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Curso de Arquitetura e Urbanismo

Desenho Geométrico e Geometria Descritiva


Ariane Otta Murbach
e
Diego Simões de Oliveira
2011

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O Desenho Geométrico faz parte costumeiramente do conteúdo da unidade
curricular Desenho Técnico, que é ministrada a estudantes do ensino técnico e a
estudantes de alguns cursos de exatas no ensino superior. Seu objetivo é estudar as
figuras geométricas planas, que podem ser traçadas com auxílio de régua e
compasso, e os sólidos cujas faces formam estas figuras. A estratégia usual para
seu ensino/aprendizagem é praticar os procedimentos clássicos para solução de
problemas concretos. Ela dispensa pré-requisitos, os dados com que trabalha são
proposições verdadeiras dentro de um sistema lógico; seu legado é o raciocínio e a
visualização espaciais. A geometria descritiva (também chamada de geometria
mongeana ou método monge) é um ramo da geometria que tem como objetivo
representar objetos de três dimensões em um plano bidimensional. Esse método foi
desenvolvido por Gaspard Monge e teve grande impacto no desenvolvimento
tecnológico desde sua sistematização. Percebida sua importância, a geometria
descritiva foi tratada com atenção e considerada, no início, uma espécie de segredo
de estado. A geometria descritiva serve como base para o desenho técnico,
permitindo a construção de vistas auxiliares, cortes, rebatimentos e intersecções
de planos e sólidos.

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O MATERIAL DE DESENHO E O SEU USO
Todo desenhista deve conhecer bem e manusear com cuidado o material com o qual Par de esquadros
trabalha. O par de esquadros é usado para traçar retas paralelas, retas perpendiculares ou
Lápis e lapiseira alguns ângulos.
Lápis e lapiseira são usados para desenhar e escrever. As lapiseiras do tipo 0,5 mm
são as mais comuns. A grafite ou mina é classificada de acordo com o grau de
dureza. Observe:
Os dois instrumentos devem ser usados juntos: Um permanece fixo (apoio) e o
outro se desloca sobre ele.

Para destacar figuras, fazer esboços ou sombrear devemos usar o lápis nº 1 ou B,


que é macio.
Os esquadros são laváveis. Mantenha-os limpo.
Para traçados em geral e escrita, devemos usar o lápis nº2 ou HB, com grafite
Borracha
média. Para desenhos geométricos e técnicos, devemos usar o lápis nº 3 ou H, que
Para apagar erros de desenhos a lápis devemos usar as borrachas bem macias. Para
tem grafite de maior dureza.
limpá-las, nunca as lave; basta esfregá-las em papel limpo.
O lápis deve ser apontado, e sua grafite, lixada em forma de cone.
Transferidor
Régua
É o instrumento usado para medir e traçar ângulos.
Usa-se a régua para executar traços retos e medir
Existem dois tipos de transferidor: o de meia volta (180°) e o de volta inteira
segmentos de reta. A régua recomendada é a de 30 cm, deve ser
(360°).
transparente para que você possa ver o que está desenhado.
Mantenha-a limpa, lavando com água fria ou lustrando-a com uma flanela
seca.
Lápis, caneta e régua: use-os corretamente
Deslize a ponta do lápis pela borda baixa.
Os movimentos mais seguros vão da esquerda para direita e
de cima para baixo.
Compasso
Posição correta do lápis
Usa-se o compasso para traçar circunferências e transportar medidas.
Para obter o melhor resultado nos traçados feitos com o compasso, devemos tomar
os seguintes cuidados:
• as hastes devem estar firmes, com os parafusos ajustados.
Traçados com caneta
• a grafite deve estar sempre no mesmo nível que a ponta-seca (de metal).
A régua ao contrário e a caneta na vertical evitarão que o traço borre.
• a grafite dever apontada com lixa, ficando o chanfro para fora.

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CALIGRAFIA TÉCNICA
A caligrafia técnica é a utilizada no desenho técnico. Pode ser executada com o uso de instrumentos, como o normógrafo, ou à mão livre. A
caligrafia técnica à mão livre exige esforço para obter regularidade e precisão nas letras. O uso de linhas auxiliares é para os iniciantes,
no sentido de assegurar a regularidade. O desenhista precisa de uma habilidade e experiência para uma boa disposição do texto no
desenho e a escolha e algarismos.
A regra básica é que a definição das letras deve estar de acordo com a importância do texto. Tomando o cuidado para que nunca se
sobressaiam mais que o próprio desenho.
Requisitos para auxiliar o desenho manual da caligrafia técnica:
1- Definir a altura desejada com linhas auxiliares.
2- Dividir a altura em 3 partes iguais, traçar linhas auxiliares horizontais nas divisões e acrescentar mais uma para baixo. 3- O corpo da
letra maiúscula ocupa toda altura (h) e o corpo da letra minúscula ocupa 2/3 de altura; a haste da letra minúscula ocupa 1/3, para cima e
para baixo.
4- A espessura di traço é igual 1/7 da altura (h).
5- O espaçamento entre as letras é 1/7 até 2/7 e, entre palavras é de 4/7 da altura.
Esses parâmetros são gerais e dificilmente serão seguidos à risca, pois deve prevalecer o bom senso.

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1ª LISTA DE EXERCÍCIOS – CALIGRAFIA TÉCNICA

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Escalas
As escalas são usadas pela necessidade de representar no papel um objeto no seu tamanho natural.
Conforme os detalhes de um objeto, precisamos ampliá-los ou reduzi-los. Isto pode ser feito através da escala.
Escala é a relação entre as medidas do desenho e as correspondentes dimensões reais do objeto. Elas podem ser gráfica ou numéricas.

