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Filosofia Manustrito

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1. Definição de Conhecimento.

Pensamento Mítico versus Pensamento


Filosófico. Áreas Temáticas da Filosofia.

Conhecimento é o entendimento ou a compreensão sobre algo. Filosoficamente, ele é


visto como uma crença que é verdadeira e justificada. Ou seja, não basta acreditar em algo;
é preciso ter razões para essa crença e que ela corresponda à realidade. A Epistemologia
é a área da Filosofia que estuda como adquirimos conhecimento, de onde ele vem e até
que ponto ele é confiável.

O pensamento mítico é a forma de explicação do mundo que se baseia em mitos e


narrativas com deuses, seres sobrenaturais e explicações simbólicas. Essas explicações
eram comuns nas civilizações antigas e serviam para entender fenômenos da natureza e
questões existenciais sem recorrer à razão lógica.

Já o pensamento filosófico utiliza a razão e a reflexão crítica para entender o mundo. A


Filosofia busca respostas mais lógicas e fundamentadas, questionando as suposições e
explicações mais simples ou tradicionais.

A Filosofia se divide em várias áreas temáticas, sendo as principais:

● Metafísica: Estuda a natureza da realidade, da existência e do ser.


● Epistemologia: Investiga a origem, a validade e os limites do conhecimento.
● Ética: Trata das questões sobre o que é certo e errado, o que devemos fazer e
como devemos viver.
● Estética: Reflete sobre o conceito do belo e da arte.
● Lógica: Investiga as formas de argumentação válidas e o raciocínio correto.
2. Filosofia Antiga: Contexto, Pré-socráticos, Sócrates, Platão e
Aristóteles.

A Filosofia Antiga surge na Grécia no século VI a.C., com os pré-socráticos, que tentaram
explicar o mundo a partir de elementos naturais, sem recorrer aos mitos. Filósofos como
Tales de Mileto, Anaximandro e Heráclito propuseram explicações sobre a origem do
universo, a substância fundamental da realidade e o fluxo constante das coisas.

Sócrates (470–399 a.C.) é uma figura central da Filosofia Antiga. Ele revolucionou o
pensamento filosófico ao focar no autoconhecimento e na ética, sendo conhecido pelo
método dialético (questionamento) para chegar à verdade. Sócrates acreditava que o
conhecimento era uma forma de virtude e que o verdadeiro saber provinha da reflexão
interna e do reconhecimento da própria ignorância.

Platão (427–347 a.C.), discípulo de Sócrates, desenvolveu uma teoria das ideias, segundo
a qual o mundo sensível é uma mera cópia imperfeita do mundo das ideias eternas e
imutáveis. Ele também propôs uma concepção de justiça e de uma sociedade ideal,
expressa em sua obra "A República".

Aristóteles (384–322 a.C.), aluno de Platão, se afastou das ideias de seu mestre e focou
em uma filosofia empírica e lógica. Ele desenvolveu uma vasta obra que abrange áreas
como ética, metafísica, política, lógica e biologia. Aristóteles acreditava que a felicidade se
alcança por meio da prática das virtudes, e que a razão humana deve ser usada para
alcançar a vida boa.
3. Filosofia Medieval: Contexto, Anício de Boécio, Agostinho de Hipona,
Tomás de Aquino e Querela dos Universais.

A Filosofia Medieval é marcada pela tentativa de conciliar a razão com a fé cristã. A


teologia tornou-se a principal área de estudo, e muitos filósofos medievais buscaram
entender a relação entre Deus e o homem, o livre-arbítrio, a moralidade e a existência do
mal.

Anício de Boécio (480–524) é famoso por "A Consolação da Filosofia", onde aborda a
liberdade humana e a providência divina em momentos de sofrimento.

Agostinho de Hipona (354–430) fundiu o cristianismo com a filosofia neoplatônica,


discutindo temas como a natureza de Deus, a criação e o mal, argumentando que o mal é a
ausência do bem, não uma entidade própria.

Tomás de Aquino (1225–1274) desenvolveu a escolástica, buscando unir fé e razão. Em


sua obra "Suma Teológica", ele tentou provar a existência de Deus e tratou de temas como
ética e política.

