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Princípios da Teoria Clássica de Fayol

A Escola da Teoria Clássica, liderada por Fayol, enfatiza a estrutura organizacional e divide as operações em seis funções básicas, destacando a função administrativa como central. Fayol também propôs cinco funções administrativas (POC3) e 14 princípios gerais da administração, como divisão do trabalho e unidade de comando. No entanto, a teoria apresenta limitações, como a falta de foco na organização informal e nos aspectos humanos, que seriam abordados posteriormente pela Teoria das Relações Humanas.

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Princípios da Teoria Clássica de Fayol

A Escola da Teoria Clássica, liderada por Fayol, enfatiza a estrutura organizacional e divide as operações em seis funções básicas, destacando a função administrativa como central. Fayol também propôs cinco funções administrativas (POC3) e 14 princípios gerais da administração, como divisão do trabalho e unidade de comando. No entanto, a teoria apresenta limitações, como a falta de foco na organização informal e nos aspectos humanos, que seriam abordados posteriormente pela Teoria das Relações Humanas.

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ESCOLA DA TEORIA CLÁSSICA

A Escola da Teoria Clássica possui ênfase na estrutura. Fayol afirmava que, em toda
organização, independentemente de tamanho ou natureza de suas atividades, o conjunto
de todas as suas operações poderia ser dividido em seis grupos ou funções básicas, a
saber:
• Técnicas, relacionadas com a produção de bens ou de serviços da organização;
• Comerciais, relacionadas com compra, venda e trocas;
• Financeiras, relacionadas com procura e gerência de capitais;
• De segurança, relacionadas com proteção e preservação dos bens e pessoas;
• Contábeis, relacionadas com inventários, registros, balanços, custos e estatísticas;
• Administrativas, relacionadas com a integração de cúpula das outras cinco funções.

Fayol considerava que a mais importante dessas funções era a função administrativa,
pois ela desempenhava um papel central de integração e coordenação das demais
funções. Assim, Fayol dividiu essa função administrativa em outras cinco funções
(chamadas de POC3):

Previsão (planejar) - Estabelece os objetivos da empresa, especificando a forma como


serão alcançados. Parte de uma sondagem do futuro, desenvolvendo um plano de ações
para tingir as metas traçadas. É a primeira das funções, já que servirá de base diretora à
operacionalização da demais.
Organização - É a forma de coordenar todos os recursos da empresa, sejam humanos,
financeiros ou materiais, alocando-os da melhor forma segundo o planejamento
estabelecido.
Comando - Faz com que os subordinados executem o que deve ser feito. Pressupõe que
as relações hierárquicas estejam claramente definidas, ou seja, que a forma como
administradores e subordinados se influenciam esteja explícita, assim como o grau de
participação e colaboração de cada um para a realização dos objetivos definidos
Coordenação - A implantação de qualquer planejamento seria inviável sem a
coordenação das atitudes e esforços de toda a empresa, almejando as metas traçadas.
Controle - Controlar é estabelecer padrões e medidas de desempenho que permitam
assegurar que as atitudes empregadas são as mais compatíveis com o que a empresa
espera. O controle das atividades desenvolvidas permite maximizar a probabilidade de
que tudo ocorra conforme as regras estabelecidas e ditadas
Fayol elaborou 14 princípios gerais da Administração:
Divisão do trabalho: Consiste na especialização das tarefas e das pessoas para
aumentar a eficiência
Autoridade e responsabilidade: Autoridade é o direito de dar ordens e o poder de
esperar obediência. A responsabilidade é uma consequência natural da autoridade e
significa o dever de prestar contas. Ambas devem estar equilibradas entre si
Disciplina: Depende de obediência, aplicação, energia, comportamento e respeito aos
acordos estabelecidos.
Unidade de comando: Cada empregado deve receber ordens de apenas um superior. É
o princípio da autoridade única
Unidade de direção: A empresa deve ter um único direcionamento, alinhado com todos
os colaboradores, buscando o mesmo objetivo. É importante que isso fique claro para
todos e um planejamento estratégico ajuda a esclarecer qual é essa direção.
Subordinação dos interesses individuais aos gerais: Os interesses gerais da empresa
devem sobrepor-se aos interesses particulares das pessoas.
Remuneração do pessoal: Remuneração de trabalho deve ser justa para ambos os
empregados e empregadores.
Centralização: Refere-se à concentração da autoridade no topo da hierarquia da
organização. O líder carrega a responsabilidade, mas pode dividi-la e delegá-la em
subgrupos para que todos possam realizar adequadamente seus papéis.
Cadeia escalar (Hierarquia): É a linha de autoridade que vai do escalão mais alto ao
mais baixo em função do princípio do comando.
Ordem: Cada coisa e pessoa deve ter um lugar específico e determinado dentro da
estrutura da organização, visando manter a organização e o bom andamento das
atividades.
Equidade: Os gestores devem ser leal e justo com seus subordinados.
Estabilidade do pessoal: A rotatividade do pessoal é prejudicial para a eficiência da
organização.
Iniciativa: os subordinados devem ter liberdade para planejar e executar seus planos.
Espírito de equipe: A harmonia e a união entre as pessoas são grandes forças para a
organização.

IMPORTANTE!!!
Como problemas da Teoria Clássica, podemos citar a falta de preocupação com a
organização informal das organizações (só focava na organização formal – linhas de
autoridade, descrição de cargos, hierarquia etc.), além de uma ênfase exagerada na
centralização, como o princípio da unidade de comando exemplifica. A ideia de uma
organização flexível ainda não estava na agenda. Infelizmente, a Teoria Clássica
também não se preocupou muito com os aspectos ligados às pessoas. Temas como
comunicação, motivação, negociação e liderança ainda eram pouco relevantes nestes
estudos. 17 Esse “vácuo” seria ocupado pela Teoria das Relações Humanas.

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