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Incompatibilidade e Impedimentos na OAB

Este documento resume os principais pontos do Estatuto da OAB sobre a atividade de advocacia, mandato judicial, inscrição na OAB, sociedades de advogados, direitos do advogado, infrações e sanções disciplinares.
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Incompatibilidade e Impedimentos na OAB

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ÉTICA E ESTATUTO DA

OAB

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Exame de Ordem
Damásio Educacional
Sumário
ATIVIDADE DE ADVOCACIA ....................................................................................................................................... 3
MANDATO JUDICIAL E RELAÇÕES COM O CLIENTE (ART.5º EOAB E ART. 9º AO 26 DO CED) .................................. 5
INSCRIÇÃO NA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL (Art. 8º ao 14 EAOB) ........................................................... 6
SOCIEDADES DE ADVOGADOS E SOCIEDADE UNIPESSOAL DE ADVOCACIA – Art. 15 ao 17-B do EOAB, Art.37 ao
art. 43 RGOAB e Art.19 CED...................................................................................................................................... 9
DIREITO DO ADVOGADO ........................................................................................................................................ 11
DESAGRAVO PÚBLICO (art. 7º, XVII, § 5º EOAB, art. 18 e 19 RG) .......................................................................... 14
INCOMPATIBILIDADE E IMPEDIMENTOS (Art. 28 ao 30 EOAB) .............................................................................. 16
HONORÁRIOS PROFISSIONAIS ................................................................................................................................ 17
INFRAÇÕES E SANÇÕES DISCIPLINARES .................................................................................................................. 19
PRESCRIÇÃO – Art. 43, EAOAB e REABILITAÇÃO – Art. 41, EAOAB ........................................................................ 22
PROCESSO DISCIPLINAR (art. 68 ao 77 do EOAB e art. 55 ao 69 CED) ................................................................... 23
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL – ÓRGÃOS DA OAB .................................................................................... 26
ELEIÇÕES DA OAB E MANDADO - Art. 63 ao 67 do EAOAB .................................................................................... 29
SIGILO PROFISSIONAL E PUBLICIDADE ................................................................................................................... 31

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Exame de Ordem
Damásio Educacional
ATIVIDADE DE ADVOCACIA

Recomendação de Livro: Dominando Ética - 4ª edição - Alysson Rachid- Editora Saraiva.

Atividades PRIVATIVAS do Advogado (Art. 1º ao 5º EAOAB e Art. 1º ao 7º RGOAB):

a) Assessoria e Consultoria Jurídica:

• Diretoria Jurídica;
• Gerência Jurídica;

▪ Visar atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas;

▪ Postular em juízo;

▪ Visar atos e Contratos Constitutivos de pessoas jurídicas.

Foi acrescentada atualização feita pela Lei 14.365 de 03 de junho 2022.

➢ Podem ser prestadas por escrita ou verbal;


➢ Não depende de mandato ou contrato de honorários.

Contrato Social ou Estatuto, devem ser analisados, em sua forma e de acordo com a lei, por advogado.

Exceção: MEI ou EPP dispensam a assinatura do advogado no contrato.

IMPORTANTE: Advogado que presta serviço para a Junta Comercial do Estado ou para órgão que a Junta esteja
vinculada, não pode, visar atos e contratos de pessoas jurídicas.

“Art. 2º, §único, RGEOAB: Estão impedidos de exercer o ato de


advocacia referido neste artigo os advogados que prestem serviços a
órgãos ou entidades da Administração Pública direta ou indireta, da
unidade federativa a que se vincule a Junta Comercial, ou a quaisquer
repartições administrativas competentes para o mencionado
registro.” (grifo nosso)

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Exame de Ordem
Damásio Educacional
b) Postular em Juízo:

Exceções:

i. Habeas Corpus;

ii. Justiça do Trabalho (JUS POSTULANDI – Art. 791, CLT e Súmula 425 TST).

OBS.: Para interposição de Recurso no TST, o advogado será necessário.

iii. Juizados Especiais Cíveis. Lei 9099/95.

• Causas até 20 salários-mínimos, desde que não seja necessário interpor Recurso.
• JECRIM – é exigida a presença do advogado.

OBSERVAÇÕES:

• Art.3ºA EOAB SERVIÇOS PROFISSIONAIS DE ADVOGADOS, SÃO CONSIDERADOS TÉCNICOS E


SINGULARES, QUANDO COMPROVADA SUA NOTÓRIA ESPECIALIZAÇÃO.
ATOS NULOS – SÃO CONSIDERADOS NULOS, OS ATOS PRATICADOS POR
ADVOGADOS SUSPENSOS, LICENCIADOS, IMPEDIDOS OU QUE EXERÇAM
ATIVIDADES INCOMPATIVEL COM À ADVOCACIA.
EXERCÍCIO EFETIVO DA ADVOCACIA – SE DÁ COM A PRÁTICA DE PELO MENOS 5
(CINCO) ATIVIDADES PRIVATIVAS, NO DECORRER DE 01 (UM) ANO.
COMPROVAÇÃO DE HABITUALIDADE.
• ART.2ºA EOAB PROCESSO LEGISLATIVO – O ADVOGADO PODE CONTRIBUIR COM O PROCESSO
LEGISLATIVO, E COM ELABORAÇÃO DE NORMAS JURÍDICAS NO ÂMBITO DOS
PODERES DA REPÚBLICA

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Exame de Ordem
Damásio Educacional
MANDATO JUDICIAL E RELAÇÕES COM O CLIENTE (ART.5º EOAB E ART. 9º AO 26 DO CED)

Procuração – não juntada a procuração, o advogado tem o prazo de 15 dias para juntar, podendo se
prorrogar por igual período, se passado 30 dias os atos praticados serão considerados nulos.

