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Segunda Fase Modernista

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2° Momento do

Modernismo
brasileiro
O que foi a segunda fase do
modernismo ?
A segunda fase do modernismo brasileiro, ou segunda geração modernista no
Brasil, é como ficou conhecido o período da literatura nacional que foi de 1930 a
1945. As obras dessa fase são caracterizadas pelo conflito existencial, além da
crítica sociopolítica. Surgiram em um contexto de crises políticas e sociais,
marcado pela Era Vargas e pela Segunda Guerra Mundial.
Contexto histórico

1930 1932 1939-1945

Fim da Revolução Início e fim


República Constitucionalista. da Segunda
Velha. Guerra
Mundial.

Getúlio Getúlio Vargas Bombas atômicas


Quebra da
Vargas fecha o Congresso são lançadas em
Bolsa de
assume a Nacional e decreta Hiroshima e
Nova York.
presidência. o Estado Novo. Nagazaki
1929 1930 1937 1945
A poesia na segunda fase do modernismo
O melhor momento da poesia brasileira aconteceu na segunda fase do modernismo, que ficou
conhecido com a Poesia de 30.

Ele se caracteriza pela abrangência temática em virtude da racionalidade e questionamentos que


norteavam o espírito dessa geração.

Os principais poetas da segunda fase do modernismo foram:


Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)
Cecília Meireles (1901-1964)
Jorge de Lima (1893-1953)
Murilo Mendes (1901-1975)
Vinicius de Moraes (1913-1980)
Carlos Drummond
de Andrade
Carlos Drummond de Andrade foi o precursor da poesia
de 30 e, sem dúvida, um dos maiores representantes
com destaque para sua obra Alguma Poesia, publicada
em [Link] apresenta uma poesia com
liberdade formal e temática sociopolítica. No entanto,
seus textos são marcados, principalmente, por temas
do cotidiano, que, mesmo culturalmente localizados,
assumem um caráter universal.
Principais poemas:
"No Meio do Caminho" (1928)
"Poema de Sete Faces" (1930)
"Quadrilha" (1930)
"A Máquina do Mundo" (1934)
"Sentimental" (1940)
"O Elefante" (1942)
"José" (1942)
"A Rosa do Povo" (1945)
"Morte do Leiteiro" (1945)
"Amar" (1948)
No meio do caminho
Um de seus poemas mais conhecidos é “No meio do caminho”. Ele foi publicado na Revista de
Antropofagia de São Paulo em 1928. Na época, foi considerado um dos maiores escândalos literários do
Brasil:

No meio do caminho tinha uma pedra


Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento


Na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra.
Cecília Meireles
Com forte influência da psicanálise e da temática social,
Cecília Meireles é considerada uma das maiores
poetisas [Link] fez parte da segunda geração
do modernismo, com livros marcados pela melancolia,
sensorialidade e reflexão sobre o mundo
contemporâneo, obras que trabalham temas como o
amor, a solidão, o tempo, a eternidade, a saudade, o
sofrimento, a religião e a morte.
Principais poemas:
"Vaga Música" (1919)
"Espectros" (1922)
"Balada do Amor Através das Idades" (1925)
"Mar Absoluto" (1934)
"Romanceiro da Inconfidência" (1953)
"Retrato Natural" (1959)
"Canção" (1964)
"Poemas Escritos na Índia" (1964)
"Cânticos" (1966)
"Metal Rosicler" (1969)
"Ou Isto ou Aquilo" (1969)
Esta menina

A Bailarina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.
O poema ao lado está inserido no livro infantil
Ou isto ou aquilo (1964). Assim como os outros Não conhece nem mi nem fá
versos inseridos na publicação, Cecília adota a Mas inclina o corpo para cá e para lá
estratégia do uso de rimas marcadas e forte
musicalidade para atrair as crianças Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.

Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar


e não fica tonta nem sai do lugar.

Põe no cabelo uma estrela e um véu


e diz que caiu do céu.

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Mas depois esquece todas as danças,


e também quer dormir como as outras crianças.
Jorge de Lima
Jorge de Lima, conhecido como
“príncipe dos poetas alagoanos”, foi
um escritor modernista. Além disso,
ele trabalhou como artista plástico,
professor e médico.
Pertencente à segunda fase do
modernismo no Brasil, também
chamada de “fase de consolidação”,
Jorge de Lima teve grande destaque
na poesia de 30.
Principais poemas:
"O Mundo do Menino Impossível" (1925)
"Poemas Negros" (1927)
"XIV Alexandrinos" (1927)
"Anunciação e Encontro de Mira-Celi" (1931)
"O acendedor de lampiões (1932)"
"Tempo e Eternidade" (1935)
"Calunga" (1935)
"A Túnica Inconsútil" (1938)
"Invenção de Orfeu" (1952)
"Livro de Sonetos" (1958)
"Antologia Poética" (1963)
"Obra Poética" (1970)
O acendendor de lampiões
O soneto “O acendedor de lampiões”, do livro XIV Alexandrinos (1914), está situado como um dos poemas
mais importantes da primeira fase da obra de Jorge de Lima.

Lá vem o acendedor de lampiões da rua!


Este mesmo que vem infatigavelmente,
Parodiar o sol e associar-se à lua
Quando a sombra da noite enegrece o poente!

Um, dois, três lampiões, acende e continua


Outros mais a acender imperturbavelmente,
À medida que a noite aos poucos se acentua
E a palidez da lua apenas se pressente.

