Prát - Experimentais 1ºBIM 2025
Prát - Experimentais 1ºBIM 2025
1º BIMESTRE – 2025
Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio
1
SÃO PAULO 2025
Sumário
4 Como este material está organizado 80 1o ano - Prática 10, Prática 11 e Prática 12
7 Práticas Experimentais:
Ensino Fundamental - anos finais
106 2o ano - Prática 13, Prática 14 e Prática 15
2
Apresentação
3
Como este material está organizado
4
Como este material está organizado
5
Agora que você conhece a estrutura é hora
de colocá-las em ação! A ciência está ao seu
alcance e seu papel como professor é abrir as
portas para um aprendizado transformador,
onde cada descoberta se torna uma
oportunidade real de crescimento.
Vamos começar?
6
Práticas Experimentais: Ensino Fundamental - anos finais
As práticas experimentais são uma parte fundamental Neste material, você encontrará duas
do aprendizado nas séries finais do ensino fundamen- práticas experimentais para cada sé-
tal. Elas não apenas despertam a curiosidade natural rie, do 6º ao 8º ano e três práticas para
dos estudantes, mas também transformam conceitos o 9º ano. Essas propostas referem-se
teóricos em experiências reais e concretas. Ao realizar ao programa curricular do primeiro
experimentos, os estudantes podem observar fenôme- bimestre e por isso devem ser aplica-
nos científicos de forma prática, tornando o aprendiza- das neste período.
do mais significativo e envolvente.
Todas as práticas foram cuidado-
Essas atividades incentivam o pensamento crítico e samente elaboradas para enga-
científico, o trabalho em equipe e o desenvolvimento de jar os estudantes, proporcionan-
habilidades para a resolução de problemas. Além disso, do uma jornada de descobertas e
as práticas experimentais permitem que os estudantes aprendizado e para isso contamos
façam conexões com o mundo ao seu redor, compre- com você!
endendo como os conceitos científicos influenciam di-
retamente suas vidas cotidianas. Essa abordagem ativa
e interativa contribui para a construção de um conheci-
mento que os prepara para desafios futuros de forma
mais consciente e participativa.
7
6º ANO
PRÁTICA 1 E PRÁTICA 2
8
Prática 1
A dança da
Terra!
9
Prática 1
prática, aprenderemos como esses movimentos influen- go do ano. • Folhas de papel e lápis para anotações e desenho das ob-
servações.
ciam nosso dia a dia e descobrir como a posição da Terra
em relação ao Sol define fenômenos como a variação de 2. Pensamento científico, crítico e criativo: compreen- • Espaço escurecido ou semi-escurecido (se possível) para
temperatura, a duração dos dias e até as mudanças nas der e explicar fenômenos naturais a partir de observações. observar a incidência de luz de forma mais clara.
sombras que vemos ao longo do ano. • Preparação do espaço: organize a sala de aula para que os
6. Trabalho e projeto de vida: compreender como os estudantes se sentem em círculo em torno do globo terres-
ciclos diários e anuais podem auxiliar na organização de tre e da lanterna.A prática pode ser realizada na própria
OBJETIVO: ações voltadas para a sustentabilidade, como o aproveita-
sala de aula. Caso o ambiente não possa ser escurecido,
posicione o globo e a lanterna de forma que a incidência de
Ao final da aula, o estudante será capaz de compreender mento da luz natural e a gestão de recursos naturais. luz seja visível para todos.
o conceito de esfericidade da Terra e como isso influencia • Organização dos estudantes: divida a turma em pequenos
a incidência de luz solar, explicar os movimentos de rota- 7. Argumentação: analisar e argumentar sobre as obser- grupos (4 a 5) para que todos possam observar o experi-
ção e translação da Terra e como eles influenciam eventos vações feitas durante o experimento, discutindo causas e mento de diferentes ângulos. Cada grupo deverá registrar
consequências. suas observações e responder às perguntas propostas ao
diários e sazonais, como a mudança das sombras e das longo da prática.
estações do ano e relacionar a inclinação do eixo da Terra
e o movimento de translação às variações de luz e tempe-
ratura durante o ano. Duração
10
Prática 1 Etapas da prática experimental
INTRODUÇÃO E ATIVIDADE
CONTEXTUALIZAÇÃO PRÁTICA
(10 MINUTOS) (25 MINUTOS)
1 Inicie a aula perguntando aos estudantes se eles já 1 Coloque o globo sobre uma mesa e use a lanterna terminados períodos do ano.
perceberam como a sombra de uma árvore ou de um como fonte de luz, representando o Sol. Pergunte aos estudantes:
poste muda de posição ao longo do dia. Questione-os
2 Explique que a rotação é o movimento da Terra em (1) Como a inclinação e a posição da Terra em relação
sobre o que acham que provoca essa mudança.
torno de seu próprio eixo e que ele dura (aproxima- ao Sol podem influenciar a duração dos dias e a tem-
2 Explique que a Terra realiza dois movimentos princi- damente) 24 horas, resultando em dia e noite. peratura?
pais – rotação e translação – e que esses movimentos 3 Peça para um estudante girar o globo lentamente en-
são responsáveis por fenômenos como o dia e a noi- (2) O que acontece com as regiões que recebem mais
quanto a lanterna ilumina apenas um lado. ou menos luz?
te, as estações do ano e as mudanças nas sombras.
Pergunte aos estudantes:
3 Apresente o objetivo da prática e como eles vão simu- 7 Use um objeto pequeno, como um lápis, para simular
lar a posição da Terra em relação ao Sol usando um (1) O que acontece com a parte iluminada e a parte as sombras no globo em diferentes posições em rela-
globo e uma lanterna para entender esses fenôme- que está na sombra? ção à lanterna.
nos de maneira visual e prática. 8 Peça aos estudantes para observarem como a posi-
(2) Como isso se relaciona com o dia e a noite?
ção da sombra do lápis muda conforme o globo gira
4 Incline o eixo do globo para simular a inclinação real (rotaciona) e conforme o globo é movido em volta da
da Terra e explique que essa inclinação é de aproxi- lanterna (translação)
madamente 23,5 graus.
Pergunte aos estudantes:
5 Movimente o globo ao redor da “fonte de luz” (a lan-
(1) Como essa mudança de sombra se relaciona com
terna) para simular o movimento de translação da
o movimento da Terra?
Terra em torno do Sol.
6 Aponte que, devido à inclinação do eixo, algumas par- (2) O que isso nos diz sobre as mudanças nas som-
tes da Terra recebem mais luz do que outras em de- bras ao longo do dia e do ano?
11
Prática 1 Etapas da prática experimental
ENCERRAMENTO
(15 MINUTOS) Educação física: conectar a regulação de funções
do corpo, como o sono. Os estudantes podem dis-
1 Reúna todos os estudantes para uma discussão so- cutir como a variação da luz ao longo do ano pode
bre as observações feitas durante o experimento. impactar o desempenho físico e o bem-estar.
2 Pergunte a eles o que entenderam sobre os movi- Matemática: relacionar com o conceito de ângulos
mentos da Terra e como esses movimentos impac- ao falar sobre a inclinação do eixo da Terra. Os es-
tam nosso dia a dia. tudantes podem calcular ou estimar ângulos de in-
3 Peça que expliquem, com suas palavras, por que a in- cidência da luz solar em diferentes partes do globo
clinação da Terra e sua posição em relação ao Sol são e discutir como pequenas variações podem levar a
tão importantes para definir as estações do ano e a mudanças significativas nas estações e na tempera-
variação das sombras. tura.
4 Outras perguntas que podem ser feitas: Língua Portuguesa (Produção Textual): suges-
(1) Qual movimento da Terra é responsável pela su- tão para os estudantes escreverem uma carta fictícia
cessão do dia e da noite? para um amigo que vive em outra parte do mundo,
descrevendo como as estações e a duração dos dias
(2) Por que temos estações do ano? Como a inclina- e noites variam ao longo do ano em sua região. Eles
ção da Terra interfere nisso? podem explicar como esses fenômenos influenciam
(3) Como esse experimento ajuda a entender fenô- seu cotidiano, como atividades ao ar livre, a agricul-
menos que observamos todos os dias, como a mu- tura, e até os tipos de roupas que usam em cada
dança das sombras? estação.
12
Prática 1
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA Ao observar a simulação da rotação da Terra, o que você notou Ao posicionar o lápis ou outro objeto no globo, o que você notou
sobre a luz e a sombra no globo terrestre? sobre a mudança de sombras ao longo da “movimentação da
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de _________________________________________________________________ Terra”?
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes __________________________________________________________________ __________________________________________________________________
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste __________________________________________________________________
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo
com o perfil da sua turma. Como o movimento de rotação da Terra explica o ciclo de dia e
noite que vivemos diariamente? Explique com suas palavras como o movimento da Terra influen-
_________________________________________________________________ cia a posição das sombras ao longo do dia e do ano.
__________________________________________________________________ __________________________________________________________________
__________________________________________________________________
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Prática 1
AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 1: A DANÇA DA TERRA! Nome do estudante avaliado:
Raciocínio científico
Demonstrou compreensão dos conceitos de rotação, translação e
inclinação da Terra?
Comunicação
Colaborou nas atividades e apresentou suas conclusões de forma
clara?
14
Prática 1
AUTOAVALIAÇÃO Peça que os estudantes reflitam sobre o que aprenderam: Consigo pensar em algum exemplo na minha vida que se relacio-
ne com o que aprendi sobre os movimentos da Terra?
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de Quais foram as principais descobertas que fiz durante esta práti-
_________________________________________________________________
Autoavaliação por estudante ou solicitar que escrevam as ca sobre os movimentos da Terra?
etapas no caderno a partir das sugestões deste ficha. Fique Que novas perguntas eu tenho sobre o espaço, a Terra ou os fe-
à vontade para adaptar as perguntas de acordo com o perfil _________________________________________________________________
nômenos naturais que gostaria de explorar?
da sua turma. Como o que aprendi hoje me ajuda a entender melhor o que vejo
_________________________________________________________________
no meu dia a dia, como a mudança das estações ou a variação
das sombras? Como o que aprendi hoje pode me ajudar em outras disciplinas
ou atividades?
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
O que me ajudou a entender melhor os conceitos de rotação e
translação? (ex: observação, discussão em grupo, anotações, etc.) Reflexão final: Complete a frase abaixo para resumir sua experi-
ência de hoje:
_________________________________________________________________
“Hoje, aprendi que _____________________________________
Tive alguma dificuldade em entender algum aspecto dos movi-
_________________. Esse conhecimento me ajuda a enten-
mentos da Terra? Como tentei superar essa dificuldade?
der______________________________________ ________________________
_________________________________________________________________ _______________________________________________.”
_________________________________________________________________
15
Prática 2
Como o passado
da Terra e o nosso
cotidiano se
conectam?
16
Prática 2
Já parou para pensar como medimos o tempo? Nós, se- COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
• Fita métrica ou uma longa tira de papel (como papel kraft)
res humanos, usamos relógios e calendários para marcar para representar a linha do tempo.
nossos dias e anos, mas e a Terra? A Terra tem o seu pró- 1. Conhecimento: compreender e utilizar diferentes formas
• Marcadores coloridos ou adesivos para marcar diferentes
prio ritmo e a ciência tem diferentes maneiras de marcar de conhecimento sobre o tempo para construir uma visão eventos.
o tempo: o histórico, o geológico e o cronológico. Nesta integrada sobre o desenvolvimento da Terra e das civilizações,
• Cartões pequenos com eventos para serem distribuídos
aula, vamos explorar como esses diferentes tipos de tem- relacionando ciência, história e o cotidiano. aos grupos (exemplos: “formação da Terra”, “surgimento
po se conectam e entender como a ciência usa essas es- dos dinossauros”, “invenção da escrita”, “nascimento de um
calas para estudar o passado da Terra e o nosso lugar no 4. Comunicação: expressar e compartilhar suas ideias, estudante”).
presente. dúvidas e descobertas sobre o conceito de tempo e suas • Imagens representativas (opcional) para associar aos even-
diferentes escalas, utilizando a linguagem oral e escrita, tos.
além de representações visuais, como a linha do tempo. • Use uma parede ou o chão da sala de aula para estender a
OBJETIVO: linha do tempo (a fita de papel), onde os estudantes pode-
6. Trabalho e projeto de vida: compreender como os di- rão marcar diferentes eventos com os cartões.
Ao final da aula, o estudante será capaz de diferenciar os
ferentes conceitos de tempo – histórico, geológico e cro- • Divida os estudantes em pequenos grupos (4 a 5) e distri-
conceitos de tempo histórico, geológico e cronológico, bua cartões com eventos históricos, geológicos e cronoló-
nológico – podem influenciar a maneira como planejamos
compreender como o tempo geológico abrange bilhões de gicos para que cada grupo participe da construção da linha
nossas ações no presente, conectando escolhas pessoais do tempo.
anos, enquanto o tempo cronológico está relacionado ao
às transformações do passado e às perspectivas de futuro.
ciclo de vida dos seres humanos e o tempo histórico aos
registros documentados e visualizar de maneira compara- 10. Responsabilidade e Cidadania: discutir como o enten-
tiva como essas formas de medir o tempo são utilizadas dimento dos tempos histórico e geológico pode influenciar Duração
na ciência e no cotidiano. nossa percepção de preservação ambiental e responsabili-
dade com o planeta, promovendo uma atitude consciente • Introdução e contextualização (10 minutos).
sobre as mudanças naturais e humanas. • Atividade prática (25 minutos).
• Discussão e encerramento (15 minutos).
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Prática 2 Etapas da prática experimental
INTRODUÇÃO E ATIVIDADE
CONTEXTUALIZAÇÃO PRÁTICA
(10 MINUTOS) (25 MINUTOS)
1 Inicie a aula perguntando aos estudantes como eles 1 Estenda a fita métrica ou a tira de papel no chão ou
medem o tempo em sua rotina (relógios, calendários, na parede para representar a linha do tempo.
5 Os estudantes devem colocar os eventos na linha do
etc.). Em seguida, pergunte se eles sabem como me-
2 Divida a linha em três seções: tempo cronológico, tempo, usando marcadores coloridos ou adesivos
dimos o tempo em relação ao passado da Terra.
tempo histórico e tempo geológico. para identificar cada evento de acordo com a catego-
2 Explique os três tipos de tempo: ria (geológico, histórico ou cronológico).
3 Cada seção deve ter uma escala de tamanho propor-
Tempo cronológico: Relacionado ao ciclo de vida cional (ex.: 10 cm para eventos cronológicos, 1 metro 6 Oriente os estudantes a observarem a quantidade de
humano (ex. o aniversário de cada um). para eventos históricos e 5 metros para eventos geo- espaço ocupada por cada categoria de tempo, refle-
lógicos). tindo sobre a escala de tempo geológico em compa-
Tempo histórico: Relacionado a eventos documen- ração com o histórico e o cronológico.
tados e mudanças na sociedade (ex. invenção da es- 4 Dê aos grupos cartões com diferentes eventos e peça
crita). que discutam em qual seção (cronológica, histórica 7 Após montarem a linha do tempo, peça aos estudan-
ou geológica) cada evento se encaixa. tes que observem as diferenças nas escalas e discu-
Tempo geológico: Envolve bilhões de anos, repre- tam por que o tempo geológico cobre um período tão
Exemplos de eventos: extenso em relação ao tempo cronológico ou históri-
sentando o desenvolvimento do planeta (ex. forma-
ção dos continentes). co.
Tempo geológico: formação da Terra, extinção dos
dinossauros, surgimento dos primeiros seres vivos.
3 Explique que eles irão construir uma linha do tempo
gigante e posicionar diferentes eventos para visuali- Tempo histórico: invenção da escrita, construção
zar a diferença entre esses tipos de tempo.
das pirâmides, Revolução Industrial.
18
Prática 2 Etapas da prática experimental
ENCERRAMENTO
(15 MINUTOS)
(2) Por que vocês acham que o tempo geológico é tão História: estudo dos registros históricos e sua im-
longo em comparação com os outros? portância para a compreensão das civilizações e das
mudanças na sociedade.
(3) Como o tempo histórico e o cronológico são im-
portantes para a nossa vida cotidiana? Matemática: cálculo de proporções e escalas para
representar diferentes períodos de tempo, ajudan-
3 Incentive os estudantes a refletirem sobre como essa do os estudantes a visualizar e comparar as escalas
compreensão do tempo ajuda a ver o passado da Ter- cronológicas, históricas e geológicas.
ra e o desenvolvimento humano sob uma nova pers-
pectiva.
19
Prática 2
20
Prática 2
AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 2: COMO O PASSADO DA TERRA E O Nome do estudante avaliado:
NOSSO COTIDIANO SE CONECTAM?
Sim Parcialmente Não
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM
Compreensão
O estudante demonstrou compreender as diferenças entre os tem-
pos cronológico, histórico e geológico?
Comunicação
Colaborou nas atividades e apresentou suas conclusões de forma
clara?
