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APRENDA A TOCAR DO ZERO!

O intuito desse material é ser o mais didático


possível, possibilitando assim um melhor
entendimento do aluno, dosando teoria e
prática na mesma proporção procuro tornar
o aprendizado uma coisa prazerosa e não
cansativa.

Por Alcimar Ramos

TOQUE DO
ZERO!
Apostila de violão – Teoria e Prática
INTRODUÇÃO NO APRENDIZADO DO VIOLÃO
Você não precisa decorar todas as partes, mas saber pelo menos as partes principais é importante
para aprender tocar violão, trocar as cordas e afinar o instrumento. Confira abaixo a nomenclatura
básica das partes:

Partes que considero principais são: Cavalete que é por onde fica presa a base das Cordas, que serão
esticadas ao longo do Braço e enroladas nas Tarraxas onde giramos para afinar as Cordas, e por fim
temos os Trastes de metal que formas as Casas onde usaremos para digitarmos as notas a serem
tocadas.
Algo que logo estaremos usando, e muito, é o desenho de uma pequena parte do Braço do violão,
para você saber qual corda pressionar, em qual casa e qual dedo usar, parece muita informação,
porém é mais fácil do que parece, principalmente na prática.
Abaixo está o modelo do Desenho do Braço utilizado na maioria dos materias de aprendizado do
violão e guitarra. Seria como se você estivesse vendo o violão de pé na sua frente, onde:
A linha superior mais escura é a Pestana.
As linhas horizontais os Trastes formando as Casas.
E as linhas verticais as Cordas.

PESTANA

CASAS

CORDAS

Apostila Toque do Zero! POR ALCIMAR RAMOS


Vamos aproveitar para aprendermos também os números e notas de cada corda. Contamos de 1 a 6
de baixo para cima, ou seja, da corda mais fina para a mais grossa, ficando assim:

Essas são as notas de cada corda quando tocadas soltas, sem pressionadas em nenhuma casa.
Quando pressionamos uma corda em uma determinada casa é gerada uma outra nota, você deve
estar se perguntando? “Como fazemos pra saber que nota está sendo tocada?” Bem, é o que vamos
aprender agora.
Vamos partir do princípio, praticamente quase todo mundo já viu em algum lugar ou em algum filme
ou série de TV, ou até mesmo nas igrejas alguém cantarolando a Escala de DÓ, da seguinte maneira:

DÓ - RÉ - MI - FÁ - SOL - LÁ - SI - DÓ

Isso quer dizer que existe uma certa ordem na disposição das notas musicais, não importa de onde
você comece, a ordem das notas sempre seguirá esse padrão, mesmo se trocarmos a nota inicial por
outra, veja os exemplos:

RÉ - MI - FÁ - SOL - LÁ - SI – DÓ - RÉ (começando de RÉ)


SOL - LÁ - SI – DÓ - RÉ - MI - FÁ - SOL (começando de SOL)
Ou seja, sempre teremos depois de Dó o Ré, depois de Ré o Mi e assim por diante...

Veremos isto na prática, veja ao lado a seguinte situação, pressionando a


Corda 6 ( Mi ) na Casa 1 estaremos subindo 1 Tom na escala, e teremos
a nota FÁ, porque aprendemos acima que depois do Mi vem o FÁ. Logo
se fizermos a mesma coisa com outra corda, a Corda 2 ( Si ) pressionada
também na casa 1 teremos a nota DÓ pois aprendemos acima que depois
do SI vem o DÓ, fácil não acha?

Apostila Toque do Zero! POR ALCIMAR RAMOS


Bem, na verdade, o que faz essas notas terem essa ordem certinha em sequência é uma regra de
distância entre elas, vimos acima o princípio básico de distância de 1 TOM de uma nota para outra,
mas existe também a distância de MEIO-TOM ou SEMITOM , com isso temos uma Regra de
Distância para termos então uma escala. Partindo da 1ª Nota da escala para a 2ª Nota, dizemos que
ela está a 1 Tom de distância da anterior, da 2ª para a 3ª temos 1 Tom também, já da 3ª para 4ª
teremos 1 Semitom ( meio tom ) Veja o padrão completo usando a Escala de DÓ:

1 1 1 1 1
Tom Tom Semitom Tom Tom Tom Semitom

Nota DÓ RÉ MI FÁ SOL LÁ SI DÓ
Intervalo
1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª
ou Grau

Veja agora a escala no braço do violão nas escalas de DÓ e SOL:

Repararem nos ½ Tons, viram que, quando temos eles no braço, estão na distância de apenas uma
casa, e quando temos 1 Tom de distância, pulamos uma casa, isso é a regra de distância sendo
aplicada na prática. Claro que existem também notas nessas casas que pulamos, e que chamamos
de, Acidentes Musicais, na escala de Dó não temos nenhum, mas repare no segundo exemplo, na
escala de Sol temos um dentro da própria escala, conheceremos eles agora, o acidente Sustenido
representado na teoria musical pelo símbolo # e o Bemol representado por uma letra b minúscula.

Vimos acima que se avançarmos de Ré para Mi pulamos uma casa, porém se avançarmos do RÉ para
a próxima casa teremos a mesma nota Ré, só que, com o acidente # (sustenido), ou seja RÉ
SUSTENIDO, e se voltamos uma nota para trás teremos a mesma nota Ré, só que com o acidente b
(bemol), ou seja, RÉ bemol.

Apostila Toque do Zero! POR ALCIMAR RAMOS


Então partindo desse raciocínio inicial, quando subimos a nota uma casa, subimos Meio-Tom e
teremos Sustenido, e quando descemos uma casa, descemos Meio-Tom teremos Bemol, na verdade
teoricamente falando, existe outro motivo para em um determinado momento usarmos Sustenido e
em outro momento o Bemol, mas isso veremos mais à frente no estudo da Harmonia, este exemplo
foi apenas uma explicação inicial pra você se acostumar com os dois acidentes. Veja abaixo como
ficam as notas no braço do violão, também conhecidas como Escala Cromática, quando usamos todas
as notas e acidentes, vamos utilizar o Sustenido que casualmente é o mais utilizado.

ACORDES
Vamos a prática agora, você irá aprender os primeiros acordes, um acorde é composto de 3 ou mais
notas tocadas ao mesmo tempo, e são eles que usamos para tocar as músicas, mas pra frente
estudaremos mais sobre essa formação de acordes e escalas, mas vamos partir um pouco para a
prática para você ir digerindo a teoria aos poucos, e porque na prática tudo é bem mais legal!
Vamos usar o Desenho do Braço para indicar as casas, cordas e quais dedos usar para executar esses
acordes.

Primeiro veja como fica a numeração


utilizada para os dedos da mão Esquerda,
que você usará para montar os acordes.
CASAS

O “Desenho do Braço”
indica as casas e cordas
a serem tocadas

CORDAS

Apostila Toque do Zero! POR ALCIMAR RAMOS


Juntaremos o Desenho do Braço com a numeração dos dedos da mão esquerda para indicar as
notas a serem tocadas no violão, veja um exemplo da formação do Acorde de Dó Maior:

Neste exemplo temos as seguintes instruções para a


formação do Acorde de DÓ MAIOR:
Dedo 1 pressionando a Corda 2 na Casa 1
Dedo 2 pressionando a Corda 4 na Casa 2
Dedo 3 pressionando a Corda 5 na Casa 3

Vamos ver agora um acorde menor, existem vários tipos de acordes, mas vamos iniciar com esses 2
tipos, e depois ir expandindo aos poucos. Abaixo teremos o acorde de Mi menor.

