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UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS

FACULDADE DE NUTRIÇÃO

ELISA SILVA CORREIA


ISABELLA CHRISTINE ANDRADE
KARLA CRISTINA DE ALMEIDA
LETÍCIA NUNES RORIZ
MARIANA APARECIDA FULANETTE CORRÊA
MARINA DE SÁ AZEVEDO
MIRELLA DE PAIVA LOPES
PAULA RIBEIRO TOSCANO DE BRITO
PRISCYLLA RODRIGUES VILELLA
RAYANNE SARA LOPES FERREIRA

PROGRAMAS DE TRANSFERÊNCIA DE RENDA: IMPACTO


NOS INDICADORES DE SAÚDE, ALIMENTAÇÃO E
NUTRIÇÃO

Goiânia
2018
ELISA SILVA CORREIA
ISABELLA CHRISTINE ANDRADE
KARLA CRISTINA DE ALMEIDA
LETÍCIA NUNES RORIZ
MARIANA APARECIDA FULANETTE CORRÊA
MARINA DE SÁ AZEVEDO
MIRELLA DE PAIVA LOPES
PAULA RIBEIRO TOSCANO DE BRITO
PRISCYLLA RODRIGUES VILELLA
RAYANNE SARA LOPES FERREIRA

PROGRAMAS DE TRANSFERÊNCIA DE RENDA: IMPACTO


NOS INDICADORES DE SAÚDE, ALIMENTAÇÃO E
NUTRIÇÃO
Trabalho com tema programas de transferência
de renda, com enfoque no programa bolsa
família, apresentado à disciplina de Nutrição e
Saúde Pública I para fins avaliativos.
Profª Msc. Polianna Ribeiro Santos

Goiânia
2018
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO …………………………………………………..……………… 3

2 OBJETIVOS ……………………………………………..…….……………….. 5

3 METODOLOGIA ……………………………………………….. 6
……………….

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO …………………………….…...…………... 7

4.1 REFERENCIAL TEÓRICO …………………………………...….………….... 7

4.1.1 Programas de Transferência de Renda no Brasil …………………………... 7

4.1.2 Programa Bolsa Família.…………………………………………………..…… 8

4.1.3 Interface dos programas de transferência de renda e o enfrentamento à


pobreza e a sua relação com os indicadores de saúde, nutrição e
socioeconômicos .………………………………………………………………. 10

4.1.4 Interface entre a atuação profissional e o Bolsa Família: com ênfase na


atuação do profissional nutricionista …………………………………………. 12

4.2 VIVÊNCIA PRÁTICA.………………………....…………...……………..…….. 15

4.3 SÍNTESE DE APRENDIZAGEM..……………....……………………………. 18

5 PERGUNTAS NORTEADORAS PARA DEBATE..………………………… 20

6 CONCLUSÃO..………………………………………………..………………... 21

REFERÊNCIAS..………………………………………………..………………. 22
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1 INTRODUÇÃO

O Programa Bolsa Família (PBF) em 2010 alcançou 13 milhões de


beneficiários, com uma focalização nos mais pobres, e uma efetividade diante dos
indicadores educacionais de crianças e adolescentes comprovada, assim como na
redução da extrema pobreza (IPEA, 2013).
Segundo o relatório de desenvolvimento humano elaborado e publicado pela
Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil ocupa a quarta posição, dentre os
países da América Latina e Caribe em relação a pior disparidade de renda, devido
aos elevados níveis de pobreza e desigualdade social. Este dado considerou o
Coeficiente de Gini entre 2010 e 2015 (ONU, 2016).
O Índice de Gini é utilizado para a medição do grau de concentração de
renda em um determinado grupo, variando de 0 a 1, sendo que o valor 0 equivale à
situação de igualdade, indicando que todos têm a mesma renda, e 1 significa dizer
que pertence apenas a uma pessoa toda a riqueza (IPEA, 2004). De acordo com o
Relatório Global de Desenvolvimento Humano de 2016 do Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Brasil é um dos países em que há mais
desigualdade no mundo, ocupando a 10ª posição no ranking da desigualdade de um
total de 143 países (IPEA, 2004).
Os níveis de pobreza extrema encontrados no Brasil são tão alarmantes
quanto os dados sobre desigualdade social. Segundo o quarto Relatório de
Informações de Segurança Alimentar e Nutricional, a taxa de pobreza diminuiu do
ano de 2008 para o ano de 2015, saindo de 14% para 6,6% da população. Em
contrapartida, o percentual de domicílios em situação de segurança alimentar e
nutricional subiu de 65,1% em 2004 para 77,4% em 2013 (MDSA, 2017).
Diante disso, é necessário o desenvolvimento de políticas públicas criadas
para tentar amenizar o quadro de desigualdade econômica, com destaque para as
Políticas de Transferência de Renda (PTR). Dentre essas políticas, pode-se
destacar o Programa Bolsa Família, o qual funciona por meio de uma transferência
de auxílio financeiro e um dos seus principais objetivos é combater a pobreza e a
desigualdade (MORAES; PITTHAN; MACHADO, 2018; NEME et al., 2013).
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Nesse contexto, é essencial a realização de debates a respeito das