Substabelecimento:

COM RESERVA DE PODERES SEM REVERVA DE PODERES


Advogado que vai substabelecer, continua no Advogado que vai substabelecer, não continua
processo. no processo.
Advogado substabelecido somente receberá Os honorários serão calculados proporcional
honorário com autorização do ao tempo e trabalho de cada um dos
substabelecente, salvo se o substabelecido advogados
tiver contrato com o cliente (art. 26, §único,
EOAB).
Cliente não precisa ser comunicado Cliente precisa ser comunicado

Renúncia Revogação
Direito do Advogado Direito do Cliente
O advogado pode renunciar a qualquer tempo, O cliente pode revogar, de imediato, e o advogado,
desde que comunique o cliente de forma não responderá mais pelo processo.
inequívoca, preferencialmente através de carta Quanto aos honorário, estes serão pagos de forma
com AR, permanecendo responsável pelo proporcional. A revogação não retira do advogado o
processo por no máximo por 10 dias. Se antes do direito aos honorários, ao trabalho, e ao tempo
prazo, outro advogado juntar a procuração, não disponibilizado ao processo.
será necessário permanecer e juntar a carta com
AR no processo para concluir a renúncia.
Foro íntimo: sem revelar o motivo da renúncia.

OBS.:
• Conflito de interesses: O advogado pode atuar pelas duas partes?

Depende. Por exemplo, se caso for um divórcio consensual, pode. Porém, no caso de divórcio litigioso, não
pode, e o advogado terá que optar por uma (qualquer uma) das procurações e renunciar as demais.

• Risco: O advogado deve sempre deixar o cliente ciente dos riscos de sua pretensão.

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Exame de Ordem
Damásio Educacional
INSCRIÇÃO NA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL (Art. 8º ao 14 EAOB)

Requisitos para Inscrição:

• Capacidade civil;
• Diploma ou certidão de graduação no Curso de Direito;
• Título de eleitor;
• Quitação do serviço militar para brasileiros;
• Aprovação do exame de ordem;
• Não exercer atividade incompatível com a advocacia;
• Idoneidade moral e
• Prestar compromisso perante o Conselho Seccional.

Requisitos para Estagiário:

• Capacidade civil;
• Título de eleitor;
• Quitação do serviço militar para brasileiros;
• Não exercer atividade incompatível com a advocacia; (estagiário, somente na instituição de ensino);
• Idoneidade moral; e
• Prestar compromisso perante o Conselho Seccional.

O estagiário pode realizar atividades de advogados em conjunto com um advogado ou sob sua
responsabilidade.

Isoladamente, sob a responsabilidade do advogado, o estagiário pode (art. 29, §1°, Regulamento Geral do
Estatuto da Advocacia e da OAB):

i. Retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga;

ii. Obter junto aos escrivães e chefes de secretarias certidões de peças ou autos de processos em
curso ou findos;

iii. Assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ou administrativos.

Obs.: §2º - Para o exercício de atos extrajudiciais, o estagiário pode comparecer isoladamente, quando receber
autorização ou substabelecimento do advogado.

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Exame de Ordem
Damásio Educacional
DICA: Em provas anteriores só em requisitos caíram três assuntos, diploma, idoneidade e prestar compromisso,
para a próxima prova, dar atenção a: não exercer atividade incompatível com a advocacia. (Art.28 EOAB)

Para estrangeiro que concluiu o Curso de Direito fora do Brasil, é necessária a aprovação no Exame de
Ordem e a validação do Diploma.

OBS.:
• Atividade incompatível, atividade policial e militares na ativa, Lei 14.365/22 EOAB, possibilidade
de fazer inscrição especial para atuar em causa própria, OAB está regulamentando está questão.

• Idoneidade Moral, a condenação em um crime infamante, é presunção legal de inidoneidade. (Art.


8º § 3º EOAB), pode ser suscitada por qualquer pessoa, declarada por decisão de no mínimo 2/3 de todos os
membros do conselho seccional, observando o contraditório e a ampla defesa.

• Prestar Compromisso, ato personalíssimo, seção solene.

Local da Inscrição Principal:

Deve ser realizada no Conselho Seccional do domicílio profissional (podendo ter somente uma inscrição
principal). Na falta ou na dúvida, considera-se o domicílio pessoal.

Local da Inscrição para Estagiário:

No local em que o estagiário cursa a Faculdade de Direito.

Inscrição Suplementar:

Constitui ao advogado o direito de exercer a profissão no âmbito nacional.

Com a inscrição principal, o advogado pode atuar até 5 (cinco) causas em qualquer estado do país, diverso
de onde mantem a inscrição principal.

Se atual em mais de 5 (cinco) causas em estado diverso da que matem a inscrição principal, é necessária a
inscrição suplementar. Para cada inscrição suplementar, o advogado deve arcar com o valor correspondente da
anuidade daquele local.

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Exame de Ordem
Damásio Educacional
Cancelamento Licenciamento
Cancelamento é a interrupção definitiva em Licenciamento é diferente de suspensão. O
relação ao número da sua inscrição, poderá voltar licenciamento é a interrupção temporária da
com número novo de inscrição. A inscrição inscrição. O número de inscrição é preservado e após
cancelada não é restituída. o período de licenciamento, o advogado retorna com
o mesmo número de inscrição.
Para obter o cancelamento, basta um Para obter o licenciamento basta um requerimento
requerimento simples, sem justificar. justificado, que será analisado.
O advogado deve requerer o cancelamento, Pode ser requerido quando o advogado passa a
quando passa a exercer atividade incompatível exercer a atividade incompatível com a advocacia em
com a advocacia em caráter definitivo. caráter temporário.
O cancelamento pode ser feito em virtude do Pode ser requerido para o advogado que passa a
falecimento do advogado. sofrer de doença mental curável.
Exclusão é hipótese de cancelamento. A sanção
disciplinar, é a sanção mais grave, e aquele que a
comete, deixa de ser advogado. A exclusão é feita
com base na falsa prova para inscrição, crime, com
3 (três)suspensões, e perda de idoneidade moral.
O cancelamento gera a perda de requisito na
inscrição, e perder requisito de inscrição tem
como consequência o cancelamento.
Para o cancelamento, não é necessário prestar
novo exame de ordem.

Requisitos para o retorno após o cancelamento:

Teve somente a inscrição Teve a inscrição cancelada por Teve a inscrição cancelada por
cancelada motivo de exclusão motivo de exclusão em virtude de
um crime
Requisitos: Requisitos: quando há punição, fica Requisitos: Obter a Reabilitação
▪ Capacidade civil; registrado no prontuário do Criminal, e demais requisitos
▪ Não exercer atividade advogado, em seus assentamentos anteriores.
incompatível com a perante a OAB. Assim, o advogado
advocacia; deixa de ser primário (ficha suja).
▪ Idoneidade moral; e Para voltar a ser primário:
▪ Prestar compromisso. ▪ Fazer prova de
Reabilitação;
▪ Após 1 (um) ano da
punição, com provas de
bom comportamento
(certidões: criminal, ética e
disciplina)

OBS.: Lei 14.365/2022 Inscrição Especial, concedida a militares na ativa, e a aqueles que exercem atividades
policiais para atuação em causa própria, para defender interesse pessoal.

