0% acharam este documento útil (0 voto)
25 visualizações122 páginas

Psicologia e Autismo: Diagnóstico e Tratamento

Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
25 visualizações122 páginas

Psicologia e Autismo: Diagnóstico e Tratamento

Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

CURSO LIVRE

AUTISMO
EM
PERSPECTIVA
Ler Ebook
E.01
AUTISMO NA
PERSPECTIVA
DA PSICOĮOGIA

Organização Reitor da Pró-Reitora do EAD Edição Gráfica


Autora
Ana Clarisse Alencar UNIASSELVI e Revisão
Prof.ª Francieli Stano
Barbosa Karoline Gregol
Prof. Hermínio Kloch Torres UNIASSELVI

Apoio
Núcleo de Apoio Psicopedagógico – NUAP
Núcleo de Inclusão e Acessibilidade – NIA
3
1
INTRODUÇÃO
1INTRODUÇÃO
2
CONTRIBUIÇÕE A psicologia possui uma longa história de envolvimento no diagnóstico
S PARA O e tratamento do transtorno do espectro autista (TEA), contribuindo com outros
PROCESSO DE
DIAGNÓSTICO profissionais para melhorar a compreensăo do TEA ao longo das décadas.
Como parte de uma equipe interdisciplinar, o treinamento e a experiência do
3 psicólogo săo particularmente úteis durante todo o processo de diagnóstico,
AVALIAÇÃO E
TRATAMENTO conduzindo avaliações para o planejamento educacional ou de transiçăo,
DE
COMORBIDA avaliando problemas psiquiátricos comórbidos e problemas comportamentais
DES comuns, mudanças no funcionamento ao longo do tempo e usando essas
4 informações em colaboraçăo com a equipe interdisciplinar para desenvolver
TRANSIÇÃO planos de tratamento eficazes.
PARA A VIDA
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E No que diz respeito ao tratamento, o papel do psicólogo na equipe é
NECESSIDADE
S DE APOIO frequentemente abordar preocupações psiquiátricas e comportamentais
5 através de uma lente do TEA de uma maneira que facilite a participaçăo e o
CONTRIBUIÇÕES sucesso em outros tratamentos e atividades diárias. Isso geralmente envolve
DO PSICÓLOGO
colaboraçăo com outros profissionais, incluindo outros membros da equipe
interdisciplinar. No decorrer da vida, o psicólogo pode estar mais ou menos
REFERÊNCIAS
envolvido, dependendo das necessidades atuais do indivíduo.
4
1
INTRODUÇÃO
Em um escopo maior, o treinamento em pesquisa do psicólogo pode
ser utilizado para melhorar o desenvolvimento de programas e avaliar os
2 meios para melhorar a prestaçăo de serviços. Este texto discutirá cada uma
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
dessas contribuições em mais detalhes.
PROCESSO DE FIGURA 1 – SÍMBOLO DO AUTISMO
DIAGNÓSTICO

3
AVALIAÇÃO E
TRATAMENTO
DE
COMORBIDA
DES

4 FONTE: <www.dicionariodesimbolos.com.br>. Acesso em: 2 mar. 2020.


TRANSIÇÃO
PARA A VIDA
Descriçăo da imagem: símbolo do autismo em forma de laço. Nesse laço temos peças na
ADULTA, SEUS forma de quebra-cabeça nas cores amarelo, vermelho e azul.
SINTOMAS E
NECESSIDADE
S DE APOIO

5
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO

REFERÊNCIAS
5
1
INTRODUÇÃO
2 CONTRIBUIÇÕES PARA O
2 PROCESSO DE DIAGNÓSTICO
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
PROCESSO DE A avaliaçăo e o diagnóstico da saúde mental, distúrbios
DIAGNÓSTICO comportamentais e distúrbios do desenvolvimento têm sido um foco
3 fundamental da psicologia desde o início da disciplina, e os psicólogos
AVALIAÇÃO E recebem treinamento substancial no uso de avaliações validadas com boas
TRATAMENTO
DE qualidades psicométricas para melhor entender e abordar essas preocupações.
COMORBIDA
DES Selecionar as ferramentas de avaliaçăo apropriadas, entender suas propriedades
psicométricas em diferentes populações e entender como diferentes contextos
4 sociais ou diagnósticos simultȃneos afetam a apresentaçăo do TEA, săo
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA componentes essenciais para um diagnóstico preciso.
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E
NECESSIDADE Existem áreas diferentes que precisam ser incluídas nas avaliações
S DE APOIO
de diagnóstico, incluindo histórico de desenvolvimento e início dos sintomas,
5 histórico médico, incluindo hábitos de sono e alimentaçăo, histórico
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO psicológico/ psiquiátrico, avaliaçăo de risco para ideaçăo suicida,
desenvolvimento social, histórico acadêmico e de trabalho e acomodações,
REFERÊNCIAS história familiar e antecedentes culturais e apresentaçăo comportamental que
pode se sobrepor à apresentaçăo de outros distúrbios.
6
1
INTRODUÇÃO
O treinamento do psicólogo os prepara para realizar um diagnóstico
diferencial cuidadoso nos casos em que a deficiência intelectual, o déficit de
2 atençăo/hiperatividade, a ansiedade ou outras comorbidades podem
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
influenciar a apresentaçăo dos sintomas. Assim como com os pediatras do
PROCESSO DE desenvolvimento comportamental, o psicólogo da equipe é treinado em padrões de
DIAGNÓSTICO desenvolvimento e diferenças no processo de desenvolvimento que podem ser
3 indicativos de TEA versus outros distúrbios do desenvolvimento neurológico.
AVALIAÇÃO E
TRATAMENTO
DE A aplicaçăo do treinamento do psicólogo na avaliaçăo psicológica e
COMORBIDA comportamental é importante para decidir quais medidas administrar para
DES
garantir que as preocupações estejam sendo suficientemente avaliadas.
4 Por exemplo, o uso de um teste cognitivo pode fornecer boas informações
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA sobre pontos fortes e fracos do funcionamento intelectual, mas, para fins de
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E diagnóstico diferencial, a equipe também precisará avaliar habilidades fora do
NECESSIDADE escopo do teste, como atrasos na compreensăo social, habilidades
S DE APOIO
adaptativas funcionais ou compensatórias. Fatores relacionados ao TEA
5 também devem ser considerados; por exemplo, indivíduos com habilidades de
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO linguagem receptivas e/ou expressivas fracas podem ter um pior desempenho
em testes com demandas verbais significativas (por exemplo, WISC-IV), mas
REFERÊNCIAS com desempenho melhor em medidas de inteligência cognitiva que requerem
pouca ou nenhuma instruçăo
7
1
INTRODUÇÃO
verbal (por exemplo, o Leiter-R). É importante notar que grandes diferenças
estereotipadas entre habilidades verbais e năo verbais, frequentemente vistas
2 em crianças pequenas com TEA, diminuem com o tempo, como bem documentado
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
por Klinger, O'Kelley e Mussey (2009).
PROCESSO DE
DIAGNÓSTICO Que tipo de teste cognitivo é mais adequado para a situaçăo
3 geralmente depende do motivo da avaliaçăo. Algumas agências (por
AVALIAÇÃO E exemplo, alguns sistemas escolares) só aceitam medidas abrangentes ou
TRATAMENTO
DE mesmo específicas ao tomar decisões sobre a elegibilidade do serviço, mesmo
COMORBIDA que o psicólogo avaliador pense que outro teste cognitivo seja mais adequado
DES
para um indivíduo em particular. Nesses casos, o psicólogo pode optar por dar
4 várias medidas do mesmo construto, a fim de fornecer uma imagem mais
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA completa do perfil cognitivo do indivíduo. Algumas medidas têm uma faixa
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E etária mais ampla, o que é relevante se a avaliaçăo for planejada para ser
NECESSIDADE uma de uma série de administrações para acompanhar o desenvolvimento ao
S DE APOIO
longo do tempo.
5
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO Em geral, é provável que a bateria de avaliaçăo inclua medidas
relacionadas ao desenvolvimento, cogniçăo e funcionamento executivo;
REFERÊNCIAS observações clínicas e entrevistas estruturadas; inventários e questionários
8
1
INTRODUÇÃO
relacionados ao funcionamento adaptativo, emocional, social e
comportamental; registros médicos, psicológicos e histórico relatado; e
2 avaliaçăo de quaisquer comportamentos desafiadores.
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
PROCESSO DE O psicólogo usará o treinamento nessas áreas para integrar descobertas
DIAGNÓSTICO e fazer escolhas sobre informações adicionais que possam ser necessárias ao
3 longo da avaliaçăo. Por exemplo, năo é incomum que surjam informações
AVALIAÇÃO E conflitantes entre o relatório do cuidador, o relatório do professor e a
TRATAMENTO
DE observaçăo clínica, o que pode indicar a necessidade de avaliaçăo ou
COMORBIDA acompanhamento adicional. O psicólogo pode recorrer ao treinamento para
DES
determinar quais métodos e medidas adicionais empregar para obter
4 informações críticas para um diagnóstico diferencial preciso.
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E Em muitas ocasiões, săo necessárias medidas para o diagnóstico ou
NECESSIDADE o planejamento do tratamento, que apenas o psicólogo ou os médicos com
S DE APOIO
treinamento e qualificaçăo similar poderăo administrar e interpretar. Por
5 exemplo, testes cognitivos, como as escalas de inteligência Stanford-Binet ou
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO Wechsler (WISC, WAIS e WPPSI), exigem o mais alto nível de qualificaçăo
para compra e administraçăo. Esses testes exigem um alto nível de
REFERÊNCIAS conhecimento especializado em interpretaçăo de testes e só pode ser
adquirido por indivíduos com um diploma, licenciamento ou certificaçăo que
indique que foram obtidos treinamento e experiência formais.
9
1
INTRODUÇÃO
FIGURA 2 – ESCALA DE INTELIGÊNCIA WECHSLER PARA CRIANÇAS

2
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
PROCESSO DE
DIAGNÓSTICO

3
AVALIAÇÃO E
TRATAMENTO
DE
COMORBIDA FONTE: <www.casadopsicopedagogosp.com.br>. Acesso em: 2 mar. 2020.
DES

4 Descriçăo da imagem: imagem da capa do Manual de David Wechsler, intitulado Escala de


TRANSIÇÃO Inteligência Wechsler para Crianças, terceira ediçăo. A capa do manual possui fundo na cor
PARA A VIDA cinza, com uma tira na cor verde e no centro o título do manual.
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E
NECESSIDADE
S DE APOIO
A compreensăo da construçăo do teste, da psicometria e de outros
5 fatores psicológicos ou do desenvolvimento que podem afetar os resultados
CONTRIBUIÇÕES de certos tipos de avaliaçăo săo contribuições importantes que o psicólogo
DO PSICÓLOGO
traz para a equipe interdisciplinar do TEA. Existem muitos fatores que podem
REFERÊNCIAS afetar o desempenho do teste que devem ser considerados na interpretaçăo.
Um
10
1
INTRODUÇÃO
desafio na avaliaçăo de distúrbios do desenvolvimento neurológico é que
muitas avaliações năo foram suficientemente pesquisadas em indivíduos com
2 TEA e outras deficiências no desenvolvimento, e o clínico deve levar em
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
consideraçăo possíveis preocupações psicométricas durante a seleçăo e a
PROCESSO DE interpretaçăo dos testes.
DIAGNÓSTICO

3 A falta de pesquisa usando uma medida específica na populaçăo de


AVALIAÇÃO E TEA năo significa necessariamente que a medida năo irá reunir informações úteis,
TRATAMENTO
DE mas os resultados devem ser interpretados com cuidado. A equipe de
COMORBIDA avaliaçăo deve levar em consideraçăo o resultado de cada medida, bem como
DES
o histórico médico e de desenvolvimento ao interpretar os resultados dos
4 testes; por exemplo, os resultados da avaliaçăo cognitiva afetarăo a
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA interpretaçăo de medidas de habilidades adaptativas, sociais e de
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E comunicaçăo críticas para o diagnóstico diferencial. Por outro lado, altos
NECESSIDADE níveis de ansiedade social, dificuldade em processar informações verbais,
S DE APOIO
distraçăo por coisas na sala de avaliaçăo e outros fatores podem afetar os
5 resultados em medidas cognitivas.
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO
Fatores especificamente relacionados aos sintomas do TEA podem
REFERÊNCIAS afetar a administraçăo e a interpretaçăo de um teste. Como exemplo, ao
aplicar um WPPSI a uma criança pequena que tenha um interesse particular
em cores e
11
1
INTRODUÇÃO
letras, em uma seçăo do teste, a criança é incumbida de preencher uma
página de itens em ordem o mais rápido e preciso possível. Cada item
2 aparece em uma caixa de cor diferente para ajudar a orientar a criança
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O pequena em itens individuais em uma página cheia de informações. O
PROCESSO DE interesse dessa criança por cores, no entanto, pode a levar a concluir os itens
DIAGNÓSTICO por ordem de cores (todos os vermelhos, depois laranjas, amarelos, verdes e
3 assim por diante).
AVALIAÇÃO E
TRATAMENTO
DE Às vezes, o avaliador pode precisar decidir rapidamente se deve fazer
COMORBIDA
DES acomodações. Por exemplo, devido ao interesse em letras, essa mesma
criança pode ter dificuldade em selecionar a resposta correta de uma série de
4 figuras rotuladas como A, B, C, D e E (em vez de responder listando palavras
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA que começavam com cada letra). Será que a criança deve ser acomodada
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E colocando uma tira de papel branca sobre as letras e exigindo uma resposta
NECESSIDADE pontual para facilitar a participaçăo do indivíduo? O que dizer para uma
S DE APOIO
criança que tem dificuldade em sentar-se por um longo tempo, mas permanece
5 mais concentrada se puder sentar no chăo? A eliminaçăo de estímulos
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO perturbadores, como as letras, ou a adiçăo de estrutura visual, como uma
página com um quadrado delineado, para que um indivíduo coloque seus
REFERÊNCIAS blocos durante os subtestes de construçăo de padrões, pode fornecer uma
imagem mais precisa (e eficiente em termos de tempo) do funcionamento
cognitivo da criança, mas às custas da administraçăo
12
1
INTRODUÇÃO
padronizada. O objetivo da avaliaçăo é determinar como a criança
provavelmente funciona em sala de aula ou ter uma ideia de funcionamento
2 em um ambiente mais individualizado? Como esses comportamentos ou
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
acomodações devem ser incorporados na interpretaçăo do relatório?
PROCESSO DE
DIAGNÓSTICO Durante as sessões de avaliaçăo desafiadoras, o treinamento do psicólogo
3 em técnicas comportamentais é um ativo. Por exemplo, se durante o curso de
AVALIAÇÃO E uma sessăo de teste, a criança frequentemente pula da cadeira e corre pela
TRATAMENTO
DE sala, frequentemente interrompe o teste para fazer perguntas irrelevantes
COMORBIDA ou pergunta quando o teste terminará, é excessivamente distraída por vários
DES
estímulos no quarto, ou se recusa a cumprir o solicitado? Também pode ser
4 que a criança năo entenda o que está sendo solicitado, mas os prejuízos na
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA comunicaçăo social os impedem de pedir o tipo de ajuda de que precisam, ou
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E podem estar excessivamente frustrados ou cansados, mas têm dificuldade
NECESSIDADE em expressar isso.
S DE APOIO

5 Lincoln, Hansel e Quirmbach (2007) forneceram várias ideias para


CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO incentivar a cooperaçăo em uma sessăo de teste, incluindo o posicionamento
estratégico da criança, dos materiais e do examinador. O uso de
REFERÊNCIAS cronogramas visuais simples e o estabelecimento rápido de rotinas e reforços
claros e previsíveis
13
1
INTRODUÇÃO
na avaliaçăo podem reduzir a ansiedade que muitos indivíduos com TEA
sentem ao serem solicitados a realizar uma nova tarefa năo rotineira com
2 uma pessoa nova. Idealmente, a necessidade dessa estrutura seria conhecida
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
de antemăo, e a equipe poderia decidir se as acomodações deveriam ser
PROCESSO DE fornecidas com base no objetivo da avaliaçăo, mas, se esse năo for o caso, o
DIAGNÓSTICO histórico do psicólogo em técnicas comportamentais é um trunfo para a
3 equipe que se encontra com a necessidade de adaptar rapidamente técnicas
AVALIAÇÃO E durante a avaliaçăo, a fim de garantir que a avaliaçăo forneça informações
TRATAMENTO
DE válidas para o construto que está sendo testado (por exemplo, inteligência),
COMORBIDA em vez de se tornar um teste inadvertido de motivaçăo, conformidade ou
DES
regulaçăo emocional. Para obter mais informações sobre ideias para
4 estruturar uma sessăo de teste, consulte Klinger, O’Kelley e Mussey (2009).
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E Outros fatores que a equipe deve considerar ao selecionar e interpretar
NECESSIDADE medidas incluem capacidade de linguagem, atraso no processamento, nível
S DE APOIO
de desenvolvimento em comparaçăo com a idade cronológica, problemas
5 com planejamento/coordenaçăo motora e preocupações psiquiátricas
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO concomitantes. Mesmo as ferramentas avaliativas que săo frequentemente
consideradas o “padrăo ouro” para avaliar sintomas de TEA, como a Escala de
REFERÊNCIAS Observaçăo para o Diagnóstico de Autismo 2 (ADOS-2) (LORD et al., 2012)
devem ser interpretadas
14
1
INTRODUÇÃO
no contexto das informações obtidas ao longo do processo de avaliaçăo. Por
exemplo, Sikora et al. (2008) descobriram que 15% das crianças e
2 adolescentes com transtornos do humor foram classificadas incorretamente
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O usando o algoritmo ADOS-G, destacando a necessidade de obter informações
PROCESSO DE colaterais durante as avaliações de diagnóstico e interpretar os resultados de
DIAGNÓSTICO cada avaliaçăo no contexto de outras informações (de fato, os autores do
3 ADOS enfatizam que a medida deve ser usada como um ponto de dados entre
AVALIAÇÃO E vários outros no processo de diagnóstico).
TRATAMENTO
DE
COMORBIDA
DES Por exemplo, indivíduos com ansiedade significativa também podem
demonstrar comportamentos que se sobrepõem aos sintomas do TEA
4 (HARTLEY; SIKORA, 2009) e, portanto, apresentam um desempenho ruim no
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA ADOS-2 e em outras medidas do TEA. Crianças com cegueira e surdez
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E congênita podem exibir comportamentos semelhantes às crianças com TEA
NECESSIDADE (GRAHAM et al., 2005). As medidas observacionais e dos relatórios dos pais
S DE APOIO
frequentemente usadas na avaliaçăo do TEA podem năo ter sido
5 pesquisadas no contexto da cegueira congênita, e esses indivíduos podem
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO pontuar bem dentro do intervalo do TEA no protocolo de pontuaçăo, mas após
uma avaliaçăo cuidadosa, seu comportamento pode ser atribuído ao
REFERÊNCIAS comprometimento/privaçăo sensorial (GRAHAM et al., 2005; VERVLOED et
al., 2006).
15
1
INTRODUÇÃO
FIGURA 3 – ESCALA DE OBSERVAÇÃO PARA O DIAGNÓSTICO DO AUTISMO

2
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
PROCESSO DE
DIAGNÓSTICO

3
AVALIAÇÃO E
TRATAMENTO FONTE: <www.nzcer.org.nz>. Acesso em: 2 mar. 2020.
DE
COMORBIDA Descriçăo da imagem: imagem de um caderno com espiral e no centro em caixa alta, na cor
DES vermelha, a palavra ADOS-2.

