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Unidade 10 - 11 Ano

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Economia A

Elsa Silva • Rosa Moinhos

Unidade 10

As relações
económicas com o
Resto do Mundo
Economia A 11.º ano
As relações económicas com o Resto do Mundo

A necessidade e a diversidade de relações internacionais

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Divisão do trabalho e vantagens comparativas

COMÉRCIO

DIVISÃO DO TRABALHO

Especialização produtiva do país, das regiões e dos indivíduos.

Alguns produtos em excesso têm de ser


vendidos e outros têm de ser comprados, pois
deixaram de se produzir ou produzem-se em
menores quantidades.

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Divisão do trabalho e vantagens comparativas

O princípio da divisão do trabalho alarga-se a uma escala internacional.

DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO

A abundância de determinado recurso natural


permite a especialização de países/regiões
nessas produções.

Atividade
pág. 77
O petróleo só existe em alguns países.

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Divisão do trabalho e vantagens comparativas

Alguns países são mais eficientes do que outros quando com os VANTAGEM
mesmos recursos produtivos produzem maiores quantidades de ABSOLUTA NA
PRODUÇÃO
um dado bem do que os outros países. DESSE BEM.

MAS
Resposta:
Quando um país tem vantagem absoluta na produção de todos os determinação das
bens, em qual se deve especializar? VANTAGENS
COMPARATIVAS.

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Divisão do trabalho e vantagens comparativas

Determinar as vantagens comparativas:

Comparar dois produtores de um mesmo bem


com base nos seus custos de oportunidade.

Os países têm vantagens comparativas se


produzirem os bens cujas produções adicionais
sacrificam menos produção de outros bens.

Atividade
pág. 78

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

A diversidade de relações internacionais na atualidade

Tudo circula a nível mundial.

Produtos Capitais Pessoas

Atividade
pág. 79

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

A diversidade de relações internacionais na atualidade

O mundo tem as fronteiras mais abertas e


está mais interdependente ‒ as trocas
realizam-se entre as diferentes partes do
globo.

Atividade
pág. 81 A abertura das fronteiras permite-nos adquirir diversos frutos
exóticos.

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

O registo das relações de Portugal com o Resto do Mundo.


A Balança de Pagamentos.

As relações económicas entre os diferentes


países

dão origem a fluxos (entradas e/ou saídas) que são registados na Balança de

de bens, serviços, rendimentos e capitais Pagamentos de cada país.

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

O registo das relações de Portugal com o Resto do Mundo.


A Balança de Pagamentos.

A Balança de Pagamentos engloba uma rubrica de «Erros e omissões», na qual se registam os acertos
resultantes dos erros e das omissões encontrados nos registos efetuados.

Em Portugal, o registo das transações

entre Portugal e o Resto do Mundo é

efetuado pelo Banco de Portugal.

Banco de Portugal
[Link]

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

A Balança de Pagamentos regista apenas os fluxos monetários, os quais são


registados da seguinte forma:

▪ a crédito, quando se verifica uma entrada de divisas (sinal positivo);

▪ a débito, quando se verifica uma saída de divisas (sinal negativo).

Défice: crédito < débito


SALDO = CRÉDITO - DÉBITO Nulo: crédito = débito
Superavit: crédito > débito

Balança de Pagamentos segue o PRINCÍPIO CONTABILÍSTICO DAS PARTIDAS


DOBRADAS: a um crédito (débito) corresponde sempre um débito (crédito).

O seu saldo global tem necessariamente de ser NULO.


Atividade
pág. 83

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Operações de câmbio e taxas de câmbio

unidades monetárias e reservas de ouro utilizadas nos pagamentos


DIVISAS internacionais.

As transações que envolvem unidades económicas não


residentes requerem a troca de moeda estrangeira por
moeda nacional, ou o inverso.

