Barreiras de PcDs no Mercado Contábil
Barreiras de PcDs no Mercado Contábil
Feira de Santana-BA
1
2022.1
2
MAURICIO VEIGA VITORIA
3
2022.1
MAURICIO VEIGA VITORIA
Aprovado em / /
Examinador(a)
4
Feira de Santana – BA
2022
5
A minha familia e amigos do coração!!
6
AGRADECIMENTOS
Agradeço primeiramente a Deus pela dom maior, a vida e por todas as oportunidades
que coloca em meu caminho, me
Agradeço aos meus pais, Euvania e Cristiano por todo amor e pela educação que me
foi dada e por nunca me deixar fraquejar. Amo vocês!
A meus três irmãos por todo incentivo, carinho, companhia e parceria durante toda
nossa vida!
Aos meus familiares e amigos obrigado por toda força dispensada para que essa
conquista se tornasse realidade.
A Faculdade Anísio Teixeira e todos os meus professores obrigado por toda vivência e
por todo conhecimento adquirido durante esses quatro anos.
Muito Obrigado!
7
“(...)Eu tenho habilidade de fazer histórias
tristes virarem melodia e vou vivendo
o dia a dia na paz, na moral, na
humilde, busco só sabedoria
aprendendo todo dia!”
Charlie brow jr.
8
DECLARAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE PLÁGIO
Declaro também estar ciente dos seguintes dispositivos do Código penal Brasileiro (Lei
10.965/2003):
ou multa.
9
Mauricio Veiga Vitoria
10
Resumo
A inclusão social tem assumido posição de alta relevância atualmente. Porém quando se fala em
inclusão de portadores de deficiência no mercado de trabalho contábil é algo que desconhecemos,
com isso, a pesquisa teve como objetivo analisar a realidade das pessoas com deficiência inseridas
na área contábil, posteriormente vamos investigar os reais motivos de muitos empregadores não
oferecerem vagas de emprego e a falta de empregados com deficiência nos escritórios de
contabilidade. A pesquisa classifica-se como um estudo quantitativo descritivo, construído de
forma preliminar por análises bibliográficas. A amostra da pesquisa foi composta por 14
respondentes que estudam ou já concluíram o curso de ciências contábeis, sendo um questionário
o instrumento utilizado para a coleta de dados. Após a coleta de dados, foi identificado que a
maioria dos (PcDs) respondentes possui deficiência física, e o gênero masculino como
predominante, apresentando um excelente conhecimento a respeito das leis de cotas para pessoas
com deficiência, porém, existe um longo caminho a percorrer para se obter mais oportunidades e
condições de igualdade.
11
ABSTRACT
Social inclusion has assumed a position of high relevance today. However, when it comes to the
inclusion of people with disabilities in the accounting labor market is something we do not know,
with this, the research aimed to analyze the reality of people with disabilities inserted in the
accounting area, later we will investigate the real reasons of many employers not offering job
vacancies and the lack of employees with disabilities in accounting offices. The research is
classified as a descriptive quantitative study, constructed in a preliminary way by bibliographic
analyses. The research sample consisted of 14 respondents who study or have already completed
the accounting sciences course, and a questionnaire was the instrument used for data
collection. After data collection, it was identified that the majority of respondents (PCDs) have
physical disabilities, and the male gender as predominant, presenting an excellent knowledge
about the quota laws for people with disabilities, however, there is a long way to go to obtain more
opportunities and conditions of equality.
Keywords: People with Disabilities; Accounting; Equality.
12
LISTA DE GRÁFICO
13
LISTA DE TABELAS
14
SUMÁRIO
1
INTRODUÇÃO.........................................................................................................................13
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA...........................................................................................15
2.1 LEI DE COTAS TRABALHISTAS PARA
DEFICIÊNTES ..................................................15
2.2 A DIFÍCIL INCERÇÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊCIA NO MERCADO DE
TRABALHO .................................................................................................................................1
5
2.3 ESTUDOS
ANTERIORES......................................................................................................17
3 PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS...........................................................................20
4 ANALISE DOS
RESULTADOS..............................................................................................21
4.1 PERFIL DOS
RESPONDENTES............................................................................................21
4.2 NÍVEL DE CONHECIMENTO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM
DEFICIÊCIA NO
TRABALHO...........................................................................................................................22
4.3 PERSPECTIVA DOS (PcDs) EM RELAÇÃO AOS CONSELHOS NACIONAIS,
ESTADUAIS E OS EMPREGADORES DA ÁREA
CONTÁBIL................................................24
4.4 A PERCEPÇÃO DOS (PcDs) DEPOIS QUE SE FORMAM E ELES SE VEEM DENTRO
DE UM AMBIENTE CONTÁBIL................................................................................................25
4.5 ANÁLISE GERAL DOS
RESULTADOS............................................................................26
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................................................................27
REFERÊNCIAS...........................................................................................................................28
15
1 INTRODUÇÃO
17
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
As leis de cotas para deficientes foram estabelecidas segundo a lei de número 8.213 de 24
de julho de 1991, no art. 93° onde fica assegurado que toda empresa com um número superior a
100 pessoas deve destinar entre 2% a 5% das vagas dependendo da quantidade de funcionários,
essas serão asseguradas para pessoas que possuem algum tipo de deficiência e se dispõe sobre os
Planos de Benefícios da Previdência.