Escalas gráficas podem ser usadas em reproduções com redução ou aumento do objeto original.
Escalas numéricas
Natural: quando não existe redução ou ampliação. As dimensões reais do objeto permanecem iguais do desenho e a sua representação é
escala 1 : 1.
De redução: quando o numerador é igual à unidade. Exemplo: 1 : 2; 1 : 5; 1 ; 10; 1 : 20; 1 : 25; 1 : 50 e outras.
Na escala de redução 1 : 3, por exemplo, cada 1 cm do desenho representa 3 cm do objeto real.

De ampliação: quando o denominador é igual a unidade. Exemplo: 2 : 1; 5 :1; 10 : 1 etc.


Na escala de 2 : 1, por exemplo, cada 1 cm do objeto representa 2 cm do desenho.

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2ª LISTA DE EXERCÍCIOS – ESCALA
1- Determine a escala da planta de um terreno na qual o comprimento de 4 - Apresente as distâncias reais em Km, das questões abaixo:
100m foi representado por um segmento de 5 cm. A-B = 2,8 cm C-D = 3,5 cm E-F = 4,6 cm
Escala = 1:35000

Resposta: 1:2000 Resposta:


2-Sobre um mapa, com escala 1:750.000, um geógrafo demarca uma 5- Considerando a distância entre os pontos A e B, de 5,5 cm e a Escala
reserva florestal com formato de um quadrado, apresentando 8cm de lado. do mapa de 1: 7 500 000, assinale a distância real entre esses pontos :
A área da reserva florestal medirá, na realidade, a) 41,2 km b) 4125 km c) 4,12 km d) 412,5 km
a) 3,6 km2. b) 36 km2. c) 360 km2. d) 3.600 km2. e) 36.000 km2. Observe se os dados da resposta estão em km, se estiverem corte cinco
zeros da Escala dada e o restante multiplique pela distância gráfica dada:
a Escala é de 1 : 7 500 000 , neste exercício deve-se cortar cinco zeros :
1: 7 5, a sobra foi de 75, pois o 1 : representa escala numérica, assim você
Resposta: d vai multiplicar por 5,5 cm dado no problema : 75 X 5,5 = 412,5 km
3 - Dê a escala e as distâncias reais em Km dos lugares abaixo: resposta correta é a letra D
6- A distância real entre dois pontos é de 160 km, considerando uma
A *_____5,2cm__________*B_____2,8cm___*C distância gráfica de 5 cm, calcule a escala do mapa :
distância real entre A-B = 740 Km a) 1:160 000 000 b) 1:53 000 000 c) 1:20 000 00d) 1: 3 200 000
neste caso as respostas estão em escala, portanto você vai acrescentar
cinco zeros e dividir o que restou :
D em 160 km se transforma em : 160 000 00 com o acréscimo dos cinco
zeros, depois você vai dividir o 16 000 000 por 5 cm do d, dado no
problema , assim a resposta é : 1 : 3 200 000
16 000 000 / 5 = 3 200 000 letra D : 1: 3 200 000
Resposta:

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ENTES GEOMÉTRICOS FUNDAMENTAIS
Existem na Geometria três entes ou elementos tidos como fundamentais ou primitivos: o ponto, a linha e o plano. Trata-se de conceitos
intuitivos, que não têm definição.
O ponto A linha O plano
É um ente geométrico que não possui Uma linha é um conjunto de infinitos pontos. Um plano é um conjunto de infinitos pontos.
formato e nem dimensão. É representado Identificados as linhas por letras minúsculas Denominamos os planos com letras do
pela intersecção de dois traços. Pontos do nosso alfabeto. alfabeto grego: alfa (α), beta (β), gama ( γ).
geométricos são identificados por letras Representamos a idéia de linha por figuras Lê-se plano alfa, plano beta, plano gama.
maiúsculas do nosso alfabeto. como estas: Representamos a idéia de plano por meio de
Exemplos: figuras como estas:

X A

a b
F
α
d

+C

γ
β
c

Pontos coincidentes são pontos que ocupam o Infinitos pontos pertencem a uma mesma
mesmo espaço. linha. Para definir uma única reta são
Pontos distintos são pontos que não ocupam necessários e suficientes dois pontos. Uma figura só está contida num plano se
o mesmo espaço. Por um único ponto passam infinitas retas. todos os seus pontos são pontos desse plano.
Pontos colineares são pontos que estão Um ponto é comum a duas retas quando elas Infinitas retas pertencem a um plano.
sempre numa mesma linha reta. se cruzam. Infinitos planos passam por uma reta.
O ponto pode pertencer ou não a uma linha. Uma linha pode estar contida ou não contida Uma reta é comum a dois planos quando eles
O ponto pode pertencer ou não a um plano. em um plano. se cruzam.

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3ª LISTA DE EXERCÍCIOS – ENTES GEOMÉTRICOS
1- Responda: • um ponto pode pertencer ou não pertencer a um plano.
a) Quais são os entes geométricos fundamentais? • um ponto pode pertencer ou não pertencer a uma linha.
_________________________________________________ • uma linha pode estar contida ou não estar contida num plano.
_________________________________________________ Dada figura, complete com ∈(pertence), ∉(não pertence), ⊂(contido),
b) O plano é finito ou infinito? ⊄(não contido
_________________________________________________ b
c) Dê dois exemplos que nos sugerem a idéia de um plano. xM
_________________________________________________ xP
xO R
_________________________________________________
2- Como são identificados e representados os pontos?
_________________________________________________
a
_________________________________________________
representação: β xN
d