desigualdades em saúde, por conseguinte da efetividade de políticas públicas de
PTR, como o PBF.
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2 OBJETIVOS

2.1 OBJETIVO GERAL

Avaliar se há impacto do programa Bolsa Família sobre os indicadores


socioeconômicos, de saúde e nutrição

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

● Compreender a definição, função, finalidade e relevância do Programa Bolsa


Família;
● Entender a interação entre o apoio às famílias em condições de
vulnerabilidade social e o acesso à saúde e assistência;
● Elencar os desafios e potencialidades da atuação do profissional nutricionista
para o desenvolvimento do Programa Bolsa Família;
● Analisar os principais indicadores de saúde, do estado nutricional,
e socioeconômicos relacionando ao Programa Bolsa Família.
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3 METODOLOGIA

Foi realizada uma busca na literatura acerca dos Programas de Transferência


de Renda, sobretudo o PBF. Optou-se por utilizar de descritores específicos como:
“Programa Bolsa Família” (“Programa Bolsa Família” com 173 artigos encontrados;
“Indicadores de Saúde” e “Bolsa Família” com 20 artigos); “Transferência de Renda”
(“Income transfer” e “health indicator” com 13 artigos); “Programa Bolsa Família e
Alimentação”(68 artigos).
Além disso, foi feita uma pesquisa direcionada para a possível relação
existente entre o PBF e a garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada
(DHAA) e Segurança Alimentar e Nutricional (SAN). utilizou-se os seguintes
descritores “Segurança Alimentar e Nutricional” (“Bolsa Família” e “Segurança
alimentar e nutricional” com 59 artigos, “Bolsa Família” e “Segurança alimentar e
nutricional” e “Indicadores de saúde” com 6 antigos encontrados), “Programa Bolsa
Família” e “Direito Humano Alimentação e Nutrição” (com 7 artigos) “Programas e
Políticas de Nutrição e Alimentação” (“Programas e Políticas de Alimentação e
Nutrição” e “Indicadores de Saúde” e “Segurança Alimentar e Nutricional” e “Bolsa
Família” com 1 artigo encontrado) nas plataformas PubMed e Bireme.
Ademais, foi incluída a busca por publicações “oficiais” relacionadas à
criação do PBF junto aos sites do Ministérios da Saúde, do Desenvolvimento Social,
entre outros.
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4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1 REFERENCIAL TEÓRICO

4.1.1 Programas de Transferência de Renda no Brasil

Os PTR têm como público-alvo as famílias pobres e extremamente pobres.


Surgiram com o objetivo de promover igualdade de oportunidades e
desenvolvimento econômico e social, através de auxílios mínimos para famílias,
visando reduzir a condição de pobreza entre gerações (NEME et al., 2013). Nesse
sentido, medidas no campo das políticas de educação, saúde e assistência social se
fazem necessárias (MORAES; PITTHAN; MACHADO, 2018).
Os primeiros PTRs foram implantados no Brasil na década de 1930 com a
criação do salário mínimo, que deveria garantir a sobrevivência das famílias. Apesar
de ter sido pauta das Constituições de 1946 e 1967, o salário mínimo só foi
considerado um direito de todos os trabalhadores em 1988. O Seguro Desemprego,
que deveria garantir segurança temporária àqueles trabalhadores que,
involuntariamente, perdessem o emprego, foi criado apenas em 1986 (SILVA et al.
2004)./
Na década de 90 as políticas de proteção social foram estruturadas em torno
do mercado formal de trabalho e do sistema de seguridade social. Nos anos 2000,
os PTR tinham como objetivo central erradicar a pobreza extrema e a fome. Para os
governos, estes programas são uma saída para lidar com uma severa restrição fiscal
concomitante à necessidade de avanços na área social – seria uma forma de se
fazer muito, gastando pouco (CARDOSO; 2016; SOARES et al., 2007).
No Brasil, os PTR direcionado famílias iniciaram em 1995 com as
experiências municipais de Campinas (SP) e do Distrito Federal. Na esfera federal,
esses programas se destacaram no governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC),
quando foram lançados os programas Bolsa Escola (sob responsabilidade do
Ministério da Educação), Bolsa Alimentação (sob responsabilidade do Ministério da
Saúde) e Auxílio Gás (sob responsabilidade do Ministério de Minas e Energia). Já o
Programa Cartão Alimentação foi lançado pelo governo Lula. Tais programas
nacionais apresentavam ministérios diferentes, porém tinham o público,
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operacionalização e gestão semelhantes (MORAES; PITTHAN; MACHADO, 2018).


