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Jurisdição e Competência no Processo Penal

O texto aborda os conceitos de jurisdição e competência no direito processual penal. A jurisdição é a atuação do Estado na aplicação do direito a um caso concreto de forma definitiva, resolvendo uma crise jurídica. Já a competência diz respeito à determinação do órgão jurisdicional que deverá processar e julgar determinada causa, levando em conta aspectos como a matéria, a pessoa e o local.

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Jurisdição e Competência no Processo Penal

O texto aborda os conceitos de jurisdição e competência no direito processual penal. A jurisdição é a atuação do Estado na aplicação do direito a um caso concreto de forma definitiva, resolvendo uma crise jurídica. Já a competência diz respeito à determinação do órgão jurisdicional que deverá processar e julgar determinada causa, levando em conta aspectos como a matéria, a pessoa e o local.

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Aula 08

Direito Processual Penal p/ PC-PE


(Agente) - 2021 - Pré-Edital

Autor:
Equipe Legislação Específica
Estratégia Concursos, Renan
Araujo, Equipe Penal e Processo
Penal
10 de Maio de 2021

85416800020 - Felipe Alegransi


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Sumário

JURISDIÇÃO......................................................................................................................................4

1 Conceito .................................................................................................................................4

2 Características da Jurisdição ..................................................................................................5

2.1 Inércia ..............................................................................................................................5

2.2 Caráter substitutivo .........................................................................................................6

2.3 Definitividade ..................................................................................................................6

3 Princípios da Jurisdição ..........................................................................................................6

3.1 Investidura .......................................................................................................................6

3.2 Indelegabilidade .............................................................................................................7

3.3 Inevitabilidade da jurisdição............................................................................................7

3.4 Inafastabilidade da jurisdição (ou indeclinabilidade) ......................................................7

3.5 Princípio do Juiz natural ..................................................................................................8

3.6 Territorialidade (Aderência ou improrrogabilidade)........................................................8

3.7 Espécies de Jurisdição ....................................................................................................8

DA COMPETÊNCIA ..........................................................................................................................9

1 Competência em razão da matéria (ratione materiae) ou competência de Jurisdição ou


competência de Justiça. ..............................................................................................................10

2 Competência em razão da pessoa (ratione personae) .........................................................13

2.1 Conflito aparente entre a competência de foro por prerrogativa de função e a


competência do Tribunal do Júri .............................................................................................16

3 Competência Territorial (ratione loci) ...................................................................................18

3.1 Em razão do local da infração .......................................................................................18

3.2 Em razão do domicílio do réu .......................................................................................20

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4 Da Conexão e da Continência..............................................................................................21

5 Regras aplicáveis nos casos de determinação da competência pela conexão ou continência


23

6 Separação de processos em hipóteses de conexão e continência ......................................25

7 Competência penal do STF, do STJ, doa TRFs, dos Juízes Federais e dos Juizados Especiais
Criminais Federais ........................................................................................................................28

7.1 Da competência criminal do STF ..................................................................................28

7.2 Competência Criminal do STJ.......................................................................................33

7.3 Competência Criminal da Justiça Federal (Juízes, TRFs e Juizados Especiais Federais)
35

7.4 Pontos polêmicos ..........................................................................................................40

DISPOSITIVOS LEGAIS IMPORTANTES ..........................................................................................40

SÚMULAS PERTINENTES ................................................................................................................51

1 Súmulas vinculantes..............................................................................................................51

2 Súmulas do STF ....................................................................................................................51

3 Súmulas do STJ ....................................................................................................................53

JURISPRUDÊNCIA CORRELATA .....................................................................................................55

EXERCÍCIOS COMENTADOS .........................................................................................................61

EXERCÍCIOS PARA PRATICAR ......................................................................................................117

GABARITO ....................................................................................................................................141

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Olá, meus amigos!

Hoje vamos estudar um tema MUITO relevante, que costuma ser muito cobrado em provas de

concursos públicos, que é a competência. Antes, daremos uma passada pela Jurisdição, pois é

fundamental para a perfeita compreensão da competência no processo penal.

Muita atenção, pois temos vários entendimentos jurisprudenciais importantes!

Nossa aula já está atualizada de acordo com as teses firmadas pelo STF no julgamento da AP 937

(ação penal 937), na qual o STF restringiu o alcance do foro privilegiado.

Friso que o chamado “Juiz das Garantias”, incluído no CPP pela Lei 13.964/19, ainda não está

devidamente implantado, tendo havido a suspensão da eficácia dos artigos do CPP que tratam

do Juiz das Garantias (decisão liminar proferida na ADI 6298/DF).

Bons estudos!

Prof. Renan Araujo

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JURISDIÇÃO

1 Conceito

O Estado, enquanto poder soberano, exerce três grandes funções: Administrativa, legislativa
e jurisdicional. A primeira é exercida pelo Executivo, a segunda pelo Legislativo e a terceira pelo
Judiciário. Nas aulas de Direito Constitucional vocês verão que, na verdade, cada um dos Poderes
da República exerce primordialmente uma função, e não exclusivamente. Entretanto, para o nosso
estudo, basta que vocês saibam isso.

Dentre estas funções, como eu disse acima, ao Judiciário cabe a função jurisdicional. Mas em
que consiste a função jurisdicional? Para entendermos, vamos à etimologia da palavra.

Jurisdição deriva do latim, iuris dictio, que significa DIZER O DIREITO. Partindo desta
premissa, podemos conceituar a Jurisdição como:

A atuação do Estado consistente na aplicação do Direito vigente a um caso


concreto, resolvendo-o de maneira definitiva, cujo objetivo é sanar uma crise
jurídica e trazer a paz social.

E o que seriam a CIRCUNSCRIÇÃO e a ATRIBUIÇÃO?

• Atribuição – É a “competência” conferida a autoridades administrativas para a prática


de determinada função. Assim, o Delegado de Polícia possui atribuição, e não
competência, pois o termo competência se restringe aos órgãos jurisdicionais.
• Circunscrição – A circunscrição é o espaço territorial em que uma autoridade policial
(Delegado de Polícia) exerce sua atribuição.

A finalidade da jurisdição, ou seu escopo, é trazer a paz social. Entretanto, essa é sua
finalidade social. Ela possui, ainda, pelo menos duas outras finalidades.

A jurisdição possui um escopo jurídico, que é resolver o imbróglio jurídico que perdura, dizer
quem tem o direito no caso concreto, segundo o sistema jurídico vigente. O fortalecimento do
senso de democracia participativa também se insere nesse escopo da jurisdição, quando falamos,
por exemplo, da Ação Popular (que também possui previsão para o a seara penal).

Possui também, uma finalidade política, que é a de fortalecer a imagem do Estado como
entidade soberana, que tem o poder de dizer quem está certo e fazer valer essa decisão.

Por fim, a jurisdição possui um escopo educacional ou pedagógico, que, no processo penal,
tem por finalidade transmitir à população a aplicação prática do Direito, fazendo com que a

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população se torne cada vez mais consciente daquelas condutas que são penalmente tuteladas
(parte da Doutrina entende como sendo integrante do escopo social).

2 Características da Jurisdição

2.1 Inércia

O Princípio da inércia da jurisdição significa que o Estado-Juiz só se movimenta, só presta a


tutela jurisdicional se for provocado, se a parte que alega ter o direito lesado ou ameaçado acioná-
lo, requerendo que exerça seu Poder jurisdicional.

Entretanto, existem exceções. Vocês não precisam saber todas. O que vocês precisam saber
é que há exceções, e isso basta. Uma delas é a possibilidade que o Juiz tem de, ex officio (sem
provocação), conceder a ordem de Habeas Corpus, sempre que a pessoa estiver presa mediante
abuso de poder ou ilegalidade. Nos termos do art. 654, § 2° do CPP:

§ 2º Os juízes e os tribunais têm competência para expedir de ofício ordem de


habeas corpus, quando no curso de processo verificarem que alguém sofre ou está
na iminência de sofrer coação ilegal.

A jurisdição é inerte por alguns motivos, dentre eles:

Um conflito jurídico pode não ser um conflito social, e não cabe ao Juiz criar um.
Um Juiz que dá início a um processo, mal ou bem, está a indicar para qual lado tende a
julgar, e isso violaria o princípio da imparcialidade de Juiz.

Assim, não pode um Juiz dar início a um processo (salvo as raríssimas exceções legais), sob
pena de violação a este princípio da Jurisdição.1

Depois de ajuizada a ação, e consequentemente, provocado o Judiciário, a inércia da


jurisdição tem fim, e o processo é conduzido por impulso oficial (sem que haja necessidade de
provocação das partes). Entretanto, embora não haja necessidade de provocação das partes para
que o processo tramite, em algumas situações, o desenvolvimento dependerá da colaboração

1
Um Juiz não pode dar início a um processo sem que haja provocação, nem julgar um pedido que não foi feito, porque
isso seria uma burla ao princípio da inércia. Suponhamos que Pedro tenha sido denunciado pela prática de um crime
de homicídio. Não pode o Juiz, valendo-se da denúncia oferecida, condená-lo, ainda, por um roubo cometido em
outro momento, e que não fora objeto da denúncia, SIMPLESMENTE PORQUE ISSO NÃO FOI OBJETO DA AÇÃO.
Isso é o que se chama de princípio da adstrição, ou congruência, que é um dos corolários da inércia da jurisdição.

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das partes. Tanto é que a inércia do querelante, nas ações penais privadas, por determinado lapso
temporal, gera o fenômeno da perempção, já estudado. ♀ ♂

Fato é que, embora a parte deva, em alguns casos, colaborar para o trâmite do processo,
após a movimentação do Estado-Juiz, a parte SEMPRE TERÁ UMA SENTENÇA. Entretanto, a
simples provocação do Estado-Juiz não garante ao autor uma SENTENÇA DE MÉRITO (Mais à
frente estudaremos as diferenças entre ambas).

2.2 Caráter substitutivo

Diz-se que a jurisdição possui caráter substitutivo porque a vontade do Estado (vontade da
lei) substitui a vontade das partes. Entretanto, nem sempre isso ocorre, visto que, como já
dissemos, existem ações em que a vontade do Estado ao prestar a tutela jurisdicional não
substituirá a das partes, por coincidirem. Ex: Imaginem que o MP denuncia A, por homicídio em
face de B. A, no entanto, concorda com a punição e a reconhece como merecida e justa, não se
importando em ser preso, pois matara o assassino de seu irmão.

2.3 Definitividade

Como o próprio nome indica, meus caros alunos, a jurisdição é dotada de definitividade, ou
seja, em um dado momento, a decisão prestada pelo Estado-Juiz será definitiva, imodificável.

Claro que essa definitividade só ocorrerá se a demanda for apreciada no mérito. Se


estivermos diante de uma sentença meramente terminativa (que não aprecia o mérito da
demanda), esta não fará coisa julgada material, logo, a tutela jurisdicional prestada não será
definitiva. POR ISSO SE DIZ QUE AS SENTENÇAS DE MÉRITO SÃO DEFINITIVAS. Entretanto,
alguns doutrinadores entendem que no caso de não haver sentença de mérito, NÃO HÁ
JURISDIÇÃO!

CUIDADO! Nos processos em que há sentença condenatória, esta nunca faz coisa julgada
material, pois, a qualquer tempo, pode ser promovida a revisão criminal, desde que preenchidos
alguns requisitos, nos termos do art. 621 e 622 do CPP.

3 Princípios da Jurisdição

3.1 Investidura

Para se exercer a Jurisdição, deve-se estar investido do Poder jurisdicional. Como esse Poder
pertence ao Estado, ele é quem delega esse Poder aos seus agentes. Essa delegação do Poder
jurisdicional se dá através da posse no cargo de magistrado, que, no Brasil, pode ser por concurso
público (art. 93, I da CF/88), ou pelo quinto constitucional (art. 94 da CF/88).

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3.2 Indelegabilidade

Aqueles que foram investidos do Poder jurisdicional não podem delegá-lo a terceiros. Possui
duas vertentes: Externa e Interna.

Na sua vertente externa, significa que não pode o Poder Judiciário (a quem a CF/88 conferiu
a função jurisdicional) delegá-la a outros órgãos ou a outro Poder.

Na vertente interna, significa que, após fixadas as regras de competência para julgamento
de um processo, não pode um órgão do Judiciário delegar sua função para outro órgão
jurisdicional.

3.3 Inevitabilidade da jurisdição

Esse princípio é aplicado em dois momentos distintos. Um é a vinculação obrigatória ao


processo, e o outro é a vinculação obrigatória aos efeitos da jurisdição (ou estado de sujeição).

No primeiro caso, obrigatória ou não a utilização do Poder Judiciário (a depender do tipo de


ação penal), iniciado o processo, as partes estão vinculadas à relação processual. No caso do réu,
em momento algum ele teve opção.

No segundo caso, após obrigatoriamente vinculados a participar do processo, estes sujeitos


estão obrigados a suportar a decisão (tutela jurisdicional), gostem ou não. Esse estado de sujeição
torna os efeitos da jurisdição inevitável para as partes envolvidas.

3.4 Inafastabilidade da jurisdição (ou indeclinabilidade)

Estabelece a constituição, em seu art. 5°, inciso xxxv, que:

Art. 5º, XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou
ameaça a direito;

Esse princípio também possui duas vertentes. A primeira refere-se à possibilidade que todo
cidadão tem, de levar à apreciação do Poder Judiciário uma demanda (nos casos de a demanda
ser uma ação penal, somente os legitimados podem oferecê-la), e de ter a prestação de uma
tutela jurisdicional (Isso não garante uma sentença de mérito, lembre-se!). A segunda vertente é
a de que o processo deve garantir o acesso do cidadão à ordem jurídica justa, na visão de que o
Estado só cumpre efetivamente seu papel quando efetivamente tutele o interesse da parte.

Assim, se o Judiciário demora 15 anos para julgar um processo criminal, não está oferecendo
à sociedade uma ordem jurídica justa.

Quando nos referimos ao acesso à ordem jurídica justa, especificamente no processo penal,
estamos falando em acesso à tutela jurisdicional adequada, que se materializa através:

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Ø Do acesso ao processo – Minimizando-se os obstáculos à propositura da demanda


(principalmente quando estivermos tratando de ação penal privada).
Ø Defesa Satisfatória dos hipossuficientes no processo – Notadamente com a ampliação
e fortalecimento da Defensoria Pública.
Ø Eficácia da tutela – Com o desenvolvimento das medidas cautelares assecuratórias, a
razoável duração do processo e fortalecimento dos poderes do magistrado para fazer
valer a decisão.

3.5 Princípio do Juiz natural

Esse princípio visa a evitar que a parte escolha o magistrado que irá julgar a sua causa ou,
sob a ótica inversa, que o Estado determine quem será o Juiz de uma causa após a propositura
desta. Evita-se, portanto, a escolha casuística do Juízo que irá analisar a causa.

3.6 Territorialidade (Aderência ou improrrogabilidade)

Significa que a Jurisdição possui um limite territorial. Esse limite é o território brasileiro, as
fronteiras onde o país exerce seu poder soberano.

Isso implica dizer que TODO JUIZ TEM JURISDIÇÃO EM TODO O TERRITÓRIO NACIONAL.
Entretanto, por questão de organização funcional, a competência de cada (forma pela qual
exercerá seu poder jurisdicional) é delimitada de várias formas. Falaremos mais no tópico sobre
COMPETÊNCIA.

Assim, se uma questão afirmar que quando um Juiz de São Paulo solicita a outro, do Rio de
Janeiro, a prática de um ato processual (carta precatória) porque não tem jurisdição no Rio de
Janeiro, está ERRADA! O Juiz de São Paulo tem jurisdição em todo o território nacional, o que ele
não tem é competência fora de sua base territorial.

3.7 Espécies de Jurisdição

A doutrina enumera várias espécies de “jurisdições”, baseada nos mais diversos critérios.
Entretanto, apenas duas nos serão úteis:

Ø Jurisdição superior e inferior – A inferior é exercida pelo órgão que atua no processo
desde o início. Já a superior é exercida em grau recursal. Frise-se que os Tribunais
podem atuar TANTO COMO JURISDIÇÃO INFERIOR COMO SUPERIOR, a depender
da demanda, pois existem demandas cuja competência originária para processo e
julgamento é dos Tribunais, como no caso de pessoas com prerrogativa de foro.
Ø Jurisdição comum e especial – A jurisdição especial, no processo penal, é formada
pelas 02 “Justiças especiais” estabelecidas na Constituição, em razão da matéria:
Justiça Eleitoral (art. 118 a 121 da CF/88) e Militar (122 a 125). Já a jurisdição comum
é exercida residualmente. Tudo que não for jurisdição especial será jurisdição comum,

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que se divide em estadual e federal. OBS: A Justiça do trabalho não possui


competência criminal.

DA COMPETÊNCIA
Conforme estudamos, a Jurisdição é o Poder conferido ao Estado, para através dos órgãos
Jurisdicionais, dizer, no caso concreto, quem tem o Direito.

A Competência, por sua vez, é a medida da Jurisdição, ou, para outros, o limite da
Jurisdição.

Trocando em miúdos, a Competência é o conjunto de regras que estabelecem os limites em


que cada Juiz pode exercer, de maneira válida, o seu Poder Jurisdicional.2

A Competência pode ser de três ordens:

• Competência em razão da matéria (ratione materiae) – É aquela definida com base no


fato a ser julgado.
• Competência em razão da pessoa (ratione personae) – É definida tendo por base
determinadas condições relativas às pessoas que se encontram no polo passivo do
processo criminal (os acusados).
• Competência territorial (ratione loci) – Considera o local onde ocorreu a infração (ou
outros critérios territoriais) para que seja definida a competência.

O CPP, no entanto, em seu art. 69, traz sete critérios para a fixação da competência:

Art. 69. Determinará a competência jurisdicional:

I - o lugar da infração:

II - o domicílio ou residência do réu;

III - a natureza da infração;

IV - a distribuição;

V - a conexão ou continência;

2
NUCCI, Guilherme de Souza. Manual de processo penal e execução penal. 12.º edição. Ed. Forense. Rio de Janeiro,
2015, p. 205

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VI - a prevenção;

VII - a prerrogativa de função.

Porém, doutrinariamente, entende-se que somente os itens I, II, III, e VII são verdadeiros
critérios de fixação de competência criminal. Os demais itens são critérios utilizados para
consolidação da competência após a ocorrência do fato a ser julgado, em razão da existência de
mais de um órgão jurisdicional previamente competente para julgar o caso. Estes critérios de
consolidação da competência também são chamados de critérios de modificação da competência.

Vamos estudar, desta forma, cada uma das espécies de competência.

1 Competência em razão da matéria (ratione materiae) ou


competência de Jurisdição ou competência de Justiça.

Embora os termos “competência de jurisdição” e “competência de Justiça” não me


agradem, eles são usados por alguns doutrinadores, portanto, vocês devem conhecer estes
termos.

Esta espécie de competência é a primeira que deve ser analisada para que possamos, no
caso concreto, definir qual o órgão Jurisdicional é competente para julgar o processo.

Esta espécie leva em consideração a natureza do fato criminoso para definir qual a “Justiça”
competente (Justiça Eleitoral, Comum, Militar, etc.).

Assim, a competência em razão da matéria se divide da seguinte forma:

Justiça Eleitoral

Justiça Especializada

Justiça Militar
COMPETÊNCIA
CRIMINAL EM
RAZÃO DA MATÉRIA
Justiça Federal

Justiça Comum

Justiça Estadual

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Assim, existem basicamente duas ordens de competência criminal em razão da matéria:


Comum e especial. A Justiça comum se divide em Federal e Estadual. Já a Justiça Especial se
divide em Eleitoral e Militar.

Desta maneira, o primeiro passo na fixação da competência é definir à qual “Justiça” cabe
julgar o fato.

A Justiça Especial (Eleitoral e Militar) julga somente os crimes que sejam eleitorais e militares.
Todos os outros crimes são de competência da Justiça Comum. Dizemos, assim, que a Justiça
comum possui competência residual.

Mas como saber quando um crime será julgado pela Justiça Comum Federal e quando será
julgado pela Justiça Comum Estadual? Nesses casos, somente será competente a Justiça Comum
Federal se estivermos diante de uma das hipóteses previstas no art. 109 da Constituição:

Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar:

(...) IV - os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens,


serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas
públicas, excluídas as contravenções e ressalvada a competência da Justiça Militar
e da Justiça Eleitoral;

V - os crimes previstos em tratado ou convenção internacional, quando, iniciada a


execução no País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou
reciprocamente;

V-A as causas relativas a direitos humanos a que se refere o § 5º deste


artigo;(Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

VI - os crimes contra a organização do trabalho e, nos casos determinados por lei,


contra o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira;

VII - os "habeas-corpus", em matéria criminal de sua competência ou quando o


constrangimento provier de autoridade cujos atos não estejam diretamente
sujeitos a outra jurisdição;

VIII - os mandados de segurança e os "habeas-data" contra ato de autoridade


federal, excetuados os casos de competência dos tribunais federais;

IX - os crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves, ressalvada a


competência da Justiça Militar;

X - os crimes de ingresso ou permanência irregular de estrangeiro, a execução de


carta rogatória, após o "exequatur", e de sentença estrangeira, após a

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homologação, as causas referentes à nacionalidade, inclusive a respectiva opção,


e à naturalização;

XI - a disputa sobre direitos indígenas.

(...)

§ 5º Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos, o Procurador-Geral da


República, com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações
decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja
parte, poderá suscitar, perante o Superior Tribunal de Justiça, em qualquer fase
do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência para a
Justiça Federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

Todas as causas que não se enquadrem na competência da Justiça Comum Federal, serão
de competência da Justiça Comum Estadual. Assim, a Justiça comum estadual possui
competência duplamente residual: 1) primeiro, é residual porque a Justiça Comum é residual em
relação à Justiça Especial; 2) é residual em relação à Justiça Comum Federal.

Analisando mais especificamente o CPP, verificamos que ele “passa batido” pela definição
da competência em razão da matéria (que ele chama de “natureza da infração”), limitando-se a
dizer que esta será definida conforme as Leis de Organização Judiciária. Por “Leis de Organização
Judiciária” entenda-se, atualmente, “Constituição Federal”, pois quando do advento do CPP
(1941), a definição destas normas era mera questão de organização judiciária, e não uma questão
de índole constitucional como hoje.

No entanto, o CPP trata de uma hipótese de competência em razão da natureza da infração:


A competência do Tribunal do Júri. Nos termos do art. 74 do CPP:

Art. 74. A competência pela natureza da infração será regulada pelas leis de
organização judiciária, salvo a competência privativa do Tribunal do Júri.

§ 1º Compete ao Tribunal do Júri o julgamento dos crimes previstos nos arts. 121,
§§ 1º e 2º, 122, parágrafo único, 123, 124, 125, 126 e 127 do Código Penal,
consumados ou tentados. (Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948)

§ 2º Se, iniciado o processo perante um juiz, houver desclassificação para infração


da competência de outro, a este será remetido o processo, salvo se mais graduada
for a jurisdição do primeiro, que, em tal caso, terá sua competência prorrogada.

§ 3º Se o juiz da pronúncia desclassificar a infração para outra atribuída à


competência de juiz singular, observar-se-á o disposto no art. 410; mas, se a

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desclassificação for feita pelo próprio Tribunal do Júri, a seu presidente caberá
proferir a sentença (art. 492, § 2º).

A competência do Tribunal do Júri está prevista, ainda, na própria Constituição Federal, em


seu art. 5°, XXXVIII, d:

XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei,
assegurados:

(...) d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida;

Mas quais seriam os crimes dolosos contra a vida? Estes são os previstos no capítulo I do
Título I da parte especial do CP, compreendendo os crimes de homicídio, instigação ou
induzimento ao suicídio3, infanticídio e aborto4.

Com relação a estes crimes, entende-se que a Constituição estabeleceu uma cláusula pétrea,
ou seja, cláusula que não pode ser modificada pelo constituinte derivado. Assim, a Doutrina
entende que as hipóteses de competência do Tribunal do Júri podem ser ampliadas, mas nunca
reduzidas!

2 Competência em razão da pessoa (ratione personae)

Após definida qual “Justiça” irá julgar o processo, devemos definir a competência do órgão
Jurisdicional verificando as condições pessoais dos acusados.

Em regra, os processos criminais são julgados pelos órgãos jurisdicionais mais baixos,
inferiores, quais sejam, os Juízes de primeiro grau. No entanto, pode ocorrer de, em determinados
casos, considerando a presença de determinadas autoridades no polo passivo (acusados), que
essa competência pertença originariamente aos Tribunais. Essa é a chamada prerrogativa de
função (vulgarmente conhecida como “foro privilegiado”).

3
Vale frisar que o art. 122 do CP, com a redação dada pela Lei 13.968/19, passou a se chamar “induzimento, instigação
ou auxílio a suicídio ou a automutilação”. Todavia, apenas quando for induzimento, instigação ou auxílio a SUICÍDIO
é que a competência será do Júri, por se tratar de crime doloso contra a vida.
4
Existem, ainda, crimes dolosos contra a vida previstos, por exemplo, na Lei de Genocídio (Lei 2.889/56). Neste caso,
a competência também será do Tribunal do Júri (STF, RE 351.487/RR).

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EXEMPLO: O art. 96, III da Constituição Federal estabelece que cabe aos Tribunais de Justiça dos
Estados e do DF, julgar os Juízes estaduais de primeiro grau, bem como os membros do MP que
atuem na primeira instância, tanto nos crimes comuns quanto nos crimes de responsabilidade,
ressalvada a competência da Justiça Eleitoral (hipótese na qual serão julgados pelo TRE local):

Art. 96. Compete privativamente:

(...) III - aos Tribunais de Justiça julgar os juízes estaduais e do Distrito Federal e
Territórios, bem como os membros do Ministério Público, nos crimes comuns e de
responsabilidade, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral.

Existem inúmeras outras hipóteses previstas na Constituição Federal, nas quais há


prerrogativa de foro em razão da função exercida pelo acusado. Para facilitar a compreensão de
vocês, reuni estas hipóteses no quadro abaixo:

TRIBUNAL DESTINATÁRIO DA NORMA EMBASAMENTO


COMPETENTE CONSTITUCIONAL DE COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL
Infrações penais comuns e de
responsabilidade: Juízes estaduais e do
Tribunais de
Distrito Federal e membros do Ministério
Justiça estaduais e
Público estadual ou do DF, nos crimes Art. 96, III, da CF
do Distrito
comuns e de responsabilidade,
Federal
ressalvada a competência da Justiça
Eleitoral.5
Infrações penais comuns e de
Art. 29, X, da CF
responsabilidade: Prefeito Municipal.6

TRIBUNAL DESTINATÁRIO DA NORMA EMBASAMENTO


COMPETENTE CONSTITUCIONAL DE COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL

5
Mesmo em se tratando de CRIME FEDERAL, cabe ao TJ o julgamento, e não ao TRF. A ressalva constitucional é
apenas em relação à Justiça ELEITORAL. Ver, por todos, NUCCI, Guilherme de Souza. Op. Cit., p. 214/215

6
Nos crimes de responsabilidade PRÓPRIOS a competência para julgar o prefeito municipal é da CÂMARA DE
VEREADORES. (STF, RE 192.527/PR, bem como HC 71.991-1/MG).

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Infrações penais comuns e de


responsabilidade: Juízes federais da área
de sua jurisdição, incluídos os da Justiça
Militar e da Justiça do Trabalho, nos
Tribunais
crimes comuns e de responsabilidade, os Art. 108, I, “a”, da CF
Regionais Federais
membros do Ministério Público da União
(ressalva a competência da Justiça
Eleitoral)7 e Prefeitos Municipais, se
praticarem crimes na órbita federal.
Somente nas Infrações penais comuns:
Presidente da República, o Vice-
Presidente, os membros do Congresso Art. 102, I, “b”, da CF
Nacional, seus próprios Ministros e o
Procurador-Geral da República.
Infrações penais comuns e de
responsabilidade: os Ministros de Estado
e os Comandantes da Marinha, do
Supremo Exército e da Aeronáutica, ressalvado o
Tribunal Federal disposto no art. 52, I (estabelecendo a
competência do Senado Federal para
julgar os comandantes das forças
Art. 102, I, “c”, da CF
armadas em crimes de responsabilidade
conexos com os do Presidente da
República e Vice), os membros dos
Tribunais Superiores, os do Tribunal de
contas da União e os chefes de missão
diplomática de caráter permanente.
Somente nas infrações penais comuns:
Governadores dos Estados e do Distrito Art. 105, I, “a”, da CF
Federal.
Infrações penais comuns e de
Superior Tribunal responsabilidade: Desembargadores dos
de Justiça Tribunais de Justiça dos Estados e do
Distrito Federal, os membros dos Art. 105, I, “a”, da CF
Tribunais de Contas dos Estados e do
Distrito Federal, os dos Tribunais
Regionais Federais, dos Tribunais

7
Em relação aos magistrados e membros do MPF, o TRF a que estão vinculados será competente, mesmo em se
tratando de crime que seria de competência da Justiça Estadual. Ver, por todos, PACELLI, Eugênio. Op. cit., p. 214

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Regionais Eleitorais e do Trabalho, os


membros dos Conselhos ou Tribunais de
Contas dos Municípios e os do Ministério
Público da União que oficiem perante
tribunais.

Mas, o foro privilegiado se aplica a todo e qualquer crime? Sempre se entendeu que sim, ou seja,
não havia diferença entre crime praticado no exercício das funções (e com elas relacionados) ou
crimes sem relação com as funções. Todavia, o STF, mais recentemente, quando do julgamento
da AP 937, fixou duas teses importantes:

⇒ O foro por prerrogativa de função se aplica apenas aos crimes cometidos durante o
exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas
⇒ Após o término da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para
apresentação de alegações finais, a competência não mais se altera pelo fato de o agente
deixar de ocupar o cargo, seja qual for o motivo (renúncia ao cargo, posse em outro cargo,
etc.).

Ou seja, além de o crime ter que ter sido praticado durante o exercício do cargo, deve ter
relação com as funções desempenhadas no cargo.

Além disso, a segunda tese visa a evitar manobras processuais, como muitas vezes ocorria (o
processo seguia no Tribunal até quase a prolação da sentença, quando então o réu renunciava ao
cargo e o processo tinha que ser remetido à primeira instância).

Assim, com relação à perda do cargo durante o processo, temos o seguinte regramento
atualmente:

REGRA - A competência também se desloca, ou seja, o Tribunal deixa de ser


competente e o processo vai para a primeira instância.
EXCEÇÃO – Se já terminou a instrução processual, tendo já havido intimação para a
apresentação de alegações finais, a competência permanece no Tribunal, não se
deslocando.

2.1 Conflito aparente entre a competência de foro por prerrogativa de


função e a competência do Tribunal do Júri

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CUIDADO! No aparente conflito de competências entre o Tribunal do Júri e a competência de


foro por prerrogativa de função, qual prevalece? Depende.

Se a competência de foro por prerrogativa de função está prevista na CF/88, ela prevalece sobre
a competência do Júri.

Contudo, se estiver prevista apenas na Constituição Estadual, prevalece a competência do


Tribunal do Júri, conforme súmula 721 do STF, que foi convertida na súmula vinculante 45:

"A competência constitucional do tribunal do júri prevalece sobre o foro


por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente
pela Constituição estadual"

EXEMPLO: Paulo é Juiz de Direito e pratica um homicídio doloso. Neste caso, no


aparente conflito entre a competência constitucional do TJ para processar e julgar
Paulo (foro por prerrogativa de função) e a competência do Tribunal do Júri (crime
doloso contra a vida), prevalece a competência de foro por prerrogativa de função,
eis que esta prerrogativa de foro está prevista na Constituição Federal.

EXEMPLO 2: Júlio é Secretario Estadual de Fazenda em determinado estado XYZ,


e pratica um homicídio doloso. No estado XYZ os Secretários possuem foro por
prerrogativa de função perante o TJ (só está previsto isso na Constituição
ESTADUAL, não na Federal). Neste caso, no aparente conflito entre a competência
do TJ para processar e julgar Júlio (foro por prerrogativa de função NÃO
PREVISTO NA CF/88), e a competência do Tribunal do Júri (crime doloso contra a
vida), prevalece a competência de do Tribunal do Júri, eis que a competência do
Júri está prevista na CF/88 e a competência por prerrogativa de função (neste
caso) não.

OBS.: Os deputados estaduais possuem prerrogativa de foro perante o TJ. Isso não está previsto
expressamente na CF/88, mas entende-se que está IMPLÍCITO, pelo princípio da SIMETRIA.
Assim, caso um deputado estadual cometa crime doloso contra a vida, prevalecerá a competência
de foro por prerrogativa de função.

Todavia, é importante destacar que como o STF restringiu o foro privilegiado, entendendo que o
foro por prerrogativa de função se aplica apenas aos crimes cometidos durante o exercício do
cargo e relacionados às funções desempenhadas (STF – AP 937), estas disposições sobre um
eventual conflito entre a competência do júri e a competência de foro por prerrogativa de função
perderam bastante de sua utilidade, pois hoje só possuem razão de ser quando estamos diante
de um crime doloso contra a vida praticado durante o exercício das funções e que tenha relação
com as funções, por alguém que possui foro por prerrogativa de função.

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3 Competência Territorial (ratione loci)

3.1 Em razão do local da infração

A terceira e última fase para a definição da competência para julgamento de um processo


criminal, compreende a análise do local de ocorrência da infração (ou, em alguns casos, o local do
domicílio do réu), que irá determinar em que base territorial será o processo julgado (comarca, na
Justiça Estadual, e Seção Judiciária, quando for da competência da Justiça Federal).