OPERAÇÕES DE CÂMBIO

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Mercado cambial

«Local» onde se troca uma moeda (ou divisa) de um determinado país por outra moeda de outro
país.
Confrontando a oferta e a procura de cada uma das moedas, estabelecem-se os preços das moedas
ou as suas cotações ‒ TAXAS DE CÂMBIO das moedas.

O Mercado Cambial funciona 24 Taxa de câmbio é o preço da moeda nacional em


horas por dia, em vários locais, em termos de uma moeda estrangeira, ou seja, é o
espaços imateriais.
valor a que é possível trocar moeda de um país
Os agentes económicos realizam as
pela moeda de outro país.
suas operações de compra e venda
de moeda através de redes Banco de Portugal – Conversor de moeda
[Link]
telefónicas e de computadores. s/Paginas/[Link]

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

A Balança corrente

Regista os fluxos monetários que se estabelecem entre os residentes de um país e os


não residentes.

Atividade
pág. 85

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Balança de bens

Engloba dois tipos de fluxos monetários com o Resto do Mundo:

▪ exportações de bens ‒ a venda de mercadorias ao Resto do Mundo;

▪ importações de bens ‒ a compra de mercadorias ao Resto do Mundo.

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

SALDO DA BALANÇA DE BENS = Valor das exportações ‒ Valor das importações

(créditos) (débitos)

• POSITIVO (superavit): o valor das exportações de bens é superior ao valor das


importações situação favorável para o país, pois entraram mais divisas do que saíram;

• NEGATIVO (défice): o valor das exportações de bens é inferior ao valor das


importações situação desfavorável para o país, pois saíram mais divisas do que
entraram;

• NULO: o valor das exportações é igual ao valor das importações situação de


equilíbrio, o país não tem de utilizar divisas.

Atividade
pág. 87

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Estrutura das exportações e das importações portuguesas


Estrutura das exportações portuguesas de mercadorias por grupos de produtos

GEE/GPEARI - Boletim Mensal de Economia Portuguesa [Link]

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Evolução das exportações de mercadorias por destino, Portugal


(taxa de variação homóloga, em %)

INE, Destaque de março de 2014, Estatísticas do Comércio Internacional,


in [Link]
Atividade
pág. 89

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Estrutura das importações portuguesas de mercadorias,


por grupos de produtos (em %)

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Evolução das importações de mercadorias por destino


(taxa de variação homóloga, em %)

INE, Destaque de março de 2014, Estatísticas do Comércio Internacional, in [Link]


Atividade
pág. 91

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Taxa de cobertura

Os valores da taxa de cobertura podem ser:


▪ inferiores a 100% ‒ o valor das importações é superior ao valor das exportações, isto é, o valor das
exportações apenas consegue pagar parte das importações efetuadas pelo país, tendo de se utilizar as
divisas existentes ou de se recorrer a empréstimos.

▪ superiores a 100% ‒ o valor das exportações é superior ao valor das importações, isto é, o valor das
exportações consegue pagar todas as importações efetuadas pelo país, permitindo a acumulação de divisas.

▪ iguais a 100% ‒ o valor das exportações é igual ao valor das importações, ou seja, o país não utilizou nem
acumulou divisas.

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Evolução da taxa de cobertura, Portugal (em %)

A taxa de cobertura das

importações pelas

exportações de bens tem

sido sempre inferior a

100%, apesar de ter

evoluído favoravelmente

desde 2009.

GEE/GPEARI, Boletim Mensal de Economia Portuguesa, janeiro


de 2014, in [Link]
Atividade
pág. 93

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Balança de serviços

Regista os recebimentos e pagamentos que se estabelecem entre residentes e não residentes


relativos aos seguintes serviços:

▪ de transportes, viagens e turismo, prémios de seguros, de direitos de utilização de ativos


intangíveis não produzidos não financeiros (direitos relativos a patentes, marcas, copyright e
franchising).

Em Portugal, a Balança de
serviços tem apresentado
geralmente um saldo positivo, em
especial a componente viagens e
turismo.