4
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA Certamente, năo importa quăo bem treinado e experiente possa ser um
ADULTA, SEUS clínico, em algum momento haverá um caso em que o psicólogo
SINTOMAS E
NECESSIDADE simplesmente năo possui as habilidades ou os meios necessários para conduzir
S DE APOIO
adequadamente uma avaliaçăo diagnóstica completa e precisará encaminhar
5 ou consultar outros colegas com treinamento em áreas especializadas. Além
CONTRIBUIÇÕES disso, é extremamente provável que o planejamento do tratamento envolva
DO PSICÓLOGO
encaminhamento e colaboraçăo com outros especialistas, especialmente
REFERÊNCIAS devido à alta incidência de outras comorbidades médicas, de desenvolvimento
e psicológicas no contexto
16
1
INTRODUÇÃO
do TEA. Ter uma equipe interdisciplinar de TEA estabelecida agiliza e
melhora o processo de diagnóstico, reunindo profissionais com a experiência
2 necessária para atender totalmente às necessidades do cliente. A equipe
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O interdisciplinar facilita assim uma transiçăo fácil de uma avaliaçăo diagnóstica
PROCESSO DE completa para o recebimento de serviços adequados.
DIAGNÓSTICO

3
AVALIAÇÃO E
TRATAMENTO
DE
3 AVALIAÇÃO E TRATAMENTO
COMORBIDA
DES DE COMORBIDADES
4 PSIQUIÁTRICAS
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA
ADULTA, SEUS As comorbidades psiquiátricas săo bastante comuns no contexto do
SINTOMAS E
NECESSIDADE transtorno do espectro do autista (DEPREY; OZONOFF, 2009; JOSHI et al.,
S DE APOIO 2010; MANNION; LEADER; HEALY, 2013) e podem ser subdiagnosticadas.
5 Crianças com TEA têm dificuldades emocionais mais significativas do que
CONTRIBUIÇÕES crianças em desenvolvimento de 5 a 16 anos. Em crianças de 5 a 16 anos
DO PSICÓLOGO
com TEA, 74% apresentam dificuldades clinicamente significativas, incluindo
raiva, tristeza e ansiedade, em comparaçăo com 18% dos colegas em
REFERÊNCIAS
desenvolvimento típico (TOTSIKA et al., 2011). Aproximadamente 40-50% dos
jovens com TEA atendem aos critérios para dois ou mais transtornos
psiquiátricos (SIMONOFF et al., 2008).
17
1
INTRODUÇÃO
A avaliaçăo e o tratamento analítico do comportamento padronizado
em crianças com TEA podem deixar de abordar o papel de outros problemas
2 de saúde mental, como a ansiedade, especialmente sua potencial contribuiçăo
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
para a presença de comportamentos problemáticos, se os avaliadores năo
PROCESSO DE estiverem cientes desses problemas e de como os sintomas podem se
DIAGNÓSTICO apresentar diferentemente nos indivíduos do espectro.
3
AVALIAÇÃO E Ansiedade e depressăo săo particularmente comuns em indivíduos
TRATAMENTO
DE mais velhos com TEA que năo apresentam comprometimento cognitivo, muitas
COMORBIDA vezes se tornando mais prevalentes à medida que os indivíduos se tornam mais
DES
conscientes de suas próprias dificuldades sociais (VAN STEENSEL; BÖGELS;
4 PERRIN, 2011). A avaliaçăo e o diagnóstico precisos das comorbidades
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA psiquiátricas săo fundamentais para o planejamento adequado do tratamento,
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E e há momentos em que os problemas relacionados às preocupações
NECESSIDADE psicológicas podem ser alvos de tratamento mais prementes do que os sintomas
S DE APOIO
do TEA (MASKEY et al., 2013). O diagnóstico de comorbidade psiquiátrica
5 pode ser complicado se năo for claro se os sintomas justificam um diagnóstico
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO adicional ou se podem ser considerados como relacionados ao TEA (MATSON;
NEBEL-SCHWALM, 2007).
REFERÊNCIAS
18
1
INTRODUÇÃO
Os déficits de comunicaçăo social centrais ao TEA complicam a notificaçăo
de sintomas psiquiátricos aos clínicos. Medidas frequentemente usadas para
2 avaliar dificuldades psiquiátricas e comportamentais na populaçăo em geral foram
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
usadas com indivíduos com TEA, mas a maioria dessas medidas năo foi
PROCESSO DE testada quanto à confiabilidade ou validade em indivíduos com TEA. Até
DIAGNÓSTICO perguntas que parecem relativamente diretas podem ser confusas para
3 indivíduos com TEA que relatam sintomas psiquiátricos. Por exemplo, itens
AVALIAÇÃO E de algumas medidas de autorrelato comumente usadas para ansiedade e
TRATAMENTO
DE depressăo incluem descrições como: “Sou uma pessoa estável” – do
COMORBIDA Inventário de Ansiedade Traço-Estado (IDATE), de Spielberger (2010). Na
DES
clínica, esses itens intrigaram adultos do espectro, alguns dos quais passam
4 um tempo substancial ponderando esses itens.
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E Apesar da dificuldade em avaliar as comorbidades psiquiátricas, fazer
NECESSIDADE isso com precisăo é fundamental para o planejamento eficaz do tratamento.
S DE APOIO
O treinamento do psicólogo em TEA, desenvolvimento típico e distúrbios
5 psiquiátricos desempenham um papel no diagnóstico preciso e no
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO planejamento do tratamento. Os antecedentes de um psicólogo especializado
incluirăo treinamento em tratamentos baseados em evidências para distúrbios
REFERÊNCIAS psiquiátricos
19
1
INTRODUÇÃO
comuns na populaçăo em geral, como terapia cognitivo comportamental,
terapia comportamental dialética e outros (embora o grau de ênfase em cada
2 orientaçăo possa diferir entre os programas de treinamento).
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
PROCESSO DE A pesquisa mostra que, com adaptaçăo individualizada apropriada,
DIAGNÓSTICO estratégias de intervençăo como terapia cognitivo comportamental e terapia
3 comportamental dialética, com forte base de evidências em outras
AVALIAÇÃO E populações, podem ser úteis para indivíduos do espectro. De fato, a
TRATAMENTO
DE adaptaçăo de tais intervenções é uma área crescente de pesquisa no campo do
COMORBIDA TEA. A capacidade de identificar e adaptar abordagens adequadas para lidar com
DES
ansiedade, depressăo, regulaçăo emocional e outros desafios é uma
4 contribuiçăo importante para a equipe de tratamento do TEA. Além disso,
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA como os sintomas de preocupações psiquiátricas concomitantes podem
ADULTA, SEUS aumentar e diminuir ou surgirem novos problemas com a maturaçăo e as
SINTOMAS E
NECESSIDADE mudanças na situaçăo, é importante năo apenas monitorar o impacto das
S DE APOIO
intervenções, mas também continuar a monitorar sintomas recorrentes ou
5 novos ao longo do tempo.
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO
Existe um crescente corpo de literatura para apoiar a eficácia de
REFERÊNCIAS intervenções comportamentais e cognitivas que os psicólogos podem
fornecer para abordar problemas comórbidos em indivíduos com TEA. Abordar
problemas
20
1
INTRODUÇÃO
comportamentais ou psiquiátricos comórbidos em indivíduos com TEA é
importante, pois a presença de problemas comórbidos pode significar pior
2 prognóstico e pode impedir que os indivíduos se beneficiem totalmente das
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
intervenções específicas que recebem.
PROCESSO DE
DIAGNÓSTICO Por exemplo, problemas de comportamento podem impedir a
3 capacidade de uma criança de participar de instruções em sala de aula,
AVALIAÇÃO E intervenções individualizadas, oportunidades de socializaçăo naturalista ou
TRATAMENTO
DE treinamento em teste discreto. Os psicólogos treinados no fornecimento de
COMORBIDA terapia cognitivo comportamental (TCC) e terapia comportamental podem
DES
resolver esses problemas em conjunto com a intervençăo específica do TEA,
4 trabalhando com outros profissionais para garantir que os tratamentos sejam
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA complementares (por exemplo, para que as estratégias para solucionar as
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E dificuldades comportamentais sejam aplicadas de maneira consistente em
NECESSIDADE todas as situações).
S DE APOIO

5 Quando se trata de implementar tratamentos para comportamentos


CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO desafiadores, como agressăo, lesăo pessoal ou dificuldades para dormir
(após a exclusăo de condições médicas), as abordagens comportamentais
REFERÊNCIAS săo um componente crítico do planejamento do tratamento. Mesmo quando
os medicamentos podem ser usados para resolver dificuldades, abordagens
21
1
INTRODUÇÃO
comportamentais săo frequentemente necessárias para o sucesso do
tratamento a longo prazo e para diminuir o uso de medicamentos. O
2 tratamento comportamental se concentra em ensinar ao indivíduo (e
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
cuidadores) maneiras novas e mais adaptativas para atender às necessidades
PROCESSO DE situacionais, abordando os déficits de habilidades que contribuem para as
DIAGNÓSTICO dificuldades de comportamento. Portanto, uma equipe interdisciplinar que
3 inclua psicólogos e psiquiatras é benéfica.
AVALIAÇÃO E
TRATAMENTO
DE A TCC agora é uma intervençăo comumente usada para crianças com
COMORBIDA TEA de alto funcionamento que possuem habilidades verbais bem
DES
desenvolvidas e săo capazes de se envolver em terapias baseadas em
4 conversas (apoiada, é claro, com suportes visuais e outros conforme
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA necessário para se adequar ao estilo de aprendizagem do indivíduo). Existe
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E um crescente corpo de literatura que apoia o uso da TCC para abordar uma
NECESSIDADE variedade de déficits de habilidades em indivíduos com TEA, incluindo déficits de
S DE APOIO
habilidades sociais e adaptativas. Muitos autores sugerem modificações na TCC
5 tradicional, confiando mais fortemente nos componentes comportamentais do
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO tratamento, incorporando os interesses restritos de um indivíduo como uma
maneira de aumentar o envolvimento na terapia, o aumento do envolvimento
REFERÊNCIAS dos pais e o ensaio comportamental de habilidades (DANIAL; WOOD, 2013).
22
1
INTRODUÇÃO
No passado, a TCC para TEA era focada principalmente nos sintomas
do TEA (THOMSON; RIOSA; WEISS, 2015). Alguns pesquisadores observaram
2 que existem certas habilidades de pré-requisito que precisam ser
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
desenvolvidas para melhorar as respostas positivas à TCC em indivíduos com
PROCESSO DE TEA (LICKEL et al., 2012). A eficácia da TCC pode ser aprimorada se o
DIAGNÓSTICO tratamento enfatizar inicialmente a melhoria da identificaçăo e conscientizaçăo
3 das emoções, uma vez que esse é um déficit social central para indivíduos
AVALIAÇÃO E com TEA. A TCC tradicional exige que os indivíduos relatem estados
TRATAMENTO
DE emocionais internos e demonstrem uma compreensăo das causas e
COMORBIDA consequências de experiências emocionais. Isso exige que os indivíduos
DES
possam identificar e discriminar com precisăo entre uma variedade de
4 emoções para participar plenamente das intervenções de TCC.
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E Outros componentes importantes incluem educaçăo eficaz, inclusăo
NECESSIDADE de pais e professores e ensino de conceitos-chave de amizade e resoluçăo
S DE APOIO
de problemas interpessoais, como iniciar conversas, consolar um amigo e
5 compartilhar experiências. A capacidade de resposta social é frequentemente
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO o principal comportamento-alvo na TCC para indivíduos com TEA. A ênfase
também é colocada em ajudar os indivíduos a adquirir habilidades mediadas
REFERÊNCIAS cognitivamente para promover interações sociais bem-sucedidas (por
exemplo,
23
1
INTRODUÇÃO
tomadas de perspectivas). Essas intervenções também têm como objetivo
ajudar os indivíduos a entender os pensamentos, metas e intenções próprias e
2 de outras pessoas (DANIAL; WOOD, 2013).
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
PROCESSO DE Os déficits de habilidades sociais săo um sintoma central do TEA, e
DIAGNÓSTICO é necessário estabelecer intervenções de habilidades sociais baseadas em
3 evidências para esses indivíduos. Existem várias intervenções de habilidades
AVALIAÇÃO E sociais que se mostram promissoras na melhoria das habilidades sociais. Os
TRATAMENTO
DE psicólogos podem fornecer intervenções baseadas na TCC destinadas a melhorar
COMORBIDA as habilidades sociais. Por exemplo, o Programa para Educaçăo e
DES
Enriquecimento em Habilidades Relacionais (PEERS) é uma intervençăo de
4 habilidades sociais empiricamente apoiada para jovens com TEA. O PEERS
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA aplica métodos de instruçăo da TCC, incluindo psicoeducaçăo, dramatizaçăo,
ADULTA, SEUS estratégias cognitivas (percepçăo social, cogniçăo social/tomada de perspectiva,
SINTOMAS E
NECESSIDADE resoluçăo de problemas sociais), exercícios de ensaio comportamental,
S DE APOIO
feedback de desempenho, questionamento socrático, liçăo de casa e revisăo
5 e envolvimento dos pais.
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO
Os resultados dos ensaios clínicos randomizados mostraram melhorias
REFERÊNCIAS nas habilidades sociais evidentes, maior frequência de interações entre pares e
maior capacidade de resposta social (LAUGESON; PARK, 2014). A pesquisa
mostrou que
24
1
INTRODUÇÃO
os tratamentos de habilidades sociais com base na TCC săo viáveis, acessíveis
e benéficos quando há adaptações, como aumentar a estrutura e a
2 previsibilidade das sessões, usar suportes visuais, usar sugestões verbais
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
explícitas e feedback, identificar pistas sociais importantes e ensaios
PROCESSO DE comportamentais de habilidades frequentes. Além do programa PEERS,
DIAGNÓSTICO existem outras intervenções empíricas de apoio social. Essas intervenções
3 săo geralmente fornecidas em formato de grupo. Pensa-se que o formato
AVALIAÇÃO E baseado em grupo permita mais oportunidades de interaçăo social e habilidades
TRATAMENTO
DE de ensino em um ambiente naturalista (LAUGESON; PARK, 2014).
COMORBIDA
DES
Beaumont desenvolveu uma intervençăo da TCC chamada “Sociedade
4 do Agente Secreto: Regulaçăo da Operaçăo” para ensinar habilidades de
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA regulaçăo emocional a crianças com TEA (BEAUMONT, 2013). Thompson,
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E Riosa e Weiss (2015) conduziram um estudo com 13 crianças com QI médio
NECESSIDADE a acima da média para avaliar a eficácia e a viabilidade dessa intervençăo de
S DE APOIO
regulaçăo emocional. O programa incluiu os seguintes componentes da TCC:
5 modelagem, representaçăo de papéis, psicoeducaçăo, relaxamento,
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO generalizaçăo e sistema de reforço. As sessões iniciais visam à
conscientizaçăo e identificaçăo emocional e depois passam à implementaçăo
REFERÊNCIAS de estratégias de relaxamento e enfrentamento.
25
1
INTRODUÇÃO
Recentemente, as intervenções de TCC para indivíduos com TEA se
expandiram para abordar outras áreas de dificuldade, particularmente a
2 ansiedade (THOMSON; RIOSA; WEISS, 2015). Indivíduos com TEA săo
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
predispostos à ansiedade (BELLINI, 2006). A prevalência de transtornos de
PROCESSO DE ansiedade comórbida em indivíduos com TEA é de aproximadamente 40% (VAN
DIAGNÓSTICO STEENSEL; BÖGELS; PERRIN, 2011) e, anedoticamente, é um dos
3 problemas de apresentaçăo mais comuns para jovens com TEA em
AVALIAÇÃO E ambulatórios.
TRATAMENTO
DE
COMORBIDA A ansiedade é documentada em indivíduos com e sem deficiência
DES
intelectual (DI). Uma grande proporçăo da literatura se concentrou em
4 tratamentos comportamentais para ansiedade em TEA sem DI (ROSEN;
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA CONNELL; KERNS, 2016). A ansiedade está associada a prejuízos funcionais
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E adicionais para pessoas com TEA, incluindo dificuldades sociais mais graves,
NECESSIDADE depressăo, autolesăo e estresse familiar (KERNS et al., 2015). Dada a alta
S DE APOIO
taxa de ansiedade comórbida e TEA e os comprometimentos funcionais
5 relacionados, houve um esforço para identificar práticas baseadas em
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO evidências para problemas de ansiedade em indivíduos com TEA (ROSEN;
CONNELL; KERNS, 2016).
REFERÊNCIAS
26
1
INTRODUÇÃO
A terapia cognitivo-comportamental (TCC) modificada está mostrando
um apoio emergente para o tratamento eficaz de transtornos de ansiedade
2 comórbidos (DANIAL; WOOD, 2013), particularmente para indivíduos com
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
autismo de "alto funcionamento" (TEA sem DI associado); observe que,
PROCESSO DE embora comumente usado, esse termo está entre aspas porque pode ser
DIAGNÓSTICO enganoso, pois na verdade năo fala do funcionamento adaptativo do
3 indivíduo. Vários ensaios clínicos randomizados mostraram que a TCC
AVALIAÇÃO E modificada (TCC-M) pode reduzir os sintomas de ansiedade em crianças com
TRATAMENTO
DE autismo de "alto funcionamento" (REAVEN et al., 2012; WOOD et al. 2009).
COMORBIDA Essas intervenções geralmente incluem o uso de suportes visuais (por exemplo,
DES
termômetros de emoçăo) e maior envolvimento dos pais em comparaçăo à
4 TCC infantil tradicional, incorporando interesses específicos dos indivíduos e
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA usando linguagem mais concreta em vez de analogias.
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E
NECESSIDADE No entanto, há menos evidências para apoiar o uso de TCC-M em
S DE APOIO
indivíduos com sintomas mais graves do TEA, em indivíduos com DI ou
5 capacidade verbal limitada. Componentes comportamentais da TCC, como
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO exposiçăo graduada, dessensibilizaçăo sistemática, extinçăo de fuga,
modelagem, reforço positivo, habilidades de enfrentamento e estratégias
REFERÊNCIAS antecedentes, mostraram-se promissores na reduçăo da evitaçăo fóbica
(ROSEN; CONNELL; KERNS, 2016).
27
1
INTRODUÇÃO
Dado que os sintomas de ansiedade costumam ser mediados verbalmente
(preocupações, ansiedade antecipatória), os tratamentos para ansiedade
2 em indivíduos com deficiência intelectual (DI) ou capacidade verbal limitada
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
dependem mais fortemente dos componentes comportamentais da TCC para
PROCESSO DE diminuir os sintomas de ansiedade e menos ênfase é colocada nas
DIAGNÓSTICO habilidades cognitivas, componentes como reestruturaçăo cognitiva, diálogo
3 interno e nomeaçăo de emoções.
AVALIAÇÃO E
TRATAMENTO
DE Os psicólogos também contam com comportamentos observáveis para
COMORBIDA medir a ansiedade (por exemplo, frequência cardíaca, respiraçăo, sintomas
DES
somáticos, evitaçăo). Isso também permite mais ênfase nos componentes
4 comportamentais e menos ênfase no componente cognitivo (por exemplo,
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA nomeaçăo de emoções, diálogo interno, reestruturaçăo cognitiva).
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E
NECESSIDADE Aproximadamente 50% das crianças com TEA também se envolvem
S DE APOIO
em comportamentos disruptivos, como agressăo, descumprimento ou năo
5 conformidade (noncompliance) e autolesăo (BEARSS et al., 2015). Esses
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO comportamentos disruptivos têm o potencial de interferir na capacidade de
um indivíduo se beneficiar e participar de seu tratamento e programaçăo
REFERÊNCIAS educacional.
28
1
INTRODUÇÃO
A TCC para comportamentos disruptivos pode incluir reestruturaçăo
cognitiva, reconhecimento de emoções e desenvolvimento de estratégias de
2 enfrentamento. Essas intervenções também abordaram tomada de
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
perspectiva, soluçăo de problemas, dramatizaçăo e uso de histórias sociais.
PROCESSO DE Algumas dessas intervenções incluem sessões para pais simultȃneas e
DIAGNÓSTICO tarefas domésticas. O treinamento em mindfulness também tem sido usado
3 para transtornos externalizantes. No entanto, o papel e a eficácia da TCC no
AVALIAÇÃO E comportamento disruptivo năo săo claros, requerem um certo nível de
TRATAMENTO
DE comunicaçăo e compreensăo verbal e săo necessárias mais pesquisas
COMORBIDA (DANIAL; WOOD, 2013).
DES

4 Há evidências promissoras para apoiar o uso do treinamento


TRANSIÇÃO
PARA A VIDA comportamental dos pais para lidar com comportamentos problemáticos em
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E indivíduos com TEA. Foi realizado um ensaio clínico randomizado (ECR) para
NECESSIDADE determinar os efeitos de um programa de treinamento de comportamento dos
S DE APOIO
pais em comparaçăo com a educaçăo destes para diminuir comportamentos
5 disruptivos em crianças pequenas com TEA (BEARSS et al., 2015). Os
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO resultados indicaram que comportamentos disruptivos diminuíram
significativamente na condiçăo de treinamento dos pais em comparaçăo com
REFERÊNCIAS a educaçăo dos pais. A ênfase está no papel dos pais como agentes de
mudança; é uma abordagem de tempo limitado e é considerado um
tratamento baseado em evidências.
29
1
INTRODUÇÃO
Os problemas do sono de indivíduos com TEA săo semelhantes aos
que ocorrem na populaçăo em geral, mas ocorrem com muito mais
2 frequência. May, Cornish e Rinehart (2014) descobriram que, enquanto 29%
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
das crianças em desenvolvimento típico tinham problemas de sono relatados
PROCESSO DE pelo cuidador, 78% das crianças com TEA tinham problemas de sono. O sono
DIAGNÓSTICO ruim está correlacionado com o aumento da agressividade, hiperatividade e
3 problemas sociais mais significativos. Os psicólogos podem fornecer breves
AVALIAÇÃO E intervenções comportamentais para treinar os pais em abordagens
TRATAMENTO
DE comportamentais para melhorar o sono de seus filhos. Essas breves intervenções
COMORBIDA podem resultar em sono significativamente melhorado e menos problemas
DES
comportamentais com TEA, o que também aumenta a saúde mental e o bem-
4 estar dos pais (PAPADOPOULOS et al., 2015).
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E Outras preocupações comportamentais, como agressăo a si e aos
NECESSIDADE outros, birras, dificuldades de alimentaçăo e problemas de sono também săo
S DE APOIO
comuns em indivíduos com TEA. Aproximadamente, 50% das crianças com
5 TEA também se envolvem em comportamentos disruptivos, como agressăo,
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO descumprimento e autolesăo (BEARSS et al., 2015). Esses comportamentos
podem ser bastante prejudiciais para o indivíduo e perturbadores para a família
REFERÊNCIAS (DOO; WING, 2006).
30
1
INTRODUÇÃO
Esses comportamentos também podem interferir na capacidade de um
indivíduo se beneficiar e participar de seu tratamento e programaçăo
2 educacional.
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
PROCESSO DE É importante descartar ou resolver problemas médicos subjacentes
DIAGNÓSTICO aos comportamentos difíceis, que podem incluir encaminhamento para outros
3 membros da equipe interdisciplinar (por exemplo, neurologia, medicina do
AVALIAÇÃO E sono e outros especialistas). Também é importante avaliar possíveis
TRATAMENTO
DE problemas psicológicos, como TOC ou distúrbios de humor, ao projetar uma
COMORBIDA abordagem de tratamento para comportamentos difíceis. Depois que as
DES
causas médicas para comportamentos desafiadores sejam descartadas ou
4 tratadas, e possíveis problemas psicológicos sejam avaliados e iniciado o
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA tratamento adequado, a avaliaçăo do comportamento funcional (com uma
ADULTA, SEUS consideraçăo cuidadosa das preocupações específicas do TEA) surge como
SINTOMAS E
NECESSIDADE um elo crítico entre avaliaçăo e intervençăo.
S DE APOIO

