Centro Educacional de Tempo Integral Profª Neuza Alves Barroso
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Neoclassicismo
Eirunepé-AM
2023
Neoclassicismo
O neoclassicismo é um estilo de época do século XVIII. Ele é antibarroco e
valoriza a racionalidade. Artistas como o francês Ingres e o italiano Canova são
neoclássicos.
“A grande odalisca”, pintura neoclássica de Jean-Auguste Dominique Ingres.
O neoclassicismo foi um estilo de época nascido no século XVIII. Ele
influenciou artistas de todo o Ocidente. As principais características
neoclássicas são a racionalidade, a objetividade e o equilíbrio. As obras da
arquitetura neoclássica apresentam harmonia geométrica. Na pintura e na
escultura, ficam em evidência a beleza e a nudez. Já a literatura é marcada
pela valorização da vida campestre e do amor idealizado.
Resumo sobre o neoclassicismo
O neoclassicismo foi um estilo de época surgido no século XVIII, na
Europa.
Em oposição ao movimento barroco, ele apresenta objetividade,
simplicidade e equilíbrio.
Debret, Taunay e Montigny são conhecidos nomes da arte neoclássica.
Obras como Eros e Psiquê, de Canova, fazem parte do neoclassicismo.
A literatura neoclássica, ou arcadismo, apresenta elementos como
pastoralismo e temas greco-latinos.
O que é neoclassicismo?
O neoclassicismo é um estilo de época surgido na Europa do século XVIII.
Ele é um reflexo das ideias iluministas que predominavam nesse período
histórico, mas não nos esqueçamos de que já houve estilo semelhante,
chamado classicismo (século XVI). Ambos trazem a mesma concepção. O
prefixo “neo” é utilizado para indicar que os artistas estavam fazendo
uma retomada da estética do classicismo.
Características do neoclassicismo
Na obra “A morte de Sócrates”, de Jacques Louis David, é possível ver de forma clara as
referências greco-romanas do neoclassicismo.
Objetividade
Clareza
Racionalismo
Equilíbrio
Simplicidade
Antibarroco
Referências greco-romanas
Principais artistas do neoclassicismo
Jacques Soufflot (1713-1780) — arquiteto francês
William Chambers (1723-1796) — arquiteto britânico
Robert Adam (1728-1792) — arquiteto escocês
Cláudio Manuel da Costa (1729-1789) — poeta brasileiro
Angelica Kauffmann (1741-1807) — pintora suíça
Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810) — poeta brasileiro
Nicolas-Antoine Taunay (1755-1830) — pintor francês
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) — compositor austríaco
Antonio Canova (1757-1822) — escultor italiano
Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805) — poeta português
Marie-Guillemine Benoist (1768-1826) — pintora francesa
José Álvarez de Pereira y Cubero (1768-1827) — escultor espanhol
Jean-Baptiste Debret (1768-1848) — pintor francês
João José de Aguiar (1769-1841) — escultor português
Auguste Henri Victor Grandjean de Montigny (1776-1850) — arquiteto
francês
Jean-Auguste Dominique Ingres (1780-1867) — pintor francês
Pedro Américo (1843-1905) — pintor brasileiro
Mary Edmonia Lewis (1844-1907) — escultora estado-unidense
Principais obras do neoclassicismo
Panteão de Paris (1755), de Jacques Soufflot
Kedleston Hall (1759), de Robert Adam
Obras poéticas de Glauceste Satúrnio (1768), de Cláudio Manuel da
Costa
Ariadne abandonada por Teseu (1774), de Angelica Kauffmann
A casa de Somerset (1776), de William Chambers
Inocência entre o vício e a virtude (1790), de Marie-Guillemine Benoist
A flauta mágica (1791), de Wolfgang Amadeus Mozart
Queixumes do pastor Elmano contra a falsidade da pastora
Urselina (1791), de Manuel Maria Barbosa du Bocage
Marília de Dirceu (1792), de Tomás Antônio Gonzaga
Eros e Psiquê (1793), de Antonio Canova
Apolo visitando Admeto (século XIX), de Nicolas-Antoine Taunay
Ganimedes (1804), de José Álvarez de Pereira y Cubero
A grande odalisca (1814), de Jean-Auguste Dominique Ingres
D. João VI (1823), de João José de Aguiar
Academia Imperial de Belas Artes (1826), de Auguste Henri Victor
Grandjean de Montigny
Viagem pitoresca e histórica ao Brasil (1834), de Jean-Baptiste Debret
Sócrates afastando Alcebíades dos braços do vício (1861), de Pedro
Américo
Busto do Dr. Dio Lewis (1868), de Mary Edmonia Lewis
Arquitetura do neoclassicismo
A Igreja da Madalena, em Paris, na França, é um exemplo da arquitetura neoclássica.