Neste exemplo temos as seguintes instruções para a


formação do Acorde de Mi MENOR:
Dedo 1 pressionando a Corda 5 na Casa 2
Dedo 2 pressionando a Corda 4 na Casa 2

EXERCÍCIO - PRÁTICA DE MEMORIZAÇÃO


Para esse exercício, vamos começar apenas montando com a mão esquerda os acordes, sem tocar
ainda, monte o acorde de DÓ MAIOR, veja se todos os dedos estão nas cordas e casas corretas, não
aperte muito as cordas, se tudo estiver OK memorize o acorde por alguns segundos, e só então
monte o próximo, o de MÍ MENOR, conferindo também se todos os dedos estão nas cordas e casas
corretas, memorize-o por alguns segundos como fez com o outro e volte para DÓ MAIOR, vá fazendo
assim sucessivamente até sentir segurança de que já memorizou a formação desses 2 acordes.
EXERCÍCIO - TOCANDO OS PRIMEIROS ACORDES
Agora que você já memorizou a formação dos acordes, vamos começar tocando DÓ MAIOR, primeiro
monte o acorde, em seguida toque as cordas como polegar da mão direita levemente de cima para
baixo, depois que tocar o acorde deixe-o soar e conte 4 segundos ( 1 – 2 – 3 – 4 ) toque DÓ MAIOR
novamente e conte mais 4 segundos, e então repita o mesmo com o acorde de Mi MENOR.
Repare que o acorde menor tem um som mais melancólico, triste, e o acorde Maior é mais alegre, vá
acostumando seus ouvidos com essas diferenças de sonoridades, é um bom exercício.
No total você tocará cada acorde por 8 segundos sempre tocando eles ao falar o número 1.
Se estiver com dificuldades para lembrar a formação dos acordes pratique mais o exercício de
memorização.
OBS: Quando tocar o acorde de DÓ MAIOR evite a sexta corda, tocando apenas da quinta pra baixo,
já no Mi MENOR pode ser tocadas todas as cordas.
Este será o Exercício nesta primeira Semana, praticar esses 2 acordes prestando atenção em suas
sonoridades e memorizar a teoria básica inicial sobre as Notas, Acidentes e Escalas.
Na próxima Aula, você aprenderá as CIFRAS.

Apostila Toque do Zero! POR ALCIMAR RAMOS


CIFRA
CIFRA é um sistema de notação musical usado para indicar, por meio de Letras, Números e Símbolos,
as Notas e também os Acordes a serem tocados em um instrumento musical.
Utilizando as 7 primeiras letras maiúsculas do alfabeto, temos correspondências as seguintes notas
musicais:
A = LÁ
B = SI
C = DÓ
D = RÉ
E = MI
F = FÁ
G = SOL
Usaremos a partir de agora apenas as letras para os acordes e notas, por exemplo para indicarmos
um acorde de Dó Maior, ou a nota Dó basta usar a letra C , para a nota ou acorde ou Mi Maior, a
letra E, os acordes menores são representados pela mesma letra, porém, acompanhada de um m
minúsculo, por exemplo, o acorde que você praticou na aula passada de Mi menor na cifra fica, Em.
Veja como ficam, na teoria, todos os acordes maiores e menores, estudaremos eles mais a diante.
Acodes
Maiores
C D E F G A B
Acordes
menores
Cm Dm Em Fm Gm Am Bm

Para os acordes Sustenidos usa-se a letra + o símbolo # como vimos na primeira aula, e também
temos os acordes sustenidos menores, usamos letra + # + m , também iremos estuda-los mais à
frente, mas só pra você já ir se acostumando com a teoria das Cifras, veremos também a tabela de
acordes sustenidos maiores e menores, nomeados com o sistema de Cifra.
Acodes
Maiores
C# D# E# F# G# A# B#
Acordes
menores
C#m D#m E#m F#m G#m A#m B#m

Vamos ver também os acidentes nos acordes, Sustenido e Bemol, pois temos as vezes 2 nomes para
o mesmo acorde, na teoria chamamos isso de Enarmonia, podemos dizer por exemplo, que o acorde
de C# e Db são o mesmo acorde, onde C# é meio-tom acima de C, porém, também é meio-tom
abaixo de D ou seja Db, entendeu? Na prática, e analisando a tabela abaixo ficará mais clara e fácil
essa explicação, e futuramente veremos isso mais afundo no estudo da Harmonia.
Formação Ascendente  

