Título da Apresentação: A História da Filosofia: Dos Pré-Socráticos a Kant
1. Introdução
Objetivo: Apresentar o desenvolvimento do pensamento filosófico desde os primeiros
filósofos gregos até o idealismo transcendental de Immanuel Kant.
Divisão cronológica: Pré-socráticos, Sócrates, Platão, Aristóteles, Helenismo, Filosofia
Medieval, Filosofia Moderna.
2. Pré-socráticos (Séc. VII - V a.C.)
Foco: Filosofia natural e a busca pela arché (o princípio fundamental do universo).
Principais filósofos:
o Tales de Mileto: A água como elemento primordial.
o Anaximandro: O apeiron (o infinito) como origem de tudo.
o Heráclito: A mudança constante (panta rei) e o fogo como elemento
fundamental.
o Parmênides: A imutabilidade do ser; negação da mudança.
o Pitágoras: A matemática como essência da realidade.
Contribuição: Desenvolvimento das primeiras explicações racionais sobre o cosmos,
sem recorrer à mitologia.
3. Sócrates (469 - 399 a.C.)
Foco: A ética e o autoconhecimento.
Método socrático: Diálogo e maiêutica (arte de fazer perguntas para levar o
interlocutor à verdade).
Contribuição: Desloca o foco da filosofia do estudo da natureza para o estudo da ética
e da moral humana. "Conhece-te a ti mesmo".
4. Platão (428 - 348 a.C.)
Foco: Teoria das Ideias (ou Formas) e a distinção entre o mundo sensível e o mundo
inteligível.
Obras principais: "A República", "O Banquete", "Fédon".
Contribuições:
o A teoria da reminiscência: o conhecimento como recordação.
o O dualismo entre corpo e alma.
o O mito da caverna: a busca pela verdade além das aparências.
5. Aristóteles (384 - 322 a.C.)
Foco: Filosofia sistemática que abrange lógica, metafísica, ética, política, biologia, etc.
Obras principais: "Metafísica", "Ética a Nicômaco", "Política", "Organon".
Contribuições:
o Rejeição da teoria das Ideias de Platão, propondo o estudo do ser no próprio
mundo sensível.
o Teoria das quatro causas (material, formal, eficiente, final).
o A ética da virtude: o meio termo como virtude.
6. Helenismo (Séc. III a.C. - III d.C.)
Principais escolas:
o Estoicismo: Zenão de Cítio – a aceitação racional do destino.
o Epicurismo: Epicuro – a busca do prazer moderado e a ausência de dor.
o Ceticismo: Pirro de Élis – a suspensão do juízo para alcançar a ataraxia
(tranquilidade).
Contribuição: Reflexões éticas sobre a vida e o papel do indivíduo no universo.
7. Filosofia Medieval (Séc. V - XIV)
Contexto: Integração entre a filosofia grega e a teologia cristã.
Principais pensadores:
o Agostinho de Hipona: O platonismo cristão; a relação entre fé e razão.
o Tomás de Aquino: O aristotelismo cristão; as cinco vias para provar a existência
de Deus.
Contribuição: Tentativa de harmonizar fé e razão, com foco na metafísica e na teologia.
8. Filosofia Moderna (Séc. XV - XVIII)
Contexto: O surgimento do método científico, a Reforma Protestante e a Revolução
Científica.
Racionalismo
Descartes: "Penso, logo existo"; a dúvida metódica e a confiança na razão.
Leibniz: O princípio da razão suficiente; a ideia de que o nosso mundo é "o melhor dos
mundos possíveis".
Empirismo
John Locke: O conhecimento como resultado da experiência sensorial; a mente como
uma "tábula rasa".
David Hume: Ceticismo sobre a causalidade; a negação da existência de ideias inatas.
9. Immanuel Kant (1724 - 1804)
Foco: Síntese entre racionalismo e empirismo.
Obras principais: "Crítica da Razão Pura", "Crítica da Razão Prática".
Contribuições:
o Revolução copernicana na filosofia: não é o conhecimento que se adapta aos
objetos, mas os objetos que se adaptam às formas da nossa sensibilidade e
entendimento.
o O conceito de imperativo categórico na ética: agir de acordo com princípios
que possam ser universalizados.
o Distinção entre fenômeno (o que aparece a nós) e númeno (a "coisa em si").
10. Conclusão
Síntese: A filosofia, desde os pré-socráticos até Kant, evoluiu da busca pelo princípio
natural do universo até a complexa análise da razão humana e da moralidade. Ao longo
desse percurso, questões sobre a realidade, o conhecimento e a ética foram
reformuladas e aprofundadas.
Reflexão final: A importância da filosofia como ferramenta para compreender o mundo
e a nossa posição nele.