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Curso de Teologia Cartas Gerais

A Epístola aos Hebreus apresenta Jesus Cristo como o Sumo Sacerdote que oferece a Si mesmo como sacrifício pelos pecados, destacando Sua superioridade em relação aos heróis do Antigo Testamento. A autoria é debatida, com sugestões que incluem Paulo, Barnabé, Lucas e outros, e o destinatário é tradicionalmente considerado judeus cristãos. A Epístola de Tiago, escrita por Tiago, irmão do Senhor, enfatiza a importância de uma fé ativa, abordando questões éticas e exortando os cristãos a perseverarem diante da perseguição.
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Curso de Teologia Cartas Gerais

A Epístola aos Hebreus apresenta Jesus Cristo como o Sumo Sacerdote que oferece a Si mesmo como sacrifício pelos pecados, destacando Sua superioridade em relação aos heróis do Antigo Testamento. A autoria é debatida, com sugestões que incluem Paulo, Barnabé, Lucas e outros, e o destinatário é tradicionalmente considerado judeus cristãos. A Epístola de Tiago, escrita por Tiago, irmão do Senhor, enfatiza a importância de uma fé ativa, abordando questões éticas e exortando os cristãos a perseverarem diante da perseguição.
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CARTA ( EPÍSTOLA ) AOS HEBREUS

Tema
O autor da epístola aos Hebreus retrata
distintivamente a Jesus Cristo como o grande
Sumo Sacerdote que, tendo oferecido nada
menos que a Si mesmo, como o sacrifício
totalmente suficiente pelos pecados, agora
ministra no santuário celestial.
O propósito desse retrato, que exibe a
superioridade de Cristo sobre todo aspecto e
sobre todo herói da religião revelada no Antigo
Testamento.
Autoria.
Paulo A tradição da Igreja primitiva manifesta-se em tons
incertos quanto à autoria do livro anônimo dirigido aos
Hebreus. Sem embargo, em data bastante recuada (cerca
de 95 D. C.), a epístola aos Hebreus já era conhecida e
usada, conforme se vê em I Clemente.
Na porção oriental do império romano, Paulo era
usualmente reputado seu autor. A teologia do tratado aos
Hebreus realmente se assemelha à de Paulo, quando se
coteja a preexistência e a posição de Cristo como criador,
em Hebreus 1:1-4 e Colossenses 1:15-17; a humilhação
de Cristo, em Hebreus 2:14-17 e Filipenses 2:5-8; a nova
aliança, em Hebreus 8:6 e 11 Coríntios 3:4-11; e a
distribuição de dons do Espírito Santo, em Hebreus 2:4 e I
Coríntios 12:11.
Outros possíveis autores da Epístola aos Hebreus.
Barnabé
Outros estudiosos têm sugerido Barnabé, cujo
passado como levita (vide Atos 4:36) se harmoniza
com o interesse pelas funções sacerdotais que se
manifesta por todo o livro aos Hebreus, e cuja
associação com Paulo poderia explicar as
similaridades com a teologia paulina.
No entanto, por ter sido residente em Jerusalém
(vide Atos 4:36,37), provavelmente Barnabé
chegara a ouvir e ver a Jesus, ao passo que o autor
da epístola aos Hebreus inclui a si mesmo entre
aqueles que dependiam de outros quanto ao
testemunho ocular (vide Hebreus 2:3).
Lucas
Lucas, um outro companheiro de Paulo, também é
candidato à autoria da epístola aos Hebreus, devido à
semelhança de estilo do livro aos Hebreus, em grego
culto e polido, e o de Lucas-Atos. Todavia, Lucas-Atos se
reveste de uma perspectiva tipicamente gentílica, ao
mesmo tempo que o livro aos Hebreus manifesta-se
altamente judaico.
Apolo
Martinho Lutero sugeria a autoria de Apolo, cuja
familiaridade com Paulo (vide 1 Coríntios 16:12), além de
ter sido melhor instruído por Priscila e Áqüila (vide Atos
18:26), pode ser justificativa para a semelhança com a
teologia paulina que se vê em Hebreus.
Silvano
A suposição de que Silvano (ou Silas), companheiro de Paulo,
tenha sido o autor de Hebreus, também pode explicar as suas
similaridades com a teologia paulina. Mas não muito mais do
que isso pode ser dito em favor ou contra a autoria de Silvano.
Felipe Outro
tanto se pode dizer no que tange à sugestão de que Filipe
escreveu a epístola ao Hebreus.
Priscila Harnack sugeriu Priscila, devido às íntimas associações
entre ela e Paulo, e engenhosamente argumentou que ela
escrevera a obra no anonimato porque a autoria da parte de
uma mulher não era aceitável pelo público.
Clemente de Roma
As semelhanças entre Hebreus e I Clemente permitem a
possibilidade que seu autor tenha sido Clemente de Roma.
Destinatários
A despeito do tradicional apêndice do título "aos
Hebreus", alguns têm pensado que esse livro foi
originalmente endereçado a crentes gentílicos. Em apoio
a essa opinião, apela-se ao estilo polido no grego e ao
contínuo uso da Setuaginta, havendo apenas um desvio
ocasional em relação à tradução grega do Antigo
Testamento.
Todos esses fenômenos, entretanto, nada deixam
implícito quanto aos destinatários originais da epístola.
Indicam tão-somente o passado formativo de seu autor.
O uso frequente do Antigo Testamento, o pressuposto
conhecimento dos rituais judaicos, a advertência para
seus leitores não reverterem ao judaísmo, além do título
tradicional e antiquíssimo do livro, tudo aponta para o
fato que o livro foi endereçado originalmente a judeus
cristãos.
Apesar de haver uma forte tendência de dizer
que os judeus não aceitaram o messias , existe
uma forte evidência bíblica que muitos judeus
creram em Jesus .
ATOS 2.14 Então, se levantou Pedro, com os
onze; e, erguendo a voz, advertiu-os nestes
termos: Varões judeus e todos os habitantes de
Jerusalém, tomai conhecimento disto e atentai
nas minhas palavras.
ATOS 2. 37 Ouvindo eles estas coisas, compungiu-
se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos
demais apóstolos: Que faremos, irmãos?
38 Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e