Em 2004, com o governo Lula, esses quatro PTRs foram aprimorados e
unificados em um único programa denominado Bolsa Família. O Programa Bolsa
Família (PBF) tem como foco as famílias pobres e extremamente pobres inscritas no
Cadastro Único (instrumento que identifica e caracteriza as famílias de baixa renda,
permitindo que o governo conheça melhor a realidade socioeconômica dessa
população), segundo uma regra de elegibilidade relacionada à renda familiar per
capita (BRASIL, 2018).
Por fim, desde 2011, com o governo Dilma, o PBF compõe o Plano Brasil
sem Miséria que visa a garantia de renda para famílias em situações extremas de
pobreza, inclusão produtiva e acesso a serviços públicos. Para isto, busca garantir
acesso efetivo a direitos básicos, oportunidades de emprego e também de
empreendedorismo (MORAES; PITTHAN; MACHADO, 2018).

4.1.2 Programa Bolsa Família

O Programa Bolsa Família (PBF) foi criado pelo Governo Federal por meio
da Lei Nº 10.836 de 09 de janeiro de 2004, é regido pelo decreto 5.209 de 17 de
setembro de 2004, e têm as ações de saúde definidas pela Portaria Interministerial
Nº 2.509, D.O.U. de 22 de novembro de 2004 (BRASIL, 2018).
Trata-se de um programa federal, interministerial, de poder descentralizado.
Portanto, para que haja sua efetividade, a União, os estados, o Distrito Federal e os
municípios devem se articular, sendo, todos, responsáveis pela criação de
estratégias para o combate à pobreza e à exclusão social (BRASIL, 2015).
Os principais objetivos do PBF são: combater a fome e incentivar a
segurança alimentar e nutricional; promover o acesso das famílias mais pobres à
rede de serviços públicos, em especial, de saúde, educação e assistência social;
apoiar o desenvolvimento das famílias que vivem em situação de pobreza e extrema
pobreza; combater a pobreza e a desigualdade; e incentivar que os vários órgãos do
poder público trabalhem juntos nas políticas sociais que ajudem as famílias a
superarem a condição de pobreza (BRASIL, 2015).
Para fazer parte do PBF, as famílias devem viver em situação de pobreza ou
de extrema (BRASIL, 2015). Além disso, para serem selecionadas as famílias
devem estar inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo
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Federal, que é um instrumento que possibilita a identificação e a caracterização