Para definirmos a competência territorial devemos, primeiramente, saber onde o crime foi
praticado. Mas, para isso, precisamos saber qual o critério para definição do “lugar do crime”.

Nos crimes plurilocais, aplica-se, em regra, a teoria do resultado, considerando-se como local
do crime o lugar onde o resultado se consuma8. A exceção são os crimes plurilocais contra a vida,
onde se aplica a teoria da atividade.9

Existem ainda alguns regramentos específicos, como nos crimes de competência dos
Juizados Especiais e nos atos infracionais, em que se aplica a teoria da atividade, e nos crimes
falimentares, em que se considera lugar do crime o local em que foi decretada a falência. Assim:

TIPO DE CRIME TEORIA ADOTADA


Crimes plurilocais comuns Teoria do resultado
Crimes plurilocais contra a vida Teoria da atividade
Juizados Especiais Teoria da atividade
Crimes falimentares Local onde foi decretada a falência
Atos infracionais Teoria da atividade

8
Art. 70. A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no caso de
tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução.
§ 1º Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar fora dele, a competência será determinada
pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o último ato de execução.
§ 2º Quando o último ato de execução for praticado fora do território nacional, será competente o juiz do lugar em
que o crime, embora parcialmente, tenha produzido ou devia produzir seu resultado.
§ 3º Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando incerta a jurisdição por ter sido a
infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção.
Art. 71. Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a
competência firmar-se-á pela prevenção.

9
Trata-se de entendimento jurisprudencial consolidado, para facilitar a produção probatória, na busca pela verdade
real. Ver, por todos, NUCCI, Guilherme de Souza. Op. Cit., p. 209

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Além disso, temos:

Crime praticado no exterior e consumado no exterior - Na capital do estado em que


o réu (acusado), no Brasil, tenha fixado seu último domicílio, ou, caso nunca tenha sido
domiciliado no Brasil, na capital federal.
Crime praticado a bordo de aeronaves ou embarcações, mas, por determinação da
Lei Penal, estejam sujeitos à Lei Brasileira - No local em que primeiro aportar ou pousar
a embarcação ou aeronave, ou, ainda, no último local em que tenha aportado ou
pousado.10
No caso de o crime não se consumar, sendo, portanto, um crime tentado (art. 14, II
do CP) - Nessa hipótese, aplica-se o disposto art. 70, segunda parte, do CPP,
considerando-se como lugar do crime o local onde ocorreu o último ato de execução.

O § 3° e o art. 71 tratam do fenômeno da1 prevenção. O que isso significa? Quando dois ou
mais órgãos jurisdicionais são competentes para apreciar determinada demanda, a competência
será fixada naquele que primeiro atuar no caso. Assim, a competência será fixada naquele Juízo
que primeiro praticar algum ato relativo ao caso. Essa é a definição de competência fixada por
prevenção. Nos termos do art. 83 do CPP:

Art. 83. Verificar-se-á a competência por prevenção toda vez que, concorrendo
dois ou mais juízes igualmente competentes ou com jurisdição cumulativa, um
deles tiver antecedido aos outros na prática de algum ato do processo ou de
medida a este relativa, ainda que anterior ao oferecimento da denúncia ou da
queixa (arts. 70, § 3º, 71, 72, § 2º, e 78, II, c).

Se dois ou mais Juízes, na mesma comarca, forem competentes para julgar a demanda, a
competência será fixada pelo critério da distribuição, ou seja, a competência será fixada naquele
órgão jurisdicional ao qual fora distribuída a ação penal. Nos termos do art. 75 do CPP:

10
Art. 88. No processo por crimes praticados fora do território brasileiro, será competente o juízo da Capital do Estado
onde houver por último residido o acusado. Se este nunca tiver residido no Brasil, será competente o juízo da Capital
da República.
Art. 89. Os crimes cometidos em qualquer embarcação nas águas territoriais da República, ou nos rios e lagos
fronteiriços, bem como a bordo de embarcações nacionais, em alto-mar, serão processados e julgados pela justiça do
primeiro porto brasileiro em que tocar a embarcação, após o crime, ou, quando se afastar do País, pela do último em
que houver tocado.
Art. 90. Os crimes praticados a bordo de aeronave nacional, dentro do espaço aéreo correspondente ao território
brasileiro, ou ao alto-mar, ou a bordo de aeronave estrangeira, dentro do espaço aéreo correspondente ao território
nacional, serão processados e julgados pela justiça da comarca em cujo território se verificar o pouso após o crime, ou
pela da comarca de onde houver partido a aeronave.
Art. 91. Quando incerta e não se determinar de acordo com as normas estabelecidas nos arts. 89 e 90, a competência
se firmará pela prevenção. (Redação dada pela Lei nº 4.893, de 9.12.1965)

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Art. 75. A precedência da distribuição fixará a competência quando, na mesma


circunscrição judiciária, houver mais de um juiz igualmente competente.

Parágrafo único. A distribuição realizada para o efeito da concessão de fiança ou


da decretação de prisão preventiva ou de qualquer diligência anterior à denúncia
ou queixa prevenirá a da ação penal.

Entretanto, conforme disse a vocês, tanto o critério da prevenção quanto o critério da


distribuição não passam de critérios de consolidação da competência territorial, pois a
competência daquele Juiz já existia antes da prevenção ou distribuição, tendo apenas se
consolidado quando da ocorrência de um destes fenômenos.

3.2 Em razão do domicílio do réu


c
Existem casos em que a competência territorial poderá ser fixada levando-se em conta o
domicílio do réu. Vejamos11:

Não sendo conhecido o lugar da infração – Será regulada pelo lugar do domicílio ou
residência do réu.
Se o réu tiver mais de uma residência – Prevenção.
Se o réu não tiver residência ou for ignorado seu paradeiro - juiz que primeiro tomar
conhecimento do fato.
Se for hipótese de crime de ação exclusivamente privada – Poderá o querelante
escolher ajuizar a queixa no lugar do domicílio ou residência do réu, ainda que
conhecido o lugar da infração.

Gostaria de chamar a atenção de vocês para um fato: O art. 73 fala em “casos de exclusiva ação
privada”. Assim, no caso de ação penal privada subsidiária da pública, não pode o querelante
optar pela comarca do domicílio do réu em detrimento da comarca do local da infração, caso este

11
Art. 72. Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pelo domicílio ou residência do réu.
§ 1º Se o réu tiver mais de uma residência, a competência firmar-se-á pela prevenção.
§ 2º Se o réu não tiver residência certa ou for ignorado o seu paradeiro, será competente o juiz que primeiro tomar
conhecimento do fato.
Art. 73. Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro de domicílio ou da residência do réu,
ainda quando conhecido o lugar da infração.

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local seja conhecido, pois esta ação não é exclusivamente privada, mas, na verdade, é pública.
Muito cuidado com isso!!

4 Da Conexão e da Continência

A conexão e a continência são fenômenos que importam na modificação da competência


previamente estabelecida.

A conexão está prevista no art. 76 do CPP:

Art. 76. A competência será determinada pela conexão:

I - se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido praticadas, ao mesmo


7
tempo, por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora
diverso o tempo e o lugar, ou por várias pessoas, umas contra as outras;

II - se, no mesmo caso, houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as
outras, ou para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas;

III - quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias


elementares influir na prova de outra infração.

A Doutrina, em sua maioria, classifica a conexão em12:

⇒ Intersubjetiva por simultaneidade ocasional (art. 76, I do CPP) – Ocorre quando


pessoas diversas cometem infrações diversas no mesmo local, na mesma época, mas
desde que não estejam ligadas por nenhum vínculo subjetivo.
⇒ Intersubjetiva por concurso (art. 76, I do CPP) – Nesta hipótese não importa o local
e o momento da infração, desde que os agentes tenham atuado em concurso de
pessoas. Assim, exige-se para esta hipótese de conexão que os agentes tenham
agido unidos por um vínculo subjetivo, uma comunhão de esforços para a prática das
infrações penais.
⇒ Intersubjetiva por reciprocidade (art. 76, I do CPP) – Traduz a hipótese de conexão
de infrações praticadas no mesmo tempo e no mesmo lugar, mas os agentes
praticaram as infrações uns contra os outros. Exemplo: Dois crimes de lesões
corporais praticados reciprocamente entre fulano e beltrano.

12
NUCCI, Guilherme de Souza. Op. Cit., p. 241/243

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⇒ Conexão objetiva teleológica (art. 76, II do CPP) – Uma infração deve ter sido
praticada para “facilitar” a outra. Assim, imaginem que um assassino tenha
espancado um vigia para entrar na casa e assassinar o dono da residência.
⇒ Conexão objetiva consequencial (art. 76, II do CPP) – Nesta hipótese uma infração é
cometida para ocultar a outra, ou, ainda para garantir a impunidade do infrator ou
garantir a vantagem da outra infração. Imaginem o caso de alguém que comete
homicídio e, logo após, mata também a única testemunha, para garantir que
ninguém poderá provar sua culpa, garantindo, assim, a impunidade do fato.
⇒ Conexão instrumental (art. 76, III do CPP) – Exige-se, nesse caso, que a prova da
ocorrência de uma infração e de sua autoria influencie na caracterização da outra
infração. Exemplo clássico é a conexão entre o crime de furto e de receptação, no
qual a prova da existência do furto, e de sua autoria, influencia na caracterização do
crime de receptação.
5
A continência, por sua vez, está prevista no art. 77 do CP;

Art. 77. A competência será determinada pela continência quando:

I - duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração;

II - no caso de infração cometida nas condições previstas nos arts. 51, § 1º, 53,
segunda parte, e 54 do Código Penal.

Os mencionados arts. 51, § 1°, 53 e 54 do CP, referiam-se ao texto original da parte geral do
Código penal, que foi totalmente alterado pela Lei 7.209/84. Assim, atualmente, estes dispositivos
se referem às hipóteses de concurso formal e suas aplicações no caso de erro na execução
(aberratio ictus e aberratio delicti), atualmente previstos nos arts. 70, 73 e 74 do CP.

Assim, por questões didáticas, a doutrina divide a continência em:

⇒ Continência por cumulação subjetiva (art. 77, I do CPP) – É o caso no qual duas ou
mais pessoas são acusadas pela mesma infração (concurso de pessoas).
Diferentemente da hipótese de conexão, aqui há apenas um fato criminoso, e não
vários.13
⇒ Continência por concurso formal (art. 77, II do CP, c/c art. 70 do CP) – Aqui, mediante
uma só conduta, o agente pratica dois ou mais crimes, sem que tenha tido a intenção
de praticá-los.

13
NUCCI, Guilherme de Souza. Op. Cit., p. 244

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As hipóteses de continência e conexão podem ser melhor explicadas através do gráfico


abaixo:

Cumulação subjetiva
Continência
Concurso formal de Por simultaneidade
crimes ocasional
HIPÓTESES DE
MODIFICAÇÃO DA Intersubjetiva Por concurso
COMPETÊNCIA
Por reciprocidade

Conexão
5 Teleológica
Objetiva
Consequencial
Instrumental ou
probatória

5 Regras aplicáveis nos casos de determinação da competência


pela conexão ou continência

O CPP prevê algumas regras que devem ser observadas quando da consolidação da
competência pela conexão ou continência. Nos termos do seu art. 78:

Art. 78. Na determinação da competência por conexão ou continência, serão


observadas as seguintes regras: (Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948)

I - no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição


comum, prevalecerá a competência do júri; (Redação dada pela Lei nº 263, de
23.2.1948)

Il - no concurso de jurisdições da mesma categoria: (Redação dada pela Lei nº 263,


de 23.2.1948)

a) preponderará a do lugar da infração, à qual for cominada a pena mais grave;


(Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948)

b) prevalecerá a do lugar em que houver ocorrido o maior número de infrações,


se as respectivas penas forem de igual gravidade; (Redação dada pela Lei nº 263,
de 23.2.1948)

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c) firmar-se-á a competência pela prevenção, nos outros casos; (Redação dada


pela Lei nº 263, de 23.2.1948)

III - no concurso de jurisdições de diversas categorias, predominará a de maior


graduação; (Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948)

IV - no concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá esta. (Redação


dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948)

Assim, em resumo:

1. Havendo conexão ou continência entre um crime de competência do Tribunal do Júri


e outro crime, de competência do Juiz singular, a competência deverá ser fixada naquele.
0
2. No caso de Jurisdições da mesma categoria, primeiro se utiliza o critério de fixação
da competência territorial com base na local em que ocorreu o crime que possuir pena mais
grave. Se as penas forem idênticas, utiliza-se o critério do lugar onde ocorreu o maior
número de infrações penais. Caso as penas sejam idênticas e tenha sido cometido o mesmo
número de infrações penais, ou, ainda, em qualquer outro caso, aplica-se a fixação da
competência pela prevenção (Lembram-se da prevenção, não é?)

3. Se as Jurisdições forrem de graus diferentes (Um Tribunal Superior e um Juiz singular,


por exemplo), a competência será fixada no órgão de Jurisdição superior.

4. Se houver conexão entre uma causa de competência da Justiça Comum e outra da


Justiça Especial, será fixada a competência nesta. Ex.: Imaginem um crime eleitoral conexo
com um crime comum. Será da competência da Justiça Eleitoral o julgamento de ambos os
processos.

Inclusive, o STF editou o verbete n° 704 da súmula de sua Jurisprudência, afirmando que a atração
de um processo por conexão ou continência, no caso de correu, por prerrogativa de função do
outro réu, não viola a Constituição:

SÚMULA Nº 704

NÃO VIOLA AS GARANTIAS DO JUIZ NATURAL, DA AMPLA DEFESA E DO


DEVIDO PROCESSO LEGAL A ATRAÇÃO POR CONTINÊNCIA OU CONEXÃO
DO PROCESSO DO CO-RÉU AO FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO DE
UM DOS DENUNCIADOS.

Isso significa que se duas pessoas estão sendo acusadas pelo mesmo crime, e apenas ela possui
foro por prerrogativa de função, ambas serão processadas e julgadas no Tribunal competente para
julgar aquela que possui foro privilegiado (como regra). Ex.: José, deputado federal, e Pedro,

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empresário, são acusados de praticar, em conluio, o crime de peculato. Neste caso, cabe ao STF
julgar José, por conta do foro por prerrogativa de função. Todavia, em razão da continência, Pedro
também será julgado pelo STF.

6 Separação de processos em hipóteses de conexão e


continência

Embora a regra seja a de que, havendo conexão ou continência, todos os processos conexos
ou continentes sejam julgados pelo mesmo órgão jurisdicional, existem algumas exceções, ou
seja, existem casos em que mesmo ocorrendo conexão ou continência, não haverá reunião de
processos.

Estas hipóteses estão previstas no art. 79 do CPP:

Art. 79. A conexão e a continência importarão unidade de processo e julgamento,


salvo:

I - no concurso entre a jurisdição comum e a militar;

II - no concurso entre a jurisdição comum e a do juízo de menores.

§ 1º Cessará, em qualquer caso, a unidade do processo, se, em relação a algum


co-réu, sobrevier o caso previsto no art. 152.

§ 2º A unidade do processo não importará a do julgamento, se houver co-réu


foragido que não possa ser julgado à revelia, ou ocorrer a hipótese do art. 461.

Art. 80. Será facultativa a separação dos processos quando as infrações tiverem
sido praticadas em circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes, ou, quando
pelo excessivo número de acusados e para não Ihes prolongar a prisão provisória,
ou por outro motivo relevante, o juiz reputar conveniente a separação.

Vamos analisar as hipóteses isoladamente:

⇒ Concurso entre a Jurisdição comum e militar – A única ressalva que deve ser feita é
a de que, no caso de militar que comete crime doloso contra a vida de um civil,
responde perante o Tribunal do Júri, e não perante a Justiça Militar, nos termos do
art. 82, § 2° do Código de Processo Penal Militar – CPPM.
⇒ Concurso entre crime e infração de competência do Juizado da Infância e da
Juventude – Nestas hipóteses (por exemplo, um crime cometido em concurso de
pessoas por um menor, que responde perante o ECA, e um adulto), não pode haver
reunião de processos.

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⇒ Insanidade mental superveniente de um dos corréus (art. 152 do CPP) – Nesse caso,
havendo a insanidade mental do corréu sido regularmente apurada em incidente de
insanidade mental, os processos devem ser separados, pois o processo, em relação
ao corréu declarado mentalmente insano, será suspenso, nos termos do art. 152 do
CPP. Frise-se que essa insanidade mental do réu deve ser posterior ao fato criminoso
(art. 151 do CPP).
⇒ Impossibilidade de formação do conselho de sentença no Tribunal do Júri – Embora
o § 2° do art. 79 mencione o “art. 461”, com as alterações promovidas pela Lei
11.689/08, vocês devem entender como “art. 469, § 1° do CPP”. Este artigo trata da
impossibilidade de, no julgamento pelo Tribunal do Júri, formar-se o conselho de
sentença (mínimo de sete jurados), em razão das recusas legalmente permitidas
realizadas pelos advogados dos acusados. Assim, se houver, no Tribunal do Júri, dois
ou mais réus, e sendo diferentes os advogados, as recusas aos Jurados (Direito de
recusar algum jurado) impossibilitarem a formação do conselho de sentença, o
processo deverá ser desmembrado.
⇒ Separação facultativa quando os fatos criminosos tenham sido praticados em
circunstâncias de tempo e lugar diferentes, ou o Juiz entender que a reunião de
processos pode ser prejudicial ao Julgamento da causa ou puder implicar em
retardamento do processo (art. 80 do CPP) – O importante é saber que, nestas
hipóteses, a separação dos processos é discricionária, ou seja, o Juiz pode, ou não,
a seu critério, decidir pela separação dos processos.

ATENÇÃO! Existe uma outra hipótese de separação de processos, no entendimento


jurisprudencial. No caso de CRIMES DOLOSOS contra a vida praticados em concurso de pessoas,
quando um dos acusados possui foro por prerrogativa de função fixado na Constituição Federal,
ao invés de todos os acusados serem julgados perante o Tribunal (em razão da prerrogativa de
foro de um dos comparsas), haverá a separação dos processos, de forma que o detentor de
prerrogativa de foro será julgado perante o Tribunal respectivo e os demais pelo Tribunal do Júri.

EXEMPLO: José e Valter são contratados por Ricardo Albuquerque, deputado federal, para
matarem Lúcio, também deputado, e que é desafeto de Ricardo por questões relacionadas às
funções por eles exercidas. José e Valter executam o crime. No caso em tela, Ricardo de
Albuquerque possui foro privilegiado (como é deputado federal, a Constituição prevê que cabe
ao STF julgá-lo nos crimes comuns), mas os demais não possuem. Neste caso, Ricardo será julgado
pelo STF e os demais serão julgados pelo Tribunal do Júri.

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Por que, neste caso, não há atração por continência? Não há porque as regras de continência são
infraconstitucionais, e tanto a competência do Júri quanto a do STF (por prerrogativa de função)
estão previstas na própria Constituição Federal. Assim, normas infraconstitucionais não podem se
sobrepor a normas de índole constitucional.

O art. 81 trata da hipótese de perpetuação da competência. Vejamos:

Art. 81. Verificada a reunião dos processos por conexão ou continência, ainda que
no processo da sua competência própria venha o juiz ou tribunal a proferir
sentença absolutória ou que desclassifique a infração para outra que não se inclua
na sua competência, continuará competente em relação aos demais processos.

Parágrafo único. Reconhecida inicialmente ao júri a competência por conexão ou


continência, o juiz, se vier a desclassificar a infração ou impronunciar ou absolver
o acusado, de maneira que exclua a competência do júri, remeterá o processo ao
juízo competente.

O art. 81 diz, em resumo, o seguinte: Se um Juiz recebe dois processos (reunidos por
conexão ou continência), e no processo de sua competência originária (e não aquele que lhe foi
remetido em razão da conexão ou continência) ele profere sentença absolutória ou desclassifica o
fato para outro crime, que não seja de sua competência, mesmo assim ele continua competente
para julgar o processo recebido pela conexão.

O § 1°, por sua vez, estabelece uma exceção à regra. Se houver reunião de processos para
julgamento pelo Tribunal do Júri, havendo desclassificação, absolvição sumária ou impronúncia,
deverá o Juiz remeter o processo conexo ao Juízo competente (que não era o Tribunal do Júri).14

O art. 82, por fim, estabelece que, no caso de haver conexão ou continência, mas terem sido
instaurados processos em Juízos diversos, o Juiz cuja competência é prevalente poderá avocar
(trazer para si) o julgamento dos demais processos, a qualquer tempo, salvo se já houver sentença
definitiva naqueles (já tiverem transitado em julgado). Se já tiver ocorrido o trânsito em julgado,
os processos serão reunidos posteriormente para fins de execução de pena:

Art. 82. Se, não obstante a conexão ou continência, forem instaurados processos
diferentes, a autoridade de jurisdição prevalente deverá avocar os processos que
corram perante os outros juízes, salvo se já estiverem com sentença definitiva.
Neste caso, a unidade dos processos só se dará, ulteriormente, para o efeito de
soma ou de unificação das penas.

14
Isso não ocorrerá se a desclassificação ocorrer apenas no momento da quesitação formulada aos jurados (art. 492,
§1º do CPP).

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7 Competência penal do STF, do STJ, doa TRFs, dos Juízes


Federais e dos Juizados Especiais Criminais Federais

Conforme estudamos, a competência nada mais é que uma divisão funcional para o exercício
legítimo da Jurisdição. As normas que definem a competência estão previstas em diversos
diplomas legislativos, dentre eles, a própria Constituição.

Vamos estudar, mais detalhadamente agora, a competência criminal de cada um dos órgãos
do Judiciário citados:

7.1 Da competência criminal do STF

Nos termos da Constituição Federal, compete ao STF julgar:

Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da


Constituição, cabendo-lhe:

I - processar e julgar, originariamente:

(...)

b) nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente, os


membros do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral
da República;

c) nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os Ministros de


Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, ressalvado o
disposto no art. 52, I, os membros dos Tribunais Superiores, os do Tribunal de
Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter permanente;
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23, de 1999)

d) o "habeas-corpus", sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas


anteriores; o mandado de segurança e o "habeas-data" contra atos do Presidente
da República, das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, do
Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio
Supremo Tribunal Federal;

(...)

i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou


o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente
à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma

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jurisdição em uma única instância; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº


22, de 1999)

j) a revisão criminal e a ação rescisória de seus julgados;

l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade


de suas decisões;

m) a execução de sentença nas causas de sua competência originária, facultada a


delegação de atribuições para a prática de atos processuais;

(...)

II - julgar, em recurso ordinário:

a) o "habeas-corpus", o mandado de segurança, o "habeas-data" e o mandado


de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se
denegatória a decisão;

b) o crime político;

III - julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última


instância, quando a decisão recorrida:

a) contrariar dispositivo desta Constituição;

b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal;

c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição.

d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal. (Incluída pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004)

Perceba, meu caro aluno, que a competência criminal do STF, segundo a constituição, pode
ser de duas ordens: Originária e Recursal.

A competência originária está prevista no inciso I do art. 102, e engloba as seguintes


situações:

• Nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente, os


membros do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da
República.
• Nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os Ministros de
Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, ressalvado o

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disposto no art. 52, I, os membros dos Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas


da União e os chefes de missão diplomática de caráter permanente.
• O "habeas-corpus", sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas
anteriores (Presidente, Vice, Membros do Congresso, Ministros do STF, dos Tribunais
Superiores, PGR, ministros do TCU, Ministros de Estado, Comandantes das Forças
Armadas e chefes de missão diplomática de caráter permanente).
• O habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o
paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à
jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma
jurisdição em uma única instância.
• A revisão criminal de seus próprios julgados;
• A execução de sentença nas causas de sua competência originária, facultada a
delegação de atribuições para a prática de atos processuais.

ATENÇÃO! O Presidente do Banco Central e o Advogado-Geral da União possuem status de


Ministros de Estado.

Na competência originária o processo criminal começa diretamente no STF, sem passar antes
por qualquer outro órgão do Judiciário.

A competência para a execução dos seus próprios julgados e para julgar a revisão criminal
de seus próprios julgados são competências lógicas, pois, considerando ser o STF o Tribunal
Máximo do país, não faria sentido submeter a Revisão Criminal, por exemplo, a outro órgão do
Judiciário.

As hipóteses de competência constitucional originária do STF são, na verdade, TODAS POR


PRERROGATIVA DE FUNÇÃO, sendo, portanto, ratione personae.

A primeira hipótese trata dos crimes comuns praticados pelo:

ü Presidente da República
ü Vice-Presidente da República
ü Membro do Congresso Nacional
ü Ministros do STF
ü Procurador-Geral da República

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Estas são as cinco “figuras” que possuem prerrogativa de função, devendo ser julgadas, por
crimes comuns, no STF. Mas, e quem as julga no caso de crimes de responsabilidade? A resposta
está no art. 52, I e II da Constituição, que prevê a competência do SENADO FEDERAL:

Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal:

I - processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de


responsabilidade, bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da
Marinha, do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos
com aqueles; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23, de 02/09/99)

II processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do


Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o
Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União nos crimes de
responsabilidade; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

CUIDADO! Isso não se aplica aos membros do Congresso Nacional. Não há na


CF/88 previsão de julgamento dos congressistas por crime de responsabilidade.
Há previsão, apenas, de julgamento perante a própria Casa (Câmara ou Senado)
por quebra de decoro parlamentar.

A segunda hipótese de competência criminal originária do STF se refere aos crimes comuns
e aos crimes de responsabilidade praticados por algumas autoridades. Vejamos:

ü Ministros de Estado (ressalvado o disposto no art. 52, I)


ü Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica (ressalvado o disposto no art.
52, I)
ü Membros dos Tribunais Superiores (STM, TST, TSE, STJ)
ü Membros do Tribunal de Contas da União
ü Chefes de missão diplomática de caráter permanente

Mas o que seria essa ressalva do artigo 52, I da Constituição? Essa ressalva se refere à
possibilidade de o crime de responsabilidade praticado por qualquer destas pessoas ser CONEXO
com um crime de responsabilidade praticado pelo Presidente ou pelo Vice-Presidente da
República. Neste caso, a competência para julgamento do crime de responsabilidade praticado
por alguma destas figurinhas não será do STF, mas do SENADO FEDERAL.

Por fim, há ainda a competência originária do STF para processo e julgamento das ações de
Habeas Corpus.

Primeiramente, devemos ter em mente que o HC não é um recurso, mas uma ação autônoma,
ou seja, um processo autônomo.

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Existem três figuras específicas no HC. São elas:

QUEM ESTÁ SOFRENDO A


PACIENTE
VIOLAÇÃO ÀLIBERDADE

QUEM ESTÁ PRATICANDO A


COATOR
ILEGALIDADE

IMPETRANTE QUEM AJUÍZA O HC

A competência do STF para processar e julgar HCs depende da presença de determinadas


autoridades como coatoras ou pacientes, de acordo com a tabela abaixo:

HABEAS CORPUS NO STF - ORIGINÁRIA


PACIENTE COATOR COATOR OU PACIENTE
§ Presidente § Autoridade ou funcionário cujos atos
§ Vice-presidente estejam sujeitos diretamente à
§ Membros do Congresso jurisdição do Supremo Tribunal Federal
§ Ministros do TCU § Crime sujeito à mesma jurisdição em
§ Ministros dos Tribunais uma única instância
Superiores Tribunal
§ Ministros de Estado Superior
§ PGR
§ Comandantes das Forças
Armadas
§ Chefes de Missão diplomática
de caráter permanente

Além da competência originária, o STF possui uma competência criminal recursal, que está
prevista no inciso II do art. 102, trazendo as seguintes hipóteses, nas quais o STF julgará o Recurso
Ordinário interposto:

⇒ Crime político
⇒ Habeas Corpus, quando o decidido em ÚNICA INSTÂNCIA pelos TRIBUNAIS
SUPERIORES

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Vejam, portanto, que são apenas duas as hipóteses de competência criminal mediante
Recurso Ordinário.

CUIDADO! Se uma pessoa impetra um Habeas Corpus perante o STJ, por exemplo, (em razão de
uma ilegalidade praticada por um Tribunal de Justiça) e a ordem de Habeas Corpus é denegada
(Indeferido o pedido), o poderia, em tese, optar por:

⇒ Interpor Recurso Ordinário perante o STF (pois o HC foi decidido pelo Tribunal
Superior em única instância); ou
⇒ Ajuizar NOVO HC perante o STF (Pois se entende que o ato do Tribunal Superior,
negando o HC, transforma o Tribunal em autoridade coatora).

Assim, sendo julgado e negado um HC, em única instância por um Tribunal Superior, pode ser que
o STF aprecie a matéria em grau de recurso (Recurso Ordinário) ou mediante competência
originária (Novo HC).

CUIDADO! O STF vem, contudo, rechaçando a utilização do HC como substitutivo de recurso,


autorizando apenas em casos excepcionais.

7.2 Competência Criminal do STJ

Nos termos do art. 105 da Constituição Federal:

Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça:

I - processar e julgar, originariamente:

a) nos crimes comuns, os Governadores dos Estados e do Distrito Federal, e,


nestes e nos de responsabilidade, os desembargadores dos Tribunais de Justiça
dos Estados e do Distrito Federal, os membros dos Tribunais de Contas dos
Estados e do Distrito Federal, os dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais
Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros dos Conselhos ou Tribunais de
Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que oficiem perante
tribunais;

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b) os mandados de segurança e os habeas data contra ato de Ministro de Estado,


dos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica ou do próprio
Tribunal;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23, de 1999)

c) os habeas corpus, quando o coator ou paciente for qualquer das pessoas


mencionadas na alínea "a", ou quando o coator for tribunal sujeito à sua jurisdição,
Ministro de Estado ou Comandante da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica,
ressalvada a competência da Justiça Eleitoral; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 23, de 1999)

d) os conflitos de competência entre quaisquer tribunais, ressalvado o disposto no


art. 102, I, "o", bem como entre tribunal e juízes a ele não vinculados e entre juízes
vinculados a tribunais diversos;

e) as revisões criminais e as ações rescisórias de seus julgados;

f) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade


de suas decisões;

(...)

II - julgar, em recurso ordinário:

a) os "habeas-corpus" decididos em única ou última instância pelos Tribunais


Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e
Territórios, quando a decisão for denegatória;

(...)

III - julgar, em recurso especial, as causas decididas, em única ou última instância,


pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito
Federal e Territórios, quando a decisão recorrida:

a) contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigência;

b) julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal;(Redação


dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

c) der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro
tribunal.

A competência criminal do STJ, tal qual a do STF, também é dividida em ORIGINÁRIA e


RECURSAL.

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A competência originária se dará nos seguintes casos:

§ Crimes comuns - Praticados por Governadores de estados ou do DF


§ Crimes comuns e de responsabilidade - Praticados por (1) Desembargadores dos TJs,
TRFs, TRTs e TREs; (2) Membros dos Tribunais de Contas dos Estados e dos Tribunais
e Conselhos de Contas dos Municípios; (3) Membros do MPU que oficiem perante
Tribunais.
§ Revisão Criminal dos seus próprios julgados – Se o STJ proferir condenação definitiva
em processo de sua competência originária (Ex.: crime comum praticado por
Governador), eventual revisão criminal (caso surja prova nova) deverá ser ajuizada
perante o próprio STJ.
§ Habeas corpus – Conforme tabela abaixo:

HABEAS CORPUS NO STJ - ORIGINÁRIA


COATOR COATOR OU PACIENTE
§ Tribunal sujeito à jurisdição do STJ (TJ e TRFs) Qualquer das autoridades que o STJ julga
§ Ministro de Estado ou Comandante das Forças originariamente:
Armadas OBS.: Ressalvada a competência da § Nos crimes comuns (Ex.: Governador)
Justiça Eleitoral § Nos crimes comuns e nos de
responsabilidade (Ex.:
Desembargador de TJ)

A competência recursal criminal do STJ, por sua vez, se dá no caso de Recurso Ordinário em
Habeas Corpus, quando a decisão for proferida em ÚNICA OU ÚLTIMA INSTÂNCIA por Tribunal
de Justiça ou TRF, quando for DENEGATÓRIA A DECISÃO (indeferido o pedido do HC).

7.3 Competência Criminal da Justiça Federal (Juízes, TRFs e Juizados


Especiais Federais)

A competência criminal da Justiça Federal é também definida na Constituição, possuindo


algumas regras de competência ratione personae e outras de competência ratione materiae.
Vejamos:

Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar:

(...)

IV - os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens,


serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas
públicas, excluídas as contravenções e ressalvada a competência da Justiça Militar
e da Justiça Eleitoral;

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V - os crimes previstos em tratado ou convenção internacional, quando, iniciada a


execução no País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou
reciprocamente;

V-A as causas relativas a direitos humanos a que se refere o § 5º deste artigo;


(Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

VI - os crimes contra a organização do trabalho e, nos casos determinados por lei,


contra o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira;

VII - os "habeas-corpus", em matéria criminal de sua competência ou quando o


constrangimento provier de autoridade cujos atos não estejam diretamente
sujeitos a outra jurisdição;

VIII - os mandados de segurança e os "habeas-data" contra ato de autoridade


federal, excetuados os casos de competência dos tribunais federais;

IX - os crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves, ressalvada a


competência da Justiça Militar;

X - os crimes de ingresso ou permanência irregular de estrangeiro, a execução de


carta rogatória, após o "exequatur", e de sentença estrangeira, após a
homologação, as causas referentes à nacionalidade, inclusive a respectiva opção,
e à naturalização;

XI - a disputa sobre direitos indígenas.

