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Resistência ao Cisalhamento dos Solos

Aula 8 de mecanica dos solos

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MECÂNICA DOS SOLOS 1

Prof. Inaldo Minervino

AULA
Resistência dos solos
Resistência ao cisalhamento

Resistencia ao cisalhamento:
A resistência ao cisalhamento pode ser definido como a máxima tensão de cisalhamento
que o solo ou rocha pode suportar sem romper, ou a tensão de cisalhamento no plano em
que a ruptura estiver ocorrendo.

Dependem problemas tais como:


Resistência ao cisalhamento

Ensaios de laboratório para a determinação dos parâmetros de


resistência ao cisalhamento:
• Ensaio de cisalhamento direto
• Ensaio de cisalhamento anular ou ring shear
• Ensaio de compressão uniaxial
• Ensaio triaxial
Resistência ao cisalhamento

Ensaio de cisalhamento direto convencional

Aplica‐se uma tensão normal ao plano horizontal e verifica‐se a tensão cisalhante que
provoca a ruptura ao longo deste plano

Descrição do equipamento

Detalhe da caixa de cisalhamento


Resistência ao cisalhamento

Disposição do sistema de carga


Resistência ao cisalhamento

Moldagem e tamanho das amostras

2 a
2,5cm
5 a 10cm

TIPOS DE AMOSTRAS
• amostra de seção quadrada ou circular
• amostra saturada ou a umidade natural

TIPOS DE ENSAIOS
• controle da força e controle da deformação
• ensaios drenados ou não drenados

dissipação da poro‐ pressão aumento da poro‐pressão


ensaio lento ensaio rápido
Resistência ao cisalhamento

Estimativa da velocidade utilizada nos ensaios Gibson and Henkel (1954)

A escolha da velocidade de cisalhamento depende do coeficiente de adensamento (cv),


que reflete as características do solo: permeabilidade e compressibilidade.

𝐻2 𝐻2 tf = tempo total estimado até a ruptura


𝑈 1 𝑡 Hs = altura drenada durante cisalhamento;
2. 𝐶 . 𝑡 2. 𝐶 . 1 𝑈 metade da altura da amostra
Hc = altura drenada durante consolidação;
0,197𝐻2
𝑆𝑎𝑏𝑒𝑛𝑑𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝐶 metade da altura da amostra
𝑡 Uf = grau de consolidação até a ruptura
𝐻2 t50 = tempo correspondente a 50% da
𝑡 .𝑡 consolidação (método casa grande)
2.0,197. 𝐻2 1 𝑈

𝐴𝑠𝑠𝑢𝑚𝑖𝑛𝑑𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝐻 𝐻
𝑈 0,95
𝑡 50. 𝑡

𝐷 Vd = velocidade de deslocamento
𝑉 Df = deslocamento horizontal estimado no momento da ruptura
𝑡
Resistência ao cisalhamento

Etapas ensaios
• Moldagem amostra
• Consolidação: aplicação da carga vertical durante um tempo de aproxidamente
24h (tempo varia com material)
• Cisalhamento: escolha da velocidade e cisalhamento do material

Resultados
Para cada tensão normal () tem‐se o valor de tensão cisalhante
máxima (max)

𝑁 𝑇
𝜎 𝜏
𝐴 𝐴

deslocamento vertical x deslocamento horizontal indicando


variação volumétrica durante o cisalhamento
Resistência ao cisalhamento
natural inundado
Resultado – Alto do reservatório 250.0

T E N S Ã O C IS A L H A N T E (k P a )
UMIDADE NATURAL UMIDADE SATURADA

200.0
50 kPa 0,096 mm/min 50 kPa
100 kPa 100 kPa
200 kPa 200 kPa
150.0

ombro da encosta
V1 100.0

meia encosta 50.0


V2
0.0
COTA (m)

