Fundamentos da Contabilidade Geral
Fundamentos da Contabilidade Geral
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA............................................................................... 3
UNIDADE 1- CONTABILIDADE GERAL – UM BREVE RESUMO........................... 4
1 - REGULAMENTAÇÃO..................................................................................................8
1.1 Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC...............................................8
1.2 Conselho Federal de Contabilidade - CFC.................................................... 10
1.3 NBC TG 23 (R1) - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e
Retificação de Erro..................................................................................................... 10
UNIDADE 2 - DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS – FUNDAMENTAÇÃO,
APRESENTAÇÃO E PUBLICAÇÃO............................................................................ 15
2.1 Estrutura Conceitual e Demonstrações......................................................... 15
2.2 Apresentação das Demonstrações Contábeis............................................. 16
2.3 Conjunto completo de demonstrações contábeis de acordo com a NBC
TG 26 (R4)......................................................................................................................16
2.4 Demonstrações Contábeis obrigatórias com publicação anual............. 17
UNIDADE 3 - ESTRUTURAS DE BALANÇO PATRIMONIAL, DEMONSTRAÇÃO
DO RESULTADO DO EXERCÍCIO E DEMONSTRAÇÕES DO FLUXO DE CAIXA
............................................................................................................................................. 24
3.1 Balanço Patrimonial.............................................................................................24
3.2 Demonstração de Resultado do Exercício – DRE....................................... 26
3.3 Tipos de Fluxos de Caixa................................................................................... 30
............................................................................................................................................. 32
UNIDADE 4 - AVALIAÇÃO DOS ATIVOS...................................................................33
4.2 Imobilizado............................................................................................................. 33
4.2 Investimento.......................................................................................................... 36
4.3 Intangível................................................................................................................ 38
4.4 Impairment ou Redução ao Valor Recuperável...........................................40
UNIDADE 5 - ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS...................... 42
5.1 Análise Horizontal................................................................................................ 44
5.2 Análise vertical......................................................................................................48
5.3 Análise Financeira por Quocientes (Índices)................................................51
BIBLIOGRAFIA................................................................................................................ 62
2
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
Bom estudo!
3
UNIDADE 1- CONTABILIDADE GERAL – UM BREVE RESUMO
Conceito
A contabilidade é uma ciência que estuda e
pratica as funções de orientação, de controle
e de registro relativas à administração
econômica (1º Congresso Brasileiro de
Contabilidade, 1924).
[Link]
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[Link]
Objeto de estudo da contabilidade
A contabilidade tem como objeto de estudo o patrimônio, que corresponde aos
bens, direitos e obrigações, seja da pessoa física ou da pessoa jurídica.
Os bens são classificados em tangíveis e intangíveis.
- Bens tangíveis: são os bens materiais ou com existência física. Exemplos:
dinheiro, veículo, computador, terrenos, equipamentos, entre outros.
- Bens intangíveis: são os bens imateriais, abstratos, ou ainda os que não
existem fisicamente. Exemplos: patentes, marcas, ponto comercial, entre
outros.
Direitos: são valores que a empresa tem a receber de terceiros. Exemplos:
duplicatas a receber, empréstimos a funcionários ou a sócios, entre outros.
Obrigações: são os valores que a empresa tem a pagar a terceiros.
Exemplos: fornecedores, tributos a pagar, financiamento, entre outros.
A contabilidade estuda o patrimônio nos seus aspectos qualitativos e quantitativos.
Os qualitativos correspondem à identificação da espécie de cada componente
existente no patrimônio (nome da conta), e os quantitativos, dizem respeito à
valoração de cada um desses componentes (valor R$ da conta).
Campo de Atuação
A atuação da contabilidade se estende às entidades públicas e privadas, com ou
sem fins lucrativos, bem como pessoas físicas que desejem ou necessitem
controlar seu patrimônio.
Usuários
4
As informações contábeis são utilizadas tanto por usuários internos, como por
usuários externos para amparar suas decisões, independente dos objetivos
específicos de cada um.
Usuários internos e alguns de seus objetivos:
- administradores: identificação do retorno do capital, a otimização dos
gastos e a tomada de decisões gerenciais e estratégicas;
- funcionários: análise da capacidade de pagamento de remuneração,
identificar a perspectiva da participação nos lucros e expectativa de
continuidade da empresa;
- investidores: valorização da empresa, lucro e dividendos.
Usuários externos e alguns de seus objetivos:
- bancos e financiadores: nível de endividamento e capacidade de
pagamento de empréstimos e financiamentos a serem concedidos.
- governo: controle da apuração e arrecadação de tributos.
- fornecedores: capacidade de pagamento.
Ativo
Um Ativo de uma empresa é um bem ou um direito que possa ser mensurável
financeiramente e com aceitável grau de precisão, que tenha potencial para gerar
benefícios futuros, que seus riscos sejam assumidos pela empresa, tenha os seus
benefícios direcionados para a empresa, e ainda esteja controle completo da
mesma.