A Querela dos Universais foi uma disputa filosófica medieval sobre a existência de
universais (como a "humanidade" ou "beleza"). Alguns filósofos, como os realistas (que
acreditavam que os universais existiam independentemente), e os nominalistas (que viam
os universais como nomes ou conceitos sem existência real).
4. Filosofia Moderna: Contexto, Política (Maquiavel e Contratualistas),
Ética (Kant e Utilitaristas) e Gnoseologia (Racionalismo, Empirismo e
Criticismo).

A Filosofia Moderna surgiu no século XVII, com o desenvolvimento da ciência moderna e


a ênfase na razão como ferramenta para entender o mundo. Esse período marca uma
ruptura com a visão medieval, que era mais centrada na religião.

Na política, Nicolau Maquiavel (1469–1527) escreveu "O Príncipe", onde defende que um
governante deve ser astuto e pragmático, buscando o poder e a estabilidade a qualquer
custo, sem se preocupar com a moralidade tradicional. Já os contratualistas (como
Thomas Hobbes, John Locke e Jean-Jacques Rousseau) acreditavam que a sociedade
e o governo são formados por um contrato social entre os indivíduos, para garantir
segurança e direitos.

Em ética, Immanuel Kant (1724–1804) propôs o imperativo categórico, que afirma que
devemos agir de acordo com regras que poderiam ser universalizadas, ou seja, que todos
poderiam seguir sem contradição. Já os utilitaristas como Jeremy Bentham e John
Stuart Mill argumentam que as ações devem ser avaliadas pelo critério da utilidade, ou
seja, pelo aumento da felicidade e bem-estar do maior número de pessoas.

Na gnosiologia, o racionalismo (como defendido por René Descartes) acredita que o


conhecimento vem da razão e da reflexão. O empirismo (defendido por John Locke e
David Hume) sustenta que o conhecimento vem da experiência sensorial. Kant, com seu
criticismo, tentou conciliar essas duas correntes, afirmando que o conhecimento resulta da
interação entre a experiência e as estruturas mentais da razão humana.
5. Filosofia Contemporânea: Concepções Filosóficas sobre a História,
Críticas ao Projeto Clássico da Filosofia, Conceito de Subjetivação da
Razão, Tendências Filosóficas do Século XX e Existencialismo.

A Filosofia Contemporânea surge no século XIX e XX, com novas abordagens que
questionam as ideias tradicionais da Filosofia, especialmente no que diz respeito à busca de
uma verdade universal.

Pensadores como Friedrich Nietzsche, Karl Marx e Michel Foucault criticaram o


pensamento clássico, argumentando que as verdades não são universais, mas estão
ligadas ao poder, à cultura e ao contexto histórico. Eles introduziram novas maneiras de
entender a história, a sociedade e o indivíduo.

O conceito de subjetivação da razão defende que a maneira como pensamos e


entendemos o mundo não é universal, mas depende de nossa experiência individual, da
cultura e do contexto histórico em que vivemos.

O existencialismo, defendido por filósofos como Jean-Paul Sartre e Martin Heidegger,


foca na liberdade individual e na responsabilidade. Ele questiona o sentido da vida e
defende que, como seres humanos, somos responsáveis por dar significado à nossa
existência, lidando com a angústia e a solidão da vida.
6. Ciência Antiga e Ciência Moderna.

Na Ciência Antiga, pensadores como Aristóteles buscavam entender o mundo natural,


mas suas explicações ainda estavam muito ligadas a conceitos filosóficos e não se
diferenciavam claramente da Filosofia. Eles observavam a natureza e formulavam teorias,
mas nem sempre usavam métodos experimentais sistemáticos.

A Ciência Moderna surge com a Revolução Científica,

a partir do século XVII, marcada pela introdução de métodos experimentais, matemáticos e


empíricos. Filósofos e cientistas como Galileu Galilei, Johannes Kepler e Isaac Newton
começaram a aplicar a razão e a observação rigorosa para estudar o mundo, separando o
conhecimento científico da filosofia tradicional e da religião. A Ciência Moderna passa a ser
vista como uma busca objetiva para entender as leis naturais do universo.

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