0.0 2.0 4.0 6.0 8.0 10.0 12.0 14.0 16.0 0.0 2.0 4.0 6.0 8.0 10.0 12.0 14.0 16.0
Nspt
18 golpes/0,30 m DESLOCAMENTO HORIZONTAL (mm)
DESLOCAMENTO HORIZONTAL (mm)
base da encosta 2,5
Nspt V3 UMIDADE NATURAL UMIDADE SATURADA
23 golpes/0,30 m 50 kPa 50 kPa
Legenda 2,0
100 kPa 100 kPa
argila arenosa 200 kPa 200 kPa
Nspt
areia argilosa 1,5
50 golpes/0,30 m

n
areia

/ 1,0

DISTÂNCIA HORIZONTAL (m)


0,5

0,0
0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 12,0 14,0 16,0 0.0 2.0 4.0 6.0 8.0 10.0 12.0 14.0 16.0

DESLOCAMENTO HORIZONTAL (mm) DESLOCAMENTO HORIZONTAL (mm)


6,0
UMIDADE SATURADA
D E S L O C AM E N T O V E R T IC AL

5,0
50 kPa
4,0 100 kPa
200 kPa
3,0
(m m )

2,0

1,0
UMIDADE NATURAL
0,0 50 kPa
100 kPa
-1,0
200 kPa
-2,0
0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 12,0 14,0 16,0 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 12,0 14,0 16,0

DESLOCAMENTO HORIZONTAL (mm) DESLOCAMENTO HORIZONTAL (mm)


Resistência ao cisalhamento

Envoltória de resistência – Alto do reservatório


250.0
T E N S Ã O C IS A L H A N T E (k P a )

UMIDADE NATURAL UMIDADE SATURADA


50 kPa 50 kPa
200.0
100 kPa 100 kPa
200 kPa 200 kPa
150.0

100.0

50.0

0.0
0.0 2.0 4.0 6.0 8.0 10.0 12.0 14.0 16.0 0.0 2.0 4.0 6.0 8.0 10.0 12.0 14.0 16.0

DESLOCAMENTO HORIZONTAL (mm) DESLOCAMENTO HORIZONTAL (mm)

P2V3 (NATURAL) c = 84 kPa;  = 34º


P2V3 (SATURADO) c = 1 kPa;  = 16º
240
220
TENSÃO CISALHANTE (kPa)

200
180
160
140
120
100
80
60
40
20
0
0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220 240

TENSÃO NORMAL (kPa)


Resistência ao cisalhamento

Resultado ‐ Balsa de recarga em Santa Coloma


Amostra natural SC-25 prof. 3.0 a 4.0m
100

0,01 mm/min

Tensión tangencial (kPa)


80

60

SC-25 3 a 4 m
40 eo = 0.8; Sro = 97%
50 kPa
20 100 kPa
150 kPa
0
Desplazamiento vertical (mm)

-0.4

0 1 2 3 4
Desplazamiento horizontal (mm)
Resistência ao cisalhamento

Resultado ‐ Balsa de recarga em Santa Coloma

Amostra natural SC-25 prof. 3.0 a 4.0m


100
100
0,01 mm/min SC-25 3 a 4 m
Tensión tangencial (kPa)

80 eo = 0.8; Sro = 97%

60 80
SC-25 3 a 4 m
40 eo = 0.8; Sro = 97%

Tensión tangencial (kPa)


50 kPa
20 100 kPa 60
150 kPa
0
Desplazamiento vertical (mm)

40

20 ' = 28º; c' = 5 kPa

0
-0.4
0 50 100 150 200
0 1 2 3 4 Tensión normal (kPa)
Desplazamiento horizontal (mm)
Resistência ao cisalhamento

Ensaio de cisalhamento direto de tamanho grande

30 cm

30 cm
Resistência ao cisalhamento

Resultado – Ensaios em Pamplona marga

Pineda (2012)
Resistência ao cisalhamento

Ensaio de cisalhamento direto com controle de sucção


Resistência ao cisalhamento

GAS LIQUID
ar água
Componentes da resistência ao cisalhamento:
1. Atrito
2. Coesão

partícula
SOLID sólida
Resistência ao cisalhamento

Resistencia por atrito:


Analogia com problema de deslizamento de um corpo sólido:
Tmax
𝑇 𝑓. 𝑁 𝑇
tan ∅
F 𝑁
f 𝑇 𝑁. tan ∅
A

Sendo A = área de contato entre os dois corpos


𝑁 𝑇 (a) (b)
𝜎 ∴𝑁 𝜎. 𝐴 e 𝜏 ∴𝑇 𝜏. 𝐴
𝐴 𝐴

𝜏 .𝐴 𝜎. 𝐴. tan ∅

𝜏 𝜎. tan ∅ Quanto >  > 

O atrito entre grãos não é um simples problema de deslizamento, mas também envolve
desencaixe e rolamento entre partículas, acomodando‐se nos poros.
Resistência ao cisalhamento

Resistencia por atrito:


Areia ‐ nos contatos entre grãos de areia, geralmente as forças transmitidas são
suficientemente grandes para expulsar a água da superfície, de tal forma que os contatos
ocorrem realmente entre os dois minerais.

Moléculas de água
quimicamente adsorvidas
as partículas de argilas

Argila – o número de partículas é muito maior, sendo a força transmitida num único contato,
extremamente reduzida. As forças de contatos não são suficientes para remover estas
moléculas de água, e são elas as responsáveis pela transmissão das forças.
Resistência ao cisalhamento

Resistencia por coesão:


Parcela da resistência ao cisalhamento de um solo que
independe das tensões normais aplicadas (coesão real).
Origem:
1. Atração química entre partículas argilosas (atração iônica);
2. Cimentação entre partículas (carbonatos, sílica e óxidos contato entre particulas);
3. Tensões superficiais geradas pelos meniscos capilares (coesão aparente);
4. Tensões residuais da rocha de origem
Resistência ao cisalhamento

Critério de ruptura:
Expressa matematicamente a envoltória de ruptura do material.
A envoltória de ruptura separa a zona de estado de tensões possíveis da zona de estado de
tensões impossíveis de se obter para um material.

Critério de Coulomb:
Não há ruptura se a tensão de cisalhamento não ultrapassar um valor dado pela expressão:

𝜏 𝜏 𝑐 𝜎. 𝑡𝑔∅
C’
parâmetros de resistência
B’
A’ c = coesão
 = ângulo de atrito
 = tensão normal ao plano
A B C
Resistência ao cisalhamento

Critério de Mohr:
Não há ruptura enquanto o círculo representativo do estado de tensões se encontrar no
interior de uma curva, que representa a envoltória dos círculos relativos ao estado de
ruptura, observados experimentalmente para o material.

a envoltória curva de Mohr é


círculo tangente a envoltória substituída por retas que melhor se
indicativo de um estado de tensões ajustam a envoltória
na ruptura

círculo interno a envoltória não há


ruptura
Resistência ao cisalhamento

Critério de Mohr‐Coulomb:
EF = plano de ruptura faz ângulo  com o plano principal maior
fgh = é a envoltória de ruptura
ab = define o plano principal maior CD
ad = define o plano de ruptura EF

max

 

Argila de Boom (Mol, Bélgica)

2𝜃 90° ∅
Relação entre o ângulo do plano de ruptura ∅
com o plano principal maior e o ângulo de 𝜃 45°
atrito
2
Resistência ao cisalhamento

Outros critérios de ruptura:


• Rankine
• Tresca
• Von Mises
• Drucker‐Prager
• Hoek & Brown
• Barton & Choubey
Resistência ao cisalhamento

A partir do triangulo fda pode‐se extrair as seguintes expressões ‐ relação entre 1 e 3 na


ruptura:

𝜎 𝜎
𝑠𝑒𝑛∅
𝜎 𝜎

1 𝑠𝑒𝑛∅
𝜎 𝜎.
1 𝑠𝑒𝑛∅
2. 𝑠𝑒𝑛∅
𝜎 𝜎 𝜎.
1 𝑠𝑒𝑛∅

∅ ∅
𝜎 𝜎 . 𝑡𝑔 45 2𝑐. 𝑡𝑔 45
2 2
Resistência ao cisalhamento

Critério de ruptura em termos do diagrama pxq:

Relação entre o ângulo  e o


𝑡𝑔𝛼 𝑠𝑒𝑛∅ ângulo de atrito 
Relação entre o intercepto a e o
𝑎 𝑐. 𝑐𝑜𝑠∅ intercepto coesivo c
Resistência ao cisalhamento

Estado de tensões frente ao critério de ruptura:


Estado I = Solo sob estado de tensões
isotrópico ( = 0)

Estado II = A tensão cisalhante em qualquer


plano é menor que a resistência ao
cisalhamento

Estado III = o círculo de Mohr tangencia a envoltória ( = ). Ruptura em um plano
inclinado de r com o plano onde atua 1.

Estado IV = o solo/rocha não consegue atingir este estado de tensões


Resistência ao cisalhamento

Definição de tensão e seus componentes


Definição:

Vetor tensão
(atuando em uma supefície infinitesimal)

Decomposição do vetor de tensão:

𝐹
Tensão normal: 𝜎
𝐴

𝐹
Tensão cisalhante: 𝜏
𝐴
A
Resistência ao cisalhamento

Definição de estado de tensão


Estado de tensão
O estado de tensão é um tensor que é usado
para predizer o vetor de tensão em toda
superfície no interior de um corpo.

o vetor de tensão atuando sobre uma superfície qualquer pode ser


determinado quando se conhecem as tensões que atuam em três planos
perpendiculares entre si.

3D 2D
Resistência ao cisalhamento

Em 3 dimensões: Definidos para cada ponto de um corpo em equilíbrio, submetido a


carga externa

Em 2 dimensões:
𝑆 𝜎 𝜏 i
𝑆 𝑆 𝜏 𝜎
Restrição de equilíbrio: j
Resistência ao cisalhamento

Planos de tensão principal ou planos principais :


Sempre existem 3 planos em que a tensão atuante é normal ao próprio plano
não existindo a componente de cisalhamento. Estes planos em qualquer
situação são ortogonais entre si.
Ou seja, são planos ortogonais entre si onde as tensões cisalhantes são nulas.

Tensor completo Tensor diagonal


 x  xy  xz   1 0 0
 
σ   xy y  yz  σ   0 2 0 
 xz  yz  z  xyz  0 0  3  abc

Tensões principais:
São tensões normais atuantes nos planos principais.
1 = tensão principal maior
2 = tensão principal intermediária
3 = tensão principal menor
Tensão total e efetiva

Componentes materiais e fases de um solo e/ou rocha


não saturado saturado
GAS GAS LIQUID
Diagrama ar LIQUID
água Diagrama ar água
de fases de fases

partícula
SOLID sólida partícula
SOLID sólida

três fases: mais duas fases


complicado para estudar NOTA: O principio das tensões efetivas se
aplica somente a solos saturados.
Tensão total e efetiva

Tensão total no ponto A:

σ 𝐻 𝐻 𝛾 𝐻𝛾

Parcela partículas sólidas Parcela água

= +
meio saturado esqueleto sólido água

Terzaghi (1925, 1936) identificou que a tensão normal total é a soma de duas parcelas:
1. A tensão transmitida pelos contatos entre as partículas (tensão efetiva, ’).;
2. pela pressão da água (pressão neutra, pw). Atuando com igual intensidade em todas
as direções.
Tensão total e efetiva

Então Terzaghi formulou o seguinte princípio, com base em observações


experimentais:

Define‐se a tensão efetiva como: 𝜎 σ 𝑝𝑤


Usando a notação tensorial: 𝜎 σ 𝑝𝑤 𝛿

NOTA: a água não tem resistência ao cisalhamento

“a deformação de um solo depende exclusivamente das


alterações das tensões efetivas”

NOTA: Assumindo que as partículas sólidas não se deformam e que a água é


incompressível.
Tensão total e efetiva

𝜎 σ 𝑝
NOTA: O principio das tensões efetivas se aplica somente a solos saturados.