C# D# F# G# A#
C D E F G A B C
Db Eb Gb Ab Bb
  Formação Descendente
INTERVALOS E GRAUS - Introdução
Antes de vermos onde entram outros números e símbolos na Cifra, é importante aprender o que é
intervalo ou Grau, pois é através deles que se formam escalas, acordes e suas variações, sabendo
utilizar todos os intervalos, você já sabe quase tudo! Essa é a Cereja do bolo.
Intervalo Musical, as vezes também chamado de Grau Musical, é a distância entre dois sons. Lembra
daquela regra de distância das escalas que abordamos antes, então podemos usar o termo Intervalo
ou Grau para essa regra de distância e dizer: intervalo de um tom, intervalo de um semitom,
Intervalo de terça, Intervalo de sétima, 3º Grau, 7º Grau , enfim, qualquer distância entre duas notas
é um intervalo ou grau, existem vários e vamos aprender todos no decorrer das aulas, vejamos abaixo
os primeiros que estudaremos para aprender o princípio básico da formação de acordes.

1 1 1 1 1
Tom Tom Semitom Tom Tom Tom Semitom

Nota C D E F G A B C
Intervalo 1ª ou 2ª ou 3ª ou 4ª ou 5ª ou 6ª ou 7ª ou 8ª ou
ou Grau I Grau II Grau III Grau IV Grau V Grau VI Grau VII Grau VIII Grau

Você aprendeu na primeira aula a executar 2 acordes o de C e Em, porém não foi dito como fizemos
pra juntar as notas até termos esses acordes, a essa altura você só pode especular que usa a regra
de distância, ou seja, usa-se os intervalos, se você pensou assim, está indo bem!
Para montar um acorde, usamos os intervalos e a seguinte regra denominada Empilhamento de
Terças, o que é isso, simples, pegamos uma escala e contamos de 3 em 3 intervalos a partir da
primeira nota. Por Exemplo, a partir da nota C , vamos andar 3 intervalos pra frente, e usar esse C
junto com esse intervalo de terça. Nesse caso seria a nota E, veja abaixo.
I II III IV V VI VII VIII
C D E F G A B C
1 2 3

Agora que temos, temos C e E vamos andar mais 3 intervalos a frente começando de onde paramos,
a nota E, e somaremos mais esse intervalo com as duas notas que já temos.
I II III IV V VI VII VIII
C D E F G A B C
1 2 3
1 2 3

Teremos então as notas C E G que tocadas juntas formam o acorde de C (dó maior), ou tríade de C,
como é conhecido na teoria um acorde formado de apenas 3 notas.

Lembra do outro acorde que você aprendeu na aula anterior, o de Em, ele também é formado com
empilhamento de terças só que começando da nota que lhe dá o nome, ou seja E, então teremos as
notas E G B que formam o acorde de Em, simples não acha?
I II III IV V VI VII VIII
C D E F G A B C
1 2 3
1 2 3
Podemos concluir que um Acorde é formado pelos intervalos de 1ª , 3ª e 5ª, tocados juntos (Graus I
– III – V ). Veremos na próxima aula o conceito de acordes menores e maiores mais detalhadamente.
Se continuarmos com esse Empilhamento de Terças dentro da Escala de C, com as outras notas da
escala como D , F, G , A e B, teremos todos os acordes da escala de C . Ou ainda podemos continuar
andando de 3 em 3 em um determinado acorde, o de C por exemplo, e inserirmos mais intervalos
nele como 7ª, 9ª , 11ª . . . mais tudo isso você irá aprender mais adiante.
Bom tivemos bastante informações teóricas novas nessa aula, vamos executar alguns exercícios para
memorizarmos tudo isso.
Coloque a Cifra de cada nota:

Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si

Complete a tabela abaixo com o acidente sustenido:

C D E F G A B C

Complete a tabela abaixo com o acidente bemol:

C D E F G A B C

Preencha a escala com o restante das notas e numere os Intervalos/Graus:

Faça o Empilhamento de Terças na escala de C:

Para a prática vamos aprender mais 2 acordes que pertencem a escala de C. Serão eles G e Dm.