3- Como são identificados e representados as linhas? b..............β


_________________________________________________ O.............β
_________________________________________________ M.............β
representação: P..............β
N.............β
4- Vamos pensar e responder: a...............β
a) Quantos pontos existem numa reta? d...............β
_________________________________________________ R...............d
b) Quantas retas passam pelo ponto A? R...............β
_________________________________________________ 6- Qual a diferença entre pontos coincidentes e pontos distintos?
xA ____________________________________________
c) Quando um ponto é comum a duas retas? 7- Quando dizemos que três pontos são colineares?
___________________________________________________ _________________________________________________
d) Quantos pontos são necessários e suficientes para definir uma reta? 8- Quantas retas distintas é possível traçar em um plano?
_________________________________________________ _________________________________________________
5- Um plano é formado de infinitos pontos então contém infinitas linhas 9- Quantas retas distintas é possível traçar em um plano?
já que linha é um conjunto de pontos).Podemos concluir: _________________________________________________

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CLASSIFICAÇÃO DE LINHAS QUANTO À FORMA
Linha reta ou retilínea: é a linha Linha curva ou curvilínea: é a Linha quebrada ou poligonal: é a Linha mista ou mistelínea: é a
que tem uma única direção. linha que muda constantemente linha que muda de direção linha formada por trechos retos
a de direção, mas de forma bruscamente. e trechos curvos.
harmoniosa.

b c

CLASSIFICAÇÃO DE LINHAS QUANTO AO TRAÇADO


Linha cheia ou contínua: é a linha Linha pontilhada: é a linha Linha tracejada: é a linha Linha traço e ponto: é a linha
feita sem interrupção. representada por pontos. representada por traços. representada por traços e
f pontos.

h
e

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CLASSIFICAÇÃO DE LINHAS
Linha côncava: é a linha curva de Linha convexa: é a linha curva de Linha sinuosa: é a linha curva Linhas coplanares: são linhas que
meio menos elevado. meio mais elevado. formada por trechos côncavos e estão num mesmo plano.
trechos convexos.

β
d

s
r
m
c

Linha aberta: é a linha cujas Linha fechada: é a linha cujas Linha simples: é a linha que não Linha não simples: é a linha que
extremidades não coincidem. extremidades coincidem. tem cruzamento. tem cruzamento.
a
f i
g

b e
j

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Posição Absoluta da Reta
Horizontal é a linha que segue a direção da Vertical é a linha que segue a direção do fio Inclinada é a linha que não está na vertical
água parada. de prumo. nem na horizontal.

s t

Posição Relativa das Retas


Concorrentes perpendiculares são retas que se cruzam formando Concorrentes oblíquas são retas que se cruzam formando regiões
quatro ângulos retos. b diferentes.
c
Notação: a ⊥ b Notação: c / d

Paralelas são retas que estão a uma mesma distância, são Coincidentes são retas que têm todos os pontos em comum.
equidistantes. Notação: g h
Notação: e // f

geh
e

f
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ESQUADROS
Os esquadros são instrumentos geométricos que servem para traçar retas paralelas, retas perpendiculares e para traçar alguns ângulos.
Os esquadros tem o formato de triângulos retângulos, pois cada um, tem seu ângulo reto.Temos o esquadro de 45º, que tem dois ângulos
de 45º e um ângulo de 90º e o esquadro de 60º, que tem um ângulo de 60º, um ângulo de 30º e um ângulo de 90º.
Observe os exemplos de como posicionar os esquadros para traçar retas paralelas e retas perpendiculares.

Paralelas Perpendiculares

Observações : Observações:
Usamos dois instrumentos juntos: um é fixo e o outro se desloca Um dos esquadros, além de deslizar, faz um movimento de rotação.
sobre o primeiro. O instrumento que é fixo, pode ser substituído 1º Faça a borda maior de esquadro de 45º coincidir com a reta
por uma régua. dada.
1º Faça a borda maior de esquadro de 45º coincidir com a reta dada. 2º Encoste a borda maior do esquadro de 60º no esquadro de 45º.
2º Encoste a borda maior do esquadro de 60º no esquadro de 45º. 3º Mude a posição do esquadro de 45º, conforme a ilustração.
3º Segure o esquadro de 60º, movimente o de 45º e trace as linhas 3º Segure o esquadro de 60º, movimente o de 45º até o ponto onde
paralelas. se deseje traçar a perpendicular.

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4ª LISTA DE EXERCÍCIOS – ESQUADROS
1- Com os esquadros, traçar retas paralelas a reta s pelos pontos A, 2- Com os esquadros, traçar retas perpendiculares a reta r pelos
B, C e D. pontos P, Q, R e S.

xB

xQ

r
xD

R
s

xS
xA
xP

xC

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3- Dadas as reta r e s trace retas paralelas a r pelos pontos A e B 4- Dada a reta s, trace paralelas pelos pontos A, B, C e D, e pelos
e pelos pontos C e D trace paralelas a reta s. pontos P, Q, R e S, trace perpendiculares.

xA
xD xA
xQ
xD
xS

r R s
xP
xC
xC
xB
xB

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ÂNGULOS
Ângulo geométrico é a figura formada por duas semi - retas Convexos: são aqueles que têm medida maior que 0º e menor que
distintas de mesma origem. 180º. O
ELEMENTOS DE UM ÂNGULO
Vértice: ponto de origem das semi - retas que formam o ângulo. N
É também seu ponto de intersecção.
Lados: semi - retas que definem o ângulo. Quanto abertura angular: M
Abertura: afastamento entre os lados, a partir do vértice. Reto: é o ângulo que têm 90º.
C B
lado
vértice B abertura angular O A
Agudo: é o ângulo menor que 90º.
lado D
A