O Ativo é organizado no balanço por ordem decrescente de grau de liquidez.
Passivo (Exigível)
Um Passivo de uma empresa é uma promessa de pagamento devida em algum
momento determinado no futuro, que pode ser estimada com aceitável grau de
precisão e que está sob a responsabilidade completa da empresa. Por ser devida,
não inclui o capital próprio.
5
O Passivo é organizado por ordem decrescente de prazo de exigibilidade, ou seja,
primeiro as contas que vencem mais rapidamente, e depois as que tem prazo de
vencimento mais longo.
Patrimônio Líquido
O Patrimônio Líquido da empresa é o que resulta para os sócios, depois de
atendidas as demandas das outras fontes de financiamento, ou seja, depois de,
supostamente, utilizar o Ativo para pagar o Passivo.
É composto por capital e por ganhos retidos, que irão financiar a empresa.
6
Pela regra da legislação fiscal, esse é o regime que deve ser utilizado
pelas entidades privadas em geral. No caso das entidades públicas, o
reconhecimento está condicionado à legislação específica.
7
1 - REGULAMENTAÇÃO
Para que haja legitimidade nas decisões tomadas com base em documentos
contábeis, os mesmos devem estar fundamentados na legalidade e
regulamentação pertinentes. Daí a necessidade de legislações e órgãos de
regulação que estabeleçam padrões de elaboração e divulgação de informações
pautados na transparência.
8
Os principais objetivos comuns entre as entidades idealizadores eram a
necessidade de:
• convergência internacional das normas contábeis brasileiras, objetivando
redução de custo na elaboração de relatórios contábeis, mitigação de riscos
e custos nas análises e decisões, bem como a redução dos custos de capital;
• centralização na emissão de normas dessa natureza, já que no Brasil,
diversas entidades emitem algum tipo de regulação contábil;
• representação e processos democráticos na produção das informações
contábeis.
O CPC tem como características básicas:
• ser totalmente autônomo das entidades representadas, e deliberar as decisões
por 2/3 de seus membros;
• ter sua estrutura necessária fornecida totalmente pelo Conselho Federal de
Contabilidade;
• ser composta pelas seis entidades idealizadoras, mas permitir que, futuramente,
outras possam vir a ser convidadas;
• ter como membros representantes dois por entidades, na maioria contadores, e
sem remuneração alguma pelo CPC.
Considerando os possíveis impactos a nível nacional, e o fato de que as normas
contábeis devem estar de acordo com a legislação vigente no país, além dos 12
(doze) membros representantes das 6 (seis) entidades, o CPC decidiu que
sempre serão convidados a participar representantes dos Banco Central do Brasil,
da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Secretaria da Receita Federal e da
Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).
Os produtos gerados pelo CPC são os Pronunciamentos Técnicos, as
Orientações e as Interpretações.
Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC
Disponível em: [Link] . Acesso em 28/11/2017.
9
1.2 Conselho Federal de Contabilidade - CFC
10
divulgados de acordo com a norma que rege os Tributos sobre o Lucro (NBC TG
32).
O material abordará parte da NBC TG 23 (R1) relacionada à possibilidade de
mudança na estimativa.
Mudança na estimativa contábil
É um ajuste nos saldos contábeis de ativo ou de passivo, ou nos valores de
consumo periódico de ativo, que se origina da avaliação da situação atual e das
obrigações e dos benefícios futuros esperados associados aos ativos e passivos.
Uma alteração em estimativa contábil deve decorrer, obrigatoriamente, de nova
informação ou inovação, não podendo ser confundida com retificação de erros.
Devido às incertezas relativas às atividades empresariais, muitos itens nas
demonstrações contábeis não podem ser medidos com precisão, podendo
apenas ser estimados. A estimativa envolve julgamentos baseados na última
informação disponível e confiável.
Exemplo de estimativas que podem ser exigidas:
• créditos de liquidação duvidosa;
• estoque obsoleto;
• valor justo de ativos financeiros ou passivos financeiros;
• vida útil1 de ativos depreciáveis ou o padrão esperado de consumo dos
futuros benefícios econômicos incorporados nesses ativos; e
• obrigações oriundas de garantias.
É essencial que no momento da elaboração das demonstrações contábeis sejam
utilizadas estimativas prováveis que não reduzem a sua confiabilidade.
Uma estimativa pode necessitar de revisão se ocorrer alteração nas
circunstâncias em que ela se baseou ou como consequência de novas
informações, mas considerando sua natureza, a revisão da estimativa não se
relaciona com períodos anteriores e nem representa correção de erro.
Se o efeito de mudança na estimativa contábil não for mudança que se aplique o
item 372, deverá ser reconhecido prospectivamente, sendo incluído nos resultados
da seguinte forma:
1
Vida útil: a) é o período de tempo durante o qual a entidade espera utilizar o ativo; ou b) o número de
unidades de produção ou de unidades semelhantes que a entidade espera obter pela utilização do ativo.
