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Prát - Experimentais 1ºBIM 2025

O documento apresenta um material didático para práticas experimentais no Ensino Fundamental e Médio, enfatizando a importância da experimentação no aprendizado de Ciências. As atividades são organizadas de forma a promover a investigação científica, a conexão com a vida real e o desenvolvimento de competências alinhadas à BNCC. Cada prática é estruturada para engajar os alunos e facilitar o trabalho do professor, transformando a sala de aula em um ambiente colaborativo e dinâmico.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Prát - Experimentais 1ºBIM 2025

O documento apresenta um material didático para práticas experimentais no Ensino Fundamental e Médio, enfatizando a importância da experimentação no aprendizado de Ciências. As atividades são organizadas de forma a promover a investigação científica, a conexão com a vida real e o desenvolvimento de competências alinhadas à BNCC. Cada prática é estruturada para engajar os alunos e facilitar o trabalho do professor, transformando a sala de aula em um ambiente colaborativo e dinâmico.
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Práticas Experimentais

1º BIMESTRE – 2025
Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio

1
SÃO PAULO 2025
Sumário

Introdução: um convite ao universo das


3 experimentações 79 Práticas Experimentais: Ensino Médio

4 Como este material está organizado 80 1o ano - Prática 10, Prática 11 e Prática 12

7 Práticas Experimentais:
Ensino Fundamental - anos finais
106 2o ano - Prática 13, Prática 14 e Prática 15

8 6o ano - Prática 1 e Prática 2 133 3o ano - Prática 16, Prática 17 e Prática 18

23 7o ano - Prática 3 e Prática 4 161 Considerações finais

39 8o ano - Prática 5 e Prática 6

55 9o ano - Prática 7, Prática 8 e Prática 9

2
Apresentação

Caro professor, Com atividades pensadas para o Ensi-


no Fundamental – Anos Finais e Ensino
As práticas experimentais não são apenas atividades
Médio, cada prática foi desenhada para
complementares no ensino de Ciências – elas são con-
transformar a sala de aula em um labo-
vites à descoberta. Ao proporcionar momentos em
ratório de ideias, onde teoria e prática
que os estudantes podem investigar, manipular e ob-
se encontram para criar um aprendiza-
servar fenômenos, você vai além de ensinar ciência:
do vivo e significativo.
você os inspira a pensar cientificamente.
Contamos com você para tornar essa
Este material foi desenvolvido para fortalecer a sua
experiência uma realidade e engajar
prática pedagógica, conectando o currículo à curiosi-
os estudantes em uma jornada que vai
dade natural dos estudantes, enquanto cria um espaço
além do aprendizado teórico, abrindo
para explorar o mundo de forma concreta e colaborati-
portas para novas possibilidades de co-
va.
nhecimento e descobertas!
Além de fomentar o aprendizado dos conceitos científi-
cos, este material também serve como uma ponte para
a introdução à pesquisa e à pré-iniciação científi-
ca, aproximando os estudantes do universo da investi-
gação acadêmica. Por meio dessas práticas, os jovens
começam a compreender os processos da ciência – le-
vantar perguntas, formular hipóteses, testar ideias e
interpretar resultados. Essas experiências são um pri-
meiro passo para formar cidadãos críticos e, quem
sabe, futuros cientistas.

3
Como este material está organizado

As práticas experimentais deste material foram plane-


jadas para transformar a sala de aula em um laboratório Tema da aula
ativo e dinâmico, onde os estudantes não apenas ob- Cada prática começa com um título instigante, projetado para despertar a curiosidade e o interesse dos estu-
servam, mas se tornam protagonistas de suas próprias dantes, transformando o tema em uma oportunidade envolvente de aprendizagem. O objetivo aqui é trazer o
descobertas. Nessa jornada de investigação científica, o estudante para uma reflexão ativa desde o início.
professor conduz os estudantes a explorarem, ques-
tionarem e aprenderem de forma ativa e colaborativa.
Conexão com a vida real
O material foi cuidadosamente organizado para facili- A prática é contextualizada com situações da vida real, mostrando como o experimento se relaciona com situ-
tar a implementação das atividades, com uma estrutura ações cotidianas. Esse vínculo ajuda a mostrar a relevância do conhecimento científico, incentivando os estu-
clara e intuitiva, apoiando o docente a criar oportunida- dantes a pensarem de maneira investigativa e aplicar o que aprenderam em suas próprias vidas.
des para que os estudantes desenvolvam competências
científicas e se apropriem dos conhecimentos de ma-
neira crítica e reflexiva. Objetivo
Descrever o que se espera que os estudantes sejam capazes de fazer ao final da atividade, detalhando as com-
Cada prática segue uma estrutura organizada para petências ou habilidades que serão desenvolvidas.
engajar os estudantes e oferecer suporte ao docente,
garantindo uma experiência enriquecedora tanto no
aprendizado quanto no ensino.
Habilidades (competências gerais da BNCC)
Este material foi pensado para que as práticas expe- As práticas são alinhadas com as competências gerais da BNCC, a fim de que o aprendizado seja consistente
rimentais não sejam apenas atividades pontuais, mas com o currículo. Cada prática destaca as competências que serão trabalhadas, facilitando a integração do con-
parte de um processo contínuo de desenvolvimento teúdo à base curricular.
das competências científicas. A ideia é transformar o
aprendizado em algo ativo, envolvente e conectado
Por onde começar
à realidade, permitindo que os estudantes compreen-
Nesta seção, o professor encontra informações objetivas e diretas sobre o que será necessário para realizar a
dam os fenômenos que os cercam e, ao mesmo tempo,
prática: lista de materiais, recomendações de espaço (sala de aula, pátio ou laboratório) e orientações sobre
desenvolvam habilidades para questionar, investigar e
como organizar os estudantes (grupos, duplas, etc.).
agir de forma responsável e crítica.

4
Como este material está organizado

As práticas experimentais deste material foram plane-


jadas para transformar a sala de aula em um laboratório
ativo e dinâmico, onde os estudantes não apenas ob- Duração
servam, mas se tornam protagonistas de suas próprias A prática é dividida em etapas, com o tempo estimado para cada fase (introdução, experimentação, discussão
descobertas. Nessa jornada de investigação científica, o e encerramento), facilitando o planejamento da aula, que tem 50 minutos.
professor conduz os estudantes a explorarem, ques-
tionarem e aprenderem de forma ativa e colaborativa.
O material foi cuidadosamente organizado para facili- Etapas da prática experimental
tar a implementação das atividades, com uma estrutura Orienta o professor em cada fase da prática, desde a introdução até a conclusão, incluindo perguntas instigan-
clara e intuitiva, apoiando o docente a criar oportunida- tes que fomentem a participação ativa e o pensamento crítico dos estudantes. Em todas as práticas há suges-
des para que os estudantes desenvolvam competências tões de fichas de registro, que o professor pode solicitar a impressão por grupo ou pedir que os estudantes
científicas e se apropriem dos conhecimentos de ma- escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões, que podem ser adaptadas de acordo com o perfil da
neira crítica e reflexiva. sua turma.

Cada prática segue uma estrutura organizada para


engajar os estudantes e oferecer suporte ao docente,
garantindo uma experiência enriquecedora tanto no Interdisciplinaridade
aprendizado quanto no ensino. Sugestões sobre como conectar a prática a outras áreas do conhecimento, promovendo uma aprendizagem
mais integrada e ampla.
Este material foi pensado para que as práticas expe-
rimentais não sejam apenas atividades pontuais, mas
parte de um processo contínuo de desenvolvimento
das competências científicas. A ideia é transformar o
aprendizado em algo ativo, envolvente e conectado Avaliação da Aprendizagem
à realidade, permitindo que os estudantes compreen- Para cada prática, são oferecidas rubricas simples de avaliação, baseadas nas competências trabalhadas. Além
dam os fenômenos que os cercam e, ao mesmo tempo, disso, há uma proposta de autoavaliação para que os estudantes possam refletir sobre seu próprio aprendi-
desenvolvam habilidades para questionar, investigar e zado e participação.
agir de forma responsável e crítica.

5
Agora que você conhece a estrutura é hora
de colocá-las em ação! A ciência está ao seu
alcance e seu papel como professor é abrir as
portas para um aprendizado transformador,
onde cada descoberta se torna uma
oportunidade real de crescimento.
Vamos começar?

6
Práticas Experimentais: Ensino Fundamental - anos finais

As práticas experimentais são uma parte fundamental Neste material, você encontrará duas
do aprendizado nas séries finais do ensino fundamen- práticas experimentais para cada sé-
tal. Elas não apenas despertam a curiosidade natural rie, do 6º ao 8º ano e três práticas para
dos estudantes, mas também transformam conceitos o 9º ano. Essas propostas referem-se
teóricos em experiências reais e concretas. Ao realizar ao programa curricular do primeiro
experimentos, os estudantes podem observar fenôme- bimestre e por isso devem ser aplica-
nos científicos de forma prática, tornando o aprendiza- das neste período.
do mais significativo e envolvente.
Todas as práticas foram cuidado-
Essas atividades incentivam o pensamento crítico e samente elaboradas para enga-
científico, o trabalho em equipe e o desenvolvimento de jar os estudantes, proporcionan-
habilidades para a resolução de problemas. Além disso, do uma jornada de descobertas e
as práticas experimentais permitem que os estudantes aprendizado e para isso contamos
façam conexões com o mundo ao seu redor, compre- com você!
endendo como os conceitos científicos influenciam di-
retamente suas vidas cotidianas. Essa abordagem ativa
e interativa contribui para a construção de um conheci-
mento que os prepara para desafios futuros de forma
mais consciente e participativa.

7
6º ANO
PRÁTICA 1 E PRÁTICA 2

8
Prática 1

A dança da
Terra!

9
Prática 1

CONEXÃO COM A VIDA REAL: HABILIDADES: Materiais

Você já percebeu como a sombra de um objeto muda ao COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC


• Globo terrestre ou bola para representar a Terra.
longo do dia e do ano? E como as estações do ano afe-
• Lanterna ou lâmpada de mesa para representar o Sol.
tam o clima ao nosso redor? Tudo isso acontece por causa 1. Conhecimento: entender como a forma e os movimen-
dos movimentos da Terra – a rotação e a translação. Nesta tos da Terra afetam a luz, as sombras e as estações ao lon- • Fita adesiva para marcar o eixo inclinado da “Terra”.

prática, aprenderemos como esses movimentos influen- go do ano. • Folhas de papel e lápis para anotações e desenho das ob-
servações.
ciam nosso dia a dia e descobrir como a posição da Terra
em relação ao Sol define fenômenos como a variação de 2. Pensamento científico, crítico e criativo: compreen- • Espaço escurecido ou semi-escurecido (se possível) para
temperatura, a duração dos dias e até as mudanças nas der e explicar fenômenos naturais a partir de observações. observar a incidência de luz de forma mais clara.

sombras que vemos ao longo do ano. • Preparação do espaço: organize a sala de aula para que os
6. Trabalho e projeto de vida: compreender como os estudantes se sentem em círculo em torno do globo terres-
ciclos diários e anuais podem auxiliar na organização de tre e da lanterna.A prática pode ser realizada na própria
OBJETIVO: ações voltadas para a sustentabilidade, como o aproveita-
sala de aula. Caso o ambiente não possa ser escurecido,
posicione o globo e a lanterna de forma que a incidência de
Ao final da aula, o estudante será capaz de compreender mento da luz natural e a gestão de recursos naturais. luz seja visível para todos.
o conceito de esfericidade da Terra e como isso influencia • Organização dos estudantes: divida a turma em pequenos
a incidência de luz solar, explicar os movimentos de rota- 7. Argumentação: analisar e argumentar sobre as obser- grupos (4 a 5) para que todos possam observar o experi-
ção e translação da Terra e como eles influenciam eventos vações feitas durante o experimento, discutindo causas e mento de diferentes ângulos. Cada grupo deverá registrar
consequências. suas observações e responder às perguntas propostas ao
diários e sazonais, como a mudança das sombras e das longo da prática.
estações do ano e relacionar a inclinação do eixo da Terra
e o movimento de translação às variações de luz e tempe-
ratura durante o ano. Duração

• Introdução e contextualização (10 minutos).


• Atividade prática (25 minutos).
• Discussão e encerramento (15 minutos).

10
Prática 1 Etapas da prática experimental

INTRODUÇÃO E ATIVIDADE
CONTEXTUALIZAÇÃO PRÁTICA
(10 MINUTOS) (25 MINUTOS)

1 Inicie a aula perguntando aos estudantes se eles já 1 Coloque o globo sobre uma mesa e use a lanterna terminados períodos do ano.
perceberam como a sombra de uma árvore ou de um como fonte de luz, representando o Sol. Pergunte aos estudantes:
poste muda de posição ao longo do dia. Questione-os
2 Explique que a rotação é o movimento da Terra em (1) Como a inclinação e a posição da Terra em relação
sobre o que acham que provoca essa mudança.
torno de seu próprio eixo e que ele dura (aproxima- ao Sol podem influenciar a duração dos dias e a tem-
2 Explique que a Terra realiza dois movimentos princi- damente) 24 horas, resultando em dia e noite. peratura?
pais – rotação e translação – e que esses movimentos 3 Peça para um estudante girar o globo lentamente en-
são responsáveis por fenômenos como o dia e a noi- (2) O que acontece com as regiões que recebem mais
quanto a lanterna ilumina apenas um lado. ou menos luz?
te, as estações do ano e as mudanças nas sombras.
Pergunte aos estudantes:
3 Apresente o objetivo da prática e como eles vão simu- 7 Use um objeto pequeno, como um lápis, para simular
lar a posição da Terra em relação ao Sol usando um (1) O que acontece com a parte iluminada e a parte as sombras no globo em diferentes posições em rela-
globo e uma lanterna para entender esses fenôme- que está na sombra? ção à lanterna.
nos de maneira visual e prática. 8 Peça aos estudantes para observarem como a posi-
(2) Como isso se relaciona com o dia e a noite?
ção da sombra do lápis muda conforme o globo gira
4 Incline o eixo do globo para simular a inclinação real (rotaciona) e conforme o globo é movido em volta da
da Terra e explique que essa inclinação é de aproxi- lanterna (translação)
madamente 23,5 graus.
Pergunte aos estudantes:
5 Movimente o globo ao redor da “fonte de luz” (a lan-
(1) Como essa mudança de sombra se relaciona com
terna) para simular o movimento de translação da
o movimento da Terra?
Terra em torno do Sol.
6 Aponte que, devido à inclinação do eixo, algumas par- (2) O que isso nos diz sobre as mudanças nas som-
tes da Terra recebem mais luz do que outras em de- bras ao longo do dia e do ano?

11
Prática 1 Etapas da prática experimental

DISCUSSÃO E Interdisciplinaridade Exemplo da atividade

ENCERRAMENTO
(15 MINUTOS) Educação física: conectar a regulação de funções
do corpo, como o sono. Os estudantes podem dis-
1 Reúna todos os estudantes para uma discussão so- cutir como a variação da luz ao longo do ano pode
bre as observações feitas durante o experimento. impactar o desempenho físico e o bem-estar.

2 Pergunte a eles o que entenderam sobre os movi- Matemática: relacionar com o conceito de ângulos
mentos da Terra e como esses movimentos impac- ao falar sobre a inclinação do eixo da Terra. Os es-
tam nosso dia a dia. tudantes podem calcular ou estimar ângulos de in-
3 Peça que expliquem, com suas palavras, por que a in- cidência da luz solar em diferentes partes do globo
clinação da Terra e sua posição em relação ao Sol são e discutir como pequenas variações podem levar a
tão importantes para definir as estações do ano e a mudanças significativas nas estações e na tempera-
variação das sombras. tura.
4 Outras perguntas que podem ser feitas: Língua Portuguesa (Produção Textual): suges-
(1) Qual movimento da Terra é responsável pela su- tão para os estudantes escreverem uma carta fictícia
cessão do dia e da noite? para um amigo que vive em outra parte do mundo,
descrevendo como as estações e a duração dos dias
(2) Por que temos estações do ano? Como a inclina- e noites variam ao longo do ano em sua região. Eles
ção da Terra interfere nisso? podem explicar como esses fenômenos influenciam
(3) Como esse experimento ajuda a entender fenô- seu cotidiano, como atividades ao ar livre, a agricul-
menos que observamos todos os dias, como a mu- tura, e até os tipos de roupas que usam em cada
dança das sombras? estação.

12
Prática 1

FICHA DE REGISTRO Nome dos integrantes do grupo:


DA PRÁTICA
PRÁTICA 1: A DANÇA DA TERRA!

FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA Ao observar a simulação da rotação da Terra, o que você notou Ao posicionar o lápis ou outro objeto no globo, o que você notou
sobre a luz e a sombra no globo terrestre? sobre a mudança de sombras ao longo da “movimentação da
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de _________________________________________________________________ Terra”?
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes __________________________________________________________________ __________________________________________________________________
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste __________________________________________________________________
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo
com o perfil da sua turma. Como o movimento de rotação da Terra explica o ciclo de dia e
noite que vivemos diariamente? Explique com suas palavras como o movimento da Terra influen-
_________________________________________________________________ cia a posição das sombras ao longo do dia e do ano.
__________________________________________________________________ __________________________________________________________________
__________________________________________________________________

O que você percebeu sobre a luz e a sombra ao inclinar o globo


terrestre e movê-lo ao redor da “fonte de luz” (lanterna)?
O que você achou mais interessante sobre os movimentos da
_________________________________________________________________
Terra e seus efeitos?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
Com base na observação, como a inclinação do eixo da Terra in-
fluencia a temperatura e as estações ao longo do ano?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

13
Prática 1

AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 1: A DANÇA DA TERRA! Nome do estudante avaliado:

AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM Sim Parcialmente Não


Professor, você pode solicitar a impressão de uma ficha de
Avaliação da Aprendizagem por estudante ou utilizá-la para
as anotações em seu caderno de registros a partir das suges-
tões deste ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas Engajamento
de acordo com o perfil da sua turma e do experimento que
Participou ativamente das discussões e atividades em grupo?
conduziu na sua turma.

Raciocínio científico
Demonstrou compreensão dos conceitos de rotação, translação e
inclinação da Terra?

Comunicação
Colaborou nas atividades e apresentou suas conclusões de forma
clara?

14
Prática 1

FICHA DE Nome do estudante:


AUTOAVALIAÇÃO
PRÁTICA 1: A DANÇA DA TERRA!

AUTOAVALIAÇÃO Peça que os estudantes reflitam sobre o que aprenderam: Consigo pensar em algum exemplo na minha vida que se relacio-
ne com o que aprendi sobre os movimentos da Terra?
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de Quais foram as principais descobertas que fiz durante esta práti-
_________________________________________________________________
Autoavaliação por estudante ou solicitar que escrevam as ca sobre os movimentos da Terra?
etapas no caderno a partir das sugestões deste ficha. Fique Que novas perguntas eu tenho sobre o espaço, a Terra ou os fe-
à vontade para adaptar as perguntas de acordo com o perfil _________________________________________________________________
nômenos naturais que gostaria de explorar?
da sua turma. Como o que aprendi hoje me ajuda a entender melhor o que vejo
_________________________________________________________________
no meu dia a dia, como a mudança das estações ou a variação
das sombras? Como o que aprendi hoje pode me ajudar em outras disciplinas
ou atividades?
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
O que me ajudou a entender melhor os conceitos de rotação e
translação? (ex: observação, discussão em grupo, anotações, etc.) Reflexão final: Complete a frase abaixo para resumir sua experi-
ência de hoje:
_________________________________________________________________
“Hoje, aprendi que _____________________________________
Tive alguma dificuldade em entender algum aspecto dos movi-
_________________. Esse conhecimento me ajuda a enten-
mentos da Terra? Como tentei superar essa dificuldade?
der______________________________________ ________________________
_________________________________________________________________ _______________________________________________.”

Se eu tivesse que explicar o que aprendi hoje a um amigo, como


eu faria isso?

_________________________________________________________________

15
Prática 2

Como o passado
da Terra e o nosso
cotidiano se
conectam?
16
Prática 2

CONEXÃO COM A VIDA REAL: HABILIDADES: Materiais

Já parou para pensar como medimos o tempo? Nós, se- COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
• Fita métrica ou uma longa tira de papel (como papel kraft)
res humanos, usamos relógios e calendários para marcar para representar a linha do tempo.
nossos dias e anos, mas e a Terra? A Terra tem o seu pró- 1. Conhecimento: compreender e utilizar diferentes formas
• Marcadores coloridos ou adesivos para marcar diferentes
prio ritmo e a ciência tem diferentes maneiras de marcar de conhecimento sobre o tempo para construir uma visão eventos.
o tempo: o histórico, o geológico e o cronológico. Nesta integrada sobre o desenvolvimento da Terra e das civilizações,
• Cartões pequenos com eventos para serem distribuídos
aula, vamos explorar como esses diferentes tipos de tem- relacionando ciência, história e o cotidiano. aos grupos (exemplos: “formação da Terra”, “surgimento
po se conectam e entender como a ciência usa essas es- dos dinossauros”, “invenção da escrita”, “nascimento de um
calas para estudar o passado da Terra e o nosso lugar no 4. Comunicação: expressar e compartilhar suas ideias, estudante”).

presente. dúvidas e descobertas sobre o conceito de tempo e suas • Imagens representativas (opcional) para associar aos even-
diferentes escalas, utilizando a linguagem oral e escrita, tos.
além de representações visuais, como a linha do tempo. • Use uma parede ou o chão da sala de aula para estender a
OBJETIVO: linha do tempo (a fita de papel), onde os estudantes pode-
6. Trabalho e projeto de vida: compreender como os di- rão marcar diferentes eventos com os cartões.
Ao final da aula, o estudante será capaz de diferenciar os
ferentes conceitos de tempo – histórico, geológico e cro- • Divida os estudantes em pequenos grupos (4 a 5) e distri-
conceitos de tempo histórico, geológico e cronológico, bua cartões com eventos históricos, geológicos e cronoló-
nológico – podem influenciar a maneira como planejamos
compreender como o tempo geológico abrange bilhões de gicos para que cada grupo participe da construção da linha
nossas ações no presente, conectando escolhas pessoais do tempo.
anos, enquanto o tempo cronológico está relacionado ao
às transformações do passado e às perspectivas de futuro.
ciclo de vida dos seres humanos e o tempo histórico aos
registros documentados e visualizar de maneira compara- 10. Responsabilidade e Cidadania: discutir como o enten-
tiva como essas formas de medir o tempo são utilizadas dimento dos tempos histórico e geológico pode influenciar Duração
na ciência e no cotidiano. nossa percepção de preservação ambiental e responsabili-
dade com o planeta, promovendo uma atitude consciente • Introdução e contextualização (10 minutos).
sobre as mudanças naturais e humanas. • Atividade prática (25 minutos).
• Discussão e encerramento (15 minutos).

17
Prática 2 Etapas da prática experimental

INTRODUÇÃO E ATIVIDADE
CONTEXTUALIZAÇÃO PRÁTICA
(10 MINUTOS) (25 MINUTOS)

1 Inicie a aula perguntando aos estudantes como eles 1 Estenda a fita métrica ou a tira de papel no chão ou
medem o tempo em sua rotina (relógios, calendários, na parede para representar a linha do tempo.
5 Os estudantes devem colocar os eventos na linha do
etc.). Em seguida, pergunte se eles sabem como me-
2 Divida a linha em três seções: tempo cronológico, tempo, usando marcadores coloridos ou adesivos
dimos o tempo em relação ao passado da Terra.
tempo histórico e tempo geológico. para identificar cada evento de acordo com a catego-
2 Explique os três tipos de tempo: ria (geológico, histórico ou cronológico).
3 Cada seção deve ter uma escala de tamanho propor-
Tempo cronológico: Relacionado ao ciclo de vida cional (ex.: 10 cm para eventos cronológicos, 1 metro 6 Oriente os estudantes a observarem a quantidade de
humano (ex. o aniversário de cada um). para eventos históricos e 5 metros para eventos geo- espaço ocupada por cada categoria de tempo, refle-
lógicos). tindo sobre a escala de tempo geológico em compa-
Tempo histórico: Relacionado a eventos documen- ração com o histórico e o cronológico.
tados e mudanças na sociedade (ex. invenção da es- 4 Dê aos grupos cartões com diferentes eventos e peça
crita). que discutam em qual seção (cronológica, histórica 7 Após montarem a linha do tempo, peça aos estudan-
ou geológica) cada evento se encaixa. tes que observem as diferenças nas escalas e discu-
Tempo geológico: Envolve bilhões de anos, repre- tam por que o tempo geológico cobre um período tão
Exemplos de eventos: extenso em relação ao tempo cronológico ou históri-
sentando o desenvolvimento do planeta (ex. forma-
ção dos continentes). co.
Tempo geológico: formação da Terra, extinção dos
dinossauros, surgimento dos primeiros seres vivos.
3 Explique que eles irão construir uma linha do tempo
gigante e posicionar diferentes eventos para visuali- Tempo histórico: invenção da escrita, construção
zar a diferença entre esses tipos de tempo.
das pirâmides, Revolução Industrial.

Tempo cronológico: aniversário de um estudante,


invenção de um brinquedo popular.

18
Prática 2 Etapas da prática experimental

DISCUSSÃO E Interdisciplinaridade Exemplo da atividade

ENCERRAMENTO
(15 MINUTOS)

1 Reúna os estudantes para uma discussão sobre as


observações feitas durante a montagem da linha do
tempo.
Geografia: exploração das camadas e formações
2 Faça perguntas para guiar a discussão, como: da Terra, discutindo como as mudanças geológicas
influenciam o ambiente e os continentes ao longo
(1) O que vocês acharam mais surpreendente ao ob-
de bilhões de anos.
servar a linha do tempo?

(2) Por que vocês acham que o tempo geológico é tão História: estudo dos registros históricos e sua im-
longo em comparação com os outros? portância para a compreensão das civilizações e das
mudanças na sociedade.
(3) Como o tempo histórico e o cronológico são im-
portantes para a nossa vida cotidiana? Matemática: cálculo de proporções e escalas para
representar diferentes períodos de tempo, ajudan-
3 Incentive os estudantes a refletirem sobre como essa do os estudantes a visualizar e comparar as escalas
compreensão do tempo ajuda a ver o passado da Ter- cronológicas, históricas e geológicas.
ra e o desenvolvimento humano sob uma nova pers-
pectiva.

19
Prática 2

FICHA DE REGISTRO Nome dos integrantes do grupo:


DA PRÁTICA
PRÁTICA 2: COMO O PASSADO DA TERRA E O
NOSSO COTIDIANO SE CONECTAM?
Escreva um exemplo de um evento que acontece em um período Explique com suas palavras a diferença entre o tempo cronológi-
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA cronológico e explique como ele afeta sua vida cotidiana. co, o histórico e o geológico.
__________________________________________________________________ __________________________________________________________________
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de __________________________________________________________________ __________________________________________________________________
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo Qual evento histórico você marcou na linha do tempo? Como ele O que mais te interessou nessa prática sobre o tempo e a Terra?
com o perfil da sua turma. é importante para a sociedade? __________________________________________________________________
__________________________________________________________________ __________________________________________________________________
__________________________________________________________________

Como essa prática ajuda você a entender o passado e o presente


O que você descobriu sobre o tempo geológico? Escreva um
do nosso planeta?
evento relacionado ao tempo geológico e explique o que mais te
__________________________________________________________________
surpreendeu sobre esse tipo de tempo.
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________ Faça um pequeno desenho que represente o que você aprendeu
sobre os diferentes tipos de tempo. Use diferentes cores ou sím-
bolos para indicar o tempo cronológico, histórico e geológico.
Como foi organizar os eventos na linha do tempo? Algum dos ti- __________________________________________________________________
pos de tempo ocupou mais espaço? Por quê? __________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

20
Prática 2

AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 2: COMO O PASSADO DA TERRA E O Nome do estudante avaliado:
NOSSO COTIDIANO SE CONECTAM?
Sim Parcialmente Não
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM

Professor, você pode solicitar a impressão de uma ficha de


Avaliação da Aprendizagem por estudante ou utilizá-la para
as anotações em seu caderno de registros a partir das suges-
Engajamento
tões deste ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas
Participou ativamente das discussões e atividades em grupo?
de acordo com o perfil da sua turma e do experimento que
conduziu na sua turma.

Compreensão
O estudante demonstrou compreender as diferenças entre os tem-
pos cronológico, histórico e geológico?

Comunicação
Colaborou nas atividades e apresentou suas conclusões de forma
clara?