21
Prática 2
_________________________________________________________________
Como eu fiz para entender a diferença entre os três tipos de tem-
po?
Qual habilidade ou estratégia usei hoje que vou tentar usar em
_________________________________________________________________
outras atividades de aprendizado?
_________________________________________________________________
Encontrei alguma dificuldade durante a prática? O que fiz para
tentar superá-la?
_________________________________________________________________
22
7º ANO
PRÁTICA 3 E PRÁTICA 4
23
Prática 3
Como o calor
pode mover
as máquinas?
24
Prática 3
De fornos a motores, a diferença de temperatura é o que COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC Para escolas com laboratório:
faz tudo funcionar! Vamos explorar como o calor e a tem- • Bico de Bunsen ou uma fonte de calor segura.
peratura estão presentes no nosso dia a dia e como essas 2. Pensamento científico, crítico e criativo: analisar, in- • Termômetros (analógicos ou digitais).
• Duas latas de alumínio (como de refrigerante).
variações de temperatura movem máquinas térmicas, es- terpretar e relacionar fenômenos físicos observados no ex-
• Recipiente grande ou becker.
senciais para o desenvolvimento da sociedade. Além disso, perimento.
• Água quente e fria.
vamos discutir brevemente como o uso dessas máquinas, • Luvas térmicas para segurança.
e a queima de combustíveis fósseis, impactam o meio am- 4. Comunicação: compartilhar observações e conclusões de • Utilize bancadas equipadas para experimentos, garantindo acesso
biente. maneira clara e organizada, utilizando terminologia científica. seguro à fonte de calor e aos termômetros. Oriente os estudantes
a usar jalecos e luvas, se disponíveis.
6. Trabalho e projeto de vida: refletir sobre como o en-
OBJETIVO: tendimento dos processos térmicos e do funcionamento de
• Divida a turma em grupos de 4 a 5 estudantes, assegurando que
cada grupo tenha acesso a um conjunto de materiais e nomeie um
estudante por grupo como responsável por registrar as observa-
Ao final da aula, o estudante será capaz de revisitar as di- máquinas pode influenciar escolhas pessoais e profissionais ções na ficha de registro.
ferenças entre os conceitos de temperatura, calor e sensa- relacionadas ao uso consciente de recursos energéticos e à Para escolas sem laboratório:
ção térmica, identificar os processos físicos relacionados busca por soluções sustentáveis para os desafios ambientais. • Água quente trazida em garrafas térmicas.
ao funcionamento de máquinas térmicas e relacionar seu • Água fria (recipientes comuns, como baldes ou tigelas grandes).
uso ao desenvolvimento da sociedade e aos impactos am- 7. Argumentação: desenvolver argumentos sobre o impac- • Duas latas de alumínio (como de refrigerante).
bientais, como a queima de combustíveis fósseis. to ambiental do uso de máquinas térmicas com base em evi- • Cronômetros (podem ser de celulares).
dências observadas e discutidas. • Toalhas para limpeza.
• Realize a prática em uma sala ampla ou no pátio, utilizando mesas
para dispor os materiais. Certifique-se de que as fontes de calor
Duração sejam previamente organizadas (ex.: garrafas térmicas com água
quente) e de que os recipientes estejam seguros para manipula-
• Introdução e contextualização (10 minutos). ção.
• Divida a turma em grupos de 4 a 5 estudantes, assegurando que
• Atividade prática (25 minutos). cada grupo tenha acesso a um conjunto de materiais e nomeie um
• Discussão e encerramento (15 minutos). estudante por grupo como responsável por registrar as observa-
ções na ficha de registro.
25
Prática 3 Etapas da prática experimental
INTRODUÇÃO E ATIVIDADE
CONTEXTUALIZAÇÃO PRÁTICA
(10 MINUTOS) (25 MINUTOS)
1 Pergunte aos estudantes como o calor e a temperatu- 1 Encha uma lata com água quente até 2/3 de sua capa-
ra afetam suas rotinas (ex.: em dias frios ou quentes, cidade.
cozinhando ou usando eletrodomésticos).
2 Coloque água fria em um recipiente grande. Para es-
2 Explique os conceitos de: calor, temperatura e sen- colas com laboratório: meça a temperatura inicial da
sação térmica. água quente e fria com o termômetro.
3 Relacione os conceitos ao funcionamento de máqui- 3 Vire a lata de boca para baixo e mergulhe-a rapida-
nas térmicas, destacando que elas utilizam variações mente no recipiente com água fria.
de temperatura para gerar movimento.
4 Lembre-se que a água deve estar próxima do ponto
de ebulição para que o vapor se forme adequadamen-
te, caso contrário o efeito desejado pode não ocorrer
5 Observe o que acontece com a lata (ela deve amassar
devido à pressão interna gerada pela troca de calor).
6 Peça que os estudantes registrem suas observações
7 Discuta como a troca de calor entre o interior da lata
e o ambiente externo gerou a deformação da lata.
8 Relacione o processo ao funcionamento de máquinas
térmicas, como motores a vapor.
26
Prática 3 Etapas da prática experimental
ENCERRAMENTO
(15 MINUTOS)
(4) Quais são os impactos ambientais do uso de má- Matemática: trabalhe com gráficos para comparar
quinas térmicas que dependem de combustíveis fós- a transferência de energia térmica em diferentes
seis? materiais ou medidas de eficiência das máquinas
térmicas.
2 Peça aos estudantes que façam conexões com situa-
ções cotidianas, como a importância de motores na
sociedade e as alternativas sustentáveis para reduzir
o impacto ambiental.
27
Prática 3
Como você relaciona esse experimento com o funcionamento de Como a troca de calor pode ser usada para criar tecnologias mais
máquinas térmicas, como motores a vapor? sustentáveis? Dê uma sugestão.
__________________________________________________________________ __________________________________________________________________
__________________________________________________________________ __________________________________________________________________
28
Prática 3
AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 3: COMO O CALOR PODE Nome do estudante avaliado:
MOVER AS MÁQUINAS?
Sim Parcialmente Não
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM
Raciocínio científico
Demonstrou compreensão dos conceitos de calor, temperatura,
sensação térmica e máquinas térmicas, conectando-os ao cotidia-
no e ao meio ambiente.
Comunicação
Expressou suas ideias de forma clara e organizada, utilizando a lin-
guagem científica apropriada.
29
Prática 3
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
30
Prática 4
A engenharia
do dia a dia
31
Prática 4
Pense: o que bicicletas, carrinhos de compras, portões au- COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
• Roldanas ou polias (improvisadas com carreteis de linha ou
tomáticos ou até elevadores têm em comum? Todos são tampas de garrafa).
baseadas em máquinas simples e apresentam rodas, ei- 1. Conhecimento: reconhecer e valorizar as máquinas
• Cordões ou barbantes.
xos e polias. Esses dispositivos ajudaram a transformar a simples como conhecimento científico aplicado ao cotidia-
• Pesos (como garrafas com água).
sociedade desde a antiguidade e foram fundamentais para no.
• Eixos (podem ser pedaços de madeira ou tubos de PVC).
o desenvolvimento industrial, como em São Paulo. Estuda-
remos como essas máquinas simples funcionam e como 2. Pensamento crítico e criativo: analisar o funciona- • Rodas improvisadas (como tampas de potes ou CDs antigos).
elas continuam moldando o nosso cotidiano. mento das máquinas simples e propor soluções práticas • Um suporte para fixar as polias (pode ser uma mesa ou cadei-
para problemas. ra).
OBJETIVO: 6. Trabalho e projeto de vida: demonstrar a importância
• Para escolas com laboratório, organize bancadas onde os ma-
teriais possam ser fixados e manipulados com segurança.
Ao final da aula, o estudante será capaz de identificar o das máquinas simples para atividades do dia a dia e seu • Para escolas sem laboratório, realize a prática em uma sala
papel de máquinas simples, como roda, eixo e polia, em impacto no progresso social. com mesas ou em um pátio, garantindo que os estudantes te-
diferentes contextos do cotidiano e relacionar o uso des- nham espaço para montar e testar as máquinas simples.
sas máquinas simples com o desenvolvimento industrial e 7. Argumentação: desenvolver argumentos claros sobre • Divida a turma em grupos de 4 a 5 estudantes. Cada grupo
como elas mudaram a sociedade. como as máquinas simples moldaram a sociedade. ficará responsável por montar e testar as máquinas simples.
Duração
32
Prática 4 Etapas da prática experimental
33
Prática 4 Etapas da prática experimental
ATIVIDADE
PRÁTICA
(25 MINUTOS)
Atividade 1: Polias te é mais confortável de aplicar para os músculos hu- Atividade 2: Rodas
manos. Nesta situação a polia não reduz o peso do
1 Oriente os estudantes a fixarem uma haste no supor- objeto, mas redistribui o esforço necessário para le-
1 Cada grupo deverá inserir um tubo de PVC ou um pedaço
te universal, de modo que fique paralela com a base vantá-lo, tornando a tarefa menos desgastante.
de madeira como eixo central entre dois CDs, posicionan-
(figura 1). Este arranjo será o suporte para as ações a Também, o carretel, por girar em torno da haste hori- do-os como rodas.
seguir. zontal, minimiza o atrito entre o barbante e o supor- 2 Fixar os CDs nas extremidades do eixo utilizando fita ade-
2 Passe o carretel pela haste. Passe o barbante pelo te, permitindo que a força seja transferida de forma siva ou cola quente (caso permitido).
carretel. Amarre uma das extremidades a um objeto mais eficiente. 3 Verificar se os CDs estão bem alinhados para girar de for-
(peso) e a outra deve ficar livre para segurar. Essa função do carretel como polia é amplamente uti- ma eficiente ao longo do eixo.
lizada em sistemas práticos no cotidiano, como guin- 4 Peça aos grupos para colocar a estrutura montada (eixo e
3 Puxe a extremidade livre, levantando o peso ao pu-
dastes, elevadores, varais de roupa e até em sistemas rodas) no chão ou em uma superfície lisa e deslocá-la.
xar. Importante: Pergunte se eles sentiram o objeto
mais leve do que quando levantaram sem o sistema. de barcos. Ele é uma solução simples para mover ou 5 Colocar um objeto sobre a estrutura e empurrar o sistema.
levantar objetos pesados com menos esforço. 6 Os estudantes devem empurrar um peso diretamente so-
4 Explique a função do carretel, ressaltando que, nes-
5 Fique atento durante o experimento, porque os estu- bre a mesa ou superfície plana e, em seguida, colocar o
te experimento, atua como uma polia, uma máquina mesmo peso sobre a estrutura de roda e eixo.
simples que tem como principal função alterar a dire- dantes devem perceber que:
7 Oriente para que comparem e registrem: a força necessá-
ção da força aplicada, facilitando o trabalho. (1) sem o carretel, o peso parece mais difícil de le- ria para mover o peso nos dois casos; a facilidade de mo-
Quando o barbante passa pelo carretel, ele permite vantar, pois a força precisa ser aplicada diretamente vimento ao usar o sistema de roda e eixo; quais exemplos
que a força aplicada para levantar o peso seja feita na para cima; do dia a dia utilizam o mesmo princípio de roda e eixo? (Ex.:
direção descendente (puxando para baixo), ao invés (2) com o carretel, o peso parece mais leve, pois o carrinhos de mão, carros, bicicletas); por que a invenção
de diretamente para cima. da roda foi tão importante para a evolução da sociedade?;
carretel redireciona a força, tornando a tarefa mais
como as rodas e eixos continuam moldando a tecnologia
Isso facilita o movimento porque a força descenden- prática e eficiente. e o transporte no mundo moderno?
34
Prática 4 Etapas da prática experimental
ENCERRAMENTO
(15 MINUTOS)
1 Explore perguntas como: O que essas máquinas simples 7 Explique que o uso eficiente de máquinas simples ainda
têm em comum? Como elas facilitam nosso trabalho? Por é relevante, especialmente em projetos voltados para co-
que a invenção da roda foi um marco tão importante para munidades em desenvolvimento.
a humanidade? Como as polias ajudaram a desenvolver
8 Encerre a atividade, reforçando que as máquinas simples
grandes construções e sistemas de transporte?
são a base da engenharia e tecnologia. As polias e rodas/
2 Destaque que essas máquinas simples foram fundamen- eixos exemplificam como a ciência pode transformar o co-
tais na Revolução Industrial e continuam sendo a base tidiano, tornando o trabalho mais fácil e eficiente. A curio-
para tecnologias modernas. sidade e o entendimento dessas máquinas ajudam a ins-
pirar inovações que podem resolver problemas globais.
3 Quais outras máquinas simples vocês conhecem? (Ex.: ala-
vancas, rampas, cunhas). Interdisciplinaridade
4 Como essas máquinas podem ser combinadas para criar
sistemas mais complexos e eficientes, como guindastes História: Explorar o papel das máquinas simples na
ou engrenagens? Revolução Industrial e no desenvolvimento industrial
de São Paulo.
5 Incentive os estudantes a imaginar soluções do cotidiano
que poderiam ser aprimoradas com o uso dessas máqui- Geografia: Relacionar o uso de máquinas simples à
nas simples. logística e transporte, destacando o impacto em dife-
rentes regiões do Brasil.
6 Provoque os estudantes a pensar como máquinas simples
podem ser usadas para criar soluções sustentáveis, como Educação Física: Explorar como a roda e o eixo são
sistemas para coletar água ou mover cargas em locais re- usados em equipamentos esportivos, como bicicle-
motos? tas e skates.
35
Prática 4
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA O que aconteceu quando você usou a polia para levantar o peso? O que aconteceria se não existissem rodas e eixos? Como isso
__________________________________________________________________ afetaria a sociedade?
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de __________________________________________________________________
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste Comparando o esforço: foi mais fácil levantar o peso com ou sem
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo a polia? Explique. Qual sistema (polia ou roda e eixo) você achou mais fácil de usar?
com o perfil da sua turma. __________________________________________________________________ Por quê?
__________________________________________________________________
36
Prática 4
AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 4: A ENGENHARIA DO DIA A DIA Nome do estudante avaliado:
Compreensão
Demonstrou compreensão dos conceitos de polia, roda e eixo, co-
nectando-os claramente ao cotidiano e à história.
Comunicação
Expressou suas ideias de forma clara, bem organizada e com uso
adequado de termos científicos.
37
Prática 4
AUTOAVALIAÇÃO Como eu me envolvi nas atividades durante o experimento? Que habilidades ou estratégias eu usei para superar dificuldades
durante a prática?
( ) Participei ativamente em todas as etapas.
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de
_________________________________________________________________
Autoavaliação por estudante ou solicitar que escrevam as ( ) Participei de algumas etapas, mas poderia ter contribuído mais.
etapas no caderno a partir das sugestões deste ficha. Fique
( ) Participei pouco e fiquei mais como observador.
à vontade para adaptar as perguntas de acordo com o perfil
da sua turma. Se eu pudesse refazer a prática, o que faria diferente?
_________________________________________________________________
Explique por que você marcou essa opção:
_________________________________________________________________
Em resumo:
_________________________________________________________________
38
8º ANO
PRÁTICA 5 E PRÁTICA 6
39
Prática 5
Como as plantas
garantem a
próxima geração: a
reprodução vegetal
40
Prática 5
Como as plantas, que estão por toda parte, conseguem se COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
reproduzir e garantir que novas gerações cresçam, mes- • Sementes de feijão ou girassol (para observar a reprodução
sexuada).
mo enfrentando diferentes desafios ambientais? Algumas 1. Conhecimento: explorar e identificar estratégias de re-
produção nas plantas, associando-as à adaptação e preser- • Tubérculos (como batata-doce ou gengibre) para reprodução
plantas usam sementes, outras se espalham pelo solo e até
assexuada.
se clonam! Compreender como elas fazem isso não só aju- vação das espécies.
• Copos plásticos, algodão e água (para germinação das semen-
da a gente a entender o mundo ao nosso redor, mas tam- tes).
bém a pensar em como a natureza criou estratégias inte- 2. Pensamento científico, crítico e criativo: comparar di-
ferentes tipos de reprodução e refletir sobre suas vantagens • Tesouras e potes pequenos com terra (para cultivo dos tubér-
ligentes para sobreviver. Além disso, o que você aprender culos).
hoje pode até te surpreender ao mostrar como isso impac- adaptativas.
• Espaço: laboratório de Ciências, sala de aula ou pátio com
ta a nossa alimentação e a preservação do meio ambiente. acesso a luz natural.
4. Comunicação: colaborar em grupo para discutir, registrar
Vamos descobrir os segredos que as plantas escondem?
e compartilhar os resultados dos experimentos. • Organização dos estudantes: grupos de 4 a 5 alunos.