2
Item 37: Se a mudança na estimativa contábil resultar em mudanças em ativos e passivos, ou relacionar-se
a componente do patrimônio líquido, ela deve ser reconhecida pelo ajuste no correspondente item do ativo,
do passivo ou do patrimônio líquido no período da mudança.
11
• resultado do período da mudança, se a mesma afetar apenas o referido
período; ou
• resultado do período da mudança e de períodos futuros, caso a mudança
afete a todos os referidos.
Divulgação
A organização empresarial deve divulgar a natureza e o valor da mudança na
estimativa contábil que tenha efeito no período corrente ou ainda se espera que
tenha efeito em períodos subsequentes, salvo quando a divulgação do efeito de
períodos futuros for impraticável.
Se não houver a divulgação do valor do efeito de períodos futuros em razão de
ser impraticável, a empresa deve divulgar o referido fato.
12
Lei nº 9.430/96
Art. 9º As perdas no recebimento de créditos
decorrentes das atividades da pessoa jurídica poderão
ser deduzidas como despesas, para determinação do
lucro real, observado o disposto neste artigo.
§ 1º Poderão ser registrados como perda os créditos:
I - em relação aos quais tenha havido a declaração de
insolvência do devedor, em sentença emanada do
Poder Judiciário;
II - sem garantia, de valor:
a) até R$ 5.000,00 (cinco mil reais), por operação,
vencidos há mais de seis meses, independentemente
de iniciados os procedimentos judiciais para o seu
recebimento;
b) acima de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) até R$
30.000,00 (trinta mil reais), por operação, vencidos há
mais de um ano, independentemente de iniciados os
procedimentos judiciais para o seu recebimento,
porém, mantida a cobrança administrativa;
c) superior a R$ 30.000,00 (trinta mil reais), vencidos
há mais de um ano, desde que iniciados e mantidos os
procedimentos judiciais para o seu recebimento;
III - com garantia, vencidos há mais de dois anos,
desde que iniciados e mantidos os procedimentos
judiciais para o seu recebimento ou o arresto das
garantias;
IV - contra devedor declarado falido ou pessoa jurídica
em concordata ou recuperação judicial, relativamente
à parcela que exceder o valor que esta tenha se
comprometido a pagar, observado o disposto no § 5º.
13
§ 2º Na hipótese do parágrafo anterior, o imposto será
considerado como postergado desde o período de
apuração em que tenha sido reconhecida a perda.
§ 3º Se a solução da cobrança se der em virtude de
acordo homologado por sentença judicial, o valor da
perda a ser estornado ou adicionado ao lucro líquido
para determinação do lucro real será igual à soma da
quantia recebida com o saldo a receber renegociado,
não sendo aplicável o disposto no parágrafo anterior.
§ 4º Os valores registrados na conta redutora do
crédito referida no inciso II do caput poderão ser
baixados definitivamente em contrapartida à conta que
registre o crédito, a partir do período de apuração em
que se completar cinco anos do vencimento do crédito
sem que o mesmo tenha sido liquidado pelo devedor
14
UNIDADE 2 - DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS – FUNDAMENTAÇÃO,
APRESENTAÇÃO E PUBLICAÇÃO
A NBC TG Estrutura Conceitual foi aprovada pela Resolução CFC n.º 1.374/11 e
estabeleceu a estrutura para a elaboração e divulgação de relatório contábil-
financeiro com base no Pronunciamento Conceitual Básico (R1) do Comitê de
Pronunciamentos Contábeis (CPC).
As demonstrações contábeis são elaboradas e apresentadas para usuários
externos em geral, e foram pensadas de modo a satisfazer suas necessidades
mais comuns entre a maioria. Esses usuários podem determinar especificamente
exigências para atender a seus próprios interesses, desde que essas exigências
não afetem as demonstrações contábeis elaboradas de acordo com a estrutura
conceitual.
As decisões econômicas em que normalmente as demonstrações pela estrutura
conceitual auxiliam são:
decisões sobre quando comprar, manter ou vender instrumentos
patrimoniais;
avaliação da administração da entidade quanto à responsabilidade
que lhe tenha sido conferida e quanto aos resultados de sua
atuação, considerando seus deveres e responsabilidades na gestão
dos recursos;
avaliação da capacidade da entidade de pagar seus empregados e
concessão de outros benefícios;
avaliação da segurança em relação à recuperação dos recursos
financeiros emprestados à entidade;
determinação de políticas tributárias;
determinação da distribuição dos lucros e dos dividendos;
elaboração e utilização da renda nacional;
regulamentação das atividades das entidades.
15
2.2 Apresentação das Demonstrações Contábeis
16
f) demonstração do valor adicionado do período, conforme NBC TG 09 –
Demonstração do Valor Adicionado, se exigido legalmente ou por algum
órgão regulador ou mesmo se apresentada voluntariamente;
g) notas explicativas.
