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Plano de Controle de Erosão em Pindamonhangaba

O Plano Municipal de Controle de Erosão Rural de Pindamonhangaba visa diagnosticar a situação atual da erosão, atualizar a malha viária rural e propor ações para melhorar a conservação das estradas e a qualidade de vida da população. O plano inclui etapas como levantamento de dados socioeconômicos e ambientais, estudos hidrológicos e elaboração de mapas. A estrutura do plano abrange aspectos legais, históricos e caracterização do município, com foco na sustentabilidade e redução de custos para a agricultura.

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Plano de Controle de Erosão em Pindamonhangaba

O Plano Municipal de Controle de Erosão Rural de Pindamonhangaba visa diagnosticar a situação atual da erosão, atualizar a malha viária rural e propor ações para melhorar a conservação das estradas e a qualidade de vida da população. O plano inclui etapas como levantamento de dados socioeconômicos e ambientais, estudos hidrológicos e elaboração de mapas. A estrutura do plano abrange aspectos legais, históricos e caracterização do município, com foco na sustentabilidade e redução de custos para a agricultura.

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ELABORAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL

DE CONTROLE DE EROSAO RURAL


DE PINDAMONHANGABA SP

Janeiro / 2025
Objetivos do Plano Municipal de Controle de
Erosão Rural de Pindamonhangaba

• Realizar o levantamento de dados e o diagnóstico da situação atual;


• Atualização da malha viária rural;
• Fornecer subsídios para análise do estágio de degradação ambiental do
solo com ênfase nos processos erosivos, recursos hídricos e condição
atual das estradas rurais;
• Propor ações e metas que servirão como base para as secretarias
municipais e outras instituições, obter um planejamento adequado das
estradas rurais galgando boas condições operacionais, segurança e
trafegabilidade aos usuários, redução de custos dos transportes dos
insumos e produção agrícola, redução do custo de conservação,
prolongamento da vida útil das estradas e a promoção da melhoria da
qualidade de vida da população.
Estrutura do Plano Municipal de Controle de
Erosão Rural de Pindamonhangaba

• Etapa 01 – Plano de Trabalho;


• Etapa 02 – Levantamento de Dados;
• Etapa 03 – Levantamento Planialtimétrico Cartográfico;
• Etapa 04 – Elaboração de Mapas (Trabalho de Escritório);
• Etapa 05 – Estudos Hidrológicos;
• Etapa 06 – Estudos Hidráulicos;
• Etapa 07 – Apresentação de Projetos Básicos e Executivos;
• Etapa 08 – Relatório Final; e
• Etapa 09 – Projeto de Lei.
Etapa 02 – Levantamento de Dados

• Levantamento de informações relacionadas ao município tanto a respeito de dados socioeconômicos


quanto dados do meio físico;
• Aquisição de dados por meio de trabalho de escritório e etapa de levantamento de informações em
campo;
• Fontes consultadas: IBGE, Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), Instituto Agronômico
de Campinas (IAC), Instituto de pesquisas Tecnológicas de são Paulo (IPT), Serviço Geológico do
Brasil (CPRM), Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) entre outras.
• Dados levantados: legislação e outras normas ou documentos nas esferas municipais, estaduais e
federais, dados socioeconômicos e ambiental do município englobando número de habitantes e seus
dados socioeconômicos, estratificação das propriedades rurais, economia do município, mineração,
aterro sanitário, efluentes urbanos, usos d’água. Também serão levantados dados a respeito do meio
físico como clima, relevo, geologia, solos entre outros.
Estrutura da Etapa 02 - Levantamento de Dados

DIAGNÓSTICO
AMBIENTAL
CARACTERIZAÇÃO Suscetibilidade a
DO MUNICÍPIO CARACTERIZAÇÃO Erosão
ASPECTOS LEGAIS E Histórico de DO MEIO FÍSICO Problemas Erosivos
CONSTITUCIONAIS Ocupação de Pindamonhangaba
Clima LEVANTAMENTO DE
Legislação Federal Dados Estudo Geológico CAMPO
Vegetação
Legislação Estadual Populacionais (Caracterização Atualização da Malha
Hipsometria
Legislação Estadual Trabalho e Renda Geotécnica, Viária Rural
Declividade Suscetibilidade Municipal
Planos existentes Economia inundação e
Geomorfologia Cadastro das
Plano Diretor Estratificação das deslizamento e Travessias
Áreas Agrícolas Solos processos
Participativo de
Pindamonhangaba Imagem de Satélite Capacidade de Uso geodinâmicos nas
Uso e Ocupação do do Solo estradas vicinais)
Solo Áreas de Proteção
Permanente
Unidades de
Conservação
Etapa 02 – Aspectos Legais e Constitucionais
Legislação Municipal
• Lei nº 4.573, de 05 de março de 2007 - dispõe sobre a instituição do índice de qualidade ambiental no município e dá
outras providências.
• Lei nº 4.574, de 10 de abril de 2007 - dispõe sobre os agentes de proteção do meio ambiente e dá outras providencias.
• Lei nº 4.637, de 26 de junho de 2007, altera dispositivo da lei nº 4575, de 03 de maio de 2007 - dispõe sobre a criação do
programa “Nosso Verde” no município de Pindamonhangaba, e dá outras providências.
• Lei nº 4.871, de 07 de outubro de 2008, institui no município a “Semana da Conscientização Ambiental” e dá outras
providências.
• Lei nº 4.955, de 01 de setembro de 2009, estabelece o Conselho de Defesa do Meio Ambiente do município de
Pindamonhangaba.
• Lei nº 4.956, de 01 de setembro de 2009, institui a campanha de combate às queimadas no município de
Pindamonhangaba e dá outras providências.
• Lei nº 4.961, de 01 de setembro de 2009, institui o Calendário de Mobilização Ambiental do Município de
Pindamonhangaba e dá outras providências.
• Lei n° 6.305, de 07 de fevereiro de 2020. - Altera a Lei n° 4.900, de 27 de janeiro de 2009, que dispõe sobre a
denominação do PARQUE MUNICIPAL DO TRABIJU e dá outras providências.
• Lei Complementar nº 66, de 06 de janeiro de 2022 - dispõe sobre a revisão do plano diretor participativo de
Pindamonhangaba e dá outras providências.
Etapa 02 – Aspectos Legais e Constitucionais
Planos Existentes

• Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos - Pindamonhangaba /SP;

• Plano Municipal Integrado de Saneamento Básico – Pindamonhangaba;

• Plano de Turismo Revisional do Município de Pindamonhangaba;

• Plano Diretor de Macrodrenagem Urbana de Pindamonhangaba; e

• Plano Diretor Participativo de Pindamonhangaba.


Mapa de
Zoneamento
Rural - Plano
Diretor
Participativo de
Pindamonhanga
ba
Etapa 02 – Caracterização do Município
Histórico de Ocupação
• Ocupação inicial datada do final do século XVI;

• Terras com boa qualidade, clima ameno e rota para Minas Gerais, permitiu que o local se
desenvolvesse rapidamente tornando-se povoado vinculado, ao hoje município de Taubaté, por volta de
1680;

• Durante o século XVIII, predominou o cultivo de cana-de-açúcar e a produção de açúcar e aguardente


nos engenhos;

• Período do café a partir dos anos 1820;

• 03 de abril de 1849 Pindamonhangaba é elevada a cidade;

• Fim do ciclo do café no final da década 1920;

• Substituição da atividade cafeeira pela pecuária leiteira, extensas plantações de arroz e produção de
hortifrutigranjeiros, período este, caracterizado como de pequeno crescimento econômico, estendendo-
se até o final da década de 1950; e

• Entre 1970 a 1985, marcou uma fase de grande crescimento industrial, mudando drasticamente as
características do município.
Etapa 02 – Caracterização do Município
Dados Populacionais
• População total segundo censo 2022 é de 165.428 habitantes onde 80.142 são homens e 85.286 são
mulheres. Sua densidade demográfica é de 226,19 hab/km²;

• A taxa de crescimento no período entre o ano de 2000 e o ano de 2010 foi de 1,55% ao ano e para o
período entre 2010 e 2022 de 0,99%;

• População residente em meio urbano e rural encontra-se desatualizada, tendo apenas os dados do
censo 2010 quando a população total era de 146.995. Nesse cenário, a população urbana era de
141.708 habitantes e a rural de 5.287;

• Segundo o censo 2010, 95.057 (64,67%) se declaram brancas, 43.595 (29,66%) se declaram pardas,
6.946 (4,73%) se declaram pretas, 1.254 (0,85%) se declaram amarelas e 143 (0,10%) se declaram
indígenas
Etapa 02 – Caracterização do Município
Trabalho e Renda
• Segundo dados do IBGE (2021), o salário médio mensal era de 3,3 salários mínimos;

Quadro 2 - Participação dos Empregos Formais e Rendimento Médio dos Empregos Formais.
Fonte: SEADE (2023)

Participação dos Empregos Formais e Rendimentos (2019)


Setor Empregos (%) Renda (R$ correntes)
Agropecuária¹ 1,97% R$ 1.603,26
Indústria 31,99% R$ 5.058,53
Construção 4,64% R$ 2.492,20
Comércio² 20,21% R$ 1.878,12
Serviços 41,20% R$ 2.816,29
¹Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Aquicultura
²Comércio Atacadista e Varejista e do Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas
Etapa 02 – Caracterização do Município
Estratificação das Áreas Agrícolas
• Dados do Censo Agropecuário no qual apresenta para o município de Pindamonhangaba o total de 462
Unidades de Produção Agrícola (UPAs);

• Maior número de UPAs destinadas a pastagens;

• UPAs que apresentam pastagem em suas propriedades, dedicam-se a equinocultura, bovinocultura de


corte e bovinocultura de leite tendo 254, 206 e 190 UPAs respectivamente para cada atividade.