socioeconômica das famílias brasileiras de baixa renda (BRASIL, 2017).
As famílias atendidas recebem um benefício variável, que é a soma de
vários tipos de benefícios previstos no PBF: Benefício Básico, no valor de R$ 89,00
(pago apenas a famílias extremamente pobres, renda mensal por pessoa de até R$
89,00) e os Benefícios Variáveis (BV), que podem ser acúmulados em até cinco por
família (pago às famílias com renda mensal de até R$ 178,00 por pessoa) (BRASIL,
2018).
Os BVs são: BV vinculado à Criança ou ao Adolescente de 0 a 15 anos, no
valor de R$ 41,00; BV vinculado à Gestante, no valor de R$ 41,00, BV vinculado à
Nutriz, no valor de R$ 41,00 em 6 parcelas mensais (Pago às famílias que tenham
crianças com idade entre 0 e 6 meses em sua composição), BV vinculado ao
Adolescente, no valor de R$ 48,00 (até dois por família, pago às famílias que
tenham adolescentes entre 16 e 17 anos). Por fim, Benefício para Superação da
Extrema Pobreza, com valor calculado individualmente para cada família (pago às
famílias que continuem com renda mensal por pessoa inferior a R$ 89,00), mesmo
após receberem os outros tipos de benefícios do Programa (BRASIL, 2018).
De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS),
resumidos no ano de 2018, o Estado de Goiás tem 302.259 famílias titulares do
PBF, que recebem um valor médio de R$ 158,13 por família. Na cidade de Goiânia,
ainda segundo dados do MDS de 2018, 26.517 famílias são titulares do Programa,
sendo o valor médio do benefício igual a R$ 136,36 por família (BRASIL, 2018).
Para a manutenção do benefício, as famílias titulares devem cumprir com as
condicionalidades exigidas pelo Programa, como: matricular as crianças e
adolescentes de 6 a 17 anos nas escolas; garantir a frequência mínima de 85% nas
aulas (6 a 15 anos) e 75% nas aulas de 16 a 17 anos; mulheres grávidas devem ir
regularmente às consultas e fazer os exames do pré-natal; crianças menores de 7
anos devem ter cartão de vacina atualizado; entre outras exigências. Nesse
contexto, o MDS destaca que as condicionalidades têm como objetivo garantir
direitos sociais básicos à população para que as futuras gerações quebrem o ciclo
da pobreza, graças a melhores oportunidades de inclusão social (BRASIL, 2016a).
O programa possui mecanismos de controle para averiguar se as famílias
que estão cadastradas vivem, realmente, em situação de pobreza e de extrema
pobreza. Portanto, inúmeras famílias perdem o direito ao benefício, seja por
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melhoria de renda, não se adequando mais ao perfil beneficiado pelo PBF, por
desatualização dos dados cadastrais, ou por descumprimento dos compromissos
exigidos pelo programa nas áreas de educação e de saúde (BRASIL, 2015).
O PBF também busca a integração com outras políticas públicas, com ações
de capacitação profissional e de apoio à geração de trabalho e renda, de educação
para jovens e adultos, de melhoria do acesso à moradia, dentre outras. Muitas
dessas ações, inclusive, podem construir as condições para o próprio sustento da
família e permitir que ela deixe o Programa (BRASIL, 2018).

4.1.3 Interface dos programas de transferência de renda e o enfrentamento à


pobreza e a sua relação com os indicadores de saúde, nutrição e
socioeconômicos

Analisando os fatores socioeconômicos, ressalta-se que há uma participação


maior dos titulares de direito do PBF no mercado de trabalho, além de observarem
uma pequena redução das horas trabalhadas pelas mães vinculadas ao programa.
Destaca-se que a taxa de fecundidade não teve aumento pelas titulares do PBF,
uma vez que, no panorama geral do Brasil houve queda da fecundidade entre todas
as classe sociais, sobretudo entre os mais pobres (IPEA, 2013).
Tratando-se da educação, a condicionalidade de participação efetiva das
famílias vinculadas ao PBF, obteve-se bons resultados. Observou-se aumento da
frequência dessas crianças na escola e diminuição da taxa de abandono e melhora
do índice de aprovação, tanto no ensino fundamental, quanto no ensino médio,
sendo menor neste último, quando comparada a taxa de abandono e o índice de
aprovação dos demais. Constatou-se ainda que as melhorias no indicador
educação são diretamente proporcionais ao tempo de participação no PBF, visto
que os resultados são melhores no ensino médio, comparados ao ensino
fundamental (SIMÕES, 2012).
Tratando-se dos indicadores de saúde materno infantil, o PBF contribuiu para
ampliação da realização do pré-natal (18%, em 7 anos), diminuição da frequência de
recém nascidos abaixo do peso, diferente do que pode ser observado entre as
gestantes não pertencentes ao programa (IPEA, 2013). Os filhos das grávidas do
PBF apresentaram uma prevalência de baixo peso ao nascer de 5,5%, comparada a
6,3% das demais com a mesma renda (IPEA 2013, RASELLA et al., 2012). Quanto
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ao calendário de vacinação, 99,2% das crianças estavam com este atualizado, fator
muito importante para o controle de doenças infectocontagiosas (IPEA, 2013).
Ademais, o PBF teve impacto positivo sobre os níveis de internação e
mortalidade de crianças de 5 anos, por desnutrição e diarreia, com uma redução de
17%. Esse resultado positivo, pode se dar ao fato de que, concomitantemente, com
essa evolução, também obteve-se uma maior proporção de aleitamento materno
exclusivo (61%) das famílias com bolsa família, comparadas às demais (53%).
(IPEA, 2013).
Frente aos resultados do PBF, é possível visualizar uma relação com a
Organização da Atenção Nutricional, diretriz da Política Nacional de Alimentação e
Nutrição (PNAN), visto que tais melhorias são reflexo de um serviço de saúde mais
organizado, podendo, então, refletir nas demandas relacionadas aos agravos
nutricionais, assim como na prevenção e promoção da saúde (PNAN, 2012).
No que tange à aspectos relacionado com a alimentação, este é o indicador
que tem prioridade no uso dos recursos e representa o principal gastos das famílias
assistidas (IBASE, 2008). O programa, oportunizou a aquisição de uma alimentação
básica (arroz e feijão, por exemplo) para as famílias que não tinham tal acesso. Já
para aqueles que possuíam a alimentação garantida, o benefício possibilitou a
aquisição de alimentos complementares (frutas, verduras, legumes e alimentos
industrializados). Tal mudança dialoga com um dos princípios da PNAN que é a
Segurança Alimentar e Nutricional. O programa busca atingir o objetivo de garantir o
direito de acesso regular e permanente de todos a alimentos, com qualidade e em
quantidade suficiente (PNAN, 2013).
Contudo, essa relação deve ser analisada com um olhar crítico, uma vez que,
ao mesmo tempo que houve o aumento dos alimentos dos grupos alimentares de
proteínas, cereais, leguminosas e frutas, verduras e hortaliças, concomitantemente,
também ocorreu um aumento no consumo de alimentos de alta densidade
energética e baixo valor nutritivo (CAMELO; TAVARES; SAIANI, 2009; IBASE,
2008).
Para avaliar o estado de Insegurança Alimentar (IA),os titulares do PBF são
avaliados quanto a persistência da incerteza da aquisição de alimentos e a vivência
da fome (UCHIMURA et. al, 2012). Dados revelam que mais de 70% dos titulares do
PBF apresentam algum grau de condição de IA. Quando titulares do PBF foram
comparados com não-titulares pertencentes ao público alvo do programa, observou-
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se que o PBF retira essas pessoas da condição de IA leve para seguro, entretanto
não altera a condição de IA moderada e grave. Com isso, o principal desafio do
programa é atingir efetividade na promoção da segurança alimentar e nutricional e
combate à fome e à pobreza (CAMELO; TAVARES; SAIANI, 2009; UCHIMURA et.
al, 2012).

