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Faculdade Anhanguera de Sorocaba

MATERIAIS

Profa Juliana Feletto Silveira Costa Lopes

02/08/2010 Materiais 1
CRONOGRAMA DE AULAS
06/08/2010 – Estruturas cristalinas
13/08/2010 – Estruturas cristalinas
20/08/2010 – Imperfeições em sólidos
27/08/2010 – Propriedades mecânicas dos metais
03/09/2010 – Propriedades mecânicas dos metais
10/09/2010 – Dureza
17/09/2010 – Falha – fratura dúctil e fratura frágil
24/09/2010 – Falha – ensaio de impacto Charpy
01/10/2010 – Diagrama de fases – condições de equilíbrio
08/10/2010 – Primeira avaliação

02/08/2010 Materiais 2
CRONOGRAMA DE AULAS
15/10/2010 – Diagrama de fases – sistema ferro-carbono
22/10/2010 – Processamento térmico de ligas metálicas
29/10/2010 – Fabricação dos metais – ferros fundidos
05/11/2010 – Ligas ferrosas – aços ferramenta e aços inoxidáveis
12/11/2010 – Ligas não-ferrosas – alumínio, cobre, latão e bronze
19/11/2010 – Estruturas e propriedades das cerâmicas
26/11/2010 – Estruturas poliméricas
03/12/2010 – Prova escrita oficial
10/12/2010 – Revisão de conteúdos
17/12/2010 – Prova substitutiva

02/08/2010 Materiais 3
AVALIAÇÃO
 1º bimestre
◦ Trabalhos – 2
◦ 1ª avaliação – 8
 2º bimestre
◦ Trabalhos – 2
◦ Prova escrita oficial – 8
 Nota final = (Nota 1º bim. x 0,4) + (Nota 2º bim.
x 0,6)
 Aprovação
◦ Nota Final ≥ 5

02/08/2010 Materiais 4
BIBLIOGRAFIA

CALLISTER JR., William D. Ciência e Engenharia de


Materiais. Uma Introdução. 7ª ed. Rio de Janeiro:
LTC, 2008.
CALLISTER JR., William D. Fundamentos da Ciência e
Engenharia de Materiais. 1ª ed. Rio de Janeiro: LTC,
2009.

02/08/2010 Materiais 5
OBJETIVO

 Apresentação dos conceitos básicos sobre


materiais para engenharia
 Conhecimento da estrutura interna dos materiais

02/08/2010 Materiais 6
TÓPICOS GERAIS

02/08/2010 Materiais 7
POR QUE ESTUDAR ENGENHARIA
DE MATERIAIS?

 Engenheiros irão uma vez ou outra se


deparar com um problema de projeto
envolvendo materiais
 Exemplos:
◦ Engrenagem de transmissão
◦ Superestrutura para um edifício
◦ Chip de circuito integrado

02/08/2010 Materiais 8
POR QUE ESTUDAR ENGENHARIA
DE MATERIAIS?

 O engenheiro deve estar familiarizado


com as características, as relações
estrutura-propriedade e as técnicas de
processamento dos materiais

02/08/2010 Materiais 9
MATERIAIS
 Substâncias usadas para compor tudo o
que está a nossa volta
 Materiais normalmente encontrados:
madeira, vidro, aço, plástico

02/08/2010 Materiais 10
PERSPECTIVA HISTÓRICA

 Início da pré-história – sílex lascado


 Idade da Pedra
 Descoberta do fogo – peças cerâmicas
 Barro + vigas de madeira + palha – material
compósito para construção de casas
 Idade dos Metais

02/08/2010 Materiais 11
PERSPECTIVA HISTÓRICA

 Século XX – materiais poliméricos,


compósitos avançados, cerâmicas de
engenharia, aços inoxidáveis,
biomateriais, semicondutores
 Ciência e Engenharia dos Materiais
◦ Importância na medicina, indústria eletrônica,
farmacêutica e mecânica

02/08/2010 Materiais 12
CLASSIFICAÇÃO DOS
MATERIAIS

 Metálicos
 Poliméricos
 Cerâmicos

◦ Esquema baseado de acordo com a


composição química e estrutura atômica

02/08/2010 Materiais 13
MATERIAS METÁLICOS
 São compostos por um ou mais elementos
metálicos (Fe, Al, Cu, Ti) e, com
freqüência, também elementos não-
metálicos (C, N, O) em quantidades
relativamente pequenas
 Os átomos são arranjados de maneira
muito ordenada (estrutura cristalina) e, em
comparação às cerâmicas e aos polímeros,
são relativamente densos

