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Resumo Geral - Filosofia

O documento apresenta um mapa epistemológico do conhecimento ocidental, abordando as principais correntes e autores da filosofia desde a mitologia até o pós-estruturalismo. Destaca períodos como a Antiguidade, Medieval, Moderna e Contemporânea, mencionando figuras-chave como Sócrates, Platão, Aristóteles, Kant, Nietzsche e Marx. Cada seção explora as contribuições filosóficas e as transformações do pensamento ao longo da história.

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Resumo Geral - Filosofia

O documento apresenta um mapa epistemológico do conhecimento ocidental, abordando as principais correntes e autores da filosofia desde a mitologia até o pós-estruturalismo. Destaca períodos como a Antiguidade, Medieval, Moderna e Contemporânea, mencionando figuras-chave como Sócrates, Platão, Aristóteles, Kant, Nietzsche e Marx. Cada seção explora as contribuições filosóficas e as transformações do pensamento ao longo da história.

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FILOSOFIA – PROF.

JOÃO GABRIEL (@profjoaogabrieldafonseca)


MAPA EPISTEMO-GENEALÓGICO DO CONHECIMENTO OCIDENTAL

CULTURA EGÍPCIA CULTURA FENÍCIA CULTURA INDIANA CULTURA AUSTRALIANA CULTURA CHINESA CULTURA BABILÔNICA
FILOSOFIA – PROF. JOÃO GABRIEL (@profjoaogabrieldafonseca)

PRINCIPAIS CORRENTES E AUTORES DA FILOSOFIA OCIDENTAL


1. Mitologia: período longo e anterior à filosofia cristã; Cosmogonias – narrativas sagradas, uso das crenças e da fantasia;
histórias sobre a origem do mundo, dos valores e da moralidade;

2. Antiguidade: compreendida como origem da filosofia grega à crise de Roma;


2.1. Pré-Socráticos: século VII e V a. C. – primeira teoria filosófica; filósofos da physis ou da natureza; busca pela
essência da realidade; ontologia;
- Tales de Mileto: água;
- Anaximandro de Mileto: ápeiron;
- Anaxímenes de Mileto: ar infinito;
- Heráclito de Éfeso: teoria imobilista, fogo, devir, dialética, “Não se pode banhar duas vezes no mesmo rio, nem
substância mortal alcançar duas vezes a mesma condição”.
- Pitágoras de Samos: números; criador do conceito “filosofia”;
- Xenófanes de Cólofon: ente ilimitado e imóvel;
- Parmênides de Eleia: ser, imobilismo, princípio da identidade, “O ser é o não-ser não é”;
- Zenão de Eleia: imobilismo, paradoxo de Aquiles e a Tartaruga;
- Anaxágoras de Clazômena: A mente cósmica (Nous) ordenando todas as coisas; a Via Láctea como concentração
de estrelas distantes;
- Empédocles de Agrigento: teoria cosmogênica dos 4 elementos “terra, água, ar e fogo”;
- Leucipo e Demócrito: átomo, “Nada existe além de átomos e do vazio”;

2.2. Sofistas: século V a. C. – início do período antropológico da filosofia; relações políticas e humanas; relativismo e
retórica;
- Protágoras de Abdera: “O homem é a medida de todas as coisas, das coisas que são, enquanto são, das coisas
que não são, enquanto não são.
- Górgias de Leontini: relativismo e retórica;
- Pródico de Ceos
- Hípias de Élis

2.3. Sócrates: 470 – 400 a. C. - Atenas


- Crítica aos sofistas, filosofia essencialista, primeira grande teoria ética da filosofia, método dialético, ironia,
maiêtica, julgamento e morte.

