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LINA WAINBERG

Psicóloga
Mestre em Sexologia
Especialista em Terapia de Casal e de Família
Doutora em Psicologia

Membro da Diretoria SBRASH


Coord.Especialização em Sexologia Clínica CEFI
“Saúde sexual é um estado de bem estar físico,
mental e social em relação a sexualidade: não é
meramente a ausência de doença, disfunção ou
enfermidade. Saúde sexual requer uma abordagem
respeitosa e positiva em relação a sexualidade e aos
relacionamentos sexuais, como também a
possibilidade de ter prazer e experiências sexuais
seguras, livre de coerção, discriminação e violência.
Para saúde sexual ser obtida e mantida, os direitos
sexuais de todas as pessoas devem ser respeitados ,
protegidos e cumpridos.” (WHO, 2006a)
Saúde sexual
– Critério de qualidade de vida
– Auxilia no bem-estar subjetivo (felicidade)
– Contribui para a melhoria da imagem corporal
– Melhora qualidade do sono
– Diminui o risco de câncer de próstata
– Diminui o risco de Endometriose
– Auxilia para regularidade menstrual
– Dificuldades sexuais:
– Transtornos neuróticos e prejuízo na auto estima e nas relações
conjugais,
– Sinal de patologia orgânica: cardiovascular, neurológica ou endócrina
A escuta
– A devastadora maioria dos
médicos não perguntam sobre a
sexualidade do paciente
– Motivos: Não mata, constrangimento, não saber o que fazer com a
queixa, receio de ser invasivo, acreditar não ser sua função (não
mata), não saber como, medo de acusação de assédio, não
valorizar a importância
– A postura de naturalidade do médico serve de exemplo para o
paciente
– Auxiliar na linguagem técnica facilita a comunicação
SEXUALIDADE

– Transcende os limites do sexo como um ato que une macho


e fêmea
– Diferente de genitalidade
– Inclui: sentimentos, fantasias, desejos, sensações e
interpretações
– Se misturam pulsões, emoções e energias
– Sexual: não como o ato de reunir diferentes, mas algo
como o desejo das sensações do ato
– Sexologia: estudo da intenção do sexo.
Dimensões da Sexualidade

- As dimensões da sexualidade são uma parte integral da


experiência humana, uma parte importante de nossa energia
inerente e vitalidade.

- Muitas vezes a importância da sexualidade é reduzida a uma


atividade que fazemos dentro de quatro paredes com
determinada parte de nosso corpo, ao invés de pensarmos na
sexualidade como uma parte fundamental de quem somos.
Dimensão Biológica
Se trata das funções físicas e químicas do nosso
corpo, especialmente nossos órgãos e funções.
Matriz para as outras dimensões.

Genético ou cromossomico: XX ou XY
Gônadas: gônadas indiferenciadas se transformam em ovários ou
testículos dependendo do sexo genético . Intersexualidade
Hormonal: produção hormonal predominante e os efeitos que eles
produzem
Genitáilia externas: grandes lábios, pequenos lábios, clitóris etc.
ou saco escrotal, pênis, glande etc.
Sistema nervoso central: Neurotransmissores (dopamina,
serotonina, epinefrina, acetilcolina)
Sistema nervoso periférico (voluntário e involuntário): sistema
vascular
https://www.youtube.com/watch?v=A3czlNiEuIM
Dimensão Psicológica

– Sentir-se “interiormente” homem ou


mulher não inclui, necessariamente
como estes devem se comportar
– Experiência particular do papel social

– A persistência, unidade, e continuidade da individualidade


de homem mulher ou ambivalente
– Confusão entre identidade e orientação
Dimensão Psicológica

• Caráter de inadequação quanto algumas atitudes


• Intensidade da reação quanto as “descobertas”
• Forma como internalizou a administração de seu desejo,
excitação, satisfação,…
• Internalização de prazer com pai e mãe ou substitutos
• Habilidade interpessoal
• Confiança básica
• Auto-imagem
• Culpa
• Toque
Dimensão Sócio-Cultural

– Processos de construção social da sexualidade humana:


sexualidade é uma das principais situações motivantes das
interações humanas e um dos principais vetores na
estruturação das relações íntimas. Devido a isso, o papel
desempenhado pelos “scripts” culturais, interpessoais e
intrapsíquicos na organização dos comportamentos sexuais
assumem tamanha importância.
Dimensão Sócio-Cultural

– Psicologia social: a sexualidade é um tipo especial


de interação humana, caracterizada por extrema
intimidade, devendo ser analisada da mesma
forma como são os mecanismos gerais que
regulam o comportamento humano; além disso, a
sexualidade não poderia ser estudada sem a
inclusão das representações que elas estão
associadas no imaginário social e que orientam a
conduta sexual, dando-lhe significado.
Dimensão Sócio-Cultural

– Atribuições ligadas aos papéis de sexuais


femininos e masculinos tidos como normas
valorizadas socialmente.