Quadro 6 - Dados Sobre Cultivos no Município, 2016/17.


CULTURA N.DE UPAs MÍNIMO MÉDIO MÁXIMO TOTAL
Braquiaria 392 0,2 60,1 2.345,7 23.543,2
Gramas 197 0,1 20,5 191,6 4.041,5
Capim-napier (ou capim-elefante) 188 0,1 2,9 29,3 544,8
Pomar domestico 142 0,1 0,4 2,5 50,8
Eucalipto 98 0,1 46,8 754,4 4.587,2
Cana-de-acucar outras finalidades 72 0,1 2,2 14,0 156,9
Milho-silagem 62 0,1 19,7 240,0 1.223,6
Banana 51 0,1 2,1 27,7 107,2
Milho safra 39 0,1 17,4 600,0 679,7
Coloniao 27 0,5 9,5 50,0 255,9
Arroz 25 1,0 45,1 190,0 1.128,0
Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento, CDRS/IEA, Projeto LUPA.
Etapa 02 – Caracterização do Município
Imagem de Satélite e Uso e Ocupação do Solo
• A caracterização do uso e ocupação considera o conhecimento da utilização das terras pelo homem e a
presença de vegetação natural, alterada ou não;

• Satélite CBERS-4A com 2 m de resolução, data da imagem 28/06/2022, ângulo de visada de 0º e


cobertura de nuvens 0%;

• Foram selecionadas as bandas multiespectrais nas faixas do verde, azul, vermelho e infravermelho
próximo e a banda pancromática na faixa visível da radiação eletromagnética;

• Após a obtenção das imagens da área do município, utilizou-se o software QGIS 3x para a composição
colorida das bandas multiespectrais através da função “mesclar” da funcionalidade raster. Após a
composição colorida, foi realizado o processo de fusão com a imagem multiespectral a partir da função
pansharpening do GDAL incluso no QGIS 3x;

• O algoritmo pansharpening do GDAL incluso no QGIS 3x permite a realização da fusão espacial das
bandas multiespectrais com a banda pancromática, resultando numa imagem colorida (multiespectral)
com resolução da banda pancromática, ou seja, de 2,0 m, pois esta foi restaurada na etapa anterior;

• Desta forma, a composição colorida resultante pode ser inserida em outros softwares do tipo Sistemas
de Informações Geográficas, como ArcGis e QGIS, por exemplo, para ser analisada visualmente ou
processada digitalmente para geração de mapas temáticos como de uso e ocupação do solo.
Etapa 02 – Caracterização do Município
Imagem de Satélite e Uso e Ocupação do Solo
Etapa 02 – Caracterização do Município
Imagem de Satélite e Uso e Ocupação do Solo
Etapa 02 – Caracterização do Município
Imagem de Satélite e Uso e Ocupação do Solo
• A partir da visualização do mapa é possível identificar a distribuição das classes de uso e ocupação do
solo na qual demonstram um amplo domínio de pastagem e vegetação nativa.

• A vegetação nativa encontra-se majoritariamente na região da Serra da Mantiqueira onde as


declividades acentuadas restringem outros tipos de uso e ocupação. Por sua vez, nota-se pouca
vegetação ao longo dos cursos d’água o que indica uma baixa preservação dessas áreas de proteção
permanente.

• As culturas temporárias encontram-se mais na região de várzea do rio Paraíba do Sul assim como as
áreas de mineração cujo material extraído são aqueles empregados na construção civil como areia.

• A pastagem é o uso predominante do município ocorrendo em todas as regiões. O reflorestamento


econômico ocorre distribuído pelo território municipal não tendo uma área de concentração principal.
Etapa 02 – Caracterização do Meio Físico
• A caracterização do meio físico, tem como objetivo principal reunir as informações existentes em diversas escalas, servindo como
base para a elaboração de trabalhos específicos a respeito das potencialidades do uso da terra assim como a suscetibilidade do
terreno a processos erosivos;
• Dentre os aspectos abordados cita-se primeiramente a base cartográfica seguida da caracterização do clima, geologia, aspectos
morfométricos (hipsometria, declividade e geomorfologia), pedologia, recursos hídricos superficiais e áreas de proteção
permanentes (APP);
• Como resultado desta etapa, estão os produtos cartográficos referentes a Etapa 4 – Elaboração de Mapas (trabalho no escritório)
do Termo de Referência do presente contrato, porém alterada a ordem, conforme apresentado e aprovado no Plano de Trabalho.
• 1. Mapa Base da Área;
• 2. Mapa de Hipsometria;
• 3. Mapa de Declividade;
• 4. Mapa com a Imagem de Satélite;
• 5. Mapa Pedológico (Solos);
• 6. Mapa de Uso e Ocupação Atual do Solo;
• 7. Mapa do Estudo Geológico;
• 8. Mapa de Capacidade de Uso do Solo;
• 9. Mapa com Vegetação Nativa, Unidades de Conservação, Parques com as Áreas de Preservação Permanentes;
• 10. Mapa de Diagnóstico Ambiental;
• 11. Mapa de Microbacias Hidrográficas do Município; e
• 12. Mapa da Malha Viária Atualizada.
Etapa 02 – Caracterização do Meio Físico
Clima
• Pindamonhangaba apresenta quatro tipos climáticos segundo a classificação climática de Köppen.

• De maneira restrita nas encostas há o clima Cfa Clima subtropical, com verão quente. As temperaturas
são superiores a 22ºC no verão e com mais de 30 mm de chuva no mês mais seco.

• Na porção central e ocupando maior área do município predomina o clima Cwa que se caracteriza por
ser um clima subtropical de inverno seco (com temperaturas inferiores a 18ºC) e verão quente (com
temperaturas superiores a 22ºC).

• Dentre esses climas, destaca-se o Cfb em relação a possibilidade de geadas. Trata-se de um clima
temperado, com verão ameno. Chuvas uniformemente distribuídas, sem estação seca e a temperatura
média do mês mais quente não chega a 22ºC. Apresenta precipitação entre 1.100 a 2.000 mm e geadas
severas e frequentes, num período médio de ocorrência de 10 a 25 dias anualmente. Esse clima é
predominante na região norte do município no alto da Serra da Mantiqueira.
Etapa 02 – Caracterização do Meio Físico
Clima
Mapa dos Tipos Climáticos do Município. Mapa de Precipitações Médias Anuais do Município.

Fonte: Elaborado pela TCA com base nos dados Alvares et. al, (2013). Fonte: Elaborado pela TCA com base em Pinto et al. (2015).
Etapa 02 – Caracterização do Meio Físico
Precipitação Média Anuais
Clima Precipitações Médias Anuais do Município.

Fonte: Elaborado pela TCA com base nos dados Alvares et. al, (2013). Fonte: Elaborado pela TCA com base em Pinto et al. (2015).
Mapa de Vegetação de Pindamonhangaba.
Etapa 02 –
Caracterização do
Meio Físico
Vegetação
• Segundo dados do IBGE, o território de
Pindamonhangaba é constituído por três
tipos de vegetação sendo eles a Floresta
Ombrófila Densa, Floresta Estacional Semi
decidual e Savana ou Cerrado;

• A vegetação ombrófila densa apresenta


grandes áreas preservadas nas encostas e
topo da Serra da Mantiqueira; e

• O cerrado e a floresta estacional


semidecidual restritas às áreas mais baixas
do vale, foram quase totalmente
degradadas.

Fonte: Elaborado pela TCA com base nos dados de IBGE (2012)
Etapa 02 – Caracterização do Meio Físico
Caracterização das Formas de Terreno (Hipsometria e
Declividade)
• O mapa hipsométrico da área de estudo foi obtido a partir do modelo digital de elevação resultante da
interpolação de dados topográficos como curvas de nível, pontos cotados, rede de drenagem e limite da
área de estudo;

• O processo de interpolação foi realizado através do software ArcGIS 10.3 com a função Topo To Raster
no qual foi baseado nos trabalhos desenvolvidos por Hutchinson (1989) em seu programa ANUDEM no
qual remove depressões de modelos digitais de elevação sendo útil à sua aplicação em estudos
hidrológicos;

• As altitudes do município de Pindamonhangaba apresentam uma amplitude de cerca de 1400 metros


tendo o ponto mais baixo a 577 metros de altitude e o ponto mais alto a 1977;

• A zona urbana segue o padrão de ocupação do Vale do Paraíba, estando as margens do Rio Paraíba
do Sul e consequentemente nas menores altitudes;

• As áreas com maiores altitudes estão no topo da Serra da Mantiqueira como o Pico do Itapeva; e

• Na porção sul, as maiores altitudes ficam em torno de 1400 metros.


