Você está na página 1de 9

Flávio Bezerra da Silva

Universidade de São Paulo

fla.silva@usp.br

TURISMO E SEXUALIDADE NA CIDADE DE SÃO PAULO

INTRODUÇÃO

A cidade de São Paulo, inserida no circuito econômico global, tem no turismo uma fonte
de arrecadação crescente, tendo como carro chefe o turismo de negócios, na ordem de 60%
(SPTuris1, 2009).

Entretanto, a cidade não atende somente o turismo de negócios, destacando o turismo de


compras, o cultural, o educacional, o de feiras e congressos, dentre outros. Como exemplo
temos a Rua 25 de março e os shoppings centers, símbolos do turismo de compras; os
inúmeros museus, casas de espetáculos e cinemas, legitimam o turismo cultural; os grandes
espaços para eventos, caso do Palácio das Convenções do Anhembi, dão evidência ao
turismo de feiras e eventos. São equipamentos que, em conjunto com os meios de
hospedagem e alimentação, criam uma densidade de freqüentação, fazendo a Cidade de São
Paulo ser uma das mais visitadas do Brasil.

Segundo Eduardo Yázigi, “lugar turístico é definido pela densidade de freqüentação


turística, de serviços e equipamentos específicos, além de uma imagem que o caracterize
como tal” (YÁZIGI, 2003, p. 75). Temos aí um dilema a ser discutido: qual é a pedra
angular do lugar turístico? Sua freqüentação? Seus serviços e equipamentos? Sua imagem?

Se pensarmos em Fernando de Noronha, uma ilha paradisíaca no Oceano Atlântico, a


imagem é a grande indutora. A partir dela (imagem -paraíso natural) ocorrerá a motivação
do turismo, gerando o potencial de visitação e conseqüente construções de pousadas, hotéis,
empresas especializadas em mergulho etc.

E na cidade de São Paulo? Se usarmos a mesma lógica, não temos dúvida que os
serviços e equipamentos são a matriz da consolidação do turismo. As motivações para um
turismo de negócios, compras ou cultura, dependem das construções já instaladas na cidade
e dos serviços oferecidos.

São equipamentos instalados que não foram exclusivamente construídos para o turista,
são para uso do cidadão residente e, pela sua especificidade, cria uma demanda para além
da própria metrópole.

Entretanto, ao observarmos a cidade atentamente, notamos a existência de outros


equipamentos dando suporte a um tipo de turismo que chamaremos de Turismo
Underground Sexual. É empiricamente perceptível, mas inexplorado em pesquisas
acadêmicas, sobretudo no âmbito da geografia e do turismo, por isso a proposta da
conceituação.

O underground pode ser definido como a formação de territorialidades efêmeras e/ou


flexíveis, individuais ou grupais, tendo como característica fundante a clandestinidade e/ou
anonimato. O uso do território é fundamental e sua identidade se constrói pela singeleza da
discrição, seja por ordem moral ou legal.

O underground traz a possibilidade de desfrutar tal turismo em toda a sua plenitude, sem
preocupações morais ou éticas. No caso específico desta pesquisa, seria pensar o sexo2
como opção de lazer, sem o preconceito de associar a palavra à exploração sexual ou
pedofilia. Um casal de turistas que visita uma casa de swing para troca de casais não está
explorando ninguém sexualmente e não deixa de ser um turismo com conotação sexual.

Conceituamos o turismo underground sexual, em conformidade à definição de turismo


segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT, 2009), como o deslocamento de
indivíduos ou grupos, além de sua morada, por tempo superior a 24 horas e inferior a 365
dias, no qual a demanda sejam atividades ligadas as interações sexuais (sexo) como opção
de lazer, com possibilidade de anonimato.

O turismo underground sexual não é explícito, aproveita a dimensão da cidade para se


manifestar de forma clandestina, oculta. É no anonimato que ele constrói a sua identidade.
O deslocamento do turista não é necessariamente exclusivo do underground, pode ser
simultâneo a outros segmentos turísticos que a cidade oferece.

Conforme os pressupostos apresentados, buscamos quais equipamentos dariam suporte


para que o turismo underground sexual se efetivasse na cidade de São Paulo. Elaboramos
uma primeira lista com temática sexual, sendo eles: boates, cinemas pornôs, clínicas de
massagem, clubes de swing, clubes sadomasoquistas, motéis, privés, saunas GLS e sex-
shops.

