Centro Universitário 7 de Setembro
Engenharia Civil
RELATÓRIO
Ensaio de determinação da consistência pelo abatimento do tronco de
cone – Slump test (NBR NM 67:1998)
Disciplina: Materiais de construção civil I
Matrícula: 56052340
Professor: Deyvid de Souza Elias
Aluno: César Antônio de Moura Pacheco
1. Resumo
O ensaio de determinação da consistência pelo abatimento do tronco de
cone ou slump test, normatizado pela NBR NM 67/96, é utilizado para determinar a
consistência do concreto fresco através de seu assentamento. Através dos ensaios
realizados foi possível conhecer a forma correta de realizar o slump test, processo que
poderá contribuir ou não para o aceite de um concreto. O conhecimento obtido possibilitará
um maior controle do concreto, trazendo assim, mais segurança e confiança à obra.
2. Introdução
A principal propriedade do concreto antes de seu endurecimento é a
trabalhabilidade. A trabalhabilidade determina o esforço para manipular, transportar, lançar e
adensar o concreto sem perda mínima de homogeneidade.
A trabalhabilidade é composta por:
Mobilidade/fluidez: que caracteriza a consistência, esta é a parte mensurável da
plasticidade (Slump test);
Coesão/homogeneidade: capacidade de manter a água na mistura (evitar exsudação);
Manter os agregados distribuídos de maneira uniforme em toda massa;
A água torna-se fator determinante para a definição do adensamento, pois, massas
mais secas exigem uma energia de adensamento maior do que massas mais fluídas.
Os fatores que afetam a trabalhabilidade são:
Quantidade de água/mistura seca;
Para cada tipo de cimento existe uma relação água/cimento (a/c) que deve ser atendida
para que a resistência mecânica seja mantida;
A quantidade de água possui um limite que quando excedido influência na
trabalhabilidade;
Para medir a trabalhabilidade do concreto dispomos de vários métodos, um deles é o
chamado “cone de Abrams” ou ensaio de abatimento do tronco de cone (Slump Test), que
consiste em encher uma camada de 10 cm de altura com concreto. Compactar com vinte e
cinco golpes em uma barra com 16 mm de diâmetro. Repetir o mesmo procedimento para
as duas camadas seguintes.
Espere de cinco a dez segundos e retire o molde lentamente.
Coloque o molde, agora com a base menor voltada ao chão.
Compare a diferença de altura entre o molde e o tronco de cone de concreto fresco, que é o
abatimento ou slump, em centímetros (cm). Verifique se o valor do teste corresponde ao
valor especificado, ou está dentro do limite de tolerância normativa
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O número de centímetros do recalque, chamado abatimento, mede a
plasticidade da mistura.
Este ensaio é simples e permite verificar a regularidade da quantidade de
água adicionada ao concreto, bem como a quantidade de agregado miúdo ou areia
adicionada. Mas não permite controlar a constância da dosagem.
Quanto mais seco o concreto estiver, menor será o seu “abatimento”, devido
ao seu nível de trabalhabilidade para ser moldado. E quanto mais fluído, maior será o valor
de seu abatimento.
Há três tipos de abatimento a se considerar:
Verdadeiro ou Real: o monte de concreto simplesmente diminui de altura, mantendo
aproximadamente a sua forma;
Cortado: o monte de concreto tomba para o lado;
Colapso: o monte de concreto cede completamente.
Tanto o abatimento verdadeiro como o cortado podem ocorrer com a mesma
mistura, não se devendo, porém compará-los entre si. O único abatimento que apresenta
validade é o abatimento verdadeiro. Caso venha ocorrer um abatimento cortado, é
necessário efetuar um novo teste. Caso se repita o corte, provavelmente isso será devido à
composição da mistura ou à fôrma em que o teste foi realizado. Abatimentos cortados muito
frequentemente sugerem um reestudo da dosagem na mistura. Os abatimentos cortados
precisam ser medidos e marcados com observação, o mesmo ocorrendo com abatimentos
em colapso.
Para evitar misturas com consistência seca ou muito fluida. Recomendam-se
as faixas de abatimento apresentadas na Tabela, para as obras mais correntes.
Classificação das consistências do concreto
TIPOS DE CONSTRUÇÃO ABATIMENTO (mm)
Fundações, tubulões paredes 30 a 100
grossas
Vigas, lajes, paredes finas 50 a 100
Pavimentos 30 a 50
Obras maciças 20 a 50
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3. Materiais e Equipamentos
Os materiais e equipamentos utilizados nos ensaios foram os seguintes:
- Peneira 4,75mm
- Brita
- Aditivo plastificante concentrado
- Água
- Cimento CP II – Z- 32
- Areia média/fina
4. Procedimento experimental
Os ensaios realizados no laboratório do Centro Universitário Sete de
Setembro seguiram os seguintes procedimentos e metodologia:
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4.1. Teste de Slump
1. Foi feito a seleção dos agregados miúdos na peneira;
2. Calculado o traço de acordo com a norma NBR NM 248;
3. Pesado o material de acordo com o traço calculado;
4. Colocado o agregado graúdo na betoneira com 1/3 de água;
5. Ligado betoneira;
6. Colocado o agregado miúdo na betoneira com 1/3 de água;
7. Ligado betoneira;
8. Colocado cimento na betoneira com o restante da água;
9. Ligado betoneira e logo depois desligar para observar a consistência do concreto;
10. Foi adicionado 10ml de aditivo plastificante para melhorar a trabalhabilidade;
11. Já com o conjunto para Slump Test - base, cone de Abrams, funil e haste de
adensamento;
12. Enchemos uma camada de 10 cm de altura com concreto, foi compactado com vinte e
cinco golpes utilizando a haste, repetimos o mesmo procedimento para as duas
camadas seguintes;
13. Foi retirado o excesso de concreto uma régua;
14. Esperamos de cinco a dez segundos e retire o molde lentamente;
15. Colocamos o molde, agora com a base menor voltada ao chão;
16. Foi colocado a régua em cima do molde para medir o abatimento do concreto;
17. E comparamos a diferença de altura entre o molde e o tronco de cone de concreto
fresco, que foi de 7,2 centímetros (cm).