Pratique durante a semana somando com os outros dois que você aprendeu, usando a técnica de
memorização e a contagem como na aula anterior, agora você já aprendeu 4 acordes, pratique
bastante, pois muitas músicas podem ser tocadas com apenas 4 acordes, você sabia?
Acordes aprendidos até agora:

Você pode treinar esses 4 acordes variando as progressões, seja 2 de cada vez, 3 e então 4:

Acorde Contagem Acorde Contagem

C 1–2–3–4 1–2–3–4 Em 1–2–3–4 1–2–3–4

C 1–2–3–4 1–2–3–4 G 1–2–3–4 1–2–3–4

C 1–2–3–4 1–2–3–4 Dm 1–2–3–4 1–2–3–4

C 1–2–3–4 1–2–3–4 Dm 1–2–3–4 1–2–3–4 G 1–2–3–4 1–2–3–4

C 1–2–3–4 1–2–3–4 Em 1–2–3–4 1–2–3–4 G 1–2–3–4 1–2–3–4

C 1–2–3–4 1–2–3–4 Em 1–2–3–4 1–2–3–4 Dm 1–2–3–4 1–2–3–4 G

C 1–2–3–4 1–2–3–4 Dm 1–2–3–4 1–2–3–4 Em 1–2–3–4 1–2–3–4 G

Bom aprendizado! E até a próxima Aula.


TODOS OS ACORDES – Intervalos parte 2
Vamos abordar um pouco mais sobre a formação de acordes, intervalos, e aprender todos os acordes
de uma determinada escala, no nosso caso a de C , você já aprendeu praticamente 4 acordes da
escala de C, restando apenas 3 pra completar, pois se temos 7 notas na escala, logo teremos 7
acordes, um pra cada nota.
A essa altura você já estará bem familiarizado com a escala de C, ( C – D – E – F – G – A – B ) , e vimos
antes que se pegarmos qualquer nota desta e fizermos o Empilhamento de Terças a partir dela,
teremos um acorde tríade (acorde de 3 notas), usando os Graus I , III e V (tônica, terça e quinta).
Par fixar bem essa ideia, veja novamente abaixo como fizemos para ter a tríade de C Maior.

Veja as todas as tríades de C Maior (acorde de 3 notas), geradas a partir de


cada nota da escala através do Empilhamento de Terças.

Tríade C Tríade Dm Tríade Em Tríade F Tríade G Tríade Am Tríade B°

Nesta aula você aprenderá o acorde com Pestana, que na escala de C é o F Maior, a pestana consciste
em repolsar o dedo indicador em cima de todas as cordas para pressionar algumas delas, no caso de
F Maior, na corda 6 é a nota F que da o nome ao acorde, e também chamamos de “Baixo do acorde”,
ou seja a nota mais Grave, na corda 2 gerando a nota C que é a 3ª do acorde, e por fim na corda 1,
onde repete a nota F, só que dessa vez mais Aguda.
Na verdade quando montamos um acorde certas notas se repetem, ou seja, tocamos a tríade, porém
repetindo algumas notas, em F Maior por exemplo, temos a nota C nas cordas 5 e 2, a nota F aparece
3 veses, nas cordas 6 , 4 e 1 e por fim a nota A apenas uma vez na corda 3. O acorde com pestana é
um desafio ao iniciante, deve-se pratica-lo bastante, não se incomode se no início o som sair abafado,
continue praticando diariamente e irá domina-lo.
Bem com isso temos todos os acordes tríades de C Maior. Repararam que foram geradas 3 tríades
Maiores, 3 Menores e 1 diminuta, esse ultimo é novo pra você, repare que o B° está acopanhado e
um pequeno símbolo circular, toda vez que você ver esse símbolo em um acorde quer dizer que é
um acorde diminuto, ou seja, ele não é maior nem menor, aprenderemos mais sobre ele adiante.

ACORDES MAIORES E MENORES - ( 3ª maior e 3ª menor )


Vamos nos atentar agora para o que faz um acorde ser maior ou menor, ou seja porque o
empilhamento gerou tipos de acordes diferentes, na verdade é bem simples, essa diferença veio por
causa da distância de um determinado intervalo, o intervalo de 3ª.
Note que, um acorde maior tem seu intervalo de 3ª à 2 tons da Tônica, podemos chama-lo de 3ª
maior, no acorde menor, sua 3ª está a 1 tom e meio de sua tônica, chamamos de 3ª menor, veja:

T 3 5

C D E F G A B C
2 Tons Acorde C ( 3ª Maior )

T 3 5

C D E F G A B C
1 ½ tom Acorde Dm ( 3ª Menor )

Podemos concluir que, para um acorde Maior se tornar Menor, basta descer a sua 3ª meio tom.