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Comércio internacional de serviços, Portugal

GEE. in [Link]

Em 2013, os serviços representaram 28,6% do total das exportações portuguesas e


contribuíram de forma positiva para o seu crescimento (1,9%).

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Balança de rendimentos

Regista os fluxos relativos aos rendimentos do trabalho (remuneração paga a trabalhadores não
residentes ou recebida de empregadores não residentes) e aos rendimentos de investimentos
(rendimentos vencidos dos investimentos relativos a ativos e passivos financeiros externos).

Balança de rendimentos, Portugal (Milhares de euros)


Em Portugal, a Balança de
rendimentos tem sido deficitária ao
longo dos últimos anos. Em 2012,
registou-se uma redução do
respetivo défice.

Atividade
pág. 95

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Balança de transferências correntes

Regista os fluxos que não têm qualquer contrapartida, ou seja, que são unilaterais.

A rubrica transferências correntes engloba:

▪ as transferências correntes das Administrações Públicas (transferências relacionadas com a


cooperação internacional entre governos);

▪ algumas transferências correntes da UE;

▪ os pagamentos de impostos correntes sobre o rendimento e o património;

▪ outras transferências correntes privadas (remessas de trabalhadores emigrantes/imigrantes,


prémios de seguro e créditos sobre as companhias de seguros não vida).

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Balança de transferências correntes portuguesa (106 euros)

Banco de Portugal, Boletim Estatístico, 31 de março de 2014, in [Link]

A Balança de transferências correntes, em Portugal, tem apresentado saldos positivos devido


principalmente aos elevados fluxos de remessas dos emigrantes.

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Balança corrente

Saldo da Balança corrente portuguesa


(milhões de euros)
Abrange todas as transações que
ocorrem entre entidades
residentes e não residentes,
indicando, por isso, a posição
económica de um país no
mundo.

Por exemplo, um saldo positivo


significa que a economia
consegue gerar receitas para
cobrir os encargos face ao
exterior.
Atividade
pág. 97
GEE/GPEARI ‒ Boletim Mensal de Economia Portuguesa
[Link]

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Balança de capital

Regista as transferências unilaterais de capital entre residentes e não residentes. São


transferências sem contrapartida, que não dão origem a um fluxo de pagamentos/ /recebimentos
em sentido oposto.

Transferências de capitais, públicas e privadas, que se traduzem no


aumento dos ativos do país recetor ou na diminuição dos seus passivos.

Fluxos
de capital
Aquisição/cedência de ativos não produzidos não financeiros, o que
engloba a compra ou a venda de ativos intangíveis e sobre ativos
tangíveis.

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Saldo da Balança de capital portuguesa (milhões de euros)

A Balança de capital portuguesa tem registado saldos positivos devido aos


fluxos de capitais provenientes da União Europeia ‒ entrada de parte dos
Fundos comunitários.

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Balança financeira

COMPONENTES
«Compreende os fluxos que
▪ investimento direto: fluxos de investimento.
envolvem a mudança de titularidade ▪ investimento de carteira: fluxos de compra/venda de
entre residentes e não residentes de produtos financeiros entre residentes e não residentes;
ativos e passivos financeiros e outras ▪ outro investimento: fluxos que dizem respeito aos créditos
variações nos ativos e passivos comerciais, aos ativos não considerados reserva, à obtenção

financeiros da economia, como a por residentes de empréstimos e à constituição de depósitos


em bancos não residentes;
criação ou a extinção de ativos ou
▪ derivados financeiros: fluxos que representam a compra de
passivos financeiros sobre o Resto
derivados por não residentes na bolsa de derivados e
do Mundo.»
vice-versa;
(Banco de Portugal)
▪ ativos de reserva: inclui-se a crédito os ativos das
autoridades monetárias considerados reserva, isto é, ativos de
não residentes na área do euro e expressos em moedas de
países fora desta área.
Atividade pág. 99

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Na Balança financeira portuguesa, destaca-se a componente Investimento Direto Estrangeiro em


Portugal e de Portugal no Estrangeiro.

