com menores alturas,
apesar destas, apresentarem massa da parte Comparando-se o substrato sem adição
aérea e das raízes (Figura 1. A, D). de composto, com a dose estimada em
que se observou o crescimento máximo,
houve aumento de 47% na altura, 66%
no número de folhas, 86% na área foliar,
77% na massa seca da parte aérea e 99%
na massa seca de raízes. A redução no
crescimento das plantas foi expressiva
quando os substratos continham a dose
máxima de composto. Comparando-se

177
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

a dose de 50% de composto com a dose três ambientes. Floresta e Ambiente, v. 7,


que promoveu o máximo crescimento, n. 1, p. 11-18, 2000.
observou-se redução de 1% na altura, 14%
no número de folhas, 21% na área foliar, [3]RIZZINI, C. T. Árvores e madeiras
23% na massa seca da parte aérea e 53% úteis do Brasil: manual de dendrologia.
na massa seca de raízes. 2. ed. São Paulo: E. Blucher, 1990. 286 p.

Conclusões [4]SANTOS, J. W.; GHEYI, H. R.


O uso de composto de lixo urbano Estatística experimental aplicada.
na formulação de substratos para o Campina Grande: Marcone, 2003. 213 p.
cultivo de plantas arbóreas contribui
significativamente para a melhoria da [5]SEVERINO, L. S.; VALE, L. S.;
fertilidade do substrato e melhora o vigor BELTRÃO, N. E. M. A simple method
das plantas. O composto de lixo urbano for measurement of Jatropha curcas leaf
adicionado ao substrato promove maior area. Revista Brasileira de Oleaginosas
crescimento da sumaúma, espécie com e Fibrosas, Campina Grande, v. 11, n. 1,
alto potencial para recomposição de matas p. 9-14, 2007.
e paisagismo. Estima-se que para a espécie
estudada o máximo crescimento das
mudas é obtido com a adição de 35% de
composto de lixo ao material de subsolo.
Provavelmente o uso do composto
incorpora nutrientes como K, Mg e S
essenciais para o crescimento de mudas.

Referências
[1]CRUZ, A. F.; PAIVA, H. N.;
GUERREIRO, C. R. A. Efeito da
adubação nitrogenada na produção de
mudas de sete-cascos (Samanea inopinata
(Harms) Ducke). Revista Árvore, Viçosa,
MG, v. 30, n. 4, p. 537-546, 2006.

[2]LIMA, J. P. C. de; MELLO FILHO,


J. A. de; FREIRE, L. R. Absorção de
nitrogênio para Schizolobium parahyba
(VELL.) BLAKE, em fase de viveiro em

178
Resumos Expandidos

Crescimento inicial de mudas de


Lafoensia pacari a.St.-Hil. (Lythraceae)
oriundas de duas procedências
do Estado do Paraná
Mariane de Oliveira Pereira1; Jeniffer Grabias2; Pablo Melo Hoffmann2;
Marcio Carlos Navroski3; Christopher Thomas Blum4

1
Doutoranda, PPG em Engenharia Florestal UFPR (maripereira.florestal@gmail.
com); 2 Mestranda (o), PPG em Engenharia Florestal UFPR (jeni.grabias@gmail.com,
pblhffmnn@gmail.com) 3 Prof. Dep. de Engenharia Florestal UDESC/CAV (navroski@
cav.udesc.br); 4 Prof. Dep. De Engenharia Florestal UFPR (blumct@gmail.Com)

Introdução e objetivos essa espécie na categoria de vulnerável [6].


Lafoensia pacari A. St.-Hil., conhecida O seu uso, com objetivos terapêuticos,
popularmente como dedaleiro, é uma tem reduzido o número de indivíduos
espécie arbórea nativa brasileira que no ambiente natural, devido ao caráter
ocorre principalmente nas florestas de extrativista dessa prática. A retirada da
altitude, cerrado, mata ciliar, mata seca e casca, para fins medicinais leva a planta à
na arborização de ruas [1, 2]. Pertencente a morte, causada pelo anelamento do caule [7].
família Lythraceae, trata-se de uma árvore A necessidade de produção de mudas
decídua de 5 a 15 m de altura, é secundária em grande quantidade e curto espaço de
tardia e com dispersão anemocórica [3]. No tempo para atender aos plantios comerciais
Brasil está presente no Paraná e em outros e áreas de recuperação tem gerado interesse
estados, estendendo-se do Amapá até o na espécie. A qualidade das mudas pode
Rio Grande do Sul [4]. Ocorre também em ser definida tanto por características
floresta semidecídua e savana arbórea no morfológicas, nutricionais e fisiológicas,
Paraguai e Bolívia [5]. resultantes tanto de fatores genéticos
O dedaleiro é uma planta promissora em como de procedimentos de manejo de
virtude de suas diversas utilidades e por viveiro. Vários destes parâmetros têm sido
seu grande valor medicinal. Sua madeira avaliados por meio da sobrevivência e do
é utilizada para obras externas e internas, desenvolvimento da muda no viveiro [8].
além do seu potencial para paisagismo O presente trabalho teve por objetivo
e recuperação de áreas degradadas [5]. A analisar o crescimento inicial de mudas
demanda crescente, o intenso extrativismo de Lafoensia pacari oriundas de duas
de espécies medicinais e as constantes procedências do estado do Paraná.
queimadas do cerrado, vêm inserindo

179
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Materiais e métodos significativa foi aplicado o teste “T” ao


Os frutos de dedaleiro foram coletados nível de 5% de probabilidade. O pacote
entre abril e julho de 2012, em matrizes de estatístico SISVAR [9] foi utilizado para a
remanescentes florestais de Bocaiúva do análise estatística dos dados.
Sul e Tibagi, ambos no estado do Paraná.
O experimento foi conduzido no Viveiro Resultados e discussões
de Espécies Nativas da Sociedade Chauá, Conforme a análise de variância (Tabela 1)
no município de Campo Largo, PR. não houve efeito significativo para as variáveis
As sementes foram colocadas para comprimento de raiz e massa seca radicular
germinar em sementeiras plásticas e após aos 150 dias após a germinação. Para a massa
90 dias da semeadura as plântulas foram seca da parte aérea e mortalidade por geada
transferidas para tubetes de 180 cm3 com houve diferença entre as procedências.
substrato comercial a base de casca de
Quadrado médio
Pinus e com a adição de 6 g L-1 de NPK CR MSR MSPA Geada
(5-20-10). (cm) (g) (g) (%)
Os tratamentos foram constituídos pelas Procedência 21,43ns 0,0216ns 2,53** 12,124**
diferentes procedências e o experimento Erro 19,71 0,0165 0,16 16,272
foi realizado em delineamento inteiramente CV% 16,66 17,80 13,89 15,23

casualizado com 5 repetições de 20 plantas Procedências Médias


B. do Sul 20,38a* 0,32a 0,85b 16,94 a
por repetição.
Tibagi 18,92a 0,36a 1,16a 23,33 b
As plantas foram avaliadas quanto à altura
da parte aérea (do coleto até a meristema Tabela 1. Resumo da análise de variância e
apical) e diâmetro de coleto aos 90, 150, médias de comprimento de raiz – CR (cm),
massa seca radicular – MSR (g), massa seca
210 e 270 dias após semeadura (fatorial 2 da parte aérea – MSPA (g) e danos por geadas
x 4 épocas de avaliações). O comprimento (%) aos 150 dias em mudas de Lafoensia pacari
de raiz (cm), massa seca radicular (g) coletadas em duas procedências. ** Significativo
e massa seca da parte aérea (g) foram (p ≤0,05) pelo teste “F” *Letras minúsculas
avaliados aos 150 dias (segunda avaliação) idênticas na vertical não diferem entre si a 5%
e a mortalidade de mudas em decorrência de probabilidade de erro pelo teste Tukey.
de geadas (%) foi avaliada aos 150 e 210
A maior massa seca da parte aérea foi
dias.
obtida em mudas da procedência Tibagi,
Após avaliar a normalidade pelo teste de
diferenciando-se da procedência Bocaiúva
Kolmogorov-Smirnov e a homogeneidade
do Sul (Tabela 1). Para a mortalidade
de variâncias, por meio do teste de Bartlett,
em decorrência de geadas, a menor
os dados foram submetidos à análise de
porcentagem foi obtida para a procedência
variância ao nível de 5% de probabilidade
Bocaiúva do Sul, apresentando 6,4%
de erro. Quando houve diferença

180
Resumos Expandidos

menos mortalidade que as mudas da


procedência Tibagi.
A parte aérea e o diâmetro do coleto de
mudas de dedaleiro foram influenciados
pela interação entre o período de avaliação
e a procedência das sementes. As mudas de
dedaleiro obtiveram crescimento em altura
diferenciado-se conforme a procedência Figura 2. Diâmetro de coleto (mm) de Lafoensia
(Figura 1). A procedência Tibagi pacari obtidas de sementes coletadas de duas
procedências e diferentes tempos de avaliação.
apresentou as maiores médias de altura nas
quatro avaliações efetuadas. Essa diferença
em altura aumentou com o passar do A diferença entre as duas procedências
tempo, sendo que na avaliação aos 270 dias também aumentou com o tempo de
obteve-se 6,47 cm de diferença pró Tibagi. avaliação. O maior acréscimo em diâmetro
ocorreu aos 270 dias.
O diâmetro do coleto é uma importante
variável na expressão da qualidade das
mudas, pois possui estreita correlação
não somente com a sobrevivência, mas,
sobretudo, com o ritmo de crescimento
das mudas após o plantio [11].
Figura 1. Altura de mudas (cm) de Lafoensia
pacari obtidas de sementes coletadas de duas Conclusão
procedências e diferentes tempos de avaliação. Mudas de dedaleiro da procedência Tibagi
apresentaram maior crescimento em altura
Apesar da altura da parte aérea ser e diâmetro de coleto, além de maior massa
uma variável muito importante e muito seca da parte aérea. Para a procedência
utilizada como parâmetro para expressar Bocaiúva do Sul foi observada menor
a qualidade de mudas, não se deve avaliar mortalidade das mudas em função da
somente esta característica, pois a altura ocorrência de geadas.
proporciona apenas uma aproximação
da capacidade fotossintética e área Referências
transpiratória, ignorando a arquitetura do [1]LORENZI, H. Árvores brasileiras:
caule e sistema radicular [10]. manual de identificação e cultivo de
O diâmetro de coleto também foi maior plantas nativas do Brasil. Nova Odessa:
na procedência Tibagi em comparação a Plantarum, 1992.
procedência Bocaiúva do Sul (Figura 2).

181
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

[2]SILVA JÚNIOR, M. C. 100 Árvores do [8]RIBEIRO, G. T.; PAIVA, H. N.;


cerrado: guia de campo. Brasília, DF: Ed. JACOVINE, L. A. G.; TRINDADE,
Rede de Sementes do Cerrado, 2005. C. Produção de mudas de eucalipto.
Viçosa, MG: Aprenda Fácil, 2001.
[3]MENDONCA, R. C.de; FELFILI, J. M.;
WALTER, B. M. T.; SILVA JUNIOR, M. [9]FERREIRA, D. F. Sisvar: a computer
C. da; REZENDE, A. V.; FILGUEIRAS, statistical analysis system. Ciência e
T. S.; NOGUEIRA, P. E. Flora vascular Agrotecnologia, Lavras, v. 35, n. 6, p.
do cerrado. In: SANO, S. M.; ALMEIDA, 1039-1042, 2011.
S. P. de (Ed.). Cerrado: ambiente e flora.
Planaltina: EMBRAPA-CPAC, 1998. p. [10]RITCHIE, G. A.; LANDIS, T. D.
289-556. Assessing plant quality. In: LANDIS, T.
D.; DUMROESE, R. K.; HAASE, D.
[4]PROENÇA, C.; OLIVEIRA, R. S.; L. Seedling processing, storage and
SILVA, A. P. Flores e frutos do cerrado. outplanting: volume 7. Washington, DC:
Brasília, DF: Ed UnB; São Paulo: Imprensa USDA, 2010. p. 17-81.
Oficial, 2000.
[11]DURVEA, M. L. Proceedings:
[5]CARVALHO, P. E. R de. Espécies evaluating seedling quality: principles,
florestais brasileiras: recomendações procedures, and predictive abilities of
silviculturais, potencialidades e usos da major tests. Corvallis: Oregon State
madeira. Colombo: EMBRAPA-CNPF, University, 1985.
1994.

[6]FACHIM, E.; GUARIM, V. L. M. S.


Conservação da biodiversidade: espécies
da flora de Mato Grosso. Acta Botanica
Brasilica, Porto Alegre, v. 9, n. 2, p. 281-
302, 1995.

[7]TONELLO, V. M. Estrutura de
populações de Lafoensia pacari St. Hil.
e dados etnobotânicos e fenológicos
em Nossa Senhora do Livramento,
Mato Grosso. 1997. 94 f. Dissertação
(Mestrado em Ecologia e Conservação da
Biodiversidade) - Instituto de Biociências,
Universidade Federal de Mato Grosso,
Cuiabá.

182
Resumos Expandidos

Crescimento inicial de Pinus taeda l.


sob diferentes regimes de adubação no
primeiro Planalto Paranaense
Lia Toiosima Yoshizumi1; Alessandro Camargo Angelo2;
Karen Koch Fernandes de Souza³; Mariana Berlesi Klein4;
Rozimeiry Gomes Bezerra Gaspar5

1
Graduanda Eng. Florestal UFPR (lia.toiosima@gmail.com);2Professor Dr. Departamento
de Ciências Florestais UFPR (alessandrocangelo@gmail.com); ³Professora Msc. Ciências
Florestais PUCPR (karen.souza@pucpr.br); 4 Graduanda Eng. Florestal UFPR
(marianabklein@gmail.com); 5Professora Msc. Ciências Florestais UFPR

Introdução e objetivos realizados a fim de proporcionarem uma


A madeira é utilizada como fonte de produção mais elevada e homogênea no
matéria-prima para diversos processos cultivo florestal.
industriais como: fabricação de papel e Um dos fatores manejáveis é a adubação,
celulose, móveis, chapas, compensados, que fornece nutrientes ao crescimento das
além de ser considerada importante fonte plantas cultivadas[3].
de energia. É possível se encontrar diferentes formulações,
Os plantios florestais no Brasil, os hidrossolúveis e de liberação lenta.
quais visam a obtenção de madeira de Dentro deste contexto, o presente
maneira mais sustentável, são compostos trabalho teve por objetivo comparar o
majoritariamente por dois gêneros: crescimento no primeiro ano de Pinus
Eucalyptus e Pinus. No que se refere a este taeda Linnaeus sob diferentes regimes de
último, seu cultivo foi intensificado após adubação, confrontando uma formulação
a segunda metade da década de sessenta convencional com outra de liberação lenta.
devido a incentivos fiscais[1].
Um dos elementos essenciais para a Material e métodos
realização de um plantio é o solo, o qual O ensaio foi implantado na Estação
possui distintas características físicas, Experimental da Universidade Federal do
biológicas e químicas, tais características Paraná denominada “Fazenda Canguiri”,
influenciam na produtividade e taxa de situada no município de Pinhais, região
crescimento das árvores[2]. metropolitana de Curitiba-PR, 25°23’20”S
Com o aprimoramento das técnicas 49°07’28”W altitude média 893m, solo do
silviculturais e de manejo, os processos são tipo

183
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Cambissolo háplico. Esta região dias após o plantio e (TC) testemunha; ou


caracteriza-se pelo clima mesotérmico seja, sem aplicação de fertilizante.
úmido a subúmido, sendo classificada Para avaliação do experimento foram
como clima Cfb segundo a classificção consideradas as medições das variáveis:
climática de Köppen. altura total (h) (Figura 1) e diâmetro de
O preparo do local se deu através de colo (DC), coletadas respectivamente com
roçada, seguida de subsolagem a 40cm uso de trena (medindo-se da base até a
de profundidade, gradagem, aplicação gema apical) e paquímetro (5 cm do solo).
de calcário (2 toneladas/ha) e fosfato O processamento dos dados foi realizado
(200 kg/ha). O espaçamento utilizado em laboratório através do uso do software
foi de 3x2 m, configurando parcelas de Assistat® versão 7.7 beta.
8x10 plantas, incluindo a bordadura. O
delineamento experimental utilizado foi o
de blocos ao acaso, com quatro repetições
de quatro plantas. As mudas utilizadas para
o experimento foram produzidas a partir
de sementes procedentes da África do Sul.
As covas para o plantio foram feitas em
profundidade de 30cm com o auxílio de
um motocoveador, a aplicação de adubo
foi realizada em duas covetas laterais com
10cm de profundidade a uma distância de
15cm da base da planta. Houve o controle
das plantas competidoras sem o uso de
produtos químicos.
Cabe ressaltar que para efeito de
comparação não foram consideradas
as mudas de replantio. O experimento
Figura 1. Aferição da variável altura total no local
foi constituído por 3 tratamentos: (TA) do experimento. Fonte: Angelo, A.C., 2013.
adubação de formulação convencional,
constituída de 110 g de NPK 05-30-10 mais
micronutrientes para adubação de base Resultados e discussão
aplicada 30 dias após o plantio e 150 g de O resultado das médias para altura total (cm)
NPK 15-05-30 para adubação de cobertura foram: 98,25; 97,00 e 77,06. Em se tratando de
por indivíduo aplicada 60 dias após o diâmetro da base (mm), os números obtidos
plantio; (TB) aplicação do fertilizante foram: 23,75; 25,19 e 19,06, respectivamente
de liberação lenta em doses de 165 g por para os tratamentos A, B e C.
planta, constituídas pela formulação 11- Através da análise de variância (ANOVA)
21-19 mais micronutrientes, realizada 30 a um nível de 95% de probabilidade,

184
Resumos Expandidos

procedido da realização do teste de Tukey adubação convencional demonstrou


constatou-se que para o parâmetro altura um resultado superior para o parâmetro
total os tratamentos A e B não diferem altura total, já para diâmetro de colo a
estatisticamente, já o tratamento C diferiu fertilização de liberação lenta obteve um
dos demais tratamentos. Para o parâmetro resultado superior. Esta investigação
diâmetro de colo o tratamento A, não terá prosseguimento visando observar
possui diferença estatística dos outros dois; a efetividade dos tratamentos em longo
já os tratamentos B e C diferem entre si prazo.
(Tabela 1). Tendo em vista que cada tratamento de
adubação influenciou mais a uma das
Parâmetro TA TB TC
variáveis, acredita-se que a escolha deve
Altura total 98,25a 97,27a 77,06b
estar propensa para aquele que beneficia
Diâmetro da base 23,75ab 25,19a 19,06b
o diâmetro, pois, este possui uma maior
Tabela 1. Média de Altura total (cm) e influência na estimativa de volume. No
diâmetro da base (mm) com 1 ano de idade.
entanto, tal conclusão restringe-se a este
Médias seguidas de pelo menos uma letra
igual, na linha, não diferem significativamente período inicial de um ano de idade.
(P95%>0,05).
Referências
Historicamente, no Brasil, acredita-se que [1]FERREIRA, C. A.; SILVA, H. D. da;
as espécies do gênero Pinus dispensam REISSMANN, C. B.; BELLOTE, A . F.
adubação ou respondem muito pouco J.; MARQUES, R. Nutrição de Pinus no
à sua aplicação [4]. No entanto, há uma Sul do Brasil: diagnóstico e prioridades
carência de pesquisas aprofundadas de pesquisa. Colombo: Embrapa Florestas,
nessa área [4]. O presente trabalho, 2001. 23 p.
demostrou que, já no primeiro ano a
[2]GARICOTS, L. S. L. Estado nutricional
espécie respondeu tanto a aplicação da
e fatores do solo limitantes do
adubação convencional quanto ao adubo
crescimento de P. taeda L. Em Telêmaco
de liberação lenta. Trabalhos realizados Borba (PR).1990. 128 f. Dissertação
por [5] citado por [4], mostraram elevada (Mestrado em Ciências) – Universidade
resposta do P. taeda à aplicação de P e Federal do Paraná, Curitiba.
K, em solos de baixa fertilidade com
cobertura florestal primitiva de cerrado, na [3]BRASIL, E. C.; VIÉGAS, I. de J. M.;
região de Jaguariaiva-PR. SILVA, E. S. A.; GATO, R. F. Nutrição
e adubação: conceitos e aplicações na
tPara o referido experimento, com formação de mudas de pimenta longa.
coleta de dados realizada após um ano Belém, PA: Embrapa Amazônia Oriental,
1999. 23 p. (Embrapa Amazônia Oriental.
do plantio dos indivíduos, o uso de
Documentos, 13).

185
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

[4]FERREIRA, C. A.; SILVA, H. D. da;


BELLOTE, A. F. J.; ANDRADE, G. C.
Nutrição de Pinus no Sul do Brasil. In:
FERREIRA, C. A.; SILVA, H. D. (Org.).
Formação de povoamentos florestais.
Colombo: Embrapa Florestas, 2008.

[5]SILVA, H. D. da; BELLOTE, A. F.


J.; DEDECEK, R. A.; GOMES, F. dos.
Adubação mineral e seus efeitos na
produção de biomassa em árvores de Pinus
taeda L. In: Congresso Florestal Brasileiro,
8., 2003, São Paulo. Benefícios, produtos
e serviços da floresta: oportunidades
e desafios do século XXI. São Paulo:
Sociedade Brasileira de Silvicultura:
Sociedade de Engenheiros Florestais,
2003. CD-ROM.
.

186
Resumos Expandidos

Curvas de índice de sítio para plantios


florestais comerciais de Pinus taeda l.
localizados na região Oeste Catarinense
Letícia Hreçay¹; Veridiana Padoin Weber²;
Lorenzo Teixeira de Melo da Silva³; João Paulo
Czarnecki de Liz4; Paula Búrigo Vandresen5.

1 Graduanda Eng. Florestal UTFPR-Campus Dois Vizinhos (leticiahrecay@gmail.com);


2
Prof. Dra. Eng. Florestal UTFPR-Campus Dois Vizinhos (veridianapadoin@utfpr.edu.
br); 3 Eng. Florestal Celulose Irani S.A. (lorenzomelo@irani.com.br); 4 Eng. Florestal
Celulose Irani S.A (joaoliz@irani.com.br); 5 Eng. Florestal Celulose Irani S.A
(paulavandresen@irani.com.br)

Introdução e objetivos oeste do estado de Santa Catarina. Os


Para a formação de povoamentos florestais pares de dados de diâmetro, altura total,
é necessário optar por procedimentos que altura dominante e idade foram obtidos
melhor atendam o objetivo da atividade. de parcelas temporárias. As idades dos
Dentre os diversos métodos existentes, o povoamento eram de 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13,
que recebe maior destaque é a classificação e 14 anos e os espaçamentos de plantio dos
de sítios florestais. A partir dessa prática povoamentos foram de 2,5 x 2,0 m, 2,5 x
é possível avaliar a capacidade produtiva 2,5 m e 3,0 x 3,0 m.
de uma determinada área, correlacionando O inventário florestal foi realizado no ano
com a espécie que se deseja produzir. Dessa de 2012, onde foram medidas 632 parcelas
maneira, a maioria das decisões adotadas circulares com 11,28m de raio, onde foram
no manejo florestal é fundamentada medidas a circunferência à altura do peito
na classificação de sítio [1]. O presente (CAP) de todos os indivíduos pertencentes
trabalho teve como objetivo construir à parcela com o auxílio de uma fita
curvas de índice de sítio, para a espécie métrica, e as alturas de 20% das árvores
Pinus taeda L., em plantios localizados na pertencentes à parcela. Além disso, foram
região oeste catarinense. medidas as alturas das quatro árvores
mais grossas por parcela, correspondentes
das 100 árvores mais grossas por hectare
Material e métodos
com o auxílio do hipsômetro Vertex. Para
O estudo foi conduzido em povoamentos
a classificação dos sítios florestais foi
de Pinus taeda, pertencentes a empresa
empregado o método da curva guia ou
Celulose Irani S.A, localizados na região
curva média, que para este estudo optou-

187
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

se pela idade de 13 anos. Foram testados Foram geradas as curvas de índice de sítio
7 modelos matemáticos para o ajuste da do tipo anamórficas, objetivando definir
altura dominante em função da idade. Para o número de curvas de índices de sítios
selecionar o melhor modelo matemático, necessárias para cobrir a variação entre o
foram utilizados os seguintes critérios menor e o maior crescimento em altura
estatísticos: erro padrão da estimativa dominante em função do tempo. Para isso,
relativo, coeficiente de determinação os dados observados de altura dominante
ajustado, valor de F calculado e distribuição em função da idade foram plotados sobre
gráfica dos resíduos. o traçado das curvas índices de sítio
As curvas de índice de sítio foram traçadas para demonstrar a variância observada
considerando um intervalo de 2 metros
e os outliers podem ser explicados,
entre elas, abrangendo toda a amplitude
provavelmente, pela existência de sítios
de crescimento local. Como o método
diferentes, conforme Figura 2.
adotado foi o de regressão, inicialmente,
estabeleceu-se a idade de referência, e
com o modelo matemático selecionado
recalculou-se o coeficiente linear, ou seja,
β0. Após recalcular β0 para cada índice de
sítio, foram estimadas as novas alturas em
função da idade e construídas as curvas de
índice de sítio de maneira a cobrir toda a
Figura 2. Curvas de índice de sítio para
dispersão dos dados observados.
povoamento de Pinus taeda para o Modelo de
Resultados e discussão Chapman-Richards com 2 coeficientes.
Dentre as equações testadas, constatou-se
que o modelo de Chapman-Richards com Verifica-se que, na Figura 2, as curvas de
2 coeficientes se ajustou melhor aos dados. índice de sítio descrevem com boa precisão
A Figura 1 apresenta o ajuste de altura o crescimento das árvores. No entanto,
dominante em função da idade, através das alguns pontos não entraram no feixe de
alturas observadas e estimadas. curvas. Neste caso, o recomendável seria
voltar a campo e remedir esses indivíduos,
para constatar se realmente se comportam
dessa maneira..

Conclusões
O modelo de Chapman-Richards, com 2
coeficientes, foi o que melhor se ajustou
Figura 1. Ajuste da altura dominante pela equação aos dados de altura dominante em função
da idade para o povoamento, por isso foi

188
Resumos Expandidos

selecionado para a construção das curvas


de índice de sítio. Para descrever a variação
do crescimento da altura dominante
sobre a idade foram necessárias 9 curvas
de índice de sítio, de 6 a 22, na idade de
referência de 13 anos, com intervalo de 2
metros entre os índices de sítio.

Referências
[1]MIGUEL, E. P.; IMAÑA, E. J.;
REZENDE, A. V.; FERREIRA, J. C.
S.; AGUIAR, G. P. Classificação de Sítio
para Plantios de Eucalyptus urophylla
em Niquelândia, Estado de Goiás.
Enciclopédia Biosfera, Goiânia, v. 7, n.
12, p. 1-11, 2011.

189
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Decomposição dos resíduos da colheita


em uma plantação de Eucalyptus grandis
em função do manejo e fertilização
Eduardo Resende Girardi Marques¹; José Henrique Tertulino Rocha²;
José Leonardo de Moraes Gonçalves3

1 Graduando Eng.Florestal ESALQ/USP (eduardo.marques@usp.br);


2 Doutorando em Recursos Florestais ESALQ/USP (rocha.jht@gmail.com);
3
Prof. Dr. Departamento de Ciências Florestais ESALQ/USP (jlmgonca@usp.br)

Introdução e objetivos após a colheita na velocidade e dinâmica de


O conhecimento dos fatores que decomposição desses resíduos.
influenciam a velocidade de decomposição
e a dinâmica dos nutrientes, podem Material e métodos
contribuir para as tomadas de decisões O estudo foi instalado na Estação
no manejo sustentável de plantios Experimental de Ciências Florestais
florestais, otimizando o uso de de Itatinga – SP pertencente a Escola
fertilizantes em plantações de eucalipto. Superior de Agricultura Luiz de Queiroz
O desenvolvimento de práticas de (ESALQ). O solo foi caracterizado como
manejo em sistemas florestais deve Latossolo Vermelho-Amarelo distrófico,
considerar a ciclagem de nutrientes de textura média e o clima da região como
como um componente da produtividade, mesotérmico úmido (Cwa). A precipitação
sendo a velocidade de decomposição da média anual da área é de, aproximadamente,
serapilheira um mecanismo de controle 1400 mm, com 57% concentrada nos
desse processo[1]. meses de dezembro a março.
A velocidade de decomposição dos resíduos O experimento foi constituído 3
florestais é regulada por vários fatores, repetições de 9 tratamentos que consistem
incluindo: i) concentração de nutriente; em diferentes quantidades de resíduos
ii) concentração de nutrientes no solo; iii) florestais (copa, casca e serapilheira)
condições ambientais para a decomposição deixados sobre o solo, e fertilizações (N,
(temperatura, umidade); iv) propriedades P, k, Calagem). Para o trabalho foram
físicas da serapilheira; ou v) densidade e utilizados 3 tratamentos: i) com todo o
diversidade de decompositores [2] resíduo e toda a fertilização (CReCF);
Objetivou-se com este trabalho, avaliar a ii) com todo o resíduo e sem fertilização
influência da fertilização e da quantidade (CReSF); iii) sem parte aérea (copa, casca)
de resíduos florestais mantida sobre o solo e com omissão de N (SPAeSN).

