CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA ESCOLA
TÉCNICA ESTADUAL “LAURO GOMES” ENSINO TÉCNICO EM QUÍMICA
INTEGRADO AO MÉDIO
ANNA CAROLINA SANTOS LIMA
BEATRIZ TEIXEIRA DE PAULA
GABRIELLA AURORA MASCARENHAS LUANA
GILDO DE OLIVEIRA
REINO PROTISTA (ALGAS)
São Bernardo do Campo
2023
ANNA CAROLINA SANTOS LIMA
BEATRIZ TEIXEIRA DE PAULA
GABRIELLA AURORA MASCARENHAS
LUANA GILDO DE OLIVEIRA
(REINO PROTISTA - ALGAS)
Trabalho apresentado no Ensino Técnico
Integrado ao Médio da Escola Técnica
Estadual “Lauro Gomes”, como parte dos
pré-requisitos para obtenção de nota.
Orientador: Emerson Meza Bolignani
São Bernardo do Campo
2023
RESUMO
As algas são organismos aquáticos autotróficos que desempenham papéis vitais em ecossistemas
aquáticos e na indústria. Elas podem ser classificadas em várias categorias, como algas verdes, pardas
e vermelhas, cada uma com características distintas. As algas verdes são comuns em água doce,
realizam fotossíntese e contribuem para a produção de oxigênio e a qualidade da água. As algas
pardas predominam em ambientes marinhos, são usadas na culinária e desempenham um papel
fundamental como habitat e fonte de alimento em ecossistemas costeiros. As algas vermelhas,
também marinhas, são conhecidas por pigmentos vermelhos e têm aplicações industriais na
produção de agar-agar e carragenina.
Palavras-chaves: Algas; marinhos; pigmentos; organismos
ABSTRACT
Algae are autotrophic aquatic organisms that play vital roles in aquatic ecosystems
and industry. They can be classified into several categories, such as green, brown
and red algae, each with distinct characteristics. Green algae are common in fresh
water, carry out photosynthesis and contribute to oxygen production and water
quality. Brown algae predominate in marine environments, are used in cooking, and
play a key role as a habitat and food source in coastal ecosystems. Red algae, also
marine, are known for red pigments and have industrial applications in the production
of agar-agar and carrageenan.
Keywords: Algae; marine; pigments; organisms
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO..................................................................................6
2 ALGAS..............................................................................................7
2.1 Euglenophyta.............................................................................8
2.2 Dinophyta...................................................................................9
2.3 Bacillariophyta..........................................................................10
2.4 Phaeophyta...............................................................................10
2.5 Rhodophyta...............................................................................11
2.6 Chlorophyta...............................................................................11
3 REPRODUÇÃO E CICLO DE VIDA NAS ALGAS PARDAS, VERDES
E VERMELHAS...................................................................................12
4 CONCLUSÃO...................................................................................14
5 REFERÊNCIAS.................................................................................15
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1 INTRODUÇÃO
O Reino Protista é um dos cinco reinos tradicionalmente classificados na biologia,
e ele abrange uma diversidade impressionante de organismos unicelulares e alguns
multicelulares simples. Este reino é frequentemente considerado o "reino dos
protistas", englobando uma variedade de formas de vida que não se encaixam
facilmente nos outros reinos, como Plantae, Animalia ou Fungi. Os protistas são
notáveis por sua complexidade celular variável, incluindo protozoários, algas
unicelulares e alguns organismos multicelulares primitivos.
As algas são um grupo fascinante de organismos que desempenham um papel
crucial no Reino Protista. Apesar de sua aparência de plantas, as algas não
pertencem ao Reino Plantae; em vez disso, elas são classificadas no Reino Protista
devido à sua complexidade celular e modo de vida diversificado. Este reino abriga
uma ampla gama de algas, desde unicelulares microscópicas até formas
multicelulares exuberantes que podem rivalizar em tamanho com algumas plantas
terrestres. Neste trabalho, exploraremos as características e a diversidade das algas
no Reino Protista, destacando seu papel fundamental nos ecossistemas aquáticos e
como importantes produtores de oxigênio na Terra.
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2 ALGAS
Algas são organismos autotróficos que realizam fotossíntese e vivem em
ambientes aquáticos ou úmidos. Elas podem ser classificadas em diferentes grupos,
de acordo com a sua estrutura celular, pigmentos, reserva energética e parede
celular. Alguns exemplos de grupos de algas são as cianobactérias as algas verdes,
as algas vermelhas, as algas pardas e as diatomáceas.
As algas têm uma grande importância ecológica e econômica, pois elas são
responsáveis por cerca de 50% da produção primária do planeta, ou seja, da
produção de matéria orgânica a partir da luz solar. Além disso, elas fornecem
oxigênio para a atmosfera e para os ambientes aquáticos, servem de alimento e
abrigo para diversos animais, e são fontes de substâncias úteis para a indústria
como o ágar, a carragena e o iodo.