ACORDES COM 7ª - ( 7ª maior e 7ª menor )


Bom agora que você já está craque na formação de Acordes, vamos acrecentar mais uma nota ao
nosso acorde, o que fará dele uma Tétrade (acordes de 4 notas), para isso basta empilharmos mais
uma terça, somando assim o intervalo de 7ª ao acorde, como mostra abaixo:
A adição desse intervalo em todas as tríades, geram os famosos acordes com 7ª usados em todos
os estilos musicais.

O que podemos reparar de novo por aqui, vamos lá:


• Nos acordes C7M e F7M a letra M maíúscula após o 7, quer dizer que esse intervalo é de
Sétima Maior , e está a 5 tons e meio da sua tônica, ou pra ficar mais fácil podemos dizer que
está Meio-Tom atrás da Tônica.
• Quando temos apenas o 7 se trata de um intervalo de Sétima Menor, ou dizemos apenas
Sétima e está a 5 tons da Tônica, ou seja, um Tom atrás da Tônica.
• O acorde diminuto virou menor Bm7(5b), (si menor com sétima e quinta diminuta), também
conhecido como acorde Meio-Diminuto, se você estiver atento vai perceber o que quer dizer
esse b minúsculo após o 5 , e o que ele quer dizer, exatamente, esse intervalo de 5ª é bemol,
ou 5ª Diminuta como dizemos na teoria, ou seja, a 5ª desse acorde desceu meio tom.
Quando a quinta sobe meio tom dizemos que é 5ª Aumentada, e é representada por um sinal
de + . EX: D5+ ( Ré com 5ª aumentada ), estudaremos esse conceito melhor na próxima aula
onde aprenderemos todos os intervalos.

Agora você já sabe todos os Acordes Naturais e com Sétima da escala de C, e também conheceu
mais alguns intervalos, no início pode parecer uma grande sopa de letras e símbolos, mas com a
prática você entenderá toda essa teoria, vamos continuar a praticar os acordes e mais a frente
veremos a aplicação deles nas músicas, e de muitos outros, pois podemos continuar empilhando
terças obtendo mais intervaos, como os de 9ª , 11ª , 13ª, ou adicionar intervalos diminutos,
aumentados, maiores e menores como você viu nessa aula. Mais tudo isso você aprenderá mais a
frente, no seu devivo momento.

EXERCÍCIOS
Círcule a Tônica, 3ª , 5ª e 7ª que formam o acorde de C7M:

C D E F G A B C

Círcule as notas que formam o acorde de Dm7:

C D E F G A B C
EXERCÍCIO PRÁTICO
Progressões de Acordes
Vamos praticar mais algumas progressões de acordes, treine seu ouvido, perceba se alguma dessas
progressões te faz lembrar alguma música conhecida, substitua as vezes por acordes com 7ª e note
a sonoridade diferente desse acorde.

C – F – G – F Am – Dm – G – C

C – G – F – G7 F – G – Am – Em

C – Em – F – G Am – G – F

C – Am – F – G Am – F – G

C – G – Am – F Am – Em – F

Exemplo de músicas usando algumas das progressões acima:

C G Am F Am F C G
Ele não Desiste de você ( Marquinhos Gomes) Faz Chover ( Fernandinho )

Pra sempre ( Gabriela Rocha ) Lindo És ( Juliano Son )


INTERVALOS - CONTINUAÇÃO
Aprendemos que Intervalo é a diferença da distância, ou altura entre dois sons. O intervalo é
denominado de acordo com o número de notas existentes entre a Tônica (nota mais grave) e a
superior (nota mais aguda). Veremos agora todos os intervalos de C Maior.

