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Na questão da medição dos níveis de ruído, temos o seguinte:

1o – PORTARIA 3214/78
NR 15 - ANEXO I
LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA RUÍDO CONTÍNUO OU INTERMITENTE
NÍVEL DE RUÍDO MÁXIMA EXPOSIÇÃO

dB (A) DIÁRIA PERMISSÍVEL

85 8 horas

86 7 horas

87 6 horas

88 5 horas

89 4 horas e 30 minutos

90 4 horas

91 3 horas e 30 minutos

92 3 horas

93 2 horas e 40 minutos

94 2 horas e 15 minutos

95 2 horas

96 1 hora e 45 minutos

98 1 hora e 15 minutos

100 1 hora

102 45 minutos

104 35 minutos

105 30 minutos

106 25 minutos

108 20 minutos

110 15 minutos

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112 10 minutos

114 8 minutos

115 7 minutos

1. Entende-se por Ruído Contínuo ou Intermitente, para os


fins de aplicação de Limites de Tolerância, o ruído que
não seja ruído de impacto.
2. Os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser
medidos em decibéis (dB) com instrumento de nível de
pressão sonora operando no circuito de compensação "A" e
circuito de resposta lenta (SLOW). As leituras devem ser
feitas próximas ao ouvido do trabalhador.
3. Os tempos de exposição aos níveis de ruído não devem
exceder os limites de tolerância fixados no Quadro deste
anexo.
4. Para os valores encontrados de nível de ruído
intermediário será considerada a máxima exposição diária
permissível relativa ao nível imediatamente mais
elevado.
5. Não é permitida exposição a níveis de ruído de 115 dB(A)
para indivíduos que não estejam adequadamente
protegidos.
6. Se durante a jornada de trabalho ocorrerem dois ou mais
períodos de exposição a ruído de diferentes níveis,
devem ser considerados os seus efeitos combinados, de
forma que, se a soma das seguintes frações:
C1 + C2 + C3 + .............. + Cn

T1 T2 T3 Tn

exceder a unidade, a exposição estará acima do limite de


tolerância.

Na equação acima Cn indica o tempo total em que o


trabalhador fica exposto a um nível de ruído específico e Tn
indica a máxima exposição diária permissível a este nível,
segundo o Quadro deste Anexo.

7. As atividades ou operações que exponham os trabalhadores


a níveis de ruído, contínuo ou intermitente, superiores
a 115 dB(A), sem proteção adequada, oferecerão risco
grave e iminente.

Como podemos observar na legislação (transcrita acima), os critérios


adotados pela Portaria 3214/78 para se efetuar a dosimetria estão descritos
no item 6 e no quadro (tabela).

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O circuito de compensação é o “A“ e o circuito de resposta é lenta (slow).
Assim, devemos utilizar:

INGLÊS PORTUGUÊS critério


\

Criterion Level Critério de Referência


85 dB
“CL” “CR”

Exchange Rate Incremento de Duplicação de Dose


5
“q” “q”

Threshold Level Nível Limiar de Integração


85 dB
“TL” “NLI”

O Critério de Referência (CR) é o nível médio para o qual a exposição, por


um período de 8 horas, corresponderá a uma dose de 100%. Verificando na
tabela, constatamos que para uma exposição de 8 horas, o nível de ruído
máximo permitido é de 85 dB.

O Incremento de Duplicação de Dose (q) é quando adicionado a um


determinado nível, implica a duplicação da dose de exposição ou a redução
para a metade do tempo máximo permitido. Verificando na tabela,
constatamos que dobrando ou reduzindo a metade do tempo de exposição, o
nível de ruído máximo permitido acrescenta ou diminui em 5 dB.

O Nível Limiar de Integração (NLI) é a partir do qual os valores (nível de


ruído) devem ser computados na integração para fins de determinação de nível
médio ou da dose de exposição. Neste caso devemos verificar o item 6 e a
tabela, onde constatamos que a tabela é taxativa, ou seja, varia de 85 a 115
dB. Quando passamos a utilizar a equação do item 6, C/T, onde:

 C = indica o tempo total em que o trabalhador fica exposto a um nível de


ruído específico.
 T = indica a máxima exposição diária permissível a este nível.

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EXEMPLO:

Uma pessoa fica exposta a um nível de ruído de 83 dB(A).

Pergunto:

Qual o tempo máximo que esta pessoa pode ficar exposta a este nível de
ruído. Verificando a tabela, contatamos que a mesma não contempla exposição
superior a 8 horas. Logo, estes níveis devem ser desconsiderados.

Assim, o Nível Limiar de Integração (NLI) é de 85 dB.

OBS:

Gostaríamos de esclarecer que juridicamente este é o valor correto para o


“NLI”, apesar de muitos colegas (até mesmo alguns autores de livros) alegarem
que o valor seria de 80 dB. Alguns argumentam que o nível de ação é de 50%
da dose e, por este motivo devemos utilizar o “NLI” de 80 dB e não de 85 dB.
Quanto ao nível de ação, o mesmo deverá ser aplicado somente quando
obtivermos os resultados das medições e nunca antes de efetuá-las.

