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By Jadson Aquino©2016

Todos os direitos reservados


A Obra Consumada
Copyright © 2016 Jadson Aquino Todos os direitos reservados

1ª edição setembro de 2016


Edição Daniel Aldo Soares
Projeto gráfico e diagramação Michele Fogaça Capa Ricelli Alencar

Os textos das referências bíblicas foram extraídos da versão Almeida Revista e Atualizada (Sociedade Bíblica do Brasil), salvo indicação específica.

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP-Brasil) Aquino, Jadson A Obra Consumada, Jadson Aquino, Palmas: 2016 1. Vida Cristã. 2. Espiritualidade I. Título
Dedicatória
D

edico este livro ao casal que me ensinou a ser, sendo: meu saudoso e heroico
pai, Jason da Neguinha e minha querida e valente mãe, Neguinha do Jason,
mulher de Deus.
Agradecimentos
S

ou profundamente grato ao Senhor que me abriu o novo e vivo caminho, para


que pudesse usufruir tudo aquilo que Ele já havia me dado por meio de
Cristo, o Autor e Consumador de nossa fé.

Por vezes, paro, penso e suspiro com gratidão: Ele, por algum motivo, me
escolheu para ser um canal de seu amor para anunciar o Evangelho da Graça.
Por isso, com Ele, nEle e para Ele, dedico este projeto.

Obrigado Cássia, minha esposa amada, por ser sempre minha companheira
nesta fascinante aventura chamada ministério. Obrigado minhas doces filhas
Gabriella e Isabella, por compreenderem o chamado do pai de vocês,
colaborando comigo em amor.

Obrigado a toda minha amável família e amigos; carrego cada um de vocês


no coração.
Obrigado Pr. Lourival Melo, o senhor é uma grande inspiração.

Obrigado Pr. Aluízio Silva e Pr. Naor Pedroza por acreditarem e investirem
em mim, por causa do amor de vocês por mim, este projeto aconteceu.

Obrigado à Igreja em Itumbiara e, em especial, aos meus incentivadores neste


projeto.

Sumário
Dedicatória 5
Agradecimentos 7
Prefácio 11
Cap. 1 – A obra consumada 15
Cap. 2 – Anulando sofismas para viver vitoriosamente 29
Cap. 3 – Não escravos, mas filhos 43
Cap. 4 – Pensando naquilo que traz esperança 63
Cap. 5 – Reinamos em vida quando cremos a obra consumada 81
F

oi na cruz do Calvário que os nossos pecados foram perdoados, que a morte


perdeu seu domínio sobre o homem, e que o diabo foi, definitivamente,
derrotado. Jesus veio ao mundo, esvaziando-se de sua divindade, para
devolver-nos a paz com Deus. Sua missão voluntária e entrega vicária
libertaram o homem de toda condenação e culpa. Sua obra foi completa, pois,
na cruz, Jesus nos santificou e nos justificou diante de Deus. Ao homem,
nada mais restou a ser feito; basta que creiamos na suficiência da ação de
Jesus em nosso favor.

Essa é uma mensagem simples, todavia com profundidade e importância


singular. Nenhuma outra tem o poder redentor nem regenerador quanto essa.
Tamanha novidade contém tal mensagem que tornou-se conhecida como a
A Obra Consumada

Boa Nova ou Evangelho, consistindo no poder de Deus para a salvação de


todo aquele que crer.

Nada além da fé, que o próprio Deus nos dá, é requisito para receber a graça
de Deus por intermédio de Cristo Jesus. Ao crer na mensagem da obra
consumada do Senhor no Calvário, o homem recebe o direito de ser filho de
Deus, tornado-se coerdeiro, juntamente com Cristo, de todas as bênçãos
espirituais nas regiões celestiais preparadas para Jesus.

A maravilha dessa Boa Nova estende-se da eternidade por vir ao presente.


Enquanto vivemos na terra, temos a ditosa oportunidade de usufruirmos da
plenitude do Reino de Deus, uma vez que, pela cruz, deixamos o reino das
trevas e passamos ao Reino da Luz. Nesse, todas as verdades e promessas de
Deus aos seus filhos feitas por sua Palavra cumprem-se, cotidianamente, na
vida dos amados do Senhor. Compreendida essa revelação, o homem vive
sob o favor de Deus, usufruindo da paz que recebemos pelo castigo de nosso
Senhor na cruz, podemos assim Reinar em Vida.

Neste livro, o pastor Jadson Aquino reforça nosso ensino sobre a completude
do trabalho de Jesus no Calvário, ampliando a revelação que temos tido como
igreja. A graça em evidência seria a suma deste livro que percorre,
grandiosamente, os meandros desse tão urgente tema para a igreja brasileira
neste século.

Creio que este material torna-se indispensável para nossas igrejas e células.
Deveríamos estudá-lo ditosamente para mergulharmos nas profundidades
dessas águas que trazem descanso para nossas almas. Graças a Deus por essa
mensagem libertadora e transformadora; por ela, podemos viver pela fé,
alcançando, todos os dias, o propósito pelo qual fomos chamados pelo nosso
Salvador.

Espero que este material alcance o máximo possível de “crentes” no Senhor


Jesus, para desfazer mentiras e quebrar sofismas postos pelo inimigo em
nossos corações, cauterizando nossa mente contra as verdades libertadoras
escritas na Palavra de Deus. Sejam todos edificados e bem alimentados pelas
palavras de nosso amado irmão em Cristo, Jadson Aquino.

Naor Pedroza, pastor da igreja Videira Bueno em Goiânia e Supervisor da


Vinha Goiás.
Capítulo Um
A obra consumada
A Obra já foi Consumada

odas as religiões pregam que seus adeptos devem se esforçar para alcançarem
o máximo daquilo que ensinam ser o desejado pelo seu deus. Dizem que
deve-se fazer o melhor para que se chegue ao “nirvana” ensinado. Passam a
ideia de que há um preço muito alto para se alcançar a perfeição proposta, ou
seja, para se chegar à recompensa é necessário fazer muita coisa, fazendo
valer a célebre tônica que não está na bíblia: “Faça da tua parte que farei a
minha”. O mais assustador é que existem cristãos que seguem esse estilo de
vida de se alcançar um prêmio espiritual por mérito; pelo fazer, fazer e fazer,
na tentativa equivocada de se encontrar santo e pronto para receber algo de
Deus. Isso é o padrão de toda religião. Todavia, isso não parece de forma
alguma com o cristianismo da Bíblia, o modus vivendi da Nova Aliança se
difere, frontalmente, com esse padrão da religião.

Uma das coisas mais maravilhosas que podemos ver no Evangelho de Cristo
é o fato de que todas as coisas já estão completas nele. Em Colossenses 2:9 e
10, Paulo faz uma extraordinária declaração:
9 porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.
10 Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade.

Nesses versos, o apóstolo diz que já estamos “ completos e aperfeiçoados”


em Cristo. Isso não é algo tremendamente maravilhoso? Olhe novametente:
“Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.
Também, nele, estais aperfeiçoados.” [Observe que o verbo “estar” está
empregado no Presente do Indicativo, e não no Futuro. Paulo escreveu que
“vós estais” (Presente), e não estareis (Futuro do Indicativo)].

Infelizmente, é triste ter de reconhecer que muitos hoje ensinam que, se


formos diligentes o suficiente, daí um dia seremos santos; se isso ocorrer um
dia, poderemos ser encontrados justos. Definitivamente isso não é o
cristianismo da Bíblia; isso é religião, pois todo ensino religioso é assim:
“você só recebe mediante algo se você for leal e fiel”.

No cristianismo é diferente; nele, você não receberá depois de um processo,


pois no cristianismo, você começa pronto! Deixe-me explicar melhor. Na
Nova Aliança, voce conhece que a Obra já foi consumada hoje, e não
amanhã. Hoje você já é santo, você já justo, e já é inculpável. Isso significa
que em Cristo, você já está pronto. Sei que olhamos para nós mesmos e não
conseguimos ver muita coisa ainda, por isso somos impelidos pela cultura
religiosa a pensar que temos de nos empenhar e nos esforçar bastante para,
um dia, podermos chegar ao alvo proposto.

Isso não passa de um pensamento meramente natural. Não se deixe enganar:


há muitos pregadores por aí ensinando coisas naturais, como: se você quiser
ser achado justo diante de Deus, você terá de jejuar muito, orar bastante e
fazer muita campanha. Mas o cristianismo verdadeiro é o inverso disso; na
Nova Aliança, você vai se comportar de forma justa, porque você já foi
justificado em Cristo Jesus! Na religião humana e natural, você precisa vigiar
tudo o que você fala ou pensa, para que assim você seja santo diante de Deus.
Viver uma vida vigiando suas ações e perfomances o tempo todo não tem
nada de celestial, isso não passa de um inferno astral. Na verdade, por causa
da cruz você já é santo, porque já foi santificado em Cristo Jesus.

Agora, isso significa que não precisamos mudar nossos comportamentos


errados. Creio que vou lhe decepcionar, mas você não consegue se mudar
filho, é Deus quem muda você. Mas como podemos ser mudados? Tive uma
experiência pessoal em mudar minha dieta alimentar, não cabe falar aqui
desta mudança; contudo, acompanhado de meu exímio nutrólogo, mudei
minha dieta drasticamente, de forma processualmente e crescente. Em um
ano e meio pude ver uma mudança tão real em minha saúde que, às vezes, me
torno chato tentando ensinar outros a fazerem a mesma coisa. Para que você
veja mudança em você, sua dieta deve ser mudada; você deve se alimentar
corretamente e, na medida que você se alimentar de Deus e de sua Palavra,
você será transformado.

Tetelestai
Quando Jesus estava pregado na cruz há cerca de 2 mil anos, Ele bradou em
alta voz: “Tetelestai”, (está consumado, está finalizado, está completado, está
concluído). Agora, tudo o que precisamos já foi comprado; já foi conquistado
na cruz por nós. Por causa da Obra Consumada, você e eu, hoje, não
precisamos mais orar por vitória, nossa oração deve ter por base a certeza de
que Jesus já a conquistou, e hoje podemos usufruir de suas conquistas. Na
Obra Consumada, não oramos por vitória, oramos da vitória.

Toda grande empresa tem uma grande mente, uma exímia cabeça pensante
que leva toda equipe ou todo corpo a usufruir do sucesso; assim é a igreja.
Somos o corpo, e Cristo é a cabeça. Ele conquistou tudo para nós. Hoje, só
precisamos usufruir aquilo que já foi conquistado.

Este é o segredo para reinar em vida, crer que já temos, por direito, aquilo
que, por muitas vezes, ficamos buscando em oração, em anseio ou em
canções cristãs. Enfatizo, que tudo o que você e eu precisamos para reinar em
vida já foi conquistado no Calvário em nosso lugar. Antes da cruz, na Antiga
Aliança, o sacerdote oferecia sacrifícios e ofertas pelos pecados dos homens
no afã de cobrir os erros cometidos, mas não para os justificar. Assim, eles
tinham de fazer isto todos os dias por todos os homens, mas Jesus, como o
nosso Sumo Sacerdote, fez um único sacrifício por nossos delitos e pecados
para sempre. Hebreus 10:12, está escrito:
12 Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra
de Deus. (Grifo do autor)

Na Obra Consumada, não oramos por vitória, oramos da vitória.

Aqui está o consumar da obra redentora. Antes da cruz, orávamos por vitória;
antes do tetelestai almejávamos a bênção e a buscávamos em Deus. Hoje, já
temos todas as bênçãos, oramos e vivemos a partir da cruz, a partir da Obra
Consumada. Na Obra Consumada não oramos por vitória, oramos da vitória.
Na Obra Consumada, não trabalhamos para sermos abençoados, mas, em
lugar disso, recebemos o poder da graça, e hoje trabalhamos porque já fomos
abençoados. Mas, infelizmente, vemos hoje um modelo de fé que difere da
Bíblia; um modelo de vida cristã que tende mais para a esperança do que para
a fé Compreendemos que há, sim, esperança na Bíblia, como, por exemplo, a
esperança da glória que está por vir. Mas hoje podemos confiar que o Pai
aceitou o sacrifício de Jesus como pagamento da dívida que era contra nós, e
esta dívida descrita em Colossenses tem tudo a ver com as ordenanças da lei.
Vejamos o que Paulo nos diz em Colossenses 2:14-15:
14 tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos
era prejudicial, removeu- o inteiramente, encravando-o na cruz;

15 e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles


na cruz.

Na Obra Consumada, não trabalhamos para sermos abençoados, mas


trabalhamos porque já fomos abençoados.

A Obra Consumada é o começo, não o alvo


Talvez as suas ações ainda não correspondam à sua nova posição nem à
identidade em Cristo, mas a verdade a seu respeito é que você é justo,
completamente aperfeiçoado. Mas já viu que invertemos a ordem das coisas
espirituais? A ordem bíblica é que, uma vez que já sou justo, já sou
aperfeiçoado, portanto agora posso caminhar nessa verdade, pois esse é o
padrão bíblico para minha vida. Todavia, invertemos essa ordem quando
dizemos: não sou justo até agora, não sou perfeito ainda, mas estou
caminhando para chegar lá, estou tentando me santificar, tenho jejuado para
me tornar uma pessoa justa; ainda não sou, mas um dia serei. Isso parece tão
espiritual, tão piedoso, mas definitivamente este não é o Evangelho de Cristo.
Preste atenção! estamos fazendo da Obra Consumada o nosso alvo final.
Contudo, a verdade é que a nossa vida cristã começa na obra consumada de
Cristo. Creia nessa verdade, pois essa é a verdade do Novo Testamento; pode
não ser a verdade do Velho Testamento, mas, sim, a da Nova Aliança.

Do ponto de vista de Deus, nós já somos completos em Cristo, já fomos


aperfeiçoados. Nós somos, porque Ele já nos fez ser. Mesmo que Deus tenha
nos convertido há apenas algumas horas, já somos completos em Cristo.

Entretanto, não nascemos adultos, somos crianças e, como tais, temos


comportamentos impróprios; contudo se continuarmos nos alimentando da
verdade, vamos manifestá-la em nosso viver. Crianças fazem coisas de
crianças, crianças não tiram a fralda, mas as sujam, às vezes, sem receio
algum. Quando um filho faz isso, não o trocamos por outro limpo, mas o
limpamos porque o amamos como filho. Muito mais Deus, que é Pai perfeito,
nos amou e continuará nos amando como filhos.

Não são as nossas boas obras que nos aperfeiçoam, mas a obra de Cristo.

Não importa se você é ou não criança na fé; não importa se você é ou não
espiritual, a verdade é que você é completo em Cristo. Você já foi
aperfeiçoado em Jesus. Você sabe qual é o nosso problema? Nosso problema
é que avaliamos as coisas muito naturalmente, e do ponto de vista natural,
parece que nada está sendo feito em nós ainda. Do ponto de vista humano e
natural, pensamos que as nossas falhas nos fazem incompletos, mas isso não
faz sentido, pois não são as nossas boas obras que nos aperfeiçoam, mas a
obra de Cristo.

Assim sendo, o nosso ponto de partida sempre deve ser: já somos perfeitos
em Cristo. Portanto, não faça do ponto de partida o seu alvo final. Nosso
ponto de partida é a Obra Consumada, da cruz, quando Cristo disse “está
consumado”. A Obra Consumada é o Alfa, e não o Ômega.

Devemos estar certos de que, pelo fato de Ele ter consumado a obra, podemos
começar na posição de já ter sido aperfeiçoado. Você não começa a batalha
espiritual esperando que o inimigo seja derrotado, mas você já começa a
guerra na posição de vencedor, porque Cristo já triunfou sobre o inimigo.
Você não começa a caminhada como um pecador tentando ser santo, mas
com um santo que sabe que, pela graça, tem poder para fugir do pecado.

Não fique tentando ter uma vida justa para, então, receber a bênção de Deus.
Creia e comece na posição de justo, já abençoado com toda sorte de bênção
espiritual nas regiões celestiais. Vemos que muitos crentes gostam de chegar
diante de Deus como um pecador que procura misericórdia, todavia você não
é mais um pecador, você é filho. Agora, a nossa oração não é mais “Filho de
Davi tenha misericórdia de mim”, mas, sim, “Aba Pai”. Há muitos irmãos
que gostam de orar como o pecador da parábola, eles dizem:”tem
misericórdia de mim que sou pecador!” Amado, isso foi verdade antes de
você se converter, mas, agora, por causa da Obra Consumada, já não há mais
condenação porque você está em Cristo. Em Romanos 8:1, a Palavra de Deus
nos garante que:
Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.
O motivo pelo qual Deus não condena você é porque Ele não pode condenar
outra vez a Cristo, mas, pelo contrário, o Pai já aceitou o sacrifício do Filho,
o preço já foi pago. Existe um princípio jurídico chamado “Non Bis In Idem”
que estabelece, em primeiro plano, que ninguém poderá ser punido mais de
uma vez pelo mesmo crime ou erro. Jesus, ao morrer na cruz, assumiu nossos
pecados e delitos; assim, você e eu não podemos ser mais punidos, uma vez
que Jesus sofreu punição em nosso lugar. Hoje somos justos mediante a fé
que Ele mesmo nos deu. A Obra foi Consumada. Você pode viver em Paz
com Deus, pois obteve acesso a esta graça, não por mérito próprio, mas por
causa de Cristo. Vejamos o que está escrito em Romanos 5:1-2:
1 Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;

2 por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e
gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.

