Resistência ao Cisalhamento dos Solos
Resistência ao Cisalhamento dos Solos
AULA
Resistência dos solos
Resistência ao cisalhamento
Resistencia ao cisalhamento:
A resistência ao cisalhamento pode ser definido como a máxima tensão de cisalhamento
que o solo ou rocha pode suportar sem romper, ou a tensão de cisalhamento no plano em
que a ruptura estiver ocorrendo.
Aplica‐se uma tensão normal ao plano horizontal e verifica‐se a tensão cisalhante que
provoca a ruptura ao longo deste plano
Descrição do equipamento
2 a
2,5cm
5 a 10cm
TIPOS DE AMOSTRAS
• amostra de seção quadrada ou circular
• amostra saturada ou a umidade natural
TIPOS DE ENSAIOS
• controle da força e controle da deformação
• ensaios drenados ou não drenados
𝐴𝑠𝑠𝑢𝑚𝑖𝑛𝑑𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝐻 𝐻
𝑈 0,95
𝑡 50. 𝑡
𝐷 Vd = velocidade de deslocamento
𝑉 Df = deslocamento horizontal estimado no momento da ruptura
𝑡
Resistência ao cisalhamento
Etapas ensaios
• Moldagem amostra
• Consolidação: aplicação da carga vertical durante um tempo de aproxidamente
24h (tempo varia com material)
• Cisalhamento: escolha da velocidade e cisalhamento do material
Resultados
Para cada tensão normal () tem‐se o valor de tensão cisalhante
máxima (max)
𝑁 𝑇
𝜎 𝜏
𝐴 𝐴
T E N S Ã O C IS A L H A N T E (k P a )
UMIDADE NATURAL UMIDADE SATURADA
200.0
50 kPa 0,096 mm/min 50 kPa
100 kPa 100 kPa
200 kPa 200 kPa
150.0
ombro da encosta
V1 100.0
0.0 2.0 4.0 6.0 8.0 10.0 12.0 14.0 16.0 0.0 2.0 4.0 6.0 8.0 10.0 12.0 14.0 16.0
Nspt
18 golpes/0,30 m DESLOCAMENTO HORIZONTAL (mm)
DESLOCAMENTO HORIZONTAL (mm)
base da encosta 2,5
Nspt V3 UMIDADE NATURAL UMIDADE SATURADA
23 golpes/0,30 m 50 kPa 50 kPa
Legenda 2,0
100 kPa 100 kPa
argila arenosa 200 kPa 200 kPa
Nspt
areia argilosa 1,5
50 golpes/0,30 m
n
areia
/ 1,0
0,0
0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 12,0 14,0 16,0 0.0 2.0 4.0 6.0 8.0 10.0 12.0 14.0 16.0
5,0
50 kPa
4,0 100 kPa
200 kPa
3,0
(m m )
2,0
1,0
UMIDADE NATURAL
0,0 50 kPa
100 kPa
-1,0
200 kPa
-2,0
0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 12,0 14,0 16,0 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 12,0 14,0 16,0
100.0
50.0
0.0
0.0 2.0 4.0 6.0 8.0 10.0 12.0 14.0 16.0 0.0 2.0 4.0 6.0 8.0 10.0 12.0 14.0 16.0
200
180
160
140
120
100
80
60
40
20
0
0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220 240
0,01 mm/min
60
SC-25 3 a 4 m
40 eo = 0.8; Sro = 97%
50 kPa
20 100 kPa
150 kPa
0
Desplazamiento vertical (mm)
-0.4
0 1 2 3 4
Desplazamiento horizontal (mm)
Resistência ao cisalhamento
60 80
SC-25 3 a 4 m
40 eo = 0.8; Sro = 97%
40
0
-0.4
0 50 100 150 200
0 1 2 3 4 Tensión normal (kPa)
Desplazamiento horizontal (mm)
Resistência ao cisalhamento
30 cm
30 cm
Resistência ao cisalhamento
Pineda (2012)
Resistência ao cisalhamento
GAS LIQUID
ar água
Componentes da resistência ao cisalhamento:
1. Atrito
2. Coesão
partícula
SOLID sólida
Resistência ao cisalhamento
𝜏 .𝐴 𝜎. 𝐴. tan ∅
O atrito entre grãos não é um simples problema de deslizamento, mas também envolve
desencaixe e rolamento entre partículas, acomodando‐se nos poros.