Desta primeira lista, identificamos 4 grandes grupos que interagem com o underground
e influenciam a possível demanda turística: BDSM3, GLS4, prostituição5 e swing6.

Esses grupos utilizam a web de forma consistente, aproveitando todas as plataformas


disponíveis. Sejam em sites de casas de swing, saunas GLS ou clubes BDSM, divulgando
eventos, ou mesmo nas redes sociais sexuais, que possibilitam a interação entre indivíduos
com identidades sexuais semelhantes. Conseqüentemente, o turismo underground sexual se
apropria das tecnologias da informação e comunicação aproveitando a popularização da
web para concatenar os potenciais turistas, os grupos que oferecem as possibilidades de
interações sexuais e os equipamentos.

OBJETIVOS
Partindo das problemáticas apontadas, temos como objetivo principal desta pesquisa
demonstrar a existência do turismo underground sexual na cidade de São Paulo e como ele
usa o território paulistano. Como específicos segue abaixo:

• Conceituar o turismo sexual underground;


• Identificar quais grupos usam o território;
• Definir quais equipamentos dão suporte e montar um banco de dados para
mapeamento;
• Relacionar os circuitos econômicos envolvidos;
• Analisar as políticas públicas do turismo em SP;
• Analisar a influência da internet (redes sociais);
• Mapear as territorialidades a partir dos equipamentos convencionais e
undergrounds;
• Analisar o TSU e o uso do solo urbano a partir da cartografia gerada

METODOLOGIA

Num primeiro momento da pesquisa, buscamos fazer um levantamento de todos os


equipamentos que dariam suporte para o turismo underground sexual, que poderíamos
chamar de sistema de objetos undergrounds. Posteriormente montaremos outro banco de
dados com os equipamentos turísticos convencionais, ligados ao entretenimento (bares),
hospedagem (hotéis) e alimentação (restaurantes).

Pensar numa metodologia de levantamento de dados numa cidade como São Paulo, com
perímetro de 1.500 km², sendo 1.000 km² urbanizados (SEMPLA, 2009), sempre será um
problema. Antes da pergunta “por onde começar?” surgiu outra: “como começar?”. Que
metodologia utilizar? Qual seria a referência? Tínhamos certeza de que ao tratarmos de
assuntos relacionados a sexualidade, grande parte dos dados que necessitávamos seriam
primários. Sabíamos também que a internet seria fonte de inúmeras informações, mas não
os dados disponibilizados em órgãos confiáveis, como o IBGE, EMPLASA, dentre outros.
Utilizaríamos dados “secundários” que estivessem disponíveis na rede, sobretudo em sites e
redes sociais, ou seja, manipuláveis. Como legitimar esses dados? Essa pergunta permeou
horas de discussões entre o grupo de pesquisa.

Na falta de trabalhos que pudéssemos utilizar como referência metodológica, optamos


pela nossa própria metodologia. Dessa forma, desenvolvemos um banco de dados divididos
por territorialidades e equipamentos, e, no período que compreende o mês de julho de 2008
e dezembro de 2009, agregamos um número expressivo de informações.

Apesar de termos consciência da impossibilidade de um levantamento de dados em sua


totalidade, primeiro pela escala da cidade, como já abordado, e segundo, pela efemeridade
de alguns equipamentos no território, podemos identificar quais regiões se destacam no
cenário underground na cidade de São Paulo.
Utilizamos como referências revistas especializadas, jornais, trabalhos de campo e,
principalmente, a internet (tabela 1). Nesse caso, a problemática maior foi a filtragem em
função dos milhares de sites disponíveis com temáticas relacionadas a sexualidade.

O primeiro passo foi fazer um levantamento bibliográfico a partir de livros, trabalhos


científicos, periódicos, anais de congressos, teses e dissertações para, além de analisar
como a temática sexual é abordada pelas diferentes disciplinas, buscarmos informações
sobre equipamentos para o banco de dados.

O segundo passo foi fazer um levantamento de todos os materiais impressos7 que


pudessem nos orientar e dividi-los por grupos ou territorialidades. Por exemplo, em revistas
para o público GLS, como a “Junior”, ou “G Magazine”, procurávamos entre os
anunciantes alguma casa específica para interações sexuais e se encontrássemos alguma
referência adicionávamos ao banco de dados.