Etapa 02 – Caracterização do Meio Físico
Caracterização das Formas de Terreno (Hipsometria e Declividade)
• A caracterização da declividade de uma área apresenta extrema importância para estudos relacionados
ao meio físico pois é uma das variáveis mais atuantes em processos da dinâmica externa da Terra.;

• Classe A (0 a 3%) predomina em 28.811,13 ha (38,10% das terras do Município): Compreende


áreas planas ou quase planas, escoamento superficial (deflúvio) lento ou muito lento. Não oferece
dificuldade ao uso de máquinas agrícolas. A erosão hídrica não é significativa, exceto em vertentes
muito longas e com solos altamente suscetíveis à erosão.

• Classe B (3 a 6%) predomina em 5.559,92 ha (7,67% das terras do Município): Os terrenos dessa
classe têm declives suaves, onde geralmente o deflúvio é lento ou médio. Nessa classe o trabalho
mecanizado usual é de fácil operação. Geralmente práticas simples de conservação do solo são
suficientes (cultivo em nível ou plantio direto), exceto em solos erodíveis (arenosos) com comprimento
de rampa muito longo.

• Classe C (6 a 12%) predomina em 6.061,45 ha (8,30% das terras do Município): A classe C engloba
terrenos inclinados em relevo geralmente ondulado. O deflúvio é médio ou rápido. O declive
normalmente não prejudica o uso de máquinas agrícolas. Em alguns casos, a erosão hídrica pode ser
controlada com práticas simples. Porém, normalmente são necessárias práticas complexas de
conservação do solo (terraceamento, plantio direto), para que seja cultivado intensamente.
Etapa 02 – Caracterização do Meio Físico
Caracterização das Formas de Terreno (Hipsometria e Declividade)
• Classe D (12 a 20%) predomina em 5.542,58 ha (7,59% das terras do Município): A classe D
compreende terrenos inclinados em relevo ondulado. Geralmente o escoamento superficial é rápido
para a grande maioria dos solos. O uso de máquinas agrícolas é parcialmente prejudicado. A erosão
hídrica compromete o cultivo intenso.

• Classe E (20 a 40%), predomina em 12.128,86 (16,62% das terras do Município): A classe E
constitui terrenos muito inclinados a fortemente inclinados, onde o escoamento superficial é muito
rápido. Nessa classe, a grande maioria dos solos, é extremamente suscetível à erosão, e os terrenos
devem ser utilizados somente para cultivos perenes, pastagens e, principalmente, reflorestamentos. A
maior parte das máquinas agrícolas pode ser usada, mas com dificuldades. Há sérios impedimentos ao
uso, exigindo práticas muito complexas (projetos de drenagem), e devem ser mantidos
preferencialmente como áreas de preservação ambiental.

• Classe F (> 40%), predomina em 15.846,17 ha (21,71% das terras do Município): Nesta classe de
declive incluem-se as áreas íngremes, de regiões montanhosas, onde praticamente nenhum tipo de
máquina agrícola pode trafegar. O escoamento superficial é sempre muito rápido e os solos
extremamente suscetíveis à erosão hídrica. O uso adequado para estas áreas é a manutenção do
ecossistema faunístico, florístico e aquático.
Etapa 02 – Caracterização do Meio Físico
Caracterização das Formas de Terreno (Hipsometria e Declividade)

Fonte: Elaborado pela TCA com base nas curvas de nível de IPT (2015). Fonte: Elaborado pela TCA.
Mapa Geomorfológico de Pindamonhangaba.
Etapa 02 – Caracterização
do Meio Físico
Geomorfologia
• Devido ao complexo contexto geológico
onde se encontra o município de
Pindamonhangaba, há uma elevada
presença de classes de relevo
classificadas segundo o trabalho
desenvolvido pelo Serviço Geológico
brasileiro (CPRM, 2016).
• O município apresenta as seguintes
classes de relevo: Planícies de
inundação, Terraços Fluviais, Rampas
de alúvio-Colúvio, Rampas de
Colúvio/Depósito de Tálus, Formações
Tecnogênicas (terrenos alterados pela
atividade de mineração), Tabuleiros,
Tabuleiros Dissecados, Colinas, Morros
Baixos, Morros Altos, Domínio Serrano,
Escarpas de borda de planaltos.

Fonte: Elaborado pela TCA com base em CPRM (2016).


Mapa Pedológico de Pindamonhangaba.

Etapa 02 – Caracterização do Meio


Físico - Solos
• Argissolos apresentam nítida variação entre as
camadas ou horizontes principalmente no aumento no
teor de argila nas camadas mais profundas;

• Cambissolos são solos minerais que apresentam


grande variação nas suas características, mas que
sempre possuem textura média ou fina e pouco
desenvolvimento pedogenético;

• Gleissolos são solos minerais saturados em água de


caráter hidromórfico de natureza transportada
depositados principalmente em planícies e várzeas
inundáveis.

• Os latossolos são homogêneos cujos horizontes


apresentam pouca diferenciação. São profundos bem
drenados com a presença de argilas desenvolvendo-se
em relevos que variam de suave ondulado a forte
ondulado.

• Neossolos Litólicos são típicos das regiões de relevo


mais dissecado ou íngreme. São solos com sérios
impedimentos para a produção agrícola e florestal, com
pequena profundidade e pedregosidade que dificultam
a penetração e a exploração de água e nutrientes pelas
raízes de plantas.
Fonte: Elaborado pela TCA com base em Rossi (2017).
Mapa de Capacidade de Uso da Terra Etapa 02 – Caracterização do Meio
Físico – Capacidade de Uso da Terra
• O Sistema de Capacidade de Uso agrupa as terras em
classes, que expressam o potencial e a limitação de
uso, e em subclasses, que representam as naturezas
das limitações;
• Subclasse “a” refere-se a limitações referente à água
sendo que no presente estudo constatou-se a
numeração “3” referente a subsidência de solos
orgânicos;
• subclasse “s” refere-se a limitações referentes ao solo
onde a numeração onde o número “1” indica pouca
profundidade, o número “3” indica pedregosidade e o
número “5” indica baixa fertilidade natural;
• Classe III - apta para culturas, com práticas complexas
de conservação e correção do solo;
• Classe V - terras planas, não adaptadas para culturas
anuais comuns em razão de impedimentos como
encharcamento e risco frequente de inundação;
• Classe VI - terras impróprias para culturas anuais,
porém, aptas a culturas permanentes como pastagens,
reflorestamentos ou seringueiras;
• Classe VII - terras que possuem severas limitações
para culturas anuais, pastagens e reflorestamentos; e
• Classe VIII - indicadas, apenas, para proteção do meio
ambiente e/ou da flora e fauna, preservação
permanente, recreação, turismo e para represamento
d’água.
Fonte: Elaborado pela TCA com base em Lepsch (1991).
Mapa de Suscetibilidade a Erosão Etapa 02 – Diagnóstico Ambiental –
Suscetibilidade a Erosão
• A suscetibilidade a erosão foi elaborada levando em
consideração as características morfopedológicas, cobertura
vegetal e precipitação e também as variáveis de influência
antrópica como uso do solo e, além da associação aos
pontos de erosão identificados no município. A
vulnerabilidade foi classificada em três categorias: Baixa,
Média e Alta;
• Baixa Suscetibilidade – 17.089,22 ha – 23,49%: São áreas
em terrenos planos ou ondulados cujo uso e ocupação não
compormete as caracterísitcas naturais do terreno como
vegetação nativa e culturas permanetes e com menor
pluviosidade.
• Média Suscetibilidade 51.304,14 ha – 70,51%: Os fatores
preponderantes são o tipo de solo e uso e ocupação nos
terrenos planos da várzea do Rio Paraíba do Sul
representados por gleissolos e culturas anuais e pastagens
que demandam ações de preservação do solo. Nas áreas
montanhosas, a média suscetibilidade se dá pelo tipo de solo
mais suscetível como os cambissolos que são pouco
profundos e com presença de minerais primários e a alta
declividade.
• Alta Suscetibilidade – 4.365,61 ha – 6,00%: A alta
suscetibilidade se dá em terrenos com alta declividade, solos
mais suscetívies e uso e ocupação que demandam maiores
cuidados com a manutenção da qualidade do solo como
culturas anuais e pastagens. Estão restritos aos relevos
montanhosos da Serra da Mantiqueira no norte e da Serra do
Quebra-Cangalha ao sul.
Fonte: Elaborado pela TCA com base em Lepsch (1991).
Etapa 02 – Diagnóstico Ambiental
Problemas Erosivos de Pindamonhangaba
• A Erosão é o processo de desagregação e remoção de partículas do solo ou de
fragmentos e partículas de rochas pela ação combinada da gravidade com a
água, vento, gelo e/ou organismos, como plantas e animais (IPT, 1986);