• Balanço Patrimonial;
• Demonstração de Resultado do Exercício;
• Demonstração de Fluxos de Caixa (companhia fechada com patrimônio
líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 não será obrigada a
elaboração e publicação da demonstração dos fluxos de caixa);
• Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (para Sociedades
Anônimas de capital aberto) ou Demonstração de Lucros ou Prejuízos
Acumulados (para Sociedades Anônimas de capital fechado);
• Notas Explicativas e Relatórios da Administração.
Para as Sociedades Anônimas de capital aberto é exigido que também
apresentem:
• Demonstração de Fluxos de Caixa - Consolidadas;
• Demonstração de Fluxos de Caixa - Trimestrais (exigência da CVM);
• Demonstração do Valor Adicionado;
• Parecer de Auditores Independentes.
• Balanço Patrimonial - BP
Demonstra a situação patrimonial e financeira da empresa, no encerramento do
exercício social3, que normalmente é encerrado em 31 de dezembro pela grande
maioria das empresas, podendo ser em outra data, desde que respeitado o art.
175 da Lei 6.404/76 e estabelecido em estatuto ou documento equivalente de
constituição de empresa.
Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas
segundo os elementos do patrimônio que registrem, e
3
Art. 175. O exercício social terá duração de 1 (um) ano e a data do término será fixada no
estatuto. (Lei 6.404/76)
17
agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a
análise da situação financeira da companhia.
§ 1º No ativo, as contas serão dispostas em ordem
decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas
registrados, nos seguintes grupos:
I – ativo circulante; e
II – ativo não circulante, composto por ativo realizável
a longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível.
§ 2º No passivo, as contas serão classificadas nos
seguintes grupos:
I – passivo circulante;
II – passivo não circulante; e
III – patrimônio líquido, dividido em capital social,
reservas de capital, ajustes de avaliação patrimonial,
reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos
acumulados.
§ 3º Os saldos devedores e credores que a companhia
não tiver direito de compensar serão classificados
separadamente. (Lei 6.404/76)
18
§ 1º Na determinação do resultado do exercício
serão computados:
a) as receitas e os rendimentos ganhos no
período, independentemente da sua realização em
moeda; e
b) os custos, despesas, encargos e perdas,
pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas
e rendimentos. (Lei 6.404/76)
19
Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de
Erro;
(c) (eliminada);
(d) para cada componente do patrimônio líquido, a
conciliação do saldo no início e no final do período,
demonstrando-se separadamente as mutações
decorrentes:
(i) do resultado líquido;
(ii) de cada item dos outros resultados abrangentes; e
(iii) de transações com os proprietários realizadas na
condição de proprietário, demonstrando
separadamente suas integralizações e as distribuições
realizadas, bem CPC_26_R1 como modificações nas
participações em controladas que não implicaram
perda do controle. Informação a ser apresentada na
demonstração das mutações do patrimônio líquido ou
nas notas explicativas
20
A empresa de companhia aberta é obrigada a elaborar a Demonstração do Valor
Adicionado, mas alguns órgãos regulamentadores também podem exigir, ou ainda
a empresa, mesmo sem a obrigatoriedade, poderá divulgar
.
Art. 188. As demonstrações referidas nos incisos IV e
V do caput do art. 176 desta Lei indicarão, no mínimo:
I – ...
II – demonstração do valor adicionado – o valor da
riqueza gerada pela companhia, a sua distribuição
entre os elementos que contribuíram para a geração
dessa riqueza, tais como empregados, financiadores,
acionistas, governo e outros, bem como a parcela da
riqueza não distribuída. (Lei 6.404/76)
• Relatórios da Administração
Esse documento não é uma das demonstrações contábeis propriamente ditas,
mas exige-se sua publicação. Não há uma padronização, mas deve conter os
principais fatos administrativos ocorridos no período, informações sobre gestão,
objetivos, políticas e alocação dos recursos, que possibilitam o conhecimento da
empresa, complementando as demais informações contábeis.
21
do capital votante da investida, sem controlá-la. (Lei
6.404/76)
• Notas explicativas - NE
As notas explicativas são feitas em textos ou quadros analíticos que servem para
complementar as demonstrações contábeis, com o objetivo de esclarecer os
critérios de cálculo e lançamentos que afetam a situação patrimonial e o resultado
do exercício.
As notas explicativas são de extrema importância para a compreensão efetiva das
demonstrações e consequente tomada de decisão.
De acordo com o § 5o do art. 176 da Lei 6.404/76 as notas explicativas devem:
23
UNIDADE 3 - ESTRUTURAS DE BALANÇO PATRIMONIAL, DEMONSTRAÇÃO
DO RESULTADO DO EXERCÍCIO E DEMONSTRAÇÕES DO FLUXO DE CAIXA
Contas patrimoniais
São contas consideradas permanentes em razão de serem representadas no BP
sempre que existir saldo, ou seja, se a conta patrimonial no encerramento do
exercício anterior possuir saldo, ela iniciará no ano seguinte com o mesmo saldo
obtido no encerramento do ano anterior.