4.1.4 Interface entre a atuação profissional e o Bolsa Família: com ênfase na


atuação do profissional nutricionista

O nutricionista realiza um papel importante na garantia do cumprimento de


uma das condicionalidades do programa bolsa família, pertencente a saúde.
Portanto ele está inteiramente ligado a conquista dos objetivos estabelecidos nos
processos que o constitui.
Na perspectiva da Atenção Básica, podem atuar como membros da equipe do
NASF, prestando apoio matricial às Equipes de Saúde da Família, realizando a
promoção da saúde e da autonomia, que pode influenciar nas escolhas alimentares
minimizando assim a insegurança alimentar dessas famílias e atendendo
diretamente aos favorecidos do programa. Além disso, podem desempenhar uma
função relevante trabalhando a nível distrital, onde irão lidar diretamente com o
sistema de acompanhamento das pessoas que tem o perfil saúde (crianças de até 7
anos e acima dessa idade, apenas pessoas do sexo feminino), no município de
Goiânia tal assistência é executada através do Sistema de controle do atendimento
Ambulatorial (SICAA), um prontuário eletrônico do SUS onde todas as unidades de
saúde e todos os distritos têm acesso. Em entrevista com a nutricionista Flávia
Carvalho leite responsável por alimentar os dados dessas populações, foi possível
compreender melhor a logística de trabalho do nutricionista do Distrito Sanitário e
conhecer outra área de trabalho do profissional como técnica da Gerência dos Ciclos
de Vida.
Nesta plataforma, é feito o acompanhamento do público com perfil saúde,
onde os dados são incluídos semestralmente, diferente do sistema do Ministério da
Saúde, o que dificulta o feed back, em razão da demora de retorno dessa supervisão
ao órgão, o que acontece apenas no final de sua vigência, por esse motivo nos
casos de novas gestantes é permitido a atualização, porém o atraso ainda acontece
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e elas podem receber retroativo . Através do SICAA, todos os distritos têm acesso
às informações. A partir disso, as nutricionistas podem acompanhar os casos de
beneficiários que estão com pendência nas condicionalidades e atendê-los de forma
a reverter esta situação. Também fazem capacitação dos servidores que irão lidar
diretamente com a inserção de dados no sistema, visitam unidade de saúde
buscando melhorias na assistência e passam informações vindas do paço municipal
tanto para as unidades quanto para os CMEIS servindo como elo. Com a meta de
mostrar que as portas do SUS estão abertas para população de baixa renda que
realmente precisa.
A nutricionista Cristiane do Distrito Sul relatou que, por falta de Agente
Comunitário de Saúde, a busca ativa pelos titulares de direito do PBF é realizada por
telefone. E, quando necessário, um carro é disponibilizado para que a Unidade
Básica de Saúde faça a busca.
As atribuições do nutricionista que constam no caderno de atenção básica
vão além de elaborar, revisar protocolos de atenção nutricional e desenvolver
estratégias para identificar problemas referentes à nutrição e alimentação, mas
também de realizar intervenções com a população beneficiada envolvendo ações
com projetos educacionais e de auxílio no desenvolvimento de atividades de
prevenção e promoção de condições adequadas da alimentação saudável, garantia
da Segurança Alimentar e Nutricional, realização permanente da antropometria e
atendimentos caso seja necessário, desenvolvendo os processos de aprendizagem
e conscientização.
O trabalho entre o nutricionista e os profissionais das equipes devem mapear
a rede de apoio de forma intersetorial e intrassetorial para o melhor cuidado do
favorecido diminuindo a situação de vulnerabilidade em que vivem. Assim, o
profissional pode buscar parcerias como a construção de hortas comunitárias para
promover o acesso e devolve a garantia de segurança alimentar e nutricional ou até
fornecendo cursos em parcerias com o CRAS.
14