C D E F G A B C
1ª 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º
Tônica Maior Maior Maior Justa maior Maior Justa

No exemplo acima, sem os acidentes, vemos os intervalos de:


2ª ---------- de C a D Podemos ter também os intervalos de:
3ª ---------- de C a E 9ª --------- de C a D mais agudo
4ª ---------- de C a F 11ª---------- de C a F mais agudo
5 ª ---------- de C a G 13ª---------- de C a A mais agudo
6ª ---------- de C a A
7ª ---------- de C a B
8ª ---------- de C a C mais agudo
Os intervalos são classificados como simples e composto.
- Simples: de segunda até oitava.
- Composto: os que ultrapassam a oitava.
Os intervalos compostos que mais usamos são os de 9ª, 11ª e de 13ª que são respectivamente os
intervalos de 2ª, 4ª e de 6ª uma oitava acima.

Vimos também anteriormente em alguns exemplos, que os intervalos possuem qualificações como:
Maior, Menor, Aumentado, Diminuto e Justo, que também é dada pela distância de tons entre um
intervalo e outro usando também os acidentes. O intervalo de C para D é de 2ª Maior pelo fato de
ter entre eles 1 tom de distância. intervalo for de C para Db temos 1 semitom, continua sendo uma
2ª, mas uma 2ª menor. Vamos ver agora todos os intervalos e suas qualificações:

C - 1º grau maior
Após o 7º |Grau, as notas começam a se
C# - 2º grau menor
repetir, pois o 8º grau já é igual ao 1º grau.
D - 2º grau maior
Seguindo essa lógica:
D# - 3º grau menor
– O 9º grau é igual ao 2º grau.
E - 3º grau maior – O 11º grau é igual ao 4º grau.
F - 4ª justa – O 13º grau é igual ao 6º grau.
F# - 4ª aumentada (ou 5ª diminuta: Gb) Você deve estar se perguntando:
G - 5ª justa Se não há necessidade de se falar em
graus após o sétimo, pelo fato de se
G# - 5ª aumentada (ou 6ª menor: Ab)
repetir, por que então se usam as
A - 6ª maior
notações 9º, 11º e 13º?? Bom, alguns
A# - 7ª menor músicos preferem utilizar esses graus para
B - 7ª maior deixar claro qual oitava deve ser utilizada.
A IMPORTÂNCIA DOS INTERVALOS
Saber os intervalos é de suma importância, pois tudo parte deles, escalas, acordes etc. Um exemplo:
Você viu uma de cifra uma determinada música, e está pedindo o acorde de C7M/9 , você já sabe
que um acorde de C7M é formado pelos intervalos de 1ª , 3ª , 5ª e 7ª ( C – E – G – B ) nesse caso
basta adicionar o intervalo de 9ª ( D ) para ter o acorde de C7M/9, mesmo sem saber o desenho do
acorde no braço você consegue executá-lo graças ao conhecimento dos intervalos, pois bastou
adicionar mais uma nota, por isso é importante conhecer as notas e intervalos em qualquer região
no braço do instrumento. Claro que teremos umas dicas para ajudar a mapear o braço do
instrumento, mas conhecer os intervalos é primordial, pois sempre estaremos usando-os. Vale
também ressaltar que esses intervalos serão os mesmos em todas as outras tonalidades não apenas
em C maior, veja abaixo todas as escalas e seus respectivos intervalos maiores e justos.

1º maior 2º maior 3º maior 4ª justa 5ª justa 6ª maior 7ª maior 8ª justa

C D E F G A B

D E F# G A B C#

E F# G# A B C# D#

F G A Bb C D E

G A B C D E F#

A B C# D E F# G#

B C# D# E F# G# A#

Conhecer os intervalos vai prepara-lo também, pois mais a frente, quando conhecer os acordes mais
avançados já não ficará tão surpreso com os números que aparecerão neles pois já saberá que são
os intervalos sendo utilizados na prática, por falar em pratica, continue praticando as progressões de
Acordes e Tríades de C Maior até dominá-los, pois em aprenderemos transpor esses acordes para
outras tonalidades, ou até mesmo outras maneiras de se fazer o mesmo acorde em outras regiões
do braço, iniciaremos na próxima aula o estudo do sistema CAGED.