Elas podem ser unicelulares ou multicelulares, e possuem clorofila e outros
pigmentos que lhes permitem captar a energia luminosa e transformá-la em energia
química. Algas fazem parte do grupo dos protistas, que são seres eucarióticos que
não se enquadram nos reinos dos animais, plantas ou fungos.
Existem vários grupos de algas eucarióticas, que se diferenciam pelos seus
pigmentos fotossintéticos, composição da parede celular, tipo de reserva energética
e número de flagelos. Alguns dos principais grupos são:
• Clorófitas ou algas verdes: possuem clorofilas a e b, parede celular de
celulose, reserva de amido e dois flagelos iguais. Podem ser unicelulares,
coloniais ou filamentosas. Exemplos: Chlamydomonas, Volvox, Spirogyra.
• Rodófitas ou algas vermelhas: possuem clorofila a e ficobilinas (ficoeritrina
e ficocianina), parede celular de celulose e galactanas sulfatadas, reserva de
amido florídeo e sem flagelos. São todas multicelulares e marinhas.
Exemplos: Porphyra, Gelidium, Gracilaria.
• Cromófitas ou algas castanho-amareladas: possuem clorofilas a e c,
parede celular de celulose e sílica, reserva de crisolaminarina e um ou dois
flagelos desiguais. Podem ser unicelulares ou multicelulares. Incluem as
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diatomáceas, os dinoflagelados e as algas pardas. Exemplos: Navicula,
Ceratium, Sargassum.
Imagem 1 - Algas
Fonte: [Link]
2.1 Euglenophyta
O gênero Euglena (euglena) é o mais representativo desse filo, e dele derivou o
nome Euglenophyta. As euglenas são unicelulares fotossintetizantes, possuem dois
flagelos e reproduzem-se assexuadamente por divisão binária longitudinal. São
encontradas tanto em água doce quanto em ambiente marinho. Possuem uma
estrutura denominada estigma, utilizada nos mecanismos de orientação em direção
a uma fonte luminosa.
Dentre os Euglenophyta existem representantes que são aclorofilados e, portanto,
sempre heterótrofos. Existem, no entanto, representantes clorofilados que, se
mantidos no escuro, perdem os cloroplastos e passam a ter nutrição heterotrófica; se
colocados na presença de luz, podem formar novamente cloroplastos e passam a
realizar fotossíntese.
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2.2 Dinophyta
Esse filo também é denominado Pyrrophyta, termo que significa “algas de fogo”,
por serem avermelhadas. Compreende os dinoflagelados, organismos unicelulares
com representantes fotossintetizantes e representantes heterótrofos.
A maioria dos dinoflagelados vive no mar, mas existem algumas espécies de água
doce.
Os dinoflagelados possuem endoesqueleto (esqueleto interno) especial, formado
por vesículas achatadas localizadas próximo à face interna da membrana
plasmática. No interior dessas vesículas pode haver depósito de celulose, que
muitas vezes é espesso.
Os dinoflagelados geralmente têm dois flagelos, e a diversidade de formas no
grupo é muito grande. Como exemplo, podemos citar dois gêneros muito comuns no
plâncton marinho: Ceratium e Noctiluca, sendo este último um dos responsáveis pela
bioluminescência observada nas águas superficiais do mar.
Dentre os dinoflagelados existem formas tóxicas, como a espécie Gonyaulax
catenela, que podem provocar um fenômeno conhecido por maré vermelha: sob
determinadas condições ambientais, ocorre intensa proliferação desses
dinoflagelados tóxicos, formando extensas manchas de cor geralmente avermelhada
na superfície do mar e causando grande mortalidade de peixes e de outros animais
marinhos.
Além disso, alguns animais filtradores, como a ostra e outros bivalves, podem ser
contaminados pelas toxinas desses dinoflagelados, que permanecem acumuladas
em seus tecidos. Se os animais contaminados forem consumidos pelo ser humano
ou por qualquer outro vertebrado, a toxina pode causar distúrbios de gravidade
variável dependendo da sua concentração.
Os dinoflagelados reproduzem-se assexuadamente por divisão binária, mas
ocorre também reprodução sexuada com formação de gametas.
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2.3 Bacillariophyta
Filo representado pelas diatomáceas, muito comuns no plâncton marinho.
As células das diatomáceas possuem parede celular rígida, denominada frústula
ou carapaça, impregnada de compostos de sílica. Essa parede não contém celulose.
A frústula é composta de duas valvas que se encaixam e podem apresentar grande
diversidade de formas e de ornamentação.
As diatomáceas são unicelulares, podendo formar colônias. Existem depósitos
seculares dessas carapaças, denominados terra de diatomáceas ou diatomito, que
em algumas regiões atingem grandes proporções e são explorados comercialmente.
Essas carapaças são utilizadas, por exemplo, na fabricação de cosméticos, filtros e
produtos de polimento.
As diatomáceas não possuem cílios nem flagelos, mas algumas espécies podem
apresentar deslocamento por deslizamento, utilizando um mecanismo que envolve a
eliminação de uma secreção.