cada um de vós seja batizado em nome de Jesus


Cristo para remissão dos vossos pecados, e
recebereis o dom do Espírito Santo.

ATOS 14.1 Em Icônio, Paulo e Barnabé entraram


juntos na sinagoga judaica e falaram de tal
modo, que veio a crer grande multidão, tanto de
judeus como de gregos.
Data
O uso da epístola aos Hebreus, em I Clemente, requer
que tal epístola tenha sido escrita antes de 95 D. C., data
de I Clemente. Também se tem argumentado que os
verbos no tempo presente, que se vêem na epístola aos
Hebreus, ao descrever a mesma os rituais expiatórios,
subentendem uma data anterior ao ano 70 D. C., ano em
que Tito destruiu o templo de Jerusalém e os sacrifícios
deixaram de ser oferecidos ali pelos judeus.

Todavia, outros escritos que por certo datam de após o


ano 70 D. C., continuam a usar verbos no tempo presente
ao aludirem aos rituais mosaicos (vide I Clemente, Josefo,
Justino Mártir e o Talmude).
TEXTOS EM DESTAQUE NA EPÍSTOLA AOS
HEBREUS .
Hb 1.1 Havendo Deus, outrora, falado, muitas
vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos
profetas.

O termo DEUS aperece com artigo definido


ὁ Θεὸς ho Theós = o Deus .
O autor está realçando tal substantivo .
O termo grego para outrora nesse texto é πάλαι
pálai “ há muito tempo “, que traz uma ideia
enfática de um tempo bem antigo .
Hb 11.1 1 ORA, a fé é o firme fundamento das
coisas que se esperam, e a prova das coisas
que se não vêem.
O autor define fé da perspectiva de uma recompensa
futura, como em 10.32-39 (a palavra grega traduzida,
com frequência, por “ora” [ARA], neste versículo,
significa, literalmente, “mas” ou “e”).
Os judeus definiam a “esperança" suprema da
perspectiva do dia do Senhor futuro. Entretanto, essa
esperança é uma convicção inabalável no presente:
“certeza” (NVI, ARA; “garantia",) aparece em
documentos comerciais gregos com o significado de
“escritura de imóvel”. Para o leitor grego, o que “não se
vê” era aquilo que é eterno e está nos céus; neste
versículo, a frase também significa o que ainda está para
acontecer, como na expectativa da apocalíptica judaica
(11.7; cf. 11.27).
Hb 11.37 PORTANTO nós também, pois que
estamos rodeados de uma tão grande nuvem de
testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o
pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos
com paciência a carreira que nos está proposta.
“Serrados ao meio” corresponde a uma
tradição judaica popular no século 2 d.C. e mais
tarde, contudo, provavelmente já era
conhecida na época de Hebreus. De acordo
com essa história, quando Isaías se escondeu
dentro de uma árvore, o rei ímpio Manassés
viu e serrou o tronco — com Isaías — pela
metade.
Quando hebreus 1.1 se refere aos pais , era uma
liguagem usada para se referi tanto aos
antepassados do povo judeu , quanto aos líderes
de tal povo .
Hb 12.1 PORTANTO nós também, pois que estamos
rodeados de uma tão grande nuvem de
testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o
pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos
com paciência a carreira que nos está proposta.
As testemunhas ditas no texto se refere aos heróis
da fé citados no capítolo 11 de Hebreus .
EPÍSTOLAS GERAIS
Tiago
O QUE VOCÊ SABE A RESPEITO
DA EPÍSTOLA DE TIAGO?
TIAGO
• O autor identifica-se somente como Tiago.
O nome era bastante comum; e o NT
enumera pelo menos cinco homens com
este nome, dois dos quais eram discípulos
de Jesus e um era seu irmão. A tradição
atribui o livro ao irmão do Senhor, e não há
motivos para questionamentos.
• O autor assume uma posição de autoridade na
igreja, que certamente corresponde a Tiago, o
irmão do Senhor. O Tiago que era um líder na
igreja de Jerusalém e que presidiu o Concílio
de Jerusalém (At 15) é identificado em Gl 1.19
como “o irmão do Senhor”.
• Foi considerado um dos pilares da igreja,
juntamente com Pedro e João (Gl 2.9). O
Novo Testamento cita Tiago como um dos