• Erosão Laminar – remoção de partículas de solo, sem formar canais definidos. É


como se fossem retiradas camadas do solo superficial a cada chuva.;

• Erosão Linear (sulcos, ravinas e voçorocas);

• Sulcos – pequenos canais;

• Ravinas – canais mais profundos e largos

• Voçorocas - estágio mais avançado, quando a erosão já se aprofundou tanto


que atingiu o lençol freático e grandes profundidades somando-se a ela mais um
processo denominado erosão retroprogressiva.
Etapa 02 – Diagnóstico Ambiental
Problemas Erosivos de Pindamonhangaba
Etapa 02 – Diagnóstico Ambiental
Estudo Geológico (Caracterização Geotécnica e Suscetibilidade)
Em relação ao comportamento geotécnico, é possível compartimentar o território
municipal de Pindamonhangaba em quatro unidades principais sendo elas:

• Depósitos aluvionares;

• Rochas sedimentares da Bacia de Taubaté;

• Intrusões graníticas; e

• Rochas metamórficas.
Etapa 02 – Diagnóstico Ambiental
Estudo Geológico (Caracterização Geotécnica e Suscetibilidade)

Depósitos Aluvionares

• Alto potencial para mineração de areia, argila e cascalho;

• Baixa resistência ao corte e à penetração;

• Camadas horizontalizadas com boa homogeneidade geomecânica e hidráulica


lateral;

• Baixa capacidade de suporte para as camadas argilosas a médias para as de


caráter arenoso e depósitos de cascalho; e

• Terrenos planos suscetíveis à inundação.


Etapa 02 – Diagnóstico Ambiental
Estudo Geológico (Caracterização Geotécnica e Suscetibilidade)

Rochas Sedimentares da Bacia de Taubaté

• Apresentam categoria de escavação que varia de fácil a moderada (1ª e 2ª


categorias) podendo se tornar difícil em camadas mais profundas próximas à
rocha sã;

• Capacidade de suporte de média a alta podendo ocorrer locais com baixa


capacidade;

• Baixa suscetibilidade à processos gravitacionais de massa e inundação ;


Etapa 02 – Diagnóstico Ambiental
Estudo Geológico (Caracterização Geotécnica e Suscetibilidade)

Intrusões Graníticas

• Solos de alteração bem desenvolvidos cuja espessura pode atingir 40 metros


onde apresentam boa capacidade de suporte;

• Baixa permeabilidade e caráter moderadamente plástico;

• Baixa suscetibilidade a processos erosivos;

• Solos de alteração com potencial para ser utilizado como material de empréstimo
em aterros;

• Capacidade de suporte varia conforme os horizontes onde são geralmente


médias nos saprolitos e solo residual e alta na rocha sã; e

• Geralmente apresentam baixa a média suscetibilidade a processos gravitacionais


de massa que quando ocorrem podem ser do tipo rotacional devido ao
desenvolvimento do perfil de solo.
Etapa 02 – Diagnóstico Ambiental
Estudo Geológico (Caracterização Geotécnica e Suscetibilidade)

Rochas Metamórficas

• Podem apresentar baixa capacidade de suporte em alguns locais, porém no


geral apresentam capacidade moderada;

• Escavabilidade do solo geralmente pertence à primeira categoria podendo


ocorrer locais de segunda categoria de escavação;

• Solos de alteração pouco evoluídos, horizontes com predomínio de


argilominerais expansivos que se exposto em taludes de corte poderá gerar
pontos de erosão acentuados também não sendo indicados para utilização em
aterros; e

• Média a alta suscetibilidade a processos gravitacionais de massa principalmente


os planares em locais com pouco desenvolvimento de solo.
Etapa 02 – Diagnóstico Ambiental
Estudo Geológico (Caracterização Geotécnica e Suscetibilidade)
Mapa de Unidades Geotécnicas Mapa de Suscetibilidade aos Processos Geodinâmicos

Fonte: Elaborado pela TCA com base em CPRM (2007). Fonte: Elaborado pela TCA com base em CPRM/IPT (2018).
Mapa de Localização das Estradas com Problemas de
Deslizamento Etapa 02 – Diagnóstico Ambiental –
Processos Geodinâmicos nas
Estradas Vicinais

• Benedito Soares da Costa;

• José Benedito Berthound;

• Luís Gil de Souza;

• Wilson Monteiro

• PIN 040;

• PIN-129.

• PIN 135;

• PIN 440;

• PIN 441; e

• PIN 435

Fonte: Elaborado pela TCA.


Etapa 02 – Diagnóstico Ambiental
Processos Geodinâmicos nas Estradas Vicinais
Estrada Benedito Soares da Costa Estrada José Benedito Berthound
Etapa 02 – Diagnóstico Ambiental
Processos Geodinâmicos nas Estradas Vicinais
Estrada Luís Gil de Souza Estrada Wilson Monteiro
Etapa 02 – Diagnóstico Ambiental
Processos Geodinâmicos nas Estradas Vicinais
Estrada PIN-040 Estrada PIN-129
Etapa 02 – Diagnóstico Ambiental
Processos Geodinâmicos nas Estradas Vicinais
Estrada PIN-135 Estrada PIN-435
Etapa 02 – Diagnóstico Ambiental
Processos Geodinâmicos nas Estradas Vicinais
Estrada PIN-440 Estrada PIN-441
Mapa de Áreas de Proteção Permanente Etapa 02 – Diagnóstico Ambiental –
Áreas de Proteção Permanentes
• As Áreas de Preservação Permanente (APP) são aquelas
protegidas, cobertas ou não por vegetação nativa, que
apresenta a função ambiental de preservar os recursos
hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a
biodiversidade, além disso, de promover o fluxo gênico de
fauna e flora, proteger o solo e proporcionar as populações
humanas o bem-estar (BRASIL, 2012);
• A delimitação das APPs foram determinadas segundo o novo
Código Florestal Brasileiro (Lei nº 12.651 de 2012);
• Áreas com encostas com declividade acima de 45° ou 100%;
• Topos de morro localizados em altitudes superiores a 1800
metros;
• Topos de morros com amplitude altimétrica mínima de 100
metros inclinação média maiores ou iguais à 25° onde a
delimitação desse tipo de APP se dá a partir da curva de nível
correspondente a dois terços da altura mínima da elevação em
relação a base onde essa é definida pelo plano horizontal
determinado por planícies ou espelhos d' águas adjacentes;

Fonte: APP de curso d’água.

Classes Largura (m) Faixa de APP


1 <10 30
2 10 - 50 50
3 50 - 200 100
4 200 - 600 200
5 >600 500
Fonte: Elaborado pela TCA com base na Lei nº 12.651 de 2012.
Etapa 02 – Diagnóstico Ambiental
Unidades de Conservação

O município de Pindamonhangaba apresenta em seu território duas Unidades de


Conservação sendo elas a Área de Proteção Ambiental Serra da Mantiqueira e o
Parque Natural Municipal do Trabiju (PMNT).

Área de Proteção Ambiental Serra da Mantiqueira

• APA Serra da Mantiqueira de uso sustentável locaizada na região norte do


território municipal;

• É uma unidade de conservação federal de uso sustentável, criada em 03 de


junho de 1985 pelo Decreto Federal nº 91.304/85;

• Possui no total 437.192,11 hectares, abrangendo 27 municípios dos estados de


Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

• No município de Pindamonhangaba, a APA apresenta uma área de 18.435


hectares
Etapa 02 – Diagnóstico Ambiental
Unidades de Conservação

Parque Natural Municipal do Trabiju (PMNT)

• O Parque Natural Municipal do Trabiju (PNMT) tem como ato de criação a Lei
Municipal 4.900 de 27 de janeiro de 2009;

• Tem como objetivo proteger a fauna, flora os recursos hídricos e demais recursos
naturais e realizar estudos científicos do ecossistema, além de coletas de
sementes para a formação de um banco genético;

• Tem como objetivo também praticar a educação, interpretação ambiental assim


como atividades de recreação e o turismo ecológico; e

• Possui área de 596,71 hectares.