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Exame de Ordem
Damásio Educacional
SOCIEDADES DE ADVOGADOS E SOCIEDADE UNIPESSOAL DE ADVOCACIA – Art. 15 ao 17-B do EOAB, Art.37 ao
art. 43 RGOAB e Art.19 CED

• Sociedade de Advogados, mais de um sócio

• Sociedade Unipessoal, único advogado

Regra para Nome da Sociedade de Advogados:

Necessário nome ou sobrenome de 1 (um) dos sócios, que deixa claro a expressão, sociedade de advogados.

Regra para Nome da Sociedade Unipessoal de Advocacia:

Necessário nome completo ou parte do nome do titular, acompanhado da expressão sociedade individual
de advocacia.

Com o Falecimento de sócio com nome na Sociedade:

É permitido manter o nome?

Depende! Em caso de falecimento, é permitido manter na razão social o nome do sócio falecido, desde que
esteja previsto no ato constitutivo ou no contrato social.

Obs.: Mesmo se a família do sócio falecido autorizar a manutenção de seu nome, a sociedade não poderá manter,
a menos que esteja expresso na previsão do Ato Constitutivo ou do Contrato Social.

Denominação de Nome Fantasia:

(Proibido) proibido por lei, não é permitido.

Esses itens se aplicam à0s duas sociedades (Sociedade de Advogados e Sociedade Unipessoal de
Advocacia)

Registro das sociedades – No Conselho Seccionais da OAB, correspondente ao local da sede da sociedade.

Obs.: O registro deve ser feiro somente no Conselho Seccional da OAB, e nunca na Junta Comercial.

Responsabilidade nas sociedades – É subsidiária e ilimitada. Primeiro a sociedade responde pela pessoa
jurídica e depois os sócios e os associados de forma ilimitada.

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Exame de Ordem
Damásio Educacional
Filial – É possível constituir uma sociedade de advogados, desde que seja em outro Estado diverso, da
inscrição principal.

• Constitui pré-requisito para a abertura de filial: que todos os sócios, promovam inscrição também
no local da filial.

OBSERVAÇÕES:
1) Espaço de uso individual ou compartilhado – Passou a ser permitido, acrescentado recentemente,
e pode ter como sede filial ou local de trabalho espaço de uso individual ou compartilhado, com outra sociedade
ou outras empresas, sendo preservados os sigilos da atividade de advocacia.

2) A Figura do Advogado Associado - A sociedade pode associar com advogados sem vínculo de
emprego, para participação dos resultados, não sendo considerada relação de emprego. O advogado pode ter
associações diversas, para formalização da associação deve ser registrado, em contrato próprio, registrado no
Conselho Seccional OAB onde seja localizada a sede da sociedade.

3) Advogados que integram a mesma sociedade – não podem representar, em juízo ou fora, clientes
com interesses opostos ([Link]). A tergiversação, que constitui o patrocínio simultâneo, é crime.

Advogado empregado:

A Lei nº 14.365 de 2 de junho de 2022 alterou o Estatuto da Advocacia e da OAB transformando a jornada
do advogado empregado. Em regra, antes eram de 20 horas ou 40 horas semanais quando houvesse contrato de
exclusividade.

Com a alteração, não há mais a necessidade de contrato de dedicação exclusiva para que o advogado tenha
que trabalhar oito horas diárias.

Essa jornada consiste no período de trabalho em que o advogado estiver à disposição do empregador,
aguardando ou executando ordens, no seu escritório ou em atividades externas.

As horas que o advogado empregado laborar que exceder a jornada de 8 horas deverá ser remunerada com
um adicional não inferior a 100% sobre o valor da hora normal. E isso, mesmo que haja contrato escrito dispondo
o oposto. O Estatuto nada diz sobre banco de horas, por isso entendo que há essa possibilidade, sendo que as horas
extras laboradas em determinado período possam ser descansadas em outro, por meio do banco de horas.

Ainda dentro da jornada, tem-se que as horas trabalhadas no período das vinte horas de um dia até as cinco
horas do dia seguinte, são remuneradas como noturnas, acrescidas do adicional de 25%.

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Exame de Ordem
Damásio Educacional
DIREITO DO ADVOGADO

Art. 6º,7º, 7º-A, 7º-B do EOAB e Art.15 ao 19 do RGEOAB.

Exercício em todo território nacional:

Com a inscrição principal, o advogado poderá atuar em até 5 causas judiciais em cada estado do país.

Na hipótese de o advogado atuar em mais de 5 causas judiciais, em cada estado diverso do que mantem a
inscrição principal, de forma habitual, será necessário providenciar a inscrição suplementar.

Inviolabilidade do local de trabalho – Art.6º §6-D e 6º-E, EAOB:

Requisitos:

• Autorização judicial;

• Presença de um representante da OAB;

• Mandado de busca e apreensão específico detalhado e pormenorizado;

• Indícios de que a infração, a ser apurada tenha sido praticada pelo advogado;

• Acesso somente a informações pessoais do advogado.

OBS.: Art. 6°, §7°: A ressalva constante do §6° deste artigo não se estende a clientes do advogado averiguado que
estejam sendo formalmente investigados como seus partícipes ou coautores pela prática do mesmo crime que deu
causa à quebra da inviolabilidade.

• Quebra da inviolabilidade diante de hipótese excepcional;

• Não pode ser fundada exclusivamente em declarações de colaborador;

• O representante da OAB deve ser respeitado pelos agentes que estão fazendo a busca;

• O direito do investigado ter acompanhamento do profissional investigado; e

• A OAB deve ser comunicada da busca de pelo menos 24 horas de antecedência.

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Exame de Ordem
Damásio Educacional
Direito de comunicação com o cliente:
Mesmo que o cliente esteja preso e incomunicável, sem procuração e sem hora marcada, o advogado pode
comunicar-se com seu cliente pessoal e reservadamente.