Resistência ao cisalhamento
Moléculas de água
quimicamente adsorvidas
as partículas de argilas
Argila – o número de partículas é muito maior, sendo a força transmitida num único contato,
extremamente reduzida. As forças de contatos não são suficientes para remover estas
moléculas de água, e são elas as responsáveis pela transmissão das forças.
Resistência ao cisalhamento
Critério de ruptura:
Expressa matematicamente a envoltória de ruptura do material.
A envoltória de ruptura separa a zona de estado de tensões possíveis da zona de estado de
tensões impossíveis de se obter para um material.
Critério de Coulomb:
Não há ruptura se a tensão de cisalhamento não ultrapassar um valor dado pela expressão:
𝜏 𝜏 𝑐 𝜎. 𝑡𝑔∅
C’
parâmetros de resistência
B’
A’ c = coesão
= ângulo de atrito
= tensão normal ao plano
A B C
Resistência ao cisalhamento
Critério de Mohr:
Não há ruptura enquanto o círculo representativo do estado de tensões se encontrar no
interior de uma curva, que representa a envoltória dos círculos relativos ao estado de
ruptura, observados experimentalmente para o material.
Critério de Mohr‐Coulomb:
EF = plano de ruptura faz ângulo com o plano principal maior
fgh = é a envoltória de ruptura
ab = define o plano principal maior CD
ad = define o plano de ruptura EF
max
2𝜃 90° ∅
Relação entre o ângulo do plano de ruptura ∅
com o plano principal maior e o ângulo de 𝜃 45°
atrito
2
Resistência ao cisalhamento
𝜎 𝜎
𝑠𝑒𝑛∅
𝜎 𝜎
1 𝑠𝑒𝑛∅
𝜎 𝜎.
1 𝑠𝑒𝑛∅
2. 𝑠𝑒𝑛∅
𝜎 𝜎 𝜎.
1 𝑠𝑒𝑛∅
∅ ∅
𝜎 𝜎 . 𝑡𝑔 45 2𝑐. 𝑡𝑔 45
2 2
Resistência ao cisalhamento
Estado III = o círculo de Mohr tangencia a envoltória ( = ). Ruptura em um plano
inclinado de r com o plano onde atua 1.
Vetor tensão
(atuando em uma supefície infinitesimal)
𝐹
Tensão normal: 𝜎
𝐴
𝐹
Tensão cisalhante: 𝜏
𝐴
A
Resistência ao cisalhamento
3D 2D
Resistência ao cisalhamento
Em 2 dimensões:
𝑆 𝜎 𝜏 i
𝑆 𝑆 𝜏 𝜎
Restrição de equilíbrio: j
Resistência ao cisalhamento
Tensões principais:
São tensões normais atuantes nos planos principais.
1 = tensão principal maior
2 = tensão principal intermediária
3 = tensão principal menor
Tensão total e efetiva
partícula
SOLID sólida partícula
SOLID sólida
σ 𝐻 𝐻 𝛾 𝐻𝛾
= +
meio saturado esqueleto sólido água
Terzaghi (1925, 1936) identificou que a tensão normal total é a soma de duas parcelas:
1. A tensão transmitida pelos contatos entre as partículas (tensão efetiva, ’).;
2. pela pressão da água (pressão neutra, pw). Atuando com igual intensidade em todas
as direções.
Tensão total e efetiva
𝜎 σ 𝑝
NOTA: O principio das tensões efetivas se aplica somente a solos saturados.
1. Tensão normal total (): força por unidade de área atuando externamente em uma
direção normal a um plano, imaginando‐se que o solo seja um material sólido, (fase
única);
𝐹
𝜎
𝐴
2. Tensão normal efetiva (’): representa as tensões transmitidas somente através dos
esqueleto sólido.
∑𝑃
𝜎
𝐴̅
3. Pressão intersticial (ou poropressão, ou pressão neutra) (pw): pressão da água que
preenche os vazios entre as partículas sólidas;
Tensão total e efetiva
: tensão total
𝐴 𝐴 𝐴
Tensão total e efetiva
Equilíbrio de força:
𝐹
𝜎 ∴𝐹 𝜎. 𝐴
𝐴
𝐴 𝐴
𝜎 𝜎. 𝑝 .
𝐴 𝐴
𝐴 𝐴
𝜎 𝜎. 𝑝 . 1
𝐴 𝐴
𝐴 𝐴 𝐴
𝜎 𝜎 𝑝 𝜎 𝑝 . 𝜎. 𝜎 𝜎.