Exemplos: Caixa, bancos, duplicatas a receber, fornecedores a pagar,
financiamento, impostos a pagar, capital social, reserva de lucros, veículos,
terrenos, entre outras.
Aplicação dos
Origem dos Recursos
Recursos
(Financiamento)
(Investimentos)
24
No Balanço Patrimonial o valor total do Ativo sempre deverá ser igual ao valor do
Passivo somado ao Patrimônio Líquido.
ATIVO PASSIVO
25
Intangível (Permanente) Reservas de Capital
Reservas de Lucro
• Ações em tesouraria
• Prejuízos acumulados
Contas de resultado
São contas temporárias em razão de iniciarem zeradas no 1º dia do exercício,
serem movimentadas com lançamentos de crédito e/ou débito durante o exercício
e encerrarem no final do mesmo sendo zeradas. No encerramento seus saldos
são zerados porque são transferidos para uma única conta que apura o resultado
e que na sequência transfere o saldo desse resultado para contas do Patrimônio
Líquido.
• Receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante o período
contábil que resultam em aumentos do Patrimônio Líquido.
Exemplo: Venda de Mercadoria, Venda de Serviços, Venda de Imobilizado,
entre outros.
• Despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período
contábil que resultam em diminuições do Patrimônio Líquido.
Exemplos: ICMS sobre a Venda, Custo da Mercadoria Vendida (CMV), Custo do
Produto Vendido (CPV), Comissão sobre Vendas, entre outros.
26
A receita deve ser reconhecida na DRE quando resultar em aumento dos
benefícios econômicos futuros e estiver relacionada, de forma simultânea, com o
aumento do ativo ou com a diminuição de passivo.
Exemplos:
Aumento do ativo: reconhecimento da venda de mercadorias;
Diminuição do passivo: reconhecimento de perdão de dívida.
27
(-) Abatimentos, Devoluções de Vendas
(=) Receita Líquida de Vendas ou Serviços
(-) Custo mercadoria vendida (CMV)
(=) Resultado Bruto
(-) Despesas Operacionais
Administrativas
Comerciais
Outros Resultados Operacionais
(=) Resultado Operacional antes de Juros (LAJIR)
(+-) Resultado Financeiro
(=) Resultado antes do IR (LAIR)
(-) Despesa com Imposto de Renda
(=) Resultado Líquido
28
• Saldo final da conta Caixa em 2017 (resultado da soma do saldo inicial de 2017,
acrescida dos saldos de movimentação dos fluxos de caixa de operação,
investimento e financiamento).
29
Fluxo de Caixa de Financiamento
Esse fluxo envolve desde financiamentos com terceiros e com os sócios até o
pagamento de dividendos.
As entradas de Caixa de Financiamento incluem:
• aporte de capital pelos sócios;
• captação de empréstimos.
As saídas de Caixa de Financiamento incluem:
• pagamento de empréstimos;
• pagamento de dividendos.
Ainda que não seja a única justificativa para a empresa contratar financiamentos,
é importante destacar que na fase inicial ou de crescimento as empresas
necessitam de mais financiamentos do que, normalmente, conseguem gerar com
as suas operações. Isso gera a necessidade de suprir a falta de entrada de caixa
operacional com a entrada de caixa financiamento.
30
Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais
31
Imposto de renda na fonte sobre dividendos recebidos
Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais
32
UNIDADE 4 - AVALIAÇÃO DOS ATIVOS
4.2 Imobilizado
4
CPC 20 (R1) - Custos de Empréstimos.
33
para colocar o ativo em operação, como por exemplo montagem, tributos, entre
outros.
A NBC TG 27 tem como objetivo estabelecer o tratamento contábil para ativos
imobilizados e a divulgação das suas mutações e das informações que
possibilitem o entendimento e a análise desse grupo de contas. Esse
pronunciamento determina que a mensuração do ativo, após o seu
reconhecimento, deve ocorrer pelo método de custo ou pelo método de
reavaliação, quando a opção pela reavaliação for permitida por lei. No Brasil a
reavaliação não é permitida, portanto deve-se optar pelo método de custo.
Após o reconhecimento como ativo, um item do ativo
imobilizado deve ser apresentado ao custo menos
qualquer depreciação e perda por redução ao valor
recuperável5 acumuladas. (NBC TG 27)
Exemplo:
Cálculo de reconhecimento contábil de um equipamento, comprado em
10/11/2017, em 8 (oito) parcelas, sem entrada, no momento da aquisição:
Preço a prazo do bem em 10/11/2017 R$82.000,00
Preço à vista do bem em 10/11/2017 R$75.000,00
Valor do bem a ser reconhecido em conta do Imobilizado no dia R$75.000,00
10/11/2017
Valor dos juros a serem lançados em conta de dívida no passivo no R$7.000,00
5
CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos.
6
Valor contábil: valor pelo qual um ativo é reconhecido após a dedução da depreciação e da perda por
redução ao valor recuperável acumuladas.