21
Prática 2

FICHA DE Nome do estudante:


AUTOAVALIAÇÃO
PRÁTICA 2: COMO O PASSADO DA TERRA E O
NOSSO COTIDIANO SE CONECTAM?
Peça que os estudantes reflitam sobre o que aprenderam: Como o que aprendi sobre o tempo pode ajudar a entender o
AUTOAVALIAÇÃO passado e o presente da Terra?
Qual foi a parte mais interessante dessa prática para mim? Por
_________________________________________________________________
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de quê?
Autoavaliação por estudante ou solicitar que escrevam as Consigo relacionar o que aprendi hoje com alguma coisa na mi-
etapas no caderno a partir das sugestões deste ficha. Fique _________________________________________________________________
nha vida ou no mundo ao meu redor?
à vontade para adaptar as perguntas de acordo com o perfil
da sua turma. _________________________________________________________________
Qual conceito novo eu aprendi hoje sobre o tempo (cronológico,
histórico e geológico)?
O que eu gostaria de explorar mais sobre o tempo e a Terra nas
_________________________________________________________________
próximas aulas?

_________________________________________________________________
Como eu fiz para entender a diferença entre os três tipos de tem-
po?
Qual habilidade ou estratégia usei hoje que vou tentar usar em
_________________________________________________________________
outras atividades de aprendizado?

_________________________________________________________________
Encontrei alguma dificuldade durante a prática? O que fiz para
tentar superá-la?

_________________________________________________________________

22
7º ANO
PRÁTICA 3 E PRÁTICA 4

23
Prática 3

Como o calor
pode mover
as máquinas?

24
Prática 3

CONEXÃO COM A VIDA REAL: HABILIDADES: Materiais

De fornos a motores, a diferença de temperatura é o que COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC Para escolas com laboratório:
faz tudo funcionar! Vamos explorar como o calor e a tem- • Bico de Bunsen ou uma fonte de calor segura.
peratura estão presentes no nosso dia a dia e como essas 2. Pensamento científico, crítico e criativo: analisar, in- • Termômetros (analógicos ou digitais).
• Duas latas de alumínio (como de refrigerante).
variações de temperatura movem máquinas térmicas, es- terpretar e relacionar fenômenos físicos observados no ex-
• Recipiente grande ou becker.
senciais para o desenvolvimento da sociedade. Além disso, perimento.
• Água quente e fria.
vamos discutir brevemente como o uso dessas máquinas, • Luvas térmicas para segurança.
e a queima de combustíveis fósseis, impactam o meio am- 4. Comunicação: compartilhar observações e conclusões de • Utilize bancadas equipadas para experimentos, garantindo acesso
biente. maneira clara e organizada, utilizando terminologia científica. seguro à fonte de calor e aos termômetros. Oriente os estudantes
a usar jalecos e luvas, se disponíveis.
6. Trabalho e projeto de vida: refletir sobre como o en-
OBJETIVO: tendimento dos processos térmicos e do funcionamento de
• Divida a turma em grupos de 4 a 5 estudantes, assegurando que
cada grupo tenha acesso a um conjunto de materiais e nomeie um
estudante por grupo como responsável por registrar as observa-
Ao final da aula, o estudante será capaz de revisitar as di- máquinas pode influenciar escolhas pessoais e profissionais ções na ficha de registro.
ferenças entre os conceitos de temperatura, calor e sensa- relacionadas ao uso consciente de recursos energéticos e à Para escolas sem laboratório:
ção térmica, identificar os processos físicos relacionados busca por soluções sustentáveis para os desafios ambientais. • Água quente trazida em garrafas térmicas.
ao funcionamento de máquinas térmicas e relacionar seu • Água fria (recipientes comuns, como baldes ou tigelas grandes).
uso ao desenvolvimento da sociedade e aos impactos am- 7. Argumentação: desenvolver argumentos sobre o impac- • Duas latas de alumínio (como de refrigerante).
bientais, como a queima de combustíveis fósseis. to ambiental do uso de máquinas térmicas com base em evi- • Cronômetros (podem ser de celulares).
dências observadas e discutidas. • Toalhas para limpeza.
• Realize a prática em uma sala ampla ou no pátio, utilizando mesas
para dispor os materiais. Certifique-se de que as fontes de calor
Duração sejam previamente organizadas (ex.: garrafas térmicas com água
quente) e de que os recipientes estejam seguros para manipula-
• Introdução e contextualização (10 minutos). ção.
• Divida a turma em grupos de 4 a 5 estudantes, assegurando que
• Atividade prática (25 minutos). cada grupo tenha acesso a um conjunto de materiais e nomeie um
• Discussão e encerramento (15 minutos). estudante por grupo como responsável por registrar as observa-
ções na ficha de registro.

25
Prática 3 Etapas da prática experimental

INTRODUÇÃO E ATIVIDADE
CONTEXTUALIZAÇÃO PRÁTICA
(10 MINUTOS) (25 MINUTOS)

1 Pergunte aos estudantes como o calor e a temperatu- 1 Encha uma lata com água quente até 2/3 de sua capa-
ra afetam suas rotinas (ex.: em dias frios ou quentes, cidade.
cozinhando ou usando eletrodomésticos).
2 Coloque água fria em um recipiente grande. Para es-
2 Explique os conceitos de: calor, temperatura e sen- colas com laboratório: meça a temperatura inicial da
sação térmica. água quente e fria com o termômetro.
3 Relacione os conceitos ao funcionamento de máqui- 3 Vire a lata de boca para baixo e mergulhe-a rapida-
nas térmicas, destacando que elas utilizam variações mente no recipiente com água fria.
de temperatura para gerar movimento.
4 Lembre-se que a água deve estar próxima do ponto
de ebulição para que o vapor se forme adequadamen-
te, caso contrário o efeito desejado pode não ocorrer
5 Observe o que acontece com a lata (ela deve amassar
devido à pressão interna gerada pela troca de calor).
6 Peça que os estudantes registrem suas observações
7 Discuta como a troca de calor entre o interior da lata
e o ambiente externo gerou a deformação da lata.
8 Relacione o processo ao funcionamento de máquinas
térmicas, como motores a vapor.

26
Prática 3 Etapas da prática experimental

DISCUSSÃO E Interdisciplinaridade Exemplo da atividade

ENCERRAMENTO
(15 MINUTOS)

1 Promova uma discussão guiada a partir de pergun-


tas, como:
(1) o que aconteceu com a lata?

(2) Por que ela se amassou?


História: investigue como a invenção das máquinas
(3) Como a troca de calor está relacionada ao funcio- térmicas impulsionou a Revolução Industrial e mu-
namento de motores térmicos? dou as sociedades.

(4) Quais são os impactos ambientais do uso de má- Matemática: trabalhe com gráficos para comparar
quinas térmicas que dependem de combustíveis fós- a transferência de energia térmica em diferentes
seis? materiais ou medidas de eficiência das máquinas
térmicas.
2 Peça aos estudantes que façam conexões com situa-
ções cotidianas, como a importância de motores na
sociedade e as alternativas sustentáveis para reduzir
o impacto ambiental.

27
Prática 3

FICHA DE REGISTRO Nome dos integrantes do grupo:


DA PRÁTICA
PRÁTICA 3: COMO O CALOR PODE
MOVER AS MÁQUINAS?
O que aconteceu com a lata após ser mergulhada na água fria? Quais impactos ambientais podem estar associados ao uso de
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA Descreva em detalhes. máquinas térmicas que dependem de combustíveis fósseis?
__________________________________________________________________ __________________________________________________________________
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de __________________________________________________________________ __________________________________________________________________
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo Por que a lata se amassou? Explique o fenômeno observado com O que você aprendeu sobre a diferença entre calor, temperatura
com o perfil da sua turma. base na troca de calor e pressão. e sensação térmica?
__________________________________________________________________ __________________________________________________________________
__________________________________________________________________ __________________________________________________________________

Como você relaciona esse experimento com o funcionamento de Como a troca de calor pode ser usada para criar tecnologias mais
máquinas térmicas, como motores a vapor? sustentáveis? Dê uma sugestão.
__________________________________________________________________ __________________________________________________________________
__________________________________________________________________ __________________________________________________________________

Cite um exemplo do dia a dia em que a troca de calor é utilizada


para gerar movimento ou energia.
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

28
Prática 3

AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 3: COMO O CALOR PODE Nome do estudante avaliado:
MOVER AS MÁQUINAS?
Sim Parcialmente Não
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM

Professor, você pode solicitar a impressão de uma ficha de


Avaliação da Aprendizagem por estudante ou utilizá-la para
as anotações em seu caderno de registros a partir das suges- Engajamento
tões desta ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas Participou ativamente de todas as etapas da prática, colaborando
de acordo com o perfil da sua turma e do experimento que com o grupo e demonstrando interesse.
conduziu na sua turma.

Raciocínio científico
Demonstrou compreensão dos conceitos de calor, temperatura,
sensação térmica e máquinas térmicas, conectando-os ao cotidia-
no e ao meio ambiente.

Comunicação
Expressou suas ideias de forma clara e organizada, utilizando a lin-
guagem científica apropriada.

29
Prática 3

VFICHA DE Nome do estudante:


AUTOAVALIAÇÃO
PRÁTICA 3: COMO O CALOR PODE
MOVER AS MÁQUINAS?
Como eu me envolvi nas atividades durante o experimento? Qual conceito ou habilidade eu gostaria de explorar mais nas
AUTOAVALIAÇÃO próximas aulas?
( ) Participei ativamente em todas as etapas.
__________________________________________________________________
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de ( ) Participei de algumas etapas, mas poderia ter contribuído mais.
Autoavaliação por estudante ou solicitar que escrevam as
( ) Participei pouco e fiquei mais como observador.
etapas no caderno a partir das sugestões deste ficha. Fique
à vontade para adaptar as perguntas de acordo com o perfil Em resumo:
da sua turma. Hoje, eu aprendi sobre __________________________________________
Explique por que você marcou essa opção:
Percebi que sou bom em ________________________________________
__________________________________________________________________
Preciso melhorar em ____________________________________________

E quero aprender mais sobre ____________________________________


Houve algo que eu não entendi bem? O que foi?

__________________________________________________________________

Como o que aprendi sobre calor e máquinas térmicas se relacio-


na com situações do meu dia a dia? Dê um exemplo.

__________________________________________________________________

O que eu faria diferente se pudesse repetir essa prática?

__________________________________________________________________

30
Prática 4

A engenharia
do dia a dia

31
Prática 4

CONEXÃO COM A VIDA REAL: HABILIDADES: Materiais

Pense: o que bicicletas, carrinhos de compras, portões au- COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
• Roldanas ou polias (improvisadas com carreteis de linha ou
tomáticos ou até elevadores têm em comum? Todos são tampas de garrafa).
baseadas em máquinas simples e apresentam rodas, ei- 1. Conhecimento: reconhecer e valorizar as máquinas
• Cordões ou barbantes.
xos e polias. Esses dispositivos ajudaram a transformar a simples como conhecimento científico aplicado ao cotidia-
• Pesos (como garrafas com água).
sociedade desde a antiguidade e foram fundamentais para no.
• Eixos (podem ser pedaços de madeira ou tubos de PVC).
o desenvolvimento industrial, como em São Paulo. Estuda-
remos como essas máquinas simples funcionam e como 2. Pensamento crítico e criativo: analisar o funciona- • Rodas improvisadas (como tampas de potes ou CDs antigos).
elas continuam moldando o nosso cotidiano. mento das máquinas simples e propor soluções práticas • Um suporte para fixar as polias (pode ser uma mesa ou cadei-
para problemas. ra).
OBJETIVO: 6. Trabalho e projeto de vida: demonstrar a importância
• Para escolas com laboratório, organize bancadas onde os ma-
teriais possam ser fixados e manipulados com segurança.
Ao final da aula, o estudante será capaz de identificar o das máquinas simples para atividades do dia a dia e seu • Para escolas sem laboratório, realize a prática em uma sala
papel de máquinas simples, como roda, eixo e polia, em impacto no progresso social. com mesas ou em um pátio, garantindo que os estudantes te-
diferentes contextos do cotidiano e relacionar o uso des- nham espaço para montar e testar as máquinas simples.
sas máquinas simples com o desenvolvimento industrial e 7. Argumentação: desenvolver argumentos claros sobre • Divida a turma em grupos de 4 a 5 estudantes. Cada grupo
como elas mudaram a sociedade. como as máquinas simples moldaram a sociedade. ficará responsável por montar e testar as máquinas simples.

Duração

• Introdução e contextualização (10 minutos).


• Atividade prática (25 minutos).
• Discussão e encerramento (15 minutos).

32
Prática 4 Etapas da prática experimental

INTRODUÇÃO E Professor, as máquinas simples são dispositivos que utilizam


Figura 1

CONTEXTUALIZAÇÃO poucos componentes para multiplicar ou redirecionar a for-


ça, facilitando a realização de tarefas.
(10 MINUTOS)
Exemplos incluem a alavanca, a roda e o eixo, a polia, o plano
inclinado, a cunha e o parafuso. Por sua simplicidade, essas
1 Inicie perguntando: quais objetos ou máquinas sim- máquinas são a base para o funcionamento de dispositivos
ples os estudantes conhecem que ajudam a reduzir o mais complexos.
esforço no dia a dia?
Já as máquinas compostas são formadas pela combinação
2 Após a explicação do que são máquinas simples, le- de duas ou mais máquinas simples, permitindo a realização
vante questões de como elas foram essenciais na Re- de tarefas mais sofisticadas. A bicicleta, por exemplo, utili-
volução Industrial e na modernização de São Paulo. za roda e eixo, alavancas (pedais) e engrenagens, mostrando
como as máquinas simples trabalham juntas para formar um
3 Relacione esses conceitos ao uso de bicicletas, eleva- sistema mais avançado. Durante este experimento, é impor-
dores ou guindastes, dispositivos que muitos estu- tante que os estudantes compreendam a função essencial
das máquinas simples: reduzir o esforço humano.
dantes já viram.
Para ajudar na abordagem em sala de aula, sugerimos
que você:

Introduza as máquinas simples: explique como cada tipo


facilita o trabalho, aumentando a eficiência ou reduzindo a
força necessária. Use exemplos do cotidiano, como uma te-
soura (alavanca), uma rampa (plano inclinado) ou um abridor
de garrafas (alavanca e cunha).

Diferencie simples de compostas: explique que máquinas


compostas, como bicicletas, elevadores e guindastes, são
combinações de várias máquinas simples, mas que o foco
deste experimento está na compreensão das máquinas sim-
ples individualmente.

33
Prática 4 Etapas da prática experimental

ATIVIDADE
PRÁTICA
(25 MINUTOS)

Atividade 1: Polias te é mais confortável de aplicar para os músculos hu- Atividade 2: Rodas
manos. Nesta situação a polia não reduz o peso do
1 Oriente os estudantes a fixarem uma haste no supor- objeto, mas redistribui o esforço necessário para le-
1 Cada grupo deverá inserir um tubo de PVC ou um pedaço
te universal, de modo que fique paralela com a base vantá-lo, tornando a tarefa menos desgastante.
de madeira como eixo central entre dois CDs, posicionan-
(figura 1). Este arranjo será o suporte para as ações a Também, o carretel, por girar em torno da haste hori- do-os como rodas.
seguir. zontal, minimiza o atrito entre o barbante e o supor- 2 Fixar os CDs nas extremidades do eixo utilizando fita ade-
2 Passe o carretel pela haste. Passe o barbante pelo te, permitindo que a força seja transferida de forma siva ou cola quente (caso permitido).
carretel. Amarre uma das extremidades a um objeto mais eficiente. 3 Verificar se os CDs estão bem alinhados para girar de for-
(peso) e a outra deve ficar livre para segurar. Essa função do carretel como polia é amplamente uti- ma eficiente ao longo do eixo.
lizada em sistemas práticos no cotidiano, como guin- 4 Peça aos grupos para colocar a estrutura montada (eixo e
3 Puxe a extremidade livre, levantando o peso ao pu-
dastes, elevadores, varais de roupa e até em sistemas rodas) no chão ou em uma superfície lisa e deslocá-la.
xar. Importante: Pergunte se eles sentiram o objeto
mais leve do que quando levantaram sem o sistema. de barcos. Ele é uma solução simples para mover ou 5 Colocar um objeto sobre a estrutura e empurrar o sistema.
levantar objetos pesados com menos esforço. 6 Os estudantes devem empurrar um peso diretamente so-
4 Explique a função do carretel, ressaltando que, nes-
5 Fique atento durante o experimento, porque os estu- bre a mesa ou superfície plana e, em seguida, colocar o
te experimento, atua como uma polia, uma máquina mesmo peso sobre a estrutura de roda e eixo.
simples que tem como principal função alterar a dire- dantes devem perceber que:
7 Oriente para que comparem e registrem: a força necessá-
ção da força aplicada, facilitando o trabalho. (1) sem o carretel, o peso parece mais difícil de le- ria para mover o peso nos dois casos; a facilidade de mo-
Quando o barbante passa pelo carretel, ele permite vantar, pois a força precisa ser aplicada diretamente vimento ao usar o sistema de roda e eixo; quais exemplos
que a força aplicada para levantar o peso seja feita na para cima; do dia a dia utilizam o mesmo princípio de roda e eixo? (Ex.:
direção descendente (puxando para baixo), ao invés (2) com o carretel, o peso parece mais leve, pois o carrinhos de mão, carros, bicicletas); por que a invenção
de diretamente para cima. da roda foi tão importante para a evolução da sociedade?;
carretel redireciona a força, tornando a tarefa mais
como as rodas e eixos continuam moldando a tecnologia
Isso facilita o movimento porque a força descenden- prática e eficiente. e o transporte no mundo moderno?

34
Prática 4 Etapas da prática experimental

DISCUSSÃO E Exemplo da atividade

ENCERRAMENTO
(15 MINUTOS)

1 Explore perguntas como: O que essas máquinas simples 7 Explique que o uso eficiente de máquinas simples ainda
têm em comum? Como elas facilitam nosso trabalho? Por é relevante, especialmente em projetos voltados para co-
que a invenção da roda foi um marco tão importante para munidades em desenvolvimento.
a humanidade? Como as polias ajudaram a desenvolver
8 Encerre a atividade, reforçando que as máquinas simples
grandes construções e sistemas de transporte?
são a base da engenharia e tecnologia. As polias e rodas/
2 Destaque que essas máquinas simples foram fundamen- eixos exemplificam como a ciência pode transformar o co-
tais na Revolução Industrial e continuam sendo a base tidiano, tornando o trabalho mais fácil e eficiente. A curio-
para tecnologias modernas. sidade e o entendimento dessas máquinas ajudam a ins-
pirar inovações que podem resolver problemas globais.
3 Quais outras máquinas simples vocês conhecem? (Ex.: ala-
vancas, rampas, cunhas). Interdisciplinaridade
4 Como essas máquinas podem ser combinadas para criar
sistemas mais complexos e eficientes, como guindastes História: Explorar o papel das máquinas simples na
ou engrenagens? Revolução Industrial e no desenvolvimento industrial
de São Paulo.
5 Incentive os estudantes a imaginar soluções do cotidiano
que poderiam ser aprimoradas com o uso dessas máqui- Geografia: Relacionar o uso de máquinas simples à
nas simples. logística e transporte, destacando o impacto em dife-
rentes regiões do Brasil.
6 Provoque os estudantes a pensar como máquinas simples
podem ser usadas para criar soluções sustentáveis, como Educação Física: Explorar como a roda e o eixo são
sistemas para coletar água ou mover cargas em locais re- usados em equipamentos esportivos, como bicicle-
motos? tas e skates.

35
Prática 4

FICHA DE REGISTRO Nome dos integrantes do grupo:


DA PRÁTICA
PRÁTICA 4: A ENGENHARIA DO DIA A DIA

FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA O que aconteceu quando você usou a polia para levantar o peso? O que aconteceria se não existissem rodas e eixos? Como isso
__________________________________________________________________ afetaria a sociedade?
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de __________________________________________________________________
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste Comparando o esforço: foi mais fácil levantar o peso com ou sem
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo a polia? Explique. Qual sistema (polia ou roda e eixo) você achou mais fácil de usar?
com o perfil da sua turma. __________________________________________________________________ Por quê?
__________________________________________________________________

Qual a vantagem de usar uma polia em situações do dia a dia,


como em guindastes e elevadores? Como as máquinas simples testadas no experimento podem ser
__________________________________________________________________ úteis na construção ou no transporte?
__________________________________________________________________

Como o movimento foi facilitado ao usar a roda e o eixo?


__________________________________________________________________
Quais são os impactos ambientais do uso de máquinas moder-
nas, que evoluíram a partir dessas máquinas simples?
Você consegue citar um exemplo no cotidiano onde a roda e o __________________________________________________________________
eixo são usados para facilitar o transporte ou a locomoção?
__________________________________________________________________
Se você pudesse criar uma nova máquina simples, qual seria?
Descreva como ela funcionaria e onde poderia ser usada.
__________________________________________________________________

36
Prática 4

AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 4: A ENGENHARIA DO DIA A DIA Nome do estudante avaliado:

AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM Sim Parcialmente Não


Professor, você pode solicitar a impressão de uma ficha de
Avaliação da Aprendizagem por estudante ou utilizá-la para
as anotações em seu caderno de registros a partir das suges-
tões deste ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas Engajamento
de acordo com o perfil da sua turma e do experimento que Participou ativamente de todas as etapas da prática, colaborando
conduziu na sua turma. com o grupo e demonstrando interesse.

Compreensão
Demonstrou compreensão dos conceitos de polia, roda e eixo, co-
nectando-os claramente ao cotidiano e à história.

Comunicação
Expressou suas ideias de forma clara, bem organizada e com uso
adequado de termos científicos.

37
Prática 4

FICHA DE Nome do estudante:


AUTOAVALIAÇÃO
PRÁTICA 4: A ENGENHARIA DO DIA A DIA

AUTOAVALIAÇÃO Como eu me envolvi nas atividades durante o experimento? Que habilidades ou estratégias eu usei para superar dificuldades
durante a prática?
( ) Participei ativamente em todas as etapas.
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de
_________________________________________________________________
Autoavaliação por estudante ou solicitar que escrevam as ( ) Participei de algumas etapas, mas poderia ter contribuído mais.
etapas no caderno a partir das sugestões deste ficha. Fique
( ) Participei pouco e fiquei mais como observador.
à vontade para adaptar as perguntas de acordo com o perfil
da sua turma. Se eu pudesse refazer a prática, o que faria diferente?

_________________________________________________________________
Explique por que você marcou essa opção:

_________________________________________________________________
Em resumo:

Hoje, eu aprendi sobre __________________________________________


Houve algo que eu não entendi bem? O que foi?
Percebi que sou bom em ________________________________________
_________________________________________________________________
Preciso melhorar em ____________________________________________

E quero aprender mais sobre ____________________________________


Durante a prática, eu usei algum conhecimento anterior para re-
solver problemas? Se sim, qual?

_________________________________________________________________

38
8º ANO
PRÁTICA 5 E PRÁTICA 6

39
Prática 5

Como as plantas
garantem a
próxima geração: a
reprodução vegetal
40
Prática 5

CONEXÃO COM A VIDA REAL: HABILIDADES: Materiais

Como as plantas, que estão por toda parte, conseguem se COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
reproduzir e garantir que novas gerações cresçam, mes- • Sementes de feijão ou girassol (para observar a reprodução
sexuada).
mo enfrentando diferentes desafios ambientais? Algumas 1. Conhecimento: explorar e identificar estratégias de re-
produção nas plantas, associando-as à adaptação e preser- • Tubérculos (como batata-doce ou gengibre) para reprodução
plantas usam sementes, outras se espalham pelo solo e até
assexuada.
se clonam! Compreender como elas fazem isso não só aju- vação das espécies.
• Copos plásticos, algodão e água (para germinação das semen-
da a gente a entender o mundo ao nosso redor, mas tam- tes).
bém a pensar em como a natureza criou estratégias inte- 2. Pensamento científico, crítico e criativo: comparar di-
ferentes tipos de reprodução e refletir sobre suas vantagens • Tesouras e potes pequenos com terra (para cultivo dos tubér-
ligentes para sobreviver. Além disso, o que você aprender culos).
hoje pode até te surpreender ao mostrar como isso impac- adaptativas.
• Espaço: laboratório de Ciências, sala de aula ou pátio com
ta a nossa alimentação e a preservação do meio ambiente. acesso a luz natural.
4. Comunicação: colaborar em grupo para discutir, registrar
Vamos descobrir os segredos que as plantas escondem?
e compartilhar os resultados dos experimentos. • Organização dos estudantes: grupos de 4 a 5 alunos.

OBJETIVO: 6. Trabalho e projeto de vida: refletir sobre como o estudo


Ao final da aula, o estudante será capaz de identificar di- da reprodução vegetal é importante para a preservação am-
ferentes tipos de reprodução em plantas (sexuada e asse- biental e para práticas agrícolas sustentáveis.
xuada), comparar essas estratégias reprodutivas com os
mecanismos adaptativos que ajudam as plantas a sobrevi-
ver em diversos ambientes e entender como os processos
reprodutivos influenciam a dispersão e sobrevivência das Duração
espécies vegetais e sua relação com a preservação ambien-
• Introdução e contextualização (10 minutos).
tal e agricultura.
• Atividade prática (25 minutos).
• Discussão e encerramento (15 minutos).

41
Prática 5 Etapas da prática experimental

PREPARAÇÃO INTRODUÇÃO E ATIVIDADE PRÁTICA


Para se preparar, o professor pode iniciar o experimento
CONTEXTUALIZAÇÃO (25 MINUTOS)

alguns dias antes da aula, germinando algumas sementes (10 MINUTOS) Experimento 1:
germinação de sementes (reprodução sexuada)
de feijão ou girassol e plantando alguns tubérculos (batata-
doce ou gengibre). Assim, terá exemplos visíveis de diferentes 1 Comece discutindo a diferença entre reprodução se-
1 Cada grupo de estudantes recebe sementes de feijão
estágios de crescimento para mostrar aos estudantes no dia xuada (por sementes) e assexuada (por partes da
ou girassol, copos plásticos e algodão.
da prática. planta, como tubérculos).
Além disso, o professor pode tirar fotos dos estágios 2 Os estudantes colocam as sementes sobre o algodão
2 Pergunte se os estudantes já observaram plantas nas-
diários das plantas para criar uma sequência visual, caso úmido no copo plástico e observam ao longo dos pró-
cendo de sementes ou de pedaços de plantas. Ques-
as sementes plantadas no dia da aula ainda não tenham ximos dias o processo de germinação.
tione quais estratégias de reprodução eles acham que
germinado. Antes da aula, é importante verificar todos os
permitem a uma planta crescer mais rapidamente em 3 Peça aos estudantes que anotem e façam um peque-
materiais (sementes, tubérculos, copos plásticos, algodão,
ambientes adversos. no desenho do crescimento das sementes a cada dia,
água e potes com terra) e organizar um “cantinho do
registrando as etapas observadas.
crescimento” na sala, onde os estudantes possam fazer 3 Explique que essas estratégias de reprodução garan-
registros de observações. tem a sobrevivência das plantas em diversos ambien- Experimento 2:
Se o professor não tiver a oportunidade de iniciar tes e que isso também influencia a agricultura e a for- cultivo de tubérculos (reprodução assexuada)
o experimento com antecedência, ele pode utilizar ma como cultivamos os alimentos que consumimos.
recursos visuais como fotos e vídeos de diferentes etapas 1 Cada grupo recebe um tubérculo, como batata-doce ou
do crescimento das plantas para ilustrar o processo. gengibre, junto com pequenos potes de terra.
Imagens que mostram a germinação das sementes e o
2 Os estudantes cortam uma parte do tubérculo e plantam
desenvolvimento dos tubérculos em vários estágios podem
no pote com terra, regando conforme necessário. Eles
ser projetadas ou distribuídas para os estudantes, ajudando-
devem observar o surgimento de raízes e brotos nos dias
os a visualizar o que acontecerá ao longo dos dias.
seguintes.
Além disso, o professor pode buscar vídeos curtos sobre
o crescimento de plantas para complementar a explicação, 3 Oriente os estudantes a compararem o desenvolvimen-
mantendo o interesse dos estudantes e preparando-os para to do tubérculo com o das sementes, pensando sobre as
acompanhar o experimento real que eles iniciarão na aula. vantagens e desvantagens de cada tipo de reprodução.

42
Prática 5 Etapas da prática experimental

DISCUSSÃO E Interdisciplinaridade Exemplo da atividade

ENCERRAMENTO
(15 MINUTOS)

1 Após os experimentos, reúna os estudantes para


compartilharem as observações sobre os processos
de germinação e crescimento dos tubérculos e se-
Geografia: discutir como diferentes ambientes in-
mentes. Pergunte qual tipo de reprodução (sexuada
ou assexuada) parece mais rápida e qual poderia ser fluenciam as estratégias reprodutivas das plantas e
mais vantajosa em um ambiente adverso. como a distribuição das espécies vegetais está rela-
cionada com o clima e o solo de cada região.
2 Discuta como essas estratégias ajudam as plantas a
se adaptarem a diferentes ambientes e a sobrevive- História: explorar a domesticação de plantas e
rem a desafios ambientais. como as culturas antigas utilizaram as estratégias
3 Conclua com uma discussão sobre como o conheci- de reprodução para desenvolver práticas agrícolas.
mento dessas estratégias de reprodução é usado na
Matemática: medir o crescimento das plantas ao
agricultura e na preservação de espécies vegetais.
longo do tempo e criar gráficos comparando a ger-
minação das sementes e o desenvolvimento dos tu-
bérculos.