4.2 VIVÊNCIA PRÁTICA

Como forma de conhecer mais profundamente a dinâmica prática do PBF e a


realidade dos titulares, a fim de concretizar conhecimentos acerca do tema
desenvolvido, foi realizada uma visita em um Centro de Referência de Assistência
Social (CRAS). De acordo com a Prefeitura Municipal de Goiânia, o CRAS é a
“principal porta de entrada para os serviços do Sistema Único de Assistência Social
(SUAS) e possibilita o acesso a um grande número de famílias à proteção e
assistência social”.
O CRAS visitado situa-se no setor Vila União, em Goiânia. No local, o grupo
foi recebido pela psicóloga da unidade que esclareceu as principais dúvidas,
apresentou a sua rotina e os materiais usados como ferramenta de trabalho.
Para começar a exposição sobre a sua vivência e retirada de dúvidas quanto
ao trabalho do CRAS no PBF, a psicóloga iniciou esclarecendo como funcionava o
Cadastro Único que, como já dito anteriormente, é um instrumento de identificação
das condições socioeconômicas de famílias de baixa renda e que possibilita
participação em programas governamentais aos inscritos, sendo o PBF um dos
maiores exemplos. Para realizar o cadastro, é necessário que apenas um
representante da família vá ao CRAS portando seu documento de identidade, CPF e
título de eleitor, e documento de identificação dos demais membros de sua
residência. A partir do cadastro, os dados são colocados no sistema e então são
identificados os direitos de participação em programas sociais daquela família.
Além disso, a psicóloga em sua fala, reforçou através de relatos de casos
ocorridos naquela unidade, a importância de manter os dados sempre atualizados
para a preservação dos benefícios. Como também, a importância do cumprimento
das condicionalidades propostas pelo programa, pois a fiscalização realmente
acontece e há suspensão do benefício, uma vez que descumpridas.
Outro ponto de destaque na visita foi o relato de experiência sobre o
acompanhamento de várias famílias titulares do PBF que são atendidas naquela
unidade. A partir disto, foi enfatizada a significância do PBF para os titulares ali
cadastrados, visto que são pessoas que vivem em situações de extrema
vulnerabilidade, com grande dificuldade na aquisição de itens básicos de
alimentação e higiene, e na manutenção de sua moradia.
O acompanhamento das famílias acontece de duas formas. Há, em toda
15

última quinta feira do mês uma reunião coletiva no CRAS, na qual os titulares
cadastrados na unidade são convidados. Os temas dessas reuniões já são
definidos, geralmente abordam as condicionalidades, temas relacionados à saúde,
uso do auxílio e emprego, mas também tiram dúvidas em comum dos titulares.
A outra forma de acompanhamento é o atendimento particular das famílias
cadastradas que se encontram em extrema vulnerabilidade, para essa classificação,
existe um prontuário da realidade social que é preenchido na unidade. Além disso, o
CRAS atende também questões pontuais de usuários do PBF que procuram a
unidade, corriqueiramente pessoas que têm o auxílio suspenso procuram a unidade
e são orientadas sobre como prosseguir para a reativação do recurso.
Nessa perspectiva, foi possível observar que o PBF manifesta-se um grande
aliado na garantia de uma vida com dignidade e dos direitos do cidadãos. A
contribuição financeira, mesmo que mínima, contribui para que estas pessoas
tenham a possibilidade de estar livre da fome, que é apenas uma das dimensões
abordadas no DHAA.
16

