0% acharam este documento útil (0 voto)
73 visualizações32 páginas

Barreiras de PcDs no Mercado Contábil

Este documento apresenta uma pesquisa sobre as barreiras enfrentadas por profissionais e estudantes com deficiência (PcDs) no mercado de trabalho contábil e como quebrar esses paradigmas. A pesquisa analisou a realidade de PcDs na área contábil e investigou os motivos pelos quais os empregadores não oferecem vagas para PcDs. Foi aplicado um questionário com 14 respondentes da área contábil. Os resultados indicaram que a maioria tem deficiência física e conhecimento sobre as leis de
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
73 visualizações32 páginas

Barreiras de PcDs no Mercado Contábil

Este documento apresenta uma pesquisa sobre as barreiras enfrentadas por profissionais e estudantes com deficiência (PcDs) no mercado de trabalho contábil e como quebrar esses paradigmas. A pesquisa analisou a realidade de PcDs na área contábil e investigou os motivos pelos quais os empregadores não oferecem vagas para PcDs. Foi aplicado um questionário com 14 respondentes da área contábil. Os resultados indicaram que a maioria tem deficiência física e conhecimento sobre as leis de
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

FACULDADE ANÍSIO TEIXEIRA

CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS

MAURICIO VEIGA VITORIA

QUAIS AS PRINCIPAIS BARREIRAS ENCONTRADAS


PELOS PROFISSIONAIS E ESTUDANTES (PcDs) NO
MERCADO DE TRABALHO CONTÁBIL E COMO QUEBRAR
ESSE PARADIGMA

Feira de Santana-BA

1
2022.1

2
MAURICIO VEIGA VITORIA

QUAIS AS PRINCIPAIS BARREIRAS ENCONTRADAS PELOS


PROFISSIONAIS E ESTUDANTES (PcDs) NO MERCADO DE
TRABALHO CONTÁBIL E COMO QUEBRAR ESSE PARADIGMA

Artigo apresentado ao curso de Graduação em


Ciências Contábeis da Faculdade Anísio
Teixeira como requisito obrigatório para
obtenção do título de Bacharel em Ciências
Contábeis.

Área de concentração: Ciências Contábeis

Orientador (a): Prof. Mirian Gomes Conceição

Feira de Santana –BA

3
2022.1
MAURICIO VEIGA VITORIA

QUAIS AS PRINCIPAIS BARREIRAS ENCONTRADAS PELOS PROFISSIONAIS E


ESTUDANTES (PcDs) NO MERCADO DE TRABALHO CONTÁBIL E COMO
QUEBRAR ESSE PARADIGMA

Artigo apresentado ao curso de Graduação em Ciências Contábeis da Faculdade Anísio


Teixeira como requisito obrigatório para obtenção do título de Bacharel em Ciências Contábeis.

Aprovado em / /

Examinador(a)

Prof. Mirian Gomes Conceição


Faculdade Anísio Teixeira

4
Feira de Santana – BA
2022

5
A minha familia e amigos do coração!!

6
AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus pela dom maior, a vida e por todas as oportunidades
que coloca em meu caminho, me

Agradeço aos meus pais, Euvania e Cristiano por todo amor e pela educação que me
foi dada e por nunca me deixar fraquejar. Amo vocês!

A meus três irmãos por todo incentivo, carinho, companhia e parceria durante toda
nossa vida!

A minha madrasta e segunda mãe por todo apoio, nessa trajetoria!

Aos meus familiares e amigos obrigado por toda força dispensada para que essa
conquista se tornasse realidade.

A Faculdade Anísio Teixeira e todos os meus professores obrigado por toda vivência e
por todo conhecimento adquirido durante esses quatro anos.

Ao Professora Mirian Gomes Conceição, minha orientadora, Obrigado por caminhar


junto comigo na construção desse trabalho. Obrigado!

Aos professores da FAT pela dedicação e ensinamentos nessa busca


por conhecimento!

Muito Obrigado!

7
“(...)Eu tenho habilidade de fazer histórias
tristes virarem melodia e vou vivendo
o dia a dia na paz, na moral, na
humilde, busco só sabedoria
aprendendo todo dia!”
Charlie brow jr.

8
DECLARAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE PLÁGIO

Eu, MAURICIO VEIGA VITORIA , RG 11.952.143-16, CPF 071.389.143-16 declaro


para os devidos fins, a inexistência de plágio no artigo intitulado QUAIS AS
PRINCPAIS BARREIRAS ENCONTRADAS PELOS PROFICIONAIS E
ESTUDANTES (PcDs) NO MERCADO DE TRABALHO CONTÁBIL E COMO
QUEBRAR ESSE PARADGMA entregue a Coordenação de Ciências Contábeis da
Faculdade Anísio Teixeira como requisito obrigatório para a obtenção do título de
Bacharel em Ciências Contábeis e que estou ciente que este trabalho não viola quaisquer
dispositivos da lei 9.610/1998:

Art. 5º Para os efeitos desta Lei, considera-se:

VI - reprodução - a cópia de um ou vários exemplares de uma obra


literária, artística ou científica ou de um fonograma, de qualquer
forma tangível, incluindo qualquer armazenamento permanente ou
temporário por meios eletrônicos ou qualquer outro meio de fixação
que venha a ser desenvolvido;

VII - contrafação - a reprodução não autorizada;

Art. 7º São obras intelectuais protegidas as criações do espírito,


expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível
ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro, tais como:

I - os textos de obras literárias, artísticas ou científicas;

Declaro também estar ciente dos seguintes dispositivos do Código penal Brasileiro (Lei
10.965/2003):

Art. 184. Violar direitos de autor e os que lhe são

conexos: Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano,

ou multa.