No caso do inciso IV, temos duas hipóteses:

a) Crimes políticos – Praticados com motivação política (art. 2° da Lei 7.170/83)

b) Crimes praticados contra bens, interesses e serviços da União, suas autarquias e


empresas públicas – Nesse caso, serão julgadas pela Justiça Federal (Juízes de primeiro
grau) as condutas delituosas que ofendam a União, suas autarquias ou empresas públicas.
Imaginem um roubo a uma repartição federal, ou um homicídio praticado contra um agente
da Polícia Federal em serviço. Por ofenderem bens jurídicos da União, serão julgados pela
Justiça Federal.

Temos, ainda, as seguintes hipóteses de julgamento de ações penais, previstas nos incisos V,
VI, IX e X:

ü Crimes previstos em tratado ou convenção internacional, quando, iniciada a


execução no País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou
reciprocamente

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ü Crimes contra a organização do trabalho e, nos casos determinados por lei, contra o
sistema financeiro e a ordem econômico-financeira
ü Crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves, ressalvada a competência da
Justiça Militar
ü Crimes de ingresso ou permanência irregular de estrangeiro;
ü Crimes envolvendo disputas sobre direitos indígenas

Em todas estas cinco hipóteses, a competência para julgamento será da Justiça Federal (em
regra, de primeiro grau).

Mas, e quando será competente o TRF? A competência do TRF está prevista no art. 108 da
Constituição:

Art. 108. Compete aos Tribunais Regionais Federais:

I - processar e julgar, originariamente:

a) os juízes federais da área de sua jurisdição, incluídos os da Justiça Militar e da


Justiça do Trabalho, nos crimes comuns e de responsabilidade, e os membros do
Ministério Público da União, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral;

b) as revisões criminais e as ações rescisórias de julgados seus ou dos juízes


federais da região;

c) os mandados de segurança e os "habeas-data" contra ato do próprio Tribunal


ou de juiz federal;

d) os "habeas-corpus", quando a autoridade coatora for juiz federal;

e) os conflitos de competência entre juízes federais vinculados ao Tribunal;

II - julgar, em grau de recurso, as causas decididas pelos juízes federais e pelos


juízes estaduais no exercício da competência federal da área de sua jurisdição.

O TRF possui, assim como o STF e o STJ, tanto competência originária quanto recursal.

A competência criminal originária dos TRFs se dará em apenas duas hipóteses.

No caso de Crimes comuns e de responsabilidade, o TRF terá competência originária para


processar e julgar:

§ Juízes federais, Juízes do Trabalho e da Justiça Militar Federalizada


§ Membros do Ministério Público da União.

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OBS.: Ressalvada a competência da Justiça Eleitoral.

EXEMPLO: Paulo é Juiz Federal no Rio de Janeiro, vinculado ao TRF2. Paulo


comete um crime de estelionato (competência, em tese, da Justiça Estadual).
Neste caso, Paulo será julgado pelo TRF2, mesmo em se tratando de crime
estadual (não é crime federal). Caso Paulo tivesse praticado um crime ELEITORAL,
o TRF NÃO teria competência para julgá-lo. Neste caso, a competência seria da
Justiça Eleitoral (TRE).

Na hipótese de Revisão Criminal o TRF será competente para apreciar as revisões criminais
interpostas contra os seus próprios julgados e contra os julgados dos Juízes Federais que a ele
estiverem vinculados.

Além destas, o TRF terá competência para processar e julgar os HCs quando a autoridade
coatora for JUIZ FEDERAL a ele vinculado ou TURMA RECURSAL15 a ele vinculada.

Por fim, o TRF tem ainda competência criminal recursal, que será exercida no julgamento
dos recursos interpostos contra as decisões proferidas por Juízes Federais de primeira instância.

A hipótese do inciso V-A traz o chamado “deslocamento de competência”, previsto no §5°


do art. 109. Vejamos:

Art. 109 (...) § 5º Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos, o


Procurador-Geral da República, com a finalidade de assegurar o cumprimento de
obrigações decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais
o Brasil seja parte, poderá suscitar, perante o Superior Tribunal de Justiça, em
qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de
competência para a Justiça Federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45,
de 2004)

Mas o que seria grave violação de direitos humanos? Ninguém sabe, nem o STJ. Entretanto,
a posição que predomina na Jurisprudência é a de que deve ser analisada a situação no caso
concreto, de forma a se definir se houve grave violação aos direitos humanos e PREJUÍZO À
IMAGEM EXTERNA DO PAÍS.16

15
RHC 30946 / MG

16
PACELLI, Eugênio. Op. cit., p. 241/242

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Por fim, a competência criminal dos Juizados Especiais Federais está explicitada no art. 2°
da Lei 10.259/01:

Art. 2º Compete ao Juizado Especial Federal Criminal processar e julgar os feitos


de competência da Justiça Federal relativos às infrações de menor potencial
ofensivo, respeitadas as regras de conexão e continência. (Redação dada pela Lei
nº 11.313, de 2006)

Mas o que seriam as causas de menor potencial ofensivo? As causas de menor potencial
ofensivo são aquelas que se enquadrem nos requisitos previstos na Lei 9.099/95, que embora trate
dos Juizados Especiais Estaduais, se aplica aos Juizados Federais, de maneira subsidiária, nos
termos do art. 1° da Lei 10.259/01. Vejamos:

Art. 1º São instituídos os Juizados Especiais Cíveis e Criminais da Justiça Federal,


aos quais se aplica, no que não conflitar com esta Lei, o disposto na Lei no 9.099,
de 26 de setembro de 1995.

Agora, vejamos quais são os requisitos para que uma infração penal possa ser considerada
uma IMPO (Infração de Menor Potencial Ofensivo), nos termos do art. 61 da Lei 9.099/95:

Art. 61. Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo, para os


efeitos desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena
máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa. (Redação dada
pela Lei nº 11.313, de 2006)

Assim, como a JUSTIÇA FEDERAL NÃO TEM COMPETÊNCIA “RATIONE MATERIAE” PARA
JULGAR CONTRAVENÇÕES PENAIS17, conforme previsão do art. 109, IV da Constituição,
podemos entender que a competência criminal dos Juizados Especiais Federais Criminais está
atrelada aos crimes de competência da Justiça Federal aos quais a Lei comine pena máxima NÃO
SUPERIOR A DOIS ANOS (Isso inclui dois anos), cumulada ou não com multa.

EXEMPLO: Crime de desacato praticado contra funcionário público federal será


da competência do Juizado Especial Federal Criminal, já que se trata de crime
federal ao qual a lei comina pena máxima não superior a dois anos. Vejamos:

Art. 331 - Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela:

17
A única hipótese em que a Justiça Federal irá julgar contravenção penal ocorre no caso de se tratar de contravenção
penal praticada por pessoa com foro por prerrogativa de função perante o TRF, pois neste caso a competência
funcional se sobrepõe (ex.: Juiz Federal pratica uma contravenção penal. Será julgado pelo TRF a que está vinculado).

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Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa.

Esta, portanto, é a regra de fixação da competência dos Juizados Especiais Criminais


Federais.

7.4 Pontos polêmicos

Reuni, abaixo, alguns pontos polêmicos que talvez possam ser objeto de questionamento na
prova de vocês:

⇒ No caso de julgamento de crime político (da competência dos Juízes Federais de primeiro
grau), caso haja recurso, o RECURSO ORDINÁRIO É DIRETO PARA O STF!
⇒ O STF e o STJ entendem que todo crime que viole os direitos fundamentais dos
Trabalhadores são considerados “crimes contra a organização do Trabalho”, estejam ou não
no capítulo “Dos Crimes contra a Organização do Trabalho”, previsto no Código Penal.
⇒ O STF e o STJ entendem que a competência para julgamento dos crimes que versem sobre
direitos indígenas só é da Justiça Federal quando estejam ligados às questões da
comunidade indígena, e não qualquer crime praticado por indígena. Ex.: Um indígena sai da
tribo e vai para a cidade. Lá, furta uma bolsa. Esse crime nada tem a ver com a comunidade
indígena, sua cultura, terras. Nesse caso, a competência é da Justiça Estadual. Agora imagine
um caso em que há uma chacina praticada por fazendeiros de uma região, na qual foi
dizimada uma população indígena, como retaliação pela ocupação das terras. Nesse caso, é
nítida a competência da Justiça Federal.

DISPOSITIVOS LEGAIS IMPORTANTES

CÓDIGO DE PROCESSO PENAL

Ä Arts. 69 a 91 do CPP - Regulamentação da Competência no CPP:

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Art. 69. Determinará a competência jurisdicional:

I - o lugar da infração:

II - o domicílio ou residência do réu;

III - a natureza da infração;

IV - a distribuição;

V - a conexão ou continência;

VI - a prevenção;

VII - a prerrogativa de função.

CAPÍTULO I

DA COMPETÊNCIA PELO LUGAR DA INFRAÇÃO

Art. 70. A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se


consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o
último ato de execução.

§ 1º Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar fora


dele, a competência será determinada pelo lugar em que tiver sido praticado, no
Brasil, o último ato de execução.

§ 2º Quando o último ato de execução for praticado fora do território nacional,


será competente o juiz do lugar em que o crime, embora parcialmente, tenha
produzido ou devia produzir seu resultado.

§ 3º Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando


incerta a jurisdição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de
duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção.

Art. 71. Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em


território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção.

CAPÍTULO II

DA COMPETÊNCIA PELO DOMICÍLIO OU RESIDÊNCIA DO RÉU

Art. 72. Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á


pelo domicílio ou residência do réu.

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§ 1º Se o réu tiver mais de uma residência, a competência firmar-se-á pela


prevenção.

§ 2º Se o réu não tiver residência certa ou for ignorado o seu paradeiro, será
competente o juiz que primeiro tomar conhecimento do fato.

Art. 73. Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro
de domicílio ou da residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração.

CAPÍTULO III

DA COMPETÊNCIA PELA NATUREZA DA INFRAÇÃO

Art. 74. A competência pela natureza da infração será regulada pelas leis de
organização judiciária, salvo a competência privativa do Tribunal do Júri.

§ 1º Compete ao Tribunal do Júri o julgamento dos crimes previstos nos arts. 121,
§§ 1º e 2º, 122, parágrafo único, 123, 124, 125, 126 e 127 do Código Penal,
consumados ou tentados. (Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948)

§ 2º Se, iniciado o processo perante um juiz, houver desclassificação para infração


da competência de outro, a este será remetido o processo, salvo se mais graduada
for a jurisdição do primeiro, que, em tal caso, terá sua competência prorrogada.

§ 3º Se o juiz da pronúncia desclassificar a infração para outra atribuída à


competência de juiz singular, observar-se-á o disposto no art. 410; mas, se a
desclassificação for feita pelo próprio Tribunal do Júri, a seu presidente caberá
proferir a sentença (art. 492, § 2º).

CAPÍTULO IV

DA COMPETÊNCIA POR DISTRIBUIÇÃO

Art. 75. A precedência da distribuição fixará a competência quando, na mesma


circunscrição judiciária, houver mais de um juiz igualmente competente.

Parágrafo único. A distribuição realizada para o efeito da concessão de fiança ou


da decretação de prisão preventiva ou de qualquer diligência anterior à denúncia
ou queixa prevenirá a da ação penal.

CAPÍTULO V

DA COMPETÊNCIA POR CONEXÃO OU CONTINÊNCIA

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Art. 76. A competência será determinada pela conexão:

I - se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido praticadas, ao mesmo


tempo, por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora
diverso o tempo e o lugar, ou por várias pessoas, umas contra as outras;

II - se, no mesmo caso, houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as
outras, ou para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas;

III - quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias


elementares influir na prova de outra infração.

Art. 77. A competência será determinada pela continência quando:

I - duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração;

II - no caso de infração cometida nas condições previstas nos arts. 51, § 1º, 53,
segunda parte, e 54 do Código Penal.

Art. 78. Na determinação da competência por conexão ou continência, serão


observadas as seguintes regras: (Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948)

I - no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição


comum, prevalecerá a competência do júri; (Redação dada pela Lei nº 263, de
23.2.1948)

Il - no concurso de jurisdições da mesma categoria: (Redação dada pela Lei nº 263,


de 23.2.1948)

a) preponderará a do lugar da infração, à qual for cominada a pena mais grave;


(Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948)

b) prevalecerá a do lugar em que houver ocorrido o maior número de infrações,


se as respectivas penas forem de igual gravidade; (Redação dada pela Lei nº 263,
de 23.2.1948)

c) firmar-se-á a competência pela prevenção, nos outros casos; (Redação dada


pela Lei nº 263, de 23.2.1948)

III - no concurso de jurisdições de diversas categorias, predominará a de maior


graduação; (Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948)

IV - no concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá esta. (Redação


dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948)

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Art. 79. A conexão e a continência importarão unidade de processo e julgamento,


salvo:

I - no concurso entre a jurisdição comum e a militar;

II - no concurso entre a jurisdição comum e a do juízo de menores.

§ 1º Cessará, em qualquer caso, a unidade do processo, se, em relação a algum


co-réu, sobrevier o caso previsto no art. 152.

§ 2º A unidade do processo não importará a do julgamento, se houver co-réu


foragido que não possa ser julgado à revelia, ou ocorrer a hipótese do art. 461.

Art. 80. Será facultativa a separação dos processos quando as infrações tiverem
sido praticadas em circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes, ou, quando
pelo excessivo número de acusados e para não Ihes prolongar a prisão provisória,
ou por outro motivo relevante, o juiz reputar conveniente a separação.

Art. 81. Verificada a reunião dos processos por conexão ou continência, ainda que
no processo da sua competência própria venha o juiz ou tribunal a proferir
sentença absolutória ou que desclassifique a infração para outra que não se inclua
na sua competência, continuará competente em relação aos demais processos.

Parágrafo único. Reconhecida inicialmente ao júri a competência por conexão ou


continência, o juiz, se vier a desclassificar a infração ou impronunciar ou absolver
o acusado, de maneira que exclua a competência do júri, remeterá o processo ao
juízo competente.

Art. 82. Se, não obstante a conexão ou continência, forem instaurados processos
diferentes, a autoridade de jurisdição prevalente deverá avocar os processos que
corram perante os outros juízes, salvo se já estiverem com sentença definitiva.
Neste caso, a unidade dos processos só se dará, ulteriormente, para o efeito de
soma ou de unificação das penas.

CAPÍTULO VI

DA COMPETÊNCIA POR PREVENÇÃO

Art. 83. Verificar-se-á a competência por prevenção toda vez que, concorrendo
dois ou mais juízes igualmente competentes ou com jurisdição cumulativa, um
deles tiver antecedido aos outros na prática de algum ato do processo ou de
medida a este relativa, ainda que anterior ao oferecimento da denúncia ou da
queixa (arts. 70, § 3º, 71, 72, § 2º, e 78, II, c).

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CAPÍTULO VII

DA COMPETÊNCIA PELA PRERROGATIVA DE FUNÇÃO

Art. 84. A competência pela prerrogativa de função é do Supremo Tribunal


Federal, do Superior Tribunal de Justiça, dos Tribunais Regionais Federais e
Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, relativamente às pessoas
que devam responder perante eles por crimes comuns e de responsabilidade.
(Redação dada pela Lei nº 10.628, de 24.12.2002)

§ 1º (Vide ADIN nº 2797)

§ 2º (Vide ADIN nº 2797)

Art. 85. Nos processos por crime contra a honra, em que forem querelantes as
pessoas que a Constituição sujeita à jurisdição do Supremo Tribunal Federal e dos
Tribunais de Apelação, àquele ou a estes caberá o julgamento, quando oposta e
admitida a exceção da verdade.

Art. 86. Ao Supremo Tribunal Federal competirá, privativamente, processar e


julgar:

I - os seus ministros, nos crimes comuns;

II - os ministros de Estado, salvo nos crimes conexos com os do Presidente da


República;

III - o procurador-geral da República, os desembargadores dos Tribunais de


Apelação, os ministros do Tribunal de Contas e os embaixadores e ministros
diplomáticos, nos crimes comuns e de responsabilidade.

Art. 87. Competirá, originariamente, aos Tribunais de Apelação o julgamento dos


governadores ou interventores nos Estados ou Territórios, e prefeito do Distrito
Federal, seus respectivos secretários e chefes de Polícia, juízes de instância inferior
e órgãos do Ministério Público.

CAPÍTULO VIII

DISPOSIÇÕES ESPECIAIS

Art. 88. No processo por crimes praticados fora do território brasileiro, será
competente o juízo da Capital do Estado onde houver por último residido o
acusado. Se este nunca tiver residido no Brasil, será competente o juízo da Capital
da República.

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Art. 89. Os crimes cometidos em qualquer embarcação nas águas territoriais da


República, ou nos rios e lagos fronteiriços, bem como a bordo de embarcações
nacionais, em alto-mar, serão processados e julgados pela justiça do primeiro
porto brasileiro em que tocar a embarcação, após o crime, ou, quando se afastar
do País, pela do último em que houver tocado.

Art. 90. Os crimes praticados a bordo de aeronave nacional, dentro do espaço


aéreo correspondente ao território brasileiro, ou ao alto-mar, ou a bordo de
aeronave estrangeira, dentro do espaço aéreo correspondente ao território
nacional, serão processados e julgados pela justiça da comarca em cujo território
se verificar o pouso após o crime, ou pela da comarca de onde houver partido a
aeronave.

Art. 91. Quando incerta e não se determinar de acordo com as normas


estabelecidas nos arts. 89 e 90, a competência se firmará pela prevenção.
(Redação dada pela Lei nº 4.893, de 9.12.1965)

CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Ä Art. 109 da CRFB/88 - Hipóteses de competência da Justiça Federal de primeiro grau:

Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar:

(...) IV - os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens,


serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas
públicas, excluídas as contravenções e ressalvada a competência da Justiça Militar
e da Justiça Eleitoral;

V - os crimes previstos em tratado ou convenção internacional, quando, iniciada a


execução no País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou
reciprocamente;

V-A as causas relativas a direitos humanos a que se refere o § 5º deste


artigo;(Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

VI - os crimes contra a organização do trabalho e, nos casos determinados por lei,


contra o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira;

VII - os "habeas-corpus", em matéria criminal de sua competência ou quando o


constrangimento provier de autoridade cujos atos não estejam diretamente
sujeitos a outra jurisdição;

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VIII - os mandados de segurança e os "habeas-data" contra ato de autoridade


federal, excetuados os casos de competência dos tribunais federais;

IX - os crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves, ressalvada a


competência da Justiça Militar;

X - os crimes de ingresso ou permanência irregular de estrangeiro, a execução de


carta rogatória, após o "exequatur", e de sentença estrangeira, após a
homologação, as causas referentes à nacionalidade, inclusive a respectiva opção,
e à naturalização;

XI - a disputa sobre direitos indígenas.

(...)

§ 5º Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos, o Procurador-Geral da


República, com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações
decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja
parte, poderá suscitar, perante o Superior Tribunal de Justiça, em qualquer fase
do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência para a
Justiça Federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

Ä Art. 108 da CRFB/88 - Hipóteses de competência dos TRFs:

Art. 108. Compete aos Tribunais Regionais Federais:

I - processar e julgar, originariamente:

a) os juízes federais da área de sua jurisdição, incluídos os da Justiça Militar e da


Justiça do Trabalho, nos crimes comuns e de responsabilidade, e os membros do
Ministério Público da União, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral;

b) as revisões criminais e as ações rescisórias de julgados seus ou dos juízes


federais da região;

c) os mandados de segurança e os "habeas-data" contra ato do próprio Tribunal


ou de juiz federal;

d) os "habeas-corpus", quando a autoridade coatora for juiz federal;

e) os conflitos de competência entre juízes federais vinculados ao Tribunal;

II - julgar, em grau de recurso, as causas decididas pelos juízes federais e pelos


juízes estaduais no exercício da competência federal da área de sua jurisdição.

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Ä Art. 5°, XXXVIII, “d”, da CRFB/88 - Competência do Tribunal do Júri:

Art. 5º (...) XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe
der a lei, assegurados:

(...) d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida;

Ä Art. 102 da CRFB/88 - Competência criminal do STF:

Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da


Constituição, cabendo-lhe:

I - processar e julgar, originariamente:

(...)

b) nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente, os


membros do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral
da República;

c) nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os Ministros de


Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, ressalvado o
disposto no art. 52, I, os membros dos Tribunais Superiores, os do Tribunal de
Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter permanente;
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23, de 1999)

d) o "habeas-corpus", sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas


anteriores; o mandado de segurança e o "habeas-data" contra atos do Presidente
da República, das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, do
Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio
Supremo Tribunal Federal;

(...)

i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou


o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente
à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma
jurisdição em uma única instância; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº
22, de 1999)

j) a revisão criminal e a ação rescisória de seus julgados;

l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade


de suas decisões;

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m) a execução de sentença nas causas de sua competência originária, facultada a


delegação de atribuições para a prática de atos processuais;

(...)

II - julgar, em recurso ordinário:

a) o "habeas-corpus", o mandado de segurança, o "habeas-data" e o mandado


de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se
denegatória a decisão;

b) o crime político;

III - julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última


instância, quando a decisão recorrida:

a) contrariar dispositivo desta Constituição;

b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal;

c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição.

d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal. (Incluída pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004)

Ä Art. 105 da CRFB/88 - Competência criminal do STJ:

Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça:

I - processar e julgar, originariamente:

a) nos crimes comuns, os Governadores dos Estados e do Distrito Federal, e,


nestes e nos de responsabilidade, os desembargadores dos Tribunais de Justiça
dos Estados e do Distrito Federal, os membros dos Tribunais de Contas dos
Estados e do Distrito Federal, os dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais
Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros dos Conselhos ou Tribunais de
Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que oficiem perante
tribunais;

b) os mandados de segurança e os habeas data contra ato de Ministro de Estado,


dos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica ou do próprio
Tribunal;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23, de 1999)

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c) os habeas corpus, quando o coator ou paciente for qualquer das pessoas


mencionadas na alínea "a", ou quando o coator for tribunal sujeito à sua jurisdição,
Ministro de Estado ou Comandante da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica,
ressalvada a competência da Justiça Eleitoral; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 23, de 1999)

d) os conflitos de competência entre quaisquer tribunais, ressalvado o disposto no


art. 102, I, "o", bem como entre tribunal e juízes a ele não vinculados e entre juízes
vinculados a tribunais diversos;

e) as revisões criminais e as ações rescisórias de seus julgados;

f) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade


de suas decisões;

(...)

II - julgar, em recurso ordinário:

a) os "habeas-corpus" decididos em única ou última instância pelos Tribunais


Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e
Territórios, quando a decisão for denegatória;

(...)

III - julgar, em recurso especial, as causas decididas, em única ou última instância,


pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito
Federal e Territórios, quando a decisão recorrida:

a) contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigência;

b) julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal;(Redação


dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

c) der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro
tribunal.

LEI 9.099/95 – LEI DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS

Ä Arts. 60 e 61 da Lei 9.099/95 - Competência criminal dos Juizados Especiais Criminais:

Art. 60. O Juizado Especial Criminal, provido por juízes togados ou togados e
leigos, tem competência para a conciliação, o julgamento e a execução das

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infrações penais de menor potencial ofensivo, respeitadas as regras de conexão e


continência. (Redação dada pela Lei nº 11.313, de 2006)

Art. 61. Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo, para os


efeitos desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena
máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa. (Redação dada
pela Lei nº 11.313, de 2006)

SÚMULAS PERTINENTES

1 Súmulas vinculantes

Ä Súmula Vinculante 36

Súmula Vinculante 36 - Compete à justiça federal comum processar e julgar civil


denunciado pelos crimes de falsificação e de uso de documento falso quando se
tratar de falsificação da caderneta de inscrição e registro (CIR) ou de carteira de
habilitação de amador (CHA), ainda que expedidas pela marinha do brasil.

Ä Súmula Vinculante 45

Súmula Vinculante 45 - A competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece


sobre o foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela
constituição estadual.

2 Súmulas do STF

Ä Súmula 297 do STF

Súmula 297 do STF - Oficiais e praças das milícias dos estados, no exercício de
função policial civil, não são considerados militares para efeitos penais, sendo
competente a justiça comum para julgar os crimes cometidos por ou contra eles.

Ä Súmula 396 do STF - Esta súmula encontra-se SUPERADA:

Súmula 396 do STF - Para a ação penal por ofensa à honra, sendo admissível a
exceção da verdade quanto ao desempenho de função pública, prevalece a
competência especial por prerrogativa de função, ainda que já tenha cessado o
exercício funcional do ofendido. - SUPERADA

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Ä Súmula 508 do STF

Súmula 508 do STF - “Compete à justiça estadual, em ambas as instâncias,


processar e julgar as causas em que for parte o Banco do Brasil S.A.”

Ä Súmula 521 do STF

Súmula 521 do STF - “O foro competente para o processo e julgamento dos crimes
de estelionato, sob a modalidade da emissão dolosa de cheque sem provisão de
fundos, é o do local onde se deu a recusa do pagamento pelo sacado.”

Ä Súmula 522 do STF

Súmula 522 do STF - “Salvo ocorrência de tráfico com o exterior, quando, então,
a competência será da Justiça Federal, compete à justiça dos Estados o processo
e o julgamento dos crimes relativos a entorpecentes.”

Ä Súmula 555 do STF – Esta súmula encontra-se SUPERADA:

Súmula 555 do STF - “É competente o tribunal de justiça para julgar conflito de


jurisdição entre juiz de direito do estado e a justiça militar local”. - SUPERADA

Ä Súmula 603 do STF

Súmula 603 do STF - “A competência para o processo e julgamento de latrocínio


é do juiz singular e não do Tribunal do Júri.”

Ä Súmula 611 do STF

Súmula 611 do STF - “Transitada em julgado a sentença condenatória, compete


ao juízo das execuções a aplicação de lei mais benigna.”

Ä Súmula 691 do STF

Súmula 691 do STF - “Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de


habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus
requerido a tribunal superior, indefere a liminar.”

Ä Súmula 702 do STF

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Súmula 702 do STF - "A competência do Tribunal de Justiça para julgar prefeitos
restringe-se aos crimes de competência da justiça comum estadual; nos demais
casos, a competência originária caberá ao respectivo tribunal de segundo grau."

Ä Súmula 704 do STF

Súmula 704 do STF - "Não viola as garantias do juiz natural, da ampla defesa e do
devido processo legal a atração por continência ou conexão do processo do
corréu ao foro por prerrogativa de função de um dos denunciados."

Ä Súmula 712 do STF

Súmula 712 do STF - “É nula a decisão que determina o desaforamento de


processo da competência do Júri sem audiência da defesa.”

3 Súmulas do STJ

Ä Súmula 42 do STJ

Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar as causas cíveis em que é


parte sociedade de economia mista e os crimes praticados em seu detrimento.

Ä Súmula 48 do STJ

Compete ao juízo do local da obtenção da vantagem ilícita processar e julgar crime


de estelionato cometido mediante falsificação de cheque.

Ä Súmula 53 do STJ

Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar civil acusado de prática de


crime contra instituições militares estaduais.

Ä Súmula 59 do STJ

Não há conflito de competência se já existe sentença com trânsito em julgado,


proferida por um dos juízos conflitantes.

Ä Súmula 62 do STJ

Compete à Justiça Estadual processar e julgar o crime de falsa anotação na


Carteira de Trabalho e Previdência Social, atribuído à empresa privada.

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Ä Súmula 75 do STJ

Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar o policial militar por crime
de promover ou facilitar a fuga de preso de Estabelecimento Penal.

Ä Súmula 78 do STJ

Compete à Justiça Militar processar e julgar policial de corporação estadual, ainda


que o delito tenha sido praticado em outra unidade federativa.

Ä Súmula 91 do STJ

Compete a Justiça Federal processar e julgar os crimes praticados contra a fauna.


- CANCELADA

Ä Súmula 104 do STJ

Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento dos crimes de falsificação e


uso de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino.

Ä Súmula 107 do STJ

Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime de estelionato


praticado mediante falsificação das guias de recolhimento das contribuições
previdenciárias, quando não ocorrente lesão à autarquia federal.

Ä Súmula 122 do STJ

Compete à Justiça Federal o processo e julgamento unificado dos crimes conexos


de competência federal e estadual, não se aplicando a regra do Art. 78, II, “a”, do
Código de Processo Penal.

Ä Súmula 140 do STJ

Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime em que o indígena


figure como autor ou vítima.

Ä Súmula 147 do STJ

Compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes praticados contra


funcionário público federal, quando relacionados com o exercício da função.

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Ä Súmula 151 do STJ

A competência para o processo e julgamento por crime de contrabando ou


descaminho define-se pela prevenção do Juízo Federal do lugar da apreensão dos
bens.

Ä Súmula 165 do STJ

Compete à Justiça Federal processar e julgar crime de falso testemunho cometido


no processo trabalhista.

Ä Súmula 172 do STJ

SÚMULA 172 - Compete à Justiça Comum processar e julgar militar por crime de
abuso de autoridade, ainda que praticado em serviço.

Ä Súmula 200 do STJ

O Juízo Federal competente para processar e julgar acusado de crime de uso de


passaporte falso é o do lugar onde o delito se consumou.

Ä Súmula 208 do STJ

Compete à Justiça Federal processar e julgar prefeito municipal por desvio de


verba sujeita a prestação de contas perante órgão federal.

Ä Súmula 209 do STJ

Compete à Justiça Estadual processar e julgar prefeito por desvio de verba


transferida e incorporada ao patrimônio municipal.

Ä Súmula 244 do STJ

Compete ao foro do local da recusa processar e julgar o crime de estelionato


mediante cheque sem provisão de fundos.

JURISPRUDÊNCIA CORRELATA
Ä STJ - CC 131.319/SP e CC 135.924/SP - O STJ firmou entendimento no sentido de que os
crimes contra a organização do trabalho serão da competência da Justiça Federal quando houver

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“ofensa ao sistema de órgãos e institutos destinados a preservar, coletivamente, os direitos e


deveres dos trabalhadores”:

(...) Cumpre à Justiça Federal processar e julgar "os crimes contra a organização
do trabalho" (CR, art. 109, inc. VI) quando "houver ofensa ao sistema de órgãos e
institutos destinados a preservar, coletivamente, os direitos e deveres dos
trabalhadores" (EDcl no AgRg no CC 129.181/MG, Rel. Ministro Jorge Mussi,
Terceira Seção, julgado em 25/02/2015; Súmula 115/TFR).

Não lhe compete, contudo, processar e julgar causa decorrente de relação de


trabalho relacionada à violação de direitos individuais, ainda que pertencentes a
um grupo determinado de pessoas.

(...)

(CC 131.319/SP, Rel. Ministro NEWTON TRISOTTO (DESEMBARGADOR


CONVOCADO DO TJ/SC), TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 26/08/2015, DJe
11/09/2015)

(...) 1. Compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes contra a organização


do trabalho, quando tenham por objeto a organização geral do trabalho ou
direitos dos trabalhadores considerados coletivamente (Súmula n. 115 do extinto
Tribunal Federal de Recursos).

2. A infringência dos direitos individuais de trabalhadores, sem que configurada


lesão ao sistema de órgãos e instituições destinadas a preservar a coletividade
trabalhista, afasta a competência da Justiça Federal (AgRg no CC 64.067/MG, Rel.
Ministro OG FERNANDES, TERCEIRA SEÇÃO, DJe 08/09/2008).

3. Conflito conhecido para declarar competente o JUÍZO DE DIREITO DA 1ª VARA


CRIMINAL DE BARUERI - SP.

(CC 135.924/SP, Rel. Ministro NEFI CORDEIRO, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em


22/10/2014, DJe 31/10/2014)

Ä STJ - HC 208.634/RS - O STJ firmou entendimento no sentido de que a competência para


julgamento dos crimes que versem sobre direitos indígenas só é da Justiça Federal quando
estejam ligados às questões da comunidade indígena, e não qualquer crime praticado por
indígena ou contra indígena.

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1. Compete à Justiça Federal o processamento e o julgamento da ação penal


quando a motivação do delito envolve questões intrínsecas de direitos e cultura
indígenas, como ocorre na hipótese.

(...)

(HC 208.634/RS, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA, julgado
em 14/06/2016, DJe 23/06/2016)

Ä STJ - CC 140.391/PR – O referido julgado sintetiza bem o entendimento do STJ quanto à


competência para o processo e julgamento de crimes envolvendo indígenas:

(...) 1. Ao estabelecer a competência da Justiça Federal para julgar os crimes


relacionados à disputa sobre direitos indígenas (art. 109, XI, da CF), a Carta Magna
colocou sob a jurisdição federal o julgamento de toda e qualquer controvérsia
relacionada a direitos dos índios, assim como a direitos dos povos indígenas, neles
inclusos os descritos no art. 231, quais sejam, aqueles sobre a organização social,
costumes, línguas, crenças e tradições, além dos direitos originários sobre as
terras que tradicionalmente ocupam.

2. Inserida no sistema constitucional de garantia dos direitos de minorias, a disputa


por direitos indígenas mencionada no inciso XI do art. 109 da CF não se restringe
a questões envolvendo interesses econômicos, mas abrange, também, direitos
relativos à forma de constituição, organização social das comunidades indígenas
e definição de lideranças.

3. Como decorrência, não se aplica o enunciado n. 140 da Súmula do STJ quando


o crime envolvendo direitos indígenas implicar em ofensa a interesses coletivos
da comunidade indígena.

4. Se a motivação dos delitos investigados gira em torno de disputa pela liderança


da aldeia, abrangendo, inclusive, ameaças de morte proferidas pelo ex-cacique a
todos os que apoiassem o novo líder, evidencia-se o nítido interesse coletivo da
comunidade indígena na solução da controvérsia, e, por consequência, a
competência da Justiça Federal para julgamento do feito (art. 109, XI, c/c art.