filhos de Maria, mãe de Jesus (Mt 13.55;
Mc 6.3). Tiago junto com seus irmãos foram
céticos a respeito de Jesus durante seu
ministério terrenal (Jo 7.5), mas foi
convertido quando tornou-se uma
testemunha ocular da ressurreição (I Co
15.7)
Vida piedosa
• O historiador da igreja primitiva Hegésipo
identificou-o como “Tiago, o justo”,
testificando de sua extraordinária piedade,
seu zelo pela obediência à lei de Deus e sua
singular devoção à oração.
• Foi dito que os joelhos de Tiago se tornaram
tão calejados por causa da oração que
pareciam joelhos de camelo.
• O historiador Judeu Josefo indica que Tiago foi
martirizado até a morte por volta de 62 dC;
então, se ele é o autor, a carta foi escrita antes
dessa data.
• Ao invés de especular ou debater sobre
teorias religiosas, Tiago direciona seus leitores
para uma vida piedosa. Do Início ao fim, o tom
desta carta é imperativo. Em 108 versos, são
dados 54 mandamentos evidentes, e 7 vezes
Tiago chama a atenção para suas declarações
usando termos de natureza imperativa.
• Esse “servo de Deus” (v.1) escreve como
alguém supervisionando outros escravos. O
resultado é uma declaração da ética cristã,
que se iguala a ensinamentos semelhantes no
NT
• Começando no primeiro verso e
continuando por toda a carta, Tiago
reconhece a autoridade de Jesus, referindo-
se como “servo”, ou escravo, do Senhor. O
termo é aplicável a todos os cristãos, pois
todos os verdadeiros discípulos de Cristo
reconhecem sua soberania sobre suas vidas
e se comprometem espontaneamente a
seus serviços.
• Martinho Lutero, que com voz
impressionante conduziu o protestantismo
durante a Reforma, descreveu o livro de
Tiago como uma obra de menor valor. A
ênfase da epístola na afirmação de que o
crente é justificado pelas obras (2.24) se
chocava com a sua convicção de que o
crente é justificado pela fé.
DESTINATÁRIOS
• O endereçamento da Epístola de Tiago às
“doze tribos que se encontram na Dispersão”
(Tg 1.1) dá a entender que seus leitores eram
cristãos judeus que viviam fora da Palestina.
Muitos fatores confirmam essa o ideia.
Primeiro, o termo “sinagoga” (2.2). A palavra
não tem a ideia de que os leitores se reuniam
numa sinagoga judaica, mas indica que os
judeus cristãos usavam esse nome para
descrever seu local de reunião.
• Segundo, as afirmações em 5.1-6
apresentam o retrato de crentes pobres
sendo intimidados pelos ricos. Esses ricos
podem ter frequentado as reuniões da
igreja (2.1-3), mas a presença deles nas
reuniões não é indício suficiente de sua
conversão. Terceiro, o termo “Dispersão”
(1.1) é a palavra grega que se refere aos
judeus que viviam fora de sua terra natal.
• Todos esses fatos implicam em que o irmão do
Senhor dirige sua mensagem aos crentes
judeus que tinham deixado sua terra natal, a
Palestina.
TEMA
• A Epístola DE Tiago traz uma contribuição sem
igual com sua forte ênfase ética. O ensino
ético espalha-se através do livro. Tiago ensina
claramente que uma fé sem obras é vazia, vã e
inútil.
• O uso frequente do modo imperativo por
Tiago indica sua paixão e seu sentimento
sobre as questões que ele estava enfrentando.
Suas palavras fervorosas assemelham-se às de
um profeta do Antigo Testamento. Ele
compartilha mandamentos éticos que tocam
tanto a moralidade pessoal como a justiça
social.
PROPÓSITO E TEOLOGIA
• Tiago escreveu a cristãos judeus que
enfrentavam provação e perseguição. Debaixo
da ameaça de perseguição, os leitores
começavam a pensar em abandonar seu
compromisso cristão e estavam se
acomodando ao mundo.
• Tiago fala como pastor ao exortar seus amigos
a desenvolver perseverança espiritual diante
da perseguição. Fala também como profeta ao
exortar aqueles que estavam pensando em
abandonar a fé em vez de comprová-la.
• Ele afirma a unicidade de Deus (2.19;4.12) e
enfatiza a bondade (1.17), a graça (4.6-8) e o
juízo divinos (2.13). Ele frisa muito a volta de