§ 1o Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito


de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra
intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem autorização
expressa do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor,
conforme o caso, ou de quem os represente:

Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

Declaro, ainda, minha inteira responsabilidade sobre o texto apresentado no trabalho


acadêmico (inserir título) desenvolvido.

Feira de Santana, 08 de JUNHO de 2022

9
Mauricio Veiga Vitoria

10
Resumo

A inclusão social tem assumido posição de alta relevância atualmente. Porém quando se fala em
inclusão de portadores de deficiência no mercado de trabalho contábil é algo que desconhecemos,
com isso, a pesquisa teve como objetivo analisar a realidade das pessoas com deficiência inseridas
na área contábil, posteriormente vamos investigar os reais motivos de muitos empregadores não
oferecerem vagas de emprego e a falta de empregados com deficiência nos escritórios de
contabilidade. A pesquisa classifica-se como um estudo quantitativo descritivo, construído de
forma preliminar por análises bibliográficas. A amostra da pesquisa foi composta por 14
respondentes que estudam ou já concluíram o curso de ciências contábeis, sendo um questionário
o instrumento utilizado para a coleta de dados. Após a coleta de dados, foi identificado que a
maioria dos (PcDs) respondentes possui deficiência física, e o gênero masculino como
predominante, apresentando um excelente conhecimento a respeito das leis de cotas para pessoas
com deficiência, porém, existe um longo caminho a percorrer para se obter mais oportunidades e
condições de igualdade.

Palavras-chave: Pessoas com Deficiência; Contábil; Igualdade.

11
ABSTRACT
 
Social inclusion has assumed a position of high relevance today. However, when it comes to the
inclusion of people with disabilities in the accounting labor market is something we do not know,
with this, the research aimed to analyze the reality of people with disabilities inserted in the
accounting area, later we will investigate the real reasons of many employers not offering job
vacancies and the lack of employees with disabilities in accounting offices. The research is
classified as a descriptive quantitative study, constructed in a preliminary way by bibliographic
analyses. The research sample consisted of 14 respondents who study or have already completed
the accounting sciences course, and a questionnaire was the instrument used for data
collection. After data collection, it was identified that the majority of respondents (PCDs) have
physical disabilities, and the male gender as predominant, presenting an excellent knowledge
about the quota laws for people with disabilities, however, there is a long way to go to obtain more
opportunities and conditions of equality.
 
Keywords: People with Disabilities; Accounting; Equality.

12
LISTA DE GRÁFICO

Gráfico 1 Tipos de Deficiêcia 22

13
LISTA DE TABELAS

Tabela 1 Perfil dos respondentes 21


Tabela 2 Nível de conhecimento sobre os direitos das pessoas com 22
deficiência no trabalho
Tabela 3 De que modo os conselhos nacionais, estaduais e os empregadores 24
da área contábil olham para as pessoas com deficiência, na visão
dos próprios (PcDs
Tabela 4 A percepção dos (PcDs) depois que se formam como eles se veem 25
dentro de um ambiente contábil

14
SUMÁRIO

1
INTRODUÇÃO.........................................................................................................................13
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA...........................................................................................15
2.1 LEI DE COTAS TRABALHISTAS PARA
DEFICIÊNTES ..................................................15
2.2 A DIFÍCIL INCERÇÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊCIA NO MERCADO DE
TRABALHO .................................................................................................................................1
5
2.3 ESTUDOS
ANTERIORES......................................................................................................17
3 PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS...........................................................................20
4 ANALISE DOS
RESULTADOS..............................................................................................21
4.1 PERFIL DOS
RESPONDENTES............................................................................................21
4.2 NÍVEL DE CONHECIMENTO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM
DEFICIÊCIA NO
TRABALHO...........................................................................................................................22
4.3 PERSPECTIVA DOS (PcDs) EM RELAÇÃO AOS CONSELHOS NACIONAIS,
ESTADUAIS E OS EMPREGADORES DA ÁREA
CONTÁBIL................................................24
4.4 A PERCEPÇÃO DOS (PcDs) DEPOIS QUE SE FORMAM E ELES SE VEEM DENTRO
DE UM AMBIENTE CONTÁBIL................................................................................................25
4.5 ANÁLISE GERAL DOS
RESULTADOS............................................................................26
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................................................................27
REFERÊNCIAS...........................................................................................................................28

15
1 INTRODUÇÃO

O acesso das pessoas com deficiência (PcDs) ao mercado de trabalho, de forma


competitiva, é assegurado por meio da lei brasileira de inclusão da pessoa com deficiência n°
13.146/2015 e na lei de cotas n° 8.213/1991. Sob a perspectiva, a condição de ser (PcDs) no qual
não deveria ser um empecilho para a oferta de oportunidades de ingresso ao ambiente de
trabalho. Já em relação aos direitos de estágio para pessoa com deficiência por meio da Lei
11.788/2008 para a administração pública, empresas privadas e profissionais liberais de nível
superior registrados em conselho e prevê o estágio de estudantes que estejam frequentando o
ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino médio,
da educação especial e nos anos finais de ensino na modalidade de educação profissional de
jovens e adultos. Por meio destes códigos, fica assegurado às pessoas portadoras de deficiência o
percentual de 10% (dez por cento) das vagas oferecidas pela parte concedente de estágio ou
emprego quando seu quadro de funcionários é superior a cem pessoas.
No entanto, ainda tem muito para avançar, principalmente, no que se remete à inserção de
(PcDs) no mercado de trabalho visto que estes indivíduos ainda sofrem o preconceito de serem
considerados incapazes por conta de suas limitações (CASTRO; AMARAL; BORGES, 2017). A
inclusão social enquadra-se como uma dessas ações em busca dos direitos das pessoas com
deficiência para conseguirem o acesso à sociedade, permitindo-lhes usar de seus direitos sem ser
necessário se importar com limitações que lhe são acometidas. O ambiente social está se
modificando, mesmo que lentamente, para receber estas pessoas para desempenharem suas
funções socialmente através de uma habilitação profissional (SOUSA, 2015).
Segundo Brito (2011), é essencial que se entenda que a deficiência não impede que o
indivíduo exerça o seu papel de cidadão. O que se nota nas pessoas com deficiência é a presença
de uma vontade de compartilhar suas habilidades, podendo agir ativamente no meio ao qual está
inserida. Porém ele também constatou que por conta da falta de informações as organizações em
relação aos (PcD 's) algumas empresas afirmaram que contratam pessoas com deficiência muitas
vezes apenas para cumprirem a obrigatoriedade legal, sem de fato estarem comprometidas com o
processo efetivo de inclusão social.