5 A experiência do psicólogo na mediçăo e monitoramento de


CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO comportamentos ao longo do tempo é útil para esse fim. Estabelecer um
método para monitorar eficientemente essas mudanças năo é apenas
REFERÊNCIAS importante para estabelecer e ajustar um plano de tratamento ao longo do
tempo. Registrar
31
1
INTRODUÇÃO
mudanças quantificáveis também pode ser uma ferramenta poderosa para os
profissionais de saúde que podem năo perceber melhorias incrementais na
2 vida cotidiana, mas săo motivados ao ver o cenário geral conforme os dados
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
săo documentados ao longo do tempo.
PROCESSO DE
DIAGNÓSTICO Muitos métodos foram desenvolvidos para avaliar os fatores
3 subjacentes a comportamentos desafiadores e servem como base para o
AVALIAÇÃO E planejamento do tratamento. Alguns comportamentos desafiadores săo
TRATAMENTO
DE relativamente diretos. Nesses casos, fazer uma série de perguntas (talvez
COMORBIDA usando uma das várias escalas para avaliar a funçăo comportamental) e
DES
fazer observações informais pode ser suficiente para o planejamento do
4 tratamento. Em outras ocasiões, a determinaçăo dos antecedentes e a
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA manutençăo de variáveis năo săo tăo claras. Em qualquer um dos casos, a
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E definiçăo operacional do comportamento é importante, principalmente se
NECESSIDADE outras pessoas acompanharem o comportamento em outros ambientes (por
S DE APOIO
exemplo, em casa e na escola) para determinar se o plano de tratamento está
5 funcionando.
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO
Năo é incomum que as definições do comportamento-alvo variem
REFERÊNCIAS amplamente. Por exemplo, digamos que os pais relatem que o
descumprimento ou a năo conformidade está causando grandes
dificuldades em casa e na
32
1
INTRODUÇÃO
escola. Se for solicitado à criança que faça algo que ela entenda claramente e
diga "năo, eu năo quero", ambos os pais concordam prontamente que este é
2 um exemplo do comportamento-alvo. No entanto, e se a criança disser "sim"
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
a uma solicitaçăo, mas falhar em fazer isso? Ou, se a criança for solicitada a
PROCESSO DE fazer algo imediatamente, mas o fizer 5 minutos depois? Talvez um pai ou măe
DIAGNÓSTICO registre isso como descumprimento, enquanto o outro năo.
3
AVALIAÇÃO E Determinar o que registrar também pode envolver psicoeducaçăo para
TRATAMENTO
DE os indivíduos envolvidos. No exemplo anterior, talvez a criança tenha um
COMORBIDA processamento lento para instruções verbais, pelas quais um ou ambos os
DES
pais năo estăo respondendo ao dar instruções. O que pode parecer
4 “descumprimento” (desobediência) pode, de fato, ser devido à falta de
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA compreensăo, atraso no processamento ou problemas de atençăo. A
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E dificuldade em tais casos pode estar mais com quem dá as instruções. Talvez
NECESSIDADE ambos os pais deem instruções verbais, mas um tende a falar mais devagar ou
S DE APOIO
fornecer pistas visuais, para que a criança pareça mais "obediente" com um
5 dos pais do que com o outro. Uma melhor compreensăo do funcionamento do
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO indivíduo, incluindo déficits no estilo de aprendizagem e nas habilidades
relacionadas ao TEA, seria útil para essa família, mesmo antes de a equipe
REFERÊNCIAS começar a rastrear instȃncias de năo conformidade. O psicólogo primeiro
forneceria qualquer psicoeducaçăo necessária e, em seguida,
33
1
INTRODUÇÃO
ajudaria a família a definir operacionalmente o comportamento difícil, de
modo que um relato preciso do comportamento-alvo pudesse ser feito. A
2 colaboraçăo para chegar a uma definiçăo clara do comportamento-alvo é um
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
primeiro passo crítico para lidar com comportamentos difíceis.
PROCESSO DE
DIAGNÓSTICO A expertise comportamental do psicólogo é igualmente utilizada para
3 determinar a relaçăo entre eventos no ambiente do indivíduo e o
AVALIAÇÃO E comportamento- alvo. Os meios para determinar a funçăo subjacente podem
TRATAMENTO
DE variar dependendo da situaçăo. Em alguns casos, o uso de uma das medidas
COMORBIDA indiretas, relato dos pais, juntamente à observaçăo informal, pode ser
DES
suficiente. Em outros casos, pode ser necessária uma avaliaçăo
4 comportamental funcional mais envolvida. O psicólogo pode precisar treinar
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA os profissionais de saúde sobre como registrar sistematicamente
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E antecedentes e consequências de uma maneira que registre detalhes
NECESSIDADE suficientes para ajudar na formaçăo de uma hipótese sólida, além de se
S DE APOIO
adequar às habilidades da família.
5
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO Por exemplo, eles precisam decidir se todas as incidências do
comportamento operacionalmente definido serăo contadas ou se a família
REFERÊNCIAS registrará apenas durante um determinado período de tempo todos os dias.
Com pouca frequência, uma análise funcional do comportamento pode ser
necessária.
34
1
INTRODUÇÃO
Usar esta técnica significa essencialmente executar um experimento de
apenas um sujeito em que fatores ambientais săo sistematicamente
2 manipulados em um ambiente controlado. Uma sólida formaçăo na integraçăo
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
de pesquisas e estudos comportamentais é essencial na conduçăo dessas
PROCESSO DE análises formais para minimizar a chance de introduçăo de fatores de
DIAGNÓSTICO confusăo.
3
AVALIAÇÃO E Uma vez que for definido o comportamento operacionalmente, que for
TRATAMENTO
DE fornecida a psicoeducaçăo necessária, que as funções forem determinadas e
COMORBIDA uma linha de base de frequência e gravidade do comportamento for
DES
estabelecida, o psicólogo pode trabalhar com a família e a equipe para
4 estabelecer um plano de tratamento para enfrentar o comportamento
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA desafiador.
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E
NECESSIDADE Para comportamentos desafiadores e para transtornos psiquiátricos
S DE APOIO
comórbidos, o psicólogo pode trabalhar com a família para continuar
5 monitorando comportamentos e sintomas ao longo do tempo e alterar o plano
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO de tratamento conforme necessário. O psicólogo também utilizará a mesma
expertise comportamental para identificar déficits de habilidades e incorporar
REFERÊNCIAS o desenvolvimento de habilidades necessárias no plano de tratamento (por
exemplo, encontrar maneiras de ensinar métodos mais apropriados de
solicitar atençăo, lidar com a frustraçăo e solicitar ajuda ou uma pausa). O
estabelecimento
35
1
INTRODUÇÃO
dos métodos de construçăo de habilidades geralmente envolve mais membros
da equipe interdisciplinar do TEA, incluindo terapeutas ocupacionais,
2 fonoaudiólogos e outros membros da equipe interdisciplinar. Em suma, os
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
antecedentes de pesquisa do psicólogo e a experiência em avaliaçăo
PROCESSO DE comportamental săo benéficos para o planejamento do tratamento em
DIAGNÓSTICO colaboraçăo com outros membros da equipe interdisciplinar.
3
AVALIAÇÃO E
TRATAMENTO
DE
COMORBIDA 4 TRANSIÇÃO PARA A VIDA ADULTA,
DES

4
SEUS SINTOMAS E NECESSIDADES DE
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA
APOIO
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E
NECESSIDADE À medida que as crianças com TEA se aproximam da idade adulta,
S DE APOIO
seus sintomas e necessidades de apoio geralmente mudam. Muitos
5 indivíduos no espectro mostram algum grau de melhoria em sua
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO sintomatologia e comprometimento geral ao longo do tempo, com
comunicaçăo năo verbal e reciprocidade social mostrando comprometimento
REFERÊNCIAS mais persistente (SHATTUCK et al., 2007).
36
1
INTRODUÇÃO
Os desafios causados pelos sintomas do TEA podem se tornar mais
complexos na idade adulta. Quando um indivíduo finaliza o ensino básico ou chega
2 na idade de 18 anos, experimenta uma súbita e significativa perda de
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
estrutura e familiaridade diárias. No local de trabalho, no ensino pós-
PROCESSO DE secundário ou em outros locais após o ensino médio, o tempo geralmente
DIAGNÓSTICO năo é tăo estruturado e as expectativas năo săo tăo claras quanto eram no
3 ambiente escolar. Indivíduos familiares e confiáveis que ajudaram o indivíduo
AVALIAÇÃO E através de dificuldades no ambiente escolar năo estăo mais disponíveis,
TRATAMENTO
DE amigos e colegas familiares estăo subitamente ausentes, e as expectativas
COMORBIDA sociais no local de trabalho podem ser bem diferentes das da sala de aula
DES
familiar.
4
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA Compreensivelmente, a transiçăo para a idade adulta pode ser estressante
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E para muitas pessoas no espectro e pode exacerbar problemas de humor ou
NECESSIDADE comportamento em algumas pessoas. Os membros da família e da equipe de
S DE APOIO
tratamento devem procurar sinais de que um indivíduo pode estar
5 enfrentando dificuldades que justificariam o envolvimento do psicólogo. O
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO psicólogo poderia entăo avaliar e elaborar um plano de tratamento adequado ao
indivíduo, conforme discutido na seçăo sobre comorbidade.
REFERÊNCIAS
37
1
INTRODUÇÃO
O planejamento do tratamento pode envolver encaminhamento para
outros serviços, como programas de treinamento de habilidades vocacionais
2 e sociais, que já foram comprovados para reduzir a ansiedade e a depressăo
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
autorreferidas entre jovens adultos com TEA (HILLIER et al., 2011).
PROCESSO DE
DIAGNÓSTICO Para indivíduos que têm recebido serviços principalmente na escola, a
3 transiçăo para a idade adulta pode exigir uma nova avaliaçăo psicológica
AVALIAÇÃO E para determinar o grau de comprometimento em várias áreas, conforme
TRATAMENTO
DE descrito pelas agências de serviços. Por exemplo, pode ser necessário um
COMORBIDA
DES certo grau de comprometimento funcional em várias áreas para poder
acessar serviços de emprego inclusivos. Nesse caso, o psicólogo escolherá
4 as avaliações mais adequadas para destacar as necessidades do indivíduo
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA nos vários domínios descritos pela organizaçăo prestadora de serviços, com a
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E colaboraçăo da equipe interdisciplinar, se necessário.
NECESSIDADE
S DE APOIO
Durante o início da idade adulta, muitas pessoas no espectro passam
5 pela transiçăo a serviços de apoio. Além disso, algumas pessoas que se
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO mudam para moradias assistidas ou outros ambientes de apoio podem ter
dificuldade em se adaptar ao novo cenário; nesse caso, um psicólogo pode
REFERÊNCIAS consultar a moradia para fornecer psicodeduçăo ao pessoal, implementar a
estrutura necessária e outros
38
1
INTRODUÇÃO
apoios ambientais, e elaborar planos de apoio ao comportamento para atender
às necessidades do indivíduo à medida que se ajustam à transiçăo.
2
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O A transiçăo do ensino médio para o ensino superior ou o local de
PROCESSO DE trabalho é uma experiência essencial para os jovens adultos,
DIAGNÓSTICO independentemente de estarem ou năo no espectro TEA. Os resultados de
3 pesquisas mostram que um número crescente de jovens adultos com TEA
AVALIAÇÃO E está cursando o ensino pós-secundário em faculdades de quatro anos,
TRATAMENTO
DE faculdades de dois anos e escolas técnicas/ profissionais (SHATTUCK et al.,
COMORBIDA
DES 2012). No entanto, indivíduos no espectro săo extremamente subempregados
e indivíduos com TEA sem deficiência intelectual concomitante ainda
4 frequentam o ensino superior a taxas mais baixas do que seus pares
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA neurotípicos (TAYLOR; SELTZER, 2011). A comorbidade psiquiátrica e os
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E níveis mais baixos de funcionamento adaptativo estăo associados a piores
NECESSIDADE resultados para adultos.
S DE APOIO

5 Os principais sintomas e características associadas do TEA, incluindo


CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO déficits na comunicaçăo e interaçăo social, comportamentos e interesses
restritos e repetitivos, dificuldades pragmáticas de linguagem e disfunçăo
REFERÊNCIAS executiva também podem complicar uma transiçăo bem-sucedida para
atividades vocacionais ou educacionais. Os psicólogos, particularmente
quando trabalham
39
1
INTRODUÇÃO
ao lado de profissionais de diferentes disciplinas, estăo bem posicionados
para apoiar adolescentes e adultos com TEA ao entrarem e participarem do
2 emprego e do ensino pós-secundário. Nesta seçăo, săo discutidos os apoios e
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
serviços que os psicólogos podem fornecer aos estudantes com TEA.
PROCESSO DE
DIAGNÓSTICO Para os indivíduos que ingressam na força de trabalho, uma avaliaçăo
3 para determinar as necessidades atuais de suporte às vezes é benéfica se o
AVALIAÇÃO E indivíduo năo recebe uma avaliaçăo há vários anos. A avaliaçăo por um
TRATAMENTO
DE psicólogo pode ser necessária para se qualificar para serviços de emprego ou
COMORBIDA de reabilitaçăo profissional; essas organizações geralmente conduzem a
DES
avaliaçăo de habilidades profissionais, conforme necessário. Essas avaliações
4 podem informar o indivíduo e sua equipe de tratamento sobre os apoios que
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA podem ser necessários no ambiente de trabalho, o que pode informar a
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E procura de emprego e perguntas sobre se e quando divulgar o diagnóstico de
NECESSIDADE TEA.
S DE APOIO

5 Os indivíduos que continuam o ensino pós-secundário também devem


CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO levar essas coisas em consideraçăo. Como as escolas pós-secundárias năo
precisam rastrear a presença de deficiências ou condições que possam
REFERÊNCIAS interferir na aprendizagem, é improvável que os alunos sejam avaliados e
diagnosticados com TEA ou outras condições pelas escolas pós-secundárias
(PINDER-AMAKER,
40
1
INTRODUÇÃO
2014). Em vez disso, uma avaliaçăo neuropsicológica, psicológica e/ou
educacional independente com um psicólogo é valiosa para estudantes com
2 TEA que planejam seguir o ensino pós-secundário antes de iniciarem o
CONTRIBUIÇÕE
programa educacional.
S PARA O
PROCESSO DE
DIAGNÓSTICO Para um jovem, uma avaliaçăo neuropsicológica completa examinará
3 o funcionamento em vários domínios, incluindo funções intelectuais e
AVALIAÇÃO E cognitivas, linguagem e funções relacionadas, habilidades visuoespaciais e
TRATAMENTO
DE visuomotoras, aprendizagem e memória, atençăo e funções executivas e bem-
COMORBIDA estar psicológico e socioemocional. Também podem ser incluídos as aptidões
DES
acadêmicas (BRAATEN; FELOPULOS, 2003). Os resultados dessa avaliaçăo
4 podem identificar o perfil de diagnóstico de um aluno e áreas de força e
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA fraqueza cognitiva e informar os tipos de serviços e apoios que podem ser
ADULTA, SEUS necessários no cenário do ensino pós-secundário.
SINTOMAS E
NECESSIDADE
S DE APOIO
De fato, um relatório de avaliaçăo recente geralmente é exigido pelos
5 departamentos de serviços para deficientes nas universidades de 2 e 4 anos
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO para fornecer acomodações (por exemplo, tempo prolongado para concluir

REFERÊNCIAS
41
1
INTRODUÇÃO
tarefas e exames, assentos preferenciais, acesso a anotações e esboços de
aula) para alunos individuais. Embora alguns estudantes se sintam relutantes
2 em compartilhar seus relatórios de avaliaçăo e, por sua vez, seu status de
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
incapacidade com suas instituições de ensino pós-secundário (MACLEOD; GREEN,
PROCESSO DE 2009), é importante ter em mente que, de acordo com os mandatos legais,
DIAGNÓSTICO todas as informações devem ser mantidas em sigilo e compartilhadas com o
3 pessoal apenas com base na necessidade de conhecimento, e a obtençăo de
AVALIAÇÃO E apoios adequados pode aumentar significativamente o sucesso geral do
TRATAMENTO
DE indivíduo.
COMORBIDA
DES
Vendo que năo existe um protocolo padronizado para avaliar jovens
4 com TEA, Hewitt (2015) ofereceu algumas recomendações para trabalhar
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA com essa populaçăo. Especificamente, ao avaliar indivíduos com TEA que
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E estăo se preparando para o ensino pós-secundário, é útil cobrir os seguintes
NECESSIDADE domínios:
S DE APOIO

5 • objetivos educacionais e de carreira;


CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO • motivaçăo para frequentar a faculdade;
• preocupações com experiências educacionais e sociais anteriores;
REFERÊNCIAS • hobbies e interesses;
• rede de apoio atual e antecipada ao ingressar no ensino superior;
• experiências anteriores com independência, vida comunitária e autodefesa;
42
1
INTRODUÇÃO
• experiências anteriores com a autodivulgaçăo do status de TEA.

2 Essas mesmas considerações săo importantes para os indivíduos que


CONTRIBUIÇÕE
S PARA O se preparam para ingressar na força de trabalho. Ao avaliar jovens com TEA
PROCESSO DE que já estăo matriculados no ensino pós-secundário, é importante avaliar
DIAGNÓSTICO (HEWITT, 2015):
3
AVALIAÇÃO E • sua situaçăo atual de vida;
TRATAMENTO
DE • capacidade de identificar e usar serviços e organizações do campus (por
COMORBIDA
DES exemplo, organizações estudantis, serviços de saúde);
• capacidade de navegar no campus e na comunidade circundante;
4 • relacionamento com o departamento de serviços para deficientes do campus;
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA • horários e programas de aula;
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E • desempenho acadêmico;
NECESSIDADE • interações com professores e funcionários (por exemplo, professores,
S DE APOIO
conselheiros residentes);
5 • uso de tecnologia;
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO • habilidades de estudo e gerenciamento de tempo.

