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Doação de Órgãos: Ética e Desafios no Brasil

O documento aborda a diferença entre venda e doação de órgãos, destacando a importância da doação altruísta e os desafios enfrentados no Brasil, como a fila de espera crescente e a recusa familiar. Também discute aspectos históricos, jurídicos e éticos relacionados à doação de órgãos, além de problemas atuais como o tráfico de órgãos e desigualdade de acesso. Por fim, sugere perspectivas para melhorar o sistema de doação, incluindo educação pública, investimento em infraestrutura de saúde e avanços tecnológicos.

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Doação de Órgãos: Ética e Desafios no Brasil

O documento aborda a diferença entre venda e doação de órgãos, destacando a importância da doação altruísta e os desafios enfrentados no Brasil, como a fila de espera crescente e a recusa familiar. Também discute aspectos históricos, jurídicos e éticos relacionados à doação de órgãos, além de problemas atuais como o tráfico de órgãos e desigualdade de acesso. Por fim, sugere perspectivas para melhorar o sistema de doação, incluindo educação pública, investimento em infraestrutura de saúde e avanços tecnológicos.

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TÓPICO 1 - Apresentação do tema

●​ Diferença entre venda e doação:


○​ Doação: Processo altruísta, regulado por leis, e que segue princípios éticos e
humanitários.
○​ Venda: Proibida na maioria dos países por comprometer a dignidade humana
e aumentar desigualdades sociais.
●​ Relevância do tema:
○​ Dados nacionais e globais sobre a lista de espera para transplantes
■​ Segundo o relatório da Associação Brasileira de Transplantes de
Órgãos (ABTO), há mais de 50 mil pessoas na fila de espera por
transplantes no Brasil, sendo 80% da lista composta por
pacientes que necessitam de transplante de rins..Fila de espera
por transplante no Brasil cresce 30,4% e chega a 50 mil pessoas |
GZH
○​ Impactos positivos da doação de órgãos, destacando exemplos de sucesso
■​ Um único doador pode salvar até 8 vidas e beneficiar até 50 pessoas
com órgãos e tecidos.Uma pessoa pode salvar até oito vidas através
da doação de órgãos e tecidos – Saúde Alagoas.

TÓPICO 2 - Contexto histórico e jurídico

●​ Evolução histórica:, Cenário no Brasil e internacional:


●​ A evolução histórica dos transplantes começou com tentativas rudimentares na
antiguidade, como enxertos de pele na Índia e China. No início do século 20, o
primeiro transplante bem-sucedido foi de córnea, realizado em 1905, e em 1950,
Joseph Murray fez o primeiro transplante de rim entre gêmeos idênticos. Esses
avanços levantaram questões éticas sobre a definição de morte, especialmente
com o surgimento de transplantes de órgãos vitais como coração e fígado, e a
definição de "morte encefálica".
●​ Nos anos 1960, o "Relatório de Harvard" estabeleceu critérios para morte encefálica,
que influenciaram a legislação sobre transplantes. Em 1997, o Brasil criou a Lei nº
9.434, que regulamenta a doação e proíbe a comercialização de órgãos. As
regulamentações garantiram maior controle e segurança, além de abrir debates
sobre justiça na distribuição de órgãos.
●​ O Brasil é uma referência mundial na área de transplantes e possui o maior
sistema público de transplantes do mundo, ficando atrás apenas dos Estados
Unidos em números totais. No Brasil, a doação de órgãos e tecidos de
pessoas falecidas só é realizada após a autorização familiar. Mesmo que
uma pessoa manifeste em vida o desejo de doar, a decisão final cabe aos
familiares.
●​ Para que um falecido possa ser doador de órgãos, é necessário confirmar a
morte encefálica ou a morte causada por parada cardiorrespiratória. Após
essa confirmação, a família é informada sobre o processo de doação e
transplante e solicitada a consentir com a doação.
TÓPICO 3- Ética médica e bioética

●​ Fundamentos éticos contrários à venda de órgãos:


○​ Dignidade humana: A dignidade humana é um princípio central da ética
médica e da bioética, que estabelece que os indivíduos devem ser tratados
com respeito e não como objetos ou mercadorias. A venda de órgãos
compromete essa dignidade, pois reduz o corpo humano a um bem de
consumo,
○​ Justiça: A venda de órgãos pode explorar populações economicamente
vulneráveis, criando um mercado desigual onde os ricos compram órgãos e
os pobres são forçados a vendê-los para sobreviver. Isso gera desigualdade
social e viola o princípio de justiça, que exige que as escolhas sejam feitas
de forma equitativa, sem coerção
○​ Para que um falecido possa ser doador de órgãos, é necessário
confirmar a morte encefálica ou a morte causada por parada
cardiorrespiratória. Após essa confirmação, a família é informada
sobre o processo de doação e transplante e solicitada a consentir com
a doação.
●​ Princípios bioéticos envolvidos:
○​ Autonomia: Cada indivíduo tem o direito de decidir, de forma voluntária e
informada, se deseja doar seus órgãos. A doação não deve ser feita sob
coerção ou pressão, garantindo que a decisão seja pessoal e livre.
○​ Beneficência e não maleficência: A doação deve beneficiar o receptor sem
causar danos ao doador. Para doações em vida, como o transplante de rim,
deve-se garantir que o doador não sofra consequências negativas
permanentes.
○​ Justiça: A distribuição de órgãos deve ser feita de maneira justa, sem
discriminação financeira ou social. A alocação deve ser baseada em critérios
médicos, como urgência e compatibilidade, e não em recursos financeiros.