Diante do exposto, é de se notar que os (PcDs) encontram diversas barreiras, verificando


isso vamos identificar as dificuldades dos profissionais e alunos de ciências contábeis que
possuem algum tipo de deficiência no mercado de trabalho. Esperamos, com isso, conscientizar
cada vez mais empregadores sobre a possibilidade de admissão e oferta de estágios para esses
indivíduos. Assim, por meio de uma pesquisa de campo será possível responder ao seguinte
16
questionamento: Quais as principais barreiras encontradas pelos profissionais e estudantes
(PcDs) no mercado de trabalho contábil e como quebrar esse paradigma?
Essa a produção científica visa analisar a realidade das pessoas com deficiência inseridas
na área contábil, assim posteriormente vamos investigar os reais motivos de muitos
empregadores não oferecerem vagas de emprego e a falta de empregados com deficiência nos
escritórios de contabilidade, com isso, será exposto as barreiras encontradas pelos (PcDs) e a sua
percepção enquanto profissionais formados na área e se tiveram oportunidades de estágio ou
emprego no meio contábil, dos estudantes de ciências contábeis que estão em formação e tem
interesse de ingressar nesse mercado. Vamos produzir informações que possam agregar aos
empregadores e assim fazê-los entender o quanto é importante a necessidade de oferecer tais
oportunidades quebrando essa barreira no mercado e desse modo integrando os profissionais
(PcDs) no mercado contábil.
Esse artigo está dividido em cinco seções, além desta introdução que apresenta a
contextualização do problema e objetivo da pesquisa tem-se: a segunda seção que faz uma
revisão da literatura sobre o tema, a terceira seção descreve a metodologia utilizada na pesquisa
empírica, a quarta apresenta a análise dos resultados e pôr fim a quinta seção traça as
considerações finais sobre a pesquisa.

17
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 Lei de cotas trabalhista para deficientes

As leis de cotas para deficientes foram estabelecidas segundo a lei de número 8.213 de 24
de julho de 1991, no art. 93° onde fica assegurado que toda empresa com um número superior a
100 pessoas deve destinar entre 2% a 5% das vagas dependendo da quantidade de funcionários,
essas serão asseguradas para pessoas que possuem algum tipo de deficiência e se dispõe sobre os
Planos de Benefícios da Previdência.
Diante disto o que é caracterizado deficiência e quem pode ser considerado portador de
deficiência, Pessoas com deficiência são aquelas que possuem impedimentos de longo prazo em
características físicas, mentais, intelectuais ou sensoriais, os quais, em interação com diversas
barreiras ambientais, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade
de condições com as demais pessoas (ONU, 2007).
A princípio a política de cotas visa igualar as oportunidades para todos, reconhecendo o
direito das pessoas com algum tipo de deficiência a participarem da competição, seja na busca de
um emprego no mercado de trabalho competitivo normal, ou no serviço público através do
processo seletivo dos concursos (ROSA, 2008). No entanto, essas leis não atingem resultados
satisfatório, pois, mesmo com essas ações, benefícios e leis que os favorecem, encontram outros
obstáculos que acabam impedindo por outros lados como, por exemplo, as barreiras de
acessibilidade, a baixa qualificação profissional, a falta de recurso tanto material quanto
profissional destinado à sua escolarização e profissionalização e o preconceito por parte dos
empregadores, devido ao desconhecimento das potencialidades e capacidades das pessoas que
possuem algum tipo de deficiência (LOBATO, 2009). Segundo Lisboa (2018)
“Falta muito para que as pessoas com deficiência tenham plena inserção no
mundo profissional. Autoridades trabalhistas esperam que supervisão mais severa com
relação à lei de cotas, nova norma que obriga empresas terceirizadas a cumprirem a
legislação e fiscalização da acessibilidade nos ambientes corporativos virem o jogo.”
No entanto, há questões de descumprimento da legislação tornando a realidade uma realidade
Mercado de trabalho de pessoas com deficiência muito distantes.

2.2 A difícil inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Hoje no brasil existe uma política de inclusão de pessoas que possuem algum tipo de
deficiência, porém, mesmo com essa política implantada no país muitos (PcDs) ainda encontram
diversas barreiras, as leis de cotas aplicadas não conduzem a políticas inclusivas e são uma fonte
de resistência, embora a lei seja o principal instrumento disponível Pessoas com deficiência não
alcançam uma vaga no mercado de trabalho formal (NERI et al., 2003; HEINSKI e BIGNETT,
18
2002). Os principais impedimentos são exemplificados pela necessidade de adaptações em
postos de trabalho, fato que é agravado pela falta de preparo dos empregadores ao absorver
pessoas com deficiência (SILVA, 1993). As empresas devem ajustar seus espaços para poder
inserir as pessoas com deficiência em seu quadro de funcionários, e para isso, é necessário que o
espaço físico seja adequado com banheiros para deficientes, escadas e rampas com corrimões
duplos, mesas adaptadas para cadeirantes, tudo de acordo com as normas de Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Além disso, deve dispor de intérprete de libras, rotas
internas e externas acessíveis, sinalização em braile, entre outras que se fizerem necessárias.
(VALENTIM, 2019).