231, CF/88).

(...) (CC 140.391/PR, Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, TERCEIRA


SEÇÃO, julgado em 28/10/2015, DJe 06/11/2015)

Ä STJ - RHC 56.162/RS – O STJ entendeu que o fato de se tratar de verba administrada por estado
ou município não afasta a competência da Justiça Federal para processar e julgar os crimes

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envolvendo verbas oriundas do SUS, eis que continuam sob fiscalização do Ministério da Saúde,
havendo, portanto, interesse da União:

(...) A transferência de recursos entre o SUS e os municípios tem disciplina própria


de Direito Público na Lei n. 8.080/90, não caracterizando, portanto, contrato
mútuo, como pretende o recorrente, afastando a aplicação do art. 587 do Código
Civil - Permanecendo as verbas sob a fiscalização do Ministério da Saúde, art. 33,
§ 4º da Lei n. 8.080/90, a teor do art. 109, da Constituição Federal, a competência
é da Justiça Federal para processar e julgar o crime de associação criminosa para
a prática de crimes contra o patrimônio público e de licitação.

- O fato de a verba ser administrada por Estado membro ou Município não é capaz
de retirar da Justiça Federal a competência para o julgamento dos crimes
praticados em detrimento de recursos do Sistema Único de Saúde. Precedentes.

Recurso Ordinário em Habeas Corpus desprovido.

(RHC 56.162/RS, Rel. Ministro ERICSON MARANHO (DESEMBARGADOR


CONVOCADO DO TJ/SP), SEXTA TURMA, julgado em 10/03/2016, DJe
29/03/2016)

No mesmo sentido:

(...) 1. Esta Corte Superior consolidou entendimento de que, por estarem sujeitas
à fiscalização dos órgãos de controle interno do Poder Executivo Federal, bem
como do Tribunal de Contas da União, as verbas repassadas pelo Sistema Único
de Saúde - inclusive na modalidade de transferência "fundo a fundo" - ostentam
interesse da União em sua aplicação e destinação. Eventual desvio atrai a
competência da Justiça Federal para conhecer da matéria, nos termos do art. 109,
IV, da Constituição Federal.

2. Ressalte-se que o fato de ter a verba sido incorporada ao Município de


Londrina/PR, em virtude da aprovação da prestação de contas por parte da União,
relativa a convênio firmado com o ente municipal (controle interno), não retira dos
recursos o caráter de originários do erário federal, estando sujeitos, portanto, à
fiscalização do Tribunal de Contas da União, em sede de controle externo.

3. Com efeito, mesmo que tenha havido aprovação da prestação de contas em


sede de controle interno, permanece a competência fiscalizatória do TCU
(controle externo), o que atrai a competência da Justiça Federal para
processamento e julgamento do feito.

Incidência da Súmula 208/STJ.

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4. Recurso não provido.

(RHC 57.862/PR, Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, QUINTA


TURMA, julgado em 25/08/2015, DJe 01/09/2015)

Ä STF - RE 459510 – O STF firmou entendimento no sentido de que cabe à Justiça Federal
processar e julgar o crime de redução à condição análoga à de escravo, eis que o delito ofende
gravemente a organização do trabalho, eis que, dentre outras coisas, há violação flagrante à
dignidade da pessoa humana em relação de trabalho:

(...) O bem jurídico objeto de tutela pelo art. 149 do Código Penal vai além da
liberdade individual, já que a prática da conduta em questão acaba por vilipendiar
outros bens jurídicos protegidos constitucionalmente como a dignidade da pessoa
humana, os direitos trabalhistas e previdenciários, indistintamente considerados.
2. A referida conduta acaba por frustrar os direitos assegurados pela lei trabalhista,
atingindo, sobremodo, a organização do trabalho, que visa exatamente a
consubstanciar o sistema social trazido pela Constituição Federal em seus arts. 7º
e 8º, em conjunto com os postulados do art. 5º, cujo escopo, evidentemente, é
proteger o trabalhador em todos os sentidos, evitando a usurpação de sua força
de trabalho de forma vil. 3. É dever do Estado (lato sensu) proteger a atividade
laboral do trabalhador por meio de sua organização social e trabalhista, bem como
zelar pelo respeito à dignidade da pessoa humana (CF, art. 1º, inciso III). 4. A
conjugação harmoniosa dessas circunstâncias se mostra hábil para atrair para a
competência da Justiça Federal (CF, art. 109, inciso VI) o processamento e o
julgamento do feito. 5. Recurso extraordinário do qual se conhece e ao qual se dá
provimento. (RE 459510, Relator(a): Min. CEZAR PELUSO, Relator(a) p/ Acórdão:
Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em 26/11/2015, ACÓRDÃO
ELETRÔNICO DJe-067 DIVULG 11-04-2016 PUBLIC 12-04-2016)

Ä STJ - CC 103.011/PR - Armazenamento e disseminação de vídeos pornográficos de crianças e


adolescentes – Competência da Justiça Estadual: a Competência da Justiça Federal somente
restará caracterizada se houver violação a interesse ou patrimônio da União, bem como se restar
demonstrada a transnacionalidade do delito:

(...) Assim, não estando evidenciada a transnacionalidade do delito - tendo em


vista que a conduta do investigado, a ser apurada, restringe-se, até agora, à
captação e ao armazenamento de vídeos, de conteúdo pornográfico, ou de cenas
de sexo explícito, envolvendo crianças e adolescentes, nos computadores de duas
escolas -, a competência, in casu, é da Justiça Estadual. (...) (CC 103.011/PR, Rel.
Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 13/03/2013,
DJe 22/03/2013) -------- “(...) o crime de disseminação de material que contenha
pornografia infantil, art. 241-A, do Estatuto da Criança e do Adolescente, somente

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compete à Justiça Federal quando verificado acesso além das fronteiras


nacionais" (STF, RE 612.030 AgR/SC, 1.ª Turma, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe
26/05/2011).”

Ä STJ - CC 120.406/RJ – O STJ decidiu que, em se tratando de contravenção penal praticada em


conexão com crime de competência da Justiça Federal, deverá ocorrer o desmembramento do
julgamento, de forma que a contravenção seja julgada pela Justiça ESTADUAL:

(...) 1. Apesar da existência de conexão entre o crime de contrabando e


contravenção penal, mostra-se inviável a reunião de julgamentos das infrações
penais perante o mesmo Juízo, uma vez que a Constituição Federal
expressamente excluiu, em seu art. 109, IV, a competência da Justiça Federal para
o julgamento das contravenções penais, ainda que praticadas em detrimento de
bens, serviços ou interesse da União. Súmula nº 38/STJ. Precedentes.

2. Firmando-se a competência do Juízo Federal para processar e julgar o crime


de contrabando conexo à contravenção penal, impõe-se o desmembramento do
feito, de sorte que a contravenção penal seja julgada perante o Juízo estadual.

(...)

(CC 120.406/RJ, Rel. Ministra ALDERITA RAMOS DE OLIVEIRA


(DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJ/PE), TERCEIRA SEÇÃO, julgado em
12/12/2012, DJe 01/02/2013)

Ä STJ - CC 131.043/MA – O STJ decidiu que, em se tratando de transferência eletrônica


fraudulenta entre contas bancárias, há o crime de furto mediante fraude, sendo competente do
foro do local em que se situa a conta SUBTRAÍDA:

(...) Nos termos do entendimento da Terceira Seção desta Corte, a subtração de


valores de conta-corrente, mediante transferência fraudulenta para conta de
terceiro, sem consentimento da vítima, configura crime de furto mediante fraude,
previsto no art. 155, § 4º, inciso II do Código Penal.

2. É competente o Juízo do lugar da consumação do delito de furto, in casu, o


local em que se situa a conta bancária subtraída. 3. Conflito conhecido para
declarar a competência do Juízo Federal da 5ª Vara de Santos - SJ/SP, o suscitado.

(CC 131.043/MA, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em


08/10/2014, DJe 14/10/2014)

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Ä STJ - CC 133.823/PR – O STJ decidiu que, em se tratando de tráfico internacional de arma de


fogo, a competência será da Justiça Federal apenas se restar comprovada a internacionalidade da
conduta, sendo insuficiente mera alegação de que se trata de produto de origem estrangeira

(...) Compete à Justiça Federal processar e julgar o delito previsto no art. 18 da Lei
n. 10.826/2003 (CR, art. 109, incs. IV e V). Todavia, "para a configuração do tráfico
internacional de arma de fogo não basta apenas a procedência estrangeira do
armamento ou munição, sendo necessário que se comprove a internacionalização
da ação" (CC 105.933/RS, Rel. Min. Jorge Mussi, Terceira Seção, DJe 20/05/2010).

02. Não havendo prova segura de que a munição encontrada na residência do


investigado foi importada, sem autorização da autoridade competente, caberá à
Justiça estadual processar e julgar a ação penal que vier a ser deflagrada em razão
desse fato.

(...) (CC 133.823/PR, Rel. Ministro NEWTON TRISOTTO (DESEMBARGADOR


CONVOCADO DO TJ/SC), TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 08/10/2014, DJe
15/10/2014)

EXERCÍCIOS COMENTADOS
01. (VUNESP – 2018 – PREF. DE BAURU - PROCURADOR) No eventual caso de um prefeito
municipal cometer um crime comum, a Constituição Federal prevê que ele será julgado pelo
a) Tribunal de Justiça do respectivo Estado.
b) Superior Tribunal de Justiça.
c) Supremo Tribunal Federal.
d) Tribunal Regional Federal da 1a Região.
e) órgão judicial de primeira instância, em qualquer hipótese.

COMENTÁRIOS

Neste caso, o Prefeito será julgado pelo TJ do respectivo estado, conforme previsão do art. 29, X
da CF/88:

Art. 29. O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o
interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da
Câmara Municipal, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta
Constituição, na Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos:

(...)

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X - julgamento do Prefeito perante o Tribunal de Justiça; (Renumerado do inciso


VIII, pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)

Lembrando que em se tratando de crime federal a competência será do TRF e em se tratando de


crime eleitoral a competência será do TRE (súmula 702 do STF).

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

02. (VUNESP – 2015 – TJ-MS – JUIZ) De acordo com o artigo 80, do Código de Processo Penal,
nos processos conexos, será facultativa a separação quando
a) as infrações tiverem sido praticadas em circunstâncias de tempo ou lugar diferentes, ou, quando
pelo excessivo número de acusados e para não lhes prolongar a prisão provisória, ou por outro
motivo relevante, o juiz reputar conveniente a separação.
b) venha o juiz ou tribunal a proferir sentença absolutória ou que desclassifique a infração para
outra que não se inclua na sua competência.
c) houver corréu em local incerto ou não sabido ou foragido que não possa ser julgado à revelia,
ainda que representado por defensor constituído e regularmente citado.
d) concorrerem jurisdição comum e do juízo falimentar.
e) em relação a algum corréu, por superveniência de doença mental, nos termos do artigo 152 do
Código de Processo Penal, ainda que indispensável a suspensão do processo para instauração de
incidente de insanidade mental.

COMENTÁRIOS

De acordo com o art. 80 do CPP, no caso de crimes conexos, será facultativa a separação quando
“as infrações tiverem sido praticadas em circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes, ou,
quando pelo excessivo número de acusados e para não lhes prolongar a prisão provisória, ou por
outro motivo relevante, o juiz reputar conveniente a separação”.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

03. (VUNESP – 2015 – MPE-SP – ANALISTA DE PROMOTORIA) Para delimitação de


competência, entende-se por foro supletivo ou foro subsidiário, previsto no artigo 72, caput, do
Código de Processo Penal,
a) o do juízo prevento, na infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou
mais jurisdições.
b) o do lugar da infração à qual cominada pena mais grave.
c) o de domicílio ou residência do réu, porque desconhecido o lugar da infração penal.

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d) o da residência da vítima, porque desconhecidos o paradeiro do réu, o local da consumação do


delito e, na tentativa, o lugar em que praticado o último ato de execução.
e) o do juízo da distribuição, porque desconhecidos o paradeiro do réu, o local da consumação
do delito e, na tentativa, o lugar em que praticado o último ato de execução.

COMENTÁRIOS

Nos termos do art. 72 do CPP, o foro subsidiário (ou supletivo) será o foro do domicílio ou
residência do réu, quando desconhecido o lugar da infração:

Art. 72. Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á


pelo domicílio ou residência do réu.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

04. (VUNESP – 2015 – PC-CE – DELEGADO) A competência para a ação penal, caso
a) desconhecido o domicílio do ofendido, será estabelecida pelo local da infração.
b) desconhecido o local da infração, será estabelecida pela residência ou domicílio do réu.
c) desconhecido o domicílio do réu, será estabelecida pela prevenção.
d) se trate de ação privada, ficará a cargo do querelante, que pode escolher entre o local da
infração e o da sua própria residência.
e) se trate de crime tentado, será fixada no lugar onde deveria ter se consumado a infração.

COMENTÁRIOS

A competência, caso desconhecido o lugar da INFRAÇÃO (que é a regra), será fixada tendo em
conta o local do domicílio ou residência do réu, nos termos do art. 72 do CPP. No caso de ação
exclusivamente privada o querelante poderá escolher entre o local da infração ou o local do
domicílio do RÉU, nos termos do art. 73 do CPP.

Por fim, em se tratando de crime tentado a competência, em regra, será do Juízo do lugar em que
for praticado o último ato de execução, nos termos do art. 70 do CPP.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

05. (VUNESP – 2014 – TJ-PA – ANALISTA JUDICIÁRIO) Determina o caput do art. 70 do CPP
que nos crimes consumados, como regra, a competência para julgamento será determinada pelo
lugar em que se consumar a infração. No caso de tentativa,
a) pelo domicílio do ofendido.
b) pelo domicílio do acusado.

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c) pela prevenção.
d) pelo lugar onde deveria ter se consumado a infração.
e) pelo lugar em que for praticado o último ato de execução.

COMENTÁRIOS

Em se tratando de crime tentado a competência, em regra, será do Juízo do lugar em que for
praticado o último ato de execução, nos termos do art. 70 do CPP.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

06. (VUNESP – 2014 – TJ-RJ – JUIZ) De acordo com entendimento sumulado pelo STF, é de
competência da Justiça Federal processar e julgar crimes de tráfico de drogas, desde que haja
remessa do entorpecente para o
a) exterior.
b) exterior, ou entre Estados dentro do país.
c) exterior, ou entre Estados dentro do país, ou entre Municípios.
d) exterior, e desde que seja praticado por associação transnacional.

COMENTÁRIOS

Nos termos do enunciado nº 522 da súmula de jurisprudência do STF, haverá competência da


Justiça Federal para processar e julgar o delito de tráfico de drogas quando se tratar de remessa
da droga para o exterior:

SÚMULA 522

Salvo ocorrência de tráfico para o Exterior, quando, então, a competência será da


Justiça Federal, compete à Justiça dos Estados o processo e julgamento dos
crimes relativos a entorpecentes.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

07. (VUNESP – 2012 – DPE-MS – DEFENSOR PÚBLICO) A competência processual penal é


definida, em regra, pelo lugar em que se consumar a infração. Contudo, nos termos do Código
de Processo Penal, é correto afirmar que
a) se tratando de infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou mais
jurisdições, a competência firmar-se-á pelo lugar em que for praticado o último ato de execução.
b) a competência será determinada pela conexão quando duas ou mais pessoas forem acusadas
pela mesma infração ou se, ocorrendo duas ou mais infrações praticadas ao mesmo tempo, por

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várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar,
ou por várias pessoas, umas contra as outras.
c) ao Supremo Tribunal Federal competirá, privativamente, processar e julgar os seus ministros
nos crimes de responsabilidade.
d) não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pelo domicílio ou
residência do réu.

COMENTÁRIOS

A) ERRADA: Nesse caso a competência se firmará pela prevenção, conforme art. 71 do CPP:

Art. 71. Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em


território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção.

B) ERRADA: No caso de duas ou mais pessoas serem acusadas pela mesma infração teremos
continência, e não conexão, nos termos do art. 77, I do CPP:

Art. 77. A competência será determinada pela continência quando:

I - duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração;

C) ERRADA: Item errado, pois os Ministros do STF são processados e julgados, nos crimes de
responsabilidade, pelo SENADO FEDERAL, nos termos do art. 52, II da Constituição Federal.

D) CORRETA: Item correto, pois se trata da previsão de fixação da competência contida no art.
72 do CPP:

Art. 72. Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á


pelo domicílio ou residência do réu.

Portanto, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

08. (VUNESP – 2009 – TJ-SP – JUIZ) Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna
da frase:
A inobservância da competência penal por prevenção___________________ .
a) constitui nulidade relativa
b) constitui nulidade absoluta
c) não constitui nulidade
d) pode constituir nulidade absoluta em circunstâncias especiais

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COMENTÁRIOS

A inobservância da competência em razão da prevenção é causa de nulidade relativa, conforme


entendimento do STF, sumulado através do verbete de nº 706:

Ver súmula 706 do STF

É relativa a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por


prevenção.

Portanto, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

09. (VUNESP – 2009 – TJ-SP – JUIZ) No caso de roubo praticado na cidade de São Paulo contra
agência bancária da Caixa Econômica Federal, em que tenha havido a subtração de dinheiro do
caixa, a competência para a ação penal é da
a) Justiça Federal.
b) Justiça Estadual.
c) Justiça Federal ou da Justiça Estadual, observada a regra da prevenção.
d) Justiça Federal ou da Justiça Estadual, conforme o inquérito tenha sido conduzido pela Polícia
Federal ou pela Polícia Estadual.

COMENTÁRIOS

Neste caso, como a Caixa Econômica Federal é uma empresa pública federal, a competência será
da Justiça Federal, por força do art. 109, IV da Constituição:

Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar:

(...)

IV - os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens,


serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas
públicas, excluídas as contravenções e ressalvada a competência da Justiça Militar
e da Justiça Eleitoral;

Portanto, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

10. (VUNESP – 2013 – TJ-SP – JUIZ) Tratando-se de infração continuada ou permanente,


praticada em território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pelo(a)
a) prevenção.
b) lugar da infração.

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c) conexão ou continência.
d) distribuição.

COMENTÁRIOS

Neste caso a competência se firmará pela prevenção, por força do art. 71 do CPP:

Art. 71. Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em


território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção.

Portanto, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

11. (VUNESP – 2013 – TJ-SP – JUIZ) A exceção de incompetência constitui meio processual
assecuratório da observância do princípio do(a)
a) oficialidade.
b) juiz natural.
c) publicidade.
d) persuasão racional.

COMENTÁRIOS

A exceção de incompetência é uma forma de defesa que visa à garantia da observância do


princípio do Juiz Natural, pois tem como objetivo o reconhecimento da incompetência do Juízo e
a remessa dos autos ao Juízo competente, ou seja, a remessa dos autos ao Juiz Natural da causa.
Tal princípio está previsto no art. 5º, LIII da Constituição:

Art. 5º (...)

LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade


competente;

Portanto, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

12. (VUNESP – 2014 – TJ-PA – JUIZ) Imagine que magistrado integrante do Tribunal Regional
Eleitoral, durante sessão de julgamento e em razão de controvérsia relativa a votos divergentes,
atente dolosamente contra a vida de seu colega. A competência para julgamento é do:
a) Tribunal do Júri.
b) Tribunal de Justiça.
c) Tribunal Regional Eleitoral.

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d) Superior Tribunal de Justiça.


e) Tribunal Superior Eleitoral.

COMENTÁRIOS

No caso em tela o agente possui foro por prerrogativa de função para ser julgado, nos crimes
comuns, pelo STJ. Vejamos:

Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça:

I - processar e julgar, originariamente:

a) nos crimes comuns, os Governadores dos Estados e do Distrito Federal, e,


nestes e nos de responsabilidade, os desembargadores dos Tribunais de Justiça
dos Estados e do Distrito Federal, os membros dos Tribunais de Contas dos
Estados e do Distrito Federal, os dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais
Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros dos Conselhos ou Tribunais de
Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que oficiem perante
tribunais;

Além disso, a competência de foro por prerrogativa de função irá prevalecer em relação à
competência do Júri, pois se trata de prerrogativa de foro prevista na própria Constituição
FEDERAL.

Ademais, é importante destacar que o STF restringiu o foro privilegiado, entendendo que o foro
por prerrogativa de função se aplica apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e
relacionados às funções desempenhadas (STF – AP 937). Assim, hoje a questão fica parcialmente
prejudicada.

Portanto, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.


01/05/23 04/02/23
13. (VUNESP – 2014 – TJ-SP – TITULAR NOTARIAL) Se o Prefeito Municipal de uma cidade do
Estado de São Paulo comete um crime de homicídio na cidade de Recife, Estado de Pernambuco,
é competente para o julgamento da causa o;
a) Tribunal do Júri do Foro da Comarca de Recife, Estado de Pernambuco
b) Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
c) Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
d) Tribunal do Júri do Foro da Comarca da cidade, onde o autor do referido crime figura como
Prefeito Municipal

COMENTÁRIOS

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No caso em tela será competente o TJ do estado de São Paulo. Isto porque os prefeitos possuem
a prerrogativa CONSTITUCIONAL (prevista na Constituição FEDERAL) de serem processados e
julgados, nos crimes comuns, pelo TJ local:

Art. 29. O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o
interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da
Câmara Municipal, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta
Constituição, na Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos:

(...)

X - julgamento do Prefeito perante o Tribunal de Justiça; (Renumerado do inciso


VIII, pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)

No caso, o TJ competente é o da Unidade da Federação em que está situado o município a que


pertence o Prefeito, e não o TJ do local do fato. Assim, competente será o TJ-SP (CC 120848/PE,
Rel. Ministra LAURITA VAZ, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 14/03/2012, DJe 27/03/2012).

Ademais, é importante destacar que o STF restringiu o foro privilegiado, entendendo que o foro
por prerrogativa de função se aplica apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e
relacionados às funções desempenhadas (STF – AP 937). Assim, hoje a questão fica parcialmente
prejudicada.

Portanto, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

14. (FCC – 2018 – CLDF – TÉCNICO LEGISLATIVO) De acordo com o que dispõe o Código de
Processo Penal acerca da competência, considere:
I. Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro de domicílio ou da
residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração.
II. Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pelo domicílio ou
residência do réu.
III. Se o réu tiver mais de uma residência, a competência firmar-se-á pela prevenção.
IV. Se o réu não tiver residência certa ou for ignorado o seu paradeiro, será competente o juízo da
Capital do Estado onde houver por último residido o acusado. Se este nunca tiver residido no
Brasil, será competente o juízo da Capital da República.
V. A conexão e a continência importarão unidade de processo e julgamento, ainda que haja
concurso entre a jurisdição comum e a militar.
Está correto o que se afirma APENAS em
A) II, III e IV.
B) II, IV e V.

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C) I, III, IV e V.
D) I, IV e V.
E) I, II e III.

COMENTÁRIOS

I – CORRETA: Item correto, pois esta é a exata previsão do art. 73 do CPP:

Art. 73. Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro
de domicílio ou da residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração.

Assim, em crimes de ação penal privada, o querelante pode escolher ajuizar a queixa-crime no
local do domicílio ou residência do RÉU, mesmo que conhecido o local da infração.

II – CORRETA: Item correto, pois esta é a previsão do art. 72 do CPP:

Art. 72. Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á


pelo domicílio ou residência do réu.

III – CORRETA: Item correto, pois neste caso será competente o Juiz (dentre aqueles competentes,
tendo em conta os locais de residência do réu) que primeiro tiver atuado no caso, antecipando-se
aos demais (decretando prisão preventiva, autorizando interceptação telefônica, etc.):

Art. 72 (...) § 1º Se o réu tiver mais de uma residência, a competência firmar-se-á


pela prevenção.

IV – ERRADA: Item errado, pois se o réu não tiver residência certa ou for ignorado o seu paradeiro,
será competente o juiz que primeiro tomar conhecimento do fato, conforme art. 72, §2º do CPP.

V – ERRADA: Item errado, pois a conexão e a continência importarão unidade de processo e


julgamento, salvo em determinados casos, nos quais haverá a separação dos processos, como
ocorre na hipótese de concurso entre a jurisdição comum e a militar (ex.: um crime militar e um
crime comum conexos).

GABARITO: Letra E

15. (FCC – 2018 – CLDF – PROCURADOR LEGISLATIVO) Ocorre a chamada conexão objetiva
ou teleológica quando
A) duas ou mais infrações houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas
ou umas contra as outras.

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B) duas ou mais infrações houverem sido praticadas por várias pessoas em concurso, embora
diverso o tempo e lugar.
C) duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração.
D) duas ou mais infrações houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as outras ou
para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas.
E) dois ou mais crimes, idênticos ou não, forem praticados pelo mesmo agente, mediante uma só
ação ou omissão.

COMENTÁRIOS

A conexão objetiva ocorre quando duas ou mais infrações houverem sido umas praticadas para
facilitar ou ocultar as outras ou para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer
delas, nos termos do art. 76, II do CPP:

Art. 76. A competência será determinada pela conexão:

(...)

II - se, no mesmo caso, houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as
outras, ou para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas;

GABARITO: Letra D

16. (FCC – 2018 – MPE-PB – PROMOTOR) Praticado delito de menor potencial ofensivo,
determinará, de regra, a competência jurisdicional
A) a prevenção.
B) o lugar em que se consumar a infração penal.
C) a distribuição do termo circunstanciado.
D) o lugar em que foi praticada a infração penal.
E) o domicílio ou residência do autor do fato.

COMENTÁRIOS

Nas infrações de menor potencial ofensivo, a competência territorial se define, como regra, pelo
local em que for PRATICADA a infração (e não pelo local da consumação), nos termos do art. 63
da Lei 9.099/95:

Art. 63. A competência do Juizado será determinada pelo lugar em que foi
praticada a infração penal.

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GABARITO: Letra D

17. (FCC – 2018 – DPE-AM – ANALISTA – CIÊNCIAS JURÍDICAS) Sobre a competência, é


correto afirmar:
A) Será, de regra, determinada pelo domicílio do réu.
B) Os casos mais graves são de competência da justiça federal.
C) Será determinada pela continência quando duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma
infração.
D) A competência por conexão é vedada se um dos crimes for contra a vida.
E) No crime de latrocínio pode o réu optar pelo julgamento pelo Tribunal do Júri.

COMENTÁRIOS

a) ERRADA: Item errado, pois EM REGRA a competência territorial se define pelo local da
consumação do delito, conforme art. 70 do CPP.

b) ERRADA: Item errado, pois não é este o critério para se definir a competência da Justiça
Federal, que está estabelecida no art. 108 e seguintes da CF/88.

c) CORRETA: Item correto, pois esta é a exata previsão do art. 77, I do CPP, que trata da chamada
“continência por cumulação subjetiva”:

Art. 77. A competência será determinada pela continência quando:

I - duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração;

d) ERRADA: Item errado, pois é perfeitamente possível a conexão entre um crime doloso contra
a vida e outra infração penal que não seja crime doloso contra a vida, inclusive com reunião dos
processos neste caso, conforme art. 78, I do CPP.

e) ERRADA: Item errado, pois o latrocínio não é um crime doloso contra a vida (trata-se de um
crime patrimonial), motivo pelo qual é da competência do Juiz singular, e não do júri.

GABARITO: Letra C

18. (FCC – 2017 – PC-AP – AGENTE DE POLÍCIA) Sobre a competência no processo penal, é
correto afirmar:
A) Será determinada, de regra, pelo lugar do primeiro ato de execução criminosa.
B) O direito brasileiro desconhece a figura da competência pelo domicílio ou residência do réu,
pois regula-se pelo lugar do crime.

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C) A competência será determinada pela continência quando duas pessoas forem acusadas pelo
mesmo crime.
D) Apenas os crimes dolosos contra a vida podem ser julgados pelo Tribunal do Júri.
E) Se na mesma circunscrição judiciária houver mais de um juiz igualmente competente para
determinado crime, prevalece o critério da antiguidade na carreira.

COMENTÁRIOS

a) ERRADA: Item errado, pois em regra a competência territorial se define pelo local da
consumação do delito, conforme art. 70 do CPP.

b) ERRADA: Item errado, pois o domicílio ou residência do réu é uma das circunstâncias que
podem definir a competência territorial, conforme arts. 69, II, 72 e 73 do CPP.

c) CORRETA: Item correto, pois esta é a exata previsão do art. 77, I do CPP, que trata da chamada
“continência por cumulação subjetiva”:

Art. 77. A competência será determinada pela continência quando:

I - duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração;

d) ERRADA: Item errado, pois os crimes CONEXOS aos crimes dolosos contra a vida também
serão da competência do Júri (ex.: ocultação de cadáver conexa com homicídio doloso
consumado).

e) ERRADA: Item errado, pois neste caso o critério é do da distribuição (que se dá por sorteio), na
forma do art. 75 do CPP.

GABARITO: Letra C

19. (FCC – 2017 – TRE-SP – ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA) Xisto, policial militar
rodoviário no exercício da função, resolve em um único dia de trabalho praticar três crimes de
corrupção passiva, utilizando para tanto o mesmo modus operandi, solicitando dinheiro de
condutores de veículos para não fazer a autuação administrativa pelo excesso de velocidade. O
primeiro crime é praticado às 09h na cidade de Guarulhos. O segundo é praticado às 12h na
cidade de Mogi das Cruzes. E o terceiro é praticado às 14h na cidade de Jacareí, onde Xisto é
preso em flagrante por policiais civis, prisão esta analisada e mantida pelo Magistrado
competente daquela comarca. Xisto é denunciado pelo Ministério Público da comarca de Jacareí
pelos três crimes de corrupção passiva. Sobre o caso hipotético apresentado e à luz do Código
de Processo Penal, a competência da comarca de Jacareí foi determinada
(A) por conexão.

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(B) por continência.


(C) por prevenção.
(D) pela prerrogativa de função.
(E) pelo lugar da infração.

COMENTÁRIOS

Neste caso, temos um crime continuado praticado no território de mais de uma comarca. Em casos
tais, a competência deverá se firmar pela prevenção, nos termos do art. 71 do CPP. Como em
Jacareí houve a primeira atuação (decidindo pela prisão cautelar do infrator), há a prevenção desta
comarca para processar e julgar a ação penal.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.


01/05/23

20. (FCC – 2016 – DPE-BA – DEFENSOR PÚBLICO) De acordo com norma expressa do Código
de Processo Penal, são fatores que determinam a competência jurisdicional:
a) O local da residência da vítima e a natureza da infração.
b) A prevenção e o local da prisão.
c) A prerrogativa de função e o domicílio ou residência do réu.
d) O local da investigação e a conexão ou continência.
e) O local da prisão e o local da infração.

COMENTÁRIOS

O art. 69 do CPP estabelece as hipóteses de definição da competência jurisdicional:

Art. 69. Determinará a competência jurisdicional:

I - o lugar da infração:

II - o domicílio ou residência do réu;

III - a natureza da infração;

IV - a distribuição;

V - a conexão ou continência;

VI - a prevenção;

VII - a prerrogativa de função.

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Vemos, portanto, que somente a alternativa C traz duas situações previstas no art. 69, incisos II e
VII.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.


11/02/23 01/05/23

21. (FCC – 2015 – TRE/SE – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Bráulio, Rodolfo,
Ricardo e Benício, todos residentes na cidade de Barra dos Coqueiros − SE, planejam o sequestro
de um empresário de uma grande empresa da cidade de Aracaju. No dia 13 de Janeiro de 2015
o plano é executado e o empresário é arrebatado quando saía do seu local de trabalho e levado
para o cativeiro na cidade de Maruim − SE, onde permaneceu por sete dias até o pagamento do
resgate e libertação, esta última em uma rua deserta na cidade de Barra dos Coqueiros. Iniciada
investigação criminosa, os quatro criminosos acabam presos. Instaurada a ação penal, pelo
referido crime permanente de extorsão mediante sequestro, a competência para processar e
julgar a ação penal será
(A) da comarca de Barra dos Coqueiros, onde foi praticado o último ato executório.
(B) das comarcas de Aracaju, Barra dos Coqueiros e Maruim e firmar-se-á pela prevenção.
(C) da comarca de Aracaju, onde o crime foi praticado.
(D) da comarca de Maruim, onde a maior parte do crime foi executada.
(E) firmada pela continência entre as comarcas de Aracaju e Maruim.

COMENTÁRIOS

Em se tratando de crime permanente, praticada no território de duas ou mais jurisdições, a


competência será de qualquer delas, e firmar-se-á pela prevenção, nos termos do art. 71 do CPP:

Art. 71. Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em


território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

22. (FCC – 2015 – TRE-AP – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Tacito comete um
crime de roubo com emprego de arma de fogo na comarca de Macapá, subtraindo um veículo e
pertences da vítima. Consumado o roubo, que tem pena cominada de 04 a 10 anos de reclusão,
Tacito é preso em flagrante na comarca de Mazagão, quando entregava toda a res furtiva para
seus amigos José e Manoel, que também são presos em flagrante, estes últimos por crime de
receptação (pena de 01 a 04 anos de reclusão). A competência para processamento e julgamento
da ação penal contra Tacito, José e Manoel determinar-se-á pela
(A) continência e será da comarca de Mazagão, onde ocorreu a prisão em flagrante dos três
indivíduos.

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(B) conexão e será da comarca de Macapá, onde ocorreu o crime cuja pena mais grave é cominada.
(C) prevenção e poderá ser tanto da comarca de Macapá quanto da comarca de Mazagão.
(D) continência e será da comarca de Macapá, onde ocorreu o crime cuja pena mais grave é
cominada. (E) conexão e será da comarca de Mazagão, onde ocorreu a prisão em flagrante dos
três indivíduos.