41
Prática 5 Etapas da prática experimental
alguns dias antes da aula, germinando algumas sementes (10 MINUTOS) Experimento 1:
germinação de sementes (reprodução sexuada)
de feijão ou girassol e plantando alguns tubérculos (batata-
doce ou gengibre). Assim, terá exemplos visíveis de diferentes 1 Comece discutindo a diferença entre reprodução se-
1 Cada grupo de estudantes recebe sementes de feijão
estágios de crescimento para mostrar aos estudantes no dia xuada (por sementes) e assexuada (por partes da
ou girassol, copos plásticos e algodão.
da prática. planta, como tubérculos).
Além disso, o professor pode tirar fotos dos estágios 2 Os estudantes colocam as sementes sobre o algodão
2 Pergunte se os estudantes já observaram plantas nas-
diários das plantas para criar uma sequência visual, caso úmido no copo plástico e observam ao longo dos pró-
cendo de sementes ou de pedaços de plantas. Ques-
as sementes plantadas no dia da aula ainda não tenham ximos dias o processo de germinação.
tione quais estratégias de reprodução eles acham que
germinado. Antes da aula, é importante verificar todos os
permitem a uma planta crescer mais rapidamente em 3 Peça aos estudantes que anotem e façam um peque-
materiais (sementes, tubérculos, copos plásticos, algodão,
ambientes adversos. no desenho do crescimento das sementes a cada dia,
água e potes com terra) e organizar um “cantinho do
registrando as etapas observadas.
crescimento” na sala, onde os estudantes possam fazer 3 Explique que essas estratégias de reprodução garan-
registros de observações. tem a sobrevivência das plantas em diversos ambien- Experimento 2:
Se o professor não tiver a oportunidade de iniciar tes e que isso também influencia a agricultura e a for- cultivo de tubérculos (reprodução assexuada)
o experimento com antecedência, ele pode utilizar ma como cultivamos os alimentos que consumimos.
recursos visuais como fotos e vídeos de diferentes etapas 1 Cada grupo recebe um tubérculo, como batata-doce ou
do crescimento das plantas para ilustrar o processo. gengibre, junto com pequenos potes de terra.
Imagens que mostram a germinação das sementes e o
2 Os estudantes cortam uma parte do tubérculo e plantam
desenvolvimento dos tubérculos em vários estágios podem
no pote com terra, regando conforme necessário. Eles
ser projetadas ou distribuídas para os estudantes, ajudando-
devem observar o surgimento de raízes e brotos nos dias
os a visualizar o que acontecerá ao longo dos dias.
seguintes.
Além disso, o professor pode buscar vídeos curtos sobre
o crescimento de plantas para complementar a explicação, 3 Oriente os estudantes a compararem o desenvolvimen-
mantendo o interesse dos estudantes e preparando-os para to do tubérculo com o das sementes, pensando sobre as
acompanhar o experimento real que eles iniciarão na aula. vantagens e desvantagens de cada tipo de reprodução.
42
Prática 5 Etapas da prática experimental
ENCERRAMENTO
(15 MINUTOS)
43
Prática 5
FICHA DE REGISTRO Nome dos integrantes do grupo: Data de início do experimento: _____/______/______
DA PRÁTICA
PRÁTICA 5: COMO AS PLANTAS GARANTEM A
PRÓXIMA GERAÇÃO: A REPRODUÇÃO VEGETAL Sementes Tubérculo
(feijão ou Desenho ou (batata-doce Desenho ou
Data
girassol) foto ou gengibre) foto Perguntas de reflexão:
Observações Observações
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA Quais mudanças você observou nas sementes ao longo do tempo?
__________________________________________________________________
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes Dia 1
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste Quais mudanças você observou no tubérculo ao longo do tem-
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo po?
com o perfil da sua turma. __________________________________________________________________
Dia 2
Qual tipo de reprodução parece ser mais rápido? Por quê?
__________________________________________________________________
Dia 5
44
Prática 5
AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 5: COMO AS PLANTAS GARANTEM A Nome do estudante avaliado:
PRÓXIMA GERAÇÃO: A REPRODUÇÃO VEGETAL
Raciocínio científico
O estudante foi capaz de identificar e diferenciar os tipos de repro-
dução das plantas e explicar suas vantagens para a sobrevivência
e adaptação.
Comunicação
O estudante trabalhou em grupo para discutir as observações e
apresentar suas conclusões sobre os tipos de reprodução.
45
Prática 5
46
Prática 6
Hormônios em
ação: como o nosso
corpo responde aos
estímulos?
47
Prática 6
Já sentiu seu coração bater mais rápido quando estava ner- COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
voso ou suas mãos suarem em situações de ansiedade?
Essas reações são o resultado da interação entre o sistema 1. Conhecimento: identificar como o sistema nervoso e
nervoso e o sistema endócrino. Nesta prática, vamos ex- o sistema endócrino trabalham juntos para responder aos
plorar, por meio de simulações e atividades práticas, como estímulos.
• Cronômetros ou relógios que façam a marcação dos segundos
o corpo responde a diferentes estímulos através da ação (para medir frequência cardíaca).
dos hormônios e dos neurotransmissores. Com isso, os 2. Pensamento científico, crítico e criativo: analisar
como estímulos externos afetam as respostas internas do • Bolas pequenas de espuma ou algodão (para simular estresse
estudantes irão entender de maneira mais concreta como com atividade física leve).
esses sistemas trabalham juntos para regular funções vi- corpo.
• Açúcar, copos e água (para simulação do controle de glicose).
tais, como o estresse e o controle da glicose no sangue.
4. Comunicação: compartilhar observações sobre as rea- • Espaço: laboratório de Ciências, sala de aula ou pátio.
ções do corpo com os colegas. • Organização: grupos de 4 a 5 estudantes.
OBJETIVO:
6. Trabalho e projeto de vida: reconhecer como o co-
Ao final da aula, o estudante será capaz de compreender nhecimento sobre os sistemas nervoso e endócrino pode
como os sistemas nervoso e endócrino interagem para influenciar o autocuidado, a gestão do estresse e a tomada
controlar as respostas do corpo, identificar hormônios es- de decisões conscientes para manter a saúde e o bem-es-
pecíficos (adrenalina, insulina) e seus efeitos sobre o orga- tar no dia a dia.
nismo e analisar as respostas corporais a diferentes estí-
mulos, simulando o funcionamento desses sistemas. Duração
48
Prática 6 Etapas da prática experimental
INTRODUÇÃO E Figura 1
CONTEXTUALIZAÇÃO
(10 MINUTOS)
49
Prática 6 Etapas da prática experimental
ATIVIDADE
PRÁTICA
(25 MINUTOS)
1 Cada estudante mede sua frequência cardíaca (bati- 1 Dê a cada grupo um copo com água e uma quantidade
mentos por minuto) em repouso, usando dois dedos pequena de açúcar para dissolver, representando o au-
no pulso ou no pescoço e o cronômetro. mento de glicose no sangue após uma refeição.
2 Peça aos estudantes que façam uma atividade física 2 Explique que, em nosso corpo, a insulina é liberada pelo
leve (como pular no lugar por 1 minuto). pâncreas para ajudar as células a absorverem a glicose e
normalizar o nível de açúcar no sangue. Peça que os es-
3 Após a atividade, os estudantes medem novamente a tudantes discutam a importância desse controle para a
frequência cardíaca e registram o aumento. Explique energia e saúde do corpo.
que esse aumento simula a ação da adrenalina, que
prepara o corpo para responder ao “estresse”. 3 Os estudantes podem fazer um desenho ou mapa mental
representando a ação da insulina no controle da glicose.
4 Professor, você pode trazer as seguintes perguntas 4 Professor, você pode trazer as seguintes perguntas para
para reflexão: reflexão:
Por que a frequência cardíaca aumentou após o exer- O que acontece com o corpo se o nível de açúcar no san-
cício? gue ficar muito alto ou muito baixo?
Como o corpo usa a adrenalina para responder a si- Como a insulina ajuda a manter o equilíbrio no corpo?
tuações de emergência?
50
Prática 6 Etapas da prática experimental
ENCERRAMENTO
(15 MINUTOS)
51
Prática 6
O que o aumento da frequência cardíaca nos diz sobre a função Conexão entre os dois sistemas
da adrenalina em nosso corpo? Como você acha que os sistemas nervoso e endócrino trabalham
__________________________________________________________________ juntos para responder a diferentes situações no corpo?
__________________________________________________________________
Experimento 2: simulação do controle de glicose Explique, em poucas palavras, como os processos observados nos
Mistura inicial de água e açúcar: descreva a aparência. dois experimentos (frequência cardíaca e controle de glicose) aju-
dam o corpo a manter seu equilíbrio em situações do dia a dia.
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
52
Prática 6
AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 6: HORMÔNIOS EM AÇÃO: COMO O Nome do estudante avaliado:
NOSSO CORPO RESPONDE AOS ESTÍMULOS?
Sim Parcialmente Não
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM
Compreensão
O estudante conseguiu identificar as funções da adrenalina e insu-
lina e relacioná-las às respostas do corpo.
Comunicação
O estudante colaborou com o grupo, compartilhou observações e
apresentou conclusões.
53
Prática 6
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
54
9º ANO
PRÁTICA 7, PRÁTICA 8 E PRÁTICA 9
55
Prática 7
Radiação na
medicina
56
Prática 7
Como os médicos conseguem ver dentro do nosso corpo COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
sem precisar abrir? Ou como as doenças, como o câncer,
são tratadas sem precisar de uma cirurgia? A resposta está 1. Conhecimento: compreender o uso de radiação em tec-
em algo que não podemos ver a olho nu: a radiação. Des- nologias de saúde e sua importância na medicina moderna. • Fonte de luz forte: lanterna ou a luz do celular.
de a descoberta dos raios X até os tratamentos de última • Materiais transparentes: vidro comum ou plástico transparen-
geração como a radioterapia, a radiação tem revoluciona- 2. Pensamento científico, crítico e criativo: refletir sobre
te (garrafas PET claras, por exemplo).
do a medicina, ajudando a salvar milhões de vidas. Vamos o impacto da radiação na saúde e a importância da proteção
• Materiais translúcidos: papel manteiga, plástico fosco, vidro
descobrir como essa tecnologia, que às vezes parece má- ao usá-la. fosco ou filtro de café.
gica, funciona para proteger nossa saúde e nos manter se- • Materiais opacos: papelão, madeira fina, ou uma folha de alu-
5. Cultura digital: discutir o avanço das tecnologias de ima-
guros! mínio.
gem e tratamento que utilizam radiação.
• Superfície de projeção: Folha de papel branca ou parede clara.
OBJETIVO: 6. Trabalho e projeto de vida: compreender como o co- • Cópia da imagem de Raio-x, presente nesta atividade (opcio-
nhecimento sobre tecnologias médicas baseadas em radia- nal – a imagem pode ser projetada).
Ao final da aula, o estudante será capaz de identificar como
a radiação é utilizada em exames e tratamentos médicos, ção pode orientar escolhas profissionais na área da saúde e
compreender as principais tecnologias baseadas em ra- promover reflexões sobre o acesso equitativo a esses avan-
diação usadas na saúde e refletir sobre a importância do ços para melhorar a qualidade de vida na sociedade.
acesso a essas tecnologias para a qualidade de vida da po-
10. Responsabilidade e cidadania: Analisar o acesso à tec-
pulação.
nologia de saúde como uma questão de qualidade de vida e Duração
cidadania.
• Introdução e contextualização (10 minutos).
• Atividade prática (25 minutos).
• Discussão e encerramento (15 minutos).
57
Prática 7 Etapas da prática experimental
INTRODUÇÃO E ATIVIDADE
CONTEXTUALIZAÇÃO PRÁTICA
(10 MINUTOS) (25 MINUTOS)
1 Retome o que é radiação e como ela é usada na medi- Situação 1: interação luz-materiais
cina, mencionando exames de raios X e tratamentos
como a radioterapia. 1 Organize os materiais em três categorias: transparen- 6 Retome seus registros e avalie se ofereceu informa-
tes, translúcidos e opacos. ções suficientes sobre como cada tipo de material in-
2 Pergunte aos estudantes se já fizeram algum exame teragiu com a luz. Se necessário, melhore os registros
que usou radiação, ou alguém da família, como um 2 Para orientar nessa organização, lembre-se: ou retome o procedimento experimental.
raio X, e incentive-os a compartilhar suas experiên-
cias. (1) Transparente: a luz atravessa quase completa-
mente, não formando projeção ou algo muito claro;
3 Explique que, embora a radiação possa parecer pe-
rigosa, quando usada de maneira controlada, ela se (2) Translúcido: a luz atravessa parcialmente, mas é
torna uma ferramenta poderosa para diagnósticos e dispersa, criando uma sombra difusa no anteparo;
tratamentos médicos.
(3) Opaco: a luz é bloqueada, criando uma sombra
4 Organize os estudantes em grupos e ofereça os ma- nítida e escura.
teriais necessários.
3 Posicione o material transparente entre a fonte de luz
e a superfície de projeção (que pode ser uma parede
branca ou uma folha de sulfite branca).
4 Observe o resultado no anteparo e registre o obser-
vado como projeção.
5 Repita o processo recorrendo aos materiais translúci-
dos e opacos e realize registros para cada caso.
58
Prática 7 Etapas da prática experimental
59
Prática 7 Etapas da prática experimental
1 Observe a imagem a seguir, trata-se da imagem de Qual material do experimento (transparente, trans-
Raio-X de uma tíbia quebrada. lúcido ou opaco) poderia representar os ossos na ra-
diografia? Por quê?
2 Compare os registros que você fez durante a práti-
ca experimental com o que vê nesta radiografia. As E quanto às partes mais escuras da radiografia, como
características observadas nos materiais do experi- os músculos e tecidos ao redor? Qual tipo de material
mento ajudam a entender o que está acontecendo do experimento seria equivalente a esses tecidos? Ex-
na imagem médica? Como? plique sua resposta.
Interdisciplinaridade
3 Retorne aos materiais que usou no experimento e Se o ar presente entre os tecidos ou ao redor do osso
avalie: como o comportamento da luz nos materiais fosse representado por um material no experimento,
translúcidos e opacos ajudou você a entender as áre- qual seria? Por quê? História: relacionar o surgimento da tecnologia de
as claras e escuras da radiografia? raio X e outros avanços na medicina com o desenvolvi-
Professor, discuta como os avanços na tecnologia de mento histórico da ciência e suas implicações sociais.
4 Observe a fratura na imagem? Lembre-se que mesmo radiação melhoraram a medicina e salvaram vidas,
uma pequena fissura no osso, nada tão exagerado mas também como o uso seguro e controlado é fun- Educação Física: discutir como o acesso à tecnologia
como uma fratura, também é possível de ser regis- damental para a saúde. Ajude-os também a refletir de imagem auxilia no diagnóstico de lesões esportivas
trada na imagem. Então, percebem como essa tecno- sobre a importância de que todos tenham acesso a e no tratamento de fraturas e outras condições físicas.
logia tem alta relevância para uma melhor avaliação essas tecnologias de saúde.
médica, para um procedimento mais adequado? Geografia: explorar as desigualdades no acesso à
No experimento, você classificou materiais como tecnologia de saúde entre diferentes regiões e discutir
transparentes, translúcidos e opacos com base em como isso afeta a qualidade de vida das populações.
como eles interagiram com a luz.
60
Prática 7
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA Situação 1 cussão no grupo. Registre a seguir as conclusões obtidas. Com-
Quais foram os materiais escolhidos pelo seu grupo? parando os registros realizados na prática experimental com o
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de Transparente: ___________________________________________________ que foi observado na imagem do Raio-x, quais associações foram
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes Translúcido:______________________________________________________ possíveis de serem realizadas entre os materiais do experimen-
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste Opaco: __________________________________________________________ to e da imagem? Qual material do experimento (transparente,
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo translúcido ou opaco) poderia representar os ossos, os músculos
com o perfil da sua turma.
Desenhe o arranjo experimental que você utilizou. Use seta indi- e tecidos? Como chegaram a essa conclusão?
cativas, apresentando cada material. __________________________________________________________________
61
Prática 7
AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 7: RADIAÇÃO NA MEDICINA Nome do estudante avaliado:
Parcial-
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM Sim Não
mente
Professor, você pode solicitar a impressão de uma ficha de
Avaliação da Aprendizagem por estudante ou utilizá-la para
Engajamento
as anotações em seu caderno de registros a partir das suges-
tões desta ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas O estudante participou ativamente e contribuiu para a discussão sobre o
de acordo com o perfil da sua turma e do experimento que uso da radiação na medicina.
conduziu na sua turma.
Raciocínio científico 1
Explicou com clareza a interação de cada material com a luz e relaciona
corretamente aos tecidos do corpo.
Raciocínio científico 2
Relacionou corretamente os materiais da prática experimental (transpa-
rente, translúcido, opaco) com os elementos representados na radiografia.
Raciocínio científico 3
Apresentou reflexões detalhadas sobre outras aplicações dos raios X e ra-
diações, considerando benefícios e desafios.
Organização e registro
Realizou o experimento com cuidado, organizou os materiais corretamen-
te e fez registros detalhados e claros.
