FAETEC- ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL DE
SAÚDE HERBERT JOSÉ DE SOUZA
SÍFILIS GESTACIONAL: Transmissão vertical em recém-
nascidos
INTRODUÇÃO
Estima-se que a sífilis ocorra em cerca de um milhão de gestações por ano em todo o
mundo, resultando em mais de 350.000 desfechos adversos na gravidez, dos quais,
mais de 200.000 foram natimortos ou óbitos neonatais.
(OMS, 2017.)
As taxas de detecção de gestantes com sífilis têm mantido crescimento constante. Em
2022, a taxa de foi de 32,4 casos por 1000 nascidos vivos, o que representa
incremento de 15,5% em relação ao ano anterior. O percentual de tratamento prescrito
adequadamente para sífilis em gestantes foi prescrito adequadamente para sífilis em
gestante foi de 82,6% em 2022, um aumento de 11,8% em relação a 202. No entanto,
para eliminar a sífilis congênita, faz-se necessário envidar esforços para alcançar a
cobertura de tratamento materno adequado igual ou superior a 95%, de acordo com
recomendações da Opas e da Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS).
Na América Latina e Caribe, estima-se que entre 166.000 e 344.000 crianças nasçam
com sífilis congênita anualmente. (Boletim Epidemiológico da sífilis,2019).
É uma doença infecciosa sistêmica, de evolução crônica, causada por uma
bactéria chamada treponema pallidum, que pode ser adquirida, principalmente,
através da transmissão sexual, contudo, pode ser transmitida verticalmente
para a criança, nos casos de gestantes sem tratamento ou tratadas
inadequadamente.
A transmissão ocorrer com mais frequência no intraútero, mas pode ocorrer
durante a passagem do feto pelo canal do parto, se houver alguma lesão ativa.
A probabilidade de Infecção de sífilis congênita é influenciada pelo estágio da
sífilis na mãe, e pela duração da exposição fetal. E a transmissão é maior
quando a gestante apresenta sífilis primária ou secundária. Brasil, Cuidado
Integral à Pessoa com sífilis,2018.
As manifestações clínicas variam, desde lesões cutâneas até anomalias
congênitas. As manifestações clínicas da sífilis em gestante são semelhantes
às da sífilis adquirida que acomete a população geral. As infecções são
divididas em estágios baseados em achados clínicos.
Sífilis Recente (menos de 2 anos de duração), estágios; primária 10-90 dias (média
de 21 dias) após contato. Secundária; 6 semanas a 6 meses após o contato. Latente;
recente nos primeiros 2 anos da infecção. Latente tardia; após 2 anos de infecção.
Terciária; menos frequente na atualidade, e é comum o acometimento do sistema
nervoso e cardiovascular. (Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas de prevenção da
transmissão vertical do HIV, Sífilis e hepatites virais,2019.)
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O diagnóstico da sífilis na gestação geralmente é feito por meio de testes
sorológicos, como o VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) e o teste
rápido para sífilis. Esses testes detectam a presença de anticorpos produzidos
pelo organismo em resposta à infecção pelo Treponema pallidum, a bactéria
causadora da sífilis. É importante que todas as gestantes sejam testadas
durante o pré-natal, no primeiro trimestre e novamente no terceiro trimestre,
para garantir o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, caso necessário.
Os resultados dos testes para sífilis na gestação podem variar e requerem
interpretação cuidadosa. Se uma gestante apresenta resultados positivos em
testes sorológicos para sífilis, é fundamental iniciar o tratamento
imediatamente, independentemente do estágio da gravidez. A conduta inclui
tratamento com penicilina, geralmente administrada por um profissional de
saúde, de acordo com o protocolo estabelecido pelas diretrizes médicas. Além
disso, é importante realizar o acompanhamento regular da gestante e do feto
para garantir o sucesso do tratamento e prevenir complicações, como aborto,
natimorto, parto prematuro ou anomalias congênitas. Aconselhamento sobre
prevenção de infecções e transmissão vertical também é essencial para evitar
futuras recorrências.
A Benzilpenicilina benzatina é o único medicamento que evita a sífilis
congênita, pois atravessa a barreira transplacentária e trata o feto intraútero
Acompanhamento: Após o tratamento, é essencial monitorar de perto a
gestante com exames de sorologia seriados para garantir a eficácia do
tratamento. Os bebês também devem ser monitorados de perto após o
nascimento.
Educação e Prevenção: É importante educar as gestantes sobre sífilis, seus
riscos e a importância do tratamento para prevenir complicações para o bebê.
Medidas preventivas, como o uso de preservativos, também devem ser
enfatizadas.
Parceria com o parceiro: Recomenda-se que os parceiros sexuais da gestante
também sejam testados e tratados, se necessário, para evitar a reinfeção.
OBJETIVOS
A importância do cuidado da enfermagem diante do controle e tratamento da
sífilis em gestantes.
JUSTIFICATIVA
Trata-se de uma pesquisa sobre a transmissão em gestantes e o impacto na
transmissão em recém-nascidos, onde abordarei assuntos sobre a forma de
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contágio das gestantes, diagnóstico e tratamento da enfermagem diante o
diagnóstico na gestação, e dados sobre a doença em gestantes.
O controle da sífilis em gestantes é crucial para garantir a saúde da mãe e do
bebê durante a gestação e após o parto.
METODOLOGIA
Essa metodologia visa prevenir complicações para a mãe e o bebê, garantindo
um acompanhamento adequado durante todo o período gestacional e pós-parto.
BIBLIOGRAFIA
Portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
Bvsms.gov.br/bvs
http://portalsinan.saude.gov.br/sinan-legislacao
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