REFERÊNCIAS
43
1
INTRODUÇÃO
A avaliaçăo dessas áreas pode informar a necessidade e a prestaçăo
de serviços, além das acomodações acadêmicas que as escolas pós-
2 secundárias podem estar mais familiarizadas e equipadas para oferecer.
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
PROCESSO DE Embora a transiçăo para o ensino pós-secundário ou para a força de
DIAGNÓSTICO trabalho seja um período empolgante para muitos indivíduos com TEA,
3 também pode introduzir um aumento nas demandas acadêmicas/de
AVALIAÇÃO E produtividade e sociais e, por sua vez, um aumento no estresse. Além disso, o
TRATAMENTO
DE estresse associado a essa transiçăo pode persistir ao longo do tempo para
COMORBIDA estudantes com TEA (VANBERGEIJK; KLIN; VOLKMAR, 2008).
DES

4 Os psicólogos que prestam serviços diretos podem fornecer terapia


TRANSIÇÃO
PARA A VIDA individual ou em grupo para estudantes pós-secundários com TEA. Muitos
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E indivíduos com TEA apresentam sintomas significativos de depressăo e
NECESSIDADE ansiedade (LAI et al., 2011). Embora a base de pesquisa permaneça limitada,
S DE APOIO
existem evidências emergentes para mostrar que a terapia cognitivo-
5 comportamental adaptada (TCC), discutida também na seçăo de
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO comorbidades, aplicada em contextos individuais e em grupo, pode reduzir
esses sintomas em jovens com TEA sem a presença de deficiência intelectuais
REFERÊNCIAS concorrentes (KERNS et al., 2016).
44
1
INTRODUÇÃO
Além disso, intervenções baseadas nos princípios da TCC, incluindo
terapia de soluçăo de problemas em grupo (PUGLIESE; WHITE, 2014), têm
2 apoio emergente para aumentar as habilidades práticas e reduzir o sofrimento
CONTRIBUIÇÕE
entre os estudantes do ensino pós-secundário com TEA. Essas intervenções
S PARA O
PROCESSO DE săo fornecidas por um psicólogo.
DIAGNÓSTICO

3 Além de ajudar os alunos com TEA a gerenciar sintomas depressivos e


AVALIAÇÃO E de ansiedade, estudos recentes de intervençăo têm como objetivo aumentar
TRATAMENTO
DE as habilidades e comportamentos sociais. Por exemplo, Ashbaugh, Koegel e
COMORBIDA Koegel (2017) desenvolveram e testaram uma intervençăo estruturada de
DES
planejamento social para abordar as altas taxas de solidăo e isolamento
4 relatadas por estudantes pós-secundários com TEA.
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA
ADULTA, SEUS O planejamento social estruturado envolve vários componentes,
SINTOMAS E
NECESSIDADE incluindo a incorporaçăo dos interesses dos indivíduos ao selecionar
S DE APOIO
atividades sociais, os indivíduos envolvidos nas atividades sociais
5 selecionadas, o treinamento em habilidades organizacionais e o uso de um
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO mentor para suporte. Os autores Ashbaugh, Koegel e Koegel (2017) usaram
um design de linha de base múltipla para medir o impacto desse programa de
REFERÊNCIAS intervençăo no número de atividades sociais frequentadas por semana,
número de atividades extracurriculares
45
1
INTRODUÇÃO
frequentadas por semana, número de colegas com quem interagiram nessas
atividades, desempenho acadêmico e índices de autorrelato geral de
2 satisfaçăo de três estudantes universitários com TEA. A participaçăo na
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
intervençăo estruturada de planejamento social teve resultados benéficos
PROCESSO DE para cada participante em cada uma dessas áreas, e os resultados deste
DIAGNÓSTICO estudo apoiam a intervençăo direta nas habilidades e comportamentos
3 sociais de estudantes do ensino pós-secundário com TEA.
AVALIAÇÃO E
TRATAMENTO
DE Enquanto que participantes do estudo de Ashbaugh, Koegel e Koegel
COMORBIDA (2017) receberam intervençăo individualmente, esses resultados săo
DES
consistentes com aqueles de estudos anteriores que demonstraram que
4 adultos jovens com TEA podem se beneficiar em várias áreas da intervençăo
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA social e vocacional baseada em grupo (HILLIER et al., 2011; HILLIER et al.,
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E 2007). Tomados em conjunto, esses resultados sugerem que os psicólogos
NECESSIDADE podem contribuir para uma transiçăo bem-sucedida, abordando habilidades
S DE APOIO
sociais e fornecendo treinamento de habilidades ao trabalhar com jovens com
5 TEA em contextos individuais e em grupo.
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO

REFERÊNCIAS
46
1
INTRODUÇÃO
Um papel importante que os psicólogos podem desempenhar para os
alunos do ensino pós-secundário com TEA em seus cuidados é aprender
2 sobre os recursos e os apoios disponíveis nas instituições de ensino dos
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
indivíduos. As escolas pós-secundárias variam significativamente nos apoios
PROCESSO DE que fornecem; no entanto, os programas mais frequentemente oferecidos aos
DIAGNÓSTICO estudantes pós- secundários com TEA incluem grupos de apoio,
3 aconselhamento, atividades sociais supervisionadas e programas de
AVALIAÇÃO E transiçăo (BARNHILL, 2016).
TRATAMENTO
DE
COMORBIDA Os psicólogos podem ajudar explorando e compreendendo a base de
DES
pesquisa desses programas. Com essas informações, os psicólogos podem ajudar
4 seus clientes a acessar e navegar nesses suportes, bem como a tomar
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA decisões informadas sobre quais oportunidades buscar.
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E
NECESSIDADE Para os indivíduos que planejam ingressar no emprego, o psicólogo
S DE APOIO
pode recomendar e se referir da mesma forma às organizações comunitárias
5 apropriadas que podem ajudar no planejamento vocacional, incluindo
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO programas de treinamento de habilidades relacionados às metas de emprego
do indivíduo. Basear-se em comportamentos adaptativos, incluindo
REFERÊNCIAS segurança, transporte, responsabilidade financeira, higiene pessoal, entre
outros, é muitas vezes necessário para estudantes com TEA em transiçăo para
a idade adulta (ZEEDYK et al., 2016).
47
1
INTRODUÇÃO
Os psicólogos devem ter conhecimento sobre os apoios e recursos
locais disponíveis (incluindo aqueles oferecidos por outras pessoas na equipe
2 interdisciplinar) para ajudar a atender a essas necessidades e fazer
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
referências apropriadas. Os psicólogos também devem estar cientes de que
PROCESSO DE alguns indivíduos com TEA e suas famílias podem optar por trabalhar com um
DIAGNÓSTICO terapeuta ocupacional, tutor e/ou mentor para desenvolver algumas dessas
3 habilidades e devem estar preparados para fornecer referências e colaborar
AVALIAÇÃO E com esses profissionais, conforme necessário.
TRATAMENTO
DE
COMORBIDA Além de ajudar os alunos com TEA a navegar pelos recursos em suas
DES
comunidades, os psicólogos podem ajudar os adultos com TEA envolvendo
4 os pais em sessões, se a permissăo for concedida pelo cliente. Como
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA discutido anteriormente, as famílias dos estudantes geralmente estăo
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E altamente envolvidas em sua educaçăo básica; no entanto, a
NECESSIDADE responsabilidade muda rapidamente para os próprios alunos ao ingressar no
S DE APOIO
ensino pós-secundário.
5
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO Pinder-Amaker (2014) sugeriu que os alunos no ensino pós-secundário
se beneficiariam enormemente de um "Plano Educacional Individualizado"
REFERÊNCIAS para os estudos pós-secundários. Deste modo, as interações complexas
entre o aluno, a família e a escola que ocorreram no contexto de um Plano
Educacional
48
1
INTRODUÇÃO
Individualizado na escola básica poderiam continuar após o ensino médio. Os
psicólogos podem ser capazes de colocar em prática alguns aspectos desse
2 plano.
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
PROCESSO DE Novos programas estăo sendo implementados continuamente para
DIAGNÓSTICO atender às necessidades dos números crescentes de adultos com TEA,
3 incluindo estudantes do ensino pós-secundário. Uma desvantagem
AVALIAÇÃO E significativa dessas ofertas, no entanto, é que muitas carecem de avaliaçăo
TRATAMENTO
DE do programa em uma escala maior (ZEEDYK et al., 2016).
COMORBIDA
DES
Até o momento, as recomendações para apoiar as necessidades de
4 estudantes universitários com TEA parecem basear-se mais nas impressões
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA clínicas, nas experiências de profissionais da área de educaçăo e em
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E pesquisas com estudantes com outras deficiências e năo no TEA (por exemplo,
NECESSIDADE dificuldades de aprendizagem), do que em pesquisas empíricas com estudantes
S DE APOIO
universitários com TEA (PINDER-AMAKER, 2014).
5
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO Comrelaçăoaoemprego, historicamente, osapoiostêmsidomaisfacilmente
acessíveis para indivíduos com deficiência intelectual (DI) concomitante, deixando
REFERÊNCIAS indivíduos com TEA, mas sem DI, significativamente menos propensos a ter
atividades diurnas (TAYLOR; SELTZER, 2011). Essa discrepȃncia destaca que
os
49
1
INTRODUÇÃO
apoios atualmente disponíveis săo inadequados para atender às
necessidades daqueles que têm um diagnóstico de TEA sem DI. Embora um
2 interesse crescente em criar programas para esses indivíduos tenha surgido nos
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
últimos anos, muitos desses programas ainda estăo em desenvolvimento e
PROCESSO DE năo estăo amplamente disponíveis.
DIAGNÓSTICO

3 No entanto, à medida que mais programas forem implementados e


AVALIAÇÃO E avaliados, a base de pesquisa aumentará. Com pesquisa e treinamento
TRATAMENTO
DE clínico, os psicólogos estăo em uma posiçăo única para contribuir com esses
COMORBIDA esforços de avaliaçăo de programas para determinar como projetar, modificar
DES
e implementar programas de maneira mais eficaz para atender às
4 necessidades educacionais e de emprego de adultos com TEA.
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E Assim como a populaçăo em geral, adultos com TEA inevitavelmente
NECESSIDADE experimentam vários eventos de vida estressores. Quando necessário, o
S DE APOIO
psicólogo familiarizado com TEA é um recurso ideal para ajudar com
5 problemas significativos de estresse, humor ou ansiedade, conforme
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO necessário.

REFERÊNCIAS
50
1
INTRODUÇÃO
Poucas pesquisas foram conduzidas sobre adultos idosos com TEA,
mas os psicólogos podem ser parte integrante da equipe interdisciplinar para
2 ajudar os indivíduos a lidar com as dificuldades de adaptaçăo à medida que
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O experimentam declínio da mobilidade ou da saúde. O psicólogo também pode
PROCESSO DE trabalhar com a equipe de atendimento para criar apoios adicionais, conforme
DIAGNÓSTICO necessário. Por exemplo, o psicólogo pode consultar uma equipe
3 interdisciplinar sobre estratégias comportamentais a serem implementadas
AVALIAÇÃO E com indivíduos em serviços de atendimento intermitente de recuperaçăo pós-
TRATAMENTO
DE cirúrgica, pois indivíduos nesta condiçăo necessitam ser motivados
COMORBIDA rotineiramente devido à interrupçăo causada pelo processo de recuperaçăo
DES
ser muito angustiante.
4
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA Os psicólogos também săo capazes de fornecer avaliações periódicas
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E que podem ser úteis na detecçăo do declínio cognitivo ao longo do tempo.
NECESSIDADE Pesquisas indicam que na populaçăo em geral, o declínio cognitivo pré-sintomático
S DE APOIO
ocorre nas décadas anteriores ao início da demência (GESCHWIND et al.,
5 2001). A avaliaçăo periódica pode ajudar a detectar esse sinal de alerta em
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO indivíduos com TEA, e outras avaliações podem ajudar a determinar as
acomodações apropriadas ou a necessidade de encaminhamento para
REFERÊNCIAS especialistas adicionais, caso o indivíduo experimente declínio cognitivo ou
surjam novos sintomas de humor ou aumento de comportamentos
problemáticos.
51
1
INTRODUÇÃO
5 CONTRIBUIÇÕES DO PSICÓLOGO
2
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
Indivíduos com TEA certamente se beneficiam da colaboraçăo de uma
PROCESSO DE equipe interdisciplinar. No contexto dessa equipe, as contribuições do
DIAGNÓSTICO psicólogo incluem treinamento extensivo em avaliaçăo do TEA e comorbidades
3 psicológicas/ comportamentais que săo comumente vistas no contexto do
AVALIAÇÃO E TEA.
TRATAMENTO
DE
COMORBIDA As contribuições do psicólogo para a avaliaçăo geralmente săo
DES
particularmente importantes para o planejamento acadêmico, planejamento
4 de transiçăo e qualificaçăo para vários serviços. O treinamento e a
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA experiência do psicólogo serăo um trunfo para o planejamento de tratamento
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E da equipe, e o psicólogo pode fornecer intervenções para abordar
NECESSIDADE preocupações psicológicas e comportamentais comuns que podem afetar a
S DE APOIO
qualidade de vida e interferir na participaçăo em outras intervenções ou
5 programas acadêmicos.
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO
À medida que o indivíduo envelhece, o psicólogo permanece como
REFERÊNCIAS um recurso para as intervenções terapêuticas necessárias, adaptadas às
necessidades do indivíduo e pode ajudar nas principais transições da vida.
52
1
INTRODUÇÃO
O psicólogo também é um recurso para avaliar mudanças cognitivas
associadas ao envelhecimento e fornece treinamento em metodologia de
2 pesquisa necessária para o desenvolvimento, pesquisa e aprimoramento de
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
programas, à medida que os profissionais se esforçam para atender melhor
PROCESSO DE às necessidades dessa populaçăo.
DIAGNÓSTICO

3
AVALIAÇÃO E
TRATAMENTO
DE
REFERÊNCIAS
COMORBIDA
DES
ASHBAUGH, K.; KOEGEL, R. L.; KOEGEL, L. K. Increasing social integration
4 for college students with autism spectrum disorder. Behavioral
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA Development Bulletin, v. 22, n. 1, p. 183-196, 2017. Disponível em:
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E https://www.ncbi.nlm.
NECESSIDADE nih.gov/pubmed/28642808. Acesso em: 19 fev. 2020.
S DE APOIO

5 BARNHILL, G. P. Supporting students with Asperger syndrome on college


CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO campuses: current practices. Focus on Autism and Other Developmental
Disabilities, v. 31, n. 1, p. 3-15, 2016. Disponível em:
REFERÊNCIAS https://journals.sagepub.
com/doi/abs/10.1177/1088357614523121. Acesso em: 22 fev. 2020.
53
1
INTRODUÇÃO
BEARSS, K. et al. Effect of parent training vs parent education on
behavioral problems in children with autism spectrum disorder: a
2 randomized clinical trial. JAMA, v. 313, n. 15, p. 1524-1533, 2015.
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O Disponível em: https://www.
PROCESSO DE researchgate.net/publication/275277712_Effect_of_Parent_Training_vs_
DIAGNÓSTICO Parent_Education_on_Behavioral_Problems_in_Children_With_Autism_
3 Spectrum_Disorder_A_Randomized_Clinical_Trial. Acesso em: 21 fev. 2020.
AVALIAÇÃO E
TRATAMENTO
DE BEAUMONT, R. Secret agent society: operation regulation manual. Milton,
COMORBIDA Australia: Social Skills Training Institute, 2013.
DES

4 BELLINI, S. The development of social anxiety in adolescents with autism


TRANSIÇÃO
PARA A VIDA spectrum disorders. Focus on Autism and Other Developmental
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E Disabilities, v. 21, n. 3, p. 138-145, 2006.
NECESSIDADE
S DE APOIO
BRAATEN, E.; FELOPULOS, G. Straight talk about psychological testing
5 for kids. New York, NY: Guilford, 2003.
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO
DANIAL, J. T.; WOOD, J. J. Cognitive behavioral therapy for children with autism:
REFERÊNCIAS review and considerations for future research. Journal of Developmental &
Behavioral Pediatrics, v. 34, n. 9, p. 702-715, 2013.
54
1
INTRODUÇÃO
DEPREY, L.; OZONOFF, S. Assessment of comorbid psychiatric conditions in
autism spectrum disorders. In: GOLDSTEIN, S.; NAGLIERI, J. A.; OZONOFF, S.
2 (Eds.). Assessment of autism spectrum disorders. New York, NY: Guilford,
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O 2009. p. 290-317.
PROCESSO DE
DIAGNÓSTICO DOO, S.; WING, Y. K. Sleep problems of children with pervasive developmental
3 disorders: Correlation with parental stress. Developmental Medicine and
AVALIAÇÃO E Child Neurology, v. 48, n. 8, p. 650-655, 2006. Disponível em: https://link.
TRATAMENTO
DE springer.com/article/10.1007/s40489-015-0057-6. Acesso em: 29 fev. 2020.
COMORBIDA
DES Family Educational Rights and Privacy Act of 1974, 20 U.S.C. § 1232g (1974).

4 GESCHWIND, D. H. et al. Dementia and neurodevelopmental predisposition:


TRANSIÇÃO
PARA A VIDA Cognitive dysfunction in presymptomatic subjects precedes dementia by
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E decades in frontotemporal dementia. Annals of Neurology, v. 50, n. 6, p.
NECESSIDADE 741- 746, 2001.
S DE APOIO

5 GRAHAM, J. M. et al. Behavioral features of CHARGE syndrome (Hall-


CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO Hittner syndrome) comparison with Down syndrome, Prader-Willi
syndrome, and Williams syndrome. American Journal of Medical
REFERÊNCIAS Genetics, v. 133A, n. 3, p. 240-247, 2005. Disponível em:
<https://bit.ly/2v29t3x>. Acesso em: 18 fev.
2020.
55
1
INTRODUÇÃO

HARTLEY, S. L.; SIKORA, D. M. Which DSM-IV-TR criteria best differentiate high-


2 functioning autism spectrum disorder from ADHD and anxiety disorders in
CONTRIBUIÇÕE older children? Autism, v. 13, n. 5, p. 485-509, 2009. Disponível em:
S PARA O
<https://bit.
PROCESSO DE
DIAGNÓSTICO ly/2wEESsZ>. Acesso em: 29 fev. 2020.

3 HEWITT, L. E. Assessment considerations for college students with autism


AVALIAÇÃO E
TRATAMENTO spectrum disorder. Topics in Language Disorders, v. 35, n. 4, p. 313-328,
DE
COMORBIDA 2015. Disponível em: <http://twixar.me/VN3m>. Acesso em: 17 fev. 2020.
DES

4 HILLIER, A. et al. Social and vocational skills training reduces self-reported


TRANSIÇÃO anxiety and depression among young adults on the autism spectrum. Journal
PARA A VIDA
ADULTA, SEUS of Developmental and Physical Disabilities, v. 23, n. 3, p. 267-276, 2011.
SINTOMAS E
NECESSIDADE
S DE APOIO HILLIER, A. et al. Outcomes of a social and vocational skills support group for young
5 adults on the autism spectrum. Focus on Autism and Other Developmental
CONTRIBUIÇÕES Disabilities, v. 22, n. 2, p. 107-115, 2007.
DO PSICÓLOGO

REFERÊNCIAS
56
1
INTRODUÇÃO

JOSHI, G. et al. The heavy burden of psychiatric comorbidity in youth with


2 autism spectrum disorders: a large comparative study of a psychiatrically
CONTRIBUIÇÕE referred population. Journal of Autism and Developmental Disorders, v.
S PARA O
40, n. 11, p. 1361-1370, 2010.
PROCESSO DE
DIAGNÓSTICO

3 KERNS, C. M. et al. Not to be overshadowed or overlooked: functional impairments


associated with comorbid anxiety disorders in youth with ASD. Behavior
AVALIAÇÃO E
TRATAMENTO Therapy, v. 46, n. 1, p. 29-39, 2015.
DE
COMORBIDA
DES
KERNS, C. M. et al. Adapting cognitive behavioral techniques to address
4 anxiety and depression in cognitively able emerging adults on the autism
TRANSIÇÃO spectrum. Cognitive and Behavioral Practice, v. 23, n. 3, p. 329-340, 2016.
PARA A VIDA
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E
NECESSIDADE KLINGER, L. G.; O’KELLEY, S. E.; MUSSEY, J. L. Assessment of intellectual
S DE APOIO functioning in autism spectrum disorders. In: GOLDTEIN, S.; NAGLIERI, J.;
5 OZONOFF, S. (Eds.). Assessment of autism spectrum disorders. New York,
CONTRIBUIÇÕES NY: Guilford, 2009. p. 209-252
DO PSICÓLOGO

REFERÊNCIAS
57
1
INTRODUÇÃO

LAI, M. et al. A behavioral comparison of male and female adults with high
2 functioning autism spectrum conditions. PLoS One, v. 6, n. 6, p. 208-235,
CONTRIBUIÇÕE 2011. Disponível em: <shorturl.at/crRU5>. Acesso em: 26 fev. 2020.
S PARA O
PROCESSO DE
DIAGNÓSTICO LAUGESON, E. A.; PARK, M. N. Using a CBT approach to teach social skills

3 to adolescents with autism spectrum disorder and other social challenges: the
PEERS® method. Journal of Rational-Emotive & Cognitive-Behavior
AVALIAÇÃO E
TRATAMENTO Therapy,
DE
COMORBIDA v. 32, n. 1, p. 84-97, 2014. Disponível em: <shorturl.at/LV039>. Acesso em: 23
DES
fev. 2020.
4
TRANSIÇÃO LICKEL, A. et al. Assessment of the prerequisite skills for cognitive
PARA A VIDA
ADULTA, SEUS behavioral therapy in children with and without autism spectrum
SINTOMAS E
NECESSIDADE disorders. Journal of Autism and Developmental Disorders, v. 42, n. 6, p.
S DE APOIO 992-1000, 2012. Disponível em:
5 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4426203/. Acesso em: 29 fev.
CONTRIBUIÇÕES 2020.
DO PSICÓLOGO

LINCOLN, A.; HANSEL, E.; QUIRMBACH, L. Assessing intellectual abilities of


REFERÊNCIAS
children and adolescents with autism and related disorders. In: SMITH, S. R.;
HANDLER, L. (Eds.). The clinical assessment of children and adolescents:
a practitioner’s handbook. Mahwah, NJ: Erlbaum, 2007. p. 527-544.
58
1
INTRODUÇÃO

LORD, C. et al. Autism diagnostic observation schedule: second edition.


2 Torrance, CA: Western Psychological Services, 2012.
CONTRIBUIÇÕE
S PARA O
MACLEOD, A.; GREEN, S. Beyond the books: case study of a collaborative
PROCESSO DE
DIAGNÓSTICO and holistic support model for university students with Asperger’s syndrome.