COMENTÁRIOS

No caso em tela temos dois crimes conexos, nos termos do art. 76, II do CPP. Em se tratando de
conexão envolvendo crimes praticados em comarcas distintas, embora sujeitas à jurisdição de
mesma categoria, a competência será firmada pela conexão, e será determinada pelo local em
que foi praticada a infração a que é cominada a pena mais grave (roubo, comarca de Macapá).

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

23. (FCC – 2015 – DPE-MA – DEFENSOR PÚBLICO) “A", policial militar, valendo-se de arma
da corporação, efetuou disparos que resultaram a produção dolosa da morte do cidadão “B",
farmacêutico com o qual teve uma discussão durante uma abordagem policial. Neste caso,
a) a competência será da justiça comum somente se os motivos dos disparos não estiverem
relacionados com a diligência policial.
b) “A" deverá ser julgado pela justiça militar, porquanto se encontrava em serviço e utilizava arma
da corporação.
c) o fato de “A" estar em serviço não impõe a competência da justiça militar, mas sim o fato de
ter utilizado arma da corporação.
d) o fato de “A" estar em serviço impõe a competência da justiça militar, não possuindo relevância
o fato da arma utilizada pertencer à corporação.
e) são irrelevantes para competência as circunstâncias citadas.

COMENTÁRIOS

Neste caso, a competência para processar e julgar o militar será da Justiça Comum, mais
precisamente, do Tribunal do Júri, nos termos do art. 5º, XVIII, “d” da CRFB/88 e do art. 125, §4º
da CRFB/88.

O fato de o militar estar em serviço ou não, bem como a utilização da arma da corporação, neste
caso, são circunstâncias irrelevantes para a definição da competência.

A alternativa E foi dada como correta, exatamente porque nenhuma das anteriores é correta, mas
a redação poderia ser mais clara.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

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24. (FCC – 2015 – TJ-RR – JUIZ) A definição da competência processual penal possui regras
previstas na Constituição Federal, no Código de Processo Penal e nas leis especiais. Sobre a
competência, analise as seguintes assertivas:
I. Conforme a Constituição Federal, caberá ao STF julgar, nas infrações penais comuns e nos crimes
de responsabilidade, o Presidente da República, o Vice-presidente, os membros do Congresso
Nacional, os Ministros de Estado, os comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
II. No conflito entre foro determinado pela Constituição Federal, por prerrogativa de função e o
foro material, definido para o tribunal do Júri no artigo 5° , XXXVIII, d, prevalecerá este último por
ser garantia fundamental individual.
III. O foro por prerrogativa de função é sempre definido pela Constituição Federal, mas as
constituições estaduais também podem conferir foro por prerrogativa.
IV. Os prefeitos devem ser julgados por Tribunal de Justiça Estadual, mas em cometimento de
crimes federais deverão ser julgados pelo Tribunal Regional Federal.
V. Em casos de delitos cometidos em erro na execução e resultado diverso do pretendido a
competência será determinada pela conexão.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e III.
b) III e IV.
c) I e V.
d) II e IV.
e) III e V.

COMENTÁRIOS

I – ERRADA: Item errado, pois cabe ao STF julgar o Presidente da República, o Vice-presidente e
os membros do Congresso Nacional apenas nos crimes COMUNS, não nos crimes de
responsabilidade, nos termos do art. 102, I, “b” da CF/88.

II – ERRADA: Se o foro por prerrogativa de função está previsto na CF/88 prevalecerá este em
relação ao Tribunal do Júri, nos termos do entendimento do STF (súmula vinculante nº 45).

III – CORRETA: Como regra, de fato, é a CF/88 quem estabelece foro por prerrogativa de função.
Contudo, é possível que as Constituições Estaduais estabeleçam outras hipóteses de foro por
prerrogativa de função.

IV – CORRETA: Item correto, pois a norma do art. 29, X da CF/88, que estabelece o foro por
prerrogativa de função dos prefeitos, só se aplica aos crimes da justiça estadual, em relação aos
quais serão julgados pelo TJ. Em se tratando de crimes federais serão julgados pelo TRF e em se
tratando de crimes eleitorais serão julgados pelo TRE (súmula 702 do STF).

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V – ERRADA: Nestes casos a competência será determinada pela continência, nos termos do art.
77, II do CPP.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

25. (FCC – 2015 – TJ-SE – JUIZ) Em relação à competência no processo penal, é correto afirmar:
a) Se, não obstante a conexão ou continência, forem instaurados processos diferentes, a
autoridade de jurisdição prevalente deverá avocar os processos que corram perante os outros
juízes, salvo se já estiverem com sentença definitiva.
b) Nos casos de ação penal de iniciativa privada subsidiária da pública o querelante poderá preferir
o foro de domicílio ou residência do réu ainda quando conhecido o lugar da infração.
c) Na determinação da competência por conexão ou continência, preponderará a competência do
lugar da infração à qual for cominada pena mais grave, entendida esta como a que tem pena
mínima cominada mais alta.
d) Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos, o Procurador-Geral da República, com a
finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacionais de
direitos humanos dos quais o Brasil seja parte, poderá suscitar, perante o Superior Tribunal de
Justiça, apenas no momento do oferecimento da denúncia, incidente de deslocamento de
competência para a Justiça Federal.
e) A competência especial por prerrogativa de função, relativa a atos administrativos do agente,
prevalece ainda que o inquérito ou a ação judicial sejam iniciados após a cessação do exercício da
função pública.

COMENTÁRIOS

a) CORRETA: Item correto, pois esta é a exata previsão do art. 82 do CPP.

b) ERRADA: Item errado, pois tal só é possível nas hipóteses de ação penal exclusivamente
privada, nos termos do art. 73 do CPP.

c) ERRADA: Item errado, pois deverá ser considerada a pena MÁXIMA prevista e não a pena
MÍNIMA.

d) ERRADA: Item errado, pois tal incidente de deslocamento de competência pode ser suscitado
a qualquer tempo, nos termos do art. 109, §5º da CF/88.

e) ERRADA: Item errado, pois tal previsão, anteriormente prevista no art. 84, §1º do CPP, foi
declarada inconstitucional pelo STF.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

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26. (FCC – 2015 – TJ-SC – JUIZ) Após a condenação em primeira instância por um crime de
competência federal, o réu de uma ação penal é diplomado como deputado federal.
Posteriormente, quanto ao julgamento de sua apelação, interposta antes da diplomação, deverá
ser julgada:
a) pelo Tribunal Regional Federal, se já estiver devidamente instruída com razões e contrarrazões.
b) normalmente pelo juiz federal da causa, em respeito ao princípio do juiz natural.
c) pelo Supremo Tribunal Federal.
d) pelo Superior Tribunal de Justiça.
e) normalmente pelo Tribunal Regional Federal.

COMENTÁRIOS

Considerando-se a superveniência da diplomação do acusado, que passou a ocupar o cargo de


deputado federal, a competência se desloca para o STF, que passa a ser o órgão jurisdicional
competente para processar e julgar a demanda. A competência só permaneceria no TRF se já
tivesse se iniciado o julgamento do recurso.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

27. (FCC – 2015 – TRE-RR – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Analise a seguinte
situação hipotética: Agapito é funcionário público do Estado de Roraima, exercendo suas
atividades na Secretaria da Saúde, com sede na cidade de Boa Vista. No exercício do seu cargo,
Agapito, agindo em manifesta continuidade delitiva, com o mesmo modos operandi, durante
aproximadamente seis meses e nas cidades de Boa Vista, Rorainópolis, Alto Alegre e Caracaí,
todas do Estado de Roraima, desvia em proveito próprio e de sua esposa, diversos bens de que
tinha a posse em razão do cargo que ocupa. Agapito iniciou sua prática criminosa na cidade de
Boa Vista e praticou o último ato na cidade de Caracaí. No mesmo dia, pouco tempo depois da
prática do último ato criminoso, Agapito foi preso em flagrante por crime de peculato, quando
retornava para a cidade de Boa Vista, em uma Rodovia, na cidade de Mucajaí. No caso proposto,
a competência para julgamento da ação penal
a) regular-se-á pelo domicílio do réu, uma vez que ele praticou o crime em diversas comarcas do
Estado de Roraima.
b) será do juízo da comarca de Mucajaí, local da prisão em flagrante do réu.
c) será do juízo da comarca de Boa Vista, onde o funcionário público praticou o primeiro ato
criminoso
d) firmar-se á pela prevenção, uma vez que todos os juízos das comarcas de Boa Vista,
Rorainópolis, Alto Alegre e Caracaí, onde o réu praticou atos criminosos, são competentes para
julgamento da ação penal.

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e) será do juízo da comarca de Caracaí, onde o funcionário público praticou o último ato criminoso.

COMENTÁRIOS

Neste caso, nós temos diversos crimes de peculato praticados em continuidade delitiva. Assim,
por uma ficção jurídica, serão considerados como crime único. Desta forma, em se tratando de
crime continuado praticado no território de duas ou mais jurisdições, e considerando que não há
uma infração penal mais grave que as demais, a competência será do Juízo criminal de qualquer
uma das comarcas, e firmar-se-á pela prevenção, nos termos do art. 71 do CPP.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

28. (FCC – 2013 – TJ-PE – TITULAR NOTARIAL) O Código de Processo Penal brasileiro, ao
tratar da competência jurisdicional por conexão ou continência, determina a observância da
seguinte regra:
a) no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição comum, prevalecerá
esta última.
b) no concurso de jurisdições da mesma categoria, preponderará a do lugar da infração à qual for
cominada a pena mais grave, exceto no caso de crimes conexos de competência federal e
estadual, em que a competência será sempre da Justiça Federal.
c) no concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá aquela.
d) a conexão e continência importam unidade de processo e julgamento, sem exceção.
e) é obrigatória a separação dos processos quando as infrações tiverem sido praticadas em
circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes.

COMENTÁRIOS

No que tange à conexão, aplica-se, em regra, a reunião dos processos, mas há exceções. No caso
de haver reunião, prevalece a competência da jurisdição especial em relação à comum. Vejamos:

Art. 78. Na determinação da competência por conexão ou continência, serão


observadas as seguintes regras: (Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948)

I - no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição


comum, prevalecerá a competência do júri; (Redação dada pela Lei nº 263, de
23.2.1948)

Il - no concurso de jurisdições da mesma categoria: (Redação dada pela Lei


nº 263, de 23.2.1948)

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a) preponderará a do lugar da infração, à qual for cominada a pena mais


grave; (Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948)

b) prevalecerá a do lugar em que houver ocorrido o maior número de


infrações, se as respectivas penas forem de igual gravidade; (Redação dada pela
Lei nº 263, de 23.2.1948)

c) firmar-se-á a competência pela prevenção, nos outros casos; (Redação dada


pela Lei nº 263, de 23.2.1948)

III - no concurso de jurisdições de diversas categorias, predominará a de maior


graduação; (Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948)

IV - no concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá esta.


(Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948)

A Justiça Federal é especial em relação à Justiça Estadual, prevalecendo sobre esta.

Vejam que o fato de a infração da Justiça Federal possuir pena menos grave, neste caso, é
irrelevante.

Portanto, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

29. (FCC – 2012 – TJ-RJ – ANALISTA JUDICIÁRIO) A competência será determinada pela
continência
a) se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias
pessoas reunidas.
b) quando duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração.
c) se os crimes forem praticados por várias pessoas, umas contra as outras.
d) quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na
prova de outra infração.
e) se os crimes foram praticados para facilitar ou ocultar outros.

COMENTÁRIOS

A competência será determinada pela continência quando duas ou mais pessoas forem acusadas
pela mesma infração, nos termos do art. 77, I do CPP:

Art. 77. A competência será determinada pela continência quando:

I - duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração;

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Portanto, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

30. (FCC – 2014 – TRF4 – OFICIAL DE JUSTIÇA) Pedro foi denunciado porque guarda, na
cidade A, moeda falsa e porque, na cidade B, ao ser flagrado na importação da moeda falsa,
desacatou e desobedeceu a ordem policial. O foro competente para processar e julgar Pedro por
tais fatos é
(A) tanto da cidade A como da B, facultativamente, porque o crime de moeda falsa, mais grave,
ocorreu em ambas as localidades.
(B) o da cidade A, porque é onde se iniciou a execução.
(C) o da cidade B, porque lá ocorreu o maior número de infrações.
(D) o do foro da residência de Pedro.
(E) o da cidade B, porque onde foi praticado o último ato de execução.

COMENTÁRIOS

Neste caso temos uma hipótese de continência, por concurso MATERIAL. vejamos:

Art. 77. A competência será determinada pela continência quando:

(...)

II - no caso de infração cometida nas condições previstas nos arts. 51, § 1º, 53,
segunda parte, e 54 do Código Penal.

Neste caso, em se tratando de jurisdições da mesma categoria, e como as penas são idênticas em
relação ao crime de maior pena (moeda falsa), aplica-se a regra do maior número de infrações:

Art. 78. Na determinação da competência por conexão ou continência, serão


observadas as seguintes regras: (Redação dada pela Lei nº 263, de 23.2.1948)

(...)

Il - no concurso de jurisdições da mesma categoria: (Redação dada pela Lei nº 263,


de 23.2.1948)

(...)

b) prevalecerá a do lugar em que houver ocorrido o maior número de infrações,


se as respectivas penas forem de igual gravidade; (Redação dada pela Lei nº 263,
de 23.2.1948)

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Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

31. (FCC – 2014 – TRF4 – TÉCNICO JUDICIÁRIO) O Supremo Tribunal Federal é competente
para processar e julgar, originariamente,
(A) os membros dos Tribunais Superiores, apenas nos crimes de responsabilidade.
(B) os membros do Congresso Nacional, nos crimes de responsabilidade.
(C) seus próprios Ministros, nas infrações penais comuns.
(D) os membros do Tribunal de Contas da União, apenas nas infrações penais comuns.
(E) o Procurador-Geral da República, nos crimes de responsabilidade.

COMENTÁRIOS

A competência criminal originária do STF está prevista no art. 102 da Constituição:

Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da


Constituição, cabendo-lhe:

I - processar e julgar, originariamente:

(...)

b) nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente, os


membros do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral
da República;

c) nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os Ministros de


Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, ressalvado o
disposto no art. 52, I, os membros dos Tribunais Superiores, os do Tribunal de
Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter
permanente;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23, de 1999)

Vemos, assim, que o STF tem competência originária para julgar, nos crimes comuns, os seus
Ministros, por força do art. 102, I, b da CRFB/88.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

32. (FCC – 2006 – TR1 – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Conforme


alteração trazida pela Emenda Constitucional n° 45, nas hipóteses de grave violação de direitos
humanos, com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados
internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte, o

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A) Presidente do Supremo Tribunal Federal, poderá suscitar, perante o Tribunal de Justiça


Estadual, em qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência
para o Superior Tribunal de Justiça.
B) Procurador-Geral da República, poderá suscitar, perante o Superior Tribunal de Justiça, em
qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência para a Justiça
Federal.
C) Presidente do Superior Tribunal de Justiça, poderá suscitar, perante o Tribunal Regional
Federal, em qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência
para o Supremo Tribunal Federal.
D) Advogado-Geral da União, poderá suscitar, perante o Supremo Tribunal Federal, em qualquer
fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência para o Tribunal
Regional Federal.
E) Presidente do Tribunal Regional Federal, poderá suscitar, perante o Tribunal de Justiça
Estadual, em qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência
para o próprio Tribunal Regional Federal.

COMENTÁRIOS

No caso de grave violação dos direitos humanos, poderá o PROCURADOR-GERAL DA


REPÚBLICA suscitar, perante o STJ, O DESLOCAMENTO DA COMPETÊNCIA para a Justiça
Federal, a qualquer momento do Inquérito ou Processo. Nos termos do §5° do art. 108 da
Constituição:

§ 5º Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos, o Procurador-Geral da


República, com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações
decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja
parte, poderá suscitar, perante o Superior Tribunal de Justiça, em qualquer fase
do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência para a
Justiça Federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

Assim, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

33. (FCC – 2010 – TRF4 – TÉCNICO JUDICIÁRIO) Compete aos Tribunais Regionais Federais
processar e julgar, originariamente, nos crimes comuns, os
A) membros dos Tribunais de Contas do Estado e do Distrito Federal.
B) Juízes do Trabalho da área de sua jurisdição.
C) Governadores dos Estados.
D) Desembargadores dos Tribunais de Justiça.
E) membros dos Tribunais de Contas do Município.

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COMENTÁRIOS

A competência criminal dos TRFs, nos crimes comuns, está definida no art. 108, I da Constituição.
Vejamos:

Art. 108. Compete aos Tribunais Regionais Federais:

I - processar e julgar, originariamente:

a) os juízes federais da área de sua jurisdição, incluídos os da Justiça Militar e da


Justiça do Trabalho, nos crimes comuns e de responsabilidade, e os membros do
Ministério Público da União, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral;

Portanto, FICA CLARO QUE A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

34. (FCC – 2001 – TRF1 – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Nos crimes comuns,
compete aos Tribunais Regionais Federais, processar e julgar, originariamente os
A) ministros de Estado.
B) membros do Ministério Público dos Estados.
C) desembargadores do Distrito Federal.
D) juízes federais da área de sua jurisdição, incluídos os da Justiça Militar e da Justiça do Trabalho.
E) governadores dos Estados e do Distrito Federal.

COMENTÁRIOS

A competência criminal dos TRFs, nos crimes comuns, está definida no art. 108, I da Constituição.
Vejamos:

Art. 108. Compete aos Tribunais Regionais Federais:

I - processar e julgar, originariamente:

a) os juízes federais da área de sua jurisdição, incluídos os da Justiça Militar e da


Justiça do Trabalho, nos crimes comuns e de responsabilidade, e os membros do
Ministério Público da União, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral;

Assim, a letra D é aquela que traz a hipótese constitucionalmente prevista de competência do


Tribunal Regional Federal, pois trata do julgamento dos Juízes Federais, do Trabalho e Juízes
Militares, que atuem na sua área de Jurisdição.

Portanto, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

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35. (FCC - 2011 - TRE-AP - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA) Analise as seguintes
assertivas sobre a competência, de acordo com o Código de Processo Penal:
I. A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no
caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução.
II. Quando o último ato de execução for praticado fora do território nacional, será competente o
juiz do lugar em que o crime, embora parcialmente, tenha produzido ou devia produzir seu
resultado.
III. A competência será determinada pela continência quando a prova de uma infração ou de
qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de outra infração.
Está correto o que se afirma SOMENTE em
A) I e II.
B) I e III.
C) II e III.
D) I.
E) III.

COMENTÁRIOS

I) CORRETA: Esta é a redação literal do art. 70 do CPP, que adotou a teoria do resultado para
definir o local do crime para fins de definição da competência.

II) CORRETA: Esta é a redação do § 2° do art. 70 do CP, que trata da hipótese de fixação da
competência nos casos em que a conduta se inicia no Brasil mas só se encerra fora do país.

III) ERRADA: Neste caso teremos uma hipótese de conexão, e não de continência. Trata-se da
hipótese de conexão instrumental ou probatória, nos termos do art. 76, III do CPP.

Portanto, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

36. (FCC - 2011 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Técnico Judiciário - Segurança) Nos casos de ação
penal privada exclusiva, o querelante, conhecido o lugar da infração,
A) poderá preferir o foro de seu próprio domicílio.
B) poderá ajuizar a ação em qualquer foro.
C) poderá preferir o foro da sua própria residência.
D) só poderá ajuizar a ação no foro do lugar da infração.
E) poderá preferir o foro do domicílio ou residência do réu.

COMENTÁRIOS

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O art. 73 permite que o querelante, somente na hipótese de crime de ação penal exclusivamente
privada, ofereça a queixa no foro de domicílio do réu, ainda que conhecido o lugar da infração.
No entanto, o art. 73 fala em “casos de exclusiva ação privada”. Assim, no caso de ação penal
privada subsidiária da pública, não pode o querelante optar pela comarca do domicílio do réu em
detrimento da comarca do local da infração, caso este local seja conhecido, pois esta ação não é
exclusivamente privada, mas, na verdade, é pública.

Assim, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

37. (FCC - 2011 - TJ-AP - TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS) Tratando-se


de infração permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a competência
A) será determinada pelo local em que foi praticado o último ato de execução antes da prisão do
agente.
B) será determinada pelo local em que tiver sido praticado o maior número de atos de execução.
C) será determinada pelo local em que ocorreu a consumação.
D) firmar-se-á pela prevenção.
E) será determinada pelo local do domicílio ou residência da vítima.

COMENTÁRIOS

O CPP determina que, a infração continuada ou permanente praticada em duas ou mais bases
territoriais, poderá ser julgada em qualquer delas, firmando-se (consolidando-se) a competência
com base no critério da prevenção, nos termos do art. 71 do CPP.

Assim, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

38. (FCC - 2011 - NOSSA CAIXA DESENVOLVIMENTO - ADVOGADO) A competência será


determinada pela continência quando
A) a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de
outra infração.
B) duas ou mais infrações houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as outras, ou
para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas.
C) duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração.
D) duas ou mais infrações houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas, umas
contra as outras.
E) duas ou mais infrações houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas
reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar.

COMENTÁRIOS

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A alternativa A traz uma hipótese de conexão, não de continência. Trata-se, nesse caso, de
conexão instrumental ou probatória, prevista no art. 76, III do CPP. Já a alternativa B, traz outra
hipótese de conexão, desta vez, conexão objetiva teleológica e consequencial, nos termos do art.
76, II do CPP. A alternativa C, esta sim, está correta, pois traz a hipótese de continência por
cumulação subjetiva, ou seja, a que ocorre no caso de concurso de agentes. A alternativa D traz a
conexão intersubjetiva recíproca e a alternativa E traz a hipótese de conexão intersubjetiva por
concurso de pessoas.

Assim, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

39. (FCC - 2011 - TRE-TO - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA) Na hipótese de crime
cuja execução tenha sido iniciada no território nacional, mas a consumação tenha ocorrido fora
dele, a competência será determinada
A) pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o último ato de execução.
B) pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o primeiro ato de execução.
C) pela prevenção.
D) pela residência ou domicílio do réu.
E) pelo lugar onde ocorreu a consumação.

COMENTÁRIOS

Tendo a prática do crime se iniciado no Brasil, mas terminado fora do nosso território, nos termos
do art. 70, § 1° do CPP, a competência para julgamento será a do local em que ocorreu, no Brasil,
o último ato de execução:

§ 1º Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar fora


dele, a competência será determinada pelo lugar em que tiver sido praticado, no
Brasil, o último ato de execução.

Assim, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

40. (FCC - 2009 - TJ-AP - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA) Considerando as regras
sobre a competência estabelecidas no Código de Processo Penal, é correto afirmar que
A) nos crimes a distância, cuja execução foi iniciada no Brasil e o resultado ocorreu em outro país,
a competência será da Capital Federal Brasileira.
B) se tratando de infração permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a
competência será do lugar no qual teve início a infração.
C) nos casos de tentativa, a competência será determinada pelo lugar em que foi praticado o
primeiro ato de execução.

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D) nos casos de ação privada exclusiva, o querelante pode preferir o foro de domicílio ou da
residência do réu, mesmo que conhecido o lugar da infração.
E) não sendo conhecido o lugar da infração e tendo o réu apenas um domicílio, a competência
será determinada pela prevenção.

COMENTÁRIOS

A) ERRADA: Nestes casos, nos termos do art. 70, § 1° do CPP, a competência será a do local onde
ocorreu o último ato de execução no Brasil.

B) ERRADA: Nesta hipótese, a competência é de ambas as localidades, sendo consolidada através


do critério da prevenção, nos termos do art. 71 do CPP:

Art. 71. Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em


território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção.

C) ERRADA: Nos termos do art. 70 do CPP, no caso de tentativa, a competência será a do local onde
ocorreu o último ato executório:

Art. 70. A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se


consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o
último ato de execução.

D) CORRETA: O art. 73 permite que o querelante, somente na hipótese de crime de ação penal
exclusivamente privada, ofereça a queixa no foro de domicílio do réu, ainda que conhecido o lugar
da infração. No entanto, o art. 73 fala em “casos de exclusiva ação privada”. Assim, no caso de
ação penal privada subsidiária da pública, não pode o querelante optar pela comarca do domicílio
do réu em detrimento da comarca do local da infração, caso este local seja conhecido, pois esta
ação não é exclusivamente privada, mas, na verdade, é pública.

E) ERRADA: Não sendo conhecido o lugar da infração e possuindo o réu apenas um domicílio,
será competente o Juízo do local onde o réu possua domicílio, não havendo que se falar em
prevenção, nos termos do art. 72 do CPP.

Portanto, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

41. (FCC - 2010 - METRÔ-SP - ADVOGADO) A respeito da competência, considere:


I. Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pelo domicílio ou
residência da vítima.
II. Nos casos de exclusiva ação penal privada, o querelante só poderá ajuizar a ação no foro do
domicílio ou residência do réu.

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III. Na competência por conexão ou continência, no concurso de jurisdições da mesma categoria,


preponderará a do lugar da infração à qual for cominada pena mais grave.
Está correto o que consta SOMENTE em
A) I e II.
B) III.
C) I e III.
D) II e III.
E) I.

COMENTÁRIOS

I) ERRADA: Nos termos do art. 72 do CPP, não sendo conhecido o lugar da infração, a
competência será determinada com base no local do domicílio do réu, não do ofendido:

Art. 72. Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pelo
domicílio ou residência do réu.

II) ERRADA: O art. 73 permite ao querelante, mas não o obriga a fazer isto, ajuizar a ação penal
no foro de domicílio ou residência do réu, ainda que conhecido o local da infração.

III) CORRETA: Quando concorrerem na competência dois Juízos por conexão ou continência,
será considerado preponderante o Juízo do local onde for cometida a infração cuja pena é mais
grave, nos termos do art. 78, II, a do CPP;

Portanto, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

42. (FCC - 2010 - TRE-RS - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA) A respeito da


determinação da competência por conexão ou continência, considere as alternativas abaixo:
I. No concurso de jurisdições da mesma categoria, prevalecerá a do lugar em que houver ocorrido
o maior número de infrações, se as respectivas penas forem de igual gravidade.
II. No concurso de jurisdições da mesma categoria, preponderará a do lugar da infração à qual for
cominada a pena menos grave.
III. No concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá a comum.
IV. No concurso de jurisdições de diversas categorias, predominará a de maior graduação.
V. No concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição comum, prevalecerá
a competência deste último.
Está correto o que consta SOMENTE em
A) I e IV.

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B) I, II e V.
C) II, III e V.
D) III e IV.
E) IV e V.

COMENTÁRIOS

I) CORRETA: O primeiro critério, no caso de Jurisdições de mesma categoria, é o da localidade


em que houver sido praticada a infração penal cuja pena é mais grave. Caso as penas sejam
idênticas, o critério passa a ser o do local onde ocorreu o maior número de infrações, nos termos
do art. 78, II, b, do CPPP;

II) ERRADA: Nos termos do art. 78, II, a, quando concorrerem Jurisdições de mesma categoria, o
primeiro critério para delimitação da preponderância da competência é o do local onde ocorreu
a infração mais grave, e não a menos grave. Cuidado com a pegadinha, povo!

III) ERRADA: No concurso entre Jurisdição comum e especial, prevalecerá sempre a Jurisdição
especial, nos termos do art. 78, IV, do CPP;

IV) CORRETA: Esta é a previsão contida no art. 78, III do CPP, que determina a preponderância
da Jurisdição de maior graduação (ex: Um Tribunal e um Juiz singular);

V) ERRADA: Concorrendo o Tribunal do Júri com qualquer outro órgão da Jurisdição comum,
prevalecerá a competência do Tribunal do Júri, nos termos do art. 78, I do CPP.

Portanto, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

43. (FCC - 2009 - DPE-MA - DEFENSOR PÚBLICO) A competência fixada pela circunstância de
duas ou mais pessoas serem acusadas pela mesma infração é determinada
A) pela prevenção.
B) por conexão.
C) pela natureza da infração.
D) pela continência.
E) por distribuição.

COMENTÁRIOS

A competência, neste caso, é a chamada competência por continência em razão da cumulação


subjetiva (concurso de agentes), e está prevista no art. 77, I do CPP:

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Art. 77. A competência será determinada pela continência quando: I - duas ou


mais pessoas forem acusadas pela mesma infração;

Assim, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

44. (FCC - 2006 - TRE-AP - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA) Em relação à


competência no processo penal, considere as assertivas abaixo.
I. Conexão instrumental é aquela que decorre da pluralidade de sujeitos do crime e de uma única
conduta, com vários resultados.
II. Ocorre a prevenção, quando anteriormente à propositura da ação ou no concurso dela, um juiz,
dentre diversos outros da mesma forma competentes, pratica algum ato processual.
III. Foro subsidiário é aquele fixado na hipótese em que não for conhecido o lugar da infração,
passando o foro a ser o do domicílio ou residência do réu.
IV. Em regra a competência deve ser fixada pelo lugar onde se consumou o delito ou, no caso de
tentativa, onde foi praticado o último ato executório.
A) Está correto o que se afirma apenas em II, III e IV.
B) Está correto o que se afirma apenas em I e II.
C) Está correto o que se afirma apenas em II e III.
D) Está correto o que se afirma apenas em III e IV
E) Está correto o que se afirma apenas em I, II e III.

COMENTÁRIOS

A) ERRADA: Nesse caso não há conexão instrumental, mas hipótese de continência por cumulação
subjetiva, nos termos do art. 77, I do CP.

B) CORRETA: Quando dois ou mais órgãos jurisdicionais são competentes para apreciar
determinada demanda, a competência será fixada naquele que primeiro atuar no caso. Assim, a
competência será fixada naquele Juízo que primeiro praticar algum ato no processo ou algum ato
pré-processual (prisão pré-processual, por exemplo), relativo ao processo. Essa é a definição de
competência fixada por prevenção, nos termos do art. 83 do CPP.

C) CORRETA: Via de regra, o foro é determinado pelo local onde ocorre a infração. No entanto,
não sendo conhecido este local, será considerado como competente o foro do local onde o réu
possui domicílio ou residência, nos termos do art. 72 do CPP:

Art. 72. Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pelo
domicílio ou residência do réu.

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D) CORRETA: Nos termos do art. 70 do CPP, no caso de tentativa, a competência será a do local
onde ocorreu o último ato executório:

Art. 70. A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se


consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o
último ato de execução.

Portanto, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

45. (FCC – 2010 – DPE-SP – DEFENSOR PÚBLICO) Atenção: Para responder à questão assinale
a alternativa correta em relação ao assunto indicado.

Competência no processo penal.


a) A competência do tribunal do júri atrai os processos conexos e prevalece inclusive sobre o foro
por prerrogativa de função.
b) Quando transitada em julgado a sentença penal condenatória, após recurso julgado pelo
Tribunal de Justiça do Estado, a aplicação da lei penal nova mais benéfica ao condenado deverá
se dar em revisão criminal, de competência do Grupo de Câmaras do Tribunal.
c) Não se consumando o delito, a competência será determinada pelo lugar em que foi praticado
o seu primeiro ato de execução.
d) Na Lei Maria da Penha, compete ao Colégio Recursal o julgamento do recurso contra as
decisões adotadas pelo Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
e) Na sessão plenária do procedimento do júri popular, quando desclassificado o delito pelo
conselho de sentença para outro de competência do juiz singular, é o próprio juiz presidente do
tribunal do júri aquele que deverá proferir a sentença.

COMENTÁRIOS

A) ERRADA: Embora a competência do Júri possua uma vis atractiva sobre as demais
competências, o STF entende que a competência do júri não prevalece sobre a competência por
prerrogativa de função quando esta é estabelecida na Constituição FEDERAL (AP 333, Relator(a):
Min. JOAQUIM BARBOSA, Tribunal Pleno, julgado em 05/12/2007, DJe-065 DIVULG 10-04-2008
PUBLIC 11-04-2008 EMENT VOL-02314-01 PP-00011);

B) ERRADA: Nos termos do entendimento sumulado do STF (verbete nº 611), após o trânsito em
julgado da sentença condenatória, a aplicação da lei nova mais benéfica cabe ao Juízo da
execução penal:

SÚMULA Nº 611

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TRANSITADA EM JULGADO A SENTENÇA CONDENATÓRIA, COMPETE AO


JUÍZO DAS EXECUÇÕES A APLICAÇÃO DE LEI MAIS BENIGNA.

C) ERRADA: Não se consumando o delito a competência será determinada pelo local onde
ocorreu o último ato de execução, nos termos do art. 70 do CPP.

D) ERRADA: No caso de decisão proferida em Juizado de Violência Doméstica, a competência


recursal cabe ao Tribunal de Justiça, e não à Turma Recursal, conforme entendimento do STJ (CC
111.905/RJ, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em
23/6/2010, DJe 2/8/2010).

E) CORRETA: De fato, esta é a previsão contida no art.492, §1º do CPP:

Art. 492 (...)

§ 1º Se houver desclassificação da infração para outra, de competência do juiz


singular, ao presidente do Tribunal do Júri caberá proferir sentença em seguida,
aplicando-se, quando o delito resultante da nova tipificação for considerado pela
lei como infração penal de menor potencial ofensivo, o disposto nos arts. 69 e
seguintes da Lei no 9.099, de 26 de setembro de 1995. (Redação dada pela Lei nº
11.689, de 2008)

Portanto, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

46. (FCC – 2012 – DPE-SP – DEFENSOR PÚBLICO) Atenção: Para responder à questão assinale
a alternativa correta em relação ao assunto indicado.