43
Prática 5

FICHA DE REGISTRO Nome dos integrantes do grupo: Data de início do experimento: _____/______/______
DA PRÁTICA
PRÁTICA 5: COMO AS PLANTAS GARANTEM A
PRÓXIMA GERAÇÃO: A REPRODUÇÃO VEGETAL Sementes Tubérculo
(feijão ou Desenho ou (batata-doce Desenho ou
Data
girassol) foto ou gengibre) foto Perguntas de reflexão:
Observações Observações
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA Quais mudanças você observou nas sementes ao longo do tempo?
__________________________________________________________________
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes Dia 1
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste Quais mudanças você observou no tubérculo ao longo do tem-
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo po?
com o perfil da sua turma. __________________________________________________________________

Dia 2
Qual tipo de reprodução parece ser mais rápido? Por quê?
__________________________________________________________________

Dia 3 Como você acha que essas formas de reprodução ajudam as


plantas a sobreviverem em diferentes ambientes?
__________________________________________________________________

Dia 4 Considerações finais: Depois de observar os dois tipos de repro-


dução, descreva o que você aprendeu sobre as estratégias das
plantas para garantir a próxima geração:

Dia 5

44
Prática 5

AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 5: COMO AS PLANTAS GARANTEM A Nome do estudante avaliado:
PRÓXIMA GERAÇÃO: A REPRODUÇÃO VEGETAL

Sim Parcialmente Não


AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM

Professor, você pode solicitar a impressão de uma ficha de


Avaliação da Aprendizagem por estudante ou utilizá-la para
as anotações em seu caderno de registros a partir das suges- Engajamento
tões desta ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas O estudante participou ativamente dos experimentos e contribuiu
de acordo com o perfil da sua turma e do experimento que para a discussão sobre reprodução vegetal.
conduziu na sua turma.

Raciocínio científico
O estudante foi capaz de identificar e diferenciar os tipos de repro-
dução das plantas e explicar suas vantagens para a sobrevivência
e adaptação.

Comunicação
O estudante trabalhou em grupo para discutir as observações e
apresentar suas conclusões sobre os tipos de reprodução.

45
Prática 5

FICHA DE Nome do estudante:


AUTOAVALIAÇÃO
PRÁTICA 5: COMO AS PLANTAS GARANTEM A
PRÓXIMA GERAÇÃO: A REPRODUÇÃO VEGETAL
Peça que os estudantes reflitam sobre o que aprenderam: Que conexões eu consegui fazer entre o que aprendi no expe-
AUTOAVALIAÇÃO rimento e o que vejo no mundo ao meu redor? Como essas co-
O que eu sabia sobre a reprodução das plantas antes de começar
nexões me ajudam a entender a importância das plantas para o
este experimento? Como meu entendimento mudou ao longo da
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de meio ambiente e a agricultura?
Autoavaliação por estudante ou solicitar que escrevam as atividade?
etapas no caderno a partir das sugestões deste ficha. Fique __________________________________________________________________
__________________________________________________________________
à vontade para adaptar as perguntas de acordo com o perfil
da sua turma.
Como eu posso aplicar o que aprendi sobre as estratégias de
Quais estratégias usei para observar e registrar as mudanças nas
reprodução das plantas em outros contextos, como outras aulas
sementes e tubérculos? Essas estratégias me ajudaram a enten-
ou situações do dia a dia?
der melhor o processo de reprodução?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

Pensando sobre minha participação, o que eu fiz bem neste ex-


Qual foi a parte mais desafiadora deste experimento para mim?
perimento e o que eu poderia melhorar na próxima vez? Como
Como eu lidei com esse desafio?
esses ajustes poderiam me ajudar a aprender mais?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

46
Prática 6

Hormônios em
ação: como o nosso
corpo responde aos
estímulos?
47
Prática 6

CONEXÃO COM A VIDA REAL: HABILIDADES: Materiais

Já sentiu seu coração bater mais rápido quando estava ner- COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
voso ou suas mãos suarem em situações de ansiedade?
Essas reações são o resultado da interação entre o sistema 1. Conhecimento: identificar como o sistema nervoso e
nervoso e o sistema endócrino. Nesta prática, vamos ex- o sistema endócrino trabalham juntos para responder aos
plorar, por meio de simulações e atividades práticas, como estímulos.
• Cronômetros ou relógios que façam a marcação dos segundos
o corpo responde a diferentes estímulos através da ação (para medir frequência cardíaca).
dos hormônios e dos neurotransmissores. Com isso, os 2. Pensamento científico, crítico e criativo: analisar
como estímulos externos afetam as respostas internas do • Bolas pequenas de espuma ou algodão (para simular estresse
estudantes irão entender de maneira mais concreta como com atividade física leve).
esses sistemas trabalham juntos para regular funções vi- corpo.
• Açúcar, copos e água (para simulação do controle de glicose).
tais, como o estresse e o controle da glicose no sangue.
4. Comunicação: compartilhar observações sobre as rea- • Espaço: laboratório de Ciências, sala de aula ou pátio.
ções do corpo com os colegas. • Organização: grupos de 4 a 5 estudantes.
OBJETIVO:
6. Trabalho e projeto de vida: reconhecer como o co-
Ao final da aula, o estudante será capaz de compreender nhecimento sobre os sistemas nervoso e endócrino pode
como os sistemas nervoso e endócrino interagem para influenciar o autocuidado, a gestão do estresse e a tomada
controlar as respostas do corpo, identificar hormônios es- de decisões conscientes para manter a saúde e o bem-es-
pecíficos (adrenalina, insulina) e seus efeitos sobre o orga- tar no dia a dia.
nismo e analisar as respostas corporais a diferentes estí-
mulos, simulando o funcionamento desses sistemas. Duração

• Introdução e contextualização (10 minutos).


• Atividade prática (25 minutos).
• Discussão e encerramento (15 minutos).

48
Prática 6 Etapas da prática experimental

INTRODUÇÃO E Figura 1

CONTEXTUALIZAÇÃO
(10 MINUTOS)

1 Explique brevemente o papel do sistema nervoso e do


sistema endócrino, focando na interação entre eles.
Nesta prática, o professor conduzirá dois experi-
mentos distintos para explorar a interação entre o 2 Dê exemplos de situações que provocam respostas
hormonais e nervosas, como medo, estresse ou con-
sistema nervoso e o sistema endócrino: o primeiro
sumo de açúcar.
focado na resposta de adrenalina (aumento da fre-
quência cardíaca) e o segundo no controle da glico- 3 Pergunte aos estudantes sobre momentos em que
sentiram reações físicas diante de emoções, como
se pelo hormônio insulina. Para conectar esses pro- aceleração do coração e introduza o conceito de hor-
cessos, o professor pode incentivar os estudantes mônios como a adrenalina e a insulina.
a refletirem sobre como esses sistemas trabalham
juntos para manter o equilíbrio do corpo em dife-
rentes situações. Ao final da prática experimental,
apresentaremos sugestões de perguntas dispara-
doras.

49
Prática 6 Etapas da prática experimental

ATIVIDADE
PRÁTICA
(25 MINUTOS)

Experimento 1: ação da adrenalina Experimento 2: simulação do controle de glicose

1 Cada estudante mede sua frequência cardíaca (bati- 1 Dê a cada grupo um copo com água e uma quantidade
mentos por minuto) em repouso, usando dois dedos pequena de açúcar para dissolver, representando o au-
no pulso ou no pescoço e o cronômetro. mento de glicose no sangue após uma refeição.
2 Peça aos estudantes que façam uma atividade física 2 Explique que, em nosso corpo, a insulina é liberada pelo
leve (como pular no lugar por 1 minuto). pâncreas para ajudar as células a absorverem a glicose e
normalizar o nível de açúcar no sangue. Peça que os es-
3 Após a atividade, os estudantes medem novamente a tudantes discutam a importância desse controle para a
frequência cardíaca e registram o aumento. Explique energia e saúde do corpo.
que esse aumento simula a ação da adrenalina, que
prepara o corpo para responder ao “estresse”. 3 Os estudantes podem fazer um desenho ou mapa mental
representando a ação da insulina no controle da glicose.
4 Professor, você pode trazer as seguintes perguntas 4 Professor, você pode trazer as seguintes perguntas para
para reflexão: reflexão:
Por que a frequência cardíaca aumentou após o exer- O que acontece com o corpo se o nível de açúcar no san-
cício? gue ficar muito alto ou muito baixo?
Como o corpo usa a adrenalina para responder a si- Como a insulina ajuda a manter o equilíbrio no corpo?
tuações de emergência?

50
Prática 6 Etapas da prática experimental

DISCUSSÃO E Interdisciplinaridade Exemplo da atividade

ENCERRAMENTO
(15 MINUTOS)

1 Peça que os estudantes compartilhem as diferenças de


frequência cardíaca que observaram antes e depois da
atividade física e discutam como a adrenalina influencia o
corpo.
Educação Física: conectar a prática com a disciplina
2 Discuta a importância da insulina para o equilíbrio do cor- de Educação Física, discutindo como o corpo respon-
po e o que pode acontecer em casos de problemas nesse de aos estímulos físicos e a importância dos hormô-
controle, como no diabetes. nios, como a adrenalina, na preparação do corpo para
3 Sugestões de perguntas de reflexão: atividades físicas intensas. Explorar como o conheci-
mento do sistema endócrino e nervoso pode ajudar
Como esses sistemas ajudam nosso corpo a reagir rapi- a melhorar o desempenho físico e a recuperação.
damente em situações de perigo?
Matemática: integrar conceitos de cálculo de média
Por que é importante que nosso corpo tenha mecanis- e estatística simples, como a média dos batimentos
mos para equilibrar o açúcar no sangue? cardíacos antes e depois da atividade física.
Como o conhecimento sobre esses processos pode aju-
dar no cuidado com a saúde?
Por que é importante que o corpo responda rapida-
mente ao estresse e, ao mesmo tempo, controle seus
níveis de energia?
Como essas respostas ajudam o corpo a lidar com situ-
ações de emergência e a manter a saúde a longo prazo?

51
Prática 6

FICHA DE REGISTRO Nome dos integrantes do grupo:


DA PRÁTICA
PRÁTICA 6: HORMÔNIOS EM AÇÃO: COMO O
NOSSO CORPO RESPONDE AOS ESTÍMULOS?
Experimento 1: ação da adrenalina Explique em suas palavras como a insulina ajudaria o corpo a lidar
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA Frequência cardíaca em repouso com um aumento de glicose no sangue.
(batimentos por minuto): __________
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de __________________________________________________________________
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes Esquema (desenho ou mapa mental) mostrando como a insulina
Frequência cardíaca após atividade física
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste
(batimentos por minuto): __________ ajuda a glicose a entrar nas células e a manter o nível de açúcar
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo
equilibrado no sangue.
com o perfil da sua turma.
Descreva como você se sentiu fisicamente após o exercício (ex.: __________________________________________________________________
coração acelerado, respiração rápida).
Qual é a importância do controle da glicose para o funcionamento
__________________________________________________________________
saudável do corpo?
Por que você acha que a frequência cardíaca aumentou após a
__________________________________________________________________
atividade física?
__________________________________________________________________

O que o aumento da frequência cardíaca nos diz sobre a função Conexão entre os dois sistemas
da adrenalina em nosso corpo? Como você acha que os sistemas nervoso e endócrino trabalham
__________________________________________________________________ juntos para responder a diferentes situações no corpo?

__________________________________________________________________
Experimento 2: simulação do controle de glicose Explique, em poucas palavras, como os processos observados nos
Mistura inicial de água e açúcar: descreva a aparência. dois experimentos (frequência cardíaca e controle de glicose) aju-
dam o corpo a manter seu equilíbrio em situações do dia a dia.
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

52
Prática 6

AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 6: HORMÔNIOS EM AÇÃO: COMO O Nome do estudante avaliado:
NOSSO CORPO RESPONDE AOS ESTÍMULOS?
Sim Parcialmente Não
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM

Professor, você pode solicitar a impressão de uma ficha de


Avaliação da Aprendizagem por estudante ou utilizá-la para Engajamento
as anotações em seu caderno de registros a partir das suges-
O estudante participou ativamente dos experimentos e contribuiu
tões deste ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas
para a discussão sobre a interação dos sistemas nervoso e endó-
de acordo com o perfil da sua turma e do experimento que
conduziu na sua turma. crino.

Compreensão
O estudante conseguiu identificar as funções da adrenalina e insu-
lina e relacioná-las às respostas do corpo.

Comunicação
O estudante colaborou com o grupo, compartilhou observações e
apresentou conclusões.

53
Prática 6

FICHA DE Nome do estudante:


AUTOAVALIAÇÃO
PRÁTICA 6: HORMÔNIOS EM AÇÃO: COMO O
NOSSO CORPO RESPONDE AOS ESTÍMULOS?
Peça que os estudantes reflitam sobre o que aprenderam: Como o conhecimento sobre a interação entre o sistema ner-
voso e o sistema endócrino pode ser aplicado em situações do
AUTOAVALIAÇÃO Antes de começar esta prática, o que eu sabia sobre como o cor-
meu dia a dia? Como posso usar esse entendimento para cuidar
po responde a estímulos como estresse e alimentação? Como
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de melhor da minha saúde?
esse experimento ampliou ou modificou meu entendimento?
Autoavaliação por estudante ou solicitar que escrevam as
_________________________________________________________________
etapas no caderno a partir das sugestões deste ficha. Fique _________________________________________________________________
à vontade para adaptar as perguntas de acordo com o perfil
da sua turma.
Refletindo sobre minha participação, o que eu fiz bem e o que
Quais estratégias usei para observar e registrar as mudanças no
eu poderia melhorar em futuras atividades? Como esses ajustes
meu corpo durante o experimento? Essas estratégias me ajuda-
poderiam contribuir para o meu aprendizado?
ram a entender melhor como os sistemas nervoso e endócrino
interagem? _________________________________________________________________

_________________________________________________________________

Qual parte deste experimento foi mais desafiadora para mim?


Como eu lidei com esse desafio e o que poderia fazer de diferen-
te em atividades futuras para entender melhor?

_________________________________________________________________

54
9º ANO
PRÁTICA 7, PRÁTICA 8 E PRÁTICA 9

55
Prática 7

Radiação na
medicina

56
Prática 7

CONEXÃO COM A VIDA REAL: HABILIDADES: Materiais

Como os médicos conseguem ver dentro do nosso corpo COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
sem precisar abrir? Ou como as doenças, como o câncer,
são tratadas sem precisar de uma cirurgia? A resposta está 1. Conhecimento: compreender o uso de radiação em tec-
em algo que não podemos ver a olho nu: a radiação. Des- nologias de saúde e sua importância na medicina moderna. • Fonte de luz forte: lanterna ou a luz do celular.
de a descoberta dos raios X até os tratamentos de última • Materiais transparentes: vidro comum ou plástico transparen-
geração como a radioterapia, a radiação tem revoluciona- 2. Pensamento científico, crítico e criativo: refletir sobre
te (garrafas PET claras, por exemplo).
do a medicina, ajudando a salvar milhões de vidas. Vamos o impacto da radiação na saúde e a importância da proteção
• Materiais translúcidos: papel manteiga, plástico fosco, vidro
descobrir como essa tecnologia, que às vezes parece má- ao usá-la. fosco ou filtro de café.
gica, funciona para proteger nossa saúde e nos manter se- • Materiais opacos: papelão, madeira fina, ou uma folha de alu-
5. Cultura digital: discutir o avanço das tecnologias de ima-
guros! mínio.
gem e tratamento que utilizam radiação.
• Superfície de projeção: Folha de papel branca ou parede clara.
OBJETIVO: 6. Trabalho e projeto de vida: compreender como o co- • Cópia da imagem de Raio-x, presente nesta atividade (opcio-
nhecimento sobre tecnologias médicas baseadas em radia- nal – a imagem pode ser projetada).
Ao final da aula, o estudante será capaz de identificar como
a radiação é utilizada em exames e tratamentos médicos, ção pode orientar escolhas profissionais na área da saúde e
compreender as principais tecnologias baseadas em ra- promover reflexões sobre o acesso equitativo a esses avan-
diação usadas na saúde e refletir sobre a importância do ços para melhorar a qualidade de vida na sociedade.
acesso a essas tecnologias para a qualidade de vida da po-
10. Responsabilidade e cidadania: Analisar o acesso à tec-
pulação.
nologia de saúde como uma questão de qualidade de vida e Duração
cidadania.
• Introdução e contextualização (10 minutos).
• Atividade prática (25 minutos).
• Discussão e encerramento (15 minutos).

57
Prática 7 Etapas da prática experimental

INTRODUÇÃO E ATIVIDADE
CONTEXTUALIZAÇÃO PRÁTICA
(10 MINUTOS) (25 MINUTOS)

1 Retome o que é radiação e como ela é usada na medi- Situação 1: interação luz-materiais
cina, mencionando exames de raios X e tratamentos
como a radioterapia. 1 Organize os materiais em três categorias: transparen- 6 Retome seus registros e avalie se ofereceu informa-
tes, translúcidos e opacos. ções suficientes sobre como cada tipo de material in-
2 Pergunte aos estudantes se já fizeram algum exame teragiu com a luz. Se necessário, melhore os registros
que usou radiação, ou alguém da família, como um 2 Para orientar nessa organização, lembre-se: ou retome o procedimento experimental.
raio X, e incentive-os a compartilhar suas experiên-
cias. (1) Transparente: a luz atravessa quase completa-
mente, não formando projeção ou algo muito claro;
3 Explique que, embora a radiação possa parecer pe-
rigosa, quando usada de maneira controlada, ela se (2) Translúcido: a luz atravessa parcialmente, mas é
torna uma ferramenta poderosa para diagnósticos e dispersa, criando uma sombra difusa no anteparo;
tratamentos médicos.
(3) Opaco: a luz é bloqueada, criando uma sombra
4 Organize os estudantes em grupos e ofereça os ma- nítida e escura.
teriais necessários.
3 Posicione o material transparente entre a fonte de luz
e a superfície de projeção (que pode ser uma parede
branca ou uma folha de sulfite branca).
4 Observe o resultado no anteparo e registre o obser-
vado como projeção.
5 Repita o processo recorrendo aos materiais translúci-
dos e opacos e realize registros para cada caso.

58
Prática 7 Etapas da prática experimental

Atrás da área do corpo a ser examinada, coloca-se um de-


ATIVIDADE A FÍSICA POR tector de raios X, que pode ser um filme fotográfico ou um
PRÁTICA TRÁS DO RAIO-X detector digital. Quando os raios X atravessam o corpo
(25 MINUTOS) (EXPLICAÇÃO) os raios que passam por tecidos menos densos atingem
o detector com maior intensidade, criando áreas escuras
Situação 2: entendendo como o Raio-X se Os raios X são um tipo de radiação eletromagnética com na imagem. Os raios bloqueados por tecidos mais densos
comporta com os materiais (como o osso) não atingem o detector com tanta intensida-
alta energia, capaz de atravessar muitos materiais que a
luz visível não consegue. Quando essa radiação é emiti- de, formando áreas mais claras. Essa variação na intensi-
1 Oriente os estudantes a ler com atenção as informa- da em direção ao corpo, ela interage de maneira diferente dade dos raios X cria o contraste necessário para visualizar
ções a seguir e procure estabelecer relações com a os detalhes internos do corpo.
com cada tipo de tecido:
atividade anterior, recorrendo aos seus registros.
2 Agora, como você relaciona o que percebeu na ativi- Tecidos moles (como músculos e pele): os tecidos mo- Exemplo da atividade
dade inicial, na observação da luz interagindo com di- les possuem baixa densidade e permitem que a maior par-
ferentes materiais, com o que foi apresentado acima? te dos raios X os atravesse. Por isso, eles aparecem mais
escuros na imagem final.
3 Se os materiais opacos representam os ossos no raio
X, o que você acha que os materiais translúcidos e Ossos: o osso é muito mais denso que os tecidos moles
transparentes poderiam representar no corpo huma- e contém cálcio, um elemento que bloqueia significativa-
no?
mente a passagem dos raios X. Isso faz com que os ossos
apareçam brancos ou claros na radiografia.

Espaços vazios: como há pouca matéria para bloquear a


radiação, esses espaços aparecem mais escuros na ima-
gem.

59
Prática 7 Etapas da prática experimental

DISCUSSÃO E Exemplo da atividade


ENCERRAMENTO
(15 MINUTOS)

1 Observe a imagem a seguir, trata-se da imagem de Qual material do experimento (transparente, trans-
Raio-X de uma tíbia quebrada. lúcido ou opaco) poderia representar os ossos na ra-
diografia? Por quê?
2 Compare os registros que você fez durante a práti-
ca experimental com o que vê nesta radiografia. As E quanto às partes mais escuras da radiografia, como
características observadas nos materiais do experi- os músculos e tecidos ao redor? Qual tipo de material
mento ajudam a entender o que está acontecendo do experimento seria equivalente a esses tecidos? Ex-
na imagem médica? Como? plique sua resposta.
Interdisciplinaridade
3 Retorne aos materiais que usou no experimento e Se o ar presente entre os tecidos ou ao redor do osso
avalie: como o comportamento da luz nos materiais fosse representado por um material no experimento,
translúcidos e opacos ajudou você a entender as áre- qual seria? Por quê? História: relacionar o surgimento da tecnologia de
as claras e escuras da radiografia? raio X e outros avanços na medicina com o desenvolvi-
Professor, discuta como os avanços na tecnologia de mento histórico da ciência e suas implicações sociais.
4 Observe a fratura na imagem? Lembre-se que mesmo radiação melhoraram a medicina e salvaram vidas,
uma pequena fissura no osso, nada tão exagerado mas também como o uso seguro e controlado é fun- Educação Física: discutir como o acesso à tecnologia
como uma fratura, também é possível de ser regis- damental para a saúde. Ajude-os também a refletir de imagem auxilia no diagnóstico de lesões esportivas
trada na imagem. Então, percebem como essa tecno- sobre a importância de que todos tenham acesso a e no tratamento de fraturas e outras condições físicas.
logia tem alta relevância para uma melhor avaliação essas tecnologias de saúde.
médica, para um procedimento mais adequado? Geografia: explorar as desigualdades no acesso à
No experimento, você classificou materiais como tecnologia de saúde entre diferentes regiões e discutir
transparentes, translúcidos e opacos com base em como isso afeta a qualidade de vida das populações.
como eles interagiram com a luz.

60
Prática 7

FICHA DE REGISTRO Nome dos integrantes do grupo:


DA PRÁTICA
PRÁTICA 7: RADIAÇÃO NA MEDICINA

FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA Situação 1 cussão no grupo. Registre a seguir as conclusões obtidas. Com-
Quais foram os materiais escolhidos pelo seu grupo? parando os registros realizados na prática experimental com o
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de Transparente: ___________________________________________________ que foi observado na imagem do Raio-x, quais associações foram
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes Translúcido:______________________________________________________ possíveis de serem realizadas entre os materiais do experimen-
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste Opaco: __________________________________________________________ to e da imagem? Qual material do experimento (transparente,
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo translúcido ou opaco) poderia representar os ossos, os músculos
com o perfil da sua turma.
Desenhe o arranjo experimental que você utilizou. Use seta indi- e tecidos? Como chegaram a essa conclusão?
cativas, apresentando cada material. __________________________________________________________________

Se o ar presente entre os tecidos ou ao redor do osso fosse repre-


Registre o comportamento observado na interação da luz com
sentado por um material no experimento, qual seria? Por quê?
os diferentes materiais. Seja minucioso no registro. Recorra a um
__________________________________________________________________
desenho para completar, se desejar.
Transparente: ___________________________________________________ Por que você acha que é importante que todos tenham acesso a
Translúcido:______________________________________________________ tecnologias de imagem e tratamento com radiação?
Opaco: __________________________________________________________ __________________________________________________________________

Além de usar raios-X para visualizar fraturas, como a que obser-


Situação 2 vamos na imagem da tíbia, você consegue imaginar ou pesquisar
Após a leitura das informações sobre o Raio-X, quais informações outras formas em que os raios-X ou outras radiações são usados
destacaria como relevantes para entender o objetivo da propos- na medicina? Pense, por exemplo, em como essas tecnologias
ta experimental (situação 1)? poderiam ajudar no diagnóstico ou no tratamento de doenças
__________________________________________________________________ como o câncer ou infecções internas. Quais são os benefícios e
A partir da observação da imagem do Raio-X e dos registros da desafios dessas aplicações?
atividade prática, foram propostas algumas questões para dis- __________________________________________________________________

61
Prática 7

AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 7: RADIAÇÃO NA MEDICINA Nome do estudante avaliado:

Parcial-
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM Sim Não
mente
Professor, você pode solicitar a impressão de uma ficha de
Avaliação da Aprendizagem por estudante ou utilizá-la para
Engajamento
as anotações em seu caderno de registros a partir das suges-
tões desta ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas O estudante participou ativamente e contribuiu para a discussão sobre o
de acordo com o perfil da sua turma e do experimento que uso da radiação na medicina.
conduziu na sua turma.
Raciocínio científico 1
Explicou com clareza a interação de cada material com a luz e relaciona
corretamente aos tecidos do corpo.

Raciocínio científico 2
Relacionou corretamente os materiais da prática experimental (transpa-
rente, translúcido, opaco) com os elementos representados na radiografia.

Raciocínio científico 3
Apresentou reflexões detalhadas sobre outras aplicações dos raios X e ra-
diações, considerando benefícios e desafios.

Organização e registro
Realizou o experimento com cuidado, organizou os materiais corretamen-
te e fez registros detalhados e claros.

62
Prática 7

FICHA DE Nome do estudante:


AUTOAVALIAÇÃO
PRÁTICA 7: RADIAÇÃO NA MEDICINA

AUTOAVALIAÇÃO Peça que os estudantes reflitam sobre o que aprenderam: Como o que aprendi sobre a radiação e sua aplicação na medici-
na pode ser útil fora da escola? Consigo pensar em situações do
Antes de iniciar esta prática, o que eu sabia sobre o uso da radia-
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de dia a dia em que esse conhecimento poderia fazer a diferença?
ção na medicina? Como esse experimento ampliou ou modificou
Autoavaliação por estudante ou solicitar que escrevam as
meu entendimento? __________________________________________________________________
etapas no caderno a partir das sugestões deste ficha. Fique
à vontade para adaptar as perguntas de acordo com o perfil __________________________________________________________________ Refletindo sobre minha participação: o que eu fiz bem nesta ati-
da sua turma. vidade e o que eu poderia melhorar na próxima vez? Como esses
ajustes poderiam me ajudar a aprender mais?
Quais estratégias usei para entender melhor como a radiação
__________________________________________________________________
atravessa diferentes materiais? Essas estratégias me ajudaram a
compreender o conceito de maneira mais clara?

__________________________________________________________________

Durante o experimento, qual parte eu achei mais fácil de enten-


der? E qual parte foi mais desafiadora? O que eu fiz para superar
esses desafios e como posso aplicar essa experiência em futuras
atividades?

__________________________________________________________________

63
Prática 8

Herdamos de quem?
As bases genéticas
da transmissão
das nossas
características
64
Prática 8

CONEXÃO COM A VIDA REAL: HABILIDADES: Materiais

Por que você tem os olhos de sua mãe ou o cabelo do seu COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
pai? Ou como o tipo sanguíneo pode influenciar uma trans-
fusão de sangue? A resposta para essas perguntas está nas 1. Conhecimento: entender a transmissão genética e sua • Cartões coloridos (dois conjuntos em cores diferentes para re-
leis de hereditariedade descobertas por Gregor Mendel, aplicação na vida cotidiana. presentar genes dominantes e recessivos).
o “pai da genética”. Compreender como as características • Folhas de papel e canetas para registro dos cruzamentos e ob-
são passadas de uma geração para a outra não só nos aju- 2. Pensamento científico e crítico: analisar padrões he- servações.
da a entender nossa própria família, mas também tem im- reditários e interpretar heredogramas. • Imagens ou fichas de heredogramas simples (podem ser pro-
plicações importantes na saúde, como a determinação dos jetadas no quadro, impressas ou desenhadas no quadro).
4. Comunicação: discutir conceitos genéticos e apresen-
tipos sanguíneos. Nesta prática, vamos explorar como as • Espaço para organização em pequenos grupos (sala de aula
tar conclusões. ou pátio).
características são transmitidas e interpretar heredogra-
mas para descobrir padrões hereditários! 5. Responsabilidade e cidadania: Refletir sobre a impor- Professor, prepare dois conjuntos de cartões coloridos, onde
cada cor representa um tipo de gene (dominante e recessivo).
tância do conhecimento genético para a saúde. Imprima ou projete heredogramas com características simples,
OBJETIVO: como cor dos olhos ou tipo sanguíneo, para a análise dos estu-
6. Trabalho e projeto de vida: entender como o conhe- dantes.
Ao final da aula, o estudante será capaz de compreender
cimento sobre hereditariedade pode contribuir para esco-
as leis de Mendel sobre hereditariedade e como os fatores
lhas conscientes relacionadas à saúde, como a importância
hereditários são transmitidos pelos gametas, interpretar
da tipagem sanguínea, e inspirar reflexões sobre carreiras
heredogramas para identificar padrões de heranças nas
em genética, biotecnologia e áreas afins.
famílias e entender a importância da tipagem sanguínea e
suas aplicações. Duração

• Introdução e contextualização (10 minutos).