34
dia 10/11/2017
Valor das parcelas mensais (R$9.375,00 do bem + 875,00 do juro) R$10.250,00
Valor mensal dos juros a serem reduzidos em dívida no passivo R$875,00
(oito parcelas)
Depreciação
A depreciação, entendida como a alocação sistemática
do valor depreciável de um ativo ao longo da sua vida
útil econômica para a entidade, corresponde à parcela
pertencente ao período do total da diferença entre o
valor do custo do ativo (ou outro valor que substitua o
custo) menos o valor residual esperado ao final de sua
utilização. (NBC TG 27)
7
Valor residual: valor estimado que a entidade obteria com a venda do ativo, após deduzir as despesas
estimadas de venda, caso o ativo já tivesse a idade e a condição esperadas para o fim de sua vida útil
35
Cálculo de depreciação, pelo método linear8, de veículo adquirido em 01/02/2016
e com as seguintes informações:
Valor de aquisição R$ 35.000,00
Valor residual R$6.000,00
Vida útil 10 anos
Valor a depreciar R$29.000,00
Depreciação mensal (29.000,00 / 120 meses = 241,67) R$241,67
Depreciação anual (29.000,00 / 10 anos = R$2.900,00
2.900,00/ano)
Valor contábil do bem em 01/02/2017 R$32.100,00
Valor contábil do bem em 01/02/2026 R$6.000,00
4.2 Investimento
De acordo com a Lei 6.404/76, art. 179, inciso III, serão classificados como
“investimentos as participações permanentes em outras sociedades e os direitos
de qualquer natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que não se
destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa.”
Os investimentos são mensurados no momento de seus reconhecimentos
contábeis pelo custo de aquisição.
Na mensuração posterior ocorrem as seguintes situações:
o Participação Permanente em Outras Sociedades
Método da equivalência patrimonial: a) Deve obrigatoriamente ser utilizado
sempre que a investidora possuir o controle ou tiver influência significativa na
gestão da investida (presunção de influência significativa sempre que a
investidora possuir pelo menos 20% do capital votante da investida, conforme
NBC TG 18); b) O lucro ou prejuízo que a empresa investida tiver será
reconhecido no resultado da investidora, como resultado de equivalência
patrimonial.
Perdas por redução ao valor recuperável 40. Após a
aplicação do método da equivalência patrimonial,
8
O método linear consiste na aplicação de taxas constantes durante o tempo de vida útil estimado para o
bem e é o mais frequentemente utilizado.
36
incluindo o reconhecimento dos prejuízos da coligada
ou do empreendimento controlado em conjunto em
conformidade com o disposto no item 38, o investidor
deve aplicar os requisitos da NBC TG 38 para
determinar a necessidade de reconhecer alguma
perda adicional por redução ao valor recuperável do
investimento líquido total desse investidor na investida.
(NBC TG 18 (R2) Investimento em Coligada, em
Controlada e em Empreendimento Controlado em
Conjunto)
37
Para a mensuração após o reconhecimento, a empresa deve escolher adotar
política contábil9 que utilize o método do valor justo ou o método do custo,
devendo aplicar essa política a todas as suas propriedades para investimento,
com exceção dos casos apontados nas normas contábeis.
4.3 Intangível
9
A NBC TG 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro afirma que uma alteração
voluntária na política contábil deve ser feita apenas se a alteração resultar numa apresentação mais
apropriada das operações, de outros acontecimentos ou de condições nas demonstrações contábeis da
entidade.
38
(b) intenção de concluir o ativo intangível e de usá-lo
ou vendê-lo;
(c) capacidade para usar ou vender o ativo intangível;
(d) forma como o ativo intangível deve gerar benefícios
econômicos futuros. Entre outros aspectos, a entidade
deve demonstrar a existência de mercado para os
produtos do ativo intangível ou para o próprio ativo
intangível ou, caso este se destine ao uso interno, a
sua utilidade;
(e) disponibilidade de recursos técnicos, financeiros e
outros recursos adequados para concluir seu
desenvolvimento e usar ou vender o ativo intangível; e
(f) capacidade de mensurar com confiabilidade os
gastos atribuíveis ao ativo intangível durante seu
desenvolvimento. (NBC TG 04 (R3))
39
probabilidade de que a determinação do valor
recuperável corrente seja menor do que o valor
contábil do ativo. (NBC TG 01 (R3))
11
Valor em uso é o valor presente de fluxos de caixa futuros esperados que devem advir de um ativo ou de
unidade geradora de caixa.
40
Valor de aquisição do ativo imobilizado R$40.000,00
41
UNIDADE 5 - ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Objetivo
Realizar um diagnóstico sobre a real situação econômico-financeira da entidade,
utilizando informações e relatórios gerados pela contabilidade.