3 Studies in Higher Education, v. 34, n. 6, p. 631-646, 2009.


AVALIAÇÃO E
TRATAMENTO MANNION, A.; LEADER, G.; HEALY, O. An investigation of comorbid psychological
DE
COMORBIDA disorders, sleep problems, gastrointestinal symptoms and epilepsy in children
DES
and adolescents with autism spectrum disorder. Research in Autism
4 Spectrum Disorders, v. 7, n. 1, p. 35-42, 2013.
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA
ADULTA, SEUS MASKEY, M. et al. Emotional and behavioural problems in children with
SINTOMAS E
NECESSIDADE autism spectrum disorder. Journal of Autism and Developmental Disorders,
S DE APOIO v. 43, n. 4, p. 851-859, 2013.
5
CONTRIBUIÇÕES MATSON, J. L.; NEBEL-SCHWALM, M. S. Comorbid psychopathology with
DO PSICÓLOGO
autism spectrum disorder in children: an overview. Research in
Developmental Disabilities, v. 28, n. 4, p. 341-352, 2007. Disponível
REFERÊNCIAS
em: http://www.
vcuautismcenter.org/foundations/comorbidity.pdf. Acesso em: 22 fev. 2020.
59
1
INTRODUÇÃO

MAY, T.; CORNISH, K.; RINEHART, N. Does gender matter? A one year follow-
2 up of autistic, attention and anxiety symptoms in high-functioning children with
CONTRIBUIÇÕE autism spectrum disorder. Journal of Autism and Developmental
S PARA O
Disorders,
PROCESSO DE
DIAGNÓSTICO v. 44, n. 5, p. 1077-1086, 2014.

3 PAPADOPOULOS, N. et al. The efficacy of a brief behavioral sleep intervention


AVALIAÇÃO E
TRATAMENTO in school-aged children with ADHD and comorbid autism spectrum disorder.
DE
COMORBIDA Journal of Attention Disorders, v. 23, n. 4, p. 1-10, 2015. Disponível em:
DES
http://citeseerx. ist.psu.edu/viewdoc/download?
4 doi=10.1.1.884.6578&rep=rep1&type=pdf. Acesso em: 21 fev. 2020.
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA
ADULTA, SEUS PINDER-AMAKER, S. Identifying the unmet needs of college students on the
SINTOMAS E
NECESSIDADE autism spectrum. Harvard Review of Psychiatry, v. 22, n. 2, p. 125-137,
S DE APOIO 2014.
5
CONTRIBUIÇÕES PUGLIESE, C. E.; WHITE, S. W. Brief report: problem solving therapy in
DO PSICÓLOGO
college students with autism spectrum disorders: Feasibility and preliminary
efficacy. Journal of Autism and Developmental Disabilities, v. 44, n. 3, p.
REFERÊNCIAS
719-729, 2014.
60
1
INTRODUÇÃO

REAVEN, J. et al. Group cognitive behavior therapy for children with high-
2 functioning autism spectrum disorders and anxiety: a randomized trial.
CONTRIBUIÇÕE Journal of Child Psychology and Psychiatry, v. 53, n. 4, p. 410-419, 2012.
S PARA O
PROCESSO DE
DIAGNÓSTICO ROSEN, T. E.; CONNELL, J. E.; KERNS, C. M. A review of behavioral interventions

3 for anxiety-related behaviors in lower-functioning individuals with autism.


Behavioral Interventions, v. 31, n. 2, p. 120-143, 2016.
AVALIAÇÃO E
TRATAMENTO
DE
COMORBIDA SELTZER, M., Shattuck, P., Abbeduto, L., & Greenberg, J. S. (2004). Trajectory
DES
of development in adoles- cents and adults with autism. Mental Retardation
4 and Developmental Disabilities Research Reviews, 10, 234–247.
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA
ADULTA, SEUS SHATTUCK, P. T. et al. Postsecondary education and employment among
SINTOMAS E
NECESSIDADE youth with an autism spectrum disorder. Pediatrics, v. 129, n. 6, p. 1042-
S DE APOIO 1049, 2012.
5
CONTRIBUIÇÕES SHATTUCK, P. T. et al. Change in autism symptoms and maladaptive
DO PSICÓLOGO
behaviors in adolescents and adults with an autism spectrum disorder.
Journal of Autism and Developmental Disorders, v. 37, n. 9, p. 1735-1747,
REFERÊNCIAS
2007.
61
1
INTRODUÇÃO

SIKORA, D. M. et al. The performance of children with mental health


2 disorders on the ADOS-G: A question of diagnostic utility. Research in Autism
CONTRIBUIÇÕE Spectrum Disorders, v. 2, n. 1, p. 188-197, 2008.
S PARA O
PROCESSO DE
DIAGNÓSTICO SIMONOFF, E. et al. Psychiatric disorders in children with autism spectrum

3 disorders: prevalence, comorbidity, and associated factors in a population-


derived sample. Journal of the American Academy of Child and
AVALIAÇÃO E
TRATAMENTO Adolescent Psychiatry, v. 47, n. 8, p. 921-929, 2008.
DE
COMORBIDA
DES
SPIELBERGER, C. D. State-trait anxiety inventory. Hoboken, NJ: Wiley, 2010.
4
TRANSIÇÃO TAYLOR, J. L.; SELTZER, M. M. Employment and post-secondary
PARA A VIDA
ADULTA, SEUS educational activities for young adults with autism spectrum disorders during
SINTOMAS E
NECESSIDADE the transition to adulthood. Journal of Autism and Developmental
S DE APOIO Disorders, v. 41, n. 5, p. 566-574, 2011.
5
CONTRIBUIÇÕES THOMSON, K.; RIOSA, P. B.; WEISS, J. A. Brief report of preliminary outcomes
DO PSICÓLOGO
of an emotion regulation intervention for children with autism spectrum
disorder. Journal of Autism and Developmental Disorders, v. 45, n. 11, p.
REFERÊNCIAS
3487-3495, 2015.
62
1
INTRODUÇÃO

TOTSIKA, V. et al. A population-based investigation of behavioral and


2 emotional problems and maternal mental health: associations with autism
CONTRIBUIÇÕE spectrum disorder and intellectual disability. Journal of Child Psychology and
S PARA O
Psychiatry, v. 52,
PROCESSO DE
DIAGNÓSTICO n. 1, p. 91-99, 2011.

3 VAN STEENSEL, F. J.; BÖGELS, S. M.; PERRIN, S. Anxiety disorders in children and
AVALIAÇÃO E
TRATAMENTO adolescents with autistic spectrum disorders: a meta-analysis. Clinical Child
DE
COMORBIDA and Family Psychology Review, v. 14, n. 3, p. 302-317, 2011.
DES

4 VANBERGEIJK, E.; KLIN, A.; VOLKMAR, F. Supporting more able students on


TRANSIÇÃO the autism spectrum: college and beyond. Journal of Autism and
PARA A VIDA
ADULTA, SEUS Developmental Disorders, v. 38, n. 7, p. 1359-1370, 2008.
SINTOMAS E
NECESSIDADE
S DE APOIO VERVLOED, M. P. et al. CHARGE syndrome: relations between behavioral
5 characteristics and medical conditions. American Journal of Medical
CONTRIBUIÇÕES Genetics,
DO PSICÓLOGO
v. 140, n. 8, p. 851-862, 2006.

REFERÊNCIAS
WOOD, J. J. et al. Cognitive behavioral therapy for anxiety in children with
autism spectrum disorders: a randomized, controlled trial. Journal of Child
Psychology and Psychiatry, v. 50, n. 3, p. 224-234, 2009.
63
1
INTRODUÇÃO

ZEEDYK, S. M. et al. Educational supports for high functioning youth with


2 ASD: the postsecondary pathway to college. Focus on Autism and Other
CONTRIBUIÇÕE Developmental Disabilities, v. 31, n. 1, p. 37-48, 2016.
S PARA O
PROCESSO DE
DIAGNÓSTICO

3
AVALIAÇÃO E
TRATAMENTO
DE
COMORBIDA
DES

4
TRANSIÇÃO
PARA A VIDA
ADULTA, SEUS
SINTOMAS E
NECESSIDADE
S DE APOIO

5
CONTRIBUIÇÕES
DO PSICÓLOGO

REFERÊNCIAS
CURSO LIVRE

AUTISMO
EM
PERSPECTIVA
Ler Ebook
E.04
AUTISMO NA PERSPECTIVA
TERAPÊUTICA:
PROPOSTAS
INTERVENTIVAS

Organização Reitor da Pró-Reitora do EAD Edição Gráfica Autora


Ana Clarisse Alencar UNIASSELVI e Revisão
Prof.ª Francieli Stano Jacqueline Leire
Barbosa
Prof. Hermínio Kloch Torres UNIASSELVI Roepke

Apoio
Núcleo de Apoio Psicopedagógico – NUAP
Núcleo de Inclusão e Acessibilidade – NIA
3
1
INTRODUÇ

1INTRODUÇÃO
ÃO

2
TEA – PROPOSTAS DE
INTERVENÇÃO
O enfoque desse tópico săo as intervenções direcionadas ao TEA –
3 Transtorno do Espectro Autista –, portanto ele se propõe a apresentar de modo
ABA – ANÁLISE DO resumido algumas intervenções ligadas à musicalizaçăo, intervenções voltadas
COMPORTAMENTO
APLICADA ao desenvolvimento de habilidades comunicativas, à elaboraçăo de
autobiografia e intervenções que envolvem a prática regular de atividade física,
4 como a dançaterapia.
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA
AUTISTAS E CRIANÇAS FIGURA 1 – APRESENTAÇÃO CULTURAL: “DANÇATERAPIA: AUTISTAS EM MOVIMENTO”, UM CONVITE DO
COM DÉFICITS ROTARY CLUB DE CAMPOS NOVOS
RELACIONADOS À
COMUNICAÇÃO

5
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR
TROCA DE FIGURAS

6
SRP - PROGRAMA
SON-RISE

7
CURRÍCULO
FUNCIONAL
NATURAL FONTE: <http://twixar.me/Gq3m>. Acesso em: 7 mar. 2020.
REFERÊNCI
4
1
INTRODUÇ
ÃO Esse tópico também apresentará subsídios para o conhecimento
2 acerca das seguintes propostas de intervençăo como: ABA, TEACCH, PECS, SON
TEA – PROPOSTAS DE RISE e o Currículo Funcional Natural.
INTERVENÇÃO

3 Certamente você já aprendeu algo sobre algumas delas, ou em outros


ABA – ANÁLISE DO momentos de estudo que você foi acumulando ao longo da vida. Sendo
COMPORTAMENTO
APLICADA assim, essa parte do curso lhe concederá oportunidades para mais
descobertas, constatações, ponderações e reflexões com relaçăo a elas.
4
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA Vamos lá?
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
RELACIONADOS À
COMUNICAÇÃO

5 2 TEA – PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO


PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR
TROCA DE FIGURAS
Você já percebeu que existem propostas de intervençăo relacionadas
ao TEA para todas as faixas etárias? Uma rápida busca sobre elas na internet
6 lhe conduzirá para sites, páginas, blogs etc. que citam estratégias de
SRP - PROGRAMA
SON-RISE
intervençăo desde a mais tenra infȃncia até a vida adulta no que concerne ao
7 TEA. Dessa maneira, começaremos mencionando uma estratégia com base na
CURRÍCULO
FUNCIONAL musicalizaçăo – direcionada aos bebês.
NATURAL
REFERÊNCI
5
1
INTRODUÇ
ÃO Ambros et al. (2017) desenvolveram um estudo sobre intervençăo
2 referente ao autismo por meio da musicalizaçăo. O estudo apontou que esta
TEA – PROPOSTAS DE proposta foi efetiva, tendo em vista a avaliaçăo feita pela terapeuta
INTERVENÇÃO
ocupacional dois meses depois. A música se mostrou uma benéfica forma de
3 intervençăo precoce diferenciada das terapêuticas tradicionais voltadas ao
ABA – ANÁLISE DO autismo. É importante destacar que, muitas vezes, as terapêuticas
COMPORTAMENTO
APLICADA tradicionais geralmente năo contam com a adesăo dos familiares e geram
resistências por parte deles.
4
TEACCH - TRATAMENTO

dicas
E EDUCAÇÃO PARA
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
RELACIONADOS À
COMUNICAÇÃO
No entanto, perceba como ela é possível, leia o artigo de Lavinia Teixeira Machado,
5 professora adjunta do Departamento de Educaçăo em Saúde da Universidade Federal de
Sergipe – Săo Cristóvăo (SE) – Brasil, intitulado Dançaterapia no autismo: um estudo
PECS - SISTEMA DE de caso de 2015.
COMUNICAÇÃO POR
TROCA DE FIGURAS FONTE: TEIXEIRA-MACHADO, Lavinia. Dançaterapia no autismo: um estudo de caso. Fisioter.
Pesqui., Săo Paulo, v. 22, n. 2, p. 205-211, Jun. 2015. Disponível em:
6 http://www.scielo. br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-
29502015000200205&lang=pt. Acesso em: 12 mar. 2020.
SRP - PROGRAMA
SON-RISE

7
CURRÍCULO
FUNCIONAL
NATURAL
REFERÊNCI
6
1
INTRODUÇ
ÃO Uma característica que frequentemente faz parte do TEA é a
2 dificuldade de expressăo verbal. Tanto que boa parte das famílias desconfiam
TEA – PROPOSTAS DE que a criança tem algo diferente das demais, muitas vezes pela a ausência da
INTERVENÇÃO
fala, ao passo que os coleguinhas da mesma idade já se expressam por meio
3 da comunicaçăo verbal.
ABA – ANÁLISE DO
COMPORTAMENTO
APLICADA Por conseguinte, Silva, Lopes-Herrera e De Vitto (2007) fizeram um
estudo acerca do TEA, voltado ao desenvolvimento de habilidades de
4 comunicaçăo. O estudo abordou a reabilitaçăo dos transtornos da fala e da
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA linguagem, relativos aos transtornos globais do desenvolvimento infantil,
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
portanto, destaca relações entre terapia e linguagem.
RELACIONADOS À
COMUNICAÇÃO
A intervençăo examinada por Silva, Lopes-Herrera e De Vitto (2007) foi
5 realizada com um menino com TEA, cujo diagnóstico foi realizado aos vinte e
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR quatro meses de idade. Desde entăo, o menino recebeu intervençăo
TROCA DE FIGURAS
fonoaudiológica individual duas vezes por semana.

6 O objetivo da intervençăo fonoaudiológica consistia no


SRP - PROGRAMA
SON-RISE
desenvolvimento da compreensăo de situações comunicativas, levando em
7 consideraçăo a intencionalidade relacionadas a elas. Para tanto, seriam
CURRÍCULO
FUNCIONAL acionadas habilidades
NATURAL
REFERÊNCI
7
1
INTRODUÇ
ÃO comunicativas năo verbais e verbais. Esperava-se, porquanto, que a criança
2 apresentasse melhoras em sua inserçăo em nível familiar, escolar e social
TEA – PROPOSTAS DE (SILVA; LOPES-HERRERA; DE VITTO, 2007).
INTERVENÇÃO

3 Sendo assim, buscava-se desenvolver a atençăo conjunta do garoto, o


ABA – ANÁLISE DO que englobava o contato ocular (visual), a capacidade de imitaçăo, a
COMPORTAMENTO
APLICADA atividade simbólica, bem como, o estabelecimento de turnos interacionais.
Além disso, tinha-se por intuito promover o desenvolvimento quanto a
4 atribuiçăo de funcionalidade a objetos e situações comunicativas (SILVA; LOPES-
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA HERRERA; DE VITTO, 2007).
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
RELACIONADOS À É relevante destacar que o terapeuta conduzia intervenções diretas se
COMUNICAÇÃO
balizando por metas terapêuticas apropriadas. O terapeuta chamava a
5 atençăo do rapaz para ele de maneira sistemática e dirigida, cada vez que o
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR menino tentava fazer alguma atividade sozinho (de forma isolada ou
TROCA DE FIGURAS
autoestimulatória) (SILVA; LOPES-HERRERA; DE VITTO, 2007).

6 O terapeuta procurava reverter cada tentativa demonstrada pela


SRP - PROGRAMA
SON-RISE
criança, de que agiria sem a participaçăo do terapeuta ou do objeto de
7 interaçăo. Logo, fica explícito que o terapeuta estava determinado a
CURRÍCULO
FUNCIONAL propiciar interaçăo
NATURAL
REFERÊNCI
8
1
INTRODUÇ
ÃO constantemente, inclusive, incentivando a troca de experiências (SILVA;
2 LOPES- HERRERA; DE VITTO, 2007).
TEA – PROPOSTAS DE
INTERVENÇÃO
Os resultados gerados pelo estudo realizado por Silva, Lopes-Herrera e
3 De Vitto (2007) foram:
ABA – ANÁLISE DO
COMPORTAMENTO
APLICADA • O trabalho fonoaudiológico individual precoce com crianças autistas se
mostrou positivo.
4 • As estratégias terapêuticas de intervençăo se mostraram eficazes para a
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA criança em questăo, haja vista que ela apresentou evoluçăo.
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
• O processo terapêutico fonoaudiológico voltado à estimulaçăo de interaçăo
RELACIONADOS À social, atençăo conjunta, troca de turnos interacionais, à aquisiçăo da
COMUNICAÇÃO
linguagem oral e à compreensăo do processo de comunicaçăo se revelou
5 eficiente.
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR • O menino desenvolveu uma comunicaçăo funcional, por intermédio da
TROCA DE FIGURAS
linguagem oral e de outras formas simbólicas.
• O menino passou a apresentar em maior frequência, contato ocular
6 espontȃneo e comunicativo, além de momentos de atençăo conjunta com
SRP - PROGRAMA
SON-RISE
adultos e crianças.
7
CURRÍCULO
FUNCIONAL
NATURAL
REFERÊNCI
9
1
INTRODUÇ
ÃO Rodrigues e Almeida (2017) também fizeram um estudo sobre uma
2 estratégia de intervençăo que pudesse, de alguma forma, ajudar as pessoas
TEA – PROPOSTAS DE com TEA a contornar suas limitações nas habilidades de comunicaçăo. Já
INTERVENÇÃO
que as pessoas com TEA costumam responder melhor às práticas educativas
3 que fazem uso de estímulos visuais, sugerem o emprego da técnica de
ABA – ANÁLISE DO modelagem em vídeo (MV) para esse público. Será que a MV contribuiria
COMPORTAMENTO
APLICADA para que eles aprendessem habilidades de comunicaçăo?