Quando você crê que já é aperfeiçoado em Cristo, você entra no descanso.


Oramos a partir da vitória que já temos e fazemos guerra espiritual a partir da
Obra Consumada de Cristo Jesus. Cristo já venceu, e nessa posição de vitória
é que enfrentamos o inimigo. Portanto, mesmo que não vejamos em nós a
perfeição ainda, começamos a caminhada dessa posição de vitória. É obvio
que não estou afirmando aqui que não devemos crescer. A graça não muda o
processo divino de edificação da igreja, na verdade, a graça nos coloca nesse
verdadeiro processo.

Nascemos completos

Olhe para uma criança e observe-a. Ela nasce perfeita, mas ainda precisa
crescer e, nesse processo de crescimento, será ainda mais perfeita. sempre de
me lembrar de que uma criança, ao nascer, tem mãos perfeitas, mas não
consegue usá-las de forma perfeita; apesar de ter pés perfeitos, não consegue
usá-los de forma perfeita; uma criança, ao nascer, tem olhos perfeitos, mas
não consegue enxergar nitidamente. Segundo a ciência, somente aos três
meses, ela conseguirá acompanhar o deslocamento de pessoas que estão
próximos a elas, e a capacidade de enxergar em um sentido tridimensional
vai, gradualmente, aumentando e, somente com um ano, a criança terá a
mesma visão que um adulto.
Assim vemos que ela nasce perfeita, mas precisa ser aperfeiçoada. Em João,
capítulo 19, vemos a história da crucificação. Nela, temos as últimas palavras
de Cristo na Cruz que foram: “está consumado!” Quando a obra de Cristo
termina, a nossa começa. Começamos nossa vida cristã com o “está
consumado!”. O julgamento foi consumado, por isso já não há condenação
nem para você nem para mim. A punição do pecado foi completa. A
santidade de Deus exigia a morte do pecador, mas, agora, Cristo morreu em
nosso lugar. E, desta maneira, o velho Adão caído pôde ser reconciliado com
o Deus de amor.

Começamos nossa vida cristã com o “está consumado!”

Paulo diz que fomos justificados mediante a fé, e hoje temos paz com Deus
por meio de nosso Senhor Jesus Cristo (Rm.5:1). Lendo este texto, vemos
que Deus fez as pazes conosco. Agora, como isso foi processado? Éramos
todos filhos da desobediência e estávamos debaixo da ira de Deus, conforme
a parte b do versículo escrito em João 3:36 “... se mantém rebelde contra o
Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.” O homem
tornou-se inimigo de Deus e perdeu a paz com Deus, mas por qual motivo o
homem tornou-se inimigo de Deus?

Creio que não foi por causa da desobediência somente que o homem tornou-
se inimigo de Deus, a desobediência separou o homem de Deus, mas a
inimizade veio porque o homem foi atraído pelo inimigo de Deus. A
humanidade, no primeiro homem, se juntou ao inimigo e se tornou, naquele
momento, contra Deus ou, melhor colocado, “antiDeus”. Isto é tão verdade
que, durante toda história, os homens foram “antiDeus” e, lá em Apocalipse,
se levantará o homem da iniquidade, e este homem representará todos os
“antiDeus” da história. Todavia, agora, ele não mais é conhecido como
“antiDeus”, mas, sim, como anticristo.

Todo e qualquer inimigo não tem paz quanto ao seu “adversário”, desta
maneira, o homem passou a viver sem paz com Deus, sem paz com o
próximo e sem paz consigo mesmo. Mas quando cremos na Obra Consumada
e compreendemos que já fomos justificados e, por isso, temos paz com Deus;
então tudo muda, pois agora vivo livre de condenação, de acusação e do
medo. Aleluia!
Ele nos ama continuamente

Crer na Obra Consumada garante a você esse estilo de vida vitoriosa, mas,
também, quando vivemos na Nova Aliança desfrutamos do amor de Deus. Na
lei, o primeiro mandamento diz que devemos amar a Deus sobre todas as
coisas; isto é verdade, pois devemos mesmo. Mas como isso é processado na
vida do filho de Deus?

A Palavra nos ensina em 1 João 4:19 que nós amamos a Deus porque Ele nos
amou primeiro. Aqui está a verdade a respeito de amar a Deus: o nosso amor
por Ele é apenas um eco do amor dele por nós. Voce só pode amar o Senhor
quando, de fato, você entende que primeiro é amado por Ele. Ninguém
consegue amar o Senhor apenas como um mandamento, porque o
mandamento é lei, e ninguém jamais cumpriu a lei. Assim sendo, quando
compreedemos o quanto somos amados, a nossa resposta espontânea é amar
o Senhor. Nós o amamos, porque Ele nos amou primeiro.

O nosso amor por Ele é apenas um eco do amor dele por nós.

Sabe como conseguiremos exercer liderança na casa de Deus? Quando


compreendermos que somos filhos amados do Pai. Sabe como podemos
enfrentar, todos os dias, as guerras contra o inimigo? Compreendendo que o
Pai, que é Deus de Amor, nos ama de tal maneira que entregou seu Filho por
nós. Mas se acalentamos algum resquício de dúvida de que somos amados
dele, assim fraquejaremos por medo de sermos rejeitados ou preteridos.

Ele nos ama e somos aceitos por Ele, podemos servi-lo em sua obra com
alegria, sem medo e sem receio. Afinal, Ele nos ama tanto! Precisamos
conhecer o quanto somos amados do Pai. Qualquer pessoa que vive sem a
Paz e ainda não provou do amor que aceita, se sente condenado e fica o
tempo todo procurando conquistar a aprovação de Deus através de suas obras
ou através de suas perfomances. Crer errado produz comportamento errado,
mas a crença certa resultará em atos certos.

E como você pode usufruir da Obra Consumada? Como receber tudo o que
Jesus conquistou na cruz? Como reinar em vida? Comece de onde Cristo
terminou. Aproprie-se de toda a conquista resultante da obra que foi
consumada na cruz e faça do fim o seu começo; faça da consumação de
Cristo o seu início. Que o Ômega de Cristo seja seu Alfa. Esse é o grande
segredo da vitória. A Obra já foi Consumada.

Somos filhos amados de Deus


Não é incrível pensar que mesmo antes de Jesus fazer qualquer obra, Deus
disse que Ele era o filho amado que lhe dava prazer? O Senhor disse isso
duas vezes: a primeira foi no batismo, e a outra vez 40 dias depois no monte
Hermon. Agora o maravilhoso nisso é que, quando Deus disse a Jesus no
batismo que o amava, Jesus estava no rio Jordão, próximo ao mar morto, o
lugar mais baixo no globo terrestre, que fica a 400 metros abaixo do nível do
mar e, na segunda vez, 40 dias depois, Jesus ouviu essas mesmas palavras no
monte Hermon, há mais de 3 mil metros de altitude, a montanha mais alta de
Israel. Isto é formidável, estando lá em cima, enquanto tudo está bem, Deus
diz a você: Você é filho amado, que dá prazer ao Pai. E quando você estiver
lá em baixo, as coisas não estiverem bem, Ele também lhe diz: Você é filho
amado, que dá prazer ao Pai! Somos amados quando nos sentimos bem e
quando não nos sentimos bem.

Capítulo Dois
Anulando
sofismas para viver
vitoriosamente
A cultura da morte

em que percebamos, há uma cultura da morte infiltrada em nossas mentes.


Você não vê ninguém dizer: “Puxa vida, estou vivendo de vontade de comer
um bolo de chocolate!”, mas dizem sempre: “estou ‘morrendo’ de vontade”.
Se está morrendo, não vai comer. Se você estiver morrendo de vontade de
viajar, faço questão de não viajar no mesmo veículo que você, pois seu desejo
envolve morte, e não vida.

Podem até dizer que estou sendo extremista, mas faço questão de ser enfático
quando se diz respeito à vida. Isso pode parecer algo simples, mas pode se
tornar uma crença e nos levar a um estilo de vida de medo e de condenação.

Quando você olha para a próxima semana, o que vem ao seu coração? O que
você sente? Você sente medo e temor? Deus quer que olhemos para a semana
que está entrando e creiamos que coisas boas virão.

Quando alguém liga de madrugada, inesperadamente, o que vem ao seu


pensamento? Você pensa que o motivo da ligação é uma coisa ruim ou você
pensa que a notícia é tão boa que não puderem esperar para ligar no outro dia
pela manhã? Quando alguém lhe diz: preciso falar com você? O que lhe vem
à mente? Desgraças e problemas? Ou você pensa que esta pessoa quer lhe
presentear?

O homem pode ficar 30 dias sem comer, 3 dias sem água, 3 minutos sem ar,
mas não vive 1 segundo sem esperança.

Ouvi um dia uma frase de Viktor Frankl: O homem pode ficar 30 dias sem
comer, 3 dias sem água, 3 minutos sem ar, mas não vive 1 segundo sem
esperança; acrescento aqui que esse homem não vive uma vida de vitoria
caso não tenha a esperança de viver o hoje com muitas bençãos, alegria e
milagres.

Precisamos entender o amor de Deus e o cuidado dele por nós, seus filhos.
Precisamos aceitar que o Pai nos quer bem e, para que este bem aconteça, Ele
não tem para nós o que a religião diz que Ele tem, coisas tais como: doenças,
morte, maldições. Afinal, se cremos que Deus põe doenças em seus filhos
como uma maneira de corrigí-los, podemos estar em rebeldia indo ao médico
ou tomando remédio. Por acaso, algum de vocês, que é pai, seria capaz de dar
uma porção de cascalho ao seu filho quando ele lhe pedir um McDonald’s?
Ou dar uma cobra, quando lhes pedisse um sushi? Pois é, vocês mesmo sendo
maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos, tanto mais o Pai celestial, dará
coisas boas aos que lhe pedirem.

Percebem que há uma gritante necessidade de acreditarmos que Deus é bom e


que Ele tem para nós, sempre, um futuro de paz e alegria, e não de morte e
tristeza. Vejamos o que a Bíblia nos diz em Jeremias 29:11:
Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de
mal, para vos dar o fim que desejais.

Quando olhamos para a vida cristã, vemos ensinos que, sutilmente, se


tornaram crenças que, hoje, nos impede de viver uma vida cristã vitoriosa.
São ensinos que estão na Bíblia mas não são para os filhos de Deus da Nova
Aliança. Estes ensinos impregnam por meio da condenação e do medo a
cultura de morte que mensionei. Portanto, apresento aqui dois dos maiores
sofismas que se tornam obstáculos e enfraquecem a nossa confiança em
coisas boas no futuro. Estes sofismas são:
Crer em maldições hereditárias;
Crer na lei da semeadura e da colheita quanto ao

pecado.

Primeiro sofisma
Crer nas maldições hereditárias
O principal obstáculo que temos no meio cristão pentecostal é o ensinamento
que afirma a existência de maldição hereditária, maldição de geração em
geração, que ainda acompanha os filhos de Deus nos dias de hoje.

Se alguém está em Cristo é nova criatura e as coisas velhas já passaram.

É certo que existe uma maldição hereditária para aqueles que não estão em
Cristo, mas, para aqueles que estão em Cristo, isso não existe mais.

O fato é que não existe nada mais negativo, porque a Bíblia diz em 2
Coríntios 5.17 que “E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as
coisas velhas (antigas) já passaram; (está incluso aqui a maldição
hereditária) eis que tudo se fez novo”.

Contudo, existe cristão que tem uma crença de maldição, e é um grande


obstáculo para ele crer que coisas boas estão por vir. Sua fé se prende ao fato
de, muitas vezes, não saber quanto dos pecados de nossos antepassados nos
alcançariam, produzindo em nós uma colheita que não teríamos noção nem
culpa. Assim, o medo, a preocupação e a ansiedade roubam de nós a
expectativa de confiar em Deus.

Em Jeremias 31:29, o próprio Deus nos diz: “ naqueles dias nunca mais
dirão, os pais comeram uvas verdes e os dentes dos filhos se embotam”.

Estudando a cultura judaica, descobrimos que esse era um ditado popular


entre os hebreus: o pecado dos pais influenciava sobre os filhos e a maldição
caía sobre eles pelos erros dos pais; esse era um ditado popular entre os
judeus e, nesse trecho, Jeremias está citando o que, comumente, se falava
entre o povo.

A defesa aqui se baseia naquilo que Deus disse no monte Sinai, na ocasião
em que falou a Moises que visitaria os pecados dos pais nos filhos e nos
filhos dos filhos até a terceira ou a quarta geração; isso está na Bíblia, mas
como um dos registros do Antigo Testamento. Vale nos lembrar de que não
estamos mais sob a vigência do Antigo Testamento, mas, sim, do Novo
Testamento.

Temos de estar certos de que o Novo Testamento marca a Nova Aliança ou o


Novo Conserto, estabelecido sobre o sangue de Jesus. Nossa vida, então,
deveria ser toda fundamentada nas verdades dessa Nova Aliança. Todavia,
alguns crentes ainda estão no Antigo Conserto, vivendo segundo as Leis e
tradições encerradas por Jesus na Cruz. Se alguém está no Antigo
Testamento, certamente acreditará que Deus visitará seus pecados até a
terceira ou a quarta geração. Contudo, a Boa Nova é que Deus não faz mais
isso! Toda maldição foi levada e quebrada na cruz do Calvário. Todos os
nossos pecados foram abolidos na cruz em Jesus Cristo. Ele pagou pelos
nossos pecados, pelos pecados dos nossos filhos e dos nossos netos. Ele
pagou o preço e bradou: “está consumado!”, por isso estamos no Novo
Conserto, num tempo em que Deus diz que os nossos pecados e toda
impiedade já não são mais lembrados por Ele.

Hebreus 10.17 diz que de nossos pecados e impiedades, Deus não se lembra
mais. Jeremias 31.33 diz: “porei a minha lei em seu interior e escreverei no
seu coração, serei seu Deus e você será meu povo, por que perdoarei a sua
maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados.” Em outras palavras,
o Novo Conserto está estabelecido sobre a premissa de que Deus não se
lembrará dos nossos pecados.

Deus não está mais lidando com você baseado em seus pecados; Deus está
lidando baseado no homem que foi seu substituto. Deus não está mais lidando
com seu pecado na sua vida, Ele esta lidando com o Filho na sua vida.

No Antigo Testamento, Deus diz que não se esquecerá jamais do seu pecado.
Essas são palavras duras, todavia, na obra consumada, Deus diz que não se
lembrará mais dos seus pecados.

Em qual “Conserto” você está? No Antigo Conserto ou no Novo, que veio


quando a obra foi consumada? Todos os crentes deveriam estar no Novo
Conserto, todavia, muitos do Novo Conserto têm a mentalidade do Antigo,
eles esperam o juízo e a maldição. Em Jeremias 31:29-31 está escrito:
29 Naqueles dias, já não dirão: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos é que se
embotaram.
30 Cada um, porém, será morto pela sua iniquidade; de todo homem que comer uvas verdes os dentes
se embotarão. 31 Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e
com a casa de Judá.
Essa aliança termina declarando que, dos pecados, Ele não se lembrara mais.
Se olharmos para o contexto desses versos, teremos que o Novo Conserto
acabou com a maldição dos filhos receberem a consequência do pecado e da
iniquidade dos seus pais; observando o contexto, vemos que isso fica muito
claro.

Por isso, se alguém afirmar que os crentes estão sob a maldição dos seus pais,
você precisa lembrá-los desse texto que diz que o Novo Conserto viria
naqueles dias, os quais já temos o cumprimento. Estamos vivendo esse Novo
Conserto e, portanto, esse ditado das uvas verdes não mais tem validade entre
nós. A Bíblia nos diz em João 19:28 que:
“depois sabendo Jesus que todas estas coisas haviam terminado para que a escritura se cumprisse Ele
disse: Tenho sede.”