Prisão em Flagrante:
O advogado pode ser preso em flagrante, mediante prática de crime inafiançável, no exercício da profissão,
e será exigida a presença de um representante da OAB, com assinatura do auto de prisão.

No caso de flagrante por crime comum e não estando no exercício da profissão, será comunicado à OAB.

Prisão Especial X Sala de Estado Maior:

Prisão Especial: é direito de quem tem curso superior completo.

ATENÇÃO!!! ADPF 334

ADPF 334: “(...) Em razão disso, ausente qualquer justificativa que empregue sentido válido ao fator de
discrímen indicado na norma impugnada, a conclusão é a de que o instituto nela previsto, em relação aos portadores
de diploma de nível superior, é inconciliável com o preceito fundamental da isonomia (art. 3º, IV, e art. 5º, caput,
CF).
Diante do exposto, JULGO PROCEDENTE o pedido formulado na presente arguição, para declarar a não
recepção do art. 295, inciso VII, do Código de Processo Penal pela Constituição de 1988. É o voto.”

Sala de Estado Maior:


Se localiza dentro de um estabelecimento militar, que não é envolto por grades.

Constitui direito do advogado, responder ao processo em Sala de Estado Maior.

Na falta de Sala de Estado Maior, responderá ao processo em prisão domiciliar.

Constitui direito do advogado, responder ao processo em Sala de Estado Maior, assim reconhecida pela
OAB, O STF reconheceu a inconstitucionalidade a expressão acima.

Obs.: O STF entende como Sala de Estado Maior qualquer sala — e não cela, ou seja, sem grades ou portas fechadas
pelo lado de fora — nas dependências de qualquer unidade militar ou de forças auxiliares, que ofereça condições
adequadas de higiene e segurança.

O Bacharel em Direito ou o estagiário, respondem o processo em prisão especial, não em Sala de Estado
Maior.

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Exame de Ordem
Damásio Educacional
Direito à Sustentação Oral:
É o direito do advogado de fazer a sustentar oral em recurso de apelação, recurso ordinário, recurso
especial, recurso extraordinário, embargos de divergência, ação rescisória, mandado de segurança, reclamação,
habeas corpos, e outras ações de competência originária.

Colaboração premiada, é VEDADO ao advogado realizar colaboração premiada, de quem seja ou tenha
sido o seu cliente, a inobservância dessa vedação, enseja processo disciplinar processo de exclusão.

Criminalização da Violação de direitos do advogado (art.7ºB, EOAB):


Violar alguns direitos do advogado, do art. 7º, II, II, IV e V do EOAB, constitui crime.

• inciso II, Inviolabilidade;


• inciso III, Comunicação com o cliente;
• inciso IV, Prisão em flagrante;
• inciso V, Direito de responder processo em Sala de estado maior.
Pena: detenção de 2 a 4 anos e Multa (alterado).

OBS.: Inciso XII: constitui o direito de falar sentado em pé.


Inciso XIX: direito do advogado de se recusar de depor como testemunha, em processo que atuou ou
deva funcionar, mesmo que o cliente autorize, em nome do sigilo profissional.
Inciso XXI: constitui direito do advogado, acompanhar seus clientes investigados, durante apuração de
infração, sob pena de nulidade absoluta.
Inciso XIV: constitui direito do advogado, examinar em qualquer instituição responsável por conduzir
investigação(alterado), mesmo sem procuração autos de flagrante e de investigações, findos ou em andamento,
podendo copiar peças e tomar apontamentos em meios físicos ou digital. (alterado)

Direitos da Advogada (art. 7º-A EOAB):


Advogada gestante, a lactante, adotante ou que der à luz.

Inciso I – advogada Gestante, direito a entrada nos tribunais sem ter que se submeter a detectores de
matais e raio-x, reserva de vaga nos estacionamentos e garagens de tribunais.
Inciso II – Lactante, Adotante e que der à luz, direito a creche, por 120 dias ou enquanto perdurar o período
da amamentação.
Inciso III – Todas as advogadas, constantes nos incisos I, e II, preferência na ordem das audiências e
sustentações orais.
Inciso IV – Suspensão de prazos processual, requisitos deve ser a única patrona da causa, o cliente deverá
ser notificado por escrito, no prazo de 30 dias, da data do parto ou da adoção.

O advogado tem prazo para suspensão de 8 dias, e a esposa der à luz, sendo o único patrono da causa.

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DESAGRAVO PÚBLICO (art. 7º, XVII, § 5º EOAB, art. 18 e 19 RG)

Desagravo é um direito no advogado ofendido no exercício da profissão, ou em razão no exercício da


profissão, sessão solene para repudiar, a conduta do ofensor, poderá impor o desagravo, pode de ofício, pelo
ofendido, de qualquer pessoa, independe da concordância do ofendido, hipóteses de arquivamento pode ocorrer
com discussões de caractere político, pessoal, o prazo 60 dias para desagravo deverá ser analisado, se acolhido a
sessão do desagravo deverá ser em até 30 dias, quem tem competência conselho seccional é a regra, a exceção
Conselho Federal quando o ofendido for conselheiro federal, o ofendido for presidente de conselho seccional,
quando o ofendido for advogado for tão grave com repercussão nacional, sessão do desagravo será local da ofensa
ou onde se encontre a autoridade ofensora.

“Art. 7º São direitos do advogado:


(...)
XVII - ser publicamente desagravado, quando ofendido no exercício da
profissão ou em razão dela;
(...)
§ 5º No caso de ofensa a inscrito na OAB, no exercício da profissão ou
de cargo ou função de órgão da OAB, o conselho competente deve
promover o desagravo público do ofendido, sem prejuízo da
responsabilidade criminal em que incorrer o infrator.
(...)”

“Art. 18. O inscrito na OAB, quando ofendido comprovadamente em


razão do exercício profissional ou de cargo ou função da OAB, tem
direito ao desagravo público promovido pelo Conselho competente,
de ofício, a seu pedido ou de qualquer pessoa. (NR)9
§ 1º Compete ao relator, convencendo-se da existência de prova ou
indício de ofensa relacionada ao exercício da profissão ou de cargo da
OAB, propor ao Presidente que solicite informações da pessoa ou
autoridade ofensora, no prazo de quinze dias, salvo em caso de
urgência e notoriedade do fato.
§ 2º O relator pode propor o arquivamento do pedido se a ofensa for
pessoal, se não estiver relacionada com o exercício profissional ou com
as prerrogativas gerais do advogado ou se configurar crítica de caráter
doutrinário, político ou religioso.
§ 3º Recebidas ou não as informações e convencendo-se da
procedência da ofensa, o relator emite parecer que é submetido ao
Conselho.
§ 4º Em caso de acolhimento do parecer, é designada a sessão de
desagravo, amplamente divulgada.

