04/11/2022
UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA – UVA
GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL
MECÂNICA DOS SOLOS II
AULA 05 - Estado de tensões e critérios de ruptura
Prof. Túlio Cezar
Coeficiente de empuxo em repouso
Anteriormente, somente havia-se tensões verticais;
A tensão normal vertical depende da constituição do solo e do histórico
de tensões a que ele esteve submetido;
Coeficiente de empuxo em repouso – É a relação entre a tensão horizontal
efetiva e a tensão vertical efetiva;
O acréscimo de tensões verticais é considerado pelo produto entre a
espessura da camada Z e γ da camada;
As tensões horizontais também aumentam, de outra maneira, em função
do atrito entre as partículas;
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Coeficiente de empuxo em repouso( K0 )
A relação entre as duas tensões é constante durante o carregamento;
O coeficiente pode ser determinado, analiticamente, da seguinte maneira:
O coeficiente depende do atrito entre as partículas;
Tende a ser maior quanto mais plástico ( ou seja, ϕ tende a ser menor
quanto mais argiloso for o material);
A pressão neutra (poropressão) é será igual em qualquer direção;
Tensões totais: tensões efetivas ( Horizontais diferentes das verticais)
+ neutras ( horizontal e verticais iguais);
Relação válida somente para solos sedimentares
Tensões num plano genérico
A tensão não é obrigatoriamente normal ao plano ( pode ser
decomposta em uma normal e outra paralela);
A componente normal é chamada de tensão normal ( compressão
positiva);
A tangencial é chamada de tensão cisalhante ( positivas no sentido
anti – horário);
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Círculo de Mohr
Representação gráfica do estado de tensões;
Construído com base nas tensões principais e de cisalhamento;
É possível determinar a tensão em qualquer plano;
A máxima tensão de cisalhamento ocorre quando ϕ = 45°;
Ocorrerão tensões de mesma grandeza,mas de sinais diferentes;
O estado de tensões pode ser representado tanto em forma de tensões
efetivas como de tensões totais
Círculo de Mohr
A tensão efetiva está deslocada para esquerda, de um valor
igual à pressão neutra ( A pressão da água atua reduzindo as
tensões normais de igual maneira em todas as direções);
A pressão da água não altera o cisalhamento, pois ela não
transmite este tipo de solicitação.
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A RESISTÊNCIA DOS SOLOS
Quase sempre ocorre por meio do
cisalhamento;
Resistência ao cisalhamento: Máxima tensão de
cisalhamento que o solo pode suportar sem
sofrer ruptura, ou a tensão de cisalhamento do
solo no plano o qual ele ocorre;
ATRITO
Resistência entre as partículas ( Analogia do “Plano
Inclinado”);
Há uma proporcionalidade entre a força tangencial e a força
normal;
Ângulo de atrito – Ângulo máximo que força transmitida pelo
corpo à superfície pode fazer com a normal sem ocorrer
deslizamento;
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ATRITO
Após este ângulo, a tensão tangencial é maior que a resistência ao
deslizamento;
O deslizamento também pode ser causado pela inclinação;
O coeficiente de atrito independe da área de contato;
É diretamente proporcional à tensão normal;
O comportamento em solos é diferenciado do que ocorre em
outros corpos, dado o grande número de partículas, no caso, grãos;
Nas areias,as forças são suficientemente grandes para expulsar a
água da superfície ( contato mineral x mineral);
Nas argilas o número de partículas é maior e a força entre as
partículas é menor. As forças não são suficientes para expulsar a
água;
Nas argilas, há uma transmissão de forças entre
mineral x água x mineral
ATRITO
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Coesão
Resistência ao cisalhamento deve-se essencialmente ao
atrito;
Há uma atração química entre as partículas;
Representa, geralmente, uma parcela pequena da
resistência final ao cisalhamento;
Coesão real – parcela da resistência ao cisalhamento de solos,
úmidos, não saturados, devido à pressão da água e as
partículas;
Coesão aparente – Fenômeno de atrito, no qual a tensão
normal é a tensão capilar provocada pela água.Com a
saturação a parcela da resistência desaparece. É maior nas
argilas
Critérios de ruptura
Entender e representar o processo de ruptura do material (tensões máximas de
compressão, tração e cisalhamento);
Estudo da resistência ao cisalhamento dos solos;
Critério de Coulomb e Mohr;
Critério de Coulomb – “ Não haverá ruptura se a tensão máxima não ultrapassar c + f.σ” (
sendo c a coesão, f o coeficiente de atrito σ tensão existente no plano de cisalhamento) ;
Critério de Mohr – “ Não há ruptura enquanto o círculo que o representa se manter dentro de
uma curva, que é a envoltória dos círculos relativos a estados de ruptura, observados
experimentalmente”.
Costuma ser substituído por uma reta, já que a curva é de difícil determinação
como critério de resistência. Considerando a reta, o critério é chamado agora de
Mohr – Coulomb.
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Ensaio para determinar a resistência do solo
Ensaio de cisalhamento direto
mais antigo ensaio de cisalhamento;
Baseia –se no Critério de Coulomb;
Aplica-se uma tensão normal num plano e verifica-se a tensão cisalhante que provoca a ruptura;
Etapas do ensaio:
1-) Coloca –se a amostra na caixa de cisalhamento, com metade superior dentro do anel;
2-) Aplica –se uma força N vertical;
3-) Aplica –se uma força tangencial T
No anel que contem a parte superior,
Provocando seu deslocamento;
As forças T e N divididas pela área da
seção transversal do corpo de prova
Indicam as tensões normais e cisalhantes
que nele atuam;
A variação de volume também foi
Acompanhada para saber este foi
Impactado pelo cisalhamento;
Dificuldades:
Não define parâmetros de deformabilidade, nem
Módulo de cisalhamento, pois não se determina a distorção;
Nas areias sempre se definem em função das Tensões efetivas;
É possível conhecer a resistência residual do solo.
Ensaio compressão Triaxial
Etapas de execução
Aplicação de carregamento axial sobre um corpo de prova cilíndrico;
Envolvido em uma membrana de borracha;
A câmara é enchida de água e é aplicada uma pressão confinante ( esta
atua em todas as direções);
A aplicação da carga ( velocidade e intensidade de carregamento) é
controlada por meio de um anel dinanométrico;
Não há cisalhamento nas bases e geratrizes (os planos horizontais e
verticais são planos principais);
A deformação vertical é dividida pela altura inicial, gerando a deformação
vertical específica. Desta deformação expressa-se as tensões
desviadoras;
A saída da água pelas pedras porosas podem ser permitidas ou
obstruídas. Caso sejam permitidas, são acopladas buretas graduadas para
se fazer as medições;
Caso a água seja contida, a mesma ficará sob pressão.
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Ensaio compressão Triaxial
Ensaio compressão Triaxial
Condições de drenagem
Ensaio adensado drenado ( CD) – Permanente drenagem
Pressão drenante
Adensamento do corpo de prova ( dissipação da pressão neutra);
A pressão axial é aumentada e a água sob pressão é expulsa
Ensaio adensado não drenado ( CU) – Pressão confinante é aplicada e
espera-se dissipar a pressão neutra correspondente.
Indica a resistência não drenada em função da tensão de adensamento;
Pode –se medir as pressões neutras;
Determina-se a resistência em termos de tensão efetiva;
Ensaio não adensado não drenado ( UU) – Submetido À pressão confinante
e, em seguida, ao carregamento axial, sem qualquer drenagem
Caso o solo esteja saturado, não haverá variação de volume;
É obtido em função de tensões totais