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Apoio Matricial em Saúde Mental: Princípios e Desafios

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Mapa Mental: Apoio Matricial em Saúde Mental

1. Apoio Matricial (AM)


• Integração entre profissionais de Atenção Primária à Saúde (APS) e Saúde
Mental (SM).
• Baseado em horizontalidade e supervisão.
• Objetivo: melhorar a qualidade assistencial.

2. Histórico
• Reorganização da APS no Brasil nos anos 90.
• Criação do Programa Saúde da Família (PSF) em 1994.
• Introdução do AM como diretriz em 2003 e prática efetiva em 2008.

3. Conceitos Fundamentais
• Horizontalidade
o Relações não hierárquicas entre profissionais.
o Diálogo e troca de saberes.
• Supervisão
o Pode ser verticalizada ou horizontalizada.
o Importância da supervisão técnica matricial.

4. Dificuldades nas Práticas


• Obstáculos devido ao modelo tradicional de formação profissional.
• Confusão conceitual entre AM e supervisão.
• Necessidade de formação adequada para profissionais.

5. Resultados da Revisão
• Análise de 106 artigos (1998-2017).
• 39 artigos mencionaram "horizontalidade" e 29 "supervisão".
• Identificação de ambiguidade nos conceitos e práticas.

6. Implicações para a Prática


• Importância do diálogo e da formação contínua.
• Necessidade de redefinir práticas para garantir a integralidade do cuidado.
• AM como ferramenta para a construção de vínculos entre profissionais e
usuários.

7. Conclusões
• Horizontalidade é essencial para a transformação das relações assistenciais.
• Formação profissional deve ser repensada para promover práticas
interprofissionais eficazes.

No contexto do Apoio Matricial em Saúde Mental, horizontalidade e supervisão são


conceitos fundamentais que influenciam a dinâmica de trabalho entre profissionais da
Atenção Primária à Saúde (APS) e da Saúde Mental (SM).

Horizontalidade

• Definição: Horizontalidade refere-se a uma relação de igualdade entre os


profissionais, onde não existem hierarquias. Todos os envolvidos compartilham
saberes e experiências de forma colaborativa.

• Importância: Essa abordagem é essencial para promover o diálogo e a


construção de vínculos entre os profissionais e os usuários do sistema de
saúde. A horizontalidade permite que diferentes saberes se complementem,
favorecendo uma assistência mais integral e centrada nas necessidades dos
pacientes.

• Desafios: Apesar de ser um princípio estruturante do Apoio Matricial, a


horizontalidade muitas vezes não é plenamente implementada devido à
persistência de modelos tradicionais de formação profissional, que tendem a
ser hierárquicos e unidimensionais.

Supervisão

• Definição: Supervisão, no contexto do Apoio Matricial, pode ser entendida de


diferentes formas, incluindo supervisão clínica, técnica e institucional. Ela deve
ser realizada de maneira que respeite a horizontalidade, evitando relações de
poder verticalizadas.

• Práticas: A supervisão pode envolver a orientação de profissionais da APS por


especialistas em Saúde Mental, mas deve ser feita de forma colaborativa,
visando a capacitação e o fortalecimento das equipes, e não apenas a
transmissão de conhecimento de forma unilateral.
• Desafios: A supervisão frequentemente é confundida com práticas tradicionais
de hierarquia, onde um profissional mais experiente "supervisiona" os menos
experientes. Isso pode levar a uma falta de clareza sobre o papel do Apoio
Matricial e a perpetuação de modelos de trabalho que não favorecem a
integração e a colaboração.

Conclusão

A horizontalidade e a supervisão são interdependentes no Apoio Matricial em Saúde


Mental. Para que o modelo de Apoio Matricial funcione efetivamente, é crucial que as
relações sejam horizontais, permitindo um verdadeiro diálogo e troca de saberes,
enquanto a supervisão deve ser entendida como um suporte técnico e pedagógico,
respeitando essa horizontalidade. A falta de compreensão e a ambiguidade em torno
desses conceitos podem dificultar a implementação eficaz do Apoio Matricial e a
qualidade do atendimento em saúde mental.

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