Inegavelmente, o principal fator que implica na inclusão do grupo em estudo no mercado


de trabalho ainda é a discriminação. O preconceito com as diferenças físicas e psicológicas da
PCD ainda representam algo de grande peso para a sociedade, onde grande parte da população
não acha agradável conviver com o deficiente, preferindo ignorar sua existência o que leva a esta
constante segregação. Assim, tanto os funcionários preferem não conviver com um colega de
trabalho deficiente, quanto o empregador não acha benéfico por questões de preconceito, e por
acreditar que uma pessoa com deficiência não é competente para a realização de qualquer tipo e
trabalho o que torna a sua contratação prejudicial para os lucros da empresa. (ELSNER,2018).
Outros fatores que excluem esses brasileiros do mercado de trabalho são a falta de
políticas de reabilitação e qualificação de pessoas com deficiência, bem como as barreiras sociais
cotidianas. Essas dificuldades acabam tornando os profissionais incapacitados e impossibilitados
de se integrar ao ambiente de trabalho devido a deficiências físicas, mentais ou sensoriais desta
forma, é preciso que haja uma reflexão de que contratar as (PcDs) é muito mais do que colocá-la
dentro de um local para trabalhar, mas é a garantia de gozo de direitos cidadãos, que é preciso
respeitar a peculiaridade destas pessoas (VILLELA, 2018). Assim, a admissão de PCD é um ato
que afeta tanto a economia do Brasil no que concerne a geração de emprego, como também
dignifica essas pessoas ao incluí-las no mercado de trabalho. Dessa forma, pode-se dizer que não
é ofertado apenas o salário, mas também uma oportunidade de integrar socialmente o indivíduo
que passa a gozar de seus plenos direitos de cidadão (JESUS, 2018).

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem no brasil


mais de 45 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência. Segundo Priscilla Gaspar,
secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência é fundamental para minimizar a
discriminação, falar mais sobre a importância da inclusão e assim consequentemente garantiria o
exercício fundamental para a cidadania, pois, segundo ela "Os direitos conquistados pelas

19
pessoas com deficiência precisam ser preservados e ampliados. Para tanto, é de fundamental
importância a mais ampla articulação e união de esforços dos diferentes segmentos da sociedade,
com especial destaque para o protagonismo das próprias pessoas com deficiência" então é de
fundamental importância para o equilíbrio econômico e social capacitar e oferecer espaço no
mercado para as pessoas com deficiência (MINISTÉRIO DE ECONOMIA, 2019). Implica
dendro da organização em relação a seus valores institucionais e nos valores do próprio
indivíduo que segundo (SIGNIFICADO, 2019) um PCD inserido no mercado de trabalho
aprende a ter consideração pelos demais, respeito e assim conquista seu próprio espaço. Quando
realiza um trabalho bem feito, está contribuindo para a sua autoestima, satisfação pessoal e
realização profissional.

2.3 Estudos anteriores

A pesquisa de Sallaberry e Sallaberry (2012), buscou identificar os aspectos da


contabilidade voltados às ações de inclusão social, com foco na acessibilidade das pessoas com
necessidade especial. Tem por objetivo identificar atividades nos diversos campos de atuação da
contabilidade voltadas às ações de inclusão social, com foco na acessibilidade das pessoas com
necessidade especial, a fim de vincular o tema acessibilidade sob o ponto de vista da ética na
ciência contábil, foi realizado procedimentos e técnicas de pesquisas bibliográficas junto aos
periódicos e sites das instituições que regulamentam e influenciam a contabilidade e a
acessibilidade. Para uma efetiva inclusão na sociedade das pessoas com necessidades especiais,
este trabalho buscou identificar vínculos na atuação da contabilidade voltadas às ações de
inclusão social, focado na acessibilidade das pessoas com necessidade especial. Destaque-se que
ainda há uma grande margem entre as necessidades do povo e as ações do Estado cabendo aos
contabilistas e aos acadêmicos voltar os olhos à essa problemática e envidar esforços para que as
pessoas no seu relacionamento com a contabilidade sejam materialmente tratadas com igualdade
de oportunidades.

Inclusão social é um tema cada vez mais abordado no nosso cotidiano. Não seria
diferente em relação ao mercado de trabalho, por isso a autora Souza (2015) estudou como a
inclusão de portadores de deficiência no mercado de trabalho tem enfrentado entraves para
conseguir aceitar as diferenças e banir barreiras que impossibilitem a participação desses
efetivamente na sociedade. O relatório abordou como a inclusão social no mercado de trabalho
na percepção das pessoas com deficiência e dos gestores na cidade de Campina Grande – PB,
sua metodologia foi através de pesquisas descritivas e qualitativas baseada em levantamentos
20
bibliográficos e pesquisa e campo respeitando a Lei de Cotas e acessibilidade. Procurando
evidencias para os resultados na tentativa de fazer mudanças e perceber quais as dificuldades que
se encontra com relação a acessibilidade metodológica e instrumentais.

As autoras Silva e Alves (2019) realizaram um estudo e o tema abordado foram as


dificuldades das Pessoas com Deficiência (PcDs) no mercado de trabalho, visando a dificuldade
de contratação de PcDs em uma empresa de transporte coletivo da Grande Vitória-ES. O estudo
empregou estudo desse caso, de natureza descritiva e exploratória, utilizando-se uma abordagem
qualitativa para apresentação de resultados. Os resultados encontrados foram a real dificuldade
de (PcDs) entrarem nesse mercado, a valorização dos que conseguiram entrar nesse mercado e
uma reflexão de empregabilidade, as possibilidades, inclusão e desenvolvimento pessoal e
profissional para o público PcDs.