O ângulo é representado pelo símbolo , com as três letras, sendo O C


a do meio com acento circunflexo, ABC, pois representa o Obtuso: é o ângulo maior que 90º.
vértice. Ao traçarmos duas semi - retas distintas de mesma origem,
estamos representando dois ângulos e para diferenciarmos qual
abertura estamos nos referindo, colocamos um pequeno arco na
região interna deste ângulo. Meia volta: é o ângulo que tem 180º.
A medida de um ângulo está na sua abertura, e não no comprimento
de seus lados. Portanto, quanto maior for a abertura, maior será o
ângulo. A unidade utilizada para medir ângulos é o grau e o
H O G
instrumento usado para fazer essa medida recebe o nome de Volta inteira: é o ângulo que tem 360º.
transferidor.
CLASSIFICAÇÃO DE ÂNGULOS O IJ
Quanto a região em que ocupam no plano: Côncavos: são aqueles que
têm medida maior que 180º e menor que 360º. Nulo: é o ângulo que têm 0º.
R
Q
O KL
P
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CONSTRUÇÕES DE ÂNGULOS COM O COMPASSO
Construir um ângulo de 90º. Construir um ângulo de 45º. Construir um ângulo de 60º. Construir um ângulo de 30º.

O O O O

Construir um ângulo de 22º 30'. Construir um ângulo de 75º. Construir um ângulo de 105º. Construir um ângulo de 135º.

O O O O

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TRANSFERIDOR
O transferidor é o instrumento usado para medir e marcar ângulo. COMO MEDIR UM ÂNGULO COM AUXÍLIO DO TRANSFERIDOR
Feito geralmente de plástico ou acrílico, possui dois modelos: um de Veja como medimos o ângulo AÔB.
180º e outro de 360º.

O vértice deve coincidir com o centro do transferidor e a linha de


fé deve estar em um dos lados dos ângulos.
Repare que no transferidor há duas escalas. Para saber qual
ELEMENTOS DE UM TRANSFERIDOR empregar, verifique que o lado OA coincide com o marco zero da
escala; esta é a escala que você deve utilizar. Assim, sabe-se que
Limbo: é a borda externa do transferidor, onde se localiza a AÔB mede 60º, pois é onde o lado OB está passando.
graduação.
Linha de fé: reta que passa por 0º e 180º; é o diâmetro da PARA TRAÇARMOS UM ÂNGULO QÔP = 120º.
circunferência definida pelo transferidor.
Centro: é o ponto de intersecção da linha de fé com o diâmetro Traçamos um dos lados do ângulo: OQ
perpendicular a ela. O Q
Geralmente os transferidores são duplamente graduados, com Colocamos o transferidor coincidindo o
sentidos opostos de crescimento. Essas graduações devem ser centro com O e a linha de fé com o lado
usadas de acordo com a posição do ângulo. OQ e marcamos um ponto auxiliar na
medida desejada (120º).
Tiramos o transferidor e alinhamos o
ponto O com o ponto auxiliar, obtemos o
QÔP = 120 º.

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5ª LISTA DE EXERCÍCIOS – ÂNGULOS
1- Trace com o transferidor os ângulos pedidos. Atenção para a posição do vértice.
FGH = 70º EVU = 65º PFN = 125º AME= 25º QLX = 140º ZTN = 108º

G V F M L T

2- Com a ajuda do transferidor, medir os ângulos abaixo. Faça a identificação:


E F A O
Q I

G S C J N X D H M Z
R K

3- Construir com régua e compasso:


Construir um ângulo Construir um ângulo Construir um ângulo Construir um ângulo Construir um ângulo Construir um ângulo
de 90º. de 60º. de 45º. de 75º. de 105º. de 120º.

20
CONSTRUÇÕES FUNDAMENTAIS
Mediatriz de um segmento é a reta que divide este segmento ao Traçar a mediatriz de AB.
meio, perpendicularmente. Propriedade da mediatriz: todo ponto da
mediatriz de um segmento equidista das extremidades do
segmento.

A B

Traçar a mediatriz de CD, sabendo que CD é muito extenso. Traçar a mediatriz de EF, sabendo que EF está próximo à margem
D
inferior.

C
E F

21
CONSTRUÇÕES FUNDAMENTAIS
Bissetriz é a semi reta que, a partir do vértice, divide um ângulo ao Determine a bissetriz de um ângulo de vértice desconhecido.
meio. Trace a bissetriz de PQR. R A

Q C

D
Propriedade da bissetriz: todo ponto da bissetriz de um ângulo
equidista dos lados do ângulo.
Retas perpendiculares concorrentes são retas que formam quatro Traçar uma perpendicular a GH, passando por P.
ângulos iguais a 90º (ângulos retos). Quando traçamos a mediatriz
de um segmento, já estamos construindo uma reta perpendicular a
esse segmento. E é no traçado de mediatriz que nos baseamos para
a construção de perpendiculares.

G P H
22
CONSTRUÇÕES FUNDAMENTAIS
Traçar uma perpendicular a IJ, passando por Q. Traçar uma perpendicular a LM, em L e em M

XQ

I J L M

Traçar uma perpendicular a NO, passando por N. N está bem Traçar uma perpendicular a PQ, passando por Q. Q está bem
próximo da margem esquerda. próximo
da margem direita.

N O P Q

23
CONSTRUÇÕES FUNDAMENTAIS
Retas paralelas são retas coplanares, que mantêm entre si uma Traçar uma paralela a CD, passando por Q.
mesma distância. Traçar uma paralela a AB, passando por P.

XP XQ

A B C D

Traçar uma paralela a EF, a 3 cm de distância. Traçar uma paralela a GH, a 2,5 cm de distância.