62
Prática 7
AUTOAVALIAÇÃO Peça que os estudantes reflitam sobre o que aprenderam: Como o que aprendi sobre a radiação e sua aplicação na medici-
na pode ser útil fora da escola? Consigo pensar em situações do
Antes de iniciar esta prática, o que eu sabia sobre o uso da radia-
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de dia a dia em que esse conhecimento poderia fazer a diferença?
ção na medicina? Como esse experimento ampliou ou modificou
Autoavaliação por estudante ou solicitar que escrevam as
meu entendimento? __________________________________________________________________
etapas no caderno a partir das sugestões deste ficha. Fique
à vontade para adaptar as perguntas de acordo com o perfil __________________________________________________________________ Refletindo sobre minha participação: o que eu fiz bem nesta ati-
da sua turma. vidade e o que eu poderia melhorar na próxima vez? Como esses
ajustes poderiam me ajudar a aprender mais?
Quais estratégias usei para entender melhor como a radiação
__________________________________________________________________
atravessa diferentes materiais? Essas estratégias me ajudaram a
compreender o conceito de maneira mais clara?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
63
Prática 8
Herdamos de quem?
As bases genéticas
da transmissão
das nossas
características
64
Prática 8
Por que você tem os olhos de sua mãe ou o cabelo do seu COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
pai? Ou como o tipo sanguíneo pode influenciar uma trans-
fusão de sangue? A resposta para essas perguntas está nas 1. Conhecimento: entender a transmissão genética e sua • Cartões coloridos (dois conjuntos em cores diferentes para re-
leis de hereditariedade descobertas por Gregor Mendel, aplicação na vida cotidiana. presentar genes dominantes e recessivos).
o “pai da genética”. Compreender como as características • Folhas de papel e canetas para registro dos cruzamentos e ob-
são passadas de uma geração para a outra não só nos aju- 2. Pensamento científico e crítico: analisar padrões he- servações.
da a entender nossa própria família, mas também tem im- reditários e interpretar heredogramas. • Imagens ou fichas de heredogramas simples (podem ser pro-
plicações importantes na saúde, como a determinação dos jetadas no quadro, impressas ou desenhadas no quadro).
4. Comunicação: discutir conceitos genéticos e apresen-
tipos sanguíneos. Nesta prática, vamos explorar como as • Espaço para organização em pequenos grupos (sala de aula
tar conclusões. ou pátio).
características são transmitidas e interpretar heredogra-
mas para descobrir padrões hereditários! 5. Responsabilidade e cidadania: Refletir sobre a impor- Professor, prepare dois conjuntos de cartões coloridos, onde
cada cor representa um tipo de gene (dominante e recessivo).
tância do conhecimento genético para a saúde. Imprima ou projete heredogramas com características simples,
OBJETIVO: como cor dos olhos ou tipo sanguíneo, para a análise dos estu-
6. Trabalho e projeto de vida: entender como o conhe- dantes.
Ao final da aula, o estudante será capaz de compreender
cimento sobre hereditariedade pode contribuir para esco-
as leis de Mendel sobre hereditariedade e como os fatores
lhas conscientes relacionadas à saúde, como a importância
hereditários são transmitidos pelos gametas, interpretar
da tipagem sanguínea, e inspirar reflexões sobre carreiras
heredogramas para identificar padrões de heranças nas
em genética, biotecnologia e áreas afins.
famílias e entender a importância da tipagem sanguínea e
suas aplicações. Duração
65
Prática 8 Etapas da prática experimental
INTRODUÇÃO E ATIVIDADE
CONTEXTUALIZAÇÃO PRÁTICA
(10 MINUTOS) (25 MINUTOS)
1 Explique brevemente, ou retome o assunto, caso já Prática 1: cruzamentos genéticos com cartões
tenha tudo isso aula sobre quem foi Gregor Mendel e
sua contribuição para a genética, destacando as leis 1 Distribua cartões coloridos para os grupos. Cada cor Essa definição ajudará a contextualizar o exercício,
de hereditariedade. representa um tipo de alelo (dominante e recessivo). permitindo que se relacione os resultados dos cruza-
mentos genéticos com exemplos concretos do mun-
2 Pergunte aos estudantes se eles sabem quais carac- Por exemplo, vermelho pode representar um gene do real, tornando a atividade mais significativa e co-
terísticas físicas compartilham com familiares próxi- dominante (A) e azul, um gene recessivo (a). nectada ao aprendizado.
mos e explique a conexão dessas características com
a hereditariedade. 2 Instrua os estudantes a combinar os cartões para si- 5 Oriente-os a anotar cada combinação e observar
mular cruzamentos genéticos, representando dife- como os genes se manifestam.
3 Explique que os estudantes vão simular cruzamen- rentes combinações de alelos nos filhos (AA, Aa, ou
tos genéticos e analisar heredogramas para entender aa). Por exemplo, se houver um gene dominante (A), a ca-
como as características são transmitidas nas famílias. racterística será expressa; se for aa (recessivo), a ca-
3 Antes de iniciar a simulação com os cartões, peça que racterística recessiva será manifestada.
eles escolham uma característica específica para es-
tudar, como a cor de uma flor, o formato de sementes 6 Peça aos estudantes que anotem as combinações e
ou uma característica humana simples, como o tipo identifiquem quando uma característica dominante
de lobo da orelha (preso ou solto). ou recessiva aparece.
4 Definam quais alelos representam essa característica:
por exemplo, o alelo dominante (A) pode representar
a cor vermelha da flor, enquanto o alelo recessivo (a)
pode representar a cor branca.
66
Prática 8 Etapas da prática experimental
67
Prática 8
68
Prática 8
AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 8: HERDAMOS DE QUEM? AS BASES Nome do estudante avaliado:
GENÉTICAS DA TRANSMISSÃO DAS NOSSAS
CARACTERÍSTICAS Sim Parcialmente Não
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM
Compreensão
Demonstrou compreensão dos conceitos de hereditariedade e ge-
nética?
Comunicação
Colaborou nas atividades e apresentou suas conclusões de forma
clara?
69
Prática 8
_________________________________________________________________
Durante a análise dos heredogramas, qual foi o meu maior desa-
fio? Como fiz para superá-lo?
De que maneira esta prática me ajudou a refletir sobre como
_________________________________________________________________ eu aprendo melhor? Existe alguma estratégia que eu gostaria de
usar mais vezes?
_________________________________________________________________
70
Prática 9
Genética na mesa:
como a ciência
transforma o que
comemos
71
Prática 9
Sabia que boa parte da comida que chega à nossa mesa COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
hoje é resultado de avanços científicos que começaram há • Morango ou banana.
muito tempo com o estudo da hereditariedade? Por causa 2. Pensamento científico e crítico: analisar e discutir os be- • Água (100 ml).
da biotecnologia, as plantas e os animais que consumimos nefícios e desafios dos alimentos geneticamente modificados. • Detergente líquido (1 colher de chá).
podem ser geneticamente modificados para produzir ali- • Sal (meia colher de chá).
mentos, serem mais resistentes a pragas e até oferecer 5. Responsabilidade e cidadania: refletir sobre a importân-
• Álcool gelado (mínimo 70% de concentração, deixado no free-
mais nutrientes. Mas claro que há ressalvas e tudo isso cia do conhecimento da biotecnologia para a saúde e socieda-
zer antes da prática).
precisa ser amplamente discutido. Hoje vamos entender de.
• Filtro de café ou gaze.
como a ciência evolui e como isso afeta a produção de ali-
6. Trabalho e projeto de vida: refletir sobre como os avanços • Copo descartável ou tubo de ensaio.
mentos que consumimos (quase) todos os dias.
da biotecnologia na produção de alimentos podem influenciar • Palito de madeira ou espátula.
escolhas alimentares, impactos no meio ambiente e a adoção
OBJETIVO: de práticas sustentáveis, além de inspirar interesses por car-
• Sacos plásticos com fecho zip (um por grupo).
• Conta-gotas (opcional).
Ao final da aula, o estudante será capaz de compreender reiras relacionadas à ciência, tecnologia e agricultura.
• Preparação: para escolas com laboratório e/ou adaptação para
como a biotecnologia utiliza os princípios da hereditarie- sala de aula ou outros espaços, deixe os materiais de extração
dade para a produção de alimentos e discutir os impac- 7. Argumentação: argumentar sobre os impactos sociais e de DNA prontos para cada grupo.
tos sociais e ambientais da biotecnologia na alimentação e ambientais da biotecnologia na alimentação e agricultura.
IMPORTANTE: Essa prática deve ser feita, preferencialmente, em
agricultura. laboratório, mas pode ser adaptada para a sala de aula ou outro
espaço, desde que esteja devidamente organizado e o profes-
Duração sor faça combinados e explique sobre as normas de segurança
em laboratório. Para escolas sem laboratório e que não podem
adaptar para a sala de aula ou outro espaço da instituição, o pro-
• Introdução e contextualização (10 minutos). fessor pode elaborar uma lista de vídeos e imagens do processo
• Atividade prática (25 minutos). de extração de DNA e organizar fichas com informações sobre o
uso de biotecnologia na agricultura.
• Discussão e encerramento (15 minutos).
72
Prática 9 Etapas da prática experimental
INTRODUÇÃO E ATIVIDADE
CONTEXTUALIZAÇÃO PRÁTICA
(10 MINUTOS) (25 MINUTOS)
1 Explique brevemente como a genética e a biotecnolo- Antes de começar, explique que, ao extrair o DNA da 4 Coloque o filtro de café ou gaze sobre o copo descar-
gia influenciam a produção de alimentos, com exem- fruta, estamos vendo a substância que carrega todas tável e despeje a mistura da fruta através do filtro,
plos de alimentos geneticamente modificados. as informações genéticas, as mesmas que cientistas para separar as partes sólidas e deixar apenas o líqui-
manipulam para criar alimentos geneticamente mo- do com o DNA.
Destaque que esses alimentos transgênicos são cria- dificados, mas claro, que por outros métodos. O DNA
dos através da manipulação do DNA de plantas e 5 Com cuidado, adicione cerca de 10 ml de álcool gela-
que eles irão observar é a “matéria-prima” da biotec-
animais, inserindo genes específicos para obter ca- do sobre a mistura, formando uma camada. O álcool
nologia, e sua modificação é o que permite o desen-
racterísticas desejadas (como resistência a pragas ou vai fazer com que o DNA se precipite e se torne visível
volvimento de organismos transgênicos.
maior valor nutricional). entre as duas camadas (água e álcool).
1 Em um copo ou tubo de ensaio, misture 100 ml de 6 Após alguns minutos, o DNA aparecerá como uma
2 Introduza o experimento de extração de DNA expli- água, uma colher de chá de detergente e meia colher
cando que o DNA contém todas as instruções genéti- substância esbranquiçada e viscosa. Use o palito de
de chá de sal. Mexa até dissolver o sal. Essa solução madeira para “pescar” o DNA e mostre-o aos estu-
cas dos seres vivos, e que os cientistas usam técnicas ajudará a quebrar as membranas celulares e liberar o
para extrair e modificar esse DNA, criando os alimen- dantes. Explique que essa substância contém toda a
DNA. informação genética da planta.
tos transgênicos.
2 Coloque o morango ou pedaços de banana dentro do
saco plástico e amasse bem com as mãos, até que
forme uma polpa líquida. Esse processo ajuda a rom-
per as células da fruta, liberando o conteúdo celular.
3 Adicione cerca de 10 ml da solução de extração ao
saco com a polpa da fruta. Misture gentilmente para
não formar espuma.
73
Prática 9 Etapas da prática experimental
74
Prática 9
75
Prática 9
76
Prática 9
AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 9: GENÉTICA NA MESA: COMO A CIÊNCIA Nome do estudante avaliado:
TRANSFORMA O QUE COMEMOS
Sim Parcialmente Não
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM
Raciocínio Científico
Demonstrou compreensão sobre o DNA e sua importância na ge-
nética e biotecnologia?
Comunicação
Colaborou nas atividades e apresentou suas conclusões de forma
clara?
77
Prática 9
__________________________________________________________________
Como você poderia explicar a alguém o que são alimentos trans-
gênicos e por que eles são criados?
Complete a frase: “Hoje eu aprendi que ___________________________.
__________________________________________________________________
Esse conhecimento me ajuda a entender melhor ________________
____________________, e me faz pensar sobre ______________________
Quais habilidades ou estratégias você usou para entender me- _______________________________.
lhor o tema da prática (ex: anotações, discussões, observação
atenta)?
__________________________________________________________________
78
Práticas Experimentais: Ensino Médio
No Ensino Médio, as práticas experimentais são uma Todas as propostas foram pensadas
ferramenta essencial para aprofundar o entendimento para proporcionar experiências desa-
dos conceitos científicos, permitindo que os estudantes fiadoras e estimulantes, que auxiliam
explorem de maneira prática o que aprendem em sala o desenvolvimento do pensamento
de aula. Ao envolvê-los em experimentos, abrimos um científico e a construção de conheci-
espaço para a investigação, a formulação de hipóteses mentos aplicados ao mundo real. Es-
e a análise crítica dos resultados. tas atividades têm o objetivo de trans-
formar o aprendizado em uma jornada
Essas práticas desenvolvem habilidades fundamentais
prática de descoberta e inovação e
para a vida acadêmica e profissional, como a capacida-
para isso contamos com você!
de de resolver problemas complexos, interpretar dados
e trabalhar colaborativamente. Além disso, conectam
os estudantes a questões contemporâneas, como o uso
sustentável de recursos e a aplicação da ciência na re-
solução de desafios globais, preparando-os para atuar
como cidadãos conscientes e críticos.
79
1º ANO DO E.M.
PRÁTICA 10, PRÁTICA 11 E PRÁTICA 12
80
Prática 10
O enigma do
mundo (quase)
invisível
81
Prática 10
82
Prática 10
83
Prática 10 Etapas da prática experimental
INTRODUÇÃO E ATIVIDADE
CONTEXTUALIZAÇÃO PRÁTICA
(20 MINUTOS) (20 MINUTOS)
1 Inicie explorando com os estudantes a proposta apre- Passo a passo para os estudantes
sentada no item “conexão com a vida real”. Permita
que se expressem. Leve-os a pensar sobre a relação 1 Prepare o aquário colocando uma camada de pedras
entre essa ideia e os ecossistemas naturais, onde to- para drenagem e por cima uma camada de terra.
dos os componentes trabalham em harmonia para
2 Plante as mudas escolhidas, adicione um pouco de
sustentar a vida.
água para umedecer o solo.
2 Retome o conceito de ciclo de matéria e energia, ex-
3 Feche o aquário com o papel filme para criar um sis-
plorando como a água, o dióxido de carbono e o oxi-
tema isolado e posicione-o em um local com luz indi-
gênio circulam no ecossistema e permitem que os se-
reta.
res vivos sobrevivam.
4 Durante as próximas quatro semanas, realize ano-
3 Apresente a proposta, mostrando que o experimento
tações detalhadas e frequentes. Inclua desenhos ou
simulará um ecossistema em escala reduzida, onde
fotos nos diferentes momentos de observação. Em
tudo é mantido em um ciclo fechado.
suma, é um registro que visa documentar um proces-
so, de modo que detalhes são bem-vindos e necessá-
rios.
Professor, reserve momentos de observação e
registro nas aulas futuras, ao longo de 4 sema-
nas.
84
Prática 10 Etapas da prática experimental
DISCUSSÃO E
ENCERRAMENTO
(10 MINUTOS)
1 Ao final desta primeira aula, destinada à construção 3 Questione sobre as mudanças observadas ao longo 4 Estimule-os a refletir sobre o que aconteceria se um
do aquário, incentive os estudantes a expressarem a do tempo e peça que eles compartilhem suas anota- dos componentes fosse removido ou desequilibrado.
função de cada elemento introduzido no aquário. ções e interpretações das transformações ocorridas. Estimule questões hipotéticas, como por exemplo:
Algumas sugestões de questões:
2 Nas demais aulas busque problematizar as observa- E se a tampa do aquário fosse aberta por um dia e
ções, incentivando os estudantes tanto a ampliar o (1) Por que não precisamos introduzir água no siste- depois fechada novamente?
que estão observando, quanto a elaborarem cone- ma? Como você acha que isso afetaria o ciclo de gases (oxi-
xões com conceitos importantes em foco. gênio e dióxido de carbono) dentro do ecossistema?
(2) Quais devem ser as condições do ar aprisionado
Sugestões de conexões: ciclo da água, troca de ga- no sistema? Não deveria estar saturado de CO2? O que aconteceria com a umidade e a temperatura?
ses (eles devem observar a umidade nas paredes de E se uma das plantas morresse e começasse a se de-
vidro, no papel filme e nas plantas – questionar de (3) Quais indícios de que os seres vivos estão com
compor?
onde vem essa água é importante). boas condições ambientais? Como isso se justifica?
Qual seria o impacto na qualidade do ar dentro do
aquário?
Como a decomposição afetaria o ciclo de nutrientes e
o equilíbrio do ecossistema?
