DIREITO PROCESSUAL PENAL
Competência
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COMPETÊNCIA
“Jurisdição” vem do latim JURIS (Direito) + DICERE (Dizer). Dessa maneira, a jurisdi-
ção é essa atribuição e poder soberano que o Estado tem de “dizer o Direito” no caso con-
creto, em substituição das vontades das partes. Pode-se dizer, então, que a competência é
a medida de jurisdição que caberá a cada órgão jurisdicional.
Os mecanismos de resolução de conflitos são:
Autotutela → as partes, de forma violenta, resolvem o conflito (“olho por olho, dente
por dente”).
Autocomposição → as partes, de forma pacífica, chegam à solução do conflito.
Jurisdição → reestabelecimento da paz social com intervenção do Estado.
5m
A competência na Constituição Federal trabalha, basicamente com dois princípios: juiz
natural e a vedação do tribunal de exceção.
Art. 5º XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção.
Sendo um tribunal de exceção aquele que é criado após a prática de um crime, a vedação
do tribunal é decorrente do postulado na obra de Beccaria, determinando a necessidade de
existir uma previsão acerca da competência antes do crime ser praticado.
Art. 5º LIII — ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente.
Trata-se do princípio do juiz natural, a base do conceito de competência.
10m
PRINCÍPIOS DA JURISDIÇÃO
• Investidura: para uma pessoa “dizer o direito”, é necessário que essa pessoa tenha
regularmente investida no cargo.
ATENÇÃO
Concursos públicos não são a única forma de investidura. Também existe a investidura por
meio do Quinto Constitucional e de indicação por Ministros.
ANOTAÇÕES
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• Indelegabilidade: uma vez investido no cargo, o juiz não pode delegar essa função a
quem não a possui. Não se aplica às cartas precatórias e cartas rogatórias.
• Juiz natural: como consta na própria Constituição.
• Inafastabilidade: Segundo a CF, inciso XXXV, a lei não excluirá da apreciação do
Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito, isso porque o acesso à justiça também é
direito fundamental.
15m
• Inevitabilidade: a jurisdição não se submete à vontade das partes.
• Correlação: a jurisdição deve estar relacionada a algo, sendo esse, no caso do pro-
cesso penal, os fatos.
Características da jurisdição, como apontadas pela doutrina:
• Inércia: a jurisdição não pode ser exercida de ofício pelo juiz — ou seja, não pode ini-
ciar processo penal. Fim dos processos judicialiformes.
• Substitutividade: o Estado atua em substituição às partes.
• Lide: deve haver um conflito de interesses caracterizado por uma pretensão resistida.
20m
ATENÇÃO
Existe a lide, também no processo penal. No entanto, essa passa a ser caracterizada por
uma pretensão necessariamente resistida, por conta do princípio da ampla defesa. Logo,
não se tem, por exemplo, o reconhecimento do pedido, que existe no processo civil.
25m
• Imutabilidade da coisa julgada: visa-se que a jurisdição se torne definitiva. Lembrando
que, no processo penal, com a revisão criminal, existe uma possibilidade mais elástica
em relação à coisa julgada.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Geilza Fátima Cavalcanti Diniz.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
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