Cristo (5.7-11). Em 1.12-15, apresenta uma
análise da tentação e do pecado, indicando
que a cobiça humana é a fonte do pecado.
ESFORÇO DE TIAGO
• Grande parte do conteúdo de Tiago traduz seu
esforço de chamar indivíduos e a igreja de
volta ao pleno compromisso com Deus e a
uma preocupação fraternal plena.
ESBOÇO
• Saudação 1.1
• Como enfrentar a provação 1.2-28
• A devida reação à Palavra de Deus 1.19-27
• Evitar a parcialidade 2.1-13
• As obras de misericórdia 2.14-26
• A prática de disciplina pessoal 3.1-18
• Evitar o mundo 4.1-17
• A demonstração de justiça 5.1-6
• A prática da perseverança 5.7-12
• A oração correta 5.13-18
• A recuperação de cristãos vacilantes 5.19-20
O VALOR TEOLÓGICO
• Tiago lembra-nos com franqueza que a fé
subentende ação. Não basta servos ouvintes
da palavra, precisamos ser praticantes. De
nada adiante dizer apenas que somos crentes;
devemos mostrar isso em nossa vida. Isso
deve ficar claro pelo modo como controlamos
a língua e pela maneira como nos
relacionamos com os irmãos.
• O rico deve repartir com o pobre. A
comunidade Cristã precisa vivenciar sua fé
pela demonstração do amor e de uma fé
operante dentro e fora do corpo de Cristo.
1 PEDRO
Tema
Os leitores a quem esta epístola foi endereçada
originalmente estavam sendo perseguidos.
Portanto, ela se concentra no tema da conduta
cristã apropriada em face de hostilidades.
Autoria
O autor da epístola identifica-se como Pedro
(1:1).
ΠΕΣΡΟ΢ ἀπόςτολοσ Ἰηςοῦ Χριςτοῦ
Pedro Mensageiro de Jesus Cristo (Ungido ) ...
Data
O tema da perseguição aos cristãos, que percorre essa
epístola toda, sugere que Pedro a escreveu por volta de
63 D.C., pouco antes de seu martírio em Roma, por
ordens de Nero, o que sucedeu em 64 D.C.
Origem em Roma
Pedro escreveu de "Babilônia" (vide 5:13), provavelmente
não a cidade desse nome na Mesopotâmia, mas Roma. (A
Babilônia da Mesopotâmia estava quase deserta de
habitantes nos primórdios da era cristã.) "Babilônia"
ocorre como nome simbólico para Roma, em Apocalipse
17:4-6,9,18, como é óbvio, porquanto Roma era a cidade
dominante no período do Novo Testamento.
Destinatários
As frases “eleitos que são forasteiros da
Dispersão” (vide 1:1 ), "no meio dos gentios"
(vide 2:12) e "gentios" (como um terceiro grupo,
vide 4:3) à primeira vista parecem implicar em
que os destinatários originais da epístola eram
cristãos judeus. Porém, as alusões ao seu
pecado de idolatria, anterior à sua conversão
(vide 4:3 - os judeus dos dias do Novo
Testamento não praticavam a idolatria) e as
expressões "paixões que tínheis anteriormente
na vossa ignorância" e "vosso fútil
procedimento" (vide 1:14,18;
TEXTO EM DESTAQUE :
1 Pd 1.13 “Portanto, cingindo os lombos do vosso
entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na
graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo”;
Cingindo no grego é ἀναζωςάμενοι anadzossamenoi
1) cingir-se
2) metáf. estar preparado
2a) metáfora derivada da prática dos orientais que para
movimentar-se com mais naturalidade, estavam
acostumados, quando iniciando uma jornada ou
engajando-se a algum trabalho, a ajustar suas vestes
longas e ondeantes ao redor de seus corpos e prendê-las
com um cinto de couro ( STRONG ) .
2 PEDRO
Tema
Mestres heréticos, que mascateavam com
doutrinas falsas e praticavam uma moralidade
frouxa, começavam a lançar sérias investidas
contra a Igreja, penetrando nela.
A segunda epístola de Pedro é uma polêmica
contra os tais, e, particularmente contra o
ensino deles, no qual negavam a realidade da
volta de Jesus.
Pedro assevera o verdadeiro conhecimento da fé
cristã a fim de fazer frente aquela doutrinação
herética.
TEXTO EM DESTAQUE :
2 PEDRO 2.5 E não perdoou ao mundo antigo, mas
guardou a Noé, a oitava pessoa, o pregoeiro da
justiça, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos
ímpios;
Pregoeiro no grego é κήρυκα kêryka