E F G H

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6ª LISTA DE EXERCÍCIOS - CONSTRUÇÕES FUNDAMENTAIS
1- Pelo ponto médio de AB, construir uma reta r perpendicular ao 2- Construir a bissetriz de um ângulo de vértice desconhecido.
segmento CD.
A
C

B D

3- Construir uma perpendicular a FG, passando por T e outra 4- Construir uma perpendicular na extremidade R do segmento RS.
perpendicular passando por D.

xT

F G R S

25
5- Construir uma reta paralela ao segmento JK a 3,5 cm de 6- Construir uma reta paralela a PQ, passando por D. Pelo processo
distância. da semicircunferência.
K

XD

J
Q
7- Construir uma paralela ao segmento BM passando por F pelo 8- Construir uma reta a perpendicular à reta s e uma reta d
processo de paralelogramo. perpendicular à reta r, ambas passando pelo ponto T.

M r

XF

26
POLÍGONOS
POLÍGONO é a reunião de uma linha poligonal plana, simples, fechada
com o seu interior.
ELEMENTOS DE UM POLÍGONO
LADOS: são segmentos de reta que unem vértices consecutivos.
VÉRTICES: são os pontos de cruzamento de dois lados.
DIAGONAIS: são segmentos de reta que unem vértices não
consecutivos.
GÊNERO: é o número de lados ou de vértices de um polígono. Damos nomes aos polígonos de acordo com o seu número de lados e
ÂNGULO INTERNO: é o ângulo na região interna formado pelos de ângulos.
lados. TRIÂNGULO: 3 lados e 3 ângulos.
ÂNGULO EXTERNO: é o ângulo formado por um lado e pelo QUADRILÁTERO: 4 lados e 4 ângulos.
prolongamento de um lado consecutivo. PENTÁGONO: 5 lados e 5 ângulos.
HEXÁGONO: 6 lados e 6 ângulos.
HEPTÁGONO: 7 lados e 7 ângulos.
OCTÓGONO: 8 lados e 8 ângulos.
ENEÁGONO: 9 lados e 9 ângulos.
DECÁGONO: 10 lados e 10 ângulos.
UNDECÁGONO: 11 lados e 11 ângulos.
Os polígonos podem ser CONVEXOS ou CÔNCAVOS: DODECÁGONO:12 lados e 12 ângulos.
POLÍGONOS CONVEXOS: quando todos os ângulos internos forem TRIDECÁGONO: 13 lados e 13 ângulos.
ângulos convexos (entre 0º e 180º). TETRADECÁGONO: 14 lados e 14 ângulos.
POLÍGONOS CÔNCAVOS: quando pelo menos um de seus ângulos PENTADECÁGONO: 15 lados e 15 ângulos.
internos for um ângulo côncavo ( entre 180º e 360º). HEXADECÁGONO: 16 lados e 16 ângulos.
Os polígonos podem ser REGULARES ou IRREGULARES: HEPTADECÁGONO: 17 lados e 17 ângulos.
REGULARES: quando têm lados congruentes e ângulos congruentes OCTODECÁGONO: 18 lados e 18 ângulos.
IRREGULARES: quando têm lados desiguais e ou ângulos desiguais. ENEADECÁGONO: 19 lados e 19 ângulos.
ICOSÁGONO: 20 lados e 20 ângulos.

27
POLÍGONOS
POLÍGONOS INSCRITOS Exemplo: Polígonos regulares estrelados a partir de um octógono
regular.
São aqueles cujos lados são cordas de uma circunferência. Para Verificação da existência:
construirmos os polígonos regulares inscritos devemos dividir a a) O nº de lados do octógono é igual a 8; então 8/2=4.
circunferência em partes iguais, isto é, dividi-la em arcos iguais b) O nº de passos deve ser 1 < p < 4; portanto p = 2 ou p = 3.
c) Para p = 2: o maior divisor comum entre 8 e 2 é igual a 2, logo não
POLÍGONOS CIRCUNSCRITOS existe o polígono regular estrelado e sim uma falsa estrela formada
pela sobreposição de dois quadrados.
São polígonos cujos lados são tangentes na circunferência. Para Para p = 3: o máximo divisor comum entre 8 e 3 é igual a 1; logo,
construirmos os polígonos circunscritos devemos construir os existe o octógono regular estrelado obtido em três passos.
polígonos inscritos e depois traçarmos segmentos paralelos aos lados
do polígono inscrito, tangenciando a circunferência.

POLÍGONOS ESTRELADOS

São polígonos formados por apenas uma linha poligonal que passa
alternadamente por todos os seus vértices. Partindo de qualquer
vértice, você deverá voltar ao ponto de origem.
Porém esse procedimento não será possível, por exemplo, ao
desenvolver, em dois passos, a linha poligonal em um hexágono
regular aqui terá a falsa estrela.

CONDIÇÕES DE EXISTÊNCIA DE UM POLÍGONO ESTRELADO.

Verificamos a existência de um polígono estrelado procedendo da


seguinte maneira:
a) Divida o nº de lados do polígono por dois. (n/2)
b) O nº de passos (p) deve ser: 1 < p < n/2.
c) O maior divisor comum (m.d.c) entre n e p deve ser igual a 1.

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POLÍGONOS INSCRITOS
Inscrever um triângulo equilátero numa circunferência de raio igual a Inscrever um quadrado numa circunferência de raio igual a 2 cm.
2 cm. Traçar o diâmetro AC.
Traçar o diâmetro AD. Mediatriz de AC, definindo BD.
Traçar o arco BC, centrado nem D.

Inscrever um pentágono regular numa circunferência de raio igual a 3 Inscrever um hexágono regular numa circunferência de raio igual a 3
cm. cm.
Traçar o diâmetro 12. Traçar o diâmetro AD.
Mediatriz de 12, definindo A e 3. Traçar o arco BF, centrado em A.
Mediatriz de O2, definindo 4. Traçar o arco CE, centrado em D.
Traçar o arco A5, centrado em 4.
O segmento A5 é o lado do pentágono.