4 Rodrigues e Almeida (2017) se mostraram mais interessados no uso de


TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA MV associado a outra intervençăo, isto é, a MV seria uma estratégia
AUTISTAS E CRIANÇAS
complementar, uma parte de um conjunto de intervenções. Em consequência,
COM DÉFICITS
RELACIONADOS À envolveram onze artigos científicos publicados entre 2010 e 2016
COMUNICAÇÃO
relacionados à Educaçăo Especial e que discorriam sobre estratégias de MV
5 direcionadas às pessoas com TEA.
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR
TROCA DE FIGURAS
Os resultados do estudo de Rodrigues e Almeida (2017) indicaram que
as pessoas com TEA foram beneficiadas por intermédio do uso da MV no que
6 se refere ao desenvolvimento de habilidades de comunicaçăo. Ficou evidente
SRP - PROGRAMA
SON-RISE
que a MV auxiliou no processo de aprendizagem das crianças com TEA,
7 afinal, elas deram mostras de terem desenvolvido diversas habilidades
CURRÍCULO
FUNCIONAL relativas à comunicaçăo.
NATURAL
REFERÊNCI
10
1
INTRODUÇ
ÃO Rodrigues e Almeida (2017) sugerem que novas pesquisas sejam
2 elaboradas sobre a MV, pois um aspecto que precisa ser esclarecido tem
TEA – PROPOSTAS DE relaçăo ao tempo de duraçăo dos vídeos utilizados. Eles verificaram que a
INTERVENÇÃO
duraçăo dos vídeos foi muito diversificada, ou seja, alguns vídeos eram curtos,
3 alguns longos e outros medianos. Entăo, seria interessante que novos
ABA – ANÁLISE DO estudos levassem em conta essa variável, levantando se a duraçăo do vídeo
COMPORTAMENTO
APLICADA interfere na resposta apresentada pelas pessoas com TEA submetidas à
estratégia MV.
4
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA Será que vídeos curtos săo mais eficazes, ou săo os longos? Talvez
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
sejam os vídeos de média duraçăo! Ou será que a duraçăo dos vídeos năo
RELACIONADOS À interfere nos resultados? É importante que essas questões sejam
COMUNICAÇÃO
esclarecidas, para que as intervenções com MV sejam conduzidas por meio dos
5 vídeos com a duraçăo mais acertada (RODRIGUES; ALMEIDA, 2017).
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR
TROCA DE FIGURAS
Além disso, o estudo de Rodrigues e Almeida (2017) revelou que
grande parte da aplicaçăo de intervenções com base em MV se deu nas escolas
6 especiais. Por isso, eles aconselham a fazer um levantamento sobre os
SRP - PROGRAMA
SON-RISE
resultados que as pessoas apresentam quando essas estratégias săo
7 aplicadas em outros ambientes, tais como a residência das crianças e até
CURRÍCULO
FUNCIONAL mesmo espaços em que a
NATURAL
REFERÊNCI
11
1
INTRODUÇ
ÃO comunidade, em geral, circula. Com esse levantamento, poderia se averiguar se o
2 uso da MV em ambientes diferentes apresenta os mesmos resultados, ou se
TEA – PROPOSTAS DE eles variam de acordo com o espaço em que é realizado.
INTERVENÇÃO

3 De mais a mais, Rodrigues e Almeida (2017) alegam que disponibilizar


ABA – ANÁLISE DO intervenções com MV em locais diversificados pode ser útil, já que tende a
COMPORTAMENTO
APLICADA favorecer a generalização das habilidades desenvolvidas. Assim, a comunicaçăo
seria funcional. Até que ponto é proveitoso manter intervenções com MV
4 restritas às escolas especiais? Ali as famílias têm poucas chances de se
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA envolver com os objetivos da intervençăo, visto que têm menos
AUTISTAS E CRIANÇAS probabilidades de compreender o processo. É provável que se a família se
COM DÉFICITS
RELACIONADOS À engajar com a intervençăo, estará aumentando as possibilidades de que ela
COMUNICAÇÃO
gere resultados positivos e que esses resultados se mantenham, e quiçá até
5 se aprimorem!
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR
TROCA DE FIGURAS

6
SRP - PROGRAMA
SON-RISE

7
CURRÍCULO
FUNCIONAL
NATURAL
REFERÊNCI
12
1
INTRODUÇ
ÃO

2
TEA – PROPOSTAS DE
atenção
INTERVENÇÃO
Talvez você tenha ficado em dúvida sobre o significado da palavra generalizaçăo. Entăo,
vamos conhecer alguns de seus sinônimos?
3
ABA – ANÁLISE DO Açăo de tornar universal:
COMPORTAMENTO 1. universalizaçăo, globalizaçăo, mundializaçăo.
APLICADA
Operaçăo mental:
4 2. abstraçăo, abstrato, intangibilidade, impalpabilidade, incoporalidade, imaterializaçăo,
subjetividade conceptualizaçăo, intelectualizaçăo.
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA
AUTISTAS E CRIANÇAS
Aumento rápido, com propagaçăo:
COM DÉFICITS 3. proliferaçăo, abundȃncia, aumento, epidemia, crescimento, reproduçăo, difusăo,
RELACIONADOS À multiplicaçăo, alastramento.
COMUNICAÇÃO
Divulgaçăo para muitas pessoas:
5 4. propagaçăo, divulgaçăo, publicaçăo, vulgarizaçăo, propalaçăo, popularizaçăo.
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR FONTE: <https://www.sinonimos.com.br/generalizacao/>. Acesso em: 5 mar. 2020.
TROCA DE FIGURAS

6 Em linhas gerais, a generalizaçăo envolve a aplicaçăo das habilidades


SRP - PROGRAMA
SON-RISE
desenvolvidas também em outros ambientes, e năo apenas onde a estratégia
7 foi efetuada. Se a criança experenciou a MV na escola especial, ela pode
CURRÍCULO
FUNCIONAL deduzir que ali
NATURAL
REFERÊNCI
13
1
INTRODUÇ
ÃO na escola é esperado que ela empregue o que aprendeu, mas năo
2 necessariamente ela compreenderá que pode acionar o que aprendeu em
TEA – PROPOSTAS DE outros locais.
INTERVENÇÃO

3 Para Rodrigues e Almeida (2017), outros fatores que podem favorecer


ABA – ANÁLISE DO a generalizaçăo săo:
COMPORTAMENTO
APLICADA
• Ambientes.
4 • Materiais.
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA • Pessoas.
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
• Estímulos.
RELACIONADOS À
COMUNICAÇÃO
Entăo, quanto mais diversificaçăo existir entre esses quatro fatores,
5 maior tende a ser a generalizaçăo do que foi aprendido através da MV. O estudo de
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR Rodrigues e Almeida (2017) desvelou que ainda há muito para investigar quanto a MV,
TROCA DE FIGURAS
porém, com os resultados já obtidos, ela se mostra uma estratégia interventiva
fértil e oportuna.
6
SRP - PROGRAMA
SON-RISE Apesar destas limitações, os resultados gerais desta revisăo parecem apoiar o

7 uso da modelagem em vídeo na reabilitaçăo de crianças com TEA. Dados os


resultados positivos relatados nestes 11 estudos, há evidências suficientes
CURRÍCULO para concluir que a modelagem em vídeo é um procedimento empiricamente
FUNCIONAL
comprovado para ensinar uma variedade de habilidades comunicativas para
NATURAL
crianças com TEA. Năo obstante, deve-se considerar a variedade diagnóstica
REFERÊNCI desta populaçăo para que a intervençăo seja mais adequada (RODRIGUES;
ALMEIDA, 2017, p. 605).
14
1
INTRODUÇ
ÃO Em resumo, Rodrigues e Almeida (2017) recomendam que a MV seja
2 acrescentada às propostas de intervençăo para pessoas com TEA.
TEA – PROPOSTAS DE
INTERVENÇÃO
Bialer (2015) enfatiza as vantagens das autobiografias para pessoas
3 com TEA. Os textos escritos e publicados por escritores com TEA têm sido
ABA – ANÁLISE DO úteis para a inserçăo escolar de alunos com TEA. Afinal, quando professores
COMPORTAMENTO
APLICADA leem essas produções textuais, amplificam seus conhecimentos sobre o TEA,
e isso tende a influenciar as maneiras pelas quais os professores tratam
4 estudantes com TEA.
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
Esses textos têm sido propícios para que profissionais da educaçăo
RELACIONADOS À descubram importantes aspectos relacionados ao processo de ensino e
COMUNICAÇÃO
aprendizagem de pessoas com TEA. Assim, os professores descobrem e refletem
5 sobre como podem ajudar esses estudantes a se expressarem e a se
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR sentirem motivados para o aprender (BIALER, 2015).
TROCA DE FIGURAS

Para tanto, Bialer (2015, p. 221) faz a análise de duas autobiografias


6 de Birger Sellin, autista-escritor. Ela destaca que é pertinente lembrar que o
SRP - PROGRAMA
SON-RISE
próprio autor da autobiografia é beneficiado, haja vista a dimensăo
7 terapêutica desse gênero de escrita. As autobiografias de pessoas com TEA:
CURRÍCULO
FUNCIONAL
NATURAL
REFERÊNCI
15
1
INTRODUÇ
ÃO [...] săo retratos da sua luta para se liberar do isolamento autístico glacial,
através das suas diversas estratégias inventadas que lhe viabilizam um
2 tratamento do gozo invasivo, com uma eficácia relativa, mas que lhe
TEA – PROPOSTAS DE permitem manter seus pseudópodes estendidos em direçăo aos outros. A
INTERVENÇÃO invençăo da literatura birgeriana retrata os efeitos terapêuticos da escrita,
evidenciando a sua importȃncia enquanto valiosa ferramenta de
3 (auto)tratamento no autismo (BIALER, 2015, p. 221).
ABA – ANÁLISE DO
COMPORTAMENTO

dicas
APLICADA

4
TEACCH - TRATAMENTO Ficou com vontade de ler uma das autobiografias de Birger Sellin? Eis a capa do livro:
E EDUCAÇÃO PARA
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS FIGURA 2 – CAPA DO LIVRO DE BIRGER SELLIN
RELACIONADOS À
COMUNICAÇÃO

5
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR
TROCA DE FIGURAS

6
SRP - PROGRAMA
SON-RISE

7 FONTE: <http://twixar.me/jq3m>. Acesso em: 5 mar. 2020.


CURRÍCULO
FUNCIONAL
NATURAL
REFERÊNCI
16
1
INTRODUÇ
ÃO Lourenço et al. (2015), por sua vez, apresentou um estudo a respeito
2 de intervenções para pessoas com TEA por meio de atividade física. De acordo
TEA – PROPOSTAS DE com os autores, a realizaçăo regular de atividade física acarreta diversas
INTERVENÇÃO
vantagens para as pessoas, de modo geral. Dentre elas, destacam-se a
3 prevençăo ou a melhora dos quadros de doenças crônicas, como obesidade,
ABA – ANÁLISE DO osteoporose, doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral,
COMPORTAMENTO
APLICADA hipertensăo, diabetes etc. A atividade física regular também gera a melhora da
sensaçăo de bem-estar.
4
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA Sendo assim, Lourenço et al. (2015) fizeram uma investigaçăo sobre
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
programas de intervençăo de atividade física em pessoas com TEA. A
RELACIONADOS À intençăo deles foi agrupar resultados de estudos já divulgados sobre relações entre
COMUNICAÇÃO
a prática frequente de atividade física e o TEA. Para tanto, analisaram dezoito
5 estudos, que abrangeram atividades físicas realizadas individual ou
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR coletivamente, tais como: jogos, nataçăo, corrida, passeios terapêuticos e
TROCA DE FIGURAS
hidroginástica.

6 Os resultados apontaram que os programas de intervençăo com base


SRP - PROGRAMA
SON-RISE
em atividades físicas ocasionaram melhoras consideráveis, para a vida das
7 pessoas com TEA, principalmente, no que se refere ao comportamento
CURRÍCULO
FUNCIONAL agressivo e estereotipado, ao funcionamento social, à resistência, à qualidade
NATURAL
de vida, à aptidăo física e ao estresse (LOURENÇO et al., 2015).
REFERÊNCI
17
1
INTRODUÇ
ÃO Teixeira-Machado (2015) fez uma investigaçăo sobre os efeitos da
2 dançaterapia para as adolescentes com TEA. Ela verificou que esses adolescentes
TEA – PROPOSTAS DE foram beneficiados no que concerne:
INTERVENÇÃO

3 • ao desempenho motor;
ABA – ANÁLISE DO • ao desempenho gestual;
COMPORTAMENTO
APLICADA • ao equilíbrio corporal;
• às condições de marcha;
4 • à qualidade de vida;
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA • à capacidade motora (estática e dinȃmica);
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
• às habilidades motoras.
RELACIONADOS À
COMUNICAÇÃO
Além disso, percebeu-se uma significativa reduçăo da gravidade do
5 espectro autista. Frente ao exposto, Teixeira-Machado (2015) defende que
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR intervenções com base na dança săo benéficas, pois săo permeadas por
TROCA DE FIGURAS
movimentos rítmicos, proposiçăo de estímulos diferenciados e de exercícios
alternados, acrescidos de direções diversas. Perceba que todo este
6 movimento contribui para o desenvolvimento humano.
SRP - PROGRAMA
SON-RISE

7
CURRÍCULO
FUNCIONAL
NATURAL
REFERÊNCI
18
1
INTRODUÇ
ÃO Agora conversaremos sobre alguns métodos para efetivar e descobrir
2 por meio da observaçăo e investigaçăo o desenvolvimento da criança, jovens
TEA – PROPOSTAS DE ou adultos.
INTERVENÇÃO

3 3 ABA – ANÁLISE DO
ABA – ANÁLISE DO

COMPORTAMENTO APLICADA
COMPORTAMENTO
APLICADA

4
TEACCH - TRATAMENTO Silva, Soares e Benitez (2020) desenvolveram um estudo sobre a
E EDUCAÇÃO PARA
AUTISTAS E CRIANÇAS Análise do Comportamento Aplicada (ABA), no que se refere a estudantes
COM DÉFICITS com TEA. Os referidos autores destacam que o TEA pode afetar distintas
RELACIONADOS À
COMUNICAÇÃO áreas do desenvolvimento humano, por isso, é essencial que uma variedade
5 de profissionais se engajem em propostas de intervenções para pessoas com
PECS - SISTEMA DE TEA.
COMUNICAÇÃO POR
TROCA DE FIGURAS
Para Silva, Soares e Benitez (2020), é melhor ainda quando grupos de
6 profissionais de áreas diferentes se unem em torno da mesma estratégia
SRP - PROGRAMA
SON-RISE interventiva. Até porque os estudantes com TEA têm direito ao atendimento
7 multiprofissional. Nesse sentido, a ABA é uma proposta favorável, já que
CURRÍCULO intervenções em ABA podem ser realizadas por uma diversidade de
FUNCIONAL
NATURAL profissionais, tais como:
REFERÊNCI
19
1
INTRODUÇ
ÃO • Psicólogos.
2 • Fonoaudiólogos.
TEA – PROPOSTAS DE • Pedagogos.
INTERVENÇÃO
• Terapeutas ocupacionais.
3 • Educadores especiais.
ABA – ANÁLISE DO • Equipe interdisciplinar.
COMPORTAMENTO
APLICADA
Silva, Soares e Benitez (2020) frisam que ferramentas tecnológicas
4 podem ser acrescentadas nesse contexto. Elas podem complementar as
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA ações dos profissionais, criando ou ampliando as condições para que mais
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
profissionais conheçam as atividades aplicadas, e que possam, também,
RELACIONADOS À aplicar cada uma delas, analisando o desempenho dos estudantes com TEA.
COMUNICAÇÃO
Em acréscimo, os profissionais podem reprogramar as novas atividades com
5 vistas às sessões futuras (SILVA; SOARES; BENITEZ, 2020), isto é, na
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR concepçăo desses autores, a ABA pode ser conduzida por intermédio de
TROCA DE FIGURAS
recursos computacionais.

6 À vista disso, o estudo de Silva, Soares e Benitez (2020) envolveram a


SRP - PROGRAMA
SON-RISE
aplicaçăo de programas educativos por tentativas discretas, fundamentados
7 na perspectiva comportamental, no ambiente digital denominado como
CURRÍCULO
FUNCIONAL mTEA. O estudo ainda possibilitou a avaliaçăo da atuaçăo de duas
NATURAL
profissionais com alunos com TEA, envolvendo esse ambiente digital.
REFERÊNCI
20
1
INTRODUÇ
ÃO Isso posto, é necessário esclarecer que além das duas professoras,
2 foram participantes do estudo, cinco crianças com TEA e que o estudo teve a
TEA – PROPOSTAS DE seguinte sequência:
INTERVENÇÃO

3 1ª etapa - desenvolvimento do sistema.


ABA – ANÁLISE DO 2ª etapa - as duas profissionais da educaçăo, criaram e aplicaram atividades
COMPORTAMENTO
APLICADA com
os cinco alunos, através do mTEA.
4 3ª etapa - as duas professoras responderam a um questionário sobre o uso
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA
do mTEA.
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
RELACIONADOS À Os resultados gerados pelo estudo de Silva, Soares e Benitez (2020)
COMUNICAÇÃO
indicam que o mTEA alcançou o objetivo previamente proposto. Ele se
5 mostrou útil para personalizar as atividades propostas em cada currículo de
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR
ensino de cada estudante. Contudo, apontam que é possível aperfeiçoar os
TROCA DE FIGURAS usos do mTEA.

6 Fernandes e Amato (2013) fizeram um estudo englobando processos


SRP - PROGRAMA
SON-RISE de intervençăo, revisões de literatura, formaçăo profissional e a colaboraçăo
7 dos pais nos processos interventivos, quanto à ABA. Informam, também, que,
CURRÍCULO
FUNCIONAL por muito tempo, a ABA foi apresentada como a única abordagem terapêutica
NATURAL com resultados cientificamente comprovados para pessoas com TEA.
REFERÊNCI
21
1
INTRODUÇ
ÃO Os resultados do estudo de Fernandes e Amato (2013) sinalizam que:
2
TEA – PROPOSTAS DE • Somente quatro artigos fazem mençăo à contribuiçăo dos pais na
INTERVENÇÃO
aplicaçăo dos princípios da ABA no ambiente residencial.
3 • Os estudos sobre formaçăo profissional dăo ênfase à formaçăo especializada.
ABA – ANÁLISE DO • A maior parte das revisões de literatura deixa transparecer que os
COMPORTAMENTO
APLICADA processos interventivos săo controversos (questionáveis), caros e
dependentes de fatores externos.
4 • No tocante aos artigos, descrevem processos de intervençăo que
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA envolvem centenas de participantes, todavia, năo é possível a realizaçăo
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
de meta- análise já que năo existem critérios de inclusăo, tampouco
RELACIONADOS À caracterizaçăo comparáveis.
COMUNICAÇÃO
• Năo há evidências plausíveis de que a ABA seja superior, em comparaçăo
5 às outras alternativas interventivas.
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR • Só poderá ser possível afirmar que a uma proposta de intervençăo seja
TROCA DE FIGURAS
mais eficiente do que outra, quando os estudos seguirem determinados
critérios. Há necessidade de estudos controlados, "[...] com casuística
6 relevante e critérios claros de inclusăo e de avaliaçăo dos resultados, para
SRP - PROGRAMA
SON-RISE
que qualquer proposta de intervençăo possa ser considerada mais eficiente
7 ou produtiva do que outras" (FERNANDES; AMATO, 2013, p. 295).
CURRÍCULO
FUNCIONAL
NATURAL
REFERÊNCI
22
1
INTRODUÇ
ÃO • É vital que sejam desenvolvidos procedimentos eficazes de intervençăo,
2 que sejam economicamente acessíveis e socialmente relevantes, para que
TEA – PROPOSTAS DE pessoas com TEA tenham melhores atendimentos.
INTERVENÇÃO

3
ABA – ANÁLISE DO
COMPORTAMENTO
dicas
APLICADA
Lembre-se de que você já pôde entrar em contato com a ABA nas etapas anteriores desse
curso. Para saber mais sobre o assunto, recomendamos a leitura do livro intitulado
4 “Análise do Comportamento Aplicada ao Transtorno do Espectro Autista”, cujas
TEACCH - TRATAMENTO autoras săo Ana Carolina Sella e Daniela Mendonça Ribeiro.
E EDUCAÇÃO PARA
AUTISTAS E CRIANÇAS FIGURA 3 – CAPA DO LIVRO “ANÁLISE DO COMPORTAMENTO APLICADA AO TRANSTORNO
COM DÉFICITS DO ESPECTRO AUTISTA”
RELACIONADOS À
COMUNICAÇÃO

5
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR
TROCA DE FIGURAS

6
SRP - PROGRAMA
SON-RISE

7 FONTE: <http://twixar.me/Yq3m>. Acesso em: 5 mar. 2020.


CURRÍCULO
FUNCIONAL
NATURAL
REFERÊNCI
23
1
INTRODUÇ

4 TEACCH - TRATAMENTO E
ÃO

2
TEA – PROPOSTAS DE
INTERVENÇÃO
EDUCAÇÃO PARA
3
AUTISTAS E CRIANÇAS
ABA – ANÁLISE DO
COMPORTAMENTO
COM DÉFICITS
RELACIONADOS À COMUNICAÇÃO
APLICADA

4
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA TEACCH pressupõe uma sigla que significa "Tratamento e Educaçăo
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS para Autistas e Crianças com déficits relacionados à Comunicaçăo", também
RELACIONADOS À utilizada para "Tratamento e Educaçăo para Autistas e Crianças com
COMUNICAÇÃO
Limitações". De acordo com Kwee, Sampaio e Atherino (2009), o TEACCH foi
5 criado por Eric Shopler e colaboradores, no ano de 1966, na divisăo de
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR Psiquiatria da Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Norte
TROCA DE FIGURAS
(EUA). O programa foi fruto de um projeto de pesquisa, que se propunha a

6 questionar a prática clínica daquele período, no contexto americano, que


SRP - PROGRAMA preconizava que o Autismo era causado por fatores emocionais, e, que,
SON-RISE
portanto, necessitaria de tratamentos pautados na psicanálise.
7
CURRÍCULO
FUNCIONAL
NATURAL
REFERÊNCI
24
1
INTRODUÇ
ÃO Assim, o programa TEACCH foi formulado de modo a contemplar as
2 esferas de atendimento educacional e clínico, em uma prática com
TEA – PROPOSTAS DE abordagem psicoeducativa. Necessariamente, o TEACCH consiste num
INTERVENÇÃO
programa transdisciplinar, cujas bases teóricas săo a Teoria Comportamental
3 (Behaviorista) e a Psicolinguística (KWEE; SAMPAIO; ATHERINO, 2009).
ABA – ANÁLISE DO
COMPORTAMENTO
APLICADA TEORIA BEHAVIORISTA PSICOLINGUÍSTICA
Valorizaçăo das descrições das condutas. Busca de estratégias para compensar os
4 déficits comunicativos.
TEACCH - TRATAMENTO Utilizaçăo de programas passo a passo. Utilizaçăo de recursos visuais.
E EDUCAÇÃO PARA Uso de reforçadores.
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
RELACIONADOS À
COMUNICAÇÃO A associaçăo dos pressupostos da teoria behaviorista e da psicolinguística,

5 favorecem interações entre pensamento e linguagem, e, assim, as pessoas


PECS - SISTEMA DE com TEA podem expandir suas capacidades de compreensăo, afinal, a imagem
COMUNICAÇÃO POR
TROCA DE FIGURAS visual passa a promover a comunicaçăo (KWEE; SAMPAIO; ATHERINO, 2009).