1) arauto ou mensageiro investido com autoridade


pública, que levavam as mensagens oficiais dos reis,
magistrados, príncipes, comandantes militares, ou
que entregavam uma uma intimação pública ou
ordem, e desempenhavam várias outras obrigações.
No NT, embaixador de Deus, e arauto ou
proclamador da palavra divina.
A HUMANIDADE NA ÉPOCA DE NOÉ
Gn 6.11 “A terra, porém, estava corrompida
diante da face de Deus; e encheu-se a terra de
violência”.
Em síntese , segundo o Midrash Judaico de
Bereshit ( Pg 32) essa corrupção generalizada se
tratava de: roubo, lascívia, idolatria ,injustiça e
opressão. Comentaristas judeus entendem que
a palavra hebraica ​ ‫ חמס‬HAMAS ( violência ) ,
se aplica ao derramamento de sangue
inocente.
PANORAMA DE
1,2,3 JOÃO E JUDAS
AUTOR
 O autor é o mesmo do
Evangelho.
 A tradição credita ao apóstolo
João.
 A introdução da carta sugere
uma testemunha ocular
apostólica.
 Não há razões para negar a
autoria de João.
DATA
 Visto que o evangelho de João foi
escrito entre 80-90, as cartas
devem seguir esta data.
 1 João parece pressupor o
Evangelho em alguns momentos
(vj 1 Jo 2:7-8 e Jo 13:34,35).
 Carson e Moo sugerem que a
primeira carta foi escrita para
explicar más interpretações do
Evangelho (Em Introdução ao
Novo Testamento, pg 676).
Proveniência e Destinatários