Existe um grande desafio para entrada no mercado de trabalho, porém uma barreira que é
ainda maior é para as pessoas com algum tipo de deficiência (PcDs), observando essa
dificuldade a autora Messias (2018) pesquisou com o intuito de entender qual a percepção dos
(PcDs) sobre sua entrada no mercado de trabalho e como isso o afeta e qual é a visão das
empresas sobre a inserção dessas pessoas no ambiente organizacional. Com o objetivo de inserir
e pontuar a atuação da pessoa com deficiência (PcD) no mercado de trabalho, considerando as
perspectivas da pessoa com deficiência e do empregador. Essa pesquisa enquadra-se na
perspectiva compreensiva, do tipo qualitativa, e foi realizada na cidade de Viçosa-MG, que, de
acordo com o Censo (2010). Com resultados até satisfatórios apesar de o estigma para com as
(PcDs) ainda estar presente, muitos avanços vêm sendo conquistados, e a entrada da pessoa com
deficiência reflete positivamente tanto para elas próprias como para suas famílias e empresas nas
quais estão inseridas, no entanto ainda existem muitas mudanças a se fazer.

Este estudo científico trata das leis para inclusão de pessoas com deficiência no mercado
de trabalho, colocando em questão a eficácia das Lei nº 8.213/1991 (Lei de Cotas) e da Lei nº
13.146/2015 Estatuto da Pessoa com Deficiência. A pesquisa revisou o desenvolvimento do
serviço social, destacando a contínua dificuldade de pessoas com deficiência exercerem a força
de trabalho sendo elaborado por (Araújo Neto 2018). A pesquisa científica revisa o
desenvolvimento do serviço social, destacando a contínua dificuldade de pessoas com
deficiência exercerem a força de trabalho. Dando continuidade, por meio de uma abordagem
dedutiva, passa a abordar o processo legal no Brasil, com foco nas leis de cotas e
regulamentações da deficiência, visando eliminar a discriminação contra as pessoas com

21
deficiência e cumprir as cotas prescritas a esses trabalhadores. Essa pesquisa foi realizada com
base em estudos científicos e em materiais que estudam sobre o tema, utilizando o método
quantitativo através de índices oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com base nas pesquisas e materiais relacionados ao tema, pode-se constatar que os incentivos e
benefícios fiscais para empregadores que cumprem as leis de cotas podem estimular a
contratação de pessoas com deficiência, reduzindo assim a discriminação contra pessoas com
deficiência, resultando em economia para as empresas. Esses recursos são utilizados em diversos
países com resultados positivos. No entanto, o Brasil não implementou tal política pública,
tornando o processo de contratação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho uma
tarefa árdua para esses funcionários.

22
3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

A ciência surge em um contexto humano e precisa saber por que os eventos e como
compreender e analisar o mundo através de um conjunto de técnicas e métodos (LAKATOS;
MARCONI, 2003, p. 84). Tendo em vista isso a pesquisa teve o objetivo principal de identificar
quais são as principais barreiras encontradas por estudantes (PcDs) no mercado de trabalho
contábil e como poderia ser quebrado esse paradigma.

Este trabalho utiliza a bibliografia como um estudo preliminar para construir a base
teórica. É importante entender que a pesquisa é um processo construirá um conhecimento que
contribua para a compreensão dos fenômenos, realidades no reino da vida que fornecerão o
conhecimento para ler realidade vivida (MINAYO, 2002). Em segundo momento, a pesquisa se
baseia numa pesquisa quantitativa descritiva dados, que pode ser entendido como um fenômeno
caracterizado por analise e coleta de dados para que assim em uma amostragem chegue em uma
conclusão.

Para atingir o objetivo da pesquisa foi feito um levantamento em algumas redes sociais
como WhatsApp, Instagram tendo um foco principal no Facebook onde existem grupos com uma
concentração maior de pessoas com deficiência ou de pessoas que conhecem alguém que tenham
as características necessárias para a pesquisa. foi apresentou 14 perfis que serão analisados e
assim responderão o questionário.
De forma estratégica a abordagem planejada para a coleta dos dados foi através de um
questionário, onde foram recolhidos dados pelo Google formulários através de links enviados
para os estudantes e bacharéis de ciências contábeis que possuem algum tipo de deficiência. O
questionário será dividido em quatro blocos, sendo o primeiro sobre os perfis que serão
analisados, contendo três questões fechadas e uma questão aberta. O segundo bloco será dos
conhecimentos de uma pessoa com deficiência tem em relação aos seus direitos quando se trata
de trabalho, com quatro questões. O bloco três é de que modo os conselhos nacionais, estaduais e
os empregadores da área contábil olham para as pessoas com deficiência, na visão dos próprios
(PcDs), que possui quatro questões e o quarto e último bloco contem perguntas sobre a
percepção dos (PcDs) depois de formados e como eles se veem dento de um ambiente contábil
finalizando com três perguntas.

23
O questionário foi elaborado com base no estudo de (GALVÃO, Nadielli Maria dos
Santos; DEJESUS, Gabriel Santos, 2020) e publicado pela (RBC) Revista Brasileira de
Contabilidade que estudou a Percepção de estudantes de Ciências Contábeis quanto à inclusão de
pessoas com deficiência na área contábil.

4. ANALISE DOS RESULTADOS

Os resultados analisados a seguir foram embasados nas respostas de 14 pessoas que estão
cursando ou já finalizaram o curso de ciências contábeis espalhados por todo brasil.