Jesus não disse “tenho sede”, porque tinha sede; Ele disse “tenho sede”,
porque a Bíblia diz que Ele sabia que a escritura tinha de se cumprir, já que
todas as coisas estavam terminadas. A sede de Jesus era a sede para que tudo
escrito nas escrituras se cumprissem. É interessante observarmos o fato de
que Ele já estava na cruz ao dizer essas palavras, mas, ainda assim, sua
preocupação principal era que as escrituras se cumprissem. Jesus tinha sede
de pôr um fim na maldita história da maldição hereditária, pois Ele veio
destruir as obras do diabo e nos deixar, inteiramente, livres.

Estava ali um vaso cheio de vinagre extraído das uvas verdes. Isso remete-
nos ao texto de Jeremias, “os pais comiam uvas verdes e os dentes dos filhos
se embotaram”, nos fazendo compreender, definitivamente, que a obra de
quebra de maldições foi, totalmente, completada na Cruz do Calvário.

A cruz nos mostra que, naquele momento, ao tomar o vinagre (uvas verdes),
Jesus sofreu as consequências e as maldições que pertenciam aos filhos por
causa dos pecados cometidos pelos pais. Na cruz do Calvário, Jesus quebrou
todas as maldições hereditárias para podermos ser totalmente livres.

Jesus teve sede para que tivéssemos liberdade; Ele teve sede para que
fôssemos libertos dos pecados dos pais e de todos os antepassados. Nada do
que fizeram cairá sobre nós; a maldição foi quebrada e, agora, na obra
consumada, não sofreremos mais o que nossos pais sofreram.
Ao tomar o vinagre, Ele disse: “Está consumado”. Ele cumpriu as escrituras,
e podemos afirmar que a última coisa que Ele cumpriu foi a libertação da
maldição hereditária na vida dos filhos de Deus.

Segundo sofisma Lei da semeadura e da colheita quanto ao


pecado
No Antigo Testamento, antes de Jesus, todo o pecado que você semeava,
você colhia. Isso pode ser visto na lei natural da semeadura e da colheita. A
colheita é sempre maior do que as sementes que você planta. Isso era algo
muito ruim que eles experimentavam no Antigo Conserto.

Percebe-se que eles não podiam crer que coisas boas viriam, afinal, como eles
experimentariam coisas positivas do futuro se sempre tinha esse peso sobre
suas consciências? Como viveriam em paz se carregavam consigo o fardo de
que colheriam tudo o que semeassem? Por isso viviam debaixo de uma
maldição, certa expectação horrível de juízo.

Agora, o que afirmo aqui não é que Deus nunca falou isso; de fato, Deus
falou. Todavia, precisamos saber quando Deus disse o que disse. Ele falou
tais palavras no Antigo Testamento. Deus não falou tais palavras depois da
morte de Jesus. No Novo Testamento, você não encontra nenhum versículo
da Bíblia dizendo que colherá o pecado que semeou.

Se fosse verdade que os crentes pudessem colher as maldições do passado,


como poderíamos crer que boas coisas viriam em nossa vida? Como podemos
confiar que fomos libertos do medo, se algo negativo ainda possa acontecer a
nós e a nossa família por termos semeado algo ruim?

Talvez podemos tomar o texto de Gálatas 6:7, que afirma que tudo o que o
homem semear, também ceifará. Todavia, precisamos estar atentos ao
contexto deste verso. Paulo não está falando de maldição hereditária, mas de
oferta financeira. Leiamos o que Paulo nos diz em Gálatas 6:6-10:
6 Mas aquele que está sendo instruído na palavra faça participante de todas as coisas boas aquele que
o instrui. 7 Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também
ceifará.

8 Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o
Espírito do Espírito colherá vida eterna.

9 E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.
10 Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da
família da fé.

Observe que Paulo é claro ao apresentar a oferta financeira aos que ministram
a Palavra. É uma advertência interessante, pois trata da generosidade dos
crentes. O pedido era que os cristãos da Galácia pudessem cuidar,
financeiramente, daqueles que investiam na igreja quanto ao ensino da
Palavra.

É justamente nesse contexto que o verso 7 está inserido, e não quanto às


maldições hereditárias.
“não erreis, não vos deixe escarnecer, porque o que o homem semear, isso
ele ceifará”

A verdade de que Deus não se deixa escarnecer está ligada à generosidade


humana; o homem colherá avareza se for avarento e generosidade se for
generoso. Gálatas 6 não é, portanto, um texto para falar de maldições
hereditárias, mas, sim, da generosidade dos filhos de Deus.

Se você disser que este texto fala de ações pecaminosas, imorais, e se você
semear, você terá uma colheita pecaminosa; de igual modo terá de acreditar
que se você semear alguma coisa moral e boa, você irá colher vida eterna. Se
a lei da semeadura e da colheita for válida para as questões de pecado e
santidade, teremos de anular a cruz de Cristo.

Precisamos estar certos de que não podemos nos salvar por nossas obras nem
pelos nossos atos morais, mas somente pela graça redentora de Jesus.

É verdade que o Novo Testamento está cheio de versículos falando de


semeadura e de colheita, mas nenhum deles refere-se ao pecado, antes, à vida
de generosidade. O indiscutível é que a obra consumada de Jesus no Calvário
mudou tudo; ela destruiu o pecado definitivamente; ela consumiu a maldição
de uma vez por todas. A única coisa que precisamos fazer é reconhecer e
aceitar o favor de Deus em nossas vidas.

Antes de finalizar, vou esclarecer que, em nenhum momento, afirmei que os


pecados não tenham consequências. O que defendo é o fato de que que não
há mais colheitas consequentes de semeaduras do passado. Consequência é
diferente de colheita, todo pecado tem, sim, consequências.

Também não disse que, porque não há mais colheita dos nossos pecados e
dos pecados de nossos antepassados que devemos sair por aí pecando.
Existem, sim, consequências para o pecado, mas não são colheitas.
Precisamos de eliminar esta ideia errada, porque quando falamos isso, não
temos ideia quando iremos colher, o que iremos colher e o quanto iremos
colher e, assim, não resta a nós a possiblidade de crer que podemos viver uma
vida vitoriosa em Deus; ficamos somente com uma assustadora expectativa
contínua de medo e de condenação.

É importante ressaltar que existem consequências dos pecados, por exemplo:


se você é um homem que trai sua esposa, isso tem a consequência da
separação, da vergonha diante de todos da sociedade ou de um filho fora do
casamento; isto não é colheita, é consequência. Se eu pular de um muro de 3
metros de altura, vou quebrar alguns ossos, isto não é colheita, e sim
consequência de uma atitude errada. Se eu esbanjar todo meu salário de
forma tola, vou passar necessidades e poderei até envolver outras pessoas
com essa ação irresponsável, isso são consequências, e não uma colheita
espiritual. Existem consequências pelo pecado, e algumas são, até mesmo,
irreversíveis.

Coisas boas estão acontecendo

Finalizo afirmando que a Obra Consumada foi o que viabilizou a mudança


entre as alianças; entre o Antigo e o Novo Testamento, pois não existe mais
maldição hereditária para os filhos de Deus nem colheita dos frutos dos
pecado; estes obstáculos foram anulados porque Jesus foi para a cruz. Vemos
que não há mais esses dois obstáculos nos impedindo de crer sempre que
coisas boas virão para nós. Vejamos o que as Escrituras nos dizem em Isaías
53:4-5:
4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o
reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.

5 Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que
nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
Podemos crer que coisas muito boas sempre acontecerão conosco.

Somos contra o pecado, fomos libertos para vivermos em santidade, fomos


libertos para amar a Deus. Podemos crer que coisas boas acontecerão sempre
conosco. Há quase dois mil anos, Jesus foi para a cruz para nos dar esta
liberdade. Ele quer nos ver livres das doenças, das dores emocionais e, para
isso, Ele foi ferido e, por causa de nossas iniquidades, foi traspassado. Ele foi
moído para que vivamos uma vida vitoriosa, sarados de alma. Por causa de
Jesus, podemos ter uma mente saudável e vivermos com saúde no corpo
físico. Podemos crer que podemos acreditar que coisas boas, muito boas,
sempre virão e nos alcançarão. Aleluia!

Capítulo Três
Não escravos,
mas filhos
Alcançados pela Graça
O
texto de 2 Sm. 9:1 a 13 conta a história de Mefibosete, que era filho de
Jônatas, neto do rei Saul. Mefibosete é um personagem bíblico que nos
representa espiritualmente, sua história na Bíblia é, de alguma maneira, a
nossa história.

Davi fez uma aliança com Jônatas, um dos filhos de Saul, e a Bíblia diz que
essa amizade era algo tão profundo que fizeram uma aliança dizendo que um
cuidaria dos descendentes do outro, quando um viesse a falecer.

Saul, por outro lado, era inimigo de Davi. Por vinte e três vezes, Saul tentou
matar Davi. Saul era realmente inimigo de Davi. A Bíblia relata que Saul foi
à peleja contra os filisteus, e aconteceu que os filhos de Saul morreram na
guerra, e Saul, depois, se matou, apesar de haver controversas sobre sua
morte.

Quando essa notícia chegou a Jerusalém, Mefibosete, que era um garotinho


de quatro a cinco anos de idade, que tinha uma babá cuidando dele, ao ouvir
o que tinha acontecido com o rei e com seus filhos, pegou, então, Mefibosete
e correu para fugir, porém, nessa fuga, deixou Mefibosete cair, o que fez com
que ele quebrasse os pés, ficando, portanto, coxa a criança.

Mas um dia, Davi, já em seu reinado, e Mefibosete jovem com os seus vinte e
poucos anos; aconteceu que Davi se lembrou da aliança que tinha feito com
Jônatas. Através de Ziba, Davi soube que Mefibosete estava vivo. Então,
Davi resolveu usar de sua benevolência, não por causa de Mefibosete, mas
por causa da Aliança que ele tinha feito com Jônatas.

Preste Atenção, nosso Rei é o Senhor Jesus, e Ele quer usar de bondade
conosco, mas não por causa de nós, e sim por causa da aliança feita na cruz
do calvário.

Houve um dia que a aliança foi firmada, e por causa dessa nova aliança, o
Senhor Jesus decidiu usar de bondade para conosco. Era natural que
Mefibosete acreditasse que Davi o odiava, que Davi queria a morte dele, pois,
naquela época, era normal que, depois que se mudava a dinastia, o novo rei

matasse todos os descendentes do rei deposto.

Mefibosete sabia que ele era o único que tinha sobrado da família de Saul;
isso fazia com que ele pensasse que Davi estava procurando-o para matá-lo.
Mefibosete não sabia que Davi queria usar de bondade para com ele.

Muitos de nós vivemos assustados e com medo de Deus; há tantos crentes


vivendo debaixo do terrorismo da lei, acreditando que Deus está irado com
eles, que mais falham do que acertam e, assim, concluem consigo mesmo,
Deus não está feliz comigo, Deus não está contente comigo, chegam a dizer:
estou falhando na minha casa, com o meu cônjuge, como pai. Estou falhando
na igreja, estou falhando no emprego, estou falhando na minha fidelidade
com Deus, não estou respondendo como deveria, Deus não está feliz comigo.
Deus está contente com os outros que são bem melhores que eu.

Chamados do deserto para a mesa do Rei


Possivelmente Mefibosete pensou assim: “Ah, devo ficar aqui em Lo-Debar
mesmo, terra de sequidão e de miséria; é melhor eu me contentar com isso
mesmo, porque, certamente, o Rei não está feliz com minha vida”. Mas o Rei
está lá no seu palácio pensando, “como posso usar de bondade e graça para
com Mefibosete?”

Jesus tem bons pensamentos a nosso respeito. Deus mesmo diz: “Eu é que sei
que pensamentos tenho a vosso respeito, pensamentos de paz e não de mal,
eu quero dar a vocês um fim vitorioso” (Jr. 29:.11)

Que incrível é pensar que Mefibosete era alvo da bondade do rei, mas se
escondia no deserto, por ter medo, e tinha medo por não conhecer o coração
do rei. Precisamos ter a clareza de que não é por causa de nós que Deus usa
de sua bondade; a bondade de Deus não virá por causa do que você tem feito,
mas, sim, pela aliança firmada na cruz.

Mefibosete não fez nada para receber a bênção; ele recebeu a bênção por
causa de outra pessoa. Davi não procurava alguém em específico. Você
também será abençoado por causa de outra pessoa, a saber Jesus, o Cristo.
Nosso Deus olha para a Nova Aliança em Cristo para nos abençoar, quem faz
parte da família da fé, faz parte dessa aliança.

Não é por causa de nós nem por causa de nossas obras, pois nós mesmos
éramos inimigos de Deus, mas Ele nos amou mesmo assim, nos fez seus
filhos, usando de sua bondade para conosco. Se, quando éramos inimigos de
Deus, Ele nos amou, quanto mais agora que somos seus filhos.

Assim como Davi usou de bondade (Graça) para com Mefibosete, Deus quer
usar de Graça (bondade) para com você. Você precisa estar convencido disso,
pois o Filho de

Deus que não tem revelação desse amor, não tem uma vida cristã saudável
nem equilibrada. Quando há dúvida em seu coração de que Deus ama você
ou que seu amor não seja perfeito nem constante, ou seja, você pensa que há
dias em que Ele ama você mais intensamente, e há dias em que Ele ama você
menos, afirmo que você vive uma vida volúvel e de fracasso. Você precisa ter
a revelação, hoje, do amor dele por você. O amor de Deus não depende de
sua performance nem do seu comportamento.

Lembra das frases que ouvíamos muito quando criança?

“ Se você não se comportar direito, o papai do céu não vai gostar mais de
você”, qual é o problema aqui? É que, invariavelmente, não nos
comportávamos bem, assim sempre o nosso pensamento era: “estávamos mal
na fita”.

Tem semana que fazemos aparentemente tudo certo, oramos por uma hora,
lemos a bíblia, não faltamos às reuniões, aguentamos a pressão no trabalho,
somos amorosos com a família e até jejuamos naquele dia, então, chegamos
no final do dia e pensamos: “hoje fui bonzinho!” E aí sentimos que Deus nos
ama. Entretanto, no outro dia, se acordamos com a “pá virada”, bruto com a
esposa, com vontade de explodir o mundo! Dia em que um carro qualquer
fecha o nosso no caminho para o trabalho, daí nos dá aquela vontade de
xingar o motorista, e ficamos prontos para arrumar confusão com alguém.
Nossa luta se intensifica naqueles dias em que chegamos em casa sabendo
que a esposa está chateada conosco, dias em que você não temos forças para
orar, porque o diabo diz: “você sabe que não foi bonzinho com ninguém!” E
aí sentimos que Deus está zangado conosco.

Nossa justiça não é o nosso comportamento, nossa justiça é uma pessoa;


Cristo é nossa Justiça.

E, como na maioria das vezes, se não somos bonzinhos, nossa atitude é


pensar que Deus não está feliz com a gente. Mas a boa nova é que Deus não
precisa da nossa performance para nos amar, afinal Ele nos amou quando
éramos inimigo dele.

Davi quis usar de bondade por causa do amor à aliança com Jônatas, e Deus
já usou de bondade para conosco por causa do amor em Cristo na aliança da
cruz. Nossa justiça não é o nosso comportamento, nossa justiça é uma pessoa,
Cristo é nossa Justiça, e ponto final. Por isso, nunca concorde com o diabo,
mesmo quando ele fala a verdade, ele está mentindo, por isso nunca concorde
com as acusações do diabo. Ele sempre usa a lei para nos condenar, mas a
boa notícia é que não estamos debaixo da lei, estamos em Cristo; estamos
debaixo da graça do filho do seu amor. Podemos ver, assim, as santas
consequências de termos a experiência com a Graça de Deus, a experiência
com esse descomunal Amor de Deus.

1- A primeira santa consequência dessa maravilhosa


experiência é que a graça e o amor de Deus endireita nosso
andar

Olhem para Mefibosete: ele tinha os pés defeituosos, tinha os pés tortos, e
isso aponta para o nosso caminhar, nossos comportamentos errados e alguém
com boa intenção diz: “conserta esses pés”, e a gente até tenta, mas não
consegue por esforço próprio.

O rei é perfeitamente bom


Quantos de nós temos os pés tortos? Quantas vezes fizemos propósitos de
não andarmos tortos, de corrigirmos os pés, de mudarmos nossos
comportamentos errados? E quantas pessoas já disseram: “esse não tem
jeito”, daí, criticam seu caminhar, exortam você a mudar a conduta, o
comportamento, o caráter. Então, você tenta um dia, dois dias, mas no
terceiro, você cai de novo. Aí você cai em angústia, e passa a não suportar
nem a si mesmo. Fica se perguntando: “Por que não consigo mudar com
minha esposa, com meus filhos, com meus amigos? Por que sou bruto? Por
que não consigo controlar meu temperamento? Por que volta ou outra caio na
pornografia? É algo muito cruel pedir para alguém que tem pé torto, esticá-lo
na marra, dizendo: “caminhe direito rapaz”!

