Nome: Camila Gabriela Ramos
ID: 1059026
Byung-Chul Han, é um filósofo e ensaísta sul-coreano, professor da Universidade de Artes de
Berlim. No qual, tem um conceito chamado a sociedade do cansaço, que é caracterizada por
uma atenção plana e rasa. Dentro deste sistema, que rege o capitalismo contemporâneo, o
indivíduo é valorizado por ser multitarefas.
No primeiro capítulo, Han descreve "a violência neuronal", onde vivemos numa sociedade
neuronal. Se antigamente vivíamos numa sociedade de vírus , que teve o seu fim com
surgimento de medicamentos , agora vivemos na sociedade neuronal com doenças como
depressão, transtornos de déficit de atenção ,Síndrome de Bournout, entre outras, vêm
dominando a modernidade esse século. Ele cita que tais doenças que "[...] escapam a qualquer
técnica imunológica [...]", são provocadas por positividades em excesso.
No segundo capítulo ele foca em "Além da sociedade disciplinar", Han cita que a disciplina é
trabalhada na sociedade atual através de "[...] academias de fitness, prédios de escritórios,
bancos, aeroportos, shopping centers e laboratórios de genética". No qual, o autor diz que é a
sociedade do desempenho, que buscam a máxima produtividade e assim acabam se
frustrando e adoecendo.
No terceiro capítulo, "O tédio profundo", fala que as pessoas vivem num mundo de excesso de
positividades, de estímulos, informações e impulsos, não há tempo para parar e contemplar a
vida. No qual, leva à destruição da atenção.
No quarto capítulo, "Vita activa", o autor defende que o homem deva ser não apenas um ser
ativo, mas também, contemplativo. Nesse capítulo ele cita Hannah Arendt, que defende que a
sociedade moderna, é a sociedade do trabalho, está transformando o homem em um ser que
só trabalha, não tendo tempo para comtemplar e criar novos processos. Para o autor, esse
estilo de vida leva ao nervosismo.
No quinto capítulo, "Pedagogia do ver", Han diz que a vida contemplativa necessita que o
homem aprenda a ver e viver no mundo. Essa deveria ser a primeira aprendizagem do
homem , criar o seu caráter de espírito. Pois, segundo ele a falta do espírito, levaria o homem
a não ter a capacidade de controlar seus impulsos e isso resulta numa doença com sintomas
de esgotamento.
O sexto capítulo é "O Caso Bartleby". Han, cita uma obra “Wall Street” para explicar a
sociedade do cansaço. Na realidade descrita pelo autor do conto Melvilles, é possível ver as
pessoas como meros robôs, sem espirito algum. "[...] parece uma caixa de água, falta todo e
qualquer traço de vida" (HAN, 2015, p 60). No qual, Resulta numa sociedade mau–humorada e
cheia de distúrbios.
No sétimo capítulo, "Sociedade do cansaço", Han escreve que a sociedade do cansaço aos
poucos está se transformando numa sociedade do doping. Ou seja, numa sociedade que
precisa fazer uso drogas, para conseguir continuar com seu desempenho em diversas áreas da
sua vida.