No caso da prostituição procuramos anúncios em jornais diários de grande circulação na


cidade de São Paulo e revistas distribuídas em hotéis. Geralmente encontramos boates,
clínicas de massagem, privés e acompanhantes individuais. No caso específico dos privés,
nosso maior referencial foram os anúncios/adesivos anexados em telefones públicos, o que
nos fez percorrer diversas regiões da cidade.

Outra forma complementar foram as anotações aleatórias de equipamentos com temática


sexual. Sempre que estávamos andando pela cidade e observávamos um equipamento,
anotávamos o endereço, nome e o tipo. Grosso modo, cada saída de casa, para trabalho ou
lazer, se tornava um trabalho de campo.

E por último utilizamos a internet. Como a idéia era levantar o maior número de dados
sobre equipamentos com temática sexual na cidade de São Paulo e estes estão
materializados, uma das formas de legitimar a existência e conseqüentemente a informação
encontrada, foi o contato telefônico. Ligávamos e perguntávamos se tal equipamento estava
funcionando. Na ineficácia dessa ferramenta, iríamos a campo.

A seguir apresentaremos duas tabelas, ambas referentes as fontes utilizadas no


levantamento e construção do banco de dados.

Período Revistas especializadas, guias, Sites especializados Levantamento


jornais bibliográfico
Janeiro/2008

Dezembro/2009
BDSM Revista Fetiche Sites específicos BDSM, blogs e Trabalhos na
redes sociais antropologia, sociologia
e história
Clubes BDSM
GLS G Magazine, Mundo Mix, sites específicos Antropologia, geografia,
GLS, blogs e redes sociais sociologia e história
Saunas e clubes Junior e revista Magazine
de sexo
Prostituição Playboy, Brazil, Sexy, Revista Fóruns de acompanhantes, sites Antropologia, geografia,
Magazine, classificado de de clínicas de massagem, blogs e sociologia, filosofia e
jornais, telefones públicos redes sociais. história
Boates

Privés

Clínicas de
massagem

Espaço público
Swing Revista Troca de Casais, Sites específicos,fóruns de
Brazil, Magazine, classificados adeptos do swing, blogs, redes
de jornais. sociais
Clubes de swing

Tabela 1: Equipamentos específicos undergrounds: Referências para a construção do banco de dados, 2008-
2009. Elaborado por Flavio Bezerra da Silva

Período Revistas especializadas, guias, Sites especializados Levantamento


jornais bibliográfico
Janeiro/2008

Dezembro/2009
Motéis Páginas amarelas, guias, revistas e Sites específicos, blogs e redes Turismo
jornais sociais
Sexshops Páginas amarelas, guias, revistas e Sites específicos , blogs e redes Antropologia,
jornais sociais
Cinemas pornôs Playboy, Brazil, Sexy, Revista Fóruns de acompanhantes, sites Antropologia
Magazine, classificado de jornais, de clínicas de massagem, blogs e
telefones públicos redes sociais.

Drive-in, espaços Em desenvolvimento Em desenvolvimento


públicos, flats, Hoteis de
viração

Tabela 2: Equipamentos de apoio underground: Referências para a construção do banco de dados, 2008-2009.
Elaborado por Flavio Bezerra da Silva

Após o período proposto para a montagem do banco de dados, catalogamos 1.011


equipamentos, divididos da seguinte forma:

a. 154 boates
b. 260 sex-shops
c. 169 privés
d. 109 clínicas de massagem
e. 260 motéis
f. 23 saunas GLS
g. 19 cinemas pornôs
h. 14 Clubes de swing
i. 3 clubes sadomasoquistas:

Atualmente estamos fazendo o levantamento de outros equipamentos de apoio ao


underground na cidade de São Paulo: flats, hotéis de viração e drive-ins. A princípio esses
equipamentos dão suporte a territorialidade da prostituição. Estamos analisando os dados
levantados para podermos legitimar tal informação.

Como exemplo da cartografia gerada, apresentaremos na imagem 1 o mapa de


equipamentos totais undergrounds.

Imagem 1: Mapa temático gerado a partir da geocodificação dos equipamentos


undergrounds. Elaborado por Flavio Bezerra da Silva, 2009.

A partir da leitura doa mapa, notamos a existência de 3 equipamentos específicos para as


práticas voltadas ao BDSM. Uma ao norte da região sudeste da cidade de São Paulo,
próximo ao Metrô Carrão, outra na região central, na Rua Nestor Pestana, próximo à Rua
Augusta e Consolação. E, por fim, uma na região sudoeste da cidade, no bairro de
Pinheiros, na Rua Mourato Coelho.