𝐴 𝐴 𝐴
Assim, a tensão efetiva pode ser interpretado como o a tensão de contato entre
as partículas sólidas
Resistência ao cisalhamento
𝜎 𝜎 . cos 𝛼 𝜎 . sen 𝛼
Relações trigonométricas
1 1
cos 𝛼 1 cos 2𝛼 sen 𝛼 1 cos 2𝛼
2 2
𝜎 𝜎 𝜎 𝜎
𝜎 cos 2𝛼
2 2
Resistência ao cisalhamento
Equilíbrio das forças:
das forças no sentido tangencial ao plano = 0
𝜏 .𝐴 𝜎 . 𝐴. 𝑠𝑒𝑛 𝛼. 𝑐𝑜𝑠𝛼 𝜎 . 𝐴. 𝑠𝑒𝑛𝛼. 𝑐𝑜𝑠𝛼
𝜏 𝜎 𝜎 . 𝑠𝑒𝑛𝛼. 𝑐𝑜𝑠𝛼
Relações trigonométricas
1
𝑠𝑒𝑛 𝛼. 𝑐𝑜𝑠𝛼 sen 2𝛼
2
𝜎 𝜎
𝜏 . 𝑠𝑒𝑛2𝛼
2
Conhecidas as tensões normais e de cisalhamento em dois planos ortogonais, tem‐se :
𝜎 𝜎
𝜏 . 𝑠𝑒𝑛2𝛼 𝜏 . 𝑐𝑜𝑠2𝛼
2
Resistência ao cisalhamento
equação da circunferência
𝑥 𝑎 𝑦 𝑏 𝑟
a e b = coordenadas do centro
r = raio
Equação do círculo de Mohr:
𝜎 𝜎 𝜎 𝜎
𝜏 𝜎
2 2
𝜎 𝜎
Raio: 𝑅
2
𝜎 𝜎
Coordenadas do centro: ;0
2
Tensões principais a partir das tensões em dois planos ortogonais:
z
𝜎 R
xz 𝜎 𝜎
Sendo R: 𝑅 𝜏
2
𝜎 R
Resistência ao cisalhamento
A’ (’,) A (,)
(,)
(,)
Resistência ao cisalhamento
𝜎 𝜎 𝜎 𝜎
𝜎 𝑅 𝑅 𝜏
2 2
Resistência ao cisalhamento
E = 1118 kPa
C= (4000; 1000)
1000
‐1000
D= (3000; ‐1000)
Resistência ao cisalhamento
120
40
Polo 300;40
210;0 𝜎
120; 40
Resistência ao cisalhamento
2 = 3 = 0) 1 = w)
Ex: Ensaio de compressão simples Ex: Compressão hidrostática (triaxial e hollow cylinder
torsional)
Resistência ao cisalhamento
𝜎 𝜎 𝜎 𝜎
𝑠 𝑠 t é (+) quando v > h
2 ou 2 t é (‐) quando v < h
𝜎 𝜎 𝜎 𝜎
𝑡 𝑡
2 2
Trajetória de
tensões
Resistência ao cisalhamento
Diagrama p x q
Plano de Lambe Plano de Cambridge
𝜎 𝜎 𝜎 2𝜎
𝑝 𝑝
2 3
𝜎 𝜎
𝑞 𝑞 𝜎 𝜎
2
3 cte e 1 crescente
Trajetória de
tensões
Resistência ao cisalhamento
𝜎 𝜎
𝑝 tensão média
2
𝜎 𝜎
𝑞 tensão desviadora
2
1 1 1
pL 1 3 1 w 3 w 1 3 pw p L pw
p p
2 2 2
1 1 1
qL 1 3 1 pw 3 pw 1 3 qL
2 2 2
Resistência ao cisalhamento
1
𝑝 𝜎 𝜎 𝜎 tensão média
3
𝑞 𝜎 𝜎 tensão desviadora
1 3 1 3
pC s qC t
2 2
Resistência ao cisalhamento
Trajetórias de tensões:
A curva que une os pontos nos diagramas se chama trajetória de tensões.
Exemplos de trajetórias:
∆𝜎 ∆𝜎
∆𝜎 0
∆𝜎 0 ∆𝜎 0
∆𝜎 0
1 1
1 ∆𝜎 ∆𝜎
4
1
1 3
5