• Atividade prática (25 minutos).
• Discussão e encerramento (15 minutos).

65
Prática 8 Etapas da prática experimental

INTRODUÇÃO E ATIVIDADE
CONTEXTUALIZAÇÃO PRÁTICA
(10 MINUTOS) (25 MINUTOS)

1 Explique brevemente, ou retome o assunto, caso já Prática 1: cruzamentos genéticos com cartões
tenha tudo isso aula sobre quem foi Gregor Mendel e
sua contribuição para a genética, destacando as leis 1 Distribua cartões coloridos para os grupos. Cada cor Essa definição ajudará a contextualizar o exercício,
de hereditariedade. representa um tipo de alelo (dominante e recessivo). permitindo que se relacione os resultados dos cruza-
mentos genéticos com exemplos concretos do mun-
2 Pergunte aos estudantes se eles sabem quais carac- Por exemplo, vermelho pode representar um gene do real, tornando a atividade mais significativa e co-
terísticas físicas compartilham com familiares próxi- dominante (A) e azul, um gene recessivo (a). nectada ao aprendizado.
mos e explique a conexão dessas características com
a hereditariedade. 2 Instrua os estudantes a combinar os cartões para si- 5 Oriente-os a anotar cada combinação e observar
mular cruzamentos genéticos, representando dife- como os genes se manifestam.
3 Explique que os estudantes vão simular cruzamen- rentes combinações de alelos nos filhos (AA, Aa, ou
tos genéticos e analisar heredogramas para entender aa). Por exemplo, se houver um gene dominante (A), a ca-
como as características são transmitidas nas famílias. racterística será expressa; se for aa (recessivo), a ca-
3 Antes de iniciar a simulação com os cartões, peça que racterística recessiva será manifestada.
eles escolham uma característica específica para es-
tudar, como a cor de uma flor, o formato de sementes 6 Peça aos estudantes que anotem as combinações e
ou uma característica humana simples, como o tipo identifiquem quando uma característica dominante
de lobo da orelha (preso ou solto). ou recessiva aparece.
4 Definam quais alelos representam essa característica:
por exemplo, o alelo dominante (A) pode representar
a cor vermelha da flor, enquanto o alelo recessivo (a)
pode representar a cor branca.

66
Prática 8 Etapas da prática experimental

ATIVIDADE DISCUSSÃO E Interdisciplinaridade


PRÁTICA ENCERRAMENTO
(25 MINUTOS) (15 MINUTOS)
História: contextualizar as descobertas de Mendel e
Prática 2: análise de heredogramas 1 Peça aos estudantes que compartilhem suas conclusões a evolução da genética como ciência.
sobre os padrões de herança nos cruzamentos e heredo- Matemática: trabalhar as probabilidades de heran-
1 Entregue ou projete heredogramas com caracterís- gramas. ça genética em diferentes cruzamentos.
ticas familiares simples (como cor dos olhos ou tipo
sanguíneo). 2 Discuta como o conhecimento de genética ajuda a enten-
der características familiares e questões de saúde, como a
2 Oriente os estudantes a examinarem o heredograma tipagem sanguínea e compatibilidade em transfusões.
e identificar padrões de herança, observando quem
tem características dominantes ou recessivas em cada
geração. Exemplo da atividade

3 Pergunte aos estudantes: “O que o heredograma mos-


tra sobre a transmissão de características na família?”
e “Como as leis de Mendel ajudam a explicar esses
padrões?”

67
Prática 8

FICHA DE REGISTRO Nome dos integrantes do grupo:


DA PRÁTICA
PRÁTICA 8: HERDAMOS DE QUEM? AS BASES
GENÉTICAS DA TRANSMISSÃO DAS NOSSAS
Prática 1: cruzamentos genéticos com cartões Prática 2: análise de heredogramas
CARACTERÍSTICAS
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA
Registre as combinações genéticas que você e seu grupo criaram Quais as características analisadas no heredograma:
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de com os cartões:
(Exemplo: Cor dos olhos, Tipo sanguíneo).
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste Cruzamento 1: ______ (Exemplo: AA, Aa, aa)
__________________________________________________________________
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo Cruzamento 2: ______
com o perfil da sua turma.
Cruzamento 3: ______
Quem apresenta a característica dominante?
Cruzamento 4: ______
__________________________________________________________________

Quais características se manifestam mais frequentemente (domi-


Quem apresenta a característica recessiva?
nante ou recessiva)?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

O que você percebeu sobre a relação entre genes dominantes e


recessivos? Qual é o padrão de transmissão dessa característica ao longo das
gerações?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

68
Prática 8

AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 8: HERDAMOS DE QUEM? AS BASES Nome do estudante avaliado:
GENÉTICAS DA TRANSMISSÃO DAS NOSSAS
CARACTERÍSTICAS Sim Parcialmente Não
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM

Professor, você pode solicitar a impressão de uma ficha de


Avaliação da Aprendizagem por estudante ou utilizá-la para
Engajamento
as anotações em seu caderno de registros a partir das suges-
tões deste ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas
Participou ativamente das práticas e discussões?
de acordo com o perfil da sua turma e do experimento que
conduziu na sua turma.

Compreensão
Demonstrou compreensão dos conceitos de hereditariedade e ge-
nética?

Comunicação
Colaborou nas atividades e apresentou suas conclusões de forma
clara?

69
Prática 8

FICHA DE Nome do estudante:


AUTOAVALIAÇÃO
PRÁTICA 8: HERDAMOS DE QUEM? AS BASES
GENÉTICAS DA TRANSMISSÃO DAS NOSSAS
Peça que os estudantes reflitam sobre o que aprenderam: O que eu aprendi sobre a importância da genética para a saúde
CARACTERÍSTICAS
e a vida cotidiana? Como posso aplicar esse conhecimento em
O que eu sabia sobre hereditariedade e genética antes de come-
AUTOAVALIAÇÃO outras áreas da minha vida?
çar esta prática?
_________________________________________________________________
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de _________________________________________________________________
Autoavaliação por estudante ou solicitar que escrevam as
etapas no caderno a partir das sugestões deste ficha. Fique
Se eu tivesse que ensinar a alguém o que aprendi sobre here-
à vontade para adaptar as perguntas de acordo com o perfil Qual foi a parte mais interessante ou surpreendente do experi-
ditariedade e a análise de heredogramas, como eu explicaria?
da sua turma. mento? Por quê?
Quais exemplos eu usaria?
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________

Quais estratégias usei para entender melhor os conceitos de ge-


Pensando no meu processo de aprendizado, o que eu faria de
nes dominantes e recessivos? Essas estratégias funcionaram?
forma diferente em um próximo experimento para entender
_________________________________________________________________ melhor o conteúdo?

_________________________________________________________________
Durante a análise dos heredogramas, qual foi o meu maior desa-
fio? Como fiz para superá-lo?
De que maneira esta prática me ajudou a refletir sobre como
_________________________________________________________________ eu aprendo melhor? Existe alguma estratégia que eu gostaria de
usar mais vezes?

_________________________________________________________________

70
Prática 9

Genética na mesa:
como a ciência
transforma o que
comemos
71
Prática 9

CONEXÃO COM A VIDA REAL: HABILIDADES: Materiais

Sabia que boa parte da comida que chega à nossa mesa COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
hoje é resultado de avanços científicos que começaram há • Morango ou banana.

muito tempo com o estudo da hereditariedade? Por causa 2. Pensamento científico e crítico: analisar e discutir os be- • Água (100 ml).
da biotecnologia, as plantas e os animais que consumimos nefícios e desafios dos alimentos geneticamente modificados. • Detergente líquido (1 colher de chá).
podem ser geneticamente modificados para produzir ali- • Sal (meia colher de chá).
mentos, serem mais resistentes a pragas e até oferecer 5. Responsabilidade e cidadania: refletir sobre a importân-
• Álcool gelado (mínimo 70% de concentração, deixado no free-
mais nutrientes. Mas claro que há ressalvas e tudo isso cia do conhecimento da biotecnologia para a saúde e socieda-
zer antes da prática).
precisa ser amplamente discutido. Hoje vamos entender de.
• Filtro de café ou gaze.
como a ciência evolui e como isso afeta a produção de ali-
6. Trabalho e projeto de vida: refletir sobre como os avanços • Copo descartável ou tubo de ensaio.
mentos que consumimos (quase) todos os dias.
da biotecnologia na produção de alimentos podem influenciar • Palito de madeira ou espátula.
escolhas alimentares, impactos no meio ambiente e a adoção
OBJETIVO: de práticas sustentáveis, além de inspirar interesses por car-
• Sacos plásticos com fecho zip (um por grupo).
• Conta-gotas (opcional).
Ao final da aula, o estudante será capaz de compreender reiras relacionadas à ciência, tecnologia e agricultura.
• Preparação: para escolas com laboratório e/ou adaptação para
como a biotecnologia utiliza os princípios da hereditarie- sala de aula ou outros espaços, deixe os materiais de extração
dade para a produção de alimentos e discutir os impac- 7. Argumentação: argumentar sobre os impactos sociais e de DNA prontos para cada grupo.
tos sociais e ambientais da biotecnologia na alimentação e ambientais da biotecnologia na alimentação e agricultura.
IMPORTANTE: Essa prática deve ser feita, preferencialmente, em
agricultura. laboratório, mas pode ser adaptada para a sala de aula ou outro
espaço, desde que esteja devidamente organizado e o profes-
Duração sor faça combinados e explique sobre as normas de segurança
em laboratório. Para escolas sem laboratório e que não podem
adaptar para a sala de aula ou outro espaço da instituição, o pro-
• Introdução e contextualização (10 minutos). fessor pode elaborar uma lista de vídeos e imagens do processo
• Atividade prática (25 minutos). de extração de DNA e organizar fichas com informações sobre o
uso de biotecnologia na agricultura.
• Discussão e encerramento (15 minutos).

72
Prática 9 Etapas da prática experimental

INTRODUÇÃO E ATIVIDADE
CONTEXTUALIZAÇÃO PRÁTICA
(10 MINUTOS) (25 MINUTOS)

1 Explique brevemente como a genética e a biotecnolo- Antes de começar, explique que, ao extrair o DNA da 4 Coloque o filtro de café ou gaze sobre o copo descar-
gia influenciam a produção de alimentos, com exem- fruta, estamos vendo a substância que carrega todas tável e despeje a mistura da fruta através do filtro,
plos de alimentos geneticamente modificados. as informações genéticas, as mesmas que cientistas para separar as partes sólidas e deixar apenas o líqui-
manipulam para criar alimentos geneticamente mo- do com o DNA.
Destaque que esses alimentos transgênicos são cria- dificados, mas claro, que por outros métodos. O DNA
dos através da manipulação do DNA de plantas e 5 Com cuidado, adicione cerca de 10 ml de álcool gela-
que eles irão observar é a “matéria-prima” da biotec-
animais, inserindo genes específicos para obter ca- do sobre a mistura, formando uma camada. O álcool
nologia, e sua modificação é o que permite o desen-
racterísticas desejadas (como resistência a pragas ou vai fazer com que o DNA se precipite e se torne visível
volvimento de organismos transgênicos.
maior valor nutricional). entre as duas camadas (água e álcool).
1 Em um copo ou tubo de ensaio, misture 100 ml de 6 Após alguns minutos, o DNA aparecerá como uma
2 Introduza o experimento de extração de DNA expli- água, uma colher de chá de detergente e meia colher
cando que o DNA contém todas as instruções genéti- substância esbranquiçada e viscosa. Use o palito de
de chá de sal. Mexa até dissolver o sal. Essa solução madeira para “pescar” o DNA e mostre-o aos estu-
cas dos seres vivos, e que os cientistas usam técnicas ajudará a quebrar as membranas celulares e liberar o
para extrair e modificar esse DNA, criando os alimen- dantes. Explique que essa substância contém toda a
DNA. informação genética da planta.
tos transgênicos.
2 Coloque o morango ou pedaços de banana dentro do
saco plástico e amasse bem com as mãos, até que
forme uma polpa líquida. Esse processo ajuda a rom-
per as células da fruta, liberando o conteúdo celular.
3 Adicione cerca de 10 ml da solução de extração ao
saco com a polpa da fruta. Misture gentilmente para
não formar espuma.

73
Prática 9 Etapas da prática experimental

DISCUSSÃO E Adaptação para escolas sem laboratório e/ Exemplo da atividade


ENCERRAMENTO ou que não podem utilizar outros espaços:
(15 MINUTOS)

1 Peça que os estudantes compartilhem o que obser-


varam no experimento ou nas imagens e vídeos, re-
fletindo sobre a presença do DNA em todos os seres Projete ou distribua imagens e vídeos que mostram o
vivos e o papel da genética na alimentação. processo de extração de DNA de frutas e explique o
que está acontecendo em cada etapa.
2 Pergunte aos estudantes como a biotecnologia pode
ser benéfica para a agricultura e a alimentação e quais
Divida os estudantes em pequenos grupos e forneça
preocupações éticas e ambientais surgem.
materiais de leitura sobre biotecnologia e alimentos Interdisciplinaridade
3 Como a manipulação genética pode ser usada de for- geneticamente modificados.
ma responsável para beneficiar a humanidade?
Peça que cada grupo discuta como a manipulação do
4 O que aprendemos sobre a importância do DNA para DNA pode beneficiar a produção de alimentos e quais
a vida e a alimentação. Geografia: discussão sobre o impacto ambiental da
são os possíveis desafios e riscos. agricultura intensiva e da biotecnologia no uso da ter-
ra e nos ecossistemas.
Cada grupo deve preparar um breve relatório com
suas conclusões sobre os impactos da biotecnologia Língua Portuguesa (Produção Textual): proposta
na agricultura e na alimentação. de redação para que os estudantes escrevam um ar-
tigo de opinião sobre os benefícios e desafios dos ali-
mentos geneticamente modificados.

74
Prática 9

FICHA DE REGISTRO Nome dos integrantes do grupo:


DA PRÁTICA
PRÁTICA 9: GENÉTICA NA MESA: COMO A CIÊNCIA
TRANSFORMA O QUE COMEMOS
Fruta utilizada para extração de DNA: O que significa ver o DNA de uma planta? Como isso se conecta
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA ( ) Morango com alimentos geneticamente modificados?
( ) Banana __________________________________________________________________
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de ( ) Outra: ___________________________
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste Escreva uma frase que resuma o que você entendeu sobre o pa-
Descreva a aparência da mistura após a adição da solução de
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo pel do DNA na biotecnologia e na produção de alimentos trans-
extração e a maceração da fruta.
com o perfil da sua turma. gênicos.
__________________________________________________________________
Descreva o que aconteceu na interface entre a mistura de frutas
e o álcool. O DNA se tornou visível?
( ) Sim Quais características você acha que poderiam ser manipuladas
( ) Não em uma planta para torná-la mais resistente ou nutritiva?
Descrição: _______________________________________________________ __________________________________________________________________

O DNA apareceu como uma substância:


( ) Esbranquiçada
( ) Viscosa
( ) Outro: ___________________________

Explique como você percebeu a separação do DNA e descreva o


que observou ao “pescar” o DNA com o palito.
__________________________________________________________________

75
Prática 9

FICHA DE REGISTRO Nome dos integrantes do grupo:


DA PRÁTICA
PRÁTICA 9: GENÉTICA NA MESA: COMO A CIÊNCIA
TRANSFORMA O QUE COMEMOS
ADAPTAÇÃO PARA ESCOLAS SEM LABORATÓRIO Descreva o que você viu nas imagens ou vídeos sobre a extração Escreva uma frase que resuma o que você entendeu sobre o pa-
E/OU QUE NÃO PODEM UTILIZAR OUTROS de DNA. pel do DNA na biotecnologia e na produção de alimentos trans-
ESPAÇOS __________________________________________________________________ gênicos.
__________________________________________________________________
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA
Explique com suas palavras o que significa manipular o DNA de
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de uma planta para criar um alimento geneticamente modificado.
Quais características você acha que poderiam ser manipuladas
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes __________________________________________________________________
em uma planta para torná-la mais resistente ou nutritiva?
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões desta
__________________________________________________________________
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo
com o perfil da sua turma. Dê um exemplo de como a manipulação do DNA pode ajudar a
resolver um problema agrícola, como pragas ou mudanças cli-
máticas.
__________________________________________________________________

Quais são algumas vantagens e desvantagens dos alimentos ge-


neticamente modificados que foram discutidas pelo seu grupo?
__________________________________________________________________

76
Prática 9

AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 9: GENÉTICA NA MESA: COMO A CIÊNCIA Nome do estudante avaliado:
TRANSFORMA O QUE COMEMOS
Sim Parcialmente Não
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM

Professor, você pode solicitar a impressão de uma ficha de


Avaliação da Aprendizagem por estudante ou utilizá-la para
as anotações em seu caderno de registros a partir das suges-
Engajamento
tões desta ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas
Participou ativamente das discussões e atividades em grupo?
de acordo com o perfil da sua turma e do experimento que
conduziu na sua turma.

Raciocínio Científico
Demonstrou compreensão sobre o DNA e sua importância na ge-
nética e biotecnologia?

Comunicação
Colaborou nas atividades e apresentou suas conclusões de forma
clara?

77
Prática 9

FICHA DE Nome do estudante:


AUTOAVALIAÇÃO
PRÁTICA 9: GENÉTICA NA MESA: COMO A CIÊNCIA
TRANSFORMA O QUE COMEMOS
Peça que os estudantes reflitam sobre o que aprenderam: Se você tivesse que repetir essa prática, faria algo de maneira
AUTOAVALIAÇÃO diferente para aprender mais ou entender melhor? O que seria?
O que você já sabia sobre genética e alimentos antes desta prá-
tica? __________________________________________________________________
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de
Autoavaliação por estudante ou solicitar que escrevam as __________________________________________________________________ De que maneira o que você aprendeu hoje pode ser útil ou rele-
etapas no caderno a partir das sugestões deste ficha. Fique vante fora da sala de aula?
à vontade para adaptar as perguntas de acordo com o perfil
da sua turma. __________________________________________________________________
Qual foi a parte mais interessante ou surpreendente que você
aprendeu durante a prática? Qual é a sua opinião sobre o uso da biotecnologia para produzir
alimentos geneticamente modificados? Após a prática, sua visão
__________________________________________________________________
mudou de alguma forma? Explique.

__________________________________________________________________
Como você poderia explicar a alguém o que são alimentos trans-
gênicos e por que eles são criados?
Complete a frase: “Hoje eu aprendi que ___________________________.
__________________________________________________________________
Esse conhecimento me ajuda a entender melhor ________________
____________________, e me faz pensar sobre ______________________
Quais habilidades ou estratégias você usou para entender me- _______________________________.
lhor o tema da prática (ex: anotações, discussões, observação
atenta)?

__________________________________________________________________

78
Práticas Experimentais: Ensino Médio

No Ensino Médio, as práticas experimentais são uma Todas as propostas foram pensadas
ferramenta essencial para aprofundar o entendimento para proporcionar experiências desa-
dos conceitos científicos, permitindo que os estudantes fiadoras e estimulantes, que auxiliam
explorem de maneira prática o que aprendem em sala o desenvolvimento do pensamento
de aula. Ao envolvê-los em experimentos, abrimos um científico e a construção de conheci-
espaço para a investigação, a formulação de hipóteses mentos aplicados ao mundo real. Es-
e a análise crítica dos resultados. tas atividades têm o objetivo de trans-
formar o aprendizado em uma jornada
Essas práticas desenvolvem habilidades fundamentais
prática de descoberta e inovação e
para a vida acadêmica e profissional, como a capacida-
para isso contamos com você!
de de resolver problemas complexos, interpretar dados
e trabalhar colaborativamente. Além disso, conectam
os estudantes a questões contemporâneas, como o uso
sustentável de recursos e a aplicação da ciência na re-
solução de desafios globais, preparando-os para atuar
como cidadãos conscientes e críticos.

O material que você encontrará aqui apresenta três


práticas experimentais para cada série, que referem-se
ao programa curricular do primeiro bimestre e por isso
devem ser aplicadas neste período.

79
1º ANO DO E.M.
PRÁTICA 10, PRÁTICA 11 E PRÁTICA 12

80
Prática 10

O enigma do
mundo (quase)
invisível

81
Prática 10

CONEXÃO COM A VIDA REAL: OBJETIVO: HABILIDADES:


Imagine que você vive em um ambiente completamente Ao final da atividade, espera-se que os estudantes com- COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
isolado, onde tudo o que você precisa para sobreviver está preendam o funcionamento de um ecossistema fechado,
dentro desse espaço. A água que você bebe, o ar que res- identificando como os ciclos da água, do oxigênio e do dió- 1. Conhecimento: compreender os conceitos de ecossistema, ci-
pira, e o alimento que consome não vêm de fora — tudo xido de carbono ocorrem dentro de um ambiente isolado, clo da água e fotossíntese por meio da observação prática de um
está em um ciclo constante, sem nada entrando ou saindo. e reconheçam a importância de cada componente (plan- ecossistema fechado, relacionando esses conhecimentos com a
necessidade de equilíbrio nos ecossistemas naturais.
Parece ficção científica? Na verdade, esse é o princípio bá- tas, solo, água, etc.) na manutenção do equilíbrio desse
sico que governa os ecossistemas naturais e os ambientes sistema; desenvolvam uma visão integrada das interações 2. Pensamento científico, crítico e criativo: desenvolver a ha-
fechados que veremos hoje. ecológicas, entendendo que fatores bióticos (seres vivos) bilidade de formular hipóteses sobre as interações entre compo-
e abióticos (não vivos) estão inter-relacionados e depen- nentes vivos e não vivos no ecossistema fechado, avaliar como es-
dem uns dos outros para sustentar a vida e a estabilidade sas interações influenciam a manutenção do ambiente e propor
do ambiente; percebam a importância da sustentabilidade adaptações no ecossistema para torná-lo mais sustentável
e do equilíbrio nos ecossistemas naturais, relacionando a
4. Comunicação: expressar e registrar as observações e conclu-
atividade no aquário com desafios reais, como poluição, sões sobre o ecossistema em aquário por meio de relatórios e
desmatamento e mudanças climáticas, que podem afetar discussões, usando uma linguagem científica apropriada.
o equilíbrio ecológico dos ecossistemas e refinem suas ha-
bilidades de observação e registro científico, documentan- 6. Trabalho e projeto de vida: compreender como os ciclos e o
do cuidadosamente as mudanças e interações no ecossis- equilíbrio dos ecossistemas podem inspirar práticas sustentáveis
tema fechado, desenvolvendo relatórios e registros sobre e escolhas conscientes no cotidiano, incentivando reflexões sobre
o comportamento dos elementos dentro do aquário. a interdependência ambiental e o papel de cada indivíduo na pre-
servação do planeta.

7. Argumentação: desenvolver a capacidade de argumentar so-


bre a importância do equilíbrio ecológico, utilizando como exem-
plo o ecossistema fechado em aquário, defendendo, com base
em evidências observadas, a necessidade de práticas sustentá-
veis para preservar os ecossistemas naturais.

82
Prática 10

Materiais Duração Exemplo da atividade

• 5 aulas, sendo que a primeira aula é para a realização do


experimento e as demais para acompanhamento (observa-
ções e registros).
• Aula 1: introdução e contextualização (20 minutos). Ativi-
• Aquário de vidro (pequeno ou médio, com tampa ou um reci- dade prática (20 minutos). Discussão e encerramento (10
piente de vidro de alimentos industrializados). minutos).
• Pedras ou pedregulho. • Aulas 2 a 4: oferecer 15 minutos para que os estudantes
• Terra (preferencialmente coletada de um local com vegeta- realizem observações e registros, reflitam sobre as obser-
ção). vações realizadas e proponham questões para discussão e
aprofundamento.
• Musgo e plantas de pequeno porte.
• Aula 5: orientar sobre a produção do registro final
• Papel filme.
• A atividade pode ser realizada em sala de aula, com os estu-
dantes trabalhando em grupos de 3 a 4, organizados em me-
sas ou superfícies planas.
• É necessário reservar um espaço iluminado na sala de aula ou
outro local para armazenar os aquários.
• Divida os estudantes em grupos pequenos, incentivando a co-
laboração e a divisão de tarefas dentro de cada grupo.
• Alternativas: o aquário de vidro pode ser substituído por gar-
rafa plástica ou de vidro transparente, ou ainda recipiente de
vidro com tampa.

83
Prática 10 Etapas da prática experimental

INTRODUÇÃO E ATIVIDADE
CONTEXTUALIZAÇÃO PRÁTICA
(20 MINUTOS) (20 MINUTOS)

1 Inicie explorando com os estudantes a proposta apre- Passo a passo para os estudantes
sentada no item “conexão com a vida real”. Permita
que se expressem. Leve-os a pensar sobre a relação 1 Prepare o aquário colocando uma camada de pedras
entre essa ideia e os ecossistemas naturais, onde to- para drenagem e por cima uma camada de terra.
dos os componentes trabalham em harmonia para
2 Plante as mudas escolhidas, adicione um pouco de
sustentar a vida.
água para umedecer o solo.
2 Retome o conceito de ciclo de matéria e energia, ex-
3 Feche o aquário com o papel filme para criar um sis-
plorando como a água, o dióxido de carbono e o oxi-
tema isolado e posicione-o em um local com luz indi-
gênio circulam no ecossistema e permitem que os se-
reta.
res vivos sobrevivam.
4 Durante as próximas quatro semanas, realize ano-
3 Apresente a proposta, mostrando que o experimento
tações detalhadas e frequentes. Inclua desenhos ou
simulará um ecossistema em escala reduzida, onde
fotos nos diferentes momentos de observação. Em
tudo é mantido em um ciclo fechado.
suma, é um registro que visa documentar um proces-
so, de modo que detalhes são bem-vindos e necessá-
rios.
Professor, reserve momentos de observação e
registro nas aulas futuras, ao longo de 4 sema-
nas.

84
Prática 10 Etapas da prática experimental

DISCUSSÃO E
ENCERRAMENTO
(10 MINUTOS)

1 Ao final desta primeira aula, destinada à construção 3 Questione sobre as mudanças observadas ao longo 4 Estimule-os a refletir sobre o que aconteceria se um
do aquário, incentive os estudantes a expressarem a do tempo e peça que eles compartilhem suas anota- dos componentes fosse removido ou desequilibrado.
função de cada elemento introduzido no aquário. ções e interpretações das transformações ocorridas. Estimule questões hipotéticas, como por exemplo:
Algumas sugestões de questões:
2 Nas demais aulas busque problematizar as observa- E se a tampa do aquário fosse aberta por um dia e
ções, incentivando os estudantes tanto a ampliar o (1) Por que não precisamos introduzir água no siste- depois fechada novamente?
que estão observando, quanto a elaborarem cone- ma? Como você acha que isso afetaria o ciclo de gases (oxi-
xões com conceitos importantes em foco. gênio e dióxido de carbono) dentro do ecossistema?
(2) Quais devem ser as condições do ar aprisionado
Sugestões de conexões: ciclo da água, troca de ga- no sistema? Não deveria estar saturado de CO2? O que aconteceria com a umidade e a temperatura?
ses (eles devem observar a umidade nas paredes de E se uma das plantas morresse e começasse a se de-
vidro, no papel filme e nas plantas – questionar de (3) Quais indícios de que os seres vivos estão com
compor?
onde vem essa água é importante). boas condições ambientais? Como isso se justifica?
Qual seria o impacto na qualidade do ar dentro do
aquário?
Como a decomposição afetaria o ciclo de nutrientes e
o equilíbrio do ecossistema?
E se introduzíssemos pequenos organismos (como
minhocas ou insetos) no ecossistema fechado?
Como a presença de mais organismos influenciaria a
quantidade de oxigênio e dióxido de carbono?
Que efeitos essa mudança poderia ter no equilíbrio
do aquário?