4.1. PERFIL DOS RESPONDENTES

A Tabela 1 a seguir descreverá o perfil dos respondentes em relação gênero, o tempo de lesão,
em que período se encontra no curso de ciências contábeis e em que status de trabalho está
atualmente o respondente na área contábil.

Tabela 1: Perfil dos respondentes


Frequênci
Gênero a %
Feminino 4 28,60%
Masculino 10 71,40%
Total 14 100,00%
Frequênci
Tempo de lesão a %
Desde que nasceu 6 42,90%
0 a 05 anos 4 28,60%
05 a 10 anos 2 14,30%
Acima de 10 anos 2 14,30%
Total 14 100,00%
Se encontra em que período do curso de ciências Frequênci
contábeis a %
1° ao 4° semestre 3 21,40%
4° ao 8° semestre 5 35,70%
Já concluiu o curso 6 42,90%
Total 14 100,00%
Em que condição de trabalho na área contábil Frequênci
você está atualmente a %
Atualmente trabalho ou faço estágio 3 21,40%
Já tive experiência 5 35,70%
Não possuo experiência 6 42,90%
Total 14 100,00%
Fonte: Dados da pesquisa, 2022.

24
O Gráfico 1 a seguir descreverá o qual o tipo de deficiência cada respondente possui.

Gráfico 1: Tipos de deficiência

Tipos de Deficiência
Deficiência
Motora Deficiência Visual
57% Deficiência
Mental Deficiência Motora
7% Deficiência Mental
Deficiência Deficiência Auditiva
Auditiva Paralisia Cerebral
21%

Deficiência Visual
14%

Fonte: Dados da pesquisa, 2022.

Observa-se no Gráfico 1, segundo a pesquisa que mais de 50% dos (PcDs) que fazem
ciências contábeis possuem deficiência motora com aproximadamente 57%. As demais
deficiências que a pesquisa encontrou foi a deficiência auditiva com 22%, visual com 14% e
deficiência mental com 7%.

Na Tabela 01 pode-se observar que o gênero predominante é o masculino com 71,40%; a


maioria dos respondentes já nasceram com algum tipo de deficiência com 42,90%; em relação ao
período em que se encontra no curso de ciências contábeis concentra-se com 42,90% quase a
metade já concluíram o curso; o equilíbrio maior foi na condição de trabalho na área contábil
onde atualmente quem trabalha ou faz estágio tem 21,40% aproximadamente, os respondentes
que já tiveram experiencia foram 35,70% e a maioria com 42,90% não possuem experiencia na
área contábil.

4.2. NÍVEL DE CONHECIMENTO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM


DEFICIÊCIA NO TRABALHO

Na Tabela 2 é apresentado o nível de conhecimento das pessoas com deficiência acerca de leis
que regulamentam o país e se conhecem os seus direitos quando se trata de trabalho.

Tabela 2: Nível de conhecimento sobre os direitos das pessoas com deficiência no trabalho

25
Uma pessoa com deficiência é definida como
qualquer pessoa com dificuldade tanto física,
mental, intelectual ou sensorial de longo prazo,
que em interação com uma ou mais barreiras
possa impedir sua participação plena e efetiva na
sociedade em igualmente com os outros Frequênci
a %
Sim 8 57,10%
Não 3 21,40%
Neutro 3 21,40%
Total 14 100,00%
As leis de cotas aplicadas no país não levam a
políticas inclusivas e continuam sendo fonte de
resistência, embora as leis sejam a principal Frequênci
ferramenta disponível ainda existem pessoas com a
deficiência que não podem se inserir no mercado
de trabalho forma igualitária %
Concordo 14 100,00%
Discordo 0 0,00%
Neutro 0 0,00%
Total 14 100,00%
Em princípio, as políticas de cotas são concebidas
para proporcionar igualdade de oportunidades
para todos, reconhecendo o direito das pessoas
com determinadas deficiências de concorrer, seja Frequênci
para buscar trabalho em um mercado de trabalho a
normalmente competitivo ou para ingressar no
serviço público por meio de seleção.
%
Concordo 14 100,00%
Discordo 0 0,00%
Neutro 0 0,00%
Total 14 100,00%
A legislação brasileira destinada a garantir acesso
ao trabalho para pessoas com deficiência e
promover a igualdade de oportunidades para essas Frequênci
pessoas é bastante desenvolvida em comparação a
com outros países
%
Sim 2 14,30%
Não 6 42,90%
Neutro 6 42,90%
TOTAL 14 100,00%
Fonte: Dados da pesquisa, 2022.

Analisando a Tabela 2 verificamos que os respondentes conhecem a definição de


deficiência e responderam sim a afirmação com 57,10% que consiste por meio da lei brasileira
de inclusão da pessoa com deficiência n° 13.146/2015 mais precisamente no art. 2° que

26
Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza
física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode
obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais
pessoas.

Quando se trata das leis e a política de cotas empregadas no brasil as opiniões são
divergentes, segundo a ASID (Ação social para igualdade das diferenças) a taxa de inclusão de
PcD no mercado de trabalho tem apresentado crescimento constante ao longo dos últimos
anos. Porém ainda é pouco representativo em relação ao total de empregos no Brasil
(ASID,2019). Conforme os resultados apresentaram de deforma unanime os respondentes
afirmam com 100,00% que as leis de cotas aplicadas no país não levam a políticas inclusivas e
não reconhece o direito das pessoas com determinadas deficiências de concorrer, seja para
buscar uma vaga no mercado de trabalho ou para ingressar no serviço público por meio de
seleção e afirma ainda que as políticas inclusivas de outros países funcionam melhor que as
políticas inclusivas aplicadas no nosso país com 42,90%.

