A Umbanda é uma religião afro-brasileira, que sincretiza o catolicismo, espiritismo e as
religiosidades africana, indiana e indígena, e é por muitas vezes confundida com
o Candomblé e a Quimbanda, porém possui princípios, ensinamentos e rituais que a
diferencia das demais. São diversas as vertentes na Umbanda, mas de forma geral, os Orixás
são a manifestação divina através de espíritos, chamados de guias ou entidades. Talvez você
já tenha ouvido falar em falanges, entidades espirituais, chefes de terreiro, pai de santo, mãe
de santo, preto velho, passe, entre outros termos utilizados, mas nunca tenha entendido de
forma clara.
Fundamentos da Umbanda
Sua estrutura baseia-se em três princípios, comuns a todas as formas de umbanda, que são:
fraternidade, caridade e respeito ao próximo. Além da obediência a esses princípios, existem
conceitos básicos nos quais a umbanda se fundamenta:
Existência de um único Deus, supremo e onipotente, conhecido como Zambi, Olorum ou
simplesmente Deus;
Existência dos orixás, seres do Plano Superior que representam, cada um a sua forma,
elementos da natureza, do planeta ou das próprias características humanas;
Manifestação dos espíritos e suas várias formas de atuar, podendo ser os guias, que são
mensageiros divinos, espíritos de luz em evolução que incorporam nos médiuns para ensinar
e orientar aos que buscam auxílio, e os kiumbas, espíritos obsessores e sem luz que se
alimentam das fraquezas humanas, como ódio, vingança e vícios;
A mediunidade como forma de comunicação entre as esferas física e espiritual;
Crença na alma imortal e na reencarnação;
Crença na Lei Cármica, no qual se baseiam as ações do homem e suas consequências;
“O Caminho”, ideia no qual as pessoas devem procurar a religião com que mais se
identifiquem, visto que a Umbanda não discrimina nenhuma religião e crê que, sendo
alicerçada pelas mãos divinas, qualquer jornada é válida na evolução espiritual;
Referências africanas (culto aos orixás e antepassados), indígenas (forte ligação com os
elementos da natureza), europeias (sincretismo com os santos cristãos) e indianas
(reencarnação e o Karma);
A não cobrança pelos trabalhos prestados.
Código Ético Litúrgico da Umbanda
A Federação Brasileira de Umbanda disponibiliza em seu site o Código Ético
Litúrgico da Umbanda com as principais diretrizes que regem e disciplinam a prática da
religião, como os ritos e as cerimônias, dentro dos princípios dos Fundamentos da Umbanda.
Nele se encontram artigos relacionados à organização, ritos, liturgia, acessórios e
instrumentos litúrgicos e calendários.
Para conhecer melhor a Umbanda, sua história, sincretismo religioso, seus orixás, guias e as
principais diferenças entre as religiões afro descendentes, confira as outras páginas do site!
"Dê de graça, o que de graça recebestes: com amor, humildade, caridade e fé".
Além da umbanda, existem muitas outras práticas religiosas baseadas nas tradições
africanas que foram trazidas pelos escravos – dentre outras fontes, como Batuque, Cabula,
Omoloko, Xambá, Terecô e, principalmente, o Candomblé e a Quimbanda.
Diferenças entre Umbanda, Candomblé e Quimbanda
As três religiões são muito confundidas por terem origens e conceitos parecidos –
principalmente pelos preconceituosos que as definem pejorativamente por “macumba”; mas
seguem algumas principais características que as diferenciam:
A natureza das entidades cultuadas e evocadas;
Os procedimentos realizados no culto;
Os elementos culturais que compõem o sincretismo;
O uso diferenciado das forças metafísicas acionadas.
No candomblé, os orixás são considerados deuses e todos os cultos são voltados unicamente
para eles. Já na umbanda e na quimbanda, os orixás são espíritos.
Na umbanda, qualquer tipo de entidade é permitida para incorporação. No candomblé, só os
orixás podem provocar a possessão, pois isso não é possível a nenhum espírito que possa ter
tido vida na Terra.
No candomblé, a maioria das consultas é feita
através do jogo de búzios, pois não aceitam a comunicação entre espíritos da forma que
ocorre na umbanda, onde as consultas são feitas através dos espíritos de pretos velhos,
caboclos, crianças etc.
A história da quimbanda diz que a magia era pra ser utilizada de uma forma diferente,
deveria servir para o equilíbrio, mas hoje existem muitos terreiros que praticam a magia
negra, envolvendo práticas que são procuradas por pessoas que pedem um trabalho para o
mal de alguém e, segundo eles, o efeito é mais rápido porque passam por cima de todas as
leis e regras da hierarquia. São várias as pessoas que ganham dinheiro por usar o nome dos
orixás e das entidades para fazer magia negra.