No caso dos equipamentos para o público GLS, observamos a concentração na região


central, principalmente no perímetro que vai do Largo do Arouche, República e Amaral
Gurgel. Seguindo em direção à região da Avenida Paulista, especificamente a Rua Frei
Caneca, a Alameda Ribeirão Preto e a Rua Bela Cintra surge um novo núcleo. A maior
parte das saunas e clubes de sexo da cidade de São Paulo estão num raio de 2,5 km a partir
do Largo do Arouche. Fora desse eixo temos a Vila Mariana, o bairro de Pinheiros e um
único equipamento na região de Santo Amaro.

Ao analisarmos a espacialização dos equipamentos undergrounds voltados à


prostituição, percebemos uma concentração maior na região sudoeste, seguida da central e
sudeste.

No caso das boates, temos a espacialização em todas as regiões da cidade, com algumas
concentrações, destacando-se a região central, com a Rua Nestor Pestana e Augusta, essa
última com 14 estabelecimentos. Destacamos também na região sul, sobretudo em Santo
Amaro, outra concentração, porém mais espalhados que na região central.

Em relação as clínicas de massagem, observamos a concentração na região sudoeste da


cidade, especialmente os bairros de Moema, Campo Belo e Brooklin, além da Vila Mariana
e Saúde. Na região sudeste se destaca o bairro do Tatuapé.

Em função do valor das massagens variarem entre R$ 150,00 e R$ 300,00, a localização


em bairros mais valorizados é fundamental. Geralmente estão localizados em bairros com
concentração de hotéis e flats. No caso da região sudoeste, é a que possui o maior número
de equipamentos que valorizam a região: casas de shows, shoppings centers, grandes
empresas, avenidas perimetrais, túneis para circulação rápida de veículos, dentre outros.
Já a concentração de privés está em locais de grande circulação de pessoas e também ao
longo do sistema metroviário da cidade, sobretudo a linha azul, que liga o bairro do
Jabaquara ao Tucuruvi.

Observamos núcleos de privés ao sul da região norte, no entorno da estação Santana do


Metrô; no norte da região sudeste, especificamente nos bairro do Tatuapé, no entorno das
estações Carrão e Tatuapé do Metrô; e nos bairros de Pinheiros e Lapa, locais de grande
concentração de comércio e serviços.

Destaque também para a concentração de privés ao longo do corredor formado pela


Avenida Jabaquara e Domingos de Morais e seu entorno, sobretudo nas proximidades das
estações de Metrô São Judas, Saúde, Praça da Árvore, Santa Cruz, Vila Mariana e Ana
Rosa.

Já em relação as casas/clubes de swing, observamos a concentração sistemática no bairro


de Moema. Importante ressaltar que as casas inauguradas mais recentemente são as que
estão fora do bairro, com destaque para um clube na Vila Sônia, próximo ao estádio do
Morumbi, outra no Itaim bibi, próximo a região da Berrini, uma terceira na região de Santo
Amaro, próximo à Hípica Paulista e uma quarta casa, com inauguração no 2º semestre de
2009, próximo da estação Armênia do Metrô.

Ao analisarmos a espacialização dos equipamentos de apoio ao underground notamos


que estão em praticamente todas as regiões da cidade, exceto os cinemas pornôs, que estão
em sua totalidade localizados na região central, próximo á República. A razão dessa
concentração está na proliferação de cinemas em shoppings centers, com maior segurança,
estacionamento, toda oferta de lojas e praças de alimentação. Atrelado a essa oferta a
decadência do centro nas últimas décadas fez com que as pessoas deixassem de freqüentar
os cinemas da região e uma forma de não fechá-los foi a sistemática exibição de filmes
eróticos.

Os motéis estão localizados em vias de circulação rápida e perimetrais, localizadas em


todas as regiões da cidade, com destaque às grandes avenidas, como a Marginal do Rio
Tietê, sobretudo no bairro da Penha, na Avenida Ricardo Jafet e no bairro do Butantã, nas
imediações da rodovia Raposo Tavares.