85
Prática 10 Etapas da prática experimental

DISCUSSÃO E Interdisciplinaridade

ENCERRAMENTO
(10 MINUTOS)
Geografia: Comparar o ecossistema fechado com di-
5 Para a primeira aula encerre combinando as próxi- ferentes biomas e ecossistemas da Terra, discutindo
mas aulas destinadas a observação e registro. como fatores climáticos influenciam o equilíbrio natu-
ral. Relacionar o experimento com o consumo susten-
6 Durante as próximas 4 semanas, estimule as observa- tável de recursos naturais e com práticas de conserva-
ções e registros; proponha momentos de discussão e
ção ambiental em diferentes regiões.
reflexão sobre o que foi observado, conectando com
os conceitos relevantes. Língua Portuguesa: Estimular a produção escrita
7 Sugere-se que os grupos apresentem um registro final por meio de relatórios, registros de observação e des-
com base nas observações feitas ao longo do proces- crição de mudanças no ecossistema, desenvolvendo a
so. Esse documento deve refletir a compreensão do clareza e precisão da comunicação científica.
grupo sobre o equilíbrio ecológico, a interação entre
os elementos do ecossistema e as reflexões geradas Educação Física: Refletir sobre a importância de um
a partir das questões discutidas ao longo das aulas. ambiente equilibrado para a saúde humana e animal,
Um exemplo para a estrutura deste registro final é conectando à necessidade de ambientes saudáveis
oferecido a seguir. para a qualidade de vida.

Tecnologia e Inovação: Discutir como as tecnologias


podem ajudar a manter o equilíbrio ambiental e como
podem ser usadas para resolver problemas ecológi-
cos em grande escala.

86
Prática 10

FICHA DE REGISTRO Nome dos integrantes do grupo:


DA PRÁTICA
PRÁTICA 10: O ENIGMA DO MUNDO
(QUASE) INVISÍVEL
Explique com suas próprias palavras qual é o objetivo deste ex- Data: ___/____/____
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA perimento.
Registros:
__________________________________________________________________
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes
Hipótese: antes de começar, o que você espera que ocorra nesse Data: ___/____/____
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo ambiente que irá construir? Registros:
com o perfil da sua turma. __________________________________________________________________

Data: ___/____/____
Registro inicial: descreva como ficou o ambiente que construiu,
insira um desenho indicando claramente os elementos constitu- Registros:
tivos
__________________________________________________________________
Data: ___/____/____

Registos posteriores: registre as observações realizadas; consi- Registros:


dere comparar suas observações ao longo do tempo; registre
conclusões das discussões realizadas em classe a cada sessão;
elabore desenhos ou registros fotográficos
__________________________________________________________________

87
Prática 10

Nome dos integrantes do grupo:

AVALIAÇÃO DE Caro estudante, organize o registro em um formato legível e ilus- 5. Discussão das funções dos componentes: explicar a importân-
APRENDIZAGEM trativo, com seções claras e bem definidas. Os desenhos, fotos e cia das pedras para drenagem e do solo como base para o cresci-
tabelas ajudam a tornar o documento mais completo e informativo. mento das plantas. Discutir o papel das plantas na fotossíntese e no
PRÁTICA 10: O ENIGMA DO MUNDO Tenha como referência os itens a seguir (obrigatórios). ciclo de gases (produção de oxigênio e absorção de CO2). Explicar
(QUASE) INVISÍVEL como a água circula no sistema através da evaporação, condensa-
1. Título: elabore um título representativo da prática experimentada. ção e precipitação.
ORIENTAÇÕES PARA O REGISTRO FINAL 2. Introdução: apresente o objetivo do experimento, descrevendo o 6. Respostas às questões hipotéticas: escolher três questões “E
propósito da atividade e escreva brevemente o que é um ecossis- se?” discutidas em aula e responder com as hipóteses e conclusões
tema fechado, enfatizando a importância da sustentabilidade e do do grupo.
Professor, você pode oferecer o modelo abaixo para o regis- equilíbrio entre os elementos para a manutenção da vida.
tro final, que atenderá como instrumento de avaliação da 7. Conclusão e reflexões: considerar os elementos abaixo para ela-
3. Métodos e preparação: relatar o processo de montagem com borar um texto conclusivo final:
aprendizagem dos estudantes. descrição dos materiais usados e o local onde o sistema ficará du-
rante o processo de observação. Equilíbrio ecológico: Discutir a importância de manter um equi-
líbrio entre os elementos vivos e não vivos para a estabilidade do
4. Observações semanais ecossistema.
Semana 1: documentar as primeiras impressões e qualquer mu- Ciclo da água: Descrever como o ciclo da água foi observado no
dança inicial e incluir a observação das plantas e do solo (ex.: umi- aquário e sua importância para a sobrevivência das plantas.
dade); notas sobre a presença de condensação nas paredes de vi-
dro; desenhos ou fotos, se possível. Fotossíntese e troca de gases: Explicar como a fotossíntese das
plantas contribuiu para o ciclo de oxigênio e o equilíbrio de gases
Semana 2: registrar as alterações mais notáveis e compará-las com no sistema.
a semana anterior e incluir o crescimento ou mudança na aparência
das plantas; a intensidade da condensação nas laterais do vidro e Ciclo de nutrientes e decomposição: Explorar como a decomposi-
no papel filme. ção de matéria orgânica ajuda a reciclar nutrientes e sustentar o solo.

Semana 3: observar a estabilidade ou novas mudanças e refle- Interdependência e sustentabilidade: Refletir sobre como cada
tir sobre: como o ciclo da água se manifesta; condições gerais das componente depende do outro e a importância desse equilíbrio
plantas (crescimento, cor). para a sustentabilidade do ecossistema fechado.

Semana 4: concluir as observações e descrever as condições finais Impacto de fatores externos: Concluir discutindo como mudan-
do sistema e um resumo dos padrões observados ao longo do ex- ças no ambiente (como abertura da tampa ou alteração de luz) po-
perimento. deriam desestabilizar o ecossistema, relacionando com ecossiste-
mas naturais.

88
Prática 10

AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 10: O ENIGMA DO MUNDO Nome do estudante avaliado:
(QUASE) INVISÍVEL
Parcial-
Sim Não
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM mente
Professor, você pode solicitar a impressão de uma ficha de Engajamento
Avaliação da Aprendizagem por estudante ou utilizá-la para Participou ativamente do experimento e contribuiu para as discussões em grupo.
as anotações em seu caderno de registros a partir das suges-
tões desta ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas Compreensão
de acordo com o perfil da sua turma e do experimento que Compreendeu os conceitos associados ao equilíbrio ecológico.
conduziu na sua turma.
Pensamento científico
Analisou os resultados do experimento, realizando conexões com ambientes naturais

Resolução de Problemas
Ao enfrentar dificuldades no experimento, conseguiu propor soluções ou alternativas

Comunicação
Expressou de forma clara suas observações e conclusões, interagindo com o grupo e
apresentando ideias

Responsabilidade Social
Refletiu sobre os impactos do desequilíbrio nos ambientes naturais

Autonomia
Mostrou iniciativa durante a prática, propondo mudanças ou melhorias no processo

Observações Gerais

89
Prática 10

AUTOAVALIAÇÃO
PRÁTICA 10: O ENIGMA DO MUNDO
(QUASE) INVISÍVEL

AUTOAVALIAÇÃO

Professor, você pode solicitar aos estudantes uma reflexão


final e autoavaliação pedindo que relacione o experimento
com situações reais, como a importância do equilíbrio eco-
lógico em florestas e oceanos. Solicite ideias sobre práticas
do cotidiano que possam contribuir para a sustentabilidade
ambiental.

90
Prática 11

Na tensão certa:
explorando o poder
das molas

91
Prática 11

CONEXÃO COM A VIDA REAL: HABILIDADES: Materiais

Já pensou em uma simples mola? Bem, talvez você nunca COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
tenha parado para pensar sobre ela, afinal, ela parece tão
comum. Mas, na verdade, esconde segredos incríveis so- 1. Conhecimento: aplicar os conceitos da Física para com-
• Molas (com constante elástica desconhecida).
bre a relação entre força e deformação. É como uma lição preender a elasticidade e sua relação com situações práticas
• Conjunto de pesos padronizados (50g, 100g, 200g, etc.).
de vida: quanto mais você estica, mais ela reage. Mas cui- do cotidiano.
dado, porque nem sempre ela volta ao que era antes! • Suporte para fixar a mola.
2. Pensamento científico, crítico e criativo: analisar dados • Régua ou paquímetro para medir o alongamento.
experimentais e propor soluções criativas para problemas re-
OBJETIVO: lacionados à elasticidade, como identificar materiais elásticos
• Dinamômetro (opcional, para medir a força diretamente).
• Fita métrica ou régua para medir o deslocamento.
Ao final da aula, o estudante será capaz de determinar, mais apropriados para diferentes situações, como roupas es-
• Calculadora.
experimentalmente, a constante elástica de uma mola; in- portivas ou dispositivos médicos como próteses.
terpretar dados e gráficos de força versus alongamento e • Papel gráfico ou software de plotagem (Excel, Google Plani-
aplicar o conceito de força elástica para entender fenôme- 4. Comunicação: expressar ideias e resultados do experimen- lhas, etc.).

nos do cotidiano. to por meio de tabelas, gráficos e linguagem científica clara. • Essa prática pode ser realizada na sala de aula ou em qualquer
espaço onde haja mesas para apoiar os materiais, sem neces-
6. Trabalho e projeto de vida: colaborar em equipe para re- sidade de laboratório.

alizar o experimento, desenvolvendo habilidades para a vida • Você pode organizar a turma em grupos de 3 a 4 participantes
cada.
acadêmica e profissional.
Professor, se a escola não tiver os pesos padronizados para re-
alizar a prática, é possível improvisar utilizando materiais aces-
Duração
síveis que permitam medir ou estimar o peso aplicado na mola.
Uma possibilidade seria utilizar garrafas com água ou areia, que
• Introdução e contextualização (10 minutos) podem ter as massas encontradas com o auxílio de uma balança.
• Atividade prática (20 minutos)
• Discussão e encerramento (20 minutos)

92
Prática 11 Etapas da prática experimental

INTRODUÇÃO E ATIVIDADE
CONTEXTUALIZAÇÃO PRÁTICA
(10 MINUTOS) (20 MINUTOS)

1 Utilize exemplos do cotidiano (amortecedores, tram- 1 Fixe a mola no suporte e meça o comprimento inicial 10 Plote os dados no gráfico - os valores de força no eixo
polins) para conectar o conceito de força elástica e da mola sem nenhum peso. vertical (eixo y) e de alongamento no eixo horizontal
molas à vida real. (eixo x).
2 Registre o valor na tabela.
2 Solicite que os estudantes compartilhem exemplos 11 Conecte os pontos para observar a tendência linear.
de onde já viram molas sendo usadas. 3 Adicione um peso (50 g ou o equivalente) à mola.
12 Professor, se possível, use softwares como Excel para
3 Retome a explicação teórica, relativa à Lei de Hooke. 4 Meça o novo comprimento da mola e calcule o alon-
acelerar a plotagem.
gamento. Registre o valor na tabela.
4 Distribua os materiais para cada grupo e instrua para
a montarem a mola no suporte, verificando se ela está 5 Aumente gradativamente o peso (100 g, 150 g, etc.).
suspensa sem tensão inicial. 6 Para cada novo peso, meça o comprimento da mola e
registre o alongamento.
7 Oriente os estudantes a medir com precisão e evitar
forçar a mola além de sua elasticidade.
8 Calcule a força correspondente a cada peso adiciona-
do.
9 Complete a tabela (a seguir) com os valores de força
correspondente a cada alongamento.

93
Prática 11 Etapas da prática experimental

DISCUSSÃO E Interdisciplinaridade Exemplo da atividade


ENCERRAMENTO
(20 MINUTOS)

1 Observem a linearidade do gráfico.


2 Identifiquem a inclinação da reta como a constante
elástica da mola. Química: discutir as propriedades elásticas de dife-
rentes materiais (metais, polímeros) que podem ser
3 Discuta como os resultados experimentais confirmam
usados para fabricar molas.
a Lei de Hooke e a proporcionalidade entre força e
alongamento. Biologia: comparar molas artificiais com estruturas
elásticas em seres vivos, como tendões, músculos e
4 Levante possíveis fontes de erro: medições incorretas
ligamentos; discutir a biomecânica do corpo humano
do comprimento ou do peso; uso de molas deforma-
e como o sistema músculo-esquelético responde a
das.
forças externas.
5 Para auxiliar na discussão e reflexão dos grupos, per-
Educação Física: relacionar o conceito de força elás-
gunte como a inclinação do gráfico reflete a rigidez
tica ao movimento em esportes e atividades físicas
da mola; como a constante elástica pode ser útil para
(ex.: uso de trampolins, flexibilidade de arcos em tiro
determinar a aplicação de molas em diferentes con-
com arco).
textos.

94
Prática 11

FICHA DE REGISTRO Nome dos integrantes do grupo:


DA PRÁTICA
PRÁTICA 11: NA TENSÃO CERTA:
EXPLORANDO O PODER DAS MOLAS
Comprimento inicial da mola (sem peso): ______________ cm Escolha dois pontos do gráfico para calcular a inclinação (constan-
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA te elástica k):
Complete a tabela abaixo com os valores medidos durante o ex-
perimento k= _______________ N/cm
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste
Comprimen- A mola obedeceu à Lei de Hooke? Explique com base no gráfico.
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo Força Aplica- Alongamen-
Massa (g) Massa (kg) to da Mola
com o perfil da sua turma. da (N) to __________________________________________________________________
(cm)

Quais foram as principais dificuldades ou erros encontrados du-


rante o experimento?

__________________________________________________________________

Importante: Anexar o gráfico a este registro

__________________________________________________________________

95
Prática 11

AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 11: NA TENSÃO CERTA: Nome do estudante avaliado:
EXPLORANDO O PODER DAS MOLAS Parcial-
Sim Não
mente
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM
Registro dos dados: Todos os dados estão registrados corretamente e de forma clara, com
Professor, você pode solicitar a impressão de uma ficha de precisão nas unidades e tabelas.
Avaliação da Aprendizagem por estudante ou utilizá-la para
as anotações em seu caderno de registros a partir das suges- Montagem do experimento: Montagem correta e autônoma, com atenção aos detalhes para
tões deste ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas garantir a precisão da experiência
de acordo com o perfil da sua turma e do experimento que
conduziu na sua turma. Construção Gráfica: 1 - Os eixos estão claramente rotulados com nomes e unidades corretas;
a escala é uniforme e apropriada ao intervalo dos dados.

Construção Gráfica: 2 - Todos os pontos estão corretamente plotados com base nos valores
registrados na tabela; não há discrepâncias entre o gráfico e os dados.

Análise do Gráfico: Interpreta o gráfico com precisão, identificando corretamente a relação


linear e o valor de k.

Cálculo da Constante K: Calcula k com precisão e apresentou o raciocínio corretamente.

Compreensão da Lei de Hooke: Demonstra compreensão clara da relação força-alongamento,


explicando o comportamento da mola e os limites de elasticidade.

Relação com a vida real: Relaciona o experimento com exemplos cotidianos de forma criativa
e bem fundamentada.

Observações Gerais

96
Prática 11

FICHA DE Nome do estudante:


AUTOAVALIAÇÃO
PRÁTICA 11: NA TENSÃO CERTA:
EXPLORANDO O PODER DAS MOLAS
Eu entendi o objetivo do experimento e o que precisava ser feito? Entendi como os resultados confirmam a Lei de Hooke?

AUTOAVALIAÇÃO _________________________________________________________________ _________________________________________________________________

Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de


Autoavaliação por estudante ou solicitar que escrevam as Fui capaz de seguir as etapas do procedimento com clareza? Quais foram os pontos mais desafiadores para mim e como pos-
etapas no caderno a partir das sugestões deste ficha. Fique so superá-los em atividades futuras?
à vontade para adaptar as perguntas de acordo com o perfil _________________________________________________________________
da sua turma. _________________________________________________________________

Os valores registrados na tabela eram precisos e consistentes?

_________________________________________________________________

Fui capaz de calcular corretamente a constante elástica a partir


do gráfico?

_________________________________________________________________

97
Prática 12

Decomposição do
bicarbonato de
sódio

98
Prática 12

CONEXÃO COM A VIDA REAL: HABILIDADES: Materiais

Você já usou fermento para fazer um bolo crescer ou já viu COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
• Bicarbonato de sódio (NaHCO3).
bicarbonato de sódio limpando sujeira pesada? Pois é, o
• Tubo de ensaio.
bicarbonato de sódio, que parece um ingrediente tão sim- 2. Pensamento Científico, Crítico e Criativo: analisar os
ples, é cheio de truques! Hoje, você vai ver de perto como resultados do experimento, identificar evidências de transfor- • Pinça de madeira.

ele se transforma quando aquecido. Vai parecer mágica, mação química, como liberação de gás e mudanças de massa • Bico de Bunsen ou lamparina a álcool.
mas claro que é uma boa reação química. e refletir sobre os processos envolvidos. Além disso, são desa- • Balança (analítica ou digital).
fiados a pensar criativamente para conectar os resultados do • Colher de medida.
OBJETIVO: experimento a aplicações práticas e fenômenos do cotidiano.
• Óculos de proteção.

Ao final da aula, o estudante será capaz de compreender 4. Comunicação: registrar observações, resultados e conclu- • Solução de fenolftaleína (opcional).

e identificar os sinais de uma transformação química du- sões de forma clara e organizada e exercitar a linguagem cien- • Essa prática pode ser realizada na sala de aula ou em outro es-
tífica, promovendo clareza e precisão na comunicação. paço onde haja mesas para apoiar os materiais, caso a escola
rante a decomposição do bicarbonato de sódio e explicar
não tenha laboratório.
a reação química que ocorre.
5. Responsabilidade e Cidadania: discussão sobre o uso • Você pode organizar a turma em grupos de 3 a 4 participantes
cada.
sustentável de recursos químicos e o papel da química na so-
ciedade promove responsabilidade socioambiental. Professor, o uso da fenolftaleína neste experimento é uma abor-
dagem opcional. Se não tem acesso a ela, ajuste o campo de
orientação da atividade e dos registros, omitindo essa parte.
6. Trabalho e projeto de vida: refletir sobre como o conhe-
cimento químico pode ser aplicado no cotidiano, como na pre-
paração de alimentos e limpeza e explorar possibilidades de Duração
carreiras em áreas como gastronomia, química e engenharia
de materiais. • Introdução e contextualização (10 minutos).
• Atividade prática (25 minutos).
7. Argumentação: exercitar a habilidade de justificar suas
• Discussão e encerramento (15 minutos).
conclusões com base em dados experimentais e conceitos
científicos.

99
Prática 12 Etapas da prática experimental

INTRODUÇÃO E ATIVIDADE
CONTEXTUALIZAÇÃO PRÁTICA
(10 MINUTOS) (25 MINUTOS)

1 Explique o objetivo do experimento e oriente quanto Parte 1


às questões de segurança.
1 Determine a massa do tubo de ensaio vazio. 9 Após o tubo esfriar, pese novamente o tubo de ensaio
2 Reforce o uso de óculos de proteção e a necessidade com o resíduo sólido que restou.
de atenção ao trabalhar com materiais aquecidos. 2 Adicione 2g de bicarbonato de sódio no tubo.
10 Registre a massa final e calcule a diferença em rela-
3 Distribua os materiais aos grupos. 3 Registre a massa total do conjunto. ção à massa inicial.
4 Certifique-se de que o local é ventilado e seguro. 4 Segure o tubo de ensaio com uma pinça de madeira.
5 Peça aos estudantes que transfiram uma pequena 5 Aqueça o bicarbonato de sódio utilizando um bico de
porção (aproximadamente 0,5 g) do bicarbonato de Bunsen ou uma lamparina a álcool.
sódio para um béquer com água destilada.
6 Observe atentamente o que acontece durante o aque-
6 Pingue 2 a 3 gotas de fenolftaleína nessa solução. cimento:
7 Observe e registre a cor da solução. Você percebe liberação de gás? Pode ser necessária
uma ação indireta, como observar se algo ocorre ao
8 Reserve esta solução aproximar um palito aceso do tubo de ensaio.

7 Após 5 minutos de aquecimento e observação, deixe


o tubo esfriar sobre uma superfície segura.
8 Espere alguns minutos até que o tubo esteja frio o su-
ficiente para ser manuseado com segurança.

100
Prática 12 Etapas da prática experimental

ATIVIDADE DISCUSSÃO E
PRÁTICA ENCERRAMENTO
(25 MINUTOS) (15 MINUTOS)

Parte 2 Parte 3 1 Compare os valores de massa inicial e final e discuta


o que ocorreu.
1 Adicione água destilada ao resíduo sólido dentro do 1 Retome todo o experimento e tenha especial atenção
tubo de ensaio (ou transfira o resíduo para um pe- para avaliar se realizou os registros das seguintes ob- 2 Discuta se houve ou não uma reação química consi-
queno béquer). servações: derando todas evidências identificadas ao longo de
todo o processo.
2 Pingue 2 a 3 gotas de fenolftaleína na solução forma- • Evidências da liberação de gás durante o aqueci-
da. mento. 3 Resuma as descobertas do experimento.

3 Observe se há alteração e registre. 4 Discutam sobre a importância de observar e interpre-


• Mudança de aparência no sólido. tar os sinais de uma transformação química no coti-
4 Compare com a outra solução com fenolftaleína que diano.
• Cor observada no teste com fenolftaleína e o que
você deixou reservada.
isso indica
5 Houve alguma alteração na cor?

101
Prática 12 Etapas da prática experimental

CONSIDERAÇÕES
ADICIONAIS
Bicarbonato de sódio (2) Listar as diferenças entre bicarbonato e carbonato
Professor, realize uma retomada e sistematização de com base nas propriedades observadas e discutidas.
Propriedades: base fraca, solúvel em água; atua como
todo o processo. Pontos de destaque a considerar: agente tampão, estabilizando o pH em soluções. (3) Identificar uma aplicação para cada substância no
1 Explique o que acontece durante o aquecimento do Aplicações: culinária: Fermento químico, onde a libe- cotidiano e explicar como suas propriedades quími-
bicarbonato de sódio e como podemos representar ração de CO2​ajuda a deixar massas fofas. Limpeza cas são úteis.
isso quimicamente - o calor fornece energia suficien- doméstica: reage com ácidos para formar gás e lim-
te para quebrar as ligações no bicarbonato de sódio, par superfícies. Cuidados pessoais: neutralizador de
promovendo sua decomposição em carbonato de só- odores e ingredientes em pastas de dente.
dio, água e dióxido de carbono. Carbonato de sódio
Interdisciplinaridade
2 Descreva a equação, evidenciando o reagente (bicar- Propriedades: base mais forte que o bicarbonato;
bonato de sódio sólido) e os produtos (carbonato de menos solúvel em água que o bicarbonato.
sódio sólido, vapor de água e dióxido de carbono). Matemática: cálculos e proporções relativos ao ba-
Aplicações: indústria: usado na fabricação de vidros, lanceamento químico
3 Reforce que a Lei da Conservação da Massa ainda sabões e detergentes. Tratamento de água: ajuste do
é válida, mas o sistema precisa ser fechado para de- pH em piscinas e aquários. Laboratórios: neutraliza- Geografia: explorar o impacto ambiental do dióxido
monstrar isso, pois parte da massa se transforma em ção de ácidos e preparo de soluções-tampão. de carbono conectado com questões globais e con-
gás. temporâneas, como mudanças climáticas e sustenta-
5 Discuta o uso da fenolftaleína para evidenciar a dife-
4 Evidencie as diferenças entre bicarbonato de sódio e rença entre o bicarbonato e carbonato experimental- bilidade.
carbonato de sódio. mente.
Biologia: relacionar reações químicas, como a libera-
6 Após esta retomada, oriente os estudantes para: ção de CO2​, a processos vitais naturais (respiração ce-
(1) Escrever a equação balanceada da reação de de- lular e fotossíntese).
composição do bicarbonato de sódio.

102
Prática 12

FICHA DE REGISTRO Nome dos integrantes do grupo:


DA PRÁTICA
PRÁTICA 12: DECOMPOSIÇÃO DO
BICARBONATO DE SÓDIO
Antes de começar O que causou essa perda de massa?
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA O que você pretende observar neste experimento? __________________________________________________________________

Novo teste com a fenolftaleína - qual a cor observada? O que


Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de Antes do aquecimento
essa cor indica sobre o resíduo formado?
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes Massa do tubo de ensaio vazio: __________ g.
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste Massa de bicarbonato de cálcio adicionada: _______g
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo Resultados
Meça a massa total do tubo com bicarbonato: __________ g.
com o perfil da sua turma. Escreva a equação química da reação observada:
Cor observada com adição de fenolftaleína: _____________________
__________________________________________________________________
_______________
O que essa cor indica sobre o bicarbonato de sódio? Registre as evidências de transformação química:
_________________________________________________________________ __________________________________________________________________

Durante o aquecimento Conexão com o cotidiano


O que aconteceu com o sólido? Onde o bicarbonato de sódio é usado na sua vida diária?
__________________________________________________________________ __________________________________________________________________
Você percebeu liberação de gás? Como identificou isso? Dê um exemplo prático do uso do carbonato de sódio.
__________________________________________________________________ __________________________________________________________________

Após o aquecimento
Para finalizar
Massa do tubo com o resíduo sólido: __________ g.
O que você aprendeu com este experimento?
Diferença de massa: ______________ g.
__________________________________________________________________

103
Prática 12

AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 12: DECOMPOSIÇÃO DO Nome do estudante avaliado:
BICARBONATO DE SÓDIO
Parcial-
Sim Não
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM mente
Professor, você pode solicitar a impressão de uma ficha de
Participação
Avaliação da Aprendizagem por estudante ou utilizá-la para
Demonstrou atenção e interesse durante a explicação inicial.
as anotações em seu caderno de registros a partir das suges-
tões desta ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas
de acordo com o perfil da sua turma e do experimento que Organização
conduziu na sua turma. Organizou adequadamente os materiais para o experimento e seguiu corretamen-
te as orientações de segurança.

Execução do procedimento experimental


Pesou corretamente os materiais e registrou os valores.

Registro e Análise de dados


Calculou corretamente a diferença de massa. Escreveu corretamente a equação
química da reação. Identificou e explicou as evidências da transformação química.

Conexão com o cotidiano e reflexão


Relacionou corretamente o uso do bicarbonato e do carbonato de sódio no cotidia-
no. Demonstrou compreensão da diferença entre bicarbonato e carbonato. Res-
pondeu claramente às questões de conclusão com ideias bem articuladas.

Observações Gerais

104
Prática 12

FICHA DE Nome do estudante:


AUTOAVALIAÇÃO
PRÁTICA 12: DECOMPOSIÇÃO DO
BICARBONATO DE SÓDIO
Usei corretamente os materiais de segurança (óculos, pinça, etc.). Quais foram os pontos mais desafiadores para mim? O que eu
AUTOAVALIAÇÃO poderia fazer de diferente para melhorar minha participação no
__________________________________________________________________
próximo experimento?
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de
Autoavaliação por estudante ou solicitar que escrevam as __________________________________________________________________
Realizei corretamente a pesagem inicial e final do tubo de ensaio.
etapas no caderno a partir das sugestões deste ficha. Fique
à vontade para adaptar as perguntas de acordo com o perfil __________________________________________________________________
da sua turma.

Identifiquei evidências de que uma transformação química ocor-


reu.

__________________________________________________________________

Compreendi o motivo da perda de massa.

__________________________________________________________________

Entendi a diferença entre bicarbonato de sódio e carbonato de


sódio e sou capaz de compreender as diferenças no campo de
aplicação para cada caso.