4.3 PERSPECTIVA DOS (PcDs) EM RELAÇÃO AOS CONSELHOS NACIONAIS,


ESTADUAIS E OS EMPREGADORES DA ÁREA CONTÁBIL
Já na Tabela 3 será apresentado a visão dos (PcDs) e como eles enxergam a posição dos
conselhos nacionais, estaduais e os empregadores da área contábil em relação aos próprios.

Tabela 3: De que modo os conselhos nacionais, estaduais e os empregadores da área contábil olham para as pessoas
com deficiência, na visão dos próprios (PcDs)
O Conselho Federal de Contabilidade e os
Conselhos Regionais devem criar ações para uma
conscientização sobre a inclusão de pessoas com Frequênci
deficiência na área contábil. a %
Concorda 13 92,90%
Discorda 0 0,00%
Neutro 1 7,10%
Total 14 100,00%
A empresa que entende e trabalha para o respeito
à diversidade é uma organização que demonstra
Frequênci
um diferencial competitivo sendo assim ela
a
promove a valorização da perspectiva individual e
do coletivo da empresa. %
Concorda 13 92,90%
Discorda 0 0,00%
Neutro 1 7,10%
Total 14 100,00%
Empregadores em contabilidade estão abertos a
Frequênci
recrutar pessoas com deficiêcia
a
%
Sim 6 42,90%

27
Não 5 35,70%
Neutro 3 21,40%
Total 14 100,00%
Os escritórios de ciências contábeis devem investir
Frequênci
em acessibilidade visando não só contratação de
a
pessoas com deficiência %
Concorda 14 85,70%
Discorda 0 0,00%
Neutro 2 14,30%
TOTAL 14 100,00%
Fonte: Dados da pesquisa, 2022

Analisando a tabela 3 é possível verificar que os portadores de deficiência necessitam de


um auxilio melhor dos conselhos de contabilidade criando ações para que assim de forma mais
competitiva no mercado e conscientizem sobre a inclusão assim afirmam 92,90% dos
respondentes, eles entendem que com uma política mais inclusiva, os conselhos contribuindo e
com os empregadores contratando eles concordam com 92,90% de forma quase unanime que se
torna um diferencial competitivo.
Porém existe uma dúvida em questão se os empregadores estão dispostos a contratar
pessoas com deficiência na visão dos respondentes são 42,90% sim eles estão dispostos a
contratar, mas para 35,70% eles não estão, o que os mesmos não tem dúvida é em questão de
acessibilidade nos escritórios não só visando a contratação de (PcDs), pois, a acessibilidade não
é um direito só do trabalho e sim de todos isso segundo 85,70% dos respondentes.

4.4 A PERCEPÇÃO DOS (PcDs) DEPOIS QUE SE FORMAM E ELES SE VEEM


DENTRO DE UM AMBIENTE CONTÁBIL

Na Tabela 4 é apresentado a percepção dos (PcDs) já dentro do ambiente contábil e como eles se
veem no desenvolvimento e nas atividades contábeis depois que se formam.

Tabela 4: A percepção dos (PcDs) depois que se formam como eles se veem dentro de um ambiente contábil
Os estudantes portadores de deficiência que se
formam estão preparados para o mercado de
trabalho contábil tanto quanto a um estudante Frequênci
sem deficiência a %
Sim 13 92,90%
Não 0 0,00%
Neutro 1 7,10%
Total 14 100,00%
Os alunos com deficiência não terão dificuldades
Frequênci
nas atividades desenvolvidas no domínio da
a
contabilidade dentro de um ambiente contábil %
Sim 6 42,90%
28
Não 5 35,70%
Neutro 3 21,30%
Total 14 100,00%
Qualquer pessoa pode praticar atividade contábil, Frequênci
independentemente da deficiência ou condição a %
Sim 12 85,70%
Não 0 0,00%
Neutro 2 14,30%
Total 14 100,00%
Fonte: Dados da pesquisa, 2022

É possível observar na Tabela 4 o quanto os alunos portadores de deficiência se


incomodam muitas vezes com as condições que muitos os colocam só pelo simples fato de portar
uma deficiência, afirma com 92,90% que tem as mesmas condições de executar tarefas contábeis
depois de formados na mesma condição que os alunos e profissionais que não possuem
deficiência, porém, existe um equilíbrio na opinião dos respondentes, pois, para uma parte deles
vão existir dificuldades com 42,90% por conta da condição que terá que ser adaptada conforme
for sua dificuldade e para 35,70% não existirá dificuldade de se adaptar. Mas concordam que
qualquer pessoa pode executar as atividades contábeis tendo oportunidades e condições de
trabalho iguais com 85,70% dos respondentes.

4.5 ANÁLISE GERAL DOS RESULTADOS

Através dos principais resultados, analisados dos 14 discentes e profissionais de Ciência


Contábeis que possuem algum tipo de deficiência, mostra a preocupação dos respondentes a
respeito das condições do mercado de trabalho contábil quando se trata de pessoas com
deficiência. 
A partir do resultado da análise, nota-se que a maioria dos respondentes tem um bom
conhecimento a respeito das leis de cotas para pessoas com deficiência, porém ainda é pouco
representativo em relação ao total de empregos no Brasil, pois, ainda é uma barreira enorme
para muitos empregadores contratar pessoas com deficiência por conta das exigências que é
contratar um (PcD).
Por outro lado, a maioria dos respondentes entendem que não são amparados pelos
órgãos regulamentadores da categoria, pois, não existe incentivo dessas entidades para que
os empregadores contratem (PcDs) e nenhum programa como os de capacitação especifica
tanto em relação a empresa quanto ao (PcD) que está entrando no mercado. Mas conforme a
pesquisa grande maioria se sente apta a exercer as atividades mercado do mercado contábil o
que falta são as oportunidades e os meio para isso.