02/08/2010 Materiais 14
MATERIAIS METÁLICOS

 São materiais rígidos, resistentes e, ainda


assim, dúcteis e são resistentes à fratura –
aplicações estruturais
 Bons condutores de eletricidade e de
calor, não são transparentes e a superfície
polida possui aparência brilhosa

02/08/2010 Materiais 15
MATERIAIS METÁLICOS
 Exemplos:
◦ Ligas de alumínio – aeronaves

◦ Ligas de titânio – materiais ortopédicos

02/08/2010 Materiais 16
MATERIAIS CERÂMICOS
 São compostos formados entre elementos
metálicos e não-metálicos. Na maioria das
vezes, consistem em óxidos, nitretos e
carbetos
 Materiais cerâmicos comuns:
◦ Alumina – Al2O3
◦ Sílica – SiO2
◦ Carbeto de silício - SiC

02/08/2010 Materiais 17
MATERIAIS CERÂMICOS

 Cerâmicas tradicionais
◦ Porcelana, cimento e vidro

 Apresentam elevada resistência mecânica,


alta fragilidade, alta dureza, grande
resistência ao calor e são isolantes
térmicos e elétricos
02/08/2010 Materiais 18
MATERIAIS CERÂMICOS
 Exemplos:
◦ Componentes de turbinas a gás

◦ Insertos de pistões de motores de combustão


interna

02/08/2010 Materiais 19
MATERIAIS POLIMÉRICOS
 São compostos orgânicos quimicamente
baseados no carbono, no hidrogênio e
outros elementos não-metálicos (O, N)
 Apresentam baixa densidade
 Não são tão rígidos nem tão resistentes
como os metais e as cerâmicas
 São extremamente dúcteis e flexíveis

02/08/2010 Materiais 20
MATERIAIS POLIMÉRICOS

 Relativamente inertes quimicamente e


não-reativos
 Tendência em amolecer e/ou se decompor
em temperaturas modestas
 Possuem baixa condutividade elétrica

02/08/2010 Materiais 21
MATERIAIS POLIMÉRICOS
 Exemplos:
◦ Polietileno – PE
◦ Cloreto de polivinila – PVC
◦ Policarbonato – PC
◦ Poliestileno – PS
◦ Borracha natural

02/08/2010 Materiais 22
MATERIAIS COMPÓSITOS

 São compostos por dois ou mais materiais


individuais
 Objetivo
◦ Atingir uma combinação de propriedades que
não é exibida por qualquer material isolado e
incorporar as melhores características de cada
um dos materiais componentes

02/08/2010 Materiais 23
MATERIAIS COMPÓSITOS
 Fibras de vidro embutidas no interior de
um material polimérico (epóxi ou
poliéster)
◦ Fibras de vidro – resistentes e rígidas
◦ Polímero – dúctil
◦ Resulta em um material rígido, resistente,
flexível e dúctil

02/08/2010 Materiais 24
MATERIAIS AVANÇADOS
 Dispositivos ou produtos que operam ou
funcionam utilizando princípios
sofisticados
 Exemplos:
◦ Equipamentos eletrônicos
◦ Computadores
◦ Sistemas de fibras ópticas
◦ Espaçonaves, aeronaves e foguetes militares

02/08/2010 Materiais 25
MATERIAIS AVANÇADOS
 Podem pertencer a todos os tipos de
materiais
 Alto custo
 Incluem os semicondutores, os
biomateriais e os “materiais do futuro”
(materiais inteligentes e
nanoengenheirados)

02/08/2010 Materiais 26
SELEÇÃO E SUBSTITUIÇÃO
DE MATERIAIS

 Seleção de material
◦ Caracterizar as condições de serviço
◦ Considerar deteriorações das propriedades
mecânicas dos materiais que podem ocorrer
durante a operação
◦ Aspectos econômicos

02/08/2010 Materiais 27
SELEÇÃO E SUBSTITUIÇÃO
DE MATERIAIS
 Substituição das ligas metálicas por
compósitos na fuselagem dos aviões
comerciais
◦ Minimizar gastos com combustível e melhorar
o desempenho – material mais leve
 Blocos de motores de ferro fundido
◦ Substituição por ligas de alumínio – mais
leves e permitem melhor refrigeração