__________________________________________________________________

105
2º ANO DO E.M.
PRÁTICA 13, PRÁTICA 14 E PRÁTICA 15

106
Prática 13

Radiação UV:
testando o poder
do protetor solar

107
Prática 13

CONEXÃO COM A VIDA REAL: OBJETIVO: HABILIDADES:


O que realmente acontece quando estamos expostos ao Ao final da aula, o estudante será capaz de compreender COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
sol no dia a dia? Seja caminhando pela rua, praticando es- os efeitos da radiação UV-A, UV-B e UV-C na pele e suas
portes ou até mesmo em dias nublados, os raios UV es- implicações para a saúde; avaliar como protetores solares 1. Conhecimento: utilizar conhecimentos científicos sobre radiação
UV, saúde da pele e o funcionamento do protetor solar para compre-
tão sempre presentes. Embora o sol seja importante para com diferentes FPS reduzem os efeitos da radiação UV em ender fenômenos do cotidiano.
nossa saúde, especialmente na produção de vitamina D, o materiais sensíveis à luz solar; refletir sobre a importância
2. Pensamento científico, crítico e criativo: formular hipóteses
excesso de radiação ultravioleta pode causar danos sérios de escolher adequadamente o protetor solar consideran- sobre a eficácia de diferentes FPS, realizam observações experimen-
à pele. Mas será que todo protetor solar é igual? E como do fatores como FPS, tipo de pele e tempo de exposição; tais e analisam os resultados; estimular a curiosidade sobre a intera-
o fator de proteção solar (FPS) realmente funciona? Hoje, identificar os danos que a radiação UV pode causar à pele, ção entre ciência e saúde.
vamos explorar como diferentes protetores solares nos como queimaduras, envelhecimento precoce e aumen- 4. Comunicação: desenvolver habilidades de comunicação oral, es-
protegem dos raios invisíveis e entender por que escolher to do risco de câncer de pele; reforçar a importância de crita e visual, compartilhando suas descobertas com clareza e preci-
o protetor certo pode fazer toda a diferença para a sua adotar hábitos de proteção solar no dia a dia, como o uso são.
saúde. regular de protetor solar, roupas adequadas e acessórios 6. Trabalho e projeto de vida: desenvolver a consciência sobre os
como chapéus e óculos de sol. cuidados pessoais com a saúde da pele, conectando o aprendizado
sobre a radiação UV e protetores solares à construção de hábitos sau-
dáveis no cotidiano e refletindo sobre o impacto de escolhas informa-
das no bem-estar e na qualidade de vida.
7. Argumentação: interpretar os dados do experimento (observa-
ções das mudanças no papel fotossensível) e construir argumentos
sólidos sobre a eficácia dos protetores solares, fundamentados nas
evidências observadas.
8. Autoconhecimento e autocuidado: conscientizar sobre os da-
nos causados pela radiação UV e a importância de hábitos saudáveis,
como o uso de protetor solar e a proteção adequada contra o sol.
10. Responsabilidade e cidadania: abordar questões éticas e so-
ciais, como a acessibilidade aos protetores solares e o impacto am-
biental desses produtos, incentivando a reflexão sobre escolhas cons-
cientes e cidadania.

108
Prática 13

Materiais INTRODUÇÃO E
CONTEXTUALIZAÇÃO
(10 MINUTOS)

• Papel fotossensível (pode ser encontrado em lojas de mate- 1 Professor, nesta etapa, traga informações sobre a ra- 7 Esclareça que, nesta proposta, a investigação será
riais escolares ou de ciência). diação UV, alguns contextos significativos e o papel sobre como os protetores solares protegem a pele,
• Plástico filme transparente. do protetor solar. e que recorreremos a materiais sensíveis à radiação
• Protetores solares de diferentes FPS (exemplo: FPS 15, 30, 50). solar.
2 Você pode começar com perguntas disparadoras,
• Marcador permanente. como: 8 Distribua os materiais para os grupos (pedaços de
• Conta-gotas ou pincel fino. papel fotossensível, protetores solares de diferentes
Quem aqui já usou protetor solar? FPS, plástico filme, conta-gotas/pincéis e suporte de
• Folha de cartolina preta ou branca (para servir como suporte).
cartolina).
• Relógio ou cronômetro. Por quê?
• Local ensolarado.
3 Explique ou retome brevemente o que é a radiação
• Grupos de 3 a 4 estudantes. ultravioleta (UV).
4 Apresente exemplos do cotidiano em que estamos
expostos aos raios UV (caminhando na rua, pratican-
do esportes, em dias nublados).

Duração 5 Explique que o protetor solar age como uma barrei-


ra que absorve ou reflete os raios UV, protegendo a
pele.
• Introdução e contextualização (10 minutos)
• Atividade prática (25 minutos) 6 Discorra brevemente sobre o FPS (Fator de Proteção
• Discussão e encerramento (15 minutos)
Solar).

109
Prática 13 Etapas da prática experimental

ATIVIDADE Exemplo da atividade


PRÁTICA
(25 MINUTOS)

1 Pegue um pedaço de plástico filme e aplique uma ca- 9 Após o tempo de exposição, recolha os papeis fotos-
mada fina de protetor solar sobre ele, com cuidado, sensíveis.
usando o conta-gotas ou pincel.
10 Compare a intensidade da mudança de cor nos qua-
2 Repita esse processo para cada protetor solar dispo- drantes cobertos por protetores solares de diferen-
nível (FPS diferentes), marcando cada plástico filme tes FPS.
com o FPS correspondente.
11 Observe o quadrante sem proteção para entender o
3 Coloque os plásticos com protetor solar sobre os pe- impacto total da radiação solar.
daços de papel fotossensível.
12 Tire fotos ou faça registros escritos dos resultados
4 Deixe um pedaço de papel fotossensível sem cober- obtidos.
tura (sem plástico ou protetor) para servir como con-
trole. Discutam: qual é a função desta etapa?
5 Leve o material montado para um local ensolarado.
6 Certifique-se de que todos os papeis fotossensíveis
recebam a mesma quantidade de luz solar.
7 Mantenha o material exposto ao sol por 10 a 15 mi-
nutos. Use um cronômetro ou relógio para controlar
o tempo.
8 Observe e anote qualquer alteração durante esta fase
de exposição ao sol.

110
Prática 13 Etapas da prática experimental

DISCUSSÃO E Interdisciplinaridade

ENCERRAMENTO
(15 MINUTOS)

1 Discuta com os estudantes sobre o que notaram nos 4 Realize uma retomada e sistematização de todo o pro-
quadrantes com diferentes FPS? Qual foi o resulta- cesso, avaliando com o grupo a eficácia de diferentes Química: composição química dos protetores solares
do do controle (sem protetor solar)? O que podemos fatores de proteção solar (FPS) e como os protetores
(filtros físicos e químicos) e como eles absorvem ou re-
concluir sobre a eficácia dos protetores solares com solares atuam para reduzir os danos causados pelos
fletem a radiação UV; diferença entre raios UV-A, UV-B
diferentes FPS? raios UV.
e UV-C.
2 Relacione os resultados do experimento com a im- 5 Professor, para finalizar, você pode lançar um desafio
portância de escolher o protetor solar correto. aos estudantes: solicitar que observem como as pes- Física: natureza e propriedades da radiação UV como
soas ao seu redor se protegem do sol e que pensem onda eletromagnética; relação entre energia da luz e
3 Faça questões, como: em maneiras de melhorar seus próprios hábitos de seus efeitos nos materiais sensíveis.
proteção solar e compartilhem na próxima aula.
Por que é importante reaplicar o protetor solar ao
Geografia: impactos da radiação UV em diferentes
longo do dia, especialmente após atividades como
regiões do planeta devido à inclinação da Terra e à es-
suar ou nadar?
pessura da camada de ozônio.
Como podemos nos proteger melhor do sol no dia a
dia? Ética e Cidadania: discussão sobre a acessibilidade
de produtos como protetores solares e a importância
Quais hábitos simples podem fazer a diferença? de políticas de conscientização.

Como o conhecimento científico nos ajuda a fazer es-


colhas melhores para nossa saúde?

111
Prática 13

FICHA DE REGISTRO Nome dos integrantes do grupo:


DA PRÁTICA
PRÁTICA 13: RADIAÇÃO UV: TESTANDO O PODER
DO PROTETOR SOLAR
Qual é o objetivo do experimento? Análise de Resultados
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA __________________________________________________________________
O que vocês notaram nos quadrantes com diferentes FPS?

Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de __________________________________________________________________


Qual é a necessidade de termos um quadrante sem protetor so-
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes
lar? Qual foi o resultado do controle (sem protetor solar)?
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo __________________________________________________________________ __________________________________________________________________
com o perfil da sua turma.
O que vocês concluíram sobre a eficácia dos protetores solares?
Registro dos resultados __________________________________________________________________

Quadrante FPS Observação Final Reflexão

Como este experimento nos ajuda a entender a importância do


protetor solar?
1
__________________________________________________________________

Quais hábitos vocês podem adotar no dia a dia para proteger a


2
pele do sol?

__________________________________________________________________
3
O que você aprendeu com este experimento?

4 (controle) sem protetor __________________________________________________________________

112
Prática 13

AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 13: RADIAÇÃO UV: TESTANDO O PODER Nome do estudante avaliado:
DO PROTETOR SOLAR
Sim Parcialmente Não
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM

Professor, você pode solicitar a impressão de uma ficha de


Avaliação da Aprendizagem por estudante ou utilizá-la para O grupo seguiu corretamente as etapas do experimento?
as anotações em seu caderno de registros a partir das suges-
tões desta ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas
de acordo com o perfil da sua turma e do experimento que O registro das observações foi detalhado e claro?
conduziu na sua turma.
Os estudantes compararam e analisaram os resultados dos diferentes FPS de for-
ma correta?

O grupo conseguiu identificar corretamente o objetivo do experimento?

O grupo entendeu o papel do FPS e a importância do controle no experimento.

Os estudantes compreenderam como o protetor solar atua contra a radiação UV?

Os estudantes refletiram sobre a importância do protetor solar para a saúde?

Observações Gerais

113
Prática 13

FICHA DE Nome do estudante:


AUTOAVALIAÇÃO
PRÁTICA 13: RADIAÇÃO UV: TESTANDO O PODER
DO PROTETOR SOLAR
Este experimento me ajudou a entender como o protetor solar Quais foram os pontos mais desafiadores para mim? O que eu
AUTOAVALIAÇÃO protege contra a radiação UV? poderia fazer de diferente para melhorar minha participação no
próximo experimento?
__________________________________________________________________
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de
Autoavaliação por estudante ou solicitar que escrevam as __________________________________________________________________
etapas no caderno a partir das sugestões deste ficha. Fique
à vontade para adaptar as perguntas de acordo com o perfil Realizei corretamente os procedimentos para este experimento?
da sua turma. __________________________________________________________________

Identifiquei evidências para comparar a eficiência dos protetores


solares?

__________________________________________________________________

Como avalio minha participação? Como colaborei com meu gru-


po?

__________________________________________________________________

114
Prática 14

O comportamento
térmico dos
metais

115
Prática 14

CONEXÃO COM A VIDA REAL: HABILIDADES: Materiais

Você já reparou como uma panela de metal esquenta rápi- COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
• Termômetro (digital ou mercúrio).
do no fogão, enquanto a água demora para ferver? E por
• Cilindros de metal de massa conhecida (ex.: alumínio, ferro ou
que, em um dia quente, a areia da praia queima os pés, 1. Conhecimento: compreender fenômenos cotidianos relacio-
cobre).
mas a água do mar continua refrescante? Hoje, vamos en- nados ao calor e à temperatura, aplicando conceitos matemáti-
• Água em temperatura ambiente.
tender por que diferentes materiais respondem ao calor cos e conectando-os ao uso prático de materiais.
• Recipiente isolante térmico (como uma garrafa térmica ou re-
de maneiras tão diversas. Vamos explorar como o calor é
2. Pensamento científico, crítico e criativo: formular hipó- cipiente de isopor).
transferido entre materiais e calcular a capacidade de ab-
teses, realizar medições e cálculos, analisar resultados e refletir • Balança digital para medir a massa.
sorver e liberar energia térmica!
sobre possíveis discrepâncias, desenvolvendo habilidades cien- • Fonte de calor segura.
tíficas e de raciocínio crítico.
OBJETIVO: • Cronômetro.
4. Comunicação: praticar a comunicação científica, explicando • Pinça para manipular os metais.
Ao final da aula, o estudante será capaz de explicar o con-
suas observações e conclusões de forma articulada e compre- • Luvas térmicas para segurança.
ceito de equilíbrio térmico e como ele é alcançado; deter-
ensível. • Essa prática pode ser realizada na sala de aula ou em outro es-
minar, experimentalmente, o calor específico de um mate-
paço onde haja mesas para apoiar os materiais, caso a escola
rial; reconhecer o calor específico como uma propriedade 6. Trabalho e projeto de vida: desenvolver a capacidade de não tenha laboratório.
fundamental na escolha de materiais para diferentes apli- analisar e interpretar fenômenos térmicos no cotidiano, conec- • Você pode organizar a turma em grupos de 3 a 4 participantes
cações e relacionar o experimento com fenômenos do dia tando o conhecimento sobre o comportamento dos metais ao cada.
a dia, como o aquecimento de panelas, a temperatura da entendimento de como materiais são escolhidos para aplicações
água do mar e a sensação térmica em diferentes superfí- específicas.
cies. Duração
7. Argumentação: argumentar sobre a precisão dos cálculos e
discutir como diferentes materiais se comportam em relação ao • Introdução e contextualização (10 minutos).
calor, usando dados concretos. • Atividade prática (25 minutos).
• Discussão e encerramento (15 minutos).
10. Responsabilidade e sustentabilidade: conectar o experi-
mento a questões de sustentabilidade e conservação ambiental.

116
Prática 14 Etapas da prática experimental

INTRODUÇÃO E Exemplo da atividade


CONTEXTUALIZAÇÃO
(10 MINUTOS)

1 Faça perguntas provocativas que estimulem os estu- equilíbrio térmico, destacando que, ao colocar dois
dantes a refletirem sobre situações do dia a dia re- materiais em contato, a energia térmica flui do mais
lacionadas ao calor e à temperatura. Use exemplos quente para o mais frio até que ambos alcancem a
simples, como: mesma temperatura; apresente o calor específico e
explique que materiais diferentes têm calor específi-
Por que a panela esquenta mais rápido que a água
cos diferentes, o que explica por que alguns esquen-
no fogão?
tam ou esfriam mais rápido.
Por que a areia da praia queima os pés, mas a água do 3 Explique o objetivo da prática experimental e diga que
mar continua refrescante mesmo em um dia quente? a proposta é explorar como o calor é transferido en-
tre diferentes materiais e calcular o calor específico.
Estas perguntas podem ajudar os estudantes a iden-
tificar fenômenos que eles já vivenciaram, mas talvez 4 Divida os estudantes em grupos e entregue os mate-
nunca tenham parado para questionar. Esse momen- riais necessários para cada grupo.
to de conexão ajuda a gerar interesse e relevância
para o experimento que será realizado. 5 Certifique-se de que todos saibam como manusear
os instrumentos com segurança.
2 Retome alguns conceitos científicos que serão rele-
vantes para essa proposta, como calor como a trans-
ferência de energia térmica entre corpos que estão em
temperaturas diferentes; diferencie calor de tempe-
ratura, destacando que calor é energia em movimen-
to, enquanto temperatura é uma medida da agitação
das partículas de um material; reforce o conceito de

117
Prática 14 Etapas da prática experimental

ATIVIDADE Interdisciplinaridade
PRÁTICA
(25 MINUTOS)

1 Pegue o cilindro de metal que será utilizado no expe- 8 Meça a temperatura da água no recipiente usando Química: análise de como o calor influencia estados
rimento, meça sua massa e anote. o termômetro. Observe como ela aumenta gradual- físicos e energias das moléculas; estudo da capacida-
mente e anote a temperatura final quando não hou- de térmica de substâncias como metais e água; ex-
2 Coloque o cilindro dentro de uma panela com água e ver mais variação. ploração de por que certos materiais são escolhidos
aqueça até a água começar a ferver. O cilindro preci-
9 Atenção: sempre manuseie o cilindro quente com a para aplicações específicas com base em suas pro-
sa ficar na água fervente por pelo menos 5 minutos
pinça para evitar acidentes. priedades térmicas.
para que ele atinja a mesma temperatura da água.
Biologia: comparação com mecanismos biológicos,
3 Enquanto o cilindro está aquecendo, prepare o reci-
como a retenção de calor no corpo humano ou em
piente onde será feita a troca de calor - meça 100 mL
de água e coloque no recipiente térmico. DISCUSSÃO E animais; relação entre calor específico da água e a
estabilidade térmica de ecossistemas aquáticos; dis-
4 Use o termômetro para medir a temperatura inicial ENCERRAMENTO cussão sobre como o corpo humano lida com varia-
da água e registre o valor. (15 MINUTOS) ções de temperatura.

5 Meça a massa da água e anote.​ Geografia: comparação entre massas de água (com
1 Com base nos dados coletados, use a fórmula de con- alto calor específico) e terrenos secos, influenciando
6 Retire o cilindro de metal da água fervente usando a servação de energia para determinar o calor específi- o clima em regiões costeiras; exploração do papel da
pinça (cuidado, está quente!) e coloque-o rapidamen- co do cilindro. água como reguladora térmica em áreas urbanas e
te dentro do recipiente com água. naturais.
2 Compare o valor experimental obtido com valores
7 Tampe o recipiente ou cubra-o para reduzir a perda conhecidos na tabela fornecida pelo professor.
de calor para o ambiente.
3 Discuta: o que pode ter causado diferenças entre o
valor experimental e o esperado? Por que o metal es-
quentou e esfriou mais rapidamente que a água?

118
Prática 14

FICHA DE REGISTRO Nome dos integrantes do grupo:


DA PRÁTICA
PRÁTICA 14: O COMPORTAMENTO
TÉRMICO DOS METAIS
Qual é o objetivo do experimento?
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA
__________________________________________________________________ Use a fórmula de conservação de energia para determinar o calor
específico do cilindro
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes
Cilindro de metal
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste
Resultados e comparação
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo Massa do cilindro de metal: ______________ g
com o perfil da sua turma. Calor específico experimental do metal: _________________ J/g°C
Temperatura inicial do cilindro: ______________ °C
Valor teórico do calor específico do metal (segundo a tabela):
_________________ J/g°C
Água no recipiente
Diferença percentual entre o valor experimental e o teórico:
Volume de água no recipiente: ______________ mL _________________ %
Massa da água : ______________ g

Temperatura inicial da água: ______________ °C

Após a troca de calor

Temperatura final do sistema: ______________ °C

119
Prática 14

FICHA DE REGISTRO Nome dos integrantes do grupo:


DA PRÁTICA
PRÁTICA 14: O COMPORTAMENTO
Responda às questões abaixo com base nos seus resultados e ob- corporal? O que o processo de troca de calor entre o suor e o am-
TÉRMICO DOS METAIS servações: biente tem em comum com o que observamos no experimento?
• O valor experimental obtido para o calor específico foi próximo • Sabemos que materiais diferentes absorvem e transferem calor
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA
do valor teórico? Explique possíveis causas de diferença. de formas distintas. Como esse conhecimento pode ser aplicado
• O que este experimento demonstrou sobre como diferentes ma- na construção de edifícios mais sustentáveis, que usem menos
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de
teriais reagem ao calor? energia para aquecer ou resfriar? Pense em como o uso de ma-
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes
teriais adequados pode ajudar a reduzir o consumo de energia
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste • Você conseguiu relacionar o experimento com situações do dia
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo a dia? Dê exemplos. • O que podemos aprender sobre o fluxo de calor e sua relação
com o perfil da sua turma. com a energia interna dos materiais que nos ajude a entender
• Considerando a lista de questões abaixo, elejam ao menos 3 de-
as mudanças climáticas? Como a maneira como lidamos com
las para elaborar uma resposta completa. Variem o tema das
a transferência de calor em indústrias e cidades pode afetar o
questões eleitas.
aquecimento global
• Por que na praia a areia esquenta muito rápido, mas a água do
• Quando escolhemos eletrodomésticos, como panelas ou garra-
mar permanece fresca, mesmo sob o sol forte? Como isso está
fas térmicas, costumamos pensar no design ou no preço, mas
relacionado ao que observamos no experimento?
como o conhecimento sobre calor específico e eficiência térmica
• Como o que aprendemos aqui pode nos ajudar a entender por pode influenciar nossas escolhas para um consumo mais cons-
que o asfalto das ruas fica tão quente durante o dia, enquanto ciente e sustentável?
áreas com mais vegetação permanecem mais frescas?
• Como o conhecimento sobre calor específico e transferência de
• Por que quando colocamos uma bebida quente em um copo de calor pode ser utilizado para desenvolver tecnologias de fontes
metal, ela esfria mais rápido do que se estivesse em uma garrafa de energia renováveis, como os paineis solares ou a energia ge-
térmica? Como essa situação do cotidiano se relaciona com o otérmica? Quais os benefícios dessas tecnologias para o futuro
conceito de calor específico que estudamos? sustentável do planeta?
• Como o calor que flui entre o metal e a água no experimento se • Pensando nas indústrias que produzem materiais como metais
parece com o que ocorre quando a energia térmica é transferida e vidro, quais são os impactos ambientais da extração e do uso
entre a atmosfera e a Terra durante o aquecimento global? desses materiais? Como o conhecimento de calorimetria pode
• Por que quando praticamos esportes em dias quentes, nosso ajudar a reduzir o desperdício de energia nesses processos?
corpo sua, e como esse suor ajuda a regular nossa temperatura

120
Prática 14

AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 14: O COMPORTAMENTO Nome do estudante avaliado:
TÉRMICO DOS METAIS
Sim Parcialmente Não
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM

Professor, você pode solicitar a impressão de uma ficha de Preparou os materiais corretamente (balança, termômetro, cilindro, etc.) e seguiu as
Avaliação da Aprendizagem por estudante ou utilizá-la para orientações de segurança.
as anotações em seu caderno de registros a partir das suges-
tões deste ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas Registrou corretamente as massas, temperaturas e variações no momento certo, com
de acordo com o perfil da sua turma e do experimento que precisão.
conduziu na sua turma.
Demonstrou compreensão dos conceitos de calor, temperatura, calor específico e equi-
líbrio térmico durante a execução.

Realizou os cálculos corretamente, aplicando as fórmulas de forma adequada, e apre-


sentou resultados coerentes.

Respondeu às questões reflexivas de forma clara e relacionada aos resultados obtidos


e ao cotidiano.

Colaborou de forma ativa com os colegas, dividindo tarefas e contribuindo para o bom
andamento do experimento.

Apresentou a ficha de registro completa, organizada e com respostas detalhadas.

Participou ativamente da discussão em sala, compartilhando observações, dúvidas e


ideias sobre os resultados e sua aplicação no dia a dia.

Observações Gerais

121
Prática 14

FICHA DE Nome do estudante:


AUTOAVALIAÇÃO
PRÁTICA 14: O COMPORTAMENTO
TÉRMICO DOS METAIS
Eu revisei o conteúdo teórico antes do experimento e organizei Entendi o significado dos resultados obtidos e como eles se rela-
os materiais necessários. cionam com o cotidiano.
AUTOAVALIAÇÃO
_________________________________________________________________ _________________________________________________________________
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de
Autoavaliação por estudante ou solicitar que escrevam as
etapas no caderno a partir das sugestões deste ficha. Fique Registrei com precisão as medições de massa, temperatura e ou- Colaborei ativamente com meu grupo, dividindo tarefas e aju-
à vontade para adaptar as perguntas de acordo com o perfil
tros dados necessários. dando na execução.
da sua turma.
_________________________________________________________________ _________________________________________________________________

Consegui aplicar corretamente os conceitos de calor específico e Circule a situação onde você melhor avalia seu desempe-
equilíbrio térmico. nho geral no experimento:

_________________________________________________________________ 1: Preciso melhorar muito.

2: Fiz o básico, mas tive dificuldades.

Resolvi os cálculos com clareza, utilizando as fórmulas adequa- 3: Participei bem, mas posso melhorar.
das.
4: Contribuí de forma significativa e compreendi o conteúdo.
_________________________________________________________________
5: Fui muito engajado e entendi completamente o experimento.

122
Prática 15

A acidificação dos
oceanos como uma
ameaça invisível à
vida marinha
123
Prática 15

CONEXÃO COM A VIDA REAL: HABILIDADES: Materiais

O aumento da acidez nos oceanos está colocando em risco COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
• 3 ovos crus com casca.
a vida marinha. Assim como a poluição afeta o ar que res-
• 3 recipientes de vidro (copos ou béqueres).
piramos, o CO2 que liberamos na atmosfera também está 1. Conhecimento: aplicar conceitos de química, biologia e
mudando a química dos oceanos. Vamos observar como mudanças climáticas para compreender os efeitos das dife- • Vinagre (para simular pH ácido).

a acidificação da água pode comprometer a sobrevivência rentes soluções nos ovos e sua relação com fenômenos na- • Água com pH neutro (torneira ou destilada).
de organismos marinhos, como corais e conchas. Prepare- turais. • Solução levemente alcalina (água com bicarbonato de sódio,
-se para ver como as mudanças climáticas estão afetando por exemplo).
4. Comunicação: desenvolver habilidades para registrar, in-
os mares de forma silenciosa, mas devastadora, e refletir • Fitas de medição de pH.
terpretar e comunicar resultados experimentais.
sobre como pequenas ações podem fazer a diferença para • Cronômetro ou relógio.
proteger nosso planeta. 6. Trabalho e projeto de vida: estimular nos estudantes • Essa prática pode ser realizada na sala de aula ou em outro es-
a responsabilidade ambiental e a consciência de como es- paço onde haja mesas para apoiar os materiais, caso a escola
colhas individuais e coletivas podem mitigar os efeitos das não tenha laboratório.

mudanças climáticas, promovendo práticas sustentáveis que • Você pode organizar a turma em grupos de 3 a 4 participantes
OBJETIVO: contribuem para a preservação dos oceanos e o equilíbrio cada.

Ao final da aula, o estudante será capaz de compreender dos ecossistemas marinhos.


como a acidificação dos oceanos afeta organismos com es-
truturas calcárias; relacionar as mudanças no pH dos oce- 7. Argumentação: justificar conclusões sobre os efeitos do Duração
anos ao aumento das emissões de CO2, discutir as conse- pH nos ovos, relacionando-as a problemas ambientais, como
quências da acidificação para a biodiversidade marinha e a acidificação dos oceanos, e propõem soluções. 50 minutos para a realização do experimento e primeiras ob-
servações; depois será necessário destinar de 10 a 15 minu-
para as populações humanas que dependem desses ecos- 8. Autoconhecimento e autocuidado: refletir sobre como tos para as observações e registros no período de 24h a 48h.
sistemas; refletir sobre práticas cidadãs e individuais para suas escolhas podem influenciar o meio ambiente. • Introdução e contextualização (10 minutos).
reduzir o impacto ambiental e promover a sustentabilida-
de. 10. Responsabilidade e cidadania: despertar a consciên- • Atividade prática (25 minutos).
cia sobre os efeitos das mudanças climáticas e a necessidade • Discussão e encerramento (15 minutos).
de reduzir as emissões de CO2 para proteger os oceanos.

124
Prática 15 Etapas da prática experimental

INTRODUÇÃO E ATIVIDADE
CONTEXTUALIZAÇÃO PRÁTICA
(10 MINUTOS) (25 MINUTOS)

1 Discuta com os estudantes se eles já ouviram falar so- 1 Prepare três recipientes de vidro com as soluções pro- 6 Realize observações detalhadas durante as próximas
bre a acidificação dos oceanos, se sabem como isso postas: 2 horas, além de verificações periódicas ao longo de
pode afetar organismos marinhos, como corais e mo- 24 a 48 horas.
luscos. Recipiente 1: Água neutra (pH 7, água da torneira ou
destilada). 7 Ao longo do processo descrito a seguir, você precisará
2 Explique que a atividade que realizarão simulará o tomar alguns cuidados e realizar observações aten-
impacto de diferentes níveis de pH (ácido, neutro e Recipiente 2: Vinagre (pH ácido, aproximadamente tas. Siga estas recomendações de como manusear os
alcalino) em estruturas feitas de carbonato de cálcio, 3-4). ovos e avaliar as cascas.
como as cascas de ovos.
Recipiente 3: Solução alcalina (adicione bicarbonato 8 Para a retirada dos ovos use uma pinça ou colher
3 Retome o conceito de pH e suas implicações: soluções de sódio à água, pH 8-9) para retirar os ovos com cuidado, evitando quebrar a
ácidas (pH < 7), neutras (pH = 7) e alcalinas (pH > 7) e casca; seque cada ovo com um pano limpo para uma
destaque que os estudantes observarão como dife- 2 Meça o pH de cada solução e anote os valores. avaliação mais precisa.
rentes níveis de pH afetam a casca do ovo, fazendo
3 Coloque um ovo em cada recipiente, garantindo que 9 Toque a casca suavemente para verificar se está mais
um paralelo com os impactos nos organismos mari-
estejam completamente submersos. Registre a apa- frágil e quebradiça.
nhos.
rência inicial das cascas.
10 Observe de perto para identificar rachaduras, mudan-
4 Inicie a contagem do tempo (anote o tempo de início) ças de cor ou áreas visivelmente desgastadas.
5 Observe e registre possíveis reações imediatas, como
o aparecimento de bolhas no ovo submerso.