4.3 SÍNTESE DE APRENDIZAGEM

Através do conhecimento da realidade dos titulares de direito, da construção


do referencial teórico e atuação do profissional nutricionista no Programa Bolsa
Família, pode-se avaliar que mesmo o programa atendendo às famílias mais pobres
e com mais necessidade, ainda há uma repressão da demanda, pois muitas
pessoas que se enquadram nas condicionalidades do Programa, não são titulares
do mesmo (MOURÃO et al. 2011).
De acordo com dados do Censo Demográfico, realizado pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no município de Goiânia - GO, o
programa consegue cobrir 61,64% de famílias pobres. Com isso, verifica-se que o
atendimento do programa está abaixo da meta e a gestão municipal deveria focar
em ações de Busca Ativa para localizar essas famílias que estão no perfil do
programa e ainda não foram cadastradas. A gestão também deve ficar atentos à
atualização cadastral dos titulares, para evitar que as famílias carentes já
cadastradas tenham o pagamento interrompido por qualquer erro ocorrido (MDS,
2018).
No entanto, o Programa também apresenta um ponto forte que é a promoção
do alívio imediato da pobreza. Há evidências do declínio da pobreza e da
desigualdade social no Brasil através da transferência direta de renda e do seu
crescimento e foco em famílias mais carentes. Uma pesquisa mostra que, mesmo a
média de refeições ainda sendo baixa, a diferença no número de refeições por
família antes do recebimento do titular era ainda maior, uma vez que 42% dos
titulares, apontaram a melhoria na alimentação como principal resultado do PBF
(MOURÃO et al. 2011). Esses dados corroboram com o que foi evidenciado no
relato da psicóloga do CRAS visitado sobre as famílias que eram acompanhadas,
uma vez que ficou evidente a importância desse auxílio para a alimentação das
famílias titulares.
A Educação Alimentar e Nutricional (EAN) se conceitua como um objeto de
ação multiprofissional, intersetorial e transdisciplinar, em que o conhecimento e o
aprendizado, contínuo e permanente, propõem-se a desenvolver a autonomia e a
voluntariedade ante os hábitos alimentares saudáveis, fazendo o uso de recursos e
abordagens educacionais ativas e problematizadoras (BRASIL, 2012). Desta forma,
as ações de EAN desenvolvidas com os titulares do PBF devem ser amplas e não
17

generalistas, discutindo, de modo acessível, o tema alimentação e nutrição,


considerando as características da comunidade, para intensificar o sentimento de
pertencimento ao grupo.
A partir da década 70, as políticas de alimentação e nutrição, passaram a
considerar a renda, a principal dificuldade em se obter uma alimentação saudável, e
não mais a educação. As escolhas alimentares, estão diretamente relacionadas com
o grupo econômico e social do qual fazemos parte. Tendo por conhecimento, que o
perfil nutricional apresenta desnutrição infantil, baixo peso ao nascer, anemia
ferropriva em crianças e obesidade sobrepeso e obesidade em adolescentes e
adultos, é crucial que o nutricionista desenvolva atividades relacionadas a essas
problemáticas.
Para o público de gestantes e mães, podem ser realizadas atividades de sala
de espera, uma vez ao mês, sendo abordados temas relacionados ao aleitamento
materno, de modo ativo e acessível, com o auxílio de materiais que chamem a
atenção, desmistificando mitos, ensinando a pega correta, dentre outros aspectos
relevantes do mesmo.
Para o público jovem e adulto, de modo geral, podem ser criados grupos com
encontros semanais ou mensais, que abordam temas específicos como obesidade e
diabetes. As atividades direcionadas ao público-infantil podem ser realizados teatros
e dinâmicas em grupos, abordando temas como o consumo de alimentos
industrializados, por exemplo.
Dessa forma, a EAN protagoniza importante eixo na promoção de hábitos
alimentares saudáveis, sendo uma estratégia indispensável dentro das políticas
públicas em alimentação e nutrição (BOOG, 2013).
Em relação à fiscalização do PBS, ela é feita pelo Ministério do
Desenvolvimento Social e consiste na apuração de recebimento indevido de
benefício caso o responsável pela família tenha prestado informação falsa ou omitir
alguma informação no cadastramento da família. Além disso, há também a
fiscalização se o agente municipal tem facilitado ou contribuído nesse recebimento
indevido de informações. Caso seja comprovado a prestação de informação
indevida, o MDS cobra a devolução dos valores recebidos e ainda proíbe a família
de reingressar no programa por um ano e se for contribuição indevida do agente
municipal, há aplicação de uma multa, cujo valor varia entre o dobro e até quatro
vezes a quantia recebida indevidamente (MDS, 2018).
18