Em relação aos sex-shops, temos uma distribuição espacial em todas as regiões da


cidade, de norte a sul, de leste a oeste. Deve-se a isso o consumo de produtos eróticos ter
crescido substancialmente nos últimos anos, principalmente pela proliferação de lojas,
físicas ou virtuais que popularizaram os produtos. Atualmente existem centenas de lojas
virtuais de produtos eróticos e mais de 200 lojas físicas, somente no município de São
Paulo.

RESULTADOS PRELIMINARES

Até o presente momento, num período que compreende os meses de julho de 2008 e
junho de 2010, obtivemos como resultados iniciais os seguintes resultados:
o Construímos o conceito de “turismo underground sexual”;
o Identificamos os grupos que efetivamente interagem com o underground na
cidade de São Paulo;
o Construímos um banco de dados dos equipamentos específicos e de apoio
o Desenvolvemos a tipologiado underground na cidade de São Paulo,
identificado por grupos, equipamentos específicos e equipamentos de apoio
underground.
o Geramos uma cartografia do underground, utilizando a ferramenta de
geoprocessamento, especificamente o software ArcGis. Concatenamos
layers da base de ruas da cidade de São Paulo, das regiões, dos
equipamentos undergrounds, dos equipamentos específicos, dos
equipamentos convencionais, da planta genérica de valores (2009) e dos
dados de renda (IBGE)

BIBLIOGRAFIA

AGUIAR, Paula. Sexshop: guia de negócios. São Paulo: Edição do autor, 2009.

ANÔNIMO. In: DICIONÁRIO Novo Aurélio Século XXI. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova
Fronteira, 1999.

AZEVEDO, Wilma. S.em m.edo. São Paulo: Editora Iglu, 1998.

CASTELLS, M. A galáxia internet: reflexões sobre a internet, os negócios e a sociedade.


Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.

______. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 2006.

BOULLÓN, R. C. Planejamento do espaço turístico. Bauru: EDUSC, 2002.

CLANDESTINO. In: DICIONÁRIO Novo Aurélio Século XXI. 3. ed. Rio de Janeiro:
Nova Fronteira, 1999.

FLOCKER, M. Manual do hedonismo: dominando a esquecida arte do prazer. Rio de


Janeiro: Rocco, 2007.

FOUCAULT, M. História da sexualidade: a vontade do saber. Rio de Janeiro: Edições


Graal, 1988.

GIDDENS, A. A transformação da intimidade: Sexualidade, amor e erotismo nas


sociedades modernas. São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista, 1993.

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: Editora


DP&A, 2006.
HARVEY, D. Condição pós-moderna: uma mudança sobre as origens da mudança
cultural. São Paulo: Loyola, 2005.

LIPOVETSKY, G. A era do vazio: ensaios sobre o individualismo contemporâneo.


Barueri, SP: Manole, 2005.

_____. A sociedade pós-moralista: o crepúsculo do dever e a ética indolor dos novos


tempos democráticos. Barueri, SP: Manole, 2005.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO TURISMO. Disponível em <http://www.world-


tourism.org/facts/eng/methodological.htm#2 >. Acesso em: 05 abr. 2009.

RIBEIRO, A. M. Território e prostituição na Metrópole carioca. Rio de Janeiro:


Ecomuseu Fluminense, 2002.

SANTOS, M. A Natureza do Espaço. Técnica e tempo. Razão e emoção. São Paulo. São
Paulo: EDUSP, 2004.

______. Por uma geografia nova: Da crítica da geografia a uma geografia crítica. São
Paulo. EDUSP: 2002.

______. Espaço e método. São Paulo: Nobel, 1985.

SECRETARIA MUNICIPAL DE PLANEJAMENTO DA PREFEITURA DE SÃO


PAULO. Disponível em <http://sempla.prefeitura.sp.gov.br/infogeral.php>. Acesso em: 20
abr. 2009.

UNDERGROUND. In: DICIONÁRIO Larousse inglês-português. 1. ed. São Paulo:


Larousse do Brasil, 2005.

URRY, J. O olhar do turista: lazer e viagens nas sociedades contemporâneas. São Paulo:
Nobel: SESC, 1996.

YÁZIGI, E. Civilização Urbana: planejamento e turismo. São Paulo: Contexto, 2003.

______. Saudades do futuro. Por uma teoria do planejamento territorial do turismo. São
Paulo: Plêiade, 2009.

ESTAGIO DA PESQUISA

Atualmente estamos finalizando a montagem do banco de dados dos equipamentos


turísticos convencionais, além da cadeia econômica do underground, para assim
depositarmos a qualificação.