Diante disto o que é caracterizado deficiência e quem pode ser considerado portador de
deficiência, Pessoas com deficiência são aquelas que possuem impedimentos de longo prazo em
características físicas, mentais, intelectuais ou sensoriais, os quais, em interação com diversas
barreiras ambientais, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade
de condições com as demais pessoas (ONU, 2007).
A princípio a política de cotas visa igualar as oportunidades para todos, reconhecendo o
direito das pessoas com algum tipo de deficiência a participarem da competição, seja na busca de
um emprego no mercado de trabalho competitivo normal, ou no serviço público através do
processo seletivo dos concursos (ROSA, 2008). No entanto, essas leis não atingem resultados
satisfatório, pois, mesmo com essas ações, benefícios e leis que os favorecem, encontram outros
obstáculos que acabam impedindo por outros lados como, por exemplo, as barreiras de
acessibilidade, a baixa qualificação profissional, a falta de recurso tanto material quanto
profissional destinado à sua escolarização e profissionalização e o preconceito por parte dos
empregadores, devido ao desconhecimento das potencialidades e capacidades das pessoas que
possuem algum tipo de deficiência (LOBATO, 2009). Segundo Lisboa (2018)
“Falta muito para que as pessoas com deficiência tenham plena inserção no
mundo profissional. Autoridades trabalhistas esperam que supervisão mais severa com
relação à lei de cotas, nova norma que obriga empresas terceirizadas a cumprirem a
legislação e fiscalização da acessibilidade nos ambientes corporativos virem o jogo.”
No entanto, há questões de descumprimento da legislação tornando a realidade uma realidade
Mercado de trabalho de pessoas com deficiência muito distantes.
Hoje no brasil existe uma política de inclusão de pessoas que possuem algum tipo de
deficiência, porém, mesmo com essa política implantada no país muitos (PcDs) ainda encontram
diversas barreiras, as leis de cotas aplicadas não conduzem a políticas inclusivas e são uma fonte
de resistência, embora a lei seja o principal instrumento disponível Pessoas com deficiência não
alcançam uma vaga no mercado de trabalho formal (NERI et al., 2003; HEINSKI e BIGNETT,
18
2002). Os principais impedimentos são exemplificados pela necessidade de adaptações em
postos de trabalho, fato que é agravado pela falta de preparo dos empregadores ao absorver
pessoas com deficiência (SILVA, 1993). As empresas devem ajustar seus espaços para poder
inserir as pessoas com deficiência em seu quadro de funcionários, e para isso, é necessário que o
espaço físico seja adequado com banheiros para deficientes, escadas e rampas com corrimões
duplos, mesas adaptadas para cadeirantes, tudo de acordo com as normas de Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Além disso, deve dispor de intérprete de libras, rotas
internas e externas acessíveis, sinalização em braile, entre outras que se fizerem necessárias.
(VALENTIM, 2019).
19
pessoas com deficiência precisam ser preservados e ampliados. Para tanto, é de fundamental
importância a mais ampla articulação e união de esforços dos diferentes segmentos da sociedade,
com especial destaque para o protagonismo das próprias pessoas com deficiência" então é de
fundamental importância para o equilíbrio econômico e social capacitar e oferecer espaço no
mercado para as pessoas com deficiência (MINISTÉRIO DE ECONOMIA, 2019). Implica
dendro da organização em relação a seus valores institucionais e nos valores do próprio
indivíduo que segundo (SIGNIFICADO, 2019) um PCD inserido no mercado de trabalho
aprende a ter consideração pelos demais, respeito e assim conquista seu próprio espaço. Quando
realiza um trabalho bem feito, está contribuindo para a sua autoestima, satisfação pessoal e
realização profissional.
