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ALICE TELES

A felicidade na perspectiva do Belo

Artigo apresentado a disciplina de estética


Como conclusão de disciplina ministrado
pelo Me. Mauro Leal.
Resumo
A felicidade na perspectiva do Belo

O presente artigo tratará do tema A felicidade na perspectiva do Belo. A


elaboração do seguinte trabalho será por meio de pesquisas bibliográfica que
abordará a conceitualização de Felicidade e Belo, bem como sua relação com o
pensamento dos filósofos na contribuição do entendimento deste tema. Com
objetivos de compreender a conceitualização desses elementos e também
entender a relação entre esses dois conceitos na visão dos teóricos: Platão e
Aristóteles. Em Platão encontra-se no dualismo de mundo, das ideias e sensível, é
associado a perfeição, imutável. O belo na concepção platônica faz relação a
unidade e multiplicidade, como medida das coisas, segundo o pensador, este é
uma superação do mundo sensível; a felicidade é percebido a parti da pratica do
bem, esse Bem supremo é o que dará ao indivíduo a capacidade de viver feliz no
âmbito de suas ânsias. Para Aristóteles esses dois conceitos partem da
experiência, a felicidade baseia-se na coletivo e moral. O belo é aquilo que reflete
na natureza, e participa ao mesmo tempo como contemplação do ser e das coisas.
Uma dessas expressão que exprime esses dois termo é a música, visto que,
segundo esses dois teóricos revela o prazer e a vontade da alma

PALAVRAS-CHAVES: Felicidade, Belo, Música

Abstract:

This article will deal with the theme Happiness in the perspective of the Beautiful. The
elaboration of the following work will be through bibliographical research that will approach
the conceptualization of Happiness and Beautiful, as well as its relation with the
philosophers' thought in the contribution of the understanding of this theme. In order to
understand the conceptualization of these elements and understand the relationship
between these two concepts in the view of theorists: Plato and Aristotle.

KEYWORDS: Happiness, Beautiful, conceptualization.


1. A felicidade na perspectiva do Belo:
O artigo tem-se como objetivo principal uma reflexão acerca de dois conceitos
que percorre o pensamento filosófico, produção esta que colaborará no
desenvolvimento da temática na qual foi abordado. A priori iremos aborda sobre o
conceito de felicidade e de Belo e como está pode ser entendida, quais os teóricos
que pode dar esse parecer, pois é a parti de uma referência teórica que trará à tona
mais investigação sobre tais informações, no objetivo de esclarecer os debates
corriqueiros que os envolves, em principais discursos de senso comum.

A importância de conhecer sobre esse conteúdo e seus cometimentos


referenciais fez-se imprescindíveis, pois através destes podemos aprimorar uma
perspectiva apropriada para efetuar determinados argumentos e debates nos
contextos filosóficos e no cotidiano, de modo que envolva a estimulação do
conhecimento na área da linguagem oral, leitura e a escrita.

Justifica-se pela compreensão de que a felicidade e o belo não se dá uma forma


só, existes vários fatores que ocasiona alguns debates mais profundo e contestável e
o conhecimento desses elementos na nossa mediação disciplinar seja consciente e
prazerosas. Logo é preciso que se entenda de modo parcial a conceitualização e a
relação no pensamento de teóricos para poder conciliar formas de produção crítica e
eficaz que consigam auxiliar o leitor a superar sua capacidade de perceber as coisas.

Este trabalho é composto por introdução, conceitualização, relação ao pensamento de


dois pensadores: Platão e Aristóteles e considerações finais.

2. Conceitualização de felicidade e de Belo :


Na filosofia a felicidade está associado a ideia de prazer, em que está ligado as
emoções e sentimentos; para os pensadores filosóficos a felicidade é um momento de
ausência de sofrimento e perturbações na qual faz com que o indivíduo busque meios
de vida como estilos e comportamentos que lhe proporcione esse fenômeno. Por não
ser durável torna-se uma busca constante onde vários pesquisadores tentarão explicar
o melhor meio de felicidade. Segundo Platão o ideal de felicidade está relacionado a
dualidade de dois mundo, na qual ele denominou de mundo inteligível e mundo
sensível, assim o homem que busca o mundo inteligível alcançará a seus momentos
de felicidade e viverá melhor, para Aristóteles esse alcance está na pratica do bem,
quanto mais se procurar o Bem supremo, conseguirá a tão almejada felicidade