02/08/2010 Materiais 28
ESTRUTURA DOS MATERIAIS
Características Dependem da
Propriedades estrutura
Comportamento interna

 Análise da estrutura dos materiais em


nível:
◦ Sub-atômico
◦ Atômico
◦ Microscópico
◦ Macroscópico
02/08/2010 Materiais 29
PROPRIEDADES X
MICROESTRUTURA

 O desempenho dos materiais está


associado a sua estrutura interna
 O controle da estrutura interna permite o
controle das propriedades mecânicas –
desenvolvimento de novos produtos

02/08/2010 Materiais 30
O ÁTOMO E AS
LIGAÇÕES ATÔMICAS

02/08/2010 Materiais 31
IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DOS ÁTOMOS
E DAS LIGAÇÕES ATÔMICAS

 O comportamento macroscópico do
material pode ser previsto a partir da
análise do mesmo junto aos níveis
subatômico, atômico e microscópico
 Em alguns casos, o tipo de ligação
atômica permite explicar a propriedade
mecânica dos materiais

02/08/2010 Materiais 32
O ÁTOMO

 O átomo consiste de um núcleo composto por


prótons e nêutrons que se encontra envolvido
por elétrons em movimento
 Elétron e próton são eletricamente ativos:
◦ Carga do elétron: - 1,6 x 10-19 C
◦ Carga do próton: + 1,6 x 10-19 C
 Nêutron é eletricamente neutro

02/08/2010 Materiais 33
O ÁTOMO
 Massa do próton e do nêutron: 1,67 x 10 -27 Kg
 Massa do elétron: 9,11 x 10-31 Kg
 Cada elemento químico é caracterizado por
um número de prótons = número atômico (Z)
 Átomo neutro
◦ número de elétrons = número de prótons
◦ Exemplos:
 Z = 1 (H)
 Z = 94 (plutônio)

02/08/2010 Materiais 34
O ÁTOMO
 Massa atômica (A) – soma das massas dos
prótons e dos nêutrons
 Número de prótons é o mesmo para um
determinado átomo
 Número de nêutrons (N) pode ser
diferente para um átomo
◦ Alguns átomos têm dois ou mais valores de A
– isótopos

02/08/2010 Materiais 35
O ÁTOMO

 Peso atômico – massa atômica média dos


isótopos de um átomo
◦ Unidade – 1 uma (unidade de massa atômica)
 1 uma = 1/12 da massa atômica do isótopo mais
comum do carbono
 A=Z+N

02/08/2010 Materiais 36
O ÁTOMO

 1 mol de uma substância = 6,023 x 10 23


átomos ou moléculas – número de
Avogadro
 1 uma/átomo (ou molécula) = 1 g/mol
 Exemplo:
 Peso atômico do Fe = 55,85 uma/átomo
ou 55,85 g/mol

02/08/2010 Materiais 37
MODELOS ATÔMICOS
 Modelo atômico de Bohr
◦ Considerado precursor da mecânica quântica
◦ Elétrons circulam ao redor de um núcleo
estabelecidos em órbitas bem definidas
 Posição de um dado elétron é estabelecida
◦ Energia dos elétrons é quantizada
 O elétron tem um valor definido de energia

02/08/2010 Materiais 38
MODELOS ATÔMICOS
◦ O elétron pode mudar sua energia através de
saltos quânticos
◦ Os níveis estão associados às orbitas
eletrônicas:
 Elétron passa para nível maior – absorve energia
 Elétron passa para nível menor – emite energia

02/08/2010 Materiais 39
MODELOS ATÔMICOS
 Diagrama de níveis de energia do átomo
de hidrogênio
 n=1 – estado fundamental (menor energia)
 Setas – transições atômicas com emissão de fótons
 Energia de um fóton: E = h x f
 h – constante de Plank: 6,623 x 10-34 J.s
 f – freqüência

02/08/2010 Materiais 40
MODELOS ATÔMICOS
 Modelo mecânico-
ondulatório
◦ Elétron possui
características tanto de
onda quanto de
partícula
◦ A posição do elétron é
a probabilidade de o
elétron estar em vários
locais ao redor do Mecânico-
Bohr
núcleo ondulatório
02/08/2010 Materiais 41
NÚMEROS QUÂNTICOS