190
Resumos Expandidos

O experimento de campo foi instalado tratamento em que não foi mantida a parte
em junho de 2004 atualmente se encontra aérea, estas frações representaram cerca de
na segunda rotação de cultivo, com o 8, 48, 13 e 31% da biomassa de resíduos
corte raso realizado em novembro de total, respectivamente. As velocidades de
2012, quando se iniciou as coletas. Foram decomposição das frações dos resíduos
instaladas três subparcelas de 1mx4m, florestais seguiram a seguinte ordem:
distribuídas dentro de cada parcela, folha > casca > galho. O tempo médio
sendo que no total foram coletadas 9 de meia vida dessas frações foram 0,2, 0,6
amostras em cada tratamento por período e 1,1 anos, respectivamente. Atribui-se a
analisado. As coletas foram realizadas diferença destes valores a diferenças na:
com um coletor circular de aço com 683 concentração nutrientes, relação C/N do
cm² de área. Posteriormente foram secas material, características bioquimicas e na
em estufa e realizado um processo de área superficial de cada fração.
triagem do material, separando os resíduos A taxa de decomposição (k) no tratamento
em folha, galho, casca e miscelânea [3]. CReSF foi maior que no tratamento
Após a triagem foi efetuada a pesagem do CReCF. (Figura 1). Atribui este aumento
material. A diferença de massa entre os na decomposição devido ao maior teor
períodos de coleta foi considerada como a de nutrientes presentes nestas frações.
decomposição do período. Para descrever Devido à omissão da adubação, a produção
o comportamento da decomposição dos de biomassa do ciclo anterior foi limitada
resíduos florestais foi utilizado um modelo por um nutriente e, consequentemente,
exponencial simples [4]. Foi calculada concentrando os demais nutrientes não
a taxa de decomposição, e o tempo limitantes.
necessário para a decomposição de 50 e 95 O tratamento SPAeSN, que não recebeu
% dos resíduos mantidos sobre o solo. fertilização nitrogenada na primeira
rotação de cultivo, apresentou a mesma
concentração de N nos resíduos florestais
Resultados e discussão
que os tratamentos que receberam a
Os tratamentos que foram mantidos
fertilização nitrogenada. Da mesma forma
todos os resíduos (CReCF, CReSF)
a taxa de decomposição (k) não apresenta
apresentaram, em média 42% a mais
grande variação. (Tabela 1).
de matéria logo após a colheita que no
demais tratamento em que foi retirada
a parte aérea (casca, copa). Além disto,
nestes tratamentos, as frações: folhas,
galhos, casca e miscelânea, representaram
em média 12, 33, 43 e 14%, da biomassa
total de resíduos, respectivamente. No

191
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

SPASN
Galho 0,50 5,95 1,38 495
Casca 0,72 4,17 0,96 347
Folha 3,31 0,91 0,21 75

Tabela 1. Taxa de decomposição (k), tempos


de meia vida (t0,5 ) e tempo necessário para
decompor 95% da massa dos resíduos (t0,95).

Conclusões
As velocidades de decomposição das
frações dos resíduos após a colheita
seguiram a seguinte ordem: folhas, casca
e galhos. Os galhos apresentam alta
recalcitrância e, consequentemente, lenta
decomposição. No período de 420 dias de
avaliação, seu comportamento aproximou-
se de uma linear. O modelo exponencial
simples proposto por Olson (1963)
mostrou-se adequado para se estimar cada
fração separadamente.
Figura 1. Média (n=9) da massa remanescente O manejo dos resíduos pode alterar sua
dos resíduos florestais e seus respectivos
velocidade de decomposição, devido às
comportamentos descritos por modelos
exponenciais simples. A linha t0,5 é referente alterações em suas características físicas.
ao tempo de meia vida de cada fração. A fertilização química não acelerou o
processo de decomposição após um ano da
colheita florestal. O maior responsável por
Fração k t0,95 t0,5
alterações na velocidade de decomposição
ano dia
foi a qualidade nutricional do material. Uma
CRCF
boa nutrição ao longo do ciclo produtivo
Galho 0,50 5,95 1,38 495
da floreta reflete em maior sustentabilidade
Casca 0,97 3,09 0,71 257
do sistema de produção florestal.
Folha 3,56 0,84 0,19 70
CRSF
Agradecimentos
Galho 0,94 3,21 3,21 267
Agradecimento ao CNPq pela bolsa de
Casca 0,86 3,47 3,47 289
Iniciação concedida ao primeiro autor, a
Folha 4,10 0,73 0,73 61
FAPESP pela bolsa de mestrado concedida

192
Resumos Expandidos

ao segundo autor, a equipe da Estação


Experimental de Itatinga pelo apoio e ao
grupo PTSM pela estrutura oferecida.

Referências
[1]POGGIANI, F. Ciclagem de
nutrientes em ecossistemas de
plantações de Eucalyptus e Pinus:
implicações silviculturais. 1985. 229 f.
Tese (Livre-Docência) - Escola Superior de
Agricultura Luiz de Queiroz. Universidade
de São Paulo, Piracicaba.

[2]O’CONNELL, A. M.; GROVE, T. S.;


MENDHAM, D.; RANCE, S. J. Effects of
site management in eucalypt plantations
in Southwestern Australia. 2000. In:
NAMBIAR, E. K. S.; COSSALTER, C.;
TIARKS, A.; RANGER, J. (Ed.). Site
Management and Productivity in
Tropical Plantation Forests: Workshop
Proceedings 7–11 December 1999, Kerala,
India. Jakarta: CIFOR, 2000.

[3]TOLEDO, L. O.; PEREIRA, M.


G.; MENEZES, C. E.G. Produção de
serapilheira e transferência de nutrientes
em florestas secundárias localizadas na
região de Pinheiral, RJ. Ciência Florestal,
Santa Maria, RS, v. 12, p. 9-16, 2002.

[4]OLSON, J. S. Energy-storage and


balance of producers and decomposers in
ecological systems. Ecology, Tempe, v. 44,
n. 2, p. 322-331, 1963.

193
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Desafios e perspectivas da
silvicultura de precisão
Pablo Fernandes1; Douglas Vollmer2;
Catize Brandelero3; Thaís Mentges 4

Eng. Florestal, PPGAP UFSM (pablofernandes30@yahoo.com.br)2 Eng. Florestal, PPGAP


1

UFSM (douglasvollmer_@hotmail.com); 3 Prof. Dr. DER UFSM (catizebrandelero@gmail.com);


4
Graduanda Eng. Florestal UFSM(thais_mentges@hotmail.com)

Introdução e objetivos Resultados e discussão


A silvicultura tem um papel fundamental A silvicultura de precisão (SP) baseia-se
dentro do processo produtivo florestal, na coleta e análise de dados geoespaciais,
o plantio é o segmento que possui maior e viabiliza intervenções localizadas na
intensão de investimentos no período floresta, com exatidão e precisão adequadas.
de 2013 a 2017, por parte das empresas As técnicas de geoprocessamento
associadas [1]. fornecem subsídios para a identificação
Unir a alta produtividade, reduzir custos e a correlação das variáveis que afetam
e preservar o meio ambiente, demanda o a produtividade florestal, por meio da
uso de uma silvicultura tecnologicamente sobreposição, cruzamento e regressão de
moderna, eficiente e racional. Para tal, mapas digitais do relevo, atributos do solo
a Silvicultura de Precisão se apresenta e capacidade produtiva dos povoamentos
pertinente e adequada, pois permite em Sistemas de Informação Geográfica
mapear, gerenciar e intervir no talhão de (SIG) [15].
forma pontual, precisa e eficiente. A silvicultura de precisão tem apresentado
Com esse intuito, o presente trabalho novos estudos e aplicações nas últimas
teve por objetivo apresentar os desafios duas décadas, com destaque para
e perspectivas sobre as metodologias e os últimos anos. Dentre os desafios
tecnologias aplicadas a silvicultura de existentes, há a necessidade de determinar
precisão. a metodologia de amostragem de solo,
tornando estas adequadas e eficientes,
Material e métodos pois existem divergências na literatura, a
Para o estudo foram realizadas pesquisas menor frequência amostral especializada
bibliográficas e informativas sobre das unidades de 21x21m sugerida pelo
trabalhos e tecnologias correlatas ao tema. autor [12] e uma das maiores intensidades
amostrais é sugerida por [14] chegando a
uma amostra a cada 4 ha. A profundidade

194
Resumos Expandidos

de amostragem de solo para determinar o florestal, mapeamento e monitoramento,


mapa de fertilidade e recomendação, estão propostos pelo sistema CAMPEIRO[6].
divididas em duas profundidades: de 0 a 20 A evolução da mecanização florestal
cm e 20 a 40 cm, como é proposto por se dará pela tecnologia eletrônica
[12]. A frequência de sub amostras variam embarcada em máquinas florestais
de 3 a 12 por amostra, para [16] o indicado baseadas em geolocalização, como
seria 8 subamostras. aplicadores de fertilizantes a taxa
O processo de amostragem de solo tenderá variável, piloto automático, monitores
ser mecanizado e automatizado [10], de colheita e telemetria. As informações
pode-se utilizar um quadriciclo equipado serão relevantes para setores gerenciais,
com GPS (Sistema de Posicionamento pois exige a combinação dos dados de
Global), computador de bordo e sistema grupos de máquinas de trabalho, bem
amostrador. como o tratamento estatístico dos dados
A amostragem georreferenciada para registrados por um período mais longo.
inventario florestal sistematizada e não O sistema de monitoramento e
regular, para esses procedimentos, as levantamento de dados para SP tem como
características de volume e altura dominante o sensoriamento remoto uma importante
apresentaram forte dependência espacial, fonte, através de índices de vegetação
mostrando que as parcelas do inventário correlatos com parâmetros fisiológicos da
florestal, lançadas a distância inferior a planta fornecem informações importantes,
700 metros, não devem ser tratadas como duas ferramentas estão se destacando
independentes [10]. através de potencialidades de seu uso no
Para processar e gerenciar as informações setor florestal, o laser apesar de não ser uma
levantadas pela silvicultura de precisão, nova tecnologia, sua utilização na aquisição
pode-se fazer o uso do geoprocessamento, de dados geográficos é relativamente
através de Sistemas Geográficos de recente, Seu uso em sistemas LiDAR (Light
Informação (SIG) [12]. A interpolação dos Detection and Ranging) vem demonstrando
dados é realizada através da geoestatistica uma excelente capacidade para a aquisição
com ênfase no interpolador Krigagem [5]. de uma grande quantidade de informações,
A organização e alimentação do banco em pequeno intervalo de tempo [8], o
de dados se dá nas nuvens ou ambiente autor ainda firma que a utilização da
online [4], nessa mesma tendência está a modelagem integrada aos dados LiDAR
utilização de aplicativos computacionais possibilita, também, estimativas de diversas
para plataformas móveis, como tablets variáveis florestais, como: área basal,
e smartphones, esses aplicativos são diâmetro, volume, biomassa, carbono e
voltados para coleta georreferenciada quantidade de material combustível. A
de solo, inventário, resíduos de colheita outra inovação fica por conta da utilização

195
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

VANT’s (Veiculo Aéreo Não Tripulados) Logo a SP irá proporcionar ao sistema


são pequenas aeronaves que, sem qualquer produtivo florestal o avanço tecnológico
tipo de contato físico direto, são capazes necessário para obter a alta produtividade,
de executar diversas tarefas, tais como reduzir custos e preservar o meio ambiente.
monitoramento, reconhecimento tático,
vigilância e mapeamento, entre outras Referências
[9]. As fotografias aéreas possibilitam a
[1]ANUÁRIO Estatístico da ABRAF
contagem e a mensuração das áreas das
2013: ano base 2012. Brasília, DF, 2013.
copas, com grande detalhamento devido
à alta resolução espacial proporcionada [2]ALVARES, C. A.; GONSALVES, J. L.
[7]. Os VANT’s se mostraram bastante M. Geotecnologia aplicada à silvicultura
promissores em plantios jovens, para de precisão e aos modelos ecofisiológicos.
realizar o monitoramento de sobrevivência In: ENCONTRO BRASILEIRO DE
e qualidade de plantio em âmbito comercial [3]. SILVICULTURA, 2., 2011., Campinas.
Por meio de níveis crescentes de informação Anais... Piracicaba: ESALQ, 2011.
organizada, tem viabilizado a adoção de
algumas práticas de manejo racionado e [3]ARAUJO, M. A.; CHAVIER, F.;
outras de difícil operacionalização, como DOMINGOS, J. L. Avaliação do potencial
principal resultado tem-se conseguido de produtos derivados de aeronaves
maior precisão e detalhamento técnico e não tripuladas na atividade florestal.
Ambiência, Guarapuava, v. 2, edição
financeiro de recomendações silviculturais
especial 1, p. 69-82, 2006.
progressivamente cada vez mais
específicas, o que tem redundado em
[4]ARVUS. Software ARUVUS. 2013.
melhor adequação da planta ao ambiente,
também diminuindo gradativamente [5]BOGNOLA, I. A.; LINGNAU, C.;
a gravidade dos impactos ambientais LAVORANTI, O. J.; STOLLE, L.; HIGA,
negativos[2]. A. R.; OLIVEIRA, E. B. de. Desempenho
da co-krigagem integrada com estatística
Conclusão multivariada e geoprocessamento, na
A silvicultura de precisão tem apresentado definição de unidades de manejo florestal.
novos estudos e aplicações nas últimas In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE
duas décadas, com o surgimento de novas SENSORIAMENTO REMOTO, 14.,
2009, Natal. Anais... São José dos Campos:
tecnologias embarcadas em máquinas
INPE, 2009. P. 3591-3596.
precisas, gestão da informação em tempo
real, monitoramento do povoamento [6]CAMPEIRO. Santa Maria, RS:
baseado em imagens de alta resolução Laboratório de Geomática, UFSM, 2013.
através de VANT’s, amostragem de solo Sistema operacional ANDROID.
automatizada. [7]FAVARIN, J. A. S., PEREIRA, R.

196
Resumos Expandidos

S.; PEGORARO, A. J.; LIPPERT, D. Dissertação (Mestrado) - Escola Superior de


B. Obtenção de fotografias aéreas de Agricultura “Luiz de Queiroz”, Universidade
um povoamento de Pinus taeda L. de São Paulo, Piracicaba.
com o VANT Microdrone MD4-1000.
In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE [14]PEREIRA, D. P.; FIEDLER, N. C.;
SENSORIAMENTO REMOTO, 16., LIMA, J. S. S.; BAUER, M. O.; SIMÃO,
2013, Foz do Iguaçú. Anais... São José dos J. B. P. Distribuição espacial de atributos
Campos: INPE, 2013. químicos do solo para implantação de um
povoamento de eucalipto. In: SIMPÓSIO
DE GEOESTATÍSTICA APLICADA EM
[8]GIONGO, M.; KOEHLER, H. S.;
CIÊNCIAS AGRÁRIAS, 2., 2011, Botucatu,
MACHADO, S. do A.; KIRCHNER, F.
SP. Anais... Botucatu, SP: UNESP, 2011.
F.; MARCHETTI, M. LIDAR: princípios
e aplicações florestais. Pesquisa Florestal
[15]PELISSARI, A. L. Silvicultura de
Brasileira, Colombo, v. 30, n. 63, p. 231- precisão aplicada ao desenvolvimento
244, 2010. de Tectona grandis. L.f. na Região
Sul do Estado de Mato Grosso. 2012.
[9]MEDEIROS, F. A. Desenvolvimento 78 f. Dissertação (Mestrado em Ciências
de um veículo aéreo não tripulado para Florestais e Ambientais) - Universidade
aplicação em agricultura de precisão. Federal de Mato Grosso. Cuiabá.
2007. 122 f. Dissertação (Mestrado em
Engenharia Agrícola) – Universidade [16]VETTORAZZI, C. A.; FERRAZ,
Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS. S. F. B. Silvicultura de precisão: uma
nova perspectiva para o gerenciamento
[10]MELLO, J. M. Geoestatística de atividades florestais. In: BORÉM, A.;
aplicada ao inventário florestal. GIUDICE, M. P. del; QUEIROZ, D. M. de;
2004. Tese de (Doutorado em Ciências MANTOVANI, E. C.; FERREIRA, L. R.;
VALLE, F. X. R. do; GOMIDE, R. L. (Ed.).
Florestais) - Escola Superior de Agricultura
Agricultura de Precisão. Viçosa, MG:
“Luiz de Queiroz”, Universidade de São
UFV, 2000. p. 65-75
Paulo, Piracicaba.
[17] SANTOS, H. C.; OLIVERIA, F. H. T.
[11]NETO. A. M. Silvicultura de precisão: de; ARRUDA, J. A. de; LOPES, A. R. da S.;
aplicações e implicações. Revista do IF, SOUZA JUNIOR, R. F. de; FARIAS, D. R.
São Paulo, v. 4. n. 2, 2012. De. Amostragem para avaliação da fertilidade
do solo em função da variabilidade de suas
[13]ORTIZ, J. S. Emprego do características químicas. Revista Brasileira
geoprocessamento no estudo da de Engenharia Agrícola e Ambiental,
relação entre potencial produtivo Campina Grande, v. 13, suplemento 0, p.
de um povoamento de Eucalipto e 849–854, 2009.
atributos do solo e do relevo. 2003.

197
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Desempenho de clones de Eucalyptus


no Oeste do estado do Paraná
Guilherme de Castro Andrade1, Edilson Batista de Oliveira1,
Antonio Francisco Jurado Bellote1, Alcemir Chiodelli2, Nilton Beck2

1
Embrapa Florestas, guilherme.andrade@embrapa.br, edilson.oliveira@embrapa.br,
antonio.bellote@embrapa.br; 2. C.VALE, chiodelli@cvale.com.br, nilton@cvale.com.br

Introdução e objetivos Material e métodos


No presente trabalho são apresentados os O município de Palotina (PR), local dos
resultados de inventário de povoamentos plantios, tem altitude média de 289 metros
de dez clones de Eucalyptus provenientes e faz parte do terceiro Planalto ou Planalto
de, aproximadamente, três mil hectares de Guarapuava na Microrregião Extremo
de plantios pertencentes à C.Vale - Oeste do Paraná. O clima predominante na
Cooperativa Agroindustrial, no município região é do tipo Cfa, mesotérmico úmido,
de Palotina, estado do Paraná. O objetivo com verões quentes e com concentração
dos plantios é a produção de madeira para de chuvas no verão, segundo classificação
uso energético no processo de secagem de de Köppen [2]. A temperatura média anual
grãos. é de 20,8ºC e a precipitação pluviométrica
Os clones avaliados são utilizados anual é de 1.508mm. O Solo da região é
em diversas regiões do País. Eles classificado como Latossolo Vermelho
são procedentes de programas de eutroférrico textura argilosa [1]. Os
melhoramento genético conduzidos plantios estão localizados a 53°41’42” de
por Empresas e Instituições do setor longitude oeste e 24°13’36” de latitude sul.
florestal, visando alta produtividade e Os clones I144, GG100 e I224, são de
características de madeira para distintas Eucalyptus urophylla. O clone A08 é tido
finalidades como produção de energia e como um híbrido natural de E. grandis
celulose em diferentes sítios florestais. A e o clone H13 (IPB H13) é híbrido das
comparação dos mesmos em povoamentos espécies Eucalyptus urophylla e E.grandis.
amplos e contínuos tem a finalidade Os demais clones foram denominados de
de gerar informações que subsidiem U154, G157, G162, H77 e Grancam.
recomendações de material genético para Quatro clones tiveram o fator de
a expansão de povoamentos florestais na forma calculado por Smallian, em que
região. foram cortadas quatro árvores/clone
representativas dos talhões comerciais e
retirados seis discos do tronco, a partir da

198
Resumos Expandidos

base, do DAP, e de 25%, 50%, 75% e de que apresentaram maiores IMA’s foram
100% da altura comercial (ápice do tronco o A08 (62,2m3.ha-1) e I224 (65,1m3.ha-
com diâmetro de 6 cm). 1), encontram-se com três anos de idade,
Os povoamentos possuem idades variando portanto prematuros ainda para gerar
de 3 a 5 anos. Foram alocadas parcelas resultados consistentes.
de 420m2 em cada povoamento para
Clone Idade Árv.ha-1 Sobr. DAP Alt. Vol.* IMA
mensuração da Altura Total e Diâmetro à U154 5 2667 84,8 12,3 21,1 273,8 54,8
Altura do Peito – DAP. G157 5 2667 73,4 12,9 21,2 260,4 52,1
Os resultados foram, também, projetados I144 5 2667 70,5 13,7 21,4 284,5 56,9
para a idade de sete anos, por meio do
H13 5 2667 89,4 12,9 19,2 286.2 57.2
software SisEucalipto. Esta prognose visou
H13 3 2000 80,2 12,6 17,1 161,4 53,8
avaliar, na idade prevista para colheita final,
G162 5 2667 83,3 12,9 19,3 268.3 53.7
as variáveis associadas ao crescimento,
GG100 5 2667 86,5 13,2 19.7 285.1 57.0
produção de madeira e captura de carbono
GG100 4 2020 56,9 15,1 21,1 207,0 51,7
pelos clones.
GG100 3 2000 65,8 13,4 18,0 161,0 53,7

Grancam 3,5 2000 98,7 12,9 16,3 196,1 56,0


Resultados e discussão H77 3 2000 89,5 11,8 19,8 186,7 62,2
Os fatores de forma dos quatro clones
A08 3 2000 85,2 12,5 19,4 195,3 65,1
avaliados variaram de 0,47 a 0,49 (Tabela 1).
I224 3 2000 91,4 11,5 17,5 158,6 52,9
Assim, o valor médio de 0,48 foi adotado
como padrão para todos os dez. Tabela 2. Idade dos plantios, Árvores por
hectare, sobrevivência(%), Diâmetro à altura
Idade Fator de Volume casca do peito - DAP(cm), Altura média (m) e dados
Clone
anos forma m3 % de volume (m³.ha-1) e IMA em (m3.ha-¹) de
I144 5 0,47 0,156 8,9 clones de Eucalyptus no município de Palotina,
GG100 5 0,49 0,129 8,7 PR. *Volume calculado com Fator de Forma = 0,48

A08 3 0,48 0,100 7,5


Considerando a demanda de biomassa
I224 3 0,48 0,082 9,8
para energia no oeste do Paraná, outro
Tabela 1. Fator de forma, volume por árvore fator importante a ser considerado na
com casca e percentual de casca da cubagem seleção de materiais potenciais para
de árvores de 4 clones a região é a densidade energética da
madeira [3] dos diferentes clones testados.
Na Tabela 2 são apresentadas as avaliações Também a tolerância a pragas e doenças
dendrométricas e a produtividade dos dez deve ser considerada. O clone Grancam,
clones comerciais. Os IMA’s variaram entre por exemplo, tem seu plantio limitado
51,7m3.ha-1 e 65,1m3.ha-1. Os clones em outras regiões devido à sua elevada
susceptibilidade a pragas e doenças.

199
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

A prognose de produção por meio do de usos nas propriedades, como em


SisEucalipto para os sete anos de idade é construções rurais e produção de moirões,
mostrada na Tabela 3. e ao uso urbano para energia e também em
construções.
Área
Clone Árv.ha-1 DAP Alt Vol.* IMA tCO2
Basal Os resultados apresentados no presente
U154 2060 14,0 24,5 31,9 375,1 53,6 353,2 trabalho contribuem para recomendações
G157 1841 14,7 24,2 31,4 364,8 52,1 343,5 de Eucalyptus para a região. Entretanto,
I144 1779 15,4 24,0 33,2 381,8 54,5 359,5 novos clones experimentais no Brasil têm
H13 2177 14,4 23,2 35,6 397,5 56,8 374,2 apresentado resultados muito promissores,
H13 1488 17,4 23,0 35,5 391,2 55,9 368,3 indicando a necessidade de testar novos
G162 2046 14,5 23,4 34,0 381,2 54,5 358,9 materiais com potencial produtivo superior
GG100 2040 14,8 23,8 35,2 401,3 57,3 377,8 e características de madeira apropriadas
GG100 1111 18,8 25,6 30,9 380,2 54,3 358,0 para energia.
GG100 1247 19,1 23,4 35,6 399,3 57,0 375,9

Grancam 1748 16,3 23,6 36,6 414,1 59,2 389,9 Conclusões


H77 1609 17,3 24,0 38,0 436,4 62,3 410,9 Os resultados dos clones mais jovens,
A08 1549 17,4 24,0 37,0 426,6 60,9 401,7 plantios com idades inferiores à cinco anos,
I224 1665 16,4 23,3 35,3 393,8 56,3 370,8 limita estudos referentes à características
da madeira. Mas deve ser observado
Tabela 3. Estimativas de valores de variáveis
dos povoamentos dos clones estudados, para que a forma de utilização da produção
os sete anos de idade. *Volume calculado com (energia, serraria, etc), será um dos fatores
Fator de Forma = 0,48 decisivos na escolha do material a ser
plantado. Em se tratando de clone para
energia, a densidade energética é um fator
Os dados da Tabela 3 mostram que
importante a ser considerado.
os IMA’s variaram entre 52,1m3.ha-1 e A elevada produtividade apresentada por
62,3m3.ha-1. O carbono acumulado por todos os clones mostra o potencial da
hectare de Eucalyptus aos sete anos variou espécie na região. Apesar dos clones não
de 343,5tCO2 a 410,9tCO2. serem de última geração, o desempenho
O oeste do estado do Paraná possui solos apresentado foi equivalente a povoamentos
com ótimas qualidades físicas e químicas. pertencentes às principais empresas do
Estas características, aliadas à topografia segmento de florestas plantadas.
levemente ondulada e ao clima favorável, Os resultados obtidos podem subsidiar a
permitem cultivos agrícolas com elevada introdução de cultivos florestais na região,
produtividade. Assim, a expansão de em áreas de solos com menor aptidão
florestas destinadas à produção madeireira agrícola, pequenas propriedades e na
está restrita, basicamente, ao atendimento integração de sistemas como ILPF.
de demandas locais de secagem de grãos,

200
Resumos Expandidos

Agradecimento
À C.Vale - Cooperativa Agroindustrial
pelo apoio à realização deste trabalho.

Referências
[1]SANTOS, H. G. dos; JACOMINE, P.
K. T.; ANJOS, L. H. C. dos; OLIVEIRA,
V. A. de; OLIVEIRA, J. B. de; COELHO,
M. R.; LUMBRERAS, J. F.; CUNHA,
T. J. F. (Ed.). Sistema brasileiro de
classificação de solos. 2. ed. Rio de
Janeiro: Embrapa Solos, 2006. 306 p.

[2]IAPAR. Cartas climáticas básicas do


Estado do Paraná. Londrina, 1987. 35 p.

[3]LIMA, E. A.; SILVA, H. D.;


LAVORANTI, O. J. Caracterização
dendroenergética de árvores de Eucalyptus
benthamii. Pesquisa Florestal Brasileira,
Colombo, v. 31, n. 65, p. 09, mar. 2011.
DOI: 10.4336/2010.pfb.31.65.09

[4]OLIVEIRA, E. B. Softwares para


manejo e análise econômica de
plantações florestais. Colombo:
Embrapa Florestas, 2011. 70 p. (Embrapa
Florestas. Documentos, 216).

201
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Desempenho silvicultural de cinco


variedades clonais em três regiões do
estado de Mato Grosso
Ariel Souza Rossi¹; Ronaldo Drescher2; Sidney Fernando Caldeira3;
Anne Francis Agostini Santos 4; Fernando Henrique Gava5
¹

¹
1
Mestrando, Programa de Pós Graduação em Ciências Florestais e Ambientais (UFMT/
FENF), Universidade de Mato Grosso – Campus de Cuiabá, Analista de Meio Ambiente
(SEMA-MT) (arielsrossi@gmail.com); 2 Doutor, Professor do Programa de Pós Graduação
Programa de Pós Graduação em Ciências Florestais e Ambientais (UFMT/FENF), Universidade
de Mato Grosso – Campus de Cuiabá. (ronaldodrescher@gmail.com); ³ Doutor, Professor
do Programa de Pós Graduação Programa de Pós Graduação em Ciências (sidcal@ufmt.br); 4
Mestranda, Programa de Pós Graduação em Ciências Florestais e Ambientais (UFMT/FENF),
Universidade de Mato Grosso – Campus de Cuiabá (annef_168@hotmail.com); 5 Mestrando,
Programa de Pós Graduação em Ciências Florestais e Ambientais (UFMT/FENF), Universidade
de Mato Grosso – Campus de Cuiabá (fhgava@hotmail.com).