125
Prática 15 Etapas da prática experimental

ATIVIDADE DISCUSSÃO E
PRÁTICA ENCERRAMENTO
(25 MINUTOS) (15 MINUTOS)

Durante as primeiras 2 horas (observações iniciais): 1 Quais mudanças você percebeu no ovo ao longo do Se os oceanos ficarem mais ácidos, o que pode acon-
tempo em cada solução? Há bolhas? Alterações na cor tecer com organismos que possuem estruturas feitas
1 Verifique se há bolhas no ovo submerso no vinagre ou na textura?” de carbonato de cálcio, como os corais?
(indicando liberação de dióxido de carbono). 8 Professor, explique que no vinagre (pH ácido), ocor-
2 Qual ovo parece ter sido mais afetado pela solução
2 Observe se o ovo no bicarbonato apresenta qualquer em que estava? Por quê? reu a reação química entre o ácido acético e o carbo-
alteração visível ou se permanece inalterado. nato de cálcio da casca e que isso libera dióxido de
3 Ao tocar o ovo, a casca parece mais frágil, áspera ou carbono (bolhas) e dissolve a casca.
3 Compare o ovo na água neutra com os outros (deve lisa? Em qual solução essas mudanças foram mais
evidentes? 9 Relacione a proteção observada no ambiente alcalino
servir como controle e permanecer igual).
com a importância de manter o pH equilibrado nos
4 Você notou alguma mudança na aparência ou cor das oceanos.
4 Toque suavemente a casca (sem remover o ovo do lí-
soluções? Há resíduos no fundo do recipiente?
quido) para verificar se há sinais de amolecimento ou 10 Discuta como a acidificação dos oceanos (redução do
fragilidade. 5 O que podemos concluir ao comparar o estado dos pH) causada pelo CO2 dissolve o carbonato de cálcio
ovos em cada solução? de corais, moluscos e outros organismos marinhos.
Durante as primeiras 2 horas (observações iniciais): 6 Busque justificativas para cada aspecto observado, 11 Questione como isso pode afetar a cadeia alimentar e
como por exemplo, a formação de bolhas, o que isso os ecossistemas marinhos?
pode significar; as alterações na textura casca, o que
1 Examine as cascas de cada recipiente, buscando dife- aconteceu; as diferenças relativas às soluções, qual a Siga explorando estes resultados com outras ques-
renças em textura, cor e integridade. importância disto; etc. tões, como por exemplo, quais mudanças no nosso
cotidiano poderiam ajudar a diminuir o impacto das
2 Verifique se há partículas da casca no fundo dos reci- 7 Depois de uma discussão relevante com base nos re- emissões de CO2 nos oceanos?.
pientes. sultados, elaborem uma resposta bem estruturada
para a questão: 12 Incentive os estudantes a pensar em soluções práti-
cas, como energias renováveis e reflorestamento.

126
Prática 15 Etapas da prática experimental

Interdisciplinaridade Exemplo da atividade

Biologia: impacto da acidificação nos organismos ma-


rinhos com estruturas calcárias, como corais, molus-
cos e plâncton; biodiversidade e equilíbrio dos ecos-
sistemas marinhos.
Geografia: impactos globais do aumento das emis-
sões de dióxido de carbono (CO2) e da acidificação dos
oceanos; relação entre ações humanas (como queima
de combustíveis fósseis) e alterações nos ecossiste-
mas marinhos.
História: revolução Industrial e aumento das emis-
sões de CO2.

127
Prática 15

FICHA DE REGISTRO Nome dos integrantes do grupo:


DA PRÁTICA
PRÁTICA 15: A ACIDIFICAÇÃO DOS OCEANOS
COMO UMA AMEAÇA INVISÍVEL À VIDA MARINHA
Qual é o objetivo do experimento? Após _____ min
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA __________________________________________________________________ Ovo 1 (Água neutra): _____________________________________________
Ovo 2 (Vinagre): _________________________________________________
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes Registro inicial Ovo 3 (Solução alcalina): _________________________________________
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste Descrição das soluções
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo
Recipiente 1: Água neutra (pH = _____) Após _____ h
com o perfil da sua turma.
Recipiente 2: Vinagre (pH = _____) Ovo 1 (Água neutra):______________________________________________
Recipiente 3: Solução alcalina (pH = _____) Ovo 2 (Vinagre): _________________________________________________
Ovo 3 (Solução alcalina): _________________________________________
Aparência inicial das cascas:
Ovo 1 (Água neutra): _____________________________________________ Após _____ h
Ovo 2 (Vinagre): _________________________________________________ Ovo 1 (Água neutra): ____________________________________________
Ovo 3 (Solução alcalina): _________________________________________ Ovo 2 (Vinagre): _________________________________________________
Ovo 3 (Solução alcalina): _________________________________________
Registros do processo
Após _____ min Estado final das cascas:
Ovo 1 (Água neutra): _____________________________________________ Ovo 1 (Água neutra): _____________________________________________
Ovo 2 (Vinagre): _________________________________________________ Ovo 2 (Vinagre): _________________________________________________
Ovo 3 (Solução alcalina): _________________________________________ Ovo 3 (Solução alcalina): _________________________________________

128
Prática 15

FICHA DE REGISTRO Nome dos integrantes do grupo:


DA PRÁTICA
PRÁTICA 15: A ACIDIFICAÇÃO DOS OCEANOS
COMO UMA AMEAÇA INVISÍVEL À VIDA MARINHA
Qual ovo foi mais protegido? Por quê? As mudanças climáticas e a acidificação dos oceanos afetam a
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA __________________________________________________________________ todos, mas de maneira desigual. Por que você acha que países
em desenvolvimento, com menos recursos para enfrentar esses
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de problemas, são frequentemente mais afetados? Como podemos
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes O que aconteceu com o ovo no vinagre? Explique por que isso
promover uma justiça climática que leve em conta essas desi-
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste ocorreu.
gualdades?
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo __________________________________________________________________
com o perfil da sua turma. __________________________________________________________________
Os produtos que consumimos diariamente podem estar liga-
Como você relacionaria esse experimento ao impacto da acidifi- dos ao aumento do CO2 atmosférico. Que escolhas de consumo
cação dos oceanos? sustentável podemos adotar para diminuir a demanda por com-
__________________________________________________________________ bustíveis fósseis e outros recursos que impactam diretamente o
aquecimento global e a acidificação dos oceanos?

Como a acidificação dos oceanos pode afetar diretamente as __________________________________________________________________


comunidades costeiras que dependem da pesca e do turismo,
especialmente em regiões que têm ecossistemas de recifes de
corais? Como essas mudanças podem influenciar a economia e o
bem-estar dessas populações?
__________________________________________________________________

129
Prática 15

AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 15: A ACIDIFICAÇÃO DOS OCEANOS Nome do estudante avaliado:
COMO UMA AMEAÇA INVISÍVEL À VIDA MARINHA
Sim Parcialmente Não
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM

Professor, você pode solicitar a impressão de uma ficha de


Avaliação da Aprendizagem por estudante ou utilizá-la para Manuseio adequado dos ovos e registro preciso dos dados.
as anotações em seu caderno de registros a partir das suges-
tões desta ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas
de acordo com o perfil da sua turma e do experimento que Observação do trabalho prático e análise da ficha de registro preenchida.
conduziu na sua turma.

Identificação de padrões e diferenças entre os efeitos das soluções nos ovos.

Capacidade de justificar os resultados com base na reação química e no pH das


soluções.

Conexão dos resultados com fenômenos ambientais, como a acidificação dos oce-
anos.

Relação entre o efeito do vinagre na casca do ovo aos efeitos do CO2 nos oceanos.

Proposição de ações práticas para mitigar os impactos da acidificação dos oceanos.

Observações Gerais

130
Prática 15

AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 15: A ACIDIFICAÇÃO DOS OCEANOS Nome do estudante avaliado:
COMO UMA AMEAÇA INVISÍVEL À VIDA MARINHA

QUADRO DE RÚBRICAS Critério Excelente (4) Bom (3) Regular (2) Insuficiente (1)

Professor, se desejar pode elaborar um quadro de rubricas,


Compreensão Demonstra domínio Entende a maioria dos Apresenta lacunas no Mostra dificuldade ge-
como o exemplo a seguir.
Conceitual completo do tema conceitos entendimento ral

Executa com precisão e Realiza com pequenas Demonstra dificuldades Não realiza de forma
Habilidades Práticas
organização falhas técnicas satisfatória

Análise e Analisa resultados com Interpreta a maioria Interpreta parcialmente Não consegue interpre-
Interpretação clareza dos dados os dados tar dados

Contribui ativamente e Participa com colabora- Colabora pouco no gru- Não coopera ou atrapa-
Trabalho em Grupo
colabora ção mínima po lha

Propõe soluções criati- Relaciona o tema a pro- Não reflete sobre o


Reflexão Ambiental Faz conexões limitadas
vas e práticas blemas ambientais tema

131
Prática 15

FICHA DE Nome do estudante:


AUTOAVALIAÇÃO
PRÁTICA 15: A ACIDIFICAÇÃO DOS OCEANOS
COMO UMA AMEAÇA INVISÍVEL À VIDA MARINHA
Compreendeu o que é pH e como ele influencia os efeitos das Relacionou o experimento ao impacto da acidificação dos ocea-
AUTOAVALIAÇÃO soluções ácida, neutra e alcalina. nos em organismos calcários.

__________________________________________________________________ __________________________________________________________________
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de
Autoavaliação por estudante ou solicitar que escrevam as
etapas no caderno a partir das sugestões deste ficha. Fique
à vontade para adaptar as perguntas de acordo com o perfil Conseguiu relacionar o experimento com o impacto da acidifica- O que você acha que poderia ser feito para reduzir o impacto da
da sua turma. ção dos oceanos em organismos marinhos. acidificação nos oceanos?

__________________________________________________________________ __________________________________________________________________

Realizou observações cuidadosas sobre os ovos e registrou os


dados corretamente.

__________________________________________________________________

Participou ativamente da montagem do experimento e do pre-


paro das soluções?

__________________________________________________________________

132
3º ANO DO E.M.
PRÁTICA 16, PRÁTICA 17 E PRÁTICA 18

133
Prática 16

O ritmo
das ondas

134
Prática 16

CONEXÃO COM A VIDA REAL: HABILIDADES: Materiais

Você sabia que o movimento de um pêndulo tem tudo a COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
ver com o mundo das ondas? O vai e vem que parece tão • Um pedaço de barbante ou fio (de 50 cm a 2 m).
simples é, na verdade, um exemplo de oscilação que po- 1. Conhecimento: aplicar os conhecimentos teóricos para
• Um suporte para pendurar o pêndulo (como uma haste).
demos conectar diretamente aos conceitos de ondas que resolver problemas práticos e compreender fenômenos na-
• Pesos variados (pedras, parafusos ou objetos pequenos).
encontramos na Física! Hoje, você vai construir seu pró- turais e tecnológicos.
• Cronômetro (relógio com segundos ou celular).
prio pêndulo e coletar dados para explorar qual ou quais
parâmetros influenciam o tempo de oscilação. Ao final, 2. Pensamento científico, crítico e criativo: desenvolver • Fita métrica ou régua.
será possível perceber que, assim como as ondas do mar, raciocínio crítico e criativo para interpretar os dados coleta- • Um transferidor.
o pêndulo tem um ritmo e um comportamento que pode- dos.
• Gráfico em papel milimetrado (ou programa para plotar gráfi-
mos prever e calcular. cos, se disponível).
6. Trabalho e projeto de vida: compreender como o estu-
• Essa prática pode ser realizada na sala de aula ou em outro es-
do das oscilações e do ritmo contribui para o entendimento
OBJETIVO: de fenômenos físicos aplicados no cotidiano e na construção
paço onde haja mesas para apoiar os materiais, caso a escola
não tenha laboratório.
Ao final da aula, o estudante será capaz de compreender o de conhecimentos científicos. • Você pode organizar a turma em grupos de 3 a 4 participantes
conceito de oscilação; coletar dados experimentais sobre o cada.
movimento de um pêndulo, analisando os efeitos de dife- 7. Argumentação: estimular o uso de argumentos com base
rentes parâmetros; comparar os resultados experimentais em evidências para explicar os resultados do experimento e
e analisar a relação entre comprimento e período e rela- validar ou refutar hipóteses; justificar as conclusões usando
cionar o comportamento do pêndulo a outros movimen- os dados coletados e conectar a prática experimental a con-
tos encontrados na natureza, como ondas e vibrações. ceitos teóricos. Duração

10. Responsabilidade e cidadania: conectar o experimen- • Introdução e contextualização (10 minutos).


to com fenômenos reais (energia elétrica, comunicação via
• Atividade prática (25 minutos).
rádio, etc.) e refletir sobre como a ciência pode melhorar a
• Discussão e encerramento (15 minutos).
vida das pessoas.

135
Prática 16

INTRODUÇÃO E
CONTEXTUALIZAÇÃO
(10 MINUTOS)

1 Professor, utilize a seção “conexão com a vida real”, 6 Explique que eles irão testar cada parâmetro separa-
para dar um contexto a proposta experimental. damente para identificar qual é realmente relevante,
promovendo o pensamento crítico e investigativo.
2 Peça para os estudantes investigarem experimental-
mente quais parâmetros influenciam o período do 7 Quanto à altura do lançamento, oriente os estudan-
pêndulo (o tempo para uma oscilação completa). tes que eles devem abandonar o pêndulo sempre da
mesma posição, em todos os momentos) e que a am-
3 Introduza o termo “oscilação” como um movimento plitude máxima deve ser de 15 graus, em relação ao
que se repete em intervalos regulares, exemplifican- pêndulo simplesmente suspenso.
do com situações do dia a dia (como o balanço ou o
tique-taque de um relógio antigo). 8 Ofereça uma breve explicação para essa medida,
como: quando soltamos o pêndulo de uma altura
4 Destaque que o pêndulo é uma ferramenta simples muito alta, o movimento dele demora mais para com-
para estudar esses movimentos oscilatórios, que pletar uma oscilação porque o ângulo maior faz com
também estão presentes em fenômenos como ondas que o caminho seja mais longo e o ritmo natural do
sonoras, ondas do mar e até nos movimentos de sis- pêndulo mude. Isso altera o tempo de oscilação, di-
mos. ficultando a obtenção de dados consistentes. Se sol-
5 Oriente os estudantes na construção do pêndulo e a tarmos de uma altura menor, o movimento fica mais
planejar como testar os diferentes parâmetros, como: previsível e o tempo de oscilação mais constante. Por
o peso do objeto usado no pêndulo e o comprimento isso, para garantir que nossos dados sejam confiá-
do fio. veis, vamos usar amplitudes pequenas, como de 10
a 15 graus. Isso é suficiente para observar o compor-
tamento do pêndulo sem criar variações desnecessá-
rias.

136
Prática 16 Etapas da prática experimental

ATIVIDADE DISCUSSÃO E Interdisciplinaridade

PRÁTICA ENCERRAMENTO
(25 MINUTOS) (15 MINUTOS) Matemática: representação gráfica da relação entre
o comprimento do fio e o período, analisando padrões
1 Monte um pêndulo básico com o fio, um peso fixado 1 Suscite as perguntas: o que vocês descobriram sobre e tendências.
na ponta e o suporte para pendurá-lo. os parâmetros? Quais realmente influenciam o tem-
po de oscilação? Música: relacione a frequência a ideia de sons graves
2 Lembre-se de que será necessário testar diferentes e agudos em instrumentos musicais; conexão entre o
parâmetros, como a massa suspensa, o comprimento 2 Existe uma fórmula para determinar o período de os- ritmo de um pêndulo e o ritmo na música, explorando
do fio e a altura de largada do pêndulo. cilação para pequenas amplitudes. conceitos como batidas por minuto (BPM).
3 Discutam qual parâmetro será testado primeiro, quais 3 Determine para cada caso o período teórico.
variações serão estabelecidas, elaborem uma tabela Tecnologia: conexão com a frequência de rádio, mi-
com essas informações iniciais. 4 Comparem com os valores encontrados experimen- cro-ondas e luz, mostrando como a frequência é es-
4 Tenham atenção a controle experimental! Não é pos- talmente onde T é o período, L o comprimento do fio sencial para a transmissão de informações.
sível variar mais de um parâmetro ao mesmo tempo. e g, a aceleração da gravidade
Biologia: explorar o conceito de ritmos biológicos,
5 Registrem também as hipóteses iniciais - o que espe- como os batimentos cardíacos ou os ciclos circadia-
ram que ocorra com massas maiores? fios mais cur- nos, que têm frequências previsíveis.
tos? amplitudes de largada maiores ou menores? Se-
ria possível justificar cada hipótese? Em qual ideia se Geografia: relacionar ao ciclo das marés e vibrações
baseia? tectônicas.
6 Para todas as testagens, meçam sempre o tempo de
10 oscilações completas. Por que esta medida deve Filosofia: reflexão sobre o significado do tempo, o rit-
ser adotada? mo da natureza e como os ciclos impactam a percep-
7 Iniciem a coleta de dados, orientados pelo procedi- ção humana do mundo.
mento que elaboraram, não se esqueçam de realizar
os registros.

137
Prática 16

FICHA DE REGISTRO Nome dos integrantes do grupo:


DA PRÁTICA
PRÁTICA 16: O RITMO DAS ONDAS

Qual é o objetivo do experimento? Determine o valor do período utilizando a fórmula. Compare com
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA __________________________________________________________________ os resultados experimentais.
__________________________________________________________________
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de
Registre as etapas definidas pelo grupo, para a coleta dos dados:
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste __________________________________________________________________ Como o experimento poderia ser ajustado para obter resultados
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo mais precisos?
com o perfil da sua turma. Registre as hipóteses do grupo: o que esperam que aconteça __________________________________________________________________
com o período com a variação do comprimento do fio e da mas-
sa suspensa? Reflexões e conexões
__________________________________________________________________ Discuta como os relógios antigos usavam o movimento do pên-
dulo para marcar o tempo de forma precisa. Como os princípios
Dados do experimento do pêndulo são utilizados para regular o movimento?
__________________________________________________________________
Tempo (10
Parâmetro Condição Valor testado oscilações Como o experimento seria diferente na Lua, onde a gravidade é
completas)
menor? ou em Júpiter, onde a gravidade é maior?
Massa
________cm ________s __________________________________________________________________
Comprimento constante = __g
do fio Amplitude
________cm ________s
constante Frequência e a quantidade de oscilações que ocorrem durante
Comprimento
________g ________s 1s. Determinem a frequência de oscilação do pêndulo. A unidade
Massa do constante = __g
pêndulo de medida é o hz (Hertz).
Amplitude
________g ________s
constante __________________________________________________________________

138
Prática 16

FICHA DE REGISTRO Nome dos integrantes do grupo:


DA PRÁTICA
PRÁTICA 16: O RITMO DAS ONDAS

A frequência indica o ritmo do movimento. Pêndulos com perí- Agora, vamos trabalhar sobre esta ideia: se dois pêndulos têm
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA odos menores têm frequências maiores, ou seja, oscilam mais comprimentos diferentes, o pêndulo mais curto oscila mais ou
vezes por segundo.A frequência é fundamental não apenas para menos vezes por segundo que o mais longo? Explique como essa
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de entender o pêndulo, mas também para descrever outros fenô- diferença afeta a frequência de cada pêndulo e relacione essa
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes menos periódicos, como: ideia a outros exemplos, como o som ou as ondas de rádio.
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo • Som: frequências baixas geram sons graves, e frequências al- __________________________________________________________________
com o perfil da sua turma. tas produzem sons agudos.

• Ondas eletromagnéticas: a frequência determina proprie-


dades como a cor da luz e a energia das ondas, sendo usada
em tecnologias como rádio, micro-ondas e raios X.

• Eletricidade alternada: a frequência (60 Hz no Brasil) define


o ritmo da oscilação da corrente elétrica usada em casas.

No experimento, a frequência nos ajuda a compreender que o


ritmo do pêndulo é previsível, assim como em muitos fenôme-
nos naturais e tecnológicos.

139
Prática 16

AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 16: O RITMO DAS ONDAS Nome do estudante avaliado:

Sim Parcialmente Não


AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM

Professor, você pode solicitar a impressão de uma ficha de Montou o pêndulo de maneira correta, controlando as variáveis (peso, comprimen-
Avaliação da Aprendizagem por estudante ou utilizá-la para to e amplitude).
as anotações em seu caderno de registros a partir das suges-
tões desta ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas Realizou medições de forma precisa (tempo e comprimento).
de acordo com o perfil da sua turma e do experimento que
conduziu na sua turma. Registrou os dados corretamente em tabelas.

Interpretou os dados coletados e identificou padrões (como a relação entre com-


primento e período)

Compreendeu os conceitos de período, frequência e oscilação.

Reconheceu como o comprimento do fio influencia o período e como a frequência


está relacionada ao ritmo do pêndulo.

Estabeleceu conexões entre o experimento e fenômenos ondulatórios.

Apresentou a ficha de registro completa, organizada e com respostas detalhadas.

Participou ativamente da discussão em sala, compartilhando observações, dúvidas


e ideias sobre os resultados e sua aplicação no dia a dia.

Observações Gerais

140
Prática 16

FICHA DE Nome do estudante:


AUTOAVALIAÇÃO
PRÁTICA 16: O RITMO DAS ONDAS

Eu compreendi o conceito de período e frequência. Circule a situação onde você melhor avalia seu desempe-
AUTOAVALIAÇÃO nho geral no experimento:
__________________________________________________________________
1: Preciso melhorar muito.
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de
Autoavaliação por estudante ou solicitar que escrevam as 2: Fiz o básico, mas tive dificuldades.
Eu identifiquei como o comprimento do fio influencia o período
etapas no caderno a partir das sugestões deste ficha. Fique
à vontade para adaptar as perguntas de acordo com o perfil do pêndulo. 3: Participei bem, mas posso melhorar.
da sua turma. __________________________________________________________________ 4: Contribuí de forma significativa e compreendi o conteúdo.

5: Fui muito engajado e entendi completamente o experimento.

Eu sou capaz de dar exemplos de outros fenômenos em que a


frequência seja importante (som, luz, etc.).

__________________________________________________________________

Eu contribuí na montagem experimental e a interpretar os da-


dos.

__________________________________________________________________

141
Prática 17

Vibrações
à vista!

142
Prática 17

CONEXÃO COM A VIDA REAL: HABILIDADES: Materiais

Você já reparou nas ondulações de um lago quando joga COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
uma pedrinha na água? Ou no movimento das ondas que • Uma bandeja ou recipiente grande e raso (ex.: forma de assar
chegam à praia? Agora, imagine que essas ondas também 1. Conhecimento: explorar conceitos como frequência, am- ou bandeja de plástico).
podem ser usadas para explorar o fundo do oceano ou plitude, reflexão e interferência, aplicando-os para entender • Água suficiente para encher a bandeja até a metade.
localizar objetos debaixo d’água. Navios e submarinos uti- fenômenos reais, como ondas em lagos ou sons em instru- • Conta-gotas, colher ou pedrinha pequena para gerar ondas.
lizam sonares – uma tecnologia baseada em ondas – para mentos musicais.
• Régua ou fita métrica.
navegar, mapear o fundo do mar e até localizar cardumes
2. Pensamento Científico, Crítico e Criativo: experimen- • Pequenos obstáculos (cubos de madeira, borracha ou qual-
de peixes! Nesta prática, vamos recriar esses fenômenos
tar, observar, registrar e analisar o comportamento das on- quer objeto sólido).
em um ambiente controlado, explorando como as ondas
das, desenvolvendo a capacidade de questionar, formular hi- • Lâmpada ou lanterna para facilitar a observação das ondas na
se formam, refletem e interagem, e entender como elas superfície da água (opcional).
póteses e interpretar dados.
podem ser aplicadas em diferentes tecnologias.
• Essa prática pode ser realizada na sala de aula ou em outro es-
4. Comunicação: registrar suas descobertas por meio de paço onde haja mesas para apoiar os materiais, caso a escola

OBJETIVO: descrições, desenhos e discussões em grupo, desenvolvendo


habilidades de comunicação.
não tenha laboratório.
• Você pode organizar a turma em grupos de 3 a 4 participantes
Ao final da atividade, os estudantes serão capazes de iden- cada.
tificar os conceitos de frequência, amplitude, comprimento 6. Trabalho e projeto de vida: Incentivar a escolha de traje-
e reflexão de ondas em meios líquidos e aplicar o conhe- tórias acadêmicas e de trabalho em áreas tecnológicas e sus-
cimento para explicar fenômenos naturais, como o movi- tentáveis.
mento das ondas em rios, lagos e oceanos. 7. Argumentação: apresentar suas conclusões sobre o com- Duração
portamento das ondas, justificando suas observações com
base nos conceitos explorados. • Introdução e contextualização (10 minutos).
• Atividade prática (25 minutos).
10. Responsabilidade e Cidadania: incluir discussões sobre
• Discussão e encerramento (15 minutos).
a preservação de corpos d’água e a responsabilidade ambien-
tal, conectando o aprendizado científico com ações cidadãs.

143
Prática 17 Etapas da prática experimental

INTRODUÇÃO E ATIVIDADE
CONTEXTUALIZAÇÃO PRÁTICA
(10 MINUTOS) (25 MINUTOS)

1 Professor, inicie questionamento aos estudantes so- se constituir com um elemento forte de motivação e 1 Solte gotas de água no centro da bandeja com o con-
bre o que acontece quando jogamos uma pedrinha conexão dos alunos com a temática. A possibilidade ta-gotas. Observe e registre.
na água? Se puder, mostre um vídeo curto ou uma de solicitar uma pesquisa ou projeto extra sobre o
imagem de ondas na superfície da água. 2 Altere o intervalo entre as gotas. Observe e registre.
tema, pode ser bem-vinda, havendo disponibilidade
em seu cronograma, avalie. 3 Experimente criar ondas com diferentes objetos e
2 Explique brevemente os conceitos que serão explo-
rados na atividade: frequência, amplitude, reflexão e observar a amplitude, pode ser abandonando pedri-
6 Divida os estudantes em grupos e entregue os mate- nhas ou batendo com a colher, de modo ritmado, na
interferência. riais (bandeja, água, conta-gotas, obstáculos). superfície da água. No caso da colher, pode alterar
3 Relacione os conceitos ao dia a dia: ondas do mar, la- 7 Oriente os grupos a preencher a bandeja com água sua posição, ora batendo com a superfície curva, ora
gos e o som que ouvimos. até a metade e posicionar a lanterna para iluminar a apenas com a extremidade.
4 Provoque curiosidade com perguntas como: Vocês superfície. 4 Coloque pequenos obstáculos na bandeja e refaça as
acham que todas as ondas são iguais? O que aconte- ações anteriores, usando o conta-gotas, a pedrinha
ce se duas ondas se encontrarem? ou a colher. Observem e registrem descrevendo, de-
senhando ou fotografando, se for possível.
5 Lembre-se: além de serem comuns na natureza, as
ondas têm aplicações incríveis na tecnologia. Por 5 Crie duas ondas ao mesmo tempo em pontos dife-
exemplo, navios e submarinos usam a tecnologia do rentes e observe o encontro delas. Registre.
sonar para navegar e explorar o fundo do mar.
Como os sonares emitem ondas sonoras que viajam
pela água, refletem em obstáculos ou no fundo do
oceano e voltam para o sonar, permitindo calcular a
distância ou identificar objetos submersos, isso pode

144
Prática 17 Etapas da prática experimental

DISCUSSÃO E Interdisciplinaridade Exemplo da atividade


ENCERRAMENTO
(15 MINUTOS)

1 Retome seu registro e responda: o que notou sobre


Biologia: aplicação ao estudo de ecos e sons usados
frequência e amplitude? Consegue diferenciá-las?
por animais, como golfinhos e morcegos, ou ao mo-
2 O que causa a alteração na frequência? O que causa vimento de organismos na água (peixes ou insetos
a alteração na amplitude? aquáticos que criam ondas).

3 O que aconteceu com as ondas ao encontrar obstá- Geografia: conexão com os movimentos das ondas
culos? Elabore uma explicação. em rios, lagos e oceanos; discussão sobre como as
barreiras naturais e artificiais afetam o fluxo de água
4 Relacione as observações aos exemplos do cotidiano, e as ondas em ecossistemas.
como: o movimento das ondas em lagos e oceanos;
como ondas refletem em paredões ou rochas no mar; Matemática: representação gráfica da relação en-
sons graves e agudos em instrumentos musicais. tre frequência e amplitude.

5 Professor, retome a prática realizada e reforce os Música: exploração de ondas sonoras como base
conceitos centrais: frequência, amplitude, reflexão e para instrumentos musicais e produção de sons em
interferência. Provoque uma reflexão final: Como as diferentes frequências.
ondas influenciam o que vemos e ouvimos todos os
Filosofia: Uso das ondas como metáfora para fenô-
dias?
menos sociais ou psicológicos.