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Exame de Ordem
Damásio Educacional
§ 5º Na sessão de desagravo o Presidente lê a nota a ser publicada na
imprensa, encaminhada ao ofensor e às autoridades e registrada nos
assentamentos do inscrito.
§ 6º Ocorrendo a ofensa no território da Subseção a que se vincule o
inscrito, a sessão de desagravo pode ser promovida pela diretoria ou
conselho da Subseção, com representação do Conselho Seccional.
§ 7º O desagravo público, como instrumento de defesa dos direitos e
prerrogativas da advocacia, não depende de concordância do
ofendido, que não pode dispensá-lo, devendo ser promovido a critério
do Conselho. (NR)10”

“Art. 19. Compete ao Conselho Federal promover o desagravo público


de Conselheiro Federal ou de Presidente de Conselho Seccional,
quando ofendidos no exercício das atribuições de seus cargos e ainda
quando a ofensa a advogado se revestir de relevância e grave violação
às prerrogativas profissionais, com repercussão nacional.

Parágrafo único. O Conselho Federal, observado o procedimento


previsto no art. 18 deste Regulamento, indica seus representantes
para a sessão pública de desagravo, na sede do Conselho Seccional,
salvo no caso de ofensa a Conselheiro Federal.”

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Exame de Ordem
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INCOMPATIBILIDADE E IMPEDIMENTOS (Art. 28 ao 30 EOAB)

Art. 29, EOAB - Trata de exclusividade.

“Art. 29. Os Procuradores Gerais, Advogados Gerais, Defensores


Gerais e dirigentes de órgãos jurídicos da Administração Pública direta,
indireta e fundacional são exclusivamente legitimados para o exercício
da advocacia vinculada à função que exerçam, durante o período da
investidura.”

Incompatibilidade Impedimento
Art. 28, EOAB (Artigo taxativo) Art. 30 EOAB
Proibição total de exercer a advocacia Proibição Parcial de exercer a advocacia.

Exceção – Lei 14.365/2022 militares na ativa e Com restrição, uma limitação como os servidores
exercem atividade policiais, podem obter públicos em geral.
perante a OAB inscrição especial, para exercer Exceto contra a fazenda pública que o remunera ou o
advocacia para causas próprias. qual esteja vinculado
membros do poder legislativos.

OBS.:
• Art. 30, § único, advogado professor em curso de direito, exceção à regra do impedimento.

• Membro da Mesa do Poder Legislativo, é incompatível.

• O afastamento temporário da atividade incompatível não afasta a incompatibilidade.

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HONORÁRIOS PROFISSIONAIS

Natureza Jurídica: o STF e o STJ, já pacificaram que tem natureza alimentar (não é salário) e que, portanto, os
honorários são impenhoráveis.

Honorários profissionais:
▪ Art. 22 ao 26 do EAOB;
▪ Art. 48 ao 54 do CED;
▪ Art. 14, RGOAB.

Elementos para fixação dos honorários:


▪ Moderação.
▪ Tabela de honorários da OAB (criada privativamente pelo Conselho Seccional da OAB de cada
Estado) art. 58 do EOAB, essa tabela vai estabelecer o Piso dos honorários, honorários serão fixados
da tabela para cima já que ela traz o piso.
▪ Código de ética e Disciplina.

OBS.: Fixar os honorários muito abaixo da tabela “Aviltamento”, valores irrisórios é proibido, no Art. 2º, VIII,” f” do
Código de Ética.

Existe a possibilidade de Gratuidade na Advocacia (Advocacia PRO BONO) – Art.30, CED

É a prestação de serviço jurídico de forma gratuita,


O que é advocacia PRO BONO
eventual e voluntária
A advocacia pro bono pode para: instituições sem fins
Para quem pode ser prestada a Adv. PRO lucrativos, para seus assistidos e para pessoas naturais
BONO que não tenham condições de contratar sem
comprometer a sua subsistência.
A advocacia não pode ter fins Políticos, eleitorais, como
O que não pode na Advocacia PRO BONO finalidade captação de causas e clientelas, não pode
visar a publicidade do escritório

Honorários e suas Espécies:


a) Convencionados;
b) Arbitrados;
c) Sucumbência;
d) Assistenciais.

a) Convencionados: são os convencionados diretamente com o cliente, preferencialmente por um


contrato escrito, colocar todas as informações cabíveis. Constitui título executivo extrajudicial. Compensação de
crédito, art. 48 §2º CED, desde que seja convencionado com o cliente.

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OBS.: Salvo estipulação em sentido contrário, o advogado deverá receber seus honorários da seguinte forma: 1/3
no início, 1/3 na sentença e 1/3 ao término da sua atuação.

b) Arbitrados: são os arbitrados pelo juiz. Será arbitrado, quando o advogado for contratado de forma
verbal, no caso de beneficiários de assistência judicial, diante da possibilidade da Defensoria Pública no local, neste
caso arbitrados pelo juiz e pagos pelo Estado, independente do êxito da ação.
c) Sucumbenciais: são aqueles fixados pelo juiz, ao término da ação, ao advogado vencedor, e que
devem ser pagos pela parte vencida. Não excluem os convencionados, pois quem para os convencionados é o
cliente, os sucumbenciais quem pagará é o advogado que perdeu a ação. Mas devem ser considerados no momento
da contratação, não tem como o advogado receber mais do que o cliente (moderação).

Art. 14 RGOAB – Os honorários de sucumbência não integram o salário ou a remuneração do advogado.

• Não são considerados para efeitos trabalhistas.


• Não são considerados para efeitos previdenciários.

d) Assistenciais: são aqueles fixados pelo juiz, em ações coletivas, propostas por entidades de classe
(sindicatos), Art. 22 §6º e 7º EOAB

OBS.: atualização – 14.365/2022, 03/06/2022.