12
Contabilidade Gerencial pode ser definida como um conjunto de técnicas e procedimentos contábeis, como
a contabilidade financeira, a de custos e a análise das demonstrações contábeis, que, quando combinadas,
fornecem informações valiosas para o processo de tomada de decisão nas empresas. (Rede Jornal Contábil,
setembro de 2017)
42
Breve histórico
A Análise das Demonstrações Contábeis surgiu de forma mais sólida no final do
século XX, quando banqueiros americanos começaram a solicitar às empresas
que pretendiam contrair empréstimos.
A contínua abertura de capital por parte das empresas, possibilitou o ingresso de
pequenos e grandes investidores como acionistas, e a utilização da análise das
demonstrações passou a ser um instrumento desses investidores no momento de
decidir em qual empresa investir.
43
5.1 Análise Horizontal
É realizada a partir da comparação dos valores dos saldos de cada uma das
contas, na linha horizontal, referentes a dois ou mais períodos (anos) das
demonstrações financeiras.
Para realizar essa análise da variação entre os períodos, toma-se como
informação base 100% o período mais antigo.
Assim, no modelo a seguir é possível perceber que em 2015 o ativo sofreu um
decréscimo de 1% em relação a 2014, mas que em 2016 houve um acréscimo em
relação à 2014 de 2%, o que cobriu o decréscimo de 1% ocorrido no ano anterior
e ainda elevou um pouco mais o ativo em relação aos demais anos.
É possível perceber muitas possibilidades de análises que, se consideradas conta
a conta do Balanço Patrimonial, permitirão uma série de conclusões importantes
para uso dos usuários em momentos de decisões.
44
2014 Base 2015 Variação 2016 Variação
ATIVO
R$ 6.292.888,00 100% R$ 6.248.730,00 -1% R$ 6.391.100,00 2%
(-) Estimativa p/ Créd. De Liquidação Duvidosa (ECLD) -R$ 19.512,00 100% -R$ 46.120,00 136% -R$ 55.600,00 185%
(-) Depreciação Acumulada -R$ 69.000,00 100% -R$ 103.500,00 50% -R$ 138.000,00 100%
(-) Depreciação Acumulada -R$ 115.000,00 100% -R$ 138.000,00 20% -R$ 161.000,00 40%
(-) Depreciação Acumulada -R$ 396.000,00 100% -R$ 528.000,00 33% -R$ 699.600,00 77%
45
(-) Depreciação Acumulada -R$ 960.000,00 100% -R$ 1.280.000,00 33% -R$ 1.600.000,00 67%
(-)Amortização -R$ 8.700,00 100% -R$ 95.700,00 1000% -R$ 174.000,00 1900%
2%
PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO R$ 6.292.888,00 100% R$ 6.248.730,00 -1% R$ 6.391.100,00
46
A utilização de mais de dois períodos na análise horizontal permite a comparação entre os períodos subsequentes ao do
período antes tido como base. Não há limite máximo para a quantidade de períodos a serem analisados.
47
5.2 Análise vertical
48
ATIVO 2014 % 2015 %
(-) Estimativa p/ Créd. De Liquidação Duvidosa (ECLD) -R$ 19.512,00 -R$ 46.120,00
-0,31% -0,74%
49
(-) Depreciação Acumulada -R$ 960.000,00 -15,26% -R$ 1.280.000,00 -20,48%
50
5.3 Análise Financeira por Quocientes (Índices)
51
Esse quociente deve ser de, pelo menos, igual a 1, sendo desejável que seja
maior que 1, e apesar de poder se afirmar que quanto maior o quociente, melhor
será para a situação da empresa, é indispensável considerar que um quociente
de liquidez imediata muito alto não representa necessariamente algo positivo,
uma vez que disponibilidade ociosa também pode ser prejudicial para a empresa
em casos de inflação significativa.
Exemplo:
Quociente de Liquidez Imediata = Disponibilidades / Passivo
Circulante
QLI = 384.000,00 / 289.000,00 = 1,33 Situação positiva
52
Quociente de Liquidez Corrente = Ativo Circulante / Passivo Circulante
QLC = 487.000,00 / 289.000,00 = 1,68 Situação positiva
53
prazos variados no curto prazo, que também se encontram na apuração de outros
quocientes, existem prazos mais diversos no longo prazo, considerando que não
há limite de prazo máximo para ser considerado.
Esse quociente deve ser de, pelo menos, igual a 1, sendo desejável que seja
maior que 1, portanto quanto maior, melhor.
Exemplo:
Quociente de Liquidez Geral = Ativo Circ. + Realizável a LP / Passivo Circ.+
Exigível a LP
QLG = 487.000,00 + 145.000,00 / 289.000,00 + 160.000,00
= 632.000,00 / 449.000,00 = 1,41 Situação positiva
Apurando:
Liquidez corrente = 1.800.000,00 / 1.000.000,00 = 1,8
54
Liquidez geral = 2.200.000,00 / 1.800.000,00 = 1,2
55
o Quociente de Capitais de Terceiros/Capitais Próprios
Quociente de Capitais de Terceiros e Exigível Total
Capitais Próprios = Patrimônio Líquido
56
No numerador constam os valores do passivo circulante, portanto, dívidas de
curto prazo, e no denominador o total do capital de terceiros.