Investimento direto, Portugal (106 euros)

Banco de Portugal, Boletim Estatístico, março de 2014, in [Link]

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Saldo da Balança financeira portuguesa (milhões de euros)

Atividade
pág. 101

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Balança de Pagamentos

Segue o princípio contabilístico das partidas dobradas: a um crédito (débito) corresponde


sempre um débito (crédito).

Saldo global Balança de Pagamentos = 0

Balança corrente + Balança de capital + Balança financeira = 0

Para se verificar esta igualdade, movimenta-se a conta de Ativos de Reserva, uma


das componentes da Balança Financeira.

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Balança de Pagamentos

• se o saldo apurado é positivo, porque o somatório dos valores dos saldos das
Balanças (corrente, capital e financeira) é maior do que zero, o Banco Central
acumula reservas no montante desse saldo e regista-se esse movimento a débito
(com sinal negativo) nos Ativos de Reserva;

• se o saldo apurado é negativo, porque o somatório dos valores das Balanças


(corrente, capital e financeira) é menor do que zero, as reservas do Banco Central
diminuem no montante do saldo e regista-se esse movimento a crédito (com sinal
positivo) nos Ativos de Reserva.

A Balança financeira reflete as transações efetuadas na Balança corrente e na


Balança de capital e nela pode observar-se a forma como a economia aplica
excedentes ou financia défices externos.

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

A Balança financeira terá de ter um sinal contrário ao saldo conjunto da Balança corrente e da
Balança de capital.

▪ se o saldo da Balança financeira for negativo (porque o saldo da Balança corrente


mais o da Balança de capital foi positivo)

a economia tem CAPACIDADE DE FINANCIAMENTO

▪ se o saldo da Balança financeira for positivo (porque o saldo da Balança


corrente mais o da Balança de capital foi negativo)

a economia tem NECESSIDADE DE FINANCIAMENTO

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Saldo da Balança corrente e de capital (% do PIB)

Em 2012 e 2013, o

somatório dos saldos da

Balança corrente e da

Balança de capital

passou a ser positivo,

respetivamente de 538 e

3923 milhões de euros.

Banco de Portugal, Boletim Estatístico, 31 de março de 2014, in [Link]

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Em 2012 e 2013, a Balança financeira passou a ter um saldo negativo, e a economia


portuguesa passou a ter capacidade de financiamento.

Balança de Pagamentos portuguesa (milhões de euros)

O saldo da Balança de Pagamentos tem de ser nulo e, como a recolha de


dados nunca é exaustiva, calcula-se residualmente a rubrica «Erros e
Atividade
Omissões», que pode refletir operações não declaradas.
pág. 103

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Balança de Pagamentos e regime cambial

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Regime de câmbios flexíveis

Permite o equilíbrio sistemático das contas


externas.

As situações de desequilíbrio são temporárias. Se


acontecem, a taxa de câmbio altera-se, por via do
mecanismo de mercado, possibilitando o
ajustamento e a reposição do equilíbrio.

Os mercados com câmbios absolutamente


flexíveis praticamente nunca existiram.
O Estado e o Banco Central, ainda que de forma
reduzida, controlam o valor da moeda, comprando
e vendendo divisas e intervindo no mercado de
câmbios.

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Regime de câmbios fixos

O Estado intervém no mercado cambial e decide qual o valor da taxa de câmbio.

Quando o mecanismo de mercado não funciona, pode existir um desequilíbrio entre


a oferta e a procura de moeda estrangeira.

O saldo da Balança de Pagamentos pode não ser nulo.

Para eliminar esse desequilíbrio, mantendo fixa a taxa de câmbio, o


Banco Central:
▪ fornece moeda estrangeira, se houver um excesso de procura de
moeda estrangeira em relação à oferta;

Atividade ▪ compra moeda estrangeira, se houver um excesso de oferta de


pág. 105 moeda estrangeira em relação à procura.