 A tradição afirma que João


passou seus últimos anos em
Éfeso.
 João exibe alguns grupos em
sua primeira carta, como
“pais”, “jovens”, “irmãos”.
 Isto sugere um relacionamento
próximo com os leitores.
 2 e 3 João são cartas pessoais.
(2 Jo 1; 3 Jo 1)
Ocasião
 Divulgação na região de falsos
ensinos a respeito de Jesus,
especialmente negando sua real
humanidade. (docetismo)
 Gnosticismo incipiente – salvação
por revelação exotérica.
 A Segunda carta reverbera a
influência destes ensinos.
 Também, 3 João procura corrigir
problemas pessoais dentro de uma
igreja local.
Propósito
 É impossível afirmar um propósito
unificado em 1 João. João afirma
vários durante sua carta.
 1 João 5:13 parece sugerir o tema
central da carta.
 2 João é uma carta de
encorajamento para a
permanência no ensino.
 3 João é uma carta de alerta e
orientação.
Resumo de 1 João

I. Prólogo (1:1-4)
II. Luz e Trevas (1:5-2:27)
III. A Vida de Retidão (2:28-4:6)
IV. O amor em nós (4:7-5:12)
V. Conclusão (5:13-21)
Resumo de 2 João

I. Saudação (1-3)
II. Amor e Obediência (4-6)
III. O Perigo do Engano (7-11)
IV. Conclusão (12,13)
Resumo de 3 João

I. Saudação (1-2)
II. Orientações (3-8)
III. Alerta sobre Diótrefes e
Demétrio (9-12)
IV. Conclusão (13,14)
PANORAMA DE
JUDAS
AUTOR

 “Judas, servo de Jesus Cristo e


irmão de Tiago”
 Era meio-irmão de Jesus.
DATA E DESTINATÁRIOS

 Escrito por volta de 65-80 d.C


 Judas utiliza 2 Pedro
 Judas escreveu para pessoas que
conheciam os apóstolos (1:18)
 Judas parece escrever logo após a
morte de Pedro e Paulo (1:3)
 Por conta da ligação com 2 Pedro,
as igrejas da Ásia Menor parecem
ser as destinatárias.
Ocasião
 O propósito inicial parece ter
sido o mesmo de 1 Pedro, tratar
sobre a doutrina cristã após a
morte dos apóstolos.
 O surgimento de falsos mestres,
como predito por Paulo e Pedro,
fez Judas mudar de direção.
 Estes falsos mestres são
descritos em 2 Pedro, ensinam
uma doutrina errada e libertina.
Propósito e Tema

 O propósito é colocado em [Link]


“foi que me senti obrigado a
corresponder-me convosco,
exortando-vos a batalhardes,
diligentemente, pela fé que uma
vez por todas foi entregue aos
santos. ”
 O Tema, portanto, é
“batalhando pela fé cristã”
Resumo Judas