– Expectativas diferenciadas para homens e mulheres


– Além das expectativas de identidade de gênero, haverão
expectativas em relação àquilo que o contexto sociocultural
espera de um casal.
Dimensão Sócio-Cultural

– Matrimônio= matriz (útero, órgão da fêmea onde


se gera o feto) + monos (único, em grego). Assim,
explicita-se a exigência, que se fez universal, de
que a fêmea do casal seja fertilizada por um
único macho, garantindo-lhe a exclusividade da
paternidade. A forma básica do matrimonio é,
portanto, a monogamia.
– Dimensão Ético-Religiosa

Sexo legal – nome feminino ou masculino


https://youtu.be/LS8bwOesLjA
https://www.youtube.com/watch?v=UzWyx_TcPmQ
Componentes da construção da sexualidade

– Sexo: refere-se ao que biologicamente predomina


– Papéis sexuais ou de gênero: refere-se aos comportamentos
culturalmente normatizado para cada um dos sexos. É a
organização social da diferença sexual. É o que é esperado
socialmente para cada um.
– Identidade de gênero: como se sente e vê (adolescência).
Núcleo de base da identidade de gênero: noção de ser homem
ou mulher, conhecimento. Estamos “ligados” mas não
programados para uma identidade sexual. Assinala um
sentimento subjetivo de ser homem ou mulher
– Orientação sexual: a direção pela qual o a libido se dirige
CISGÊNERO TRANSGÊNERO
Conceito Uma pessoa cisgênero (também Uma pessoa transgênero (também
chamada de “cis”) possui uma chamada de “trans”) possui uma
concordância entre o sexo discordância entre o sexo atribuído
atribuído ao nascimento e a ao nascimento e a identidade de
identidade de gênero. gênero.
Exemplos Uma pessoa nasceu com uma Uma pessoa nasceu com uma vagina,
vagina e se sente pertencente ao mas se reconhece como pertencente
gênero feminino; ao gênero masculino (chamado de
Outra pessoa nasceu com pênis e homem trans);
se sente pertencente ao gênero Outra pessoa nasceu com um pênis e
masculino. se reconhece pertencente ao gênero
feminino (chamada de mulher trans)
SEXO IDENTIDADE ORIENTAÇÃO
DE GÊNERO SEXUAL
Homem Homem cis Homossexual
Mulher Mulher cis Heterossexual
Intersexual Homem trans Bissexual
Mulher trans Assexual
Travestis
Trans não binário
Queer
Kaplan, 1979.
Ciclo da resposta sexual feminina (Basson 2002)
CID 10
F52 - Disfunção sexual, não causada por transtorno ou doença orgânica
F520 - Ausência ou perda do desejo sexual
F521 - Aversão sexual e ausência de prazer sexual
F522 - Falha de resposta genital
F523 - Disfunção orgásmica
F524 - Ejaculação precoce - Restrito à homens
F525 - Vaginismo não-orgânico - Restrito à mulheres
F526 - Dispareunia não-orgânica
F527 - Apetite sexual excessivo
F528 - Outras disfunções sexuais não devidas a transtorno ou à doença
orgânica
F529 - Disfunção sexual não devida a transtorno ou à doença orgânica, não
especificada
– DSM IV TR – DSM V

– Transtornos Sexuais e – Disfunções Sexuais


Identidade de Gênero

– Disforia de Gênero

– Transtornos Parafílicos
SUBTIPOS

Ao longo da vida: Problema sexual que está presente desde


as primeiras experiências sexuais.

Adquirido: Transtornos sexuais que se desenvolveram após


um período de função sexual relativamente normal.

Generalizado: Dificuldades sexuais que não se limitam a


certos tipos de estimulação, situações ou parceiros.