6 Kwee, Sampaio e Atherino (2009) explicam que para o modelo de


SRP - PROGRAMA
SON-RISE intervençăo TEACCH, o entendimento da condiçăo neurobiológica do TEA

7 é indispensável. Destarte, o TEACCH corresponde às práticas interventivas


CURRÍCULO
FUNCIONAL
NATURAL
REFERÊNCI
25
1
INTRODUÇ
ÃO funcionais (úteis e práticas) e pragmáticas (práticas e objetivas). Agora que
2 você tem um panorama geral sobre o TEACCH, vamos conhecer os seus
TEA – PROPOSTAS DE principais princípios?
INTERVENÇÃO

3 Kwee, Sampaio e Atherino (2009) citam os seguintes princípios


ABA – ANÁLISE DO fundamentais do TEACCH:
COMPORTAMENTO
APLICADA
• Promover a adaptaçăo de cada pessoa com TEA.
4 • Melhorar todas as habilidades para o viver por meio das melhores técnicas
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA educacionais disponíveis.
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
• Entender e aceitar os déficits apresentados pela pessoa.
RELACIONADOS À • Planejar estruturas ambientais que possam compensar os déficits.
COMUNICAÇÃO
• Promover a mútua colaboraçăo entre profissionais, pais e pessoas com TEA,
5 de modo que compartilhem conhecimentos construídos tanto pela teoria
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR quanto pela prática. Assim, as pessoas envolvidas aprendem de modo
TROCA DE FIGURAS
cooperativo.
• Propiciar um trabalho coletivo, entre profissionais, pais e pessoas com
6 TEA, para que, juntos, definam prioridades dos programas para os
SRP - PROGRAMA
SON-RISE
contextos institucionais, doméstico e da comunidade.
7 • Estimular a reciprocidade entre profissionais, pais e pessoas com TEA, para a
CURRÍCULO
FUNCIONAL realizaçăo de pesquisas e para o desenvolvimento do tratamento.
NATURAL
REFERÊNCI
26
1
INTRODUÇ
ÃO • Favorecer uma avaliaçăo que possibilite a compreensăo de quais săo as
2 habilidades atuais da criança, as habilidades emergentes (que estăo prestes
TEA – PROPOSTAS DE a emergir) e o que ajuda a desenvolvê-las.
INTERVENÇÃO
• Disponibilizar programas específicos de ensino/aprendizagem e tratamento
3 individualizados, fundamentados numa compreensăo personalizada de
ABA – ANÁLISE DO cada pessoa, haja vista que crianças com TEA săo extremamente
COMPORTAMENTO
APLICADA diferentes umas das outras, em termos de competências, áreas de
dificuldade e idiossincrasias.
4 Ainda que elas tenham características em comum, elas também
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA apresentam diferenças.
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
• Conduzir a avaliaçăo associando metodologias informais às metodologias
RELACIONADOS À formais. Em outras palavras, a avaliaçăo precisa ser cuidadosa, levando
COMUNICAÇÃO
em conta a avaliaçăo formal – representada pelos melhores e mais
5 adequados
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR testes disponíveis, sempre que possível. No entanto, a avaliaçăo informal
TROCA DE FIGURAS
também é substancial, já que é realizada por meio de observações mais
perspicazes dos pais, professores e outras pessoas em contato regular com
6 a pessoa com TEA.
SRP - PROGRAMA
SON-RISE
• Conhecer os aportes teóricos que dăo sustentaçăo ao TEACCH, a saber:
7 sistemas teóricos, teorias cognitivistas e behavioristas, tendo em vista que
CURRÍCULO
FUNCIONAL esses aportes guiam tanto a pesquisa quanto os procedimentos
NATURAL
desenvolvidos pelo TEACCH.
REFERÊNCI
27
1
INTRODUÇ
ÃO • Dispor um modelo generalista e transdisciplinar. Isso significa que os
2 profissionais de qualquer disciplina interessados em trabalhar com pessoas
TEA – PROPOSTAS DE com TEA săo capacitados como generalistas (pessoas com visăo geral,
INTERVENÇÃO
habilidades funcionais, mas que năo possuem conhecimentos
3 especializados).
ABA – ANÁLISE DO • Contar com uma equipe de profissionais que consigam lidar com a ampla
COMPORTAMENTO
APLICADA gama de aspectos acarretados pelo TEA, independentemente de suas
áreas de especializaçăo. A vantagem de ter uma equipe generalista, é o
4 compartilhamento da responsabilidade pela pessoa com TEA como um
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA todo. Ao mesmo tempo, os membros da equipe possuem a possibilidade de
AUTISTAS E CRIANÇAS
consultar especialistas quando necessário. Além disso, as decisões podem
COM DÉFICITS
RELACIONADOS À der tomadas de modo coletivo.
COMUNICAÇÃO

5 Munidos dessas informações, Kwee, Sampaio e Atherino (2009) se


PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR prontificaram a fazer um estudo sobre um programa TEACCH. Em
TROCA DE FIGURAS
consequência, notaram que todos os alunos que participaram do programa
apresentaram evoluçăo positiva em todas as áreas. Inclusive, os ganhos e as
6 manutenções dos comportamentos adquiridos se mostraram estabilizados,
SRP - PROGRAMA
SON-RISE
mantidos.
7
CURRÍCULO
FUNCIONAL Quanto às vantagens para a equipe de profissionais, foi perceptível que a
NATURAL
equipe transdisciplinar encontrou no programa TEACCH, auxílios para monitorar
REFERÊNCI
28
1
INTRODUÇ
ÃO o programa individual dos alunos, além da possibilidade de debates em grupo
2 no que se refere aos casos, com representantes de diferentes especialidades
TEA – PROPOSTAS DE (KWEE; SAMPAIO; ATHERINO, 2009).
INTERVENÇÃO

3 Kwee, Sampaio e Atherino (2009) observaram que, na instituiçăo que


ABA – ANÁLISE DO fez parte do estudo conduzido por eles, ocorriam reuniões mensais de
COMPORTAMENTO
APLICADA avaliaçăo dos programas. Mediante as reuniões, os profissionais iam
construindo novos conhecimentos, enriquecendo suas compreensões acerca
4 de intervenções para pessoas com TEA, bem como, fortificando o trabalho
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA transdisciplinar.
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
RELACIONADOS À Antes de passarmos para a próxima proposta de intervençăo para
COMUNICAÇÃO
pessoas com TEA, vejamos a conclusăo desse estudo, nas palavras dos
5 próprios pesquisadores:
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR
TROCA DE FIGURAS Conclui-se que o trabalho terapêutico de pessoas com autismo é o de ver
o mundo através de seus olhos, e usar esta perspectiva para ensiná-las a

6 funcionarem inseridas na cultura de forma mais independente possível.


Enquanto năo se podem curar os déficits cognitivos subjacentes ao
SRP - PROGRAMA autismo, é pelo seu entendimento que planejamos programas educacionais
SON-RISE
efetivos na funçăo de vencer o desafio deste transtorno do desenvolvimento
7 tăo singular. (KWEE; SAMPAIO; ATHERINO, 2009, p. 225).
CURRÍCULO
FUNCIONAL
NATURAL
REFERÊNCI
29
1
INTRODUÇ
ÃO

2
TEA – PROPOSTAS DE
dicas
INTERVENÇÃO
Você quer aprender mais sobre TEACCH? Que tal ler o livro escrito por Maria Elisa Granchi
Fonseca e Juliana De Cássia Baptistella Ciola?! O título é “Vejo e Aprendo - Fundamentos
3 do Programa TEACCH”.
ABA – ANÁLISE DO
COMPORTAMENTO FIGURA 4 – CAPA DO LIVRO “VEJO E APRENDO - FUNDAMENTOS DO PROGRAMA TEACCH”
APLICADA

4
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
RELACIONADOS À
COMUNICAÇÃO

5
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR
TROCA DE FIGURAS

6
SRP - PROGRAMA
SON-RISE FONTE: <http://twixar.me/Nq3m>. Acesso em: 5 mar. 2020.

7
CURRÍCULO
FUNCIONAL
NATURAL
REFERÊNCI
30
1
INTRODUÇ

5 PECS - SISTEMA DE COMUNICAÇÃO


ÃO

2
TEA – PROPOSTAS DE
INTERVENÇÃO
POR TROCA DE FIGURAS
3 A sigla PECS é oriunda da língua inglesa Picture Exchange
ABA – ANÁLISE DO
COMPORTAMENTO Communication System, que em língua portuguesa corresponde ao sistema
APLICADA
de comunicaçăo por troca de figuras (FERREIRA et al., 2017).
4
TEACCH - TRATAMENTO É uma proposta de intervençăo que tem sido empregada sobretudo
E EDUCAÇÃO PARA
AUTISTAS E CRIANÇAS com as pessoas com TEA que săo consideradas năo verbais (que năo
COM DÉFICITS apresentam habilidades para empregar o código linguístico). Muitas dessas
RELACIONADOS À
COMUNICAÇÃO pessoas, tendem, inclusive, a năo utilizar gestos, demonstrando, assim,
5 dificuldades para estabelecer comunicaçăo tanto em termos verbais como năo
PECS - SISTEMA DE verbais (FERREIRA et al., 2017).
COMUNICAÇÃO POR
TROCA DE FIGURAS

6
SRP - PROGRAMA
SON-RISE

7
CURRÍCULO
FUNCIONAL
NATURAL
REFERÊNCI
31
1
INTRODUÇ
ÃO FIGURA 5 – EXEMPLO DE PECS

2
TEA – PROPOSTAS DE
INTERVENÇÃO

3
ABA – ANÁLISE DO
COMPORTAMENTO
APLICADA

4
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS FONTE: <http://twixar.me/xq3m>. Acesso em: 5 mar. 2020.
RELACIONADOS À
COMUNICAÇÃO

5 Uma parte dos professores já compreende que muitas crianças com


PECS - SISTEMA DE TEA respondem de modo mais positivo aos estímulos visuais do que aos
COMUNICAÇÃO POR
TROCA DE FIGURAS estímulos verbais. Por conta disso, já é possível verificar alguns professores
fazendo uso de imagens, figuras, cartões de comunicaçăo, ilustrações,
6 pictogramas, para que as crianças com TEA identifiquem e entendam a
SRP - PROGRAMA
SON-RISE sequência de rotinas em sala de aula.
7
CURRÍCULO
FUNCIONAL
NATURAL
REFERÊNCI
32
1
INTRODUÇ
ÃO Ferreira, Teixeira e Britto (2011) esclarecem que, além dos pictogramas,
2 o PECS pode ser realizado com o uso de fotos, miniaturas e até objetos
TEA – PROPOSTAS DE concretos. De qualquer forma, trata-se de uma proposta de intervençăo que
INTERVENÇÃO
se pauta na troca, visto que a pessoa com TEA entrega um cartăo
3 simbolizando o que deseja, e a outra pode compreender a necessidade que
ABA – ANÁLISE DO está sendo manifesta, e reagir de acordo com ela.
COMPORTAMENTO
APLICADA
Da mesma maneira, a professora pode mostrar um pictograma para o
4 estudante, a fim de mostrar qual é a atividade proposta para aquele momento
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA da aula.
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
RELACIONADOS À No PECS, cartões de comunicaçăo que săo trocados podem se referir
COMUNICAÇÃO
a um desejo, um objeto, um pedido, à indicaçăo de alguma açăo, um
5 sentimento, sensações etc. (TOGASHI; WALTER, 2016).
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR
TROCA DE FIGURAS
Segundo Gomes e Nunes (2014), muitos estudos de teor científico têm
sido publicados acerca dos resultados promissores alcançados mediante o
6 uso de recursos da CAA [Comunicaçăo Alternativa e Ampliada] e de
SRP - PROGRAMA
SON-RISE
Estratégias Naturalísticas de Ensino no desenvolvimento das habilidades de
7 comunicaçăo de pessoas com TEA que năo dispõem de fala articulada.
CURRÍCULO
FUNCIONAL
NATURAL
REFERÊNCI
33
1
INTRODUÇ
ÃO Ferreira et al. (2017) fizeram um estudo sobre os vocábulos/palavras
2 que săo mais frequentemente usados, a fim de desenvolver o PECS com trinta
TEA – PROPOSTAS DE e uma crianças autistas, na faixa etária de 5 a 10 anos. Também ficaram
INTERVENÇÃO
atentos aos comportamentos năo adaptativos, através do Autism Behavior
3 Checklist (ABC).
ABA – ANÁLISE DO
COMPORTAMENTO Resultados: houve predomínio significativo de itens na categoria alimentos,
APLICADA
seguido de atividade e bebidas. Năo houve correlaçăo entre o total de itens
identificados pelas famílias com o índice de comportamentos năo
4 adaptativos. Conclusăo: foi possível identificar as categorias de vocábulos mais
mencionados pelas famílias e verificar que o índice de comportamentos năo
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA adaptativos năo interferiu diretamente na elaboraçăo da planilha de seleçăo
AUTISTAS E CRIANÇAS de vocábulos das crianças estudadas (FERREIRA et al., 2017, p. 1).
COM DÉFICITS
RELACIONADOS À
COMUNICAÇÃO Gomes e Nunes (2014) recomendam que estratégias do PECS sejam
5 utilizadas no contexto escolar e que professores poderiam participar
PECS - SISTEMA DE ativamente delas. Nesse caso, o professor passa a ser considerado agente
COMUNICAÇÃO POR
TROCA DE FIGURAS de intervençăo, em programas instrucionais.

6 Nunes e Santos (2015) produziram um estudo em que a PECS era associada


SRP - PROGRAMA
SON-RISE à estratégia AMI – Aided Modeling Intervention – que no Brasil pode ser chamada
7 de Intervençăo de Modelagem Assistida. Nesse caso, estratégias dos dois
CURRÍCULO modelos foram mescladas com a intençăo de ajudar uma criança de cinco anos
FUNCIONAL
NATURAL com TEA a desenvolver a comunicaçăo. A agente de intervençăo foi uma
REFERÊNCI professora.
34
1
INTRODUÇ
ÃO No programa de intervençăo examinado por Nunes e Santos (2015), a
2 professora foi capacitada a usar o PECS agregado do AMI. Em consequência,
TEA – PROPOSTAS DE foi notório o aumento da frequência de iniciativas de interaçăo da criança com
INTERVENÇÃO
a utilizaçăo dos pictogramas (símbolos ou sinais gráficos), além das
3 modificações no estilo de interaçăo da professora.
ABA – ANÁLISE DO
COMPORTAMENTO
APLICADA Entretanto, é necessário ressaltar que mera exposiçăo de crianças
com TEA aos recursos de comunicaçăo alternativa costuma ser pouco eficaz
4 com relaçăo ao desenvolvimento de novas formas de expressăo. É de pouco
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA proveito introduzir pictogramas no cotidiano escolar se professores e
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
estudantes năo foram orientados adequadamente sobre como utilizá-los. Os
RELACIONADOS À pictogramas săo mais vantajosos, quando a criança aprende a manifestar
COMUNICAÇÃO
seus desejos por meio dos cartões/pictogramas (NUNES; SANTOS, (2015).
5
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR Nesse sentido, destaca-se a relevȃncia da formaçăo docente, já que a
TROCA DE FIGURAS
partir da apropriaçăo de mais informações sobre o PECS, o professor pode
conduzir as aulas, potencializando as oportunidades em que o estudante com
6 TEA utilize os pictogramas como forma de comunicaçăo expressiva (NUNES;
SRP - PROGRAMA
SON-RISE
SANTOS, 2015).
7
CURRÍCULO
FUNCIONAL
NATURAL
REFERÊNCI
35
1
INTRODUÇ
ÃO Sendo assim, é válido mencionar que Fischer (2019) desenvolveu um
2 estudo sobre a formaçăo de professores da educaçăo especial, colocando em
TEA – PROPOSTAS DE evidência métodos de aprendizagem e ensino para competência. O estudo
INTERVENÇÃO
ainda abordou estratégia para autoformaçăo e aspectos de Inclusăo
3 educacional voltados às pessoas com TEA.
ABA – ANÁLISE DO
COMPORTAMENTO
APLICADA Ferreira, Teixeira e Britto (2011, p. 559) evidenciaram que até mesmo
os
4 adultos podem ser beneficiados com estratégias relativas ao PECS:
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA
Resultados: os dados coletados mostraram que houve aumento do número
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS de atos comunicativos e funções comunicativas, e que o percentual do
RELACIONADOS À espaço comunicativo ocupado pelo sujeito aumentou após os
COMUNICAÇÃO procedimentos realizados com o uso dos programas de comunicaçăo
alternativa. Conclusăo: concluiu-se que houve progresso no perfil
5 pragmático da comunicaçăo com o uso concomitante dos dois métodos de
PECS - SISTEMA DE comunicaçăo alternativa, uma vez que as interações sociais do sujeito
COMUNICAÇÃO POR aumentaram.
TROCA DE FIGURAS

Sob o ponto de vista de Mizael e Aiello (2013), o PECS denota um


6
SRP - PROGRAMA sistema de comunicaçăo que sobreleva a relaçăo interpessoal. Os atos
SON-RISE
comunicativos entre as pessoas săo efetivados por meio da troca de figuras.
7
CURRÍCULO
FUNCIONAL
NATURAL
REFERÊNCI
36
1
INTRODUÇ
ÃO

2
TEA – PROPOSTAS DE
dicas
INTERVENÇÃO
Vamos aprender mais sobre esse tema? Uma boa alternativa para isso é a o livro “Comunicaçăo
Alternativa – Teoria, prática, tecnologias e pesquisa”.
3
ABA – ANÁLISE DO
FIGURA 6 – CAPA DO LIVRO “COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA – TEORIA, PRÁTICA, TECNOLOGIAS E
COMPORTAMENTO PESQUISA”
APLICADA

4
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
RELACIONADOS À
COMUNICAÇÃO

5
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR
TROCA DE FIGURAS

6 FONTE: <http://twixar.me/qq3m>. Acesso em: 5 mar. 2020.


SRP - PROGRAMA
SON-RISE

7
CURRÍCULO
FUNCIONAL
NATURAL
REFERÊNCI
37
1
INTRODUÇ

6 SRP - PROGRAMA SON-RISE


ÃO

2
TEA – PROPOSTAS DE
INTERVENÇÃO
O Programa Son-Rise (SRP) foi criado nos Estados Unidos, na década
3 de 1970, e costuma ser conduzido pelos pais, mediante o auxílio de
ABA – ANÁLISE DO facilitadores. Trata-se de uma proposta de intervençăo para crianças com
COMPORTAMENTO
APLICADA TEA, caracterizada como intervençăo precoce (SCHMIDT et al., 2015).

4 Schmidt et al. (2015) efetuaram um estudo sobre a conduçăo do


TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA Programa Son-Rise com uma criança com TEA durante um ano, no qual
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
relataram os efeitos dessa intervençăo no desenvolvimento dela.
RELACIONADOS À
COMUNICAÇÃO
A aplicaçăo do Programa Son-Rise costuma se dar na própria moradia
5 da criança, mais especificamente, em um quarto modificado, adaptado de
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR maneira tática e planejada para a realizaçăo do programa. Esse ambiente
TROCA DE FIGURAS
também tem sido chamado de "quarto de brincar" (SCHMIDT et al., 2015).

6
SRP - PROGRAMA
SON-RISE

7
CURRÍCULO
FUNCIONAL
NATURAL
REFERÊNCI
38
1
INTRODUÇ
ÃO FIGURA 7 – QUARTO DE BRINCAR – PROGRAMA SON-RISE

2
TEA – PROPOSTAS DE
INTERVENÇÃO

3
ABA – ANÁLISE DO
COMPORTAMENTO
APLICADA

4
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA
AUTISTAS E CRIANÇAS FONTE: <https://www.youtube.com/watch?v=1_aQ-9uhZ2c>. Acesso em: 5 mar. 2020.
COM DÉFICITS
RELACIONADOS À
COMUNICAÇÃO
Os procedimentos do Programa Son-Rise abarcam determinadas estratégias
5 educacionais. É necessário que os pais ou responsáveis pela criança
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR aprendam estas estratégias, para que consigam conduzir os momentos de
TROCA DE FIGURAS
intervençăo com interaçăo adequada. Os responsáveis pela criança săo
encorajados a seguirem os interesses manifestos pela criança, ao invés de se
6 esforçarem para direcionar a criança para uma atividade selecionada pelos
SRP - PROGRAMA
SON-RISE
próprios responsáveis (SCHMIDT et al., 2015).
7
CURRÍCULO
FUNCIONAL
NATURAL
REFERÊNCI
39
1
INTRODUÇ
ÃO Os responsáveis também săo estimulados a valorizar as expressões
2 da criança, incluindo as estereotipias. De modo geral, pode-se afirmar que o
TEA – PROPOSTAS DE Programa Son-Rise visa promover a aceitaçăo da criança com TEA, de modo
INTERVENÇÃO
a abandonar ou, pelo menos, diminuir os julgamentos em relaçăo a ela.
3 O programa Son-Rise, sumariamente, apoia-se na filosofia de que mais do que
ABA – ANÁLISE DO
COMPORTAMENTO obrigar a pessoa com autismo a participar das nossas vivências, os pais
APLICADA devem participar do mundo da criança como uma forma de construir uma
ponte entre a criança e seus cuidadores. Uma vez que essa possibilidade é

4
construída, o filho pode ser encorajado a avançar e experimentar
experiências mais significativas e complexas (SCHMIDT et al., 2015, p.
TEACCH - TRATAMENTO 424).
E EDUCAÇÃO PARA
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
RELACIONADOS À
Isso posto, o estudo de Schmidt et al. (2015) revelou que:
COMUNICAÇÃO

5 • A realizaçăo do programa Son-Rise na morada da família desencadeou


PECS - SISTEMA DE interferências na rotina familiar, diminuindo a intensidade da intervençăo.
COMUNICAÇÃO POR
TROCA DE FIGURAS • Avanços foram notados nas áreas da comunicaçăo e da interaçăo,
incluindo mudanças no uso do olhar (contato visual).
6
SRP - PROGRAMA
SON-RISE Conforme Schmidt et al. (2015) năo săo apenas os registros escritos
7 de Raun Kaufman que disseminam os benefícios oriundo do programa Son-
CURRÍCULO Rise. A internet tem sido um local em que muitas pessoas têm divulgado suas
FUNCIONAL
NATURAL
REFERÊNCI
40
1
INTRODUÇ
ÃO experiências com o programa, seguidas com incontáveis depoimentos
2 positivos – que văo das melhorias consideráveis à superaçăo de expectativas.
TEA – PROPOSTAS DE
INTERVENÇÃO

3
ABA – ANÁLISE DO
dicas
COMPORTAMENTO
APLICADA O Programa Son-Rise chamou a sua atençăo? Você pode aprender mais sobre ele através
da leitura do livro “Vencer o Autismo com o The Son-Rise Program”.