Introdução e objetivos Materiais e métodos


O Brasil possui aproximadamente O estudo foi conduzido em um plantio
5.102.030 ha de área plantada com experimental com clones de Eucalyptus
Eucalyptus e em Mato Grosso a área em três regiões de Mato Grosso, para fins
de plantio em é de 59.980 ha [1], cujo energético. As unidades experimentais
objetivo principal é a produção de energia, foram instaladas em 2010, nos municípios
principalmente para secadores agrícolas de: Sinop, próximo às coordenadas
[2]. Quando comparado com outras 11°51’51’’S 55°28’23’’W; Santo Antônio
regiões do Sul e Sudeste, a produtividade do Leverger, próximo às coordenadas S
do estado é inferior, pois os materiais 16º 09’ 25,2”S 55º 42’ 22,2”W; e Chapada
genéticos utilizados são melhorados e dos Guimarães, próximo às coordenadas:
adaptados para condições ambientais que 15°21’ 56”S 55°38’46”. O espaçamento
diferem das encontradas no estado de utilizado foi 3,60 m entre linhas e 2,50 m
Mato Grosso. Diante disto, este trabalho entre plantas. O delineamento experimental
teve como objetivo avaliar o desempenho utilizado foi DIC, com quatro repetições
silvicultural de cinco clones do gênero de 49 plantas, e foram mensuradas as 25
Eucalyptus em três regiões do Estado de árvores centrais. A mensuração ocorreu
Mato Grosso (MT). ao terceiro ano. Foram mensuradas as

202
Resumos Expandidos

variáveis Sobrevivência (%), DAP (cm) destacaram. Na variável Altura o clone


e Altura (m) e analisadas pelo programa S0411 foi superior aos demais. Na região
estatístico ASSISTAT 7.6. A normalidade de Santo Antônio do Leverger, a diferença
dos dados foi verificada através de de Sobrevivência (%) não foi significativa,
Kolgomorov-Smirnov. As médias foram entretanto o clone S0208 apresentou a
comparadas pelo teste de Tukey a 5%. menor taxa (71,93%) (Tabela 4). Para a
variável DAP os clones S0206 e S0412 se
Trat. Código (Clone)
destacaram em contraposição com o clone
1 S 0206 (Urophylla) S0208 que apresentou a menor média de
2 S 0208 (Pelitta) DAP.
3 S 0401 (Camaldulensis) Para a variável Altura os clones S0411 e
S0412 mostraram-se superiores.
4 S 0411 (Urocam)
5 S 0412 (Cagrandis) Trat. S (%) DAP Alt.
1 69,0 ab 14,75 a 14,04 a
Tabela 1. Relação dos clones utilizados nas
2 86,0 ab 12,13 bc 13,34 a
unidades experimentais.
3 95,0 a 11,10 c 13,59 a
4 62,0 ab 11,54 bc 14,87 a
Resultados e discussões
5 49,0 b 13,04 a 12,52 a
Para a região de Sinop, os tratamentos
F 4,03* 12,92** 2,22ns
apresentaram diferenças significativas para
as variáveis Altura e Sobrevivência (%). Na Média 72,20 12,51 13,67

Tabela 2, o clone S0208 apresentou maior CV (%) 25,44 6,44 8,49

taxa de sobrevivência com 86%. Já para a Tabela 2. Sobrevivência, DAP e Altura, dos
variável DAP os clones que se destacaram clones de Eucalyptus aos 3 anos de idade, em
foram os clones S0206 e S0412, com média Sinop – MT. Obs: S(%): Sobrevivência em
porcentagem; DAP: diâmetro médio a altura
de 14,75 e 13,04cm respectivamente.
do peito (cm); Alt: Altura média. Médias
Contraditoriamente o clone S0412 foi seguidas pela mesma letra na coluna não
o que apresentou menor taxa média de diferem entre si pelo teste de Tukey a 1%.
Sobrevivência (49%). Os tratamentos de **, significativa pelo teste F(0,05). CV(%):
Chapada dos Guimarães apresentaram Coeficiente de variação.
elevados índices de Sobrevivência (%)
Trat. S (%) DAP Alt.
(Tabela 3). Apenas o clone S0401 não
apresentou 100% de Sobrevivência, 1 100,00 a 1,29 ab 13,01 c

contudo o valor obtido não diferenciou 2 100,00 a 10,57 b 13,15 c

estatisticamente pelo teste utilizado. Para a 3 91,00 a 10,70 b 14,81 b


variável DAP os clones S0411 (12,05cm) 4 100,00 a 12,05 a 16,69 a
e S0412 (12,16cm) foram os que se

203
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

5 100,00 a 12,16 a 14,86 b apresentou menor desempenho nas três


regiões de estudo e Chapada dos Guimarães
F 5,65** 9,20** 60,81**
foi a região com desenvolvimento elevado
Média 98,20 11,35 14,50
para todos os clones estudados.
CV (%) 3,45 4,30 2,66

Tabela 3. Sobrevivência, DAP e Altura, dos


Conclusão
clones de Eucalyptus aos 3 anos de idade, em
Sinop – MT. Obs: S(%): Sobrevivência em Dentre os cinco clones, os mais promissores
porcentagem; DAP: diâmetro médio a altura do são o S0411 e S0412.
peito (cm); Alt: Altura média. Médias seguidas
pela mesma letra na coluna não diferem entre si Referências
pelo teste de Tukey a 1%. **, significativa pelo
[1]ANUÁRIO Estatístico da ABRAF
teste F(0,05). CV(%): Coeficiente de variação.
2013: ano base 2012. Brasília, DF: 2013.
Trat. S (%) DAP Alt.
148 p.
1 81,63 a 14,66 a 13,88 ab
[2]SHIMIZU, J. Y.; KLEIN, H.;
2 71,93 a 10,73 c 11,97 b
OLIVEIRA, J. R. V. de. Diagnóstico das
3 88,77 a 11,53 bc 11,76 b
plantações florestais em Mato Grosso.
4 81,12 a 13,09 ab 14,87 a
Cuiabá: Central de Texto, 2007. 63 p.
5 83,67 a 13,95 a 14,41 a
F 1,84ns 13,08** 6,94**
Média 81,42 12,79 13,38
CV (%) 11,03 7,08 8,10

Tabela 4. Sobrevivência, DAP e Altura, dos


clones de Eucalyptus aos 3 anos de idade, em
Sinop – MT. Obs: S(%): Sobrevivência em
porcentagem; DAP: diâmetro médio a altura
do peito (cm); Alt: Altura média. Médias
seguidas pela mesma letra na coluna não
diferem entre si pelo teste de Tukey a 1%.
**, significativa pelo teste F(0,05). CV(%):
Coeficiente de variação.

Os clones S0412 e S0411 apresentaram


desempenho superior nas três variáveis
estudadas em Chapada dos Guimarães e
Santo Antônio do Leverger, na região de
Sinop apenas na Sobrevivência este clone
não se destacou. O clone S0208 foi que

204
Resumos Expandidos

Desempenho silvicultural de 21 clones


do gênero Eucalyptus no sul do
estado de Mato Grosso
Anne Francis Agostini Santos¹; Diego Tyszka Martinez2 ;
Sidney Fernando Caldeira³; Ariel Souza Rossi4; Joamir Barbosa Filho5

¹ Mestranda, Programa de Pós Graduação em Ciências Florestais e Ambientais (UFMT/FENF),


Universidade Federal de Mato Grosso – Campus de Cuiabá (annef_168@hotmail.com);
2
Doutor, Professor do Programa de Pós Graduação Programa de Pós Graduação em Ciências
Florestais e Ambientais (UFMT/FENF), Universidade Federal de Mato Grosso – Campus de
Cuiabá. (diegotyszka@hotmail.com);. ³ Doutor, Professor do Programa de Pós Graduação
Programa de Pós Graduação em Ciências (sidcal@ufmt.br);.. 4 Mestrando, Programa de Pós
Graduação em Ciências Florestais e Ambientais (UFMT/FENF), Universidade Federal de Mato
Grosso – Campus de Cuiabá (arielsrossi@gmail.com); 5 Mestrando, Programa de Pós Graduação
em Ciências Florestais e Ambientais (UFMT/FENF), Universidade Federal de Mato Grosso –
Campus de Cuiabá (joamirbf@hotmail.com).

Introdução e objetivos Materiais e métodos


Mato Grosso possui atualmente uma área O estudo foi conduzido em um plantio
plantada de Eucalyptus de aproximadamente experimental com 21 clones (Tabela 1)
59.980 ha [1], sendo a principal finalidade a do gênero Eucalyptus, plantado para o
matriz energética, que supre a demanda no uso energético. A unidade experimental
uso de secadores agrícolas [6]. Mesmo com o foi instalada em 2010, no município de
interesse pela cultura em crescimento no estado, Santo Antônio do Leverger (MT), (S 16º
as florestas energéticas encontradas nas diversas 09’ 25.2”; W 55º 42’ 22.2” e S 16º 09’
regiões ainda possuem características qualitativas 32.5”; W 55º 42’ 26.0”) no espaçamento
e produtivas inferiores se comparadas as de 3,60 m x 2,50 m. A área experimental é
outros estados em que a eucaliptocultura já está composta pelos tratamentos dispostos
consolidada. Os materiais genéticos utilizados em 4 repetições ao acaso. Cada repetição
são provenientes de outras regiões e estão é formada por 49 plantas, as medições
adaptados a condições ambientais diferentes foram realizadas nas 25 árvores centrais,
das encontradas no estado de Mato Grosso [5]. o restante constitui-se bordadura. Aos
Diante disto, este trabalho teve como objetivo três anos foram mensuradas as variáveis
avaliar o desempenho silvicultural de 21 clones sobrevivência (%), DAP (cm) e altura (m) e
do gênero Eucalyptus no município de Santo foram analisadas pelo programa estatístico
Antônio do Leverger (MT). ASSISTAT 7.6. A normalidade dos dados

205
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

foi verificada através do teste de Shapiro- (Tabela 2). Para a variável sobrevivência,
Wilk. A característica sobrevivência não é possível verificar que houve grande
apresentou normalidade, foi transformada amplitude entre os tratamentos e os
pela equação arcsen , sendo a porcentagem clones que tiveram desempenho superior
de sobrevivência. Após esse procedimento a 75% foram considerados como
foi realizada a análise de variância (1% materiais promissores. Esta característica
de probabilidade). As médias foram é importante, pois a porcentagem de
comparadas pelo teste de Scott-Knott a sobrevivência permite avaliar o potencial
1%. de estabelecimento do material a ser
trabalhado e decidir as estratégias de
Trat. Código (Clone) Trat. Código (Clone) manejo sobre eles [2].
S-0102 S-0403
1 11 Trat. S (%) DAP Alt.
(Urograndis) (Urograndis)
S-0103 S-0406 1 43.87c 12.07c 14.04a
2 12
(Urophylla) (Urocam) 2 71.93b 14.42a 13.58a
S-0108 S-0407 3 71.42b 11.34c 12.83b
3 13
(Urograndis) (Urocam) 4 70.40b 11.53c 12.63b
S-0201 S-0408 5 81.63a 14.29a 13.84a
4 14
(Urophylla) (Urocam)
6 71.93b 10.80c 11.97b
S-0206 S-0410
5 15 7 80.61a 13.21b 14.86a
(Urophylla) (Urocam)
8 55.10c 10.30c 11.81b
S-0208 S-0411
6 16 9 88.77a 11.53c 11.76b
(Pellita) (Urocam)
S-0302 S-0412 10 58.67b 13.07b 13.55a
7 17
(Urograndis) (Cagrandis) 11 76.01a 11.19c 12.80b
S-0304 S-0413 12 81.63a 10.47c 11.31b
8 18
(Camaldulensis) (Cagrandis) 13 84.18a 11.20c 12.59b
S-0401 S-0416 14 61.73c 13.22b 13.71a
9 19
(Camaldulensis) (Camaldulensis)
15 91.83a 14.35a 14.85a
S-0402 S-0417
10 20 16 76.53b 13.09b 14.87a
(Urograndis) (Urocam)
17 83.67a 13.84a 14.41a
S-0419
21 18 85.71a 13.40b 14.67a
(Urocam)
19 85.20a 11.52c 12.16b
Tabela 1. Relação dos clones utilizados na 20 93.87a 12.30c 13.86a
unidade experimental em Santo Antônio do 21 90.30a 11.52c 14.04a
Leverger (MT).
F 5.82** 9.33** 5.33**
Média 62.65 12.32 13.34

Resultados e discussões CV (%) 11.25 6.98 7.31

Houve diferença significativa, pelo teste Tabela 2. Sobrevivência, DAP e altura dos
F (1%) em todas as variáveis estudadas clones de Eucalyptus aos 3 anos de idade. Obs:

206
Resumos Expandidos

S(%): Sobrevivência em porcentagem; DAP: Referências


diâmetro médio a altura do peito (cm); Alt: [1]ANUÁRIO Estatístico da ABRAF 2013:
Altura média. Médias seguidas pela mesma ano base 2012. Brasília, DF, 2013. 148 p.
letra na coluna não diferem entre si pelo teste
[2]CAMPOS, J. C. C.; LEITE, H. G.
de Scott-Knott a 1%. **, significativa pelo
Mensuração florestal: perguntas e
teste F(0,01). CV(%): Coeficiente de variação.
respostas. Viçosa, MG: Ed UFV, 2013. 605
p.
Houve diferença estatística entre os
tratamentos para a variável altura [3]GOLFARI, L. Zoneamento ecológico
(Tabela 2). As diferenças na altura do Estado de Minas Gerais para
entre os clones avaliados evidenciam as reflorestamento. Belo Horizonte: Centro
capacidades genéticas de exploração do de Pesquisa Florestal da Região do Cerrado,
habitat [4]. Espécies que conseguem bom 1975. 65 p. (PRODEPEF. Série Técnica, 3).
estabelecimento em altura, são aquelas que [4]MACEDO, R. L. G.; BEZERRA, R.
melhor se adaptaram ao local onde estão G.; VENTURIN, N.; VALE, R. S. do;
inseridas [3]. Através do conhecimento OLIVEIRA, T. K. de. Desempenho
da variável DAP, é possível, estimar o silvicultural de clones de eucalipto e
potencial da produção florestal do material características agronômicas de milho
que esta sendo avaliado, pois esta variável cultivados em sistema silviagrícola. Revista
está relacionada com o volume por ha Árvore, Viçosa, MG, v. 30, n. 5, p. 701-709,
produzido [2]. Consequentemente um 2006.
material com DAP elevado consegue ter
[5]REIS, C. A. F.; PALUDZYSZY FILHO,
capacidade de produção volumétrica maior,
E. Estado da arte de plantios com
se comparado ao demais tratamentos. Os
espécies florestais de interesse para
tratamentos que apresentaram destaque
o Mato Grosso. Colombo: Embrapa
nesta variável foram os com desempenho
Florestas, 2011. 65 p. (Embrapa Florestas.
superior a 13,5 cm (Tabela 2)
Documentos, 215)

Conclusão [6]SHIMIZU, J. Y.; KLEIN, H.; OLIVEIRA,


Entre os 21 clones de Eucalyptus testados J. R. V. de. Diagnóstico das plantações
na região de Santo Antônio do Leverger, os florestais em Mato Grosso. Cuiabá: Central
clones S-206 (Urophylla), S-0410 (Urocam) do Texto, 2007. 63 p.
e S-0412 (Cagrandis) apresentaram, aos
36 meses de idade, melhor desempenho
silvicultural e podem ser considerados
promissores para a região.

207
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Desenvolvimento de Amburana
acreana (Ducke) A. C. Smith em
plantio artificial.
Karen Janones da Rocha¹,
Maisa Caroline Baretta¹, Sidney Fernando Caldeira².

¹Pós-Graduação em Ciências Florestais e Ambientais – UFMT, Cuiabá/MT, Brasil (karennjr@


hotmail.com, maisac.baretta@gmail.com)
²Prof. Dr. Departamento de Eng. Florestal, – UFMT, Cuiabá/MT, Brasil (sidcal@ufmt.br)

Introdução e objetivos Grosso, em área circunscrita à coordenada


A demanda por produtos de origem 16°12’32’’S e 56°22’57’’W.
florestal é influenciada pelo crescimento O clima da região é do tipo Aw, segundo
demográfico, aumentando a exploração a classificação de Köppen [1], precipitação
das florestas naturais. Assim, além média de 1.300 mm.ano–¹, temperatura
de ser uma alternativa econômica, o média anual de 25°C e umidade relativa do
reflorestamento é uma opção para reduzir ar de 70% a 75% [2]. O relevo é suavemente
a pressão nessas florestas com benefícios ondulado e o solo é classificado como
sociais e ambientais. Planossolo Háplico Eutrófico [4], de
A Amburana acreana (Ducke) A. C. Smith, textura francoargiloarenosa.
Fabaceae, é conhecida principalmente O plantio foi efetuado em 2001 no
como cerejeira e amburana. A sua espaçamento 3,0 m x 3,0 m, e foram
madeira apresenta aspecto agradável, implantadas 150 árvores divididas em
baixa retratibilidade e resistência mecânica 4 blocos de 21 árvores e as árvores da
entre baixa e média [3], e em razão disso
extremidade constituíram a bordadura.
é indicada para a confecção de mobiliário
Cinco meses após o plantio foi avaliado
fino, lambris, balcões, tonéis, folheados,
a sobrevivência (%) e o diâmetro à altura
entre outros [6].
do colo (cm). Nas avaliações seguintes
O objetivo desse estudo foi avaliar o
até aos 152 meses de idade foi registrada
desenvolvimento quantitativo e qualitativo
a densidade, o diâmetro à altura do peito,
da Cerejeira, em plantio homogêneo, no
as alturas total e comercial das árvores e
Sudoeste de Mato Grosso.
calculados os respectivos valores médios.
Cada árvore ainda foi qualificada quanto à
Metodologia
forma de fuste de acordo com os critérios
O estudo foi desenvolvido no município
de Jankauskis5 e quanto ao seu estado
de Nossa Senhora do Livramento, Mato

208
Resumos Expandidos

fitossanitário conforme a metodologia variáveis dendrométricas dos indivíduos


estabelecida por Schneider et al.7 e os remanescentes devido à abertura de espaço
valores expressos em frequência. Ainda (Figura 1).
foi calculada a área transversal média e
estimada a área basal.

Resultados e discussão
Foi registrada a sobrevivência de 98,8%
dos indivíduos aos cinco meses de idade
com a média 0,8 cm de diâmetro de colo.
O crescimento da cerejeira (Tabela 1) foi
semelhante ao, obtido por Carvalho³, aos
36 meses de idade, DAP 6,0 cm e altura
total entre 3,9 e 4,5 m, em um plantio na
mesma densidade em Adrianópolis – PR.
Idade N DAP Ht Hc G g

anos arv.ha-1 cm m m m .ha 2-1 m 2.arv-1


1 992 2,5 1,4 0,5 0,6352 0,0006
2 992 2,7 2,4 1,5 0,7065 0,0007
4 966 5,0 3,9 1,6 2,1788 0,0023
5 966 6,9 4,5 1,7 3,9523 0,0041
6 966 8,3 5,3 1,8 5,9001 0,0061
7 807 10,8 6,7 2,3 7,5577 0,0103
8 648 13,4 7,4 2,0 9,4920 0,0147
9 648 14,4 9,0 2,9 11,0941 0,0172
10 648 15,2 10,0 3,0 12,9351 0,0195
Figura 1. Comportamento de (A) densidade
11 648 16,5 11,0 3,2 15,2334 0,0235
e DAP; (B) alturas total e comercial e (C)
12 635 17,3 12,7 3,3 15,7672 0,0250
área transversal média ( g ) e área basal (G) de
13 635 18,2 13,9 4,2 17,5291 0,0277
Amburana acreana (Ducke) A. C. Smith. Nossa
Tabela 1. Valores médios de densidade (N), Senhora do Livramento, MT, 2001-2013.
diâmetro a altura do peito (DAP), altura total
(Ht), altura comercial (Hc), área basal (G) e área
O critério utilizado para estabelecer a
transversal ( g ) em função da idade (anos) de
Amburana acreana (Ducke) A. C. Smith. Nossa altura comercial considera o fuste até o
Senhora do Livramento, MT, 2001-2013. primeiro galho que compõe a copa, assim
o comprimento de copa aumentou com
a idade em função da bifuração na fase
Com a redução da densidade foi observado
jovem de muitas árvores (Figura 2).
um progressivo aumento de todas
Ainda que tenha ocorrido variação da

209
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

densidade o comportamento da curva de Referências


G e g foi semelhante. [1]ALVARES, C. A; STAPE, J. L.;
As árvores apresentaram fustes tortuosos SENTELHAS, P. C.; GONÇALVES, J.
sem (FF3) e com galhos (FF4) até 4 anos L. M.; SPAROVEK, G. Köpen’s climate
de idade. A partir da avaliação aos 8 anos de classification map for Brazil. Meteorologische
idade a maioria dos fustes foi caracterizada Zeitschrift, v. 22, n. 6, p. 711-728, 2013. DOI:
como reto sem (FF1) e com galhos (FF2). 2948/2013/0507. 2013.
As árvores de forma inaproveitável (FF5)
observadas dos 9 aos 11 anos foram [2]CAMPELLO JÚNIOR, J. H.; PRIANTE
removidas (Figura 2). FILHO, N.; CASEIRO, F. T. Caracterização
macroclimática de Cuiabá. In: ENCONTRO
NACIONAL DE ESTUDOS SOBRE O
MEIO AMBIENTE, 3., 1991, Londrina.
Anais... Londrina: UEL, NEMA, 1991. p. 542-
552.

[3]CARVALHO, P. E. R. Cerejeira-da-
Amazônia: Amburana acreana. Colombo:
Figura 2. Frequência (%) de árvores de Embrapa Florestas, 2007. 6 p. (Embrapa
Amburana acreana (Ducke) A. C. Smith de Florestas. Circular Técnica, 134).
acordo com a Forma de fuste. Nossa Senhora
do Livramento, MT, 2001-2013. [4]SANTOS, H. G. dos; JACOMINE, P. K.
T.; ANJOS, L. H. C. dos; OLIVEIRA, V. A.
A Cerejeira apresentou fustes tortuosos de; OLIVEIRA, J. B. de; COELHO, M. R.;
como decorrência do seu crescimento LUMBRERAS, J. F.; CUNHA, T. J. F. (Ed.).
simpodial e isso pode ser uma limitação Sistema brasileiro de classificação de solos. 2. ed.
à produção de fustes para serraria. Com Rio de Janeiro: Embrapa Solos, 2006. 306 p.
o desenvolvimento do dossel e a oferta
de luz concentrada na parte superior das [5] JANKAUSKIS, J. Recuperação de
copas ocorre um estímulo ao crescimento florestas tropicais mecanicamente
exploradas. Belém: SUDAM, 1979. 58 p.
do meristema apical.
Aos 9 anos de idade, 2% das árvores
[6] RIZZINI, C. T. Botânica econômica
apresentou térmitas na parte externa da
brasileira. São Paulo: EPU, 1976. 207 p.
casca.

[7] SCHNEIDER, P. R.; BRENA, D. A.;


CONCLUSÃO
FINGER, C. A. G. Manual para a coleta de
A Amburana acreana (Ducke) A. C. Smith
apresenta potencial para o plantio informações dendométricas. Santa Maria, RS:
homogêneo. UFSM/CEPEF/FATEC, 1988. 28 p.

210
Resumos Expandidos

Desenvolvimento de mudas de nim


indiano em diferentes substratos no
município de Vitória da Conquista, BA.
Denys Matheus Santana Costa Souza¹;
Adalberto Brito de Novaes2; Liliane Roque Pinto³

1
Graduando em Engenharia Agronômica, UESB/Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia,
(dmscsouza@gmail.com);² Professor, Departamento de Fitotecnia e Zootecnia, UESB/Universidade
Estadual do Sudoeste da Bahia, (adalberto.brito@globo.com); ³ Graduanda em Engenharia Florestal,
UESB/Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, (lilianeroq@gmail.com).

Introdução e objetivos diferentes combinações de substratos


Quando se pretende produzir em escala no desenvolvimento de mudas de Nim
comercial, mudas com alto padrão de Indiano (Azadirachta indica A.JUSS).
qualidade garante, sobremaneira, o
sucesso de florestas mais produtivas, Material e métodos
tendo em vista que esta característica
A pesquisa foi conduzida no Viveiro
tendem a tornar o replantio uma prática
Florestal da Universidade Estadual do
dispensável, dada à pequena taxa de
Sudoeste da Bahia-UESB no período de
mortalidade que é verificada meses após o
plantio (CARNEIRO et al., 1995), além de junho a setembro de 2012, portanto, no
apresentar melhor desempenho no campo, período de inverno. As sementes utilizadas
produzindo árvores com crescimento foram adquiridas da empresa Nim Bahia,
desejável (GOMES; PAIVA, 2004). Para localizada no município de Guanambi – BA.
tanto, além de outros fatores, o substrato Estabeleceu quatro tratamentos referentes
tem influência direta na produção de mudas às diferentes combinações de substratos:
com estas características, segundo Silva et Tratamento 1 - 30% composto orgânico
al. (2001), os melhores substratos devem + 20% esterco bovino + 45% terra de
apresentar disponibilidade de aquisição e subsolo + 5% areia; Tratamento 2 - 35%
transporte, ausência de patógenos, riqueza
composto orgânico + 25% esterco bovino
em nutrientes essenciais, pH, textura e
+ 30% terra de subsolo + 10% areia;
estruturas adequadas, constituindo um
Tratamento 3 - 20% composto orgânico
fator importante na produção de mudas
aptas ao plantio. + 20% esterco bovino + 50% terra de
Considerando o exposto acima, subsolo + 10% areia; Tratamento 4 -
este trabalho foi desenvolvido com 15% composto orgânico + 15% esterco
o objetivo de avaliar a o efeito de bovino + 55% terra de subsolo + 15%

211
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

areia. O composto orgânico usado foi se, respectivamente, régua graduada


confeccionado com material picado a base e paquímetro digital. Posteriormente,
de casca de café, palha de milho, casca de procedeu-se a separação entre a haste e o
coco e torta de pinhão manso, obtido do sistema radicial, iniciando-se a pesagem da
Sítio Beija-Flor no município de Riacho de matéria fresca da parte aérea e radicial em
Santana-BA. O delineamento experimental balança de precisão. Para a secagem das
utilizado foi o inteiramente casualizado mudas, foram preparadas duas embalagens
com os quatro tratamentos e cinco de papel, uma contendo a parte aérea
repetições com 10 mudas cada. Para todos e a outra o sistema radicial, que após
os resultados obtidos as médias foram etiquetadas foram colocadas em estufa
comparadas pelo teste de Duncan ao nível previamente aquecida a 65ºC. Após este
de 95% de probabilidade. Foi efetuada a período as mudas foram retiradas para a
pré-semadura em sacos de estopa com pesagem da matéria seca da parte aérea e
molhação diária por um período de 12 dias, radicial utilizando-se balança digital.
visando a maximização do processo de
germinação, ao final desse período quando Resultados e discussão
as sementes apresentaram radículas de Aos três meses da semeadura definitiva
aproximadamente cinco milímetros, as foram avaliados os parâmetros
mesmas foram definitivamente repicadas morfológicos, altura da parte aérea (H);
para os respectivos recipientes os quais diâmetro de colo (D); pesos de matéria
constaram de sacolas plásticas com 21 cm fresca e seca das partes aérea, raiz e total.
de altura e 11 cm de largura. Através dos dados da Tabela 1 pode-se
Três meses após a semeadura definitiva, constatar que o tratamento referente às
avaliou-se os seguintes parâmetros combinações de substratos com 30% de
morfológicos: Altura da parte aérea (H); composto orgânico + 20% esterco bovino
diâmetro de colo (D) e pesos de matéria + 45% terra de subsolo + 5% de areia
fresca e seca das partes aérea, raiz e total. produziu mudas com maiores médias de
Para a determinação dos parâmetros altura, mas não diferindo estatisticamente
morfológicos foi efetuada uma lavagem dos demais. Já para o diâmetro de colo,
do sistema radicial das mudas no viveiro, o tratamento que obteve as maiores
visando à separação de todos os resíduos médias correspondeu as combinações
de substrato das raízes. Após este de 35% de composto orgânico + 25%
procedimento as mudas foram postas esterco bovino + 30% terra de subsolo +
sobre folhas de jornal sobre bancadas no 10% areia, todavia, não houve diferença
laboratório por um período de 24 horas e estatística quando comparado aos demais
depois realizadas as medições de altura da tratamentos. A combinação de substrato
parte aérea e diâmetro de colo, utilizando- 20% de composto orgânico + 20% esterco

212
Resumos Expandidos

bovino + 50% terra de subsolo + 10% Os dados de pesos de matéria fresca e


areia produziu as menores médias de seca obtidos constam da Tabela 2. As
altura e diâmetro de colo. Na presente mudas produzidas com 35% de composto
pesquisa as mudas produzidas com 35% orgânico + 25% esterco bovino + 30%
adubo orgânico + 25% esterco bovino + terra de subsolo + 10% areia apresentaram
30% terra de subsolo + 10% areia, tanto a maior média para estes parâmetros, não
em altura como nos demais parâmetros diferindo significativamente dos demais
morfológicos avaliados, provavelmente tratamentos. As menores médias foram
responderão melhor as respostas das constatadas para o tratamento com 20% de
adversidades no campo após o plantio. composto orgânicos + 20% esterco bovino
A altura da parte aérea e o diâmetro de + 50% terra de subsolo + 10% areia.
colo além de pesos de matéria fresca Estes resultados, conjugados com aqueles
e seca correspondem aos parâmetros referentes às variáveis altura da parte aérea
morfológicos mais utilizados como e diâmetro de colo, apontam para mudas
indicador de crescimento de mudas com melhor desenvolvimento, aquelas
florestais (CHAVES e PAIVA, 2004). De produzidas em substratos contendo 35%
acordo com Sturion & Antunes (2000), a de composto orgânico + 25% esterco
relação altura/diâmetro do colo constitui bovino + 30% terra de subsolo + 10%
um dos parâmetros usados para avaliar a areia são. Para Carneiro (1995) o peso
qualidade de mudas florestais, pois, além de matéria seca da parte aérea indica a
de refletir o acúmulo de reservas, assegura capacidade das mudas em resistir, no
maior resistência e melhor fixação no campo, as adversidades do meio.
solo. Mudas com baixo diâmetro de colo
apresentam dificuldades de se manterem Tratamento PMFA PMFR PMSA PMSR
eretas após o plantio. (g) (g) (g) (g)
T1 0,36 a 0,18 a 0,21 a 0,11 a
Tratamento Altura (cm) Diâmetro (mm)
T2 0,38 a 0,19 a 0,22 a 0,11 a
T1 8,42 a 1,71 a
T2 8,27 a 1,74 a T3 0,21 a 0,11 a 0,16 a 0,08 a

T3 6,87 a 1,50 a T4 0,28 a 0,13 a 0,18 a 0,08 a

T4 7,57 a 1,57 a Tabela 2. Valores médios de pesos de


matéria fresca da parte aérea (PMFA) e raiz
Tabela 1. Valores médios de altura da parte (PMFR) e pesos de matéria seca das partes
aérea (H) e diâmetro de colo (D) de mudas aérea (PMSA) e raiz (PMSR) de mudas de
de Nim Indiano (Azadirahcta indica), três meses Nim Indiano (Azadirahcta indica), três meses
após a semeadura.
após a semeadura.