2.4. Platão: 427 – 347 a. C. - Atenas


- Diálogos (A República), Academia de Platão, dualismo corpo-alma, reconfiguração da mitologia (caverna, cavalo
alado e anel de Giges); doxa x epistéme, tripartição da alma, teoria política idealista (sofocracia);

2.5. Aristóteles: 384 – 322 a. C. – Estagira – Macedônia;


- Ética e política, filosofia eudaimonista e teleológica, metafísica, unidade corpo-alma; arte como catarse, lógica
formal;

2.6. Helenismo: corresponde ao período que vai de Alexandre Magno, o macedônico, até o da dominação romana
(fim do séc. IV d. C. ao fim do séc. I d.C.). Alexandre foi o grande responsável por estender a influência grega desde o
Egito até a Índia.
- Cinismo: Diógenes de Sínope (viver como um cão, desprezo pelas convenções morais)
- Ceticismo: Pirro de Élis (epoché – suspensão do juízo);
- Epicurismo: Epicuro de Samos (ataraxia, prazer moderado e natural);
- Estoicismo: Zenão de Cítio, Epicteto, Sêneca e Marco Aurélio (serenidade, racionalidade e destino);

3. Medieval: compreendido entre o século IV ao Renascimento;


FILOSOFIA – PROF. JOÃO GABRIEL (@profjoaogabrieldafonseca)
3.1 Neoplatonismo: conjunto de doutrinas e escolas de inspiração platônica que se desenvolveram do século III ao
século VI
- Justino, Tertuliano e Plotino; início do cristianismo, período apologético e perseguição do cristianismo,
aproximação e distanciamento da filosofia grega clássica.

3.2. Patrística: onsiste na elaboração doutrinal das verdades de fé do cristianismo e, na sua defesa contra os ataques
dos pagãos e dos hereges.
- Agostinho de Hipona (354 – 430): neoplatonismo. teoria da iluminação das ideias, dualismo cidade celestial e
terreno, livre arbítrio como origem do mal.

3.3. Escolástica: foi um período da Filosofia Medieval em que a filosofia aristotélica e a junção entre fé e razão
ganharam centralidade para explicar os elementos teológicos.
- Tomás de Aquino (1225 – 1274): 5 vias da existência de Deus, teoria das virtudes, influência de Aristóteles, poder
político idealista (cristão e monárquico).

4. Moderna: período compreendido entre o renascimento ao século XIX;


4.1. Filosofia Política e contratualismo: teoria política e filosófica baseada na ideia de que existe uma espécie de
pacto ou contrato social que retira o ser humano de seu estado de natureza e coloca-o em convivência com outros
seres humanos em sociedade.
- Maquiavel (1469 – 1527): realismo político, O Príncipe, virtú e fortuna;
- Thomas Hobbes (1469 – 1527): estado de natureza negativo, contrato social como pacto, Estado Leviatã, Estado
como garantidor do pacto social;
- John Locke (1632 – 1704): estado de natureza jusnaturalista (vida, liberdade e propriedade), Estado liberal e
defensor dos direitos naturais.
- Jean-Jacques Rousseau (1712 – 1778): estado de natureza puro (bom selvagem), propriedade privada, estado
social – contrato baseado na vontade geral;

4.2. Racionalismo: corrente filosófica que traz como argumento a noção de que a razão é a única forma que o ser
humano tem de alcançar o verdadeiro conhecimento por completo.
- René Descartes (1596 – 1650): Ideias inatas, cogito cartesiano, gênio maligno, método da dúvida (evidência,
análise, síntese e enumeração);
- Baruch de Espinosa (1632 – 1677); Deus e Natureza, Substância, determinismo da necessidade.
- Gottfried Leibniz (1646 – 1716): teoria das mônadas - "formas substanciais do ser”.

4.3. Empirismo: é uma teoria do conhecimento que afirma que o conhecimento sobre o mundo vem apenas da
experiência sensorial.
- Francis Bacon (1561 – 1626): método indutivo, objetividade e neutralidade da ciência, busca da experimentação
e teoria dos ídolos.
- John Locke (1632 – 1704): tábula rasa, ideias simples e complexas;
- David Hume (1711 – 1776): experiência (percepções, impressões e ideias), leis da associação de ideias, ceticismo
moderado, hábitos e crenças.