Quem nos aperfeiçoa, nos firma, nos fortifica e nos fundamenta é o próprio
Deus.

Mas, mesmo assim, o nosso Rei quer usar de bondade para conosco. Porque o
que é impossível para você, não é para Deus. Ele tem poder para consertar
pés tortos. Não sei como tem sido seu caminhar, mas sei que ninguém aqui
quer ter os pés tortos, nem Deus vai deixá-lo assim. Não quero tirar sua
esperança de mudar por esforço próprio, mas quero matá-la mesmo de uma
vez. Você não consegue endireitar seu caminhar na sua própria força, você,
em si mesmo, não consegue ser santo. Só Ele pode endireitar o nosso
caminhar. Isso não é licença para continuar no pecado, mas é revelação de
que só o Deus da bondade pode fazer isso. Ou seja, quem nos aperfeiçoa, nos
firma, nos fortifica e nos fundamenta é o próprio Deus de toda graça que, em
Cristo, nos chamou. Vejamos o que está escrito em I Pedro 5:10:
10 Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes
sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar.

2- A segunda santa consequência em ter essa experiência com a


graça é que o amor de Deus nos liberta da miséria
Mefibosete estava em Lo-Debar, e Lo-Debar significa “sem-suprimento”. É
um lugar deserto. É um lugar para quem tem um andar defeituoso. Esse não é
o lugar que Deus projetou para você.
Não foi você quem foi atrás do Rei, mas o

Rei quem foi lhe encontrar.

Mefibosete estava lá, mas um dia chegou o emissário do rei, dizendo era hora
de sair de lá e ir para Jerusalém. Além disso, Mefibosete iria comer na mesa
do rei todos os dias. Essa é a graça de Deus. Não foi você quem foi atrás do
Rei, mas o Rei quem foi lhe encontrar. No meio cristão protestante se fala
que nós nos convertemos, mas o correto de se falar é que Ele nos converteu.

Mefibosete era um príncipe, mas vivia no deserto com os pés tortos e se


sentindo como um cão morto. Quando não temos a graça de Deus, somos
assim: embora filhos, vivemos escravizados pela sombra do medo que aflige
a alma, embora tenhamos todos os nossos dias escritos e determinados por
Deus, caminhamos tortuosamente. Embora sejamos amados pelo Pai,
desacreditamos dessa verdade quando nos encontramos em Lo-Debar. É a
graça e o amor de Deus que nos tiram do pecado, da sequidão, do deserto, da
escassez, do endividamento, portanto, compreenda hoje o quanto somos
amados pelo Pai.

3- A terceira santa consequência em ter essa experiência com a


graça de Deus é que esse amor paternal lança fora todo medo.
Não é incrível pensar que Davi conheceu Mefibosete pelo nome. Isso aponta
para a realidade de que o Pai sabe seu nome, e Ele lhe chama pelo nome.

Vemos no texto que Mefibosete sentiu medo de Davi, pensando obviamente


que Davi iria matá-lo. Isso mostra que devemos ter outro tipo de olhar para o
Pai; não precisamos ter medo dele. Ah! Mas não tenho medo de Deus, será
que não? Será que quando precisamos de um socorro, naqueles momentos em
que o barco está afundando, e Ele vem de maneira que não o reconhecemos
como o libertador, não pensamos estar vendo um fantasma, tal qual aconteceu
com os discípulos quando o barco deles estava afundando?

1 João 4.18 e 19 diz que “no amor não existe medo; antes, o perfeito amor
lança fora o medo”. Sabemos que o medo produz tormento; entendemos,
assim, que aquele que fica tomado de medo não é aperfeiçoado no amor, ou
seja, não cresce naquilo que Deus quer ele cresça. Mas como podemos
crescer em vitória? Sabendo que Ele nos amou primeiro e, porque Ele nos
amou primeiro, nós, então, o amamos hoje. O medo e o pecado tiram o senso
de valor; o medo nos faz pensar que devemos ser castigados por não
conseguirmos cumprir a lei. Mefibosete devia olhar somente para o rei, e não
para ele mesmo. Devemos olhar para Jesus, e não para nós. Ele sim é o que
tem a autoria e o fim das coisas nas mãos.

Vemos, também, que Mefibosete se via como cão morto. É intrigante ver que
Davi não procurou aumentar a autoestima de Mefibosete com palavras, mas
ele deu ordens para Ziba cuidar das restituições de Mefibosete. Por que Davi
fez isso? Porque ele sabia que a maneira mais rápida de vencer o medo é
tendo a experiência com a bondade e com o amor.

Se ver como cão morto, fala de não acreditar que Ele lhe fez merecedor. Deus
sempre usa de bondade para com você, apenas receba a bênção, se alegre por
isso, você é filho amado do Pai.

Você não é um cão morto. Você é uma das ovelhas do seu pastoreio. Ele
conhece todas as suas ovelhas. O medo lhe faz pensar o tempo todo que
merece ser castigado. O amor lhe faz sentir, o tempo todo, que você é
abençoado. Não seja escravo do medo, mas veja Deus como um Pai que lhe
ama.

Por que Mefibosete teve medo? Por causa da acusação. Isso é ação do
acusador. Todos nós recebemos a acusação do diabo em nossa mente de dia e
de noite. Essa é maior arma do diabo contra você. Se você concordar com o
diabo, ele lhe fará ter medo, e o medo turva a nossa visão, e passamos a ver
Deus com olhos errados, como alguém que sai à noite no quintal, tamanho o
medo que uma toalha pendurada num varal transforma-se num fantasma, num
mostro ou em qualquer ladrão violento. Sabe de uma coisa? Os piores dias de
nossas vidas são aqueles dias em que concordamos com as acusações do
diabo.

Quantas vezes rejeitamos a oportunidade de liderar uma célula por nos


acharmos indignos? Achamos que não somos referenciais, achamos que
pisamos na bola, achamos que andamos tortuosamente demais. Isso acontece
porque o diabo diz, e acreditamos nele. Ele diz: “olha você não pode ser
hipócrita, você não ora, você não é constante, você vai desistir mesmo; por
que começar a liderar uma célula?” O medo é fruto da acusação e da
condenação. Agora, por que um filho de Deus cede a estas estratégias do
diabo? Há quatro possíveis motivos pelos quais o crente pode ceder às
acusações do diabo:
Enquanto a lei diz: “Faça!”, a graça diz: “Já foi feito!”

Primeiro , ele cede porque acredita que deve conquistar o merecimento das
bênção de Deus. Então, pune-se, aceitando a acusação, acreditando que,
assim, pode-se merecer as bênçãos. Todavia, não somos nós quem devemos
fazer nossa redenção, pois nossa redenção já foi paga, já aconteceu. Enquanto
a lei diz: “Faça!”, a graça diz: “Já foi feito!” Seu nome não está num SPC ou
CERASA celestial, sua dívida já foi paga.

Quem fica debaixo de acusação o tempo todo, fica pensando o tempo todo
que tem algo errado consigo; pensa que está desqualificado, que não orou e,
se orou, não o fez de forma suficiente. Agora, que quantidade é suficiente,
alguém sabe informar? Não é o tanto que você ora, dá de oferta, o quanto
tempo jejua, nem quantos capítulos lê da Bíblia que vai fazer com que Deus
tenha a bondade para com você. Tudo o que você tentar fazer para agradar a
Deus seria insuficiente. Por isso, Jesus veio: para agradar a Deus em seu
lugar.

O segundo motivo pelo qual o crente cede às acusações do diabo é porque


carregam um falso conceito de humildade. Ele pensa erroneamente que,
quanto mais se sente acusado, mais humilde será. Humildade não é olhar para
si mesmo, mas olhar para Cristo.

O diabo diz: “Olhe para você e veja o que você pode fazer para Cristo”. Deus
diz: “Olhe
para Cristo e veja o que Ele fez por você”.

Quem olha para si é arrogante, prepotente e orgulhoso. Esse é o impulso do


diabo para com você: “Olhe pra você e veja o que você fez para Cristo”. Mas
o impulso do Espírito Santo é: “Olhe para Cristo e veja o que Ele fez por
você”, afinal, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não
é graça. Em Romanos 11:6 está escrito:
E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça.

A terceira possibilidade de um filho de Deus ceder às acusações do diabo é


porque não crê na graça de Deus para receber o perdão imerecido mais de
uma vez. São dotados da errônea crença de que pecar uma vez não lhes trará
problemas. Pecar duas vezes o mesmo pecado, ainda vai, mas já deve
ascender um sinal vermelho no céu. Agora, pecar 70x7 o mesmo pecado, aí
não, aí já abusar da graça de Deus. Talvez até pensam: “Eu acho que se eu
pecar mais um pecado, vou para o inferno”. Sabemos que há pessoas que se
afastam da comunhão e da vida da igreja ou deixam a liderança de uma
célula, porque acreditam que esgotaram a cota da graça de Deus para sua
vida. Pensam que se pecassem um pecado diferente a cada dia tudo bem, mas
pecar o mesmo pecado todo dia, aí não. Fico imaginando Jesus falando:
“Meu filho, muda o pecado, porque esse pecado de sensualidade todo dia não
dá mais para eu perdoar”.

Antes de você cometer o pecado, Jesus já lhe perdoou. Jesus não perdoou só
os pecados que você cometeu antes de se converter. Jesus já perdoou todos os
seus pecados, até os de amanhã, os depois de amanhã, e os depois de depois
amanhã, e os de depois, de depois, de depois…

A graça de Deus não é licença para pecar, mas provisão para uma vida de
santidade.

Alguém pode dizer, se o crente souber disso, isso vai fazê-lo correr para o
pecado, mas não vai mesmo. Nao consigo imaginar os filhos descobrindo que
são, também, donos do carrro, da casa e dos móveis da casa e, por causa
disso, eles vão arranhar o carro, tocar fogo na casa e quebrar os móveis da
casa. Sabe porque os crentes não vão querer pecar? Porque não é bom viver
em Lo-Debar, com os pés tortos e se sentindo como um cão morto. E mais, a
Palavra garante que não havemos de pecar por não estamos debaixo da lei, e
sim da graça. De modo nenhum, (Romanos 6:15) muito pelo contrário, o
pecado não terá domínio sobre nós, porque não estamos mais debaixo da lei,
mas estamos debaixo da graça. (Romanos 6:14) Afinal, a graça de Deus
jamais foi uma licença para pecar, mas, sim, a provisão para uma vida de
santidade
Oquarto motivo pelo qual o crente pode ceder às acusações do diabo é
quando ele dá corda aos seus pensamentos naturais. Ele crê no que vê, e não
no que a palavra de Deus diz. Ele acredita nas circunstâncias, e deixa de crer
naquele que tem as circunstâncias nas mãos. Fico pensando, se assim fosse,
Deus olharia para a terra no caos, em trevas, e diria para o Arcanjo: “Miguel,
está tudo escuro né?” O que aconteceria? Ficaria mais escuro ainda. Todavia,
a Palavra diz que Ele olhou para as trevas e disse: Fiat Lux!, ou seja, Haja
Luz!, e houve luz. Gosto sempre de repetir a verdade de Hebreus 11:1 Fale o
que você quer ver, e não o que está vendo!

Fale o que você quer ver, e não o que está vendo.


Quem está na graça não vive no pecado, mas é liberto do pecado. Vejamos o
que está escrito em Romanos 6:14:
Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.

Quem está na graça vive em Paz com Deus, com os irmãos e consigo mesmo,
afinal a paz é fruto da graça. Romanos 5:1 está escrito:
Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;
A justiça de Cristo nos faz andar por fé e confiados na graça.

4- Quarta santa consequência dessa maravilhosa experiência


com a graça de Deus é que esse tremendo amor de Deus nos faz
desfrutar da mesa do Rei.
Mefibosete foi para a casa do rei Davi e se assentou à mesa real todos os dias
para se alimentar da comida do rei. Existem duas verdades que podemos ver
sobre esse comer na mesa do rei:

A primeira verdade é que nem o rei, nem os outros nem você consegue ver
seus seus pés, ou seja, não importa sua performance, pois quando você se
senta à mesa do rei, seus pés ficam ocultos; o sangue de Jesus produz um
“santo esquecimento” em Deus. Seus pecados foram cancelados, não é que os
Deus ignora, mas a punição por eles já foi paga. O Pai, simplesmente, deixa o
sangue de Jesus cobrir os seus pecados, assim como a mesa cobriu os pés de
Mefibosete. O sangue de Jesus cobre multidão de pecados, de erros, de
mágoas; o sangue cobre tudo. Talvez você pode perguntar: “E eu vou
continuar a minha vida inteira com os pés tortos?”

O sangue de Jesus cobre multidão de pecados, de erros, de mágoas o sangue


cobre tudo.

A segunda responde essa pergunta: você vai sentar-se à mesa para comer da
comida do rei? Deus muda você mudando sua dieta. Acredite, a própria
comida é o Rei. Ele disse: “eu sou o pão da vida e o sangue, eu sou a água
viva”. Você é o que você come! A comida do Egito lhe faz ser mundano, mas
o Maná do céu lhe torna celestial. Observe que não é com seu próprio esforço
que você se muda, sua transformação está em contemplar o Senhor. Leiamos
o que a Bíblia nos diz em 2 Coríntios 3:18
E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos
transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.

Sua transformação está em se alimentar da carne e do sangue de Jesus. Em


João 6:53-56, a Bíblia nos afirma:
53 Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do
Homem e não beberdes o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos.

54 Quem comer a minha carne e beber o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último
dia.
55 Pois a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue é verdadeira bebida.
56 Quem comer a minha carne e beber o meu sangue permanece em mim, e eu, nele.

Isso não é algum tipo de antropofagia ou vampirismo, todavia o segredo de


sermos totalmente libertos dos relutantes sofismas da escravidão do Egito
está em nos alimentarmos da mesa do rei.

Se houvesse em você força para de se auto transformar, você iria querer a


glória também. Deixa o trabalho para o Rei. Apenas coma à mesa dele.

Do mesmo modo como você come o pão comum para ter vida natural, é
preciso alimentar-se de Cristo para ter vida eterna. Recebemos a vida eterna
comendo a carne e bebendo o sangue de Jesus, isto é, alimentando-se de sua
morte e dos benefícios que ela nos traz. Se você quer que uma criança cresça,
é só dar comida para ela. Tem algo mais cruel que dizer para uma criança,
“cresça agora!” Comer da mesa do Rei traz transformação; nem vemos a
transformação acontecer. É Ele quem lhe transforma, afinal, se toda a glória é
de Cristo, todo o serviço também é dele.

Se houvesse em você força para se auto transformar, você iria querer a glória
também. Deixa a glória e o trabalho para o Rei; apenas coma à mesa dele.

Talvez você tem se identificando com Mefibosete e tem vivido em Lo-Debar,


um lugar seco e árido, mesmo tendo nascido para ser príncipe, seus pés tortos
deixaram você acusado. Pode ser que você se via apenas como um “cão
morto” e, mesmo sendo filho de Deus, fazendo parte da vida da igreja, você
ainda não tem experimentado um viver de vitória. Mas saiba que o Rei
resolveu usar de bondade para com você. Ele lhe estendeu a direita da graça.
O favor imerecido de Deus está à sua disposição. Hoje, o Rei lhe diz: “ Filho,
já restituí tudo o que você perdeu, tudo é seu, não temas, mas crê somente!”
E Ele ainda lhe diz: “Filho quero que você coma comigo todos os dias à
minha mesa, onde ninguém vê os seus pés”. Na minha mesa você vai comer e
Eu mesmo vou transformar sua vida. Se você quiser, hoje, receber a bondade
de Deus e sentar-se à mesa dele, faça agora uma oração e peça a Ele luz e
revelação para que você veja que o preço já foi pago, que o Senhor já mudou
sua história, porque a Obra foi Consumada.

Capítulo Quatro
Pensando naquilo que
traz esperança
Pensando de forma a potencializar esperança

omos peritos em nos esquecer das coisas. Já perceberam como a gente


consegue esquecer das coisas mais básicas da vida? Esquecemo-nos de onde
colocamos a chave, de onde deixamos aquela peça de roupa e tantas outras
coisas. Há alguns esquecimentos ainda maiores, como a data do aniversário
de alguém, o nome da pessoa que acabamos de conhecer e daí por diante.
Acho que se esquecer das coisas é algo que nos traz constrangimento,
principalmente quando nos esquecemos de coisas importantes, sem levar em
conta que esquecimento é sintoma de uma mente passiva. Lembro-me de uma
vez que me esqueci do aniversário de minha esposa; estávamos de férias na
casa de meus familiares, daí, rapidamente, bolei um plano mirabolante, ao
menos pensei que era, e fizemos uma festa de última hora (digo fizemos
porque tinha “comparsas” na situação). Ela, mais que depressa, riu e levou na
brincadeira dizendo que, mesmo sendo de última hora, ela havia se alegrado
com aquilo. Minha esposa é uma santa mulher!