Médias seguidas de mesma letra não


Médias seguidas de mesma letra não diferem entre si pelo teste de Duncan a
diferem entre si pelo teste de Duncan a 95% de probabilidade.
95% de probabilidade.

213
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Conclusão STURION; J. A.; ANTUNES, B. M. A.


De acordo a metodologia adotada e Produção de mudas de espécies florestais.
considerando que o experimento foi In: GALVÃO, A. P. M. Reflorestamento
desenvolvido no período de inverno, pode- de propriedades rurais para fins de
se concluir que o melhor desenvolvimento produtivos e ambientais: um guia para
coube as mudas produzidas em substratos ações municipais e regionais. Brasília:
contendo 35% de composto orgânico Embrapa Comunicação para Transferência
+ 25% esterco bovino + 30% terra de de Tecnologia, 2000. p. 125-150.
subsolo + 10% areia.

Referências
CARNEIRO, J. G. A. Produção e controle
de qualidade de mudas florestais.
Curitiba: Universidade Federal do Paraná /
FUPEF; Campos: Universidade Estadual
do Norte Fluminense, 1995. 451 p.

CHAVES, A. de S.; PAIVA, H. N. de.


Influência de diferentes períodos de
sombreamento sobre a qualidade de mudas
de fedegoso (Senna macranthera ) (Collad
Irwin et Barn). Scientia Forestalis,
Piracicaba, n. 65, p. 22-29, 2004.

GOMES, J. M.; PAIVA, H. P. Viveiros


florestais (propagação sexuada). 3.ed.
Viçosa, MG: UFV, 2004. 116 p. (Caderno
didático, 72).

SILVA, R. P. da; PEIXOTO, J. R.;


JUNQUEIRA, N. T. V. Influência de
diversos substratos no desenvolvimento de
mudas de maracujazeiro azedo ( Passiflora
edulis Sims f. flavicarpa DEG). Revista
Brasileira de Fruticultura, Jaboticabal, v.
23, n. 2, p. 377-381, ago. 2001.

214
Resumos Expandidos

Desenvolvimento inicial de mudas


de Handroanthus heptaphyllus em
diferentes recipientes e substratos
1
Bruna Cristina Almeida; 1Henrique Guimarães de Favare;
2
Alexssandra Jéssica Rondon de Figueiredo;
1
Joamir Barbosa Filho; 3Ândrea Carla Dalmolin

1
Mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais e Ambientais – UFMT
(brucrisal@gmail.com); 2Graduanda de Engenharia Florestal – FENF/UFMT; 3Prof. Dra.
Centro Universitário de Várzea Grande - UNIVAG (andreacarlad@gmail.com)

Introdução e objetivos determinantes no manejo e controle de


O conhecimento gerado sobre as espécies qualidade dos cultivos [3].
nativas pode ser considerado irrisório Grande importância tem sido dada
diante da grande diversidade da flora para pesquisas sobre a utilização de
brasileira. As etapas e insumos utilizados diferentes combinações de substratos, que
na fase de produção das mudas são influenciam o desenvolvimento, o vigor, e
peculiares para cada tipo de espécie a sanidade das mudas produzidas. Dentre
arbórea como: sombreamento, tipo de os diferentes materiais utilizados como
substrato e fertilizante [1]. substratos, geralmente é recomendado
O cultivo de mudas em recipientes é fazer misturas a partir da utilização de
uma revolução em relação ao cultivo de areia, terra, raspas de madeira vermelha ou
mudas em canteiro, uma vez que permite de Pinus e adubos químicos, podendo-se
a produção de mudas individualizadas modificar a proporção desses substratos
com bom controle sanitário e ambiental até determinado limite [4]. Para reduzir
no processo produtivo [2]. É um método os custos com a adubação química, os
que deve ser preciso em sua instalação, resíduos orgânicos aparecem como uma
especialmente nos seus componentes boa alternativa. Os de bagaço de cana, as
(substratos, recipientes), buscando tortas, o lixo e os esgotos urbanos, são em
não ocasionar redução na eficiência de geral, materiais ricos em sua composição
produção. química, proporcionando um bom
A produção de mudas em recipientes desenvolvimento às plantas [5].
requer frequentes irrigações e fertilizações Objetivo deste trabalho foi avaliar o
e, portanto, faz-se necessário o desenvolvimento inicial de mudas de
conhecimento das propriedades químicas Handroanthus heptaphyllus em diferentes
e físicas dos substratos, por serem fatores recipientes e substratos.

215
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Material e métodos Bandeja de plástico e 75 % de composto orgânico

O trabalho foi realizado na casa de sombra (na proporção de 1:1:1, terra de barranco, resíduo de
T8
do viveiro da Faculdade de Agronomia, rumem bovino e casca carbonizada de arroz) + 25%

Medicina Veterinária e Zootecnia – de cinza de bagaço de cana-de-açúcar

FAMEVZ, da Universidade Federal de


Quadro 1. Recipientes e substratos utilizados
Mato Grosso, Campus Cuiabá. na produção de mudas de Handroanthus
Foram avaliados dois recipientes e quatro heptaphyllus.
substratos, totalizando oito tratamentos.
O delineamento experimental foi blocos
Foram utilizados quatro blocos, a unidade
ao acaso, com esquema fatorial 2x4,
experimental foi composta por 12 plantas
referentes a 2 recipientes e 4 substratos
por tratamento. Para a semeadura foram
(Quadro 1).
utilizadas sementes coletadas de cinco
matrizes, no município de Poconé–MT, no
TRATAMENTOS
mês de novembro de 2013, beneficiadas e
Saco plástico e substrato comercial para hortaliças
T1 armazenadas em câmara fria. A avaliação
(base de casca de pinus, turfa, vermiculita expandida)
foi realizada aos 30 dias após a semeadura
Saco plástico e 75 % de substrato comercial para
e foram registradas as seguintes variáveis:
hortaliças (base de casca de pinus, turfa, vermiculita
T2 diâmetro do coleto, número de folhas
expandida) + 25% cinza de bagaço de cana-de-
e altura da parte área. Os dados foram
açúcar
submetidos à análise de variância, pelo
Saco plástico e Composto orgânico (na proporção
teste “F” e a significância das diferenças
T3 de 1:1:1, terra de barranco, resíduo de rumem
entre as médias foi determinada pelo teste
bovino e casca carbonizada de arroz)
de Tukey a 5% de probabilidade de erro.
Saco plástico e 75 % de composto orgânico (na

proporção de 1:1:1, terra de barranco, resíduo de Substratos


T4 Comercial Composto
rumem bovino e casca carbonizada de arroz) + 25% Rec. Comercial Composto
Hortaliça Orgânico
de cinza de bagaço de cana-de-açúcar Hort. Orgânico
+ Cinza + Cinza
Bandeja de plástico e Substrato comercial para
Sc. Plást. 4,70 aA1 3,29 bB 5,27 aA 4,27 aAB
T5 hortaliças (base de casca de pinus, turfa, vermiculita

expandida)
Band. Plást.
4,37 aA 4,81 aA 4,79 aA 3,95 aA
Bandeja de plástico e 75 % de substrato comercial células

para hortaliças (base de casca de pinus, turfa,


T6 Média 4,43
vermiculita expandida) + 25% cinza de bagaço de
C V (%) 14,87
cana-de-açúcar

Bandeja de plástico e Composto orgânico (na


Quadro 2. Número de folhas em função dos
tipos de recipientes e substratos. Sc. Plást.:
T7 proporção de 1:1:1, terra de barranco, resíduo de
Saco Plástico/ Band. Plast. Células: Bandeja
rumem bovino e casca carbonizada de arroz) Plastica com células. 1Médias seguidas por

216
Resumos Expandidos

mesma letra na linha não diferem entre si pelo


teste Tukey a nível de 5% de probabilidade. Altura (cm) 7,05ns2 6,01ns 15,11

A combinação recipiente saco plástico com Quadro 4. Diâmetro de coleto (mm) e Altura
o substrato comercial + cinza do bagaço de (cm) em função dos tipos de recipientes. 1
cana foi a pior dentre as combinações. A Médias seguidas por mesma letra na linha não
combinação substrato composto orgânico diferem entre si pelo teste Tukey a nível de
5% de probabilidade. 2não significativo pelo
com o recipiente saco plástico teve maior
teste Tukey a nível de 5% de probabilidade.
valor de média.
Substratos
Para a variável diâmetro de coleto o
Diâmetro
Variáveis Número Altura recipiente bandeja plástica com células
de Coleto
de folhas (cm) foi superior estatisticamente, que o saco
(mm)
Comercial
plástico. Para variável altura não houve
Hortaliça
4,54ab 1,41ab 6.93ns2 diferença significativa entre os recipientes.
Comercial Horta-
4,05b 1,21b 5,23ns
liça + Cinza
Conclusões
Composto
5,03a 1.46a 7,5ns O substrato composto orgânico
Orgânico
demonstrou superioridade dentre os
Composto Orgâ-
4,11ab1 1,36ab 6,47ns substratos nas variáveis estudadas.
nico + Cinza
Não houve influencia significativa dos
C V (%) 14,87 12,56 15,11
recipientes
Quadro 3. Número de folhas, Diâmetro de O composto orgânico foi superior dentre
coleto (mm) e Altura (cm) em função dos os outros substratos para a variável número
tipos de substratos. 1 Médias seguidas por
de folhas e diâmetro de coleto. Para a
mesma letra na linha não diferem entre si pelo
teste Tukey a nível de 5% de probabilidade. variável altura, os substratos não tiveram
2
não significativo pelo teste Tukey a nível de significância.
5% de probabilidade.

Referências
Recipientes
[1]CARVALHO FILHO, J. L. S.;
Bandeja
ARRIGONI-BLANK, M. de F.; BLANK,
Variáveis Saco Plástica C V (%)
A. F.; RANGEL, M. S. A. Produção de
Plástico com
Mudas de jatobá (Hymenaea courbaril
células
L.) em diferentes ambientes, recipientes e
Diâmetro de composições de substratos. Cerne, Lavras,
1,26b1 1,45a 12,56
Coleto (mm) v. 9, n. 1, p. 109-118, 2003.

217
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

[2]COSTA, E. V.; RODRIGUES, E.


T.; ALVES, V. B.; SANTOS, L. C.
R. dos; VIEIRA, L. C. R. Efeitos da
ambiência, recipientes e substratos
no desenvolvimento de mudas de
maracujazeiro-amarelo em Aquidauana –
MS. Revista Brasileira de Fruticultura,
v. 31, n. 1, p. 236-244, 2009.

[4]GOMES, J. M.; PAIVA, H. N. de.


Viveiros florestais (propagação
sexuada). 3. ed. Viçosa, MG: UFV, 2006.
(Caderno didático, n. 72).

[3]SCHMITZ, J. A. K.; SOUZA, P. V. D.;


KÄMPF A. N. Propriedades químicas e
físicas de substratos de origem mineral
e orgânica para o cultivo de mudas em
recipientes. Ciência Rural, Santa Maria,
RS, v. 32, p. 937-944, 2002.

[5]CUNHA, A.O.; ANDRADE, L. A. de;


BRUNO, R. de L. A.; SILVA, J. A. L. da;
SOUZA, V. C. de. Efeitos de substratos e
das dimensões dos recipientes na qualidade
das mudas de Tabebuia impetiginosa
(Mart. Ex D.C.) Standl. Revista Árvore,
Viçosa, MG, v. 29, n. 4, p. 507-516, 2005.

218
Resumos Expandidos

Efeito da adubação e ácido


indolbutírico no enraizamento de
alporques de Khaya anthotheca
Joamir Barbosa Filho, 1Bruna Cristina Almeida;
1

2
Gilvano Ebling Brondani; 2Rômulo Môra; 1Viviann Maciel da Silva Alves

1
Mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais e Ambientais – UFMT
(joamirbf@hotmail.com; brucrisal@gmail.com;viviann.maciel@gmail.com); 2 Prof. Faculdade de
Engenharia Florestal – FENF/UFMT (gebrondani@yahoo.com.br; romulomef@yahoo.com.br).

Introdução e objetivos Os fatores que afetam a obtenção de


A utilização de métodos de multiplicação plantas pela alporquia estão relacionados
assexuada para o estabelecimento de à formação das raízes, levando em
plantios comerciais de espécies florestais consideração a ausência de luz neste
em larga escala é uma alternativa quando período; que o substrato seja de textura
estas espécies propagadas por via leve (como umidade, textura e aeração
seminal apresentam desenvolvimento adequadas); a correta nutrição da planta
desuniforme, produção tardia e falta de mãe; sazonalidade (o método é realizado na
disponibilidade de mudas ao longo do ano. primavera ou no fim do verão); gradiente
A utilização de técnicas de propagação de maturidade dos ramos; utilização de
vegetativa como alporquia tem a vantagem reguladores de crescimento e o anelamento [3].
de reduzir o tempo de enraizamento de O processo de alporquia é mais conhecido
propágulos de algumas espécies, pois e utilizado em espécies frutíferas, porém
o material mantém sua ligação com a os relatos do uso deste método para
planta mãe recebendo seiva inorgânica e propagação de espécies florestais como
sintetizando a seiva elaborada e auxina, pinhão manso, aroeira e urucum [4][5][6]
reduzindo o estresse fisiológico na fase de estão sendo frequentes.
diferenciação celular durante a formação O presente trabalho objetivou avaliar
das raízes adventícias e independência de a viabilidade da técnica de alporquia
infraestrutura especializada em relação ao no enraizamento adventício do mogno
método de estaquia [1][2]. Além disso, é africano (Khaya anthotheca), através do efeito
possível formar bancos de germoplasma da adubação e utilização de diferentes
para a obtenção de progágulos em concentrações de ácido indolbutírico.
situações de dificuldade de se obter
sementes, seja devido a disponibilidade no Material e métodos
mercado ou aos elevados custos. As mudas utilizadas no experimento foram
propagadas via seminal, as quais foram

219
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

produzidas em um viveiro particular em (Quelato) 6% Fe EDDHA; Sulfato de


Cuiabá-Mato Grosso, Viveiro N’tacua. As Cobre 17% Cu 10% S.
mudas foram plantadas em embalagens Durante um mês, a cada quatro dias foram
de polietileno de 4 litros em substrato regadas com 100 mL de solução nutritiva,
composto de areia lavada de granulometria antes de se realizar as alporquias.
média. Por ocasião do transplantio, as Os alporques foram confeccionados á 15
mudas apresentaram adequada sanidade, cm de distancia do colo. Procedeu-se à
vigor, diâmetro entre 1,5-2 cm e altura retirada da casca em forma de anel de 2 cm
entre 50 e 70 cm. de largura com auxilio de um canivete.
Após um mês da implantação do Com um pincel foi aplicado o ácido
indolbutírico AIB a 3000 mg.L-¹ e 8000
experimento parte das mudas receberam
mg.L-¹ nos respectivos tratamentos,
solução nutritiva (Tabela 1).
na forma de talco, sendo em seguida
Solução Nutritiva recobrindo a área do corte com esfagno
Nutriente umedecido. Posteriormente foi revestido
( mg L-1 )
N-NO3 -
60,00 com o filme de PVC e amarrado nas
N-NH4+ 30,00 extremidades com barbante para mantê-lo
P 12,00 úmido e fixo.
Ca 40,00 As mudas foram colocadas sobre um pátio
K 80,00 britado com área coberta com sombrite
S 10,00 50%, sendo irrigadas diariamente.
Mg 12,00 Foram avaliados os seguintes fatores: F1-
Cu 0,10 mudas adubadas e F2- alporquia realizada
Fe 2,00 com AIB (ausência, 3000 mg.L-¹ e 8000
Mo 0,02 mg.L-¹). Após 45 dias foi realizada a
Mn 1,60 desmama das mudas.
Tabela 1. solução nutritiva básica para a O experimento foi conduzido no
fertirrigação das mudas de (Khaya anthotheca). delineamento em blocos casualizados,
com quatro parcelas, em arranjo fatorial
(2x3), considerando duas adubações e
Monoamônio fosfato MAP 11% N
três concentrações de AIB, totalizando 6
60 %P2O5; Sulfato de Magnésio 9%
tratamentos. Cada bloco foi constituído
Mg 12%S; Nitrato de Potássio 13% N
por dez mudas para cada tratamento.
2%P2O5 44% K2O; Sulfato de Amônio Avaliou-se o pegamento do enraizamento
21%N 22%S; Cloreto de Cálcio 27%Ca; por meio da observação de raízes visíveis
Nitrato de Cálcio 15,5%N 18,5%Ca; Ácido externamente ao substrato, aos 45 dias da
Bórico 17%Bo; Sulfato de Mânganes 30% realização da alporquia.
Mn 17% S; Molibdato de Sódio 39% M;
Sulfato de Zinco 20% Zn 10% S ; Ferro

220
Resumos Expandidos

Resultados e discussão que houve diferença significativa entre


A partir da análise estatística (Tabela 2) as concentrações de AIB, sendo que a
pode-se verificar que houve interação concentração de 3000 mg L-1 resultou na
entre os fatores solução nutritiva e maior média de enraizamento, denotando
concentrações de AIB. maior dependência do efeito do AIB em
Há evidência que as mudas que receberam situações de desbalanceamento nutricional.
Esse efeito não foi verificado em plantas
a solução nutritiva apresentaram as maiores
que receberam feritirrigação, onde não
porcentagens de enraizamento, indicando
houve diferença significativa entre as
que a resposta ao regulador de crescimento
concentrações de AIB (Tabela 2).
esteve condicionada ao balanceamento
No geral, pode-se constatar que as
nutricional da planta-mãe.
mudas que receberam solução nutritiva
apresentaram os maiores valores médios
Adubação Concentrações de AIB (mg
para o enraizamento, pois o estádio
L-1)
nutricional das plântulas afetou o seu vigor
0 3000 8000
fisiológico, interferindo assim na resposta
Ausência 50bB* 100aA 55bB
da planta aos estímulos recebidos, seja
Presença 80aB 100aA 100aA
ambiental, físico ou químico.
Tabela 2. Porcentagem de enraizamento de Os melhores resultados foram obtidos
alporques de mogno africano (Khaya anthotheca) quando aplicou-se fertirrigação e 3000
em relação a aplicação de solução nutritiva e mg L-¹ de AIB, dosagem que mostrou
concentrações de ácido indolbutírico (AIB).
ser a mais eficiente para promover o
C.V.(%) = coeficiente de variação = 12,16.
*Médias seguidas de mesma letra, minúscula enraizamento adventício em alporques de
na coluna e maiúscula na linha, não diferem mogno africano.
entre si, pelo teste de Tukey (P≤0,05).
Conclusões
Para as mudas submetidas a aplicação A alporquia é um método viável para a
de regulador de crescimento AIB, tanto propagação assexuada de Khaya anthotheca
a 3000 mg.L-¹ quanto na ausência de quando se utilizam mudas produzidas por
AIB, não houve influência significativa sementes.
da fertirrigação para a porcentagem de O efeito do AIB está condicionado a
enraizamento. Contudo, ao considerar fertirrigação, sendo que a concentração de
a concentração de 8000 mg L-1 pode-se 3000 mg L-1 AIB apresentou os melhores
verificar que as plantas que receberam resultados para o enraizamento.
fertirrigação apresentaram o maior valor da
porcentagem de enraizamento (Tabela 2). Referências
Ao considerar apenas as plantas que [1]DUTRA, T. R.; MASSAD, M. D.;
não receberam fertirrigação, verifica-se SARMENTO, M. F. Q.; OLIVEIRA,

221
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

J. C. Ácido indolbutírico e substratos


na alporquia de umbuzeiro. Pesquisa
Agropecuária Tropical, Goiânia, v. 42, n.
4, p. 424-429, 2010.

[2]FACHINELLO, J. C.; HOFFMANN,


A.; NACHTIGAL, J. C.; KERSTEN, E.;
FORTES, G. R. L. de. Propagação de
plantas frutíferas de clima temperado.
2. ed. Pelotas: Universitária, 1995. 178 p.

[3]FACHINELLO, J. C.; HOFFMANN,


A.; NACHTIGAL, J. C.; Propagação de
plantas frutíferas. Brasília, DF: Embrapa
Informação Tecnológica, 2005. 221 p.

[4]DHILLON, R. S.; HOODA, M. S.;


PUNDEER, J. S.; AHLAWAT, K. S.;
CHOPRA I. Effects of auxins and
thiamine on the efficacy of techniques of
clonal propagation in Jatropha curcas L.
Biomass and bioenergy, n. 35, p. 1502-
1510, 2010.

[5]GONÇALVES, M. P. M.; MAÊDA, J.


M.; ABREU, H. S.; SILVA, S. P.; SOUZA,
G. R. Propagação Vegetativa da Aroeira
(Schinus terebinthifolius) por Alporquia.
Revista Brasileira de Biociências, Porto
Alegre, v. 5, supl. 2, p. 363-365, 2007.

[6]MANTOVANI, N. C.; GRANDO, M.


F.; XAVIER, A.; OTONI, W. C. Resgate
vegetativo por alporquia de genótipos
adultos de urucum (Bixa orellana L.).
Ciência Florestal, Santa Maria, RS, v. 20,
n. 3, p. 403-410, 2010.

222
Resumos Expandidos

Efeito da adubação nas características


ecofisiológicas de mudas de
Eucalyptus globulus
Márcia Silva de Jesus1; Lorena Oliveira Barbosa2;
Daniel Souza Dias ; Ernane Ronie Martins4; Luiz Arnaldo Fernandes5
3

1
Graduanda em Eng. Florestal ICA/UFMG (eng-marcia@hotmail.com); 2 Graduanda em Eng.
Florestal ICA/UFMG (lorena.obarbosa@gmail.com); 3 Graduando em Eng. Agrícola e Ambiental
ICA/UFMG (baianodaniel@yahoo.com.br); 4 Prof. Dr. Produção Vegetal ICA/UFMG (ernane.
ufmg@gmail.com);5 Prof. Dr. Ciência do Solo ICA/UFMG (luizmcmg@gmail.com)

Introdução Na produção de mudas foi utilizado


O Eucalyptus globulus é uma espécie o subsolo de um Latossolo Vermelho
nativa da Austrália, pertencente à família Amarelo distrófico de textura arenosa.
Myrtacea, que possui grande valor Os tratamentos corresponderam a cinco
econômico, sendo possível obter produtos doses de nitrogênio (0,2; 0,4; 0,6; 0,8 e 1,0
madeireiros e não-madeireiros de valor g dm-3) utilizando como fonte o sulfato
agregado[1]. No Brasil é considerada de amônio e duas formas de aplicação
como principal espécie produtora de do potássio, em cobertura e diretamente
óleo medicinal, destinada à fabricação de no substrato (2,0 g dm-3) cuja fonte foi o
produtos farmacêuticos e anticépticos cloreto de potássio (KCl). O delineamento
a partir da extração do óleo [2]. Os experimental utilizado foi o inteiramente
aspectos nutricionais e o comportamento casualizado, em esquema fatorial 5x2 com
ecofiosiológico das plantas e a interação tratamento adicional (testemunha - sem
solo-planta-atmosfera são necessários aplicação de N e de K), com 5 repetições.
para se obter um desenvolvimento ideal, O potássio em cobertura foi aplicado 15
principalmente de mudas [3]. Diante disso dias após a semeadura. Na análise das
objetivou-se avaliar a influência de doses características ecofisiológicas foi utilizado
de nitrogênio e formas de aplicação de um medidor portátil de fotossíntese
potássio nas características ecofisiológicos (LCpro, ADC Bioscientific LTD, UK) com
de mudas de E. globulus. irradiância de 600 μmol de fótons m-2 s-1. De
cada planta avaliou-se três folhas apicais
Material e métodos maduras completamente expandidas a
O estudo foi realizado no Instituto de partir do eixo ortotrópico e expostas
Ciências Agrárias (ICA) da Universidade durante dois minutos a um pulso de luz
Federal de Minas Gerais (UFMG). saturante (1200 mol m-2s-1). As variáveis

223
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

analisadas foram fotossíntese líquida (A) Fotossíntese Líquida – A (CV=18%)

(μmol m-2s-1); concentração intercelular Dose de Sulfato de amônio (g dm-3)

de CO2 (Ci) (μmol m-1), condutância Potássio 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 Testemunha

estomática (gs) (μmol m-2s-1) e transpiração ------------------------ μmol m-1 --------------------------

Substrato 267,8b 287,6b 275,8b 287,4b 266b


(E) (mmol H2Om-2s-1). Os dados obtidos 238a
Cobertura 257,2b 260,4b 249a 268b 274b
foram submetidos à análise de variância
Concentração intercelular de CO2 (CV=21%)
e as médias de cada tratamento foram ----------------------- μmol m-1 -----------------------

comparadas a da testemunha pelo teste de Substrato 267,8b 287,6b 275,8b 287,4b 266b
238a
Dunnet (p<5%). Para as doses de N foram Cobertura 257,2b 260,4b 249a 268b 274b

ajustadas equações de regressão. Condutância estomática (CV=26%)

---------------------- mol m-2 s-1 ---------------------------

Substrato 0,08b 0,054a 0,052a 0,036a 0,062b


Resultados e discussão Cobertura 0,034a 0,026b 0,03a 0,034a 0,022b
0,046a

Para a fotossíntese líquida os valores Transpiração (CV=19%)

encontrados diferiram da testemunha, ----------------------mmol H2O m-2 s-1 -----------------

exceto nas doses 0,4 e 0,6 g dm-3 de N Substrato 2,22a 1,72a 1,79a 1,41b 2,29b
1,99a
Cobertura 1,49b 1,25b 1,38b 1,62a 1,16b
quando o K foi aplicado no substrato e,
na dose de 0,2 g dm-3 de N quando o K Tabela 1. Médias das características ecofisiológicas
foi aplicado em cobertura (Tabela 1). Os de mudas de Eucalyptus globulus adubadas com
valores encontrados para a concentração nitrogênio e potássio. *Letras minúsculas na linha
comparam cada umas dos doses de sulfato de
intercelular de CO2 em cada uma das doses
amônio com a testemunha pelo teste de Dunnet a
de N, independentemente da forma de 5% de probabilidade.
aplicação de potássio, foram maiores que
a testemunha, exceto na dose 0,6 g dm-3 Em relação às doses de N e formas de
de N que foi semelhante à testemunha. Já aplicação de K, verificou-se que para
para a condutância estomática, somente a fotossíntese líquida e concentração
a dose de 0,6 g dm-3 de N, com aplicação intercelular de CO2, não houve efeito
de K em cobertura, foi semelhante a do modo de aplicação de K. Para essas
testemunha. Os valores encontrados para variáveis, verificou uma diminuição de
a transpiração diferiram da testemunha seus valores com o aumento das doses
quanto o K foi aplicado no substrato e nas de N (Figuras 1 e 2). Para a condutância
doses de 0,8 e 1,0 g dm-3 de N. Quando estomática verificou-se efeito do modo de
o K foi aplicado em cobertura os valores aplicação de K e das doses de N. Tanto
de transpiração observado nas doses 0,2 e para o K aplicado no substrato quanto
0,6 g dm-3 de N foram semelhantes ao da em cobertura, os valores de condutância
testemunha. apresentaram um comportamento
quadrático com o aumento das doses de
N (Figura 3).

224
Resumos Expandidos

Não houve efeito significativo do modo de Apoio


aplicação de K e das doses de N para a UFMG, CNPq, FAPEMIG, CAPES,
variável transpiração. PET-AGRONOMIA.

Referências
[1]ROSA, C. A. B. Influência do teor
de lignina da madeira de Eucalyptus
globulus na produção e na qualidade
Figura 1. Valores médios da fotossíntese líquida da celulose Kraft. 2003. 150 f. Dissertação
de mudas de Eucalypus globulus, em função de (Mestrado em Engenharia Florestal) -
doses de nitrogênio.
Universidade Federal de Santa Maria.

[2]VIEIRA, I. G. Estudos de caracteres


silviculturais e de produção de óleo
essencial de progênies de Corymbia
citriodora (HOOK) K.D. HILL
& L.A.S. Johnson procedente de
Anhembi SP – Brasil, ex. Atherton
Figura 2. Valores médios da condutância
estomática de mudas de Eucalypus globulus, em QLD – Austrália. 2004. Dissertação
função de doses de nitrogênio. (Mestrado em Recursos Florestais) -
Escola Superior de Agricultura “Luis de
Queiroz”, Universidade de São Paulo,
Piracicaba.

[3]WHITEHEAD, D.; BEADLE, C. L.


Physiological regulation of productivity
and water use in Eucalyptus: a review.
Figura 3. Valores médios da concentração Forest Ecology and Management, v.
estomática de gás carbônico de mudas de 193, p. 113-140, 2004.
Eucalypus globulus, em função de doses de
nitrogênio.

Conclusão
A aplicação de nitrogênio e potássio
influência a ecofisiologia de mudas de E.
globulus.

225
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Efeito da aplicação de Trichoderma


sp. e Paecilomyces sp. na supressão de
doenças e desenvolvimento em mudas
de Pinus taeda
Paula Burigo Vandresen1, Arthur Bratti Schmidt 2,
João Cláudio Trosdorf3, Lorenzo Teixeira de Melo da Silva4.