Art. 24-A EOAB – O bloqueio de patrimônio do cliente, está garantido ao advogado, e a liberação de até
20% dos bens bloqueados, para seu recebimento de honorários e reembolso de gastos com a defesa. Salvo, causas
relacionadas com a lei de drogas.

Honorários Ad Exitum ou Contrato com cláusula Cota Litis.

Art. 50 CEOAB - Forma de contratação, onde o advogado estabelece a título de honorários uma
porcentagem do proveito obtido pelo cliente ao término da ação.

Características: Cláusula, desde que contrate por escrito, recebimento em espécie, honorários ad exitum (conforme
o êxito da ação), contrato de risco, poderá se receber até 30% do cliente.

Não podemos receber honorários por meio de duplicatas e letra de câmbio.

Por meio de cheque e promissória, sim e poderá ser levado a protesto diante do inadimplemento.

Fatura bancária, depende desde que o advogado contrate dessa forma, mas diante do inadimplemento não
poderá ser levada a protesto.

A prescrição para cobrança de honorários é de 5 anos do término da relação profissional.

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INFRAÇÕES E SANÇÕES DISCIPLINARES

Estatuto da Advocacia – Art. 34 ao 43.

Infrações, art. 34 EAOAB.

Sanções Disciplinares e punições:

a) Censura (I a XVI + XXI);

b) Suspensão (XVII a XXV);

c) Exclusão (XXVI a XXVIII);

d) Multa;

a) Censura (Art. 36, EAOAB):

• Sanção mais leve;


• Infrações menos graves;
• Não é publicada;
• Vai ser registrada nos assentamentos do inscrito.

Advertência (art. 40, EAOAB) não é sanção disciplinar:

Advertência é uma alternativa à sanção de censura, diante de uma circunstância atenuante, não é
registrada nos assentamentos do inscrito, mas consta em ofício reservado.

▪ Não é publicada;
▪ Não vai ser registrada nos assentamentos do inscrito.

Infrações passíveis de Censura (art. 34, I ao XVI e XXIX EAOAB):

Exemplo: Violar sigilo profissional, estará sujeito a censura.

Código de Ética e Disciplina (CED)

Dica: Violar CED é censura.

Estagiário (inciso XXIX, EAOAB) infração é de sanção Censura.

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b) Suspensão (Art. 37 EAOAB):

A Suspensão, em regra geral impede o exercício da advocacia por 30 dias a 12 meses.

Exceções: (Poderão passar o prazo de 12 meses)

• Deixar de prestar conta ao cliente, de quantias recebidas por conta dele ou terceiros por conta dele.
Continuará suspenso até que preste contas do valor atualizado.

• Suspensão por erros reiterados, inépcia profissional, desconhecimento da técnica jurídica de forma
reiterada.

Permanecer até que seja aprovado em novas provas de habilitação.

Sanção de Suspensão é publicada.

Terá registro da suspensão nos assentamentos do inscrito.

Infrações passíveis de suspensão:

Reincidência em infração tem como consequência a suspensão, reincidência não precisa ser na mesma
infração.

Dinheiro, é infração de suspensão. (Deixar de prestar conta, recebeu dinheiro para aplicação ilícita)

Reter autos de forma abusiva, extraviar autos, para que fica clara a retenção abusiva, não é necessário
causar prejuízo a parte contrária, independe de causar prejuízo, independe de dolo.

Para que fique caracterizada a retenção abusiva, é necessário que o advogado seja intimado a devolver os
autos e não devolver, aí será aplicada a retenção abusiva.

Se foi intimado e devolveu no prazo, não caracterizou a retenção abusiva.

Conduta incompatível com advocacia de forma habitual:

Exemplo: Embriaguez habitual, toxicomania, jogos de azar não autorizados por lei, incontinência pública
escandalosa, caracteriza suspensão.

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c) Exclusão (Art. 38, EAOAB):

É a sanção mais grave, a ser aplicada a seus inscritos, tem como consequência o cancelamento da inscrição.

Para que seja aplicada necessário 2/3 do conselho seccional, devem concordar com sua aplicação.

É publicada e será incluída a informação nos assentamentos do inscrito.

Infrações passiveis de exclusão, serão 5:

• Condenação baseada em falsa prova para inscrição;

• Prática de um crime;

• Após a terceira Suspensão;

• Perda de Idoneidade moral;

• Prática diante da Colaboração Premiada (Atualização lei 14.365/22) - Advogado prestando


colaboração premiada, por quem foi cliente.

d) Multa:

Pode variar de 1 a 10 anuidades.

Somente poderá ser aplicada de forma cumulativa, a censura ou a suspensão.

Diante de circunstância agravante, será cumulada com multa.

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PRESCRIÇÃO – Art. 43, EAOAB e REABILITAÇÃO – Art. 41, EAOAB

PRESCRIÇÃO:

Prescrição em 5 anos, a partir da data de constatação oficial dos fatos.

A partir do momento que OAB tomou conhecimento, o TED deve se manifestar.

Prescrição em 3 anos, intercorrente, é aquela que se dá dentro do processo, a OAB tomou ciência e ficou
parado, processo paralisado, pendente de despacho, pendente de julgamento, guardado na gaveta, perdido, e
neste caso a OAB deverá abrir um processo, para a apuração.

Tem hipóteses que interrompem a prescrição:


• Com a instauração do processo disciplinar
• Notificação do representado
• Decisão condenatória recorrível, de qualquer órgão julgador da OAB

REABILITAÇÃO:

Art. 41, EAOAB.

“Art. 41. É permitido ao que tenha sofrido qualquer sanção disciplinar


requerer, um ano após seu cumprimento, a reabilitação, em face de
provas efetivas de bom comportamento.

Parágrafo único. Quando a sanção disciplinar resultar da prática de


crime, o pedido de reabilitação depende também da correspondente
reabilitação criminal.”

Ocorre mediante provas de reabilitação, e o advogado voltará a ser primário.

Exemplo: Punido hoje, necessário aguardar 1 ano, após o cumprimento da sanção, para pedir a reabilitação.

O que são provas de reabilitação, certidões criminais, certidões do TED.

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PROCESSO DISCIPLINAR (art. 68 ao 77 do EOAB e art. 55 ao 69 CED)

Para que sejam aplicadas as sanções, é necessário a abertura de um processo disciplinar, considerando que
o contraditório e ampla defesa sejam observados.