 Usando a mecânica ondulatória, cada


elétron é caracterizado por quatro
parâmetros – números quânticos
◦ Número quântico principal n – camadas
 Relacionado à distância de um elétron ao núcleo
◦ Segundo número quântico l – subcamada
 Relacionado à forma da subcamada eletrônica

02/08/2010 Materiais 42
NÚMEROS QUÂNTICOS
◦ Terceiro número quântico ml
 Determina o número de estados energéticos de cada
subcamada
◦ Quarto número quântico ms
 Relacionado ao momento de spin (rotação)
Número
Número de Número de Elétrons
Quântico Designação
Principal n da Camada Subcamadas Estados Por Subcamada Por Camada

02/08/2010 Materiais 43
NÚMEROS QUÂNTICOS

02/08/2010 Materiais 44
CONFIGURAÇÕES
ELETRÔNICAS
 Princípio de exclusão de Pauli
 Subcamadas:
 s – acomodam 2 elétrons
 p – acomodam 6 elétrons
 d – acomodam 10 elétrons
 f – acomodam 14 elétrons

02/08/2010 Materiais 45
CONFIGURAÇÕES
ELETRÔNICAS
 Estado fundamental
◦ Todos os elétrons ocupam as menores energias
possíveis
 Configuração eletrônica
◦ Maneira em que esses estados são ocupados
 Elétrons de valência
◦ Ocupam a camada mais externa
◦ Importantes pois participam de ligação entre
os átomos

02/08/2010 Materiais 46
CONFIGURAÇÕES
ELETRÔNICAS

◦H
 Número atômico = 1
 Configuração eletrônica = 1s1
◦ Na
 Número atômico = 11
 Configuração eletrônica =
1s22s22p63s1

02/08/2010 Materiais 47
LIGAÇÕES QUÍMICAS
 Por que os átomos formam ligações?
◦ Átomos ligados são termodinamicamente mais
estáveis
 Os elétrons mais externos são os que
participam das ligações
 Átomos se ligam por:
◦ Perda de elétrons – eletropositivos
◦ Ganho de elétrons – eletronegativos
◦ Por compartilhamento de elétrons

02/08/2010 Materiais 48
LIGAÇÕES QUÍMICAS
 Ligações primárias
◦ Iônica
◦ Covalente
◦ Metálica
 Ligações secundárias
◦ Ligações de Dipolo Induzido Flutuantes
◦ Ligações entre Moléculas Polares e Dipolos
Induzidos
◦ Pontes de Hidrogênio

02/08/2010 Materiais 49
LIGAÇÃO IÔNICA

 Encontrada em compostos cuja


composição envolve elementos metálicos
e não- metálicos
 Um átomo perde e o outro ganha elétrons
 Os átomos adquirem configurações
estáveis e uma carga elétrica
◦ Íons

02/08/2010 Materiais 50
LIGAÇÃO IÔNICA

 É predominante nos materiais cerâmicos


 As energias de ligação são relativamente
grandes – temperatura de fusão elevada
 Materiais iônicos:
◦ São duros e frágeis
◦ Isolantes elétricos e térmicos

02/08/2010 Materiais 51
LIGAÇÃO IÔNICA
 Exemplo: NaCl
 Na: 1s22s22p63s1
 Cl: 1s22s22p63s23p5

02/08/2010 Materiais 52
LIGAÇÃO COVALENTE
 Compartilhamento de elétrons
 Exemplo: CH4 (metano)

02/08/2010 Materiais 53
LIGAÇÃO COVALENTE

 Moléculas elementares de ametais


◦ H2, Cl2, F2
 Moléculas com átomos diferentes
◦ CH4, HF, H2O
 Sólidos elementares
◦ Diamante (carbono), silício e o germânio

02/08/2010 Materiais 54
LIGAÇÃO COVALENTE
 Podem ser muito fortes
◦ Diamante – é duro e possui elevada
temperatura de fusão
 Podem ser muito fracas
◦ Bismuto – baixa temperatura de fusão
 Materiais poliméricos
◦ Longas cadeias de átomos de carbono ligados
entre si por ligações covalentes