Etapa 02 – Diagnóstico Ambiental Unidades de Conservação
Mapa de Unidades de Conservação Zoneamento do Parque Natural Municipal do Trabiju

Fonte: Elaborado pela TCA com base nos dados da ANA (2024) Fonte: Elaborado pela TCA com base em Pindamonhangaba (2013).
Etapa 02 – Diagnóstico Ambiental
Levantamento de Campo e Atualização da Malha Viária

• Realizada entre os dias 23/10/2023 e


04/11/2023;

• Percorreu ou tentou percorrer todas


as estradas municipais apresentadas
no mapa cedido pela Prefeitura
Municipal de Pindamonhangaba;

• Teve como objetivo, levantar os


dados pertinentes a elaboração do
Plano Diretor de Controle de Erosão
Rural de Pindamonhangaba
contemplando o que está designado
no Termo de Referência.
Etapa 02 – Diagnóstico Ambiental
Levantamento de Campo e Atualização da Malha Viária
Estradas Mapeadas e Estradas Fornecidas
Estradas com Porteira Fechada ou Trecho não Trafegável
São estradas que tem início, porém o traçado não completa de
acordo com o mapa fornecido pela prefeitura, ou há logo no início
porteira fechada.
• Estrada João José de melo;
• Estrada José Cândico Pereira;
• Estrada João Egídio da Cunha;
• Estrada Luiz Gil de Souza;
• PIN – 145;
• PIN – 323;
• PIN – 430;
• PIN – 436;
• PIN – 160;
• PIN – 445;
• PIN – 448;
• PIN – 449;
• PIN – 102;
• PIN – 104;
• PIN – 331;
• PIN – 329;
• PIN – 327;
• PIN – 030; e
• PIN – 492.
Etapa 02 – Diagnóstico Ambiental
Levantamento de Campo e Atualização da Malha Viária
Estradas Mapeadas e Estradas Fornecidas
Modelo de Ficha de Travessias Utilizado no Levantamento de
Campo
Etapa 03 – Levantamento Planialtimétrico Cartográfico

• O Levantamento Topográfico obedeceu às diretrizes estabelecidas pela norma ABNT


13133:1994;
• Foi utilizado em campo o equipamento tipo Estação Total com precisão angular de 2” através do
método irradiação de pontos, tendo sido coletados pontos relevantes para o trabalho como nível
d’água, fundo do canal, crista de taludes, pontos de erosão e outros pontos de notáveis.
• A Estação Total utilizada é da marca Topcon, modelo ES-65 Topobasic, que tem como principais
características a utilização de um software interno denominado TopoBasic, leitura direta de 1” e
precisão de 5”, alcance de 4000 m com 1 prisma e até 350 m sem prisma.
• O equipamento utilizado realizou a definição do traçado horizontal, introdução de tangentes,
curvas, espirais e ponto de interseção de curvas. O traçado horizontal foi realizado com o
intervalo de estaqueamento de cerca de 3,00 metros ou menos, conforme a necessidade de
levantamento de pontos notáveis no campo.
• Local onde foi realizado o levantamento topográfico foi definido em reunião e indicado pela
equipe técnica da Prefeitura Municipal de Pindamonhangaba;
• O local selecionado foi a Estrada Vicinal PIN-135.
Etapa 03 – Levantamento Planialtimétrico Cartográfico
Etapa 04 – Elaboração de Mapas (Trabalho de Escritório)

• Mapas no final da apresentação.


Etapa 05 – Estudo Hidrológico

• Teve como objetivo quantificar os fatores predisponentes dos processos


hidrológicos fornecendo dessa forma, informações suficientes para a verificação
dos valores de vazão gerados em cada bacia para períodos de retorno de 25, 50
e 100 anos;

• Utilização do software ABC 6 em conjunto com ferramentas de


geoprocessamento para aquisição das informações necessárias para os cálculos
e modelagens;

• O ABC 6 está baseado na utilização de banco de dados e modelos matemáticos,


de fácil comunicação entre o usuário e o computador, devido à sua interface
gráfica de simples operação e aos seus métodos de cálculo;

• É um simulador hidrológico que determina hidrogramas de cheia e analisa o


caminhamento dos mesmos por um sistema constituído por canais e
reservatórios para diversos cenários
Etapa 05 – Estudo Hidrológico
Etapa 05 – Estudo Hidrológico

• Foi utilizado o método NRCS (Natural Resources Conservation Service), antigo


SCS (Soil Conservation Service), no qual se apresenta como um modelo
empírico que calcula a precipitação efetiva para a obtenção de um histograma da
chuva de projeto e da chuva excedente, estimando o deflúvio em um sistema de
drenagem causado pela precipitação;

• Utilização do software ABC 6 em conjunto com ferramentas de


geoprocessamento para aquisição das informações necessárias para os cálculos
e modelagens; e

• Recomendado por traduzir, de uma maneira adequada, o funcionamento de uma


bacia, por calcular o tempo de concentração pelo processo cinemático para os
canais existentes e projetados.
Etapa 05 – Estudo Hidrológico

• As sub-bacias em questão foram traçadas a partir das travessias que


representam o exutório da área de contribuição. Sendo assim, a nomenclatura
das microbacias corresponde a nomenclatura das travessias;

• Para a travessia TR01 tem-se a microbacia MCB01 e assim por diante;

Dados necessários para a modelagem hidrológica:


• Área Impermeável;

• Extensão do talvegue principal (km);

• Área da bacia (km²);

• Curve Number médio da bacia (CN);

• Declividade do canal (m/km)

A partir desses dados foi possível calcular:


• Tempo de concentração (Tc) em minutos;

• Vazão de pico para os períodos de retorno 25, 50 e 100 anos


Etapa 05 – Estudo Hidrológico
Mapa de CN Mapa de localização das travessias
Etapa 05 – Estudo Hidrológico

Apresentação dos resultados

Vazão de pico (tr

Vazão de pico (tr

Vazão de pico (tr


Declividade

100 anos)
Extensão
Talvegue

25 anos)

50 anos)
Área

tc
Microbacia
Travessias

CN

(m/km)
(km²)

m³/s

m³/s

m³/s
(m)

(h)
TR01 MCB01 6436,677 7,12 64 40,08 4,42 16,68 21,41 26,49
TR02 MCB02 2518,633 1,21 73 42,48 2,27 3,14 3,89 4,66
TR03 MCB03 3595,506 4,94 66 106,52 2,13 9,83 12,70 15,77
TR04 MCB04 1118,940 0,55 68 114,39 1,35 1,50 1,92 2,37
TR05 MCB05 584,238 0,50 72 160,89 1,18 1,97 2,47 2,99
TR06 MCB06 3143,937 3,50 65 142,81 1,72 6,67 8,68 10,83
TR07 MCB07 17028,963 47,03 63 74,99 5,72 31,84 41,74 52,49
TR08 MCB08 2843,054 2,03 63 272,24 1,22 3,94 5,19 6,56
TR09 MCB09 4869,781 5,67 66 83,78 2,63 25,85 33,68 42,13
TR10 MCB10 4133,287 4,84 65 189,68 1,57 25,11 32,85 41,23
TR11 MCB11 2360,325 5,36 64 145,32 1,32 21,04 27,65 34,82
TR12 MCB12 3950,532 6,21 63 230,85 1,55 15,05 19,87 25,10
TR13 MCB13 1848,563 0,44 62 355,41 0,87 0,98 1,31 1,66
TR14 MCB14 968,764 0,32 62 300,38 0,62 0,86 1,18 1,53
TR15 MCB15 2095,728 1,21 62 352,14 0,93 2,69 3,59 4,58
TR16 MCB16 1068,521 0,59 63 258,30 0,68 1,67 2,20 2,78
Etapa 06 – Estudo Hidráulico

• O objetivo é verificar a capacidade de vazão das travessias mapeadas e com o


resultado final, confrontar com os dados de vazões produzidas em suas
respectivas bacias de contribuição;

• O cálculo das seções foram realizados no software “Canal” desenvolvido pela


Universidade Federal de Viçosa, adicionando as dimensões das seções, que
foram disponibilizadas pelo relatório de campo no qual utilizou a ficha de campo
representada;

DIMENSÕES
Vazão
TRAVESSIAS GEOMETRIA REVESTIMENTO
Diâmetro (m) (m³/s)
Base (m) Altura (m) Comprimento (m)
TR01 Retangular Solo natural 4,10 4,70 - 5,40 241,95
TR02 Circular Concreto - - 2x0,80 8,00 6,22
TR03 Retangular Solo natural 9,00 2,60 - 9,40 285,25
TR04 Circular Concreto - - 0,60 10,60 1,39
TR05 Retangular Concreto - - 1,20 7,00 7,24
TR06 Retangular Concreto 6,50 2,40 - 4,50 322,20
TR07 Retangular Rocha 9,40 2,40 - 3,60 299,40
TR08 Retangular Solo natural 3,77 2,70 - 6,55 105,70
Etapa 06 – Estudo Hidráulico

• Resultado final – 20 travessias com capacidade inferior ao produzido na sub-


bacia;

Cota Jusante
Impermeável

Capacidade
(m/km) Declividade

pico (tr 100


pico (tr 25

pico (tr 50
Extensão

Montante

Dif. Entre

existente
Talvegue

Vazão de

Vazão de

Vazão de

da seção
Cotas

anos)

anos)

anos)
Área

Cota
Área

tc
Microbacia
Travessias

CN
(km²)

m³/s

m³/s

m³/s

m³/s
(m)
(%)