Competência.
a) Não se aplicam as regras de conexão de natureza objetiva ao tribunal do júri, em razão de
expressa previsão constitucional de sua competência para o julgamento de crimes dolosos contra
a vida.
b) O princípio do juiz natural, instituído ratione personae e ratione materiae, configura hipótese
de competência absoluta, inafastável por vontade das partes processuais, somente se admitindo
a sua flexibilização por oportunidade da aplicação de norma constitucional.
c) A expedição de mandado de busca e apreensão não configura ato de prevenção do juízo, tendo
em vista a ausência de conteúdo decisório deste ato judicial.
d) A competência inicialmente atribuída à Justiça Federal para o julgamento dos crimes de
competência da Justiça Estadual em razão de conexão de natureza objetiva é cessada caso haja
absolvição em relação ao único crime conexo de competência da Justiça Federal, devendo o juiz
federal encaminhar o processo remanescente para a Justiça Estadual competente.

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e) Viola as garantias fundamentais do juiz natural e do devido processo legal a atração por
continência ou conexão do processo do corréu ao foro por prerrogativa de função de um dos
denunciados, por tratar-se de regra de prorrogação de competência de natureza
infraconstitucional.

COMENTÁRIOS

A) ERRADA: Havendo conexão entre crimes dolosos contra a vida e outros delitos, estes também
serão julgados pelo Tribunal do Júri, em razão da força atrativa de sua competência, nos termos
do art. 78, I do CPP.

B) CORRETA: A competência definida em razão da pessoa e em razão da matéria, de fato,


configuram hipóteses de competência absoluta, não sendo possível seu afastamento por vontade
das partes.

C) ERRADA: A simples expedição de mandado de busca e apreensão geraria a prevenção do Juízo


que a determinou, nos termos do art. 83 do CPP, já que se trata de antecipação na atuação no
caso, em relação aos demais.

D) ERRADA: Nesse caso, mesmo tendo sido absolvido o réu pelo crime de competência da Justiça
Federal, permanece o crime estadual na competência da Justiça Federal. Vejamos:

(...) 1. As alegações de cerceamento de defesa, em razão de acolhimento de


preliminar de incompetência levantada pelo MPF, restam prejudicadas.

2. De acordo com a regra do art. 81 do Código de Processo Penal, tendo havido


absolvição apenas em relação ao delito que conduziu, via conexão, ao
reconhecimento da competência da Justiça Federal, não se tem o deslocamento
da apreciação do feito para a Justiça Estadual.

2. Ordem prejudicada, acolhida preliminar ministerial e concedido habeas corpus


de ofício para declarar a nulidade do julgamento da apelação efetuado pelo
Tribunal de Justiça do Mato Grosso Sul, determinando o envio dos autos para o
Tribunal Regional Federal da 3.ª Região para que julgue o mencionado recurso.

(HC 90.014/MS, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA


TURMA, julgado em 20/04/2010, DJe 10/05/2010)

E) ERRADA: O STJ entende que não há qualquer violação neste caso, devendo o corréu não
detentor de prerrogativa de foro ser julgado juntamente com o corréu que a possui, em razão da
conexão. Vejamos:

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(...) III. O reconhecimento da prerrogativa de função de um dos corréus, impõe


que a denúncia seja oferecida perante o Tribunal de Justiça, contra todos os
acusados, em face dos princípios de conexão e continência e tendo em vista a
jurisdição de maior graduação (art. 77, I, 78, III, do Código de Processo Penal),
reconhecendo-se àquela Corte por força do art. 96, III da Constituição Federal,
dada a presença, entre os acusados, de um Juiz de Direito.

IV. Ordem denegada.

(HC 154.513/SP, Rel. Ministro GILSON DIPP, QUINTA TURMA, julgado em


01/03/2011, DJe 14/03/2011)

Portanto, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

47. (FCC – 2011 – TRF 1 – TÉCNICO JUDICIÁRIO) O processo e o julgamento das infrações
penais comuns atribuídas aos membros dos Tribunais Regionais Eleitorais competem
a) ao Tribunal Superior Eleitoral.
b) ao Supremo Tribunal Federal.
c) aos Tribunais Regionais Federais.
d) ao Superior Tribunal de Justiça.
e) aos Juízes Federais da respectiva área de jurisdição.

COMENTÁRIOS

Nos termos do art. 105, I, a da Constituição, a competência para o processo e julgamento dos
crimes praticados por membros dos TREs é do STJ. Vejamos:

Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça:

I - processar e julgar, originariamente:

a) nos crimes comuns, os Governadores dos Estados e do Distrito Federal, e,


nestes e nos de responsabilidade, os desembargadores dos Tribunais de Justiça
dos Estados e do Distrito Federal, os membros dos Tribunais de Contas dos
Estados e do Distrito Federal, os dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais
Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros dos Conselhos ou Tribunais de
Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que oficiem perante
tribunais;

Portanto, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

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48. (FCC – 2011 – TRF 1 – TÉCNICO JUDICIÁRIO) Compete ao Superior Tribunal de Justiça
processar e julgar, nas infrações penais comuns, os
a) chefes de missão diplomática de caráter permanente.
b) membros dos Tribunais Regionais do Trabalho.
c) Ministros de Estado.
d) membros do Congresso Nacional.
e) os juízes federais, da Justiça Militar e do Trabalho.

COMENTÁRIOS

Nos termos do art. 105, I da Constituição, cabe ao STJ processar e julgar, nos crimes comuns:

Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça:

I - processar e julgar, originariamente:

a) nos crimes comuns, os Governadores dos Estados e do Distrito Federal, e,


nestes e nos de responsabilidade, os desembargadores dos Tribunais de Justiça
dos Estados e do Distrito Federal, os membros dos Tribunais de Contas dos
Estados e do Distrito Federal, os dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais
Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros dos Conselhos ou Tribunais de
Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que oficiem perante
tribunais;

Assim, dentre as alternativas elencadas, a que se enquadra no art. 105, I, a da CRFB/88 é a letra
B, que trata dos membros dos TRTs.

Portanto, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

49. (FGV – 2018 – TJ-AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO) Paulo pretende oferecer queixa-crime em
face de Lucas em razão da prática de crime de calúnia majorada, não sendo, assim, infração de
menor potencial ofensivo. Procura, então, seu advogado e narra que Lucas o ofendeu através de
uma carta, que foi escrita na cidade A, mas só chegou ao conhecimento da vítima e de terceiros
o seu conteúdo quando lida na cidade B. Por outro lado, Paulo esclarece que atualmente está
residindo na cidade C, enquanto Lucas reside na cidade D.
Considerando as regras de competência previstas no Código de Processo Penal, é correto afirmar
que:
(A) a Comarca A é competente para julgamento, tendo em vista que o Código de Processo Penal
adota a Teoria da Atividade para definir a competência territorial para julgamento;

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(B) a queixa poderá ser oferecida perante a Vara Criminal da Comarca D, ainda que conhecido o
local da infração;
(C) a queixa poderá ser oferecida perante a Vara Criminal da Comarca C, ainda que conhecido o
local da infração;
(D) a queixa somente poderia ser oferecida perante a Vara Criminal da Comarca C se
desconhecido o local da infração;
(E) o primeiro critério a ser observado para definir a competência sempre é o da prevenção.

COMENTÁRIOS

Na forma do art. 70 do CPP, a queixa poderá ser ajuizada na Comarca B, local da consumação do
fato criminoso (teoria do resultado). Vejamos:

Art. 70. A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se


consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o
último ato de execução.

Todavia, por se tratar de crime de ação exclusivamente privada, poderá o querelante optar por
ajuizar a queixa-crime no foro do domicílio ou residência do RÉU, mesmo que conhecido o lugar
da infração, na forma do art. 73 do CPP, que é a Comarca D. Vejamos:

Art. 73. Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro
de domicílio ou da residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

50. (FGV – 2017 – OAB – XXIV EXAME DE ORDEM) Na cidade de Angra dos Reis, Sérgio
encontra um documento adulterado (logo, falso), que, originariamente, fora expedido por órgão
estadual. Valendo-se de tal documento, comparece a uma agência da Caixa Econômica Federal
localizada na cidade do Rio de Janeiro e apresenta o documento falso ao gerente do
estabelecimento.

Desconfiando da veracidade da documentação, o gerente do estabelecimento bancário chama a


Polícia, e Sérgio é preso em flagrante, sendo denunciado pela prática do crime de uso de
documento falso (Art. 304 do Código Penal) perante uma das Varas Criminais da Justiça Estadual
da cidade do Rio de Janeiro.
Considerando as informações narradas, de acordo com a jurisprudência do Superior Tribunal de
Justiça, o advogado de Sérgio deverá
A) alegar a incompetência, pois a Justiça Federal será competente, devendo ser considerada a
cidade de Angra dos Reis para definir o critério territorial.

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B) alegar a incompetência, pois a Justiça Federal será competente, devendo ser considerada a
cidade do Rio de Janeiro para definir o critério territorial.
C) alegar a incompetência, pois, apesar de a Justiça Estadual ser competente, deverá ser
considerada a cidade de Angra dos Reis para definir o critério territorial.
D) reconhecer a competência do juízo perante o qual foi apresentada a denúncia.

COMENTÁRIOS

Neste caso, o advogado deverá alegar a incompetência do Juízo, pois é competente, neste caso,
a Justiça Federal, já que no crime de uso de documento falso a competência em razão da matéria
é definida tendo em conta a natureza do órgão perante o qual foi apresentado o documento,
conforme súmula 546 do STJ. Assim, se o documento foi apresentado perante empresa pública
federal, será competente a Justiça Federal, pois o crime afeta diretamente interesses e serviços
de empresa pública federal, na forma do art. 109, IV da CF/88.

Além disso, a competência territorial será da Seção Judiciária do Rio de Janeiro, pois lá foi
praticada e se consumou a infração penal, na forma do art. 70 do CPP.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

51. (FGV – 2017 – ALERJ – PROCURADOR) No ano de 2013, a Constituição de determinado


Estado brasileiro passa a prever que Procuradores do Estado e Procuradores da Assembleia
Legislativa sejam julgados perante o Tribunal de Justiça pela prática de crimes comuns. Em 2016,
no território dessa unidade federativa, Jorge, Procurador da Assembleia Legislativa Estadual, vem
a cometer um crime de homicídio doloso contra a esposa. Já Tício, juiz de direito, no mesmo ano
e local, foi autor de um crime de lesão corporal seguida de morte contra Alberto. Por fim, Maria,
Senadora, também em 2016 e no mesmo Estado, praticou crime de infanticídio.
Diante da situação narrada, é correto afirmar que os órgãos competentes para julgar Jorge, Tício
e Maria serão, respectivamente:
a) Tribunal do Júri do Estado, Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal;
b) Tribunal de Justiça, Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal;
c) Tribunal do Júri do Estado, Tribunal de Justiça e Tribunal do Júri do Estado;
d) Tribunal do Júri do Estado, Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal;
e) Tribunal de Justiça, Superior Tribunal de Justiça e Superior Tribunal de Justiça.

COMENTÁRIOS

Para julgar Jorge (procurador da Assembleia Legislativa), que praticou um crime doloso contra a
vida, será competente o Tribunal do Júri, pois, neste caso, a competência do Júri prevalece sobre

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o foro privilegiado, eis que a competência de foro por prerrogativa de função, neste caso, não
está prevista na Constituição FEDERAL (Súmula Vinculante 45).

Para julgar Tício (juiz de Direito), será competente o TJ do estado em que exerce suas funções, na
forma do art. 96, III da CF-88.

Para julgar Maria (Senadora), será competente o STF, na forma do art. 102, I, “b” da CF-88. O fato
de se tratar de um crime doloso contra a vida, aqui, não afasta a competência do STF, pois esta
vai prevalecer sobre a competência do Júri (Súmula Vinculante 45).

Todavia, é importante destacar que o STF restringiu o foro privilegiado, entendendo que o foro
por prerrogativa de função se aplica apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e
relacionados às funções desempenhadas (STF – AP 937). Assim, hoje a questão fica parcialmente
prejudicada.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

52. (FGV – 2016 – MPE-RJ – TÉCNICO: NOTIFICAÇÕES E ATOS INTIMATÓRIOS) Promotor


de Justiça vinculado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, durante férias em Vitória-
ES, entra em discussão com companheiro de excursão de viagem e acaba por desferir facadas
neste com a intenção de causar-lhe a morte, o que efetivamente ocorre. Nesse caso, será
competente para julgar o promotor de justiça pelo homicídio causado:
a) Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro;
b) Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo;
c) Tribunal do Júri do Espírito Santo;
d) Tribunal do Júri do Rio de Janeiro;
e) Superior Tribunal de Justiça.

COMENTÁRIOS

Neste caso, será competente o TJ do estado em que o Promotor de Justiça exerce suas funções,
na forma do art. 96, III da CF-88. Assim, será competente o TJ-RJ.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

53. (FGV – 2016 – MPE-RJ – TÉCNICO: NOTIFICAÇÕES E ATOS INTIMATÓRIOS) Secretaria


do Ministério Público recebe representação onde se narra a prática de um crime comum por
imputável em concurso de agentes com adolescente, além de um crime militar em conexão com
o crime comum já mencionado. Diante da conexão existente e das regras previstas no Código de
Processo Penal, é correto afirmar que:

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a) todos os delitos e autores deverão ser julgados perante a Justiça Militar;


b) todos os delitos e autores deverão ser julgados perante a Justiça Estadual comum;
c) o delito militar, apesar da conexão, será julgado na Justiça Militar, enquanto que, em relação
ao crime comum, o imputável será julgado perante juízo criminal, e o adolescente, perante juízo
da infância e juventude;
d) o delito militar, apesar da conexão, será julgado na Justiça Militar, enquanto que, em relação
ao crime comum, o adolescente e o imputável deverão ser julgados no juízo criminal;
e) em razão da conexão, o delito militar e o imputável, em relação ao crime comum, deverão ser
julgados perante o mesmo juízo criminal, enquanto o adolescente será julgado no juízo da infância
e juventude.

COMENTÁRIOS

Neste caso, o delito militar, apesar da conexão, deverá ser julgado na Justiça Militar, não havendo
a reunião dos processos, na forma do art. 79, I do CPP. Em relação ao crime comum, a despeito
da continência por cumulação subjetiva, o imputável será julgado perante juízo criminal, e o
adolescente, perante juízo da infância e juventude, na forma do art. 79, II do CPP, não havendo a
reunião dos processos:

Art. 79. A conexão e a continência importarão unidade de processo e julgamento,


salvo:

I - no concurso entre a jurisdição comum e a militar;

II - no concurso entre a jurisdição comum e a do juízo de menores.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

54. (FGV – 2015 – TJ-RO – OFICIAL DE JUSTIÇA) Tourinho Filho define a competência como
“o âmbito, legislativamente delimitado, dentro do qual o órgão exerce o seu Poder Jurisdicional".
Sobre o tema, de acordo com o Código de Processo Penal, é correto afirmar que:
a) não sendo conhecido o local da infração, a competência regular-se-á pelo domicílio de
residência da vítima;
b) no caso de ação penal privada, o querelante poderá preferir o foro de sua residência, ainda que
conhecido o local da infração;
c) via de regra, a competência será definida pelo local em que foi praticada a infração, ainda que
seja outro o local da consumação;
d) tratando-se de infração permanente praticada em território de duas jurisdições, a competência
firmar-se-á pela prevenção;

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e) a distribuição realizada para fins de decretação da prisão preventiva anteriormente à denúncia


não prevenirá a da ação penal.

COMENTÁRIOS

A) ERRADA: Item errado, pois neste caso a competência será definida com base no domicílio do
réu, nos termos do art. 72 do CPP.

B) ERRADA: Item errado, pois o querelante (nas ações penais exclusivamente privadas) poderá
preferir o foro de domicílio ou residência do RÉU (e não o dele próprio), ainda que conhecido o
lugar da infração, nos termos do art. 73 do CPP.

c) ERRADA: Item errado, pois como regra a competência será regulada em razão do local em que
se consumar a infração, nos termos do art. 70 do CPP.

d) CORRETA: Item correto, pois esta é a previsão contida no art. 71 do CPP.

e) ERRADA: Item errado, pois a distribuição efetuada para fins de realização de qualquer diligência
anterior à ação penal (concessão de fiança, análise de requerimento de liberdade provisória, etc.)
prevenirá a da ação penal, ou seja, o mesmo Juízo a quem foi distribuída a diligência prévia estará
prevento para processar a ação penal, nos termos do art. 75, § único do CPP.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

55. (FGV - 2015 - OAB - XVIII EXAME DE ORDEM) Estando preso e cumprindo pena na cidade
de Campos, interior do estado do Rio de Janeiro, Paulo efetua ligação telefônica para a casa de
Maria, localizada na cidade de Niterói, no mesmo Estado, anunciando o falso sequestro do filho
desta e exigindo o depósito da quantia de R$ 2.000,00 (dois mil reais), a ser efetuado em conta
bancária na cidade do Rio de Janeiro. Maria, atemorizada, efetua a transferência do respectivo
valor, no mesmo dia, de sua conta-corrente de uma agência bancária situada em São Gonçalo.

Descoberto o fato e denunciado pelo crime de extorsão, assinale a opção que indica o juízo
competente para o julgamento.
A) Vara Criminal de Campos.
B) Vara Criminal de Niterói.
C) Vara Criminal de São Gonçalo.
D) Vara Criminal do Rio de Janeiro.

COMENTÁRIOS

O crime de extorsão é considerado formal, ou seja, consuma-se independentemente da obtenção


da vantagem indevida. Assim, a consumação de tal delito ocorre no momento e no local em que

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a violência ou grave ameaça é exercida contra a vítima. Neste caso, a grave ameaça ocorreu em
Niterói (local em que a vítima recebeu a ligação). Neste momento o delito do art. 158 do CP restou
consumado.

A competência, portanto, será da Vara Criminal de Niterói, nos termos do art. 70 do CPP.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

56. (FGV-2010-DELEGADO-DELEGADO DE POLÍCIA-AMAPÁ) Relativamente ao tema


Jurisdição e Competência, analise as afirmativas a seguir:
I. A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no
caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução. Se, iniciada a
execução no território nacional, a infração se consumar fora dele, a competência será determinada
pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o último ato de execução.
II. Quando o último ato de execução for praticado fora do território nacional, será competente o
juiz do lugar em que o crime, embora parcialmente, tenha produzido ou devia produzir seu
resultado.
III. Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando incerta a jurisdição
por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições, ou tratando-
se de infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a
competência firmar-se-á pela prevenção.
Assinale:
(A) se somente a afirmativa I estiver correta.
(B) se somente a afirmativa II estiver correta.
(C) se somente a afirmativa III estiver correta.
(D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
(E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

COMENTÁRIOS

I - CORRETA: Esta é a redação do art. 70, caput, e seu § 1°, do CPP:

Art. 70. A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se


consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o
último ato de execução.

§ 1º Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar fora


dele, a competência será determinada pelo lugar em que tiver sido praticado, no
Brasil, o último ato de execução.

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II - CORRETA: Quando o último ato de execução não for praticado no Brasil, mas fora do país, a
competência, no Brasil, será do Juízo do local em que o crime tenha produzido o resultado, ou
deveria produzir. Nos termos do art. 70, § 2° do CPP:

§ 2º Quando o último ato de execução for praticado fora do território nacional,


será competente o juiz do lugar em que o crime, embora parcialmente, tenha
produzido ou devia produzir seu resultado.

III - CORRETA: Para compreendermos esta questão, devemos fracioná-la em duas partes. A
primeira se refere ao caso em que “Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais
jurisdições, ou quando incerta a jurisdição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas
de duas ou mais jurisdições(...)a competência firmar-se-á pela prevenção”. Trata-se de previsão
contida no art. 70, § 3° do CPP, nesse sentido:

§ 3º Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando


incerta a jurisdição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de
duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção.

A primeira parte, assim, está correta. A segunda parte, por sua vez, diz: “ou tratando-se de infração
continuada ou permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a competência
firmar-se-á pela prevenção”. Esta parte está prevista no art. 71 do CPP:

Art. 71. Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em


território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção.

Portanto, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

57. (FGV – 2014 – TJ/RJ – ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS) Apesar de a jurisdição


ser una e indivisível, a competência traz critérios legais para definir previamente a margem de
atuação de cada magistrado. Sobre esse tema, o Código de Processo Penal dispõe que:
(A) a conexão importará em unidade de processos e julgamento no concurso entre jurisdição
comum e militar;
(B) quando a prova de uma infração influir na prova de outra infração, a competência será
determinada pela continência;
(C) não sendo conhecido o local da infração, a competência será determinada pelo domicílio ou
residência do ofendido;
(D) a teoria adotada para definição da competência territorial é a da Atividade, ou seja, relevante
será o local da ação/omissão;
(E) nos casos de ação privada, o querelante poderá preferir o foro do domicílio do réu, ainda que
conhecido o local da infração.

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COMENTÁRIOS

A) ERRADA: Nesse caso não haverá unidade de processo e julgamento, nos termos do art. 79, I
do CPP.

B) ERRADA: Item errado, pois aqui teremos conexão, na forma do art. 76, III do CPP.

C) ERRADA: Item errado, pois nos termos do art. 72 do CPP, nesse caso a competência será
determinada pelo domicílio do réu.

D) ERRADA: Em regra a competência territorial é definida pelo local em que há a consumação do


delito, e não a prática dos atos de execução, ou seja, fora adotada a teoria do resultado, nos
termos do art. 70 do CPP.

E) ERRADA: Vejamos o art. 73 do CPP:

Art. 73. Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro
de domicílio ou da residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração.

Como vemos, o art. 73 fala em ação EXCLUSIVA privada, o que exclui a ação privada subsidiária
da pública, portanto. Assim, é errado dizer que em qualquer ação privada o querelante poderá
escolher o foro de domicílio do réu.

ESTE FOI O ITEM DADO COMO CERTO, MAS DEVERIA TER SIDO CONSIDERADO ERRADO E,
PORTANTO, TER SIDO ANULADA A QUESTÃO.

58. (FGV – 2011 – OAB – EXAME DE ORDEM) Quando se tratar de acusação relativa à prática
de infração penal de menor potencial ofensivo, cometida por estudante de direito, a competência
jurisdicional será determinada pelo (a)
a) natureza da infração praticada e pelo local em que tiver se consumado o delito.
b) local em que tiver se consumado o delito.
c) natureza da infração praticada.
d) natureza da infração praticada e pela prevenção.

COMENTÁRIOS

A competência, nestes casos, é determinada pela natureza da infração praticada (se federal,
estadual, etc.), bem como pelo local em que for PRATICADA a infração penal, nos termos do art.
63 da Lei 9.099/95. A Lei dos Juizados adotou expressamente a teoria da ATIVIDADE para fins de
fixação da competência ratione locii.

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Assim, nenhuma das alternativas está completa, mas a letra C é a menos errada, já que não traz
nenhuma informação incorreta, ainda que deixe de trazer outras informações relevantes.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

59. (FGV - 2015 - TJ-BA - ANALISTA JUDICIÁRIO - DIREITO) Aristarco, empresário e primeiro
suplente do Senador Armando, foi denunciado, em março de 2012, por uma série de delitos de
estelionato e apropriação indébita, em concurso material, perante Juízo Criminal da Capital.
Quando da ordem judicial para que as partes se manifestassem em diligências (Art. 402 do CPP),
a Defesa de Aristarco atravessou petição, informando que, por força da morte do titular do cargo,
havia assumido o mandato de Senador da República, na véspera da determinação judicial. O Juiz
de Direito determinou a remessa dos autos ao Supremo Tribunal Federal, onde, por ordem do
Ministro Relator, foi determinada a manifestação das partes em diligências (Art. 9º da Lei nº
8.038/90). Atendidas as diligências, foram os autos encaminhados ao Ministério Público para
apresentação das alegações finais. Restituídos os autos, o Ministro Relator determinou a
manifestação da Defesa em alegações finais, oportunidade em que foi juntada a renúncia de
Aristarco à vaga de Senador da República e seu retorno à condição de empresário. Diante desse
quadro fático-processual, é correto afirmar que o processo deverá:
(A) permanecer no Supremo Tribunal Federal, para evitar abuso do direito na aludida renúncia;
(B) permanecer no Supremo Tribunal Federal, posto encerrada a instrução criminal, estando o caso
maduro para julgamento;
(C) permanecer no Supremo Tribunal Federal, para evitar fraude processual na aludida renúncia;
(D) ser remetido ao Juízo de Direito de primeira instância, onde a sentença deverá ser proferida;
(E) ser remetido ao Juízo de Direito de primeira instância, onde as alegações finais defensivas
deverão ser apresentadas.

COMENTÁRIOS

Segundo entendimento atual do STF, o foro por prerrogativa de função só se aplica enquanto o
agente ocupa o cargo público que lhe confere tal prerrogativa. Todavia, após o término da
instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de
alegações finais, a competência não mais se altera pelo fato de o agente deixar de ocupar o cargo,
seja qual for o motivo (renúncia ao cargo, posse em outro cargo, etc.).

Na época, a desvinculação do cargo gerava a remessa dos autos ao Juízo que seria competente
em caso de ausência do foro por prerrogativa de função, no caso, o Juízo de Direito de primeira
instância. Assim, o gabarito da Banca, na época, foi LETRA E.

Todavia, como já explicado, hoje a competência permaneceria sendo do STF, conforme


entendimento firmado no julgamento da AP 937.

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Portanto, a QUESTÃO ESTÁ DESATUALIZADA.

60. (FGV - 2012 - OAB - VIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO) Paulo reside na cidade “Y” e lá
resolveu falsificar seu passaporte. Após a falsificação, pegou sua moto e viajou até a cidade “Z”,
com o intuito de chegar ao Paraguai. Passou pela cidade “W” e pela cidade “K”, onde foi parado
pela Polícia Militar. Paulo se identificou ao policial usando o documento falsificado e este,
percebendo a fraude, encaminhou Paulo à delegacia. O Parquet denunciou Paulo pela prática do
crime de uso de documento falso. Assinale a afirmativa que indica o órgão competente para
julgamento.
A) Justiça Estadual da cidade “Y”.
B) Justiça Federal da cidade “K”.
C) Justiça Federal da cidade “Y”.
D) Justiça Estadual da cidade “K”.

COMENTÁRIOS

O delito em questão é o delito de uso de documento falso, previsto no art. 304 do CP. Vejamos:

Art. 304 - Fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados, a que se
referem os arts. 297 a 302:

Pena - a cominada à falsificação ou à alteração.

Quanto à base territorial, a jurisprudência entende que é competente o Juízo do local em que
ocorreu a utilização do documento falso, no caso, a cidade “K”. Vejamos:

CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. CIDADÃO PERUANO PRESO EM


FLAGRANTE QUANDO EMBARCAVA PARA PARIS/FRANÇA. USO DE
PASSAPORTE MEXICANO FALSIFICADO PERANTE AUTORIDADE POLICIAL
FEDERAL.

(...)

3. Conquanto tenha o acusado, no caso, sido denunciado por falsificação e uso de


documento falso, em razão do que foi exposto, a competência se firma por este
último. Quanto ao momento consumativo, esta Corte tem entendido que o crime
de uso de documento falso se consuma na ocasião e lugar em que o agente
efetivamente utiliza o documento, consciente da falsidade, não tendo relevância
o local onde se deu a falsificação.

(...)

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(CC 106.631/SP, Rel. Ministro OG FERNANDES, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em


23/06/2010, DJe 02/08/2010)

Como o documento falsificado é o passaporte, que é um documento relacionado à fiscalização de


fronteiras, há o interesse da União na causa, de forma que a competência ratione materiae será
da Justiça Federal. Não se trata, apenas de “documento emitido por órgão federal” (Polícia
Federal), pois o STJ entende que importa a autoridade perante quem é apresentado o documento,
e não o órgão que emitiu o documento falsificado. No caso em tela, temos todo um contexto de
interesse da União, que envolve a fiscalização das fronteiras nacionais, por isso, embora
apresentado o documento perante a autoridade estadual (PM), teremos competência da Justiça
Federal.

Logo, teremos que o Juízo competente será a Justiça Federal da cidade K.

Portanto, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

61. (FGV – 2010 – OAB – III EXAME UNIFICADO) Tendo como referência a competência
ratione personae, assinale a alternativa correta.
(A) Caio, vereador de um determinado município, pratica um crime comum previsto na parte
especial do Código Penal. Será, pois, julgado no Tribunal de Justiça do Estado onde exerce suas
funções, uma vez que goza do foro por prerrogativa de função.
(B) Tício, juiz estadual, pratica um crime eleitoral. Por ter foro por prerrogativa de função, será
julgado no Tribunal de Justiça do Estado onde exerce suas atividades.
(C) Mévio é governador do Distrito Federal e pratica um crime comum. Por uma questão de
competência originária decorrente da prerrogativa de função, será julgado pelo Superior Tribunal
de Justiça.
(D) Terêncio é prefeito e pratica um crime comum, devendo ser julgado pelo Tribunal de Justiça
do respectivo Estado. Segundo entendimento do STF, a situação não se alteraria se o crime
praticado por Terêncio fosse um crime eleitoral.

COMENTÁRIOS

Para resolvermos esta questão devemos saber o seguinte: No conflito entre a competência da
Justiça especial e a Justiça comum, ainda que se trate de foro por prerrogativa de função,
prevalece a competência da Justiça especial, nos termos do art. 78, IV do CPP.

Além disso, os vereadores não possuem prerrogativa de foro perante o TJ local.

Por fim, o Governador de estado possui foro especial por prerrogativa de função, devendo ser
julgado, nos crimes comuns, perante o STJ, nos termos do art. 105, I, a da Constituição.

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Todavia, é importante destacar que o STF restringiu o foro privilegiado, entendendo que o foro
por prerrogativa de função se aplica apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e
relacionados às funções desempenhadas (STF – AP 937). Assim, hoje a questão fica parcialmente
prejudicada.

Portanto, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

62. (FGV - 2014 - OAB - EXAME DE ORDEM UNIFICADO - XIII - PRIMEIRA FASE) Carolina,
voltando do Paraguai com diversas mercadorias que configurariam o crime de contrabando, entra
no país pela cidade de Foz do Iguaçu (PR). Em lá chegando, compra uma passagem de ônibus
para a cidade de São Paulo e segue, posteriormente, para o Rio de Janeiro, sua cidade natal,
quando é surpreendida por policiais federais que participavam de uma operação de rotina na
rodoviária. Os policiais, então, apreendem as mercadorias e conduzem Carolina à Delegacia
Policial.
Na hipótese, assinale a alternativa que indica o órgão competente para proceder ao julgamento
de Carolina.
a) A Justiça Federal de Foz de Iguaçu.
b) A Justiça Federal do Rio de Janeiro.
c) A Justiça Federal de São Paulo.
d) Qualquer das anteriores, independentemente da regra da prevenção

COMENTÁRIOS

Para resolvermos esta questão, basta utilizarmos o verbete nº 151 do STJ:

A COMPETENCIA PARA O PROCESSO E JULGAMENTO POR CRIME DE


CONTRABANDO OU DESCAMINHO DEFINE-SE PELA PREVENÇÃO DO JUIZO
FEDERAL DO LUGAR DA APREENSÃO DOS BENS.

Assim, a competência para o processo será da Justiça Federal do Rio de Janeiro.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

63. (FGV - 2012 - OAB - EXAME DE ORDEM UNIFICADO - VI - PRIMEIRA FASE) A Constituição
do Estado X estabeleceu foro por prerrogativa de função aos prefeitos de todos os seus
Municípios, estabelecendo que “os prefeitos serão julgados pelo Tribunal de Justiça”. José,
Prefeito do Município Y, pertencente ao Estado X, está sendo acusado da prática de corrupção
ativa em face de um policial rodoviário federal.
Com base na situação acima, o órgão competente para o julgamento de José é

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a) a Justiça Estadual de 1ª Instância.


b) o Tribunal de Justiça.
c) o Tribunal Regional Federal.
d) a Justiça Federal de 1ª Instância.

COMENTÁRIOS

No caso em tela a competência para o processo e julgamento do delito será da Justiça Federal de
segunda instância, ou seja, o TRF.

Isso porque, embora a prerrogativa de foro esteja prevista apenas na Constituição estadual, não
há choque com a competência do Júri.

Quando se diz que o TJ tem competência para julgar os Prefeitos, isso se restringe aos crimes
comuns, não abrange os crimes federais e eleitorais, que serão da competência do TRF e do TRE,
respectivamente. Vejamos a súmula 702 do STF:

SÚMULA 702, STF: A COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA PARA JULGAR


PREFEITOS RESTRINGE-SE AOS CRIMES DE COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
COMUM ESTADUAL; NOS DEMAIS CASOS, A COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA
CABERÁ AO RESPECTIVO TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU.

Todavia, é importante destacar que o STF restringiu o foro privilegiado, entendendo que o foro
por prerrogativa de função se aplica apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e
relacionados às funções desempenhadas (STF – AP 937).

Portanto, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

64. (FGV - 2014 - TJ-GO - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA)
Em relação à competência no processo penal, é correto afirmar que:
(A) é da competência da Justiça Federal o julgamento de contravenções penais, desde que
conexas com delitos de competência da Justiça Federal;
(B) compete à Justiça Estadual processar e julgar as ações penais relativas a desvio de verbas
originárias do Sistema Único de Saúde (SUS), independentemente de se tratar de valores
repassados aos Estados ou Municípios por meio da modalidade de transferência “fundo a fundo”
ou mediante realização de convênio;
(C) compete à Justiça Estadual o julgamento de ação penal em que se apure a possível prática de
sonegação de ISSQN pelos representantes de pessoa jurídica privada, ainda que esta mantenha
vínculo com entidade da administração indireta federal;

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(D) compete à Justiça Federal processar e julgar acusado da prática de conduta criminosa
consistente na captação e armazenamento, em computadores de escolas municipais, de vídeos
pornográficos oriundos da internet, envolvendo crianças e adolescentes;
(E) compete à Justiça Estadual processar e julgar crime consistente na apresentação de Certificado
de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) falso a agente da Polícia Rodoviária Federal, em
rodovia que cruza três Estados.