Triste ironia atroz que o senso humano irrita: —


Ele que doira a noite e ilumina a cidade,
Talvez não tenha luz na choupana em que habita.

Tanta gente também nos outros insinua


Crenças, religiões, amor, felicidade,
Como este acendedor de lampiões da rua!
Murilo Mendes
Murilo Mendes foi um escritor da segunda fase do modernismo brasileiro.
Seu primeiro livro, Poemas, foi publicado em 1930 e ganhou o Prêmio de
Poesia da Fundação Graça Aranha.
Suas obras apresentam marcas surrealistas, além de reflexões sobre o
mundo contemporâneo e questionamentos existenciais e sociais atrelados
ao aspecto espiritual. Um de seus livros mais conhecidos é História do
Brasil, de 1932, em que deixa transparecer a irreverência da fase anterior
do modernismo. Afinal, como disse o autor: “Os movimentos retrógrados
não me interessam”.
Principais poesias:
"O Visionário" (1932)
"A Idade do Serrote" (1935)
"Poemas" (1937)
"Poesia Liberdade" (1940)
"História do Brasil" (1943)
"Poemas (1930-1945)" (1945)
"São Bernardo" (1947)
"Poemas (1930-1950)" (1951)
"Contemplação de Ouro Preto" (1959)
"Poesia e Prosa" (1963)
"Convergência" (1970)
"Antologia Poética" (1972)
Canção do Exílio
Nesse poema, Murilo Mendes fez uma paródia do original "Canção do Exílio" do poeta Gonçalves Dias.
Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
os sargentos do exército são monistas, cubistas,
os filósofos são polacos vendendo a prestações.
A gente não pode dormir
com os oradores e os pernilongos.
Os sururus em família têm por testemunha a
Gioconda.
Eu morro sufocado
em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam cem mil réis a dúzia.

Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade


e ouvir um sabiá con certidão de idade!
Vinicius de Moraes
"Vinicius de Moraes também é conhecido como “poetinha”,
apelido dado pelo seu grande parceiro Tom Jobim, com
quem escreveu a música brasileira mais famosa do mundo
e um dos ícones da Bossa Nova, “Garota de Ipanema".
Considerado um dos mais importantes artistas brasileiros,
Vinicius de Moraes foi escritor, letrista, diplomata,
dramaturgo, cantor, crítico literário e de cinema, entre
outros. Sua extensa obra é reconhecida mundialmente.
A maioria das poesias de Vinicius fala sobre o amor, as
mulheres e os amigos, mas há algumas que versam sobre
temas nacionais.
Principais poesias
A uma mulher (1933)
Soneto de separação (1938)
Ternura (1938)
Pátria minha (1949)
A felicidade (1959)
Soneto de amor total (1951)
A rosa de Hiroshima (1954)
Receita de mulher (1959)
Poema dos olhos da amada (1959)
O verbo no infinito (1962)
A arca de Noé (1970)
Soneto da felicidade ( 1939 )
Confira a seguir a poesia de Vinicius de Moraes mais lembrada de todos os tempos, composta para a sua
primeira esposa:

De tudo ao meu amor serei atento


Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento


E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure


Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):


Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Garota de ipanema
Bibliografia
Segunda geração modernista no Brasil, Brasil Escola, disponível em: <[Link]
[Link]>. acesso em: 2 jun. 2023.

DIANA, Daniela, Segunda Geração Modernista - 2.a Fase do Modernismo, Toda Matéria, disponível em:
<[Link] acesso em: 2 jun. 2023.

DIANA, Daniela, Vinicius de Moraes: biografia, obras e poemas, Toda Matéria, disponível em:
<[Link] acesso em: 2 jun. 2023.

Vinicius de Moraes: biografia, vida e obra - Brasil Escola, Brasil Escola, disponível em:
<[Link] acesso em: 2 jun. 2023.

Cecília Meireles: biografia, obras, frases, Brasil Escola, disponível em: <[Link]
[Link]>. acesso em: 2 jun. 2023.

FUKS, Rebeca, 10 poemas imperdíveis de Cecília Meireles analisados e comentados, Cultura Genial, disponível em:
<[Link] acesso em: 2 jun. 2023.
DIANA, Daniela, Cecília Meireles: biografia, obras e melhores poemas, Toda Matéria, disponível em:
<[Link] acesso em: 2 jun. 2023.

DIANA, Daniela, Carlos Drummond de Andrade: biografia, obras e poemas, Toda Matéria, disponível em:
<[Link] acesso em: 2 jun. 2023.

Carlos Drummond de Andrade: vida, prêmios, obras, Brasil Escola, disponível em:
<[Link] acesso em: 2 jun. 2023.

Jorge de Lima. O autor Jorge de Lima - Brasil Escola, Brasil Escola, disponível em:
<[Link] acesso em: 2 jun. 2023.

SOUZA, Warley, Jorge de Lima: vida, características, obras, frases, Mundo Educação, disponível em:
<[Link] acesso em: 2 jun. 2023.

Murilo Mendes: vida, características, poemas, Brasil Escola, disponível em: <[Link]
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SOUZA, Warley, Geração de 1930: segunda fase do modernismo brasileiro, Português, disponível em:
<[Link]
0segunda,al%C3%A9m%20da%20Segunda%20Guerra%20Mundial.>. acesso em: 2 jun. 2023.
Obrigada
pela atenção !

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