4 FIGURA 8 – CAPA DO LIVRO “VENCER O AUTISMO COM O THE SON-RISE PROGRAM”


TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
RELACIONADOS À
COMUNICAÇÃO

5
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR
TROCA DE FIGURAS

6
SRP - PROGRAMA FONTE: <http://twixar.me/Gr3m>. Acesso em: 5 mar. 2020.
SON-RISE

7
CURRÍCULO
FUNCIONAL
NATURAL
REFERÊNCI
41
1
INTRODUÇ
ÃO Schmidt et al. (2015) realçam que os pais e responsáveis por crianças
2 com TEA necessitam ter acesso às informações sobre diferentes propostas
TEA – PROPOSTAS DE de intervenções em TEA. Desse jeito, podem tomar decisões sobre a escolha
INTERVENÇÃO
dos programas, levando em conta as singularidades de seu filho, evitando o
3 desperdício de tempo de dinheiro com propostas que năo săo indicadas para
ABA – ANÁLISE DO ele.
COMPORTAMENTO
APLICADA

4
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA
7 CURRÍCULO FUNCIONAL NATURAL
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
RELACIONADOS À Para Silva, Silva e Soares (2018), o Currículo Funcional Natural
COMUNICAÇÃO
possibiliza que o educando se depare com novas oportunidades e adaptações
5 no tocantes as suas dificuldades e/ou necessidades.
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR
TROCA DE FIGURAS
As origens do Currículo Funcional Natural se encontram no Kansas, na
década de 1970 e desde o início visavam ao desenvolvimento de habilidades
6 funcionais de pessoas com necessidades educacionais especiais. Por vezes,
SRP - PROGRAMA
SON-RISE
o Currículo Funcional Natural serve de apoio aos programas de alfabetizaçăo,
7 assumindo, assim, o caráter de uma proposta metodológica complementar/
CURRÍCULO
FUNCIONAL
NATURAL
REFERÊNCI
42
1
INTRODUÇ
ÃO adicional (SILVA; SILVA; SOARES, 2018). De qualquer modo, o objetivo basilar
2 do Currículo Funcional Natural salienta a promoçăo de aprendizagem de
TEA – PROPOSTAS DE habilidades e a construçăo de conhecimentos que possam ser empregados
INTERVENÇÃO
pelo aluno em seu cotidiano.
3
ABA – ANÁLISE DO O Currículo Funcional Natural vem sendo utilizado a pessoas que
COMPORTAMENTO
APLICADA apresentam deficiência intelectual, ou deficiências múltiplas, ou ainda,
necessidades educacionais especiais mais complexas ou substanciais. Trata-
4 se de um currículo desenvolvido no ambiente natural do estudante, que tem
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA como propósito auxiliá-lo a aprender com naturalidade a desenvolver
AUTISTAS E CRIANÇAS habilidades e competências que săo necessárias para a sua independência,
COM DÉFICITS
RELACIONADOS À autonomia, realizaçăo e produtividade (SILVA; SILVA; SOARES, 2018).
COMUNICAÇÃO

5 O Currículo Funcional Natural explicita uma metodologia educacional


PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR que confere primazia ao desenvolvimento do estudante, de modo que ele
TROCA DE FIGURAS
consiga ter a máxima independência possível. Portanto, é uma proposta de
intervençăo que almeja elevar a qualidade de vida do estudante, atingindo as
6 mais diversas áreas da vida dele (família, escola, comunidade etc.) (SILVA;
SRP - PROGRAMA
SON-RISE
SILVA; SOARES, 2018). Em outras palavras, busca-se ajudar o estudante a
7 realizar com o maior nível de emancipaçăo possível, suas atividades de vida
CURRÍCULO
FUNCIONAL diária, de forma funcional.
NATURAL
REFERÊNCI
43
1
INTRODUÇ
ÃO O enfoque recai sobre os interesses pessoais do aluno, bem como ao
2 desenvolvimento de competências que o permitirăo se integrar e se incluir na
TEA – PROPOSTAS DE sociedade (SILVA; SILVA; SOARES, 2018). Logo, o Currículo Funcional Natural se
INTERVENÇÃO
propõe a disponibilizar ao estudante, um conjunto de aprendizagens que
3 sejam úteis nos mais variados locais e contextos, e que possam permanecer
ABA – ANÁLISE DO sendo úteis no decorrer do tempo. Fica evidente que o Currículo Funcional
COMPORTAMENTO
APLICADA Natural parte da premissa de que todas as pessoas têm capacidade de
aprender e que podem desenvolver suas habilidades, capacidades de
4 competências.
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
RELACIONADOS À
COMUNICAÇÃO
dicas
5 Para incrementar seus estudos, recomenda-se o livro “Currículo Funcional Natural Guia
PECS - SISTEMA DE prático para a educaçăo na área de autismo e deficiência mental” - escrito por Maryse Suplin,
COMUNICAÇÃO POR disponível em: http://feapaesp.org.br/material_download/566_Livro%20Maryse%20Suplyno
TROCA DE FIGURAS %20-%20 Curriculo%20Funcional%20Natural.pdf.

6
SRP - PROGRAMA
SON-RISE Estamos nos aproximando do final da última etapa desse curso.
7 Esperamos que ele esteja sendo profícuo para a sua aprendizagem quanto às
CURRÍCULO propostas de intervençăo com pessoas com TEA. Vamos recapitular o que
FUNCIONAL
NATURAL vimos nessa etapa?
REFERÊNCI
44
1
INTRODUÇ
ÃO • Musicalizaçăo com bebês.
2 • Intervenções voltadas ao desenvolvimento de habilidades comunicativas.
TEA – PROPOSTAS DE • Elaboraçăo de autobiografia.
INTERVENÇÃO
• Intervenções que envolvem a prática regular de atividade física.
3 • Dançaterapia.
ABA – ANÁLISE DO • ABA.
COMPORTAMENTO
APLICADA • TEACCH
• PECS.
4 • SON-RISE.
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA • Currículo funcional natural.
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
RELACIONADOS À É preciso clarificar que um curso como esse năo permite que se
COMUNICAÇÃO
aprofunde muito em cada proposta. Por isso, essa etapa contou com várias
5 sugestões de leitura para que você possa se embrenhar ainda mais nos
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR conhecimentos das propostas de intervençăo que mais chamaram a sua
TROCA DE FIGURAS
atençăo!

6 Por fim, deixamos como inspiraçăo as reflexões de Fernandes e Amato


SRP - PROGRAMA
SON-RISE
(2013, p. 295) quanto aos processos decisórios em torno de quais propostas,
7 intervenções, procedimentos ou métodos que devem ser os selecionados por
CURRÍCULO
FUNCIONAL pais ou profissionais que atuam com pessoas com TEA:
NATURAL
REFERÊNCI
45
1
INTRODUÇ
ÃO A opçăo por um método ou procedimento terapêutico deve ser
2 fundamentada em informações claras a respeito de seus princípios, técnicas
TEA – PROPOSTAS DE e expectativas de resultados e também das alternativas disponíveis. Espera-
INTERVENÇÃO
se que esta revisăo contribua para que o fonoaudiólogo possa realizar
3 escolhas que sejam cada vez mais baseadas em evidências científicas,
ABA – ANÁLISE DO mesmo que isso signifique a admissăo de que năo existem respostas únicas
COMPORTAMENTO
APLICADA que se apliquem a todos os indivíduos com DEA [distúrbios incluídos no
espectro do autismo]. Esse processo deve incluir orientações e informações
4 às famílias quanto às alternativas disponíveis, suas vantagens e limitações.
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
Assim, caro estudante, esperamos que tenha aproveitado o curso
RELACIONADOS À “Autismo em Perspectiva”, os autores e a organizaçăo deste curso, por
COMUNICAÇÃO
meio da UNIASSELVI, do NUAP e do NIA, desenvolveram este material por
5 acreditar que é possível fazer uma educaçăo de qualidade que garanta a
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR igualdade de direitos, valorizando as diferenças para uma sociedade mais
TROCA DE FIGURAS
inclusiva. Entăo, antes de finalizarmos, gostaríamos de compartilhar com
você a mensagem de Marcos Petry, que ocorreu no programa Caldeirăo do
6 Huck, para que possamos realmente fazer sempre à inclusăo. Disponível em:
SRP - PROGRAMA
SON-RISE
https://www.facebook.com/ caldeiraodohuck/videos/575523763046179/.
7
CURRÍCULO
FUNCIONAL Boas leituras e descobertas!
NATURAL
REFERÊNCI
46
1
INTRODUÇ

REFERÊNCIAS
ÃO

2
TEA – PROPOSTAS DE
INTERVENÇÃO
AMBROS, Tatiane Medianeira Baccin et al. A musicalizaçăo como
3 intervençăo precoce junto a bebê com risco psíquico e seus familiares. Rev.
ABA – ANÁLISE DO latinoam. psicopatol. fundam., Săo Paulo, v. 20, n. 3, p. 560-578, jul.
COMPORTAMENTO
APLICADA 2017. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S1415- 47142017000300560&lng=pt&nrm=iso. Acesso
4 em: 26 fev. 2020. https://doi. org/10.1590/1415-4714.2017v20n3p560.10.
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
BIALER, Marina. A escrita terapêutica no autismo. Rev. latinoam.
RELACIONADOS À psicopatol. fundam., Săo Paulo, v. 18, n. 2, p. 221-233, jun. 2015.
COMUNICAÇÃO
Disponível
5 em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR 47142015000200221&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 26 fev. 2020. https://doi.
TROCA DE FIGURAS
org/10.1590/1415-4714.2015v18n2p221.3.

6
SRP - PROGRAMA
SON-RISE

7
CURRÍCULO
FUNCIONAL
NATURAL
REFERÊNCI
47
1
INTRODUÇ
ÃO FERNANDES, Fernanda Dreux Miranda; AMATO, Cibelle Albuquerque de la
2 Higuera. Análise de Comportamento Aplicada e Distúrbios do Espectro do
TEA – PROPOSTAS DE Autismo: revisăo de literatura. CoDAS, Săo Paulo, v. 25, n. 3, p. 289-296,
INTERVENÇÃO
2013. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?
3 script=sci_arttext&pid=S2317- 17822013000300016&lng=pt&nrm=iso. Acesso
ABA – ANÁLISE DO em: 26 fev. 2020. https://doi. org/10.1590/S2317-17822013000300016.
COMPORTAMENTO
APLICADA
FERREIRA, Carine et al. Seleçăo de vocábulos para implementaçăo do
4 Picture Exchange Communication System – PECS em autistas năo verbais.
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA CoDAS, Săo Paulo, v. 29, n. 1, 2017. Disponível em:
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
http://www.scielo.br/scielo. php?script=sci_arttext&pid=S2317-
RELACIONADOS À 17822017000100307&lng=pt&nrm=iso.
COMUNICAÇÃO
Acesso em: 26 fev. 2020. https://doi.org/10.1590/2317-1782/20172015285.
5
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR
TROCA DE FIGURAS
FERREIRA, Patrícia Reis; TEIXEIRA, Eny Viviane da Silva; BRITTO, Denise
Brandăo de Oliveira e. Relato de caso: descriçăo da evoluçăo da comunicaçăo
6 alternativa na pragmática do adulto portador de autismo. Rev. CEFAC,
SRP - PROGRAMA
SON-RISE
Săo Paulo, v. 13, n. 3, p. 559-567, jun. 2011. Disponível em:
7 http://www.scielo. br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-
CURRÍCULO
FUNCIONAL 18462011000300020&lng
NATURAL
=pt&nrm=iso. Acesso em: 26 fev. 2020. https://doi.org/10.1590/S1516-
REFERÊNCI
18462010005000135.
48
1
INTRODUÇ
ÃO FISCHER, Marta Luciane. Tem um Estudante Autista na minha Turma!
2 E agora? O Diário Reflexivo Promovendo a Sustentabilidade
TEA – PROPOSTAS DE Profissional no Desenvolvimento de Oportunidades Pedagógicas para
INTERVENÇÃO
Inclusăo. Rev. bras. educ. espec., Bauru, v. 25, n. 4, p. 535-552,
3 dez. 2019. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?
ABA – ANÁLISE DO script=sci_arttext&pid=S1413-
COMPORTAMENTO
APLICADA 65382019000400535&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 26 fev. 2020. https://doi.
org/10.1590/s1413-65382519000400001.
4
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA GOMES, Rosana Carvalho; NUNES, Débora R. P. Interações comunicativas entre
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
uma professora e um aluno com autismo na escola comum: uma proposta de
RELACIONADOS À intervençăo. Educ. Pesqui., Săo Paulo, v. 40, n. 1, p. 143-161, mar. 2014.
COMUNICAÇÃO
Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-
5 97022014000100010&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 26 fev. 2020. https://doi.
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR org/10.1590/S1517-97022014000100010.
TROCA DE FIGURAS

KWEE, Caroline Sianlian; SAMPAIO, Tania Maria Marinho; ATHERINO, Ciríaco


6 Cristóvăo Tavares. Autismo: uma avaliaçăo transdisciplinar baseada no
SRP - PROGRAMA
SON-RISE
programa TEACCH. Rev. CEFAC, Săo Paulo, v. 11, supl. 2, p. 217-226,
7 2009. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?
CURRÍCULO
FUNCIONAL script=sci_arttext&pid=S1516- 18462009000600012&lng=pt&nrm=iso. Acesso
NATURAL
em: 26 fev. 2020.
REFERÊNCI
49
1
INTRODUÇ
ÃO LOURENÇO, Carla Cristina Vieira et al. Avaliaçăo dos Efeitos de Programas
2 de Intervençăo de Atividade Física em Indivíduos com Transtorno do
TEA – PROPOSTAS DE Espectro do Autismo. Rev. bras. educ. espec., Marília, v. 21, n. 2, p.
INTERVENÇÃO
319-328, jun. 2015. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?
3 script=sci_arttext&pid=S1413- 65382015000200319&lng=pt&nrm=iso. Acesso
ABA – ANÁLISE DO em: 26 fev. 2020. https://doi. org/10.1590/S1413-65382115000200011.
COMPORTAMENTO
APLICADA

MIZAEL, Táhcita Medrado; AIELLO, Ana Lúcia Rossito. Revisăo de estudos sobre
4 o Picture Exchange Communication System (PECS) para o ensino de
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA linguagem a indivíduos com autismo e outras dificuldades de fala. Rev.
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
bras. educ. espec., Marília, v. 19, n. 4, p. 623-636, dez. 2013. Disponível
RELACIONADOS À em: http://www. scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-
COMUNICAÇÃO
65382013000400011&lng
5 =pt&nrm=iso. Acesso em: 26 fev. 2020.
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR
TROCA DE FIGURAS
NUNES, Débora Regina de Paula; SANTOS, Larissa Bezerra dos. Mesclando
práticas em comunicaçăo alternativa: caso de uma criança com autismo.
6 Psicol. Esc. Educ., Maringá, v. 19, n. 1, p. 59-69, abr. 2015. Disponível
SRP - PROGRAMA
SON-RISE
em: http://www. scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-
7 85572015000100059&lng
CURRÍCULO
FUNCIONAL =pt&nrm=iso. Acesso em: 17 fev. 2020.
NATURAL
REFERÊNCI
50
1
INTRODUÇ
ÃO RODRIGUES, Viviane; ALMEIDA, Maria Amélia. Modelagem em Vídeo para o
2 Ensino de Habilidades de Comunicaçăo a Indivíduos com Autismo: Revisăo
TEA – PROPOSTAS DE de Estudos. Rev. bras. educ. espec., Marília, v. 23, n. 4, p. 595-606,
INTERVENÇÃO
dez. 2017. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?
3 script=sci_arttext&pid=S1413- 65382017000400595&lng=pt&nrm=iso.
ABA – ANÁLISE DO Acesso em: 17 fev. 2020. https://doi.org/10.1590/s1413-65382317000400009.
COMPORTAMENTO
APLICADA
SCHMIDT, Carlo et al. Intervençăo precoce e autismo: um relato sobre o
4 Programa Son-Rise. Psicol. rev. (Belo Horizonte), Belo Horizonte,
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA v. 21, n. 2, p. 414-430, ago. 2015. Disponível em:
AUTISTAS E CRIANÇAS
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.
COM DÉFICITS
RELACIONADOS À php?script=sci_arttext&pid=S1677-11682015000200012&lng=pt&nrm=iso.
COMUNICAÇÃO
Acesso em: 17 fev. 2020.
5 http://dx.doi.org/DOI-10.5752/P.1678-9523.2015V21N2P412.
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR
TROCA DE FIGURAS
SILVA, Martony Demes da; SOARES, André Castelo Branco; BENITEZ, Priscila.
Software mTEA: do Desenho Computacional à Aplicaçăo por Profissionais
6 com Estudantes com Autismo. Rev. bras. educ. espec., Bauru, v. 26,
SRP - PROGRAMA
SON-RISE
n. 1, p. 51-68, mar. 2020. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?
7 script=sci_
CURRÍCULO
FUNCIONAL arttext&pid=S1413-65382020000100051&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 17
NATURAL
fev. 2020.
REFERÊNCI
https://doi.org/10.1590/s1413-65382620000100004.
51
1
INTRODUÇ
ÃO SILVA, Rubem Abrăo da; LOPES-HERRERA, Simone Aparecida; DE VITTO, Luciana
2 Paula Maximino. Distúrbio de linguagem como parte de um transtorno global
TEA – PROPOSTAS DE do desenvolvimento: descriçăo de um processo terapêutico fonoaudiológico.
INTERVENÇÃO
Rev. soc. bras. fonoaudiol., Săo Paulo, v. 12, n. 4, p. 322-328, dez.
3 2007.
ABA – ANÁLISE DO Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-
COMPORTAMENTO
APLICADA 80342007000400012&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 17 fev. 2020.
https://doi.org/10.1590/S1516-80342007000400012.
4
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA SILVA, Luciene Corrêa Guerra Moreira da; SILVA, Taydara Valério Ernesto
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
da; SOARES, Silvana. Currículo Funcional Natural: perspectivas
RELACIONADOS À metodológicas e os resultados alcançados no processo de desenvolvimento
COMUNICAÇÃO
dos educandos. Revista EIE - Estudos Interdisciplinares em Educação,
5 Săo Paulo, v. 1 n. 4 (2018): Ediçăo Especial : Inclusăo. Disponível em:
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR http://fatea.br/seer3/index. php/EIE/article/view/931/936. Acesso em: 5 mar.
TROCA DE FIGURAS
2020.

6 TEIXEIRA-MACHADO, Lavinia. Dançaterapia no autismo: um estudo de


SRP - PROGRAMA
SON-RISE
caso. Fisioter. Pesqui., Săo Paulo, v. 22, n. 2, p. 205-211, jun.
7 2015.
CURRÍCULO
FUNCIONAL Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-
NATURAL
29502015000200205&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 17 fev. 2020.
REFERÊNCI
https://doi.org/10.590/1809-2950/11137322022015.
52
1
INTRODUÇ
ÃO TOGASHI, Cláudia Miharu; WALTER, Cátia Crivelenti de Figueiredo. As
2 contribuições do uso da comunicaçăo alternativa no processo de inclusăo
TEA – PROPOSTAS DE escolar de um aluno com transtorno do espectro do autismo. Rev. bras.
INTERVENÇÃO
educ. espec., Marília, v. 22, n. 3, p. 351-366, set. 2016. Disponível em:
3 http://www. scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-
ABA – ANÁLISE DO 65382016000300351&ln g=pt&nrm=iso. Acesso em: 17 fev. 2020.
COMPORTAMENTO
APLICADA https://doi.org/10.1590/S1413-65382216000300004.

4
TEACCH - TRATAMENTO
E EDUCAÇÃO PARA
AUTISTAS E CRIANÇAS
COM DÉFICITS
RELACIONADOS À
COMUNICAÇÃO

5
PECS - SISTEMA DE
COMUNICAÇÃO POR
TROCA DE FIGURAS

6
SRP - PROGRAMA
SON-RISE

7
CURRÍCULO
FUNCIONAL
NATURAL
REFERÊNCI

Você também pode gostar