Diplomas aplicados aos processos da OAB, Estatuto da Advocacia e o Código de Ética, e de forma subsidiária
o Código Processual Penal, no assunto de infrações.

Se não for relacionado à infração, serão aplicadas subsidiariamente as Normas do Processo Administrativo
e dos processos Civil.

Representação:

Quem pode representar o advogado perante a OAB?

A representação pode ser de ofício; do próprio Conselho Seccional; pode partir de uma subseção; e pode
partir do TED. Pode partir de qualquer interessado, sendo vedado o anonimato (apócrifa).

Para quem deve ser formulada a representação?

A representação deverá ser formulada ao presidente seccional ou de subseção.

Processo Disciplinar:

• Art. 68 ao 77, EAOAB;

• Art. 55 ao 69, CED.

Na representação deve conter:

• Identificação do representante;
• Qualificação/endereço;
• Fatos;
• Documentos/Provas;
• Assinatura do representante OU identificação de quem levou a termo a representação.

Prazo: 15 dias.

Defesa Prévia: 15 dias – pode ser prorrogado por igual período à critério do relator.

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Razões Finais.

Recurso: 15 dias.

Sustentação Oral (TED): 15 minutos APÓS o voto do relator

Primeiro o representante depois o representado.

• Sigilo:

Partes
Defensores
Autoridade Judicial

• Dativo:

Advogado -> Não encontrado


Advogado -> Encontrado -> Revel

• Testemunhas:

Até 5 testemunhas.

• Indeferimento de provas:

Pelo Relator:

Revisão: Erro de julgamento ou falsa prova.

Legitimidade para requerer: Advogado punido.

Competência: Conselho Seccional ou Conselho Federal.

Competência:

Conselho Seccional: do local da infração.

Conselho Federal: Perante:


i. Membro do Conselho Federal
ii. Presidente do Conselho Seccional

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Obs.: 2ª Câmara
i. Membro do Conselho Federal
ii. Membro Honorário Vitalício (ex-presidente da OAB)
iii. Detentor da Medalha Rui Barbosa

Obs.: Conselho Pleno

Recurso: Art. 75 ao 77, EAOAB.

Prazo: 15 dias úteis.

Competência:

Conselho Seccional Conselho Federal


TED – “TUDO” – Presidente do Conselho
Seccional

Subsecção: Caixa de Assistência dos


Advogados
Não unânimes
Recurso: Art. 75 ao 77 EAOAB
• Efeitos - Suspensivo Unânime OAB
- Devolutivo

Só * Falsa Prova para Inscrição


* Eleição
* Suspensão Preventiva

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ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL – ÓRGÃOS DA OAB

Órgãos da OAB:

• Art. 44 ao 62 do EAOAB;

• Art. 44 ao 127 do RGOAB.

Não é vinculada ou subordinada a nenhum órgão da adm. pública, é serviço público federal independente.

Imunidade tributária total.

Formada pelos:

• Conselho Federal;

• Conselhos Seccionais;

• Subseções;

• Caixa de Assistência dos Advogados.

Possuem personalidade jurídica própria.

Somente a subseção não possui, personalidade jurídica própria.

Conselho Federal da OAB:

Composição do conselho federal, é formado por:

• Delegações (cada estado tem sua delegação) e

• Ex-presidentes, membro honorário vitalício.

Cada delegação é formada por 3 conselheiros federais eleitos a cada 3 anos por eleição direta.

Quem tem direito de voto e voz:

Quem vota no conselho federal são as delegações, quem tem direito a voto são as delegações.

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Ex-presidente somente direito a voz em regra geral;

Exceção: ex-presidente que assumiu o cargo antes do ano de 1994, ele tem direito a voto e a voz.

Classificação de competência do Conselho Federal:

Art. 54, EOAB.

Editar e alterar o código de ética e disciplina;

Provimentos;

E o Regulamento Geral da OAB (RG);

Intervir no conselho seccional quando esse violar normas, precisa de concordância de 2/3 das delegações
para a interferência.

Art. 54, XIV – competências.

Conselho Seccional

Conselheiros seccionais

Nº proporcional ao nº de inscritos.

Conselho seccional quem vota, são os conselheiros seccionais.

• Para cada 3.000 inscritos → 30 membros + 1 conselheiros.


• Para cada 3.000 → mais um conselheiro até o máximo de 80 conselheiro.

Mesma regra para o ex-presidente do conselho federal, direito a voz em deliberações e com a exceção no
caso de mandato antes de 1994.

Classificação de Competência do Conselho Seccional:


• Art. 58 EAOB
• Art. 105 do RGOAB

O Conselho Seccional é competente para criar Subseções, Caixa de Assistência dos Advogados.

Criar subseções e caixa de assistências dos advogados.

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Intervir nas subseções e caixa de assistência dos advogados, para essa intervenção ocorra necessária a
concordância de 2/3 dos conselheiros.

Honorários dos Advogados, quem cuida é a seccional de cada anuidade, contribuições obrigatórias de seus
inscritos, cada estado tem sua tabela.

Competência para determinar a composição e o funcionamento do TED.

Art. 105, V do RGOAB: competência de ADI, ação civil pública, mandado de segurança coletivo.

Subseções:
Os requisitos para subseção pelo menos 15 profissionais domiciliados na área territorial (a área pode
abranger um ou mais municípios da capital do estado e em um mesmo município podemos encontrar várias
subseções)

Subseção integrada ao conselho seccional (braço mais forte), necessário que tenha pelo menos 100
advogados profissionalmente domiciliados na área territorial.

“Mini Seccional”, faz as vezes da Seccional o que lhe for cabível, receber inscrições por exemplo, para deferir
terá que ser feita pelo conselho seccional, nem seus assuntos privativos.

Caixa de Assistência dos Advogados:


Apenas 1 por Estado.

Requisitos para que o conselho seccional crie a caixa de assistência, deverá contar com pelo menos 1500
inscritos na área territorial da seccional.

Sua principal atividade/finalidade, prestar assistência: descontos e livros, odontologia, ambulância,


vacinação.

Para que a caixa de assistência funcione precisa receber dinheiro da seccional, que repassa 50% das
anuidades descontadas as deduções obrigatórias, que são 60% dessas deduções.