Segundo o dicionário de filosofia o Belo é tudo aquilo que excita um prazer


desinteressado, na qual produz uma apreciação de um objeto ou ser. O belo é
estudado a parti da estética que vem do grego aisthesis. Segundo Platão o belo está
para o mundo das ideias, pois, o belo segundo o mesmo está pautado na noção de
perfeição, e autenticidade. Enquanto para Aristóteles divergindo de seu mestre pensa-
se o belo a parti do mundo sensível, em que esta realidade ao ser contemplada passa
da abstração para o concreto. Perdendo essa ideia imutável, eterna, sem evolução na
qual Platão caracterizava. No pensamento Kantiano o Belo é aquilo que agrada de
forma geral enquanto contemplação das coisas não dependendo de regras morais na
qual possa reger essa apreciação, sendo portanto subjetiva.

No século XXI a felicidade está em consonância aos bens materiais de alto


consumo, e essa exacerbada valorização do produto condena o homem, pois deposita
expectativas que ao ser frustrada leva o homem ao sua própria condenação. Esta
condenação também faz a não apreciação das coisas Belas que rege sua natureza. O
belo eleva o estado de espirito tanto critico como sentimental, mas se o ideal de
felicidade está caracterizado como um valor monetário, logo, o belo tende a ser um
novo modelo caracterizador em que produz no artista uma nova perspectiva de
observar a beleza a partir do materialismo e do consumo.

2.1 Relação de felicidade e Belo na visão de Platão:


Para Platão (429 a.C.) o Belo acha-se no mundo das ideias, logo, ver-se como um
conceito assim como o Amor e o Bem totalmente abstrato, o Bem e o Belo é uma
relação entre si e a unidade e a multiplicidade, ou seja, descrever um estado de beleza
é subjetivo, mas a possibilidade das formas inclui uma medida, ordem, e harmonia
como um todo. O Belo para Platão assim como Bem faz parte das medidas das
coisas, mas a beleza tem algo a mais que o diferencia, pois é a única na qual pode ser
visto pelos olhos físicos, e o da alma. O belo para Platão é uma luz, na qual o
Suprassensível (Bem) se manifesta ao sensível:
A teoria do belo de Platão não se volta para a aparência sensória; baseia-se, ao
contrário, em sua superação. O belo é visto aqui como algo divino e não como
algo fisicamente manifesto. Portanto, Platão não dá importância a Arte, pois que
esta cria objetos no mundo manifesto. (GREUEL, 1994, P.02)

Entender o Belo consiste, segundo o pensador, em uma superação do mundo


sensível; ao perceber que o belo em um corpo é comum a outro, e que existe coisas belas
na alma e nas instituições, esta observação é uma transcendência que segundo Platão
chama-se de abstração do Belo, ou ideia, um conceito portanto universal, inteligível; por
isso ele não ver a arte como um representação do mundo das ideias, visto que, ela utiliza-
se desta realidade sensível para representação, na qual a torna-se uma imitação da
imitação.

O fim ultimo de todas as coisas é a felicidade, pois ser feliz é uma disposição do
que um estado, ou um ato inteligível; a felicidade para Platão exige esforço e a vida
reservada de muitos, dominar seus apetites e seus vícios levaria a um ideal de
comportamento na qual deixaria o homem feliz. Portanto compreender as coisas exatas
que rege o mundo e viver de consonância com ela, e também alcançar a harmonia do
espirito é uma explicação de felicidade em Platão, no qual orientará o indivíduo na
integridade da razão, e no agir justo, junto com aqueles que vive na coletividade com o
mesmo objetivo. Tanto o Belo quanto a felicidade segundo o teórico tem as mesma via, e
uma se relaciona com a outra pelo mesmo propósito do ideal, ambas participam do
mundo inteligível. O Belo tem como fim ultimo proporcionar a felicidade ao sujeito através
da superação e da busca da disposição de querer está feliz, através da renúncia destas
coisas sensíveis e a apreciação do belo na sua essência.