145
Prática 17

FICHA DE REGISTRO Nome dos integrantes do grupo:


DA PRÁTICA
PRÁTICA 17: VIBRAÇÕES À VISTA!

Qual é o objetivo do experimento? O que observou sobre a amplitude das ondas? Descreva ou dese-
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA nhe.
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes Como a posição ou o objeto usado influenciou as ondas?
O que você observou quando soltou gotas de água no centro da
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste
bandeja? Descreva ou desenhe. __________________________________________________________________
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo
com o perfil da sua turma. __________________________________________________________________ O que aconteceu quando as ondas encontram os obstáculos? Al-
guma onda voltou (refletiu) ou mudou de direção?

__________________________________________________________________
O que mudou ao alterar o intervalo entre as gotas? Descreva ou
desenhe. O que aconteceu quando duas ondas se encontram?

__________________________________________________________________ __________________________________________________________________

O que você aprendeu sobre ondas?

O que você usou para criar ondas? __________________________________________________________________

[ ] Pedrinha Onde você observa ondas semelhantes no dia a dia?


[ ] Colher (superfície curva)
__________________________________________________________________
[ ] Colher (extremidade)
[ ] Outro:___________________________________________________________ Se realizou registro fotográfico, insira as fotos aqui, cada uma com
legenda explicitando o modo como as ondas foram geradas e o fe-
nômeno apresentado (formação da onda, reflexão, interferência).

__________________________________________________________________

146
Prática 17

FICHA DE REGISTRO Nome dos integrantes do grupo:


DA PRÁTICA
PRÁTICA 17: VIBRAÇÕES À VISTA!
Responda às questões abaixo com base nos seus resultados e ob- corporal? O que o processo de troca de calor entre o suor e o am-
servações: biente tem em comum com o que observamos no experimento?
• O valor experimental obtido para o calor específico foi próximo • Sabemos que materiais diferentes absorvem e transferem calor
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA
do valor teórico? Explique possíveis causas de diferença. de formas distintas. Como esse conhecimento pode ser aplicado
• O que este experimento demonstrou sobre como diferentes ma- na construção de edifícios mais sustentáveis, que usem menos
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de
teriais reagem ao calor? energia para aquecer ou resfriar? Pense em como o uso de ma-
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes
teriais adequados pode ajudar a reduzir o consumo de energia
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste • Você conseguiu relacionar o experimento com situações do dia
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo a dia? Dê exemplos. • O que podemos aprender sobre o fluxo de calor e sua relação
com o perfil da sua turma. com a energia interna dos materiais que nos ajude a entender
• Considerando a lista de questões abaixo, elejam ao menos 3 de-
as mudanças climáticas? Como a maneira como lidamos com
las para elaborar uma resposta completa. Variem o tema das
a transferência de calor em indústrias e cidades pode afetar o
questões eleitas.
aquecimento global
• Por que na praia a areia esquenta muito rápido, mas a água do
• Quando escolhemos eletrodomésticos, como panelas ou garra-
mar permanece fresca, mesmo sob o sol forte? Como isso está
fas térmicas, costumamos pensar no design ou no preço, mas
relacionado ao que observamos no experimento?
como o conhecimento sobre calor específico e eficiência térmica
• Como o que aprendemos aqui pode nos ajudar a entender por pode influenciar nossas escolhas para um consumo mais cons-
que o asfalto das ruas fica tão quente durante o dia, enquanto ciente e sustentável?
áreas com mais vegetação permanecem mais frescas?
• Como o conhecimento sobre calor específico e transferência de
• Por que quando colocamos uma bebida quente em um copo de calor pode ser utilizado para desenvolver tecnologias de fontes
metal, ela esfria mais rápido do que se estivesse em uma garrafa de energia renováveis, como os paineis solares ou a energia ge-
térmica? Como essa situação do cotidiano se relaciona com o otérmica? Quais os benefícios dessas tecnologias para o futuro
conceito de calor específico que estudamos? sustentável do planeta?
• Como o calor que flui entre o metal e a água no experimento se • Pensando nas indústrias que produzem materiais como metais
parece com o que ocorre quando a energia térmica é transferida e vidro, quais são os impactos ambientais da extração e do uso
entre a atmosfera e a Terra durante o aquecimento global? desses materiais? Como o conhecimento de calorimetria pode
• Por que quando praticamos esportes em dias quentes, nosso ajudar a reduzir o desperdício de energia nesses processos?
corpo sua, e como esse suor ajuda a regular nossa temperatura

147
Prática 17

AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 17: VIBRAÇÕES À VISTA! Nome do estudante avaliado:

Sim Parcialmente Não


AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM

Professor, você pode solicitar a impressão de uma ficha de


Avaliação da Aprendizagem por estudante ou utilizá-la para Observou e registrou adequadamente os fenômenos ocorridos durante o
as anotações em seu caderno de registros a partir das suges- experimento.
tões deste ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas
de acordo com o perfil da sua turma e do experimento que
conduziu na sua turma. Compreendeu os conceitos explorados no experimento.

Conectou adequadamente os conceitos aprendidos ao cotidiano ou a ou-


tros fenômenos.

Apresentou a ficha de registro completa, organizada e com respostas de-


talhadas.

Participou ativamente da discussão em sala, compartilhando observações,


dúvidas e ideias sobre os resultados e sua aplicação no dia a dia.

Observações Gerais

148
Prática 17

FICHA DE Nome do estudante:


AUTOAVALIAÇÃO
PRÁTICA 17: VIBRAÇÕES À VISTA!

Eu consegui observar os fenômenos e registrar o que aconteceu? Eu consegui identificar o que acontece quando duas ondas se
encontram (interferência).
AUTOAVALIAÇÃO _________________________________________________________________
_________________________________________________________________
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de
Autoavaliação por estudante ou solicitar que escrevam as Meu registro foi claro e organizado.
etapas no caderno a partir das sugestões deste ficha. Fique Eu consigo explicar o que aprendi sobre ondas para outra pes-
à vontade para adaptar as perguntas de acordo com o perfil _________________________________________________________________
soa.
da sua turma.
_________________________________________________________________
Eu entendi o que é a frequência de uma onda.

_________________________________________________________________
Circule a situação onde você melhor avalia seu desempe-
nho geral no experimento:
Eu entendi o que é amplitude e como ela afeta as ondas. 1: Preciso melhorar muito.
_________________________________________________________________ 2: Fiz o básico, mas tive dificuldades.

3: Participei bem, mas posso melhorar.


Eu compreendi como as ondas refletem ao encontrar obstáculos. 4: Contribuí de forma significativa e compreendi o conteúdo.
_________________________________________________________________ 5: Fui muito engajado e entendi completamente o experimento.

149
Prática 18

Impactos do espectro
eletromagnético
no mundo
contemporâneo

150
Prática 18

CONEXÃO COM A VIDA REAL: OBJETIVO: HABILIDADES:


Você e sua equipe de pesquisa foram convocados por uma Ao final da aula, o estudante será capaz de compreender COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
comissão de saúde pública e meio ambiente. Frequências as diferentes faixas do espectro eletromagnético e suas
de rádio, micro-ondas, ultravioleta e outras faixas de ra- características; relacionar o uso de tecnologias eletromag- 1. Conhecimento: promover o estudo do espectro eletromagnético e
diação são utilizadas por muitas tecnologias, mas há con- néticas a problemas globais (como saúde, segurança, po- seus impactos, conectando conceitos científicos a aplicações tecnológi-
cas e problemas globais, incentivando a contextualização do conheci-
sequências: aumento de doenças como o câncer de pele, luição); refletir sobre o impacto da radiação no cotidiano
mento.
interferências em sistemas eletrônicos, e até problemas e propor soluções para o uso sustentável de tecnologias;
2. Pensamento científico, crítico e criativo: realizar investigações
ambientais, como a desorientação de animais migratórios. aprimorar suas habilidades investigativas, com pesquisa
sobre as faixas do espectro, analisar problemas e propor soluções prá-
A sociedade se encontra em um dilema: como continuar sobre a faixa atribuída e busca por vídeos demonstrativos
ticas, estimulando o pensamento crítico e a criatividade.
utilizando a tecnologia sem causar danos à saúde e ao de experimentos ou impactos relacionados; compartilhar
4. Comunicação: comunicar seus aprendizados e soluções por meio
meio ambiente? Sua equipe precisa analisar as diferentes as descobertas na investigação, promovendo discussões
de apresentações orais, recursos visuais, vídeos e discussões, exercitan-
faixas do espectro, entender os impactos em cada uma e críticas sobre o uso responsável das tecnologias eletro-
do diferentes formas de comunicação.
sugerir soluções práticas que promovam um uso respon- magnéticas; refletir criticamente sobre o impacto das tec-
6. Trabalho e projeto de vida: estimular a reflexão crítica sobre o im-
sável dessas tecnologias. O futuro da convivência segura nologias no cotidiano e na sustentabilidade e apresentar
pacto das tecnologias eletromagnéticas no mundo contemporâneo,
com a tecnologia está nas suas mãos. propostas práticas e criativas para o uso responsável das promovendo o desenvolvimento de soluções práticas e sustentáveis
tecnologias. para sua utilização, considerando a saúde, o meio ambiente e a convi-
vência tecnológica responsável.
7. Argumentação: justificar suas propostas de solução, utilizando in-
formações científicas e argumentos sólidos.
8. Autoconhecimento e autocuidado: a proposta aborda os impac-
tos da radiação na saúde (ex.: exposição ao UV, luz azul), promovendo
a conscientização sobre o autocuidado e práticas saudáveis no uso da
tecnologia.
10. Responsabilidade e cidadania: propor soluções para problemas
globais, como o excesso de radiação, refletir sobre o impacto de suas
ações na sociedade e no meio ambiente, exercitando a cidadania.

151
Prática 18
Exemplo da atividade

Orientações Duração

Professor, esta proposta foi elaborada como uma Para essa proposta, sugerimos 4 aulas de 50 minutos cada,
prática investigativa, que prioriza o desenvolvimen- por isso, orientamos que as etapas sejam organizadas em au-
to de habilidades como análise crítica, resolução de las:
problemas e reflexão ética sobre os impactos das • Introdução e contextualização (1 aula de 50 min)
tecnologias baseadas no espectro eletromagnéti- • Atividade prática (2 aulas de 50 minutos cada).
co. É proposta uma atividade exploratória visando
• Discussão e encerramento (1 aula de 50 minutos).
atender ao objetivo de iniciar e exemplificar o que
seria o espectro.
Após esta atividade, há orientações para a propos-
ta investigativa, que exigirá pesquisa e informações
para atender ao objetivo de cada grupo. Sugere-se,
entendendo a relevância de experimentos para en-
riquecer o aprendizado, que os estudantes sejam
orientados a buscar vídeos demonstrativos de ex-
perimentos relacionados ao espectro eletromagné-
tico.
Esses vídeos podem ser apresentados e utilizados
como base para análise e discussão. Essa integra-
ção permite que os estudantes desenvolvam habili-
dades de pesquisa e criatividade, ao mesmo tempo
que trazem a ciência experimental para o contexto
da aula. Como resultado, a proposta investigativa
ganha mais profundidade e conexão prática, sem
exigir grandes recursos ou adaptações logísticas.

152
Prática 18 Etapas da prática experimental

INTRODUÇÃO E OBSERVAÇÃO
CONTEXTUALIZAÇÃO IMPORTANTE
(1 AULA DE 50 MINUTOS) Possíveis aspectos que os estudantes podem inves-
Professor, é necessário avaliar se a faixa da luz visível tigar como solução: uso de filtros para luz azul em
1 Professor, esta aula tem como objetivo introduzir o será ou não incluída nesta proposta, considerando dispositivos; planejamento urbano que reduza a po-
tema da prática investigativa, apresentar os objetivos que os possíveis impactos negativos dessa radiação luição luminosa, como luminárias direcionadas e lu-
esperados, as etapas e organizar os grupos para a ta- são mais sutis em comparação às outras faixas do es- zes de menor intensidade; consciência sobre os ciclos
refa. pectro. Caso opte por incluí-la, sugere-se uma abor- circadianos e o uso de luz natural em horários ade-
dagem que destaque os seguintes aspectos: quados.
2 Para esta introdução sugere-se uma atividade prática
introdutória que possa aproximar os estudantes do Benefícios da luz visível: importância para a vida, como
que seria um espectro, bem como se constituir como a fotossíntese, a visão humana e os ciclos circadianos
um elemento disparador e problematizador da pro- (ritmos biológicos regulados pela luz natural); uso em
posta geral. tecnologias cotidianas, como iluminação, telas de dis-
positivos e sinalização.

Impactos negativos específicos: parte do espectro vi-


sível, especialmente emitida por dispositivos eletrôni-
cos, pode afetar o sono e causar desconforto ocular;
luz artificial excessiva ou mal projetada, que interfere
nos ecossistemas (desorientação de animais, impac-
to em plantas) e prejudica a observação astronômica;
luz excessiva ou deficiente em ambientes urbanos e
residenciais, causando desconforto visual e consumo
desnecessário de energia.

153
Prática 18 Etapas da prática experimental

INTRODUÇÃO E
CONTEXTUALIZAÇÃO
(ATIVIDADE)
(1 AULA DE 50 MINUTOS)
6 Professor, após a atividade, discuta as ações e os re- Exemplos como câncer de pele, ruídos em dispositi-
sultados. vos eletrônicos ou desorientação de animais migrató-
1 Para observar a decomposição da luz em suas cores
rios, podem ser algumas das possibilidades.
(espectro visível) usando um CD, utilizaremos os se- 7 Explique que o CD age como um difrator, separando
guintes materiais: um CD ou DVD antigo (reciclável, a luz branca em suas diferentes frequências, forman- 10 Lance o desafio: Como podemos utilizar essas tecno-
sem necessidade de leitura); fontes de luz (ex.: lanter- do o espectro visível. logias de forma responsável, minimizando os impac-
na, luz do celular, luz solar, lâmpada incandescente, tos na saúde e no ambiente?
fluorescente ou LED). Importante: Certifique-se de es- 8 Relacione o fenômeno com outras situações, como o
tar em um local com baixa iluminação para facilitar a arco-íris, o aspecto multicolorido em alguns cristais e 11 Discuta com os estudantes para verificar se entende-
observação do espectro. amplie para situações mais tecnológicas, como a aná- ram o objetivo da proposta. Esclareça dúvidas, caso
lise de luz em telescópios ou na identificação de subs- necessário.
2 Peça para os estudantes segurarem o CD pela borda tâncias químicas.
para evitar marcas no lado reflexivo. 12 Divida a turma em grupos e atribua uma faixa espe-
9 Discuta que o espectro visível é apenas uma pequena cífica do espectro para investigar (rádio, micro-ondas,
3 Aponte uma fonte de luz para o lado reflexivo do CD, parte do espectro eletromagnético, que inclui outras ultravioleta, etc.).
em um ângulo inclinado e observe o que ocorre. faixas além da visível (rádio, microondas, infraver-
melho, ultravioleta, raios-X e raios gama). Apresente 13 Reserve tempo para que os grupos discutam as eta-
4 Experimente ajustar o ângulo da luz e do CD para ob- pas iniciais e se organizem para a tarefa.
exemplos práticos, de como essas faixas são utiliza-
ter outros resultados.
das no cotidiano (ex.: celulares, micro-ondas, radio-
5 Registre: O que foi observado? As alterações na in- grafias, comunicação via satélite). Por fim, adentre
clinação do CD afetaram o resultado? Seria capaz de ao foco que deseja que os alunos investiguem, desta-
explicar o que está ocorrendo? E por que a inclinação cando alguns impactos associados ao uso das tecno-
altera o resultado? logias eletromagnéticas:

154
Prática 18 Etapas da prática experimental

ATIVIDADE DISCUSSÃO E Interdisciplinaridade

PRÁTICA ENCERRAMENTO
(2 AULAS DE 50 MINUTOS) (50 MINUTOS)

1 Apresente as seguintes orientações aos grupos, talvez Química: efeitos da radiação em materiais e organis-
1 Professor, organize as apresentações dos grupos. Uma
uma ficha para cada grupo seja importante para a orga- sugestão é seguir a ordem das frequências no espectro mos vivos, como reações químicas causadas por UV
nização dos estudantes. (do rádio aos raios gama). (ex.: formação de radicais livres na pele).
2 Descrevam as propriedades da faixa (frequência, com- Biologia: impactos na saúde (câncer de pele, expo-
2 Cada grupo apresenta seu trabalho: resumo das desco-
primento de onda, energia).
bertas, vídeos e propostas de soluções. sição à luz azul), ecossistemas (desorientação de ani-
3 Expliquem como essa faixa interage com o meio am- mais migratórios) e ciclos circadianos em seres vivos.
biente e os seres vivos. 3 Após cada apresentação, incentive os estudantes a co-
mentarem, avaliarem e discutirem as soluções propos- Matemática: estatísticas sobre os impactos das ra-
4 Pesquisem como essa faixa é utilizada em tecnologias
do dia a dia. tas diações, como taxas de câncer de pele ou efeitos da
5 Identifiquem os avanços proporcionados por essa tec- 4 Conduza as discussões, esclarecendo possíveis equívo- poluição luminosa em diferentes regiões.
nologia. cos conceituais ou incompreensões sobre os desafios
Linguagens: argumentação nas discussões e defesas
associados à faixa do espectro discutida.
6 Pesquisem possíveis impactos negativos na saúde hu- de propostas; produção de apresentações expliquem
mana, no meio ambiente ou na tecnologia. 5 Os estudantes podem realizar anotações durante as as faixas do espectro e as soluções propostas.
7 Busquem vídeos que ilustrem experimentos relaciona- apresentações na Ficha de avaliação das sugestões pro-
dos à faixa do espectro, impactos ou soluções práticas. postas. Filosofia: discussão sobre o impacto das tecnologias
no comportamento humano e no meio ambiente.
8 Criem soluções possíveis para reduzir ou superar os im- 6 Solicite que os estudantes apresentem uma síntese das
pactos identificados. soluções propostas pela turma, recapitulando o proces- Sociologia: Estudo das desigualdades no acesso às
9 Caso identifiquem mais de um impacto, priorizem o mais so. tecnologias e seus efeitos na sociedade global.
significativo, com maior risco à saúde ou ao ambiente. 7 Destaque o papel da ciência e da ética no uso responsá-
10 Cada grupo deve preparar os seguintes itens para a vel das tecnologias.
apresentação, que estão elencados na Ficha de registro
da Prática. 8 Ofereça um espaço para que os estudantes comparti-
lhem conclusões ou avaliem a experiência da atividade.

155
Prática 18

FICHA DE REGISTRO Nome dos integrantes do grupo:


DA PRÁTICA
PRÁTICA 18: IMPACTOS DO ESPECTRO
ELETROMAGNÉTICO NO MUNDO
CONTEMPORÂNEO Utilizem as orientações abaixo para organizar as informa- Quais problemas podem surgir com o uso dessa faixa? (Impactos
ções sobre a faixa do espectro que vocês estão investigando. na saúde, meio ambiente ou tecnologia).
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA __________________________________________________________________
Características da faixa do espectro:
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de
Qual é a frequência e o comprimento de onda desta faixa? Vídeos demonstrativos:
registro de Prática por grupo ou solicitar que os estudantes
escrevam as etapas no caderno a partir das sugestões deste __________________________________________________________________ Busquem vídeos que mostrem experimentos, impactos ou soluções
ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas de acordo Qual é a energia associada a essa radiação? relacionadas à faixa do espectro.
com o perfil da sua turma. __________________________________________________________________ __________________________________________________________________
Como essa faixa interage com o meio ambiente e os seres vivos? Escolham um trecho significativo para apresentar à turma.
__________________________________________________________________ __________________________________________________________________
Link do vídeo ou título
Usos cotidianos: __________________________________________________________________
Quais são as principais tecnologias que utilizam essa faixa? O que o vídeo demonstra? Por que é significativo?
__________________________________________________________________ __________________________________________________________________
Exemplos de aplicação no dia a dia (ex.: comunicação, medicina, in-
dústria). Propostas de soluções práticas:
__________________________________________________________________ Que ideias o grupo pode criar para reduzir os impactos negativos
associados ao uso dessa faixa?
Benefícios e problemas: __________________________________________________________________
Quais são os avanços proporcionados por essa tecnologia? Pensem em campanhas, novas tecnologias ou políticas de regula-
__________________________________________________________________ mentação. Lembrem-se que deve ser viável.
_________________________________________________________________

156
Prática 18

FICHA DE AVALIAÇÃO DAS Caro estudante,


SUGESTÕES PROPOSTAS Esta ficha tem como objetivo oferecer um espaço para a avaliação Faixa do espectro: Micro-Ondas
PRÁTICA 18: IMPACTOS DO ESPECTRO das propostas de solução apresentadas pelos colegas. Lembre-se Pertinência: as soluções propostas são adequadas para reduzir
ELETROMAGNÉTICO NO MUNDO de que essa atividade não apenas promove o aprendizado colabo-
CONTEMPORÂNEO os impactos negativos relacionados à faixa do espectro?
rativo, mas também reforça a importância da ciência e da ética na
__________________________________________________________________
criação de soluções responsáveis e inovadoras para os desafios
FICHA DE REGISTRO DE PRÁTICA Originalidade: as soluções apresentadas são criativas e inovado-
contemporâneos.
ras?

Professor, segue uma sugestão de ficha orientativa para que __________________________________________________________________


Faixa do espectro: Rádio
os estudantes avaliem as apresentações e soluções encontra- Viabilidade: as soluções propostas são viáveis no contexto real
das pelos colegas. Fique à vontade para adaptar as pergun- Pertinência: as soluções propostas são adequadas para reduzir (podem ser aplicadas com os recursos disponíveis)?
tas de acordo com o perfil da sua turma. os impactos negativos relacionados à faixa do espectro?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
Originalidade: as soluções apresentadas são criativas e inovado-
Faixa do espectro: Infravermelho
ras?
Pertinência: as soluções propostas são adequadas para reduzir
__________________________________________________________________
os impactos negativos relacionados à faixa do espectro?
Viabilidade: as soluções propostas são viáveis no contexto real
__________________________________________________________________
(podem ser aplicadas com os recursos disponíveis)?
Originalidade: as soluções apresentadas são criativas e inovado-
__________________________________________________________________
ras?
__________________________________________________________________
Viabilidade: as soluções propostas são viáveis no contexto real
(podem ser aplicadas com os recursos disponíveis)?
__________________________________________________________________

157
Prática 18

FICHA DE AVALIAÇÃO DAS Caro estudante,


SUGESTÕES PROPOSTAS Esta ficha tem como objetivo oferecer um espaço para a avaliação Faixa do espectro: Raios-X
PRÁTICA 18: IMPACTOS DO ESPECTRO das propostas de solução apresentadas pelos colegas. Lembre-se Pertinência: as soluções propostas são adequadas para reduzir
ELETROMAGNÉTICO NO MUNDO de que essa atividade não apenas promove o aprendizado colabo-
CONTEMPORÂNEO os impactos negativos relacionados à faixa do espectro?
rativo, mas também reforça a importância da ciência e da ética na
__________________________________________________________________
criação de soluções responsáveis e inovadoras para os desafios
FICHA DE AVALIAÇÃO DAS SUGESTÕES PROPOSTAS Originalidade: as soluções apresentadas são criativas e inovado-
contemporâneos.
ras?

Professor, segue uma sugestão de ficha orientativa para que __________________________________________________________________


Faixa do espectro: Ultravioleta
os estudantes avaliem as apresentações e soluções encontra- Viabilidade: as soluções propostas são viáveis no contexto real
das pelos colegas. Fique à vontade para adaptar as pergun- Pertinência: as soluções propostas são adequadas para reduzir (podem ser aplicadas com os recursos disponíveis)?
tas de acordo com o perfil da sua turma. os impactos negativos relacionados à faixa do espectro?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
Originalidade: as soluções apresentadas são criativas e inovado-
Faixa do espectro: Raios gama
ras?
Pertinência: as soluções propostas são adequadas para reduzir
__________________________________________________________________
os impactos negativos relacionados à faixa do espectro?
Viabilidade: as soluções propostas são viáveis no contexto real
__________________________________________________________________
(podem ser aplicadas com os recursos disponíveis)?
Originalidade: as soluções apresentadas são criativas e inovado-
__________________________________________________________________
ras?
__________________________________________________________________
Viabilidade: as soluções propostas são viáveis no contexto real
(podem ser aplicadas com os recursos disponíveis)?
__________________________________________________________________

158
Prática 18

AVALIAÇÃO DE Data:
APRENDIZAGEM Nome dos integrantes do grupo:
PRÁTICA 18: IMPACTOS DO ESPECTRO Nome do estudante avaliado:
ELETROMAGNÉTICO NO MUNDO
CONTEMPORÂNEO
Sim Parcialmente Não
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM

Professor, você pode solicitar a impressão de uma ficha de Os grupos apresentaram informações relevantes e bem fundamentadas sobre as
Avaliação da Aprendizagem por estudante ou utilizá-la para faixas do espectro atribuídas?
as anotações em seu caderno de registros a partir das suges-
tões desta ficha. Fique à vontade para adaptar as perguntas
de acordo com o perfil da sua turma e do experimento que Os vídeos escolhidos foram adequados e contribuíram para ilustrar os conceitos
conduziu na sua turma. apresentados?

As soluções apresentadas foram criativas, pertinentes e viáveis?

Participou ativamente da discussão, avaliando e comentando as apresentações dos


colegas?

Apresentou evidências de compreensão da importância do uso ético e responsável


das tecnologias relacionadas ao espectro eletromagnético?

Observações Gerais

159
Prática 18

FICHA DE Nome do estudante:


AUTOAVALIAÇÃO
PRÁTICA 18: IMPACTOS DO ESPECTRO
ELETROMAGNÉTICO NO MUNDO
CONTEMPORÂNEO Contribuí para que as informações apresentadas pelo grupo fos- Refleti sobre a importância do uso ético e responsável das tecno-
sem claras e bem organizadas. logias relacionadas ao espectro eletromagnético.
AUTOAVALIAÇÃO
__________________________________________________________________ __________________________________________________________________
Professor, você pode solicitar a impressão de uma Ficha de
Autoavaliação por estudante ou solicitar que escrevam as
etapas no caderno a partir das sugestões deste ficha. Fique Participei da apresentação, explicando ideias de forma clara e Participei das discussões sobre as apresentações dos outros gru-
à vontade para adaptar as perguntas de acordo com o perfil objetiva. pos, avaliando as propostas e contribuindo com comentários.
da sua turma. __________________________________________________________________ __________________________________________________________________

Ajudei a desenvolver ideias criativas e viáveis para reduzir os im- Eu consigo explicar o que aprendi para outra pessoa.
pactos negativos da faixa investigada.
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
Circule a situação onde você melhor avalia seu desempe-
nho geral no experimento:

Entendi as características, usos e impactos da faixa do espectro 1: Preciso melhorar muito.


trabalhada pelo meu grupo.
2: Fiz o básico, mas tive dificuldades.
__________________________________________________________________
3: Participei bem, mas posso melhorar.

4: Contribuí de forma significativa e compreendi o conteúdo.

5: Fui muito engajado e entendi completamente o experimento.

160
Considerações finais

Chegamos ao final deste material, mas a jornada que Neste material, exploramos propostas que
ele propõe está apenas começando – e você, professor, dialogam com o currículo, que podem instigar
é o co-protagonista dessa história. As práticas experi- a pré-iniciação científica e incentivam a cons-
mentais que você teve a oportunidade de explorar aqui trução de cidadãos críticos e conscientes. Sa-
não são apenas ferramentas de aprendizado, mas pon- bemos que cada sala de aula tem seus desafios,
tes que conectam o conhecimento científico à curiosida- mas também sabemos que, com sua dedicação
de natural dos estudantes, ao cotidiano e aos grandes e conhecimento, cada prática aqui proposta
desafios contemporâneos. pode ser adaptada e enriquecida para atender
às necessidades dos seus estudantes.
É por meio do seu olhar atento, da sua capacidade de
mediar e instigar reflexões, que essas práticas se tor- Agradecemos por aceitar esse desafio e por
nam momentos significativos de aprendizado e cone- abraçar o papel de co-construtor desse proje-
xão com a realidade. to. O impacto do seu trabalho vai muito além
das aulas – ele pode transformar realidades.
Essas práticas são convites para que os estudantes des-
Que este material continue a impulsionar o
cubram como a ciência está presente em suas vidas e
seu protagonismo na construção de uma edu-
como ela pode ser um instrumento de transformação
cação mais significativa e inclusiva.
social e acreditamos que você é o elo que une os con-
ceitos científicos ao cotidiano, que conecta teoria à prá-
tica e que mostra como o aprendizado pode ser uma Muito obrigado por fazer
experiência vibrante. parte dessa jornada!

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