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Se o desequilíbrio entre a oferta e a procura de moeda estrangeira for persistente,


o Estado tem de intervir quando se verifica:

uma situação de défice: uma situação de excedente:

▪ o Banco Central tem de ▪ o Banco Central acumula


utilizar as reservas que reservas cambiais e a liquidez
possui ou decretar/negociar da economia aumenta ou, em
uma desvalorização da alternativa, pode decretar/
moeda com vista à correção negociar uma valorização da
do défice. moeda com vista à correção
do excesso.

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Valorização de uma moeda


A moeda aumentou o seu valor, ou seja, uma unidade de moeda nacional permite
comprar mais unidades de moeda estrangeira.

Desvalorização da moeda
A moeda diminuiu o seu valor, ou seja, uma unidade de moeda nacional permite
comprar menos unidades de moeda estrangeira.

Importações Exportações

Valorização da moeda Mais baratas; poderão aumentar. Mais caras; poderão diminuir.

Desvalorização da moeda Mais caras; poderão diminuir. Mais baratas; poderão


aumentar.

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Desde 1999, a moeda portuguesa passou a ser o euro, e a política monetária e cambial

passou a ser coordenada pelo Banco Central Europeu (BCE).

Em Portugal, antes da adesão ao

euro, o governo utilizou várias vezes a

desvalorização da moeda como forma

de promover a competitividade das

exportações e tentar reduzir o saldo

negativo da Balança de bens.

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

As políticas comerciais e a organização do comércio mundial

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Protecionismo

Política de comércio internacional cujo objetivo é a proteção da economia nacional,


implementando um conjunto de medidas que limitam a entrada de produtos provenientes
do estrangeiro e facilitam a saída dos produtos nacionais para o exterior.

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Barreiras alfandegárias

Barreiras tarifárias Barreiras não tarifárias

Aplicação de impostos sobre os ▪ imposição de limitações quantitativas à


bens e serviços importados, o importação de bens e de serviços, a
que os torna mais caros no contingentação;
mercado interno.
▪ imposição de normas técnicas de
qualidade sobre os produtos estrangeiros;

▪ estabelecimento de regras burocráticas


para os produtos poderem entrar no país e
que o país exportador tem de respeitar.

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Subsídios à exportação de bens e de serviços nacionais, concedidos pelo Estado

Podem permitir que as empresas baixem os seus custos de produção e vendam os seus
produtos a preços mais baixos, tornando-se mais competitivas no mercado internacional.

Dumping
As empresas exportam os bens produzidos a um preço de exportação inferior ao
praticado, para produto similar, no mercado do seu país.

As práticas de dumping são proibidas.


Medidas antidumping tentam neutralizar os efeitos negativos que o dumping tem sobre
a indústria nacional, pois, ao vender os mesmos produtos a preços mais baixos, pode
levar à falência muitas empresas que os produzem a nível interno.

Processos antidumping ‒ Organização Mundial do Comércio


[Link]

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

A desvalorização da moeda também pode ser considerada um instrumento protecionista, na medida


em que garante preços mais baixos para os produtos exportados, que, assim, se tornam mais
competitivos.

Livre-cambismo
O livre-cambismo nasceu no século XIX com os
economistas clássicos ingleses Adam Smith e
David Ricardo..

Por oposição ao protecionismo, o livre-cambismo


defende a livre circulação de bens e de serviços
sem quaisquer restrições económicas.

Atividade
pág. 109

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

No final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os principais países vencedores


propuseram, em 1947, a criação de uma organização internacional cujo objetivo fosse
a liberalização do comércio internacional de acordo com determinadas regras.

É neste contexto que é fundado por 23 países, em 1948, o GATT

– General Agreement on Tariffs and Trade.

O GATT promoveu uma série de ciclos de negociação, oito no total, conhecidos pela
designação de rounds.
O primeiro round realizou-se em 1947, em Genebra, tendo o último sido realizado entre
1985-1993 e ficado conhecido por Uruguai Round.