¹ Eng. Florestal Celulose Irani S.A.(paulavandresen@irani.com.br); 2Graduando Eng. Florestal


UDESC – Campus Lages SC.(arthurbratti@hotmail.com); 3 Eng. Florestal Celulose Irani S.A
(joaotrosdorf@irani.com.br); 3 Eng. Florestal Celulose Irani S.A (lorenzomelo@irani.com.br)

Introdução e objetivos localizado no município de Vargem Bonita,


A aplicação de Trichoderma tem SC. A espécie utilizada foi o Pinus taeda.
proporcionado aumentos significativos O Trichoderma sp. juntamente com o outro
na percentagem e na precocidade fungo Paecilomyces sp. foram doados pela
de germinação, no peso seco e na empresa JV Biotec em um frasco com
altura de plantas, além de estimular o 300 ml de suspensão para a realização do
desenvolvimento das raízes laterais [8] [2]. experimento.
Eles são capazes de atuar como Foram aplicadas duas vezes a suspensão
bioestimulantes do crescimento radicular, contendo os dois fungos, com um intervalo
promovendo o desenvolvimento de raízes de 15 dias entre elas. A concentração da
através de fitohormônios e assim, melhorar suspensão enviada foi de 1 x 1021 conídios
a assimilação de nutrientes, aumentando a x ml-1. Para a aplicação foi realizada a
resistência diante de fatores bióticos não diluição de 150ml da suspensão em 20
favoráveis, além de degradar fontes de litros d’água, onde a concentração aplicada
nutrientes que serão importantes para o foi de 5 x 1016 conídios x ml-1. A qual foi
desenvolvimento do vegetal [4] [5]. Este realizada com a bomba costal.
trabalho objetiva realizar a verificação dos A mensuração do experimento foi através
benefícios ocasionados pelo Trichoderma de contagem de raízes, abrangendo cinco
relevantes ao controle biológico e ao mudas com e sem Trichoderma sp.
desenvolvimento de mudas em aplicação Foi realizada a medição de altura das
aquosa em mudas de Pinus taeda. mudas com o auxílio de régua de 40cm,
e a medição do diâmetro do colo com
um paquímetro digital com 150mm. A
Material e métodos altura da parte aérea foi determinada a
As mudas foram semeadas em dezembro
partir do nível do substrato até a ponta
de 2013, no viveiro florestal da empresa,

226
Resumos Expandidos

da última acícula e o diâmetro do coleto O diâmetro do colo é uma característica


foi calculado ao nível do substrato. de qualidade comumente observada a qual
Foram mensuradas 20 mudas de cada possui uma correlação positiva com o
tratamento. O delineamento utilizado foi o volume radicular [8]. Ele está intimamente
inteiramente casualizado. relacionado ao vigor da muda, e os caules
Resultados e discussão com maiores diâmetros tendem a ter
A aplicação do Trichoderma sp. ocorreu após maiores gemas, as quais possuem um
30 dias da semeadura, em consequência elevado número de primórdios foliares
da observação do supervisor do viveiro pré-formados que se desenvolverão para
de algumas mudas morrendo. Não foi ser os primeiros brotos de crescimento
observado nenhuma estrutura fúngica, após o plantio. A avaliação de nº de raízes
assim não pode-se afirmar que a causa foi superior no tratamento com Trichoderma
de morte das mudas eram por fungos. sp.,onde a média encontrada foi 624,6
Contudo, após a aplicação não ocorreram raízes por muda. Já sem a aplicação do
mais mortes de mudas por tombamentos. Trichoderma sp. a média foi de 455 raízes
Existem vários estudos que afirmam o por muda [10].
eficiente controle biológico do Trichoderma
Tratamento Média Desvio Padrão P
spp. em fungos de solos [1].
Com Trichoderma 624,6 189,3 0,091*
Ao avaliar a altura das mudas com os
Sem Trichoderma 455 56,5
diferentes tratamentos, não observou
diferença entre elas. O diâmetro de colo Tabela 1. Média dos tratamentos e o valor
das mudas com a aplicação do Trichoderma de probabilidade do efeito do Trichoderma sp.
sp. foi superior as mudas que não foram em relação ao número de raízes por mudas.
*A diferença entre as médias testadas não são
aplicadas (Figura 1.). O diâmetro de colo é
significativas a 5% de significância.
a medida morfológica que melhor ajusta-se
aos modelos de predição da sobrevivência
após o plantio [7]. A adição de Trichoderma no substrato para a
produção de mudas de eucalipto forneceu
resultados animadores. O fungo promoveu
maior desenvolvimento e melhor sanidade
do sistema radicular das plantas, tornando-
as mais vigorosas e menos sensíveis ao
estresse ocasionado pelo transplantio
no campo [6]. Resultados semelhantes
foram obtidos com o tratamento de
substratos para a produção de mudas de
Figura 1. Diâmetro das mudas de Pinus café, onde foi observado um significativo
taeda com 60 dias, com e sem aplicação de
desenvolvimento das plantas [3].
Trichoderma sp.

227
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

fungus, enhances biomass production


and promotes lateral root growth through
an auxin-dependent mechanism in
Arabidopsis. Plant Physiology, v. 3. p.
1579–1592, 2009.

[3]CORREA, T. B. S; ROBBS, C. F.;


BITTENCOURT, A. M.; FREITAS-
SILVA, O. Controle biológico de
Figura 2. Mudas de Pinus taeda sem a
aplicação de Trichoderma sp. e com a aplicação Aspergillus ochraceus na rizosfera
do Trichoderma sp. do cafeeiro por ação antagonica de
Trichoderma harzianum. In: SIMPOSIO
DE PESQUISA DOS CAFES DO
Conclusões BRASIL, 2000, POCOS DE CALDAS -
Não foi identificada a eficiência do MG. Palestras... Brasília, DF: Embrapa
controle biológico do Trichoderma sp.nas Café: Consórcio Brasileiro de Pesquisa e
mudas Pinus taeda, devido a não ocorrência Desenvolvimento do Café, 2002.
de ataque de fungos patogênicos nas
mudas. [4]HARMAN, G. E. Myths and dogmas
O uso do Trichoderma sp. foi animador no of biocontrol. Changes in perceptions
desenvolvimento das mudas. O diâmetro derived from research on Trichoderma
do colo com a aplicação dos fungos harzianum T-22. Plant Disease, v. 4. p.
apresentou superior ao sem a aplicação. 376–393, 2000.
O número de raízes por mudas foi superior
nas mudas com a aplicação, aumentando a [5]HARMAN, G. E.; HOWELL, C. R.;
área de absorção dos nutrientes e água. VITERBO, A.; CHET, I.; LORITO,
M. Trichoderma species opportunistic,
avirulent plant symbionts. Nature
Referências Reviews Microbiology, v. 2, p. 43– 56,
[1]BETTIOL, W.; MORANDI, M. A. B. 2004.
Biocontrole de doenças de plantas:
usos e perspectivas. Jaguariúna: Embrapa [6]LOHMANN, T. R.; PAULINO, B.
Meio Ambiente, 2009. V.; YAMAMOTO, S.; LOPES, R. B.;
FONSECA, E. D.; MASCARIN, G.
[2]CONTRERAS-CORNEJO, H. A.; M. Efeito da aplicação de Trichoderma
MACÍAS-RODRÍGUEZ, L.; CORTÉS- harzianum na supressão de doenças e no
PENAGOS, C.; LÓPEZ-BICIO, J. desenvolvimento de mudas de Eucalipto.
Trichoderma virens, a plant beneficial Revista Brasileira de Agroecologia, v. 4, n.
2, nov. 2009.

228
Resumos Expandidos

[7]MCTAGUE, J. P.; TIIUS, R. W. The


effects of seedling quality and forest site
weather on field survival of ponderosa
pine. Tree Planters´Notes, Washington,
DC, n 33, 1996.

[8] MELO, I. S. Trichoderma e Gliocladium


como bioprotetores de plantas. Revisão
Anual de Patologia de Plantas, v. 4, p. 261–
295, 1996.

[9]ROSE, R.; HASSE, D. L. The target


seedling concept: Implementing a
Program. In: LANDIS, T. D.; CREGG,
B. (Ed.). National proceedings: forest
and conservation nursery associations.
Portland: Department of Agriculture,
Forest Service, Pacific Northwest Research
Station, 1995. p. 124-130. (General
Technical Report PNW-GTR, 365).

[10]ROSE, R.; CARLSON, W.;


MORGAN, P. The target seedling
concept. In.: ROSE, R.; CAMPBELL, S.
J.; LANDIS, T. D. (Ed.). Proceedings of
Western Forest Nursery Association. Fort
Collins: U.S. Department of Agriculture,
Forest Service, Rocky Mountain Forest
and Range Experiment Station, 1990. p.
1-8. (General Technical Report RM, 200).

229
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Efeito da fertilização de liberação lenta


na altura da parte aérea e diâmetro
de colo em mudas de Schizolobium
parahyba var. Amazonicum
Überson Boaretto Rossa1; Alessandro Camargo Angelo2;
Danielle Janaina Westphalen3; Lucas Kania Neto4; Lizy Tank Sampaio Barros5

1
Professor Dr. Instituto Federal Catarinense (uberson.rossa@ifc-araquari.edu.br); 2Professor Dr.
Departamento de Ciências Florestais UFPR (alessandrocangelo@gmail.com); 3Doutoranda Eng.
Florestal UFPR (daniellejanina76@gmail.com); 4Graduando Eng. Florestal UFPR (lucas_kania@
hotmail.com); 5Mestranda Eng. Florestal UFPR (lizysampaio@yahoo.com.br)

Introdução e objetivos sudeste do estado do Pará.


A utilização da fertilização de liberação Antes da semeadura as sementes
lenta (FLL) pode contribuir para a foram submetidas a tratamento de
obtenção de mudas de melhor qualidade, superação de dormência, utilizando
diante de um setor habituado à utilização o método de escarificação mecânica
de fertilizantes comerciais. Foi objetivo do com esmerilhamento na parte oposta a
trabalho, avaliar o efeito de doses de FLL micrópila e, na sequência, realizou-se a
na altura e diâmetro de colo de mudas imersão do material em água à 80 oC, por
de Schizolobium parahyba var. amazonicum 24 horas.
(Paricá), através da determinação de As sementes foram semeadas em tubetes
máxima eficiência técnica (DMET). de 180 cm³ utilizando-se como substrato
uma mistura de substrato florestal a
Material e métodos base de casca de pinus (60%), composto
O presente trabalho foi realizado durante orgânico peneirado (30%) e vermiculita de
o período de dezembro de 2007 a fevereiro granulometria média (10%).
de 2008, sendo conduzido em viveiro Para os tratamentos utilizou-se fertilizante
de produção de mudas localizado sob de liberação lenta - FLL de marca comercial
as seguintes coordenadas geográficas: Basacote® Mini 6M na formulação 13 - 6 -
27°11’16’’S e 49°39’37’’W, e altitude de 701,54 m. 16 (N - P2O5 - K2O).
Utilizou-se sementes provenientes de O delineamento experimental foi
coletas realizadas na reserva indígena inteiramente casualizado com 6
Parakanã localizada no município de tratamentos em 4 repetições de, 40 plantas,
Tucuruí (03°46’04’’ S, 49°40’22’’ O), sendo um dos tratamentos a testemunha e

230
Resumos Expandidos

os demais com adição de diferentes doses Resultados semelhantes foram observados


de FLL por m³ de substrato utilizado para em um estudo com mudas de Araucaria
a produção de mudas. agustifolia demonstrando que para a
Decorridos 81 dias da semeadura, foi variável altura da parte aérea, a dose 9 kg
determinado a Dose de Máxima Eficiência m-3 de FLL teve o maior efeito [1]. Outros
Técnica (DMET) para a altura da parte estudos que avaliaram Eucalyptus globulus
aérea e diâmetro de colo, através de curva sob fertilização NPK concluiram que os
de regressão. máximos crescimentos em altura, diâmetro
do colo foram obtidos no intervalo de
Resultados e discussão doses de 6,7 a 7,5 kg m-3 de NPK no
As mudas de paricá responderam substrato [2].
positivamente ao uso do FLL sendo que
as doses de máxima eficiência técnica Conclusões
(DMET), estimada por regressão, para As doses de 8,65 e 12,07 kg m-3 de FLL
atingir maior incremento em altura foi foram as de maior efeito no incremento da
de 8,65 kg m-3 de FLL sendo que para a altura da parte aérea e no diâmetro de colo
variável diâmetro de colo estimou-se uma respectivamente, em mudas de paricá.
dose de 12,07 kg m-3 de FLL (Figura 1).
Referências
[1]ROSSA, Ü. B.; ANGELO, A. C.;
NOGUEIRA, A. C.; REISSMANN, C. B.;
GROSSI, F.; RAMOS, M. R. Fertilizante
de liberação lenta no crescimento de
mudas de Araucaria angustifolia e Ocotea
odorifera. Floresta, Curitiba, v. 41, n. 3, p.
491-500, 2011.

[2]PEZZUTTI, R. V.; SCNUMACHER,


M. V.; HOPPE, J. M. Crescimento de
mudas de Eucalyptus globulus em resposta
à fertilização NPK. Ciência Florestal,
Santa Maria, RS. v. 9, n. 2, p. 117-125, 1999.
Figura 1. Dose de Máxima Eficiência
Técnica para as variáveis altura da parte aérea
e diâmetro do colo em função da dose de
fertilizante de liberação lenta utilizada.

231
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Efeito da fertilização de liberação


lenta na produção de biomassa em
mudas de Schizolobium parahyba var.
amazonicum
Überson Boaretto Rossa1; Alessandro Camargo Angelo2; Danielle Janaina
Westphalen3; Fernando Prates Bisso4; João Célio de Araujo5

Professor Dr. Instituto Federal Catarinense (uberson.rossa@ifc-araquari.edu.br;


1,4,5

fernando.bisso@ifc-araquari.edu.br; joao.celio@ifc.edu.br); 2Professor Dr. Departamento


de Ciências Florestais UFPR (alessandrocangelo@gmail.com); 3Doutoranda Eng. Florestal
UFPR (daniellejanina76@gmail.com)

Introdução e objetivos as seguintes coordenadas geográficas:


A produção de Biomassa em mudas 27°11’16’’S e 49°39’37’’W, e altitude de 701,54 m.
de Schizolobium parahyba var. amazonicum Utilizou-se sementes provenientes de
(Paricá), pode ser um importante coletas realizadas na reserva indígena
indicador de rusticidade, aspecto que Parakanã localizada no município de
deve ser considerado na escolha de mudas Tucuruí (03°46’04’’ S, 49°40’22’’ O),
de qualidade, pois esta relacionado a sudeste do estado do Pará.
sobrevivência e desempenho inicial das Antes da semeadura as sementes
mudas após o plantio em campo. foram submetidas a tratamento de
A utilização da fertilização de liberação superação de dormência, utilizando
lenta (FLL) pode contribuir para a o método de escarificação mecânica
obtenção de mudas de maior peso de com esmerilhamento na parte oposta a
biomassa, atribuindo característica micrópila e, na sequência, realizou-se a
qualitativas as mudas. Foi objetivo do imersão do material em água à 80 oC, por
trabalho estudar o efeito dos Fertilizantes 24 horas.
de Liberação Lenta (FLL) na produção da As sementes foram semeadas em tubetes
biomassa de mudas de paricá. de 180 cm³ utilizando-se como substrato
uma mistura de substrato florestal a
base de casca de pinus (60%), composto
Material e métodos
orgânico peneirado (30%) e vermiculita de
O presente trabalho foi realizado durante
granulometria média (10%).
o período de dezembro de 2007 a fevereiro
Para os tratamentos utilizou-se fertilizante
de 2008, sendo conduzido em viveiro
de liberação lenta - FLL de marca comercial
de produção de mudas localizado sob

232
Resumos Expandidos

Basacote® Mini 6M na formulação 13 - 6 - aérea (BSPA), biomassa seca da raiz (BSR)


16 (N - P2O5 - K2O). e biomassa seca total (BST) das mudas de
O delineamento experimental utilizado Schizolobium parahyba var. amazonicum. # Médias
seguidas pela mesma letra não diferem entre
foi inteiramente casualizado com seis si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade
tratamentos em quatro repetições, tendo
40 plantas como unidade experimental. Os Em outro estudo foi observado máximos
tratamentos foram: T1 – 0 kg (testemunha); valores de BSPA e de BFPA na dose de 6
T2 – 2 kg; T3 – 4 kg; T4 – 6 kg; T5 – 8 kg kg m-3, para a espécie Araucaria agustifolia e
e T6 – 10 kg de FLL por m³ de substrato. para a Ocotea odorifera foi nas doses de 6 e 9
kg m-3 de FLL [1].
Resultados e discussão Avaliando Eucalyptus globulus sob fertilização
O efeito dos diferentes tratamentos sobre NPK outro trabalho demonstra que os
a BFPA apresentou influência significativa. máximos crescimentos em altura, diâmetro
O tratamento com 8 kg m-3 foi superior do colo, massa seca da parte aérea, massa
em relação a essa variável (Tabela 1). Já seca do sistema radicular e o número de
em relação à produção de BSPA, BSR e folhas foram obtidos no intervalo de doses
BST, verificou-se que houve diferenças de 6,7 a 7,5 kg m-3 de NPK no substrato [2].
significativas entre os tratamentos com a
aplicação do FLL, e o tratamento com 8 Conclusões
kg m-3 também apresentou superioridade, As doses de 8 e 10 kg m3 de FLL foram as
com 1,77 g. As maiores produções nas de maior efeito no incremento da biomassa
variáveis BSR e BST foram obtidas no em mudas de paricá.
tratamento 10 kg m-3, correspondendo a
3,01 g e 4,45 g (Tabela 1). Referências
[1] ROSSA, Ü. B.; ANGELO, A. C.;
Dose
BFPA BSPA BSR BST NOGUEIRA, A. C.; REISSMANN, C. B.;
(kg-1 m3)
GROSSI, F.; RAMOS, M. R. Fertilizante
Tratamento ----------------------- g -----------------------
de liberação lenta no crescimento de
0 (T1) 3,79 c 0,84 c 1,15 b 1,99 d
mudas de Araucaria angustifolia e Ocotea
2 (T2) 6,10 b 1,43 b 1,44 b 2,88 bc
odorifera. Floresta, Curitiba, v. 41, n. 3, p.
4 (T3) 5,80 b 1,33 b 1,13 b 2,47 cd
491-500, 2011.
6 (T4) 6,48 ab 1,37 b 1,40 b 2,78 bcd
8 (T5) 7,59 a 1,77 a 1,74 b 3,52 b [2] PEZZUTTI, R. V.; SCNUMACHER,
10 (T6) 6,12 b 1,44 b 3,01 a 4,45 a M. V.; HOPPE, J. M. Crescimento de
CV (%) 10,19 8,56 21,16 11,66 mudas de Eucalyptus globulus em resposta
à fertilização NPK. Ciência Florestal,
Tabela 1. Médias das variáveis biomassa fresca
da parte aérea (BFPA), biomassa seca da parte Santa Maria, RS. v. 9, n. 2, p. 117-125, 1999.

233
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Efeito de doses de fertilizante de


liberação lenta na altura da parte
aérea e diâmetro de colo em mudas
de Eucalyptus grandis Hill ex Maiden
Überson Boaretto Rossa1; Alessandro Camargo Angelo2;
Danielle Janaina Westphalen3; Frederico Fonseca da Silva4

1
Professor Dr. Instituto Federal Catarinense (uberson.rossa@ifc-araquari.edu.br); 2Professor
Dr. Departamento de Ciências Florestais UFPR (alessandrocangelo@gmail.com);
3
Doutoranda Eng. Florestal UFPR (daniellejanina76@gmail.com); 4Professor Dr. Instituto
Federal do Paraná (frederico.silva@ifpr.edu.br)

Introdução e objetivos de produção de mudas localizado sob


A correta dosagem de fertilizante de as seguintes coordenadas geográficas:
liberação lenta (FLL) pode contribuir para 27°11’16’’S e 49°39’37’’W, numa altitude de
a obtenção de mudas de melhor qualidade, 701 m.
bem como representar economia no As sementes de Eucalyptus grandis
processo de produção de mudas à nível de foram adquiridas da empresa Klabin
viveiro. Paraná Papéis, oriundas de pomar de
A altura da parte aérea e o diâmetro do colo primeira geração, instalado no município
são importantes indicadores de qualidade de Telêmaco Borba/PR, e semeadas em
de mudas, e deverão ser observados no tubetes de 53 cm³ utilizando-se como
momento da escolha dessas mudas antes substrato base uma mistura de Substrato
do plantio a campo pelo silvicultor. Florestal Plantmax da Eucatex Química e
Este trabalho teve como objetivo o Mineral Ltda (60%), Composto orgânico
estudo da relação entre doses de FLL e os peneirado (30%) e Vermiculita de
parâmetros biométricos de altura da parte granulometria média (10%).
aérea e diâmetro do colo de mudas de Os tubetes foram preenchidos e logo
Eucalyptus grandis Hill ex Maiden (Eucalyptus submetidos à mesa compactadora por 10
grandis), através da determinação de segundos, objetivando densidade uniforme
máxima eficiência técnica (DMET). do substrato.
Após a semeadura as bandejas com
os vasos foram mantidas com nível de
Material e métodos sombreamento de 50% e a umidade do
O presente trabalho foi realizado durante
substrato foi mantida por sistema de
o período de setembro de 2008 a março
irrigação por micro aspersão.
de 2009, sendo conduzido em viveiro

234
Resumos Expandidos

Para os tratamentos utilizou-se fertilizante e diâmetro do colo em função da dose de


de liberação lenta de marca comercial fertilizante de liberação lenta utilizada.
Basacote® Mini 6M, com formulação
N-P2O5-K2O 13-6-16, sendo as dosagens Em outro estudo [1] verificou-se resultado
testadas: T1 – 0 kg (testemunha); T2 – 2 semelhante ao alcançado no presente
kg; T3 – 4 kg; T4 – 6 kg; T5 – 8 kg e T6 – 10 trabalho quando, em mudas de E. grandis
kg de FLL e FC por m³ de substrato base. produzidas em tubetes, aos 125 dias de
Aos 30 dias da semeadura foi efetuado o semeadura, foram fertilizadas com FLL
raleio, e aos 174 dias da semeadura foram na formulação 14% N - 14% P2O5 - 14%
coletados os dados de altura da parte aérea K2O, em dosagem de 6,42 kg m-3.
e diâmetro de colo com os quais foram A altura da parte aérea pode ser importante
calculados a dose de máxima eficiência quando há a necessidade de plantio das
técnica (DMET) a partir da equação de mudas em áreas colonizadas por plantas
regressão linear para cada variável estudada daninhas, onde a altura da espécie de
em função da dose de FLL aplicada. interesse leva a maior competitividade por luz.
Em muitos viveiros florestais a altura
Resultados e discussão é considerada para o estabelecimento
do valor das mudas na ocasião da
Para alcançar maior altura de mudas,
comercialização ao silvicultor, sendo
segundo cálculo de Dose de Máxima
usualmente utilizada para estimar seu
Eficiência Técnica – DMET, recomenda-
padrão de qualidade [2], sendo considerada
se uma dose de 11,80 kg m-3 em substrato
também como um dos mais importantes
base (Figura 1).
parâmetros para estimar o crescimento
no campo [3,4], além do que sua medição
não é destrutiva e de fácil execução,
sendo tecnicamente aceita como uma boa
medida do potencial de desempenho das
mudas [5].
Para a variável diâmetro do colo (DC)
estimou-se uma dose de 10,60 kg m-3
de FLL representando o valor onde as
mudas desta espécie apresentam maior
incremento para esta variável. Estudos [6]
apontam que dentre as variáveis avaliadas
o DC é o parâmetro mais propício para
indicar qualidade de muda, portanto, pode-
se inferir que a dose de 10,60 kg m-3 é a
Figura 1. Dose de Máxima Eficiência
mais indicada, quando busca-se a robustez
Técnica para as variáveis altura da parte aérea
do coleto nas mudas.

235
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

As mudas de Eucalyptus grandis de jacarandá-da-bahia (Dalbergia nigra


responderam positivamente ao uso do FLL Fr. Allem.) sob diferentes níveis de
sendo que as doses de máxima eficiência sombreamento e tempo de cobertura.
técnica (DMET), estimada por regressão, Revista Árvore, Viçosa, MG, v. 15, n.1, p.
para atingir maior incremento em altura e 23-34, 1991.
diametro de colo foram de 11,80 kg m-3 e
10,60 kg m-3 respectivamente, podendo-se [4] PARVIAINEN, J. V. Qualidade e
a partir das equações estabelecidas calcular avaliação de qualidade de mudas florestais.
doses que melhor estimem os parâmetros In: SEMINÁRIO DE SEMENTES E
biométricos de interesse. VIVEIROS FLORESTAIS, 1., 1981,
Curitiba. Anais... Curitiba: FUPEF, 1981.
p. 59-90.
Conclusões
As doses de 11,80 e 10,60 kg m-3 de FLL
[5] MEXAL, J. L.; LANDIS, T. D. Target
foram as de maior efeito no incremento da
seedling concepts: height and diameter. In:
altura da parte aérea e no diâmetro de colo
TARGET SEEDLING SYMPOSIUM,
respectivamente, em mudas de Eucalyptus
MEETING OF THE WESTERN
grandis.
FOREST NURSERY ASSOCIATIONS,
GENERAL TECHNICAL REPORT
Referências RM-200, 1990, Roseburg. Proceedings.
[1] MORAES NETO, S. P.; GONÇALVES, Fort. Collins: United States Departament
J. L. de M.; ARTHUR JUNIOR, J. C.; of Agriculture, Forest Service, 1990. p. 17-
DUCATTI, F.; AGUIRRE JUNIOR, J. H. 35.
Fertilização de mudas de espécies arbóreas
e nativas exóticas. Revista Árvore, Viçosa, [6] BINOTTO, A. F. Relação entre
MG, v. 27, n. 2, p. 129-137, 2003. DOI: variáveis de crescimento e o índice de
10.1590/S0100-67622003000200002 qualidade de Dickson em mudas de
Eucalyptus grandis W. Hill ex Maid
[2] GOMES, J. M. Métodos de aplicação de e Pinus elliottii var. elliottii – Engelm.
adubo em diferentes solos para produção 2007. 53 f. Dissertação (Mestrado em
de mudas de Eucalyptus grandis W. Hill ex Engenharia Florestal) – Universidade
Maiden. Revista Árvore, Viçosa, MG, v. 6, Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS.
n. 1, p. 52-63, 1982.

[3] REIS, M. G. F.; REIS, G. G. dos;


REGAZZI, A. J.; LELES, P. S. dos S.
Crescimento e forma de fuste de mudas

236
Resumos Expandidos

Efeito de doses de fertilizante de


liberação lenta na produção de biomassa
em mudas de Eucalyptus grandis
Hill ex Maiden
Überson Boaretto Rossa1; Alessandro Camargo Angelo2;
Danielle Janaina Westphalen3;

Professor Dr. Instituto Federal Catarinense (uberson.rossa@ifc-araquari.edu.br); 2Professor


1

Dr. Departamento de Ciências Florestais UFPR (alessandrocangelo@gmail.com);


3
Doutoranda Eng. Florestal UFPR (daniellejanina76@gmail.com)

Introdução e objetivos de 2009, sendo conduzido em viveiro


Na produção de mudas de Eucalyptus de produção de mudas localizado sob
grandis Hill ex Maiden alguns indicadores de as seguintes coordenadas geográficas:
qualidade da muda devem ser considerados, 27°11’16’’S e 49°39’37’’W, numa altitude
entre eles os parâmetros biométricos de de 701 m.
produção de biomassa pela planta, os quais As sementes de Eucalyptus grandis foram
são considerados um importante indicador adquiridas da empresa Klabin Paraná
de rusticidade, pois esta relacionado a Papéis, oriundas de pomar de primeira
sobrevivência e desempenho inicial das geração, instalado no município de
mudas após o plantio à campo resultando Telêmaco Borba/PR, e semeadas em
no bom estabelecimento do povoamento tubetes de 53 cm³ utilizando-se como
e o sucesso da implantação da floresta substrato base uma mistura de Substrato
plantada. Florestal Plantmax da Eucatex Química e
A utilização de fertilizante de liberação Mineral Ltda (60%), Composto orgânico
lenta (FLL) na fase de produção de peneirado (30%) e Vermiculita de
mudas à nível de viveiro, pode contribuir granulometria média (10%).
para a obtenção de mudas de maior peso Os tubetes foram preenchidos e logo
de biomassa, atribuindo característica submetidos à mesa compactadora por 10
qualitativas as mudas. Foi objetivo do segundos, objetivando densidade uniforme
trabalho estudar o efeito dos Fertilizantes do substrato.
de Liberação Lenta (FLL) na produção da Após a semeadura as bandejas com
biomassa de mudas de Eucalyptus grandis. os vasos foram mantidas com nível de
sombreamento de 50% e a umidade do
Material e métodos substrato foi mantida por sistema de
O presente trabalho foi realizado durante irrigação por micro aspersão.
o período de setembro de 2008 a março

237
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Para os tratamentos utilizou-se fertilizante Dose Biomassa produzida


de liberação lenta de marca comercial
Tratamento BFPA BSPA BSR BST
Basacote® Mini 6M, com formulação
-- kg m -- ------------------- g ------------------
-3
N-P2O5-K2O 13-6-16, sendo as dosagens
testadas: T1 – 0 kg (testemunha); T2 – 2 0 (T1) 0,38 c 0,12 d 0,10 b 0,23 d

kg; T3 – 4 kg; T4 – 6 kg; T5 – 8 kg e T6 – 2 (T2) 1,21 bc 0,38 cd 0,23 b 0,61 cd


10 kg de FLL e FC por m³ de substrato base. 4 (T3) 2,00 b 0,67 bc 0,45 a 1,13 bc
Aos 30 dias da semeadura foi efetuado o 6 (T4) 3,56 a 1,09 a 0,53 a 1,63 ab
raleio, e aos 174 dias da semeadura foram 8 (T5) 3,51 a 1,21 a 0,53 a 1,74 a
determinadas a biomassa fresca da parte 10 (T6) 3,97 a 1,39 a 0,59 a 1,98 a
aérea (BFPA) com balança de precisão CV (%) 24,78 25,63 20,11 21,54
milesimal. As raízes foram destorroadas
Tabela 1. Médias das variáveis biomassa
e lavadas sob peneiras de 2 mm para
fresca da parte aérea (BFPA), biomassa seca
evitar possíveis perdas de raízes. As da parte aérea (BSPA), biomassa seca da raiz
amostras da parte aérea e de raízes foram (BSR) e biomassa seca total (BST) das mudas
acondicionadas em sacos de papel pardo de Eucalyptus grandis Hill ex Maiden. # Médias
e secas em estufa a 60 oC, com ventilação seguidas pela mesma letra não diferem entre
forçada até peso constante. si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade
Foram analisados os parâmetros
biométricos de biomassa fresca da parte
aérea (BFPA), biomassa seca da parte O acréscimo observado é bastante
aérea (BSPA), biomassa seca da raiz significativo se comparado ao tratamento
(BSR) e biomassa seca total (BST), sendo sem adição de FLL (Figura 1), sendo que
os submetidos à análise de variância não há diferenciação estatística entre os
(ANOVA) e as médias comparadas três tratamentos com maior incremento
pelo teste de Tukey ao nível de 5% de de BFPA. Nas variáveis, biomassa seca da
probabilidade. parte aérea (BSPA), biomassa seca da raiz
(BSR) e biomassa seca total (BST), verificou-
Resultados e discussão se que as doses de FLL influenciaram
Houve efeito positivo das doses de FLL significativamente a espécie em questão.
sobre a biomassa das mudas, podendo-se Entretanto, não foi observado diferença
inferir que a utilização desta tecnologia estatística entre os tratamentos 4, 5 e 6
é viável para melhorias qualitativas das para as variáveis retro citadas. Sendo que as
mudas de Eucalyptus grandis. máximas médias em valor absoluto, para as
Para biomassa fresca da parte aérea (BFPA) três variáveis, corresponderam ao tratamento
a maior média entre os tratamentos foram com 10 kg m-3 de FLL alcançando 1,39 g/
os que receberam doses de 10, 6 e 8 kg m-3 planta para BSPA, 0,59 g/planta para BSR e
de FLL, respectivamente (Tabela 1). 1,98 g/planta para BST.