O quociente deverá ser menor que 1, sendo que quanto menor o quociente,
menor a dependência do capital de terceiros de curto prazo, o que pode indicar
uma melhor da situação da empresa, pela possibilidade de maior tempo para o
pagamento da maior parte das dívidas e da indicação do possível investimento
em expansão.
A análise da evolução desse quociente durante determinados períodos permite a
visualização da política de expansão da empresa, caso exista. Isso porque a
expansão de uma empresa deve ser financiada pelo endividamento de longo
prazo.
Quocientes de Rotatividade
São coeficientes considerados de alta relevância na análise de crédito por
expressarem a velocidade com que alguns dos elementos patrimoniais se
renovam.
57
No numerador está o valor do custo das vendas de produtos ou mercadorias, e no
denominador o estoque médio dos produtos ou mercadorias, que podem ser
calculados pela média aritmética de estoque inicial e final, ou pelo estoque médio
dos 12 (doze) últimos balancetes13 mensais.
Esse cálculo de quociente de rotatividade também pode ser estendido para os
estoques de materiais e de produtos em elaboração.
Exemplo:
Determinada empresa vendeu seus produtos durante 2016 ao custo de R$
300.000,00, e identificou durante esse mesmo período um estoque médio de
produtos de R$40.000,00.
Rotatividade dos Estoques = Custo das vendas / Estoque Médio de Mercadoria
Rotatividade dos Estoques = 300.000,00 / 40.000,00
Rotatividade dos Estoques = 7,5 vezes
13
O balancete de verificação é um demonstrativo auxiliar que relaciona os saldos das contas remanescentes
no diário. Imprescindível para verificar se o método de partidas dobradas está sendo observado pela
escrituração da empresa. (Portal de Contabilidade)
58
atividade, considerando que cada empresa possui características próprias de sua
atividade ou de sua política empresarial adotada.
Exemplo:
Dados para apuração em dias:
Valor médio mensal de duplicatas a receber a prazo = R$140.000,00
Valor médio diário das vendas a prazo = R$ 1.940,00
Prazo Médio de Recebimento de Contas a Receber = Duplicatas a Receber Médio
/ Vendas Médias
Prazo Médio de Recebimento de Contas a Receber = 140.000,00/ 1.940,00 = 72
dias
O resultado indica que a empresa leva em média 72 dias para receber suas
vendas a prazo.
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Analisando, comparativamente, os exemplos dos quocientes de Prazo Médio de
Recebimento de Contas a Receber e Prazo Médio de Pagamento de Contas a
Pagar, é possível concluir que a empresa recebe suas vendas a prazo em média
em 72 dias e paga seus fornecedores em média em 92 dias. Essa situação pode
ser considerada favorável.
60
Rotação do Giro do Ativo = Vendas
Ativo Médio
Alguns coeficientes, como por exemplo Margem de Lucro sobre as Vendas, Giro
do Ativo, Retorno sobre o Investimento, Retorno sobre o Patrimônio Líquido,
Alavancagem Financeira, etc., não estão sendo abordados nesse material, mas
merecem a indicação de leitura complementar.
61
BIBLIOGRAFIA
Básica:
IUDICIBUS, Sérgio de; MARION, José Carlos. Curso de Contabilidade para não
Contadores. 7ª ed. São Paulo: Atlas, 2011.
LEI 6.404 de 15 de Dezembro de 1976. Lei das Sociedades Anônimas.
LEI Nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996.
NBC TG Estrutura Conceitual – Estrutura Conceitual para Elaboração e
Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro.
NBC TG 01 (R3) – Redução ao Valor Recuperável de Ativos. Conselho Federal
de Contabilidade.
NBC TG 23 (R1) - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de
Erro.
NBC TG 26 (R4) – Apresentação das Demonstrações Contábeis.
NBC TG 27 – Ativo Imobilizado.
RESOLUÇÃO CFC N.º 1.374/11.
Complementares:
COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. Disponível em:
[Link] . Acesso em 23/10/2017.
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Disponível em: [Link]
Acesso em 23/10/2017.
INSTRUÇÃO NORMATIVA RFB Nº 1515, de 24 de novembro de 2014.
NBC TG 04 (R3) – Ativo Intangível.
NBC TG 18 (R2) – Investimento em Coligada, em Controlada e em
Empreendimento Controlado em conjunto.
NBC TG 28 (R3) - Propriedade para Investimento
SZUSTER, Natan; SZUSTER, Fortunée Rechtman; SZUSTER, Flávia Rechtman;
SZUSTER, Fernanda Rechtman; CARDOSO, Ricardo Lopes. Contabilidade Geral -
Introdução À Contabilidade Societária. 4ª Ed. São Paulo: Atlas, 2013.
62