Docente: Henika...
(coloca ai)
Discente: Andressa Oliveira Farias, Maria Isabel Santos Pereira, Maria Eduarda
Santos Valentim e Lara Eduarda Viana Cabral.
Reflexão Crítica
EUNÁPOLIS
2023
Em 2023, os casos de dengue se aproximam dos níveis mais críticos já registrados
pelo Ministério da Saúde. Em 2022, houve 1,45 milhão de casos, superando um
milhão em 2013, 2015, 2016 e 2019.
O ano de 2015 foi o pior, com 1,69 milhão em questão de infecções. Em relação às
mortes, 2022 superou o recorde histórico, com 1.016 óbitos, tornando-se o mais
letal. Esse cenário preocupa os especialistas em saúde, levando o ministério a
lançar a campanha "Brasil unido contra a dengue, Zika e Chikungunya" no início do
ano.
Quanto aos óbitos em 2023, até o último dia 11, houve 434 mortes por dengue e
381 em investigação, enquanto no mesmo período do ano anterior foram 722 óbitos,
com 50 ainda sob análise. Contudo, já à Chikungunya, em 2022 houve 41 mortes e
5 casos suspeitos, mas em 2023 foram registradas 26 mortes e 45 casos em
investigação até o momento.
O impacto global da dengue tem aumentado substancialmente nas últimas
décadas, tornando-se uma ameaça significativa à saúde pública. Aproximadamente
metade da população mundial está agora vulnerável à contração da doença.
A dengue é prevalente em regiões de climas tropicais e subtropicais, principalmente
em áreas urbanas e semiurbanas, criando desafios significativos para o controle da
sua disseminação. Com as suas principais causas de enfermidades graves e óbitos,
particularmente entre crianças em várias nações da Ásia e da América Latina.
Infelizmente, não há um tratamento específico disponível para a dengue ou sua
forma grave. Entretanto, a detecção precoce e o acesso a cuidados médicos
apropriados têm a capacidade de reduzir as taxas de mortalidade para menos de
1%.
O plano diretor compreende um objetivo geral e uma série de propósitos específicos
para enfrentar a dengue tendo como o objetivo geral evitar fatalidades e tendo o
controle de possíveis surtos epidêmicos. Os objetivos específicos abrangem a
organização de ações preventivas e de controle da dengue, avaliação dos riscos
nos serviços de saúde e fornecendo de assistência apropriada aos pacientes,
incluindo acesso, diagnóstico e tratamento realizados por profissionais qualificados.
Além disso, aprimora a vigilância epidemiológica, garantindo notificação,
investigação de casos e monitoramento dos sorotipos virais de forma ágil. O plano
estabelece padrões para insumos estratégicos e propõe estratégias para reduzir a
força de transmissão da doença, por meio do controle do vetor e dos locais de
reprodução. Ele promove a capacitação de profissionais de saúde e gestores e
busca sistematizar as atividades de mobilização e comunicação. Ainda, visa
melhorar a análise da situação epidemiológica e da organização da rede de atenção
para guiar a tomada de decisões. O plano fortalece a coordenação entre diferentes
áreas e serviços, visando à integração das ações no enfrentamento da dengue e
reforça a colaboração interdisciplinar em todas as esferas de gestão.
A maioria das mortes por dengue é evitável e depende da qualidade da assistência
e da organização dos serviços de saúde. A triagem baseada na gravidade da
doença é essencial para acelerar o diagnóstico, tratamento e internação, quando
necessário, além de priorizar casos graves e gerenciar o fluxo de pacientes nas
unidades de saúde.
A organização da rede de serviços de saúde desempenha um papel fundamental no
combate às epidemias de dengue. A implementação de protocolos clínicos,
sistemas de referência e contrarreferência com base na classificação de risco
permite o atendimento oportuno e de qualidade aos pacientes, reduzindo o risco de
óbitos.
A Atenção Primária é a porta de entrada preferencial para casos suspeitos de
dengue, mas todos os serviços de saúde devem estar prontos para classificar
riscos, prestar atendimento e encaminhar, se necessário, garantindo a transferência
adequada. Devido ao cenário epidemiológico recorrente no Brasil, com um aumento
de casos graves em adultos e crianças, é crucial aprimorar e organizar os serviços
de saúde em todos os níveis. Recomenda-se a adoção das diretrizes para
classificação de risco, organização dos serviços e estratégias de combate a
epidemias de dengue.
A classificação de risco em grupos de estadiamento é essencial no atendimento de
suspeitas de dengue. Qualquer pessoa com suspeita da doença deve ser
inicialmente atendida na unidade de saúde que procurar. Mesmo que haja
encaminhamento para outros serviços, é fundamental garantir o suporte de vida
necessário para o transporte e fornecer orientações sobre a rede de assistência.
O acompanhamento deve seguir as diretrizes a seguir:
Grupo A - Azul: Pacientes com sintomas clássicos de dengue, como febre por
menos de 7 dias e pelo menos dois sintomas inespecíficos, como cefaleia, mialgia,
artralgia, prostração, dor retro orbitária. Eles devem ser atendidos em Unidades de
Atenção Primária em Saúde. Também devem apresentar ausência de sinais de
alarme, ausência de sinais de choque, prova do laço negativa e ausência de
manifestações hemorrágicas espontâneas. Em lactentes, sintomas como
sonolência, irritabilidade e choro persistente podem ser considerados indicativos de
cefaleia e algias.
Grupo B - Verde: Devem apresentar febre com duração inferior a 7 dias e pelo
menos dois dos seguintes sintomas inespecíficos: cefaleia, mialgia, artralgia,
prostração, dor retro orbitária, bem como manifestações hemorrágicas, como
gengivorragia, metrorragia, petéquias, equimoses, ou sangramento de mucosa, ou
ainda sangramento menor no trato gastrointestinal.
É importante observar que, dependendo da organização da rede de serviços de
saúde, tanto unidades de Atenção Primária quanto de Atenção Secundária (como
pronto atendimento ou hospitais de pequeno porte) podem ser apropriadas como
locais com suporte para observação desses pacientes.
Grupo C - Amarelo: Estes pacientes requerem atendimento de urgência e devem
ser encaminhados para um hospital de referência que disponha de maior suporte
técnico. Os sinais de alarme que caracterizam essa classificação incluem dor
abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hipotensão postural e/ou
lipotimia, sonolência e/ou irritabilidade, hepatomegalia dolorosa, hemorragias
significativas (como hematêmese ou melena), diminuição da diurese, diminuição
súbita da temperatura corpórea ou hipotermia, desconforto respiratório, aumento
repentino do hematócrito e queda abrupta das plaquetas. Portanto, pacientes com
esses sintomas requerem cuidados médicos imediatos em um hospital
especializado.
Grupo D - Vermelho: Estes pacientes requerem atendimento imediato e devem
receber hidratação venosa vigorosa (fase de expansão) em qualquer unidade de
saúde. Posteriormente, devem ser transferidos, em uma ambulância com suporte
avançado, para um hospital de referência que disponha de leitos de UTI.
Os sinais de choque que caracterizam essa classificação incluem pressão arterial
convergente (PA diferencial <20mmHg), hipotensão arterial, extremidades frias,
cianoses, pulso rápido e fino, e enchimento capilar lento (superior a 2 segundos).
Portanto, pacientes com esses sintomas necessitam de cuidados médicos imediatos
e devem ser encaminhados para unidades de atenção terciária em saúde com leitos
em Unidade de Terapia Intensiva para receberem o tratamento adequado.
REFERÊNCIAS:
Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde Disponível em:
[Link]
e_dengue.pdf Acesso em 22 de outubro de 2023.