E se introduzíssemos pequenos organismos (como
minhocas ou insetos) no ecossistema fechado?
Como a presença de mais organismos influenciaria a
quantidade de oxigênio e dióxido de carbono?
Que efeitos essa mudança poderia ter no equilíbrio
do aquário?
85
Prática 10 Etapas da prática experimental
DISCUSSÃO E Interdisciplinaridade
ENCERRAMENTO
(10 MINUTOS)
Geografia: Comparar o ecossistema fechado com di-
5 Para a primeira aula encerre combinando as próxi- ferentes biomas e ecossistemas da Terra, discutindo
mas aulas destinadas a observação e registro. como fatores climáticos influenciam o equilíbrio natu-
ral. Relacionar o experimento com o consumo susten-
6 Durante as próximas 4 semanas, estimule as observa- tável de recursos naturais e com práticas de conserva-
ções e registros; proponha momentos de discussão e
ção ambiental em diferentes regiões.
reflexão sobre o que foi observado, conectando com
os conceitos relevantes. Língua Portuguesa: Estimular a produção escrita
7 Sugere-se que os grupos apresentem um registro final por meio de relatórios, registros de observação e des-
com base nas observações feitas ao longo do proces- crição de mudanças no ecossistema, desenvolvendo a
so. Esse documento deve refletir a compreensão do clareza e precisão da comunicação científica.
grupo sobre o equilíbrio ecológico, a interação entre
os elementos do ecossistema e as reflexões geradas Educação Física: Refletir sobre a importância de um
a partir das questões discutidas ao longo das aulas. ambiente equilibrado para a saúde humana e animal,
Um exemplo para a estrutura deste registro final é conectando à necessidade de ambientes saudáveis
oferecido a seguir. para a qualidade de vida.
86
Prática 10
Data: ___/____/____
Registro inicial: descreva como ficou o ambiente que construiu,
insira um desenho indicando claramente os elementos constitu- Registros:
tivos
__________________________________________________________________
Data: ___/____/____
87
Prática 10
AVALIAÇÃO DE Caro estudante, organize o registro em um formato legível e ilus- 5. Discussão das funções dos componentes: explicar a importân-
APRENDIZAGEM trativo, com seções claras e bem definidas. Os desenhos, fotos e cia das pedras para drenagem e do solo como base para o cresci-
tabelas ajudam a tornar o documento mais completo e informativo. mento das plantas. Discutir o papel das plantas na fotossíntese e no
PRÁTICA 10: O ENIGMA DO MUNDO Tenha como referência os itens a seguir (obrigatórios). ciclo de gases (produção de oxigênio e absorção de CO2). Explicar
(QUASE) INVISÍVEL como a água circula no sistema através da evaporação, condensa-
1. Título: elabore um título representativo da prática experimentada. ção e precipitação.
ORIENTAÇÕES PARA O REGISTRO FINAL 2. Introdução: apresente o objetivo do experimento, descrevendo o 6. Respostas às questões hipotéticas: escolher três questões “E
propósito da atividade e escreva brevemente o que é um ecossis- se?” discutidas em aula e responder com as hipóteses e conclusões
tema fechado, enfatizando a importância da sustentabilidade e do do grupo.
Professor, você pode oferecer o modelo abaixo para o regis- equilíbrio entre os elementos para a manutenção da vida.
tro final, que atenderá como instrumento de avaliação da 7. Conclusão e reflexões: considerar os elementos abaixo para ela-
3. Métodos e preparação: relatar o processo de montagem com borar um texto conclusivo final:
aprendizagem dos estudantes. descrição dos materiais usados e o local onde o sistema ficará du-
rante o processo de observação. Equilíbrio ecológico: Discutir a importância de manter um equi-
líbrio entre os elementos vivos e não vivos para a estabilidade do
4. Observações semanais ecossistema.
Semana 1: documentar as primeiras impressões e qualquer mu- Ciclo da água: Descrever como o ciclo da água foi observado no
dança inicial e incluir a observação das plantas e do solo (ex.: umi- aquário e sua importância para a sobrevivência das plantas.
dade); notas sobre a presença de condensação nas paredes de vi-
dro; desenhos ou fotos, se possível. Fotossíntese e troca de gases: Explicar como a fotossíntese das
plantas contribuiu para o ciclo de oxigênio e o equilíbrio de gases
Semana 2: registrar as alterações mais notáveis e compará-las com no sistema.
a semana anterior e incluir o crescimento ou mudança na aparência
das plantas; a intensidade da condensação nas laterais do vidro e Ciclo de nutrientes e decomposição: Explorar como a decomposi-
no papel filme. ção de matéria orgânica ajuda a reciclar nutrientes e sustentar o solo.
Semana 3: observar a estabilidade ou novas mudanças e refle- Interdependência e sustentabilidade: Refletir sobre como cada
tir sobre: como o ciclo da água se manifesta; condições gerais das componente depende do outro e a importância desse equilíbrio
plantas (crescimento, cor). para a sustentabilidade do ecossistema fechado.
Semana 4: concluir as observações e descrever as condições finais Impacto de fatores externos: Concluir discutindo como mudan-
do sistema e um resumo dos padrões observados ao longo do ex- ças no ambiente (como abertura da tampa ou alteração de luz) po-
perimento. deriam desestabilizar o ecossistema, relacionando com ecossiste-
mas naturais.
88
Prática 10
AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 10: O ENIGMA DO MUNDO Nome do estudante avaliado:
(QUASE) INVISÍVEL
Parcial-
Sim Não
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM mente
Professor, você pode solicitar a impressão de uma ficha de Engajamento
Avaliação da Aprendizagem por estudante ou utilizá-la para Participou ativamente do experimento e contribuiu para as discussões em grupo.
as anotações em seu caderno de registros a partir das suges-
tões desta ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas Compreensão
de acordo com o perfil da sua turma e do experimento que Compreendeu os conceitos associados ao equilíbrio ecológico.
conduziu na sua turma.
Pensamento científico
Analisou os resultados do experimento, realizando conexões com ambientes naturais
Resolução de Problemas
Ao enfrentar dificuldades no experimento, conseguiu propor soluções ou alternativas
Comunicação
Expressou de forma clara suas observações e conclusões, interagindo com o grupo e
apresentando ideias
Responsabilidade Social
Refletiu sobre os impactos do desequilíbrio nos ambientes naturais
Autonomia
Mostrou iniciativa durante a prática, propondo mudanças ou melhorias no processo
Observações Gerais
89
Prática 10
AUTOAVALIAÇÃO
PRÁTICA 10: O ENIGMA DO MUNDO
(QUASE) INVISÍVEL
AUTOAVALIAÇÃO
90
Prática 11
Na tensão certa:
explorando o poder
das molas
91
Prática 11
Já pensou em uma simples mola? Bem, talvez você nunca COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
tenha parado para pensar sobre ela, afinal, ela parece tão
comum. Mas, na verdade, esconde segredos incríveis so- 1. Conhecimento: aplicar os conceitos da Física para com-
• Molas (com constante elástica desconhecida).
bre a relação entre força e deformação. É como uma lição preender a elasticidade e sua relação com situações práticas
• Conjunto de pesos padronizados (50g, 100g, 200g, etc.).
de vida: quanto mais você estica, mais ela reage. Mas cui- do cotidiano.
dado, porque nem sempre ela volta ao que era antes! • Suporte para fixar a mola.
2. Pensamento científico, crítico e criativo: analisar dados • Régua ou paquímetro para medir o alongamento.
experimentais e propor soluções criativas para problemas re-
OBJETIVO: lacionados à elasticidade, como identificar materiais elásticos
• Dinamômetro (opcional, para medir a força diretamente).
• Fita métrica ou régua para medir o deslocamento.
Ao final da aula, o estudante será capaz de determinar, mais apropriados para diferentes situações, como roupas es-
• Calculadora.
experimentalmente, a constante elástica de uma mola; in- portivas ou dispositivos médicos como próteses.
terpretar dados e gráficos de força versus alongamento e • Papel gráfico ou software de plotagem (Excel, Google Plani-
aplicar o conceito de força elástica para entender fenôme- 4. Comunicação: expressar ideias e resultados do experimen- lhas, etc.).
nos do cotidiano. to por meio de tabelas, gráficos e linguagem científica clara. • Essa prática pode ser realizada na sala de aula ou em qualquer
espaço onde haja mesas para apoiar os materiais, sem neces-
6. Trabalho e projeto de vida: colaborar em equipe para re- sidade de laboratório.
alizar o experimento, desenvolvendo habilidades para a vida • Você pode organizar a turma em grupos de 3 a 4 participantes
cada.
acadêmica e profissional.
Professor, se a escola não tiver os pesos padronizados para re-
alizar a prática, é possível improvisar utilizando materiais aces-
Duração
síveis que permitam medir ou estimar o peso aplicado na mola.
Uma possibilidade seria utilizar garrafas com água ou areia, que
• Introdução e contextualização (10 minutos) podem ter as massas encontradas com o auxílio de uma balança.
• Atividade prática (20 minutos)
• Discussão e encerramento (20 minutos)
92
Prática 11 Etapas da prática experimental
INTRODUÇÃO E ATIVIDADE
CONTEXTUALIZAÇÃO PRÁTICA
(10 MINUTOS) (20 MINUTOS)
1 Utilize exemplos do cotidiano (amortecedores, tram- 1 Fixe a mola no suporte e meça o comprimento inicial 10 Plote os dados no gráfico - os valores de força no eixo
polins) para conectar o conceito de força elástica e da mola sem nenhum peso. vertical (eixo y) e de alongamento no eixo horizontal
molas à vida real. (eixo x).
2 Registre o valor na tabela.
2 Solicite que os estudantes compartilhem exemplos 11 Conecte os pontos para observar a tendência linear.
de onde já viram molas sendo usadas. 3 Adicione um peso (50 g ou o equivalente) à mola.
12 Professor, se possível, use softwares como Excel para
3 Retome a explicação teórica, relativa à Lei de Hooke. 4 Meça o novo comprimento da mola e calcule o alon-
acelerar a plotagem.
gamento. Registre o valor na tabela.
4 Distribua os materiais para cada grupo e instrua para
a montarem a mola no suporte, verificando se ela está 5 Aumente gradativamente o peso (100 g, 150 g, etc.).
suspensa sem tensão inicial. 6 Para cada novo peso, meça o comprimento da mola e
registre o alongamento.
7 Oriente os estudantes a medir com precisão e evitar
forçar a mola além de sua elasticidade.
8 Calcule a força correspondente a cada peso adiciona-
do.
9 Complete a tabela (a seguir) com os valores de força
correspondente a cada alongamento.
93
Prática 11 Etapas da prática experimental
94
Prática 11
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
95
Prática 11
AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 11: NA TENSÃO CERTA: Nome do estudante avaliado:
EXPLORANDO O PODER DAS MOLAS Parcial-
Sim Não
mente
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM
Registro dos dados: Todos os dados estão registrados corretamente e de forma clara, com
Professor, você pode solicitar a impressão de uma ficha de precisão nas unidades e tabelas.
Avaliação da Aprendizagem por estudante ou utilizá-la para
as anotações em seu caderno de registros a partir das suges- Montagem do experimento: Montagem correta e autônoma, com atenção aos detalhes para
tões deste ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas garantir a precisão da experiência
de acordo com o perfil da sua turma e do experimento que
conduziu na sua turma. Construção Gráfica: 1 - Os eixos estão claramente rotulados com nomes e unidades corretas;
a escala é uniforme e apropriada ao intervalo dos dados.
Construção Gráfica: 2 - Todos os pontos estão corretamente plotados com base nos valores
registrados na tabela; não há discrepâncias entre o gráfico e os dados.
Relação com a vida real: Relaciona o experimento com exemplos cotidianos de forma criativa
e bem fundamentada.
Observações Gerais
96
Prática 11
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
97
Prática 12
Decomposição do
bicarbonato de
sódio
98
Prática 12
Você já usou fermento para fazer um bolo crescer ou já viu COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
• Bicarbonato de sódio (NaHCO3).
bicarbonato de sódio limpando sujeira pesada? Pois é, o
• Tubo de ensaio.
bicarbonato de sódio, que parece um ingrediente tão sim- 2. Pensamento Científico, Crítico e Criativo: analisar os
ples, é cheio de truques! Hoje, você vai ver de perto como resultados do experimento, identificar evidências de transfor- • Pinça de madeira.
ele se transforma quando aquecido. Vai parecer mágica, mação química, como liberação de gás e mudanças de massa • Bico de Bunsen ou lamparina a álcool.
mas claro que é uma boa reação química. e refletir sobre os processos envolvidos. Além disso, são desa- • Balança (analítica ou digital).
fiados a pensar criativamente para conectar os resultados do • Colher de medida.
OBJETIVO: experimento a aplicações práticas e fenômenos do cotidiano.
• Óculos de proteção.
Ao final da aula, o estudante será capaz de compreender 4. Comunicação: registrar observações, resultados e conclu- • Solução de fenolftaleína (opcional).
e identificar os sinais de uma transformação química du- sões de forma clara e organizada e exercitar a linguagem cien- • Essa prática pode ser realizada na sala de aula ou em outro es-
tífica, promovendo clareza e precisão na comunicação. paço onde haja mesas para apoiar os materiais, caso a escola
rante a decomposição do bicarbonato de sódio e explicar
não tenha laboratório.
a reação química que ocorre.
5. Responsabilidade e Cidadania: discussão sobre o uso • Você pode organizar a turma em grupos de 3 a 4 participantes
cada.
sustentável de recursos químicos e o papel da química na so-
ciedade promove responsabilidade socioambiental. Professor, o uso da fenolftaleína neste experimento é uma abor-
dagem opcional. Se não tem acesso a ela, ajuste o campo de
orientação da atividade e dos registros, omitindo essa parte.
6. Trabalho e projeto de vida: refletir sobre como o conhe-
cimento químico pode ser aplicado no cotidiano, como na pre-
paração de alimentos e limpeza e explorar possibilidades de Duração
carreiras em áreas como gastronomia, química e engenharia
de materiais. • Introdução e contextualização (10 minutos).
• Atividade prática (25 minutos).
7. Argumentação: exercitar a habilidade de justificar suas
• Discussão e encerramento (15 minutos).
conclusões com base em dados experimentais e conceitos
científicos.
99
Prática 12 Etapas da prática experimental
INTRODUÇÃO E ATIVIDADE
CONTEXTUALIZAÇÃO PRÁTICA
(10 MINUTOS) (25 MINUTOS)
100
Prática 12 Etapas da prática experimental
ATIVIDADE DISCUSSÃO E
PRÁTICA ENCERRAMENTO
(25 MINUTOS) (15 MINUTOS)
101
Prática 12 Etapas da prática experimental
CONSIDERAÇÕES
ADICIONAIS
Bicarbonato de sódio (2) Listar as diferenças entre bicarbonato e carbonato
Professor, realize uma retomada e sistematização de com base nas propriedades observadas e discutidas.
Propriedades: base fraca, solúvel em água; atua como
todo o processo. Pontos de destaque a considerar: agente tampão, estabilizando o pH em soluções. (3) Identificar uma aplicação para cada substância no
1 Explique o que acontece durante o aquecimento do Aplicações: culinária: Fermento químico, onde a libe- cotidiano e explicar como suas propriedades quími-
bicarbonato de sódio e como podemos representar ração de CO2ajuda a deixar massas fofas. Limpeza cas são úteis.
isso quimicamente - o calor fornece energia suficien- doméstica: reage com ácidos para formar gás e lim-
te para quebrar as ligações no bicarbonato de sódio, par superfícies. Cuidados pessoais: neutralizador de
promovendo sua decomposição em carbonato de só- odores e ingredientes em pastas de dente.
dio, água e dióxido de carbono. Carbonato de sódio
Interdisciplinaridade
2 Descreva a equação, evidenciando o reagente (bicar- Propriedades: base mais forte que o bicarbonato;
bonato de sódio sólido) e os produtos (carbonato de menos solúvel em água que o bicarbonato.
sódio sólido, vapor de água e dióxido de carbono). Matemática: cálculos e proporções relativos ao ba-
Aplicações: indústria: usado na fabricação de vidros, lanceamento químico
3 Reforce que a Lei da Conservação da Massa ainda sabões e detergentes. Tratamento de água: ajuste do
é válida, mas o sistema precisa ser fechado para de- pH em piscinas e aquários. Laboratórios: neutraliza- Geografia: explorar o impacto ambiental do dióxido
monstrar isso, pois parte da massa se transforma em ção de ácidos e preparo de soluções-tampão. de carbono conectado com questões globais e con-
gás. temporâneas, como mudanças climáticas e sustenta-
5 Discuta o uso da fenolftaleína para evidenciar a dife-
4 Evidencie as diferenças entre bicarbonato de sódio e rença entre o bicarbonato e carbonato experimental- bilidade.
carbonato de sódio. mente.