29
Logo, a pesquisa atingiu totalmente o seu objetivo geral, que foi entender como estão
os conhecimentos dos estudantes e profissionais (PcDs) de ciências contábeis em relação aos
seus direitos e como se encontra o meio contábil em pauta as oportunidades para as pessoas
com deficiência.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O objetivo da pesquisa foi de encontrar estudantes e profissionais de ciências contábeis


(PcDs) e assim identificar sua percepção e maiores dificuldades em relação ao mercado de
trabalho contábil, o qual foi totalmente alcançado.

Os principais resultados apontam que dos 14 respondentes a maioria é do gêneroo


mascolino e a deficiência predominante foi a física. Após isso foi notado nos resultados que os
repondentes têm um excelente conhecimento a respeito das leis de cotas para pessoas com
deficiência, porém, isso ainda não seja suficiente para criar mais oportunidades.
Talvez se os órgãos regulamentadores incentivarem mais em questões de oportunidades
para os (PcDs) cobrando aos empegadores mais meios que garantam emprego, na condição de
acessibilidade dos modos de trabalho e espaço físico, pois, depois de questionados os
respondentes garantem que podem exercer suas funções tanto a uma pessoa que não possui
alguma deficiência o que dificulta a disputa pela vaga é a igualdade de competição.

O presente estudo apresentou algumas limitações dentre elas a amplitude da pesquisa no


que ocorreu uma enorme dificuldade para encontra pessoas com deficiência e que faça ou
fizeram ciências contábeis, pelo fato de ser muito específica e outra dificuldade da pesquisa foi
encontrar artigos ou pesquisas onde lidam com pessoas com deficiência na área contábil.

Para os estudos futuros sugere-se uma pesquisa com os escritorios de contabilidade,


buscando entrevistá-los e assim verificar se os escritórios possuem acessibilidade para
funcionários e clientes e se os escritórios já trabalharam com pessoas com deficiência.

30
Referências

ARAÚJO NETO, Reinaldo José de. A efetividade da contratação de pessoas com deficiência
no mercado de trabalho: aplicabilidade da Lei de Cotas e Estatuto da Pessoa com
Deficiência. CENTRO UNIVERSITÁRIO TABOSA DE ALMEIDA – ASCES/UNITA
BACHARELADO EM DIREITO Caruaru, PE, BRASIL, 2018. Disponível em
<[Link]

BRASIL. Lei Brasileira da Pessoa com Deficiência: Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015.

ELSNER, Larissa de Oliveira. Uma análise legal sobre o sistema de cotas para pessoas com
deficiência e repercussões no âmbito do trabalho. Universidade do vale do rio dos sinos –
UNISINOS, 2018. Disponível em <
[Link]

JESUS, Gabriel Santos de; SANTOS, Vitor de Sousa; GALVÃO, Nadielli Maria dos Santos. A
percepção dos donos de escritório de contabilidade sobre a contratação de pessoas
portadoras de necessidades especiais. PROGRAMA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
VOLUNTÁRIA – PICVO, Sergipe, 2018. Disponível em < [Link]

LISBOA, Ana Paula. Mercado de Trabalho X Deficiência. Correio braziliense,2018.


Disponível em:[Link]
formacao/2018/04/01/interna-trabalhoeformacao-2019,670201/deficiencia-x-mercado-
[Link] acesso em: 10 de abril 2022

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia


científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003

LOBATO, Beatriz Cardoso. Pessoas com deficiência no mercado de trabalho: implicações da


Lei de cotas. 2009. 150 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Humanas) - Universidade Federal
de São Carlos, São Carlos, 2009.

MINISTÉRIO DE ECONOMIA. Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos


2019. Disponível em: [Link]
mercado-de-trabalho-lei-de-cotas-para-pessoas-com-deficiencia-completa-29-anos acesso em:
17 de mar. 2022.

MINAYO, M. C. Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 2002.


31
MESSIAS, Eliane Pereira. Pessoa com deficiência e mercado de trabalho: um olhar sobre as
empresas de Viçosa-MG. Programa de Pós-Graduação em Economia Doméstica, Viçosa, MG,
2018. Disponível em < [Link]

SILVA, BEATRIZ TAVARES; RODRIGUES, IVETE; FERREIRA, GLERIANI TORRES


CARBONE. DIVERSIDADE E INCLUSÃO: UM PROJETO DE PCD'S EM UMA
MULTINACIONAL À LUZ DA AGENDA 2030 DA ONU. FACULDADE DE ECONOMIA,
ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE (FEA/USP), 2018. Disponível em <
[Link]

SIGNIFICADO DE TRABALHO. Significados, 2019. Disponível em:


[Link] Acesso em: 31 mar. 2020

SILVA, JULIANA EVELY VAZ DA; ALVES, LEONARA DE SILVA. AS DIFICULDADES


DE CONTRATAÇÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA (PCD’S). Trabalho de
Conclusão de Curso Faculdades Doctum de Serra, Vitoria, ES, 5 de julho 2019. Disponível em <
[Link]

VILLELA, Josely Nunes et al. Inclusão de pessoas com deficiência no mercado de


29 trabalho: Avanços e desafios observados no município de Teresópolis, Rio de
Janeiro, Brasil. Revista Educação Especial, v. 31, n. 62, p. 741-758, jul./set, 2018.

VALENTIM, Giovanna. Serie semeando diversidade: deficiência no ambiente de


trabalho, Congresso Baptista luz. 2019. Disponível em:
[Link]
ambiente-de-trabalho/ / Acesso em: 17 mar. 2022

32

Você também pode gostar