Serão repassadas o valor de 20% a caixa de assistência.

Quem tem competência de criar e manter a caixa de assistência de advogados, é o conselho seccional.

No caso de a caixa de assistência se extinguir todo o patrimônio da caixa retorna ao conselho seccional.

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ELEIÇÕES DA OAB E MANDADO - Art. 63 ao 67 do EAOAB

Eleições gerais da OAB Diretoria do conselho federal

Data 2ª quinzena do mês de novembro 31 de janeiro do ano seguinte


Início do Mandato 1º de janeiro 1º de fevereiro
Prazo 3 anos com reeleição 3 anos com reeleição
Eleição Direta, obrigatória a todos Eleição Indireta, quem vota são os
Voto os inscritos, não votou 20% da conselheiros federal, e eleger a
anuidade de multa diretoria do conselho federal

Não é permitida a eleição individual, deverá ser por chapa.

A chapa é formada por:

• Conselheiros seccionais
• Diretoria dos conselheiros seccionais
• Conselho federal
• Diretoria da caixa de assistência dos advogados

Todos os cargos da OAB, não são renumerados.

Requisitos para candidatura:

• Advogado inscrito, no respectivo conselho seccional


• Não exercer atividade incompatível com a advocacia
• Estar em situação regular com OAB (em dia com a anuidade)
• Não ocupar cargo exonerável “ad nutum”
• *Não ter condenação disciplinar (salvo reabilitação)
• Exercer efetivamente a advocacia a mais de 3 anos, para cargos de conselheiro seccional e
subseções ou mais de 5 anos para os demais cargos.

Extinção do Mandato:

• Cancelamento da inscrição
• Licenciamento do profissional
• Condenação disciplinar (censura também)
• Falta injustificada, a 3 reuniões consecutivas

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CNA – Conferência da Advocacia Brasileira:

Art. 145 do RGOAB.

“Art. 145. A Conferência Nacional dos Advogados é órgão consultivo


máximo do Conselho Federal, reunindo-se trienalmente, no segundo
ano do mandato, tendo por objetivo o estudo e o debate das questões
e problemas que digam respeito às finalidades da OAB e ao
congraçamento dos advogados.
§ 1º As Conferências dos Advogados dos Estados e do Distrito Federal
são órgãos consultivos dos Conselhos Seccionais, reunindo-se
trienalmente, no segundo ano do mandato.
§ 2º No primeiro ano do mandato do Conselho Federal ou do Conselho
Seccional, decidem-se a data, o local e o tema central da Conferência.
§ 3º As conclusões das Conferências têm caráter de recomendação aos
Conselhos correspondentes.”

Que ocorre a cada 3 anos no 2º ano do mandato.

Tem caráter de recomendações, aos assuntos debatidos na conferência.

Art. 32, EAOAB.

O advogado é responsável pelos atos praticados, em caso de lide temerária responderá o advogado,
solidário com o cliente, desde coligado, para lesar a parte contrária, será apurado em ação própria.

“Art. 32. O advogado é responsável pelos atos que, no exercício


profissional, praticar com dolo ou culpa.

Parágrafo único. Em caso de lide temerária, o advogado será


solidariamente responsável com seu cliente, desde que coligado com
este para lesar a parte contrária, o que será apurado em ação própria.”

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SIGILO PROFISSIONAL E PUBLICIDADE

a) Sigilo Profissional:

O sigilo profissional do advogado é característica fundamental para o exercício da advocacia.

O Código de Ética e Disciplina da OAB, regula o sigilo profissional do advogado nos arts. 25, 26 e 27.

O art. 25, dispõe que esse sigilo é inerente à profissão de advogado e deve ser sempre cumprido, salvo sob
grave ameaça aos direitos à vida e à honra ou sob afronta de seu constituinte onde deva revelar segredo
profissional, ainda assim restringindo-se ao interesse da causa.

Ainda que autorizado pelo cliente, o advogado não poderá revelar as informações confidenciadas a ele por
meio de testemunho, uma vez que a assistência jurídica não pode ser colocada em risco.

b) Publicidade:

O Código de ética da OAB estabelece alguns limites das condutas adotadas pelos advogados.

Recentemente (julho de 2021), o Conselho Feral aprovou o Provimento 205/2021, que dispõe sobre as
novas regras de publicidade na advocacia.

É importante mencionar o art. 3°, que dispõe o seguinte:

“Art. 3º A publicidade profissional deve ter caráter meramente


informativo e primar pela discrição e sobriedade, não podendo
configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão,
sendo vedadas as seguintes condutas:

I - referência, direta ou indireta, a valores de honorários, forma de


pagamento, gratuidade ou descontos e reduções de preços como
forma de captação de clientes;

II - divulgação de informações que possam induzir a erro ou causar


dano a clientes, a outros(as) advogados(as) ou à sociedade;
III - anúncio de especialidades para as quais não possua título
certificado ou notória especialização, nos termos do parágrafo único
do art. 3º-A do Estatuto da Advocacia;

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IV - utilização de orações ou expressões persuasivas, de
autoengrandecimento ou de comparação;

V - distribuição de brindes, cartões de visita, material impresso e


digital, apresentações dos serviços ou afins de maneira indiscriminada
em locais públicos, presenciais ou virtuais, salvo em eventos de
interesse jurídico.”

Neste sentido, é possível constatar que o marketing jurídico não é vedado. O que o Código não admite é a
propaganda direta dos serviços jurídicos ofertados, com a finalidade de capitalização de clientes e mercantilização
da profissão.

O art. 2° trouxe conceitos importantes que ditarão diretrizes que evitam a transgressão das regras
estipuladas, bem como fazer valer as permissões concedidas, uma vez que anteriormente, havia diversas vedações
no que tange à publicidade.

Considerando a modernização, juntamente com a legislações que os advogados são submetidos, ainda
permanecem algumas limitações sobre a utilização da publicidade na internet, previstas no art. 33.

As limitações ora apontadas, são importantes para evitar a banalização da profissão e a consequente
competição de preços pelos profissionais considerados fundamentais para o funcionamento da justiça, bem como
da manutenção da ordem social.

Lembrando que o advogado pode se utilizar de ferramentas de marketing para conteúdos jurídicos, sendo
proibida a utilização de publicidade que esteja disfarçada de mercantilização e capitalização de clientes.

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