Biologia: relacionar reações químicas, como a libera-
6 Após esta retomada, oriente os estudantes para: ção de CO2, a processos vitais naturais (respiração ce-
(1) Escrever a equação balanceada da reação de de- lular e fotossíntese).
composição do bicarbonato de sódio.
102
Prática 12
Após o aquecimento
Para finalizar
Massa do tubo com o resíduo sólido: __________ g.
O que você aprendeu com este experimento?
Diferença de massa: ______________ g.
__________________________________________________________________
103
Prática 12
AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 12: DECOMPOSIÇÃO DO Nome do estudante avaliado:
BICARBONATO DE SÓDIO
Parcial-
Sim Não
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM mente
Professor, você pode solicitar a impressão de uma ficha de
Participação
Avaliação da Aprendizagem por estudante ou utilizá-la para
Demonstrou atenção e interesse durante a explicação inicial.
as anotações em seu caderno de registros a partir das suges-
tões desta ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas
de acordo com o perfil da sua turma e do experimento que Organização
conduziu na sua turma. Organizou adequadamente os materiais para o experimento e seguiu corretamen-
te as orientações de segurança.
Observações Gerais
104
Prática 12
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
105
2º ANO DO E.M.
PRÁTICA 13, PRÁTICA 14 E PRÁTICA 15
106
Prática 13
Radiação UV:
testando o poder
do protetor solar
107
Prática 13
108
Prática 13
Materiais INTRODUÇÃO E
CONTEXTUALIZAÇÃO
(10 MINUTOS)
• Papel fotossensível (pode ser encontrado em lojas de mate- 1 Professor, nesta etapa, traga informações sobre a ra- 7 Esclareça que, nesta proposta, a investigação será
riais escolares ou de ciência). diação UV, alguns contextos significativos e o papel sobre como os protetores solares protegem a pele,
• Plástico filme transparente. do protetor solar. e que recorreremos a materiais sensíveis à radiação
• Protetores solares de diferentes FPS (exemplo: FPS 15, 30, 50). solar.
2 Você pode começar com perguntas disparadoras,
• Marcador permanente. como: 8 Distribua os materiais para os grupos (pedaços de
• Conta-gotas ou pincel fino. papel fotossensível, protetores solares de diferentes
Quem aqui já usou protetor solar? FPS, plástico filme, conta-gotas/pincéis e suporte de
• Folha de cartolina preta ou branca (para servir como suporte).
cartolina).
• Relógio ou cronômetro. Por quê?
• Local ensolarado.
3 Explique ou retome brevemente o que é a radiação
• Grupos de 3 a 4 estudantes. ultravioleta (UV).
4 Apresente exemplos do cotidiano em que estamos
expostos aos raios UV (caminhando na rua, pratican-
do esportes, em dias nublados).
109
Prática 13 Etapas da prática experimental
1 Pegue um pedaço de plástico filme e aplique uma ca- 9 Após o tempo de exposição, recolha os papeis fotos-
mada fina de protetor solar sobre ele, com cuidado, sensíveis.
usando o conta-gotas ou pincel.
10 Compare a intensidade da mudança de cor nos qua-
2 Repita esse processo para cada protetor solar dispo- drantes cobertos por protetores solares de diferen-
nível (FPS diferentes), marcando cada plástico filme tes FPS.
com o FPS correspondente.
11 Observe o quadrante sem proteção para entender o
3 Coloque os plásticos com protetor solar sobre os pe- impacto total da radiação solar.
daços de papel fotossensível.
12 Tire fotos ou faça registros escritos dos resultados
4 Deixe um pedaço de papel fotossensível sem cober- obtidos.
tura (sem plástico ou protetor) para servir como con-
trole. Discutam: qual é a função desta etapa?
5 Leve o material montado para um local ensolarado.
6 Certifique-se de que todos os papeis fotossensíveis
recebam a mesma quantidade de luz solar.
7 Mantenha o material exposto ao sol por 10 a 15 mi-
nutos. Use um cronômetro ou relógio para controlar
o tempo.
8 Observe e anote qualquer alteração durante esta fase
de exposição ao sol.
110
Prática 13 Etapas da prática experimental
DISCUSSÃO E Interdisciplinaridade
ENCERRAMENTO
(15 MINUTOS)
1 Discuta com os estudantes sobre o que notaram nos 4 Realize uma retomada e sistematização de todo o pro-
quadrantes com diferentes FPS? Qual foi o resulta- cesso, avaliando com o grupo a eficácia de diferentes Química: composição química dos protetores solares
do do controle (sem protetor solar)? O que podemos fatores de proteção solar (FPS) e como os protetores
(filtros físicos e químicos) e como eles absorvem ou re-
concluir sobre a eficácia dos protetores solares com solares atuam para reduzir os danos causados pelos
fletem a radiação UV; diferença entre raios UV-A, UV-B
diferentes FPS? raios UV.
e UV-C.
2 Relacione os resultados do experimento com a im- 5 Professor, para finalizar, você pode lançar um desafio
portância de escolher o protetor solar correto. aos estudantes: solicitar que observem como as pes- Física: natureza e propriedades da radiação UV como
soas ao seu redor se protegem do sol e que pensem onda eletromagnética; relação entre energia da luz e
3 Faça questões, como: em maneiras de melhorar seus próprios hábitos de seus efeitos nos materiais sensíveis.
proteção solar e compartilhem na próxima aula.
Por que é importante reaplicar o protetor solar ao
Geografia: impactos da radiação UV em diferentes
longo do dia, especialmente após atividades como
regiões do planeta devido à inclinação da Terra e à es-
suar ou nadar?
pessura da camada de ozônio.
Como podemos nos proteger melhor do sol no dia a
dia? Ética e Cidadania: discussão sobre a acessibilidade
de produtos como protetores solares e a importância
Quais hábitos simples podem fazer a diferença? de políticas de conscientização.
111
Prática 13
__________________________________________________________________
3
O que você aprendeu com este experimento?
112
Prática 13
AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 13: RADIAÇÃO UV: TESTANDO O PODER Nome do estudante avaliado:
DO PROTETOR SOLAR
Sim Parcialmente Não
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM
Observações Gerais
113
Prática 13
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
114
Prática 14
O comportamento
térmico dos
metais
115
Prática 14
Você já reparou como uma panela de metal esquenta rápi- COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
• Termômetro (digital ou mercúrio).
do no fogão, enquanto a água demora para ferver? E por
• Cilindros de metal de massa conhecida (ex.: alumínio, ferro ou
que, em um dia quente, a areia da praia queima os pés, 1. Conhecimento: compreender fenômenos cotidianos relacio-
cobre).
mas a água do mar continua refrescante? Hoje, vamos en- nados ao calor e à temperatura, aplicando conceitos matemáti-
• Água em temperatura ambiente.
tender por que diferentes materiais respondem ao calor cos e conectando-os ao uso prático de materiais.
• Recipiente isolante térmico (como uma garrafa térmica ou re-
de maneiras tão diversas. Vamos explorar como o calor é
2. Pensamento científico, crítico e criativo: formular hipó- cipiente de isopor).
transferido entre materiais e calcular a capacidade de ab-
teses, realizar medições e cálculos, analisar resultados e refletir • Balança digital para medir a massa.
sorver e liberar energia térmica!
sobre possíveis discrepâncias, desenvolvendo habilidades cien- • Fonte de calor segura.
tíficas e de raciocínio crítico.
OBJETIVO: • Cronômetro.
4. Comunicação: praticar a comunicação científica, explicando • Pinça para manipular os metais.
Ao final da aula, o estudante será capaz de explicar o con-
suas observações e conclusões de forma articulada e compre- • Luvas térmicas para segurança.
ceito de equilíbrio térmico e como ele é alcançado; deter-
ensível. • Essa prática pode ser realizada na sala de aula ou em outro es-
minar, experimentalmente, o calor específico de um mate-
paço onde haja mesas para apoiar os materiais, caso a escola
rial; reconhecer o calor específico como uma propriedade 6. Trabalho e projeto de vida: desenvolver a capacidade de não tenha laboratório.
fundamental na escolha de materiais para diferentes apli- analisar e interpretar fenômenos térmicos no cotidiano, conec- • Você pode organizar a turma em grupos de 3 a 4 participantes
cações e relacionar o experimento com fenômenos do dia tando o conhecimento sobre o comportamento dos metais ao cada.
a dia, como o aquecimento de panelas, a temperatura da entendimento de como materiais são escolhidos para aplicações
água do mar e a sensação térmica em diferentes superfí- específicas.
cies. Duração
7. Argumentação: argumentar sobre a precisão dos cálculos e
discutir como diferentes materiais se comportam em relação ao • Introdução e contextualização (10 minutos).
calor, usando dados concretos. • Atividade prática (25 minutos).
• Discussão e encerramento (15 minutos).
10. Responsabilidade e sustentabilidade: conectar o experi-
mento a questões de sustentabilidade e conservação ambiental.
116
Prática 14 Etapas da prática experimental
1 Faça perguntas provocativas que estimulem os estu- equilíbrio térmico, destacando que, ao colocar dois
dantes a refletirem sobre situações do dia a dia re- materiais em contato, a energia térmica flui do mais
lacionadas ao calor e à temperatura. Use exemplos quente para o mais frio até que ambos alcancem a
simples, como: mesma temperatura; apresente o calor específico e
explique que materiais diferentes têm calor específi-
Por que a panela esquenta mais rápido que a água
cos diferentes, o que explica por que alguns esquen-
no fogão?
tam ou esfriam mais rápido.
Por que a areia da praia queima os pés, mas a água do 3 Explique o objetivo da prática experimental e diga que
mar continua refrescante mesmo em um dia quente? a proposta é explorar como o calor é transferido en-
tre diferentes materiais e calcular o calor específico.
Estas perguntas podem ajudar os estudantes a iden-
tificar fenômenos que eles já vivenciaram, mas talvez 4 Divida os estudantes em grupos e entregue os mate-
nunca tenham parado para questionar. Esse momen- riais necessários para cada grupo.
to de conexão ajuda a gerar interesse e relevância
para o experimento que será realizado. 5 Certifique-se de que todos saibam como manusear
os instrumentos com segurança.
2 Retome alguns conceitos científicos que serão rele-
vantes para essa proposta, como calor como a trans-
ferência de energia térmica entre corpos que estão em
temperaturas diferentes; diferencie calor de tempe-
ratura, destacando que calor é energia em movimen-
to, enquanto temperatura é uma medida da agitação
das partículas de um material; reforce o conceito de
117
Prática 14 Etapas da prática experimental
ATIVIDADE Interdisciplinaridade
PRÁTICA
(25 MINUTOS)
1 Pegue o cilindro de metal que será utilizado no expe- 8 Meça a temperatura da água no recipiente usando Química: análise de como o calor influencia estados
rimento, meça sua massa e anote. o termômetro. Observe como ela aumenta gradual- físicos e energias das moléculas; estudo da capacida-
mente e anote a temperatura final quando não hou- de térmica de substâncias como metais e água; ex-
2 Coloque o cilindro dentro de uma panela com água e ver mais variação. ploração de por que certos materiais são escolhidos
aqueça até a água começar a ferver. O cilindro preci-
9 Atenção: sempre manuseie o cilindro quente com a para aplicações específicas com base em suas pro-
sa ficar na água fervente por pelo menos 5 minutos
pinça para evitar acidentes. priedades térmicas.
para que ele atinja a mesma temperatura da água.
Biologia: comparação com mecanismos biológicos,
3 Enquanto o cilindro está aquecendo, prepare o reci-
como a retenção de calor no corpo humano ou em
piente onde será feita a troca de calor - meça 100 mL
de água e coloque no recipiente térmico. DISCUSSÃO E animais; relação entre calor específico da água e a
estabilidade térmica de ecossistemas aquáticos; dis-
4 Use o termômetro para medir a temperatura inicial ENCERRAMENTO cussão sobre como o corpo humano lida com varia-
da água e registre o valor. (15 MINUTOS) ções de temperatura.
5 Meça a massa da água e anote. Geografia: comparação entre massas de água (com
1 Com base nos dados coletados, use a fórmula de con- alto calor específico) e terrenos secos, influenciando
6 Retire o cilindro de metal da água fervente usando a servação de energia para determinar o calor específi- o clima em regiões costeiras; exploração do papel da
pinça (cuidado, está quente!) e coloque-o rapidamen- co do cilindro. água como reguladora térmica em áreas urbanas e
te dentro do recipiente com água. naturais.
2 Compare o valor experimental obtido com valores
7 Tampe o recipiente ou cubra-o para reduzir a perda conhecidos na tabela fornecida pelo professor.
de calor para o ambiente.
3 Discuta: o que pode ter causado diferenças entre o
valor experimental e o esperado? Por que o metal es-
quentou e esfriou mais rapidamente que a água?
118
Prática 14
119
Prática 14
120
Prática 14
AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 14: O COMPORTAMENTO Nome do estudante avaliado:
TÉRMICO DOS METAIS
Sim Parcialmente Não
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM
Professor, você pode solicitar a impressão de uma ficha de Preparou os materiais corretamente (balança, termômetro, cilindro, etc.) e seguiu as
Avaliação da Aprendizagem por estudante ou utilizá-la para orientações de segurança.
as anotações em seu caderno de registros a partir das suges-
tões deste ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas Registrou corretamente as massas, temperaturas e variações no momento certo, com
de acordo com o perfil da sua turma e do experimento que precisão.
conduziu na sua turma.
Demonstrou compreensão dos conceitos de calor, temperatura, calor específico e equi-
líbrio térmico durante a execução.
Colaborou de forma ativa com os colegas, dividindo tarefas e contribuindo para o bom
andamento do experimento.
Observações Gerais
121
Prática 14
Consegui aplicar corretamente os conceitos de calor específico e Circule a situação onde você melhor avalia seu desempe-
equilíbrio térmico. nho geral no experimento:
Resolvi os cálculos com clareza, utilizando as fórmulas adequa- 3: Participei bem, mas posso melhorar.
das.
4: Contribuí de forma significativa e compreendi o conteúdo.
_________________________________________________________________
5: Fui muito engajado e entendi completamente o experimento.
122
Prática 15
A acidificação dos
oceanos como uma
ameaça invisível à
vida marinha
123
Prática 15
O aumento da acidez nos oceanos está colocando em risco COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
• 3 ovos crus com casca.
a vida marinha. Assim como a poluição afeta o ar que res-
• 3 recipientes de vidro (copos ou béqueres).
piramos, o CO2 que liberamos na atmosfera também está 1. Conhecimento: aplicar conceitos de química, biologia e
mudando a química dos oceanos. Vamos observar como mudanças climáticas para compreender os efeitos das dife- • Vinagre (para simular pH ácido).
a acidificação da água pode comprometer a sobrevivência rentes soluções nos ovos e sua relação com fenômenos na- • Água com pH neutro (torneira ou destilada).
de organismos marinhos, como corais e conchas. Prepare- turais. • Solução levemente alcalina (água com bicarbonato de sódio,
-se para ver como as mudanças climáticas estão afetando por exemplo).
4. Comunicação: desenvolver habilidades para registrar, in-
os mares de forma silenciosa, mas devastadora, e refletir • Fitas de medição de pH.
terpretar e comunicar resultados experimentais.
sobre como pequenas ações podem fazer a diferença para • Cronômetro ou relógio.
proteger nosso planeta. 6. Trabalho e projeto de vida: estimular nos estudantes • Essa prática pode ser realizada na sala de aula ou em outro es-
a responsabilidade ambiental e a consciência de como es- paço onde haja mesas para apoiar os materiais, caso a escola
colhas individuais e coletivas podem mitigar os efeitos das não tenha laboratório.
mudanças climáticas, promovendo práticas sustentáveis que • Você pode organizar a turma em grupos de 3 a 4 participantes
OBJETIVO: contribuem para a preservação dos oceanos e o equilíbrio cada.
124
Prática 15 Etapas da prática experimental
INTRODUÇÃO E ATIVIDADE
CONTEXTUALIZAÇÃO PRÁTICA
(10 MINUTOS) (25 MINUTOS)
1 Discuta com os estudantes se eles já ouviram falar so- 1 Prepare três recipientes de vidro com as soluções pro- 6 Realize observações detalhadas durante as próximas
bre a acidificação dos oceanos, se sabem como isso postas: 2 horas, além de verificações periódicas ao longo de
pode afetar organismos marinhos, como corais e mo- 24 a 48 horas.
luscos. Recipiente 1: Água neutra (pH 7, água da torneira ou
destilada). 7 Ao longo do processo descrito a seguir, você precisará
2 Explique que a atividade que realizarão simulará o tomar alguns cuidados e realizar observações aten-
impacto de diferentes níveis de pH (ácido, neutro e Recipiente 2: Vinagre (pH ácido, aproximadamente tas. Siga estas recomendações de como manusear os
alcalino) em estruturas feitas de carbonato de cálcio, 3-4). ovos e avaliar as cascas.
como as cascas de ovos.