Situacional: Dificuldades sexuais que ocorrem somente com


determinados tipos de estimulação, situações ou períodos.
Disfunções Sexuais
Masculinas
Transtorno Erétil
A. Pelo menos um dos três sintomas a seguir devem ser vivenciados em todas ou
em todas as ocasiões (aproximadamente 75 a 100% das vezes) da atividade
sexual (em contextos situacionais identificados ou, se generalizada, em todos os
contextos):
1. Dificuldade acentuada em obter ereção durante a atividade sexual.
2. Dificuldade acentuada em manter a ereção até o fim da atividade sexual.
3. Dificuldade acentuada em rigidez erétil.
B. Os sintomas do Critério A persistem por um período mínimo de aproximadamente
de seis meses.
C. Os sintomas do Critério A causam sofrimento clinicamente significativo ao
indivíduo.
D. A disfunção sexual não é mais bem explicada por um transtorno mental não sexual
ou como conseqüência de uma perturbação grave de relacionamento ou de
estressores importantes e não é atribuível aos efeitos substância/medicamento
ou a outra condição médica.
Excitação
– Físico e psicológico
– Diminuição da consciência sensorial (ex: não
dar se conta que foi mordido, arranhado,
telefone tocar...)
– Congestão de vasos
– Tensão neuromuscular
– Requer relaxamento da musculatura
– É reflexa
– Batimentos cardíacos aceleram
– Pressão sanguínea aumenta
– Rubor sexual
Transtorno Erétil

•Principal causa é a ansiedade antecipatória


•Pode ser secundária uma ejaculação precoce
•Pensar na ereção é contrproducente
•Compreender as fases da resposta sexual – interligadas mas
diferentes
•Discutir crenças e distorções sobre estas fases: DESEJO x EREÇÃO
e PERÍODO REFRATÁRIO
•Não diminui valor como pessoa
•Sexualidade prazerosa sem ereção
•Auto-obresevação pode ser causa de DE
•Papel do cigarro, álcool e sedentarismo
Transtorno Erétil
▪Improcedente que:
▪DE tenha sempre causa conjugal ou psicopatologia
▪Tenha perdido interesse pela parceira ou tenha extraconjugal
▪O stress e excesso de trabalho são causas de DE e que é
necessário tranquilidade e relaxamento
TRATAMENTO
▪Treino de consciência sensorial, não sexual
▪Deve descobrir que não é uma tragédia perder a ereção - Elas
vêm e vão
▪Cuidar com a idéia preconcebida de rapidez com que a ereção
deveria reaparecer
▪Trabalho com o uso de fantasias
▪Oportunidade de um jogo sexual numa nova situação
Ejaculação Prematura
A. Padrão persistente ou recorrente de ejaculação que ocorre durante a
atividade sexual com a parceira dentro de aproximadamente um minuto
após a penetração vaginal e antes do momento desejado pelo
indivíduo.
B. Os sintomas do Critério A persistem por um período mínimo de
aproximadamente de seis meses.
C. Os sintomas do Critério A causam sofrimento clinicamente
significativo ao indivíduo.
D. A disfunção sexual não é mais bem explicada por um transtorno mental
não sexual ou como consequência de uma perturbação grave de
relacionamento ou de estressores importantes e não é atribuível aos
efeitos substância/medicamento ou a outra condição médica.
Ejaculação Prematura
▪ 10-30% em algum momento de suas vidas
▪ Uma das mais fáceis de serem tratadas
▪ Técnicas comportamentais em paralelo com a linha teórica do
profissional
▪ Componente aprendido em situações em que a percepção das
sensações antecipatórias ficam dificultadas
Ejaculação Prematura
▪Tratamento:
▪Aprendizado das sensações que antecedem a ejaculação
▪Redução da ansiedade
▪Melhoria do relacionamento geral entre parceiros
▪Recondicionar o reflexo ejaculatório
▪Lembrar da importncia da frequência