(m)

(m)

(m)

(h)
TR01 MCB01 1,00 6436,677 7,12 64 797,00 539,00 40,08 258,00 4,42 16,68 21,41 26,49 241,95
TR02 MCB02 1,00 2518,633 1,21 73 649,00 542,00 42,48 107,00 2,27 3,14 3,89 4,66 6,22
TR03 MCB03 1,00 3595,506 4,94 66 970,00 587,00 106,52 383,00 2,13 9,83 12,70 15,77 285,25
TR04 MCB04 1,00 1118,940 0,55 68 763,00 635,00 114,39 128,00 1,35 1,50 1,92 2,37 1,39
TR05 MCB05 1,00 584,238 0,50 72 712,00 618,00 160,89 94,00 1,18 1,97 2,47 2,99 7,24
TR06 MCB06 1,00 3143,937 3,50 65 1077,00 628,00 142,81 449,00 1,72 6,67 8,68 10,83 322,20
TR07 MCB07 1,00 17028,963 47,03 63 1870,00 593,00 74,99 1277,00 5,72 31,84 41,74 52,49 299,40
TR08 MCB08 1,00 2843,054 2,03 63 1446,00 672,00 272,24 774,00 1,22 3,94 5,19 6,56 105,70
TR09 MCB09 1,00 4869,781 5,67 66 1020,00 612,00 83,78 408,00 2,63 25,85 33,68 42,13 192,87
TR10 MCB10 1,00 4133,287 4,84 65 1430,00 646,00 189,68 784,00 1,57 25,11 32,85 41,23 60,03
TR11 MCB11 1,00 2360,325 5,36 64 1035,00 692,00 145,32 343,00 1,32 21,04 27,65 34,82 340,12
TR12 MCB12 1,00 3950,532 6,21 63 1662,00 750,00 230,85 912,00 1,55 15,05 19,87 25,10 90,21
TR13 MCB13 1,00 1848,563 0,44 62 1445,00 788,00 355,41 657,00 0,87 0,98 1,31 1,66 1,20

TR52 MCB52 1,00 3284,540 7,93 67 608,00 577,00 9,44 31,00 3,63 22,88 28,84 35,17 4,02
Etapa 06 – Estudo Hidráulico
Travessia TR52
• A travessia TR52 apresenta uma
das piores situações encontradas
no município. Apresenta
capacidade muito inferior em
relação a vazão produzida mesmo
para uma chuva de período de
retorno de 25 anos sendo essa
vazão de 22,88 m³/s contra uma
capacidade de 4,02 m³/s. É
possível visualizar que os
dispositivos de drenagem se
encontram degradados assim
como seu entorno. A travessia está
localizada na estrada municipal
PIN-135;
Etapa 07 – Apresentação de Projetos Básicos e Executivos

Travessia TR52

• Substituição de Bueiros Simples Tubular de Concreto de 1,50m de diâmetro;

• Seção proposta – Duas aduelas celular de concreto de 3,00x3,00m e 7,00 metros


de extensão;

• Vazão produzida na sub-bacia para TR 25 é de 22,88 m³/s;

• Capacidade da seção existente é de 4,02 m³/s;

• Capacidade da seção proposta é de 81,14 m³/s.

• Estrada PIN-135 apresenta grande importância pois interliga a região urbana de


Pindamonhangaba com a zona rural da parte sul do município e a zona rural do
município de Taubaté atendendo diversas propriedades e bairros rurais;

• Valor da obra – R$ 258.382,49


Etapa 07 – Apresentação de Projetos Básicos e Executivos
Etapa 08 – Relatório Final

• Objetivo: Reunir todos os dados levantados e produzidos nas etapas anteriores;

• Apresentar o diagnóstico situacional das bacias hidrográficas;

• Proposição de melhorais nas estradas rurais;

• Apresentação do Plano de Ação Inicial (medidas não estruturais, medidas


mitigadoras para recursos hídricos, medidas mitigadoras para ação antrópica e
medidas estruturais;

• Recomposição florestal de APP de curso d´água;

• Proposição de substituição de travessias; e

• Hierarquização das estradas.


Etapa 08 – Relatório Final – Diagnóstico Situacional das Bacias
Hidrográficas
• Objetivo: apresentar os problemas
relacionados aos processos de erosão,
escorregamento e inundação;
• Para cada bacia apresentar dados referente
a vegetação nativa dentro da APP, outros
tipos de uso dentro da APP;
• Quantidade de erosão laminar;
• Quantidade de ravina;
• Quantidade de voçoroca; e
• Cicatriz de escorregamento.

Área total Área dentro do muncípio % em relação ao


Subbacia
km² ha km² ha município
Rio Una 496,11 49.648,43 20,43 2.042,90 2,79%
Ribeirão da Galega 36,41 3.644,14 36,44 3.644,14 4,99%
Ribeirão do Curtume 87,84 8.790,98 87,81 8.781,16 12,01%
Ribeirão do Barranco Alto 12,98 1.299,04 12,99 1.299,04 1,78%
Ribeirão Capituba 49,51 4.954,83 49,55 4.954,56 6,78%
Ribeirão dos Surdos 25,57 2.558,69 19,75 1.974,84 2,70%
Sem nome - 01 1,26 126,40 1,26 126,40 0,17%
Sem nome - 02 32,10 3.212,09 32,12 3.212,09 4,39%
Córrego do Rosário 9,76 976,49 3,19 319,03 0,44%
Ribeirão Pirapitingui 143,31 14.342,57 6,66 666,02 0,91%
Ribeirão da Ponte Alta 67,11 6.716,13 67,16 6.716,13 9,19%
Rio Piracuama 160,06 16.017,66 121,81 12.181,29 16,67%
Ribeirão dos Buenos 87,32 8.738,95 38,29 3.829,14 5,24%
Ribeirão das Pedras 34,04 3.406,26 34,05 3.405,43 4,66%
Ribeirão Grande 132,21 13.230,77 132,27 13.227,31 18,10%
Ribeirão Ipiranga 33,14 3.316,22 33,15 3.314,99 4,54%
Ribeirão Água Preta 33,94 3.396,96 33,97 3.396,96 4,65%

Fonte: Elaborado pela TCA com base no Plano Municipal de


Macrodrenagem de Pindamonhangaba
Etapa 08 – Relatório Final – Diagnóstico Situacional das Bacias
Hidrográficas
• Objetivo: apresentar os problemas
relacionados aos processos de erosão,
escorregamento e inundação;
• Para cada bacia apresentar dados referente
a vegetação nativa dentro da APP, outros
tipos de uso dentro da APP;
• Quantidade de erosão laminar;
• Quantidade de ravina;
• Quantidade de voçoroca; e
• Cicatriz de escorregamento.
Microbacia Rio Piracuama
Ocupação do solo Área (ha) (%)
Vegetação nativa 1.628,95 79,10%
Outros tipos de ocupação 430,43 20,90%
Total 2.059,38 100,00%
Feições Erosivas
Tipo Quantidade (%)
Erosão laminar 7 22,58%
Ravina 124 53,68%
Voçoroca 0 0,00%
Cicatriz de escorregamento 102 70,34%

Fonte: Elaborado pela TCA


Etapa 08 – Relatório Final – Diagnóstico Situacional das Bacias
Hidrográficas
• Proposição de priorização das
microbacias do município de
Pindamonhangaba com base na
criticidade em relação às APPs não
preservadas e o número de
processos erosivos mapeados.
CUSTO P/
FEIÇÕES
TRECHO DA APP ÁREA (ha) REFLORESTAMENTO
EROSIVAS
(R$)
Ribeirão do Curtume 704,670 20.435.430,00 32
Ribeirão Grande 505,720 14.665.880,00 14
Rio Piracuama 430,430 12.482.470,00 226
Ribeirão Capituba 257,45 7.466.050,00 35
Ribeirão da Ponte Alta 253,900 7.363.100,00 4
Sem nome - 01 221,660 6.428.140,00 0
Ribeirão Ipiranga 184,040 5.337.160,00 15
Ribeirão das Pedras 175,660 5.094.140,00 4
Ribeirão dos Buenos 168,780 4.894.620,00 23
Ribeirão da Galega 163,440 4.739.760,00 0
Ribeirão Água Preta 157,930 4.579.970,00 0
Rib. do Barranco Alto 85,87 2.490.230,00 0
Rio Una 83,66 2.426.140,00 0
Ribeirão dos Surdos 74,31 2.154.990,00 16
Ribeirão Pirapitingui 25,260 732.540,00 26
Sem nome - 02 10,97 318.130,00 0
Córrego do Rosário 5,650 163.850,00 0
Fonte: Elaborado pela TCA
Etapa 08 – Relatório Final – Estradas Vicinais Rurais

• Atualização dos traçados com base no mapeamento de campo e material


fornecido pela Prefeitura Municipal de Pindamonhangaba;

• Importante dado para planejamento de ações como manutenção e fiscalização;

• Hierarquização das Estradas Rurais com base no grau de conservação, tipo de


traçado e N° de propriedades lindeiras.
Etapa 08 – Relatório Final – Estradas Vicinais Rurais
Mapa de estradas vicinais no contexto de propriedades
rurais
• Levantamento das propriedades com base nos
dados do Sistema Nacional de Cadastro Ambiental
Rural (SICAR), sendo assim, o número representa
apenas as propriedades que possuem o registro
no sistema.