238
Resumos Expandidos

Segundo ALMEIDA et al. (2005), a


biomassa radicial proporciona melhor
desempenho das plantas quando
transferidas para o campo por apresentarem
maior capacidade de sustentação e
absorção de água e nutrientes.

Figura 1. Aspectos morfológicos do Conclusões


desenvolvimento de mudas fertilizadas com Houve efeito positivo das doses de FLL
doses de Fertilizante de Liberação Lenta. na produção de biomassa pelas mudas.
As maiores doses de FLL (10, 8 e 6 kg
Em termos de BSPA resultados m-3 de substrato) foram as de maior efeito
semelhantes foram levantados em outro no incremento da biomassa das mudas de
estudo, quando ao analisar mudas de Eucalyptus grandis.
sementes de Eucalyptus grandis na fase de
expedição aos 97 dias de idade, produzidas
com substrato a base de casca de pinus,
Referências
[1]MORAES NETO, S. P.; GONÇALVES,
apontando que o peso da BSPA varia entre
J. L. de M.; ARTHUR JUNIOR, J. C.;
1,2 e 1,6 g por planta [1].
DUCATTI, F.; AGUIRRE JUNIOR, J. H.
Em trabalho para avaliar outra espécie
Fertilização de mudas de espécies arbóreas
de eucalipto (Eucalyptus globulus subsp.
e nativas exóticas. Revista Árvore, Viçosa,
Maidenii) sob fertilização NPK, concluiu-
MG, v. 27, n. 2, p. 129-137, 2003. DOI:
se que os máximos crescimentos em altura,
10.1590/S0100-67622003000200002
diâmetro do colo, massa seca da parte
aérea e massa seca do sistema radicular
[2]GOMES, J. M. Métodos de aplicação de
são obtidos no intervalo de doses de 6,7
adubo em diferentes solos para produção
a 7,5 kg m-3 de substrato [2]. Resultados
de mudas de Eucalyptus grandis W. Hill ex
que corroboram com os levantados no
Maiden. Revista Árvore, Viçosa, MG, v. 6,
presente estudo, onde a melhor produção
n. 1, p. 52-63, 1982.
desses mesmos parâmetros ficou
estabelecida quando fertilizado com dose
[3]REIS, M. G. F.; REIS, G. G. dos;
de 8 kg m-3.
REGAZZI, A. J.; LELES, P. S. dos S.
Para a variável biomassa seca da raiz
Crescimento e forma de fuste de mudas
autores observaram comportamento
de jacarandá-da-bahia (Dalbergia nigra
linear decrescente com uma redução
Fr. Allem.) sob diferentes níveis de
de aproximadamente 30% em relação
sombreamento e tempo de cobertura.
à testemunha na dose de 5 kg m-3 de
Revista Árvore, Viçosa, MG, v. 15, n.1, p.
fertilizante [3].
23-34, 1991.

239
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

[4]PARVIAINEN, J. V. Qualidade e
avaliação de qualidade de mudas florestais.
In: SEMINÁRIO DE SEMENTES E
VIVEIROS FLORESTAIS, 1., 1981,
Curitiba. Anais... Curitiba: FUPEF, 1981.
p. 59-90.

[5]MEXAL, J. L.; LANDIS, T. D. Target


seedling concepts: height and diameter. In:
TARGET SEEDLING SYMPOSIUM,
MEETING OF THE WESTERN
FOREST NURSERY ASSOCIATIONS,
GENERAL TECHNICAL REPORT
RM-200, 1990, Roseburg. Proceedings.
Fort. Collins: United States Departament
of Agriculture, Forest Service, 1990. p.
17-35.

[6]BINOTTO, A. F. Relação entre


variáveis de crescimento e o índice de
qualidade de Dickson em mudas de
Eucalyptus grandis W. Hill ex Maid e
Pinus elliottii var. elliottii – Engelm.
2007. 53 f. Dissertação (Mestrado em
Engenharia Florestal) – Universidade
Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS.

240
Resumos Expandidos

Efeito de rocha moída em características


químicas do solo e no desenvolvimento
de Eucalipto
Shizuo Maeda(1); Helton Damin da Silva(2);
Itamar Antonio Bognola(2)

(1)
Pesquisador da Embrapa Florestas; Colombo, PR;
shizuo.maeda@embrapa.br; (2) Pesquisador da Embrapa Florestas; Colombo, PR.

Introdução e objetivos O plantio de espécies florestais, como o


Farinha de rocha, pó de rocha ou rocha eucalipto ocorre principalmente em solos
moída são denominações de produtos ácidos e pobres em nutrientes, requerendo,
ou resíduos originados da moagem assim, a correção da acidez e a fertilização
de rochas que apresentam em sua para o atendimento das necessidades das
composição nutrientes para as plantas e plantas para o seu máximo crescimento.
O elevado preço dos fertilizantes tem
animais e compostos que atuam como
feito com que os silvicultores busquem
condicionador do solo. A aplicação de
alternativas mais baratas para o suprimento
rocha moída - rochagem é uma das técnicas
de nutrientes para as árvores e nesse
mais antigas utilizadas na fertilização do
contexto a “farinha de rocha” pode ser
solo (KHATOUNAIN, 2001, citado por
uma alternativa de substituição de fonte de
SILVA et al., 2009). A rochagem pode ser
nutriente.
uma alternativa barata para substituição O objetivo desse trabalho foi avaliar o
parcial dos fertilizantes industrializados, efeito de doses de “farinha de rocha”
no qual já se têm a calagem e a fosfatagem em atributos químicos do solo e no
como exemplos dessa prática. desenvolvimento de mudas de eucalipto.
O teor de nutrientes e a sua liberação para
o solo dependem da natureza geológica Material e métodos
da rocha (STRAATEN, 2006), bem como O ensaio foi instalado em casa-de-vegetação
do grau de moagem. Embora, em geral,
da Embrapa Florestas, em Colombo, PR,
sejam de baixa solubilidade, algumas
utilizando mudas de Eucalyptus grandis com
rochas, quando moídas, podem servir de
três meses de idade. Para avaliação do efeito
fonte de liberação lenta de nutrientes para
do produto foi utilizado um LATOSSOLO
as plantas, o que pode ser uma vantagem
VERMELHO-AMARELO distrófico típico,
pelas menores possibilidades de lixiviação,
textura média (EMBRAPA, 1999), coletado
fixação e desequilíbrios nutricionais
nas camadas de 0 a 15 e 15 a 30 cm, em
(KLAUBERG et al., 2007) quando
Ponta Grossa, PR (Tabela 1).
comparadas com fontes solúveis.

241
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Camada - cm Resultados e discussão


Atributo
0 a 15 15 a 30 A “farinha de rocha” estudada apresenta
pH CaCl2 3,89 3,94 quantidades pouco expressivas de
K - cmolc dm-3 0,11 0,07 nutrientes, principalmente P e K, sugerindo
Ca - cmolc dm -3
0,35 0,26 que o produto apresenta baixo potencial
Mg - cmolc dm-3 0,49 0,11 para ser utilizado na melhoria da fertilidade
Al - cmolc dm-3 1,10 1,00 do solo, conforme pode ser observado na
(H+Al) - cmolc dm-3 5,35 5,55 Tabela 2.
Na - cmolc dm-3 0,05 0,09 Totais Solúveis
Variável Variável
T - cmolc dm-3 6,35 6,08 (%) (g 100 g-1)
V-% 15,81 8,67 SiO2 64,63 P2O5 total 1,36
C - mg dm -3
12,67 15,56 Al2O3 12,39 P2O5 0,40
P - mg dm-3 0,27 0,41 CaO 5,28 K2O 0,0036
Areia grossa - g 100 g-1 41,60 44,40 Fe2O3 4,42 Ca 1,98
Areia fina - g 100 g-1 20,10 15,30 K2O 4,16 Mg 0,56
Silte - g 100 g-1 8,35 8,30 MgO 2,39 S < 0,01
Argila - g 100 g-1 30,00 32,00 P2O5 1,64 Zn 0,0057

Tabela 1. Características químicas e físicas do Na2O 1,11 Cu < 0,01


solo utilizado no estudo. TiO2 0,29 Mn 0,090
Ba 0,20 Fe2O3 2,90
MnO 0,17 Al 0,95
Os tratamentos constituídos de doses de
SO3 0,07 - -
“farinha de rocha”, coletada em Ipirá BA,
Zr 0,01 - -
foram equivalentes a 0; 0,5; 1; 2 e 4 t ha-1,
Rb * - -
distribuídos em delineamento inteiramente
Zn * - -
ao acaso e 4 repetições. As características
Cu * - -
químicas do produto utilizado encontram-
Cl * - -
se na Tabela 2. A “farinha de rocha”
foi obtida por moagem de uma rocha Tabela 2. Teores totais e solúveis de elementos
calcosilicatada – milonito. químicos presentes na farinha de rocha
estudada.
A avaliação do ensaio foi realizada 95
dias após o plantio das mudas nos vasos.
Foram avaliadas as variáveis crescimento Não houve efeito da aplicação do produto
relativo em altura e em diâmetro do caule. sobre o pH em qualquer das camadas
Avaliaram-se também as massas secas da avaliadas, indicando que a “farinha
parte aérea - mspa, da raiz - msr e total - de rocha” não apresenta poder de
mst, obtida pela soma da mspa com msr. neutralização da acidez (Tabela 3).

242
Resumos Expandidos

Dose pH Ca Mg K P condução do ensaio (95 dias) pode ter sido


CaCl2 --- cmolc dm -3
--- mg dm-3
insuficiente para o produto ser solubilizado
0 a 10 cm e liberar os nutrientes nele contido. O grau
0 4,03 0,38ab 0,31 b 0,05 c 0,58ab de moagem (dados não apresentados),
0,5 4,09 0,28 b 0,44ab 0,06bc 0,30 b a provável baixa solubilidade, o baixo
1 4,06 0,29ab 0,44ab 0,07ab 0,63ab teor de nutrientes (Tabela 2) podem ter
2 4,19 0,29ab 0,58 a 0,08 a 0,56ab contribuído para a amplitude dos efeitos
4 4,09 0,42 a 0,35ab 0,08 a 0,84 a observados nos teores dos nutrientes. É
P 0,06 0,02 0,03 0,00 0,04 possível que com maiores doses e com
CV 1,7 18,3 26,0 4,8 35,9 maior tempo de contato do produto com
10 a 20 cm o solo os efeitos nos teores de nutrientes
0 4,01 0,38 0,21 0,06 0,38 sejam mais expressivos.
0,5 4,09 0,32 0,25 0,05 0,18 Não se observou efeito dos tratamentos
1 4,03 0,23 0,42 0,06 0,77 em quaisquer das variáveis biométricas
2 4,05 0,28 0,32 0,07 0,71
analisadas (Tabela 4), o que deve estar
4 4,06 0,37 0,45 0,07 0,62
relacionado com o baixo potencial do
P ns 0,17 0,05 0,19 0,13
produto avaliado como fornecedor
CV 2,9 27,9 39,0 13,6 62,5
de nutrientes ao solo como pode ser
20 a 30 cm
observado na Tabela 2. Pode-se considerar,
0 4,13 0,29 0,31 0,05 0,36
também, a hipótese de que as quantidades
0,5 4,03 0,25 0,25 0,06 0,24
de nutrientes disponíveis no solo foram
1 4,05 0,26 0,39 0,06 0,53
2 4,02 0,31 0,19 0,06 0,49
suficientes para suprir as necessidades das
4 4,12 0,34 0,40 0,07 0,50
mudas durante o período de condução do
P ns ns ns 0,06 0,02 ensaio.
CV 3,22 28,2 68,2 12,9 33,1
Dose cr - % ms - g
Tabela 3. Médias e coeficientes de variação – Mg ha-1 h dc msr mspa mst
CV (%) de características químicas das camadas 0 24,7 4,5 3,2 9,3 12,5
de solo submetido a doses (Mg há-1) de farinha
0,5 28,1 3,9 2,7 9,2 11,9
de rocha.
1 27,8 4,4 2,7 7,6 10,3
2 31,3 4,6 3,3 9,4 12,8
Os teores de Ca, Mg, K e P foram
4 27,9 4,2 3,1 7,9 11,0
aumentados significativamente com
P 0,34 ns ns ns ns
a aplicação da “farinha de rocha” na
CV - % 22,6 20,1 29,8 23,5 22,4
camada 0 a 10 cm (Tabela 3). Embora
os aumentos tenham sido pequenos, o Tabela 4. Efeito de doses de farinha de rocha
produto avaliado mostrou potencial de no crescimento relativo – cr em altura – h e
liberação desses nutrientes que podem ser diâmetro do caule – dc de mudas e em massas
secas – ms da raiz – msr, da parte aérea – mspa
disponibilizados às plantas. O tempo de
e total – mst de Eucaliptus grandis.

243
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Conclusões STRAATEN, P. V. Farming with rocks and


Embora o produto avaliado não tenha minerals: challenges and opportunities.
influenciado no desenvolvimento das Anais da Academia Brasileira de
mudas de Eucalyptus grandis., sua Ciências, Rio de Janeiro, v. 78, n. 4, p. 731-
aplicação promoveu melhoria em algumas 747, 2006.
características química do solo.

Referências
KLAUBERG FILHO, O.;
SCHENEIDER, J.; ALVES, M. V.;
RAMOS, E. M.; ALMEIDA, J. A.
Associação micorrízica em feijão preto
após adição de pó de basalto e esterco
bovino em Cambissolo no Planalto
Sul Catarinense. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE CIÊNCIA DO SOLO,
31., 2007, Gramado. Resumos... Porto
Alegre: Sociedade Brasileira de Ciência do
Solo, 2007. CD-Rom.

SILVA, I. P. da; INOCÊNCIO, M.


F.; NOVELINO, J. O.; PAIM, L. R.;
GUTIERREZ, R. S. ; FRANÇA, R.
C.; CARDUCCI, C. E. Características
químicas de amostras de solos com
aplicação de pó de basalto em Mato Grosso
do Sul. In: CONGRESSO BRASILEIRO
DE CIENCIA DO SOLO, 32, Fortaleza,
2009. Resumos... Viçosa, MG: Sociedade
Brasileira de Ciência do Solo, 2009. CD-
Rom.

SISTEMA Brasileiro de Classificação de


Solos. Brasília, DF: Embrapa Produção
de Informação; Rio de Janeiro: Embrapa
Solos, 1999. 412 p.

244
Resumos Expandidos

Efeito do ambiente na forma de fuste


de clone de Eucalyptus camaldulensis
Anne Francis Agostini Santos¹; Diego Tyszka Martinez2;
Sidney Fernando Caldeira3; Pedro Hurtado de Mendoza Borges4;
Fernando Henrique Gava5

¹ Mestranda, Programa de Pós Graduação em Ciências Florestais e Ambientais (UFMT/FENF),


Universidade Federal de Mato Grosso – Campus de Cuiabá (annef_168@hotmail.com); 2Doutor,
Professor do Programa de Pós Graduação Programa de Pós Graduação em Ciências Florestais
e Ambientais (UFMT/FENF), Universidade Federal de Mato Grosso – Campus de Cuiabá
(diegotyszka@hotmail.com); 3Doutor, Professor do Programa de Pós Graduação Programa de Pós
Graduação em Ciências Florestais e Ambientais (UFMT/FENF), Universidade Federal de Mato
Grosso – Campus de Cuiabá (sidcal@ufmt.br); 4Doutor, Professor do Programa de Pós Graduação
Programa de Pós Graduação em Ciências Florestais e Ambientais (UFMT/FENF), Universidade
Federal de Mato Grosso – Campus de Cuiabá (pborges@ufmt.br); 5 Mestrando, Programa de Pós
Graduação em Ciências Florestais e Ambientais (UFMT/FENF), Universidade Federal de Mato
Grosso – Campus de Cuiabá (fhgava@hotmail.com)

Introdução Materiais e métodos


O Eucalyptus camaldulensis é uma espécie O estudo foi conduzido em dois plantios
utilizada para diversas finalidades, entre experimentais com o clone S0401 (E.
elas está o uso como dormentes, postes, camaldulensis). As unidades experimentais
serraria e painéis [4]. Tais finalidades foram instaladas em 2010, nos municípios
exigem fustes com qualidade superior, de Sinop/MT (11°51’51’’ S; 55°28’23’’ W
retilíneos e sem a presença de galhos [1]. e 11º 51’ 54’’S; 55º 28’ 14’’W) e Chapada
O ambiente pode gerar mudanças no dos Guimarães (15°21’56” S; 55°38’46”
desempenho de um clone e alterar a sua W e 15°20’ 95” S; 55º 8’ 42” W) e com
qualidade de fuste [5], sendo importante quatro repetições dispostas ao acaso.
avaliar o grau desse tipo de influência do Os plantios foram estabelecidos no
material genético. Diante disso o estudo espaçamento 3,60 m x 2,50 m e não foram
teve como objetivo avaliar se a qualidade submetidos a desrama. Cada repetição foi
da forma de fuste do clone S0401 (E. constituída por 49 plantas, e as medições
camaldulensis) é afetada com o seu plantio foram efetuadas nas 25 árvores centrais e
em dois locais do estado de Mato Grosso. o restante constituiu a bordadura. Aos três
anos de idade as árvores foram qualificadas
quanto à forma de fuste [2] (Tabela 1).

245
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Forma do fuste Descrição Guimarães onde foi registrada a presença


FF1 Fuste reto e sem galhos
de um indivíduo reto e sem galhos, os
Fuste reto e com
demais indivíduos foram qualificados com
FF2 tortos ou retos com galhos.
galhos
Estudo desenvolvido em Paracatu (MG)
Fuste torto e sem
FF3 constatou que outro clone de E. camaldulensis
galhos
apresentou 99% dos indivíduos com o fuste
Fuste torto e com
FF4 reto [3]. Esta diferença provavelmente se
galhos
deve aos materiais genéticos e ao efeito do
Tabela 1. Descrição de formas de fuste. ambiente.
Pelo teste de Qui-quadrado foi constatado
Para verificar a relação de independência que não houve dependência entre a forma
e homogeneidade do ambiente sobre do fuste e os ambientes avaliados, pois o
a qualificação dos fustes, os valores da teste resultou no valor de 7,81, menor que
quantidade de árvores de cada classe foram o valor tabulado, 2,15.
submetidos ao teste de Qui-quadrado e
tabela de contingência. Conclusão
A qualidade dos fustes de árvores do clone
Resultados e discussões S0401 de Eucalyptus camaldulensis não foi
Nas duas regiões predominou a presença afetada pelo local de plantio.
de árvores com fuste reto e com galhos
(Tabela 2) com mais de 60 indivíduos.
Referências
Nº de Indivíduos por [1]FERREIRA, M. Escolha de espécies
Municípios Total
Forma de Fuste arbóreas para formação de maciços
FF1 FF2 FF3 FF4 florestais. Piracicaba, 1990. 15 p.
Sinop 0 70 0 25 95 (Documentos florestais, 7).
Chap. dos 1 64 0 24 89
Guimarães [2]JANKAUSKIS, J. Recuperação de
Total 1 134 0 49 184 florestas tropicais mecanicamente
exploradas. Belém:SUDAM, 1979. 58 p.
Tabela 2. Variação da forma de fuste em duas
regiões do estado de Mato Grosso.
[3]MACEDO, R. L. G.; BEZERRA,
R. G.; VENTURIN, N.; VALE, R. S.
A predominância desta forma de fuste em do; OLIVEIRA, T. K. de Desempenho
ambos os plantios é devido ao eucalipto silvicultural de clones de eucalipto e
ser uma espécie com intensa ramificação. características agronômicas de milho
Exceto para o povoamento de Chapada dos

246
Resumos Expandidos

cultivados em sistema silviagrícola.


Revista Árvore, Viçosa, MG, v. 30, n. 5,
p. 701-709, 2006. DOI: 10.1590/S0100-
67622006000500003

[4]PAIVA, H. N.; GONÇALVE, L. A.


Cultivo de eucalipto: implantação e
manejo. Viçosa, MG: UFV, 2011. 354 p.

[5]XAVIER, A.; WENDLING, I.; SILVA,


R. L. da. Silvicultura clonal: princípios e
técnicas. Viçosa, MG: Ed da UFV, 2009.
272 p.

247
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Efeito do espaçamento de plantio e de


clones de Eucalipto sobre a densidade
da madeira em Chapadão do Sul, MS.
Elaine Cristina Teixeira¹; Ana Paula Leite de Lima²;
Sebastião Ferreira de Lima³; Wesley Gomes da Silva4; Filipi Mattos Duran5

¹Graduanda Engenharia Florestal UFMS/CPCS (elaine_cristinateixeira@hotmail.com);


²Profª Dra. do curso de Engenharia Florestal UFMS/CPCS (paula.leite@ufms.br);
³Prof. Dr. do curso de Engenharia Florestal UFMS/CPCS (sebastiao.lima@ufms.br);
4
Graduando Engenharia Florestal UFMS/CPCS (wesley_gomes00@hotmail.com);
5
Graduando Engenharia Florestal UFMS/CPCS (filipi_vb@hotmail.com).

Introdução e objetivos influenciar na densidade básica da madeira


O plantio de espécies de Eucalyptus (PAULINO, 2012).
tem influenciado decisivamente no O objetivo do trabalho foi avaliar o
desenvolvimento florestal brasileiro efeito do espaçamento e de três clones
(BRASIL; FERREIRA, 1971). de eucalipto sobre a densidade básica da
A silvicultura moderna visa o acréscimo madeira.
volumétrico de produção para atender os
mais diversos fins do setor florestal. Esse Material e métodos
aumento volumétrico está associado à O estudo foi conduzido em área da
qualidade da madeira, tendo em vista sua Fazenda Campo Bom, localizada no
utilização final (RIBEIRO; ZANI FILHO, município de Chapadão do Sul, MS.
1993). O delineamento utilizado foi em blocos
Nas determinações de qualidade da madeira casualizados em esquema fatorial, com uma
a densidade é o índice mais utilizado, combinação de seis espaçamentos e três
pois está correlacionada diretamente clones de eucalipto, com três repetições.
com a produção de massa seca, com as Os espaçamentos testados foram: 2,5 x 0,5
propriedades físico-mecânicas e podem m; 2,5 x 1,0 m; 2,5 x 2,0 m; 3,0 x 0,5 m;
ser facilmente determinadas (PALERMO 3,0 x 1,0 m e 3,0 x 2,0 m e, como material
et al., 2004). A densidade da madeira é genético foram utilizados três clones de
um parâmetro que varia entre espécies, eucalipto sendo dois de Eucalyptus urophylla
dentro da mesma espécie e dentro de uma (GG 157 e GG 100) e um clone de híbrido
mesma árvore (OLIVEIRA, 2003). Além de E. urophylla x E. grandis (GG 680). Cada
disso, o espaçamento de plantio pode parcela experimental foi constituída por 4

248
Resumos Expandidos

linhas com 12 plantas cada uma. A área útil 2,5X2,0 0,4162cB 0,4400aB 0,4261bB 0,4274
se constituiu de 10 plantas de cada uma das
3,0X2,0 0,4365bA 0,4206cD 0,4425aA 0,4332
duas linhas centrais.
Média 0,41597 0,43088 0,41850 0,42178
Para a determinação da densidade básica
da madeira, foi realizado o corte da árvore Tabela 1. Densidade básica da madeira (g cm-³)
média de cada parcela, aos 32 meses de para os clones GG 157, GG 680 E GG 100
idade. Das árvores abatidas foi retirado em seis espaçamentos, aos 32 meses de idade,
em Chapadão do Sul, MS. Médias seguidas da
um disco de 5 cm de espessura na altura
mesma letra minúscula na linha e maiúscula na
do DAP (1,30m a altura do solo). Estes coluna, não diferem estatisticamente entre si a
discos foram mantidos imersos em água 5% pelo teste de Tukey.
até que houvesse a saturação de suas fibras.
Seguindo a metodologia da ABNT NBR
O clone GG680 foi o que apresentou a
11941 (ABNT, 2003).
maior densidade básica de madeira, sendo
este valor obtido no espaçamento 2,5 x 1,0
Resultados e discussão m, ficando 4,2% superior a segunda maior
Foi observada interação entre os fatores
densidade básica que foi obtida nesse
clone e espaçamento para a variável
mesmo espaçamento com o clone GG100.
densidade básica da madeira (Tabela 1).
Os clones de eucalipto estudados
Conclusões
apresentaram, aos 32 meses de idade,
O clone GG 680 foi o que apresentou
densidade básica diferente para os
maior densidade básica aos 32 meses de
diferentes espaçamentos. O clone GG157
idade. Observou-se aumento da densidade
apresentou os maiores valores nos
básica com o aumento do espaçamento.
espaçamentos 3,0 x 2,0 m e 2,5 x 0,5 m
Os clones estudados mostraram
enquanto, para o GG680 isto foi verificado
comportamento diferente em relação ao
no espaçamento 2,5 x 1,0 m. Para o GG100
espaçamento de plantio.
a maior densidade básica foi observada
nos espaçamentos 2,5 x 1,0 m; 3,0 x 2,0 m
e 3,0 x 1,0 m.
Referências
‘ ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE
Clones NORMAS TECNICAS. NBR 11941:
Espaçam. Média
GG157 GG680 GG100 madeira: determinação da densidade
2,5X0,5 0,4358aA 0,4289bC 0,3536cD 0,4061 básica. Rio de Janeiro, 2003. 6 p.
3,0X0,5 0,4141aBC 0,4078bE 0,4034cC 0,4084
BRASIL, M. A. M.; FERREIRA M.
2,5X1,0 0,3844cD 0,4623aA 0,4437bA 0,4301
Variação da densidade básica da madeira
3,0X1,0 0,4088cC 0,4257bCD 0,4417aB 0,4254
de Eucalyptus alba reinw, E.Saligna

249
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

smith e E. Grandis hill ex-maiden aos 5


anos de idade, em função do local e do
espaçamento. IPEF, Piracicaba, n. 2/3, p.
129-149, 1971.

OLIVEIRA, E. Características
anatômicas químicas e térmicas da
madeira de três espécies de maior
ocorrência no semi-árido nordestino.
2003. 149 f. Tese (Doutorado em Ciência
Florestal) Universidade Federal de Viçosa,
MG.

PALERMO, G. P. M.; LATORRACA, J. V.


de F.; SEVERO, E. T. D.; REZENDE, M.
A. de; ABREU, H. dos S. Determinação
da densidade da madeira de Pinus elliottii
Englm, através de atenuação de radiação
gama comparada a métodos tradicionais.
Floresta e Ambiente, Seropédica, v. 11,
n. 1, p. 1-6, 2004.

PAULINO, E. J. Influência do
espaçamento e da idade na produção
de biomassa e na rotação econômica
em plantios de eucalipto. 2012. 59
f. Dissertação (Mestrado em Ciência
Florestal) - Universidade Federal dos Vales
do Jequitinhonha e Mucuri, Diamantina.

RIBEIRO, F.A.; ZANI FILHO, J. Variação


da densidade básica da madeira em
espécies/procedências de Eucalyptus spp.
IPEF, Piracicaba, n. 46, p. 76-85, jan./
dez.1993.

250
Resumos Expandidos

Efeitos do hidrogel na sobrevivência


e desempenho de mudas de i144
(Eucalyptus urophylla) na região do
Planalto de Conquista
Denys Matheus Santana Costa Souza¹;
Adalberto Brito de Novaes2; Liliane Roque Pinto³

1
Graduando em Engenharia Agronômica, UESB/Universidade Estadual do Sudoeste da
Bahia, dmscsouza@gmail.com;² Professor, Departamento de Fitotecnia, UESB/Universidade
Estadual do Sudoeste da Bahia, adalberto.brito@globo.com; ³ Graduanda em Engenharia
Florestal, UESB/Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, lilianeroq@gmail.com.