29
POLÍGONOS INSCRITOS
Inscrever um octógono regular numa circunferência de raio igual a 3 Inscrever um eneágono regular numa circunferência de raio igual a 3
cm. cm.
Diâmetro AE. Mediatriz de 12, definindo A e 3.
Mediatriz de AE, definindo C e G. Traçar o arco O4, centrado em A.
Bissetriz dos ângulos retos, definindo Traçar o arco 45, centrado em 3.
B, D, F e H. Traçar o arco A6, centrado em 5.
O segmento 16 é o lado do
eneágono.

Inscrever um decágono regular numa circunferência de raio igual a 3 Inscrever um dodecágono regular numa circunferência de raio igual a
cm. 3 cm.
Traçar o diâmetro 12. Mediatriz de AG, definindo J e D.
Mediatriz de 12, definindo A e 3. Traçar o arco LC, centrado em A.
Mediatriz de O2, definindo 4. Traçar o arco BF, centrado em D.
Traçar o arco A5, centrado em 4. Traçar o arco EI centrado em G.
O segmento O5 é o lado do decágono. Traçar o arco HM, centrado em J.

30
POLÍGONOS INSCRITOS
Inscrever um tridecágono regular numa circunferência de raio igual a 7 cm. ( Processo de Rinaldini)

31
7º LISTA DE EXERCÍCIOS - POLÍGONOS INSCRITOS
Inscrever um triângulo equilátero numa circunferência de raio igual a Inscrever um quadrado numa circunferência de raio igual a 2 cm.
2 cm.

Inscrever um pentágono regular numa circunferência de raio igual a Inscrever um hexágono regular numa circunferência de raio igual a 3
3 cm. cm.

32
Inscrever um octógono regular numa circunferência de raio igual a 3 Inscrever um eneágono regular numa circunferência de raio igual a 3
cm. cm.

Inscrever um decágono regular numa circunferência de raio igual a 3 Inscrever um dodecágono regular numa circunferência de raio igual a
cm. 3 cm.

33
ESTRELADOS DUPLOS
Construir um estrelado duplo de 7 pontas de passo 2 numa Construir um estrelado duplo de 8 pontas de passo 2 numa
circunferência de raio igual a 6 cm. circunferência de raio igual a 6 cm.

34
ROSÁCEAS
Construir uma rosácea de 12 pétalas numa circunferência de raio Construir uma rosácea de 10 pétalas numa circunferência de raio
igual a 4 cm. igual a 4 cm.

35
CIRCUNFERÊNCIA E SEUS ELEMENTOS
Circunferência é uma linha curva, Corda é um segmento de reta que Raio é um segmento de reta que Diâmetro é um segmento de reta
simples, plana, fechada cujos une dois pontos da une o centro a um ponto qualquer que passa pelo centro unindo dois
pontos são eqüidistantes de um circunferência. da circunferência. pontos quaisquer da
ponto fixo, chamado centro. circunferência. É a maior corda
da circunferência, tendo medida
igual a duas vezes o raio.

Tangente é uma reta que toca Secante é uma reta que corta a Arco é um parte qualquer da Flecha é uma parte do raio
perpendicularmente o raio em um circunferência em dois pontos, circunferência. Notação: perpendicular a corda.
único ponto da circunferência, sendo a reta suporte da corda.
chamado ponto de tangência.

36
TANGÊNCIA E CONCORDÂNCIA
Reta tangente a uma circunferência Concordância
Uma reta é tangente a uma circunferência quando essa reta e a Concordar duas linhas de mesma ou diferente espécie é quando elas
circunferência têm apenas um ponto em comum, chamado ponto de se encontram de forma que não haja ângulo no ponto de encontro.
tangência. A concordância pode acontecer entre uma reta e um arco ou entre
Uma reta tangente a uma circunferência é perpendicular ao raio no dois arcos.
ponto de tangência. As concordâncias nada mais são do que tangências onde o ponto de
tangência passa a se chamar ponto de concordância.
Para que um arco concorde com outro é indispensável que o ponto de
O T concordância e os centros sejam colineares.

t O1 O2

Circunferências tangentes C

Duas circunferências são tangentes entre si quando tem apenas um


ponto em comum, chamado ponto de tangência. Para que um segmento de reta concorde com um arco é indispensável
Quando duas circunferências são tangentes entre si, os centros e o que o raio da circunferência ao qual o arco pertence e o segmento
ponto de tangência pertencem a uma reta, ou seja, são colineares. seja perpendicular.

O
O1 O2
T

37
TANGENTES
Traçar uma circunferência de raio igual a 2 cm e que seja tangente a Traçar uma reta tangente a um arco de centro desconhecido pelo
um segmento de reta passando por P. ponto T.
A

B
A P B

Traçar duas retas tangentes a uma circunferência que passe pelo Traçar uma circunferência que seja tangente a reta s e que passe
ponto Q. por dois pontos dados. (A ∈s e B ∉ s).

xQ
O
xB

s A

38
TANGENTES
Traçar várias circunferências tangentes internas à circunferência Traçar várias circunferências tangentes externas à circunferência
dada passando por T. dada passando por T.

T
O
O

Traçar uma circunferência que seja tangente externa a uma Traçar uma circunferência tangente interna a uma circunferência
circunferência dada passando por dois pontos dados. (A ∈ C e B ∉C) dada passando por dois pontos dados. (A ∈ C e B ∉ C)

A xB

xB
O
O
A

39
8ª LISTA DE EXERCÍCIOS – TANGENTES
1- Dadas as retas a, b e c, construir uma 2- Traçar uma circunferência tangente a 3- Construir uma circunferência tangente a
circunferência tangente a elas. Determinar circunferência dada de raio 2 cm no ponto T reta s, de raio igual a 2 cm que passe por P.
os pontos de tangência. e que passe por P. Determinar o ponto de tangência.

s
a

xP
b O

c xP

40
4- Dadas as circunferências, construir uma circunferência tangente 5- Construir as circunferências tangentes de raio igual a 2 cm
e de raio igual a 3 cm. Determinar os pontos de tangência. tangentes as retas dadas r e s.