2.2 Contribuição de Aristóteles para a explanação do Belo e da Felicidade:

Segundo Aristóteles (384 a.C) a beleza encontra-se no mundo sensível, na


experiência, discordando de seu mestre Platão, para Aristóteles o belo está na
contemplação da vida, pois a arte é a representação da natureza, a beleza não está
separada dos homens Segundo Oliveira (2009, p.03) “Aristóteles vê que, de tudo o que se
pode conhecer, as coisas belas são preferíveis às outras, pois é maior a alegria que elas
causam.”
Ou seja, as coisas na qual temos contato e que nos dá alegria é considerado como
belo, além do mais, para o filosofo o conceito de belo não é associado a imortalidade,
infinitude ou perfeição, pois para ele a natureza não proporciona uma ilimitação da
existência das coisas, sendo por tanto efêmera.
A beleza é um dos reflexos do corpo saudável. Em caso de escolha, a saúde tem
preferência, por constituir um bem em si mesmo; e a beleza importa para nós à
medida que pode ser vista e louvada pelos outros. Por constituir um bem em si
mesmo; e a beleza importa para nós à medida que pode ser vista e louvada pelos
outros. É um bem dependente, portanto: “quem desejaria ser belo se a sua beleza
não fosse conhecida e reconhecida por todos? (OLIVEIRA, 2009, P. 10-11)

Conforme Oliveira, Aristóteles vem dizer que o Belo é um reflexo que completa aquilo
que falta na natureza, que depende de uma coisa, ser ou objeto para que seja consumado
esse ato de contemplação, na qual irá produzir no sujeito uma Felicidade. A felicidade
segundo o pensador é o que justifica a boa ação humana, assim todos os bens são para
alcançar a felicidade, e não é fácil de alcançar apesar dos teóricos de tal modo esclarecer
o melhor conceito de felicidade, mas a felicidade consiste também na plena realização
das próprias capacidades, o belo invoca essa capacidade racional do sujeito de trazer à
tona traços, medidas na qual faz de um objeto ou qualquer outra coisa um fenômeno
estético. Diz, além do mais, que a felicidade está para a virtude, não nas riquezas, nem
honrarias ou prazeres, pois isto não demostra a capacidade do homem de realizar alguma
coisa, por isso, a virtude é um dos meios de dá uma felicidade, e perceber um homem
virtuoso é belo a alma, aos olhos e ao espirito.

3. Considerações finais:
O belo ao ser acionado pelas faculdades mentais busca alcançar um fim e este
está entrelaçado ao ideal de felicidade, pois ambos tem um papel subjetivo de se
manifestar, na qual promove uma ação construtiva no ser humano, como sujeito e o
meio, meio e natureza, e raciocínio de apreciação e percepção. A expressão do Belo
através da abstração, do sentimento, da realidade, evoca um estado de
transcendência no homem em que dá capacidade a sua qualidade de se manifestar
diante os acontecimentos de expressões artísticas.

Este artigo fez uma volta ao pensamento desses dois filósofos para podermos fazer
uma relação do que vem a ser o ideal de belo e de felicidade no momento atual, visto
que a contemporaneidade é respaldo no conceito materialista em que quanto mais se
tem, mais você poderá ser feliz, um trabalho melhor, ou um companheiro bem
sucedido, ou amigos bem influentes é como se fosse o melhor meio para viver feliz. A
ideia de Belo enquanto significado de contemplação, ou reflexão bem está e harmonia;
o belo hoje e ter produtos que modifica seus corpo, ou uma música que possa ter uma
sinfonia culturalmente popular a todos, uma obra de arte tem que ter um valor
exacerbado, o valor do belo é medido no que se possa comprar ou na padronização.
Apesar que está percepção ser fruto de vários fatores alienadores, como empresas
multinacionais e internacionais, a aceitação desse novo panorama gera problemas
socias que afeta crianças, jovens e adultos.

Referências:
SANTOS, BENTO. Ética e “Felicidade” em Platão e Aristóteles: semelhanças,
tensões e convergências. N°01.RJ.2011.puc-rio.br.PDF. 20 de setembro 2019.
OLIVEIRA, JOÃO. ESTÉTICA EM ARISTÓTELES.RJ.2009.phoinix,historia.ufrj.br.PDF 22
de setembro 2019.
GREUEL, MARCELO. DA "TEORIA DO BELO" A "ESTETICA DOS SENTIDOS"
Reflexões sobre Platão e Friedrich Schiller.SC.1994.periodicos.ufcs.br.PDF 22 de
setembro 2019.
AMARAL, LUCIA. “Platão, o arquiteto da felicidade. Uma leitura da ética platônica a
partir da análise do prazer” RJ.2014.maxwell.vrac.puc-rio.br.PDF 19 de setembro 2019.