Inclusão social é um tema cada vez mais abordado no nosso cotidiano. Não seria
diferente em relação ao mercado de trabalho, por isso a autora Souza (2015) estudou como a
inclusão de portadores de deficiência no mercado de trabalho tem enfrentado entraves para
conseguir aceitar as diferenças e banir barreiras que impossibilitem a participação desses
efetivamente na sociedade. O relatório abordou como a inclusão social no mercado de trabalho
na percepção das pessoas com deficiência e dos gestores na cidade de Campina Grande – PB,
sua metodologia foi através de pesquisas descritivas e qualitativas baseada em levantamentos
20
bibliográficos e pesquisa e campo respeitando a Lei de Cotas e acessibilidade. Procurando
evidencias para os resultados na tentativa de fazer mudanças e perceber quais as dificuldades que
se encontra com relação a acessibilidade metodológica e instrumentais.
Existe um grande desafio para entrada no mercado de trabalho, porém uma barreira que é
ainda maior é para as pessoas com algum tipo de deficiência (PcDs), observando essa
dificuldade a autora Messias (2018) pesquisou com o intuito de entender qual a percepção dos
(PcDs) sobre sua entrada no mercado de trabalho e como isso o afeta e qual é a visão das
empresas sobre a inserção dessas pessoas no ambiente organizacional. Com o objetivo de inserir
e pontuar a atuação da pessoa com deficiência (PcD) no mercado de trabalho, considerando as
perspectivas da pessoa com deficiência e do empregador. Essa pesquisa enquadra-se na
perspectiva compreensiva, do tipo qualitativa, e foi realizada na cidade de Viçosa-MG, que, de
acordo com o Censo (2010). Com resultados até satisfatórios apesar de o estigma para com as
(PcDs) ainda estar presente, muitos avanços vêm sendo conquistados, e a entrada da pessoa com
deficiência reflete positivamente tanto para elas próprias como para suas famílias e empresas nas
quais estão inseridas, no entanto ainda existem muitas mudanças a se fazer.
Este estudo científico trata das leis para inclusão de pessoas com deficiência no mercado
de trabalho, colocando em questão a eficácia das Lei nº 8.213/1991 (Lei de Cotas) e da Lei nº
13.146/2015 Estatuto da Pessoa com Deficiência. A pesquisa revisou o desenvolvimento do
serviço social, destacando a contínua dificuldade de pessoas com deficiência exercerem a força
de trabalho sendo elaborado por (Araújo Neto 2018). A pesquisa científica revisa o
desenvolvimento do serviço social, destacando a contínua dificuldade de pessoas com
deficiência exercerem a força de trabalho. Dando continuidade, por meio de uma abordagem
dedutiva, passa a abordar o processo legal no Brasil, com foco nas leis de cotas e
regulamentações da deficiência, visando eliminar a discriminação contra as pessoas com
21
deficiência e cumprir as cotas prescritas a esses trabalhadores. Essa pesquisa foi realizada com
base em estudos científicos e em materiais que estudam sobre o tema, utilizando o método
quantitativo através de índices oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com base nas pesquisas e materiais relacionados ao tema, pode-se constatar que os incentivos e
benefícios fiscais para empregadores que cumprem as leis de cotas podem estimular a
contratação de pessoas com deficiência, reduzindo assim a discriminação contra pessoas com
deficiência, resultando em economia para as empresas. Esses recursos são utilizados em diversos
países com resultados positivos. No entanto, o Brasil não implementou tal política pública,
tornando o processo de contratação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho uma
tarefa árdua para esses funcionários.
22
3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
A ciência surge em um contexto humano e precisa saber por que os eventos e como
compreender e analisar o mundo através de um conjunto de técnicas e métodos (LAKATOS;
MARCONI, 2003, p. 84). Tendo em vista isso a pesquisa teve o objetivo principal de identificar
quais são as principais barreiras encontradas por estudantes (PcDs) no mercado de trabalho
contábil e como poderia ser quebrado esse paradigma.
Este trabalho utiliza a bibliografia como um estudo preliminar para construir a base
teórica. É importante entender que a pesquisa é um processo construirá um conhecimento que
contribua para a compreensão dos fenômenos, realidades no reino da vida que fornecerão o
conhecimento para ler realidade vivida (MINAYO, 2002). Em segundo momento, a pesquisa se
baseia numa pesquisa quantitativa descritiva dados, que pode ser entendido como um fenômeno
caracterizado por analise e coleta de dados para que assim em uma amostragem chegue em uma
conclusão.