Extensão por tipo de Nº


Nome/código das estradas pavimento (m) Extensão Proprieda
municipais Não Total (m) des
Pavimentada pavimentada Lindeiras
Estr. Mun. Abílio José de Almeida 157,10 2.235,20 2.392,30 10
Estr. Mun. Alcides Soares de
Oliveira 2.548,74 - 2.548,74 3
Estr. Mun. Antônio Viotti Nogueira
de Sá 201,74 2.424,56 2.626,30 20
Estr. Mun. Benedito Soares da
Costa - 1.047,20 1.047,20 6
Estr. Mun. Caio Alves de Moraes 2.769,72 - 2.769,72 10
Estr. Mun. Carlos Giacomo Angelo
Massetti - 626,85 626,85 5
Estr. Mun. Cláudio Ferreira de
Macedo - 8.214,24 8.214,24 11
Estr. Mun. do Kanegae - 2.467,48 2.467,48 12
Estr. Mun. Dr. José carlos Natrielli
de Almeida 841,32 - 841,32 4
Estr. Mun. Eduardo Lourenço - 1.696,03 1.696,03 14
Estr. Mun. Francisco Alves
Monteiro 1.168,71 - 1.168,71 1
Etapa 08 – Relatório Final – Estradas Vicinais Rurais
Estradas vicinais no contexto do tipo de traçado
• Aclive/Declive - Trecho ortogonal ao caimento do terreno. Estão
presentes principalmente nos vales, em direção direta e
perpendicular ao canal de drenagem. No município, esses trechos
coincidem com as áreas de maior suscetibilidade a erosão natural.
Medidas conservacionistas consistem na cobertura com cascalho
principalmente das valetas laterais e na construção de camaleões e
bacias de infiltração cujo distanciamento dependerá da declividade;
• Baixada - Áreas onde se encontram as travessias. São trechos
planos com baixo escoamento superficial e sendo assim
representam áreas de acúmulo de água em épocas chuvosas e
acúmulo de sedimentos nas secas (areiões). Medidas
conservacionistas compreendem boa qualidade dos dispositivos de
drenagem;
• Meia encosta - Acompanham as curvas de nível. Pode ocorrer tanto
o desmoronamento do lado de montante sobre a pista ou
desmoronamento do leito carroçável para jusante. Neste caso é
importante se atentar as declividades do talude de corte e do aterro
ou terreno a jusante da pista e conduzir de maneira correta as
águas pluviais; e
• Espigão - baixa amplitude de declividade, traçado suave. Risco para
as nascentes e caso não tenha a geometria correta para o bom
caminhamento das águas pluviais, estas podem ocasionar a
reativação de cabeceiras nas quais podem evoluir rapidamente para
processos erosivos agressivos como as voçorocas. A manutenção
para esses trechos costuma ser mais simples e consistem em
rebaixamento do greide e manutenção dos taludes laterais.
Etapa 08 – Relatório Final – Estradas Vicinais Rurais
Estradas vicinais no contexto do tipo de traçado
• Aclive/Declive - Trecho ortogonal ao caimento do terreno. Estão
presentes principalmente nos vales, em direção direta e
perpendicular ao canal de drenagem. No município, esses trechos
coincidem com as áreas de maior suscetibilidade a erosão natural.
Medidas conservacionistas consistem na cobertura com cascalho
principalmente das valetas laterais e na construção de camaleões e
bacias de infiltração cujo distanciamento dependerá da declividade;
• Baixada - Áreas onde se encontram as travessias. São trechos
planos com baixo escoamento superficial e sendo assim
representam áreas de acúmulo de água em épocas chuvosas e
acúmulo de sedimentos nas secas (areiões). Medidas
conservacionistas compreendem boa qualidade dos dispositivos de
drenagem;
• Meia encosta - Acompanham as curvas de nível. Pode ocorrer tanto
o desmoronamento do lado de montante sobre a pista ou
desmoronamento do leito carroçável para jusante. Neste caso é
importante se atentar as declividades do talude de corte e do aterro
ou terreno a jusante da pista e conduzir de maneira correta as
águas pluviais; e
• Espigão - baixa amplitude de declividade, traçado suave. Risco para
as nascentes e caso não tenha a geometria correta para o bom
caminhamento das águas pluviais, estas podem ocasionar a
reativação de cabeceiras nas quais podem evoluir rapidamente para
processos erosivos agressivos como as voçorocas. A manutenção
para esses trechos costuma ser mais simples e consistem em
rebaixamento do greide e manutenção dos taludes laterais.
Nome/código das estradas municipais Extensão trecho não pavimentado (m) Nº Propriedades Lindeiras

Etapa 08 – PIN-050
PIN-324
13.476,37
6.115,37
54
51

Relatório Final – PIN-130


PIN-145
3.968,38
6.641,21
35
34

Estradas Vicinais PIN-321


PIN-484
PIN-155
7.116,72
8.386,07
7.558,06
32
30
25

Rurais PIN-482
Estr. Mun. Antônio Viotti Nogueira de Sá
4.414,22
2.424,56
21
20

(Hierarquização) PIN-440
PIN-170
824,27
6.765,94
19
19
Estr. Mun. José Candido Pereira 4.318,64 18
PIN-135 13.067,00 18
• Para a hierarquização das Estr. Mun. João Egídio da Cunha 3.018,29 16

estradas, foi levado em PIN-323


Estr. Mun. Manoel Canuto Vieira
4.382,23
2.472,40
16
15
consideração o número de Estr. Mun. Eduardo Lourenço 1.696,03 14

propriedades atendidas por elas e PIN-129 4.609,21 14


PIN-490 1.456,48 12
a interligação de aglomerados Estr. Mun. do Kanegae 2.467,48 12
urbanos/rurais ao centro Estr. Mun. Wilson Monteiro 5.119,34 12

administrativo do município. Estr. Mun. Cláudio Ferreira de Macedo


Estr. Mun. Abílio José de Almeida
8.214,24
2.235,20
11
10
Ressalta-se também, que foram Estr. Mun. Manoel Fernandes de Queiroz 699,01 9

consideradas apenas as estradas PIN-448 1.204,84 9


PIN-435 4.236,89 9
não pavimentadas. Estr. Mun. Luiz Gil de Souza 7.457,20 9
PIN-469 2.955,95 8
PIN-010 3.214,03 8
PIN-472 3.262,42 8
Estr. Mun. Benedito Soares da Costa 1.047,20 6
PIN-453 2.115,96 6
PIN-030 2.317,79 6
PIN-468 3.023,06 6
PIN-415 3.481,85 6

Estr. Mun. Carlos Giacomo Angelo Massetti 626,85 5


Estr. Mun. Margarida Louzada Rodrigues 2.204,40 5
Estr. Mun. José João de Melo 204,79 4
PIN-120 2.468,92 4
PIN-460 3.509,56 4
PIN-060 4.812,24 4
PIN-430 678,20 3
PIN-327 6.675,87 3
PIN-110 4.171,96 2
PIN-450 1.736,70 1
PIN-465 3.564,65 1
PIN-462 3.675,15 1
Estr. Mun. Sebastião Paiva Gomes 484,31 0
Etapa 08 – Relatório Final – Estradas Vicinais Rurais (proposição de
melhorias)
• Adoção de medidas mais rápidas;

• Manutenção do revestimento primário;

• Segundo ABGE (2019), consiste em um reforço colocado sobre ou diretamente


acima do subleito;

• Constitui na compactação de uma mistura (natural ou preparada) de material


argiloso com material granular;
Etapa 08 – Relatório Final – Estradas Vicinais Rurais (proposição de
melhorias)
Execução do Revestimento Primário

• Escarificação (“arranhamento”) do leito.

• Lançamento e espalhamento do material;

• Umedecimento, ou secagem, se necessário; O material deve ser umedecido


com caminhão pipa. Caso esse material esteja muito úmido, devido à chuva,
deve ser espalhado sobre a pista e revolvido ao sol para secar.

• Para verificar se o teor de umidade do solo está adequado para a compactação,


faz-se um controle visual (o solo não deve estar nem seco nem encharcado).