4.4. Criticismo: caracteriza-se por considerar que as análises críticas da possibilidade, da origem, do valor, das leis e
dos limites do conhecimento racional constituem-se no ponto de partida da reflexão filosófica.
- Immanuel Kant (1724 – 1804): revolução copernicana da filosofia, síntese epistemológica racionalismo-
empirismo, teria ética deontológica, ética do dever, imperativos categóricos e hipotéticos, esclarecimento
(menoridade e maioridade);

4.5. Iluminismo francês e britânico: também conhecido como Século das Luzes e Ilustração, foi um movimento
intelectual e filosófico que dominou o mundo das ideias na Europa durante o século XVIII, "O Século da Filosofia.
- Montesquieu (1689 – 1750): teoria da tripartição dos poderes (legislativo, executivo e judiciário);
- Voltaire (1694 – 1778): crítico do absolutismo e do poder religioso, defensor do livre comércio;
- d’Alembert (1717 – 1783): críticas ao absolutismo e cofundador da Enciclopédia;
FILOSOFIA – PROF. JOÃO GABRIEL (@profjoaogabrieldafonseca)
- Diderot (1713 – 1784): cofundador da Enciclopédia;
- Adam Smith (1723 – 1790): liberalismo clássico, oposição ao mercantilismo e metalismo, mão invisível do estado
e livre-mercado autorregulável.

4.6. Positivismo: corrente filosófica do século XIX que aposta na ordem e na ciência para a obtenção de progresso
social.
- Auguste Comte (1798 – 1857): defesa do cientificismo, lei dos três estados, classificação das ciências, física social
e ordem e progresso;

4.7. Utilitarismo: família de teorias consequencialistas, defendida principalmente por Jeremy Bentham e John Stuart
Mill.
- Jeremy Benthan (1748 – 1832): O Panóptico; busca é por ações consideradas úteis, da procura pelo prazer
como característica importante;
- John Stuart Mill (1806 – 1873): levar em conta a qualidade desse prazer, concepção eudaimonista de ética.

5. Contemporânea: período posterior ao século XIX;


5.1. Outros
- Friedrich Nietzsche (1844 – 1900): crítica aos valores ocidentais, moral do escravo, método genealógico, além-
do-homem, moral dos senhores.
- Karl Marx (1818 – 1883): materialismo histórico, crítica ao capitalismo, trabalho, mais-valia, modos de produção,
alienação, fetichismo e ideologia.
- Hannah Arendt (1906 – 1975): críticas ao totalitarismo, condição humana e banalidade do mal.

5.2. Existencialismo: uma forma de investigação filosófica que explora o problema da existência humana e centra-se
na experiência, vivida, do indivíduo que pensa, sente e age.
- Søren Kierkegaard (1813 – 1855): primeiro existencialista, conceito de ironia de Sócrates, existencialismo cristão.
- Jean-Paul Sartre (1905 – 1980): “a existência precede a essência”; “estamos condenados a liberdade”; liberdade
é o poder de fazer escolhas; responsabilidade e angústia, má-fé, ser-para-si, ser-em-si.
- Simone de Beauvoir (1908 – 1986): “não se nasce mulher, torna-se”; feminismo e existencialismo.
- Martin Heidegger (1889 – 1976): daisen, ser-a-cada-momento ou de-cada-vez (respetividade), ser-para-a-morte.
- Maurice Meleau-Ponty (1908 – 1961): corpo-próprio; o ser humano é o centro da discussão sobre
o conhecimento que nasce e faz-se sensível em sua corporeidade.

5.3. Escola de Frankfurt: escola de teoria social e filosofia de tradição marxista e freudiana, particularmente
associada ao Instituto para Pesquisa Social da Universidade de Frankfurt, na Alemanha em 1924.
- Theodor Adorno (1903 – 1969): dialética negativa, indústria cultural e crítica à razão instrumental.
- Max Horkheimer (1895 – 1973): crítica à razão instrumental, indústria cultural e eclipse da razão;
- Walter Benjamin -(1892 – 1940): reprodutibilidade técnica, aura e autenticidade;
- Herbert Marcuse (1898 – 1979): psicanálise e capitalismo;
- Jürgen Habermas (1929): teoria crítica, democracia deliberativa e esfera pública.

5.4. Pós-Estruturalismo: formas filosóficas, teóricas e literárias de teoria que tanto constroem quanto rejeitam ideias
estabelecidas pelo estruturalismo, o projeto intelectual que o precedeu.
- Michel Foucault (1926 – 1984): crise do projeto iluminista-moderno, crise de paradigmas, teoria do poder,
subjetivação, microfísica do poder, vigilância e punição, panoptismo, biopolítica e biopoder.

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