1. Tensão normal total (): força por unidade de área atuando externamente em uma
direção normal a um plano, imaginando‐se que o solo seja um material sólido, (fase
única);
𝐹
𝜎
𝐴

2. Tensão normal efetiva (’): representa as tensões transmitidas somente através dos
esqueleto sólido.

∑𝑃
𝜎
𝐴̅

3. Pressão intersticial (ou poropressão, ou pressão neutra) (pw): pressão da água que
preenche os vazios entre as partículas sólidas;
Tensão total e efetiva

Interpretação física da tensão efetiva:

 : tensão total

𝜎 : tensão atuando sobre os contatos das


partículas, sobre uma área total Am (em
amarelo)

pw : pressão neutra, atuando sobre uma área


total Aw (em azul)

𝐴 𝐴 𝐴
Tensão total e efetiva

Equilíbrio de força:
𝐹
𝜎 ∴𝐹 𝜎. 𝐴
𝐴

𝜎. 𝐴 𝜎. 𝐴 𝑝 𝐴 𝑅 𝐴 (R‐A) = forças eletrostáticas


onde R = força de repulsão elétrica
𝐴 𝐴 𝑅 𝐴 A = força de atração elétrica
𝜎 𝜎. 𝑝 .
𝐴 𝐴 𝐴

Dois possíveis casos:

(a) Solo em formação: sem contato entre partículas


𝐴 0, 𝐴 𝐴
0 1
𝐴 𝐴 𝑅 𝐴 𝑅 𝐴 𝑅 𝐴
𝜎 𝜎. 𝑝 .  𝜎 𝑝  𝜎′
𝐴 𝐴 𝐴 𝐴 𝐴
Tensão total e efetiva

(b) Contato entre partículas: forças eletrostáticas pequenas


𝑅 𝐴 0
0
𝐴 𝐴 𝑅 𝐴 𝑅 𝐴
𝜎 𝜎. 𝑝 . 𝜎 𝑝
𝐴 𝐴 𝐴 𝐴

𝐴 𝐴
𝜎 𝜎. 𝑝 .
𝐴 𝐴

𝐴 𝐴
𝜎 𝜎. 𝑝 . 1
𝐴 𝐴

𝐴 𝐴 𝐴
𝜎 𝜎 𝑝 𝜎 𝑝 . 𝜎.  𝜎 𝜎.
𝐴 𝐴 𝐴

Assim, a tensão efetiva pode ser interpretado como o a tensão de contato entre
as partículas sólidas
Resistência ao cisalhamento

Estado plano de tensão (hipótese simplicadora) :


No estado plano de tensões, conhecidos os planos e as tensões
principais (1 e 3) num ponto, pode‐se determinar as tensões normais
e de cisalhamento em qualquer plano por este ponto ( e ).
  Conceito de tensão em um ponto

Equilíbrio das forças:


 das forças no sentido normal al plano = 0
𝜎 .𝐴 𝜎 . 𝐴. cos 𝛼 𝜎 . 𝐴. sen 𝛼

𝜎 𝜎 . cos 𝛼 𝜎 . sen 𝛼
Relações trigonométricas
1 1
cos 𝛼 1 cos 2𝛼 sen 𝛼 1 cos 2𝛼
2 2

𝜎 𝜎 𝜎 𝜎
𝜎 cos 2𝛼
2 2
Resistência ao cisalhamento
Equilíbrio das forças:
 das forças no sentido tangencial ao plano = 0
𝜏 .𝐴 𝜎 . 𝐴. 𝑠𝑒𝑛 𝛼. 𝑐𝑜𝑠𝛼 𝜎 . 𝐴. 𝑠𝑒𝑛𝛼. 𝑐𝑜𝑠𝛼