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

GATT teve um relativo sucesso, nomeadamente porque:

▪ o número de países envolvidos nos acordos de liberalização e a complexidade dos

acordos foram aumentando ao longo dos anos;

▪ as tarifas médias sobre produtos industriais nos países desenvolvidos diminuíram e

também se combateu o dumping, as restrições quantitativas e as barreiras não

tarifárias;

▪ as negociações em termos multilaterais passaram a incluir áreas como o comércio de

serviços, IDE, o comércio e ambiente e os direitos de propriedade intelectual;

▪ a extensão da adoção de regras, em termos multilaterais, aplicáveis ao comércio de

serviços (General Agreement on Trade in Services – GATS) e aos aspetos do direito

de propriedade relacionados com o comércio (TRIPS).

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Organização Mundial do Comércio (OMC)

A 1 de janeiro de 1995, o GATT é substituído oficialmente pela Organização Mundial


do Comércio (OMC), com a assinatura do Acordo de Marraquexe.

A OMC tem sede em Genebra, na


Suíça, e conta atualmente com 159
membros (num total de 195 países
do mundo), que representam a
quase totalidade do comércio
mundial.

Atividade
pág. 111

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

A principal função da OMC é garantir que o comércio circule o mais livremente possível
a nível internacional, com o objetivo de melhorar os níveis de vida e os rendimentos
dos países-membros.

Para estabelecer um comércio internacional livre e transparente, a OMC estabeleceu


alguns princípios para restringir as políticas de comércio externo dos países.

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Princípio básico da OMC é o da não discriminação que é garantido pelos

▪ Princípio da nação mais favorecida estabelece que «um país é obrigado é


estender aos demais membros qualquer vantagem ou privilégio concedido a um dos
membros»;
▪ Princípio do tratamento nacional estabelece que os bens importados devem ter o
mesmo tratamento dos bens equivalentes de origem nacional.

Outros princípios
▪ promoção de uma concorrência leal: defesa de um comércio mais aberto e mais
justo, proibindo práticas comerciais desleais, como o dumping e os subsídios;

▪ maior transparência: a proteção de setores económicos nacionais, deve ser feita


através de direitos aduaneiros, considerados como a forma mais clara de divulgar
o grau de proteção;

▪ defesa de um tratamento especial e diferenciado aos países em


desenvolvimento, ou seja, concedendo-lhes um tratamento mais favorável.

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Funções da OMC

negociação de acordos comerciais

implementação e monitorização dos acordos

resolução de conflitos comerciais

assistência aos países em desenvolvimento

cooperação com outras organizações internacionais


OMC
[Link]

Atividade
pág. 113

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

OMC
[Link]

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Quadro-síntese da evolução do GATT/OMC

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Comércio mundial de mercadorias em volume e por grupo de produtos,


1950-2010 (1950 = 100)

OMC, in
http//[Link] /
O comércio internacional de bens tem crescido a um ritmo acelerado, tal
como o de serviços, embora este mais lentamente.

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Crescimento das exportações de serviços, por região (2011-2012)


(taxa de variação anual, em %)

OMC, in
Atividade [Link] /
pág. 115

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Balança de bens, Portugal

INE, Destaque de 9 de abril de 2014, in [Link]

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Nundo

Importações e exportações de bens por principais parceiros comerciais,


Portugal

INE, Boletim Mensal de Estatística, fevereiro de 2014, in [Link]


Atividade
pág. 117

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Grau de abertura das economias da UE 27, 2013

INE, Estatísticas da globalização, 28 de março de 2014, in [Link]

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Saldo da Balança corrente e de capital (em % do PIB)

Banco de Portugal, Boletim Estatístico, in [Link]

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Peso do IDE no PIB, Países UE 27 (em %)

INE, Estatísticas da globalização, Destaque de 28 de Março de 2014, in [Link]

Economia A 11.º ano


As relações económicas com o Resto do Mundo

Economias por dimensão do comércio de mercadorias (2012)

Atividade
pág. 119

Economia A 11.º ano

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