• Compactação com rolo vibratório (passar o rolo no mínimo 8 vezes por faixa, da
borda da estrada para o seu centro).
Etapa 08 – Relatório Final – Estradas Vicinais Rurais (proposição de
melhorias)

REVESTIMENTO PRIMARIO

Área total em 500 m³ (largura x prof x distancia = 5m x 0,1m x


Fonte Udd Preço unitário Qdd Total
1000m)
Código

REVESTIMENTO PRIMÁRIO COM PEDRA BRITADA N.2


SIURB MISTURADA AO SOLO LOCAL, INCLUSIVE ESCARIFICAÇÃO,
05-46-00 M3 R$ 95,25 500 R$ 47.625,00
2024 VERIFICAÇÃO, UMEDECIMENTO, COMPACTAÇÃO E ENSAIOS,
CAMADA ACABADA (IE-7)

TRASPORTE COM CAMINHÃO BASCULANTE DE 14 M3, EM


SINAP
93592 VIA URBANA EM REVESTIMENTO PRIMÁRIO (UNIDADE: M³/KM R$ 69,12 500 R$ 34.560,00
2024
TXKM). AF_04/2016

EXECUÇÃO E COMPACTAÇÃO DE ATERRO COM SOLO


SINAP
96385 PREDOMINANTEMENTE ARENOSO - EXCLUSIVE SOLO, M3 R$ 57,64 500 R$ 28.820,00
2024
ESCAVAÇÃO CARGA E TRASNPORTE. AF_11/2019

Total R$ 111.005,00
Etapa 08 – Relatório Final – Estradas Vicinais Rurais (Plano de Ação
Inicial)
Medidas não estruturais – Medidas Mitigadoras para Processos Erosivos

• Cercamento da área em torno da voçoroca, para impedir o acesso do gado e o


trânsito do maquinário agrícola.

• Drenar a água subterrânea que aflora no fundo e nas laterais da voçoroca


(piping). O sucesso do controle deste tipo de erosão é a coleta e a condução
dessa água até o curso de água mais próximo;

• Controle mecânico e/ou vegetativo da erosão em toda bacia de captação para


evitar que o escoamento concentrado em um ou mais canais.

• Suavização dos taludes da erosão;

• Construção de paliçadas ou pequenas barragens


Etapa 08 – Relatório Final – Estradas Vicinais Rurais (Plano de Ação
Inicial)
Medidas não estruturais – Ação Antrópica

• Projetos voltados para a educação ambiental no meio rural .

• Devem estar fundamentadas aos preceitos legais da Política Estadual de


Educação Ambiental. Dessa forma, devem abordar temas que enfatizem a
importância da efetivação da legislação ambiental e consequentemente, da
conservação dos recursos naturais nas propriedades rurais.;

• Conscientização do produtor rural sobre o uso correto do solo para controle e


prevenção dos processos erosivos;

• Importância da recomposição das Áreas de Preservação Permanente;


• Conscientização do produtor rural sobre a efetivação da legislação ambiental;
Etapa 08 – Relatório Final – Estradas Vicinais Rurais (Plano de Ação
Inicial)
Medidas Estruturais

• Apresentam maiores complexidade;

• Maiores custos de implantação;

• Aplicável em casos irreversíveis.

Medidas Corretivas da Erosão Rural

Disciplinamento das Disciplinamento das Implantação e


Estabilização dos taludes
águas superficiais águas subterrâneas conservação das obras
Etapa 08 – Relatório Final – Estradas Vicinais Rurais (Plano de Ação
Inicial)
Medidas Estruturais – Estradas Rurais

• Realocação de leito – Mudar ou transferir o traçado. Alto custo;

• Quebra de barranco – Idealmente o leito das estradas de terra deve ficar o mais próximo possível da superfície
natural do terreno;

• Suavização dos taludes – Diminuição da inclinação dos taludes laterais. Permite a execução de trabalhos
motomecanização, escoamento ou desvios das enxurradas para os terraços existentes ou a serem
construídos;

• Construção de lombadas - As lombadas são barreiras mecânicas perpendiculares ao sentido longitudinal da


estrada para seccionar ou diminuir o comprimento da rampa e interceptar o escorrimento das águas pluviais do
leito, e conduzi-las de forma controlada para os terraços de absorção ou às caixas de retenção ou infiltração;

• Caixas de retenção - obras físicas escavadas nas laterais da estrada, geralmente feitas com o auxílio de pás
carregadeiras ou tratores, interligadas com as lombadas e destinadas à acumulação, retenção ou infiltração
das águas das chuvas;

• Terraços de escoamento (bigodes) – Escoam ou infiltram as águas oriundas do leito da estrada devem ter
início nas bordas da lombada, com ligeira declividade inicial (1% a 2%) para auxiliar o escoamento da água,
evitando-se o assoreamento do canal e o fluxo da água do terraço para a estrada.
Etapa 08 – Relatório Final
Proposição de Substituição de Travessias
• Total de 20 travessias com vazão insuficiente para TR de 25, 50 e 100 anos;

Proposição de seção (quantidade x diâmetro)


Capacidade da seção existente
Vazão de pico (tr 100 anos)
Vazão de pico (tr 25 anos)

Vazão de pico (tr 50 anos)

Valor médio estimado (DER-SP/2024)


Localização das travessias
Microbacias

Travessias

m³/s

m³/s

m³/s

m³/s
Rio Piracuama TR04 PIN-441 1,50 1,92 2,37 1,39 1x0,80 R$ 20.794,22
Rio Piracuama TR13 João E. da Cunha 0,98 1,31 1,66 1,20 1x0,80 R$ 20.794,22
Ribeirão da Ponte Alta TR19 PIN-325 3,28 3,90 4,54 1,23 1x1,00 R$ 22.721,42
Ribeirão Grande TR28 PIN-327 1,39 1,90 2,47 0,35 1x0,80 R$ 20.794,22
Ribeirão Grande TR32 PIN-435 4,90 6,43 8,08 0,78 1x1,20 R$ 26.230,04
Ribeirão Grande TR36 Antônio V. N. de Sá 3,23 4,07 4,96 4,40 1x1,00 R$ 22.721,42
Ribeirão Grande TR41 PIN-324 3,24 4,04 4,87 1,47 1x0,80 R$ 20.794,22
Rib. dos Buenos TR46 PIN-323 8,05 10,33 12,77 2,02 1x1,50 R$ 30.694,88
Rib. dos Buenos TR47 Luiz Gil de Souza 2,58 3,17 3,78 1,86 1x1,00 R$ 22.721,42
Ribeirão Ipiranga TR52 PIN-135 22,88 28,84 35,17 4,02 2x3,00 R$ 258,382,49
Ribeirão Ipiranga TR53 PIN-135 14,45 18,06 21,86 11,06 2x1,50 R$ 61.389,76
Ribeirão do Curtume TR55 PIN-040 0,70 0,97 1,25 0,95 1x0,80 R$ 20.794,22
Ribeirão do Curtume TR59 PIN-484 2,30 2,96 3,67 1,74 1x0,80 R$ 20.794,22
Ribeirão do Curtume TR63 PIN-155 7,70 9,23 10,82 0,93 1x1,50 R$ 30.694,88
Ribeirão do Curtume TR68 PIN-482 1,18 1,45 1,73 0,46 1x0,80 R$ 20.794,22
Ribeirão do Curtume TR69 PIN-484 4,99 6,10 7,27 3,18 1x1,20 R$ 26.230,04
Ribeirão do Curtume TR71 PIN-482 3,98 5,17 6,45 3,18 1x1,20 R$ 26.230,04
Ribeirão do Curtume TR74 PIN482 2,95 3,63 4,34 3,84 1x1,00 R$ 22.721,42
Ribeirão da Galega TR79 PIN-460 1,93 2,62 3,38 1,86 1x1,00 R$ 22.721,42
Rio Una TR81 PIN-170 5,75 6,82 7,90 1,47 1x1,20 R$ 26.230,04
Total R$ 745.248,81
Etapa 08 – Relatório Final
Considerações Finais

• Levantamento robusto de dados primários e secundários;

• Diagnóstico ambiental detalhado abordando aspectos do meio físico predisponentes de processos


erosivos e de inundação;

• Levantamento de campo detalhado que permitiu a atualização da malha viária, identificação dos
principais problemas e mapeamento das travessias;

• Estudo hidrológico e hidráulico que permitiu verificar a capacidade e adequação das travessias do
município; e

• Dados extremamente importantes para tomada de decisão em relação a adoção de medidas


estruturais.
Material Cartográfico – Etapa 04
Mapa Base
Mapa Hipsométrico
Mapa de Declividade
Mapa Imagem de Satélite
Mapa Pedológico
Mapa de Uso e Ocupação do Solo
Mapa do Estudo Geológico
Mapa de Capacidade de Uso da Terra
Mapa com Vegetação Nativa, Unidades de Conservação, Parques e com as Áreas de Preservação Permanentes
Mapa de Diagnóstico Ambiental
Mapa de Microbacias Hidrográficas do Município
Mapa da Malha Viária Atualizada
Mapa do Estudo Hidrológico
Mapa de Estradas e Propriedades Rurais

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