41
CONCORDÂNCIA
Concordar n arcos de circunferência na extremidade B do segmento Concordar um arco de circunferência na extremidade D passando por
AB. P.

Px

D E
A B

Concordar dois segmentos de retas paralelos com um arco de Concordar dois segmentos de retas paralelos de extremidades
circunferência. opostas (que estão numa mesma perpendicular) por meio de dois
semiarcos de circunferências concordados.
P C1
P C1

Q C2
C2 Q

42
CONCORDÂNCIA
Concordar dois segmentos de retas paralelos de extremidades Concordar na extremidade B de um arco AB dado, com outro arco de
opostas (que não estão numa mesma perpendicular) por meio de dois mesmo sentido que passe por C.
arcos de circunferências concordados.
P C1 B

O
xC

C2 Q
A
Concordar na extremidade B de um arco AB dado, com outro arco de Concordar um arco com outro arco de raio de 2 cm, na extremidade
sentido contrário e que passe por C. A com um arco de mesmo sentido e na extremidade B com um arco
de sentido contrário.

B A
O xC B
O

43
9ª LISTA DE EXERCÍCIOS – CONCORDÂNCIA
1- Sendo AB e CD segmentos 2- Concordar dois segmentos não paralelos 3- Concordar em A do arco AB por meio de
perpendiculares, concordar B a C por meio de por meio de um arco concordante de raio um arco de mesmo sentido de raio igual a 3
dois arcos concordados. Sendo CD e EF, igual a 3 cm. Determinar os pontos de cm e em B por meio de um arco de sentido
segmentos paralelos, concordar D a E por concordância. contrário que passe por G.
meio de dois arcos concordados.

A B
A C

A
C

xG

B D
F

44
4 - Sejam três segmentos dados paralelos. Concordar dois a dois por 5- Dado o arco AB, concordar em A com um arco que tem
meio de dois arcos concordados. (B a C, D a E) extremidade em C. Em C, continuar concordando com um arco que
passe por D.

A B

D
C
xD

xC

E F

45
ARCOS
Arco de circunferência é uma das partes em que ela se divide por Construir um arco romano ou pleno, sendo a abertura AB = 6 cm.
dois pontos distintos.
Neste estudo, também denominaremos arcos, às curvas que têm
extremidades coincidentes com as origens de duas semirretas
paralelas de mesmo sentido e nível. Essas curvas são quase sempre
constituídas de arcos concordantes entre si ou de arcos que
concordam com as semi-retas paralelas. São muito utilizadas em
Arquitetura (portas, janelas, abóbodas, pontes, etc.).
ELEMENTOS DE UM ARCO
Pontos de origem ou nascença: pontos que determinam as
extremidades do arco.
Vão, base ou abertura: segmento que liga os pontos de origem, ou
seja, é a linha de nível das semirretas.
Centro do vão: ponto médio do vão.
Ápice: ponto do arco que equidista dos pontos de origem.
Flecha: segmento de reta perpendicular ao vão, traçado do ápice do
Construir um ogival, sendo a abertura AB = 5 cm.
arco ao centro do vão.
Suporte: semirretas paralelas de mesmo sentido e nível. Em
Arquitetura são chamados de "colunas” ou "pilastras".
CLASSIFICAÇÃO DE ARCOS
Arcos plenos: são arcos que têm a flecha com medida igual à metade
medida da abertura. Esses arcos são também conhecidos como arcos
romanos ou de meia volta.
Arcos abatidos: são arcos que têm a flecha com medida menor que a
metade da medida da abertura. Esses arcos são obtidos pela
concordância de um número ímpar de arcos de circunferência.
Arcos ogivais: são arcos que têm a flecha com medida maior que a
metade da medida da abertura. Esses arcos apresentam as seguintes
variedades: ogivais de ferradura e ogivais góticas.

46
ARCOS
Construir um arco ogival, sendo a abertura AB = 5 cm e a flecha CD = Construir um arco ogival em ferradura, sendo a abertura AB = 4 cm.
4,5 cm.

Construir um arco gótico, sendo a abertura AB = 4 cm. Construir um arco com chama gótica, sendo a abertura AB = 6 cm.

47
ARCOS
Construir um arco mourisco, sendo a abertura AB = 4 cm. Construir um arco mourisco em forma de chama, sendo a abertura
AB = 4 cm.

Construir um arco tudor reto, sendo a abertura AB = 6 cm e a flecha Construir um arco tudor, sendo a abertura AB = 7 cm.
CD = 2 cm.

48
ARCOS
Construir um arco abatido de 3 centros, sendo a abertura AB = 6 cm Construir um arco tribolado, sendo a abertura AB = 7 cm.
e a flecha CD = 2 cm.

Construir um arco aviajado, sendo dados os pontos de nascença. Construir um arco inflexo, sendo a abertura AB = 8 cm, e a flecha CD
= 2,5 cm.

49
10ª LISTA DE EXERCÍCIOS – ARCOS
1- Construir um arco inflexo sendo a abertura AB = 7 cm e a flecha 2- Construir um arco tudor de abertura AB = 8 cm.
CD = 2 cm.

3- Construir um arco abatido de 3 centros sendo a abertura AB = 7 4- Construir um arco tudor reta sendo a abertura AB = 8 cm e a
cm, a flecha CD = 2 cm. flecha CD = 2,5 cm.