Os projetos arquitetônicos do neoclassicismo são caracterizados
pela harmonia geométrica, fruto da racionalidade neoclássica. Assim, os
arquitetos valorizam a simplicidade em contraposição aos excessos
barrocos. O objetivo é fazer com que uma cidade seja um espaço ideal,
planejado, simétrico e funcional.
No entanto, esse ideal neoclássico estava restrito aos meios urbanos, onde se
concentrava a elite burguesa. Desse modo, não atingiu os espaços periféricos.
A arquitetura neoclássica tem algo de grandioso, em consonância com as
construções da Antiguidade, mas apresenta a simplicidade geométrica. É,
portanto, sóbria e não decorativa.
Esculturas do neoclassicismo
“Psiquê reanimada pelo beijo de Cupido”, escultura neoclássica de Antonio Canova.
As esculturas neoclássicas possuem as mesmas características de outras
obras de arte do estilo, ou seja, estão pautadas no equilíbrio, na simetria, na
racionalidade, na simplicidade e na clareza. Utilizam temáticas greco-latinas,
além de enaltecer o corpo humano e, portanto, a nudez ou seminudez.
Predominam as esculturas em bronze e, principalmente, em mármore branco.
Tais obras apresentam harmonia de proporções e, na maioria das vezes, o
rosto esculpido é sereno. Os corpos são belos e idealizados, mas bastante
realistas em suas formas. Personagens mitológicos são recorrentes.
Neoclassicismo no Brasil
No que diz respeito à arquitetura e pintura brasileiras, o neoclassicismo se deu
apenas no século XIX, e foi resultado da chegada da Corte portuguesa ao
Brasil, em 1808. Contudo, as principais obras artísticas são de franceses
em território brasileiro, como Debret e Taunay. Já na arquitetura, temos
nomes como Montigny.
“
Loja de sapateiros”, do francês Jean-Baptiste Debret, é uma obra neoclássica produzida no
Brasil.
Esses franceses tiveram, também, a função de formar pintores e arquitetos
brasileiros, e tal formação ficou por conta da Academia Imperial de Belas Artes,
no Rio de Janeiro. No entanto, em nosso país, os ideais neoclássicos estavam
atrelados a elementos nacionalistas de um Brasil em construção.
A Pinacoteca, localizada em São Paulo, é um exemplo da arquitetura neoclássica no Brasil. [2]
Entre as artes, a literatura brasileira foi pioneira ao abraçar
o neoclassicismo no século XVIII, no estado de Minas Gerais. Assim, o
arcadismo (forma como o neoclassicismo ficou conhecido no Brasil) foi
substituído pelo romantismo, em 1836. Quanto ao romantismo na pintura, ele
conviveu com os ideais neoclássicos, de forma que pintores como Pedro
Américo transitaram entre os dois estilos. A arquitetura neoclássica, no entanto,
perdurou até o início do século XX.
Neoclassicismo na literatura
Na literatura, o neoclassicismo também foi marcado pelo equilíbrio e
racionalidade. Assim, a poesia neoclássica possui versos simétricos. Além
disso, o eu lírico é contido, mais objetivo, sem excessos sentimentais. O amor
é idealizado, entendido por uma perspectiva filosófica. Os textos também
trazem referências que remetem à Antiguidade.
O campo é valorizado, em oposição à cidade. Nesse ambiente bucólico, o
eu lírico aproveita o momento (carpe diem) com sua amada (uma mulher
idealizada), na tranquilidade do meio rural, em harmonia com a natureza.
Dessa forma, a poesia apresenta elementos como:
pastoralismo: lugar bucólico, onde residem pastoras, pastores e suas
ovelhas;
fugere urbem (fuga da cidade): valorização do espaço campesino;
aurea mediocritas (mediocridade áurea): enaltecimento da
simplicidade;
inutilia truncat (eliminar o inútil): crítica ao excesso de bens materiais.
Por fim, é preciso mencionar que, na literatura brasileira, o neoclassicismo é
chamado de arcadismo.