▪Objetivo: aprendizagem do controle ejaculatório voluntário –


aumento da tolerância quanto às sensações prazerosas que
acompanham a intensa excitação que precede o orgasmo
▪ Identificar o que precede a inevitabilidade ejaculatória
▪Relaxar os músculos perineais (estes estimulam a próstata e
aceleram a ejaculação)
Ejaculação Retardada
A. Qualquer um dos seguintes sintomas devem ser vivenciados em quase todas
ou em todas as ocasiões (aproximadamente 75 a 100% das vezes) da
atividade sexual com a parceira (em contextos situacionais identificados ou,
se generalizada, em todos os contextos), sem que o individuo deseje o
retardo:
1. Retardo acentuado na ejaculação;
2. Baixa freqüência marcante ou ausência de ejaculação
B. Os sintomas do Critério A persistem por um período mínimo de
aproximadamente de seis meses.
C. Os sintomas do Critério A causam sofrimento clinicamente significativo ao
indivíduo.
D. A disfunção sexual não é mais bem explicada por um transtorno mental não
sexual ou como conseqüência de uma perturbação grave de relacionamento
ou de estressores importantes e não é atribuível aos efeitos
substância/medicamento ou a outra condição médica.
Ejaculação Retardada
▪ Ereção intacta
▪ Falta ou dificuldade em ejacular no coito
▪ Excessivo retardo em alcançar o clímax durante a atividade
sexual
▪ Geralmente atingem o orgasmo através da masturbação
▪ Parcial: escorre o sêmen sem haver as contrações
▪ Fantasia de seria um condição “invejável”
▪ Simulam o orgasmo
▪ Trabalho de aproximação sistemática do orgasmos
masturbatório para o genital
Ejaculação Retardada

▪ Intervenção psicodinâmica e comportamental


▪ Raro que a ejaculação retardada seja absoluta
▪ Identificar os fatores de inibição
▪ Dessensibilização sistemática com a parceira
▪ 2 ou 3 dias de atividades sexuais com a parceira sem penetrar ou
ejacular
▪ Estimulação erótica + fantasia
Transtorno de Desejo Sexual
Hipoativo Masculino
A. Pensamentos ou fantasias sexuais/eróticas e desejo para atividade sexual
deficientes (ou ausentes) de forma persistente ou recorrente. O julgamento
da deficiência é feita pelo clínico, levando em conta fatores que afetam o
funcionamento sexual, tais como idade e contextos gerais e socioculturais.
B. Os sintomas do Critério A persistem por um período mínimo de
aproximadamente de seis meses.
C. Os sintomas do Critério A causam sofrimento clinicamente significativo ao
indivíduo.
D. A disfunção sexual não é mais bem explicada por um transtorno mental não
sexual ou como consequência de uma perturbação grave de
relacionamento ou de estressores importantes e não é atribuível aos
efeitos substância/medicamento ou a outra condição médica.
Desejo
– Fatores físicos
– Aspectos emocionais
– Elementos cognitivos
– Aspectos circunstanciais
– Motivação
– Fantasias sexuais
– Estímulos físicos
– Postura mental
Desejo

– Mutável
– Capacidade de identificar a “tesão”
– Há homens que não deixam passar uma
oportunidade sexual, não importando o nível de seu
desejo
– Reciprocidade do parceiro (diferente de sintonia)
Desejo Hipoativo