Agora, o que dizer, então, quando nos esquecemos dos grandes feitos de
Deus em nossas vidas? Em Lamentações de Jeremias 3:21-26, o profeta
afirma com veemência quanto ao fato de mantermos nossa mente ativada
com aquilo que nos fortalece para continuarmos na caminhada de fé cristã.
21 Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. 22 As misericórdias do SENHOR são a
causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; 23 renovam-se cada
manhã. Grande é a tua fidelidade. 24 A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto,
esperarei nele.
25 Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca.
26 Bom é aguardar a salvação do SENHOR, e isso, em silêncio.

O profeta começa falando dos pecados e das desolações que atingiram o povo
de Israel. Ele chega a um ponto tal que sua única declaração não poderia ser
outra se não esta: “Quero trazer à memória aquilo que pode me dá
esperança.”

Neste capítulo falo de esperança, não no sentido de aguardar para se obter no


futuro, mas como algo que catalisa nossa fé no Senhor, embasando-se na
certeza de que já somos e já temos em Cristo tudo aquilo que Ele já nos deu.

Quantas vezes estamos passando por uma situação semelhante em nossa vida
cristã, em que os problemas e desolações se tornam tão grandes que nos
sentimos, totalmente, tomados de desesperança? Situações assim podem tirar
algo muito precioso de nós, que é a esperança de continuar confiando em
Deus. Não que Deus falhe, somos cônscios de que isso é impossível; mas falo
de nosso debater na alma com essas dadas aflições.

Agora, se pudéssemos colocar em um papel todas as coisas que Deus já fez


em toda nossa vida, com certeza gastaríamos muitas e muitas folhas para
narrar todas as vezes em que o Senhor se prontificou a nos ajudar e agir
soberanamente sobre nossa vida, na verdade, cremos na “Obra Consumada”.

Por crer na Obra Consumada, entendemos que Deus já nos deu todas as
coisas necessárias, assim, quando digo que nos concede, refiro-me à
revelação de que temos, naquela hora, aquilo que já temos por causa da obra
consumada.

Por crer na Obra Consumada, entendemos que Deus já nos deu todas as
coisas necessárias.
O que acontece é que nossa mente se esquece muito

rápido do que Deus faz. Os olhos de nossa alma se turvam, e isso nos faz
entrar por um caminho de medo que nos faz sentir abandonados. Por
conseguinte, nos falta a esperança. Sabemos que somos gente, e até
entendemos que isso, eventualmente, possa ocorrer, mas não precisamos
permanecer nessa estação chamada desesperança. Acredito que esse livro
chegou à sua mão para mudar sua mente a respeito desses aspectos aqui
mencionados. Deus, hoje, está lhe mostrando, de forma clara, que Ele é o
Senhor, e os que “esperam nele jamais serão envergonhados” (Isaías 49:23).
Vejamos o que está escrito em Isaías 64:4
Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus
além de ti, que trabalha para aquele que nele espera.
Por isso, nessa hora, onde você estiver, diga bem alto: “Eu vou trazer à
memória aquilo que pode me dar esperança, e não o aquilo que as tira de
mim.”

São muitas as verdades que podemos aprender com o Espírito Santo nesse
texto do profeta Jeremias, quero lhes mostrar três delas nesse capítulo. A
primeira que ressalto aqui é:

01- Aquilo que trazemos à memória tem o poder de mudar as


situações ao nosso redor.
No verso vinte e um, Ele diz: “ Quero trazer à memória o que me pode dar
esperança”. O profeta Jeremias, após lamentar a condição do povo e da
nação de Israel neste capítulo, demonstrou que não ficaria preso a essas
lamentações, outrossim ele diz que traria à memória somente aquilo que
poderia trazer-lhe de volta a esperança. A grande verdade é que aquilo que
você leva para a sua memória mui brevemente cegará ao seu coração.

Precisamos ter cuidado com as coisas que enchem nosso coração. Se


alimentamos o nosso coração com fofocas, notícias ruins, imoralidades,
mentiras, ira, ódio, violência, desconfiança, rebelião, orgulho, soberba ou
outras coisas do gênero, estaremos, assim, guardando um mau tesouro em
nossas vidas e, certamente, a nossa boca e as nossas atitudes refletirão isso. A
rebeldia, a grosseria, a maldade são frutos desse mau tesouro. Geralmente, o
que está em nosso coração e em nossa memória são as coisas que falamos em
nosso dia a dia, pois, como diz a Palavra de Deus: “a boca fala daquilo que o
coração está cheio”.

Você sempre ouviu que você deve ter cuidado com o que fala para não
ofender, não machucar, nem magoar as pessoas que estão próximas de você.
Mas você precisa entender que sua fala, afeta diretamente a sua vida, pois ela
é a expressão de seus pensamentos e daquilo que está em seu coração.
Quando enchemos nosso coração com a Palavra de Deus, com os
ensinamentos de Jesus Cristo, estaremos guardando um bom tesouro que
produzirá bons frutos: prosperidade, obediência, mansidão, amor, perdão,
paz, alegria, esperança, perseverança, fé, ou seja, produziremos o fruto do
Espírito.

Você recebe o que você confessa. A sua mente recebe o impacto de suas
palavras, o seu cérebro processa e envia o comando

para todo o seu corpo.

Hoje, você vive em sua vida o resultado de muitas coisas que você levou para
o seu coração no passado. E o que você está trazendo à memória hoje
constrói o futuro que você terá. Portanto, o que passa em sua mente, o que
você leva para o seu coração e, acima tudo, o que você fala é muito
importante.

Você recebe o que você confessa. A sua mente recebe o impacto de suas
palavras, o seu cérebro processa e envia o comando para todo o seu corpo.
Ex.: Se você acordar pela manhã e disser: “Eu estou tão cansado. O dia hoje
vai ser terrível”; sua mente recebe essa mensagem, envia o comando para
todo o seu corpo, e seu corpo vai reagir como um corpo cansado. A nossa
mente é como um computador, e a maneira como a programamos é por meio
de nossas palavras. Muitas pessoas só pensam em doença e,
consequentemente, só falam de doença. E dizem: “O clima não pode mudar,
pois se mudar, a ‘minha’ rinite ataca”: o que estão fazendo? Trazem à
memória a enfermidade. Sabe o que acontece com este tipo de pessoa, a
enfermidade não sai de suas vidas, pois elas programam a enfermidade para
si mesmas.

Já observou que aqueles que têm o coração fechado para o líder da célula,
normalmente, são os mesmos que falam mal da reunião de célula. Precisamos
entender isso: o que você traz à memória tem o poder de mudar as
circunstâncias de sua vida. Não é meramente ter pensamento positivo, não
sou psicólogo nem professor de neurolinguística, apesar de gostar e de
admirar esses exímios profissionais. Sou pastor, e o que eu quero é, pelo
Espírito Santo, fortalecer essas convicções que levarão você a ter fé
prevalecente e esperança renovada em Deus.

Agora, se você pode escolher o tipo de pensamento, positivo ou negativo,


fique com o primeiro, pois você pode até ter pensamento positivo, e não ter
fé, mas dificilmente caminhará em fé vitoriosa com pensamentos negativos.
A Bíblia diz que o próprio Deus tem pensamentos de paz a respeito de seu
povo. Deveríamos fazer o mesmo, e ter pensamentos de paz acerca de nossas
vidas.

Você pode até ter pensamento positivo, e não ter fé, mas dificilmente
caminhará em fé vitoriosa com pensamentos negativos.

Como disse antes, não quero parecer profissional das emoções nem da mente,
mas a Palavra garante que o homem é aquilo que pensa a respeito de si
mesmo (Provérbios 23:7). Você tem o que você projeta em sua memória. E
aquilo que você leva à memória é aquilo que você fala. Portanto, se você quer
viver vida cristã vitoriosa, tenha em sua mente a visão daquilo que Deus tem
para você, que são portas abertas. Leve isso ao seu coração e, acima de tudo,
fale no seu dia a dia que você crê que o Aba Pai tem o melhor para sua vida
sempre. Falo, quase todos os dias, que devemos esperar sempre boas coisas
acontecerem. Quando o telefone toca em horários inusitados, a maioria das
pessoas pensam, “Oh, meu Deus! Deve ser uma má notícia.” Elas não
pensam, “É uma boa notícia! O problema é que não podem esperar até de
manhã para contarem-na para mim!” Quando ouvimos, “O chefe quer falar
com você”, instintivamente, pensamos: “Oh, isso não é bom.” Mas como é
que sabemos que não vai ser sobre uma promoção? Nossas mentes estão
inclinadas para o negativo, para a morte. Então, para guardar nossas mentes
contra pensamentos negativos, devemos crer que Deus tem tudo aquilo que é
bom, perfeito e agradável para nós. Você é filho amado do Pai celestial que
cuida de você. Há mais anjos do seu lado que demônios contra você. E maior
é Aquele que está em nós que aquele que está no mundo. (1 Jo. 4: 4).

Há muitas razões para crer que boas coisas estão acontecendo com você,
afinal, Ele é quem sabe que tipos de pensamentos tem a seu respeito, e são
pensamentos de Paz, e não de mal, pensamentos de alegria, e não de tristeza.

Existem pessoas que ficam doentes por falarem só em doenças. Muitas outras
não prosperam porque não pensam nem falam de prosperidade e, às vezes,
falam até contra a prosperidade; não podem ver alguém melhor um pouco
financeiramente que o criticam ou o menosprezam; ou seja, toda expressão de
prosperidade que ela vê é motivo para fechar o coração. Jamais teremos tudo
aquilo que falamos ou pensamos contra; não tem como esquecer o princípio
de sabedoria do mestre pastor Aluízio Silva: “Você nunca terá o que você não
abençoa.”

Para guardar nossas mentes contra pensamentos negativos, devemos crer que
Deus tem tudo aquilo que é bom, perfeito e

agradável para nós.

Portanto, traga sua memória às coisas que são ligadas aos sonhos que Deus
colocou em seu coração. Deus até fala com muitas pessoas, mas elas não
valorizam aquilo que Deus disse. Elas, simplesmente, desprezam o que Deus
falou. Trazer à memória as promessas de Deus em sua vida é uma boa
maneira de valorizar o que Deus falou que tem para você.

Depois, vemos a segunda verdade a respeito de tudo isso, que é o fundamento


de nossa esperança.

2- Conhecer a contínua fidelidade de Deus.


As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias
não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade. (Lamentações 3:22-23)

O profeta Jeremias declara, aqui, que trará à memória somente aquilo que
pode trazer-lhe esperança, mas isso não é dito sem uma base espiritual; ele
diz isso fundamentado na fidelidade de Deus. Deus é Deus das misericórdias
que se renovam a cada manhã, e a palavra misericórdia aqui no original é
hesed que significa Graça. Isso fala de um Deus que não desiste do homem, e
que a cada dia abre uma nova oportunidade aos seus filhos. A cada nascer do
sol, as esperanças se renovam! A cada começo de dia, as esperanças se
renovam e surgem novos sonhos, novos projetos e novas realizações.

Podemos fazer alvos grandes, porque o nosso Deus é grande.

Podemos fazer alvos grandes, porque o nosso Deus é grande. Deus é de


ciclos, Ele é Deus de dias, de semanas, de meses e de anos. E ao começar um
novo ciclo, as esperanças se renovam. Deus é Deus de recomeços, de novas
chances, de novas oportunidades. Deus é o Deus da ressurreição e da vida!

Observe que o profeta fundamenta e chancela sua afirmação no caráter fiel do


nosso Deus. É o que diz o verso 23: “...grande é a tua fidelidade, Senhor”.
Isso nos faz compreender que o alicerce da esperança segura do crente
procede da fidelidade de Deus, e não de nossa fidelidade. Glória a Deus por
isso! As Escrituras revelam como Deus sempre foi fiel ao seu povo e aos seus
escolhidos. Por isso, o profeta pôde dizer da grandeza da fidelidade do nosso
Deus.

Ele é Deus grande em fidelidade. A fidelidade é uma perfeição em Deus pela


qual Ele é fiel à sua Palavra e a todos os seus consertos. Ele nunca quebra um
contrato consigo mesmo nem com suas criaturas e criações. O que Ele
propõe, Ele executa; o que Ele promete, Ele faz. Isso, de fato, nos enche de
esperança. Podemos e devemos esperar em um Deus Fiel a quem servimos.

A respeito de Deus, lemos que “ se formos infiéis, Ele permanece fiel; não
pode negar-se a si mesmo” (2 Timóteo 2:13). Isso significa que Ele efetuará
tudo o que propôs. A fidelidade de Deus não está condicionada a nossa
fidelidade. Ele permanece fiel aos seus planos a respeito de nossas vidas.

A Bíblia ensina que “ felizes são aqueles cuja esperança está no Senhor, seu
Deus, que fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e mantém para
sempre a sua fidelidade” (Sl 146.6). Então, por que há muitas pessoas
infelizes e sem esperança no mundo, pessoas cujas esperanças foram
arrancadas pela decepção e frustração e, ainda, outras que tiveram as
esperanças soterradas pelas tribulações? Existem aquelas que as esperanças
foram amputadas de forma drástica pelas crises repentinas da vida. Com toda
certeza, todas elas, sem distinção, não tinham uma base sólida de confiança
na fidelidade em Deus, pois quem conhece a fidelidade de Deus jamais perde
a esperança nele.

Nós, como povo de Deus, podemos ter uma viva esperança. Somos o povo da
expectativa correta, que crê na possibilidade do sobrenatural a qualquer
momento, vivendo na perspectiva do reino de glória. A esperança é a riqueza
daqueles que nada têm, mas que possuem tudo.

O Salmo 22 também nos mostra isso: ali revela a luta de Davi numa situação
pessoal crítica, que ameaça a sua vida. Todavia, ao meditar nos feitos de
Deus no passado, Ele confiava que Deus o livraria: “Em ti confiaram nossos
pais; confiaram, e tu os livraste” (Salmos 22.4). Isso é a convicção de
alguém que serve ao Deus fiel. Creia que o mesmo Deus que fez no passado
pelo seu povo, fará hoje por nós, sua igreja. Por que podemos esperar nele?
Pois a Bíblia diz que assim como Deus foi fiel aos homens de Deus no
passado, Ele continuará sendo fiel a nós hoje e amanhã. O fato de Deus ser
eterno não significa, somente, que não tenha fim, mas, também, que Ele é
imutável. Deus fará o que tem de fazer, não por nossa causa, mas por amor ao
seu nome. Ele é fiel ao seu próprio propósito eterno e tem amplo poder para a
execução de seus planos. Acredite: os planos de Deus irão se cumprir em sua
vida! Não fique preso meramente às circunstâncias ao seu redor. O fato é que
Deus é fiel em qualquer circunstância.

Não fique preso meramente às circunstâncias ao seu redor. O fato é que Deus
é fiel em qualquer circunstância.

A fidelidade do Senhor não é um estado, mas faz parte da essência de sua


Deidade. Deus é fiel, é amor, é santo, é justo, é gracioso, é misericordioso, é
bom, é perfeito. E isso nunca muda! Ele permanece fiel até diante de nossa
constante infidelidade (2 Tm 2.13). Por isso, saiba que em qualquer
circunstância que esteja vivendo, você pode se encher de esperança, porque o
nosso Deus é Fiel; Ele nunca falhou e, de modo algum, mancharia o
“currículo” dele com você.

Espere em Deus a multiplicação de sua célula, o crescimento de seu


discipulado, as vidas que você levará ao encontro, a conversão de sua família,
a porta de emprego aberta, a aprovação em um concurso. Pode trazer à sua
memória aquilo que lhe traz esperança.

A terceira verdade que vemos e podemos trazer à memória para nos encher
da santa esperança de um futuro de sucesso é o fato de Deus ser bom.

3- Deus é bom
A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto, esperarei nele. Bom é o SENHOR para os
que esperam por ele, para a alma que o busca. (Lamentações 3.24,25)

O profeta aqui declara que Deus é o fundamento de sua vida; sua declaração é
que o Senhor é a sua porção, a sua herança e que Deus é bom para com
aqueles que esperam nele.
A bondade de Deus é liberada sobre aqueles que são cheios de esperança
nele. Isso acontece porque Deus é Deus de projetos; Deus é Deus de sonhos.
Deus é honrado quando os seus sonhos são cumpridos em nossas vidas.