Tenho pleno conhecimento que tecnicamente falando, na questão


prevencionista - ocupacional, o valor que devemos utilizar é de 80 dB. Mas,
também temos conhecimento, que antes de utilizar o Incremento de Duplicação
de Dose (q) igual a 5, na questão prevencionista - ocupacional, devemos utilizar
o Incremento de Duplicação de Dose (q) igual a 3.

Por estas razões, devemos tomar o cuidado de analisar o que a LEI está
nos dizendo e não o que achamos mais certo utilizar.

2o – FUNDACENTRO
Quanto a FUNDACENTRO, através da NHO 01, passou a utilizar os
seguintes critérios:

O circuito de compensação é o “A“ e o circuito de resposta é lenta (slow).


Assim, devemos utilizar:

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INGLÊS PORTUGUÊS critério
\

Criterion Level Critério de Referência


85 dB
“CL” “CR”
Exchange Rate Incremento de Duplicação de Dose
3
“q” “q”
Threshold Level Nível Limiar de Integração
80 dB
“TL” “NLI”

Quanto a esta norma, acredito que não tenhamos maiores dúvidas, pois
está tudo bem detalhado no livro da FUNDACENTRO – Norma de Higiene
Ocupacional – Procedimento Técnico – Avaliação da Exposição Ocupacional ao
Ruído – NHO 01.

3o – INSS
Quanto ao INSS, devemos dividir em 4 etapas:

1a ETAPA - período até 05/03/1997

Através dos Decretos 53.831/64 e 83.080/79, onde fala apenas sobre


ruído acima de 80 e 90 dB, respectivamente.

Nestes 2 casos, os decretos não mencionam os critérios a adotar, apenas


informam que o segurado tem direito a atividade especial se ficar exposto a
níveis de ruído superiores a 80 dB e/ou 90 dB.

Podemos verificar que não menciona qual o circuito de compensação que


devemos utilizar e nem mesmo o circuito de resposta (lenta ou rápida). Quanto
ao circuito de compensação, temos conhecimento que, tecnicamente, quando
utilizamos a expressão dB, sem mencionar o circuito de compensação,
devemos utilizar o Linear (questões jurídicas que não iremos abordar).

Quanto ao Critério de Referência (CR), apenas informa que para a jornada


de trabalho do segurado (varia de acordo com o contrato de trabalho de cada
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segurado) o limite de tolerância é de 80 e/ou 90 dB.

Quanto ao Incremento de Duplicação de Dose (q), nada é mencionado.

Quanto ao Nível Limiar de Integração (NLI), também nada é mencionado.


Assim, devemos utilizar:

INGLÊS PORTUGUÊS critério


\

Criterion Level Critério de Referência 80 dB ou


“CL” “CR” 90 dB
Exchange Rate Incremento de Duplicação de Dose
-
“q” “q”
Threshold Level Nível Limiar de Integração
-
“TL” “NLI”

2a ETAPA - período de 06/03/1997 a 13/12/1998

Através do Anexo IV do Regulamento dos Benefícios da Previdência Social


– RBPS, aprovado pelo Decreto no 2.172, de 05/03/97, onde apenas menciona
sobre o ruído de 90 dB. Idêntico a 1a ETAPA, sendo que neste caso apenas para
níveis de ruído superiores a 90 dB. Assim, devemos utilizar:

INGLÊS PORTUGUÊS critério


\

Criterion Level Critério de Referência


90 dB
“CL” “CR”
Exchange Rate Incremento de Duplicação de Dose
-
“q” “q”
Threshold Level Nível Limiar de Integração
-
“TL” “NLI”

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3a ETAPA - período de 14/12/1998 a 18/11/2003

Através da Lei 9732/98, em seu Art. 58, § 1o , passa a utilizar os critérios


da Legislação Trabalhista, mas com apenas uma ressalva: para caracterizar a
atividade como especial, o segurado deverá ficar exposto a um nível superior a
90 dB(A), ou seja, uma dose superior a 200%.

4a ETAPA - período a partir de 19/11/2003

De acordo com o Decreto No 4.882/03, o mesmo faz a seguinte


referência: “As avaliações ambientais deverão considerar a classificação dos
agentes nocivos e os limites de tolerância estabelecidos pela legislação
trabalhista, bem como a metodologia e os procedimentos de avaliação
estabelecidos pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina
do Trabalho - FUNDACENTRO."

Com estas informações podemos afirmar que as avaliações e


classificações dos agentes nocivos e seus limites de tolerância, sejam
estabelecidos pela LEGISLAÇÃO TRABALHISTA e, que a metodologia e os
procedimentos de avaliação sejam estabelecidos pela FUNDACENTRO.