50
5- Construir um arco tribolado sendo a abertura AB = 6 cm. 6- Construir um arco com chama gótica, sendo a abertura AB = 5 cm.

7- Construir um arco ogival sendo a abertura AB = 4 cm e a flecha 8- Construir um arco aviajado sendo dados os pontos de nascença.
CD = 5 cm.

51
9- Construir um arco ogival em ferradura sendo a abertura AB = 4,5 10- Construir um arco gótica sendo a abertura AB = 4,5 cm.
cm.

11- Construir um arco mourisca sendo a abertura AB = 4,5 cm. 12- Construir um arco mourisco em forma de chama, sendo a
abertura AB = 5 cm.

52
PERSPECTIVA
Perspectiva é a arte de representar em uma superfície, geralmente
plana, os objetos em relevo. A perspectiva dá ao objeto a idéia de
dimensão, cor, sensação de distância e sugere a sensação de espaço.
Os objetos parecem menores à medida que se afastam da vista do
observador.
A perspectiva nos permite representar fielmente a sensação de
profundidade. Ela pode ser classificada em perspectiva paralela e
perspectiva cônica.
Perspectiva paralela tem este nome porque as arestas das figuras Perspectiva cônica: um objeto é representado em perspectiva cônica
são paralelas entre si. Pode ser subdividida em perspectiva cavaleira quando suas arestas são convergentes para determinados pontos,
e perspectiva isométrica. chamados pontos de fuga.
Perspectiva cônica recebe este nome pelo fato das arestas laterais
de profundidade serem direcionadas para determinados pontos de
fuga que pertencem a linha do Horizonte. A perspectiva cônica pode
ter um ponto de fuga ou dois pontos de fuga.
Perspectiva cavaleira: o objeto é representado com uma face frontal
e há apenas uma direção para representação da profundidade.

Perspectiva cônica com um ponto de fuga e uma face frontal.

Perspectiva isométrica: o objeto é representado com uma aresta


frontal tendo duas direções para representação de profundidade,
formando ângulos de 30º com a linha de apoio.
Perspectiva cônica com dois pontos de fuga e uma aresta frontal.

53
PERSPECTIVA CAVALEIRA
Nessa perspectiva, a figura é representada com uma face frontal, onde são marcadas a largura e a altura. O comprimento é marcado em
apenas uma direção , sofrendo redução em sua medida proporcional ao ângulo de profundidade. Os ângulos mais utilizados são 30º, 45º e 60º.
- Para 30º, a redução do objeto é de 1/3 da sua verdadeira grandeza.
- Para 45º, a redução é de 1/2.
- Para 60º, a redução é de 2/3.

Representar uma perspectiva cavaleira de 30º, 45º e 60º, as faces são todas congruentes. A face frontal é dada.

54
PERSPECTIVA CAVALEIRA
Traçar a perspectiva cavaleira com 30º de inclinação do objeto dado. Traçar a perspectiva cavaleira com 45º de inclinação do objeto dado.

55
11ª LISTA DE EXERCÍCIOS - PERSPECTIVA CAVALEIRA
1- Fazer a perspectiva cavaleira do objeto dado com 60º de 2- Fazer a perspectiva cavaleira de um cilindro reto com inclinação
inclinação. de 45º. A base é dada e a altura é igual a 5 cm.

56
PERSPECTIVA ISOMÉTRICA
Nessa perspectiva, a figura é representada com uma aresta frontal e com as arestas de profundidade paralelas entre si, mas para as duas
direções.
Não há nenhuma alteração das medidas e o ângulo de profundidade é de 30º para cada lado da aresta frontal. Este ângulo é formado com a
linha auxiliar de apoio.

Representar em perspectiva isométrica a figura de medidas; comprimento igual a 7 cm, largura igual a 4 cm e altura igual a 3 cm.

57
PERSPECTIVA ISOMÉTRICA
Represente em perspectiva isométrica um cilindro de 6 cm de Represente em perspectiva isométrica de um cilindro de 4 cm de
diâmetro e 8 cm de altura. diâmetro e 6 cm de comprimento.

58
PERSPECTIVA ISOMÉTRICA
Represente em perspectiva isométrica o esboço dado. Represente em perspectiva isométrica o esboço dado.

59
PERSPECTIVA ISOMÉTRICA
Represente em perspectiva isométrica o esboço dado Represente em perspectiva isométrica o esboço dado.

60
12ª LISTA DE EXERCÍCIOS - PERSPECTIVA ISOMÉTRICA
1- Traçar a perspectiva isométrica do sólido dado. 2- Traçar a perspectiva isométrica do sólido dado.

61
3-Traçar a perspectiva isométrica do sólido dado. 4- Traçar a perspectiva isométrica do sólido dado.

62
PROJEÇÕES ORTOGRÁFICAS
Projeção ortográfica é o método de representar a forma exata de um objeto por meio de duas ou mais projeções do objeto sobre planos que,
em geral, estão em ângulo reto entre si baixando-se perpendiculares o plano. O conjunto de vistas sobre estes planos descreve totalmente o
objeto. Na projeção ortográfica, os planos sobre os quais se projetam as figuras denominam-se "planos de projeção" ou vistas.

63
PROJEÇÕES ORTOGRÁFICAS
Representar em perspectiva isométrica o sólido de vistas dadas. Representar em perspectiva isométrica o sólido de vistas dadas.

64
15ª LISTA DE EXERCÍCIOS - PROJEÇÕES ORTOGRÁFICAS
1- Traçar a perspectiva isométrica do sólido de vistas dadas. 2- Traçar a perspectiva isométrica do sólido de vistas dadas.

65