02/08/2010 Materiais 55
LIGAÇÃO METÁLICA
 Encontrada nos metais e suas ligas
 É resultado da ação entre elétrons livres e
íons positivos
 Elétrons livres originários da última
camada de valência, fracamente presos
aos átomos, e que estão livres dentro da
estrutura metálica
◦ Nuvem de elétrons

02/08/2010 Materiais 56
LIGAÇÃO METÁLICA
 A ligação pode ser forte ou fraca
 Metais são bons condutores de calor e
eletricidade – elétrons livres

02/08/2010 Materiais 57
LIGAÇÕES SECUNDÁRIAS

 Ligações de Van Der Waals


 Surgem a partir de dipolos atômicos ou
moleculares
◦ Dipolo elétrico surge quando há separação
entre partes negativa e positiva de um átomo
ou molécula

02/08/2010 Materiais 58
LIGAÇÕES DE DIPOLO
INDUZIDO FLUTUANTES
 Ocorre em átomos em que a distribuição
espacial dos elétrons é simétrica em
relação ao núcleo
 Movimentos constantes de vibração dos
átomos
◦ Distorções
◦ Dipolos elétricos
◦ Induzir a formação de mais dipolos elétricos

02/08/2010 Materiais 59
LIGAÇÕES DE DIPOLO
INDUZIDO FLUTUANTES
 Forças temporárias
 Flutuam ao longo do tempo
 Temperaturas de fusão são extremamente
baixas

02/08/2010 Materiais 60
LIGAÇÕES ENTRE MOLÉCULAS
POLARES E DIPOLOS INDUZIDOS
 Momentos dipolares permanentes
◦ Arranjo assimétrico de regiões carregadas
positiva e negativamente
 Moléculas polares
 Podem induzir dipolos em moléculas
apolares adjacentes
 Exemplo: HCl

02/08/2010 Materiais 61
PONTES DE HIDROGÊNIO

 Ligações entre moléculas polares


adjacentes
 Tipo mais forte de ligação secundária
 Ocorre entre moléculas em que um átomo
de hidrogênio está ligado covalentemente
ao flúor (HF), oxigênio (H20) e nitrogênio
(NH3)

02/08/2010 Materiais 62
PONTES DE HIDROGÊNIO
 O elétron do hidrogênio é compartilhado
com outro átomo
 H – próton
 Força de atração sobre a extremidade
negativa de uma molécula adjacente
 Exemplo: HF

02/08/2010 Materiais 63
EXERCÍCIO
1. O elétron de um átomo de hidrogênio
sofre uma transição, passando do estado
n=1 para n=3. Determine:
(a) A variação de energia do elétron. ΔE = 12,09 eV
(b) Ocorreu absorção ou emissão de energia?
ABSORÇÃO DE ENERGIA

02/08/2010 Materiais 64
ESTRUTURAS
CRISTALINAS

02/08/2010 Materiais 65
IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DAS
ESTRUTURAS CRISTALINAS

 As propriedades mecânicas dos materiais


estão diretamente relacionadas às suas
estruturas cristalinas

02/08/2010 Materiais 66
ESTRUTURAS
 Estruturas cristalinas
◦ Caracteriza-se por arranjos ordenados no
espaço
◦ Estrutura típica dos metais
 Estruturas amorfas
◦ Apresentam arranjos atômicos desordenados e
aleatórios
 Estrutura molecular
◦ Caracteriza-se pela existência de moléculas
como unidade estrutural
◦ Plásticos
02/08/2010 Materiais 67
ESTRUTURA CRISTALINA
 Algumas propriedades dos sólidos
dependem da estrutura cristalina do
material
◦ Maneira em que os átomos estão
espacialmente arranjados
 Células unitárias
◦ Menor arranjo de átomos que pode representar
um sólido cristalino
◦ Menor porção do cristal que ainda conserva as
propriedades originais do mesmo
02/08/2010 Materiais 68
ESTRUTURA CRISTALINA

Estrutura cristalina
Agregado de átomos

Célula unitária Célula unitária


Esferas rígidas Esferas reduzidas

02/08/2010 Materiais 69
ESTRUTURA CRISTALINA

 Três estruturas cristalinas são encontradas


na maioria dos metais mais comuns:
◦ Cúbica de faces centradas – CFC
◦ Cúbica de corpo centrado – CCC
◦ Hexagonal compacta – HC