Logo, devemos utilizar os critérios de avaliação, para o agente ruído, da


FUNDACENTRO (vide 2o – FUNDACENTRO), mas que devemos utilizar os limites
de tolerância do Anexo I da NR-15, onde o incremento de duplicidade da dose
deve ser igual a 5. (Ex.: 8h limite é 85dBA / 4h o limite é 90dBA / ...).

INGLÊS PORTUGUÊS critério


\

Criterion Level Critério de Referência


85 dB
“CL” “CR”
Exchange Rate Incremento de Duplicação de Dose
5
“q” “q”
Threshold Level Nível Limiar de Integração
80 dB
“TL” “NLI”

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A partir de 19/11/2003 não houve alteração dos critérios de avaliação.
Abaixo colocamos todas as IN até a INSTRUÇÃO NORMATIVA INSS/PRES Nº 45,
DE 6 DE AGOSTO DE 2010 – DOU DE 11/08/2010.

IN 118 - período de 18/04/2005 a 15/03/2007 - INSTRUÇÃO NORMATIVA


INSS/DC Nº 118, DE 14 DE ABRIL DE 2005 – DOU DE 18/4/2005

Nesta IN veio reforçar a questão do incremento de duplicidade da dose,


pois muitos profissionais estavam interpretando, inicialmente (inclusive eu),
que era de 3. Mas, como informado no exemplo, no final do item anterior,
devemos utilizar os limites de tolerância definidos no Quadro Anexo I da NR-15
do MTE. Assim, para sabermos os limites de tolerância temos que verificar na
tabela transcrita abaixo. Onde podemos afirmar que o incremento de
duplicidade da dose é 5.
LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA RUÍDO CONTÍNUO OU INTERMITENTE
NÍVEL DE RUÍDO MÁXIMA EXPOSIÇÃO

dB (A) DIÁRIA PERMISSÍVEL

85 8 horas

86 7 horas

87 6 horas

88 5 horas

89 4 horas e 30 minutos

90 4 horas

91 3 horas e 30 minutos

92 3 horas

93 2 horas e 40 minutos

94 2 horas e 15 minutos

95 2 horas

96 1 hora e 45 minutos

98 1 hora e 15 minutos

Rua Fernando Abott, 582 sala 903 - Estrela - RS - CEP 95.880-000


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100 1 hora

102 45 minutos

104 35 minutos

105 30 minutos

106 25 minutos

108 20 minutos

110 15 minutos

112 10 minutos

114 8 minutos

115 7 minutos

IN 11 – período de 21/09/2006 a 15/03/2007 - INSTRUÇÃO NORMATIVA


INSS/PRES Nº 11, DE 20 DE SETEMBRO DE 2006 - DOU DE 21/09/2006

Nesta IN manteve a descrição do incremento de duplicidade da dose igual


5 no texto.

IN 15 – período de 16/03/2007 a 09/04/2007 - INSTRUÇÃO NORMATIVA


INSS/DC Nº 15, DE 15 DE MARÇO DE 2007 – DOU DE 16/03/2007

Nesta IN foi suprimida a descrição do incremento de duplicidade da dose


igual 5 no texto. Contudo, manteve os limites de tolerância definidos no Quadro
Anexo I da NR-15 do MTE, onde temos o incremento de duplicidade da dose
igual 5.

IN 17 – período de 10/04/2007 a 10/10/2007 - INSTRUÇÃO NORMATIVA


INSS/PRES Nº 17, DE 09 DE ABRIL DE 2007 - DOU DE 10/04/2007

Rua Fernando Abott, 582 sala 903 - Estrela - RS - CEP 95.880-000


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IN 20 – período de 11/10/2007 a 13/12/2007 - INSTRUÇÃO NORMATIVA
INSS/DC Nº 20, DE 10 DE OUTUBRO DE 2007 – DOU DE 11/10/2007

IN 23 – período de 14/12/2007 a 01/05/2008 - INSTRUÇÃO NORMATIVA


INSS/PRES Nº 23, DE 13 DE DEZEMBRO DE 2007 - DOU DE 14/12/2007

IN 27 – período de 02/05/2008 a 05/06/2008 - INSTRUÇÃO NORMATIVA


INSS/PRES Nº 27, DE 30 DE ABRIL DE 2008 - DOU DE 02/05/2008

IN 29 – período de 06/06/2008 a 20/07/2009 - INSTRUÇÃO NORMATIVA


INSS/PRES Nº 29 DE 04 DE JUNHO DE 2008 – DOU DE 06/06/2008

IN 40 – período de 21/07/2009 a 10/08/2010 - INSTRUÇÃO NORMATIVA


INSS/PRES Nº 40, DE 17 DE JULHO DE 2009 - DOU DE 21/07/2009

IN 45 – período a partir de 11/08/2010 - INSTRUÇÃO NORMATIVA


INSS/PRES Nº 45, DE 6 DE AGOSTO DE 2010 – DOU DE 11/08/2010

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