Introdução e objetivos trata-se de polímeros hidroabsorventes que


O elevado número de espécies e clones possibilitam a retenção de água de chuvas
principalmente de Eucalyptus urophylla por um período maior, reduzindo assim
confere a grande possibilidade de expansão a taxa de mortalidade de mudas em razão
geográfica e econômica, uma vez que do déficit hídrico e, consequentemente,
estes materiais genéticos são adaptados às redução da operação de replantio. Neste
mais diversas condições edafoclimáticas e sentido, este estudo foi desenvolvido com
atendem a inúmeros tipos de exploração o objetivo de avaliar os efeitos do hidrogel
econômica (ANDRADE et al., 1994 ). na sobrevivência e crescimento inicial no
O alto padrão de qualidade empregado a campo, de mudas do clone I144 (Eucalyptus
uma muda deve satisfazer de forma eficaz urophylla).
às novas tecnologias adotadas, suportar
as adversidades do meio, apresentar altos Material e métodos
percentuais de sobrevivência no campo, O estudo foi conduzido no Campus
possibilitar a diminuição da frequência agropecuário da Universidade Estadual
dos tratos culturais do povoamento recém do Sudoeste da Bahia (UESB), no
implantado e produzir árvores com volume município de Vitória da Conquista-BA
e qualidades desejáveis (NOVAES, 1998). situado nas coordenadas (14° 51′ 53″ Sul,
E nesta linha, visando a produção de 40° 50′ 13″ Oeste). As mudas do clone
mudas com estas características e melhorar I144 (Eucalyptus urophylla), com altura
substancialmente o seu desempenho média de 22 cm e diâmetro de colo igual
no campo, foi lançado no mercado o 2,5 mm, foram adquiridas em um viveiro
hidrogel. Segundo Buzetto et al. (2001) florestal situado neste município. Foram

251
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

considerados oito tratamentos: T-1: Resultados e discussão


incorporação de 4 g de hidrogel seco/ Aos seis meses após o plantio (Tabela 1),
cova, T-2: incorporação de 6g de gel constatou-se que os melhores tratamentos
absorvente seco/cova; T-3: incorporação para sobrevivência corresponderam
de 8 g de hidrogel seco/cova; T-4: aqueles com 6 g de hidrogel seco/cova e
incorporação de 300 ml de solução/ os com 300 e 1000 ml de solução/cova,
cova; T-5: incorporação de 500 ml de
pressupondo que os mesmos prolongaram
solução/cova; T-6: incorporação de 700
a disponibilidade de água para as plantas,
ml de solução/cova; T-7: incorporação de
reduzindo a necessidade de irrigação no
1.000 ml de solução/cova; T-8: controle.
período. Segundo Buzetto et al. (2001) o
O delineamento experimental adotado
hidrogel reduz a taxa de mortalidade das
constou de blocos casualizados com
mudas e, consequentemente, a operação de
cinco repetições constituídas 16 plantas
replantio.
cada uma, espaçadas de 1,5 x 1,5. As
irrigações foram efetuadas três vezes por Tratamento Sobrevivência (%)
semana para o tratamento testemunha, 4 g de gel/seco 86
e uma única vez a cada sete dias para os
6 g de gel/seco 92
tratamentos com submetidos ao hidrogel
8 g de gel/seco 77
até o 21° dia após o plantio. O preparo do
solo constou da abertura de sulcos com 300 ml solução 91
dimensões de 30,0 x 30,0 cm. Quanto à 500 ml solução 85
adubação, foram aplicadas 200 gramas 700 ml solução 85
do adubo superfosfato simples de forma
1000 ml solução 90
localizada, e após três meses do plantio,
Testemunha 85
foi realizada uma aplicação do formulado,
N-P-K (20-05-20), acrescidos de 3 g/ Tabela 1. Porcentagem de sobrevivência das
planta do micronutriente Boro. A avaliação mudas de I144 (Eucalyptus urophylla), seis
de sobrevivência das mudas no campo foi meses após o plantio.
realizada até os seis meses após o plantio.
Ao final desse período, foi efetuada a Quanto ao desempenho das mudas no
avaliação do desempenho das mudas no campo (Tabela 2), observou-se que os
campo, por meio das medições da altura tratamentos com 4 e 8 g de hidrogel seco/
da parte aérea e do diâmetro ao nível do cova, com as maiores médias para altura
solo, utilizando-se, respectivamente, vara e diâmetro, possibilitaram condições
graduada e paquímetro digital. Para todos favoráveis para o desenvolvimento
os resultados obtidos, os dados foram das plantas, apesar de não ter havido
analisados pelo teste de Duncan a 95% de
diferença estatística em relação aos
probabilidade.
demais tratamentos. Considerando as

252
Resumos Expandidos

condições pluviométricas no período, Referências


44,15 mm de chuva, conforme dados ANDRADE, H.B. et al. Avaliação de
da Estação Meteorológica da UESB, os espécies e procedências de Eucalyptus L’
tratamentos com adição de hidrogel seco, Héritier (Myrtaceae) nas regiões norte
provavelmente responderam melhor as e noroeste do Estado de Minas Gerais.
adversidades do campo. Segundo Vlach Revista Árvore, v.18, n.3, p.215-229, 1994.
et al. (1991) a adição de hidrogel no solo
melhora a disponibilidade de água, a BUZETTO, F. A.; BIZON, J. M. C.;
aeração e drenagem, reduzindo as perdas SEIXAS, F. Avaliação do polímero
por percolação e lixiviação de nutrientes, absorvente no fornecimento de água em
acelerando o desenvolvimento do sistema plantio de Eucalyptus. Degussa Brasil
radicial e da parte aérea das plantas. Ltda. p. 69 -102, 2001.

Altura Diâmetro
Tratamento VLACH, T.R. Creeping bent grass
(m) (mm)
responses to water absorbing polymers
4 g de gel/seco 1,86 a 29.58 a
in simulated golf greens (on line).
6 g de gel/seco 1,63 a 26,93 a
Wisconsin, Aug. 1991. [cited nov. 1998].
8 g de gel/seco 1,70 a 28,46 a
[acesso em 2013 mai 7]. Disponível em:
300 ml solução 1,58 a 25,98 a
http://kimberly.ars.usda.gov.
500 ml solução 1,62 a 26,01 a
700 ml solução 1,63 a 26,90 a NOVAES, A. B. Avaliação
1000 ml morfofisiológica da qualidade de
1,59 a 26,18 a
solução mudas de Pinus taeda L. produzidas
Testemunha 1,58 a 25,97 a em raiz nua e em diferentes tipos de
Tabela 2. Valores médios de altura da parte recipientes. UFPR, 118p, 1998. Tese
aérea (H) e diâmetro ao nível do solo de Doutorado em Engenharia Florestal) –
mudas de I144 (Eucalyptus urophylla), seis meses Curitiba: PR.
após o plantio. Médias seguidas pela mesma
letra não diferem significativamente (P>0,05).

Conclusões
Os tratamentos com 6,0 g de hidrogel
seco/cova e os com 300 ml e 1000 ml
de solução, proporcionaram os maiores
percentuais de sobrevivência.
O melhor desempenho das plantas no
campo coube aos tratamentos com adição
de 4,0 e 8,0 g de hidrogel seco/cova,

253
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Eficácia do programa de incentivo


ao plantio de Eucalyptus sp para os
produtores de aves no município de
Dois Vizinhos-PR.
Elvio Mauricio Avila Nunes1; Anathan Bichel2;
Eleando José Brun3; 4Roque Canzi Bolzan.

1
Graduando Eng. Florestal UTFPR-DV (elviomauricio@hotmail.com); 2Graduando Eng.
Florestal UTFPR-DV (anathan_sulina@hotmail.com); 3Professor Doutor do Curso de Engenharia
Florestal/UTFPR-DV (eleandrobrun.utfpr@gmail.com); 4Graduando Eng. Florestal UTFPR-DV
(bolzan_rok@hotmail.com).

Introdução e objetivos de bens/serviços e agregando valor


O município de Dois Vizinhos-PR é aos produtos florestais. As florestas
considerado a “Capital Nacional do plantadas apresentam-se como boa
Frango”, devido a uma concentração de alternativa econômica, com crescimento
indústrias frigoríficas que abatem mais de rápido, grande capacidade produtiva,
700 mil aves por dia, gerando empregos adaptabilidade a diversos ambientes e
direta e indiretamente ao município e grande diversidade de espécies, tornando
região. A avicultura é considerada por possível atender aos requisitos tecnológicos
muitos como a atividade mais dinâmica dos mais diversos segmentos da produção
na produção de proteína animal. O industrial madeireira. Apresentando.
desenvolvimento dessa atividade no O objetivo deste trabalho foi avaliar a
município de Dois Vizinhos ocorreu efetividade do programa de fomento de
amplamente para suprir a demandas dos plantios de eucalipto por avicultores do
frigoríficos [1]. município de Dois Vizinhos, Paraná.
Recentemente as necessidades de madeira
dos avicultores eram supridas quase que Material e métodos
exclusivamente por meio de florestas Os trabalhos foram desenvolvidos no
nativas. Em contrapartida, o plantio de município de Dois Vizinhos localiza-se
florestas comerciais, como eucalipto, em uma região com clima do tipo Cfa,
garante renda extra para os produtores [2]. subtropical com chuvas bem distribuídas
Segundo [3], o setor de florestas plantadas durante o ano, possuindo temperaturas
vem desempenhando importante médias anuais de 19º C e pluviosidade
papel no cenário socioeconômico do média anual de 2025 mm [4]. A
País, contribuindo com a produção

254
Resumos Expandidos

predominância dos solos nesta região são A maioria dos avicultores entrevistados
Latossolo Vermelho, Latossolo Bruno, tem área total da propriedade maior que 10
Cambissolo e Nitossolo [5]. ha (50%). As áreas com 5 a 10 ha estão em
Os produtores foram entrevistados 33,33% das propriedades, de 1 a 5 ha estão
e responderam a um questionário no em 16,67% e menor que 1 ha não ocorreu
qual algumas das perguntas estavam nenhuma área.
diretamente relacionadas à área da O elevado consumo de madeira nos
propriedade, se o produtor possui floresta aviários faz com que a implantação de
própria, pretende plantar floresta, e se o florestas pelos próprios produtores seja
produtor apoiaria o plantio de floresta na uma alternativa de redução de gastos
região. Foram aplicados questionários em e também produção de madeira com
seis propriedades em localidades para esse quantidade e qualidade conhecidas.
estudo inicial. A redução dos de custos, facilidade com
A lista de produtores com seus dados a colheita e transporte fez com que a
basicos foram fornecidas pela prefeitura pretensão dos avicultores em aumentar a
municipal a qual fez a doação das mudas, e área ganhasse impulso, atingindo 83,33%
agropecuárias do município.
das opiniões dos avicultores (Tabela 2).
Os dados obtidos foram tabulados e
analisados em planilha Excel®, sendo Pretende aumentar a área plantada 83%
calculadas as médias das respostas e suas não Pretende aumentar a área plantada 17%
respectivas frequências. Eucalyptus 100%
Espécie
outros 0
Resultados e discussão Finalidade do Energia 100%
Os avicultores entrevistados possuem Plantio outros 0
área total entre 4,5 e 13,6 ha. Estas áreas, <1 20%
divididas em classes de tamanho (Tabela 1). Área total da
1a5 80%
propriedade
5 a 10 0
Área da hectares
> 10 0
Área total da propriedade propriedade com
Eucalipto Tabela 2. Pretensão dos avicultores em
ha N % ha N % aumentar a área plantada.
<1 0 0,00 <1 2 33,33
1a5 1 16,67 1a5 4 66,67 A avicultura, por ser a principal atividade
5 a 10 2 33,33 5 a 10 0 0 das propriedades rurais, fez com que
> 10 3 50,00 > 10 0 0 a necessidade de se implantar florestas
Total 6 100,00 - 6 100 atingisse 100%. A necessidade de redução
de gastos com colheita e transporte fez
Tabela 1. Amostragem e classes de área das
com que o plantio de espécies florestais
propriedades rurais dos avicultores entrevistados.
se tornasse eficaz na propriedade. A área

255
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

plantada de florestas pelos produtores corte, correspondendo a um consumo de


foi de 66,67% em propriedades de 1 a 5 mais de 20 milhões de metros cúbicos de
ha, e de 33,33% em áreas menores que madeira. No estado do Paraná, o maior
1 ha, sendo o Eucalyptus grandis a espécie produtor de frango do País, tem-se um
utilizada em 100% das propriedades. consumo de 38 mil alqueires de área de
A utilização de lenha para aquecimento terras com reflorestamento de eucalipto
dos aviários, segundo [6], é o segundo para essa finalidade.
maior gasto na produção de 14500 frangos A área, segundo os entrevistados, para o
por lote, sendo um gasto de R$583,80, plantio da floresta é, em 80% dos casos,
perdendo apenas para a mão-de-obra, com de 1 a 5 ha e 20% em áreas menores que 1
R$ 1203,81. ha, possuindo toda a finalidade de plantio
O eucalipto, mesmo plantado em pequenas para energia (100%). Os produtores de
áreas, ajuda a diminuir a pressão sobre as frango buscam alternativas paradiminuir
florestas nativas e atende às necessidades o alto consumo de lenha para geração de
da sociedade em bases sustentáveis, calor durante a criação, pois a compra de
começando pelo atendimento da demanda lenha encarece o custo de produção de
dentro da propriedade. Além do plantio aves, especialmente no período de inverno
do eucalipto na propriedade para uso nos caso ocorra a compra da lenha por parte
aviários, ocorre a utilização da espécie para do mesmo. O plantio de árvores, com
sistemas silvipastoris (16,7%). manejo adequado e a utilização múltipla
O eucalipto é uma das espécies mais da floresta, além do consumo como
adequadas a práticas silvipastoris, porque lenha, pode gerar produtos mais nobres,
tem copas estreitas que permitem a otimizando os lucros da propriedade.
penetração de uma quantidade importante Essa prática tem mostrado que as
de luz direta ou difusa até o nível do solo, propriedades mais produtivas e rentáveis
permitindo o crescimento das plantas são aquelas em que o produtor foca o meio
forrageiras e proporcionando sombra para ambiente, daí a importância em estimular
os animais [7]. A pretensão em aumentar a o desenvolvimento dessas diversificações:
área de florestas plantadas está em 83,33% avicultura, plantação de eucalipto e outras
dos produtores atividades agropecuárias [8].
A utilização do gênero Eucalyptus
sp., segundo [8], é pelas mesmas Conclusões
serem ecologicamente corretas e Pela sua versatilidade, o eucalipto tem
economicamente rentáveis, adequadas para potencial para suprir a demanda dos
gerar energia e produzir camas aviárias avicultores município de Dois Vizinhos,
de qualidade. A cada mil aves criadas, podendo ser uma excelente fonte de
há um consumo de 4 metros cúbicos de renda alternativa aos proprietários rurais e
madeira de eucalipto. Anualmente, o Brasil reduzir os gastos com a compra da madeira
produz mais de 5 bilhões de frangos de para aquecimento dos aviários.

256
Resumos Expandidos

O consumo de madeira de florestas [4]INSTITUTO AGRONÔMICO DO


plantadas, por parte dos avicultores, PARANÁ. Sistema de Monitoramento
tende a aumentar à medida que aumenta Agroclimático do Paraná. 2008.
a produção do setor, algo que precisa ser Disponível em: <http://www.iapar.com.
acompanhado de políticas de investimento br>. Acesso: 7 jun. 2013.
por parte das empresas e do setor público
[5]LARACH, J. O. I.; CARDOSO, A.;
regional. CARVALHO, A. P. de; HOCHMULLER,
A intenção da maioria dos avicultores em D. P.; MARTINS, J. S.; RAUEN, M.
ampliar a sua área plantada com florestas de J.; FASOLO, P. J.; POTTER, R. O.
deve ser vista como base para um projeto Levantamento de reconhecimento dos
de fomento à ampliação das áreas de solos do Estado do Paraná. Londrina:
plantios, visando também o uso múltiplo IAPAR: Rio de Janeiro: EMBRAPA-
das florestas. SNLCS, 1984. 2 t. (IAPAR-Projeto
Especial Levantamento de Solos. Boletim
Referências técnico, n. 16; EMBRAPA-SNLCS.
[1]COSTA, A. D. A Sadia e a Boletim técnico, n. 27).
internacionalização do agronegócio
[6]DOLIVEIRA, C. F. D. Levantamento
paranaense. In: ENCONTRO DE
dos custos de produção de avicultura
ECONOMIA PARANAENESE, 5.,
e suas repercussões. 2012. Disponível
2007, Curitiba. Trabalho apresentado.
em: < http://www.agricultura.gov.br/arq_
[2]REINER, D. A. Diferentes editor/file/camaras_setoriais/Aves_e_
espaçamentos em eucalipto co, suinos/19RO/App_Custos_Aves.pdf>.
suprimento na propriedade e fonte Acesso em: 08 jun. 2013.
de energia na agricultura familiar
[7]RIBASKI, J. Sistemas agroflorestais.
na Região Sudoeste do Paraná. 2010.
In: SANTOS, P. E. T. dos (Ed.). Sistema
Trabalho acadêmico. Pato Branco.
de produção: cultivo do eucalipto. 4. ed.
[3]BICHEL, A.; BRUN, E. J.; NUNES, Brasília, DF: Embrapa, 2014. Disponível
E. M. A. O cultivo do eucalipto como em: <www.spo.cnptia.embrapa.br/>.
alternativo de renda aos Produtores
[8]SANGER BRASIL. Comércio
beneficiários do programa de fomento
Internacional de Proteína Animal.
florestal De dois vizinhos – PR. In:
Avicultura sustentável. São Paulo.
CONTRESSO DE CIÊNCIA E
Disponível em: <www.sangerbrasil.com>.
TENCOLOGIA DA UTFPR CÂMPUS
Acesso em: 15 jul. 2013.
DE DOIS VIZINHOS, 2012. Dois
Vizinhos. [Anais eletrônicos]. Dois
Vizinhos, UTFPR, 2012. Disponível em:
< http://revistas.utfpr.edu.br/dv/index.
php/CCT_DV/article/view/1043/611>.

257
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Equações para determinação do volume


individual de pinus patula schltdl. &
Cham. no planalto serrano de
Santa Catarina
Nilton Sergio Novack Junior1; Marcos Felipe Nicoletti2;
Raul Silvestre2; Maíra Rodrigues1; Ezequiel Silva1

1
Graduandos de Engenharia Florestal CAV/UDESC (nsnovack.efl@gmail.com);
2
Prof. Departamento de Engenharia Florestal CAV/UDESC

Introdução e objetivos mensurados diâmetros com e sem casca


O sucesso no planejamento de ao longo do fuste de 35 árvores pelo
empreendimentos florestais é função de método de Smalian, representando toda
diversas variáveis, entre elas, a quantificação a variação diamétrica do povoamento.
do volume individual das árvores de Posteriormente, foram gerados modelos
um reflorestamento. Dentre outras, o volumétricos com base na metodologia
Pinus patula é uma espécie que tem um stepwise. Foram testadas 40 transformações
crescimento considerável em regiões de matemáticas das variáveis independentes
altitude[1], que é o caso do planalto serrano diâmetro à altura do peito (d) e altura total
de Santa Catarina. Descrever o volume da árvore (h) para determinar uma equação
individual das árvores do povoamento é de cujo a variável dependente esteja na forma
fundamental importância para o manejo aritmética e outra equação com a variável
florestal. O objetivo do presente estudo dependente na forma logaritmizada. Além
foi testar modelos para determinação de disso, foram testados mais dois modelos
volume individual de P. patula com casca tradicionais na literatura comparando
e sem casca. Sabendo que os modelos todos e selecionando o melhor modelo
tradicionais presentes na literatura podem (Tabela 1). O mesmo procedimento foi
não obter os melhores ajustes, objetivou- realizado para seleção do melhor modelo
se também compará-los com equações de determinação de volume sem casca.
ajustadas pela metodologia stepwise.

Materiais e métodos
Á área de estudo foi em um reflorestamento
homogêneo de Pinus patula em Ponte
Alta do Norte, Santa Catarina. Foram

258
Resumos Expandidos

Modelos Volumétricos com Casca

Aritmético- Vc/c vc/c = b0 + b1d 2 + b2 dh + b3 dh -1

Logaritmizado-
ln vc/c = b0 + b1 ln d + b2 hd -1
Vc/c

Schumacher- Hall-
ln vc/c = b0 + b1 ln d + b2 ln h
Vc/c

Stoate- Vc/c V C/C = b0 + b1 h + b2 d 2+ b3 d 2h

Modelos Volumétricos sem Casca

Aritmético- Vs/c vs/c = b0 + b1d 2h

Logaritmizado- Vs/c ln vs/c = b0 + b1 ln d + b2 hd -1

Schumacher- Hall-
ln vs/c = b0 + b1 ln d + b2 ln
Vs/c

Stoate- Vs/c V S/C = b0 + b1 h + b2 d 2+ b3 d 2h

Tabela 1. Modelos volumétricos com casca (vc/c) e sem casca (vs/c) de dupla entrada em função
do diâmetro à altura do peito em centímetros (d) e da altura total em metros (h). Sendo que β0;
β1; β2; β3 são os parâmetros dos modelos.

As estatísticas de ajuste e precisão cobrindo toda a distribuição diamétrica do


utilizadas para a seleção do melhor modelo povoamento em questão (Tabela 2).
foram: análise gráfica de resíduos[2], erro
Desvio
padrão da estimativa (Syx%) e coeficiente Mínimo Média Máximo
Padrão
de determinação ajustado (R²aj), a
vc/c 0,0497 0,2837 0,1656 0,5597
discrepância logarítmica foi corrigida pelo
vs/c 0,0448 0,2390 0,1436 0,49281
fator de correção de Meyer.
vc 0,0049 0,0446 0,0250 0,0867
%c 9,6 16,2 4,6 30,8
Resultados e discussão Tabela 2. Estatística descritiva dos dados de
Observa-se a estatística descritiva dos volume individual com casca (vc/c), volume
dados de volume com e sem casca individual sem casca (vs/c) e volume de casca
(vc), em m³ e porcentagem de casca (%c).

259
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Os indivíduos estudados possuem uma altura obteve melhores estatísticas de ajuste e


média de 14,7 metros, um diâmetro à altura precisão no geral para a área de estudo.
do peito de 22,2 metros e tinham uma idade A Figura 2 demonstra a distribuição
de 8 anos. residual das equações de volume sem
Após o ajuste das equações, os gráficos abaixo casca.
demonstram o comportamento residual de
cada uma das equações (Figura 1). Figura 2. Distribuição residual em função
do DAP das duas equações de melhor
Figura 1. Distribuição residual em função ajuste e precisão para estimativa de volume
do diâmetro à altura do peito (DAP) das sem casca.
duas equações de melhor ajuste e precisão
para estimativa de volume com casca. O comportamento residual encontrado
nas equações para estimativas de volume
No caso da determinação do modelo de sem casca foi semelhante ao encontrado
melhor ajuste para estimativas de volume nas equações para volume com casca.
individual com casca das árvores, todas Observa-se a homoscedasticidade dos
as distribuições residuais tiveram um resíduos ao longo da variação diamétrica.
comportamento semelhante em que a A maioria dos pontos ficou na margem de
maioria dos pontos apresentou um resíduo 10% de superestimativa ou subestimativa,
menor que 10% e maior que -10% na faixa o que significa que os modelos fornecem
de diâmetro de 10 cm até 35 cm. estimativas confiáveis. A seleção do
Observa-se em seguida (Tabela 3) as melhor modelo se deu pelas estatísticas de
estatísticas de ajuste e precisão revelando ajuste e precisão (Tabela 4).
então, o modelo de melhor ajuste.
Syx Syx
R²aj
Syx Syx (m³) (%)
Equação R²aj
(m³) (%) Aritmético- vs/c 0,0164 6,91 0,9856
Aritmético- Vc/c 0,0158 5,60 0,9900 Logaritmizado-
Logaritmizado- Vc/c 0,0187 6,42 0,9916 0,0202 8,25 0,9865
vs/c
Schumacher-Hall- Schumacher-
0,0188 6,48 0,9909 0,0210 8,56 0,9852
Vc/c Hall- vs/c
Stoate- vc/c 0,0188 6,47 0,9867 Stoate- vs/c 0,0205 8,35 0,9791
Tabela 3. Estatísticas de ajuste e precisão dos Tabela 4. Estatísticas de ajuste e precisão dos
modelos para estimativa de volume com casca. modelos para estimativa de volume sem casca.

Portanto, o modelo aritmético para


Observando a tabela, pode-se constatar
estimativa de volume com casca
que o modelo aritmético para estimativas
determinado pela metodologia stepwise

260
Resumos Expandidos

de volume sem casca foi superior aos [2]RAPER, N. R.; SMITH, H. Applied
demais testados considerando todos as regression analysis. 2nd. ed. New York:
estatísticas de ajuste e precisão. J. Wiley, 1980. p. 708-709.
Observa-se que em ambos os casos o
erro padrão da estimativa do melhor
modelo obteve redução de mais de um
ponto percentual quando comparado
aos modelos da literatura e ao modelo
logaritmizado. O que possivelmente reflete
uma maior precisão no processamento de
inventários florestais.
Os parâmetros dos modelos selecionados
estão expressos na Tabela 5.

Aritmético-vc/c Aritmético-vs/c
β0 -0,145317 0,013690
β1 0,000495 0,000027
β2 0,000255
β3 0,11099

Tabela 5. Parâmetros dos modelos


selecionados.

Conclusão
Diante do exposto, é conclusivo que a
metodologia stepwise é de grande valia
para se obter equações mais precisas
para determinação do volume individual
de árvores, aumentando a precisão do
processamento de inventário florestal.

Referências
[1]AGUIAR, A.V.; SOUSA, V. A. de;
SHIMIZU, J. Y. Espécies de Pínus mais
plantadas no Brasil. In: AGUIAR, A.
V. De. (Ed.). Sistema de produção:
cultivo de pínus. Brasília, DF: Embrapa,
2011. Disponível em: <www.spo.cnptia.
embrapa.br/>.

261
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Estabelecimento in vitro de
Cedro Australiano (Toona ciliata)
Brener de Almeida Oliveira1; Ricardo Gallo2;
Luciana Coelho de Moura3; Aloisio Xavier4; Wagner Campos Otoni5

Graduando em Eng. Florestal-UFV (brener.oliveira@ufv.br);2mestrando em Ciência Florestal-


1

UFV (ricardo.gallo@ufv.br); 3doutoranda em Ciência Florestal-UFV (luciana.coelho@ufv.br); 4Prof.


Departamentode Eng. Florestal-UFV (xavier@ufv.br); 5Prof. Departamento de Biologia Vegetal-
UFV (wcotoni@gmail.com)

Introdução e objetivos florestais, o objetivo deste trabalho


O cedro australiano (Toona ciliata) pertence foi testar diferentes meios de cultura
à família Meliaceae, e é originária de no estabelecimento in vitro de cedro
países da Ásia e Oceania, sendo cultivada australiano.
em várias outras partes do mundo [1]. A
produção de sua madeira visa o corte para Material e métodos
serraria e indústria moveleira. As vantagens A pesquisa foi realizada no Laboratório
do cultivo da T. ciliata em relação a outras de Cultura de Tecidos II do Instituto de
espécies da mesma família botânica é o Biotecnologia Aplicada à Agropecuária –
fato dela ser resistente à praga Hypsipyla BIOAGRO, da Universidade Federal de
grandella, que ataca gêneros como Cedrella Viçosa (UFV), Viçosa/MG/Brasil. O teste
e Swietenia, além da inexistência no país da realizado teve como intuito avaliar o efeito
praga Hypsipyla robusta [2]. de concentrações de cloro ativo adicionado
O cedro australiano é o substituto óbvio ao meio de cultura, sobre a eliminação de
para o cedro rosa brasileiro; madeira muito microrganismos e a influencia de diferentes
valorizada e hoje escassa, parecida com tipos de meio sobre a introdução de T.
o australiano a ponto de ser confundida ciliata. O delineamento experimental
por marceneiros. Além disso, existe uma utilizado foi o inteiramente casualisado em
enorme gama de produtos que necessitam esquema fatorial 2x2 no qual foram duas
de madeira leve, estável e trabalhável, para concentrações de NaClO 1 e 2 % e dois
serem confeccionados, seja para uso nobre diferentes meios de cultura MS e WPM
ou não, podendo ser perfeitamente feitos com 10 repetições. A análise estatística foi
com o cedro australiano. [3] realizada no software R. As estacas foram
No intuito de diversificar e aumentar desinfestadas em solução de hipoclorito
as tecnologias na produção de mudas de sódio a 1 e 2 % durante 15 minutos e
inoculadas em tubos de ensaio contendo

262
Resumos Expandidos

meio de cultura MS ou WPM. a inoculação As percentagens de contaminação por


dos explantes em capela de fluxo laminar fungos e bactérias observadas foram
higienizada por álcool 70% e iluminação baixas de maneira geral não apresentando
UV. Os explantes foram padronizados diferença significativa entre os tratamentos.
por características visuais de vigor como, No entanto é possível observar as menores
tamanho e coloração. percentagens contaminação paras os dois
Após inoculação, os explantes foram grupos de microrganismos, no tratamento
mantidos em sala de cultura a 25º C de WPM 2% (Figura 2).E para bactérias
(± 2º C) e fotoperíodo de 16 horas de
luz e luminosidade de 80 µmol.m-2.s-1,
fornecidas por lâmpadas fluorescentes
branca-frias. Os explantes foram mantidos
em sala de cultura. Após 30 dias avaliou-se
porcentagem de brotações e contaminação
por fungos e bactérias.
Figura 2. Percentagem de contaminação
Resultados e discussões por fungo em cada tratamento
A Figura 1 representa a percentagem de
brotações por tratamento, e é possível
observar que os tratamentos1 (WPM 1%)
e 3 (MS 1%) com menores percentagens
de NAClO apresentaram melhores
resultados para este parâmetro de avaliação
corroborando ao que foi encontrado em
trabalhos com Eucalyptus, onde a presença
de NAClO no meio de cultura provocou Figura 3. Percentagem de contaminação por
diminuição no número de ramos emitidos. bactéria em cada tratamento

Os resultados encontrados para contaminação


por fungos e bactérias confirmam ao que
foi verificado [4], em trabalhos com plantas
de Eucalyptus. No qual a porcentagem de
contaminação por estes dois microrganismos,
aumenta à medida que há a diminuição das
concentrações de hipoclorito de sódio no
Figura 1. Percentagem de brotações por meio de cultura.
tratamento

263
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Conclusões Disponível em: http://www.painelflorestal.