02/08/2010 Materiais 70
ESTRUTURA CRISTALINA
CÚBICA DE FACES CENTRADAS – CFC

 Átomos localizados em cada um dos


vértices e nos centros de todas as faces do
cubo
 Exemplos: Cu, Al, Ag, Au

02/08/2010 Materiais 71
ESTRUTURA CRISTALINA
CÚBICA DE FACES CENTRADAS – CFC
 a – comprimento de aresta do cubo
 r – raio atômico

02/08/2010 Materiais 72
ESTRUTURA CRISTALINA
CÚBICA DE FACES CENTRADAS – CFC
 Cada átomo em um vértice é compartilhado por 8
células unitárias
 Cada átomo localizado no centro de uma face
pertence a 2 células unitárias

 1/8 átomo x 8 vértices = 1 átomo


 ½ átomo x 6 faces = 3 átomos
 Número total de átomos = 4 átomos
02/08/2010 Materiais 73
ESTRUTURA CRISTALINA
CÚBICA DE FACES CENTRADAS – CFC

 Número de coordenação
◦ Número de átomos vizinhos em contato
◦ CFC = 12
 Fator de empacotamento atômico – FEA
◦ É a soma dos volumes das esferas de todos os
átomos no interior de uma célula unitária
dividido pelo volume da célula unitária

FEA = volume dos átomos de uma célula unitária


volume total da célula unitária

02/08/2010 Materiais 74
ESTRUTURA CRISTALINA
CÚBICA DE FACES CENTRADAS – CFC
 Exercício
◦ Determine o fator de empacotamento da
estrutura CFC.

FEA = 0,74
74% da célula unitária está preenchida por átomos

02/08/2010 Materiais 75
ESTRUTURA CRISTALINA
CÚBICA DE CORPO CENTRADO – CCC
 Átomos localizados em todos os vértices e
um átomo no centro do cubo
 Exemplos: Cr, Fe

02/08/2010 Materiais 76
ESTRUTURA CRISTALINA
CÚBICA DE CORPO CENTRADO – CCC
 a – comprimento de aresta do cubo
 r – raio atômico

 Número de coordenação
◦ CCC = 8
02/08/2010 Materiais 77
ESTRUTURA CRISTALINA
CÚBICA DE CORPO CENTRADO – CCC
 Cada átomo em um vértice é compartilhado por 8
células unitárias
 O átomo localizado no centro do cubo se encontra
totalmente contido no interior da célula unitária

 1/8 átomo x 8 vértices = 1 átomo


 1 átomo (centro do cubo) = 1 átomo
 Número total de átomos = 2 átomos
02/08/2010 Materiais 78
ESTRUTURA CRISTALINA
CÚBICA DE CORPO CENTRADO – CCC
 Exercício
◦ Determine o fator de empacotamento da
estrutura CCC

FEA = 0,68
68% da célula unitária está preenchida por átomos

02/08/2010 Materiais 79
ESTRUTURA CRISTALINA
HEXAGONAL COMPACTA – HC
 Faces superior e inferior
◦ 6 átomos ao redor de um átomo central
 Plano entre os planos superior e inferior
◦ 3 átomos

02/08/2010 Materiais 80
ESTRUTURA CRISTALINA
HEXAGONAL COMPACTA – HC

◦ 1/6 átomo x 12 vértices = 2 átomos


◦ ½ átomos x 2 centro das faces hexagonais = 1
átomo
◦ 3 átomos interiores = 3 átomos
◦ Número total de átomos = 6 átomos

02/08/2010 Materiais 81
ESTRUTURA CRISTALINA
HEXAGONAL COMPACTA – HC

 Número de coordenação
◦ HC = 12
 Fator de empacotamento atômico – FEA
◦ HC = 0,74
 Exemplos: Cd, Mg, Ti, Zn

02/08/2010 Materiais 82
EXERCÍCIOS
1. O nióbio na temperatura ambiente tem estrutura CCC
e apresenta raio atômico de 0,147 nm. Calcule o valor
do parâmetro de rede “a” em nanometros.

a = 0,339 nm

2. O níquel é CFC com uma densidade de 8,9 Mg/m 3 e


tem sua massa atômica igual a 58,71 g/mol.
(a) Qual é o volume por célula unitária baseado no valor da
densidade? (d = m/v) V = 4,38 x 10-29 m3
(b) Calcule o raio atômico do níquel a partir da resposta (a).
R = 0,125 nm

02/08/2010 Materiais 83