A esperança, pela sua própria natureza, diz respeito ao futuro, porém ela
abrange muito mais que uma simples vontade ou anseio por algo futuro. Esta
esperança consiste numa certeza na alma, numa firme confiança sobre as
coisas futuras, porque tais coisas decorrem da revelação e das promessas de
Deus. Assim vivemos em alegria indizível e paz sobrenatural no hoje.
Podemos estar certos de que temos um futuro promissor, tendo em vista o
que vivemos hoje pela Graça de Deus. Noutras palavras, a esperança bíblica
do crente está intimamente vinculada a uma fé firme e a uma sólida confiança
em um Deus que é Bom para com aqueles que nele esperam, por isso vivem o
hoje com esta santa convicção do amor e da graça doada a todo aquele que
crê.

Li, certa vez, que o poeta italiano, Dante Alighieri. Em sua obra “A Divina
Comédia”, ele dizia que na porta do inferno está escrito: “Perdei, oh vós que
entrais, toda a esperança”. Para o poeta, o inferno é sinônimo de desespero. O
inferno é um desespero definitivo. O inferno é este lugar ou está condição em
que o sofrimento chega a seu ápice, e não tem solução. Ali a dor não tem
remédio nem consolação; é o lugar onde o mal dá a última palavra. O inferno
é este lugar onde não há mais esperança. Não há a menor possibilidade das
coisas serem diferentes de que são. É como se você congelasse a vida “Perdei
oh vós que entrais toda a esperança”. O inferno é lugar de desespero, ou seja,
não há mais nada do que esperar. Por outro, lado o autor de Hebreus diz que a
esperança é a ancora da alma. Em Hebreus 6:18-19 diz:
18 para que, mediante duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, forte alento
tenhamos nós que já corremos para o refúgio, a fim de lançar mão da esperança proposta;

19 a qual temos por âncora da alma, segura e firme e que penetra além do véu.

Por isso, quando o mar da nossa vida estiver revolto e acharmos que vamos
naufragar, o autor de Hebreus diz: “Lá do trono de Deus é lançada a ancora
da nossa alma”. Porque tenho esperança, sei em quem espero. Essa âncora
tem por função promover estabilidade à embarcação. Devemos trazer à
memória a esperança para não termos uma vida Cristã desestabilizada, que se
abala com qualquer tempestade.
Nossa esperança deve estar em um Deus que é bom para a alma que o busca.
Essa esperança cristã é segura e firme, porque está entrelaçada nas fiéis
promessas do Deus imutável, e penetra além do véu. Ela oferece ao crente
apoio seguro. Nossa esperança está apoiada sobre a promessa, juramento e
pessoa do nosso Deus. Deus, por sua bondade, deu aos seus filhos duas coisas
imutáveis: a promessa e o juramento, para que os filhos de Abraão tivessem
uma esperança firme e segura. O Senhor jurou pelo seu próprio nome. Por
isso, o cristão pode se alegrar e ter a certeza de que sua esperança é certa.

Há uma pequena história a respeito de um marinheiro que estava passando


por um prova oral. Quando o guia perguntou o que ele faria se uma severa
tempestade viesse subitamente do norte, a resposta foi: “Eu lançaria a âncora
ao mar e colocaria a proa contra o vento”. Em seguida veio a pergunta: “E se
outra tempestade viesse do sul?” O rapaz respondeu que lançaria outra âncora
ao mar. Apenas por brincadeira, o guia perguntou sobre uma terceira
possibilidade, outra tempestade vinda do leste! Quando o rapaz deu
exatamente a mesma resposta pela terceira vez, o guia perguntou de onde ele
estava conseguindo todas as âncoras. Sem pestanejar, o escoteiro do mar
respondeu: “Do mesmo lugar de onde o senhor está obtendo as tempestades!”

Com toda certeza, a âncora segura da alma do cristão é a esperança, mas não
a esperança nas coisas ou nas situações, é a esperança em Deus. Todas as
vezes que falei em esperança nesse capítulo, parti da premissa de que podem
ter a certeza de que sempre caminharemos embasados na certeza daquilo que
já temos e já somos em Cristo por causa da cruz redentora. Por isso, confie no
Deus da promessa e do juramento. Ele é bom e imutável. Deus penhorou o
seu próprio nome, e é impossível que Ele minta, como já disse antes, se fosse
possível, Ele não iria escolher manchar o currículo dele conosco.

Não fique preso às experiências frustrantes do passado, lembre-se de que a


sua alma tem uma âncora, e essa ancora que vai prendê-lo às promessas de
Deus. Traga à memória aquilo que traz esperança a você! Caso os ventos da
adversidade venham soprar, saiba que poucas coisas poderão dar mais
conforto para um cristão que ter uma âncora para evitar que seu barco seja
despedaçado pelas ondas contrárias. Ser cheio de esperança em Deus vai
conservá-lo na direção do propósito profético de sua vida!

Esperança fala de acreditar que terei no futuro aquilo que sei que Jesus já me
deu no passado, por isso posso viver no presente.

Conta-se que Viktor Frankl, um prisioneiro que viveu num campo de


concentração nazista, escreveu: “O ser humano consegue viver trinta dias
sem comida, três dias sem água, alguns minutos sem ar, mas nenhum
segundo sem esperança”. Devemos trazer à memória aquilo nos dá
esperança! Ter esperança fala de ter sonhos, projetos e promessas a serem
cumpridas. Fala de acreditar que tenho no futuro o que sei que Ele já me deu
no passado por isso posso viver no presente momento. Não vale a pena ter
uma vida sem esperança. Quem não está esperando nada, nada terá.

O nosso Deus é bom para aqueles que esperam nele. Quem está esperando
algo de Deus terá um encontro com a sua bondade. Se no inferno tem uma
placa que diz: “Aqui acabou a Esperança”, no céu tem outra placa dizendo:
“Aqui, o que era esperança, virou realidade!”

Capítulo Cinco
Reinamos em vida
quando cremos na
obra consumada
Convidado a reinar em vida

ocê foi convidado pelo Senhor para desfrutar de uma vida de abundância,
desfrutar de saúde e ter uma vida vitoriosa. Não é a vontade do Senhor que
você viva uma vida de derrota, de miséria e de fracasso. Ele chamou você
para ser cabeça, e não cauda. Se você é um homem de negócios, Deus quer
que você tenha um negócio próspero. Se é uma dona de casa, você é ungida
para educar filhos maravilhosos no Senhor. Se é um estudante, Deus quer que
você se sobressaia em todos os seus testes e provas. Seja qual for a sua
vocação, você é destinado a reinar, porque Jesus é o Senhor de sua vida.

Quando você reina em vida, você reina sobre o pecado, sobre os poderes das
trevas, sobre a depressão, sobre a miséria, sobre toda maldição e sobre toda
doença e enfermidade.

Você foi convidado pelo Senhor para desfrutar uma vida de abundância,
desfrutar de saúde e ter uma vida vitoriosa.

Quando você compreende a obra consumada, você reina sobre o diabo e suas
artimanhas! Hoje vou mostrar-lhe que o poder para reinar não depende de sua
ascendência familiar, nem de suas qualificações educacionais, nem de sua
aparência, nem do quanto você tem em sua conta bancária. Outrossim, o
poder para reinar está inteiramente baseado em Jesus, e somente nele; está
baseado no Tetelestai estabelecido na cruz. O que estou lhe falando aqui não
é uma frase de efeito que aprendi nas redes sociais, nem uma instrução de
autoajuda, muito menos um pensamento positivo da neurolinguística. A
declaração de que você pode reinar em vida está embasada em uma promessa
gravada por toda a eternidade na Palavra de Deus que diz em Romanos 5:17
“Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os
que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por
meio de um só, a saber, Jesus Cristo.”

A palavra “reinar”, no original, é a palavra grega “basileuo”, de onde vem a


palavra em português “basílica”. Na Roma Antiga, as basílicas eram usadas
como tribunais, portanto, a palavra refere-se a um domínio real e legal. Em
outras palavras, o uso do termo reinar, nessa passagem, indica reinar em vida
como um rei, ter governo real e possuir domínio real. O segredo de reinar em
vida consiste em receber tudo que Jesus conquistou para nós na cruz, onde a
obra foi consumada.

O segredo de reinar na vida consiste em receber tudo que Jesus conquistou


para nós na cruz, onde a obra foi consumada.

Portanto, se você tem vivido uma vida de fracasso, tem sido derrotado pelo
pecado, pela culpa perpétua e pela condenação, pelas doenças, pelos ataques
de ansiedade, pela perda financeira e por relacionamentos quebrados, você
não está, ainda, vivendo a vida que Deus planejou para você. A Palavra diz
que Ele tem para nós caminhos de paz e de uma vida abundante, afinal Ele o
nosso Aba Pai, e nenhum pai não quer para o filho o que não seja bom,
perfeito e agradável. Os não filhos de Deus são quem procuram todas estas
coisas, mas o seu pai celeste sabe que necessitais de todas elas (Mateus 6:32).

Posso lhe falar, com toda certeza, que tendo por base a autoridade da Palavra
de Deus. Você está destinado a “reinar em vida” como um rei, e um rei tem
domínio sobre todos os seus desafios e suas circunstâncias. Você é chamado
para estar acima de toda potestade e de todo principado (Efésios 1:20-21). Ao
ler esse livro, você está percebendo que chegou a hora de crer na Obra
Consumada, e assim começar a viver o que já é seu por direito. Chegou a
hora de parar de ficar tentando conquistar algo em sua vida, buscando o que
já é seu. Sempre digo para minhas filhas que a gratidão tem o poder de nos
fazer compreender aquilo que já temos. Há um tempo, conversando com um
exímio profissional em odontologia, um grande amigo meu, lhe perguntei:
“Quando é que nossos dentes são formados em nossa boca?” Qual não foi a
minha surpresa quando ele me disse que já nascemos com as duas arcadas
dentárias. Isso mesmo! Nascemos com os dentes de leite e com os
permanentes. Fiquei atônito como você está agora! Deus falou comigo na
hora: “você já tem tudo aquilo de que você precisa, e cada coisa vem no
momento em que você necessita, pois eu sou o Senhor do tempo e, como
bom pai, sei a hora de cada coisa chegar até você”. Já passou por sua cabeça
o que aconteceria com nossas mães se, ao nascer, já tivéssemos todos os
dentes? Tenha sempre santas e boas expectativas, pois nosso Pai sabe de tudo
aquilo que necessitamos.

Você já tem tudo aquilo de que você precisa, e cada coisa vem no momento
em que você necessita, pois eu sou o Senhor do tempo.

A Bíblia relata que foi por causa da “transgressão de um homem”, o pecado


de Adão no jardim do Éden, que a morte começou a reinar. Então, somos
pecadores, não porque pecamos, mas por causa do pecado de Adão. Muitos
crentes ainda pensam que se tornaram pecadores ao cometer um pecado, mas
não é isso o que a Palavra de Deus diz. O que ela diz é que somos pecadores
por causa do pecado de Adão. Ouvi pastor Aluízio dizer que, se fôssemos
árvores, seríamos um pé de “pecadeiro”; embora não produza o fruto quando
ainda é só um broto ou uma pequena árvore, todos já sabem que, quando
crescer, irá produzir o fruto maligno do pecado.

Assim compreendemos que pecamos porque nascemos pecadores. Imagino


que você já sabe essas coisas, mas eu precisava falar tudo isso para que você
pudesse entender o outro lado da moeda. Qual é o outro lado da moeda? O
outro lado é que, por esse mesmo critério, fomos feitos justos na Nova
Aliança, não por nossos atos de justiça, mas por causa da obediência de um
homem na cruz, a saber, Jesus.

Fomos feitos justos na Nova Aliança não por nossos atos de justiça, mas por
causa
da obediência de um homem na cruz, a saber Jesus.

Receber ou conquistar? Eis a questão.


Portanto, o segredo de reinar em vida consiste em receber de graça tudo que
Jesus conquistou para nós na cruz. A Bíblia estabelece muito claramente que
só vamos reinar na vida por intermédio de Jesus Cristo se recebermos dele
duas coisas: “a abundância da graça e o dom da justiça”. Descubra, hoje,
que o modus operandi de Deus é contrário ao do homem. O homem pensa
que, para que Deus o abençoe, ele precisa merecer, obter aceitação, ser digno
do favor e das bênçãos de Deus por seus próprios esforços. O homem pensa
que as bênçãos de Deus são baseadas em seu desempenho e em suas boas
obras.

No entanto, esse não é o modus operandi de Deus. Seu modo de agir não tem
a ver com adquirir, conquistar, mas com receber. Ele prometeu que, se
recebermos a abundância da graça e o dom da justiça, reinaremos em vida.
Ele diz que: “os que recebem.”

Descubra logo que o modus operandis de Deus é contrário ao do homem.

Em Romanos 5:17 o Senhor diz: “os que recebem”, esta palavra receber no
original é “lombama”, e significa pegar (sem a noção de violência) algo ou
alguém com a mão, por estar perto. Ele não disse que quando
conquistássemos a abundância da graça, na força de nossa própria justiça,
reinaríamos em vida. Mas por alguma razão, muitos cristãos continuam a
viver com base em um sistema de conquistas. Você pode estar se
perguntando: Se é fácil assim, por que muitos cristãos não estão reinando em
vida?
Fico contente que você tenha se despertado, pois significa que você está
sendo ministrado, e Deus está removendo velhos marcos da religião de sua
mente. Como resposta, deixe-me primeiro lhe propor uma pergunta: “você já
reparou que a maioria das pessoas acreditam que precisam trabalhar duro
para atingir o sucesso na vida?” O sistema de sucesso do mundo está
construído sobre os pilares gêmeos do esforço próprio e da diligência.
Sempre há algumas “leis” que você tem de obedecer e alguns “métodos” e
“técnicas”. Percebe-se o quanto fomos catequizados a manter o foco em
conquistar, em fazer as coisas confiando em nossos próprios esforços. Somos
induzidos a “fazer, fazer, fazer”, esquecendo-nos de que o cristianismo é, na
verdade, está “feito, feito, feito”. O mundo diz que, quanto mais você fizer,
quanto mais arduamente trabalhar, quanto mais horas empreender, tanto mais
sucesso vai conquistar. Mas Deus é diferente. Tenho a certeza de que você já
ouviu que precisa “pagar o preço”, afinal, “quem não arrisca, não petisca”,
certo? O que os crentes estão fazendo? Estão é pegando o sistema do mundo
e aplicando à sua própria vida cristã. Em vez de dependerem da graça de
Deus em seu favor para que as bênçãos fluam, eles dependem de seus
próprios esforços para tentar merecer o favor e bênçãos de Deus. Todavia, a
maneira de Deus não é que sejamos abençoados por nossos próprios esforços.
Você não pode ganhar as bênçãos de Deus a partir de seu próprio
desempenho, pois elas são fundamentadas inteiramente na graça de Deus. As
bênçãos de Deus sobre sua vida devem ser imerecidas, não resultantes de seu
trabalho nem de seu mérito. Em outras palavras, não há nada que você possa
fazer para merecer suas bênçãos, porque elas são baseadas, inteiramente, em
receber a Jesus, e, por meio de sua obra consumada, ganhar a abundância da
graça e o dom da justiça.

Você não pode ganhar as bênçãos de Deus a partir de seu próprio


desempenho, pois elas são fundamentadas inteiramente na graça.

Deus quer que paremos de tentar adquirir, e comecemos a receber o favor, as


bênçãos e a cura que Jesus já conquistou na cruz para nós; isto é fé! Gosto de
fazer acrósticos, e o dia que fui fazer da palavra fé, disse que fé é o fôlego
espiritual e, nessa observação, até o acento tônico tem sentido, pois o acento
vem de cima, como nossa fé também veio. Quando estava pregado na cruz há
cerca de 2 mil anos, Jesus bradou em alta voz: “Está consumado!”. Naquela
hora, tudo o que você e eu precisamos para reinar em vida foi totalmente
conquistado. Aleluia! É por isso que chamamos o trabalho de Jesus na cruz
de “Obra Consumada”. Ele a concluiu. Ele a completou. Está finalizado.
Tudo está feito. Não há mais nada para se acrescentar, nem um “j” nem um
“til”.

Percebe o quanto precisamos compreender isso? Pois a única coisa que


funciona para vivermos uma vida de vitória é a obra consumada! Por isso,
pare de tentar fazer o que já está feito! Pare de tentar se esforçar para receber
o que Jesus já conquistou por nós na Obra Consumada. Pare de fazer, e
comece a receber o que Jesus já fez! A Obra está Consumada!

Está finalizado. Está feito. Não há mais nada para se acrescentar, nem um “j”
nem um “til”.

