ATIVIDADE COMPLEMENTAR N2
NOME: TAYNARA GONÇALVES DIAS
DOCENTE: SUELY PEREIRA DE FARIA
Sistema Nacional de Transplantes
As principais políticas públicas de saúde no Brasil estão associadas à criação
do Sistema Único de Saúde, em 1990, através da Lei nº 8.080, de 19 de setembro. Ela
detalha todos os compromissos e responsabilidades do Estado e especifica quais as
atribuições de competência no Município, do Estado e da União. Ao longo de seus 30
anos de existência, o sistema criou vários programas de destaque, alguns inclusive
utilizados pela OMS como referência mundial.
Uma média de 95% dos transplantes de órgãos no Brasil são realizados por
intermédio do Sistema Único de Saúde, que oferece toda assistência ao paciente
transplantado. O Sistema Nacional de Transplantes cuja função de órgão central é
exercida pelo Ministério da Saúde, por meio da Coordenação-Geral do Sistema
Nacional de Transplantes é responsável pela regulamentação, controle e monitoramento
do processo de doação e transplantes realizados no país, com o objetivo de desenvolver
o processo de doação, captação e distribuição de órgãos, tecidos e partes retiradas do
corpo humano para fins terapêuticos. Para atingir esse objetivo, a CGSNT realiza ações
de gestão política, promoção da doação, logística, autorização e renovação das equipes e
hospitais para a realização de transplantes, definição do financiamento e elaboração de
portarias que regulamentam todo o processo, desde a captação de órgãos até o
acompanhamento dos pacientes transplantados.
A atuação da CGSNT tem empenhado esforços, sobretudo, na formulação de
estratégias que visem ao aumento da oferta de órgãos e tecidos para transplantes e
consequentemente na redução do tempo de espera dos pacientes em lista, melhorando a
qualidade de vida e, em muitos casos, salvando vidas.
O Brasil possui o maior programa público de transplante de órgãos, tecidos e
células do mundo, que é garantido a toda a população por meio do SUS, responsável
pelo financiamento de cerca de 88% dos transplantes no país. Apesar do grande volume
de procedimentos de transplantes realizados, a quantidade de pessoas em lista de espera
para receber um órgão ainda é grande.
Ainda existe uma grande desproporção para contemplar os pacientes da lista de
espera, o que mostra que a política pública não atingiu seus objetivos. Algumas
mudanças poderiam ser feitas tais como:
A falta de informação na doação de órgãos;
A realidade do serviço de saúde e a doação de órgãos;
Doação e o receio do tráfico de órgãos.
Se a família nunca pensou nessa situação ao tomar uma decisão O primeiro
pensamento foi recusar a doação, já que nada importa quando você perde alguém que
ama. O esclarecimento desse tema ajudar a família a responder afirmativamente e sem
pavor à intenção de doar um órgão. Para esse fim, ver objetos na sociedade promoverá
controvérsias em casa. E aprontar as pessoas para se posicionar antes de serem
surpreendidas pelos acontecimentos que acontecem. Embora a maioria das doações não
ocorra sem a autorização da família a falta de infraestrutura tem um grande impacto.
Para doar, você precisa de uma equipe dedicada de doadores. Em muitos casos,
há doadores, mas não há equipe disponível para realizar o procedimento falha por
esperar muito tempo para a equipe usar o transplante.
Assim, investir na formação de equipes médicas especializadas nos
transplantes de órgãos pode ser tão importante quanto educar a população sobre o
assunto e incentivar a doação de órgãos de um familiar. Se a oferta de órgãos crescer
por um lado, é necessário que os profissionais também cresçam em número para atender
essa demanda. Apesar da vontade de ajudar, muitas famílias de potenciais doadores
enfrentam também o receio de que os órgãos do seu familiar possam entrar no sistema
do tráfico de órgãos. Como resultado, a lista dos pacientes em espera poderia ser
manipulada, beneficiando doentes com poder aquisitivo maior. Pior ainda, poderia
beneficiar profissionais de saúde corruptos, que por falta de informação da família
poderiam tentar cobrar dela um serviço que é gratuito.
É importante que todos saibam que na doação de órgãos, a família do doador
não paga e nem recebe nenhuma quantia em dinheiro, além disso, entre os familiares
também há o medo de que a equipe de saúde possa negligenciar cuidados ao familiar
doente, propiciando a sua morte, tendo como fim a comercialização dos seus órgãos.
Ainda que a informação sobre o assunto seja muito importante para afastar certos
medos, um maior investimento na estrutura hospitalar propiciaria que mais transplantes
acontecessem para que os órgãos não fossem supervalorizados economicamente.