Para atingir o objetivo da pesquisa foi feito um levantamento em algumas redes sociais
como WhatsApp, Instagram tendo um foco principal no Facebook onde existem grupos com uma
concentração maior de pessoas com deficiência ou de pessoas que conhecem alguém que tenham
as características necessárias para a pesquisa. foi apresentou 14 perfis que serão analisados e
assim responderão o questionário.
De forma estratégica a abordagem planejada para a coleta dos dados foi através de um
questionário, onde foram recolhidos dados pelo Google formulários através de links enviados
para os estudantes e bacharéis de ciências contábeis que possuem algum tipo de deficiência. O
questionário será dividido em quatro blocos, sendo o primeiro sobre os perfis que serão
analisados, contendo três questões fechadas e uma questão aberta. O segundo bloco será dos
conhecimentos de uma pessoa com deficiência tem em relação aos seus direitos quando se trata
de trabalho, com quatro questões. O bloco três é de que modo os conselhos nacionais, estaduais e
os empregadores da área contábil olham para as pessoas com deficiência, na visão dos próprios
(PcDs), que possui quatro questões e o quarto e último bloco contem perguntas sobre a
percepção dos (PcDs) depois de formados e como eles se veem dento de um ambiente contábil
finalizando com três perguntas.
23
O questionário foi elaborado com base no estudo de (GALVÃO, Nadielli Maria dos
Santos; DEJESUS, Gabriel Santos, 2020) e publicado pela (RBC) Revista Brasileira de
Contabilidade que estudou a Percepção de estudantes de Ciências Contábeis quanto à inclusão de
pessoas com deficiência na área contábil.
Os resultados analisados a seguir foram embasados nas respostas de 14 pessoas que estão
cursando ou já finalizaram o curso de ciências contábeis espalhados por todo brasil.
A Tabela 1 a seguir descreverá o perfil dos respondentes em relação gênero, o tempo de lesão,
em que período se encontra no curso de ciências contábeis e em que status de trabalho está
atualmente o respondente na área contábil.
24
O Gráfico 1 a seguir descreverá o qual o tipo de deficiência cada respondente possui.
Tipos de Deficiência
Deficiência
Motora Deficiência Visual
57% Deficiência
Mental Deficiência Motora
7% Deficiência Mental
Deficiência Deficiência Auditiva
Auditiva Paralisia Cerebral
21%
Deficiência Visual
14%
Observa-se no Gráfico 1, segundo a pesquisa que mais de 50% dos (PcDs) que fazem
ciências contábeis possuem deficiência motora com aproximadamente 57%. As demais
deficiências que a pesquisa encontrou foi a deficiência auditiva com 22%, visual com 14% e
deficiência mental com 7%.
Na Tabela 2 é apresentado o nível de conhecimento das pessoas com deficiência acerca de leis
que regulamentam o país e se conhecem os seus direitos quando se trata de trabalho.
Tabela 2: Nível de conhecimento sobre os direitos das pessoas com deficiência no trabalho
25
Uma pessoa com deficiência é definida como
qualquer pessoa com dificuldade tanto física,
mental, intelectual ou sensorial de longo prazo,
que em interação com uma ou mais barreiras
possa impedir sua participação plena e efetiva na
sociedade em igualmente com os outros Frequênci
a %
Sim 8 57,10%
Não 3 21,40%
Neutro 3 21,40%
Total 14 100,00%
As leis de cotas aplicadas no país não levam a
políticas inclusivas e continuam sendo fonte de
resistência, embora as leis sejam a principal Frequênci
ferramenta disponível ainda existem pessoas com a
deficiência que não podem se inserir no mercado
de trabalho forma igualitária %
Concordo 14 100,00%
Discordo 0 0,00%
Neutro 0 0,00%
Total 14 100,00%
Em princípio, as políticas de cotas são concebidas
para proporcionar igualdade de oportunidades
para todos, reconhecendo o direito das pessoas
com determinadas deficiências de concorrer, seja Frequênci
para buscar trabalho em um mercado de trabalho a
normalmente competitivo ou para ingressar no
serviço público por meio de seleção.
%
Concordo 14 100,00%
Discordo 0 0,00%
Neutro 0 0,00%
Total 14 100,00%
A legislação brasileira destinada a garantir acesso
ao trabalho para pessoas com deficiência e
promover a igualdade de oportunidades para essas Frequênci
pessoas é bastante desenvolvida em comparação a
com outros países
%
Sim 2 14,30%
Não 6 42,90%
Neutro 6 42,90%
TOTAL 14 100,00%
Fonte: Dados da pesquisa, 2022.
26
Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza
física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode
obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais
pessoas.