– Principal causa: dificuldade de percepção do


desejo
– Supressão das sensações prazerosas
– Imagens e pensamentos negativos
– Garantir que não há causa orgânica
– Para o tratamento a motivação é fundamental
– Trabalho com as fantasias
Disfunções Sexuais
Femininas
Transtorno do Interesse/Excitação
Sexual Feminino
A. Ausência ou redução significativa do interesse ou da excitação sexual,
manifestada por pelo menos três dos seguintes:
1. Ausência ou redução do interesse pela atividade sexual.
2. Ausência ou redução dos pensamentos ou fantasias/eróticas.
3. Nenhuma iniciativa ou iniciativa reduzida de atividade sexual e, geralmente,
ausência de receptividade às tentativas de iniciativas feitas pelo parceiro.
4. Ausência ou redução na excitação/prazer sexual durante a atividade sexual em
quase todos ou em todos (aproximadamente 75 a 100% das vezes) encontros sexuais
(em contextos situacionais identificados ou, se generalizada, em todos os contextos).
5. Ausência ou redução na excitação/prazer sexual em resposta a quaisquer
indicações sexuais ou eróticas , internas, ou externas (p. ex. escritas, verbais,
visuais).
6. Ausência ou redução de sensações genitais ou não genitais durante a
atividade sexual em quase todas ou todos (aproximadamente 75 a 100% das vezes)
encontros sexuais (em contextos situacionais identificados ou, se generalizada, em
todos os contextos).
B. Os sintomas do Critério A persistem por um período mínimo de aproximadamente de
seis meses.
C. Os sintomas do Critério A causam sofrimento clinicamente significativo ao indivíduo.
D. A disfunção sexual não é mais bem explicada por um transtorno mental não sexual ou
como consequência de uma perturbação grave de relacionamento ou de estressores
importantes e não é atribuível aos efeitos substância/medicamento ou a outra
. condição médica.
Transtorno do Interesse/Excitação
Sexual Feminino
▪ Principal causa: dificuldade de percepção do desejo
▪ Para o tratamento a motivação é fundamental
▪ 10 a 46% da população
▪ Garantir que não há causa orgânica
▪ Supressão das sensações prazerosas
▪ Imagens e pensamentos negativos
▪ Trabalho com as fantasias
Transtorno do Interesse/Excitação
Sexual Feminino
▪ Educação quanto ao funcionamento do corpo
▪ Tarefas sexuais: treino da percepção dos pensamentos,
ideias preconcebidas, sentimentos de culpa, evitação do
contato sexual, fantasias contrárias a intimidade e ao
compromisso...
▪ Comunicação verbal das coisas que o parceiro se deu
conta
▪ Avaliar a participação do parceiro
▪ Diferença desejo espontâneo e desejo responsivo
Transtorno do Interesse/Excitação
Sexual Feminino
1- treinamento da consciência emocional (conscientização das
emoções negativas frente ao sexo)
2- psicodinâmica orientada (gênese das emoções negativas)
3- terapia cognitiva (reestruturação cognitiva)
4- indução de impulso (intervenção no comportamento com
estímulos eróticos – biblioterapia)
5- inclusão do parceiro e readequação sexual
Transtorno do Orgasmo Feminino
A. Presença de qualquer um dos sintomas a seguir, vivenciados todas
ou em todas as ocasiões (aproximadamente 75 a 100% das vezes) da
atividade sexual (em contextos situacionais identificados ou, se
generalizada, em todos os contextos):
1. Retardo acentuado, infrequencia acentuada ou ausência de orgasmo;
2. Intensidade muito reduzida de sensações orgásmicas.
B. Os sintomas do Critério A persistem por um período mínimo de
aproximadamente de seis meses.
C. Os sintomas do Critério A causam sofrimento clinicamente significativo
ao indivíduo.
D. A disfunção sexual não é mais bem explicada por um transtorno mental
não sexual ou como consequência de uma perturbação grave de
relacionamento ou de estressores importantes e não é atribuível aos
efeitos substância/medicamento ou a outra condição médica.
Orgasmo
– Não é uma consequência inevitável da excitação sexual
– Sexo sem orgasmo pode ser muito satisfatório
– Cobrança do orgasmo vaginal
– Desvalorização do orgasmo clitoriano
– As mulheres são desestimuladas a tocar no clitóris
– Fantasias: perda de controle, viciar, perda de urina, se
tornar vulgar
Orgasmo
Mulheres
– Contrações musculares involuntárias em todo o
corpo
– Contrações rítmica involuntárias na plataforma
orgásmica
– Sensação de “perda de consciência”
– Orgasmo múltiplo
Transtorno do Orgasmo Feminino

▪ 4 a 7% da população
▪ Mulheres que nunca tiveram a experiência de orgasmo, não
importa a circunstância
▪ Mulheres que conseguem chegar ao orgasmo com masturbação
ou manipulação clitoriana.
Menopausa natural
Terapia Hormonal
ou cirúrgica
Condição Médica
Doença
endocrinológicas,
medicamentos, Medidas Específicas
neuropatias

Desconhecimento de
Anorgasmia anatomia, fisiologia
da resposta sexual,
Orientação sobre anatomia,
repertório pobre zonas erógenas, práticas
sexuais, importância do
estímulo do clitóris

Condições psicológicas:
Repressão, dificuldades
no relacionamento,
interpessoais, violência
sexual Psicoterapia

Algoritmo para abordagem da anorgasmia feminina. Lara, L.