I. Saudação (1-2)
II. A ocasião da escrita (3-4)
III. O julgamento contra os
ímpios (5-19)
IV. Exortação aos Crentes (20-23)
V. Doxologia (24-25)
Mensagem a Uma Igreja
Infiltrada por Itinerantes
Libertinos
O Que Levou Judas a Escrever
Judas é o irmão carnal de Jesus, irmão de Tiago, v.1.
Ele estava planejando escrever uma carta para as igrejas
acerca da salvação em Cristo, v.3.
Tomou conhecimento de que falsos mestres haviam se
infiltrado nessas igrejas:
 Reivindicavam sonhos e visões
 E ainda ter uma doutrina mais avançada que os apóstolos: a
graça de Deus permitia uma vida de prazeres sexuais
Muitos estavam confusos, outros influenciados e outros
davam abrigo e apoio a eles
Judas mudou o assunto da carta, e passou a escrever
sobre a necessidade de batalhar pela doutrina
evangélica.
Esboço da Carta
I. OS FALSOS PROFETAS...
a) Requerem CONFRONTO (3—4)
b) Serão CONDENADOS (5—7)
c) Têm CARÁTER REPROVADO (8—13)
d) São CONHECIDOS (14-19)
II. A IGREJA DEVE...
a) CUIDAR-SE para não segui-los (20-21)
b) COMPADECER-SE dos confusos (22-23)
c) CONFIAR em Deus (24-25)
a) Requerem CONFRONTO da parte
da Igreja (3-4)
Judas se sentiu obrigado a escrever e
convocar os cristãos para a batalha, 3.
O Evangelho já foi entregue de uma vez
por todas para a Igreja
Os falsos mestres:
Dissimulados e infiltrados
Libertinos
Negam a Jesus
Já haviam sido pronunciados para isso
b) Serão CONDENADOS como
sempre foram (5-7)
Judas apela para três exemplos do AT
de que Deus sempre castigou libertinos:
Os judeus no deserto, 5.
Os anjos que caíram, 6.
Sodoma e Gomorra, 7.
O ponto é esse: Deus é o mesmo e
destruirá igualmente os libertinos de
hoje que estão infiltrados nas igrejas.
c) Têm CARÁTER reprovado e
maligno (8—13)
Sonhadores alucinados, que tomam
como base suas visões e sonhos, 8.
Contaminam a carne com imoralidade, 8.
Difamam as autoridades que Deus
colocou na Igreja, 8-9.
Não entendem as coisas de Deus, 10.
Totalmente reprovados, 11-13
Caim, Balaão e Corá
Comparações da natureza
d) São CONHECIDOS por
profecias antigas (14-19)
A profecia de Enoque, 14-16
No apócrifo “Apocalipse de Enoque”
Fala dos ímpios (4x)
A profecia dos apóstolos, 17-19
Conhecida dos cristãos
Anunciavam esses ímpios libertinos
O ponto é que não devemos nos
assustar com a existência deles.
a) CUIDAR-SE para não segui-los e
cair no erro (20-21)
Deve guardar-se no amor de Deus, 21.
De que forma?
Edificando-se na fé santíssima, 20.
Orando no Espírito Santo, 20b.
Esperando a misericórdia de Cristo, 21
Ao mesmo tempo em que confronta
os falsos mestres, a Igreja se guarda
para ela mesma não cair no erro.
b) COMPADECER-SE dos que foram
influenciados (22-23)
Ter compaixão dos duvidosos, 22.
Salvar os perdidos, 23.
Ser compassivos:
Com temor
Detestando o pecado e tudo que o
simboliza e está associado a ele
c) CONFIAR em Deus (22-23)
Judas já havia dito (v.2) que eles eram:
Chamados [pelo Espírito]
Amados de Deus Pai
Guardados em Jesus Cristo
Agora, na doxologia ensina que:
Deus é poderoso para guardá-los
Deus vai apresentá-los imaculados
Glória a esse Deus poderoso e bom!
O Que Aprendemos
A importância de enfrentarmos e
confrontarmos os falsos mestres e os falsos
ensinamentos.
Os falsos mestres são dissimulados, vêem em
nome de Deus e se infiltram nas igrejas.
A libertinagem é coisa antiga e no fim é uma
negação de Jesus Cristo
Não há nada novo debaixo do sol – sempre
houve e sempre haverá ímpios dentro das
igrejas, com capa de crente.
É preciso amor e compaixão para com os que
foram influenciados e estão na dúvida
Deus haverá de guardar os seus e protegê-los
até o fim!

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