Deixe-me confessar algo a você que está lendo esse livro. Tenho uma
implicância quando nós, os crentes, começamos a adorar com canções cujas
letras falam de tentar conquistar o que Jesus já conquistou para nós na cruz.
Por isso, percebo a necessidade de filtrar as mensagens das músicas com o
filtro da Obra Consumada.

Um dia, conversando com o líder da equipe de louvor da igreja onde estou


pastor, pedi a ele que buscasse fazer essa filtragem. Você pode me dizer que
essa pode ser uma atitude muito extremista, mas, quando cantamos algo que
contradiz a verdade que cremos, a canção ficará ressoando, não somente em
nossos ouvidos, mas em nossa vida, uma mensagem incoerente à verdade
bíblica; não podemos nos esquecer de que a música é a arte de manifestar os
diversos afetos de nossa alma mediante o som que ela emite e transmite.

A partir de hoje, quando adorar ao Senhor com canções, adore-o em espírito e


em verdade, ou seja, do seu espírito e na verdade da Palavra. É sempre bom
adorar ao Senhor onde estivermos; não temos de esperar até o domingo para
adorar ao Senhor. Você não precisa de uma banda com cinco integrantes nem
de um líder de adoração para adorar ao seu Salvador. Onde você estiver, sem
instrumentos, você pode levantar as suas mãos, sua voz e seu coração para
adorá-lo e dar graças por Sua Obra Consumada; por Sua graça em sua vida.
Ele é tão lindo! Eu amo canções de adoração que falam da plenitude da
pessoa de Jesus e de Sua Obra Consumada. Por um instante, se possível,
fique de pé, levante suas mãos, e adore ao Senhor; sem instrumentos, sem um
líder lhe puxando para isso. E, a partir de hoje, certifique-se de que as
músicas que você escolher para adorar o Senhor sejam canções que
testifiquem a respeito de Jesus e da Obra Consumada na cruz.

Devemos, sim, renovar nossa mente e mudar nosso falar quanto a nova
aliança. Sabemos que não precisamos ficar pedindo ao Senhor, em nossas
canções, o perdão, porque Ele já nos perdoou. Você já foi perdoado. O
sangue de Jesus nos limpou de uma vez por todas. A Palavra de Deus declara
isso quanto à obra consumada de Jesus na cruz em Hebreus 10:12-14 diz:
Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de
Deus, aguardando, daí em diante, até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés.
Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados. (Hebreus
10:12-14)

A obra de Jesus consumada na cruz foi oferecida como um único sacrifício


para sempre e, quando você recebeu a Jesus Cristo em sua vida, você foi
aperfeiçoado para sempre.
A obra de Jesus consumada na cruz foi oferecida como um único sacrifício
para sempre.
Mas, quanto tempo dura “para sempre”? Estudei a

fundo a expressão “para sempre” usada neste versículo, no original grego, e


imagine o que descobri? Anote isto: “para sempre” significa para sempre!
Você foi aperfeiçoado para sempre pelo sangue purificador de Jesus, não pelo
sangue dos sacrifícios de animais que jamais poderiam retirar nossos
pecados!

Agora tem algo que preciso falar que não é novidade para você: há muitos
crentes hoje que não acreditam que foram aperfeiçoados para sempre pela
obra consumada de Jesus Cristo. Eles ainda estão dependendo de seus
esforços próprios para qualificarem a si mesmos. Eles acreditam que sua
performance faz diferença a ponto de Deus mudar seu estado de “humor” por
causa de seus atos negativos.

Possivelmente você já se perguntou, como posso estar plenamente seguro de


que todos os meus pecados já foram perdoados? É uma boa pergunta. Repare
comigo no texto em Hebreus 10:12 e descubra o que Jesus fez após oferecer a
Sua vida como sacrifício e pagamento por todos os nossos pecados: “Jesus,
porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados,
assentou-se à destra de Deus ”. O que Jesus fez? Ele “assentou-se” à direita
do Pai.

Você sabia que, segundo a Antiga Aliança, no Velho Testamento, todo


sacerdote permanecia em pé, ministrando diariamente, e oferecendo
repetidamente os mesmos sacrifícios, os quais não podiam jamais tirar os
pecados? Os sacrifícios de animais feitos na Velha Aliança aplacavam a ira
de Deus momentaneamente. Por isso, foi necessária a vinda de Jesus. Ele
veio morrer por nós e ser a nossa propiciação para sempre diante de Deus.
Jesus Cristo foi a propiciação pelos nossos pecados de uma vez só, sendo um
sacrifício perfeito e único. Não foi o sangue de um animal, mas o sangue e
Cristo aspergido por nós que tem efeito para sempre. A Bíblia diz que Jesus
se assentou após ter sido oferecido como único sacrifício para sempre pelos
nossos pecados. Jesus assentou-se para demonstrar para nós que a obra está
de fato consumada. Como não amar esta palavra? Ela é viva, ela nos introduz
nas verdades eternas de Deus.
Como não amar esta palavra? Ela é viva, ela nos introduz nas verdades
eternas de Deus.

Segundo a Antiga Aliança, o sacerdote que servia no tabernáculo de Moisés


jamais se assentava, mas “permanecia em pé, ministrando diariamente”,
porque sua obra nunca era concluída. O sangue dos bois e cabras não podiam,
jamais, “tirar pecados”. Assim, viver pela Velha Aliança ou misturar as duas
alianças nos faz viver sem descanso. Há uma parábola em que Jesus diz que
estava a ponto de vomitar os mornos e ali Ele ainda enfatiza que é melhor se
fôssemos frio ou quente, e não mornos.

Sei que este texto tem outros entendimentos teológicos, mas olhando para o
frio da parábola, como aqueles que servem à lei ou para o quente, como os da
esfera da graça, podemos entender que os mornos devem ser aqueles que
servem a Deus misturando a lei com a graça, e a respeito desses, Jesus diz
que estava a ponto de vomitá-los. O Senhor diz que é melhor se fôssemos
frios e não misturássemos a lei com a Graça, pois, seguindo a lei, em dado
momento, descobriríamos que não conseguimos servir a Deus, e iríamos
rapidamente para a Graça, aquecendo o nosso coração em Deus. A aliança
que passou diz “faz isto e viverás”, mas a aliança da graça é “creia que Jesus
fez isto e viverás”. Quão grande diferença repousa nessas duas alianças, elas
são opostas por demais, mas ainda assim a religião consegue misturá-las.

Quão grande diferença repousa nessas duas alianças, elas são opostas por
demais, mas ainda assim a religião consegue misturá-las.

Podemos entender que é ruim viver pela lei tentando agradar a Deus com
nossa performance, mas há algo ainda pior que é misturar as duas alianças e
tentar viver aquela frase maligna que alguns até pensam estar na Bíblia:
“Faça da tua parte que farei a minha”. Quando cremos na obra consumada,
entramos no descanso da fé. Esforcemo-nos, pois, para entrar nesse descanso
(Hebreus 4:11). Após ser glorificado e assunto ao céu, Jesus se assentou para
nos mostrar qual é o modus vivendi dentro da obra consumada. Se você
pudesse entrar no tabernáculo de Moisés e ir no santo lugar, você notaria que
não havia uma única peça de mobiliário preparada para que o sacerdote se
assentasse nela, ou seja, você não encontraria uma única cadeira no santo
lugar. Você encontraria lá o altar de incenso, o candelabro e, também, a mesa
dos pães da propiciação; interessante que lá não havia cadeiras! Isso mostra
que a obra do sacerdote, no Velho Testamento, nunca era consumada.
Somente a obra de Jesus é uma obra consumada. Agora me deixa mostrar
algo maravilhoso a você. Não foi apenas Jesus que se assentou à direita do
Pai, Ele nos fez assentar com Ele. Aleluia! Na carta aos Efésios 2:4-6:
Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós
mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, pela graça sois salvos, e, juntamente
com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus;

Não foi apenas Jesus que se assentou à direita do Pai, Ele nos fez assentar
com Ele. Aleluia!

Talvez você esteja se perguntando, o que significa todo esse assunto sobre
cadeiras e assentar-se? “Assentar-se” na Bíblia é uma ilustração do descansar
do crente na obra consumada e completa de Jesus. Porque Ele concluiu toda a
obra na cruz em seu lugar, agora está assentado à direita de Deus e
conquistou tudo aquilo que a nossa alma, por vezes cansada, deseja tanto
conquistar. E o fato de tudo isso ter sido conquistado em seu favor significa
que você pode parar de depender de seus esforços para se qualificar e obter as
bênçãos de Deus em sua vida. Você pode assentar
-se com Jesus à direita do Pai! Isto é algo tremendamente maravilhoso! Pare
de depender de seus esforços para se qualificar e obter as bênçãos de Deus
em sua vida. Não estou defendendo aqui uma vida de passividade nem de
preguiça. Longe de mim tal feito. Você pode e deve se formar, fazer cursos,
estudar mais um idioma, ler livros, fazer seu trabalho diligentemente e muitas
outras coisas que possam lhe fazer crescer, mas sua fé não deve estar nessas
coisas. Sua fé deve estar no que Jesus fez por você. Então, se você é um
estudante, por exemplo, tudo isso se traduz da seguinte maneira: estude
seriamente e conquiste várias notas máximas em seu rendimento como
estudante, para a glória de Deus, mas não confie em sua inteligência nem em
suas qualificações para trazer, para você, as bênçãos de Deus.

Não confie em sua inteligência nem em suas qualificações para trazer, para
você, as bênçãos de Deus.

Falo isto pelo fato de que a graça de Deus não nos torna preguiçosos nem
improdutivos. Ao contrário, ela torna seu trabalho muito mais abundante para
a glória dele. O apóstolo Paulo, pregador da graça de Deus e da obra
consumada de Jesus, disse: “trabalhei muito mais do que todos eles.” Na
Obra Consumada, o modo de Deus agir é, primeiramente, abençoar você e,
então, o conhecimento da sua benção lhe proporciona o poder de trabalhar
mais abundantemente. Em outras palavras, não trabalhamos para sermos
abençoados, mas, em lugar disso, temos o poder para trabalhar porque já
fomos abençoados. Muitos crentes são fracassados porque estão se
esforçando profundamente para se qualificarem para as bênçãos de Deus, por
meio de suas próprias obras. O esforço próprio rouba de você o privilégio de
reinar em vida por meio da graça de Deus. O que você acabou de ler aqui? O
esforço próprio acaba roubando de você o privilégio de reinar em vida por
meio do esforço de Cristo.

Você não pode receber sua salvação, sua cura ou a saída dos problemas pelos
seus próprios esforços. Já parou para pensar qual foi o maior milagre que
Deus fez em sua vida? Creio que você respondeu: a salvação. Também ando
nesta fé; foi a salvação, foi o ser salvo do inferno. Agora, como isso ocorreu?
Por seu esforço ou pelo esforço total de Cristo? Foi pela graça mediante a fé,
e não por suas obras, para que você não pensasse que dependia de você
(Efésios 2:8,9). Se fora assim com a salvação, quanto mais os milagres
menores, como uma cura, a prosperidade, um casamento restaurado ou outra
coisa que, para você, parece ser algo sobrenatural, mas para Deus, o
sobrenatural é o seu natural.

Meu irmão, Jesus conquistou cada uma dessas coisas na cruz. A nossa parte é
crer em sua obra perfeita, em sua Obra Consumada, e receber com os braços
abertos a abundância da graça e o dom da justiça e, daí, começar a reinar na
vida por intermédio do único Jesus Cristo. Pare um pouco agora mesmo,
procure estar sozinho e faça uma oração declarando que você vai parar de
tentar obter a graça de Deus como resultado de seu próprio esforço. Diga a
Ele que você quer compreender a Obra Consumada e quer vivê-la todos os
dias de sua vida. Ore isso e creia que sua vida nunca mais será a mesma.
Ouça a voz de Deus que lhe diz que você é amado ou amada dele, Ele tem
prazer em sua vida.

Amo em demasia a Palavra de Deus e gosto de olhar detalhes tênues, uma


vez que eles mostram grandes verdades. Por exemplo, mesmo antes de Jesus
fazer qualquer obra, Deus disse que Ele era o filho amado que lhe dava
prazer. Ele disse isso duas vezes: uma vez lá no batismo, no Jordão e, outra
vez, quarenta dias depois no monte Hermon. Agora, o maravilhoso nisso é
que quando Deus disse a Jesus, no batismo, que Ele o amava, Jesus estava no
rio Jordão, o lugar mais baixo da terra, próximo ao mar morto, a 400 metros
abaixo do nível do mar e, na segunda vez, 40 dias depois, Jesus ouviu essas
mesmas palavras no monte Hermon. Todavia, agora, Ele estava há mais de 3
mil metros de altitude, a montanha mais alta de Israel. Isto não é
maravilhoso? Preste atenção, estando lá em cima, enquanto tudo está bem,
Deus nos diz: “Você é meu filho amado, que me enche de prazer!” E, caso
você esteja lá em baixo, e as coisas não estiverem bem, Ele também: “Você é
meu filho amado, filho que me enche de prazer”. Somos amados quando nos
sentimos bem e quando não nos sentimos bem. Creia que Ele amou você
ontem, que ama você hoje e que amará você amanhã.

Ele é o mesmo ontem, hoje e para sempre. Agora, para que essa mudança
aconteça e permaneça, comece permitindo que o Espírito Santo lhe ensine a
depender da obra consumada de Jesus, e a receber, porém não conquistar as
bênçãos por meio da sua graça. Ouvi meu discipulador, o pastor Naor
Pedroza, testemunhar que o dia em que ele compreendeu que a graça não era
somente um ensino teológico, mas algo que deveria vir por revelação, aí,
então, ele disse que percebeu que começou a experimentar a graça. Ore hoje
mesmo a respeito disso, que tal agora? Esse é o caminho simples de Deus
para a plenitude de uma vida vitoriosa.

A graça não é somente um ensino teológico, mas algo que deve vir por
revelação. Pr. Naor Pedroza

Obra Consumada = Vida vitoriosa


O escritor inspirado escreveu, em Hebreus 4:3, que nós, os que cremos,
entramos no descanso. E no capítulo 4 verso 10, ele diz que “aquele que
entrou no descanso de Deus, ele mesmo também descansa de suas obras, da
mesma maneira que Deus descansou por ter consumado suas obras”.

Percebem que tudo tem a ver com Jesus. Tudo tem a ver com sua obra
consumada. Quanto mais você compreender a obra consumada de Jesus e
tudo o que Ele fez para que você reine em vida, mais você adorará e
glorificará a Ele! Vamos dar uma olhada na Palavra de Deus e contemplar
mais de sua obra consumada. Em João 1:17 diz: Porque a lei foi dada por
intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo.

“Pois a lei foi dada por intermédio de Moisés, mas a graça e a verdade vieram
por meio de Jesus Cristo.” Apóstolo João

Observe que a verdade está do lado da graça, e não ao lado da lei. Note que a
lei foi dada. Isso implica senso de distância. Em contraste, a graça veio! A
graça é pessoal, ela veio como uma pessoa. Na verdade, ela veio em forma de
gente; ela veio em Jesus o Cristo. A lei é pesada, fria e impessoal. Nunca vi
alguém dizer que se relaciona com dois pedaços de pedras. E são duas pedras
que condenam o tempo todo. Mas a graça é gentil e calorosa. A graça não é
um ensino teológico ou uma doutrina, a graça é uma pessoa, e você pode ter
um relacionamento com uma pessoa. Deus não está interessado em mera
obediência e submissão. Deus não quer que você se relacione com 2 pedras
pesadas, frias e impessoais.

Deus não quer que você se relacione com dois pedaços de pedras pesadas,
frias e impessoais.

Deus é amor, e Ele anseia por ter um relacionamento gentil, íntimo e caloroso
com você. Isso é o que torna o cristianismo único. Nenhuma outra “religião”
(não gosto de usar este termo para nossa fé) se relaciona com o seu deus
assim. Alguns têm medo de seu deus por acreditar que ele está zangado e
esperando uma boa performance da parte de seus adeptos que, amedrontados
pela ira dele, buscam o tempo todo agradá-lo, ainda que contra sua vontade
pessoal. Outros pensam que precisam se autoflagelar para tentar agradar ou
agradecer o seu deus; chegam a andar à pé por longas distâncias, pensando
que, assim, ficarão bem diante de seu deus. São tantos os desvios que esse
capítulo ficaria pequeno para escrevê-los todos.