TÓPICO 4 - Aspectos legais no Brasil

●​ Lei nº 9.434/1997:estabelece as diretrizes legais para a doação e transplante de


órgãos no Brasil. Ela busca regular o processo de doação de maneira ética e
organizada, garantindo que a prática ocorra de forma justa e sem exploração.
○​ Doação em vida: A doação de órgãos em vida é permitida somente entre
parentes até o 4º grau (pais, filhos, irmãos, avós, netos, tios e sobrinhos) ou
entre pessoas que mantêm vínculo de afinidade. A autorização judicial é
necessária para doações entre pessoas não relacionadas, a fim de garantir
que não haja exploração ou pressão no processo.
○​ Doação post mortem: Para a doação de órgãos após a morte, é necessário
o consentimento dos familiares do falecido, caso ele não tenha feito um
consentimento prévio durante sua vida. No caso de morte encefálica, a
família tem o direito de decidir sobre a doação. Caso o falecido tenha
expressado sua vontade em vida, como em um documento de doação, isso
facilita a decisão, mas ainda assim os familiares têm o direito de concordar
ou não com a doação.
○​ Proibição da comercialização: A lei proíbe a comercialização de órgãos,
considerando-a um crime. A pena para quem comprar ou vender órgãos
inclui multa e reclusão de 3 a 8 anos. Essa medida visa proteger a dignidade
humana e evitar a exploração das populações vulneráveis
●​ Explique o papel do Sistema Nacional de Transplantes na coordenação e controle do
processo de doação e transplante no Brasil.
○​ O SNT coordena e controla a distribuição de órgãos, gerencia as listas de
espera e assegura que a alocação seja feita de forma justa e segura.

TÓPICO 5- Problemas atuais na doação de órgãos

●​ Déficit de órgãos disponíveis:O déficit de órgãos disponíveis é um dos maiores


desafios no campo da doação
○​ No Brasil, mais de 40.000 pessoas estão na lista de espera para
transplantes, mas apenas uma fração recebe os órgãos. Brasil tem mais de
43 mil pessoas à espera por um transplante; veja lista por órgão e saiba
como ser doador | Saúde | G1
○​ Aproximadamente 40% das famílias se recusaram a autorizar a doação de
órgãos, mesmo quando o doador havia sido identificado como apto para a
retirada de órgãos.Quase metade das famílias se recusam a doar órgãos de
familiares | Radioagência Nacional
○​ .
●​ Mercado negro e tráfico de órgãos:O tráfico de órgãos continua sendo um
problema global grave, com redes criminosas explorando populações vulneráveis,
especialmente em países de baixa renda.
○​ Estima-se que entre 5.000 a 10.000 transplantes ilegais de órgãos ocorram
anualmente, de acordo com a United Nations Office on Drugs and Crime
(UNODC).
○​ O tráfico de órgãos coloca em risco tanto o doador quanto o receptor. O
doador pode sofrer complicações de saúde sérias devido a cirurgias
realizadas em condições inadequadas, e o receptor pode ser exposto a
doenças transmitidas por órgãos de origem não regulamentada, como
hepatite ou HIV.
●​ Desigualdade de acesso:
○​ No Brasil e em muitos outros países, a concentração de centros de
transplante em grandes centros urbanos resulta em uma disparidade
geográfica no acesso aos serviços. cerca de 80% dos transplantes são
realizados em São Paulo, Rio de Janeiro e outros estados com grandes
centros urbanos, enquanto as regiões Norte e Nordeste enfrentam uma
escassez de serviços de
transplante.www.scielo.br/j/ress/a/dTtnxhsR5xZZQ9gjL7gpNVb/?lang=pt

TÓPICO 6 - perspectivas para melhorar o sistema de doação


●​ Educação pública e campanhas de conscientização:
○​ Desmistificação do Tema: A educação pública pode ajudar a desmistificar o
processo, esclarecendo os benefícios da doação e as normas éticas que
regem a prática. Campanhas de conscientização devem enfatizar que a
doação é um gesto altruísta que pode salvar vidas.
○​ Aumento de Doadores Voluntários: É necessário aumentar o número de
pessoas que expressam seu desejo de doar órgãos enquanto estão vivas ou
por meio de consentimento prévio, o que pode diminuir as recusas familiares.
●​ Investimento em infraestrutura de saúde:
○​ O investimento em infraestrutura de saúde é essencial para garantir que
as equipes de captação e transplante de órgãos estejam bem treinadas e
equipadas. Isso inclui desde a qualificação dos profissionais de saúde até
a expansão de unidades de transplantes em áreas menos favorecidas,
especialmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.
●​ Avanços tecnológicos:
○​ Tecnologias como bioimpressão 3D de órgãos e os xenotransplantes (uso
de órgãos de animais) oferecem soluções inovadoras para a escassez de
órgãos. Embora ainda em desenvolvimento, essas tecnologias podem
transformar o campo da medicina de transplantes, proporcionando
alternativas viáveis no futuro.

TÓPICO 7 - Discussão ética sobre a legalização da venda de órgãos

○​ Argumentos favoráveis:
■​ Possibilidade de aumentar a oferta de órgãos. A legalização poderia
aumentar a disponibilidade de órgãos, reduzindo a lista de espera e
salvando vidas.
■​ Compensação financeira regulamentada, como no modelo iraniano,
pode ser mais ética que o mercado negro.
○​ Argumentos contrários:
■​ Mercantilização do corpo humano.
■​ Risco de exploração de populações vulneráveis.

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