𝜏 𝜎 . 𝑠𝑒𝑛 𝛼. 𝑐𝑜𝑠𝛼 𝜎 . 𝑠𝑒𝑛𝛼. 𝑐𝑜𝑠𝛼

𝜏 𝜎 𝜎 . 𝑠𝑒𝑛𝛼. 𝑐𝑜𝑠𝛼
Relações trigonométricas
1
𝑠𝑒𝑛 𝛼. 𝑐𝑜𝑠𝛼 sen 2𝛼
2
𝜎 𝜎
𝜏 . 𝑠𝑒𝑛2𝛼
2
Conhecidas as tensões normais e de cisalhamento em dois planos ortogonais, tem‐se :

𝜎 cos 2𝛼+ 𝜏 . 𝑠𝑒𝑛2𝛼


xz

𝜎 𝜎
𝜏 . 𝑠𝑒𝑛2𝛼 𝜏 . 𝑐𝑜𝑠2𝛼
2
Resistência ao cisalhamento

Representação das tensões – círculo de Mohr:


O estado de tensões atuantes em todos os planos passando por um ponto pode ser
representado graficamente num sistema de coordenadas  x , as equações definem um
círculo chamado círculo de Mohr.
Construção do círculo: conhecer o centro (localizado no eixo das abscissas) e conhecer as
tensões principais ou as tensões normais e cisalhantes em dois planos quaisquer.
Resistência ao cisalhamento

equação da circunferência
𝑥 𝑎 𝑦 𝑏 𝑟
a e b = coordenadas do centro
r = raio
Equação do círculo de Mohr:
𝜎 𝜎 𝜎 𝜎
𝜏 𝜎
2 2
𝜎 𝜎
Raio: 𝑅
2
𝜎 𝜎
Coordenadas do centro: ;0
2
Tensões principais a partir das tensões em dois planos ortogonais:
z
𝜎 R
xz 𝜎 𝜎
Sendo R: 𝑅 𝜏
2
𝜎 R
Resistência ao cisalhamento

Conclusões a partir da análise de Mohr:


1. A máxima tensão de cisalhamento ocorre em planos ortogonais entre si, formando
ângulo de 45° com os planos principais;
2. As tensões de cisalhamento em planos perpendiculares são iguais em módulo, mas
apresentam sinal contrario;
3. Em dois planos formando o mesmo ângulo com o plano principal maior, mas com
sentido contrario – tensões normais iguais e tensões de cisalhamento iguais em
modulo mas de sinal contrario;
𝜎 𝜎
𝜏 𝜏 . 𝑠𝑒𝑛2 45°
2
𝜎 𝜎
𝜏 𝑅
2
max
Resistência ao cisalhamento

Conclusões a partir da análise de Mohr:


4. O círculo de Mohr é válido para representar tensões totais e também tensões efetivas;
5. As tensões de cisalhamento independem da pressão neutra – o fluido intersticial não
transmite tensões tangenciais;
6. Para que haja tensões de cisalhamento tem que ter diferença entre as tensões
principais.
𝜎 σ 𝑝 𝑢 Diferença entre tensões principais
Tensões efetivas Tensões totais (1‐3)

 A’ (’,) A (,)

Argila de Boom (Mol, Bélgica)


Resistência ao cisalhamento

Determinação das tensões a partir do pólo:


O Pólo é um ponto no circulo de Mohr que representa a origem dos planos. Para conhecer
as tensões em um plano com inclinação conhecida, basta traçar uma paralela ao citado
plano, pelo pólo.

(,)

(,)
Resistência ao cisalhamento

Equações importantes para construção do círculo de Mohr:

A partir das tensões em dois planos ortogonais:


z
𝜎 𝜎 𝜎 𝜎
𝜎 𝑅 𝐶 ;0
xz 2 2

𝜎 𝜎 𝜎 𝜎
𝜎 𝑅 𝑅 𝜏
2 2
Resistência ao cisalhamento

Determinar o círculo de Mohr correspondente e suas tensões principais:


3000
1000
𝜎 4000 𝑘𝑃𝑎 𝜎 3000 𝑘𝑃𝑎 𝜏 3000 𝑘𝑃𝑎
1000
4000 𝜏

E = 1118 kPa
C= (4000; 1000)
1000

NOTA:  anti‐horário (+)


 horário (‐ )
31,7°
1000 2000 3000 4000
O= (3500; 0)
5000 𝜎
3= 2382 1= 4618

‐1000
D= (3000; ‐1000)
Resistência ao cisalhamento

Construção do círculo de Mohr:


300
𝜏
40

120

40

Polo 300;40

210;0 𝜎

120; 40
Resistência ao cisalhamento

Representações no círculo de Mohr de acordo com as tensões:

Se 2 = 3 = 0 (estado simples de tensão) Se 1 = 2 = 3 = w;  = cte e  = 0


𝜎 𝜎
𝜏 𝜏 . 𝑠𝑒𝑛2 45°
2
𝜎 0 𝜎
𝜏 𝑅
2 2

2 = 3 = 0) 1 = w)

Ex: Ensaio de compressão simples Ex: Compressão hidrostática (triaxial e hollow cylinder
torsional)
Resistência ao cisalhamento

Representação das tensões – Diagramas MIT e p x q:


1. Diagrama tipo MIT
2. Diagrama tipo p x q – Lambe e Cambridge
Estes diagramas representam cada círculo de Mohr por apenas um ponto de coordenadas
(s, t) no caso do diagrama tipo MIT e (p, q) no diagrama tipo p x q.
Estes diagramas permitem representar mais claramente diferente estados de tensões da
amostra durante carregamento.
Diagrama tipo MIT (ou diagrama s:t) :

𝜎 𝜎 𝜎 𝜎
𝑠 𝑠 t é (+) quando v > h
2 ou 2 t é (‐) quando v < h
𝜎 𝜎 𝜎 𝜎
𝑡 𝑡
2 2

Trajetória de
tensões
Resistência ao cisalhamento
Diagrama p x q
Plano de Lambe Plano de Cambridge

𝜎 𝜎 𝜎 2𝜎
𝑝 𝑝
2 3

𝜎 𝜎
𝑞 𝑞 𝜎 𝜎
2

3 cte e 1 crescente

Trajetória de
tensões
Resistência ao cisalhamento

Diagrama p x q = plano de Lambe

𝜎 𝜎
𝑝 tensão média
2

𝜎 𝜎
𝑞 tensão desviadora
2

NOTA: Na representação de Lambe a tensão principal intermediária (2)


não é considerada.
Resistência ao cisalhamento

Diagrama p x q = plano de Lambe em termos de tensões efetivas

1 1 1
pL   1 3   1 w 3 w    1   3   pw  p L  pw
        p    p 
2 2 2
1 1 1
qL   1   3    1  pw   3  pw    1   3   qL
2 2 2
Resistência ao cisalhamento

Diagrama p x q = plano de Cambridge

1
𝑝 𝜎 𝜎 𝜎 tensão média
3

𝑞 𝜎 𝜎 tensão desviadora

NOTA: Na representação de Cambridge a tensão principal intermediária


(2) é considerada.
Resistência ao cisalhamento

Diagrama p x q = plano de Cambridge

Se 2 = 3, trabalha‐se com as seguintes equações:


1 1
𝑝 𝜎 𝜎 𝜎 𝜎 2𝜎
3 3
𝑞 𝜎 𝜎

Entretanto, em condições de deformação plana, sabemos que z = 0 e não se


sabe a priori o valor da tensão principal intermediária 2. Neste caso, as
variáveis de Cambridge tornam‐se:

1   3 1   3
pC  s  qC  t 
2 2
Resistência ao cisalhamento

Trajetórias de tensões:
A curva que une os pontos nos diagramas se chama trajetória de tensões.

Exemplos de trajetórias:

∆𝜎 ∆𝜎
∆𝜎 0
∆𝜎 0 ∆𝜎 0
∆𝜎 0

1 1
1 ∆𝜎 ∆𝜎
4
1
1 3
5

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