Quando se trata das leis e a política de cotas empregadas no brasil as opiniões são
divergentes, segundo a ASID (Ação social para igualdade das diferenças) a taxa de inclusão de
PcD no mercado de trabalho tem apresentado crescimento constante ao longo dos últimos
anos. Porém ainda é pouco representativo em relação ao total de empregos no Brasil
(ASID,2019). Conforme os resultados apresentaram de deforma unanime os respondentes
afirmam com 100,00% que as leis de cotas aplicadas no país não levam a políticas inclusivas e
não reconhece o direito das pessoas com determinadas deficiências de concorrer, seja para
buscar uma vaga no mercado de trabalho ou para ingressar no serviço público por meio de
seleção e afirma ainda que as políticas inclusivas de outros países funcionam melhor que as
políticas inclusivas aplicadas no nosso país com 42,90%.
Tabela 3: De que modo os conselhos nacionais, estaduais e os empregadores da área contábil olham para as pessoas
com deficiência, na visão dos próprios (PcDs)
O Conselho Federal de Contabilidade e os
Conselhos Regionais devem criar ações para uma
conscientização sobre a inclusão de pessoas com Frequênci
deficiência na área contábil. a %
Concorda 13 92,90%
Discorda 0 0,00%
Neutro 1 7,10%
Total 14 100,00%
A empresa que entende e trabalha para o respeito
à diversidade é uma organização que demonstra
Frequênci
um diferencial competitivo sendo assim ela
a
promove a valorização da perspectiva individual e
do coletivo da empresa. %
Concorda 13 92,90%
Discorda 0 0,00%
Neutro 1 7,10%
Total 14 100,00%
Empregadores em contabilidade estão abertos a
Frequênci
recrutar pessoas com deficiêcia
a
%
Sim 6 42,90%
27
Não 5 35,70%
Neutro 3 21,40%
Total 14 100,00%
Os escritórios de ciências contábeis devem investir
Frequênci
em acessibilidade visando não só contratação de
a
pessoas com deficiência %
Concorda 14 85,70%
Discorda 0 0,00%
Neutro 2 14,30%
TOTAL 14 100,00%
Fonte: Dados da pesquisa, 2022
Na Tabela 4 é apresentado a percepção dos (PcDs) já dentro do ambiente contábil e como eles se
veem no desenvolvimento e nas atividades contábeis depois que se formam.
Tabela 4: A percepção dos (PcDs) depois que se formam como eles se veem dentro de um ambiente contábil
Os estudantes portadores de deficiência que se
formam estão preparados para o mercado de
trabalho contábil tanto quanto a um estudante Frequênci
sem deficiência a %
Sim 13 92,90%
Não 0 0,00%
Neutro 1 7,10%
Total 14 100,00%
Os alunos com deficiência não terão dificuldades
Frequênci
nas atividades desenvolvidas no domínio da
a
contabilidade dentro de um ambiente contábil %
Sim 6 42,90%
28
Não 5 35,70%
Neutro 3 21,30%
Total 14 100,00%
Qualquer pessoa pode praticar atividade contábil, Frequênci
independentemente da deficiência ou condição a %
Sim 12 85,70%
Não 0 0,00%
Neutro 2 14,30%
Total 14 100,00%
Fonte: Dados da pesquisa, 2022
29
Logo, a pesquisa atingiu totalmente o seu objetivo geral, que foi entender como estão
os conhecimentos dos estudantes e profissionais (PcDs) de ciências contábeis em relação aos
seus direitos e como se encontra o meio contábil em pauta as oportunidades para as pessoas
com deficiência.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
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Referências
ARAÚJO NETO, Reinaldo José de. A efetividade da contratação de pessoas com deficiência
no mercado de trabalho: aplicabilidade da Lei de Cotas e Estatuto da Pessoa com
Deficiência. CENTRO UNIVERSITÁRIO TABOSA DE ALMEIDA – ASCES/UNITA
BACHARELADO EM DIREITO Caruaru, PE, BRASIL, 2018. Disponível em
<[Link]
BRASIL. Lei Brasileira da Pessoa com Deficiência: Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015.
ELSNER, Larissa de Oliveira. Uma análise legal sobre o sistema de cotas para pessoas com
deficiência e repercussões no âmbito do trabalho. Universidade do vale do rio dos sinos –
UNISINOS, 2018. Disponível em <
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JESUS, Gabriel Santos de; SANTOS, Vitor de Sousa; GALVÃO, Nadielli Maria dos Santos. A
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portadoras de necessidades especiais. PROGRAMA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
VOLUNTÁRIA – PICVO, Sergipe, 2018. Disponível em < [Link]
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