No entanto, os órgãos de controle social podem apresentar falhas ou


irregularidades na atuação de agentes municipais, como a inexistência da
Coordenação Municipal do PBF; gerenciamento inadequado do Cadastro Único;
falta de estrutura para monitorar o cumprimento das condicionalidades e verificar as
inconsistências nas informações no cadastro; ausência de responsáveis para
acompanhar as condicionalidades; precariedade na segurança do acesso ao
aplicativo do Cadastro Único; falta de apuração da renda da família; falta de
divulgação da relação dos titulares do PBF; atuação insuficiente do gestor municipal
para tratamento dos bloqueios de títulos caso haja suspeita de irregularidades;
fraude de cadastro para receber benefícios realizada por coordenador e/ou
servidores municipais; dentre outras ( FILGUEIRAS, 2006)
19

5 PERGUNTAS NORTEADORAS PARA DEBATE

Para nortear o debate, optou-se por adotar uma metodologia ativa baseada
e adaptada do “Teatro do oprimido”. Nesse sentido, uma ou duas pessoas dos
demais grupos serão convidadas a participar de uma cena que será construída com
intervenção de todos os alunos. Para direcionar esse momento, uma pessoa deste
grupo assumirá o papel de “curinga”.
A cena será de uma jovem grávida, desempregada em situação de pobreza
extrema, com dois filhos em idade escolar vendendo água no semáforo, sem
condições de estudar e sem receber o bolsa família. Uma assistente social, com os
papéis para o cadastro único no CRAS, impossibilitada de fazer visitas e
acompanhamento às famílias por falta de transporte.
O “curinga” deverá direcionar à construção da cena sem ser autoritário,
valorizar a participação das pessoas. A cena será montada em sala e todos ficarão
imóveis, os demais grupos deverão debater em conjunto e inferir o que acreditam
que a cena representa. Nesse momento o “curinga” deverá instigar a reflexão de
todos, questionar e ter a resposta dos espectadores, levando em consideração as
perguntas norteadoras.

Perguntas norteadoras:
- No contexto dessa família, vocês acreditam que o PBF teria alguma relevância?
- O que poderia estar impedindo o acesso dessa família ao PBF?
- Muitos acreditam que os PTRs, principalmente o PBF incentivam famílias em
condição de pobreza à terem mais filhos. Acreditam que essa afirmação seria
suficiente para contrapor os benefícios que poderiam ser alcançados caso à família
em questão receba o BF?

Após o momento de debate à respeito da cena e do PBF, os grupos serão


convidados a realizar uma intervenção naquela cena. Espera-se que, por exemplo, à
intervenção seja colocar os filhos frequentando escola e a mãe realizando o pré-
natal, recebendo visitas dos profissionais do CRAS.
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6 CONCLUSÃO

Este estudo teve o propósito de identificar questões relativas ao programa


bolsa família, no contexto das desigualdades em saúde, e da efetividade de políticas
públicas e programas de transferência de renda. Buscou fazer uma relação entre o
nutricionista e sua atuação junto aos processos do cumprimento das
condicionalidades que constitui o programa, demonstrando o quanto é fundamental
o trabalho deste profissional e o quanto suas atribuições conseguem ser
abrangentes.
Em vista dos aspectos observados em torno das principais ideias, as
condicionalidades do programa bolsa família permitem que o acompanhamento dos
beneficiários não seja apenas um envio de informações para que o usuário receba o
benefício, mas importante na promoção da Saúde da Criança e da mulher,
estimulando e orientando as famílias na realização de ações de melhoria à sua
saúde, o que demonstra o compromisso assumido entre as famílias e poder público,
de forma a permitir que os cidadãos beneficiados utilizem dos serviços de educação.
saúde e assistência social.
Importante que haja o investimento em políticas sociais de transferência de
renda para o desenvolvimento social, econômico do ser humano.
21

REFERÊNCIAS

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