COMENTÁRIOS

A) ERRADA: Segundo entendimento do STJ, a Justiça Federal não possui jurisdição sobre as
contravenções penais, por expressa previsão constitucional, devendo estas serem julgadas pela
Justiça Estadual, ainda quando sejam conexas a crimes de competência da Justiça Federal:

(...) 1. Apesar da existência de conexão entre o crime de contrabando e


contravenção penal, mostra-se inviável a reunião de julgamentos das infrações
penais perante o mesmo Juízo, uma vez que a Constituição Federal
expressamente excluiu, em seu art. 109, IV, a competência da Justiça Federal para
o julgamento das contravenções penais, ainda que praticadas em detrimento de
bens, serviços ou interesse da União. Súmula nº 38/STJ. Precedentes.

2. Firmando-se a competência do Juízo Federal para processar e julgar o crime de


contrabando conexo à contravenção penal, impõe-se o desmembramento do
feito, de sorte que a contravenção penal seja julgada perante o Juízo estadual.

(...)

(CC 120.406/RJ, Rel. Ministra ALDERITA RAMOS DE OLIVEIRA


(DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJ/PE), TERCEIRA SEÇÃO, julgado em
12/12/2012, DJe 01/02/2013)

B) ERRADA: O STJ entende a competência, neste caso, será da Justiça Federal, pois se trata de
verba sujeita à fiscalização federal:

(...) 1. Segundo o posicionamento do Supremo Tribunal Federal e desta Corte de


Justiça, compete à Justiça Federal processar e julgar as causas relativas ao desvio
de verbas do Sistema Único de Saúde - SUS, independentemente de se tratar de
repasse fundo a fundo ou de convênio, visto que tais recursos estão sujeitos à
fiscalização federal, atraindo a incidência do disposto no art. 109, IV, da Carta
Magna, e na Súmula 208 do STJ.

2. O fato de os Estados e Municípios terem autonomia para gerenciar a verba


financeira destinada ao SUS não elide a necessidade de prestação de contas

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perante o Tribunal de Contas da União, nem exclui o interesse da União na


regularidade do repasse e da correta aplicação desses recursos.

3. Portanto, a competência da Justiça Federal se mostra cristalina em virtude da


existência de bem da União, representada pelas verbas do SUS, bem como da sua
condição de entidade fiscalizadora das verbas federais repassadas ao Município.

(...)

(AgRg no CC 122.555/RJ, Rel. Ministro OG FERNANDES, TERCEIRA SEÇÃO,


julgado em 14/08/2013, DJe 20/08/2013)

C) CORRETA: O STJ entende que o crime de sonegação tributária de ISSQN, quando cometido
por pessoa jurídica de direito privado, não provoca a competência da Justiça Federal, eis que
ausente o interesse da União:

(...) 1. O suposto crime tributário - consistente em sonegação de imposto sobre


serviço de qualquer natureza (INSS) - cometido, em tese, por fundação privada em
detrimento do Distrito Federal não atrai a competência da Justiça Federal,
porquanto ausente qualquer violação a bem, serviço ou interesse da União, de
suas autarquias ou empresas públicas.

(...) (CC n. 114.274/DF, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, DJe

de 25/6/2013).

D) ERRADA: O STJ entende que só haverá competência da Justiça Federal se restar comprovada
a transnacionalidade do delito, o que não é apontado pela questão:

(...) Assim, não estando evidenciada a transnacionalidade do delito - tendo em


vista que a conduta do investigado, a ser apurada, restringe-se, até agora, à
captação e ao armazenamento de vídeos, de conteúdo pornográfico, ou de cenas
de sexo explícito, envolvendo crianças e adolescentes, nos computadores de duas
escolas -, a competência, in casu, é da Justiça Estadual.

(...)

(CC 103.011/PR, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, TERCEIRA SEÇÃO,


julgado em 13/03/2013, DJe 22/03/2013)

E) ERRADA: A competência, neste caso, será da Justiça Federal, pois apesar de se tratar de
documento emitido por órgão estadual (DETRAN), houve violação a interesse da União
(apresentação perante policial rodoviário federal). Vejamos:

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(...) 1. A competência para processamento e julgamento do delito de uso de


documento falso deve ser fixada com base na qualificação do órgão ou entidade
perante o qual foi apresentado o documento falsificado, sendo certo que os
serviços ou bens da entidade são efetivamente lesados, pouco importando, em
princípio, a natureza do órgão responsável pela expedição do documento.

2. No caso dos autos, tendo o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo


(CRLV) falso sido apresentado à Polícia Rodoviária Federal, órgão da União, em
detrimento de seu serviço de patrulhamento ostensivo das rodovias federais,
previsto no art. 20, II, do Código de Trânsito Brasileiro, afigura-se inarredável a
competência da Justiça Federal para o processamento e julgamento da causa, nos
termos do art. 109, IV, da Constituição Federal.

(...)

(CC 124.498/ES, Rel. Min. Alderita Ramos de Oliveira, 3ªS, DJe

1.2.2013)

Portanto, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

65. (FGV – 2014 – TJ/RJ – ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS) Um magistrado de


primeiro grau que exerce sua jurisdição junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
passava suas férias em Salvador, na Bahia, quando, durante um evento festivo, acabou por entrar
em confronto corporal com outro indivíduo, vindo a causar a morte deste dolosamente. Será
competente para julgar o magistrado pelo homicídio doloso praticado:
(A) o Tribunal do Júri de Salvador;
(B) o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro;
(C) o Superior Tribunal de Justiça;
(D) o Tribunal do Júri do Rio de Janeiro;
(E) o Tribunal de Justiça da Bahia.

COMENTÁRIOS

Nesse caso será competente o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, pois os Juízes possuem
prerrogativa de foro, devendo ser julgados, nos crimes comuns, pelo Tribunal de Justiça a que
estão vinculados, nos termos do art. 96, III da Constituição:

Art. 96. Compete privativamente:

(...)

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III - aos Tribunais de Justiça julgar os juízes estaduais e do Distrito Federal e


Territórios, bem como os membros do Ministério Público, nos crimes comuns e de
responsabilidade, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral.

O STF entente, ainda, que a competência do Júri fica afastada neste caso, pois prevalece a
competência por prerrogativa de foro estabelecida pela Constituição Federal.

Todavia, é importante destacar que o STF restringiu o foro privilegiado, entendendo que o foro
por prerrogativa de função se aplica apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e
relacionados às funções desempenhadas (STF – AP 937). Assim, hoje a questão fica parcialmente
prejudicada.

Portanto, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

66. (FGV – 2013 – ASSEMBLEIA LEGISLATIVA/MT – PROCURADOR) Determinado servidor


público, com foro por prerrogativa de função no Tribunal de Justiça fixado exclusivamente pela
Constituição Estadual, pratica dolosamente um aborto em sua namorada, mesmo diante da
divergência desta.
Diante dessa situação hipotética, o servidor deveria ser processado e julgado perante
a) o Tribunal de Justiça, desde que não aposentado quando do processamento da ação penal.
b) o juízo de primeiro grau da Vara Comum, pois o STF já se posicionou pela inconstitucionalidade
do foro por prerrogativa de função fixado na Constituição Estadual.
c) o juízo de primeiro grau da Vara Comum, pois o crime foi praticado por motivos particulares,
não tendo sido motivado pela função que exerce.
d) o Tribunal do Júri, por ser tratar de crime doloso contra a vida.
e) o Tribunal de Justiça, ainda que não mais exercesse a função quando da propositura da ação
penal.

COMENTÁRIOS

No caso, temos um crime doloso contra a vida, de competência CONSTITUCIONAL do Tribunal


do Júri. A competência do Tribunal do Júri só resta afastada pela competência por prerrogativa
de função quando esta se encontra prevista na própria Constituição Federal. Se o foro por
prerrogativa de função estiver previsto apenas na Constituição Estadual prevalecerá a
competência do Tribunal do Júri, nos termos do verbete nº 721 da súmula de jurisprudência do
STF:

SÚMULA 721 DO STF

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A COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL DO TRIBUNAL DO JÚRI PREVALECE


SOBRE O FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO ESTABELECIDO
EXCLUSIVAMENTE PELA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL.

Todavia, é importante destacar que o STF restringiu o foro privilegiado, entendendo que o foro
por prerrogativa de função se aplica apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e
relacionados às funções desempenhadas (STF – AP 937). Assim, hoje a questão fica parcialmente
prejudicada.

Portanto, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

67. (FGV – 2015 – OAB – XVI EXAME DE ORDEM) Juan da Silva foi autor de uma contravenção
penal, em detrimento dos interesses da Caixa Econômica Federal, empresa pública. Praticou,
ainda, outra contravenção em conexão, dessa vez em detrimento dos bens do Banco do Brasil,
sociedade de economia mista.
Dessa forma, para julgá-lo será competente
a) a Justiça Estadual, pelas duas infrações.
b) a Justiça Federal, no caso da contravenção praticada em detrimento da Caixa Econômica
Federal, e Justiça Estadual, no caso da infração em detrimento do Banco do Brasil.
c) a Justiça Federal, pelas duas infrações.
d) a Justiça Federal, no caso de contravenção praticada em detrimento do Banco do Brasil, e
Justiça Estadual pela infração em detrimento da Caixa Econômica Federal.

COMENTÁRIOS

Em ambos os casos será competente a Justiça Estadual. Isto porque a Justiça Federal não tem
competência para o julgamento de contravenções penais, nos termos do art. 109, IV da
Constituição Federal.

Além disso, em relação à segunda infração penal, não há competência da Justiça Federal porque
o Banco do Brasil é uma sociedade de economia mista, não uma empresa pública federal, como a
CEF.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

68. (FGV – 2015 – OAB – XVII EXAME DA OAB) Durante 35 anos, Ricardo exerceu a função de
juiz de direito junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Contudo, no ano de 2012, decidiu se
aposentar e passou a morar em Florianópolis, Santa Catarina. No dia 22/01/2015, travou uma
discussão com seu vizinho e acabou por ser autor de um crime de lesão corporal seguida de
morte, consumado na cidade em que reside.

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Oferecida a denúncia, de acordo com a jurisprudência majoritária dos Tribunais Superiores, será
competente para julgar Ricardo
a) o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais.
b) uma das Varas Criminais de Florianópolis.
c) o Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
d) o Tribunal do Júri de Florianópolis.

COMENTÁRIOS

O foro por prerrogativa de função dos Juízes só vigora quando os magistrados estão em atividade.
Uma vez aposentados não há que se falar em foro por prerrogativa de função. Assim, e
considerando-se que a lesão corporal seguida de morte não é um crime doloso contra a vida (o
resultado morte ocorre por culpa, não por dolo), Ricardo será julgado por uma das Varas Criminais
de Florianópolis.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

69. (FGV – 2012 – OAB – EXAME DE ORDEM) A Constituição do Estado “X” estabeleceu foro
por prerrogativa de função aos Prefeitos de todos os seus Municípios, estabelecendo que “os
prefeitos serão julgados pelo Tribunal de Justiça". José, Prefeito do Município “Y”,
pertencente ao Estado “X”, mata João, amante de sua esposa. Pergunta-se, qual o órgão
competente para o Julgamento de José?
a) Justiça Estadual de 1ª Instância;
b) Tribunal de Justiça;
c) Tribunal Regional Federal;
d) Justiça Federal de 1ª Instância.

COMENTÁRIOS

Aqui temos um conflito entre a competência constitucional do júri e a competência de foro por
prerrogativa de função.

Ocorre que a competência do júri não pode ser afastada por prerrogativa de função prevista
exclusivamente na Constituição estadual. Contudo, a competência dos TJs para julgar os prefeitos
está prevista também na Constituição Federal (art. 29, X). Temos um caso, portanto, em que a
própria Constituição Federal excepciona a competência do Júri.

Competente, portanto, neste caso específico, seria o Tribunal de Justiça.

A Banca, originalmente, deu a alternativa A como correta. Posteriormente, anulou a questão.

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Todavia, é importante destacar que o STF restringiu o foro privilegiado, entendendo que o foro
por prerrogativa de função se aplica apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e
relacionados às funções desempenhadas (STF – AP 937). Assim, hoje a questão fica parcialmente
prejudicada.

Assim, a questão foi ANULADA.

70. (FGV – 2012 – OAB – EXAME DE ORDEM) A Justiça Brasileira recebeu Carta Rogatória
encaminhada pelo Ministério das Relações Exteriores a pedido da Embaixada da Romênia, com
o fim de verificar a possível ocorrência de crime de lavagem de dinheiro do empresário brasileiro
Z. A quem compete a execução da Carta Rogatória?
a) Aos Juízes Federais.
b) Ao Superior Tribunal de Justiça.
c) Aos Juízes Estaduais.
d) Ao Supremo Tribunal Federal.

COMENTÁRIOS

Embora quem conceda o “exequatur” à carta rogatória seja o STJ, a execução da carta compete
aos Juízes Federais de primeira instância, nos termos do art. 109, X da Constituição Federal:

Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar:

(...) X - os crimes de ingresso ou permanência irregular de estrangeiro, a execução


de carta rogatória, após o "exequatur", e de sentença estrangeira, após a
homologação, as causas referentes à nacionalidade, inclusive a respectiva opção,
e à naturalização;

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

EXERCÍCIOS PARA PRATICAR

01. (VUNESP – 2018 – PREF. DE BAURU - PROCURADOR) No eventual caso de um prefeito


municipal cometer um crime comum, a Constituição Federal prevê que ele será julgado pelo

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a) Tribunal de Justiça do respectivo Estado.


b) Superior Tribunal de Justiça.
c) Supremo Tribunal Federal.
d) Tribunal Regional Federal da 1a Região.
e) órgão judicial de primeira instância, em qualquer hipótese.
02. (VUNESP – 2015 – TJ-MS – JUIZ) De acordo com o artigo 80, do Código de Processo Penal,
nos processos conexos, será facultativa a separação quando
a) as infrações tiverem sido praticadas em circunstâncias de tempo ou lugar diferentes, ou, quando
pelo excessivo número de acusados e para não lhes prolongar a prisão provisória, ou por outro
motivo relevante, o juiz reputar conveniente a separação.
b) venha o juiz ou tribunal a proferir sentença absolutória ou que desclassifique a infração para
outra que não se inclua na sua competência.
c) houver corréu em local incerto ou não sabido ou foragido que não possa ser julgado à revelia,
ainda que representado por defensor constituído e regularmente citado.
d) concorrerem jurisdição comum e do juízo falimentar.
e) em relação a algum corréu, por superveniência de doença mental, nos termos do artigo 152 do
Código de Processo Penal, ainda que indispensável a suspensão do processo para instauração de
incidente de insanidade mental.
03. (VUNESP – 2015 – MPE-SP – ANALISTA DE PROMOTORIA) Para delimitação de
competência, entende-se por foro supletivo ou foro subsidiário, previsto no artigo 72, caput, do
Código de Processo Penal,
a) o do juízo prevento, na infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou
mais jurisdições.
b) o do lugar da infração à qual cominada pena mais grave.
c) o de domicílio ou residência do réu, porque desconhecido o lugar da infração penal.
d) o da residência da vítima, porque desconhecidos o paradeiro do réu, o local da consumação do
delito e, na tentativa, o lugar em que praticado o último ato de execução.
e) o do juízo da distribuição, porque desconhecidos o paradeiro do réu, o local da consumação
do delito e, na tentativa, o lugar em que praticado o último ato de execução.

04. (VUNESP – 2015 – PC-CE – DELEGADO) A competência para a ação penal, caso
a) desconhecido o domicílio do ofendido, será estabelecida pelo local da infração.
b) desconhecido o local da infração, será estabelecida pela residência ou domicílio do réu.
c) desconhecido o domicílio do réu, será estabelecida pela prevenção.

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d) se trate de ação privada, ficará a cargo do querelante, que pode escolher entre o local da
infração e o da sua própria residência.
e) se trate de crime tentado, será fixada no lugar onde deveria ter se consumado a infração.
05. (VUNESP – 2014 – TJ-PA – ANALISTA JUDICIÁRIO) Determina o caput do art. 70 do CPP
que nos crimes consumados, como regra, a competência para julgamento será determinada pelo
lugar em que se consumar a infração. No caso de tentativa,
a) pelo domicílio do ofendido.
b) pelo domicílio do acusado.
c) pela prevenção.
d) pelo lugar onde deveria ter se consumado a infração.
e) pelo lugar em que for praticado o último ato de execução.
06. (VUNESP – 2014 – TJ-RJ – JUIZ) De acordo com entendimento sumulado pelo STF, é de
competência da Justiça Federal processar e julgar crimes de tráfico de drogas, desde que haja
remessa do entorpecente para o
a) exterior.
b) exterior, ou entre Estados dentro do país.
c) exterior, ou entre Estados dentro do país, ou entre Municípios.
d) exterior, e desde que seja praticado por associação transnacional.
07. (VUNESP – 2012 – DPE-MS – DEFENSOR PÚBLICO) A competência processual penal é
definida, em regra, pelo lugar em que se consumar a infração. Contudo, nos termos do Código
de Processo Penal, é correto afirmar que
a) se tratando de infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou mais
jurisdições, a competência firmar-se-á pelo lugar em que for praticado o último ato de execução.
b) a competência será determinada pela conexão quando duas ou mais pessoas forem acusadas
pela mesma infração ou se, ocorrendo duas ou mais infrações praticadas ao mesmo tempo, por
várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar,
ou por várias pessoas, umas contra as outras.
c) ao Supremo Tribunal Federal competirá, privativamente, processar e julgar os seus ministros
nos crimes de responsabilidade.
d) não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pelo domicílio ou
residência do réu.
08. (VUNESP – 2009 – TJ-SP – JUIZ) Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna
da frase:
A inobservância da competência penal por prevenção___________________ .

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a) constitui nulidade relativa


b) constitui nulidade absoluta
c) não constitui nulidade
d) pode constituir nulidade absoluta em circunstâncias especiais

09. (VUNESP – 2009 – TJ-SP – JUIZ) No caso de roubo praticado na cidade de São Paulo contra
agência bancária da Caixa Econômica Federal, em que tenha havido a subtração de dinheiro do
caixa, a competência para a ação penal é da
a) Justiça Federal.
b) Justiça Estadual.
c) Justiça Federal ou da Justiça Estadual, observada a regra da prevenção.
d) Justiça Federal ou da Justiça Estadual, conforme o inquérito tenha sido conduzido pela Polícia
Federal ou pela Polícia Estadual.
10. (VUNESP – 2013 – TJ-SP – JUIZ) Tratando-se de infração continuada ou permanente,
praticada em território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pelo(a)
a) prevenção.
b) lugar da infração.
c) conexão ou continência.
d) distribuição.
11. (VUNESP – 2013 – TJ-SP – JUIZ) A exceção de incompetência constitui meio processual
assecuratório da observância do princípio do(a)
a) oficialidade.
b) juiz natural.
c) publicidade.
d) persuasão racional.

12. (VUNESP – 2014 – TJ-PA – JUIZ) Imagine que magistrado integrante do Tribunal Regional
Eleitoral, durante sessão de julgamento e em razão de controvérsia relativa a votos divergentes,
atente dolosamente contra a vida de seu colega. A competência para julgamento é do:
a) Tribunal do Júri.
b) Tribunal de Justiça.
c) Tribunal Regional Eleitoral.
d) Superior Tribunal de Justiça.
e) Tribunal Superior Eleitoral.

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13. (VUNESP – 2014 – TJ-SP – TITULAR NOTARIAL) Se o Prefeito Municipal de uma cidade do
Estado de São Paulo comete um crime de homicídio na cidade de Recife, Estado de Pernambuco,
é competente para o julgamento da causa o;
a) Tribunal do Júri do Foro da Comarca de Recife, Estado de Pernambuco
b) Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
c) Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
d) Tribunal do Júri do Foro da Comarca da cidade, onde o autor do referido crime figura como
Prefeito Municipal
14. (FCC – 2018 – CLDF – TÉCNICO LEGISLATIVO) De acordo com o que dispõe o Código de
Processo Penal acerca da competência, considere:
I. Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro de domicílio ou da
residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração.
II. Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pelo domicílio ou
residência do réu.
III. Se o réu tiver mais de uma residência, a competência firmar-se-á pela prevenção.
IV. Se o réu não tiver residência certa ou for ignorado o seu paradeiro, será competente o juízo da
Capital do Estado onde houver por último residido o acusado. Se este nunca tiver residido no
Brasil, será competente o juízo da Capital da República.
V. A conexão e a continência importarão unidade de processo e julgamento, ainda que haja
concurso entre a jurisdição comum e a militar.
Está correto o que se afirma APENAS em
A) II, III e IV.
B) II, IV e V.
C) I, III, IV e V.
D) I, IV e V.
E) I, II e III.

15. (FCC – 2018 – CLDF – PROCURADOR LEGISLATIVO) Ocorre a chamada conexão objetiva
ou teleológica quando
A) duas ou mais infrações houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas
ou umas contra as outras.
B) duas ou mais infrações houverem sido praticadas por várias pessoas em concurso, embora
diverso o tempo e lugar.
C) duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração.

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D) duas ou mais infrações houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as outras ou
para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas.
E) dois ou mais crimes, idênticos ou não, forem praticados pelo mesmo agente, mediante uma só
ação ou omissão.

16. (FCC – 2018 – MPE-PB – PROMOTOR) Praticado delito de menor potencial ofensivo,
determinará, de regra, a competência jurisdicional
A) a prevenção.
B) o lugar em que se consumar a infração penal.
C) a distribuição do termo circunstanciado.
D) o lugar em que foi praticada a infração penal.
E) o domicílio ou residência do autor do fato.
17. (FCC – 2018 – DPE-AM – ANALISTA – CIÊNCIAS JURÍDICAS) Sobre a competência, é
correto afirmar:
A) Será, de regra, determinada pelo domicílio do réu.
B) Os casos mais graves são de competência da justiça federal.
C) Será determinada pela continência quando duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma
infração.
D) A competência por conexão é vedada se um dos crimes for contra a vida.
E) No crime de latrocínio pode o réu optar pelo julgamento pelo Tribunal do Júri.
18. (FCC – 2017 – PC-AP – AGENTE DE POLÍCIA) Sobre a competência no processo penal, é
correto afirmar:
A) Será determinada, de regra, pelo lugar do primeiro ato de execução criminosa.
B) O direito brasileiro desconhece a figura da competência pelo domicílio ou residência do réu,
pois regula-se pelo lugar do crime.
C) A competência será determinada pela continência quando duas pessoas forem acusadas pelo
mesmo crime.
D) Apenas os crimes dolosos contra a vida podem ser julgados pelo Tribunal do Júri.
E) Se na mesma circunscrição judiciária houver mais de um juiz igualmente competente para
determinado crime, prevalece o critério da antiguidade na carreira.
19. (FCC – 2017 – TRE-SP – ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA) Xisto, policial militar
rodoviário no exercício da função, resolve em um único dia de trabalho praticar três crimes de
corrupção passiva, utilizando para tanto o mesmo modus operandi, solicitando dinheiro de
condutores de veículos para não fazer a autuação administrativa pelo excesso de velocidade. O
primeiro crime é praticado às 09h na cidade de Guarulhos. O segundo é praticado às 12h na

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cidade de Mogi das Cruzes. E o terceiro é praticado às 14h na cidade de Jacareí, onde Xisto é
preso em flagrante por policiais civis, prisão esta analisada e mantida pelo Magistrado
competente daquela comarca. Xisto é denunciado pelo Ministério Público da comarca de Jacareí
pelos três crimes de corrupção passiva. Sobre o caso hipotético apresentado e à luz do Código
de Processo Penal, a competência da comarca de Jacareí foi determinada
(A) por conexão.
(B) por continência.
(C) por prevenção.
(D) pela prerrogativa de função.
(E) pelo lugar da infração.
20. (FCC – 2016 – DPE-BA – DEFENSOR PÚBLICO) De acordo com norma expressa do Código
de Processo Penal, são fatores que determinam a competência jurisdicional:
a) O local da residência da vítima e a natureza da infração.
b) A prevenção e o local da prisão.
c) A prerrogativa de função e o domicílio ou residência do réu.
d) O local da investigação e a conexão ou continência.
e) O local da prisão e o local da infração.
21. (FCC – 2015 – TRE/SE – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Bráulio, Rodolfo,
Ricardo e Benício, todos residentes na cidade de Barra dos Coqueiros − SE, planejam o sequestro
de um empresário de uma grande empresa da cidade de Aracaju. No dia 13 de Janeiro de 2015
o plano é executado e o empresário é arrebatado quando saía do seu local de trabalho e levado
para o cativeiro na cidade de Maruim − SE, onde permaneceu por sete dias até o pagamento do
resgate e libertação, esta última em uma rua deserta na cidade de Barra dos Coqueiros. Iniciada
investigação criminosa, os quatro criminosos acabam presos. Instaurada a ação penal, pelo
referido crime permanente de extorsão mediante sequestro, a competência para processar e
julgar a ação penal será
(A) da comarca de Barra dos Coqueiros, onde foi praticado o último ato executório.
(B) das comarcas de Aracaju, Barra dos Coqueiros e Maruim e firmar-se-á pela prevenção.
(C) da comarca de Aracaju, onde o crime foi praticado.
(D) da comarca de Maruim, onde a maior parte do crime foi executada.
(E) firmada pela continência entre as comarcas de Aracaju e Maruim.
22. (FCC – 2015 – TRE-AP – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Tacito comete um
crime de roubo com emprego de arma de fogo na comarca de Macapá, subtraindo um veículo e
pertences da vítima. Consumado o roubo, que tem pena cominada de 04 a 10 anos de reclusão,

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Tacito é preso em flagrante na comarca de Mazagão, quando entregava toda a res furtiva para
seus amigos José e Manoel, que também são presos em flagrante, estes últimos por crime de
receptação (pena de 01 a 04 anos de reclusão). A competência para processamento e julgamento
da ação penal contra Tacito, José e Manoel determinar-se-á pela
(A) continência e será da comarca de Mazagão, onde ocorreu a prisão em flagrante dos três
indivíduos.
(B) conexão e será da comarca de Macapá, onde ocorreu o crime cuja pena mais grave é cominada.
(C) prevenção e poderá ser tanto da comarca de Macapá quanto da comarca de Mazagão.
(D) continência e será da comarca de Macapá, onde ocorreu o crime cuja pena mais grave é
cominada. (E) conexão e será da comarca de Mazagão, onde ocorreu a prisão em flagrante dos
três indivíduos.

23. (FCC – 2015 – DPE-MA – DEFENSOR PÚBLICO) “A", policial militar, valendo-se de arma
da corporação, efetuou disparos que resultaram a produção dolosa da morte do cidadão “B",
farmacêutico com o qual teve uma discussão durante uma abordagem policial. Neste caso,
a) a competência será da justiça comum somente se os motivos dos disparos não estiverem
relacionados com a diligência policial.
b) “A" deverá ser julgado pela justiça militar, porquanto se encontrava em serviço e utilizava arma
da corporação.
c) o fato de “A" estar em serviço não impõe a competência da justiça militar, mas sim o fato de
ter utilizado arma da corporação.
d) o fato de “A" estar em serviço impõe a competência da justiça militar, não possuindo relevância
o fato da arma utilizada pertencer à corporação.
e) são irrelevantes para competência as circunstâncias citadas.
24. (FCC – 2015 – TJ-RR – JUIZ) A definição da competência processual penal possui regras
previstas na Constituição Federal, no Código de Processo Penal e nas leis especiais. Sobre a
competência, analise as seguintes assertivas:
I. Conforme a Constituição Federal, caberá ao STF julgar, nas infrações penais comuns e nos crimes
de responsabilidade, o Presidente da República, o Vice-presidente, os membros do Congresso
Nacional, os Ministros de Estado, os comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
II. No conflito entre foro determinado pela Constituição Federal, por prerrogativa de função e o
foro material, definido para o tribunal do Júri no artigo 5° , XXXVIII, d, prevalecerá este último por
ser garantia fundamental individual.
III. O foro por prerrogativa de função é sempre definido pela Constituição Federal, mas as
constituições estaduais também podem conferir foro por prerrogativa.
IV. Os prefeitos devem ser julgados por Tribunal de Justiça Estadual, mas em cometimento de
crimes federais deverão ser julgados pelo Tribunal Regional Federal.

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V. Em casos de delitos cometidos em erro na execução e resultado diverso do pretendido a


competência será determinada pela conexão.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e III.
b) III e IV.
c) I e V.
d) II e IV.
e) III e V.
25. (FCC – 2015 – TJ-SE – JUIZ) Em relação à competência no processo penal, é correto afirmar:
a) Se, não obstante a conexão ou continência, forem instaurados processos diferentes, a
==1c7550==

autoridade de jurisdição prevalente deverá avocar os processos que corram perante os outros
juízes, salvo se já estiverem com sentença definitiva.
b) Nos casos de ação penal de iniciativa privada subsidiária da pública o querelante poderá preferir
o foro de domicílio ou residência do réu ainda quando conhecido o lugar da infração.
c) Na determinação da competência por conexão ou continência, preponderará a competência do
lugar da infração à qual for cominada pena mais grave, entendida esta como a que tem pena
mínima cominada mais alta.
d) Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos, o Procurador-Geral da República, com a
finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacionais de
direitos humanos dos quais o Brasil seja parte, poderá suscitar, perante o Superior Tribunal de
Justiça, apenas no momento do oferecimento da denúncia, incidente de deslocamento de
competência para a Justiça Federal.
e) A competência especial por prerrogativa de função, relativa a atos administrativos do agente,
prevalece ainda que o inquérito ou a ação judicial sejam iniciados após a cessação do exercício da
função pública.

26. (FCC – 2015 – TJ-SC – JUIZ) Após a condenação em primeira instância por um crime de
competência federal, o réu de uma ação penal é diplomado como deputado federal.
Posteriormente, quanto ao julgamento de sua apelação, interposta antes da diplomação, deverá
ser julgada:
a) pelo Tribunal Regional Federal, se já estiver devidamente instruída com razões e contrarrazões.
b) normalmente pelo juiz federal da causa, em respeito ao princípio do juiz natural.
c) pelo Supremo Tribunal Federal.
d) pelo Superior Tribunal de Justiça.
e) normalmente pelo Tribunal Regional Federal.

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27. (FCC – 2015 – TRE-RR – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Analise a seguinte
situação hipotética: Agapito é funcionário público do Estado de Roraima, exercendo suas
atividades na Secretaria da Saúde, com sede na cidade de Boa Vista. No exercício do seu cargo,
Agapito, agindo em manifesta continuidade delitiva, com o mesmo modos operandi, durante
aproximadamente seis meses e nas cidades de Boa Vista, Rorainópolis, Alto Alegre e Caracaí,
todas do Estado de Roraima, desvia em proveito próprio e de sua esposa, diversos bens de que
tinha a posse em razão do cargo que ocupa. Agapito iniciou sua prática criminosa na cidade de
Boa Vista e praticou o último ato na cidade de Caracaí. No mesmo dia, pouco tempo depois da
prática do último ato criminoso, Agapito foi preso em flagrante por crime de peculato, quando
retornava para a cidade de Boa Vista, em uma Rodovia, na cidade de Mucajaí. No caso proposto,
a competência para julgamento da ação penal
a) regular-se-á pelo domicílio do réu, uma vez que ele praticou o crime em diversas comarcas do
Estado de Roraima.
b) será do juízo da comarca de Mucajaí, local da prisão em flagrante do réu.
c) será do juízo da comarca de Boa Vista, onde o funcionário público praticou o primeiro ato
criminoso
d) firmar-se á pela prevenção, uma vez que todos os juízos das comarcas de Boa Vista,
Rorainópolis, Alto Alegre e Caracaí, onde o réu praticou atos criminosos, são competentes para
julgamento da ação penal.
e) será do juízo da comarca de Caracaí, onde o funcionário público praticou o último ato criminoso.
28. (FCC – 2013 – TJ-PE – TITULAR NOTARIAL) O Código de Processo Penal brasileiro, ao
tratar da competência jurisdicional por conexão ou continência, determina a observância da
seguinte regra:
a) no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição comum, prevalecerá
esta última.
b) no concurso de jurisdições da mesma categoria, preponderará a do lugar da infração à qual for
cominada a pena mais grave, exceto no caso de crimes conexos de competência federal e
estadual, em que a competência será sempre da Justiça Federal.
c) no concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá aquela.
d) a conexão e continência importam unidade de processo e julgamento, sem exceção.
e) é obrigatória a separação dos processos quando as infrações tiverem sido praticadas em
circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes.
29. (FCC – 2012 – TJ-RJ – ANALISTA JUDICIÁRIO) A competência será determinada pela
continência
a) se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias
pessoas reunidas.