Recipiente 3: Solução alcalina (adicione bicarbonato 8 Para a retirada dos ovos use uma pinça ou colher
3 Retome o conceito de pH e suas implicações: soluções de sódio à água, pH 8-9) para retirar os ovos com cuidado, evitando quebrar a
ácidas (pH < 7), neutras (pH = 7) e alcalinas (pH > 7) e casca; seque cada ovo com um pano limpo para uma
destaque que os estudantes observarão como dife- 2 Meça o pH de cada solução e anote os valores. avaliação mais precisa.
rentes níveis de pH afetam a casca do ovo, fazendo
3 Coloque um ovo em cada recipiente, garantindo que 9 Toque a casca suavemente para verificar se está mais
um paralelo com os impactos nos organismos mari-
estejam completamente submersos. Registre a apa- frágil e quebradiça.
nhos.
rência inicial das cascas.
10 Observe de perto para identificar rachaduras, mudan-
4 Inicie a contagem do tempo (anote o tempo de início) ças de cor ou áreas visivelmente desgastadas.
5 Observe e registre possíveis reações imediatas, como
o aparecimento de bolhas no ovo submerso.
125
Prática 15 Etapas da prática experimental
ATIVIDADE DISCUSSÃO E
PRÁTICA ENCERRAMENTO
(25 MINUTOS) (15 MINUTOS)
Durante as primeiras 2 horas (observações iniciais): 1 Quais mudanças você percebeu no ovo ao longo do Se os oceanos ficarem mais ácidos, o que pode acon-
tempo em cada solução? Há bolhas? Alterações na cor tecer com organismos que possuem estruturas feitas
1 Verifique se há bolhas no ovo submerso no vinagre ou na textura?” de carbonato de cálcio, como os corais?
(indicando liberação de dióxido de carbono). 8 Professor, explique que no vinagre (pH ácido), ocor-
2 Qual ovo parece ter sido mais afetado pela solução
2 Observe se o ovo no bicarbonato apresenta qualquer em que estava? Por quê? reu a reação química entre o ácido acético e o carbo-
alteração visível ou se permanece inalterado. nato de cálcio da casca e que isso libera dióxido de
3 Ao tocar o ovo, a casca parece mais frágil, áspera ou carbono (bolhas) e dissolve a casca.
3 Compare o ovo na água neutra com os outros (deve lisa? Em qual solução essas mudanças foram mais
evidentes? 9 Relacione a proteção observada no ambiente alcalino
servir como controle e permanecer igual).
com a importância de manter o pH equilibrado nos
4 Você notou alguma mudança na aparência ou cor das oceanos.
4 Toque suavemente a casca (sem remover o ovo do lí-
soluções? Há resíduos no fundo do recipiente?
quido) para verificar se há sinais de amolecimento ou 10 Discuta como a acidificação dos oceanos (redução do
fragilidade. 5 O que podemos concluir ao comparar o estado dos pH) causada pelo CO2 dissolve o carbonato de cálcio
ovos em cada solução? de corais, moluscos e outros organismos marinhos.
Durante as primeiras 2 horas (observações iniciais): 6 Busque justificativas para cada aspecto observado, 11 Questione como isso pode afetar a cadeia alimentar e
como por exemplo, a formação de bolhas, o que isso os ecossistemas marinhos?
pode significar; as alterações na textura casca, o que
1 Examine as cascas de cada recipiente, buscando dife- aconteceu; as diferenças relativas às soluções, qual a Siga explorando estes resultados com outras ques-
renças em textura, cor e integridade. importância disto; etc. tões, como por exemplo, quais mudanças no nosso
cotidiano poderiam ajudar a diminuir o impacto das
2 Verifique se há partículas da casca no fundo dos reci- 7 Depois de uma discussão relevante com base nos re- emissões de CO2 nos oceanos?.
pientes. sultados, elaborem uma resposta bem estruturada
para a questão: 12 Incentive os estudantes a pensar em soluções práti-
cas, como energias renováveis e reflorestamento.
126
Prática 15 Etapas da prática experimental
127
Prática 15
128
Prática 15
129
Prática 15
AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 15: A ACIDIFICAÇÃO DOS OCEANOS Nome do estudante avaliado:
COMO UMA AMEAÇA INVISÍVEL À VIDA MARINHA
Sim Parcialmente Não
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM
Conexão dos resultados com fenômenos ambientais, como a acidificação dos oce-
anos.
Relação entre o efeito do vinagre na casca do ovo aos efeitos do CO2 nos oceanos.
Observações Gerais
130
Prática 15
AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 15: A ACIDIFICAÇÃO DOS OCEANOS Nome do estudante avaliado:
COMO UMA AMEAÇA INVISÍVEL À VIDA MARINHA
QUADRO DE RÚBRICAS Critério Excelente (4) Bom (3) Regular (2) Insuficiente (1)
Executa com precisão e Realiza com pequenas Demonstra dificuldades Não realiza de forma
Habilidades Práticas
organização falhas técnicas satisfatória
Análise e Analisa resultados com Interpreta a maioria Interpreta parcialmente Não consegue interpre-
Interpretação clareza dos dados os dados tar dados
Contribui ativamente e Participa com colabora- Colabora pouco no gru- Não coopera ou atrapa-
Trabalho em Grupo
colabora ção mínima po lha
131
Prática 15
__________________________________________________________________ __________________________________________________________________
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de
Autoavaliação por estudante ou solicitar que escrevam as
etapas no caderno a partir das sugestões deste ficha. Fique
à vontade para adaptar as perguntas de acordo com o perfil Conseguiu relacionar o experimento com o impacto da acidifica- O que você acha que poderia ser feito para reduzir o impacto da
da sua turma. ção dos oceanos em organismos marinhos. acidificação nos oceanos?
__________________________________________________________________ __________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
132
3º ANO DO E.M.
PRÁTICA 16, PRÁTICA 17 E PRÁTICA 18
133
Prática 16
O ritmo
das ondas
134
Prática 16
Você sabia que o movimento de um pêndulo tem tudo a COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
ver com o mundo das ondas? O vai e vem que parece tão • Um pedaço de barbante ou fio (de 50 cm a 2 m).
simples é, na verdade, um exemplo de oscilação que po- 1. Conhecimento: aplicar os conhecimentos teóricos para
• Um suporte para pendurar o pêndulo (como uma haste).
demos conectar diretamente aos conceitos de ondas que resolver problemas práticos e compreender fenômenos na-
• Pesos variados (pedras, parafusos ou objetos pequenos).
encontramos na Física! Hoje, você vai construir seu pró- turais e tecnológicos.
• Cronômetro (relógio com segundos ou celular).
prio pêndulo e coletar dados para explorar qual ou quais
parâmetros influenciam o tempo de oscilação. Ao final, 2. Pensamento científico, crítico e criativo: desenvolver • Fita métrica ou régua.
será possível perceber que, assim como as ondas do mar, raciocínio crítico e criativo para interpretar os dados coleta- • Um transferidor.
o pêndulo tem um ritmo e um comportamento que pode- dos.
• Gráfico em papel milimetrado (ou programa para plotar gráfi-
mos prever e calcular. cos, se disponível).
6. Trabalho e projeto de vida: compreender como o estu-
• Essa prática pode ser realizada na sala de aula ou em outro es-
do das oscilações e do ritmo contribui para o entendimento
OBJETIVO: de fenômenos físicos aplicados no cotidiano e na construção
paço onde haja mesas para apoiar os materiais, caso a escola
não tenha laboratório.
Ao final da aula, o estudante será capaz de compreender o de conhecimentos científicos. • Você pode organizar a turma em grupos de 3 a 4 participantes
conceito de oscilação; coletar dados experimentais sobre o cada.
movimento de um pêndulo, analisando os efeitos de dife- 7. Argumentação: estimular o uso de argumentos com base
rentes parâmetros; comparar os resultados experimentais em evidências para explicar os resultados do experimento e
e analisar a relação entre comprimento e período e rela- validar ou refutar hipóteses; justificar as conclusões usando
cionar o comportamento do pêndulo a outros movimen- os dados coletados e conectar a prática experimental a con-
tos encontrados na natureza, como ondas e vibrações. ceitos teóricos. Duração
135
Prática 16
INTRODUÇÃO E
CONTEXTUALIZAÇÃO
(10 MINUTOS)
1 Professor, utilize a seção “conexão com a vida real”, 6 Explique que eles irão testar cada parâmetro separa-
para dar um contexto a proposta experimental. damente para identificar qual é realmente relevante,
promovendo o pensamento crítico e investigativo.
2 Peça para os estudantes investigarem experimental-
mente quais parâmetros influenciam o período do 7 Quanto à altura do lançamento, oriente os estudan-
pêndulo (o tempo para uma oscilação completa). tes que eles devem abandonar o pêndulo sempre da
mesma posição, em todos os momentos) e que a am-
3 Introduza o termo “oscilação” como um movimento plitude máxima deve ser de 15 graus, em relação ao
que se repete em intervalos regulares, exemplifican- pêndulo simplesmente suspenso.
do com situações do dia a dia (como o balanço ou o
tique-taque de um relógio antigo). 8 Ofereça uma breve explicação para essa medida,
como: quando soltamos o pêndulo de uma altura
4 Destaque que o pêndulo é uma ferramenta simples muito alta, o movimento dele demora mais para com-
para estudar esses movimentos oscilatórios, que pletar uma oscilação porque o ângulo maior faz com
também estão presentes em fenômenos como ondas que o caminho seja mais longo e o ritmo natural do
sonoras, ondas do mar e até nos movimentos de sis- pêndulo mude. Isso altera o tempo de oscilação, di-
mos. ficultando a obtenção de dados consistentes. Se sol-
5 Oriente os estudantes na construção do pêndulo e a tarmos de uma altura menor, o movimento fica mais
planejar como testar os diferentes parâmetros, como: previsível e o tempo de oscilação mais constante. Por
o peso do objeto usado no pêndulo e o comprimento isso, para garantir que nossos dados sejam confiá-
do fio. veis, vamos usar amplitudes pequenas, como de 10
a 15 graus. Isso é suficiente para observar o compor-
tamento do pêndulo sem criar variações desnecessá-
rias.
136
Prática 16 Etapas da prática experimental
PRÁTICA ENCERRAMENTO
(25 MINUTOS) (15 MINUTOS) Matemática: representação gráfica da relação entre
o comprimento do fio e o período, analisando padrões
1 Monte um pêndulo básico com o fio, um peso fixado 1 Suscite as perguntas: o que vocês descobriram sobre e tendências.
na ponta e o suporte para pendurá-lo. os parâmetros? Quais realmente influenciam o tem-
po de oscilação? Música: relacione a frequência a ideia de sons graves
2 Lembre-se de que será necessário testar diferentes e agudos em instrumentos musicais; conexão entre o
parâmetros, como a massa suspensa, o comprimento 2 Existe uma fórmula para determinar o período de os- ritmo de um pêndulo e o ritmo na música, explorando
do fio e a altura de largada do pêndulo. cilação para pequenas amplitudes. conceitos como batidas por minuto (BPM).
3 Discutam qual parâmetro será testado primeiro, quais 3 Determine para cada caso o período teórico.
variações serão estabelecidas, elaborem uma tabela Tecnologia: conexão com a frequência de rádio, mi-
com essas informações iniciais. 4 Comparem com os valores encontrados experimen- cro-ondas e luz, mostrando como a frequência é es-
4 Tenham atenção a controle experimental! Não é pos- talmente onde T é o período, L o comprimento do fio sencial para a transmissão de informações.
sível variar mais de um parâmetro ao mesmo tempo. e g, a aceleração da gravidade
Biologia: explorar o conceito de ritmos biológicos,
5 Registrem também as hipóteses iniciais - o que espe- como os batimentos cardíacos ou os ciclos circadia-
ram que ocorra com massas maiores? fios mais cur- nos, que têm frequências previsíveis.
tos? amplitudes de largada maiores ou menores? Se-
ria possível justificar cada hipótese? Em qual ideia se Geografia: relacionar ao ciclo das marés e vibrações
baseia? tectônicas.
6 Para todas as testagens, meçam sempre o tempo de
10 oscilações completas. Por que esta medida deve Filosofia: reflexão sobre o significado do tempo, o rit-
ser adotada? mo da natureza e como os ciclos impactam a percep-
7 Iniciem a coleta de dados, orientados pelo procedi- ção humana do mundo.
mento que elaboraram, não se esqueçam de realizar
os registros.
137
Prática 16
Qual é o objetivo do experimento? Determine o valor do período utilizando a fórmula. Compare com
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA __________________________________________________________________ os resultados experimentais.
__________________________________________________________________
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de
Registre as etapas definidas pelo grupo, para a coleta dos dados:
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste __________________________________________________________________ Como o experimento poderia ser ajustado para obter resultados
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo mais precisos?
com o perfil da sua turma. Registre as hipóteses do grupo: o que esperam que aconteça __________________________________________________________________
com o período com a variação do comprimento do fio e da mas-
sa suspensa? Reflexões e conexões
__________________________________________________________________ Discuta como os relógios antigos usavam o movimento do pên-
dulo para marcar o tempo de forma precisa. Como os princípios
Dados do experimento do pêndulo são utilizados para regular o movimento?
__________________________________________________________________
Tempo (10
Parâmetro Condição Valor testado oscilações Como o experimento seria diferente na Lua, onde a gravidade é
completas)
menor? ou em Júpiter, onde a gravidade é maior?
Massa
________cm ________s __________________________________________________________________
Comprimento constante = __g
do fio Amplitude
________cm ________s
constante Frequência e a quantidade de oscilações que ocorrem durante
Comprimento
________g ________s 1s. Determinem a frequência de oscilação do pêndulo. A unidade
Massa do constante = __g
pêndulo de medida é o hz (Hertz).
Amplitude
________g ________s
constante __________________________________________________________________
138
Prática 16
A frequência indica o ritmo do movimento. Pêndulos com perí- Agora, vamos trabalhar sobre esta ideia: se dois pêndulos têm
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA odos menores têm frequências maiores, ou seja, oscilam mais comprimentos diferentes, o pêndulo mais curto oscila mais ou
vezes por segundo.A frequência é fundamental não apenas para menos vezes por segundo que o mais longo? Explique como essa
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de entender o pêndulo, mas também para descrever outros fenô- diferença afeta a frequência de cada pêndulo e relacione essa
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes menos periódicos, como: ideia a outros exemplos, como o som ou as ondas de rádio.
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo • Som: frequências baixas geram sons graves, e frequências al- __________________________________________________________________
com o perfil da sua turma. tas produzem sons agudos.
139
Prática 16
AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 16: O RITMO DAS ONDAS Nome do estudante avaliado:
Professor, você pode solicitar a impressão de uma ficha de Montou o pêndulo de maneira correta, controlando as variáveis (peso, comprimen-
Avaliação da Aprendizagem por estudante ou utilizá-la para to e amplitude).
as anotações em seu caderno de registros a partir das suges-
tões desta ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas Realizou medições de forma precisa (tempo e comprimento).
de acordo com o perfil da sua turma e do experimento que
conduziu na sua turma. Registrou os dados corretamente em tabelas.
Observações Gerais
140
Prática 16
Eu compreendi o conceito de período e frequência. Circule a situação onde você melhor avalia seu desempe-
AUTOAVALIAÇÃO nho geral no experimento:
__________________________________________________________________
1: Preciso melhorar muito.
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de
Autoavaliação por estudante ou solicitar que escrevam as 2: Fiz o básico, mas tive dificuldades.
Eu identifiquei como o comprimento do fio influencia o período
etapas no caderno a partir das sugestões deste ficha. Fique
à vontade para adaptar as perguntas de acordo com o perfil do pêndulo. 3: Participei bem, mas posso melhorar.
da sua turma. __________________________________________________________________ 4: Contribuí de forma significativa e compreendi o conteúdo.
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
141
Prática 17
Vibrações
à vista!
142
Prática 17
Você já reparou nas ondulações de um lago quando joga COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
uma pedrinha na água? Ou no movimento das ondas que • Uma bandeja ou recipiente grande e raso (ex.: forma de assar
chegam à praia? Agora, imagine que essas ondas também 1. Conhecimento: explorar conceitos como frequência, am- ou bandeja de plástico).
podem ser usadas para explorar o fundo do oceano ou plitude, reflexão e interferência, aplicando-os para entender • Água suficiente para encher a bandeja até a metade.
localizar objetos debaixo d’água. Navios e submarinos uti- fenômenos reais, como ondas em lagos ou sons em instru- • Conta-gotas, colher ou pedrinha pequena para gerar ondas.
lizam sonares – uma tecnologia baseada em ondas – para mentos musicais.