A reprodução das diatomáceas pode ser assexuada, por divisão binária, ou sexuada,
através da formação de gametas.
2.4 Phaeophyta
Esse filo compreende as algas pardas. Dentre elas existem representantes de
grande porte, com cerca de 60 m de comprimento, conhecidos por kelps, que
chegam a formar extensas “florestas aquáticas” nas costas frias e temperadas dos
continentes.
No Brasil, as algas pardas de grande porte chegam a 4m de comprimento e
ocorrem no litoral do Espírito Santo.
Outros exemplos de algas pardas comuns no Brasil são Sargassum e Padina.
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2.5 Rhodophyta
Esse filo compreende as algas vermelhas, muito comuns nos mares. Certas
espécies de algas vermelhas são usadas na alimentação humana, como é o caso da
nori(Porphyra), utilizada principalmente no preparo de sushi, prato típico da culinária
japonesa. Essa alga tem sido usada também para combater o escorbuto, graças a
seu alto teor de vitamina C.
2.6 Chlorophyta
Esse filo é representado pelas cloroficeas ou algas verdes, que podem ser uni ou
multicelulares. São principalmente aquáticas, podendo ocorrer também em locais
úmidos, sobre rochas e troncos de árvores. Uma alga verde muito comum no litoral
brasileiro é a Ulva, conhecida popularmente por alface-do-mar.
.
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3 REPRODUÇÃO E CICLO DE VIDA NAS ALGAS PARDAS,
VERDES E VERMELHAS
Nesses três grupos de algas a reprodução pode ser assexuada ou sexuada.
A reprodução assexuada pode ocorrer por bipartição nas algas unicelulares e por
fragmentação ou esporulação nas algas multicelulares.
A reprodução por fragmentação ocorre na generalidade das algas, quando uma
porção é separada do corpo e está dá origem a um novo indivíduo.
Na reprodução por esporulação há formação de esporos, células especializadas
que, ao serem liberadas do corpo do indivíduo que as produziu, têm a capacidade de
se desenvolver diretamente em um novo indivíduo.
Como exemplo de algas nas quais ocorre esporulação temos as algas verdes
filamentosas do gênero Ulothrix, que vivem presas ao substrato. Nelas,
determinadas células sofrem diferenciação, originando por mitose esporos flagelados
(zoósporos), que são liberados. Estes nadam livremente e, ao encontrarem substrato
adequado, geram um novo indivíduo.
Na reprodução sexuada ocorre formação de gametas.
Nas algas existem os três tipos de ciclo de vida que são caracterizados pelo
momento em que ocorre a meiose: ciclo haplonte, ciclo diplonte e ciclo
haplontediplonte. Neste último caso, verifica-se alternância de gerações: os
indivíduos diploides formam por meiose células haploides, que se diferenciam em
esporos e são chamados esporófitos; os esporos originam indivíduos haploides, os
gametófitos, que formam gametas.
O ciclo de vida com alternância de gerações ocorre em muitas espécies de algas
e foi o tipo de ciclo que permaneceu nas plantas (briófitas, pteridófitas,
gimnospermas e angiospermas).
Nas algas que possuem alternância de gerações, as fases gametofítica e
esporofítica podem ser igualmente bem desenvolvidas e independentes uma da
outra, sendo que em alguns casos não há diferenças morfológicas entre indivíduos
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diploides e haploides, a não ser em suas estruturas reprodutoras. Já em outros
casos as diferenças entre as fases gametofítica e esporofítica são muito grandes.
Como exemplo de ciclo de vida de algas, vamos analisar o da alface-do-mar
(gênero Ulva), em que a geração gametofítica é morfologicamente semelhante à
esporofítica, não sendo possível diferenciá-las pelo aspecto externo do corpo.
Imagem 2 – Ciclo da uva
Fonte: Lopes, Sônia. BIO (2013) p. 225
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4 CONCLUSÃO
Em resumo, as algas são organismos notáveis que desempenham papéis
essenciais em ecossistemas aquáticos e têm uma influência significativa na vida na
Terra. Apesar de sua semelhança superficial com as plantas, as algas pertencem ao
Reino Protista devido à sua complexidade celular variável e à sua diversidade
impressionante. Elas são fundamentais como produtores de oxigênio e formam a
base de muitas cadeias alimentares aquáticas, além de desempenhar um papel
importante na ciclagem de nutrientes. Além disso, as algas têm aplicações
econômicas, desde a produção de alimentos até a biotecnologia e a pesquisa
científica. Em última análise, as algas representam uma peça essencial do
quebracabeça da vida em nosso planeta, destacando a importância de estudarmos e
conservarmos esses organismos vitais.
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5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Flores, Denisele. “Algas Marinhas”. In: Escola Educação, 2020.
Disponível em: [Link]
%2Fescolaeduc [Link]%2Falgas%2F. Acessado em: 1 set. 2023.
Lopes, Sônia. BIO. 1. Ed. São Paulo: Editora Saraiva, 2004.