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b) quando duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração.


c) se os crimes forem praticados por várias pessoas, umas contra as outras.
d) quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na
prova de outra infração.
e) se os crimes foram praticados para facilitar ou ocultar outros.
30. (FCC – 2014 – TRF4 – OFICIAL DE JUSTIÇA) Pedro foi denunciado porque guarda, na
cidade A, moeda falsa e porque, na cidade B, ao ser flagrado na importação da moeda falsa,
desacatou e desobedeceu a ordem policial. O foro competente para processar e julgar Pedro por
tais fatos é
(A) tanto da cidade A como da B, facultativamente, porque o crime de moeda falsa, mais grave,
ocorreu em ambas as localidades.
(B) o da cidade A, porque é onde se iniciou a execução.
(C) o da cidade B, porque lá ocorreu o maior número de infrações.
(D) o do foro da residência de Pedro.
(E) o da cidade B, porque onde foi praticado o último ato de execução.

31. (FCC – 2014 – TRF4 – TÉCNICO JUDICIÁRIO) O Supremo Tribunal Federal é competente
para processar e julgar, originariamente,
(A) os membros dos Tribunais Superiores, apenas nos crimes de responsabilidade.
(B) os membros do Congresso Nacional, nos crimes de responsabilidade.
(C) seus próprios Ministros, nas infrações penais comuns.
(D) os membros do Tribunal de Contas da União, apenas nas infrações penais comuns.
(E) o Procurador-Geral da República, nos crimes de responsabilidade.
32. (FCC – 2006 – TR1 – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Conforme
alteração trazida pela Emenda Constitucional n° 45, nas hipóteses de grave violação de direitos
humanos, com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados
internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte, o
A) Presidente do Supremo Tribunal Federal, poderá suscitar, perante o Tribunal de Justiça
Estadual, em qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência
para o Superior Tribunal de Justiça.
B) Procurador-Geral da República, poderá suscitar, perante o Superior Tribunal de Justiça, em
qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência para a Justiça
Federal.

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C) Presidente do Superior Tribunal de Justiça, poderá suscitar, perante o Tribunal Regional


Federal, em qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência
para o Supremo Tribunal Federal.
D) Advogado-Geral da União, poderá suscitar, perante o Supremo Tribunal Federal, em qualquer
fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência para o Tribunal
Regional Federal.
E) Presidente do Tribunal Regional Federal, poderá suscitar, perante o Tribunal de Justiça
Estadual, em qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência
para o próprio Tribunal Regional Federal.
33. (FCC – 2010 – TRF4 – TÉCNICO JUDICIÁRIO) Compete aos Tribunais Regionais Federais
processar e julgar, originariamente, nos crimes comuns, os
A) membros dos Tribunais de Contas do Estado e do Distrito Federal.
B) Juízes do Trabalho da área de sua jurisdição.
C) Governadores dos Estados.
D) Desembargadores dos Tribunais de Justiça.
E) membros dos Tribunais de Contas do Município.

34. (FCC – 2001 – TRF1 – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Nos crimes comuns,
compete aos Tribunais Regionais Federais, processar e julgar, originariamente os
A) ministros de Estado.
B) membros do Ministério Público dos Estados.
C) desembargadores do Distrito Federal.
D) juízes federais da área de sua jurisdição, incluídos os da Justiça Militar e da Justiça do Trabalho.
E) governadores dos Estados e do Distrito Federal.
35. (FCC - 2011 - TRE-AP - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA) Analise as seguintes
assertivas sobre a competência, de acordo com o Código de Processo Penal:
I. A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no
caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução.
II. Quando o último ato de execução for praticado fora do território nacional, será competente o
juiz do lugar em que o crime, embora parcialmente, tenha produzido ou devia produzir seu
resultado.
III. A competência será determinada pela continência quando a prova de uma infração ou de
qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de outra infração.
Está correto o que se afirma SOMENTE em
A) I e II.

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B) I e III.
C) II e III.
D) I.
E) III.

36. (FCC - 2011 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Técnico Judiciário - Segurança) Nos casos de ação
penal privada exclusiva, o querelante, conhecido o lugar da infração,
A) poderá preferir o foro de seu próprio domicílio.
B) poderá ajuizar a ação em qualquer foro.
C) poderá preferir o foro da sua própria residência.
D) só poderá ajuizar a ação no foro do lugar da infração.
E) poderá preferir o foro do domicílio ou residência do réu.
37. (FCC - 2011 - TJ-AP - TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS) Tratando-se
de infração permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a competência
A) será determinada pelo local em que foi praticado o último ato de execução antes da prisão do
agente.
B) será determinada pelo local em que tiver sido praticado o maior número de atos de execução.
C) será determinada pelo local em que ocorreu a consumação.
D) firmar-se-á pela prevenção.
E) será determinada pelo local do domicílio ou residência da vítima.
38. (FCC - 2011 - NOSSA CAIXA DESENVOLVIMENTO - ADVOGADO) A competência será
determinada pela continência quando
A) a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de
outra infração.
B) duas ou mais infrações houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as outras, ou
para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas.
C) duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração.
D) duas ou mais infrações houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas, umas
contra as outras.
E) duas ou mais infrações houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas
reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar.

39. (FCC - 2011 - TRE-TO - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA) Na hipótese de crime
cuja execução tenha sido iniciada no território nacional, mas a consumação tenha ocorrido fora
dele, a competência será determinada

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A) pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o último ato de execução.
B) pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o primeiro ato de execução.
C) pela prevenção.
D) pela residência ou domicílio do réu.
E) pelo lugar onde ocorreu a consumação.
40. (FCC - 2009 - TJ-AP - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA) Considerando as regras
sobre a competência estabelecidas no Código de Processo Penal, é correto afirmar que
A) nos crimes a distância, cuja execução foi iniciada no Brasil e o resultado ocorreu em outro país,
a competência será da Capital Federal Brasileira.
B) se tratando de infração permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a
competência será do lugar no qual teve início a infração.
C) nos casos de tentativa, a competência será determinada pelo lugar em que foi praticado o
primeiro ato de execução.
D) nos casos de ação privada exclusiva, o querelante pode preferir o foro de domicílio ou da
residência do réu, mesmo que conhecido o lugar da infração.
E) não sendo conhecido o lugar da infração e tendo o réu apenas um domicílio, a competência
será determinada pela prevenção.
41. (FCC - 2010 - METRÔ-SP - ADVOGADO) A respeito da competência, considere:
I. Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pelo domicílio ou
residência da vítima.
II. Nos casos de exclusiva ação penal privada, o querelante só poderá ajuizar a ação no foro do
domicílio ou residência do réu.
III. Na competência por conexão ou continência, no concurso de jurisdições da mesma categoria,
preponderará a do lugar da infração à qual for cominada pena mais grave.
Está correto o que consta SOMENTE em
A) I e II.
B) III.
C) I e III.
D) II e III.
E) I.

42. (FCC - 2010 - TRE-RS - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA) A respeito da


determinação da competência por conexão ou continência, considere as alternativas abaixo:
I. No concurso de jurisdições da mesma categoria, prevalecerá a do lugar em que houver ocorrido
o maior número de infrações, se as respectivas penas forem de igual gravidade.

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II. No concurso de jurisdições da mesma categoria, preponderará a do lugar da infração à qual for
cominada a pena menos grave.
III. No concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá a comum.
IV. No concurso de jurisdições de diversas categorias, predominará a de maior graduação.
V. No concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição comum, prevalecerá
a competência deste último.
Está correto o que consta SOMENTE em
A) I e IV.
B) I, II e V.
C) II, III e V.
D) III e IV.
E) IV e V.
43. (FCC - 2009 - DPE-MA - DEFENSOR PÚBLICO) A competência fixada pela circunstância de
duas ou mais pessoas serem acusadas pela mesma infração é determinada
A) pela prevenção.
B) por conexão.
C) pela natureza da infração.
D) pela continência.
E) por distribuição.

44. (FCC - 2006 - TRE-AP - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA) Em relação à


competência no processo penal, considere as assertivas abaixo.
I. Conexão instrumental é aquela que decorre da pluralidade de sujeitos do crime e de uma única
conduta, com vários resultados.
II. Ocorre a prevenção, quando anteriormente à propositura da ação ou no concurso dela, um juiz,
dentre diversos outros da mesma forma competentes, pratica algum ato processual.
III. Foro subsidiário é aquele fixado na hipótese em que não for conhecido o lugar da infração,
passando o foro a ser o do domicílio ou residência do réu.
IV. Em regra a competência deve ser fixada pelo lugar onde se consumou o delito ou, no caso de
tentativa, onde foi praticado o último ato executório.
A) Está correto o que se afirma apenas em II, III e IV.
B) Está correto o que se afirma apenas em I e II.
C) Está correto o que se afirma apenas em II e III.
D) Está correto o que se afirma apenas em III e IV

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E) Está correto o que se afirma apenas em I, II e III.

45. (FCC – 2010 – DPE-SP – DEFENSOR PÚBLICO) Atenção: Para responder à questão assinale
a alternativa correta em relação ao assunto indicado.

Competência no processo penal.


a) A competência do tribunal do júri atrai os processos conexos e prevalece inclusive sobre o foro
por prerrogativa de função.
b) Quando transitada em julgado a sentença penal condenatória, após recurso julgado pelo
Tribunal de Justiça do Estado, a aplicação da lei penal nova mais benéfica ao condenado deverá
se dar em revisão criminal, de competência do Grupo de Câmaras do Tribunal.
c) Não se consumando o delito, a competência será determinada pelo lugar em que foi praticado
o seu primeiro ato de execução.
d) Na Lei Maria da Penha, compete ao Colégio Recursal o julgamento do recurso contra as
decisões adotadas pelo Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
e) Na sessão plenária do procedimento do júri popular, quando desclassificado o delito pelo
conselho de sentença para outro de competência do juiz singular, é o próprio juiz presidente do
tribunal do júri aquele que deverá proferir a sentença.
46. (FCC – 2012 – DPE-SP – DEFENSOR PÚBLICO) Atenção: Para responder à questão assinale
a alternativa correta em relação ao assunto indicado.

Competência.
a) Não se aplicam as regras de conexão de natureza objetiva ao tribunal do júri, em razão de
expressa previsão constitucional de sua competência para o julgamento de crimes dolosos contra
a vida.
b) O princípio do juiz natural, instituído ratione personae e ratione materiae, configura hipótese
de competência absoluta, inafastável por vontade das partes processuais, somente se admitindo
a sua flexibilização por oportunidade da aplicação de norma constitucional.
c) A expedição de mandado de busca e apreensão não configura ato de prevenção do juízo, tendo
em vista a ausência de conteúdo decisório deste ato judicial.
d) A competência inicialmente atribuída à Justiça Federal para o julgamento dos crimes de
competência da Justiça Estadual em razão de conexão de natureza objetiva é cessada caso haja
absolvição em relação ao único crime conexo de competência da Justiça Federal, devendo o juiz
federal encaminhar o processo remanescente para a Justiça Estadual competente.
e) Viola as garantias fundamentais do juiz natural e do devido processo legal a atração por
continência ou conexão do processo do corréu ao foro por prerrogativa de função de um dos
denunciados, por tratar-se de regra de prorrogação de competência de natureza
infraconstitucional.

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47. (FCC – 2011 – TRF 1 – TÉCNICO JUDICIÁRIO) O processo e o julgamento das infrações
penais comuns atribuídas aos membros dos Tribunais Regionais Eleitorais competem
a) ao Tribunal Superior Eleitoral.
b) ao Supremo Tribunal Federal.
c) aos Tribunais Regionais Federais.
d) ao Superior Tribunal de Justiça.
e) aos Juízes Federais da respectiva área de jurisdição.
48. (FCC – 2011 – TRF 1 – TÉCNICO JUDICIÁRIO) Compete ao Superior Tribunal de Justiça
processar e julgar, nas infrações penais comuns, os
a) chefes de missão diplomática de caráter permanente.
b) membros dos Tribunais Regionais do Trabalho.
c) Ministros de Estado.
d) membros do Congresso Nacional.
e) os juízes federais, da Justiça Militar e do Trabalho.
49. (FGV – 2018 – TJ-AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO) Paulo pretende oferecer queixa-crime em
face de Lucas em razão da prática de crime de calúnia majorada, não sendo, assim, infração de
menor potencial ofensivo. Procura, então, seu advogado e narra que Lucas o ofendeu através de
uma carta, que foi escrita na cidade A, mas só chegou ao conhecimento da vítima e de terceiros
o seu conteúdo quando lida na cidade B. Por outro lado, Paulo esclarece que atualmente está
residindo na cidade C, enquanto Lucas reside na cidade D.
Considerando as regras de competência previstas no Código de Processo Penal, é correto afirmar
que:
(A) a Comarca A é competente para julgamento, tendo em vista que o Código de Processo Penal
adota a Teoria da Atividade para definir a competência territorial para julgamento;
(B) a queixa poderá ser oferecida perante a Vara Criminal da Comarca D, ainda que conhecido o
local da infração;
(C) a queixa poderá ser oferecida perante a Vara Criminal da Comarca C, ainda que conhecido o
local da infração;
(D) a queixa somente poderia ser oferecida perante a Vara Criminal da Comarca C se
desconhecido o local da infração;
(E) o primeiro critério a ser observado para definir a competência sempre é o da prevenção.

50. (FGV – 2017 – OAB – XXIV EXAME DE ORDEM) Na cidade de Angra dos Reis, Sérgio
encontra um documento adulterado (logo, falso), que, originariamente, fora expedido por órgão
estadual. Valendo-se de tal documento, comparece a uma agência da Caixa Econômica Federal

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localizada na cidade do Rio de Janeiro e apresenta o documento falso ao gerente do


estabelecimento.

Desconfiando da veracidade da documentação, o gerente do estabelecimento bancário chama a


Polícia, e Sérgio é preso em flagrante, sendo denunciado pela prática do crime de uso de
documento falso (Art. 304 do Código Penal) perante uma das Varas Criminais da Justiça Estadual
da cidade do Rio de Janeiro.
Considerando as informações narradas, de acordo com a jurisprudência do Superior Tribunal de
Justiça, o advogado de Sérgio deverá
A) alegar a incompetência, pois a Justiça Federal será competente, devendo ser considerada a
cidade de Angra dos Reis para definir o critério territorial.
B) alegar a incompetência, pois a Justiça Federal será competente, devendo ser considerada a
cidade do Rio de Janeiro para definir o critério territorial.
C) alegar a incompetência, pois, apesar de a Justiça Estadual ser competente, deverá ser
considerada a cidade de Angra dos Reis para definir o critério territorial.
D) reconhecer a competência do juízo perante o qual foi apresentada a denúncia.
51. (FGV – 2017 – ALERJ – PROCURADOR) No ano de 2013, a Constituição de determinado
Estado brasileiro passa a prever que Procuradores do Estado e Procuradores da Assembleia
Legislativa sejam julgados perante o Tribunal de Justiça pela prática de crimes comuns. Em 2016,
no território dessa unidade federativa, Jorge, Procurador da Assembleia Legislativa Estadual, vem
a cometer um crime de homicídio doloso contra a esposa. Já Tício, juiz de direito, no mesmo ano
e local, foi autor de um crime de lesão corporal seguida de morte contra Alberto. Por fim, Maria,
Senadora, também em 2016 e no mesmo Estado, praticou crime de infanticídio.
Diante da situação narrada, é correto afirmar que os órgãos competentes para julgar Jorge, Tício
e Maria serão, respectivamente:
a) Tribunal do Júri do Estado, Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal;
b) Tribunal de Justiça, Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal;
c) Tribunal do Júri do Estado, Tribunal de Justiça e Tribunal do Júri do Estado;
d) Tribunal do Júri do Estado, Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal;
e) Tribunal de Justiça, Superior Tribunal de Justiça e Superior Tribunal de Justiça.
52. (FGV – 2016 – MPE-RJ – TÉCNICO: NOTIFICAÇÕES E ATOS INTIMATÓRIOS) Promotor
de Justiça vinculado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, durante férias em Vitória-
ES, entra em discussão com companheiro de excursão de viagem e acaba por desferir facadas
neste com a intenção de causar-lhe a morte, o que efetivamente ocorre. Nesse caso, será
competente para julgar o promotor de justiça pelo homicídio causado:
a) Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro;

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b) Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo;


c) Tribunal do Júri do Espírito Santo;
d) Tribunal do Júri do Rio de Janeiro;
e) Superior Tribunal de Justiça.

53. (FGV – 2016 – MPE-RJ – TÉCNICO: NOTIFICAÇÕES E ATOS INTIMATÓRIOS) Secretaria


do Ministério Público recebe representação onde se narra a prática de um crime comum por
imputável em concurso de agentes com adolescente, além de um crime militar em conexão com
o crime comum já mencionado. Diante da conexão existente e das regras previstas no Código de
Processo Penal, é correto afirmar que:
a) todos os delitos e autores deverão ser julgados perante a Justiça Militar;
b) todos os delitos e autores deverão ser julgados perante a Justiça Estadual comum;
c) o delito militar, apesar da conexão, será julgado na Justiça Militar, enquanto que, em relação
ao crime comum, o imputável será julgado perante juízo criminal, e o adolescente, perante juízo
da infância e juventude;
d) o delito militar, apesar da conexão, será julgado na Justiça Militar, enquanto que, em relação
ao crime comum, o adolescente e o imputável deverão ser julgados no juízo criminal;
e) em razão da conexão, o delito militar e o imputável, em relação ao crime comum, deverão ser
julgados perante o mesmo juízo criminal, enquanto o adolescente será julgado no juízo da infância
e juventude.

54. (FGV – 2015 – TJ-RO – OFICIAL DE JUSTIÇA) Tourinho Filho define a competência como
“o âmbito, legislativamente delimitado, dentro do qual o órgão exerce o seu Poder Jurisdicional".
Sobre o tema, de acordo com o Código de Processo Penal, é correto afirmar que:
a) não sendo conhecido o local da infração, a competência regular-se-á pelo domicílio de
residência da vítima;
b) no caso de ação penal privada, o querelante poderá preferir o foro de sua residência, ainda que
conhecido o local da infração;
c) via de regra, a competência será definida pelo local em que foi praticada a infração, ainda que
seja outro o local da consumação;
d) tratando-se de infração permanente praticada em território de duas jurisdições, a competência
firmar-se-á pela prevenção;
e) a distribuição realizada para fins de decretação da prisão preventiva anteriormente à denúncia
não prevenirá a da ação penal.

55. (FGV - 2015 - OAB - XVIII EXAME DE ORDEM) Estando preso e cumprindo pena na cidade
de Campos, interior do estado do Rio de Janeiro, Paulo efetua ligação telefônica para a casa de
Maria, localizada na cidade de Niterói, no mesmo Estado, anunciando o falso sequestro do filho

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desta e exigindo o depósito da quantia de R$ 2.000,00 (dois mil reais), a ser efetuado em conta
bancária na cidade do Rio de Janeiro. Maria, atemorizada, efetua a transferência do respectivo
valor, no mesmo dia, de sua conta-corrente de uma agência bancária situada em São Gonçalo.

Descoberto o fato e denunciado pelo crime de extorsão, assinale a opção que indica o juízo
competente para o julgamento.
A) Vara Criminal de Campos.
B) Vara Criminal de Niterói.
C) Vara Criminal de São Gonçalo.
D) Vara Criminal do Rio de Janeiro.

56. (FGV-2010-DELEGADO-DELEGADO DE POLÍCIA-AMAPÁ) Relativamente ao tema


Jurisdição e Competência, analise as afirmativas a seguir:
I. A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no
caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução. Se, iniciada a
execução no território nacional, a infração se consumar fora dele, a competência será determinada
pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o último ato de execução.
II. Quando o último ato de execução for praticado fora do território nacional, será competente o
juiz do lugar em que o crime, embora parcialmente, tenha produzido ou devia produzir seu
resultado.
III. Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando incerta a jurisdição
por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições, ou tratando-
se de infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a
competência firmar-se-á pela prevenção.
Assinale:
(A) se somente a afirmativa I estiver correta.
(B) se somente a afirmativa II estiver correta.
(C) se somente a afirmativa III estiver correta.
(D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
(E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

57. (FGV – 2014 – TJ/RJ – ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS) Apesar de a jurisdição


ser una e indivisível, a competência traz critérios legais para definir previamente a margem de
atuação de cada magistrado. Sobre esse tema, o Código de Processo Penal dispõe que:
(A) a conexão importará em unidade de processos e julgamento no concurso entre jurisdição
comum e militar;
(B) quando a prova de uma infração influir na prova de outra infração, a competência será
determinada pela continência;

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(C) não sendo conhecido o local da infração, a competência será determinada pelo domicílio ou
residência do ofendido;
(D) a teoria adotada para definição da competência territorial é a da Atividade, ou seja, relevante
será o local da ação/omissão;
(E) nos casos de ação privada, o querelante poderá preferir o foro do domicílio do réu, ainda que
conhecido o local da infração.
58. (FGV – 2011 – OAB – EXAME DE ORDEM) Quando se tratar de acusação relativa à prática
de infração penal de menor potencial ofensivo, cometida por estudante de direito, a competência
jurisdicional será determinada pelo (a)
a) natureza da infração praticada e pelo local em que tiver se consumado o delito.
b) local em que tiver se consumado o delito.
c) natureza da infração praticada.
d) natureza da infração praticada e pela prevenção.
59. (FGV - 2015 - TJ-BA - ANALISTA JUDICIÁRIO - DIREITO) Aristarco, empresário e primeiro
suplente do Senador Armando, foi denunciado, em março de 2012, por uma série de delitos de
estelionato e apropriação indébita, em concurso material, perante Juízo Criminal da Capital.
Quando da ordem judicial para que as partes se manifestassem em diligências (Art. 402 do CPP),
a Defesa de Aristarco atravessou petição, informando que, por força da morte do titular do cargo,
havia assumido o mandato de Senador da República, na véspera da determinação judicial. O Juiz
de Direito determinou a remessa dos autos ao Supremo Tribunal Federal, onde, por ordem do
Ministro Relator, foi determinada a manifestação das partes em diligências (Art. 9º da Lei nº
8.038/90). Atendidas as diligências, foram os autos encaminhados ao Ministério Público para
apresentação das alegações finais. Restituídos os autos, o Ministro Relator determinou a
manifestação da Defesa em alegações finais, oportunidade em que foi juntada a renúncia de
Aristarco à vaga de Senador da República e seu retorno à condição de empresário. Diante desse
quadro fático-processual, é correto afirmar que o processo deverá:
(A) permanecer no Supremo Tribunal Federal, para evitar abuso do direito na aludida renúncia;
(B) permanecer no Supremo Tribunal Federal, posto encerrada a instrução criminal, estando o caso
maduro para julgamento;
(C) permanecer no Supremo Tribunal Federal, para evitar fraude processual na aludida renúncia;
(D) ser remetido ao Juízo de Direito de primeira instância, onde a sentença deverá ser proferida;
(E) ser remetido ao Juízo de Direito de primeira instância, onde as alegações finais defensivas
deverão ser apresentadas.

60. (FGV - 2012 - OAB - VIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO) Paulo reside na cidade “Y” e lá
resolveu falsificar seu passaporte. Após a falsificação, pegou sua moto e viajou até a cidade “Z”,

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com o intuito de chegar ao Paraguai. Passou pela cidade “W” e pela cidade “K”, onde foi parado
pela Polícia Militar. Paulo se identificou ao policial usando o documento falsificado e este,
percebendo a fraude, encaminhou Paulo à delegacia. O Parquet denunciou Paulo pela prática do
crime de uso de documento falso. Assinale a afirmativa que indica o órgão competente para
julgamento.
A) Justiça Estadual da cidade “Y”.
B) Justiça Federal da cidade “K”.
C) Justiça Federal da cidade “Y”.
D) Justiça Estadual da cidade “K”.

61. (FGV – 2010 – OAB – III EXAME UNIFICADO) Tendo como referência a competência
ratione personae, assinale a alternativa correta.
(A) Caio, vereador de um determinado município, pratica um crime comum previsto na parte
especial do Código Penal. Será, pois, julgado no Tribunal de Justiça do Estado onde exerce suas
funções, uma vez que goza do foro por prerrogativa de função.
(B) Tício, juiz estadual, pratica um crime eleitoral. Por ter foro por prerrogativa de função, será
julgado no Tribunal de Justiça do Estado onde exerce suas atividades.
(C) Mévio é governador do Distrito Federal e pratica um crime comum. Por uma questão de
competência originária decorrente da prerrogativa de função, será julgado pelo Superior Tribunal
de Justiça.
(D) Terêncio é prefeito e pratica um crime comum, devendo ser julgado pelo Tribunal de Justiça
do respectivo Estado. Segundo entendimento do STF, a situação não se alteraria se o crime
praticado por Terêncio fosse um crime eleitoral.
62. (FGV - 2014 - OAB - EXAME DE ORDEM UNIFICADO - XIII - PRIMEIRA FASE) Carolina,
voltando do Paraguai com diversas mercadorias que configurariam o crime de contrabando, entra
no país pela cidade de Foz do Iguaçu (PR). Em lá chegando, compra uma passagem de ônibus
para a cidade de São Paulo e segue, posteriormente, para o Rio de Janeiro, sua cidade natal,
quando é surpreendida por policiais federais que participavam de uma operação de rotina na
rodoviária. Os policiais, então, apreendem as mercadorias e conduzem Carolina à Delegacia
Policial.
Na hipótese, assinale a alternativa que indica o órgão competente para proceder ao julgamento
de Carolina.
a) A Justiça Federal de Foz de Iguaçu.
b) A Justiça Federal do Rio de Janeiro.
c) A Justiça Federal de São Paulo.
d) Qualquer das anteriores, independentemente da regra da prevenção

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63. (FGV - 2012 - OAB - EXAME DE ORDEM UNIFICADO - VI - PRIMEIRA FASE) A Constituição
do Estado X estabeleceu foro por prerrogativa de função aos prefeitos de todos os seus
Municípios, estabelecendo que “os prefeitos serão julgados pelo Tribunal de Justiça”. José,
Prefeito do Município Y, pertencente ao Estado X, está sendo acusado da prática de corrupção
ativa em face de um policial rodoviário federal.
Com base na situação acima, o órgão competente para o julgamento de José é
a) a Justiça Estadual de 1ª Instância.
b) o Tribunal de Justiça.
c) o Tribunal Regional Federal.
d) a Justiça Federal de 1ª Instância.
64. (FGV - 2014 - TJ-GO - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA)
Em relação à competência no processo penal, é correto afirmar que:
(A) é da competência da Justiça Federal o julgamento de contravenções penais, desde que
conexas com delitos de competência da Justiça Federal;
(B) compete à Justiça Estadual processar e julgar as ações penais relativas a desvio de verbas
originárias do Sistema Único de Saúde (SUS), independentemente de se tratar de valores
repassados aos Estados ou Municípios por meio da modalidade de transferência “fundo a fundo”
ou mediante realização de convênio;
(C) compete à Justiça Estadual o julgamento de ação penal em que se apure a possível prática de
sonegação de ISSQN pelos representantes de pessoa jurídica privada, ainda que esta mantenha
vínculo com entidade da administração indireta federal;
(D) compete à Justiça Federal processar e julgar acusado da prática de conduta criminosa
consistente na captação e armazenamento, em computadores de escolas municipais, de vídeos
pornográficos oriundos da internet, envolvendo crianças e adolescentes;
(E) compete à Justiça Estadual processar e julgar crime consistente na apresentação de Certificado
de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) falso a agente da Polícia Rodoviária Federal, em
rodovia que cruza três Estados.
65. (FGV – 2014 – TJ/RJ – ANALISTA – EXECUÇÃO DE MANDADOS) Um magistrado de
primeiro grau que exerce sua jurisdição junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
passava suas férias em Salvador, na Bahia, quando, durante um evento festivo, acabou por entrar
em confronto corporal com outro indivíduo, vindo a causar a morte deste dolosamente. Será
competente para julgar o magistrado pelo homicídio doloso praticado:
(A) o Tribunal do Júri de Salvador;
(B) o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro;
(C) o Superior Tribunal de Justiça;

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(D) o Tribunal do Júri do Rio de Janeiro;


(E) o Tribunal de Justiça da Bahia.
66. (FGV – 2013 – ASSEMBLEIA LEGISLATIVA/MT – PROCURADOR) Determinado servidor
público, com foro por prerrogativa de função no Tribunal de Justiça fixado exclusivamente pela
Constituição Estadual, pratica dolosamente um aborto em sua namorada, mesmo diante da
divergência desta.
Diante dessa situação hipotética, o servidor deveria ser processado e julgado perante
a) o Tribunal de Justiça, desde que não aposentado quando do processamento da ação penal.
b) o juízo de primeiro grau da Vara Comum, pois o STF já se posicionou pela inconstitucionalidade
do foro por prerrogativa de função fixado na Constituição Estadual.
c) o juízo de primeiro grau da Vara Comum, pois o crime foi praticado por motivos particulares,
não tendo sido motivado pela função que exerce.
d) o Tribunal do Júri, por ser tratar de crime doloso contra a vida.
e) o Tribunal de Justiça, ainda que não mais exercesse a função quando da propositura da ação
penal.

67. (FGV – 2015 – OAB – XVI EXAME DE ORDEM) Juan da Silva foi autor de uma contravenção
penal, em detrimento dos interesses da Caixa Econômica Federal, empresa pública. Praticou,
ainda, outra contravenção em conexão, dessa vez em detrimento dos bens do Banco do Brasil,
sociedade de economia mista.
Dessa forma, para julgá-lo será competente
a) a Justiça Estadual, pelas duas infrações.
b) a Justiça Federal, no caso da contravenção praticada em detrimento da Caixa Econômica
Federal, e Justiça Estadual, no caso da infração em detrimento do Banco do Brasil.
c) a Justiça Federal, pelas duas infrações.
d) a Justiça Federal, no caso de contravenção praticada em detrimento do Banco do Brasil, e
Justiça Estadual pela infração em detrimento da Caixa Econômica Federal.
68. (FGV – 2015 – OAB – XVII EXAME DA OAB) Durante 35 anos, Ricardo exerceu a função de
juiz de direito junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Contudo, no ano de 2012, decidiu se
aposentar e passou a morar em Florianópolis, Santa Catarina. No dia 22/01/2015, travou uma
discussão com seu vizinho e acabou por ser autor de um crime de lesão corporal seguida de
morte, consumado na cidade em que reside.

Oferecida a denúncia, de acordo com a jurisprudência majoritária dos Tribunais Superiores, será
competente para julgar Ricardo
a) o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais.

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b) uma das Varas Criminais de Florianópolis.


c) o Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
d) o Tribunal do Júri de Florianópolis.
69. (FGV – 2012 – OAB – EXAME DE ORDEM) A Constituição do Estado “X” estabeleceu foro
por prerrogativa de função aos Prefeitos de todos os seus Municípios, estabelecendo que “os
prefeitos serão julgados pelo Tribunal de Justiça". José, Prefeito do Município “Y”,
pertencente ao Estado “X”, mata João, amante de sua esposa. Pergunta-se, qual o órgão
competente para o Julgamento de José?
a) Justiça Estadual de 1ª Instância;
b) Tribunal de Justiça;
c) Tribunal Regional Federal;
d) Justiça Federal de 1ª Instância.

70. (FGV – 2012 – OAB – EXAME DE ORDEM) A Justiça Brasileira recebeu Carta Rogatória
encaminhada pelo Ministério das Relações Exteriores a pedido da Embaixada da Romênia, com
o fim de verificar a possível ocorrência de crime de lavagem de dinheiro do empresário brasileiro
Z. A quem compete a execução da Carta Rogatória?
a) Aos Juízes Federais.
b) Ao Superior Tribunal de Justiça.
c) Aos Juízes Estaduais.
d) Ao Supremo Tribunal Federal.

GABARITO

1. ALTERNATIVA A 5. ALTERNATIVA E 9. ALTERNATIVA A


2. ALTERNATIVA A 6. ALTERNATIVA A 10. ALTERNATIVA A
3. ALTERNATIVA C 7. ALTERNATIVA D 11. ALTERNATIVA B
4. ALTERNATIVA B 8. ALTERNATIVA A 12. ALTERNATIVA D

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13. ALTERNATIVA C 55. ALTERNATIVA B


14. ALTERNATIVA E 56. ALTERNATIVA E
15. ALTERNATIVA D 57. ANULADA
16. ALTERNATIVA D 58. ALTERNATIVA C
17. ALTERNATIVA C 59. SEM RESPOSTA
18. ALTERNATIVA C (DESATUALIZADA)
19. ALTERNATIVA C 60. ALTERNATIVA B
20. ALTERNATIVA C 61. ALTERNATIVA C
21. ALTERNATIVA B 62. ALTERNATIVA B
22. ALTERNATIVA B 63. ALTERNATIVA C
23. ALTERNATIVA E 64. ALTERNATIVA C
24. ALTERNATIVA B 65. ALTERNATIVA B
25. ALTERNATIVA A 66. ALTERNATIVA D
26. ALTERNATIVA C 67. ALTERNATIVA A
27. ALTERNATIVA D 68. ALTERNATIVA B
28. ALTERNATIVA B 69. ANULADA
29. ALTERNATIVA B 70. ALTERNATIVA A
30. ALTERNATIVA C
31. ALTERNATIVA C
32. ALTERNATIVA B
33. ALTERNATIVA B
34. ALTERNATIVA D
35. ALTERNATIVA A
36. ALTERNATIVA E
37. ALTERNATIVA D
38. ALTERNATIVA C
39. ALTERNATIVA A
40. ALTERNATIVA D
41. ALTERNATIVA B
42. ALTERNATIVA A
43. ALTERNATIVA D
44. ALTERNATIVA A
45. ALTERNATIVA E
46. ALTERNATIVA B
47. ALTERNATIVA D
48. ALTERNATIVA B
49. ALTERNATIVA B
50. ALTERNATIVA B
51. ALTERNATIVA A
52. ALTERNATIVA A
53. ALTERNATIVA C
54. ALTERNATIVA D

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