Agora, quero falar do desvio do cristianismo que misturou a lei com graça;
estes pensam que “Deus nos salvou pela fé, todavia, ainda temos de fazer
nossa parte”. Para conquistar o céu, preciso mudar toda minha vida, dizem
eles; e, para tanto, eles se esforçam muito e se vigiam para não pecar, para
não irar, para não falar nada de errado ou de forma errada para ninguém.
Observo que muitos desses sistemas de crença do mundo são governados por
códigos morais, regras e leis, mas o cristianismo não tem nada a ver com
essas coisas. Ele tem a ver com ter um relacionamento com Deus Todo
Poderoso. Nosso Deus se fez gente, veio e viveu como gente; Ele morreu de
forma cruel na cruz, e pagou toda a dívida de pecado com sua vida; portanto,
você e eu podemos reinar em vida hoje. O seu sacrifício na cruz fala de
relacionamento. Jesus veio para reconciliar o homem pecador com o Deus
Santo. Quando você recebe Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador, você é
feito santo e justo pelo seu sangue, de uma vez por todas. E você pode entrar
ousadamente na presença desse poderoso Deus sem qualquer culpa,
condenação ou expectativa de punição. Por causa da cruz, o preço do pecado
foi pago, o julgamento foi executado, a ira decorrente do pecado foi esgotada,
o véu foi rasgado e o caminho para a intimidade com Deus foi aberto. O
pecado não pode mais impedir você de entrar na presença de Deus. O sangue
de Jesus removeu todos os vestígios dos nossos pecados. O nosso Deus veio,
morreu num madeiro e pagou toda a dívida de pecado com sua vida e, assim,
você e eu podemos reinar em vida hoje. Jesus cumpriu toda a Lei.

No momento em que você coloca a lei de Moisés entre você e Deus


novamente, você está negando a obra consumada de Jesus, pois, se a justiça
puder advir da Lei, então, Cristo morreu em vão. Pense numa hipótese: você
me deve uma grande quantia em dinheiro e eu resolvo lhe perdoar. Daí você
diz, “Pastor Jadson, o senhor não pode me perdoar, pois eu lhe devo muito.”
Pondere, você me ofende ao fazer isso, pois decidi lhe perdoar e pronto.
Somente creia nesta verdade. Mas aí você diz: “Está bem, você pode me
perdoar, mas preciso, ao menos, pagar um pouco para o senhor, pastor”. Daí
você me ofende ainda mais. Ao fazer isso, você está dizendo, com esta
atitude, que eu não consigo lhe perdoar totalmente, pois você precisa me
ajudar.

Tetelestai
A Obra foi consumada! Foi pago o preço total e final por nós! A morte de
Jesus cumpriu as justas exigências da lei da Antiga Aliança. A Palavra de
Deus nos diz que o “escrito de dívida foi pregado na cruz”. Jesus veio para
cumprir as exigências da lei em nosso lugar, portanto o caminho para Deus
agora está aberto. Aleluia!

Certa vez um rapaz me perguntou: Pastor Jadson, o senhor está dizendo que
não estamos mais debaixo da lei, mas o próprio Jesus disse que Ele não veio
para abolir a lei”. É exatamente isso, amado, Jesus disse: “Eu não vim para
abolir a lei, mas para cumpri-la.”

Jesus não varreu a lei para debaixo do tapete. Ele veio e cumpriu
perfeitamente cada exigência da lei em nosso lugar. Tudo o que éramos
incapazes de fazer, Ele fez em nosso lugar. Então, através de Jesus, a lei foi
cumprida!

Você já teve um carro ou qualquer outra coisa financiada no banco? Agora


imagina você quitar totalmente sua dívida no banco pelo financiamento de
seu carro, você recebe um documento de quitação, certo? Assim, meu
conselho é que você pare de pagar as parcelas mensalmente, porque a dívida
já foi quitada. Mas, se o banco enviar uma carta exigindo mais pagamentos
de sua parte, tudo o que você tem de fazer é apresentar o documento de
quitação do carro. Compreendeu o que aconteceu com você?

A dívida que você e eu tínhamos para com a lei já foi quitada por nosso
Salvador Jesus Cristo! Aleluia! Por isso, quando o cobrador (diabo) vem
acusar você com a lei, e lhe mostra o quão rápido você caiu e falhou, tudo o
que você precisa fazer é apontar para o pagamento que Jesus fez na cruz. Foi
completo, foi finalizado. Cristo é o nosso documento de quitação, e é por isso
que você é chamado cristão hoje. Você não pertence mais a si mesmo. Você
foi comprado pelo precioso sangue de Jesus Cristo. A lei não tem mais
nenhum poder sobre você.

O diabo foi desarmado


Provavelmente, você já sabe que a questão do “desarmamento nuclear” é uma
grande notícia hoje no mundo. Mas você tem consciência de que há alguém
mais sinistro que já foi desarmado? A Bíblia diz em Efésios que Deus
“desarmou principados e potestades”. Sabemos que a expressão “principados
e potestades” se refere a Satanás e à sua corte. Assim sendo, podemos
entender que o diabo já foi desarmado. Mas, você sabe qual arma ele estava
empunhando antes de seu desarmamento forçado? Vemos em Colossenses
2:14 acerca disso:
“tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era
prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando (desarmando) os
principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.”

Com base no contexto desse versículo, o diabo estava armado com o “escrito
de dívida, que era contra nós”. O que o “escrito de dívida” tinha de tão
poderoso que foi preciso a morte de Jesus para anulá-lo? Lá no monte Sinai,
Deus escreveu os Dez Mandamentos em duas tábuas de pedra. Os
mandamentos eram as ordenanças que nos prejudicavam. O “escrito de
dívida” era, portanto, uma referência à lei que foi escrita pelo dedo de Deus.
O diabo, então, se armou com a lei para acusar e condenar o homem. Deus
não deu a lei na mão do diabo, mas o diabo, sabendo que a lei era contra o
homem, tomou vantagem disso e a tem usado contra o próprio homem.

A lei, então, foi catalisada para condenar e manter o homem longe de Deus.
Como escrevi neste livro, você já foi redimido da maldição da lei. Mas, o
diabo usa a lei como uma arma para desviar os filhos de Deus da estação de
descanso de alma, que tem por nome, Graça. É por isso que, quando Deus
pregou a lei na cruz, Ele fez do diabo e de todos os poderes das trevas um
espetáculo público. Por quê? Porque uma vez que a lei foi pregada na cruz de
Jesus, Deus sabia que a lei não teria mais o poder de condenar o homem,
desde que ele cresse na Obra Consumada de Jesus.

Portanto, quando você reconhece e crê que Jesus cumpriu plenamente a


exigência de justiça da lei, o diabo não pode usar a lei para condená-lo cada
vez que você cai, e é certo que cometemos erros e pecamos. Mas, agora,
ainda que ele use a lei e aponte seus pecados hoje, você pode apontar para a
cruz de Jesus e rejeitar a condenação. Talvez você diga: “Ninguém pode
apagar o escrito de Deus.” Sim, você está certo. Nenhum homem pode, mas o
próprio Deus pode. E Deus o fez de maneira justa. Você foi redimido da
maldição da lei, e o diabo e suas hostes foram desarmados. Mas, se você
insistir em permanecer debaixo da lei, você está, na verdade, armando o
diabo novamente. Quando Cristo foi para a cruz, Ele crucificou a lei consigo.
Ele apagou as exigências da lei, tirando-a do caminho, e desarmou o diabo.

Insisto em lhe falar que quando você se submete ao sistema da lei da Antiga
Aliança, está devolvendo a arma da acusação nas mãos do diabo. Agora me
permita falar algo muito tênue, mas, sobretudo, muito sério a respeito da lei:
Temos de manter a lei para sermos abençoados por Deus; Precisamos falar
da lei para que o povo não peque; mesmo sabendo que a graça é um favor
imerecido, não podemos pregar isso pois o povo não entende e vai abusar da
Graça.

Quem faz isto está colocando a arma da lei de volta nas mãos do diabo. E,
assim, no lugar de descansar pelo fato de Deus ter desarmado o diabo, as
pessoas estão dando armas e autoridade novamente para os poderes das
trevas. Preciso falar aqui que a lei é santa, justa e boa. Por favor, não me
interprete de forma errada, dizendo que sou contra a lei, que ela é ruim; não
escrevi isto. Contudo, mesmo a lei sendo santa, justa e boa, ela não tem poder
de santificá
-lo, de justificá-lo nem de torná-lo bom. Afinal, se a lei funcionasse, por que
Jesus morreria na cruz?

A lei foi concebida para expor suas fraquezas, seus pecados e sua
incapacidade de ser santo, justo e bom. A lei é como um espelho, que reflete
suas imperfeições, suas manchas, suas espinhas e suas rugas.

Mas você não pode pegar o espelho e começar a esfregar o rosto nele para
tirar suas manchas e espinhas, porque não é para isso que o espelho serve. O
espelho é para você compreender o que está errado em você. Agora, quem
Deus planejou que usasse o espelho (a lei) não são os filhos de Deus, e sim
aqueles que ainda não conhecem a Cristo, esses precisam ter um encontro
com a lei, precisam ver sua tão latente impiedade.

Houve um dia que você teve um encontro com Deus, mas para que isto
acontecesse, você precisou, primeiramente, se encontrar com a lei e descobrir
que você tinha uma dívida com Deus. Sugiro a você adquirir o Best Seller de
meu nobre amigo, Giles Stevens, que tem por título “11ª Questão”, um
pequeno livro que fala sobre isso e pode ser poderosamente usado para
evangelização.

Não insista na lei, compreenda que nenhum nível de obediência à lei pode
fazer de você um santo. Somente o sangue de Jesus pode fazer isso. A lei não
vem do diabo, ela vem do próprio Deus. Ele a concedeu a lei com uma
finalidade: por ela, o mundo tem conhecimento do pecado e reconhece sua
necessidade de ter um Salvador e, sem lei, não haveria pecado. Por exemplo,
se não houvesse lei de limite de velocidade na rodovia, o policial rodoviário
não poderia parar você e aplicar uma multa por excesso de velocidade. Não
reconhecer o pecado é afirmar que não preciso de um Salvador. A lei foi dada
para que o homem se voltasse para seu próprio fim, fazendo que, em seu
desespero, ele visse sua necessidade de Jesus.

Não reconhecer o pecado é afirmar que não preciso de um Salvador.

Podemos entender assim porque Paulo diz que a lei veio para avultar, para
evidenciar o pecado no homem (Romanos 5:20). Por causa da lei, nenhum
homem pode dizer que não é um pecador, e nenhum homem pode dizer que
não precisa de Jesus. A lei não foi dada para fazer de você um justo, mas para
evidenciar a sua injustiça. O que o diabo tem feito é manter a lei martelando
na cabeça dos filhos de Deus o tempo todo, de modo que elas se sintam
constantemente condenadas e culpadas. O diabo é o mestre do legalismo que,
constantemente, lhe faz lembrar o quão indigno você é. Em Apocalipse, ele é
conhecido como o acusador dos irmãos. Ele acusa os filhos de Deus, deixe-
me mostrar os seus ataques mais comuns:

- E você ainda chama a si mesmo de cristão?


- Você é um hipócrita!
- Esqueça essa história de orar, não vai dar certo.
- Deus nunca vai ouvir suas orações.
- Olhe para a sua vida. Quem é você ?
- Você ainda ousa insistir em ficar no meio dos irmãos?
- Você ainda insiste em ir à reunião de célula?

Antes de comentar sobre isso, compreendo ser importante comentar um


pouco sobre o fato de o diabo ser o pai da mentira, e tudo o que ele fala é
mentira. Gosto de dizer que se ele lhe disser que você é bonito ou bonita, isso
é mentira, porque você na verdade é lindo ou linda. Então, saiba que todas
essas acusações acima são mentiras, tudo mentira. Vale lembrar de que a
maneira de o diabo mentir para você não é mesmo usando a segunda pessoa
“você”, ele fala em nossa mente na primeira pessoa “eu”: “Eu sou mesmo um
hipócrita - Deus nunca vai ouvir minhas orações”. “Eu não mereço ser
perdoado. Deixa-me mostrar alguns textos para provocar uma
contextualização nesse assunto. Efésios 6:16 “Embraçando sempre o escudo
da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno” .
Nas guerras antigas, os inimigos cercavam a cidade e, postados do lado de
fora das muralhas, eles atiravam flechas inflamadas para cima, de forma que
esses dardos incendiados caíssem nos telhados feitos de madeira e palhas
secas. Assim, as pessoas que estavam sendo atacadas tinham que usar água
para apagar esses dardos. Pois é assim que o inimigo faz com os filhos de
Deus, ele não pode lhe tocar pois você está em Cristo, mas ele envia
pensamentos relâmpagos à sua mente, de forma que você pense que é você
quem está pensando, mas não é. Você quer pensar isso? Não. Deus quer que
você pense isso? Não. É o inimigo, por isto declare a Palavra de Deus! EsSa
confissão é a água que anula as mentiras e sofismas do diabo.

O inimigo lança dezenas de dardos em nossa mente, querendo semear


pensamentos impuros e destrutivos com a intenção de desestruturar a vida do
filho de Deus. Muitas vezes, o diabo se disfarça de anjo de luz para poder ser
mais convincente e, assim, enganar. Quando lemos esse verso, pensamos que
o diabo vai, literalmente, disfarçar
-se de anjo. Ainda creio que isso, de fato, aconteça, mas a maneira mais
simples de ele se disfarçar do “Divino” é usando a lei para oprimir o filho de
Deus. Deus quer que vivamos pela Palavra, mas a palavra coordena as
dispensações e, hoje, vivemos a Nova Aliança, a aliança da Graça de Deus, e
não mais da lei. O diabo está usando a lei para tornar você consciente de toda
a sua inferioridade em obedecer as ordenanças por si mesmo. Mas, por
intermédio de Jesus Cristo, você não está mais sob a condenação da lei. (Rm
6:14) “Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo
da lei, e sim da graça.”. O diabo foi desarmado pelo poder da cruz. Jesus,
que não conheceu pecado, mas foi condenado em seu lugar na cruz e,
mediante o sacrifício de Jesus Cristo, você agora é feito justo sem que as
obras da lei contassem para isso. Então, quando ouvir a voz do acusador
condenando
-o, lembre-se de que você foi feito justiça de Deus pelo sangue de Jesus
Cristo. Onde você estiver, declare por 3 vezes em voz alta: “Eu sou a justiça
de Deus por intermédio de Jesus Cristo”. Justiça é um dom, é um favor
imerecido, não é um prêmio que se alcança por perfeita obediência à lei. A
justiça de Cristo não nos vem mediante nossas performances nem de nossas
“boas” ações.

Se a lei pudesse nos salvar, por que Jesus viria morrer na cruz?
Ela não pôde, ela na verdade nos mostrou que precisávamos da salvação.
Afinal se ela pudesse nos salvar, por qual sentido Jesus viria morrer na cruz?
Ele nos salvou e nos vestiu de sua justiça. Você não está vestido com sua
própria justiça, pois isso seria autojustificação, mas Cristo é a nossa justiça.
Deus vê você tão justo quanto o próprio Jesus. Somente a pregação radical da
graça pode trazer a certeza aos filhos de Deus . Por isso, fui impelido pelo
Espírito a escrever este livro, fruto da luz que tenho recebido a respeito deste
tema tão ímpar para a igreja do Senhor. Somente a Obra Consumada de Jesus
pode nos trazer a plenitude e a paz real. Sem conhecer a obra consumada,
algumas pessoas afirmam que a vida cristã é muito difícil de ser vivida.

Meu irmão, ela não é difícil, ela é impossível de ser vivida. O único que pôde
vivê-la foi o próprio Jesus, e Ele quer fazer isso em nós hoje. É por isso que
ser cristão não tem a ver com nossos próprios esforços para cumprir a lei de
Moisés. Ela foi cumprida em nosso lugar, e o preço por nossos pecados foi
pago na cruz. Nossa parte é acreditar na Obra Consumada de nosso Salvador
e receber dele a abundância da graça e o dom da justiça. A vida cristã é uma
vida de descanso em Cristo Jesus e em Sua Obra Consumada. E tempo de
descansar de desfrutar Jesus. Somente quando temos luz e cremos na Obra
Consumada de Jesus é que podemos viver uma vida de plenitude, de
completude e de paz. Sabemos que o diabo odeia o evangelho da graça,
porque esse evangelho faz o crente reinar em vida. E quando você reina, o
diabo não reina. Quando você reina em vida pecado não reina. Muitas vezes
vemos os filhos de Deus desejando reinar no milênio, no futuro com Cristo,
isto é bom, santo e verdadeiro. Mas precisamos compreender como isto se
dará: só vai reinar com Jesus quem começou a reinar aqui sobre as
circunstâncias da vida hoje. Por isso reine em vida, porque, afinal, reinamos
em vida quando cremos na Obra Consumada de Jesus Cristo na cruz do
Calvário.