Transtorno do Orgasmo Feminino

▪ Objetivo: diminuir ou extinguir o supercontrole involuntário


do reflexo orgásmico
▪ Orgasmo é apenas um reflexo
▪ Focalizar as sensações eróticas premonitórias
▪ Aprende a não interromper estas sensações e sigam livre do
controle
▪ Aprender a liberar a resposta natural
▪ Psicoterapia psicodinâmica: facilitar o conhecimento e
solução de conflitos intrapsíquicos
▪ Comportamental: empenho em experiências sexuais
prescritas
Transtorno do Orgasmo Feminino
▪ Quando nunca experimentou um orgasmo
▪ Rever as se há estimulo adequado (comunicação do casal e
papel do clitóris)
▪ Causas remotas devem se trabalhadas (defesas)
▪ Modificação dos mecanismos imediatos
Transtorno do Orgasmo Feminino

▪ Solução do medo inconsciente do orgasmo: medo de


morrer, perda de controle, viciar em sexo ou se tornarem
vulgares e da mudança no seu jeito de ser.
▪ Trabalho das ansiedades do sucesso no coito
▪ Distração: sair da posição de “observadora do orgasmo”.
Fantasia erótica.
▪ Transferindo o orgasmo para a situação heterossexual:
tentativa de fazer amor sem objetivo de orgasmo. Após o
homem atingir o clímax, ele com a mão o com o vibrador
(com o auxílio da parceira) para levá-la ao orgasmo. Ela
deva assumir a posição egoísta.
Desenvolvimento embriológico
da genitália
Transtorno da Dor
Gênito-pélvica/Penetração
A. Dificuldades persistentes ou recorrentes com um (ou mais) dos seguintes:
1. Penetração vaginal durante a relação sexual.
2. Dor vulvogential ou pélvica interna durante a relação sexual vaginal ou nas
tentativas de penetração.
3. Medo ou ansiedade intensa de dor vulvovaginal ou pélvica em antecipação a,
durante ou como resultado de penetração vaginal.
4. Tensão ou contração acentuada dos músculos do assoalho pélvico durante
tentativas de penetração vaginal.
B. Os sintomas do Critério A persistem por um período mínimo de
aproximadamente de seis meses.
C. Os sintomas do Critério A causam sofrimento clinicamente significativo ao
indivíduo.
D. A disfunção sexual não é mais bem explicada por um transtorno mental não
sexual ou como consequência de uma perturbação grave de relacionamento ou
de estressores importantes e não é atribuível aos efeitos
substância/medicamento ou a outra condição médica.
Transtorno da Dor
Gênito-pélvica/Penetração

▪ 0,5 a 1 % da população
▪ Espasmo involuntários dos músculo perineais
▪ Pode apresentar diferentes graus
▪ Desejo e lubrificação preservados
▪ Dor
Transtorno da Dor
Gênito-pélvica/Penetração
DOR
▪ 3 a 18% da população geral
▪ 9 a 21% das mulheres pós menopausa
▪ Dor na relação
▪ A causa orgânica gera comprometimento psicológico
▪ Suspende-se o coito
Transtorno da Dor
Gênito-pélvica/Penetração
▪ Avaliar se o sintoma não indica rejeição ao parceiro ou a
atividade sexual
▪ Identifica-se os sentimentos negativos
▪ Lembra-se que as mulheres costumam ser mais lentas em termos
de excitação
▪ Trata-se a excitação inadequada (lubrificação) – estímulo
inadequado e/ou fantasias sexuais pobres
▪ Técnicas de relaxamento (exercício de Kegel)
As muitas formas de experimentar prazeres e desejos, de
dar e de receber afeto, de amar e de ser amada/o são
ensaiadas e ensinadas na cultura, são diferentes de uma
cultura para outra, de uma época ou de uma geração para
outra. E hoje, mais do que nunca, essas formas são
múltiplas. As possibilidades de viver os gêneros e as
sexualidades ampliaram-se. As certezas acabaram.

Tudo isso pode ser fascinante, rico e também


desestabilizador. Mas não há como escapar a esse
desafio. O único modo de lidar com a contemporaneidade
é, precisamente, não se recusar a vivê-la.

Louro, Guacira Lopes. Pro-Posições, v. 19, n. 2 (56) -


maio/ago. 2008
Obrigada!

Lina Wainberg

linawainberg@hotmail.com

Instagram @linawainberg

(51) 99908-2356