O estabelecimento in vitro de T. ciliata foi com.br/noticias/artigos/comercializ
eficiente podendo observar diferença acao-de-cedro-australiano-surpreende-
entre os meios de cultura uma vez que o produtores. Acesso em: 20 nov. 2013.
meio MS 2% foi que o que apresentou
piores resultados quanto ao número de [4]BRONDANI, G. E.; OLIVEIRA, L.
brotações do meio de cultura utilizado e S. de; BERGONCI, T.; BRONDANI, A.
da desinfestação com hipoclorito de sódio, E.; FRANÇA, F. A. M.; SILVA, A. L. L.
tendo elevada taxa de brotação. da; GONÇALVES, A. N. Esterilização
química do meio de cultura: uma alternativa
Referências de baixo custo para o estabelecimento
[1]FRANK, H. O.; FAVORETO, F. in vitro de plantas. Scientia Forestalis,
C.; TRUGILHO, G. A.; SENA, G. C.; Piracicaba, v. 41, n. 98, p. 257-264, jun.
NOGUEIRA, E. U.; GONÇALVES, 2013.
E. de O.; LIMA, A. B. P. Germinação
in vitro de sementes de cedro TEIXEIRA, S. L.; RIBEIRO, J. M.;
australiano (toona Ciliata - meliaceae). TEIXEIRA, M. T. Utilização de hipoclorito
ENCONTRO LATINO AMERICANO de sódio na esterilização de meio de cultura
DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 13.; para multiplicação in vitro de Eucalyptus
ENCONTRO LATINO AMERICANO pellita L. Ciência Florestal, Santa Maria,
DE PÓS-GRADUAÇÃO DA RS, v. 18, n. 2, p. 185-191, abr.-jun., 2008.
UNIVAP, 9.; ENCONTRO LATINO
AMERICANO DE INICIAÇÃO
CIENTÍFICA JÚNIOR, 3., 2009, São
José dos Campos, SP. Anais... São José
dos Campos: Universidade do Vale do
Paraíba., 2011.

[2]PINHEIRO, A. L.; LANI, J. L.;


COUTO, L. Cedro Australiano: cultivo
e utilização (Toona ciliata M. Roem. Var.
australis (F. Muell) Bahadur).Viçosa, MG:
UFV, 2006. 42 p.

[3]STEHLING, E. Comercialização
de madeira de cedro australiano
surpreende produtores. 23 out. 2013.

264
Resumos Expandidos

Estimação do volume de Eucalyptus sp


em plantio no Semiárido Pernambucano
com uso da krigagem
Wellington Jorge Cavalcanti Lundgren1; José Aleixo da Silva2;
Rinaldo Luiz Caraciolo Ferreira3; Luzia Ferreira da Silva4

1.Dr. em Ciências Florestais UFRPE/UAST (wellingtonlundgren@yahoo.com.br);


2.PhD em Biometria e Manejo Florestal UFRPE (jaaleixo@uol.com.br); 3.Dr. em
Ciências Florestais UFRPE.(rinaldo@dcfl.urfpe.br); 4.Dra.em Fitotecnia UFRPE/
UAST (luzia.ferreira68@hotmail.com)

Introdução e objetivos C78 (Híbrido de E. urophylla X E.


Em manejo de florestas plantadas é tereticornis); C156 (Híbrido de E. urophylla X
fundamental a estimação do volume E. tereticornis); C51 (Híbrido de E. urophylla
de madeira antes do corte. A técnica X E. tereticornis); C158 (Híbrido de E.
( ) 2
mais utilizada é a regressão, que fornece Y * (h ) = ∑ [Z (x ) − Z (x + h )]
1 N h
2. N ( h ) i =1 i i
excelentes resultados, porém exige
diversas variáveis explicativas tais como urophylla X E. tereticornis); C39 (E. urophylla);
DAP (Diâmetro a altura do Peito), altura C41 (E. urophylla); C33 (E. urophylla); C27
da árvore, sítio e idade. Neste artigo o (E. brassiana); C31 (E. brassiana); C25 (E.
objetivo foi a estimação do volume, usando brassiana) e C11 (E. brassiana) totalizando
a krigagem [1], que utiliza a localização 1875 árvores, com espaçamento 2x2 m,
da árvore no plano cartesiano de plantio teve a população cubada, rigorosamente,
(X,Y) e o volume das amostras. pelo método de Smalian. Deste, foram
retiradas 200 amostras, aleatoriamente,
cada árvore foi localizada no plano (X,Y) e
Material e método
o semivariograma amostral e teórico foram
A pesquisa foi realizada em 2009 na
construídos (1): (1)
Chapada do Araripe em Pernambuco, com
Em que: Y = semivariância amostral; h =
*
coordenadas geográficas de 07°27’37’’ S e
distância entre os pontos; N(h) = número
40°24’36’’ W e altitude de 831 metros. Um
de pontos existentes dentro da distância h;
plantio com os 15 clones de eucalyptus:
xi = ponto (X,Y); (xi + h) = ponto com
C49 (E. tereticornis); C80 (Híbrido de E.
distancia h; Z = atributo medido.
urophylla X E. tereticornis); C315 (Híbrido
Após a construção do semivariograma
de E. urophylla X E. tereticornis); C101
amostral é necessário escolher um modelo
(Híbrido de E. urophylla X E. tereticornis);

265
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

teórico de semivariograma que melhor Os 200 volumes medidos forneceram as


se ajuste aos valores do semivariograma seguintes estatísticas em metros cúbicos:
amostral. Os parâmetros que compõem os Média = 0,09; Mediana = 0,08; Desvio
modelos teóricos são três [2]: Padrão = 0,049; Variância = 0,0024;
Efeito pepita, que fornece os valores dos Mínimo = 0,008; Máximo = 0,349;
erros cometidos, devido à micro variações
Assimetria = 1,55; Curtose = 3,99;
nas medições. Patamar, que fornece
Coeficiente de Varianção = 54,4 e não
a semivariância quando ela deixa de
normalidade.
aumentar e se estabiliza em torno de um
determinado valor. Alcance, que fornece a Foi construído o semivariograma amostral
distância máxima em que é encontrada a que apresentou dependência espacial
influência da dependência espacial. (Figura 2)
A krigagem foi utilizada para construção
de mapa de volume (2):
(2)
Z * ( x0 ) = ∑i =1 λi Z ( xi )
N

Em que: λi = peso da interpolação do


atributo Z; x0 = local em que o atributo
Z será estimado. Para verificar o erro
Figura 2. Semivariograma amostral para o
cometido duas medidas foram utilizadas o
R2 e o erro médio (3): volume.
(3)
∑ (Z − Z ) / N
N
=Ç i =1
O semivariograma teórico tem os seguintes
parâmetros (Tabela 1):
Em que: Ç = erro médio; N = número de
Parâmetros
dados; Z = valor medido do atributo; Z = Modelo Efeito Esférico
valor estimado do atributo.
Pepita 1129x106

Resultado e discussão Patamar 2567x106


As 200 amostras cobriram a área do plantio Alcance 44,10
de forma satisfatória (Figura 1).
Tabela 1. Valores dos parâmetros do
semivariograma teórico.

O mapa do volume (Figura 3) foi


construído com uso da krigagem e
Figura 1. Local das árvores no plantio (A) e apresentou valores coerentes com os
locais das amostras (B). valores observados em campo, ou seja,

266
Resumos Expandidos

os locais onde as árvores eram maiores Referencias


ou menores foram bem demarcados pelo [1]MATHERON, D. F. Traité de
mapa. geostatistique appliquée. [Paris]: Éditions
Technip, 1962 – 1963. 2 v.; MATHERON,
G. The Theory of regionalized variables
and its applications. Paris: Centre
Geoestatistique, 1971. (Fontainebleau,
France).

[2]MELLO, J. M. de; DINIZ, F. S.;


OLIVEIRA, A. D. De; SCOLFORO, J. R.
Figura 3. Mapa do volume de madeira S.; ACERBI JUNIOR, F. W.; THIERSCH,
construído por krigagem. C. R. Métodos de amostragem e
geoestatística para estimativa do número
O gráfico dos valores estimados X de fustes e volume em plantios de
observados foi construído e apresentou o Eucalyptus grandis. Floresta, Curitiba, v.
R2 baixo (0,28), porém nota-se que a grande 39, n. 1, p. 157-166, jan./mar. 2009.
maioria dos valores foi bem estimada, pois
os pontos se agrupam ao redor da linha de
inclinação 1(um) (Figura 4). O erro médio
foi pequeno (0,000342 m3) em relação a
média de volume das árvores, que foi erro
menor que 1%.

Figura 4. Gráfico dos volumes de madeira


Estimados x Observados.

Conclusão
A krigagem mostrou ser uma técnica
promissora na estimação de variáveis
dendrológicas, com a vantagem de fornecer a
localização geográfica da estimação.

267
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Estimativa dos parâmetros genéticos e


avaliação de teste de progênies híbridas
de Eucalyptus na região Norte do
estado do Tocantins
Gabriela Brigatti Chaves¹; Carla da Costa Garcia²;
Adriano Emanuel Amaral de Almeida3; Antonio Natal Gonçalves4;
Marcos Deon Vilela de Resende5

¹Graduanda Eng. Florestal ESALQ/USP (gabriela.chaves@usp.br); ²Pesquisadora Florestal da


International Paper do Brasil (carla.garcia@ipaperbr.com); 3Gerente de Pesquisa & Desenvolvimento
da International Paper do Brasil (adriano.almeida@ipaperbr.com); 4Professor Doutor do
Departamento de Ciências Florestais - ESALQ/USP (natalgon@usp.br); 5Pesquisador Pós-doutor
da Embrapa Florestas e Professor Credenciado do Departamento de Estatística - UFV/Viçosa.
(marcos.deon@gmail.com)

Introdução e objetivos resgatá-los e instalar testes clonais, que


Em 2012, a área de plantios de eucalipto serão avaliados para recomendação de
atingiu 5,1 milhões de hectares no Brasil futuros plantios experimentais e comerciais
e é notável sua expansão para novas no Tocantins.
fronteiras florestais como Maranhão,
Piauí, Tocantins e Mato Grosso do Sul [1]. Material e métodos
O avanço dessa cultura para regiões mais O teste de progênies avaliado está
quentes e secas requer a condução de localizado na região norte do Tocantins,
estudos com materiais genéticos potenciais em uma fazenda experimental pertencente
para essas condições. A área plantada com à International Paper do Brasil. De acordo
Eucalyptus no estado do Tocantins cresceu com a classificação de Köppen o clima
39,9% do ano de 2011 para 2012, maior predominante é Aw, tropical com estação
crescimento percentual do país [1]. seca. As temperaturas médias anuais
O objetivo do experimento é selecionar variam de 23°C a 26°C, e a precipitação no
famílias superiores que se adaptem bem estado variam entre 600 e 2.100 mm [2].
à região edafoclimática do norte do O experimento foi implantado em
Tocantins, para introduzi-las em pomar 2011 em espaçamento 3 x 3 m, com
de polinização controlada para a geração delineamento experimental de blocos ao
de novas progênies superiores, e também acaso, parcelas lineares de seis plantas,
a seleção de indivíduos superiores para 115 tratamentos em oito repetições. Os

268
Resumos Expandidos

tratamentos são compostos por progênies


híbridas de polinização controlada entre
as espécies E. grandis, E.urophylla, E.
camadulensis, E. tereticornis e E. pellita, e três
clones comerciais como testemunhas. As
matrizes utilizadas na composição dos
híbridos foram selecionadas em áreas da
empresa no estado de São Paulo.
Aos dois anos de idade foram realizadas
medições das características diâmetro à Tabela 1. Estimativa de parâmetros genéticos
altura do peito (DAP, cm), altura total (H, para o caráter IMA e Sobrevivência em teste
m) de todos os indivíduos e foi avaliada de progênie de Eucalyptus no Tocantins
a sobrevivência das progênies. O volume
individual (m³) das árvores foi calculado
A estimativa do coeficiente de determinação
através da equação geral de volume da
dos efeitos de parcela (c2parc) evidencia a
empresa e posteriormente foi calculado
ausência de heterogeneidade ambiental,
o incremento médio anual (IMA, m³.ha-1.
devido ao seu baixo valor.
ano-1).
Pelos resultados da tabela, constata-se a
Os parâmetros genéticos e componentes
presença de altas herdabilidades ao nível de
de variância foram estimados com o
média de progênies (h2mp) e alta acurácia
emprego do software genético-estatístico
da seleção de progênies (Acprog).
Selegen [3], através do método REML/
Estes valores revelam uma situação
BLUP (Máxima Verossimilhança Restrita /
muito favorável para a seleção e ótimas
Melhor Predição Linear Não Viciada), para
perspectivas para um futuro programa de
as características IMA e sobrevivência.
melhoramento genético de Eucalyptus na
região norte do Tocantins.
Resultados e discussão A análise forneceu um ranking dos
A análise estatística forneceu estimativas melhores indivíduos e das melhores
dos parâmetros genéticos para as progênies para a característica IMA com
características IMA e Sobrevivência, base nos valores dos ganhos genéticos
conforme Tabela 1. (Figura 1)

269
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

possibilidade de ganhos mesmo não


tendo sido selecionadas para as condições
edafoclimáticas da região em estudo.
Também se pôde observar o destaque de
indivíduos que podem ser clonados para
formação de novos testes. Por outro lado,
o teste indica a existência de progênies e
Figura 1. Ranking de ganho genético procedências com baixas produtividade e
das dez melhores progênies para a sobrevivência, mostrando a não-adaptação
característica IMA. às condições ambientais do norte do
Tocantins, e a necessidade de se buscar
outros materiais e procedências com
A média geral do IMA para o experimento
melhor desenvolvimento nessa região.
foi de 23,06 m³.ha- 1.ano-1, sendo que a
As medições e análises continuarão até
que mais se destacou foi a progênie 106,
o final do ciclo, pois como o teste tem
um híbrido de E. tereticornis x E. pellita
apenas dois anos, diferentes progênies e
com 14,33 m³.ha-1.ano-1, e a progênie de
indivíduos ainda podem se destacar e fazer
menor ganho foi a 112, também híbrido
parte da recomendação de futuros plantios
de E. tereticornis x E. pellita porém de
experimentais e comerciais.
outra procedência, que apresentou o
pior desempenho e também baixo índice
de sobrevivência. O tratamento 113 em Referências
destaque representa uma testemunha [1]ANUÁRIO Estatístico da ABRAF
clonal. Em valores individuais, o maior 2013: ano base 2012. Brasília, DF, 2013.
ganho em IMA foi observado na progênie 148 p.
106, com 28,4 m³.ha-1.ano-1, e o de pior
[2]LIMA, A. A. C.; OLIVEIRA, F. N.
desempenho na progênie 112 com 0,4
S; AQUINO, A. R. L. Solos e aptidões
m³.ha-1.ano-1.
agrícolas das terras do Estado
Para a característica sobrevivência, a
do Tocantins. Fortaleza: Embrapa
média do experimento foi de 58,4% com
Agroindústria Tropical, 2000. 27 p.
tratamentos que variaram de 0 a 100%. As
(Embrapa Agroindústria Tropical.
testemunhas apresentaram sobrevivência
Documentos, 31).
média de 48,6% e as progênies 58,7%.
[3]RESENDE, M. D. V. Software
Conclusões Selegen: REML/BLUP. Colombo:
A análise do experimento indica a Embrapa Florestas, 2002. 67 p. (Embrapa
existência de progênies superiores com Florestas. Documentos, 77).

270
Resumos Expandidos

Estudo da distribuição diamétrica de


um fragmento restaurado no centro do
estado de Santa Catarina
Bibiana Argenta Vidrano¹; Luete Amaral Guedes²; Elio José Santini³;
Clovis Roberto Haselein4; Jaciane Xavier Bressiani5

¹ Mestranda Eng. Florestal UFSM/PPGEF (bibianaargenta@gmail.com); ²


Eng. Florestal (luete.guedes@gmail.com); ³ Prof. Dr. Departamento de Ciências
Florestais UFSM (santini@ufsm.br); 4 Prof. Dr. Departamento de Ciências
Florestais UFSM (clovis.haselein@ufsm.br); 5 Mestranda Eng. Florestal
UFSM/UFU PPGEC (jacianebressiani@florestal.eng.br)

Introdução e Objetivos Material e métodos


A Floresta Ombrófila Mista é a formação O estudo foi realizado em uma área de
florestal mais importante e que ocupa preservação permanente (APP) que teve
maior área no estado de Santa Catarina, sua restauração e recuperação nos últimos
distribuindo-se por quase todo o planalto, seis anos, nesta área encontramos a
em altitudes que variam de 500 a 1.500 Floresta Ombrófila Mista. Esta representa
m [1]. Apesar da sua importância, em uma das formações vegetais típicas do
termos de cobertura vegetal no estado, e planalto meridional brasileiro.
da crescente devastação a que este tipo de O fragmento estudado se localiza no
formação florestal vem sendo submetida, município de Ponte Alta do Norte em Santa
poucos trabalhos foram realizados. Catarina, nas coordenadas 27º09’30”S e
O objetivo do presente trabalho foi realizar 50º27’52”W.
o levantamento da estrutura de uma área
de preservação permanente restaurada
e recoberta por floresta ombrófila mista,
no munícipio de Ponte Alta do Norte,
Santa Catarina. Trabalhos desta natureza
contribuem para a base teórica que subsidia
a conservação dos recursos genéticos, bem
como a conservação e recuperação de
áreas ou fragmentos florestais degradados. Figura 1. Localização de Ponte Alta do Norte
em Santa Catarina. Fonte: Prefeitura Municipal
de Ponte Alta do Norte

271
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

Segundo a classificação de Köpeno clima é Dessa forma, foi necessário avaliar a


Cfb mesotérmico, subtropical úmido, com diversidade contida nos atuais fragmentos
verões frescos, sem estações secas e com recuperados e compreender a distribuição
geadas severas frequentes. A temperatura espacial de sua estrutura arbórea. Para
tem média anual compreendida entre 12°C o estudo de sua distribuição diamétrica
e 19°C. Este tipo climático é característico foram instaladas 8 parcelas permanentes,
das regiões mais elevadas dos planaltos de todas marcadas através de GPS para
Santa Catarina. A pluviosidade na região é posterior monitoramento. A forma das
elevada, registrando valores entre 1.203 e parcelas utilizada foi a retangular. As
2.202 mm por ano [3]. parcelas dos estudos fitossociológicos
A vegetação em estágio desenvolvido utilizam geralmente dimensões maiores no
apresenta espécies introduzidas e outras comprimento que na largura, para captar
em processo de regeneração natural, uma maior variabilidade na floresta, pois
com predominância de área de campo, as parcelas alongadas possuem grande
campo úmido, taquaras (Bambusaspp), probabilidade de incluir maior quantidade
bracatinga (Mimosa scabrella), erva- de agrupamentos [4].
mate (Ilexparaguariensis) e vassourão O tamanho da parcela foi escolhido
(Vernonanthura petiolaris). Presença espaçada segundo as classes de DAP, como abaixo:
de araucária (Araucaria angustifólia) e imbuia Para os indivíduos com altura de até 1m a
(Ocotea porosa). área foi de 5m² (5,0m x 1,0m).
Indivíduos com dap de 1 a3 cm a área
utilizada foi de 10 m² (5,0 m x 2,0m).
Amostras de 20m² (5,0 m x 4,0 m) para os
indivíduos com dap entre 3 a 5 cm.
Amostras de: 100,0 m² (5,0 m x 20,0 m),
para indivíduos com dap acima de 5cm.
A intensidade amostral foi de uma unidade
amostral para cada 10 hectares.
Figura 2. Local da parcela 1.
Resultados e discussão
A média do número de árvores encontradas
Nesta área estudada ocorreu uma efetiva
na área de estudo por classe de DAP foi
intervenção humana por meio de um
de 2.075 árv/ha para a classe 1, a classe 2
processo predatório, com o corte raso de
apresentou 2.375 árv/ha, a classe 3 com
parte da floresta, visando viabilizar áreas
4.025 árv/ha e a classe 4 apresentou 3750
para a comercialização de madeira. Apenas
árv/ha.
as áreas de difícil acesso permaneceram
com menor nível de intervenção antrópica.

272
Resumos Expandidos

Figura 4. Curva da suficiência amostral


(número de espécies por área em m²).
Figura 3. Distribuição do numero de árvores
por classe de DAP. Classe 1 = Indivíduos com
até 1m de altura; Classe 2 = Indivíduos com Conclusões
dap de 1 a 3 cm; Classe 3 = Indivíduos com Os indivíduos arbóreos, de uma forma
dap entre 3 a 5 cm; Classe 4 = Indivíduos com geral, posicionaram-se nas classes iniciais
dap acima de 5cm. de diâmetro, indicando que a área de
estudo encontra-se em estágio inicial de
sucessão.
As formações florestais secundárias A curva de suficiência amostral estabilizou,
apresentam a distribuição diamétrica com isso se mostra satisfatório o número
dos indivíduos na forma de exponencial amostral realizado.
negativa, ou seja, o gráfico se assemelha a Para entender melhor a dinâmica destas
um J-invertido, no qual a maior frequência florestas em relação à sua estrutura,
de indivíduos se encontra nas classes de é necessário o conhecimento das
diâmetros menores [5]. comunidades que as compõem. Com
A grande quantidade de indivíduos isso, torna-se necessário conhecer o
pequenos e finos pode indicar a ocorrência comportamento específico de cada
de severas perturbações no passado [6]. espécie, e neste caso, devem ser analisadas
Com os dados coletados nas amostras foi as espécies de acordo com seu valor de
obtida a curva de suficiência amostral, importância.
que é a relação espécie-área ou curva
de acumulação de espécies utilizada em
estudos fitossociológicos [7]. O ponto em
Referências
[1]KLEIN, R.M. O aspecto dinâmico do
que a curva estabiliza e se torna horizontal
pinheiro brasileiro. Sellowia, v.12, n.12,
é a área mínima necessária para representar
p.17-44, 1960.
a floresta.

[2]Negrelle, R. A. B; Silva, F. C.
FITOSSOCIOLOGIA DE UM
TRECHO DE FLORESTA COM
Araucaria angustifolia (Bert.) O. Ktze.

273
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

NO MUNICÍPIO DE CAÇADOR-SC.
Embrapa Florestas. Boletim de Pesquisa
Florestal, Colombo, n. 24/25, p. .37-54,
Jan./Dez. 1992.

[3]Disponível em: <www.pmpan.sc.gov.


br>Acesso em: 13 de janeiro de 2014.
[4] SANQUETTA, C.R.; WATZLAWICK,
L.F.; CÔRTE, A.P.D.; FERNANDES,
L.A.V.; SIQUEIRA, J.D.P. Inventários
Florestais: Planejamento e Execução. 2ª
Ed. Curitiba – PR, Multi-Graphic, 2009.
316 p.

[5]MEYER, H. A. Structure, growth, and


drain in balanced uneven-aged forests.
Journal of Forestry, Washington, n. 52, v.
2, p. 85 – 92, 1952.

[6]NUNES, Y. R. F.; MENDONÇA, A.


V. R.; BOTEZELLI, L.; MACHADO, E.
L. M.; OLIVEIRAFILHO,A. T. Variações
da fisionomia da comunidade arbóreos em
um fragmento de floresta semidecidual em
Lavras, MG. Acta Botânica Brasílica,
São Paulo, v. 17, n. 2, p. 213-229, 2003.

[7]BATISTA, J. L. F; SCHILLNG, A.
C. Um Algoritmo Matricial para
Construção da “Curva de Acumulação
de Espécies” METRVM, Laboratório
de Métodos Quantitativos do Depto. de
Ciências Florestais, ESALQ, Universidade
de São Paulo, 2006.

274
Resumos Expandidos

Estudo da variação longitudinal da


densidade básica da madeira de
cinco espécies de Pinus
Luiz Marcio Machado Suardi Junior¹ ;
Cláudio Angeli Sansígolo² ; Ricardo Marques Barreiros ³.

¹ Mestrando em Ciência Florestal Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita


Filho” (luizsuardi@hotmail.com) ; ² Prof. Dr. Universidade Estadual Paulista “Júlio de
Mesquita Filho”, (sansigolo@fca.unesp.br) ; ³ Prof. Dr. Universidade Estadual Paulista
“Júlio de Mesquita Filho” (rmbarreiros@itapeva.unesp.br)

Introdução e objetivos Material e métodos


A densidade básica da madeira é definida O experimento foi implantado em
pela relação entre o peso absolutamente abril de 2006 na Fazenda Vale do
seco e o volume saturado da madeira, Apiaí, localizada no município de Buri
sendo de fundamental importância para o (23°47”51’S, 48°35”34’W) pertencente à
processo de polpação [1]. A mesma pode empresa Marquesa S/A. O delineamento
variar com a espécie, gênero, dentro da foi inteiramente casualizado em que cada
mesma espécie, com a idade da floresta, espécie constitui um tratamento com 4
com o local de plantio, no sentido repetições. Foram estudadas as espécies:
base-topo e também na direção medula Pinus taeda, Pinus elliottii, Pinus tecunumanii,
casca [2]. A obtenção da densidade Pinus maximinoi e o híbrido Pinus elliottii
básica na altura do DAP, apesar de ser de var. elliottii x Pinus caribaea var. hondurensis.
fácil obtenção, não apresenta uma boa As árvores foram coletadas com 6,5 anos
estimativa da média da árvore [3]. de idade, de acordo com o diâmetro médio
para cada espécie, obtidos através de um
O presente estudo tem como objetivo
inventário piloto. De cada árvore foram
verificar a variabilidade longitudinal e
retirados discos de aproximadamente
avaliar a correlação da densidade básica
5cm de espessura, a 0%, 25%, 50%, 75%,
média da madeira, com a densidade básica
100% da altura comercial e na altura do
obtida à altura do DAP de cinco espécies
DAP (1,30m do solo). A densidade básica
de Pinus.
foi efetuada pelo método da balança
hidrostática [4], e a média da árvore foi
obtida através da seguinte equação:

275
3º Encontro Brasileiro de Silvicultura

( D 2 b + D 2 25 )(db + d 25 ) + ... + ( D 2 75 + D 2100 )(d 75 + d100 )


da = 0,5
D 2 b + D 2100 + 2(d 25 + ... + d 75 )
Em que: da = densidade básica média da árvore (g cm-3); D = diâmetros dos discos sem casca
em diferentes alturas da árvore (cm); d = densidade básica dos discos nas diferentes alturas das
árvores (g cm-3).

As médias da densidade básica foram Com relação à variação longitudinal


analisadas através do teste de Tukey, houve diferença significativa apenas na
com nível de significância de 5%. Foram altura da base (0% da altura comercial).
analisadas também as correlações entre De maneira geral, pode-se observar uma
as densidades nas diferentes posições da tendência de decréscimo na densidade
altura comercial da árvore, incluindo a
básica no sentido base-topo. Porém, para o
posição do DAP.
Pinus elliottii var. elliottii x Pinus caribaea var.
hondurensis, a densidade básica apresentou-
Resultado e Discussão se desuniforme, diminuindo na posição de
A densidade básica média das árvores não
25%, atingindo valor máximo em 50%, e
apresentou diferenças significativas ao
diminuindo novamente até 100% da altura
teste de Tukey, variando de 0,339 a 0,394 g
comercial. O Pinus maximinoi também
cm-3 para o híbrido Pinus elliottii var. elliottii x
apresentou característica semelhante.
Pinus caribaea var. hondurensis e Pinus elliottii,
respectivamente (Tabela 1).

Altura comercial
Altura Média
Espécies 0% 25% 50% 75% 100%
no DAP da Árvore
------------------------ g.cm-3 -----------------------
0,425a 0,373a 0,348a 0,345a 0,333a 0,393a 0,371a
Pinus taeda
(7,43) (13,54) (10,96) (7,65) (7,94) (11,08) (10,02)
0,416a 0,415a 0,380a 0,360a 0,343a 0,409a 0,394a
Pinus elliottii
(7,89) (6,35) (9,78) (8,09) (10,95) (9,16) (7,93)
0,417a 0,356a 0,359a 0,367a 0,360a 0,367a 0,370a
Pinus maximinoi
(6,03) (6,98) (5,32) (10,11) (2,26) (5,52) (3,87)
0,398ab 0,360a 0,352a 0,343a 0,350a 0,362a 0,361a
Pinus tecunumanii
(12,46) (18,77) (19,85) (11,78) (19,09) (17,08) (15,01)
Pinus elliottii var. elliottii 0,345b 0,328a 0,351a 0,341a 0,326a 0,344a 0,339a
x Pinus caribaea var.
hondurensis (1,65) (7,05) (16,44) (7,22) (4,07) (5,09) (7,69)

Tabela 1. Variação da densidade básica em diferentes posições no sentido base-topo para cada