• Régua ou fita métrica.
navegar, mapear o fundo do mar e até localizar cardumes
2. Pensamento Científico, Crítico e Criativo: experimen- • Pequenos obstáculos (cubos de madeira, borracha ou qual-
de peixes! Nesta prática, vamos recriar esses fenômenos
tar, observar, registrar e analisar o comportamento das on- quer objeto sólido).
em um ambiente controlado, explorando como as ondas
das, desenvolvendo a capacidade de questionar, formular hi- • Lâmpada ou lanterna para facilitar a observação das ondas na
se formam, refletem e interagem, e entender como elas superfície da água (opcional).
póteses e interpretar dados.
podem ser aplicadas em diferentes tecnologias.
• Essa prática pode ser realizada na sala de aula ou em outro es-
4. Comunicação: registrar suas descobertas por meio de paço onde haja mesas para apoiar os materiais, caso a escola
143
Prática 17 Etapas da prática experimental
INTRODUÇÃO E ATIVIDADE
CONTEXTUALIZAÇÃO PRÁTICA
(10 MINUTOS) (25 MINUTOS)
1 Professor, inicie questionamento aos estudantes so- se constituir com um elemento forte de motivação e 1 Solte gotas de água no centro da bandeja com o con-
bre o que acontece quando jogamos uma pedrinha conexão dos alunos com a temática. A possibilidade ta-gotas. Observe e registre.
na água? Se puder, mostre um vídeo curto ou uma de solicitar uma pesquisa ou projeto extra sobre o
imagem de ondas na superfície da água. 2 Altere o intervalo entre as gotas. Observe e registre.
tema, pode ser bem-vinda, havendo disponibilidade
em seu cronograma, avalie. 3 Experimente criar ondas com diferentes objetos e
2 Explique brevemente os conceitos que serão explo-
rados na atividade: frequência, amplitude, reflexão e observar a amplitude, pode ser abandonando pedri-
6 Divida os estudantes em grupos e entregue os mate- nhas ou batendo com a colher, de modo ritmado, na
interferência. riais (bandeja, água, conta-gotas, obstáculos). superfície da água. No caso da colher, pode alterar
3 Relacione os conceitos ao dia a dia: ondas do mar, la- 7 Oriente os grupos a preencher a bandeja com água sua posição, ora batendo com a superfície curva, ora
gos e o som que ouvimos. até a metade e posicionar a lanterna para iluminar a apenas com a extremidade.
4 Provoque curiosidade com perguntas como: Vocês superfície. 4 Coloque pequenos obstáculos na bandeja e refaça as
acham que todas as ondas são iguais? O que aconte- ações anteriores, usando o conta-gotas, a pedrinha
ce se duas ondas se encontrarem? ou a colher. Observem e registrem descrevendo, de-
senhando ou fotografando, se for possível.
5 Lembre-se: além de serem comuns na natureza, as
ondas têm aplicações incríveis na tecnologia. Por 5 Crie duas ondas ao mesmo tempo em pontos dife-
exemplo, navios e submarinos usam a tecnologia do rentes e observe o encontro delas. Registre.
sonar para navegar e explorar o fundo do mar.
Como os sonares emitem ondas sonoras que viajam
pela água, refletem em obstáculos ou no fundo do
oceano e voltam para o sonar, permitindo calcular a
distância ou identificar objetos submersos, isso pode
144
Prática 17 Etapas da prática experimental
3 O que aconteceu com as ondas ao encontrar obstá- Geografia: conexão com os movimentos das ondas
culos? Elabore uma explicação. em rios, lagos e oceanos; discussão sobre como as
barreiras naturais e artificiais afetam o fluxo de água
4 Relacione as observações aos exemplos do cotidiano, e as ondas em ecossistemas.
como: o movimento das ondas em lagos e oceanos;
como ondas refletem em paredões ou rochas no mar; Matemática: representação gráfica da relação en-
sons graves e agudos em instrumentos musicais. tre frequência e amplitude.
5 Professor, retome a prática realizada e reforce os Música: exploração de ondas sonoras como base
conceitos centrais: frequência, amplitude, reflexão e para instrumentos musicais e produção de sons em
interferência. Provoque uma reflexão final: Como as diferentes frequências.
ondas influenciam o que vemos e ouvimos todos os
Filosofia: Uso das ondas como metáfora para fenô-
dias?
menos sociais ou psicológicos.
145
Prática 17
Qual é o objetivo do experimento? O que observou sobre a amplitude das ondas? Descreva ou dese-
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA nhe.
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes Como a posição ou o objeto usado influenciou as ondas?
O que você observou quando soltou gotas de água no centro da
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste
bandeja? Descreva ou desenhe. __________________________________________________________________
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo
com o perfil da sua turma. __________________________________________________________________ O que aconteceu quando as ondas encontram os obstáculos? Al-
guma onda voltou (refletiu) ou mudou de direção?
__________________________________________________________________
O que mudou ao alterar o intervalo entre as gotas? Descreva ou
desenhe. O que aconteceu quando duas ondas se encontram?
__________________________________________________________________ __________________________________________________________________
__________________________________________________________________
146
Prática 17
147
Prática 17
AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 17: VIBRAÇÕES À VISTA! Nome do estudante avaliado:
Observações Gerais
148
Prática 17
Eu consegui observar os fenômenos e registrar o que aconteceu? Eu consegui identificar o que acontece quando duas ondas se
encontram (interferência).
AUTOAVALIAÇÃO _________________________________________________________________
_________________________________________________________________
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de
Autoavaliação por estudante ou solicitar que escrevam as Meu registro foi claro e organizado.
etapas no caderno a partir das sugestões deste ficha. Fique Eu consigo explicar o que aprendi sobre ondas para outra pes-
à vontade para adaptar as perguntas de acordo com o perfil _________________________________________________________________
soa.
da sua turma.
_________________________________________________________________
Eu entendi o que é a frequência de uma onda.
_________________________________________________________________
Circule a situação onde você melhor avalia seu desempe-
nho geral no experimento:
Eu entendi o que é amplitude e como ela afeta as ondas. 1: Preciso melhorar muito.
_________________________________________________________________ 2: Fiz o básico, mas tive dificuldades.
149
Prática 18
Impactos do espectro
eletromagnético
no mundo
contemporâneo
150
Prática 18
151
Prática 18
Exemplo da atividade
Orientações Duração
Professor, esta proposta foi elaborada como uma Para essa proposta, sugerimos 4 aulas de 50 minutos cada,
prática investigativa, que prioriza o desenvolvimen- por isso, orientamos que as etapas sejam organizadas em au-
to de habilidades como análise crítica, resolução de las:
problemas e reflexão ética sobre os impactos das • Introdução e contextualização (1 aula de 50 min)
tecnologias baseadas no espectro eletromagnéti- • Atividade prática (2 aulas de 50 minutos cada).
co. É proposta uma atividade exploratória visando
• Discussão e encerramento (1 aula de 50 minutos).
atender ao objetivo de iniciar e exemplificar o que
seria o espectro.
Após esta atividade, há orientações para a propos-
ta investigativa, que exigirá pesquisa e informações
para atender ao objetivo de cada grupo. Sugere-se,
entendendo a relevância de experimentos para en-
riquecer o aprendizado, que os estudantes sejam
orientados a buscar vídeos demonstrativos de ex-
perimentos relacionados ao espectro eletromagné-
tico.
Esses vídeos podem ser apresentados e utilizados
como base para análise e discussão. Essa integra-
ção permite que os estudantes desenvolvam habili-
dades de pesquisa e criatividade, ao mesmo tempo
que trazem a ciência experimental para o contexto
da aula. Como resultado, a proposta investigativa
ganha mais profundidade e conexão prática, sem
exigir grandes recursos ou adaptações logísticas.
152
Prática 18 Etapas da prática experimental
INTRODUÇÃO E OBSERVAÇÃO
CONTEXTUALIZAÇÃO IMPORTANTE
(1 AULA DE 50 MINUTOS) Possíveis aspectos que os estudantes podem inves-
Professor, é necessário avaliar se a faixa da luz visível tigar como solução: uso de filtros para luz azul em
1 Professor, esta aula tem como objetivo introduzir o será ou não incluída nesta proposta, considerando dispositivos; planejamento urbano que reduza a po-
tema da prática investigativa, apresentar os objetivos que os possíveis impactos negativos dessa radiação luição luminosa, como luminárias direcionadas e lu-
esperados, as etapas e organizar os grupos para a ta- são mais sutis em comparação às outras faixas do es- zes de menor intensidade; consciência sobre os ciclos
refa. pectro. Caso opte por incluí-la, sugere-se uma abor- circadianos e o uso de luz natural em horários ade-
dagem que destaque os seguintes aspectos: quados.
2 Para esta introdução sugere-se uma atividade prática
introdutória que possa aproximar os estudantes do Benefícios da luz visível: importância para a vida, como
que seria um espectro, bem como se constituir como a fotossíntese, a visão humana e os ciclos circadianos
um elemento disparador e problematizador da pro- (ritmos biológicos regulados pela luz natural); uso em
posta geral. tecnologias cotidianas, como iluminação, telas de dis-
positivos e sinalização.
153
Prática 18 Etapas da prática experimental
INTRODUÇÃO E
CONTEXTUALIZAÇÃO
(ATIVIDADE)
(1 AULA DE 50 MINUTOS)
6 Professor, após a atividade, discuta as ações e os re- Exemplos como câncer de pele, ruídos em dispositi-
sultados. vos eletrônicos ou desorientação de animais migrató-
1 Para observar a decomposição da luz em suas cores
rios, podem ser algumas das possibilidades.
(espectro visível) usando um CD, utilizaremos os se- 7 Explique que o CD age como um difrator, separando
guintes materiais: um CD ou DVD antigo (reciclável, a luz branca em suas diferentes frequências, forman- 10 Lance o desafio: Como podemos utilizar essas tecno-
sem necessidade de leitura); fontes de luz (ex.: lanter- do o espectro visível. logias de forma responsável, minimizando os impac-
na, luz do celular, luz solar, lâmpada incandescente, tos na saúde e no ambiente?
fluorescente ou LED). Importante: Certifique-se de es- 8 Relacione o fenômeno com outras situações, como o
tar em um local com baixa iluminação para facilitar a arco-íris, o aspecto multicolorido em alguns cristais e 11 Discuta com os estudantes para verificar se entende-
observação do espectro. amplie para situações mais tecnológicas, como a aná- ram o objetivo da proposta. Esclareça dúvidas, caso
lise de luz em telescópios ou na identificação de subs- necessário.
2 Peça para os estudantes segurarem o CD pela borda tâncias químicas.
para evitar marcas no lado reflexivo. 12 Divida a turma em grupos e atribua uma faixa espe-
9 Discuta que o espectro visível é apenas uma pequena cífica do espectro para investigar (rádio, micro-ondas,
3 Aponte uma fonte de luz para o lado reflexivo do CD, parte do espectro eletromagnético, que inclui outras ultravioleta, etc.).
em um ângulo inclinado e observe o que ocorre. faixas além da visível (rádio, microondas, infraver-
melho, ultravioleta, raios-X e raios gama). Apresente 13 Reserve tempo para que os grupos discutam as eta-
4 Experimente ajustar o ângulo da luz e do CD para ob- pas iniciais e se organizem para a tarefa.
exemplos práticos, de como essas faixas são utiliza-
ter outros resultados.
das no cotidiano (ex.: celulares, micro-ondas, radio-
5 Registre: O que foi observado? As alterações na in- grafias, comunicação via satélite). Por fim, adentre
clinação do CD afetaram o resultado? Seria capaz de ao foco que deseja que os alunos investiguem, desta-
explicar o que está ocorrendo? E por que a inclinação cando alguns impactos associados ao uso das tecno-
altera o resultado? logias eletromagnéticas:
154
Prática 18 Etapas da prática experimental
PRÁTICA ENCERRAMENTO
(2 AULAS DE 50 MINUTOS) (50 MINUTOS)
1 Apresente as seguintes orientações aos grupos, talvez Química: efeitos da radiação em materiais e organis-
1 Professor, organize as apresentações dos grupos. Uma
uma ficha para cada grupo seja importante para a orga- sugestão é seguir a ordem das frequências no espectro mos vivos, como reações químicas causadas por UV
nização dos estudantes. (do rádio aos raios gama). (ex.: formação de radicais livres na pele).
2 Descrevam as propriedades da faixa (frequência, com- Biologia: impactos na saúde (câncer de pele, expo-
2 Cada grupo apresenta seu trabalho: resumo das desco-
primento de onda, energia).
bertas, vídeos e propostas de soluções. sição à luz azul), ecossistemas (desorientação de ani-
3 Expliquem como essa faixa interage com o meio am- mais migratórios) e ciclos circadianos em seres vivos.
biente e os seres vivos. 3 Após cada apresentação, incentive os estudantes a co-
mentarem, avaliarem e discutirem as soluções propos- Matemática: estatísticas sobre os impactos das ra-
4 Pesquisem como essa faixa é utilizada em tecnologias
do dia a dia. tas diações, como taxas de câncer de pele ou efeitos da
5 Identifiquem os avanços proporcionados por essa tec- 4 Conduza as discussões, esclarecendo possíveis equívo- poluição luminosa em diferentes regiões.
nologia. cos conceituais ou incompreensões sobre os desafios
Linguagens: argumentação nas discussões e defesas
associados à faixa do espectro discutida.
6 Pesquisem possíveis impactos negativos na saúde hu- de propostas; produção de apresentações expliquem
mana, no meio ambiente ou na tecnologia. 5 Os estudantes podem realizar anotações durante as as faixas do espectro e as soluções propostas.
7 Busquem vídeos que ilustrem experimentos relaciona- apresentações na Ficha de avaliação das sugestões pro-
dos à faixa do espectro, impactos ou soluções práticas. postas. Filosofia: discussão sobre o impacto das tecnologias
no comportamento humano e no meio ambiente.
8 Criem soluções possíveis para reduzir ou superar os im- 6 Solicite que os estudantes apresentem uma síntese das
pactos identificados. soluções propostas pela turma, recapitulando o proces- Sociologia: Estudo das desigualdades no acesso às
9 Caso identifiquem mais de um impacto, priorizem o mais so. tecnologias e seus efeitos na sociedade global.
significativo, com maior risco à saúde ou ao ambiente. 7 Destaque o papel da ciência e da ética no uso responsá-
10 Cada grupo deve preparar os seguintes itens para a vel das tecnologias.
apresentação, que estão elencados na Ficha de registro
da Prática. 8 Ofereça um espaço para que os estudantes comparti-
lhem conclusões ou avaliem a experiência da atividade.
155
Prática 18
156
Prática 18
157
Prática 18
158
Prática 18
AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 18: IMPACTOS DO ESPECTRO Nome do estudante avaliado:
ELETROMAGNÉTICO NO MUNDO
CONTEMPORÂNEO
Sim Parcialmente Não
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM
Professor, você pode solicitar a impressão de uma ficha de Os grupos apresentaram informações relevantes e bem fundamentadas sobre as
Avaliação da Aprendizagem por estudante ou utilizá-la para faixas do espectro atribuídas?
as anotações em seu caderno de registros a partir das suges-
tões desta ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas
de acordo com o perfil da sua turma e do experimento que Os vídeos escolhidos foram adequados e contribuíram para ilustrar os conceitos
conduziu na sua turma. apresentados?
Observações Gerais
159
Prática 18
Ajudei a desenvolver ideias criativas e viáveis para reduzir os im- Eu consigo explicar o que aprendi para outra pessoa.
pactos negativos da faixa investigada.
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
Circule a situação onde você melhor avalia seu desempe-
nho geral no experimento:
160
Considerações finais
Chegamos ao final deste material, mas a jornada que Neste material, exploramos propostas que
ele propõe está apenas começando – e você, professor, dialogam com o currículo, que podem instigar
é o co-protagonista dessa história. As práticas experi- a pré-iniciação científica e incentivam a cons-
mentais que você teve a oportunidade de explorar aqui trução de cidadãos críticos e conscientes. Sa-
não são apenas ferramentas de aprendizado, mas pon- bemos que cada sala de aula tem seus desafios,
tes que conectam o conhecimento científico à curiosida- mas também sabemos que, com sua dedicação
de natural dos estudantes, ao cotidiano e aos grandes e conhecimento, cada prática aqui proposta
desafios contemporâneos. pode ser adaptada e enriquecida para atender
às necessidades dos seus estudantes.
É por meio do seu olhar atento, da sua capacidade de
mediar e instigar reflexões, que essas práticas se tor- Agradecemos por aceitar esse desafio e por
nam momentos significativos de aprendizado e cone- abraçar o papel de co-construtor desse proje-
xão com a realidade. to. O impacto do seu trabalho vai muito além
das aulas – ele pode transformar realidades.
Essas práticas são convites para que os estudantes des-
Que este material continue a impulsionar o
cubram como a ciência está presente em suas vidas e
seu protagonismo na construção de uma edu-
como ela pode ser um instrumento de transformação
cação mais significativa e inclusiva.
social e acreditamos que você é o elo que une os con-
ceitos científicos ao cotidiano, que conecta teoria à prá-
tica e que mostra como o aprendizado pode ser uma Muito obrigado por fazer
experiência vibrante. parte dessa jornada!
161